Em depoimento ao Blog, o deputado estadual Mário Ricardo (Republicanos) afirmou que o jornalista Magno Martins foi muito feliz ao escrever uma obra que servirá de inspiração para muitos políticos, principalmente das novas gerações. Confira!
Em depoimento ao Blog, o deputado estadual Mário Ricardo (Republicanos) afirmou que o jornalista Magno Martins foi muito feliz ao escrever uma obra que servirá de inspiração para muitos políticos, principalmente das novas gerações. Confira!
O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) instaurou auditoria especial para apurar a regularidade do Contrato de Gestão nº 45/2021, que movimentou mais de R$ 9 milhões em recursos públicos, firmado durante a gestão do ex-prefeito de São José do Egito Evandro Valadares, período em que a Secretaria de Saúde era comandada por Paulo Jucá, seu genro.
O contrato teve como objeto a transferência da gestão do Hospital Maria Rafael de Siqueira para a Associação Beneficente João Paulo II, organização social responsável pela unidade entre os anos de 2021 e 2023. As informações são do blog do Nill Júnior.
Leia maisPor meio do Ofício TCE-PE/IRAR – AEPSJE1.1, datado de 29 de janeiro de 2026, o TCE-PE solicitou ao atual gestor municipal uma série de documentos e informações, com base no art. 17 da Lei Estadual nº 12.600/2004. O volume de recursos envolvidos – superior a R$ 9 milhões – levou o Tribunal a aprofundar a fiscalização, alcançando todas as fases do contrato, desde a qualificação da organização social até a rescisão contratual ocorrida em 2023.
Entre os documentos exigidos estão:
A auditoria coloca sob escrutínio um dos principais contratos da área da saúde da gestão Evandro Valadares, executado sob a responsabilidade direta do então secretário Paulo Jucá, que concentrava decisões estratégicas em um setor sensível e de alto impacto social.
Com cifras milionárias envolvidas, o Tribunal busca verificar se houve observância aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, bem como se os bens públicos e os recursos financeiros foram corretamente geridos.
O TCE-PE alertou que, caso algum documento não seja apresentado, deverá ser encaminhada justificativa formal, reforçando o caráter rigoroso da auditoria. Eventuais irregularidades poderão resultar em responsabilização dos gestores que atuaram à época, mesmo não ocupando mais cargos públicos.
A apuração reacende o debate político em São José do Egito e lança luz sobre a condução da saúde municipal nos últimos anos da gestão Evandro Valadares, agora analisada tecnicamente pelo órgão de controle externo, com mais de R$ 9 milhões em recursos públicos sob auditoria.
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Por Aldemar Santos (Dema)*
O racismo nunca foi apenas ofensa, sempre foi projeto de exclusão. Um projeto que tenta decidir quem pode existir, quem pode mandar, quem pode ocupar espaços de poder. Um projeto que fracassou e continua fracassando.
As recentes declarações racistas atribuídas a um ocupante de importante cargo no Governo do Estado de Pernambuco não são “opiniões do passado”, nem “deslizes juvenis”. São expressões cruéis de uma mentalidade que trata pessoas negras como subumanas, como ameaça, como erro histórico. Isso é inadmissível, sobretudo quando parte de alguém investido de função pública.
Leia maisÉ um absurdo inaceitável que pessoas que pensam assim continuem ocupando cargos no Governo de Pernambuco ou em qualquer outro espaço de poder. Quem nega a humanidade do povo negro não tem condições morais, éticas ou políticas de representar o Estado, seja lá em qual escalão for.
Os racistas se imaginam donos do mundo. Mas o mundo não é deles.
Fica aqui consignada a minha mais absoluta indignação.
*Advogado, servidor do Tribunal de Contas de Pernambuco, ex-secretário de Governo do Recife e superintendente Geral da Alepe.
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Em função da morte do cantor e compositor Nilton César, ícone da música romântica brasileira que faleceu na última quarta-feira, aos 86 anos, o Sextou desta semana vai reprisar a entrevista concedida pelo artista ao programa, exibida originalmente em 2023, como forma de homenagem à sua trajetória e ao seu legado na música brasileira.
