Israel realizou ontem um bombardeio em Beirute no qual afirma que matou o comandante do movimento libanês Hezbollah Fuad Shukr, que responsabilizou por um ataque letal recente nas Colinas de Golã.
Segundo o Ministério da Saúde libanês, o ataque matou três civis, dois deles crianças, e deixou 74 feridos.
“Os aviões de combate da força aérea de Israel eliminaram o comandante militar de mais alta patente da organização terrorista Hezbollah e chefe da sua unidade estratégica, Fuad Shukr, na zona de Beirute”, anunciou o corpo armado.
Shukr foi o responsável pelo ataque do último sábado “no qual 12 crianças morreram depois que o Hezbollah disparou um foguete iraniano diretamente contra um campo de futebol no norte de Israel”, declarou o porta-voz militar israelense, Daniel Hagari.
“Fuad Shukr era o braço direito de Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, e seu conselheiro no planejamento e na direção de ataques e operações”, acrescentou Hagari, afirmando que Shukr era “um terrorista de alto nível, que tinha o sangue de israelenses e muitos outros em suas mãos”.
O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, denunciou o que chamou de “agressão flagrante” e “ato criminoso”, e pediu que a comunidade internacional pressione “para obrigar Israel a deter sua agressão e suas ameaças”.
O Irã, que apoia o Hezbollah, considerou o ocorrido “uma ação implacável e criminosa da gangue criminosa sionista”.
Israel e Estados Unidos responsabilizaram o Hezbollah pelo bombardeio de sábado na cidade de Majdal Shams, nas Colinas de Golã, o que o grupo libanês (aliado do movimento islamista palestino Hamas) negou.
Depois que circulou o roteiro do filme “Dark Horse”, a polêmica cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, o humorista Gregorio Duvivier fez um paralelo com uma clássica comédia da década de 1960 dirigida por Mel Brooks, “Primavera para Hitler”. Na comédia, dois produtores picaretas tratam de produzir a pior peça de teatro de todos os tempos para dar um golpe. A ideia é que a peça — no caso, um musical sobre Adolf Hitler — fosse o mais absoluto fracasso. Com isso, eles não precisariam devolver nada aos patrocinadores, uma vez que a peça não teria rendido nem um tostão, e embolsariam o dinheiro. No revirado mundo de hoje, pode até ser que haja quem veja qualidades em “Dark Horse”.
Há muita coisa mal explicada
Mas há muita coisa, de fato, que precisa ser explicada na história desse filme. A pesquisa Vox divulgada na sexta-feira (5) é mais uma a mostrar o estrago eleitoral que a história produziu sobre a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Lula abriu 8,5 pontos percentuais sobre Flávio no primeiro turno e o vence no segundo turno por 6,5 pontos. E o ponto principal parece ser: Flávio não tem a menor comprovação do que afirma.
Flávio Bolsonaro pediu a Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para financiar o filme, o que, de longe, já torna “Dark Horse” a produção mais cara já financiada no Brasil. Desse total, pegou efetivamente R$ 60 milhões. Só que não há, até agora, comprovação do uso de um centavo sequer desse dinheiro no filme. Flávio fala de um contrato. Mas onde está o contrato? Do filme, efetivamente, além do roteiro, se viu um trailer com algumas cenas. Produzido, pelo menos ele foi. E o ator principal, Jim Caviezel, não gostou muito do Brasil e voltou para casa antes do fim.
TCU apontou ONG como “fachada”
“Dark Horse” foi o primeiro filme da produtora GoUP. Ela pertence a Karina Ferreira da Gama, que é também presidente do Instituto Conhecer Brasil (ICB), agora investigado pela Polícia Civil de São Paulo por conta de contratos com a Prefeitura de São Paulo para instalar uma rede de wi-fi em bairros da periferia da cidade. Investiga-se desvio de recursos e uso de notas falsas.
“Fachada”
Segundo reportagem da Agência Pública, já em 2012 o Tribunal de Contas da União (TCU) desconfiava que o ICB fosse uma ONG de fachada. Isso está em uma auditoria que investigava um contrato de R$ 553 mil oriundo de uma emenda orçamentária do então senador Gim Argello para um festival de música.
