Após este blog publicar que a prefeita de Trindade, Helbinha Rodrigues, está perdendo apoio na sua caminhada pela reeleição no município, a gestora enviou uma nota apontando que se mantém forte e sem perder, segundo ela, as principais alianças.
Confira abaixo a nota na íntegra
Prezado Magno Martins,
Esperamos e desejamos que esteja bem. Gostaríamos de trazer à sua atenção um ponto importante em relação à matéria publicada recentemente sobre a prefeita Helbinha Rodrigues.
No artigo, foi mencionado que a prefeita perdeu o apoio de uma determinada liderança. No entanto, após verificarmos que tratava-se do empresário Lessinho Lins, constatamos que houve um equívoco: o empresário não foi aliado da prefeita. Assim, a informação de que ela perdeu o apoio desse empresariado não condiz com a realidade.
É essencial que corrijamos esse erro para manter a precisão e a credibilidade do seu conceituado blog. Agradeço antecipadamente pela sua compreensão e colaboração para retificar essa informação.
A Câmara de Vereadores de Arcoverde elegeu, ontem, a nova Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. A eleição ocorreu em votação nominal, após a apresentação de chapa única pelo vereador Rodrigo Roa. A chapa única, foi aprovada por unanimidade pelos vereadores presentes.
Na ocasião, Paulinho agradeceu a confiança dos colegas “Recebo esta missão com muita alegria mais à cima de tudo, com responsabilidade e compromisso. Sei da importância deste cargo e do papel que a câmara exerce na construção de uma Arcoverde cada vez melhor. Quero conduzir este novo desafio com diálogo, respeito, união e muito trabalho. Mantendo sempre o compromisso de representar e trabalhar pelo nosso povo. A todos que confiram em mim o meu muito obrigado. Vamos juntos construir uma câmara cada vez mais forte e atuante em favor de Arcoverde”, afirmou.
O atual presidente, Luciano Pacheco, comentou o resultado da eleição da chapa “Se quiser montar uma equipe de transição a partir de amanhã eu já estou pronto, preparado e querendo. Para o bem do poder legislativo conte com a nossa experiência. Se quiser dar continuidade aos projetos que temos desenvolvido estaremos à disposição”, destacou.
O deputado federal Felipe Carreras (PSB) foi reeleito para a Câmara dos Deputados com 148.971 votos em Pernambuco, resultado que o colocou entre os dez candidatos mais votados do estado nas eleições de 2026. Com 2,83% dos votos válidos, Carreras terminou a disputa na 8ª colocação geral em Pernambuco e como o segundo mais votado do PSB.
O desempenho representa um crescimento expressivo em relação à eleição anterior. Em 2022, Felipe havia conquistado 76.528 votos. Quatro anos depois, acrescentou 72.443 votos ao resultado, praticamente dobrando sua votação. A reeleição também marca a quarta vitória consecutiva de Carreras para a Câmara dos Deputados, após os mandatos conquistados em 2014, 2018, 2022 e agora em 2026.
Um dos principais destaques da eleição foi a consolidação da presença de Felipe Carreras no interior. 83,7% de toda a sua votação veio de fora da Região Metropolitana do Recife, com o Agreste concentrando 68,4% dos votos recebidos pelo parlamentar. O resultado revela uma mudança significativa na distribuição geográfica de sua base eleitoral e coloca o interior no centro da votação que garantiu sua reeleição.
Após o resultado das eleições no primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez declarações nas quais afirma se sentir “surpreso” com o resultado e que esperava “ganhar no primeiro turno”. Lula teria suas razões para se sentir “surpreso” de ter saído do primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, do PL, seu adversário. Não era isso o que as pesquisas projetavam. Mas daí a imaginar que poderia de fato vencer as eleições no primeiro turno vai um descolamento da realidade.
Porque essa possibilidade nenhuma pesquisa projetava. Só poderia passar pela cabeça dos petistas mais tresloucados e entusiasmados. Os sensatos, como fez aqui no Correio Político o ex-presidente do PT Ricardo Berzoini alertavam com muita veemência que seria uma eleição muito difícil, talvez a mais difícil enfrentada por Lula. Se isso não chegou aos ouvidos do presidente e candidato à reeleição, é algo grave.
