Em meio a uma disputa com o bolsonarismo pelas cores da bandeira nacional, pré-candidatos a prefeito do PT nas eleições deste ano têm optado por destacar o verde, o amarelo e o azul nos materiais de divulgação publicados nas redes sociais e deixado o tradicional vermelho em segundo plano. O movimento é mais evidente no Sudeste e no Centro-Oeste, regiões onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva perdeu para Jair Bolsonaro em 2022.
O secretário de comunicação do PT, deputado Jilmar Tatto (SP), diz que as campanhas municipais devem se preocupar com as características da eleição local para definir a estratégia, mas ressalta que o verde e amarelo não pode ser esquecido. As informações são do O GLOBO.
“Tem uma orientação de a gente não deixar que o outro lado se aproprie das cores verde e amarela. Mas cada campanha tem as suas características de acordo com a cidade. A bandeira do Brasil é do povo brasileiro. E nós não vamos abrir mão”, disse Tatto.
O PT planeja ainda lançar em breve uma campanha para atrair novos filiados, cujo material trará as cores da bandeira nacional em destaque. Já em relação às disputas municipais, por restrições da legislação eleitoral, os postulantes ainda não podem se apresentar diretamente como candidatos. Em alguns locais, os nomes que almejam concorrer criaram movimentos para poderem organizar as atividades de pré-campanha.
Na capital de Minas Gerais, o deputado federal Rogério Correia está à frente do movimento “BH pode mais”. O logotipo utilizado tem espaço maior para as cores verde, amarela e azul do que para o vermelho. Em 2022, Bolsonaro venceu em Belo Horizonte por 54,25% dos votos válidos no segundo turno contra 45,75% de Lula.
Correia diz que o destaque dado ao verde tem relação com as propostas que pretende apresentar para a cidade: “É pauta essencial para Belo Horizonte a questão ambiental e temos propostas inovadoras na área”.
Em Goiânia, a deputada federal Adriana Accorsi também montou um movimento. O logotipo do “Somar por Goiânia” privilegia o verde, apesar de também contar com o vermelho, o rosa, o laranja e dois diferentes tons de azul. Bolsonaro teve 63,95% dos votos válidos na capital goiana em 2022 e Lula, 36,05%.
Em Vitória, outra capital onde o ex-presidente saiu vitorioso na eleição de 2022 (54,70% x 45,30%), o pré-candidato do PT, João Coser, tem usado o amarelo, o verde e o azul com mais destaque em seu material.
Triângulo mineiro
Fora das capitais, a estratégia de pré-candidatos de priorizar as cores da bandeira também é vista. Em Uberlândia, no triângulo mineiro, região com forte presença do agronegócio, a deputada Dandara Tonantzin também lidera um movimento para as atividades de sua pré-candidatura. O material do “Uberlândia da Gente” tem as cores azul e amarelo. O verde e o vermelho também estão no logotipo, mas em menor destaque.
O espaço da cor vermelha já gerou debate no PT nas duas últimas eleições presidenciais.
Meu filho André Gustavo, que atua numa rede de escolas para filhos de imigrantes, em Salem, nos Estados Unidos, me pediu para expandir ao Brasil uma campanha de solidariedade em favor de um pai de família nas escolas de Salem que foi preso pela agência federal de imigração e alfândega, a Immigration and Customs Enforcement, órgão responsável pela deportação de pessoas.
O pai, David, sempre trabalhou incansavelmente para sustentar sua esposa e filhos, muitas vezes colocando suas próprias necessidades em último lugar. Segundo meu filho, ele é inocente, nunca cometeu nenhum crime no Brasil ou nos Estados Unidos.
Por favor, ajude a reunir esta família e libere o David do ICE! Quem se sensibilizar e quiser ajudar com qualquer valor, em moeda americana ou brasileira, é só entrar no link disponível a seguir: https://gofund.me/28d7dc42e
De antemão, agradeço de coração em nome do meu filho!
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou um inquérito civil para investigar um suposto esquema de improbidade administrativa na Prefeitura de Timbaúba, na Mata Norte. O foco da apuração, conduzida pela 2ª Promotoria de Justiça local, é a utilização irregular de recursos do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental) para o pagamento de honorários advocatícios contratuais.
