Israel realizou ontem um bombardeio em Beirute no qual afirma que matou o comandante do movimento libanês Hezbollah Fuad Shukr, que responsabilizou por um ataque letal recente nas Colinas de Golã.
Segundo o Ministério da Saúde libanês, o ataque matou três civis, dois deles crianças, e deixou 74 feridos.
“Os aviões de combate da força aérea de Israel eliminaram o comandante militar de mais alta patente da organização terrorista Hezbollah e chefe da sua unidade estratégica, Fuad Shukr, na zona de Beirute”, anunciou o corpo armado.
Shukr foi o responsável pelo ataque do último sábado “no qual 12 crianças morreram depois que o Hezbollah disparou um foguete iraniano diretamente contra um campo de futebol no norte de Israel”, declarou o porta-voz militar israelense, Daniel Hagari.
“Fuad Shukr era o braço direito de Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, e seu conselheiro no planejamento e na direção de ataques e operações”, acrescentou Hagari, afirmando que Shukr era “um terrorista de alto nível, que tinha o sangue de israelenses e muitos outros em suas mãos”.
O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, denunciou o que chamou de “agressão flagrante” e “ato criminoso”, e pediu que a comunidade internacional pressione “para obrigar Israel a deter sua agressão e suas ameaças”.
O Irã, que apoia o Hezbollah, considerou o ocorrido “uma ação implacável e criminosa da gangue criminosa sionista”.
Israel e Estados Unidos responsabilizaram o Hezbollah pelo bombardeio de sábado na cidade de Majdal Shams, nas Colinas de Golã, o que o grupo libanês (aliado do movimento islamista palestino Hamas) negou.
Foi mais do que um gesto diplomático entre os presidentes Lula (PT) e Donald Trump, dois líderes que vinham atravessando meses de tensão comercial e política. A reunião realizada em Washington representou uma vitória política para Lula em meio a um cenário doméstico de desgaste, investigações e derrotas no Congresso.
O encontro resultou na suspensão temporária das tarifas americanas sobre produtos brasileiros por 30 dias e abriu conversas sobre minerais críticos e terras raras — um dos temas centrais da disputa. Lula conseguiu converter uma reunião inicialmente prevista para durar cerca de 30 minutos em um encontro de aproximadamente três horas.
Além disso, Trump fez elogios públicos ao presidente brasileiro. “Tivemos uma ótima reunião com o presidente do Brasil. Ele é um bom homem, é um cara inteligente”, afirmou o americano após o encontro. A reação de Trump teve impacto direto sobre a narrativa construída pela direita, especialmente o bolsonarismo.
Setores alinhados ideologicamente ao bolsonarismo, aliás, pressionavam por uma postura mais dura contra Lula. De outro, prevaleceu um grupo pragmático preocupado com interesses estratégicos americanos. A imagem amistosa entre Lula e Trump enfraqueceu parte do discurso bolsonarista que apresentava o presidente americano como aliado exclusivo da direita brasileira.
O fato de Lula ter conseguido manter uma relação cordial com Trump altera o debate político sobre soberania e alinhamento internacional. O maior simbolismo disso tudo foi Trump elogiar Lula justamente no momento em que bolsonaristas intensificam ataques ao presidente brasileiro.
RECONHECIMENTO DA MÍDIA INTERNACIONAL – O encontro teve ampla repercussão na mídia internacional. O jornal espanhol El País destacou o tom de reaproximação entre os dois presidentes. Segundo a publicação, apesar das tensões acumuladas nos últimos meses, “havia muito em jogo nessa relação estratégica” e os líderes “demonstraram clara sintonia”. A reportagem afirmou que Lula minimizou os atritos anteriores com Trump e que o encontro teve como objetivo “virar a página dos desentendimentos” entre os dois governos.
Raquel nem aí – No encontro que selou o apoio formal do PP à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), que ainda aposta em ser escolhido para o Senado na chapa governista, não conseguiu esconder o constrangimento de ver o evento se transformar na alavancagem da candidatura do presidente da Federação Progressista, Eduardo da Fonte, ao Senado. Raquel fez rasgados elogios a Dudu da Fonte, como é conhecido o líder da federação, mas preferiu ignorar em seu discurso sua opção para a Casa Alta entre Dudu e Miguel.
