O turismólogo Braulio Moura, em um vídeo curto e didático postado em suas redes sociais, explica um pouco da história da Praça Chora Menino, uma das mais famosas e emblemáticas do Recife, localizada no bairro da Boa Vista.
Confira:
O turismólogo Braulio Moura, em um vídeo curto e didático postado em suas redes sociais, explica um pouco da história da Praça Chora Menino, uma das mais famosas e emblemáticas do Recife, localizada no bairro da Boa Vista.
Confira:
A partir de amanhã (26) até 1 de fevereiro, moradores e turistas de passagem pelo Recife poderão fazer uma imersão completa na cultura popular da cidade e desfrutar de múltiplas linguagens e tradições dos brinquedos que fazem do Carnaval da capital pernambucana uma experiência cultural única e singular. De segunda a domingo, ininterruptamente, haverá festa, som e folguedos espalhados por toda a cidade. Confira:
26/01 – Segunda – Concurso de Porta Estandarte – 18h – Pátio de São Pedro
Segunda etapa do concurso de Porta Estandarte, a etapa irá reunir os concorrentes a Porta Estandarte, Porta Flabelo, Mestre Sala e Porta Bandeira. As evoluções são acompanhadas de grupos musicais e orquestras nos ritmos que ditam cada apresentação. Ou seja, bloco de pau e corda, bateria de escola de samba, entre outros.
27/01 – Terça – Terça Negra Especial – 19h – Pátio de São Pedro
Esta será a primeira Terça Negra especial de 2026. A iniciativa é uma parceria com o Movimento Negro Unificado (MNU) e busca difundir e estimular reflexões a respeito da influência afro nas expressões artísticas do Estado. O projeto tem apoio da Prefeitura do Recife e, em tempos de festejos de Momo, o projeto ganha duas edições. A próxima delas acontecerá no dia 10 de fevereiro. No dia 27, as atrações serão DJ Baloo, Afoxé Ylê de Egbá, Ocado do Canal, Edún Àrá Sangô e Caetana.
Leia mais27/01 – Terça – Ensaio Tumaraca – 18h – Bongi
Dando prosseguimento aos ensaios abertos para o Tumaraca, o grupo Voz Nagô se reúne ao Maracatu Nação Almirante do Forte, cuja sede fica situada à Rua estrada Velha do Bongi, 1319 – Bongi.
28/01 – Quarta – Ensaio Tumaraca – 18h – Mangabeira.
Os baques do trovão das alfaias do Encanto da Alegria irão animar os espectadores sob o comando de Mestre Felipe Tavares a partir das 18h. O evento, que contará com a participação do Voz Nagô, acontecerá no Largo da Mangabeira.
28/01 – Quarta – Concurso de Passistas – 18h – Pátio de São Pedro
O Concurso de Passistas celebra a leveza, a técnica e a expressividade de quem mantém o frevo vivo e em movimento nas ruas da cidade. A disputa valoriza o talento, a criatividade e a energia dos passistas de todos os gêneros e idades, que personificam e elevam, literalmente, às alturas da posteridade cultural recifense uma das mais marcantes expressões da cultura, destacando a dança como símbolo de identidade, resistência e alegria do Recife. Nesta primeira etapa, as categorias abrangem infantil, juvenil 1 masculino, juvenil 2 feminino, adulto feminino e passista folião masculino.
29/01 – Quinta – Concurso de passistas – 18h – Pátio de São Pedro
Dando prosseguimento ao segundo dia do concurso, neste dia os competidores irão disputar as categorias infantil, juvenil 1 feminino, juvenil 2 masculino, adulto masculino e passista folião feminino.
29/01 – Quinta – Ensaio Tumaraca – 18h – Largo da Bomba do Hemetério
O grupo Voz Nagô se reúne aos integrantes do Maracatu Nação Raízes de África para afinar tambores para o espetáculo Tumaraca. O evento acontece na Rua Córrego do Bombeirense, 89 – Bomba do Hemetério.
30/01 – Sexta – Circuito Leda Alves de Cultura Popular – 17h – Cais da Alfândega
Durante as prévias, os cortejos acontecerão a partir das 17h nas sextas-feiras e das 15h em diante nos sábados e domingos, reunindo mais de 20 agremiações a cada dia. Além dos brinquedos da cultura popular, que são os protagonistas do Carnaval recifense, em suas mais diversas modalidades e variações, de urso a maracatu, boi a afoxé, clube de frevo a caboclinho, os cortejos chamarão até a vizinhança para brincar Carnaval nas ruas do Recife, recebendo o reforço luxuoso de grandes blocos carnavalescos de toda região metropolitana. Nas prévias, o cortejo fará o seguinte percurso: a concentração será no Cais da Alfândega e seguirá pelas ruas Madre de Deus, Moeda, Rio Branco e Bom Jesus, até a Praça do Arsenal.
