Na agenda do presidente Lula de amanhã está marcada uma reunião com o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski.
Segundo informações de interlocutores ao blog da Ana Flor, Lula não só já definiu que quer o ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski na Justiça, como já teria conversado sobre o assunto com o amigo. Flávio Dino foi aprovado para ocupar uma cadeira no STF e tomará posse em 22 de fevereiro. Hoje, Dino esteve no Palácio da Alvorada em reunião com Lula, mas saiu sem falar com a imprensa.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação e presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos, comentou a decisão do marido, o deputado estadual Waldemar Borges (PSB), de não disputar as eleições deste ano, anunciada na última quarta-feira (1).
Em publicação, ela afirmou: “Meu companheiro de vida e de lutas, deputado Waldemar Borges, anunciou hoje que não concorrerá nas eleições deste ano. Acompanhei as reflexões que levaram a essa decisão e aqui do hospital tenho lido e me emocionado com o anúncio e com a repercussão”.
Luciana também destacou a trajetória do parlamentar e indicou que ele seguirá atuando politicamente. “Não tenho dúvidas que seguirá contribuindo na construção do projeto da Frente Popular, no fortalecimento do seu partido, o PSB, nessa disputa que se avizinha e na construção de novos rumos para Pernambuco e para o Brasil”.
Waldemar Borges está no quarto mandato consecutivo e afirmou que a decisão foi tomada após “reflexões compartilhadas”, priorizando a saúde, a família e a atuação na campanha majoritária do grupo liderado por João Campos.
A 6 meses do 1º turno da eleição, marcado para 4 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um cenário acirrado em um eventual embate contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Levantamento do Poder360 com as pesquisas feitas desde o início do ano mostra que encurtou a distância média entre os dois em eventual 2º turno. O petista registrava uma média de 5,2 pontos percentuais de vantagem em fevereiro. Agora, apesar de se manter à frente, essa diferença caiu para 1,3 p.p.
Em simulações de 2º turno, o indicador registra que o petista tem média de 42,8% das intenções de voto ante 41,5% de Flávio. Em fevereiro, Lula tinha 46,0%, ante 40,8% de Flávio.
A piora na média de intenções de voto de Lula ocorre em paralelo à alta na reprovação de seu desempenho como presidente registrada no final de março pelo PoderData. No estudo, 61% dos eleitores declararam desaprovar o comando do país pelo petista.
O desgaste se dá apesar do reforço na agenda econômica e social adotada pelo governo nos últimos meses. Como o Poder360 mostrou, de olho na reeleição, o presidente resgatou programas sociais e preparou medidas voltadas a diferentes segmentos, com gastos que já somam ao menos R$ 403,2 bilhões.
Lula também apostou na ampliação da isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000 e em descontos para salários de até R$ 7.350. Tratada como um trunfo da campanha, a medida não produziu o efeito eleitoral esperado. Pouco ampliou o apoio em segmentos onde o presidente tem menor aprovação, que vê a distância para Flávio Bolsonaro diminuir.
Caiado & Zema
Nas simulações de embates contra outros pré-candidatos em 2º turno, Lula está em situação mais favorável.
Lula X Caiado – o presidente registra 45,0% na média das intenções de voto ante 37,0% do ex-governador de Goiás e pré-candidato pelo PSD;
Lula X Zema – o petista tem 44,7% de média ante 36,9% do ex-governador mineiro.
Metodologia
Para produzir esta reportagem, o Poder360 compilou os resultados das pesquisas de intenção de voto feitas de 1º de janeiro até 31 de março de 2026 pelas empresas AtlasIntel, Datafolha, Futura Inteligência, Paraná Pesquisas, Quaest e RealTime BigData.
As curvas dos infográficos seguem a regra do Agregador de Pesquisas do Poder360. Todos os percentuais são considerados e uma média ponderada é criada para traçar a linha de intenção de votos de cada candidato.
O ex-deputado Miro Teixeira conta que certa vez foi com um grupo visitar o ex-governador gaúcho Flores da Cunha, morador de um hotel no centro do Rio. Flores, general revolucionário, osso duro de roer, estava na reta final da vida, meio acabado, sem dinheiro e prestígio. Quando perguntado a que atribuía seu destino meio trágico, ele não titubeou: “As éguas lerdas e as argentinas rápidas”.
