Garanhuns passa a contar, a partir deste mês de outubro, com 16 novos profissionais do Programa Mais Médicos para o Brasil (PMMB), programa de provimento médico do Governo Federal. Os médicos estarão lotados nas equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) do município. Com exceção de um profissional, todos os demais já se apresentaram e assumiram os seus respectivos postos de trabalho ontem.
Na última sexta-feira (30), foi realizado o acolhimento do grupo que conta com 16 médicos, no auditório do Centro de Especialidades em Saúde da Mulher e da Criança (Cesmuc). Na ocasião, estiveram presentes a secretária municipal de Saúde, Catarina Tenório; a secretária-executiva da pasta, Vanessa Magalhães; além de profissionais das diretorias e coordenações de diversos setores da pasta, tais como Regulação, Atenção à Saúde e E-SUS.
A secretária Catarina Tenório destacou a importância da chegada dos médicos para compor as equipes das unidades. “A iniciativa do Programa Mais Médicos em co-participação com os municípios garantiu a vinda de novos profissionais, que passam a integrar e fortalecer a rede de assistência à população de Garanhuns. Tenho certeza de que todos vão fazer a diferença em suas respectivas comunidades e distritos de atuação”, destacou.
Os médicos estarão lotados a partir deste mês nas seguintes UBS’s: Indiano I, Massaranduba, Indiano II, São Pedro, Vila do Quartel, Indiano III, Magano III, Sítio Jardim, Bela Vista II, Manoel Chéu, Iratama, Miracica II, São José, Boa Vista I, Cohab II (1) e Cohab II (3).
De malas prontas para o PDT, a ex-deputada Marília Arraes, ex-Solidariedade, pode ser a nova vítima das traições históricas e corriqueiras do presidente da legenda, Carlos Lupi, que anuncia hoje, numa conversa com jornalistas no Recife, o ingresso da ex-parlamentar na agremiação trabalhista.
Em Pernambuco, as últimas vítimas de Lupi foram a governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel. O golpe se deu na eleição passada, quando Raquel convenceu Pimentel a ingressar no PDT, este filiou sua candidata e, faltando poucos dias para o encerramento do prazo de filiação partidária, o PDT foi parar nas mãos do então vice-prefeito Evilásio Mateus, que havia rompido com Pimentel.
Pimentel confiou na palavra de Lupi, empenhada a Raquel, e caiu numa tremenda arapuca. A governadora teve que armar uma operação de guerra de última hora para abrigar a candidata de Pimentel num partido, mas esta acabou derrotada por Evilásio, que detém hoje o controle do PDT em Araripina.
“Marília que abra os olhos. Lupi é inconfiável”, dizia, ontem, no Salão Verde da Câmara dos Deputados, um histórico pedetista do Rio, que também já foi vítima do presidente nacional do PDT. O que se ouve em Brasília é que Marília, na ânsia de ser candidata ao Senado de todo jeito, tem confiado cegamente nas promessas de Lupi.
Mas, dependendo das conveniências de Lupi, a canoa de Marília pode furar antes mesmo do fechamento do prazo das convenções partidárias. Se isso ocorrer, não será por falta de aviso. Nas andanças por Brasília ao longo desta semana, Marília foi alertada por muitas cobras criadas, mas torceu o nariz.
A IRA DOS FERREIRA – Se a família Ferreira, com densidade eleitoral concentrada principalmente em Jaboatão e RMR, já estava ressabiada com a governadora, com a ida do deputado Pastor Eurico para o PSDB, sacramentada com o abandono voluntário do presidente da Alepe, Álvaro Porto, agora passou a considerá-la inimiga. Tudo porque mexeu com a composição da chapa do PL, que já havia perdido o ex-ministro Gilson Machado. Os Ferreira podem até não apoiar a candidatura de João formalmente, mas cruzarão os braços na campanha de Raquel.
Bivar suplente de Humberto – O deputado federal Luciano Bivar, ex-presidente do União Brasil, está se reaproximando do PSB e tende a apoiar João Campos. Deve se filiar ao MDB, desistir da reeleição e virar primeiro suplente do senador Humberto Costa (PT). Foi o que ouvi ontem em Brasília em meio ao instigante noticiário envolvendo o troca-trocas partidário, com prazo final em 4 de abril.
