O deputado federal Fernando Monteiro foi um dos painelistas da abertura do concorrido Fórum de Lideranças do Mercado Segurador, promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) de hoje até domingo na Praia do Forte, na Bahia.
O Fórum de Lideranças do Mercado de Seguros constitui uma plataforma de diálogo e relacionamento dedicada à agenda estratégica do Setor no âmbito dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, reunindo autoridades públicas e lideranças empresariais. O objetivo do evento é debater as prioridades da indústria, pensando no aperfeiçoamento do ambiente de negócios do país e as contribuições para o seu desenvolvimento econômico e social.
Uma operação policial para prender chefes do Comando Vermelho que atuam no sul da Bahia provocou um intenso tiroteio na comunidade do Vidigal, na Zona Sul, na manhã desta segunda-feira (20).
Durante a ação, com investigação do Ministério Público da Bahia e apoio da Polícia Civil do Rio, criminosos interditaram a Avenida Niemeyer com um ônibus atravessado e contêineres da Comlurb. A via, que liga São Conrado ao Leblon, foi liberada por volta das 6h50, com escolta da Polícia Militar a motoristas. As informações são do g1.
Moradores relataram uma manhã de medo, com troca de tiros em diferentes pontos da comunidade. Vídeos mostram um helicóptero da polícia sobrevoando o Vidigal em voos rasantes.
No alto do Morro Dois Irmãos, cerca de 200 turistas ficaram ilhados, sem conseguir descer. A trilha de acesso ao ponto turístico — bastante procurado durante a madrugada para ver o nascer do sol — começa no alto da comunidade do Vidigal. Por volta das 7h20, após a situação ser controlada, o grupo conseguiu deixar o local e desceu a comunidade em meio a blindados e carros da polícia.
Segundo os turistas, os guias orientaram que todos ficassem abaixados durante os tiros. “Claro que foi assustador, mas acho que foi tudo muito bem controlado pelos guias”, relatou uma turista portuguesa em entrevista ao Bom Dia Rio.
Alvo atua em Caraíva e fazia festa no Vidigal
Agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) participaram da operação, coordenada pelo MP da Bahia. O objetivo era cumprir mandados contra chefes do Comando Vermelho responsáveis pelo tráfico de drogas no sul baiano.
Segundo apuração da TV Globo, o principal alvo era Edinaldo Pereira Souza, o Dadá, apontado como líder do tráfico na região de Caraíva e Trancoso. Em 2024, ele fugiu de um presídio na Bahia com outros 15 presos e passou a se esconder na Rocinha, em São Conrado, com a proteção do Comando Vermelho.
Edinaldo Pereira Souza, conhecido como “Dadá” — Foto: Seap
Nos últimos dias, alugou uma casa no Vidigal, comunidade vizinha, e neste feriadão recebia familiares e amigos para uma festa em uma casa. Monitorado pelo MP baiano, Dadá teve a movimentação identificada, o que levou à operação no Rio. Na fuga, por uma estreita passagem secreta, deixou parentes e amigos para trás.
Uma mulher, identificada como Núbia Santos de Oliveira, mulher do traficante Wallas Souza Soares, o Patola, foi a única presa na operação. Segundo a investigação, ela atuava na lavagem de dinheiro da facção.
Núbia Santos Oliveira foi presa no Vidigal pela Core e pelo MP baiano — Foto: Divulgação
Ônibus é usado como barricada na Avenida Niemeyer — Foto: Reprodução/TV Globo
A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) realiza, nos dias 6 e 7 de maio, no Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), no Recife, o 15º Seminário Internacional de Qualidade do Ar Interior.
Dentre os participantes, estão representantes da Ashrae (sociedade técnica global dedicada ao avanço das artes e ciências de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração), Brasindoor (Sociedade Brasileira de Meio Ambiente e Controle de Qualidade do Ar de Interiores), professores da Universidade de São Paulo (USP), além de técnicos e gestores da Embraer (Empresa Brasileira Aeronáutica) e da Caixa Econômica Federal.
