O ex-presidente Jair Bolsonaro acaba de chegar na Avenida Paulista para participar do ato chamado por ele. Antes de subir no trio onde irá discursar, o líder bolsonarista foi abraçar os seus apoiadores que aguardam ansiosos pelo início do evento.
O ex-presidente Jair Bolsonaro acaba de chegar na Avenida Paulista para participar do ato chamado por ele. Antes de subir no trio onde irá discursar, o líder bolsonarista foi abraçar os seus apoiadores que aguardam ansiosos pelo início do evento.
A gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) mantém vínculo com uma das empreiteiras envolvidas em contratos que entraram na mira da Operação Vassalos, deflagrada nesta quarta-feira (25) pela Polícia Federal (PF). A Construtora Bahiana de Saneamento Ltda. (CBS) receberá R$ 33,5 milhões da Secretaria de Educação de Pernambuco para construir seis creches do programa Juntos pela Educação. A ordem do serviço foi emitida dois dias antes de a ofensiva policial vir à tona.
A operação apura suspeitas de fraudes e desvios de emendas parlamentares envolvendo agentes públicos e empresas supostamente favorecidas pelo esquema, entre elas, a CBS. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Pernambuco, na Bahia, em São Paulo, em Goiás e no Distrito Federal. O ex-senador Fernando Bezerra Coelho, o deputado federal Fernando Filho (União Brasil) e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), são alvos das investigações.
Em 2025, a CBS já havia sido citada pela PF por aparecer entre as mais bem pagas em uma lista de empreiteiras contratadas com recursos do orçamento secreto na Bahia. Os recursos eram destinados a órgãos como o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS) e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
Em Pernambuco, a contratação recente da CBS foi voltada à elaboração de projetos e posterior construção de creches do Lote 6 do Bloco 4 do programa Juntos pela Educação. O vínculo de 16 meses foi formalizado em 13 de fevereiro deste ano, e a ordem de serviço, assinada na última segunda-feira (23). A construtora ficará responsável pela implantação de uma creche estadual no Recife, outra em Jaboatão dos Guararapes, duas em São Lourenço da Mata e mais duas em Abreu e Lima.
Anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e reveladas nesta quarta (25) pela Folha de S. Paulo indicam que a governadora Raquel Lyra (PSD) será o nome apoiado pelo bolsonarismo na corrida deste ano ao Palácio do Campo das Princesas. Nos escritos, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), escolhido para a disputa contra o presidente Lula (PT) em outubro, fez um panorama das lideranças que devem fornecer palanque para ele nos estados, elencando a governadora de Pernambuco.
Nas anotações, Flávio também deu a entender que haveria apoio de Raquel a Mendonça Filho para que o deputado federal troque o União Brasil pelo PL e concorra ao Senado em sua chapa, oficializando a adesão do bolsonarismo ao palanque da governadora. Já a segunda vaga seria do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), filho do ex-líder do Governo Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho. Hoje, ambos foram alvo de uma operação da Polícia Federal por suspeitas de envolvimento em desvio de emendas parlamentares, juntamente com o deputado federal Fernando Filho (União Brasil).
Flávio também teria escrito que “só Gilson não gosta” desse arranjo para o Senado. A referência foi ao ex-ministro Gilson Machado, que passou meses cotado como nome do PL para a Casa Alta, mas se desentendeu dentro do partido e migrou recentemente para o Podemos. Ele deve concorrer ao cargo de deputado federal. Ainda segundo o jornal, o presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, que emergiu como nome natural do partido para o Senado após a saída de Gilson, com quem disputava a indicação, aparece riscado nas anotações de Flávio. No lugar dele, foi escrito o nome de Mendonça Filho.
A empresa Liga Engenharia Ltda., apontada como pertencente a familiares do deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE) e de seu pai, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), teria movimentado milhões de reais entre setembro de 2018 e dezembro de 2019.
De acordo com informações contidas na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que autorizou o cumprimento de mandados contra os investigados na manhã desta quarta-feira (25/2), a empresa realizou, no período, 250 saques em espécie, que somaram R$ 3,7 milhões. As informações são do Metrópoles.
Leia maisDesde 2017, a empresa, que tem Fabrício Pontes Ribeiro Lima como sócio, acumulou mais de R$ 100 milhões em contratos de pavimentação em Petrolina, valor considerado incomum pelos investigadores.
A Polícia Federal destacou, em relatório, que a empresa não possuía histórico de atuação no município antes da gestão de Miguel Coelho, ex-prefeito da cidade, filho do ex-senador e irmão do deputado, que também foi alvo, nesta quarta-feira (25), da Operação Vassalos.
