Meu avô dizia que quando um político diz sim, faça a interpretação ao contrário. Ele está afirmando que não. E vice-versa. Nunca se sabe quando um homem público manifesta verdadeiramente o que pensa e o que quer fazer ou deixar de fazer. Lembrei-me disso ao ver a cara de pau do presidente Lula afirmando que não vai rifar a pré-candidatura da deputada Tabata Amaral (PSB) à Prefeitura de São Paulo.
Mas vai sim. São Paulo é prioridade absoluta de Lula. Ele quer eleger Guilherme Boulos, pré-candidato do PSol, de todo jeito. O presidente não enxerga nenhuma importância na eleição de uma capital este ano, com exceção de São Paulo, porque a capital paulista vai se transformar na eleição municipal um território a reverberação de um terceiro turno presidencial, a polarização entre o lulismo e o bolsonarismo.
O próprio Lula, na mesma entrevista, deixou isso bem claro. “A nossa prioridade na eleição é derrotar o bolsonarismo. Será maravilhosa a disputa política democrática”, afirmou. E este será o tom e o mote da campanha pela Prefeitura de São Paulo. Para não ser derrotado pelo bolsonarismo, traduzido na reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB), o presidente fará de tudo.
Se Tabata crescer e ameaçar a eleição de Boulos, Lula muda imediatamente o seu discurso. Até porque ele quer todo mundo junto para destroçar o bolsonarismo numa capital ainda com uma enorme densidade eleitoral de seguidores e admiradores do ex-presidente da República. Se Tabata insistir com o seu projeto, as consequências têm um endereço certo: o prefeito do Recife, João Campos (PSB), candidato à reeleição.
Namorado de Tabata, João evitou ir ao seu pré-lançamento da candidatura dela na semana passada, assim como o vice-presidente Geraldo Alckmin, hoje a principal liderança do PSB no plano nacional. Ficou clara a leitura da ausência deles: não contrariar Lula, o maior cabo eleitoral de Boulos.
Acredite se quiser – “Se a Tabata for candidata e o Boulos for candidato, quem for melhor e for para o segundo turno, eu apoiarei. Se os dois forem para o segundo turno, aí sim vai ter divergência, mas o que precisamos é derrotar o bolsonarismo na cidade de São Paulo”, disse Lula, tentando minimizar o impacto da divisão do bloco de esquerda do maior colégio eleitoral do País.
Barganha no passado, barganha agora? – Em 2022, o PT e Lula adotaram uma estratégia de barganha para tirar Márcio França (PSB) da disputa pelo Governo de São Paulo e favorecer a candidatura de Fernando Haddad (PT). França tentou uma vaga no Senado, mas, como Haddad, não foi eleito. Depois, ganhou o cargo de ministro de Portos e Aeroportos no governo. Entretanto, foi realocado no ano passado. Hoje, é ministro de Empreendedorismo. O que se ouve nos bastidores é que, para tirar Tabata da briga com Boulos, a ela seria oferecido o Ministério da Ciência e Tecnologia, tendo em vista que a titular Luciana Santos irá renunciar para disputar a Prefeitura de Olinda.
A cobra vai fumar – Ao tomar conhecimento das declarações do presidente Lula, dando a entender que a eleição em São Paulo será um terceiro turno no enfrentamento ao bolsonarismo, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse que a cidade não é ringue. Em referência à Prefeitura de Recife, o presidente disse que “se tiver (um candidato apoiado por Bolsonaro na disputa), vai pegar, a cobra vai fumar”.
Mandato de Moro sob risco – O desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), liberou as duas ações que podem levar à cassação do senador Sérgio Moro (União). Ele pede que os processos sejam incluídos na pauta para julgamento após o recesso, na “primeira data possível”. Cabe à presidência do TRE definir o dia. As ações que pedem a cassação de Moro são movidas pelo PL e pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). Se for condenado, o ex-juiz da Operação Lava Jato perde o mandato e pode ficar inelegível.
Raquel pé-frio – O setor de turismo em Pernambuco deve faturar R$ 1,3 bilhão no período do carnaval, de acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo o levantamento, esse valor é 1,8% maior que o de 2023, o que indica que o Estado teve o menor crescimento percentual do Brasil para o período festivo. Nunca o Estado, com imagem de fazer o melhor carnaval do País, terá uma festa tão fraquinha em termos de invasão de turistas.
CURTAS
ARCOVERDE QUEBRADA – A Receita Federal cortou, ontem, R$ 1.657.484,56 do FPM de Arcoverde, a 250 km do Recife. Com as deduções da saúde e educação, restou aos cofres da Prefeitura apenas R$ 49.196,56. Com isso, quem vai pagar o pato são os servidores, que podem ficar sem seus salários.
MAIS UMA MARCHA – A Confederação Nacional dos Municípios já começou a organizar a XXV Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, marcada para 20 a 23 de maio. A entidade está orientando os prefeitos a correrem para encontrar vagas em hotéis, já praticamente lotados. A marcha do ano passado atraiu 10 mil participantes.
MUDANÇA EM CAMARAGIBE – O fim da era da prefeita Nadegi (Republicanos) pode estar bem próximo em Camaragibe. Do bloco da oposição, o pré-candidato que se apresenta com maior densidade eleitoral é o juiz Luiz Rocha, recentemente filiado ao PP. Além de popular, tem uma larga folha de serviços prestados ao município. O povo parece inclinado a fazer uma experiência com alguém do Judiciário.
Perguntar não ofende: Quando Lula vai deixar de blefar em relação às eleições em São Paulo?
Viro, neste domingo abençoado de 23 de agosto, mais uma página do calendário da vida. Feliz, bem-humorado, manifestando no quotidiano um sentimento muito mais arraigado do amor. Amor que não acaba nunca, que emana da família. Meus filhos, irmãos e minha amada Nayla Valença, que mudou o transcurso do meu rio de vida.
Tesouros que caíram do céu, como caí uma chuva para molhar a terra sedenta no mundo de vidas secas do Pajeú, de onde parti, e fazê-la renascer num passe de mágica. Levo a vida sonhando. Quem não sonha, não vive. Tenha até pesadelos, se necessário for. Mas sonhe!
Sonhe como Cora Coralina sonhou: “Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras, e planta roseiras, e faz doces. Recomece!” Cora viveu a vida na sua plenitude. Fez poemas dos sonhos materializados, que nos enebriam, acendem a luz da nossa caminhada. Uma deusa na poesia e na forma romântica de encarar a vida.
Quando o pessimismo insiste em bater à minha porta, corro na minha estante, abro João Cabral de Melo Neto para um transplante de energia: “E não há melhor resposta que o espetáculo da vida: vê-la desfiar seu fio, que também se chama vida, ver a fábrica que ela mesma, teimosamente, se fabrica, vê-la brotar como há pouco em nova vida explodida”.
João Cabral de Melo Neto enxergou no Rio Capibaribe um Cão sem plumas, uma das obras-primas da literatura brasileira. O homem que fez do Capibaribe um belo poema, embora sofrido e com suas chagas sociais, também me inspira para levar a vida como eu gosto e me sinto feliz: escrevendo. “Escrever é estar no extremo de si mesmo”, veja que lição do mestre de outro grande clássico – Morte e vida Severina.
Já quando falo em bom-humor, me reporto ao mestre Rui Barbosa: “A forma mais simples de superar os problemas”, li no seu livro Oração aos moços, que traz conselhos aos jovens formandos em Direito. Aos que acham serem vencidos pelo pessimismo, que se abracem com Carlos Drumond de Andrade: “O sentido da vida é buscar qualquer sentido”.
Na vida, aprendi com o grande e saudoso Mário Quintana que o segredo é não cuidar das borboletas e, sim, do jardim para que elas venham até você. Li numa crônica do jornalista, poeta e cronista Caio Fernando Abreu, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola”, segundo ele.
