No quadro jingles históricos do Frente a Frente de ontem, com o professor e cientista político Paulo Kramer, de Brasília, relembramos a campanha para governador de São Paulo em 1986, na qual Paulo Maluf perdeu, mas seu jingle entrou para a galeria das grandes produções na área. Era simples e fácil de ser lembrado: “Orestes fala, e Maluf faz/Ermírio xinga, e Maluf faz/Maluf faz, faz, faz, faz/A gente viver em paz, paz, paz, paz, paz, paz, paz!”
Mas quem ganhou aquela eleição foi o ex-prefeito de Campinas, ex-senador e vice-governador de Franco Montoro, Orestes Quércia, do PMDB, o que, aliás, ocorreu em todos os demais estados da federação, à exceção de um, Sergipe, que elegeu o pefelista Antônio Carlos Valadares. Clique no link abaixo e ouça o jingle.
Aquela foi a eleição do Plano Cruzado, lançado pelo presidente José Sarney (PMDB) em 28 de fevereiro de 1986. O Cruzado, por um breve tempo, alimentou as esperanças da população no fim do pesadelo hiperinflacionário. E isso impulsionou as campanhas das duas legendas que integravam a Aliança Democrática de apoio ao governo: o Partido do Movimento Democrático Brasileiro e o Partido da Frente Liberal.
No Direto de Brasília, Moreira Franco descarta golpe contra Dilma e no 8 de janeiro, alerta para avanço do crime e critica rumo da economia
O ex-governador do Rio de Janeiro e ex-ministro Moreira Franco (MDB) fez duras críticas ao cenário político e econômico do País durante entrevista ao podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco. Ao comentar os desafios atuais do Brasil, afirmou que o país vive um processo de deterioração institucional, apontou falta de rumo na economia e contestou interpretações sobre dois dos episódios mais controversos da política recente: o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e os atos de 8 de janeiro de 2023.
Sobre a invasão das sedes dos Três Poderes, Moreira afirmou que não considera o episódio uma tentativa de golpe de Estado. “Golpe se faz com Forças Armadas, e não tinha ali. Não conheço nenhum golpe sem que haja um exército”, declarou. Segundo ele, houve uma ação marcada pela depredação do patrimônio público, mas sem os elementos historicamente associados a uma ruptura institucional. O ex-ministro também ironizou a chamada minuta do golpe e disse não acreditar que o movimento tenha sido conduzido de forma organizada.
Ao analisar o momento político nacional, o emedebista demonstrou preocupação com a relação entre as instituições. “Você não sabe quem é quem, para onde anda, o que querem. As instituições estão se atropelando”, afirmou. Para Moreira, o país atravessa um ambiente de conflitos permanentes entre os Poderes, dificultando a construção de consensos e o enfrentamento dos principais problemas nacionais.
O ex-governador também voltou a defender o ex-presidente Michel Temer (MDB) das acusações de participação em uma articulação para afastar Dilma Rousseff do poder. Segundo ele, Temer apresentou à então presidente o programa Ponte para o Futuro numa tentativa de construir uma agenda comum para enfrentar a crise econômica. “O Michel tentou ajudá-la. Levou uma proposta para discutir o país. Quando ela recusou, ficou claro que não havia mais caminho político”, afirmou. Na avaliação de Moreira, o impeachment ocorreu dentro das regras constitucionais e não pode ser classificado como golpe.
Na área econômica, foi incisivo ao apontar o desequilíbrio fiscal como principal problema do país. “O país continua gastando mais do que tem. Quando se gasta mais do que se tem, seja uma pessoa, uma família ou um governo, o resultado é o aprofundamento das crises”, declarou. Para o ex-ministro, a incapacidade de controlar despesas públicas continua comprometendo a estabilidade econômica e reduzindo as perspectivas de crescimento.
Questionado sobre a polarização entre o presidente Lula (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Moreira demonstrou ceticismo em relação ao surgimento de uma terceira via competitiva em 2026. “Hoje não vejo ninguém ocupando esse espaço. A política continua organizada em torno dessa disputa”, afirmou.
