Em entrevista exclusiva ao programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro pela Rede Nordeste de Rádio, Bruno Paiva, advogado do prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira (PSB), que levou uma facada na barriga no dia 29 de agosto, falou sobre o episódio que chocou o mundo político e afirmou se tratar de uma tentativa de homicídio. A tese é negada pelo advogado de Nelson do Consórcio, responsável pela facada no socialista.
O Sextou de hoje presta uma homenagem a uma das maiores intérpretes da música brasileira, Nana Caymmi. Em tributo à artista, o programa relembra seus grandes sucessos e conta com a participação especial do produtor musical José Milton, responsável por quase toda a discografia de Nana e por trabalhos com importantes nomes da MPB.
Criada desde o nascimento num ambiente musical, sua vocação aflorou muito cedo. Filha do compositor, cantor e violonista Dorival Caymmi, e da cantora Stella Maris, seu dom e talento para a música já vinha de origens familiares. Em 1960, iniciou sua carreira artística quando gravou na gravadora Odeon a faixa Acalanto (Dorival Caymmi), no LP do pai, que compôs a canção de ninar para ela quando era ainda criança. Ela e Dorival gravaram em dueto a canção.
Nana Caymmi morreu no dia 1º de maio de 2025, aos 84 anos, após nove meses de internação na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro para tratar de uma arritmia cardíaca. Segundo seu irmão Danilo Caymmi, ela enfrentou “um processo muito doloroso”, agravado por “várias comorbidades”.
O Sextou vai ao ar hoje, das 18 às 19 horas, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir o Sextou pela internet, clique no link do Frente a Frente no alto da página deste blog ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
É um cenário incomum e politicamente preocupante. Em vez de reduzir os índices de avaliação negativa com entregas, obras e presença efetiva, o Governo Raquel Lyra caminha na direção oposta: amplia o contingente da população/eleitores que consideram a gestão ruim ou péssima justamente no momento em que deveria estar consolidando apoio para uma tentativa de reeleição.
Os dados mais recentes – da pesquisa Datafolha divulgada ontem – escancaram essa inversão de lógica. A rejeição deu um salto significativo, crescendo de forma contínua e consistente, enquanto a avaliação positiva permanece praticamente estagnada. O resultado é um desequilíbrio claro: o governo não consegue ampliar sua base de aprovação e, ao mesmo tempo, vê crescer o volume de insatisfação.
Esse movimento não é trivial. Ele indica que parte relevante dos eleitores que antes adotavam uma postura intermediária, avaliando a gestão como regular, está abandonando essa posição e migrando para uma visão mais crítica. É um sinal direto de desgaste, que costuma surgir quando a expectativa inicial não encontra respaldo na realidade percebida no dia a dia.
O contraste com ciclos anteriores da política pernambucana torna esse quadro ainda mais evidente. Momentos marcados por forte presença do Estado e ritmo acelerado de entregas ajudavam a comprimir as avaliações negativas e ampliar o capital político dos governos. Agora, ocorre o inverso: a ausência de respostas concretas abre espaço para o crescimento da frustração.
O que a pesquisa revela, portanto, vai além de números isolados. Trata-se de uma tendência de deterioração que, se mantida, pode comprometer seriamente a capacidade de reação do governo no campo político. Em um ambiente onde a percepção pesa tanto quanto a ação, permitir que a rejeição avance sem contenção é correr o risco de transformar um alerta em crise consolidada.
O psiquiatra, professor e escritor brasileiro Augusto Jorge Cury é o meu convidado do podcast Direto de Brasília, da próxima terça-feira (21), em parceria com a Folha de Pernambuco. Autor da Teoria da Inteligência Multifocal, seus livros foram publicados em mais de 70 países, com mais de 25 milhões de livros vendidos somente no Brasil. Na pauta, a sua recente decisão em concorrer à presidência da República pelo Avante.
Cury é reconhecido como um dos escritores brasileiros mais bem-sucedidos do século XXI. Ao ingressar na política, ele se apresenta como alternativa para quebrar a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Cury se propõe a romper a lógica da radicalização e ocupar um espaço de “terceira via”, baseado em projetos e pacificação.
“Eu sou uma terceira via, mas eu não sou uma terceira via de alguém que entra para concorrer só porque existe uma polarização, existe uma radicalização. Eu sou uma terceira via consciente”, disse ele numa recente entrevista.
