A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, disse ter sido mal compreendida sobre uma fala em que criticou a Justiça Eleitoral e sugeriu que “algo estaria errado” no fato de o Brasil ser o único país a ter esse sistema constituído. Em um evento no Recife, na sexta-feira (22), ela disse que “qualquer instituição é passível de sofrer crítica”.
Gleisi Hoffmann esteve no Recife para participar de uma reunião de articulação do PT para as próximas eleições. “Eu não pedi o fim da Justiça Eleitoral. Eu fui mal compreendida. Eu fiz uma crítica muito dura à Justiça Eleitoral, à equipe técnica da Justiça Eleitoral. Qualquer instituição é passível de sofrer crítica, é saudável. Não pode ficar a crítica ácida apenas em cima dos partidos”, afirmou. As informações são do G1.
Leia maisNa quinta-feira (21), ela participou de uma reunião da comissão especial que analisa a PEC 9/2023, conhecida como a PEC da Anistia, na Câmara dos Deputados.
Ao falar sobre as multas aplicadas aos partidos que não cumpriram a cota de gênero nas eleições passadas, Gleisi disse que os valores estabelecidos não eram exequíveis e que os partidos não teriam dinheiro para arcar com a cobrança.
A deputada federal sugeriu que “algo estaria errado” no fato de o Brasil ser o único país do mundo a ter Justiça Eleitoral. Diante da declaração, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, reagiu. Em nota, ele repudiou as afirmações e classificou as falas como “errôneas” e “falsas”.
Ainda durante o encontro do PT no Recife, Hoffmann reafirmou a importância da Justiça Eleitoral, mas criticou a desproporção entre o orçamento dos partidos e do TSE.
“Eles vão fazendo as regras e sempre criticam os partidos. Hoje o orçamento do TSE é de 10,7 [bilhões], o orçamento para distribuir entre os partidos é de 1,2 [bilhão]. A gente tem que olhar isso. Tem uma coisa que não está bem medida e foi essa a crítica que eu fiz, senão fica só em cima dos partidos, como se os partidos fossem a coisa mais errada do processo”, afirmou.
Segundo a presidente do PT, as multas que estão sendo tratadas pela PEC da Anistia não são adequadas para a estrutura dos partidos. Gleisi Hoffmann defendeu a aplicação de multa política.
“Tem que ter multa política. Ao estabelecer que nós vamos ter 20% das cadeiras para as mulheres, isso quer dizer que, em situações onde não se eleger mulher, cai um homem eleito e entra a mulher mais votada da mesma chapa. Eu acho que isso é uma correção para as vagas e não só a pecuniária”, declarou.
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