Encerrada a apuração e declarada a vitória de Raquel Lyra (PSDB) para o Governo de Pernambuco, as atenções agora se voltam para o futuro secretariado que a tucana só deverá anunciar em dezembro. Até lá, muitos nomes devem ser especulados, alguns com maior força e outros nem tanto, mas o desenho do organograma deverá ser montado por Raquel junto com a vice, Priscila Krause (Cidadania), nestes dois meses.
Um dos nomes mais cotados é o do deputado federal Daniel Coelho (Cidadania), que não conseguiu se reeleger. Há quem pense nele como secretário da Casa Civil ou de Governo, embora não seja uma figura tão simpática ao meio político. Mas foi um dos pilares na campanha vitoriosa de Raquel, e precisará ficar em evidência para poder disputar a Prefeitura do Recife em 2024.
Ele e Priscila disputarão a benção da governadora eleita para a missão. Outros dois políticos de sobrenome Coelho, primos entre si, também são cotados. Guilherme Coelho (PSDB), que foi candidato a senador na chapa de Raquel, e Miguel Coelho (União Brasil), ex-prefeito de Petrolina e que disputou o primeiro turno contra a tucana, a quem declarou apoio ainda no dia 2 de outubro.
Mas o resultado de Raquel no Sertão do São Francisco, onde só venceu em dois municípios, descredencia Miguel a um posto importante do primeiro escalão, enquanto Guilherme é cotado para uma pasta como Desenvolvimento Agrário.
Outros nomes da política ventilados são o do ex-senador Armando Monteiro Neto (PSDB) e dos deputados estaduais eleitos pelo PSDB – Débora Almeida, Álvaro Porto e Izaías Régis. Um deles deverá ser abençoado para a Mesa Diretora da Alepe, e outro poderá ser convocado ao secretariado, abrindo vaga para a suplente Lucinha Mota, mãe da menina Beatriz, que foi assassinada a facadas em 2015 em Petrolina.
Ela ficou conhecida após apontar falhas nas investigações e, no ano passado, percorreu 700 quilômetros ao lado do marido até o Recife, para cobrar soluções do governador Paulo Câmara, expondo assim o PSB às páginas policiais.
Por fim, o prefeito de Vicência, Guilherme Nunes, o Guiga, também é cotado, após coordenar a campanha da tucana na região.
Outros nomes que circulam são os do ex-secretário de Desenvolvimento de Caruaru, Andrezinho Teixeira, que trabalhou com Raquel na Prefeitura; a jornalista Dani Britto, que atendeu a campanha e trabalha há anos para o PSDB estadual e nacional; o militar Murilo Curvelo, que acompanha Raquel desde seu primeiro mandato como deputada estadual; e o ex-chefe de gabinete do Governo de Pernambuco, Rubens Júnior, que acompanha os Lyras há décadas.
A Polícia Federal (PF) investiga uma operação de crédito destinada à compra de uma mansão em Brasília pelo senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). As informações são do portal G1.
Do total de R$ 6 milhões, R$ 3,1 milhões foram financiados pelo Banco de Brasília (BRB) para a aquisição do imóvel, que fica no Setor de Mansões Dom Bosco, um dos mais valorizados da capital. O imóvel tem área total de 2,4 mil metros quadrados. O empréstimo é um dos focos do inquérito que investiga o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a relação do Banco Master com a instituição financeira de Brasília.
O contrato de financiamento, firmado por Flávio Bolsonaro em 2021, previa 360 parcelas e taxa de juros de 3,71% ao ano, abaixo da média praticada pelo próprio BRB naquele ano, que girava em torno de 4,85%. Na época, o banco era presidido por Paulo Henrique Costa, preso por envolvimento no esquema de fraudes de Vorcaro.
As supostas irregularidades na operação de crédito foram apontadas pela auditoria independente que o BRB contratou depois da mudança na diretoria. O relatório da auditoria foi entregue à PF em fevereiro. Quando o caso veio à tona, Flávio declarou uma renda mensal de R$ 56 mil e argumentou que tinha capacidade financeira para arcar com o financiamento, proveniente de seu salário no Senado e de outras fontes de renda.
Mesmo com 30 anos para pagar o financiamento do BRB, Flávio quitou os R$ 3,1 milhões do empréstimo em três anos. O g1 procurou o senador Flávio Bolsonaro e o BRB, mas ainda não teve resposta. Em um vídeo na ocasião em que o a compra foi relevada, Flávio Bolsonaro disse que a transação foi legal, resultado da venda do imóvel onde morava e da participação em uma loja de chocolates.
O presidente do PSOL de Petrolina e candidato a deputado federal pelo partido, Mariozinho Ribeiro, decidiu mudar de posição na reta final da eleição e anunciou apoio a João Campos para o Governo de Pernambuco. A informação foi divulgada hoje.
Mariozinho, que vinha acompanhando a candidatura de Ivan Moraes, candidato do próprio PSOL ao Governo do Estado, declarou publicamente que votará em João Campos, deixando de apoiar o nome lançado pelo seu partido na disputa majoritária.
A decisão ocorre nos últimos dias da campanha e fortalece a Frente Popular em Petrolina, ao incorporar ao palanque de João um dirigente partidário e candidato do PSOL na cidade. O movimento se soma a uma série de adesões e manifestações de apoio que João Campos vem recebendo, na reta final, de diferentes campos políticos e em várias regiões de Pernambuco, incluindo setores que até pouco tempo estavam alinhados a outros projetos eleitorais.
A Frente Popular de Pernambuco apresentou uma representação eleitoral ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) denunciando o suposto uso de servidores do Governo de Pernambuco em atividades de campanha da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). Segundo a coligação, servidores da Secretaria de Direitos Humanos foram flagrados militando em favor da candidata nas ruas do Recife durante o horário de expediente, hoje, por volta das 9h.
A representação também relata que servidoras das secretarias de Cultura e de Educação teriam sido flagradas distribuindo santinhos da campanha de Raquel Lyra durante o expediente. Segundo a denúncia, os servidores foram identificados abordando eleitores e exibindo material de campanha em diferentes pontos de grande circulação do Recife, às vésperas do primeiro turno das eleições.
Entre os locais citados estão a esquina das ruas Rosa e Silva e Amélia; a Avenida General Mac Arthur, na Imbiribeira; e a Praça de Baixo da Ladeira da Cohab.
Para a Frente Popular, a presença de servidores em diferentes pontos da cidade indica que não se tratou de um episódio isolado. “A pluralidade de locais afasta a hipótese de episódio isolado, pois indica mobilização territorial, coordenada e distribuída em pontos estratégicos da cidade, justamente na manhã do último dia útil antes da votação”, afirma a representação.
A denúncia apresentada ao TRE é acompanhada de imagens e vídeos que, segundo a coligação, registram os servidores durante a atividade. Em uma das gravações anexadas ao processo, a pessoa responsável pela filmagem questiona um grupo sobre a presença nas ruas durante o horário de expediente:
“Horário de expediente da Secretaria e está aqui, ó, todo mundo na rua. Vocês são de qual secretaria, meu amigo?”
“Direitos Humanos”, responde uma das pessoas abordadas.
Na representação, a defesa da Frente Popular afirma que a situação é ainda mais grave pelo fato de parte dos envolvidos ocupar cargos comissionados na administração estadual. Segundo a coligação, servidores que deveriam estar cumprindo suas funções nos órgãos públicos foram deslocados para atividades de campanha em benefício da candidata à reeleição.
A defesa sustenta que a conduta pode configurar violação ao artigo 73 da Lei nº 9.504/1997, que estabelece restrições à utilização de servidores públicos e de serviços públicos em benefício de candidaturas, partidos ou coligações durante o horário normal de expediente.
A legislação eleitoral busca impedir que a estrutura e os recursos da administração pública sejam utilizados para favorecer candidaturas. “Não se trata de simples curtida em rede social, de adesivo pessoal no ambiente de trabalho ou de manifestação discreta e circunstancial. O que se vê é o deslocamento físico para a rua, com dedicação da força de trabalho de pessoas vinculadas ao Poder Executivo estadual a tarefas típicas da campanha, em benefício da candidata à reeleição e de sua coligação”, argumenta a defesa.
A Frente Popular pede que a Justiça Eleitoral investigue os fatos e identifique os servidores que participaram das atividades. Entre as medidas solicitadas estão o levantamento nominal dos envolvidos e o acesso aos registros de frequência e folhas de ponto correspondentes ao período.
A coligação também pede a aplicação de multa de, no mínimo, R$ 100 mil, considerando cada ato, local, servidor identificado ou eventual nova ocorrência, conforme os termos apresentados na representação.Entre os locais citados estão a esquina das ruas Rosa e Silva e Amélia; a Avenida General Mac Arthur, na Imbiribeira; e a Praça de Baixo da Ladeira da Cohab.
Para a Frente Popular, a presença de servidores em diferentes pontos da cidade indica que não se tratou de um episódio isolado. “A pluralidade de locais afasta a hipótese de episódio isolado, pois indica mobilização territorial, coordenada e distribuída em pontos estratégicos da cidade, justamente na manhã do último dia útil antes da votação”, afirma a representação.
A denúncia apresentada ao TRE é acompanhada de imagens e vídeos que, segundo a coligação, registram os servidores durante a atividade. Em uma das gravações anexadas ao processo, a pessoa responsável pela filmagem questiona um grupo sobre a presença nas ruas durante o horário de expediente:
“Horário de expediente da Secretaria e está aqui, ó, todo mundo na rua. Vocês são de qual secretaria, meu amigo?”
“Direitos Humanos”, responde uma das pessoas abordadas.
Na representação, a defesa da Frente Popular afirma que a situação é ainda mais grave pelo fato de parte dos envolvidos ocupar cargos comissionados na administração estadual. Segundo a coligação, servidores que deveriam estar cumprindo suas funções nos órgãos públicos foram deslocados para atividades de campanha em benefício da candidata à reeleição.
A defesa sustenta que a conduta pode configurar violação ao artigo 73 da Lei nº 9.504/1997, que estabelece restrições à utilização de servidores públicos e de serviços públicos em benefício de candidaturas, partidos ou coligações durante o horário normal de expediente.
A legislação eleitoral busca impedir que a estrutura e os recursos da administração pública sejam utilizados para favorecer candidaturas. “Não se trata de simples curtida em rede social, de adesivo pessoal no ambiente de trabalho ou de manifestação discreta e circunstancial. O que se vê é o deslocamento físico para a rua, com dedicação da força de trabalho de pessoas vinculadas ao Poder Executivo estadual a tarefas típicas da campanha, em benefício da candidata à reeleição e de sua coligação”, argumenta a defesa.
A Frente Popular pede que a Justiça Eleitoral investigue os fatos e identifique os servidores que participaram das atividades. Entre as medidas solicitadas estão o levantamento nominal dos envolvidos e o acesso aos registros de frequência e folhas de ponto correspondentes ao período.
A coligação também pede a aplicação de multa de, no mínimo, R$ 100 mil, considerando cada ato, local, servidor identificado ou eventual nova ocorrência, conforme os termos apresentados na representação.
Enfermeiros e enfermeiras da rede filantrópica e das Organizações Sociais de Saúde de Pernambuco aprovaram estado de greve e uma paralisação de advertência de 24 horas, das 7h do dia 8 às 6h59 do dia 9 de outubro.
A decisão foi tomada em assembleia realizada pelo Sindicato dos Enfermeiros no Estado de Pernambuco (SEEPE), diante do impasse nas negociações da Convenção Coletiva 2026/2028. A categoria está sem reajuste no salário-base desde 2023, enquanto o INPC acumulou 17,89% no período.