Eduardo Leite não gostou de ter perdido para Ronaldo Caiado a indicação para disputar a Presidência da República nas eleições deste ano. É a segunda vez que o governador do Rio Grande do Sul é preterido. A primeira foi em 2021, quando o PSDB escolheu João Doria e Eduardo, que havia renunciado, não teve outra alternativa a não ser tentar a reeleição.
Pegou muito mal o esperneio de Eduardo. Ganhou a solidariedade de meia dúzia de iludidos, os mesmos que andaram assinando manifestos pela democracia quando Bolsonaro era presidente. O problema de Leite é que ele foi lerdo como as éguas de Flores, enquanto seus adversários foram mais rápidos que as argentinas. Não adianta dar chilique. Aceitar dói menos. O governador deve passar os olhos no discurso de Tancredo Neves preparado para sua posse no mesmo mês e ano em que ele, Leite, veio ao mundo em Pelotas.
Disse a velha raposa do PSD, depois de quebrar a polarização entre militares e esquerdistas: “Não celebramos, hoje, uma vitória política. Esta solenidade não é a do júbilo de uma facção que tenha submetido a outra, mas festa da conciliação nacional, em torno de um programa político amplo, destinado a abrir novo e fecundo tempo ao nosso país. A adesão aos princípios que defendemos não significa, necessariamente, a adesão ao governo que vamos chefiar. A isso chamamos democracia”. Conciliação, palavra-chave.
Eduardo Leite mostrou que não estava em busca de um partido, mas de uma oportunidade. Tanto, que não pretende fazer campanha para quem o derrotou e já cogita mudar de partido. Poderia ter investido em viagens e contatos Brasil afora, levando suas ideias. Jogou no lixo seu tempo que, como mostrou Marcel Proust, é irrecuperável.
Não adianta mais correr em busca do tempo perdido. Imaginou que entraria na campanha de liteira, carregado pelos fortões da Faria Lima. Agora, chegou a hora de rever seus conceitos e entender que terceira via é conciliação, a arte de engolir sapos e transformá-los em resultados.
Os gaúchos, pela pesquisa Futura do início de fevereiro, não estão tão satisfeitos assim com Leite. Só ⅓ considera seu governo “bom” ou “ótimo”. Na educação, o Rio Grande do Sul está em antepenúltimo lugar no ranking do Centro de Liderança Pública, com apenas 52% alfabetizados na idade correta. Nesse mesmo ranking, o Rio Grande aparece em último lugar no quesito solidez fiscal. São números que falam por si.
Diferentemente de Ronaldo Caiado, sua capilaridade no Brasilzão do interior é zero. Caiado, como expoente do agronegócio, tem penetração no interior de Minas, no Oeste da Bahia e no Matopiba. Ali, ninguém sabe quem é Eduardo Leite. Poderiam ter tido o prazer de conhecê-lo, mas ele nunca deu o ar da graça naquelas bandas. Só quem não conhece a força do agro e o interior do Brasil acha que Caiado será irrelevante na eleição deste ano.
Diferentemente de Ronaldo Caiado, sua capilaridade no Brasilzão do interior é zero. Caiado, como expoente do agronegócio, tem penetração no interior de Minas, no Oeste da Bahia e no Matopiba. Ali, ninguém sabe quem é Eduardo Leite. Poderiam ter tido o prazer de conhecê-lo, mas ele nunca deu o ar da graça naquelas bandas. Só quem não conhece a força do agro e o interior do Brasil acha que Caiado será irrelevante na eleição deste ano.
A eleição presidencial é ganha no interior e em Minas Gerais. Naqueles grotões que tanto horrorizam os salões de São Paulo estão os votos capazes de fazer a diferença. Foram eles que deram a vitória a Bolsonaro em 2018 e a Lula em 2022. Foi lá que Fernando Henrique ganhou duas vezes no 1º turno.
Gilberto Kassab e a cúpula do PSD fizeram a escolha pragmática, porque ali não tem político romantizando a realidade. Escolheram aquele com maior capacidade de capilarizar e construir alianças com os dois lados. Caiado pode parecer um radical extremo para quem não o conhece, mas não é nada disso. Conseguiu envelhecer com sabedoria, como diria Shakespeare no seu imortal “Rei Lear”.
Leite fez uma escolha e não pode reclamar: em vez de furar a bolha do Sul, preferiu posar de estadista responsável para uma plateia convertida. Isso não é campanha; é relações públicas. Deu errado e continuará dando. Não adianta insistir.