30/01 – Sexta – Ensaio Coletivo – Tumaraca – 18h – Praça do Arsenal
Nações Raízes de África, Estrela Dalva, Almirante do Forte, Encanto da Alegria e Raízes de África se reúnem na Praça do Arsenal para o segundo dos três ensaios coletivos para o Tumaraca.
30/01 – Sexta – Final – Rei e Rainha do Carnaval 2026 – 18h – Pátio de São Pedro
Finalíssima do Concurso do Rei e da Rainha do Carnaval do Recife, que é uma das mais tradicionais celebrações do ciclo momesco da cidade, exaltando a cultura popular e a energia do frevo. O certame elege as majestades que simbolizam a alegria, a irreverência e a identidade do Carnaval recifense, representando oficialmente a festa ao longo de toda a programação e marcando, de forma simbólica, o início da folia.
31/01 – Sábado – Aurora dos Carnavais (Primeira Etapa) – 16h – Rua da Aurora
O evento reúne blocos líricos na Rua da Aurora, no Centro do Recife, em uma celebração que exalta a sensibilidade, a poesia e a tradição do frevo de bloco. O encontro transforma um dos cenários mais emblemáticos da cidade em palco para vozes, estandartes e melodias que preservam a memória afetiva do Carnaval recifense, valorizando essa expressão singular da cultura popular pernambucana.
31/01 – Sábado – Circuito Leda Alves de Cultura Popular – 15h – Cais da Alfândega
31/02 – Sábado – Ensaio Tumaraca – 18h – Pina
O grupo Voz Nagô se reúne ao Maracatu Nação Encanto do Pina, regido por Mestra Joana, para ensaiar para o Tumaraca. O encontro acontece na Rua Oswaldo Machado, 504 – Pina.
01/02 – Domingo – Aurora dos Carnavais (segunda etapa) – 16h – Rua da Aurora
01/02 – Domingo – Circuito Leda Alves de Cultura Popular – 15h – Cais da Alfândega
01/02 – Domingo – Ensaio Ubuntu – Encontro de Afoxés – 17h – Pátio de São Pedro
Em mais uma celebração ao povo e à cultura negra, o Pátio de São Pedro receberá o Encontro de Afoxés. A prévia carnavalesca reúne música, dança, cores e o axé das tradições afro-brasileiras para reviver a alegria dos terreiros nas ruas.
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Do jornal Correio
Um dos shows mais esperados da primeira noite do Festival de Verão Salvador, Caetano Veloso foi o terceiro artista a se apresentar ontem (24). Com a satisfação de cantar em casa, o cantor emocionou o público com tributo a Gal Costa, presença dos filhos e do neto, além de homenagem à banda BaianaSystem.
Zeca e Tom, filhos de Caetano, cantaram com o pai a canção Salvador, composição de Zeca lançada recentemente. O pequeno Benjamin, neto de Caetano, também apareceu no palco para a alegria do avô.
Leia maisA apresentação no palco Ponte contou ainda com outros momentos especiais. Ao som de “Divino, Maravilhoso” e “Vaca Profana”, Caetano homenageou a amiga Gal Costa, ícone do movimento Tropicália, que morreu em novembro de 2022. Uma foto antiga de Gal foi reproduzida no telão atrás de Caetano.
Ainda houve homenagem à banda BaianaSystem, para quem Caetano Veloso dedica a música “Um Baiana”. A canção foi apresentada pela primeira vez durante o penúltimo show da turnê Caetano & Bethânia, no Rio de Janeiro (RJ), no ano passado. Caracterizada pelo cantor como “uma oração para esse clima de terceira guerra mundial”, a música faz referência e homenageia ao grupo baiano.
Durante a apresentação de “Reconvexo”, o cantor demonstrou energia e vigor em seus 83 anos e levou o público ao delírio ao dançar descendo até o chão.
Além de Caetano, se apresentaram ontem Rachel Reis e Márcio Victor, Ney Matogrosso, Ivete Sangalo, “Dominguinho” (João Gomes, Jota.Pê e Mestrinho) e Carlinhos Brown. As atrações se dividiram nos dois palcos da festa, para garantir agilidade durante os intervalos.
