A eleição municipal de Bonito, no Agreste de Pernambuco, foi marcada por feitos históricos. O grupo do PSB venceu sua quinta eleição consecutiva, estabelecendo um recorde na região, com a eleição de Dr. Ruy como prefeito e garantindo nove das treze cadeiras na Câmara de Vereadores.
Entre os eleitos, está Carlinhos Vilela, de 18 anos, que entrou para a história como o vereador mais jovem já eleito no município e no estado de Pernambuco.
O ministro Kássio Nunes Marques assume, nesta terça-feira (12/5), a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A posse do magistrado marca a transição da gestão de Cármen Lúcia para o novo comando, que terá ainda André Mendonça como vice-presidente.
O desafio vem também com uma preocupação: o uso da Inteligência Artificial nas Eleições 2026. Os principais desafios dentro desse cenário é a desinformação coordenada e o uso de IA para simular usuários reais nas redes.
Há ainda a manipulação de imagens e deepfakes. Nesses casos, a IA pode criar imagens de personagens reais com falas falsas, o que pode gerar grande prejuízo para a imagem dos candidatos e dar trabalho para a identificação do que é verdadeiro e o que é falso. As informações são do Metrópoles.
O TSE, por meio da Resolução nº 23.755/26, já proibiu que sistemas de IA façam comparativos, recomendações ou priorizem candidatos, mesmo que a pedido do eleitor, visando conter viés automatizado.
A resolução, relatada por Nunes Marques e aprovada em plenário, proíbe ainda nas 72 horas antes e 24 horas depois da votação, a divulgação, a republicação — ainda que gratuita — e o impulsionamento pago de conteúdos produzidos ou manipulados por IA que usem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou de pessoas públicas. A medida também exige a identificação explícita de conteúdos feitos com inteligência artificial.
Há ainda regras para as plataformas, que têm de tornar indisponível o conteúdo ilícito, independentemente de ordem judicial.
Gestão Nunes Marques O novo presidente do TSE atuará no combate do uso irregular da Inteligência Artificial. Uma das medidas estudadas é firmar convênio com universidades para assegurar as perícias dos materiais produzidos por IA generativa. Uma possível parceira vai assegurar que a Polícia Federal não fique sobrecarregada nas análises. Veja alguns pontos que devem nortear a atuação de Nunes Marques:
reuniões com os Tribunais Regionais Eleitorais para ouvir as principais demandas do país. A atenção maior será à manutenção do parque de urnas eletrônicas, que será amplamente defendido pelo novo presidente;
combate ao efeito nocivo da inteligência artificial e parcerias com universidades para não sobrecarregar a PF;
posição menos intervencionista da Justiça no debate, com uso preferencial do direito de resposta. O protagonismo será do eleitor e dos candidatos.
Ao ser eleito, em sessão administrativa de 14 de abril, Nunes Marques agradeceu a confiança depositada nele para estar à frente do TSE.
“Agradeço a confiança depositada em mim por todos os pares. É uma das maiores honras da minha vida presidir o Tribunal Superior Eleitoral”, disse Nunes Marques.
Com a saída de Cármen, a terceira cadeira reservada ao Supremo Tribunal Federal (STF) passará a ser ocupada pelo ministro Dias Toffoli, que era substituto da magistrada.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu que o publicitário Marcello Lopes, conhecido em Brasília como Marcelão, será o coordenador de comunicação de sua campanha à Presidência.
Marcelão é amigo de Flávio e um dos principais conselheiros de sua pré-candidatura a presidente. Ele é dono da Cálix Propaganda e ex-policial civil do Distrito Federal. O publicitário prepara a saída dele da empresa para assumir oficialmente a função até o começo de junho. As informações são da Folha de S. Paulo.
Avesso ao rótulo de marqueteiro, Marcelão recebeu carta branca de Flávio para coordenar a estratégia de comunicação da campanha, desde a parte digital até as inserções em rádio e TV, passando pela assessoria de imprensa.
Ele foi apresentado ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na semana retrasada e já acertou as primeiras contratações. O publicitário foi procurado pela Folha na sexta (8), mas não quis se manifestar.
Pessoas a par das tratativas relatam que Marcelão afirmou a Flávio que gostaria de montar uma equipe com profissionais conhecidos no mercado. Marcos Carvalho, especialista em estratégia digital, e Fernando Pessoa, assessor de longa data de Flávio, vão continuar à frente das redes sociais.
Integrantes da campanha afirmam que a estratégia de comunicação deve ser fortemente amparada em dados.
