Na reta final da campanha e disputando a vaga no segundo turno das eleições de domingo (6) com a candidata da extrema-direita de Jaboatão dos Guararapes, Clarissa Tércio (PP), o candidato a prefeito da cidade pelo PT, Elias Gomes, tem focado em “colar” cada vez mais no presidente Lula (PT).
Nesta quarta-feira (2), a campanha de Elias disparou um vídeo no whatsapp enfatizando que na última eleição nacional, o Brasil disse não a Bolsonaro (PL) e que Lula ganhou “de lavada” na cidade, “mostrando o poder da esquerda”. Elias quer chegar no dia da votação deixando para o eleitorado a imagem de que é o caminho da esquerda no município, já que o prefeito Mano Medeiros (PL), assim como Clarissa Tércio, é de direita e, mesmo sendo mais moderado, guarda ligações com o bolsonarismo. É do mesmo partido de Bolsonaro.
O vídeo da campanha de Elias, que também foi postado no Instagram dele, aponta dois caminhos: “o que você quer para Jaboatão? O caminho bolsonarista, da falta de respeito, do preconceito e do atraso, ou o caminho do desenvolvimento, da democracia e do respeito social? Em Jaboatão, quem elegeu Lula não vota na direita”, afirma um trecho do vídeo, que encerra, inclusive, com o jingle mais famoso de Lula, o “Lula lá”.
A opção do presidente de não comparecer aos municípios durante a campanha para o primeiro turno faz falta para candidatos que disputam em cidades polarizadas e que podem ter segundo turno, como é o caso de Jaboatão. Dessa forma, as equipes tentam compensar a ausência de Lula no ambiente virtual.
“Quem levou Daniel Vorcaro a Lula não foi o Marcola”. A frase é do presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL). E, calma, ele não está falando do famoso líder do PCC, Marcos Camacho. O Marcola a quem Renan se refere é o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Ribeiro, que tem o mesmo apelido.
Na manhã desta quarta-feira (4), Renan apresentou o plano para o Grupo de Trabalho da CAE que irá investigar as operações do Banco Master, de Vorcaro. E um dos pontos centrais do que deseja apurar Renan é a teia de relações de Vorcaro, que o fizeram mesmo chegar até o gabinete de Lula, num encontro fora da sua agenda.
Pelo que se sabe, o encontro foi intermediado pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. E a intermediação, diz Renan, teria envolvido também o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Vorcaro teria ido ao Palácio do Planalto em pelo menos quatro vezes, entre 2023 e 2024. De acordo com o Planalto, somente em uma dessas vezes, em 4 de dezembro, teria se encontrado com Lula.
Também estava na reunião o sócio de Vorcaro, Augusto Lima, que, como vem mostrando o Correio da Manhã, foi o artífice dos consignados fantasmas que engordaram a carteira de crédito do Master a partir do CredCesta. Caetano Veloso e Gilberto Gil tornaram famosa uma canção de Riachão, que dizia: “Xô, xuá, cada macaco no seu galho/Xô, xuá, o meu galho é na Bahia/O seu é em outro lugar”. Há um galho importante na Bahia que é uma das pontas de todo esse esquema que vai precisar ser investigada.
Por essa ponta, Augusto Lima adquiriu o CredCesta e levou para o Master o modelo ali usado de empréstimos consignados. Empréstimos que, como mostra o Correio da Manhã, eram falsos, nunca existiram de fato. Eram meras fantasias contábeis para aumentar o valor da carteira de crédito que acabou negociada com o Banco de Brasília (BRB).
“O Master teve que inventar essas operações porque não tinha a menor liquidez”, disse Renan ao Correio Político. Ou seja, em dificuldades, tratou de tentar ser comprado apresentando uma contabilidade tão fictícia quando a Alice no País das Maravilhas. Agora, como toda essa lambança contábil foi possível?
