Prezado Magno Martins,
Polêmico e de estilo próprio, você é um saudosista das origens e convicto apaixonado pela família e vem protagonizando importante papel na política brasileira.
Parabéns pelo aniversário do blog.
Delmiro Campos
Advogado
Prezado Magno Martins,
Polêmico e de estilo próprio, você é um saudosista das origens e convicto apaixonado pela família e vem protagonizando importante papel na política brasileira.
Parabéns pelo aniversário do blog.
Delmiro Campos
Advogado
Por Janguiê Diniz*
A publicação do Edital Seres/MEC nº 1, de 15 de abril de 2026, traz um alerta importante para o sistema de educação superior brasileiro. Ao tornar pública a relação de instituições que ainda não implementaram o diploma digital ou que não registraram as informações exigidas no sistema e-MEC, o Ministério da Educação reforça que o tema deixou de ser uma agenda futura e passou a ser uma obrigação imediata, com implicações diretas no campo regulatório.
Desde 1º de julho de 2025, a emissão de diplomas de graduação em formato digital é obrigatória, e o não cumprimento desse requisito configura irregularidade administrativa, sujeita a desdobramentos que podem chegar ao âmbito da supervisão. Esse movimento se insere em um processo mais amplo de transformação digital que envolve não apenas a emissão de diplomas, mas a própria gestão do acervo acadêmico das instituições.
Leia maisTrata-se de uma mudança estrutural, que exige planejamento, investimento e, sobretudo, compreensão estratégica por parte das instituições de educação superior. Mais do que atender a uma exigência normativa, a digitalização dos documentos institucionais e a adoção do diploma digital devem ser encaradas como instrumentos essenciais para a sustentabilidade e a segurança das IES.
No campo da segurança, os ganhos são evidentes. Como destacado por representantes do ministério durante o seminário promovido pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) no último dia 14, o ambiente analógico expõe as instituições a riscos que, muitas vezes, passam despercebidos. Há relatos de instituições sendo acionadas judicialmente em unidades da federação onde nunca atuaram, a partir da circulação de documentos físicos falsificados, sem qualquer controle ou rastreabilidade.
No ambiente digital, por sua vez, a lógica se inverte: apenas os documentos que constam no repositório institucional, com metadados que registram informações como autoria, data e integridade, são reconhecidos como legítimos, permitindo que a instituição comprove, de forma objetiva, aquilo que de fato lhe pertence.
Nesse contexto, o diploma digital representa um avanço significativo no combate a fraudes. A existência de mercados ilegais de comercialização de diplomas, fenômeno amplamente documentado, evidencia a necessidade de mecanismos mais robustos de validação. Ao vincular cada diploma a uma URL institucional cadastrada no MEC, cria-se um ambiente de verificação pública, no qual estudantes, empregadores e órgãos de classe podem consultar a autenticidade do documento. Trata-se de uma camada adicional de proteção que, embora não elimine totalmente os riscos, eleva substancialmente o nível de segurança do sistema.
Ao mesmo tempo, é preciso reconhecer que a digitalização não é apenas um instrumento de controle, mas também um ativo estratégico. A organização estruturada dos dados acadêmicos abre novas possibilidades de gestão, análise e inovação, permitindo que as instituições conheçam melhor o perfil de seus estudantes, aprimorem seus cursos e utilizem ferramentas tecnológicas, inclusive baseadas em inteligência artificial, para qualificar suas decisões. O acervo acadêmico deixa de ser um passivo operacional e passa a ser um patrimônio informacional com alto valor agregado.
Outro ponto que merece atenção diz respeito à relação entre a conformidade normativa e a atuação supervisora do Ministério da Educação. Conforme ressaltado pela Seres/MEC no seminário da ABMES, não há interesse em instaurar processos de supervisão por questões pontuais, como eventuais atrasos na entrega de diplomas. Para essas demandas, a prioridade estabelecida pela pasta é por soluções mediadas. No entanto, é inegável que o descumprimento reiterado de obrigações, como a implementação do diploma digital ou o registro das informações exigidas, pode levar à abertura de processos administrativos.
