O ano de 2026 deverá manter em alta os aeroportos e portos brasileiros. É o que garante o ministro Tomé Franca, pernambucano que há um mês assumiu a pasta, após a desincompatibilização do deputado federal Sílvio Costa Filho (Republicanos). Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, Tomé anunciou uma carteira importante de leilões para os próximos meses, incluindo o Porto do Recife nas possíveis movimentações.
“A gente tem uma carteira de leilões importantes para o ano de 2026. Serão cerca de 13 a 15 leilões portuários, incluindo o leilão do Tecon Santos 10, o maior de todos. Estamos trabalhando junto à Autoridade Portuária do Recife para colocarmos o terminal de passageiros do porto do Recife para leilão. É importante a gente ter um terminal mais qualificado e mais confortável para que o turista que chega por meio da temporada de cruzeiros possa ser melhor recebido no Porto do Recife. E temos leilões no Brasil inteiro, em Maceió, em Fortaleza, além de São Sebastião, em São Paulo”, destacou Tomé.
Na área de aeroportos, o ministro revelou expectativa para o terminal de Brasília, no final do ano. “Teremos o leilão do Aeroporto de Brasília, que deve acontecer no início de dezembro. Recentemente fizemos o leilão do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, com a vitória da empresa espanhola Aena. Foram quase R$ 3 bilhões no leilão, 210% de ágio da proposta inicial. Queremos fazer ainda uma segunda rodada do programa Ampliar, com mais alguns aeroportos regionais ainda no segundo semestre de 2026. Portanto, teremos muito trabalho pela frente em favor da infraestrutura de portos e de aeroportos do Brasil”, completou.
Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o novo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, que sucedeu a Silvio Costa Filho, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
O meu podcast ‘Direto de Brasília’ desta terça-feira (05), em parceria com a Folha de Pernambuco, será com o novo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, que sucedeu a Silvio Costa Filho. Franca confirmou que o governo federal estuda zerar impostos federais (PIS/Cofins) sobre o querosene de aviação (QAV) para conter o aumento no preço das passagens aéreas.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa pela Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; pela Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; pela Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; ainda pela Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras; e pela LW TV, de Arcoverde.
Leia menos
A prefeita de Olinda, Mirella Almeida, entrou em licença-maternidade a partir desta terça-feira (5), após o nascimento da filha, Heloísa. Durante o período, o vice-prefeito Chiquinho (Solidariedade) assume interinamente a administração municipal como prefeito em exercício.
A licença está prevista inicialmente para até quatro meses. “Conheço Chiquinho há mais de 20 anos e tenho confiança nele, que é um vice responsável e comprometido com o município”, afirmou Mirella. Segundo a gestora, a expectativa é retornar ao cargo antes do fim do período.
A Mentor Capital Group (MCG), holding empresarial criada para redefinir os padrões do mercado de mentoria no Brasil, inicia sua trajetória com forte sinalização de relevância e posicionamento estratégico: poucos dias após seu lançamento oficial, a iniciativa já reúne mais de 40 empresários mentores qualificados em processo estruturado de avaliação para ingresso em seu ecossistema.
Fundada pelo empreendedor Janguiê Diniz, a MCG tem como cofundadores o empresário e educador Gilberto Augusto e o pastor e palestrante Claudio Duarte, reforçando a construção de um ecossistema plural, com diferentes expertises e trajetórias, cujo objetivo é estruturar um setor que cresceu de forma acelerada nos últimos anos, mas ainda carece de critérios objetivos, profissionalização, governança consolidada, estratégias de escalabilidade e mecanismos institucionais que sustentem sua evolução. Mais do que um número expressivo, o volume inicial de candidatos reforça o reconhecimento do mercado em relação à proposta da holding, que se posiciona como uma plataforma seletiva de alto nível, voltada à conexão e ao desenvolvimento de empresários mentores, conselheiros e investidores.
Leia mais“Existe uma demanda reprimida por organização e critérios claros dentro do mercado de mentoria. O que estamos observando nesse primeiro momento é uma adesão muito qualificada, de profissionais que entendem a importância de fazer parte de uma estrutura mais sólida, com posicionamento institucional, profissionalização, governança, reputação, certificação e acreditação que gerem credibilidade institucional”, afirma Janguiê Diniz.
A construção desse ecossistema segue diretrizes institucionais claras e vai além da simples conexão entre mentores. A MCG opera como uma infraestrutura empresarial estruturada, com governança corporativa definida, conselhos estratégicos e comitês técnicos, posicionando-se como uma plataforma de validação, reputação, credibilidade, geração estruturada de negócios e escalabilidade, e não como uma comunidade aberta ou rede informal.
