As empresas de transporte por aplicativo e os seus motoristas parceiros devem ser um dos principais líderes para a adoção de carros elétricos, segundo estudo inédito da McKinsey sobre o futuro da mobilidade sustentável no Brasil. Os dados mostram que, até 2040, pelo menos 85% da frota de veículos por aplicativo deve ser elétrica, número quatro vezes superior ao estimado para os carros de uso pessoal (21%). Os dados corroboram a visão da 99, empresa de tecnologia voltada à mobilidade urbana e conveniência, ao liderar a Aliança pela Mobilidade Sustentável, que reúne 11 empresas com o objetivo de impulsionar a infraestrutura para veículos sustentáveis no Brasil.
A expectativa é de que em 2040 as receitas com veículos elétricos atinjam US$ 65 bilhões. São esperados 11 milhões de automóveis eletrificados em circulação no Brasil – representando 20% de toda a frota. Segundo a pesquisa da McKinsey, os veículos elétricos têm sintonia com o modelo de negócio do transporte por aplicativo por duas razões: a alta rodagem e previsibilidade das áreas de deslocamento; e a utilização do veículo majoritariamente nos centros urbanos, permitindo a otimização do uso em relação aos pontos de recarga.
Fomentar a expansão das estações de carregamento está entre as metas da Aliança pela Mobilidade Sustentável, que quer ajudar a criar 10 mil pontos públicos de carregamento em todo o Brasil até 2025. A McKinsey prevê que o país tenha 12 mil pontos de recarga nos próximos três anos. “Os dados do estudo mostram que estamos no caminho certo. Sabemos que o futuro da mobilidade elétrica depende de uma união de esforços de diferentes players do mercado e é esse trabalho que estamos realizando com a Aliança”, comenta Thiago Hipólito, diretor de Inovação da 99 e Líder do DriverLAB, um centro especialmente focado em novas soluções para condutores.
A pesquisa da McKinsey revela ainda que, para quem faz uso intenso do carro, como é o caso dos motoristas de aplicativo, o Custo Total de Propriedade (TCO) do veículo elétrico deve se tornar equivalente ao do automóvel à combustão muito antes daqueles que utilizam o carro para fins pessoais.
Considerando os veículos de entrada, por exemplo, com valores abaixo de R$ 200 mil, essa equivalência deve ocorrer já em 2023 para quem roda mais de 150 quilômetros por dia. Para aqueles que dirigem cerca de 30 quilômetros por dia, a equiparidade deve ser atingida somente em 2030.
“Hoje a economia que o motorista de aplicativo tem com o uso do carro elétrico chega a 80% em relação ao modelo por combustão, quando analisamos os custos com combustível e manutenção”, avalia Thiago Hipolito. “Mas sabemos, no entanto, que esse automóvel ainda tem um valor de aquisição muito alto para o motorista”. Por isso, foi fundada a Aliança. Junto com montadoras, empresas de locação e instituições financeiras, ela vai pensar soluções para tornar o acesso aos veículos elétricos mais fácil, além de promover a infraestrutura necessária para que nossos parceiros rodem em suas viagens.
Entre as ações da Aliança em prol da democratização do veículo elétrico está a parceria entre a 99 e a Movida para disponibilizar 50 carros elétricos para serem alugados por motoristas parceiros da plataforma em São Paulo. Com a opção de locação facilitada mais a redução com o custo de combustível, a economia do condutor pode chegar a mais de 25% ao mês se comparado com um modelo tradicional. Além disso, a iniciativa visa reduzir a emissão de CO2 gerada diariamente pelo trânsito paulistano, promovendo melhoria na qualidade do ar e na saúde.
Ram Yellowstone Edition – A marca Ram, do grupo Stellantis, acaba de lançar uma edição especial da picape grande 3500. Chamada de Yellowstone Edition, e limitada a apenas 100 unidades, ela homenageia a série de televisão homônima e traz apenas uma combinação de cores, com acabamento diferenciado – como pintura em dois tons (na cor preta e com marrom nos para-choques, para-lamas e na parte inferior da carroceria). Há, também, a logo da série na porta da caçamba e portas dianteiras – e um adesivo do “Y” amarelo alusivo ao Yellowstone Dutton Ranch, de John Dutton, interpretado por Kevin Costner. Ela é resultado de uma parceria entre a Ram e a Paramount+ apenas para o Brasil e custa R$ 555 mil. A base é a Limited Longhorn. Vale lembrar: o conjunto mecânico tem motor 6.7 turbodiesel com 377cv e torque de 117,3kgfm e câmbio automático de seis marchas.
Jetta GLI e Taos: mais segurança – E mais um carro brasileiro ganha assistências semiautônomas. Desta vez, o Jetta GLI da linha 2023. O sedã, que tem motor 2.0 TSI de 231cv de potência e 35,7 kgfm de torque, ganhou o pacote, agora com nove itens de série. Além do controle de cruzeiro adaptativo e frenagem autônoma de emergência, passa a ter assistente de mudança de faixa, de condução ativo (mantém o carro na faixa de rodagem), assistente traseiro de saída (detecta outros veículos cruzando a traseira e emite alertas), detector de ponto cego e detector de pedestres + frenagem autônoma. Preço: R$ 221.380. A linha 2023 do SUV médio Taos também ganhou alguns equipamentos: o ar-condicionado agora é digital (em todas as versões) e, na topo de linha, duas assistências extras à condução. Preços? De R$ 180 mil a R$ 209 mil (Highline). Na versão Comfortline, o pacote de segurança – com controle de cruzeiro adaptativo, detector de pedestres e frenagem autônoma de emergência – é opcional e custa R$ 5.650.
Série ‘especial’ do HB20 – A Hyundai anunciou uma versão diferenciada, digamos assim, do HB20 tanto do sedã quanto do hatch (acima da Limited para a opção com câmbio manual e da Comfort com câmbio automático). Ela vem em quatro configurações (com motor 1.0 aspirado e câmbio manual ou 1.0 turbo automático de 6 marchas) e não há muito de relevante em relação às demais, ao não ser faróis em LED, painel de instrumentos digital e interativo e chave presencial. Ou partida remota do motor pela chave e abertura do porta-malas por aproximação nas mais caras. Os preços variam de R$ 87 mil a R$ 112 mil.
Vem aí o novo furgão Ducato – A Fiat confirmou que o novo Ducato chega ao Brasil no primeiro semestre do ano que vem. O utilitário da marca pertencente ao grupo Stellantis terá mudanças no design e novas versões. A Fiat é líder há mais de dez anos nesse segmento. O modelo atual custa a partir dos R$ 188 mil e usa motor 2.3 turbodiesel de 130cv e 32,6 kgfm de torque.
Dia do mecânico: quer bombas nas redes? – O próximo dia 20 é dedicado àquele ou àquela que sempre resolve as broncas do nosso carro (ou moto, lancha, bicicleta…). Bem, o mecânico entende de tudo isso, mas será que domina a arte de vender, de se mostrar – algo tão necessário para sua vida profissional no mundo digital? A Nakata, fabricante de autopeças de reposição, acaba de lançar o e-book Oficina legal está na rede social – que mostra diversas formas de o profissional interagir com consumidores nas redes sociais. O livreto dá dicas para atrair e fidelizar clientes para o negócio, por exemplo. Oferece ferramentas para incrementar os resultados financeiros da oficina – apresentando o antes e o depois do conserto, usando textos, imagens e vídeos, numa oportunidade para se sobressair perante seus concorrentes. São 37 páginas de dicas para ganhar visibilidade com as postagens e, claro, a confiança dos consumidores. Mande um zap para o 61.9.9217-0533 e enviaremos um exemplar.
Gasolina: alta no Piauí e em Pernambuco – O preço do litro da gasolina nos postos no Brasil apresentou, na primeira quinzena de dezembro, redução de 0,81% em comparação com novembro – com valor médio de R$ 5,207. Enquanto o Distrito Federal fechou o período em R$ 4,969, com o litro da gasolina 4,62% abaixo da média nacional. Os dados são do tradicional levantamento feito pela ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas, com base em transações realizadas entre os dias 1º e 14 de dezembro em mais de 25 mil estabelecimentos credenciados em todos os estados do Brasil.
A leve redução na quinzena vem após o primeiro aumento mensal, registrado em novembro, após quatro meses de quedas. Entre junho e setembro a Petrobras reduziu quatro vezes seguidas o valor da gasolina para as distribuidoras. Além disso, o ciclo de queda dos preços dos combustíveis foi alimentado pela limitação do ICMS sobre esses produtos nos estados, instituída pela Lei Complementar 194/22, de 24 de junho.
Os dados da primeira quinzena de dezembro mostram que os estados brasileiros que registraram alta da gasolina foram Piauí (5,76%), Pernambuco (1,56%) e Maranhão (0,68%). Por outro lado, os estados que registraram maior queda foram Bahia (-3,81%) e Sergipe (-2,38%), além do Distrito Federal (-4,70%)
Financiamento de carros e motos – As vendas financiadas de veículos em novembro somaram 457 mil unidades, entre novos e usados, de acordo com dados da B3. O número, que inclui autos leves, motos e pesados em todo o país, representa um aumento de 2,5% na comparação com novembro de 2021. Foi o maior patamar do ano em termos de média de financiamentos por dia útil pelo segundo mês consecutivo. Em novembro deste ano, foram financiados 22,9 mil veículos por dia. O segmento de motos foi o único que registrou alta, oscilando 0,1% no número de financiamentos em relação a outubro, com 103 mil unidades, e crescendo 11,4% na comparação com novembro de 2021.
