Quase um ano após a queda de parte da cobertura de parte do Memorial de Medicina de Pernambuco, entidades médicas e outras instituições afins sediadas no local ainda aguardam respostas sobre o projeto de restauração e manutenção de outros aspectos do local, que pertence à Universidade Federal de Pernambuco.
O evento será realizado no dia 26 de abril de 2025 – aniversário de um ano do desabamento – às 9h da manhã, em frente ao prédio do Memorial, na Rua Amaury de Medeiros, 206, Derby. “Não é possível que um prédio que guarda toda a história médica do Estado, tanto do ponto de vista da cultura e produção acadêmica quanto do ângulo físico/concreto como é o caso do acervo do Museu da Medicina de Pernambuco (cujo material se encontra danificado e se deteriorando a cada dia), não tenha a célere e adequada restauração”, afirmou em documento a Academia Pernambucana de Medicina, juntamente à outras instituições.
De acordo com o presidente da Academia Pernambucana de Medicina, Antônio Peregrino, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), responsável pela manutenção do prédio, não está realizando as obras necessárias para a preservação desse Patrimônio Histórico de Pernambuco.
“Essa queda, que aconteceu no ano passado, era uma coisa que a gente vinha esperando por questão de manutenção. O prédio, hoje, é um prédio público federal e está sob a tutela da Universidade Federal de Pernambuco. Esses prédios seculares, naturalmente, precisam de cuidados excepcionais na sua manutenção, e que na prática não vinham sendo feitos pela universidade. O prédio está com o nosso material interno, mas se deteriorando porque é impossível estar dentro. Mofo, tudo muito sujo, enfim, não tem condições de entrar pela questão de segurança”, alertou.
O ato que acontecerá neste sábado (26), busca mobilizar a população em geral sobre a importância da preservação do prédio, que abriga a história da Medicina em Pernambuco. “Nós estamos justamente fazendo um movimento para alertar, não somente a toda a parte médica de Pernambuco, nós estamos convidando a própria Universidade, a Reitoria da Universidade, para informar como está atualmente o planejamento das obras de reconstrução, mas todas as Faculdades de Medicina do Estado, toda a Secretaria de Saúde do Estado, Secretaria Municipal de Saúde, Governo do Estado de Pernambuco”, convoca Antônio Peregrino.
O que diz a UFPE
Por meio de nota, a UFPE reconheceu a importância histórica, cultural e simbólica do prédio do Memorial de Medicina e Cultura e que, desde o incidente ocorrido em 2024, foram imediatamente adotadas todas as medidas emergenciais necessárias para preservar a estrutura do edifício, como o escoramento e cobertura adequados, o que tem evitado o agravamento dos danos estruturais.
Além disso, a instituição deu início ao processo de licitação para a elaboração do projeto de restauro, seguindo rigorosamente todos os trâmites legais previstos para intervenções em bens protegidos. História O prédio é uma construção que completará 100 anos em 2027, tombada Patrimônio Histórico de Pernambuco, pelo Decreto Nº11.260 de 19 de março de 1986.
É considerada a Casa da Medicina Pernambuco, onde funcionou a primeira Escola médica de Pernambuco, e é de propriedade da Universidade Federal de Pernambuco desde 1958. Ao longo dos anos, o prédio abrigou a Academia Pernambucana de Medicina, o Instituto Pernambucano de História da Medicina, o Museu da Medicina de Pernambuco, a Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (Sobrames-PE), a Associação dos Ex-Alunos da Faculdade de Medicina do Recife, o Instituto de Pesquisas e Estudos da Terceira Idade (IPETI) e a Academia de Artes e Letras de Pernambuco.
Nota da UFPE na íntegra:
“A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) reconhece a importância histórica, cultural e simbólica do prédio do Memorial de Medicina e Cultura. Desde o incidente ocorrido em 2024, foram imediatamente adotadas todas as medidas emergenciais necessárias para preservar a estrutura do edifício. Atualmente, o prédio encontra-se com escoramento e cobertura adequados, o que tem evitado o agravamento dos danos estruturais.
Adicionalmente, foi instalada uma cobertura provisória para impedir a infiltração de águas pluviais e construída uma passarela na lateral do prédio voltada para a via pública, a fim de proteger os transeuntes. A UFPE deu início ao processo de licitação para a elaboração do projeto de restauro, seguindo rigorosamente todos os trâmites legais previstos para intervenções em bens protegidos.
O escopo da contratação contempla projetos complementares, como os de fachada, cobertura, esquadrias, instalações elétricas, hidrossanitárias, acessibilidade e de emergência. Adicionalmente, foi designada uma equipe técnica qualificada, composta por servidores, especialistas e docentes do Departamento de Museologia, responsável por coordenar as ações voltadas à preservação e recuperação do edifício.
Essa equipe também coordenou e orientou sobre a conservação do acervo presente no Memorial — embora este não pertença formalmente à UFPE, a Universidade reconhece sua relevância para a sociedade e para a memória coletiva. A UFPE reafirma seu compromisso com a preservação do patrimônio histórico e cultural e seguirá envidando todos os esforços necessários para garantir a recuperação integral do Memorial de Medicina e Cultura.”
Ontem, 3 de janeiro de 2025, o mundo assistiu uma verdadeira cena de guerra na Venezuela, vizinho ao Brasil. Os Estados Unidos invadiram e sequestraram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores. Por causa disso, vários países de diferentes regiões do mundo condenaram essa ofensiva.
É importante dizer que nada justifica uma invasão militar a um país que possui legislação própria, constituição própria, soberania, independência política e econômica. Há 300 anos a América Latina serviu aos interesses das potências mundiais e, como fruto disso, não apenas o nosso pau-brasil e nosso ouro foi roubado, mas seres humanos (indígenas e negros escravizados) deixando marcas profundas em nossa sociedade.
