O ex-ministro Gilson Machado Neto filiou-se, hoje, ao Podemos, em solenidade prestigiada pela direção nacional do partido. No ato, Gilson confirmou a sua pré-candidatura a deputado federal e afirmou que escolheu a legenda pela “carta branca” concedida pelo presidente estadual do Podemos, Marcelo Gouveia.

“O partido me deixou à vontade para formar uma bancada de direita. Há divergências, mas a grande maioria vai apoiar Flávio Bolsonaro. Estamos construindo um apoio nacional. Quanto a Raquel Lyra, a direita até agora não lançou candidato a governador. Se lançar, terei carta branca. Se não lançar, vai acontecer o que ocorreu em 2022, quando a direita votou em peso em Raquel”, ressaltou Gilson.
Durante a solenidade, a presidente nacional do partido, Renata Abreu, afirmou que também está articulando uma aliança com um presidenciável de direita. “Eu mudo de partido, mas não mudo de camisa. Aqui, construirei novos caminhos que nos ajudarão a unir forças para apoiar o nosso líder para o pleito de 2026, Flávio Bolsonaro. Meu maior propósito é trabalhar por Pernambuco e pelo Brasil, e isso farei no Podemos, que me deu total liberdade para atuar como sempre fiz”, disse o pré-candidato.
A prefeita de Olinda, Mirella Almeida (PSD), criou um Projeto de Lei fixando o pagamento dos artistas no período de até 30 dias úteis após o Carnaval para aqueles que receberão os recursos vindos de convênios e patrocinadores. Já para a verba vinda dos cofres públicos, a gestão realizará o procedimento no período máximo de 60 dias. A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal, hoje.
O projeto altera a Lei Municipal nº 5.306, de 30 de outubro de 2001, a conhecida Lei do Carnaval. A medida foi criada contemplando o devido cumprimento da ordem cronológica estabelecida pela Lei Federal que estabelece isonomia e impessoalidade.
A prefeita vetou o projeto criado pela vereadora Eugênia devido a várias irregularidades que tornavam inconstitucional a proposição anterior. O veto foi acatado pela Câmara. Com a previsão específica das fontes de recursos priorizadas, o projeto garante adequação orçamentária e financeira, respeito à ordem cronológica de pagamentos, além de assegurar previsibilidade e segurança tanto para os contratados quanto para a Administração Pública.
A Bandeirantes Mídia instalou um outdoor no povoado de Santo Antônio da Cobra, no interior do Rio Grande do Norte, em homenagem a Dona Tânia Maria, personagem do filme Agente Secreto, a pedido do Burger King. A ação surpreendeu a homenageada ao levar a campanha para a cidade onde ela mora. A iniciativa repercutiu positivamente entre os moradores e movimentou a comunidade com a ação publicitária inusitada.
O cantor e compositor Josildo Sá criou, nesta semana que abre o carnaval de Pernambuco, um frevo em homenagem ao seu grande amigo e morador do bairro do Poço da Panela, ‘Seu Vital’. Em vídeo enviado ao blog, Josildo deu uma palhinha da música e prometeu cantá-la em seu show, no polo do Poço, na próxima segunda-feira. Confira:
O deputado federal Fernando Monteiro (PSD) tem reforçado o apoio, por meio de emendas parlamentares, ao sistema de captação e aproveitamento de água da chuva desenvolvido em Pernambuco, uma tecnologia que já transforma a realidade de comunidades no Estado e agora ganha projeção nacional com implantação também no Pará. A iniciativa foi criada pela Pluvi Ambiental, a partir de pesquisas da Universidade Federal de Pernambuco, e vem se consolidando como referência em soluções hídricas sustentáveis.
No Recife, já são 516 unidades instaladas em áreas de morro, garantindo acesso à água potável para centenas de famílias. Com recursos destinados por Fernando Monteiro, 87 famílias do bairro do Passarinho, na comunidade do Alto da Telha, passaram a contar com água encanada e melhores condições de vida. “Estamos falando de uma tecnologia premiada, desenvolvida em Pernambuco, que leva dignidade para quem mais precisa. Tenho orgulho de apoiar esse projeto com emendas parlamentares para que mais casas sejam beneficiadas”, destacou o deputado.
A experiência pernambucana passou a inspirar outras regiões do país. No Pará, já foram instalados 10 sistemas coletivos na Ilha do Combu, em Belém, contemplando escolas, posto de saúde e pequenos negócios ligados à bioeconomia local. A implantação ocorre por meio do programa Água para Todos, do Governo do Pará, ampliando o acesso à água potável e fortalecendo atividades que movimentam a economia sustentável da região.