Um dos destaques do seminário é Brian Monk, da Ashrae, que falará sobre a relação entre qualidade do ar interior nos ambientes de ensino e o funcionamento cognitivo dos alunos em instalações educacionais. Outros seminaristas confirmados são o professor Antonio Mariani, da USP, que também abordará o mesmo tema dentro do tratamento de ar nas salas de aula e Arthur Aikawa, representante da Brasindoor.
A programação inclui palestras e painéis sobre monitoramento do ar, projetos em desenvolvimento e impactos na saúde e no desempenho cognitivo. Também serão apresentados estudos de caso e soluções para ventilação e renovação do ar em espaços coletivos.
Poucas publicações culturais em nosso idioma conseguem manter o vigor, a excelência temática e a relevância por tantas décadas como a revista Colóquio/Letras, da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa). Desde a sua fundação (1971), tem sido o ambiente onde os maiores intelectuais, poetas e ensaístas de Portugal, Brasil e demais países de língua oficial portuguesa se encontram.
O rigor e a curadoria singular dessa publicação não apenas acolhem textos; estabelecem cânones, em um processo de constante tensão entre a tradição (o desejo de imortalizar o legado) e a renovação (a necessidade de revisar padrões para incluir novas perspectivas e sensibilidades). O cuidado com a edição, a profundidade dos ensaios, a exigência na seleção dos artigos e as ilustrações temáticas — não restritas à capa — garantem que o leitor tenha acesso ao que há de mais refinado na reflexão sobre a literatura, não apenas a de Portugal.
Um conjunto de circunstâncias favoráveis reuniu-se para fazer desta edição um número que, sob todos os títulos, pode-se dizer histórico. Muitos autores ligados ao ambiente acadêmico propuseram-se a comentar a importância cultural da revista. José Rodrigues de Paiva, autor de uma tese de doutorado sobre a ficção de Vergílio Ferreira, tem sido um deles e um dos mais brilhantes.
“Acontece que a Fundação ter programado para 2025 a exposição Complexo Brasil, com curadoria de José Miguel Wisnik, Milena Brito e Guilherme Wisnik; nada mais oportuno do que inserir, nesse contexto, o número da Colóquio correspondente a setembro de 2025. […] Assim, inserida no conjunto de circunstâncias que resultaram em grande visibilidade da cultura brasileira em Portugal, a revista foi lançada no âmbito da referida exposição. Repare-se que não é por acaso que a publicação traz como rubrica editorial a expressão ‘Este Brasil’.”
Por força de uma feliz coincidência, nos diz Rodrigues de Paiva, “esta edição do periódico recebeu o número 220. Sendo da última de 2025 (correspondente ao quadrimestre junho-setembro), ela encerra não somente mais um ano de atividade editorial, mas fecha os primeiros 25 anos deste século. Como o número 22 — formado pelos dois primeiros dígitos da edição — é muito representativo para o Brasil, tanto do ponto de vista da história política quanto da literatura, a revista da Gulbenkian presta sua homenagem à independência política do país (1822) e, simultaneamente, celebra sua independência estético-literária, simbolizada pelo ano de 1922 com a Semana.”
Estes são os motivos que fazem da edição 220 da Colóquio um marco: trata-se, junto à exposição Complexo Brasil, de uma homenagem da Gulbenkian ao Brasil-político e ao Brasil-cultural. Realiza-se um “balanço” dos valores da cultura brasileira centrados no primeiro quarto do século 21, sem perder de vista os nomes que os antecederam.
Trata-se, finalmente, do que parece ser o número inaugural de uma nova fase, agora denominada simplesmente Colóquio (sem a especificação de Letras), sugerindo um horizonte editorial mais amplo e abrangente de todas as artes. Por fim, não nos é fácil medir em poucas linhas todas as etapas, o alcance cultural dessa revista, a sua trajetória, desde o início, e o apoio à cultura literária do Brasil.
