O deputado Felipe Carreras (PSB-PE), autor do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), não pisa tão cedo no Ministério da Fazenda. O ministro Fernando Haddad rompeu relações com o parlamentar, após ele fazer duras críticas aos números do governo sobre o impacto fiscal dos benefícios concedidos às empresas do setor. Carreras reclama da falta de diálogo, mas diz estar aberto a restabelecer os contatos. Haddad não comenta. A Câmara aprovou, ontem, o fim gradual do programa. O texto vai para o Senado. As informações são do portal Estadão.
No final do ano, o governo editou Medida Provisória determinando fim do programa. Diante da resistência de deputados e empresários, o ministro da fazenda disse que negociaria um projeto de lei com um meio-termo. No final de janeiro, pouco antes da retomada dos trabalhos no Legislativo, Haddad e Carreras conversaram. Mas, depois disso, os dois se desentenderam. Nos bastidores, não faltaram trocas de farpas.
Carreras reclamou de fantasia do ministro com os números, porque Haddad afirmou, inicialmente, que o programa havia consumido R$ 17 bilhões em receitas da União em 2023 – dos R$ 25 bilhões acordados para toda a duração do programa. Depois, passou a falar em R$ 13 bilhões de custo no ano passado. Mas associações do setor dizem que o número é ainda menor e gira em torno de R$ 6,5 bilhões. Haddad não gostou.
Para piorar a situação, Carreras reclamou que a equipe econômica “não abriu as portas” para debater o projeto. Em março, Haddad cancelou uma reunião da qual Carreras participaria. O ministro marcou outro encontro apenas com a relatora da matéria, a deputada Renata Abreu (Podemos-SP).
O deputado Felipe Carreras nega que, da parte dele, tenha ocorrido rompimento e afirma que está de portas abertas. “Sempre tive relação institucional com o ministro. Ajudei enquanto líder do blocão a aprovar várias pautas difíceis importantes no ano passado. Tenho feito críticas democráticas a forma como ele lida com o Perse. Quem não tem maturidade e capacidade de conviver com o contraditório terá sempre dificuldades de relacionamento em qualquer ambiente na vida. Imagine na política”, afirmou à Coluna do Estadão. O ministro da Fazenda não comentou.
O Perse foi criado em 2021, durante a pandemia de covid-19 para aliviar prejuízos ao setor de eventos e está na mira do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para extingui-lo. Parlamentares na Câmara, porém, articulam por uma solução gradual. O projeto deve ser votado nesta terça-feira, 23, na Câmara dos Deputados.
No último dia 17, a festa de aniversário de Felipe Carreras e Renata Abreu, em Brasília, se transformou num grande ato em defesa do Perse, como mostrou a Coluna do Estadão. A presença do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e sua declaração defendendo o programa, chamou atenção para mais um embate entre as áreas política e econômica do governo Lula. “Eu sou a favor do Perse. O Perse consciente, o Perse responsável”, afirmou Padilha na ocasião.
José Carlos Aleluia defende combate à polarização nacional e na Bahia
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
O ex-deputado federal José Carlos Aleluia (Novo) pretende ser a terceira via das eleições deste ano ao Governo da Bahia, em um cenário atualmente polarizado entre o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), e o atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT). O ex-parlamentar é crítico da polarização na política tanto em nível estadual quanto nacional, com os grupos do presidente Lula (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em batalha pelo poder.
Em entrevista, ontem (31), ao podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco, José Carlos Aleluia afirmou que um de seus objetivos é apresentar uma proposta sem agressões a nenhum lado, porém que entregue soluções ao povo.
“Eu apenas quero dizer que o Brasil não aguenta mais uma polarização, uma estagnação tão grande. O presidente Lula governa o Brasil direta e/ou indiretamente há mais de 30 anos. Isso influenciou a política brasileira nesse período e é muito ruim para o país”, destacou. “O Nordeste, começando pela Bahia, não conseguiu perceber ainda que está na hora de mudar a página. Está na hora de encontrar um novo caminho”, acrescentou Aleluia.
