De volta à presidência do Cidadania, o ex-senador Roberto Freire estará no primeiro podcast do ano ‘Direto de Brasília’, da próxima terça-feira. Na pauta, o cenário nacional, os escândalos do INSS e do banco Master e a eleição presidencial. Freire é defensor da pré-candidatura ao Planalto do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD).
Freire é recifense e começou a militar na política em 1962, quando foi estudante da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atuou também como advogado sindical, defendendo trabalhadores rurais. Participou pela primeira vez de uma eleição em 1972. Candidato a prefeito de Olinda pelo então MDB, foi o mais votado, mas perdeu para a soma dos votos das duas sublegendas da ARENA. O primeiro mandato, de deputado estadual, foi conquistado em 1974 pelo MDB.
Leia maisA partir da experiência em Pernambuco, e considerado um dos expoentes da esquerda nordestina, Freire começa a sua carreira em nível nacional. Foi eleito para quatro mandatos sucessivos de deputado federal, primeiro pelo PMDB e depois pelo PCB. Em 1994 elege-se senador e, em 2002, volta à Câmara para o seu 5° mandato como deputado federal.
Ao longo de sua vida pública, Freire destacou-se na luta pelo fim da ditadura e pela retomada da democracia, sempre defendendo amplas alianças políticas e criticando os segmentos da esquerda menos favoráveis a acordos e composições com setores da direita política.
Na eleição de 1998, durante a primeira metade do mandato de Senador da República por Pernambuco, foi candidato a vice-presidente em uma chapa “puro sangue” com Ciro Gomes, ambos do PPS, obtendo 10,97% dos votos validos, ocupando a 3ª posição, atrás de Lula que ficou em 2° lugar e de FHC que consagrou sua reeleição.
Em 18 de novembro de 2016, foi anunciado como o novo ministro da Cultura do Governo Temer, após a renúncia de Marcelo Calero. Foi exonerado, a seu pedido, em 22 de maio de 2017. Em 23 de maio daquele ano, reassumiu sua vaga de suplente de deputado federal por São Paulo.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Por Larissa Rodrigues – repórter do Blog
Por articulação do Governo do Estado, 25 deputados estiveram presentes, na manhã de hoje, no Plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e deram presença no painel do local.
Os parlamentares que compareceram são todos da bancada de Governo. Eles aprovaram a solicitação de convocação de sessão extraordinária da governadora Raquel Lyra (PDS) para votar projetos enviados pelo Poder Executivo.
O período extraordinário terá início a partir da próxima segunda-feira (5) e as propostas enviadas irão para as Comissões de Justiça, Finanças e Administração, depois passarão pelo Plenário.
Por Roberto Freire*
A luta das mulheres e dos homens iranianos contra a ditadura teocrática dos aiatolás expôs uma clivagem cada vez mais evidente no campo progressista internacional.
Enquanto as esquerdas democráticas da Europa se posicionaram de forma clara e consistente em defesa da liberdade, da dignidade das mulheres e dos direitos humanos no Irã, parte significativa da esquerda brasileira segue em silêncio quando não em constrangido apoio ao regime iraniano. Um reflexo direto do alinhamento do governo Lula a ditaduras de diferentes matizes, entre elas a teocracia iraniana.
Leia maisO Cidadania 23 já se manifestou de forma inequívoca a favor da resistência do povo iraniano, da liberdade das mulheres e da vitória de uma revolução democrática. Esse posicionamento nos coloca ao lado da melhor tradição da esquerda democrática internacional.
Na Europa, os exemplos são claros.
No Reino Unido, o Partido Trabalhista condena a repressão, as execuções e a imposição do véu obrigatório. O Labour Party expressa apoio político explícito às manifestações democráticas e defende medidas internacionais contra o regime iraniano.
Na Itália, o Partito Democratico, originado do PCI, condena abertamente a violência do regime, a repressão às mulheres e as execuções. Apoia sanções europeias contra autoridades responsáveis por violações de direitos humanos, e seus parlamentares participam de moções e atos públicos de solidariedade.
Na França, o Partido Socialista é um dos mais claros na esquerda europeia ao denunciar a natureza teocrática e repressiva do regime iraniano e ao apoiar explicitamente o movimento “Mulher, Vida, Liberdade”. Parlamentares socialistas participam ativamente de atos públicos. Já o Partido Comunista Francês condena a repressão e as execuções, mas mantém um discurso mais ambíguo, frequentemente preso a uma leitura anti-imperialista que evita afirmar com clareza a ruptura revolucionária democrática.
