A corrida pela presidência da OAB-PE, nas eleições de 18 de novembro, tem sido marcada por polêmicas e acusações de “tentativas de censura” pelo candidato Almir Reis. O advogado Alcymar Monteiro Júnior, conhecido por defender os direitos dos advogados, moveu uma série de ações judiciais contra Reis, alegando intimidação e manobras para silenciar críticos e adversários.
De acordo com Monteiro Júnior, esta é a segunda vez que Reis tenta intimidá-lo juridicamente, acusando-o de espalhar notícias falsas sobre sua candidatura. As ações movidas por Monteiro incluem o registro de um Boletim de Ocorrência, pedido de explicações no Juizado Especial Criminal (JECRIM), uma notícia-crime por denunciação caluniosa, ação por danos morais no Juizado Especial Cível e uma representação na própria OAB por violação do Código de Ética.
Monteiro Júnior afirma que Reis está tentando calar seus críticos por meio de ações judiciais, uma postura que ele considera antidemocrática. “Não podemos permitir que o processo eleitoral da OAB seja usado como palco para manobras jurídicas que tentam silenciar colegas. Quando um advogado é atacado por exercer sua defesa e liberdade de expressão, toda a classe é atingida”, declarou Monteiro em um vídeo publicado nas redes sociais.
Brasília começou 2026 com uma polêmica que ainda vai render bastante: o pedido de inspeção junto ao Banco Central, pelo Tribunal de Contas da União, para apurar os procedimentos adotados na liquidação do Banco Master. A iniciativa foi do ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso no TCU. Mas a corte máxima de contas tem essa prerrogativa?
De forma alguma. O TCU é um órgão auxiliar do Legislativo, enquanto o Banco Central tem autonomia, dada pelo próprio Congresso Nacional. Sentindo-se agredido na forma da lei, o BC apresentou um recurso ao TCU contra a decisão que autorizou a realização de uma inspeção na chamada autoridade monetária.
A controvérsia surgiu após o ministro Jhonatan de Jesus solicitar informações adicionais sobre os elementos que sustentaram a decisão do BC de encerrar as atividades da instituição financeira. Diante disso, o Banco Central pediu que a proposta de inspeção seja submetida ao colegiado competente, para que haja deliberação formal sobre a medida.
A liquidação do Banco Master ocorreu após o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal, que, em novembro do ano passado, deflagrou a operação Compliance Zero. Mesmo sem ser obrigado a se curvar a uma decisão monocrática do relator do caso, o BC enviou ao TCU informações que embasaram a liquidação do Master.
O documento aponta uma série de motivos. Informa que o conglomerado liderado pelo banqueiro Daniel Vorcaro estava em “crise aguda de liquidez” que o impedia de satisfazer, com pontualidade, os compromissos assumidos. Com isso, a instituição não tinha dinheiro suficiente para honrar todas as suas obrigações financeiras, inclusive o pagamento de investidores. Entre outros pontos, o BC assinala que as tratativas para sanar o problema não tiveram efeito.
O Master também atrasou o recolhimento de compulsórios, que são depósitos que os bancos são obrigados a fazer no BC para garantir a segurança do sistema financeiro. Na data da liquidação do Master, a instituição mantinha depósitos de R$ 22,9 milhões, muito menos do que a autoridade exigia: R$ 2,537 bilhões, de acordo com o acompanhamento do BC. Era apenas 0,9% do que deveria cumprir.
SEM FLUXO DE CAIXA – Na data, o caixa livre do Master era de R$ 4,8 milhões e, segundo a supervisão do BC, estava previsto fluxo de vencimento de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) de R$ 48,6 milhões. O banco tinha em caixa menos de 10% do valor necessário para pagar os investidores. “Diante do esgotamento de todas as alternativas de solução de mercado, a identificação de crítica situação econômico-financeira, que impediria a instituição de honrar suas obrigações, e a verificação de irregularidades graves — com indícios de crimes que afetavam o valor dos ativos do conglomerado e comprometiam sua solvência —, a liquidação foi decretada como medida indispensável para a proteção do sistema financeiro e da poupança popular”, sustenta o BC.