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Manifestantes ficaram feridos e tiveram de ser levados a hospitais públicos de Brasília, na tarde deste domingo (25), após serem atingidos pela descarga elétrica de um raio. O grupo estava reunido próximo ao Memorial JK, no Eixo Monumental, sob uma forte chuva — eles aguardavam a chegada de uma passeata organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL) de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Pouco antes das 13h, equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para prestar socorro às vítimas. Imagens que circulam nas redes sociais mostram pessoas sendo carregadas por outros manifestantes em busca de atendimento. As informações são do portal g1.
Leia maisA informação preliminar é de que pelo menos seis vítimas ficaram em estado grave. O Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Saúde do DF ainda não divulgaram dados oficiais.
“Caiu um raio, e aí caiu todo mundo. A gente não entendeu nada, até conseguir se levantar e um acudir o outro, muita gente correndo. Os bombeiros e o Samu já estavam ali prontos, mas era muita gente ao mesmo tempo. Caiu bem na nossa frente, bem perto do trio elétrico”, relatou ao g1 o representante comercial Alfredo Santana.
A TV Globo apurou que pelo menos 15 pessoas receberam atendimento inicial em uma tenda de emergência montada no local pelo Corpo de Bombeiros. Pelo menos sete foram encaminhadas a hospitais. Algumas dessas pessoas, apesar de não terem se ferido, precisaram de atendimento em razão do susto e do nervosismo.
A monitora escolar Patrícia Rosa foi uma das encaminhadas ao Hospital Regional da Asa Norte. Ela estava na manifestação e foi jogada ao chão com a descarga do raio. Ela relatou ao g1 que sofreu queimaduras nos braços e na barriga e estava também com uma dor forte no ouvido. Até as 13h30, Patrícia ainda aguardava atendimento.
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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) chegou a Brasília neste domingo (25) depois de percorrer cerca de 240 km. A “Caminhada pela Liberdade”, teve início na segunda-feira (19) em Paracatu (MG). O congressista partiu de uma localidade próxima à divisa entre Minas Gerais e Goiás.
A manifestação, que reúne mais de 100 pessoas, protesta contra as prisões relacionadas aos atos do 8 de Janeiro e contra a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A concentração do grupo na Praça do Cruzeiro para um ato em defesa da anistia começou a partir das 12h. As informações são do Poder360.
Leia maisO grupo esteve reunido na Epia (Estrada Parque Indústria e Abastecimento), uma das principais avenidas da cidade, que leva até à praça. Os manifestantes fecharam a via. Apenas carros que participam da manifestação estão passando.

Veja onde será o ato deste domingo (25):


Saiba quem participou da caminhada:
Magno Malta (PL-ES), senador;
Marcio Bittar (PL-AC), senador;
André Fernandes (PL-CE), deputado federal;
Carlos Jordy (PL-RJ), deputado federal;
Filipe Barros (PL-PR), deputado federal;
Gustavo Gayer (PL-GO), deputado federal;
Junio Amaral (PL-MG), deputado federal;
Luiz Lima (Novo-RJ), deputado federal;
Maurício do Vôlei (PL-MG), deputado federal;
Sargento Fahur (PSD-PR), deputado federal;
Sargento Gonçalves (PL-RN), deputado federal
Zucco (PL-RS), deputado federal;
Coronel Alberto Feitosa (PL-PE), deputado federal;
Capitão Martim (Republicanos), deputado distrital;
Eduarda Campopiano (PL-SP), vereadora;
Fernando Holiday (PL-SP), vereador;
Major Vitor Hugo (PL-GO), vereador;
João Pedro Pugina (PL-SP, vereador;
Lucas Pavanato (PL-SP), vereador;
Matheus Braga (DC-MG), vereador;
Pablo Almeida (PL-MG), vereador;
Rafael Satiê (PL-RJ), vereador;
Thiago Medina (PL-PE), vereador;
Thomaz Henrique (PL-SP), vereador;
Ugleno Alves (PL-MG), vereador;
Vile Santos (PL-MG), vereador.
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Por Osório Borba Neto
Tem dias em que o Diário Oficial parece suplemento de humor.
Abro o jornal do governo esperando alguma epifania administrativa — um hospital novo, médicos contratados, leitos ampliados — e encontro a grande manchete histórica: “Entrega de 48 novas macas”. Quarenta e oito. Confesso: quase procurei o Hino Nacional no Spotify.
Macas. Não remédio. Não cirurgia. Não atendimento. Macas.
Leia maisComo se saúde pública fosse problema de mobiliário. Como se o SUS precisasse menos de médicos e mais de rodinhas. A política virou catálogo hospitalar: hoje macas, amanhã travesseiros, quem sabe depois cortinas combinando com a crise. Imagino a cena no gabinete:
— Governadora, os corredores estão lotados.
