Genro do ex-senador Marco Maciel, Joel Braga Filho, agradece, em nome da esposa, Gisela Maciel, a Magno Martins pela homenagem feita pelo jornalista em obra póstuma lançada, hoje, no Salão Nobre do Senado Federal.
Genro do ex-senador Marco Maciel, Joel Braga Filho, agradece, em nome da esposa, Gisela Maciel, a Magno Martins pela homenagem feita pelo jornalista em obra póstuma lançada, hoje, no Salão Nobre do Senado Federal.
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O acordo de cavalheiros entre o presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo Filho, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, é o último capítulo de uma impressionante batalha de lobbies que se assistiu nas últimas semanas na Esplanada dos Ministérios. Começando pelo Banco Master.
O tamanho da rede de proteção que o banco de Daniel Vorcaro montara em Brasília talvez ainda não seja totalmente conhecida. E poderá ainda gerar constrangimentos caso avance mesmo no Congresso um pedido feito pela Rede e pelo Psol de CPI. A rede tem políticos, talvez ministros de altas Cortes e – investiga-se – influenciadores digitais contratados. A rede foi a primeira a se mexer.
Leia maisE fez com que, na sequência, se mexessem os outros lobbies. A rede do Master pretendia “liquidar” a liquidação do banco feita pelo Banco Central. Revertê-la. E, nesse caso, o caminho poderia estar na inspeção pedida pelo ministro do TCU Jhonatan de Jesus. Se a inspeção pedida por Jhonatan revertesse a liquidação, ficava comprometido o Banco Central. Então, moveu-se o lobby do Banco Central.
A pressão do BC apontava para o que tecnicamente chamam de “risco sistêmico”: o questionamento poderia comprometer a autoridade monetária do banco. O lobby que se moveu parece ter envolvido até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pediu a Vital do Rêgo que interferisse para anular a inspeção determinada por Jhonatan. Vital moveu-se. Parou a inspeção. Jhonatan resolveu deixar para o próprio plenário do TCU uma decisão final para o caso. O problema é que, assim, quem ficaria desmoralizado seria o TCU como Corte de Contas do país.
Mexeu-se, então, o lobby do tribunal. A conversa de Vital com Galípolo selou o acordo. A inspeção continuará. Mas o que se comenta nos bastidores é que será uma inspeção “para inglês ver”. Ao final, o plenário do TCU dirá que não se constatou nenhum problema na liquidação do Master. Fica mantida a autoridade do BC, mas fica mantido o direito de inspeção do tribunal.
Galípolo aceitou o acerto porque continuava se movendo uma sombra de dúvida sobre o Banco Central. Parecia que as decisões do banco como autoridade monetária eram totalmente inquestionáveis e pouco transparentes. Uma caixa-preta que também não se justificaria e que geraria desgaste.
Não custa lembrar que o Banco Central tenta aumentar ainda mais sua autonomia. Uma PEC, de autoria do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) amplia essa autonomia, dando ao BC também independência financeira e orçamentária. A PEC é relatada por um senador de oposição, Plínio Valério (PSDB-AM).
E Galípolo a apoia. A autonomia que tem foi conquistada pelo BC em 2021. A partir de então, os presidentes passaram a ter mandatos de dois anos, que ultrapassem o mandato dos presidentes da República. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nunca escondeu sua contrariedade com esse arranjo.
Enquanto o Banco Central foi presidido por Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, Lula fazia questão de criticar e dizer que a política de juros altos era mantida por Campos Neto por motivação política. Campos Neto saiu, Lula indicou Galípolo. Mas os juros continuaram altos. Nada mudou na estratégia.
Curiosamente, esse ponto parece unir os pensamentos de Lula, um presidente de esquerda, aos de Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, de direita. Lá nos EUA, Trump também reclama da política de juros exercida pelo Federal Reserva (FED), o Banco Central norte-americano, e faz forte pressão.
