O ex-secretário da Receita Federal José Tostes irá prestar depoimento à Polícia Federal nesta quinta-feira no inquérito que apura o monitoramento ilegal realizado por servidores da Agência Brasileira de Investigação (Abin). O auditor será questionado sobre a menção ao seu nome feita durante uma reunião entre o então chefe da pasta Alexandre Ramagem e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em agosto de 2020.
Na ocasião, Bolsonaro teria sugerido que advogadas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) falassem com Tostes e com o então chefe do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), estatal de processamento de dados do governo, sobre o caso das “rachadinhas” envolvendo o filho 01 na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). “É o caso de conversar com o chefe da Receita”, disse.
A fala se deu após as duas citarem supostas irregularidades cometidas por auditores da Receita na elaboração de um relatório de inteligência fiscal que originou o inquérito. A conversa teve o áudio gravado por Ramagem. O arquivo foi identificado pela PF após a apreensão de seu celular e computador, em janeiro desse ano.
Os investigadores pretendem perguntar a Tostes se ele foi procurado após esse encontro. Durante a gravação, Ramagem afirmou que “seria necessário a instauração de procedimento administrativo” contra os auditores, “visando anular a investigação, bem como retirar alguns auditores de seus respectivos cargos”.
O áudio foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), há duas semanas e deverá passar por uma perícia por profissionais do Instituto Nacional de Criminalística (INC) para ser transcrita a íntegra da reunião, de 1h e 8 minutos de duração, inclusive quando há sobreposição de vozes.
O inquérito da PF visa apurar a espionagem irregular de autoridades da cúpula do Legislativo e do Judiciário, além de desafetos políticos e jornalistas, no esquema que ficou conhecido como “Abin paralela”.
Considerado o nome mais competitivo da direita para enfrentar o presidente Lula nas eleições de outubro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), está no jogo, apesar do senador Flávio Bolsonaro (PL) ter se lançado com autorização do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No último fim de semana, ele deu mais uma demonstração disso. Após o governo de Donald Trump capturar Nicolás Maduro, o governador de São Paulo criticou duramente o presidente por te se posicionado ao lado do ditador venezuelano. Na gravação divulgada nas redes sociais, disse que Maduro permaneceu no poder “porque houve conivência, omissão e até apoio explícito de quem insistiu em chamar um ditador de companheiro”.
Apesar de não ter citado o petista, o vídeo mostrou imagens de Lula ao lado de Maduro em 2023, quando o então ditador esteve no poder. “Enquanto isso, famílias cruzavam as fronteiras, crianças abandonaram as escolas, perderam a infância, pais venderam tudo para recomeçar do zero. Acolhemos vários aqui de braços abertos. A ação de hoje abre uma janela. Que 2026 comece agora, marque o início de um novo tempo para o povo venezuelano. Eleições livres, justas, paz, prosperidade”, disse.
E acrescentou: “A Venezuela está vencendo a esquerda e no final do ano o Brasil também vence”. O governador de São Paulo ainda se referiu ao ditador venezuelano como “cruel e corrupto”. “Por muitos anos, milhões de venezuelanos também foram capturados, perderam seus negócios, foram obrigados a deixar o próprio país e viram a esperança ir embora. Uma ditadura não cai da noite para o dia. Ela corrói as instituições por dentro, pouco a pouco, e quem paga o preço mais alto é sempre a população”, afirmou.
Tarcísio foi o último entre os principais opositores de Lula a se manifestar sobre a captura de Maduro. Mais cedo, outros governadores brasileiros demonstraram apoio ao ataque norte-americano em solo venezuelano. O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), parabenizou Donald Trump e chamou a ação militar de “brilhante decisão de libertar o povo da Venezuela”.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), também celebrou as ações de guerra de Trump, que bombardeou Caracas e várias outras cidades da Venezuela antes de capturar Maduro. “Que este 3 de janeiro entre para a história como o dia da libertação do povo venezuelano, oprimido há mais de 20 anos pela narcoditadura chavista”, disse.