“Eu assinei todas as CPIs que me apresentaram”, diz Renan. Isso significa que ele, então, assinou tanto os pedidos de CPMI de Carlos Jordy (PL-RJ) quanto de Heloisa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchiona (Psol-RS). E assinaria, segundo disse, o pedido de CPI de Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) se deputado fosse.
“Toda apuração desse caso é necessária”, defende Renan. O que não significa, ele afirma, que o Grupo de Trabalho que criou na CAE tenha o propósito de querer evitar a instalação de uma comissão de inquérito. “O que estamos fazendo na CAE é nossa obrigação constitucional”, defende o presidente da comissão.
Explica Renan que é atribuição constitucional da Comissão de Assuntos Econômicos fazer esse tipo de acompanhamento, de fiscalização e de controle. Com a prerrogativa, inclusive, de requisitar e analisar documentos sigilosos, que ficam sob a guarda da comissão para sua análise. Pode ainda convocar depoimentos.
Segundo Renan, até mesmo fazer pedidos de quebra de sigilo fiscal, bancário e telefônico, algo que seria atribuição de uma comissão de inquérito, o GT da CAE pode fazer. Só que, nesse caso, o pedido precisa ser levado para análise e aprovação do plenário do Senado. A comissão não decide sozinha.
Mas, para além das obrigações constitucionais da CAE, o Senado é uma casa política. Numa CPMI ou ali, será inevitável o embate político evolvido nessa impressionante teia de aliados que o Master montou. Que tem governo, oposição, partidos de um lado e de outro, Executivo, Legislativo, ministro de contas…
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, hoje, que conversou com seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, após o nome dele ter sido citado na CPMI do INSS – que investiga fraudes e descontos indevidos de aposentados e pensionistas.
Lula contou que chamou Lulinha no Palácio do Planalto para uma conversa e que alertou o filho de que se ele tivesse algum envolvimento com os descontos indevidos, ele deveria “pagar o preço”.
“Quando saiu o nome do meu filho, chamei ele e disse: só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço, mas se não tiver, se defenda”, contou. Em seguida, o presidente fez um paralelo com a sua prisão e afirmou ter “decidido ficar no Brasil para se defender”.
A líder do Governo Raquel Lyra na Assembleia Legislativa (Alepe), deputada Socorro Pimentel (União Brasil), recebeu salários como médica efetiva da rede pública de saúde de Pernambuco mesmo estando afastada do cargo para cumprir o mandato de deputada estadual. O acúmulo de funções ocorreu entre julho de 2024 e março de 2025 e levou a pagamentos irregulares que se aproximaram de R$ 100 mil. O recebimento das duas remunerações por profissionais de saúde é vetado pela Constituição em casos como o da parlamentar, além de esbarrar em portaria publicada pelo governo estadual em 2023.
Em 1º de dezembro daquele ano, a Secretaria de Administração de Pernambuco formalizou no Diário Oficial do Estado o afastamento da deputada das funções de médica efetiva do estado durante o mandato parlamentar. A medida foi retroativa a 1º de janeiro de 2023 e vai até 31 de janeiro de 2027, abrangendo toda a atual legislatura e também o período de um mês em que Socorro Pimentel cumpriu um mandato-tampão por ser suplente da então deputada Priscila Krause (PSD), que renunciou ao cargo para assumir como vice-governadora. A portaria é específica ao indicar que Pimentel fez “opção remuneratória pelo cargo de deputada estadual”, o que deveria vetar ganhos salariais por sua função como servidora efetiva do estado.
Atualmente, o salário dos deputados estaduais pernambucanos é de R$ 34,7 mil, mas verbas indenizatórias turbinam esse valor. Já como médica, Socorro Pimentel embolsou R$ 8,5 mil mensais entre julho de 2024 e março de 2025, o que, somado ao 13º salário proporcional nos dois anos, chegou a R$ 96.188,59. Os dados são do Portal da Transparência.
