Coluna da segunda-feira

Antes de pensar em 2026, Lula precisa sobreviver a 2025

Por Larissa Rodrigues – repórter do blog

Apesar de falar em união e reconstrução do Brasil, o presidente Lula (PT) não conseguiu romper, nos últimos dois anos, a polarização que divide o País. Conquistar pelo menos uma parte do eleitorado que não votou nele em 2022 se tornou um dos maiores desafios do petista, algo quase impossível de acontecer.

Pior, o presidente entrará na segunda metade de seu mandato com menos apoio do que o obtido nas urnas, tendo perdido uma parcela do próprio grupo que o elegeu. Todas as pesquisas de opinião dos principais institutos e que foram feitas entre 2023 e 2024 apontam para esse cenário difícil enfrentado por Lula.

Mesmo com indicadores como fome e desemprego em queda, uma parcela da população resiste a Lula e é composta pelos não eleitores dele e também por quem deu um voto de confiança no projeto petista. Antes de pensar em 2026, Lula precisa sobreviver a 2025.

Um dos dados mais expressivos e que revela a maior diferença na avaliação positiva do gestor é do PoderData. De acordo com o instituto, o trabalho do presidente era avaliado como “bom” ou “ótimo” por 43% dos eleitores em janeiro de 2023, mas caiu para 27% em dezembro de 2024.

A crise na popularidade, no entanto, não é a única pedra no sapato do Governo. A relação com o Congresso também assombra o Poder Executivo, neste início de ano, sobretudo depois que o ministro do STF Flávio Dino jogou gasolina no incêndio com o bloqueio de emendas parlamentares.

Para tentar conseguir apoio, Lula deve realizar uma reforma ministerial que ampliará o espaço de partidos aliados, como o PDS, por exemplo. Nesse contexto de mudanças, uma das alterações esperadas é também na Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), responsável pela assessoria de imprensa, redes sociais e publicidade do Governo.

Mudar a comunicação é fundamental para Lula, já que sua mensagem tem encontrado dificuldade de ser compreendida pela população, impactando na popularidade e na compreensão dos indicadores positivos pelo povo. Superar todas as arestas com o Congresso e acomodar melhor os aliados, a essa altura, também é prioridade e, mais do que isso, virou questão de sobrevivência do Governo.

EM PERNAMBUCO, LULA AINDA REINA – Estado de nascença do presidente, Pernambuco ainda é um reduto lulista. Segundo dados do Instituto Opinião, que realizou pesquisa no início de novembro de 2024 sobre a popularidade de Lula no Estado, a gestão do presidente é aprovada por 60,1% e reprovada por 33,9% dos pernambucanos. Mas a soma entre os percentuais de ótimo (19,6%) e bom (26,9%) derrubou o nível de satisfação para 46%. Por região, a gestão petista teve seus maiores percentuais de aprovação na Zona da Mata (68,5%), no São Francisco (67,6%) e no Sertão (62,8%). Já na Região Metropolitana, o Governo apresentou a menor taxa de eleitores satisfeitos, 54,6%.

Saída repentina – Pegou a todos de surpresa a saída às pressas de Felipe Valença da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás). Após a demissão repentina, o Governo do Estado anunciou, no último sábado (4), o novo diretor-presidente da estatal, o advogado Bruno Monteiro Costa, que é formado em Direito pela UFPE e tem mais de 20 anos de carreira. Bruno Costa estava como assessor na Secretaria de Projetos Estratégicos e já foi gestor Jurídico no Departamento de Estradas de Rodagens (DER) e na Secretaria da Criança e Juventude, em 2011.

Raquel Lyra e os sapatos – A governadora Raquel Lyra tem tentado desde sempre, nas suas redes sociais, passar uma imagem mais descontraída e estabelecer uma aura de leveza, para suavizar a figura e buscar uma conexão mais empática com os pernambucanos. Com isso, já fez vídeo comendo tapioca e brincando com um cachorro (que, por sinal, batizou com o nome do titular deste blog, Magno). Ontem, a governadora achou por bem comentar sobre a situação dos seus sapatos em mais um vídeo. Lembrou que uma sandália derreteu no asfalto e contou que os bicos dos seus sapatinhos vermelhos estão todos “comidos”, de tanto que anda com eles. A estratégia dividiu opiniões nas redes. Uns consideraram que Raquel demonstrou humildade, enquanto outros disseram que a esse tipo de postagem é fora de tom, diante de tantos problemas sérios que Pernambuco enfrenta.

