O deputado Felipe Carreras (PSB-PE), autor do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), não pisa tão cedo no Ministério da Fazenda. O ministro Fernando Haddad rompeu relações com o parlamentar, após ele fazer duras críticas aos números do governo sobre o impacto fiscal dos benefícios concedidos às empresas do setor. Carreras reclama da falta de diálogo, mas diz estar aberto a restabelecer os contatos. Haddad não comenta. A Câmara aprovou, ontem, o fim gradual do programa. O texto vai para o Senado. As informações são do portal Estadão.
No final do ano, o governo editou Medida Provisória determinando fim do programa. Diante da resistência de deputados e empresários, o ministro da fazenda disse que negociaria um projeto de lei com um meio-termo. No final de janeiro, pouco antes da retomada dos trabalhos no Legislativo, Haddad e Carreras conversaram. Mas, depois disso, os dois se desentenderam. Nos bastidores, não faltaram trocas de farpas.
Carreras reclamou de fantasia do ministro com os números, porque Haddad afirmou, inicialmente, que o programa havia consumido R$ 17 bilhões em receitas da União em 2023 – dos R$ 25 bilhões acordados para toda a duração do programa. Depois, passou a falar em R$ 13 bilhões de custo no ano passado. Mas associações do setor dizem que o número é ainda menor e gira em torno de R$ 6,5 bilhões. Haddad não gostou.
Para piorar a situação, Carreras reclamou que a equipe econômica “não abriu as portas” para debater o projeto. Em março, Haddad cancelou uma reunião da qual Carreras participaria. O ministro marcou outro encontro apenas com a relatora da matéria, a deputada Renata Abreu (Podemos-SP).
O deputado Felipe Carreras nega que, da parte dele, tenha ocorrido rompimento e afirma que está de portas abertas. “Sempre tive relação institucional com o ministro. Ajudei enquanto líder do blocão a aprovar várias pautas difíceis importantes no ano passado. Tenho feito críticas democráticas a forma como ele lida com o Perse. Quem não tem maturidade e capacidade de conviver com o contraditório terá sempre dificuldades de relacionamento em qualquer ambiente na vida. Imagine na política”, afirmou à Coluna do Estadão. O ministro da Fazenda não comentou.
O Perse foi criado em 2021, durante a pandemia de covid-19 para aliviar prejuízos ao setor de eventos e está na mira do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para extingui-lo. Parlamentares na Câmara, porém, articulam por uma solução gradual. O projeto deve ser votado nesta terça-feira, 23, na Câmara dos Deputados.
No último dia 17, a festa de aniversário de Felipe Carreras e Renata Abreu, em Brasília, se transformou num grande ato em defesa do Perse, como mostrou a Coluna do Estadão. A presença do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e sua declaração defendendo o programa, chamou atenção para mais um embate entre as áreas política e econômica do governo Lula. “Eu sou a favor do Perse. O Perse consciente, o Perse responsável”, afirmou Padilha na ocasião.
A Prefeitura de Serra Talhada, por meio de uma ação conjunta entre a Procuradoria Geral do Município (PGM) e a Secretaria Municipal de Transparência, Fiscalização e Controle, realizou, ontem, um workshop de treinamento e capacitação focado na Ordem Cronológica de Pagamentos. O evento reuniu gestores, ordenadores de despesas e servidores municipais para alinhar os procedimentos municipais às exigências das Leis Federais nº 8.666/93 e nº 14.133/2021, além da Lei Municipal nº 2.064/2024.
O treinamento abordou a importância de organizar os pagamentos por quatro eixos: fornecimento de bens, locações, prestação de serviços e realização de obras, respeitando a data de liquidação da despesa. A iniciativa reforçou o compromisso da gestão com os princípios da impessoalidade, moralidade e eficiência administrativa.