Na terça-feira (13), Galípolo assinou, junto com outros presidentes de bancos centrais do mundo, um manifesto em apoio ao presidente do FED, Jerome Powell. Moveu-se aí mais um lobby forte: o lobby das autoridades monetárias do planeta. O jogo bruto. Ganha quem tem mais força e capacidade de pressão.
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O crescimento dos registros de feminicídios em Pernambuco em 2025, o maior em oito anos, confirma falhas do governo do estado no combate aos crimes relacionados a gênero, segundo avalia o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto. Oitenta e oito mulheres foram mortas no ano passado no estado, indicando um aumento de 15,8% em comparação com os dados de 2024, quando o total de vítimas ficou em 76. Os dados são do governo e foram divulgados neste mês.
“Este crescimento acontece a partir de um contexto de inoperância e ineficiência que vem sendo denunciado pela Alepe há anos”, diz. Só em 2025, Porto fez quatro pronunciamentos cobrando eficiência, melhores condições de trabalho para policiais e, principalmente, mais comprometimento no combate à violência contra as mulheres.
Leia mais“A estrutura posta em funcionamento pelo governo confirma e colabora para perpetuação da ineficácia. Embora Pernambuco tenha 184 municípios, o estado dispõe de apenas 15 Delegacias da Mulher, das quais somente 7 funcionam 24 horas”, destaca.
Esta situação, segundo Porto, gera números que colocam Pernambuco no topo de rankings vergonhosos no país. “Mas, muito além das estatísticas, este contexto é causador de pavor, de dor e luto a filhos, netos, irmãos e pais, enfim, a famílias que são destroçadas por crimes que, infelizmente, têm por trás a fragilidade dos mecanismos preventivos e protetivos estaduais”, diz.
Essa deficiência, lembra Porto, contraria a Lei Federal nº 14.541/2023, que determina o funcionamento ininterrupto das delegacias da mulher, inclusive nos finais de semana, exatamente quando acontecem o aumento da violência doméstica.
“A inexistência de plantão contínuo gera demora no atendimento, fragilidade na concessão de medidas protetivas e subnotificação de crimes graves”, observa, acrescentado que o mais triste de se constatar é que esta realidade se instala justamente quando Pernambuco é governado por duas mulheres.
O deputado lembra que em agosto de 2025, dados divulgados pelo Instituto Fogo Cruzado já indicavam que o estado concentrava, no ano, o maior número de casos de feminicídio e tentativa de feminicídio com arma de fogo registrados no país.
Segundo dados Fogo Cruzado, entre janeiro e agosto de 2025 foram computados 60 feminicídios no estado, números que já representavam um aumento de 20% em relação aos oito primeiros meses de 2024.
Já em 10 de outubro, Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher, entidades sociais denunciaram publicamente que Pernambuco registrava ali uma média de 3.450 casos de violência doméstica e familiar por mês, o que equivalia a 115 casos por dia.
“Os números, as cobranças, a luta da sociedade e o sofrimento das famílias enlutadas estão presentes no cotidiano do estado, como também estão a ineficiência das políticas de segurança pública e os resultados que amedrontam mulheres pernambucanas e envergonham Pernambuco”, salienta.
O deputado observa que, embora faça anúncios de melhorias e avanços na Segurança Pública, o governo se mostra incapaz de deter a escalada de insegurança. “Os pernambucanos estão cansados de acompanhar, pelas redes sociais e propaganda de TV, narrativas fictícias que tentam amenizar a situação de descontrole da violência”, diz.
Porto ressalta ainda que a subnotificação de crimes e o controle do números pela SDS, cria uma realidade fantasiosa já denunciada inclusive pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco. “Diante deste contexto, não há como
apontar algum avanço quando se anuncia a redução de homicídios em 2025. Os números oficiais informam uma queda de 10%, mas, no mundo extra-oficial, a verdade é que Pernambuco somou mais de 10 mil vidas perdidas para a criminalidade nos três primeiros anos do governo”, destaca.
Para o deputado, o que se vê na Segurança Pública estadual é uma resultado das falhas das políticas para o setor, de delegacias sucateadas, policiais desvalorizados e desrespeitados e da expansão territorial e organizacional do crime, entre outros aspectos.
