Em giro pelo Sertão neste fim de semana, a deputada federal Maria Arraes (PSB) realizou entregas, destinou emendas e se reuniu com lideranças da região. Primeiramente em Araripina, acompanhada do prefeito Evilásio Mateus, a parlamentar visitou as instalações do Hospital de Câncer do Sertão e se comprometeu a empenhar mais recursos para a unidade.
Já na cidade de Bodocó, Maria Arraes entregou uma retroescavadeira e equipamentos com o objetivo de fortalecer a segurança hídrica dos trabalhadores rurais. Adiante, em São José do Belmonte, a deputada destinou recursos da ordem de R$ 4,8 milhões para pavimentação de ruas, saneamento e asfaltamento, em parceria com o prefeito Vinicius Marques.
“Nosso mandato está sempre em contato com prefeitos, prefeitas e lideranças das regiões para atender às necessidades do povo. São eles que estão no dia a dia de suas cidades e sabem como destinar os recursos da melhor forma. É sempre uma alegria chegar ao Sertão e ver ações efetivas melhorando a qualidade de vida da nossa gente”, declarou a deputada.
Maria Arraes também esteve na cidade de Trindade, onde participou de uma audiência pública para discutir a obra do Canal do Sertão, considerado estratégico para ampliar o acesso à água, reduzir os efeitos da seca e impulsionar o desenvolvimento no Sertão e no Agreste. Ao todo, desde o início de seu mandato, Maria Arraes já destinou mais de R$ 36 milhões para o Sertão pernambucano.
Por AFP
O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que está “bem”, em uma mensagem publicada ontem (28) nas redes sociais, a primeira desde que foi capturado e levado para os Estados Unidos, onde enfrenta um julgamento por acusações de narcotráfico.
Maduro foi detido pelas forças americanas durante uma incursão militar em 3 de janeiro, que incluiu bombardeios a Caracas. Ele está preso com a esposa, Cilia Flores, detida na mesma operação, em uma prisão de segurança máxima no Brooklyn.
Leia mais“Estamos bem, firmes, serenos e em oração permanente”, escreveu Maduro a poucos dias da Semana Santa, uma data de grande importância na Venezuela, país de maioria católica. “Suas comunicações chegam a nós, suas mensagens, suas cartas e suas orações”, acrescentou. “Cada palavra de amor, cada gesto de carinho, cada expressão de apoio enche nossa alma e nos fortalece espiritualmente”.
Maduro está isolado em uma cela sem internet, nem jornais, com acesso ao pátio por uma hora ao dia. Uma fonte próxima ao venezuelano disse à AFP que ele tem permissão para conversar por telefone com a família e os advogados por, no máximo, 15 minutos.
Não está claro se Maduro ditou a mensagem à sua equipe ou apenas aprovou o conteúdo. Ele assina o texto com Flores. A mensagem de Maduro foi publicada na rede social X e na plataforma de mensagens Telegram, onde até agora apenas constava uma contagem dos dias de “sequestro”.
O governante deposto compareceu na quinta-feira, com a esposa, a um tribunal federal em Nova York, onde o juiz rejeitou um pedido da defesa para arquivar as acusações.
Seu filho, Nicolás Maduro Guerra, conhecido como “Nicolasito”, disse em eventos públicos que seu pai está bem, sereno e, inclusive, praticava exercícios na prisão.
Delcy Rodríguez, que assumiu o poder de forma interina após a queda de Maduro, não comentou a mensagem, assim como a maioria de seus ministros. Rodríguez governa sob pressão de Donald Trump e promoveu uma guinada na administração para se aproximar de Washington. Ela desmantelou, em quase três meses, a estrutura do governo de Maduro.
A mandatária não mencionou o julgamento em Nova York em seus últimos discursos. Na sexta-feira, ela pediu uma oração por Maduro e Flores em um ato com evangélicos, muito próximos ao governante deposto.
