Genro do ex-senador Marco Maciel, Joel Braga Filho, agradece, em nome da esposa, Gisela Maciel, a Magno Martins pela homenagem feita pelo jornalista em obra póstuma lançada, hoje, no Salão Nobre do Senado Federal.
Genro do ex-senador Marco Maciel, Joel Braga Filho, agradece, em nome da esposa, Gisela Maciel, a Magno Martins pela homenagem feita pelo jornalista em obra póstuma lançada, hoje, no Salão Nobre do Senado Federal.
A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a revisão e suspensão do pagamento de “penduricalhos” nos Três Poderes, foi elogiada por parlamentares da oposição e também da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais.
Nesta quinta-feira, o magistrado questionou a conversão de benefícios indenizatórios em remuneração, além do pagamento “auxílios diversos” sem comprovação de despesas, que deixam os salários do serviço público acima do limite do teto constitucional previsto em lei. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisApesar do elogio de deputados e senadores, a decisão de Dino ocorreu logo após o Congresso Nacional aprovar dois projetos, nesta terça-feira, que concedem reajustes para servidores da Câmara e do Senado. As propostas ampliam gratificações que podem chegar a 100% do salário-base, com remunerações que superariam o limite permitido de R$ 46.366,19. No entanto, como mostrou o colunista Manoel Ventura, do GLOBO, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicano-PB), ressaltou que a medida de Dino não afetaria os textos aprovados no Congresso caso eles sejam sancionados.
‘Políticos têm obrigação de apoiar’
No campo da direita bolsonarista, o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que a decisão de Dino é “algo raro” no STF por reconhecer a “necessidade de frear excessos”. O parlamentar definiu a ação como um “passo correto” do ministro, além de frisar a importância de haver responsabilidade fiscal.
“O Brasil precisa de responsabilidade, controle de gastos e combate a privilégios. Não podemos sustentar supersalários e uma máquina pública inchada enquanto o povo aperta o cinto”, escreveu.
O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que “tem que ser dito” parabéns a Dino. De acordo com ele, além dos esforços para avançar com o tema na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, é preciso que os salários sejam ajustados para que “se ponha ordem”, em especial no Judiciário.
“Tem que viver com a sua remuneração quem escolheu a vida publica. Que, aliás, é acima da média! É preciso querer se dedicar a vida pública como ela é”, disse Portinho.
O senador Cleitinho (Republicanos-MG) publicou um vídeo para repercutir a decisão de Dino, e afirmou que “todos os políticos do Brasil têm a obrigação de apoiar essa decisão”:
— Essa decisão do Flávio Dino deveria ser apoiada tanto por você que é de direita quanto por você que é de esquerda, e para você que não é nada. Todos os políticos do Brasil, como eu, têm a obrigação essa decisão do ministro, porque essa questão do “penduricalho” é um escárnio — declarou o parlamentar.
Nesta sexta-feira, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) disse que Dino “acertou”, mas “pode ir até muito além” contra os “privilégios aprovado a toque de caixa. A mensagem foi compartilhada pelo senador Magno Malta (PL-ES), e ambos cobraram o veto de Lula aos projetos aprovados no Congresso.
Reação de governistas
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) declarou que a ação de Dino é “uma vitória do povo”, já que a lei que estabelece o teto constitucional está sendo “desrespeitada por políticos, juízes, militares e outros cargos da alta casta do funcionalismo público”.
“Isso corrói os cofres públicos da União, dos estados e dos municípios. Isso tira dinheiro da educação, da saúde, da segurança e da cultura. Tira o dinheiro que poderia ir pro bolso dos funcionários públicos da linha de frente, como professores e enfermeiros, e coloca no bolso de poucos”, escreveu.
O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) também repercutiu a decisão. Segundo ele, a medida do ministro é voltada para um tema que “já passou da hora” de ser resolvido:
“Há tempos lutamos para votar projeto que ponha fim aos super salários, mas infelizmente a maioria do Congresso não deixa”, alegou Dirceu.
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou que a medida de Dino é “uma elogiável decisão”, além de ser “lastreada pela Constituição”:
“Guilhotinar penduricalhos representa uma economia anual de cerca de R$ 20 bilhões. O ministro Dino tem a visão saneadora dos estadistas”, elogiou o senador.