Os cavalos milionários do relator – Relator do caso Master no TCU, o ministro Jhonatan de Jesus comprou cinco cavalos de raça em leilões, totalizando R$ 816 mil. A compra, realizada em 40 parcelas, foi feita com sua mulher, Thallys Mendes de Jesus. Ele é filho do senador Mecias de Jesus (Republicanos). Os leilões se deram durante eventos da ABQM (Associação Brasileira do Cavalo Quarto Milha), realizados entre 9 e 20 de outubro em Araçatuba (SP). Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Jhonatan adquiriu três cavalos na quinta-feira, 17 de outubro de 2024, durante o 16º Leilão Haras Nossa Senhora de Aparecida e outros dois no sábado, 19 de outubro, no 5º Leilão Haras Two Brothers – Campeões do Futuro, participando dos lances por meio de seu celular.
De onde vem o dinheiro do relator? – O ministro, que assumiu o cargo no TCU em 2023, declarou um patrimônio de R$ 1,1 milhão na última eleição que disputou para deputado federal, em 2018. Com um salário bruto de R$ 41,8 mil, sua renda líquida é de R$ 31,7 mil. As parcelas da compra dos cavalos totalizam R$ 20,4 mil por mês, o que representa cerca de 60% de sua renda líquida. Jhonatan e Thallys são sócios em uma empresa de educação e eventos, que possui um capital de R$ 300 mil. Ele foi deputado integrante do Centrão e tem ligações com o senador Ciro Nogueira e a Igreja Universal.
Cresce violência contra mulher – Conforme levantamento oficial da Secretaria de Defesa, houve aumento no número de feminicídios no Estado em 2025 na comparação com o ano anterior. Cerca de 88 mulheres foram assassinadas no ano passado em crimes classificados como feminicídio, quando a vítima é morta por uma questão de gênero. Isso representa um crescimento de 15,7% em relação a 2024, quando foram registrados 76 casos. Esse quantitativo coloca 2025 como o ano que mais registrou casos dessa natureza nos últimos seis anos em Pernambuco. O ano de 2021 vem em segundo lugar com 87 casos. Na sequência estão: 2023 (83 casos), 2024 (76 casos), 2020 (75 casos) e 2022 (72 casos).
Anderson disputa Senado – Candidato a governador nas eleições passadas, que não chegou ao segundo turno por causa da comoção envolvendo a morte do marido de Raquel, o ex-prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PL), é candidatíssimo ao Senado. Ele acha que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro ao Planalto o favorece na disputa à Casa Alta por Pernambuco. “Na eleição passada, Teresa Leitão foi eleita por causa de Lula e o segundo mais votado, Gilson Machado, foi inflamado pela vinculação com Bolsonaro, ou seja, será o fator presidencial que irá influenciar a eleição para senador e não o estadual. Depois da polarização nacional, em Pernambuco candidato a governador não tem mais tanto poder para puxar os candidatos a senador como no passado”, raciocina.
CURTAS
OS SEM VOOS – Moradores e trabalhadores de Fernando de Noronha enfrentam dificuldades para comprar passagens aéreas para o continente. Nos últimos dias, algumas pessoas passaram a dormir no aeroporto da ilha para tentar garantir uma vaga nos voos. Um acordo entre o governo local e companhias aéreas prevê a oferta de passagens com desconto e a reserva de vagas para moradores e profissionais que trabalham em Noronha.
SEM MAIORIA – Roberto Freire não representa a vontade majoritária do Cidadania no Brasil, segundo o presidente estadual da legenda, Cláudio Carraly. “A direção nacional legítima do partido, eleita democraticamente em seu último congresso nacional, passou pelo abandono da presidência por parte do então presidente, cabendo ao então vice-presidente, Comte Bittencourt, assumir a presidência e tornar-se a partir daí o presidente nacional do Cidadania”, disse. Carraly não gostou do posicionamento de Freire no podcast Direto de Brasília.
TORTURADO – Michelle Bolsonaro diz que seu marido está sendo “negligenciado e torturado” por estar “em um quarto trancado que só pode ser aberto quando ele tem que tomar medicação”. A família afirma que o ex-presidente precisa de mais cuidados médicos do que os oferecidos a ele na prisão. A ex-primeira-dama declarou que Bolsonaro não se lembra de como caiu e não sabe por quanto tempo ficou desacordado.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nula a determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM) que ordenava a instauração imediata de sindicância para apurar o atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Para o ministro, a medida é flagrantemente ilegal e configura desvio de finalidade, razão pela qual ficam proibidos, em âmbito nacional e estadual, quaisquer procedimentos do CFM com esse objeto.