Vai demorar – Não será agora nem muito menos num curto espaço de tempo que a governadora vai, enfim, definir sua chapa. Continuam em aberto as três vagas restantes da majoritária: a de vice e dois dois senadores. Segundo um aliado da governadora, ela vai esticar a corda até onde for possível, seguindo visceralmente o conselho de Marco Maciel, de que quem tem prazo, não tem pressa.
O troco vem a galope – Lula decidiu não romper com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mesmo depois de ele articular pesado para rejeitar a indicação de Jorge Messias ao STF. Mas vai mandar um recado ao senador. Autorizou o ministro José Guimarães, o novo articulador político do Planalto, a mapear todos os cargos de Alcolumbre no terceiro escalão do governo federal — dentro e fora do Amapá.
São Lourenço atrai indústrias – Administrada pelo socialista Vinicius Labanca, São Lourenço da Mata avança na atração de investimentos com a implantação de um distrito industrial em uma área de aproximadamente 13 hectares, às margens da estrada de Matriz da Luz. Em breve, médias indústrias, com expectativa de geração de empregos e fortalecimento da economia local serão atraídas para o local. O setor de serviços segue como o mais representativo na economia do município, influenciado pela proximidade com o Recife, seguido pela atividade industrial. A cidade conta com uma rede de comércio e serviços, incluindo supermercados, com a chegada de grandes redes do setor atacarejo, farmácias, agências bancárias e postos de combustíveis, o que contribui para o atendimento da população e para a valorização imobiliária.
CURTAS
MACONHA 1 – Sistemas de irrigação, uso intensivo de defensivos agrícolas, maquinário pesado, energia fornecida por placas solares e vigilância 24 horas. Em meio ao clima árido do sertão nordestino, uma plantação com uso de tecnologias tradicionalmente empregadas por fazendas de ponta foi alvo no fim do mês passado de operação da Polícia Federal.
MACONHA 2 – O investimento tinha como objetivo o cultivo de uma “maconha gourmet”, versão mais potente da droga, que vem se espalhando pela bacia do Rio São Francisco e desafiando a corporação na tentativa de erradicação da prática criminosa. Em Pernambuco, a planta já havia sido colhida e estava pronta para distribuição em larga escala, mas policiais chegaram no dia 20 para erradicar a produção.
MACONHA 3 – Foram destruídos 23 mil pés, o equivalente a 37 toneladas. A nova realidade ocorre no chamado “polígono da maconha”, conhecida por escoar um tipo com alto teor de THC — substância responsável pelo efeito entorpecente —, mas que entrou em declínio nos últimos anos com a entrada da droga paraguaia, mais barata.
Perguntar não ofende: Raquel vai comer a pamonha do São João sem chapa?
A definição do grupo do deputado Dudu da Fonte de apoiar a reeleição da governadora Raquel Lyra transformou a campanha em um verdadeiro clássico. Em clássico, ganha quem errar menos e, nesse caso, quem conquistar boas adesões. Com o apoio desse grupo, para mim, esse clássico começou agora — com placar de 0x0, e só termina no dia 4 de outubro.
João Campos fez um upgrade em sua campanha quando levou Marília Arraes para a chapa majoritária. As pesquisas indicam que ela será eleita senadora. Além de acreditar nisso, desde o ano passado ele tem dito que uma das vagas para o Senado será de Marília.
A disputa pela segunda vaga se encaixa no perfil do deputado Dudu da Fonte que tem trabalhado muito em várias áreas no estado todo, com destaque na saúde dos pernambucanos.
Consideremos, portanto, que o voto da esquerda será dividido entre Raquel e João, com uma pequena vantagem para o segundo. Consideremos, ainda, que o pré-candidato a deputado federal Gilson Machado, maior líder da direita em Pernambuco por conta da sua forte ligação com a família Bolsonaro, não apoiará João Campos.
Por esse motivo, entendo que a governadora Raquel Lyra devia procurá-lo por um motivo numérico muito simples: nas eleições de 2022, Gilson Machado recebeu 1.320.555 votos, o que representou 29,55% dos votos válidos.
Considerando esse raciocínio, o pré-candidato a deputado federal Gilson Machado pode ser o fiel da balança na eleição de outubro.
O ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas, o JHC (PSDB-AL), e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), contrataram o mesmo marqueteiro para comandar suas campanhas eleitorais de 2026. O publicitário Igor Paulin será o responsável por conduzir as ações de comunicação na tentativa de reeleição de Raquel ao mesmo tempo em que vai pilotar a estreia eleitoral de JHC na disputa pelo governo de Alagoas.