Sigilo
A Polícia Federal (PF) estuda pedir a quebra de sigilo do fundo que geriu o dinheiro para o filme. Há uma suspeita da PF de que pelo menos parte desse dinheiro pague o aluguel da casa onde mora Eduardo Bolsonaro no Texas. A casa é avaliada em R$ 6 milhões e o aluguel é em torno de R$ 30 mil mensais.
Dinheiro
Eduardo Bolsonaro mandou-se para os Estados Unidos em 2025. Teve seu mandato de deputado federal cassado por faltas. Responde a processo disciplinar na Polícia Federal, onde é escrivão, por abandono de emprego. De lá, também não recebe mais salário enquanto o processo não se conclui.
Explicações
Sempre é possível que para tudo isso haja explicações. Mas elas demoram a surgir. E, quanto mais tempo se espera por essas explicações, mais complicadas ficam as coisas para Flávio Bolsonaro. Num primeiro momento, até houve a sensação de que o impacto eleitoral pudesse não ser tão grande. Mas Flávio vai perdendo terreno.
Delação
Um outro fator complicador é que os bastidores dão conta de que, na sua nova tentativa de delação premiada, Daniel Vorcaro irá entrar em detalhes sobre o tal financiamento do filme. O que dirá Vorcaro poderá ajudar a esclarecer qual era, de fato, a finalidade do dinheiro que era tratado como “prioridade”.
Filme ruim?
Voltando à tese de Gregório Duvivier, será preciso saber que reação, de fato, o público terá com relação ao filme. Até por conta de toda essa polêmica que surgiu. Em tempo: ao contrário do plano original dos produtores picaretas, no filme de Mel Brooks, “Primavera para Hitler” acaba virando um sucesso. Como comédia.
A Secretaria Municipal de Educação de Arcoverde abrirá os festejos juninos da cidade nesta sexta-feira (12) com um cortejo cultural que reunirá estudantes, professores, gestores, pais e integrantes da comunidade escolar. Com o tema “Contos e Causos da Cultura Nordestina”, o desfile contará com a participação de todas as escolas da rede municipal e acontecerá na véspera da abertura oficial do São João de Arcoverde 2026.
A concentração está marcada para as 15h, na Praça Barão do Rio Branco. De lá, o cortejo seguirá pela Avenida Coronel Antônio Japiassu até a Praça da Bandeira, reunindo apresentações culturais, música e figurinos inspirados em personagens, histórias e manifestações da cultura popular nordestina. A proposta é destacar elementos da identidade cultural da região por meio da participação da comunidade escolar.
Segundo a secretária municipal de Educação, Gislaide de Oliveira, o evento também busca promover a integração entre alunos, familiares e profissionais da educação. “Será um momento de confraternização, reunindo alunos, pais, professores e toda a equipe da educação, valorizando nossa cultura e abrindo as portas para o melhor São João do Nordeste”, afirmou.
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) cumpriu agenda neste domingo (7) nos municípios de Petrolândia, Betânia, Flores e Inajá, no Sertão pernambucano. Ao longo do dia, participou de encontros com lideranças políticas, visitou eventos culturais e esteve em locais de grande circulação de público. A programação integrou uma série de visitas realizadas pelo ex-prefeito do Recife no interior do Estado durante o fim de semana.
Em Petrolândia, João Campos visitou a Cooperativa Agroaquícola de Petrolândia (CAAP), acompanhado do prefeito Fabiano Marques (Republicanos) e do pré-candidato a deputado estadual Bruno Marques (PSB). No local, ouviu demandas relacionadas à piscicultura e comentou a recente autorização para pavimentação de um trecho da BR-110 entre Petrolândia e Ibimirim. Em seguida, esteve em Betânia, onde participou da programação da 9ª Missa do Vaqueiro ao lado do prefeito Bebe Água (PSB). “Uma alegria estar aqui numa festa tão bonita da cultura popular, da cultura sertaneja. A gente vê aqui a pura expressão da representatividade do vaqueiro, do homem e da mulher do Sertão pernambucano”, afirmou.