O mineiro Romeu Zema (Novo) desejou que a queda de Maduro torne a Venezuela aberta ao mercado em um futuro breve. “Que a queda de Maduro sirva para que o povo venezuelano finalmente reencontre paz, estabilidade e o caminho do desenvolvimento, afirmou.
CENÁRIO DE INCERTEZAS – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia seu último ano de mandato com índices de aprovação mais favoráveis do que há 20 anos, quando foi reeleito, mas em um cenário de incertezas maior do que o enfrentado na época. Diante de um ambiente de polarização política, analistas apontam que temas como segurança pública, insegurança econômica e a falta de atenção a grupos como trabalhadores informais podem dificultar a caminhada para que o petista conquiste a cadeira pela quarta vez. Lula enfrentou em 2025 uma crise de popularidade que levou sua aprovação aos níveis mais baixos de seus três mandatos.
No racha do PL, Meira fica com os Ferreira – Em nota, o deputado federal Coronel Meira (PL) defendeu, ontem, o presidente estadual do seu partido, Anderson Ferreira, acusado de esconder o ex-presidente Bolsonaro nas inserções partidárias na TV. “Anderson tem agido de forma equilibrada, firme e coerente”, disse. O deputado ressaltou a necessidade de cautela dentro do partido para evitar tensões internas. “O PL seguirá firme na defesa das pautas da direita conservadora, com o objetivo de manter a unidade partidária em Pernambuco”, afirmou. Alguém tem mais dúvidas de que na briga dos grupos Ferreira e Gilson Machado, Meira optou pelo primeiro?
Comoção e cancelamento – A morte de Carlos Augusto Carneiro, 56 anos, sogro do deputado federal Pedro Campos, sexta-feira passada, em acidente de moto, gerou uma grande comoção no Estado. Abatido, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), irmão de Pedro, cancelou toda a sua agenda política e administrativa no fim de semana, inclusive sua ida ao município de Pedra, para celebrar o apoio do prefeito de Pedra, Júnior Vaz (PV), ligado ao grupo do deputado federal Clodoaldo Magalhães (PV), alinhado ao projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD).
PEDRA ESQUECIDA – O que motivou a travessia do prefeito de Pedra para o palanque do pré-candidato a governador pelo PSB, João Campos, foi a falta de investimentos no município. Há seis meses, quando estive por lá levantando informações sobre a produção de queijos e leite, para uma reportagem, Júnior Vaz já se revelou um poço de mágoa com a governadora, que também nada fez quando o cartório eleitoral da cidade esteve ameaçado de fechamento. Raquel abandonou Pedra, literalmente.
Marqueteiros do PT receberam dinheiro de Maduro – João Santana e Mônica Moua, o casal de marqueteiros que fez campanhas para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2006 e para Dilma Rousseff (PT) em 2010, recebeu mais de US$ 10 milhões diretamente de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), em 2012. Os pagamentos eram semanais e parcelados, feitos em dinheiro (caixa 2), pelo próprio Maduro, então ministro das Relações Exteriores de Hugo Chávez (1954-2013). Chávez estava em campanha para ser reeleito presidente em 2012 e contratou os marqueteiros. Os dois foram recomendados ao político venezuelano por políticos do PT, sobretudo o ex-deputado federal José Dirceu, que organizou inclusive viagens do casal para Caracas. O contato inicial, entretanto, foi feito diretamente por Lula.
Raquel abandona Garanhuns – Em entrevista ao repórter Aurimar Ferreira, do blog Comando Policial, o prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB), disse que Garanhuns tem recebido muito apoio do governo Lula e pouquíssimo da gestão Raquel Lyra. “Em três anos, as ações de Raquel no município se limitaram a verba de R$ 3 milhões para o Festival de Inverno (nos últimos dois anos) e o gasto de R$ 20 mil por mês com uma cozinha comunitária. Uma cidade com mais de 150 mil habitantes não pode receber um tratamento desse, só porque o prefeito não é do mesmo partido da governadora”, afirmou o socialista.