Caiado fez o trabalho de campo. Fala diretamente ao agronegócio, sua fonte primária de poder. O agro é o tecido que conecta o Centro-Oeste a Minas Gerais, ao interior de São Paulo, ao sul da Bahia e ao oeste do Pará. É uma rede de poder econômico e político acima de latitudes e partidos, e que reconhece em Caiado uma voz autêntica, sem conveniência eleitoral.
Minas ilustra bem essa diferença. Caiado e o governador mineiro Romeu Zema já trocavam elogios em eventos do agronegócio no Estado, muito antes de qualquer definição partidária. Essa presença orgânica em Minas não se constrói em entrevistas aos jornais e podcasts de São Paulo, mas com prosa, cafezinho e pão de queijo. Leite nunca esteve nesse jogo mineiro. Nunca plantou bandeiras no triângulo ou nas cidades do norte do Estado. Para o eleitor médio de Uberlândia ou Montes Claros, ele é mais um nome que aparece no noticiário. Caiado, não.
O maior equívoco de Leite, porém, foi estratégico e se deu dentro do PSD. Nas últimas semanas antes da decisão, o governador se movimentou intensamente para se apresentar como a melhor terceira via. Mas essa movimentação tardia revelou incompreensão do funcionamento real do partido.
Gilberto Kassab não é um ideólogo. É um construtor de máquinas eleitorais. Sua lógica é a de quem maximiza cadeiras no Congresso, prefeitos eleitos e ministérios ocupados. O PSD superou 1.000 prefeitos eleitos nas últimas municipais e se tornou organismo descentralizado, com lógicas distintas em cada Estado.
A pressão da bancada gaúcha, com carta-manifesto de deputados federais e estaduais em apoio a Leite, pode ter até sensibilizado alguns correligionários, mas nunca seria suficiente para dobrar um Kassab que já tinha em Caiado o nome com maior apelo junto à direita conservadora e ao eleitorado do agro.
A escolha de Caiado sinaliza um aceno do PSD ao agronegócio e ao eleitorado conservador, mas não puramente bolsonarista. Aposta racional para quem precisa disputar votos além do centro cosmopolita.
Eduardo Leite convenceu muita gente boa de que é competente. Mas esse atributo não se converte automaticamente em viabilidade presidencial. Ao fim e ao cabo, acabou com um toco de espada na luta para tentar fazer sucessor e manter sua influência política. Terá de engolir essa segunda derrota como candidato presidencial sem poder reclamar, seja de lerdeza ou de rapidez.
Em apenas um dia, leitores, amigos e seguidores deste blog adquiriram mais da metade dos 300 ingressos disponíveis para o jantar de adesão em comemoração aos 20 anos de fundação desta plataforma política, marcado para o dia 18 de maio, uma segunda-feira, no restaurante Sal e Brasa Jardins, na Avenida Rui Barbosa, no Recife, a partir das 19 horas.
Isso reflete de antemão o sucesso já garantido para o evento, que se traduzirá numa oportuna e emocionante forma de congratulação entre o editor e sua equipe com todos os que fazem questão de reconhecer em uma festa o importante trabalho que prestamos à sociedade como meio de informação e de defesa intransigente de suas causas mais nobres e dos seus direitos.
A antecipação das vendas foi um critério adotado para a garantia do acesso dos interessados ao primeiro evento comemorativo aos 20 anos do blog em função do espaço disponível ser extremamente limitado. Disponibilizamos apenas 300 pulseiras que garantem o jantar de um cardápio por excelência com uma boa música na voz ao vivo de artistas consagrados na constelação musical regional.
Já estão confirmados os cantores Alcymar Monteiro, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Almir Rouche, Josildo Sá, André Rio, Fabiana Pimentinha e Cristina Amaral, mas outros amigos e parceiros ainda devem confirmar presença para nos proporcionar uma noitada muito descontraída, emocionante e em alto astral.
Falei em primeiro evento porque planejamos mais dois: o segundo será o primeiro “Forró do Magno”, no dia 13 de junho em Arcoverde, data que celebra um ano do meu casamento com minha Nayla. O forrobodó, a partir de agora, será promovido todos os anos, no mesmo período junino.