O ex-deputado foi enfático ao considerar que a Bahia está há 20 anos nas mãos do PT e tem índices negativos em áreas que afetam diretamente a vida da população, como educação e segurança pública. “É o Estado que consegue ser a caricatura de tudo que é negativo no PT”, disparou. Segundo José Carlos Aleluia, a Bahia se coloca na área de segurança pública abaixo de todos os Estados do Nordeste, assim como o Ceará, que, na opinião dele, também vai mal e é governado pelo PT.
“A Bahia se coloca em péssimo lugar entre os cinco piores na educação. Quando você vê a questão de ambiente para gerar empregos, para investir, a Bahia também está em último lugar no Nordeste. Eu, como cidadão nordestino, fico preocupado de o Nordeste assumir a responsabilidade por ter eleito, embora não tenha sido só do Nordeste, o Lula na última eleição. Eu sou candidato para mudar o PT, mudar a Bahia e mudar o Brasil”, cravou.
Aleluia é um dos aliados históricos do ex-governador Antônio Carlos Magalhães (ACM). Ele também comentou sobre as diferenças com o neto dele, ACM, mas negou que tenha havido rompimento entre eles.
“Eu não rompi com ACM Neto. Eu simplesmente estou entendendo que é preciso fazer oposição a Lula e a Jerônimo, não só a Jerônimo. Não conversei com ACM, mas não tenho dificuldade de conversar. Eu tenho uma candidatura que não é contra ninguém, mas em favor da Bahia e do Brasil”, ressaltou. “Só acho que ele (ACM Neto) não está agindo da maneira que eu acho que deve agir, enfrentando o Lula. Não se vence eleição na Bahia sem enfrentar Lula”, considerou.
Ventos antipetistas – José Carlos Aleluia acredita que o Nordeste não dará as mesmas votações históricas ao PT em outubro deste ano. Para ele, o cenário aponta para crescimento da oposição ao petismo, desde que a estratégia seja nacionalizar a disputa nos Estados. “Hoje, Lula influencia negativamente em alguns estados na eleição local. A eleição da Bahia em 2022 foi decidida por Lula. No Ceará, Ciro Gomes (PSDB) está na frente, mas ele vai ter que enfrentar Lula, e ele enfrenta. Ciro está indo no caminho certo e é líder nas pesquisas. A minha previsão é de que Lula não terá no Nordeste a mesma frente que teve”.
Fechado com Raquel – O prefeito Gena Lins (PP), de Taquaritinga do Norte, no Agreste, é só gratidão à governadora Raquel Lyra (PSD). Em conversa com este blog, esta semana, se declarou “fechado com ela”. Disse que o pré-candidato ao Governo do Estado pelo PSB, João Campos, não terá discurso por lá. “Aquela região é impossível alguém entrar, pelo volume de ações e energia aplicada pela governadora”, afirmou. Lins citou como exemplo a PE 130, da Serra de Taquaritinga, construída em 1976 e que há mais de 30 anos aguardava requalificação. Também destacou a PE 145, que leva Santa Cruz do Capibaribe a Jataúba; a PE 160, de Jataúba a Brejo da Madre de Deus; os seis ônibus escolares entregues em um ano; e os carros enviados às coordenadorias das mulheres do Estado. Lembrou, ainda, que o Festival Pernambuco Meu País incentivou o Festival Cultural do Café de Taquaritinga e citou as cozinhas comunitárias, duas em funcionamento e mais uma chegando.
Chapa do Republicanos – Montando a chapa para concorrer às vagas de deputados federais pelo Republicanos de Pernambuco, o ministro Sílvio Costa Filho convocou o vice-prefeito de Vertentes, no Agreste, Igor Miranda, para ser pré-candidato. O desafio de Igor é aceitar a missão sem estressar o prefeito, Rael Ferreira (PSD), que é Raquelzista. Igor Miranda disse que está fechado com João Campos.
