O PODER
O caso não tem qualquer ligação com o cargo atual de Marcos de Brito Campos Júnior. Mas é, no mínimo, estranho que o “afilhado político” do presidente da Câmara, Hugo Motta, passe a ir trabalhar usando a incômoda tornozeleira eletrônica. Por grave suspeita de ser um dos mentores da quadrilha que fraudava o INSS, um dos maiores escândalos da história deste país, e que não para de aumentar. Agregado ao tal “Careca” e outros indicados como suspeitos pela Polícia Federal. O diretor financeiro do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) é apontado pela Polícia Federal como um dos “agentes centrais da engrenagem criminosa” que operava as fraudes do INSS.
O que aconteceu
A participação de Marcos de Brito Campos Júnior seria “essencial para viabilizar a prática dos ilícitos”. Segundo a PF, o diretor do DNIT teria recebido passagens aéreas compradas pela empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, em dezembro de 2022. Na época, ele era superintendente no Nordeste do INSS. Apadrinhado por Motta. O Careca do INSS também teria enviado dinheiro desviado ao atual diretor financeiro do DNIT por intermédio de seu sócio.
Leia maisMas facilita…
Para a PF, Brito tinha o papel de “facilitador operacional”. Ele seria um dos responsáveis por sustentar o esquema, “permitindo a continuidade de lançamentos indevidos em benefícios previdenciários de aposentados e pensionistas”. O diretor do DNIT é servidor do INSS desde 2008.
Prisão não, tornozeleira
A Polícia Federal chegou a pedir a prisão do ex-superintendente, mas o STF negou. Para o ministro André Mendonça, relator da ação, como Brito está na diretoria financeira do DNIT desde 2023, “torna duvidosa a contemporaneidade da sua participação no esquema”. Mendonça, no entanto, decidiu determinar a monitoração eletrônica contra o servidor e a restrição de contato com os outros investigados.
O acusado
É paraibano de Campina Grande. Acompanha desde sempre o grupo de Hugo Motta, como a Paraíba inteira sabe, inclusive o legado do pai Mateus.
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