CURTAS
EMENDAS – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou 2025 com o pagamento de R$ 32 milhões em emendas parlamentares. Segundo os dados do Siop (Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento), esse é o maior valor nominal já pago. Para este ano, o orçamento prevê uma bolada de R$ 61 bilhões.
PUNIÇÃO – Seis barracas de Porto de Galinhas foram notificadas durante fiscalizações da Prefeitura de Ipojuca por irregularidades na cobrança da taxa de consumação mínima. A medida é resultado de um novo decreto publicado pela gestão municipal, que proíbe a prática no balneário após um casal de turistas ter sido agredido por barraqueiros na praia.
FREIRE – Depois de um longo tempo sumido, o ex-senador Roberto Freire está de volta à mídia, agora na condição de presidente do Cidadania. Ele é o entrevistado de amanhã no podcast Direto de Brasília, parceria deste blog com a Folha de Pernambuco.
Perguntar não ofende: Trump deu um golpe na Venezuela?
O Critics Choice Awards 2026 de melhor filme internacional é do Brasil, é de “O agente secreto”. A produção dirigida por Kleber Mendonça Filho foi eleita pelos críticos americanos, que a escolheram em detrimento de “Foi apenas um acidente”, “A garota canhota”, “A única saída”, “Sirât” e “Belén: Uma história de injustiça”.
O anúncio da categoria foi feito antes da trasmissão televisiva do evento, marcada para as 21h no horário de Brasília e disponível na TV pelo canal TNT e pela HBO Max no streaming. No ano passado, “Ainda estou aqui” também foi indicado ao prêmio da mesma categoria, mas perdeu para “Emilia Pérez”. As informações são do jornal O Globo.
Wagner Moura ainda concorre como melhor ator, pelo protagonismo no filme, e concorreu a melhor ator coadjuvante em minissérie ou filme feito para televisão por “Ladrões de drogas”, da Apple TV, mas Owen Cooper, ganhou por “Adolescência”, da Netflix.
A transmissão da HBO Max e TNT mostrou que Kleber Mendonça soube do prêmio quando era entrevistado no tapete vermelho. Antes de entregar o prêmio, a repórter perguntava ao cineasta sobre a parceria dele com Wagner Moura.
O diretor Kléber Mendonça Filho e o ator Wagner Moura no tapete vermelho do Critics Choice Awards
“Falamos sobre esse filme há muitos anos. Tudo funcionou bem”, disse Kleber. “Temos um elenco enorme e ele foi muito importante para fazer todos ali se sentirem à vontade. Ele é uma parte muito importante do filme”.
Nesse momento, a repórter diz ter uma boa notícia: “O agente secreto” acabara de ganhar o Critics Choice Awards.
Os governos do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram hoje uma carta em que manifestam preocupação após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela para prender o presidente Nicolás Maduro.
Países rechaçaram ações dos EUA para capturar e prender Maduro. “Tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional baseada em normas, além de colocarem em risco a população civil”, diz a carta. Minutos depois da publicação, a nota conjunta foi apagada do site do ministério das Relações Exteriores. Às 16h45, a nota foi republicada. As informações são do portal UOL.
Tentativa de controle governamental é “incompatível com direito internacional”, disseram os países. No documento, as nações manifestam preocupação e chama a ação dos EUA de “tentativa de controle governamental, de administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos” — o que, segundo eles, ameaça a estabilidade política, econômica e social da região.
Brasil e mais cinco países usaram o documento para afirmar “apego aos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas”. “Expressamos nossa profunda preocupação e rechaço diante das ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela, as quais contrariam princípios fundamentais do direito internacional”, afirma o documento.
Países defendem meios pacíficos para solucionar situação na Venezuela. As nações dizem, por meio do documento, que defendem o uso de diálogo, negociação e respeito à vontade do povo venezuelano. “Sem ingerências externas e em conformidade com o direito internacional”.
Processo político na Venezuela deve ser conduzido por venezuelanos. “Reafirmamos que apenas um processo político inclusivo, liderado pelas venezuelanas e pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática, sustentável e respeitosa da dignidade humana.”