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Enquanto a oposição ainda busca um discurso, a Frente Popular entregou uma chapa pronta, baseada em resultados de gestão e peso político. O destaque ficou para a capacidade de Marília Arraes de dialogar com diferentes frentes, consolidando sua pré-candidatura ao Senado com o apoio explícito de João Campos e do PT.
A promessa de uma gestão estadual alinhada com três senadores aliados é o trunfo para atrair investimentos e destravar obras estruturantes, algo que Marília enfatizou ao citar a necessidade de “legitimidade popular” para transformar a vida das pessoas.
João Campos foi enfático sobre a parceria: “Humberto, conte comigo… você que já ganhou duas eleições de Senado e ganhará a terceira”, estendendo o tapete para a chapa que agora conta com Marília. Marília, por sua vez, selou o compromisso: “Não vamos soltar a mão um do outro, nem agora durante a campanha, nem durante os grandes embates”.
Por Jorge Henrique Cartaxo*
Especial para o Correio Braziliense
O Hotel Cassino Higino, em Teresópolis, foi, durante a Era Vargas, um dos recantos cultivados pela elite do Rio de Janeiro e, de certa forma, de todo o país. Esplendoroso como o Copacabana Palace e o Palácio Quitandinha, em Petrópolis, o Higino — todo feito em estilo enxaimel — oferecia, comme il faut, luxo e sociabilidade.
Foi no Higino — entre os dias primeiro e seis de maio de 1945 — que se realizou a Primeira Conferência das Classes Produtoras brasileiras (I Conclap). Aquele encontro histórico tinha boas e claras inspirações. No almoço daquele domingo de maio de 1945, enquanto as elites empresariais brasileiras encerravam a conferência contemplando as montanhas da Serra dos Órgãos, os canhões começavam a silenciar na Europa.
Leia maisIniciavam-se ali os dois pilares que marcariam a macropolítica mundial nas décadas seguintes: a Guerra Fria (a divisão geopolítica do mundo entre os EUA e a União Soviética) e o Welfare State (o Estado de Bem-Estar Social), que iria definir a reconstrução da Europa com o Plano Marshall e, apesar das institucionalizações distintas, orientar as políticas macroeconômicas no Ocidente.
Em 35 páginas, subscritas por mais de duas centenas de empresários (comerciantes, industriais e produtores rurais) de todo o Brasil, na “Carta Econômica de Teresópolis”, aprovada no I Conclap, a elite empresarial brasileira se colocava, com rara lucidez, como protagonista da reorganização da economia e do Estado brasileiro.
Diante das mudanças e dos desafios do pós-guerra, apresentava o seu entendimento sobre o Estado de Bem-Estar Social e como se posicionaria na Guerra Fria, já em curso. Definia-se ali o que iria prevalecer na Constituinte de 1946, no desenvolvimentismo da década de 1950, no governo de Juscelino Kubitschek (1956–1960) e, ainda que indiretamente, na sua meta-síntese: a construção de Brasília.
Em setembro de 1946 seriam criados o Senac — Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial — e o Sesc — Serviço Social do Comércio. A recém-criada Federação Nacional do Comércio divulgou ainda, nos termos da Carta de Teresópolis, a também histórica Carta da Paz. Nascia um dos mais distintos e exitosos sistemas de serviço social de todo o mundo.
O Sesc instala-se em Brasília em 1967, com a realização de diversos cursos e a promoção das Bibliotecas Ambulantes. Em seguida, depois da inauguração da unidade de Taguatinga, organiza uma programação de férias para crianças, com foco nos amplos espaços de uso comum da cidade. Em 1973, o Sesc realiza a primeira Semana da Criatividade de Brasília, com apresentações musicais, peças teatrais e dança. Em 1974, na Praça 21 de Abril — nas quadras 707/708 Sul —, teve lugar a Primeira Feira do Livro de Brasília. No mesmo período, realizou-se também o primeiro Encontro de Livreiros, Bibliotecários e Escritores da cidade.