A agenda incluiu ainda um encontro político no distrito de Sítio dos Nunes, em Flores, e uma visita à Festa de Santo Antônio, em Inajá. As atividades foram acompanhadas pelo pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), pela pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT), deputados, prefeitos e outras lideranças da região. Nesta segunda-feira (8), João Campos tem compromissos previstos nos municípios de Itaíba e Águas Belas, no Agreste.
A Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil (ADIT Brasil) realiza nesta terça-feira (9), em Maceió (AL), mais uma edição do Encontro Nacional Sobre Desenvolvimento Imobiliário e Turístico. O evento integra as comemorações dos 20 anos da entidade e reunirá lideranças empresariais, investidores e especialistas para discutir tendências, projetos e perspectivas dos setores imobiliário e turístico no país. A programação é coordenada pelo presidente da ADIT Brasil, Felipe Cavalcanti.
Entre os participantes está André De Marchi, diretor-geral do Parque Global, empreendimento em desenvolvimento na cidade de São Paulo. Também serão apresentados projetos como Vila Carnaúba, Gav Resorts, Tauá Resorts, All Resort Club Residence, Parque Una, Idealiza Cidades, Aviva, Metaforma, Case Basílio 177 e Senna Tower. Segundo a organização, o encontro tem como objetivo promover a troca de experiências e o debate sobre iniciativas ligadas ao desenvolvimento urbano e turístico.
Um dos destaques da programação será a apresentação do Parque Global, empreendimento avaliado em mais de R$ 14 bilhões e desenvolvido em uma área de 218 mil metros quadrados às margens da Marginal Pinheiros, em São Paulo. O projeto prevê torres residenciais, complexo de saúde, educação e inovação, hotel, shopping center e integração com transporte público. “O Parque Global foi idealizado há mais de duas décadas para transcender os limites conhecidos do mercado imobiliário”, afirmou André De Marchi.
Aliados de Lula não escondem: a ferida está aberta quando o assunto é Alexandre de Moraes. A atuação do ministro para barrar a aprovação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda gera incômodo no presidente.
Lula deixou clara a indisposição, inclusive para colegas de Moraes na corte. Há cerca de um mês, em um encontro reservado com os ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques, Lula evidenciou o descontentamento e chegou a criticar Moraes no âmbito do escândalo do Master.
O presidente falou que acha necessário Moraes vir a público explicar o contrato milionário firmado pelo escritório da esposa do ministro, Viviane Barci, com o banco. Em conversas privadas, Lula já demonstrou incredulidade quanto ao valor de R$ 130 milhões do negócio.
Nos bastidores, uma trégua entre Lula e Moraes vem sendo costurada por uma frente que reúne integrantes do Judiciário, do governo e do Congresso. O argumento é que o petista precisa preservar a melhor relação possível com os ministros da corte, especialmente porque Moraes assumirá a presidência do tribunal no próximo ano.
O distanciamento entre os dois ganhou força com a repercussão do escândalo de Daniel Vorcaro e chegou ao ponto crítico quando a indicação de Messias foi rejeitada no Senado.
A Polícia Federal (PF) avalia que a nova tentativa de acordo de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, dificilmente será aceita.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem, o anexo complementar apresentado pela defesa na semana passada não trouxe elementos inéditos capazes de alterar a percepção dos investigadores sobre o caso. As informações são do Blog da Andréia Sadi para o g1.
Delação premiada é um tipo de acordo que presos podem fazer com os investigadores para conseguir redução da pena em troca de passarem informações importantes sobre esquemas criminosos.
De acordo com integrantes da PF, o novo material menciona repasses ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e ao filme “Dark Horse”, produção cinematográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ainda assim, os investigadores afirmam que as informações apresentadas não são novas e foram incluídas principalmente em tom de justificativa.
Nos bastidores, permanece a avaliação de que Vorcaro tenta preservar figuras públicas e que, até o momento, não apresentou fatos relevantes capazes de contribuir significativamente para as investigações.