América Latina e Caribe são “zonas de paz, construída sobre o respeito mútuo”, ressalta o documento. “Fazemos um apelo à unidade regional, para além das diferenças políticas, diante de qualquer ação que coloque em risco a estabilidade regional”, afirmam os países.
Países também incentivaram as Nações Unidas e mecanismos multilaterais a tomar medidas para preservar a paz. “Exortamos as Nações Unidas e os mecanismos multilaterais pertinentes a fazer uso de seus bons ofícios para contribuir para a desescalada das tensões e para a preservação da paz regional.”
O prefeito de São José do Egito, Fredson Brito, promoveu um grande ato político em sua residência, reunindo lideranças políticas, comunitárias e apoiadores para apresentar oficialmente o deputado estadual Gustavo Gouveia, pré-candidato à reeleição, e Marcelo Gouveia, pré-candidato a deputado federal.
O encontro reforçou o grupo político liderado por Fredson no município e ampliou o arco de apoios ao projeto em São José do Egito. Durante o ato, aderiram o vereador Luiz de Raimundo, os ex-vereadores Doído de Zé Vicente e Maurício do São João, o ex-vice-prefeito Naldinho de Raimundo, os suplentes Cauê de Val, Prato de Papa e Tuca, além do médico Dr. Gilvaney Venâncio. O evento também contou com a presença dos ex-prefeitos Dr. Romério e Antônio Valadares e dos vereadores Aldo Lima, Daniel Siqueira, Tadeu do Hospital, Vicente de Vevéi, Gerson Souza e Patrícia de Bacana.
Durante o encontro, o prefeito Fredson destacou a importância da união política em torno de projetos que fortaleçam São José do Egito e garantam mais investimentos para o município. O ato também simbolizou o alinhamento entre a gestão municipal e as pré-candidaturas de Gustavo Gouveia e Marcelo Gouveia.
Rafael Souza dos Santos, jovem do Vale do Jiquiriçá, na Bahia, decidiu transformar sua história de vida em ferramenta de inspiração ao iniciar carreira como palestrante motivacional. Nascido com paralisia cerebral, ele aposta em relatos pessoais de superação para incentivar pessoas de diferentes idades a acreditarem em si mesmas e enfrentarem desafios.
Conhecido pelo bom humor e pela postura positiva, Rafael afirma que nunca permitiu que a deficiência definisse seus limites. A proposta das palestras é compartilhar experiências reais, unindo emoção, humor e mensagens sobre persistência, fé e propósito. As informações são do portal Criativa Online.
Além das apresentações, o jovem também desenvolve projetos na área da escrita. Ele é autor do livro “O Diário de Rafael”, no qual relata sua trajetória desde o nascimento até as conquistas alcançadas ao longo dos anos. O objetivo é levar suas mensagens a escolas, eventos sociais e espaços comunitários, reforçando a importância da autonomia e da confiança pessoal.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo (4), que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pagará ‘um preço alto’ se ‘não fizer a coisa certa’. “Se não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que o de Maduro”, disse Trump à revista The Atlantic em uma breve entrevista por telefone.
Mais cedo, em entrevista à emissora americana CBS News, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o governo norte-americano irá trabalhar com as atuais lideranças da Venezuela se tomarem “as decisões certas”.
“Vamos julgar tudo pelo que fizerem, e vamos ver o que fazem”, disse Rubio no programa “Face the Nation”. “Eu sei o seguinte: se não tomarem as decisões certas, os Estados Unidos manterão diversas ferramentas de pressão para garantir a proteção dos nossos interesses”, acrescentou.
Ao ser questionado sobre a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, o chefe da diplomacia americana lembrou “os objetivos” dos Estados Unidos e assegurou que Washington irá “ver o que vai acontecer“.
O Tribunal Supremo da Venezuela determinou que Rodríguez assuma a presidência, após a captura de Maduro.