A partir daí, as Unidades Móveis do Sesc intensificaram suas atividades culturais, recreativas e esportivas nas cidades-satélites. Em Planaltina, essa integração inspirou a criação do Museu da Cidade, em 1974. Hoje, no velho casarão que pertenceu à família do líder político local e ex-primeiro presidente da Câmara Legislativa de Brasília Salviano Guimarães, está instalado o Museu de Planaltina.
Em 1974, entra em cena a diligente Maria de Souza Duarte, então chefe da Coordenação Socioeducativa, responsável pela redefinição e uso do Núcleo de Treinamento e Recreação (Nutre), na 913 Sul, ainda em fase de construção. Ampliavam-se, na capital, sob a coordenação do Sesc, as festas e espetáculos nos fins de semana; oficinas de teatro, música, cinema, artes plásticas, literatura e artesanato; além de encontros, debates e seminários.
Depois de sua experiência parisiense, em 1976, quando participou de seminários, cursos, visitas e estágios em Casas de Cultura na França, Maria de Souza Duart convidou Chico Expedito, Humberto Pedrancini, Nivaldo Silva e Michel Bongiovanni para elaborarem o projeto que transformaria a garagem do Sesc 913 Sul em um espaço teatral.
No dia 28 de janeiro de 1978, na primeira página do Caderno 2, o Correio Braziliense comunicava a Brasília: “Teatro Grande — uma nova proposta cultural” era o título da matéria de página inteira. Na legenda da foto da garagem do Sesc em reforma lia-se: “Hoje, uma garagem vazia. Amanhã, um Teatro Garagem”.
Finalmente, no dia 5 de julho de 1979, com a peça A capital da esperança, trabalho de criação coletiva do grupo Carroça, dirigido por Humberto Pedrancini, o Teatro Garagem foi inaugurado em grande estilo. O primeiro texto teatral brasiliense que olhava para a história da própria cidade. O impacto e o sucesso foram extraordinários.
Existe uma cultura candanga? Essa indagação, tão comum no incipiente meio artístico da cidade a partir da segunda metade da década de 1970, havia sido posta, como construção, na UnB entre 1960 e 1968; depois, como resistência, na fundação do Teatro Galpão (Galpazinho), inaugurado em junho de 1975; agora encontrava o espaço que lhe daria os traços de sua primeira identidade perceptível: o Teatro Garagem.
A partir dali os novos — e ainda tateantes — movimentos culturais e políticos da cidade teriam, direta ou indiretamente, uma interlocução privilegiada com o Teatro Garagem: o teatro amador, o cineclubismo, o Cuca (Centro Universitário de Cultura e Arte), o Concerto Cabeças, as bandas de rock, o choro; os movimentos negros, feminista, da terceira idade, LGBTQI+, literário e político.
*Jornalista, mestre em História pela Universidade Paris-Sorbonne, sócio fundador do Instituto Histórico do Tocantins, sócio correspondente do Instituto Histórico de Goiás e diretor de Relações Institucionais do IHG-DF.
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A 57ª edição da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém registrou um aumento significativo no público oriundo das regiões Sudeste e Sul do país. Segundo dados de uma pesquisa realizada pela organização, o percentual de visitantes dessas regiões dobrou, passando de 7% na estreia do ano passado para 15% neste ano. Esse crescimento é um indicativo do crescente interesse nacional pelo espetáculo, que atraiu cerca de 10 mil espectadores na noite de ontem (28), no maior teatro a céu aberto do mundo.
Robinson Pacheco, coordenador geral do evento, celebrou o entusiasmo do público, que pôde vivenciar uma apresentação com forte carga dramática e inovações tecnológicas. O espetáculo, além de contar com um elenco de peso, proporcionou uma cena final da ascensão de Jesus aos céus que deixou a audiência emocionada. Esta inovação foi aprovada por 28% dos entrevistados na pesquisa. As informações são do Giro Blog.