O deputado estadual Romero Albuquerque (UB) desafiou a governadora Raquel Lyra (PSD) a cancelar a realização do Circuito Nacional de Vaquejada, previsto para novembro, na Arena de Pernambuco. Isto porque a gestora tem tentado se aproximar da causa animal “de forma desastrosamente contraditória”, segundo o deputado.
“Se desse lado daí, governadora, tem quem é a favor dos animais de verdade, vai ter que se posicionar”, disparou Romero. “Cancele a vaquejada e assine um decreto proibindo as carroças em Pernambuco”, pediu, em um vídeo gravado em frente ao estádio publicado em suas redes sociais. “Durante 3 anos, o governo não deu atenção a isso. Falamos sobre a realidade dos animais em Pernambuco lá no comecinho de 2023. Ou seja, está atrasado e só fez em ano eleitoral”, alfinetou.
Para Romero, a causa animal não é “palco eleitoral e deve ser tratada com seriedade”. “Não dá pra viver em um estado onde o governo anuncia castramóvel e financia do outro lado o sofrimento para os animais. Não dá pra dizer que defende a causa animal e passar pano pra vaquejada. Dinheiro nenhum vale mais que a vida de um animal. Recife mostrou que é possível acabar com essa exploração [o fim das carroças], agora tem que acontecer em Caruaru, tem que acontecer em Jaboatão, em Olinda, em Garanhuns”, disse.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visita, amanhã, às 15h, a fábrica do Aché Laboratórios Farmacêuticos, que está sendo expandida para produzir medicamentos estéreis (líquidos), no Cabo, Região Metropolitana do Recife. No sábado, ele conhece o desfile do Galo da Madrugada a convite do prefeito João Campos (PSB).
O Hotel Sesc Triunfo celebra duas décadas de história acompanhando transformações, recebendo diferentes gerações e consolidando-se como parte da experiência de quem visita à cidade. Mais do que um meio de hospedagem, o espaço se firmou como um local de acolhimento e convivência, onde cada detalhe da estadia é pensado para conectar pessoas e valorizar o bem-estar.
Comemorar 20 anos é reconhecer uma trajetória construída com cuidado, dedicação e compromisso com o Turismo Social, marca do Sesc. Uma história feita de vivências, encontros e memórias, que segue aberta para novos capítulos e muitos destinos pela frente.
Por Antonio Magalhães*
A Quarta-Feira de Cinzas é sempre melancólica. Depois que ela chega se esvai toda a explosão de alegria carnavalesca real ou aloprada com álcool e outras substâncias. E este ano o casal presidencial pode estar brincando o último CarnaLula no poder. O réquiem será o desfile no Rio da escola de samba “Acadêmicos de Niterói”.
Um evento que homenageia o presidente da República por conta de uma verba governamental de R$ 7 milhões. Nossos milhões para burlar a legislação eleitoral. É uma lembrança fora do lugar, uma vez que em 18 anos de comando do país, o petismo pouco mudou o perfil socioeconômico da população. Os brasileiros continuam pobres, dependentes do poder público e foliões alucinados que comemoram não se sabe o quê.
Leia maisMas na próxima semana vai ser a hora da “quarta-feira ingrata que chega só pra contrariar”. Vai chatear muita gente, menos os foliões de Olinda que conseguem esticar o Carnaval até o domingo pós-cinzas. A torcida é que as cinzas levem também o consórcio Governo/STF/Velha imprensa que pôs e dispôs do Brasil e dos brasileiros nos últimos três anos.
Foram empurrados goela abaixo com confetes mais impostos, mais censura à liberdade de expressão, mais insegurança pública, mais benefícios supostamente sociais “mascarados como nos bailes de antigamente” apenas para arrecadar votos. Este grupo conseguiu muita coisa, menos a simpatia da população. E não suspendeu o Carnaval porque não pôde, como vem tentando fazer com as redes sociais. Sabe que vai receber uma saraivada de críticas e ironias contra o seu poder, vitimado pelo poderoso aplicativo de Inteligência Artificial (IA) já em uso em “memes” memoráveis com a temática do Carnaval.
