A defesa de Jair Bolsonaro (PL) afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF), hoje, que o ex-presidente não descumpriu a proibição de uso de telefone celular durante o período em que esteve em prisão domiciliar. As informações são do portal G1.
Os advogados enviaram explicações ao STF depois que o Jornal Nacional mostrou imagens da visita do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), na última sexta-feira (21), em que o parlamentar aparece usando o aparelho na varanda da casa do ex-presidente, enquanto conversava com ele.
Leia maisA visita ocorreu horas antes dele tentar violar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, e um dia antes de Bolsonaro ser preso preventivamente por risco de fuga.
De acordo com a defesa, é inequívoco que o encontro foi “realizado às claras, tanto que foi possível sua gravação veiculada no Jornal Nacional, onde se constata que o peticionário [Bolsonaro] cumpria à exatidão a determinação de vossa excelência [Moraes] sem uso ou mesmo contato visual com o aparelho celular do deputado federal”, diz o documento.
Os advogados afirmaram ainda que “sempre cumpriu estritamente todas as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal, reiterando que não fez o uso de qualquer telefone celular, direta ou indiretamente, ao longo de todo o período em que esteve submetido à prisão domiciliar”.
Nas imagens obtidas pela TV Globo, Nikolas conversa com Bolsonaro e usa o telefone celular na varanda de casa. Além da proibição para Bolsonaro, as visitas também tinham restrição para a utilização do aparelho. Bolsonaro, na ocasião, estava em prisão domiciliar por decisão do próprio Moraes – agora ele está preso pela condenação por tentativa de golpe de Estado, que transitou em julgado (não cabem mais recursos) na terça (25).
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