O terceiro será um jantar de adesão em Brasília, promovido em conjunto com a tradicional Confraria do Blog Candanga, à frente o meu amigo Aristeu Plácido Júnior, embaixador de Pernambuco na capital federal. Vamos reunir autoridades federais e a grande colônia nordestina na corte.
Por fim, reitero com as informações abaixo a necessidade da compra antecipada para que você, caro leitor e amigo, não fique de fora da nossa primeira comemoração pelas duas décadas do bom jornalismo.
GARANTA SUA VAGA!
Caro leitor,
Se você quer compartilhar comigo os momentos de alegria e descontração do jantar de adesão pelos 20 anos do meu blog, faça de imediato a compra do seu convite.
Os ingressos são limitados: apenas 300 e não haverá venda de última hora no local do evento.
Único dos maiores partidos a não ter encaminhado apoio a Eduardo Paes (PSD) ou Douglas Ruas (PL) no Rio, o Republicanos afirma que vai lançar dois nomes para o Senado no estado. São eles: o ex-prefeito carioca Marcelo Crivella, hoje deputado federal, e o ex-prefeito de Belford Roxo Waguinho.
O que ainda está em aberto no partido é a eleição para governador. Caso opte por ter candidato — o que diz que fará —, diferentes nomes aparecem como possibilidade: o ex-governador Anthony Garotinho; a filha dele e ex-deputada, Clarissa Garotinho; o ex-prefeito de Miguel Pereira André Português; e o médico e influenciador Ítalo Marsili, que tem até este sábado para se filiar caso queira disputar eleições. As informações são do jornal O Globo.
“Temos bons nomes. Precisa ver as pesquisas mais para frente e decidir qual terá mais viabilidade”, aponta o presidente nacional do partido, Marcos Pereira.
Considerando que Paes angariou o MDB, o PT e siglas de centro-esquerda como PSB e PDT, enquanto Ruas fechou com a federação composta por PP e União Brasil, o Republicanos sobrou como a principal peça a ser cortejada pelos dois pré-candidatos. Nesta sexta-feira, aliás, o político do PL prestigiou no Maracanã um evento da Igreja Universal, à qual o Republicanos é vinculado.
“Para o Senado, o partido já definiu as duas cadeiras. Para o governo, estamos esperando a decisão da Justiça (sobre a eventual eleição suplementar) para nos posicionarmos. Temos grandes quadros que podem participar do pleito, tais como Garotinho, André Português, Clarissa”, elenca o presidente estadual da legenda, Luis Carlos Gomes.
Senado
No caso da disputa pelo Senado, que tem duas vagas em jogo em cada estado na próxima eleição, Waguinho e Crivella entram num ambiente já povoado de opções. Pela aliança de Ruas, estão colocados Márcio Canella (União), ex-aliado de Waguinho que se desincompatibilizou da prefeitura de Belford Roxo nesta sexta-feira, e o ex-governador Cláudio Castro (PL), que, contudo, está inelegível.
Entre os partidos da chapa de Paes, a petista Benedita da Silva é a candidatura mais oficializada, mas o principal aliado do ex-prefeito na política, o deputado federal Pedro Paulo (PSD), é outra possibilidade.
“A candidatura é definitiva”, afirma Waguinho, questionado sobre o cenário repleto de postulantes. O ex-prefeito virou um apoiador entusiasmado do presidente Lula nos últimos anos, apesar de a Baixada Fluminense se demonstrar refratária ao petista. A construção da candidatura ao Senado passou por conversas em Brasília.
“Não sou petista e nem de esquerda, mas não abro mão do presidente Lula. Apoio o presidente pelas políticas públicas a favor do povo, que dão oportunidade a quem mais precisa”, diz.
Crivella, por outro lado, até foi ministro da Pesca no governo Dilma Rousseff, mas está bem mais à direita recentemente. No Congresso e nas redes sociais, tem defendido a anistia aos condenados pela trama golpista.
Eleitorado tem seis meses para avaliar quem melhor o representa
Por Larissa Rodrigues – repórter do blog
A partir de hoje (4) são exatos seis meses para o primeiro turno das eleições deste ano. Mais de 150 milhões de brasileiros e brasileiras vão às urnas em 4 de outubro para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.
O eventual segundo turno está marcado para 25 de outubro. Em nível nacional, a disputa, neste momento, caminha para repetir a polarização do pleito de 2022, com os grupos do presidente Lula (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se enfrentando novamente, só que desta vez com o filho mais velho do capitão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), contra Lula.
