A partir de hoje, a Rede Brasil de Comunicações, do ex-deputado e empresário Gonzaga Patriota, passa a integrar a Rede Nordeste de Rádio na transmissão do Frente a Frente. Em comemoração a esse grande tento em audiência, apresento o programa hoje direto dos estúdios da Lagoa Grande FM 88.7, em Lagoa Grande, a 64 km de Petrolina.
Além da Lagoa Grande entram na rede Santa Maria FM 87.9, em Santa Maria da Boa Vista; a Salgueiro FM 102.9, em Salgueiro; a Sertânia 100.1 FM, em Sertânia; e a Rajada FM 104.9, em Rajada, distrito de Petrolina. Em novembro, a Moxotó FM, em Sertânia.
Daqui, apresento o Frente a Frente ao lado do radialista Herlânio Souza. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link acima do Frente à Frente ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
Os Três Poderes da República assinam, hoje, no Palácio do Planalto, o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, uma iniciativa que une o Executivo, o Legislativo e o Judiciário em um compromisso institucional para enfrentar a violência letal contra mulheres e meninas no Brasil
O lançamento ocorre no Salão Nobre do Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e de autoridades de todos os Poderes. As informações são do portal G1.
O pacto, batizado com o lema “Todos Por Todas”, tem como objetivo integrar ações de prevenção, proteção, responsabilização de agressores e garantia de direitos para mulheres vítimas de violência de gênero. A intenção é articular esforços entre União, estados, Distrito Federal, municípios, sistema de Justiça e sociedade civil.
Apesar do anúncio do pacto, o governo ainda não apresentou detalhes sobre seu funcionamento e nem explicou como a articulação entre os Poderes ocorrerá, na prática. A iniciativa partiu de Lula, que tem intensificado, em seus discursos, a defesa de ações mais firmes para o enfrentamento da violência contra a mulher.
O presidente já afirmou publicamente que foi um pedido da primeira-dama, Janja da Silva, que ele assumisse a responsabilidade de uma luta mais dura no combate à violência contra a mulher. Janja foi a primeira a falar durante o evento e agradeceu o presidente pelo compromisso com a iniciativa. “Quero expressar todo orgulho do meu marido que percebeu a minha angústia”, afirmou.
O pacto é resultado de uma articulação iniciada ainda em dezembro do ano passado, quando Lula chamou para uma reunião ministros do governo, do judiciário e representantes de diferentes áreas para discutir o assunto. Na ocasião, o encontro teve caráter preliminar e não resultou em resultados práticos.
Apesar de a violência contra a mulher ser um problema estrutural e alarmante no país, o tema também tem sido incorporado ao discurso político de Lula com foco no cenário eleitoral de 2026. No ano passado, o presidente chegou a afirmar publicamente que “quem bate em mulher não precisa votar no Lula”.
O número de feminicídios bateu recorde no Brasil em 2025: foram 1.470 casos de janeiro a dezembro, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O total supera os 1.464 registros de 2024, a maior marca até então.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou, ontem, um ciclo de audiências públicas para debater as resoluções que guiarão as eleições de outubro. A grande preocupação, sem dúvida, está no uso de inteligência artificial (IA) para produzir informação falsa, as chamadas fake news. Embora isso já existisse nas eleições de 2022, não atingia o nível de sofisticação que acontecerá agora, e que já impactou eleições em outros países.
Há um ponto, porém, que talvez ainda não esteja no radar do TSE. E que é, na avaliação do jornalista, consultor de gestão estratégica e especialista em IA Mário Salimon, o ponto mais grave: a forma como a máquina será capaz de falar pessoalmente com cada eleitor.
A grande preocupação é a disseminação de fake news de forma massificada. Mas o que acontecerá, de fato, é que a tecnologia hoje já será capaz de enviar informações direcionadas a cada eleitor individualmente. É como se agora não haja mais alguém que espalhará uma informação falsa para milhões de pessoas. Mas, digamos, um “personal fake”, que irá produzir a falsificação direcionada a cada um, de forma individual.
Salimon exemplifica com a clássica propaganda de cigarros de antigamente. Geralmente, ela era direcionada para um consumidor homem, heterossexual, associando o consumo de cigarros com certo charme e masculinidade. Mas homossexuais também fumavam. Mulheres também fumavam. Esses anúncios não alcançavam diretamente esse público. “Cada vez mais há a possibilidade de fazer com que essa interação entre a máquina e o homem seja individual”, explica Mário Salimon. É a propaganda diferente para cada cliente.