De acordo com o relatório de auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), a gestão municipal repassou o valor exato de R$ 2.254.672,29 ao escritório Monteiro & Monteiro Advogados Associados. O pagamento foi realizado sob a justificativa de uma “cláusula de êxito” de 20% sobre valores recuperados de precatórios judiciais. As informações são do blog Causos e Causas.
A investigação aponta que o dinheiro saiu diretamente da conta bancária vinculada ao fundo da educação. Pela legislação vigente (Lei nº 14.113/2020) e por decisões de tribunais superiores, esses recursos possuem destinação constitucional exclusiva para a manutenção e o desenvolvimento do ensino básico, sendo proibido o seu uso para quitar dívidas com advogados.
Além do uso indevido da verba, o promotor Helmer Rodrigues Alves questiona a forma como o escritório foi contratado. O município utilizou a inexigibilidade de licitação, alegando que o serviço seria singular e de alta complexidade. No entanto, o Ministério Público sustenta que o serviço de execução judicial em questão não possuía características que justificassem a dispensa de concorrência pública.
A portaria de instauração (nº 02782.000.168/2024) identifica que os pagamentos foram autorizados por agentes públicos que tinham ciência das vedações legais. Estão sob investigação:
Marinaldo Rosendo de Albuquerque, prefeito de Timbaúba;
Magda Lúcia da Silva Gomes, secretária de Finanças;
Paulo Borges Dias da Silva, tesoureiro.
O escritório de advocacia também figura no processo para apuração de responsabilidade. O Ministério Público determinou a notificação imediata de todos os envolvidos. Eles possuem o prazo de 10 dias úteis para apresentar defesa, entregar documentos ou manifestar interesse em realizar um acordo para a devolução voluntária do dinheiro aos cofres públicos. A portaria já foi encaminhada à Corregedoria-Geral do MPPE e ao Centro de Apoio Operacional de Defesa do Patrimônio Público para acompanhamento do caso.
As negociações de carteiras de crédito suspeitas de fraudes realizadas pelo banco Master com o Banco de Brasília (BRB) podem ter gerado um prejuízo para o banco público do Distrito Federal acima de R$ 4 bilhões. A estimativa é de investigadores da Polícia Federal e fiscais do Banco Central sobre os negócios suspeitos realizados entre as duas instituições.
Os investigadores do BC e da PF descobriram negócios de venda de carteiras de crédito com suspeitas de fraudes do Master para o BRB num valor de R$ 12,2 bilhões. Assim que a fiscalização do Banco Central detectou as operações irregulares, ela determinou aos dois bancos que elas fossem desfeitas. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Mas nem todas foram desfeitas. As avaliações preliminares indicam que ficou ainda um prejuízo para o BRB de mais de R$ 4 bilhões, dinheiro que pode gerar um rombo no caixa do banco do governo do Distrito Federal.
Em depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF), o dono do Master, Daniel Vorcaro, disse, em sua defesa, que não gerou nenhum prejuízo para o BRB com a venda das carteiras de crédito. Algumas já foram apontadas com certeza como fraudulentas.
O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa deu outra versão em depoimento no STF. Segundo ele, o banco público teria conseguido reverter a maior parte das operações suspeitas, mas que ainda teria ficado um saldo de R$ 2 bilhões que não foram recuperados pelo BRB com o Master.
Os investigadores da PF e do BC têm outro cálculo e já chegaram a uma avaliação de que o prejuízo causado pelo banco de Daniel Vorcaro ao BRB de mais de R$ 4 bilhões.
O inquérito atualmente no STF, e que está sendo tocado pela PF, investiga as negociações de carteiras de crédito falsas. Outras irregularidades que surgirem serão investigadas em outro inquérito, que seria aberto.
É o caso da contratação de influencers para divulgar nas redes sociais mensagens atacando o Banco Central e defendendo o banco Master. Por enquanto, há uma investigação preliminar para descobrir quem estava contratando de fato e pagando valores que poderiam chegar, por influencer, cerca de R$ 2 milhões.
O cirurgião-dentista João Godoy toma posse, nesta segunda-feira (12), às 9h, como presidente do Conselho Regional de Odontologia de Pernambuco (CRO-PE) para o biênio 2026–2027. A cerimônia será realizada no Auditório Sérgio Guerra, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), no Recife.
