Prezado Magno Martins,
Polêmico e de estilo próprio, você é um saudosista das origens e convicto apaixonado pela família e vem protagonizando importante papel na política brasileira.
Parabéns pelo aniversário do blog.
Delmiro Campos
Advogado
Prezado Magno Martins,
Polêmico e de estilo próprio, você é um saudosista das origens e convicto apaixonado pela família e vem protagonizando importante papel na política brasileira.
Parabéns pelo aniversário do blog.
Delmiro Campos
Advogado
Corre nos bastidores da política a informação de que a governadora Raquel Lyra (PSD) estaria a poucos passos de fechar a sua chapa para concorrer à reeleição este ano. Os nomes para a disputa ao Senado seriam o da atual vice-governadora Priscila Krause (PSD) e do presidente do União Brasil em Pernambuco, Miguel Coelho. Para a vaga de vice-governador, Raquel estaria cogitando chamar o atual senador Fernando Dueire e, com essa manobra, garantir o MDB na chapa. A conferir.
Por Larissa Rodrigues – repórter do Blog
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), lança sua pré-candidatura ao Governo de Pernambuco, oficialmente, amanhã, em ato no Hotel Luzeiros, na Zona Sul, às 12h. O anúncio encerra as especulações sobre a presença de João na disputa deste ano e abre uma nova etapa na caminhada do socialista ao Palácio do Campo das Princesas.
Com uma chapa formada com nomes de esquerda, o prefeito vai apresentar um time contra a governadora Raquel Lyra (PSD), que buscará à reeleição, com a cara do presidente Lula (PT). Devem comparecer ao ato a ex-deputada federal Marília Arraes (PDT), que vai concorrer a uma vaga no Senado, e o candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos).
O senador Humberto Costa (PT), que deve ocupar a segunda vaga na chapa de João Campos, cumpre agenda no interior e não participará do evento. Mas outros petistas se farão presentes ao lançamento de João Campos. As articulações na composição da chapa passaram pela executiva nacional da legenda.
O prefeito de São Lourenço da Mata, Vinicius Labanca (PSB), foi às redes sociais, hoje, para manifestar pesar pelo falecimento do tio, o ex-deputado estadual Miguel Labanca.
O falecimento do político ocorreu um dia após a morte da escritora Célia Labanca, mãe de Vinicius. Na publicação em que anunciou a morte do tio, o gestor destacou a vida pública de Miguel. As informações são do Blog da Folha.
“Tio Miguel construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a vida pública e pela defesa dos trabalhadores. Foi deputado estadual e também atuou como presidente do Sindicato dos Bancários, sempre pautando sua atuação pelo diálogo, pela firmeza de princípios e pelo respeito às pessoas”, escreveu no Instagram.
Aliado do governador Cláudio Castro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, hoje, que a convivência do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), com o presidente Lula “está fazendo ele gostar e defender bandido”. Principal adversário do grupo político de Flávio na disputa ao governo do Rio neste ano, Paes aumentou o tom das críticas contra a política de segurança pública de Castro, em meio às operações policiais deflagradas em ano eleitoral. Uma delas que mirou o ex-secretário de Paes, Salvino Oliveira.
“A convivência do Eduardo Paes com o Lula está fazendo ele começar a gostar de bandido. Defender criminosos perigosos. Obviamente, ele já subiu no palanque. O Rio combate os marginais de forma séria, técnica e competente”, afirmou. As informações são do portal Estadão.
Leia maisDois dias após a prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD-RJ), ex-secretário municipal da Juventude, Paes atacou a cúpula do governo do Estado sob a gestão Castro. O chefe do Executivo da capital fluminense chamou o grupo de Castro de “delinquentes, bandidos e vagabundos” durante a inauguração de um setor do Hospital do Andaraí, na zona norte do Rio, na sexta-feira, 13.
Flávio afirmou que o grupo dele ainda conversa sobre quem será o oponente de Paes em outubro. O prefeito do Rio desponta como o adversário a ser batido pelos demais candidatos. Uma das estratégias do senador e do governador será o foco na segurança pública, emulando a campanha à Prefeitura do Rio em 2022, em que Alexandre Ramagem – condenado na ação de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF) – rivalizou com Paes sobre o tema.
