Os candidatos à Prefeitura de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, Sebastião Melo (MDB) e Maria do Rosário (PT) foram às urnas para votar neste domingo (27). Maria do Rosário foi a primeira a votar. Ela esteve no Colégio Murialdo, na Zona Leste da capital, por volta das 9h30, acompanhada da vice Tamyres Filgueira (PSol).
Já Sebastião Melo votou por volta das 11h na Escola Estadual de Ensino Fundamental Paraíba, na Zona Sul da cidade. No primeiro turno, Melo recebeu 49,72% dos votos, já Maria do Rosário, 26,28%. O maior desafio da justiça eleitoral é diminuir a abstenção que foi alta no primeiro turno.
Porto Alegre, por exemplo, foi a capital com maior percentual de abstenção: 31,51%. O eleitor que não compareceu às urnas no primeiro turno pode votar normalmente neste domingo. No total, 2.161.413 eleitores estão aptos a votar no RS – são 5 cidades que têm segundo turno: Porto Alegre, Caxias do Sul, Canoas, Pelotas e Santa Maria.
A advogada Hérica de Kássia Nunes de Brito, presidente da OAB Subseccional de São José do Egito, avançou mais uma etapa no processo de formação da lista tríplice para o preenchimento da vaga destinada à advocacia no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). Nesta semana, ela recebeu comunicação oficial do Tribunal, por meio do Ofício nº 638/2026/SEMARE, informando sobre o encaminhamento dos procedimentos necessários à organização e remessa da documentação referente à lista.
Segundo Hérica, a nova fase dá continuidade a um processo conduzido com transparência, responsabilidade institucional e respeito às normas que regem a escolha dos membros da Justiça Eleitoral. “Tenho acompanhado cada etapa com serenidade e compromisso, confiando no trabalho técnico dos órgãos envolvidos. Trata-se de um processo sério, que valoriza a advocacia e fortalece as instituições”, destacou. A presidente da subseccional afirmou ainda que toda a documentação foi apresentada dentro dos prazos estabelecidos e que permanece à disposição do TRE para eventuais ajustes ou complementações.
Natural do Sertão do Pajeú, Hérica integra a lista tríplice ao lado dos advogados Washington Luís Macêdo de Amorim e Gelva Lúcia Barbosa de Araújo, reforçando a representatividade do interior pernambucano nos espaços de decisão. O processo seguirá agora os trâmites previstos, com análise pelas instâncias superiores, até o posterior encaminhamento à Presidência da República, responsável pela nomeação final, mantendo-se a trajetória pautada no diálogo institucional, na valorização da advocacia e no fortalecimento da Justiça Eleitoral.
Lula não está alheio ao Caso Master. No início de dezembro, logo após Dias Toffoli ter decretado sigilo absoluto no processo do banco (o chamado “sigilo master”), Lula almoçou com o ministro do STF na Granja do Torto.
Um encontro, naturalmente, fora de agenda e do qual participou também Fernando Haddad. Nele, o ministro da Fazenda falou bastante. Explicou em detalhes como Daniel Vorcaro operava, seus tentáculos e a toda intrincada teia desse escândalo financeiro.
No final da conversa, Lula disse a Toffoli: “Você tem agora a chance de reescrever a sua biografia”.
Até o momento, no entanto, parece que Toffoli está preferindo anotar um novo e constrangedor capítulo de sua trajetória. A propósito, Toffoli tentou na semana passada marcar um novo encontro com Lula para o início de fevereiro. Não obteve resposta.
O que existe de comum entre o jogador Hulk, ídolo do Clube Atlético Mineiro, e a lendária Martha Rocha (1932-2020), a mais bonita Miss Brasil de todos os tempos? Acertou quem respondeu a fama do tamanho dos quadris de ambos. Só que Hulk leva vantagem na parte do corpo, a preferência nacional dos brasileiros e brasileiras. Enquanto oficialmente a baiana que ficou em segundo lugar no Miss Universo de 1954, tinha 100 cm de bumbum, o paraibano de Campina Grande tem 111 centímetros, 11 a mais do que a mais inesquecível das beldades brasileiras.
Esse assunto bem que poderia pautar algum cronista a construir um artigo, ou até sugerir para tema da redação em algum vestibular. O título poderia até ser: “Martha, Hulk e Hollywood”. “Ôxe!”, exclamaria a jornalista e minha amiga Letícia Lins, editora do Blog #OxeRecife. E me indagaria: “Mucíolo, o que isso tem a ver?”. Mas eu explico. Em 1954, durante o período em que ficou em Long Beach, Los Angeles, Martha Rocha foi aclamada pela imprensa que cobriu o Miss Universo como a favorita, sendo apontada tanto pela crítica especializada quanto pelo público como provável vencedora.
Rosto perfeito, emoldurado pelos olhos azuis e… o tamanho do bumbum a credenciariam a não só vencer, mas, também, a morar nos Estados Unidos, iniciando a carreira de atriz nos estúdios da Universal Pictures, organizadora e dona da franquia Miss Universo.
Todavia, o convite para trabalhar em Hollywood foi descartado pela brasileira. Essa negativa não foi bem assimilada pelos poderosos e o principal patrocinador. Martha voltou ao seu país sem coroa e a faixa da beleza universal. Até meados dos anos 60, o Miss Universo tinha como objetivo descobrir e revelar novos talentos e rostos para o cast da Universal Pictures. Então, não era de interesse dos americanos eleger uma jovem cujos planos não incluíssem sua participação em pequenos papeis em Hollywood.
Para justificar a derrota da Miss Brasil para a candidata dos Estados Unidos (Miriam Stevenson) espalharam que foram as duas polegadas a mais nos quadris que derrotaram a baianinha de Salvador. Todavia esse fato sempre foi negado pela vice-Miss Universo. “Nunca tiraram minhas medidas”, garantiu Martha, sempre que era questionada a esse respeito.
Ah, e o Hulk? Bem, o ex-jogador da seleção brasileira acrescentou à fama de craque nos gramados como goleador em todos os times por onde passou o tamanho do seu bumbum, maior até que o da eterna Miss Brasil de 1954. E ele entra nesse comentário, também, devido a um herói dos filmes Hollywood, que surgiu na década de 1960.
Outro motivo para o “Incrível Hulk do Atlético Mineiro” ser destaque nesse artigo é que o apelido foi dado justamente pelo físico avantajado, semelhante ao Super Herói famoso, que foi criado pelo roteirista Stan Lee e o desenhista Jack Kirby, contratados pela Marvel Comics. Com uma força descomunal e o chute certeiro cobrado do meio do campo que derruba qualquer goleiro, jamais o Hulk será chamado pelo seu nome de batismo, Givanildo Vieira de Souza.
E em tempos de corrida e expectativas sobre quem dos indicados ao Oscar 2026 irá levar a estatueta, que dá ao Brasil chances com o filme “O Agente Secreto”, nada mais oportuno do que resgatar parte da nossa história sobre o dia em que uma brasileira disse não a Hollywood.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) encerrou na última quinta-feira (15) uma imersão internacional de nove dias na Europa que diz muito sobre o momento do futebol brasileiro e talvez ainda mais sobre o que ele pretende ser. Ao reunir representantes de 37 clubes das Séries A e B e dirigentes de 13 federações estaduais, a CBF foi buscar fora do país referências de governança adotadas por ligas e federações da Inglaterra, Alemanha e Espanha. O roteiro foi pragmático: fair play financeiro, tecnologia aplicada ao jogo e profissionalização da arbitragem.
Nada disso é neutro. Trata-se de uma escolha política no sentido clássico do termo. Comparar modelos, selecionar instituições que funcionam, importar regras. O futebol já não é apenas espetáculo. Tornou-se um setor econômico sofisticado, intensivo em capital, contratos e credibilidade. Sistemas assim não sobrevivem sem regras claras e previsíveis. A Europa levou décadas, conflitos e ajustes para chegar lá.
Nesse cenário, ganha relevo a presença do deputado federal Luciano Bivar, ex-presidente do Sport, convidado a participar da agenda da CBF como representante do clube pernambucano. Bivar nunca esteve fora do debate esportivo. Atuou como dirigente, conhece a lógica dos clubes e hoje participa do jogo por outra via, a legislativa, onde se definem as regras que moldam o sistema.
É nesse ponto que a viagem europeia e o Congresso se encontram. De autoria de Bivar, o Projeto de Lei 3353/21, que retoma a discussão sobre a chamada restauração do passe no futebol profissional, avança após ter sido aprovado na Comissão de Esportes e na Comissão de Constituição e Justiça. Na CCJ, o relator Arthur Maia atestou a constitucionalidade e a correção técnica do texto. O debate agora é de mérito e de oportunidade.
O projeto altera pilares do modelo atual. Amplia a duração máxima dos contratos de cinco para oito anos, no formato 4+4. Extingue a multa rescisória tradicional e a substitui por uma indenização calculada em 2.000 vezes o salário médio do atleta. Cria ainda uma alternativa de indenização equivalente a 25% dos valores futuros devidos pelo clube, com pagamento parcelado. Caso o jogador assine com outra equipe, o vínculo financeiro com o clube de origem é encerrado.
Os defensores recorrem a um argumento direto e conhecido: segurança jurídica, previsibilidade contratual e estímulo a investimentos de longo prazo, especialmente na formação de atletas. Em um ambiente marcado por judicialização crônica e fragilidade financeira, a promessa de regras mais estáveis não é trivial.
A urgência da votação do PL 3353/21 se explica por esse contexto mais amplo. O futebol brasileiro olha para fora em busca de modelos enquanto, internamente, precisa decidir qual equilíbrio deseja estabelecer entre liberdade de mercado, proteção institucional e direitos individuais.
No início do ano passado, o governo Lula enfrentou um ataque do deputado Nikolas Ferreira a uma portaria da Receita Federal que obrigava fintechs a informar ao Banco Central depósitos acima de R$ 5 mil, inclusive em operações com tokens digitais, às quais essas empresas não estavam anteriormente obrigadas.
A deputada Erika Hilton (Psol-SP) ajudou ao apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8/25, que acaba com a escala de trabalho 6×1 e estabelece uma jornada de quatro dias por semana e três de descanso. A proposta teve o apoio de 171 deputados para começar a tramitar na Casa, com promessas do Governo Lula de adotar ainda em 2026.
O fim da escala 6×1, de fato, entrou na lista de temas de 2026, mas como pauta da campanha como ministro da Secretaria-geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, a defendendo como ampliação da proteção social e melhores condições de trabalho para entregadores, bem como a proposta de participação popular no orçamento federal, a iniciativa Orçamento do Povo.
A colocação do fim da escala 6×1 não preocupa os partidos de oposição, mas os micro, pequenos e médios empresários, como advertiu na semana passada a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB).
Extemporaneidade
A entidade critica a extemporaneidade do debate em 2026 e está preocupada com elevação de despesas com a criação de novos turnos de trabalho para atender à demanda, aumento dos gastos com encargos trabalhistas (salários, INSS, FGTS, 13º e férias) e repasse da elevação dos custos aos preços dos produtos.
O risco de a proposta ser colocada em pauta este ano na Câmara Federal (a PEC 148/2015 que trata do mesmo assunto já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em dezembro de 2025) é real porque o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), vê com simpatia pelo impacto eleitoral.
Pressa de Motta
Ele afirmou que ela deve ser votada em Plenário já no início de 2026 e que pretende liderar as discussões com o objetivo de trazer celeridade ao funcionamento da tramitação no que diz respeito a pautas com importância popular.
O problema da proposta de Erika Hilton é que ela não nasceu de um estudo mais aprofundado sobre os efeitos econômicos, especialmente as micro e pequenas empresas, exatamente as que são responsáveis pelo crescimento das contratações com carteira assinada, ainda que eles se concentrem (85,0%) em empregos de até um salário mínimo e meio.
Pejotização e MEI
E parece não guardar qualquer relação com o cenário atual do mercado de trabalho que inclui temas como pejotização, MEI, crescimento dos pedidos de demissão pelos empregados com maior salários, Bolsa Família e até mesmo as novas exigências nas empresas da norma NR1,
A NR-1 é a base das Normas Regulamentadoras no Brasil, definindo diretrizes gerais para Segurança e Saúde no Trabalho, exigindo que empresas identifiquem, avaliem e controlem perigos e riscos psicossociais (como estresse e assédio) estabelecendo capacitação interna e responsabilidade compartilhada.
Reforma Tributária
Além disso, o tema chega no início da fase pré-operacional da Reforma Tributária acrescentando uma discussão num contexto marcado por aumento da carga tributária brasileira em relação ao PIB, que, segundo os cálculos da Receita Federal, chegou a 32,2% em 2024.
Mas parece claro que Lula pretende ancorar o tema num de suas propostas para a reeleição este ano mesmo que dentro do governo ninguém tenha qualquer estudo de impacto na conta das empresas.
Mundo real
E muito menos do que hoje acontece no mundo real do mercado de trabalho onde a principal reivindicação é aumento de salário e não redução da jornada semanal de 44 horas, embora ela exista.
Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2023 o número de trabalhadores que pediram demissão atingiu um recorde de 7,3 milhões, o maior desde 2004. O que, segundo especialistas, reflete o aumento na confiança dos trabalhadores e pode ser benéfico para a economia, pois indica que as pessoas estão otimistas sobre suas perspectivas de encontrar um novo emprego.
Feliz no trabalho
Uma pesquisa da Robert Half, primeira e maior consultoria global de soluções em talentos, com a The School of Life Brasil, mapeou que “não se sentir feliz no trabalho” foi o principal motivo para que 44,12% dos entrevistados deixassem seus empregos por vontade própria.
O dado é interessante porque a ele se soma o fenômeno de MEI cujos dados desagregados mostram que estão no sistema estão os motoristas de aplicativos, os entregadores de alimentos, mototaxistas, ex-trabalhadores outonos que migraram para o sistema, os que que foram obrigados a virar PJ por maus empregadores, os que se formalizaram por não ter como se recolocar no mercado formal e finalmente os empreendedores.
Desocupação
O momento também não ajuda. Segundo o IBGE A taxa de desocupação (5,2%) no trimestre encerrado em novembro de 2025 foi a menor da série histórica iniciada em 2012 e a população desocupada (5,6 milhões) foi o menor contingente da série histórica. Para completar, o número de empregados no setor privado (53,0 milhões) foi recorde da série, mas sem variações significativas no trimestre ou no ano.
A CACB adverte que a proposta precisa ser discutida com cautela e diálogo com as micro e pequenas empresas, principais responsáveis pela geração de emprego no Brasil e que já têm custos operacionais elevados.
Grande empresa
E não se pode desconsiderar que trabalhar numa grande companhia pode ser interessante, quando é levada em conta a remuneração, mas são nas pequenas as que geralmente abrem as portas aos novatos, recém-formados e com pouca experiência.
No fundo o problema do trabalho hoje está no fato de que em novembro a taxa de informalidade de 37,7% da população ocupada significa que 38,8 milhões de trabalhadores são informais.
Bolsa Família
O que também está relacionado ao contingente de inscritos no Programa Bolsa Família que assegura uma renda mínima de R$ 700 por família, que tem levado à resistência ao aceite de um emprego formal de um salário mínimo e meio quando o aquecimento da economia permite ter uma renda com trabalhos e serviços por conta própria.
O debate do fim da escala 6×1 está no começo, mas parece claro que Lula vai forçar sua aprovação mesmo sem que até agora existam estudos sobre o que isso vai impactar nas empresas. Especialmente as micro, pequenas e médias.
A Polícia Federal vai ouvir, a partir de amanhã (26), oito investigados no inquérito que apura supostas irregularidades na proposta de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
Os depoimentos serão tomados na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessões presenciais e por videoconferência. Amanhã, serão ouvidos quatro investigados: Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor de Finanças e Controladoria do BRB; André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de uma empresa investigada; Henrique Souza e Silva Peretto, empresário; e Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de Tesouraria do Banco Master.
Já na terça-feira (27), prestam depoimento Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB; Luiz Antonio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH e Tecnologia do Banco Master; Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master; e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master.
O cronograma dos depoimentos teve aval do relator do caso, o ministro Dias Toffoli. No dia 16, o inquérito foi prorrogado por mais 60 dias.
O caso
O procedimento faz parte da investigação que apura os detalhes da tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB. Essa frente de apuração chegou ao STF em dezembro do ano passado, quando Toffoli decidiu que o caso deveria tramitar na Suprema Corte. Até então, a investigação estava sob responsabilidade da Justiça Federal em Brasília.
Segundo a Polícia Federal, o Banco Master teria emitido Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com promessa de rendimentos de até 40% acima da taxa básica de mercado. Para os investigadores, o retorno oferecido era irreal, e o esquema pode ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões.
A PF afirma haver indícios de que dirigentes do BRB tenham participado do esquema. Em março, o banco chegou a fechar um acordo para comprar o Master, mas o negócio foi barrado pelo Banco Central.
O dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso em novembro do ano passado no âmbito da Operação Compliance Zero, mas acabou solto dias depois por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
Segunda fase da investigação
Na semana passada, a Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Compliance Zero para aprofundar as apurações sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
De acordo com a PF, o grupo investigado teria se aproveitado de forma sistemática de “vulnerabilidades do mercado de capitais” para realizar fraudes, por meio do uso de fundos de investimento e de elos societários, familiares ou funcionais.
Os investigadores apontam indícios de que o grupo — formado por Daniel Vorcaro, parentes e pessoas ligadas ao banco — pode ter cometido ao menos cinco crimes: organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, induzimento ou manutenção em erro de investidores, uso de informação privilegiada e manipulação de mercado, além de lavagem de dinheiro.
A apuração identificou operações com ativos sem liquidez e artificialmente precificados, além de transações entre partes relacionadas sob controle de pessoas com vínculos societários ou familiares com o Banco Master. Segundo a PF, o esquema também teria contado com laranjas e sócios ocultos.
Nas férias, que se estendem até o próximo dia 1, optei por um roteiro cultural, histórico e romântico: as cidades históricas de Minas Gerais. Na companhia adorável da minha Nayla, de suas primas Tayse e Kelly, esta com seu esposo Cid Severo, comecei por Diamantina, terra de JK, com suas ruas de pedras e paralelepípedos construídas pelo suor dos nossos ancestrais em busca de ouro e diamante.
Calçadas históricas cobertas de sangue dos chicotes em negros escravizados, lavadas por lágrimas de dor. Entre montanhas e pedras, a Diamantina de JK é uma joia inquebrantável, um tesouro no coração de Minas. Tem a musicalidade das serenatas, igrejas bicentenárias, cheias de ouro.
A cidade, antes conhecida como Arraial do Tijuco, encanta com seu cenário único e sua rica herança cultural. É pura poesia e história. A etapa seguinte foi Ouro Preto, de uma beleza atemporal, traço da arte barroca, onde a alma mineira é muito mais explícita. Ouro Preto não se visita. Se sente!
Andar pelas ruas de Ouro Preto é ter a sensação de que na próxima esquina vamos encontrar algum personagem da História, numa volta ao passado em cada esquina, em cada casarão ou em cada igreja. Manuel Bandeira tem razão: Ouro Preto é a cidade que não mudou, e nisso reside seu incomparável encantamento.
Conhecer Ouro Preto é caminhar por ruas que contam histórias, é sentir o passado vivo em cada igreja, em cada pedra, em cada detalhe barroco. Ouro Preto é o pedaço das Minas Gerais de Tiradentes que abriga o maior conjunto homogêneo de arquitetura barroca do Brasil, reconhecido pela Unesco.
No caminhar apaixonante da nossa agenda turística adentramos em São João del-Rei, berço de outro estadista, o ex-presidente Tancredo Neves, a terra onde os sinos falam, marcada pela fé, tradição e arquitetura colonial. Chão de inconfidentes, exala cultura, com ruas charmosas, sinos sonoros e o famoso trem Maria Fumaça, encantando visitantes com sua atmosfera única de primavera constante.
Em São João del-Rei, a surpresa do belo nos espreita de onde não se suspeita nem espera. É só abrir os olhos e ver. Percorrer suas ruas é viajar no tempo, entre becos coloniais e o som inconfundível dos sinos. Entre a Rua das Flores e a Ponte dos Suspiros, São João del-Rei se revela um cenário de contos de fadas mineiro.
No nosso roteiro não podia faltar Tiradentes, de grande valor histórico para o país, com muitas atrações, lugares ricos em história, arquitetura e gastronomia. Uma das cidades mais importantes no roteiro turístico do Brasil e de Minas Gerais, com uma arquitetura charmosa e que lembra também a de Paraty, no Rio de Janeiro.
Em Tiradentes, o tempo desacelera, a cidade tem forma de poesia. No fim da tarde, em cada esquina um suspiro poético. São 308 anos de história viva, escrita nas pedras das ruas e nas torres das igrejas. O entardecer em Tiradentes tem outro ritmo: o tempo desacelera e a cidade convida a ficar mais um pouco.
Tiradentes é memória, mas também é presente pulsante, feito de gente, cultura, arte e sabores. Mais que um lugar, uma experiência de afeto e aconchego. As origens de Tiradentes remontam aos primeiros anos do século XVIII, quando da descoberta de minas de ouro na região da bacia do Rio das Mortes.
A aglomeração inicial, chamada Arraial Velho, era vinculada à vila de São João del-Rei. Em 1718, foi elevada à categoria de vila e recebeu o nome de São José. O nome de Tiradentes está escrito no Panteão da Pátria e da Liberdade Brasileira, no Livro dos Heróis da Pátria desde 21 de abril de 1992.
A Bandeira de Minas Gerais é composta por um triângulo vermelho sobre fundo branco, contornado pela expressão em latim “Libertas quae sera tamen” — lema da Inconfidência Mineira —, que significa “Liberdade ainda que tardia”.
E liberdade está associada ao seu grande herói, Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, principal líder da Inconfidência Mineira, movimento separatista contra a dominação portuguesa. Foi o único inconfidente condenado à morte, enforcado e esquartejado em 21 de abril de 1792, tornando-se herói nacional e mártir da República.
Para o homem que trocou a vida pela liberdade do Brasil, escolhi a sua frase mais famosa, antológica, que está no livro “Heróis da Pátria”, para encerrar esta crônica: “Pois seja feita a vontade de Deus. Mil vidas eu tivesse, mil vidas eu daria pela libertação da minha pátria!”
Hyundai Kona: o que torna este SUV tão interessante? Confira
Diante de tantas subcategorias surgidas nos últimos anos no ambiente automobilístico, uma delas ganha a atenção: a híbrido pleno. Ela combina motor a combustão (gasolina ou etanol) com motor elétrico e tem capacidade de rodar apenas com o motor elétrico por curtas e até médias distâncias, sem recargas externas, circular apenas com o motor a combustão ou mesmo usar os dois motores ao mesmo tempo, conforme a necessidade. E tudo isso acontece automaticamente — sem intervenção do motorista. Isso garante, segundo o Inmetro, 18,4 km/l na cidade e 16 km/l na estrada — dando ao modelo o topo em eficiência, com nota “A” no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV).
Antes, reinava no meio desta turma, os irmãos Toyota Corolla e Corolla Cross. Em seguida, vieram os BYD Song/King e GWM Haval H6. E há mais chegando — e até ultra-híbridos, como recém-lançado C10 Leapmotor (cuja avaliação você verá aqui nos próximos dias ) ou o renovado Kona Hybrid, um SUV compacto/médio da Hyundai, versão topo de linha Signature que custa R$ 235 mil e que foi testado pela coluna. É uma subcategoria que liberta você das amarras de distância (problema dos elétricos puros) e da sustentabilidade (dos exclusivamente a combustão).
E, para os padrões de preço praticados no Brasil, já é possível cravar de cara: o Kona é um dos SUVs mais gostosos de dirigir, com pacotes de segurança, mimos e confortos de muito bom nível. É claro que ele tem um visual até estranho – para os padrões globais de design da China, Coréia do Sul, Europa ou Estados Unidos, em cada um SUV parece uma cópia de outro. Noves fora a subjetividade, não é necessariamente feio — nem bonito — com seus faróis e lanternas integrados nos apliques dos para-lamas e o uso intenso de LEDs. É um carro muito bom, fazendo enterrar da memória a primeira leva, lançada em 2023.
Trabalho conjunto – Mas, voltando ao que ele tem de mais interessante: o conjunto híbrido, que a Hyundai ‘reforça’ ser de última geração. Quem coloca o Kona em movimento é o motor elétrico, alimentado pela bateria de 1,32 kWh. Em vias planas, se o pé do motorista for leve e acelerar suavemente, a parte elétrica pode atuar sozinho até cerca de 40 km/h. O mesmo acontece quando se está na velocidade de cruzeiro. O motor 1.6 a combustão, por sua vez, entra em ação em velocidades mais elevadas ou quando se pisa com mais vigor no acelerador, nos casos de ultrapassagens, por exemplo.
Ele também recarrega a bateria na maioria das ocasiões, a não ser quando a demanda de potência é máxima — aí os dois trabalham juntos. Combinados, são 141 cv de potência e 27 kgfm de torque. O conjunto é auxiliado pelo câmbio automatizado de dupla embreagem com 6 marchas, a chamada DCT. As trocas são muito suaves — e a Hyundai atribui isso à tecnologia shift by wire, sem conexão por cabos. O interessante é que, no dia a dia, mal dá para perceber a transição entre os dois. O sistema de regeneração recarrega a bateria nas desacelerações ou se o pedal do freio é acionado. Aliás, por meio das borboletas atrás do volante, dá até para alterar o nível de regeneração.
Por dentro – O acabamento é elegante, com material de qualidade, sem rebarbas nos painéis ou nos forros das portas — que têm material macio ao toque. As duas telas de 12,3″ integradas são bonitas e fáceis de usar. Há botões para comandos físicos, claro — como o do ar-condicionado de duas zonas e o seletor de modos de condução (Eco, Sport e Snow). Onde normalmente ficam a alavanca freio de mão e seletor de marchas (que fica na coluna de direção) foi reservado para um porta-objetos grande, bastante útil.
Por falar nisso, o câmbio localizado na coluna de direção lembra os antigos Opala antes de virar moda a marcha de salão. É um charme a mais, digamos assim. O ar-condicionado digital dual zone conta com saída para os bancos traseiros e evita o resfriamento de áreas desocupadas, contribuindo para a eficiência energética. Entre outras conveniências, destaque ainda para o carregador de smartphone sem fio e para a função auto hold.
Assistentes de condução – Antes exclusivos de modelos caros, e de marcas tradicionais em equipamentos de segurança, como a Volvo, os sistemas de auxílio à condução estão presentes no Kona — como o piloto automático adaptativo e o assistente de faixas. Por sinal, o carro usa até o GPS integrado para alertar, com LEDs internos piscando em vermelho, sobre excesso de velocidade e radares.
A versão topo de linha testada tem a mais em relação à de entrada um teto-solar panorâmico, câmeras 360, freio de estacionamento elétrico, porta-malas com abertura elétrica e luzes ambientes.
Estabilidade – A suspensão traseira tem sistema independente multilink, com vários braços de apoio. Isso a deixa bem eficiente mesmo. Com isso, filtra muito bem a buraqueira das vias públicas – geralmente asfaltadas com Sonrisal, que derrete com apenas dois pingos d ‘água. Além do conforto (ainda mais combinado com o baixo nível de ruído), oferece muita estabilidade.
Medidas – O Kona tem 4,35 metros de comprimento, 1,82m de largura e 1,58m de altura. As rodas de 18” tem acabamento diamantado. O porta-malas transporta até 407 litros, chegando a 1.241 litros com o rebatimento do banco traseiro. Aliás, a tampa tem abertura elétrica e acionamento automático, além de regulagem da altura — ideal para vagas com pé-direito reduzido ou para quem tem estatura mais baixa.
Ponto cego – Um dos recursos mais legais do Kona é a câmera de monitoramento de ponto cego (ou Blind-Spot View Monitor – BVM). Ela é um recurso de segurança de ponta e funciona assim: ao acionar a seta para mudar de faixa, uma câmera externa localizada no retrovisor exibe imagens em tempo real no painel de instrumentos digital do carro. Esse sistema amplia o ângulo de visão tradicional do retrovisor em até 25 graus, permitindo que o condutor enxergue pontos de difícil visualização. Como vantagem, aumenta a segurança ao dirigir, reduzindo drasticamente o risco de colisões laterais durante trocas de faixa. O Hyundai Kona testado também veio equipado com o Surround View Monitor (SVM), que oferece uma visão 360º ao redor do veículo, facilitando manobras em locais estreitos. Essas câmeras são integradas ao conjunto de assistências no painel chamado “SmartSense”.
Por que o brasileiro está comprando mais carros seminovos? – O mercado de veículos seminovos e usados atravessa um dos períodos mais fortes de sua história no Brasil, impulsionado por juros elevados, crédito mais restrito e pela escalada dos preços dos carros novos. Em um movimento de adaptação do consumidor, o setor bateu recordes em 2025, evidenciando a preferência crescente por alternativas mais acessíveis e com melhor custo-benefício. Dados da Fenauto, a federação dos revendedores de veículos, mostram que 2025 encerrou o ano com cerca de 18 milhões de veículos negociados, consolidando um novo patamar para o mercado brasileiro.
O avanço é sustentado principalmente pela busca por custo-benefício e pela maior oferta de modelos com poucos anos de uso, revisados e com procedência garantida. Além disso, a diferença de preço entre um carro novo e um seminovo equivalente segue relevante, o que pesa na decisão de compra. Um sedã 2020 usado pode custar cerca de 40 % a 60 % menos do que um zero km. “O consumidor está muito mais racional. Ele compara, faz conta e percebe que, muitas vezes, consegue levar um modelo melhor, mais equipado e pagando menos ao optar por um seminovo”, afirma Miguel Henrique, CEO da Vaapty, empresa de intermediação de venda de veículos no Brasil.
Outro fator que impulsiona o mercado é a mudança no comportamento de quem deseja vender e comprar, valorizando a rapidez, transparência e segurança no processo. Com a intermediação dessas negociações, fazer a troca de veículo por um seminovo deixou de ser sinônimo de risco. “O brasileiro perdeu o receio desse mercado. Quando há avaliação técnica, histórico claro do carro e todo um suporte profissional, a confiança aumenta e a decisão de compra e venda acontece mais rápido”, explica o CEO de Vaapty.
Seguros registram níveis históricos baixos – Em um cenário ainda marcado por pressão no custo de vida, o preço do seguro de automóveis e motocicletas trouxe um alívio ao consumidor. Dados do IPSA + IPSM – Índice de Preço do Seguro de Automóvel e Moto, desenvolvido pela TEx, da Serasa Experian, mostram que os valores encerraram 2025 em patamares historicamente baixos. No caso do seguro auto, os preços ficaram abaixo inclusive dos níveis registrados durante a pandemia, considerando a série iniciada em 2021. Já o seguro de motos atingiu um dos menores valores da série histórica, iniciada em 2023, ficando atrás apenas do patamar observado em 2024.
Em dezembro, o índice do seguro de automóveis ficou em 4,6%, enquanto o seguro de motos encerrou o mês em 9,1%. No acumulado de 12 meses, ambos recuaram 0,8 ponto percentual, mas com comportamentos distintos ao longo do ano. No seguro auto, a trajetória foi marcada por uma desaceleração gradual e contínua, especialmente no segundo semestre. O último trimestre consolidou a queda, com recuos sucessivos e quebra do padrão histórico de alta no fim do ano.
Já no seguro de motos, o comportamento foi mais volátil: após cair no início de 2025, o índice acelerou até o meio do ano e passou por uma correção mais concentrada apenas na segunda metade do período. O gráfico ano a ano do levantamento mostra que, no seguro de automóveis, 2025 ficou abaixo dos patamares registrados entre 2021 e 2024, reforçando que o custo atual está mais baixo do que no período mais crítico da pandemia. No caso das motos, dezembro registrou um dos menores valores de toda a série histórica disponível, iniciada em 2023, ficando atrás apenas do patamar observado em 2024.
BMW: 7 anos na liderança do segmento premium – As marcas BMW e Mini fecharam 2025 com números expressivos de crescimento em vendas no mercado brasileiro. Pelo sétimo ano consecutivo, a marca BMW é a líder do segmento premium, com um total de 16.865 unidades emplacadas, um crescimento de 4,1% em relação a 2024. Os modelos X1 e Série 3, produzidos em Araquari (SC), mantiveram a sua liderança no segmento premium total. Somado, o BMW Group cresceu 4% vs 2024, acima do crescimento do segmento premium (+2,9%). A Mini também teve crescimento: 1.591 unidades emplacadas no ano, um aumento de 3,4% em relação a 2024 e acima do mercado total e do segmento premium. Somadas, BMW e Mini representam 34,6% de market share do segmento de automóveis premium.
Preço dos eletrificados importados pode subir até 8% – A Abeifa, que reúne os importadores de automóveis, acredita que a alíquota de importação de carros elétricos e híbridos — que sobe de 30% para 35% a partir de julho — vai elevar o preço dos eletrificados importados em até 8% em relação ao ano passado. Com relação aos eletrificados que estão sendo montados no Brasil em processo CKD/SKD, por enquanto pelas chinesas BYD e GWM, o impacto nos preços não será muito grande caso essas montadoras invistam na compra de autopeças produzidas no Brasil.
A picape da VW para enfrentar a Fiat Toro – A picape intermediária da Volkswagen para concorrer com a Fiat Toro já tem nome, segundo o site Mobiauto: Tukan. O nome remete à ave tucano, dando um tom de brasilidade ao projeto. Os primeiros flagras da picape começaram a aparecer em meados do ano passado, ‘escondidas’ num Tiguan — que serviu de base para a caminhonete. O novo modelo deverá aposentar a atual Saveiro, última representante da plataforma do Gol que vem desde o final dos anos 2000.
O Aston Martin de R$ 14 milhões – A primeira unidade do supercarro Valhalla chegou ao país, mais exatamente em São Paulo. Com produção limitada a 999 unidades, o modelo teve suas entregas globais iniciadas no fim de 2025. Por aqui, tem preço estimado de pouco menos de R$ 14 milhões. Com isso, o Brasil está entre os primeiros mercados do mundo a receber o modelo, ao lado da Europa e dos Estados Unidos. Ao todo, dez unidades já estão destinadas a clientes brasileiros, com entregas previstas até o fim de 2026.
O Valhalla tem conjunto híbrido plug-in que entrega impressionantes 1.079cv de potência e torque de 112kmgf. O sistema combina um motor V8 biturbo de 4.0 com 828 cv, a três motores elétricos, que somam outros 251 cv. Dois deles atuam no eixo dianteiro, enquanto o terceiro está integrado à nova transmissão automatizada de dupla embreagem, com oito marchas, responsável por enviar tração ao eixo traseiro. Com esse conjunto, o Valhalla acelera de 0 a 100 km/h em apenas 2,5 segundos e alcança velocidade máxima de 350 km/h. A transmissão híbrida DCT de oito marchas traz diferencial traseiro eletrônico com acionamento hidráulico, contribuindo para a precisão dinâmica tanto em estrada quanto em pista.
Calor, carga e estrada: os cuidados essenciais com pneus de caminhões no verão – Em janeiro, o transporte rodoviário de cargas entra em um período de intensa retomada após a virada do ano. E com as altas temperaturas típicas do verão, somadas a longas jornadas de viagem e caminhões operando com carga total, exigem atenção redobrada à manutenção dos pneus, principal elo entre o veículo e a estrada. Para a Bridgestone, líder mundial em soluções para mobilidade sustentável e segura, os pneus têm papel decisivo na segurança e na estabilidade do conjunto durante operações logísticas.
O calor excessivo gerado pelo atrito constante com o asfalto pode elevar a pressão interna dos pneus e acelerar o desgaste, aumentando o risco de falhas ao longo do trajeto. “Em períodos de altas temperaturas, como o verão, o pneu já trabalha naturalmente mais aquecido. Quando isso se soma a longas distâncias, carga elevada e calibragem inadequada, o risco de superaquecimento e falhas aumenta significativamente”, explica Roberto Ayala, gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone.
Pressão interna e risco de estouro – O calor intenso nas rodovias contribui diretamente para o aumento da pressão interna dos pneus. Se essa variação não for monitorada corretamente, pode haver sobrepressão ou, em sentido oposto, rodagem com pressão abaixo do recomendado, situação que também gera aquecimento excessivo e desgaste prematuro.
“A calibragem correta é um dos fatores mais importantes para a segurança do caminhão. Rodar com pressão inadequada compromete a estrutura do pneu, reduz a vida útil e pode levar a situações críticas, como o estouro, especialmente quando o veículo está carregado”, alerta Ayala. Além da pressão, respeitar a capacidade de carga indicada pelo fabricante do pneu é fundamental. O excesso de peso gera deformações internas e elevação da temperatura, fatores que aumentam o risco de falhas estruturais durante a viagem.
Rodízio e inspeção visual – Antes de pegar a estrada, a inspeção visual dos pneus é um cuidado simples, mas essencial. Desgaste irregular da banda de rodagem, cortes, bolhas, rachaduras ou objetos cravados são sinais claros de que o pneu pode não estar em condições adequadas para uma viagem longa. O rodízio periódico dos pneus também é uma prática recomendada, pois ajuda a equilibrar o desgaste entre os eixos, prolonga a vida útil do conjunto e contribui para um comportamento mais estável do veículo ao longo da operação.
Pneus em bom estado – Manter os pneus em boas condições influencia diretamente a estabilidade do caminhão, a eficiência da frenagem e a segurança de todos os usuários da via. Em um período de maior movimento logístico, como o início do ano, esses cuidados ajudam a reduzir acidentes, evitar paradas não programadas e garantir maior eficiência operacional. “A manutenção preventiva dos pneus não deve ser encarada apenas como uma questão operacional, mas como um investimento direto em segurança. Pneus em bom estado contribuem para a estabilidade do conjunto, reduzem o risco de acidentes e ajudam a manter a operação rodando com mais previsibilidade”, reforça Ayala.
Boas práticas – Para uma operação mais segura durante o verão, a Bridgestone recomenda:
• Verificar a calibragem dos pneus com o veículo frio, sempre seguindo as recomendações do fabricante.
• Realizar inspeções visuais frequentes, especialmente antes de viagens longas.
• Fazer o rodízio periódico dos pneus para equilibrar o desgaste.
• Evitar sobrecarga e respeitar os limites de peso indicados para cada pneu.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
O subprocurador-geral junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Rocha Furtado, pediu ontem (23) à Corte de Contas a apuração das operações de aquisição de carteiras de crédito do Banco Master pelo BRB, além da conduta do diretor de fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino, e de “outros agentes públicos eventualmente envolvidos” no esquema de fraude.
Em sua representação, Furtado cita reportagem do blog da Malu Gaspar, do jornal O Globo, que revelou que Aquino enviou mensagens ao então presidente do banco estatal de Brasília, Paulo Henrique Costa, pedindo que adquirisse os créditos para ajudar o Master a resolver seus problemas de liquidez, de acordo com fontes e documentos obtidos pela equipe da coluna.
Em pelo menos uma vez, as mensagens de Aquino a Costa foram apresentadas aos conselheiros do BRB. Foi durante a reunião do Conselho de Administração de 25 de março de 2025, que também aprovou a oferta de compra de 58% das ações do Master por R$ 2 bilhões.
Para o subprocurador, os fatos “são extremamente preocupantes e revelam indícios de graves irregularidades que não podem ser ignorados” e exigem uma “investigação rigorosa” — caso contrário, se não forem “devidamente apurados e punidos, contribuem para a perpetuação de uma cultura de impunidade e de desrespeito às leis”.
“Trata-se de uma situação que, se confirmada, pode configurar um verdadeiro atentado contra o patrimônio público, com potencial para causar danos irreparáveis ao erário, além de expor um cenário de desvio de finalidade, abuso de poder, falta de transparência e omissão de informações. Tudo isso levanta sérias dúvidas sobre a conduta dos gestores envolvidos e sobre o futuro do Brasil enquanto nação que deveria prezar pela ética, pela legalidade e pela boa gestão pública”, escreveu.
“É inadmissível que um agente público, que deveria zelar pelo bom funcionamento das instituições financeiras, possa ter agido de forma a favorecer interesses obscuros, colocando em risco a credibilidade do sistema financeiro e a confiança da população nas instituições.”
Alertas do BC
Antes da reunião do conselho do BRB em que Costa recebeu mensagens de Aquino defendendo a aquisição de créditos para ajudar o Master, o Banco Central já havia enviado alertas ao banco de Daniel Vorcaro sobre a possibilidade de aplicar sanções por falta de liquidez.
Em novembro de 2024, ou seja, um ano antes da liquidação decretada pelo BC — e quatro meses da reunião de março de 2025 do conselho do BRB —, os dirigentes do Master foram comunicados pelo Banco Central que a situação do Master poderia levar à aplicação de medidas prudenciais preventivas, conforme previsto em uma resolução do Conselho Monetário Nacional de 2011.
A resolução diz que o BC pode determinar a adoção de medidas como a recomposição de níveis de liquidez, redução do grau de risco das exposições e “observância de limites operacionais mais restritivos”, por exemplo, em um esforço para “assegurar a solidez, a estabilidade e o regular funcionamento” do Sistema Financeiro Nacional.
O que diz o Banco Central
Em nota enviada ao blog da Malu Gaspar, após a publicação da reportagem, o Banco Central afirmou que, sob o comando de Aquino, a área de Supervisão “foi responsável pela identificação de inconsistências nas referidas operações, tendo, de imediato, promovido rigorosas investigações, que levaram à demonstração da insubsistência dos ativos integrantes de tais carteiras” e alegou que o diretor “jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas”.
Segundo o BC, Aquino também colocou à disposição da PF e do Ministério Público Federal suas informações bancárias, fiscais e dos registros das conversas mantidas com Costa.
Controvérsia no TCU
O TCU esteve recentemente no centro da controvérsia envolvendo a liquidação do Master. A queda do banco de Vorcaro entrou na mira da Corte contábil no fim de dezembro, quando o relator, Jhonatan de Jesus, determinou que o BC explicasse, sob pena de sanções administrativas, os critérios técnicos e a cronologia das decisões que levaram à liquidação do banco.
Jhonatan chegou a falar na ocasião em “precipitação na adoção de uma medida extrema” por parte do Banco Central, o que levantou temores de interferência na autonomia da instituição.
Após a resposta do regulador, a ala técnica do TCU analisou o material e solicitou ao ministro a necessidade de uma inspeção no BC em função de informações sigilosas que só poderiam ser acessadas em um ambiente controlado. Jhonatan determinou a realização da diligência, mas voltou a criticar o Banco Central e alertou que poderia desfazer a liquidação do Master em um “momento oportuno”.
O ministro, porém, recebeu forte oposição de colegas do TCU e recuou diante da repercussão pública do caso. Jhonatan encaminhou a decisão sobre a inspeção pelo plenário. Na sequência, o presidente do Tribunal, Vital do Rêgo, declarou que a reversão da liquidação do Banco Master só poderia ser feita pelo Supremo Tribunal Federal (STF)
O prefeito de Itaíba, Pedro Pilota (Republicanos), realizou ontem (23) a primeira reunião oficial de 2026 com todo o secretariado municipal, no gabinete do Executivo. O encontro marcou o início do segundo ano de gestão, com foco no planejamento, no monitoramento das ações em andamento e na definição de prioridades administrativas. Durante a reunião, os secretários apresentaram o andamento dos projetos iniciados em 2025 e detalharam metas e propostas para o novo exercício, com o objetivo de alinhar estratégias e garantir eficiência na execução das políticas públicas.
Ao comentar o encontro, Pedro Pilota destacou a importância do momento para a condução da gestão municipal. “Essa primeira reunião de 2026 foi fundamental para alinharmos as ações da gestão, avaliarmos o que já está em andamento e, principalmente, planejarmos os próximos passos. Nosso compromisso é manter uma gestão organizada, com planejamento, responsabilidade fiscal e foco em resultados concretos para a população de Itaíba.” Na área da saúde, a gestão anunciou a implantação de duas novas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF), enquanto a educação contará com projetos para construção de novas escolas e creches, além da continuidade de ações que vêm elevando os índices educacionais do município.
Também foram debatidas iniciativas nas áreas de assistência social, agricultura e infraestrutura, com destaque para o fortalecimento da rede de proteção social, incentivo à produção rural e novos projetos de pavimentação que somam investimentos superiores a R$ 2 milhões. Cultura, turismo e desenvolvimento econômico integraram a pauta, com ações voltadas ao fortalecimento do calendário de eventos e à geração de emprego e renda. No eixo de planejamento e finanças, o prefeito ressaltou o calendário anual de pagamentos e a chegada de novos convênios, reforçando o compromisso da administração com organização, transparência e desenvolvimento sustentável em 2026.
Neste sábado (24), o deputado federal Felipe Carreras visitou o município de Tuparetama, no sertão do Pajeú, ao lado do prefeito Diógenes Patriota, da vice-prefeita Luciana Paulino, de ex-prefeitos, vereadores e lideranças locais. A agenda incluiu a vistoria de obras de pavimentação em andamento, realizadas com recursos destinados pelo mandato do parlamentar e voltadas à melhoria da mobilidade, da segurança e da qualidade de vida da população.
Outro destaque foi a visita à obra do Parque da Criança, considerada um projeto emblemático para o município. A iniciativa começou ainda no período de campanha, quando Diógenes Patriota solicitou apoio a Felipe Carreras, que assumiu o compromisso de garantir os recursos. Após a destinação do investimento, o deputado acompanhou etapas como a escolha do terreno e a assinatura da ordem de serviço, ocorrida durante as comemorações do Dia das Crianças, no ano passado, e agora retornou para acompanhar o andamento da construção.
A agenda também contou com a entrega de um trator à Associação dos Moradores da Vila do Cajueiro. O equipamento deve fortalecer as atividades da associação e beneficiar diretamente produtores e trabalhadores da zona rural, ampliando a capacidade produtiva e contribuindo para o desenvolvimento local.
O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) foi alvo de uma tentativa de fraude que visou expedir mandados de prisão contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), segundo fontes ouvidas pela CNN.
A instituição identificou uma alteração irregular em dados do BNMP (Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões), no qual envolveu troca e substituição de dados de um mandado judicial por informações vinculadas às autoridades do país. Ou seja, chegaram a trocar os CPFs de Lula e Moraes, mas não conseguiram emitir os mandados falsos de prisão.
O CNJ confirmou uma alteração no sistema em nota enviada à imprensa, mas não revelou a identidade dos alvos. “A apuração da Divisão de Segurança da Informação do Conselho indicou que as ações foram realizadas por meio de credenciais de acesso comprometidas, pertencentes a usuários de tribunais, em decorrência de roubo de credenciais, utilizadas de forma indevida no sistema”, diz o CNJ em nota.
A instituição também afirma que não houve invasão, violação ou comprometimento dos sistemas do CNJ. “A alteração não resultou na expedição de mandados contra as autoridades mencionadas. O incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos”, finaliza.
O CNJ foi alvo de invasão ao sistema anteriormente, quando o hacker Walter Delgatti inseriu documentos e alvarás de soltura falsos, e, a mando da ex-deputada Carla Zambelli, emitido um mandado de prisão falso contra Alexandre de Moraes.
Depois, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou Zambelli, por unanimidade, a dez anos de prisão por invasão dos sistemas do CNJ e inserção de documentos falsos. O hacker também foi condenado e cumpre pena por invadir o sistema eletrônico do CNJ.
A CNN tentou contato com o gabinete de Moraes e com o Palácio do Planalto para um posicionamento, mas não teve retorno até o momento desta publicação.
Veja a nota completa:
“O Conselho Nacional de Justiça identificou alteração indevida em dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP). A alteração consistiu na substituição indevida de dados vinculados a um mandado judicial por dados associados a autoridades brasileiras.
A apuração da Divisão de Segurança da Informação do Conselho indicou que as ações foram realizadas por meio de credenciais de acesso comprometidas, pertencentes a usuários de tribunais, em decorrência de roubo de credenciais, utilizadas de forma indevida no sistema. Não houve invasão, violação ou comprometimento dos sistemas do CNJ. A alteração não resultou na expedição de mandados contra as autoridades mencionadas. O incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos.”