“Não se pode esquecer que apenas em novembro do ano passado a governadora veio a público dizer que iria assumir a segurança pública como um problema dela e que não poderia se esconder disso. Pois o que se constata é que a falta de comprometimento da governadora com a segurança por quase três anos de mandato, como ela mesmo admitiu, prossegue. Os fatos estão aí para comprovar”, disse Álvaro Porto.
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A cidade de Serra Talhada vive a expectativa da entrega das 902 casas do Residencial Vanete Almeida, obra que passou anos parada e foi destravada com a articulação política da prefeita do município, Márcia Conrado (PT), com apoio do deputado federal Fernando Monteiro (PSD) e empenho do presidente Lula (PT). A cerimônia de entrega de todas as chaves está marcada para a próxima sexta-feira, 16/01, às 15h, e contará com a presença do ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho.
Para a prefeita Márcia Conrado, destravar essa obra não foi fácil. “Não foi rápido. Não foi simples. Mas foi tratado como prioridade. Com seriedade. E eu preciso registrar algo muito importante: há mais de cinco anos, eu, o deputado federal Fernando Monteiro e o presidente Lula colocamos essa obra no centro das nossas conversas, das nossas agendas e das nossas decisões”.
Leia maisA gestora viajou inúmeras vezes para Brasília e São Paulo, em busca de resolver os entraves que bloqueavam o reinício das obras, mas nada supera o sorriso e o agradecimento das famílias que foram contempladas com um lar. “Cada porta que se abrir aqui hoje representa um recomeço. Cada sorriso que eu vejo me dá ainda mais força para continuar. Enquanto existir uma família esperando dignidade, eu estarei trabalhando. Dormindo tarde. Acordando cedo. Porque foi para isso que eu escolhi estar aqui. Para servir. Para cuidar”, enfatizou Conrado.
Além das 902 casas, o Residencial Vanete Almeida já conta com importantes serviços públicos: um CRAS, que será inaugurado em breve; uma escola, que está com 50% da obra concluída, e terá 12 salas de aula; uma creche que está prestes a receber a ordem de serviço, além de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) que está em fase de licitação.
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A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) apresentou, na última segunda-feira, sua nova marca institucional, que passa a representar visualmente a entidade em seus canais de comunicação, materiais oficiais e ações institucionais. A atualização integra um processo de modernização da identidade visual, alinhado à atuação da Amupe junto aos municípios pernambucanos.
A nova marca tem como elemento central o mapa do estado de Pernambuco, reforçando a representação territorial e o papel da entidade na articulação municipalista. O símbolo gráfico incorpora um arco multicolorido que atravessa o território, fazendo referência à diversidade regional, cultural e social dos municípios, além da ideia de conexão e integração entre as diferentes regiões do estado.
Leia maisAs cores utilizadas dialogam com a identidade regional e com a institucionalidade da Amupe, enquanto o sol estilizado presente na composição remete a elementos característicos do Nordeste brasileiro, como o clima e a paisagem. O conjunto visual adota traços contemporâneos, com leitura clara e aplicação versátil.
Segundo o presidente da Amupe, Marcelo Gouveia, a nova identidade visual acompanha o momento vivido pela entidade. “A Amupe vive uma nova fase, marcada pelo fortalecimento do diálogo institucional, pela ampliação das parcerias e por uma atuação cada vez mais integrada com os municípios. A nova marca traduz esse momento e reafirma nosso compromisso com o municipalismo pernambucano”, afirmou.
A nova identidade visual passa a ser utilizada gradualmente em documentos oficiais, redes sociais, eventos, campanhas e demais materiais institucionais da Amupe.
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A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho inicia, amanhã, o período educativo dos novos dispositivos de fiscalização eletrônica de velocidade instalados no município. A iniciativa integra as ações de modernização do trânsito e reforça à segurança viária no município.