Formado em Comunicação pela Cásper Líbero, em São Paulo, Paulin foi repórter de VEJA há muitos anos e até já comandou a antiga sucursal do Rio Grande do Sul. Agora, ele será responsável por conduzir duas campanhas distintas, mas que se entrelaçam em vários pontos.
Em Pernambuco, que é o segundo maior colégio eleitoral do Nordeste, com 7,1 milhões de eleitores, a disputa será acirrada entre Raquel Lyra e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), que, atualmente, lidera as pesquisas de intenção de voto — mas com margem cada vez menor.
Campos é próximo de JHC e chegou a tentar filiá-lo ao PSB no ano passado, como forma de tentar amarrar um acordo que o maceioense fechou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Para se esquivar, JHC deixou o PL e se filiou ao PSDB (antigo partido de Raquel Lyra), se tornando um dos quatro principais nomes do tucanato atualmente (ao lado de Aécio Neves, Ciro Gomes e Marcone Perillo).
Para disputar o governo de Alagoas, sétimo colégio eleitoral do Nordeste, com 2,4 milhões de eleitores, JHC precisou trair o acordo que fez com Lula e cumprir sua palavra em outro combinado que tinha com seu então vice, Rodrigo Cunha (Pode).
Com Lula, ele havia acertado que, caso o petista indicasse sua tia Marluce Caldas a uma vaga do Supremo Tribunal de Justiça (STF) — o que foi feito — ele não seria candidato a nada em 2026, abrindo espaço, no Senado, para a reeleição de Renan Calheiros (MDB) e eleição de Arthur Lira (PP) e, no governo, para a candidatura do ex-ministro dos Transportes Renan Filho (MDB).
Hoje, disputando a vaga, ele deixa o cenário mais difícil para o ex-ministro, visto que é muito cativo do eleitor local, tendo sido um dos prefeitos de capital mais bem avaliados do Brasil no final de 2025, atingindo 73% de aprovação, segundo pesquisa AtlasIntel divulgada em dezembro de 2025.
O acordo que foi cumprido foi aquele tratado com Cunha, que só aceitou se tornar vice de JHC com a condição de que passaria a ser prefeito de Maceió em 2026, quando JHC deixaria o cargo para competir por outra vaga maior. Como Cunha era senador por Alagoas, a mudança de cargo dele possibilitou ainda que a mãe de JHC, Eudócia Caldas (PSDB), assumisse a vaga no Congresso como suplente.
Quem é Igor Paulin
O Paulin também já integrou a equipe de jornalismo da revista Época, de 2011 a 2013, e teve experiências na cobertura de países do Cone Sul (Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai e Bolívia).
“Em 2013 mudei para a carreira da publicidade e, desde então, ajudo pessoas e instituições a contarem suas histórias. Em 2017 fiz uma breve pausa para estudar nos Estados Unidos e voltei com muito mais bagagem. Passei a última década atuando em diferentes projetos e me especializando na elaboração de estratégias de comunicação, baseadas na leitura de pesquisas de opinião pública e em monitoramento de redes sociais”, se define o marqueteiro em seu site.
Ele fez as duas campanhas eleitorais de JHC para a prefeitura de Maceió (2020 e 2024) e também conduziu a campanha de Lyra em 2022. Além disso, trabalhou com a ex-ministra Simone Tebet (PSB), quando ela se elegeu senadora pelo Mato Grosso do Sul, em 2014, e já trabalhou com partidos como MDB e PSDB.
O ator, cantor e compositor Jackson Antunes participou das gravações do filme sobre a trajetória do empreendedor social Antônio Souza e afirmou, em depoimento gravado no estúdio, ter se emocionado inúmeras vezes ao participar do filme. “Foi difícil demais falar de você, rapaz. Minha voz embargou umas dez vezes”, disse.
Cearense, radicado em Araripina há mais de 40 anos, Antônio Souza chegou à Araripina, Sertão de Pernambuco, há mais de 40 anos. Sua história envolve a superação de uma infância marcada pela pobreza, por problemas de saúde e pela perda dos pais. Hoje, desenvolve projetos sociais à frente do Grupo Ferreira Souza. Em 2023, lançou a plataforma de telemedicina inclusiva Videomedi, que tem como embaixador o médico Hermenson Casado, cardiologista que perdeu todos os movimentos por causa de uma doença rara e mesmo assim consegue atuar com a ajuda da alta tecnologia.