É muito provável que os candidatos venham a usar isso. Especialmente aqueles que dominam melhor as novas ferramentas tecnológicas. “Como a Justiça Eleitoral irá fiscalizar uma interação nesse nível entre o homem e a máquina?”, questiona Salimon. “A Justiça Eleitoral não terá elementos para normatizar relações”. E é disso que se trata: a máquina hoje conversa com cada usuário.
“As novas tecnologias permitem que a máquina tenha com cada usuário diferente uma relação pessoal de interatividade”, explica Salimon. “Esse grau de intimidade vai impactar fortemente na formação de opinião e de comportamento de cada eleitor, sem condições de ser acompanhado”.
“Votar é, ao final, uma demonstração de comportamento”, diz o especialista. “Essa demonstração de comportamento deverá ser moldada por uma buzinação constante em microespaços privados, que serão usados massivamente”. Para Salimon, caso se amplie, decreta a morte da democracia.
“Democracia é ágora”, lembra o especialista. A ágora era o espaço de debate da democracia direta na Grécia antiga, o local onde os cidadãos debatiam e chegavam às soluções a partir desse diálogo, respeitando a vontade da maioria. Ao individualizar a mensagem política, a nova situação elimina o debate.
“Não se trata apenas de estarmos vivendo uma época polarizada”, considera Salimon. “Nós estamos é à mercê de um modelo de comunicação que é polarizador”. Os algoritmos que vão limitando o acesso das pessoas somente àquilo que elas querem ver retiram o acesso delas a outras ideias e propostas que gerariam o debate.
Tal modelo, entende Mário Salimon, leva ao triunfo da autocracia. Porque começa a conseguir estabelecer que só se leva em conta a vontade da maioria, sem considerar as posições das minorias. O modelo inviabiliza as minorias. Ou as deixa limitadas aos seus nichos. Sem interação, congela as posições onde estão.
Como mostrou o Correio esta semana, já estamos em um tempo em que é possível falsificar um empréstimo para produzir um crédito falso. Bem mais fácil é falsificar informação. Pode ser que ainda não seja possível levar tal distorção a um nível tão privado e individual. Mas cada vez mais isso será possível.
O presidente estadual do PSB, deputado Sileno Guedes, avaliou, hoje, que a entrada do prefeito João Campos (PSB) na corrida ao Governo de Pernambuco é irreversível. Segundo o dirigente, a população deseja que o gestor coloque seu nome à disposição no processo eleitoral deste ano por sua “capacidade de entrega e forma de gerenciar”, em contraponto ao “marasmo em que o estado entrou nos últimos quatro anos”. Sileno também classificou como “um bom problema” o fato de haver muitos pré-candidatos disputando as indicações para o Senado na futura chapa da Frente Popular.
“O prefeito João Campos é o pré-candidato do PSB. A militância do partido quer isso e, mais do que a militância, as pesquisas mostram que a população de Pernambuco deseja que ele seja candidato pela sua capacidade de entrega, pela sua forma de gerenciar”, disse, em entrevista à Rádio Cultura do Nordeste, destacando que os aliados do PSB percebem a situação do estado e “têm uma preocupação muito grande com Pernambuco”.
Sileno avaliou que João lidera um grupo com quadros de alto nível para uma eventual escalação em posições na chapa, um cenário diferente do existente no campo oposto, onde, segundo o dirigente, falta gente. “Acho que nossos adversários estão com um problema maior, porque não têm quem colocar na chapa. Está faltando gente. Eu tenho certeza de que o prefeito João Campos vai achar o melhor caminho nessa composição para que a gente possa ter na chapa uma boa representação da geografia política do estado, independentemente do nome, e que possa também contemplar os nossos aliados”, afirmou.
O presidente do PSB também enalteceu Lula como figura central nesse processo. “Ele [João Campos] tem esse bom problema para resolver, na verdade. Ele tem vários quadros políticos de altíssimo nível, que têm serviços prestados e muito futuro pela frente. Então, como eu costumo dizer, é um bom problema. João está com um bom problema para resolver e eu tenho certeza de que o presidente Lula será um fator decisivo na construção da nossa chapa”, finalizou.
