Conheci o empresário Paulo Sérgio Macedo, que Deus levou, ontem, aos 77 anos, numa rara incursão que fez ao Sertão do Pajeú quando Miguel Arraes havia sido eleito pela segunda vez, na histórica e emocionante campanha de 1986, derrotando o hoje ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.
Por meio do ex-senador Jarbas Vasconcelos, um dos seus maiores amigos, criei uma relação mais próxima. Bem-informado de tudo que se passava no poder, ele me deixava a par de bastidores explosivos. Em diversas ocasiões, o encontrei na casa de Jarbas quando este governou o Estado. Era assíduo frequentador dos cozidos preparados pelo então governador.
Boêmio, bom garfo, sua grande paixão era Portugal, destino que havia planejado para o feriadão da Semana Santa e que acabou adiado por recomendação médica. Paulo Sérgio também era frequentador do restaurante Leite, onde, por diversas ocasiões, tive o privilégio de dividir a mesma mesa com ele.
Tinha uma conversa agradável, uma memória de elefante para armazenar historinhas do arco da velha. Apaixonado por política, nunca quis saber de disputar mandato eletivo. A joia da sua coroa era seu exército de amigos, que gostava de reunir para relaxar e jogar conversa fora, entre os quais o amigão Jarbas Vasconcelos e o empresário Eduardo Monteiro, de quem era compadre.
Paulo Sérgio Macedo integrou a lista de bilionários pernambucanos, segundo a revista Forbes, com patrimônio estimado em mais de R$ 1 bilhão, ocupando a 260ª posição no ranking nacional. Mas nem parecia ser um homem tão rico, riqueza que veio com o sucesso da Nordeste Segurança de Valores, que nos tempos áureos gerou mais de 20 mil empregos, atendendo 15 mil clientes em 14 Estados nas áreas de segurança eletrônica, patrimonial e pessoal. Quem o conheceu, como eu, se encantava pelo seu gosto na suavidade, sua beleza na simplicidade, sua leveza de espírito e sutileza transparente.
A maior beleza do ser humano está na mais pura simplicidade. Meu pai dizia que o bom da vida é ser sem parecer. O que alimenta a alma é o espírito leve dos que sabem viver, assim como os alimentos nutrem o nosso corpo. Nenhuma morte manda recado, aprendi com meu avô. Não podemos intercalar tempo entre um instante e outro, pois esse não nos pertence.
A morte, como chegou do repente para Paulo Sérgio Macedo, nada mais é que uma despedida inesperada da qual não temos o direito de contestar ou evitar. A vida pode ser efêmera, mas as lembranças são eternas. Macedo deixa boas lembranças para sua família e amigos mais próximos, até porque existem lembranças que simplesmente não se apagam, permanecem por toda a vida.
EXPANSÃO NACIONAL – A primeira empresa pilotada por Paulo Sérgio Macedo foi a Pernambuco Segurança de Valores, criada em 1970, tornando-se, mais tarde, Nordeste Segurança. Em 1991, o Grupo Nordeste deu um passo importante na expansão dos seus negócios, ampliando sua atuação para os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, por meio da Transbank. A malha de atendimento foi sendo constantemente ampliada, englobando os estados de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Prestando serviços em transporte de valores, terceirização de serviços bancários, segurança patrimonial e eletrônica, a Transbank teve sua competência e qualidade reconhecidas com a certificação ISO 9002.
Líder do PL no podcast – Amanhã, apresento meu quarto podcast “Direto de Brasília”, em parceria com a Folha de Pernambuco. O convidado é o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), que, como se diz em Brasília, está no olho do furacão, presença permanente no noticiário da mídia nacional. Foi ele que mobilizou um exército de aliados de Bolsonaro, e também não aliados, entre o Salão Verde da Câmara e o plenário para conseguir as 257 assinaturas necessárias para colocar na pauta de votação da Casa o projeto de anistia, que só depende agora do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do colegiado de líderes para entrar na ordem do dia.
Odebrecht confirma propina – Quatro ex-presidentes do Peru e a filha de um 5º ex-chefe do Executivo peruano foram envolvidos na operação Lava Jato – já desmantelada no Brasil. A Odebrecht teria pagado propina aos políticos em troca de favorecimentos. Em depoimento em 9 de novembro de 2017, o ex-presidente da construtora Marcelo Odebrecht afirmou que a empresa havia apoiado políticos peruanos: “Com certeza, apoiamos todos. [Alejandro] Toledo, Alan García, [Ollanta] Humala, Keiko [Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori]”. Humala é o marido de Nadine Heredia, para quem Lula concedeu asilo político.
Ex-vereador nas garras da justiça – A Justiça de Pernambuco marcou a audiência de instrução e julgamento do ex-vereador de Tupanatinga Luciano de Souza Cavalcanti, de 59 anos, acusado de tentativa de feminicídio por atirar em uma mulher, na área externa de um motel de Garanhuns, no Agreste. O caso aconteceu em 6 de março. A audiência do ex-vereador, que está preso preventivamente, foi marcada para o dia 4 de agosto, às 8h15. A decisão é da juíza Alyne Dionísio Barbosa Padilha, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Garanhuns, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
De olho no Senado – Em entrevista, ontem, ao companheiro Ricardo Dantas Barreto, do DP, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) confirmou sua intenção de disputar uma vaga ao Senado nas eleições do ano que vem. “O mais difícil foi minha eleição e a do meu filho Lula da Fonte para a Câmara no mesmo pleito. Diziam que seria impossível. Então, como não ser candidato a senador”, afirmou. Da Fonte só não disse por qual coligação entrará na disputa. “Em 2026, a gente conversa. Não há nada definido automaticamente”, acrescentou.
CURTAS
TÁ FORA – Depois de ser lembrado para concorrer ao Governo do Estado pelos bolsonaristas Gilson Machado, Alberto Feitosa e Coronel Meira, o comunicador Joslei Cardinot usou uma parte do seu programa, ontem, pelas redes sociais, para informar que não faz parte dos seus planos disputar mandato eletivo.
SERTÃO QUE FAZ – Só dois municípios do Sertão foram selecionados pela Amupe para apresentarem experiências bem-sucedidas e premiadas: Serra Talhada, com os projetos Infraestrutura e Tecnologia para Mobilidade Segura e Sustentável e Zona Lilás, e Santa Maria da Boa Vista, com o projeto Sistema de Gerenciamento de Abastecimento de Água.
JUNTOS – O prefeito do Recife, João Campos (PSB), vai hoje a Goiana, na Zona da Mata Norte, subir no palanque do candidato a prefeito pelo PP na eleição suplementar, Marcílio Régio. Pelo menos em Goiana, João e Eduardo da Fonte, padrinho de Régio, caminham no mesmo lado.
Perguntar não ofende: Qual o legado de Paulo Sérgio Macedo?
A cidade de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, inicia na próxima quarta-feira (9) o projeto “Minha Escola no Museu”, que vai levar alunos e professores da rede pública a uma imersão na história do cangaço e na formação cultural do município. A iniciativa é promovida pela Fundação Cultural Cabras de Lampião e terá a participação de estudantes de oito escolas das zonas urbana e rural.
O percurso inclui locais históricos como a Praça Agamenon Magalhães, marco zero de Serra Talhada, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e a Casa da Cultura. A programação termina no Museu do Cangaço, instalado na antiga estação ferroviária, onde os estudantes terão contato com objetos, fotografias e outros registros relacionados a Lampião e seu bando.
No museu, os participantes também serão acompanhados por monitores e assistirão a uma palestra do pesquisador e escritor Anildomá Willans de Souza, além de uma aula-espetáculo com o Grupo de Xaxado Cabras de Lampião. Segundo a presidente da Fundação Cultural Cabras de Lampião, Cleonice Maria, o projeto busca aproximar os estudantes da história e do patrimônio cultural da região.
As atividades seguem até 30 de setembro e contam com apoio da Secretaria Municipal de Educação e incentivo cultural da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), da Fundarpe, da Secretaria de Cultura de Pernambuco, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.
A rodada mais recente da pesquisa Quaest, divulgada esta semana, mostra que o eleitor de Augusto Cury (Avante) rejeita três vezes mais a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que o retorno da família Bolsonaro ao Planalto. O escritor, que tinha apenas 2% das intenções de voto no levantamento anterior, agora alcança 10% e assume o terceiro lugar entre os presidenciáveis mais bem posicionados.
Quando questionados sobre o que os traz mais medo, 60% dos apoiadores de Cury responderam a continuidade do petista no Executivo, enquanto 22% disseram a volta do clã do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A margem de erro neste segmento é de 7 pontos percentuais.
A Quaest também mediu a opinião de eleitores de Cury sobre o governo Lula. Os dados indicam um descontentamento com a atuação do petista em sua terceira vez à frente do Planalto.
O governo petista é aprovado por 23% e desaprovado por 71%, enquanto 6% não sabem ou não responderam. A gestão é avaliada como positiva por 14%, regular por 34% e negativa por 52%.
Horizonte econômico
A percepção sobre a economia também não é otimista. Para 66% dos eleitores de Cury, ela piorou nos últimos 12 meses. Apenas 5% avaliam que houve uma melhora.
Veja os números:
• Melhorou: 5%
• Ficou do mesmo jeito: 27%
• Piorou: 66%
• Não sabem/não responderam: 2%
Oito a cada dez eleitores de Cury (83%) também avaliam que o preço dos alimentos nos mercados subiu no último mês. Para 5%, eles caíram, enquanto 11% responderam que ficaram iguais. Já 1% não sabe ou não respondeu.
Lulinha e ‘Dark horse’
A pesquisa mediu o impacto da investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, entre os eleitores de Cury — 69% sabem do caso. Lulinha é alvo de três inquéritos, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para apurar se favoreceu empresários interessados em negócios com órgãos públicos e se atuou em benefício próprio.
Para 77% do eleitorado de Cury, Lula não deu explicações convincentes sobre as investigações envolvendo o filho. Apenas 10% pensam o contrário, e 13% não sabem ou não responderam.
Metade dos membros desse segmento (51%) avalia que a investigação prejudica muito a campanha de Lula. Já 26% respondem que prejudica um pouco, e 21% entendem que não prejudica. Outros 2% não sabem ou não responderam.
A Quaest também questionou o eleitorado de Cury sobre o financiamento de Daniel Vorcaro, do Banco Master, ao filme “Dark horse”, sobre a vida de Jair Bolsonaro. A negociação foi intermediada pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Os dados mostram que 67% do segmento souberam da investigação sobre irregularidades na origem e destinação desses recursos.
Para 59%, Flávio não deu explicações convincentes, enquanto 23% pensam o contrário e 18% não sabem ou não responderam.
A avaliação de que a investigação prejudica muito a campanha de Flávio é compartilhada por 41% dos eleitores de Cury. Já 29% entendem que prejudica um pouco. Para 26%, não prejudica, e 4% não sabem ou não responderam.
O levantamento foi encomendado pela Globo e Editora Globo. A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. O nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-07065/2026.
Você não descansa, homem de Deus? Que feijão foi este que comeste de Dona Margarida e Seu Gastão, e que te deu a energia e a força do Capitão 7, herói dos quadrinhos da TV Record, canal 7, do final da década de 50 e entrando para 60?
Um típico super-herói “chupado” do Superman, mas que jamais teve seus direitos contestados. Qualquer gibi do Capitão 7, original, tem hoje um grande valor histórico e financeiro.
A universalidade do Capitão 7 tinha a mesma abrangência do Superman e o Dr. Silvana e Lex Luthor tiveram seus correspondentes nos vilões do Capitão. Coisas de São Paulo, meus amigos.
O tema da perda de amigos para São Paulo e de lindas conterrâneas que desapareceram na big metrópole do ouro, do poder e da ilusão, abordado em sua crônica domingueira de hoje, também é muito caro para mim, tendo como referência Ouricuri, a minha segunda pátria.
A minha primeira pátria, no Pajeú das Flores, foi negada ao meu pai Walfredo, a minha Mãe Euza e a nós filhos pelo cangaço mais vil e cruel do sertão pernambucano. Cadê os irmãos Çico, Assis Guaxinim e Doda, exímios craques na arte da bola e da marcenaria? São Paulo os engoliu e não vomitou! Porca miséria!
Julião de Senhor Borges, que trabalhou em roça de meu pai, exímio comedor de melancia e forte feito um touro. Julião gostava de quadrinhos e me apresentou, contando histórias, ao mágico mundo de Disney, me falou de uma feroz luta de Mickey contra João Bafo de Onça, que fugia em um helicóptero.
Parece que Julião, neste caso, preferiu o vilão. E eu não gostei. Credo, Julião. Como esquecer das histórias de Julião sobre o Fantasma, o espírito que anda, o Sr. Walker e sua linda namorada Diana Palmer, a funcionária da ONU na área de direitos humanos!
Diana ao casar, finalmente, em 1977 passou a assinar Diana Palma Walker. Que nome tão lindo, meu Deus! A este casamento compareceram presidentes, reis, chefes de tribos mais distantes e ricas, que presentearam o jovem casal com caixões de diamantes, ouro, prata e especiarias raras, algo que a nossa querida Roberta Jungmann não cobriu, uma pena.
Julião me contou, e eu babei, sobre os doze trabalhos do Fantasma, algo como os doze trabalhos de Hércules. Esta é uma história de desafio para recuperar Diana Palmer da mão de um malvado, e eu quis ser, sim, o Fantasma para receber um beijo de recompensa e poder sentir os braços sedosos daquela deusa dos sonhos de qualquer homem.
Jamais encontrei essa história do Fantasma, encontrei uma bem próxima. Ou Julião se enganou ou minha memória de criança me traiu. Nêgo Zeca, padeiro, forte que só um touro e generoso que só um Illuminati.
O padeiro de minha infância e adolescência hoje, com o seu grupo, domina a economia e a indústria das guerras mundiais, para minha surpresa. Mora, disfarçado, na Zona Leste de São Paulo, como um simples e afetuoso avô.
Zeca foi para São Paulo em busca de Pelé e suas maravilhas. Virou santista para sempre. Este Zeca renascentista me presenteou, na sua partida, com a sua coleção de Jacques Douglas, o Agente Secreto SZ-4.
Considero este o melhor presente que recebi em minha vida. Meu compadre Raimundo Papai do Céu foi em busca do Palmeiras e Ademir da Guia e por lá ficou alguns anos. Sobreviveu à máquina moedora de carne humana, voltou e encantou-se em Ouricuri, cercado da glória de ter visto Ademir da Guia jogar, que ele dizia nas discussões acaloradas ter sido melhor que Pelé.
Aí só faltava sair tapa, mas o meu comadre segurava a tese, doesse em quem doesse. Devo dizer que batizei uma filha sua, por procuração, chamada Ava Gardner, irmã de Gary Cooper, Kêrinho para todos e para sempre.
Seu bordão: “O Palmeiras não é um time, é uma sociedade” e aí o pau comia na terra de São Sebastião de Ouricuri, soldado de Jesus. As belas irmãs Sobreiras também foram embora, com os pais e o irmão Marcelo, um cabôco forte, e delas não tive mais notícias.
Lindas morenas como eram, devem ter arranjado maridos na terra da garoa e constituído belas famílias, que na minha vida e história não existe amargor para estar arrotando fel. Os belos nome dessas princesas, originárias, salvo engano, de Novo Exu, de Luiz Gonzaga: Adélia, Inês, Liene e Lenaide. As outras, a memória apagou. A memória é um mercenário que cobra um alto preço.
E já que você falou em Mário de Andrade, o genial homem que rompeu com as métricas certinhas e parnasianas com o seu Paulicéia Desvairada, praticamente inaugurando o Modernismo, movimento que ensinou ao brasileiro falar a sua língua tupi-guarani, africana, europeia, lembremos ele, o grande Mário: “Eu sou trezentos, sou trezentos e cinquenta”.
Ou em Macunaíma, quando ele faz a maior descoberta antropológica sobre o homem brasileiro e que estamos aí a ver nas profundezas dos pântanos: Macunaíma, o típico homem brasileiro, é um herói sem nenhum caráter.
Mário era um grande intelectual e não teve tempo na terra suficiente para ver que o Brasil também é formado de homens de excepcional caráter e grandeza moral. Você quer um exemplo? Armando Monteiro Filho.
Os responsáveis pelo perfil Bastidor.PE, ambos ex-ocupantes de cargos comissionados no Governo de Pernambuco, têm até a tarde deste domingo (6) para prestar esclarecimentos sobre a origem da fotografia que mostra um suposto panfleto apócrifo contra a governadora Raquel Lyra.
A determinação ocorre após a Justiça acatar pedido apresentado por João Campos para aprofundar a apuração sobre a autoria e a circulação do material. Rodrigo dos Santos Ambrósio e Felipe Vilar, apontados como responsáveis pelo Bastidor.PE e nomeados para cargos na gestão estadual em 2023, deverão fornecer informações capazes de esclarecer como a imagem chegou ao perfil e em quais circunstâncias foi produzida.
Entre os elementos que deverão ser apresentados estão os dados sobre a origem da fotografia, incluindo data, horário e local em que teria sido registrada, o equipamento utilizado e a identificação de quem realizou o registro.
A determinação também alcança os rastros digitais relacionados à imagem e à sua circulação. Deverão ser fornecidos dados sobre o envio e a publicação do arquivo, além de informações técnicas relacionadas aos endereços de IP, contas e equipamentos utilizados.
Os elementos deverão ser disponibilizados à Polícia Federal e podem ajudar a reconstruir o caminho percorrido pela fotografia, desde sua produção até a publicação nas redes sociais, contribuindo para esclarecer a origem do suposto panfleto e identificar eventuais responsáveis por sua produção e divulgação.
Há uma curiosa zona de silêncio na trajetória recente da deputada estadual Rosa Amorim (PT). Militante histórica do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e eleita sob a bandeira da reforma agrária, Rosa construiu sua identidade política justamente na defesa dos movimentos sociais e na crítica às forças tradicionais do poder. Por isso, chama atenção a maneira discreta com que passou a tratar sua relação política com a governadora Raquel Lyra, hoje no PSD de Gilberto Kassab.
Não se trata de negar que divergências possam coexistir com diálogo institucional, uma vez que a própria atuação parlamentar exija isso. O problema é quando a conveniência política começa a produzir uma seletividade no discurso.
Ontem (4), a governadora seletivamente omitiu de suas redes sociais a agenda com agricultores ligados ao MST em Caruaru. E é justamente na Capital do Agreste onde Rosa Amorim possui uma de suas principais bases político-eleitorais. Não se viu nas imagens da agenda governista a presença de Rosa. Mas, ora, para quem se diz da base governista, ainda que filiada ao PT, por que não houve a mínima divulgação do ato? Isso porque nem Raquel quis se associar ao ato. Cumpriu protocolo, somente.
Vale lembrar que, entre 2023 e 2024, durante os dois primeiros anos do governo Raquel Lyra, Rosa Amorim esteve ao lado da pessedista em reuniões com representantes do movimento no Palácio do Campo das Princesas. Política também é narrativa. E quem escolhe o que mostra — e o que prefere deixar nas sombras — está fazendo política.
Raquel passou a fazer parte umbilicalmente do PSD, partido que oficializou Ronaldo Caiado como candidato à Presidência da República, tendo como Gilberto Kassab seu vice. A mesma Raquel que diz que dialogar com o MST de Rosa Amorim está no seio de uma legenda que disputa o Planalto por um projeto que não exatamente se confunde com o campo político de Rosa. Isso torna ainda mais intrigante a proximidade construída nos últimos anos, porque, para quem fez da coerência ideológica uma espécie de patrimônio político, não basta estar presente quando as câmeras estão ligadas — é preciso explicar também as ausências, os silêncios e as escolhas.
Quem alega fazer parte do campo de esquerda e carregar a representação de um movimento como o MST também precisa entender que coerência política não se resume ao partido estampado na legenda. Há momentos em que o silêncio diz mais do que um discurso de plenário. E, na política, sobretudo em ano eleitoral, aquilo que não se divulga pode acabar sendo tão eloquente quanto aquilo que se anuncia.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, se reuniu com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes na quarta-feira (2). O encontro ocorreu no gabinete do magistrado, em Brasília, em meio ao escândalo envolvendo o ministro do Supremo Alexandre de Moraes, como uma sinalização de boa vontade em relação à instituição.
Uma crise de proporções inéditas assola a Corte. Um dia antes, o relator do caso Banco Master, o ministro do STF André Mendonça, havia retirado o sigilo de um relatório da Polícia Federal que compilou 51 mensagens entre o seu colega de Corte Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
O Estadão revelou o conteúdo das mensagens mostrando que Vorcaro se aconselhava e pedia orientações a Moraes, inclusive sobre se deveria deixar o País às vésperas da determinação de sua prisão.
“Temos convicção de que venceremos as eleições e acreditamos que o próximo governo deverá preservar o diálogo institucional, o respeito entre os Poderes e a normalidade democrática”, afirmou Marinho numa nota padronizada.
Decano da Corte, Gilmar havia se encontrado também com o presidente Lula (PT) na terça-feira, 1º, mesmo dia da eclosão da crise. No encontro, segundo apurou a Coluna do Estadão, ele defendeu que a corporação reaja a determinações do ministro André Mendonça quando as considerar excessivas ou ilegais.
O magistrado traçou caminhos para os passos futuros do governo diante das decisões do relator dos casos Master e do INSS – esta envolvendo investigações sobre o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha).
Na avaliação de Gilmar Mendes, compartilhada com Lula, o governo falhou ao não cobrar um freio nas medidas de André Mendonça desde o início. A mesma crítica foi dirigida ao Ministério da Justiça e à própria PF.
Enquanto isso, a campanha de Flávio e seus aliados vêm explorando o escândalo como chamariz para o comício no Dia da Independência na Avenida Paulista, em São Paulo, na próxima segunda-feira, 7.
Em sua transmissão semanal às quintas-feiras, Flávio aproveitou o noticiário para convocar seus apoiadores a comparecer ao comício de sua campanha — que deu pontapé em 16 de agosto na praia de Copacabana com público pequeno, se comparado a outras manifestações bolsonaristas, de cerca de 9 mil pessoas, segundo levantamento do Monitor do Debate Político.
“Se tem uma coisa que Brasília treme é com mobilização de rua, com o povo, com a insatisfação sua. Não deixe de ir à Paulista no 7 de Setembro. É o dia que vamos decidir se damos uma arrancada para buscar a liberdade em nosso País ou se a gente vai ficar entregue a esse mar de lama que todos estão vendo que está acontecendo aqui em Brasília”, declarou ele, referindo-se ao STF.
O trecho com a fala de Flávio vem sendo compartilhado em grupos de apoiadores com uma fotografia tirada pelo jornal O Globo de Moraes e outros ministros rindo, em clima de descontração, um dia depois da crise provocada pela revelação da troca de mensagens entre ele e Vorcaro.
Os eleitores do estado de Saxônia-Anhalt, da Alemanha, vão às urnas neste domingo (6) e há chances de um partido de extrema direita ser eleito no país desde a Segunda Guerra Mundial. O Partido Alternativa para a Alemanha (AfD) lidera as pesquisas com 40% dos votos. Será decidido o novo Parlamento regional, bem como o novo governador.
Ulrich Siegmund, de 35 anos, é descrito por jornais locais como “O homem mais perigoso da Alemanha”. Atualmente, ele é deputado, e ganhou projeção nas redes sociais ao atacar imigrantes, defender uma identidade nacional e criticar a imprensa. As informações são do Metrópoles.
Embora esteja bem pontuado, o partido nunca conseguiu eleger um candidato no estado nem formar alianças para liderar um governo estadual. Esta é a primeira vez desde 1945, ano do fim da Segunda Guerra Mundial, que a sigla tem uma chance melhor. A vitória nas urnas, no entanto, não garante a maioria das cadeiras no Parlamento. Siegmund não será eleito governador de forma automática.
A eleição em Saxônia-Anhalt, que possui cerca de 2,1 milhões de habitantes, é vista como um teste para o chanceler Friedrich Merz, que sofre rejeição por conta da economia estagnada no país. O país é atualmente comandado pelo partido conservador União Democrata-Cristã (CDU), o mesmo do chanceler.
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, deu algumas declarações sobre as mensagens do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o ministro Alexandre de Moraes. Disse ao discursar em um evento no Palácio do Planalto na sexta-feira (4) que haverá uma resposta “firme“.
Na prática, entretanto, o presidente do STF tem atrasado a decisão sobre as investigações. Bastaria colocar em plenário o relatório do ministro André Mendonça e perguntar se deveria ser aberta ou não uma investigação sobre Moraes. Os magistrados teriam que dizer “sim” ou “não”. Fachin está postergando a análise dos dois casos (leia mais abaixo) que envolvem Moraes e Mendonça. Em um dos casos, a decisão será a partir de 14 de setembro. Faltarão 20 dias para a eleição.
No outro, a decisão terá que ser a partir de 22 de setembro. Faltarão 12 dias para o 1º turno das eleições. Não está claro se o plenário avaliará cada caso separadamente ou em conjunto. Se for em conjunto, a investigação sobre Moraes terá que ficar também para depois de 22 de setembro. O STF poderá argumentar que não será o momento para tomar decisões nas duas situações. Isso adiaria ainda mais a análise dos ministros.
Entenda os dois casos
Há duas decisões a serem tomadas que envolvem investigações sobre ministros:
•Mendonça contra Moraes – Mendonça tirou na terça-feira (1º) o sigilo das investigações sobre o Master. Expôs mensagens que Vorcaro mandou para Moraes. Afirmou que o plenário do STF deve analisar o conteúdo. Fachin deu até sexta-feira (11) para manifestações de Mendonça, de Moraes, de Paulo Gonet e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O prazo é de 5 dias úteis a partir de quinta-feira (3). Termina na sexta-feira (11). Isso coloca a análise do caso para depois de 14 de setembro;
•Moraes contra Mendonça – Moraes incluiu na quinta-feira (3) Mendonça no inquérito das fake news, iniciado em 2019 e inconclusivo até hoje. Fachin tirou Mendonça do inquérito na sexta-feira (4). Deu cinco dias úteis para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, dizer se o pedido de Moraes é pertinente. Depois, Mendonça terá mais cinco dias úteis para se manifestar. Esse caso só deve ir ao plenário depois de 22 de setembro.
A viuvez é uma das experiências de perda mais profundas que uma pessoa pode vivenciar. A morte do companheiro ou da companheira não representa apenas a ausência física de alguém amado, mas também a ruptura de uma rotina, de projetos compartilhados, de hábitos cotidianos e, muitas vezes, de uma parte importante da própria identidade.
A solidão que surge nesse período pode ser particularmente intensa. Mesmo cercada por familiares e amigos, a pessoa enlutada pode experimentar uma sensação profunda de vazio e de falta de pertencimento. É a chamada solidão emocional: a percepção de que existe uma ausência que não pode ser simplesmente preenchida pela presença de outras pessoas.
Do ponto de vista psicológico, o luto é um processo individual e não segue um calendário rígido. Algumas pessoas conseguem gradualmente reconstruir sua rotina e encontrar novos significados para a vida. Outras permanecem por períodos mais prolongados em sofrimento intenso, com dificuldade para aceitar a perda, reorganizar a própria vida e imaginar um futuro sem o parceiro.
Na psiquiatria, é importante diferenciar o sofrimento esperado do luto de situações em que os sintomas se tornam persistentes, incapacitantes ou assumem características de um transtorno mental. Tristeza intensa, choro, saudade, alterações do sono, redução do apetite e momentos de ansiedade podem fazer parte do processo de adaptação à perda. Entretanto, sintomas persistentes e intensos de depressão, desesperança, isolamento social, perda significativa de interesse pelas atividades, culpa excessiva ou pensamentos relacionados à própria morte merecem avaliação profissional.
Um aspecto frequentemente negligenciado é que a solidão pode afetar não apenas a saúde emocional, mas também a saúde física. O isolamento prolongado pode contribuir para piora do sono, redução da atividade física, alterações de hábitos alimentares e maior vulnerabilidade a sintomas ansiosos e depressivos. Por isso, cuidar de uma pessoa viúva significa olhar para ela de maneira integral, considerando aspectos emocionais, sociais, comportamentais e clínicos.
Reconstruir a vida após uma perda não significa esquecer quem partiu. O objetivo do acompanhamento psicológico ou psiquiátrico não é apagar a saudade, mas ajudar a pessoa a desenvolver uma nova relação com essa ausência. A memória do relacionamento pode permanecer como parte da história de vida, enquanto novos vínculos, atividades e projetos passam gradualmente a ocupar espaço.
Nesse processo, pequenas atitudes podem ter grande importância: manter contato com pessoas próximas, estabelecer uma rotina, retomar atividades prazerosas, cuidar da saúde física, evitar o isolamento e permitir-se falar sobre a pessoa que morreu. Não existe uma maneira “correta” de vivenciar o luto.
Também é importante respeitar o tempo de cada indivíduo. Algumas pessoas precisam de meses para reorganizar sua vida; outras necessitam de mais tempo. O sofrimento não deve ser medido apenas pelo calendário, mas pelo impacto que ele produz na capacidade de viver, relacionar-se e encontrar algum sentido na própria existência.
A viuvez pode trazer uma solidão profunda, mas não precisa significar uma vida de solidão permanente. Com acolhimento, vínculos sociais e, quando necessário, acompanhamento psicológico e psiquiátrico, é possível reconstruir gradualmente uma vida que reconheça a perda sem ficar completamente definida por ela.
*Médico com atuação em Psiquiatria, Neurologia Clínica e Medicina da dor | Instagram: @drsilvinoteles
São Paulo, onde passo o feriadão da Independência com os meus filhos, sempre povoou meu imaginário como eldorado dos nordestinos, a terra prometida para quem a seca expulsou do meu Pajeú, onde as almas são todas de cantadores, como imortalizou em versos o gigante Rogaciano Leite.
Enraizado em Afogados da Ingazeira, chorei a perda de muitos amigos de infância para São Paulo, em debandada sob caminhões paus de arara, que só ouvia falar nos versos de Patativa do Assaré. Como a cena me comovia! A seca não nos matava de fome apenas. Matava também os nossos sentimentos, roubava companhias que nos faziam felizes.
Nas malas de cada irmão afogadense que desembarcava no Brás havia um manto de coragem e uma certeza: São Paulo saberia acolher a esperança deles. São Paulo parecia ter selado um pacto eterno com meus conterrâneos que davam adeus ao Pajeú: a cidade que oferecia o chão das oportunidades, para eles entregarem o coração do trabalho.
Resisti até o último pau de arara, mas três dos meus irmãos, não. Zeza, Ana e Marcelo, sei lá por quais razões, não se renderam ao apelo da terra da garoa. Preferiram o Rio de Janeiro, provavelmente embriagados pela canção de Gilberto Gil, do Rio que continua lindo e cheio de graça. O farol da esperança que acolheu a força e o sorriso deles só Vinicius de Moraes para explicar com a sua garota de Ipanema.
O tempo, o senhor da razão, foi me ensinando que São Paulo não poderia se perpetuar em minha vida como aquele retrato dolorido na parede e na alma de Drumond de Andrade. Comecei a admirar a capital paulista ouvindo Caetano Veloso. O cantor baiano eternizou o encontro das avenidas Ipiranga e São João. Com o “Trem das Onze”, Adoniran Barbosa também. Virou hino paulista, popularizando o bairro do Jaçanã, cujo famoso trem da música funcionou entre 1893 e 1965, ligando o centro da cidade à Cantareira.
Terra da Garoa, Selva de Pedra, Sampa, Paulicéia. São Paulo, a metrópole que nunca para, é um verdadeiro caldeirão de culturas, sabores e experiências. Com suas avenidas movimentadas, arranha-céus imponentes e uma cena artística vibrante, a cidade é um convite à exploração e às descobertas.
Lendo em bancos escolares ainda em Afogados da Ingazeira, descobri que o lema da cidade de São Paulo é Non ducor, duco, que significa “Não sou conduzido, conduzo”. O símbolo foi adotado oficialmente em 1888, e simboliza a história de liderança e iniciativa da cidade, que evoluiu de uma pequena vila para uma das maiores metrópoles do mundo.
Entre o inverno e a primavera a cidade se cobre de azaléia, que foi decretada a flor–símbolo de São Paulo em 1987. Essa beleza é uma imigrante, tem origem na Ásia. A azaléia floresce entre o inverno e a primavera colorindo a cidade com seus vários tons, fazendo de São Paulo uma musa inspiradora para poetas que a visitam e se encantam com os seus cantos.
Neste feriadão, curtindo pontos turísticos de São Paulo com meus filhos Magno Filho e João Pedro, descobri algo mais para perdoar a cidade da crueldade de roubar meus amigos de infância. Estou convencido que a capital paulista tem o charme de Paris, a cultura de Londres, a mistura de Nova York, o tamanho de Tóquio.
É grande, charmosa, culta, multitudo. Acabei amando as coisas estranhas da cidade. É a terra do café, mas seu principal viaduto é o Viaduto do Chá. Tem uma rua chamada Direita que não é tão direita assim. Tem uma Rua Formosa que é muito, muito feia. Tem uma Rua das Palmeiras que não tem sequer uma árvore, muito menos palmeiras.
A sofisticação da cidade está na Avenida Faria Lima, que concentra dinheiro e modernidade, numa Daslu, que concentra o luxo, numa Paulista, cartão de visitas da cidade. Descobri que São Paulo é muito mais do que só uma cidade de negócios, de turismo ou aquela que nunca dorme. É também uma cidade que recebe o mundo, os fãs de todos os tipos musicais, os manifestantes, os carnavalescos, os esportistas.
Em seu vai e vem frenético, eles até podem parecer turistas, mas são parte da cidade, movimentam ruas e negócios. Para quem chega de fora, seja do interior ou de outros países, São Paulo oferece o anonimato generoso que se transforma em pertencimento. É uma emoção indescritível descobrir refúgios verdes inesperados no topo da montanha, como o Pico do Jaraguá, em contraste com a imensidão urbana e o calor humano do Mercado Municipal.
Ninguém amou tanto São Paulo quanto o grande escritor Mário de Andrade. Seu amor era tão profundo que, no poema “Quando eu morrer”, ele expressou o desejo lírico de ter suas partes do corpo espalhadas pelas ruas do centro: “No Pátio do Colégio afundem / O meu coração paulistano: / Um coração vivo e um defunto. / Bem juntos.”
Lygia Fagundes Telles, a primeira-dama da literatura brasileira, ambientou clássicos como “As Meninas na capital” e sempre guardou um olhar afetuoso para a atmosfera paulistana, especialmente a da sua juventude nas arcadas do Largo de São Francisco. Ela costumava lembrar com encanto da icônica garoa paulistana: “São Paulo era uma cidade de névoa, uma cidade onde as pessoas caminhavam envoltas em mistério. Havia uma dignidade poética naquele cinza.”
Autor de “Não Verás País Nenhum” e profundo conhecedor das esquinas da cidade, o escritor Ignácio de Loyola Brandão definiu São Paulo como um ímã irresistível, focado na eletricidade de suas ruas: “São Paulo nos esmaga, mas nos alimenta. É uma cidade terrível e fascinante. Eu preciso desse ritmo, desse barulho, dessa gente caminhando rápido para sentir que estou vivo e produzindo.”
Duas versões da linha 2027 da Fiat Toro ganharam o sistema híbrido-leve, conhecido como MHEV — sigla em inglês para Mild Hybrid Electric Vehicle: a Ultra e a Volcano. O sistema já se popularizou em outras marcas do grupo Stellantis, como Peugeot, Jeep e Citroën. A Toro ficou mais econômica e agradável de dirigir com a adoção do sistema híbrido-leve de 48 volts? Depois de uma semana ao volante da versão Volcano MHEV 2027, em rodovias e no trânsito urbano, a resposta é sim — mas com algumas ressalvas.
Este colunista explica quais os efeitos da inclusão desse motorzinho de 48 volts que funciona como assistência elétrica ao 1.3 turbo flex a combustão. No geral, vale reforçar: além do MHEV, a Volcano teve reorganizado o pacote de equipamentos de conforto e conveniência (parte como opcionais). Por exemplo: os bancos elétricos não são de série, pois aparecem no Pack Tech Volcano. Assim também o são o sensor de estacionamento dianteiro e o detector de ponto cego. E manteve o carregador de celular por indução, os bancos em couro, a entrada e a partida por chave etc.
De relevante, vale destacar que ela ganhou câmbio e-DCT (veja logo mais abaixo como ele funciona) e sistemas de auxílio à condução, o Adas. Ficou, desta forma, mais completa. Mesmo não sendo um híbrido pleno (full hybrid, o tradicional, em que o motor elétrico tem força para tracionar as rodas), a Toro MHEV também tem direito à isenção de IPVA, conforme as regras tributárias locais. E em São Paulo há ainda outro benefício: os veículos híbridos estão liberados do rodízio municipal. Só por esse ângulo já leva uma boa vantagem sobre as tradicionais, digamos assim.
e-DCT – A sigla em inglês é para electrified Dual Clutch Transmission (ou transmissão de dupla embreagem eletrificada). Ela tem 7 marchas e duas embreagens, que permitem pré-selecionar a próxima marcha e fazer trocas rápidas. Esse pequeno motor auxilia o 1.3 turbo, regenera energia nas desacelerações, armazenando-a nessa bateria de 48V. Isso permite que o motor elétrico faça pequenas intervenções — e sem que o motorista mesmo perceba. Numa arrancada, o elétrico pode ajudar o 1.3 turbo, reduzindo o esforço do motor a combustão. E o motorista percebe o quê? Na prática, ele não sente o motor elétrico “entrar em ação”. O que percebe são respostas mais rápidas nas saídas e retomadas em baixa velocidade, além de funcionamento mais suave do conjunto em determinadas situações.
Nas trocas de marcha, as duas embreagens tornam as mudanças mais rápidas e suaves; na desaceleração, o motor elétrico funciona como gerador e recupera energia para a bateria. Às vezes, todo esse sistema pode desligar o motor a combustão quando não é necessário e religá-lo rapidamente. Por fim, a Toro não consegue rodar somente com o motor elétrico, diferentemente de um híbrido pleno. Recapitulando: o e-DCT tem duas funções em um mesmo conjunto: é o câmbio da picape e, ao mesmo tempo, parte fundamental do sistema híbrido de 48 V. Enfim, a mudança na Toro 2027 é mais significativa: pulou do conjunto 1.3 Turbo + automático de 6 marchas para 1.3 Turbo + e-DCT de 7 marchas + motor elétrico de 48 V + bateria de 48 V. Com isso, o esforço do motor a combustão foi reduzido e, consequentemente, caem o consumo e as emissões.
E o preço?
Na página da Fiat, a Toro Volcano MHEV 2027 é oferecida por R$ 197.490, com acréscimo de R$ 2.490 pela cor branca perolizada, o que eleva o valor para R$ 199.980. No site da marca específico para promoções, havia uma oferta por R$ 164.990 — condicionada às condições da campanha e da loja. A Volcano agora oferece frenagem autônoma de emergência, alerta de mudança de faixa e comutação automática do farol alto. As setas dianteiras também passaram a ser sequenciais. Os LEDs acendem progressivamente na direção da conversão, recurso que acrescenta um toque visual mais sofisticado à picape. A versão também ganhou de série o Fiat ConnectMe, sistema de conectividade da marca italiana.
E quanto ao consumo? Aqui, por sinal, está o principal ganho da Toro avaliada. A Fiat anuncia até 12% de redução no consumo e cerca de 11% menos emissões de CO₂ em relação à versão anterior. Obviamente, o consumo está atrelado ao modo de conduzir — e até a outros fatores (peso transportado, por exemplo). Na prática, durante a semana de avaliação a Toro fez em torno dos 11km/l na cidade. O gasto oficial (do Inmetro) aponta para 10,5km/l. O modelo 2026, sem o MHEV, tem consumo homologado em 9,4 km/l. O ganho em eficiência no dia a dia urbano ocorre devido à assistência elétrica nas arrancadas e retomadas.
No geral, não oferece desempenho absoluto, mas na melhor resposta em baixa velocidade, com o motor elétrico preenchendo os momentos de menor torque do 1.3 turbo. Como o motorista brasileiro é fã do incrementos acessórios e customização, principalmente visual, a Fiat aproveita. A Mopar, empresa do próprio grupo, oferece mais de 90 equipamentos extras para atender diferentes perfis de clientes, do uso urbano ao trabalho pesado, passando também pelo lazer e pela aventura. Para a Toro MHEV, são 28 acessórios preparados para transformar a picape, ampliando as possibilidades de uso da caçamba, capacidade de carga, praticidade no dia a dia e aprimorando ainda mais o visual.
Mitsubishi confirma a 5ª geração do Pajero – A Mitsubishi Motors acaba de revelar globalmente a mais nova geração da linha Pajero. A apresentação foi feita em um evento realizado nesta quarta-feira (2) em Tóquio, no Japão, no qual a marca confirmou a venda no mercado brasileiro, mas em uma data ainda não definida. Produzido na fábrica da Mitsubishi Motors na Tailândia, o modelo será lançado primeiramente no mercado tailandês, seguido por Japão e Austrália ainda no início do ano que vem.
A partir do segundo trimestre de 2027, a empresa planeja lançar o novo Pajero em aproximadamente 100 países ao redor do mundo, incluindo mercados da América Latina e Oriente Médio. Lançado em 1982, o Mitsubishi Pajero foi desenvolvido como um 4×4 cross-country que unia desempenho off-road genuíno e confiabilidade a um conforto equivalente ao de um automóvel de passeio. O modelo foi um dos responsáveis pelo sucesso dos RVs (veículos recreativos) no Japão na década de 1990. A produção acumulada, aliás, passa de 3,3 milhões de unidades ao longo de quatro gerações, vendidas em mais de 170 países e regiões. No Rally Dakar, coleciona 12 vitórias, sendo sete delas consecutivas.
O modelo é equipado com o Super-All Wheel Control (S-AWC) da Mitsubishi Motors, que integra o controle de aceleração, curvas e frenagem para proporcionar um comportamento preciso e intuitivo do veículo, além do sistema de tração Super Select 4WD-II (SS4-II), que equilibra desempenho off-road com facilidade de uso no dia a dia. “O novo Pajero liderará todo o portfólio da Mitsubishi que será oferecido aos clientes a partir de agora”, disse Keisuke Kishiura, presidente e diretor de operações da empresa.
Acústica – A marca promete melhorias abrangentes de isolamento acústico, projetadas para permitir que todos os ocupantes conversem naturalmente, mesmo em velocidades mais altas, como em velocidade de cruzeiro ou em outras condições de alto ruído. Além do para-brisa, as janelas de todas as portas utilizam vidro com tratamento acústico, enquanto medidas extensivas de redução de ruído são aplicadas em toda a carroceria e outras áreas do veículo.
Entretenimento – É composto por uma grande tela horizontal monolítica de 14,3 polegadas, com gráficos simples e intuitivos e 16 temas de fundo que mudam em tempo real conforme o horário do dia. O layout de três medidores das gerações anteriores do Pajero foi mantido por meio da tecnologia Multi-Meter. Com ela, informações de condução, como altitude, direção da bússola, temperatura, ângulos de arfagem e rolagem do veículo e status do controle AYC, permitem que os motoristas avaliem as condições de condução rapidamente.
Motor – Um motor diesel de 2,4 litros, especialmente desenvolvido para o SUV, com turbocompressor de geometria variável (VGT), entrega um torque de 49kgfm. A nova transmissão é automática de 8 velocidades (8AT) com modo esportivo.
Conforto e segurança – O novo Pajero é equipado com uma série de sistemas de condução. O sistema Super All Wheel Control (S-AWC), tecnologia proprietária da Mitsubishi, gerencia, de forma integrada, a aceleração, as curvas e a frenagem nas quatro rodas para oferecer total estabilidade, aderência e precisão ao dirigir. O de tração permite que os motoristas selecionem entre quatro modos 4×4 conforme as condições de condução: 2H (tração traseira), 4H (4×4 permanente), 4HLc (diferencial central travado) e 4LLc (diferencial central travado com marchas reduzidas).
Tração – O SUV também conta com sistemas que controlam a distribuição de torque entre as rodas esquerda e direita por meio dos freios dianteiros; que distribui de forma otimizada a força de tração para aumentar a estabilidade em superfícies escorregadias; e freios antibloqueio, que ajudam a evitar o travamento das rodas e a derrapagem durante a frenagem.
Dimensões – Mede 4.920 mm de comprimento, 1.925 mm de largura e 1.910 mm de altura, com bitolas dianteira e traseira de 1.630 mm e distância entre-eixos de 2.870 mm. Combina uma altura livre do solo de 230 mm com ângulo de ataque de 30,4 graus, ângulo de transposição de rampa de 22,6 graus e ângulo de saída de 25,8 graus.
Assistência ao condutor – Vem com o sistema de miti gão de colisão frontal, com detecção de pedestres, ciclistas e motociclistas e assistência em cruzamentos; aviso preditivo de colisão frontal; e a assistência de emergência para aplicação incorreta do pedal. Também apresenta, pela primeira vez, câmera e radar voltados para frente para reconhecer as marcações da via e os veículos ao redor, fornecendo avisos e assistência de direção quando detecta risco de saída de faixa.
Airbags – São oito ao todo, incluindo o primeiro airbag central SRS da Mitsubishi Motors. Ele ajuda a reduzir o risco de lesões resultantes do contato entre os ocupantes dos bancos dianteiros, contribuindo para um alto nível de proteção.
Sistema de som – Desenvolvido em conjunto com a Yamaha Corporation, com foco irrestrito na qualidade sonora, o sistema de áudio Dynamic Sound Yamaha Ultimate conta com um total de 12 alto-falantes e amplificadores duplos. Ele também incorpora tecnologia de compensação de ruído, que ajusta automaticamente o volume e a equalização do áudio com base na velocidade do veículo para compensar o ruído da via.
Linha 2027 do Kait tem preço reduzido – O SUV compacto da Nissan chega às lojas de todo o Brasil, já como linha 2027, com redução dos preços na maioria de suas versões. A Advance, por exemplo, agora custa R$ 136.990, enquanto a topo de linha Exclusive sai por R$ 149.990. A Sense custará R$ 129.990. Esse reposicionamento — não é desconto — deixa ainda mais atraente a linha de SUVs produzida no Rio. A versão de entrada Active, por exemplo, custa R$ 117.990 — melhorando sua relação custo-benefício.
As versões Active, Sense, Advance e Exclusive estão disponíveis na rede de concessionárias Nissan em todo o Brasil a partir dos próximos dias. Com 4,30 m de comprimento, 2,62 m de entre eixos e porta-malas de 432 litros, o novo Nissan Kait, avaliado pelo Multieixos, é espaçoso e confortável. O SUV brasileiro tem linhas arrojadas e é equipado com um powertrain confiável e bom desempenho: o motor 1.6 16V com a caixa de transmissão CVT é reconhecido por sua durabilidade, equilíbrio e baixo custo de manutenção.
GAC GS9: o chinês de luxo de 500cv por R$ R$ 400 mil – A chinesa GAC acaba de lançar o GS9 Ultra, SUV de grande porte que passa a ocupar o topo do portfólio da marca no Brasil. É o primeiro modelo dela por aqui combinando a tecnologia plug-in híbrida Electric Vehicle (PHEV) com Range Extender (REEV). Vale explicar: um carro REEV é um elétrico de autonomia estendida, movido por um motor 100% elétrico e que traz outro a combustão que funciona exclusivamente como gerador de energia para recarregar a bateria, sem tracionar as rodas diretamente.
O GS9 inaugura tem um motor 1.5 turbo a combustão, um gerador elétrico e dois motores elétricos, um em cada eixo, que garantem tração integral inteligente (AWD) e respostas imediatas ao acelerador.O resultado é uma potência combinada de 500 cv e 62,5kgfm de torque. Esses números tornam o GS9 um dos SUVs eletrificados mais potentes de sua categoria. A bateria de 44,5 kWh permite uma autonomia de 114 quilômetros em modo totalmente elétrico, segundo o Inmetro, suficiente para que boa parte dos deslocamentos diários seja realizada sem consumir gasolina. Em viagens, o sistema REEV utiliza o motor a combustão e o gerador para produzir energia e alimentar a bateria.
E mais: o modelo vem também com um sistema inteligente de regeneração de energia durante as frenagens. E ainda tem o controle preditivo da dinâmica do veículo, uma técnica avançada de controle automático que usa um modelo matemático do automóvel para prever seu comportamento futuro e calcular os melhores comandos de direção, aceleração e frenagem em tempo real. No caso do GS9, esse controle é feito por meio de ajuste automático na suspensão – que é McPherson na dianteira e Multilink na traseira, garantindo mais estabilidade e conforto.
Interior – O GS9 tem um interior com acabamento acima da média – com uso de materiais sofisticados. Tem capacidade para seis ocupantes, em três fileiras (nas duas primeiras filas são 4 poltronas individuais). Os bancos da primeira e da segunda fileiras são revestidos em couro Nappa e oferecem aquecimento, ventilação, ajustes elétricos e função de massagem. Na dianteira, o do passageiro se destaca pela configuração Gravidade Zero, que combina reclinação superior a 100 graus, apoio para as pernas, 12 ajustes elétricos e 18 pontos de massagem.
O modelo também conta com comandos na lateral do encosto do banco do passageiro dianteiro, permitindo ajustes para ampliar o espaço e o conforto dos ocupantes traseiros. A terceira fileira recebe revestimento de couro legítimo e acionamento elétrico para rebatimento dos bancos, facilitando a configuração do espaço interno. O ambiente interno também oferece ar-condicionado automático de três zonas, sensor de qualidade do ar (AQS), gerador de íons negativos, saídas de ventilação dedicadas para os passageiros traseiros e volante com aquecimento.
O modelo tem 5,06 metros de comprimento, entre-eixos de 2,93 metros e rodas de 20 polegadas. E ainda tem teto panorâmico com cortina elétrica, iluminação refinada com opções de cores, detalhes em madeira genuína, mesa de apoio para os passageiros da segunda fileira, vidros acústicos, espelho interno fotocrômico e porta-malas com abertura e fechamento elétricos.
Conectado – O conjunto visual é reforçado por faróis inteligentes com acendimento automático, lanternas traseiras em LED, com animações, além de iluminação de boas-vindas, retrovisores externos elétricos com memória, aquecimento e rebatimento automático, além de acabamento que transmite robustez e sofisticação em cada detalhe. O porta-malas, com a terceira fileira em uso, tem capacidade de 255 litros. Com os bancos eletricamente rebatidos, a capacidade aumenta para 1005 litros. O GS9 incorpora um dos mais completos pacotes tecnológicos já oferecidos pela GAC no Brasil.
A cabine é composta por painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas e central multimídia touchscreen de 15,6 polegadas, com conectividade sem fio para Apple CarPlay e Android Auto. O sistema ainda oferece comandos de voz em português, inglês, espanhol e chinês, Head-Up Display, carregadores sem fio de 50W para dois smartphones simultaneamente, sistema de áudio premium com 21 alto-falantes, cancelamento ativo de ruídos, GPS, Wi-Fi, múltiplas portas USB distribuídas pelas três fileiras e acesso ao veículo por chave inteligente.
O pacote de segurança ativa e passiva é bem abrangente. A estrutura é complementada por nove airbags, incluindo airbags laterais dianteiros e traseiros, airbags de cortina e airbag central dianteiro, além de controles eletrônicos de estabilidade e tração, monitoramento da pressão dos pneus, assistente de partida em rampa, assistente de descida e sistema eletrônico de distribuição da força de frenagem. O preço oficial é de R$ 400 mil. Até o dia 31 de agosto, ganha um preço especial de lançamento: R$ 380 mil e um bônus adicional de R$ 10 mil. Já vem equipado com o carregador residencial, oferecido sem custo adicional.
Farol de LED sem ser original é permitido? – Não é, pelo menos ainda. O brasileiro adora customizar seu carro – e isso todo mundo sabe. Às vezes, até com iniciativas ilegais, como rebaixá-lo ou arqueá-lo (no caso dos caminhões). Agora, essa turma talvez venha a poder trocar os faróis dos seus usados. É que o farol de LED no carro pode ganhar respaldo legal para quem deseja substituir as lâmpadas originais por uma tecnologia mais moderna, conforme estabelece o Projeto de Lei (PL) 2.618/2026, em tramitação na Câmara dos Deputados.
A proposta busca estabelecer uma regra nacional para a instalação do sistema e reduzir a insegurança jurídica entre motoristas que desejam modernizar a iluminação dos veículos. O PL, enfim, libera a troca para carros, motos, motocicletas, ciclomotores, triciclos, quadriciclos e outros veículos terrestres, mas exige o cumprimento de alguns critérios técnicos de segurança. Eis o que a iniciativa exige: uso de componentes certificados e homologados; respeito aos padrões de intensidade da iluminação; utilização das cores permitidas; manutenção do foco, alcance e distribuição adequados do facho luminoso; regulagem para evitar o ofuscamento de outros motoristas e pedestres; preservação da segurança elétrica, estrutural e funcional do veículo; realização de inspeção técnica, caso seja exigida pela regulamentação.
O texto estabelece restrições para modificações que possam comprometer a segurança do trânsito. Entre as situações que continuariam proibidas estão sistemas que provoquem ofuscamento excessivo, alterem as cores regulamentares das lanternas e sinalizadores, utilizem componentes sem certificação ou sejam incompatíveis com o sistema óptico do veículo. Também não seriam permitidas alterações que comprometam a segurança elétrica, estrutural ou funcional do automóvel.
Yamaha traz as novas Tracer 7 e R7 ao Brasil – A Linha 700cc da Yamaha Motor do Brasil aumentou. As novas Tracer 7 e R7, lançadas durante o Festival Interlagos, em São Paulo, se juntam à Ténéré 700 e à MT-07 Connected, todas equipadas com o motor CP2 (Crossplane Bicilíndrico). A Tracer 7 combina o motor CP2 , desempenho versátil e tecnologia para diferentes tipos de uso, dos deslocamentos urbanos às viagens de longa distância.
Ela é uma motocicleta sport tourer que une desempenho e modernidade — e sem perder a esportividade. Em relação ao design, aposta estética futurista — mas funcional. Tem acabamentos premium e alças traseiras integradas ao conjunto. O motor de 690cc é reconhecido pelo torque forte e linear e os 73,4cv e 6,9kgfm de torque. A motocicleta está equipada com acelerador eletrônico da própria marca que garante resposta imediata e precisa. A motocicleta está equipada com embreagem assistida e deslizante, que garante trocas suaves e precisas, reduzindo em até 22% o esforço na alavanca. Preço sugerido? R$ 60 mil.
Tração e conectividade – O sistema de controle de tração tem dois níveis de atuação: alta intervenção e baixa intervenção, que pode ser ligado e desligado. Iluminação Full LED e painel TFT com conectividade O sistema de iluminação é totalmente de LED. O painel TFT colorido de cinco polegadas oferece clareza, estilo e conectividade total ao condutor. Com função automática “Dia/Noite” e quatro temas personalizáveis, o motociclista escolhe a aparência que mais combina com o seu estilo. O modelo também oferece conectividade avançada com smartphones por meio do aplicativo Y-Connect, permitindo ao piloto acessar músicas, notificações de chamadas e mensagens diretamente no painel. Além disso, a motocicleta oferece navegação completa via mapa ou “turn-by-turn” pelo aplicativo Garmin StreetCross, garantindo praticidade em qualquer trajeto.
Nova R7 – A R7 chega combinando controle e desempenho – características da família R. Leve e ágil, a R7 é a supersport que une precisão nas curvas, estabilidade em alta velocidade e controle absoluto. A R7 incorpora a emblemática entrada de ar em formato “M”, uma assinatura visual das motocicletas de competição da Yamaha inspirada diretamente na YZR-M1 da MotoGP. O elemento está integrado ao conjunto aerodinâmico da carenagem. Faróis e luzes de rodagem diurna (DRL) minimalistas criam uma dianteira ao mesmo tempo agressiva, limpa e sofisticada, enquanto as setas incorporadas aos retrovisores ampliam a sensação de fluidez e esportividade. Também vem com o motor CP2 de 690cc, que entrega potência de 73,4cv e 6,9 kgfm de torque. A motocicleta também está equipada com acelerador eletrônico YCC-T. Esse modelo chega em novembro e ainda não tem preço definido.
Adeus ao vermelho? Carros brasileiros ficam mais discretos – Existe uma imagem que faz parte do imaginário de quem gosta de carros: um esportivo vermelho atravessando uma estrada, chamando atenção pelo design e pela sensação de velocidade. A associação foi tão forte que algumas tonalidades ganharam identidade própria. O vermelho Ferrari se tornou uma referência mundial. A cor ultrapassou o universo automotivo e passou a representar paixão, desempenho e personalidade.
Durante décadas, escolher um carro vermelho significava mais do que optar por uma pintura. Era uma forma de demonstrar estilo, emoção e desejo. Mas basta observar o trânsito das grandes cidades brasileiras para perceber uma mudança. A paisagem automotiva está mais discreta. Branco, preto, cinza e prata passaram a dominar as ruas, enquanto cores vibrantes aparecem cada vez mais como escolhas específicas.
O vermelho não desapareceu. Ele apenas mudou de posição no mercado. De símbolo de destaque para muitos consumidores, passou a ocupar um espaço mais direcionado, especialmente em modelos esportivos e versões que buscam transmitir emoção. Dados do Webmotors Autoinsights mostram essa transformação. Entre os veículos 0km mais buscados pelos brasileiros em 2025, o preto liderou com 28,01% das buscas, seguido por cinza, com 23,32%, e branco, com 20,83%. O vermelho apareceu com 5,57%. No mercado de usados, a preferência seguiu uma lógica semelhante. Branco, preto, prata e cinza concentraram as maiores participações, enquanto o vermelho representou 7,14% das buscas.
Evolução? – A mudança acompanha uma evolução da própria indústria automotiva. Para Maykon Cordeiro, especialista em pintura automotiva industrial, a definição das cores envolve uma combinação entre preferência do consumidor, tecnologia e eficiência produtiva. Com experiência em gestão de processos de pintura, qualidade e melhoria contínua, ele explica que a escolha de uma tonalidade começa muito antes de o veículo chegar às concessionárias. “A indústria acompanha o comportamento do mercado, mas também precisa considerar fatores técnicos, como qualidade do acabamento, controle do processo de pintura, disponibilidade de materiais e eficiência produtiva”, explica.
A escolha da cor, porém, não passa apenas por uma questão estética. Para muitos consumidores, ela também envolve uma decisão prática: como o veículo será percebido ao longo dos anos. Tons como branco, prata e cinza costumam preservar melhor a aparência no uso cotidiano, já que disfarçam com mais facilidade poeira, pequenas marcas e sinais de desgaste. Cores mais escuras, como preto, tendem a evidenciar riscos e imperfeições com maior facilidade.
Segundo Maykon, entretanto, a durabilidade da pintura não depende apenas da tonalidade escolhida. A tecnologia dos pigmentos, a qualidade do verniz e o controle do processo industrial são fatores determinantes para a resistência do acabamento. A evolução tecnológica também mudou a percepção sobre as cores consideradas discretas. O cinza, por exemplo, deixou de ser visto apenas como uma escolha básica e passou a ganhar novas interpretações com pigmentos, efeitos metálicos e diferentes acabamentos. “Quando falamos em cinza, preto ou branco, não estamos falando de uma única cor. Existem diferentes pigmentos e acabamentos que mudam completamente a aparência do veículo”, afirma.
Cores tradicionais – Essa transformação permitiu que tonalidades tradicionais passassem a transmitir sofisticação, modernidade e tecnologia. Hoje, variações de cinza aparecem com frequência em SUVs, veículos de maior valor agregado e modelos associados à inovação. A pintura automotiva deixou de ser apenas uma camada de proteção da carroceria. Dentro das fábricas, ela envolve planejamento, controle de qualidade, resistência, padronização e eficiência dos processos.
Antes de uma cor chegar ao consumidor, existe uma série de decisões industriais para garantir aparência, durabilidade e desempenho. Mesmo com a ascensão dos tons discretos, o vermelho Ferrari continua carregando um significado próprio. Ele permanece associado à paixão, velocidade e exclusividade, justamente porque algumas cores conseguem ultrapassar a função estética e se transformar em símbolos. A diferença é que o mercado mudou. O carro continua sendo uma forma de expressão, mas também passou a representar escolhas mais práticas e estratégicas.
Carro financiado pode ser penhorado por outra dívida? – Você sabia que uma moto ou um automóvel pode ser penhorado por causa de uma dívida, mesmo que o veículo ainda esteja financiado? Sim, isso é possível, mas apenas em algumas situações específicas. Tudo dependerá de fatores como o tipo de débito, a fase do processo judicial e a situação do próprio financiamento. Entender como funciona esse trâmite é fundamental para você conhecer seus direitos, evitar decisões precipitadas e encontrar as melhores alternativas de negociação.
Esse sinal de alerta se torna ainda mais relevante diante da realidade financeira do país. Até o último mês de abril, um total de 83,3 milhões de brasileiros conviviam com contas em atraso — e isso significa que, a cada 10 pessoas, 5 estavam nessa situação. A estimativa, apresentada no Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa, apontou que o valor médio das dívidas por indivíduo é de R$ 6.814,39, ou mais de quatro vezes o salário mínimo, por exemplo. É justamente esse cenário de aperto financeiro que tem aumentado a busca por informações sobre os limites e regras dos processos de cobrança. Por isso, Claudia Andrade, diretora de Cobrança da Recovery, explica tudo que você precisa saber sobre o assunto.
O que significa ter um carro financiado?
Quando um veículo é financiado, ele permanece vinculado ao contrato por meio da alienação fiduciária até que todas as parcelas sejam quitadas. Nessa modalidade, a instituição financeira mantém a propriedade jurídica do veículo até que ocorra o pagamento integral da dívida. Nesse caso, o consumidor tem a posse e utiliza o veículo, mas o “dono” do bem segue sendo a entidade credora. Em resumo: o veículo funciona como garantia da operação de crédito. Em caso de inadimplência, a instituição credora pode recorrer à Justiça para tomar posse do bem. E isso não significa que o veículo está protegido contra outra dívida, já que diferentes credores podem localizar bens de devedores em processos judiciais.
Como funciona se um veículo é penhorado?
Para entender de forma simples, imagine que a penhora é como um “bloqueio de segurança” que a Justiça faz no seu carro ou moto, caso você deixe de pagar algum compromisso financeiro. Em suma: se você deve um dinheiro e não paga, a pessoa ou empresa que tem a receber esse valor pode entrar com um processo na Justiça. Se o juiz der razão à cobrança e você continuar sem pagar, o magistrado determina a penhora do veículo.
A partir do momento em que o veículo é penhorado, podem acontecer três coisas, sendo a principal que o bem passa a garantir que a dívida será paga. Se o débito não for quitado ou um acordo não for feito, o veículo poderá ser leiloado para usar o dinheiro na quitação da dívida. Além disso, você perde a liberdade de venda, pois o veículo fica bloqueado no sistema do Detran (mediante uma ferramenta chamada Renajud). Você não pode vendê-lo, passá-lo para o nome de outra pessoa ou dá-lo como entrada em outro negócio.
Na prática, você não perde a posse do carro imediatamente. Você pode continuar dirigindo-o, mas fica nomeado pela Justiça como o “fiel depositário” (ou seja, o responsável por cuidar e zelar pelo bem até que o processo termine). Em resumo, a penhora não significa que o guincho vai levar o seu carro hoje, mas é o último aviso da Justiça de que ele será usado para pagar a sua dívida caso você não apresente uma defesa ou faça um acordo.
Um veículo financiado pode ser penhorado em outra dívida?
Depende. Um veículo financiado não deixa de ser indicado para penhora em uma ação judicial movida por outro credor. Se o consumidor estiver devendo para outra empresa, ela pode buscar meios de ter sua dívida resolvida e é aqui que o bem financiado pode ser usado como forma de pagamento. Mas, como existe uma garantia vinculada ao contrato de financiamento, a situação exige análise individual.
Enfim: se boa parte do financiamento ainda está pendente, pode não existir patrimônio suficiente no veículo para satisfazer a demanda de um outro credor. Já quando grande parte do contrato foi paga, a participação financeira do proprietário no bem pode ser avaliada durante o processo, cabendo ao Poder Judiciário apreciar o caso.
“Muitas pessoas acreditam que um veículo financiado nunca pode ser objeto de uma medida judicial relacionada a outra dívida. A análise é mais complexa e depende da situação jurídica do financiamento, da natureza da dívida e das decisões do processo. Por isso, buscar informação é fundamental”, afirma Claudia Andrade, diretora da Recovery.
O que acontece se o veículo já é garantia do financiamento?
Quando o veículo está vinculado a um contrato de alienação fiduciária, o credor fiduciário possui prioridade sobre aquela garantia até que a dívida seja quitada. Ele tem preferência sobre o valor do bem, o que costuma ser considerado em processos judiciais movidos por outros credores.
Como reduzir o risco de ter problemas judiciais?
A principal orientação é não esperar que a situação financeira se agrave. No geral, a dica é que o consumidor levante todas as dívidas existentes em seu nome e verifique quais contratos possuem garantias vinculadas. Depois, priorize a negociação antes da judicialização e solicite por escrito todas as condições de pagamento. Na sequência, acompanhe eventuais comunicações judiciais e, caso necessário, busque orientação especializada.
A negociação ainda é possível?
Na maioria dos casos, sim. Mesmo quando uma dívida já foi cedida para uma empresa especializada em recuperação de crédito, o consumidor pode tentar negociar. A cessão de crédito é uma operação prevista nos Artigos 286 a 298 do Código Civil, em que uma empresa especializada passa a administrar e negociar determinado crédito. Mas, isso não altera os direitos do consumidor nem elimina acordos para regularizar a pendência. “Negociar a dívida o quanto antes amplia as possibilidades de acordo e evita que o consumidor enfrente etapas mais complexas do processo de cobrança”, reforça a executiva.
Renato Ferraz é especializado em jornalismo automobilístico. Além da coluna “De Bigu com a Modernidade”, também assina a “Multieixos”, no Correio Braziliense.
A disputa ao governo estadual pode ser decidida no 1º turno das eleições em 7 unidades da Federação. As pesquisas mais recentes registradas na Justiça Eleitoral indicam candidatos com ampla vantagem em relação aos demais concorrentes.
Para vencer sem a necessidade de 2º turno, o candidato precisa obter 50% dos votos válidos mais 1 voto, segundo a Constituição de 1988. O Poder360 reuniu as pesquisas eleitorais mais recentes com íntegras disponíveis de cada Estado. A partir das intenções de voto registradas em cada levantamento, calculou a porcentagem de votos válidos projetada para o momento atual.
Eis os governadores que lideram com margem para vitória em 1º turno: AP – Dr. Furlan (PSD); MA – Eduardo Braide (PSD); MS – Eduardo Riedel (PP); PI – Rafael Fonteles (PT); RR – Arthur Henrique (PL); SC – Jorginho Mello (PL); SP – Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Todos os líderes na disputa tentam a reeleição ao cargo. Do grupo, só Rafael Fonteles é aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Arthur Henrique, Eduardo Riedel, Tarcísio de Freitas e Jorginho Mello mantêm alinhamento com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No caso do Maranhão, há um movimento que tenta ligar Braide ao candidato do PL, mas não há declarações oficiais de apoio.
Considerando brancos, nulos e indecisos, a maior vantagem registrada se dá no Piauí, onde Fonteles lidera as intenções de voto, com 62,4%. O resultado consta em pesquisa AtlasIntel/Meio Norte divulgada em 3 de setembro.
Disputas acirradas
Em outros quatros Estados, o cenário é de embate entre os dois candidatos mais competitivos, ambos próximos dos 50% das intenções de voto e em situação de empate técnico. Nesses locais, a polarização do eleitorado pode criar uma espécie de “2º turno antecipado”, aumentando as chances de uma vitória já em 4 de outubro.
Eis os estados com disputa acirrada: AL – Renan Filho (MDB) e JHC (PSDB); BA – ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT); CE – Elmano de Freitas (PT) e Ciro Gomes (PSDB); PE – João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD).
O cenário é dinâmico. O número de candidatos com chance de vitória antecipada pode mudar à medida que a movimentação política altera a intenção de voto do eleitorado. Como as eleições ainda estão a 1 mês de distância, os números podem mudar.
Por exemplo, em 2 de setembro de 2026, o Poder360 mostrou que 9 governadores apresentaram ampla vantagem nas pesquisas e podiam se eleger ainda em 1º turno. Em só uma semana, Raquel Lyra e Eduardo Paes perderam a vantagem e o número caiu.
15 eleitos em 2022
Nas eleições de 2022, 14 Estados e o Distrito Federal definiram a disputa para governador no 1º turno. Outras 12 unidades da Federação tiveram 2º turno. Eis a lista dos governadores eleitos no 1º turno em 2022:
AC – Gladson Cameli (PP); AP – Clécio (União Brasil, na época filiado ao SD); CE – Elmano de Freitas (PT); DF – Ibaneis (MDB); GO – Ronaldo Caiado (PSD, na época filiado ao União Brasil); MA – Carlos Brandão (MDB, na época PSB); MT – Mauro Mendes (União Brasil); MG – Romeu Zema (Novo); PA – Helder Barbalho (MDB); PR – Ratinho Júnior (PSD); PI – Rafael Fonteles (PT); RJ – Cláudio Castro (PL); RN – Fátima Bezerra (PT); RR – Antonio Denarium (Republicanos, na época filiado ao PP); TO – Wanderlei Barbosa (Republicanos).
Proporcionalmente, as maiores votações em 1º turno na eleição de 2022 foram registradas no Pará (Helder Barbalho), no Mato Grosso (Mauro Mendes) e no Paraná (Ratinho Júnior), com percentuais próximos de 70% dos votos válidos.