A Mentor Capital Group surge justamente para preencher uma lacuna histórica do setor: a ausência de parâmetros confiáveis para validação de mentores e para tomada de decisão por parte de empresas e profissionais que buscam esse tipo de serviço. “É muito comum que empresários tenham dificuldade em escolher um mentor, porque essa decisão ainda é baseada, muitas vezes, em percepção e visibilidade, e não em critérios objetivos de performance e entrega. Nosso objetivo é equilibrar esse cenário, oferecendo reputação, certificação, acreditação e validação estruturada para quem oferece mentorias, e mais segurança para quem contrata”, explica o fundador.
O lançamento oficial da MCG ocorreu durante um jantar exclusivo na residência de Janguiê Diniz, em São Paulo, reunindo um grupo seleto de 80 empresários e empresárias mentores convidados. Estiveram presentes nomes como Claudio Duarte, Gilberto Augusto, Alisson Ramalho, Alexandre Taleb, Wilian Fabrício, Thiago Reis, Filippe Holzer, Guto Galamba, Josué Valandro, Marcos Rossi, Oséias Gomes, Pyero Tavolazzi, Pyong Lee, Rodrigo Minotauro, Sergio Bertolucci, Roberto Figueiredo (Dr. Bactéria), Jimi Scarparo, Cláudio Castro, Manoel Alvino, Rodrigo Fonseca, Álvaro Dantas, Guga Stocco, Marcos Freitas, Gilmar Teobald, o jogador da seleção brasileira Ricardo Oliveira, Antonio Teixeira, Roberto Navarro, o ex-juiz federal Marcelo Bretas, Leonardo Sousa Castelo, Luiz Vasconcelos, Franco Jr., Adriana Duarte, Julliana Cunha, Graziele Cabral, Andreza Caricio, Lilian Primo, Jamile Argolo e Mariana Scribel, dentre outros.
No centro da estrutura da holding está o Mentor Capital Standard (MCS), sistema proprietário de certificação que classifica, valida e posiciona mentores com base em critérios objetivos como performance empresarial, capacidade estratégica, governança, ética, escalabilidade e impacto comprovado. O modelo estabelece níveis de maturidade institucional: Apex, Sovereign, Elite e Core, além da categoria Affiliated, destinada a profissionais em fase de qualificação para ingresso no padrão oficial.
A progressão dentro desse sistema segue parâmetros técnicos e mensuráveis, reduzindo subjetividades e elevando o nível de confiabilidade do setor. O processo inclui etapas formais de diagnóstico, auditoria, validação de dados e reavaliações periódicas, garantindo que a certificação funcione como um mecanismo contínuo de evolução e manutenção de padrão.
Complementando essa arquitetura, o 4E Growth Framework atua como metodologia estruturante para avaliação e desenvolvimento das empresas de mentoria, a partir de quatro dimensões: Elevation, Engine, Execution e Expansion. “Combinando metodologia, certificação e acreditação, conseguimos criar uma base sólida para posicionar os mentores de forma mais justa e transparente. Isso impacta diretamente na qualidade das decisões de quem busca esse tipo de serviço”, destaca Diniz.
Ao se apresentar como uma infraestrutura institucional, e não como uma rede de relacionamento, a Mentor Capital Group reforça sua proposta de longo prazo: consolidar um novo padrão para o mercado de mentoria empresarial, baseado em profissionalização, governança, credibilidade e geração consistente de valor.
“Não estamos falando de networking. Estamos falando de estrutura. A Mentor Capital Group nasce como uma nova camada institucional para o setor, com foco na construção de capital intelectual, reputacional e financeiro entre seus membros”, afirma.
Mais do que consolidar uma rede de mentores, a Mentor Capital Group nasce para estruturar uma nova camada institucional no mercado empresarial brasileiro, onde capital intelectual, governança, reputação e geração de negócios deixam de operar de forma isolada e passam a compor um ecossistema integrado, orientado por critérios, performance e visão de longo prazo.
Interessados em conhecer mais sobre o ecossistema e os critérios de ingresso podem acessar o site oficial da holding (www.mentorcapitalgroup.com.br) ou a página no LinkedIn (www.linkedin.com/company/mentorcapitalgroup), onde estão disponíveis as diretrizes iniciais para participação.