Motos: 5 dicas para conservar a sua – Além das revisões periódicas, certos cuidados diários são necessários para aumentar a vida útil dos componentes e preservar o bom desempenho de uma moto, garantindo segurança, desempenho e boa aparência para o veículo de duas rodas. Por isso, a Motul, multinacional especializada em lubrificantes e fluidos de alta tecnologia, elenca cinco cuidados para manter a motocicleta sempre nova, com aspecto conservado e segura para pilotagem. Confira, abaixo, as recomendações da empresa:
➠Cheque os pneus – É importante ficar atento à existência de rachaduras, pregos ou qualquer material pontiagudo que esteja alojado nos pneus. Caso a moto não seja utilizada com frequência, vale conferir se os pneus não estão ressecados antes de dar a partida. Além desses pontos de atenção, o estado de degradação também merece cautela, pois pneus carecas podem prejudicar a segurança do motociclista, principalmente em pistas molhadas. “Uma calibragem maior do que a indicada pelo fabricante faz com que o pneu se desgaste mais no centro. Em contrapartida, uma calibragem mais baixa leva o pneu a se desgastar nas bordas. Os pneus possuem marcações de desgaste (TWI) e, se os sulcos já estiverem muito baixos, precisam ser trocados imediatamente porque são eles que garantem a aderência em piso molhado. Lembrando que a calibragem deve ser feita com os pneus sempre frios”, afirma Rafael Recio, gerente de Produto e Suporte Técnico da Motul Brasil.
➠ Tenha cuidado com os cabos – Eles pedem um cuidado redobrado porque estão envolvidos em sistemas importantes da moto. A indicação é que eles sejam lubrificados a cada 10 mil quilômetros – ou como indicado no manual do proprietário. “Para os cabos a Motul recomenda o uso do EZ Lube, que lubrifica o componente e ajuda a protegê-lo da corrosão”, explica Recio. O especialista lembra que é importante observar se existe algum dano aos cabos, principalmente em motocicletas que enfrentam condições adversas, como trilhas.
➠Fique atento à corrente – Ela faz parte do sistema de transmissão da moto que transfere a força do motor para as rodas. Para ter um funcionamento adequado é preciso que todos os itens envolvidos – como a regulagem e a tensão – estejam em harmonia. Outro ponto é em relação à limpeza e lubrificação do item: o contato com a sujeira proveniente do pavimento, seja ele asfalto ou terra, pode ressecar e danificar o conjunto, o que torna indispensável a boa limpeza e lubrificação semanalmente. O Motul C1 Chain Clean é ideal para limpeza de todos os tipos de corrente (com ou sem retentor).
➠ Limpe a moto – A atenção com a estética é essencial para manter a moto com o visual de nova. Para garantir isso é pertinente evitar lavadoras de alta pressão, pois a força da água pode arranhar a motocicleta e danificar algumas peças. O melhor método para cuidar dos componentes da moto é utilizar panos, baldes e produtos específicos.
➠ Faça inspeção – O costume de inspecionar a moto em busca de irregularidades é a melhor forma de mantê-la sempre em suas melhores condições. Muitos cenários podem ser prevenidos em casa, mas, se não cuidados, podem acarretar em problemas maiores e mais custosos. Vale sempre conferir com frequência o nível do óleo do motor e respeitar o intervalo de troca. O uso da moto em condições severas – como praticado por pessoas que realizam entregas – aumenta a necessidade de manutenção periódica e revisão do veículo, que são fundamentais para a segurança dos motoristas e também dos componentes. “O aconselhado é que a revisão da moto seja feita de acordo com o plano de manutenção determinado pelo fabricante, cuja frequência de serviços necessários pode variar de acordo com o modelo e tipo de uso”, aponta Recio.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
Os eleitores do estado de Saxônia-Anhalt, da Alemanha, vão às urnas neste domingo (6) e há chances de um partido de extrema direita ser eleito no país desde a Segunda Guerra Mundial. O Partido Alternativa para a Alemanha (AfD) lidera as pesquisas com 40% dos votos. Será decidido o novo Parlamento regional, bem como o novo governador.
Ulrich Siegmund, de 35 anos, é descrito por jornais locais como “O homem mais perigoso da Alemanha”. Atualmente, ele é deputado, e ganhou projeção nas redes sociais ao atacar imigrantes, defender uma identidade nacional e criticar a imprensa. As informações são do Metrópoles.
Embora esteja bem pontuado, o partido nunca conseguiu eleger um candidato no estado nem formar alianças para liderar um governo estadual. Esta é a primeira vez desde 1945, ano do fim da Segunda Guerra Mundial, que a sigla tem uma chance melhor. A vitória nas urnas, no entanto, não garante a maioria das cadeiras no Parlamento. Siegmund não será eleito governador de forma automática.
A eleição em Saxônia-Anhalt, que possui cerca de 2,1 milhões de habitantes, é vista como um teste para o chanceler Friedrich Merz, que sofre rejeição por conta da economia estagnada no país. O país é atualmente comandado pelo partido conservador União Democrata-Cristã (CDU), o mesmo do chanceler.
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, deu algumas declarações sobre as mensagens do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o ministro Alexandre de Moraes. Disse ao discursar em um evento no Palácio do Planalto na sexta-feira (4) que haverá uma resposta “firme“.
Na prática, entretanto, o presidente do STF tem atrasado a decisão sobre as investigações. Bastaria colocar em plenário o relatório do ministro André Mendonça e perguntar se deveria ser aberta ou não uma investigação sobre Moraes. Os magistrados teriam que dizer “sim” ou “não”. Fachin está postergando a análise dos dois casos (leia mais abaixo) que envolvem Moraes e Mendonça. Em um dos casos, a decisão será a partir de 14 de setembro. Faltarão 20 dias para a eleição.
No outro, a decisão terá que ser a partir de 22 de setembro. Faltarão 12 dias para o 1º turno das eleições. Não está claro se o plenário avaliará cada caso separadamente ou em conjunto. Se for em conjunto, a investigação sobre Moraes terá que ficar também para depois de 22 de setembro. O STF poderá argumentar que não será o momento para tomar decisões nas duas situações. Isso adiaria ainda mais a análise dos ministros.
Entenda os dois casos
Há duas decisões a serem tomadas que envolvem investigações sobre ministros:
•Mendonça contra Moraes – Mendonça tirou na terça-feira (1º) o sigilo das investigações sobre o Master. Expôs mensagens que Vorcaro mandou para Moraes. Afirmou que o plenário do STF deve analisar o conteúdo. Fachin deu até sexta-feira (11) para manifestações de Mendonça, de Moraes, de Paulo Gonet e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O prazo é de 5 dias úteis a partir de quinta-feira (3). Termina na sexta-feira (11). Isso coloca a análise do caso para depois de 14 de setembro;
•Moraes contra Mendonça – Moraes incluiu na quinta-feira (3) Mendonça no inquérito das fake news, iniciado em 2019 e inconclusivo até hoje. Fachin tirou Mendonça do inquérito na sexta-feira (4). Deu cinco dias úteis para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, dizer se o pedido de Moraes é pertinente. Depois, Mendonça terá mais cinco dias úteis para se manifestar. Esse caso só deve ir ao plenário depois de 22 de setembro.
A viuvez é uma das experiências de perda mais profundas que uma pessoa pode vivenciar. A morte do companheiro ou da companheira não representa apenas a ausência física de alguém amado, mas também a ruptura de uma rotina, de projetos compartilhados, de hábitos cotidianos e, muitas vezes, de uma parte importante da própria identidade.
A solidão que surge nesse período pode ser particularmente intensa. Mesmo cercada por familiares e amigos, a pessoa enlutada pode experimentar uma sensação profunda de vazio e de falta de pertencimento. É a chamada solidão emocional: a percepção de que existe uma ausência que não pode ser simplesmente preenchida pela presença de outras pessoas.
Do ponto de vista psicológico, o luto é um processo individual e não segue um calendário rígido. Algumas pessoas conseguem gradualmente reconstruir sua rotina e encontrar novos significados para a vida. Outras permanecem por períodos mais prolongados em sofrimento intenso, com dificuldade para aceitar a perda, reorganizar a própria vida e imaginar um futuro sem o parceiro.
Na psiquiatria, é importante diferenciar o sofrimento esperado do luto de situações em que os sintomas se tornam persistentes, incapacitantes ou assumem características de um transtorno mental. Tristeza intensa, choro, saudade, alterações do sono, redução do apetite e momentos de ansiedade podem fazer parte do processo de adaptação à perda. Entretanto, sintomas persistentes e intensos de depressão, desesperança, isolamento social, perda significativa de interesse pelas atividades, culpa excessiva ou pensamentos relacionados à própria morte merecem avaliação profissional.
