O Hospital Memorial Arcoverde irá retomar os atendimentos oncológicos pelo Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Pernambuco (SASSEPE), após um período de paralisação causado por atrasos nos repasses do órgão. Segundo informações da vereadora Célia Galindo (Pode), a presidência do SASSEPE começou a quitar os débitos.
A regularização dos pagamentos permitirá que dezenas de pacientes voltem a receber atendimento no Memorial Onco, setor especializado no tratamento de câncer dentro do hospital. As informações são do portal Folha das Cidades.
A suspensão dos atendimentos ganhou repercussão no Dia Internacional da Mulher (08 de março), quando a vereadora Célia divulgou um vídeo cobrando providências do SASSEPE. No material publicado nas redes sociais, a parlamentar denunciou o impacto da paralisação sobre os pacientes, muitos dos quais estavam sem acesso a quimioterapia e outros procedimentos essenciais.
A mobilização gerou forte repercussão e aumentou a pressão sobre o SASSEPE, que iniciou o processo de regularização dos débitos com o hospital. A volta dos atendimentos oncológicos representa um alívio para os pacientes e suas famílias, que enfrentavam incertezas sobre a continuidade do tratamento, tendo que se deslocar para outras cidades. Além disso, a situação reforça a necessidade de maior fiscalização e transparência na gestão dos recursos do SASSEPE, para evitar novos episódios de desassistência.
“A expectativa agora é que o fluxo de repasses seja normalizado, garantindo que o Hospital Memorial Arcoverde continue prestando esse serviço essencial para a população”, revela a vereadora Célia Galindo.
Leo Bezerra minimiza peso eleitoral de Lula na Paraíba
O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), relativizou, ontem, a importância de um eventual apoio do presidente Lula (PT) à candidatura do ex-prefeito Cícero Lucena (MDB) ao Governo da Paraíba. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, apresentado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco, o gestor afirmou que a pré-campanha já está em curso e disse que o petista não pode ser tratado como fator decisivo na disputa estadual.
Ao comentar o cenário eleitoral, Leo lembrou que Lula venceu a eleição presidencial em João Pessoa por cerca de mil votos em 2022 e afirmou que o peso político do presidente dependerá mais das ações do Governo Federal do que de uma declaração formal de apoio. “Eu não poderia dizer que é imprescindível. Isso vai depender do PT. Independentemente de ter ou não o apoio do PT, a campanha já está na rua”, afirmou.
O prefeito também demonstrou dúvidas sobre uma eventual aproximação entre o PT e o governador Lucas Ribeiro (PP), provável adversário de Cícero na disputa estadual. “Eu não consegui entender hoje como vai ser esse apoio do PT ao governador Lucas Ribeiro”, declarou, ao comentar as articulações em curso para 2026.
A entrevista também expôs fissuras dentro do PSB paraibano. Apesar de integrar o partido e manter alinhamento político com o ex-governador João Azevêdo (PSB), em quem pretende votar para o Senado, Leo revelou incômodo com a postura da legenda em João Pessoa.
Segundo ele, dois dos três vereadores socialistas na capital fazem oposição à sua gestão. O prefeito também reclamou de ter sido afastado da presidência municipal da sigla e afirmou que se sente isolado dentro do partido. “Confesso que estou me sentindo escanteado. O PSB quer meu voto para senador com João Azevêdo, mas não quer me dar apoio em João Pessoa”, desabafou.
Leo disse que ainda não levou o assunto ao presidente nacional do PSB, João Campos, e aguarda uma conversa com João Azevêdo antes de tomar qualquer decisão. “Estou desconfortável dentro do meu partido e estou aguentando tudo isso não em respeito ao partido, mas em respeito a João”, afirmou.
