Após este blog publicar que a prefeita de Trindade, Helbinha Rodrigues, está perdendo apoio na sua caminhada pela reeleição no município, a gestora enviou uma nota apontando que se mantém forte e sem perder, segundo ela, as principais alianças.
Confira abaixo a nota na íntegra
Prezado Magno Martins,
Esperamos e desejamos que esteja bem. Gostaríamos de trazer à sua atenção um ponto importante em relação à matéria publicada recentemente sobre a prefeita Helbinha Rodrigues.
No artigo, foi mencionado que a prefeita perdeu o apoio de uma determinada liderança. No entanto, após verificarmos que tratava-se do empresário Lessinho Lins, constatamos que houve um equívoco: o empresário não foi aliado da prefeita. Assim, a informação de que ela perdeu o apoio desse empresariado não condiz com a realidade.
É essencial que corrijamos esse erro para manter a precisão e a credibilidade do seu conceituado blog. Agradeço antecipadamente pela sua compreensão e colaboração para retificar essa informação.
Aliado da governadora Raquel Lyra (PSD), o prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti, reforçou, nesta sexta-feira (16), o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e convocou os eleitores do município a votarem no petista no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Em vídeo publicado nas redes sociais, Zeca destacou pautas como emprego, educação, saúde, valorização dos trabalhadores e o fim da escala 6×1. Assista:
O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, pagou R$ 600 mil à Elytron, empresa de cibersegurança que tentou vender fora do Brasil um sistema que usa inteligência artificial para manipulação política em eleições de forma clandestina. O PL também declarou ter pago R$ 131,9 mil à mesma companhia.
Documentos obtidos pelo Intercept Brasil detalham a oferta feita nos Estados Unidos de uma operação que incluía fazer uma coleta imensa de dados e identificar grupos de eleitores para, de acordo com o perfil de cada um, executar atividades como disseminar boatos e desinformação, criar contas falsas nas redes sociais e utilizar “técnicas de guerra psicológica” e métodos de infiltração para desacreditar adversários.
São essas ações, chamadas de “comportamentos inautênticos”, que diferenciam uma operação de influência ilegal e clandestina de uma mera estratégia de marketing político, comum em campanhas eleitorais.
Os registros da operação foram entregues à reportagem pelo empreendedor e tecnologista estadunidense Vincent Edward Reed, que foi consultor da Elytron entre 2024 e 2025 e atuou como intermediário para que o sistema fosse apresentado a pessoas ligadas à campanha de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos em 2024 – a tecnologia foi demonstrada aos republicanos, mas não há confirmação de contratação.
Reed disse que rompeu com a Elytron por avaliar que o sistema viola preceitos éticos e legais. “Quando vi a demonstração [do sistema] e o dashboard, pude entender do que era capaz. E isso foi preocupante para mim porque vi que estava mirando eleitores e poderia atingi-los com deepfakes de IA”, afirmou.
Ele denunciou a operação ao FBI e ao Comitê de Supervisão da Câmara dos Deputados dos EUA, mas as apurações não avançaram. Os pagamentos da campanha de Flávio Bolsonaro à Elytron fizeram Reed procurar o Intercept para contar o que sabe. Não há evidências que comprovem que o sistema de manipulação política denunciado por Reed tenha sido usado por Flávio ou pelo PL nas eleições de 2026.
A operação de um sistema de manipulação política nesses moldes violaria as leis que regulamentam as eleições no Brasil porque compromete a integridade do processo eleitoral. O uso de uma ferramenta com este fim também iria contra políticas e regras de uso das próprias plataformas de redes sociais.
O total pago à Elytron pela campanha de Flávio soma R$ 600 mil, de acordo com o DivulgaCand, sistema da Justiça Eleitoral em que os candidatos informam suas despesas. Lá há três notas fiscais emitidas pela empresa. Duas delas, de R$ 500 mil cada, são de 16 de setembro de 2026 – uma, entretanto, consta como cancelada. A terceira nota é de 2 de outubro e totaliza R$ 100 mil.
Todas descrevem o serviço prestado como “consultoria em tecnologia da informação” e citam referências genéricas a quatro atividades: “apoio forense”, “investigação Pishing” — possível referência a um tipo de ataque cibernético, embora a grafia esteja errada —, “teste de seguranca” e “monitoramento de infraestrutura”.
Embora no sistema da Justiça Eleitoral a soma de pagamentos feitos para a Elytron totalize R$ 600 mil, a campanha de Flávio Bolsonaro declarou uma despesa de R$ 1 milhão com a empresa na prestação de contas parcial entregue à Justiça Eleitoral no final de setembro.
O PL, partido de Flávio, também informou um pagamento de R$ 131,9 mil à Elytron. A despesa foi registrada em 20 de julho deste ano e menciona apenas a prestação de “serviços técnico-profissionais”.
A Elytron mobiliza uma rede de atores políticos internacionais, executivos do setor de tecnologia e nomes da extrema direita brasileira, como o lutador de jiu-jitsu Renzo Gracie. Além do lado brasileiro, que tem como clientes grandes empresas e até órgãos de governo, encontramos conexões que mostram que a empresa tem um braço em Portugal e é ligada a autoridades dos Emirados Árabes Unidos, como o xeque Tahnoon bin Zayed Al Nahyan, chamado pelo Wall Street Journal de “xeque espião”.
No Brasil, dirigentes da Elytron mantêm ligações com o entorno do empresário e influenciador Pablo Marçal – cuja candidatura à Presidência da República foi proibida pelo Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, por ele estar inelegível. Marçal integra a equipe de campanha de Flávio desde o fim de setembro.
A denúncia feita por Reed envolvendo Elytron é um novo elemento nas preocupações envolvendo manipulação política via redes sociais e uma possível interferência nas eleições do Brasil. O tema vem ganhando força desde o ano passado diante da proximidade da família Bolsonaro com Trump e a adoção de medidas pelo governo dos EUA contra o Brasil – e até resultou na condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação, após ter sido acusado de articular retaliações contra o país e ministros do Supremo Tribunal Federal, o STF.
Procurada pelo Intercept, a campanha de Flávio Bolsonaro disse que “não contrata nenhum serviço que viole a legislação eleitoral” e classificou como grave e com “claro viés político eleitoreiro” a “tentativa de associar a contratação de um serviço exclusivo de segurança da informação para proteger os sistemas de comunicações contra ataques cibernéticos com práticas de manipulação política”. A assessoria frisou ainda que a contratação seguiu procedimentos regulares. Leia a resposta na íntegra.
Nós procuramos a Elytron por meio de sua assessoria de imprensa, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem. Também procuramos João Brasio, CEO da empresa no Brasil.