Um aspecto frequentemente negligenciado é que a solidão pode afetar não apenas a saúde emocional, mas também a saúde física. O isolamento prolongado pode contribuir para piora do sono, redução da atividade física, alterações de hábitos alimentares e maior vulnerabilidade a sintomas ansiosos e depressivos. Por isso, cuidar de uma pessoa viúva significa olhar para ela de maneira integral, considerando aspectos emocionais, sociais, comportamentais e clínicos.
Reconstruir a vida após uma perda não significa esquecer quem partiu. O objetivo do acompanhamento psicológico ou psiquiátrico não é apagar a saudade, mas ajudar a pessoa a desenvolver uma nova relação com essa ausência. A memória do relacionamento pode permanecer como parte da história de vida, enquanto novos vínculos, atividades e projetos passam gradualmente a ocupar espaço.
Nesse processo, pequenas atitudes podem ter grande importância: manter contato com pessoas próximas, estabelecer uma rotina, retomar atividades prazerosas, cuidar da saúde física, evitar o isolamento e permitir-se falar sobre a pessoa que morreu. Não existe uma maneira “correta” de vivenciar o luto.
Também é importante respeitar o tempo de cada indivíduo. Algumas pessoas precisam de meses para reorganizar sua vida; outras necessitam de mais tempo. O sofrimento não deve ser medido apenas pelo calendário, mas pelo impacto que ele produz na capacidade de viver, relacionar-se e encontrar algum sentido na própria existência.
A viuvez pode trazer uma solidão profunda, mas não precisa significar uma vida de solidão permanente. Com acolhimento, vínculos sociais e, quando necessário, acompanhamento psicológico e psiquiátrico, é possível reconstruir gradualmente uma vida que reconheça a perda sem ficar completamente definida por ela.
*Médico com atuação em Psiquiatria, Neurologia Clínica e Medicina da dor | Instagram: @drsilvinoteles
São Paulo, onde passo o feriadão da Independência com os meus filhos, sempre povoou meu imaginário como eldorado dos nordestinos, a terra prometida para quem a seca expulsou do meu Pajeú, onde as almas são todas de cantadores, como imortalizou em versos o gigante Rogaciano Leite.
Enraizado em Afogados da Ingazeira, chorei a perda de muitos amigos de infância para São Paulo, em debandada sob caminhões paus de arara, que só ouvia falar nos versos de Patativa do Assaré. Como a cena me comovia! A seca não nos matava de fome apenas. Matava também os nossos sentimentos, roubava companhias que nos faziam felizes.
Nas malas de cada irmão afogadense que desembarcava no Brás havia um manto de coragem e uma certeza: São Paulo saberia acolher a esperança deles. São Paulo parecia ter selado um pacto eterno com meus conterrâneos que davam adeus ao Pajeú: a cidade que oferecia o chão das oportunidades, para eles entregarem o coração do trabalho.
Resisti até o último pau de arara, mas três dos meus irmãos, não. Zeza, Ana e Marcelo, sei lá por quais razões, não se renderam ao apelo da terra da garoa. Preferiram o Rio de Janeiro, provavelmente embriagados pela canção de Gilberto Gil, do Rio que continua lindo e cheio de graça. O farol da esperança que acolheu a força e o sorriso deles só Vinicius de Moraes para explicar com a sua garota de Ipanema.
O tempo, o senhor da razão, foi me ensinando que São Paulo não poderia se perpetuar em minha vida como aquele retrato dolorido na parede e na alma de Drumond de Andrade. Comecei a admirar a capital paulista ouvindo Caetano Veloso. O cantor baiano eternizou o encontro das avenidas Ipiranga e São João. Com o “Trem das Onze”, Adoniran Barbosa também. Virou hino paulista, popularizando o bairro do Jaçanã, cujo famoso trem da música funcionou entre 1893 e 1965, ligando o centro da cidade à Cantareira.
Terra da Garoa, Selva de Pedra, Sampa, Paulicéia. São Paulo, a metrópole que nunca para, é um verdadeiro caldeirão de culturas, sabores e experiências. Com suas avenidas movimentadas, arranha-céus imponentes e uma cena artística vibrante, a cidade é um convite à exploração e às descobertas.
Lendo em bancos escolares ainda em Afogados da Ingazeira, descobri que o lema da cidade de São Paulo é Non ducor, duco, que significa “Não sou conduzido, conduzo”. O símbolo foi adotado oficialmente em 1888, e simboliza a história de liderança e iniciativa da cidade, que evoluiu de uma pequena vila para uma das maiores metrópoles do mundo.
Entre o inverno e a primavera a cidade se cobre de azaléia, que foi decretada a flor–símbolo de São Paulo em 1987. Essa beleza é uma imigrante, tem origem na Ásia. A azaléia floresce entre o inverno e a primavera colorindo a cidade com seus vários tons, fazendo de São Paulo uma musa inspiradora para poetas que a visitam e se encantam com os seus cantos.
Neste feriadão, curtindo pontos turísticos de São Paulo com meus filhos Magno Filho e João Pedro, descobri algo mais para perdoar a cidade da crueldade de roubar meus amigos de infância. Estou convencido que a capital paulista tem o charme de Paris, a cultura de Londres, a mistura de Nova York, o tamanho de Tóquio.
É grande, charmosa, culta, multitudo. Acabei amando as coisas estranhas da cidade. É a terra do café, mas seu principal viaduto é o Viaduto do Chá. Tem uma rua chamada Direita que não é tão direita assim. Tem uma Rua Formosa que é muito, muito feia. Tem uma Rua das Palmeiras que não tem sequer uma árvore, muito menos palmeiras.
A sofisticação da cidade está na Avenida Faria Lima, que concentra dinheiro e modernidade, numa Daslu, que concentra o luxo, numa Paulista, cartão de visitas da cidade. Descobri que São Paulo é muito mais do que só uma cidade de negócios, de turismo ou aquela que nunca dorme. É também uma cidade que recebe o mundo, os fãs de todos os tipos musicais, os manifestantes, os carnavalescos, os esportistas.
Em seu vai e vem frenético, eles até podem parecer turistas, mas são parte da cidade, movimentam ruas e negócios. Para quem chega de fora, seja do interior ou de outros países, São Paulo oferece o anonimato generoso que se transforma em pertencimento. É uma emoção indescritível descobrir refúgios verdes inesperados no topo da montanha, como o Pico do Jaraguá, em contraste com a imensidão urbana e o calor humano do Mercado Municipal.
Ninguém amou tanto São Paulo quanto o grande escritor Mário de Andrade. Seu amor era tão profundo que, no poema “Quando eu morrer”, ele expressou o desejo lírico de ter suas partes do corpo espalhadas pelas ruas do centro: “No Pátio do Colégio afundem / O meu coração paulistano: / Um coração vivo e um defunto. / Bem juntos.”
Lygia Fagundes Telles, a primeira-dama da literatura brasileira, ambientou clássicos como “As Meninas na capital” e sempre guardou um olhar afetuoso para a atmosfera paulistana, especialmente a da sua juventude nas arcadas do Largo de São Francisco. Ela costumava lembrar com encanto da icônica garoa paulistana: “São Paulo era uma cidade de névoa, uma cidade onde as pessoas caminhavam envoltas em mistério. Havia uma dignidade poética naquele cinza.”
Autor de “Não Verás País Nenhum” e profundo conhecedor das esquinas da cidade, o escritor Ignácio de Loyola Brandão definiu São Paulo como um ímã irresistível, focado na eletricidade de suas ruas: “São Paulo nos esmaga, mas nos alimenta. É uma cidade terrível e fascinante. Eu preciso desse ritmo, desse barulho, dessa gente caminhando rápido para sentir que estou vivo e produzindo.”
Duas versões da linha 2027 da Fiat Toro ganharam o sistema híbrido-leve, conhecido como MHEV — sigla em inglês para Mild Hybrid Electric Vehicle: a Ultra e a Volcano. O sistema já se popularizou em outras marcas do grupo Stellantis, como Peugeot, Jeep e Citroën. A Toro ficou mais econômica e agradável de dirigir com a adoção do sistema híbrido-leve de 48 volts? Depois de uma semana ao volante da versão Volcano MHEV 2027, em rodovias e no trânsito urbano, a resposta é sim — mas com algumas ressalvas.
Este colunista explica quais os efeitos da inclusão desse motorzinho de 48 volts que funciona como assistência elétrica ao 1.3 turbo flex a combustão. No geral, vale reforçar: além do MHEV, a Volcano teve reorganizado o pacote de equipamentos de conforto e conveniência (parte como opcionais). Por exemplo: os bancos elétricos não são de série, pois aparecem no Pack Tech Volcano. Assim também o são o sensor de estacionamento dianteiro e o detector de ponto cego. E manteve o carregador de celular por indução, os bancos em couro, a entrada e a partida por chave etc.
De relevante, vale destacar que ela ganhou câmbio e-DCT (veja logo mais abaixo como ele funciona) e sistemas de auxílio à condução, o Adas. Ficou, desta forma, mais completa. Mesmo não sendo um híbrido pleno (full hybrid, o tradicional, em que o motor elétrico tem força para tracionar as rodas), a Toro MHEV também tem direito à isenção de IPVA, conforme as regras tributárias locais. E em São Paulo há ainda outro benefício: os veículos híbridos estão liberados do rodízio municipal. Só por esse ângulo já leva uma boa vantagem sobre as tradicionais, digamos assim.
e-DCT – A sigla em inglês é para electrified Dual Clutch Transmission (ou transmissão de dupla embreagem eletrificada). Ela tem 7 marchas e duas embreagens, que permitem pré-selecionar a próxima marcha e fazer trocas rápidas. Esse pequeno motor auxilia o 1.3 turbo, regenera energia nas desacelerações, armazenando-a nessa bateria de 48V. Isso permite que o motor elétrico faça pequenas intervenções — e sem que o motorista mesmo perceba. Numa arrancada, o elétrico pode ajudar o 1.3 turbo, reduzindo o esforço do motor a combustão. E o motorista percebe o quê? Na prática, ele não sente o motor elétrico “entrar em ação”. O que percebe são respostas mais rápidas nas saídas e retomadas em baixa velocidade, além de funcionamento mais suave do conjunto em determinadas situações.
Nas trocas de marcha, as duas embreagens tornam as mudanças mais rápidas e suaves; na desaceleração, o motor elétrico funciona como gerador e recupera energia para a bateria. Às vezes, todo esse sistema pode desligar o motor a combustão quando não é necessário e religá-lo rapidamente. Por fim, a Toro não consegue rodar somente com o motor elétrico, diferentemente de um híbrido pleno. Recapitulando: o e-DCT tem duas funções em um mesmo conjunto: é o câmbio da picape e, ao mesmo tempo, parte fundamental do sistema híbrido de 48 V. Enfim, a mudança na Toro 2027 é mais significativa: pulou do conjunto 1.3 Turbo + automático de 6 marchas para 1.3 Turbo + e-DCT de 7 marchas + motor elétrico de 48 V + bateria de 48 V. Com isso, o esforço do motor a combustão foi reduzido e, consequentemente, caem o consumo e as emissões.
E o preço?
Na página da Fiat, a Toro Volcano MHEV 2027 é oferecida por R$ 197.490, com acréscimo de R$ 2.490 pela cor branca perolizada, o que eleva o valor para R$ 199.980. No site da marca específico para promoções, havia uma oferta por R$ 164.990 — condicionada às condições da campanha e da loja. A Volcano agora oferece frenagem autônoma de emergência, alerta de mudança de faixa e comutação automática do farol alto. As setas dianteiras também passaram a ser sequenciais. Os LEDs acendem progressivamente na direção da conversão, recurso que acrescenta um toque visual mais sofisticado à picape. A versão também ganhou de série o Fiat ConnectMe, sistema de conectividade da marca italiana.
E quanto ao consumo? Aqui, por sinal, está o principal ganho da Toro avaliada. A Fiat anuncia até 12% de redução no consumo e cerca de 11% menos emissões de CO₂ em relação à versão anterior. Obviamente, o consumo está atrelado ao modo de conduzir — e até a outros fatores (peso transportado, por exemplo). Na prática, durante a semana de avaliação a Toro fez em torno dos 11km/l na cidade. O gasto oficial (do Inmetro) aponta para 10,5km/l. O modelo 2026, sem o MHEV, tem consumo homologado em 9,4 km/l. O ganho em eficiência no dia a dia urbano ocorre devido à assistência elétrica nas arrancadas e retomadas.
No geral, não oferece desempenho absoluto, mas na melhor resposta em baixa velocidade, com o motor elétrico preenchendo os momentos de menor torque do 1.3 turbo. Como o motorista brasileiro é fã do incrementos acessórios e customização, principalmente visual, a Fiat aproveita. A Mopar, empresa do próprio grupo, oferece mais de 90 equipamentos extras para atender diferentes perfis de clientes, do uso urbano ao trabalho pesado, passando também pelo lazer e pela aventura. Para a Toro MHEV, são 28 acessórios preparados para transformar a picape, ampliando as possibilidades de uso da caçamba, capacidade de carga, praticidade no dia a dia e aprimorando ainda mais o visual.
Mitsubishi confirma a 5ª geração do Pajero – A Mitsubishi Motors acaba de revelar globalmente a mais nova geração da linha Pajero. A apresentação foi feita em um evento realizado nesta quarta-feira (2) em Tóquio, no Japão, no qual a marca confirmou a venda no mercado brasileiro, mas em uma data ainda não definida. Produzido na fábrica da Mitsubishi Motors na Tailândia, o modelo será lançado primeiramente no mercado tailandês, seguido por Japão e Austrália ainda no início do ano que vem.
A partir do segundo trimestre de 2027, a empresa planeja lançar o novo Pajero em aproximadamente 100 países ao redor do mundo, incluindo mercados da América Latina e Oriente Médio. Lançado em 1982, o Mitsubishi Pajero foi desenvolvido como um 4×4 cross-country que unia desempenho off-road genuíno e confiabilidade a um conforto equivalente ao de um automóvel de passeio. O modelo foi um dos responsáveis pelo sucesso dos RVs (veículos recreativos) no Japão na década de 1990. A produção acumulada, aliás, passa de 3,3 milhões de unidades ao longo de quatro gerações, vendidas em mais de 170 países e regiões. No Rally Dakar, coleciona 12 vitórias, sendo sete delas consecutivas.
O modelo é equipado com o Super-All Wheel Control (S-AWC) da Mitsubishi Motors, que integra o controle de aceleração, curvas e frenagem para proporcionar um comportamento preciso e intuitivo do veículo, além do sistema de tração Super Select 4WD-II (SS4-II), que equilibra desempenho off-road com facilidade de uso no dia a dia. “O novo Pajero liderará todo o portfólio da Mitsubishi que será oferecido aos clientes a partir de agora”, disse Keisuke Kishiura, presidente e diretor de operações da empresa.
Acústica – A marca promete melhorias abrangentes de isolamento acústico, projetadas para permitir que todos os ocupantes conversem naturalmente, mesmo em velocidades mais altas, como em velocidade de cruzeiro ou em outras condições de alto ruído. Além do para-brisa, as janelas de todas as portas utilizam vidro com tratamento acústico, enquanto medidas extensivas de redução de ruído são aplicadas em toda a carroceria e outras áreas do veículo.
Entretenimento – É composto por uma grande tela horizontal monolítica de 14,3 polegadas, com gráficos simples e intuitivos e 16 temas de fundo que mudam em tempo real conforme o horário do dia. O layout de três medidores das gerações anteriores do Pajero foi mantido por meio da tecnologia Multi-Meter. Com ela, informações de condução, como altitude, direção da bússola, temperatura, ângulos de arfagem e rolagem do veículo e status do controle AYC, permitem que os motoristas avaliem as condições de condução rapidamente.
Motor – Um motor diesel de 2,4 litros, especialmente desenvolvido para o SUV, com turbocompressor de geometria variável (VGT), entrega um torque de 49kgfm. A nova transmissão é automática de 8 velocidades (8AT) com modo esportivo.
Conforto e segurança – O novo Pajero é equipado com uma série de sistemas de condução. O sistema Super All Wheel Control (S-AWC), tecnologia proprietária da Mitsubishi, gerencia, de forma integrada, a aceleração, as curvas e a frenagem nas quatro rodas para oferecer total estabilidade, aderência e precisão ao dirigir. O de tração permite que os motoristas selecionem entre quatro modos 4×4 conforme as condições de condução: 2H (tração traseira), 4H (4×4 permanente), 4HLc (diferencial central travado) e 4LLc (diferencial central travado com marchas reduzidas).
Tração – O SUV também conta com sistemas que controlam a distribuição de torque entre as rodas esquerda e direita por meio dos freios dianteiros; que distribui de forma otimizada a força de tração para aumentar a estabilidade em superfícies escorregadias; e freios antibloqueio, que ajudam a evitar o travamento das rodas e a derrapagem durante a frenagem.
Dimensões – Mede 4.920 mm de comprimento, 1.925 mm de largura e 1.910 mm de altura, com bitolas dianteira e traseira de 1.630 mm e distância entre-eixos de 2.870 mm. Combina uma altura livre do solo de 230 mm com ângulo de ataque de 30,4 graus, ângulo de transposição de rampa de 22,6 graus e ângulo de saída de 25,8 graus.
Assistência ao condutor – Vem com o sistema de miti gão de colisão frontal, com detecção de pedestres, ciclistas e motociclistas e assistência em cruzamentos; aviso preditivo de colisão frontal; e a assistência de emergência para aplicação incorreta do pedal. Também apresenta, pela primeira vez, câmera e radar voltados para frente para reconhecer as marcações da via e os veículos ao redor, fornecendo avisos e assistência de direção quando detecta risco de saída de faixa.
Airbags – São oito ao todo, incluindo o primeiro airbag central SRS da Mitsubishi Motors. Ele ajuda a reduzir o risco de lesões resultantes do contato entre os ocupantes dos bancos dianteiros, contribuindo para um alto nível de proteção.
Sistema de som – Desenvolvido em conjunto com a Yamaha Corporation, com foco irrestrito na qualidade sonora, o sistema de áudio Dynamic Sound Yamaha Ultimate conta com um total de 12 alto-falantes e amplificadores duplos. Ele também incorpora tecnologia de compensação de ruído, que ajusta automaticamente o volume e a equalização do áudio com base na velocidade do veículo para compensar o ruído da via.
Linha 2027 do Kait tem preço reduzido – O SUV compacto da Nissan chega às lojas de todo o Brasil, já como linha 2027, com redução dos preços na maioria de suas versões. A Advance, por exemplo, agora custa R$ 136.990, enquanto a topo de linha Exclusive sai por R$ 149.990. A Sense custará R$ 129.990. Esse reposicionamento — não é desconto — deixa ainda mais atraente a linha de SUVs produzida no Rio. A versão de entrada Active, por exemplo, custa R$ 117.990 — melhorando sua relação custo-benefício.
As versões Active, Sense, Advance e Exclusive estão disponíveis na rede de concessionárias Nissan em todo o Brasil a partir dos próximos dias. Com 4,30 m de comprimento, 2,62 m de entre eixos e porta-malas de 432 litros, o novo Nissan Kait, avaliado pelo Multieixos, é espaçoso e confortável. O SUV brasileiro tem linhas arrojadas e é equipado com um powertrain confiável e bom desempenho: o motor 1.6 16V com a caixa de transmissão CVT é reconhecido por sua durabilidade, equilíbrio e baixo custo de manutenção.
GAC GS9: o chinês de luxo de 500cv por R$ R$ 400 mil – A chinesa GAC acaba de lançar o GS9 Ultra, SUV de grande porte que passa a ocupar o topo do portfólio da marca no Brasil. É o primeiro modelo dela por aqui combinando a tecnologia plug-in híbrida Electric Vehicle (PHEV) com Range Extender (REEV). Vale explicar: um carro REEV é um elétrico de autonomia estendida, movido por um motor 100% elétrico e que traz outro a combustão que funciona exclusivamente como gerador de energia para recarregar a bateria, sem tracionar as rodas diretamente.
O GS9 inaugura tem um motor 1.5 turbo a combustão, um gerador elétrico e dois motores elétricos, um em cada eixo, que garantem tração integral inteligente (AWD) e respostas imediatas ao acelerador.O resultado é uma potência combinada de 500 cv e 62,5kgfm de torque. Esses números tornam o GS9 um dos SUVs eletrificados mais potentes de sua categoria. A bateria de 44,5 kWh permite uma autonomia de 114 quilômetros em modo totalmente elétrico, segundo o Inmetro, suficiente para que boa parte dos deslocamentos diários seja realizada sem consumir gasolina. Em viagens, o sistema REEV utiliza o motor a combustão e o gerador para produzir energia e alimentar a bateria.
E mais: o modelo vem também com um sistema inteligente de regeneração de energia durante as frenagens. E ainda tem o controle preditivo da dinâmica do veículo, uma técnica avançada de controle automático que usa um modelo matemático do automóvel para prever seu comportamento futuro e calcular os melhores comandos de direção, aceleração e frenagem em tempo real. No caso do GS9, esse controle é feito por meio de ajuste automático na suspensão – que é McPherson na dianteira e Multilink na traseira, garantindo mais estabilidade e conforto.
Interior – O GS9 tem um interior com acabamento acima da média – com uso de materiais sofisticados. Tem capacidade para seis ocupantes, em três fileiras (nas duas primeiras filas são 4 poltronas individuais). Os bancos da primeira e da segunda fileiras são revestidos em couro Nappa e oferecem aquecimento, ventilação, ajustes elétricos e função de massagem. Na dianteira, o do passageiro se destaca pela configuração Gravidade Zero, que combina reclinação superior a 100 graus, apoio para as pernas, 12 ajustes elétricos e 18 pontos de massagem.
O modelo também conta com comandos na lateral do encosto do banco do passageiro dianteiro, permitindo ajustes para ampliar o espaço e o conforto dos ocupantes traseiros. A terceira fileira recebe revestimento de couro legítimo e acionamento elétrico para rebatimento dos bancos, facilitando a configuração do espaço interno. O ambiente interno também oferece ar-condicionado automático de três zonas, sensor de qualidade do ar (AQS), gerador de íons negativos, saídas de ventilação dedicadas para os passageiros traseiros e volante com aquecimento.
O modelo tem 5,06 metros de comprimento, entre-eixos de 2,93 metros e rodas de 20 polegadas. E ainda tem teto panorâmico com cortina elétrica, iluminação refinada com opções de cores, detalhes em madeira genuína, mesa de apoio para os passageiros da segunda fileira, vidros acústicos, espelho interno fotocrômico e porta-malas com abertura e fechamento elétricos.
Conectado – O conjunto visual é reforçado por faróis inteligentes com acendimento automático, lanternas traseiras em LED, com animações, além de iluminação de boas-vindas, retrovisores externos elétricos com memória, aquecimento e rebatimento automático, além de acabamento que transmite robustez e sofisticação em cada detalhe. O porta-malas, com a terceira fileira em uso, tem capacidade de 255 litros. Com os bancos eletricamente rebatidos, a capacidade aumenta para 1005 litros. O GS9 incorpora um dos mais completos pacotes tecnológicos já oferecidos pela GAC no Brasil.
A cabine é composta por painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas e central multimídia touchscreen de 15,6 polegadas, com conectividade sem fio para Apple CarPlay e Android Auto. O sistema ainda oferece comandos de voz em português, inglês, espanhol e chinês, Head-Up Display, carregadores sem fio de 50W para dois smartphones simultaneamente, sistema de áudio premium com 21 alto-falantes, cancelamento ativo de ruídos, GPS, Wi-Fi, múltiplas portas USB distribuídas pelas três fileiras e acesso ao veículo por chave inteligente.
O pacote de segurança ativa e passiva é bem abrangente. A estrutura é complementada por nove airbags, incluindo airbags laterais dianteiros e traseiros, airbags de cortina e airbag central dianteiro, além de controles eletrônicos de estabilidade e tração, monitoramento da pressão dos pneus, assistente de partida em rampa, assistente de descida e sistema eletrônico de distribuição da força de frenagem. O preço oficial é de R$ 400 mil. Até o dia 31 de agosto, ganha um preço especial de lançamento: R$ 380 mil e um bônus adicional de R$ 10 mil. Já vem equipado com o carregador residencial, oferecido sem custo adicional.
Farol de LED sem ser original é permitido? – Não é, pelo menos ainda. O brasileiro adora customizar seu carro – e isso todo mundo sabe. Às vezes, até com iniciativas ilegais, como rebaixá-lo ou arqueá-lo (no caso dos caminhões). Agora, essa turma talvez venha a poder trocar os faróis dos seus usados. É que o farol de LED no carro pode ganhar respaldo legal para quem deseja substituir as lâmpadas originais por uma tecnologia mais moderna, conforme estabelece o Projeto de Lei (PL) 2.618/2026, em tramitação na Câmara dos Deputados.
A proposta busca estabelecer uma regra nacional para a instalação do sistema e reduzir a insegurança jurídica entre motoristas que desejam modernizar a iluminação dos veículos. O PL, enfim, libera a troca para carros, motos, motocicletas, ciclomotores, triciclos, quadriciclos e outros veículos terrestres, mas exige o cumprimento de alguns critérios técnicos de segurança. Eis o que a iniciativa exige: uso de componentes certificados e homologados; respeito aos padrões de intensidade da iluminação; utilização das cores permitidas; manutenção do foco, alcance e distribuição adequados do facho luminoso; regulagem para evitar o ofuscamento de outros motoristas e pedestres; preservação da segurança elétrica, estrutural e funcional do veículo; realização de inspeção técnica, caso seja exigida pela regulamentação.
O texto estabelece restrições para modificações que possam comprometer a segurança do trânsito. Entre as situações que continuariam proibidas estão sistemas que provoquem ofuscamento excessivo, alterem as cores regulamentares das lanternas e sinalizadores, utilizem componentes sem certificação ou sejam incompatíveis com o sistema óptico do veículo. Também não seriam permitidas alterações que comprometam a segurança elétrica, estrutural ou funcional do automóvel.
Yamaha traz as novas Tracer 7 e R7 ao Brasil – A Linha 700cc da Yamaha Motor do Brasil aumentou. As novas Tracer 7 e R7, lançadas durante o Festival Interlagos, em São Paulo, se juntam à Ténéré 700 e à MT-07 Connected, todas equipadas com o motor CP2 (Crossplane Bicilíndrico). A Tracer 7 combina o motor CP2 , desempenho versátil e tecnologia para diferentes tipos de uso, dos deslocamentos urbanos às viagens de longa distância.
Ela é uma motocicleta sport tourer que une desempenho e modernidade — e sem perder a esportividade. Em relação ao design, aposta estética futurista — mas funcional. Tem acabamentos premium e alças traseiras integradas ao conjunto. O motor de 690cc é reconhecido pelo torque forte e linear e os 73,4cv e 6,9kgfm de torque. A motocicleta está equipada com acelerador eletrônico da própria marca que garante resposta imediata e precisa. A motocicleta está equipada com embreagem assistida e deslizante, que garante trocas suaves e precisas, reduzindo em até 22% o esforço na alavanca. Preço sugerido? R$ 60 mil.