— Então providenciem mais… macas.
Porque a maca, em Pernambuco, não transporta paciente. Ela estaciona gente. É o purgatório com rodinha. A sala de espera horizontal. Você não melhora — você aguarda deitado.
Enquanto isso, a mesma gestão que celebra macas como se fossem obras faraônicas grava vídeos posando com pistola importada, sorrindo para a câmera como quem lança um perfume francês. Curioso, não?
Falta hospital, falta equipe, falta investimento, falta prioridade — mas sobra solenidade para anunciar o improviso. No fim, a metáfora se escreve sozinha: em vez de curar o sistema, o governo só acomoda o sofrimento.
Organiza a fila. Deita o problema. E chama isso de gestão.
Se continuar assim, qualquer dia o Diário Oficial vai estampar, orgulhoso: “Estado fortalece educação com entrega de 32 apagadores”.
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A advogada Hérica de Kássia Nunes de Brito, presidente da OAB Subseccional de São José do Egito, avançou mais uma etapa no processo de formação da lista tríplice para o preenchimento da vaga destinada à advocacia no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). Nesta semana, ela recebeu comunicação oficial do Tribunal, por meio do Ofício nº 638/2026/SEMARE, informando sobre o encaminhamento dos procedimentos necessários à organização e remessa da documentação referente à lista.
Segundo Hérica, a nova fase dá continuidade a um processo conduzido com transparência, responsabilidade institucional e respeito às normas que regem a escolha dos membros da Justiça Eleitoral. “Tenho acompanhado cada etapa com serenidade e compromisso, confiando no trabalho técnico dos órgãos envolvidos. Trata-se de um processo sério, que valoriza a advocacia e fortalece as instituições”, destacou. A presidente da subseccional afirmou ainda que toda a documentação foi apresentada dentro dos prazos estabelecidos e que permanece à disposição do TRE para eventuais ajustes ou complementações.
Natural do Sertão do Pajeú, Hérica integra a lista tríplice ao lado dos advogados Washington Luís Macêdo de Amorim e Gelva Lúcia Barbosa de Araújo, reforçando a representatividade do interior pernambucano nos espaços de decisão. O processo seguirá agora os trâmites previstos, com análise pelas instâncias superiores, até o posterior encaminhamento à Presidência da República, responsável pela nomeação final, mantendo-se a trajetória pautada no diálogo institucional, na valorização da advocacia e no fortalecimento da Justiça Eleitoral.
Por Lauro Jardim
Do jornal O Globo
Lula não está alheio ao Caso Master. No início de dezembro, logo após Dias Toffoli ter decretado sigilo absoluto no processo do banco (o chamado “sigilo master”), Lula almoçou com o ministro do STF na Granja do Torto.
Um encontro, naturalmente, fora de agenda e do qual participou também Fernando Haddad. Nele, o ministro da Fazenda falou bastante. Explicou em detalhes como Daniel Vorcaro operava, seus tentáculos e a toda intrincada teia desse escândalo financeiro.
No final da conversa, Lula disse a Toffoli: “Você tem agora a chance de reescrever a sua biografia”.
Até o momento, no entanto, parece que Toffoli está preferindo anotar um novo e constrangedor capítulo de sua trajetória. A propósito, Toffoli tentou na semana passada marcar um novo encontro com Lula para o início de fevereiro. Não obteve resposta.
Por Mucíolo Ferreira*
O que existe de comum entre o jogador Hulk, ídolo do Clube Atlético Mineiro, e a lendária Martha Rocha (1932-2020), a mais bonita Miss Brasil de todos os tempos? Acertou quem respondeu a fama do tamanho dos quadris de ambos. Só que Hulk leva vantagem na parte do corpo, a preferência nacional dos brasileiros e brasileiras. Enquanto oficialmente a baiana que ficou em segundo lugar no Miss Universo de 1954, tinha 100 cm de bumbum, o paraibano de Campina Grande tem 111 centímetros, 11 a mais do que a mais inesquecível das beldades brasileiras.
Esse assunto bem que poderia pautar algum cronista a construir um artigo, ou até sugerir para tema da redação em algum vestibular. O título poderia até ser: “Martha, Hulk e Hollywood”. “Ôxe!”, exclamaria a jornalista e minha amiga Letícia Lins, editora do Blog #OxeRecife. E me indagaria: “Mucíolo, o que isso tem a ver?”. Mas eu explico. Em 1954, durante o período em que ficou em Long Beach, Los Angeles, Martha Rocha foi aclamada pela imprensa que cobriu o Miss Universo como a favorita, sendo apontada tanto pela crítica especializada quanto pelo público como provável vencedora.
