Afogados da Ingazeira, minha terra natal, me proporcionou, ontem, uma noite de autógrafos do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ em alto estilo e com muita emoção. Confira as imagens!
Fotos: Cláudio Gomes













Afogados da Ingazeira, minha terra natal, me proporcionou, ontem, uma noite de autógrafos do livro ‘O Estilo Marco Maciel’ em alto estilo e com muita emoção. Confira as imagens!
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Brasília receberá, na próxima quarta-feira, às 9h, o lançamento do livro “Esquerda: Uma Ideologia Incompatível com a Fé Cristã – Uma Resposta Teológica, Apologética, Política e Cultural Forjada à Luz da Cosmovisão Cristã”, do teólogo, historiador e educador Esdras Cabral de Melo. O evento acontecerá na Câmara dos Deputados, no Anexo II, Sala Plenária 2, reunindo parlamentares, pastores, líderes religiosos e convidados interessados no debate entre fé, cultura e política.
A programação contará com uma exposição do autor sobre o tema central da obra, seguida de uma sessão de autógrafos. Com prefácio do senador Magno Malta, o livro propõe uma análise teológica e cultural acerca das correntes ideológicas de esquerda, buscando avaliar suas implicações à luz da cosmovisão cristã. De acordo com o autor, o objetivo do livro é contribuir para o debate público a partir de fundamentos teológicos e históricos, oferecendo aos leitores instrumentos de reflexão sobre a relação entre fé cristã e ideologias políticas.
O edital recentemente publicado pela Universidade de Pernambuco (UPE), instituição vinculada ao Governo de Pernambuco, trouxe à tona um debate sobre a política remuneratória destinada aos profissionais da saúde bucal no estado. O documento fixa salário de R$ 1.621,00 para Técnico em Saúde Bucal, com jornada de 30 horas semanais, e de R$ 1.667,98 para Cirurgião-Dentista, estabelecendo uma diferença de apenas R$ 46,98 entre um cargo de nível técnico e outro de nível superior.
A discrepância chamou atenção por envolver funções com níveis distintos de formação e responsabilidade. O cargo de cirurgião-dentista exige graduação, registro profissional e assume responsabilidade técnica direta sobre procedimentos clínicos, o que amplia o debate sobre a adequação dos valores estabelecidos no edital.
Leia maisA presidente do Sindicato dos Odontologistas no Estado de Pernambuco (SOEPE), Amitis Vieira, avaliou que a situação expõe um problema estrutural. “Quando o Estado estabelece uma diferença salarial de menos de cinquenta reais entre um técnico e um cirurgião-dentista, ele desconsidera anos de formação universitária e o peso da responsabilidade técnica envolvida”, afirmou.
Ela também destacou que a discussão não se limita ao aspecto financeiro. “Não é apenas uma questão de remuneração, mas de reconhecimento institucional. A valorização do profissional impacta diretamente na qualidade da assistência oferecida à população”, declarou a dirigente sindical.
A Lei Federal nº 3.999/1961 estabelece piso salarial equivalente a três salários-mínimos para jornada de 20 horas semanais para cirurgiões-dentistas, além de prever adicional mínimo de 25% para horas extras e regras específicas para auxiliares. A constitucionalidade da norma foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADPF 325, o que mantém a lei em vigor e aplicável às relações de trabalho na área.
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O município de São José do Egito, no Sertão do Pajeú, celebra, hoje, 117 anos de emancipação política com uma programação especial que mobiliza a população da chamada “Terra da Poesia”. As comemorações começaram nas primeiras horas da manhã, às 6h, com alvorada festiva e o tradicional hasteamento das bandeiras, marcando simbolicamente o início das atividades alusivas à data.
Ao longo do dia, a programação segue com um grande desfile cívico pelas ruas da cidade, reunindo estudantes das escolas municipais e estaduais. A celebração também contará com o corte do bolo comemorativo e a assinatura de diversas ordens de serviço por parte da gestão municipal.