Durante a gravação, Jackson Antunes afirmou que teve dificuldade para narrar a história sem se emocionar. “Você é um caboclo muito especial”, declarou o ator. “Eu fiquei muito comovido e muito honrado de ser um dos escolhidos pra poder contar sua história, porque o mundo precisa ouvir sua história. Nós estamos precisando de coisa boa, o mundo já tem coisa muito ruim. Você faz parte das coisas boas”, concluiu.
Antônio Souza também agradeceu as palavras do ator, que classificou como “tão generosas, tão lindas”, e trocou elogios. “Esse ser maravilhoso e representante legítimo da nossa cultura em todas as áreas. (…) Vai ser uma grande honra tê-lo conosco na nossa história”, ressaltou.
A governadora Raquel Lyra cumpriu agenda ontem (9) em municípios da Zona da Mata Norte de Pernambuco, com inauguração de obras, anúncios de investimentos e visitas institucionais ao lado do deputado estadual Antônio Moraes. A gestora também visitou o Museu Anita Moraes, casa onde morou a avó do deputado na sua cidade natal, Macaparana, além de participar de um almoço oferecido pelo parlamentar em sua casa, que também reuniu prefeitos, vereadores e lideranças políticas da região. Além de Macaparana, a programação incluiu São Vicente Férrer e Condado.
Em São Vicente Férrer, a governadora inaugurou a restauração da PE-089. Segundo o governo estadual, a obra recebeu investimento de cerca de R$ 40 milhões. “Nossa região não recebia investimentos robustos em estradas há muitos anos, mas graças às ações do Governo Raquel Lyra, nos últimos quatro anos já foram várias obras viárias entregues aqui na Mata Norte”, comemorou Moraes, ao lado do prefeito Marcone Santos. Durante a agenda no município, Raquel também entregou mais quatro ônibus escolares e assinou convênio com a prefeitura para construção de uma nova escola, com investimentos de mais de R$ 11 milhões.
Já em Macaparana, a governadora autorizou o início das obras de pavimentação de várias ruas no bairro de Terra Prometida e nos distritos de Lagoa Grande e Poço Comprido, orçadas em aproximadamente R$ 3 milhões. Em seguida, a convite de Antônio Moraes, foi conhecer o Museu Anita Moraes, instalado na antiga residência de Anita Moraes, avó de Antônio Moraes. Anita foi prefeita e vereadora de Macaparana na década de 1940 e é apontada como a primeira mulher a governar um município pernambucano.
“Achei emblemático trazer a primeira mulher a governar o nosso estado para conhecer a casa da minha avó, uma mulher muito forte, que fez muito por Macaparana, como Raquel tem feito por Pernambuco”, justificou o deputado.
A governadora contou que tinha muita curiosidade de conhecer a casa dela. “Esta casa, por si só, já conta muitas histórias. Imagino o tanto de gente que já esteve aqui, de quem dona Anita cuidou, e eu queria ver como tudo isso começou”, afirmou Raquel Lyra, lembrando que, naquela residência, dona Anita criou uma escola, um local de acolhimento a pelo menos 28 mulheres e até mesmo uma casa de parto. “A partir daqui se fez uma cidade, que mostrou ao Brasil ser possível não apenas eleger uma mulher ainda lá na década de 40 do século passado, como era possível surgirem muitos nomes fortes depois dela”, pontuou Raquel.
A agenda terminou em Condado, onde foram inaugurados uma Cozinha Comunitária e o Centro de Referência da Mulher (CRM) do município, ao lado do prefeito Albino Silva. De acordo com o deputado, a nova unidade integra a política estadual de segurança alimentar e terá capacidade para fornecer 300 refeições diárias. O Centro de Referência da Mulher deverá atuar no acolhimento de mulheres vítimas de violência na região. Segundo o governo estadual, novas unidades semelhantes vêm sendo implantadas em municípios pernambucanos.
A Polícia Militar de São Paulo desocupou, na madrugada deste domingo (10), o saguão da reitoria da USP, na zona oeste da capital. O local estava ocupado por estudantes desde a última quinta-feira (7). A operação começou por volta das 4h15. A ação durou aproximadamente 15 minutos. De acordo com os estudantes, houve o uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes.
