Com pouco mais de 70% das urnas apuradas em Olinda, a disputa entre Mirella Almeida (PSD) e Vinicius Castello segue apertada. Mirella, agora, tem 50,19% dos votos válidos, contra 49,81% de Vinicius. A diferença entre os dois é de 581 votos.
Com pouco mais de 70% das urnas apuradas em Olinda, a disputa entre Mirella Almeida (PSD) e Vinicius Castello segue apertada. Mirella, agora, tem 50,19% dos votos válidos, contra 49,81% de Vinicius. A diferença entre os dois é de 581 votos.
Pressão de Raquel Lyra não muda ritmo de Eduardo da Fonte
Por Larissa Rodrigues – repórter do blog
A pressão nos bastidores para que o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente do PP em Pernambuco, anuncie que será candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) estaria desgastando a relação entre a gestora e o parlamentar. O impasse se dá porque Raquel quer que Dudu, como é mais conhecido, apresente uma definição na próxima semana. O deputado, porém, aguarda o momento ideal para tomar uma decisão.
Como disse, em reserva, um aliado de Dudu, “é preciso cabeça fria neste momento e a governadora está ansiosa”. Raquel estaria afirmando a pessoas próximas de Eduardo da Fonte que ele teria pulado para o lado do prefeito do Recife, João Campos (PSB), por não ter escutado ainda do parlamentar o que gostaria de ouvir.
Leia maisA governadora se queixa de que seu adversário na disputa deste ano “está andando com três ou quatro pré-candidatos ao Senado ao seu lado”, enquanto ela não anunciou nenhum. Ela refere-se aos nomes que circularam com João Campos desde o ano passado em agendas, como Miguel Coelho (UB), Silvio Costa Filho (RP), Marília Arraes e Humberto Costa (PT), sendo Costa o único que já teria vaga garantida na chapa de Campos, por causa da aliança nacional entre PT e PSB.
Acontece que ao afirmar que Eduardo da Fonte fechou com João Campos, a governadora atrapalha o PP nesse período de janela partidária, período de 30 dias em que deputados estaduais e federais podem trocar de partido sem risco de perder o mandato. Alguns nomes têm resistência ao ingressar na sigla caso não seja ao lado de Raquel.
A leitura de um dos aliados de Dudu é a de que Raquel está fazendo tudo de caso pensado, justamente para desidratar a chapa do parlamentar, facilitando, assim, a negociação com ele. “Como Dudu está com João Campos se ninguém sabe disso?”, questionou uma pessoa próxima ao deputado, em conversa com este blog.
O fato é que Eduardo da Fonte aguarda a homologação da federação entre União Brasil e Progressistas, que deve se dar até o dia 20 de março, e também o fim da janela partidária, no início de abril, para anunciar qualquer que seja a decisão, inclusive porque já disse, em outras ocasiões, que tudo será resolvido em conjunto com aqueles que estiverem no grupo após o fim da janela. A pressão não vai mudar o ritmo dos prazos.
Data Magna – A governadora Raquel Lyra (PSD) comandou a solenidade de promoção da Data Magna de Pernambuco, ontem (6), no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual. A gestora realizou o hasteamento das bandeiras ao lado da vice-governadora, Priscila Krause, e do Comandante Militar do Nordeste, o general Francisco Carlos Machado Silva. A cerimônia também contou com o desfile dos destacamentos da PMPE, do Corpo de Bombeiros e das principais lojas maçônicas de Pernambuco. A governadora participou ainda de uma homenagem aos heróis da Revolução de 1817, na Praça da República, em frente ao Palácio.

Recurso negado – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, ontem (6), o recurso da defesa do ex-assessor da presidência Filipe Martins para retornar à unidade prisional de Curitiba. Na decisão, Moraes entendeu que Martins deve continuar em Ponta Grossa, uma vez que a ida para Curitiba foi uma decisão do sistema penitenciário que não tinha autorização do STF.
Lula e Eduardo Paes – O presidente Lula (PT) disse, ontem (6), que “não se escolhe adversários, mas, sim, aliados” para as eleições. Em entrevista ao jornal O Dia, o petista fez elogios ao prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), do mesmo partido da governadora Raquel Lyra. Lula disse que a prioridade é construir uma “chapa forte” capaz de vencer a disputa pelo governo estadual. Eduardo Paes vai concorrer ao Governo do Rio de Janeiro.
O que declarou Lula – “O Eduardo Paes é um excelente prefeito e trabalhamos muito bem juntos. Sobre as eleições, temos que lembrar que não se escolhe adversários, mas, sim, aliados. Paes tem o meu apoio político e o importante agora é construir uma chapa forte, capaz de vencer não apenas a disputa pelo governo, mas também de conquistar cadeiras no Senado, na Câmara e na Alerj e não deixar que o autoritarismo e o retrocesso voltem a ganhar espaço no Rio de Janeiro e em nosso país”, declarou o petista.

Fala às mulheres – Por falar em declarações de Lula, o presidente Lula gravou um pronunciamento alusivo ao Dia da Mulher, que será veiculado próximo domingo (8) na cadeia nacional de rádio e televisão. A gravação foi no último dia 5, segundo o Estadão. A fala transmitida ocorre em meio a um interesse de Lula em conquistar votos do eleitorado feminino. O pronunciamento foi gravado no Palácio da Alvorada. A convocação da cadeia nacional, com o horário de transmissão, deve ser publicada hoje.
CURTAS
Direto de Brasília – O deputado federal Augusto Coutinho, que assumiu, há pouco, a liderança do Republicanos na Câmara dos Deputados, é o convidado do podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco e transmissão para 165 emissoras do Nordeste, da próxima terça-feira (10). Na pauta, sucessão presidencial, os escândalos do INSS e Banco Master, além do projeto que regulamenta os aplicativos.
Por falar em Brasília – A troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem sacudido a capital federal e arrastou o STF de volta para o centro da crise. Com a credibilidade questionada por muitos, o Supremo volta a enfrentar um cenário delicado, porque novamente aparece no centro de um escândalo.
Semana da mulher – A pré-candidata ao Senado Marília Arraes postou um vídeo nas redes sociais, na última semana, no qual afirma que nunca sofreu tanta violência política de gênero como neste momento, após divulgar que sua participação na disputa é irreversível. “Algumas pessoas que vieram conversar comigo diziam que eu não podia ser candidata, ou que não queriam que eu fosse candidata, porque eu tiraria uma vaga de A, B ou C, ou seja, pela minha grande chance de ganhar eleição. Vocês não acreditam nisso?”, comentou.
Perguntar não ofende: Raquel Lyra vai segurar a aliança com Dudu da Fonte, diante da pressão que vem colocando contra o deputado?
Leia menos
O influenciador Pablo Marçal se filiou, nesta sexta-feira (6), ao União Brasil. Em seu primeiro discurso no partido, Marçal pregou a “união”, evitou falar em cargos específicos que quer disputar, acenou aos seus eleitores das eleições municipais de 2024 e pediu perdão a adversários políticos.
Em sua primeira fala no evento de filiação, em São Paulo, Marçal disse, ao lado do presidente do União, Antonio Rueda, e do presidente do PP, Ciro Nogueira, que ele só não irá dar certo no partido “se esses dois não quiserem”. As informações são do jornal O Globo.
Leia mais“Esse ano vai ser um ano onde pessoas que não dependem de política e não precisam da política vão invadir a política, eu quero deixar a minha declaração para vocês. Esse é o último partido meu, se esses dois falarem ‘você vai ser gandula’, eu vou ser gandula. Eu vou ajudar a eleger o maior time” falou.
O partido pretende lançar Marçal ao cargo de deputado federal ou senador, como um dos principais puxadores de voto para o Legislativo federal em São Paulo. Entretanto, para a candidatura se concretizar, ele teria que reverter uma inelegibilidade de oito anos.
Em dezembro, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) manteve uma condenação de Marçal por uso indevido dos meios de comunicação no pleito de 2024. A condenação se refere à realização de um “concurso de cortes”, revelado pelo Globo, em que colaboradores eram incentivados a produzir vídeos para as redes sociais da campanha, com promessa de remuneração e distribuição de brindes. Em outro processo, constatou-se que a maquiadora da esposa de Marçal financiou anúncios no Google que direcionavam usuários ao site oficial do candidato.
Na ocasião, a Corte também confirmou a multa de R$ 420 mil aplicada por descumprimento de ordem judicial, também durante o período eleitoral de 2024. O influenciador recorreu, e aguarda julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Outra ação que tramita no tribunal eleitoral foi suspensa no mês passado após Marçal fazer um acordo com a Justiça. O caso se refere à propagação de um laudo falso contra o então candidato Guilherme Boulos (PSOL).
Na véspera do primeiro turno de 2024, Marçal divulgou um documento falso de internação por uso de drogas — a falsidade do documento foi atestada por perícias das Polícias Federal e Civil. Poucas horas após a publicação, a Justiça Eleitoral determinou a derrubada da publicação das redes sociais. Marçal foi o terceiro colocado na disputa eleitoral daquele ano, enquanto Boulos foi para o segundo turno contra Ricardo Nunes (MDB).
Para que a ação fosse paralisada por dois anos, o empresário aceitou um acordo com a Promotoria Eleitoral do Ministério Público que prevê a imposição de uma série de restrições, como comparecimento judicial a cada três meses, proibição de sair de sua cidade sem prévia autorização, além de não poder frequentar bares, boates e casas de prostituição. No âmbito cível, o caso do laudo falso foi julgado no mês passado. Na ocasião, Marçal foi condenado a pagar uma indenização de R$ 100 mil a Boulos.
Perdão a Nunes e Tarcísio
No palco, Marçal se dirigiu ao prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), e ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), e pediu “perdão” para os dois. Na campanha de 2024, o influenciador fez uma série de ataques ao prefeito, que era seu principal adversário na disputa de votos na direita, e o governador foi um dos principais apoiadores de Nunes e foi crítico de Marçal durante a campanha.
“Eu quero fazer um pedido que a gente possa se unir. Ao prefeito de São Paulo, eu te peço perdão publicamente porque não há união sem arrependimento, se a pessoa não tiver humildade. Ricardo, a gente conversava antes da eleição, todo mundo veio bater em mim e eu acabei devolvendo com muita força em você. Exagerei, passei da conta. Você não vai ter nunca mais um cara como eu contra você. E ao governador Tarcísio, que quase esteve entre nós, eu passei do limite também com o governador. Tarcísio, peço perdão público para você, porque eu sei o homem honesto e correto que você é”, falou.
Marçal disse não ter “ego com cargos” e que se os presidentes da federação disserem que ele não será candidato, ele vai “servir”, e não deixará o partido. “Se for para ser qualquer coisa, me coloque. Se eu tiver que esperar, eu vou esperar. Eu entrei em partido que não tem palavra, deu tudo errado. Em partido pequeno, deu tudo errado. Só vocês para fazer não dar errado agora”, disse para Ciro e Rueda.
O influenciador levou sua esposa e seus quatro filhos ao palco, fez elogios ao presidente municipal do União Brasil, o ex-vereador Milton Leite, e ao partido, e acenou aos seus 1.719.274 de eleitores nas eleições de 2024. “O voto que você fez na urna está aqui dentro, você não perdeu seu voto. Esse voto vai dar fruto, eu vou carregar ele. Eu não vou desperdiçar seu voto”, disse.
Leia menos
Um avião que seguia de São Paulo para Fernando de Noronha precisou realizar um pouso de emergência no Recife, nesta sexta-feira (6), após suspeita da presença de um artefato explosivo a bordo. Nenhuma irregularidade foi confirmada, e todos os passageiros desembarcaram em segurança na capital pernambucana.
O voo G3 1774, da companhia Gol Linhas Aéreas, partiu do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e alternou o trajeto durante o percurso após a companhia ter sido comunicada sobre uma “possível ameaça à segurança de voo”. Com informações da Folha de Pernambuco e do Diário de Pernambuco.
Leia mais“O pouso ocorreu normalmente. Todos protocolos exigidos foram seguidos, com acionamento das equipes de emergência e a Polícia Federal para acompanhamento do desembarque, que aconteceu normalmente. Os clientes e tripulantes desembarcaram em total segurança”, destacou a Gol, por meio de nota.
Após a liberação da aeronave pelas autoridades no solo, a companhia informou que prestou toda a assistência necessária aos passageiros. Segundo a Gol, os clientes foram atendidos conforme determina a Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A Gol destacou ainda que procedimentos desse tipo são adotados como medida preventiva para assegurar a segurança de suas operações aéreas.
A Aena, empresa administradora do Aeroporto do Recife, reforçou que a aeronave solicitou um pouso não programado no terminal aéreo. “As equipes de emergência e a Polícia Federal foram acionadas para acompanhar a aterrisagem, que transcorreu normalmente. Todos os passageiros desembarcaram em segurança”, ressaltou a Aena.
Após o pouso, equipes especializadas da Polícia Federal realizaram inspeções nos passageiros, nas bagagens e na aeronave. Até o momento, conforme a corporação, não foram identificados indícios de risco efetivo à operação aérea. “As investigações prosseguem para apurar a autoria do comunicado relacionado à presença de possível artefato explosivo”, complementa a PF.
Na mesma ocasião, um passageiro que estava com a perna enfaixada foi detido pela Polícia Federal após o pouso do voo que seguia com destino ao Aeroporto de Fernando de Noronha. O homem teria causado incômodo durante a viagem por se movimentar bastante na aeronave. Ao pousar no Recife, foi algemado por agentes da Polícia Federal que aguardavam no aeroporto.
Ainda não foram divulgados detalhes oficiais sobre as circunstâncias da ocorrência.
Leia menos
Por Jarbas Filho*
Nesta sexta-feira é comemorada a Data Magna de nosso estado. O Dia de Pernambuco. Ou melhor, o dia de Pernambuco, Meu País. Há 209 anos, Pernambuco se desamarrava de Portugal e tornava-se um País independente. Graças à luta de bravos guerreiros, que não toleravam as imposições da corte. Gente de todas as raças.
Por 75 dias, a Terra de Altos Coqueiros tornou-se independente. Antes da revolução, que teve início em 6 de março de 1817, ser sufocada pelos portugueses. Mas aquela luta foi o embrião do sentimento republicano, libertário de Portugal. A principal revolução em todo território brasileiro. Ajudando no processo de independência, que viria mais tarde.
Leia maisA revolução de 1817 também deixou marca no sentimento dos pernambucanos. O que hoje chamamos de pernambucanidade começou lá trás. Não existe, como nós, um povo tão orgulhoso de suas raízes. E de seus símbolos.
E aqui, uma referência especial a meu pai, o ex-governador Jarbas Vasconcelos. Em seu governo, foram resgatados o hino e a belíssima bandeira de nosso estado. As gravações em diversos ritmos popularizaram a música de Oscar Brandão e Nicolino Milano.
Uma política semelhante à que a governadora Raquel Lyra vem fazendo com competência. Levando nossa bandeira para todos lugares. Contagiando e multiplicando esse sentimento que apenas nós temos.
Principalmente com o lançamento do Projeto Um Só Hino, resgate da bela ação do Governo Jarbas. Novamente com artistas pernambucanos regravando em diversos ritmos. Frevo, forró, brega, passinho. Modernizando e popularizando ainda mais nosso hino.
Quem nunca pulou o carnaval dançando o hino de Pernambuco em ritmo de frevo? Ou vestiu camisa, boné e até chinelos com as cores da bandeira de Pernambuco? Na cabeça, nos pés, no coração. As cores de nossa bandeira estão em todos os cantos. E nos enche de orgulho.
Não poderia deixar de ressaltar, ainda, o trabalho de nossa querida amiga, jornalista e ex-deputada Terezinha Nunes. Autora do Projeto de Lei que criou nossa Data Magna, em 2007, oficializando o Dia de Pernambuco. O dia que celebra o marco da luta pela liberdade em nosso estado. O dia que fez nascer esse sentimento de pertencimento.
Parabéns, Pernambuco. Parabéns a todos pernambucanos.
*Deputado estadual pelo MDB
Leia menos
Ciro Gomes (PSDB) está cada vez mais perto de confirmar candidatura ao governo do Ceará. O ex-ministro explicou que ainda não oficializou a entrada na disputa porque avalia a gravidade dos problemas do estado. “Está bem pertinho, e eu quero com muita humildade dizer porque eu não tomei essa decisão ainda. É que a situação do Estado do Ceará precisa, antes de um candidato, precisa de uma solução”, declarou. Segundo ele, a eventual candidatura depende da possibilidade de enfrentar desafios como a atuação de facções criminosas, a situação da saúde pública e o modelo de desenvolvimento econômico do estado.
Por Estadão Conteúdo
O empresário e influenciador Pablo Marçal filia-se ao União Brasil nesta sexta-feira (6). Um ano e meio depois de concorrer à Prefeitura de São Paulo pelo PRTB, Marçal foi condenado três vezes à inelegibilidade. Destas, reverteu uma condenação, enquanto recorre das outras duas.
Mesmo com os reveses no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Marçal aposta em um recurso que o permita concorrer no pleito deste ano até que os processos contra ele não estejam julgados em definitivo, ou seja, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Leia maisO União Brasil aposta em Marçal como puxador de votos. O partido realiza uma cerimônia de filiação do novo quadro na noite desta sexta-feira, que iniciou às 18h, na Vila Olímpia, na capital paulista.
Segundo interlocutores da sigla, o plano é lançá-lo a uma vaga de deputado federal por São Paulo, um cargo ao qual o influenciador já concorreu nas eleições de 2022. Filiado ao extinto Pros, Marçal conquistou votos suficientes para se eleger, mas teve o registro da candidatura indeferido.
O Estadão procurou a defesa de Marçal para comentar os processos em trâmite na Justiça Eleitoral, mas não houve retorno.
Pix de R$ 5 mil em troca de apoio político
Em fevereiro de 2025, Marçal foi condenado em uma ação movida pelo PSB e pela coligação do hoje ministro Guilherme Boulos, que concorreu à Prefeitura de São Paulo em 2024 pelo PSOL. As partes denunciaram a promessa de Marçal de apoiar candidatos a vereador que doassem R$ 5 mil para sua campanha à Prefeitura.
Durante o processo, Marçal alegou inconsistências nas preliminares do caso, ou seja, na forma como a ação foi julgada. No mérito da acusação, afirmou que não houve crime pois apenas cinco doações foram realizadas após o vídeo, as quais “foram prontamente devolvidas aos remetentes”.
Para o juiz Antonio Patiño Zorz, embora o valor arrecadado com o anúncio tenha sido limitado, a disposição de Marçal em oferecer dinheiro por apoio político, por si só, configura crime. “Entendo que o discurso de Pablo Marçal (…) encerra em si mesmo conduta ilícita que ostenta a potencialidade de lesar o bem jurídico protegido, a legitimidade das eleições”, disse o magistrado.
Marçal recorreu da decisão e obteve uma decisão favorável na segunda instância. Para o juiz Claudio Langroiva Pereira, que relatou a ação, apesar de ter havido conduta ilícita, seria necessário constatar que a prática influenciou o andamento do pleito.
‘Concurso de cortes’
Em abril de 2025, dois meses após a primeira condenação, Marçal voltaria a ter um revés na Justiça Eleitoral. O ex-candidato a prefeito foi condenado pelo “concurso de cortes” que promoveu entre os seus seguidores. O influenciador oferecia compensações em dinheiro a quem produzisse vídeos que o promovessem. A ação foi proposta pelo PSB, pelo Ministério Público Eleitoral e por Silvia Ferraro, vereadora de São Paulo pelo PSOL.
Para o juiz Antonio Patiño Zorz, o mesmo que o condenou pela promessa de Pix em troca de apoio político, a “estratégia” do concurso de cortes deu a Marçal “uma vantagem indevida” na corrida eleitoral, uma vez que o candidato “fraudou” conteúdo favorável a ele de modo a criar “a impressão de que havia uma onda genuína de apoio a suas ideias e plataforma política, mas que foi motivada pela perspectiva de ganhos financeiros conforme regulamento e premiação”. Segundo o magistrado, tratou-se de “compra de apoio político”.
Na decisão, Marçal também foi condenado pelo descumprimento da liminar que suspendia seus perfis nas redes, incluindo a comunidade no Discord em que eram criados os cortes. Seus perfis foram suspensos nas demais plataformas, mas o servidor do Discord seguiu no ar. Segundo o juiz, a comunidade permaneceu ativa por 42 dias após a liminar, cabendo uma multa de R$ 10 mil por cada dia de desrespeito à medida, totalizando R$ 420 mil.
Marçal recorreu e, dos quatro crimes pelos quais havia sido condenado, obteve o afastamento de duas imputações, mas a inelegibilidade foi mantida, assim como a multa de R$ 420 mil.
Com a condenação na segunda instância, além das penas de inelegibilidade, o influenciador passou a ser considerado inapto a concorrer a cargos públicos também pela Lei da Ficha Limpa. Segundo a norma, para determinados tipos de crimes, o candidato torna-se inelegível por oito anos após a condenação por um órgão colegiado. A defesa de Marçal apresentou embargos à condenação em segunda instância. O caso segue em análise do TRE-SP. Se for mantido o teor do acórdão, cabe recurso ao TSE.
Sorteio de boné
Em julho de 2025, Marçal foi condenado pela terceira vez. Nesta ação, o PSB o processou por abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e captação ilícita de recursos.
Nas alegações, o partido citou ofensas proferidas por Marçal durante a campanha, como as referências, sem provas, de que o então candidato Guilherme Boulos seria usuário de drogas. A sigla também acusou o candidato de ferir a isonomia do pleito ao sortear bonés e dinheiro em troca de divulgação.
Os advogados de Marçal recorreram, mas o caso ainda não foi apreciado na segunda instância do TRE de São Paulo. O caso deve ser avaliado pela Corte Eleitoral nas próximas semanas.
Laudo falso contra Boulos
Dois dias antes das eleições de 2024, Marçal divulgou um laudo médico falso atribuindo ao então candidato Guilherme Boulos uma overdose por uso de cocaína. O documento forjado utilizou a assinatura de um médico falecido.
Em fevereiro deste ano, Marçal assinou um acordo com a Procuradoria que suspendeu por dois anos a ação pela divulgação do laudo. No termo, o ex-candidato a prefeito foi condenado ao pagamento de uma indenização de R$ 5 mil a uma instituição filantrópica. Além disso, comprometeu-se a não frequentar bares, boates e casas de prostituição.
Outros processos
Durante a campanha a prefeito de São Paulo, Marçal envolveu-se em outras polêmicas que terminaram na Justiça. Em novembro de 2025, ele foi condenado por afirmar que a deputada federal Tabata Amaral (PSB) “abandonou” o pai para estudar no exterior. Segundo a Justiça, houve o crime de difamação eleitoral.
O influenciador também teve embates ríspidos com José Luiz Datena (PSDB). A tensão entre os dois culminou na cadeirada do apresentador em Marçal no debate da TV Cultura. Como mostrou o Estadão, em outubro de 2025, um acordo entre as partes encerrou os processos que os ex-candidatos moviam entre si. O termo foi homologado em fevereiro deste ano.
Leia menos
Se o leitor não conseguiu acompanhar a entrevista com a cantora e compositora Bárbara Eugênia ao quadro “Sextou”, do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique aqui e confira. O programa foi em homenagem à cantora e compositora Diana, que morreu em 21 de agosto de 2024, no Rio de Janeiro, aos 67 anos.
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta sexta-feira (6) a abertura de um inquérito para investigar o vazamento das informações do celular do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Relator do caso Master na Corte, Mendonça também determinou que a CPMI (Comissão Mista Parlamentar de Inquérito) do INSS devolva todos os dados sobre a quebra de sigilo para a Polícia Federal.
Na decisão, o ministro afirmou que o compartilhamento da quebra de sigilo não autoriza o vazamento das informações por integrantes da CPI. “Bem ao contrário, enseja, pela autoridade que recebeu a informação de acesso restrito, a responsabilidade pela manutenção do sigilo. Isso porque, a toda evidência, a eventual quebra de sigilo não torna públicas as informações acessadas“, declarou. As informações são do Poder360.
Leia maisNa manhã desta sexta-feira (6), a defesa de Vorcaro afirmou que pediria ao STF a instauração de um inquérito criminal para “sucessivos vazamentos de informações sigilosas”. Os advogados declaram que sequer tiveram acesso aos dados colhidos pela quebra de sigilo dos celulares do empresário.
“Conversas íntimas, pessoais e que expõem terceiros não envolvidos com os fatos, além de supostos diálogos com autoridades e até o ministro do STF, Alexandre de Moraes, talvez editadas e tiradas de contexto, têm sido divulgadas para os mais diversos órgãos de comunicação”, disse a defesa em nota.
O celular de Vorcaro
A quebra do sigilo dos dados telemáticos do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, identificou que ele mantinha o contato dos telefones e autoridades dos Três Poderes como três ministros do STF; parentes de ministros, como a advogada Viviane de Moraes; seis congressistas; além de dois diretores do BC (Banco Central) – autarquia que regula e investiga o Master.
As mensagens, interceptadas pela PF (Polícia Federal) e às quais o Poder360 teve acesso, estavam no celular de Vorcaro, apreendido pela corporação na operação Compliance Zero. Com base no conteúdo obtido, eis o que se sabe sobre o empresário até o momento:
• Vorcaro e namorada planejaram levar filha de Trump à Sapucaí;
• Empresário levava vida de luxo e tinha agenda de negócios cheia;
• Fundador do Master acelerou a venda de cobertura de R$ 60 mi no dia em que foi preso;
• Tinha contatos salvos de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e outras autoridades;
• Banqueiro disse que Augusto Lima bateu na mulher e casal negou;
• Vorcaro discutiu com funcionário pagamentos mensais a site de esquerda;
• Empresário se gabou para a então namorada por levar ministros para Londres;
• Demonstrava preocupação com cobertura jornalística;
• Comprou um barco para a namorada mas pediu que ela não tirasse fotos; • Sugeriu em mensagens que encontro com Lula foi “ótimo”;
• Seu celular tinha o contato de “Vivi Moraes”;
• Rueda e Ciro Nogueira voaram em helicóptero seu helicóptero em SP;
• Disse que era “zero” a chance de o BC barrar a venda do Master Citou encontro com Hugo Motta e elogiou emenda de Ciro Nogueira;
• Sugeriu em mensagens que BTG queria barrar acordo com BRB;
• Chamou Jair Bolsonaro de “beócio” e reclamou de post dele sobre Master;
• Deu relógio suíço avaliado em R$ 1 milhão a Nelson Tanure.
Na manhã da última quarta-feira (4), antes da divulgação das mensagens, os agentes da PF iniciaram a 3ª fase da Operação Compliance Zero, que resultou no retorno à prisão preventiva de Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel. Também foram presos dois funcionários do empresários, investigados por monitorar e intimidar adversários de Vorcaro.
A nova fase foi autorizada pelo relator do caso no STF, ministro André Mendonça, que acolheu o relatório da PF para decretar a prisão dos quatro investigados. Segundo o despacho de Mendonça, a investigação do caso indica que Vorcaro emitia “ordens diretas” de atos de intimidação contra pessoas como “concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas” que prejudicariam os interesses do Master.
Leia menos
Na manhã desta sexta-feira (6), o Governo do Estado realizou a solenidade de promoção da Data Magna de Pernambuco de frente para o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual. A cerimônia foi comandada pela governadora Raquel Lyra, que realizou o hasteamento das bandeiras ao lado da vice-governadora, Priscila Krause, e do Comandante Militar do Nordeste, o general Francisco Carlos Machado Silva.
A cerimônia também contou com o desfile dos destacamentos da PMPE, do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) e das principais lojas maçônicas de Pernambuco. A governadora participou ainda de uma homenagem aos heróis da Revolução de 1817, na Praça da República, em frente ao Palácio do Campo das Princesas. As informações são do Diário de Pernambuco.
Leia maisDiante da obra de Abelardo da Hora alusiva aos mártires do Estado, foi realizado um minuto de silêncio. “Hoje é o dia de Pernambuco. [A data] foi quando, há 209 anos, na Revolução de 1817, Pernambuco fez-se pátria. Gritou pelos valores de independência, liberdade, democracia e justiça. Isso faz parte daquilo que é o coração e o sentimento do nosso povo. Tem a ver com o nosso chão, mas sobretudo com os valores que o povo pernambucano, com luta e coragem, traz”, declarou a governadora, em coletiva de imprensa concedida no Palácio.
A governadora também destacou a atualidade dos ideais defendidos no movimento: “209 anos depois, estamos aqui, em um dia de feriado, celebrando aqueles que vieram antes de nós. Lutando as mesmas lutas: por mais democracia, por mais justiça e por um governo que chegue verdadeiramente na vida daqueles que mais precisam”.
Celebrada em 6 de março, a Data Magna relembra o movimento que proclamou uma república em Pernambuco em 1817 e se tornou um dos episódios mais marcantes da história política do estado. O feriado estadual foi instituído em 2017.
Leia menos
Responsável pela gestão da Usina de Tratamento de Resíduos Sólidos (UTRS) de Fernando de Noronha desde agosto de 2025, a Ambipar afirma ter ampliado a retirada de resíduos da ilha. Segundo a empresa, entre agosto de 2025 e março de 2026 foram transportadas 2.551 toneladas de resíduos para fora do arquipélago, volume superior às 2.269 toneladas recebidas na unidade no mesmo período.
Após assumir a gestão da usina, a Ambipar informou ter realizado um diagnóstico técnico que identificou passivos acumulados e problemas operacionais. O levantamento apontou, de acordo com a companhia, cerca de 2.241 m³ de resíduos volumosos e aproximadamente 2.371 m³ de resíduos de poda, além de materiais sem segregação adequada e estruturas deterioradas que dificultavam o manejo e o transporte. Ainda segundo a empresa, nos últimos 20 dias foram realizadas sete viagens marítimas para retirada de resíduos, totalizando 588 toneladas — volume superior às 350 toneladas mensais previstas em contrato.
Para ampliar a capacidade logística, a Ambipar mobilizou embarcações próprias, contratou embarcações terceirizadas e ampliou os turnos de trabalho. Segundo a companhia, a operação pode alcançar até 830 toneladas por mês, enquanto a geração média estimada de resíduos na ilha é de cerca de 378 toneladas mensais. Novos equipamentos também foram incorporados à usina, como triturador para podas, escavadeira elétrica, caminhão roll-on e caixas roll-on, voltados ao processamento e transporte dos resíduos.
A empresa informou ainda que desenvolve ações de educação ambiental na ilha, como campanhas sobre separação de resíduos, atividades em escolas e mutirões de limpeza. “A gestão de resíduos em Noronha exige uma engenharia logística específica e atuação integrada entre operação, poder público e comunidade. Nosso foco é ampliar continuamente a capacidade do sistema para garantir estabilidade operacional e evoluir para um modelo cada vez mais sustentável de gestão de resíduos na ilha”, afirma Mariana Leão, diretora da Ambipar.
O deputado pernambucano Augusto Coutinho, que assumiu, há pouco, a liderança do Republicanos na Câmara dos Deputados, é o meu convidado para o meu podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco e transmissão para 165 emissoras do Nordeste, da próxima terça-feira. Ele vai falar da pauta desafiadora de liderar mais de 40 deputados, a posição do partido em relação à sucessão presidencial, os escândalos, entre eles do INSS e Banco Master. Coutinho é também relator do projeto que regulamenta os aplicativos no País.
O Projeto de Lei Complementar (PLP) 152/2025 regula os serviços de transporte e entrega por plataformas digitais, caracterizando-os como empresas tradicionais de transporte. A proposta visa estabelecer direitos e obrigações para trabalhadores autônomos, definindo regras para a relação trabalhista sem criar, a princípio, vínculo empregatício formal. O projeto, no entanto, tem gerado preocupações como a redução dos ganhos dos trabalhadores, além da limitação da autonomia dos motoristas.
Leia maisAugusto Coutinho disputou sua primeira eleição para vereador do Recife pelo Partido da Frente Liberal (PFL), sendo eleito para dois mandatos consecutivos, em 1992 e 1996. Em 1998, foi eleito deputado estadual de Pernambuco com 34.651 votos, reelegendo-se em 2002, com 44.760, e em 2006, com 56.813, sempre entre os mais votados. Em 2010, foi eleito deputado federal por Pernambuco com 70.096 votos, assumindo o mandato em fevereiro de 2011. Em 2014, obteve 67.918 votos, ficando na primeira suplência da coligação e assumindo o mandato em fevereiro de 2015, após a nomeação de Danilo Cabral para a Secretaria de Planejamento de Pernambuco pelo então governador Paulo Câmara. Em 2018, voltou a ser eleito deputado federal por Pernambuco para o mandato 2019–2022.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Leia menos
Por Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (6) para que o líder evangélico Silas Malafaia se torne réu pelos crimes de calúnia e injúria que teriam sido praticados contra os generais de quatro estrelas que compõem o Alto Comando do Exército.
O caso começou a ser julgado nesta sexta (6) pela Primeira Turma do Supremo, em sessão virtual. Até o momento, somente o relator, Moraes, votou. Os outros três ministros do colegiado — Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia — têm até as 23h59 de 13 de março para votar.
Leia maisA denúncia contra Malafaia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) após um discurso do líder religioso durante manifestação na Avenida Paulista, em 6 de abril do ano passado.
Na ocasião, a fala de Malafaia foi motivada pela então recente prisão do general Walter Braga Netto, no âmbito das investigações da trama golpista que pretendeu manter o ex-presidente Jair Bolsonaro ilegalmente no poder.
“Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes”, disse o líder religioso à época, em cima de um carro de som.
Ele estava cobrando providências dos militares em resposta à prisão de Braga Netto, que foi candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022. “Cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem”, acrescentou Malafaia.
Um vídeo com a fala foi depois publicada pelo pastor evangélico em suas redes sociais e, segundo a PGR, alcançou mais de 300 mil visualizações. A legenda da publicação dizia: “Minha fala contra os generais covardes do alto comando, não contra o glorioso Exército Brasileiro”.
Para a PGR, Malafaia incorreu no crime de calúnia ao tê-los chamado de covardes, uma vez que covardia é crime previsto no Código Penal Militar. No caso da injúria, a denúncia acusa o pastor de querer deliberadamente ofender os militares.
Qualificação
A denúncia da PGR pede que os crimes sejam qualificados, com aumento de pena, por terem sido praticados contra agente público, em razão de suas funções, na presença de várias pessoas e contra pessoa maior de 60 anos, todos agravantes desse tipo de crime.
A defesa de Malafaia alega não haver motivo para que o caso esteja tramitado no Supremo, uma vez que o pastor não ocupa nenhum cargo com foro privilegiado. Sobre o mérito, a defesa argumenta não haver dano causado pelas falas do líder evangélico, motivo pelo qual não haveria justa causa de agir que justificasse a denúncia.
Moraes rebateu os argumentos afirmando que os fatos investigados tem conexão “absoluta” com calúnias e injúrias praticadas contra agentes públicos que são apurados no Inquérito das Fake News, que foi aberto em 2019 para apurar ataques e difamações contra ministros do Supremo.
Leia menos