“Assumimos a missão de conduzir o CRO-PE com diálogo, responsabilidade e compromisso com a valorização da odontologia pernambucana. Nosso foco será fortalecer a fiscalização, ampliar ações de qualificação profissional e contribuir para o aprimoramento dos serviços de saúde bucal oferecidos à população em todo o estado”, destacou João Godoy, que é natural de Serra Talhada.
A nova diretoria também será composta pelos cirurgiões-dentistas Fabiana Motta, Igor Morais, Renata Pedrosa, Sidney Câmara, Mônica Marques, Danielle Lago, Fabrício Landim, Felipe Bravo e César Durando, que atuarão ao lado do presidente na condução do Conselho nos próximos dois anos.
A saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça esquentou a discussão sobre o que pode mudar na estrutura do governo em meio às investigações conduzidas nos últimos meses por uma Polícia Federal empoderada e autônoma. As informações são do blog da Andréia Sadi.
Vagas no governo sempre despertam cobiça, e neste caso há o temor dos políticos com o avanço de investigações. Está em jogo também a blindagem da PF, considerada uma questão-chave. Em Brasília, uma máxima que circula nestes dias é: a instituição que funciona hoje no Brasil é a Polícia Federal. Uma das propostas em discussão é dividir o ministério em dois: Justiça e Segurança Pública.
E um dos mais cotados para assumir essa nova estrutura é Andrei Rodrigues, o atual diretor-geral da Polícia Federal. É atribuída a ele a maior autonomia dada aos superintendentes da PF para trabalhar em suas investigações. É do interesse do presidente Lula, em ano eleitoral, turbinar o assunto segurança pública, que deve ser um dos temas principais da disputa.
O ponto central: quem iria para a vaga do Andrei na PF? Afinal, ele tem que fazer a sua sucessão para garantir a continuidade do trabalho, com bom orçamento e liberdade para os investigadores.
E o ministro da Justiça?
Para a vaga de Lewandowski como ministro da Justiça, a bancada da Bahia patrocina o nome do jurista Wellington César Lima e Silva. Ele foi secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil no começo terceiro mandato de Lula e agora trabalha na Petrobras.
Ele tem apoio de integrantes do STF e o apreço do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do senador Jaques Wagner, muito próximos de Lula. Outros no governo querem emplacar Camilo Santana, ministro da Educação. E uma ala do Centrão apoia Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado. Se Andrei deixar mesmo o comando da PF, a operação casada poderá incluir a indicação de William Marcel Murad, hoje o número 2 da instituição.
O Sextou de hoje, às 18h, faz um tributo ao compositor e cantor João Silva, o matuto de Arcoverde, maior parceiro de Luiz Gonzaga, mas não tão celebrado como Zé Dantas, Humberto Teixeira, Onildo Almeida e Zé Marcolino.
Autor de grandes sucessos, como “Danado de bom”, que deu a Gonzagão seu primeiro disco de ouro, e “Pagode Russo”, esta gravada até por Ney Matogrosso, João Silva foi retratado em livro biográfico de José Marques e ganhou um filme em estilo documentário. No tributo, quem fala da sua trajetória e sucessos é a filha primogênita Lúcia Silva, residente no Rio de Janeiro.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente em destaque no alto do blog ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
O Brasil inicia um ano eleitoral marcado por forte polarização política e por um debate público cada vez mais radicalizado. De um lado, um governo que busca a reeleição do presidente para um quarto mandato. De outro, uma oposição visceral, que muitas vezes despreza a racionalidade na disputa pelo poder. No centro desse embate está um tema decisivo para o futuro do país: as emendas parlamentares e a falta de transparência na aplicação desses recursos.
Em 2026, as emendas parlamentares ultrapassam a marca de R$ 60 bilhões. Em princípio, trata-se de um instrumento legítimo. Deputados e senadores precisam de recursos para levar obras e serviços às suas bases eleitorais. O problema não é a existência das emendas, mas o crescimento descontrolado desses valores e a ausência de critérios técnicos claros para sua destinação.
Esse volume de recursos compromete seriamente o orçamento da União. Projetos estratégicos de longo prazo ficam fragilizados, enquanto áreas fundamentais como educação, saúde, segurança e infraestrutura passam a disputar espaço com decisões fragmentadas, guiadas mais por interesses eleitorais do que por planejamento público. O resultado é um orçamento cada vez menos estratégico e mais vulnerável a distorções.