Leia maisRosto perfeito, emoldurado pelos olhos azuis e… o tamanho do bumbum a credenciariam a não só vencer, mas, também, a morar nos Estados Unidos, iniciando a carreira de atriz nos estúdios da Universal Pictures, organizadora e dona da franquia Miss Universo.
Todavia, o convite para trabalhar em Hollywood foi descartado pela brasileira. Essa negativa não foi bem assimilada pelos poderosos e o principal patrocinador. Martha voltou ao seu país sem coroa e a faixa da beleza universal. Até meados dos anos 60, o Miss Universo tinha como objetivo descobrir e revelar novos talentos e rostos para o cast da Universal Pictures. Então, não era de interesse dos americanos eleger uma jovem cujos planos não incluíssem sua participação em pequenos papeis em Hollywood.
Para justificar a derrota da Miss Brasil para a candidata dos Estados Unidos (Miriam Stevenson) espalharam que foram as duas polegadas a mais nos quadris que derrotaram a baianinha de Salvador. Todavia esse fato sempre foi negado pela vice-Miss Universo. “Nunca tiraram minhas medidas”, garantiu Martha, sempre que era questionada a esse respeito.
Ah, e o Hulk? Bem, o ex-jogador da seleção brasileira acrescentou à fama de craque nos gramados como goleador em todos os times por onde passou o tamanho do seu bumbum, maior até que o da eterna Miss Brasil de 1954. E ele entra nesse comentário, também, devido a um herói dos filmes Hollywood, que surgiu na década de 1960.
Outro motivo para o “Incrível Hulk do Atlético Mineiro” ser destaque nesse artigo é que o apelido foi dado justamente pelo físico avantajado, semelhante ao Super Herói famoso, que foi criado pelo roteirista Stan Lee e o desenhista Jack Kirby, contratados pela Marvel Comics. Com uma força descomunal e o chute certeiro cobrado do meio do campo que derruba qualquer goleiro, jamais o Hulk será chamado pelo seu nome de batismo, Givanildo Vieira de Souza.
E em tempos de corrida e expectativas sobre quem dos indicados ao Oscar 2026 irá levar a estatueta, que dá ao Brasil chances com o filme “O Agente Secreto”, nada mais oportuno do que resgatar parte da nossa história sobre o dia em que uma brasileira disse não a Hollywood.
*Jornalista
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Do Justiça em Foco
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) encerrou na última quinta-feira (15) uma imersão internacional de nove dias na Europa que diz muito sobre o momento do futebol brasileiro e talvez ainda mais sobre o que ele pretende ser. Ao reunir representantes de 37 clubes das Séries A e B e dirigentes de 13 federações estaduais, a CBF foi buscar fora do país referências de governança adotadas por ligas e federações da Inglaterra, Alemanha e Espanha. O roteiro foi pragmático: fair play financeiro, tecnologia aplicada ao jogo e profissionalização da arbitragem.
Nada disso é neutro. Trata-se de uma escolha política no sentido clássico do termo. Comparar modelos, selecionar instituições que funcionam, importar regras. O futebol já não é apenas espetáculo. Tornou-se um setor econômico sofisticado, intensivo em capital, contratos e credibilidade. Sistemas assim não sobrevivem sem regras claras e previsíveis. A Europa levou décadas, conflitos e ajustes para chegar lá.
Leia maisNesse cenário, ganha relevo a presença do deputado federal Luciano Bivar, ex-presidente do Sport, convidado a participar da agenda da CBF como representante do clube pernambucano. Bivar nunca esteve fora do debate esportivo. Atuou como dirigente, conhece a lógica dos clubes e hoje participa do jogo por outra via, a legislativa, onde se definem as regras que moldam o sistema.
É nesse ponto que a viagem europeia e o Congresso se encontram. De autoria de Bivar, o Projeto de Lei 3353/21, que retoma a discussão sobre a chamada restauração do passe no futebol profissional, avança após ter sido aprovado na Comissão de Esportes e na Comissão de Constituição e Justiça. Na CCJ, o relator Arthur Maia atestou a constitucionalidade e a correção técnica do texto. O debate agora é de mérito e de oportunidade.
O projeto altera pilares do modelo atual. Amplia a duração máxima dos contratos de cinco para oito anos, no formato 4+4. Extingue a multa rescisória tradicional e a substitui por uma indenização calculada em 2.000 vezes o salário médio do atleta. Cria ainda uma alternativa de indenização equivalente a 25% dos valores futuros devidos pelo clube, com pagamento parcelado. Caso o jogador assine com outra equipe, o vínculo financeiro com o clube de origem é encerrado.