Hoje, após 300 anos vemos novamente a América Latina sendo invadida, e dessa vez com o claro interesse em uma riqueza natural que é o petróleo da Venezuela. Por isso, cabe a todos os homens e mulheres de bem, independe de convicções políticas, compreenderem que essa invasão a Venezuela causará sérios impactos negativos ao Brasil. Por exemplo: havendo uma guerra em nosso país vizinho, milhares de Venezuelanos fugirão para se refugiar no Brasil em busca de abrigo seguro para suas famílias.
O Brasil é uma potência econômica, militar e geograficamente estratégica pois possui a Amazônia, uma quantidade incalculável em água doce, minérios, pedras preciosas e inclusive possui uma grande quantidade do tão cobiçado petróleo. Hoje foi a Venezuela a ser invadida, mas e quando o petróleo venezuelano acabar? Qual será o próximo país a ser invadido?
Por isso, é importante nossas forças armadas reforçarem as fronteiras brasileiras e estarem vigilantes protegendo nossas riquezas naturais. Enquanto isso, os sindicatos, associações e movimentos sociais devem voltar ao trabalho de base para conscientizar as pessoas a tomarem as ruas em caso de risco à soberania nacional e pela paz mundial.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa neste domingo (4) da reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) convocada para discutir a situação da Venezuela após o ataque dos Estados Unidos que capturou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
A Celac é um bloco criado no México, em 2010, que reúne 33 países da região. A aliança busca a integração latino-americana e caribenha, além da coordenação política, econômica e social dos países. Na pauta, entram temas como desarmamento nuclear, agricultura familiar, cultura, energia e meio ambiente, com a América Latina em busca de autonomia. As informações são do portal g1.
O chanceler estava de férias até a segunda-feira (6), mas encerrou o período de recesso mais cedo e retornou a Brasília após a ação militar americana. Ele vai participar da reunião a nível ministerial por videoconferência, do Palácio Itamaraty. O evento será às 14h (horário de Brasília).
Sempre que se discute a possibilidade de responsabilizar líderes autoritários no plano internacional, surge o mesmo argumento alarmista: se uma potência agir contra um ditador, o mundo mergulhará no caos, abrindo precedentes para que China, Rússia ou qualquer outro regime faça o mesmo contra governos democráticos. Essa linha de raciocínio parece sofisticada, mas é intelectualmente frágil e moralmente equivocada.
O caso da Venezuela ilustra bem essa distorção. O país não vive sob uma democracia funcional. Há anos, o poder é mantido por meio de fraude eleitoral, repressão sistemática, censura, perseguição política e criminalização da oposição. A soberania popular, que deveria ser o fundamento do Estado, foi sequestrada por um regime que governa contra a vontade explícita da maioria. Milhões de venezuelanos fugiram do país, protestos são reprimidos com violência e não há meios institucionais legítimos para alternância de poder.
Nesse contexto, falar em soberania como um escudo absoluto para proteger a liderança do regime é inverter completamente o conceito. A soberania pertence ao povo, não a um grupo que se perpetua no poder pela força. Quando uma ditadura oprime sua população, ela rompe internamente a ordem democrática e jurídica. Qualquer ação externa voltada à responsabilização de líderes criminosos ou à restauração da autodeterminação popular não cria o caos internacional. Ela responde a um caos já existente, produzido pelo próprio regime.
Comparar esse cenário com Taiwan ou Ucrânia é um erro conceitual grave. Em ambos os casos, existem governos democraticamente eleitos, com legitimidade interna clara e apoio majoritário de suas populações. China e Rússia não pretendem libertar povos oprimidos, pretendem subjugar sociedades livres e impor modelos autoritários. A população desses países não pede intervenção externa, ao contrário, resiste ativamente à agressão. Tratar essas situações como equivalentes é ignorar o elemento central que distingue intervenção legítima de agressão imperial.
O verdadeiro risco para a ordem internacional não está em confrontar ditaduras que perderam toda legitimidade popular. O risco surge quando regimes autoritários distorcem conceitos como soberania e justiça para justificar invasões, anexações e guerras de conquista. A história recente mostra que esses regimes não precisam de precedentes para agir, eles criam pretextos conforme sua conveniência estratégica.
A linha que separa ordem e caos não é cruzada quando se reconhece que um povo foi privado de sua voz e de seus direitos. Ela é cruzada quando se aceita a ideia de que qualquer governo, por mais criminoso que seja, pode se esconder indefinidamente atrás de fronteiras enquanto oprime sua própria população. Defender essa falsa neutralidade não protege a paz global, apenas fortalece os tiranos.
Autoritarismos exploram ambiguidades, mas não estabelecem princípios. Quem corrói as regras internacionais não é quem enfrenta ditaduras, é quem invade democracias sob falsos pretextos. Ignorar essa diferença não é prudência, é cumplicidade disfarçada de realismo.
*Mestre em Direito pela Universidade de Montreal. Especialista em Compliance e crimes financeiros.
O corpo de Carlos Augusto Carneiro, de 56 anos, sogro do deputado federal Pedro Campos (PSB), é velado neste domingo (4), no Cemitério Parque das Flores, Zona Oeste do Recife. A cerimônia é restrita a familiares e amigos, e o sepultamento está marcado para 11h30. As informações são da TV Jornal.
O deputado federal Pedro Campos (PSB) prestou homenagem, ontem, ao sogro que morreu após uma colisão entre duas motocicletas na Avenida Cruz Cabugá, área central do Recife. O sinistro ocorreu na sexta-feira (2). Carlos Augusto Carneiro pilotava uma das motos envolvidas na ocorrência. Ele era pai de Augusta Carneiro, esposa de Pedro Campos.
Em nota divulgada nas redes sociais, o parlamentar agradeceu as mensagens de solidariedade e as orações recebidas desde a confirmação da morte. “Com o coração dilacerado, venho, em nome da minha família, agradecer as orações e mensagens de carinho e fé que nos chegam em razão do falecimento do meu sogro”, escreveu. Segundo o deputado, ele foi “um filho exemplar, marido companheiro, pai excepcional e o melhor avô” da neta Nina, filha do casal.