Em Pernambuco, o cenário se desenha também para a batalha entre dois polos, sendo um comandado pela governadora Raquel Lyra (PSD), pré-candidata à reeleição, e outro pelo ex-prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, que tentará a vaga de chefe do Poder Executivo contra Raquel.
Raquel e João têm trajetórias na política lastreadas, sobretudo, pelas tradições de suas famílias, que sempre fizeram parte do poder em Pernambuco, com nomes de peso nacional como Miguel Arraes, Eduardo Campos, Fernando Lyra e João Lyra Neto. Essa disputa já começou desde o primeiro dia de mandato da governadora, em 2023, porque era esperado que ela buscasse à reeleição.
Como João Campos estava bem avaliado como prefeito e herda o legado político do ex-governador Eduardo Campos, seu pai, também imaginava-se que ele seria candidato em 2026. A construção das duas candidaturas vem sendo consolidada há, pelo menos, três anos e incendiou a política pernambucana, que praticamente girou em torno desse duelo com resultado a ser conhecido dentro de seis meses.
Mas, distante desse perfil, há também a pré-candidatura do jornalista e ex-vereador do Recife Ivan Moraes, que entra na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas pelo Psol, com um palanque alinhado à esquerda, buscando o voto ideológico e visando apresentar ao eleitorado uma alternativa aos grupos de Raquel e João.
A massa votante tem seis meses pela frente para analisar trajetórias, projetos, entregas, discurso e escolher quem merece uma oportunidade. Com a melhoria do acesso à internet nos últimos anos, ficou mais fácil pesquisar, buscar informações sobre aqueles e aquelas que concorrerão. Esses e essas, por sua vez, têm seis meses para convencer a população de que são as melhores escolhas. Que vença quem tiver mais disposição para, de fato, trabalhar pelo povo.
Animado e querendo – O prefeito em exercício do Recife, Victor Marques (PCdoB), toma posse oficialmente na próxima segunda-feira (6), na Câmara de Vereadores. Na entrega do Hospital da Criança, na última quinta-feira (2), disse que a capital “conquistou muito, mas está preparada para avançar ainda mais”. “A gente teve capacidade de montar um time que sabe fazer projetos, garantir recursos e, principalmente, entregas reais na vida das pessoas. É para isso que a gente trabalha, a população pode esperar compromisso”, destacou. Questionado se está animado para assumir de vez a prefeitura, Marques respondeu: “Animado demais, preparado, querendo, com projetos e recursos para fazer muito ainda pelo Recife”.
Por falar no Hospital da Criança – A unidade, localizada no bairro de Areias, Zona Oeste do Recife, terá capacidade para atender cerca de 1.800 pessoas por mês e foi erguida com a parceria entre a Prefeitura do Recife e o Governo Lula (PT). Para a sua viabilização, o projeto também contou com recursos de uma emenda parlamentar de R$ 10 milhões, destinada pelo senador Humberto Costa (PT), que buscará à reeleição na chapa de João Campos.
Mudança no secretariado de PE – A governadora Raquel Lyra (PSD) exonerou seis secretários que devem disputar vagas na Alepe ou na Câmara dos Deputados. São eles: Kaio Maniçoba (PP), ex-Turismo; Daniel Coelho (PSD), ex-Meio Ambiente; André Teixeira (PSD), ex-Infraestrutura e Mobilidade; Emmanuel Fernandes (Avante), ex-Desenvolvimento Profissional; Carlos Braga (PSD), ex-Assistência Social; e Juliana Gouveia, ex-titular da Secretaria da Mulher.
Márcio França com Haddad – O ministro do Empreendedorismo, Márcio França, decidiu se desincompatibilizar do governo do presidente Lula (PT) para tentar integrar a chapa de Fernando Haddad (PT) em São Paulo. Ele anunciou a saída do ministério na última quinta-feira (2) e já entrou animado na disputa. “A partir de agora, concentro meus esforços ao lado do nosso time do PSB e no projeto para São Paulo e para o Brasil. Se não querem debate forte, não me convoquem. De pé e às ordens. Preparem as velas: vamos partir para a luta”, escreveu em seu perfil no X.
Vai ser histórico – A comemoração dos 20 anos deste blog promete ser um momento histórico em Pernambuco. Haverá um jantar de adesão no dia 18 de maio, no restaurante Sal e Brasa Jardins, no Recife. Vários artistas já confirmaram presença. Entre eles, Fabiana Pimentinha; Nena Queiroga; Alcymar Monteiro; Maciel Melo; Petrúcio Amorim; Almir Rouche; Josildo Sá; e André Rio. A lista, entretanto, tende a aumentar nos próximos dias. O jantar de adesão será para 300 convidados e convidadas, a partir das 19h. Para participar, basta garantir o ingresso por apenas R$ 250,00 através do pix: (87) 9.9957 9702 e enviar o comprovante para o mesmo número de telefone.
CURTAS
Mais um ministro de PE – Com a saída de Márcio França do Ministério do Empreendedorismo, o presidente Lula nomeou o pernambucano Tadeu Alencar, que assume o cargo com a missão de dar continuidade às políticas voltadas ao fortalecimento dos pequenos negócios e ao incentivo ao empreendedorismo no país.
De volta à Alepe – “Sou profundamente grato ao prefeito João Campos e ao vice-prefeito Victor Marques pela confiança e pela oportunidade de contribuir com uma gestão que tem mudado a realidade do Recife com trabalho sério e compromisso com as pessoas”, afirmou o deputado estadual Eriberto Filho (PSB), que deixou a Secretaria de Esportes da capital para disputar a reeleição.
Em busca de uma vaga – A professora de carreira Salomé Soares oficializou a pré-candidatura a deputada estadual pela Federação União Progressista. O anúncio foi conduzido pelo presidente da federação, deputado federal Eduardo da Fonte (PP). Salomé foi candidata a vice-prefeita de Vertentes (Agreste) na última eleição e obteve mais de 7 mil votos, resultado que consolidou sua presença política na região.
Perguntar não ofende: Quem vencerá o duelo pernambucano e comandará o Palácio do Campo das Princesas a partir de 2027?
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (3), relatórios médicos que indicam a necessidade de um novo procedimento cirúrgico no ex-presidente.
Segundo relatório fisioterapêutico, Bolsonaro apresenta um quadro de dor intensa no ombro direito e que, após avaliação ortopédica e exames complementares, há “indicação de tratamento cirúrgico.” As informações são do portal Metrópoles.
Segundo o fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas, que acompanha Bolsonaro, o ex-presidente já apresentava dores no ombro antes da última alta médica, em 27 de março.
Um dia antes, o ex-presidente teria passado por avaliação ortopédica, com realização de exames complementares e indicação de tratamento cirúrgico. Em prisão domiciliar desde então, Bolsonaro apresenta, além de dor intensa, limitação de movimento – com elevação do braço restrita a 90 graus –, perda de força e assimetria postural “caracterizada por inferiorização do ombro direito em relação ao esquerdo”, afirma o fisioterapeuta.
“O paciente se encontra em fase pré-operatória, com quadro álgico importante e limitação funcional significativa do membro superior acometido”, avalia. Ainda de acordo com ele, o alto nível de dor estaria restringindo a progressão dos exercícios fisioterapêuticos.
O indicativo para cirurgia faz parte do primeiro relatório médico periódico, enviado ao STF em cumprimento às determinações da prisão domiciliar humanitária concedida a Bolsonaro após aval do ministro Alexandre de Moraes.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o dia 27 de março, quando recebeu alta hospitalar. Em casa, o ex-presidente deverá cumprir uma série de regras determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante um período inicial de 90 dias. Entre elas, está a proibição do uso de celular e o recebimento de visitas. A proibição ocorre sob a justificativa de “evitar risco de sepse e controle de infecções”.
Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025, pela Primeira Turma do STF, a 27 anos e 3 meses de prisão, por liderar uma trama golpista para tentar manter-se no poder após a derrota eleitoral de 2022.
Um avião de pequeno porte caiu sobre um restaurante, na manhã desta sexta-feira (3), em Capão da Canoa, no litoral norte do Rio Grande do Sul. A queda ocorreu na avenida Valdomiro Cândido dos Reis, no bairro Parque Antártica.
Quatro pessoas morreram no acidente. As vítimas foram identificadas como os pilotos Nélio Maria Batista Pessanha e Renan Saes, além do casal de empresários Débora Belanda Ortolani e Luiz Ortolani. As informações são do portal Metrópoles.