Cury nasceu em Colina, município de São Paulo, no dia 2 de outubro de 1958. Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e concluiu o seu doutorado internacional em Psicologia Multifocal pela Florida Christian University, no ano de 2013, com a tese “Programa Freemind como ferramenta global para prevenção de transtornos psíquicos”.
Na carreira, dedicou-se à pesquisa sobre as dinâmicas da emoção. Cury é professor de pós-graduação e conferencista em congressos nacionais e internacionais.
O Direto de Brasília vai ao ar hoje, das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV (sob o comando do jornalista Heron Cid); a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras; e a LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são: Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, Autoviação Progresso, Grupo Antonio Ferreira Souza, Água Santa Joana, Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
A Auto Viação Progresso, empresa fundada em Garanhuns, anunciou o lançamento de um novo serviço em sua frota: o “Suíte Cama”. Com a implementação deste novo modelo em suas linhas, a companhia torna-se a primeira empresa de ônibus do Nordeste e a segunda do Brasil a oferecer este padrão de serviço.
Conforme divulgado pela empresa, os veículos do tipo Double Decker oferecem cabines individuais privativas, com foco em ergonomia e isolamento acústico. O projeto inclui, ainda, a instalação de tecnologia de internet via satélite, através da Starlink, permitindo conectividade de alta velocidade durante o percurso. O posicionamento da empresa destaca que a proposta é elevar o nível do serviço de transporte oferecido no mercado regional.
A trajetória da Progresso iniciou-se em 1932, no município de Garanhuns, no interior de Pernambuco. O negócio foi fundado por João Tude de Melo, que iniciou sua vida profissional aos 12 anos como carregador de bagagens e, aos 18, tornou-se motorista de caminhão. Após estabelecer uma oficina mecânica, deu início à sua própria frota.
A empresa João Tude de Melo surgiu em Garanhuns ainda na década de 30. Em 1934, a companhia criou a primeira linha regular de ônibus do Nordeste brasileiro, realizando o trajeto entre Garanhuns e Recife, em um percurso de 250 km que durava 15 horas em estradas de terra.
Em 1940, o fundador João Tude de Melo projetou o primeiro ônibus construído no país com motor interno e frente reta da América do Sul. No mesmo ano, a empresa inaugurou as linhas Recife-Rio de Janeiro e Recife-São Paulo.
Devido ao sucesso operacional, o então governador de Pernambuco, Agamenon Magalhães, convidou a empresa para transferir suas bases para a capital. Em 1952, a razão social foi alterada para Auto Viação Progresso Ltda.
O governo dos Estados Unidos (EUA) enviou recado ao presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, sobre ofensiva que pretende fazer contra as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em reunião com Galípolo, autoridades norte-americanas avisaram que Washington caminha para classificar CV e PCC como organizações terroristas, a despeito da resistência da administração Lula. O Departamento de Estado argumenta que esses grupos movimentam grandes quantias por meio de lavagem de dinheiro e que o aumento do rigor, por meio da nova classificação, facilitará a asfixia financeira.
O aviso com antecedência é considerado uma “deferência” ao Brasil, tendo em vista que há países que não foram informados previamente sobre a medida. O México, por exemplo, não recebeu tal comunicado antes de a Casa Branca classificar seis grandes cartéis como terroristas.
A provável classificação de CV e PCC como organizações terroristas estrangeiras [FTOs, na sigla em inglês] representa mudança de paradigma na política externa dos EUA para a América Latina. O status de terrorismo aciona o braço financeiro do Departamento do Tesouro com mais rigor.
Isso permite o congelamento imediato de ativos em solo americano e proíbe qualquer entidade ou indivíduo sob jurisdição dos EUA de fornecer suporte material, o que cria barreira para a utilização do sistema bancário global por essas facções.
Depois de percorrer o Estado, João cresce e venceria já no 1º turno
A nova rodada da Datafolha sobre a disputa pelo Governo de Pernambuco oferece mais do que números: revela movimento político, tendência de crescimento e, sobretudo, mudança de clima na corrida eleitoral. O dado mais evidente é o avanço de João Campos (PSB), após iniciar uma agenda mais intensa pelo interior do Estado.
A presença fora da Região Metropolitana do Recife, historicamente decisiva em eleições estaduais, começa a produzir efeitos concretos. Ao transformar atos políticos em mobilizações expressivas, especialmente no Sertão, Campos demonstra capacidade de expansão territorial e conexão popular. O resultado aparece na pesquisa: 54% dos votos válidos, o que o colocaria em condição de vitória já no primeiro turno.