Em uma operação militar sem precedentes na América Latina, os Estados Unidos capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro na madrugada de 3 de janeiro de 2026, pondo fim a mais de uma década de um regime autoritário que transformou a Venezuela em um Estado de miséria, repressão e fuga em massa da população.
A ação, descrita pela Casa Branca como parte da “Operação Absolute Resolve”, incluiu ataques aéreos coordenados em Caracas e outras regiões, resultando na detenção de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram levados sob custódia americana e transportados para os Estados Unidos. Lá, ambos enfrentarão acusações criminais, incluindo “narcoterrorismo” e conspiração para importação de drogas, conforme um mandado de prisão federal emitido em 2020.
Para os críticos do regime chavista, a captura representa o desfecho de um ciclo de corrupção sistemática, opressão política e crises econômicas que arruinou uma nação que já foi uma das economias mais promissoras da América Latina. Durante anos, relatos de prisões arbitrárias, torturas e perseguições foram documentados por organizações de direitos humanos, afetando opositores, jornalistas e líderes religiosos, incluindo padres e pastores.
A Venezuela, que dispõe da maior reserva de petróleo comprovada no mundo, viu seu potencial dilapidado sob a gestão chavista, enquanto a população enfrentava escassez de alimentos, hiperinflação e serviços públicos em colapso. Milhões de venezuelanos abandonaram o país, buscando sobreviver em países vizinhos ou além-mar, um êxodo que se reflete nas ruas brasileiras, onde venezuelanos são frequentemente vistos pedindo ajuda em sinais de trânsito e praças.
O envolvimento direto dos Estados Unidos vai além de uma simples questão de justiça criminal. Para Washington, a operação é vista como uma resposta à longa narrativa de um Estado que, segundo autoridades americanas, facilitou o tráfico de drogas e ameaçou a segurança regional. Líderes políticos nos EUA sustentaram que Maduro protagonizou um regime que se tornou um “narco-Estado”, justificando uma ação robusta para capturá-lo e submetê-lo à lei americana.
Por outro lado, a intervenção gerou uma onda de críticas internacionais. A ação foi considerada por muitos como uma violação flagrante do direito internacional e da soberania venezuelana, suscitando ceticismo sobre os interesses reais por trás da operação, inclusive a possibilidade de controle estratégico sobre as vastas reservas petrolíferas venezuelanas.
Com a saída de Maduro, a liderança do país tornou-se objeto de disputa. Enquanto os EUA indicam apoio ao reconhecimento de líderes da oposição eleitos democraticamente, setores chavistas e autoridades remanescentes no país rejeitam categoricamente a legitimidade da operação. No plano interno, grupos opositores venezuelanos afirmam que Edmundo González, reconhecido por aliados internacionais como presidente legítimo eleito, deve assumir o comando da República e liderar a transição para a restauração institucional.
A captura de Maduro provocou reações divididas. Parte da população, dentro e fora do país, celebrou o fim simbólico do que muitos chamam de “narcoditadura”; outros alertam para os riscos de uma escalada de violência, instabilidade política e repercussões econômicas que podem afetar toda a região do Caribe e América Latina.
Para milhões de venezuelanos que sofreram nas últimas décadas, a queda do regime pode significar o começo de uma reconstrução. Mas a história mostra que o caminho para a recuperação democrática, social e econômica será longo e repleto de desafios sobretudo em um país devastado pelo autoritarismo e pela crise.
Triunfo, oásis sertanejo, a 400 km do Recife, é um encanto. Sou apaixonado, arriado os quatro pneus pela cidade, a mais linda, romântica e deslumbrante do Sertão pernambucano. Voltei a Triunfo para me desligar do mundo. Tirar o botão da tomada. Em breve, estarei aqui de novo para receber o título de cidadão triunfense.
Encontrei a cidade cheia de luz, com uma novidade na decoração natalina: um Papai Noel pescador fixado sobre as águas do lago João Barbosa Sitônio. O que continua a encher de orgulho os triunfenses, entretanto, é o belíssimo cine-teatro Guarany. Mais uma vez, as luzes natalinas o embelezaram ainda mais. Patrimônio da cidade. Prédio com 105 anos, tombado e idolatrado pelos turistas.
Inovação na paisagem natalina: um Papai Noel pescador
Bem próximo, Andréa, filha do ex-vereador Ancelmo Martins, abriu uma casa de cafés e sorvetes com o seu marido Alexandre, seguindo o figurino da beleza arquitetônica da cidade.
Andréa Martins e Alexandre abriram um café-sorveteria com arquitetura no estilo triunfense
Triunfo tem uma razoável rede hoteleira, que vive abarrotada de turistas. O hotel do Sesc, localizado no topo da cidade, é o mais conhecido e demandado. É de lá que parte o teleférico, um passeio sobre o lago, bom para fotografar as belezas da cidade do alto.
Eu fico no hotel da minha amiga Silda, Encanto do Sertão, localizado por trás do hotel Othelin. Gosto muito. Os apartamentos são excelentes, o café da manhã bem regional e ainda um espaço vip de relax, com redes, poltronas e até espaço para eventos, como um forrozinho com trio pé-de-serra. Silda é uma grande anfitriã. Trata seus hóspedes como se fossem da família ou velhos amigos.
O hotel Encanto do Sertão tem até um espaço de relax com redes
Triunfo encanta com seu clima ameno, muito frio na estação de junho e julho. Oferece atrações como o Teleférico com vistas panorâmicas, o histórico Cine Theatro Guarany, a refrescante Cachoeira do Pinga, belezas naturais como o Pico do Papagaio, o rico Museu do Cangaço e a cultura dos Caretas no carnaval, combinando montanhas, casarios coloniais, gastronomia local e uma rica história cultural para visitantes.
O Teleférico proporciona uma vista inesquecível da cidade e das montanhas, ideal ao amanhecer ou entardecer. Já o Pico do Papagaio, ponto mais alto de Pernambuco, tem uma vista deslumbrante da região, enquanto a Cachoeira do Pinga se revela um refúgio natural com águas revigorantes para um banho refrescante.
