Afogados da Ingazeira, minha terra natal, me proporcionou, ontem, uma noite de autógrafos do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ em alto estilo e com muita emoção. Confira as imagens!
Fotos: Cláudio Gomes













Afogados da Ingazeira, minha terra natal, me proporcionou, ontem, uma noite de autógrafos do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ em alto estilo e com muita emoção. Confira as imagens!
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O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Master no STF. A decisão ocorre após relatório da Polícia Federal (PF) apontar menções ao nome do magistrado no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco Master. O material foi entregue pessoalmente pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao presidente do STF, Edson Fachin, na segunda-feira (9/2). O movimento aumentou a pressão pela saída de Toffoli da relatoria do processo.
A decisão de saída de Toffoli do caso Master foi tomada após reunião entre ele e os demais nove ministros em exercício na Corte, na tarde de hoje, para discutir o assunto. As informações são do portal Metrópoles.
Leia maisNa reunião, houve um acordo em que os ministros rejeitaram o pedido de suspeição contra Toffoli e consideraram todos os atos do magistrado no processo serão legítimos. Em troca, ele deixaria a relatoria e o caso será redistribuído
Após a reunião, os ministros emitiram uma nota afirmando que afastaram a possibilidade de suspeição do relator, e manifestaram “apoio pessoal” ao ministro Dias Toffoli após as revelações sobre as mensagens com Vorcaro. Ainda segundo a nota, foi decisão do próprio Toffoli de enviar seus atos no caso Master para redistribuição do presidente da Corte, Edson Fachin.
Confira a nota na íntegra:
Os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.
Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência. Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.
Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição.
A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator. Assinam:
Estadão
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) indicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que aceitará o convite para ser candidato ao governo de Minas Gerais. O acordo está praticamente fechado e Pacheco somente recuará se houver algum imprevisto em relação à sua mudança de partido.
Em reunião realizada ontem, no Palácio do Planalto, Lula disse ao senador que precisava dele em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do País. Candidato a novo mandato, o presidente não conseguiu até agora montar um palanque forte em Minas, onde o PT está isolado. Desde a redemocratização, o postulante ao Planalto que consegue mais votos em Minas vence a disputa presidencial.
Leia maisNa conversa, Lula não deixou nem mesmo Pacheco citar alternativas de nomes para concorrer ao governo do Estado no seu lugar. “A única opção é você, Pacheco”, disse o presidente. O senador respondeu, então, que tem “responsabilidade com o Brasil, com Minas e com a democracia” e só espera resolver sua situação partidária antes de acertar a candidatura.
Pacheco sairá do PSD porque a sigla filiou o vice-governador de Minas, Matheus Simões, para concorrer à cadeira de Romeu Zema. Diante disso, Pacheco negocia a filiação ao União Brasil, mas também tem convites do MDB e do PSB.
As tratativas estão sendo feitas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Antes, Alcolumbre tentou emplacar Pacheco na vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Lula, porém, quer o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para ocupar o cargo. A aprovação do nome de Messias depende de sabatina no Senado, ainda não marcada.
Até agora, há resistências de integrantes do Centrão e do PL ao advogado-geral da União porque ele é considerado muito ligado ao PT. O presidente espera um clima mais favorável a Messias para enviar a indicação de seu nome ao Senado.
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Integrantes do governo Lula avaliam que a crise envolvendo Dias Toffoli e o Banco Master já contaminou a imagem do Supremo Tribunal Federal (STF) e sugerem, nos bastidores, que o ministro tire uma licença e se afaste temporariamente da Corte para tentar conter o desgaste institucional.
O discurso oficial é o de que o governo não vai se meter em assuntos internos do STF, mas há preocupação real de que julgamentos e decisões do tribunal passem a ser alvo de revisões e ataques, sobretudo em casos sensíveis, como os processos ligados aos atos golpistas de 8 de janeiro. As informações são do blog da Andréia Sadi.
Leia maisIntegrantes do Planalto também defendem que a investigação sobre o Master vá até o fim. Em meio à crise, o presidente Lula conversou com o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O presidente do STF, Edson Fachin, convocou nesta quinta uma reunião com ministros para apresentar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre a perícia no celular de Daniel Vorcaro, dono do Master.
Segundo o relatório, há menções a Toffoli em mensagens extraídas do aparelho do banqueiro, investigado por fraudes bilionárias. O conteúdo dessas mensagens não veio a público.
No mesmo encontro, Fachin vai anunciar aos ministros a resposta enviada por Toffoli, que é relator do caso Master, sobre esse documento da PF. É grande a pressão no tribunal para que Toffoli se declare suspeito e abra mão de ser o responsável pelas investigações do Master.