A defesa do banqueiro tem apenas esta semana para anexar novas informações à proposta de colaboração e tentar convencer a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) de que ainda há elementos úteis para o avanço das apurações. A decisão final sobre a homologação do acordo caberá ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso na Corte.
Na semana passada, Mendonça se reuniu com a defesa de Vorcaro e, nos próximos dias, deve voltar a encontrar o advogado Sérgio Leonardo, responsável pelas negociações. Segundo interlocutores, o ministro tem acompanhado de perto tudo o que vem sendo apresentado pela defesa.
Fontes da Polícia Federal relatam ainda que, nas últimas duas semanas, a equipe de defesa realizou reuniões diárias com Vorcaro, algumas delas com duração superior a seis horas.
A partir da próxima segunda-feira (15), porém, voltará a vigorar o limite de 30 minutos diários para os encontros entre o investigado e seus advogados.
Acordo de colaboração No mês passado, a PF rejeitou uma primeira versão de delação. O acordo segue sendo negociado com a PF e com a PGR de forma conjunta.
Investigadores vinham reclamando que o material apresentado pela defesa acrescentava pouco em relação ao que já foi levantado pela PF e que a impressão era que Vorcaro agia para proteger pessoas próximas.
A PF aprendeu mais de oito celulares de Daniel Vorcaro e apenas a perícia inicial de parte desses telefones já revelou que o esquema do banqueiro vai além de um esquema de fraudes financeiras, envolvendo corrupção, organização criminosa e uso de uma milícia privada para atacar adversários e acessar dados sigilos.
Segundo o blog do Valdo Cruz no g1, a negociação da delação tem como eixo a devolução de recursos e a eventual comprovação de atos de ofício de autoridades citadas. Investigadores relataram que a lógica do acordo é técnica, sem alvos pré-definidos ou exclusões.
Em 22 de maio, interlocutores do banqueiro afirmaram ao blog que ele aceitou subir de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões o valor a ser devolvido caso seja fechada uma colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Se o guru da seita vermelha tivesse um pingo de juízo no couro cabeludo, ele diria: Tramp, my brother, I love you. Thank you por ter enquadrado os bandidos do PCC e do CV como terroristas. Come on, everybody galera! Vamos pra cima dos gângsters e serpentes do sistema financeiro nacional!
O enquadramento das facções como terroristas desloca o enfrentamento no cenário externo do campo policial para o campo militar. O crime não se combate com proselitismo político nem com retórica. Se combate com money e bala na agulha. Lamentável é saber que o governo brasileiro reduziu em 4,4 bilhões o orçamento do Ministério da Defesa. Se eu fosse afilhado do Duque de Caxias, ficaria preocupado.
O gângster Nicolas Maduro era um câncer no couro cabeludo da Venezuela e foi extirpado pelo cirurgião Donald Tramp. Cuba é um furúnculo comunista e também está na fila para ser sarjado. Os comunistas invocam a soberania da ditadura. Esta é uma batalha perdida para a caterva vermelha.
Falar em soberania nacional é uma balela. O que conspira contra a soberania são as máfias criminosas. Conspiram contra a nação. Contra a sociedade. Contra as famílias. Contra as pessoas. Onde estavam os soberanos e os suseranos dos palácios quando os tentáculos do crime organizado se expandiram em todos os quadrantes e esferas nacionais?
O governo entendeu que insistir nesse capítulo de contestar o enquadramento das facções criminosas como terroristas é pisar na bola e agora desloca o foco para as tarifas. O vermelhão aposta num inimigo externo para atrair apoios e bancar o valentão.
Bocas de fumo, isto são vírgulas irrelevantes. Servem apenas para criminalizar as periferias. Se os líderes do sistema prisional fossem tão fortes, não estariam presos. O crime organizado opera através de gargantas profundas tecnológicas. As fintechs são ninhos de gângsters.
O guru da seita vermelha ficou invocado com o cowboy Donald Tramp e transferiu os insultos para o ministro-secretário Marco Rubio. Disse que o rapaz não gosta do Brazil e é um latino-americano frustrado. Se tu é muito macho, por que não esculacha o chefe dele, o Mister Tramp? Vai ficar ainda mais invocado quando for concedida a alforria para libertar os cubanos do regime escravagista-comunista.