“Acho difícil que o Eduardo Paes tenha noção de segurança pública. Acho muito difícil que ele proponha alguma coisa que vá, de fato, libertar os cidadãos fluminenses que vivem em áreas dominadas. Não dá pra tratar com flores ou com política de desencarceramento, como faz o chefe dele, o Lula”, disse.
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Com a saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda para concorrer ao governo de São Paulo, o secretário-executivo Dario Durigan, número dois na linha de comando, deve chefiar a pasta até o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A informação foi confirmada pelo próprio presidente hoje, durante um evento em São Paulo de abertura da 17ª Caravana Federativa. O petista lia a nominata, antes de discursar, quando pediu para Durigan se levantar para as pessoas o conhecerem.
Leia mais“Queria cumprimentar o companheiro Dario Durigan. Dario, levanta aí, levanta para as pessoas conhecerem o Dario. [Ele] será o substituto do Haddad no Ministério da Fazenda a partir do anúncio do Haddad. Olha bem para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas”, afirmou.
Haddad estava presente na ocasião e também discursou em tom de balanço de gestão. Em sua declaração, ele destacou os desafios dos últimos anos na economia e agradeceu o apoio do Congresso Nacional na aprovação das pautas de interesse do governo.
“Hoje, para mim é um dia especial, é um dia que eu estou deixando o Ministério da Fazenda. E, hoje, eu queria agradecer as pessoas que estão aqui e vou explicar o porquê. Ontem [quarta], eu tive a alegria de visitar Câmara e Senado para agradecer o empenho que foi feito pelo Congresso Nacional em aprovar as medidas econômicas necessárias para trazer o Brasil até aqui”, frisou.
“Mas, eu faço questão de também cumprimentar os prefeitos do Brasil e de São Paulo, os governadores do Brasil, porque, sem o pacto federativo ter sido recuperado, nós teríamos chegado até aqui”, reforçou.
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O prefeito do Recife, João Campos (PSB), confirmou, hoje, em entrevista ao blog do Dantas Barreto, o rompimento político com o ex-prefeito de Petrolina e presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, mas ressaltou que a relação pessoal entre ambos permanece pautada pelo respeito. Segundo Campos, em conversa recente, os dois reconheceram os diferentes caminhos adotados na política, mantendo o diálogo e a consideração construída ao longo dos anos. O gestor afirmou ainda compreender a decisão de Coelho de apoiar a governadora Raquel Lyra (PSD), especialmente diante de sua pré-candidatura ao Senado.
Apesar do distanciamento político, João Campos destacou que segue avançando na articulação de sua base, com foco na consolidação de alianças. O prefeito comemorou o fortalecimento da Frente Popular, com a adesão de partidos como PDT e Republicanos, e afirmou que pretende ampliar o grupo até o período das convenções. Mesmo com mudanças na equipe após a saída de aliados, ele garantiu a continuidade administrativa, informando que já definiu substitutos para as secretarias deixadas pelo União Brasil e assegurando o funcionamento das áreas estratégicas da gestão.
O São João de Caruaru 2026 teve a programação completa divulgada nesta quinta-feira (19). Este ano, a abertura do evento será no dia 10 de abril com a caravana do São João na Roça, no distrito de Lajes, Zona Rural de Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Ao todo 27 polos de animação estarão espalhados pela área urbana e rural da cidade.
O evento deste ano tem como tema “Tecido de tradições, costurando gerações”. Os festejos começam com a caravana do São João na Roça, que contará com 13 polos nas comunidades rurais. Após o início das festividades na Zona Rural, o evento chega a área urbana em grandes polos como o Pátio de Eventos, o Azulão e o Alto do Moura. As informações são do g1.
Leia maisA programação completa foi divulgada em um evento de lançamento na manhã desta quinta-feira, no Centro Multicultural do Alto do Moura. Diversas autoridades estiveram presentes para prestigiar o momento.
