A Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes, através da Secretaria Municipal de Educação e Esportes, realizará nesta sexta-feira (20) o Desfile Cívico em Muribeca. Comemorando o Mês da Pátria, o evento contará com a participação de mais de 1,1 mil pessoas de 17 instituições, sendo 14 escolas municipais, estaduais e particulares, a turma do programa Jaboatão Prepara, a Guarda Civil Municipal e a Secretaria de Educação.
A concentração será a partir das 13h, na rua Antônio Pereira de Oliveira, esquina com a rua da Matriz. Com início às 14h, o Desfile percorrerá um trajeto de 800 metros, até a Escola Barão de Muribeca, localizada na rua da Matriz.
As ruas que serão utilizadas para o Desfile estarão interditadas a partir das 12h, com previsão de liberação às 17h30. A Secretaria Executiva de Ordem Pública e Mobilidade disponibilizará 12 agentes municipais de trânsito para orientarem pedestres e motoristas nas imediações.
“Através de eventos como esse, reforçamos os valores de cidadania, união e respeito que são essenciais para o desenvolvimento da nossa nação. Tivemos um belo Desfile no último domingo, em Jaboatão Centro, e estamos preparando o de Muribeca com muita dedicação. Contamos com a participação de toda a comunidade, amanhã”, ressaltou a secretária municipal de Educação, Mônica Andrade.
Com Túlio na chapa, Raquel aposta no “bernardismo”
O discurso pró-lula do deputado Túlio Gadelha, que se transferiu da Rede para o PSD, como pré-candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), carece — e muito — de um mínimo de coerência. O lulismo dele é da boca pra fora, de plateia, falso e sem consistência. Vamos aos fatos!
Túlio sempre votou em Ciro Gomes, que bate em Lula e no Governo petista sem piedade. Em 2018, aliás, coordenou a campanha de Ciro ao Planalto em Pernambuco e só votou em Lula no segundo turno. Que histórico ele tem com Lula e o PT? Nenhum!
Discurso oportunista e eleitoreiro. Quer dar uma de honesto, paladino do esquerdismo com o seu suposto eleitorado com viés no campo progressista. Vasculhando o seu passado, descobri que Túlio militou no Partido Democrático Trabalhista (PDT) de Brizola desde os 19 anos, acreditando numa educação pública de qualidade, trabalho digno e justiça social.
Em 2009, assumiu a coordenação da ULB (Universidade Leonel Brizola) em Pernambuco. Mais tarde, assumiu a Secretaria de Formação da Juventude Socialista em Pernambuco, em seguida foi eleito tesoureiro da Juventude Socialista do PDT no Brasil. Engajado nas causas do Recife e de Pernambuco, construiu uma carreira pública como Diretor-Presidente da Fundacentro, Postal Saúde e do ITERPE (Instituto de Terras e Reforma Agrária do Estado de Pernambuco).
Pelo que se viu até aqui, nada que se reporte ao seu perfil lulista, que agora se apresenta. Túlio Bernardes, como assim é conhecido, é, portanto, um cirista, defensor e seguidor de Ciro Gomes. A rigor, Túlio deve sua projeção política ao bernadismo, ou seja, só se elegeu deputado federal em 2018 pegando “carona” na popularidade e fama da jornalista global Fátima Bernardes, sua esposa.
Antes de desfilar com Bernardes no Estado como sua “cabo eleitoral”, não conseguiu sequer se eleger vereador do Recife, em 2012. Na primeira fala como pré-candidato ao Senado, Túlio disse que votará em Lula, mas não arrancou da governadora declaração semelhante, porque Raquel não vai assumir palanque. Quer repetir a postura de neutralidade na eleição presidencial de 2022, mesmo estando acompanhada de bolsonaristas ardorosos, como Gilson Machado, Mendonça Filho, Pastor Eurico e Fernando Rodolfo.
Quando escolheu Túlio como um dos pré-candidatos ao Senado, Raquel com certeza passou a racionar com a hipótese de contar com Fátima Bernardes como “garota” propaganda. Deu certo para eleger Túlio, mas provavelmente se constituirá numa plataforma eleitoral fofa, sem predicativos para convencer e emocionar o eleitor numa guerra majoritária.
EM CIMA DO MURO – Numa entrevista a uma emissora de rádio em Maragogi, no dia seguinte ao afastamento da Prefeitura do Recife, João Campos (PSB) deu o mote da sua estratégia para fragilizar a governadora Raquel Lyra (PSD), com o mote do oportunismo e da incoerência. “A vida cobra a posição das pessoas. Eu respeito muito mais quem pensa diferente de mim, mas tem clareza na posição, do que quem fica em cima do muro, quem não se posiciona, quem anda na maré do oportunismo. Isso não merece respeito”, disparou.
Morrendo na praia – O senador Fernando Dueire e o deputado estadual Jarbas Filho, que se apresentam como legítimos representantes e herdeiros do jarbismo no Estado, saem extremamente enfraquecidos ao final do troca-troca partidário: derrotados, definitivamente, na briga pelo controle do MDB para Raul Henry, e forçados a aterrisar no PSD de Raquel. Dueire ainda acredita que será escolhido para o Senado na chapa da governadora, enquanto Jarbinhas, como é mais conhecido, tentará a reeleição num cenário de extrema dificuldades na “Chapa da morte”, como os deputados mais experientes se referem à composição do PSD na disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa.
PL infla no troca-troca – A janela partidária movimentou ao menos 73 deputados federais, o equivalente a cerca de 14% da Câmara, e provocou uma reorganização de forças na Câmara, mirando a disputa eleitoral. O União Brasil lidera as perdas, com 15 deputados que optaram por outras legendas, enquanto o PL foi o principal destino dos que fizeram a mudança. Ganhou 15, em um bloco de partidos empatados. O PSD recebeu nove deputados, enquanto PSDB, Republicanos e MDB somam sete filiações cada um. Já o PT, partido oficial do poder, perdeu um.
Mudanças foram maiores em 2022 – O volume de trocas é menor do que o registrado em 2022 e 2018. Na última janela, antes das eleições gerais há quatro anos, 121 deputados mudaram de partido, mais de 20% da Câmara. Em 2018, foram 85 trocas no mesmo período. As saídas do União Brasil incluem nomes de peso e movimentos políticos relevantes. Entre eles, estão Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, e Dani Cunha, filha do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, e Rosângela Moro, que foram para o PL. Kim Kataguiri migrou para o recém-criado Missão.
João emplaca Tadeu – Na reforma ministerial forçada pelo calendário eleitoral, a maior novidade foi a nomeação do ex-deputado Tadeu Alencar para o Ministério do Empreendedorismo no lugar de Márcio França. Segundo o site Poder360, a escolha de Lula se deu para atender ao pré-candidato do PSB ao Governo do Estado, João Campos. Também surpreendeu o “fico” de Wolney Queiroz (PDT), que se afastaria para tentar um mandato na Câmara dos Deputados. Vai apoiar a sua esposa Thania, que se filiou ao MDB.
CURTAS
MICO PARTIDÁRIO – O maior vexame no troca-troca partidário em Pernambuco ocorreu com o casal de políticos, o deputado estadual Romero Albuquerque e sua esposa Andreza, vereadora no Recife. Num curto espaço de tempo saíram do PP para o PSB, voltaram ao PP e em seguida regressaram ao PSB. Haja coerência!
MUDOU DE LADO – Outra surpresa do troca-troca foi o regresso do ex-deputado Maurício Rands para disputar novamente uma vaga na Câmara dos Deputados. Filiou-se ao Avante, fechado com a reeleição de Raquel. Rands era fiel escudeiro de Eduardo Campos, de quem foi secretário e um dos coordenadores na campanha para presidente da República, interrompida com a morte do ex-governador num aéreo em Santos.
PACOTÃO – Em baixa nas pesquisas e com Flávio Bolsonaro encostado nas intenções de voto para presidente, Lula prepara um pacotão de medidas populares, entre as medidas, um plano para reduzir o preço dos combustíveis, subsídios ao gás e à conta de luz e um novo programa de renegociação de dívidas.
O Ministério Público Eleitoral recorreu da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu os efeitos da condenação do ex-governador Anthony Garotinho no âmbito da Operação Chequinho. O documento da Procuradoria-Geral da República foi protocolado na Corte na última terça-feira. Com a decisão de Zanin, a inelegibilidade de Garotinho foi afastada enquanto a Corte analisa o habeas corpus apresentada pela defesa.
Garotinho foi acusado durante a investigação de ter fornecido vantagens indevidas a cerca de 18 mil eleitores em troca de votos a candidatos aos cargos de vereador e prefeito nas eleições municipais de 2016 em Campos dos Goytacazes. As informações são do jornal O Globo.
Em 2024, o TSE negou um recurso de Garotinho e manteve sua condenação por crime eleitoral. Inicialmente, a pena foi determinada em nove anos e 11 meses de prisão. Depois, foi aumentada em segunda instância, para 13 anos e nove meses, pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e confirmada pelo TSE.
O principal argumento da defesa ao STF é que a condenação se baseou em provas digitais obtidas de forma irregular, sem perícia e com quebra da cadeia de custódia. Segundo os advogados, arquivos foram extraídos de computadores da prefeitura por meio de pen drives, sem garantias de integridade ou autenticidade.
Na mesma decisão, Zanin também estendeu os efeitos da liminar a outros investigados ligados ao caso, suspendendo igualmente os efeitos de suas condenações
No documento apresentado ao ministro Zanin, a PGR argumentou que a defesa já tinha apresentado um pedido com os mesmos fundamentos ao Supremo e que, na ocasião, a Segunda Turma do Tribunal, de forma unânime, indeferiu o pedido de extensão dos efeitos.
“A pretensão de rejulgamento do pedido — agora perante a Primeira Turma — há de ser afastada pela Corte, em razão não apenas do instituto processual da coisa julgada, mas também em atenção ao princípio da boa-fé processual, que impede a tentativa de transposição de questões já decididas por uma turma para outra”, afirmou a PGR.
A Procuradoria também defendeu a validade das provas obtidas na investigação e atacadas pela defesa de Garotinho. Segundo a PGR, o crime de coação foi demonstrado por depoimentos das próprias testemunhas coagidas, que relataram ter sido ameaçadas a gravar áudios forjando alegações de tortura policial. “Esses áudios, gravados a mando do réu, foram analisados por perícia, e as testemunhas foram ouvidas em juízo”, afirmou a Procuradoria.
Como a decisão de Zanin foi em caráter liminar, o mérito da decisão ainda será analisado pelo Supremo.
O psiquiatra e escritor Augusto Cury se filiou ao Avante e se colocou como pré-candidato à Presidência da República. O anúncio foi feito por ele nas redes neste domingo (5), em uma postagem ao lado do presidente nacional do partido, o deputado federal Luís Tibé (MG).
Na publicação, o autor afirmou que conversou com dirigentes de outros partidos, como Gilberto Kassab, do PSD, os deputados federais Aécio Neves, do PSDB, Marcos Pereira, do Republicanos, Renata Abreu e pastor Everaldo, do Podemos, além do ex-presidente Michel Temer, do MDB. As informações são do jornal O Globo.
Cury também disse que conversou com o deputado federal Marcel Van Hattem, do Novo, e com Suêd Haidar, presidente nacional do Partido da Mulher Brasileira (PMB).
“Tive diálogos ricos e inteligentes com todos eles e, como sempre, sigo sendo um colecionador de bons amigos”, afirmou na publicação. No post, também disse que tem como objetivo “contribuir para a construção do Brasil dos sonhos”. “Não amo o poder, não preciso do poder e não busco o poder pelo poder. Não se trata de um projeto pessoal, mas de uma jornada 100% baseada em projetos e 0% de ataques pessoais”, acrescentou na legenda da publicação.
No vídeo de anúncio, também afirmou que tem como proposta a criação de 10 mil clubes de empreendedorismo no país, além da qualificação de policiais e de programas para a redução da insegurança alimentar. Na gravação, também defendeu uma “reengenharia das escolas”, classificou os professores como “cozinheiros do conhecimento” e criticou a “radicalização agressiva”.
Conhecido pelos livros de autoajuda, Cury vinha sinalizando a disposição para concorrer ao Planalto nas últimas semanas, mesmo sem estar antes filiado a nenhum partido.
Durante uma coletiva de imprensa no mês passado, afirmou que tem uma “trajetória como construtor de conhecimento, com livros publicados em 90 países”. Na ocasião, também enviou um abraço ao presidente Lula (PT), ao senador Flávio Bolsonaro (PL), aos governadores de Minas, Romeu Zema (Novo), de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), outros pré-candidatos ao Planalto.
O presidente do Avante em Pernambuco, Sebastião Oliveira, garantiu ontem (4) que o partido contará com chapas para a disputa no Legislativo estadual e federal e garantiu que o partido está fortalecido. As informações são do Blog da Folha.
“Quero reafirmar aqui a nossa pré-candidatura a deputado estadual, a pré-candidatura a reeleição do meu irmão Valdemar Oliveira, deputado federal, dizer que nós continuamos firmes e fortes no Avante. Teremos muitas novidades de quem vai chegar aqui no partido ainda hoje no último prazo de filiação dia 4 de abril. Vocês verão as novidades, o Avante está fortalecido e vai partir esse ano para uma chapa entre três e quatro deputados estaduais e entre dois e três deputados federais”, assegurou.
Sebastião ainda aproveitou a oportunidade para alfinetar os adversários políticos que consideraram que o partido poderia estar enfraquecido. “Quem achava que nós estávamos enfraquecidos e que íamos migrar para outro partido, tenham tenham certeza de que o Avante está mais fortalecido do que nunca em Pernambuco e no Brasil. Ficamos fortes em Minas Gerais, na Bahia, no Maranhão, no Amazonas, em São Paulo, no Rio de Janeiro. O Avante vai crescer em Pernambuco e no Brasil”, afirmou.
O papa Leão 14 fez um apelo neste domingo (5) para que se “escolha a paz” e denunciou a “indiferença” às guerras na primeira mensagem de Páscoa do seu pontificado, marcada pelo conflito no Oriente Médio.
Do Timor Leste à Espanha, e de Jerusalém ao Líbano, católicos de todo o mundo celebram a festa que comemora a ressurreição de Cristo, em meio à guerra desencadeada pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã e suas repercussões regionais, inclusive para os cristãos.
No Vaticano, na Praça de São Pedro adornada com milhares de flores, Leão 14 celebrou a missa de Páscoa pela primeira vez desde sua eleição em maio de 2025, em um ambiente festivo, acompanhado por trombetas e cânticos litúrgicos.
Durante a tradicional bênção Urbi et Orbi (à cidade e ao mundo), o pontífice denunciou a “indiferença” à guerra. “Estamos nos acostumando com a violência, resignados a ela e indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Indiferentes às consequências do ódio e da divisão semeados pelos conflitos”, bem como às suas “consequências econômicas e sociais”, declarou.
Rompendo com a tradição seguida durante anos por seus antecessores, ele não mencionou nenhum país ou região em crise no mundo. Ele também anunciou uma vigília de oração pela paz, a ser realizada em 11 de abril na Praça de São Pedro. Da sacada central da Basílica de São Pedro, ele desejou à multidão uma “Feliz Páscoa” em dez idiomas, incluindo português, espanhol, árabe, chinês e polonês, antes do toque dos sinos.
Ao longo da Semana Santa, a sombra do conflito no Oriente Médio pairou sobre as celebrações. Na noite de ontem, durante a Vigília Pascal, o chefe da Igreja Católica denunciou as divisões criadas pela “guerra, injustiça e isolamento entre povos e nações”. Em Roma, a Páscoa também reacende a memória do papa Francisco: em 2025, o jesuíta argentino fez sua última aparição pública em uma reunião final na Praça de São Pedro, no Domingo de Páscoa, poucas horas antes de sua morte.
Nos últimos dias, o papa nascido em Chicago, que também possui cidadania peruana, intensificou seus apelos diplomáticos, chegando a se dirigir a Donald Trump, a quem convidou a “encontrar uma saída” para o conflito.
Em Jerusalém, as celebrações litúrgicas na igreja do Santo Sepulcro, construída no local onde, segundo a tradição, Jesus foi crucificado e ressuscitou, foram realizadas a portas fechadas devido às restrições de segurança impostas por Israel desde o início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro.
No último domingo, a polícia israelense controlou o acesso dos poucos fiéis autorizados a se aproximar. “É muito difícil para todos nós, porque é o nosso dia de festa… É muito difícil querer rezar, vir aqui e não encontrar nada. Tudo está fechado”, lamentou Christina Toderas, 44, da Romênia, com lágrimas nos olhos. “O silêncio é quase absoluto, apenas perturbado à distância pela devastação que a guerra continua a causar nesta terra sagrada e dilacerada”, declarou o Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, hoje. A polícia israelense o impediu de entrar na basílica, no último domingo, um incidente que provocou protestos internacionais.
Três homens foram presos na tarde de ontem (4), suspeitos de tráfico de drogas na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco. A ação foi registrada por volta das 13h e, segundo testemunhas, houve tiros, correria e pânico entre turistas e moradores durante a abordagem policial.
Em nota, a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), por meio do 18º BPM, informou que recebeu denúncias de tráfico de entorpecentes no acesso à faixa de areia da praia. Ao chegarem ao local, os policiais identificaram quatro homens em atitude suspeita, que tentaram fugir. Três foram alcançados, mas o quarto conseguiu escapar. Durante a abordagem, segundo a PMPE, houve resistência por parte dos suspeitos, com luta corporal contra os policiais. Um dos militares sofreu escoriações e torção em membro inferior após ser empurrado. As informações são do Jornal do Commercio.
Ainda de acordo com a PMPE, populares tentaram intervir, arremessando objetos e tentando impedir a ação policial, inclusive com tentativa de retirada dos detidos e subtração de armamento.
Disparos teriam partido dos policiais
Testemunhas afirmaram que os tiros teriam sido disparados pelos policiais. Em nota, a corporação informou que houve uso de força proporcional e de agente químico para dispersão e que não há registro de feridos.
Ao todo, foram apreendidas 45 porções de substância análoga à maconha. Os envolvidos, juntamente com o material, foram encaminhados à delegacia para a adoção das medidas cabíveis.
Em nota, a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) informou, por meio da 43ª Delegacia de Porto de Galinhas, que autuou em flagrante três homens, de 19, 24 e 28 anos, por tráfico de drogas. “Após os procedimentos administrativos, os suspeitos foram encaminhados à audiência de custódia, onde permanecem à disposição da Justiça”.
Integrantes do PT no Tocantins pediram à direção nacional do partido ontem (4) que a filiação da ex-ministra e ex-senadora Kátia Abreu seja invalidada. A solicitação foi feita por um grupo minoritário do partido, a Articulação de Esquerda. Segundo interlocutores, no entanto, a direção nacional não deve acolher o pedido e a filiação tende a ser confirmada.
Kátia Abreu foi ministra da Agricultura da ex-presidente Dilma Rousseff e oficializou a filiação ao PT no Tocantins ontem. Antes, ela estava no PP. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela disse que o convite para a mudança de partido foi reforçado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As informações são do jornal O Globo.
“E agradecer ao presidente Lula, que também reforça esse convite para que eu me filie ao PT do Tocantins. Estaremos juntos nessa luta pela democracia e pela reeleição do presidente Lula”, disse Kátia Abreu, ao lado dos presidentes da sigla no Tocantins, Nile William, e em Palmas, Rosimar Mendes.
De acordo com documento obtido pelo O Globo, a solicitação de integrantes da Articulação de Esquerda cita que o diretório estadual do PT no Tocantins não se reuniram para deliberar sobre a filiação e que a prática política de Abreu “não demonstra compromisso” com artigos do estatuto do partido.
“O Partido dos Trabalhadores (PT) é uma associação voluntária de cidadãos e cidadãs que se propõem a lutar por democracia, pluralidade, solidariedade, transformações políticas, sociais, institucionais, econômicas, jurídicas e culturais, destinadas a eliminar a exploração, a dominação, a opressão, a desigualdade, a injustiça e a miséria, com o objetivo de construir o socialismo democrático”, diz um trecho do estatuto citado no pedido.
A solicitação, realizada por Fabiano Kenji Nohama, Heloísa Lias da Silva, Hílton Faria da Silva, Jozafá Ribeiro Maciel e Maria da Penha da Silva, diz ainda que Kátia Abreu “sempre foi representante dos latifundiários e das multinacionais do agronegócio”, posicionando-se contra a reforma agrária e as organizações dos trabalhadores rurais.
“Viemos, por meio deste, impugnar a filiação de Kátia Regina Abreu ao PT pelos motivos acima expostos. O PT não é o partido do latifúndio, do trabalho escravo e nem da burguesia”, argumentam. “O PT é o partido da classe trabalhadora que luta por uma sociedade de igualdade e justiça, pela reforma agrária e reforma urbana, pela liberdade de organização dos trabalhadores e trabalhadoras, pelo socialismo”, completam.
Protagonistas da polarização que que dá à sucessão de 2026 uma aparência de tira-teima de 2022, Lula e Flávio Bolsonaro transformaram Donald Trump em sujeito oculto da campanha presidencial brasileira.
Coube ao filho de Bolsonaro o primeiro movimento. Discursando numa conferência conservadora de viés trumpista, no Texas, Flávio dirigiu um “apelo” aos Estados Unidos no último final de semana: “Observem a eleição do Brasil com enorme atenção”, disse Flávio. “Aprendam e entendam nosso processo. Monitorem a liberdade de expressão do nosso povo. E apliquem ‘pressão diplomática’ para que nossas instituições funcionem adequadamente”.
Na última quarta-feira, documento divulgado pela Casa Branca retomou uma pregação iniciada no ano passado contra o Pix. Anotou que o sistema brasileiro de pagamento eletrônico instantâneo “distorce o comércio internacional”, prejudicando os negócios da Visa e do Mastercard, gigantes norte-americanas do mercado de cartões de crédito.
Um dia depois, de passagem por Salvador, Lula reeditou a retórica da defesa da soberania, que havia ensaiado no ano passado. Orientado pelo ministro do marketing do Planalto, Sidônio Palmeira, Lula disse que “o Pix é do Brasil” e “ninguém vai fazer a gente mudar o Pix”.
Ulysses Guimarães, uma das mais felpudas raposas da política brasileira no século passado, dizia que “o Itamaraty só dá ou tira voto no Burundi”, uma minúscula república africana. Flávio Bolsonaro e Lula, protagonistas de uma batalha que se prenuncia como acirrada e que definirá os rumos da política no Brasil no século 21, testam na prática a eficácia do ensinamento de Ulysses.
Pré-candidato à reeleição, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem apostado, nos últimos meses, em políticas voltadas aos motociclistas e entregadores de aplicativo, de olho em um grupo que ganhou destaque no passado recente. Já na esquerda, medidas do governo federal direcionadas ao segmento devem ser reverberadas na campanha de Fernando Haddad (PT), que deixou o Ministério da Fazenda para disputar o Palácio dos Bandeirantes.
No final de dezembro, Tarcísio sancionou a isenção do IPVA para motos de até 180 cilindradas, as mais usadas por quem trabalha com entregas e transporte de passageiros. Na semana passada, o governador anunciou um pacote de medidas batizado de “Mão na roda”, que inclui a isenção de custos para emissão da CNH Digital para motofretistas e mototaxistas. As informações são do jornal O Globo.
O conjunto de bondades prevê ainda a gratuidade do curso de especialização para quem usa a moto para atividades remuneradas. A medida, porém, só veio após protestos de motociclistas contra o anúncio pelo Detran, no início do mês passado, da obrigatoriedade da formação e da prova. Essa formação para motofretistas já é prevista em lei federal desde 2022, mas na prática não vinha sendo cobrada.
Em março, agentes da PM e da Guarda Civil Metropolitana passaram a checar se os condutores estavam com o curso em dia. Sob pressão, Tarcísio suspendeu punições e anunciou a isenção nos cursos e exames de capacitação no trânsito, uma economia de R$ 390 para cada beneficiado. Só na cidade de São Paulo são mais de 1,3 milhão de motocicletas.
Em 2024, na disputa pela prefeitura paulistana, o discurso de coach de Pablo Marçal (à época no PRTB, hoje no União Brasil), centrado no empreendedorismo e na “prosperidade”, reverberou, indicaram pesquisas, entre entregadores e motoristas de app. Não demorou para que seus principais adversários no pleito — o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o agora ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos (PSOL) — também propusessem políticas direcionadas, entre elas a isenção de motoristas de aplicativo no rodízio de veículos em São Paulo e a criação de pontos de apoio para motoboys.
Neste ano, políticos próximos tanto a Tarcísio quanto a Haddad projetam que o tema deve ganhar espaço na campanha, sobretudo na capital. Na eleição de 2022, Haddad e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceram na cidade, enquanto Tarcísio ganhou, por margem maior, no interior. O petista ainda não finalizou seu plano de governo, alinhavado pelo deputado estadual Emídio de Souza (PT), mas correligionários apontam que a categoria, “sem dúvidas”, será contemplada com propostas específicas.
Lula vem encampando a regulamentação do trabalho dos entregadores. Os pontos de apoio, com espaços para descanso, que incluem banheiro e bebedouros, por exemplo, devem ser enfatizados na esfera estadual.
Na semana passada, Boulos apresentou o relatório final do grupo de trabalho sobre o tema, propondo taxa mínima de R$ 10 por entrega e adicional de R$ 2,50 por quilômetro rodado em corridas a partir de 4km. A proposta, contudo, enfrenta resistência dos próprios entregadores, das empresas de aplicativo e do setor de alimentação, bebidas e varejo.
Gilberto Almeida dos Santos, presidente do Sindimoto-SP, que às vésperas do segundo turno de 2022 fez uma motociata pró-Lula na Avenida Paulista, critica, no entanto, a proposta de regulamentação dos entregadores defendida pelo governo federal. Em também a gestão Tarcísio, pelas autuações a motoboys que não tinham o curso, quando ele detectou “falta de diálogo com a categoria”, ao mesmo tempo em que elogia a isenção do IPVA, demanda antiga da categoria.
“Ambos erram ao escolher o período eleitoral para discutir um tema tão complexo e espinhoso. O governo federal teve quatro anos para fazer a regulamentação, e não o fez”, diz. “No estado, mesmo aplaudindo a medida do IPVA, ele (Tarcísio) errou na condução do Detran, feita à revelia da categoria e anunciada sem discussão.”
Para Eduardo de Queiroz Monteiro, o poeta das mercadorias, cuja filha caçula e menina dos seus olhos, a Folha de Pernambuco, completou 28 anos.
Meu querido Magno Martins:
Muito lindo e culto, algo como um beijo na mulher amada quando há a reciprocidade. Refiro-me à sua crônica deste domingo, 5 de abril de 2026.
Você cita com conhecimento de causa tantos: Drummond, Rosa, Raquel, Pessoa, Cecília, Neruda e os seus extraordinários cantos do mar e insere todos eles maravilhosamente na sua belíssima crônica. Você foi superlativo.
Sabe a impressão que fica? Que você é um nerd selvagem e que devorou todos os grandes autores do mundo e visitou todos os grandes museus em Afogados da Ingazeira. E boa parte disso na infância e adolescência no seu rincão querido, aí o milagre ganha dimensão pelo seu determinismo geográfico.
Tiveste tempo para um namorinho? Alguma deusa de tua rua acelerou teu coração de poeta que ficou para sempre descompassado, louco de paixão? E a filha do homem valente, namoraste?
Acho que sobre isso você pode lembrar e contar vantagens feito um “caba pabo”, besta, do “Pajeú das Flor”, que todos nós daquela terra santa somos assim. Penso que você pode falar tudo, a sua administração não estava com Nayla. Com Nayla e nenhuma mulher se brinca, nossas mãos já foram por demais queimadas no fogo e na água viva da fonte.
Como você hoje fez literatura do mais alto nível, lembrei de um querido amigo, Wilson Araújo de Sousa, que disse, escreveu e registrou para a posteridade: “Descobrindo o Brasil às machadadas de assis, entre ramos e rosa”.
Aqui ele se refere aos grandes escritores brasileiros. E brasileiros em sua cidadania, Machado de Assis, Graciliano Ramos e João Guimarães Rosa. Escrito em minúsculas, ele também fala de machados afiados, de ramos e de rosas dos campos nacionais/brasileiros.
Sair de Porto de Galinhas, nesse feriadão, está um verdadeiro estresse. Para pegar a via pedagiada, tem que aguentar ficar parado no engarrafamento sem sair do trecho durante mais de 30 minutos. Haja paciência!
A ex-senadora Kátia abreu anunciou ontem (4) a sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT), visando a disputa eleitoral do segundo semestre deste ano. Católica, com um passado político na direita e representante dos grandes proprietários rurais, a política que é cotada para disputar o governo do estado prometeu participar da “luta pela democracia e pela reeleição do presidente Lula”.
Kátia Abreu chegou a ser oposição ao PT durante o 1º mandato de Lula, entre os anos 2003-2006, mas despois se aproximou da esquerda e foi ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) no segundo governo Dilma Rousseff, entre 2015 e 2016. As informações são do jornal O Globo.
Após Lula assumir seu terceiro mandato, em 2023, o nome de Kátia Abreu surgiu para uma eventual indicação ao cargo de vice-presidência do Banco do Brasil, como uma forma de aceno do petista ao setor do agro. No entanto, a movimentação não foi pra frente porque o governo avaliou que Kátia estava impedida pela lei das estatais para assumir o cargo, já que não poderiam ter o posto pessoas com parentes de até terceiro grau em cargos executivos ou de direção de partido político e ela é mãe do senador Irajá Abreu (PSD-TO).
A ida de Kátia para o PT foi anunciada nas redes sociais do partido. No post, o grupo político ressalta que a política amplia a capacidade de diálogo com diferentes setores.
“O PT Tocantins recebe hoje a senadora Kátia Abreu, um reforço de peso para consolidar o projeto de transformação do Presidente Lula em nosso estado. A recepção, conduzida pelo nosso presidente estadual, Nile William, e pela presidenta do PT Palmas, Rosimar Mendes, marca o início de uma nova etapa de diálogo e ação. A chegada de Kátia amplia nossa capacidade de articulação e reafirma o compromisso do PT com o desenvolvimento inclusivo e a justiça social”, escreveu o partido.
Embora o nome da ex-senadora venha sendo ventilado para a disputa do governo de Tocantins, o presidente estadual do PT, Nile William, desconversou quando perguntado sobre o tema. À coluna do jornalista Cleber Toledo, que cobre a política local, defendeu que a nova petista chega para “ser uma das soldadas do presidente Lula onde ela se propuser a somar”.
“Katia tem essa compreensão muito forte, de que nós temos que fazer o que for necessário para poder garantir um palanque sólido para o presidente Lula aqui no nosso estado”, completou.