“Com a implantação dos redutores eletrônicos de velocidade, damos mais um passo na construção de uma cidade mais segura. Nosso principal objetivo é reduzir acidentes, preservar vidas e promover um trânsito mais seguro para motoristas, ciclistas e pedestres”, afirmou o prefeito Lula Cabral.
Ao todo, foram instalados 19 equipamentos de fiscalização eletrônica, que funcionarão de forma educativa até o dia 31 de janeiro. Durante esse período não ocorrerá aplicação de multas, servindo apenas para orientar os condutores sobre o respeito aos limites de velocidade e às normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Os radares funcionarão de maneira efetiva a partir de 1º de fevereiro.
A pré-candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Governo de Pernambuco segue avançando pelo interior do estado e ganhou, nos últimos dias, mais um reforço político considerado estratégico no Agreste Meridional. Trata-se do apoio de Dr. Diego, liderança de Tupanatinga que disputou a Prefeitura do município nas eleições de 2024 e obteve uma votação expressiva, consolidando-se como um dos principais nomes da oposição local.
“João Campos é exemplo de juventude, preparo e compromisso com a boa política. Uma gestão moderna, dinâmica e que mostra que é possível governar com inovação, diálogo e resultados. Momento de troca de experiências, aprendizado e inspiração para seguir trabalhando cada vez mais pela nossa gente”, disse Diego.
O gesto político fortalece a presença de João Campos em uma região que concentra o segundo maior eleitorado de Pernambuco e amplia sua capilaridade em municípios-chave do Agreste. Além de declarar apoio ao prefeito do Recife, Dr. Diego também confirmou alinhamento ao projeto político do jovem médico Bruno Marques, pré-candidato a deputado estadual e filho do prefeito de Petrolândia, Fabiano Marques, reforçando um bloco político que aposta na renovação e no diálogo regional, ampliando sua presença no Agreste pernambucano.
Por Larissa Rodrigues – repórter do Blog
A relatoria dos três projetos do Governo do Estado distribuídos hoje (14) na Comissão de Justiça (CCLJ) da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) caiu nas mãos da oposição. O colegiado realizou reunião, nesta manhã, para escolha dos parlamentares que irão analisar as matérias na CCLJ.
O projeto 3692, que autoriza empréstimos com ou sem aval da União ficou com o presidente do grupo, Alberto Feitosa (PL). Já os empréstimos ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica (projeto 3693) ficaram com o deputado Sileno Guedes (PSB).
Leia maisO projeto 3695, que autoriza, de forma excepcional, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) a repassar recursos para o Estado vai ser relatado pelo deputado Waldemar Borges (MDB).
As matérias foram distribuídas por meio de sorteio manual, porque os operadores do sistema eletrônico estão de férias. A deputada Socorro Pimentel (UB), líder da bancada de governo, destacou que foram contemplados deputados que não estavam presentes. Mas o presidente da comissão disse que o questionamento não cabe.
“Foi explicado, não cabe (o questionamento) porque é facultado ao Regimento a regra de distribuição. Eu fiz questão de ligar para todos os membros da Comissão. Alguns me explicaram por que não conseguiriam estar presentes. Combinei para que ficasse mais plural, dando oportunidade a todos de participar e que não retiraria os nomes (dos ausentes) do sorteio”, comentou Feitosa.
“É, agora vamos esperar, porque a gente não tem a maioria da Comissão de Justiça. Nossa expectativa é sempre no sentido de a gente contar com responsabilidade, com bom senso de todos os deputados. O diálogo está sempre mantido porque esses projetos serão muito importantes para que haja o funcionamento dos serviços de essenciais”, afirmou Socorro Pimentel.
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A Prefeitura do Paudalho, por meio da Secretaria de Educação e Juventudes, está aproveitando o período de férias escolares para realizar serviços de manutenção e melhorias estruturais em todas as unidades da Rede Municipal de Ensino, garantindo que os espaços estejam ainda mais adequados para o retorno das atividades letivas.