De consolo e esperança de dias melhores resta o ditado popular “Carnaval tem todo ano” para quem não quis participar da festa ou se viu impedido diante de restrições legais, como prisões com penas estapafúrdias ou exílios. Olhando para trás, por dois anos, 2021 e 2022, o Carnaval foi suspenso por conta da pandemia. O Corona Vírus mudou o tom alegre e irreverente do período, inundando Pernambuco com a versão fúnebre da marcha “Vassourinhas”. Foram anos sem frevo, sem Galo, tempo de peste, de risco de vida, de saudade dos mortos pelo vírus chinês. Tempo sem aglomerações, sem abraços, sem beijos “roubados” em todos os cantos.
Mas de acordo com a tradição brasileira de esquecimento de fatos negativos, a pandemia ficou rapidamente no passado e em 2023 voltou o Carnaval. A memória da tragédia, com a exceção da lembrança dos parentes dos mortos, se diluiu no frevo, confete e serpentina.
Foi um Carnaval da pós-pandemia da Covid tão animado como o de 1919, comemorado pelos sobreviventes da Gripe Espanhola, na qual morreram cerca de 35 mil brasileiros numa população de 29 milhões, um percentual semelhante às vítimas fatais do vírus chinês nesse Brasil de hoje de 210 milhões de habitantes. E tão surpreendentemente como chegou, em novembro de 1918, a Gripe Espanhola minguou e em 1919 não havia mais novos casos. O alívio foi tanto que o Rio de Janeiro explodiu em 1º de março com o Carnaval da Ressurreição ou, como registrou o escritor Ruy Castro, o Carnaval da Revanche, “a grande desforra contra a peste que dizimara a cidade”.
É bom lembrar que a turma pernambucana do “fique em casa”, em plena pandemia da Covid, pensou em apressar a volta dos festejos carnavalescos ainda em 2022, sob o argumento que milhões de reais viriam com a festa, gerando empregos, renda, impostos e também mais contaminados. Felizmente isso não aconteceu.
Houve também quem recordou que o Carnaval de 2020 já prenunciava, em fevereiro, a tragédia global, quando foram identificados no Brasil os primeiros casos da Covid. Mas como os três macaquinhos da lenda urbana, o governador de Pernambuco Paulo Câmara, na época, não quis “ouvir” nada sobre os riscos, não “enxergou” a realidade pensando apenas na sua popularidade e nos lucros da festa. E “calou-se” num silêncio mortal, deixando que milhões de pernambucanos e turistas se aglomerassem, transpirassem, tossissem, passando viroses variadas em eventos como o Galo da Madrugada, o carnaval do Recife Antigo, o sobe-e-desce das ladeiras de Olinda, os Papangus de Bezerros e outros blocos.
Comprovadamente, faltou coragem aos governantes em todos os níveis para suspender os festejos já em 2020, ano de eleição municipal e período de paparicação do eleitor, não importando o risco de vida. Sabe-se que ainda no Império houve um cancelamento parcial da festa. O Imperador Pedro II suspendeu os festejos de rua em 1854, no Rio Janeiro, quando percebeu que o “entrudo” estava passando dos limites civilizados. As brincadeiras pesadas estavam ameaçando a saúde pública, com mela-mela de lama e de urina. Ele identificou ainda o risco da liberalidade dos dias momescos levar a uma revolta popular.
Espertamente, o Imperador mudou o perfil da festa. Transportou os festejos para os salões elegantes da Corte. O povão ficou sem Carnaval e a elite garantiu sua alegria. Mais ou menos como acontece ainda hoje em que autoridades, milionários, artistas e convidados especiais abrigam-se nos chamados “camarotes” para ver a massa se esbaldar na folia calorenta e contagiante, movida a álcool com tira-gosto de viroses.
Os “camarotes” do Galo da Madrugada, o maior bloco carnavalesco do planeta – como existissem outros para comparar –, vêm cumprindo sua função de dar mais visibilidade à diferença de classe social. Como acontece também no desfile de escolas de samba do Rio e nos trios elétricos de Salvador com o caminhão puxando a música ou o barulho, a turma riquinha protegida na corda e o populacho atrás do trio, a chamada pipoca. A exceção nesses dias de Momo são os blocos de rua do Recife e Olinda, com orquestra caminhando ao lado dos foliões. A grande expressão do carnaval democrático sem qualquer interferência do STF.
Enfim, um Carnaval sem crises e pouca animação não existe. A maior festa popular do país embola gente, desigualdade social, frevo, samba, chuva, suor, cerveja e muita alegria. Evoé! E que o ano de 2027 traga uma nova perspectiva socioeconômica para este Brasil folião. É isso.