Entenda a determinação
Na decisão, Dino lista exemplos de pagamentos que passaram a ser tratados como “penduricalhos”, como licenças compensatórias convertidas em dinheiro, gratificações por acúmulo de funções exercidas na mesma jornada, auxílios diversos sem comprovação de despesas e a conversão recorrente de férias e licenças em pecúnia.
“Aquelas verbas que não foram expressamente previstas em LEI — votada no Congresso Nacional ou nas Assembleias Legislativas ou nas Câmaras Municipais (de acordo com cada esfera de competência) — devem ser imediatamente suspensas após o prazo fixado”, diz um trecho do documento.
A decisão determina que, em até 60 dias, órgãos de todos os níveis da Federação revisem as verbas pagas e suspendam aquelas que não possuam base legal. Além disso, cobra do Congresso Nacional a edição da lei que regulamenta quais verbas indenizatórias são efetivamente admissíveis como exceção ao teto. A decisão será submetida ao Plenário do STF no dia 25 de fevereiro.
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Em lauro médico divulgado nesta sexta-feira (6), a PF (Polícia Federal) afirmou, que foram encontradas alterações neurológicas em exames do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Papudinha, em Brasília.
“O histórico de queda recente e desequilíbrio ao deambular direcionou a perícia para um exame neurológico cuidadoso. Dessa forma, foram encontradas alterações neurológicas no exame físico e aventadas hipóteses relacionadas com as demais informações coletadas do caso”, diz a PF.
Bolsonaro sofreu um traumatismo craniano leve no início deste ano ao cair durante a madrugada e bater a cabeça em um móvel na sua cela, quando ainda cumpria pena na Superintendência da PF (Polícia Federal), em Brasília. As informações são da CNN.
Leia mais“Há possibilidade de déficit de micronutrientes, especificamente hipovitaminose do complexo B (principalmente vitamina B12 e ácido fólico), haja vista a idade, DRGE com uso crônico de inibidor da bomba de prótons e constatação de uma dieta pouco variada e pobre em frutas, verduras, legumes, laticínios, ovos e outras proteínas” continuou a PF.
“Outra hipótese é a interação medicamentosa, haja vista o periciado fazer uso de diversos fármacos, condição chamada de polifarmácia e que é fator extrínseco reconhecido para o aumento do risco de eventos adversos”, prosseguiu.
A corporação ainda afirmou que “o uso concomitante especialmente de medicamentos que atuam no sistema nervoso central e cardiovascular cria, portanto, um cenário farmacológico de risco, no qual os possíveis efeitos adversos — sedação, letargia, tontura, lentificação psicomotora e hipotensão postural — apresentam relação com o risco de queda”.
O documento da PF constatou que o ex-presidente tem recebido tratamento médico adequado na Papudinha, onde cumpre pena desde 15 de janeiro. Com o resultado, as chances de Bolsonaro ser transferido para uma prisão domiciliar fica mais distante.
Manifestação sobre o laudo
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a defesa de Jair Bolsonaro (PL) e a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestem, em até cinco dias, a respeito do laudo médico realizado pela PF no ex-presidente. Na manifestação, ambos também podem pedir complementações.
No despacho, ele diz ainda que não há “qualquer necessidade de manutenção do sigilo da documentação juntada pela Polícia Federal”.
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Devido às fortes chuvas que atingiram a Região Metropolitana do Recife no início da manhã desta sexta-feira, 6 de fevereiro, uma árvore caiu e deixou o trânsito intenso na Via Mangue, prejudicando motoristas e motociclistas que trafegam pela área. Registros mostram um trecho da rodovia praticamente parado. As informações são do Portal de Prefeitura.
A Livraria Leitura, no Shopping Caruaru, registrou recorde de vendas do livro Os Leões do Norte, que chegou a esgotar o estoque disponível na unidade diante da forte procura do público na Capital do Agreste. A demanda foi tão intensa que a livraria precisou renovar o acervo, que já voltou a ser disponibilizado para venda.