Sinais confusos – Ao lado do prefeito de Caruaru, no Agreste, Rodrigo Pinheiro (PSD), o senador Humberto Costa (PT) participou, na última segunda-feira (30), da inauguração do novo Centro Odontológico da Asces-Unita (Centro Universitário Tabosa de Almeida), no município. Chamou atenção a foto juntos porque Pinheiro é aliado da governadora Raquel Lyra (PSD). No último sábado (28), porém, Humberto Costa declarou apoio à pré-candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Governo do Estado e será pré-candidato ao Senado na chapa da Frente Popular. Rodrigo Pinheiro deve apoiar a pré-candidatura de Raquel Lyra à reeleição.
Novo ministro da Agricultura – O ex-deputado federal André de Paula (PSD), até então titular do Ministério da Pesca e Aquicultura do Governo Lula (PT), foi remanejado, ontem (31), para o Ministério da Agricultura. A troca foi oficializada em edição extra do Diário Oficial da União, publicada ontem. André substitui Carlos Fávaro, que deixou a pasta para disputar uma vaga no Senado pelo Mato Grosso, nas eleições de outubro deste ano. A transmissão do cargo está marcada para as 15h de hoje, em Brasília.
CURTAS
Serra Talhada – A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), realizou, na última segunda-feira (30), a entrega da quarta cozinha comunitária do município sertanejo. A nova unidade foi inaugurada no bairro da Cohab, e se soma às já instaladas nos bairros Mutirão, Vila Bela e Bom Jesus. Os espaços têm o objetivo de garantir refeições diárias para famílias em situação de vulnerabilidade social.
São Lourenço da Mata – O prefeito de São Lourenço da Mata (Grande Recife), Vinícius Labanca (PSB), realizou, ontem (31), a entrega mensal do Programa Municipal de Cesta Básica, beneficiando mais de 4.500 famílias em situação de vulnerabilidade social no município. Tradicionalmente, no período que antecede a Páscoa, a prefeitura também inclui peixe e leite de coco na distribuição. Assim, além dos itens da cesta básica, os beneficiários receberam esses alimentos extras.
Toritama – O prefeito de Toritama (Agreste), Sérgio Colin (PP), assinou, na última segunda-feira (31), a ordem de serviço para a construção do Centro Municipal de Triagem e Reciclagem de Resíduos. A solenidade reuniu servidores municipais e diversas lideranças políticas para celebrar o investimento de mais de R$ 1 milhão na área ambiental. O novo equipamento será erguido estrategicamente próximo à nova Feira de Gado, que tem previsão de inauguração para abril de 2026.
Perguntar não ofende: De onde vem tanta amizade entre Humberto Costa e Rodrigo Pinheiro?
O deputado federal Túlio Gadelha confirmou sua migração para o PSD para disputar uma vaga no Senado Federal. A articulação, consolidada após semanas de diálogo direto com a governadora Raquel Lyra, insere o parlamentar na chapa majoritária governista e estabelece a ideia de ponte estratégica entre o Palácio do Campo das Princesas e o Palácio do Planalto.
O ato de filiação será realizado no Jardim Monte Verde, nesta quarta -feira (1º ), local simbólico por ter recebido uma das principais obras de contenção de encostas da atual gestão estadual. O evento deve reunir lideranças de movimentos sociais e sindicatos, reforçando o caráter progressista que a candidatura pretende imprimir à coligação. As informações são do JC.
COALIZAÇÃO DE RAQUEL LYRA A engenharia política liderada por Raquel Lyra contou com o aval do governo federal. Para o entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presença de Gadelha na chapa da governadora é vista como um ganho estratégico, pois assegura o ideal de um segundo palanque para o presidente no Estado, ao mesmo tempo em que rompe com as influências bolsonaristas da coalizão formada por Raquel Lyra.
GADELHA NO PSD Túlio Gadelha, que construiu sua trajetória no movimento estudantil e militou historicamente no PDT antes de ser reeleito pela Rede Sustentabilidade com 134 mil votos, justifica a mudança como uma oportunidade de ampliar sua contribuição ao Estado. Segundo o parlamentar, o objetivo é promover uma convergência entre os projetos estaduais e as políticas de assistência social e defesa da democracia defendidas pelo governo federal.
O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em Pernambuco realizou, na noite desta terça-feira (31), um ato de filiação de pré-candidatos a deputado federal e deputado estadual, na sede do partido, no Recife, reforçando a aliança com o PSB e ampliando quadros para 2026. O prefeito do Recife e pré-candidato ao governo do estado, João Campos (PSB), prestigiou o evento.