Segundo a gestão municipal, a escolha do tema do São João de Caruaru 2026 tem como proposta homenagear a história do desenvolvimento da Capital do Agreste.
“Um fio que nasceu na Fábrica Caroá e ajudou a construir histórias, gerar renda e transformar Caruaru. Passou por mãos dedicadas, virou tecido, ganhou as ruas e encontrou na feira seu lugar de troca, de encontro e de vida. Com o tempo, esse fio virou tradição. Costurou gerações, fortaleceu o polo têxtil e se tornou parte da identidade da nossa gente. E é no São João que tudo isso ganha cor, forma e movimento”, diz publicação na página oficial do evento.
Este ano, as homenageadas foram mulheres que marcaram a cultural caruaruense. Anastácia Rainha do Forró, Nádia Maia, Prazeres Barbosa e Mércia Pinheiro foram as escolhidas desta edição.
Confira a programação do São João de Caruaru 2026:
PÁTIO DE EVENTOS LUIZ LUA GONZAGA
30 de maio
31 de maio
04 de junho
05 de junho
06 de junho
07 de junho
12 de junho
13 de junho
14 de junho
19 de junho
20 de junho
21 de junho
23 de junho
24 de junho
26 de junho
27 de junho
POLO AZULÃO
28 de maio
05 de junho
06 de junho
12 de junho
13 de junho
19 de junho
20 de junho
23 de junho
ALTO DO MOURA
06 de junho
07 de junho
13 de junho
14 de junho
20 de junho
21 de junho
23 de junho
24 de junho
27 de junho
Por Cláudio Soares*
O fundo partidário brasileiro, que se aproxima da casa dos R$ 6 bilhões, escancara uma das contradições mais incômodas da política nacional: o financiamento público robusto de estruturas partidárias comandadas, em muitos casos, por figuras historicamente associadas ao pragmatismo extremo, à sobrevivência política e a sucessivos rearranjos de poder.
Nomes como Valdemar Costa Neto, Gilberto Kassab, Paulinho da Força, Baleia Rossi, Antonio Rueda, Ciro Nogueira e Edinho Silva representam diferentes espectros ideológicos, mas convergem em um ponto essencial: o controle de máquinas partidárias abastecidas por recursos públicos vultosos e recorrentes.
Leia maisA crítica não reside apenas nos indivíduos, mas no modelo. O fundo partidário, concebido para fortalecer a democracia, garantir autonomia às legendas e reduzir a influência do poder econômico privado, acabou consolidando uma elite dirigente que se perpetua no comando das siglas. São estruturas pouco permeáveis à renovação interna, onde a distribuição de recursos frequentemente segue critérios políticos, estratégicos e, não raramente, pessoais.
O resultado é um sistema que, aos olhos do contribuinte, soa dissonante. De um lado, serviços públicos pressionados, demandas sociais urgentes e carga tributária elevada. Do outro, bilhões destinados a partidos que muitas vezes operam mais como instrumentos de poder do que como canais efetivos de representação popular.
A metáfora é dura, mas encontra eco no sentimento de parte da sociedade: a percepção de que há uma disputa intensa não por ideias ou projetos de país, mas pelo controle de um cofre bilionário. Nesse cenário, lideranças experientes, alguns diriam “raposas políticas”, movem-se com habilidade, garantindo a sobrevivência e a relevância de suas legendas, ainda que à custa de um crescente distanciamento entre partidos e eleitores.
O debate, portanto, não pode ser superficial. Não se trata apenas de criticar nomes ou partidos específicos, mas de questionar se o modelo atual de financiamento cumpre, de fato, sua função democrática ou se se tornou mais um mecanismo de concentração de poder em um sistema já marcado por desigualdades estruturais.
Enquanto isso não for enfrentado com seriedade, o fundo partidário continuará sendo menos um instrumento de fortalecimento institucional e mais um símbolo de desconfiança pública.