Mendonça Filho em casa – Depois do susto, o deputado federal Mendonça Filho (União Brasil), já está em casa. Ele recebeu alta do Hospital Português, ontem (5), e se recupera junto à família. Mendonça teve um mal-estar em uma praia do litoral pernambucano ao fazer atividade física e o incidente o fez precisar de internação por dois dias. O parlamentar passou por exames na emergência cardiológica, incluindo cateterismo cardíaco, mas foi descartada a possibilidade de infarto agudo do miocárdio.

Renato Antunes e as GRE’s – O deputado estadual Renato Antunes (PL) comemorou o anúncio do Governo do Estado, que lançou o edital de licitação para o contrato de prestação de serviços de manutenção predial, preventiva e corretiva para todas as 16 Gerências Regionais de Educação, as GREs. Em um dos últimos atos políticos de 2024, o parlamentar fez um apelo público à governadora Raquel Lyra (PSDB) pedindo que as estruturas das GREs recebessem investimentos, pois servem de apoio às equipes da rede estadual. “É preciso investimento para as escolas, mas não podemos deixar de lado as Gerências, responsáveis por todo trabalho estratégico da nossa rede estadual”, defendeu Antunes.

CURTAS

Reunião no recesso – Os deputados estaduais se encontram, às 15h de hoje, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), para discutir o que farão a respeito das emendas ainda não pagas pelo Governo do Estado. Na semana passada, o presidente da Casa, deputado Álvaro Porto (PSDB), teve uma reunião com a governadora Raquel Lyra, para tratar o assunto. Na ocasião, o presidente expôs a insatisfação dos colegas com a falta de pagamento das emendas propositivas.

Secretário Eriberto Filho – O deputado estadual Eriberto Filho (PSB), que agora é secretário de Esportes do Recife, entrou na gestão municipal na última semana e já começou a gastar sola de sapato ao lado do prefeito do Recife, João Campos (PSB). Ontem, inaugurou o campo do Parque da Macaxeira, no bairro de mesmo nome. O local é o 14º reformado pelo programa Gramadão e foi operacionalizado pela Secretaria de Esportes da capital.

Para não esquecer – O governo Lula (PT) fará um ato na próxima quarta-feira (8) para lembrar os ataques de 8 de janeiro de 2023. O evento será na Praça dos Três Poderes, a partir das 9h30. A data marca os dois anos da invasão e depredação do Congresso, do STF e do Palácio do Planalto, por extremistas de direita. O presidente deve descer a rampa do Planalto com integrantes dos Três Poderes, numa cerimônia semelhante à caminhada feita por ele um dia depois dos ataques em 2023.

Perguntar não ofende: ainda há tempo para Lula tentar conseguir conquistar novos eleitores?

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Jean-Marie Le Pen, um líder histórico da extrema direita na França, morreu, aos 96 anos, hoje, afirmou a família à agência de notícias France Presse (AFP). Jean-Marie é pai de Marine Le Pen, principal nome da extrema direita na política francesa atualmente.

Ele estava internado em uma casa de repouso há várias semanas devido à sua saúde debilitada e morreu ao meio-dia (8h no horário de Brasília) “cercado por sua família”, afirmou a família em nota à AFP.

Polarizador e abertamente racista, Jean-Marie Le Pen era uma figura controversa na política francesa. Ele também tinha ideais extremistas em outros temas, como gênero e imigração. Ele concorreu cinco vezes à Presidência da França, todas sem sucesso. A última delas foi em 2007.

Le Pen fundou em 1972 a Frente Nacional, atual Reunião Nacional (RN), um partido que inicialmente reunia neofascistas e depois foi se moderando. O RN, no entanto, permanece sendo o principal da extrema direita na França e ainda carrega alguns de seus ideais, como o caráter anti-imigração.

Jean-Marie acumulou condenações na Justiça em casos de antissemitismo e era constantemente acusado de xenofobia e racismo. Em um dos casos, ele foi condenado e multado em 1990 por contestar crimes de guerra dos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial ao dizer que as câmaras de gás, utilizadas para matar judeus, eram “apenas um detalhe” da história do conflito. O comentário provocou indignação na França.

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O pagamento de alvarás através de Pix é uma das principais inovações da atual gestão do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), comandada pelo desembargador Ricardo Paes Barreto. Esse mecanismo, que facilita diretamente a vida de advogados e dos jurisdicionados de forma geral, foi implantando em julho de 2024. Pois bem. De julho a dezembro do ano passado, foram pagos 522 alvarás via Pix, o que totaliza R$ 2.739.618,25. Os números são do Sistema de Controle de Depósitos (SisconDJ) do TJPE.

Ao ser implantado a partir de uma parceria com o Banco do Brasil, o sistema limitava o valor a R$ 20 mil, mas, desde outubro, o teto passou para R$ 50 mil.

O presidente do TJPE, que priorizou a questão desde o início de sua gestão, ressalta a atenção voltada para os profissionais da advocacia. “Isso é muito importante para todos nós e, principalmente, para advogados e advogadas que vivem exatamente do ganho obtido nas suas causas e no recebimento das quantias que ficam depositadas judicialmente”, disse Ricardo Paes Barreto. 

O SisconDJ está disponível no site do Tribunal (https://portal.tjpe.jus.br/servicos/deposito-judicial  e no local é possível realizar consulta de alvará e emitir guia de pagamento. Para isso, basta informar o número do processo.

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O prefeito de Toritama, Sérgio Colin (MDB), esteve na sede da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), hoje, para uma reunião com o presidente da empresa, Alex Campos. O encontro teve como pauta principal a busca por soluções para o abastecimento de água na “Capital do Jeans”.

“Temos uma ótima notícia para o povo de Toritama. O presidente nos confirmou que, já na próxima quinta-feira, a empresa dará início às obras da Adutora no trecho entre Santa Cruz do Capibaribe e Toritama. Esse é um passo estratégico para melhorar e resolver o problema de abastecimento de água em nossa cidade. A governadora Raquel Lyra já liberou R$ 27 milhões para essa obra, que é de suma importância para solucionar essa questão. Essa é uma pauta prioritária e acompanharemos de perto cada etapa da execução”, destacou o prefeito.

“A governadora assinou a ordem de serviço para o início do trecho que levará água de Caruaru a Toritama e, no sentido inverso, do Alto Capibaribe para Toritama. Estamos confiantes de que 2025 será um ano de boas notícias para a cidade, com a água chegando ao final desse período”, afirmou o presidente da Compesa.

Um incêndio atingiu um apartamento do edifício Montgenevre, na Rua Real da Torre, no bairro da Torre, Zona Norte do Recife, na manhã de hoje. O Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco informou que foi acionado por volta das 9h25 e enviou 4 viaturas ao local para combater as chamas. Ainda segundo os bombeiros, as equipes estão em atendimento, mas a situação está sob controle. Até o momento, não há registro de vítimas, nem informações sobre o que poderia ter causado o incêndio. As informações são do portal CBN Recife.

Presidente estadual do Solidariedade, a ex-deputada federal Marília Arraes não tem nenhum deputado do seu próprio partido para chamar de seu. Já não contava com o alinhamento de Luciano Duque, nem de Fabrício Ferraz, e agora vê Wanderson Florêncio assumir uma cadeira na Alepe e se declarar soldado do exército de Raquel Lyra (PSDB). Marília está no mato sem cachorro!

O Ilusionista está de volta – é sabido por toda classe política a grande capacidade que o agora deputado Wanderson Florêncio tem de vender ilusões. Na eleição passada, fechou com Fernando Filho para federal no Recife e não conseguiu transferir votos na capital para o parlamentar sertanejo. Colou na imagem da deputada Iza Arruda em alguns municípios do interior e só desilusão. Vendeu ilusões ao bispo Ossesio e trocou Miguel Coelho por Marília Arraes depois de ter apresentado Miguel como seu candidato a governador em evento realizado na capital. De volta ao mandato resta saber: quem será a próxima vítima agora?

Os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não vão participar, amanhã, das cerimônias em lembrança aos dois anos dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Rodrigo Pacheco divulgou nota, hoje, na qual informa que está em viagem ao exterior “programada anteriormente” e que, por isso, não participará dos eventos em Brasília.

Segundo o comunicado de Pacheco, o vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), representará a Casa nas cerimônias. A assessoria de Arthur Lira afirmou que não está prevista a participação do deputado alagoano nas cerimônias. Em 2024, Lira também não participou dos atos que marcaram um ano dos atos golpistas de janeiro de 2023.

Diferentemente de Pacheco e Lira, os comandantes das Forças Armadas vão participar das cerimônias. Os chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica querem demonstrar “solidariedade na indignação” contra as ações dos vândalos.