A solenidade ocorre no mesmo momento em que, nacionalmente, o deputado federal Luciano Bivar se filia ao partido. A entrada na sigla foi formalizada em Brasília pelo presidente nacional da sigla, Baleia Rossi. As informações são do Blog da Folha.
Cerca de 30 novas filiações foram oficializadas, incluindo líderes políticos de diferentes regiões do estado. Entre os novos quadros, estão os ex-prefeitos Yves Ribeiro, de Paulista, e Joaquim Lapa, de Carpina. Também passaram a integrar o partido Flávio Gadelha Filho, filho do prefeito de Abreu e Lima Flávio Gadelha, Cristiane Moneta e Flávio Caça Rato.
O presidente estadual do MDB, Raul Henry, enfatizou o momento de consolidação da aliança e o fortalecimento do partido. Ele também relembrou a construção histórica da parceria entre MDB e PSB, iniciada em 2012 por Jarbas Vasconcelos e Eduardo Campos, destacando sua continuidade e relevância no cenário atual.
O prefeito João Campos destacou sua disposição para a disputa eleitoral e a importância da unidade política.
“Na política, não fazemos nada sozinhos. Essa aliança é construída com confiança, diálogo e propósito, para representar a vontade do povo de Pernambuco”.
Pré-candidatos Em nome dos pré-candidatos à Câmara dos Deputados, a deputada Iza Arruda ressaltou o alinhamento do grupo.
“O MDB mostra, mais uma vez, que sabe construir união. Estamos juntos em um projeto maior, fortalecendo essa caminhada que tem lado e tem compromisso com Pernambuco”, afirmou.
Representando os pré-candidatos a deputado estadual, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto, frisou a convergência em torno do projeto político.
“Essa união não é apenas eleitoral, é uma construção em favor de Pernambuco. Estamos juntos e confiantes nesse projeto que tem o apoio do povo”, declarou.
Encerrando o evento, João Campos reforçou o compromisso coletivo com o projeto para 2026.
“Com união e responsabilidade, vamos construir chapas fortes e seguir firmes nesse caminho. Esse é um projeto que olha para frente e que cuida das pessoas”, pontuou.
A Assembleia Legislativa de Pernambuco comemorou, nesta terça-feira (31), 191 anos de criação com sessão solene no auditório Sérgio Guerra. Durante o evento, o presidente da Casa, deputado Álvaro Porto (MDB), afirmou que o Legislativo estadual seguirá atuando com independência e resistindo a tentativas de interferência externa. “Temos a convicção de que nada nos fará ceder e aceitar intromissões dos que querem um Legislativo submisso, inerte e moldado a interesses que apequenam o nosso papel de representantes legítimos do povo”, declarou.
No discurso, Porto também destacou a atuação da Assembleia na aprovação de projetos e no apoio a iniciativas do Executivo. “A Assembleia, faz-se necessário enfatizar, tem aprovado todos os projetos encaminhados pelo governo! Todos, senhoras e senhores”, afirmou, citando a liberação de mais de R$ 13 bilhões em operações de crédito nos últimos anos. Segundo ele, o trabalho do plenário tem garantido condições para que a gestão estadual atenda demandas da população.
O parlamentar ressaltou ainda ações institucionais desenvolvidas pela Casa, como programas nas áreas de saúde, cidadania e igualdade racial, além da restauração do Palácio Joaquim Nabuco, que abrigará o Museu do Legislativo Pernambucano. “O prêmio confirma o acerto da decisão tomada há quase quatro anos de trazer oficialmente para o cotidiano do Legislativo a luta antirracista e o combate à discriminação”, disse, ao mencionar reconhecimento recebido por iniciativas da Assembleia.
A Secretaria de Articulação Política de Caruaru passa a ser comandada por Osmarino Lamartini, após a saída de Anderson Luiz. Até então secretário executivo de Administração, ele assume a nova função com a atribuição de manter o diálogo institucional e dar continuidade às articulações da gestão do prefeito Rodrigo Pinheiro.