Na negociação da Convenção Coletiva 2026/2028, o sindicato patronal das instituições filantrópicas (SINIBREF-INTER) ofereceu reajuste de 3,77% apenas aos enfermeiros que não recebem o complemento federal – o que, na prática, exclui a quase totalidade dos enfermeiros da rede filantrópica e das Organizações Sociais. Em 22 de setembro de 2026, a entidade declarou por escrito que essa era sua “proposta patronal final”, sem possibilidade de avanço.
Durante a paralisação, serão mantidos os serviços essenciais, com 70% dos enfermeiros escalados nos setores de urgência, emergência e terapia intensiva, além da assistência a pacientes internados, gestantes, recém-nascidos e tratamentos em curso.
O SEEPE permanece à disposição para retomar a negociação a qualquer momento, inclusive com a mediação do Ministério Público do Trabalho ou do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região. A solução está nas mãos das instituições: basta estender o reajuste do salário-base a todos os enfermeiros.
Caso não haja avanço nas negociações, os enfermeiros poderão deliberar, em nova assembleia, pela realização de uma paralisação por tempo indeterminado.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinou que órgãos de segurança pública e de fiscalização de trânsito adotem medidas para garantir a livre circulação de eleitores em todo o estado no próximo domingo (4). A orientação foi expedida nesta sexta-feira (2), após petição apresentada pela Frente Popular de Pernambuco, que relatou indícios sobre o possível uso de forças policiais pernambucanas para realizar operações com impacto nos deslocamentos da população.
O ofício do presidente do TRE, desembargador Fernando Cerqueira, foi endereçado à Secretaria de Defesa Social (SDS), à Polícia Militar, à Polícia Civil, ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e a outros órgãos estaduais e municipais que atuam na segurança e fiscalização de trânsito. O documento reforça que as ações realizadas nos dias de votação devem ser planejadas para preservar o deslocamento dos eleitores, sem comprometer o exercício do voto.
“Solicito especial atenção para que as ações de segurança pública, de fiscalização e de trânsito desenvolvidas nos dias de votação sejam planejadas e executadas de modo a preservar a livre circulação das eleitoras e dos eleitores, evitando-se bloqueios, retenções ou outras medidas que, por sua natureza, localização, intensidade ou duração, possam comprometer injustificadamente o deslocamento para os locais de votação”, escreveu o presidente.
O ofício cita expressamente o artigo 234 do Código Eleitoral, segundo o qual ninguém pode “impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio”. O TRE fez a ressalva, porém, de que a medida não impede o cumprimento das atribuições legais dos órgãos de segurança e trânsito, inclusive em situações de emergência, preservação da ordem pública e prevenção e repressão de ilícitos.
O deputado estadual Coronel Feitosa (PL) reuniu diversos apoiadores, na noite de ontem, no Clube dos Oficiais PM/CBM-PE, na Boa Vista, Recife. Feitosa chegou de carreata ao lado de Carlos Sant’Anna, candidato ao Senado e segundo indicado por Flávio Bolsonaro. Ao descer, foi recebido pela esposa Adellie e pela filha Beatriz, com quem entrou no salão em meio a gritos e uma recepção calorosa.
Durante o evento, foi exibido um vídeo em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro, reafirmando a lealdade e a afinidade que Coronel Feitosa mantém com o líder conservador e com o projeto político que ele representa para o Brasil.
No discurso, Feitosa foi direto ao ponto: a luta que ele trava há anos dentro da Assembleia Legislativa é a mesma luta do povo pernambucano, contra a violência, contra o custo de vida, por um Brasil que funcione para quem trabalha. Uma causa que Jair Bolsonaro levantou e que Flávio Bolsonaro, seu indicado, vai dar continuidade. No próximo domingo (4), os eleitores pernambucanos decidem nas urnas.
O ex-deputado estadual e ex-presidente do PSol, Edilson Silva, lamentou, em suas redes sociais, a postura do candidato do partido ao Governo de Pernambuco, Ivan Moraes, ao comparar, durante o debate da TV Globo, as candidaturas de João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD). De acordo com Ivan, somente ele era de esquerda e estava fazendo a diferença naquele debate.
Para Edilson, na verdade, a candidatura de Raquel não pode ser comparada com a de João, visto que ela está alinhada com os principais nomes da direita pernambucana e do bolsonarismo no país. Segundo o ex-deputado, ao falar isso, Ivan fortalece o jogo de Raquel em não se comprometer com nenhum lado na disputa nacional. Confira!
O retorno de Milton Coelho à Câmara dos Deputados pode ter surpreendido quem acompanhou a eleição apenas pela superfície. Nos bastidores, porém, havia um componente importante de sua candidatura que apareceu pouco durante a campanha.
Milton chegou à disputa com um ativo político construído ao longo de muitos anos: sua relação com lideranças nacionais do PT e do campo político do presidente Lula.
Em Brasília, nomes importantes do partido consideravam estratégico ter Milton novamente na Câmara Federal, integrando a base de Lula no próximo mandato. Ex-deputado e com experiência no Executivo Federal, ele reúne trânsito político e conhecimento do Congresso, atributos considerados relevantes num cenário em que a composição da Câmara terá peso na relação do governo com o Legislativo.
Essa articulação praticamente não apareceu para o eleitor, mas funcionou silenciosamente ao longo da campanha. Enquanto a disputa pública acontecia nas ruas, nas redes e nos palanques de Pernambuco, Milton também contava com interlocução e apoio político de lideranças nacionais interessadas no fortalecimento da bancada de sustentação do governo.
É um fator que ajuda a compreender o resultado das urnas.
Para quem observava apenas a campanha visível, a eleição de Milton Coelho pode ter sido surpresa. Para quem acompanhava também os movimentos de Brasília, havia sinais de que sua candidatura tinha mais força do que aparentava.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, fixou, hoje, uma espécie de filtro para tentar barrar o direcionamento de pedidos para ministros.
A medida foi adotada após episódios de “guerras de liminares” na Corte e ainda de um questionamento feito pelo ministro Kassio Nunes Marques, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A nova regra cria uma etapa de controle para evitar que novas demandas sejam vinculadas automaticamente a um processo e, dessa forma, caiam nas mãos de um relator específico.
Na prática, determinados pedidos que forem apresentados dentro de processos já existentes passarão por uma análise antes de chegar ao relator. Será preciso verificar se o novo pedido tem, de fato, relação suficiente com a ação original para permanecer vinculado a ela.
Se essa relação não for reconhecida, a petição será transformada em um processo independente. Nesse caso, será distribuída entre os ministros por sorteio ou por prevenção, quando as regras do tribunal determinarem que um magistrado que já analisa questão relacionada deve receber o caso.
Quais pedidos passam pelo novo filtro
A nova regra alcança, entre outros casos, petições apresentadas por terceiros, ou seja, pessoas ou entidades que não sejam partes naquele processo, advogados das partes ou integrantes do Ministério Público que atuem na ação. Também terão de passar pela análise as petições que:
questionem ato de uma autoridade ou órgão judicial que não faz parte do processo;
tentem estender uma decisão a pessoas, atos ou fatos que não são objeto da ação original;
apresentem pedidos contra quem não seja parte do processo.
O uso da inteligência artificial (IA) e o combate à desinformação devem ser os principais desafios jurídicos das eleições de 2026. A avaliação é do advogado Ítalo Oliveira, Especialista em Direito Penal Econômico, que destaca o papel da Justiça Eleitoral na regulamentação das novas tecnologias.
Segundo ele, o TSE avançou ao estabelecer regras específicas para o uso de IA nas campanhas. “O principal desafio jurídico dessas eleições é o uso da inteligência artificial, tanto o regulamentado quanto o combate ao uso indevido para fake news e deep fakes”, afirmou.