Quatro estudantes foram detidos e encaminhados ao 7º Distrito Policial, da Lapa, onde foi registrado um boletim de ocorrência por dano ao patrimônio público e alteração de limites. Mais tarde, os estudantes foram liberados. As informações são da Folha de S.Paulo.
A gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que cerca de 150 pessoas ocupavam o saguão. “Cerca de 50 policiais participaram da ação, que foi concluída sem registro de feridos. Toda a ação foi registrada pelas câmeras operacionais portáteis dos policiais, e as imagens serão anexadas aos autos da ocorrência”, afirmou a SSP (Secretaria de Segurança Pública) em nota.
Após a desocupação, a secretaria declarou que “foram apreendidos entorpecentes, armas brancas e objetos contundentes, como facas, canivetes, estiletes, bastões e porretes”. “A Polícia Militar ressalta que eventuais denúncias de excesso serão rigorosamente apuradas. O policiamento segue no local para garantir a ordem pública e a integridade do patrimônio público”, afirmou.
O planejamento da ação foi iniciado na última sexta-feira (8), no dia seguinte à ocupação, entre a gestão Tarcísio e a USP. A decisão de desencadê-la neste domingo, Dia das Mães, estaria relacionada ao menor número de estudantes no local.
A gestão Aluisio Segurado disse que a decisão foi da SSP. A instituição afirmou lamentar o ocorrido, que repudia a violência registrada e que “nada substitui o diálogo, a pluralidade de ideais e a convivência democrática como forma de avanço de pautas e solução de controvérsias”.
Para o diretor do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da USP, Pedro Chiquitti, a universidade assumiu o risco de violência. “Tudo que solicitamos há mais de uma semana foi que a reitoria se abrisse ao diálogo com os estudantes novamente, mas a postura intransigente e autoritária de nos ignorar levou à tragédia da reintegração de posse no Dia das Mães, com estudantes feridos, detidos e famílias desesperadas.”
“A reitoria precisa se responsabilizar”, continou ele. “A principal questão ainda segue: quando a reitoria vai negociar com os estudantes melhores condicionantes de permanência para estudarmos?”
Em imagens divulgadas pelos estudantes, policiais militares formaram um “corredor polonês” na entrada principal da reitoria e agrediram alunos com cassetetes enquanto eles deixavam o saguão ocupado. Ainda de acordo com os estudantes, ao menos cinco alunos ficaram feridos. Um deles sofreu uma fratura no braço. Depois da desocupação, equipes da PM permaneceram no prédio da universidade.
Em nota, estudantes afirmaram que o reitor Aluísio Segurado teria acionado a polícia, que “violentamente expulsou os estudantes que lutavam por melhores condições”.
“Com escudos, cassetetes, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, a polícia deixou dezenas de estudantes feridos. Essa ação desmascara a fachada de democrático que o reitor tenta pintar. Os estudantes pediam pelo diálogo e uma mesa de negociação com o reitor e essa é a resposta que recebemos”, continuou o comunicado.
O DCE da USP afirmou, em nota, que a comunidade universitária deve repudiar a ação policial. “A USP já foi tomada por períodos sombrios de autoritarismo, e a Reitoria da USP, no dia de hoje, escolheu relembrar esses períodos da pior forma possível, recusando o diálogo e optando pela força e pela violência da Polícia Militar.”
O diretório disse ainda que a ação foi ilegal. “Essa ação ocorre de forma abusiva eivada de ilegalidade, vez que ocorre sem qualquer determinação judicial que pudesse embasar a ação policial. É preciso apontar que, mesmo em situações em que há determinação de reintegração de posse (o que não é o caso), existe um conjunto de regras que orientam o procedimento de desocupação, entre as quais a ilegalidade da realização de operações entre às 21h e 5h, algo pacífico nos tribunais.”
Segurado afirmou na sexta (8) que não iria reabrir negociações com os estudantes em greve após a invasão do prédio da reitoria. “Abrir negociação novamente para uma proposta que já foi apontada como proposta final da universidade, do ponto de vista das suas possibilidades orçamentárias, não nos é possível fazer”, disse em entrevista a jornalistas.
Ainda na sexta, a Polícia Militar havia fechado os acessos da rua da reitoria da USP, cercado o prédio ocupado pelos estudantes e cortado a energia elétrica e a água do prédio.
O senador Ciro Nogueira quando era ministro-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro, naquela administração que preparava um golpe de Estado, começou a postar nas redes sociais uma mensagem enigmática imitando o som de um relógio. Tic, tac, tic, tac. Não se sabe tudo o que ele queria dizer com essa contagem do tempo. Agora, o relógio corre contra ele. Os indícios apresentados pela Polícia Federal, retirados do celular de Daniel Vorcaro, são robustos o suficiente para sustentar que Ciro recebeu vantagens indevidas e em troca usou seu mandato para lançar uma “bomba atômica” a favor do banqueiro.
O projeto do político do PP do Piauí marcava a diferença entre vida e morte do banco de Vorcaro. Não era apenas uma ajuda nos negócios. O texto, se aprovado, salvaria o Master da aguda crise de liquidez na qual se afundava. O centro do modelo de negócios do empresário era ter ativos de altíssimo risco e captar com produtos que pagavam alta rentabilidade. Os poupadores eram atraídos pela taxa de remuneração, mas evidentemente tinham o temor de que os títulos não fossem honrados. Aí entrava o uso do Fundo Garantidor de Créditos como o argumento final. Se o banco quebrar, o Fundo paga. Mas paga quanto? Até R$ 250 mil. Esse limite encurtava o horizonte das loucuras bancárias de Daniel Vorcaro. Subir para R$ 1 milhão de garantia dava a ele muito mais capacidade de captação.
O amigo da vida fez a proposta redentora. O deputado Filipe Barros (PL-PR) também apresentou projeto com o mesmo teor. No caso do senador, os indícios mostram que, mais do que defender um projeto do interesse do encrencado banqueiro, Ciro aceitou receber um texto feito por ele. “Saiu exatamente como mandei”, escreveu Vorcaro. Se a emenda 11 fosse aceita e aprovada, a vantagem para o dono do Master estaria na Constituição.
Ciro Nogueira foi leal a Jair Bolsonaro, atestou Flávio Bolsonaro, quando afirmou que gostaria de tê-lo como vice em sua chapa. “Tem todas as credenciais para ser o Ciro. O perfil do Ciro é nordestino, de um partido grande e forte. Tem ali a lealdade que ele sempre teve ao presidente Bolsonaro no ministério dele. Portanto, sem dúvida, hoje é um nome que está colocado”.
A quinta fase da Operação Compliance Zero é demolidora para o senador. Pelo que a Polícia Federal trouxe aos autos, a amizade dele com o controlador do banco liquidado era irrigada por muitas vantagens. Segundo a PF, Ciro comprou por R$ 1 milhão uma fatia de empresa de Vorcaro que valia R$ 13 milhões, e teria recebido pagamentos mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil. Ficou em Nova York em hotéis caros pagos por cartão do ex-dono do Master. Tinha uma firma sem funcionários com a qual fazia transações financeiras com empresas e fundos ligados ao banqueiro. Morava gratuitamente em imóvel de alto padrão.
Os diálogos são inequívocos. Leo Serrano, um operador de Vorcaro: “Só uma pergunta rápida: eh pros meninos continuarem pagando conta dos restaurantes Ciro/Flávia até sábado?”. Vorcaro: “Sim. Depois leva meu cartão para St.Barths”. O primo do banqueiro, atualmente preso, Felipe Vorcaro: “Oi, Daniel, é para seguir com pagamento de 300 k para o pessoal que investiu na BRGD”. Vorcaro: “Sim”. A BRGD é a empresa de Vorcaro na qual Ciro adquiriu participação. Essa pergunta foi feita outras vezes por Felipe. Daniel Vorcaro sempre disse sim: “tem que enviar, muito importante”. Vorcaro, em novembro de 2025: “Caro eu no meio dessa guerra atrasou dois meses Ciro?”. Felipe Vorcaro: “Vou ver se dou um jeito aqui. Vamos continuar com os 500k ou pode ser os 300k?”.
Ciro Nogueira tem muito a explicar: diálogos no celular, documentos que confirmam a investigação, provas de que ele retribuiu com a “instrumentalização do seu mandato parlamentar”, como diz a decisão do ministro André Mendonça que autorizou a busca e apreensão nos endereços do senador.
Há consequências concretas desta fase da Compliance Zero. Ficam afastadas as dúvidas sobre foro, com o senador investigado o assunto é mesmo da alçada do Supremo Tribunal Federal. O impacto do caso Master sobre a extrema direita é direto. A delação premiada de Vorcaro pode não ser homologada. Como publiquei no blog, investigadores dizem que o atual cenário é de não aceitação, porque até agora ele não trouxe “nada de produtivo para o processo”, como me foi dito. A chapa dos sonhos de Flávio Bolsonaro não vai se materializar. O relógio continuará contando as horas, mas contra o senador Ciro Nogueira.
Venho me aprofundando nos estudos e avaliações de todas as pesquisas realizadas nos últimos meses e tenho viajado por todo Pernambuco dando palestras e consultorias. Como todo profissional que ama o que faz e adora as ruas como objeto principal de observação e prova dos nove, venho sentindo o crescimento da atual governadora.
Antes dava a eleição como ganha pelo ex-prefeito do Recife, mas hoje com a quantidade de apoios e adesões, as ruas já demonstram que teremos o clássico dos clássicos na terra dos altos coqueiros. Nada tá definido e muita agua vai rolar no véu da noiva das águas pernambucanas.
Agora uma coisa temos certeza: o candidato ou candidata que conquistar os corações dos pernambucanos mais conservadores, bolsonaristas raiz, terá suas chances aumentadas, já que os 30% de fiéis eleitores da direita continuam firmes e fortes.
*Cientista político e social, publicitário e especialista em marketing, gestão, planejamento estratégico e comunicação digital
O pré-candidato a governador João Campos (PSB) finalizou mais um giro pelo interior do estado com uma visita a Tracunhaém, na Mata Norte. A chegada à cidade, na manhã deste domingo (10), mobilizou apoiadores de várias partes da região, que acompanharam o pessebista em uma caminhada pela feira e na visita a mestres artesãos que preservam a tradição do artesanato em barro.
“Neste Dia das Mães, é uma alegria estar aqui em Tracunhaém, que tem uma ligação com a nossa história. Minha mãe liderou por oito anos o trabalho de cuidado com os artesãos de Pernambuco e houve uma presença muito forte, não só na organização da Fenearte, que foi ampliada e teve uma dimensão gigante pelas mãos dela e de Eduardo Campos, mas na valorização permanente. O Centro de Artesanato de Tracunhaém foi uma idealização deles e de Ariano Suassuna, que era secretário de Cultura. Então, eu queria fazer essa homenagem a todo mundo que trabalha fazendo da arte um mecanismo de vida e de criação de sonhos e esperança”, afirmou.
No trajeto, João passou por ateliês que são cenário, há décadas, do trabalho manual que ajudou a notabilizar Tracunhaém como a Terra do Artesanato em Barro, como os dos mestres Nuca, Maria Amélia, Joaquim, Zuza, Ivo Diodato e Zezinho. Uma das que mais se entusiasmaram ao receber o pré-candidato foi a artesã Noêmia Andrade, de 63 anos. “Faço artesanato desde nova. Com meus filhos todos pequenos, um de sangue e dois do coração, eu comecei. Seu pai nos ajudou muito aqui como governador, João”, disse.
A passagem pela cidade foi acompanhada pelo pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), pelo ex-prefeito Belarmino Vásquez, pela pré-candidata a deputada federal Cássia do Moinho, pelo pré-candidato a deputado estadual Manuel Botafogo, pelo ex-prefeito de Lagoa de Itaenga Carlinhos do Moinho, pelo ex-prefeito Nino e pelo ex-vice-prefeito Pereira do Sindicato, ambos de Nazaré da Mata, além de vereadores e outras lideranças com atuação política na Zona da Mata.
O contraste entre os corredores de Brasília e o ambiente digital raramente foi tão evidente. Após ser rejeitado pelo plenário do Senado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, Jorge Messias, experimentou uma onda de solidariedade massiva na internet. Foram 43.946.062 manifestações de apoio registradas entre os dias 27 e 30 de abril.
O relatório da AtivaWeb DataLab monitorou 68.989.111 menções públicas cobrindo todo o ecossistema digital brasileiro: Facebook, Instagram, X, TikTok e YouTube. O estudo utilizou inteligência de Big Data e análise de sentimento para mapear o comportamento coletivo. A Fórum teve acesso à íntegra do estudo, cujos principais números e conclusões foram divulgados inicialmente pelo blog de Lauro Jardim, no jornal O Globo.
O levantamento mostra que o debate furou a bolha política. Os resultados consolidados dos quatro dias de monitoramento apontam 63,7% de sentimento positivo, uma maioria absoluta e consistente de apoio direto a Messias; 24,5% de sentimento negativo, com críticas que, em sua maioria, não focaram na pessoa de Messias, mas no processo político; e 11,8% de menções neutras, com compartilhamento de notícias e observações sem posicionamento.
“Quando a mensagem circula em escala nacional, ela deixa de ser debate — vira ambiente”, aponta um dos trechos do relatório, destacando que o tema alcançou simultaneamente todas as regiões do país.
“Ataque político” e “injustiça”: o tom da defesa
Enquanto o Senado impunha uma derrota institucional por 42 votos contrários a 34 favoráveis, as redes sociais formavam um escudo em torno do indicado de Lula. A principal conclusão da AtivaWeb é clara: a rejeição no Senado não se traduziu em rejeição pessoal. Pelo contrário, funcionou como um catalisador de defesa.
A nuvem de palavras do estudo revela que a narrativa de apoio foi construída em cima de termos como “injustiça”, “perseguição”, “ataque político”, “qualificado” e “preparado”.
O “efeito sabatina” e o peso de influenciadores
A dinâmica temporal do debate mostra que o dia 29, data da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), marcou o pico de volume e de viralização. Após a sabatina, na qual Messias chegou a ser aprovado antes de cair no plenário, houve um crescimento exponencial de críticas. A aprovação na CCJ por 16 votos a 11 foi registrada pela Fórum.
O principal alvo das críticas, no entanto, não era a capacidade de Messias, mas a chamada “politização do STF” e o “governo Lula”. Esse movimento negativo foi fortemente impulsionado por cortes de vídeos descontextualizados e conteúdos opinativos. A disputa também ocorreu em meio a articulações no Senado que foram analisadas no blog do Rovai, da Revista Fórum, em texto sobre Jaques Wagner, Davi Alcolumbre e Alexandre de Moraes.
O estudo destaca o papel do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) nesse ecossistema de oposição. Conteúdos publicados pelo parlamentar com críticas diretas alcançaram mais de 60 milhões de visualizações, funcionando como um amplificador da narrativa negativa pós-sabatina.
Onde o debate ferveu mais?
Geograficamente, a intensidade das críticas se concentrou nos estados com maior infraestrutura de produção de conteúdo digital. O “Top 5” é liderado por São Paulo, descrito como o estado de maior densidade digital, seguido por Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Maranhão.
O saldo: apoio vence no volume
O estudo conclui que a crise foi contornada nas redes: “A crítica cresceu no pico, mas o apoio venceu no volume”. A leitura final da AtivaWeb resume o episódio: o processo e a derrota foram estritamente institucionais, mas a reação social gerou um legado digital de quase 44 milhões de percepções favoráveis.
O médico, professor, pesquisador e escritor Luiz Arraes lança, na próxima quinta-feira (14), duas obras no Mocó Bistrô, no bairro das Graças, no Recife. O encontro acontece às 18h. Os livros apresentados serão “A minúscula morada do espírito humano”, coletânea de 25 contos curtos, e “Bloco de notas – Escrita, a de dentro e a de fora”, obra que reúne notas, citações, memórias e reflexões sobre escrita e esquecimento. Ambos pela editora Confraria dos Ventos.
Luiz Arraes tem contos publicados em antologias e revistas literárias. Entre suas obras anteriores estão “Dicionário de silêncios”, “A noite sem sol” e “A volta do bumerangue”. É autor também de “Todo diálogo é possível – conversas com meu pai, Miguel Arraes”, de memórias.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra assinou, ontem (9), a autorização para início das obras de infraestrutura, urbanismo e paisagismo do Parque Estadual de Dois Irmãos, no Recife.
O equipamento é um dos maiores símbolos de lazer e preservação ambiental do estado, e contará com investimento total de R$ 17,9 milhões para as intervenções.
O projeto prevê a criação de parque linear, novos recintos para os animais e a reforma do Chalé do Prata para a implantação do Museu da Água. A gerente do Parque, Savia Florêncio, e o deputado estadual Wanderson Florêncio acompanharam a agenda.
A governadora seguiu para entregas em São Vicente Ferrer, no Agreste, e Condado, na Zona da Mata.