Vice-presidente municipal do PSD, Osmarino integra o grupo político do prefeito e teve participação na última eleição, com atuação na articulação que resultou na eleição de vereadores. Nos bastidores, é apontado como interlocutor junto a lideranças políticas, perfil considerado na definição para o cargo.
Os Estados Unidos realizaram, nesta terça-feira (31), o primeiro sobrevoo com bombardeiros B-52 no espaço aéreo do Irã desde o início da guerra, segundo informações das Forças Armadas norte-americanas.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, as aeronaves têm capacidade de transporte de armamentos nucleares, sendo consideradas peças centrais da estratégia aérea dos Estados Unidos. As informações são do Metrópoles.
A manobra marca uma nova fase na presença militar norte-americana na região e ocorre em meio à escalada do conflito.
“Dado o aumento da superioridade aérea, começamos com sucesso a realizar as primeiras missões terrestres com o B-52, o que nos permite, como já dissemos, continuar a superar o inimigo. E, como o secretário mencionou, mudar para alvos cada vez mais dinâmicos, atendendo a alvos móveis em todo o campo de batalha“, declarou.
O bombardeiro B-52, produzido pela Boeing, é um dos principais vetores estratégicos da Força Aérea dos Estados Unidos.
A aeronave é capaz de transportar armamentos de precisão e percorrer longas distâncias sem reabastecimento, sendo usada em missões que incluem ataque estratégico, apoio aéreo e operações de interdição.
Segundo a Força Aérea americana, o modelo integra a base da capacidade ofensiva do país em cenários de conflito convencional.
Ao longo das décadas, foram fabricadas centenas de unidades, operadas por uma tripulação reduzida e com amplo alcance operacional.
“Dado o aumento da superioridade aérea, começamos com sucesso a realizar as primeiras missões terrestres com o B-52, o que nos permite, como já dissemos, continuar a superar o inimigo. E, como o secretário mencionou, mudar para alvos cada vez mais dinâmicos, atendendo a alvos móveis em todo o campo de batalha“, declarou.
O objetivo, segundo ele, é impedir a recomposição de arsenais utilizados no conflito.
Alerta da Guarda Revolucionária iraniana O movimento, no entanto, eleva a tensão regional, especialmente após declarações da Guarda Revolucionária iraniana, mais cedo, também nesta terça-feira.
A corporação afirmou que pretende retaliar ataques recentes e que empresas norte-americanas com atuação no Oriente Médio podem ser consideradas alvos legítimos. Entre os nomes citados estão companhias como Boeing, responsável pela fabricação dos bombardeiros B-52, além de grandes empresas de tecnologia como Meta, Google, Apple e Microsoft.
Filiado ao Novo desde o ano passado, após três décadas na sequência de PFL, Democratas e União Brasil, o ex-deputado federal José Carlos Aleluia acredita que sua sigla atual sairá maior das urnas em outubro. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o ex-parlamentar, atual pré-candidato a governador da Bahia, acredita que não haverá problemas para ultrapassar a cláusula de barreira, que este ano será de 13 deputados para ter acesso ao fundo partidário. Um dos trunfos, segundo ele, é a pré-candidatura presidencial do agora ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema.
“O Novo é muito forte no Rio Grande do Sul, tem grandes lideranças, provavelmente fará um senador lá. Vai fazer uma bancada de deputados em Santa Catarina, está muito bem e deve ter candidato ao Senado no Paraná e em São Paulo. Nós passaremos a cláusula de barreira com folga. E na Bahia, quero dar essa contribuição para que possamos ter um partido que tem menos vícios do que os outros que aí estão. Por isso que saí do União Brasil. Quando o Democratas se juntou com o PSL, eu vi que aquilo não era para mim e tomei o caminho de casa”, contou Aleluia.