Na parte cultural, o Cine Theatro Guarany, marco arquitetônico e cultural, com arquitetura única, um passeio obrigatório. Tem também o Museu do Cangaço, com a história do cangaço, Lampião e Maria Bonita, objetos e informações relevantes.
No carnaval, o destaque fica por conta da tradição e animação dos Caretas de Triunfo. Figuras folclóricas únicas que animam o Carnaval com suas roupas exuberantes. Os casarios coloniais, com ruas e prédios históricos, como o Arruado do Padre Ibiapina, nos fazem levar a uma viagem ao passado.
Triunfo encanta ainda pelas suas igrejas. A Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, com arquitetura gótica, e a Igreja do Rosário, são as que mais chamam atenção.
Como anunciado há alguns meses, os Estados Unidos concretizou seu propósito de invadir a Venezuela e prender o seu ditador, Nicolás Maduro, juntamente com a sua esposa. Operação militar cirúrgica, aparentemente sem grandes baixas civis — que pode denotar, inclusive, uma prévia rendição negociada.
O Direito Internacional repudia tal prática, por ausência de autorização do Conselho de Segurança da ONU e por, evidentemente, não se tratar de uma resposta ou defesa do Estado agressor (EUA). Se trataria de uma agressão, ou afronta ao princípio da autodeterminação dos povos. Porém, sejamos honestos, falamos da mesma autodeterminação suprimida pelo ditador Maduro, nas últimas eleições, em que amargou uma veemente derrota e decidiu fraudar seu resultado visando sua perpetuação no poder. O dito golpe solapou as esperança da redemocratização do povo venezuelano, cansado da tirania, corrupção e pobreza crescentes em nosso vizinho sul-americano.
O presidente do Brasil, classificou a atitude do ditador Maduro de “inconveniente”, despindo o constrangimento — em forma de estranho eufemismo — das lideranças da esquerda latino-americana que se julgam guardiões da liberdade mas cultivam estreitas amizades com ditadores e violadores de direitos humanos e adotam posturas lenientes (ou mesmo coniventes) com os cartéis do narcotráfico que imperam por estas paragens há décadas.
Para mim, quando um ditador é deposto ou preso, a liberdade viceja e o mundo melhora um pouco. Rezo e torço muito pelos nossos irmãos venezuelanos, para que encontrem o caminho da restauração da liberdade democrática e com ele a retomado de seu sistema de justiça e desenvolvimento econômico e social. Será um caminho duro, mas necessário e agora mais factível, a partir de um apoio externo de grande poder.
Quanto ao Direito Internacional, rendo minha singela homenagem ao grande pernambucano, advogado das causas libertárias, Joaquim Nabuco, para quem a eficácia de tais leis é medida pelo alfabeto da bala do canhão.
*Advogado, ex-presidente da OAB/PE e sócio-fundador do PHR Soluçōes Jurídicas
O Supremo Tribunal Federal (STF) promove, no próximo dia 8 de janeiro, em Brasília, evento para relembrar os atos golpistas de três anos atrás, quando alguns milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro — exigindo um golpe militar — invadiram e depredaram prédios dos poderes na capital da República.
Para marcar a data, a Suprema Corte realiza o evento “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”. A programação inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate.
No início da tarde de 8 de janeiro haverá a abertura da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, a ser exibida no Espaço do Servidor, no STF. Em seguida, será exibido o documentário “Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução” no Museu do próprio tribunal.
A programação segue com uma roda de conversa com profissionais da imprensa sobre o tema, também no Museu do STF, e finaliza com a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, no salão nobre do Supremo.
Golpe de Estado
Ao lembrar os dois anos do 8 de janeiro, neste ano, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou que os atos golpistas foram a “face visível” de um movimento “subterrâneo” que articulava um golpe de Estado.
“Relembrar esta data, com a gravidade que o episódio merece, constitui, também, um esforço para virarmos a página, mas sem arrancá-la da história”, frisou Fachin durante cerimônia que lembrou os dois anos do 8 de janeiro.
Ao menos 40 pessoas foram mortas no ataque dos Estados Unidos na Venezuela ontem, de acordo com um oficial venezuelano ouvido pelo jornal The New York Times. A ofensiva no país sul-americano permitiu a captura do ditador Nicolás Maduro, que deve ser julgado em solo norte-americano.
Segundo o periódico norte-americano, um dos ataques aéreos conduzidos por Washington na madrugada de ontem matou uma mulher de 80 anos identificada como Rosa González. Ela vivia em um apartamento localizado num bairro pobre próximo ao aeroporto de Caracas. As informações são da CNN Brasil.
Wilman González, sobrinho da idosa, relatou ao jornal ter buscado abrigo quando ouviu o ataque por volta das duas horas da madrugada. O apartamento na capital venezuelana ficou destruído. Questionado, Wilman disse não saber o que fará a partir de agora.
Um vizinho da família González afirmou ter perdido tudo com a investida de ontem. Ainda conforme moradores do edifício, uma segunda mulher precisou ser levada ao hospital após o ataque.
Como os EUA capturaram Maduro em solo venezuelano?
A ação dos Estados Unidos que capturou o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, foi uma surpresa, para muitos. Mas, de acordo com fontes da agência de notícias Reuters, o planejamento de uma das operações mais complexas dos EUA recentemente estava em andamento há meses e incluía ensaios detalhados.
As tropas de elite dos EUA, incluindo a Força Delta do Exército, criaram uma réplica exata do esconderijo de Maduro e praticaram como entrariam na residência fortemente fortificada.
A CIA, a agência de inteligência americana, tinha uma pequena equipe na Venezuela desde agosto, que foi capaz de fornecer informações sobre o padrão de vida de Maduro, o que tornou a captura dele mais fácil, de acordo com fontes da CNN e da Reuters.
Duas outras fontes disseram à Reuters que a CIA também tinha um “ativo” próximo a Maduro que monitorava seus movimentos e estava pronto para identificar sua localização exata à medida que a operação se desenrolava.
