A grande atração do Sextou de hoje é a cantora Joanna, uma das vozes mais marcantes da música popular brasileira. Conhecida pelo estilo romântico, Joanna também explora há alguns anos o repertório gospel.
Com 45 anos de carreira, a cantora conquistou o público com hits como “Tô Fazendo Falta”, “Amanhã Talvez” e “Um Sonho a Dois”.
Ao longo de sua carreira, Joanna lançou mais de 20 LPs e CDs, dois DVDs e dois álbuns em espanhol, alcançando cerca de 18 milhões de vendas no Brasil e no exterior.
O Sextou vai ao ar das 18 às 19 horas, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela Internet, clique no link do Frente a Frente acima ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
Pesquisa eleitoral não é eleição. É fotografia. Mas, quando a fotografia é feita na véspera da votação e mostra uma realidade muito distante daquela revelada pelas urnas, é legítimo perguntar o que aconteceu com a metodologia?
O primeiro turno de 2026 deixou uma coleção de resultados que merece uma análise séria e também uma crítica contundente. O caso mais emblemático está em Pernambuco. Na véspera da eleição, o Datafolha dizia que Raquel Lyra tinha 49% dos votos válidos, contra 48% de João Campos. A própria instituição classificava a disputa como tecnicamente indefinida.
As urnas contaram outra história. Raquel Lyra foi reeleita no primeiro turno com 53,3% dos votos válidos, enquanto João Campos ficou com 44,8%. Uma diferença de 8,5 pontos percentuais — quando a pesquisa enxergava apenas 1 ponto.
Não se trata de uma pequena oscilação dentro da margem de erro. A pesquisa apontava uma eleição praticamente empatada, as urnas mostraram uma vitória confortável.
Em São Paulo, outro problema Na disputa por duas vagas ao Senado, o Datafolha apresentava, na véspera, um empate quádruplo entre Guilherme Derrite, André do Prado, Marina Silva e Simone Tebet.
O resultado foi bastante diferente. Derrite terminou com 30,59% e André do Prado com 29,28%, elegendo-se os dois senadores. Marina teve 18,12% e Simone Tebet, 19,23%. Ou seja, os dois eleitos estavam muito acima daquilo que a última fotografia do Datafolha sugeria.
E não foi apenas Pernambuco ou São Paulo. Na corrida presidencial, o Datafolha divulgou na véspera 45% para Lula e 42% para Flávio Bolsonaro em votos válidos, embora classificasse a diferença como empate técnico.
As urnas inverteram a fotografia. Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula, com cerca de 47% contra 45%. Isso deveria servir como um alerta.
Não significa que o Datafolha seja fraudulento. Não há base para afirmar isso. Pesquisas podem errar. Amostras podem não capturar adequadamente movimentos de última hora. Eleitores podem decidir seus votos nos últimos dias. E margem de erro não é um salvo-conduto para qualquer resultado.
Mas existe uma diferença entre errar dentro da margem estatística e apresentar, na véspera, uma fotografia que não conseguiu captar adequadamente a direção da eleição. O problema não é somente errar. É a autoridade que acompanha o erro. Durante uma campanha, uma pesquisa publicada por um grande instituto não é apenas um número.
Ela produz manchetes. Influencia candidatos. Mexe com militâncias. Altera estratégias. Afeta doadores. Pode provocar voto útil. Pode criar a sensação de que determinada candidatura está morta ou de que determinada vitória está praticamente garantida.
Por isso, quanto maior a autoridade do instituto, maior deveria ser também a responsabilidade na interpretação de seus números. O eleitor precisa compreender que pesquisa não determina voto. Quem determina o resultado é a urna.
A eleição de 2026 deixa uma pergunta incômoda. Se, na véspera, o Datafolha enxergava uma disputa de 49% a 48% em Pernambuco, mas as urnas entregaram 53,3% a 44,8%, alguma coisa na fotografia não captou adequadamente o comportamento real do eleitorado.
Se, em São Paulo, quatro candidatos apareciam tecnicamente embolados na disputa pelo Senado e dois deles terminaram muito à frente, novamente existe algo a ser estudado. E se, na corrida presidencial, a pesquisa final apontava Lula numericamente à frente e o resultado colocou Flávio Bolsonaro na liderança, o fenômeno merece igualmente investigação metodológica.
Não para demonizar pesquisas. Para aperfeiçoá-las. O eleitor não é obrigado a caber na planilha Talvez esta seja a principal lição do primeiro turno.
O eleitor de 2026 mostrou que continua sendo mais complexo do que os modelos estatísticos conseguem traduzir. Ele muda de opinião. Esconde sua preferência. Decide na última hora. Vota diferente do que declarou. Pode rejeitar a polarização. Pode escolher um candidato local e outro nacional.
É preciso discutir limites. Diante desse histórico, é legítimo também discutir uma regulamentação mais rigorosa das pesquisas eleitorais. Institutos que divulgarem levantamentos com erros graves e reiterados deveriam estar sujeitos a multas pesadas, fiscalização efetiva e, em casos de comprovada irregularidade metodológica ou manipulação, até à suspensão temporária ou extinção de suas atividades.
Também merece debate a proposta de proibir a divulgação de pesquisas eleitorais nos 15 dias úteis que antecedem a votação, justamente para impedir que levantamentos de última hora, muitas vezes apresentados como retrato definitivo da eleição, influenciem o eleitor no momento mais sensível do processo. Pesquisa deve informar, não conduzir o voto. A soberania popular não pode ficar submetida à força de uma manchete produzida por um instituto de pesquisa.
Pode simplesmente não responder à pesquisa da maneira que o pesquisador espera. E há ainda o chamado voto silencioso: aquele eleitor que não está nas redes sociais fazendo campanha, não participa de pesquisas espontaneamente e não anuncia para ninguém em quem pretende votar.
As urnas encontram todos. A pesquisa encontra apenas a amostra. E é exatamente por isso que nenhum instituto deveria ser tratado como oráculo eleitoral.
O primeiro turno de 2026 não decretou a morte das pesquisas. Mas produziu algo talvez mais importante, decretou o fim da ideia de que pesquisa publicada na véspera é quase uma prévia do resultado. A última palavra continua sendo e deve continuar sendo do eleitor diante da urna eletrônica.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, suspendeu ontem (10) propagandas da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que associavam Flávio Bolsonaro (PL) e Alfredo Gaspar (PL) a acusações de envolvimento com o Banco Master e com estupro de vulnerável, respectivamente.
O ministro entendeu que a propaganda omitiu informações relevantes, como o arquivamento pelo STF do pedido de investigação contra Gaspar, e apresentou imputações criminais sem lastro mínimo suficiente, determinando a retirada imediata do material do horário eleitoral gratuito até o julgamento do mérito da representação. As informações são do UOL.
Ministro do Tribunal Superior Eleitoral citou o artigo 242 da Lei Eleitoral. Texto proíbe calúnia, difamação e injúria contra pessoas e instituições públicas. O ministro também considerou decisões anteriores do tribunal sobre propagandas que relacionavam Flávio ao Banco Master e Gaspar à acusação. Em análise de outro caso envolvendo o deputado, o ministro André Mendonça afirmou que a acusação, sozinha, não sustentava a forma como ela foi apresentada.