Segundo o ex-parlamentar, esse fortalecimento do Novo tem causado “desespero” ao presidente Lula (PT), que venceu as últimas eleições em Minas Gerais, o que não tende a se repetir este ano. “O desespero dele é porque em Minas Gerais o meu partido tem a candidatura de Zema. Minas é um estado decisivo em qualquer eleição, pelo peso e pela transição, porque é o caminho do Sul para o Nordeste. Portanto, a eleição tem que ser nacionalizada, não dá para ‘desnacionalizar’. O eleitor precisa entender que não dá. Ele pode votar em Lula e votar em mim, não tem problema. Agora eu vou pedir para não votar em Lula e votar em mim. É importante não votar em Lula também”, disparou.
Aleluia ainda descartou rumores como a saída de Zema para o PSD, diante das conversas entre o ex-governador e o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab. “O Novo tem um candidato em quem nós confiamos. O que existe é uma conversa de Kassab com Zema, que não é de agora. Tanto que Zema colocou seu vice como candidato a governador, e que disputará pelo PSD, partido de Kassab. Então a conversa existe, mas entendo que a eleição para presidente da República não será decidida no primeiro turno. Uma coisa é certa, no segundo, todos estaremos juntos contra Lula”, concluiu.
Um dos maiores escândalos da história do Brasil deverá ter interferência direta nas eleições deste ano. As investigações do caso do Banco Master, que envolvem diversas autoridades da República, têm causado muita expectativa a cada dia. Para o ex-deputado federal e atual pré-candidato ao governo da Bahia, José Carlos Aleluia (Novo), o tema não poderá ser ignorado pelos postulantes, mesmo que não estejam vinculados ao esquema.
“É evidente que o Banco Master vai influir na eleição do Brasil. O negócio cresceu na Bahia. Ele surgiu quando, no governo de Rui Costa (PT, atual ministro da Casa Civil), o secretário de Indústria e Comércio era o Jaques Wagner (PT), que promoveu a privatização de um supermercado público chamado Cesta do Povo. Mas a joia da coroa não era o supermercado, e sim um cartão de crédito que tinha um monopólio: só ele podia emprestar para os servidores. Foi feita a licitação, quem venceu foi um sujeito chamado Augusto Lima, que pagou R$ 15 milhões. Em seguida, teve o decreto do monopólio, em que o funcionário não podia mudar de cartão nem usar outro para se endividar, e poderia comprometer a renda dele até 70%. Ele deu uma força ao banco. Augusto Lima aportou esse ativo no Banco Master e exportou para o Brasil todo, em vários estados e municípios. Então, o ovo da serpente foi na Bahia”, contou Aleluia, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
Sobre os rumores de que os dois principais grupos políticos da Bahia, liderados respectivamente pelos petistas e pelo ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), tenham costurado um acordo para deixar o tema de fora da disputa eleitoral, Aleluia rechaça a hipótese.
“Eu não acredito nesse acordo que estão falando. Ninguém vai fazer acordo, esse assunto vai ser tratado. Ninguém faz acordo para esconder a verdade num país democrático como o nosso. Tudo tem que ser tratado, mas o meu projeto é tratar mais de desenvolvimento. Eu quero trazer propostas, eu não atacarei nenhum dos dois lados sobre esse aspecto. Embora eu não tenha envolvimento, vou usar o meu tempo, que é muito pouco, para trazer propostas”, colocou.
O ex-deputado federal José Carlos Aleluia (Novo) acredita que o Nordeste não dará as mesmas votações históricas ao PT nesta eleição. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o atual pré-candidato ao governo da Bahia avalia que o cenário está propício para as oposições ao petismo, desde que adotem a estratégia de juntar a disputa nacional com a estadual. No caso dele, o enfrentamento será com o governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT), tendo na trincheira oposicionista o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil).
“Hoje, Lula influencia de forma negativa em alguns estados na eleição local. A eleição da Bahia em 2022 foi decidida por Lula. No Ceará, Ciro Gomes (PSDB) está na frente, mas ele vai ter que enfrentar Lula, e ele enfrenta. Ciro está indo no caminho certo, de enfrentar Lula, e é líder nas pesquisas hoje. A minha previsão é de que Lula não terá no Nordeste a mesma frente que teve. Então, dessa vez, o Nordeste não será responsável (por um eventual quarto mandato do petista)”, ponderou.
