O pré-candidato a prefeito de Surubim, Cléber Chaparral, foi surpreendido com uma denúncia de que a convenção partidária do União Brasil seria um “showmício” e por isso estaria em desacordo com as leis eleitorais. A denúncia foi realizada pela opositora dele na corrida para a prefeitura: Véia de Aprígio (PSB).
O Ministério Público entendeu que o evento, que irá acontecer neste sábado (03), no Parque de Vaquejada Jota Galdino, não se trata de um “showmício”, mantendo o cronograma de pré-campanha de Chaparral.
Procurado pela reportagem, Chaparral disse que não chegou a ficar preocupado com a “denúncia”. “Não há nenhuma tentativa de burlar a lei. A convenção será realizada em um lugar murado, com todos os alvarás em dia. Lamento muito que os situacionistas tenham que usar esse tipo de manobra, que tenha que ocupar o nosso jurídico com uma questão que só serviu para fazer fofoca”.
Ainda explicando, Chaparral disse que na convenção terá pré-candidatos a vereadores, vice e prefeito, além dos convidados, sem presença de atrações artísticas, não caracterizando as irregularidades alegadas pela oposição.
“Não vou me ajoelhar para beijar a mão de ninguém”, diz Heloísa Helena sobre permanência de Marina Silva na Rede
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
Uma eventual saída da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, partido que ajudou a fundar, seria vista com naturalidade pela deputada federal Heloísa Helena (Rede-RJ), que também é uma das fundadoras da Rede. As duas estão rompidas desde 2022 e protagonizam uma disputa interna e outra judicial pelo comando da legenda.
As divergências têm origem tanto em diferenças programáticas quanto na relação com o Governo Federal. Enquanto Marina se define como “sustentabilista” e aceitou fazer parte da gestão do presidente Lula (PT) como ministra do Meio Ambiente, Heloísa se posiciona como oposição ao Planalto e defende o “ecossocialismo”, corrente que associa a preservação ambiental à mudança do sistema econômico.
Heloísa Helena foi a entrevistada de ontem (3) do podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco, e não titubeou ao relembrar o início da Rede Sustentabilidade e sua contribuição para a fundação do partido.
“Eu era presidente nacional do PSOL, portanto, não estava precisando de um partido. Comecei a coletar assinaturas do zero para ajudar a ministra (Marina Silva) a fazer a Rede. Pedi demissão da Universidade Federal de Alagoas para ir para o Rio de Janeiro para também apoiar a Rede. Infelizmente, as coisas internamente ficaram de uma determinada forma, não tem nada de pessoal nisso. É uma concepção distinta, ideológica, do que é ambientalismo, do que é socialismo, de como se dão as construções partidárias”, afirmou Helena.
A deputada ressaltou que tem a consciência absolutamente tranquila de que fez tudo o que precisava fazer, sem negligenciar nada na disputa interna e, demonstrando que não fará esforço algum para manter Marina Silva na Rede, comentou: “as pessoas têm que se acostumar também a perder”. “Eu já perdi tanto e nem por isso fui para a imprensa esculhambar quem ganhou de mim a eleição”, enfatizou.
“Já perdi e já ganhei. Infelizmente ou felizmente, nos dois últimos congressos da Rede, o nosso agrupamento ganhou. Eu simplesmente tenho que ter tranquilidade, não vou me ajoelhar para beijar a mão de ninguém. Fizemos a luta correta internamente e a vida é assim”, disparou Heloísa Helena.
Heloísa Helena é enfermeira, professora e ex-senadora. Ela voltou ao Congresso Nacional depois de 18 anos afastada do Parlamento, assumindo por seis meses a vaga do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), suspenso pelo Plenário da Câmara por quebra de decoro. A retomada do mandato devolveu ao Congresso uma das figuras mais combativas da política brasileira, conhecida por enfrentar tanto o Centrão quanto seus próprios aliados, em embates com o PT, o PSOL e, agora, a Rede Sustentabilidade.
Indefinição sobre Lula – Crítica ao presidente Lula (PT), Heloísa Helena evitou opinar sobre um eventual apoio da Rede à reeleição do petista. Ao ser questionada sobre o tema, a ex-senadora se resumiu a dizer que o partido vem debatendo internamente o conteúdo programático, para só depois definir o nome que apoiará ao Palácio do Planalto. “A gente ainda está debatendo na Rede, não tem condição de falar, até porque eu também sou dirigente nacional do partido. Estou estabelecendo também junto com o Paulo Lamarck, que é o novo porta-voz nacional da Rede, que corresponde ao presidente. Então a gente vai debatendo isso internamente, discutindo o programa e depois vamos discutir os nomes que serão apresentados”, respondeu.
Novos no time – A jornalista Eliane Cantanhêde e o jornalista Francisco José estrearam, ontem (3), nas perguntas do podcast Direto de Brasília. Cantanhêde questionou Helena se, ao retornar ao Congresso em um ambiente de forte polarização, a ex-senadora temia ser rotulada como bolsonarista ou ligada ao Centrão, por criticar o presidente Lula e o PT. Na resposta, Heloísa afirmou que não se reconhece nesses rótulos e disse manter uma trajetória de posições firmes e independentes, enfatizando que continuará votando conforme suas convicções e o mérito das propostas, sem alinhamento automático a governos ou blocos políticos. “Sou uma militante de esquerda e não mudo de posição para agradar ao poder”, afirmou.
Francisco José – Francisco José perguntou se o país ainda tem condições de eleger parlamentares efetivamente comprometidos com os interesses públicos, diante do descrédito em relação ao Congresso Nacional e da permanência de políticos que, segundo ele, ocupam mandatos sem cumprir suas funções institucionais. Heloísa Helena afirmou que segue movida pela esperança e defendeu a participação política como caminho para mudanças estruturais. “Embora a gente não viva numa democracia de fato, porque democracia sem justiça social não é democracia, é na política que se decide tudo”, destacou.
Mundiça não – Vereadores ligados ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), divulgaram nota de repúdio, na noite de ontem (3), contra o vereador George Bastos, do Partido Novo, “em razão de manifestação pública de caráter preconceituoso, desrespeitoso e ofensivo, proferida durante a 1ª Reunião Ordinária da 19ª Legislatura, 2ª Sessão Legislativa, da Câmara Municipal do Recife”. George Bastos chamou de “mundiça” as pessoas que ocupavam as galerias da Casa de José Mariano para acompanhar a votação do impeachment do prefeito.
Trecho da nota – “Referir-se a qualquer pessoa como ‘mundiça’ já constitui, por si só, uma grave afronta. Fazer isso em relação à população da cidade que jurou representar e servir é absolutamente inaceitável e configura um ataque direto a cidadãos e cidadãs que exerciam, de forma legítima, seu direito democrático de acompanhar, fiscalizar e participar da vida política do Recife. Não surpreende que tal postura venha de um representante do Partido Novo, legenda que se orgulha de conduzir, no único estado que governa, um projeto com resultados amplamente prejudiciais às classes populares”, diz um trecho da nota dos vereadores.
CURTAS
Quem assinou – Assinaram a nota de repúdio Aderaldo Pinto; Ana Lúcia; Carlos Muniz; Chico Kiko; Cida Pedrosa; Eduardo Mota; Eriberto Rafael; Fabiano Ferraz; Felipe Francismar; Gilberto Alves; Hélio Guabiraba; Júnior Bocão; Junior de Cleto; Kari Santos; Liana Cirne; Luiz Eustáquio; Natália de Menudo; Osmar Ricardo; Rinaldo Júnior; Rodrigo Coutinho; Romerinho Jatobá; Samuel Salazar; Tadeu Calheiros; Wilton Brito; e Zé Neto.
Gás do povo – Os deputados federais Eduardo da Fonte e Lula da Fonte, ambos do PP, votaram favoravelmente à Medida Provisória nº 1.313/2025, que institui o Programa Gás do Povo, iniciativa do Governo Federal destinada a ampliar o acesso ao gás de cozinha para a população em situação de vulnerabilidade social.
Ação emergencial – O deputado Luciano Duque (SD) anunciou, ontem (3), na tribuna da Alepe, ação emergencial articulada junto ao Governo de Pernambuco para apoiar os criadores de rebanhos, neste período de estiagem que atinge o Agreste e o Sertão. O parlamentar informou que, após diálogo com a governadora Raquel Lyra (PSD), o Estado vai autorizar a compra do bagaço da cana-de-açúcar para servir de alimento aos animais.
Perguntar não ofende: Quem vai conseguir comandar a Rede Sustentabilidade, Heloísa ou Marina?
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira um projeto de lei que cria o Instituto Federal do Sertão Paraibano, que será localizado no município paraibano onde o pai do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), é prefeito. O texto foi o primeiro encaminhado ao Congresso neste ano pelo governo federal e prevê o desmembramento do Instituto Federal da Paraíba, com sede da nova reitoria em Patos, base eleitoral de Motta.
A proposta apresentada pelo Planalto foi incorporada a um projeto que cria cargos para os ministérios da Educação e da Gestão, e agora segue ao Senado. No plenário, Motta classificou a criação do instituto federal no sertão da Paraíba como uma conquista para a região “pobre e esquecida”. As informações são do jornal O GLOBO.
O presidente da Câmara também agradeceu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva da Silva (PT) e o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), pelo projeto. No município, o pai do deputado, Nabor Wanderley (Republicanos) foi reeleito prefeito busca espaço na disputa ao Senado em 2026.
– Sempre lutei para que minha região pudesse ter sua instituição de ensino técnico e superior – afirmou.
A proposta analisada nesta terça-feira teve como relator o deputado Átila Lira (PP-PI), e votação simbólica. Caso aprovado pelo Senado, o Planalto ainda precisará publicar um ato para regulamentar o Instituto.
Apoio de Lula Como mostrou o GLOBO, Motta vai enfrentar percalços para alcançar a meta de emplacar o seu pai, como candidato competitivo ao Senado na Paraíba.
A relação de idas e vindas com o governo do presidente Lula que tem popularidade no estado, deixa o cenário incerto. Motta articulou a aprovação de projetos importantes para o governo no fim de 2025, como um projeto de lei que reduz incentivos fiscais e amplia a taxação das bets, e teve uma reunião com Lula para alinhar essa votação.
No entanto, há atritos em outra frente, como na aprovação do projeto da redução de penas para o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros envolvidos no 8 de janeiro. Motta inclusive não esteve presente na cerimônia em que Lula organizou para lembrar a data. No evento, o petista vetou o projeto.
Motta e o PT fazem parte do mesmo grupo na Paraíba. O partido do presidente da Câmara e a legenda de Lula estão na base do governador João Azevedo (PSB), que articula ele próprio uma candidatura ao Senado e tenta fazer o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) como seu sucessor.
O pai de Hugo Motta tenta se encaixar na segunda vaga, mas ainda há dúvidas sobre como os espaços nas candidaturas ao Senado vão ser acomodados.
A deputada federal Heloísa Helena (Rede-RJ), que ficará no mandato até junho, diz que concentrará suas forças na criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, a ex-senadora disse “não ter dúvidas” de que o caso chegará a figurões da República e pretende seguir coletando assinaturas para a instauração do colegiado.
“Eu não tenho dúvida (de que há figurões envolvidos). Qual a lógica formal que explica esta gigantesca muralha para impedir que os deputados assinem? Óbvio, tem questões muito importantes, pessoas muito importantes diretamente envolvidas nesse próprio nódulo em que se transformou o Banco Master, por isso que é de fundamental importância para a gente abrir a CPMI. Não há lógica que explique o empenho tão grande de tantos setores ideologicamente distintos para impedir. Talvez por ser um escândalo tão grande, que envolve um banco, além de personalidades políticas, do Judiciário e do crime organizado, com lavagem de dinheiro, então por isso que eles estão trabalhando tanto para impedir essa CPMI”, disparou Heloísa Helena.
Entre as autoridades citadas pela deputada estão os governadores do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). “É uma aberração. Não são apenas o governador Ibaneis, o governador Cláudio Castro, vários outros governos que também usaram as suas chamadas carteiras de previdência para o banco, ou que abriram contas de crédito consignado fornecendo os arquivos para que isso fosse feito. Só uma CPMI, por trazer para si prerrogativas de autoridades judiciais, é que conseguirá desvendar todos esses mistérios sujos. Então, esses governadores já citados, especialmente o governador Ibaneis, que, para completar, usou um banco público para fazer negócio sujo e tampar o rombo do banco privado. É muito importante que isso seja deixado público. Digo sempre: se alguém é inocente, ele pode fazer uma estátua de bronze para consagrar a inocência dele depois de uma CPI. O que não pode é acobertar”, colocou.
Heloísa Helena disse ainda que, junto com a também deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS), conseguiu coletar 35 assinaturas de senadores para a instauração da CPMI (são necessárias 27). Mas o problema vem sendo na Câmara dos Deputados, onde há muita resistência.
“É impressionante que setores da esquerda não estejam assinando essa CPMI. Tem tantas forças políticas dos mais diversos perfis ideológicos trabalhando para impedir a CPMI, porque uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) só da Câmara vai para a fila da Mesa Diretora, onde tem outras 17 CPIs registradas. No Senado, a mesma coisa. A única que tem instalação imediata é a CPMI, no Congresso Nacional, que é o único procedimento investigatório que traz para si prerrogativas das autoridades judiciais, que pode investigar de fato. Então é uma esculhambação, uma vergonha que isso não esteja sendo feito. Tem aquele dito popular: quem for podre que se quebre”, complementou.
De volta à Câmara dos Deputados para um mandato tampão, a dirigente da Rede Sustentabilidade e ex-senadora Heloísa Helena evita cravar o apoio da sigla à reeleição do presidente Lula (PT). Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ela se resumiu a declarar que o partido vem debatendo internamente o conteúdo programático, para só depois definir o nome que apoiará ao Palácio do Planalto.
“A gente ainda está debatendo na Rede, não tem uma condição de falar, até porque eu também sou dirigente nacional do partido. Estou estabelecendo também junto com o Paulo Lamarck, que é o novo porta-voz nacional da Rede, que corresponde ao presidente. Então a gente vai debatendo isso internamente, discutindo o programa e depois vamos discutir os nomes que serão apresentados”, resumiu.
“Eu não vou poder falar sobre isso (apoio a Lula) porque sou dirigente nacional de um partido. Nós estamos estabelecendo tratativas relacionadas ao programa de governo que queremos que seja apresentado, porque muitas questões que foram apresentadas na campanha eleitoral de 2022 foram realmente engavetadas, ou queimadas, ou deixaram de existir. Então não pode ser só assim. Para nós, da Rede, o que é de fundamental importância é debater o conteúdo programático, o programa que deve ser apresentado para que a gente possa fazer a escolha política que é necessária na próxima eleição presidencial”, complementou.
Federação
Segundo Heloísa Helena, um dos temas que entrarão no debate é renovar a federação com o PSOL, firmada desde 2022. A sigla depende de uma costura para garantir que ultrapasse a cláusula de barreira, que será de 13 federais — a Rede elegeu apenas Marina Silva em São Paulo e Túlio Gadelha por Pernambuco. A própria Heloísa Helena assumiu como suplente até junho, em função do afastamento de Glauber Braga (PSOL).
“A gente não tem ainda nem a discussão em relação à nossa federação. Possivelmente será com o PSOL. Estou entre os que trabalham para que essa federação continue. Na verdade, é uma federação importante, tirou a Rede da clandestinidade política. Estamos estabelecendo quais os pontos de programa que temos obrigação de defender e depois se fazem as escolhas dos nomes que serão apresentados. Para nós agora é debater o programa, o que significa a apropriação do subsolo, das áreas agricultáveis, a política específica dos bancos públicos, a relação com o capital financeiro, questões relacionadas à educação, saúde, segurança pública e sustentabilidade ambiental. O mais importante é debater programa agora; depois se fazem as escolhas das candidaturas que mais se identificam com esses programas”, finalizou Heloísa Helena.
O ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes Elias Gomes (PT) comentou, em vídeo publicado nas redes sociais, o anúncio feito pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, sobre a criação do Código de Ética da Corte e a indicação da ministra Cármen Lúcia como relatora do tema. Segundo Elias, a ausência de um instrumento formal de orientação de conduta representava um vazio institucional diante da complexidade e dos interesses envolvidos no Judiciário. No vídeo, ele avaliou a medida como necessária, ainda que tardia, e defendeu o acompanhamento da sociedade, além de sugerir que o Conselho Nacional de Justiça adote procedimento semelhante nos tribunais estaduais. Assista:
A Câmara de Vereadores de Paulista realizou, ontem, a sessão solene de reabertura dos trabalhos legislativos, sob a presidência de Eudes Farias (MDB). O prefeito Ramos não participou do ato, sendo representado pela secretária Amanda Ramos e pelo secretário Fabiano Santos na sessão, que contou com quórum elevado.
“As pessoas têm que ficar onde podem ficar, onde emocionalmente ou ideologicamente se identificam”. Foi com essa frase que a deputada federal Heloísa Helena se esquivou da iminente saída da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, da Rede Sustentabilidade. Fundadoras da legenda, ambas disputaram o controle nos últimos anos, com o grupo da parlamentar se saindo vencedor nas últimas disputas. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, Heloísa lembrou que, ainda enquanto dirigente do PSOL, ajudou Marina a coletar assinaturas para criar a sigla e não perdeu a oportunidade de alfinetar o grupo adversário.
“Eu não sei quem vai deixar ou quem vai ficar na Rede. Eu só sei que estou com a consciência absolutamente tranquila de que fiz tudo o que tinha que fazer, sem negligenciar absolutamente nada na disputa interna. E as pessoas têm que se acostumar também a perder. Eu já perdi tanto e nem por isso fui para a imprensa esculhambar quem ganhou de mim. Já perdi e já ganhei. Infelizmente ou felizmente, nos dois últimos congressos da Rede, o nosso agrupamento ganhou. Eu simplesmente tenho que ter tranquilidade, não vou me ajoelhar para beijar a mão de ninguém. Fizemos a luta correta internamente e a vida é assim”, disparou Heloísa Helena.
“Quando a gente perde, a gente tenta ganhar na próxima. Porque senão é a concepção bolsonarista de que você não aceita o resultado das urnas, não aceita o resultado da disputa interna. E aí fica eternamente nessa confusão e nessa briga. Não sei quem vai sair do partido, não sei quem vai ficar. As pessoas que quiserem sair sairão, as pessoas que quiserem ficar ficarão, espero com tranquilidade, e as disputas internas são assim mesmo”, complementou.
A deputada disse que não ouviu de Marina nenhum relato de que deixaria a legenda e que não viu recentes posições do grupo da ministra divulgadas pela imprensa. “Eu não sei, porque eu não vi ela falando. As pessoas têm que estar no lugar onde se sintam bem e no lugar onde possam fazer o debate das suas convicções programáticas e ideológicas. Então eu não tenho como falar de uma pessoa; não conversei com ela. Ela não conversou comigo. Eu não vi a declaração, realmente eu não sei, porque, se soubesse, eu diria”, concluiu.
Na estreia como reforço do podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco, a jornalista Eliane Cantanhêde perguntou à deputada federal e ex-senadora Heloísa Helena (Rede-AL) se, ao retornar ao Congresso em um ambiente de forte polarização, teme ser rotulada como bolsonarista ou ligada ao Centrão por criticar o presidente Lula e o PT.
Na resposta, Heloísa afirmou que não se reconhece nesses rótulos e disse manter uma trajetória de posições firmes e independentes. A deputada declarou que continuará votando conforme suas convicções e o mérito das propostas, sem alinhamento automático a governos ou blocos políticos. “Sou uma militante de esquerda e não mudo de posição para agradar ao poder”, afirmou. Confira:
O deputado federal Felipe Carreras se reuniu, nesta terça-feira (3), em Brasília, com o ministro da Educação, Camilo Santana, para tratar do andamento das obras do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE) em Santa Cruz do Capibaribe. No encontro, o parlamentar apresentou fotos e vídeos atualizados da obra, registrados durante visita recente ao município, que apontam avanço físico dos trabalhos.
Durante a reunião, o ministro informou que a previsão é concluir e entregar o campus ainda neste ano, viabilizando o início das atividades acadêmicas o quanto antes. Camilo Santana também destacou a aprovação, na Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei nº 5.874/25, que cria 16 mil novos cargos no Ministério da Educação, entre professores e técnicos administrativos, medida considerada necessária para o funcionamento de novos institutos federais no país.
“O deputado Felipe Carreras tem sido um grande defensor da educação na Câmara Federal. Para que esses institutos funcionem, foi aprovada hoje, com o voto do deputado, a contratação de novos professores e técnicos, o que vai possibilitar o funcionamento dos novos Institutos Federais. Em breve, estaremos juntos para entregar esse importante Instituto Federal a Santa Cruz do Capibaribe”, afirmou Camilo Santana. A implantação do IFPE no município resulta de articulação envolvendo o deputado, o Governo Federal, a gestão municipal e lideranças políticas locais.
Em sua estreia como um dos novos reforços do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, o jornalista Francisco José levantou um dos principais debates do cenário político atual ao perguntar à deputada federal Heloísa Helena (Rede-AL) se o país ainda tem condições de eleger parlamentares efetivamente comprometidos com os interesses públicos. A intervenção abordou o descrédito em relação ao Congresso Nacional e a permanência de políticos que, segundo ele, ocupam mandatos sem cumprir suas funções institucionais.
Na resposta, Heloísa Helena afirmou que segue movida pela esperança e defendeu a participação política como caminho para mudanças estruturais no país. Segundo a deputada, decisões centrais da vida nacional passam pelas instâncias de poder, apesar das distorções do sistema. “Embora a gente não viva numa democracia de fato, porque democracia sem justiça social não é democracia, é na política que se decide tudo”, afirmou, ao criticar a impunidade e a relação entre governos e setores do Congresso. Assista:
Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com a deputada federal e ex-senadora Heloísa Helena (Rede), clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
A ex-senadora Heloísa Helena é a convidada do no meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o ‘Direto de Brasília’, de hoje. De volta ao Congresso Nacional após 18 anos fora do Legislativo, agora na condição de deputada federal pela Rede de Alagoas, substituindo por seis meses o deputado federal Glauber Braga (PSol-RJ), ela vai falar sobre a sua proposta de uma CPI sobre o escândalo do Banco Master e os desdobramentos da política nacional com foco nas eleições deste ano.
Recentemente, ao tomar posse na Câmara, Heloisa prometeu incomodar os congressistas durante seis meses. “Quem me odeia vai se ver livre de mim rapidamente e eu espero dar motivos para que me odeiem mais ainda”, disse em entrevista ao Brasil de Fato. Enfermeira e professora, Heloísa foi a terceira mulher que recebeu mais votos em uma campanha rumo à presidência da República, atrás apenas de Marina Silva e Dilma Rousseff.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.