Na Alemanha, o Partido Social Democrata sustenta uma das posições mais firmes da social-democracia europeia. Defende os direitos humanos, os direitos das mulheres iranianas e apoia sanções europeias de forma consistente, tanto no Parlamento alemão quanto no Parlamento Europeu.
Nos países nórdicos, os partidos social democratas e trabalhistas da Suécia, Noruega e Dinamarca adotam um apoio enfático às manifestações democráticas no Irã, com foco no feminismo, nas liberdades civis e na liberdade religiosa, além de respaldo claro a sanções internacionais.
Diante desse quadro, a pergunta se impõe.
Quando as esquerdas brasileiras PT e os partidos da federação PV e PCdoB, PSB, PDT e PSOL irão se pronunciar de forma clara contra a ditadura teocrática do Irã e a favor da liberdade e da democracia para o povo iraniano.
O silêncio, ou a relativização em nome de um anti-imperialismo defasado, que acaba justificando regimes autoritários e fundamentalistas, não representa a tradição democrática da esquerda. Representa apenas atraso político, confusão moral e a negação dos valores universais de liberdade, dignidade humana e direitos das mulheres.
Essa é a diferença entre uma esquerda democrática e uma esquerda que ainda se recusa a romper com a defesa de ditaduras.
*Presidente do Cidadania
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O Sextou de hoje, primeiro de 2026, está emocionante e dedicado ao melhor do forró romântico. O convidado é o cantor e compositor Juarez Cantor, ex-integrante das bandas de forró Mastruz com Leite e Magníficos e do grupo Amigos Sertanejos.
Natural do Rio de Janeiro, desde os 15 anos Juarez vive da música. Fez parte de concursos musicais e já cantava à noite em barzinhos do Ceará, estado onde cresceu. Em 2022, o artista decidiu seguir em carreira solo e se destaca por belíssimas canções, como ‘Dom da Vida’, ‘Ponta de Faca’ e ‘Minha Delicadeza’.
O Sextou vai ao ar hoje, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente em destaque no alto do blog ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
Vencer a polarização política é o desafio para o Brasil em 2026, na visão do professor, sociólogo e cientista político Antonio Lavareda. Em entrevista ao podcast “Direto de Brasília”, ele projetou um discreto favoritismo do presidente Lula (PT), analisou as postulações da oposição e criticou o sistema político brasileiro, que permite eleger um Congresso Nacional completamente desalinhado em relação ao chefe do Executivo federal. “Está passando da hora de aderirmos a um semipresidencialismo”, disparou.
Professor, entre tantas dúvidas para 2026, qual é sua análise de cenário mais provável para o Brasil?
O maior desafio do Brasil hoje é como enfrentar e vencer essa questão da polarização. Vale lembrar que essa polarização não é simétrica, como será na França, com a extrema-direita enfrentando a extrema-esquerda. No Brasil, temos uma polarização que é de ultradireita versus centro-esquerda. Lula sempre fez governos transversais, que no popular se chama de balaio de gatos, de cores diferentes do ponto de vista ideológico ou frequências. Acredito que para melhorar o clima político do país, precisa ter um conjunto de circunstâncias, como uma economia caminhando bem, o país crescendo. Só o crescimento econômico ajuda a diminuir as tensões numa sociedade. Também precisa fazer um combate eficiente às fake news, enfrentar a necessidade de regulação das redes sociais, que é algo muito difícil no Brasil a preço de hoje. E precisa ter um aperfeiçoamento institucional, uma reforma do sistema eleitoral, além de pequenas reformas em todos os Poderes, haja vista essa crise na qual o Judiciário está mergulhado no momento.
Leia maisO presidente é o favorito para a reeleição?
Lula tem um discreto favoritismo, mas não é um jogo jogado. A eleição 2026 não está resolvida, vai depender de fatores internos da própria campanha, vai depender de escândalos, se a economia vai na direção projetada ou se anda de lado ou até descarrila. Lula começa o ano com um discreto favoritismo. Lembrando que das nove eleições presidenciais que tivemos, quem terminou o ano anterior em primeiro lugar nas pesquisas, que é como o Lula terminou, ganhou a eleição em seis dessas oportunidades.
E o pós-eleição? Como fica 2027, por exemplo?