Terminou dia 5 deste mês de junho o prazo dado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos para que empresas internacionais rompam seus laços ou se ajustem com o Grupo de Administração Empresarial S.A. – Gaesa, mantido pela ditadura de Cuba. Criado pelo ditador fantasma Raul Castro, o Gaesa é gerido pelos seus comparsas corruptos. Possui ativos avaliados em 18 bilhões de dólares às custas da miséria da população. A vela fúnebre de cera do comunismo está se exaurindo.
Naquela noite ensolarada, aconteceu nesta Terra de Vera Cruz, a terra da verdadeira Cruz, o golpe à moda da Viúva Porcina, aquele que foi sem nunca ter sido. Se a Viúva Porcina existe, tudo é permitido para perpetuar a seita vermelha no poder.
Mais dois tetos de hospitais caem e confirmam maquiagem de Raquel
As duas novas quedas de parte do teto registradas ontem — uma no Hospital da Restauração, a terceira em pouco mais de um mês, e outra na Pediatria do Hospital Getúlio Vargas — reforçam um cenário que já se transformou em símbolo da crise da saúde pública em Pernambuco. A maior emergência do Norte e Nordeste volta a ser palco de um episódio que ultrapassa o problema estrutural e revela um modelo de gestão marcado pela redução de investimentos, diminuição de leitos e incapacidade de enfrentar os problemas reais da rede estadual.
O caso do Hospital da Restauração está longe de ser isolado. Nos últimos dias, o Hospital Agamenon Magalhães registrou dois desabamentos de teto em um intervalo de apenas uma semana. Já a UTI Pediátrica do Hospital Barão de Lucena também sofreu recentemente com a queda de parte da estrutura. A repetição dos episódios em diferentes unidades evidencia que não se trata de um acidente pontual, mas de um problema sistêmico que atinge hospitais estratégicos da rede estadual.
O mais grave é que os desabamentos acontecem em meio a um contexto de superlotação crônica, corredores cheios, pacientes aguardando atendimento por horas e profissionais trabalhando sob condições cada vez mais precárias.
A situação é consequência direta de uma política que reduziu recursos para a saúde e promoveu o fechamento de leitos justamente quando a demanda por atendimento cresce em todo o estado. Enquanto a rede enfrenta dificuldades estruturais cada vez mais visíveis, o Governo Raquel Lyra tem apostado em intervenções que muitos classificam como obras de fachada.
A pintura externa do Hospital da Restauração se tornou um dos principais exemplos dessa estratégia. O mesmo ocorre agora com intervenções na fachada do Hospital Agamenon Magalhães. O problema é que a tinta nova nas paredes não resolve infiltrações, não recupera estruturas comprometidas, não cria leitos e tampouco melhora a qualidade da assistência prestada à população.
A deterioração das unidades também se manifesta de outras formas. Documentos da própria Secretaria Estadual de Saúde já registraram a presença de ratos, escorpiões e outras pragas em hospitais da rede. São relatos que ajudam a compor um quadro preocupante de abandono, incompatível com a importância das unidades para milhões de pernambucanos que dependem exclusivamente do SUS.
Ao mesmo tempo, Pernambuco assistiu ao fechamento de três hospitais e à redução da oferta de leitos durante a atual gestão. Em vez de ampliar a capacidade da rede para enfrentar a crescente demanda, o Estado passou a operar com menos estruturas disponíveis, contribuindo para o agravamento da superlotação e da sobrecarga dos serviços.
A sequência de quedas de teto, a presença de pragas, a redução de leitos, o fechamento de unidades e a superlotação dos hospitais formam um conjunto de evidências que apontam para uma mesma direção: a saúde pública estadual vive uma crise que não pode mais ser escondida por ações de marketing ou reformas superficiais.
O que desaba nos hospitais pernambucanos não é apenas concreto. É a narrativa de que a saúde estaria avançando sob a gestão Raquel Lyra, enquanto pacientes e profissionais convivem diariamente com os sinais de um sistema cada vez mais fragilizado.