Natural de Ituiutaba (MG), Nilton César ganhou projeção nacional a partir do fim da década de 1960, especialmente com a canção Férias na Índia, gravada em 1969, que vendeu mais de 500 mil cópias e rendeu diversos discos de ouro. Ao longo da carreira, emplacou sucessos como ‘A Namorada que Sonhei’, ‘Espere um Pouco’, ‘Amor, Amor, Amor’ e outras músicas que marcaram o gênero romântico no país.
Na entrevista, Nilton César falou sobre sua vida pessoal, a trajetória artística, os momentos de sucesso e os desafios ao longo da carreira. A conversa, marcada por relatos emocionados e memórias da música brasileira, será reapresentada como um registro histórico e uma homenagem ao artista.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
A Paraíba encerrou o ano de 2025 com saldo positivo de 31.043 empregos formais e registrou a segunda maior variação relativa do país em relação ao estoque de trabalho com carteira assinada. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem, pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
No total, o estado teve 266.631 admissões e 235.588 desligamentos em 2025. O saldo representa crescimento de 6,03% no estoque de empregos formais, ficando atrás apenas do Amazonas (8,41%) e à frente do Distrito Federal (5,11%). As informações são do blog do Maurílio Júnior.
Leia maisOs setores que mais contribuíram para o desempenho foram o de serviços (23.935 postos) e o comércio (4.896 postos). A indústria gerou 1.926 postos, seguida da construção civil (562). Apenas a agropecuária fechou o ano com saldo negativo de -279 postos.
Na série histórica, o resultado de 2025 é o segundo melhor dos últimos 13 anos no estado, ficando atrás apenas de 2022. No acumulado dos sete anos de gestão do governador João Azevêdo, o saldo chega a quase 150 mil empregos formais, segundo a Secretaria de Estado da Fazenda.
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A Corregedoria da Polícia Federal no Rio de Janeiro abriu um processo administrativo disciplinar sumário contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por faltas injustificadas ao serviço, o que pode configurar abandono do cargo de escrivão na corporação.
O novo processo administrativo contra Eduardo foi aberto na última terça-feira (27) e pode levar à demissão do servidor. Uma comissão analisará o caso do filho de Jair Bolsonaro. As informações são do portal G1.
Leia maisDiferentemente de outro procedimento aberto contra o parlamentar, em setembro do ano passado, o processo sobre faltas injustificadas, por ser sumário, deve ser concluído mais rapidamente.
Conforme portaria da Corregedoria da PF no RJ, o processo administrativo vai apurar a responsabilidade de Eduardo por ter, supostamente, se ausentado ao serviço de forma intencional e sem justificativa por mais de 30 dias consecutivos após a perda do mandato de deputado em 18 de dezembro de 2025.
Com o fim do mandato na Câmara, a Polícia Federal determinou o retorno de Eduardo Bolsonaro ao cargo na corporação, do qual estava afastado para ser deputado federal. A volta ao cargo não aconteceu e essa situação pode configurar o abandono do cargo pelo servidor público.
Eduardo Bolsonaro está morando nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Ele deixou o Brasil alegando que está sendo perseguido pela justiça. O filho de Bolsonaro é réu por coação no curso do processo em razão de sua atuação nos EUA contra autoridades brasileiras.
Eduardo está no Bahrein com Flávio
Hoje, Eduardo postou uma foto com o irmão, Flávio Bolsonaro, em uma visita ao Bahrein, país do Oriente Médio. “Satisfação encontrar Sheik Salman bin Hamad Al Khalifa, Príncipe Herdeiro e Primeiro-Ministro do Reino do Bahrein, junto com senador Flávio Bolsonaro”, afirmou o ex-deputado.
Filho mais velho de Jair Bolsonaro, Flávio se colocou como pré-candidato ao Palácio do Planalto em 2026, com o apoio do ex-presidente. Se a candidatura se confirmar, o senador tende a enfrentar Luiz Inácio Lula da Silva, que deve ser o candidato do PT à reeleição.
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O União Brasil avalia mudanças em sua direção no Rio Grande do Norte, atualmente comandada pelo ex-senador José Agripino Maia, após o desgaste provocado pela Operação Mederi, deflagrada na última terça-feira (27) pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU).
Integrantes da direção nacional do partido discutem a possibilidade de troca no comando estadual depois que a operação teve como alvo o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, investigado por suspeitas de fraudes e desvios de recursos na área da saúde do município.
Por Inácio Feitosa*
Durante muitos anos, o GOV.BR foi apresentado como uma das maiores conquistas do governo digital brasileiro. Para quem acompanha a evolução da tecnologia pública, a plataforma simbolizava eficiência, integração e modernização administrativa. Eu sempre defendi esse projeto. Considero-me uma pessoa atualizada em tecnologia, habituada a sistemas digitais, assinaturas eletrônicas e autenticação de serviços.
Justamente por isso, a experiência recente com o GOV.BR não pode ser interpretada como dificuldade individual, mas como sintoma de um problema mais profundo: o sistema que deveria simplificar a vida do cidadão tornou-se, em muitos casos, um obstáculo.
Leia maisA dificuldade de assinar documentos pelo smartphone é um exemplo emblemático. O procedimento, que deveria ser simples, retorna reiteradamente erro de autenticação. No computador, às vezes é possível avançar, mas o processo permanece instável e imprevisível. Trata-se de um problema aparentemente banal, mas que se arrasta por meses, sem solução concreta.
O mais grave não é o erro técnico em si, mas a ausência de resposta institucional. O cidadão fica preso a um sistema que exige múltiplas validações, solicita documentos repetidos e impõe etapas burocráticas, sem oferecer canais efetivos de solução quando há falhas.
Essa experiência individual encontra eco em milhares de relatos disponíveis na internet. No Reclame Aqui, por exemplo, o GOV.BR possui reputação classificada como “não recomendada”, com menos de 50% das reclamações respondidas e milhares de queixas registradas por usuários.
As reclamações mais recorrentes envolvem exatamente os problemas vivenciados cotidianamente pelos cidadãos: impossibilidade de acesso ao sistema, falhas de login, instabilidade do aplicativo, lentidão do site, excesso de etapas de validação e ineficácia do suporte. Em relatos concretos, usuários afirmam que precisam assinar documentos, mas não conseguem sequer realizar login no aplicativo, apesar de conseguirem acessar o site, o que evidencia incoerências técnicas e falhas de integração.
O paradoxo é evidente: o GOV.BR concentra milhares de serviços públicos e se tornou infraestrutura crítica do Estado, mas não evoluiu na mesma proporção em usabilidade, suporte e experiência do usuário. O sistema parece ter sido desenhado para proteger o Estado, não para servir ao cidadão. A lógica da desconfiança substituiu a lógica do serviço. O resultado é a burocracia digital — uma versão tecnologicamente sofisticada, porém administrativamente mais complexa, da velha burocracia estatal.
Nesse contexto, surge a pergunta que poucos formulam de maneira direta: a quem recorrer quando o GOV.BR não funciona? O próprio governo oferece canais formais de atendimento e orientação, mas eles se revelam insuficientes diante de problemas persistentes e estruturais.
Há também plataformas institucionais de manifestação e reclamação, como o Fala.BR, destinadas ao registro de solicitações, denúncias e reclamações contra órgãos públicos. Contudo, na prática, esses mecanismos não oferecem respostas rápidas nem soluções técnicas efetivas para falhas do sistema.
O cidadão fica em um limbo institucional: não há um órgão externo claramente responsável, não há instância reguladora específica, não há uma autoridade digital com competência inequívoca para resolver o problema. O Estado digital criou um sistema centralizado, mas não estruturou, com a mesma clareza, os mecanismos de responsabilização e suporte.
Defender o GOV.BR, portanto, não é negar suas falhas, mas reconhecê-las. Um sistema público digital não pode ser avaliado apenas por sua complexidade tecnológica, mas pela sua capacidade real de servir ao cidadão. Quando até usuários habituados à tecnologia enfrentam dificuldades persistentes para realizar tarefas elementares, a pergunta deixa de ser retórica e se torna institucional: o GOV.BR ainda funciona?
Há, porém, uma crítica ainda mais reveladora — que merece um artigo próprio. Talvez a maior ironia do GOV.BR seja o fato de que cartórios de registro de pessoas jurídicas, em cidades como Recife, frequentemente não aceitam assinaturas realizadas pela plataforma governamental.
Em vez disso, exigem reconhecimento tradicional de assinaturas e cobram taxas elevadas para validar assinaturas digitais. O Estado cria uma identidade digital oficial, mas o próprio sistema jurídico-administrativo resiste a reconhecê-la. Esse paradoxo revela que o problema do GOV.BR não é apenas tecnológico, mas institucional, cultural e econômico. Mas essa é outra discussão, que ficará para um próximo artigo.
Por ora, resta uma constatação incômoda: o GOV.BR continua sendo uma das maiores conquistas do governo digital brasileiro, mas corre o risco de se transformar em um símbolo de sua própria crise. Quando o cidadão precisa lutar contra o sistema para exercer direitos básicos, a tecnologia deixa de ser instrumento de emancipação e passa a ser mecanismo de exclusão. E, nesse cenário, a pergunta permanece aberta — e urgente: o GOV.BR ainda funciona?
*Advogado, escritor e diretor do Instituto IGEDUC
(projetos@igeduc.org.br)
O Conselho Nacional de Previdência Social se reuniu, em Brasília, nesta quinta-feira (29), para sua 321ª reunião ordinária. O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, abriu o encontro lembrando aos conselheiros que o governo estendeu o prazo para que aposentados e pensionistas possam pedir o ressarcimento dos descontos associativos descontados indevidamente de seus benefícios. Agora, os segurados terão até 20 de março para aderir ao acordo de ressarcimento junto ao INSS. “Vou levar ao presidente meu pedido para que este prazo possa ser ainda maior”, informou. As informações são do Ministério da Previdência.
O ministro disse também que reconhece o aumento das filas de espera, mas garantiu que atuará junto à sua equipe para melhorar os indicadores. “Continuaremos vendo a fila de maneira prioritária e vamos enfrentar essa fila de maneira efetiva, para que ela seja reduzida rapidamente. São pessoas vulneráveis, que precisam do apoio do estado e merecem receber uma resposta o mais rápido possível”, afirmou.
Leia maisRessarcimento – A diretora de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão do INSS, Márcia Elise de Souza, informou que até momento mais de 4,2 milhões de segurados já receberam de volta em suas aposentadorias e pensões os valores referentes a descontos associativos indevidos em seus benefícios, no âmbito da Operação Sem Desconto. Isso corresponde a R$ 2,9 bilhões em repasses.
Modernização dos sistemas – O diretor de Gestão de Infraestrutura da Dataprev, Antonio Hobmeir Neto, falou aos conselheiros sobre a suspensão dos sistemas do INSS por três dias para o desligamento de uma máquina (Mainframe CV3) que processa a maior parte dos sistemas de concessão de benefícios do INSS. “É um movimento estrutural e vital para o avanço da Previdência. Teremos mais agilidade e mais escalabilidade. Vamos deixar um legado para poder navegar pelos próximos 15 anos com tranquilidade” disse.
O secretário do Regime Geral de Previdência Social, Benedito Adalberto Brunca, disse que a mudança é fundamental para o futuro da Previdência Social e que a modernização será benéfica aos segurados. Segundo ele, foram criadas 72 mil novas vagas de perícia para atender os segurados que deixarão de ser atendidos durante esses três dias. 22 mil perícias já haviam sido antecipadas e outras 68 mil foram reagendadas. “Aqueles que não forem atendidos nesses três dias serão atendidos em até 16 dias”, garantiu. O secretário anunciou que serão realizados mutirões em três finais de semana seguidos para mitigar o impacto da paralisação.
Os conselheiros receberam dados atualizados e detalhados sobre as filas administrativa e de perícia médica. Atualmente, há 1,3 milhão de processos sob a governabilidade do INSS que aguardam análise. Considerando a Perícia Médica, a fila está em 1,1 milhão de pessoas. Entre os motivos para o aumento da fila está o crescimento significativo na quantidade de requerimentos, mudanças legislativas, exigência de biometria e indisponibilidades de sistemas.
Também falou ao conselho o diretor do Departamento do Regime Geral de Previdência Social, Eduardo Pereira. Ele falou sobre o reajuste anual dos benefícios da Previdência Social e sobre a nova tabela de contribuição do INSS. De acordo com a Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, o reajuste dos benefícios em manutenção foi de 3,9%. O piso previdenciário teve reajuste de 6,78% e passou a ser de R$ 1.621,00 e o teto previdenciário foi fixado em R$ 8.475,55.
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O prefeito de Paulista, Ramos (PSDB), divulgou um vídeo nas redes sociais no qual comentou críticas direcionadas à sua gestão. O conteúdo foi publicado em meio a manifestações de insatisfação de moradores em relação a problemas urbanos, como buracos, acúmulo de lixo e reclamações sobre serviços públicos. Confira:
Os deputados federais Eduardo da Fonte (PP) e Lula da Fonte (PP) visitaram, nesta sexta-feira (30), as obras da nova unidade do Hospital de Amor em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. O equipamento está em fase de implantação e será voltado ao atendimento oncológico, com serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso da população do interior a tratamentos especializados contra o câncer. A agenda contou com a presença do médico Henrique Prata, diretor-presidente do Hospital de Amor.
A instituição é referência nacional na prevenção e no tratamento do câncer, realizando cerca de 170 mil atendimentos por mês em mais de 27 unidades de prevenção e oito unidades de tratamento espalhadas pelo país. No início de janeiro, Eduardo da Fonte esteve na unidade de São Paulo acompanhado de diretores de hospitais oncológicos de Pernambuco para conhecer o modelo de gestão da instituição e discutir a adoção de práticas semelhantes no estado. “A chegada desse hospital representa um passo decisivo na interiorização da saúde”, afirmou Eduardo da Fonte.
A unidade de Garanhuns deverá ser inaugurada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que estará em Pernambuco para participar do desfile do Galo da Madrugada, no Recife, seguindo posteriormente para o Agreste. A informação foi confirmada pela senadora Teresa Leitão (PT), que informou ainda que o hospital receberá o nome de Dona Lindú, em homenagem à mãe do presidente.
À CNN, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que irá escolher entre Ratinho Junior (PR), Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS) para disputar a Presidência da República até o dia 15 de abril.
“O critério é político, avaliação vai feita ao longo desses 60 dias. Até 15 de abril deve estar escolhido esse nome. Os três estão muito bem preparados, são três governadores que durante oito anos governaram seus estados com aprovação extraordinária. O PSD não tem projeto de poder, tem um projeto de Brasil”, afirmou.
Segundo Kassab, “vale muito pesquisa, perspectiva, capacidade de agregar no segundo turno e desenvolvimento de pré-campanha” serão avaliadas para o partido fazer a escolha. As informações são da CNN.
Leia maisAo migrar para o PSD na última semana, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que Ratinho Jr e Eduardo Leite são “muito bem avaliados”.
“Aqui não tem interesse pessoal, aquele que for escolhido, o que sair daqui candidato terá apoio dos demais”, disse Caiado.
“Chapa pura”
Ao comentar a formação de alianças, Kassab voltou a criticar as coligações em disputas majoritárias e afirmou ver com naturalidade a composição de chapas formadas por um único partido.
“Estou entre aqueles que combate as coligações majoritárias. Eu espero que a gente acabe o mais rápido possível com essas coligações. Não tem sentido, só no Brasil tem um partido pra apoiar um candidato de outro partido. Eu vejo com naturalidade a chapa pura”, disse.
Sobre a escolha de um vice em uma possível aliança mais ampla, Kassab afirmou que a condução caberá ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), caso ele lidere a coalizão.
“Quando um partido integra uma aliança e essa aliança tem um governador, o governador é o líder dessa aliança. Portanto, num momento certo, Tarcísio vai chamar os partidos dessa aliança e vai liderar a composição dessa chapa. A questão da ocupação e definição dos cargos será conduzida por ele”, ressaltou.
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João Alberto Martins Sobral – JC
O Bal Masqué do Clube Internacional do Recife nasceu em um tempo em que os clubes sociais eram protagonistas da vida cultural da cidade. Muito antes do o Carnaval ganhar as ruas na dimensão que tem hoje, eram os salões que concentravam os grandes encontros, e o Internacional figurava entre os espaços mais prestigiados da sociedade pernambucana.
Inspirado nos tradicionais bailes de máscaras europeus — especialmente os franceses e italianos —, o Bal Masqué foi criado para celebrar o Carnaval com elegância, fantasia e distinção. A proposta era clara: unir o espírito irreverente da folia ao rigor social da época, oferecendo uma noite em que o luxo convivia com o mistério das máscaras.
Leia maisA mais antiga prévia de Carnaval do Brasil começou em 1948, idealizada pelo então presidente do Internacional, João Pereira Borges, acatando sugestão do colunista social Altamiro Cunha, do Jornal do Commercio. Durante muitos anos, foi um grande sucesso: primeiro, uma semana antes do Carnaval; depois, com a criação do Baile Municipal, 15 dias antes.