Eduardo Bolsonaro condenado por coação – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou por unanimidade, ontem, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação por ter atuado para interferir no julgamento em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi condenado por tentativa de golpe de Estado. A defesa de Eduardo Bolsonaro foi exercida pela Defensoria Pública da União, já que o ex-parlamentar não constituiu um advogado no processo. Ele também não compareceu para prestar depoimento durante a instrução processual. Após a condenação, a defesa ainda terá direito a apresentar recursos na Primeira Turma. Ao final do processo, caso a condenação seja mantida, o governo brasileiro deve dar início ao pedido de extradição junto ao governo americano para que o ex-deputado cumpra a pena no Brasil.
Só benefícios? – Horas após a condenação, Eduardo rebateu críticas de que sua atuação política estaria prejudicando a pré-campanha presidencial do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em entrevista ao Metrópoles, afirmou que tem contribuído para ampliar a interlocução internacional do pré-candidato e citou encontros com líderes como Donald Trump, Javier Milei, Benjamin Netanyahu e José Antonio Kast. “Não trago problemas para a campanha do Flávio, eu trago só benefício”, declarou.
Vorcaro bancou Ciro Nogueira e Hugo Motta – A Polícia Federal afirmou, ontem, que o banqueiro Daniel Vorcaro bancou as despesas de uma viagem a Lisboa do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do senador Ciro Nogueira (PP-PI). As informações foram obtidas pela PF no celular do dono do Banco Master e foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) dentro da mesma operação que realizou busca e apreensão contra Ciro Nogueira. Motta não foi alvo de nenhuma diligência na ocasião. A PF encontrou diálogos de Vorcaro com um funcionário nos quais ele determina a reserva de suítes em um hotel de Lisboa para Motta e Ciro Nogueira em junho de 2024.
Motta diz “estar tranquilo” – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou, ontem, em entrevista ao portal Poder360, ter “muita tranquilidade” em relação às investigações da Polícia Federal sobre sua relação com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. “Os órgãos de fiscalização estão trabalhando, eu tenho tranquilidade sobre as minhas relações e defendo que as investigações possam acontecer, eu tenho muita tranquilidade com relação a isso”, disse Motta. Segundo o deputado, não há problema no caso por se tratar de um evento corporativo.
Alcolumbre nega envolvimento com Vorcaro – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez um pronunciamento, no plenário da Casa Legislativa, ontem, no qual negou ter recebido US$ 30 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Master. O discurso acontece após a Revista Veja veicular, na última sexta-feira (12), uma reportagem que afirma que Vorcaro teria dito às autoridades que transferiu a quantia para uma conta no exterior e que o dinheiro seria para o parlamentar do Amapá. “Eu repudio, com toda a firmeza e com toda a indignação, o conteúdo desta matéria. Jamais recebi aqueles valores ou outros quaisquer, no Brasil ou no exterior, por qualquer motivo que seja”, disse o senador.
CURTAS
CID X CIRO – O senador Cid Gomes (PSB) subiu o tom ao rebater declarações recentes do pré-candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB), seu irmão. Rompidos desde 2022, eles ocupam palanques opostos neste ciclo eleitoral. Em evento do PSB em Sobral, berço político da família Ferreira Gomes, o parlamentar criticou a fala do tucano de que, quando Cid disputou a eleição para governador, era conhecido como irmão de Ciro. “Eu fui prefeito de Sobral durante oito anos, ganhei troféu de melhor prefeito. A educação já era conhecida internacionalmente e é referência até hoje — disse.
JOAQUIM BARBOSA – O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC) criou perfis em diferentes redes sociais e afirmou que estuda a possibilidade de concorrer ao Palácio do Planalto. “Estou estudando a possibilidade de, chegado o momento fixado pela lei, me lançar na disputa pelo emprego mais difícil e complexo do nosso país”, disse o ex-ministro.
SÃO JOÃO GOMES – O evento São João Gomes, idealizado pelo cantor recifense, acontece hoje, no bairro do Recife. Segundo a CTTU, as intervenções terão início às 15h e incluem bloqueios em acessos estratégicos ao local do evento. A principal interdição ocorrerá na Ponte Giratória, além de bloqueios na Avenida Marquês de Olinda, Avenida Barbosa Lima, Praça do Arsenal da Marinha, Rua Vital de Oliveira e Travessa Tiradentes, vias que alimentam a Avenida Alfredo Lisboa.