Interlocutores afirmam que Toffoli disse a Fachin que não vê conflito de interesses nem razões suficientes para deixar o caso. Segundo o Supremo, Fachin já enviou o relatório da PF para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
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O ex-ministro Gilson Machado Neto filiou-se, hoje, ao Podemos, em solenidade prestigiada pela direção nacional do partido. No ato, Gilson confirmou a sua pré-candidatura a deputado federal e afirmou que escolheu a legenda pela “carta branca” concedida pelo presidente estadual do Podemos, Marcelo Gouveia.

“O partido me deixou à vontade para formar uma bancada de direita. Há divergências, mas a grande maioria vai apoiar Flávio Bolsonaro. Estamos construindo um apoio nacional. Quanto a Raquel Lyra, a direita até agora não lançou candidato a governador. Se lançar, terei carta branca. Se não lançar, vai acontecer o que ocorreu em 2022, quando a direita votou em peso em Raquel”, ressaltou Gilson.
Durante a solenidade, a presidente nacional do partido, Renata Abreu, afirmou que também está articulando uma aliança com um presidenciável de direita. “Eu mudo de partido, mas não mudo de camisa. Aqui, construirei novos caminhos que nos ajudarão a unir forças para apoiar o nosso líder para o pleito de 2026, Flávio Bolsonaro. Meu maior propósito é trabalhar por Pernambuco e pelo Brasil, e isso farei no Podemos, que me deu total liberdade para atuar como sempre fiz”, disse o pré-candidato.
A prefeita de Olinda, Mirella Almeida (PSD), criou um Projeto de Lei fixando o pagamento dos artistas no período de até 30 dias úteis após o Carnaval para aqueles que receberão os recursos vindos de convênios e patrocinadores. Já para a verba vinda dos cofres públicos, a gestão realizará o procedimento no período máximo de 60 dias. A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal, hoje.
O projeto altera a Lei Municipal nº 5.306, de 30 de outubro de 2001, a conhecida Lei do Carnaval. A medida foi criada contemplando o devido cumprimento da ordem cronológica estabelecida pela Lei Federal que estabelece isonomia e impessoalidade.
A prefeita vetou o projeto criado pela vereadora Eugênia devido a várias irregularidades que tornavam inconstitucional a proposição anterior. O veto foi acatado pela Câmara. Com a previsão específica das fontes de recursos priorizadas, o projeto garante adequação orçamentária e financeira, respeito à ordem cronológica de pagamentos, além de assegurar previsibilidade e segurança tanto para os contratados quanto para a Administração Pública.
A Bandeirantes Mídia instalou um outdoor no povoado de Santo Antônio da Cobra, no interior do Rio Grande do Norte, em homenagem a Dona Tânia Maria, personagem do filme Agente Secreto, a pedido do Burger King. A ação surpreendeu a homenageada ao levar a campanha para a cidade onde ela mora. A iniciativa repercutiu positivamente entre os moradores e movimentou a comunidade com a ação publicitária inusitada.
O cantor e compositor Josildo Sá criou, nesta semana que abre o carnaval de Pernambuco, um frevo em homenagem ao seu grande amigo e morador do bairro do Poço da Panela, ‘Seu Vital’. Em vídeo enviado ao blog, Josildo deu uma palhinha da música e prometeu cantá-la em seu show, no polo do Poço, na próxima segunda-feira. Confira:
O deputado federal Fernando Monteiro (PSD) tem reforçado o apoio, por meio de emendas parlamentares, ao sistema de captação e aproveitamento de água da chuva desenvolvido em Pernambuco, uma tecnologia que já transforma a realidade de comunidades no Estado e agora ganha projeção nacional com implantação também no Pará. A iniciativa foi criada pela Pluvi Ambiental, a partir de pesquisas da Universidade Federal de Pernambuco, e vem se consolidando como referência em soluções hídricas sustentáveis.
No Recife, já são 516 unidades instaladas em áreas de morro, garantindo acesso à água potável para centenas de famílias. Com recursos destinados por Fernando Monteiro, 87 famílias do bairro do Passarinho, na comunidade do Alto da Telha, passaram a contar com água encanada e melhores condições de vida. “Estamos falando de uma tecnologia premiada, desenvolvida em Pernambuco, que leva dignidade para quem mais precisa. Tenho orgulho de apoiar esse projeto com emendas parlamentares para que mais casas sejam beneficiadas”, destacou o deputado.