Além disso, Moraes determinou que o presidente do CFM seja ouvido pela Polícia Federal em até 10 dias, para explicar a conduta da autarquia e apurar eventual responsabilidade criminal. Também ordenou que o diretor do Hospital DF Star encaminhe ao STF, em 24 horas, todos os exames e laudos médicos realizados por Bolsonaro na data da decisão. As informações são do jornal O GLOBO.
“A ilegalidade e ausência de competência correicional do CFM em relação à Polícia Federal é flagrante, demonstrando claramente o desvio de finalidade da determinação, além da total ignorância dos fatos”, diz o ministro no despacho.
Nesta quarta-feira, a entidade de medicina determinou a instauração de uma sindicância para apurar denúncias que “expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica” ao ex-presidente, que sofreu uma queda na carceragem da Polícia Federal em Brasília na madrugada de terça-feira.
O CFM afirma que Bolsonaro tem um “histórico clínico de alta complexidade”, com sucessivas cirurgias abdominais e soluços intratáveis, além de outras comorbidades. O conselho cita também o recente episódio de queda ocorrido na carceragem da Polícia Federal em Brasília.
A queda de Bolsonaro foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ela relatou nas redes sociais que o marido teve uma crise de soluços enquanto dormia, caiu e bateu a cabeça em um móvel. Nesta quarta-feira, Bolsonaro passou cinco horas no hospital DFStar para a realização de exames autorizados pelo ministro e já retornou à Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena.
Bolsonaro foi diagnosticado com traumatismo craniano leve após a queda e segundo o médico Brasil Ramos Caiado, os exames realizados no DF Star identificaram apenas lesões em partes moles, sem qualquer comprometimento intracraniano.
A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, e o deputado federal Fernando Monteiro anunciaram que 902 famílias de Serra Talhada receberão, no próximo dia 16 de janeiro, as chaves da casa própria no Residencial Vanete Almeida. A cerimônia de entrega contará com a presença do ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho.
“Essa conquista representa uma luta coletiva e incansável para garantir moradia digna ao nosso povo. Desde o início, trabalhamos com responsabilidade e compromisso, fortalecendo parcerias com o presidente Lula e com o deputado Fernando Monteiro, porque entendemos que casa própria é dignidade, é segurança e é transformação de vidas”, afirmou Márcia Conrado.
Fernando Monteiro destacou que o empreendimento foi planejado com estrutura de serviços públicos integrada. “O Vanete Almeida é um projeto pensado para garantir dignidade, com assistência social, educação e saúde próximas das famílias. Esse é o resultado de um trabalho conjunto com a prefeitura e o governo federal para assegurar melhores condições de vida à população”, declarou. Além das moradias, o residencial contará com um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), escola em fase de construção, creche com ordem de serviço prevista e uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em processo de licitação.
Uma empresária de Mato Grosso morreu após ser atingida por um pilar enquanto estava deitada em uma rede em um imóvel na cidade de Paracuru, no litoral do Ceará, onde passava férias. O caso aconteceu na noite da última segunda-feira (5).
A vítima foi identificada como Thayze Moreira Rodrigues, de 42 anos, proprietária da Vidraçaria Araçatuba, que há 35 anos funciona na cidade de Rondonópolis (MT). A vítima deixa uma filha. As informações são do g1.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social afirma que a Polícia Civil de Paracuru investiga o caso. Equipes da Polícia Militar e da Perícia Forense estiveram no local do acidente e “colheram informações que subsidiarão a apuração policial”, afirma a pasta.
A prefeitura do município mato-grossense divulgou uma nota de pesar pela morte da empresária, que há seis anos assumiu os negócios da família depois da morte do pai.
“Reconhecida pelo profissionalismo e atenção aos detalhes, a empresária de Rondonópolis teve uma trajetória marcada pela dedicação e compromisso com o trabalho, construiu uma história de empreendedorismo responsável, tornando-se referência no segmento de vidraçaria e contribuindo para o desenvolvimento econômico da cidade e para a realização de inúmeros sonhos de clientes”, diz um trecho da nota de pesar da prefeitura.
A vidraçaria da vítima decretou três dias de luto, com ajustes temporários das atividades, pela morte da proprietária.