Perguntar não ofende: Até onde vai a lista de autoridades bancadas por Vorcaro?
O deputado federal Pedro Campos (PSB) disse não ter recebido com surpresa a divulgação de um vídeo no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declara formalmente apoio ao ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) na disputa pelo governo de Pernambuco nas eleições deste ano. Em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM na manhã desta terça-feira (16), o parlamentar ressaltou o caráter histórico da aliança entre o PSB e o PT, além de enfatizar que há uma afinidade ideológica.
“Vamos ter uma oportunidade única de, no último mandato do presidente Lula, ter um governador 100% alinhado com ele. […] E não tenho dúvida que isso vai ser fundamental nessa trajetória de João [Campos] e que Pernambuco vai viver um grande tempo com João governador e com Lula presidente”, declarou.
Ontem, o presidente da República divulgou nas redes sociais um vídeo no qual anunciava formalmente o apoio pessoal dele ao ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo, João Campos. “O PSB é o nosso maior aliado nacional”, declarou Lula no vídeo, que também foi exibido durante o evento de lançamento da plataforma de participação popular Chega Junto Pernambuco, site no qual a pré-campanha do socialista pretender reunir sugestões e ideias dos eleitores.
Escuta Ao comentar o resultado da pesquisa Folha de Pernambuco/Ipespe, Pedro Campos disse apostar no processo de escuta dos eleitores para poder fazer frente ao crescimento de Raquel Lyra (PSD) nas pesquisas eleitorais. “Não vai ser em uma sala em um gabinete fechado onde você vai encontrar as soluções para o estado de Pernambuco”.
O levantamento, divulgado nesta terça, apontou a governadora Raquel Lyra com 44% das intenções de voto no cenário de primeiro turno. O ex-prefeito João Campos tem 42% e o ex-vereador Ivan Moraes (PSOL), 2%. Os números indicam que Raquel e Campos estão tecnicamente empatados, uma vez que a margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Nenhum, brancos e nulos somaram 7%. Não sabem ou não responderam são 5%.
Entregas O deputado federal sugeriu que o lançamento da pré-candidatura de João Campos levou o governo estadual a assumir uma postura nova, com um maior volume de entregas promovidas ao longo dos últimos meses pela gestão de Raquel Lyra.
“Até brinco dizendo que a candidatura de João já está ajudando muito o estado de Pernambuco. Porque, pelo menos, serviu para o governo tentar e correr atrás de fazer alguma”, disse.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), citou os repasses via PIX que Eduardo Bolsonaro recebeu do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para justificar a multa imposta ao ex-deputado federal, condenado nesta terça-feira (16) por coação no curso do processo.
Ao fixar a pena em 4 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, o relator também aplicou 50 dias-multa, cada um no valor de dois salários mínimos, o que totaliza um valor em torno de R$ 162 mil. Segundo Moraes, a situação econômica de Eduardo permite a fixação da penalidade nesse patamar. As informações são da CNN.
“Cada dia-multa [é fixado] no valor de dois salários mínimos, uma vez que a situação econômica do réu o permite (…), tendo recebido o PIX de milhões do seu pai, a quem estava tentando favorecer neste julgamento”, afirmou Moraes.
Em 13 de maio de 2025, o ex-presidente afirmou ter enviado R$ 2 milhões ao filho. Em depoimento à Polícia Federal no mês seguinte, Bolsonaro disse que os recursos tiveram origem em doações feitas por apoiadores em 2023.
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, na noite desta terça-feira (16), do lançamento da Frente das Oposições de Arcoverde, no Sertão. O grupo reúne lideranças políticas do município, entre elas o presidente da Câmara, Luciano Pacheco, as ex-prefeitas Madalena Britto, Erivânia Camelo e Rosa Barros, além do ex-prefeito Julião Guerra.