Tração e conectividade – O sistema de controle de tração tem dois níveis de atuação: alta intervenção e baixa intervenção, que pode ser ligado e desligado. Iluminação Full LED e painel TFT com conectividade O sistema de iluminação é totalmente de LED. O painel TFT colorido de cinco polegadas oferece clareza, estilo e conectividade total ao condutor. Com função automática “Dia/Noite” e quatro temas personalizáveis, o motociclista escolhe a aparência que mais combina com o seu estilo. O modelo também oferece conectividade avançada com smartphones por meio do aplicativo Y-Connect, permitindo ao piloto acessar músicas, notificações de chamadas e mensagens diretamente no painel. Além disso, a motocicleta oferece navegação completa via mapa ou “turn-by-turn” pelo aplicativo Garmin StreetCross, garantindo praticidade em qualquer trajeto.
Nova R7 – A R7 chega combinando controle e desempenho – características da família R. Leve e ágil, a R7 é a supersport que une precisão nas curvas, estabilidade em alta velocidade e controle absoluto. A R7 incorpora a emblemática entrada de ar em formato “M”, uma assinatura visual das motocicletas de competição da Yamaha inspirada diretamente na YZR-M1 da MotoGP. O elemento está integrado ao conjunto aerodinâmico da carenagem. Faróis e luzes de rodagem diurna (DRL) minimalistas criam uma dianteira ao mesmo tempo agressiva, limpa e sofisticada, enquanto as setas incorporadas aos retrovisores ampliam a sensação de fluidez e esportividade. Também vem com o motor CP2 de 690cc, que entrega potência de 73,4cv e 6,9 kgfm de torque. A motocicleta também está equipada com acelerador eletrônico YCC-T. Esse modelo chega em novembro e ainda não tem preço definido.
Adeus ao vermelho? Carros brasileiros ficam mais discretos – Existe uma imagem que faz parte do imaginário de quem gosta de carros: um esportivo vermelho atravessando uma estrada, chamando atenção pelo design e pela sensação de velocidade. A associação foi tão forte que algumas tonalidades ganharam identidade própria. O vermelho Ferrari se tornou uma referência mundial. A cor ultrapassou o universo automotivo e passou a representar paixão, desempenho e personalidade.
Durante décadas, escolher um carro vermelho significava mais do que optar por uma pintura. Era uma forma de demonstrar estilo, emoção e desejo. Mas basta observar o trânsito das grandes cidades brasileiras para perceber uma mudança. A paisagem automotiva está mais discreta. Branco, preto, cinza e prata passaram a dominar as ruas, enquanto cores vibrantes aparecem cada vez mais como escolhas específicas.
O vermelho não desapareceu. Ele apenas mudou de posição no mercado. De símbolo de destaque para muitos consumidores, passou a ocupar um espaço mais direcionado, especialmente em modelos esportivos e versões que buscam transmitir emoção. Dados do Webmotors Autoinsights mostram essa transformação. Entre os veículos 0km mais buscados pelos brasileiros em 2025, o preto liderou com 28,01% das buscas, seguido por cinza, com 23,32%, e branco, com 20,83%. O vermelho apareceu com 5,57%. No mercado de usados, a preferência seguiu uma lógica semelhante. Branco, preto, prata e cinza concentraram as maiores participações, enquanto o vermelho representou 7,14% das buscas.
Evolução? – A mudança acompanha uma evolução da própria indústria automotiva. Para Maykon Cordeiro, especialista em pintura automotiva industrial, a definição das cores envolve uma combinação entre preferência do consumidor, tecnologia e eficiência produtiva. Com experiência em gestão de processos de pintura, qualidade e melhoria contínua, ele explica que a escolha de uma tonalidade começa muito antes de o veículo chegar às concessionárias. “A indústria acompanha o comportamento do mercado, mas também precisa considerar fatores técnicos, como qualidade do acabamento, controle do processo de pintura, disponibilidade de materiais e eficiência produtiva”, explica.
A escolha da cor, porém, não passa apenas por uma questão estética. Para muitos consumidores, ela também envolve uma decisão prática: como o veículo será percebido ao longo dos anos. Tons como branco, prata e cinza costumam preservar melhor a aparência no uso cotidiano, já que disfarçam com mais facilidade poeira, pequenas marcas e sinais de desgaste. Cores mais escuras, como preto, tendem a evidenciar riscos e imperfeições com maior facilidade.
Segundo Maykon, entretanto, a durabilidade da pintura não depende apenas da tonalidade escolhida. A tecnologia dos pigmentos, a qualidade do verniz e o controle do processo industrial são fatores determinantes para a resistência do acabamento. A evolução tecnológica também mudou a percepção sobre as cores consideradas discretas. O cinza, por exemplo, deixou de ser visto apenas como uma escolha básica e passou a ganhar novas interpretações com pigmentos, efeitos metálicos e diferentes acabamentos. “Quando falamos em cinza, preto ou branco, não estamos falando de uma única cor. Existem diferentes pigmentos e acabamentos que mudam completamente a aparência do veículo”, afirma.
Cores tradicionais – Essa transformação permitiu que tonalidades tradicionais passassem a transmitir sofisticação, modernidade e tecnologia. Hoje, variações de cinza aparecem com frequência em SUVs, veículos de maior valor agregado e modelos associados à inovação. A pintura automotiva deixou de ser apenas uma camada de proteção da carroceria. Dentro das fábricas, ela envolve planejamento, controle de qualidade, resistência, padronização e eficiência dos processos.
Antes de uma cor chegar ao consumidor, existe uma série de decisões industriais para garantir aparência, durabilidade e desempenho. Mesmo com a ascensão dos tons discretos, o vermelho Ferrari continua carregando um significado próprio. Ele permanece associado à paixão, velocidade e exclusividade, justamente porque algumas cores conseguem ultrapassar a função estética e se transformar em símbolos. A diferença é que o mercado mudou. O carro continua sendo uma forma de expressão, mas também passou a representar escolhas mais práticas e estratégicas.
Carro financiado pode ser penhorado por outra dívida? – Você sabia que uma moto ou um automóvel pode ser penhorado por causa de uma dívida, mesmo que o veículo ainda esteja financiado? Sim, isso é possível, mas apenas em algumas situações específicas. Tudo dependerá de fatores como o tipo de débito, a fase do processo judicial e a situação do próprio financiamento. Entender como funciona esse trâmite é fundamental para você conhecer seus direitos, evitar decisões precipitadas e encontrar as melhores alternativas de negociação.
Esse sinal de alerta se torna ainda mais relevante diante da realidade financeira do país. Até o último mês de abril, um total de 83,3 milhões de brasileiros conviviam com contas em atraso — e isso significa que, a cada 10 pessoas, 5 estavam nessa situação. A estimativa, apresentada no Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa, apontou que o valor médio das dívidas por indivíduo é de R$ 6.814,39, ou mais de quatro vezes o salário mínimo, por exemplo. É justamente esse cenário de aperto financeiro que tem aumentado a busca por informações sobre os limites e regras dos processos de cobrança. Por isso, Claudia Andrade, diretora de Cobrança da Recovery, explica tudo que você precisa saber sobre o assunto.
O que significa ter um carro financiado?
Quando um veículo é financiado, ele permanece vinculado ao contrato por meio da alienação fiduciária até que todas as parcelas sejam quitadas. Nessa modalidade, a instituição financeira mantém a propriedade jurídica do veículo até que ocorra o pagamento integral da dívida. Nesse caso, o consumidor tem a posse e utiliza o veículo, mas o “dono” do bem segue sendo a entidade credora. Em resumo: o veículo funciona como garantia da operação de crédito. Em caso de inadimplência, a instituição credora pode recorrer à Justiça para tomar posse do bem. E isso não significa que o veículo está protegido contra outra dívida, já que diferentes credores podem localizar bens de devedores em processos judiciais.
Como funciona se um veículo é penhorado?
Para entender de forma simples, imagine que a penhora é como um “bloqueio de segurança” que a Justiça faz no seu carro ou moto, caso você deixe de pagar algum compromisso financeiro. Em suma: se você deve um dinheiro e não paga, a pessoa ou empresa que tem a receber esse valor pode entrar com um processo na Justiça. Se o juiz der razão à cobrança e você continuar sem pagar, o magistrado determina a penhora do veículo.
A partir do momento em que o veículo é penhorado, podem acontecer três coisas, sendo a principal que o bem passa a garantir que a dívida será paga. Se o débito não for quitado ou um acordo não for feito, o veículo poderá ser leiloado para usar o dinheiro na quitação da dívida. Além disso, você perde a liberdade de venda, pois o veículo fica bloqueado no sistema do Detran (mediante uma ferramenta chamada Renajud). Você não pode vendê-lo, passá-lo para o nome de outra pessoa ou dá-lo como entrada em outro negócio.
Na prática, você não perde a posse do carro imediatamente. Você pode continuar dirigindo-o, mas fica nomeado pela Justiça como o “fiel depositário” (ou seja, o responsável por cuidar e zelar pelo bem até que o processo termine). Em resumo, a penhora não significa que o guincho vai levar o seu carro hoje, mas é o último aviso da Justiça de que ele será usado para pagar a sua dívida caso você não apresente uma defesa ou faça um acordo.
Um veículo financiado pode ser penhorado em outra dívida?
Depende. Um veículo financiado não deixa de ser indicado para penhora em uma ação judicial movida por outro credor. Se o consumidor estiver devendo para outra empresa, ela pode buscar meios de ter sua dívida resolvida e é aqui que o bem financiado pode ser usado como forma de pagamento. Mas, como existe uma garantia vinculada ao contrato de financiamento, a situação exige análise individual.
Enfim: se boa parte do financiamento ainda está pendente, pode não existir patrimônio suficiente no veículo para satisfazer a demanda de um outro credor. Já quando grande parte do contrato foi paga, a participação financeira do proprietário no bem pode ser avaliada durante o processo, cabendo ao Poder Judiciário apreciar o caso.
“Muitas pessoas acreditam que um veículo financiado nunca pode ser objeto de uma medida judicial relacionada a outra dívida. A análise é mais complexa e depende da situação jurídica do financiamento, da natureza da dívida e das decisões do processo. Por isso, buscar informação é fundamental”, afirma Claudia Andrade, diretora da Recovery.
O que acontece se o veículo já é garantia do financiamento?
Quando o veículo está vinculado a um contrato de alienação fiduciária, o credor fiduciário possui prioridade sobre aquela garantia até que a dívida seja quitada. Ele tem preferência sobre o valor do bem, o que costuma ser considerado em processos judiciais movidos por outros credores.
Como reduzir o risco de ter problemas judiciais?
A principal orientação é não esperar que a situação financeira se agrave. No geral, a dica é que o consumidor levante todas as dívidas existentes em seu nome e verifique quais contratos possuem garantias vinculadas. Depois, priorize a negociação antes da judicialização e solicite por escrito todas as condições de pagamento. Na sequência, acompanhe eventuais comunicações judiciais e, caso necessário, busque orientação especializada.
A negociação ainda é possível?
Na maioria dos casos, sim. Mesmo quando uma dívida já foi cedida para uma empresa especializada em recuperação de crédito, o consumidor pode tentar negociar. A cessão de crédito é uma operação prevista nos Artigos 286 a 298 do Código Civil, em que uma empresa especializada passa a administrar e negociar determinado crédito. Mas, isso não altera os direitos do consumidor nem elimina acordos para regularizar a pendência. “Negociar a dívida o quanto antes amplia as possibilidades de acordo e evita que o consumidor enfrente etapas mais complexas do processo de cobrança”, reforça a executiva.
Renato Ferraz é especializado em jornalismo automobilístico. Além da coluna “De Bigu com a Modernidade”, também assina a “Multieixos”, no Correio Braziliense.
A disputa ao governo estadual pode ser decidida no 1º turno das eleições em 7 unidades da Federação. As pesquisas mais recentes registradas na Justiça Eleitoral indicam candidatos com ampla vantagem em relação aos demais concorrentes.
Para vencer sem a necessidade de 2º turno, o candidato precisa obter 50% dos votos válidos mais 1 voto, segundo a Constituição de 1988. O Poder360 reuniu as pesquisas eleitorais mais recentes com íntegras disponíveis de cada Estado. A partir das intenções de voto registradas em cada levantamento, calculou a porcentagem de votos válidos projetada para o momento atual.
Eis os governadores que lideram com margem para vitória em 1º turno: AP – Dr. Furlan (PSD); MA – Eduardo Braide (PSD); MS – Eduardo Riedel (PP); PI – Rafael Fonteles (PT); RR – Arthur Henrique (PL); SC – Jorginho Mello (PL); SP – Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Todos os líderes na disputa tentam a reeleição ao cargo. Do grupo, só Rafael Fonteles é aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Arthur Henrique, Eduardo Riedel, Tarcísio de Freitas e Jorginho Mello mantêm alinhamento com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No caso do Maranhão, há um movimento que tenta ligar Braide ao candidato do PL, mas não há declarações oficiais de apoio.
Considerando brancos, nulos e indecisos, a maior vantagem registrada se dá no Piauí, onde Fonteles lidera as intenções de voto, com 62,4%. O resultado consta em pesquisa AtlasIntel/Meio Norte divulgada em 3 de setembro.
Disputas acirradas
Em outros quatros Estados, o cenário é de embate entre os dois candidatos mais competitivos, ambos próximos dos 50% das intenções de voto e em situação de empate técnico. Nesses locais, a polarização do eleitorado pode criar uma espécie de “2º turno antecipado”, aumentando as chances de uma vitória já em 4 de outubro.
Eis os estados com disputa acirrada: AL – Renan Filho (MDB) e JHC (PSDB); BA – ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT); CE – Elmano de Freitas (PT) e Ciro Gomes (PSDB); PE – João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD).
O cenário é dinâmico. O número de candidatos com chance de vitória antecipada pode mudar à medida que a movimentação política altera a intenção de voto do eleitorado. Como as eleições ainda estão a 1 mês de distância, os números podem mudar.
Por exemplo, em 2 de setembro de 2026, o Poder360 mostrou que 9 governadores apresentaram ampla vantagem nas pesquisas e podiam se eleger ainda em 1º turno. Em só uma semana, Raquel Lyra e Eduardo Paes perderam a vantagem e o número caiu.
15 eleitos em 2022
Nas eleições de 2022, 14 Estados e o Distrito Federal definiram a disputa para governador no 1º turno. Outras 12 unidades da Federação tiveram 2º turno. Eis a lista dos governadores eleitos no 1º turno em 2022:
AC – Gladson Cameli (PP); AP – Clécio (União Brasil, na época filiado ao SD); CE – Elmano de Freitas (PT); DF – Ibaneis (MDB); GO – Ronaldo Caiado (PSD, na época filiado ao União Brasil); MA – Carlos Brandão (MDB, na época PSB); MT – Mauro Mendes (União Brasil); MG – Romeu Zema (Novo); PA – Helder Barbalho (MDB); PR – Ratinho Júnior (PSD); PI – Rafael Fonteles (PT); RJ – Cláudio Castro (PL); RN – Fátima Bezerra (PT); RR – Antonio Denarium (Republicanos, na época filiado ao PP); TO – Wanderlei Barbosa (Republicanos).
Proporcionalmente, as maiores votações em 1º turno na eleição de 2022 foram registradas no Pará (Helder Barbalho), no Mato Grosso (Mauro Mendes) e no Paraná (Ratinho Júnior), com percentuais próximos de 70% dos votos válidos.
A governadora e candidata à reeleição pelo PSD, Raquel Lyra, realizou, neste sábado (5), uma caminhada em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, ao lado da vice-governadora e candidata à reeleição, Priscila Krause (PSD), e dos candidatos ao Senado na chapa governista, os deputados federais Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP).
No ato de campanha na cidade administrada pelo prefeito Sivaldo Albino (PSB), aliado do candidato do PSB e adversário da chefe do Executivo estadual na disputa pelo governo, João Campos, Raquel discursou sobre entregas e ações no município.
“Essa onda de amor, a nossa onda cabe todas as cores. A gente acredita na potência do nosso estado, na força da união sem querer separar ninguém. Estamos aqui pelo amor a Pernambuco. Eu sou filha desse interior e eu sei o quanto nos custou não ter um governo que enxergasse quem vive aqui e é por isso que vocês me levaram para o Palácio do Campo das Princesas. A gente já, já vai ter o Hospital Mestre Dominguinhos pronto, já, já nós vamos ter o Hospital da Mulher pronto, o IML está na reta final da obra, tem novas creches, tem mais estrada, tem mais água. Pernambuco voltou!”, disse Raquel.
Segundo Raquel, a administração dela destinou ao Hospital Mestre Dominguinhos R$ 125,8 milhões e mais R$ 39,6 milhões estimados para a equipagem da unidade. Também no ato, a governadora destacou a parceria com o governo federal e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a construção da maternidade no município, a duplicação da BR-423 e a retomada da Transnordestina e realçou a articulação dela para viabilizar essas e outras ações com a gestão federal como parceira.
“Eu quero aqui fazer um agradecimento especial à parceria com o presidente Lula. A maternidade de Garanhuns é uma parceria com o governo federal, mas foi mainha que foi buscar o dinheiro lá. A BR-423 está em obra, estamos acompanhando de perto, a Transnordestina voltou e não vamos parar por aí”, afirmou a chefe do Executivo pernambucano.
Acompanharam Raquel os prefeitos de Saloá, Júnior de Rivaldo; de Águas Belas, Dr. Elton Martins; de Bom Conselho, Edézio Ferreira Filho; de Terezinha, Arnóbio Gomes; de Jurema, Branco de Geraldo; de Palmares, Júnior de Beto; de São João, Wilson Lima; de Capoeiras, Nego do Mercado; e de Lagoa dos Gatos, Stênio Fernandes; além de parlamentares e outras lideranças.
A ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) quer que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar nos casos em que foi citado na investigação do Banco Master.
Em nota divulgada neste sábado (5), a entidade manifestou “indignação e preocupação com a instauração” de uma apuração pela Procuradoria-Geral da República. O Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial mira a conduta da PF na elaboração do relatório que citou conversas do banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, além do próprio Gonet. As informações são do UOL.
A ADPF pediu que Gonet “se declare impedido e se abstenha de praticar atos, seja como fiscal da lei, seja como titular do controle externo”. O impedimento se refere aos procedimentos relacionados aos fatos em que é citado.
Mensagens trocadas por Vorcaro, que constam do relatório da PF, indicaram proximidade entre o banqueiro e Gonet. O PGR atua nos procedimentos em que o empresário é alvo.
O banqueiro usou um emissário, o advogado Ciro Soares, para conversar com Gonet. Vorcaro incluiu o PGR no seleto rol de convidados de uma degustação de charutos e do uísque Macallan realizada em Londres.
Em 28 de março, Gonet disse que estava “com saudade” de Vorcaro e disse estar torcendo por ele. “Que bom! Estou na torcida por vocês”, disse. Horas após a divulgação do documento, o chefe do Ministério Público Federal pediu o arquivamento do caso.
Os delegados também pediram que o procedimento instaurado pela PGR seja arquivado. Segundo a entidade, trata-se de “via inadequada ao questionamento de ato do STF”. “E que os fatos que vieram à tona pela operação Compliance Zero sejam apurados em toda a sua extensão, sem seletividade quanto às autoridades envolvidas.”
“A associação prestará integral assistência aos associados alcançados por procedimentos instaurados nessas circunstâncias. Assegurar que ninguém seja responsabilizado por cumprir ordem judicial não é defesa corporativa: é defesa da capacidade do Estado brasileiro de investigar sem receio de retaliação”, declarou a ADPF.
A associação representa mais de 2.300 delegados da PF. A entidade registrou que os profissionais produziram o relatório por determinação do relator do caso, o ministro André Mendonça.
“Os delegados e servidores que dele participaram cumpriram ordem judicial, nos estritos limites nela fixados, sem margem para juízo próprio de conveniência sobre o que lhes foi determinado pelo juízo competente”, disse a ADPF, em nota.
A nova pesquisa do Instituto Amostragem, divulgada ontem (4), aponta ampla vantagem do governador Rafael Fonteles (PT) na disputa pelo Governo do Piauí. Considerando apenas os votos válidos, Rafael aparece com 73,48%, contra 20,89% de Joel Rodrigues (Progressistas). A diferença entre os dois principais candidatos chega a 52,59 pontos percentuais. As informações são do Meio News.
A pesquisa do Instituto Amostragem ouviu de 29 de agosto a 2 de setembro, 1.137 eleitores, sendo 260 em Teresina, distribuídas por 49 municípios de diferentes regiões do estado. Tem margem de erro de 2,85 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estatístico responsável é João Batista Teles. O levantamento foi contratado pelo Sistema Timon de Radiodifusão / TV Meio Norte e está registrado sob os números PI-05542/2026 e BR-04775/2026.
O candidato ao Senado pelo PL, o deputado federal Mendonça Filho, e apoiadores do candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, se encontraram neste sábado (5), no Mercado da Encruzilhada, Zona Norte do Recife, e trocaram provocações.
Em um vídeo publicado no Instagram do parlamentar, ele aparece com uma camiseta roxa exibindo as inscrições “Raquel Lyra Futebol Clube” e o número “55”, padrão criado pela equipe dele em referência à governadora e candidata à reeleição pelo PSD, Raquel Lyra.
Já os apoiadores de Campos, que vestiam roupas amarelas e portavam bandeiras com imagens do ex-prefeito do Recife, começaram a cantar jingle da campanha e o adversário reagiu fazendo coração e soltando beijo. Aliados do liberal recomendaram que ele deixasse o espaço.
Na legenda da publicação, Mendonça prega tolerância entre diferentes campos políticos. “A gente disputa ideias, projetos e caminhos para Pernambuco. Sempre com respeito, alegria e olhando para frente”, escreveu, pedindo votos para a ele, Raquel e para o candidato a presidente pelo PL, Flávio Bolsonaro.
Apesar de não integrar oficialmente a chapa governista, Mendonça Filho tem sido presença constante nos atos de campanha da candidata à reeleição, que tem como candidatos ao Senado os deputados federais Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP).
Além de reunir um baixo número de apoiadores, a caminhada promovida pela campanha de Raquel Lyra (PSD), neste sábado (5), em Garanhuns, foi marcada pela forte associação entre a imagem dela e a de Flávio Bolsonaro, candidato a presidente da República pelo PL. Em todo o percurso, uma bandeira com as fotos dos dois esteve em evidência bem perto do carro em que a governadora desfilou junto a lideranças como os deputados estaduais Izaias Régis (PSD) e Débora Almeida (PSD).
Vídeos mostram que, antes do ato político, toalhas e outros itens em que Raquel e Flávio aparecem abraçados chegaram a ter um ponto de venda montado em frente ao espaço de apoio da campanha da governadora em Garanhuns, sem aparente protesto de auxiliares dela. A associação visual entre os dois candidatos permaneceu durante toda a caminhada.
O caso chama atenção porque, em 13 de agosto, a Justiça Eleitoral determinou, a pedido da própria coligação da governadora, que postagens da mesma foto fossem apagadas das redes sociais. No último fim de semana, Raquel e Flávio também apareceram juntos em cartazes apócrifos afixados em ruas do Bairro do Recife, o que levou apoiadores a atribuírem o caso a opositores. Essa combatividade, contudo, não tem se repetido em eventos nas ruas, inclusive na convenção da governadora, em 2 de agosto, que também contou com camisas, toalhas e outros itens com fotos dela junto à de Flávio.
O coordenador do programa de governo da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, Sergio Gabrielli, disse ontem (4) que o Supremo Tribunal Federal passa por uma “crise profunda” e que defende uma modernização do sistema Judiciário. Ao Poder360, o ex-presidente da Petrobras também fez uma ressalva ao declarar que isso não é algo que deve constar no plano.
“Estamos vivendo uma crise profunda na cúpula do STF. Então, é necessário também que haja um tratamento dessas questões, mas isso não é objeto de um programa de governo para o Executivo”, declarou.
Gabrielli também endossou a necessidade de uma “pacificação” entre Poderes. Criticou a forma atual de distribuição de emendas. Além disso, afirmou haver uma “indústria de precatórios”. “Queremos um Poder Judiciário que seja um Poder Judiciário eficiente, com maior participação social. Precisamos fazer um pacto em algumas coisas importantes entre o Poder Judiciário, o Legislativo e o Executivo. Por exemplo, as emendas parlamentares precisam ser discutidas. O custo com precatórios e a indústria dos precatórios precisam ser discutidos”, afirmou.
Lula tem defendido “reformas profundas” no Poder Judiciário. Ontem, declarou que o governo fará, no próximo ano, “uma discussão profunda no sistema Judiciário para que o povo possa continuar acreditando na Justiça”. Na quinta-feira (3), Lula gravou um vídeo para se pronunciar sobre a crise no STF envolvendo o Banco Master. Defendeu investigações “doa a quem doer”.
Seu programa de governo, entretanto, não estabelece nenhuma proposta mais definitiva para caso seja reeleito. “Propomos a continuidade do diálogo permanente com os atores do Judiciário, respeitada a autonomia dos Poderes, para estimular o aperfeiçoamento do sistema de Justiça”, lê-se no documento.
Segundo Gabrielli, o plano de governo traz “princípios gerais” do sistema Judiciário. “A Fundação Perseu Abramo fez um longo seminário sobre sistema Judiciário. Discutimos vários detalhes. Agora, temos que considerar que não é competência do Poder Executivo discutir a reforma do Judiciário. Consequentemente, não compete ao programa de governo para o Executivo ter propostas detalhadas sobre o Judiciário”, declarou.
O economista também avalia que não cabe a Lula fazer essas mudanças: “O presidente é candidato a presidente da República, ao Poder Executivo. Ele não é candidato a presidente do Supremo Tribunal Federal. Os Poderes no Brasil são independentes. É preciso ter uma articulação desses poderes.”
Gabrielli defende algumas medidas. “É preciso enfrentar, por exemplo, uma série de temas no âmbito da reforma política que precisa ser feita, que envolve o Legislativo. Há uma série de questões referentes aos processos, ao Direito Processual, ao mecanismo de estrutura das diversas instâncias do Judiciário que precisam ser tratadas. Isso não é competência do Executivo”, declarou.
Assim como Lula, ele faz críticas ao que considera vazamentos seletivos: “O princípio básico da justiça democrática é a presunção da inocência e o direito de defesa das pessoas. Agora, quem tem que investigar, tem que tirar essa história de vazamentos seletivos. Investigar as formas de funcionamento do Judiciário. Precisamos modernizar o Judiciário. Agora, insisto: não compete ao Poder Executivo fazer essa proposta”.