A Polícia Federal apura citações feitas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, um dos filhos do presidente Lula (PT), nas investigações relacionadas a desvios de aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Um das linhas trabalhadas na apuração, de acordo com investigadores, é a possibilidade de que Lulinha tenha sido sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. As informações são da Folha de S. Paulo.
A informação foi enviada pela PF ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), relator do inquérito sobre o tema. Menções indiretas a Lulinha por alvos da investigação já tinham sido divulgadas em dezembro, em uma das fases da Operação Sem Desconto.
À época, segundo pessoas com conhecimento das apurações, as menções a Lulinha já estavam sendo investigadas.
O filho do presidente não constituiu advogado específico para o caso e afirma que não é investigado, mas seu representante em outros processos nega qualquer irregularidade e diz que pedirá à PF a abertura de uma investigação sobre vazamentos de documentos sigilosos à imprensa.
A informação sobre as citações a Lulinha foi divulgada inicialmente pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha.
“Esses vazamentos são graves. É um ponto fora da curva. O Fábio não é alvo direto ou indireto a nenhuma das investigações. Não tem relação direta ou indireta com nenhum dos fatos relacionados ao INSS. Portanto, qualquer linha de investigação é fruto de pirotecnia, é fruto de imaginação criativa, é fruto de outras coisas”, afirma o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atuou para Lulinha.
Ele diz confiar na atuação da Polícia Federal, que “foi devolvida para o Estado brasileiro” no governo Lula, mas acrescenta que é necessário “abrir um inquérito sobre esse vazamento criminoso”.
Na operação de dezembro, a PF investigava um pagamento de R$ 300 mil feito por ordem de Antunes a uma empresária que é amiga de Lulinha. No total, a empresária teria recebido, em parcelas, R$ 1,5 milhão do lobista.
Em uma mensagem apreendida pela PF em uma das fases da operação, o Careca do INSS pede a um operador que faça o pagamento de uma parcela de R$ 300 mil a uma empresa em nome de Roberta Luchsinger, a RL Consultoria e Intermediações.
O operador pergunta quem seria o destinatário do dinheiro. Antunes responde que seria “o filho do rapaz” e, em seguida, recebe o comprovante do pagamento para a empresa de Luchsinger. A PF tenta identificar se o Careca do INSS se referia a Fábio Luís.
A empresa RL Consultoria tem entre seus sócios a empresária Roberta Moreira Luchsinger, que foi alvo de busca e apreensão no bairro de Higienópolis, em São Paulo, e é próxima ao filho do presidente.
A PF afirma que a Brasília Consultoria Empresarial Ltda., que fez os repasses de recursos a Roberta Luchsinger, é “empresa de fachada do grupo de Antônio Camilo Antunes”.
Os recursos transferidos à empresária, ainda segundo a PF, tinham como justificativa serviços que não foram realizados.
A defesa de Roberta afirma que as transferências não têm qualquer relação com o INSS, mas sim com um projeto de canabidiol que desenvolvia com o lobista.
Em nota, a defesa diz que “Roberta Luchsinger e sua empresa atuam com a prospecção e intermediação de negócios com empresas nacionais e estrangeiras e, nesse âmbito, foi procurada no ano passado pela empresa Brasília Consultoria Empresarial S/A, de Antônio Carlos Camilo Antunes, para atuação na regulação do setor de empresas de canabidiol”.
Também afirma que os negócios que mantiveram foram apenas tratativas iniciais que não chegaram a prosperar e que essas tratativas aconteceram em momentos anteriores às revelações dos desvios de descontos do INSS.
O advogado Paulo Roberto de Andrade Carneiro, de 63 anos, morreu na tarde desta terça-feira (6) após se afogar na Praia de Catuama, no município de Goiana. Ele era procurador do município de Paudalho e estava no litoral com a família.
Natural de Nazaré da Mata, Paulo Carneiro residia e exercia a função de procurador em Paudalho. Ele era irmão do também advogado e procurador do município de Nazaré da Mata, Lyndon Johnson, que se deslocou ao local após tomar conhecimento do ocorrido.
De acordo com testemunhas, o advogado entrou no mar para um mergulho e acabou sendo arrastado por uma corrente de retorno. Houve tentativa de reanimação no local, mas sem sucesso, e o óbito foi confirmado ainda na praia.