Curiosamente, os pagamentos em duplicidade passaram a ocorrer após uma mudança na matrícula de Pimentel, que teve seu cargo modificado de pediatra, como ocorria desde 2005, para o termo genérico “servidora efetiva”, sem local de trabalho definido.
A Constituição proíbe o acúmulo de funções públicas remuneradas. Há ressalvas para algumas categorias profissionais, inclusive da área de saúde, desde que haja compatibilidade entre as cargas horárias dos dois empregos. Registros de frequência da Alepe confirmam que a líder do governo é assídua, o que tornaria improvável o cumprimento das duas jornadas de trabalho. Em novembro de 2024, por exemplo, um dos meses em que recebeu o salário de médica do estado, a deputada registrou presença em comissões, pela manhã, e em nove das 12 sessões plenárias do período, realizadas à tarde.
Ouvida pelo blog, a deputada afirmou que é servidora efetiva do Estado de Pernambuco e, automaticamente, ao assumir o cargo eletivo de deputada estadual, foi regularmente afastada das funções como servidora, conforme determina a legislação vigente. Esse afastamento foi formalizado por ato administrativo, com opção expressa pela remuneração do mandato parlamentar.
“O pagamento citado na matéria decorreu exclusivamente de um erro operacional da Secretaria Estadual de Administração. Quando a inconsistência foi identificada, os valores foram integralmente ressarcidos ao erário, de forma correta e transparente. Procedimento, inclusive, idêntico ao adotado em situações semelhantes envolvendo outros parlamentares com vínculo funcional com o Estado. Não há, portanto, qualquer acúmulo de funções, má-fé ou irregularidade. Não existe um único indício de ilegalidade ou de conduta incompatível com a Constituição ou com as normas administrativas”, disse a parlamentar.
Ainda em resposta ao blog, a deputada afirmou: “É lamentável que um tema já esclarecido, resolvido administrativamente seja trazido a público de maneira distorcida, gerando ilações que não se sustentam nos fatos. O desespero da oposição tem gerado esses ataques infundados, dirigidos a quem faz o enfrentamento aos absurdos postos por eles. Tenho uma trajetória pública ilibada, marcada pelo respeito às instituições, pela transparência e pelo compromisso permanente com a população de Pernambuco”.
A Câmara Municipal de Olinda rejeitou, hoje, cinco pedidos de impeachment contra a prefeita Mirella Almeida (PSD). Todos eles foram rejeitados de forma unânime. O ex-candidato Antônio Campos fez quatro das cinco solicitações. O advogado teve várias derrotas judiciais contra Mirella, além de haver sofrido revés nas urnas em 2024.
“Sempre respeito a legalidade, as instituições e o devido processo legal, mantenho minha atuação pautada pela transparência, pelo diálogo e pelo compromisso com a cidade e com a população de Olinda. Lamento profundamente que um instrumento constitucional tão relevante esteja sendo utilizado de forma politiqueira, com o objetivo de criar instabilidade e tentar transformar gestores públicos e o próprio processo democrático em reféns de disputas políticas e interesses menores”, comentou Mirella.
A gestora reforçou a determinação em garantir mais conquistas para Olinda. “Vamos seguir no trabalho, na entrega de resultados e no cuidado com Olinda, sem se deixar desviar por tentativas de politização excessiva que não contribuem para o desenvolvimento da cidade nem para o fortalecimento da democracia”, afirmou.
“Este ano não vai ser igual aquele que passou…” canta a marchinha carnavalesca “Até quarta-feira” dos anos 1960. Ela poderia ser uma metáfora da diferença das eleições presidenciais de 2022 e 2026. Diferente do que ocorreu no pleito passado, quando foi estrondosa a interferência do Judiciário em favor do candidato do PT, este ano o eleitor está mais atento aos desvios de procedimentos, o olhar de fora do país é outro e o comandante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai ser um dos “mudinhos” indicado por Bolsonaro, Kassio Nunes Marques. Os conservadores garfados anteriormente podem ficar tranquilos sobre a lisura da eleição? É uma pergunta sem resposta até agora.