Após a publicação, a Elytron respondeu os questionamentos enviados pelo Intercept. Disse que “repudia veementemente qualquer tentativa de associar seu nome à disseminação de informações falsas, ao uso de deepfakes ou à realização de operações clandestinas de manipulação da opinião pública”.
Também pontou que “a empresa atua no segmento de segurança cibernética e da informação, com serviços de natureza exclusivamente defensiva, e não oferece, não executa nem autoriza esse tipo de prática para nenhum cliente, nacional ou internacional, incluindo a campanha do senador Flávio Bolsonaro”.
A Elytron ainda informou que não prestou serviços para a campanha de Trump e que não autorizou a “realização de apresentações comerciais em seu nome para oferecer operações de influência política”. A empresa afirmou que apurará os fatos e eventuais responsabilidades relacionadas ao uso indevido de seu nome.
Quanto aos serviços prestados à campanha de Flávio e ao PL, a Elytron destacou que “possuem finalidade técnica e preventiva, voltada à proteção cibernética, à segurança das comunicações, à preservação da confidencialidade de informações e à proteção da infraestrutura tecnológica dos contratantes”.
A empresa ainda confirmou que possui pessoa jurídica em Portugal para fins de “organização societária e tributária para eventuais operações comerciais no mercado europeu”, mas que isso não constitui uma filial da Elytron brasileira. Leia aqui a íntegra da resposta enviada pela Elytron.
‘O termo manipulação foi de fato usado’
Reed contou ao Intercept que, no período em que atuou como consultor da Elytron, apresentaram-lhe o sistema como uma ferramenta analítica de IA, o que não seria um problema. No entanto, ao acessá-lo e entender do que se tratava, ele disse que ficou preocupado. “O termo manipulação foi de fato usado. E qualquer vez que eu ouço a palavra manipulação humana, especialmente quando envolve IA, me preocupa”, completou.
Documentos indicam que o objetivo do sistema ia muito além de análise de dados. Um deles, de acordo com Reed, é a apresentação confidencial que foi feita a pessoas ligadas à campanha de Trump em 2024. “Nós desenvolvemos soluções de ponta que aparelham big data como nunca antes”, descreve o material da Elytron.
Segundo o documento, unir dados e inteligência artificial viabiliza campanhas massivas direcionadas, controle da presença digital e identificação de ameaças, rastreamento de robôs e fake news, além de mobilização de pessoas.
Para mobilizar essas bases, segundo a apresentação, a Elytron coleta e cruza dados sociais, políticos e econômicos. O sistema promete geodirecionamento, mapeamento de demandas regionais, criação de cenários de votação e testes de eficácia de campanhas de comunicação.
Apresentação em inglês cita operações de ataque e defesa, unidades de infiltração e intervenção de um “exército digital”. Entre os objetivos, estão fazer ataques e interferências “silenciosas” e garantir uma “imagem de poder e controle”. (Foto: Reprodução)
Outra frente do negócio oferece a publicação de reportagens na imprensa internacional valendo-se de “relacionamentos excepcionais”. A lista menciona veículos como The New York Times, Bloomberg, The Washington Post, Reuters e CNN.
O documento também expõe o uso de mapeamento avançado em redes sociais para manipular e segmentar públicos. “Essa capacidade de segmentação nos permite identificar, ampliar ou criar uma opinião dominante dentro de um segmento definido” ou “mover a evolução de uma opinião do segmento A para o segmento B, com o objetivo de tornar essa opinião prevalecente e aumentar sua influência”.
Monitorar redes sociais, identificar tendências, mapear detratores ou contas falsas são práticas rotineiras para fins políticos ou comerciais – não é ilegal e costuma ser feito por meio de ferramentas pagas como Meltwater e Brandwatch.
O diferencial mencionado pela Elytron na apresentação à qual Reed teve acesso é a operação ativa de comportamentos inautênticos: a empresa sugere a criação de contas falsas, plantar desinformação e rumores e operar avatares gerados por inteligência artificial.
Uma das táticas descritas é a “disseminação direcionada de uma opinião ou informação (rumores, mensagens-chave, ideias) em um grupo específico”.
“Por exemplo, se o objetivo estratégico for associar um oponente a uma determinada opinião, podemos introduzir essa opinião com precisão em vários grupos-alvo, influenciando, assim, a percepção coletiva”, descreve a empresa no documento. O cardápio de serviços menciona, ainda, descredibilização de adversários.
Um gráfico anexado na apresentação revela o fluxograma tático. O plano parte da definição de um objetivo político da operação para, então, traçar um alvo operacional. A partir daí, define-se o método: as opções vão desde operações psicológicas, com a infiltração em redes adversárias, a operações especiais, com a criação e disseminação de desinformação e de descrédito, até chegar ao gerenciamento de opiniões.
Uma das páginas da apresentação mostra que a operação parte do objetivo político e, depois, se divide em operações psicológicas, especiais e de opiniões. Entre as ações previstas, estão infiltração em redes de opositores, espalhar informações falsas e desacreditar adversários a partir da criação e disseminação de conteúdo. (Foto: Reprodução)
Na etapa seguinte, de acordo com a apresentação, é definida a estratégia de transmissão. O plano abrange desde a criação de conteúdo – imagens, vídeos, memes, deepfakes – até a distribuição coordenada em blogs, redes sociais e na imprensa.
O Intercept submeteu o documento que detalha a operação à Beatriz Farrugia, pesquisadora da Lupa e analista sênior de desinformação e FIMI (o acrônimo em inglês para manipulação de informação e interferência estrangeira) do Debunk, uma ONG baseada na Lituânia.
Farrugia também é especialista em operações de influência, que são esforços deliberados e planejados que empregam técnicas ilegítimas para moldar opiniões e percepções das pessoas.
“Essa tela [do plano, foto acima] é exatamente a definição de A a Z de operação de influência”, diz a especialista, pontuando que estratégia vai muito além de apenas postar desinformação ou deepfakes nas redes sociais.
Reed detalhou ao Intercept a mecânica comercial da Elytron, que mapeia as metas do cliente. “Assim que uma campanha assina um contrato, representantes dela teriam acesso a uma equipe que ficaria encarregada de entender os objetivos. Essa campanha quer difamar o adversário? Eles querem colocar uma campanha de comunicação massiva? E também passam a pensar qual o desfecho que a campanha busca. Quer manipular eleitores? Influenciar opiniões?”, pontuou.
Com o alvo traçado, o sistema entra em ação. “Como usa tecnologia de fontes abertas e tem acesso ao X e às plataformas da Meta, o sistema pode mirar usuários individuais com base em demografia”, explicou Reed. As apresentações indicam que uma ampla variedade de outros bancos de dados também pode ser integrada para fortalecer essas capacidades de segmentação.