O Alto do Moura, em Caruaru, considerado o maior centro de artes figurativas da América Latina e um dos principais polos turísticos do município, está recebendo um novo sistema de esgotamento sanitário que vai promover o acesso à coleta e tratamento a cerca de 12 mil pessoas, além dos mais de 100 mil turistas que visitam o local no período junino. O projeto, orçado em R$ 32,9 milhões, é um compromisso do Governo de Pernambuco e terá início parcial da operação já a partir do próximo ano, levando mais saúde, qualidade de vida e preservação ambiental ao tradicional vilarejo de artesãos do barro.
Com aproximadamente 23% das obras já executadas, a implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário do Alto do Moura será realizada em duas etapas. A primeira está prevista para abril deste ano, quando a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) começará a operar, passando a tratar 25% do esgoto da região. A operação plena do sistema está programada para junho de 2027. Além da ETE, o projeto contempla a construção de duas estações elevatórias, responsáveis pelo bombeamento do esgoto, a implantação de cerca de 36 mil metros de redes coletoras e ramais condominiais, além de 2.062 ligações.
O conjunto de intervenções foi concebido para promover o saneamento ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Ipojuca. Para o presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, a obra tem papel estratégico para o desenvolvimento do município. “Considerando o avanço das frentes de obra e a relevância estratégica do projeto para o município de Caruaru, a conclusão do projeto é essencial para garantir o desenvolvimento sustentável, integrando eficiência técnica à preservação ambiental”, destacou.
No Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado hoje, o superintendente do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), Dr. Sidney Neves, agradeceu o trabalho do deputado federal Eduardo da Fonte em defesa da saúde pública durante agenda em Brasília.
Eduardo da Fonte é o parlamentar que mais destinou recursos na história da instituição. As emendas viabilizaram, entre outros investimentos, a aquisição de um acelerador linear de última geração, equipamento que pode reduzir sessões de radioterapia de cerca de 30 para até cinco em alguns casos, garantindo mais conforto e eficácia no tratamento dos pacientes.
Referência no tratamento oncológico, o Hospital de Câncer de Pernambuco é responsável por atender mais de 50% dos novos pacientes oncológicos do SUS no estado.
Durante a reunião, também foi tratada a chegada de um tomógrafo de última geração, com tecnologia equivalente à dos melhores hospitais particulares do Brasil, que deve ser entregue ao hospital até o mês de março. Além disso, está em tramitação a aquisição de um novo acelerador linear, ambos por meio de emendas dos deputados Eduardo da Fonte e Lula da Fonte.
“Só temos a agradecer. A preocupação do deputado Eduardo com a saúde é algo fora do comum. O apoio sempre foi constante, não apenas ao hospital, mas a todo o povo pernambucano, fortalecendo a saúde do nosso estado”, afirmou o superintendente Dr. Sidney Neves.
A maneira como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está lidando com seu trabalho é desaprovada por 51,4% dos brasileiros e aprovada por outros 46,6% dos eleitores. Os dados são da pesquisa Meio/Ideia, divulgada hoje, e mostram um cenário de estabilidade. Em janeiro, eram 50% os que desaprovavam Lula e 47% os que aprovavam. A mudança se deu dentro da margem de erro do levantamento, que é de 2,5% para mais ou para menos.
De acordo com o levantamento, são 22,3% os eleitores que consideram o governo bom, enquanto 19% acham que é regular, 18,7% acham que é ruim e 26% apontam como péssimo. Os que não sabem são 2,2%.
A pesquisa também mediu a avaliação de Lula por área de atuação (economia, segurança, saúde e educação). Os piores resultados de Lula são na segurança pública, área na qual 32,9% dos brasileiros acham a gestão péssima e outros 19,4% a veem como ruim. De outro lado, 14% apontam o governo como bom na segurança e 23,3% o enxergam como regular.
O melhor resultado se dá na economia, na qual o conceito “bom” foi atribuído por 24% dos eleitores, o regular por 22%, o ruim por 14% e o péssimo por 27%.
O levantamento ainda questionou se Lula merece continuar como presidente, considerando as eleições de 2026. Para 51%, ele não merece, enquanto 47% acham que ele merece a reeleição. A pesquisa eleitoral, Meio/Ideia, está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08425/2026-BRASIL. Foram ouvidos 1.500, entre 30 de janeiro a 2 de fevereiro de 2026. O nível de confiança é de 95%.