Vamos ter um ano difícil em 2027, que é desenhado como um ano mais difícil ainda. Os problemas da dívida vão cobrar seu preço, de modo ainda mais forte, segundo os analistas de mercado. E o Brasil continuará com um Congresso Nacional com maior peso da direita. Essa é uma dificuldade do Lula, é uma dificuldade do nosso sistema político, produzir um presidente de esquerda, que embora faça governos e alianças, está em dissonância com a maioria do Congresso. Sou favorável, e o sistema político mostra que eu provavelmente tenha razão nisso, à posição defendida pelo ministro Gilmar Mendes e pelo ex-presidente Michel Temer, de o Brasil evoluir para o semipresidencialismo. Já está passando da hora.
O que é que o Lula tem de mais forte?
Esse apelo, as realizações e o que o governo ofereceu até agora para segmentos que foram estratégicos à sua eleição. Para quem recebe até dois salários mínimos, a política de valorização real do salário mínimo é fundamental. Para o segmento de usuários do SUS, o programa Agora Tem Especialistas, o reforço da atividade do Ministério da Saúde, que chega ao final do ano com uma boa avaliação positiva, aprovação superior a 50 pontos, o que não é pouco. O Programa Pé-de-Meia, vai começar a mostrar resultados, a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. Agora, o governo com certeza poderia ter até um melhor desempenho de aprovação.
De que forma?
Se capitalizasse um pouco melhor, e faz isso, o fato de que, a despeito de todos os prognósticos dos economistas, o Brasil cresceu desde 2023 para cá. Mesmo com a projeção reduzida do boletim Focus, o Brasil vai ter crescido praticamente o dobro do que o PIB cresceu no período de Jair Bolsonaro. Um levantamento feito pelo UOL mostrou que os economistas erraram 95% das previsões sobre a economia e a Bolsa de Valores desde 2021. Agora mesmo estamos terminando 2025, e das cinco projeções importantes feitas por economistas sobre inflação, dólar, PIB, Ibovespa e SELIC, quatro não só foram erradas, como ficaram aquém da realidade. Não são erros triviais. O erro da projeção do PIB foi de mais de 10%, no dólar foi de mais de 20%, não são erros triviais.
E isso impacta nas decisões do Banco Central…
Sim, elas são tomadas com base nessas projeções dos economistas do mercado, que eram todas piores do que a realidade. Foi praticamente uma profecia que se auto cumpriu. Eles fizeram previsões negativas, medíocres sobre alguns aspectos do ponto de vista de resultado para a economia, e isso produziu uma taxa de juros elevadíssima, a segunda maior taxa de juros real do mundo. Ou seja, será que nem ninguém percebe que esses erros influenciaram a SELIC, cujo valor não é uma coisa trivial, porque faz explodir a dívida interna, que é toda comprada pelo governo com base nos títulos que o governo oferece o mercado compra? Ou seja, termina nos transformando num país que é paraíso dos rentistas.
Além das projeções, quais os principais problemas para o governo, em sua avaliação?
Uma dívida pública projetada para 84% do PIB, o que é elevadíssimo. O governo também não acertou numa política de segurança pública. O presidente prometeu durante a campanha recriar o Ministério da Segurança Pública e não recriou. Ainda tem tempo, vamos torcer para que seja recriado, porque o país precisa muito de uma política nacional de segurança pública. E obviamente o presidente também tem contra si uma rejeição elevada, de 45%, mas ele é competitivo. E a grande vantagem que o Lula leva é de ser candidato com a caneta na mão. Das quatro eleições em que os chamados incumbentes participaram, em três delas eles foram vitoriosos. Ou seja, 75%.
Essa rejeição é a grande dificuldade para o governo?
A grande dificuldade é o fato de que, pela sua história, pelo número de vezes que Lula já foi candidato, fica cada vez mais difícil despertar novas expectativas, despertar a esperança na população. Lula é um caso singular, ninguém no mundo democrático foi candidato seis vezes para eleições presidenciais. Isso não tem paralelo em nenhum outro país, e obviamente consolida Lula como uma das maiores lideranças eleitorais de todo o mundo, não apenas do Brasil. Mas também esgota em boa medida a capacidade de renovar a cada quatro anos as esperanças da população e dos segmentos de jovens que vão se juntando, se somando ao eleitorado. Eu diria que essa é a maior dificuldade dele. A idade poderia ser também eventualmente uma dificuldade, mas o presidente (dos Estados Unidos) Donald Trump terminou ajudando o Lula a resolver isso, quando fez comentários que o brasileiro estava em excelente forma e tinha praticamente a idade dele. Então Trump retirou da direita brasileira, que tem nele, declaradamente ou não seu maior líder mundial, esse argumento (da idade).
