Genro do ex-senador Marco Maciel, Joel Braga Filho, agradece, em nome da esposa, Gisela Maciel, a Magno Martins pela homenagem feita pelo jornalista em obra póstuma lançada, hoje, no Salão Nobre do Senado Federal.
Genro do ex-senador Marco Maciel, Joel Braga Filho, agradece, em nome da esposa, Gisela Maciel, a Magno Martins pela homenagem feita pelo jornalista em obra póstuma lançada, hoje, no Salão Nobre do Senado Federal.
Por Raphael Guerra – JC
Em decisão publicada na segunda-feira (2), a Justiça determinou a suspensão dos efeitos de possíveis punições disciplinares contra a delegada Natasha Dolci, da Polícia Civil de Pernambuco. Há pouco mais de seis meses, um processo administrativo disciplinar conduzido pela Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS) foi concluído com parecer favorável à demissão dela.
Natasha começou a sofrer uma série de processos administrativos após denunciar publicamente ter sofrido assédios sexual e moral na Polícia Civil de Pernambuco. A delegada chegou a afirmar, inúmeras vezes, que não teve apoio da chefia da corporação para solução do caso e que, por conta das denúncias, sofreu pressão, foi removida de delegacias e precisou passar por tratamentos psiquiátricos.
Leia maisNa tentativa de ter apoio da sociedade contra punições, a delegada passou a fazer vídeos nas redes sociais relatando os assédios sofridos e fazendo duras críticas à condução da segurança pública de Pernambuco – inclusive solicitando nominalmente delegados, gestores e a governadora Raquel Lyra.
A decisão favorável à demissão de Natasha foi assinada pelo secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, em junho de 2025. Na portaria, o gestor estadual apontou que a delegada cometeu três infrações disciplinares previstas no artigo 49 do Estatuto dos Funcionários Policiais Civis do Estado: divulgar fatos internos a pessoas não autorizadas; praticar ato que importe em escândalo; e dirigir-se a superior hierárquico de modo ofensivo ou desrespeitoso.
A governadora Raquel Lyra, responsável pela decisão final, não chegou a assinar a demissão da delegada.
EM DECISÃO, JUIZ CITA RISCO DE “CENSURA”
Em ação ordinária com pedido de tutela de urgência, a delegada afirmou à Justiça que houve ausência de intimação da defesa técnica acerca do relatório final do processo administrativo disciplinar e violação ao contraditório e à ampla defesa.
Argumentou ainda que houve atipicidade e desproporcionalidade da sanção proposta e utilização indevida do processo disciplinar como instrumento de repressão a manifestações críticas dirigidas à Administração.
Ao analisar o caso, juiz Jader Marinho dos Santos, 2ª Vara da Fazenda Pública da Capital, considerou que as manifestações da delegada, “embora empreguem linguagem firme, incisiva e, por vezes, áspera, não revelam a intenção de difamar a instituição policial ou seus agentes, mas sim de formular crítica institucional, ainda que em tom elevado, acerca de práticas administrativas e funcionais”.
O magistrado pontou que a “crítica ácida” não pode ser classificada como infração disciplinar grave “apenas em razão de sua contundência”, sob pena de se instaurar censura incompatível com o Estado Democrático de Direito”.
O juiz determinou o pagamento de multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento da decisão que suspendeu os efeitos da penalidade disciplinar à delegada. E solicitou que o Ministério Público de Pernambuco tome ciência do caso.
INVESTIGAÇÃO CONTRA DELEGADA FOI ARQUIVADA
Em abril de 2024, a delegada Natasha Dolci ganhou os holofotes após ser flagrada numa interceptação telefônica conversando com o empresário Rodrigo Carvalheira, acusado de estupro.
Na época, a delegada afirmou que não era a responsável pelo inquérito contra o empresário, não tinha intenção em interferir em investigação e que falou com ele na condição de amiga.
Natasha declarou que, na ligação, pediu para Carvalheira levá-la ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, como forma de denunciar números fraudados na Polícia Civil e para pedir a transferência dela para a Delegacia de Fernando de Noronha por estar sofrendo assédios.
O caso foi apurado pelo Grupo de Operações Especiais (GOE), que decidiu pelo arquivamento do inquérito por ausência de provas contra a delegada.