Enquanto Nunes Marques não assume a presidência do TSE, no segundo semestre deste ano, a atual presidente Carmem Lúcia, vai aprontando pela velha ótica alexandrina, censurando sob um argumento burocrático a divulgação de pesquisa de opinião que dá vantagem no segundo turno a Flávio Bolsonaro diante de Lula. O seu pedido de suspensão, ao contrário do pretendido, alavancou a divulgação pelas redes sociais da pesquisa desconfortável ao petismo.
A ministra do TSE também distribuiu uma carta de regras de conduta para os juízes eleitorais do país recheada de algumas obviedades já postas em prática em eleições passadas sem problemas pelos magistrados regionais e contendo ainda outros requisitos que sequer são cumpridas pela Suprema Corte. Na verdade, as normas são ignoradas pelo Supremo na cara dura. A importante regra descumprida pelos ministros é sobre a escolha política do julgador, pondo em dúvida sua imparcialidade.
Carmem Lúcia anota na lista a proibição de juízes receberem ofertas e presentes. Já os ministros do STF estão acima dessa disposição. E ainda, segundo ela, não são admissíveis, ética nem juridicamente, sinalizações favoráveis ou contrárias a candidatas ou candidatos, partidos políticos ou ideologias, o que pode conduzir a ilações ou conclusão sobre favorecimento ou perseguição em julgamento. Não vale chorar, nem chiar.
Já o futuro presidente do TSE, Nunes Marques, corporativamente, revela seu conceito de eleição democrática, mas nem tanto. O ministro propôs que as empresas provedoras dos serviços de redes sociais sejam obrigadas a retirar do ar as publicações mesmo sem autorização judicial. Pela regra vigente, que valeu para as últimas eleições municipais, os provedores somente poderiam ser responsabilizados caso descumprissem alguma decisão judicial.
Com esta decisão, o “mudinho” de Bolsonaro repassa para as empresas provedoras a iniciativa de censurar conteúdos, podendo ser penalizadas se não o fizerem. Isso estimula a autocensura e a preguiça da justiça eleitoral. O autor da mensagem fica entregue ao entendimento correto ou incorreto do provedor sem qualquer direito de defesa. Que Justiça é esta?
Outra sugestão apresentada ontem ao TSE, o PT, por sua vez, pede a retirada, dentro das regras eleitorais, de um dispositivo que autoriza a crítica aos governos no período de pré-campanha, com impulsionamento pago das postagens. Uma das minutas de sugestões do tribunal prevê que essa prática “não caracteriza propaganda eleitoral antecipada negativa a crítica ao desempenho da administração pública, realizada por pessoa natural, ainda que ocorra a contratação de impulsionamento, desde que ausentes elementos relacionados à disputa eleitoral”.
Os petistas contestam a permissão sugerida alegando que “toda crítica formulada por pré-candidato à gestão pública, nesse período, é inevitavelmente associada ao pleito vindouro. Do contrário, sequer haveria razão para a regulamentação específica das práticas de pré-campanha”. Os governistas querem passar sem mácula pela campanha eleitoral, proibindo as críticas ao governo Lula.
O ministro deixou ainda inalteradas as regras sobre a utilização de inteligência artificial durante a campanha. Em 2024, o TSE aprovou normas para o uso de IA na propaganda eleitoral, incluindo a proibição do chamado deep fake – conteúdo fabricado em formato de áudio, vídeo ou combinação de ambos e que tenha sido gerado ou manipulado digitalmente para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia. Os candidatos que sempre se valem de seus parentes políticos já falecidos em vídeos de IA vão ficar literalmente na orfandade eleitoral.