A experiência pernambucana passou a inspirar outras regiões do país. No Pará, já foram instalados 10 sistemas coletivos na Ilha do Combu, em Belém, contemplando escolas, posto de saúde e pequenos negócios ligados à bioeconomia local. A implantação ocorre por meio do programa Água para Todos, do Governo do Pará, ampliando o acesso à água potável e fortalecendo atividades que movimentam a economia sustentável da região.
O deputado estadual Romero Albuquerque (UB) desafiou a governadora Raquel Lyra (PSD) a cancelar a realização do Circuito Nacional de Vaquejada, previsto para novembro, na Arena de Pernambuco. Isto porque a gestora tem tentado se aproximar da causa animal “de forma desastrosamente contraditória”, segundo o deputado.
“Se desse lado daí, governadora, tem quem é a favor dos animais de verdade, vai ter que se posicionar”, disparou Romero. “Cancele a vaquejada e assine um decreto proibindo as carroças em Pernambuco”, pediu, em um vídeo gravado em frente ao estádio publicado em suas redes sociais. “Durante 3 anos, o governo não deu atenção a isso. Falamos sobre a realidade dos animais em Pernambuco lá no comecinho de 2023. Ou seja, está atrasado e só fez em ano eleitoral”, alfinetou.
Para Romero, a causa animal não é “palco eleitoral e deve ser tratada com seriedade”. “Não dá pra viver em um estado onde o governo anuncia castramóvel e financia do outro lado o sofrimento para os animais. Não dá pra dizer que defende a causa animal e passar pano pra vaquejada. Dinheiro nenhum vale mais que a vida de um animal. Recife mostrou que é possível acabar com essa exploração [o fim das carroças], agora tem que acontecer em Caruaru, tem que acontecer em Jaboatão, em Olinda, em Garanhuns”, disse.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visita, amanhã, às 15h, a fábrica do Aché Laboratórios Farmacêuticos, que está sendo expandida para produzir medicamentos estéreis (líquidos), no Cabo, Região Metropolitana do Recife. No sábado, ele conhece o desfile do Galo da Madrugada a convite do prefeito João Campos (PSB).
O Hotel Sesc Triunfo celebra duas décadas de história acompanhando transformações, recebendo diferentes gerações e consolidando-se como parte da experiência de quem visita à cidade. Mais do que um meio de hospedagem, o espaço se firmou como um local de acolhimento e convivência, onde cada detalhe da estadia é pensado para conectar pessoas e valorizar o bem-estar.
Comemorar 20 anos é reconhecer uma trajetória construída com cuidado, dedicação e compromisso com o Turismo Social, marca do Sesc. Uma história feita de vivências, encontros e memórias, que segue aberta para novos capítulos e muitos destinos pela frente.
Por Antonio Magalhães*
A Quarta-Feira de Cinzas é sempre melancólica. Depois que ela chega se esvai toda a explosão de alegria carnavalesca real ou aloprada com álcool e outras substâncias. E este ano o casal presidencial pode estar brincando o último CarnaLula no poder. O réquiem será o desfile no Rio da escola de samba “Acadêmicos de Niterói”.
Um evento que homenageia o presidente da República por conta de uma verba governamental de R$ 7 milhões. Nossos milhões para burlar a legislação eleitoral. É uma lembrança fora do lugar, uma vez que em 18 anos de comando do país, o petismo pouco mudou o perfil socioeconômico da população. Os brasileiros continuam pobres, dependentes do poder público e foliões alucinados que comemoram não se sabe o quê.
Leia maisMas na próxima semana vai ser a hora da “quarta-feira ingrata que chega só pra contrariar”. Vai chatear muita gente, menos os foliões de Olinda que conseguem esticar o Carnaval até o domingo pós-cinzas. A torcida é que as cinzas levem também o consórcio Governo/STF/Velha imprensa que pôs e dispôs do Brasil e dos brasileiros nos últimos três anos.
Foram empurrados goela abaixo com confetes mais impostos, mais censura à liberdade de expressão, mais insegurança pública, mais benefícios supostamente sociais “mascarados como nos bailes de antigamente” apenas para arrecadar votos. Este grupo conseguiu muita coisa, menos a simpatia da população. E não suspendeu o Carnaval porque não pôde, como vem tentando fazer com as redes sociais. Sabe que vai receber uma saraivada de críticas e ironias contra o seu poder, vitimado pelo poderoso aplicativo de Inteligência Artificial (IA) já em uso em “memes” memoráveis com a temática do Carnaval.