Com as peças no lugar, Trump aprovou a operação há alguns dias, mas os planejadores militares e de inteligência sugeriram que ele esperasse por condições climáticas melhores e menos nuvens.
Às 22h46 de sexta-feira (2), no horário de Washington, Trump deu o aval final para o que seria conhecido como Operação Resolução Absoluta, segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, general Dan Caine.
Então, Trump assistiu a uma transmissão ao vivo dos eventos cercado por seus assessores na mansão de Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida. Os detalhes do desenrolar da operação, que durou horas, baseia-se em entrevistas com quatro fontes familiarizadas com o assunto e em detalhes revelados pelo próprio Trump.
“Já fiz algumas operações muito boas, mas nunca vi nada parecido com isso”, afirmou o presidente à Fox News poucas horas após a conclusão da missão.
No interior, onde fui criado, banco de praça é uma instituição. Qualquer matuto tem essa firme convicção. Em Triunfo, voltei ao tempo em que era feliz e não sabia em Afogados da Ingazeira. Sentei-me num banquinho e fiquei a contemplar, com os olhos abugalhados, um cenário deslumbrante: casarios coloniais e uma bela obra de arte mais que centenária: o cine-teatro Guarany.
Antônio Maria, grande cronista, poeta e compositor, que saiu do Recife para brilhar no Rio de Janeiro, dizia que o banquinho de praça é um grande lugar, onde o homem pode encontrar-se consigo mesmo para um ajuste de contas. Que nunca seria possível num bar, porque seria preciso ajeitar o laço da gravata, enxugar o suor da testa, sorrir e cumprimentar.
Um banco de praça está sempre a espera de alguém, com a sua solidão natural. É receptivo, espaçoso e aconchegante. Na minha terra, meus primeiros amores começaram num banco de praça. Com amigos, as prosas não tinham fim. E haja gargalhadas.
“A gente vai crescendo, vai crescendo, e o tempo passa. E nunca esquece a felicidade que encontrou. Sempre eu vou lembrar do nosso banco lá da praça”, diz a canção “A Praça”, de Carlos Imperial, que não me cansava de ouvir como um hino consagrado a ele, o banquinho da praça. Flores foram feitas para entregar a amada num banquinho de praça.
Um banquinho também abraça a simplicidade. Prove! Sente nele, respire o ar fresco, e observe o movimento ao seu redor. É uma ótima maneira de desacelerar. Foi a um banquinho numa praça em Anápolis (GO) que um viúvo recorreu para um aviso inusitado: “Procuro uma esposa para viver. Sou viúvo e aposentado. [Número de telefone]. Júlio”.
Interessante a estratégia dele para achar um amor. Uns vão para bares, boates. Outros procuram aplicativos de namoro. Ele decidiu usar o banquinho da praça mesmo. Incrível, mas não seria exagero dizer que o banquinho da praça é personagem em si, que ouve segredos, sonhos e confidências sem julgar, acolhendo ricos e pobres.
Guarda as lembranças de momentos passados, paisagens que mudam, e a ausência de amigos ou entes queridos. Observa a rotina da praça, com crianças brincando, casais apaixonados, idosos relembrando, pombos recebendo comida — um palco para a vida em miniatura.
O banquinho é uma consagração universal. Já virou cenário até para um programa de TV: “A Praça é Nossa”, que usa o banco como ponto de partida para histórias, poemas e músicas. Por outro lado, a solidão no banco pode levar a questionamentos sobre a própria vida, o futuro e o sentido das coisas.
A mudança do banco ou da praça, ou a chegada de alguém novo, pode marcar o início de novas histórias e perspectivas. Em resumo, o banco da praça é um arquétipo cultural que representa um ponto de encontro e observação da vida, um lugar onde as histórias acontecem e são guardadas.
Sentado no banquinho em Triunfo fiz uma viagem. Lembrei-me que em um banco, de uma praça plantada no meu coração, deixei lembranças de uma criança. Deixei também um sorriso que um dia estive a ver. Levei comigo sabedoria que um dia ele me ensinou.
Deixei aquela paz, que um dia já tive, onde podia correr e voar sem me preocupar. Em que os sons dos pássaros eram ouvidos, e onde o ar era puro. Deixei minha mãe, que estava a tricotar e a me olhar com olhos brilhantes, onde de tudo me protegia, de tudo me ensinava, e hoje nem lembranças restam, porque no banquinho da praça eu a deixei, para deixar com ela as lágrimas que me seguiam.
Basalt, Dark Edition: na essência, vale o quanto pesa
O Citroën Basalt Dark Edition foi lançado no Brasil em setembro de 2025, já como 2026, para ser a versão topo de linha da marca no Brasil. Nela, o SUV cupê ganhou detalhes escurecidos e acabamento exclusivo — e alguns equipamentos de segurança e conforto a mais. Manteve o conjunto com motor 1.0 turboflex e câmbio CVT e, principalmente, ganhou um preço digno — principalmente por conta da ‘promoção’ quase permanente no site de ofertas da Citroën: de R$ 126 mil por R$ 116 mil na cor metálica preta, frete incluso e exclusiva na venda direta (1 unidade por CPF). Um adendo: caso escolha a cor metálica cinza Sting Gray com teto preto, o cliente tem que desembolsar R$ 3,9 mil extras — ou 3,4% do valor inicial do bem.
A iniciativa faz o modelo, testado por este colunista, uma boa, mas boa mesmo, alternativa no mercado. O Basalt é um SUV para quem está entrando no universo dos utilitários esportivos, mesmo que só para uso urbano, exatamente por unir preço e comodidades. Se você tinha ou tem preconceito com a Citroën, reveja seus conceitos — principalmente depois que ela passou a fazer parte do conglomerado Stellantis, também dona da Peugeot, Fiat, Ram, Jeep etc, compartilhando entre as marcas peças e conjuntos de motor e câmbio.
