João Campos se torna um pop star da esquerda

Por Pedro Figueiredo
Da GloboNews

Reeleito com 78% dos votos no primeiro turno, o prefeito de Recife, João Campos (PSB), se tornou um pop star da esquerda neste segundo turno de disputas eleitorais. Ele esteve esta semana em Fortaleza sendo cabo eleitoral de Evandro Leitão (PT), que disputa o segundo turno contra André Fernandes (PL). E tenta organizar a agenda para visitar Natal e Belém na semana que vem, onde outros dois candidatos apoiados pelo governo enfrentam aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A capacidade de falar com os mais jovens, o engajamento nas redes sociais e a vitória esmagadora nas urnas são vistos como os trunfos do prefeito, que se firmou – depois dessas eleições – como uma das principais lideranças progressistas do país. E uma das mais jovens também. João Campos tem 30 anos.

O assunto foi pautado na GloboNews na noite passada. Confira:

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Representante do centro da frente ampla capitaneada pelo presidente Lula (PT), a ex-ministra Simone Tebet (PSB) prevê que a polarização nacional será a grande dificuldade do governo nas próximas eleições. Pré-candidata ao Senado por São Paulo, ela ressalta que a gestão tem bons números e índices para apresentar, enquanto a oposição estaria optando por um discurso de ódio com base em fake news.

“A polarização vai ser lamentavelmente nossa grande dificuldade. Nós estamos prontos para debater economia, mostrar números, aquilo em que avançamos. Foram quatro anos de reconstrução, de construir uma ponte para o futuro que queremos. O lado de lá não tem discurso, não tem projeto. A gente só vê o que foram aqueles quatro anos de terra arrasada, e eles querem entrar numa discussão que não interessa para ninguém, de retrocesso, numa pauta de costumes que não coloca comida na mesa do povo brasileiro, e que não pode ser trazida à baila num país tão diferente e diverso. Não posso ter a tese de que o Brasil, tão diferente na sua identidade, tenha que ter uma religião, um princípio, um determinado valor. Nós temos que aceitar as diferenças”, afirmou Tebet, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.

Sobre as principais pautas para o debate, a ex-ministra apontou a redução dos juros, a segurança pública e a mobilidade urbana. “Na economia vamos continuar avançando, fazendo medidas mais firmes para combater a inflação, que significa queda de juros. Esse é o grande desafio do futuro presidente da República. Precisamos baixar esses juros o mais rapidamente possível, dentro da autonomia do Banco Central, que a gente respeita, para que possamos ter não só comida mais barata alimentando o povo brasileiro, mas também maior poder aquisitivo das pessoas naquilo que é considerado básico. O resto é continuar avançando com as políticas públicas que já existem. A gente não precisa inventar a roda. E temos algumas pautas relevantes que fogem da economia, como a segurança pública, que deixou de ser um problema estadual, e a mobilidade urbana, a questão da integração do transporte coletivo”, completou.

A formação da chapa majoritária do ex-ministro Fernando Haddad (PT) para o Governo de São Paulo causou muitas tensões entre petistas e a cúpula do PSB. A composição foi fechada na semana passada, quando o presidente Lula (PT) reuniu os integrantes e fez o anúncio. As ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) serão candidatas ao Senado, enquanto o ex-governador e ex-ministro Márcio França (PSB) será vice. Segundo Tebet, a demora ocorreu devido a muitas especulações, mas os atores políticos acabaram não conversando antes do encontro com Lula.

“Na realidade, não é que havia nó. É que nós não tínhamos sentado coletivamente para decidir. Eu não tinha conversado com o (ex-governador) Márcio França (PSB), o Márcio não tinha conversado com a (ex-ministra) Marina Silva (Rede) e a Marina não tinha conversado comigo. Nós estávamos aguardando essa reunião, que foi chamada de última hora. O presidente chamou, falou que queria resolver logo. Sem mentira, a reunião não durou meia hora. Ele perguntou se o projeto era coletivo, nós falamos que era. Então o Haddad tem autonomia, e ele disse que já tinha conversado com cada um, que somos importantes para o projeto e se aceitaríamos a opção dele. Nós abrimos mão de qualquer intenção pessoal, porque nós precisamos de São Paulo para reeleger o presidente Lula, então somos consequência desse processo”, detalhou Tebet, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.