*Advogado criminalista e jornalista
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O município de Brejo da Madre de Deus recebeu, nesta semana, o Selo ODS Educação, em cerimônia realizada no Teatro Luiz Mendonça, no Recife. O prefeito Roberto Asfora participou do evento acompanhado do vereador Roberto Asfora Filho. Entre as 192 instituições certificadas no país, o município foi o único de Pernambuco a receber a honraria na categoria de gestão pública municipal.
O selo reconhece iniciativas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU na área educacional. “Ser a única prefeitura de Pernambuco premiada é motivo de muito orgulho. Esse resultado é fruto do trabalho sério da nossa equipe da Secretaria de Educação, Esportes e Juventude”, afirmou o prefeito Roberto Asfora. No estado, além do município, apenas a Universidade Federal de Pernambuco também foi certificada.
Por Letícia Casado – UOL
Três aliados do governador do Rio, Cláudio Castro (PL), disseram à coluna que ele decidiu renunciar ao cargo para evitar ser cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no julgamento que vai ser retomado na terça-feira (24).
Ele precisa sair do governo antes do julgamento para evitar ser cassado. Ainda assim, o julgamento prossegue; se for condenado, ele fica inelegível.
Castro responde a um processo por abuso de poder político e econômico no caso Ceperj/Uerj nas eleições de 2022, escândalo revelado pelo UOL.
Leia maisAssim como Castro, o presidente afastado da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), Rodrigo Bacellar (União Brasil), também é réu e foi aconselhado a renunciar.
Bacellar foi denunciado no STF (Supremo Tribunal Federal) em outra investigação, que apura obstrução de Justiça e vazamento de investigações que envolvem lideranças do Comando Vermelho. Ele foi afastado da Alerj por ordem do ministro Alexandre de Moraes e cumpre medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Disputa ao Senado mesmo se for condenado
Os aliados de Castro defendem que ele renuncie ao cargo como uma aposta para sua sobrevivência política.
Se renunciar antes da cassação, a ação no TSE perde o objeto, porque ele não está mais no cargo; o julgamento é concluído e ele fica inelegível. Pela lógica do grupo de Castro, ele vai ter apenas um problema jurídico para resolver: a inelegibilidade (e não dois, com a cassação).
Afirmam também que, mesmo se for condenado e ficar inelegível, Castro pode tentar viabilizar sua candidatura a uma das vagas ao Senado na eleição de outubro. Ele pode trabalhar para disputar sub júdice, com uma liminar da Justiça.
Além disso, seu grupo político pode trabalhar com foco na disputa do governo-tampão, que vai comandar o estado ao longo dos próximos meses, antes da eleição oficial de outubro. A linha sucessória está comprometida: o vice saiu do cargo e o número três seria Rodrigo Bacellar, então o estado terá uma eleição anterior à tradicional.
Se não deixar o cargo antes do julgamento, dizem os aliados, provavelmente será cassado. Dois dos sete integrantes do tribunal já votaram pela punição, e a presidente da corte, ministra Cármen Lúcia, agendou uma sessão extraordinária para o dia 25, indicando que está decidida a concluir o julgamento ainda neste mês.
Ao longo do processo no TSE, a expectativa no entorno do governador era que ele conseguisse articular um adiamento do fim do julgamento por meio de pedidos de vista (quando os ministros pedem mais tempo para analisar o processo).
Nesta semana, Castro viajou a Brasília para tentar articular uma saída para seu processo. Seu grupo político, no entanto, diz que não há mais alternativa a não ser a renúncia.
O que diz a ação no TSE
A ação no TSE que pode cassar o mandato de Cláudio Castro e torná-lo inelegível foi aberta a partir de uma série de reportagens do UOL que revelou um esquema de cargos secretos.
Reportagens publicadas em 2022 mostraram que milhares de pessoas foram contratadas no Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro) e na Uerj (Universidade do Estado do Rio) sem transparência.
Há indícios de que as contratações foram usadas para fins políticos. Parte dos cargos serviu para abrigar apadrinhados de Castro e de aliados políticos em ano eleitoral. Segundo afirma o Ministério Público Eleitoral com base em reportagem do UOL, os funcionários contratados nos cargos secretos atuavam como cabos eleitorais de deputados federais e estaduais.