“Queremos que o narcotráfico cesse. Não queremos ver mais gangues chegando ao nosso território. Queremos que a indústria do petróleo não beneficie piratas e adversários dos Estados Unidos, e sim o povo”, insistiu Rubio.
Para o secretário de Estado dos EUA, não era possível trabalhar com Nicolás Maduro. “Trata-se de alguém que nunca respeitou nenhum dos acordos que firmou” e a quem “oferecemos, em várias ocasiões, a possibilidade de deixar o poder”, prosseguiu.
Tropas americanas na região
Questionado sobre o envio de tropas americanas em solo venezuelano, o secretário de Estado descreveu isto como uma “obsessão da opinião pública”, mas, ao mesmo tempo, disse que o governo Trump não descarta a opção.
O republicano apontou que o governo americano manteria uma “quarentena” militar em torno da Venezuela para impedir que petroleiros sujeitos a sanções dos EUA entrassem e saíssem do país, para exercer pressão sobre a nova liderança local.
“Essa medida permanece em vigor e representa uma enorme pressão que continuará existindo até que vejamos mudanças, não apenas para promover o interesse nacional dos Estados Unidos, que é a prioridade número um, mas também para levar a um futuro melhor para o povo da Venezuela”, disse ele durante a entrevista.
Petróleo
O secretário de Estado apontou também que é preciso melhorar a capacidade de extração de petróleo da Venezuela. “É óbvio que eles não têm capacidade para reativar essa indústria”, disse ele. “Eles precisam de investimento de empresas privadas que só investirão sob certas garantias e condições.”
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, que se tornou presidente interina ontem impressionou o governo Trump por conta de sua gestão das reservas de petróleo da Venezuela, segundo informações do The New York Times. As pessoas envolvidas nas discussões disseram que intermediários convenceram Washington de que ela protegeria e promoveria futuros investimentos energéticos americanos no país.
Após a economia da Venezuela suportar um terrível colapso de 2013 a 2021, Delcy liderou uma reforma favorável ao mercado que havia proporcionado uma aparência de estabilidade econômica antes da campanha militar dos EUA que resultou na captura de Maduro.
Sua privatização de ativos estatais e a política fiscal relativamente conservadora deixaram a Venezuela melhor preparada para resistir ao bloqueio do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de petroleiros sancionados carregando petróleo, o sustento econômico do país.
Rubio diz que é prematuro falar em eleições
Durante a entrevista, Rubio também apontou que as discussões sobre a realização de eleições na Venezuela eram “prematuras”, com Washington focado em garantir que a liderança remanescente em Caracas implemente mudanças políticas.
“Tudo isso, eu acho, é prematuro neste momento”, destacou Rubio. “O que nos interessa agora são todos os problemas que tínhamos quando Maduro estava no poder. Ainda temos esses problemas que precisam ser resolvidos. Vamos dar às pessoas a oportunidade de lidar com esses desafios e esses problemas”, disse ele.
O ano de 2026 promete trazer protagonismo a mulheres de políticos que buscam se lançar no pleito deste ano. Nomes como o da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, das primeiras-damas de Goiás, Gracinha Caiado, e de Maceió, Marina Cândia, e da advogada Natalia Szermeta Boulos, casada com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, são cotados para estar nas urnas em disputas ao Senado e à Câmara dos Deputados em seus respectivos estados.
Mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro, Michelle é vista como uma das principais apostas do PL para 2026. Ela, que chegou a ser cotada como candidata à Presidência no lugar do marido, preso após condenação no Supremo Tribunal Federal (STF), é tida como forte concorrente ao Senado pelo Distrito Federal. À frente do PL Mulher, posto que a levou a fazer agendas pelo país inteiro, Michelle ainda não anunciou se de fato será candidata.