Ítalo ressalta que a tecnologia não é proibida, mas precisa ser identificada. “A IA é permitida desde que seja declarada e facilmente identificada pelo eleitor”, explicou.
Ele também alerta para a responsabilidade no compartilhamento de conteúdos falsos. “Quem sabe que é fake news e mesmo assim divulga pode responder criminalmente. Mesmo quem compartilha sem saber pode ter responsabilidade civil”, disse.
O advogado reforça ainda a importância da checagem de informações e da remoção de conteúdos falsos ao serem identificados, além de lembrar que crimes eleitorais como boca de urna, compra de votos e coação podem ser denunciados no dia da votação. “A prisão em flagrante é permitida no dia da eleição”, concluiu.
O candidato ao Governo de Pernambuco e líder da Frente Popular, João Campos, participou, na manhã de hoje, do último porta a porta da campanha, no Coque, na Ilha Joana Bezerra, na região central do Recife. Ao lado da candidata a senadora, Marília Arraes, João percorreu as ruas da comunidade, conversou com moradores e comerciantes e reforçou seus compromissos para ampliar o acesso à moradia e avançar na urbanização das comunidades pernambucanas.
Durante o ato, João destacou ações realizadas no Recife nas áreas de habitação e urbanização e afirmou que pretende ampliar essas iniciativas em Pernambuco. “Vamos construir novas habitações, ampliar o Entrada Garantida e criar um programa específico para os servidores públicos. Também vamos avançar na habitação do Centro e fazer em Pernambuco o que a gente já fez no Recife. Aqui, urbanizamos áreas como Roque Santeiro, os Coelhos e Vila Brasil, retirando palafitas e levando moradia de qualidade para as pessoas. É esse trabalho que queremos ampliar em todo o Estado”, afirmou.
A proposta de ampliar o Entrada Garantida para servidores públicos e estimular a transformação de imóveis no Centro em moradias foi apresentada por João ao longo da campanha. A iniciativa prevê a participação do Estado no acesso à moradia, com foco também na requalificação de áreas centrais. Na reta final da campanha, João também agradeceu aos apoiadores e destacou a mobilização realizada ao longo do período eleitoral. O candidato reforçou a integração com Marília Arraes, Humberto Costa e o presidente Lula.
“Quero agradecer a todo mundo que esteve com a gente nessa caminhada. Chegamos à reta final felizes, animados e com a certeza de que fizemos uma campanha com muita proposta e muita presença nas ruas. Quero continuar essa caminhada e dedicar minha vida a Pernambuco, assim como fiz pelo Recife. É isso que quero fazer pelo nosso Estado”, afirmou.
A apenas dois dias das eleições, a campanha de Raquel Lyra (PSD) entrou na Justiça Eleitoral, hoje, contra a Quaest, pesquisa consolidada em todo país que é divulgada pela TV Globo. O instituto demonstrou o crescimento de João Campos (PSB) de 3 pontos percentuais, empatando com Raquel Lyra com 42%, que caiu 1 ponto percentual. Com isso, a distância que já foi de 6 pontos agora mostra uma curva de crescimento de Campos nos últimos dias de campanha.
Na ação apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), a coligação Pernambuco de Coração pede uma decisão liminar para impedir a Quaest e a Globo de divulgar, publicar ou veicular os resultados do levantamento. É a primeira vez que a campanha de Raquel tenta se contrapor à Quaest, se posicionando contra o reconhecido pesquisador e professor Felipe Nunes, que também está entre os especialistas da TV Globo responsáveis por analisar pesquisas. O documento apresentado à Justiça Eleitoral contesta componentes metodológicos.
A coligação afirma que o registro da pesquisa não detalha suficientemente possíveis ajustes estatísticos. Segundo a ação, não estariam especificados as variáveis, as fontes de dados e os critérios que determinariam a aplicação desses ajustes. O pedido não é para retirar apenas um quesito ou determinado cenário da pesquisa: a ação solicita a suspensão da pesquisa inteira, sustentando que o suposto problema estaria no próprio registro metodológico.