Entre as ações executadas estão serviços de pintura interna e externa, reparos em paredes, pisos e revestimentos, substituição e recuperação de portas, janelas e fechaduras, manutenção de banheiros e áreas comuns, além de revisões nas instalações, garantindo mais segurança e funcionalidade aos prédios escolares. A iniciativa tem como objetivo preservar o patrimônio público, melhorar as condições de uso dos espaços escolares e contribuir para um ambiente que favoreça o ensino e a aprendizagem.
O município de Bonito, no Agreste do Estado, vive a expectativa para a tradicional Festa de São Sebastião. A cidade se prepara para receber, aproximadamente, 100 mil pessoas nos três dias de festa, que acontecem entre os dias de 16 e 18 deste mês.
A expectativa de maior público fica para o domingo, dia 18 de janeiro, com o show dos artistas Wesley Safadão e Natanzinho Lima, atraindo fãs de Pernambuco e estados vizinhos. Com a aproximação do evento, hotéis, pousadas e comércio em geral se prepara para receber o grande público.
A Festa de São Sebastião impulsiona a economia local, gerando renda e empregos nos setores como hospedagem, alimentação e comércio. Estima-se um crescimento de 20% na economia, movimento algo em torno de 2 milhões de Reais.
Por Rinaldo Remigio*
Há cidades que avançam apesar das dificuldades. Outras avançam porque aprenderam a planejar, executar e cobrar resultados. Petrolina se enquadra, com mérito, neste segundo grupo. Ao longo das últimas décadas, a cidade construiu um caminho próprio de desenvolvimento, consolidando-se como polo regional no Sertão pernambucano, referência em serviços, produção e organização administrativa.
Muito desse avanço recente passa pela condução firme e pragmática da gestão municipal liderada por Miguel Coelho. Como gestor público, Miguel demonstrou capacidade de liderança, visão estratégica e musculatura político-administrativa construída na prática cotidiana do governo. Não se trata de discurso fácil ou promessa vazia, mas de decisões tomadas, obras realizadas e políticas públicas executadas com foco em resultados concretos.
Leia maisCheguei a Petrolina há 47 anos. Aqui construí minha vida, minha família e minha história. Ao longo desse período, acompanhei de perto o desenvolvimento da cidade e vi diversos prefeitos passarem pela administração municipal, cada um deixando seus legados — todos relevantes, todos dignos de reconhecimento, legados que jamais serão apagados. Contudo, é preciso afirmar, com serenidade e honestidade intelectual, que Miguel Coelho fez diferença. Sua gestão imprimiu um novo ritmo, elevou o patamar político-administrativo da cidade e consolidou uma força política que existe de fato e de direito.
Defendo o nome de Miguel Coelho por uma razão simples: acompanhei os resultados. Falo como munícipe atento, como cidadão que observa, compara e reconhece quem efetivamente trabalha. A força política construída por Petrolina não pode ser ofuscada. Pelo contrário, deve ser preservada, fortalecida e colocada a serviço de todo o estado de Pernambuco.
Petrolina avançou em infraestrutura, mobilidade urbana, ordenamento da cidade, atração de investimentos e fortalecimento de sua principal vocação econômica, o agronegócio irrigado. Tornou-se cidade-polo, responsável por atender não apenas sua população, mas milhares de pessoas de toda a microrregião e até de estados vizinhos. Esse protagonismo não surgiu por acaso; foi fruto de planejamento, articulação política e coragem administrativa.
Lendo a matéria publicada nesta manhã neste Blog, deparei-me com um depoimento que, sinceramente, nos animou. Animou-nos porque conhecemos Miguel Coelho como gestor: pragmático, determinado, capaz de liderar equipes e dialogar institucionalmente. Animou-nos, sobretudo, porque revela uma compreensão clara da realidade pernambucana e das desigualdades regionais que ainda persistem.
A crítica à inexistência de um hospital regional em Petrolina é emblemática. Trata-se de uma cidade que atende uma vasta população do Sertão e de estados vizinhos, mas que ainda carece de uma estrutura hospitalar regional compatível com sua importância. Defender essa pauta não é interesse localista; é justiça regional, é racionalidade administrativa e compromisso com a vida das pessoas.