SEMANA DECISIVA – A partir de hoje, as atenções em Brasília se voltam para o desfecho das negociações do banqueiro Daniel Vorcaro para sua delação premiada sobre um dos maiores escândalos dos últimos anos no País envolvendo o sistema financeiro nacional. A primeira proposta dele não foi aceita por falta de informações substanciosas, mas a segunda proposta foi entregue na segunda-feira passada. Desde então, está sendo ajustada mais de uma vez a pedido da PF e PGR.
Túlio, o manda-chuva – Depois das declarações de Túlio Gadelha, afirmando que a chapa de Raquel para o Senado já está fechada com ele o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, a pergunta que mais se ouve nos bastidores é se a governadora perdeu as rédeas na montagem do seu palanque. Se os dois nomes vierem a se confirmar, Gadelha passou a ter um super poder na coligação governista. Consequentemente, a governadora perdeu a sua autonomia no xadrez político.
Haja dinheiro: 40 bilhões a devolver – Os principais pontos indicados sobre o que ele tem a dizer ou oferecer na delação incluem a análise que tem uma “imensidão de nomes” para oferecer, incluindo políticos, congressistas e lideranças religiosas envolvidas no esquema investigado. A proposta prevê a devolução de R$ 40 bilhões aos cofres públicos, parcelados ao longo de 10 anos. Além de fraudes financeiras, as investigações abrangem planejamento de agressões físicas e outros atos violentos.
De quem é o pix? – O Palácio do Planalto recuperou o lema “O Pix é nosso”, lançado no ano passado após o início da apuração dos Estados Unidos e em meio aos desdobramentos do primeiro tarifaço. A estratégia também serviu para alfinetar Flávio Bolsonaro, acusado por governistas como o culpado pela reação americana, após um encontro com Donald Trump na semana que antecedeu a crise. O senador negou ter envolvimento com a medida e apostou na criação de um slogan próprio: “O Pix é do Brasil e do Bolsonaro”.
Enfim, contrapeso aos menudos – A velha guarda do PSB, oriunda do arraesismo histórico, começou a dar pitacos na campanha do pré-candidato a governador, João Campos. Um encontro com ele atraiu muita gente que trabalhou com Arraes e Eduardo, experientes em eleições bem-sucedidas e que antes eram uma mera aventura, como a vitória de Eduardo Campos em 2006. Finalmente, João se convenceu da importância desse grupo e que, embora os menudos tenham o sangue novo para a guerra, as grandes ideias e estratégias saem pelos cabelos brancos.
CURTAS
VISÃO DE CIRO 1 – Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Governo do Ceará pelo PSDB, disse, ontem, que a decisão dos EUA de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas poderá ter consequências para empresas e pessoas que colaborem com as facções criminosas.
VISÃO DE CIRO 2 – Também declarou que a medida adotada pelos EUA não deve alterar as investigações policiais contra os grupos criminosos, mas empresas ou indivíduos que colaborarem com o crime organizado poderão ser alvo das sanções dos norte-americanos, tendo restrições para fazer negócios internacionais.
FORRÓ – Mais de 30 prefeitos, entre eles o anfitrião Zeca Cavalcanti (Podemos), já confirmaram presença no Forró do Magno em Arcoverde no próximo sábado, a partir de meio-dia com a Super Oara, Silvério Pessoa e Paulinho Leite, em comemoração aos 20 anos do blog. Também vários ex-prefeitos, deputados e vereadores. Senhas e mesas ainda podem ser adquiridos pelo contato 87. 98824-0969, através de Tayse Lira.
Perguntar não ofende: A queda sucessiva de tetos em hospitais reformados confirma a maquiagem de Raquel na saúde?
Uma fala do músico Ciço do Pife, integrante da tradicional Banda de Pífanos de Riacho do Meio, de São José do Egito, repercutiu nas redes sociais neste fim de semana após o artista relatar problemas enfrentados pelo grupo durante uma apresentação realizada em Salgueiro, no Sertão de Pernambuco.