Acusações citadas nas propagandas
Mensagens vazadas em maio apontaram uma negociação de repasse de US$ 24 milhões entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Documentos indicam que US$ 10,6 milhões foram transferidos em seis operações entre fevereiro e maio de 2025.
O dinheiro seria destinado a um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A produtora responsável pelo projeto negou ter recebido recursos do Banco Master.
Suspeita contra Alfredo Gaspar foi levantada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). Acusação foi apresentada durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em 28 de março. Em 6, o ministro Gilmar Mendes arquivou o caso após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontar falta de provas e contradições nos depoimentos.
Figura política de Caruaru, Rivaldo Soares acusou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido pelos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, de manipular as eleições de 2026 com o objetivo de reduzir a votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Nordeste.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Rivaldo comparou o número de seções eleitorais dos dois últimos pleitos e alegou que a redução de equipamentos teria impedido eleitores de votar. Ele também citou matéria do Diário de Pernambuco sobre atrasos de 3h na votação de eleitores pernambucanos no 1º turno, no último domingo (4).
Empresário e formado em Direito, Rivaldo tem uma trajetória de participação em disputas eleitorais em Pernambuco desde 1996. Já concorreu aos cargos de vereador e prefeito de Caruaru e de deputado federal, por diferentes partidos. Em 2016, disputou a Prefeitura de Caruaru pelo PHS e, em 2024, concorreu a vereador pelo PCdoB, quando recebeu 468 votos e ficou como suplente, segundo dados eleitorais compilados a partir do TSE.
A comunicadora Bia Lula, neta mais velha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é a convidada do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, da próxima terça-feira. Em meio à disputa do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), Bia vai falar sobre os rumos da campanha presidencial, a comunicação política nas redes sociais, os desafios enfrentados pela esquerda e a possibilidade de ingressar na política eleitoral.
A neta de Lula ganhou projeção nas redes sociais com vídeos sobre política e críticas ao bolsonarismo. Formada em Comunicação Social e Gestão Pública, ela é filha da jornalista Lurian Cordeiro, primogênita de Lula. A comunicadora tem defendido uma linguagem mais direta para aproximar a esquerda de públicos que não costumam acompanhar o debate político e ampliar o alcance das mensagens para além dos eleitores já identificados com o PT.
Após o primeiro turno, Bia criticou a estratégia de comunicação da campanha do avô e questionou a atuação do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. “Pareceu uma novela sendo contada, com pouco enfrentamento”, afirmou. Ela também defendeu uma participação maior do vice-presidente Geraldo Alckmin na campanha e destacou a necessidade de dialogar com os jovens, os empreendedores e os eleitores que não compareceram às urnas.
A neta de Lula criticou ainda o apoio de partidos do Centrão a Flávio Bolsonaro e disse acreditar numa virada do avô no segundo turno. Também saiu em defesa da primeira-dama Janja e admitiu a possibilidade de disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados a partir de 2030, embora ainda não tenha concorrido a um cargo eletivo.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e mais 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem a Rede Nordeste de Rádio, a Rede Mais Rádios, da Paraíba; a Rede ANC, no Ceará; a revista Mais Nordeste, em Fortaleza; e a TV LW, em Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Nem toda dor aparece em uma imagem. Nem todo sintoma deixa uma marca em um exame. E nem tudo aquilo que o paciente sente pode ser explicado por uma ressonância magnética, uma tomografia ou uma radiografia. Esse é um dos grandes desafios da medicina: diagnosticar aquilo que o aparelho não consegue enxergar.
Na prática clínica, é comum receber pacientes que convivem há meses ou até anos com dores persistentes, queimação, choques, formigamentos, alterações de sensibilidade ou outros sintomas incapacitantes, mesmo quando os exames de imagem parecem normais ou apresentam alterações que não justificam a intensidade das queixas. Isso não significa que a dor não exista. Significa que a medicina não pode se limitar ao que aparece na tela de um aparelho.
Os exames de imagem são ferramentas extraordinárias e indispensáveis para a medicina moderna. Eles permitem identificar fraturas, tumores, hérnias, alterações articulares e diversas outras condições. Mas uma imagem mostra apenas uma parte da história. O diagnóstico médico é construído a partir da combinação entre a história clínica, o exame físico, as características dos sintomas, sua evolução e os exames complementares.
Existe uma diferença importante entre encontrar uma alteração em uma imagem e compreender se aquela alteração é, de fato, a responsável pelo sofrimento do paciente. Muitas pessoas apresentam alterações em exames que nunca provocaram sintomas. Da mesma forma, existem condições capazes de produzir dor intensa e incapacitante sem necessariamente apresentar uma alteração estrutural evidente nos exames convencionais.
A dor, especialmente a dor crônica, é uma experiência complexa. Ela envolve tecidos, nervos, cérebro, medula espinhal e mecanismos de processamento e modulação da informação. Em algumas situações, o problema não está simplesmente em uma estrutura que possa ser fotografada, mas na forma como o sistema nervoso está funcionando e processando os estímulos.
Por isso, quando um paciente descreve uma dor em queimação, choques, hipersensibilidade, dormência ou alterações que seguem determinado padrão, essas informações podem ser tão importantes quanto uma imagem. A maneira como a dor começou, o que a desencadeia, o que a alivia, sua distribuição e sua evolução ao longo do tempo são elementos fundamentais para construir um diagnóstico.
Antes de qualquer aparelho, existe a história contada pelo paciente. Existe a observação clínica. Existe o exame físico. Existe a experiência do médico em reconhecer padrões e identificar sinais que, muitas vezes, não aparecem em nenhum exame de imagem.
Talvez uma das frases mais frustrantes para quem sofre com dor seja ouvir: “Seu exame está normal”. Um exame normal pode, sim, ser uma informação importante. Mas ele não deve encerrar automaticamente a investigação quando os sintomas são reais, persistentes e clinicamente relevantes. Quando a imagem não explica o que o paciente sente, é preciso voltar ao início, ouvir novamente, examinar novamente, rever hipóteses e buscar outros mecanismos possíveis.
O objetivo da medicina não é tratar uma imagem. É tratar uma pessoa.
A tecnologia trouxe recursos extraordinários para o diagnóstico e para o tratamento, mas, quanto mais sofisticados se tornam os aparelhos, mais importante continua sendo uma habilidade aparentemente simples: saber ouvir, observar e examinar.
Existem diagnósticos que aparecem claramente em uma imagem. Outros aparecem na história clínica. Alguns estão no exame físico. E muitos exigem a integração de todas essas informações.
O verdadeiro desafio não é apenas descobrir o que o aparelho consegue enxergar. É ter conhecimento, experiência e sensibilidade clínica para investigar aquilo que ele não consegue mostrar. Porque, na medicina, nem tudo que é real pode ser visto. E nem tudo que pode ser visto é, necessariamente, a causa do sofrimento.