O psiquiatra, professor e escritor brasileiro Augusto Jorge Cury é o meu convidado do podcast Direto de Brasília, de amanhã (21), em parceria com a Folha de Pernambuco. Autor da Teoria da Inteligência Multifocal, seus livros foram publicados em mais de 70 países, com mais de 25 milhões de livros vendidos somente no Brasil. Na pauta, a sua recente decisão em concorrer à presidência da República pelo Avante.
Cury é reconhecido como um dos escritores brasileiros mais bem-sucedidos do século XXI. Ao ingressar na política, ele se apresenta como alternativa para quebrar a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Cury se propõe a romper a lógica da radicalização e ocupar um espaço de “terceira via”, baseado em projetos e pacificação.
“Eu sou uma terceira via, mas eu não sou uma terceira via de alguém que entra para concorrer só porque existe uma polarização, existe uma radicalização. Eu sou uma terceira via consciente”, disse ele numa recente entrevista.
Cury nasceu em Colina, município de São Paulo, no dia 2 de outubro de 1958. Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e concluiu o seu doutorado internacional em Psicologia Multifocal pela Florida Christian University, no ano de 2013, com a tese “Programa Freemind como ferramenta global para prevenção de transtornos psíquicos”.
Na carreira, dedicou-se à pesquisa sobre as dinâmicas da emoção. Cury é professor de pós-graduação e conferencista em congressos nacionais e internacionais.
O Direto de Brasília vai ao ar hoje, das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV (sob o comando do jornalista Heron Cid); a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras; e a LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são: Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, Autoviação Progresso, Grupo Antonio Ferreira Souza, Água Santa Joana, Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Uma empresa pertencente ao ex-candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (União Brasil) transferiu R$ 4,4 milhões para uma conta pessoal do MC Ryan, acusado pela Polícia Federal (PF) de liderar uma engrenagem de ocultação e lavagem de bens à disposição do tráfico internacional de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC). As informações são do Estadão.
O valor teria sido depositado na conta do funkeiro pela venda de um helicóptero Robinson R66 Turbine. Ao Estadão, a assessoria de Marçal confirmou a transação, mas negou que o montante se referisse à aeronave e afirmou que o pagamento diz respeito à aquisição de parte de um imóvel feito pelo coach.
Apoiador da candidatura de Pablo Marçal à Prefeitura em 2024, Ryan foi alvo da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela PF na última quarta-feira (15), quando foi preso sob suspeita de liderar um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico internacional por meio de rifas e bets ilegais, além de atividades ligadas à produção musical e entretenimento.
Origem
A defesa de Ryan informou que todos os valores que transitam nas contas do funkeiro “possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos”.
Na representação da PF que embasou a Operação Narco Fluxo, os investigadores destacam créditos da empresa R66 Air Ltda., que enviou R$ 4,4 milhões à pessoa física de MC Ryan. O quadro societário da companhia é composto pelo coach Pablo Marçal.
Segundo a apuração, o capital social da empresa é compatível com o valor de mercado de um helicóptero Robinson R66 Turbine, o que levanta a hipótese de que a transação esteja ligada à negociação da aeronave.
A rede de bets e rifas ilegais usada para lavar dinheiro do tráfico estruturou, segundo a investigação, “empresas de prateleira” e chegou a firmar contratos com fintechs investigadas nas Operações Compliance Zero, que atinge o Banco Master, e Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de fraudes no INSS, que lesou milhares de aposentados e de pensionistas. O esquema da Narco Fluxo movimentou R$ 1,6 bilhão para o crime organizado, segundo a Polícia Federal, e tinha como operador-chave o contador Rodrigo Morgado, preso desde outubro de 2025 sob suspeita de prestar assessoria financeira ao Primeiro Comando da Capital.