Agora sobre o campo da oposição, como fica, após a definição do nome de Flávio Bolsonaro (PL) representando o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro?
No que concerne à candidatura do Flávio, temos que raciocinar no quadro do ex-presidente Jair Bolsonaro. Por volta de setembro, as manchetes apontavam que, depois da inviabilização do deputado Eduardo Bolsonaro e da superação das questões relativas ao tarifaço dos Estados Unidos, o centrão se preparava para rifar qualquer influência do ex-presidente na condução da montagem da chapa da direita para a eleição presidencial de 2026. Ou seja, de repente se imaginou que Bolsonaro poderia ser um personagem importante do ponto de vista da ligação com o segmento bastante expressivo do eleitorado, mas politicamente teria se tornado irrelevante, sem capacidade de fazer articulação, sobretudo e imprimir sua vontade na dimensão política. Acredito que a candidatura do Flávio responde a isso em boa medida, além de hierarquizar os interlocutores no próprio universo familiar.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aparecia nas pesquisas melhor do que o Flávio, o que mudou?
Exato, ela parecia melhor antes do Flávio receber a bênção expressa do pai. Hoje, depois do comunicado de Jair Bolsonaro, talvez a primeira comunicação de uma série que nós devemos esperar, o Flávio assumiu a liderança na maior parte das pesquisas. Ele fica à frente de quaisquer outros candidatos do campo da direita em um enfrentamento com o presidente Lula. Lembro de uma manchete de setembro que dizia que após o desembarque do governo, o centrão preparava um plano para escantear Bolsonaro. Você imagina como foi para o ex-presidente reagir a manchetes desse tipo. Não ia dar certo. Ele de fato lançou essa candidatura para manter o bastão do seu patrimônio eleitoral dentro da dinastia, dentro do universo familiar.
Já que mencionou, para onde vai o centrão?
Essa pergunta é instigante, e a resposta exata vale um milhão de dólares (risos). Nós não temos uma resposta definitiva, como nada no centrão é definitivo. O centrão não é alguma coisa que tenha concretude, materialidade. Como eu digo, o centrão é uma entidade metafísica, é uma maçonaria sem loja. Ninguém jamais ouviu falar de quem é a diretoria do centrão, quem é a comissão dirigente. Não há presidente, não há o maior líder do centrão. As expressões são sempre “líderes” ou “membros do centrão”. O centrão é muito amorfo, não tem uma definição, e obviamente a marca principal dele é o pragmatismo, que por definição é contextual. Ou seja, a racionalidade se adapta às circunstâncias. Se as circunstâncias, as posições mudam também. Mas eu acho que a preço de hoje, se a decisão fosse nesse momento, a posição de boa parte do centrão seria de liberar seus diretórios estaduais para apoiarem os candidatos à Presidência que lhes convierem. Eles hoje não apoiaram nenhum candidato.
Nem o Ronaldo Caiado, que já é do União Brasil?
Teoricamente ele poderia ser candidato da federação do União com o PP, mas até pelos entreveros públicos com Ciro Nogueira (presidente nacional do PP), não tem espaço. Acredito que a Federação União Progressista hoje não iria para qualquer candidatura. E isso é um fato que pode provavelmente estimular outros partidos do centrão, como o MDB, que podem fazer a mesma coisa. Um partido que é colocado na categoria do centrão, mas é um pouco diferenciado, é o PSD. Que, a preço de hoje, tem candidato, que é o governador do Paraná, Ratinho Junior.
Se Flávio tem o carimbo da família Bolsonaro, não seria mais fácil para o centrão apoiar um nome como Tarcísio de Freitas?
Olha, esse era o caminho que o centrão, notadamente a federação, perseguia até setembro, e que despertou arranhões na família Bolsonaro. Era uma chapa sendo montada com Tarcísio e Ciro Nogueira, e os Bolsonaros simplesmente entrando com a chancela do ex-presidente. Ou seja, sem opinar nem colocar um membro da família nessa chapa. A compreensão do centrão é que Bolsonaro se tornou tóxico, e ele reagiu a isso. Bolsonaro pode não ter os votos para ser vitorioso no segundo turno, mas os votos que ele mantém e o seu legado eleitoral tornam seu apoio essencial para uma candidatura da direita. Tarcísio não pode lançar sua candidatura sem ter apoio explícito de Bolsonaro, pela fidelidade que ele tem, pelo temperamento, pela gratidão. Quem o fez governador de São Paulo foi Jair Bolsonaro. Ele tem respeito a isso, e também a memória histórica recente do que ocorreu com João Dória, que se elegeu governador na esteira do bolsonarismo, depois se afastou dele e literalmente desapareceu do cenário político. Tarcísio vê isso, então a estratégia dele é que precisaria ter uma candidatura ungida desde o primeiro momento por Bolsonaro. Já Ratinho pode lançar sua candidatura independente num primeiro momento, pode eventualmente disputar como se fosse uma primária contra Flávio Bolsonaro, e apostar em chegar ao segundo turno, onde inexoravelmente apoio da família contra Lula.