De diferente das demais, a Dark Edition vem com teto preto, rodas de liga leve de 16 polegadas, pedaleiras esportivas, soleiras personalizadas, logotipo escurecido e outros trecos visuais que os brasileiros adoram. É na verdade, uma customização para dar mais sofisticação e esportividade à base dos acessórios Mopar, outra empresa do grupo que oferta de carregador por indução à camêra de bordo, de capa para transporte de pets a subwoofer.
Acabamento – É melhor do que o oferecido na Shine, também testada por este colunista. Enfim: foi, felizmente, melhorado. Com, por exemplo, materiais mais agradáveis ao toque. Isso vale para forro das portas dianteiras e apoio de braço. Alguém lembra que critiquei os comandos de acionamento dos vidros dispostos no console central, ao lado dos bancos dianteiros? Não foi por minha causa, claro, mas a Citroën levou a ferramenta para as portas da Dark Edition — como deve ser, afinal. O interior é todo escurecido — se agrada ou não a maioria, tanto faz, mas parece ser um ambiente mais sofisticado do que é. Até por conta das costuras aparentes em bancos, câmbio e painel central.
O modelo mantém na Edition o painel de instrumentos digital de 7 polegadas e a central multimídia com tela de 10,25” bem horizontalizada. O sistema, enfim, não é topo de linha, mas resolve muito bem. Tem, por exemplo, conectividade com Android Auto e Apple CarPlay, seis alto-falantes e controle de áudio no volante. São oferecidas duas porta USB: uma do tipo A, tradicional, e duas portas USB-C de carregamento rápido para os ocupantes da segunda fileira. E, sim, uma tomada 12V, daquelas que serviam para colocar o acendedor de cigarros.
No geral, vem com ar-condicionado automático e digital, assistente de partida em rampa, banco do motorista com ajuste de altura (manual, claro), apoio de braço, bancos dianteiros com apoio de cabeça regulável, câmera de ré e controlador e limitador de velocidade. Mas um ponto positivo. A versão tem quatro airbags, mas merecia seis. E sistema Isofix para fixação de cadeirinhas infantis nos bancos traseiros.
Velho conhecido – O conjunto de motor e câmbio (automático CVT, que simula sete marchas e usa comando por corrente, dispensando correia dentada) é o mesmo adotado por outras marcas da Stellantis — como o Peugeot 2008 e o Fiat Fastback. É o 1.0 turbo, três-cilindros, com injeção direta, que rende até 130cv de potência e 20,4kgfm de torque. Como é um carro leve (1.190kg), tem desempenho bem satisfatório mesmo. Foi avaliado tanto em estrada quanto nas vias urbanas, demonstrando equilibrio entre agilidade e consumo e passando segurança ao condutor em ultrapassagens. Quanto aos números de consumo, o padrão: 12km/l na cidade e até 14km/l na estrada (com gasolina e dependendo, claro, da força do pé do motorista).
Stellantis terá seis híbridos este ano – O grupo global Stellantis terá 16 modelos (novos ou com alterações) já agora em 2026. Destes, seis serão híbridos, segundo informou o próprio presidente da empresa para a América do Sul, Herlander Zola. “Vendemos 906 mil veículos na América do Sul até novembro e devemos passar de 1 milhão em 2025, contra cerca de 950 mil em 2024”, informou o executivo. A participação da região nos negócios da Stellantis chega a 15%, enquanto o mercado total da região — de 4,4 milhões de veículos — responde por 5% nas vendas globais do setor.
Dos seis Bio-Hybrid programados para 2026, quatro serão produzidos em Goiana, em Pernambuco; um em Betim, em Minas: e um em Porto Real, no Rio de Janeiro. Segundo Zola, a produção dos primeiros Leapmotor em Goiana deverá ser iniciada no final de 2026 ou início de 2027. Zola diz que 2025 foi um ano especial em sua carreira — pela indicação ao cargo atual — e também para a empresa, que hoje conta com 1,2 mil fornecedores no Brasil, gera 35 mil empregos diretos e investe R$ 32 bilhões entre Brasil e Argentina.
Yamaha lança nova Aerox ABS Connected no Brasil – Após inovar com seu primeiro modelo elétrico do País (Neo’s Connected) e a primeira scooter com sistema híbrido leve do Brasil (Fluo ABS Hybrid Connected), a Yamaha dá mais um passo inovador: traz ao mercado brasileiro uma scooter que une esportividade, tecnologia e conectividade, a nova Aerox ABS Connected. O preço sugerido é de R$ 18.990 (além de frete), com quatro anos de garantia. As vendas começam agora em janeiro. O acabamento garante um visual premium ao modelo: assento com costuras aparentes, estampa em baixo-relevo e detalhes inspirados em motos de alta performance — como as aletas frontais com acabamento que simula fibra de carbono e a lanterna traseira com linhas angulares, que remetem à família R da Yamaha.
A Aerox ABS Connected vem equipada com motor de 160cc e tecnologia que garante mais torque em baixas rotações, potência máxima em altas, melhor eficiência de combustível e aceleração progressiva sem perder desempenho. O resultado? 15,4 cv e 1,4 kgfm, aliados à transmissão automática CVT. A nova Aerox ABS Connected está equipada com o sistema Stop & Start inteligente, que desliga o motor quando é identificada uma parada, religando automaticamente ao acelerar, reduzindo ainda mais o consumo de combustível e a emissão de poluentes. O modelo vem equipado com sistema de freios a disco, com ABS na roda dianteira.
A nova scooter da Yamaha também tem Sistema Smart Key, que permite ligar o modelo por aproximação, acompanhado do Sistema Answer Back, que permite encontrar o veículo por meio de um toque no botão da chave de presença: quando acionado, as setas piscam e um sinal sonoro é emitido. Para maior comodidade e praticidade para o motociclista, ela vem equipada com tomada USB Tipo-C e porta-objetos com tampa. A scooter tem conectividade Bluetooth com o aplicativo Yamaha Motorcycle Connect.