A defesa de Morgado afirma que ele “é profissional da área contábil, atuando estritamente dentro dos limites legais de sua profissão, não tendo qualquer envolvimento com atividades ilícitas”. Durante a Narco Fluxo, os federais cumpriram 45 mandados de busca e apreensão. Dos 39 mandados de prisão temporária expedidos, 33 foram executados.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – As crateras do Banco Master são insondáveis e seus satélites financeiros guardam dezenas de bilhões depositados pelo gângster Vor-Cão. Assim feito na cápsula Orion da nave Orion da missão Artemis, Aiatolás da corrupção formam o escudo de proteção do bandoleiro.
A CPI do crime organizado deu chabu, zero novidade. A CPMI do INSS está sendo abortada feito um feto de oito meses. O destino dela é um buraco negro no Congresso Nacional. É mais fácil a cápsula Orion da vencer a força de gravidade entre a Lua e a Terra e navegar feito numa bola de fogo, que os guerreiros de São Jorge vencerem os dragões da corrupção nas crateras desta Terra de Vera Cruz, a terra da verdadeira Cruz.
Em sua epopeia de corrupção os gângsters do INSS e do Banco Master alcançaram cifras estelares. Nem os cientistas da NASA conseguem calcular. Gotham City, sítio dos bandoleiros, é aqui.
Meu guru o sábio Nelson Rodrigues sentenciou: Só os profetas enxergam o óbvio. Eu sou quase um profeta. Eu estufo o peito e proclamo, monocraticamente: as bandeiras e CPIs de combate à corrupção serão hasteadas apenas a meio pau. Não têm força para romper a força de gravidade dos aiatolás. No passado recente a operação LavaJato aconteceu devido a um vacilo das potestades. Logo depois eles inverteram o processo, anularam as condenações e indenizaram os corruptos.
São as seguintes minhas profecias neste mês de abril: no próximo ano, depois das benditas eleições gerais, haverá novo escândalo bilionário e será abafado nos subterrâneos de Gotham City. Sim, Gotham City é aqui. Minha segunda profecia: o futuro governador do Rio de Janeiro, a ser eleito este ano, será preso por corrupção no final do mandato. Ele e também o presidente da Assembleia Legislativa, mais uma penca de deputados, serão presos. Depois serão soltos, pois assim a banda toca. Maktub, está escrito. Quem duvidar levante o braço. Ninguém levantou o braço. Significa que a galera concorda com minhas profecias.
Uma explicação para quem ainda não sabe. Na Santa Sé existem duas entidades numa só pessoa. 1) O Papa Leão XIV é chefe do Estado do Vaticano. 2) O outro Papa Leão XIV é líder espiritual da Igreja Católica, Apostólica, Romana. As críticas do cowboy Donald Tramp foram feitas ao seu homólogo o Chefe de Estado do Vaticano, porque o galegão não é católico, nem apostólico, nem romano.
O VELHINHO TEM QUASE 200 ANOS – Já meio cansado de guerra e na idade provecta de quase 200 anos, feito as tartarugas, o guru da seita vermelha não aguenta o rojão de ser candidato a um mandato perpétuo de presidente. Poderá ser substituído pelo Doutor Chuchu. Não haveria razões de vida para correr o risco de encerrar a carreira artística com uma derrota. No contexto externo, o comissário Dirceu já cantou a pedra: este ano não haverá a longa manus do governo Tramp para favorecer os movimentos de esquerda na América Latina. Coitado do velhinho!
João consolida liderança e amplia pressão sobre Raquel
A pesquisa do Instituto Opinião reforça um cenário que já vinha se desenhando em levantamentos anteriores: a consolidação de uma disputa altamente polarizada em Pernambuco, com dois polos claramente definidos. Nesse contexto, o desempenho de João Campos (PSB) ao atingir 56% dos votos válidos indica não apenas liderança, mas um patamar eleitoral que, se mantido, configuraria vitória em primeiro turno — algo que depende diretamente da manutenção dessa concentração de votos em um ambiente com poucas candidaturas competitivas.
A tendência de um confronto essencialmente binário entre João Campos e Raquel Lyra (PSD) é um fator central para compreender o resultado. Em disputas desse tipo, a fragmentação do eleitorado é menor, e vantagens numéricas tendem a se traduzir com mais facilidade em desfechos eleitorais antecipados. Nesse cenário, ultrapassar a barreira dos 50% dos votos válidos se torna mais factível, especialmente quando há consistência regional e desempenho equilibrado em diferentes segmentos sociais, como aponta o levantamento.
Outro elemento relevante é o momento político dos dois nomes. João Campos aparece em fase de expansão de sua presença no Estado, intensificando agendas no interior e assumindo postura mais clara de pré-candidato. Esse movimento tende a impactar diretamente sua capilaridade eleitoral, sobretudo fora da Região Metropolitana, onde, segundo a própria pesquisa, ainda há espaço para ampliação de vantagem.
Ao mesmo tempo, o forte desempenho na Região Metropolitana do Recife — principal colégio eleitoral — funciona como base sólida de sustentação de sua liderança. Já no caso de Raquel, o cenário descrito pela pesquisa indica dificuldades em reduzir a distância. Em disputas diretas, comparações entre gestões costumam ganhar centralidade no debate público.
Isso faz com que o eleitor avalie entregas concretas, percepção de resultados e capacidade de resposta em áreas sensíveis. Nesse tipo de ambiente, temas como educação, saúde e segurança pública tendem a influenciar diretamente o comportamento do eleitor, sobretudo quando há divergência entre indicadores apresentados e percepção social.
A análise do quadro, portanto, sugere que a eleição caminha para um confronto direto em que três fatores devem ser determinantes: a manutenção ou não da vantagem numérica já consolidada, a capacidade de expansão territorial — especialmente no interior — e o peso das comparações entre experiências administrativas recentes.
Esses elementos, combinados, tendem a dar o tom até as convenções partidárias, marcadas entre meados de julho e agosto. Após essa fase, se inicia de fato a campanha propriamente dita, nas ruas, na TV, no rádio e nas redes sociais, com destaque para os debates entre os dois candidatos.
MARÍLIA CONSOLIDADA – Na disputa para o Senado, os números do Opinião apontam Marília Arraes (PDT) numa posição que parece cristalizada como a mais votada, enquanto seu companheiro de chapa, o senador Humberto Costa (PT), embora em segundo lugar, sofre ameaça dos concorrentes. No cenário em que Miguel Coelho é testado como candidato da federação Progressista, a distância para Humberto é de quatro pontos: 26,3% a 22,9%. Quando Miguel é trocado por Eduardo da Fonte, o petista aparece com 28,3% e Dudu 17,7%, seguido por Anderson Ferreira (PL), com 15,1%. Túlio Gadelha (PSD) é o lanterninha, com 11,5%. O que impressiona são os indecisos na corrida para o Senado: 51,7%.
Os números de Miguel e Dudu – Dois nomes ventilados para a segunda vaga de senador na chapa de Raquel Lyra (PSD) como alternativas da Federação Progressista, Eduardo da Fonte e Miguel Coelho brigam de forma desequilibrada apenas no São Francisco, reduto de Miguel, que aparece com 48% e Dudu com 15,3%. Na Metropolitana, Miguel pontua 8% e Dudu 9%; na Zona da Mata, Miguel tem 5% e Dudu 6,1%. No Agreste, Miguel aparece com 8,3% e Dudu 6,4% e no Sertão, Miguel tem 14,2% e Dudu 10,8%. Com exceção do São Francisco, por razões óbvias, estão em igualdade de condições.
Só no Agreste – Já na disputa para o Governo do Estado, a única região que a governadora Raquel Lyra aparece na frente de João Campos é o Agreste, onde se situa Caruaru, município que governou e tem um aliado no poder. João, por sua vez, bate Raquel nas demais regiões, sendo sua maior vantagem a Metropolitana — 35 pontos de diferença. A Região Metropolitana representa 47% do eleitorado pernambucano. Por ter sido prefeito do Recife com altíssima aprovação, João nada de braçada nesse grande continente eleitoral, o que pode ser decisivo no resultado do pleito.
Lula se fragiliza no NE – Fortaleza eleitoral do PT há 20 anos, o Nordeste se transformou em motivo de alerta para a reeleição do presidente Lula, segundo as últimas pesquisas, que indicam um movimento de piora na aprovação do governo e redução na diferença sobre Flávio Bolsonaro (PL) na região. A perda de força ocorre em um cenário de divisão na base aliada e de desvantagem de nomes de partidos nas disputas estaduais.
Rejeição crescente – Ao longo dos anos, a rejeição de Lula também cresceu na região. O patamar de nordestinos que dizem não votar no petista de jeito nenhum é de 32%, um nível bem mais baixo do que o visto na média nacional, que é de 48%. Porém, em agosto de 2022, esse número era de 27%. Lula tem feito esforço para manter sua popularidade em alta no Nordeste. Só neste ano, ele teve agendas em cidades da região em oito ocasiões, como no início do mês, quando foi inaugurar um trecho de um quilômetro de metrô de Salvador. Apesar disso, houve uma piora na avaliação do petista neste terceiro mandato.
CURTAS
EMENDAS – O congresso municipal da Amupe, entre os dias 27 e 29 próximos, contará com a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, na tarde da segunda-feira, primeiro dia do evento. Dino vai falar sobre as recentes medidas que tomou para moralizar a destinação das emendas parlamentares.
TERCEIRA VIA – A terceira via parece existir. Zema e Caiado vieram de governos bem avaliados. O mineiro com 47% e o goiano com 85%. Eles precisam pescar seus votos entre os indecisos e os 42% que estão com Flávio Bolsonaro. Como sua experiência administrativa, Zema limitou-se à gestão de um sobrenome e de uma loja de chocolates. A campanha pode favorecê-lo, assim como o governador Caiado, segundo as últimas pesquisas.
PODCAST – No podcast Direto de Brasília desta terça-feira de feriado nacional, entrevisto o escritor e médico Augusto Cury, pré-candidato à Presidência da República pelo Avante. Meu podcast é uma parceria com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras no Nordeste.
Perguntar não ofende: Por que Lula está perdendo seu eleitorado cativo no Nordeste?
A pré-candidata do PDT ao Senado, Marília Arraes, lidera com folga a disputa para a Casa Alta, com quase o dobro das intenções de voto do segundo colocado. Se as eleições fossem hoje, ela teria 45,5% dos votos, enquanto o petista Humberto Costa, candidato à reeleição, aparece com 26,3%. Miguel Coelho, da Federação Progressista, vem logo em seguida, com 22,9%.
Anderson Ferreira, do PL, que disputa como candidato avulso, ou seja, sem ter na sua chapa um candidato a governador, desponta com 15% e Túlio Gadelha (PSD), o primeiro nome praticamente já confirmado na chapa de Raquel, tem apenas 10,6%.
Brancos e nulos somam 27% e indecisos chegam a 52,7%. No cenário no qual o nome de Miguel é trocado pelo do deputado Eduardo da Fonte, presidente da Federação Progressista, Marília sobe para 47,3% e Humberto avança um pouco mais, chegando a 28,3%. Já Eduardo da Fonte vem em seguida com 17,7%, enquanto Anderson pontua 15,1%. Túlio Gadelha é o lanterninha com apenas 11,5%. Neste cenário, brancos e nulos sobem para 28% e indecisos recuam para 51,4%.
Ambos os cenários representam a soma do primeiro com o segundo votos, já que estão em disputa duas vagas para o Senado, a de Humberto, que tenta a reeleição, e de Fernando Dueire, que trocou o MDB pelo PSD, mas não deve ser candidato. Ele assumiu o Senado na condição de primeiro-suplente com a renúncia de Jarbas Vasconcelos motivada por questões de saúde.
Na espontânea, modelo pelo qual o eleitor é forçado a lembrar o nome dos seus candidatos preferidos, sem acesso aos nomes, Marília também lidera com 13,6%, seguida de Humberto com 11,2%, Anderson aparece com 4,7%, Miguel 3,2%, Eduardo da Fonte também 3,2% e Túlio Gadelha 2,4%.
O levantamento foi a campo entre os dias 14 a 17 de abril, sendo aplicados dois mil questionários em 80 municípios. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro de 2.2 pontos percentuais para mais ou para menos. A modalidade da pesquisa envolveu a técnica de survey, que consiste na aplicação de questionários de forma presencial. A pesquisa foi registrada na justiça eleitoral com o protocolo de número PE-02951/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo, 19, que o Brasil tem sentido pouco os efeitos dos conflitos no Oriente Médio, incluindo o impacto sobre o preço do petróleo. O presidente se referiu à guerra entre Irã e Estados Unidos como “maluquice”.
“O Brasil é um dos países menos afetados pela maluquice da guerra feita com o Irã. Nós não estamos sofrendo o aumento do preço do petróleo como muitos países estão sofrendo, porque o governo tomou medidas, e o Brasil só importa 30% dos seu óleo diesel”, declarou, em discurso na abertura da Feira Industrial de Hannover, na Alemanha.
O petista afirmou ser “urgente” encontrar uma saída para os combustíveis fósseis e disse que o Brasil tem potencial para produzir o “hidrogênio verde mais barato do mundo”.
Lula também defendeu novamente a necessidade de “refundar” a Organização Mundial do Comércio (OMC) e criticou a criação de barreiras comerciais contra produtos brasileiros. “É preciso combater narrativas falsas a respeito da sustentabilidade da nossa agricultura. Criar barreiras adicionais ao acesso de biocombustíveis é contraproducente, tanto do ponto de vista ambiental quanto do ponto de vista energético”, falou.
O presidente ainda repetiu que o Brasil não terá um papel de “mero exportador” de terras raras e disse ser necessário que as tecnologias ajudem o Brasil a construir um “mundo mais seguro e sustentável”.
O mandatário brasileiro também disse na mesma ocasião que o mundo não pode se curvar ao comportamento de um chefe de Estado que acha que pode taxar, punir e fazer guerras por tweet, em referência ao presidente norte-americano, Donald Trump.
“Não podemos permitir que o mundo se curve ao comportamento de um presidente que acha que por e-mail ou por tweet ele pode taxar produtos, punir países e pode fazer guerra”, afirmou na abertura da feira industrial de Hannover, na Alemanha.
Lula afirmou que o Brasil está de braços abertos para discutir qualquer tema econômico com a Alemanha porque tem relação de chefe de Estado com o premiê alemão. Quis enfatizar que não tem relação ideológica ou partidária com Friedrich Merz.
“Quando você age como chefe de Estado, queria dizer ao primeiro-ministro Merz que o Brasil está de braços abertos para discutir qualquer tema com a Alemanha. Sobretudo o tema de inteligência artificial, data centers, minerais críticos e terras raras, não tem veto para discutir com a Alemanha”, completou.
Na sequência dos cenários da pesquisa do Opinião, em parceria com este blog, sai daqui a pouco, exatamente à meia-noite, os números da corrida para as duas vagas ao Senado nas eleições deste ano. Foram aplicados dois mil questionários em 80 municípios, com margem de confiança de 95% e 2,2 pontos percentuais de erro, para mais ou para menos.
Aliados aumentaram as cobranças ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre a formação de palanques nos estados e dizem que articulações que contavam com o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro estão ficando pelo caminho. O impasse atinge candidaturas ao Senado, aposta da oposição para a construção de maioria na próxima legislatura.