Esse movimento tem um peso simbólico relevante. Não se trata apenas de liderar, mas de crescer no momento em que a campanha ganha rua, corpo e capilaridade. Em eleições estaduais, esse tipo de inflexão costuma indicar não apenas consolidação de base, mas também potencial de atração de indecisos e eleitores moderados.
Do outro lado, o levantamento representa uma frustração clara para o Palácio do Campo das Princesas. A expectativa era de redução mais acelerada da diferença, especialmente diante da estrutura institucional e da visibilidade inerente ao governo. A chamada “máquina pública”, tradicionalmente um ativo relevante em disputas desse tipo, ainda não se traduziu em encurtamento consistente da distância em relação a Raquel Lyra (PSD).
Ao contrário, o cenário atual sugere estabilidade, ou até ampliação, da vantagem do adversário. Outro ponto que chama atenção é o contraste com levantamentos recentes de outros institutos. Pesquisas como as da Simplex, sediada em Caruaru, e da Veritá, esta última inclusive alvo de questionamentos e impugnações, indicavam um cenário muito mais equilibrado, chegando a apontar empate técnico. A diferença era grande para outros institutos nacionais, a exemplo da Big Data.
A divergência reforça o papel do Datafolha como referência e introduz um elemento de reavaliação no debate público: afinal, qual retrato melhor captura o momento da eleição?
Por fim, há um componente político mais amplo que não pode ser ignorado. Para uma candidatura de oposição, enfrentar a estrutura do governo e, ainda assim, largar com vantagem significativa é um indicativo de força. No caso de João Campos, esse capital se amplia quando se observa o desempenho dos nomes aliados ao Senado, que também aparecem na dianteira.
Trata-se de um sinal de coerência estratégica e de construção de palanque sólido. Isso é algo que, em eleições majoritárias, costuma fazer diferença tanto na campanha quanto na governabilidade futura.
A fotografia revelada pela pesquisa, portanto, não é apenas um registro estático. É um retrato em movimento, que mostra uma candidatura em expansão, um governo ainda em busca de tração eleitoral e um cenário que, embora aberto, já aponta tendências relevantes para os próximos capítulos da disputa pernambucana.
FATO NOVO – Explosivo, pavio curto, mas extremamente preparado e conhecedor dos problemas brasileiros, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), que lidera as pesquisas para governador do Ceará, pode rever seus planos e disputar, mais uma vez, a Presidência da República. De volta ao ninho tucano, por insistência do amigo Tasso Jereissati, Ciro está avaliando o desafio. O convite partiu do presidente do PSDB, Aécio Neves. “Fiz um apelo para que ele lidere um novo caminho para o Brasil”, afirmou. Ciro disse ter recebido o chamado com “surpresa e alegria”, mas indicou que ainda não tomou uma decisão. “Um apelo como esse não pode ser considerado apenas um agrado ao meu sofrido coração”, declarou.
A PIOR E MELHOR DISPUTA – Ciro Gomes disputou a Presidência da República quatro vezes. O político concorreu ao cargo mais alto do país nos anos de 1998, 2002, 2018 e 2022, não chegando ao segundo turno em nenhuma dessas ocasiões, sendo a primeira pelo PPS, estimulado pelo ex-presidente da legenda, Roberto Freire. Ainda no PPS, em 2002 contou com o apoio do PDT e do PTB. Já em 2018 e 2022, foi candidato pelo PDT. A eleição de 2022 marcou o pior desempenho de Ciro, obtendo 3,04% dos votos válidos, enquanto sua melhor votação foi em 2018, com 12,47%.
Aliança inédita com o PL – Uma eventual saída de Ciro do páreo estadual no Ceará impacta alianças locais, com o PL cearense avaliando manter alianças estratégicas no Nordeste. A possível candidatura de Ciro ao Governo do Ceará, caso não vá à presidência, teria o apoio do PL, com Roberto Cláudio como vice. Ciro tem feito críticas ao governo Lula, posicionando-se como opção de centro-esquerda/centro-direita. Analistas pontuam riscos, citando a polarização que pode desgastar candidaturas de centro, semelhante ao ocorrido em 2022. A transferência de votos de Ciro para aliados no Ceará também é considerada incerta.
