Por Julia Rocha – Blog da Folha
As possíveis candidaturas avulsas ao Senado em Pernambuco tendem a enfrentar dificuldades no cenário eleitoral de 2026, principalmente com a polarização esperada na disputa pelo governo do estado, entre o atual prefeito João Campos e a governadora Raquel Lyra (PSD). A avaliação é do ex-deputado federal e comentarista da Folha de Pernambuco, André Campos, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7.
As candidaturas avulsas ao Senado são aquelas lançadas de forma independente, sem vinculação a chapas majoritárias para o Governo do Estado, ou seja, não integram alianças eleitorais. Segundo ele, nomes como Marília Arraes (Solidariedade), Anderson Ferreira (PL) e Gilson Machado, que no momento está sem partido, são potenciais candidatos nesse modelo, mas enfrentariam desafios estruturais ao seguirem sozinhos.
Leia mais“Eu acho que perde muito sem um candidato a governador. A eleição vai ser uma eleição polarizada entre Raquel e João e já está se mostrando aí uma eleição complicada, uma eleição que tem que se buscar inclusive muito equilíbrio”, afirmou.
Suporte
Para André, mesmo candidaturas bem posicionadas nas pesquisas, como a de Marília Arraes, tendem a perder força ao longo da campanha sem o suporte de um palanque majoritário. Ele destacou que, tradicionalmente, as candidaturas ao Senado estão atreladas às chapas ao governo, que oferecem estrutura, tempo de televisão e organização partidária.
“É muito difícil um senador avulso ter futuro, por mais que as pesquisas hoje apontam Marília como bem colocada, durante a campanha, qualquer candidatura avulsa eu acho que não teria muito futuro, não”, disse.
O comentarista também não descarta que candidaturas avulsas possam declarar apoio a postulantes ao Governo do Estado durante a campanha. Marília Arraes, por exemplo, poderia apoiar João Campos caso dispute o Senado por outra legenda. Ainda assim, o ex-parlamentar ressalta que esse apoio informal não substitui a força de uma candidatura integrada à chapa majoritária.
No campo da direita, André Campos avalia que pode surgir uma candidatura avulsa com discurso alinhado ao bolsonarismo, especialmente para o Senado. Nesse cenário, o candidato defenderia pautas nacionais, como o enfrentamento ao Supremo Tribunal Federal, e adotaria uma estratégia desvinculada da escolha para o governo estadual. “O discurso pode ser esse: vote em quem quiser para governador, mas me escolha para representar Bolsonaro no Senado”, descreveu.
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