O diretor do Instituto Indexa, Arilton Freres, disse também na semana passada ao Correio Político que se observava um movimento de voto útil de ex-eleitores dos demais candidatos, e que esse movimento beneficiava Flávio. Se Lula não ouviu as análises de Freres, imagina-se que deveria ao menos ter prestado atenção no que diziam os trackings do próprio PT – as pesquisas diárias que a própria campanha fazia. Porque eles também apontavam, apurou o Correio Político, que haveria segundo turno.
Secretário de Comunicação de Lula em seu primeiro governo em 2002, o jornalista Ricardo Kotscho declarou recentemente ver o presidente que disputa a reeleição “isolado”. A declaração de Kotscho corrobora algo que já dissemos algumas vezes por aqui. No seu terceiro governo, Lula se afastou do que alguns chamam de “Turma de São Bernardo”, aqueles companheiros que estavam com ele desde o início da formação do PT. E se aproximou do que ficou conhecido como “Turma de Curitiba”, gente que se aproximou dele durante sua prisão.
A “Turma de Curitiba” não teria a mesma capacidade de confrontar Lula. Idolatra o presidente. Alimenta a sua vaidade, que não é pequena. Fez Lula, por exemplo, acreditar que poderia ser bacana ele ser o tema do enredo de uma escola de samba, ignorando os riscos disso, como o vexame, que acabou acontecendo, de a escola, num recado, acabar rebaixada para o segundo grupo.
O cientista político Isaac Jordão acha difícil acreditar que Lula, com a experiência de ter disputado sete eleições presidenciais, achasse mesmo que poderia vencer no primeiro turno. “Não sei se isso é uma crença genuína ou um discurso para o público”, diz ele. “Por outro lado, o maior inimigo de uma vitória é o clima de já ganhou”, completa ele.
Se Lula, então, como dizia Nelson Rodrigues, “tropeçou nas fitinhas da própria máscara” terá um trabalho imenso para conseguir reverter no segundo turno um quadro que terminou desfavorável para ele. Para Isaac Jordão, será preciso modificar totalmente a atitude adotada, corrigindo agora afinal a visão do que foi a vitória de 2022.
“Desde a vitória em 2022, houve um clima de ‘vencemos o fascismo, vamos derrotar o bolsonarismo em 2026’ que era uma visão distorcida do que aconteceu”, observa Jordão. Para o cientista político, é um pouco o que já acontecera nos Estados Unidos em 2020. “Não foi Joe Biden lá quem venceu. Foi Donald Trump quem perdeu”.
Isaac Jordão ressalva que não compara Lula com Biden. “Lula é um político melhor e mais experiente”, afirma. Mas Lula muito interpretou sua vitória em 2022 como uma redenção à sua biografia depois de condenado e preso e menos como uma reação da sociedade aos riscos que via com Bolsonaro, especialmente depois do trauma da pandemia.
Assim, o caminho possível – e extremamente difícil, a essa altura – para Lula é fazer acenos agora ao centro como aconteceu em 2022. Mas o centro político brasileiro é extremamente pragmático. Ao ver a grande maioria de votos que a direita fez para eleger as bancadas na Câmara e no Senado, irá agora esse centro pragmático aderir a Lula?
Em 2022, Lula venceu o primeiro turno contra Jair Bolsonaro com uma diferença de 5,23 pontos percentuais. Tinha 48,43% contra 43,20%. No segundo turno, Lula venceu a eleição com uma vantagem de 1,8 ponto percentual. Ou seja, Bolsonaro reduziu a diferença. Lula terá agora que virar no segundo turno um resultado desfavorável.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chega ao segundo turno em posição de força e com um aceno de Donald Trump, contra o presidente Lula (PT), que terá de lutar para tentar uma virada.
O candidato, de 45 anos, obteve 47,03% dos votos no primeiro turno, no domingo, contra 45,16% de Lula, a quem as pesquisas davam uma pequena vantagem até a véspera da votação.
A vantagem do filho do ex-presidente a Jair Bolsonaro (2019-2022) insere o Brasil em um fenômeno global de crescimento da direita, que venceu várias eleições na América Latina sob a influência de Trump.
Sem declarar diretamente seu apoio, o presidente dos Estados Unidos saudou, ontem, a “grande vitória” do herdeiro de seu aliado, que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado.
Trump, que impôs tarifas e sanções ao Brasil após a condenação de Jair Bolsonaro, declarou que a disputa no segundo turno será “muito acirrada”.
Flávio somou 56 milhões de votos, mais do que seu pai no primeiro turno de 2018, que venceu (49 milhões), e de 2022, que perdeu para Lula (51 milhões).