Em Brasília, cumpri minha corridinha diária de 8 km, há pouco, debaixo de uma chuvinha gostosa, para matar a saudade de quando chovia no Sertão e tomava banho de bica.
Dentro do Superior Tribunal Militar (STM), o julgamento dos condenados por tentativa de golpe no STF é considerado imprevisível, mas dois dos réus que podem ter a perda de patente por indignidade determinada pelos ministros têm situação considerada mais grave: o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, Walter Braga Netto.
Na análise do caso de Bolsonaro, segundo ministros, ex-ministros da Corte e especialistas na Justiça Militar afirmaram ao blog, pesará o antecedente de já ter sido julgado no STM por conduta irregular. As informações são do blog da Ana Flor.
Entre 1987 e 1988, Bolsonaro foi julgado duas vezes, por diferentes Conselhos de Justificação. Condenado por unanimidade na primeira instância, foi considerado não culpado em 1988 por maioria do STM. “Antecedentes pesam na análise dos ministros militares”, afirmou ao blog o professor da UFRJ e historiador Carlos Fico. “Sempre existe a aura de ser ‘uma segunda vez’”, diz ele.
No caso de Braga Netto, a imagem chamuscada dentro das Forças Armadas se dá pelos ataques orquestrados a militares do alto comando, na tentativa de mobilizar apoio para a tentativa de reverter o resultado das eleições de 2022, segundo mensagens e documentos encontrados pelos investigadores.
Em tese, a decisão do STM é apenas dizer se pessoas que foram condenadas em última instância por ataque à democracia e tentativa de golpe de Estado não são dignas do oficialato. Uma reação aos crimes graves a que os cinco réus agora no STM foram condenados.
Além deles, Mauro Cid foi condenado, mas a uma pena de até dois anos, que não leva o caso à análise do STM. A pena do tenente-coronel foi diminuída pelo acordo de colaboração.
No tribunal, entretanto, o caso de Augusto Heleno e até de Almir Garnier será visto com cuidado por ministros militares. Heleno, pela saúde e idade, mas sobretudo por ser admirado dentro do tribunal. Já Garnier, lembra um analista que acompanha o tribunal, tem entre ministros ex-colegas de almirantado.
“De qualquer forma, um ministro terá que buscar muitos argumentos para dizer que não concorda que aquelas pessoas são indignas para o oficialato mesmo com uma condenação porque conspiraram contra a democracia”, pondera.
“Não vou me ajoelhar para beijar a mão de ninguém”, diz Heloísa Helena sobre permanência de Marina Silva na Rede
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
Uma eventual saída da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, partido que ajudou a fundar, seria vista com naturalidade pela deputada federal Heloísa Helena (Rede-RJ), que também é uma das fundadoras da Rede. As duas estão rompidas desde 2022 e protagonizam uma disputa interna e outra judicial pelo comando da legenda.
As divergências têm origem tanto em diferenças programáticas quanto na relação com o Governo Federal. Enquanto Marina se define como “sustentabilista” e aceitou fazer parte da gestão do presidente Lula (PT) como ministra do Meio Ambiente, Heloísa se posiciona como oposição ao Planalto e defende o “ecossocialismo”, corrente que associa a preservação ambiental à mudança do sistema econômico.
Heloísa Helena foi a entrevistada de ontem (3) do podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco, e não titubeou ao relembrar o início da Rede Sustentabilidade e sua contribuição para a fundação do partido.
“Eu era presidente nacional do PSOL, portanto, não estava precisando de um partido. Comecei a coletar assinaturas do zero para ajudar a ministra (Marina Silva) a fazer a Rede. Pedi demissão da Universidade Federal de Alagoas para ir para o Rio de Janeiro para também apoiar a Rede. Infelizmente, as coisas internamente ficaram de uma determinada forma, não tem nada de pessoal nisso. É uma concepção distinta, ideológica, do que é ambientalismo, do que é socialismo, de como se dão as construções partidárias”, afirmou Helena.
A deputada ressaltou que tem a consciência absolutamente tranquila de que fez tudo o que precisava fazer, sem negligenciar nada na disputa interna e, demonstrando que não fará esforço algum para manter Marina Silva na Rede, comentou: “as pessoas têm que se acostumar também a perder”. “Eu já perdi tanto e nem por isso fui para a imprensa esculhambar quem ganhou de mim a eleição”, enfatizou.
“Já perdi e já ganhei. Infelizmente ou felizmente, nos dois últimos congressos da Rede, o nosso agrupamento ganhou. Eu simplesmente tenho que ter tranquilidade, não vou me ajoelhar para beijar a mão de ninguém. Fizemos a luta correta internamente e a vida é assim”, disparou Heloísa Helena.
Heloísa Helena é enfermeira, professora e ex-senadora. Ela voltou ao Congresso Nacional depois de 18 anos afastada do Parlamento, assumindo por seis meses a vaga do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), suspenso pelo Plenário da Câmara por quebra de decoro. A retomada do mandato devolveu ao Congresso uma das figuras mais combativas da política brasileira, conhecida por enfrentar tanto o Centrão quanto seus próprios aliados, em embates com o PT, o PSOL e, agora, a Rede Sustentabilidade.
Indefinição sobre Lula – Crítica ao presidente Lula (PT), Heloísa Helena evitou opinar sobre um eventual apoio da Rede à reeleição do petista. Ao ser questionada sobre o tema, a ex-senadora se resumiu a dizer que o partido vem debatendo internamente o conteúdo programático, para só depois definir o nome que apoiará ao Palácio do Planalto. “A gente ainda está debatendo na Rede, não tem condição de falar, até porque eu também sou dirigente nacional do partido. Estou estabelecendo também junto com o Paulo Lamarck, que é o novo porta-voz nacional da Rede, que corresponde ao presidente. Então a gente vai debatendo isso internamente, discutindo o programa e depois vamos discutir os nomes que serão apresentados”, respondeu.
Novos no time – A jornalista Eliane Cantanhêde e o jornalista Francisco José estrearam, ontem (3), nas perguntas do podcast Direto de Brasília. Cantanhêde questionou Helena se, ao retornar ao Congresso em um ambiente de forte polarização, a ex-senadora temia ser rotulada como bolsonarista ou ligada ao Centrão, por criticar o presidente Lula e o PT. Na resposta, Heloísa afirmou que não se reconhece nesses rótulos e disse manter uma trajetória de posições firmes e independentes, enfatizando que continuará votando conforme suas convicções e o mérito das propostas, sem alinhamento automático a governos ou blocos políticos. “Sou uma militante de esquerda e não mudo de posição para agradar ao poder”, afirmou.
Francisco José – Francisco José perguntou se o país ainda tem condições de eleger parlamentares efetivamente comprometidos com os interesses públicos, diante do descrédito em relação ao Congresso Nacional e da permanência de políticos que, segundo ele, ocupam mandatos sem cumprir suas funções institucionais. Heloísa Helena afirmou que segue movida pela esperança e defendeu a participação política como caminho para mudanças estruturais. “Embora a gente não viva numa democracia de fato, porque democracia sem justiça social não é democracia, é na política que se decide tudo”, destacou.
Mundiça não – Vereadores ligados ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), divulgaram nota de repúdio, na noite de ontem (3), contra o vereador George Bastos, do Partido Novo, “em razão de manifestação pública de caráter preconceituoso, desrespeitoso e ofensivo, proferida durante a 1ª Reunião Ordinária da 19ª Legislatura, 2ª Sessão Legislativa, da Câmara Municipal do Recife”. George Bastos chamou de “mundiça” as pessoas que ocupavam as galerias da Casa de José Mariano para acompanhar a votação do impeachment do prefeito.
Trecho da nota – “Referir-se a qualquer pessoa como ‘mundiça’ já constitui, por si só, uma grave afronta. Fazer isso em relação à população da cidade que jurou representar e servir é absolutamente inaceitável e configura um ataque direto a cidadãos e cidadãs que exerciam, de forma legítima, seu direito democrático de acompanhar, fiscalizar e participar da vida política do Recife. Não surpreende que tal postura venha de um representante do Partido Novo, legenda que se orgulha de conduzir, no único estado que governa, um projeto com resultados amplamente prejudiciais às classes populares”, diz um trecho da nota dos vereadores.
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Quem assinou – Assinaram a nota de repúdio Aderaldo Pinto; Ana Lúcia; Carlos Muniz; Chico Kiko; Cida Pedrosa; Eduardo Mota; Eriberto Rafael; Fabiano Ferraz; Felipe Francismar; Gilberto Alves; Hélio Guabiraba; Júnior Bocão; Junior de Cleto; Kari Santos; Liana Cirne; Luiz Eustáquio; Natália de Menudo; Osmar Ricardo; Rinaldo Júnior; Rodrigo Coutinho; Romerinho Jatobá; Samuel Salazar; Tadeu Calheiros; Wilton Brito; e Zé Neto.