Ele disse que a demonstração à qual teve acesso deixou claro que o sistema não era apenas uma ferramenta analítica, mas uma tecnologia de manipulação eleitoral focada em campanhas e eleitores.
Conexão nos Emirados Árabes
A Elytron se apresenta como uma empresa de segurança da informação com atuação internacional. Além do endereço comercial em São Paulo divulgado em seu site, a firma possui registro em Portugal desde 2021.
O rosto público da empresa é João Lucas Melo Brasio, autointitulado “especialista em cibersegurança e hacker ético”. Em 2018, ele fundou o negócio com Felipe Garofalo. Naquele mesmo ano, ganhou notoriedade após declarar ter identificado uma vulnerabilidade no sistema de divulgação de candidaturas e contas eleitorais do TSE, o DivulgaCand.
Em entrevistas, Brasio afirma ter trabalhado para o Pentágono e outros órgãos de defesa, cujos logotipos também aparecem no site da empresa. Ele também é sócio de diversas outras empresas. Uma delas é a Katana, agência de comunicação focada em campanhas políticas. Em seu site, a companhia se apresenta como “resultado da sinergia entre a Nova Estratégia Comunicação Institucional Pública e Eleitoral e a Elytron Security”.
Em entrevista ao jornal português Observador, em 2022, Brasio disse que a Elytron tinha uma filial no Algarve com apenas dois funcionários e que já executava projetos em Portugal sob sigilo.
Em novembro de 2025, Daniel Tupinambá, chefe de segurança da informação da Elytron, publicou no LinkedIn uma foto na Assembleia Geral da Interpol ao lado de Jorge Remígio e Felipe Garofalo, co-fundador da empresa. “Elytron Cybersecurity Brasil e Portugal fechando o terceiro dia de muito aprendizado e compartilhamento legítimo contra o crime cibernético”, escreveu Tupinambá.
Reed, que nos procurou com os documentos sobre a operação da Elytron, atuou como consultor para o braço português da empresa. Em 2024, ele começou a trabalhar com pessoas que se apresentaram como ligadas à Elytron Security, empresa de cibersegurança e inteligência artificial que opera no Brasil e em Portugal, e também à Aleria, uma companhia dos Emirados Árabes que desenvolve soluções de inteligência artificial.
Em novembro de 2024, Reed assinou um contrato de consultoria com a Aleria que lhe garantia de 3% a 5% do lucro líquido de cada negócio que intermediasse. Na mesma data, ele teve acesso a um endereço de e-mail corporativo da Elytron.
Reed contou ao Intercept que mantinha contato principalmente com três executivos: Jorge Remígio, Ludgero de Sousa e Eric Leandri. No LinkedIn, Remígio se apresenta como CEO da Elytron para Europa, Oriente Médio e África. Ele detém 25% da filial portuguesa; os 75% restantes pertencem à sua esposa, a designer de bolos Ana Remígio.
Curiosamente, o português Ludgero Gaspar Sousa, radicado nos Emirados Árabes, também se apresenta com o mesmo cargo no LinkedIn e em entrevistas: CEO da Elytron para Europa, Oriente Médio e África.
No Instagram, onde ostenta um estilo de vida luxuoso, Sousa exibe com frequência uma figura-chave: o lutador de jiu-jitsu Renzo Gracie, aliado histórico da família Bolsonaro. Em 2022, foi Gracie quem abriu as portas para o então deputado federal Eduardo Bolsonaro junto a autoridades árabes, incluindo líderes dos Emirados Árabes Unidos, quando o parlamentar visitou a região.
Ludgero de Sousa também atuou na tentativa de venda do Banco Master para a Fictor e para a gestora de investimentos emiradense Royal Capital. Documentos revelados pelo jornal O Estado de S. Paulo mostram o CPF de Sousa atrelado à assinatura de Khamis Buharoon, diretor-geral da Royal Capital. Segundo o periódico, a transação foi intermediada pela Lerco Consulting, empresa que tem Leandri, Ludgero e Gracie como sócios.
Além da Elytron, Sousa é diretor de negócios da Aleria. A empresa foi fundada e é presidida pelo francês Eric Leandri.
Antes, Leandri esteve à frente da Altrnativ, empresa de cibervigilância focada em inteligência de fontes abertas, OSINT. Em 2022, documentos internos revelados pelo site Politico mostraram que a firma monitorou e vigiou políticos, ativistas e lideranças sindicais na França. Em 2024, Leandri enviou especialistas à África do Sul para “tentar impulsionar” a campanha presidencial de Jacob Zuma.
Nos contatos com Reed, Leandri, Remígio e Sousa se apresentavam como ligados a ambas empresas: Aleria e Elytron. “Ao longo das minhas interações com o grupo, eles também se apresentaram como afiliados à Aleria Technology, uma subsidiária da International Holding Company, nos Emirados Árabes Unidos”, disse Reed. Segundo ele, os executivos se diziam conselheiros, sócios ou parceiros comerciais do xeque Tahnoon bin Zayed al-Nahyan.
Irmão do presidente dos Emirados Árabes e conselheiro de segurança nacional, al-Nahyan é peça-chave na corrida global pela inteligência artificial. Em 2025, a revista Time o listou entre as 100 pessoas mais influentes do setor. Em maio, após o xeque se reunir com o presidente Donald Trump, a Casa Branca anunciou que o governo emiradense investiria 1,4 trilhões de dólares em infraestrutura de IA, semicondutores, energia e manufatura nos Estados Unidos.
Mas al-Nahyan não é apenas um empreendedor de tecnologia. O jornal inglês The Guardian o definiu como “articulador, financiador e chefe de espionagem”. Como autoridade de segurança, ele transformou o país em uma referência em tecnologia de vigilância.
Foi sob sua gestão que floresceu o Projeto Raven, operação de espionagem ligada à estatal emiradense DarkMatter. Em 2019, uma investigação da Reuters revelou que a empresa contratou ex-agentes da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, a NSA, para espionar dissidentes, ativistas e jornalistas a mando da monarquia dos Emirados Árabes.
Além de conselheiro do governo, al-Nahyan preside o conselho do International Holding Group, uma holding sediada nos Emirados Árabes Unidos avaliada em mais de 200 bilhões de dólares. Ela é a segunda corporação mais poderosa dos países do Golfo, atrás apenas da petroleira Saudi Aramco.
Em resposta aos questionamentos enviados pelo Intercept, Remígio e Sousa confirmaram o contato com Vincent Reed, mas negaram a existência de quaisquer reuniões com equipes ligadas à campanha de Trump. Eles também afirmaram que a empresa não oferece serviços de manipulação política ou deepfakes.