Olho no olho – O pré-candidato do PSB a governador, João Campos, fez um voo de bate e volta, ontem, para Brasília apenas para prestigiar o ato de filiação do presidente da Alepe, Álvaro Porto, ao MDB. Na chegada à sede do partido, teve uma conversa reservada com o presidente Baleia Rossi na companhia do novo emedebista e do presidente estadual, Raul Henry. Soube que a chapa estadual que Porto montou migrará na sua totalidade para o MDB.
Nem tudo está perdido – O ministro Dias Toffoli, do STF, se declarou suspeito para relatar o processo que pede a instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o Banco Master. Em despacho publicado, ontem, o ministro afirmou que se afastará por “motivos de foro íntimo”. Toffoli também citou o inciso 1º do artigo 145 do Código de Processo Civil, que estabelece a suspeição do juiz que tiver “amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados”. A pedido do ministro, o caso foi encaminhado ao presidente do Supremo, Edson Fachin, para a “adoção das providências que julgar pertinentes”. Um novo relator deve ser sorteado para assumir o processo.
Convite saiu num almoço – A governadora Raquel Lyra e a ex-deputada Marília Arraes conversaram longamente durante um almoço em Brasília na última terça-feira. Entre uma garfada e outra, degustando um bom vinho, Raquel fez o convite formal para a agora ex-adversária disputar uma das vagas ao Senado na chapa governista. No dia seguinte, Marília sondou aliados e, da senadora Teresa Leitão, ouviu o óbvio do óbvio: passará a campanha inteira se explicando a razão do aninhamento inesperado.
CURTAS
LEDO ENGANO – Se Marília imagina que seu provável potencial eleitorado votará nela em qualquer hipótese, pode estar redondamente enganada: os que dizem votar nela, segundo as pesquisas, são em sua maioria petistas ou de esquerda, eleitores de João, que não votam em Raquel.
FICA ONDE ESTÁ – O deputado Antônio Moraes, apesar da relação próxima com Raquel, não abandona o velho aliado Eduardo da Fonte, segundo garantem deputados do próprio PP que o conhecem e sabem da antiga e quase irmandade com Dudu.
NA RMR – Na próxima semana, retomo a jornada incansável para levar o livro Os Leões do Norte a toda rede estadual e municipal de ensino do Estado. Na agenda, Paulista, Camaragibe, Abreu e Lima, Itamaracá, Goiana e Araçoiaba.
Perguntar não ofende: O troca-troca partidário terá grandes emoções até o dia 4?
O secretário de Articulação Política de Caruaru e pré-candidato a deputado estadual, Anderson Luiz, marcará sua filiação ao Partido Social Democrático (PSD) no próximo dia 20 de março, às 18h55. O ato está programado para ocorrer no Maria José Recepções 1, em Caruaru, e deve reunir lideranças políticas do estado.
A filiação integra a preparação de Anderson Luiz para a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A organização do evento prevê a participação de apoiadores, lideranças comunitárias e representantes de diferentes segmentos da sociedade.
Estão confirmadas as presenças do prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, e do deputado federal Fernando Monteiro, além de outras autoridades e lideranças políticas.
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou não estar sabendo de uma possível reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no STF (Supremo Tribunal Federal).
Na última terça-feira (10), o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) afirmou que Lula e Alcolumbre se reuniriam até a próxima quinta-feira (12) para discutir a indicação de Messias.
“Até quinta-feira, certamente, eles conversarão. Já falaram mais de uma vez por telefone, sempre em conversas muito produtivas. Na semana passada, voltaram a conversar longamente, e agora devem se encontrar pessoalmente”, disse Randolfe. As informações são da CNN.
Apesar da indicação do líder, ao ser questionado sobre o possível encontro hoje ou amanhã com o presidente da República, Alcolumbre respondeu “não estou sabendo”
De acordo com o Randolfe, a indicação de Messias depende de “várias variáveis”, entre elas: “o momento oportuno, o calendário eleitoral e o número necessário para a apreciação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e depois no plenário”, disse.