Durante o encontro, João Campos destacou sua agenda de diálogo com lideranças e moradores do Estado e voltou a mencionar a aliança política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Nós estamos só começando essa caminhada. Ela vai ser travada nas ruas, conversando com as pessoas, fazendo a política escutar para entender onde está doendo, onde o sapato está apertando”, afirmou.
O evento também contou com a presença do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), do senador Humberto Costa (PT), do deputado estadual Diogo Moraes (PSB), de prefeitos da região e de dirigentes partidários. As lideranças locais defenderam a atuação conjunta da oposição no município e apresentaram críticas às gestões estadual e municipal.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) defendeu nesta terça-feira (16) que o STF (Supremo Tribunal Federal) rejeite o pedido de revisão da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito sobre uma tentativa de golpe de Estado.
O ministro Kassio Nunes Marques, do STF, havia pedido manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre a solicitação da defesa. Agora, caberá ao magistrado decidir se acolhe ou não o parecer da PGR. As informações são da CNN.
Na manifestação, a PGR afirma que o “aprofundado e exaustivo exame dos fatos e das evidências revelaram que Jair Bolsonaro desempenhou papel central na orquestração e na promoção de atos antidemocráticos”.
O documento atesta ainda que a “liderança sobre o movimento golpista” são elementos que “provam a responsabilidade penal” do ex-presidente para a subversão da ordem democrática.
“As ações de Jair Bolsonaro não se limitaram a uma postura passiva de resistência à derrota, mas configuraram uma articulação consciente para gerar um ambiente propício à violência e ao golpe”, ressaltou.
Gonet ainda atestou que a argumentação apresentada pela defesa do ex-presidente não trouxe “nenhum ineditismo a legitimar a desconstrução do pronunciamento jurisdicional definitivo”.
“Não há razão relevante para relativizar a intangibilidade da coisa julgada formada. O título condenatório é hígido e está assentado em vigoroso conjunto probatório”, observa.
O recurso da defesa foi protocolado no início de maio e pedia a anulação da condenação de 27 anos e 3 meses de prisão imposta ao ex-presidente pela Primeira Turma do STF.
Os advogados pediram que a revisão criminal fosse distribuída entre ministros da Segunda Turma do Supremo, e não da Primeira Turma, responsável pela condenação do ex-presidente.
A defesa argumentou que a medida garantiria imparcialidade na análise do caso, com julgamento final pelo plenário da Corte.
Na revisão criminal apresentada ao STF, a defesa de Bolsonaro questionava decisões do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado.
O deputado federal Felipe Carreras (PSB) participou, nesta terça-feira (16), de uma reunião com o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Fabrício de Oliveira, para apresentar a proposta de implantação de uma área de escape na descida da Serra das Russas, na BR-232, no município de Pombos. A solicitação foi levada ao órgão a partir de um pleito apresentado por Rosinaldo Manoel Veras, conhecido como “Já Morreu”, liderança política de Arcoverde.
A Serra das Russas é um dos trechos de maior inclinação da malha rodoviária pernambucana e concentra intenso fluxo de caminhões, ônibus e veículos de passeio. Ao longo dos anos, o local registrou acidentes envolvendo, principalmente, veículos pesados com problemas mecânicos ou falhas no sistema de frenagem.
As áreas de escape são estruturas utilizadas em descidas acentuadas para reduzir a velocidade de veículos em situações de emergência. Segundo Felipe Carreras, a pauta seguirá sendo acompanhada junto ao DNIT para avaliar a viabilidade da implantação do equipamento na rodovia.
A Câmara Municipal de Floresta, no Sertão de Pernambuco, aprovou na noite desta terça-feira (16) o Projeto de Decreto Legislativo que rejeita as contas da prefeita Rosângela de Moura Maniçoba Novaes Ferraz, a Rorró Maniçoba, referentes ao exercício financeiro de 2023. As informações são do Blog do Elvis.