De consolo e esperança de dias melhores resta o ditado popular “Carnaval tem todo ano” para quem não quis participar da festa ou se viu impedido diante de restrições legais, como prisões com penas estapafúrdias ou exílios. Olhando para trás, por dois anos, 2021 e 2022, o Carnaval foi suspenso por conta da pandemia. O Corona Vírus mudou o tom alegre e irreverente do período, inundando Pernambuco com a versão fúnebre da marcha “Vassourinhas”. Foram anos sem frevo, sem Galo, tempo de peste, de risco de vida, de saudade dos mortos pelo vírus chinês. Tempo sem aglomerações, sem abraços, sem beijos “roubados” em todos os cantos.
Mas de acordo com a tradição brasileira de esquecimento de fatos negativos, a pandemia ficou rapidamente no passado e em 2023 voltou o Carnaval. A memória da tragédia, com a exceção da lembrança dos parentes dos mortos, se diluiu no frevo, confete e serpentina.
Foi um Carnaval da pós-pandemia da Covid tão animado como o de 1919, comemorado pelos sobreviventes da Gripe Espanhola, na qual morreram cerca de 35 mil brasileiros numa população de 29 milhões, um percentual semelhante às vítimas fatais do vírus chinês nesse Brasil de hoje de 210 milhões de habitantes. E tão surpreendentemente como chegou, em novembro de 1918, a Gripe Espanhola minguou e em 1919 não havia mais novos casos. O alívio foi tanto que o Rio de Janeiro explodiu em 1º de março com o Carnaval da Ressurreição ou, como registrou o escritor Ruy Castro, o Carnaval da Revanche, “a grande desforra contra a peste que dizimara a cidade”.
É bom lembrar que a turma pernambucana do “fique em casa”, em plena pandemia da Covid, pensou em apressar a volta dos festejos carnavalescos ainda em 2022, sob o argumento que milhões de reais viriam com a festa, gerando empregos, renda, impostos e também mais contaminados. Felizmente isso não aconteceu.
Houve também quem recordou que o Carnaval de 2020 já prenunciava, em fevereiro, a tragédia global, quando foram identificados no Brasil os primeiros casos da Covid. Mas como os três macaquinhos da lenda urbana, o governador de Pernambuco Paulo Câmara, na época, não quis “ouvir” nada sobre os riscos, não “enxergou” a realidade pensando apenas na sua popularidade e nos lucros da festa. E “calou-se” num silêncio mortal, deixando que milhões de pernambucanos e turistas se aglomerassem, transpirassem, tossissem, passando viroses variadas em eventos como o Galo da Madrugada, o carnaval do Recife Antigo, o sobe-e-desce das ladeiras de Olinda, os Papangus de Bezerros e outros blocos.
Comprovadamente, faltou coragem aos governantes em todos os níveis para suspender os festejos já em 2020, ano de eleição municipal e período de paparicação do eleitor, não importando o risco de vida. Sabe-se que ainda no Império houve um cancelamento parcial da festa. O Imperador Pedro II suspendeu os festejos de rua em 1854, no Rio Janeiro, quando percebeu que o “entrudo” estava passando dos limites civilizados. As brincadeiras pesadas estavam ameaçando a saúde pública, com mela-mela de lama e de urina. Ele identificou ainda o risco da liberalidade dos dias momescos levar a uma revolta popular.
Espertamente, o Imperador mudou o perfil da festa. Transportou os festejos para os salões elegantes da Corte. O povão ficou sem Carnaval e a elite garantiu sua alegria. Mais ou menos como acontece ainda hoje em que autoridades, milionários, artistas e convidados especiais abrigam-se nos chamados “camarotes” para ver a massa se esbaldar na folia calorenta e contagiante, movida a álcool com tira-gosto de viroses.
Os “camarotes” do Galo da Madrugada, o maior bloco carnavalesco do planeta – como existissem outros para comparar –, vêm cumprindo sua função de dar mais visibilidade à diferença de classe social. Como acontece também no desfile de escolas de samba do Rio e nos trios elétricos de Salvador com o caminhão puxando a música ou o barulho, a turma riquinha protegida na corda e o populacho atrás do trio, a chamada pipoca. A exceção nesses dias de Momo são os blocos de rua do Recife e Olinda, com orquestra caminhando ao lado dos foliões. A grande expressão do carnaval democrático sem qualquer interferência do STF.
Enfim, um Carnaval sem crises e pouca animação não existe. A maior festa popular do país embola gente, desigualdade social, frevo, samba, chuva, suor, cerveja e muita alegria. Evoé! E que o ano de 2027 traga uma nova perspectiva socioeconômica para este Brasil folião. É isso.
*Jornalista
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