Qual a viabilidade eleitoral do Flávio?
Ele é tão competitivo quanto seria Jair Bolsonaro, se este pudesse participar da eleição. O eleitor que votaria em Jair Bolsonaro provavelmente votará em Flávio, não vejo grandes diferenças. A rejeição ao Flávio diminuirá ao longo do tempo, à medida que ficar mais claro para todo eleitorado que ele é um candidato ungido por seu pai. Não acho que Flávio seria inviável. Na eleição contra um incumbente, a disputa gira em torno do incumbente. O que vai definir a eleição é a rejeição ao Lula. O candidato que o enfrentar no segundo turno vai ser diretamente beneficiado pela rejeição do presidente. Então a aprovação e rejeição do Lula hoje são as variáveis básicas para a elaboração de qualquer prognóstico que queiramos estimar com relação a 2026.
A direita brasileira está desarrumada?
Eu tenho uma perspectiva totalmente diferente dessa opinião. Desde que foi instituído o segundo turno, e olha que pilotei várias campanhas no Brasil todo, um dos piores problemas para quem disputa a eleição na cadeira é uma oposição muito fragmentada. Porque o eleitorado destes se juntam no segundo turno, inexoravelmente, independente do acordo dos líderes. Ou seja, o eleitor se reagrega por adjacência ideológica. E no caso, havendo o segundo turno, eu vou deixar a frase para você: a divisão faz a força.
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A Polícia Federal prendeu, hoje, Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL). A ordem é do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Martins estava em prisão domiciliar desde 27 de dezembro, e usava tornozeleira eletrônica. As informações são do portal Metrópoles.
Na terça-feira (31/12), Moraes havia pedido para a defesa dele que explicasse o uso da conta no Linkedin, sob pena de decretação de prisão preventiva. Martins foi condenado a 21 anos de prisão no julgamento do núcleo 2. Ele está proibido de usar as redes sociais. O ex-auxiliar de Assuntos Internacionais de Bolsonaro está em prisão domiciliar decretada em 26 de dezembro depois da fuga e prisão do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques.
Martins foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de gerenciar ações da organização criminosa que buscava manter Bolsonaro no poder. Além da prisão domiciliar, Martins deve seguir medidas cautelares impostas por Moraes, que incluem a entrega do passaporte, suspensão do porte de armas de fogo, proibição de visitas para além dos advogados e de usar redes sociais.
Segundo o despacho de Alexandre de Moraes, foi recebida uma denúncia em 29 de dezembro, juntada aos autos, de que o ex-assessor da Presidência teria usado o Linkedin para a busca de perfis de outras pessoas. A defesa teve 24 horas para se manifestar sobre o caso.
O deputado federal Eduardo da Fonte (PP) iniciou o ano de 2026 cumprindo uma agenda de fé na Região Metropolitana. O parlamentar participou, inicialmente, da Cruzada Novas de Paz 2026, realizada no bairro de Nova Descoberta, no Recife, promovida pela Assembleia Novas de Paz, sob a liderança da deputada federal Clarissa Tércio (PP) e do deputado estadual Pastor Júnior Tércio (PP).
Em seguida, Eduardo da Fonte esteve presente no tradicional Culto do Monte, realizado em Jaboatão dos Guararapes, que marcou a celebração dos 30 anos do programa ‘Bom Dia Vida’, da Rádio Mais Vida, conduzido pelo pastor e deputado Pastor Cleiton Collins (PP) e pela Missionária Michele Collins.
Leia maisDurante o culto, o pastor Cleiton Collins destacou a atuação do parlamentar pernambucano na área da saúde. “Eduardo é um deputado que tem realizado um belíssimo trabalho em prol dos hospitais do nosso estado, como o IMIP, o Hospital do Câncer e o Hospital da Restauração, destinando equipamentos que estão transformando o cuidado com a população pernambucana”, afirmou.