Aliado histórico do ex-governador Antônio Carlos Magalhães, o ex-deputado falou das atuais diferenças com o neto dele, mas negou diversas vezes o rompimento entre eles. “Eu não rompi com ACM Neto. Eu simplesmente estou entendendo que é preciso fazer oposição a Lula e a Jerônimo, não só a Jerônimo. Não conversei com ACM, mas não tenho dificuldade de conversar. Eu tenho uma candidatura que não é contra ninguém, que é uma candidatura a favor da Bahia e a favor do Brasil”, colocou. “Só acho que ele (ACM Neto) não está agindo da maneira que eu acho que deve agir, enfrentando o Lula. Não se vence eleição na Bahia sem enfrentar Lula”, concluiu Aleluia.
Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ como ex-deputado federal José Carlos Aleluia, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
A Norte Energia, responsável pela Usina de Belo Monte, no Pará, informou a mudança no comando da companhia com a saída de Paulo Roberto Ribeiro Pinto da presidência, após quase uma década no cargo. Segundo fato relevante divulgado pela empresa, a substituição foi definida pelo Conselho de Administração, com saída efetivada nesta terça-feira (31).
Para o lugar, assume Luiz Eduardo Osorio, a partir de amanhã (1º). O novo presidente tem trajetória em empresas como Vale, CPFL Energia, Raízen e LTS Investments, além de atuar atualmente como conselheiro do Grupo Energisa. A companhia destacou que a mudança segue práticas de governança corporativa e ocorre após decisão formal do conselho.
O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) disse hoje ter acionado o STF (Supremo Tribunal Federal), a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal contra Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (Podemos-MS), após ser acusado pelos dois de estupro durante sessão da CPMI do INSS.
Gaspar diz que levou o caso ao STF e acionou PF e PGR. O deputado afirmou que apresentou queixa-crime por calúnia no Supremo, além de notícia-crime e representações na PGR e na PF. Ele, que é pré-candidato ao Senado por Alagoas, pediu apuração “urgente” dos fatos. As informações são do UOL.
Deputado nega acusação e fala em ataque. Gaspar disse que foi acusado de um suposto estupro no momento em que lia o relatório final da CPMI, que reuniu mais de 200 pedidos de indiciamento, mas acabou rejeitado no colegiado. “Na hora em que eu estava lendo o relatório, estavam dois parlamentares me acusando de um crime abjeto”, afirmou.
Ele se colocou à disposição para investigação, incluindo teste de DNA. O parlamentar disse que está aberto a qualquer tipo de apuração e exames. “Eu estou à disposição para quaisquer esclarecimentos, inclusive DNA, se assim entenderem cabível”, disse.
Aponta motivação política e chama denúncia de “cortina de fumaça”. Segundo Gaspar, a acusação teria sido usada para desviar o foco do relatório da CPMI. Ele atribuiu a ofensiva a adversários políticos e disse que o episódio não pode “ficar impune”.
Relator fala em impacto pessoal e “momento mais difícil” da vida pública. O deputado afirmou que familiares passaram mal após o episódio e disse estar indignado. “Nunca um parlamentar na história desta Casa sofreu um ataque tão vil.”
Acusação partiu de Lindbergh e Soraya. O deputado e a senadora chamaram Gaspar de estuprador e afirmaram que levariam o caso às autoridades, em meio aos trabalhos da comissão.
Caso seria um episódio antigo. A acusação menciona um suposto caso ocorrido anos atrás. Até o momento, não foram apresentados elementos públicos que comprovem a denúncia, e Gaspar nega qualquer irregularidade. Segundo os dois parlamentares, o caso corre em segredo de Justiça.
Lindbergh e Soraya enviaram à PF pedido de investigação contra Gaspar. Segundo eles, oito anos atrás, o deputado teria estuprado uma adolescente de 13 anos, que teria engravidado e gerado uma criança desse relacionamento. A vítima hoje teria 21 anos e a criança, 8. Também alegam que a avó da criança foi registrada como mãe, uma vez que a adolescente era nova demais para assumir o bebê.
Gaspar diz que caso foi com o primo. Ele cita datas diferentes daquelas mencionadas por Lindbergh e Soraya, sem ocorrência de estupro.