Leia menos
O radialista e blogueiro Zé Silva, da Tv Ativa de Trindad, foi brutalmente agredido na manhã desta terça-feira (5), em Trindade, município vizinho a Araripina. Segundo informações, quatro homens encapuzados, em duas motocicletas, abordaram a vítima e iniciaram uma série de agressões com coronhadas e golpes na cabeça e no rosto.
A violência do ataque indica uma possível tentativa de homicídio. O caso gerou forte repercussão e levanta suspeitas de perseguição política, já que o comunicador é conhecido por fazer oposição à gestão municipal e denunciar supostas irregularidades.
O episódio é tratado como grave e acende alerta sobre ataques à liberdade de imprensa. Zé Silva recebeu manifestações de solidariedade, e a polícia já investiga o caso.
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Há informações de que as pesquisas internas do governo — os chamados trackings, que são monitoramentos contínuos — apontariam para alguma recuperação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após as derrotas acachapantes da semana passada. As próximas pesquisas públicas terão que confirmar isso. Por enquanto, o quadro que elas apresentam segue bem preocupante. Saindo da disputa presidencial e indo para a corrida nos estados, o Correio Político mostrou na edição de segunda-feira como a briga embolou, mas com potencial vantagem da oposição, especialmente do PL, partido do senador Flávio Bolsonaro. Neste Correio Político, vamos analisar mais detidamente o quadro para o Senado.
Para aprovar impeachment de ministros do STF, 54
Tomando-se as pesquisas mais recentes nos 26 estados e no Distrito Federal, verifica-se que aqueles que se declaram oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderiam ser até 51 senadores, somando-se os atuais com os que serão eleitos em outubro. Não é número suficiente para o tal projeto da oposição de aprovar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas pode chegar bem perto.
Leia maisGoverno poderia somar até 33
Os processos de impeachment exigem a aprovação de dois terços dos senadores, que seriam 54. Ou seja, a oposição precisaria de mais três senadores. E pode consegui-los entre os independentes. Levando-se em conta quem terá mais quatro anos, a oposição sairá já com 18 senadores. E o governo, com dez. Levando-se em conta o que dizem as pesquisas, os governistas poderão somar, entre os que ficarão e os novos, até 33 nomes no Senado. Ficaria, então, a posição dos que se declaram independentes, nem governistas nem oposição. Eles seriam 11.
Governistas surpreendem
É preciso esclarecer que esse mapa feito pelo Correio Político não soma 81 senadores. Por uma única razão. Há diversas situações de empate dentro da margem de erro em diversos levantamentos, alguns com até seis nomes. Então, aqui levou-se em conta o potencial máximo de cada segmento. O que causa algum alívio para o governo é que alguns aliados de Lula estão surpreendendo.
Sul
Casos do Rio Grande do Sul e do Paraná, que seriam, em princípio, hostis. A ex-deputada Manuela D’Ávila (Psol) lidera as intenções de voto no Rio Grande do Sul. E a ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais Gleisi Hoffmann tem chances no Paraná. São Paulo pode ser outro alento para o governo.
São Paulo
Em São Paulo, os governistas vão bem em um estado que deve ter a reeleição de um oposicionista, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Lideram ali a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB), o ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB) e a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede).
Nordeste
O Nordeste, porém, pode não vir a dar, desta vez, o salvo-conduto a Lula de eleições passadas. Oposicionistas aparecem em vários estados, como Alessandro Vieira (MDB), em Sergipe; Capitão Wagner (União Brasil), no Ceará; ou ainda o presidente do PP, Ciro Nogueira (PP), no Piauí.
Norte
Embora costume ter um eleitorado mais oposicionista, o Norte pode dar algum alento ao governo elegendo alguns nomes. Caso do ex-governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), do presidente da Apex, Jorge Viana (PT), no Acre, e das possíveis reeleições de Eduardo Braga (MDB), no Amazonas, e de Randolfe Rodrigues (PT), no Amapá.
Centro-Oeste
A onda oposicionista, no entanto, pode vir forte no Centro-Oeste, com nomes como Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, ambos do PL, no Mato Grosso do Sul; ou Gracinha Caiado (União Brasil), esposa do ex-governador e candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, em Goiás; e Michelle Bolsonaro, no DF.
Distrito Federal
Há uma chance, no entanto, de bancada dividida no Distrito Federal. Quem hoje aparece em segundo no DF é a deputada federal Érika Kokay (PT), que cresceu com a derrocada do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), atropelado pela crise do Banco Master/BRB. O jogo não promete ser fácil daqui até as eleições.