*Médico com atuação em Psiquiatria, Neurologia Clínica e Medicina da dor | Instagram: @drsilvinoteles
Um incêndio atingiu, ontem (10), uma área onde estavam estacionadas diversas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em Salvador. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
Segundo informações preliminares, há indícios de que o fogo tenha sido provocado de forma intencional, o que levanta a suspeita de uma ação criminosa. Não havia registro de feridos até a publicação desta reportagem.
Conforme apuração da reportagem da TV Bahia, cerca de 24 ambulâncias foram atigindas. O serviço, no entanto, não foi afetado porque elas não estavam em uso. A equipe ainda apurou que os veículos iriam para leilão.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para combater as chamas. A Secretaria Municipal da Saúde informou que acompanha a ocorrência e realiza um levantamento para avaliar os danos e adotar as providências necessárias.
Morreu o motorista de um carro que colidiu com um trem do Metrô do Recife na tarde de ontem (10), no bairro de Jardim Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife (RMR).
A confirmação do óbito foi feita pela Polícia Militar de Pernambuco (PMPE). Segundo a corporação, “o condutor do veículo foi socorrido para uma UPA, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde”. O motorista não foi identificado.
Segundo a polícia, passageira do veículo, uma mulher de 49 anos que recebeu atendimento no local do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), foi encaminhada ao Hospital Dom Hélder. Não há confirmação sobre seu estado de saúde.
Ainda não há uma confirmação oficial sobre como o sinistro aconteceu. Em vídeos compartilhados com a reportagem, é possível ver o carro bastante danificado e parado sobre os trilhos contra o trem. Em nota enviada à reportagem, os bombeiros destacaram que “não houve registro de feridos entre os passageiros do trem”. Na ocorrência, a corporação atuou com quatro viaturas, sendo duas de moto-resgate, uma de resgate e uma de comando operacional.
A Folha de Pernambuco também procurou a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), que informou que estava apurando o caso para poder emitir um posicionamento oficial.
O advogado especialista em direito eleitoral Alexandre Rollo afirmou no UOL News que, em tese, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pode cassar o registro ou o diploma do candidato beneficiado caso seja provada interferência em favor de Flávio Bolsonaro (PL) nas plataformas da Meta, empresa dona do Facebook e do WhatsApp.
Após acusação da campanha de Lula (PT), o TSE determinou que o Facebook preste esclarecimentos em 48 horas sobre possível restrição seletiva de conteúdo da campanha do PT. Segundo o texto, a Meta deve preservar registros, logs de moderação, dados de anúncios e métricas relacionados ao caso, além de informar “perfil a perfil” medidas aplicadas desde 16 de agosto aos perfis oficiais de Lula e a conta de terceiros.
O despacho também pede explicações sobre anomalias em métricas de vídeos e sobre a desabilitação de uma conta de anúncios da campanha em 23 de setembro. O Tribunal ainda solicita que a empresa descreva como aplica a regra de exclusão de perfis de candidatos dos sistemas de recomendação e se faz isso de forma idêntica para as duas candidaturas.
Segundo Rollo, o caminho jurídico seria uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), que abre uma apuração sobre o caso. “O PT, o candidato Lula, tem o direito de pedir a abertura dessa investigação para saber se realmente a Meta, de alguma maneira, desequilibrou a disputa”, afirmou.
O advogado disse que a investigação pode buscar dados técnicos para avaliar se houve prejuízo na entrega de propaganda e nas visualizações. “Tudo isso são dados técnicos, que a gente fala metadados, então não é difícil de conseguir isso e aí chegar à conclusão de que houve ou abuso dos meios de comunicação social em favor de um candidato em desfavor do outro, praticado pela Meta”, completou.
Rollo também citou a possibilidade de apuração de abuso do poder econômico, dependendo do que for constatado. “Se a Meta favorecer um determinado candidato, isso tem um valor econômico significativo. E aí esse abuso do poder econômico também pode ser avaliado nesta ação”, disse.
Se a ação for julgada procedente, a consequência pode chegar à cassação do registro ou do diploma, segundo o advogado. “A consequência jurídica pode ser a cassação do registro do candidato beneficiado ou do diploma. O que significa que se o candidato Flávio for eleito, em tese, juridicamente, ele poderia ter o diploma cassado por esses abusos acusados”, afirmou.
Ele ressaltou, porém, que não há efeito automático e que o processo leva tempo até uma decisão final. “Mas tudo isso depende da ação, depende dessa investigação e da Justiça decidir favoravelmente. Não é nada automático e não é nada que acontece agora, semana que vem”, disse.
Amanhã o Brasil se rende ao mundo infantil, uma das fases mais lindas e inesquecíveis da vida, onde tudo é azul, cabeças povoadas de inocência e sinceridade. Fui uma criança feliz. Cresci numa das regiões mais secas do Nordeste, o Vale do Pajeú.
Ali, a única chuva que não falta chega numa torrente de poesia. O sofrimento vira verso improvisado na viola. No sertão que vim ao mundo a verdadeira riqueza não está no bolso, mas na liberdade de ter o mundo inteiro como quintal. A simplicidade da roça e a pureza da infância provam que a felicidade não se compra, se vive nas pequenas grandes coisas da vida.
Eu não tinha os brinquedos mais caros, mas tinha o rio para nadar, as árvores para subir e os melhores amigos para correr descalço na terra. Vindo de uma família grande, mas unida — papai Gastão e mamãe Margarida deixaram nove herdeiros — nunca tivemos luxo.
Um carrinho de rolimã, um pé de manga carregado e o pôr do sol no horizonte já nos davam o melhor dia da vida. Aos domingos, nossos piqueniques eram debaixo de árvores, como uma mangueira, nos sítios do meu pai.
Minha infância foi rica de espaço, de ar puro e de risadas. A pobreza era só um detalhe diante de tanta liberdade. Lembro com carinho dos tempos em que a nossa maior riqueza era a imaginação para transformar gravetos e pedras no castelo mais bonito do mundo. A nossa felicidade morava nas coisas simples: no cheiro de terra molhada, no doce de leite de papai e no brilho dos vagalumes ao anoitecer.
A mesa era simples e os recursos escassos, mas o coração transbordava com a pureza de uma vida leve. Na simplicidade, carregava uma riqueza que ninguém pode roubar. Pés descalços, poeira no rosto e um sorriso largo de quem não tinha nada material, mas sentia que tinha o mundo inteiro.
No casarão dos meus pais em Afogados da Ingazeira, nossa única preocupação era brincar, soltar a imaginação e aproveitar o momento. A felicidade vinha de coisas pequenas, como estar com amigos, correr na rua ou curtir a família.
A infância no sertão me ensinou que o luxo não molda o caráter. O que me formou foi o respeito pela terra, o amor da família e a alegria de viver com o essencial. Não havia telas, internet ou marcas famosas. Havia infância real, pura, daquelas que deixam cicatrizes de tombo no joelho e memórias eternas no coração.