Fraude de R$ 12 bilhões – A investigação da Polícia Federal que levou à prisão, ontem, do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do advogado Daniel Monteiro, aponta indícios de uma operação financeira de R$ 12,2 bilhões arquitetada pelo banco público e o Master por “pura camaradagem” como “tentativa de abafar a fiscalização” feita pelo Banco Central (BC). De acordo com o inquérito, o BRB realizou operações inconsistentes com o Master numa tentativa de dar uma sobrevida à instituição financeira de Vorcaro enquanto o Banco Central analisava a proposta de venda do banco. Em março deste ano, o BRB propôs a compra do Master, mas o negócio foi vetado pelo BC.
Negociação com o BRB – Necessitando de recursos enquanto o BC avaliava a operação, o Master negociou com o BRB a venda de carteiras de crédito (direitos sobre empréstimos) para captar recursos — e ganhar um fôlego a mais no mercado. No entanto, para as autoridades, essas transações foram uma forma de driblar o Banco Central. Em sua manifestação sobre o caso, o Ministério Público Federal afirmou que o Master “teria adquirido carteiras de crédito” de uma empresa dirigida por um ex-funcionário “sem realizar qualquer pagamento” e, logo em seguida, revendeu esses títulos ao BRB, recebendo pagamento imediato, “resultando na transferência, de janeiro a maio de 2025, de R$ 12,2 bilhões”.
Messias teria hoje 45 votos – Em conversas privadas, o pernambucano Jorge Messias, escolhido pelo presidente Lula para ocupar a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal, estima que sairá da votação no Senado com cerca de 45 votos dos 81 possíveis — quatro a mais que o mínimo necessário. Ele tem dito que bastam 41, mas que não custa nada uns 10% a mais para garantir. O Governo criou uma verdadeira força-tarefa para aprovar com folga a indicação dele.
CURTAS
ASSÉDIO – O Ministério Público do Trabalho em Pernambuco obteve decisão favorável, em primeira instância, em Ação Civil Pública ajuizada pela procuradora do Trabalho Vanessa Patriota em face da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás). A sentença, proferida pela 23ª Vara do Trabalho do Recife, reconheceu a prática de assédio moral organizacional na empresa e fixou indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 3.429.113,49.
EMENDAS – O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, confirmou sua presença no congresso municipalista da Amupe, entre os dias 27 e 28 próximos. Será uma palestra e, ao mesmo tempo, um conjunto de orientações aos municípios sobre destinação, liberação e investimento de emendas parlamentares.
PODCAST – O pré-candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, estará no meu podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco, da próxima terça-feira. Na pauta, suas ideias para o Brasil, com ênfase para as políticas de desenvolvimento regional.
Perguntar não ofende: Ciro vai trocar a disputa cearense pela presidencial?
A última pesquisa Quaest, divulgada na quarta-feira (15), mostrou que o grupo de eleitores que se declaram independentes — aqueles que não se identificam com a esquerda, com a direita, nem com nomes específicos — tornou-se peça-chave para a eleição de 2026. Representando 32% do eleitorado, esse contingente inverteu sua preferência nos últimos meses: se em dezembro de 2025 Lula vencia Flávio Bolsonaro por 37% a 23%, agora em abril, o senador lidera o segmento com 33% contra 26% do atual presidente.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Mais do que a intenção de voto, os dados destrincham o perfil sociodemográfico desse eleitor que hoje foge da polarização direta. As informações são do g1.
Os independentes são maioria em quase todo o país. No Sul, formam 34% da população, segundo a Quaest. No Nordeste, eles somam 32%, mesmo patamar dos lulistas convictos na região. No Sudeste, também lideram com 32%, seguidos pela direita não bolsonarista. Já no Norte e Centro-Oeste, somam os mesmos 32% — abrindo 10 pontos de vantagem sobre o segundo grupo mais expressivo, a direita não bolsonarista.
Veja os números do posicionamento político dos eleitores por região:
Nordeste
Lulista: 32%
Esquerda não lulista: 14%
Independente: 32%
Direita não bolsonarista: 10%
Bolsonarista: 10%
Não sabe/não respondeu: 2%
Sudeste
Lulista: 14%
Esquerda não lulista: 16%
Independente: 32%
Direita não bolsonarista: 25%
Bolsonarista: 12%
Não sabe/não respondeu: 1%
Sul
Lulista: 11%
Esquerda não lulista: 12%
Independente: 34%
Direita não bolsonarista: 27%
Bolsonarista: 14%
Não sabe/não respondeu: 2%
Centro-Oeste/Norte
Lulista: 18%
Esquerda não lulista: 12%
Independente: 32%
Direita não bolsonarista: 22%
Bolsonarista: 13%
Não sabe/não respondeu: 3%
O recorte de renda revela onde o governo Lula mais perde terreno. Os independentes lideram entre os eleitores que ganham até cinco salários mínimos. Até 2 salários mínimos aparece com 35% (contra 29% de lulistas e 9% de bolsonaristas). De 2 a 5 salários mínimos é de 32%, enquanto lulistas e bolsonaristas somam apenas 14% cada.