Gás do povo – Os deputados federais Eduardo da Fonte e Lula da Fonte, ambos do PP, votaram favoravelmente à Medida Provisória nº 1.313/2025, que institui o Programa Gás do Povo, iniciativa do Governo Federal destinada a ampliar o acesso ao gás de cozinha para a população em situação de vulnerabilidade social.
Ação emergencial – O deputado Luciano Duque (SD) anunciou, ontem (3), na tribuna da Alepe, ação emergencial articulada junto ao Governo de Pernambuco para apoiar os criadores de rebanhos, neste período de estiagem que atinge o Agreste e o Sertão. O parlamentar informou que, após diálogo com a governadora Raquel Lyra (PSD), o Estado vai autorizar a compra do bagaço da cana-de-açúcar para servir de alimento aos animais.
Perguntar não ofende: Quem vai conseguir comandar a Rede Sustentabilidade, Heloísa ou Marina?
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira um projeto de lei que cria o Instituto Federal do Sertão Paraibano, que será localizado no município paraibano onde o pai do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), é prefeito. O texto foi o primeiro encaminhado ao Congresso neste ano pelo governo federal e prevê o desmembramento do Instituto Federal da Paraíba, com sede da nova reitoria em Patos, base eleitoral de Motta.
A proposta apresentada pelo Planalto foi incorporada a um projeto que cria cargos para os ministérios da Educação e da Gestão, e agora segue ao Senado. No plenário, Motta classificou a criação do instituto federal no sertão da Paraíba como uma conquista para a região “pobre e esquecida”. As informações são do jornal O GLOBO.
O presidente da Câmara também agradeceu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva da Silva (PT) e o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), pelo projeto. No município, o pai do deputado, Nabor Wanderley (Republicanos) foi reeleito prefeito busca espaço na disputa ao Senado em 2026.
– Sempre lutei para que minha região pudesse ter sua instituição de ensino técnico e superior – afirmou.
A proposta analisada nesta terça-feira teve como relator o deputado Átila Lira (PP-PI), e votação simbólica. Caso aprovado pelo Senado, o Planalto ainda precisará publicar um ato para regulamentar o Instituto.
Apoio de Lula Como mostrou o GLOBO, Motta vai enfrentar percalços para alcançar a meta de emplacar o seu pai, como candidato competitivo ao Senado na Paraíba.
A relação de idas e vindas com o governo do presidente Lula que tem popularidade no estado, deixa o cenário incerto. Motta articulou a aprovação de projetos importantes para o governo no fim de 2025, como um projeto de lei que reduz incentivos fiscais e amplia a taxação das bets, e teve uma reunião com Lula para alinhar essa votação.
No entanto, há atritos em outra frente, como na aprovação do projeto da redução de penas para o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros envolvidos no 8 de janeiro. Motta inclusive não esteve presente na cerimônia em que Lula organizou para lembrar a data. No evento, o petista vetou o projeto.
Motta e o PT fazem parte do mesmo grupo na Paraíba. O partido do presidente da Câmara e a legenda de Lula estão na base do governador João Azevedo (PSB), que articula ele próprio uma candidatura ao Senado e tenta fazer o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) como seu sucessor.
O pai de Hugo Motta tenta se encaixar na segunda vaga, mas ainda há dúvidas sobre como os espaços nas candidaturas ao Senado vão ser acomodados.
A deputada federal Heloísa Helena (Rede-RJ), que ficará no mandato até junho, diz que concentrará suas forças na criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, a ex-senadora disse “não ter dúvidas” de que o caso chegará a figurões da República e pretende seguir coletando assinaturas para a instauração do colegiado.
“Eu não tenho dúvida (de que há figurões envolvidos). Qual a lógica formal que explica esta gigantesca muralha para impedir que os deputados assinem? Óbvio, tem questões muito importantes, pessoas muito importantes diretamente envolvidas nesse próprio nódulo em que se transformou o Banco Master, por isso que é de fundamental importância para a gente abrir a CPMI. Não há lógica que explique o empenho tão grande de tantos setores ideologicamente distintos para impedir. Talvez por ser um escândalo tão grande, que envolve um banco, além de personalidades políticas, do Judiciário e do crime organizado, com lavagem de dinheiro, então por isso que eles estão trabalhando tanto para impedir essa CPMI”, disparou Heloísa Helena.