A avaliação até aqui —colhida principalmente a partir de pesquisas qualitativas, em que eleitores conversam à vontade sobre os pré-candidatos— é a de que a rejeição a Flávio vem do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas pode ser revertida.
Para enfrentar a desaprovação de Flávio entre as mulheres, a equipe tem aumentado a aparição da esposa dele, Fernanda, e das duas filhas. A campanha tem reforçado a mensagem de que o senador é “pai de menina” como contraponto à declaração de Jair de que teve uma filha mulher, depois de quatro filhos homens, porque deu “uma fraquejada”.
Flávio participou do lançamento da pré-candidatura do senador Marcos Rogério (PL) ao Governo de Rondônia, em março, com uma camiseta com a frase “pai de menina” e repetiu a roupa em um vídeo divulgado em 1º de maio.
Aos 45 anos, Flávio também tem sido apresentado como um candidato jovem para forçar uma comparação com o presidente Lula (PT), que tem 80 anos. Um dos motes da pré-campanha tem sido o de que “o Brasil tem futuro”.
O jeito desengonçado de dançar do senador viralizou nas redes sociais e, de acordo com assessores, trouxe efeitos positivos, ao reforçar a mensagem de jovialidade.
Como mostrou a coluna Painel, a equipe de Flávio também escalou uma tropa de choque de deputados federais bolsonaristas. A ideia é não só rebater rapidamente notícias falsas que surjam contra o senador, mas também usar as redes desses aliados para debates em que ele não queira entrar diretamente.
Na terça-feira da semana passada (28), o pré-candidato se reuniu no gabinete dele com os deputados federais Bia Kicis (PL-DF), Júlia Zanatta (PL-SC), Gustavo Gayer (PL-GO), Maurício Marcon (PL-RS) e Carlos Jordy (PL-RJ). Nikolas Ferreira (PL-MG) participou da reunião por videoconferência.
Uma nova indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga de Luís Roberto Barroso é vista com ceticismo por integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal).
A avaliação feita por magistrados é de que o Senado está sem clima para uma nova sabatina após a recusa do advogado-geral da União, Jorge Messias. As informações são da CNN.
O ideal, ainda segundo as fontes ouvidas pela CNN, seria aguardar o resultado das eleições para, então, indicar um nome.
O diagnóstico é baseado em conversar informais com senadores da base aliada, que avaliam como improvável o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), pautar uma nova sabatina.
Nesta semana, Lula deve se reunir com Alcolumbre para discutir o tema, a primeira conversa desde a recusa de Messias.
No Palácio do Planalto, a orientação é para Lula não insista em Messias e indique um nome de uma mulher para a vaga, o que poderia pressionar os senadores.
O presidente ainda não tomou uma decisão. Antes de definir seus próximos passos, ele também terá um novo encontro com Messias, cotado para assumir o Ministério da Justiça.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – O aiatolá da seita vermelha e o aiatolá das Américas reuniram-se na Casa Branca para trocar figurinhas. O encontro foi regado a contêineres de bois gordos, montanhas de soja, rios de suco de laranja, lagoas de café e big techs. Como vão suas terras raras? Joia. Um brinde aos mares de etanol.
Minhas terras têm palmeiras, onde canta o carcará e onde cantava o sabiá. Esqueçam as palmeiras e os carcarás. A onda agora são as terras gordas de nióbio e monazitas, onde cantam as big techs. As nuvens de Internet das high techs também são terras raras, impregnadas de silício e silicatos. Os chips de computador são feitos de areia nobre de silicatos.
Acertar os ponteiros das big techs e das terras gordas, este é o X do problema, o antigo Twitter do problema.
Eu adoro suas terras gordas, o galegão falou. Eu trouxe um aperitivo de nióbio para você. Estou emocionado! Não precisa se emocionar. Lembre-se da história do elefante e a formiguinha. Faz um pix pra mim, imposto free.
Por falar no Irã, Estreito de Ormuz, Palestina, Hamas, Cuba e Venezuela, eu sou fã do multilateralismo ideológico, disse o vermelhão. Multilateralismo só se for a dança choca-choca da colombiana Shakira, respondeu o Aiatolá Yankee.
Nos tempos presentes, a Longa Língua do Aiatolá Vermelho tem chamado o cowboy Tramp até de arroz-doce por conta das guerras no Oriente e dos casos da Venezuela e de Cuba que as esquerdas tanto amam. O Aiatolá Tramp, jogador de pôquer, mata na unha.