O processo de concessão dos serviços de distribuição de água e esgotamento sanitário da Companhia Pernambucana de Saneamento foi pauta de reunião entre o Crea-PE e a Compesa. Detalhes sobre a modelagem da outorga a ser adotada, tarifa social, investimentos previstos e a manutenção dos empregos dos servidores da companhia foram alguns dos pontos levantados pelo presidente do Conselho, Adriano Lucena, ao presidente da Compesa, Alex Campos.

 A reunião também contou com a participação dos integrantes do Comitê Tecnológico Permanente (CTP) do Crea-PE, os engenheiros Antonio Miranda e Roberto Muniz, e do diretor de Produção e Planejamento Operacional da Compesa, Flávio Coutinho Cavalcante. “O momento é de resolver o problema de quem não tem água na torneira, seja com recursos públicos ou privados”, afirmou Adriano Lucena.

Alex Campos atualizou o grupo sobre o processo de repasse dos serviços da companhia à iniciativa privada, que está na fase de consulta pública junto à população. Ele estima que até abril de 2026 devem ser publicados os editais de licitação. Campos elogiou as iniciativas do Crea-PE na questão. “O Crea é o órgão da sociedade civil que mais contribuiu no processo, de maneira colaborativa e crítica”, afirmou.

Segundo o presidente da Compesa, a concessão se justifica por conta dos desafios que a companhia enfrenta hoje, como o sucateamento do sistema, as perdas elevadas de água e a incapacidade de investimento do Estado. Explicou que o modelo de concessão é híbrido e que as empresas concorrentes terão que garantir um desconto de até 5% na tarifa de modo a permitir a realização de lance financeiro para a outorga dos serviços. O número de beneficiários da tarifa social foi significativamente ampliado, passando para 25% da população do estado; para tanto, uma revisão tarifária de 9,88% foi recentemente submetida à ARPE.

Adriano Lucena questionou a situação dos funcionários da Compesa, que segundo Campos não serão desligados. Ele afirmou que os servidores passarão por um processo de adaptação aos novos serviços da companhia ou podem optar em pedir transferência para outros órgãos do Estado. O presidente do Crea-PE destacou que a concessão dos serviços da companhia também vai gerar novos empregos.

Antonio Miranda falou sobre a preocupação com o atendimento das favelas e comunidades urbanas, bem como da população rural, inclusive a dispersa, e recebeu a garantia de que o processo de concessão cuidará desses aspectos, incluindo possivelmente a criação de um fundo para assegurar os investimentos.

Já Roberto Muniz destacou que o modelo de outorga apresentado fica bastante focado na produção, e que a Compesa deste modo transfere à futura concessionária privada a responsabilidade pela redução das perdas dos sistemas de abastecimento de água. Adriano Lucena considerou muito positiva a reunião. “Temos um cenário em que precisamos de mudança e de clareza sobre o processo”, afirmou.

Por Fernando Rêgo Barros*

A relação do governo do presidente Lula com a Venezuela é, para dizer o mínimo, ambígua. Lula demorou quase um mês para declarar que não reconhecia o resultado das eleições do fim de julho do ano passado, que mantiveram no poder o ditador Nicolás Maduro. Mesmo assim, o brasileiro não foi enfático nesse não reconhecimento. Preferiu cobrar transparência na divulgação das atas, coisa que até hoje não aconteceu por parte do governo do seu colega venezuelano.

Nunca é demais lembrar que, no primeiro momento, Lula havia afirmado que não tinha visto nada de anormal na disputa, embora vários líderes mundiais já tivessem, naquele momento, chamado a atenção para as evidências de fraude nas eleições venezuelanas. Na época, o Conselho Nacional Eleitoral (o equivalente na Venezuela ao nosso Tribunal Superior Eleitoral) se apressou em declarar Maduro como vencedor do pleito, mesmo sem ter apresentado nenhuma prova. Tal decisão tirou toda a credibilidade do resultado anunciado.

Lula, agora, decidiu não ir à posse de Maduro, marcada para o próximo dia 10 de janeiro. Mas designou a embaixadora do Brasil na Venezuela, Glivânia Maria de Oliveira, para representar o país na cerimônia. O argumento é que o envio de um representante brasileiro indicaria a intenção de manter o diálogo aberto com nosso vizinho. A despeito de todas as possíveis explicações diplomáticas, acredito que não mandar um representante seria a melhor forma de o governo brasileiro marcar posição, demonstrando de fato seu descontentamento com a atual situação venezuelana.