Os portos brasileiros tiveram papel central no desempenho histórico da balança comercial do país em 2025, ao garantir o escoamento de produtos e commodities que levaram o Brasil a registrar, pelo terceiro ano consecutivo, um superávit expressivo no comércio exterior. Responsáveis por mais de 95% das trocas comerciais com o mundo, os terminais portuários foram decisivos para sustentar o crescimento das exportações e importações, mesmo em um cenário internacional marcado por tensões e barreiras comerciais.
A corrente de comércio brasileira — soma de exportações e importações — alcançou US$ 629 bilhões em 2025. O resultado gerou um superávit de US$ 68,2 bilhões, o terceiro maior desde o início da série histórica, em 1989, ao lado dos recordes obtidos em 2023 e 2024.
Mesmo diante do tarifaço imposto pelo governo norte-americano a parte dos produtos brasileiros, o país registrou números inéditos tanto nas vendas externas quanto nas compras do exterior. As exportações totalizaram US$ 348,676 bilhões, crescimento de 3,5% em relação a 2024. Já as importações somaram US$ 280,4 bilhões, alta de 6,7% na comparação anual, superando em quase US$ 8 bilhões o recorde anterior, registrado em 2022. Os dados foram apresentados pelo Mdic na última terça-feira.
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho confirma a transformação da infraestrutura logística em um diferencial competitivo do país.
“Os números mostram que o Brasil vive um novo momento de maturidade logística. Não é coincidência que os três maiores superávits da nossa história tenham ocorrido nos últimos três anos. Isso prova que a infraestrutura portuária se tornou uma alavanca de competitividade. Estamos dando as condições necessárias tanto para escoar nossa produção ao mercado internacional quanto para receber os insumos e mercadorias que abastecem a indústria e o consumo interno”, afirmou Costa Filho, ao Brasil 247.
Na mesma linha, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou a capacidade do Brasil de ampliar mercados mesmo em um ambiente internacional adverso.
“Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos”, disse.
Segundo ele, “o resultado reflete também o conjunto de programas e ações do governo do presidente Lula para aumentar a produtividade e a competitividade de nossas empresas no exterior, sobretudo com a Nova Indústria Brasil (NIB) e com o Plano Brasil Soberano”.
O avanço da balança comercial foi acompanhado por um crescimento consistente da atividade portuária em volume físico. De acordo com o balanço do MPor, o setor deve encerrar 2025 com uma movimentação total de 1,34 bilhão de toneladas de cargas, o que representa aumento de 3,25% em relação ao ano anterior. Entre 2023 e 2025, o acréscimo acumulado de 150 milhões de toneladas supera, sozinho, todo o volume movimentado pelo Porto de Santos em 2025.
Esse ganho de capacidade foi essencial para atender à maior demanda por commodities no fim do ano. Dados do Mdic mostram que, em dezembro, produtos como petróleo, com alta de 74%, soja, com crescimento de 73,9%, e carne bovina, com avanço de 70,5%, lideraram a expansão das exportações. Na prática, isso se traduziu em novos recordes nos principais terminais do país.
O Porto de Santos, em São Paulo, maior complexo portuário brasileiro, registrou crescimento de 29% na movimentação entre os portos públicos no período de janeiro a outubro, alcançando 119,4 milhões de toneladas. O Porto de Paranaguá, no Paraná, estratégico para o agronegócio, avançou 13,5% e somou 55,2 milhões de toneladas. Já no Arco Norte, o Porto do Itaqui, no Maranhão, reforçou sua vocação para o escoamento de grãos e minérios, com alta de 7,6% e movimentação de 31,4 milhões de toneladas.
Entre os marcos desse ciclo de expansão da infraestrutura portuária estão o leilão do Túnel Santos-Guarujá, considerado o maior investimento do Novo PAC, com aporte de R$ 6,8 bilhões, e a primeira concessão do canal de acesso de Paranaguá. A iniciativa permitirá a atracação de navios de maior porte, ampliando a eficiência logística e a competitividade do comércio exterior brasileiro.
O ex-prefeito de Olinda, Professor Lupércio (PSD), e o secretário de Meio Ambiente de Pernambuco, Daniel Coelho (PSD), anunciaram, nesta quarta-feira (7), que atuarão em conjunto na próxima disputa eleitoral, com Lupércio como pré-candidato à Assembleia Legislativa de Pernambuco e Daniel Coelho à Câmara dos Deputados. A articulação conta com o apoio da prefeita de Olinda, Mirella Almeida (PSD). A aliança reúne dois nomes com histórico político no município, onde Lupércio exerceu dois mandatos consecutivos como prefeito entre 2017 e 2024, e Daniel Coelho obteve votação expressiva em disputas proporcionais.