Em busca de uma virada no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Lula avalia chamar o publicitário baiano João Santana para a equipe de marketing de sua campanha. Segundo apurou a coluna, o petista escalou emissários para sondar o marqueteiro nas próximas horas.
Atualmente, o marketing da campanha de Lula é comandado pelo publicitário Raul Rabelo. Ele é sócio do atual ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, que também teve influência na estratégia de comunicação da campanha.
Uma ala do PT e de ministros do governo defende que o presidente substitua Raul por João Santana, caso o novo marqueteiro aceite atuar na campanha do petista no segundo turno. Outros aliados, porém, pregam apenas o reforço da equipe com a chegada de mais um publicitário baiano.
João Santana foi responsável pelo marketing das campanhas vitoriosas de Lula em 2006 e de Dilma Rousseff em 2010 e 2014. Nas eleições de 2026, o publicitário atuou nas campanhas de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará e de ACM Neto (União Brasil) ao governo da Bahia. Nenhum dos dois, porém, conseguiu se eleger.
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que o ex-presidente receba uma visita do filho e candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro.
No requerimento, enviado ontem, após o resultado do primeiro turno das eleições deste ano, a defesa de Bolsonaro pede que o regime de visitas do ex-presidente seja restabelecido.
Também pede, em caráter subsidiário, “uma única visita de Flávio Nantes Bolsonaro ao Peticionário, de natureza exclusivamente familiar”.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) saiu do primeiro turno na liderança da corrida presidencial e tenta transformar a vantagem nas urnas em apoios para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno, dia 25 de outubro. As informações são do portal Metrópoles.
Depois de disputar a primeira etapa praticamente sozinho, sem o apoio formal de outros partidos à candidatura, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro abriu rodada de conversas com adversários derrotados, dirigentes do Centrão e governadores que saíram fortalecidos das eleições.
Flávio recebeu 47,03% dos votos no domingo (4/10), contra 45,16% de Lula. Para aliados, o resultado mudou as condições das negociações para o segundo turno.A avaliação é que chegar à frente do petista facilita a aproximação de partidos que evitaram tomar posição na primeira etapa e dá ao candidato do PL mais força para negociar novas adesões.
Eleitor de Flávio aposta no impeachment de ministros do STF
Por que Flávio Bolsonaro (PL) teve mais votos do que Lula (PT) no primeiro turno e desponta como favorito no segundo turno, próximo dia 25? Quem votou no filho de Bolsonaro na realidade mandou um recado de insatisfação com o Governo, que não passa de 42% de aprovação, e, principalmente, com o Supremo Tribunal Federal. Uma provável vitória de Flávio representa o primeiro passo para o impeachment de ministros da alta corte da justiça envolvidos em negócios escusos, como o escândalo do Banco Master.
O eleitor de Flávio entende que uma reeleição de Lula, ao contrário da volta do bolsonarismo ao poder, garante a impunidade de ministros, como Alexandre de Moraes. Não tenha dúvida: eleito, Flávio vai detonar os algozes do seu pai. As condições iniciais para isso já foram construídas: 46 senadores eleitos ontem são comprometidos com as causas bolsonaristas.
Lula está abatido e com medo de um grande revés no segundo turno. A vantagem construída por ele nos estados do Nordeste na votação de domingo não foi suficiente para superar o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) em regiões de maior peso eleitoral.
Flávio terminou o 1º turno à frente, com 56,1 milhões de votos (47,03%), contra 53,8 milhões de Lula (45,16%). A diferença foi de 2,2 milhões. Com esses números, o filho superou a votação do pai, Jair Bolsonaro, que no 1º turno de 2022 conseguiu 51 milhões de votos, contra 57,2 milhões de Lula.
No primeiro turno, Lula registrou seus maiores saldos de votos no Nordeste, onde venceu em todos os estados e acumulou diferenças superiores a 3,2 milhões de votos na Bahia, 1,8 milhão em Pernambuco e 1,8 milhão no Ceará. Ao todo, Lula fez um saldo de 11 milhões de votos no Nordeste.
O resultado, porém, é contrabalançado pelos ganhos de Flávio Bolsonaro em estados de maior peso eleitoral. Considerando as demais regiões, o candidato do PL acumulou 13 milhões de votos a mais que Lula. O destaque é São Paulo, onde o senador abriu vantagem de 3,4 milhões de votos, o maior saldo.