Da mesma forma, as propostas apresentadas – a segunda ponte entre Petrolina e Juazeiro, a expansão da irrigação no Sertão Central, a conclusão do Canal do Sertão e do Canal de Negreiros – não são promessas vazias. São projetos estruturantes, com impacto direto no desenvolvimento econômico, na segurança hídrica e na integração produtiva do interior, beneficiando Pernambuco como um todo.
Falo como cidadão e como profissional que acompanha, há décadas, a evolução da cidade. O nosso escritório de contabilidade acompanhou, à época, o alargamento da Ponte Presidente Dutra, resultado da visão e da capacidade de articulação do saudoso José Coelho, em sua rápida, porém marcante, passagem pelo Senado Federal. É preciso fazer esse reconhecimento pela visão de futuro e pela vontade de fazer. Exemplos assim nos animam, pois demonstram que a representação política pode, sim, gerar resultados concretos e duradouros para Petrolina e para Pernambuco.
É fundamental afirmar: Pernambuco não se resume à Região Metropolitana do Recife. O Agreste, o Sertão e a Zona da Mata formam um estado diverso, plural e rico em potencialidades. O que se espera é uma representação política que conheça esse território, que compreenda suas dores e saiba transformar demandas históricas em políticas públicas efetivas.
Algumas reações contrárias parecem nascer mais de ciúmes políticos do que de uma análise objetiva da realidade. Contudo, os fatos falam por si. Petrolina está à frente porque planejou, trabalhou e ousou liderar. Quando uma cidade puxa o estado para cima, o caminho correto não é frear esse movimento, mas reconhecê-lo e ampliá-lo.
Unir Pernambuco em torno de uma causa justa é reconhecer que desenvolvimento verdadeiro só acontece quando todas as regiões são vistas, ouvidas e respeitadas. Petrolina deu exemplos. Agora, é hora de transformar essa experiência em projeto estadual, fortalecendo a voz do interior e construindo um Pernambuco mais equilibrado, justo e desenvolvido.
*Professor universitário aposentado, administrador, contador, mestre em economia e memorialista!
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A primeira pesquisa Quaest de 2026, divulgada hoje, mostra que o presidente Lula (PT) segue à frente numericamente em todos os eventuais cenários de 1º turno testados para a eleição de outubro, com percentuais que vão de 35% a 40% a depender dos adversários.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar e se consolida na oposição, segundo a consultoria. Em um dos cenários, a intenção de voto em Flávio cresceu de 26% a 32% entre dezembro e janeiro.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Clique aqui e confira a matéria do portal G1 na íntegra.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou o advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, como novo ministro da Justiça com a missão de focar no tema da segurança pública, ponto fraco do governo federal neste ano eleitoral.
O nome não era o preferido do PT, que defendia um político de peso, com perfil para fazer o embate com a oposição num tema que ela navega muito bem, o da segurança pública. As informações são do portal G1.
Leia maisAgora, com a escolha, o partido vai buscar dar todo apoio ao novo ministro para que ele cumpra essa missão entregue por Lula, de ocupar o espaço político no debate sobre medidas para enfrentar o crime organizado no país.
Na avaliação de líderes petistas, o ideal era escolher alguém mais acostumado com o debate político por estarmos num ano eleitoral e a segurança pública estar no topo das preocupações dos brasileiros.
O coordenador do Prerrogativas, Marco Aurélio Carvalho, disse que o novo ministro terá todo apoio do grupo, que reúne advogados aliados do presidente Lula.
“O novo ministro tem as qualidades para comandar o Ministério da Justiça e vamos estar ao lado dele no embate do tema da segurança pública”, afirmou.
Lima e Silva foi ministro da Justiça da ex-presidente Dilma Rousseff por onze dias e secretário de assuntos jurídicos de Lula na atual gestão entre 2023 e 2025.
Deixou o posto para assumir a área jurídica da Petrobras. Tem o apoio do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), ambos baianos como o novo ministro da Justiça.
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