Criança feliz no interior não foca no que falta em casa, mas na abundância de vida que há do lado de fora da porta. A terra seca e os pés descalços me ensinaram a caminhar com coragem. Deixei o interior, mas as minhas raízes nunca saíram de mim.
Por isso, me sinto tão feliz quando estou na minha choupana em Arcoverde, compartilhando momentos felizes, serenos e de muito prazer ao lado da minha Nayla.
Hoje, véspera do Dia da Criança, olho para o retrovisor e vem uma sensação maravilhosa: a de que crescer no interior sem dinheiro me ensinou o real valor do suor.
Cada conquista de hoje honra o menino que fui ontem. Minha maior riqueza sempre foi a dignidade que meus pais me ensinaram a ter, mesmo quando faltava quase tudo na mesa.
A infância humilde no sertão me deu a casca grossa necessária para enfrentar o mundo, sem nunca perder a ternura no olhar. Aprendi desde cedo que para colher é preciso plantar, regar e, acima de tudo, ter paciência para esperar o tempo certo.
Kwid: carro popular ficou mais caro, mas subiu de categoria
O carro popular brasileiro ficou muito mais caro em termos reais do que há 30 anos. Porém, ele passou a entregar um nível de segurança, conforto e tecnologia que era inimaginável nos anos 1990. Lembram do Fusca Itamar? Ele custava US$ 7.200 — o real havia sido lançado com paridade inicial de R$ 1 por US$ 1. Em julho e agosto de 1994, quando o Plano Real já havia nascido, os populares — Gol 1000, Uno Mille, Escort Hobby e Fusca — estavam em torno de R$ 7,2 mil. Mas quanto representaria hoje esse preço?
Considerando a inflação acumulada até julho de 2026, os R$ 100 de julho de 1994 correspondem a R$ 893,26 hoje. Assim, o preço real do Fusca Itamar equivaleria a R$ 64,3 mil. É menos do que os quase R$ 85 mil cobrados atualmente, na tabela oficial, por um Renault Kwid na versão intermediária. Abrindo um parêntese: esse preço, aliás, pode cair para R$ 76 mil, dependendo de boas negociações (achei parcelas de R$ 810,45 com a cor preta) e em algumas concessionárias. Fechando o parêntese: em termos reais, portanto, o carro popular ficou mais caro. Mas a comparação não pode terminar aí. Em pouco mais de três décadas, também mudou — e muito — o que se espera de um carro de entrada. Quatro airbags, freios ABS, controle de estabilidade, direção elétrica, ar-condicionado, central multimídia, câmera de ré, conectividade e sistemas de assistência ao motorista fazem hoje parte do universo dos carros populares — sejam esses equipamentos obrigatórios por lei ou mesmo exigência do mercado.
Em 1994, boa parte disso sequer existia em modelos dessa categoria. O Fusca Itamar até que era moderno para os padrões da época. Recebeu, por exemplo, algumas melhorias importantes: freio hidráulico de circuito duplo, discos dianteiros, barra estabilizadora, para-brisa laminado e cintos dianteiros de três pontos retráteis. Mas a distância para o Kwid é gigantesca. Mesmo que se compare algo com o incomparável, surge a pergunta: quanto o brasileiro passou a pagar a mais pelo carro popular — e o que recebeu em troca?
A coluna De Bigu testou por uma semana o renovado Renault Kwid já na linha 2027 — e na versão Techno, a intermediária da linha. Todas as versões do Kwid têm uma caprichada lista de equipamentos de tecnologia, conforto e segurança: ar-condicionado, direção elétrica, vidros/travas elétricos básicos, painel digital de 7″, sensor traseiro. A Techno, que aposta na conectividade e no conforto, digamos assim, dispõe de itens meio banais, como retrovisores, maçanetas na cor do carro e chave do tipo canivete, ou relevantes — como 4 airbags, central multimídia de 10,1″ com Android Auto/Apple CarPlay sem fio, câmera de ré e comandos de áudio no volante.
E há uma segunda constatação interessante: o aumento do preço real de um modelo de entrada não pode ser explicado apenas pela inflação. Parte importante da diferença está na transformação do próprio conceito. Em 1994, um carro popular não tinha airbags, ABS, direção assistida, ar-condicionado, vidros elétricos ou até retrovisor externo direito de série. Hoje, vários desses equipamentos são obrigatórios ou praticamente indispensáveis para aumentar sua competitividade.
Eletrônica e conforto – O Fusca Itamar tinha 58,7cv, motor 1.600 a ar e câmbio de quatro marchas. O Kwid 2027 tem motor 1.0 de três cilindros, até 71cv, cinco marchas, além de toda a eletrônica embarcada. Em suma: o “popular” brasileiro ficou mais caro, mas também deixou de ser simplesmente um carro barato — ou pé-duro. Tornou-se um produto muito mais complexo, seguro e equipado. E isso é bom. A versão testada, já da linha 2027, ficou mais bonita — mesmo levando-se em conta a subjetividade desta abordagem. Destaque para o novo design, com dianteira já com a identidade global da Renault. As calotas e as rodas foram reestilizadas. O painel foi modernizado com plásticos de melhor textura (mas, claro, plástico).
O banco inteiriço (fixo, sem encosto de cabeça) com padronagem diferenciada e o marcador de temperatura aprimorado também merecem ser citados como um novo requisito de convencimento de vendas. Até tem central multimídia de 10,1 polegadas com espelhamento sem fio para o Android Auto e o Apple CarPlay – coisas raras nesse segmento. Aliás, ela é a mesma utilizada no Kardian, oferecendo bem mais recursos que a anterior – como informações de consumo, condução e funcionamento do veículo. Na versão Techno, há comandos de áudio no novo volante multifuncional. Por fim, tem painel digital, câmera de ré e entrada USB de carga rápida.
Desempenho – O motor 1.0 de 3 cilindros flex aspirado deixa o carrinho impressionantemente ágil. Até porque ele pesa pouco mais de 800 kg. A potência de até 71cv e o torque de 10kgfm são demasiadamente satisfatórios para o dia a dia nas cidades e se abastecido com gasolina. O câmbio manual de 5 marchas tem trocas macias. O consumo, segundo dados do Inmetro, é de até 14,4 km/l na cidade e 15,4 km/l na estrada — ambos com gasolina. As dimensões da linha 2026 foram mantidas: 3,73 metros de comprimento, 1,57 m de largura, 1,47 m de altura e 2,42 m de entre-eixos. O porta-malas comporta 290 litros. É óbvio que um carro, mesmo que tenha sido incrementado na última atualização, tem alguns limites. Pessoas altas no banco traseiro, sofrem, sim. O acabamento tem fragilidades, com uso extensivo de plásticos simples. A versão Techno não foi testada em rodovias, vale frisar. Aliás, o desempenho é limitado? Pode ser, e certamente carece de fôlego em ultrapassagens, mas atende muito bem na cidade. E o Kwid, claro, foi feito para a cidade, no dia a dia indo para o trabalho, faculdade – e principalmente em Brasília, onde o transporte público deixa muito a desejar.
Alguns itens de série – Versão Techno
4 airbags (2 frontais e 2 laterais)
Alerta visual e sonoro de não utilização do cinto de segurança de todos os ocupantes
Ar-condicionado
Assistente de partida em rampa
Computador de bordo
Controle eletrônico de estabilidade
Direção elétrica
Indicador de temperatura externa
Luzes de circulação diurna (DRL) em LED
Painel de instrumentos digital TFT de 7”
Sensor de estacionamento traseiro
Sistema de monitoramento da pressão dos pneus
Sistema Start & Stop
Tacômetro
Travas elétricas das portas
Vidros dianteiros elétricos
Chave tipo canivete
Câmera de ré
Controles de áudio no volante
Lanternas obscurecidas com assinatura em LED
Maçanetas externas na cor da carroceria
Retrovisores elétricos
Retrovisores em preto brilhante
Roda de aço biton de 14”
Sistema multimídia com tela de 10.1″ com espelhamento de smartphone sem fio
2 USB-C
Corolla Cross ganha nova versão híbrida – A Toyota do Brasil acaba de expandir o portfólio do Corolla Cross com a chegada da versão XRV Hybrid. Ela vem para “democratizar a tecnologia eletrificada” e é a porta de entrada para o universo híbrido do Corolla Cross. Mas custa R$ 214 mil. Reúne o pacote de especificações e equipamentos da versão intermediária a combustão XRE, acrescido de monitor de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro e retrovisores externos com inclinação automática em marcha à ré.
As primeiras unidades da nova versão chegam às concessionárias a partir da segunda quinzena de outubro. Com essa adição desta versão, a linha do SUV passa a contar com as seguintes opções: XRE, XRX, GR-Sport, a nova XRV Hybrid e a topo de linha XRX Hybrid. A proposta dela é ser uma configuração competitiva, segundo a marca japonesa. O console central do Corolla Cross MY27 trouxe um novo design, incorporando uma aparência mais moderna e sofisticada ao interior do veículo.
Essa atualização, também presente na nova versão XRV, proporciona uma integração mais intuitiva dos comandos de condução, entregando mais conforto e uma experiência de uso aprimorada ao motorista. A linha Corolla Cross XRV Hybrid 2027 tem o sistema central multimídia com tela de alta definição de 10.1”, com mapas, mídias e funções do veículo. O acabamento interno, incluindo os bancos, é todo na cor preta. Já a segurança traz, de série, pacote com assistente de pré-colisão, controle de cruzeiro adaptativo, assistência de permanência em faixa, monitor de ponto cego e farol alto automático. A proteção aos ocupantes é garantida por uma carroceria com deformação progressiva, sete airbags, sensores de estacionamento e alerta de tráfego cruzado traseiro.
Monitoramento dos pneus – Toda a linha Corolla Cross 2027, incluindo a nova versão XRV Hybrid, é equipada de série com o sistema de alerta de pressão dos pneus, tecnologia que alerta o condutor caso identifique níveis inadequados. Além de reforçar a segurança durante a condução, o recurso garante maior estabilidade ao veículo, evita o desgaste irregular dos pneus e otimiza a eficiência do consumo de combustível. A nova versão XRV Hybrid também vem equipada de série com os serviços conectados Toyota. O recurso garante mais praticidade, segurança e comodidade no dia a dia, permitindo ao proprietário acessar informações em tempo real — como status e diagnóstico do veículo, otimização de combustível e lembrete de revisão. Além disso, por meio de um pacote de assinatura, os clientes contam com diferenciais como wi-fi hotspot, rastreamento, imobilização remota e assistência 24 horas via aplicativo.
Eficiência energética – O Corolla Cross XRV Hybrid conta com o mesmo conjunto propulsor da versão XRX Hybrid: o motor 1.8L VVT-i 16V de ciclo Atkinson flex, que desenvolve 101 cv com etanol e 98 cv com gasolina, além de torque de 14,5 kgfm com ambos os combustíveis. Esse motor atua em conjunto com dois motores elétricos (MG1 e MG2) de 72 cv e 16,6 kgfm de torque, assegurando respostas ágeis e uma condução aprimorada. Os híbridos flex da Toyota têm consumo até 30% menor frente às opções exclusivamente a combustão e reduzem em até 70% as emissões de CO₂ quando abastecidos com etanol.
É hora de comprar: preço de carros usados desacelera – O IBV Auto, índice do banco BV que acompanha a evolução dos preços dos automóveis leves usados no Brasil, registrou avanço de 0,36% no terceiro trimestre de 2026. Trata-se do menor resultado trimestral desde o primeiro trimestre de 2025. O resultado representa uma desaceleração frente ao aumento de 1,27% no segundo trimestre deste ano e sobre a alta de 2,04% registrada no mesmo período de 2025.
Considerando apenas terceiros trimestres, o desempenho deste ano se iguala ao de 2019, início da série histórica. O arrefecimento reflete a perda de ritmo do mercado de usados ao longo do ano. Os números têm como pano de fundo o crescimento mais lento da atividade econômica e a desaceleração da inflação, em um ambiente de menor demanda por bens de maior valor agregado.
No acumulado de 2026, o IBV Auto registra alta de 3,86%, abaixo dos 4,05% observados no mesmo período de 2025. Em 12 meses, a alta está em 5,12%, mesmo patamar registrado em agosto. Para Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV, os dados confirmam uma mudança de ritmo no mercado de usados. “Após um período de fortes valorizações, a atividade mais moderada e a maior competição entre veículos novos tornam o cenário menos favorável a reajustes expressivos. O comportamento do IBV no trimestre aponta para uma dinâmica de preços mais equilibrada, com desaceleração gradual das altas dos últimos meses”, avalia.
Nordeste – Regionalmente, o terceiro trimestre mostrou diferenças importantes. O Nordeste teve a maior alta, de 0,69%, seguido pelo Centro-Oeste (+ 0,56%) e Sul (0,52%). O Sudeste ficou praticamente estável, com avanço de 0,03%, enquanto o Norte foi a única região a registrar queda, de 0,19%. No segundo trimestre, todas as regiões haviam apresentado alta superior a 1%. Entre os tipos de combustão, os elétricos continuam apresentando a maior perda de valor de revenda entre os modelos analisados.
Os veículos lançados em 2023 acumulam desvalorização de quase 47% até setembro, contra 27,89% dos híbridos e 22,20% dos modelos a combustão comparáveis. O movimento está relacionado à pressão dos preços dos modelos novos e ao aumento da concorrência no segmento. Em setembro, o IBV Auto subiu 0,30%, após uma queda de 0,01% em agosto, mostrando alguma recuperação na margem. O resultado foi influenciado principalmente por Renault Sandero (+1,88%), Volkswagen Gol (+1,51%) e Hyundai Creta (+1,39%). Na outra ponta, Toyota Hilux SW4 (-1,60%), Honda HR-V (-1,19%) e Volkswagen Polo (-0,97%) tiveram os maiores impactos negativos.
Fenauto – Já do ponto de vista de vendas, o mercado de seminovos e usados apresentou uma pequena retração de 1,6% em setembro na comparação com o mês anterior. De acordo com os dados consolidados pela Fenauto, a federação que reúne os revendedores, foram comercializadas 1.673.017 unidades em setembro, contra 1.699.519 registradas em agosto. Apesar do ritmo ligeiramente menor observado no mês, o desempenho do setor no acumulado do ano apresentou crescimento de 5,4%, alcançando a marca histórica de 14.205.505 veículos negociados entre janeiro e setembro de 2026, contra 13.478.527 no mesmo período de 2025. Esse resultado mantém a expectativa de que o mercado pode fechar o ano com um novo recorde de vendas.
Por segmento
A retração mensal de setembro atingiu de forma linear quase todos os segmentos automotivos:
Automóveis: 1.031.538 unidades (-1,2% vs. agosto).
Comerciais leves: 196.777 unidades (-2,0% vs. agosto).
Motos: 369.440 unidades (-1,9% vs. agosto).
Comerciais pesados: 39.986 unidades (-4,2% vs. agosto).
Mais vendidos
No topo do ranking de preferência dos consumidores por categoria, os líderes de mercado em setembro foram:
Automóveis: o VW Gol manteve a liderança isolada, somando 66.789 unidades.
Comerciais leves: a picape Fiat Strada liderou com folga ao registrar 41.761 negociações.
Comerciais pesados: o caminhão Volvo FH garantiu o primeiro lugar do segmento com 3.229 unidades comercializadas.
Motos: a Honda CG150 manteve sua tradicional liderança histórica com 87.627 unidades vendidas
Pagar taxas fixas é bom para os trabalhadores de app? – A ideia de trocar a cobrança de uma porcentagem de cada corrida por uma mensalidade ou passe fixo já deixou de ser novidade para boa parte dos motoristas de aplicativos. O que ainda não está claro para eles é se a mudança no modelo de cobrança representa, de fato, uma mudança na renda. A adesão aparece condicionada a uma conta simples: quanto custa o passe, quantas viagens será possível fazer e, principalmente, quanto vai sobrar no fim do período. O levantamento “Entre taxas e previsibilidade: profissionais de aplicativos opinam sobre novos modelos de trabalho”, realizado pelo GigU em parceria com a Jangada Consultoria de Comunicação, mostram que 86,2% já ouviram falar de modelos de assinatura em que o motorista paga um valor fixo e fica com 100% do valor das viagens.
O conhecimento, porém, ainda é superficial para quase metade da categoria: 45% dizem já ter ouvido falar, mas não admitem conhecer os detalhes. Outros 41,2% afirmam conhecer bem a proposta. A familiaridade com o conceito não se traduz automaticamente em disposição para mudar. Quando questionados se um modelo de valor fixo, que permitisse ficar com 100% das viagens durante determinado período, faria sentido, 31,7% disseram não ver vantagem. Entre os demais, 38,1% condicionam a decisão a fatores como preço da assinatura ou valor das viagens, e outros 15,3% afirmam que precisariam comparar o resultado com o ganho atual. Apenas 10,7% enxergam uma vantagem direta na previsibilidade.
Viagens suficientes – O principal motivo para a cautela aparece em outra resposta. Para 42% dos profissionais, o maior receio em um modelo de assinatura é pagar pelo passe e não conseguir fazer viagens suficientes para compensar o custo. Outros 33,7% apontam o valor das próprias viagens como preocupação. Em suma, mesmo eliminando a taxa percentual, a plataforma não elimina a principal variável que determina a renda do motorista: a capacidade de gerar receita. É justamente por isso que o modelo tradicional/atual ainda aparece como a opção preferida. Quase metade dos entrevistados, 48,7%, considera mais interessante continuar pagando uma cobrança percentual sobre cada viagem.
Os formatos de valor fixo por horas ou dias de uso são escolhidos por 19,7%, enquanto 15,3% preferem uma cobrança fixa até atingir determinado patamar de ganhos. A resistência, portanto, não parece ser à inovação em si, mas ao risco de trocar uma taxa conhecida por um custo fixo que pode não se pagar. A renda líquida é o principal critério para quem considera contratar um passe. Para 46,6%, o que mais pesaria na decisão seria conseguir aumentar o valor que efetivamente fica no bolso. Pagar menos taxas aparece em segundo lugar, com 29,8%, enquanto a previsibilidade dos ganhos é apontada por 11,8%. A diferença é relevante: reduzir a taxa não é percebido como um benefício suficiente se a mudança não produzir um ganho financeiro concreto.
Mudança de comportamento – Essa lógica também aparece quando os profissionais são perguntados sobre uma eventual mudança de comportamento. Apenas 14,6% mudariam imediatamente para um modelo de assinatura. Outros 31,8% aceitariam testar, mas 41% dizem que a decisão dependeria dos ganhos. Ao mesmo tempo, 32,8% não acreditam que esse tipo de cobrança terá grande adesão nos próximos anos, enquanto 30,8% apostam que os modelos de assinatura devem coexistir com o formato tradicional.
A pesquisa sugere, portanto, que o desafio para as plataformas que adotam novos modelos de cobrança não está apenas em explicar como eles funcionam. Está em provar que a mudança melhora a equação econômica do profissional. Tanto que 44,5% afirmam que planos alternativos pouco mudariam sua organização do trabalho porque o principal fator continua sendo o valor das viagens e entregas disponíveis. Outros 20,8% veem potencial, mas condicionam o benefício ao custo do plano. Para Luiz Gustavo Neves, CEO do GigU, a cautela dos profissionais mostra que novos modelos de cobrança serão avaliados menos pelo formato e mais pelo resultado.
“O motorista não está necessariamente procurando um modelo diferente de cobrança. Ele está procurando uma forma melhor de trabalhar e ganhar mais. Se a assinatura reduzir a taxa, mas não aumentar a renda líquida, ela se traduz em vantagem. Por isso, a decisão passa pela conta final: quanto custa para trabalhar e quanto efetivamente sobra”, afirma.
Jaecoo 5 chega ao Brasil por R$ 155 mil – A Omoda & Jaecoo começou a vender o Jaecoo 5 no mercado brasileiro. Principal lançamento da marca no país em 2026, o SUV híbrido chegou às concessionárias em duas versões: Comfort, por R$ 155 mil, e Prestige, por R$ 180 mil. Equipado com a tecnologia Super Hybrid System (SHS-H), o modelo reforça a estratégia da companhia de democratizar o acesso à eletrificação, combinando eficiência energética, desempenho e tecnologia em um dos segmentos mais competitivos do mercado nacional. O primeiro lote contará com 3,6 mil unidades destinadas ao mercado brasileiro e será comercializado via Webmotors, além da rede de concessionárias ao redor do país. Encerrada essa fase, o modelo passará a ser oferecido por R$ 160 na configuração Comfort e R$ 185 mil na Prestige.