*Jornalista
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Por João Alberto
João Campos ou Victor Marques, quem for o prefeito no próximo ano, deve ter um cuidado especial para evitar a clara decadência do Baile Municipal. Conheço bem a festa, pois estive em todas desde que comecei minha carreira. Na primeira etapa, eram eventos alinhados, na sede do Clube Português, em traje a rigor e reunindo, nos camarotes, muitas e muitas figuras de destaque, incluindo convidados famosos do Rio e de São Paulo e desfilantes de fantasias consagrados.
Era organizado por uma comissão presidida pela primeira-dama do Recife, com pessoas envolvidas no baile. Participei de várias delas, presididas por Magdalena Arraes, Jane Magalhães, Silvia Cavalcanti e Geralda Farias (no tempo de Jarbas Vasconcelos). O Municipal tinha apenas duas orquestras que se revezavam e conseguiam manter o clima no intervalo em que eram substituídas. Não precisava de shows. O concurso de fantasias, com nomes famosos e colunáveis na comissão julgadora, sempre atraía muito interesse.
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Quando foi para o Classic Hall, aos poucos a festa foi perdendo o glamour. Nos dois primeiros anos, ainda teve figuras alinhadas; depois, virou uma festa comum, quando os foliões vão com roupas comuns, muitos de bermuda. Quando foi prefeito, João Paulo criou um Municipal, dividindo o palco com dezenas de artistas. Um mesmíssimo esquema, que continua sendo usado e que não pode dar certo.
Vinte anos depois, faz tempo que a festa não tem uma novidade, um problema que alertei várias vezes nesta coluna. Antes, a festa ainda conseguia reunir pessoas de destaque nos camarotes e tinha sempre a presença do governador do Estado, mesmo nos casos em que era adversário político do prefeito. Sempre havia o camarote do prefeito e o camarote do governador, e isso gerava muita mídia. Estive em Municipais com Miguel Arraes, Joaquim Francisco, Roberto Magalhães, Jarbas Vasconcelos, Marco Maciel, Carlos Wilson Campos, Paulo Câmara. E com Eduardo Campos que em dois anos me convidou para ir na sua comitiva, que se reunia antes do baile no Campo das Princesas.
EVENTO POLÍTICO
A festa deixou de ser um baile para se tornar praticamente um evento político. Todas as matérias publicaram apenas fotos desses políticos, todos alinhados com o governo municipal. Como nosso Estado está totalmente dividido, quem é da oposição não foi. Antes havia um congraçamento entre todos. Sábado, muitos camarotes estavam vazios. As empresas e pessoas compram, não vão e não distribuem os ingressos.
O resultado foi a imagem ruim de vários deles vazios. Diferentemente de anos anteriores, não foi possível encontrar nomes colunáveis ou empresários de destaque. Apesar de lotar por causa dos ingressos baratos, o público era muitas vezes menor que nos anos anteriores. O desfile das fantasias, num concurso que a Prefeitura promove, deu pena. Criações bonitas, mostradas com o Classic Hall vazio. Interesse zero.
ATRAÇÕES
O palco, dividido por muitos artistas, segue um esquema que raramente deu certo, com direito a alguns nomes totalmente desconhecidos. A festa teve a participação de três orquestras. Na substituição dos seus equipamentos, em alguns casos, houve até 40 minutos de intervalo, quebrando muito o clima de animação. Claro que muitos nomes pernambucanos deram brilho às apresentações, mas, convenhamos, Carlinhos Brown está longe de ser um grande nome e não seria capaz de levar um grande público sozinho. Está muito atrás de atrações baianas como Ivete Sangalo, Cláudia Leitte, Daniela Mercury, Bell Marques, Banda Eva e Léo Santana. E dos muitos nomes que vieram para o Réveillon do Polo Pina. Com absoluta certeza, Alceu Valença teria conseguido maior sucesso, com o detalhe de ser pernambucano.
MINHA TORCIDA
Levanto o problema com a autoridade de alguém que sempre divulgou e prestigiou o Baile Municipal. E que estive em praticamente todos. Sempre vou torcer pelo sucesso do Municipal e confesso que a atual decadência me deixa muito triste.
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Por Andreza Matais – Metrópoles
O governo de Pernambuco ainda não encaminhou qualquer documento à equipe de auditores do Ministério da Saúde responsável por analisar as contas do Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns.
A unidade privada tem entre os sócios o marido da vice-governadora Priscila Krause (PSD). A auditoria apura se o hospital foi favorecido com repasses de recursos públicos e eventuais vantagens contratuais. O governo não entregou documentos que justifiquem o aumento dos repasses, aditivos em contratos e exclusividade na oferta de modalidades, como nefrologia.