Quem já bateu o martelo sobre sua pré-candidatura foi Gracinha Caiado. Após 35 anos de casamento com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), e acompanhando de perto seu trabalho, ela conta que se sente pronta para construir sua trajetória política:
“Começaram a falar meu nome para a disputa e uma amiga me contou. Foi só aí que comecei a pensar no assunto e resolvi conversar em casa. Minhas filhas não queriam, por saberem das dificuldades da vida pública, e o Ronaldo deixou que eu tomasse minha decisão. Tenho certeza que ele vai apoiar minha campanha”, diz Gracinha, que espera que a popularidade do marido em Goiás reforce sua campanha.
Dobradinha em Alagoas
Em Alagoas, a briga pelas duas vagas ao Senado deve reunir alguns dos principais nomes políticos do estado, com a busca pela reeleição de Renan Calheiros (MDB) e a estreia na disputa do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP). Correndo por fora, estão os entusiastas da candidatura da primeira-dama de Maceió, Marina Candia, casada com o prefeito João Henrique Caldas, o JHC. Ela, porém, ainda não confirma se aceitou o desafio.
“Ainda estou avaliando uma candidatura, é algo que precisa ser discutido com JHC e com o grupo político do qual ele faz parte. Independente disso, a política não tem lugar cativo para políticos A ou B. É o povo quem escolhe seus representantes”, afirma.
Caso o nome dela se confirme, Marina também poderá fazer campanha ao lado do marido, já que JHC é cotado ao governo de Alagoas. Ela conta que foi justamente a convivência com a vida pública dele que a despertou para a política.
Já a candidatura de Virgínia Mendes, casada com o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, para deputada federal tem sido incentivada por políticos do estado. Entre eles, está o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, que declarou apoio. Virgínia, no entanto, considera cedo a discussão. Sendo sim ou não, afirma que terá o apoio do marido. “O Mauro sempre apoiou meu trabalho social. Tenho certeza de que continuará me apoiando em qualquer missão”, disse.
A cientista política Mayra Goulart, coordenadora do Laboratório de Partidos, Eleições e Política Comparada (Lappcom), analisa que a transferência do capital do político para as esposas acontece mais no campo da direita: “Há uma estratégia desses partidos, para ampliarem suas votações entre o eleitorado feminino, de lançar candidatas. As mulheres saem fortalecidas, mas isso não reflete um fortalecimento de pautas feministas.”
Aposta da esquerda em SP
Fugindo à regra apontada por Mayra, o PSOL espera que o prestígio de Boulos junto à esquerda se converta em votos para a sua mulher, a advogada Natalia Szermeta Boulos, que anunciou sua pré-candidatura à Câmara por São Paulo. Ela, no entanto, garante que não irá atrelar sua imagem à do marido:
“Tenho mais de 20 anos de militância e atuação no Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), sou militante de esquerda bem antes de conhecer o Guilherme. Quem me trata simplesmente como a ‘mulher do Boulos’ usa o machismo mais escancarado.”
Há ainda casos em que a eleição promete se tornar um racha familiar com a entrada da esposa no cenário. É o caso da família Jordy, onde Lais Jordy, casada com o deputado federal Carlos Jordy (PL), já anunciou que pretende disputar o posto de deputada estadual pelo Rio de Janeiro em 2026. A candidatura da mulher do deputado deve atrair votos que poderiam ser de seu cunhado, o deputado estadual Renan Jordy (PL), que tentará a reeleição.
O uso de um navio para retirar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a esposa dele, Cilia Flores, do país após a dupla ser capturada por militares dos Estados Unidos foi uma escolha possivelmente por segurança e um “truque” diplomático, segundo especialistas ouvidos pelo UOL.
EUA não divulgaram por que optaram pelo uso do navio para retirar Maduro da Venezuela. Após a captura, Maduro e a esposa foram levados por um helicóptero das Forças Armadas dos EUA até o USS Iwo Jima, um dos navios de guerra da Marinha dos EUA que estava posicionado no mar do Caribe desde o fim do ano passado.
Na noite de ontem, um avião com o presidente venezuelano pousou em um aeroporto de Nova York. Maduro estava com um capuz na cabeça, algemado e escoltado por dezenas de agentes federais. Não foi possível identificar a esposa de Maduro, Cilia Flores, que também foi presa, nas imagens do desembarque do líder venezuelano. O governo norte-americano não divulgou onde e quando o casal teria sido transferido para a aeronave, mas fontes da imprensa dos EUA afirmam que pode ter sido em Guantánamo, uma prisão militar dos EUA que fica em uma ilha cubana.
