A pouco mais de três meses das eleições municipais em Fortaleza, a direita aparece dividida com três nomes colocados e ânimos exaltados entre os disputantes. Na última semana, aliados do deputado federal André Fernandes (PL) tem criticado publicamente o pré-candidato do União Brasil, Capitão Wagner, que revidou. O pano de fundo dessa troca de farpas é a disputa pelo apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que oficialmente está no palanque de Fernandes. As informações são da Agência O Globo.
Tudo começou quando os vereadores do PL Inspetor Alberto e Marcelo Mendes saíram em defesa de seu correligionário como o nome que deveria unir a direita em Fortaleza. Além de Capitão Wagner, os políticos sugeriram que o senador Eduardo Girão (Novo) também se retirasse da disputa. As declarações foram dadas em entrevista ao “Podcast do Lobão”.
Leia maisInicialmente, Capitão Wagner foi defendido pelo seu correligionário, o deputado estadual Sargento Reginauro (União Brasil): “Enquanto o Capitão fala em unir a direita, parece que nossos amigos só pensam em fazer guerra com quem sempre esteve contra o PT”, disse. Posteriormente, Capitão Wagner afirmou que estava sendo vítima do que chamou de “ataques orquestrados”.
“Qual foi a eleição que eu não fui atacado, fui vítima de ódio, de disseminação de fake news, de uma série de mentiras? A diferença é que nessa parece que os ataques vêm de todos os lados. A gente coloca na mão de Deus. Alguém tem que ser adulto, alguém tem que ter responsabilidade e paciência.”
Em abril deste ano, Bolsonaro esteve em Fortaleza para lançar Fernandes, que nega qualquer possibilidade de desistir da disputa. Nos bastidores, contudo, articuladores nutrem a expectativa de que Girão venha a desistir para apoiar Capitão Wagner e que Fernandes seja eventualmente rifado pelo próprio partido — como ocorreu com o deputado federal Gustavo Gayer em Goiânia nesta semana.
Enquanto Fernandes e Capitão Wagner disputam no campo da direita, a maior parte dos partidos manifestam apoio à reeleição do prefeito José Sarto (PDT) ou ao presidente da Assembleia Legislativa, Evandro Leitão (PT).
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