Durante o encontro, Lupércio afirmou que a parceria tem como objetivo ampliar a atuação política no estado. “Quero trabalhar ainda mais por Pernambuco. Agradeço o apoio de Daniel Coelho, que enviou importantes emendas parlamentares para Olinda enquanto fui prefeito”, declarou. Daniel Coelho também comentou a formação da dobradinha. “Muito feliz com o apoio de Lupércio. Estamos todos juntos ao lado da governadora Raquel Lyra, mudando Pernambuco”, disse. A prefeita Mirella Almeida destacou que ambos têm ações realizadas no município. “São pessoas com serviços prestados em Olinda, tanto na gestão municipal quanto por meio de emendas parlamentares”, afirmou.
Nenhum presidente da Câmara dos Deputados participou, até hoje, dos atos oficiais em lembrança dos ataques golpistas de 8 de Janeiro de 2023. Neste ano, o cenário se repete. Além disso, a presidência do Senado também optou por não estar presente.
As ausências coincidem com a expectativa de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetar o projeto, aprovado pelo Congresso, que anistia participantes das tentativas golpistas do 8 de Janeiro (veja mais abaixo).
O atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não vai comparecer à cerimônia em defesa da democracia, marcada para esta quinta-feira (8), no Palácio do Planalto. As informações são do g1.
O antecessor de Motta no cargo, Arthur Lira (PP-AL), também não participou dos atos em 2024 nem em 2025.
Neste ano, diferentemente do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto, o Legislativo não programou nenhuma cerimônia própria para marcar a data.
Congresso ausente desde 2024 O primeiro ato em defesa da democracia ocorreu em 2024 e foi sediado no Congresso Nacional, no Salão Negro. À época, Arthur Lira era aguardado, mas alegou problemas de saúde com um familiar e não compareceu.
Na ocasião, o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), foi o único chefe de uma das Casas do Legislativo presente no evento.
Em 2025, a cerimônia foi realizada no Palácio do Planalto. Lira voltou a faltar, e Pacheco também não compareceu. O Senado foi representado pelo então vice-presidente Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).
Ausência de Motta e Alcolumbre em 2026
Neste ano, além de Hugo Motta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também não participará do ato.
Para parlamentares governistas, a ausência da cúpula do Congresso reforça a avaliação de que os ataques de 8 de janeiro não resultaram na consolidação de uma frente política ampla contra a tentativa de golpe.
“Não existe um movimento político consistente contra a tentativa de golpe. Estou há dois anos como líder e, nesse período, sempre houve tentativa de aliviar o que aconteceu”, afirmou o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ).
Segundo ele, a postura dos presidentes das Casas reflete uma estratégia de equilíbrio político com parlamentares bolsonaristas. “Hugo e Alcolumbre querem se reeleger e jogam dos dois lados. A política não conseguiu criar um movimento amplo de rechaço à tentativa de golpe”, disse.
Motta e Alcolumbre foram eleitos para os comandos da Câmara e do Senado com apoio de partidos e parlamentares alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Debate sobre veto não explica ausência, dizem governistas Aliados do governo também rejeitam a avaliação de que a ausência dos presidentes do Congresso esteja relacionada à expectativa de veto presidencial ao projeto que reduz penas de condenados pelos atos golpistas.
Segundo parlamentares, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não faria o veto durante a cerimônia, caso Motta e Alcolumbre confirmassem presença.
“Vetará, provavelmente, mas fazer isso nessa solenidade é desnecessário. Fica parecendo disputa com o Congresso”, afirmou o líder do PDT, Mário Heringer (PDT-MG).
Lindbergh reforçou o argumento: “Se eles fossem, o veto ocorreria no dia seguinte, não na cerimônia. A decisão de não ir foi deles”.
Congresso foi o primeiro alvo dos ataques O Congresso Nacional foi o primeiro prédio a ser atacado em 8 de janeiro de 2023. Só na Câmara dos Deputados, mais de 400 computadores foram destruídos, além de televisores, telefones, móveis e obras de arte.
Levantamento da Polícia Federal e de pesquisadores do Universidade Federal de Minas Gerais identificou 186 peças de arte danificadas nos ataques, parte delas localizadas na Câmara e no Senado.
Somados os danos ao Congresso, ao STF e ao Palácio do Planalto, o valor das obras afetadas chega a R$ 20 milhões, e o prejuízo material estimado é de R$ 12 milhões.
Após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), deixar o hospital onde estava para realização de exames médicos, Brasil Caiado — responsável pela saúde do ex-mandatário — apontou em conversa com jornalistas a suspeita de uma possível reação a combinação de remédios.
“Há uma suspeita inicial que nós já havíamos imaginado que possa ser a interação de medicamentos. O presidente faz uso de vários medicamentos para tratamento das crises de soluços e nós estamos diante de um problema agora com o presidente que é: se esses quadros forem recorrentes e colocam o presidente numa zona de maior risco, pelos medicamentos e… segundo ponto: nós temos que suspender os medicamentos e colocar o presidente num degradante de soluço? Ou mantenho a medicação eu aumento o risco que eu ainda não sei se é, nós vamos avaliar, mas são hipóteses”, afirmou Caiado. As informações são da CNN.
“Na madrugada de ontem o presidente apresentou uma queda, ele começou a caminhar pelo quarto e caiu. Inicialmente pensamos que era uma queda da cama. Ele levantou, tentou caminhar e caiu. A escrivaninha fica do lado esquerdo da cama e a contusão foi do lado direito”, completou ao explicar de onde surgiu a ideia.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou nesta quarta-feira (7) por exames na cabeça após ter sofrido uma queda na sala onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Bolsonaro passou mal novamente na madrugada de terça-feira (6). A informação foi compartilhada via redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e confirmada pelo médico do político e pela Polícia Federal. As informações são do g1.
Ele chegou nesta manhã ao hospital particular DF Star para ser submetido aos seguintes exames:
Tomografia Computadorizada de Crânio;
Ressonância Magnética de Crânio; e
Eletroencefalograma.
Todos os procedimentos são feitos para avaliar a área do crânio, contudo cada um tem uma especificidade.
Os exames foram solicitados pela defesa do ex-presidente e autorizados nesta quarta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
O Superintendente do Patrimônio da União (SPU) em Pernambuco, Ednaldo Moura, viveu a experiência aterrorizante que a cada tem sido mais comum em nosso estado. Ao chegar à casa de um amigo, no bairro do Timbi, em Camaragibe, ele foi abordado por dois homens que lhe apontavam uma arma e anunciaram um assalto.
“A gente toma conhecimento do crescimento assustador dos números da violência em Pernambuco, mas nem sempre está consciente de que, a qualquer momento, você vai fazer parte destas estatísticas”, observou Ednaldo.
“Foi um choque e não tive como não pensar que estava com a vida em risco. Procurei manter a calma e demonstrar com clareza não tinha nenhuma intenção de reagir”, afirmou o gestor, acrescentando que entregou a chave do carro, o celular e tratou sair da frente dos bandidos.
Ednaldo Moura é servidor público de carreira, ocupa um cargo no governo federal, a administração do patrimônio da União no estado, e exerce militância política em Camaragibe.
Ele lembra os momentos assustadores que vivenciou: “Quando, de repente, há uma arma apontada e você percebe que aquele assaltante não tem nada a perder, só mantem a calma se tiver fé e lembrar da sua responsabilidade com sua família”.
“Ninguém merece passar por uma coisa dessas”, disse Ednaldo.
De acordo com as informações, o crime aconteceu por volta das 22h30, na Rua Teodoro Borges, conhecida como Rua da Escola Francisco de Paula. A vítima foi abordada por homens armados logo após desembarcar do veículo. Relatos apontam que a ação foi muito rápida.
Os criminosos levaram o automóvel e todos os pertences pessoais que estavam com o superintendente. O veículo roubado é uma Toyota SW4 SRX, de cor branca, com placa QYB 0H29, pertencente a Ednaldo Moura. Após o roubo, os assaltantes fugiram do local.
As autoridades orientam que qualquer informação que ajude na localização do veículo ou na identificação dos suspeitos seja comunicada imediatamente pelos canais oficiais de denúncia.
Depois do incidente, Ednaldo Moura seguiu, acompanhado de amigos, para a Delegacia de Camaragibe, onde registrou boletim de ocorrência sobre o roubo. As investigações ficarão a cargo da Polícia Civil.