Moreira também demonstrou preocupação com o avanço do crime organizado e afirmou que o problema deixou de ser uma realidade concentrada no Rio de Janeiro para atingir praticamente todo o país. Segundo ele, o Estado perdeu capacidade de resposta diante da expansão das facções criminosas e da violência. “O crime organizado hoje não é mais um problema regional. É um problema nacional”, afirmou. Ao comentar o cenário brasileiro de forma mais ampla, resumiu sua visão com uma avaliação pessimista: “As perspectivas hoje são muito ruins”.
Muros em torno de Lula? – O deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) acusou o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) de tentar isolar politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Pernambuco. Em entrevista à Rádio Folha, ontem, afirmou que o socialista busca “construir muros em torno do presidente” para canalizar a força eleitoral de Lula exclusivamente para sua pré-campanha ao Governo do Estado. Cotado para disputar o Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), Túlio defendeu uma aliança formal entre o petista e a gestora e disse que setores ligados ao PSB estariam impedindo essa aproximação ao ameaçar acordos do PT em outros estados. Segundo o parlamentar, a estratégia reduz o potencial eleitoral de Lula em Pernambuco.
Ratos em hospital – O deputado estadual Romero Albuquerque (PSB) esteve no Hospital Agamenon Magalhães, na última segunda-feira, e realizou uma fiscalização da unidade. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele denunciou as condições de insalubridade do hospital, que sofre, segundo ele apurou, risco de interdição. Segundo a documentação oficial, foram constatados indícios de presença de roedores, incluindo fezes e urina de rato, mofo nas paredes, forro caindo, extintor de incêndio vencido e material hospitalar exposto a risco de contaminação. “Pintura bonita não tira rato de hospital, não conserta forro que cai e não devolve dignidade a quem está numa maca. Maquiagem não é saúde”, afirmou o parlamentar.
Um jogo de empurra-empurra – A base de apoio do presidente Lula (PT) tem chamado a proposta do governo dos Estados Unidos de taxar produtos brasileiros em 25% de “tariflávio”, em referência ao “tarifaço”. Já a oposição culpa o governo pelo movimento norte-americano. O governo conseguiu emplacar a expressão “tariflávio” entre os assuntos mais comentados no X (antigo Twitter), ontem, atribuindo ao senador e filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro, a articulação pela nova taxação. Flávio, por sua vez, negou que tenha articulado por tarifas e disse que fez um pedido expresso contra taxas no Brasil. “Os empreendedores brasileiros já estão sufocados com tanto imposto, burocracia, perseguição”, disse. “Expliquei que não seria justo taxá-los”, continuou Flávio.
Palanque eleitoral – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP), disse, ontem, que uma eventual Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master seria para “fazer palanque eleitoral”. “A Polícia Federal, o Ministério Público Federal, a Justiça brasileira, está todo mundo investigando isso. Não sei quem é o culpado. Se é o Banco Central do Brasil, se são as pessoas que fizeram errado, se é a Comissão de Valores Mobiliários, mas está todo mundo investigando isso. Querem abrir mais uma CPMI para fazer palanque eleitoral”, disse Alcolumbre. Hoje, há pelo menos cinco pedidos protocolados de abertura de uma CPI para investigar o caso.
Silvia Abravanel pode ser vice de Caiado – O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou, no início da semana, que Silvia Abravanel é um “nome forte” para compor sua chapa nas eleições. O postulante declarou que a definição sobre o posto de vice será tomada ainda em junho e informou que uma reunião para discutir o tema está marcada para a próxima semana. Durante entrevista a jornalistas em Belo Horizonte, Caiado destacou o alcance da apresentadora junto ao público. “Sem dúvidas, é um nome forte, uma mulher que tem capacidade para falar para milhões de brasileiros, com um programa de televisão”, afirmou o ex-governador. As informações são do portal Poder360.
CURTAS
ALCKMIN DEFENDE O PIX – Em entrevista coletiva, ontem, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu o Pix, criado pelo Banco Central do Brasil, em 2020, e garantiu que este ponto está fora da negociação com os Estados Unidos porque “não prejudica ninguém e é altamente benéfico à população brasileira”. “O Pix é um patrimônio nacional, é uma conquista do povo brasileiro, a tecnologia a serviço da sociedade e da economia, sem nenhum custo para as empresas e para a população. O Pix não tem a menor lógica entrar nisso porque ele não prejudica ninguém”, disse.
TUBARÕES – Estão internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) as duas pessoas mordidas por tubarão, no Grande Recife, nos últimos dias. As vítimas foram, respectivamente, João Lucas Castor Nemezio Sales, de 11 anos, e Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos. Ele teve a perna esquerda amputada devido aos ferimentos e ela, a perna direita, arrancada ainda no mar. Segundo informações colhidas pelo portal G1/PE, os dois estão internados no Hospital da Restauração. Segundo a unidade, os dois têm quadro de saúde considerado estável, apesar da gravidade das lesões.
APAC – A Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC) emitiu um alerta, na tarde de ontem, que indica a possibilidade de chuva moderada a forte na Região Metropolitana do Recife, na Zona da Mata e no Agreste pernambucano. A previsão é válida até as 20h de hoje. São esperadas chuvas de até 100 milímetros ao longo do dia, além de ventos intensos de até 100 quilômetros por hora.
Perguntar não ofende:O “tariflávio” pega ou a oposição conseguirá devolver a conta ao governo?
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) saiu em defesa do PIX nesta terça-feira (2) após o sistema de pagamentos instantâneos ser citado em uma investigação comercial dos Estados Unidos que pode resultar em tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
Na visão dos EUA, o PIX pode representar uma vantagem “injusta” que pode restringir o comércio americano. A decisão final sobre a nova taxa pode sair até 15 de julho. As informações são do g1.
Em nota, a entidade afirmou que o PIX não é um produto comercial, mas uma infraestrutura de pagamentos criada pelo BC para ampliar a concorrência e facilitar transações financeiras.
Segundo a federação, as avaliações do governo americano sobre o sistema carecem de esclarecimentos adicionais sobre seu funcionamento.
“O PIX é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e, consequentemente, da atividade econômica”, afirmou a Febraban.
A nota foi divulgada após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) divulgar as conclusões de uma investigação aberta em julho de 2025, por determinação do presidente Donald Trump.
Segundo a Febraban, o sistema brasileiro opera sob um modelo aberto e não discriminatório, permitindo a participação de bancos, fintechs e instituições financeiras nacionais e estrangeiras.
A entidade ressaltou que não há restrições à entrada de novos participantes, independentemente do porte ou da origem da instituição. Como o PIX é um meio de pagamento local e opera em reais, a única exigência é que as empresas atuem no Brasil e sigam as regras estabelecidas pelo Banco Central.
A federação também afirmou que espera que as contribuições apresentadas pelo Banco Central e por integrantes do sistema financeiro brasileiro durante o processo de consulta pública conduzido pelo USTR ajudem a esclarecer o funcionamento da ferramenta.
“Temos boa expectativa de que as contribuições do Banco Central do Brasil e dos integrantes do sistema bancário brasileiro, incluindo os bancos americanos, vão ajudar no esclarecimento das conclusões do órgão americano de comércio”, disse a entidade.
A Febraban destacou ainda que o PIX foi desenvolvido com participação dos bancos e demais instituições financeiras do país e funciona como uma plataforma acessível a brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil, tanto pessoas físicas quanto empresas.
A entidade acrescentou que o serviço é gratuito para pessoas físicas, mas pode ser cobrado de empresas, sem diferenciação entre companhias nacionais e estrangeiras.
Entenda a investigação dos EUA
A investigação foi aberta em julho de 2025 com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado pelos Estados Unidos para apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país. A proposta é sobretaxar os produtos brasileiros em 25%.
Alguns produtos ficariam de fora da nova taxação, como carne, frutas, café, aeronaves, medicamentos, fertilizantes etc.
Importante:
A tarifa ainda não entrou em vigor
Antes disso, há consultas públicas e etapas formais
A decisão final pode sair até 15 de julho de 2026
Ao concluir a análise, o Escritório de Comércio dos EUA (USTR, sigla em inglês) afirmou que algumas políticas brasileiras poderiam representar barreiras ao comércio americano.
Entre os pontos citados está o PIX, que, na avaliação do órgão, teria recebido tratamento que favoreceria sua expansão em detrimento de empresas privadas do setor de pagamentos.
As conclusões da investigação podem servir de base para a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados para o mercado americano, ampliando a pressão comercial entre os dois países.
A Secretaria de Educação do Distrito Federal firmou uma parceria no valor de R$ 5 milhões com a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), ligada à produtora do filme “Dark Horse”. O acordo foi formalizado no dia 22 de dezembro de 2023, durante o mandato do agora ex-governador Ibanêis Rocha (MDB). A contratação do ICB previu a implantação do programa Steam Maker, que tinha como objetivo a transformação digital no sistema de ensino da capital federal. A informação foi publicada inicialmente pelo Uol e confirmada pelo GLOBO.
O programa visou integrar as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática (Steam) no currículo escolar “para desenvolver habilidades transdisciplinares nos alunos”. A aplicação da prática foi prevista para ocorrer em ambientes denominados “laboratório de criatividade inovador”, instalados nas escolas. A implementação, segundo o plano de trabalho, ocorreria em dezesseis unidades da rede básica. As informações são do jornal O GLOBO.
A contratação previa o fornecimento de equipamentos para o funcionamento do programa, como kits de robótica, impressoras 3D e computadores. Procurada pela reportagem, a secretária não respondeu.
O valor inicial do contrato com o ICB foi de R$ 4 milhões. No entanto, um mês depois do acordo, foi liberado um aditivo de R$ 1 milhão. Também foi estendido o prazo de vigência do contrato, cujo fim foi prorrogado em um ano, passando de dezembro de 2024 para o mesmo mês de 2025.
Operação contra produtora Nesta semana, a Polícia Civil deflagrou uma operação para apurar se os recursos públicos repassados pela Prefeitura de São Paulo à ONG Instituto Conhecer Brasil, contratada para instalar 5 mil pontos de wi-fi em vias públicas, foram desviados para custear a produção do filme “Dark horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O longa é produzido pela Go Up Entertainment, de Karina Ferreira da Gama, que também é dona do instituto contratado para implementar o programa de internet gratuita.
A Operação Wi-Fi cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços residenciais de Karina, nas sedes do instituto e da produtora, e também na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia. A dona do instituto é aliada do deputado federal Mário Frias (PL-SP), roteirista do filme sobre o ex-presidente, que chamou a atenção pelas cifras vultuosas reveladas nas conversas em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) cobrava patrocínio de Daniel Vorcaro, do Master.
No documento em que pede a quebra de sigilo bancário da empresária, ao qual o GLOBO teve acesso, o delegado Antonio Carlos Munuera Silveira, titular da 2ª Delegacia da Divisão de Crimes contra a Administração, afirma que há “suspeitas de confusão patrimonial” e de que recursos públicos do programa “WiFi Live SP” tenham sido desviados para a produção do filme por meio da utilização “das contas das empresas subcontratadas e das demais organizações sociais geridas pela investigada para a lavagem dos valores desviados do erário de São Paulo”.
Isso porque o ICB foi contratado para instalar os pontos de internet gratuita nas ruas, mas como não é uma empresa de tecnologia, subcontratou serviços de diversas empresas.
Procurada, Karina não se manifestou. Ela nunca havia produzido um filme antes de “Dark horse” e sua experiência principal era no terceiro setor. Nos últimos anos passou a firmar contratos de cifras altas com a prefeitura de São Paulo, diversificou os negócios e abriu uma holding em Aracaju. Tudo isso coincide com uma aproximação com o deputado Mario Frias.
A pré-candidata ao Senado Marília Arraes se reuniu, nesta terça-feira (2), com representantes da Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (ADEPPE) e da Aliança das Mulheres Policiais de Pernambuco (AMULP) para discutir ações de enfrentamento à violência contra as mulheres e medidas de fortalecimento da rede de proteção às vítimas. O encontro ocorreu um dia após Marília anunciar o combate à violência de gênero como uma de suas prioridades e teve como foco o cenário da segurança pública no Estado e os dados relacionados aos casos de feminicídio.
Durante a reunião, dirigentes das duas entidades apresentaram levantamentos e estudos sobre violência de gênero em Pernambuco. “O enfrentamento ao feminicídio exige ação integrada e diálogo permanente com quem conhece a realidade da segurança pública. Estamos ouvindo quem atua diretamente na proteção das mulheres para construir propostas consistentes e capazes de salvar vidas”, afirmou Marília.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu nesta terça-feira às críticas feitas a ele pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no contexto da proposta apresentada pelo governo dos Estados Unidos para impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o pré-candidato à Presidência afirmou ter pedido diretamente ao presidente norte-americano Donald Trump que não taxe empresas brasileiras e atribuiu a iniciativa a uma postura negativa do governo petista em relação aos Estados Unidos.
Na gravação, Flávio também procurou desvincular sua recente viagem a Washington da proposta apresentada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Segundo o senador, a investigação comercial que embasa a medida foi iniciada antes de sua visita ao país, ainda em 2005, e não teria qualquer relação com os encontros que manteve com autoridades americanas na semana passada.
— Eu fiz um pedido direto para os EUA não taxarem as empresas brasileiras, que já são absurdamente taxadas pelo governo Lula. Os empreendedores brasileiros já estão sufocados com tanto imposto, burocracia, perseguição. Estão até saindo do Brasil. Então, eu expliquei que não seria justo taxá-los ainda mais — disse.
O presidenciável também declarou que, em sua visita aos EUA, aproveitou para destacar que os Estados Unidos não precisarão recorrer a esse tipo de instrumento de pressão após as eleições deste ano porque terão, segundo ele, um interlocutor disposto a negociar “de igual para igual” com Washington a partir de janeiro de 2027 caso venha a ser eleito.
— Reforcei que os EUA não precisaria mais usar a política de tarifas para negociar com o Brasil porque a partir de janeiro de 2027 o Brasil terá um presidente da República que vai sentar para negociar de igual para igual e vamos chegar a um acordo que seja bom para as duas nações — completou.
No vídeo, o senador também fez um balanço da viagem aos Estados Unidos e voltou a destacar como principal resultado da agenda a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelo governo americano. Segundo ele, a medida abre uma oportunidade para que o Brasil integre uma coalizão internacional voltada ao combate das facções criminosas.
Flávio também voltou a afirmar que, em poucos dias de pré-campanha presidencial, conseguiu avançar mais na pauta da segurança pública do que o governo Lula ao longo de duas décadas. O senador acusou o presidente de ter adotado uma postura leniente em relação ao crime organizado e criticou declarações anteriores do petista sobre o tema.
Ao abordar a proposta de tarifas, o presidenciável afirmou que empresários brasileiros já enfrentam elevada carga tributária, burocracia e insegurança econômica e argumentou que uma eventual sobretaxa americana agravaria ainda mais esse cenário e foi por isso mesmo que pediu diretamente às autoridades americanas que poupassem empresas brasileiras de qualquer sanção comercial.
A resposta ocorreu após Lula elevar o tom contra a família Bolsonaro ao comentar a proposta de tarifas. Mais cedo, o presidente associou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) às medidas discutidas pelo governo americano e afirmou que eles estariam atuando contra os interesses nacionais. A declaração foi acompanhada por uma ofensiva de integrantes do PT e da base governista nas redes sociais, que passaram a relacionar a recente viagem de Flávio aos Estados Unidos ao anúncio da proposta comercial.
Entenda a proposta dos EUA
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluiu uma investigação comercial contra o Brasil e propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com exceções previstas em uma lista específica de produtos. Conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, a medida abre uma nova etapa de consulta pública antes de eventual adoção de sanções comerciais.
Segundo o USTR, determinados atos, políticas e práticas do governo brasileiro seriam “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio dos Estados Unidos. Com a conclusão da investigação, o órgão apresentou medidas corretivas e abriu o caso para participação pública.
A proposta prevê tarifa de 25% sobre todas as mercadorias brasileiras, embora o documento inclua 73 páginas de exceções. Entre os produtos que permaneceriam isentos estão materiais informativos, doações, determinadas carnes, frutas, café, chá, cereais, sementes, minerais, terras raras, aeronaves brasileiras e peças aeronáuticas, além de produtos químicos orgânicos, farmacêuticos e fertilizantes.
O Pix aparece entre os principais pontos questionados pelo governo americano. Segundo o USTR, o Banco Central favorece o sistema de pagamentos ao atuar simultaneamente como regulador e proprietário da plataforma, impor seu uso e limitar taxas cobradas por concorrentes americanos.
O pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), afirmou nesta terça-feira (02) que tem sido vítima constante de ataques virtuais de adversários políticos. Segundo ele, o cenário atual no meio político tem se apresentado de muita violência política em alguns estados, incluindo Pernambuco.
“Tenho sido atacado de manhã, tarde e noite por uma verdadeira milícia digital que está instrumentalizada de forma inorgânica, com a presença de robôs, informações falsas e automatizadas feita por pessoas da política que querem atacar um adversário político”, afirmou.
Ainda de acordo com o socialista, toda a ação envolvendo o seu nome já foi denunciada e atualmente se encontra nas mãos da Polícia Federal. “(os ataques) precisam ser esclarecidos. Imagino que tenham outras pessoas no Brasil sofrendo também dessa violência de forma artificial”, continuou.
Para ele, “o mais importante é entender quem está por detrás disso”.
O deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) afirmou que o ex-prefeito Recife e pré-candidato ao governo, João Campos (PSB), tem mantido o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mediante ameaça e não confiança. Em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM na manhã desta terça-feira (2), o parlamentar sustentou que uma possível aliança entre o presidente e a governadora Raquel Lyra (PSD) é impedida pelo fato de o PSB ameaçar implodir acordos com o PT em estados estratégicos.
“O que João [Campos] quer é construir muros em torno do presidente Lula para que a força do presidente seja canalizada na campanha dele. João não pode cometer essa irresponsabilidade com o presidente, com o projeto de país. Tem que compreender que as alianças do presidente são muito maiores do que as alianças que ele [João] quer para Pernambuco. As alianças do presidente vão ditar o futuro do país pelos próximos anos, talvez décadas”, declarou.
Cotado para ser um dos candidatos ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra, o deputado argumentou que a estratégia de Campos tem restringido o potencial de votos do presidente Lula em Pernambuco. Ao defender uma extensão da aliança em torno da reeleição do presidente, que abrangeria também a governadora, Gadêlha disse que o voto decisivo para Lula obter o quarto mandato em outubro pode vir do estado natal dele.
“Uma aliança se consolida quando existe a intenção dos dois lados. Acho que a governadora precisa declarar o voto no presidente, assim como o presidente precisa declarar seu apoio à governadora. Esta é a minha opinião e estou trabalhando para fazer esse casamento […]. Mas existem forças políticas aliadas ao presidente que não querem que isso aconteça e que usam seu partido, seus aliados para ameaçá-lo e ameaçar o grupo político do PT em outros estados”, afirmou.
Nas contas do parlamentar, o chefe do Executivo federal poderia somar entre 600 e 700 mil votos a mais. Ele lembrou que Lula venceu a disputa contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2022, com mais de 60 milhões de votos, contra os 58 milhões do então presidente – 2 milhões de votos de diferença.
Para ele, é fundamental que Lula vença a eleição já no primeiro turno, uma vez que as demais forças políticas – além do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) – são todas figuras identificadas com a direita, como ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-governador Minas Gerais Romeu Zema (Novo).
“A gente tem tempo de consertar e fazer esse ajuste de rota para que a gente consiga entregar uma vitória ao presidente no primeiro turno”, enfatizou.
Bolsonarismo Túlio Gadêlha defendeu a governadora das críticas de opositores que apontam alianças dela com figuras associadas ao bolsonarismo. Raquel tem entre os defensores do projeto de reeleição figuras como a do ex-ministro do Turismo no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Gilson Machado Neto (Podemos), e da deputada federal Clarissa Tércio (PP).
“A gente escolhe em quem vota e não quem vota na gente. Quanto mais pessoas estiverem com a gente num projeto político, principalmente majoritário, melhor”, disse, ressaltando que existe a necessidade de obter votos entre evangélicos, profissionais das forças de segurança e conservadores.
A segurança pública do Rio de Janeiro é alvo de críticas antigas. Para o ex-governador e ex-ministro Moreira Franco (MDB), no entanto, a situação de seu estado não é muito diferente da das demais unidades da Federação. Segundo ele, é tudo um reflexo da situação política nacional, já que “o exemplo vem de cima”.
“Lamentavelmente, no Brasil, essa é a história. Não é só no Rio de Janeiro. Em qualquer estado do Brasil hoje, o quadro é mais ou menos o mesmo do Rio. Os problemas que surgem no governo federal, no Congresso Nacional, são casos que assustam porque fogem da regra normal. Não há normalidade institucional democrática nesse processo. Esse é o grande problema que vivemos. O Rio de Janeiro começou com o Comando Vermelho, depois outros grupos foram se formando, e hoje eles estão instalados no Brasil inteiro e se comunicam. É um problema que temos que enfrentar”, afirmou, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
Moreira Franco lembrou do período em que governou o Rio de Janeiro, entre 1987 e 1991, período em que o chamado Comando Vermelho ainda estava se organizando. “O Comando Vermelho surge quando o então presidente Ernesto Geisel resolve, no processo de reabertura política, colocar em um presídio os presos políticos misturados com os demais presos, que foram cooptados pelo crime e, em decorrência disso, acabaram lá. E os militantes mais radicais que estavam lá por questão política começaram a fazer a cabeça dos presos. Daí surgiu o Comando Vermelho, que tem esse nome por causa do vermelho do comunismo, cor associada ao Partido Comunista. O processo vem desde essa época e foi crescendo”, relembrou Moreira Franco.
“Hoje, no Brasil inteiro, existem esses grupos organizados, bem instalados, encravados na atividade criminosa nos estados. Quando há um processo muito violento no Rio de Janeiro, eles vão para outros estados, e vice-versa. Esse é um grande problema que vivemos e tem que ser enfrentado, e não é fácil enfrentar. Não temos essa tradição. Existe um aparato militar e policial que não foi treinado nesse ambiente, mas é inevitável que esse problema seja enfrentado com a seriedade e determinação que exige”, concluiu o ex-governador.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), usou seu tempo de discurso hoje na sessão do plenário para se queixar das cobranças que recebe para instalar a CPI do Banco Master, que tenta investigar o escândalo financeiro protagonizado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Um requerimento para criar um colegiado com deputados e senadores já tem as assinaturas necessárias para ser instalado por Alcolumbre, que também acumula a função de presidente do Congresso. Apesar disso, duas sessões já foram realizadas pelo Congresso após o número de apoios ter sido atingido, mas a comissão não saiu do papel. As informações são do jornal O GLOBO.
– Eu passei quatro horas sendo agredido na sessão do Congresso Nacional, da direita para a esquerda, porque eu não li o requerimento de CPMI do Banco Master. Meu amigo, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, a Justiça brasileira, está todo mundo investigando isso. Não sei quem é o culpado, se é o Banco Central do Brasil, se são as pessoas que fizeram errado, se é Comissão de Valores Mobiliários, mas está todo mundo investigando isso.
Alcolumbre disse que a CPI seria uma forma de dar “palanque eleitoral” para a esquerda e para direita e indicou que vai se manter contra a criação do colegiado.
— Querem abrir mais uma CPMI para fazer palanque eleitoral. Esse é o problema nosso. Estão cobrando do presidente Davi, agredindo, ofendendo e atacando para abrir mais um palanque eleitoral, que não é para mim e nem para o Brasil, é para direita ou para esquerda, esse negócio está se retroalimentando, cada um fala para o outro.
Em meio ao cerco contra o Banco Master, que foi alvo de liquidação extrajudicial e teve seu dono preso, Alcolumbre tem um aliado alvo de questionamentos no Amapá por levar o fundo de pensão do estado a alocar R$ 400 milhões em papéis da instituição.
Os aportes da Amapá Previdência (Amprev), que ocorreram em julho de 2024, foram conduzidos pelo presidente do fundo, Jocildo Silva Lemos, que afirma ter assumido o comando do fundo por “convite” de Alcolumbre. O senador tem negado qualquer envolvimento com o escândalo financeiro.
O ex-governador do Rio de Janeiro e ex-ministro Moreira Franco (MDB) lançou recentemente o livro “Política como Destino”, onde faz uma reflexão sobre décadas de vivência política no Brasil até os tempos atuais. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, apresentado por este blogueiro, ele analisou um dos momentos mais tensos da história recente do país, desmentindo a tese de que o 8 de janeiro de 2023 tenha sido uma tentativa de golpe.
“Não sou adepto dessa tese. Primeiro porque golpe se faz com Forças Armadas, e não tinha ali. Não conheço nenhum golpe militar sem que haja um exército. Nesse caso não houve, houve um movimento que se deu de maneira difusa, nas portas dos quartéis. Houve uma invasão do Congresso Nacional, que foi muito mais baderna e depredação do que propriamente a busca da violência para criar um constrangimento de natureza política com consequências de um golpe militar. Não havia militar, e não existe golpe sem ter Forças Armadas, seja de direita, de esquerda. É indispensável que tenha, a história mostra que isso se dá quando existem homens e mulheres organizados de maneira tradicional, usando arma como instrumento de luta. Isso não houve. Houve baderna”, apontou Moreira Franco.
Para ele, o mundo está passando por um processo de ruptura tecnológica e institucional, em que diversos movimentos contestam a realidade institucional. “É um momento de mudança, sobretudo tecnológica. Estamos começando a ver questionamentos de ordem institucional, tecnológica e política. Certamente irá surgir uma nova ordem. Temos que estar preparados para ela”, advertiu.
Moreira Franco ironizou ainda a chamada minuta do golpe, encontrada na casa de ex-auxiliares do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Nunca vi minuta de golpe. Não me passa pela cabeça que se faça uma minuta de um golpe. Não consigo ver isso. Se faz minuta de golpe em quartel. Não é possível que essas pessoas sejam tão despreparadas a esse ponto. E no Brasil, onde temos uma experiência vivida a custo muito alto e profundo para a população e para o país, fazer uma coisa tão desorganizada, tão sem consistência, sem referências mais sólidas. Não acredito. Acho que, se tentaram fazer golpe, são incompetentes, não conseguiram realizar o que queriam”, concluiu o ex-governador.
Ex-ministro nos governos de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), Moreira Franco (MDB-RJ) nega que seu correligionário tenha tido participação ativa no processo de impeachment da petista. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o ex-governador do Rio de Janeiro avalia que a postura de Temer foi de colaborar, citando ainda o documento Ponte para o Futuro. No entanto, a postura intransigente de Dilma teria feito ruir as negociações, culminando no processo de afastamento da ex-presidente.
“Quem conhece o ex-presidente Temer sabe que em nenhum momento houve essa intenção (de impeachment), ao contrário. Em determinado ponto, eu mesmo me juntei com alguns companheiros e coordenamos um programa para tirar o país de uma crise econômica que já se vivia naquela época e restabelecer parâmetros que permitissem uma recomposição. Esse programa foi debatido, eu coordenei a conversa com as melhores cabeças que se tinha na época, e elas davam sugestões, escreviam textos que eram debatidos entre nós. Com todo esse esforço, fizemos uma proposta chamada Ponte para o Futuro. Esse programa foi entregue ao presidente Temer, que na época era vice-presidente, e ele levou esse projeto à presidente Dilma. Mas ela não quis aceitar”, detalhou Moreira Franco.
“Dilma achou que aquilo era uma tentativa talvez de desprestigiá-la. Ela tratou o programa e o próprio presidente Michel Temer de maneira pouco protocolar, digamos assim. Como se pode falar em tentativa de golpe, em ruptura ou em mau trato do vice-presidente, quando se tem um processo institucional, com ritos definidos na Constituição, presidido até o momento final pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que depois foi ministro da Justiça do presidente Lula (PT)? Não acho que procede uma avaliação que veja nesse processo qualquer desvio da responsabilidade institucional e moral do vice-presidente com a presidente. Não houve golpe”, detalhou o ex-governador do Rio de Janeiro.
Flávio Bolsonaro aproveitou a passagem por Belo Horizonte, nesta terça-feira, para fazer uma visita especial. Passou parte da manhã com Eduardo Cunha, velho aliado do pai.
O pré-candidato do PL deu uma entrevista de quase meia hora à Rádio Maravilha, emissora evangélica controlada pelo ex-deputado cassado e preso na Lava-Jato. As informações são do jornal O GLOBO.
Flávio contraternizou com Cunha, que o recebeu nos estúdios e assistiu à gravação.
Curiosamente, o presidenciável evitou divulgar o encontro nas redes sociais. As únicas imagens dos dois juntos foram publicadas no perfil do ex-deputado, que se instalou em Minas para tentar voltar à Câmara.