Leia menos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Advocacia Geral da União (AGU), Jorge Messias, se reuniram na noite de segunda-feira para discutir a rejeição da sua indicação para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada.
Após a derrota na quarta-feira, Messias já havia ido ao Palácio da Alvorada para conversar com o presidente. O ministro das Relações Instuicionais, José Guimarães, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) também participaram dessa primeira reunião, que teve um caráter mais de solidariedade ao AGU,34 votos a favor de sua indicação, oito a menos que o necessário. Foram 42 votos contrários. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisNa conversa de segunda-feira, Lula pediu que o ministro continue no governo. Os dois, porém, não definiram se Messias seguirá à frente da AGU ou se será transferido para uma outra pasta. Aliados defendem que ele assuma o comando do Ministério da Justiça.
Uma nova reunião deve acontecer na semana que vem depois que o presidente retornar da viagem que fará aos Estados Unidos para se encontrar na quinta-feira com Donald Trump.
Lula e o ministro avaliaram na segunda-feira de forma mais aprofundada o contexto político da derrota no Senado. Foi a primeira vez em 132 anos que a Casa rejeitou uma indicação do presidente para o STF. A conclusão foi que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), interferiu para barrar a aprovação do AGU e esse foi o fator principal que levou à rejeição.
O presidente e Messias ainda destacaram que até senadores de oposição que o indicado cumpria os requisitos exigidos pela constituição para fazer do Supremo.
Leia menos
A Fundação Cultural Cabras de Lampião realiza, neste sábado (9), às 19h, no Shopping Serra Talhada, o lançamento do projeto da edição 2026 do espetáculo “O Massacre de Angico – A Morte de Lampião”. O evento será aberto ao público e apresentará o formato e as novidades da próxima edição, que terá como tema os 100 anos do episódio conhecido como Fogo da Serra Grande.
A apresentação contará com a presença do elenco e da equipe de produção, incluindo os intérpretes de Lampião, Karl Marx, e Maria Bonita, Bruna Florie, além do autor Anildomá Willans de Souza e do diretor Izaltino Caetano. Considerado um dos maiores espetáculos ao ar livre da região, o evento detalhará a proposta artística e a organização da montagem prevista para 2026.
A Prefeitura de Ipojuca foi premiada no Social Media Gov, evento voltado à comunicação pública digital realizado em Florianópolis, durante o Redes WeGov. A gestão municipal também foi indicada ao “Top 10” de prefeituras do país e figurou entre as finalistas na categoria conteúdo do ano. A premiação foi recebida pelo secretário de Comunicação, Fernando Monteiro.
O reconhecimento teve como base um vídeo publicado nas redes sociais da prefeitura, em outubro de 2025, com a proposta “E se você fosse o diretor(a)?”. A produção contou com a participação de alunos da rede municipal e foi avaliada entre iniciativas de diferentes regiões do país, considerando critérios como engajamento e alcance.
“Esse prêmio mostra que Ipojuca está na vanguarda da comunicação pública no Brasil”, afirmou o prefeito Carlos Santana. O secretário Fernando Monteiro também comentou o resultado. “Esse resultado é fruto de uma comunicação que coloca o ipojucano no centro”, disse. Segundo a gestão, a estratégia inclui ações voltadas à presença digital e à interação com a população por meio das redes sociais.
A cúpula do Congresso Nacional e parlamentares envolvidos na articulação do chamado PL da Dosimetria apostam que o Supremo Tribunal Federal deve manter a lei aprovada pelo Congresso.
A avaliação é de que um “acordo informal” sobre o texto deve servir como base para os ministros manterem a medida. A CNN Brasil já havia informado que, durante a elaboração do texto, ministros do STF chegaram a ser consultados sobre a necessidade da proposta, que só foi à votação depois de avalizada pelo Supremo. As informações são da CNN.
Leia maisAté mesmo o ajuste feito pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à matéria teria sido submetido a ministros. Alcolumbre considerou prejudicados trechos do projeto da dosimetria que contradiziam a nova Lei Antifacção.
O texto aprovado pelo Congresso altera critérios de cálculo de penas e progressão de regime, podendo beneficiar diretamente condenados pelos atos antidemocráticos, incluindo aliados e o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo relatos de parlamentares e informações de bastidores, à época, houve uma tentativa de calibrar o projeto em conversas com integrantes do STF. Além de evitar um confronto direto com o Judiciário, parlamentares tentavam justamente evitar que a medida fosse derrubada pelo Supremo.
O relator do projeto, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), atuou como um dos principais articuladores dessa ponte.
A CNN Brasil apurou que o deputado buscou interlocução com ministros do STF para discutir o conteúdo da proposta e trabalhou para consolidar apoio dentro do Congresso com a segurança de que o Parlamento não sofreria um revés posteriormente.
Apesar do esforço, o risco de a matéria ser contestada ainda existe. Especialistas apontam que a proposta pode ser questionada por alterar critérios de punição em casos já julgados e impactar decisões do próprio STF sobre os atos de oito de janeiro.
Ainda assim, a aposta do Congresso é que um texto “ajustado” previamente tem mais chances de resistir a eventuais ações na Suprema Corte.
Na última semana, o Congresso derrubou o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria por 318 votos a 144, com cinco abstenções. O PT deve recorrer ao Supremo para tentar barrar a lei.
Leia menos
Por Aldo Paes Barreto
Poeta consagrado, o pernambucano Manuel Bandeira (1886-1968) só entrou no universo mais direto da poesia dos cantadores e repentistas quando ouviu e viu de perto os seus colegas em ação. Foi em 1959, quando o Jornal do Brasil patrocinou, no Rio de Janeiro, o Congresso de Cantadores e Violeiros do Nordeste. Bandeira encantou-se com a genialidade dos participantes e dias depois publicou naquele jornal um poema louvando a arte dos conterrâneos.
“Saí dali convencido
Que não sou poeta não;
Que poeta é quem inventa
Em boa improvisação
Como faz Dimas Batista
E Otacílio seu irmão;
Como faz qualquer violeiro
Bom cantador do Sertão,
A todos os quais, humilde,
Mando minha saudação.”
Anos mais tarde, em uma das poucas entrevistas concedidas à televisão, Manuel Bandeira lembrava sua admiração pelos sonetos e citava dois versos alheios que gostaria de ter produzido. O primeiro é parte do poema “Eu vi minha mãe rezando”, do médico e trovador pernambucano Barreto Coutinho (Limoeiro, 30 de junho de 1893 — Curitiba, 31 de agosto de 1975) e dizia:
“Eu vi minha mãe rezando/aos pés da Virgem Maria. /Era uma santa escutando/o que outra santa dizia…”
O segundo verso citado por Bandeira era também de outro nordestino, o pernambucanizado Manoel Pinto, o Pinto do Monteiro, nascido na Paraíba, considerado com toda justiça o Rei dos Cantadores. Em cima de um mote — saudade — sugerido por alguém da plateia, Pinto versejou no calor e na genialidade do repente:
“Essa palavra saudade
Conheço desde criança
Saudade de amor ausente
Não é saudade, é lembrança
Saudade só é saudade;
Quando se perde a esperança.”
Naquela apresentação no Rio, brilharam os irmãos Dimas e Otacílio, mas faltou o principal representante da trinca conhecida como os Três Faraós da Poesia do Sertão — Lourival Batista —, o sempre lembrado Louro do Pajeú, falecido em 1992, aos 77 anos.
Incomparável no trocadilho poético, Lourival foi desafiado certa feita pelo cantador João Andorinha, que se valeu do romance de João Martins de Athayde, “O Dragão do Rio Negro”, para o autoelogio:
“Sou igualmente ao Dragão/Do Rio Negro falado…”
Lourival dizimou o adversário, impingindo-lhe uma baita desinteira na ágil resposta:
“Pra Dragão está distante
Pois Lourival já te explica
Tira letra, apaga letra
Bota letra e metrifica
Tira o “d”, apaga o “r”
Bota o “c”, vê como fica!”
Pinto do Monteiro, Severino Lourenço da Silva Pinto, o lendário poeta nordestino, nasceu no interior da Paraíba (1895-1995) e faleceu como pernambucano, graças ao governador Eraldo Gueiros, um dos mais profícuos governantes da multissecular história do nosso Estado. Foi ele, por sugestão de Marco Vilaça e deste articulista, quem assinou o decreto concedendo pensão vitalícia ao velho cantador que sequer tinha aposentadoria ou qualquer meio de subsistência. Fez mais: providenciou a ida de um soldado da PM de Pernambuco para ser uma espécie de cuidador do poeta. Quando Pinto morreu, o soldado estava lá segurando a alça do caixão, declamando o verso da “Saudade”, chorando pelo poeta.
Leia menos