O restaurante sobre o qual a aeronave caiu estava fechado no momento da queda. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o local em chamas, com densa coluna de fumaça. Pelas imagens, é possível observar a proximidade de casas e outros estabelecimentos.
Segundo o FlightRadar, o avião, modelo Piper JetPROP DLX, teria partido de Criciúma (SC) nesta sexta-feira, sem informações sobre o destino. Já a Brigada Militar afirma que a aeronave decolou de Capão da Canoa com destino a São Paulo.
Não está claro, até o momento, se o avião fez escala no município antes de seguir viagem. Ainda segundo a Brigada Militar, a aeronave começou a perder altitude momentos antes do acidente
Equipes da Brigada Militar, da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros, da CEEE Equatorial e da Prefeitura de Capão da Canoa foram acionadas para atender a ocorrência.
As causas dos acidente ainda são investigadas.
Entre as vítimas, o casal Ortolani era conhecido por sua atuação empresarial e por estar à frente da tradicional Feira de Ibitinga, no interior de São Paulo. Luis Ortolani também era ex-proprietário do Shopping 2000, em Capão da Canoa, e possuía ligação com empreendimentos no setor de férias em diferentes regiões do país. Renan Saes era sócio da empresa Peluzzi Aviation. Já Nelio Pessanha era piloto comandante de jatos executivos.
“Triste acontecimento”, diz Eduardo Leite
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), lamentou o acidente e destacou a mobilização das forças de segurança.
“Estou acompanhando, desde os primeiros momentos, junto às forças de segurança, a mobilização total no atendimento à ocorrência com a queda de uma aeronave de pequeno porte em Capão da Canoa, infelizmente com a confirmação de óbitos.” Ele prosseguiu: “Expresso a minha solidariedade aos familiares das vítimas e à comunidade de Capão da Canoa diante desse triste acontecimento”.
O Podemos ganhou reforço com a filiação do deputado estadual Mário Ricardo. Ele estava no Republicanos, mas sua saída vinha sendo cogitada, porque o ex-partido estava tendo dificuldades para montar a chapa proporcional. Com a sua entrada, o Podemos passa a contar com sete parlamentares. As informações são do Blog Dantas Barreto.
Mário integrava a base de oposição e mesmo entrando em um partido da base do Governo Raquel Lyra está liberado para apoiar a candidatura de João Campos (PSB) para governador, conforme apurou o Blog Dantas Barreto.
O Republicanos, após o troca troca partidário está com um deputado, Júnior Matuto, que estava filiado ao PRD. Outra baixa do Republicanos foi o deputado Willian Brígido, que decidiu tentar a reeleição pelo PSD. A chapa, porém, foi reforçada com os pré-candidatos a estadual que estavam no PRD.
Em poucas linhas, Samuel Hulak foi médico especialista em Psiquiatria. Atuou nos palcos (com prêmio de melhor ator) e foi diretor do Teatro do Estudante Israelita, além de participar em peças das televisões. Sem esquecer, ainda foi compositor de músicas sinfônicas interpretadas por diversas orquestras. Uma vida, com certeza, incomum.
Escreveu artigos científicos publicados em revistas especializadas; e, mais, Elementos da Psicoterapia (1976); Entrevista, mitos, métodos e modelos (1986); e um capítulo (VI) em Psicossomática hoje (1992), editado por Júlio de Melo Filho, só livros técnicos. “E de repente, mais que de repente”, palavras de Pessoa na sua monumental “Ode marítima” (quase o mesmo que Vinícius de Moraes escreveu depois, no “Soneto da separação”, “E de repente, não mais que de repente”); de repente, pois, Samuel decidiu escrever contos.
O que é surpreendente, dado seu tardio começo na atividade literária. Alguém que jamais escrevera nada parecido, antes, por que o fez agora? Mistério… Embora mistério maior, aquele que poucos poderiam esperar, é a qualidade superior dos seus textos.
O escritor Theóphile Gautier foi ver “As meninas”, de Velasquez. Passou horas contemplando cada detalhe da tela e, no fim, perguntou “Mas onde está o quadro?”. Uso essa metáfora, que ouvi do escritor português António Lobo Nunes (recentemente nos deixou), apenas para perguntar, depois de ler seu “Na contramão e outros contos”: “Mas onde está o livro?”