O ponto mais grave, no entanto, é a falta de transparência. Em muitos casos, as emendas são liberadas sem projetos detalhados, sem estudos técnicos e sem mecanismos eficazes de acompanhamento. Isso abre espaço para desperdício, má gestão e corrupção. Há registros recorrentes de obras inacabadas, serviços que nunca saíram do papel, investimentos de baixa qualidade e recursos direcionados para beneficiar interesses privados.
Não são raros os casos de estradas que atendem propriedades de parlamentares, pistas de pouso em áreas isoladas sem interesse público comprovado ou repasses a entidades ligadas a familiares e aliados políticos. Dinheiro do Tesouro Nacional, que deveria atender às necessidades reais da população, acaba sendo utilizado como instrumento de poder e autopromoção.
Esse modelo tem gerado conflitos permanentes entre o Parlamento e os órgãos de controle, como a Controladoria-Geral da União, os Tribunais de Contas, Ministério Público e até mesmo o Supremo Tribunal Federal. Parte dos parlamentares resiste à obrigação de prestar contas, como se o mandato conferisse autonomia irrestrita sobre o uso de recursos públicos – uma visão incompatível com qualquer democracia sólida.
Diante desse cenário, a fiscalização não pode ficar restrita às instituições. A sociedade precisa assumir um papel ativo. O cidadão tem o direito de saber quanto seu município recebeu em emendas, quem indicou esses recursos, quais obras foram executadas e qual foi o impacto real na vida da população.
Em ano eleitoral, essa responsabilidade ganha ainda mais peso. O voto é o principal instrumento de controle social. Ao se informar sobre a destinação das emendas e seus resultados concretos, o eleitor pode diferenciar quem trabalha pelo interesse público de quem trata o orçamento como moeda política.
As emendas parlamentares podem existir, mas precisam de regras claras, transparência total e fiscalização rigorosa. Sem isso, continuarão a comprometer o planejamento nacional, enfraquecer políticas públicas e ampliar a desconfiança da população na política. Exigir transparência não é ideologia – é dever democrático.
O Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida reconheceu, ontem, o processo de liquidação do Banco Master que tramita no Brasil. A decisão do juiz Scott M. Grossman determina o bloqueio de ativos da instituição nos Estados Unidos e atende a um pedido do liquidante do Master, a EFB Regimes Especiais de Empresas, feito na última quarta-feira, em audiência.
“O processo de liquidação brasileiro terá plena força e efeito, sendo vinculante e executável nos Estados Unidos contra todas as pessoas físicas e jurídicas”, afirmou o magistrado em sua decisão.
Em novembro de 2025, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. A decisão foi publicada no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero. Daniel Vorcaro, então presidente do Master, ficou preso preventivamente por 10 dias, antes de ser solto. Ele está com tornozeleira eletrônica.
No festival de Raquel, só um pernambucano entre os 20 artistas mais bem pagos
Apesar de ter sido concebido para valorizar a cultura regional, o Festival Pernambuco Meu País só tem um artista local entre os 20 mais bem pagos. Dados do Portal Tome Conta, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), revelam que o pernambucano João Gomes é exceção na lista dos cantores com cachês mais altos.
O festival foi criado pelo Governo Raquel Lyra em 2024 e tem sido usado pela governadora como contraponto a eventos tradicionais, sobretudo em redutos de adversários políticos. O top10 dos cachês tem Ana Carolina (R$ 1,025 milhão), João Gomes (R$ 1 milhão), Diogo Nogueira (R$ 670 mil), Alexandre Pires (R$ 600 mil), Iza (R$ 600 mil) e Marcelo Falcão (R$ 590 mil), além de Cláudia Leitte, Pablo, Tierry e Seu Jorge, esses com R$ 550 mil recebidos, cada um.
A lista dos 20 mais bem pagos ainda reúne Matuê (R$ 510 mil), Raça Negra (R$ 480 mil), Biquíni Cavadão (R$ 450 mil), Dorgival Dantas (R$ 410 mil), BaianaSystem, Tarcísio do Acordeon e Xanddy Harmonia (R$ 400 mil, cada), Carlinhos Brown (R$ 380 mil), Iguinho e Lulinha (R$ 350 mil) e Roberta Miranda (R$ 340 mil).
