A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou a reação de governadores de oposição ao Governo Lula à captura de Nicolás Maduro. Gleisi escreveu em uma rede social que a euforia de bolsonaristas mostra um desejo de intervenção estrangeira no Brasil. Os governadores Ratinho Jr (Paraná), Tarcísio de Freitas (São Paulo), Ronaldo Caiado (Goiás) e Cláudio Castro (Rio de Janeiro) celebraram a ação do governo dos Estados Unidos.
Na avaliação de Gleisi, “é simplesmente vergonhoso que a oposição de extrema-direita tente se aproveitar dessa maneira da crise venezuelana”. A ministra afirmou que a situação “ameaça a estabilidade de todo o continente”. “A euforia de Ratinho Junior e outros bolsonaristas com a invasão da Venezuela pelos EUA não tem nada a ver com defesa da democracia. Ao contrário, reflete o desejo de uma intervenção estrangeira no Brasil, contra a nossa democracia”, diz Gleisi. As informações são do portal UOL.
Leia maisA ministra de Lula relacionou ainda o caso ao deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). “Era o projeto do traidor Eduardo Bolsonaro, com o tarifaço e as sanções da Magnitsky, que fracassou e foi repudiado pela sociedade brasileira”, afirmou.
Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse que a operação norte-americana “abre uma janela de esperança”. Escreveu que “a prisão do ditador Maduro seja o primeiro passo no caminho da liberdade para a Venezuela”.
Claudio Castro (PL) declarou que “o povo da Venezuela tem motivos para comemorar a ação do presidente Trump”. “Maduro é um ditador que viola direitos humanos, persegue e silencia opositores. Não respeita os valores democráticos, tão caros a todos nós”, afirmou.
Ratinho Jr (PSD) parabenizou Trump “pela brilhante decisão de libertar o povo da Venezuela”. Escreveu ainda que os venezuelanos estavam sendo oprimidos “há décadas por tiranos antidemocráticos”.
Caiado, por sua vez, registrou que “este 3 de janeiro” deveria entrar “para a história” como “o dia da libertação do povo venezuelano”. “Que a democracia, a liberdade e a prosperidade se instalem no país”, disse.
Já o governador Romeu Zema desejou que “a queda de Maduro sirva para que o povo venezuelano finalmente reencontre paz, estabilidade e o caminho do desenvolvimento”. “Que a Venezuela possa se abrir novamente, com liberdade, responsabilidade, democracia e oportunidades reais para sua população reconstruir a própria história”, escreveu.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), porém, manifestou “preocupação com a escalada de tensão” na América do Sul. “O regime ditatorial de Maduro é inadmissível. Viola direitos humanos, sufoca liberdades e impõe sofrimento ao povo venezuelano. No entanto, a violência exercida por uma nação estrangeira contra outra soberana, à margem dos princípios básicos do direito internacional, em especial o de não intervenção, é igualmente inaceitável”, disse.
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