O procurador geral do Município, Cecílio Tiburtino, destacou que a capacitação é o caminho para uma entrega mais qualificada à sociedade. “A capacitação contínua é o pilar de uma administração pública eficiente e transparente. Ao treinarmos nossos servidores e gestores sobre a estrita observância da ordem cronológica de pagamentos, estamos garantindo o cumprimento de princípios constitucionais fundamentais. Nosso objetivo é fornecer as ferramentas necessárias para que a execução das atividades municipais reflita o compromisso de Serra Talhada com a legalidade, assegurando que os recursos públicos sejam geridos de forma justa, o que impacta diretamente na qualidade do serviço entregue à nossa população”, enfatizou.
Já o secretário de Transparência, Fiscalização e Controle, Thehunnas Peixoto, enfatizou o papel preventivo da medida. “A implementação e o controle rigoroso da ordem cronológica não visam apenas a melhoria dos serviços burocráticos, mas atuam como uma medida preventiva essencial. Este tipo de ação promove a conformidade administrativa, prevenindo eventuais inconsistências e a necessidade de revisão de atos. Ao orientarmos os ordenadores de despesa sobre a importância da liquidação prévia e da transparência, fortalecemos os mecanismos de controle interno e evitamos falhas que comprometam a sustentabilidade das finanças e a integridade da gestão”, frisou.
Além disso, outro ponto central do workshop foi a obrigatoriedade da divulgação mensal das listas de pagamento no Portal da Transparência, garantindo que qualquer cidadão possa fiscalizar o uso do dinheiro público. Por fim, reforçou-se a necessidade de planejamento prévio das contratações para evitar pagamentos emergenciais e garantir a estabilidade dos fornecedores do município.
No dia 17 de dezembro, Lula teve uma reunião com os senadores Renan Calheiros (AL) e Eduardo Braga (AM), dois dos principais caciques do MDB que são seus aliados dentro do partido. Foi a sondagem mais explícita que Lula fez quanto à possibilidade de ter um vice emedebista no lugar de Geraldo Alckmin (PSB) nas eleições de outubro.
Renan e Braga disseram a Lula que, diante de um convite formal, a ala governista do partido conseguiria, sim, aprovar a aliança na convenção partidária. Na avaliação dos dois senadores, hoje o comando do MDB, concentrado em São Paulo, é aliado do governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Mas essa não seria a maioria.
Especialmente pela força interna que têm no MDB suas seções do Pará e de Alagoas. Na convenção do MDB, os delegados não são escolhidos de forma proporcional ao tamanho dos estados. Mas de acordo com a performance regional do partido. Assim, estados onde há mais prefeitos, mais deputados, mais senadores, têm mais delegados. Nesse sentido, o Pará, governado por outro aliado de Lula, Helder Barbalho, é quem tem o maior número.
E Alagoas, comandada por Renan, é outro estado internamente forte também. Assim, Renan e Eduardo Braga disseram a Lula que a chance irá depender dos cálculos que o MDB fizer. E que, como vice-presidente, tais ganhos poderiam ser consideráveis. Numa campanha vitoriosa desde o início, engordaria a chance de formação de palanques regionais, especialmente quando se verifica a dificuldade de composição pelo centro na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). Mas Lula sabe também o quanto é complicado fazer acertos com o MDB.
Em 2002, Lula não teve formalmente o MDB em seu primeiro governo. E, no caso, a responsabilidade por não ter havido esse acerto foi do próprio Lula. Ele desautorizou José Dirceu, que seria seu ministro da Casa Civil, a fechar os acertos que fazia com o então presidente do partido, Michel Temer. A falta de acerto com o MDB deu no Mensalão.
Divisão interna sempre foi o sinônimo do MDB. Ir, portanto, para uma convenção nessas características, não seria uma novidade. O problema é que, às vezes, isso vira divergência física mesmo. Uma convenção do MDB no plenário da Câmara terminou uma vez com uma briga que quebrou o vidro do plenário.