Nesse sentido, a adequação às normas vigentes deve ser compreendida como uma medida preventiva. Ao cumprir os prazos estabelecidos, estruturar seus sistemas e garantir a rastreabilidade dos seus documentos, as instituições reduzem significativamente sua exposição a riscos regulatórios e evitam desgastes que poderiam ser facilmente prevenidos. Trata-se de uma agenda que exige ação imediata, especialmente por parte das instituições expressamente notificadas no edital recentemente publicado.
A transformação digital da educação superior é irreversível e traz consigo oportunidades relevantes, mas também responsabilidades que não podem ser negligenciadas. A segurança dos documentos institucionais e a conformidade com as exigências regulatórias não são apenas obrigações legais, mas elementos fundamentais para a credibilidade e a integridade do sistema.
O momento exige, portanto, uma postura proativa. Mais do que responder a notificações, é necessário antecipar soluções, fortalecer processos internos e compreender que a digitalização não é um custo, mas um investimento na proteção, na eficiência e no futuro das instituições de educação superior brasileiras.
*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador e controlador do grupo Ser Educacional, e presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo.
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O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, disse, hoje, em São Paulo que não pretende deixar a cabeça de chapa da disputa presidencial para ser eventualmente vice do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL. As informações são do portal G1.
Ao lançar as diretrizes do seu futuro plano de governo, Zema afirmou que vai levar a candidatura até o final. “Vou manter a pré-candidatura até o final. Porque nós temos propostas que a maioria da classe política tem pavor. Mas nós temos as propostas que o Brasil precisa. Entre os pré-candidatos, sou o único que já consertou as barbaridades do PT, porque assumi um estado arruinado e tenho esse diferencial”, declarou.
A afirmação foi feita durante o evento “O Brasil sem intocáveis”, onde Zema apresentou as diretrizes do seu plano de governo e diz que pretende acabar com “privilégios de ricos” no Brasil. O ex-governador de Minas disse que chegou a falar com o ex-presidente Jair Bolsonaro no ano passado e defendeu o maior número de candidatos da direita na eleição de outubro, na tentativa de levar o pleito para o segundo turno e impedir a vitória de Lula (PT) no 1° turno. Ele afirmou, porém, que, num eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, que os candidatos da direita estarão todos juntos se apoiando.
Nota oficial
Nós, deputados e membros da Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação da Assembleia Legislativa de Pernambuco, reafirmamos o nosso empenho em solucionar o impasse orçamentário existente em nosso estado. Assim sendo, é importante ressaltar que a reunião Ordinária do colegiado, realizada nessa quarta (15), ocorreu de forma regular e em absoluto respeito ao Regimento Interno da Casa. Todas as etapas foram corretamente cumpridas, garantindo a legalidade das decisões tomadas.
Reforçamos, portanto, a importância e a qualidade do parecer apresentado pelo deputado João de Nadegi ao Projeto de Lei Ordinária nº 3993/2026. O documento foi construído com responsabilidade e atenção às necessidades urgentes de Pernambuco. A medida é fundamental para que o Governo do Estado possa direcionar recursos para as demandas mais prioritárias da população pernambucana.
Leia maisO parecer do deputado João de Nadegi ao projeto dispõe do nosso integral respaldo, uma vez que ele exerceu, regularmente, a prerrogativa constitucional de parlamentar para aprimorar projetos de lei, o qual foi devidamente aprovado pelos membros desta Comissão. Além de garantir a suplementação orçamentária no valor de R$ 155 milhões ao Tribunal de Justiça de Pernambuco, o parecer resgata a capacidade de remanejamento na Lei Orçamentária Anual (LOA) pelo Poder Executivo.
Os interesses de Pernambuco exigem uma solução rápida. Tanto os setores produtivos quanto os municípios pernambucanos têm cobrado uma solução célere para esse impasse, garantindo a continuidade das ações governamentais.
Diante do exposto, nós reforçamos a importância de que o PLO 3993/2026 seja incluído na Ordem do Dia na próxima quarta-feira (22), a fim de que a matéria possa ser discutida e votada pelos deputados em Plenário.