Encerrando a programação dos 117 anos, o público acompanha o tradicional Festival de Violeiros Repentistas, reunindo seis duplas de cantadores: Evaldo Filho e Erasmo Ferreira; Adelmo Aguiar e André Santos; Jairo Silva e Jeferson Silva; Diomedes Mariano e Zé Carlos do Pajeú; Geraldo Zacarias e Erivaldo Ferreira; e Denílson Nunes e Francisco de Assis. O evento terá apresentação da dupla Afonso Pequeno e Arnaldo Pessoa.
O deputado federal Felipe Carreras recebeu, hoje, o importante apoio político do ex-prefeito de Pesqueira, Bal de Mimoso, e do vereador Niel de Mimoso, fortalecendo o grupo político que vem se consolidando no município. Para Bal de Mimoso, o apoio ao parlamentar se dá pela confiança na sua atuação municipalista e pelo compromisso com os municípios do Agreste pernambucano. “Felipe é reconhecido em todo Agreste como um deputado federal muito atuante e que sempre honra os compromissos que assume com a população das cidades onde é votado. É o perfil ideal para o grupo político que fazemos parte”, destacou.
Felipe Carreras agradeceu o gesto de confiança e ressaltou a importância da união de forças em favor do desenvolvimento de Pesqueira. “Recebo esse apoio com muita alegria e responsabilidade. Bal e Niel têm história, trabalho e representatividade na cidade. Seguimos unidos, somando forças com o delegado Rossine, Dr. Peixoto e sua família, vereadores e importantes lideranças políticas que acreditam no diálogo, na união e no trabalho sério para construir um futuro cada vez melhor para Pesqueira”, ressaltou. A chegada das duas lideranças reforça a construção de um grupo político cada vez mais unido em torno de um projeto de desenvolvimento para o futuro de Pesqueira
Documentos oficiais da Polícia Militar de Pernambuco indicam uma possível ruptura no critério de meritocracia utilizado nas promoções ao posto de coronel realizadas em 6 de março de 2026.

O Boletim Geral Reservado nº 011, publicado em 20 de fevereiro de 2026, apresenta a relação oficial dos tenentes-coronéis aptos a concorrer à promoção por merecimento. A lista, elaborada pela Comissão de Promoção de Oficiais (CPOPM), classifica os candidatos de acordo com a pontuação obtida na avaliação funcional.
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No documento, o tenente-coronel Alex Francisco da Silva aparece na 28ª posição, com nota 39,99, atrás de 27 oficiais com pontuação superior. Entre os oficiais mais bem classificados estavam, por exemplo, o tenente-coronel Júlio Américo Dias de Araújo, que figurava na 8ª posição, além de outros oficiais posicionados entre os dez primeiros colocados da lista.

Apesar da classificação inferior, o nome de Alex Francisco da Silva aparece posteriormente no ato oficial de promoção publicado no Diário Oficial do Estado em 6 de março de 2026, que o eleva ao posto de Coronel da Polícia Militar de Pernambuco.

A situação chamou atenção dentro da corporação porque, tradicionalmente, o Governo do Estado tem respeitado a ordem estabelecida pela Comissão de Promoção. A lista elaborada pela CPOPM é baseada em critérios técnicos que avaliam histórico profissional, desempenho funcional e trajetória na carreira.

Pelas regras do processo, após a publicação da lista preliminar os oficiais têm prazo para apresentar recursos ou solicitar revisão de pontuação. No caso analisado, não há registro de alteração significativa que justificasse uma mudança tão expressiva de posição na classificação.
A promoção de um oficial situado apenas na 28ª posição, ultrapassando dezenas de concorrentes mais bem classificados, passou a gerar questionamentos nos bastidores da Polícia Militar.
Oficiais ouvidos reservadamente avaliam que o episódio pode representar uma quebra do padrão de previsibilidade e meritocracia que vinha sendo observado nas promoções da última década.
O posto de coronel representa o nível mais alto da carreira na Polícia Militar e normalmente é alcançado por oficiais com cerca de três décadas de serviço. A escolha dos promovidos costuma ser acompanhada com atenção pela corporação, justamente por definir o comando de unidades operacionais e administrativas da instituição.
Diante da repercussão interna, integrantes da própria corporação defendem que o caso seja esclarecido de forma transparente, para preservar a credibilidade do sistema de promoções e evitar dúvidas sobre a observância dos critérios técnicos estabelecidos pela legislação.
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou crer que não existe interesse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em praticar interferências nas eleições brasileiras. As declarações ocorreram hoje, em entrevista à Rádio Metrópole, da Bahia. Na ocasião, Motta disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem implementado “bom diálogo” com o governo dos Estados Unidos.
“O presidente Trump, na minha avaliação, tem buscado muito mais defender as relações comerciais dos países onde ele tem interesse com os Estados Unidos. Com relação ao Brasil, o presidente Lula tem conseguido implementar um bom diálogo com o presidente Trump depois das tarifas que ele decidiu imputar ao Brasil”, disse Motta.
Leia mais“E esse diálogo vem se dando de forma positiva, o Brasil demonstrou capacidade de diálogo, defendendo a sua soberania”, continuou. “O Brasil neste ponto está bem-posicionado, e eu não acredito que o presidente Trump tenha interesse de interferir nas eleições brasileiras.”
Lula faria uma viagem neste mês para os Estados Unidos, mas suspensa em virtude do conflito no Irã, conforme afirmou na semana passada o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
“A gente está em plena negociação por conta das tarifas impostas nos Estados Unidos, apesar de já ter reduzido. Temos ainda muitos assuntos a serem tratados com os Estados Unidos de interesse comum. (O presidente) me pediu para que acompanhasse essa viagem, que deveria ser na segunda quinzena de março, mas em função da guerra essa agenda foi suspensa”, afirmou Fávaro a jornalistas, nos bastidores do lançamento do programa Acredita Sebrae em Mato Grosso, em Cuiabá.
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O deputado pernambucano Augusto Coutinho, que assumiu, há pouco, a liderança do Republicanos na Câmara dos Deputados, é o meu convidado para o meu podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco e transmissão para 165 emissoras do Nordeste, amanhã. Ele vai falar da pauta desafiadora de liderar mais de 40 deputados, a posição do partido em relação à sucessão presidencial, os escândalos, entre eles do INSS e Banco Master. Coutinho é também relator do projeto que regulamenta os aplicativos no País.
O Projeto de Lei Complementar (PLP) 152/2025 regula os serviços de transporte e entrega por plataformas digitais, caracterizando-os como empresas tradicionais de transporte. A proposta visa estabelecer direitos e obrigações para trabalhadores autônomos, definindo regras para a relação trabalhista sem criar, a princípio, vínculo empregatício formal. O projeto, no entanto, tem gerado preocupações como a redução dos ganhos dos trabalhadores, além da limitação da autonomia dos motoristas.
Leia maisAugusto Coutinho disputou sua primeira eleição para vereador do Recife pelo Partido da Frente Liberal (PFL), sendo eleito para dois mandatos consecutivos, em 1992 e 1996. Em 1998, foi eleito deputado estadual de Pernambuco com 34.651 votos, reelegendo-se em 2002, com 44.760, e em 2006, com 56.813, sempre entre os mais votados. Em 2010, foi eleito deputado federal por Pernambuco com 70.096 votos, assumindo o mandato em fevereiro de 2011. Em 2014, obteve 67.918 votos, ficando na primeira suplência da coligação e assumindo o mandato em fevereiro de 2015, após a nomeação de Danilo Cabral para a Secretaria de Planejamento de Pernambuco pelo então governador Paulo Câmara. Em 2018, voltou a ser eleito deputado federal por Pernambuco para o mandato 2019–2022.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O deputado Arthur Lira (PP-AL) marcou para o dia 20 de março o lançamento da sua candidatura ao Senado. Para tanto, fará um evento em um elegante hotel de Maceió, o Hotel Ritz Lagoa da Anta, em frente ao mar, próximo de duas das melhores praias da capital alagoana, Jatiúca e Ponta Verde. O lançamento terá certo adiamento.