Os defensores recorrem a um argumento direto e conhecido: segurança jurídica, previsibilidade contratual e estímulo a investimentos de longo prazo, especialmente na formação de atletas. Em um ambiente marcado por judicialização crônica e fragilidade financeira, a promessa de regras mais estáveis não é trivial.
A urgência da votação do PL 3353/21 se explica por esse contexto mais amplo. O futebol brasileiro olha para fora em busca de modelos enquanto, internamente, precisa decidir qual equilíbrio deseja estabelecer entre liberdade de mercado, proteção institucional e direitos individuais.
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Por Fernando Castilho
Do Jornal do Commercio
No início do ano passado, o governo Lula enfrentou um ataque do deputado Nikolas Ferreira a uma portaria da Receita Federal que obrigava fintechs a informar ao Banco Central depósitos acima de R$ 5 mil, inclusive em operações com tokens digitais, às quais essas empresas não estavam anteriormente obrigadas.
A deputada Erika Hilton (Psol-SP) ajudou ao apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8/25, que acaba com a escala de trabalho 6×1 e estabelece uma jornada de quatro dias por semana e três de descanso. A proposta teve o apoio de 171 deputados para começar a tramitar na Casa, com promessas do Governo Lula de adotar ainda em 2026.
Leia maisTema de 2026
O fim da escala 6×1, de fato, entrou na lista de temas de 2026, mas como pauta da campanha como ministro da Secretaria-geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, a defendendo como ampliação da proteção social e melhores condições de trabalho para entregadores, bem como a proposta de participação popular no orçamento federal, a iniciativa Orçamento do Povo.
A colocação do fim da escala 6×1 não preocupa os partidos de oposição, mas os micro, pequenos e médios empresários, como advertiu na semana passada a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB).
Extemporaneidade
A entidade critica a extemporaneidade do debate em 2026 e está preocupada com elevação de despesas com a criação de novos turnos de trabalho para atender à demanda, aumento dos gastos com encargos trabalhistas (salários, INSS, FGTS, 13º e férias) e repasse da elevação dos custos aos preços dos produtos.
O risco de a proposta ser colocada em pauta este ano na Câmara Federal (a PEC 148/2015 que trata do mesmo assunto já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em dezembro de 2025) é real porque o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), vê com simpatia pelo impacto eleitoral.
Pressa de Motta
Ele afirmou que ela deve ser votada em Plenário já no início de 2026 e que pretende liderar as discussões com o objetivo de trazer celeridade ao funcionamento da tramitação no que diz respeito a pautas com importância popular.
O problema da proposta de Erika Hilton é que ela não nasceu de um estudo mais aprofundado sobre os efeitos econômicos, especialmente as micro e pequenas empresas, exatamente as que são responsáveis pelo crescimento das contratações com carteira assinada, ainda que eles se concentrem (85,0%) em empregos de até um salário mínimo e meio.
Pejotização e MEI
E parece não guardar qualquer relação com o cenário atual do mercado de trabalho que inclui temas como pejotização, MEI, crescimento dos pedidos de demissão pelos empregados com maior salários, Bolsa Família e até mesmo as novas exigências nas empresas da norma NR1,
A NR-1 é a base das Normas Regulamentadoras no Brasil, definindo diretrizes gerais para Segurança e Saúde no Trabalho, exigindo que empresas identifiquem, avaliem e controlem perigos e riscos psicossociais (como estresse e assédio) estabelecendo capacitação interna e responsabilidade compartilhada.
Reforma Tributária
Além disso, o tema chega no início da fase pré-operacional da Reforma Tributária acrescentando uma discussão num contexto marcado por aumento da carga tributária brasileira em relação ao PIB, que, segundo os cálculos da Receita Federal, chegou a 32,2% em 2024.
Mas parece claro que Lula pretende ancorar o tema num de suas propostas para a reeleição este ano mesmo que dentro do governo ninguém tenha qualquer estudo de impacto na conta das empresas.
Mundo real
E muito menos do que hoje acontece no mundo real do mercado de trabalho onde a principal reivindicação é aumento de salário e não redução da jornada semanal de 44 horas, embora ela exista.
Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2023 o número de trabalhadores que pediram demissão atingiu um recorde de 7,3 milhões, o maior desde 2004. O que, segundo especialistas, reflete o aumento na confiança dos trabalhadores e pode ser benéfico para a economia, pois indica que as pessoas estão otimistas sobre suas perspectivas de encontrar um novo emprego.
Feliz no trabalho
Uma pesquisa da Robert Half, primeira e maior consultoria global de soluções em talentos, com a The School of Life Brasil, mapeou que “não se sentir feliz no trabalho” foi o principal motivo para que 44,12% dos entrevistados deixassem seus empregos por vontade própria.