Observou-se que em nenhuma das audiências públicas desta semana no TSE alguém fez referência ao tema-tabu eleitoral: a correção dos resultados das urnas eletrônicas não auditáveis. Em 30 anos de uso desses equipamentos em eleições não foi possível encontrar até agora ilegalidades no procedimento, porque não existe modo claro de verificação. Pode ter acontecido ou não alguma irregularidade, mas nunca vamos saber enquanto não houver o voto impresso junto das urnas e que a contagem dele seja pública, como determina a Constituição Federal.
Enfim, só no decorrer da campanha eleitoral e na própria eleição poderemos saber se “este ano não vai ser igual aquele (2022) que passou”. É isso.
A Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE) diz estar havendo omissão da Polícia Civil em fornecer acesso a documentos sobre as diligências feitas contra auxiliares do prefeito do Recife, João Campos (PSB), entre agosto e outubro do ano passado. A entidade alega que, apesar de ter solicitado que a defesa dos alvos obtivesse o material desde 29 de janeiro, não houve qualquer resposta da corporação, o que viola a Constituição e o exercício da atividade dos advogados.
A reclamação foi apresentada em ofício remetido, ontem, pelo diretor de Prerrogativas da OAB-PE, Yuri Herculano, e pela presidente da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas da OAB-PE, Tássia Perruci. A cobrança é feita ao chefe da Polícia Civil, Felipe Monteiro. A OAB afirmou que, no ofício da semana passada, já havia pedido acesso a “procedimento investigativo, formulado por advogados regularmente constituídos, no legítimo exercício do múnus público da advocacia”.
Ainda no texto, os advogados afirmam que a falta de resposta da Polícia Civil, mesmo após provocação expressa da OAB, é “grave, pois obsta o exercício da defesa técnica, esvazia o contraditório e compromete a ampla defesa”. A entidade também explicou que o pedido não tem como foco o mérito da investigação, mas o acesso a “elementos já documentados, condição mínima para o exercício da defesa técnica e para a regularidade do procedimento investigatório”. “A persistência da omissão poderá ensejar a adoção das medidas institucionais cabíveis, inclusive perante órgãos de controle e correição”, escreveram.
A investigação vem sendo questionada por juristas de todo o país desde que o caso veio à tona, em 25 de janeiro. Um dos pontos críticos é a alegação do governo estadual de que o monitoramento do secretário de Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Monteiro, e do irmão dele, Eduardo Monteiro, teve amparo legal. A Polícia Civil fez diligências iniciais com base em uma denúncia anônima de corrupção e sem inquérito. Também vigiou os alvos com um rastreador veicular sem ordem judicial. Nenhum registro documental foi fornecido para justificar o emprego de recursos públicos e humanos no caso.
O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores em Pernambuco, deputado federal Carlos Veras, participa, entre os dias 5 e 7 de fevereiro, das atividades pelos 46 anos do PT, em Salvador (BA).
Com o slogan “Quando o povo acredita, o Brasil acontece”, a programação marca o início da agenda anual partidária na defesa de seu legado à frente do governo federal, dos desafios do projeto democrático-popular e das estratégias políticas para o próximo período, em um momento considerado estratégico para o país.
As atividades têm início hoje, com debates temáticos sobre comunicação, soberania, justiça climática, juventude, cultura, luta LGBT e estratégias políticas, e se encerram no sábado (7), com um ato político comemorativo dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além de Carlos Veras, participam da programação o senador Humberto Costa, a senadora Teresa Leitão, a prefeita de Serra Talhada, Maria Conrado, o vereador do Recife, Osmar Ricardo, membros do Diretório Nacional do PT. Também confirmaram presença a deputada estadual Rosa Amorim, o deputado estadual João Paulo, Carlos Padilha, membro da Executiva Estadual; Rivania Rodrigues, secretária LGBT do PT Pernambuco; e Guylherme Oliveira, secretário estadual de Juventude do partido.
Para o presidente estadual do PT, Carlos Veras, o aniversário do partido é também um momento de reafirmação política. “O PT chega aos 46 anos reafirmando seu compromisso com a classe trabalhadora e com a defesa da democracia. Seguiremos na luta pelo fim da escala 6×1 e pela ampliação de direitos”, afirmou.
