Afogados da Ingazeira, minha terra natal, me proporcionou, ontem, uma noite de autógrafos do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ em alto estilo e com muita emoção. Confira as imagens!
Fotos: Cláudio Gomes













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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quinta-feira (5) à TV Globo que espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancione o reajuste a servidores da Câmara aprovado pelo Congresso nesta semana.
Segundo o parlamentar paraibano, após a sanção, ele vai publicar um ato da Mesa Diretora que eleva a verba de gabinete dos deputados. Esse ato, inclusive, já está pronto para publicação, de acordo com Motta. As informações são do g1.
Leia maisA TV Globo apurou com líderes partidários que o aumento deve ser de cerca de R$ 30 mil.
Atualmente, o valor é de R$133,2 mil por mês. Com o aumento, passará para cerca de R$165 mil mensais.
À TV Globo, Motta disse que a elevação na verba de gabinete será necessária para se fazer frente aos aumentos concedidos para os funcionários da Câmara pelo Congresso.
O valor da elevação, de cerca de R$ 30 mil, foi calculado em cima da última vez que houve um aumento na verba de gabinete, em 2023, levando-se em conta a inflação do período e correções anuais.
Aumento a servidores
Na última terça-feira, o Congresso aprovou projetos que aumentam salários de servidores da Câmara e do Senado. Os reajustes seguiram para a sanção do presidente Lula.
Os textos preveem acréscimos anuais no vencimento básico dos servidores entre 2026 e 2029. As propostas aprovadas também criam uma licença por dias trabalhados na Câmara e no Senado.
Na Câmara, o benefício valerá para servidores “ocupantes de cargo efetivo que exercem função comissionada nível FC-4 ou superior” e servirá para compensar o “exercício de função relevante singular e do acúmulo de atividades”.
A proposta estabelece que os servidores terão direito a, no máximo, um dia de folga por cada três dias trabalhados, com um limite de até dez dias de descanso por mês.
Pelas propostas, a folga poderá ser indenizada, ou seja, os servidores poderão receber o benefício em dinheiro, sem que isso entre na limitação do teto do funcionalismo.
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O prefeito de Toritama, Sérgio Colin (PP), iniciou na manhã desta quinta-feira (5) a entrega dos kits escolares para o ano letivo de 2026. A ação contempla mais de 8 mil estudantes matriculados na rede municipal de ensino e ocorre no início das aulas, que começaram na quarta-feira (4), com distribuição de materiais para alunos de diferentes etapas da educação.
“Nossa missão é garantir que cada estudante de Toritama tenha em mãos as ferramentas adequadas para o seu desenvolvimento. O kit escolar é um investimento no futuro dessas crianças e também uma segurança para os pais, que sabem que a educação aqui é prioridade”, afirmou Sérgio Colin durante a solenidade. De acordo com a Prefeitura, o cronograma de entrega foi divulgado nas redes sociais e seguirá até a próxima terça-feira (10), atendendo desde a Educação Infantil até as turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA), no período noturno.
Os kits foram organizados em três modalidades e incluem itens como mochilas, estojos, agendas e garrafas de alumínio, além de material pedagógico com lápis de cor, giz de cera, tinta guache, cadernos e outros acessórios para uso em sala de aula. A agenda contou com a presença do secretário de Educação, Áureo Falcão, do secretário de Gestão Estratégica, Edilson Tavares, e de vereadores da base governista.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou nesta quinta-feira (5) que os Três Poderes revisem e suspendam os “penduricalhos” ilegais do serviço público, isto é, sem fundamento legal específico.
O ministro deu prazo de 60 dias para que Executivo, Legislativo e Judiciário revisem o pagamento dessas verbas, que são valores que ultrapassam o teto do funcionalismo, que é o salário de ministros do Supremo, que é de R$ 46.366,19.
“Aquelas verbas que não foram expressamente previstas em LEI — votada no Congresso Nacional ou nas Assembleias Legislativas ou nas Câmaras Municipais (de acordo com cada esfera de competência) — devem ser imediatamente suspensas após o prazo fixado”, diz um trecho do documento. As informações são do g1.
Leia maisA decisão analisou a legalidade do pagamento de honorários e verbas indenizatórias acima do teto constitucional.
O ministro critica a a ausência de uma lei nacional que regulamente as indenizações e determina ao Congresso Nacional a elaboração de uma legislação para regulamentar quais verbas indenizatórias são efetivamente admissíveis como exceção ao teto.