O dado é interessante porque a ele se soma o fenômeno de MEI cujos dados desagregados mostram que estão no sistema estão os motoristas de aplicativos, os entregadores de alimentos, mototaxistas, ex-trabalhadores outonos que migraram para o sistema, os que que foram obrigados a virar PJ por maus empregadores, os que se formalizaram por não ter como se recolocar no mercado formal e finalmente os empreendedores.
Desocupação
O momento também não ajuda. Segundo o IBGE A taxa de desocupação (5,2%) no trimestre encerrado em novembro de 2025 foi a menor da série histórica iniciada em 2012 e a população desocupada (5,6 milhões) foi o menor contingente da série histórica. Para completar, o número de empregados no setor privado (53,0 milhões) foi recorde da série, mas sem variações significativas no trimestre ou no ano.
A CACB adverte que a proposta precisa ser discutida com cautela e diálogo com as micro e pequenas empresas, principais responsáveis pela geração de emprego no Brasil e que já têm custos operacionais elevados.
Grande empresa
E não se pode desconsiderar que trabalhar numa grande companhia pode ser interessante, quando é levada em conta a remuneração, mas são nas pequenas as que geralmente abrem as portas aos novatos, recém-formados e com pouca experiência.
No fundo o problema do trabalho hoje está no fato de que em novembro a taxa de informalidade de 37,7% da população ocupada significa que 38,8 milhões de trabalhadores são informais.
Bolsa Família
O que também está relacionado ao contingente de inscritos no Programa Bolsa Família que assegura uma renda mínima de R$ 700 por família, que tem levado à resistência ao aceite de um emprego formal de um salário mínimo e meio quando o aquecimento da economia permite ter uma renda com trabalhos e serviços por conta própria.
O debate do fim da escala 6×1 está no começo, mas parece claro que Lula vai forçar sua aprovação mesmo sem que até agora existam estudos sobre o que isso vai impactar nas empresas. Especialmente as micro, pequenas e médias.
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Do g1
A Polícia Federal vai ouvir, a partir de amanhã (26), oito investigados no inquérito que apura supostas irregularidades na proposta de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
Os depoimentos serão tomados na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessões presenciais e por videoconferência. Amanhã, serão ouvidos quatro investigados: Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor de Finanças e Controladoria do BRB; André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de uma empresa investigada; Henrique Souza e Silva Peretto, empresário; e Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de Tesouraria do Banco Master.
Leia maisJá na terça-feira (27), prestam depoimento Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB; Luiz Antonio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH e Tecnologia do Banco Master; Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master; e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master.
O cronograma dos depoimentos teve aval do relator do caso, o ministro Dias Toffoli. No dia 16, o inquérito foi prorrogado por mais 60 dias.
O caso
O procedimento faz parte da investigação que apura os detalhes da tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB. Essa frente de apuração chegou ao STF em dezembro do ano passado, quando Toffoli decidiu que o caso deveria tramitar na Suprema Corte. Até então, a investigação estava sob responsabilidade da Justiça Federal em Brasília.
Segundo a Polícia Federal, o Banco Master teria emitido Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com promessa de rendimentos de até 40% acima da taxa básica de mercado. Para os investigadores, o retorno oferecido era irreal, e o esquema pode ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões.
A PF afirma haver indícios de que dirigentes do BRB tenham participado do esquema. Em março, o banco chegou a fechar um acordo para comprar o Master, mas o negócio foi barrado pelo Banco Central.
O dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso em novembro do ano passado no âmbito da Operação Compliance Zero, mas acabou solto dias depois por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
Segunda fase da investigação
Na semana passada, a Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Compliance Zero para aprofundar as apurações sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
De acordo com a PF, o grupo investigado teria se aproveitado de forma sistemática de “vulnerabilidades do mercado de capitais” para realizar fraudes, por meio do uso de fundos de investimento e de elos societários, familiares ou funcionais.
Os investigadores apontam indícios de que o grupo — formado por Daniel Vorcaro, parentes e pessoas ligadas ao banco — pode ter cometido ao menos cinco crimes: organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, induzimento ou manutenção em erro de investidores, uso de informação privilegiada e manipulação de mercado, além de lavagem de dinheiro.
A apuração identificou operações com ativos sem liquidez e artificialmente precificados, além de transações entre partes relacionadas sob controle de pessoas com vínculos societários ou familiares com o Banco Master. Segundo a PF, o esquema também teria contado com laranjas e sócios ocultos.