O poetinha Vinicius de Moraes dizia que a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida. Em mais um aniversário, faço esta crônica de cara alegre e feliz, seguindo Machado de Assis: “Quem faz anos tem a cara alegre”.
Feliz aquele que faz aniversário e ainda tem alguém que se importa em lembrar. Eu lembro de tanta gente que não gosta de aniversário. Meu pai era um deles. Morreu aos 100 anos. Fiz a festa dos seus 90 anos contrariando ele. Foi uma contrariedade que repetiria em qualquer celebração da vida dele.
Como papai e aos que não gostam de celebrar o passar dos tempos, recomendo Ariano Suassuna, outra feliz e acertada referência literária que tenho orgulho de exibir: “A tarefa de viver é dura, mas fascinante”.
É preciso saber viver, diz o refrão da música dos Titãs. No meu aniversário, eu só quero hoje o que Tim Maia cantou em “Não quero dinheiro, só quero amar: “De jeito maneira/Não quero dinheiro/Quero amor sincero/Isto é que eu espero/Grito ao mundo inteiro/Não quero dinheiro/Eu só quero amar”.
EX2, o elétrico da Geely: mais carro por menos dinheiro
O compacto elétrico EX2 foi o nono automóvel mais emplacado em julho, com 5,9 mil carros. No geral, a Geely vendeu 7 mil, ultrapassando os 25 mil veículos desde julho de 2025. Com esse resultado, a companhia se consolida como a montadora chinesa de crescimento mais rápido no setor de veículos eletrificados do país. Mas a que se deve o desempenho da Geely, que chegou no Brasil há apenas um ano?
A turma do marketing talvez tenha uma explicação melhor, mas o fato é: há dois fatores que, somados e atuando em etapas e proporções diferentes na psicologia do consumidor, geram o que chamamos de custo-benefício. O EX2 cria a percepção de que o consumidor está levando um carro de categoria superior pelo preço de um compacto. A versão Max, testada por uma semana por este colunista, atende neste caso aos desejos e expectativas do comprador. Esse requisito é básico: se um produto não faz o básico muito bem, nada vai salvá-lo.
O EX2 oferece, por exemplo, coisas como segurança, economia, conforto e, por fim, um design bem interessante, sóbrio (embora haja muita subjetividade nesse quesito). São, enfim, detalhes que o consumidor brasileiro valoriza muito: bom pacote de equipamentos, espaço interno e, eureca, preço bem competitivo. E a Geely fez mais: colocou o modelo como um carro com características de uma categoria superior.
O preço foi só o chamariz básico. Até agora, a marca faz as pessoas gastarem dinheiro acreditando naquilo que tem prometido. Vejamos, porém, como será quando os primeiros clientes voltarem às concessionárias para serviços de pós-venda. O que se espera de um carro de R$ 136,8 mil? Vai da desnecessária pintura biton, com o teto na cor preta, ao freio de estacionamento eletrônico (ainda há carro por aqui de R$ 200 mil para cima com aquela terrível alavanca no meio do salão).
Da suspensão independente nas 4 rodas aos seis airbags. Do piloto automático adaptativo, que controla sozinho a velocidade, a aceleração e os freios do carro, ao alerta de mudança de faixa. Da frenagem automática de emergência a uma câmera panorâmica de 540º. Do banco do motorista com ajuste elétrico ao carregador de smartphones por indução. Do multimídia de 14,6″ de qualidade – de excelente resolução e respostas rápidas – a saídas de ar para o banco traseiro.
Exigência – Pois é: mesmo sendo um compacto de entrada da marca, o EX2 tem – na versão Max, testada – tudo isso. O consumidor acredita que está “levando mais carro pelo mesmo dinheiro”. Claro que tudo pode ser melhorado. Como (olha o pós-venda aí de novo) rede de concessionárias ainda embrionária e um receio, já diminuindo, de excessiva desvalorização numa futura revenda. Ou, o que não é um problema específico deste modelo, a ainda reduzida estrutura rodoviária para abastecimento de veículos elétricos. Ou mesmo da capacidade do porta-malas, pequeno (375 litros) para quem trabalha como motorista de aplicativo, por exemplo. Ou a autonomia de rodagem, inferior à de alguns concorrentes. E, afinal, vale reforçar: não espere sofisticação ao entrar na cabine, mesmo com a central multimídia. O acabamento de plástico rígido está presente em algumas partes. Mas, pelo preço cobrado… O EX2 fornece, no geral, mais coisas legais do que ruins. Essa invasão chinesa vai fazer com que as marcas acomodadas, deitadas no berço esplêndido tupiniquim, tenham em breve que obrigatoriamente incluir nos seus modelos seis airbags, banco de motorista com regulagem elétrica e freio de estacionamento eletrônico, por exemplo. Em suma: o que agora é surpresa agradável vai ser uma exigência amanhã, pode apostar. O hatch já nasceu como elétrico – e isso é uma grande vantagem. Tem piso plano e, consequentemente, maior espaço interno. Como todo elétrico, tem excelente aceleração, motivada por causa do torque instantâneo, da ausência de marchas e da simplicidade mecânica, enfim. E ele ainda vai absorver para si outra vantagem: a nacionalização, ainda em 2026. Ele será fabricado no Paraná, no complexo da Renault em São José dos Pinhais, próximo a Curitiba. Vale lembrar: a chinesa passou a deter 26,4% das operações da francesa no Brasil. Ah, a Geely não é uma empresa neófita: controla, por exemplo, a Volvo, a Lotus (aquela mesma da F1) e a Polestar. Assim, reduz uma dificuldade relevante para novas marcas, pois se vale do uso da estrutura da Renault (bem estabelecida com rede de concessionárias, assistência técnica e peças). Por todas essas características citadas, o EX2 é um carro muito ágil. É legal até mesmo para divertimento nas ultrapassagens e retomadas. É um carro na mão, mesmo com direção elétrica – e é daqueles que você tem controle da situação. A suspensão parece ter sido feita para as estradas brasileiras, segurando os trancos do péssimo asfalto. Tudo bem equilibrado. Como deve ser um carro, independentemente do preço, da marca, da origem geográfica.
Tem picape nova no mercado. Desta vez, a Tasman, da Kia – A sul-coreana Kia entra oficialmente no segmento de picapes no Brasil com o lançamento da Tasman, primeiro modelo deste tipo desenvolvido em sua história. Versão única GL chega às concessionárias por R$ 250 mil. Desenvolvida integralmente como uma picape, a Tasman nasce para atender ao público que usa o veículo tanto como ferramenta de trabalho quanto para viagens, lazer e atividades ao ar livre. Segundo os diretores da marca, ela amplia os limites tradicionais do segmento ao combinar capacidade off-road, refinamento em pisos pavimentados, conectividade e versatilidade em um único produto. José Luiz Gandini, presidente da Kia Brasil e do Grupo Gandini, destaca que, após 34 anos de operação no País, finalmente conseguiu realizar um antigo sonho que era o de trazer um produto da Kia no segmento de picapes. “Um dos grandes momentos da marca Kia no Brasil passou pelo segmento 4×4, com a primeira geração do Sportage, na década de 1990, com apelo off-road. Porém, faltava uma picape”, festeja ele. O painel da picape adota uma arquitetura horizontal de linhas limpas e simétricas. Isso serviria para reforçar a sensação de amplitude da cabine. O console central concentra os principais comandos do veículo de forma intuitiva, enquanto o volante multifuncional e os comandos físicos posicionados facilitam a operação das principais funções durante a condução. As saídas de ar-condicionado com desenho em padrão colmeia completam a identidade visual do interior. Um dos destaques do interior fica por conta do painel panorâmico: são 29,6 polegadas de telas – o maior da categoria – formado pelo painel de instrumentos digital de 12,3”, uma central de 5” dedicada aos comandos do sistema de climatização e a do sistema multimídia também de 12,3”. O sistema multimídia oferece conectividade sem fio com Apple CarPlay e Android Auto. O conforto também recebeu atenção especial durante o desenvolvimento da Tasman. O amplo entre-eixos de 3.270 mm permitiu à Kia criar uma cabine espaçosa, com 915 mm de espaço para as pernas dos ocupantes do banco traseiro e inclinação dos encostos entre 25 graus, proporcionando maior conforto em viagens. O interior também incorpora materiais de origem renovável e reciclada em diversos pontos. Entre eles estão bioplásticos, revestimentos em couro sintético, tecidos produzidos a partir de garrafas PET recicladas e carpetes confeccionados com materiais reciclados.