O crescimento nas vendas ocorre em meio ao aumento do interesse por obras voltadas à história pernambucana, especialmente após o anúncio da governadora Raquel Lyra sobre a criação de uma disciplina obrigatória de História de Pernambuco na rede estadual de ensino. O livro reúne 22 minibiografias de ex-governadores do Estado e vem sendo procurado como material de consulta por leitores e educadores.
Aos que me perguntam onde encontrar Os Leões do Norte: além da Livraria Leitura do Shopping Caruaru, o livro está disponível em qualquer unidade da Rede Imperatriz, nas livrarias Jaqueira (Praça da Jaqueira e Paço Alfândega) e na Leitura do Riomar, no Recife. No interior, também pode ser adquirido nos postos Cruzeiro de Tacaimbó e Arcoverde, na livraria do Shopping Serra, em Serra Talhada, e na Gráfica Zap, em Afogados da Ingazeira.
Quem preferir comprar pela internet pode adquirir diretamente no site da Editora Eu Escrevo, pelo link: https://www.euescrevoeditora.com/os-le%C3%B5es-do-norte.
Por Cláudio Soares*
A acusação de assédio sexual envolvendo o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ocorrida em uma praia, reacendeu o debate jurídico sobre a correta tipificação penal de condutas de cunho sexual praticadas em ambientes privados e sem relação de subordinação entre as partes.
A leitura que faço, de acordo com o Direito Penal, é que o crime de assédio sexual, previsto no artigo 216-A do Código Penal, exige como elemento essencial que o agente se valha de superioridade hierárquica ou de ascendência decorrente de emprego, cargo ou função.
Leia maisAssim, na ausência de vínculo de subordinação, como em situações ocorridas em locais públicos ou privados de lazer, a exemplo de praias, cinemas ou shoppings, não se configura, em tese, o referido tipo penal.
Nesses contextos, a conduta pode eventualmente ser analisada sob a ótica de outros tipos penais, como o de importunação sexual, previsto no artigo 215-A do Código Penal, que pune atos libidinosos praticados sem o consentimento da vítima e sem a necessidade de relação hierárquica. A caracterização desse crime, no entanto, depende da análise das circunstâncias concretas do fato e da prova produzida.
Já a incidência do crime de estupro, tipificado no artigo 213 do Código Penal, somente seria cogitável caso restassem comprovadas a violência ou a grave ameaça, requisitos indispensáveis para a configuração desse delito.
Quero ressaltar, ainda, que a fase de instrução processual é fundamental para o esclarecimento dos fatos. É nesse momento que provas testemunhais, periciais e documentais são produzidas, podendo, inclusive, ficar demonstrado que nenhuma infração penal foi praticada.
O caso segue sob apuração, enquanto especialistas destacam a importância de diferenciar juridicamente condutas reprováveis do ponto de vista moral daquelas que efetivamente se enquadram nos tipos penais previstos na legislação brasileira.
*Advogado criminalista e jornalista
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O que aconteceu na noite de terça-feira (3), quando Câmara e Senado aprovaram os projetos que dão reajustes absurdos aos servidores do Legislativo é uma repetição do que já virou trágica rotina. Deputados e senadores deixam para começar a sessão bem tarde, aprovam o mal feito na calada da noite, e no dia seguinte desaparecem para não ter que dar explicações.
Não foi a primeira vez. O que espantou foi isso acontecer somente um dia após o discurso que fez o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na reabertura dos trabalhos, no qual pregou união para solucionar os problemas do povo e defendeu o uso das emendas orçamentárias. Um dia depois, só ficava do discurso essa segunda parte.
Leia maisNo fundo, é orçamento
Porque, no fundo, o descaso com a opinião pública está umbilicalmente ligado ao aumento do poder orçamentário do Congresso. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) está plenamente convencido que a forma como se desenvolveu o processo de elaboração e execução orçamentária sequestrou o voto do brasileiro nas eleições proporcionais, aquelas que elegem os vereadores e os deputados, estaduais e federais.