O segmento só perde a liderança no estrato de renda superior (acima de 5 salários), onde a direita não bolsonarista corresponde com 29%, seguida pelos independentes com 28%.
Veja os números do posicionamento político dos eleitores por renda familiar:
Até 2 salários mínimos
Lulista: 29%
Esquerda não lulista: 14%
Independente: 35%
Direita não bolsonarista: 10%
Bolsonarista: 9%
Não sabem/Não respondeu: 3%
Mais de 2 salários mínimos a 5 salários minimos
Lulista: 14%
Esquerda não lulista: 13%
Independente: 32%
Direita não bolsonarista: 25%
Bolsonarista: 14%
Não sabem/Não respondeu: 2%
Mais de 5 salários mínimos
Lulista: 14%
Esquerda não lulista: 15%
Independente: 28%
Direita não bolsonarista: 29%
Bolsonarista: 13%
Não sabem/Não respondeu: 1%
Na divisão por idade, os independentes representam 31% entre os mais jovens (16 a 34 anos) e também entre os idosos (acima de 60 anos). O pico ocorre entre os eleitores de 35 a 59 anos, onde o percentual sobe para 34%.
Veja os números do posicionamento político dos eleitores por faixa etária:
16 a 34 anos
Lulista: 14%
Esquerda não lulista: 18%
Independente: 31%
Direita não bolsonarista: 25%
Bolsonarista: 10%
Não sabem/Não respondeu: 2%
35 a 59 anos
Lulista: 19%
Esquerda não lulista: 12%
Independente: 34%
Direita não bolsonarista: 22%
Bolsonarista: 11%
Não sabem/Não respondeu: 2%
60 anos ou mais
Lulista: 25%
Esquerda não lulista: 12%
Independente: 31%
Direita não bolsonarista: 13%
Bolsonarista: 16%
Não sabem/Não respondeu: 3%
Independentes no 2º turno
A pesquisa Quaest de segundo turno à Presidência mostrou que, entre os eleitores independentes, Flávio Bolsonaro (PL) tem 33% das intenções de voto e o presidente Lula (PT), 26%. Contudo, 36% afirmam que não vão votar.
Veja os números de intenção de voto entre os independentes:
Não vai votar: 36% (eram 36% em março e 38% em fevereiro);
Flávio Bolsonaro: 35% (eram 33% em março e 31% em fevereiro);
Lula: 26% (eram 27% em março e 31% em fevereiro);
Indecisos: 5% (eram 5% em março e 5% em fevereiro).
A pesquisa geral mostra que Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) aparecem tecnicamente empatados em um eventual 2º turno das eleições 2026. Flávio tem 42% das intenções de voto contra 40% de Lula. É a primeira vez na Quaest que o senador filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ultrapassa Lula numericamente.
A repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, que estava no carro de reportagem da Band Minas envolvido em um acidente entre carro de reportagem e caminhão na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana, teve a morte encefálica confirmada nesta quinta-feira (16).
A informação foi confirmada pela emissora. O protocolo, aberto pela manhã, foi concluído nesta noite, após uma série de exames que confirmaram o diagnóstico, devido à condição em que há a perda irreversível das funções cerebrais.
Alice estava em coma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital João XXIII, na Região Centro-Sul da capital mineira, com diagnóstico de traumatismo craniano e múltiplas fraturas. Ela deixa o marido e um bebê de menos de um ano. As informações são do g1.
No mesmo acidente, o repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, de 49 anos, morreu ainda no local. Ele dirigia o veículo da emissora no momento da batida.
De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o corpo de Rodrigo deu entrada no Instituto Médico-Legal (IML) na noite de terça-feira (15) e foi liberado aos familiares durante a madrugada desta quinta-feira (16). O velório começou às 12h, no Cemitério do Bonfim, com sepultamento marcado para as 16h.
A investigação sobre as causas e circunstâncias do acidente segue em andamento. A perícia esteve no local para coletar vestígios que devem subsidiar o inquérito.
Acidente ocorreu durante retorno de reportagem A equipe retornava a Belo Horizonte após produzir uma reportagem sobre a importância da duplicação da BR-381 para a redução de acidentes na rodovia.
Em nota divulgada anteriormente, a Band Minas informou que lamenta o ocorrido e que presta assistência às famílias das vítimas. A emissora também afirmou que aguarda a conclusão das investigações.
Quem eram as vítimas Natural de Belo Horizonte, Alice Ribeiro é formada em Jornalismo pela PUC Minas desde 2015. Ela é casada e mãe de um bebê de 8 meses.
Ao longo da carreira, passou por emissoras como TV Globo Minas, TV Alterosa e RecordTV Minas, além de atuar em produtoras independentes e afiliadas em outras regiões do país. Desde 2021 na Band, trabalhou em Brasília e, desde agosto de 2024, estava baseada na capital mineira.
Rodrigo Lapa, de 49 anos, era natural de Porto Alegre (RS). Ele deixa esposa e uma filha de 6 anos. Com passagens pela Band Minas entre 2022 e 2024, havia retornado à emissora em dezembro de 2025.
Participou de coberturas como o carnaval de Belo Horizonte e desastres provocados pelas chuvas na Zona da Mata. Também atuava como palhaço, levando atividades circenses a crianças hospitalizadas.
Publicação Band Minas
“O Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, confirmou, na noite desta quinta-feira (16), a morte encefálica da repórter Alice Ribeiro, condição em que há a perda irreversível das funções cerebrais. O protocolo, aberto pela manhã, foi concluído nesta noite, após uma série de exames que confirmaram o diagnóstico.
Alice estava internada desde a tarde da última quarta-feira, depois de sofrer um grave acidente na BR-381, na Grande BH. O carro em que ela estava bateu de frente com um caminhão. O cinegrafista Rodrigo Lapa, que dirigia o veículo, morreu no local e foi enterrado nesta quinta-feira, na capital.
Alice tinha 35 anos e estava na TV Band Minas desde agosto de 2024. Antes, passou pela TV Band em Brasília e por uma afiliada da TV Globo em Feira de Santana, na Bahia. Profissional querida pela equipe, deixa os pais, o irmão, o marido e um filho de nove meses.
A Band Minas, em luto, lamenta a partida precoce de Alice, e afirma que está prestando toda a assistência à família da repórter.”
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu a chamada “taxa das blusinhas” em entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (16). Parte do governo federal defende a revogação do imposto sobre as compras internacionais de até US$ 50, graças à impopularidade do tributo.
“Eu continuo entendendo que ela é necessária, porque, mesmo com a taxa, a tarifa é menor do que a produção nacional. Se você somar os 20% do imposto de importação e o ICMS dos estados, vai dar menos de 40%. O produtor nacional paga quase 50%”, disse. As informações são da CNN.
O argumento principal é de que o imposto equilibra a competição entre as indústrias brasileiras e as empresas internacionais. Assim, as companhias nacionais teriam maior capacidade para produzir e gerar empregos.
No governo federal, entretanto, há uma ala que pede a revogação da medida, considerada “impopular” desde o início. O novo ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu a tese ainda nesta manhã, durante café com jornalistas no Planalto.
“Quando essa matéria foi votada eu achava que ela não deveria ser aprovada. Foi um dos elementos mais fortes de desgaste do governo. Se o governo decidir revogar, eu acho uma boa. Essa é minha opinião quando eu for consultado”, afirmou.
O deputado estadual Cleiton Collins afirmou, nesta quinta-feira (16), que o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) é o nome mais competitivo dentro da federação para a disputa ao Senado. A declaração foi feita após a divulgação de pesquisa do instituto Datafolha com cenários da corrida eleitoral.
Segundo Collins, o desempenho de Eduardo da Fonte no levantamento reflete sua atuação política no estado. “O DataFolha confirma Eduardo da Fonte como o nome mais competitivo da Federação para o Senado. Mesmo sem oficializar a pré-candidatura, já aparece muito forte nas pesquisas”, afirmou.
Na mesma declaração, o parlamentar atribuiu o resultado a fatores como a atuação em unidades de saúde, a articulação política e o apoio de lideranças. Collins também mencionou a estrutura partidária e o número de aliados como elementos que, segundo ele, fortalecem o nome de Eduardo da Fonte no cenário eleitoral.