O encontro ocorreria em meio a incertezas na relação entre o Palácio do Planalto e o Senado. O desgaste político entre Lula e Alcolumbre se arrasta desde o fim do ano passado, após a escolha de Lula pelo nome de Messias para o STF.
Ao final do último ano, Alcolumbre esteve com Lula para defender a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga no Supremo. O presidente do Senado discordou da escolha de Messias, pois esperava emplacar seu antecessor no comando da Casa.
O presidente de Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto, se filiou ao MDB nesta quarta-feira (11.03), firmando o compromisso de trabalhar pelo fortalecimento do partido, em sintonia com o projeto político liderado pelo prefeito do Recife e pré-candidato a governador, João Campos (PSB).
“É uma honra passar a fazer parte dos quadros do MDB, um partido que tem a história marcada pela defesa inegociável da democracia, além de grandes serviços prestados a Pernambuco e ao país, tendo destaque inquestionável a figura do ex-governador Jarbas Vasconcelos. Agradeço à direção da legenda pela acolhida e receptividade. Estejam certos que o partido conta agora com um soldado dedicado”, disse.
Porto ressaltou o compromisso de contribuir para o engrandecimento do MDB em Pernambuco, seja por meio do mandato na Alepe, seja na luta pelo fortalecimento de chapas e palanques para disputa eleitoral que se aproxima. “Juntamente com os companheiros do partido e ao lado do prefeito João Campos, a ordem é dialogar e trabalhar para conquistar novos apoios, ampliar e solidificar alianças”, observou.
A assinatura da ficha aconteceu na sede do partido em Brasília e foi abonada pelo presidente nacional da legenda, deputado federal Baleia Rossi (SP). Participaram do ato de filiação o prefeito João Campos, o presidente estadual do MDB, Raul Henry, a deputada federal Isa Arruda (MDB-PE), o prefeito de Vitória de Santo Antão, Paulo Roberto Arruda (MDB), a vice-presidente do partido em Pernambuco, Adriana Vasconcelos, e o superintendente parlamentar da Alepe, Álvaro Mendonça.
Em meio às articulações para construção de alianças para a eleição deste ano, o deputado estadual Antônio Moraes (PP) se adiantou em declarar que deixará o Partido Progressista caso o presidente da sigla em Pernambuco, o deputado federal Eduardo da Fonte, opte por compor a chapa do prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Considerado aliado de primeira hora da governadora Raquel Lyra (PSD), o parlamentar afirmou que se filiará ao PSD, caso o PP confirme apoio a João Campos e que já comunicou da possibilidade ao deputado federal Lula da Fonte (PP), em conversa nesta quarta-feira (11).
Ele ainda expôs detalhes da conversa, e que Lula da Fonte teria confirmado que o pai foi convidado por João Campos para ser candidato ao Senado na chapa da Frente Popular de Pernambuco.
“Eu estou com a governadora e, se o partido for para João, eu vou para o partido da governadora. Tive uma conversa com o Lula da Fonte, e coloquei a minha posição. Ele, mais uma vez, disse que o partido não tinha fechado nada com João e que Eduardo tinha sido convidado pelo prefeito para ser candidato ao Senado”, declarou o parlamentar.
Antônio Moraes disse ainda que tem conversado com os demais integrantes do partido na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e revelou que o sentimento é de que eles teriam interesse em manter apoio à reeleição da governadora.
Apesar de indicar que deixaria o partido caso não houvesse apoio à governadora, o deputado enfatizou que manterá compromissos anteriores com os deputados Eduardo e Lula da Fonte em seis dos municípios que são da sua base eleitoral.
“Em alguns municípios que eu tenho compromisso com Eduardo ou com Lula, isso vai ser mantido. Não vou interferir para que prefeito deixe. Agora, no que diz respeito à governadora, aí a gente não tem como mudar. Vai ser Raquel mesmo. Fecho questão com isso”, cravou o deputado.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (11) um projeto de lei que libera a comercialização, compra e posse de aerossóis de extratos vegetais, como spray de pimenta, para mulheres acima de 16 anos como medida de defesa pessoal.
O projeto, de autoria da deputada Gorete Pereira (MDB-CE), segue agora para análise do Senado.