Partidos sabem quem será eleito
Segundo o ex-juiz eleitoral e criador da Lei da Ficha Limpa, Márlon Reis, os partidos são hoje capazes, com uma margem de erro mínima, de saber exatamente quem acabará sendo eleito deputado quando elaboram suas listas de candidatos. Também integrante do MCCE, o advogado Melillo Dinis conta ter visto concretamente isso na prática nas eleições de 2022. Ele viu como técnicos de determinado partido se debruçaram sobre as listas e determinaram com cem por cento de acerto quem seriam os oito deputados do Distrito Federal eleitos.
Como isso é possível
Isso é principalmente possível nos estados menores. E, segundo Márlon Reis, tem relação direta com o esquema do orçamento. Os parlamentares hoje movimentam verbas milionárias. Que não param em obras nas suas bases eleitorais muitas vezes. Elas azeitam a máquina que vai garantir as reeleições dos deputados a partir de cada município.
Mapas
Os deputados mapeiam suas bases. Repassam a verba aos prefeitos. Que contratam os cabos eleitorais. A composição das listas garante ainda mais a segurança de quem irá trabalhar para que aqueles que os partidos desejam ver eleitos. E, na maioria das vezes, esses eleitos são já os atuais deputados federais.
Renovação
Em 2022, a renovação da Câmara ficou abaixo de 40%. Assim, mais de 60% dos deputados já eram deputados antes. Agora, Melillo Dinis afirma que não ficará surpreso se essa taxa de reeleição chegar a 80%. Bem diferente do Senado, que é uma eleição majoritária, e estima-se lá uma renovação bastante alta.
Voto
E o voto? Por incrível que pareça, na eleição de deputado, passa a ter muito pouco com isso. O sistema proporcional com lista aberta é complicado, o eleitor não o entende. Então, o voto é apenas parte de um cálculo cujo resultado já se sabe. É como o jogador de futebol que aposta na bet no próprio cartão vermelho.
Se lixa
Se é assim, o deputado pouco se lixa quando ocupa as noites na surdina para aprovar medidas impopulares, sumindo no dia seguinte. “Há hoje um total anestesiamento”, avalia Melillo Dinis. “Tal situação só desanima, não indigna. Ninguém vai às ruas batendo panela, infelizmente, contra esse estado de coisas”. Não há povo nesse processo.
Mudanças
Por conta disso, o MCCE trabalha propostas de mudanças. A primeira, que já falamos por aqui, é um projeto de iniciativa popular que visa responsabilizar pessoalmente o deputado ou senador se houver desvio na verba orçamentária que ele destina. Nesta sexta, haverá reunião para fechar detalhes do texto.
Sistema
A ideia é iniciar campanha de assinaturas depois do carnaval. A segunda proposta é mudar o sistema de votação proporcional. O MCCE propõe uma votação em dois turnos. Primeiro, o eleitor votaria no deputado de sua preferência. E assim seria formada a lista. No segundo turno, ele voltaria para votar nos nomes da lista.
O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União, que ganhou fama nacional como relator das pedaladas da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), resultando no impeachment da sucessora de Lula (PT), é o meu convidado do podcast ‘Direto de Brasília’, programa em parceria com a Folha de Pernambuco, da próxima terça-feira (10). Ele vai falar sobre os limites daquela corte nas investigações no Banco Master e o escândalo que envolve políticos graúdos e dois ministros do Supremo Tribunal Federal.
Atual ministro e ex-presidente do TCU, Nardes foi deputado federal pelo Rio Grande do Sul durante três mandatos e deputado estadual por dois mandatos, além de vereador de Santo Ângelo, município do RS. Ele é graduado em administração de empresas pela Fundames, pós-graduado em política do desenvolvimento e mestre em estudos de desenvolvimento, pelo Institut Université d’Études, em Genebra, na Suíça.
Leia maisRecentemente, Nardes disse à Revista Veja que pode se candidatar ao Senado nas eleições de outubro ou compor como vice uma chapa de direita ao governo do Rio Grande do Sul ou do Distrito Federal. Se consolidada, a candidatura abriria uma nova vaga na Corte que tomou o noticiário político-econômico nos últimos dias ao chamar para si uma inspeção para apurar o processo de liquidação do Banco Master.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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A deputada federal Maria Arraes (SD) voltou a denunciar a escalada da violência em Pernambuco após ser vítima de três assaltos em um intervalo de apenas 20 dias, evidenciando o clima de insegurança que atinge o Estado. O episódio mais recente ocorreu na noite de ontem, quando a parlamentar foi abordada por três indivíduos armados, enquanto voltava para casa, na Ponte do Pina, no sentido Boa Viagem, no Recife.