A definição do preço encerra um dos principais pontos de curiosidade do mercado desde a apresentação do modelo no Festival Interlagos. E, segundo os diretores da empresa, reforça a estratégia da marca de ampliar o acesso à eletrificação no país. O Jaecoo 5 chega ao Brasil reunindo tecnologia híbrida avançada, desempenho, eficiência energética e um extenso pacote de conforto e segurança. E será o quinto modelo vendido pela Omoda & Jaecoo no Brasil, ao lado de Omoda 5, Omoda E5, Omoda 7 e Jaecoo 7. O lançamento também reforça a expansão da operação do Chery International Group no país, que prevê a chegada das marcas iCaur e Lepas ao mercado brasileiro em 2027. O principal destaque do modelo é o Super Hybrid System (SHS-H), tecnologia híbrida plena desenvolvida pelo grupo Chery que dispensa carregamento externo.
O conjunto combina um propulsor 1.5 TGDI turbo a gasolina com um motor elétrico de alta eficiência, integrados a uma transmissão híbrida dedicada 1DHT e a uma bateria de 1,83 kWh, recarregada automaticamente durante a condução por meio da regeneração de energia e da atuação do motor a combustão, eliminando a necessidade de infraestrutura de recarga externa. A potência combinada chega a 224 cv, com torque de 30,1 kgfm, posicionando o Jaecoo 5 como o SUV compacto híbrido mais potente do Brasil. O sistema proporciona aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 7,9 segundos e autonomia combinada próxima de 1.000 km, com consumo, segundo o Inmetro, de 15,5 km/l em ciclo urbano e 13,7 km/l em ciclo rodoviário, o melhor consumo da marca entre todos os modelos comercializados no país. Todo o conjunto mecânico e os números de desempenho são idênticos nas versões Comfort e Prestige.
Espaço interno – O modelo oferece 4.380 mm de comprimento, 1.860 mm de largura, 1.650 mm de altura e entre-eixos de 2.620 mm. As medidas são idênticas nas duas versões. O design segue a identidade global da Jaecoo, com destaque para a exclusiva grade frontal Waterfall, por exemplo. As rodas são de liga leve de 18 polegadas e itens de série tanto na Comfort quanto na Prestige. A versão Prestige soma ainda faróis dianteiros em Full LED e rack de teto com barras longitudinais. O SUV acomoda até cinco ocupantes e oferece porta-malas de 410 litros (1.214 litros com os bancos traseiros rebatidos) nas duas versões. O teto panorâmico Sky Screen de 1,45 m², exclusivo da versão Prestige, amplia a sensação de espaço e luminosidade na cabine.
Vida a bordo – O interior tem diferenças relevantes entre as duas versões. A Comfort traz central multimídia com tela touchscreen de 9″, bancos revestidos em tecido, sistema de som com 6 alto-falantes e ar-condicionado automático digital Dual Zone com filtragem de ar. Já a Prestige tem central multimídia de alta resolução com tela de 13,2″, conectividade sem fio para Apple CarPlay e Android Auto, recurso presente em ambas as versões, sistema de reconhecimento de voz para comandos do veículo e função karaokê integrada, que amplia as possibilidades de entretenimento e interação entre todos a bordo.
Mimos – A versão conta ainda com sistema de som Premium Sony com 8 alto-falantes, carregador de celular por indução de 50W com refrigeração, sistema de acesso ao veículo sem uso da chave, revestimento soft-touch premium no painel central, portas dianteiras e volante, bancos com ajustes elétricos e ventilação para motorista e passageiro, iluminação ambiente customizável e para-sóis dianteiros com iluminação em LED.
Segurança – Tem um pacote robusto (idêntico nas duas versões): seis airbags, estrutura com elevada utilização de aço de alta resistência, freios ABS, EBD, assistente de frenagem de emergência, controle eletrônico de tração, controle de estabilidade anticapotamento, Auto Hold, sistema Isofix, monitoramento de pressão dos pneus, entre outros itens.
Pacote Adas – É o 2.5, com 17 funções avançadas de assistência à condução, disponível exclusivamente na versão Prestige. Entre elas estão controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, alerta de colisão frontal, assistente de permanência em faixa, assistência para mudança de faixa, monitoramento de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro e alerta de abertura de porta. A versão Comfort não conta com o pacote Adas. A Prestige também adiciona câmera 540° com imagens panorâmicas e sensores de estacionamento dianteiros, enquanto a Comfort conta com câmera de ré com guias dinâmicas de estacionamento. As duas versões contam com garantia de sete anos para o veículo e oito anos para a bateria.
Saiba o que fazer para evitar a suspensão da CNH – A suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pode trazer impactos importantes para a rotina dos motoristas, especialmente para quem depende do carro para trabalhar ou se deslocar. Em muitos casos, porém, o condutor não acompanha de perto sua situação até receber uma notificação ou ser surpreendido por uma abordagem de trânsito.
Em 2025, o número de condutores com a CNH suspensa ou cassada registrou aumentos em diversos estados. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, o Detran-MS registrou quase 20 mil motoristas penalizados com a suspensão no período, enquanto no Distrito Federal as suspensões saltaram 23,9%, ultrapassando a marca de 10 mil casos. No DF, por sinal, há pouco mais de 20 dias foi publicado no DODF um lote de 6.432 motoristas de uma só vez. A recusa ao teste do bafômetro respondeu por quase 70% dos casos. Em pólos regionais como o interior paulista, os processos por acúmulo de infrações e reincidência chegaram a superar 40 mil ocorrências no ano. Para ajudar os condutores a manterem a documentação em dia, o SuperApp Gringo lista três situações que podem resultar na suspensão do direito de dirigir e que merecem atenção:
Acúmulo de pontos por infrações
As multas registradas no histórico do motorista também podem resultar em pontos na CNH. Quando o condutor atinge o limite previsto pela legislação dentro de um período de 12 meses, pode ser instaurado processo administrativo para suspensão do direito de dirigir. O limite varia de acordo com a quantidade de infrações gravíssimas cometidas no período: são 20 pontos para quem possui duas ou mais infrações gravíssimas, 30 pontos para quem possui uma infração gravíssima e 40 pontos para quem não cometeu nenhuma infração gravíssima. Para motoristas que exercem atividade remunerada, há regras específicas relacionadas à pontuação. Por isso, acompanhar regularmente as infrações registradas no prontuário do condutor ajuda o motorista a ter uma visão mais clara da própria situação e dos eventuais riscos de atingir o limite.
Infrações que podem gerar suspensão direta
Nem toda suspensão depende do acúmulo de pontos. Algumas infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro podem levar à suspensão do direito de dirigir independentemente da pontuação acumulada.
Entre os exemplos estão dirigir sob influência de álcool ou outra substância psicoativa, participar de competição ou exibição de manobra não autorizada e algumas situações relacionadas ao excesso de velocidade. Nesses casos, a própria natureza da infração pode prever a suspensão, tornando ainda mais importante que o motorista conheça as regras e acompanhe sua situação junto aos órgãos de trânsito.
Perder prazos em processos e notificações
Receber uma multa não significa que o motorista perde imediatamente o direito de dirigir. O processo administrativo prevê etapas e prazos para apresentação de defesa e recursos, conforme o caso.