Na fase áurea, exigia traje a rigor, e as mulheres tinham que usar vestidos longos. Era uma festa para estilistas famosos como Marcílio Campos, Ricardo de Castro e Jurandir, que criavam os modelos das colunáveis. A máscara era obrigatória, mas muita gente a usava apenas para entrar. Trazia muitos convidados do Sul, muitas vezes em avião fretado.
Recordo, por exemplo, de Jorginho Guinle e Marta Rocha. Nas mesas das primeiras filas do salão principal, estavam sempre autoridades como o governador do Estado, o prefeito do Recife, o comandante militar do Nordeste e o presidente da Assembleia Legislativa.
A festa, considerada a prévia de carnaval mais famosa do país, ganhava sempre matérias de várias páginas nas revistas mais importantes do país, “”O Cruzeiro”, “Manchete”, “Fatos & Fotos.”. Era transmitida ao vivo pela TV Jornal, TV Rádio Clube, TV Manchete e TV Universitária.
A festa criou um concurso de fantasias que era coordenado por Arnaldo Montel. O concurso tinha a participação dos mais famosos concorrentes do Municipal do Rio de Janeiro, como Clóvis Bornay, Evandro Castro Lima e Wilza Carla. Em um deles, o pernambucano Almir da Paixão ganhou de Jesus Henrique com a fantasia “Morte e Vida de um Caramujo”, usando muita palha.
O desfilante carioca ficou tão revoltado que não foi receber o prêmio de segundo lugar, um rebuliço total. Quem também brilhava com suas fantasias era Múcio Catão. A comissão julgadora reunia sempre nomes de prestígio, presidida pela primeira-dama do Estado. Tive a oportunidade, em alguns anos, de ser o apresentador do desfile.
No auge, uma multidão se formava em frente à portaria do clube para ver os convidados e as atrações chegarem, o chamado “sereno”. Na época, muita gente era sócia do clube o ano inteiro apenas para participar da prévia e do Carnaval do Internacional. Convites para não sócios eram em número muito limitado. As mesas se esgotavam muitos meses antes da festa. Apenas numa fase final o clube criou camarotes, mas em um espaço provisório, na parte de trás. Foi em um deles que conheci e entrevistei Chico Science. Acho que foi a primeira vez na vida que o astro do manguebeat apareceu de smoking.
A festa era sempre animada por duas orquestras locais, que se revezavam no palco: as de Nelson Ferreira, Guedes Peixoto, José Meneses e Fernando Borges. Em algumas edições, houve também a participação das orquestras de Waldir Calmon e Erlon Chaves, mas sempre ao lado de uma local.
Depois, a festa foi transferida para o Salão Nobre do clube, quando começou a perder o brilho, com algumas edições tendo poucas mesas ocupadas. Na época, houve uma confusão enorme quando uma transexual perdeu o desfile de fantasia e tirou a roupa no salão, exigindo a presença da segurança. Uma confusão enorme.
Diante do declínio da festa, houve um trabalho de Cadoca Pereira, então secretário de Turismo e criador do Recifolia, que levava multidões à Avenida Boa Viagem. Uma integração com os blocos que desfilavam deu nova cara à festa, inclusive com a eleição da Garota Recifolia. Passou a ser um evento dos jovens, eliminando de vez a exigência do traje a rigor.
Em outro esquema, a festa passou a ter um palco na área externa, com shows de artistas baianos — o primeiro foi de Claudia Leitte —, o que exigiu o aterramento da piscina do clube, com a promessa de ser restaurada depois, o que nunca aconteceu. Nos camarotes, em dois andares, um deles, por três anos, foi comandado por Eduardo Campos. Foi a última vez que o Bal Masqué teve a presença do governador do Estado.
Finalmente, o Bal Masqué foi terceirizado e acontece, convenhamos, sem em nada lembrar o charme do anterior. Ainda tem concurso de fantasias, que não desperta mais interesse, a não ser de alguns nomes conhecidos na comissão julgadora.
O público, em absolutamente nada, lembra o que ia ao Bal Masqué nos anos de ouro. Hoje, a edição que marca os 78 anos do Bal Masqué tem uma novidade: vai começar às 17h, justificando o tema “Entardecer no Bal Masqué”. Os homenageados serão Claudionor Germano e os Papangus de Bezerros. O show será com os cantores pernambucanos André Rio, Almir Rouche, Maestro Forró, Ed Carlos e Nonô Germano.
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