Dois homens e uma mulher se aproximaram do carro em que ela estava e, sob ameaça de armas de fogo, levaram seu celular, o aparelho do motorista que a acompanhava e outros itens pessoais. Apesar do susto, Maria Arraes informou que ninguém ficou ferido.
No dia em que a governadora Raquel Lyra (PSD) visita o município de Gravatá, no Agreste, para oficializar a filiação do prefeito, Joselito Gomes, e da primeira-dama, Viviane Facundes, ao PSD, um pedido de impeachment do gestor foi protocolado na Câmara de Vereadores. O movimento de filiação tem como pano de fundo a articulação para que Viviane dispute uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
O pedido de afastamento foi apresentado pelo advogado Heverton Lopes, na condição de cidadão. O documento se apoia no relatório final da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara, que apontou, entre outras irregularidades, superfaturamento superior a R$ 1,2 milhão em contrato firmado com a empresa Terramaq Peças e Serviços LTDA, além de indícios de nepotismo, favorecimento político-familiar, pagamentos antecipados sem a devida execução dos serviços e riscos à segurança no transporte escolar. Caberá agora à Câmara de Vereadores analisar o pedido e decidir sobre a admissibilidade do processo.
O superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, se reuniu com a governadora Raquel Lyra (PSD) para tratar sobre obras de infraestrutura para Pernambuco. O encontro foi realizado ontem, após a solenidade do Consórcio Nordeste na capital alagoana.
De acordo com Francisco Alexandre, a reunião foi bastante produtiva. “Temos uma tarefa importante a cumprir para atrair mais investimentos para Pernambuco e avançar no desenvolvimento do estado, contribuindo para o desenvolvimento de todo Nordeste”, afirmou.
Os impactos da Reforma Tributária na Região também foram abordados durante o encontro, assim como alternativas para evitar a ampliação das desigualdades regionais. “Precisamos assegurar a competitividade dos estados do Nordeste para garantir a geração de emprego e renda e de oportunidades para a população, promovendo o desenvolvimento sustentável”, completou Francisco Alexandre.
O Antagonista
Recife encanta pela geografia singular, recortada por rios e pontes que lhe garantiram o título de “Veneza Brasileira”. A capital pernambucana pulsa uma energia cultural única, onde os arranha-céus modernos convivem harmoniosamente com o legado colonial e os ritmos vibrantes do carnaval.
Por que Recife é um museu a céu aberto?
Recife nasceu da vocação portuária e se consolidou como um centro cosmopolita sob a influência do domínio holandês no século XVII. Fundada em 1537, a cidade preserva o Bairro do Recife, um complexo arquitetônico monumental protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Leia maisA identidade local é fortalecida pelo Frevo, reconhecido como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO. A cidade respira essa tradição não apenas no carnaval, mas durante todo o ano, mantendo viva a memória de seus antepassados através da música, da dança e da preservação de seus fortes e igrejas seculares.
Quais são as melhores experiências na capital?
Recife oferece um roteiro intenso que mistura imersão histórica, apreciação artística e a brisa constante do litoral.
Quais sabores definem a culinária pernambucana?
Recife é um dos maiores polos gastronômicos do Brasil, famosa por sobremesas icônicas como o Bolo de Rolo, com suas finíssimas camadas de goiabada. A Cartola, patrimônio imaterial do estado, combina banana frita, queijo coalho, açúcar e canela em uma explosão de sabores tropicais.
Nos pratos salgados, a influência litorânea e sertaneja se encontram. Restaurantes tradicionais servem desde a agulhinha frita na beira da praia até o arrumadinho e a carne de sol com macaxeira, sempre acompanhados de manteiga de garrafa e temperos que contam a história da região.
Qual é a temporada ideal em Recife?