Capacidade off-road – A picape é equipada com motor diesel 2.2 Smartstream de quatro cilindros, que desenvolve 210 cv de potência e 45 kgfm de torque. O conjunto trabalha com transmissão automática de oito velocidades. A estrutura foi desenvolvida sobre um chassi do tipo body-on-frame, concebido para oferecer rigidez estrutural, durabilidade e estabilidade em diferentes condições de uso. A aptidão off-road é reforçada pelo sistema de tração nas quatro rodas com 4 modos de condução (Eco, Normal, Sport e My Drive). Dependendo das condições de utilização, o motorista pode selecionar configurações dedicadas para diferentes tipos de terreno, como neve, lama e areia, otimizando a distribuição de torque e a atuação dos sistemas eletrônicos de assistência. Totalizam-se, assim, 7 modos de condução disponíveis.
Segurança – A Tasman tem vários equipamentos voltados à proteção dos ocupantes e à estabilidade dinâmica do veículo, com seis airbags (frontais, laterais e de cortina), freios a disco ventilados nas quatro rodas com ABS e EBD, controle eletrônico de estabilidade, controle eletrônico de tração, assistente de partida em rampa, controle de frenagem em declives, assistente de estabilidade de reboque, sistema de frenagem pós-colisão e sistema Isofix para fixação de cadeiras infantis. O pacote tecnológico será ampliado em versão a ser apresentada ao mercado brasileiro em breve, segundo a marca. Vai incorporar sistemas de assistência à condução, o ADAS. A caçamba possui 1.512 mm de comprimento, 1.572 mm de largura e 540 mm de profundidade, oferecendo capacidade volumétrica de 1.173 litros. A Tasman também possui capacidade de carga útil de 1.007 kg e capacidade máxima de tração de até 6.200 kg, ampliando sua versatilidade para diferentes tipos de utilização. O acesso à caçamba foi facilitado por degraus integrados aos cantos do para-choque traseiro, permitindo alcançar a área de carga com mais praticidade.
Eletrificados chegam a 25% das vendas – Um estudo da primeira quinzena de agosto feito pela Bright Consulting revela que, dos 101.457 emplacamentos, as marcas chinesas ultrapassaram 25% do mercado. Assim, os eletrificados atingiram participação de 26% entre carros e comerciais leves. Entre as 15 primeiras do ranking, cinco são da China. No geral, os eletrificados somaram 26.370 unidades na quinzena, um novo patamar recorde, com volume pouco acima dos 25.065 de julho, porém mais que o dobro dos 11.029 emplacamentos do mesmo período de agosto de 2025.
Aircross XTR ganha nova multimídia – A linha 2027 do Aircross chega com algumas atualizações. A versão topo de gama XTR passa a oferecer as novas cores e uma central multimídia de 10,25” com interface escurecida com detalhes em cáqui. A gama também incorpora, de acordo com a versão, itens como sistema keyless (partida sem a necessidade da chave), porta-revistas e porta-documentos. Neste ano, o Aircross passa a ter as versões Feel Turbo 200 AT, Feel Pack 7 Turbo 200 AT. Esta última retorna para integrar a estratégia de diversificação do modelo, trazendo um pacote de conteúdos competitivo e mais opção para o consumidor brasileiro. A XTR 7 Turbo 200 AT se mantém como topo de gama, em razão de seu conteúdo, sendo hoje a versão mais vendida. Na nova linha, todas as versões também passam a contar com a atualização da central multimídia Citroën Connect Touchscreen de 10,25” que, após estrear no ano anterior com bordas ultrafinas em preto brilhante, agora ganha uma nova interface mais moderna com fundo escurecido, tornando a navegação mais intuitiva e confortável visualmente. O painel de instrumentos digital de 7” TFT, que mantém uma leitura clara e moderna das informações a bordo, oferece espelhamento sem fio via Android Auto e Apple CarPlay. Todas as versões contam também com dupla entrada USB do tipo C. O sistema oferece fácil interação, permitindo acesso às principais funções tanto pela tela de 10 polegadas quanto pelos controles no volante. Entre as demais evoluções da gama, todas as versões passam a contar com porta-documentos, item que adiciona praticidade ao conjunto. Já a versão XTR 7 Turbo 200 AT recebe também keyless (partida sem a necessidade de chave) e porta-revistas, recursos que reforçam a funcionalidade a bordo e a conveniência no uso diário.
Versões e preços
Aircross Feel Turbo 200 AT – R$ 124.990
Motor Turbo 200
Câmbio automático CVT com 7 marchas simuladas e Modo Sport
1 porta USB tipo A e tomada 12 V no painel
2 portas USB tipo C na segunda fileira
3ª fileira com 2 assentos individuais, rebatíveis e removíveis
Aerofólio traseiro
Alarme
Ar-condicionado manual
Apoio de braço do painel de porta revestido em tecido
Banco do motorista com ajuste de altura
Bancos traseiros bipartidos e rebatíveis com ISOFIX e TOP TETHER (fixação para cadeiras de crianças)
Chave tipo canivete com abertura remota
Citroën Connect touchscreen 10,25″ com moderna nova interface + espelhamento Android Auto e Apple CarPlay sem fio, 6 alto-falantes e controle de áudio no volante
Direção elétrica
DRL com LED
Emblema “Aircross” centralizado
Espelho de cortesia no para-sol motorista e passageiro
Exclusivo sistema de ventilação suplementar no teto
Hill Assist – Assistente de Partida em Rampa
iTPMS – Monitoramento de pressão de pneus
Luz de iluminação no porta-malas
Luz no porta-luvas
Maçanetas na cor da carroceria
Painel com revestimento em tecido
Painel de instrumentos digital 7″ TFT
Porta-celular na 3ª fileira
Porta-documentos no para-sol
Travamento automático das portas e do porta-malas com veículo em movimento
Vidros elétricos dianteiros e traseiros com função One Touch e antiesmagamento
Aircross Feel Pack 7 Turbo 200 AT – R$ 128.990 Todos os itens da versão Feel 7 mais:
Câmera de ré
Painel de instrumentos digital 7″ TFT
3ª fileira com 2 assentos individuais, rebatíveis e removíveis
Exclusivo sistema de ventilação suplementar no teto
Faixa traseira em preto brilhante
Logotipo 7 no porta-malas
Porta-celular na 3ª fileira
Retrovisores elétricos
Roda de liga 16”
Aircross XTR 7 Turbo 200 AT – R$ 134.990 Todos os itens da versão Feel Pack 7 mais:
Adesivo “XTR” no capô
Adesivo verde na coluna C
Apliques inferiores de para-choque dianteiros e traseiros (skid plates) na cor Technical Gray
Apoio de braço com revestimento premium soft touch e costura Light Green
Ar-condicionado digital e automático
Banco do motorista com apoio de braço com revestimento premium soft touch
Bancos com revestimento premium e costura Light Green (com porta-revista)
Câmera traseira
Capa do retrovisor em preto brilhante
Controlador e limitador de velocidade
Duplo chevron dianteiro escurecido
Emblema XTR na traseira, bancos dianteiros e soleira
Faixa traseira em preto brilhante
Faróis de neblina
Grade frontal em preto brilhante
Interior escurecido
Keyless, partida sem a necessidade da chave
Painel com revestimento premium soft touch com costura Light Green
Pedaleira com acabamento cromado
Porta-objetos com acabamento premium no painel
Pneus 215/60 – Uso misto (Pirelli Scorpion HT)
Protetor inferior lateral de porta com detalhe na cor Light Green
Retrovisores elétricos
Rodas de liga leve 17″ escurecidas
Sensor de estacionamento
Soleira de porta
Volante revestido em acabamento premium
Negócio da China? BYD vende kit solar nas concessionárias – Líder do mercado brasileiro de híbridos plug-in e elétricos, a BYD agora passa a vender seus kits de energia solar nas 233 concessionárias da marca do país. A compra não está vinculada à aquisição ou à propriedade de um veículo BYD: qualquer consumidor pode adquirir o sistema, inclusive donos de veículos de outras marcas. Mas, pelo menos neste momento, faz um casado com o novo Song Pro Flex. Quem adquirir o SUV à vista ou financiado pelo Santander pode comprar o kit solar em 36 parcelas fixas de R$ 512, sem entrada e sem juros. O valor das parcelas não inclui IOF de R$ 578,62 e taxa de cadastro de R$ 1.149, cobrados separadamente na contratação. O total chega a R$ 20,2 mil. Quem já tem um BYD ou veículos de outras marcas também pode comprar o kit financiado pelo Santander, com taxas a partir de 1,69% ao mês, de acordo com as condições da operação. Com a iniciativa, a chinesa atende a dois propósitos: mobilidade eletrificada e energia solar. Além, claro, de transformar a rede de vendas em mais um canal de acesso a soluções de geração de energia limpa. A proposta da BYD é simplificar o acesso à geração de energia solar residencial ao concentrar, em uma única contratação, diferentes etapas. O valor final do kit contempla os equipamentos, a instalação completa do sistema, a homologação junto à distribuidora de energia e o seguro pelo período de um ano. O kit é composto por oito módulos fotovoltaicos de 600 W cada, com potência total de 4,8 kWp, além de inversor, estrutura de suporte, cabos e conectores. Em condições médias, o sistema tem capacidade para gerar cerca de 600 kWh por mês. Os módulos fotovoltaicos que integram os kits são produzidos pela fábrica da BYD em Campinas (SP). A oferta permite ampliar os benefícios da eletrificação para além da mobilidade, com a possibilidade de gerar parte da energia consumida em casa.