No caso do PT, há ainda o trauma com Dilma Rousseff, que teve como seu vice Michel Temer. Embora Temer negue, há uma desconfiança muito grande de que ele tenha ajudado a tramar o impeachment de Dilma. Afinal, ele viraria presidente, e quem comandou o processo foi seu aliado, Eduardo Cunha.
Outro problema, no caso, é que ainda que a ala governista vença a convenção certamente não conseguirá que o MDB inteiro apoie a reeleição de Lula e que todos trabalhem para ele. Provavelmente, isso não acontecerá no Sul. Não acontecerá em São Paulo. Na verdade, nunca aconteceu em eleições anteriores.
Os cálculos, então, precisariam levar primeiro em conta o grau de risco da aprovação em uma convenção disputada. E, depois, a agregação de apoio em determinados estados. No caso do Nordeste, Lula teria já esse apoio. Onde mais a troca do vice somaria, é o que será preciso calcular. E isso passa também pelo perfil de quem for escolhido.
Um nome do Nordeste talvez agregasse pouco. O governador do Pará, Helder Barbalho, talvez colocasse alguém forte partidariamente, mas de um estado que é apenas o nono colégio eleitoral. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, poderia agregar por ser mulher e ter sido terceiro nas últimas eleições.
Finalmente, Lula teria que calcular se vale a pena perder um vice como Geraldo Alckmin. O vice-presidente lhe tem sido fiel e útil. Lula calcula que ele poderia ter chances se disputasse o governo de São Paulo, coisa que Alckmin não deseja. Até porque, ali, a parada contra Tarcísio de Freitas não será simples.
A prévia carnavalesca ‘Lavagem do Atrás da Banca’, idealizada pelo vereador Ronaldo Cancão, animou Petrolina no último domingo, reunindo famílias e amigos ao som dos cantores Patuka e Xéxeu (ex-Timbalada). Neste ano, a festa prestou homenagem ao ex-prefeito Augusto Coelho e contou com a presença do prefeito Simão Durando e do ex-prefeito e presidente do União Brasil em Pernambuco, Miguel Coelho.
O evento integrou a programação das tradicionais prévias carnavalescas que marcaram o último final de semana na cidade, levando muita animação às ruas de Petrolina. “Obrigado a cada pessoa que esteve presente, que levou sua família, que sorriu, que dançou, que celebrou. A ‘Lavagem da Atrás da Banca’ é isso: um evento familiar, de gente feliz, de gente simples, de gente que ama Petrolina, que ama o carnaval e carrega o espírito carnavalesco nas veias”, disse o vereador em postagem de agradecimento nas redes.
A Justiça Federal rejeitou, hoje, duas ações impetradas pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pelo deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a escola de samba Acadêmicos de Niterói, do Rio de Janeiro, por conta do enredo escolhido pela agremiação.
A escola de samba levará à Sapucaí no desfile de Carnaval deste ano o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que retrata a trajetória política e pessoal do presidente, candidato à reeleição. As informações são do portal G1.
Na decisão, o juiz federal Francisco Valle Brum indeferiu os pedidos apresentados pelos parlamentares, sob o argumento de que não cabe ação popular neste caso – ou seja, que os pedidos não cumprem os requisitos necessários para a abertura de processo.
O juiz argumenta que a ação popular é um instrumento usado para defender o interesse público. Mas ela só cabe quando o ato questionado, além de ilegal, causa ou pode causar prejuízo. No caso de uma ação penal, não basta haver irregularidade. Para entrar com ação popular, é preciso que exista também risco de dano aos cofres públicos ou à administração.
Por isso, as ações enviadas pelos parlamentares foram rejeitadas. “No caso, inexiste qualquer documento acerca do montante pleiteado a título de ressarcimento pelo alegado dano ao patrimônio público”, dizem as decisões.
“Necessário concluir, portanto, no mesmo sentido, ou seja, que a demanda não reúne as condições necessárias para seu prosseguimento, por inadequação da via eleita”, prossegue o juiz. “Ante o exposto, indefiro a petição inicial e julgo extinto o processo”.
Pesquisa Real Time/Big Data divulgada hoje indica uma vitória de João Campos (PSB) em primeiro turno nas eleições deste ano para o Governo de Pernambuco. Com 54,8% dos votos válidos, o prefeito do Recife aparece 20 pontos à frente da governadora Raquel Lyra (PSD), que tem 33,3%. O vereador Eduardo Moura (Novo), com 8,6%, e o ex-vereador Ivan Moraes (PSOL), com 3,2%, foram os outros dois nomes sondados no levantamento.
Na pesquisa estimulada, quando são consideradas outras possibilidades de voto, João Campos mantém a vantagem de 20 pontos sobre a atual governadora e obteve 51% da preferência do eleitorado. Já Raquel Lyra aparece com 31%, Eduardo Moura, com 8%, e Ivan Moraes, com 3%. Brancos e nulos são 4%, e não sabem ou não responderam, 3%.
A pesquisa foi realizada com dois mil entrevistados nos dias 9 e 10 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Como determina a legislação, o levantamento foi registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número PE-09944/2026.
O vice-presidente Geraldo Alckmin pode não disputar a eleição neste ano caso seja preterido para compor a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela reeleição. A informação é de amigos de Alckmin, incomodados com as articulações de dentro do próprio PT e de assessores de Lula para “rifar” o atual vice-presidente da República da chapa presidencial.
Alckmin tem evitado comentar publicamente qual deve ser seu destino neste ano eleitoral, mas, reservadamente, ele prefere ser novamente candidato a vice de Lula e não quer disputar a eleição em São Paulo. Os amigos de Alckmin dizem foi deselegante a atitude de Lula de falar em um evento que contava com o seu vice para as eleições em São Paulo. As informações são do Blog do Valdo Cruz.
O presidente disse que Alckmin e Fernando Haddad tinham uma missão em São Paulo. Nas articulações internas, o PT gostaria de ter Alckmin disputando ou o governo ou o Senado por São Paulo.
Ontem, o presidente nacional do PSB, o prefeito João Campos (PE), esteve ontem com o presidente Lula para reforçar o desejo do partido de manter Geraldo Alckmin como candidato a vice na chapa de Lula. O presidente do PT, Edinho Silva, mais cedo havia dito que a vaga será de Alckmin se assim ele desejar.
Só que, nos bastidores do governo, a conversa é outra. Mesmo diante das reclamações do PSB, oficializadas ontem a Lula, assessores do presidente defendem que a vaga seja entregue a um nome do MDB, para fazer uma composição mais ao centro.
A presidente do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, apresentou, ontem, as recomendações que devem orientar a conduta e a ética de juízes eleitorais durante as eleições de 2026.
Na semana passada, durante a sessão de abertura dos trabalhos da Corte Eleitoral, a ministra adiantou que apresentaria as regras aos juízes, e chamou as recomendações de “parâmetros de comportamento adequado aos valores constitucionais”.
De acordo com Cármen Lúcia, as recomendações vão contribuir para a uniformização de condutas e para o reforço da credibilidade institucional no período eleitoral.
A apresentação de um código para juízes eleitorais ocorre em paralelo à decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, de tornar Cármen Lúcia relatora do Código de Conduta do Supremo.
A medida é tratada por Fachin como uma das prioridades da gestão dele na Presidência da Corte, mas tem sofrido resistências de outros ministros. Segundo o magistrado, o objetivo do código é dar mais transparência, responsabilidade e confiança pública ao Supremo.
Código do TSE
As regras para os juízes eleitorais foram detalhadas em uma reunião com os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) na tarde dessa terça-feira (10).
Entre as regras estão: não se manifestar nas redes sociais sobre escolhas políticas ou pessoais, e não receber ofertas, presentes ou favores que ponham em dúvida ou capacidade de decidir.
Também estabelecem que é necessário divulgar audiências e agendas com partidos políticos, candidatos e partes de processos eleitorais, e que comparecer a confraternizações com candidatos gera conflitos de interesses.
Veja todas as recomendações, conforme divulgado pelo TSE:
1. Garantir a publicidade das audiências com partes e advogados, candidatas ou candidatos e partidos políticos, divulgando previamente as agendas de sua realização, ocorram elas dentro ou fora do ambiente institucional.
2. Manter postura comedida em intervenções e manifestações públicas ou privadas, inclusive em agendas profissionais ou pessoais, sobre temas relacionados ao processo eleitoral, estejam ou não submetidos à sua jurisdição.
3. Evitar o comparecimento a eventos públicos ou privados que, durante o ano eleitoral, promovam confraternização com candidatas ou candidatos, seus representantes ou pessoas direta ou indiretamente interessadas na campanha, em razão do potencial conflito de interesses.
4. Abster-se de manifestações, em qualquer meio, inclusive mídias digitais e redes sociais, sobre escolhas políticas pessoais, de modo a não gerar dúvidas quanto à imparcialidade das decisões judiciais.
5. Não receber ofertas, presentes ou favores que possam colocar em dúvida a imparcialidade da magistrada ou do magistrado no exercício da jurisdição.
6. Evitar quaisquer sinalizações favoráveis ou contrárias a candidatas ou candidatos, partidos políticos ou ideologias, sob pena de suscitar ilações de favorecimento ou perseguição em julgamentos.
7. Manter-se afastados de atos ou processos nos quais escritórios de advocacia dos quais façam parte estejam representando interesses, preservando a ética e a independência da função judicante.
8. Não assumir compromissos com atividades não judiciais que prejudiquem o cumprimento dos deveres funcionais, considerando que a função judicante é pessoal, intransferível e insubstituível.
9. Assegurar que apenas a autoridade competente torne públicos atos judiciais e administrativos, evitando equívocos de interpretação ou divulgações precipitadas ou inadequadas sobre o processo eleitoral.
10. Reafirmar a transparência como princípio republicano essencial, garantindo ampla publicidade dos atos da Justiça Eleitoral, de forma a assegurar ao eleitor e à eleitora o direito à informação segura e baseada em fatos.
A Justiça da Itália deve decidir sobre a extradição da ex-deputada Carla Zambelli em poucos dias, disse hoje, à TV Globo, o advogado de Zambelli. A ex-deputada federal participará, hoje, de uma nova audiência do processo, que julga um pedido do STF para que Zambelli, presa na Itália, seja extraditada ao Brasil.
O advogado da ex-deputada, Angelo Sammarco, afirmou também que a ex-deputada poderá recorrer ao Supremo em caso de uma decisão favorável à extradição. Outra alternativa também seria pedir intervenção do Ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio.
Ainda segundo Sammarco, uma terceira alternativa poderia ser protocolar um recurso para tentar a troca de juízes no caso, pedido da defesa da ex-deputada que foi negado na terça-feira (10) pela Justiça italiana.
O Sertão do Araripe alcançou um marco histórico na saúde pública com a realização do primeiro procedimento cardíaco de alta complexidade no Hospital Santa Maria, em Araripina. Ontem, a unidade realizou dois cateterismos e uma angioplastia, sendo o primeiro em um paciente do próprio município.
Os procedimentos foram realizados após o credenciamento do serviço de hemodinâmica pelo Sistema Único de Saúde (SUS), resultado de uma articulação do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e da deputada estadual Roberta Arraes. A unidade, equipada e com equipe especializada desde dezembro de 2023, aguardava a liberação do Ministério da Saúde para iniciar os atendimentos pelo SUS.
Com o funcionamento do serviço, pacientes da Macrorregião Interestadual de Saúde PEBA, que reúne municípios de Pernambuco e da Bahia, passam a ter acesso ao atendimento cardiológico especializado sem a necessidade de longos deslocamentos para outros centros. A descentralização reduz o tempo de resposta em casos graves e amplia as chances de sobrevivência.
Para o deputado federal Eduardo da Fonte, a liberação do serviço representa a concretização de uma luta antiga. “Que felicidade poder comemorar esse momento tão esperado. A chegada da hemodinâmica ao sertão é a prova de que o interior também merece uma saúde de alta complexidade, com agilidade e cuidado. Estamos falando de vidas sendo salvas mais perto de casa”, afirmou.
“Mais um passo histórico para o Sertão. A Hemodinâmica chega para salvar vidas e reafirmar uma luta nossa desde sempre: levar saúde de qualidade para o todos os Pernambucanos”, frisou Roberta Arraes.
Os primeiros procedimentos marcam o início de uma nova fase para a saúde cardiológica no Sertão do Araripe, ampliando o acesso a serviços de alta complexidade e fortalecendo a rede pública de atendimento na região.
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e conhecido nacionalmente como relator das pedaladas da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o que resultou no impeachment da aliada de Lula (PT), em 2016, Augusto Nardes, defende a governança como solução para os problemas do Brasil. Ele foi o entrevistado de ontem (10) no podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco.
Governança, segundo explicou Nardes, é um conceito acima de gestão. “São três palavras-chave: direcionar, avaliar e monitorar. O que significa direcionar? O líder, o governador, o prefeito, o presidente da República direciona, mas se ele não avalia e não monitora, não entrega resultado para a sociedade”, destacou.
“Então, é igual gestão? Não é igual gestão. É praticamente uma situação similar, mas que a governança está acima da gestão. É alguém que pensa estrategicamente, o líder, e que traga resultado”, acrescentou Nardes. A governança, destacou o ministro, é importante para prevenir problemas.
Na opinião dele, não há perspectiva de futuro para o Brasil sem que haja prevenção e indicadores para avaliar, por exemplo, as estatais e as agências reguladoras, porque prestam serviços, além dos números de toda a administração pública federal. “Quando alguém está pagando um pedágio, ele está pagando para alguém terceirizado em nome do Estado brasileiro. Ele tem uma concessão pelo período para fazer o cuidado e preservar as estradas, as pontes. A preservação se faz com prevenção. Para ter prevenção, tem que ter governança”, defendeu.
O ministro lembrou que chegou a conversar com o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos em um café da manhã no Palácio do Campo das Princesas sobre a necessidade de implantar a governança no Brasil. De acordo com Nardes, Campos era favorável à tese.
“Ele (Eduardo Campos) disse: ‘Nardes, eu vou te apoiar, porque sem governança a gente não chega a nada’. Ele mudaria a história do Brasil. Estava crescendo na pesquisa. Chegaria ao segundo turno e ganharia a eleição, porque era um jovem dinâmico. Eu lamentei muito (a morte de Campos), me dava muito bem com ele”, comentou o ministro.
Augusto Nardes ainda citou o episódio da ex-presidente Dilma Rousseff, declarando que não houve corrupção por parte da petista. Ele frisou que Dilma não chegou a “botar dinheiro no bolso”, mas cometeu crime de responsabilidade.
“As pedaladas não foram uma corrupção, mas foi desvio daquilo que a lei estabelece. Foi um desvio fiscal nos fundos de pensão, com impacto que faz com que você perca a credibilidade. Nós perdemos 8% do PIB entre 2015 e 2016. Imagina crescer 8% negativo, para baixo”, avaliou.
Sem Congresso – Nardes destacou que a ex-presidente Dilma Rousseff não pediu autorização ao Congresso para realizar as manobras no orçamento. “Eu diria que a ex-presidente cometeu crime de responsabilidade. Porque ela não podia fazer isso sem autorização do Congresso Nacional, o que se precisa para fazer qualquer mudança no Orçamento. Não vou dizer que ela tenha desviado. Agora, foi um processo também político, mas houve o crime de responsabilidade”, afirmou o ministro.
Não houve golpe – Augusto Nardes negou a hipótese de golpe contra Dilma e ressaltou que houve uma “proposta fora do normal” que não suspendeu os direitos políticos dela por oito anos, como ocorreu com Fernando Collor, o primeiro presidente a sofrer impeachment, em 1992. “O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que presidiu a sessão foi o Ricardo Lewandowski, então diziam que era golpe, e não foi. Até porque foi presidido, a decisão final foi no Senado, passou pela Câmara. Em um processo de impeachment, você tem que ter uma acusação muito séria, que é levada para a Câmara e depois ao Senado. Ela tinha que fazer 168 votos, mas fez 142 votos, e com isso o processo continuou. Alertei a Dilma três anos antes. Em 2012, o ex-ministro José Jorge relatou as contas e descobriu que estava sendo feita uma ‘contabilidade criativa’. Quando eu fui relatar as contas, aquela maquiagem já estava maior. E aí aconteceu em 2014, quando ela disputou a reeleição, ela aumentou muito o dinheiro para o Bolsa Família”, afirmou.
Por falar no PT – Em reunião com o presidente Lula (PT), ontem (10), no Palácio do Planalto, o prefeito do Recife e presidente do PSB, João Campos, reforçou ao petista a intenção do partido de manter Geraldo Alckmin como seu vice na disputa deste ano. A conversa durou cerca de uma hora, e Campos disse ter saído dela “animado” e “seguro” quanto à parceria eleitoral entre o PT e o PSB. “Os dois vão construir isso da melhor forma, há uma relação de carinho e respeito entre eles. Não cabe um interlocutor, não é um presidente de partido que vai tratar disso”, afirmou Campos a jornalistas na saída do encontro. As informações são do jornal O GLOBO.
Setor portuário – O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), participou, ontem (10), do CEO Conference Brasil 2026, realizado pelo BTG Pactual, e afirmou que o Brasil vive “o maior volume de investimentos do setor portuário na história”. O ministro integrou o painel “As perspectivas para os modais de transporte no Brasil”, ao lado do ministro dos Transportes, Renan Filho, e representantes do mercado financeiro e do setor produtivo. Durante o encontro, Silvio destacou que o governo prevê a realização de mais de 19 leilões portuários ainda em 2026.
Alepe Folia – A quarta edição do Alepe Folia, prévia carnavalesca promovida pela Assembleia Legislativa de Pernambuco, reuniu parlamentares, servidores e colaboradores da Casa, ontem (10), em um trecho da Rua da União, no Centro do Recife. O evento teve formato de “baile” e registrou aumento de público em relação às edições anteriores. A programação foi conduzida pelo presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto (PSDB), e pelo 1º secretário, deputado Francismar Pontes (PSB). A abertura contou com um minitrio elétrico e apresentações de Almir Rouche, Mayara Dias, Marquinhos Balada e da banda Chama do Brega, que animaram os foliões ao longo da prévia.
CURTAS
Flanelinhas no Carnaval 1 – O deputado Joel da Harpa (PL) defende o aumento imediato do monitoramento e a realização de operações preventivas mais intensas durante o Carnaval, com presença reforçada das forças de segurança e ações estratégicas para coibir cobranças ilegais em vias públicas.
Flanelinhas no Carnaval 2 – Além da denúncia sobre as extorsões, o deputado alertou para a possibilidade de integrantes do tráfico de drogas estarem atuando disfarçados de flanelinhas, aproveitando a grande circulação de foliões para ampliar atividades criminosas.
Flanelinhas no Carnaval 3 – “É preciso reforçar a presença do Estado, ampliar o monitoramento e garantir operações preventivas permanentes. Não podemos permitir que o cidadão seja coagido a pagar para estacionar em via pública, nem que o crime organizado se infiltre em áreas turísticas da nossa cidade”, afirmou.
A Justiça de Pernambuco determinou que o blogueiro político Manoel Medeiros, ligado à vice-governadora Priscila Krause (PSD), remova de suas redes sociais informações falsas que atribuem a prática de crimes a quatro auxiliares do prefeito do Recife, João Campos (PSB). Na decisão, a juíza Iasmina Rocha, da 7ª Vara Cível da Capital, avaliou que o jornalista extrapolou os limites da liberdade de expressão e enveredou por uma postura de ofensa à honra sem fundamento em fatos.