Durante a programação, o partido realiza reunião do Diretório Nacional, na sexta-feira (6), quando deve avançar nas definições políticas para a formação da tática eleitoral nacional. Carlos Veras destaca que o PT de Pernambuco vai confirmar a disposição de alinhamento com as orientações nacionais: “nossa prioridade é a reeleição do presidente Lula, a recondução do senador Humberto Costa e o fortalecimento das bancadas estadual e federal, com a reeleição dos atuais parlamentares e a ampliação da nossa representação”, concluiu.
A empresa de transporte rodoviário Progresso prepara o lançamento de um novo serviço voltado ao aumento do conforto dos passageiros. Denominado ‘Suíte Cama’, o modelo representa um investimento da empresa na modernização da frota e na elevação do padrão das viagens, reforçando uma estratégia baseada em visão de futuro e respeito ao usuário.
Segundo informações divulgadas nas redes sociais, o lançamento ocorre em meio a um período de ajustes operacionais próprios de um processo de transição, mas mantém como diretriz a evolução contínua do transporte no Nordeste. A iniciativa sinaliza o compromisso da Progresso com melhorias constantes, aliando responsabilidade, inovação e qualificação dos serviços prestados ao público.
Uma tempestade atingiu o município de Serra Talhada, no Sertão, na tarde de ontem, surpreendendo moradores e trabalhadores que estavam pelas ruas da cidade. De acordo com o Instituto Climatempo, a previsão indicava 74% de probabilidade de chuva, com volume mínimo de 4,4 mm, apesar da sensação de calor intenso já comum na cidade.
Foram registrados diversos pontos de alagamento, queda de e bueiros estourados pelo centro comercial. A água invadiu as lojas e obrigou os comerciantes a fecharem as portas. As informações e imagens são do portal Farol de Notícias. A chuva também provocou trovoadas e até mesmo granizo. A forte ventania derrubou uma árvore no meio da BR-232, nas proximidades do viaduto, provocando engarrafamento naquela região.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou, hoje, a criação de uma nova rota aérea ligando o Recife a Cabo Verde, marcando um importante passo na conectividade internacional do Nordeste. A rota começará a ser operada a partir do dia 6 de maio, com dois voos regulares semanais, reforçando os laços entre Brasil e o país africano.
A nova ligação, que será operada pela Cabo Verde Airlines, representa não apenas um incremento na malha aérea internacional do Aeroporto de Recife/Guararapes, mas também uma oportunidade estratégica de ampliar o intercâmbio de pessoas, cultura e negócios entre o Nordeste brasileiro e o arquipélago.
A iniciativa foi selada após reunião de Silvio Costa Filho com o embaixador de Cabo Verde no Brasil, S.E. José Pedro Máximo Chantre D’Oliveira, durante cerimônia do Brasil Export. Após as tratativas, o ministro Silvio destacou a importância de “conectar Recife cada vez mais com o mundo”, enfatizando que a nova rota deve estimular o turismo e facilitar a mobilidade entre os povos dos dois países.
A operação de voos regulares com a Cabo Verde Airlines também é vista como um estímulo à economia local e uma forma de incentivar mais viagens entre Brasil e África. A República de Cabo Verde, composta por um conjunto de ilhas no Oceano Atlântico, é um país com forte vocação turística e histórico-cultural, e essa nova conexão direta com o Brasil fortalece ainda mais o seu papel como destino internacional e ponto de encontro entre culturas lusófonas.
“Estamos trabalhando para conectar Recife cada vez mais com o mundo. Essa nova rota com Cabo Verde vai estimular o turismo, gerar oportunidades econômicas e aproximar ainda mais os povos brasileiro e cabo-verdiano”, afirmou o ministro.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), cancelou uma audiência de conciliação entre o governo federal e representantes de bets para discutir o bloqueio de apostas para beneficiários do Bolsa Família. O encontro estava marcado para a próxima terça-feira, 10. Na prática, a medida amplia a validade da decisão de Fux que, em dezembro, suspendeu uma ordem do Ministério da Fazenda que proibia apostas feitas por quem recebe o auxílio federal de combate à miséria.