Recebi, na noite desta quinta-feira (16), o título de cidadão triunfense em sessão solene na Câmara Municipal de Triunfo, em uma cerimônia marcada por emoção e reconhecimento à minha trajetória na comunicação e à relação construída ao longo dos anos com o município. A homenagem foi uma iniciativa do vereador José Carlos de Solon.
Com o presidente da Câmara, Camillo Ferreira, e o autor da homenagem, José Carlos de Solon
Em discurso de agradecimento, ressaltei minha ligação afetiva com a cidade, destaquei sua importância cultural e histórica e reafirmei o compromisso de seguir valorizando Triunfo por meio do jornalismo.
Minha Triunfo, há quanto tempo te amo? Não sei. Perdi a exata noção do nosso tempo de encantamento, do tempo em que te vi pela primeira vez e, embriagado de amor, chorei demoradamente, silenciosamente, abraçado ao Cine Guarany.
Colírio aos olhos, teu cinema, que encanta de longe, é pérola banhada em ouro, diamante cultural vivo e permanente, madeira de lei que cupim não rói, nem o tempo, que é o senhor da razão, o destrói.
Com a minha Nayla, vereadores e parte do público presente
Como amar uma cidade? Quem for capaz de decifrar tamanho mistério que atire o primeiro soneto sobre meu coração indecifrável! Não se ama uma cidade como se ama uma mulher loucamente, apaixonadamente.
Com o corpo de vereadores da Casa
Amar uma cidade é vê-la num rosto com corpo de pedra, como definiu Machado de Assis, que amou o Rio, amou mulheres, amou a vida. Amar uma cidade é semelhante à sensualidade feminina. Seus encantos não se escondem, se revelam como um corpo estrutural de uma mulher.
Com o secretário de Turismo André Vasconcelos
Como uma cidade, uma mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza. Uma beleza que vem de se saber ser mulher, um molejo de amor que dá saudade, seja ela o princípio e o fim de todas as coisas.
Com a historiadora Diana Rodrigues, Lúcia Lima e Pandora Carvalho
Amo minha Nayla, que aqui veio se emocionar comigo, porque me ensinou a amar a vida, a não desistir da luta, a recomeçar na derrota. Depois dela, nunca escrevi uma palavra para lamentar a vida. Meu verso é água corrente, é tronco, é fronde, é folha, é semente, é vida!
A Casa cheia para a solenidade
Já te amo, Triunfo, desde o tempo em que o verbo me fez carne, me fez gente. Te amo no coração do teu interior, no teu profundo silêncio, que me ensinou a ouvir o meu tempo, um tempo perdido e mais tarde achado em cada esquina dos teus casarões coloniais, que revelam a beleza simples de uma cidade que acolhe sem pressa, em forma de poesia.
O tempo também se encarregou de transformar teu solo seco, mas fértil, no meu refúgio poético, onde Deus colocou a mão e desenhou um paraíso. Nem de longe, aqui se confunde com o chão de vidas secas, de severinas e joãos, de marias e josés.
Há de se perguntar e eu me pergunto todos os dias: como não se render à beleza da névoa seca que escorre dos teus céus e repousa sobre telhados antigos como se o próprio céu suspirasse em Triunfo?
Aqui, em teu solo, o calendário do tempo de hoje e não o de ontem, que ficou para trás, é como a fotografia dolorida de Drummond na parede.
Hoje viro, finalmente, cidadão triunfense. Que honra para um pobre plebeu! Agora já posso subir e descer essas ladeiras poéticas e históricas cantando o que tanto escrevi lá atrás, onde cantarolei a cidade em que a serra abraça o céu e o sertão ganha ares de romance.
Meu caro José Carlos Solon, autor desta honraria, também fortemente pleiteada por meus amigos João Batista Rodrigues, ex-prefeito deste município, e Rogério Mota, o embaixador de Triunfo. Caros vereadores, prefeito Luciano Bomfim:
A cidadania honorária é o laço de sangue que o coração escolheu firmar com a cidade. Ao me consagrar cidadão triunfense, passo a ser parte da história desta apaixonante, romântica e sedutora cidade. Viro promotor da sua identidade e da sua cultura.
Ninguém nasce cidadão de um lugar, torna-se cidadão através de suas ações e do amor pela comunidade. Vasculhando meu livro do tempo que se foi encontrei um cabedal de declarações de amor a Triunfo. Serviço prestado a uma cidade não se traduz apenas em obras concretas, de pau e pedra.
