Durante o maravilhoso show que fez ontem em Serra Negra, no município de Bezerros, a cantora Cristina Amaral fez uma justa, oportuna e emocionante homenagem ao cantor e compositor Paulo Diniz, de Pesqueira, que morreu há dois anos. Confira!
Durante o maravilhoso show que fez ontem em Serra Negra, no município de Bezerros, a cantora Cristina Amaral fez uma justa, oportuna e emocionante homenagem ao cantor e compositor Paulo Diniz, de Pesqueira, que morreu há dois anos. Confira!
O ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu em entrevista ao Bastidores CNN a necessidade de o Partido dos Trabalhadores (PT) ampliar alianças com partidos de centro para garantir apoio à reeleição de Lula. Segundo ele, esta estratégia é fundamental para fortalecer a base de sustentação do governo no Congresso Nacional.
“Sem dúvida, a prioridade do nosso partido é a reeleição de Lula. E para isso é preciso ampliar cada vez mais os apoios nos Estados, ampliar as alianças”, afirmou Santana, que disse defender esta posição não apenas internamente, mas também publicamente.
O ministro destacou que, embora o PT priorize manter o governo em estados onde já administra, é necessário ceder em determinadas disputas estaduais para garantir o apoio à candidatura presidencial. As informações são da CNN.
Leia maisFoco no Legislativo
Santana também apontou que a segunda maior prioridade do PT nas eleições é fortalecer sua presença no Congresso Nacional, com atenção especial ao Senado, onde serão renovados dois terços das cadeiras. Ele citou o exemplo do Ceará, onde o partido enfrenta pressão de aliados que já apoiam candidatos do PT para presidente e governador, e agora reivindicam espaço na chapa para o Senado.
“Nossos aliados colocam sempre para nós: ‘Nós já vamos votar no candidato a presidente do PT, nós já vamos votar no candidato a governador do PT, nós queremos ter espaço na chapa de senadores da República'”, relatou o ministro, destacando que essa discussão está em andamento com os partidos aliados.
Para Santana, é fundamental eleger senadores que, mesmo não sendo do PT, possam dar sustentação ao governo em um eventual quarto mandato de Lula.
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A CPI do Crime Organizado cancelou a sessão de hoje, depois da ausência dos governadores do Rio, Cláudio Castro (PL), e do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Os dois seriam ouvidos como convidados, e o comparecimento não é obrigatório. As informações são do portal Estadão.
O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), decidiu que pautará a convocação do governador do DF. Ibaneis tinha dito que enviaria o secretário executivo de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar. No fim, compareceu ao colegiado o número 2 da pasta, Alexandre Patury.
Leia maisA convocação torna obrigatória a presença de um depoente à CPI, sob pena de crime de responsabilidade, passível de abertura de pedido de impeachment. “Diante disso, indico o Secretário de Estado de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, para representar este Ente Federativo e prestar as informações relativas ao modelo de segurança pública e às ações de enfrentamento ao crime organizado no Distrito Federal”, disse Ibaneis, em ofício enviado à CPI.
Castro, por sua vez, alegou “compromisso internacional de agenda oficial” para justificar a ausência. Citado no escândalo do Banco Master, Ibaneis tem optado por discrição na agenda dos últimos dias. Ele, por exemplo, não compareceu à abertura do ano do Judiciário no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 2. Mas ele negou que a ausência tenha ocorrido por haver algum constrangimento para ir à Corte neste momento.
Em depoimento à Polícia Federal, o banqueiro Daniel Vorcaro disse que conversou “algumas vezes” com o governador do Distrito Federal sobre a venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB), e citou também que o governador já esteve pessoalmente em sua casa. Ibaneis foi o primeiro político citado por Vorcaro nas investigações que tramitam no STF. O governador nega que tenha conversado sobre o BRB-Master com o banqueiro.
No Congresso, ele ainda é pressionado pela possibilidade de abertura de uma CPI para apurar o escândalo do Master. Nesta segunda-feira, o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) deu o pontapé inicial e protocolou o primeiro requerimento para investigação do esquema na Câmara.
Rollemberg já foi governador do Distrito Federal e é adversário de Ibaneis. O PSB deverá indicar Ricardo Cappelli como candidato à disputa pelo Palácio do Buriti neste ano.
Esse requerimento centra em apurar os R$ 12,2 bilhões pagos pelo BRB ao Master entre janeiro a junho de 2025, sendo R$ 6,7 bilhões pelas carteiras falsas e mais R$ 5,5 bilhões de prêmio. O pedido tem 201 assinaturas – eram necessários, no mínimo, 171 apoios.
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Em tempos em que boas notícias parecem raras, atitudes como as do empresário Antonio Souza, um dos patrocinadores do podcast ‘Direto de Brasília’, reacendem a esperança e mostram que ainda existem pessoas que fazem a diferença de verdade.
Reconhecido por todos como um grande ser humano, Antonio sempre esteve ao lado de quem mais precisa, ajudando de forma simples, sincera e sem esperar nada em troca. Sua trajetória é marcada por gestos de solidariedade, empatia e respeito ao próximo.
Leia maisUm dos exemplos mais recentes desta dedicação foi a ajuda prestada à Dona Maria, uma idosa de 107 anos, que recebeu apoio, cuidado e atenção em um momento de grande necessidade. A ação de Antonio não foi apenas um ato de ajuda, mas um gesto de amor e dignidade com alguém que carrega mais de um século de história.
A postura de Antonio inspira a comunidade e mostra que ser “gigante” não é sobre tamanho ou status, mas sobre coração, caráter e atitudes. Histórias como essa merecem ser contadas, compartilhadas e aplaudidas. Porque exemplos assim constroem um mundo melhor, um gesto de cada vez.
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A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), comandou, ontem, a cerimônia de abertura do ano letivo de 2026 no município. O encontro reuniu professores, gestores escolares e profissionais do magistério, além do secretário de Educação, Edmar Júnior, e da secretária executiva da pasta, Luana Fernandes.
Durante o evento, Márcia Conrado destacou os investimentos realizados pela gestão na área educacional e os avanços alcançados nos últimos anos. “Pela primeira vez na história de Serra Talhada, estamos garantindo a entrega de kits escolares para os nossos alunos, investindo em estrutura, planejamento e valorização de quem faz a educação acontecer. Esses esforços já refletem em resultados positivos no IDEPE e no IDEB, mostrando que estamos no caminho certo para oferecer uma educação cada vez mais forte e transformadora”, afirmou a prefeita.
O momento também reforçou os avanços educacionais conquistados pelo município nos últimos anos. Serra Talhada tem apresentado crescimento em indicadores oficiais, a exemplo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que em 2024 alcançou a nota 6,3, superando as médias estadual (6,2) e nacional (6,0). O município também se destacou no Índice de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco (Idepe), obtendo posição de destaque na categoria “Desempenho Escolar” do 5º ano do Ensino Fundamental entre os municípios de médio porte do Estado.
Está marcada para amanhã, a partir das 19h, a missa de sétimo dia em memória do ex-prefeito de Petrolina Diniz de Sá Cavalcanti. A celebração será realizada na Catedral do Sagrado Coração de Jesus, no município sertanejo. Seu Diniz, como era conhecido, faleceu no último dia 29, aos 99 anos. Ele teve sua trajetória marcada pela vida pública e pela atuação política na cidade. Familiares convidam os amigos, autoridades e a população em geral para participarem da celebração e unirem-se em orações em sua homenagem.
A Prefeitura do Recife prorrogou as inscrições para o programa que disponibilizará uma frota sustentável de 800 veículos elétricos a entregadores e condutores de aplicativo. Agora, os profissionais interessados têm até o dia 28 de fevereiro para realizar o cadastro por meio do aplicativo ou site Conecta Recife: https://conecta.recife.pe.gov.br/. A ação, que conta com um investimento de R$ 10 milhões via convênio com o Ministério da Justiça, disponibilizará 500 bicicletas e 300 motos elétricas.