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Nas férias, que se estendem até o próximo dia 1, optei por um roteiro cultural, histórico e romântico: as cidades históricas de Minas Gerais. Na companhia adorável da minha Nayla, de suas primas Tayse e Kelly, esta com seu esposo Cid Severo, comecei por Diamantina, terra de JK, com suas ruas de pedras e paralelepípedos construídas pelo suor dos nossos ancestrais em busca de ouro e diamante.
Calçadas históricas cobertas de sangue dos chicotes em negros escravizados, lavadas por lágrimas de dor. Entre montanhas e pedras, a Diamantina de JK é uma joia inquebrantável, um tesouro no coração de Minas. Tem a musicalidade das serenatas, igrejas bicentenárias, cheias de ouro.
Leia maisA cidade, antes conhecida como Arraial do Tijuco, encanta com seu cenário único e sua rica herança cultural. É pura poesia e história. A etapa seguinte foi Ouro Preto, de uma beleza atemporal, traço da arte barroca, onde a alma mineira é muito mais explícita. Ouro Preto não se visita. Se sente!
Andar pelas ruas de Ouro Preto é ter a sensação de que na próxima esquina vamos encontrar algum personagem da História, numa volta ao passado em cada esquina, em cada casarão ou em cada igreja. Manuel Bandeira tem razão: Ouro Preto é a cidade que não mudou, e nisso reside seu incomparável encantamento.
Conhecer Ouro Preto é caminhar por ruas que contam histórias, é sentir o passado vivo em cada igreja, em cada pedra, em cada detalhe barroco. Ouro Preto é o pedaço das Minas Gerais de Tiradentes que abriga o maior conjunto homogêneo de arquitetura barroca do Brasil, reconhecido pela Unesco.
No caminhar apaixonante da nossa agenda turística adentramos em São João del-Rei, berço de outro estadista, o ex-presidente Tancredo Neves, a terra onde os sinos falam, marcada pela fé, tradição e arquitetura colonial. Chão de inconfidentes, exala cultura, com ruas charmosas, sinos sonoros e o famoso trem Maria Fumaça, encantando visitantes com sua atmosfera única de primavera constante.
Em São João del-Rei, a surpresa do belo nos espreita de onde não se suspeita nem espera. É só abrir os olhos e ver. Percorrer suas ruas é viajar no tempo, entre becos coloniais e o som inconfundível dos sinos. Entre a Rua das Flores e a Ponte dos Suspiros, São João del-Rei se revela um cenário de contos de fadas mineiro.
No nosso roteiro não podia faltar Tiradentes, de grande valor histórico para o país, com muitas atrações, lugares ricos em história, arquitetura e gastronomia. Uma das cidades mais importantes no roteiro turístico do Brasil e de Minas Gerais, com uma arquitetura charmosa e que lembra também a de Paraty, no Rio de Janeiro.
Em Tiradentes, o tempo desacelera, a cidade tem forma de poesia. No fim da tarde, em cada esquina um suspiro poético. São 308 anos de história viva, escrita nas pedras das ruas e nas torres das igrejas. O entardecer em Tiradentes tem outro ritmo: o tempo desacelera e a cidade convida a ficar mais um pouco.
Tiradentes é memória, mas também é presente pulsante, feito de gente, cultura, arte e sabores. Mais que um lugar, uma experiência de afeto e aconchego. As origens de Tiradentes remontam aos primeiros anos do século XVIII, quando da descoberta de minas de ouro na região da bacia do Rio das Mortes.
A aglomeração inicial, chamada Arraial Velho, era vinculada à vila de São João del-Rei. Em 1718, foi elevada à categoria de vila e recebeu o nome de São José. O nome de Tiradentes está escrito no Panteão da Pátria e da Liberdade Brasileira, no Livro dos Heróis da Pátria desde 21 de abril de 1992.
A Bandeira de Minas Gerais é composta por um triângulo vermelho sobre fundo branco, contornado pela expressão em latim “Libertas quae sera tamen” — lema da Inconfidência Mineira —, que significa “Liberdade ainda que tardia”.
E liberdade está associada ao seu grande herói, Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, principal líder da Inconfidência Mineira, movimento separatista contra a dominação portuguesa. Foi o único inconfidente condenado à morte, enforcado e esquartejado em 21 de abril de 1792, tornando-se herói nacional e mártir da República.
Para o homem que trocou a vida pela liberdade do Brasil, escolhi a sua frase mais famosa, antológica, que está no livro “Heróis da Pátria”, para encerrar esta crônica: “Pois seja feita a vontade de Deus. Mil vidas eu tivesse, mil vidas eu daria pela libertação da minha pátria!”
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