A defesa de Castro nega irregularidades e argumenta que não houve abuso de poder comprovado.
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Mais um registro ao lado da turma do EJA da Escola Municipal Francisco Barros, que recebeu “Os Leões do Norte” com entusiasmo contagiante. Leitores curiosos, participativos e encantados com a história de Pernambuco — uma energia que transformou o encontro em um dos momentos mais especiais da agenda.
De saída do União Brasil para se filiar ao PL com o objetivo de concorrer ao governo do Paraná, o senador Sergio Moro (PR) foi alvo de um processo ajuizado por seu futuro partido após as eleições de 2022. Na ocasião, a sigla comandada por Valdemar Costa Neto se uniu ao PT para pedir a cassação do mandato de Moro, sob a acusação de abuso de poder político e econômico durante a corrida eleitoral.
Em 2023, PL e PT alegaram ao Ministério Público Eleitoral do Paraná que a exposição e os recursos de Moro na pré-campanha para a Presidência da República deram a ele uma vantagem indevida na campanha para o Senado. Antes de migrar para o União, o ex-juiz havia se colocado como pré-candidato ao Planalto pelo Podemos. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisO MP enviou um parecer favorável à cassação, em dezembro de 2023, ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado. Àquela altura, o órgão pediu o reconhecimento da prática de caixa 2, abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social, que deveriam acarretar na “cassação da chapa eleita e decretação da inelegibilidade”.
Segundo o Ministério Público, conforme afirmaram PL e PT, Moro obteve “benefícios eleitorais” devido à “alta exposição”, o que tornou “a lisura e a legitimidade do pleito inegavelmente comprometidas”. No estado do Paraná, o limite de gastos para candidatos ao cargo de senador em 2022 foi de R$ 4.447.201,54, mas o total contratado pela campanha de Moro foi de R$ 5,1 milhões, segundos os procuradores do MP, além de R$ 2.030.228,09 na pré-campanha custeados em parte pelo Podemos.
O TRE, no entanto, decidiu pela absolvição de Moro, e o caso foi levado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na instância superior, os recursos de PT e PL também foram rejeitados por unanimidade. À época, o ex-presidente Jair Bolsonaro defendeu que seu partido não levasse o caso ao TSE como um gesto simbólico ao eleitorado conservador, mas Valdemar discordou.
— Vamos entrar com o recurso no TSE, sim. Essa retirada não ficaria bem para o partido e teríamos que arcar com a multa (de R$ 1,2 milhão com o escritório de advocacia caso não entrasse com recurso). Eu entrei com a ação para defender os interesses políticos do partido e seguirei agindo desta maneira. Tenho que defender os parceiros do PL — argumentou Costa Neto, ao GLOBO, em abril de 2024.
O ministro Floriano de Azevedo Marques, relator da matéria no TSE, fez uma análise que restringiu os valores que poderiam ser considerados na contabilização, excluindo despesas com veículos, honorários e segurança pessoal. Ele concluiu que o valor gasto em pré-campanha foi “compatível” com a fase do processo, além de afirmar que o investimento na intenção de concorrer ao Planalto foi dedicado a uma “agenda nacional”, sem impacto na campanha paranaense.
Filiação
Moro vai se filiar ao PL no próximo dia 24 de março, em Brasília. A aliança ocorre após o senador se alinhar a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, que rompeu com o PSD de Ratinho Júnior e passou a apoiá-lo na disputa estadual em meio ao fracasso das negociações por uma aliança mais ampla com o partido presidido por Gilberto Kassab.
Moro e o PL de Bolsonaro romperam em 2020, quando o paranaense decidiu sair do Ministério da Justiça. Após acusações frequentes de traição, Moro declarou apoio a Bolsonaro no segundo turno da disputa presidencial de 2022 e reaproximou do grupo político ligado ao ex-presidente de forma gradual, ainda sob desconfianças e críticas por sua atuação no Senado.
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