Entre as autoridades citadas pela deputada estão os governadores do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). “É uma aberração. Não são apenas o governador Ibaneis, o governador Cláudio Castro, vários outros governos que também usaram as suas chamadas carteiras de previdência para o banco, ou que abriram contas de crédito consignado fornecendo os arquivos para que isso fosse feito. Só uma CPMI, por trazer para si prerrogativas de autoridades judiciais, é que conseguirá desvendar todos esses mistérios sujos. Então, esses governadores já citados, especialmente o governador Ibaneis, que, para completar, usou um banco público para fazer negócio sujo e tampar o rombo do banco privado. É muito importante que isso seja deixado público. Digo sempre: se alguém é inocente, ele pode fazer uma estátua de bronze para consagrar a inocência dele depois de uma CPI. O que não pode é acobertar”, colocou.
Heloísa Helena disse ainda que, junto com a também deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS), conseguiu coletar 35 assinaturas de senadores para a instauração da CPMI (são necessárias 27). Mas o problema vem sendo na Câmara dos Deputados, onde há muita resistência.
“É impressionante que setores da esquerda não estejam assinando essa CPMI. Tem tantas forças políticas dos mais diversos perfis ideológicos trabalhando para impedir a CPMI, porque uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) só da Câmara vai para a fila da Mesa Diretora, onde tem outras 17 CPIs registradas. No Senado, a mesma coisa. A única que tem instalação imediata é a CPMI, no Congresso Nacional, que é o único procedimento investigatório que traz para si prerrogativas das autoridades judiciais, que pode investigar de fato. Então é uma esculhambação, uma vergonha que isso não esteja sendo feito. Tem aquele dito popular: quem for podre que se quebre”, complementou.
De volta à Câmara dos Deputados para um mandato tampão, a dirigente da Rede Sustentabilidade e ex-senadora Heloísa Helena evita cravar o apoio da sigla à reeleição do presidente Lula (PT). Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ela se resumiu a declarar que o partido vem debatendo internamente o conteúdo programático, para só depois definir o nome que apoiará ao Palácio do Planalto.
“A gente ainda está debatendo na Rede, não tem uma condição de falar, até porque eu também sou dirigente nacional do partido. Estou estabelecendo também junto com o Paulo Lamarck, que é o novo porta-voz nacional da Rede, que corresponde ao presidente. Então a gente vai debatendo isso internamente, discutindo o programa e depois vamos discutir os nomes que serão apresentados”, resumiu.
“Eu não vou poder falar sobre isso (apoio a Lula) porque sou dirigente nacional de um partido. Nós estamos estabelecendo tratativas relacionadas ao programa de governo que queremos que seja apresentado, porque muitas questões que foram apresentadas na campanha eleitoral de 2022 foram realmente engavetadas, ou queimadas, ou deixaram de existir. Então não pode ser só assim. Para nós, da Rede, o que é de fundamental importância é debater o conteúdo programático, o programa que deve ser apresentado para que a gente possa fazer a escolha política que é necessária na próxima eleição presidencial”, complementou.
Federação
Segundo Heloísa Helena, um dos temas que entrarão no debate é renovar a federação com o PSOL, firmada desde 2022. A sigla depende de uma costura para garantir que ultrapasse a cláusula de barreira, que será de 13 federais — a Rede elegeu apenas Marina Silva em São Paulo e Túlio Gadelha por Pernambuco. A própria Heloísa Helena assumiu como suplente até junho, em função do afastamento de Glauber Braga (PSOL).
“A gente não tem ainda nem a discussão em relação à nossa federação. Possivelmente será com o PSOL. Estou entre os que trabalham para que essa federação continue. Na verdade, é uma federação importante, tirou a Rede da clandestinidade política. Estamos estabelecendo quais os pontos de programa que temos obrigação de defender e depois se fazem as escolhas dos nomes que serão apresentados. Para nós agora é debater o programa, o que significa a apropriação do subsolo, das áreas agricultáveis, a política específica dos bancos públicos, a relação com o capital financeiro, questões relacionadas à educação, saúde, segurança pública e sustentabilidade ambiental. O mais importante é debater programa agora; depois se fazem as escolhas das candidaturas que mais se identificam com esses programas”, finalizou Heloísa Helena.