O perfil das atrações contrasta com a proposta inicial do festival, que surgiu em maio de 2024 com o objetivo de reeditar o extinto Circuito do Frio, com formato itinerante em cidades do Agreste e do Sertão. A decisão também foi uma resposta às críticas do prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB), sobre o fracasso da atuação do Governo de Pernambuco na promoção do tradicional Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) em 2023 e à decisão do gestor de municipalizar o evento a partir da edição seguinte.
Em 2025, a promoção de Raquel ganhou uma edição de Carnaval em polos como Recife e Olinda. Na capital, administrada pelo prefeito João Campos (PSB), seu virtual adversário nas eleições de 2026, a decisão do Governo de Pernambuco gerou polêmica, já que o palco do festival obstruiu uma rota de operações de salvamento e segurança do Marco Zero, tradicional palco da festa de Momo promovida pela Prefeitura.
Já no fim do ano, a gestão estadual criou uma modalidade da festa voltada ao verão em cidades como Recife, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe, Itamaracá e São José da Coroa Grande. Para além das disputas políticas, o Festival Pernambuco Meu País também tem servido para garantir visibilidade à governadora a poucos meses das eleições, já que têm sido comuns suas aparições em cima do palco, mesmo sob risco de reprimenda por parte de órgãos fiscalizadores, como o Ministério Público de Pernambuco, o TCE e a Justiça Eleitoral.
QUANDO ACERTA, ERRA! – A imagem do Governo Raquel havia melhorado entre as tropas da Polícia Militar (PMPE) e do Corpo de Bombeiros, graças à excelente escolha que fez ao nomear o coronel Renato Pinto Aragão para tocar o Hospital da PM. Na condição de diretor de assistência à saúde, promoveu uma verdadeira reestruturação da unidade, mas não se sabe a razão, Raquel o demitiu, e seu ato provocou revolta e insatisfação. Até o coronel assumir, o Sistema de Saúde dos Militares estava em um caos absoluto, faltando até dipirona nos estoques. Reduziu também as filas por exames. Pegou um hospital sucateado, com finanças desorganizadas. “Foi o coronel Renato quem mudou essa realidade”, afirmam os policiais e bombeiros em nota enviada a este blog.
A briga é feia – O acirramento da contenda no PL pernambucano entre os grupos Ferreira e do ex-ministro Gilson Machado chegou a um ponto sem chances para o cachimbo da paz. Como tem controle absoluto da legenda, dado pelo seu amigo Valdemar Costa Neto, presidente nacional, é pouco provável que Gilson permaneça no partido. Mas como se apresenta como nome competitivo, tanto para o Senado quanto para a Câmara Federal, Gilson tem sido sondado para se filiar em várias legendas, entre elas o PSDB e o Podemos.
Portas abertas – “Acolhemos com muito prazer e honra”, disse ontem o ex-deputado federal Ricardo Teobaldo, da cúpula do Podemos, ao ser perguntado se o partido estaria de portas abertas para o ingresso do ex-ministro Gilson Machado Neto. Segundo Teobaldo, na condição de candidato a deputado federal e não a senador, Gilson poderia ser um grande trunfo para o Podemos. Por baixo, gente que entende de eleição proporcional arrisca que Gilson teria entre 200 e 250 mil votos para federal, porque representa o verdadeiro estuário dos votos de bolsonaristas no Estado.
Aceno do PSDB – No plano nacional, o presidente do PSDB, Aécio Neves, já teria sinalizado para acolher na legenda o ex-ministro Gilson Machado Neto. Apurei que o presidente estadual tucano, Álvaro Porto, também aceitaria de bom grado a filiação de Gilson. O ex-ministro, entretanto, afirma que sua preocupação no momento diz respeito apenas ao estado de saúde do ex-presidente Bolsonaro, que está preso na sede da PF em Brasília, tendo se submetido na semana passada a mais uma cirurgia.