O ex-presidente participava das negociações mesmo quando estava preso na Polícia Federal e na Papudinha. Contudo, em prisão domiciliar desde o fim de março por decisão do ministro Alexandre de Moraes (STF), seu convívio está restrito à família e a advogados. O isolamento, justificado por Moraes por causa da saúde de Bolsonaro após uma pneumonia, forçou Flávio a assumir o protagonismo das articulações, elevando a pressão sobre o senador. As informações são do jornal O Globo.
O foco mais visível de desgaste ocorre em São Paulo. Um acordo firmado por Bolsonaro com o bispo Samuel Ferreira previa apoio político em troca da indicação de um nome da Assembleia de Deus Ministério Madureira ao Senado. A promessa envolvia os deputados Marco Feliciano e Cezinha de Madureira, ambos do PL-SP.
Na prática, o espaço não se consolidou. Feliciano, que já havia sido preterido em 2022 por Marcos Pontes, ficou novamente fora mesmo com a saída de Eduardo Bolsonaro do páreo. A insatisfação explodiu na semana passada, quando Feliciano confrontou Flávio durante um culto na Assembleia de Deus do Belém: “Quando é que você e sua família passarão a tratar os evangélicos com a reciprocidade que a gente merece, em vez de uma relação de via única?”, questionou Feliciano.
Procurado para comentar os impasses, Flávio não se manifestou.
O nó em São Paulo é explicado porque o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, defende o nome de André do Prado, presidente da Alesp; Eduardo Bolsonaro atua por aliados como Mário Frias; e uma vaga na chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos) deve ficar com Guilherme Derrite (PP). O esvaziamento das promessas deve fazer com que Cezinha de Madureira, que migrou do PSD para o PL atraído pelo projeto, reduza o engajamento na pré-campanha. “Estamos com problemas de vagas em todos os estados”, resumiu Valdemar da Costa Neto.
O descompasso se repete em outros estados. Em Roraima, o deputado Hélio Lopes (PL-RJ) transferiu para lá o seu domicílio eleitoral sob orientação de Bolsonaro para concorrer ao Senado, mas encontrou resistência do diretório local do PL, que prioriza nomes como o deputado Nicoletti (PL-RR) e o prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique.
No caso de Nicoletti, aliados lembram que ele tentou ser candidato à prefeitura em 2024 pelo União Brasil, mas deixou o partido após ser preterido e se filiou ao PL com a promessa de disputar o Senado.
Valdemar tem dito a aliados ver “dificuldade” em viabilizar a candidatura. Interlocutores afirmam que Hélio também tentou manter uma alternativa ao se apresentar como nome ao Tribunal de Contas da União (TCU), mas o PL acabou indicando Soraya Santos (PL-RJ), derrotada na eleição da semana passada. Procurado, Hélio Lopes não comentou.
Em Mato Grosso do Sul, a disputa envolve o grupo do deputado Rodolfo Nogueira, que busca lançar ao Senado a mulher, Gianni Nogueira. Mas outros nomes do PL ganharam força, como o ex-governador Reinaldo Azambuja e os deputados Marcos Pollon e Capitão Contar.
“Esse projeto teve início em 2024, a partir de um pedido do (ex-) presidente Jair Bolsonaro. Não vejo como uma disputa interna”, disse Rodolfo Nogueira.
Divergência familiar
Na semana passada, contudo, Flávio Bolsonaro assegurou legenda a Azambuja e indicou que pesquisas definirão a segunda vaga. “Quem estiver melhor colocado vai levar a vaga”, disse em visita ao estado.
No Ceará, o racha é familiar: Michelle Bolsonaro apoia a vereadora de Fortaleza Priscila Costa, enquanto o grupo de Flávio sustenta o nome do deputado estadual Alcides Fernandes. No entorno do senador, a avaliação é que o quadro pelo país é administrável.
“Flávio está fazendo o dever de casa e arrumando os palanques estaduais. Em 2022, Bolsonaro só tinha dez palanques e agora teremos 22 ou 23 estados. É um trabalho que demanda tempo”, afirma o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha.