Ministros do STF avaliaram que os atos do 7 de Setembro deste ano foram mais calmos que os de 2021, quando o presidente da Corte, Luiz Fux, teve de intervir para evitar que o prédio do tribunal fosse atacado por bolsonaristas.
Em conversas reservadas, magistrados do Supremo ressaltaram que os protestos em defesa do presidente Jair Bolsonaro ocorreram “sem sobressaltos”. As informações são do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.
Em 2022, um esquema de segurança organizado pelo governo do Distrito Federal, por exemplo, impediu que caminhões e ônibus entrassem na Esplanada dos Ministérios. No ano passado, caminhoneiros invadiram a contenção feita pela polícia do DF e ameaçaram chegar à Praça dos Três Poderes, às portas da Suprema Corte.
Bolsonaro ainda tentou que alguns caminhões entrassem na área restrita, mas não houve concordância do governador Ibaneis Rocha (MDB), aliado do presidente da República.
Discurso
Ministros do STF também destacaram, nos bastidores, o fato de Bolsonaro não ter feito ataques nominais a integrantes da Corte, como em 2021, quando chamou Alexandre de Moraes de “canalha”.
Em 2022, o atual chefe do Palácio do Planalto fez a crítica de forma indireta. Ele afirmou que a população “conhece” o STF, deixando as vaias por parte de seus apoiadores.
Além das vaias, bolsonaristas mantiveram o prazer de levar diversos cartazes e faixas pedindo o fechamento do STF e a prisão ou o impeachment de ministros do Supremo.
A pesquisa Atlas Intel, com Flávio Bolsonaro (PL) encostando em Lula (PT), mostra o presidente ainda na liderança do primeiro turno, mas com sinais de preocupação para sua campanha de reeleição. No cenário principal, o petista aparece com 45% das intenções de voto, contra 37,9% de Flávio Bolsonaro, uma vantagem expressiva que o mantém como favorito.
Os demais candidatos aparecem bem atrás e não alteram o eixo central da disputa neste momento. A vantagem de Lula, contudo, caiu de confortáveis 14 pontos em janeiro para 7 pontos agora. Nos cenários de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem rigorosamente empatados, com 46,2% para Lula e 46,3% para Flávio.
Isso indica que os eleitores dos candidatos menores, ao serem forçados a escolher entre os dois polos, tendem a migrar majoritariamente para Flávio Bolsonaro — o que faz sentido, já que a maioria desses candidatos é alinhada ideologicamente com o campo bolsonarista.
O padrão, aliás, é muito semelhante ao que Tarcísio de Freitas vinha apresentando nos cenários de segundo turno ao longo dos últimos 15 meses — ora ligeiramente à frente, ora ligeiramente atrás de Lula, mas sempre numa faixa de empate técnico. A coincidência não é casual: sugere que o eleitorado potencial de Tarcísio já migrou integralmente para Flávio Bolsonaro e que o teto do campo bolsonarista no segundo turno permanece essencialmente o mesmo, independentemente do nome que o represente.
O retrato final é de um país altamente polarizado, com pouca permeabilidade entre os dois campos e com margens estreitas decidindo o jogo. Para Lula, a equação é clara: precisa chegar ao primeiro turno com pelo menos 10 pontos de vantagem para garantir uma vitória confortável no segundo turno, já que a migração dos votos dos candidatos menores tende a favorecer o campo adversário.
Com sete pontos de vantagem hoje, o caminho existe, mas é estreito. Se ao longo da campanha Lula conseguir recuperar parte da aprovação perdida nos últimos meses — o que o precedente de 2022 sugere ser possível para incumbentes —, a vantagem no primeiro turno pode se ampliar o suficiente para tornar o segundo turno menos incerto.
GESTÃO LULA – Na avaliação presidencial, a Atlas registra oscilação dentro da margem de erro: a aprovação do Governo Lula vai de 48,7% para 46,6%, enquanto a desaprovação passa de 50,7% para 51,5%. Não há ruptura, mas há um leve deslocamento negativo. Outro dado relevante é o índice de rejeição. Lula aparece com 48,2% de rejeição, contra 46,4% de Flávio Bolsonaro, mostrando que ambos carregam níveis elevados de resistência no eleitorado.
RACHADO AO MEIO – A pesquisa também mediu o sentimento de medo ou preocupação em relação aos possíveis resultados eleitorais. Perguntados sobre qual cenário causa mais preocupação, 47,5% disseram temer a reeleição de Lula, enquanto 44,9% afirmaram temer a eleição de Flávio Bolsonaro. Combinados com os índices de rejeição, esses números retratam um país dividido praticamente ao meio, onde o voto é cada vez menos uma adesão entusiasmada e cada vez mais uma escolha contra o adversário.
Quebra de sigilo – Antes de a CPMI do INSS ter decidido, ontem, quebrar o sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, 51 anos, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), essa providência já havia sido tomada pela Polícia Federal, em janeiro de 2026. A PF fez esse requerimento há mais de um mês e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura dos dados bancários, fiscais e telemáticos (e-mails) de Lulinha. Mendonça é o relator no Supremo da investigação que apura fraudes de descontos ilegais em pagamentos a beneficiários do INSS. O magistrado chegou ao STF em dezembro de 2021, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). Além de relatar a investigação do escândalo do INSS, Mendonça cuida do caso do Banco Master – liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central e suspeito de ter usado títulos de crédito falsos em seus balanços.
Tumulto e bate-boca – Alvo do pedido de quebra de sigilo aprovado, ontem, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI), Lulinha, o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), volta aos holofotes da política. A sessão da CPMI, que teve como principais personagens os sigilos fiscal e telefônico de Fábio Luiz Lula da Silva, foi marcada por muita confusão no Congresso Nacional. Parlamentares se desentenderam após o anúncio da quebra de sigilos. Houve bate-boca e até troca de empurrões entre representantes do governo e da oposição. Lulinha é o mais velho dos cinco filhos de Lula. Ele é fruto da relação do presidente com a ex-primeira-dama Marisa Letícia, já falecida.
O impacto da operação – A cientista política Priscila Lapa não tem dúvidas de que a operação Vassalos, que atingiu o clã Coelho, vai provocar fissuras no cenário político e afetar diretamente a vitrine eleitoral dos envolvidos. “O capital político passa também por imagem. Quando a imagem sofre algum tipo de arranhão ou de fissura, isso pode impactar na perda de material político na hora de você negociar a formação. Você vai com menos poder na negociação”, avalia. Segundo ela, quando isso acontece já na trajetória do processo eleitoral, cria um elemento de fragilização, considerando que se vive um período muito importante: o da articulação da formação das alianças. “Então, nesse aspecto, isso pode impactar retirando o capital político da família Coelho para fazer os melhores arranjos dentro desse processo de composição dos palanques”, acrescentou.
CURTAS
ÍNDIOS – O TSE aprovou, ontem, algumas mudanças nas regras para as eleições de outubro. Uma das novidades está na distribuição, pelos partidos políticos, de recursos a indígenas. As legendas terão que distribuir recursos de campanha para esse público na mesma proporção de candidaturas registradas. Para entender melhor, se 5% das candidaturas forem registradas, o mesmo percentual terá que ir de recursos para eles. É o mesmo princípio que ocorre para mulheres e negros.
NEGROS – Candidatos negros e mulheres têm garantido um mínimo de 30%, sendo que o repasse também deve ser feito na proporção de candidatos. Além disso, o programa Seu Voto Importa, do TSE, vai oferecer transporte especial individual para pessoas com deficiência e baixa mobilidade.
PRISÃO – Quarenta e sete deputados federais acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR), ontem, pedindo a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula, por suposta participação no escândalo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A representação formulada por Rosangela Moro (União-SP) tem coautoria de parlamentares de partidos como PL, Republicanos, PSD, PP e União Brasil.
Perguntar não ofende: Qual será o efeito eleitoral para Lula com o envolvimento do filho Lulinha no escândalo do INSS?
A lei que cria a Agência Nacional de Proteção de Dados foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União na última quarta-feira (25). Com isso, a nova agência passa a existir a partir de hoje, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A norma transformou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados na agência e criou 200 cargos de especialista em regulação de proteção de dados. Os novos cargos serão preenchidos via concurso público.
Os novos cargos foram criados pela transformação de 797 cargos vagos de agente de outras carreiras. Com sobras orçamentárias, também foram criados quatro cargos em comissão e 14 funções comissionadas. As informações são da CNN.
Segundo o governo, dentre as novas atribuições da agência, estão a regulamentação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente. Instituído pela Lei 15.211/25, o estatuto estabelece medidas para esse público no espaço virtual. O ECA Digital passa a valer no dia 17 de março de 2026.
A nova autarquia contará com autonomia funcional, técnica, decisória, administrativa e financeira e com patrimônio próprio, embora seja vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Um órgão de auditoria também será criado na estrutura da própria agência.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou a ministros e aliados que encaminhou o acerto com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), para que ele seja o candidato ao Governo de São Paulo.
Aliados do ministro apostavam que a longa viagem à Índia e à Coreia do Sul, em que Haddad esteve com Lula nos últimos dias, serviria para o chefe do Palácio do Planalto diminuir a resistência do ex-prefeito da capital paulista em ser o candidato. As informações são do Metrópoles.
Lula considera Haddad o principal nome para liderar seu palanque no maior colégio eleitoral no país, mas o ministro vinha se mostrando reticente em disputar novamente o Palácio dos Bandeirantes.
Ele foi derrotado no segundo turno em 2022 pelo atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontado como o favorito para vencer novamente o pleito, de acordo com as últimas pesquisas de intenção de voto.
Senado Além de Haddad na cabeça de chapa, o PT articula um acordo para lançar as ministras Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (Rede) como candidatas ao Senado. Ambas podem mudar de partido para a eleição. O PSB aparece como um dos possíveis destinos.
Tebet, que é de Mato Grosso do Sul, seria obrigada a mudar o domicílio eleitoral, em caso de interesse por uma disputa no estado paulista, em função da legislação vigente.
A ministra já afirmou que deve deixar o cargo pelo menos até o dia 30 de março deste ano, mas que terá pelo menos mais uma conversa com Lula para tratar das eleições de 2026.
Mesmo após o governo federal ter revogado o decreto sobre a concessão das hidrovias na Amazônia, o tema ainda continua em estudos, disse nesta quinta-feira (26) o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
“O governo tomou a decisão para que fosse suspenso aquele decreto, mas isso não vai impedir o trabalho da Secretaria de Hidrovias. Os estudos todos eles permanecem”, disse o ministro. As informações são da Agência Brasil.
O decreto suspenso pelo governo previa estudos para a concessão à iniciativa privada da Hidrovia do Rio Tapajós e de outros dois rios amazônicos – o Madeira e o Tocantins. Por mais de um mês, os indígenas organizaram protestos contra o decreto. Eles chegaram a ocupar o escritório da multinacional do agronegócio Cargill, no Porto de Santarém, às margens do Rio Tapajós, e lideraram protestos também em São Paulo e na capital federal, com um grupo de indígenas acampado em Brasília.
Depois de participar dos leilões de arrendamentos portuários na tarde desta quinta-feira na B3, na capital paulista, o ministro defendeu que é preciso “respeitar a decisão da maioria do governo”.
Silvio Costa disse que o decreto foi revogado em razão do “risco de vida” que a intensificação dos protestos poderia trazer. No entanto, destacou, que “não se pode permitir que manifestações como essas atrapalhem o desenvolvimento do Brasil”.
“Nós estamos com cinco estudos, dos quais dois no BNDES e três na Infra S.A. Os estudos estão acontecendo e nós vamos fazer as consultas públicas. E agora através da secretaria, vamos ampliar o diálogo com a população, com os movimentos sociais, com o setor produtivo, para que a gente possa continuar avançando nessa agenda hidroviária do Brasil”, disse.
O ministro garantiu que nenhum movimento será feito sem diálogo com a sociedade. “O governo tem, na minha opinião, que tomar outras medidas, mas sempre preservando o diálogo. Mas nós não podemos permitir que manifestações como essa atrapalhem o desenvolvimento do Brasil”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu o troféu da Copa do Mundo de futebol masculino no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta quinta-feira (26). Também estava presente o ministro do Esporte, André Fufuca (PP), e outras autoridades.
A taça vai cruzar os continentes em uma rota que vai passar por 30 países e fazer 75 paradas. O evento faz parte do tour promovido pela Federação Internacional de Futebo (Fifa), que antecipa o clima da competição, que será disputada entre junho e julho de 2026. As informações são do g1.
Nesta edição, os jogos da Copa do Mundo serão disputados em três países da América do Norte: Estados Unidos, Canadá e México.
O tour da taça O troféu da Copa do Mundo passará por oito países da América Latina. No Brasil, o troféu já esteve em São Paulo e no Rio de Janeiro.
A taça chegou ao Brasil na última segunda-feira(23). Antes de desembarcar no Brasil, o tour passou por outros países como Guatemala, Argentina, Equador, Honduras e Uruguai.
Depois da etapa brasileira, a taça seguirá para o México, um dos países-sede da Copa do Mundo de 2026, onde permanecerá em exposição até 22 de março.
Durante o tour, torcedores, autoridades e convidados poderão ver de perto a taça da competição, que normalmente fica sob guarda da Fifa. O tour antecede tanto a competição masculina quanto a feminina.
No mês passado, Lula recebeu no Planalto, dirigentes do futebol brasileiro e o presidente da Fifa, Gianni Infantino. Na ocasião, o presidente da CBF, Samir Xaud, afirmou que “o Brasil está apto a receber o Mundial de Clubes” e que iria colocar a canditadura para o torneio previsto para 2029.
A Corregedoria Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro afastou preventivamente o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) do cargo de escrivão da Delegacia de Polícia Federal em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense.
O afastamento vale até a decisão final do Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado em 27 de janeiro deste ano, para apurar faltas injustificadas do ex-deputado, que está morando nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. As informações são do g1.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o Brasil alegando que está sendo perseguido pela Justiça. Eduardo Bolsonaro é réu por coação no curso do processo em razão de sua atuação nos EUA contra autoridades brasileiras.
O PAD pode levar à demissão do servidor. A medida foi publicada na Portaria nº 142, de 10 de fevereiro de 2026, assinada pelo corregedor regional da PF no estado, e determinou que o escrivão entregasse a carteira funcional e a arma de fogo, no prazo de cinco dias úteis. O g1 apura se a medida foi cumprida.
Faltas após a perda do mandato de deputado Segundo a portaria da Corregedoria da PF no RJ, o processo administrativo vai apurar a responsabilidade de Eduardo por ter, supostamente, se ausentado ao serviço de forma intencional e sem justificativa por mais de 30 dias consecutivos após a perda do mandato de deputado em 18 de dezembro de 2025.
Com o fim do mandato na Câmara, a Polícia Federal determinou o retorno de Eduardo Bolsonaro ao cargo na corporação, do qual estava afastado para ser deputado federal. A volta ao cargo não aconteceu e essa situação pode configurar o abandono do cargo pelo servidor público.
A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) intensificou a articulação institucional para viabilizar a retomada e a conclusão do trecho pernambucano da Ferrovia Transnordestina. Em reunião com gestores da Infra S.A., estatal vinculada ao Ministério dos Transportes e responsável pela obra, foi informado que os lotes previstos para o estado devem ser licitados até o fim de 2026.
O encontro contou com a participação do superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, e do diretor de Empreendimentos da Infra S.A., André Ludolfo, e tratou do alinhamento entre os órgãos federais para cumprimento do cronograma. “A Sudene está acompanhando de forma permanente o andamento da execução da obra da ferrovia em Pernambuco, atuando como instância de articulação entre os órgãos federais e reforçando o compromisso do Governo do Brasil com a retomada e a conclusão desse empreendimento estruturante para o desenvolvimento regional”, afirmou Francisco Alexandre.
Nos últimos dias, publicações no Diário Oficial da União indicaram avanços no trecho Salgueiro–Suape, incluindo aviso de licitação para serviços de supervisão e apoio à fiscalização das obras entre Custódia e Arcoverde, além da transferência da licença ambiental para a Infra S.A. A previsão é de que o edital do primeiro trecho, com cerca de 73 quilômetros, seja publicado no início de março.
Uma consumidora denunciou, nesta quinta-feira (26), problemas no atendimento da Compesa em Surubim, no Agreste de Pernambuco. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ela relata demora no atendimento, falta de estrutura no local e dificuldades para resolver questionamentos sobre valores de contas. Segundo a denúncia, há pessoas aguardando desde a manhã sem atendimento adequado.
“Tem pessoas que já chegaram aqui de 9 horas da manhã, deu uma hora da tarde para ser atendido, aqui não tem espaço, não temos locais para sentar, calor de matar, não tem água para nos oferecer e o atendimento é péssimo”, afirmou. A consumidora também questiona cobranças consideradas abusivas e a dificuldade de resolução. “Você vem aqui na Compesa dar baixa nessa conta, depois retorna novamente com a mesma fatura, porque a Compesa não resolve o problema”, disse. Com informações do Surubim News.
O Ministério de Portos e Aeroportos e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) realizaram, nesta quinta-feira (26), na B3, em São Paulo, o leilão do primeiro bloco de arrendamentos portuários de 2026. Foram contratados três terminais nos portos de Santana (AP), Natal (RN) e Porto Alegre (RS), com previsão de quase R$ 300 milhões em investimentos privados. O ministro Silvio Costa Filho destacou a participação do setor produtivo. “Quero agradecer ao setor produtivo brasileiro por, mais uma vez, acreditar no nosso país e na agenda de concessões que estamos conduzindo”, afirmou.
O terminal MCP01, no Porto de Santana, foi arrematado pela CS Infra S.A. e deve receber R$ 150,2 milhões em investimentos, com contrato de 25 anos, voltado à movimentação de granéis sólidos vegetais. No Porto de Natal, a Fomento do Brasil Mineração S.A. ficará responsável por terminal destinado a granéis minerais, com investimentos estimados em R$ 55 milhões e prazo de 15 anos. Já no Porto de Porto Alegre, o Consórcio Portos do Sul assumiu o terminal POA26, com previsão de R$ 21,13 milhões em aportes ao longo de 10 anos.
Segundo o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, o setor portuário tem liderado a agenda de concessões. “O setor portuário tem sido o carro-chefe no número de leilões”, afirmou. O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, destacou o volume de certames realizados na atual gestão. “Com os certames realizados na atual gestão do governo federal, chegamos a 29 leilões”, disse. Representantes das empresas vencedoras também ressaltaram a expectativa de operação e execução dos projetos nos terminais arrematados.
A partir da próxima segunda-feira, volto a percorrer o Estado para cumprir uma agenda de retomada de lançamentos do meu livro Os Leões do Norte, pela editora Eu Escrevo. A obra traz as minibiografias de 22 governadores de Pernambuco, um século de história.
A maratona começa por Agrestina, às 14h, na Escola Municipal Leonila de Souza Ribeiro, com uma palestra minha direcionada a estudantes, professores, vereadores, secretários municipais e o prefeito Josué Mendes (PSB), que está dando total apoio ao evento.
Ao longo da semana, passarei ainda pelos municípios de Altinho, Camocim de São Félix, Panelas, Cupira, Passira e Cumaru. Em todos esses municípios, o evento é direcionado aos alunos e professores da rede municipal de ensino, porque meu objetivo é levar a obra a todas as escolas do Estado.
No ano passado, percorri 56 municípios com essa missão em várias regiões do Estado. Os Leões do Norte é um livro de história e de pesquisa, um resgate do legado de um século de gestão estadual com 22 governadores. Despertou tamanho interesse que aparece entre os livros mais vendidos nas livrarias do Recife, como a Livraria Leitura, do RioMar.
“Os Leões do Norte” é resultado de uma extensa pesquisa jornalística e historiográfica, envolvendo 22 minibiografias de ex-governadores de Pernambuco, que exerceram mandatos entre 1930 e 2022. Trata-se de uma contribuição essencial para a preservação da memória política e institucional do Estado, destacando o papel de Pernambuco como berço de lideranças que marcaram a história nacional.
O livro ainda conta com design gráfico, capa e caricaturas de Samuca Andrade, além de ilustrações de Greg. “Os Leões do Norte” homenageia os líderes que ocuparam o Palácio do Campo das Princesas e também promove o debate sobre seus legados, suas contradições e o impacto de suas gestões.
O STF (Supremo Tribunal Federal) vai retomar no dia 25 de março o julgamento que analisa a suspensão do pagamento de verbas indenizatórias não previstas em lei, os chamados “penduricalhos”, utilizados para ultrapassar o teto constitucional do funcionalismo público.
O STF (Supremo Tribunal Federal) vai retomar no dia 25 de março o julgamento que analisa a suspensão do pagamento de verbas indenizatórias não previstas em lei, os chamados “penduricalhos”, utilizados para ultrapassar o teto constitucional do funcionalismo público. As informações são da CNN.
O julgamento envolve liminares concedidas por Dino e Gilmar, que determinaram a suspensão nacional de parcelas consideradas irregulares. O teto constitucional do funcionalismo está atualmente fixado em R$ 46.366,19.
Até a retomada da análise, permanecem em vigor as decisões individuais. Os ministros também uniformizaram o prazo para que os Poderes adotem providências sobre as verbas indenizatórias: 45 dias, contados a partir da decisão do decano, proferida em 23 de fevereiro.
Ao justificar o adiamento, Fachin afirmou que a solução exige articulação entre os três Poderes.
“Como se percebe, o equacionamento uniforme do problema no prazo reclamado exigirá um esforço conjunto dos Três Poderes. Por isso, em diálogo que tivemos com os Três Poderes e com este colegiado, que dará a última palavra em sede de controle de constitucionalidade, creio que podemos continuar o debate na sessão de 25 de março”, disse o presidente da Corte.
Penduricalhos O plenário do Supremo começou a julgar na quarta-feira (25) decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes que suspenderam o pagamento de “penduricalhos”.
Atualmente, todos os servidores públicos estão submetidos a um teto remuneratório, fixado em R$ 46,3 mil. No entanto, eles também têm direito às chamadas “verbas indenizatórias”: gratificações e auxílios para cobrir despesas relacionadas ao trabalho, como reembolso de viagens a serviço, por exemplo.
Esses valores não entram no cálculo do teto constitucional no Judiciário, no Ministério Público e nos demais Poderes.
Na primeira ação, Dino deu prazo de 60 dias para que órgãos dos três Poderes, do nível federal ao municipal, listem os penduricalhos pagos a seus servidores e indiquem a lei que os justifica. Aqueles penduricalhos que não tiverem respaldo legal deverão ser imediatamente suspensos.
Já na segunda liminar, Gilmar Mendes determinou, por meio de uma medida cautelar, a paralisação de verbas indenizatórias do Poder Judiciário e do Ministério Público fundadas em leis estaduais.
As decisões foram proferidas em caráter liminar, por isso já estão em vigor e devem ser são submetidas ao referendo dos outros ministros da Corte.
O deputado federal e relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (União Brasil), mandou um recado para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante seu discurso na comissão. Na declaração, ele disse para o chefe do Executivo “ficar com raiva da sua base” após a aprovação da quebra de sigilo bancário de seu filho, conhecido como Lulinha.
“Lula, não fique com raiva do presidente, do relator e da oposição, não. A gente quer o bem do Brasil. Agora fique com raiva da sua base, fique com raiva da sua liderança porque eles erraram pela segunda vez na estratégia. Eles foram soberbos. Eles foram e partiram para uma estratégia que tinha tudo para dar errado”, disse o parlamentar. As informações são da CNN.
Alfredo Gaspar se referiu a um tumulto envolvendo parlamentares da CPMI durante a sessão desta manhã. A confusão, marcada por bate-boca e empurrões, aconteceu logo após o colegiado aprovar uma série de requerimentos importantes. A sessão foi suspensa após a confusão.
A comissão apura os desvios no repasse de benefícios pagos a aposentados e pensionistas do INSS. Fábio Luís Lula da Silva teve o nome citado como um dos possíveis beneficiários do esquema de desvios em uma das fases da Operação Sem Desconto.
Embora tenha menções ao seu nome, o filho do presidente ainda não foi alvo da operação da PF (Polícia Federal), que investiga o esquema.