A ação foi movida pelos secretários municipais Gustavo Monteiro (Articulação Política e Social), Antonio Limeira (Assessoria Especial do Prefeito), Luciano Temporal (executivo de Ordem Pública e Segurança) e pelo presidente da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb), Daniel Saboya. O empresário Bruno Delgado, outro alvo das postagens ofensivas, também é autor do pedido. Nas postagens, o grupo é acusado, sem provas, de cometer crimes de corrupção.
“Observa-se que o réu não se limitou ao exercício da crítica política ou jornalística. Ao utilizar expressões como ‘esquema criminoso’, ‘lavagem de dinheiro’ e ‘empresa de fachada’ de forma assertiva e direta, além de usar aspas em diversas expressões para dar conotação de ironia e falseamento, sem a demonstração imediata de lastro investigativo oficial ou decisão judicial que suporte tais pechas, o réu parece ter transbordado os limites da liberdade de expressão para adentrar no campo da ofensa à honra”, avaliou a juíza, que determinou multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento da decisão.
Medeiros recebeu a ordem de remover dois vídeos com conteúdos tendenciosos em até 24 horas. Além disso, terá que editar postagens que contenham “informação inverossímil, violação a direitos da personalidade e crítica jornalística com intuito de difamar, injuriar ou caluniar” e não poderá fazer novas publicações atribuindo, sem provas, crimes aos autores da ação.
O blogueiro construiu sua trajetória profissional na assessoria da ex-vereadora e ex-deputada Priscila Krause. Em 2023, seguiu com a agora vice-governadora para o Palácio do Campo das Princesas, onde foi alocado como secretário executivo de Informações Estratégicas. Meses depois, assumiu o cargo de assessor especial da governadora Raquel Lyra (PSD).
Em agosto de 2025, acabou pedindo exoneração depois de ser apontado por deputados de oposição como membro de um suposto gabinete do ódio usado para financiar, com recursos públicos, páginas de conteúdo político pautadas em ataques a adversários da governadora. Ao sair do governo, Medeiros lançou um blog com linha editorial exclusivamente voltada a conteúdos negativos contra João Campos e outros nomes considerados um obstáculo ao projeto de reeleição de Raquel e Priscila.
O ministro Carlos Vuyk de Aquino, do Superior Tribunal Militar (STM), concedeu nesta terça-feira (10) prazo de dez dias para que os advogados de Jair Bolsonaro apresentem defesa no processo que pede a expulsão do ex-presidente do Exército, em função da condenação na ação penal da trama golpista.
A apresentação da defesa é o primeiro passo no andamento processual da ação na qual o Ministério Público Militar (MPM) pediu, no dia 3 de fevereiro deste ano, a perda da patente de Bolsonaro, que é capitão da reserva. As informações são da Agência Brasil.
Após receber a manifestação de defesa do ex-presidente, o processo voltará para o gabinete do ministro. Não há prazo para julgamento do caso.
Se a perda da patente for decretada pelo STM, o salário que Bolsonaro recebe será repassado para a esposa ou filhas em forma de pensão.
O benefício é conhecido como “morte ficta” e está previsto na legislação das Forças Armadas desde 1960.
De acordo com a Constituição, o oficial das Forças Armadas pode ser expulso no caso de condenação criminal superior a dois anos de prisão por condenação criminal.
O ex-presidente foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por ter liderado uma trama para se manter no poder mesmo depois de ter sido derrotado nas eleições de 2022.
Bolsonaro cumpre pena na Papudinha, como é conhecida a Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Além de Bolsonaro, o MPM também pediu a perda da patente dos generais da reserva Augusto Heleno, Paulo Sergio Nogueira, Braga Netto e o almirante Almir Garnier, que também foram condenados pelo Supremo.