O guru vermelho viajou aos Estados Unidos para bater um papo-cabeça com o capitalista Tramp e não deu nem um alô para o socialista Nicolas Maduro. Se fosse um amigo rochedo, teria visitado o coitado, vítima do império capitalista, na penitenciária do Brooklin, e levado uma manta de carne de sol para ele. Quanta ingratidão!
Em 2022, a Longa Manus de Joe Biden favoreceu as esquerdas através da CIA e da USAID. Assim ocorre pelo menos desde o contragolpe de 1964. A USAID foi desativada nesta era de Tramp. A CIA segue ativa e operante. Olhai as conspirações imperialistas ao redor do mundo. Faz parte da geopolítica do poder. O Aiatolá Vermelho finge ignorar esta realidade. O Brasil é grande demais para ser ignorado pelo Tio Sam. O comissário Dirceu já alertou que não haverá eleição sem ingerência dos EUA. Este é um fato determinante na sucessão presidencial.
É verdade, Tramp, que você vai dar um baculejo em Cuba, a vitrine heroica do comunismo? Será um choque capitalista multilateral de 220 volts. Os prisioneiros do campo de concentração comunista vão ficar felizes, livres da escravidão.
O regime comunista de Cuba está descatembado, caindo pelas tabelas, mas o pulso ainda pulsa. Precisa de um pirão capitalista. “Pega o pirão, esmorecido!”, assim diria o poeta Ascenso Ferreira, guru do periodista Vandeck Santiago.
Foi mais do que um gesto diplomático entre os presidentes Lula (PT) e Donald Trump, dois líderes que vinham atravessando meses de tensão comercial e política. A reunião realizada em Washington representou uma vitória política para Lula em meio a um cenário doméstico de desgaste, investigações e derrotas no Congresso.
O encontro resultou na suspensão temporária das tarifas americanas sobre produtos brasileiros por 30 dias e abriu conversas sobre minerais críticos e terras raras — um dos temas centrais da disputa. Lula conseguiu converter uma reunião inicialmente prevista para durar cerca de 30 minutos em um encontro de aproximadamente três horas.
Além disso, Trump fez elogios públicos ao presidente brasileiro. “Tivemos uma ótima reunião com o presidente do Brasil. Ele é um bom homem, é um cara inteligente”, afirmou o americano após o encontro. A reação de Trump teve impacto direto sobre a narrativa construída pela direita, especialmente o bolsonarismo.
Setores alinhados ideologicamente ao bolsonarismo, aliás, pressionavam por uma postura mais dura contra Lula. De outro, prevaleceu um grupo pragmático preocupado com interesses estratégicos americanos. A imagem amistosa entre Lula e Trump enfraqueceu parte do discurso bolsonarista que apresentava o presidente americano como aliado exclusivo da direita brasileira.
O fato de Lula ter conseguido manter uma relação cordial com Trump altera o debate político sobre soberania e alinhamento internacional. O maior simbolismo disso tudo foi Trump elogiar Lula justamente no momento em que bolsonaristas intensificam ataques ao presidente brasileiro.
RECONHECIMENTO DA MÍDIA INTERNACIONAL – O encontro teve ampla repercussão na mídia internacional. O jornal espanhol El País destacou o tom de reaproximação entre os dois presidentes. Segundo a publicação, apesar das tensões acumuladas nos últimos meses, “havia muito em jogo nessa relação estratégica” e os líderes “demonstraram clara sintonia”. A reportagem afirmou que Lula minimizou os atritos anteriores com Trump e que o encontro teve como objetivo “virar a página dos desentendimentos” entre os dois governos.
Raquel nem aí – No encontro que selou o apoio formal do PP à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), que ainda aposta em ser escolhido para o Senado na chapa governista, não conseguiu esconder o constrangimento de ver o evento se transformar na alavancagem da candidatura do presidente da Federação Progressista, Eduardo da Fonte, ao Senado. Raquel fez rasgados elogios a Dudu da Fonte, como é conhecido o líder da federação, mas preferiu ignorar em seu discurso sua opção para a Casa Alta entre Dudu e Miguel.
Vai demorar – Não será agora nem muito menos num curto espaço de tempo que a governadora vai, enfim, definir sua chapa. Continuam em aberto as três vagas restantes da majoritária: a de vice e dois dois senadores. Segundo um aliado da governadora, ela vai esticar a corda até onde for possível, seguindo visceralmente o conselho de Marco Maciel, de que quem tem prazo, não tem pressa.
O troco vem a galope – Lula decidiu não romper com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mesmo depois de ele articular pesado para rejeitar a indicação de Jorge Messias ao STF. Mas vai mandar um recado ao senador. Autorizou o ministro José Guimarães, o novo articulador político do Planalto, a mapear todos os cargos de Alcolumbre no terceiro escalão do governo federal — dentro e fora do Amapá.
São Lourenço atrai indústrias – Administrada pelo socialista Vinicius Labanca, São Lourenço da Mata avança na atração de investimentos com a implantação de um distrito industrial em uma área de aproximadamente 13 hectares, às margens da estrada de Matriz da Luz. Em breve, médias indústrias, com expectativa de geração de empregos e fortalecimento da economia local serão atraídas para o local. O setor de serviços segue como o mais representativo na economia do município, influenciado pela proximidade com o Recife, seguido pela atividade industrial. A cidade conta com uma rede de comércio e serviços, incluindo supermercados, com a chegada de grandes redes do setor atacarejo, farmácias, agências bancárias e postos de combustíveis, o que contribui para o atendimento da população e para a valorização imobiliária.
CURTAS
MACONHA 1 – Sistemas de irrigação, uso intensivo de defensivos agrícolas, maquinário pesado, energia fornecida por placas solares e vigilância 24 horas. Em meio ao clima árido do sertão nordestino, uma plantação com uso de tecnologias tradicionalmente empregadas por fazendas de ponta foi alvo no fim do mês passado de operação da Polícia Federal.
MACONHA 2 – O investimento tinha como objetivo o cultivo de uma “maconha gourmet”, versão mais potente da droga, que vem se espalhando pela bacia do Rio São Francisco e desafiando a corporação na tentativa de erradicação da prática criminosa. Em Pernambuco, a planta já havia sido colhida e estava pronta para distribuição em larga escala, mas policiais chegaram no dia 20 para erradicar a produção.
MACONHA 3 – Foram destruídos 23 mil pés, o equivalente a 37 toneladas. A nova realidade ocorre no chamado “polígono da maconha”, conhecida por escoar um tipo com alto teor de THC — substância responsável pelo efeito entorpecente —, mas que entrou em declínio nos últimos anos com a entrada da droga paraguaia, mais barata.
Perguntar não ofende: Raquel vai comer a pamonha do São João sem chapa?
A definição do grupo do deputado Dudu da Fonte de apoiar a reeleição da governadora Raquel Lyra transformou a campanha em um verdadeiro clássico. Em clássico, ganha quem errar menos e, nesse caso, quem conquistar boas adesões. Com o apoio desse grupo, para mim, esse clássico começou agora — com placar de 0x0, e só termina no dia 4 de outubro.
João Campos fez um upgrade em sua campanha quando levou Marília Arraes para a chapa majoritária. As pesquisas indicam que ela será eleita senadora. Além de acreditar nisso, desde o ano passado ele tem dito que uma das vagas para o Senado será de Marília.
A disputa pela segunda vaga se encaixa no perfil do deputado Dudu da Fonte que tem trabalhado muito em várias áreas no estado todo, com destaque na saúde dos pernambucanos.
Consideremos, portanto, que o voto da esquerda será dividido entre Raquel e João, com uma pequena vantagem para o segundo. Consideremos, ainda, que o pré-candidato a deputado federal Gilson Machado, maior líder da direita em Pernambuco por conta da sua forte ligação com a família Bolsonaro, não apoiará João Campos.
Por esse motivo, entendo que a governadora Raquel Lyra devia procurá-lo por um motivo numérico muito simples: nas eleições de 2022, Gilson Machado recebeu 1.320.555 votos, o que representou 29,55% dos votos válidos.
Considerando esse raciocínio, o pré-candidato a deputado federal Gilson Machado pode ser o fiel da balança na eleição de outubro.
O ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas, o JHC (PSDB-AL), e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), contrataram o mesmo marqueteiro para comandar suas campanhas eleitorais de 2026. O publicitário Igor Paulin será o responsável por conduzir as ações de comunicação na tentativa de reeleição de Raquel ao mesmo tempo em que vai pilotar a estreia eleitoral de JHC na disputa pelo governo de Alagoas.
Formado em Comunicação pela Cásper Líbero, em São Paulo, Paulin foi repórter de VEJA há muitos anos e até já comandou a antiga sucursal do Rio Grande do Sul. Agora, ele será responsável por conduzir duas campanhas distintas, mas que se entrelaçam em vários pontos.
Em Pernambuco, que é o segundo maior colégio eleitoral do Nordeste, com 7,1 milhões de eleitores, a disputa será acirrada entre Raquel Lyra e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), que, atualmente, lidera as pesquisas de intenção de voto — mas com margem cada vez menor.
Campos é próximo de JHC e chegou a tentar filiá-lo ao PSB no ano passado, como forma de tentar amarrar um acordo que o maceioense fechou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Para se esquivar, JHC deixou o PL e se filiou ao PSDB (antigo partido de Raquel Lyra), se tornando um dos quatro principais nomes do tucanato atualmente (ao lado de Aécio Neves, Ciro Gomes e Marcone Perillo).
Para disputar o governo de Alagoas, sétimo colégio eleitoral do Nordeste, com 2,4 milhões de eleitores, JHC precisou trair o acordo que fez com Lula e cumprir sua palavra em outro combinado que tinha com seu então vice, Rodrigo Cunha (Pode).
Com Lula, ele havia acertado que, caso o petista indicasse sua tia Marluce Caldas a uma vaga do Supremo Tribunal de Justiça (STF) — o que foi feito — ele não seria candidato a nada em 2026, abrindo espaço, no Senado, para a reeleição de Renan Calheiros (MDB) e eleição de Arthur Lira (PP) e, no governo, para a candidatura do ex-ministro dos Transportes Renan Filho (MDB).
Hoje, disputando a vaga, ele deixa o cenário mais difícil para o ex-ministro, visto que é muito cativo do eleitor local, tendo sido um dos prefeitos de capital mais bem avaliados do Brasil no final de 2025, atingindo 73% de aprovação, segundo pesquisa AtlasIntel divulgada em dezembro de 2025.
O acordo que foi cumprido foi aquele tratado com Cunha, que só aceitou se tornar vice de JHC com a condição de que passaria a ser prefeito de Maceió em 2026, quando JHC deixaria o cargo para competir por outra vaga maior. Como Cunha era senador por Alagoas, a mudança de cargo dele possibilitou ainda que a mãe de JHC, Eudócia Caldas (PSDB), assumisse a vaga no Congresso como suplente.
Quem é Igor Paulin
O Paulin também já integrou a equipe de jornalismo da revista Época, de 2011 a 2013, e teve experiências na cobertura de países do Cone Sul (Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai e Bolívia).
“Em 2013 mudei para a carreira da publicidade e, desde então, ajudo pessoas e instituições a contarem suas histórias. Em 2017 fiz uma breve pausa para estudar nos Estados Unidos e voltei com muito mais bagagem. Passei a última década atuando em diferentes projetos e me especializando na elaboração de estratégias de comunicação, baseadas na leitura de pesquisas de opinião pública e em monitoramento de redes sociais”, se define o marqueteiro em seu site.
Ele fez as duas campanhas eleitorais de JHC para a prefeitura de Maceió (2020 e 2024) e também conduziu a campanha de Lyra em 2022. Além disso, trabalhou com a ex-ministra Simone Tebet (PSB), quando ela se elegeu senadora pelo Mato Grosso do Sul, em 2014, e já trabalhou com partidos como MDB e PSDB.
O ator, cantor e compositor Jackson Antunes participou das gravações do filme sobre a trajetória do empreendedor social Antônio Souza e afirmou, em depoimento gravado no estúdio, ter se emocionado inúmeras vezes ao participar do filme. “Foi difícil demais falar de você, rapaz. Minha voz embargou umas dez vezes”, disse.
Cearense, radicado em Araripina há mais de 40 anos, Antônio Souza chegou à Araripina, Sertão de Pernambuco, há mais de 40 anos. Sua história envolve a superação de uma infância marcada pela pobreza, por problemas de saúde e pela perda dos pais. Hoje, desenvolve projetos sociais à frente do Grupo Ferreira Souza. Em 2023, lançou a plataforma de telemedicina inclusiva Videomedi, que tem como embaixador o médico Hermenson Casado, cardiologista que perdeu todos os movimentos por causa de uma doença rara e mesmo assim consegue atuar com a ajuda da alta tecnologia.
Durante a gravação, Jackson Antunes afirmou que teve dificuldade para narrar a história sem se emocionar. “Você é um caboclo muito especial”, declarou o ator. “Eu fiquei muito comovido e muito honrado de ser um dos escolhidos pra poder contar sua história, porque o mundo precisa ouvir sua história. Nós estamos precisando de coisa boa, o mundo já tem coisa muito ruim. Você faz parte das coisas boas”, concluiu.
Antônio Souza também agradeceu as palavras do ator, que classificou como “tão generosas, tão lindas”, e trocou elogios. “Esse ser maravilhoso e representante legítimo da nossa cultura em todas as áreas. (…) Vai ser uma grande honra tê-lo conosco na nossa história”, ressaltou.
A governadora Raquel Lyra cumpriu agenda ontem (9) em municípios da Zona da Mata Norte de Pernambuco, com inauguração de obras, anúncios de investimentos e visitas institucionais ao lado do deputado estadual Antônio Moraes. A gestora também visitou o Museu Anita Moraes, casa onde morou a avó do deputado na sua cidade natal, Macaparana, além de participar de um almoço oferecido pelo parlamentar em sua casa, que também reuniu prefeitos, vereadores e lideranças políticas da região. Além de Macaparana, a programação incluiu São Vicente Férrer e Condado.
Em São Vicente Férrer, a governadora inaugurou a restauração da PE-089. Segundo o governo estadual, a obra recebeu investimento de cerca de R$ 40 milhões. “Nossa região não recebia investimentos robustos em estradas há muitos anos, mas graças às ações do Governo Raquel Lyra, nos últimos quatro anos já foram várias obras viárias entregues aqui na Mata Norte”, comemorou Moraes, ao lado do prefeito Marcone Santos. Durante a agenda no município, Raquel também entregou mais quatro ônibus escolares e assinou convênio com a prefeitura para construção de uma nova escola, com investimentos de mais de R$ 11 milhões.
Já em Macaparana, a governadora autorizou o início das obras de pavimentação de várias ruas no bairro de Terra Prometida e nos distritos de Lagoa Grande e Poço Comprido, orçadas em aproximadamente R$ 3 milhões. Em seguida, a convite de Antônio Moraes, foi conhecer o Museu Anita Moraes, instalado na antiga residência de Anita Moraes, avó de Antônio Moraes. Anita foi prefeita e vereadora de Macaparana na década de 1940 e é apontada como a primeira mulher a governar um município pernambucano.
“Achei emblemático trazer a primeira mulher a governar o nosso estado para conhecer a casa da minha avó, uma mulher muito forte, que fez muito por Macaparana, como Raquel tem feito por Pernambuco”, justificou o deputado.
A governadora contou que tinha muita curiosidade de conhecer a casa dela. “Esta casa, por si só, já conta muitas histórias. Imagino o tanto de gente que já esteve aqui, de quem dona Anita cuidou, e eu queria ver como tudo isso começou”, afirmou Raquel Lyra, lembrando que, naquela residência, dona Anita criou uma escola, um local de acolhimento a pelo menos 28 mulheres e até mesmo uma casa de parto. “A partir daqui se fez uma cidade, que mostrou ao Brasil ser possível não apenas eleger uma mulher ainda lá na década de 40 do século passado, como era possível surgirem muitos nomes fortes depois dela”, pontuou Raquel.
A agenda terminou em Condado, onde foram inaugurados uma Cozinha Comunitária e o Centro de Referência da Mulher (CRM) do município, ao lado do prefeito Albino Silva. De acordo com o deputado, a nova unidade integra a política estadual de segurança alimentar e terá capacidade para fornecer 300 refeições diárias. O Centro de Referência da Mulher deverá atuar no acolhimento de mulheres vítimas de violência na região. Segundo o governo estadual, novas unidades semelhantes vêm sendo implantadas em municípios pernambucanos.
A Polícia Militar de São Paulo desocupou, na madrugada deste domingo (10), o saguão da reitoria da USP, na zona oeste da capital. O local estava ocupado por estudantes desde a última quinta-feira (7). A operação começou por volta das 4h15. A ação durou aproximadamente 15 minutos. De acordo com os estudantes, houve o uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes.
Quatro estudantes foram detidos e encaminhados ao 7º Distrito Policial, da Lapa, onde foi registrado um boletim de ocorrência por dano ao patrimônio público e alteração de limites. Mais tarde, os estudantes foram liberados. As informações são da Folha de S.Paulo.
A gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que cerca de 150 pessoas ocupavam o saguão. “Cerca de 50 policiais participaram da ação, que foi concluída sem registro de feridos. Toda a ação foi registrada pelas câmeras operacionais portáteis dos policiais, e as imagens serão anexadas aos autos da ocorrência”, afirmou a SSP (Secretaria de Segurança Pública) em nota.
Após a desocupação, a secretaria declarou que “foram apreendidos entorpecentes, armas brancas e objetos contundentes, como facas, canivetes, estiletes, bastões e porretes”. “A Polícia Militar ressalta que eventuais denúncias de excesso serão rigorosamente apuradas. O policiamento segue no local para garantir a ordem pública e a integridade do patrimônio público”, afirmou.
O planejamento da ação foi iniciado na última sexta-feira (8), no dia seguinte à ocupação, entre a gestão Tarcísio e a USP. A decisão de desencadê-la neste domingo, Dia das Mães, estaria relacionada ao menor número de estudantes no local.
A gestão Aluisio Segurado disse que a decisão foi da SSP. A instituição afirmou lamentar o ocorrido, que repudia a violência registrada e que “nada substitui o diálogo, a pluralidade de ideais e a convivência democrática como forma de avanço de pautas e solução de controvérsias”.
Para o diretor do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da USP, Pedro Chiquitti, a universidade assumiu o risco de violência. “Tudo que solicitamos há mais de uma semana foi que a reitoria se abrisse ao diálogo com os estudantes novamente, mas a postura intransigente e autoritária de nos ignorar levou à tragédia da reintegração de posse no Dia das Mães, com estudantes feridos, detidos e famílias desesperadas.”
“A reitoria precisa se responsabilizar”, continou ele. “A principal questão ainda segue: quando a reitoria vai negociar com os estudantes melhores condicionantes de permanência para estudarmos?”
Em imagens divulgadas pelos estudantes, policiais militares formaram um “corredor polonês” na entrada principal da reitoria e agrediram alunos com cassetetes enquanto eles deixavam o saguão ocupado. Ainda de acordo com os estudantes, ao menos cinco alunos ficaram feridos. Um deles sofreu uma fratura no braço. Depois da desocupação, equipes da PM permaneceram no prédio da universidade.
Em nota, estudantes afirmaram que o reitor Aluísio Segurado teria acionado a polícia, que “violentamente expulsou os estudantes que lutavam por melhores condições”.
“Com escudos, cassetetes, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, a polícia deixou dezenas de estudantes feridos. Essa ação desmascara a fachada de democrático que o reitor tenta pintar. Os estudantes pediam pelo diálogo e uma mesa de negociação com o reitor e essa é a resposta que recebemos”, continuou o comunicado.
O DCE da USP afirmou, em nota, que a comunidade universitária deve repudiar a ação policial. “A USP já foi tomada por períodos sombrios de autoritarismo, e a Reitoria da USP, no dia de hoje, escolheu relembrar esses períodos da pior forma possível, recusando o diálogo e optando pela força e pela violência da Polícia Militar.”
O diretório disse ainda que a ação foi ilegal. “Essa ação ocorre de forma abusiva eivada de ilegalidade, vez que ocorre sem qualquer determinação judicial que pudesse embasar a ação policial. É preciso apontar que, mesmo em situações em que há determinação de reintegração de posse (o que não é o caso), existe um conjunto de regras que orientam o procedimento de desocupação, entre as quais a ilegalidade da realização de operações entre às 21h e 5h, algo pacífico nos tribunais.”
Segurado afirmou na sexta (8) que não iria reabrir negociações com os estudantes em greve após a invasão do prédio da reitoria. “Abrir negociação novamente para uma proposta que já foi apontada como proposta final da universidade, do ponto de vista das suas possibilidades orçamentárias, não nos é possível fazer”, disse em entrevista a jornalistas.
Ainda na sexta, a Polícia Militar havia fechado os acessos da rua da reitoria da USP, cercado o prédio ocupado pelos estudantes e cortado a energia elétrica e a água do prédio.
O senador Ciro Nogueira quando era ministro-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro, naquela administração que preparava um golpe de Estado, começou a postar nas redes sociais uma mensagem enigmática imitando o som de um relógio. Tic, tac, tic, tac. Não se sabe tudo o que ele queria dizer com essa contagem do tempo. Agora, o relógio corre contra ele. Os indícios apresentados pela Polícia Federal, retirados do celular de Daniel Vorcaro, são robustos o suficiente para sustentar que Ciro recebeu vantagens indevidas e em troca usou seu mandato para lançar uma “bomba atômica” a favor do banqueiro.
O projeto do político do PP do Piauí marcava a diferença entre vida e morte do banco de Vorcaro. Não era apenas uma ajuda nos negócios. O texto, se aprovado, salvaria o Master da aguda crise de liquidez na qual se afundava. O centro do modelo de negócios do empresário era ter ativos de altíssimo risco e captar com produtos que pagavam alta rentabilidade. Os poupadores eram atraídos pela taxa de remuneração, mas evidentemente tinham o temor de que os títulos não fossem honrados. Aí entrava o uso do Fundo Garantidor de Créditos como o argumento final. Se o banco quebrar, o Fundo paga. Mas paga quanto? Até R$ 250 mil. Esse limite encurtava o horizonte das loucuras bancárias de Daniel Vorcaro. Subir para R$ 1 milhão de garantia dava a ele muito mais capacidade de captação.
O amigo da vida fez a proposta redentora. O deputado Filipe Barros (PL-PR) também apresentou projeto com o mesmo teor. No caso do senador, os indícios mostram que, mais do que defender um projeto do interesse do encrencado banqueiro, Ciro aceitou receber um texto feito por ele. “Saiu exatamente como mandei”, escreveu Vorcaro. Se a emenda 11 fosse aceita e aprovada, a vantagem para o dono do Master estaria na Constituição.
Ciro Nogueira foi leal a Jair Bolsonaro, atestou Flávio Bolsonaro, quando afirmou que gostaria de tê-lo como vice em sua chapa. “Tem todas as credenciais para ser o Ciro. O perfil do Ciro é nordestino, de um partido grande e forte. Tem ali a lealdade que ele sempre teve ao presidente Bolsonaro no ministério dele. Portanto, sem dúvida, hoje é um nome que está colocado”.
A quinta fase da Operação Compliance Zero é demolidora para o senador. Pelo que a Polícia Federal trouxe aos autos, a amizade dele com o controlador do banco liquidado era irrigada por muitas vantagens. Segundo a PF, Ciro comprou por R$ 1 milhão uma fatia de empresa de Vorcaro que valia R$ 13 milhões, e teria recebido pagamentos mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil. Ficou em Nova York em hotéis caros pagos por cartão do ex-dono do Master. Tinha uma firma sem funcionários com a qual fazia transações financeiras com empresas e fundos ligados ao banqueiro. Morava gratuitamente em imóvel de alto padrão.
Os diálogos são inequívocos. Leo Serrano, um operador de Vorcaro: “Só uma pergunta rápida: eh pros meninos continuarem pagando conta dos restaurantes Ciro/Flávia até sábado?”. Vorcaro: “Sim. Depois leva meu cartão para St.Barths”. O primo do banqueiro, atualmente preso, Felipe Vorcaro: “Oi, Daniel, é para seguir com pagamento de 300 k para o pessoal que investiu na BRGD”. Vorcaro: “Sim”. A BRGD é a empresa de Vorcaro na qual Ciro adquiriu participação. Essa pergunta foi feita outras vezes por Felipe. Daniel Vorcaro sempre disse sim: “tem que enviar, muito importante”. Vorcaro, em novembro de 2025: “Caro eu no meio dessa guerra atrasou dois meses Ciro?”. Felipe Vorcaro: “Vou ver se dou um jeito aqui. Vamos continuar com os 500k ou pode ser os 300k?”.
Ciro Nogueira tem muito a explicar: diálogos no celular, documentos que confirmam a investigação, provas de que ele retribuiu com a “instrumentalização do seu mandato parlamentar”, como diz a decisão do ministro André Mendonça que autorizou a busca e apreensão nos endereços do senador.
Há consequências concretas desta fase da Compliance Zero. Ficam afastadas as dúvidas sobre foro, com o senador investigado o assunto é mesmo da alçada do Supremo Tribunal Federal. O impacto do caso Master sobre a extrema direita é direto. A delação premiada de Vorcaro pode não ser homologada. Como publiquei no blog, investigadores dizem que o atual cenário é de não aceitação, porque até agora ele não trouxe “nada de produtivo para o processo”, como me foi dito. A chapa dos sonhos de Flávio Bolsonaro não vai se materializar. O relógio continuará contando as horas, mas contra o senador Ciro Nogueira.
Venho me aprofundando nos estudos e avaliações de todas as pesquisas realizadas nos últimos meses e tenho viajado por todo Pernambuco dando palestras e consultorias. Como todo profissional que ama o que faz e adora as ruas como objeto principal de observação e prova dos nove, venho sentindo o crescimento da atual governadora.
Antes dava a eleição como ganha pelo ex-prefeito do Recife, mas hoje com a quantidade de apoios e adesões, as ruas já demonstram que teremos o clássico dos clássicos na terra dos altos coqueiros. Nada tá definido e muita agua vai rolar no véu da noiva das águas pernambucanas.
Agora uma coisa temos certeza: o candidato ou candidata que conquistar os corações dos pernambucanos mais conservadores, bolsonaristas raiz, terá suas chances aumentadas, já que os 30% de fiéis eleitores da direita continuam firmes e fortes.
*Cientista político e social, publicitário e especialista em marketing, gestão, planejamento estratégico e comunicação digital