O Brasil dos trabalhadores em apps – O número de brasileiros que tem nas plataformas digitais sua principal fonte de renda atingiu um novo patamar histórico. Em 2024, cerca de 1,7 milhão de pessoas atuavam em aplicativos de transporte, entregas, serviços e táxi, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). O crescimento é expressivo: em apenas dois anos, o contingente saltou de 1,3 milhão em 2022, um acréscimo de 335 mil trabalhadores.
A dimensão do grupo impressiona. Hoje, o total de profissionais “plataformizados” já supera a população de capitais inteiras, como Recife (1,6 milhão), Goiânia (1,5 milhão), Belém (1,4 milhão) ou Porto Alegre (1,4 milhão). A comparação ilustra o tamanho de um fenômeno que se consolidou como uma das principais transformações do mercado de trabalho brasileiro. A pesquisa classifica a gig economy em quatro grandes frentes: transporte particular de passageiros (como Uber e 99), entrega de comida ou produtos (iFood, Rappi), prestação de serviços gerais ou profissionais (GetNinjas, Workana, 99Freelas) e táxi. Entre elas, o transporte particular de passageiros representa a maior fatia — 878 mil pessoas, mais da metade do total, um aumento de 29,2% em relação a 2022. Em seguida aparecem os entregadores (485 mil), os prestadores de serviços (294 mil) e os taxistas (228 mil).
Intensidade da jornada – Os ganhos desses profissionais variam amplamente e dependem da intensidade da jornada. De acordo com levantamento do GigU, um motorista de aplicativo que trabalha entre 50 e 60 horas semanais pode faturar entre R$ 77 mil e R$ 103 mil por ano. No entanto, os custos operacionais — como combustível, manutenção, seguro e impostos — reduzem significativamente a renda líquida. O lucro efetivo anual fica entre R$ 28 mil e R$ 51 mil, dependendo da cidade.
“A transformação do mercado de trabalho pelo avanço das plataformas digitais evidencia uma tendência global: a economia digital não apenas cria novos empregos, mas redefine o próprio conceito de trabalho”, afirma Luiz Gustavo Neves, CEO e co-fundador da fintech. “Para o Brasil, o desafio será aproveitar esse potencial integrando inovação, inclusão e sustentabilidade social. O crescimento dos apps mostra que é possível gerar ocupação e estimular o consumo de forma simultânea, mas é fundamental conduzir essa revolução de forma estruturada, garantindo que os benefícios alcancem trabalhadores e consumidores”, ressalta.
O avanço dos trabalhadores de plataformas revela tanto a flexibilidade e o apelo de autonomia que o modelo oferece quanto a vulnerabilidade estrutural que ainda o caracteriza. Com crescimento mais acelerado do que o emprego formal em diversos setores, o trabalho mediado por aplicativos se tornou não apenas uma alternativa, mas uma realidade econômica de escala urbana — capaz de redefinir as fronteiras entre emprego, renda e liberdade no Brasil contemporâneo.
Segurança viária: desigualdades entre estados – Condições das rodovias, fiscalização, gestão do trânsito e ações de educação foram os pilares avaliados pelo IRIS – Indicadores Rodoviários Integrados de Segurança, metodologia desenvolvida pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) para analisar o desempenho dos estados brasileiros no enfrentamento aos sinistros de trânsito.
O levantamento traz dados que ajudam a compreender as principais fragilidades do país e fornecem subsídios para gestores públicos implementarem medidas mais eficazes de segurança viária. O trabalho permite comparações entre estados e evidencia boas práticas, além de falhas que comprometem a redução de mortes no trânsito. Os resultados completos estão disponíveis no painel interativo do IRIS, com detalhamento por eixo de análise.
Gestão da segurança – Um dos pontos centrais da pesquisa é a Gestão da Segurança no Trânsito, que revela disparidades regionais em temas como a integração dos municípios ao Sistema Nacional de Trânsito (SNT), a qualidade das informações no Registro Nacional de Entidades de Trânsito (Renaest) e o nível de transparência dos Detrans. Mesmo com a exigência legal desde 1997, milhares de municípios permanecem fora do SNT, o que os impede de exercer funções básicas como fiscalização, engenharia de tráfego e educação para o trânsito.
Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul lideram a proporção de municípios integrados, enquanto Tocantins e Piauí registram os menores índices. A pesquisa também aponta que dados do Renaest estão desatualizados ou inconsistentes, dificultando diagnósticos locais e comprometendo a formulação de políticas públicas. Além disso, apenas sete estados mantêm informações claras e acessíveis em seus portais oficiais. No extremo oposto, Roraima e Pará sequer disponibilizam dados básicos sobre a estrutura de trânsito.
No ranking, os melhores desempenhos são do Distrito Federal, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Mato Grosso. Os mais críticos, Rio Grande do Norte, Roraima, Piauí, Pará e Amapá.
Condutores x frota: Santa Catarina e São Paulo apresentam bom equilíbrio entre habilitados e veículos. Já Maranhão e Piauí têm descompasso, o que pode indicar condução por não habilitados.
Alcoolemia ao volante: Acre, Rondônia e Mato Grosso lideram autuações por dirigir sob efeito de álcool. Já Ceará e Rio de Janeiro aparecem com baixos índices, que podem refletir falhas na fiscalização.
Excesso de velocidade: o Distrito Federal, Goiás e Rio de Janeiro, que contam com fiscalização eletrônica robusta, apresentam altas taxas de autuação.
Uso da cadeirinha: Roraima, Amapá e Mato Grosso registram mais flagrantes por falta de dispositivo de retenção infantil. Piauí, Maranhão e Acre quase não autuam.
Uso do celular ao volante: Goiás, Rio de Janeiro e Bahia lideram as autuações; Tocantins e Rondônia registram números próximos de zero.
Ranking Educação: Melhores desempenhos são do Rio Grande do Sul, Tocantins e Santa Catarina. Os piores, Piauí, Roraima e Amazonas.
Fiscalização deficiente em vários estados. Nessa área, o levantamento aponta que a presença de tecnologia de monitoramento e a capacidade de processar infrações variam muito pelo país. Três indicadores foram analisados:
Taxa de infração por frota: Distrito Federal, Rio de Janeiro e Goiás têm os maiores índices, sinalizando fiscalização ativa. Acre, Amazonas e Roraima registram baixíssimas autuações.