O desabafo foi feito durante o Festival do Nordestino, realizado no Sítio São Francisco, em Monteiro, na Paraíba. Antes de iniciar uma apresentação, o músico criticou o tratamento recebido um dia antes pela banda durante a passagem pelo município pernambucano. “Ontem nós fomos tocar na cidade de Salgueiro. Chegamos lá e não tinha ninguém para nos receber, não tinha ninguém para nos orientar”, relatou Ciço.
Segundo o músico, os integrantes da banda enfrentaram dificuldades desde a chegada ao local da apresentação. Ele frisou ainda que a produção demorou a oferecer suporte básico ao grupo. “A produção só veio dar água no final da apresentação da gente, do cortejo”, declarou.
Ciço também chamou atenção para as dificuldades enfrentadas por integrantes mais idosos da banda. Ao comentar a situação de um músico de 85 anos, classificou o episódio como um sinal da falta de cuidado com artistas que ajudam a preservar manifestações culturais tradicionais.
Para o músico, o problema não se restringe ao caso vivido pela banda em Salgueiro. “O que aconteceu com Flávio José e tantos outros mestres da nossa cultura, como Santanna, Alcymar Monteiro e tantos outros, que acontecem todo ano no São João, acontecem desde a Banda de Pife, ao Bacamarteiros, ao Trio Pé de Serra”, afirmou. “Isso é um desrespeito que eles fazem com a nossa cultura, com a nossa história”, completou.
O músico também relatou problemas relacionados à alimentação oferecida aos integrantes da banda. Segundo ele, o grupo aguardou por mais de duas horas para receber uma refeição após a apresentação. “Eles trataram a gente como se a gente fosse cachorro”, declarou durante o desabafo.
Ao defender maior reconhecimento aos artistas populares, Ciço destacou a contribuição desses grupos para a construção das festas juninas. “A gente só quer ter o nosso espaço garantido, porque nós que construímos essa festa de São João com Luiz Gonzaga, com suor, com sangue”, afirmou.
Ciço encerrou o desabafo com um apelo por maior reconhecimento aos artistas tradicionais, que mantêm vivas manifestações culturais muitas vezes à margem dos grandes circuitos da indústria musical. “O Brasil gosta de famoso, gosta de artista não. A gente tem que dar valor aos artistas do lado da casa da gente”, declarou.
Reconhecida pela preservação da tradição dos pífanos, a Banda de Pífanos de Riacho do Meio é considerada uma das referências culturais do Sertão pernambucano, participando regularmente de festivais, cortejos e eventos culturais em Pernambuco e em outros estados.
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) esteve na última sexta-feira (5) no município da Pedra, no Agreste Meridional, onde criticou a paralisação das obras da PE-244 e afirmou que pretende concluir a pavimentação da rodovia caso seja eleito governador.
Ao lado do prefeito Júnior Vaz (PV) e de lideranças locais, João participou de encontro com produtores rurais e comentou o encerramento do contrato da obra, que teve o canteiro desmobilizado na semana passada. Também participaram da agenda o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), o senador Humberto Costa (PT), além de vereadores e lideranças políticas da região.
“A PE-244 foi licitada ainda em 2022, um contrato de R$ 46 milhões, para fazer o trecho que passa por todo o município da Pedra, por Santo Antônio, São Pedro, em direção a Águas Belas. A obra poderia ter começado em janeiro de 2023, em fevereiro, em março, em abril, em 2024, em 2025, poderia ter sido iniciada em todo esse período. Foram feitos aditivos de prazo e devem ter ficado enrolando aqui, dizendo que iam fazer, mas encerraram o contrato e não fizeram a obra. Isso é uma judiação com o povo da Pedra. Não se faz política desse jeito. Mas fiquem tranquilos, porque esse tempo vai passar e vai chegar um governador que vai fazer”, disse.
Durante a agenda, o pessebista argumentou que a pavimentação da PE-244 pode contribuir para a ligação da região com outras rodovias utilizadas no escoamento da produção leiteira, como a BR-423, a BR-424 e a PE-300. João também defendeu mudanças no Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e afirmou que pretende ampliar ações de assistência técnica e crédito voltadas aos pequenos produtores rurais.
O prefeito Júnior Vaz também criticou a gestão estadual e citou a situação da PE-244 ao justificar o apoio à pré-candidatura de João Campos. “Nós estávamos anteriormente conversando com a governadora sobre o possível apoio do governo de Pedra à reeleição dela, mas nós tivemos a certeza de que ela não queria beneficiar o povo da Pedra. Nós tivemos a certeza de que ela não queria trazer aquelas obras que o povo da Pedra precisa. Então, nós tivemos a coragem, que eles achavam que a gente não tinha, de chegar onde está João e dizer: ‘João, nós queremos formar uma parceria e mostrar para o nosso povo da Pedra que nós temos coragem de ir à luta’. Nós não temos medo de perseguição. Nós não temos medo de o governo cortar algum benefício para o nosso município. Nós queremos coisa maior: a PE-244. Queremos que o município se desenvolva”, declarou.
Fechando o terceiro dia de visitas a cidades do interior de Pernambuco, a pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT) participou de encontros políticos e atividades culturais em cinco cidades sertanejas, ao lado do pré-candidato ao Governo do Estado, João Campos (PSB) e o pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos). Amanhã, o grupo encerra o giro em Águas Belas, e retorna à Região Metropolitana do Recife, onde Marília, João e o senador Humberto Costa (PT) receberão, a partir das 19h, o título de cidadão de Paulista, em solenidade na Câmara dos Vereadores.
Em Floresta, Marilia e todo o time de Lula foram recebidos pelo deputado estadual Fabrizio Ferraz (SD), uma das principais lideranças políticas da região sertaneja, que reuniu seu grupo político para cravar o apoio à chapa. De lá o grupo seguiu para Flores, para um novo encontro com apoiadores e correligionários. Na sequência, em Betânia, Marília prestigiou as festividades da 9º Missa do Vaqueiro do município, ao lado do prefeito Erivaldo Bezerra (PSB), mais conhecido como Bebe Água.
Em Inajá, a pedetista participou da 21ª Festa do Vaqueiro, ao lado de João Campos, Carlos Costa e lideranças locais. Na última parada do dia, a pré-candidata ao Senado conversou com aliados e reforçou estratégias de atuação na região. Um novo encontro, mais amplio, acontecerá amanhã, antes da comitiva seguir para Águas Belas.
“Em cada cidade que chegamos o sentimento é de esperança e união em torno de um projeto político que tem como prioridade nossa gente. O time de Lula tem trabalho para mostrar e está pronto para seguir lutando por investimentos que tragam para o sertão e para todo o estado de Pernambuco, um novo tempo”, concluiu Marília.
Parte do forro de gesso do teto do setor de pediatria do Hospital Getúlio Vargas (HGV), no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, despencou na madrugada deste domingo (7). Imagens enviadas ao g1 e à TV Globo mostram os estragos na sala.
O acidente aconteceu quando não havia pessoas no local. Pelas imagens, é possível ver destroços do gesso no chão e um buraco no teto, de onde é possível ver vigas e encanações. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) isolou o acesso às enfermarias de pediatria da unidade de saúde.
A mãe de uma das crianças internada no hospital, que não quis se identificar, contou que o acidente aconteceu por volta das 4h30. Segundo o relato da testemunha, as mães das crianças internadas ouviram um barulho forte e acharam que um dos pacientes ou equipamento teria caído. Ainda de acordo com ela, ao entrarem na sala da enfermaria – onde ficam guardados os pertences dos pacientes e as medicações são separadas – encontraram o forro do teto caído.
Em nota, a SES informou que o espaço “será reformado com a substituição integral do forro nos próximos dias”. O Hospital Getúlio Vargas está com contrato de manutenção no valor de R$ 6,8 milhões.
A área onde o forro desabou ainda não tinha sido contemplada com essa reforma, ainda conforme a secretaria, que também afirmou que foi iniciada uma apuração para identificar as causas do ocorrido. Entre as linhas de investigação do governo, está a possibilidade de vazamentos no local.