Sousa confirmou que é CEO da Elytron para Europa, Oriente Médio e África, mas que não têm cargo no Brasil. Remígio disse ser o co-CEO na Elytron para a mesma região, mas ressaltou que essa empresa é diferente da que existe no Brasil. Leia a resposta de Sousa e Remígio na íntegra.
Procurado pelo Intercept, Renzo Gracie disse que Leandri e Ludgero são seus sócios na empresa Lerco Consulting e amigos pessoais, mas que ele não possui relação com a Aleria ou com a Elytron. Leia sua resposta na íntegra.
Eric Leandri não respondeu aos questionamentos enviados pelo Intercept. O espaço segue aberto.
Em resposta enviada ao Intercept após a publicação da reportagem, a Elytron informou que Remígio e Souza “são parceiros comerciais independentes, cuja relação com a Elytron brasileira se limita à prospecção e indicação de oportunidades de negócios, mediante remuneração por comissionamento”.
O cantor, compositor, roteirista, ator e autor teatral Evandro Mesquita, fundador da banda de rock brasileiro Blitz, é o entrevistado do programa Sextou de daqui a pouco. Formada em 1981, no Rio de Janeiro, sendo uma das precursoras do rock nacional, a banda segue em atuação até hoje, sendo referência no gênero.
Na sua estreia, a formação clássica da banda consistia em Evandro Mesquita (vocal, violão e gaita), Ricardo Barreto (guitarra), Lobão (bateria), Fernanda Abreu (vocal de apoio), Marcia Bulcão (vocal de apoio), Antônio Pedro Fortuna (baixo) e Billy Forghieri (teclados).
Em 1981, Evandro Mesquita conseguiu um convite para tocar no Caribe, bar que estava inaugurando no bairro de São Conrado, no Rio de Janeiro. Embora na época tocasse apenas por passatempo com alguns conhecidos, como Ricardo Barreto e Lobão, aceitou e recrutou mais alguns músicos para completar a banda e fazer a apresentação na estreia do bar, em 21 de fevereiro. Devido às constantes blitz que os músicos passavam para ir ao ensaio, o baterista Lobão deu a ideia de batizar a banda de Blitz.
A carreira de Evandro Mesquita é um show a parte. Multifacetado, ele é considerado um ícone da música e da televisão, com um grande reconhecimento por parte do público e da crítica. Evandro integrou o grupo teatral ‘Asdrúbal Trouxe o Trombone’ ao lado de diversos outros artistas como Regina Casé, Patrícia Pillar, Luiz Fernando Guimarães e Cazuza.
Ele integrou o elenco de novelas como Top Model (1989), Vamp (1991), Mulheres de Areia (1993) e Bang Bang (2005), além de participações em séries e humorísticos como ‘Armação Ilimitada’, ‘Sai de Baixo’, ‘Malhação’, ‘Os Normais’, ‘Tapas & Beijos’ e ‘Justiça 2’.
Em 2005, passou a integrar o elenco da série ‘A Grande Família’ no papel do mecânico mulherengo e semianalfabeto Paulo “Paulão” Wilson, personagem esse que conquistou os fãs do programa e tornou-se um dos seus papéis mais lembrados, fazendo-o permanecer até o fim da série, em 2014.
O Sextou vai ar na próxima hoje, das 18 às 19 horas, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente em destaque acima ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
Parlamentares e representantes de partidos aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estiveram, nesta sexta-feira (16), na sede do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), no Recife, para discutir medidas de combate à abstenção no segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. O grupo foi recebido pelo presidente da Corte, desembargador Erik Simões, e defendeu ações para garantir o acesso dos eleitores aos locais de votação.
Entre os participantes estavam o senador Humberto Costa (PT), as deputadas estaduais Dani Portela (PT) e Rosa Amorim (PT), o deputado federal Pedro Campos (PSB), a deputada federal eleita Liana Cirne (PT), os deputados estaduais eleitos Breno Araújo (PT) e Ivete Caetano (PT), além de dirigentes partidários. Os aliados pediram atenção especial à zona rural e ao transporte intermunicipal na Região Metropolitana do Recife, apontando a dificuldade de deslocamento como um dos fatores que podem contribuir para a ausência às urnas.
O grupo também cobrou o cumprimento da Resolução TSE nº 23.751/2026, que prevê transporte coletivo urbano e intermunicipal gratuito nos dias de votação, com frequência compatível com a praticada em dias úteis. Segundo os representantes, o objetivo é evitar que eleitores deixem de votar por falta de transporte ou por não terem recursos para pagar a passagem.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde março devido às investigações sobre o Banco Master, organizou e pagou uma festa com chef de cozinha e garotas de programa, segundo investigadores, para o ministro Kassio Nunes Marques, membro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As informações estão em mensagens de WhatsApp apreendidas pela Polícia Federal (PF) e reveladas pela “piauí”. O g1 também teve acesso às conversas. O ministro Nunes Marques disse que nunca beneficiou Vorcaro com suas decisões e negou irregularidades. As informações são do g1.
As 125 mensagens sobre o assunto, que estavam no celular de Vorcaro, apontam que a festa foi em 28 de fevereiro de 2025, sexta-feira que antecedeu o Carnaval, no apartamento triplex do banqueiro no Itaim Bibi, Zona Sul de São Paulo.
De acordo com a “piauí”, na terça-feira, 25 de fevereiro de 2025, três dias antes da noitada, Vorcaro escreveu para Rayanna, uma agenciadora de garotas de programa, perguntando se ela estaria disponível no dia 28.
“Pode sexta a tarde?”, perguntou o banqueiro. Rayanna confirmou. “Arruma mais 1 [uma]”, ele pediu.
Mensagem de Daniel Vorcaro para agenciadora de garotas de programa, encontrada no celular do banqueiro. — Foto: Reprodução/PF
No dia 26 de fevereiro, dois dias antes da festa, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) Newton Ramos mandou mensagem para um agente de viagens de Vorcaro pedindo um quarto para Nunes Marques se hospedar no hotel Fasano na sexta-feira.
O desembargador, que é amigo de Nunes Marques, se referiu ao ministro como “KN”, segundo a mensagem.
Newton Ramos já foi citado em outras conversas do escândalo do Master como sendo integrante da “turma do KN”. A esposa dele, a advogada Camilla Ramos, tinha um contrato com o Master que poderia render até R$ 427 milhões em honorários caso o banco ganhasse os valores de precatórios que disputava no TRF-1.
No mesmo dia 26, também de acordo com a “piauí”, Vorcaro escalou um chef de cozinha para trabalhar na festa. “Sexta churrasco animado. Com min e [sic]”, escreveu o banqueiro para o profissional, sem completar a frase.