Taxa de câmeras por frota: o Distrito Federal, Goiás e Tocantins lideram em cobertura tecnológica, enquanto Amazonas, Acre e Rondônia têm estrutura mínima.
Velocidade x câmeras: Rio Grande do Sul, Tocantins e Roraima mostram uso eficiente da tecnologia, enquanto Amazonas, Rondônia e Rio de Janeiro apresentam pouca efetividade.
Ranking fiscalização: Os melhores desempenhos foram do Distrito Federal, Goiás, Ceará, Rio de Janeiro e Tocantins. Os mais críticos são Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima e Maranhão.
Ranking geral: Com base no cruzamento dos resultados de Gestão, Educação e Fiscalização, é possível identificar os estados que mais se destacam positivamente e aqueles que enfrentam maiores desafios. Os melhores desempenhos gerais foram do Distrito Federal, Goiás, Rio Grande do Sul, Tocantins, Santa Catarina e São Paulo. Piores desempenhos gerais: Piauí, Roraima, Amazonas, Pará, Amapá, Maranhão e Rio Grande do Norte. Esse ranking geral reforça que, enquanto algumas unidades da federação apresentam avanços consistentes em gestão e fiscalização, outras ainda carecem de estrutura básica para garantir a segurança viária.
Compra de autopeças: os riscos e prejuízos – A compra de autopeças pode parecer uma atividade banal, mas exige conhecimento e experiência de quem o faz. Ela é importante para a performance, durabilidade e segurança dos veículos reparados. Por isso, uma escolha equivocada ou realizada sem as devidas verificações pode trazer uma série de problemas, para reparadores que realizam os serviços e motoristas. Elas vão desde a impossibilidade de execução de um conserto, até falhas mecânicas graves, trazendo prejuízos que, muitas vezes, não podem ser recuperados. Marlon Silva, especialista da Takao, apresenta alguns dos principais fatores de risco na hora da compra e explica o que fazer para se prevenir.
Chegada do e-commerce – Isso facilitou a aquisição de autopeças, por meio de sites e aplicativos de vendas, que oferecem todo o tipo de produto automotivo. Dessa forma, se tornou muito fácil adquirir um novo componente, já que, basta selecionar o produto e realizar o pagamento. No entanto, diferente de um bem de consumo, uma autopeça é um item técnico, que desempenha uma função específica e por isso, exige um conhecimento prévio de quem compra: “Trata-se de uma compra técnica. É necessário que a escolha siga uma série de procedimentos que garantam a compatibilidade do produto com o veículo”, ressalta Marlon Silva.
Diferenças – O coordenador técnico da Takao alerta para diferenças em um mesmo modelo de um veículo, que podem trazer configurações distintas, com uso de componentes diferentes entre si. Variações como o ano de fabricação, motorização, tipos de versões, séries especiais, entre outras, podem trazer especificações distintas, mesmo que visualmente sejam semelhantes. “Numa atualização, mesmo que aparentemente tímida, uma montadora pode realizar mudanças na motorização de um veículo, substituindo um dispositivo por outro, com uma nova configuração. Nesse caso, se o reparador não estiver atento, pode adquirir a peça destinada a uma outra versão, que não servirá no carro do cliente”.
Especificações – Para evitar esse risco, Marlon recomenda que se cheque as especificações técnicas do veículo e da peça, por meio dos manuais do fabricante, é necessário identificar o código da peça, pois ele é utilizado para identificar o produto correto na hora da compra. A busca será ainda mais eficiente se o comprador verificar os dados no catálogo do fornecedor do componente, garantindo a aquisição exata para o veículo reparado.
Garantia – Outra questão importante em qualquer compra é a garantia oferecida pelo fornecedor. Todas as marcas devidamente homologadas oferecem garantia contra defeitos de fabricação. Por lei, o período mínimo é de 90 dias para defeitos de fabricação. Esse prazo pode ser maior, dependendo da política de cada marca. Recomenda-se checar essas informações junto ao fornecedor no momento da compra. É importante ressaltar que a garantia não cobre problemas causados por erros na aplicação do produto. Daí, a importância de se identificar corretamente a destinação da peça.
Paralelas – Por fim, o profissional da Takao ressalta a oferta de componentes não certificados, vendidos muitas vezes em valores muito abaixo aos praticados no mercado. Essas autopeças são vendidas como originais de fábrica, ostentando marcas consagradas que, na verdade, são falsificações ou, nos melhores dos casos, importações não oficiais. “Para que um componente automotivo esteja apto para ser comercializado, ele precisa receber a certificação do Inmetro, atestando sua qualidade e segurança. Sem isso, significa que o produto não foi devidamente testado e não oferece a garantia esperada”. Mesmo assim, ele reconhece que é muito fácil encontrar uma infinidade de dispositivos sendo comercializados, fora dos padrões. Se o consumidor não se sentir seguro, Marlon recomenda contatar os canais oficiais do fabricante ou fornecedor e checar as informações apresentadas nas ofertas.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou a Nova York por volta das 18h30 deste sábado (3), após ser capturado por autoridades dos Estados Unidos. A prisão ocorreu durante a madrugada, em Caracas, de acordo com o governo americano.
Mais cedo, em entrevista coletiva, o presidente Donald Trump disse que avalia os próximos passos para o país sul-americano. Ele ainda afirmou que os EUA pretendem conduzir o país por meio de um “grupo” que está em formação até uma transição de poder, sem detalhar prazos nem como esse arranjo funcionaria. As informações são do portal g1.
Também neste sábado, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro será julgado pela Justiça americana em um tribunal de Nova York.
Segundo Bondi, o líder venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores — também detida pelas autoridades americanas —, foram formalmente acusados dos seguintes crimes: conspiração para narcoterrorismo; conspiração para importação de cocaína; posse de metralhadoras e dispositivos explosivos; e conspiração para posse de metralhadoras.