Os personagens da trama foram interpretados por renomados artistas da dramaturgia nacional, como Dudu Azevedo no papel de Jesus, Beth Goulart como Maria, Marcelo Serrado como Pilatos e Carlo Porto como Herodes. Juntos, eles atuaram em nove cenários monumentais, acompanhados por centenas de figurantes e talentosos artistas pernambucanos, que apresentaram cerca de 2 mil figurinos produzidos com rigor histórico.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, pediu ontem (28) que governos e instituições estrangeiras acompanhem o processo eleitoral brasileiro e façam “pressão diplomática” para garantir o que chamou de eleições livres e justas. A declaração foi feita durante discurso na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), no Texas.
“Meu apelo aqui, não só aos Estados Unidos, mas a todo o mundo livre, é este: observem as eleições do Brasil com enorme atenção, entendam o nosso processo, monitorem a liberdade de expressão do nosso povo e apliquem pressão diplomática para que nossas instituições funcionem corretamente”, disse Flávio, sem especificar a que tipo de “pressão diplomática” se referia. As informações são do jornal O Globo com o UOL.
Leia maisO filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro ressaltou que não quer interferência nas eleições brasileiras, mas acompanhamento externo para assegurar que “a vontade do povo seja preservada”. Flávio condicionou o resultado eleitoral à liberdade nas redes sociais e à contagem dos votos. “Se o nosso povo puder se expressar livremente nas redes sociais e se os votos forem contados corretamente, nós vamos vencer”, disse.
Ao longo do discurso, o senador criticou o sistema político e judicial brasileiro e afirmou que seu pai foi condenado por motivos políticos. Disse que Bolsonaro é o maior líder político do Brasil e está preso “por defender nossos valores conservadores”. Flávio não mencionou que a condenação foi por tentativa de golpe de Estado.
Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses. Na denúncia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) citou que o ex-presidente e outros sete aliados tentaram derrubar a democracia e impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre o fim de 2022 e o início de 2023. O STF entendeu que Bolsonaro é culpado por todos os cinco dos quais era acusado: golpe de Estado; tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito; organização criminosa armada; dano qualificado contra patrimônio da União; e deterioração de patrimônio tombado.
Flávio, no discurso, associou o governo do presidente Lula ao avanço do crime organizado e criticou a atuação do país na área de segurança. Em um dos principais pontos da campanha da direita brasileira, retomou a defesa da classificação de CV e PCC como organizações terroristas pelos EUA. A causa tem mobilizado o irmão Eduardo há meses, em conversas junto a autoridades em Washington. O governo Lula se opõe à medida porque vê na classificação potencial pretexto para ataques militares dos EUA em território brasileiro ou aplicação de sanções financeiras contra empresas do país, além de interferência em um assunto referente à soberania nacional.
“Ele [Lula] usou lobby pesado com certos conselheiros americanos para evitar que os dois maiores cartéis de drogas do Brasil fossem classificados como organizações terroristas. Sim, o presidente do meu país faz lobby nos EUA para proteger organizações terroristas que oprimem meu povo e exportam armas, lavam dinheiro e exportam drogas para os Estados Unidos e o mundo”, disse Flávio, em referência às conversas recentes sobre o assunto entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado Marco Rubio. O governo Lula tem proposto uma parceria com Trump para combater a lavagem de dinheiro do crime organizado brasileiro nos EUA e coibir a importação de armas por esses grupos de fornecedores americanos. Lula pretende visitar Trump na Casa Branca. A expectativa era que o encontro acontecesse em março, mas o governo americano ainda não definiu uma data.
Na área econômica e geopolítica, o senador destacou o papel estratégico do Brasil para os EUA, especialmente no fornecimento de minerais críticos. Disse que o país pode ajudar a reduzir a dependência americana da China, que hoje domina a produção e o processamento de terras raras.
Ele também criticou a política externa do governo Lula, que classificou como contrária aos interesses americanos, afirmou que o Brasil se aproximou da China e de países como Irã e Cuba e associou o presidente brasileiro ao venezuelano Nicolás Maduro.
Flávio encerrou a intervenção, salpicada de referências religiosas, prometendo que estaria de volta ao palco da CPAC no ano que vem, mas como presidente do Brasil. “Trump 2.0 está sendo muito melhor que Trump 1.0, certo? Bolsonaro 2.0 também será muito melhor, graças à experiência adquirida durante a presidência do meu pai. E os EUA também terão seu aliado de volta”, afirmou, prometendo construir a “maior aliança conservadora do continente” na história caso seja eleito.
A participação no evento ocorre no momento em que Flávio intensifica a agenda internacional como pré-candidato. O CPAC é um dos principais fóruns do movimento conservador nos Estados Unidos e reúne lideranças políticas alinhadas à direita global.
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André de Paula será empossado ministro da Agricultura, na próxima terça-feira (31), em ato reservado no Palácio do Planalto, comandado pelo presidente Lula (PT). Na quarta-feira, ele transmitirá o cargo ao sucessor Édipo Araújo, pela manhã, e à tarde substituirá Carlos Fávaro, que estava no cargo também por indicação do PSD.
O pernambucano está à frente do Ministério da Pesca e Aquicultura desde 2023, mas o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, cobrava um espaço melhor para André de Paula. Carlos Fávaro é senador e foi exonerado para votar na CPMI do INSS e tentará a reeleição neste ano. As informações são do Blog Dantas Barreto.
O deputado estadual Romero Albuquerque anunciou sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda do prefeito do Recife e pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos. A confirmação veio pelo próprio João Campos, que publicou nas redes sociais uma postagem em colaboração com Romero e sua esposa, a vereadora Andreza Romero, que já integra o PSB. “Me filio ao PSB porque acredito no projeto de João Campos para Pernambuco. Um projeto sério, comprometido com as pessoas e com os animais”, disse o deputado.
Nas últimas semanas, o União Brasil, partido que Romero deixa, declarou apoio à governadora Raquel Lyra. Romero tem protagonizado uma série de embates com a gestão Raquel Lyra na Alepe: foram dele as denúncias sobre irregularidades no contrato da Cetus Construtora com a Secretaria de Educação, da suspensão de cirurgias eletivas no sistema estadual de saúde, do superfaturamento de cirurgias de castração, e o pedido de impeachment da governadora pelo esquema de favorecimento à Logo Caruaruense, empresa de transporte do pai da governadora que circulava irregularmente e sem vistorias desde o início da atual gestão.
Para Romero, portanto, a filiação não é apenas uma mudança de legenda, é a formalização de um posicionamento que já vinha sendo construído nas tribunas da Alepe.
A pauta da causa animal também fortalece o vínculo com o projeto de João Campos. Recentemente, o prefeito e o casal inauguraram o Hospital Veterinário 24 horas no Recife e anunciaram outras políticas de proteção e bem-estar animal. “Estamos com João Campos desde a eleição em 2020. O que construímos desde então não são ações de campanha, mas políticas permanentes, que existem independente do calendário eleitoral. É isso que separa quem governa com responsabilidade”, concluiu Albuquerque.
A primeira fotografia mais ampla da corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte em 2026 mostra um cenário de pré-campanha já configurado, mas ainda longe de definição. Na pesquisa estimulada, em que os nomes dos pré-candidatos são apresentados ao entrevistado, Álvaro Dias (PL) aparece na liderança com 30,8% das intenções de voto, seguido por Allyson Bezerra (UP), com 27,2%. Em seguida vêm Cadu Xavier (PT), com 10,8%, e Robério Paulino, com 2,1%. Brancos e nulos somam 6,3%, enquanto 22,8% disseram não saber ou preferiram não responder.
Evolução dos números
Na comparação com a rodada anterior, realizada em dezembro de 2025, o movimento mais importante é o crescimento de Álvaro Dias e a retração de Allyson Bezerra. Álvaro sobe de 25,7% para 30,8%, avanço de 5,1 pontos percentuais, enquanto Allyson recua de 31,8% para 27,2%, queda de 4,6 pontos.
Leia maisCadu Xavier também cresce, saindo de 9% para 10,8%, e Robério Paulino passa a pontuar com 2,1%. Ao mesmo tempo, o índice de não sabe/não respondeu cai de 29,1% para 22,8%, o que sugere alguma acomodação inicial do eleitorado em torno dos nomes já postos no debate público. Em outras palavras, parte da indefinição começa a se converter em intenção de voto, e essa conversão, neste momento, favorece mais Álvaro do que os adversários.
Probabilidade de voto e rejeição
A pesquisa também mediu a probabilidade de voto e rejeição, indicador importante para avaliar o potencial de crescimento e os limites de cada pré-candidato. Nesse bloco, Álvaro Dias e Allyson Bezerra aparecem novamente em patamar semelhante.
Entre os entrevistados, 29,3% dizem que com certeza votariam em Álvaro, e 11,8% afirmam que poderiam votar nele. Somados, os dois índices levam seu potencial de voto a 41,1%. Já 21,9% dizem que não votariam nele de jeito nenhum, 13,9% afirmam não conhecê-lo o suficiente para avaliar e 24,0% não souberam ou não responderam.
No caso de Allyson, 27,2% dizem que votariam com certeza e 13,9% afirmam que poderiam votar, o que lhe dá potencial de 40,5%. Já sua rejeição direta está em 19%, com 14,1% dizendo não conhecê-lo o suficiente e 26,3% sem resposta.
Cadu Xavier, por sua vez, registra 8,8% de voto certo e 14,0% de voto possível, alcançando potencial de 22,8%, mas enfrenta rejeição mais elevada, de 32,2%, além de 22,0% de eleitores que dizem não conhecê-lo o suficiente.
Já Robério Paulino aparece com 1,6% de voto certo e 4% de voto possível. Ele tem 17,2% de rejeição e um índice elevado de desconhecimento: 34% afirmam não conhecê-lo o suficiente para avaliar, enquanto 43,2% não souberam responder.
Cenário espontâneo
No cenário espontâneo, que é o primeiro apresentado ao eleitor, o entrevistado é perguntado sobre sua preferência sem o auxílio de uma lista com prováveis candidatos. Neste cenário, Allyson Bezerra permanece na liderança, marcando 15,5% diante dos 15,4% de Álvaro Dias, em empate absoluto dentro de qualquer leitura estatística.
Cadu Xavier aparece com 6,6%, Styvenson Valentim com 3,4%, Ezequiel Ferreira com 1,3% e Walter Alves com 0,6%. Brancos e nulos somam 7,4%, mas o principal dado é o percentual de 49,8% de não sabe ou não respondeu.
2º turno
Os cenários de segundo turno mantêm a lógica de disputa aberta observada no primeiro. No confronto entre Álvaro Dias e Allyson Bezerra, Álvaro tem 38,2% e Allyson, 35,9%, com diferença de 2,3 pontos percentuais, o que também configura empate técnico dentro da margem de erro. Nesse cenário, 16,3% não sabem ou não respondem e 9,6% declaram branco ou nulo.
Nos demais cenários testados, Álvaro Dias abre vantagem mais ampla. Contra Cadu Xavier, ele marca 38,5%, ante 21,6% do adversário. Ainda assim, chama atenção o tamanho da indefinição: 29,8% não sabem ou não respondem, e 10,1% indicam branco ou nulo.
No cenário entre Allyson Bezerra e Cadu Xavier, Allyson também abre importante vantagem, somando 37% contra 23% de Cadu, com 30,8% de não sabe/não respondeu e 9,2% de branco ou nulo.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RN-07240/2026. O levantamento foi realizado pelo Media Inteligência em Pesquisas, contratado pela Potengi Comunicação Ltda. Foram ouvidos 2.000 eleitores entre 23 e 26 de março de 2026, em 82 municípios do Rio Grande do Norte. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
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Por Cláudio Soares*
Nos últimos anos, tornou-se comum nas redes sociais a exibição de imagens impactantes por parte de profissionais da odontologia: bocas mutiladas, dentes em estado avançado de deterioração, dentaduras, pacientes desdentados ou em condições de extrema vulnerabilidade. Publicações que, muitas vezes, são apresentadas sob o argumento de “antes e depois”, “conscientização” ou “resultado clínico”, mas que levantam uma questão incontornável: até que ponto isso é informação e a partir de quando se torna exploração?
A fronteira entre educação e sensacionalismo parece cada vez mais tênue. O que se vê, em muitos perfis profissionais, é espetacularização da miséria bucal. Imagens cruas, por vezes degradantes, são utilizadas como estratégia de engajamento, convertendo sofrimento humano em moeda de visibilidade digital.
Leia maisNão se trata de negar o valor científico ou educativo de casos clínicos. A odontologia, como ciência da saúde, exige registro, estudo e compartilhamento de experiências. O problema reside na forma, no contexto e, sobretudo, na intenção. A lógica algorítmica das redes sociais baseada em impacto visual e choque tem influenciado práticas que deveriam ser regidas por princípios éticos, não por métricas de curtidas.
Surge, então, um questionamento legítimo. Onde está o compromisso com a dignidade do paciente? Ainda que haja consentimento formal, é preciso refletir sobre a assimetria existente na relação profissional-paciente. O indivíduo exposto, muitas vezes em situação de fragilidade social ou econômica, compreende plenamente o alcance daquela divulgação? Está ciente de que sua imagem pode circular indefinidamente, sujeita a julgamentos, ridicularizações ou estigmatização?
Nesse cenário, causa estranheza o silêncio — ou, no mínimo, a atuação tímida dos Conselhos Regionais e do Conselho Federal de Odontologia. Órgãos que têm, entre suas atribuições, zelar pela ética e pela dignidade da profissão. A regulamentação existe, mas sua aplicação parece irregular diante da crescente banalização dessas práticas.
A omissão institucional, quando percebida pela sociedade, corrói a credibilidade da categoria. Afinal, se a própria entidade fiscalizadora não atua de forma firme, que mensagem está sendo transmitida? Que vale tudo em nome da autopromoção?
É urgente retomar o debate ético com profundidade. A odontologia não pode se permitir cair na armadilha da desumanização. Pacientes não são vitrines. Não são “cases de marketing”. São pessoas com história, dignidade e direito à preservação de sua imagem.
Mais do que nunca, é necessário que os Conselhos assumam um papel ativo, não apenas punitivo, mas também educativo. Que estabeleçam diretrizes claras, fiscalizem com rigor e promovam uma cultura profissional alinhada aos princípios da bioética. A saúde não pode ser transformada em espetáculo. E a dor, muito menos, em propaganda.
*Advogado criminalista e jornalista
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Dei uma de intruso na Maratona do Frevo, há pouco, pelas ruas do Recife Antigo e cumpri minha jornada diária de 8 km. Nem sabia que seria hoje. Só percebi quando cheguei no Recife Antigo e encontrei uma multidão de corredores.
Conhecida como “Maratona Internacional do Frevo”, a largada foi no Cais da Alfândega, com percursos de 5km, 10km, 21km (Meia) e 42km (Maratona), com trajetos planos e rápidos que unem o Recife e Olinda, passando por pontos históricos, áreas litorâneas e com forte presença cultural.