Leia maisO governo de Pernambuco pediu adiamento do prazo e, por isso, teve 20 dias para se explicar, mas até agora não apresentou nenhum documento. O último prazo venceu na quarta-feira (4/2).
Governadora reclamou de auditoria para Lula
Na última terça-feira, a governadora desembarcou em Brasília para se queixar diretamente ao presidente Lula da auditoria, que considerou uma tentativa de desgastar sua gestão. A denúncia que motivou a investigação foi apresentada por um aliado do prefeito João Campos (PSB), principal adversário de Raquel na disputa pelo governo do Estado.
Desde então, a investigação é acompanhada diretamente pelo gabinete do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
As suspeitas
De 2023 a 2025, o governo de Pernambuco teria repassado R$ 100 milhões ao hospital. Do valor, R$ 37 milhões foram enviados quando a vice-governadora substituía Raquel Lyra. A denúncia aponta 25 repasses nessas ocasiões.
O governo de Pernambuco nega a informação. “É mentirosa a afirmação de que a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro tenha recebido R$ 100 milhões entre os anos de 2023 e 2025. Nesse período, foram repassados aproximadamente R$ 67 milhões à instituição pelos serviços prestados”, afirmou à coluna.
“Nos períodos em que a vice-governadora Priscila Krause esteve como governadora em exercício, o valor transferido totalizou R$ 2.444.419,91. Também é mentirosa a afirmação de que os repasses teriam sido de R$ 37 milhões”, complementou.
O governo estadual confirma que não entregou os documentos solicitados pela auditoria e afirma que está dentro do prazo.
“Por fim, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) informa que formalizou o pedido de prorrogação do prazo para envio das informações solicitadas pela auditoria do Ministério da Saúde, por meio do Ofício nº 47/2026/GAB/SES-PE, considerando o volume de documentos requerido. Em reunião realizada no dia 03 de fevereiro, na sede da Secretaria, com a equipe de auditoria, ficou repactuado que a nova data para encaminhamento da documentação será a sexta-feira (20/02)”, complementa.
A coluna fez três perguntas ao Ministério da Saúde:
– O governo de Pernambuco pediu prorrogação do primeiro prazo estabelecido para a auditoria no Hospital Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns. Quando o prazo venceu?
– O governo de Pernambuco forneceu os documentos solicitados pela auditoria? Em caso afirmativo, ofereceu a totalidade ou parcialmente?
– O ministro Alexandre Padilha está acompanhando o passo a passo da auditoria pessoalmente?
O ministério não respondeu a nenhum dos questionamentos. Enviou uma nota com o seguinte comentário:
“A auditoria em curso responde a uma denúncia externa. O DenaSUS realizou visita técnica às unidades de saúde na semana passada e seguirá os trâmites regulares. O órgão é responsável por auditorias independentes e técnicas das ações públicas de saúde e da aplicação dos recursos federais no âmbito do SUS. Em média, são feitas cerca de 400 auditorias por ano.”
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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou, ontem, que ainda “é cedo” para discutir uma possível candidatura como vice-presidente da República em 2026 na chapa com o também senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As infomações são do portal G1.
“Eu acho muito cedo para essa conversa. O vice é a última coisa. Ninguém se candidata a vice, o candidato é presidente da República. Isso é uma conjuntura que os partidos que se coligarem vão sentar e colocar nomes e aí nós vamos decidir. Acho que é muito cedo para essa conversa, fico lisonjeada e honrada com essa lembrança, mas eu acho que esse assunto ainda está muito cedo. Vamos conversar isso para frente”, afirmou.
Leia maisA declaração foi dada após reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin, em ambos trataram de temas ligados ao acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia e seus impactos para os produtores brasileiros. Durante coletiva de imprensa, a senadora foi questionada sobre uma entrevista concedida pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, à GloboNews.
Na entrevista, Valdemar elogiou Tereza Cristina, dizendo que ela “é o máximo” e que teria perfil até para disputar a Presidência da República. Ele também afirmou que, em 2022, gostaria que ela tivesse sido candidata a vice na chapa de reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Diante da pergunta se estaria disposta a ser vice em uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro, caso ele dispute o Palácio do Planalto, Tereza Cristina evitou antecipar qualquer cenário.
A senadora reforçou que, neste momento, não há discussão concreta sobre composição de chapa para as próximas eleições presidenciais. Tereza Cristina foi ministra da Agricultura e Pecuária no mandato de Jair Bolsonaro, de 2019 a 2022.
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