Além disso, segundo a investigação, a Liga não prestou serviços a outros municípios de Pernambuco.
Entenda
Conforme a apuração, verbas oriundas de emendas parlamentares e de Termos de Execução Descentralizada (TEDs) eram direcionadas tanto para a Prefeitura de Petrolina quanto para a 3ª Superintendência Regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), órgão responsável por firmar convênios e viabilizar a execução das obras.
A suspeita é de que esse fluxo de recursos fosse utilizado para garantir que a Liga Engenharia vencesse licitações previamente ajustadas.
As investigações também identificaram vínculos familiares entre sócios da empresa e pessoas próximas aos Coelho. Segundo a PF, um dos sócios da Liga é irmão da esposa de um primo de Miguel Coelho e de Fernando Coelho Filho.
Parte do dinheiro, ainda de acordo com a polícia, retornaria aos envolvidos na forma de propina e aquisição de bens ocultados em nome de terceiros.
Irregularidades
Auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) apontaram irregularidades graves em licitações vencidas pela Liga Engenharia.
Em um dos pregões, 18 empresas foram desclassificadas por motivos considerados banais, enquanto a Liga, que apresentou proposta mais cara, acabou vencedora.
O TCU classificou a conduta como “formalismo exacerbado” e destacou que a condução do certame feriu os princípios da economicidade e da busca da proposta mais vantajosa.
Uso de empresas para ocultar patrimônio
A PF também apura o uso de empresas e estruturas societárias para ocultar patrimônio, inclusive por meio da utilização de Sociedades em Conta de Participação (SCPs), modalidade que permite a existência de sócios ocultos.
Outro ponto sob investigação envolve o Posto Petrolina Ltda., que já pertenceu à esposa de Miguel Coelho e atualmente está em nome do sogro.
O estabelecimento recebeu repasses milionários da Liga Engenharia. Dados bancários indicam que, quando os pagamentos da prefeitura à empresa aumentaram, os repasses da Liga ao posto também cresceram de forma significativa. Para a PF, há indícios de lavagem de dinheiro.
A operação
Na ação desta quarta-feira (25), policiais cumpriram 42 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal.
A Operação Vassalos apura crimes como peculato, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e frustração do caráter competitivo de licitações. O material apreendido será analisado e poderá subsidiar novas fases da investigação.
O escritório do advogado André Callegari, que representa Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho, afirmou, em nota, que não teve acesso à decisão do ministro Flávio Dino. “Os mandados vieram desacompanhados dos motivos que ensejaram as medidas cautelares. A defesa já solicitou acesso aos autos, para que, assim, possa se manifestar no processo.”
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A CPI do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (25) um requerimento de quebra de sigilo da Maridt Participações, empresa da qual o ministro Dias Toffoli é sócio e que recebeu pagamentos de fundo ligado ao Banco Master pela venda do resort Tayayá, no Paraná.
O requerimento, de autoria do senador Alessandro Vieira, (MDB-SE), requer ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) “que se proceda à transferência dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações S.A”, além do envio do RIF (Relatório de Inteligência Financeira) da companhia à comissão. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisA quebra de sigilo abarca o período de janeiro de 2022 a 8 de fevereiro de 2026.
O senador afirma à coluna que “é um passo histórico para o fim da impunidade no Brasil. Essas relações de alta cúpula do judiciário com figuras envolvidas em crime nunca foi investigada. Não estamos fazendo condenação prévia, mas sim querendo esclarecer os fatos. Numa República de verdade, todos podem ser investigados, ninguém está acima da lei”.
Os sigilos do Master também foram quebrados.
A CPI aprovou ainda a convocação de José Carlos Dias Toffoli, que é padre, e do engenheiro José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do magistrado que são sócios da Maridt.
Decidiu ainda convidar os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes para explicarem as relações de ambos com o Banco Master. Os senadores aprovaram ainda convite para que Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, explique seu trabalho com o Master.
O escritório em que ela é sócia advoga para a instituição e firmou com ela um contrato de R$ 129 milhões.
Estão convocados ainda pra depor integrantes do governo de Jair Bolsonaro, como o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, e o ex-ministro da Cidadania João Roma. Da era Lula estão convidados o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o ex-ministro do Planejamento e da Fazenda de Lula e Dilma, Guido Mantega, que trabalhou para o Master.
Toffoli deixou a relatoria do processo contra o banco há duas semanas depois de intensa pressão. A PF (Polícia Federal) entregou ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório com o registro de conversas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que mostravam o envolvimento dele com o negócio do hotel.
No requerimento aprovado pela CPI, Alessandro Vieira requer a transferência de sigilo “bancário, de todas as contas de depósitos, contas de poupança, contas de investimento e outros bens, direitos e valores mantidos em instituições financeiras” pela Maridt.
Pede ainda a quebra do sigilo fiscal por meio de um dossiê integrado pelo “extrato da declaração de imposto de renda de pessoa física ou pessoa jurídica; cadastro de pessoa física; cadastro de pessoa jurídica; ação fiscal (informações sobre todos os processos instaurados contra a pessoa investigada)”, alem de diversas outras certidões.
Vieira quer que sejam fornecidas “todas as contas de depósitos, contas de poupança, contas de investimento e outros bens, direitos e valores mantidos em instituições financeiras, além de dossiê fiscal da Maridt com informações como imposto de renda (informações sobre todos os processos, rendimentos recebidos de pessoas físicas e jurídicas)”.
Também será pedido o registro e a duração das ligações telefônicas originadas e recebidas pela sociedade.
Na justificativa do pedido, Vieira afirma que a medida é de “extrema urgência e necessidade para o deslinde das investigações desta Comissão Parlamentar de Inquérito, que busca desmantelar a complexa rede de influência e lavagem de capitais que orbita em torno do Banco Master e de suas conexões com agentes públicos de cúpula”.
Diz que, “no centro dessa teia, surge a empresa Maridt Participações S.A., cujo quadro societário é composto pelos irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli: José Carlos Dias Toffoli, conhecido como “Padre Carlão”, e o engenheiro José Eugênio Dias Toffoli”.
“A análise minuciosa das atividades dessa empresa revela uma anomalia econômica e social inequívoca, sugerindo que a pessoa jurídica não passa de uma estrutura de fachada para ocultar o real beneficiário de vultosas transações financeiras”, segue o senador.
Toffoli sempre sustentou que o negócio foi legítimo e inclusive lucrativo para os compradores. Disse também que não tinha conhecimento do fato de que o fundo que adquiriu o resort pertencia, na verdade, a pessoas ligadas a Vorcaro.
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino negou o pedido da Polícia Federal (PF) para afastar o deputado federal Fernando Filho (União Brasil-PE), um dos alvos de operação deflagrada pela corporação nesta quarta-feira (25/2).
O magistrado também negou o impedimento de participar de processos licitatórios, a interceptação telefônica e a quebra do sigilo bancário impostos ao parlamentar. As informações são do Metrópoles.
Leia maisOperação Vassalos
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (25/2), a Operação Vassalos para investigar um esquema de desvio de recursos públicos ligado a emendas parlamentares e a fraudes em processos licitatórios.
Entre os alvos, estão o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE), assim como o seu pai, o ex-senador Fernando Bezerra (MDB-PE), e o seu irmão, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho. O atual prefeito de Petrolina, Simão Amorim Durando Filho, também está entre os alvos.
A ação apura crimes como frustração do caráter competitivo de licitação, fraude em contratos administrativos, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta quarta-feira (25/2) se ratifica liminar do ministro Flávio Dino que suspendeu os chamados penduricalhos — remunerações extras pagas a uma elite do funcionalismo, que levam os contracheques desses servidores a superarem em muito o teto constitucional (atualmente em R$ 46.366,19, valor do salário dos ministros do Supremo). As informações são do g1.
O julgamento ocorre após uma sequência de eventos que tornam o momento atual decisivo para o futuro dos “supersalários” do funcionalismo público — realidade de uma minoria dos servidores, mas com peso relevante para os cofres públicos. Relembre:
Leia maisO que está em jogo no STF
No julgamento desta quarta-feira, todos os ministros do STF devem opinar a respeito da decisão liminar de Flávio Dino.
“Caso seja ratificada, o Congresso Nacional vai receber então um comando do Supremo de regulamentar o dispositivo na Constituição que estabelece qual é o tipo de pagamento que pode superar o teto do serviço público brasileiro”, diz Bruno Carazza, professor associado da Fundação Dom Cabral e autor do livro O País dos Privilégios – Volume 1 (Cia. das Letras, 2024).
Segundo Carazza, embora a Constituição estabeleça que nenhum servidor pode ganhar mais do que os ministros do Supremo, o texto constitucional também inclui um dispositivo que estabelece que pagamentos de indenizações a servidores não estão sujeitos ao teto.
Essas indenizações deveriam servir para reembolsar o servidor por algum custo que ele incorreu para exercer seu trabalho. Por exemplo, quando o servidor é designado a prestar um serviço em outra localidade e tem gastos com alimentação, transporte e hospedagem, que podem ser reembolsados.
Esse dispositivo, no entanto, se tornou uma brecha, explica o professor da Fundação Dom Cabral.
“Tribunais e órgãos vários — principalmente do Judiciário, do Ministério Público e agora também do Legislativo — têm criado pagamentos e têm classificado esses adicionais como indenizações”, afirma Carazza.
“Com isso, acontece uma dupla mágica: primeiro, por serem indenizações, elas podem furar o teto. Além disso, a legislação de imposto de renda ressalva o pagamento de imposto sobre indenizações.”
Graças aos penduricalhos, em 2025, o ganho médio líquido (isto é, já descontado o pagamento de impostos) de um magistrado brasileiro da ativa foi de R$ 81,5 mil por mês, 76% acima do teto salarial do serviço público, destaca o economista e doutor em direito.
No Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), o ganho médio dos magistrados da ativa chegou a R$ 122,8 mil no ano passado, 165% acima do limite constitucional.
‘Precisamos resgatar a autoridade do teto’
Neste cenário, a expectativa é de que, se a decisão de Dino for ratificada pelo plenário do STF nesta quarta-feira, o Congresso venha a aprovar uma lei estabelecendo o que efetivamente é indenização, de forma a fechar essa brecha e coibir os pagamentos acima do teto que têm se proliferado.
“Precisamos resgatar a autoridade do teto remuneratório no serviço público brasileiro e coibir a criatividade desses órgãos que ficam criando pagamentos sem previsão legal”, defende Carazza.
“Isso está errado e descumpre aquilo que estabelece a Constituição. Precisamos, a partir dessa discussão necessária promovida por essa decisão do ministro Flávio Dino, voltar a discutir aqui no Brasil padrões mínimos remuneratórios no serviço público brasileiro”.
Associações ligadas às carreiras jurídicas questionam, no entanto, a decisão de Dino, argumentando que ela foi tomada no âmbito de um processo sem relação direta com o tema e que as verbas pagas estariam amparadas em leis e decisões administrativas de órgãos com competência para tal.
As entidades representativas têm destacado ainda a defasagem salarial das carreiras devido a perdas inflacionárias e “a crescente sobrecarga de trabalho de magistrados e membros do Ministério Público, agravada pelo aumento da demanda processual e pela insuficiência de servidores”.
Enquanto magistrados já falam veladamente em greves, paralisações e operação tartaruga contra a suspensão dos penduricalhos, conheça cinco exemplos desses benefícios, agora em xeque.
1 – Licença compensatória ou a ‘escala 3×1 do sistema judicial’
Nos últimos anos, foram criadas uma série de indenizações para magistrados e membros do Ministério Público por acúmulo de funções, observa Carazza.
Entre elas, estão gratificações pelo exercício de funções administrativas (por exemplo, ocupando cargos de diretor de fórum, corregedor, ouvidor, supervisor, etc); por substituição (de um colega em férias, por exemplo); ou por acúmulo de acervo (em tribunais que estabelecem uma cota de processos, quando um magistrado tem mais processo do que aquela cota, por exemplo).
“Criou-se então um pagamento extra por esse acúmulo de funções. Mas, mais do que isso, criou-se mais recentemente aquilo que se chama de licença compensatória”, diz o pesquisador. “É o que tem sido chamado de ‘escala 3×1 do sistema judicial brasileiro’.”
E o que é isso? “Quando há esse acúmulo de funções, aquele magistrado ou aquele membro do Ministério Público ganha o seu próprio vencimento, uma gratificação pelo acúmulo das funções, mas, além disso, ele ganha direito a um dia de folga por três dias de trabalho, acumulando funções.”
Essa folga pode ser convertida em pagamento, o que gera a brecha para burlar o teto salarial.
“Cria-se uma remuneração tripla, que é o próprio vencimento, mais a gratificação, mais a folga convertida em pagamento”, diz Carazza.
“Esse tipo de pagamento é considerado uma indenização e, por isso, ele acaba burlando o teto e escapando também do pagamento de imposto de renda.”
2 – Venda de até 20 dias de férias e adicional de 1/3 em dobro
Magistrados e membros do Ministério Público têm direito a 60 dias de férias por ano — o que é por si só um privilégio, em comparação aos 30 dias de férias a que têm direito os trabalhadores formais brasileiros.
“Mas, mais do que isso, hoje em dia é permitido que esses magistrados e membros do Ministério Público convertam em pagamento até 20 dias de férias por ano”, observa Carazza.
Além disso, essas férias dobradas geram também um adicional de um terço de férias em dobro, mais uma forma de driblar o teto constitucional, segundo o professor da Fundação Dom Cabral.
Numa nota técnica de dezembro de 2024, Carazza estimou o gasto da magistratura e do Ministério Público (MP) com indenização de férias não gozadas em R$ 1,5 bilhão somente em 2023.
Já o adicional de férias custou R$ 5,3 bilhões aos cofres públicos naquele ano, incluindo magistratura, MP, executivo federal, militares e Câmara e Senado, sendo o terceiro maior item previsto como exceção ao teto em volume financeiro, atrás apenas dos gastos com 13º salário e vale-alimentação.
3 – Auxílio-alimentação de até R$ 4 mil e auxílio-educação para filhos até 24 anos
Alguns dos penduricalhos são benefícios que existem para outras carreiras do serviço e também no setor privado, como o auxílio-alimentação.
“Mas há tribunais hoje que pagam mais de R$ 4 mil por mês a título de auxílio alimentação, o que é equivalente a cerca de 10% da remuneração de um magistrado”, destaca Carazza.
As maiores médias de pagamento são de R$ 4.184,55, nos TJs de Rondônia, Amazonas e Acre.
O pesquisador destaca que há também tribunais que pagam valores que superam R$ 10 mil por mês a título de auxílio-saúde — a média mensal chegou a R$ 11.601,21 no TJRO, por exemplo. Alguns tribunais, em vez de pagar um auxílio mensal, fazem o ressarcimento das despesas médicas e com planos de saúde.
“Além disso, há auxílios que vão desde auxílio-transporte, até o pagamento da conta de celulares. Há órgãos do Judiciário e do Ministério Público que dão ajuda de custo para que os membros comprem livros, computadores, tablets”, enumera Carazza.
E vários tribunais pagam auxílio-educação para magistrados, para cobrir despesas com escolas particulares de filhos, às vezes até o final da faculdade (para filhos até 24 anos).
4 – Pagamentos retroativos
Com o passar dos anos, vários tipo de benefícios que existiam no passado foram incorporados na remuneração do Poder Judiciário e do Ministério Público, lembra o professor da Fundação Dom Cabral.
Isso aconteceu, por exemplo, no início dos anos 2000, quando se resolveu unificar uma série de gratificações com terminologias variadas em cada um dos tribunais em um pagamento único que foi chamado de subsídio — inclusive com um aumento considerável do valor desse subsídio, quando da sua criação.
“Acontece que vários magistrados e membros do Ministério Público entraram com pedidos administrativos ou judiciais, argumentando que aqueles pagamentos de adicionais que existiam no passado eram direito adquiridos”, observa Carazza.
Assim, tribunais do Brasil todo vêm concedendo esses pagamentos retroativos, muitas vezes garantidos também por decisão administrativa — isto é, em decisão interna dos órgãos, sem passar pela Justiça e portanto sem amparo legal.
Em nota técnica, Carazza estimou o custo desses pagamentos retroativos a magistrados e membros do MP em R$ 3,1 bilhões em 2023 — quarta maior exceção ao teto, atrás do 13º salário, auxílio-alimentação e adicional de férias.
A título de comparação, o orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação foi de R$ 8,8 bilhões naquele ano.
5 – Honorários de sucumbência
Em qualquer ação no Judiciário em que há uma parte ganhadora, o juiz decide um valor que deve ser pago pela parte que perdeu para compensar custos da disputa judicial. São os chamados “honorários de sucumbência”.
Tradicionalmente, esses valores eram destinados à parte vencedora da ação — a pessoa física, empresa ou União que foi acionada na Justiça e provou que estava correta.
Na advocacia privada, no entanto, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) conseguiu junto ao Congresso a aprovação de uma lei, que determinou que essa verba passasse a ser destinada ao advogado, e não mais à parte vencedora.
Os advogados da União, procuradores da Fazenda e de autarquias federais, e seus colegas nos Estados e municípios, foram então em busca da mesma vantagem, lembra Carazza.
Após algumas tentativas frustradas, a categoria conquistou essa benesse com a aprovação do novo Código de Processo Civil, em 2015.
“Desde então, em qualquer ação que a União, Estados ou municípios vençam na Justiça, uma parte do valor que antes ia para os cofres públicos, hoje em dia é distribuído para os advogados públicos federais, estaduais ou municipais”, explica o pesquisador.
Em 2025, foram pagos R$ 4,7 bilhões a advogados públicos a título de honorários de sucumbência, destaca Carazza. A servidora que mais recebeu esse benefício naquele ano embolsou R$ 708 mil em honorários de sucumbência, para além do seu salário, uma média de R$ 59 mil extras por mês.
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Por unanimidade, a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) condenou nesta quarta-feira (25) os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão pela morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes, em 2018. As penas foram de 76 anos e 3 meses.
Ex-conselheiro do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro), Domingos Brazão foi um dos mandantes da morte da vereadora.
Segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), ele teria ordenado o assassinato de Marielle por interesses econômicos ligados à regularização fundiária em áreas do Rio dominadas por milícias. As informações são da CNN.
Leia maisSeu irmão, Francisco Brazão, conhecido como Chiquinho, era vereador da capital fluminense à época do crime. A PGR aponta que ele e Domingos agiram em conjunto na decisão de eliminar Marielle.
A vereadora, então colega de Chiquinho na Alerj (Assembleia Legislativa do estado do Rio de Janeiro), teria tido embates políticos sobre projetos de regularização urbana e uso do solo com os irmãos.
A acusação da PGR argumentou que ambos integravam uma organização criminosa com atuação na Zona Oeste do Rio, ligada a milícias, grilagem de terras e formação de currais eleitorais.
No Supremo, os dois foram condenados pelos crimes de:
Além disso, os irmãos perderam seus cargos públicos e se tornarão inelegíveis a partir do trânsito em julgado (quando não cabe mais recurso). Até lá, terão os seus direitos políticos suspensos, incluindo o direito ao voto.
Os irmãos continuarão presos preventivamente até o julgamento se tornar definitivo. Domingos está detido no Presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia, enquanto Chiquinho encontra-se em prisão domiciliar no Rio de Janeiro, para onde foi transferido depois de comprovar problemas de saúde.
Caso Marielle Franco
A vereadora Marielle Franco foi assassinada em 14 de março de 2018 no Rio de Janeiro, junto com seu motorista Anderson Gomes.
Nesta quarta (25), a Primeira Turma do STF condenou, por unanimidade, os mandantes de sua morte, após quase 8 anos do crime. Além dos irmãos Brazão, também foram condenados:
Em 2024, o júri popular também condenou Ronnie Lessa, que realizou os disparos contra Marielle e Anderson; e Élcio de Queiroz, que dirigia o carro usado na noite do crime.
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Metrópoles
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal realizasse busca e apreensão e instalasse tornozeleira eletrônica em um vigilante da Receita Federal lotado no Rio de Janeiro. A decisão ocorre no âmbito da investigação sobre o vazamento de dados de ministros da Corte e familiares. A operação contra o vigilante foi realizada na última quinta-feira (19/2).
O alvo da operação atua no Centro de Atendimento ao Contribuinte da Receita Federal no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro. A unidade é a mesma em que trabalha o servidor do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) – estatal de tecnologia do governo federal – suspeito de vender informações sigilosas sobre ministros do STF e familiares.
Leia maisQuatro servidores da Receita Federal foram alvo de operação da Polícia Federal (PF), suspeitos de vazarem dados de autoridades, entre elas de familiares de ministros do STF.
Segundo o STF, os investigados são: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes, que são servidores da Receita Federal ou funcionários públicos de outros locais que estão cedidos ao órgão.
Os mandados foram cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, que atendeu a uma solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Investigações apontam que o sigilo fiscal da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, foi quebrado indevidamente. Além dela, o filho de outro ministro do Supremo teve a declaração de Imposto de Renda acessada sem autorização. As investigações estão dentro do Inquérito nº 4.781, conhecido como inquérito das fake news.
Em nota publicada após a operação, a Receita Federal afirma que “não tolera desvios, especialmente relacionados ao sigilo fiscal, pilar básico do sistema tributário”. Além disso, o órgão ressalta que seus sistemas são “são totalmente rastreáveis, de modo que qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal”.
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Com a estreia de Ernesto Paglia, ex-Globo, o Roda Viva não viu grandes acréscimos de audiência em seus índices. A TV Cultura marcou baixos números e ficou atrás de todas as emissoras comerciais na noite desta segunda-feira (21). As informações são da Folha de São Paulo.
Segundo dados prévios de audiência do Kantar Ibope, obtidos pela coluna, o novo Roda Viva marcou 0,6 pontos de média na Grande São Paulo. Cada ponto equivale a 199 mil telespectadores na capital paulista.
Leia maisA Globo liderou com 21 pontos ao exibir a novela “Três Graças” e o BBB 26. A Record ficou com 5 com “Reis” e a novela turca “Chamas do Destino”. O SBT marcou 4 com o Programa do Ratinho e o humorístico Comédia SBT.
A Band, com o Apito Final com Neto, conseguiu 0,8 ponto. A RedeTV! com o Sensacional, apresentado por Daniela Albuquerque, conseguiu 0,7 ponto. O pico do novo Roda Viva foi de 0,8 ponto. Em seu momento máximo, a atração ficou em quinto lugar no ranking das emissoras.
No YouTube, a transmissão ao vivo da estreia de Paglia conseguiu apenas cerca de 9 mil visualizações, baixo para os padrões comuns da atração, que costuma superar a marca de 100 mil com frequência. No programa de estreia, Paglia recebeu a cientista Tatiana Sampaio, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela é líder da pesquisa sobre a polilaminina, que se tornou esperança para reverter paralisias por lesão na medula.
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A Prefeitura de Araripina realizou, hoje, a ação Inclusão INSS, garantindo 70 atendimentos entre perícias médicas e avaliações sociais para estudantes da rede municipal, crianças e adolescentes que aguardavam análise para o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A iniciativa aconteceu por meio da parceria entre as Secretarias de Educação, Assistência Social e Combate à Fome e o INSS, assegurando que as perícias, antes agendadas para cidades como Petrolina e Juazeiro do Norte, fossem realizadas no próprio município.
A ação contou com duas peritas médicas e uma assistente social, que realizaram as avaliações necessárias para dar andamento aos requerimentos. Muitas das crianças atendidas aguardavam há meses pela análise do benefício e enfrentariam longas viagens para conseguir atendimento fora do município. Com o empenho da Prefeitura, por meio da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome, a perícia foi descentralizada, facilitando o acesso e reduzindo os custos e dificuldades de deslocamento para as famílias.
Leia maisA secretária de Assistência Social e Combate à Fome, Camila Sampaio, destacou a importância da iniciativa. “Nosso compromisso é cuidar das pessoas, especialmente de quem mais precisa. Trazer essa ação para Araripina é garantir respeito, dignidade e acolhimento às mães e às nossas crianças. Cada atendimento realizado aqui representa menos sofrimento e mais acesso a direitos.”
O prefeito Evilásio Mateus reforçou o caráter humano da ação. “Quando a gestão trabalha com sensibilidade e responsabilidade, os resultados chegam para quem realmente precisa. Não poderíamos permitir que tantas famílias continuassem enfrentando viagens longas e desgastantes. Essa parceria mostra que, quando unimos forças, conseguimos transformar realidades com mais empatia e cuidado.”
Representando o Inclusão INSS, Flávio também ressaltou a relevância do trabalho conjunto: “Esse projeto, em conjunto, em parceria com o município, a gente tenta agilizar o requerimento das crianças. Tem muitas crianças no município com requerimentos aguardando análise há muitos meses. Então, a intenção principal do INSS é essa e sem falar que aqui foi a melhor ação que o INSS já fez do Inclusão. Foi tudo tão organizado, foi tudo tão acolhedor para as mães.”
A ação Inclusão INSS confirma o compromisso da Prefeitura de Araripina com a garantia de direitos, a inclusão social e a humanização dos serviços públicos, que se intensificou desde o início da gestão em 2025.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, pode ser chamado de muitas coisas. Menos de representante da direita comprometida com a defesa da chamada “moral e bons costumes”. Não terá sido por isso que ganhou em Mogi das Cruzes (SP), sua cidade natal, o apelido de “Boy” (dizem que foi porque, quando criança, ele era parecido com o garoto filho de Tarzan do seriado da TV).
Não terá sido por isso que foi ele quem levou a modelo Lilian Ramos para o camarote onde estava o então presidente Itamar Franco proporcionando a famosa foto da moça sem calcinha. Valdemar é um típico nome da direita tradicional brasileira. Que se molda às mudanças dos ventos políticos para sempre estar no poder.
Leia maisAo longo do tempo, Valdemar acostumou-se a correr riscos. Não por acaso, conseguiu estar envolvido com os maiores escândalos tanto do PT de Luiz Inácio Lula da Silva quanto de Jair Bolsonaro. Foi condenado no processo do Mensalão e escapou por pouco de entrar na ação por golpe de Estado julgada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A aliança com Bolsonaro e seu núcleo, porém, tem sido o seu maior desafio político.
A cartada que Valdemar deu levando para o partido Bolsonaro fez com que o PL pela primeira vez crescesse de partido médio para partido grande. Rivaliza em tamanho com o PSD e o PT. Em diversos aspectos, supera os outros dois. Mas isso obriga Valdemar a ter que domar o espírito de direita mais radical dos bolsonaristas que definitivamente não é o seu. Ao levar Bolsonaro, Valdemar estabeleceu como princípio que não abriria mão do comando do PL. Essa era a condição para que não acontecesse ali o que aconteceu com o PSL.
Valdemar, no entanto, está vendo o risco desse controle ser perdido. Envolvido no processo de total autofagia da família Bolsonaro, desde a prisão na Papudinha do patriarca. Os projetos da família não são os projetos de Valdemar. E, na verdade, não parece também haver unidade nos projetos da família, incluídos pai, esposa e filhos.
O primeiro ponto é o próprio Jair Bolsonaro. Ele quer se manter como a principal referência de direita mesmo estando preso e inelegível. A partir de terceiros, quer coordenar o processo. Mas derrotar Lula na eleição não parece ser o objetivo principal: está abaixo de não perder a hegemonia da direita.
Entra aí o projeto de montar a maior bancada bolsonarista possível no Senado. Para que ela seja capaz de pressionar o STF e produzir processos de impeachment. No fundo, capaz de reverter condenações e outras situações que deixam Bolsonaro encarcerado e fora do jogo oficial da política brasileira.
O problema disso tudo é que tal projeto atrapalha o caminho do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na sua tentativa de derrotar Lula na eleição presidencial de outubro. Flávio sabe que precisa se ampliar. E não por acaso agiu para que isso acontecesse na chapa fechada no Rio, que une PL, União Brasil e PP.
A chapa terá o secretário de Cidades, Douglas Ruas (PL) como candidato a governador. Para o Senado, o governador Claudio Castro (PL) e o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), para o Senado. Não é uma chapa bolsonarista raiz. Mas Flávio emplacou a mãe, Rogéria Bolsonaro, como suplente de Canella.
Mas não é assim que o barco avança em outros estados. Foi por isso que Valdemar tentou intervir em Santa Catarina para que o governador Jorginho Mello (PL) mantivesse o compromisso para o Senado com Esperidião Amin (PP). O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), cobrou e ameaça não apoiar Flávio.
Aliados de Valdemar preocupam-se com a situação. Sabem que, por mais que Bolsonaro queira, o PL não irá fazer as duas vagas para o Senado. A situação limita Flávio e o afasta dos grupos mais moderados. Nesses tempos polarizados, pode até dar certo. Mas nunca foi assim que Valdemar trabalhou.
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Uma das profissionais mais influentes do cinema brasileiro, Fátima Toledo estará em Petrolina nos dias 02 e 03 de março de 2026, durante o Festival Cine Caatinga. A preparadora de elenco participa do evento em dois momentos distintos, reforçando a dimensão formativa do festival no Semiárido.
No dia 02 de março, ela realiza a Masterclass “Preparação de Elenco para Filmes”, aberta ao público, gratuita e sem necessidade de inscrição. O encontro acontece em formato de palestra e diálogo, compartilhando trajetória, método e experiências acumuladas ao longo de mais de quatro décadas de atuação no cinema e na televisão.
Leia maisJá no dia 03 de março, acontece a “Vivência do Método Fátima Toledo”, atividade prática e imersiva, também gratuita, porém com vagas limitadas para quem fez as inscrições. A vivência propõe um trabalho direto sobre corpo, instinto, escuta e presença, colocando os participantes em contato com processos reais de criação cênica aplicados em grandes produções.
Criadora de um método reconhecido pela intensidade e pela busca da verdade emocional em cena, Fátima assinou a preparação de elencos de obras como “Cidade de Deus”, “Central do Brasil”, “Pixote”, “Tropa de Elite” 1 e 2, “O Céu de Suely”, “Cidade Baixa”, além de produções recentes como “Pssica”, “Maria e o Cangaço”, “Cangaço Novo” e “Cidade de Deus: A Luta Não Para”.
Nos dias 04 e 05 de março, serão realizados dois painéis com os temas “Distribuição de Filmes – Estratégias e Canais” e “Produção Musical, IA e Monetização”. As informações sobre os painéis e convidados podem ser obtidas pelas redes sociais oficiais do festival (@CineCaatinga) ou pelo link https://linkme.bio/cinecaatinga. As atividades acontecerão no Teatro do Sesc Petrolina (Centro).
O Festival Cine Caatinga tem curadoria e direção de Wllyssys Wolfgang, coordenação técnica e produção executiva de Amanda Martins, direção de produção de Cícero Rodrigues e coordenação de produção de Wyvys Reis. O projeto é realizado pela Caroá Produções, com apoio da WW Filmes, Sesc Petrolina e Prefeitura de Petrolina, e incentivo do Funcultura Audiovisual/FUNDARPE e da Lei Paulo Gustavo.
Com mais de 13 anos de trajetória, o Cine Caatinga consolidou-se como um dos principais polos de formação, exibição e articulação audiovisual do Semiárido brasileiro, reunindo festival, ações formativas e streaming gratuito com mais de 200 filmes disponíveis em www.CineCaatinga.com.br.
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