Mesmo assim, em junho de 2025, a SDS decidiu punir com suspensão de oito dias, convertida no pagamento de multa, na base de 50% por dia de salário. Em abril do ano anterior, ela chegou a ser afastada das funções por 120 dias, inclusive sendo obrigada a entregar a identificação funcional, as armas e utensílios funcionais.
DELEGADA COMEMORA DECISÃO JUDICIAL
Em vídeo nas redes sociais, Natasha comentou a decisão judicial que suspendeu os efeitos do pedido de demissão.
“É uma decisão histórica e eu realmente não esperava. Quem me acompanha desde cedo sabe que isso começou quando me imputaram falsamente corrupção. A visibilidade do meu caso foi decisiva para essa demissão não ser concretizada”, afirmou.
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O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) voltou a defender a união da direita em torno de um projeto nacional, seja no primeiro ou no segundo turno das eleições. Em entrevista ao blogueiro Paulo Figueiredo Filho, o senador ressaltou o alinhamento do clã com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), depois um mal-estar recente gerado a partir de declarações suas sobre os planos eleitores do chefe do Executivo paulista.
— O Tarcísio talvez seja a maior revelação política dos últimos anos. É do grupo do Bolsonaro. Saiu da costela do Bolsonaro — disse Flávio.
O senador avaliou que o pai, Jair Bolsonaro, que está preso sob acusação de tramar um golpe de Estado, “enxergou na figura do Tarcísio uma pessoa séria, gestor competente e inteligente, e que é a cara que o eleitor de São Paulo escolhe”. Flávio rejeitou alegações de que a pulverização de candidaturas direitistas possa enfraquecer as chances da oposição em 2026. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais— Estou feliz com o caminho que as coisas estão seguindo. Estão nos integrando. Respeito o tempo de cada um, mas sempre vou buscar unidade, seja agora, no meio da eleição ou no segundo turno, se houver — destacou.
Cotado por figuras do espectro da direita e por parte do empresariado como um adversário mais competitivo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador de São Paulo afirmou, na quinta-feira, após visitar o ex-presidente na prisão, que mantém um “projeto de longo prazo” no estado e que seu papel no grupo político é disputar a reeleição — também para ajudar Flávio na corrida ao Planalto.
Segundo Tarcísio, a visita teve como objetivo prestar solidariedade ao ex-presidente e levar manifestações de apoiadores. Ao ser questionado sobre 2026, o governador voltou a afastar uma candidatura presidencial e afirmou que sua prioridade é o estado.
— O meu interesse é ficar em São Paulo. Isso não tem controvérsia nenhuma. A gente tem um projeto de longo prazo e quer ver esses projetos se materializando. Apoio Flávio, sem dúvidas. Como eu tenho afirmado constantemente, vamos entrar muito fortes, muito unidos, agregando mais pessoas e falando de projeto para o país — afirmou.
Tarcísio afirmou que sua atuação será em um arranjo mais amplo da direita e defendeu unidade do campo conservador.
— Eu tenho um papel importante dentro do time, que é cuidar do estado, que é o maior colégio eleitoral do Brasil. O grupo tem uma tarefa importante, que é proporcionar para o Brasil um projeto diferente — declarou, ao mencionar que o país enfrenta, em sua avaliação, uma crise fiscal e moral.
A visita de Tarcísio a Jair Bolsonaro ocorreu após o cancelamento de um primeiro encontro, na semana anterior, quando uma declaração de Flávio Bolsonaro antecipando o teor da conversa gerou mal-estar no entorno do governador. Na ocasião, o senador afirmou que Bolsonaro diria ao chefe do Executivo paulista que sua prioridade deveria ser a reeleição em São Paulo e que uma candidatura presidencial estaria “descartada” para ele.
Aliados do governador interpretaram a fala como tentativa de enquadramento público. Horas depois, Tarcísio desmarcou a visita sob justificativa formal de compromissos no estado, mas interlocutores relataram incômodo com a repercussão.
Nos bastidores, a avaliação é que a visita funcionou como gesto de distensão após o ruído, mas não encerrou a disputa sobre o papel de Tarcísio no arranjo de 2026. Publicamente, ele mantém a posição de que é candidato à reeleição em São Paulo.
Bolsonaro, mesmo preso, segue como ponto de convergência do campo conservador. No PL, Valdemar Costa Neto defende que decisões eleitorais passem pelo crivo do ex-presidente.