Ao cancelar a reunião, em decisão assinada na última segunda-feira, 2, Fux alegou que haverá um choque de agenda com uma sessão da Segunda Turma do Supremo. O ministro passou a integrar o colegiado desde o fim do ano passado, quando voluntariamente decidiu sair da Primeira Turma do STF, responsável por julgar as ações da trama golpista. As informações são do portal Estadão.
Em outubro passado, o Ministério da Fazenda ordenou que todas as bets regulamentadas excluíssem de seus cadastros todos os usuários que recebem o Bolsa Família ou o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O governo reuniu os CPFs dessas pessoas em uma lista de impedidos de apostar. Como mostrou a Coluna do Estadão, bets estimam que o veto retiraria 20% dos usuários das plataformas.
Dois meses depois, contudo, Fux suspendeu a determinação da pasta e atendeu a um pedido da Associação Nacional de Jogos e Loterias. Segundo a entidade, a decisão da Fazenda extrapolou o entendimento do plenário do STF que, em 2024, cobrou medidas para impedir o uso de verba de programas sociais em apostas.
Pacote vergonhoso privilegia elite do serviço público
O pacote de reestruturação de carreiras e benefícios para servidores públicos aprovado na última terça pelo Congresso, com custo anual de R$ 548 milhões, é vergonhoso e foi criticado até pelo presidente do PT, Edinho Silva, ante o silêncio do presidente Lula.
A principal controvérsia reside na criação de “penduricalhos” e na possibilidade de que os rendimentos ultrapassem o teto constitucional, gerando um impacto fiscal estimado em R$ 1 bilhão. Parlamentares, incluindo o ex-relator da reforma administrativa, Pedro Paulo (PSD-RJ), votaram contra o projeto por considerá-lo uma “criação de privilégios para uma elite” com salários acima do teto, contrariando os esforços de contenção de gastos.
A aprovação de medidas como a licença compensatória e reajustes em gratificações de desempenho, que podem dobrar o salário-base de servidores do Congresso, foi alvo de fortes críticas também nas redes sociais e na Câmara. O governo prevê gastar cerca de R$ 3,8 bilhões com benefícios a servidores em 2026, com o reajuste linear de 3,5% no Executivo a partir de abril, parte de um acordo firmado em 2024.
Enquanto críticos apontam os “supersalários” da elite, representantes dos servidores (como a CUT) argumentam que a média salarial federal não condiz com a narrativa de privilégio geral. O cenário no início de 2026 mostra os poderes executando reajustes e benefícios em ano eleitoral, o que é visto por analistas como uma “bomba-relógio” fiscal.
O novo pacote inclui, por exemplo, a licença compensatória (licença-prêmio), que foi amplamente criticada por permitir rendimentos adicionais desproporcionais. Para o presidente do PT, a medida aprofunda o distanciamento entre a elite e a realidade da população brasileira e contraria a agenda histórica do partido de combate a privilégios no serviço público.
Lula deveria, segundo ele, se posicionar de forma contrária ao pacote, em coerência com o discurso do governo. Mas, até ontem, o chefe da Nação não deu um pio sobre esses privilégios por terem chegado ao Congresso por iniciativa do seu governo.
GRATIFICAÇÕES DE ATÉ 100% – Pelo que foi aprovado, os projetos concedem cerca de 9% de reajuste ao ano. No caso do Senado, o vencimento básico da carreira inicial de auxiliar legislativo passa de R$ 3.300 para R$ 5.863 em julho de 2029. Já o nível mais alto de consultor legislativo vai de R$ 13.753,64 para R$ 24.100 em 2029.