Não defendo o rompimento de relações diplomáticas com Caracas, afinal, existem muitas outras razões, humanitárias e econômicas, para se buscar um entendimento entre os dois países. Mas é preciso ser firme na defesa das suas ideias. Se Lula quer defender os princípios democráticos, não parece coerente querer que seu governo esteja representado na posse do ditador venezuelano.

É do conhecimento de todos o desejo de Lula de que o Brasil volte a ocupar uma posição de liderança na América Latina e até mesmo no Hemisfério Sul. A hesitação em momentos relevantes da geopolítica mundial, porém, acaba depondo contra a intenção do líder brasileiro. Todos devem lembrar que, logo no início do seu terceiro mandato, há dois anos, uma das frases mais repetidas pelo governo Lula foi “o Brasil voltou”, no sentido de que o país havia recuperado o respeito no cenário global. Ela aparecia com frequência nas campanhas publicitárias e nas redes sociais do governo federal. E é fato que não deveria ser necessário um grande esforço para tanto, dada a total fragilidade e quase inexistência da política externa brasileira nos quatro anos de governo de seu antecessor.

Para que o Brasil retome o prestígio internacional é necessário que seu presidente seja, antes de tudo, transparente. Não dá para falar em defesa da democracia e não se posicionar, com firmeza e presteza, contra desmandos autoritários, seja lá de quem forem tais desmandos. Ditadores de plantão, de direita ou de esquerda, serão sempre ditadores.

*Jornalista

O ano mal começou e a política do toma lá da cá já se instalou no governo Raquel Lyra. Após ser empossado, na última sexta-feira, e ter declarado apoio à Raquel, o deputado estadual Wanderson Florêncio (SD) emplacou o comando do Parque Estadual Dois Irmãos. A recompensa pelo apoio foi publicada no Diário Oficial do Estado de hoje, com a nomeação da esposa do deputado, Sávia Florêncio, para a gerência geral do parque.

Ainda há a expectativa de que o irmão de Wanderson, Ebinho Florêncio, ex-vereador do Recife, também ocupe algum espaço na gestão Raquel Lyra. Mesmo estando filiado ao partido comandado no Estado pela principal adversaria da governadora, a ex-deputada Marília Arraes, Wanderson não só declarou apoio à Raquel como afirmou que está “100% alinhado com a governadora”. É dando que se recebe, como diz a oração de São Francisco.

A primeira corridinha diária de 8 km no paraíso que escolhi para minhas férias vapt-vupt foi entre a área de lazer da maravilhosa pousada e a praia, onde dei uns mergulhos, matando a saudade do banho de mar em águas tão calientes. O local é maravilhoso. Depois, conto tudo e dou as dicas!

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encontra, hoje, o publicitário Sidônio Palmeira para definir a troca na chefia da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo. Palmeira é cotado para substituir Paulo Pimenta, que está à frente da Secom hoje. Na agenda oficial de Lula, está marcada também uma reunião com Pimenta às 9h30 no Palácio do Planalto.

Segundo assessores próximos ao presidente, o destino de Paulo Pimenta ainda é incerto. Neste momento, o mais provável é que ele volte para a Câmara. Pimenta pode ainda assumir uma liderança. Ao blog da Ana Flor, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o governo precisa comunicar melhor o esforço fiscal e de transparência das contas que vem sendo feito desde 2023.

Mesmo antes de assumir, Sidônio – que foi marqueteiro de Lula na campanha de 2022 – já deu o tom dos últimos movimentos do governo: menos enfrentamento com o mercado financeiro nas falas e demonstrações de um governo unido. Desavenças entre ministros e disputas por influência no entorno do presidente transpareceram ao longo de 2024. Ontem, o ministro da Casa Civil foi ao ministério da Fazenda, num gesto de unidade. Lula quer reunir seus ministros ainda em janeiro para passar novas diretrizes.

Eleitores que não votaram no segundo turno das eleições precisam apresentar, à Justiça Eleitoral, uma justificativa para a ausência, até hoje. O procedimento pode ser feito pela internet ou em um cartório eleitoral.

Quem não votou e não justificou está sujeito a uma multa, cujo valor varia de R$ 1,05 a R$ 3,51, segundo as regras do Tribunal Superior Eleitoral.

Quem não votou, não justificou e não pagar a multa pode sofrer outras restrições de direitos – pode ser impedido, por exemplo, de obter documentos, se inscrever em concursos e tomar posse em cargos públicos.