Inicialmente, Lira marcara o evento para a primeira quinzena de março. Adversários já disseram, então, que seria um sinal de que a candidatura de Lira estava subindo no telhado. Segundo seus aliados, não é. Lira adiou porque não encontrou na primeira quinzena um lugar com a estrutura necessária para dar uma grande demonstração de poder. Lira quer lotar o hotel de lideranças políticas.
Leia maisA propaganda do Hotel Ritz Lagoa da Anta ressalta um dado curioso como uma de suas principais características. “Tem como diferencial os andares temáticos especialmente projetados para cada perfil de cliente”. O outrora todo-poderoso presidente da Câmara parece querer levar para a sua campanha ao Senado algo assim: “projetada para cada perfil de cliente”. Para que tais clientes trabalhem para ele.
Ao montar sua estratégia de campanha, Arthur Lira reconhece que ele não seria um político de grande apelo popular. Seu diferencial seria o poder de liderança política que amealhou como presidente da Câmara. São características perfeitas para quem quisesse se perpetuar como deputado, na lógica do voto proporcional. Talvez não tão boas para uma campanha majoritária, como a de senador. Lira pretende levar a lógica das campanhas de deputado para o Senado: formar uma grande base de apoio nos municípios que trabalhe pra ele.
Os adversários de Lira duvidam que isso vá dar muito certo. Um levantamento do Paraná Pesquisas em dezembro mostra uma disputa apertada em Alagoas pelas duas vagas ao Senado. Renan Calheiros (MDB) tem vantagem em todos os cenários para se reeleger. Mas Lira vem perto em segundo, mas embolado com outros, dependendo dos cenários testados.
O problema de Lira: todos os cenários testados mostram Renan e Lira empatados dentro da margem de erro. Mas Lira aparece empatado também com o terceiro colocado testado. Mas esse terceiro colocado não empata com Renan. Como são duas vagas para o Senado, Renan estaria em situação mais tranquila.
Um dos pontos que parece complicar a trajetória de Lira rumo ao Senado é por onde ela se dará. Renan e Arthur Lira são adversários figadais. Renan terá o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, em contrapartida, seu grupo apoiará Lula. Mas Lira não necessariamente terá por lá o grupo de oposição.
Houve até uma tentativa do governo de criar uma situação que produzisse uma espécie de pacto de não agressão entre Renan e Lira, costurada pela ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, Gleisi Hoffmann, e envolvia também o prefeito de Maceió, JHC. Não deu muito certo.
Por essa costura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou Marluce Caldas, a tia de JHC (como é conhecido o prefeito, João Henrique Caldas), como ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O acerto é que JHC, então, sairia da disputa pelo Senado para abrir espaço para Lira. E sairia também do PL. Por aí é que começou a dar errado.
O primeiro termo do acordo não se cumpriu. JHC permaneceu no PL. Talvez ele não venha mesmo a ser candidato ao Senado, embora isso ainda não esteja formalizado. Mas o nome de Marina Cândia, esposa de JHC, também filiada ao PL, começou a ser testado também nas pesquisas, aparecendo também empatada.
Ou seja, pelo grupo governista, não deverá se abrir espaço para Arthur Lira. Pelo campo oposicionista, não se desfizeram os planos de JHC ou de sua esposa. Há quem compare a tentativa de acerto do governo em Alagoas a um bebê reborn: não tem base, é sempre no dinheiro, precisa ser fabricada.
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O presidente da Associação dos Empresários do Brasil (AEBR), Fernando Mendonça, destacou o fortalecimento institucional da entidade após um encontro realizado, na última sexta-feira, no restaurante Bargaço, no Recife. O almoço reuniu empresários, autoridades e integrantes do sistema de Justiça e contou com a presença do ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, que esteve na capital pernambucana para ministrar uma palestra aos presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais de todo o país.
Segundo Mendonça, o ministro fez questão de participar do encontro institucional promovido pela associação, gesto interpretado como sinal de prestígio e reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela entidade. O encontro também reuniu importantes nomes da política e do Judiciário pernambucano, entre eles a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, a vice-governadora Priscila Krause, o deputado federal Pastor Eurico, o desembargador Gabriel Cavalcanti e o procurador de Justiça Maviael Souza. A articulação e a capacidade de diálogo do presidente da AEBR estão sendo constantemente destacadas por empresários, eles reconhecem em Fernando uma liderança respeitada e com trânsito entre diferentes setores.
À frente da associação, Fernando Mendonça ressaltou que a presença de lideranças políticas e institucionais no encontro reforça o crescimento da AEBR e a abertura de novos espaços de diálogo. “A associação está crescendo, ganhando prestígio e tendo as portas se abrindo”, afirmou. Segundo ele, ter sido escolhido para presidir a entidade é motivo de honra, sobretudo diante do avanço das atividades e da ampliação da interlocução da AEBR com representantes do poder público e do setor produtivo.
Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a ganhar força entre alguns ministros a tese de que a atual configuração da Polícia Federal (PF) precisa passar por ajustes institucionais, pois concentram muito poder, na visão de ministros ouvidos pelo blog da Andréia Sadi. A avaliação tem sido discutida de forma reservada em meio à crise provocada pelo caso Master e pelo avanço das investigações que atingem autoridades e ampliam o desgaste da própria Corte.
Segundo relatos colhidos, voltou à mesa a ideia de fortalecer politicamente a estrutura da segurança pública – inclusive com a possibilidade de turbinar o peso de um Ministério da Segurança Pública – como forma de reorganizar o sistema e também buscar dividendos eleitorais no campo político. A leitura de parte dos interlocutores é que a Polícia Federal, sob o comando do diretor-geral Andrei Rodrigues, passou a concentrar poder excessivo no atual arranjo institucional.
Leia maisEssa avaliação ecoa críticas que já haviam sido feitas, em momentos distintos, por ministros do Supremo à atuação e ao grau de autonomia da PF. Ainda assim, integrantes da Corte ponderam que o debate não se resume a organograma -mas também ao que chamam, reservadamente, de “personagrama”. Ou seja: mais do que discutir estruturas formais, a pergunta que circula nos bastidores é quem ocuparia eventuais novos postos de comando e centrais em investigações.
O clima interno no tribunal também é descrito como de forte desgaste. Ministros admitem que o STF saiu manchado da crise e que o ambiente de desconfiança contaminou até conversas políticas internas.
Há, inclusive, menções discretas à possibilidade de uma saída de figuras centrais do atual cenário-como o ministro Dias Toffoli –, embora o tema seja tratado com extremo cuidado. Hoje, dizem interlocutores, muitos ministros evitam até reuniões reservadas ou conversas mais sensíveis, diante do receio de que encontros possam ter sido gravados.
Esse ambiente de suspeita mútua tem dificultado articulações internas e tentativas de construir uma estratégia institucional para blindar o Supremo dos desdobramentos da crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e Toffoli – episódios que, na avaliação de integrantes da própria Corte, acabaram arrastando o STF para o centro da turbulência.
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Mesmo com as campanhas e várias palestras explicando que os aparelhos de ar-condicionado não fazem mal à saúde das pessoas quando são bem instalados e passam por manutenção, ainda existe um segundo mito entre a população, de que esses equipamentos contribuem de maneira forte para o aumento da conta de luz. Um mito que membros da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) tentam desmistificar, e com razão.
De acordo com a entidade, ao contrário do que se pensa, a modernização de componentes nas últimas décadas transformou não apenas tais aparelhos em mais econômicos, como também muito mais saudáveis.
Leia maisQuem explica bem a questão é um dos integrantes da Abrava, o hoje consultor e dono da empresa Pósitron Engenharia Arnaldo Lopes Parra, consultor na área referente a planos de manutenção, operação e controle desses equipamentos
Mais tecnológicos e sofisticados
Segundo ele, “é importante que as pessoas entendam que esses aparelhos estão cada vez mais tecnológicos, com sistemas mais sofisticados”. O engenheiro fez um paralelo interessante com o que aconteceu nos EUA na década de 90, quando foi lançada uma norma norte-americana, a norma Ashrae 90.1 – que estabeleceu novos parâmetros mínimos de eficiência energética no sistema de climatização e refrigeração.
“Estamos falando dos anos 90, mesmo assim, a partir de então os equipamentos que eram fabricados para os Estados Unidos passaram a ter um nível mínimo de eficiência, e foi estabelecido que equipamentos que não atingissem aquele limite mínimo de eficiência, seriam retirados do mercado. Dessa forma, se deu um grande salto tecnológico, porque as empresas passaram a buscar novos produtos, novas soluções, com maior eficiência. E isso se refletiu para vários países”, explicou.
Arnaldo Parra contou que à medida que as empresas passaram a investir em equipamentos de melhor performance, a indústria foi também direcionada para criar novos empregos, novas soluções e isso se tornou um círculo virtuoso. No Brasil, o reflexo desse movimento foi que começaram a chegar no país equipamentos com menor consumo de energia.
Paralelo com as lâmpadas
“Basta fazer um paralelo com o que aconteceu com as lâmpadas. As lâmpadas dos anos 90 eram lâmpadas incandescentes, com iluminação de 100 watts. Hoje para você ter uma lâmpada que forneça a mesma iluminação de 100 watts daquele tempo, basta uma lâmpada de 9 watts. E isso aconteceu por quê? Graças ao avanço tecnológico da indústria como um todo”, afirmou.
De acordo com ele, o mesmo aconteceu com os aparelhos de ar condicionado. Foram inseridos novos materiais, a microeletrônica entrou na elaboração da maioria dos equipamentos e nos sistemas de climatização como um fator de controle. Dessa forma, foram surgindo tecnologias que permitiram que os motores que movimentam os compressores e ventiladores desse sistema passassem a ter um outro design.
“Por meio destas inovações, os fabricantes disponibilizam produtos de menor consumo, o que significa fator de eficiência maior (Watt produzido por Watt consumido). Então, esse movimento permitiu que, primeiro, novos produtos fossem lançados, equipamentos com tecnologias superiores e uma diversidade maior de soluções. Em segundo lugar, a mudança barateou a indústria, na medida em que investimentos pesados na produção em massa desses equipamentos resultou em maior popularidade desses sistemas”, frisou o engenheiro.
Mais econômicos e baratos
Arnaldo Parra citou como exemplo o caso do Mini Split (sistema de ar-condicionado residencial e comercial leve que oferece soluções de climatização com boa relação custo-benefício), muito usado aqui no Brasil. “Na Ásia, principalmente, a produção dos Mini Splits atinge algo como 150 milhões de unidades por ano. Aqui no Brasil, temos uma previsão para 2026 atingir a marca de 6 milhões de unidades novas. Porque à medida que o tempo passa, a indústria aumenta a sua produção em série. Isso trouxe um custo menor de produção individual e permitiu que as pessoas pudessem adquirir sistemas cada vez mais econômicos quanto à energia e também cada vez mais baratos”, enfatizou.
Parra conta que as pessoas tinham ideia de que o ar-condicionado consumia muito energia e, na verdade, consumia mesmo. Mas ressalta que a evolução da climatização foi grande. Para se ter ideia, ele relatou que em termos globais, um prédio construído 30 anos atrás, consumia um nível x em energia. Esse x tinha mais ou menos 45% ou até metade do seu total dedicado ao sistema de climatização, então era bastante energia.
“Hoje, um mesmo prédio, construído com o mesmo propósito, o mesmo tamanho, mesma ocupação, fabricado dos anos 2010 em diante, por exemplo, chega a consumir mais ou menos 70% a menos de energia com a climatização dos ambientes”, acentuou.