Na decisão, Dino afirmou que verbas indenizatórias foram usadas para maquiar o pagamento turbinado de salários ultrapassando o limite previsto pela Constituição. Verbas indenizatórias são aquelas que podem ficar fora do teto.
O ministro afirmou que a título de indenizações, o poder público tem permitido super-salários, como “auxílio-peru” e “auxílio-panetone”.
“Essa situação fática implica o descumprimento generalizado da jurisprudência vinculante do STF acerca do teto, impondo o ônus de que cada caso concreto seja arbitrado pelo Tribunal — isso quando há algum tipo de provocação. Esse descumprimento generalizado, em vez de implicar a busca de correções ou autocorreções, tem produzido uma incessante busca por ‘isonomia'”, afirma o ministro.
“Afinal, como a grama do vizinho é mais verde, é ‘natural’ que haja uma constante corrida para reparar essa ‘injustiça’, com criação de mais ‘indenizações’ acima do teto, que serão adiante estendidas a outras categorias, em ‘looping” eterno'”, prossegue.
Dino ressaltou que as verbas indenizatórias são destinada a recompor gastos efetivados pelo desempenho do serviço.
E afirmou que que a “multiplicação anômala de verbas indenizatórias chegou recentemente a patamares absolutamente incompatíveis”.
O ministro citou como exemplos:
Segundo Dino, a decisão será submetida ao Plenário da Corte, em sessão presencial, com data ainda a ser definida pela Presidência do STF.
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O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, informou nas redes sociais que sete deputados estaduais de São Paulo anunciaram compromisso de se filiar ao partido no próximo dia 4 de março, durante a janela partidária. Segundo ele, os parlamentares Analice Fernandes, Maria Lucia Amary, Dirceu Dalben, Rogério Nogueira, Mauro Bragato, Barros Munhoz e Carlão Pignatari deverão oficializar a entrada na legenda na data prevista, com foco no fortalecimento do partido e na disputa eleitoral de outubro. Kassab também citou o governador Tarcísio de Freitas e afirmou que o grupo apoia o projeto de reeleição do gestor estadual em 2026.
Por Julia Rocha – Blog da Folha
As possíveis candidaturas avulsas ao Senado em Pernambuco tendem a enfrentar dificuldades no cenário eleitoral de 2026, principalmente com a polarização esperada na disputa pelo governo do estado, entre o atual prefeito João Campos e a governadora Raquel Lyra (PSD). A avaliação é do ex-deputado federal e comentarista da Folha de Pernambuco, André Campos, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7.
As candidaturas avulsas ao Senado são aquelas lançadas de forma independente, sem vinculação a chapas majoritárias para o Governo do Estado, ou seja, não integram alianças eleitorais. Segundo ele, nomes como Marília Arraes (Solidariedade), Anderson Ferreira (PL) e Gilson Machado, que no momento está sem partido, são potenciais candidatos nesse modelo, mas enfrentariam desafios estruturais ao seguirem sozinhos.
Leia mais“Eu acho que perde muito sem um candidato a governador. A eleição vai ser uma eleição polarizada entre Raquel e João e já está se mostrando aí uma eleição complicada, uma eleição que tem que se buscar inclusive muito equilíbrio”, afirmou.
Suporte
Para André, mesmo candidaturas bem posicionadas nas pesquisas, como a de Marília Arraes, tendem a perder força ao longo da campanha sem o suporte de um palanque majoritário. Ele destacou que, tradicionalmente, as candidaturas ao Senado estão atreladas às chapas ao governo, que oferecem estrutura, tempo de televisão e organização partidária.
“É muito difícil um senador avulso ter futuro, por mais que as pesquisas hoje apontam Marília como bem colocada, durante a campanha, qualquer candidatura avulsa eu acho que não teria muito futuro, não”, disse.
O comentarista também não descarta que candidaturas avulsas possam declarar apoio a postulantes ao Governo do Estado durante a campanha. Marília Arraes, por exemplo, poderia apoiar João Campos caso dispute o Senado por outra legenda. Ainda assim, o ex-parlamentar ressalta que esse apoio informal não substitui a força de uma candidatura integrada à chapa majoritária.
No campo da direita, André Campos avalia que pode surgir uma candidatura avulsa com discurso alinhado ao bolsonarismo, especialmente para o Senado. Nesse cenário, o candidato defenderia pautas nacionais, como o enfrentamento ao Supremo Tribunal Federal, e adotaria uma estratégia desvinculada da escolha para o governo estadual. “O discurso pode ser esse: vote em quem quiser para governador, mas me escolha para representar Bolsonaro no Senado”, descreveu.
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Ao falar em eleições e nas críticas ao seu governo o presidente Lula diz que vai propor um debate na Faria Lima para discutir politica fiscal e também em políticas sociais. Em entrevista à Daniel Lima, no UOL, o presidente disse até junho é presidente da República e que tem que entregar tudo que prometeu ao povo brasileira. E disse ainda que nesta eleição, a missão é encontrar os eleitores que têm flexibilidade ideológica e não acredite em mentiras.
“Agora tem uma coisa que eu sei: quem não gosta de mim, não gosta de mim. E quem não gosta dele, não gosta deles. O que nós precisamos é achar, nesses 250 milhões de habitantes, as pessoas que ainda têm flexibilidade ideológica, que não acreditam em mentiras, ninguém é o nome montado lá do centro. Porque o que vai estar em jogo nas eleições de 2026 é se esse país continuar sendo democrático. Se as instituições vão continuar funcionando para sustentar a democracia, se o movimento social vai ter representatividade pra fazer as manifestações ou se a gente vai acabar com tudo isso”, afirmou. As informações são da coluna de Míriam Leitão para o jornal O GLOBO.
O prefeito de Taquaritinga do Norte, Gena Lins (PP), cumpre agenda institucional em Brasília nesta semana com foco na captação de recursos e fortalecimento de parcerias para o município. Durante visita à Câmara dos Deputados, ele se reuniu com os deputados federais Eduardo da Fonte e Lula da Fonte, que confirmaram a destinação de R$ 4 milhões em emendas parlamentares para a área da saúde, com liberação prevista para o início de 2026. Segundo os parlamentares, também estão em andamento articulações para novos aportes voltados a investimentos em infraestrutura.
Na capital federal, o prefeito também participou de audiência no Ministério do Esporte para acompanhar o andamento do projeto Arena Brasil, complexo esportivo comunitário viabilizado por emenda de Eduardo da Fonte em parceria com o governo federal. A proposta já foi aprovada e está em fase avançada de tramitação, com previsão de início das obras até meados de 2026, beneficiando o bairro Silva de Cima e outras áreas do município. “Esses avanços são resultados de um trabalho conjunto entre o Executivo municipal e nossos representantes no Congresso. A Arena Brasil e os recursos para saúde vão impactar diretamente a qualidade de vida dos taquaritinguenses”, afirmou Gena Lins.
Durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa, hoje, o deputado Edson Vieira (União) voltou a defender a implantação de uma escola de Ensino Médio no distrito de São Domingos, em Brejo da Madre de Deus, e cobrou maior sensibilidade do Governo do Estado diante da demanda.
O parlamentar relembrou que o pedido foi apresentado em novembro, por meio da Indicação nº 14551/25, e que recebeu resposta da Secretaria de Educação em janeiro, através do Ofício nº 148/26, informando que, no momento, não há previsão para a construção da unidade. “Sigo empenhado na luta pela educação e continuarei trabalhando para que o Governo compreenda a importância dessa unidade para o futuro dos estudantes de São Domingos”, afirmou.
A contagem regressiva para a folia começou. A MV, multinacional líder na América Latina no desenvolvimento de softwares para a saúde, realizará, no dia 11 de fevereiro, a 12ª edição do tradicional bloco “Quem Me Viu, Quem MV”. A prévia, maior corporativa do estado e que já faz parte do calendário da cidade, reunirá colaboradores, clientes, parceiros e foliões no coração do Recife Antigo.
Com a expectativa de manter o sucesso de público e receber cerca de três mil foliões, a concentração terá início às 19h, na Venda do Bom Jesus, em frente à Praça do Arsenal. O evento é gratuito e aberto ao público. O cortejo deve seguir o trajeto tradicional, percorrendo a Rua do Bom Jesus, Avenida Rio Branco e Rua da Guia, com retorno à Praça do Arsenal. A programação musical completa será liderada pela Orquestra do Maestro Oséas e Patusco.
Para 2026, o bloco promete celebrar a cultura pernambucana com o tema “Manguebeat” (na edição anterior, o ritmo homenageado foi o Maracatu). Para quem deseja curtir a festa a caráter, os abadás e kits folia estarão disponíveis através do site oficial: https://quemmeviuquemmv.mv.com.br/. “O bloco é um momento de integração e alegria. Este ano escolhemos o tema do Manguebeat e queremos continuar a exaltar a nossa cultura, a conexão com Pernambuco e energizar a todos para o ano que começa”, destaca Paulo Magnus, CEO da MV.
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
“Quem levou Daniel Vorcaro a Lula não foi o Marcola”. A frase é do presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL). E, calma, ele não está falando do famoso líder do PCC, Marcos Camacho. O Marcola a quem Renan se refere é o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Ribeiro, que tem o mesmo apelido.
Na manhã desta quarta-feira (4), Renan apresentou o plano para o Grupo de Trabalho da CAE que irá investigar as operações do Banco Master, de Vorcaro. E um dos pontos centrais do que deseja apurar Renan é a teia de relações de Vorcaro, que o fizeram mesmo chegar até o gabinete de Lula, num encontro fora da sua agenda.
Leia maisPelo que se sabe, o encontro foi intermediado pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. E a intermediação, diz Renan, teria envolvido também o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Vorcaro teria ido ao Palácio do Planalto em pelo menos quatro vezes, entre 2023 e 2024. De acordo com o Planalto, somente em uma dessas vezes, em 4 de dezembro, teria se encontrado com Lula.
Também estava na reunião o sócio de Vorcaro, Augusto Lima, que, como vem mostrando o Correio da Manhã, foi o artífice dos consignados fantasmas que engordaram a carteira de crédito do Master a partir do CredCesta. Caetano Veloso e Gilberto Gil tornaram famosa uma canção de Riachão, que dizia: “Xô, xuá, cada macaco no seu galho/Xô, xuá, o meu galho é na Bahia/O seu é em outro lugar”. Há um galho importante na Bahia que é uma das pontas de todo esse esquema que vai precisar ser investigada.
Por essa ponta, Augusto Lima adquiriu o CredCesta e levou para o Master o modelo ali usado de empréstimos consignados. Empréstimos que, como mostra o Correio da Manhã, eram falsos, nunca existiram de fato. Eram meras fantasias contábeis para aumentar o valor da carteira de crédito que acabou negociada com o Banco de Brasília (BRB).
“O Master teve que inventar essas operações porque não tinha a menor liquidez”, disse Renan ao Correio Político. Ou seja, em dificuldades, tratou de tentar ser comprado apresentando uma contabilidade tão fictícia quando a Alice no País das Maravilhas. Agora, como toda essa lambança contábil foi possível?
“Eu assinei todas as CPIs que me apresentaram”, diz Renan. Isso significa que ele, então, assinou tanto os pedidos de CPMI de Carlos Jordy (PL-RJ) quanto de Heloisa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchiona (Psol-RS). E assinaria, segundo disse, o pedido de CPI de Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) se deputado fosse.
“Toda apuração desse caso é necessária”, defende Renan. O que não significa, ele afirma, que o Grupo de Trabalho que criou na CAE tenha o propósito de querer evitar a instalação de uma comissão de inquérito. “O que estamos fazendo na CAE é nossa obrigação constitucional”, defende o presidente da comissão.
Explica Renan que é atribuição constitucional da Comissão de Assuntos Econômicos fazer esse tipo de acompanhamento, de fiscalização e de controle. Com a prerrogativa, inclusive, de requisitar e analisar documentos sigilosos, que ficam sob a guarda da comissão para sua análise. Pode ainda convocar depoimentos.
Segundo Renan, até mesmo fazer pedidos de quebra de sigilo fiscal, bancário e telefônico, algo que seria atribuição de uma comissão de inquérito, o GT da CAE pode fazer. Só que, nesse caso, o pedido precisa ser levado para análise e aprovação do plenário do Senado. A comissão não decide sozinha.
Mas, para além das obrigações constitucionais da CAE, o Senado é uma casa política. Numa CPMI ou ali, será inevitável o embate político evolvido nessa impressionante teia de aliados que o Master montou. Que tem governo, oposição, partidos de um lado e de outro, Executivo, Legislativo, ministro de contas…
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, hoje, que conversou com seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, após o nome dele ter sido citado na CPMI do INSS – que investiga fraudes e descontos indevidos de aposentados e pensionistas.
Lula contou que chamou Lulinha no Palácio do Planalto para uma conversa e que alertou o filho de que se ele tivesse algum envolvimento com os descontos indevidos, ele deveria “pagar o preço”.
“Quando saiu o nome do meu filho, chamei ele e disse: só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço, mas se não tiver, se defenda”, contou. Em seguida, o presidente fez um paralelo com a sua prisão e afirmou ter “decidido ficar no Brasil para se defender”.
A líder do Governo Raquel Lyra na Assembleia Legislativa (Alepe), deputada Socorro Pimentel (União Brasil), recebeu salários como médica efetiva da rede pública de saúde de Pernambuco mesmo estando afastada do cargo para cumprir o mandato de deputada estadual. O acúmulo de funções ocorreu entre julho de 2024 e março de 2025 e levou a pagamentos irregulares que se aproximaram de R$ 100 mil. O recebimento das duas remunerações por profissionais de saúde é vetado pela Constituição em casos como o da parlamentar, além de esbarrar em portaria publicada pelo governo estadual em 2023.
Em 1º de dezembro daquele ano, a Secretaria de Administração de Pernambuco formalizou no Diário Oficial do Estado o afastamento da deputada das funções de médica efetiva do estado durante o mandato parlamentar. A medida foi retroativa a 1º de janeiro de 2023 e vai até 31 de janeiro de 2027, abrangendo toda a atual legislatura e também o período de um mês em que Socorro Pimentel cumpriu um mandato-tampão por ser suplente da então deputada Priscila Krause (PSD), que renunciou ao cargo para assumir como vice-governadora. A portaria é específica ao indicar que Pimentel fez “opção remuneratória pelo cargo de deputada estadual”, o que deveria vetar ganhos salariais por sua função como servidora efetiva do estado.
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Atualmente, o salário dos deputados estaduais pernambucanos é de R$ 34,7 mil, mas verbas indenizatórias turbinam esse valor. Já como médica, Socorro Pimentel embolsou R$ 8,5 mil mensais entre julho de 2024 e março de 2025, o que, somado ao 13º salário proporcional nos dois anos, chegou a R$ 96.188,59. Os dados são do Portal da Transparência.
Curiosamente, os pagamentos em duplicidade passaram a ocorrer após uma mudança na matrícula de Pimentel, que teve seu cargo modificado de pediatra, como ocorria desde 2005, para o termo genérico “servidora efetiva”, sem local de trabalho definido.
A Constituição proíbe o acúmulo de funções públicas remuneradas. Há ressalvas para algumas categorias profissionais, inclusive da área de saúde, desde que haja compatibilidade entre as cargas horárias dos dois empregos. Registros de frequência da Alepe confirmam que a líder do governo é assídua, o que tornaria improvável o cumprimento das duas jornadas de trabalho. Em novembro de 2024, por exemplo, um dos meses em que recebeu o salário de médica do estado, a deputada registrou presença em comissões, pela manhã, e em nove das 12 sessões plenárias do período, realizadas à tarde.
Ouvida pelo blog, a deputada afirmou que é servidora efetiva do Estado de Pernambuco e, automaticamente, ao assumir o cargo eletivo de deputada estadual, foi regularmente afastada das funções como servidora, conforme determina a legislação vigente. Esse afastamento foi formalizado por ato administrativo, com opção expressa pela remuneração do mandato parlamentar.
“O pagamento citado na matéria decorreu exclusivamente de um erro operacional da Secretaria Estadual de Administração. Quando a inconsistência foi identificada, os valores foram integralmente ressarcidos ao erário, de forma correta e transparente. Procedimento, inclusive, idêntico ao adotado em situações semelhantes envolvendo outros parlamentares com vínculo funcional com o Estado. Não há, portanto, qualquer acúmulo de funções, má-fé ou irregularidade. Não existe um único indício de ilegalidade ou de conduta incompatível com a Constituição ou com as normas administrativas”, disse a parlamentar.
Ainda em resposta ao blog, a deputada afirmou: “É lamentável que um tema já esclarecido, resolvido administrativamente seja trazido a público de maneira distorcida, gerando ilações que não se sustentam nos fatos. O desespero da oposição tem gerado esses ataques infundados, dirigidos a quem faz o enfrentamento aos absurdos postos por eles. Tenho uma trajetória pública ilibada, marcada pelo respeito às instituições, pela transparência e pelo compromisso permanente com a população de Pernambuco”.
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