Melhor resposta fosse talvez dizer que está em cada pequeno roteiro do autor. Nas tramas. No inesperado. Mas prefiro recorrer a Érico Veríssimo (em “Todos nós somos um mistério”), “Na minha opinião, existem dois tipos de viajantes: os que viajam para fugir e os que viajam para buscar”.
Samuel faz parte do último grupo. E escreveu esse livro talvez apenas para provar, a si mesmo, que tem o dom especial de contar histórias. “A identidade é uma trajetória”, dizia Michel Foucault (“Vigiar e punir”). E essa identidade nele, a partir de agora, é ser reconhecido como um grande escritor. Enorme. Estelar. Para mim, o maior contista do Brasil.
É dele esse texto que vem a seguir, escolhido por ser o menor em seu livro, como já referido “Na contramão e outros contos”. Como o jornal tem limites de espaço, o ser pequeno passa a ser uma virtude. Poucos dias atrás nos despedimos dele, saudades do amigo querido. E para que continue vivo, em nossos corações, lhe dou voz.
Numa sexta-feira Santa, homenagens a um santo homem. Tudo muito adequado. Com a palavra, pois, Samuel Hulak:
MULTISSENSORIAL
“Vestiu o traje formal, pois a ocasião assim merecia; ajeitou o nó da gravata e deu outro relance no terno que paramentava. Em seguida, examinou, na tela do celular, como estava o trânsito, vez que se atrasara para a solenidade da posse da diretoria da associação. Não era espírita, mas tinha grandes amigos entre os novos diretores. Aliás, não professava religião alguma.
Na tela, a avenida através da qual seguiria, tracejava no escuro da noite as setas vermelhas de um trânsito enlouquecido. Chamou um táxi e desceu para o saguão do prédio.
A demora para a chegada do veículo só serviu para aumentar seu aborrecimento. Quando foi atendido entrou, pediu pressa e decidiu que, como seria uma corrida longa, relaxaria no percurso.
Pela janela, observou a paisagem; que, mesmo tão conhecida, lhe pareceu como nova. Apreciou as pontes, o casario, os prédios altos e iluminados e até os ciclistas, motoqueiros, limpadores de para-brisa e os contorcionismos circenses dos ambulantes caçadores de moedas, nos sinais vermelhos. Afinal, tinha conseguido relaxar; até agradeceu, recusante, a oferta do motorista para ouvir música. A cidade que tão bem conhecia, lhe pareceu nunca vista.
De repente, tudo parou; ao longe, ouviu a sirene de uma ambulância. Logo que relaxara, apesar de estar atrasado, o trânsito parou. Deveria ter ocorrido algum acidente. Não à toa, a estridência da sirene soava muito alto. Procurou o motorista, mas não o encontrou. Então, baixou o vidro da janela e viu estendido, no chão da avenida, a vítima do acidente. Era um homem, muito ensanguentado, morto.
Súbito, no auge da angústia que passou a sentir, compreendeu tudo.
O homem no chão era ele”.
*Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. Integrou a Comissão da Verdade
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, liberou o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha de prestar depoimento à CPI do Crime Organizado, no Senado. A oitiva estava marcada para próxima terça-feira.
Em despacho publicado nesta sexta (3), Mendonça ressaltou que Ibaneis foi convocado pela Comissão na condição de investigado e por isso tem direito a decidir se vai ou não comparecer ao depoimento. As informações são do jornal O Globo.
Mendonça citou outros cinco casos em que decidiu de forma semelhante e ressaltou que, caso Ibaneis escolha comparecer à CPI, poderá ficar em silêncio e não deve sofrer quaisquer constrangimentos por isso.
A convocação de Ibaneis à comissão foi justificada pelos parlamentares em dois eixos: supostas relações do escritório de advocacia do ex-governador com alvos das Operações Compliance Zero e Carbono Oculto — que investigam a lavagem de dinheiro para organizações criminosas; e o papel do ex-governador nas decisões estratégicas do Banco de Brasília (BRB).
Com o nome ventilado para a suplência de Marília Arraes (PDT), pré-candidata ao Senado, o ex-deputado Tadeu Alencar (PSB) foi nomeado ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, conforme publicação no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (3). Ele ocupava até então o cargo de secretário executivo da pasta, para o qual havia sido convidado por Márcio França (PSB), que deixa o ministério para disputar as eleições deste ano e articula candidatura ao Senado em São Paulo na chapa de Fernando Haddad (PT). As informações são do Blog Cenário.