Eduardo Leite no podcast – Lembrado como alternativa à Presidência da República nas eleições deste ano pelo presidente do Cidadania, Roberto Freire, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), confirmou, ontem, sua presença no meu podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco, da próxima terça-feira. Na pauta, a crise nacional, os escândalos do INSS e do Banco Master, o Governo Lula e o cenário da sucessão estadual gaúcha. O podcast é transmitido também para 165 emissoras de rádio no Nordeste, além da TV LW, de Arcoverde, e da revista Mais Nordeste, de Fortaleza.
CURTAS
ABUSO – O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) acionou a Procuradoria-Geral da República contra o ministro do Tribunal de Contas da União, Jhonatan de Jesus, por suposto abuso de autoridade na condução das investigações sobre a liquidação do Banco Master. Na representação, Vieira diz que a exigência de que o Banco Central justifique o mérito de ordenar a liquidação não conta com amparo legal.
DEBANDADA – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, jogou a toalha. A saída dá início à reforma ministerial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também inclui a troca de outro nome do núcleo central do governo: Fernando Haddad, que deixará o Ministério da Fazenda em fevereiro.
DIGNIDADE – Em sua carta de demissão, o ministro diz ter exercido a função “com zelo e dignidade”, apesar das “limitações políticas, conjunturais e orçamentárias” enfrentadas ao longo do período à frente da pasta. Ele também agradece a Lula pelo apoio e afirma ter sido um “privilégio continuar servindo ao País” após sua aposentadoria do STF (Supremo Tribunal Federal).
Perguntar não ofende: Haddad sai do comando da Economia para disputar o governo de São Paulo?
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu a autorização do STF (Supremo Tribunal Federal) para que o ex-presidente tenha acesso a aparelho de televisão do tipo Smart TV e assistência religiosa de um bispo e um pastor.
Ambos os pedidos foram enviados ao Supremo nesta quinta-feira (8), mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou o PL (Projeto de Lei) da Dosimetria, que promovia a redução de penas dos condenados por participarem dos atos criminosos do 8 de Janeiro e que beneficiaria Bolsonaro. As informações são da CNN.
Segundo a defesa do ex-presidente, “acesso a meios de comunicação, em especial à programação jornalística e informativa, representa instrumento legítimo de preservação do vínculo do custodiado com a realidade social, política e institucional do país”.
Os advogados reiteraram, ainda, que o aparelho seria providenciado pelos familiares de Bolsonaro e “não tem por finalidade o acesso a redes sociais”, apenas para o acompanhamento de canais de notícia e plataformas de streaming como o “YouTube”, citam.
A defesa pediu, ainda, que o ex-presidente tenha acompanhamento espiritual do bispo Robson Lemos Rodovalho e do pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni.
Alegaram, ainda, que o presidente já recebia assistência religiosa semanal durante a prisão domiciliar, e “tornou-se inviável a continuidade desse acompanhamento religioso, em razão das restrições próprias ao regime de custódia, o que motiva o presente pedido”.
Ainda hoje foi solicitada pelos advogados a autorização da Corte para Bolsonaro participar do programa de remição de pena pela leitura. O mecanismo permite reduzir quatro dias de pena para cada obra lida.
Vistoria na cela A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) protocolou nesta quinta um pedido de vistoria institucional na cela da Superintendência da PF (Polícia Federal) em que Bolsonaro está custodiado.
No pedido, enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, a senadora declarou que a “ação se faz necessária tendo em vista os últimos acontecimentos amplamente divulgados pela imprensa acerca do ex-presidente”, em referência a recente queda de Bolsonaro, dentro da cela.
Na ocasião, segundo laudo médico, o ex-chefe de Estado sofreu um “traumatismo craniano leve”.
No ofício, Damares declara, ainda, que o pedido trata-se de “exercício legítimo da função fiscalizatória e institucional do Senado Federal” por intermédio da Comissão de Direitos Humanos, presidida pela parlamentar.
Agora cabe a Moraes, relator do caso, aprovar as solicitações.
O cantor João Lacerda, filho de Genival Lacerda, lançou a música e o clipe “No Calor da Multidão”, já disponíveis nas plataformas digitais. A canção, de composição de Léo Bonny e João Lacerda, tem ritmo de frevo e foi gravada nas ruas de Olinda, com imagens que retratam a folia carnavalesca. O clipe oficial pode ser assistido no YouTube e a música também está disponível na plataforma Sua Música. Confira: