O ex-presidente Jair Bolsonaro acaba de chegar na Avenida Paulista para participar do ato chamado por ele. Antes de subir no trio onde irá discursar, o líder bolsonarista foi abraçar os seus apoiadores que aguardam ansiosos pelo início do evento.
O ex-presidente Jair Bolsonaro acaba de chegar na Avenida Paulista para participar do ato chamado por ele. Antes de subir no trio onde irá discursar, o líder bolsonarista foi abraçar os seus apoiadores que aguardam ansiosos pelo início do evento.
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) reagiu à declaração do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sobre o partido ser o responsável por definir os candidatos aos governos estaduais. Neste sábado, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que seu pai confecciona “uma lista de pré-candidatos ao Senado, aos governos e a outras participações políticas igualmente relevantes”, o que foi prontamente rebatido por Valdemar. Para Carlos, a postura do líder partidário demonstra o interesse em deixar Bolsonaro “isolado” no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
Carlos visitou o pai na prisão no sábado, ao lado de outros parlamentares, no mesmo dia em que divulgou que seu pai está elaborando uma lista. Horas depois, em entrevista ao portal Poder360, Valdemar disse que a atribuição de Bolsonaro é indicar apenas os nomes ao Senado, enquanto o partido define os arranjos estaduais. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais— Debatemos tudo, mas o Senado é o Bolsonaro que indica. Sempre foi. Nós indicamos os governadores. Todos nós damos palpites em tudo. É normal. Sempre ouvimos nossos parceiros — disse Valdemar.
O ex-presidente cumpre a pena na Papudinha desde o dia 15 de janeiro, após ser transferido à unidade pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe. Desde que Bolsonaro foi transferido para Papudinha, a unidade prisional se consolidou como ponto de validação política do bolsonarismo, onde cenários estaduais são apresentados, alianças são debatidas e decisões estratégicas recebem a chancela do ex-presidente.Neste domingo, Carlos repercutiu a declaração de Valdemar. De acordo com ele, “ninguém disse” que a família Bolsonaro não conversa com ninguém e que não poderia indicar governadores. O ex-vereador sustentou já haver o entendimento de que seu pai iria elaborar uma relação com os nomes que apoia, além de frisar que o PL poderia apoiá-lo nisso e “em outras situações”.
“Me parece que as coisas estão meio desencontradas sem querer querendo! As peças todas parecem se encaixar! Deixar o preso político isolado e fazendo isso que estamos vendo e de forma acentuada está cada dia mais… Estranho”, escreveu Carlos.
A fala não foi minha, foi do Presidente Jair Bolsonaro e ninguém disse que não conversamos com ninguém e que ninguém poderia indicar governadores. O que me foi orientado é que ele faria uma lista de candidatos que ele apoiaria. Creio que o PL poderia dar uma força inclusive em… pic.twitter.com/v9Qt3aujpD
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) February 22, 2026
O ex-presidente cumpre a pena na Papudinha desde o dia 15 de janeiro, após ser transferido à unidade pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe.
Desde que Bolsonaro foi transferido para Papudinha, a unidade prisional se consolidou como ponto de validação política do bolsonarismo, onde cenários estaduais são apresentados, alianças são debatidas e decisões estratégicas recebem a chancela do ex-presidente.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Prossegue a nossa história política com ares de novela mexicana. No último capítulo, o patriarca da família, que está preso e tenta preservar seu legado elegendo os membros da sua família, recebe na prisão alguns aliados. E indica apoio ao Senado em Santa Catarina à deputada Caroline de Toni (PL), para compor a chapa ao lado de seu filho 02, Carlos Bolsonaro (PL), que trocou o Rio de Janeiro, onde era vereador, pela cidade de São José, próxima de Florianópolis, para a aventura catarinense. Então, o senador Esperidião Amin (PP), no papel de idoso abandonado, resolve, pela primeira vez, se manifestar: vai às redes sociais e declara somente o seguinte: “Quero reiterar, sou candidato ao Senado por Santa Catarina”.
Direita totalmente desarrumada
Se Amin afirma que será candidato, significa, então, que isso não se dará pela mesma chapa de direita que se forma para a reeleição do governador Jorginho Mello (PL). Significa que a direita, no estado mais bolsonarista do país, está totalmente desarrumada pela migração de Carlos para o seu jogo eleitoral. Depois da unção de Jair Bolsonaro a Carol de Toni, pronunciou-se Jorginho Mello, incluindo a deputada na sua chapa.
Amin: “Sou candidato ao Senado”
Jorginho Mello disse, então, que a chapa terá como vice o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), Carol de Toni e Carlos Bolsonaro. O problema é que não há muito tempo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tinha resolvido intervir em Santa Catarina, determinando que Mello mantivesse o compromisso que tinha assumido antes com o PP para dar uma das vagas ao Senado para Amin. Valdemar teme que, a partir de Santa Catarina, se forme uma onda que tire o PP da aliança em torno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a Presidência.
Carol fez movimento anterior
Quando Valdemar interveio no jogo, foi Caroline de Toni quem ameaçou sair do PL para disputar o Senado por outro partido. É ela quem lidera as pesquisas de intenção de voto. O fato é que ou ela ou Amin terão de sobrar na chapa, porque ninguém parece ter coragem de mexer em Carlos Bolsonaro, ainda que sua migração tenha provocado reações de grupos catarinenses.
Com o PSD
A partir da disposição de Amin de não abrir mão do Senado, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que pretende sair para o governo, convidou-o para compor sua chapa. Amin não se pronunciou. Anda cogitando ir, inclusive, à Papudinha para esclarecer a situação diretamente com Jair Bolsonaro.
Com o MDB
João Rodrigues conversa também com o MDB, que também foi escanteado da chapa de Jorginho Mello, que, antes de fechar com Adriano Silva, prometera para o partido a vaga de vice. O MDB está fazendo uma consulta aos filiados sobre se querem chapa própria, Rodrigues ou seguir com Mello mesmo sem vaga.
Sem Flávio
Qual é o grande risco de toda essa negociação? Que esse racha no estado mais à direita do país enfraqueça a candidatura de Flávio e fortaleça a outra opção conservadora: a que será lançada pelo PSD. Se formaria ali uma forte aliança na direção de um dos três governadores pré-candidatos do partido de Gilberto Kassab.
À esquerda
A brigalhada vai produzindo outros contornos. O presidente do Sebrae, Décio Lima, é candidato ao Senado pelo PT. E, então, em um estado conservador, busca tirar proveito da divisão convidando alguém mais à direita para compor a sua chapa: no caso, o nome cogitado é o ex-deputado estadual Gelson Merísio (Solidariedade).
Lula
Segundo andou dizendo Décio Lima, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria diretamente envolvido na composição de uma chapa com Gelson Merísio como candidato a governador. Além de Décio, a chapa imaginada teria a ex-deputada federal Ângela Albino (PCdoB) na outra vaga para o Senado.
Desarrumações
Tais desarrumações tornam os próximos capítulos emocionantes. Vale também ficar de olho no núcleo do DF. Sem lugar na chapa da vice-governadora Celina Leão (PP), o governador Ibaneis Rocha (MDB) volta a imaginar a candidatura ao governo do deputado Rafael Prudente (MDB).
Os deputados Eduardo da Fonte e Lula da Fonte apresentaram um projeto de lei que cria, no Sistema Único de Saúde (SUS), a função de Profissional de Enfermagem Navegador. A proposta tem como objetivo orientar o percurso do paciente dentro da rede pública, especialmente em casos de média e alta complexidade, como cirurgias e tratamentos oncológicos. A iniciativa surgiu a partir de sugestão do Conselho de Saúde da Federação União Progressista e integra um conjunto de medidas voltadas à modernização do sistema, incluindo a proposta de unificação do prontuário eletrônico do SUS.
De acordo com o projeto, o profissional acompanhará o paciente desde a suspeita de diagnóstico até o tratamento, auxiliando no agendamento de consultas e exames, monitorando prazos e facilitando a comunicação entre unidades de saúde. A atuação poderá ocorrer de forma presencial ou por telessaúde, com monitoramento de indicadores como tempo de diagnóstico e início do tratamento. “Muitas vezes a pessoa recebe uma suspeita de diagnóstico e não sabe qual é o próximo passo. Fica rodando entre postos, hospitais, exames e autorizações, sem informação clara e sem acompanhamento”, afirmou Eduardo da Fonte.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a tentativa de usar o comércio como arma afirmando que a forma de combater a medida é alcançando entendimentos por meio do diálogo e da negociação.
“A melhor resposta à tentativa de usar o comércio como arma é mostrar que é possível alcançar entendimentos mutuamente benéficos por meio do diálogo e da negociação. A relação entre o Brasil e a República da Coreia, dois países ligados por fortes laços humanos e vínculos empresariais, é a prova de que a confiança e a cooperação valem a pena”, declarou o presidente.
Lula discursou durante o encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, em Seul, nesta segunda-feira (23). As informações são da CNN.
Leia maisA declaração ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma nova tarifa global de 10% na sexta-feira (20) por meio da seção 122 do Ato do Comércio de 1974 depois da Suprema Corte barrar o uso da IEEPA (Lei de Poderes Econômicos e Emergência Internacional, na sigla em inglês).
No sábado (21), ele decidiu aumentar para 15%.
Antes de viajar para a Coreia do Sul, Lula mandou um recado ao líder americano: “Quero dizer ao presidente Trump que nós não queremos uma nova Guerra Fria. Não queremos ter preferência por nenhum país, queremos ter relações iguais com todos os países. Nós queremos tratar todos em igualdade de condições e receber deles também um tratamento igualitário com os outros países”, disse ele.
O presidente brasileiro também defendeu um acordo entre o Mercosul e Coreia do Sul, destacando o acordo entre Mercosul e União Europeia.
“O Mercosul está progredindo em tratativas comerciais com diversos países. Depois de duas décadas, assinamos acordo com a União Europeia, que criou uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. Precisamos, agora, retomar as negociações de um Acordo MERCOSUL-República da Coreia”, afirmou Lula.
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O radialista Cícero dos Santos Nascimento, conhecido como “Irmão Cícero”, morreu após grave acidente registrado nas primeiras horas do domingo (22), na rodovia PB-228, nas proximidades de Taperoá, no Cariri paraibano. De acordo com as informações, ele perdeu o controle do veículo e capotou após colisão com um caminhão do tipo truck. O comunicador foi socorrido em estado grave para o Hospital Municipal de Taperoá e, em seguida, transferido para o Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, onde não resistiu aos ferimentos.
Natural do distrito do Cajá, em Caldas Brandão, Irmão Cícero atuou no rádio em sua cidade e em outros municípios da região, destacando-se na cobertura de fatos locais e regionais. Além da atuação como radialista, exercia liderança religiosa como presbítero da Assembleia de Deus e era responsável pelo Portal Terra da Tapioca. Outras vítimas envolvidas no acidente permanecem internadas no Hospital Municipal de Taperoá. Com informações do Blog do Marcello Patriota.
Após ser o “vilão” da inflação no ano passado, o preço da energia elétrica deve voltar a pesar no bolso do brasileiro em 2026 e fechar o ano com uma alta acima da inflação. Consultorias e bancos preveem aumento de 5,1% a 7,95% neste ano diante de um cenário de reservatórios de hidrelétricas baixos, uso de térmicas e elevação de subsídios na conta de luz. Para 2026, estão previstos R$ 47,8 bilhões em subsídios ao setor elétrico pagos pelos consumidores, 17,7% mais que em 2025.
Na projeção da consultoria PSR, a tarifa de energia residencial deve subir quatro pontos percentuais acima da inflação, ou seja, na casa de 7,95% — analistas de mercado trabalham com IPCA, índice oficial de preços, de 3,95%, segundo dados do último boletim Focus. Algumas regiões do país podem ter reduções pontuais, enquanto outras podem registrar aumentos mais expressivos. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais— Os fatores que atuam para elevar a conta de luz são o custo de acionamento das térmicas, o risco hidrológico pago em contratos com hidrelétricas e o acionamento de bandeiras tarifárias. Todos tendem a se agravar em cenário hidrológico desfavorável e forte demanda, por exemplo, devido ao aumento da temperatura — diz o diretor-presidente da PSR, Luiz Augusto Barroso.

O cálculo da PSR considera os reajustes anuais dos preços cobrados pelas distribuidoras, impostos e encargos, além das bandeiras tarifárias. Estas estabelecem uma taxa extra a ser cobrada quando o sistema elétrico utiliza fontes de geração mais caras, como as usinas termelétricas. Isso costuma acontecer quando o nível de chuvas está baixo.
Há três cores de bandeira: verde, amarela e vermelha, com variações de custo para o consumidor. Entre junho e novembro do ano passado, ela ficou entre vermelha patamar 1 e vermelha patamar 2, que representa o maior acréscimo à conta de luz. Hoje, está em vigor a bandeira verde, sem cobranças adicionais. A possibilidade do fenômeno El Niño, que aquece as águas do Pacífico, causando seca no Norte e Nordeste do Brasil, pode mudar esse cenário.
Efeito do El Niño
O economista-chefe do Banco BMG, Flávio Serrano, trabalha com projeção de 5,1% na conta de luz deste ano, ou seja, 1,15 ponto percentual acima da inflação prevista para 2026. Ele alerta, porém, que o clima será determinante para o preço da energia. No pior panorama, diz ele, a energia poderia registrar alta mais intensa:
— Estamos com os reservatórios abaixo da média histórica e existe a expectativa de passarmos do fenômeno La Niña para El Niño ao longo do ano, fato que aumenta a variabilidade dos cenários possíveis para as chuvas em 2026. A nossa projeção leva em consideração a hipótese de bandeira amarela em dezembro, mas se fecharmos em bandeira vermelha 2, a energia fecharia o ano com alta de cerca de 12%.
Na última reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), na quarta-feira, o colegiado destacou que as chuvas registradas neste início de ano vieram acima da média, o que contribuiu para um aumento nos níveis dos reservatórios das regiões Norte, Sudeste e Centro-Oeste.
Na última sexta, os níveis de armazenamento alcançaram 54,8% no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, 45% no Sul, 64,8% no Nordeste e 63,8% no Norte, resultando em um nível de volume considerado satisfatório no Sistema Interligado Nacional (SIN).
“O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) ressaltou que irá manter o acompanhamento da evolução do período chuvoso e das condições hidrológicas e de armazenamento, especialmente na bacia do Rio Paraná e na Região Sul, com enfoque na estratégia de redução da inflexibilidade hidráulica no SIN, que visa recuperar os armazenamentos dos reservatórios de hidrelétricas”, disse o Ministério de Minas e Energia.
Ainda assim, os especialistas avaliam que essa situação pode mudar em alguns meses, quando começa o período seco, levando o ONS a ter de acionar mais térmicas.
Outro ponto que pesa na conta de luz é a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um superfundo que cobre os subsídios do setor elétrico. Esses valores são pagos principalmente pelos consumidores por meio das tarifas de energia. Para 2026, estão previstos R$ 47,8 bilhões em subsídios. Esse fundo financia, por exemplo, descontos concedidos a pessoas de baixa renda, famílias em área rural e irrigantes — unidades de consumo que utilizam energia elétrica exclusivamente para irrigação ou aquicultura.
Levantamento da Associação dos Comercializadores de Energia (Abraceel) mostra que a alta do preço da tarifa de energia acima da inflação é um fenômeno que vem sendo observado na última década. Nos últimos 15 anos, o preço da conta de luz aumentou em 177%, para uma inflação que avançou 122% no período.
No ano passado, energia elétrica residencial subiu 12,31%, segundo o IBGE. Foi o subitem de maior impacto individual no IPCA, que fechou 2025 em 4,26%. O aumento só não foi maior porque o governo aplicou R$ 2,2 bilhões em descontos na tarifa a partir de um bônus da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Considerando apenas o megawatt-hora, o custo de energia atingiu R$ 786,76, o maior desde 2011, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica.
— O aumento dos preços de energia impacta negativamente os custos de produção e aumenta o custo de vida das famílias — ressalta Serrano.
Oferta maior que demanda
Uma das formas que o governo tem para minimizar esse impacto é usar a receita obtida com a renovação de contratos de concessões do setor para conceder abatimentos aos consumidores.
— Os fatores que podem reduzir a tarifa são de duas naturezas. Uma delas é de mercado, mais chuvas, menor demanda e maior produção (de fonte) renovável. O governo também possui uma ferramenta importante que pode ajudar a atenuar esses aumentos, que é a arrecadação oriunda da renovação antecipada das concessões de geração que expiram nos próximos anos. Esta receita, caso obtida, reduziria a CDE e, portanto, as tarifas — afirma Barroso, da PSR.
O aumento da conta de luz ocorre, ironicamente, num momento em que o Brasil tem excesso de energia, com capacidade de geração do sistema elétrico maior do que a demanda. Esse descasamento leva a cortes na produção de fontes renováveis, como solar e eólica, pelo ONS. A medida evita sobrecargas que possam gerar apagões.
Para manter o equilíbrio do sistema, o ONS interrompe preferencialmente parques eólicos e solares, causando perdas financeiras para as empresas, mesmo em meio à alta da energia. No ano passado, o sistema elétrico brasileiro descartou cerca de 20% de toda a energia solar e eólica que poderia ter sido gerada, segundo cálculos da consultoria Volt Robotics. Esses cortes de geração levaram a um prejuízo de R$ 6,5 bilhões aos empreendimentos.
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Com o fim do Carnaval, o Congresso Nacional começa a analisar uma lista de pendências a serem resolvidas. Entre as pautas estão temas relacionados à segurança pública, jornada de trabalho e a denúncia de fraude do Banco Master.
O maior desafio deve ser o Projeto de Lei (PL) Antifacção, que sofre resistência na base governista. O texto foi aprovado pela Casa Baixa em 19 de novembro de 2025, depois de seis versões apresentadas pelo relator, deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP). As informações são do Metrópoles.
Leia maisNo Senado, foi aprovado por unanimidade, mas com algumas alterações feitas pelo relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Por isso, o projeto precisou voltar para a análise dos deputados.
Derrite continuará sendo o relator da proposta que cria o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado. A decisão foi tomada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Conforme apurou o Metrópoles, o governo não deve pedir a retirada da urgência constitucional do projeto.
O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), defende que bancada tem posição favorável à votação da matéria, independentemente de trancar a pauta ou não. “Nós queremos (fazer a votação) pelo mérito de fazer esse debate, fazer a discussão e deliberar no plenário sobre essa matéria”, declarou.
De acordo com os cálculos feitos pela reportagem, o projeto só tranca a pauta se não for votado até meados de março. Caso isso ocorra, outros Projetos de Lei ficam impedidos de serem apreciados, ou seja, apenas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e Medidas Provisórias (MPs) poderiam ser analisadas.
O regime de urgência constitucional estabelece que uma proposta deve ser analisada em até 45 dias em cada Casa do Congresso. Se houver modificações no texto pela Casa revisora, como ocorreu com o chamado PL Antifacção, abre-se um prazo adicional de dez dias para nova apreciação. Caso o pedido de urgência não seja retirado e o período se esgote, a matéria passa a sobrestar a pauta, impedindo a deliberação de outros projetos até que seja votada.
Vorcaro no Congresso
Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro pode comparecer ao Congresso Nacional para prestar depoimento nesta semana.
Inicialmente, Vorcaro seria ouvido na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na segunda (23/2), e na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), na terça-feira (24).
No entanto, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), dispensou a presença obrigatória de Vorcaro nos dois colegiados. Segundo a decisão, o dono do Master poderá decidir se comparece ou não às oitivas. Mendonça entendeu que o banqueiro figura como investigado nos colegiados e que a presença, nesses casos, é facultativa.
Com isso, na sexta-feira (20/2), o empresário decidiu que não vai comparecer à oitiva na CPMI do INSS. O motivo seria um maior desgaste à imagem dele.
Até o momento, Vorcaro não confirmou se vai ou não prestar depoimento na CAE, presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL).
PEC da Segurança
A PEC da Segurança é outro ponto de imbróglio dentro da Câmara. O relator da matéria, deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), afirmou que o substitutivo será apresentado às bancadas nas próximas semanas, antes de avançar para a fase final de deliberação.
“Depois dessa apresentação junto às bancadas, que ocorrerá justamente na primeira semana de fevereiro e segunda semana de fevereiro, logo após o carnaval, ou seja, na semana do dia 23, 24 de fevereiro, nós temos a previsão de que o tema será apreciado na comissão especial e, na sequência, no plenário da Câmara dos Deputados”, afirmou o deputado a jornalistas em 28 de janeiro.
O novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, sucessor de Ricardo Lewandowski, tem dois eixos centrais para a proposta avançar no Congresso: o fortalecimento do uso de inteligência e da integração entre os entes federativos e a ampliação dos recursos destinados à área.
Pendências do Congresso após o Carnaval:
Escala 6X1
Em um aceno ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Hugo Motta abriu um caminho, em 9 de fevereiro, para a análise de uma PEC que acaba com a jornada de seis dias trabalhados para um de descanso, a chamada escala 6X1. Esta é uma das principais bandeiras do petista para tentar um quarto mandato no Palácio do Planalto.
Após meses com a proposta parada, Motta decidiu dar andamento à PEC, apresentada pela deputada Érika Hilton (PSol-SP), encaminhando o texto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa inicial para que a matéria comece a tramitar na Câmara.
De acordo com o parlamentar paraibano, a PEC passará a ser analisada em conjunto com uma proposta mais antiga, protocolada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
O presidente da Câmara declarou que decidiu incluir na pauta o debate sobre o fim da escala 6×1 por considerar o tema uma reivindicação histórica dos trabalhadores. Com o encaminhamento das propostas à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, as PECs ainda terão de percorrer uma tramitação extensa até eventual promulgação.
A etapa inicial prevê a análise pela CCJ, responsável por examinar apenas a admissibilidade das matérias, sem entrar no mérito. Caso recebam aval do colegiado, os textos seguem para uma comissão especial, instância que pode promover alterações no conteúdo apresentado.
Superada essa fase, as propostas ainda precisam passar pelo crivo do plenário da Câmara, onde dependem do apoio mínimo de 308 deputados, em dois turnos de votação, para serem aprovadas.
Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Milena Teixeira, o Planalto defende que Hilton assuma a relatoria da matéria. A estratégia permitiria ao Executivo manter maior controle sobre o texto, preservando, ao mesmo tempo, a parlamentar como relatora.
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Dedico este artigo ao lindo filósofo Olavo de Carvalho, odiado pela intelijumência de esquerda devido ao simples fato de ser um gênio da fauna brasileira
Por José Adalberto Ribeiro*
MONTANHAS DA JAQUEIRA — A longa manus de Trump nas eleições deste ano assusta a caterva vermelha no Brazil: a presença dos Estados Unidos nas eleições deste ano. Há poucos meses, o comissário Dirceu alertou que a disputa será muito difícil e a ingerência dos EUA no Continente é um dado de realidade. Sempre foi, com base na geopolítica de influência no hemisfério ocidental, ao menos desde o final da guerra de 1945-1946.
A ‘Longa manus’ de Trump opera através da CIA e da Secretaria de Estado de Marco Rubio.
Nos tempos belicosos de 1964, foi montada a operação Tio Sam, formada pelo porta-aviões Forrestal, navios de guerra e destróieres posicionados no litoral como força dissuasória para ser acionada no caso de as esquerdas tentarem a implantação de um regime à moda do paraíso comunista de Cuba. O contragolpe foi implantado sem resistência e os navios de guerra do Tio Sam navegaram em oceanos pacíficos.
Leia maisNas eleições de 2022, sob o governo globalista de Joe Biden, aconteceu uma grande avalanche de dólares em favor das esquerdas no Hemisfério, através da CIA e da USAID. A USAID foi desmontada por Elon Musk. A CIA, matriz de conspirações, continua a cada dia mais rica e mais atuante. A política do Big Stick do cowboy Donald Trump é acionada no lombo dos globalistas e da cultura woke de esquerda. O Big Stick adota a seguinte filosofia: “Fale macio e carregue um grande porrete”.
As lábias dos lábios de Lula pedem ao cowboy Trump para manter neutralidade nas eleições do Brazil e até evocam o espírito do cangaceiro Lampião. Feito o careca do INSS e os bandoleiros do banco Master, os cangaceiros de Lampião saqueavam proprietários e extorquiam fazendeiros, mas pediam a bênção do Padim Ciço e renegavam os hereges comunistas. A geopolítica do multilateralismo é exercitada para minar a hegemonia dos Estados Unidos no hemisfério ocidental e apoiar ditaduras de esquerda.
O regime comunista de Cuba sobrevive como a ditadura mais longeva do Continente, desde 1959. Faliu. Está em vigência agora um regime análogo à escravidão, com requintes de repressão tanto ou quanto cruel. A redenção só poderá ser alcançada com o extermínio do regime comunista. A maldição deitou raízes ao longo de 60 anos de ditadura. O fantasma barbudo de Fidel Castro ainda assusta, feito uma perna cabeluda assusta a população. A perna cabeluda de Pernambuco é comunista.
Cuba hoje é uma sucursal do inferno. Mesmo assim, a caterva não dá o braço esquerdo a torcer. Este é o legado das esquerdas na América Latina. Funciona o lema: eles não esquecem nunca e não aprendem jamais. Outro exemplo nefasto é a Nicarágua, onde impera a repressão do ex-guerrilheiro sandinista, terrorista Daniel Ortega.
Em meio a tantos escândalos de corrupção que respingam no governo, convém à mundiça da caterva vermelha colocar as barbas de molho. Hasta la vista, cabroeira!
*Periodista, escritor e quase poeta
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Túlio deve coordenar campanha de Raquel e Gustavo a de João
O carnaval passou, março está batendo à porta e logo chega 4 de abril, prazo de desincompatibilização para quem, como João Campos (PSB), exerce cargo no executivo e é obrigado a renunciar para disputar a eleição ao Governo do Estado. Abril também é o mês da chamada janela partidária, prazo permitido a troca de partido para quem exerce mandato parlamentar, seja federal ou estadual.
É em março, entretanto, que os pré-candidatos a governador começam a montar o esqueleto das campanhas, no caso os coordenadores-gerais e por regiões. O secretário de Governo, Túlio Vilaça, provavelmente assumirá a coordenação geral da campanha da governadora Raquel Lyra (PSD). Outro nome lembrado é o do secretário de Infraestrutura, André Teixeira, se não vier a disputar uma vaga na Câmara Federal.
Leia maisPara a Região Metropolitana, o nome mais cotado é o do prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, que trocou o Republicanos, do ministro Sílvio Costa Filho, por onde foi eleito, com apoio de João Campos, pelo PSD. Na Mata, o atual presidente da Amupe, Marcelo Gouveia (Podemos) só não assumirá a coordenação porque está dedicado à sua campanha de deputado federal.
Mas certamente terá influência na escolha do nome, enquanto no Agreste o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro (PSD), aparentemente é o mais cotado para assumir a coordenação da região. Para o Sertão do São Francisco, Raquel pensa em convidar o ex-prefeito Guilherme Coelho, que, não se sabem as razões, anda muito afastado do Governo e não deve aceitar.
Quanto ao primeiro time da campanha de João, os nomes mais cotados para a coordenação-geral são o secretário de Governo, Gustavo Monteiro, e o ex-deputado Nilton Mota, que transita bem não apenas na Região Metropolitana, mas também no Interior, especialmente no Agreste Setentrional.
Por falar em Agreste, dois nomes devem ter papel importante: Wolney Queiroz (PDT) em Caruaru e cidades próximas, e o prefeito Sivaldo Albino (PSB), em Garanhuns e Agreste Meridional. No São Francisco, a coordenação será entregue ao grupo do ex-prefeito Miguel Coelho, nome cotado para disputar o Senado na chapa de João.
Já no Pajeú, região que tem uma tradição socialista histórica, desde a época de Arraes, o núcleo central da campanha tende a ser coordenado pelo ex-prefeito de Itapetim, Adelmo Moura.
MORAES JOGA PESADO – Aparentemente, sem consultar seus pares, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, quer descobrir se funcionários da Receita Federal obtiveram os dados de sua mulher, a advogada que fez um contrato milionário com o Banco Master, e do ministro Toffoli. Alguns de seus colegas, porém, temem que Moraes tenha informações excessivas sobre eles e suas famílias. Também mandou quebrar o sigilo bancário de cerca de cem pessoas ligadas por parentesco até o terceiro grau aos mesmos ministros.

Recordar é viver – O ministro Dias Toffoli, uma cria de Lula e do PT no STF, já traiu o presidente Lula quando este esteve na prisão, proibindo-o de ir ao enterro do irmão. Quando presidente do STF, convocou um general do Exército para assessorá-lo e passou a chamar o golpe de 64 de “movimento”. No caso Master, colocou o governo em situação delicada quando revelou-se a intimidade que tinha com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O bicho vai pegar – Já o ministro André Mendonça, novo relator do caso Master, convocou delegados da Polícia Federal para uma nova reunião, hoje, em Brasília, sobre a investigação das suspeitas de irregularidades do Banco Master e do seu dono, Daniel Vorcaro. Devem participar investigadores da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (DICOR), responsável pelo caso. O objetivo é discutir as informações já apresentadas pela PF sobre o andamento da investigação e conversar sobre os próximos passos do caso.
PE no ajuste das contas com a União – O governo Lula está finalizando um dos maiores programas de ajuste de contas dos estados que vai permitir já este ano um volume de investimentos de R$ 1,6 bilhão pelos que aderiram ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que estabelece uma nova política de renegociação das dívidas estaduais com a União. Segundo o colunista Fernando Castilho, do JC, Pernambuco entrou no Propag esperando que a sua contribuição anual de R$ 180 milhões para o FEF volte no valor de R$ 500 milhões, o que vai ajudar nos investimentos do governo no último ano do atual mandato da governadora Raquel Lyra (PSD).

Quem decide é o partido – Na condição de presidente estadual do PP, o deputado Eduardo da Fonte, que desponta bem posicionado para o Senado em todas as pesquisas, começa, hoje, a ouvir a opinião dos filiados à legenda, num encontro com a participação da bancada estadual, os deputados federais Lula da Fonte e Clarissa Tércio, prefeitos e lideranças sem mandato. Dudu da Fonte, como é mais conhecido, hoje integra a base de Raquel, mas seu nome não está descartado para o Senado na chapa de João. Quem vai dar a palavra final será a voz soberana do partido.
CURTAS
APOIOS 1 – Lula tem, até agora, o apoio de 12 governadores, que estão à frente de Estados com um total de 53 milhões de eleitores. Flávio Bolsonaro conta, por enquanto, com o respaldo de 5 governadores que comandam 57,3 milhões de eleitores. Todos os cinco têm taxas de aprovação acima de 50% para suas administrações. No caso de Lula, 9 dos 12 governadores pontuam mais de 50% na aprovação de seus governos, segundo levantamento do site Poder360.
APOIOS 2 – No 2º turno, ainda segundo o site, a tendência é que Flávio consolide mais apoios nos Estados, chegando a 13 governadores. Lula, candidato único da esquerda, manteria os mesmos 12. Dois governadores não deram indicações de apoios no 2º turno: Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, e Gladson Cameli (PP), do Acre. O primeiro ainda pleiteia a vaga de candidato a presidente. O segundo tem se dedicado a responder processos na Justiça e evita se posicionar nacionalmente.
ZEMA VICE – O PL quer definir nas próximas semanas se o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), será o vice-presidente do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). “Tudo pode acontecer”, afirmou Valdemar da Costa Neto, presidente do PL. “O processo está no início. Tivemos poucas conversas até agora”. Segundo ele, serão realizadas reuniões nas próximas semanas para discutir o assunto.
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Está virando rotina: toda vez que a governadora Raquel Lyra (PSD) veste o manto sagrado do Santa Cruz, o resultado é ruim para o tricolor. Hoje, mais uma vez, não foi diferente. A cobrinha apanhou de 2 a 0 no clássico contra o Náutico.
Já há, inclusive, uma brincadeira nos bastidores da política de que os tricolores mais apaixonados deveriam fazer um abaixo-assinado para a cena não se repetir. Acho que isso seria exagerado, mas como no futebol a paixão normalmente fala mais alto, não duvido de ver isso nas ruas.
Um salto em pesquisas diárias feitas para o mercado financeiro e que chegaram às mãos de lideranças do PT e de integrantes do governo assustaram os aliados de Lula: por dois dias, durante o Carnaval, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou a ficar à frente do presidente nas simulações de segundo turno. As informações são da colunista Mônica Bérgamo, da Folha de S.Paulo.
A rejeição de Lula, por sua vez, também subiu, e chegou a ficar cerca de mais de quatro pontos acima da aprovação. Passada a folia, a desaprovação cedeu, e caiu — o mesmo ocorrendo com o principal adversário hoje do petista na corrida pré-eleitoral.
Na avaliação de uma das lideranças que viu a pesquisa, e que tem diálogo permanente com Lula, a rejeição ao presidente não se estabeleceu em novos e mais altos patamares. O governo segue com o desafio, no entanto, de fazer com que a aprovação volte a superar a reprovação ao governo.
As pesquisas divulgadas em dezembro e janeiro mostraram que a rejeição superou a aprovação em todas as sondagens. No começo de dezembro, o Datafolha mostrou que a situação era de empate: 49% desaprovavam, e 48% aprovavam o trabalho pessoal de Lula. As sondagens divulgadas desde então, e até meados deste mês, mostraram a opinião negativa sempre superando a positiva.
Imagens que circulam nas redes sociais, neste domingo (22), mostram condições precárias na sala de emergência do Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães (Hospam), em Serra Talhada.
No vídeo compartilhado por usuários, é possível ver lixo espalhado pelo chão, restos de comida, presença de seringas e poltronas danificadas e em estado visivelmente deteriorado na área de atendimento. As informações são do Blog Juliana Lima.
Até o momento, a direção do hospital não se manifestou oficialmente sobre a situação.