A ex-ministra Simone Tebet (PSB-SP) avalia que o senador Jaques Wagner (PT-BA) demorou a entregar a liderança do Governo no Senado. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, apresentado por este blogueiro, ela avalia que o petista tem direito à ampla defesa e que deveria ter deixado o posto para não trazer o governo para o debate do caso do Banco Master.

“Primeiro, não foi o presidente (quem entregou o cargo), foi o próprio líder que decidiu isso depois de conversar com o presidente. E, a meu ver, fez tarde. Ele tinha que ter saído imediatamente, para dizer que isso não é verdade, que vai se afastar da liderança justamente para provar a inocência. Como qualquer pessoa, ele tem direito à ampla defesa, ao contraditório, seja de que lado for. Eu sou advogada, mas nós estamos falando de denúncias sérias e que precisam ser esclarecidas. Não acredito em contaminação do governo. Lamentavelmente, esse é o maior escândalo envolvendo o sistema financeiro de corrupção da história do Brasil. Não sei se um dia vai haver outro, porque agora vão ter que ter mecanismos legais fiscalizatórios para impedir essa contaminação, que é seríssima, mas não vejo essa contaminação do governo”, afirmou Tebet.

“Não vejo contaminação porque isso foi uma cria; foi mais um monstrengo da corrupção criado no governo passado. Nós estamos falando de algo arquitetado, e denúncias mostram que o ex-chefe da Casa Civil do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), junto com o dono do Banco Master, arquitetou um esquema. E, para se blindar, fez aquela história do porco: quando entra na lama, entra todo mundo, para um contaminar o outro. Fica todo mundo contaminado, que, assim, no sistema de controle de pesos e contrapesos, um não pode vigiar o outro, não pode controlar, não pode denunciar porque também está envolvido”, completou a ex-ministra, que disputará o Senado por São Paulo.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Meu podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco, começou, hoje, por Fortaleza, uma série de programas itinerantes pelo Nordeste, região para a qual o programa é transmitido por 165 emissoras de rádio. O start se deu com o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), candidato à reeleição nas eleições de outubro.

Gravado no Palácio da Abolição, sede do Governo do Ceará, o podcast será exibido, excepcionalmente, nesta quarta-feira, o segundo em uma semana, já que o de hoje foi com a ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado em São Paulo na chapa do postulante ao Governo do Estado, Fernando Haddad.

O governador me recebeu em alto estilo no seu gabinete. Foi provocado a falar sobre os mais variados assuntos que estão na mídia estadual e nacional, como a polêmica incineração de 290 mil pés de maconha em Acopiara, no interior do Estado, que já resultou no afastamento de dois delegados do caso.

Falou também da sua sucessão, atacou Ciro Gomes, seu principal adversário, por ter feito uma aliança no campo bolsonarista, e disse já ter pesquisas que ultrapassou o tucano.

O podcast de amanhã está imperdível!

Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com a ex-ministra do Planejamento e Orçamento e pré-candidata ao Senado, Simone Tebet (PSB), clique no link abaixo e confira. Está imperdível!

Olinda - Trabalhando para superar desafios

A crise no abastecimento de água em Surubim está gerando tensão na relação do prefeito de Surubim, Cleber Chaparral (PSD), com a governadora Raquel Lyra (PSD). Há pouco, o secretário de Agricultura, Bruno Caymmi, protestou contra medidas da Compesa que agravam ainda mais o problema no abastecimento de água, o que fez também o prefeito perder a paciência com a governadora. A promessa da gestora é de outubro de 2025, conforme atesta o vídeo abaixo.

Palmares - 147 anos

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (7) um projeto de lei que cria um mecanismo de cobrança automática da pensão alimentícia – batizado como “Pix Pensão Alimentícia”.

O texto foi aprovado de forma simbólica, ou seja, sem registro nominal de votos, e agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são da CNN.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

A ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), é a entrevistada no meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, de hoje. Recém-filiada ao PSB e pré-candidata ao Senado por São Paulo, Tebet vai falar sobre os rumos da política nacional, o cenário eleitoral para 2026 e os movimentos que marcaram sua trajetória nos últimos anos, desde a candidatura à Presidência da República até sua passagem pelo governo Lula.

Simone Tebet deixou o Ministério do Planejamento para disputar uma vaga no Senado e tem ocupado espaço no debate político nacional com críticas à polarização ideológica. Em entrevistas recentes, defendeu que o Brasil se afaste da “lacração das redes sociais” e concentre esforços em medidas concretas para enfrentar problemas estruturais. Também chamou atenção ao criticar o que classificou como “agro do mal”, diferenciando produtores rurais de grupos envolvidos com crimes ambientais, invasões de terras e grilagem.

Camaragibe - Forró da Vila

CNN

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quer manter a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na disputa ao Senado pelo Distrito Federal mesmo em meio à crise com o filho mais velho, o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ).

Segundo apurou a CNN, embora tenha ameaçado, em conversa com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ficar fora da disputa, Michelle deve lançar sua candidatura ao Senado em breve.

A previsão é que o anúncio oficial ocorra próximo do dia 25 de julho, quando a sigla fará sua convenção nacional, em São Paulo, e confirmará Flávio como candidato ao Palácio do Planalto. Até lá, Michelle deverá evitar declarações públicas para não ampliar o desgaste familiar.

Integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmam que o discurso de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em audiência nos Estados Unidos nesta terça-feira reforçou a imagem de que o senador se coloca contra o tarifaço imposto pelo governo Donald Trump apenas por um cálculo eleitoral, e não para defender os interesses brasileiros.

Flávio participou de audiência organizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que não foi transmitida, numa tentativa de conter danos à sua campanha à Presidência. As informações são do jornal O GLOBO.

A atuação dele junto a autoridades americanas vem sendo usada por aliados de Lula para criticar o senador, afirmando que ele atenta contra a soberania brasileira. Nas últimas semanas, governistas reforçaram o mote de “Tariflávio” para associar o senador à implementação das tarifas.

Num encontro, ontem, com os presidentes do Partido Progressista (PP) e do União Brasil (UB), partidos que formam a Federação Progressista, a governadora Raquel Lyra (PSD) comunicou que os seus candidatos a senador são o deputado Túlio Gadelha (PSD) e Miguel Coelho (UB). Diante do senador Ciro Nogueira e de Antônio Rueda, presidentes da federação, Raquel disse que a escolha por Miguel se deu por um motivo muito simples: compromisso e lealdade.

Explicou que havia oferecido as duas vagas de senador, lá atrás, à federação, mas Eduardo da Fonte, presidente da federação estadual, não aceitou e abriu negociações com o adversário João Campos, pré-candidato a governador pelo PSB. “Só agora, Eduardo se posicionou, o que me deixou insegura e certa de que a melhor alternativa seria Miguel, leal o tempo todo”, teria dito a governadora durante o encontro.

A decisão por Miguel está tomada e foi comunicada, ontem, em Brasília, num encontro com a cúpula da federação, do qual participaram o próprio Eduardo e o deputado Fernando Bezerra Filho, este representando o grupo Coelho e o União Brasil estadual.

Os deputados federais Eduardo da Fonte (PP) e Lula da Fonte (PP) encaminharam ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional um pedido para a abertura controlada das comportas da Barragem de Entremontes, localizada em Parnamirim, no Sertão de Pernambuco, atendendo a um pleito do prefeito Múcio Angelim e de agricultores e aliados da região.

A medida tem como objetivo aproveitar a água já armazenada no reservatório para abastecer importantes barragens da região, fortalecer a irrigação, garantir água para os rebanhos e atender comunidades rurais que dependem do recurso para suas atividades diárias.