Outro exemplo explicativo apontado por Arnaldo Parra diz respeito à questão da quantidade de BTUs (sigla para British Thermal Unit), unidade que mede a potência de refrigeração do ar-condicionado, indicando sua capacidade de resfriar um ambiente.
Metade do consumo, mesmo aparelho
“Um equipamento de 18 mil BTUs, entre tamanho pequeno para médio, consumia nos anos 90 mais ou menos entre 14 a 15 Ampères (unidade de energia, corrente elétrica). Um equipamento de mesma capacidade hoje, consome na casa de 6 Ampères. Nós estamos falando em redução da metade do consumo de energia pelo mesmo tipo de aparelho em 30 anos”, acentuou.
Tudo isso, acrescentou Arnaldo Parra, tem um aspecto ambiental também. Menos consumo de energia leva a menor custo de implantação de usinas elétricas. Além disso, o fluido refrigerante R 22, que hoje está quase que entrando em proibição, encontra-se na sua fase final de distribuição. “Trata-se de um fluido excelente, do ponto de vista energético, mas que tem na sua composição o cloro, considerado um produto que prejudica a camada de ozônio. Então esse fluido está tendo seu uso banido pouco a pouco”, contou.
Melhor dos mundos
Na avaliação de Parra, o segmento está entrando “no melhor dos mundos, quanto aos aparelhos de refrigeração, com equipamento que possuem sistemas mais econômicos, com compressores; avanços em outros componentes, com controle mais preciso da temperatura; e mudanças também nos ventiladores ao longo do tempo”. “A evolução desses componentes somados produz equipamentos mais baratos, mais eficientes do ponto de vista de consumo energético e mais ecológicos do ponto de vista de impacto ambiental”, informou.
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Ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social durante o segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Franklin de Souza Martins relatou, ontem, ter sido detido, na última sexta-feira (6/3), no Panamá, e deportado para o Brasil. As informações são do portal Metrópoles.
Segundo Martins, ele faria, na sexta, conexão no aeroporto panamenho de Tocumen, durante viagem para Guatemala. Na cidade, o ex-auxiliar de Lula participaria, por três dias, de seminário promovido pela iniciativa Reconstruindo estados de bem-estar social nas Américas, na Universidade Rafael Landívar.
Leia maisNo entanto, ao desembarcar no local, por volta da 1h de sexta, Martins foi abordado por dois policiais panamenhos à paisana, que solicitaram a apresentação de documentos, o que, segundo afirmou, foi atendido imediatamente. Após ser levado para uma sala, a fim de prestar esclarecimentos, Martins acabou sendo colocado de volta em um voo para o Brasil, aproximadamente às 14h.
“(O interrogatório) deteve-se especialmente no item da minha prisão em 1968, em Ibiúna. Preferi não entrar em detalhes. Respondi apenas que havia sido preso por motivos políticos. O Brasil vivia sob uma ditadura militar e eu havia lutado durante 21 anos contra ela – e isso não era um crime, mas um dever para os democratas”, afirmou o ex-ministro em relato publicado no site da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
A ABI publicou carta aberta ao embaixador do Panamá no Brasil, Flavio Gabriel Méndez Altamirano. No documento, a instituição questionou toda a condução da passagem de Martins pelo país.
“Sem qualquer explicação, em total desrespeito aos direitos do jornalista – detido arbitrariamente e impedido de se comunicar até mesmo com a Embaixada do Brasil –, as autoridades do Panamá se outorgaram o direito de impedir o acesso a outra nação”, dizia trecho do questionamento.
Neste domingo, o ministro das Relações Exteriores do Panamá, Javier Eduardo Martínez-Acha Vásquez, pediu desculpas ao correspondente no Brasil, ministro Mauro Vieira. Na carta, Vásquez chamou o ocorrido com o ex-ministro de Lula de “incidente”.
“Permita-me expressar, em nome do Governo Nacional do Panamá, nossas sinceras desculpas pelo inconveniente causado por esta situação, que ocorreu no âmbito da aplicação estritamente administrativa dos procedimentos automáticos de imigração”, diz trecho da carta.
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