Atenciosamente,
Antonio Coelho, Débora Almeida, João de Nadegi e Joãozinho Tenório
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Em comemoração aos 378 anos de criação do Exército Brasileiro, o Comando Militar do Nordeste (CMNE) realizou uma solenidade com entrega de condecorações e desfile militar, hoje, no Quartel-General Forte Guararapes.
A cerimônia foi presidida pelo Comandante Militar do Nordeste, general de Exército Francisco Carlos Machado Silva, e contou com a presença de militares, civis e veteranos da Força Terrestre. Estiveram também presentes alunos do Centro Educacional SacréCœur e do Colégio Militar do Recife.
Leia maisForam entregues condecorações como a Medalha Ordem do Mérito Militar (OMM), Medalha Exército Brasileiro (MEB), Medalha do Serviço Amazônico, Medalha Corpo de Tropa, Medalha Marechal Trompowsky e Medalhas Militar Ouro, Prata e Bronze. Foram condecorados militares e civis que prestaram relevantes serviços à Força Terrestre na Região Nordeste.
Encerrando a solenidade, tropas das Organizações Militares das Guarnições do Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes desfilaram no Pátio Heróis de Guararapes, com destaque para o grupamento da Base Administrativa do Curado, formado pelas soldados que integram o primeiro efetivo do serviço militar inicial feminino do Exército Brasileiro.
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Os deputados estaduais Coronel Alberto Feitosa (PL) e Diogo Moraes (PSB) apresentaram ofícios à Presidência da Assembleia Legislativa contestando relatório da Comissão de Finanças que aprovava o remanejamento de 20% no orçamento do Estado, como quer o Governo Raquel Lyra (PSD). Os parlamentares apontam, nos documentos, uma fraude orquestrada pelo presidente do colegiado, Antônio Coelho (UB), que enseja quebra de decoro e pode levar à cassação do mandato do petrolinense.
Feitosa e Diogo alegam, conforme, inclusive, se comprova em vídeo da sessão, que Antônio incluiu, no parecer do relator sobre outra matéria, o remanejamento dos 20% na LOA, coisa que ele mesmo tinha travado com um verdadeiro “nó” ainda em 2025. O projeto em questão trata apenas de outro assunto, a abertura de Crédito Suplementar de R$ 155 milhões para o Tribunal de Justiça.
Leia mais“Conforme tratamos por telefone na noite de ontem, reitero a solicitação para que não seja publicado o parecer da Comissão de Finanças relativo ao Projeto nº 3993/2026. Recebi, com perplexidade, por meio da imprensa, a informação de que o referido parecer teria incluído a ampliação da margem de remanejamento do orçamento estadual, por decreto, para 20%. Tal deliberação, entretanto, não ocorreu na reunião de ontem. Em nenhum momento foi dada publicidade ao teor do parecer aos membros da Comissão, tampouco o seu Presidente ou o Relator fizeram qualquer menção à inclusão de emenda que acrescentasse matéria diversa da abertura de crédito em favor do Poder Judiciário”, destacou Feitosa, no documento.
O parlamentar seguiu com críticas. “Ao encaminhar, de forma sorrateira, para publicação, parecer em desacordo com o que foi efetivamente aprovado na reunião, o Presidente da Comissão incorre não apenas em desrespeito aos seus pares, mas também na prática de fraude processual. O comportamento reiterado do Presidente da Comissão, no sentido de tentar manipular tanto seus colegas quanto o regular processo legislativo, não pode mais ser tolerado. Diante disso, solicito a adoção de medidas urgentes para a imediata correção do parecer, de modo a refletir fielmente o que foi deliberado no âmbito da Comissão, bem como a devida responsabilização do seu Presidente pelos atos praticados”, finalizou.
Diogo Moraes foi na mesma linha. “Causou-me profunda surpresa a notícia, veiculada pela imprensa, de que o mencionado parecer teria incorporado a ampliação da margem de remanejamento do orçamento estadual, por meio de decreto, para o percentual de 20%. Esclareço que tal matéria não foi objeto de deliberação na reunião. Em nenhum momento o conteúdo do parecer foi apresentado aos membros da Comissão, tampouco houve, por parte do Presidente ou do Relator, qualquer referência à inclusão de emenda que extrapolasse o escopo da abertura de crédito destinada ao Poder Judiciário”, pontuou.
“A remessa para publicação de um parecer que diverge do que foi efetivamente discutido e aprovado configura conduta incompatível com o regular funcionamento da Comissão. Trata-se de atitude que desrespeita os seus membros e compromete a integridade do processo legislativo. A reiteração desse tipo de comportamento por parte do Presidente da Comissão, ao tentar induzir seus pares a erro e distorcer o trâmite regular das matérias, ultrapassa os limites do aceitável. Diante disso, impõe-se a adoção imediata de providências para retificar o parecer, adequando-o ao que de fato foi deliberado, bem como para apurar a responsabilidade do Presidente pelos atos praticados”, finalizou Moraes em seu ofício.
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O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto, destacou, durante visita às ações do ‘Alepe Cuida’, no município de Vertentes, hoje, que os impactos positivos dos serviços de saúde e cidadania oferecidos pelo programa têm sido cada vez mais reconhecidos. “O retorno que temos obtido dos municípios que já receberam o Alepe Cuida é sempre favorável. E, em Vertentes, não é diferente”, disse. O programa acontece desde 2023 e vem percorrendo municípios do Grande Recife e do interior.
Até o meio-dia de hoje a ação somava mais de 3,5 mil atendimentos em Vertentes. De acordo com o deputado, ao circular pelos estandes onde estão sendo feitos consultas, exames e tratamentos médicos, foi possível verificar a satisfação da população com a qualidade e humanização dos atendimentos. “Estamos vendo o quanto as pessoas precisam deste cuidado, de informações sobre prevenção de doenças, além dos serviços que solucionam questões da vida prática e asseguram mais dignidade a elas”, ressaltou.
O prefeito do Vertentes, Rael Ferreira, que recebeu deputado e, ao lado dele, percorreu locais de atendimento, endossou os benefícios levados ao município pelo programa. “Quem veio até aqui está encontrando atendimento médico em várias especialidades e está podendo cuidar da saúde. Agradecemos ao deputado e à Alepe por trazerem o Alepe Cuida até Vertentes, garantindo este atendimento à nossa gente necessitada”, disse, acompanhado de vereadores e secretários do município. A edição do Alepe Cuida em Vertentes foi iniciada ontem (15.04) e se encerra hoje (16). Os serviços estão sendo oferecidos das 9h às 16h, no Ginásio de Esportes José Rodrigues de Lima.
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Em um vídeo publicado recentemente, Carlos Bolsonaro, candidato ao Senado em Santa Catarina, mostra uma sequência de eventos em lugares por onde teria passado no estado. Então, em determinado momento, ele mostra “Jardim Eldorado” como se fosse uma cidade, ao lado de outras como Criciúma e Balneário Camboriú.
O problema: Jardim Eldorado não é uma cidade, mas um bairro de Palhoça, vizinha a São José, onde Carlos está morando. A gafe vem sendo fortemente usada pelos seus opositores como uma comprovação de que o filho 02 do ex-presidente Jair Bolsonaro seria uma espécie de “turista eleitoral”, que não conhece nem tem relação com o estado pelo qual será candidato.
Leia maisSeus adversários cada vez mais apostam que essa sua importação cada vez mais tem chance de não dar certo. O cidadão catarinense é conservador. Mas esse conservadorismo o torna também tão bairrista que a prefeitura de Florianópolis criou uma guarda voluntária para agir contra pessoas em situação de rua apelidada de “ICE de Floripa”, ou seja, agiria de forma semelhante à polícia de imigração dos EUA.
Até mesmo o hoje companheiro de chapa de Carlos Bolsonaro, o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), tinha criticado o PL quando decidiu importar o filho 02 do Rio de Janeiro para Santa Catarina. Adriano Silva declarou que era uma “agressão ao estado”. As coisas da política, porém, fizeram Adriano Silva fechar coligação para ser o candidato a vice-governador na chapa de Jorginho Mello (PL), que tentará a reeleição. Então, ele agora mudou seu discurso e dá as boas-vindas para que Carlos concorra ao Senado ao lado da deputada Caroline de Toni (PL).
Diante do quadro, o ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues (PSD) anunciou que o presidente do PSD estará presente para prestigiar o lançamento da sua chapa ao governo de Santa Catarina. Rodrigues uniu ao seu lado aqueles que foram escanteados na chapa de Jorginho Mello, do PL: o MDB e, especialmente, a Federação União Progressista.
No caso, a estrela da chapa é o senador Esperidião Amin (PP), deixado de fora pelo PL para dar lugar a Carlos Bolsonaro. AtlasIntel divulgada no início do mês mostra Amin à frente de Carlos para o Senado. Segundo o levantamento, a liderança é de Carol de Toni, com 30,7%. Amim tem 20,1%. E Carlos, 18,3%.
A chapa dos escanteados leva tão a sério suas possibilidades que contratou a consultoria do marqueteiro João Santana, que cuidou das campanhas vitoriosas de Lula em 2006 e de Dilma Rousseff em 2010 e 2014. A equipe de João Santana trabalhará também na campanha de ACM Neto (União Brasil) na Bahia.
E consolida-se a chapa de centro-esquerda. Nesta quinta-feira (16), será anunciada a composição que terá o ex-deputado estadual Gelson Merísio (PSB) como candidato a governador, tendo como vice Ângela Albino (PDT). Para o Senado, Décio Lima (PT) e o vereador por Florianópolis Afrânio Boppré (Psol).
Essa união dos partidos de centro-esquerda é considerada importante. Embora, pelo menos por enquanto, ainda não pareça tirar o favoritismo dos nomes conservadores. Na AtlasIntel, Décio Lima aparece atrás de Carlos Bolsonaro, com 13,4%. E Boppré vem depois, com 9,7%. Mas há um cálculo de que é possível se aproveitar da divisão à direita.
No quadro mostrado pela pesquisa, chance maior de avanço por aí para o Senado. Porque, para governador, Jorginho Mello aparenta relativa tranquilidade. O atual governador aparece no levantamento com 49,4% das intenções de voto. João Rodrigues tem 21,4%. E Gelson Merísio com 13,8%.
No quadro de hoje, portanto, o maior efeito seria certo rechaço à importação de Carlos Bolsonaro. Que, no fundo, está relacionado também à preocupação do clã de manter os seus em evidência. Na verdade, à revelia da família, outros políticos conservadores tentam ascender. E o clã reage.
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Por Antonio Magalhães*
Como um ritual cruel para esvaziar os bolsos de cidadãos espoliados por tantos boletos, a parceria anual da velha imprensa com a Receita Federal dá injeção de ânimo para que o pagador do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) se submeta sem queixa ao exagero tributário nacional. Os jornais, rádios e TVs estimulam, sem qualquer análise crítica, o desembolso do pagamento do tributo que aquece o cofre governamental para gastos descontrolados desde 2023.
A Receita Federal cobra, mas ela não detalha de forma clara para onde vão os recursos arrecadados. O IRPF, responsável pela maior parcela de impostos recolhidos, em torno de 18% do total, persegue o contribuinte de forma visível todo começo de ano com anúncios e press releases. Oficialmente o tributo serve para financiar, sem comprovação clara e de forma genérica, serviços públicos essenciais como saúde, educação, infraestrutura, segurança e programas sociais. Contudo, o não pagamento, o erro na declaração de rendimentos ou a sonegação serão punidos de forma exemplar, como gostam de rugir os filhotes do Leão, símbolo criado pelo pernambucano Everardo Maciel, à época Secretário da Receita, para aterrorizar as pessoas físicas…
Leia maisSegundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o país tributa muito. Ele deve arrecadar este ano mais de R$ 3 trilhões no total. Cerca de 32,4 % do Produto Interno Bruto (PIB). Além do IRPF, o governo também mete a mão no bolso do pagador cobrando impostos variados, taxas e contribuições, além de tributar fortemente o consumo. Como se vê, o brasileiro paga muito imposto, mas não tem a contrapartida dos serviços oferecidos pelo Governo.
E esta campanha midiática de submissão ao leonino IR acontece num momento de grande dificuldade financeira para os brasileiros. Mesmo trabalhando cinco meses do ano só para pagar tributos, as famílias estão hoje superendividadas. Para os especialistas governamentais, as vítimas são apenas uma estatística macroeconômica e um objeto de “promessa” eleitoral para resolver a questão.
São dessas famílias que a Receita Federal quer tirar mais recursos. Elas sofreram uma severa queda na renda (26,5%), amargaram o desemprego (24,3%) ou as doenças (18%) e perderam a capacidade de pagamento com as suas obrigações. Passam pela mais grave crise de endividamento dos últimos 16 anos: um terço do que recebem é para o pagamento das dívidas, resultado da alta Taxa Selic, em torno de 15%, que reflete nos juros bancários em geral. Já são 30 milhões de “superendividados” que tendem a chegar aos 42 milhões, enquanto já temos 62 milhões de “pessoas endividadas”.
Ainda para complicar mais a vida dos brasileiros tem a absurda restituição da cobrança excessiva do imposto retido na fonte. A estimativa da Receita Federal é receber até o fim de maio 46,2 milhões de declarações de pagadores. Contudo, não é possível estimar até agora o volume de restituições do imposto arrecadado a mais no contracheque dos trabalhadores, um numerário substancial antecipado pela administração pública. Sem o exagero na cobrança do IR, o cidadão teria mais recursos para gastar em benefício próprio.
Já o instalado caos tributário nacional foi agravado na administração petista, gerido pelo então ministro da Fazenda Fernando “Taxxad” Haddad, que criou mais impostos, alavancando a arrecadação de forma crescente desde 2023, sem, contudo, controlar eficazmente os gastos públicos. No último ano do governo Lula, o Brasil chega à véspera da eleição com “a língua de fora” diante do custo extravagante do populismo político.
Há quem lembre que o fim da isenção e a cobrança posterior da taxa de 20% para importação de blusinhas de até 50 dólares virou um símbolo político gigantesco, porque juntou num único pacote tudo que irrita o brasileiro quando o assunto é imposto. A colunista do Estadão Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax, explicou que a arrecadação em cima do consumo popular deste produto, “não foi uma boa ideia”. Não colou a tentativa de fingir que ônus não era para o consumidor, jogando a culpa nos governadores. Foi descoberto o artifício, o imposto terminou trazendo resultados pífios, a ponto de o próprio governo pensar em extinguir este recolhimento, explicou a jornalista.
Enganou-se quem pensava em agosto de 2024 que a taxa das blusinhas seria um problema sério na atual administração. O pior veio depois. O governo petista chega ao fim de quatro anos de mandato com o pagador de impostos assustado e liso. Uma foto do Brasil de hoje. É isso.
*Jornalista
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Uma pesquisa do Instituto Datafolha, encomendada pela Rede Nordeste de Comunicação e divulgada hoje, aponta o prefeito do Recife, João Campos (PSB), na liderança da disputa pelo Governo de Pernambuco no cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados.
De acordo com o levantamento, João Campos aparece com 50% das intenções de voto, enquanto a governadora Raquel Lyra (PSD) surge na segunda colocação, com 38%. A diferença entre os dois é de 12 pontos percentuais, indicando vantagem consistente do prefeito na fotografia atual da corrida eleitoral.
Os demais pré-candidatos têm desempenho mais distante. Eduardo Moura registra cerca de 3% das intenções de voto, enquanto Ivan Moraes aparece com aproximadamente 1%. Brancos, nulos e eleitores que afirmam não escolher nenhum dos nomes somam cerca de 10%, além de uma parcela menor que diz não saber em quem votar.
No cenário espontâneo, quando não são apresentados nomes aos entrevistados, Raquel Lyra aparece numericamente à frente, com 28%, enquanto João Campos tem 26%. Outros nomes são citados de forma residual, incluindo menções genéricas como “atual governador” (3%), “filho de Eduardo Campos” (2%) e Eduardo Campos (1%).
Ainda nesse cenário, outras respostas somam 5%, enquanto brancos, nulos ou nenhum chegam a 7%. O percentual de eleitores que não souberam responder é de 36%, o que evidencia um nível elevado de indefinição entre o eleitorado pernambucano neste momento.
No quesito rejeição, Ivan Moraes e João Campos lideram empatados como os nomes mais citados pelos eleitores como aqueles em que não votariam de forma alguma, ambos com 39%. Raquel Lyra aparece com 29% de rejeição. Já os que não souberam responder representam cerca de 3%, enquanto 2% afirmam que votariam em qualquer um dos candidatos ou não rejeitam nenhum. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-04713/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarcou, hoje, para uma agenda de 6 dias na Europa, com compromissos na Espanha, Alemanha e Portugal. Durante a viagem, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) assume a Presidência. O roteiro ocorre 2 semanas antes da entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia, prevista para 1º de maio. Lula desembarca em Barcelona ainda hoje.
“Embarco nesta manhã para uma importante viagem de trabalho à Espanha, Alemanha e Portugal. O objetivo é consolidar parcerias, atrair investimentos e discutir temas globais urgentes, como a defesa da democracia, do multilateralismo e o combate às desigualdades”, disse Lula. As informações são do portal Poder360.
Leia maisAmanhã, o presidente se reúne com o chefe de governo espanhol, Pedro Sánchez. Os 2 devem assinar acordos bilaterais, incluindo um sobre terras raras. Lula também participa da Cúpula Brasil-Espanha e de encontros internacionais sobre defesa da democracia, com líderes como Cyril Ramaphosa, Gustavo Petro e Claudia Sheinbaum. Na Alemanha, Lula terá reunião com o chanceler Friedrich Merz e participará da Feira de Hannover, evento global de tecnologia e inovação industrial do qual o Brasil é o país convidado nesta edição.
A agenda inclui ainda passagem por Portugal, onde o presidente se reúne com o primeiro-ministro Luís Montenegro e com o presidente António José Seguro. publicidade Além dos compromissos políticos, Lula participará de encontros com empresários brasileiros e europeus na Espanha e na Alemanha. Segundo o presidente, o objetivo é consolidar parcerias e atrair investimentos.
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Folha de Pernambuco
Em ato publicado no Diário Oficial de hoje, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (MDB), cancela a reunião plenária prevista para começar às 10h de hoje.
A decisão foi tomada no mesmo dia em que a Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação, presidida pelo deputado governista Antonio Coelho (União) aprovou a suplementação orçamentária de R$ 155 milhões para o Tribunal de Justiça e incluiu o ajuste na Lei Orçamentária Anual (LOA).
A mudança restabelece os 20% historicamente definidos pela Alepe para alterações no destino dos recursos do orçamento do Executivo estadual. Na publicação, o presidente alega problemas técnicos no sistema que dá apoio às reuniões plenárias. A medida, segundo ele, visa à “preservação dos atos legislativos e segurança jurídica do processo deliberativo”.
A Justiça da Itália acolheu, hoje, o pedido do Brasil para a extradição da ex-deputada Carla Zambelli. Agora, no caso envolvendo porte ilegal de arma. A informação foi confirmada pelo embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza. Da decisão, ainda cabe recurso.
Esse caso se refere a um episódio ocorrido na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando ela perseguiu, armada, um homem pelas ruas do bairro Jardins, em São Paulo, após uma discussão política. As informações são do portal G1.
Leia maisAs imagens da deputada correndo com uma pistola em punho levaram à abertura de investigações no Supremo Tribunal Federal (STF), que a condenou por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma.
Em outro caso envolvendo a invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no qual também foi condenada, a Justiça italiana já tinha decidido pela autorização da extradição. Contudo, a defesa da ex-deputada entrou com um recurso em 10 de abril para tentar reverter essa decisão. Esse recurso ainda não foi analisado.
Zambelli tem cidadania italiana e deixou o Brasil em maio do ano passado, pela fronteira com a Argentina. Antes de chegar ao país europeu, ela também passou pelos Estados Unidos. Como fugiu do país após uma condenação do Supremo, Zambelli é considerada foragida da Justiça brasileira. Por isso, o STF formalizou um pedido de extradição, assinado pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. Zambelli permanece presa em Roma, porque autoridades do país europeu entendem que há risco de fuga.
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