O publicitário Renato Pereira, conhecido nacionalmente por ter sido marqueteiro do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, deve assumir o comando da comunicação da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD). O nome dele passou a circular com força no Palácio do Campo das Princesas após a saída de Raimundo Luedy e depois que profissionais ligados à antiga agência Leiaute, do ministro Sidônio Palmeira, recusaram o convite para assumir a área.
A movimentação expõe mais uma troca em um dos setores mais sensíveis do governo estadual e reforça a percepção, nos bastidores políticos, de dificuldade da governadora em manter estabilidade na equipe responsável pela estratégia de comunicação. Caso seja confirmado, Renato Pereira será o quarto nome a ocupar, ou ao menos ser cotado com força para ocupar, o posto de responsável pelo marketing do governo em menos de quatro anos de gestão.
Leia maisAntes dele, passaram pela função Igor Paulin e André Schaer. Mais recentemente, Raimundo Luedy chegou a integrar a equipe da governadora, mas sua passagem foi breve. Segundo relatos recorrentes nos bastidores do governo, Luedy enfrentou dificuldades de relacionamento com Raquel Lyra, fator que teria precipitado sua saída antes mesmo de consolidar uma estratégia de comunicação para a segunda metade do mandato.
A tentativa inicial do governo foi buscar quadros ligados à antiga agência Leiaute, criada por Sidônio Palmeira, numa tentativa de recompor o comando da comunicação com profissionais considerados mais próximos do campo político da gestão. A resposta, porém, foi negativa, o que acabou levando o governo a buscar alternativas fora desse círculo.
Foi nesse contexto que surgiu o nome de Renato Pereira. Experiente no marketing político, ele ganhou projeção nacional ao atuar em campanhas no Rio de Janeiro, especialmente ao lado de Sérgio Cabral, ex-governador que posteriormente se tornaria um dos principais símbolos dos escândalos de corrupção revelados pela Operação Lava Jato.
A eventual chegada de Pereira é vista por aliados da governadora como uma tentativa de profissionalizar e estabilizar a comunicação do governo num momento em que a gestão começa a entrar em uma fase mais política do mandato. Ao mesmo tempo, a escolha também carrega riscos, tanto pela associação histórica com Cabral quanto pelo histórico recente de rotatividade na área.
Nos bastidores do Palácio do Campo das Princesas, interlocutores admitem que o cargo se tornou um dos mais delicados da estrutura do governo. A dificuldade de alinhamento entre a governadora e os responsáveis pela comunicação tem provocado trocas frequentes e interrompido processos de planejamento de médio prazo.
Se confirmado no posto, Renato Pereira chegará com a missão de reorganizar a estratégia de comunicação do governo e, sobretudo, tentar quebrar o ciclo de desgaste interno que tem marcado o setor desde o início da gestão Raquel Lyra.
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