Uber agora cobra motoristas por corrida não aceita – A Uber começou a cobrar os motoristas em caso de corridas confirmadas pelo aplicativo e não aceitas. Mesmo quando eles decidem não aceitar a viagem. A chamada “taxa de despacho”, em teste em Malmö, na Suécia, e na Basileia, na Suíça, cria um novo custo para quem está conectado à plataforma e pode sinalizar uma mudança na forma como a empresa tenta equilibrar a oferta de motoristas e a espera dos passageiros. Em Malmö, a cobrança é de 2 coroas suecas por chamada, cerca de R$ 1,03. Na Basileia, são 0,30 franco suíço, aproximadamente R$ 1,88. Segundo a big tech, a medida busca priorizar os motoristas mais próximos do passageiro e reduzir o tempo até o embarque. A própria empresa orienta os condutores a ficarem offline quando não estiverem disponíveis, já que a taxa não é cobrada nesse período. O tempo de espera é, de fato, um dos principais motivos de cancelamento. Levantamento da Machine mostra que 48,09% das desistências estão relacionadas à espera, enquanto mudanças de planos respondem por 18,8% e casos em que o motorista não aparece representam 4,92%.
Satisfação – A maior concentração ocorre nos primeiros minutos após o pedido, especialmente entre um e quatro minutos. “Os dados indicam que a experiência inicial do usuário define o sucesso da corrida. Pequenas variações de segundos podem determinar se um passageiro cancela ou permanece, o que impacta diretamente a satisfação e a receita da plataforma”, diz Vinícius Guahy, coordenador de conteúdo e comunidade da Machine. Os números não permitem afirmar que a taxa criada pela Uber vá reduzir os cancelamentos, mas ajudam a dimensionar o problema que a plataforma tenta atacar. Ao cobrar pela chamada, a empresa cria um incentivo para que permaneçam conectados aqueles que realmente estão dispostos a aceitar viagens. É aí que a mudança deixa de ser apenas operacional. Até agora, o motorista podia ficar online e avaliar cada corrida sem que uma recusa tivesse um custo direto. Com a nova regra, estar disponível passa a ter um preço. O impacto financeiro varia conforme o mercado. Em Malmö, a Uber diz que devolverá aos motoristas o valor arrecadado, distribuído de acordo com as corridas concluídas. Na Basileia, não haverá devolução, mas a comissão da empresa cairá de 25% para 23% nas categorias UberX e UberXL. Ainda não há indicação de que o modelo será levado ao Brasil. Caso isso aconteça, porém, a discussão será maior do que a criação de uma nova tarifa. A Uber estará definindo, na prática, quanto custa para um motorista permanecer disponível para receber uma corrida.
Preço médio dos 0km recua em julho – Os veículos 0km apresentaram queda de preço no mercado brasileiro durante o mês de julho. Enquanto os valores sugeridos pelas montadoras (MSRP) apresentaram uma média de R$ 168.405, cerca de 3,3% menor do que em junho, o tíquete médio por unidade nas concessionárias acompanhou esse recuo, ficando em R$ 158.403, um valor 3,5% mais baixo em comparação ao mês anterior. Isso representa um aumento do desconto médio praticado em relação ao MSRP de junho (6,9%) para 7,1%. Os dados são do PVZ – Estudo de Preços de Veículos Zero Km, feito pela MegaDealer com dados da plataforma Auto Avaliar. No ranking de descontos por região, o Norte manteve a média de 7,9% na redução dos preços em relação aos valores sugeridos pelas montadoras, novamente na primeira posição. Na sequência vieram o Sudeste (7,7%); o estado de São Paulo (7,5%), que é analisado individualmente; Centro-Oeste (6,7%) e Nordeste (6,7%); e o Sul (6,4%).
As novidades das motos Honda para 2027– A Honda aproveitou o festival de Interlagos, no começo do mês, em São Paulo, para apresentar algumas mudanças adotadas na linha 2027 de algumas das suas motocicletas. Mas, na verdade, a marca vem apresentando as novidades no Brasil de forma gradual desde o final de 2025 e ao longo de 2026. Já foram objeto de anúncios, por exemplo, modelos como Pop 110i, Biz, Elite 125, CB500 Hornet, NX500, CB650R, XR300L Tornado e XRE300 Sahara. O foco é amplo: tecnologia, segurança, praticidade e até novas cores. Não há alterações significativas nos motores. No geral, a estratégia é levar tecnologias antes restritas a motocicletas maiores para modelos de cilindrada intermediária. A Honda XR300L Tornado, que tem preço sugerido de R$ 31.700, ganha controle de tração HSTC e ABS traseiro com possibilidade de desativação, ABS traseiro desativável para uso na terra, sistema antifurto e painel com optical bonding – colagem óptica que elimina a camada de ar entre o display e a cobertura, reduzindo reflexos e melhorando a visualização sob luz intensa. Nela, a Honda realmente mexeu no conteúdo tecnológico. Ela tem novos comandos elétricos, pisca-alerta, indicadores dianteiros funcionando também como luzes de posição e nova opção de cor preta. A XRE 300 Sahara recebeu atualização importante em segurança e eletrônica, com chave codificada, ajustes na ciclística e novas opções de cores e grafismos. Mas o principal destaque é o HSTC, controle de torque/tração da Honda. A Sahara continua disponível nas configurações Standard, Rally e Adventure, preservando a proposta de atender desde o uso urbano até viagens e utilização mais aventureira. A Pop 110i ES 2027, por sua vez, mantém o foco na economia e praticidade urbana com atualizações visuais e de facilidade de pilotagem. Mas recebeu mudanças interessantes, como usar rodas de liga leve com pneus tubeless, eliminando as câmaras de ar. O pneu dianteiro também ficou mais largo, passando de 60/100-17 para 70/90-17. Os tambores de freio cresceram de 110 mm para 130 mm, melhorando a capacidade de frenagem. Outra mudança importante é que o tradicional pedal de freio foi substituído por uma alavanca no punho esquerdo, que atua nos dois freios. Visualmente, ganhou novo conjunto de carenagens. O motor 109,5 cm³, entretanto, foi mantido. A Honda também oferece USB-C como acessório. Veja outras novidades:
Elite 125 2027 – A scooter ganhou uma novidade prática: um porta USB-C de série, localizado próximo ao porta-luvas. Também passou de três para quatro opções de cores, todas inéditas. Mecanicamente, não houve mudança significativa: continua com o motor 123,9 cm³ e tecnologia eSP, além do sistema Idling Stop e câmbio automático V-Matic.