“É uma alegria começar o ano buscando a presença de Deus e renovando a fé para os desafios que virão. São momentos que fortalecem, inspiram e reúnem pessoas comprometidas com o bem e com o cuidado com o próximo. Parabenizo todos os organizadores por esse trabalho que leva esperança e fé para tantas famílias pernambucanas”, destacou Eduardo da Fonte.
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A partir de hoje, a Gravatá 92,3 FM, de Gravatá, volta a retransmitir o Frente a Frente, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, de segunda a sexta-feira, de 18 às 19 horas. A emissora pertence ao grupo do empresário Gilson Machado Neto, que já tem uma outra emissora integrante da rede, a Maragogi 97,3 FM, em Alagoas.
A Rede Nordeste de Rádio, presente hoje em quatro Estados nordestinos, com 48 emissoras, começa 2026, portanto, ampliando seu raio de atuação e audiência na Região.
Lula enche os cofres da Globo
Os veículos de comunicação do conglomerado Globo, entre os quais a TV, carro-chefe do grupo, voltaram a ter privilégio em publicidade oficial com a volta do PT ao poder. Ganhou R$ 462 milhões com anúncios do governo federal (administração direta) desde 2023, mais que o dobro do que teve nos primeiros três anos de Bolsonaro. Record, SBT e Band perderam espaço.
No governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL), as verbas direcionadas à Globo nunca chegaram a 30% do total. O dinheiro era distribuído de forma quase igual em proporção com a Record e o SBT — a emissora da família Abravanel ganhava um pouco menos. Com Lula, a distância da Globo para outras TVs disparou já no primeiro ano de mandato e se manteve dessa forma ao longo dos dois anos seguidos, conforme levantamento do site Poder360.
Leia maisOs canais do Grupo Globo ganharam quase metade (49,4%) do valor gasto em publicidade via televisão pela administração direta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste terceiro mandato até agora. As verbas são de anúncios da Secom (Secretaria de Comunicação Social) e dos ministérios e alguns órgãos controlados exclusivamente pelo Poder Executivo, o que se chama de administração direta. Não são divulgados pelo governo os gastos de empresas estatais federais.
O dinheiro gasto com publicidade estatal federal pela administração direta ficou distribuído da seguinte forma nos três primeiros anos do atual governo Lula: 2023: R$ 345,1 milhões em propaganda via TV, sendo que R$ 175,5 milhões ficaram com as emissoras da Globo; 2024: o conglomerado de mídia levou R$ 169,8 milhões dos R$ 351,9 milhões distribuídos para televisão; 2025: os canais da Globo ganharam R$ 116,3 milhões dos R$ 236,9 milhões do total da TV.
Esses dados são parciais e ainda vão crescer com as atualizações de fim de ano. Sob Lula, os canais da Globo foram os únicos que cresceram na participação da publicidade estatal federal. Todos os outros grandes grupos perderam espaço na comparação com 2022.
INTERNET AVANÇA – Em 2024, último ano com dados fechados, a administração federal direta gastou R$ 770 milhões com publicidade estatal. Desse total, 45,7% foram para anúncios na televisão, num padrão semelhante ao de anos anteriores. A internet é o segundo meio preferido do governo pelo menos desde 2019. Em 2023 e 2024, representou 18,5% e 21,0% dos gastos totais com propaganda federal, respectivamente. Agora, em 2025, com números ainda parciais, essa proporção saltou para 35,2%.

A previsão de José Múcio – Em entrevista ao último programa Frente a Frente de 2025, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, arriscou um palpite: em Pernambuco, o presidente Lula terá palanque duplo na campanha da reeleição este ano, distribuindo simpatias para os eleitores de Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB). Se isso se concretizar, Raquel perderá os votos do eleitorado bolsonarista, responsável pela vitória dela no segundo turno em 2022 contra Marília Arraes.
Humberto fará travessia? – Se o ministro tiver certo, o palanque duplo pode levar o senador Humberto Costa (PT) a disputar a reeleição na chapa da governadora. Há dez dias, ele recebeu convite formal de Raquel num encontro reservado. O petista é uma das lideranças estaduais mais próximas ao chefe da Nação e sua travessia não será nenhuma surpresa porque o deputado estadual João Paulo e o deputado federal Carlos Veras, integrantes do grupo do senador, já são aliados de Raquel.
Prefeito petista com Raquel – Em Tabira, terra natal do deputado Carlos Veras, primeiro-secretário da Câmara dos Deputados, o prefeito Flávio Marques, também do PT, apoia a reeleição da governadora. Numa recente entrevista, ele se derramou em elogios a Raquel e deu a entender que Veras também vai trabalhar internamente no PT pelo alinhamento ao palanque da governadora.

Dudu da Fonte com João – Se Humberto mudar de lado, aderindo a Raquel, o deputado Eduardo da Fonte (PP) pode fazer a travessia inversa, saindo da chapa de Raquel para a de João Campos como candidato a senador. João sai lucrando: Dudu, como é mais conhecido, lidera a maior federação no Estado, PP-União Brasil, com o maior fundo eleitoral, tem a maior bancada de deputados na Assembleia Legislativa e ainda o mais amplo, fiel e robusto batalhão de prefeitos espalhado em todas as regiões do Estado.
CURTAS
EMENDAS 1 – Um dos principais focos de tensões entre o Executivo, o Judiciário e o Congresso nos últimos anos, o avanço do Legislativo sobre o Orçamento por meio das emendas parlamentares se consolidou em um patamar historicamente elevado e atingirá novo recorde em 2026. A previsão é de R$ 61,2 bilhões enviados aos redutos eleitorais de deputados e senadores neste ano, quando parte deles tentará se reeleger.
EMENDAS 2 – Em 2025, esse valor chegou a R$ 59 bilhões. A conta inclui as chamadas “emendas paralelas”, valores que são contabilizados como recursos dos ministérios, mas que ficam a critério dos congressistas dizer como e onde devem ser aplicados. Na prática, esses recursos extras servem como instrumento de barganha política pelo governo, que negocia a liberação da verba com o parlamentar em troca de votações de interesse do Palácio do Planalto.
PODCAST – No primeiro podcast Direto de Brasília deste ano, na próxima terça-feira, o entrevistado será o ex-senador Roberto Freire, que reassumiu a presidência nacional do Cidadania, defensor da candidatura presidencial do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Perguntar não ofende: Quem soma mais numa chapa ao Senado: Humberto Costa ou Eduardo da Fonte?
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Do Diário de Pernambuco
Um homem foi morto na tarde de ontem (31) na PE-170, no município de Canhotinho, no Agreste de Pernambuco.
A vítima foi identificada como Eliphas Moaby de Melo, de 28 anos, filho do ex-vice-prefeito do município, Erinaldo Santos, também assassinado em fevereiro de 2020.
Segundo a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), o homem foi atingido por disparos de arma de fogo e foi a óbito no local do crime. O autor, ainda conforme a corporação, fugiu. Em nota, a PCPE informou que as investigações seguem em andamento.
Erinaldo era pré-candidato a prefeito de Canhotinho quando foi morto. Em 2021, em operação da PCPE, Eric Matheus, filho dele e irmão de Eliphas, foi preso por suspeita de ser o autor do crime. O Diário de Pernambuco ainda não conseguiu confirmar se ele foi condenado por homicídio.
Mesmo tendo curtido a virada do ano em Sertânia, terra da minha Nayla, fui bater meu ponto na tradicional confraternização do primeiro dia do ano do meu amigo Totonho Valadares, na sua fazenda, em Afogados da Ingazeira, minha terra natal. Totonho foi um dos melhores prefeitos de Afogados e seu filho Daniel, herdeiro político, é vice-prefeito de Sandrinho Palmeira.
Como sempre, um encontro super divertido, em alto astral, com muito bode assado, cerveja gelada e muito papo sobre política. Nacional, estadual e local.
Rubem Alves, meu cronista preferido, que Deus chamou em 2014, aos 80 anos, escreveu muito sobre a temática “ano novo”. Dizia que a vida humana não se mede nem por batidas cardíacas nem por ondas cerebrais. “Somos humanos, permanecemos humanos enquanto estiver acesa em nós a esperança da alegria. O Ano Novo é um momento para reacender essa chama”, pontuou em um dos textos.
Em suas reflexões, ele sugeria que a capacidade de ver a beleza e a alegria nas celebrações depende do estado de espírito: “As pessoas que não têm o paraíso dentro delas não conseguem ver o paraíso fora delas”, advertia. Rubem Alves deixou um legado na cultura, na filosofia e na educação. Foi uma das maiores referências na educação brasileira, autor de mais de 160 livros.
Leia maisUm grande poeta, cronista e filósofo, deixando um grande legado também sobre simplicidade e alegria de viver, como ele mesmo expressou em sua mensagem de despedida. Sobre a paixão pela educação, escreveu: “Educar não é ensinar matemática, física, química, geografia, português. Essas coisas podem ser aprendidas nos livros e nos computadores. Dispensam a presença do educador”.
E completou: “Educar é outra coisa. A primeira tarefa da educação é ensinar a ver. Quem vê bem nunca fica entediado com a vida. O educador aponta e sorri – e contempla os olhos do discípulo. Quando seus olhos sorriem, ele se sente feliz. Estão vendo a mesma coisa. Quando digo que minha paixão é a educação estou dizendo que desejo ter a alegria de ver os olhos dos meus discípulos, especialmente os olhos das crianças”.
Que falta ele faz! Se ainda estivesse entre nós, educando e nos fazendo mais sábios, certamente iria concordar comigo nesta última crônica de fim de ano. Trato da perversidade das redes sociais, que estão deseducando. Tudo porque grande parte do conteúdo é projetado para ser consumido rapidamente e não estimula o pensamento crítico ou a análise aprofundada de tópicos complexos.
Tenho observado, no meu papel não apenas de jornalista, mas de cidadão e pai, que o uso excessivo de redes sociais tem sido associado a problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e baixa autoestima, o que pode impactar negativamente a capacidade de aprendizado e o desempenho escolar. Levanto essa polêmica em cima de dados reais e não de meros achismos ou narrativas.
Li uma pesquisa — Liberdade ou aprisionamento: um estudo sobre como o uso das redes sociais afeta o desempenho escolar dos alunos. Foi feita a partir de 52 projetos de extensão que fazem parte da I Mostra de Extensão do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense, no Rio de Janeiro.
Para 62% dos alunos entrevistados, o tempo conectado às redes sociais atrapalha no rendimento escolar. “Muitos ficam com fone de ouvido assistindo às aulas, ouvindo música. E assim aquela informação não se retém a longo prazo. Quando você pega as perguntas voltadas para a parte do ensino, como com qual finalidade usa as redes sociais, 41% dizem que é para lazer ou entretenimento. Apenas 11% declararam usar para estudo”, diz um dos resumos do estudo.
As mídias sociais deveriam ter potencial de aliadas valiosas na aprendizagem dos jovens, mas são mal utilizadas, sem responsabilidade e intencionalidade educativa. Se bem usadas, o que, infelizmente, não está ocorrendo, poderiam estar conectando os estudantes ao conhecimento de maneira dinâmica e autêntica, preparando-os para um mundo digital em constante evolução.
A espetacularização da vida cotidiana nas redes exige uma reflexão sobre a forma como temos educado as crianças para o uso dessa ambiência comunicacional. Será que os ditos nativos digitais (que já nasceram no império das novas tecnologias) estão de fato preparados emocionalmente para o uso dos meios de comunicação?
Conseguem ter o devido cuidado e respeito aos limites entre o que deve ser público e privado? Será que, como adultos cuidadores, temos nos comportado de forma ética nas redes e dado exemplos de autocuidado?
A dependência que as pessoas, principalmente crianças e jovens, têm demonstrado em relação aos aparatos tecnológicos é de causar preocupação. Basta observar passageiros embarcando ou chegando a um voo que pode durar menos de 50 minutos. Todos com seus smartphones a postos, trocando as últimas informações urgentíssimas antes de ficar offline por apenas 40 minutos, já que a conexão é proibida durante a viagem.
Se antes fumantes “viciados” davam a última tragada em seus cigarros logo antes de entrar no avião e assim que chegavam, hoje quem ocupa esse lugar de dependência oral é, sem dúvida, o aparelho celular. Ouvi também inúmeros relatos de mães desesperadas porque os filhos dizem não saber viver sequer por algumas horas sem se relacionar com a tecnologia – não se sentiriam pertencentes, ou mesmo vivos offline.
Preocupa a forma como temos narrado incessantemente nossas vidas nas redes sociais – compartilhando o que comemos, o filme a que assistimos, nossos sentimentos pelo aniversariante do dia – e, principalmente, como temos exposto crianças com fotos de cada passo delas e a reprodução de diálogos privados que compartilhamos com elas.
Será que as crianças, se pudessem opinar, gostariam do que temos feito com suas imagens e com idiossincrasias privadas? Estariam de acordo com a exposição de seus segredos?
Acredito que não. Fica a reflexão!
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