Segundo a lei, o spray poderá ser utilizado para repelir agressão “injusta, atual ou iminente” e “mediante uso proporcional e moderado”. A proposta estabecele que o uso deverá ser cessado imediatamente após a neutralização da ameaça. As informações são do g1.
Fora dessas situações, o uso do spray poderá levar a diversas punições, que vão desde advertência formal até multa de 1 a 10 salários mínimos.
Mulheres entre 16 e 18 anos precisarão de autorização de um responsável legal para a compra do produto.
No ato da compra, será necessário a apresentação de documento oficial com foto, comprovante de residência fixa e a Certidão de Antecedentes Criminais comprovando inexistência de condenação criminal por crime doloso — quando há intenção de cometer o crime pelo autor — cometido com violência ou grave ameaça.
As especificações técnicas, como a concentração máxima permitida, serão definidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Os sprays poderão ter, no máximo, 50 ml. Recipientes com capacidades maiores ficarão restritos para uso das Forças Armadas e forças de segurança pública.
Caso a dona do spray seja roubada ou tenha o spray furtado, deverá registrar Boletim de Ocorrência em até 72 horas.
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto, oficializou nesta quarta-feira (11) sua filiação ao MDB, durante reunião realizada na sede nacional do partido, em Brasília. O encontro contou com a presença do presidente nacional da legenda, Baleia Rossi, do presidente do MDB em Pernambuco, Raul Henry, do prefeito de Vitória de Santo Antão, Paulo Roberto, e do prefeito do Recife, João Campos, além da do regente partidária Adriana Vasconcelos.
Com forte atuação política no Agreste Meridional, Álvaro Porto consolidou-se como uma das principais lideranças da política pernambucana. Ao longo de sua trajetória, ampliou sua influência para além das bases regionais, destacando-se pela defesa de pautas e projetos voltados ao desenvolvimento de Pernambuco, especialmente à frente da presidência da Alepe.
Durante o encontro, as lideranças ressaltaram a importância do diálogo e da construção de uma frente política ampla, comprometida com o desenvolvimento do estado e com o fortalecimento das parcerias entre diferentes forças políticas regionais.
O presidente estadual do MDB, Raul Henry, destacou a relevância da chegada de Álvaro Porto ao partido. “O MDB de Pernambuco se sente muito honrado com o ingresso de Álvaro Porto em nossos quadros. Trata-se de uma liderança respeitada, com uma trajetória política marcada pela coragem, pela lealdade e pelo compromisso com os interesses do povo pernambucano”, afirmou.
Recebi hoje, em Brasília, o senador Laércio Oliveira (PP-SE) para a gravação do podcast Direto de Brasília, que vai ao ar na próxima terça-feira (17). Ao chegar para a entrevista, entreguei a ele uma caneca com as marcas do blog e da Folha de Pernambuco, usada nas gravações do programa. De forma espontânea e bem-humorada, ele entrou na brincadeira e acabou fazendo um pequeno “merchandising” do blog ao mostrar o presente durante os bastidores da gravação em publicação nas redes sociais.
Laércio comentou que a caneca teria sido uma forma de pagamento simbólica pela entrevista e aproveitou para dizer que acompanha o blog diariamente. Nascido em Olinda e radicado em Sergipe há cerca de 60 anos, ele foi três vezes deputado federal e atualmente cumpre seu primeiro mandato no Senado, conquistado nas eleições de 2022.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito nesta quarta-feira (11) para relatar um pedido apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) que cobra a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara para apurar irregularidades financeiras do Banco Master.
“Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes”, afirmou Toffoli no despacho em que se declara suspeito para analisar o pedido. As informações são do g1.
Com a suspeição de Toffoli, outro ministro deve ser definido relator do pedido sobre a instalação da CPI do Master. Um novo sorteio foi realizado e o ministro Cristiano Zanin assumirá a relatoria do pedido.
Mais cedo nesta quarta, Toffoli havia sido sorteado para analisar o pedido de Rollemberg. O sorteio ocorreu quase um mês após a saída dele da relatoria das investigações do caso Master.
No mês passado, Toffoli deixou a relatoria do caso Master após a divulgação de informações de que ele é sócio de uma empresa que vendeu, a fundos ligados a Daniel Vorcaro, parte de um resort no interior do Paraná. O ministro André Mendonça assumiu a relatoria do caso.
Motta tem adiado instalação ‘sem justificativa’, diz deputado No pedido que apresentou ao STF, Rollemberg afirma que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem adiado “sem justificativa” a instalação de uma CPI para investigar as fraudes ocorridas na relação entre o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília).
“Até a presente data, passados mais de 30 (trinta) dias do protocolo do requerimento de CPI e da apresentação da Questão de Ordem, não houve qualquer andamento ou adoção de medida por parte da Presidência da Câmara dos Deputados no sentido de providenciar a instalação da CPI”, afirma o deputado. Rollemberg afirma que os fatos são graves e precisam ser esclarecidos.
“O presidente da Câmara, ora Impetrado, está a impedir que o parlamento desempenhe um de seus mais relevantes misteres, que é o de investigar e fiscalizar a atuação de entes públicos e privados, especialmente em casos de grave suspeita de fraudes financeiras com impacto sistêmico”, conclui o parlamentar.
STF analisará decisões de Mendonça Na próxima sexta-feira (13), a Segunda Turma do STF começa a julgar se mantém ou não as determinações do ministro André Mendonça, novo relator do caso Master no STF.
Após assumir o caso no STF, Mendonça autorizou a terceira fase da Operação Compliance Zero que determinou, na semana passada, a volta de Daniel Vorcaro para a prisão.
Toffoli tem indicado a colegas que pode participar da análise das medidas no plenário virtual da Corte.
Sob o comando de Antonio Rueda, o União Brasil gastou R$ 5,9 milhões de recursos públicos com “serviços prestados por terceiros”.
A coluna teve acesso ao balanço de 2025 da Fundação Índigo, que expõe as despesas. Braço de formação política do partido, a fundação é presidida pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União-BA). Integrantes do conselho fiscal da legenda pediram as notas fiscais para detalhamento das despesas, mas os documentos foram negados. Sem isso, é impossível saber como o dinheiro público foi usado.
Somente na rubrica “missões internacionais”, o partido registra gasto de R$ 1 milhão com “serviços prestados por terceiros”. No total, foram R$ 1,5 milhão com viagens para fora do Brasil. Com diárias os pagamentos somaram R$ 453.250.
Em 2025, a fundação tinha em caixa R$ 54,6 milhões de recursos públicos.
O estatuto afirma que a entidade tem como uma de suas principais missões preparar novos líderes políticos, gestores públicos e cidadãos com visão liberal, democrática e crítica de mundo. Apesar disso, o balanço mostra que, em todo o ano passado, o partido investiu apenas R$ 26.400 em formação política. Em 2024, o valor havia sido de R$ 758.648.
As despesas sem detalhamento provocaram um racha no conselho fiscal da fundação. Dois dos quatro conselheiros se recusaram a aprovar o balanço sob o argumento de que não tiveram acesso às notas fiscais que discriminariam os “serviços prestados por terceiros”.
O deputado Elmar Nascimento (BA) e o ex-deputado Pauderney Avelino (AM) votaram pela aprovação, enquanto outros dois conselheiros se recusaram a aprovar as contas da fundação.
Dois integrantes do conselho fiscal – Ricardo Motta e Rodrigo Furtado – já se posicionaram contra a aprovação das contas e encaminharam denúncia ao Ministério Público de suspeita de desvio de recursos partidários.
Mãos de ferro Terceiro maior partido do país em número de deputados (atrás apenas do PL e do PT), o União Brasil é presidido a mãos de ferro por Antonio Rueda. A irmã dele, Emília Rueda, é tesoureura da sigla e todos os diretórios são comandados por seus indicados, assim como os cargos ocupados por integrantes do partido em composições políticas estaduais.
O partido tem R$ 1 bilhão em caixa de fundos eleitoral e partidário para a disputa deste ano controlados por Rueda, que será candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro. Embora seja de Pernambuco, sua base eleitoral será Belford Roxo.
No ano passado, Rueda comemorou seu aniversário de 50 anos numa festa que durou quatro dias na ilha de Mykonos, na Grécia. No mesmo período, o partido organizou um evento próximo da ilha. Desde que assumiu o comando do partido, ele incorporou ao seu patrimînio uma frota de carros de luxo e imóveis, além de patrocinar festas milionárias com a presença de políticos e autoridades do judiciário.
A coluna não conseguiu contato com Rueda e ACM Neto.
Desembargadores e juízes do Rio de Janeiro têm demonstrado preocupação com pressões relacionadas a processos que tratam da disputa entre a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo relatos de magistrados, as investidas ocorrem quando ações sobre o tema chegam aos tribunais, o que tem gerado desconforto por possível interferência na autonomia dos juízes, princípio garantido pela legislação que regula a atuação da magistratura.
Entre os nomes citados nas articulações estão os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Mauro Campbell, que também atua como corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e Luiz Felipe Salomão. Também são mencionados o desembargador Ney Bello, corregedor do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), e o juiz Lisandro Garcia Gomes, assessor de Campbell. Magistrados ouvidos apontam que as movimentações ocorreriam em processos ligados ao caso envolvendo a refinaria e o setor de combustíveis.
Reportagens do portal Metrópoles e do blog do jornalista Cláudio Dantas registraram episódios dessas investidas. No contexto da disputa judicial, o advogado Leandro Brandão, do escritório Figliuolo, Gentil & Tavares Advogados, atua para a Raízen, concorrente da Refit. Já o escritório Salomão Advogados, ligado a familiares do ministro Luiz Felipe Salomão, representa o Sindicom, entidade do setor de combustíveis que pediu para participar da ação como amicus curiae — termo jurídico usado quando uma instituição ou especialista é autorizado pela Justiça a contribuir com informações em um processo, mesmo sem ser parte direta na disputa.
A pesquisa Genial/Quaest revelou um empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno, com o senador apresentando crescimento significativo enquanto o presidente registra queda. Segundo análise do Instituto, Flávio tem conseguido avançar especialmente entre o eleitorado que se considera independente.
De acordo com o analista Pedro Venceslau, CNN 360°, a estratégia adotada por Flávio Bolsonaro tem sido chamada de “nem-nem”, buscando furar a bolha do bolsonarismo tradicional para alcançar novos públicos. O senador tem adotado posturas que surpreendem o eleitorado mais conservador, chegando até mesmo a utilizar linguagem neutra como a expressão “todes”, em tentativa de dialogar com públicos mais jovens.
Segundo Venceslau, o Felipe Nunes, responsável pela Quaest, explicou que houve um avanço de seis pontos percentuais de Flávio Bolsonaro entre os eleitores que se declaram independentes. Os números mostram que o senador tem 32% das preferências deste grupo, contra 27% do presidente Lula entre aqueles que não se identificam nem como lulistas nem como bolsonaristas.
Cenário econômico e noticiário negativo impactam percepção Outro aspecto destacado na pesquisa foi o impacto do noticiário negativo das últimas semanas, que colocou o tema corrupção no centro do debate político. “A corrupção saltou para a segunda posição entre os temas considerados mais importantes para o eleitorado”, explicou Venceslau. Segundo o analista, o fato foi impulsionada por casos como o do Banco Master e a CPI do INSS.
A percepção sobre a economia também apresenta dados preocupantes para o governo atual. Segundo a pesquisa, 48% dos entrevistados afirmaram que a economia piorou, enquanto apenas 24% disseram que melhorou. Este cenário pode se agravar com os reflexos da guerra no Oriente Médio, que apenas começou a produzir efeitos na economia global.
A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, medida que era vista por petistas como potencial “plano real” do terceiro mandato de Lula, não produziu o efeito esperado. Apenas 31% dos beneficiados pela medida afirmaram ter sentido uma mudança significativa após a isenção, um crescimento de apenas 1% em relação à pesquisa anterior.
Aliados do governo argumentam que o Instituto foi a campo em um momento especialmente desfavorável, com a repercussão de polêmicas do carnaval e o início do conflito no Oriente Médio. Para eles, a tendência é de melhora nos próximos levantamentos, considerando que a eleição está apenas começando e a pré-campanha sequer foi oficialmente iniciada.