Recife é quente o ano todo, mas a chuva é um fator decisivo. O verão é solar e agitado, ideal para curtir Boa Viagem (com cuidado) e o litoral sul. O inverno traz chuvas pesadas que podem alagar a cidade. O Carnaval é um capítulo à parte, com o Galo da Madrugada. Veja o calendário:
Sol, Frevo e Mar
Setembro a Fevereiro
Sol Garantido
26°C a 32°C
É a época mais seca e turística. O mar fica com aquele tom esverdeado lindo e o vento constante ameniza o calor. Fevereiro/Março é a época do Carnaval, quando a cidade ferve e lota.
Atenção às Chuvas
Maio a Julho
Chove pesado. Recife sofre com alagamentos que travam o trânsito. Não é indicado para praia, mas é ótimo para turismo cultural (Instituto Ricardo Brennand e Recife Antigo).
Segurança no Mar
Em Boa Viagem, só entre no mar na maré baixa e protegido pelos arrecifes. Nunca ultrapasse os arrecifes e respeite a sinalização de risco de ataques de tubarão.
Como chegar e circular?
Recife possui um dos aeroportos mais estratégicos do Brasil, conectado a quase todas as capitais. Para quem vem do Sul/Sudeste, o voo direto é a melhor opção. Para quem vem de capitais vizinhas como João Pessoa ou Maceió, a viagem de carro pela BR-101 é rápida.
Avião (Sul/Sudeste/Norte)
O Aeroporto dos Guararapes (REC) é moderno e fica dentro da cidade (ao lado de Boa Viagem). Recebe voos diretos de SP, Rio, Brasília e até internacionais. É a melhor porta de entrada para quem vem de longe.
Visite Recife
Recife entrega uma experiência turística completa, unindo a força de sua cultura popular com uma estrutura urbana robusta.
Prepare-se para descobrir uma cidade que dança, canta e acolhe com o calor autêntico do Nordeste brasileiro.
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A decisão do ministro Flavio Dino, que vetou “penduricalhos” ilegais no serviço público, com certeza, desagradou muita gente no próprio Judiciário e no Legislativo. Agradou, porém, o Executivo. A equipe do presidente Lula classificou a liminar do ministro do STF de “muito boa para o país e moralizadora” ao mandar cortar penduricalhos não previstos em lei para respeitar o teto do funcionalismo público.
Além disso, Flávio Dino facilitou a vida do presidente Lula na sanção do projeto polêmico aprovado pelo Congresso de aumento dos servidores, com previsão de pagamentos acima do teto do funcionalismo para 72 servidores, hoje equivalente ao salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal, de R$ 46.366,19. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Leia maisLula já estava decidido a vetar esse ponto do projeto aprovado pelo Legislativo. Agora tem a decisão de Dino para embasar ainda mais o seu veto. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vinha defendendo a aprovação do fim dos supersalários desde que assumiu o posto, sem obter sucesso.
Ele chegou a incluir a proposta mais de uma vez em negociações com o Congresso, que sinalizava positivamente, mas esbarrava em lobbies durante a votação, tanto que até hoje a medida não foi aprovada.
A aprovação pelo Congresso de um novo penduricalho foi decisiva para o ministro do STF Flávio Dino suspender todas as brechas criadas para furar o teto do funcionalismo.
Nos últimos dois anos, ele tem tomado decisões em casos individuais, alertando para a necessidade de o Congresso regulamentar o que pode e o que não pode furar o teto do funcionalismo.
Como ele sentiu que não havia uma disposição do comando do Supremo para enfrentar o tema nos últimos anos nem agora, Dino decidiu dar a liminar, que ele espera seja confirmada pelo plenário, suspendendo todos os penduricalhos que não estejam hoje em lei nos Três Poderes, Executivo, Judiciário e Legislativo, em todas as esferas da federação.
A última vez que o tema foi enfrentado pelo STF foi na gestão de Nelson Jobim, em 2005, quando ele definiu regras no CNJ. De lá para cá, em vez de o teto ser moralizado, foram sendo criados penduricalhos para burlar a regra. Agora, o Congresso terá de enfrentar o tema, porque Dino propôs que a suspensão seja mantida até que uma lei regulamente o teto do funcionalismo. Vai começar a guerra do que entra e o que sai do teto do funcionalismo, correspondente ao salário de um ministro do STF: R$ 46.366,19.
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