Mensagem de Daniel Vorcaro para o chef de cozinha Zé Maria, encontrada no celular do banqueiro. — Foto: Reprodução/PF
O banqueiro continuou os preparativos, avisando seu arquiteto que receberia um ministro no seu apartamento na capital paulista. “Vouch [sic] receber ministro aqui sexta. Alguém pode pintar isso”, disse Vorcaro.
Mensagem de Vorcaro para seu amigo e arquiteto informando que ia receber ‘ministro’ em São Paulo na sexta seguinte. — Foto: Reprodução/PF
Na manhã da sexta-feira, dia da festa, o chef de cozinha enviou para Vorcaro um arquivo com a lista de compras do evento. Segundo a revista, o gasto foi de R$ 21.121,90 em produtos como carnes, cinco latas de caviar e trufas.
‘Sem celular’ Pouco depois, a agenciadora Rayanna escreveu para Vorcaro dizendo que não conseguiria comparecer naquela tarde. “Dani eu não vou conseguir ir posso mandar as duas? Eu conheço elas são da minha confiança! Vc vai adorar!”, afirmou a mulher.
Após certa resistência de Vorcaro, ele acabou concordando com a solução. “Pode chamar as duas.” Mas advertiu: “So lembra que sem celular” — possivelmente para evitar registros da festa.
Conversa entre agenciadora e Daniel Vorcaro sobre festa em seu apartamento. — Foto: Reprodução/PF
Conversa entre agenciadora e Daniel Vorcaro sobre festa em seu apartamento. — Foto: Reprodução/PF
Demonstrando atenção a todos os detalhes, Vorcaro pediu no início da tarde para seu arquiteto retirar da varanda do apartamento um sofá que estaria rasgado.
“Pelo amor de Deus. Tira aquele sofa da varanda leo. To passando vergonha. Melhor deixar sem nada. Ele é logo na entrada, primeira coisa que a pessoa ve [sic]”, orientou o banqueiro.
Mensagens de Vorcaro para arquiteto no dia da festa feita para ministro do STF. — Foto: Reprodução/PF
Momentos depois, Vorcaro escreveu para Luiz Rennó, que foi diretor jurídico do Banco Master. “Ta sp?”, perguntou. Rennó respondeu que estava trabalhando em Belo Horizonte. E seu chefe acrescentou: “Eu fazendo graça pra ministro em sp”.
Conversa entre Vorcaro e Luiz Rennó, ex-diretor jurídico do Master, no dia da festa para ministro do STF. — Foto: Reprodução/PF
Rennó já apareceu em outras mensagens investigadas no caso Master. Em 1º de outubro de 2024, ele disse a Vorcaro que o banco havia saído vitorioso no processo da Alcídia, uma disputa sobre precatórios do setor sucroalcooleiro que tramitava no STF e interessava ao Master.
Rennó relatou que, no processo da Alcídia, os votos favoráveis tinham sido dos ministros Edson Fachin, Dias Toffoli e Nunes Marques. Em seguida, enviou o contato do advogado Kevin Marques, filho do ministro Nunes Marques, com a seguinte mensagem: “Dominado aqui”. Esse episódio ocorreu cinco meses antes da festa no apartamento.
‘Começou chegar meninas’ Às 14h04 da sexta-feira, um homem identificado na agenda do celular de Vorcaro como “motorista” avisa ao chefe que “começou chegar meninas”.
“Todas que chegarem. Pode subir. Oega [pega] carro dos homens qdo chegarem. Fica embaixo vc e geraldo e acompanha chegada”, instruiu Vorcaro.
O homem perguntou: “Fica com telefone das meninas?”. E o banqueiro respondeu que sim.
Momentos depois, Vorcaro pediu ao mordomo Michael, que acompanhava a festa, para abrir as janelas do apartamento. “Abre as janelassss!!! Paredendo enterro [sic]”, disse. Às 14h49, o mordomo avisou: “Convidado chegou”.
Conversa entre Vorcaro e mordomo que acompanhou festa com ministro em apartamento. — Foto: Reprodução/PF
As mensagens não deixam claro por quanto tempo Vorcaro participou presencialmente da festa. Já à noite, às 20h56, o mordomo Michael escreveu ao patrão:
“Emprestei quarto do lado para ministro com 5 menina. Liguei para pedir autorização mais senhor não viu [sic]”. “Claro Qie sim”, concordou Vorcaro. “Sobe. So fecha Meu quarto. E mostra o outro. Se vier o terceiro coloca sala tv”, disse.
O mordomo, então, falou que essa questão já estava resolvida, pois foram todos para o mesmo cômodo: “Eles foram ficar juntos”.
Conversa entre Vorcaro e mordomo que acompanhou festa com ministro em apartamento. — Foto: Reprodução/PF
Pouco mais de uma hora mais tarde, o funcionário voltou a relatar para Vorcaro como estava o evento.
“Aqui tá tranquilo já pessoal tudo pelado na piscina uma passou mau vomitou mais tá bem já”, descreveu o mordomo. “Pegou toalha para eles?”, quis saber Vorcaro. “Peguei sim. Ministro tá sem pressa nenhuma de ir embora acabou de fala que está renovando para começa tudo novamente”, informou o mordomo.
Às 23h17, o funcionário escreveu: “Indo embora ele”
Conversa entre Vorcaro e mordomo que acompanhou festa com ministro em apartamento. — Foto: Reprodução/PF
Em seguida, Michael mandou duas fotos do apartamento para Vorcaro. Na primeira, o mordomo disse que estava arrumando o local para não deixar para Selma, a empregada, “essas coisas”.
Na segunda imagem, o funcionário brincou: “Essas menina é artista olha onde achei embaixo do travesseiro”.
As fotos eram de três preservativos usados, espalhados sobre um tapete, e de uma calcinha de renda preta encontrada entre o lençol e a fronha.
Conversa entre Vorcaro e mordomo que acompanhou festa com ministro em apartamento. — Foto: Reprodução/PF
Uma semana depois da festa, em 7 de março de 2025, a agenciadora Rayanna voltou a escrever para Vorcaro. “Boa tarde, Dani. Tudo bem? A minha amiga lá aquele dia… Deu certo, né ?”, ela disse.
“Ela disse que ficou com o Kassio! Ela tá me cobrando aqui”, escreveu a mulher.
O banqueiro pediu “dados e valor”. Rayanna disse “10, né!”, em referência a R$ 10 mil, e enviou sua chave PIX para Vorcaro pagar.
Agenciadora cobra Vorcaro por serviço prestado a ‘Kassio’, segundo mensagem encontrada no celular do banqueiro. — Foto: Reprodução/PF
O que diz o ministro
Em nota, o ministro Kassio Nunes Marques afirmou que nunca favoreceu Vorcaro com suas decisões e negou irregularidades. Veja o posicionamento na íntegra:
“O ministro Kassio Nunes Marques nunca votou a favor de Daniel Vorcaro (inclusive deu voto pela manutenção da prisão), nunca trocou mensagens com ele e nem pediu nada ao banqueiro.
O ministro também nunca autorizou ninguém a falar em nome dele e não pode se responsabilizar por conversas ou ações de terceiros. Seu filho nunca recebeu nada do Banco Master.
A matéria referenciada faz ilações e tenta relacionar tais diálogos com a atuação na Presidência do TSE, numa tentativa de fragilizar a condução da Justiça Eleitoral.”
O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) tem um almoço reservado com a cúpula da TV Globo nesta sexta-feira (16), mesmo dia em que ele participará da sabatina do Jornal Nacional (JN).
O almoço, segundo apurou a coluna, acontece na sede da emissora, localizada no bairro Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro. O encontro reúne os principais executivos da Rede Globo. As informações são do Metrópoles.
Flávio, por sua vez, foi ao almoço acompanhado de um assessor de imprensa e do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha presidencial do primogênito de Jair Bolsonaro.
Esse é o segundo almoço de Flávio com a cúpula da TV Globo. O primeiro ocorreu antes do início oficial da campanha eleitoral e faz parte de um tour do senador pelos principais veículos de imprensa.
Flávio será sabatinado no JN na noite da sexta. A sabatina de Lula (PT) aconteceu na quinta-feira (15/10). O petista, porém, não teria sido convidado para almoço com executivos da Globo, segundo auxiliares.
Globo confirma visita de Flávio
Em nota à imprensa após a publicação da coluna, a TV Globo confirmou a visita de Flávio à sede da emissora. Segundo a empresa, o candidato do PL foi recebido por dois executivos:
João Roberto Marinho, presidente do Grupo Globo;
Paulo Tonet, vice-presidente de Relações Institucionais.
A Globo ressaltou que o encontro não contou com a presença de lideranças da área de jornalismo e disse que “pedidos de visitas institucionais são parte da rotina de todos os executivos de empresas de mídia”.
“O encontro não contou com a presença de lideranças do Jornalismo. Pedidos de visitas institucionais são parte da rotina de todos os executivos de empresas de mídia, sendo usual que candidatos a cargos eletivos façam encontros de cortesia”, diz a emissora em nota.
Na propaganda eleitoral gratuita dos candidatos à Presidência da República, hoje, Flávio Bolsonaro (PL) acenou ao eleitorado feminino, detalhando propostas voltadas às mulheres e exibindo o apoio de aliadas. Já Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou as medidas econômicas do candidato do PL e comemorou a aprovação do fim da escala 6×1. As informações são do portal G1.
Primeira a ser exibida, a propaganda de Flávio foi dedicada às propostas do “Brasil por Elas”, programa do plano de governo registrado na Justiça Eleitoral voltado às mulheres. O candidato mostrou depoimentos de mulheres demonstrando insatisfação com a economia, inflação e segurança pública no atual governo. “Lula promete, o Brasil sofre”, afirmou a campanha.
Entre as propostas, já apresentadas em propagandas anteriores, Flávio destacou medidas de auxílio a crédito para mulheres, rede TEA Brasil e o vale-creche, que propõe vagas em creches particulares caso não haja disponibilidade na rede pública. O presidenciável ainda abordou a redução da maioridade penal e sugeriu que a medida não vai avançar caso Lula seja reeleito.
O programa também exibiu depoimentos de apoio de aliadas políticas do candidato, entre elas Daniella Marques, uma das coordenadoras da campanha. As senadoras eleitas Caroline de Toni (PL-SC), Bia Kicis (PL-DF) e Gracinha Caiado (União-GO), esposa de Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência derrotado no 1º turno, também apareceram na propaganda. O candidato afirmou ter apoio da maioria da bancada feminina eleita no Congresso, caso seja eleito presidente.
Já na propaganda petista, Lula abriu a peça comparando Flávio a Javier Milei, presidente da Argentina, e criticando as medidas econômicas do adversário. O petista sugeriu que a crise deflagrada no país vizinho pode ocorrer no Brasil caso o candidato do PL seja eleito.
“O tesouraço do Flávio Bolsonaro é a motosserra de Milei na Argentina. Quando Flávio Bolsonaro fala em cortes, a despesa que ele quer cortar é você”, destacou a propaganda petista.
A peça também voltou a abordar o fim da escala 6×1 no Senado e comemorou a aprovação do projeto no Senado, afirmando ainda que o candidato do PL mudou de posição e acabou votando a favor do projeto por “oportunismo”.
Outro trecho da propaganda foi dedicado à mobilização de apoiadores. A peça exibiu um vídeo, viralizado nas redes sociais, da cantora Ivete Sangalo fazendo o “L”.
Na propaganda, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu a união de diferentes posições políticas em torno da candidatura. O vice-presidente afirmou que o país “não precisa de radicalismos” e convocou apoiadores a formar uma frente democrática para impedir a volta do bolsonarismo.
Há homens que levam consigo o lugar de onde vieram. Podem conquistar reconhecimento, assumir grandes responsabilidades e percorrer caminhos que jamais imaginaram, mas conservam no coração a paisagem de sua origem. José Américo Lopes Góis, o nosso querido Zé da Coruja, é um desses homens.
Suas raízes estão na querida Coruja, hoje Irajaí, no município de Iguaracy, no Sertão do Pajeú. Nesse nome, que carrega com orgulho, permanece o compromisso afetivo com sua terra e com as lembranças que ajudam a dar sentido à sua caminhada. Sua trajetória representa a capacidade de vencer adversidades sem perder o vínculo com a própria história.
Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, em 1982, Américo reuniu ao aprendizado acadêmico a experiência adquirida no trabalho e na convivência humana. E, numa expressão que traduz o valor dessa longa caminhada, pode ser considerado pós-graduado na escola de conhecimento da vida ao lado de Eduardo de Queiroz Monteiro, com quem compartilha uma trajetória profissional de mais de 48 anos. Uma escola feita de desafios, decisões, responsabilidade e aprendizado diário.
Na Folha de Pernambuco, onde exerce a função de diretor operacional, participa do esforço que permite ao jornal cumprir sua missão. Por trás de cada edição, existe também o trabalho de quem organiza, administra e ajuda a assegurar a continuidade de um empreendimento dedicado à informação.
É nesse cotidiano que se revela sua importância para o Grupo EQM. Sua longa convivência profissional com Eduardo de Queiroz Monteiro representa um patrimônio de experiência e conhecimento, construído ao longo de décadas. Reconhecer sua contribuição é também valorizar o trabalho persistente de quem participa da história de uma organização.
Mas a trajetória de Américo ganha seu significado mais íntimo dentro de casa. Casado com Mary Clere Alencar Falcão Lopes, do Araripe, construiu com ela uma família que ocupa lugar central em sua vida. Ao lado da companheira, as conquistas encontram com quem ser celebradas, e as dificuldades encontram o amparo do afeto.
É pai de Tiago Alencar Falcão Lopes, advogado, e de Raquel Alencar Falcão Lopes, médica. Ver os filhos seguirem seus caminhos, assumirem responsabilidades e exercerem profissões dedicadas às pessoas é motivo de orgulho e uma forma de reconhecer a continuidade dos valores cultivados em família.
Como avô de Bernardo e Maria Eduarda Lins Duarte Falcão Lopes, encontra novas razões para sorrir e renovar a ternura. Os netos acrescentam à caminhada uma alegria particular: a de acompanhar a vida que continua descobrindo em cada gesto pequenas lembranças e novas esperanças.
Nesse círculo de afeto, Bárbara Lins Duarte Falcão Lopes ocupa um lugar especial. Nora acolhida como filha, recebe de Américo profunda admiração, carinho e respeito. Esse sentimento revela a beleza de uma família cujos laços também se fortalecem pela escolha diária de acolher e amar.
É essa união que dá plenitude à sua história: a companheira, os filhos, os netos e a nora-filha, reunidos numa vida que ele reconhece como feliz, marcada pela ética, pela dignidade e pelo respeito.
Há ainda o Américo sensível à literatura, à poesia e às memórias do Sertão. Nos textos que assina como Zé da Coruja, o homem da gestão abre espaço para as recordações e para a palavra afetuosa. Ali, a terra de origem permanece próxima.
Ao homenageá-lo, quero reconhecer o profissional e o homem de família. Alguém cuja caminhada merece ser lembrada pelo que ajudou a construir e pelo amor que cultivou ao longo dela.
Seu Zé da Coruja, receba minha admiração e meu abraço. Que a alegria de sua família e o carinho de quem o estima acompanhem cada novo capítulo de sua história.
Na política, há um erro que costuma custar caro: declarar guerra antes de reunir condições para vencê-la. É essa a contradição que marca a ofensiva do grupo de Flávio Bolsonaro contra os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre.
Animada pelo crescimento de suas bancadas nas eleições de outubro, a direita bolsonarista antecipou a disputa pelo comando das duas Casas, anunciando seus próprios candidatos e deixando claro que não pretende apoiar a permanência dos atuais presidentes.
Esqueceu, entretanto, uma regra elementar da política: bancada numerosa não significa maioria automática. No Congresso, ninguém governa sozinho. É preciso negociar, construir alianças e respeitar a força de quem controla a pauta legislativa.
Alcolumbre e Motta conhecem esse jogo. Ambos continuarão no Parlamento na próxima legislatura e têm interesses políticos a preservar. Ao se verem confrontados, passaram a ter razões adicionais para buscar entendimentos com o governo Lula.
O resultado dessa movimentação pode ser observado na agenda legislativa. A aprovação no Senado da proposta que acaba com a escala 6×1, reduzindo a jornada semanal para 40 horas, com duas folgas e sem redução salarial, representa uma conquista política importante para o governo.
A pauta da segurança pública também ganhou espaço, permitindo ao Planalto associar sua atuação a temas de grande repercussão nacional.
Isso não significa que Alcolumbre e Motta tenham se convertido ao lulismo. Muito menos que exista uma aliança eleitoral formal. O que se observa é uma convergência circunstancial de interesses, algo absolutamente comum na política brasileira.
Lula conhece como poucos essa dinâmica. Sabe que, muitas vezes, o apoio mais valioso não vem de quem compartilha suas convicções, mas de quem encontra razões próprias para caminhar na mesma direção.
O episódio também expõe uma contradição do bolsonarismo: conquistar mais cadeiras não equivale a conquistar o comando do Parlamento. Entre uma coisa e outra existe um longo caminho de articulação, negociação e construção de maiorias.
Ao antecipar uma disputa que só deveria ganhar forma depois da eleição presidencial, o grupo de Flávio Bolsonaro abriu uma frente de conflito desnecessária com dois personagens que continuarão exercendo influência no Congresso.
E Lula, que não provocou esse confronto, pode acabar colhendo seus dividendos políticos justamente quando mais precisa de uma agenda positiva.
A ironia é evidente: na tentativa de enfraquecer seus futuros adversários no Legislativo, Flávio Bolsonaro criou condições para que decisões desses mesmos adversários favoreçam seu concorrente na disputa presidencial.
Na política, como na guerra, nem sempre o tiro atinge o alvo escolhido. Às vezes, acerta o próprio pé.
Apuração de referência: a votação da PEC do fim da escala 6×1 foi confirmada pela imprensa em 14 de outubro; a articulação de Alcolumbre para permanecer na presidência do Senado e a reação da oposição também foram documentadas. A relação de causa e efeito entre esses movimentos permanece uma interpretação política.
O cantor, compositor, roteirista, ator e autor teatral Evandro Mesquita, fundador da banda de rock brasileiro Blitz, é o entrevistado do programa Sextou de hoje. Formada em 1981, no Rio de Janeiro, sendo uma das precursoras do rock nacional, a banda segue em atuação até hoje, sendo referência no gênero.
Na sua estreia, a formação clássica da banda consistia em Evandro Mesquita (vocal, violão e gaita), Ricardo Barreto (guitarra), Lobão (bateria), Fernanda Abreu (vocal de apoio), Marcia Bulcão (vocal de apoio), Antônio Pedro Fortuna (baixo) e Billy Forghieri (teclados).
Em 1981, Evandro Mesquita conseguiu um convite para tocar no Caribe, bar que estava inaugurando no bairro de São Conrado, no Rio de Janeiro. Embora na época tocasse apenas por passatempo com alguns conhecidos, como Ricardo Barreto e Lobão, aceitou e recrutou mais alguns músicos para completar a banda e fazer a apresentação na estreia do bar, em 21 de fevereiro. Devido às constantes blitz que os músicos passavam para ir ao ensaio, o baterista Lobão deu a ideia de batizar a banda de Blitz.
A carreira de Evandro Mesquita é um show a parte. Multifacetado, ele é considerado um ícone da música e da televisão, com um grande reconhecimento por parte do público e da crítica. Evandro integrou o grupo teatral ‘Asdrúbal Trouxe o Trombone’ ao lado de diversos outros artistas como Regina Casé, Patrícia Pillar, Luiz Fernando Guimarães e Cazuza.
Ele integrou o elenco de novelas como Top Model (1989), Vamp (1991), Mulheres de Areia (1993) e Bang Bang (2005), além de participações em séries e humorísticos como ‘Armação Ilimitada’, ‘Sai de Baixo’, ‘Malhação’, ‘Os Normais’, ‘Tapas & Beijos’ e ‘Justiça 2’.
Em 2005, passou a integrar o elenco da série ‘A Grande Família’ no papel do mecânico mulherengo e semianalfabeto Paulo “Paulão” Wilson, personagem esse que conquistou os fãs do programa e tornou-se um dos seus papéis mais lembrados, fazendo-o permanecer até o fim da série, em 2014.
O Sextou vai ar na próxima hoje, das 18 às 19 horas, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente em destaque acima ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
A polêmica em torno da possibilidade de as redes sociais estarem agindo de forma parcial nas eleições brasileiras é somente parte de um grande problema, que vem sendo há tempos alertado pelo presidente do Instituto Brasileiro para a Regulamentação da Inteligência Artificial (IRIA), Marcelo Senise. Mais e mais, o debate político e social se desloca do mundo real para o mundo virtual.
Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, se aproxima neste momento de Flavio Bolsonaro, do PL, e tenta reduzir a desvantagem do primeiro turno, isso vem se dando por uma presença maior nas ruas, mas também por uma presença maior nas redes sociais, terreno que era dominado pela direita. Há, porém, dois problemas aí. O primeiro: quanto Lula conseguirá de fato avanço no mundo virtual se os donos das empresas que o comandam têm todos perfis conservadores?
O segundo, que é um alerta não apenas para Lula, mas para todo o planeta: quanto daquilo que acontece e reverbera nas redes sociais é real e não artificial? Uma investigação do IRIA acendeu um alerta sobre a autenticidade do debate político nas redes. Um estudo, realizado com a plataforma Sentinela Eleitoral/Polijetro, examinou mais de 33 mil contas de diferentes ecossistemas políticos brasileiros. E verificou que aproximadamente 24% apresentaram indícios de provável automação.
Ou seja: uma a cada quatro interações nessas redes é com robôs ou com neurobots, um modelo ainda mais avançado e perigoso de interação artificial. Os robôs tradicionais são aqueles programados para dar em grande quantidade respostas automáticas mais simples. Ou seja: reagem dizendo somente coisas como “Flávio22” ou “Lula 13”. Os neurobots, porém, conversam, argumentam, replicam. Estão programados para interagir de modo a convencer o interlocutor ao final da conversa.
“O dado não significa que sejam perfis fictícios ou que tenham alterado votos, mas levanta uma questão incômoda: quantas manifestações de apoio ou rejeição que parecem espontâneas podem estar sendo amplificadas artificialmente?”, questiona Marcelo Senise. Para o presidente do IRIA, o risco já não está apenas nas fake news, mas na possibilidade de fabricar a aparência de uma maioria.
Para Senise, esse é o grande problema que se aponta para o futuro. Nestas eleições, ninguém mais questionou a segurança do sistema eletrõnico de votação. As urnas são seguras. Mas é seguro o ambiente virtual no qual a grande maioria do debate político hoje acontece? Para o presidente do IRIA, esse hoje é o grande risco.
Na posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos em 2025, estiveram presentes os proprietários de todas as big techs que controlam as principais redes sociais do planeta. Assim, Senise não duvida da possibilidade de essas redes, por alinhamento, entregarem seu conteúdo político de maneira parcial.
Alguns movimentos, como do “Exército de Lula” de André Janones, tentam desvendar a caixa-preta dos algoritmos da rede. Conseguem alguns avanços, mas não tudo. Porque as redes se recusam a dizer como se programam sobre o alcance das postagens. “Vejo uma necessidade absoluta de investigação do comportamento algoritimico”.
Marcelo Senise observa, porém, um fenômeno interessante acontecendo que, de certa forma, parece quebrar a lógica dos algoritmos nas redes: a ampliação do alcance das postagens via fandons, como são conhecidas as comunidades de fãs de algum influenciador ou celebridade. O cientista político Antônio Lavareda também já percebera.
Lavareda anotara que atos como o de Cobacabana na segunda-feira (12) fora convocado não pela organização da campanha de Lula, mas por estudantes e pelos fandons. Esses grupos de fãs ajudam a furar as bolhas porque eles já estavam constituídos antes de entrar no debate político, explica Marcelo Senise. Possuem “capital algorítimico herdado”.
Há, portanto, todo um novo universo que precisa urgentemente de atenção e regulamentação. Ou o jogo da democracia corre o risco real de virar um negócio. Atendendo aos interesses de meia dúzia ou menos de donos de big techs. Há um filme chamado “O Círculo”, com Emma Watson e Tom Hanks. Vale a pena assistir.
O Congresso Nacional promulgou, hoje, duas emendas constitucionais que tratam de direitos da classe trabalhadora: o fim da escala 6×1, com dois dias de descanso semanal remunerado, sem redução salarial, e a aposentadoria diferenciada dos agentes comunitários de saúde (ACS) e dos agentes de combate às endemias (ACE).
O deputado federal Carlos Veras (PT-PE) atuou pela aprovação das duas propostas e, como primeiro-secretário do Congresso Nacional, foi responsável pela leitura dos textos das emendas constitucionais durante a solenidade realizada no Plenário do Senado Federal. O parlamentar é coautor da PEC do fim da escala 6×1, apresentada em 2019, e tem trajetória de atuação na defesa dos direitos da classe trabalhadora.
A Emenda Constitucional nº 141/2026 altera o artigo 7º da Constituição Federal para reduzir a duração máxima da jornada semanal e assegurar dois dias de repouso remunerado, sem redução salarial. Já a Emenda Constitucional nº 140/2026 estabelece a aposentadoria diferenciada dos ACS e ACE e trata da regularização dos vínculos funcionais desses profissionais.
“Essas conquistas são resultado de muitos anos de luta e organização da classe trabalhadora. Tenho a honra de ser coautor da PEC do fim da escala 6×1 e de ter atuado pela aprovação dessas duas propostas. O compromisso do presidente Lula com as trabalhadoras e os trabalhadores faz parte de sua trajetória, desde o movimento sindical até a Presidência da República. Nosso pernambucano, que conhece de perto a realidade de quem vive do trabalho, ajudou a transformar a história do Brasil com políticas de inclusão social e ampliação de direitos. Estar ao seu lado neste momento tem um significado especial para mim, que também venho da agricultura familiar e do movimento sindical. São conquistas para todo o Brasil, para quem precisa de mais tempo de descanso e para essas categorias tão essenciais ao cuidado com a saúde do povo brasileiro”, destacou Carlos Veras.