O objetivo é a inclusão produtiva e a redução dos custos operacionais para quem atua nas ruas. “Estamos estendendo o prazo para garantir que nenhum trabalhador que se enquadre nos critérios fique de fora desta oportunidade de transformar sua ferramenta de trabalho e aumentar sua renda”, destaca o secretário de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia do Recife (SECTI), Rafael Cunha.
Leia maisO programa foca em profissionais cadastrados no CadÚnico, com prioridade para mulheres, pessoas negras e pessoas com deficiência. Um dos grandes diferenciais da iniciativa é o caráter de emancipação financeira: após um ciclo de utilização monitorada pela Prefeitura, os veículos passarão a ser patrimônio definitivo dos trabalhadores selecionados, eliminando gastos com aluguel de frotas ou combustíveis fósseis.
“A prorrogação das inscrições reforça o compromisso da nossa gestão em não deixar ninguém para trás na transformação digital do Recife. O acesso a esses veículos elétricos, aliado à nossa infraestrutura de conectividade, é o que chamamos de inovação com propósito: usamos a tecnologia para reduzir o custo operacional do trabalhador de aplicativo e garantir que o lucro da jornada fique, de fato, no bolso de quem está nas ruas”, declarou o presidente da Empresa Municipal de Informática (Emprel), Vitor Pavesi.
A estratégia, organizada pela SECTI e a Emprel, aprofunda a política pública já iniciada com o CNH Social Recife. O diagnóstico da gestão revelou que muitos cidadãos já atuam na informalidade utilizando bicicletas convencionais por falta de recursos para adquirir veículos motorizados. Por isso, a nova fase contempla também quem ainda não possui habilitação, focando na transição para a tecnologia elétrica para aumentar a produtividade e reduzir o esforço físico do entregador.
CONDIÇÕES PARA PARTICIPAR – Para participar, o trabalhador deve ser morador do Recife e estar com os dados atualizados no CadÚnico. É importante que os interessados façam o anexo de todos os documentos que estejam em seu nome. A utilização de comprovantes em nome de terceiros pode invalidar a inscrição.
Além disso, os selecionados assumem o compromisso de concluir um curso de direção defensiva e participar de monitoramentos periódicos a cada dois meses, garantindo a segurança viária e a preservação do equipamento.
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O pedido de impeachment do prefeito do Recife, João Campos (PSB), foi negado pela grande maioria dos vereadores, hoje. O placar foi de 25 a 9 e 1 abstenção (Flávia de Nadegi/PV) como já era previsto. Valeu a estratégia da bancada governista de preencher a maior parte das galerias da Câmara com apoiadores do socialista. Do lado de fora da Casa de José Mariano também havia muitas pessoas, mas só foi permitida a entrada até o limite das cadeiras. As informações são do blog do Dantas Barreto.
Autor do pedido de impeachment, Eduardo Moura (Novo) apresentou seus argumentos de que João Campos cometeu crime de responsabilidade e de improbidade, ao nomear um procurador na cota de pessoa com deficiência. Ele apresentou o relatório com 480 páginas para que fosse aberto o processo de investigação. O vereador interrompeu o discurso algumas vezes devido aos protestos e vaias das galerias. Moura se licenciou no momento da votação e foi substituído pelo primeiro suplente do Novo, George Bastos.
Leia maisJá o líder do Governo, Samuel Salazar (MDB), defendeu o prefeito, afirmado que o prefeito tinha base legal na sua decisão. E que o pedido de impeachment “é completamente vazio”. O vereador chegou a cogitar que o juiz Rildo Vieira da Silva, que assumiu a Vara Regional dos Crimes Contra a Administração Pública, Ordem Tributária, Lavagem de Dinheiro e de Delitos de Organizações Criminosas da Capital do TJPE, poderia de invalidado as denúncias contra a Prefeitura do Recife, “talvez por arapongagem”.
Salazar ainda mostrou um áudio no qual os apoiadores de João Campos são chamados de “mundiça” pelo suplente George Bastos. O substituto de Eduardo Moura manteve o que disse, ao microfone, dizendo que é “mundiça a claque” que estava nas galerias no horário de trabalho.
A denúncia contra João Campos foi devido à nomeação do advogado Lucas Vieira Silva como procurador da Prefeitura do Recife na vaga de pessoa com deficiência. Ele havia se inscrito no concurso realizado em 2022, porém não como PCD. Em 2025, Lucas apresentou diagnóstico de portador de transtorno do espectro autista e passou a ser o primeiro colocado na cota de PCD.
Campos acatou parecer do procurador-geral do município, Pedro Pontes, já que também tinha parecer favorável do Tribunal Regional do Trabalho. No entanto, Marko Venicio dos Santos Batista, que tinha sido aprovado em primeiro lugar, recorreu à Justiça.
O caso ganhou evidência quando foi revelado que Lucas Vieira é filho procuradora de contas do Ministério Público de Contas (MPC) Maria Nilda Silva, que é responsável por fiscalizar atos administrativos e gastos públicos do Recife.
O pai é o juiz Rildo Vieira da Silva, que assumiu a Vara Regional dos Crimes Contra a Administração Pública, Ordem Tributária, Lavagem de Dinheiro e de Delitos de Organizações Criminosas da Capital do TJPE. Foi ele que arquivou denúncias envolvendo a Prefeitura do Recife, pouco tempo depois de estar no cargo.
O fato gerou repercussão e João Campos anulou a nomeação de Lucas e nomeou Mike. Apesar dessa decisão, a oposição acusou o prefeito do Recife de cometer crime administrativo. Tanto o prefeito quanto seus aliados consideraram o pedido de impeachment como pirotecnia e discurso eleitoreiro da oposição.
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As galerias da Câmara do Recife já estão massivamente ocupadas por apoiadores do prefeito do Recife, João Campos (PSB). As filas vinham se formando por volta das 7h30. Como os eleitores do prefeito estavam em maioria, apenas dois ou três gatos pingados contrários ao gestor estão no local. Muita gente dos dois lados também está na porta do plenário.
Entre as palavras de “carinho” direcionadas aos parlamentares: “chupetinha”, contra Thiago Medina (PL), “Judas” e “traidor” para Agora é Ruben (PSB) e Alcides Teixeira Neto (Avante). Também apelidaram Eduardo Moura (Novo) como “tarja preta” e “Gardenal”. As informações e imagem são do Blog Cenário.
Os manifestantes também gritam o nome de João Campos, com palavras de ordem de “o melhor prefeito do Brasil” e “futuro governador”. Eles também usam cartazes e faixas favoráveis ao prefeito e contrários à governadora Raquel Lyra (PSD).
Do G1/PE
A Câmara Municipal do Recife vota, hoje, a admissibilidade de um pedido de impeachment do prefeito João Campos (PSB), na primeira sessão ordinária do ano. Antes disso, grupos a favor e contrários à gestão fizeram protestos em frente à Casa de José Mariano, sede do Poder Legislativo municipal, no Centro da cidade.
O pedido para a abertura do impeachment foi protocolado em dezembro de 2025, após a modificação do resultado de um concurso público para procurador municipal. Conforme a Procuradoria da casa, o requerimento será lido pelo presidente da Câmara, vereador Romerinho Jatobá (PSB), e os vereadores deverão decidir se darão início ao processo.
Leia maisGritando palavras de ordem, os grupos se aglomeraram na fila para entrada nas galerias do Plenário da Câmara. Havia manifestantes a favor do pedido de impeachment, com a presença de vereadores de oposição, e outros que demonstravam apoio ao governo de João Campos.
A sessão em que o pedido será apreciado é a primeira do ano. A Câmara Municipal abriu os trabalhos legislativos na segunda-feira (2). Tradicionalmente, o prefeito participa da sessão solene, mas João Campos não compareceu à cerimônia porque cumpria agenda em Brasília.
A votação do pedido de impeachment, conforme parecer da Procuradoria da Câmara, deve ser nominal, e para que ele seja admitido é necessário haver votos favoráveis da maioria simples dos vereadores. O Legislativo municipal tem 37 parlamentares.
Se o pedido for admitido, deve ser criada uma comissão de vereadores, que deverão ser sorteados, para proceder o pedido. Se não houver votos o suficiente, o pedido será arquivado.
Pedido de impeachment
O pedido de impeachment foi justificado pela mudança do resultado de um concurso público para procurador do município. Na seleção, o advogado Marko Venício dos Santos Batista havia sido o único aprovado nas vagas para pessoas com deficiência (PCD).
Ele deixou de ser nomeado em detrimento de Lucas Vieira Silva, filho de uma procuradora do Ministério Público de Contas (MPCO) e do juiz Rildo Vieira da Silva, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
Lucas Vieira Silva havia feito a seleção sem optar pelas vagas afirmativas, mas pediu reinscrição no concurso após receber, dois anos depois da inscrição, diagnóstico de autismo. Três procuradoras concursadas opinaram pelo indeferimento do pedido. Mesmo assim, o requerimento foi acolhido pelo procurador-geral do município, Pedro Pontes, que ocupa o cargo por nomeação do prefeito.
Após a repercussão do caso, que foi alvo de críticas da sociedade e de entidades como a Associação Nacional das Procuradoras e dos Procuradores Municipais (ANPM) e a Associação dos Procuradores do Município do Recife (APMR), João Campos voltou atrás e nomeou o candidato inicialmente aprovado no certame. Posteriormente, o político tornou-se alvo de processo de impeachment.
No pedido de impeachment, o vereador Eduardo Moura (Novo) afirma que, ao alterar o resultado do concurso, o prefeito João Campos cometeu crime de responsabilidade e atos de improbidade administrativa. Se o pedido for aceito, as irregularidades serão investigadas no âmbito legislativo, e, nesse ínterim, o gestor deve ser afastado de suas funções.
Além disso, o pedido de impeachment cita o fato de que o pai do candidato beneficiado pela mudança, juiz Rildo Vieira da Silva, atuava na 1ª Vara Cível de Carpina e foi promovido em outubro de 2025 para atuar na Vara Regional de Crimes Contra a Administração Pública, Ordem Tributária, Lavagem de Dinheiro e de Delitos de Organizações Criminosas da Capital.
Após a promoção, conforme o pedido de impeachment, ele foi responsável por arquivar um processo referente à Operação Barriga de Aluguel, que investigava uma quadrilha suspeita de desviar recursos públicos que deveriam ser empregados em recuperação e manutenção predial. Os contratos somam mais de R$ 100 milhões.
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Em artigo publicado na edição de hoje do Jornal do Commercio, o episódio de espionagem praticado pela Polícia Civil contra adversários da governadora Raquel Lyra (PSD) é comparado a práticas do nazismo. O texto, assinado pelo professor emérito da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Flávio Brayner, critica duramente a vigilância sobre ações de grupos políticos opositores e aponta os riscos de esse monitoramento se estender a qualquer outra pessoa que pense diferente.
“A SDS (Secretaria de Defesa Social) pode tranquilamente retirar o ‘D’ da sigla e ficar apenas com o ‘SS’ (Schutzstaffel), a elite do Partido Nazista liderada por Himmler, e o setor de Inteligência da Polícia Civil – também mobilizado na Operação, que deveria durar um ano! – uma GESTAPO provinciana que, pasmem!, compra material de espionagem em sites chineses, sem saber nem sequer se o ‘carrapato’ (grampo) tinha bateria suficiente pra aguentar toda a operação (sugiro que na próxima operação eles comprem um sapo cururu). Aqui pra nós, os nazistas eram muito mais ‘profissionais’!”, ironizou o professor.
Leia maisNo texto, o autor cita o filósofo Jean-Jacques Rousseau para destacar a importância da credibilidade das instituições, lamenta o fato de elas estarem “tão desmoralizadas” e cita a arapongagem da Polícia Civil de Pernambuco, uma entidade com mais de 200 anos, como um mau exemplo dessa perda de confiança. “Fico imaginando quais seriam os passos seguintes. Arrisco. Uma ‘Noite dos Cristais Recifense’, em que vitrines (do que resta) do Centro do Recife seriam quebradas e o governo estadual acusaria o prefeito, com sua política de reurbanização do Centro, de facilitar o vandalismo e desproteger as ‘pessoas de bem’ e da liberdade de transitar (todo fascismo age em nome da liberdade!). Fica aqui a ideia, dona Raquel”, escreveu.
Por fim, Brayner alude ao filme “O Agente Secreto”, que denuncia práticas ilegais da ditadura. “Não me surpreende, afinal, que, no momento em que um filme ‘recifense’ como ‘O Agente Secreto’ ganha projeção internacional, bem ali, quase defronte do icônico cinema São Luiz, estejam se repetindo as mesmas ações criminosas que o filme denunciou. (…) É uma pena, finalizo, que a herança democrática de Fernando Lyra não tenha sido precedida de nenhum testamento”, concluiu. Confira abaixo o artigo na íntegra.
Operação “Siga o carrapato”
Por Flávio Brayner*
Ao invés de ficarmos utilizando termos como “criminoso”, “inaceitável”, “ilegal”, “fascista”, “autoritário”…, termos que rapidamente viram jargões e lugares comuns linguísticos e, claro, perdem sua substância semântica e conceitual e passam a ter apenas efeito emocional, eu acho que seria melhor pensarmos no que a política se transformou: por que as instituições do liberalismo democrático estão tão desmoralizadas; até aonde a fragmentação cultural levará ao fim da própria noção de social; e, claro, o que significa estar “à beira do abismo, civilizacional” em que o fascismo se apresenta como “solução final”. São questões ao mesmo tempo gregas (“Como foi possível chegarmos até aqui?”) e latinas (“O que faremos agora?”).
Eu também vi na mídia a vigilância e rastreamento de um Secretário Municipal do Recife pela Polícia Civil da Governadora Raquel Lyra, supostamente querendo flagrá-lo recebendo propina, depois de uma denúncia anônima! O mais interessante é que o caso – e as gravações das comunicações entre os agentes da “arapongagem”- foi denunciado por um agente público que, por sua vez, havia sido flagrado em conluio dentro de um carro, num estacionamento, a negociar “rachadinha” com representantes da Prefeitura de Ipojuca!
“(I)moral” da história: é o criminoso público que denuncia seus colegas criminosos públicos que, por sua vez, estão procurando, de forma ilegal, indícios (com objetivos eleitorais) de crimes contra instituições públicas praticadas por outros agentes também públicos (o Secretário de João Campos). Não se trata de nenhum círculo vicioso em que o crime se tornou uma prática de estado, com agentes públicos à cata de outros criminosos através de métodos também criminosos! Não é isso!
Nós acreditamos que a ideia de “transparência” seja um atributo da República que, dizia Rousseau, se baseia na confiança estabelecida por um “Contrato” em que o objetivo seria um suposto “BEM COMUM” (baseado numa “Vontade Geral”). Rousseau, claro, nunca falou de “transparência”, mas não custa lembrar que toda transparência do poder só é visível sobre fundo opaco. É essa OPACIDADE que está invadindo todo o Bem Comum, em que somos todos vistos e ouvidos (grampos) e nada sabemos ou vemos!
A SDS (Secretaria de Defesa Social) pode tranquilamente retirar o “D” da sigla e ficar apenas com o “SS” (Schutzstaffel), a elite do Partido Nazista liderada por Himmler, e o setor de Inteligência da Polícia Civil- também mobilizado na Operação, que deveria durar um ano!- uma GESTAPO provinciana que, pasmem!, compra material de espionagem em sites chineses, sem saber nem sequer se o “carrapato” (grampo) tinha bateria suficiente pra aguentar toda a operação (sugiro que na próxima operação eles comprem um sapo cururu). Aqui pra nós, os Nazistas eram muito mais “profissionais”!
Fico imaginando qual seriam os passos seguintes. Arrisco…
Uma “NOITE DOS CRISTAIS RECIFENSE”, em que vitrines (do que resta) do Centro do Recife seriam quebradas e o Governo estadual acusaria o Prefeito, com sua política de reurbanização do Centro, de facilitar o vandalismo e desproteger as “pessoas de bem” e da liberdade de transitar (todo Fascismo age em nome da Liberdade!). Fica aqui a ideia, Dona Raquel.
Terceiro passo. Uma grande fogueira em que os escritos dos críticos de Dona Raquel (inclusive este!) seriam queimados num luminoso “AUTO-DA-FÉ” em frente ao Palácio das Campo das Princesas.
E, finalmente, os concursados da Universidade (UPE) e das Escolas Estaduais seriam obrigados, ao tomar posse, a prestar um juramente de fidelidade ideológica à nossa “FÜHRER UND RAQUELKANZLER”.
Ironias à parte, o que está acontecendo é um profundo descrédito em tudo o que a Democracia liberal prometera: nunca houve tanta desigualdade social; concentração de riqueza; manipulação da liberdade; descrença no poder da educação; desproteção social; corrupção política generalizada; violência contra os fragilizados sociais e econômicos; manipulação religiosa em que desvalidos sociais encontram formas de acolhimento espiritual às socialidades desagregadas; fim das autoridades tradicionais (pai, professor, político) e emergência de reivindicações reprimidas pelo próprio processo civilizatório. Tudo isso produzindo um hiperindividualismo narcísico, imaturo, violento, em que o consumo define e hipostasia o CIDADÃO, e cuja consequência é o desinvestimento público que marcava a ideia de cidadania. Portas abertas para o crime político organizado!
Tornado o lugar da incerteza e da crítica – a crítica aqui resumida no epíteto “NÃO QUERO SER GOVERNADO NEM POR ESSAS PESSOAS, NEM COM ESSES MÉTODOS, NEM COM ESSES OBJETIVOS” (Foucault)- a vigilância, retomo, inicialmente sobre as ações dos “adversários”, terá que se estender para toda a sociedade, sobretudo ali onde o pensamento ainda viceja e germina. E para isso é preciso ter meios de comunicação de massa. Os Nazistas inventaram o Volksradium (rádio doméstico de válvula) para que os discursos de Hitler chegassem a todos os alemães, onde eles estivessem. Nossos antidemocratas dispõem também das redes sociais, esse lugar onde a mentira passou a exercer papel fundamental na política.
O problema é saber de que armas dispomos para, primeiro, perceber o abismo à nossa frente e, segundo, não cair nele acreditando que somos, agora, LIVRES!
Não me surpreende, afinal, que, no momento em que um filme “recifense” como “O Agente Secreto” ganha projeção internacional, bem ali, quase defronte do icônico cinema São Luiz, estejam se repetindo as mesmas ações criminosas que o filme denunciou. Aliás, a cena que mais me surpreendeu no filme, foi aquela, final, no Hemocentro da Chora Menino, em que o filho de Armando (o próprio Wagner Moura), agora médico, não quer saber, nem se lembrar da história de seus pais, que a pesquisadora Flávia insiste em lhe apresentar!
É uma pena, finalizo, que a herança democrática de Fernando Lyra não tenha sido precedida de nenhum testamento!
*Professor Emérito da UFPE
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A ex-senadora Heloísa Helena é a convidada do no meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o ‘Direto de Brasília’, de hoje. De volta ao Congresso Nacional após 18 anos fora do Legislativo, agora na condição de deputada federal pela Rede de Alagoas, substituindo por seis meses o deputado federal Glauber Braga (PSol-RJ), ela vai falar sobre a sua proposta de uma CPI sobre o escândalo do Banco Master e os desdobramentos da política nacional com foco nas eleições deste ano.
Recentemente, ao tomar posse na Câmara, Heloisa prometeu incomodar os congressistas durante seis meses. “Quem me odeia vai se ver livre de mim rapidamente e eu espero dar motivos para que me odeiem mais ainda”, disse em entrevista ao Brasil de Fato. Enfermeira e professora, Heloísa foi a terceira mulher que recebeu mais votos em uma campanha rumo à presidência da República, atrás apenas de Marina Silva e Dilma Rousseff.
Leia maisO ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Por Tales Faria – Correio da Manhã
O PSB consultou advogados eleitorais e concluiu que, politicamente, a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), terá que aceitar o convite do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para se filiar à legenda. O próprio Alckmin, que foi fundador do PSDB, para se aliar ao petista Luiz Inácio Lula da Silva resolveu se filiar ao partido da coligação com o PT.
Nas conversas reservadas com o presidente Lula, a ministra deixou claro que marchará com ele na campanha eleitoral deste ano. O presidente da República já disse que será candidato à reeleição. Segundo Tebet disse ao presidente, ela pretende disputar uma vaga no Senado. A dúvida é se o fará pelo seu estado, Mato Grosso do Sul, ou se transfere o título eleitoral para São Paulo.
Leia maisAo PSB, os advogados consultados têm dito que a ministra até pode permanecer no MDB, mas, nesse caso, tem um custo alto: não poderá aparecer com Lula, ou manifestar apoio ao presidente na propaganda eleitoral gratuita da TV.
A recíproca também é verdadeira. Se Lula apoiasse Simone Tebet no horário eleitoral com ela no MDB, seria caracterizada a chamada “invasão de horário”, o que resultaria em punição da Justiça eleitoral.
Depois de ouvir de um integrante da cúpula nacional do PSB essa análise sobre a situação de Tebet, a coluna procurou especialistas em direito eleitoral a fim de saber se a análise é correta do ponto de vista jurídico.
Henrique Neves, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 2012 e 2017, disse que sim, se a ministra quiser ser candidata ao Senado e aparecer com Lula na propaganda eleitoral, terá que estar filiada ao “PSB ou qualquer outro partido que faça parte da coligação formada para a candidatura do petista”.
Henrique Neves sublinha que Simone também poderia apoiar e ser apoiada por Lula no programa eleitoral caso o MDB entrasse na coligação do presidente. Este é o mesmo raciocínio apresentado à coluna por outro especialista em direito eleitoral procurado pela coluna, o advogado Eduardo Rego.
“Sem essa união jurídica entre MDB e a federação petista, a participação dela ficaria vetada na propaganda oficial de televisão para evitar a chamada “invasão de horário”, sob risco de sanções pela Justiça Eleitoral. Por outro lado, na esfera privada e digital, a liberdade é ampla. A legislação não impede que Tebet utilize as suas redes sociais ou produza materiais impressos, como santinhos, associando sua imagem à de Lula, desde que não utilize recursos do Fundo Eleitoral ou partidário para essa finalidade específica”, disse Eduardo Rego.
É por isso que, no final das contas, o PSB chegou a uma conclusão política com base na análise jurídica. Para permanecer no MDB, Simone Tebet pagaria o alto preço de não poder citar sua aliança com Lula no horário eleitoral gratuito da TV e do rádio, o que diminuiria as chances de ser eleita. Alckmin e seus colegas de partido dão como certo que ela virá para o PSB.
A dúvida é se em São Paulo ou em Mato Grosso do Sul. Se for no seu estado atual, Simone Tebet sofrerá apupos dos antigos aliados. Caso transfira o título para São Paulo, provavelmente terá como companheiros de chapa alguns daqueles que o presidente Lula está sondando.
Lula tem conversado com possíveis candidatos à chapa para governo e senador por São Paulo, nomes como os ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Marcio França (PSB), além da ex-prefeita Marta Suplicy (PT).
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