Docente aponta que segurança pode ter sido o motivo principal para escolha do uso do navio. Roberto Uebel, professor de relações internacionais da ESPM, disse ao UOL que a operação apresentava muitos riscos, incluindo a integridade dos capturados e dos militares norte-americanos envolvidos, e que o meio naval comporta maior segurança operacional nesses casos.
“Avaliação de ameaça elevada” pelos EUA também deve ter colaborado para descartar o uso da aeronave. Segundo o professor de relações internacionais Leo Braga, da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio, o uso do navio de guerra também pode ser interpretado como uma mensagem política e militar de poder que os EUA querem passar.
“O USS Iwo Jima é um navio de maior segurança e proteção contra vulnerabilidades externas. Ele é usado estrategicamente nesse tipo de operação e também em ações de resgate em outros ambientes e cenários”, disse Roberto Uebel.
O uso de navio evitou entraves diplomáticos e riscos à operação. Uebel afirmou que as autorizações necessárias para o pouso de uma aeronave militar dos EUA na Venezuela e a necessidade de sigilo podem ter pesado na decisão para o uso do meio marítimo. Já Braga acrescentou que a presença de um avião militar no país poderia colocar a aeronave em risco e ser interpretada por outros países como violação da soberania venezuelana, o que não seria positivo para o governo norte-americano.
Operação abre ‘precedente perigoso’
Operação deixa claro o “novo modus operandi da política externa norte-americana” e da doutrina de segurança nacional dos EUA. Segundo Uebel, a ação pode abrir um “precedente de grande risco internacional” e fortalecer o surgimento de novas alianças militares para evitar esse tipo de incursão em outros territórios.
“Se os EUA fizeram essa operação agora contra a Venezuela, nada os impede de fazer essas ações contra a Colômbia, Cuba ou qualquer outro país cujas lideranças não atendam aos interesses dos EUA. Abre um precedente internacional grave, de grande risco para as relações internacionais”, analisa Uebel.
Para Braga, a ação abre precedente para a captura de líderes estrangeiros em regiões fora de zonas de guerra. Ele explicou que a política da gestão Trump recupera a Doutrina Monroe — inclusive, o termo foi usado pelo republicano — que sugere fortemente a tese de América para os americanos. “Em termos de América Latina, me parece que é uma preocupação muito honesta, muito sincera, de que esse precedente internacional possa ser espalhado para outros países da região”, concluiu.
O deputado federal Coronel Meira (PL), presidente do PL Recife, divulgou nota em que se posiciona sobre questionamentos envolvendo a propaganda partidária do Partido Liberal com Anderson Ferreira, presidente da legenda em Pernambuco. No texto, Meira afirma atuar de forma alinhada às orientações da direção nacional e destaca a busca por unidade interna e fortalecimento do partido no estado.
Segundo o parlamentar, “O PL em Pernambuco tem adotado uma postura de equilíbrio, responsabilidade e maturidade política, linha que vem sendo conduzida por Anderson Ferreira, inclusive nas inserções partidárias”. Ele acrescenta que “A condução de Anderson tem sido fundamental para fortalecer as pautas conservadoras e bolsonaristas no estado”.
Na nota, Meira também ressalta a importância de preservar a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro sem uso oportunista e afirma que Anderson tem agido “de forma equilibrada, firme e coerente”. O deputado defende cautela para evitar tensões internas e reforça que o PL seguirá “firme na defesa das pautas da direita conservadora”, com o objetivo de manter a unidade partidária em Pernambuco.
A China pediu aos Estados Unidos, neste domingo (4), a libertação imediata do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, após Washington ter realizado um ataque em Caracas e capturado o líder.