Por isso, deixar de acompanhar notificações pode fazer com que o condutor perca oportunidades de apresentar sua defesa dentro dos prazos previstos. Manter os dados cadastrais atualizados junto aos órgãos de trânsito e acompanhar regularmente a situação da CNH e do veículo são medidas importantes para evitar esse tipo de surpresa. A suspensão da CNH nem sempre está relacionada a infrações graves. Em muitos casos, ela ocorre pela falta de acompanhamento de notificações e processos administrativos dos órgãos de trânsito. O monitoramento da habilitação por meio de aplicativos amplia a visibilidade sobre a situação do documento, permitindo que o motorista regularize pendências e tome as providências necessárias com antecedência. O acompanhamento pode ser feito por meio de ferramentas digitais, como o SuperApp Gringo – que elaborou estas dicas acima.
No geral, o condutor tem a CNH suspenso por:
recusar fazer o teste do bafômetro ou exame equivalente (art. 165-A): 12 meses;
transitar acima de 50% da velocidade máxima da via (art. 218, inciso III): 2 meses;
infrações ao volante de motocicleta, entre elas dirigir sem capacete (art. 244, incisos I, II, III e V): 2 meses;
dirigir sob influência de álcool ou de outra substância psicoativa (art. 165): 12 meses;
exibir manobra perigosa com arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com arrastamento de pneus (art. 175): 2 meses;
dirigir ameaçando pedestres ou outros veículos (art. 170): 2 meses;
promover ou participar de competição e de disputa de corrida na via sem autorização (arts. 173 e 174): 2 meses;
transpor bloqueio viário policial (art. 210) e 20 por forçar passagem em ultrapassagem (art. 191): 2 meses;
omissão em sinistro com vítima, o que inclui deixar de prestar socorro (art. 176): 2 meses;
usar o veículo para interromper deliberadamente a circulação na via (art. 253-A): 12 meses.
Renato Ferraz é especializado em jornalismo automobilístico. Além da coluna “De Bigu com a Modernidade”, também assina a “Multieixos”, no Correio Braziliense.
O senador reeleito Humberto Costa (PT) atribuiu à “inveja” as especulações que circulam nos bastidores sobre um possível acordo com a governadora Raquel Lyra (PSD), após cerca de 40 prefeitos aliados da gestora declararem apoio à sua candidatura. Em entrevista à Rede Pernambuco de Rádios, o petista afirmou que os apoios foram resultado da relação construída com os gestores municipais, sem contrapartidas. “Isso, na verdade, é inveja. O apoio que eu tive dos prefeitos de vários partidos, né, se deu porque eu tive uma relação da melhor possível com todos os prefeitos”, disse.
“Sempre recebi, acolhi todos, mandei emendas para todos os municípios do estado de Pernambuco, ajudei a destravar projetos, demandas de vários municípios nos ministérios do governo do presidente Lula e, naturalmente, isso se transformou em apoio. Eu nunca pedi, inclusive, nada em troca desse apoio”, continuou.
Pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada neste sábado aponta que Flávio Bolsonaro (PL) ampliou a vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de 1,87 ponto percentual registrada no primeiro turno (47,03% a 45,16% dos votos válidos) para 5,4 pontos no segundo turno. O levantamento estimou placar de 52,7% para o senador a 47,3%, do candidato à reeleição nesse embate direto.
Considerando os números totais, Flávio aparece com 49% ante 44% de Lula, enquanto 5% declaram voto em branco ou nulo e 3% não sabem ou não respondem. Segundo os dados, 47% dos entrevistados disseram que certamente votariam em Flávio e 5%, que poderiam votar no senador. Outros 46% afirmaram que não o apoiariam de jeito algum. Já Lula registrou 43% de certeza de voto, 5% de voto possível e 49% de rejeição.
Ainda de acordo com a pesquisa, Flávio lidera na intenção de voto entre os homens (53% a 38%), eleitores de ensino médio (53% a 39%), eleitores com renda de 2 a 5 salários mínimos (55% a 37%) e evangélicos (61% a 30%). Lula, por sua vez, aparece à frente entre mulheres (49% a 44%), pessoas com ensino fundamental (51% a 41%) e famílias com renda de até 2 salários mínimos (51% a 40%).
O petista leva vantagem apenas no Nordeste (63% a 29%) contra o bolsonarista, que fica à frente no Sul (63% a 30%); no agregado Norte/Centro-Oeste (59% a 33%); e no Sudeste (52% a 40%).
Da parcela de entrevistados que se declara independente (37% dos entrevistados), Flávio e Lula aparecem empatados: ambos recebem o apoio de 44% desses eleitores que não se colocam nem à esquerda nem à direita do espectro político.
Entre aqueles que disseram ter votado em Flávio no primeiro turno, 97% afirmaram que pretendem manter a escolha, mesmo percentual dos eleitores de Lula. Metade dos brasileiros (50%) que apoiaram o terceiro colocado, Augusto Cury (Avante), indicam que agora vão de Flávio e 29%, de Lula. Os eleitores que preferiram Ronaldo Caiado (PSD) em 4 de outubro também tendem, em maioria, a se alinhar ao senador: 56% citam a intenção de votar no bolsonarista e 15%, no petista.
Oito em cada dez eleitores (88%) afirma que é a máxima a possibilidade de comparecimento para votar em 25 de outubro.
O levantamento aponta ainda que a esperança é o sentimento mais citado em relação à eleição (45%), seguida por medo (14%). Entre os eleitores que declararam voto em Flávio, 61% mencionaram esperança, enquanto esse sentimento foi citado por 33% dos apoiadores de Lula. O medo foi lembrado por 23% dos eleitores do petista e por 6% dos do bolsonarista.
O Ipespe ressalta que o desejo de mudança é “expressivo” no eleitorado: 79% querem alterar total ou parcialmente o rumo do país, enquanto 37% querem mudar totalmente e 42% mudar apenas o que não está bom. Menos de um quinto (18%) desejam a continuidade do que hoje é feito no Brasil. Nesse cenário, 81% dos que citam mudança total votam em Flávio Bolsonaro. Já aqueles que preferem mudar apenas o que não está bom se dividem entre Lula (49%) e Flávio (42%).
Os dados mostram também que os itens de conteúdo econômico — economia, emprego e preços (17%), fim da escala 6×1 (5%), fim das bets (5%) e aumento do Bolsa Família (3%) — somam 30% entre os temas considerados pelos eleitores para a definição do voto. O agregado supera a corrupção e a crise no Supremo Tribunal Federal (24%), saúde e educação (12%) e “violência e segurança” (7%).
Para 43% dos eleitores ouvidos, Flávio faz a melhor campanha na televisão e no rádio, contra 34% que citam Lula nesse questionamento. Em relação à atuação nas redes sociais, o senador também leva a melhor, 47% a 32%, assim como em entrevistas na TV, 45% a 37%.
A pesquisa Ipespe ouviu 1.500 eleitores, entre os dias 6 e 8 de outubro, via recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,45%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00933/2026.