Se traduz também em palavras que o vento não leva. Em palavras que a difundem e valorizam, que viram chama para atrair turistas e movimentar a economia. Como jornalista, foi assim que ajudei Triunfo, será no exercício deste ofício que prometo continuar hoje e amanhã, com uma caneta sempre recheada, que nunca vai secar.
Nos meus manuscritos amarelados pelo tempo escrevi que Triunfo é um pedaço do céu no mundo, poesia em cada botão que se abre. É a prova de que o Sertão também é verde, úmido e cheio de vida. É o retrato da névoa dançando com o sol, o frio que aconchega o peito.
Triunfo é estado de alma, um desses espaços em que a geografia se curva à poesia e o tempo parece andar de mansinho, com passos de neblina.
Aqui, quando a névoa escorre dos céus e repousa sobre seus telhados antigos, é como se o próprio céu suspirasse. E nesse suspiro, o mundo todo se cala para ouvir o sertão respirando, Pernambuco latejando.
Eu sou tão apaixonado por Triunfo que do alto de seus mirantes, com o som distante do sino da matriz rompendo o silêncio, a sensação que tenho é que o mundo parece se encolher. Se impõe por força, por grandeza geopolítica, pela altivez de sua beleza escondida, quase secreta.
Triunfo, envolta em brumas, como disse o poeta Flávio Chaves, é um altar erguido às tradições, à memória e à identidade nordestina em sua forma mais plena, mais sutil, mais sagrada. É como se o chão seco do Nordeste vestisse um casaco de inverno, só para nos surpreender. E o resultado não é contraste, é composição. É poesia.
Uma poesia que não se escreve com palavras, mas com neblina, pedras antigas, silêncio e cheiro de café coado na varanda. Em Triunfo, tudo vira poesia e encantamento: o histórico Teatro Guarany, o Teleférico, o Pico do Papagaio, os Caretas, o singular Lago João Barbosa, a Cachoeira do Pinga, o Museu do Cangaço e o Engenho São Pedro.
Eu não tenho dúvida de que os habitantes primitivos da Serra da Baixa Verde, antiga denominação de Triunfo, no final do século XVIII, os índios Cariris, também usavam o dialeto da poesia. No abraço com a natureza, eles introduziram cultura, uma rica história que se reflete na arquitetura colonial e na hospitalidade do povo triunfense.
Minha gente, meus caros vereadores:
Eu não venho de longe. Venho de Afogados da Ingazeira, sou do Pajeú das Flores, sou da terra onde as almas são todas de cantadores, parodiando Rogaciano Leite.
Nasci entre garranchos e espinhos, ao som da viola de trovadores com suas calças riscadas, cantando a fome e o amor.
Vim da terra da força do sol, da beleza do rouxinol, da bravura do cangaço, da esperança da chuva, do silêncio profundo que ecoa a sabedoria da terra.
Como disse Guimarães Rosa: no sertão, o correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e afrouxa, sossega e desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.
Ter nascido por aqui é carregar no peito a força do sol, no coração o brilho da lua, a fé que não falha, a esperança que nunca morre. Podemos bater no peito e com orgulho proclamar: somos da terra onde o mandacaru floresce e a vida vence a seca.
Obrigado, Triunfo! Tu és incrível porque não és fácil. Se tu fosses fácil, não serias incrível.
O Movimento Viva Camaragibe lança, nesta sexta-feira (17), às 16h, o Podcast Viva Comunidade, iniciativa voltada à discussão de temas relacionados ao município. O evento de lançamento será realizado na sede do movimento, no bairro de Timbi, e contará com a presença do deputado federal Pedro Campos (PSB-PE) e de representantes dos meios social e cultural da cidade.
O novo espaço terá formato de debate, com mediação de integrantes do movimento, reunindo convidados de áreas como comunicação, educação, política e movimentos sociais. O primeiro episódio terá como entrevistado o radialista e influenciador Helly Cruz, enquanto a participação de Pedro Campos será gravada durante o evento e publicada posteriormente. “O Podcast Viva Comunidade vem para a gente pensar em voz alta e debater com qualidade ações para quebrar esse marasmo”, afirmou o fundador do movimento, Ednaldo Moura.
Segundo os organizadores, o projeto pretende ampliar a discussão sobre desafios e potencialidades de Camaragibe, incluindo temas ligados à economia e à geração de empregos no município. O evento de lançamento será aberto ao público e contará com apresentações culturais e atividades como bazar beneficente.