Linha 500cc e 650cc (NX500, CB500 Hornet, CB650R E-Clutch) –Receberam novas opções de cores. Nos grupos especializados, há críticas à ausência de uma oferta mais ampla do Honda RoadSync no mercado brasileiro. Ela está habilitada de forma restrita, em modelos de alta cilindrada. O aplicativo de conectividade via Bluetooth com comandos de voz atua na navegação (mostra rotas passo a passo no painel), chamadas e mensagens (permite atender ligações e ouvir mensagens de texto) e música e clima (controla o som e checa o tempo pelo painel e fone do capacete). A CB650R E-Clutch mantém seu principal diferencial, o E-Clutch, sistema que permite ao motociclista utilizar a embreagem manualmente ou deixar o acionamento a cargo do sistema eletrônico. A permanência do E-Clutch é importante porque é uma tecnologia ainda relativamente nova no mercado brasileiro. A E-Clutch tem preço sugerido de R$ 59.560.
CB1000 Hornet 2027 – A família Hornet foi ampliada com a nova CB1000 Hornet, disponível nas versões ABS e SP. O modelo é equipado com motor de quatro cilindros em linha derivado da CBR1000RR Fireblade, que entrega 147,4 cv e 10,3 kgfm de torque. As duas versões contam com acelerador eletrônico, modos de pilotagem configuráveis, controle de tração, painel TFT de 5 polegadas com conectividade para smartphone e suspensão dianteira invertida Showa. A proposta é combinar alto desempenho com uma condução precisa, tanto no uso urbano quanto em estradas. A versão topo de linha, CB1000 Hornet SP, traz diferenciais como amortecedor traseiro Öhlins TTX36, pinças de freio Brembo Stylema e quickshifter de série. Já a versão ABS utiliza componentes Showa na suspensão traseira e freios Nissin. Preços: a CB1000 Hornet (branco perolizado e vermelho) custa R$ 68.800; a CB1000 Hornet SP (preto fosco), R$ 76.750. Ambas estarão disponíveis na rede de concessionários Honda a partir de setembro.
CB300F Twister 2027 – Chega com novidades em segurança, tecnologia e design. O modelo será oferecido em duas versões: CB300F Twister ABS e CB300F Twister S. Entre os destaques estão a adoção do HSTC (Honda Selectable Torque Control), que auxilia no controle de tração da roda traseira, e a nova suspensão dianteira invertida Showa SFF-BP com mesas de alumínio forjado mais leves. O modelo também passa a contar com o sistema ESS (Emergency Stop Signal), que aciona automaticamente os piscas em frenagens bruscas. A iluminação full-LED foi aprimorada com luzes de posição integradas aos indicadores dianteiros, enquanto o painel digital LCD blackout recebeu a tecnologia Optical Bonding, que reduz reflexos e melhora a resistência do conjunto. No visual, a Twister 2027 traz novas carenagens laterais e para-lama dianteiro redesenhado. A versão S se diferencia por detalhes exclusivos, como a rabeta esportiva, rodas com friso vermelho e mola traseira na mesma cor. A CB300F ABS (vermelho metálico e preto metálico) tem custo de R$ 26.880; a CB300F S (azul metálico), de R$ 27.680.
Biz 125 EX Kuromi – Baseada na Honda Biz125 EX 2027 lançada recentemente, a Biz Kuromi tem como cor predominante o roxo característico da personagem, além de grafismos que retratam o universo Kuromi e a cultura kawaii, que valoriza a fofura, o charme e a simplicidade, elementos coincidentes com o caráter das Biz. A Biz Kuromi tem motor monocilíndrico FlexOne, OHC, com transmissão semiautomática rotativa de quatro marchas. O chassi de aço tipo monobloco tem suspensão dianteira por garfo telescópico e traseira por braço oscilante. A roda dianteira tem 17” e a traseira 14”, calçadas com pneus tubeless. A frenagem CBS – Combined Brake System tem freio dianteiro a disco e traseiro a tambor. As luzes de posição frontais em LED, o quadro de instrumentos tipo blackout, o útil compartimento sob o banco, a tomada USB-C e a chave de ignição que opera a abertura do banco na parte posterior do escudo frontal são itens de praticidade/conforto da Biz Kuromi, já disponível na rede de concessionários Honda. O preço sugerido é de R$ 17.990.
Gold Wing Tour — 50 anos – A série especial celebra cinco décadas do modelo e incorpora conectividade Apple CarPlay e Android Auto sem fio; sistema de áudio aprimorado e atualizações da ECU (a unidade de controle eletrônico que é o “cérebro” da motocicleta. Ela gerencia o sistema PGM-FI, controlando a injeção de combustível, o ponto de ignição, a marcha lenta e o desempenho geral com base em dados de vários sensores). Também ganhou sensor OBD2-2 para atender ao Promot 5; elementos exclusivos alusivos aos 50 anos; animação especial de inicialização do painel; acabamento e grafismos comemorativos. A moto mantém o monumental motor seis cilindros de 1.833 cm³, câmbio DCT de sete marchas e suspensão eletrônica.
Linha Pro Honda – O portfólio de produtos Pro Honda foi melhorado, com o lançamento de quatro novas soluções voltadas à segurança, praticidade e manutenção das motocicletas. Todas são produtos homologados que combinam eficiência, conveniência e qualidade. Entre os lançamentos está o cristalizador de viseiras, que cria uma película hidrorrepelente para melhorar a visibilidade em condições de chuva, contribuindo para uma pilotagem mais segura. A linha passa a contar também com o Engine Cleaner Pro Honda, desenvolvido para auxiliar na limpeza dos componentes internos do motor e do sistema de alimentação de combustível, ajudando a preservar o desempenho e a eficiência operacional da motocicleta. Completam a novidade o Reparador de Pneus Instantâneo Pro Honda, solução prática para vedação temporária e enchimento de pneus tubeless em casos de pequenos furos durante o trajeto, e o Desengraxante Spray Pro Honda, produto de alta capacidade de limpeza destinado tanto a profissionais de oficinas e concessionárias quanto a motociclistas adeptos da manutenção própria.
Denza Z9 GT
Denza lança dois novos modelos: o Z9 GT e a D9 – A marca chinesa Denza, do grupo BYD, apresentou dois modelos nesta quarta-feira (20/8) com uma proposta ousada: “redefinir o significado de mobilidade de luxo”. Ela pretende fazer isso por meio da combinação de tecnologia, design, performance e experiências sofisticadas como a do próprio lançamento, num hotel de seis estrelas em São Paulo ao som da Orquestra Villa-Lobos. “O consumidor brasileiro é apaixonado por carros. Gosta de potência, valoriza design, entende de tecnologia e, principalmente, sabe reconhecer quando existe excelência por trás de um produto”, afirma Alexandre Baldy, vice-presidente sênior do Grupo BYD no Brasil. “Queremos construir algo que vá muito além de uma relação entre marca e cliente. Queremos construir desejo, confiança e pertencimento”, completa. Outra proposta da Denza é fazer com que cada veículo nasça de um princípio simples, mas poderoso: a tecnologia deve ser invisível, porém essencial. E isso já traz resultados para a companhia: o Denza B5 foi o veículo premium mais vendido do Brasil em junho e julho. Agora, a chegada do Z9 GT e do D9 inaugura uma nova frente no segmento de luxo no Brasil. O cupê esportivo Denza Z9 GT, equipado com três motores elétricos, incorpora soluções tecnológicas, como a Crab Walk, que permite ao veículo se deslocar lateralmente para facilitar manobras em espaços apertados, além do sistema de autoestacionamento. Custa R$ 650 mil (informação não oficial, mas crível). Com 952 cv de potência, o Z9 GT acelera de 0 a 100 km/h em 2,7 segundos e se posiciona como um dos elétricos mais tecnológicos do segmento premium global – onde materiais nobres e sistemas avançados se harmonizam.
Denza D9
O Denza D9 EV é uma minivan executiva 100% elétrica, de alto luxo, com 7 lugares, autonomia de até 600 km, bateria de 115 kW, carregamento flash e acabamento comparável à classe executiva de avião. O D9 mantém um nível de ruído interno excepcionalmente baixo, registrando entre 65-70 dB a uma velocidade constante de 110 – 120 km/h em rodovia. O silêncio na cabine é comparável ao de uma biblioteca, tornando o ruído de rodagem notavelmente baixo para uma minivan de luxo de grande porte. O evento também marcou a apresentação da tecnologia Flash Charging, sistema de carregamento ultrarrápido, que chega ao Brasil para reduzir uma das principais preocupações dos consumidores de veículos elétricos: o tempo de recarga. Com potência de até 1.500 kW, a tecnologia permite recuperar a carga da bateria de 10% a 70% em apenas cinco minutos e de 10% a 97% em nove minutos, tempo semelhante ao necessário para abastecer um carro em um posto de combustíveis. O Z9 GT será o primeiro carro no mercado nacional com a tecnologia compatível com carregamento Flash. Em breve, todas as concessionárias da marca terão um Flash Charging. O preço deste modelo não foi divulgado.
Vai vender o carro pela internet? Veja alguns cuidados – A negociação de veículos usados pelas plataformas digitais nunca foi tão simples e, ao mesmo tempo, tão suscetível a fraudes. Em um cenário de mercado aquecido, criminosos têm aperfeiçoado golpes que envolvem comprovantes de pagamento falsos, documentos adulterados e perfis fictícios, exigindo atenção redobrada de quem pretende fechar negócio. Segundo Miguel Henrique Souza, CEO da Vaapty, líder do franchising no segmento de intermediação de venda de veículos no Brasil, o desejo de vender rapidamente faz com que muitos proprietários deixem de adotar medidas básicas de segurança. “A maioria dos golpes acontece porque o vendedor acredita que uma proposta muito vantajosa ou uma negociação extremamente rápida é sinônimo de bom negócio. Na prática, é justamente nesses momentos que é preciso redobrar a atenção”, afirma. Para evitar prejuízos, o executivo reuniu seis orientações para quem pretende vender um veículo.
Nunca entregue o veículo antes da conclusão da transferência – Um dos erros mais comuns é liberar o carro antes que toda a documentação esteja regularizada e o pagamento tenha sido efetivamente compensado. “O ideal é entregar o veículo somente depois que o dinheiro estiver disponível na conta e a transferência de propriedade tiver sido formalizada. Promessas de pagamento ou comprovantes enviados por aplicativos não substituem a confirmação bancária”, alerta Miguel Souza.
Desconfie de quem tem muita pressa – Golpistas costumam criar um senso de urgência para impedir que a vítima analise a negociação com calma. “Quem realmente está interessado costuma fazer perguntas sobre o veículo, pedir tempo para avaliar a documentação e até negociar valores. Quando existe uma pressa exagerada para fechar negócio, vale acender o sinal de alerta”, diz o CEO de Vaapty.
Considere a intermediação especializada – Para quem deseja mais segurança durante todo o processo, recorrer a empresas especializadas pode reduzir significativamente os riscos. “A intermediação profissional elimina toda essa vulnerabilidade da negociação direta. Além da avaliação técnica do veículo, há análise documental, validação das partes envolvidas, suporte jurídico e acompanhamento de todas as etapas da venda. Isso oferece muito mais tranquilidade tanto para quem vende quanto para quem compra”, destaca o CEO de Vaapty.
Prefira pagamentos rastreáveis – Receber em espécie pode dificultar a comprovação da transação e aumentar os riscos. A recomendação de Miguel é priorizar transferências bancárias ou PIX identificados e somente considerar a venda concluída após a confirmação definitiva da operação pela instituição financeira.
Verifique a identidade do comprador – Antes de avançar na negociação, é importante solicitar documentos e conferir se as informações são verdadeiras. “Hoje existem diversas ferramentas que ajudam a validar dados pessoais e evitar fraudes. Alguns minutos de conferência podem evitar um prejuízo significativo”, explica.
Escolha locais seguros para mostrar o veículo – Test drives e encontros devem acontecer em locais públicos, movimentados e monitorados por câmeras. Também é recomendável estar acompanhado por outra pessoa e evitar informar o endereço residencial logo no primeiro contato. Para Miguel, a evolução das vendas digitais deixou o processo mais prático no mercado automotivo, mas, por outro lado, muito mais vulnerável. “Os golpistas estão cada vez mais preparados e exploram justamente a confiança e a pressa de quem quer vender. Por isso, adotar procedimentos de segurança, verificar todas as informações e contar com apoio especializado quando necessário são medidas fundamentais para proteger o patrimônio e concluir a negociação com tranquilidade”, conclui.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
O jornalista Homero Fonseca, que nos deixou na tarde deste sábado (22) de agosto, foi, certamente, um dos repórteres de imprensa mais completos que o jornalismo entregou como profissional.
Homero era refinado. Tinha técnica de apuração sofisticada, disciplinada e exigente com o que entregava. Tão preciso que não demorou para ser chamado para produzir relatórios de empresas pernambucanas quando elas decidiram publicar algo mais que simples balanço.
Ele dava lustro a dados frios e capturava ações sociais dessas empresas, provocando a apresentação delas e mostrando gente naquilo. Na década de 80, seriam considerados os atuais relatórios de ESG, quando a sigla sequer existia. Essa precisão naturalmente o levou para o jornalismo econômico, onde acabou por fazer quase toda sua carreira.
Homero Fonseca já era profissional sindicalizado e atuante na entidade sindical, quando decidiu prestar vestibular na Unicap, formando-se na turma de 1979. Tinha uma outra marca que hoje poucas pessoas sabem. Ele cuidava da formação dos novos jornalistas. Não apenas na questão de apuração, mas também de ensinar conceitos de ética e respeito às pessoas e aos entrevistados.
Sim, Homero era duro e exigente. Cobrava dados precisos e, no tempo em que capturar informações de retaguarda exigia ir ao departamento de pesquisa, folhear centenas de páginas recortadas. Mas era generoso quando surpreendia os novatos assinando os primeiros textos, seja no Diário de Pernambuco, seja no Jornal do Commercio.
O jornalista era defensor da ideia, ainda hoje moderna, do editor decidir se assina ou não um texto como prêmio pelo seu trabalho de apuração, especialmente aos estagiários. Como um incentivo a “aprender a respeitar a língua, a ortografia e a apuração dos fatos.’
Homero Fonseca sempre se apresentou como um jornalista engajado de esquerda. Embora não filiado, esteve na linha de frente nas batalhas de rua em passeatas que percorriam o centro do Recife com os manifestantes atrás da megafaixa “Pelas Liberdades Democráticas”.
Ele esteve à frente de vários jornais, fez a capa deles, entre eles o Diário de Pernambuco, estruturou redações, além de ser primeiro nas atuais assessorias de comunicação de órgão públicos, entre eles a Fundação Joaquim Nabuco nos tempos de Gilberto Freyre.
E escreveu dezenas de relatórios anuais de bancos, entre eles o do Banorte, quando o banco de Pernambuco era um dos mais avançados em termos de tecnologia.
Como diziam seus amigos mais próximos, era o texto mais preciso do jornalismo pernambucano. Ele passou pelas redações dos três grandes jornais de Pernambuco e esteve à frente da Folha de Pernambuco, onde ‘aspeou’ uma frase que virou marca pela tragédia do desabafo de uma mãe ao ver seu filho morto numa operação policial: “Meu filho era uma alma sebosa”.
A diferença é que a expressão típica do noticiário policial veio suportada pela história de uma mãe pranteando a dor da morte pelo aparelho policial, resignando-se com o seu insucesso como progenitora.
Homero esteve na redação do Recife dos grandes jornais e participou de todas as coberturas da campanha da redemocratização numa carreira tão limpa e honesta que o fez ser lembrado e respeitado, pelo que elevou o nível da régua de produção do lugar por onde passou pelo seu padrão de entrega.
E isso é possível na rigorosa apuração do seu livro Tapacurá: Viagem ao planeta dos boatos que lançou em maio de 2011, analisando o boato de que Tapacurá havia estourado mais uma vez, assombrou a população recifense.
Na vida cultural, era um leitor voraz, freguês premium do icônico Livro Sete de Tarcísio Pereira e era uma espécie de orientador sobre o que um jornalista não poderia deixar de ler para ser um profissional de qualidade.
Muitos de nossos colegas leram John Reed e seu clássico Dez Dias que Abalaram o mundo; A Primeira Vítima, de Phillip Knightley, é um livro clássico de 1975, que analisa a história dos correspondentes de guerra e Esquerdismo A Doença Infantil do no Comunismo, de Vladimir Lénine indicados por Homero Fonseca.
E no Carnaval, ajudou a fundar o icônico Siri na Lata ao lado de Ricardo Carvalho e Paulo Brás pelas ruas de Olinda. Talvez esse fosse o único espaço onde o sério e carrancudo Homero se permitia mudar a fantasia.
Por isso, a partida de Homero, que deixou o jornalismo e enveredou pelos livros, nos deixa menores. Ele ajudou centenas de jornalistas a apurar melhor, escrever melhor e responder às demandas da sociedade.
O que a gente poderia chamar hoje de trabalhar pela melhoria da reputação do profissional de imprensa.
Talvez a maior contribuição de Homero Fonseca ao jornalismo tenha sido essa: formar uma geração inteira de profissionais que aprendessem a ser éticos. E lutar para que muitos não se perdessem pelo caminho.
E tudo isso apenas mostra o seu método de trabalho de jornalismo de precisão. Quando não existia a barra de rolagem no PC, o Google e o smartphone.
Dois casos de grande repercussão envolvendo os filhos de dois chefes do Executivo colocaram a Polícia Federal e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no centro das discussões da disputa eleitoral de 2026. As informações são do portal Metrópoles.
O integrante da Corte acumula as relatorias da investigação do financiamento do filme Dark Horse, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e o inquérito envolvendo a suspeita de tráfico de influência por parte do empresário Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O filho petista é alvo de três inquéritos autorizados pelo Supremo a pedido da Polícia Federal (PF). Interlocutores da Presidência ainda não conseguem dimensionar os efeitos dos desdobramentos da investigação sobre a campanha de Lula, que tenta acompanhar possíveis impactos nas pesquisas de intenção de voto.
Nessa sexta-feira (21/8), pesquisa Datafolha mostrou Lula com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio, que registrou 43%. O levantamento ouviu 2.058 eleitores entre 18 e 20 de agosto, período em que Lulinha já era alvo de inquéritos da Polícia Federal (PF).
Na pesquisa anterior, divulgada em 24 de julho, Lula tinha 48% das intenções de voto, contra 43% de Flávio. Na ocasião, a vantagem era de cinco pontos percentuais. Agora, com a oscilação de um ponto para cada candidato, a distância caiu para quatro pontos.
Apesar da redução de um ponto na intenção de voto de Lula, o levantamento ainda não permite associar a oscilação aos efeitos políticos da investigação sobre Lulinha, já que a variação está dentro da margem de erro.
Pesquisa Datafolha, divulgada hoje, mostra como está a disputa pela Presidência da República em Pernambuco. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e é o primeiro divulgado pelo instituto após o início das campanhas. Veja os números da pesquisa estimulada, em que o Datafolha mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos.
Lula (PT): 56%
Flávio Bolsonaro (PL): 24%
Ronaldo Caiado (PSD): 2%
Renan Santos (Missão): 2%
Romeu Zema (Novo): 1%
Escritor Augusto Cury (Avante): 1%
Samara Martins (UP): 1%
Edmilson Costa (PCB): 1%
Rui Costa Pimenta (PCO): 1%
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0
Clariana Barão (DC): 0
Hertz Dias (PSTU): *o candidato foi estimulado, mas não foi citado
Em branco/nulo/nenhum: 8%
Indecisos: 4%
Cenário com Pablo Marçal
O Datafolha testou dois cenários de 1º turno, um deles com Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível por causa de uma condenação na Justiça Eleitoral. O TSE ainda vai julgar se ele pode concorrer e, na última semana, proibiu o candidato de fazer propaganda na TV, ir a debates e usar dinheiro público em sua campanha até que haja uma decisão definitiva.
Segundo o instituto, a inclusão de Marçal não altera de forma significativa o quadro geral da disputa. Veja os números:
Lula (PT): 55%
Flávio Bolsonaro (PL): 24%
Ronaldo Caiado (PSD): 3%
Renan Santos (Missão): 2%
Pablo Marçal (PRTB): 1%
Samara Martins (UP): 1%
Escritor Augusto Cury (Avante): 1%
Romeu Zema (Novo): 1%
Edmilson Costa (PCB): 0
Clariana Barão (DC): 0
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0
Rui Costa Pimenta (PCO): 0
Hertz Dias (PSTU): 0
Em branco/nulo/nenhum: 7%
Indecisos: 4%
O Datafolha ouviu 1.204 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 18 e 20 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-00109/2026. Foram incluídos na pesquisa os 13 candidatos que pediram registro ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dentro do prazo.
Imagens publicadas nas redes sociais, na tarde de hoje, mostram corredores lotados no Hospital Getúlio Vargas, no Recife, com pacientes relatando dificuldades e demora no atendimento. O registro expõe mais um episódio de reclamações relacionadas à assistência na rede pública de saúde de Pernambuco.
A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) voltou às ruas da Mata Sul de Pernambuco, hoje, em mais uma intensa agenda de campanha ao lado dos demais integrantes da chapa majoritária da Frente Popular. Ao lado do candidato a governador João Campos (PSB), do candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) e do senador Humberto Costa (PT), candidato à reeleição, Marília participou de atividades em Ribeirão e Xexéu e segue para Tamandaré, onde participará de uma caminhada e da inauguração de um comitê da Frente Popular na cidade.
Em Ribeirão, Marília visitou a feira livre e as ruas do Centro, conversando com comerciantes, trabalhadores e moradores. A agenda também incluiu uma visita à fábrica do Grupo Metalúrgica Barra do Piraí (MBP), empreendimento instalado no município em 2022, com investimento inicial de cerca de R$ 100 milhões e geração de mais de 160 empregos diretos e 500 indiretos. Os candidatos da Frente Popular foram recebidos pelo ex-prefeito Marcello Maranhão (PSB). A atividade contou, também, com a presença do prefeito de São Caetano, Josafá Almeida (PRD).
Na sequência, em Xexéu, a Marília participou de caminhada, adesivaço e de um encontro com lideranças, promovido por Pino Mendes, uma das principais lideranças da oposição no município. Também participaram da atividade o deputado federal Pedro Campos (PSB) e o deputado estadual Junior Matuto (Republicanos).
“A Mata Sul tem uma força enorme e precisa voltar a ter oportunidades à altura do seu povo. É isso que estamos construindo ao lado de João, Carlos, Humberto e do presidente Lula: um projeto que una Pernambuco, gere emprego e faça os investimentos chegarem a todas as regiões. No Senado, quero ser uma voz forte dos municípios pernambucanos e ajudar Lula a fazer ainda mais pelo nosso estado”, afirmou Marília. À noite, a pedetista retorna ao Recife onde participa de atividades junto a aliados da capital e de Olinda.
O jornalista e escritor pernambucano Homero Fonseca, que faleceu, hoje, aos 77 anos, em decorrência de um câncer de pâncreas, será velado amanhã, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, na sala 4, das 12h às 18h. Referência em sua geração pelo compromisso com a verdade e a informação responsável, Homero deixa um legado no jornalismo e na literatura marcado pelo recente lançamento da segunda edição do romance “Jaraguá: O Herói Inzoneiro”, que mistura ficção, folclore e crítica social por meio de uma narrativa fantástica no Nordeste.
Nascido em Bezerros, o jornalista, autor de mais de 15 livros, incluindo romances, reportagens históricas, biografias e ficção infantojuvenil, deixa um vazio na cena cultural local. Era dono de uma escrita invejável, que misturava realismo mágico e memória histórica. as informações são do portal FolhaPE.
De acordo com o blog de Taís Paranhos, mesmo afastado dos eventos literários por questões de saúde, a presença de Homero seguia pulsando nas obras que atravessam séculos e imaginários. “Seu legado agora se transforma em referência permanente para quem busca compreender a força literária do Nordeste” escreveu a blogueira.
Ela lembra também a escrita dele, sempre carregada de símbolos, mitos e personagens que atravessam eras, consolidando uma identidade literária singular. “A morte do autor encerra um ciclo, mas abre espaço para que sua obra seja revisitada com a profundidade que merece. Pernambuco perde um de seus grandes narradores, mas ganha um nome eterno na literatura brasileira.”
Entre os destaques da carreira de Homero como escritor está “Roliúde: Um romance picaresco”, aventuroso e cinematográfico”, de 2011, que chegou ser adaptada para o teatro. Considerado um de seus maiores sucessos, narra as aventuras de Bibiu, um “Ulisses nordestino” na década de 1940, que viaja pelo interior contando enredos de clássicos do cinema hollywoodiano e brasileiro.
A inauguração do comitê do candidato ao Senado Mendonça Filho, em Boa Viagem, no Recife, reuniu, ontem, lideranças e candidatos ligados à direita em Pernambuco. O encontro teve como um dos principais temas a articulação do grupo para as eleições deste ano.
O candidato a deputado federal Gilson Machado e o candidato a deputado estadual Gilson Filho, ambos aliados da família Bolsonaro, destacaram a importância da união do campo político e afirmaram ter participado das articulações para viabilizar o nome de Mendonça Filho na disputa pelo Senado.
“A direita precisa estar forte no Nordeste. Estamos aqui com essa missão”, afirmou Gilson Filho. Gilson Machado também mencionou a agenda do grupo para a próxima semana, quando deverá participar, em Maceió, do lançamento da campanha de Alfredo Gaspar. “Ninguém segura a direita!”, declarou.
Ao lado do ex-prefeito e ex-deputado Tony Gel e do empresário Tonynho, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco e candidato à reeleição, deputado Álvaro Porto (MDB), e o candidato a deputado federal Gabriel Porto (PSB), cumpriram agenda de campanha, hoje, na tradicional Feira de Caruaru, no Agreste.
Patrimônio cultural imaterial do Brasil, a feira que “tem tudo que há no mundo”, dispõe de artesanato, roupas, ervas medicinais, utensílios para casa e alimentos, e, principalmente, atrai milhares de pessoas diariamente. Acompanhados de apoiadores, os candidatos realizaram corpo a corpo com o eleitor, percorrendo ruas, bancas, boxes e quiosques, cumprimentando e conversando com comerciantes, artesãos e consumidores.
Ainda neste sábado, Álvaro e Gabriel participam de adesivaço e ato de campanha no centro de Brejão (também no Agreste), onde serão recepcionados, no comitê, pelo prefeito Saulo Maruim (PP) e lideranças de seu grupo político. Já neste domingo (23), às 13h, os candidatos inauguram comitê conjunto de campanha no Recife, na Avenida Abdias de Carvalho, no bairro do Prado.
Soube, há pouco, da morte do jornalista Homero Fonseca, aos 77 anos, que perdeu a luta contra um câncer de pâncreas. Trabalhei com ele no Diário de Pernambuco e na Folha de Pernambuco. Um jornalista notável, talentoso e autor do livro “Tapacurá, viagem ao planeta dos boatos”.
A aproximação do prefeito Carlos Santana (Republicanos) com a governadora Raquel Lyra (PSD) está movimentando os bastidores políticos de Ipojuca e chamou atenção principalmente pelo momento e pelas circunstâncias em que acontece.
Carlos tem um histórico político ligado ao campo do PSB e, na última eleição municipal, contou inclusive com o apoio de João Campos em sua campanha para prefeito de Ipojuca. Agora, muda de posição justamente quando Raquel aparece em primeiro lugar no município na disputa pelo Governo de Pernambuco.
A liderança da governadora em Ipojuca foi construída em um cenário no qual Carlos estava no campo adversário. Desde 2022, Célia Sales e o deputado Romero Sales Filho mantêm aliança com Raquel e participaram da articulação de importantes investimentos estaduais no município.
A relação política entre Raquel e os Sales se estreitou ainda mais para 2026. Célia e Romero foram convidados pela própria governadora a integrar seu partido, tendo Romero candidato a reeleição como deputado estadual e a ex-prefeita Célia Sales candidata a deputada federal dentro do projeto político de Raquel.
A chegada de Carlos ao mesmo campo político contrasta com o histórico recente da Prefeitura que protagonizou entraves a algumas ações do Governo do Estado no município de Ipojuca.
A Escola Técnica não avançou diante das pendências relacionadas ao terreno que deveria ser disponibilizado pelo município. As creches de Nossa Senhora do Ó e Camela encontraram dificuldades nas licenças e providências municipais necessárias para as obras.
O CEU da Cultura também ficou pelo caminho. Uma área havia sido disponibilizada durante a gestão Célia Sales, mas, já na administração de Carlos Santana, o terreno foi retirado. A Prefeitura informou que apresentaria uma nova área, mas o projeto segue parado.
Na saúde, o episódio foi ainda mais direto: o Governo de Pernambuco disponibilizou para Ipojuca uma UTI móvel do programa Colo de Mãe, mas a Prefeitura se recusou a receber o equipamento.
Mais recentemente, a Carreta da Mulher, serviço estadual que leva exames e atendimentos especializados às mulheres, também enfrentou resistência para chegar ao município.
São episódios que tornam a nova composição política inevitavelmente curiosa.
Ao mesmo tempo, a relação construída entre Raquel e os Sales no município ajudou a viabilizar mais de R$ 200 milhões em investimentos estaduais em Ipojuca, incluindo o saneamento de Porto de Galinhas, requalificação de estradas, contenção de encostas e outras intervenções.
Agora, Carlos Santana, que há pouco tempo contava com o apoio de João Campos em seu palanque para disputar a Prefeitura, passa a se aproximar de Raquel em um cenário no qual a governadora já aparece liderando em Ipojuca.
Diante desse histórico, fica a pergunta: a aproximação de Carlos Santana com Raquel Lyra é uma mudança de convicção ou uma escolha por conveniência diante do atual cenário eleitoral?