“A China pede aos EUA que garantam a segurança pessoal do presidente Nicolás Maduro e de sua mulher, que os libertem imediatamente e que parem de derrubar o governo da Venezuela”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da China em um comunicado, classificando o ataque como uma “clara violação do direito internacional”.
Logo após o ataque, a diplomacia chinesa já tinha classificado a ação em Caracas como uma ameaça à “paz e segurança na América Latina e no Caribe” e denunciou o “comportamento hegemônico” de Washington.
Uma das principais parceiras políticas e econômicas da Venezuela, a China defende que as disputas internas sejam resolvidas sem interferência externa. A maior parte da produção de petróleo da Venezuela é exportada para a China. Esse fluxo é o grande gerador de divisas para o país. Cerca de 70% do orçamento do país é atrelado à extração de petróleo. É a maior reserva conhecida do mundo.
A China aconselhou seus cidadãos na Venezuela a evitar saídas “a menos que seja absolutamente necessário”, informou a mídia estatal. “O Ministério das Relações Exteriores e a Embaixada Chinesa na Venezuela lembram aos cidadãos chineses para evitar viagens à Venezuela no futuro próximo”, relatou o canal estatal CCTV.
“Nacionais chineses e instituições já presentes no país devem monitorar de perto a situação de segurança local, reforçar efetivamente precauções de segurança e preparação para emergências, evitar sair a menos que seja absolutamente necessário, e manter distância de zonas de conflito ou áreas sensíveis.”
Ontem, 3 de janeiro de 2025, o mundo assistiu uma verdadeira cena de guerra na Venezuela, vizinho ao Brasil. Os Estados Unidos invadiram e sequestraram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores. Por causa disso, vários países de diferentes regiões do mundo condenaram essa ofensiva.
É importante dizer que nada justifica uma invasão militar a um país que possui legislação própria, constituição própria, soberania, independência política e econômica. Há 300 anos a América Latina serviu aos interesses das potências mundiais e, como fruto disso, não apenas o nosso pau-brasil e nosso ouro foi roubado, mas seres humanos (indígenas e negros escravizados) deixando marcas profundas em nossa sociedade.
Hoje, após 300 anos vemos novamente a América Latina sendo invadida, e dessa vez com o claro interesse em uma riqueza natural que é o petróleo da Venezuela. Por isso, cabe a todos os homens e mulheres de bem, independe de convicções políticas, compreenderem que essa invasão a Venezuela causará sérios impactos negativos ao Brasil. Por exemplo: havendo uma guerra em nosso país vizinho, milhares de Venezuelanos fugirão para se refugiar no Brasil em busca de abrigo seguro para suas famílias.
O Brasil é uma potência econômica, militar e geograficamente estratégica pois possui a Amazônia, uma quantidade incalculável em água doce, minérios, pedras preciosas e inclusive possui uma grande quantidade do tão cobiçado petróleo. Hoje foi a Venezuela a ser invadida, mas e quando o petróleo venezuelano acabar? Qual será o próximo país a ser invadido?
Por isso, é importante nossas forças armadas reforçarem as fronteiras brasileiras e estarem vigilantes protegendo nossas riquezas naturais. Enquanto isso, os sindicatos, associações e movimentos sociais devem voltar ao trabalho de base para conscientizar as pessoas a tomarem as ruas em caso de risco à soberania nacional e pela paz mundial.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa neste domingo (4) da reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) convocada para discutir a situação da Venezuela após o ataque dos Estados Unidos que capturou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
A Celac é um bloco criado no México, em 2010, que reúne 33 países da região. A aliança busca a integração latino-americana e caribenha, além da coordenação política, econômica e social dos países. Na pauta, entram temas como desarmamento nuclear, agricultura familiar, cultura, energia e meio ambiente, com a América Latina em busca de autonomia. As informações são do portal g1.
O chanceler estava de férias até a segunda-feira (6), mas encerrou o período de recesso mais cedo e retornou a Brasília após a ação militar americana. Ele vai participar da reunião a nível ministerial por videoconferência, do Palácio Itamaraty. O evento será às 14h (horário de Brasília).