Também contribuíram para o desempenho os resultados no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Espírito Santo. Juntos, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro somam mais de 40% dos eleitores do país. Somente os saldos obtidos por Flávio em São Paulo e no Rio já tiraram boa parte da vantagem construída por Lula em estados nordestinos.
A força do senador na região foi complementada pelos resultados positivos no Sul, especialmente no Paraná e em Santa Catarina, onde as diferenças ultrapassaram 1,8 milhão de votos. Assim, embora Lula tenha conseguido uma ampla dianteira no Nordeste, não foi suficiente para fazer com que o presidente terminasse à frente na votação no primeiro turno.
O peso eleitoral dos maiores colégios do Sudeste e a vantagem de Flávio em estados do Sul acabaram equilibrando a disputa nacional e garantiram ao senador um saldo superior na soma dos estados.
SERRA DESBANCA OS COELHO – O resultado da eleição deixou uma coisa clara em Petrolina, maior colégio eleitoral do Sertão: a supremacia política da família Coelho acabou apequenando a representação do município e do São Francisco. Com mais de 200 mil eleitores, Petrolina elegeu apenas dois representantes com base política no município: Fernando Filho, deputado federal, e Antônio Coelho, deputado estadual. Miguel Coelho, que também disputou uma vaga para a Câmara dos Deputados, ficou na primeira-suplência. A comparação com Serra Talhada é inevitável. Com um eleitorado muito menor, apenas 70 mil eleitores, a cidade elegeu quatro representantes da terra: Waldemar Oliveira para a Câmara dos Deputados e Sebastião Oliveira, Luciano Duque e Breno Araújo para a Assembleia Legislativa. É um resultado que chama atenção pela diversidade da representação política conquistada pelo município.
Andando para trás – Em Petrolina, ao contrário, um vasto universo de candidaturas acabou sufocado pela concentração de forças em torno da família Coelho. O resultado da eleição expôs justamente esse contraste. Para os críticos desse modelo, trata-se de mais um exemplo do que consideram o monopólio político municipal exercido pelos Coelhos, uma concentração que, na avaliação desses setores, limita a renovação e a pluralidade da representação da cidade. E a própria trajetória de Miguel Coelho nesta eleição reforça o tamanho do revés político: depois de ter sido candidato a governador, foi preterido na disputa pelo Senado, mudou a rota para a Câmara dos Deputados e terminou fora da lista de eleitos. Talvez seja a hora de Petrolina discutir de forma mais ampla o seu modelo de representação política. Uma cidade pode crescer economicamente, expandir sua população e se transformar urbanisticamente. Mas isso não significa, necessariamente, que esteja ampliando sua força política. Petrolina cresce para frente. Mas, na representação política, o resultado desta eleição mostra uma cidade que pode estar andando para trás.
Miguel pode assumir mandato – Ouvi, ontem, que na montagem do seu secretariado, a governadora Raquel Lyra (PSD) tende a oferecer uma pasta para a deputada federal eleita Juliana de Chaparral, esposa do prefeito de Surubim, Cleber Chaparral, eleita pela federação União Progressista, a mesma que Miguel Coelho disputou um mandato federal e acabou na primeira-suplência. Essa seria a equação política que Raquel teria para contemplar o ex-prefeito de Petrolina, que assumiria a vaga de Juliana na Câmara dos Deputados.
Alckmin na Fazenda – A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia anunciar que o vice Geraldo Alckmin será o ministro da Fazenda em um eventual quarto mandato. A indicação serviria para sinalizar ao mercado e ao eleitorado de centro no segundo turno das eleições, após o petista ficar atrás de Flávio Bolsonaro (PL). Aliados de Lula e integrantes do governo defendem a ideia, mas o presidente ainda não estaria convencido. Ex-tucano, Alckmin teve como bandeira nos seus quatro mandatos em São Paulo o controle dos gastos públicos.
O gigante Evilásio – Em Araripina, o prefeito Evilásio Mateus (PDT), um dos mais pressionados pelo clã Coelho para apoiar a reeleição de Raquel ao longo da campanha, resistiu a todos os tentáculos, mantendo-se fiel e firme aos compromissos assumidos com João Campos (PSB). Abertas as urnas, o candidato socialista teve 26.761 votos, 64,85% dos votos válidos, enquanto a governadora ficou com 14.157 votos, 34,9% dos votos válidos. O resultado mostra também a sintonia de Evilásio com a população e altíssima aprovação da sua gestão.
CURTAS
TRAIÇÃO – Escrevi ontem que o PT traiu João Campos com base na votação de Humberto, campeão de votos para o Senado. Mapeando a votação de Raquel identifiquei que Humberto foi apoiado oficialmente por 40 dos 150 prefeitos aliados da governadora, inclusive os dois gestores mais próximos – Caruaru e Sertânia.
VINGANÇA – A traição petista não é obra de Humberto nem tampouco foi conduzida por ele. Tem um histórico, guardado na geladeira petista: na votação do impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, praticamente toda a bancada do PSB na Câmara dos Deputados votou pelo afastamento dela. Vingança se come pelas beiras, feito papa.
PODCAST – No podcast Direto de Brasília de hoje, o ex-ministro Gilson Machado vai falar sobre o resultado da eleição, sua expectativa em relação ao segundo turno entre Lula (PT) e Flávio, confronto marcado para o próximo dia 25. Gilson vai falar ainda da possibilidade de o novo Senado, formado por maioria expressiva de representantes da direita, do conservadorismo e do bolsonarismo, retomar a pauta do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e da liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro, caso Flávio venha a vencer Lula.
Perguntar não ofende: Para onde vão os votos de Cury, Caiado, Zema e Renan no segundo turno?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira (5) ser o único candidato “antissistema” e que carrega nas costas “a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira”. Lula vai disputar o segundo turno das eleições, em busca da reeleição, contra Flávio Bolsonaro (PL).
“Porque só tem um candidato que é antissistema, e somos nós, não tem outro candidato. E estamos carregando nas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira depois dessas denúncias”. As informações são do g1.
O presidente também afirmou que é preciso fazer uma reforma no sistema judiciário e definir uma nova forma de escolha para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Precisamos definir concretamente como é que a gente vai escolher um ministro da Suprema Corte. […] Vamos ter que começar a discutir com a sociedade qual é o critério que a gente vai escolher para indicar um candidato a ministro da Suprema Corte. E se vai ter mandato ou não. Está na hora de discutir isso. A verdade é que ninguém está acima da lei, nem os ministros da Suprema Corte estão acima da lei”.
As falas foram durante uma reunião com aliados para traçar estratégias para segundo turno.
Lula afirmou ainda ser necessário ir atrás dos votos dos eleitores que não foram votar. A abstenção no primeiro turno ultrapassou os 33,4 milhões de eleitores — 21,08% do eleitorado apto a votar.
“O que nós temos é que tentar convencer porque 30 milhões de seres humanos não foram votar, possivelmente tem uma causa desinteresse e a responsabilidade é nossa, é devolver o interesse para ele de participar do processo eleitoral. É simples assim”.
“A gente não tem que ficar procurando defeito que os outros cometeram que pode ter nos prejudicado. Não. Nós temos que procurar o que nós não fizemos corretamente, que a gente agora tem que fazer. Em 20 dias tem que fazer mais rápido e mais bem feito. Esse é o desafio”.
O petista afirmou ainda estar convencido de que “não há nenhuma razão” para que ele não seja reeleito presidente da República.
“Eu estou convencido de que não há nenhuma razão para que a gente não seja eleito presidente da República no segundo turno. Não há nenhuma razão. Inclusive nos temas polêmicos, como segurança, vocês governadores sabem que foi passado a responsabilidade para o estado. O estado sozinho não dá conta da segurança pública. Porque a bandidagem cresceu, se transformaram, em tudo em qualquer lugar estão envolvidos, inclusive funcionando como se multinacional”.
Após a reunião com lideranças, o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que “o segundo turno é uma outra eleição” e que independente da configuração do Congresso Nacional no próximo ano, Lula “saberá dialogar”.
“O segundo turno é uma outra eleição. Nós sabemos que é uma eleição de confronto direto de projetos. De um lado, nós sabemos que é um projeto liderado, infelizmente, uma liderança que tem relações com as milícias do Rio de Janeiro […] Uma liderança que representa um projeto de entrega das riquezas naturais do Brasil. Ele próprio foi oferecer as riquezas do Brasil ao governo Trump”.
Segundo o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, a campanha de Lula deve buscar ampliar os votos no Nordeste e diminuir a abstenção dos eleitores.
Segundo turno
Em uma eleição presidencial marcada pela consolidação da polarização entre bolsonarismo e petismo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 25 de outubro.
A confirmação de que haverá segundo turno foi anunciada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste domingo (4), às 20h56, quando 96,78% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela altura, Flávio Bolsonaro tinha 47,39% dos votos, e Lula, tinha 44,74%.
Conforme o TSE, Flávio terminou o primeiro turno das eleições com 47,03%, mais de 56 milhões de votos. Já Lula obteve 45,16%, mais de 53,8 milhões de votos.
Daqui a três semanas, os eleitores voltam às urnas para definir se Flávio Bolsonaro governará o país pelos próximos quatro anos ou se Lula terá um quarto mandato presidencial.
Reeleito para o quarto mandato na Câmara dos Deputados com 113.844 votos em Pernambuco, Fernando Monteiro (PSD) publicou um vídeo nas redes sociais para agradecer o apoio recebido em Caruaru, onde obteve 9.863 votos. “Hoje, a palavra é gratidão. Agradecer a cada uma e cada um que confiaram no nosso trabalho”, afirmou. O parlamentar também agradeceu ao prefeito Rodrigo Pinheiro, à vice-prefeita Dayse Silva e aos apoiadores que participaram da campanha.
Eleita senadora por Pernambuco com mais de 2,3 milhões de votos, Marília Arraes (PDT) participou, na noite desta segunda-feira (5), em Brasília, de uma reunião convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para alinhar a estratégia do segundo turno da eleição presidencial. A senadora eleita ficou na mesa principal ao lado de Lula durante o encontro, que reuniu lideranças de diferentes estados.
A reunião foi dividida em dois momentos: um com políticos que disputaram eleições majoritárias e outro com candidatos que seguem na disputa. Segundo Marília, a prioridade agora será ampliar a mobilização pela reeleição de Lula. “Saio das urnas com mais de 2,3 milhões de votos e uma responsabilidade imensa com Pernambuco e com o Brasil. Vamos levar essa força às ruas pela reeleição do presidente Lula, dialogando com quem pensa diferente”, afirmou.
O candidato derrotado à Presidência Romeu Zema (Novo) declarou nesta segunda-feira (5) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial.
“Eu não vou me omitir nem ficar em cima do muro nesse momento tão importante. Voto contra o PT. Voto no Flávio Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais 4 anos de Lula, nem mais 4 ministros nomeados pelo Lula. Estamos juntos no dia 25, conto com você”, afirmou.
Zema foi o sexto colocado na disputa à Presidência, 326.488 votos. O candidato do Novo obteve 0,27% dos votos válidos, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral. As informações são do g1.
Flávio Bolsonaro recebeu mais de 56 milhões de votos e enfrentará, no segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, que recebeu 53,8 milhões de votos.
Com 100% das urnas apuradas, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos; Lula ficou com 45,15%.
Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) ficaram nas terceira e quarta posições, respectivamente. Os dois já disseram que não vão apoiar nem Flávio nem Lula.
O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para o dia 25 de outubro.
“A mensagem que o brasileiro mandou nas urnas nesse último domingo está muito clara. Precisamos tirar os intocáveis de Brasília. Com o avanço que a direita teve no Senado e na Câmara, ela já tem um número de parlamentares suficiente para poder pedir o impeachment”, disse Zema em uma publicação nas redes sociais.
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, também busca o apoio de Ronaldo Caiado na disputa do segundo turno. Flávio deve ir a Goiânia (GO) nesta terça-feira (6) para se reunir com o ex-presidenciável.
Ex-governador de Goiás, Caiado recebeu 2.605.148 votos e ficou em quinto lugar eleição presidencial. O candidato de direita recebeu 2,18% dos votos válidos, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral.
Neste domingo (4), após o resultado do primeiro turno, ele havia afirmado que estaria contra o PT, mas não citou o nome de Fávio.
“Onde estiver PT no segundo turno, eu estarei contra o PT. Porque PT é atraso. PT já teve todas as chances de mostrar para o que veio e o que ele entregou é um país estagnado, um país repleto de corrupção, como nós estamos vendo”, disse neste domingo.
Sobre as eleições, Zema afirmou que a missão está cumprida e comemorou as eleições de candidatos do Novo a senadores e deputados.
“O trabalho que nós fizemos para que um partido pequeno avançasse deu resultado”, disse em entrevista.
“Missão concluída. Partidonovo30 atingindo cláusula de barreira e direita fortalecida. Seguiremos. SEMPRE contra o PT. Meu muito obrigado a todos. Que Deus abençoe o Brasil”, afirmou nas redes sociais.