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O deputado federal Coronel Meira (PL-PE) foi eleito, na tarde desta terça-feira (3), presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados. O parlamentar foi escolhido pela maioria dos votos e tomou posse no colegiado, responsável por debater e votar matérias relacionadas à segurança pública e ao enfrentamento da criminalidade no país.
Em discurso após a eleição, Meira afirmou que a função traz responsabilidade e citou sua trajetória profissional como base para conduzir os trabalhos. “Nosso compromisso é com a população. A segurança pública é o alicerce de uma nação digna. Na minha gestão como presidente, a ideia é que esta comissão sirva como um farol para o povo, no combate ao crime organizado e a corrupção”, declarou.
Durante a cerimônia, os deputados Evair de Melo (PP-ES), Sargento Fahur (PSD-PR), Sanderson (PL-RS), Capitão Alden (PL-BA) e Delegada Ione (Avante-MG) parabenizaram o novo presidente. Entre os temas citados como prioridades para o colegiado estão feminicídio, justiça prisional, interiorização de facções, valorização dos policiais e banco de horas para a categoria.
O Elefante de Olinda, um dos clubes carnavalescos mais tradicionais do Carnaval pernambucano e Patrimônio Vivo do Estado, publicou uma carta aberta denunciando uma atuação “truculenta e abusiva” da Polícia Militar durante o seu trote, realizado no último sábado (31). As informações são do JC.
Segundo a diretoria do Elefante, os problemas começaram ainda na saída do desfile. A nota relata que a capitã responsável pelo policiamento teria interrompido a música da orquestra e paralisado o cortejo “aos gritos, sem qualquer justificativa”, proferindo agressões verbais contra o maestro e músicos.
“O arroubo de autoritarismo foi tamanho que a representante da Polícia Militar chegou a verbalizar o absurdo de que a agremiação não prosseguiria com o desfile”, diz o texto divulgado pelo clube. A agremiação comparou o episódio ao ocorrido recentemente com o boneco John Travolta, sugerindo um padrão de conduta nas ladeiras.
Leia maisDiante da repercussão, a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) informou que abriu uma Investigação Preliminar para apurar os fatos.
Spray de Pimenta e Bloqueios
A nota do clube informa que, após contato com um major responsável, a capitã e seu efetivo foram afastados na hora. No entanto, a tensão não diminuiu. O novo grupamento policial designado teria mantido o “uso desnecessário da força”, com viaturas bloqueando a entrada do Largo do Guadalupe e dificultando a evolução do estandarte.
O ponto crítico teria ocorrido no encerramento, durante a execução do hino “Regresso do Elefante”, quando, segundo a denúncia, houve uso de spray de pimenta contra os foliões. “Não toleraremos abusos de poder. A cultura popular não se curva ao autoritarismo”, reforçou a diretoria.
O Outro Lado
Em nota oficial, a Polícia Militar de Pernambuco confirmou a abertura imediata de uma Investigação Preliminar (IP).
“O procedimento administrativo interno tem como objetivo apurar, com rigor, os relatos de condutas inadequadas por integrantes da corporação. A PMPE reitera seu compromisso com a ética e a segurança dos cidadãos, assegurando o estrito cumprimento de suas atribuições legais”, comunicou a corporação.
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Num jantar, ontem, em Brasília, bastante divertido com molho dos bastidores da política nacional, revelados pelo meu amigo Cláudio Humberto, um dos jornalistas mais bem informados da corte. Tivemos a companhia agradável do advogado eleitoral Emílio Duarte, que também vive na ponte aérea Recife-Brasília.
O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, recebeu na terça-feira, 3, um relato de que o ministro Marco Aurélio Buzzi teria cometido assédio sexual contra uma adolescente de 18 anos. A notícia foi divulgada pela revista Veja e confirmada pelo Estadão. Benjamin foi informado do caso por um grupo de ministras do tribunal.
O crime teria ocorrido durante o recesso, quando Buzzi recebeu uma família de amigos em sua casa de praia, em Balneário Camboriú (SC). A filha do casal, que chamava o ministro de tio, relatou que Buzzi tentou agarra-la à força. Acompanhada dos pais, a vítima registrou um boletim de ocorrência na polícia. As informações são do Estadão.
Leia maisProcurado, Buzzi divulgou nota por meio da assessoria de imprensa do STJ. “O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, diz a nota.
Na manhã desta quarta-feira, 4, a família prestou depoimento ao corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Mauro Campbell, que também integra o STJ. Em nota, o CNJ informou que o caso tramita em sigilo para “preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização”.
Se for aberto procedimento e Buzzi for condenado, ele pode sofrer sanções administrativas, que variam da advertência à aposentadoria compulsória. A família também foi orientada a procurar o Supremo Tribunal Federal (STF), foro para processar e julgar criminalmente ministros de cortes superiores.
A mãe da vítima, que é advogada, procurou ministros do STJ para contar o caso. Um integrante do tribunal admitiu que não disposição dos colegas de proteger o ministro acusado.
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Durante a inauguração de uma creche na Zona Norte, nesta quarta-feira (4), o prefeito do Recife, João Campos (PSB), criticou o autoritarismo e a perseguição de adversários políticos.
“Se eu acordasse de manhã bem cedo e dedicasse a minha energia e a minha disposição a estar perseguindo as pessoas, buscando briga, rastreando de forma ilegal os adversários, perseguindo outras instituições, eu não estaria aqui hoje inaugurando creche”, declarou o chefe do Executivo municipal. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisA declaração foi dada na esteira da decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que a Polícia Federal (PF) apure um “suposto monitoramento indevido” praticado pela Polícia Civil de Pernambuco contra aliados do prefeito do Recife.
Segundo uma reportagem da TV Record, o secretário de Articulação Política e Social, Gustavo Monteiro, estaria sendo monitorado pela Polícia Civil do estado. As declarações, com recados a adversários, foram dadas durante a inauguração de uma creche na Ilha de Joaneiro, bairro de Campo Grande, na Zona Norte do Recife.
O prefeito disse, ainda, que não se intimidará com o que chamou de “ato autoritário”. “Não contem comigo para abaixar a cabeça para nenhum ato autoritário ou que viola qualquer lei do nosso país”, declarou.
João também trouxe relatos pessoais no discurso. Ele relembrou que o bisavô, Miguel Arraes, então governador de Pernambuco, precisou exilar-se após o Golpe de 1964. Lembrou, ainda, que o pai, o também ex-governador Eduardo Campos, não pôde adotar o sobrenome “Arraes” devido à perseguição imposta pela Ditadura Militar.
“Esse tempo de intimidação, autoritarismo e arrogância ficou no passado. Esse tempo ficou num tempo que nunca mais deve ser repetido, como foi na Ditadura Militar do Brasil”, enfatizou.
Futuro
Ao fazer referência à inauguração da creche municipal, que chamou de vitória da população da Ilha de Joaneiro, Campos fez referência a vitórias futuras. Nas entrelinhas, uma analogia às eleições deste ano.
“Tão bom como a gente celebrar essa vitória (a inauguração da creche) é a gente já pensar nas próximas que vêm pela frente”, disse
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Em meio à possibilidade de ser expulso das Forças Armadas, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completou seis meses de prisão. Ele cumpre a condenação por tentativa de golpe de Estado no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, local conhecido como “Papudinha”, enquanto seus aliados pleiteiam a transferência para o regime domiciliar.
A primeira determinação para a prisão de Bolsonaro ocorreu no dia 4 de agosto de 2025, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Àquela altura, a ação penal que apurou a tentativa de golpe ainda estava em curso na Primeira Turma do STF, mas o ex-presidente foi detido por outras razões. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisDe casa até a Papuda
Moraes determinou a prisão preventiva de Bolsonaro devido ao descumprimento das cautelares impostas a ele no dia 18 de julho, motivadas pela suspeita de cometimento dos crimes de coação no curso do processo, obstrução à Justiça e ataque à soberania nacional por Bolsonaro e seu filho Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado federal atuou nos Estados Unidos para a aplicação de tarifas ao Brasil e sanções contra autoridades brasileiras — como a Lei Magnitsky contra o próprio Moraes, posteriormente revogada pelo presidente americano Donald Trump.
Bolsonaro deveria cumprir recolhimento domiciliar noturno, não usar redes sociais diretamente ou por meio de terceiros, vedar a comunicação com diplomatas e réus da ação penal da trama golpista e usar tornozeleira eletrônica. Após o descumprimento de uma série dessas medidas, com a participação em lives na internet, o ministro decretou a prisão domiciliar do ex-presidente.
No dia 22 de novembro, Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, ainda em prisão preventiva, após tentar romper a tornozeleira eletrônica utilizando um ferro de solda. Três dias depois, Moraes decretou trânsito em julgado da ação penal da trama golpista, e Bolsonaro passou a cumprir sua pena de 27 anos e três meses de prisão.
Desde então, aliados e familiares do ex-presidente questionaram suas condições na prisão devido ao quadro de saúde de Bolsonaro. Após precisar passar por novas cirurgias no final do ano para impedir as crises de soluços, o ex-presidente chegou a retornar para a PF. No dia 6 de janeiro, ele chegou a ser submetido a exames médicos após cair e sofrer traumatismo craniano leve, mas retornou ao mesmo local.
No dia 15 de janeiro, Bolsonaro chegou à “Papudinha”. Moraes afirmou que o cumprimento da pena de na PF já vinha ocorrendo com o “absoluto respeito à dignidade da pessoa humana e em condições extremamente favoráveis em relação ao restante do sistema penitenciário brasileiro”, mas considerou que a “total ausência de veracidade nas reclamações” não impedia a transferência “para uma Sala de Estado Maior com condições ainda mais favoráveis”.
Em ano eleitoral, a cela de Bolsonaro passou a funcionar como um ponto de conversas importantes para os rumos de seu projeto político, com visitas do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de aliados como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Na semana passada, Moraes autorizou as visitas dos senadores Bruno Bonetti (PL-RJ) e Carlos Portinho (PL-RJ), além dos deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Ubiratan Sanderson (PL-RS).
Foi da prisão, ainda na PF, que Bolsonaro escreveu uma carta para afirmar ter escolhido Flávio como o seu sucessor na corrida eleitoral. Apesar do senador, de início, sinalizar que poderia desistir da candidatura caso houvesse anistia ao pai, ele já ressaltou que seu plano para disputar o Planalto é definitivo.
Estratégia por domiciliar
Com a expectativa de convencer o STF a conceder prisão domiciliar a Bolsonaro, a primeira-dama Michelle Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, orientaram aliados a baixar o tom das críticas aos ministros da Corte, conforme mostrou o GLOBO. Segundo parlamentares e dirigentes do partido, o pedido circulou em conversas reservadas, mas também de forma explícita em grupos internos.
No mês passado, Michelle esteve com os ministros Alexandre de Moraes, relator da ação da trama golpista, e Gilmar Mendes, decano da Corte, para tentar sensibilizá-los e passou a sustentar internamente que o ambiente político precisa estar menos tensionado. A leitura no entorno de Bolsonaro é que a linha humanitária, centrada em condições de saúde, ganha mais força se o discurso público estiver alinhado a essa estratégia.
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Luiz Carlos Macaé, morador de Serrita e leitor assíduo deste blog, enviou, há pouco, um vídeo em que recita um verso em agradecimento a Deus pela chuva que chegou ao Sertão do Estado, recentemente, e vai poder abastecer os reservatórios e regar as plantações da região. Confira!
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou, hoje, que “alguns insistem em narrativas de disputas entre os poderes”, mas que as instituições estão unidas por propósitos e precisam ser defendidas “para que mentiras não pareçam verdades”.
O senador do Amapá deu a declaração dois dias depois de um discurso no Congresso, durante a abertura do ano legislativo, com indiretas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são do portal G1.
Leia maisNa última segunda-feira (2), durante pronunciamento, Alcolumbre defendeu a autonomia do Congresso e afirmou que a busca por harmonia entre os Poderes não significa abrir mão das prerrogativas do Legislativo. Hoje, no Palácio do Planalto, Alcolumbre disse que as instituições estão “unidas, firmes e com coragem para enfrentar os desafios do Brasil”.
O parlamentar deu as declarações durante cerimônia de lançamento de um pacto dos Poderes contra o feminicídio, que contou com as presenças dos presidentes da República, Lula; da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB); e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin.
“Alguns insistem em criar narrativas de disputa entre os Poderes, mas quero reafirmar: as instituições brasileiras estão unidas em propósitos como este [do enfrentamento ao feminicídio], a defesa das instituições carece ser propagada, propalada para que mentiras não pareçam verdade”, afirmou Alcolumbre.
“As mentiras em um certo momento se transformaram em verdade, esse ato, proposto pela primeira-dama Janja da Silva e abraçado por todos, é uma demonstração que as instituições precisam estar unidas porque os problemas do mundo real não nos permitirão tirar o foco do que é principal para o Brasil”, completou o presidente do Senado.
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O programa de voluntariado Transforma Petrolina tem realizado, ao longo dos anos, ações voltadas para mulheres petrolinenses. São oferecidas iniciativas de empreendedorismo feminino, saúde, dignidade menstrual, acesso à informação, entre outros. Em resposta ao crescente número de casos de violência de gênero, este ano o Transforma Petrolina também intensificará as ações de enfrentamento à violência contra mulher.
As iniciativas incluem rodas de conversa, oficinas educativas, distribuição de material informativo e ações de conscientização nas comunidades, com foco na prevenção da violência, no fortalecimento da rede de proteção. As ações acontecerão de forma integrada à campanha “Maria vai à escola – Pelo fim da violência contra a mulher”, desenvolvida pela Secretaria de Educação, Cultura e Esporte, que abrangerá 242 escolas e creches, impactando aproximadamente 60 mil estudantes, da Educação Infantil à Educação de Jovens e Adultos (EJA), além de professores, gestores e equipes técnicas.
As ações do Transforma Petrolina serão direcionadas tanto para mulheres de todas as idades, quanto para o público masculino. De acordo com a coordenadora voluntária do Transforma Petrolina, Alinne Durando, as ações ampliam o chamado para além de mulheres e meninas e convocam toda a sociedade. “A violência contra as mulheres e meninas é uma crise estrutural que não pode ser enfrentada somente com ações isoladas. Precisamos da participação de toda a sociedade, e é isso que faremos”, afirma.
A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados elegeu, hoje, Giovani Cherini (PL-RS) como presidente do colegiado para este ano. O deputado defende tratamentos sem eficácia científica comprovada para qualquer doença e medicamentos igualmente ineficazes no tratamento da covid-19. Ele também foi contra a vacina durante a pandemia da doença e promoveu teoria da conspiração sobre a lotações de hospitais naquele período.
Cherini foi eleito com 38 votos favoráveis dos integrantes e seis votos em branco. Pouco antes, enviou via WhatsApp um “currículo” para responder à pergunta: “por que o deputado Giovani Cherini é a pessoa certa para presidir a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados?”. As informações são do portal Estadão.
Leia maisNa mensagem, destacou que “foi relator e/ou ajudou a regulamentar a acupuntura, yoga, arteterapia, ayurveda, ozonioterapia, naturólogo, terapeuta floral, entre outras”. Também afirmou ser “defensor da saúde integrativa”. “Promove a visão integrativa na saúde que considera o indivíduo de forma holística (físico, psíquico, emocional, espiritual e social)”, escreveu.
A Comissão de Saúde é uma das mais disputadas na Câmara por ser a mais valiosa em termos de emenda parlamentar. Neste ano, o colegiado poderá distribuir R$ 4,2 bilhões em recursos para o Brasil. Como mostrou o Estadão, as emendas de bancada seguem sem transparência. “Meu compromisso é lógico: priorizar as emendas parlamentares”, afirmou o deputado após ser eleito para presidir o colegiado.
Procurado para responder sobre seus posicionamentos contra a vacina para a covid-19 e favoráveis a tratamentos sem comprovação científica, Cherini colocou em dúvida, novamente, os imunizantes para o combate ao coronavírus. “Triplicou o câncer, o AVC, a pandemia de câncer”, disse, sem apresentar dados concretos sobre a suposta correlação dos casos.
“Penso que não adianta chorar o leite derramado. Ou achar culpados ou vencedores. Essa disputa não ajuda a saúde”, afirmou. Cherini trabalhou, em 2021, pela aprovação de um projeto de lei que autoriza o uso da ozonioterapia. Ele defendeu, em junho daquele ano, o uso do ozônio para tratamento pós-covid.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) já declarou que a técnica não é válida para o tratamento de nenhuma doença, inclusive a covid-19. “O CFM esclarece que a ozonioterapia não tem reconhecimento científico para o tratamento de casos de covid-19 e de qualquer outra doença”, publicou o conselho, em nota, em agosto de 2020.
“O Conselho Federal de Medicina estabeleceu essa terapêutica como prática experimental por não encontrar evidências que subsidiassem a sua aprovação para uso na prática médica”, afirmou o CFM em resolução de 2018.
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