Também foram criadas gratificações de desempenho que podem alcançar o equivalente a 100% do salário-base dos funcionários. Considerando informações constantes no relatório da Câmara, o projeto teria um impacto anual de cerca de R$ 540 milhões. O texto do Senado não tem estimativas de valores.
Reação dura de Edinho – Em entrevista, o presidente do PT, Edinho Silva, criticou o pacote. De acordo com ele, o Partido dos Trabalhadores é contrário à medida e avaliou que a decisão aprofunda o distanciamento entre a classe política e a realidade da população brasileira. “Nós devemos estar debatendo um projeto de reforma político-partidária no Brasil para que, além de combater os privilégios, a gente possa efetivamente melhorar o nosso sistema democrático e o nosso sistema de representatividade. Então, a posição do PT é, com muita tristeza, a de que nós vivenciamos mais uma medida de distanciamento da vida política, dos representantes do povo brasileiro, da realidade do povo brasileiro”, disse.
TETO ULTRAPASSADO – Com o pacote de privilégios, o governo abriu caminho para ganhos que ultrapassam o teto constitucional do funcionalismo público — atualmente de R$ 46.366,19. Os projetos reestruturam gratificações e permitem o chamado “penduricalho” por meio de licença compensatória para alguns servidores. O ganho extrateto valerá para servidores que acumularem “múltiplas atribuições” que demandam “dedicação contínua” e a atuação fora do horário regular de expediente. A cada três dias trabalhados, o funcionário poderá solicitar uma folga ou a indenização financeira.
Mais segurança na folia – O Governo do Estado anunciou, ontem, o esquema de segurança para o carnaval. Serão mobilizados 68 mil policiais militares, civis, peritos, bombeiros e outros servidores. O número de escalas extras é semelhante ao do ano anterior, mas o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, afirmou que a presença dos policiais nas ruas será maior este ano. “O Carnaval, no ano passado, foi de 11 dias, porque a gente teve a Quarta-feira de Cinzas, Data Magna na quinta e a sexta-feira foi ponto facultativo. Carnaval seguiu direto até domingo. Agora, temos menos dias e a chegada dos novos militares e policiais civis”, afirmou.
João no páreo – Mais uma vez, o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, veio a público, ontem, reafirmar a disposição do prefeito do Recife, João Campos (PSB), em disputar o Governo do Estado nas eleições deste ano. “Trata-se de uma candidatura irreversível. Ele é o pré-candidato do PSB. A militância do partido quer isso e, mais do que a militância, as pesquisas mostram que a população de Pernambuco deseja que ele seja candidato pela sua capacidade de entrega, pela sua forma de gerenciar”, disse. Há muito tempo, João é questionado de forma recorrente sobre uma possível candidatura ao governo do Estado, mas publicamente sempre evitou dar uma resposta direta.
CURTAS
LÍDER – No quarto mandato de deputado federal, Augusto Coutinho foi escolhido o novo líder do Republicanos na Câmara dos Deputados. Ele é autor da Lei da Adoção e foi relator da Reforma Tributária e da Lei de Licitações. Também coordena a bancada federal em plena harmonia com o deputado Carlos Veras (PT).
EM BRASÍLIA – De passagem, ontem, por Brasília, onde participou de um evento no Palácio do Planalto, a governadora Raquel Lyra esteve com o ministro dos Transportes, Renan Filho. Na pauta, o andamento das obras de infraestrutura viária em Pernambuco, entre elas o Arco Metropolitano, a travessia urbana de Toritama, na BR-104, e a duplicação da BR-423.
PRESIDENTE – Com apenas dois votos contrários, o deputado Coronel Meira (PL) foi eleito e empossado, ontem, presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados. Em entrevista ao Frente a Frente, afirmou que sua prioridade será o combate ao crime urbano, numa ação conjunta com a União e os Estados.
Perguntar não ofende: Lula vai sancionar o pacote que privilegia a elite do serviço público federal?