Câmara de Floresta rejeita contas de 2023 da prefeita Rorró Maniçoba
Por 8 votos a 5, vereadores seguiram recomendação do TCE-PE e mantiveram o decreto pela rejeição das contas da gestora.
Por: Redação Fonte: Blog do Elvis
16/06/2026 às 20h13 Atualizada em 16/06/2026 às 20h36
A Câmara Municipal de Floresta, no Sertão de Pernambuco, aprovou na noite desta terça-feira (16) o Projeto de Decreto Legislativo que rejeita as contas da prefeita Rosângela de Moura Maniçoba Novaes Ferraz, a Rorró Maniçoba, referentes ao exercício financeiro de 2023.
A votação ocorreu durante sessão realizada no plenário da Casa Benício Ferraz e teve como base o parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), que recomendou a rejeição das contas da gestora.
Um dos fatos que chamou atenção durante a sessão foi a ausência da prefeita. Rorró Maniçoba não compareceu ao plenário e também não enviou representante legal para apresentar defesa oral em relação à prestação de contas analisada pelos vereadores.
O decreto legislativo foi aprovado por 8 votos a 5.
Votaram a favor da aprovação do decreto que rejeita as contas os vereadores André Ferraz, Kiel do Pipa, Chichico Ferraz, Túlio Laranjeira, Lenilda Belo, Peu Vilarim, Victor Laert e Gilberto Quirino.
Já os vereadores Beijinha Puça, Tiago Maniçoba, Talles Cruz, Lenilton do Detran e Péricles Ferraz votaram contra o decreto e defenderam posição divergente da maioria da Casa.
Para afastar a recomendação do TCE-PE e aprovar as contas da gestora seriam necessários os votos de dois terços dos membros da Câmara, o equivalente a nove dos treze vereadores. Como esse número não foi alcançado, prevaleceu o entendimento pela rejeição das contas de 2023.
O resultado representa uma derrota política para a prefeita e mantém o parecer do Tribunal de Contas sobre a gestão fiscal e administrativa do exercício de 2023.
Com a aprovação do decreto legislativo, a Câmara Municipal conclui sua análise sobre as contas do referido exercício, cabendo agora os desdobramentos legais e eleitorais que possam decorrer da decisão.
O senador Cid Gomes (PSB) subiu o tom ao rebater declarações recentes do pré-candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB). Rompidos desde 2022, eles ocupam palanques opostos neste ciclo eleitoral. Em evento do PSB em Sobral, berço político da família Ferreira Gomes, o parlamentar criticou a fala do tucano de que, quando Cid disputou a eleição para governador, era conhecido como “irmão de Ciro”.
— Me perdoe! Mas, eu tinha sido prefeito de Sobral, durante oito anos. Durante oito anos, esse povo faz lá esse troféu de melhor prefeito, fui primeiro lugar nos oito anos como prefeito de Sobral. O esforço aqui na educação já era conhecido internacionalmente e é referência até hoje — disse Cid no sábado. As informações são do jornal O GLOBO.
O senador também criticou o irmão por pedir desculpas ao ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil), cotado para disputar o Senado na chapa de Ciro.
Em abril, Cid disse ao GLOBO ser “muito constrangimento ter um irmão e não votar nele”. Enquanto o senador é aliado do governador Elmano de Freitas (PT) e articula a presença do PSB na chapa majoritária petista, Ciro é o principal nome da oposição na disputa pelo governo estadual.
Racha político
Cid e Ciro estão afastados há cerca de três anos, quando discordaram sobre quem deveria ser o candidato do PDT no pleito estadual de 2022. O parlamentar defendia a continuidade da então governadora Izolda Cela, que assumiu após Camilo deixar o cargo, à medida que Ciro bancou a candidatura do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio.
O objetivo de Ciro era ter um palanque no estado em sua campanha à Presidência, o que poderia ter resistências da então governadora em meio ao apoio a Lula. O PT, que defendia ter o palanque de Izolda, rompeu com o PDT após o escolhido ser Roberto Cláudio e lançou Elmano, que terminou eleito com 54,02% dos votos, contra 31,72% de Wagner e 14,14% do ex-prefeito de Fortaleza.
Um ano depois, em novembro de 2023, Cid saiu do PDT e migrou para o PSB junto a outros dois irmãos, isolando ainda mais Ciro. Junto com eles, debandaram cerca de 50 prefeitos de municípios cearenses, além de deputados estaduais e federais.
Chapa ao Senado
O governo Elmano é bem avaliado pela população, mas a ascensão de Ciro nas pesquisas de intenção de voto ao governo reforçou no PT a busca pelo fortalecimento da chapa majoritária. Tanto Camilo quanto Lula defendem que a composição deve privilegiar nomes que ajudem a expandir a base governista no estado.
Cid deseja que o deputado federal Júnior Mano seja o nome do PSB ao Senado na chapa de Elmano. Mas, há pressão de correligionários e membros do governo petista para que Cid dispute a reeleição.
O senador afirma que o compromisso com Júnior Mano já foi assumido e destaca a quantidade de apoio angariado pelo deputado entre prefeitos. A estimativa é a de que 40 chefes do Executivo municipal já se comprometeram a atuar na campanha do parlamentar.
Além dos nomes do PSB, também são cotados pelo PT o deputado federal Eunício Oliveira (MDB) e o ex-senador Chiquinho Feitosa (Republicanos). Do lado da oposição, o ex-deputado federal Capitão Wagner (União) e o deputado estadual André Fernandes (PL) são os favoritos para integrar a chapa de Ciro.
Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada na semana passada mostra favoritismo de Cid na disputa por uma cadeira na Casa. Em um cenário com Eunício como segundo nome da chapa petista, o irmão de Ciro alcança 49% das intenções de voto, enquanto Wagner aparece em seguida com 42%.
Nos outros dois cenários, onde Junior Mano é testado, o deputado varia entre 12% e 15%, aparecendo atrás de Wagner (43%-45%) e Eunício (30%-32%).
Os prefeitos e prefeitas de Pernambuco se reuniram nesta terça-feira (16), no Recife, em Assembleia Extraordinária promovida pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). O encontro tratou de alternativas para a regularização de débitos municipais junto à Compesa, da destinação dos recursos provenientes da concessão dos serviços da companhia e de orientações do Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre prevenção de acidentes em obras e serviços públicos.
O ponto central da reunião foi a apresentação de um programa de negociação de débitos, construído pela Amupe em parceria com a Compesa e o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). A proposta garante desconto de até 50% aos municípios que optarem pelo pagamento à vista, além da possibilidade de parcelamento em até 120 meses, com correção pelo IPCA. As informações são do JC.
O programa também prevê o encontro de contas entre débitos municipais e créditos que as prefeituras eventualmente tenham junto à companhia, como valores referentes à recomposição de pavimentação após intervenções da Compesa na rede.
O presidente da companhia, Douglas Nóbrega, destacou o caráter conciliatório da iniciativa. “Conseguimos apresentar um plano excepcional de quitação de débitos, de acordo e de parceria, naquele espírito de conciliação entre a Compesa, os municípios, o Governo do Estado e o Tribunal de Justiça”, afirmou.
Já o diretor comercial e de tecnologia da Compesa, Cleber Coelho Paz, explicou que a proposta foi estruturada com apoio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), do TJPE. “Estamos oferecendo as melhores condições de pagamento, com prazo elástico e também a possibilidade de os municípios apresentarem eventuais créditos para realizar a conciliação”, disse, acrescentando que o objetivo é evitar a judicialização e buscar soluções pelo diálogo.
O presidente da Amupe e prefeito de Aliança, Pedro Freitas (PP), afirmou que “a Amupe lança uma alternativa para os municípios que estão inadimplentes poderem regularizar suas dívidas”, e destacou que a assembleia também trouxe orientações importantes sobre o uso dos recursos da concessão e sobre prevenção de acidentes em serviços de iluminação pública.
Freitas informou que Aliança não possui dívidas com a Compesa e que os recursos da concessão – mais de R$ 6 milhões, dos quais 60% já foram repassados – serão usados em obras de infraestrutura.
Cobrança
Durante o encontro, o prefeito de Buenos Aires, Henrique Queiroz (PP), pediu mais transparência da Compesa quanto aos valores pagos pela recomposição de pavimentação após intervenções da companhia. “Quando eles fazem a medição, consideram uma área muito menor do que aquela que efetivamente precisa ser recuperada”, afirmou.
Para o gestor, parte do problema decorre da idade avançada da rede de abastecimento, que exige reparos constantes para conter vazamentos: “a rede é muito antiga e muitos canos já não têm mais condições adequadas de funcionamento”, disse. Buenos Aires deve receber cerca de R$ 5,6 milhões da concessão, dos quais R$ 3,1 milhões já foram repassados.
Já o prefeito de Camaragibe, Diego Cabral (Republicanos), avaliou que “o momento da assembleia foi importante para deixar os prefeitos seguros sobre como utilizar os recursos oriundos da concessão da Compesa”.
O município deve receber cerca de R$ 16 milhões, com 60% do valor já transferido, recursos que, segundo o prefeito, serão aplicados principalmente em pavimentação asfáltica e obras de contenção de encostas – investimentos que devem beneficiar diretamente a população.
MPT alerta para subnotificação de acidentes e foco no setor elétrico
A assembleia contou ainda com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), que apresentou orientações sobre prevenção de acidentes em serviços de iluminação pública e na execução de obras públicas.
Simone Holmes, médica do trabalho, sanitarista e chefe do setor responsável pelas políticas de saúde ocupacional na Superintendência Regional do Trabalho, chamou atenção para a subnotificação de acidentes de trabalho no país: trabalhadores informais, do setor público e de atividades fora do regime da CLT geralmente não entram nas estatísticas oficiais, o que distorce a real dimensão do problema mesmo quando os números já são considerados altos.
Segundo Simone Holmes, uma das principais frentes de atuação do órgão é a análise das causas dos acidentes de trabalho, com o objetivo de preveni-los, já que, na maioria dos casos, não há uma causa única, mas um conjunto de fatores que se acumulam até o acidente ocorrer.
Esse trabalho de investigação abrange diversos setores, da construção civil à área rural, passando pela pecuária e pela saúde. Nos últimos dois ou três anos, o foco tem se voltado especialmente para o setor elétrico, já que o choque elétrico está entre as principais causas de acidentes de trabalho e atinge não apenas a construção civil, mas também o comércio, a manutenção de redes elétricas e o setor de telecomunicações.
A pauta do Congresso Nacional dos últimos dias vem gerando desespero para os gestores municipais. Com uma série de reajustes salariais em aprovação, as contas públicas estariam sendo postas em segundo plano, justamente em ano eleitoral, quando os congressistas buscam agradar a diversas categorias profissionais – todas formadas por eleitores em potencial. Para o prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB), os parlamentares precisam agir com responsabilidade nesse momento.
“São aprovados os novos projetos e quem paga essa conta são os municípios. O que estamos fazendo, através da Frente Nacional dos Prefeitos, é entrar nessas discussões. De onde vão vir esses recursos? Os municípios já não aguentam mais. Estamos trazendo também a questão do transporte público, que hoje praticamente os municípios vêm custeando, e não é justo. Tem que ser governo federal, governo estadual e os municípios fazendo esses custeios”, disparou Léo Bezerra, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
“Não adianta fazer leis e botar a responsabilidade para os municípios. Tem que fazer a lei e dizer de onde vão vir os recursos. Médicos, dentistas, enfermeiros, psicólogos, todas as categorias estão procurando o Congresso Nacional e aprovando algumas leis. Em breve vai chegar também o transporte, que já é custeado pelos municípios. A gente está cobrando que o governo federal e o governo estadual também possam ajudar os municípios. Não é só fazer leis, e sim dizer como esses recursos vão chegar aos municípios. Essa é a maior preocupação de todos os prefeitos, e em todas as rodas de conversa de que eu participo, não só na Paraíba, mas no Brasil. O assunto é um só: até onde vamos chegar? Isso vai quebrar as prefeituras. Não é justo. Antes de aprovar essas leis, as prefeituras têm que ser consultadas”, completou.
O pastor Gilvan Costa anunciou sua pré-candidatura ao Senado Federal por Pernambuco pelo Partido Democrata. Ex-vereador de Jaboatão dos Guararapes e ex-deputado estadual, ele afirma que pretende representar no Congresso Nacional pautas ligadas ao segmento evangélico e ao campo conservador.
Gilvan Costa iniciou sua trajetória política com atuação voltada à representação de igrejas evangélicas e à defesa da liberdade religiosa. Ao longo da vida pública, também participou de ações sociais e eventos religiosos realizados em diferentes municípios pernambucanos.
Segundo o pré-candidato, sua candidatura busca ampliar a representação de eleitores identificados com pautas relacionadas à fé, à família e aos valores conservadores.
O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), está desconfortável no partido. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele descreveu em detalhes a tensa relação, que afirma não conseguir entender. O gestor assumiu o comando da capital paraibana em abril, após o ex-prefeito Cícero Lucena (PP) se desincompatibilizar para disputar o Governo do Estado. Mesmo sendo aliado do ex-governador e presidente estadual do PSB, João Azevêdo, em quem votará para o Senado, Bezerra se vê às voltas com vereadores do próprio partido que lhe fazem oposição.
“Estou um pouco incomodado dentro do PSB. Recentemente, dois dos três vereadores do partido estão fazendo oposição a um prefeito que é do PSB. Não estou conseguindo entender. Primeiro, eu sou pedido para sair da presidência do partido, depois os vereadores começam a fazer oposição à nossa gestão, mesmo eu sendo do PSB. Meu nome é tratado como oposição. Só espero que eu não seja expulso mais uma vez desse partido. Já fui expulso uma vez do PSB e foram dias traumáticos, e para voltar fui convencido pelo ex-governador João Azevêdo e voltei com ele. Eu saí com ele para o Cidadania e voltei com ele para o PSB. E agora confesso que estou me sentindo escanteado. O PSB quer meu voto para senador com João Azevêdo, mas não quer me dar o apoio em João Pessoa”, desabafou Leo Bezerra.
Apesar da situação, o prefeito de João Pessoa diz que não planeja levar a questão para o presidente nacional da sigla, o ex-prefeito do Recife, João Campos. “Não levei, estou esperando uma conversa com o ex-governador João Azevêdo, que é um amigo, e tenho certeza de que ele vai me ouvir, e aí vamos tomar a melhor decisão”, afirmou Leo Bezerra. “O partido tem o prefeito, mas é oposição ao prefeito e quer o voto desse prefeito para o candidato a senador. Ninguém consegue entender isso”, resumiu.
“Estou aguentando tudo isso em respeito a João Azevêdo. Tenho que dizer muita coisa a ele, e sei que tenho muita coisa para ouvir dele. Sei de tudo que ele fez por mim, mas não está sendo justo o que estou passando nos últimos dias. Não recebi uma ligação de ninguém do partido me dando apoio em momento algum, pelo contrário. Estou desconfortável dentro do meu partido e estou aguentando tudo isso não em respeito ao partido, mas em respeito a João. Estou esperando essa conversa para, de maneira madura, a gente chegar a um denominador comum, se dá certo partirmos juntos ou se não dá certo. Agora, nossa amizade é inabalável”, concluiu o prefeito.