O ex-presidente Jair Bolsonaro acaba de chegar na Avenida Paulista para participar do ato chamado por ele. Antes de subir no trio onde irá discursar, o líder bolsonarista foi abraçar os seus apoiadores que aguardam ansiosos pelo início do evento.
O ex-presidente Jair Bolsonaro acaba de chegar na Avenida Paulista para participar do ato chamado por ele. Antes de subir no trio onde irá discursar, o líder bolsonarista foi abraçar os seus apoiadores que aguardam ansiosos pelo início do evento.
O Partido Liberal em Pernambuco iniciou o ano com um ciclo de encontros voltado à organização partidária e à definição de estratégias para 2026. A montagem das chapas para deputados estaduais e federais começou a ser discutida em reunião do Diretório Estadual realizada na noite da última segunda-feira (5), sob comando do presidente Anderson Ferreira, com a participação de parlamentares, pré-candidatos e lideranças. O partido ainda não definiu se lançará candidatura própria ao Governo do Estado ou se fará aliança; Anderson Ferreira mantém o projeto de disputar o Senado, com respaldo do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto.
Durante o encontro, foram debatidos temas do cenário político estadual e nacional, incluindo a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República e estratégias para fortalecer o nome em Pernambuco. “Sempre disse que, na hora certa e sem precipitação, o PL iria começar a traçar seu caminho. É hora de se organizar para a luta que teremos logo à frente para colocar o Brasil de volta ao rumo certo e a serviço do povo brasileiro. Em Pernambuco, não será diferente”, afirmou Anderson Ferreira.
Estiveram presentes os deputados federais Coronel Meira e André Ferreira, a presidente do PL Mulher Izabel Urquiza, os deputados estaduais Coronel Feitosa e Nino de Enoque, além de outras lideranças municipais; não participaram, entre detentores de mandato, os estaduais Abimael, Joel e Renato Antunes, os federais Pastor Eurico e Fernando Rodolfo, e os vereadores Gilson Filho, Thiago Medina e Paulo Muniz.
O vereador Johny Albino esteve no escritório central da Compesa, em Garanhuns, para entregar uma cópia da Lei nº 5.434/2025, de sua autoria, que trata da instalação de bloqueador de ar em hidrômetros na tubulação dos sistemas de água residencial e comercial no município. A norma foi sancionada pelo prefeito Sivaldo Albino e já está em vigor. “A lei agora entra em vigor e dispõe sobre a instalação de bloqueador de ar para hidrômetro na tubulação do sistema de água residencial e comercial no nosso município”, afirmou o parlamentar.
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Segundo Johny Albino, durante a tramitação do projeto, técnicos da Compesa participaram das discussões nas comissões da Câmara Municipal. Com a sanção e a comunicação formal da lei, a expectativa é de adequação da concessionária para atender os consumidores interessados. “Esperamos que a Compesa se adeque para atender aqueles consumidores que quiserem instalar esses equipamentos em suas residências e comércios”, declarou.

Em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o pedido de exoneração do cargo, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, diz que exerceu o cargo com “zelo e dignidade”. E alega que a decisão de deixar a pasta é de “caráter pessoal e familiar”.
“Tenho a convicção de que exerci as atribuições do cargo com zelo e dignidade, exigindo de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível em prol de nossos administrados, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos”, escreveu. As informações são da CNN.
Leia maisNo documento, o ministro, que pede para que a demissão passe a contar a partir desta sexta-feira (9), elogia o presidente chamando-o de “inspiradora liderança, sempre comprometida com o progresso e o bem-estar de todos os brasileiros”.
Ricardo Lewandowski assumiu o cargo em fevereiro de 2024, após se aposentar do cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Leia a íntegra da carta:
“Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
1. Sirvo-me do presente para, respeitosamente, apresentar o meu pedido de exoneração do cargo de Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, por razões de caráter pessoal e familiar, a partir de 9 de janeiro de 2026.
2. Tenho a convicção de que exerci as atribuições do cargo com zelo e dignidade, exigindo de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível em prol de nossos administrados, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos.
3. Ressalto que tive o privilégio de continuar servindo ao País – depois de aposentar-me como Ministro do Supremo Tribunal Federal – sob a inspiradora liderança de Vossa Excelência, sempre comprometida com o progresso e o bem-estar de todos os brasileiros.
4. Agradecendo o permanente estímulo e apoio com que fui honrado ao longo desses quase dois anos à frente da Pasta, aproveito o ensejo para reiterar minha manifestação de elevado apreço e distinta consideração.
Respeitosamente,
RICARDO LEWANDOWSKI
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Por Angelo Castello Branco
Movimentos democráticos liberais comemoram que hoje é um grande dia para a Venezuela e para a humanidade.
Nesta 8 de janeiro de 2026, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou oficialmente a libertação de um “número significativo” de presos políticos venezuelanos e estrangeiros, uma ação que já está em curso e que representa um marco no esforço de pacificação nacional.
Este gesto, descrito pelas autoridades venezuelanas como uma iniciativa para promover a convivência pacífica e reduzir as tensões sociais e políticas no país, ocorre em um momento crucial de transição institucional, após anos de conflitos e críticas constantes sobre detenções por motivos políticos e graves violações de direitos humanos.
Leia maisA medida inclui cidadãos venezuelanos e estrangeiros detidos por razões políticas e é percebida como um passo inicial para restaurar elementos basilares de democracia e respeito às liberdades fundamentais. 
Embora os números exatos e os nomes dos libertados ainda não tenham sido divulgados, e parte da opinião pública internacional mantenha cautela quanto às intenções e ao alcance real dessa iniciativa, a libertação de presos políticos constitui um avanço objetivo e pragmático rumo à normalização institucional e ao respeito às normas democráticas.
Essa decisão pode concretizar aspirações de reconcilição nacional e abrir espaço para processos de diálogo mais amplos com atores internos e parceiros internacionais. 
Além disso, a medida pode contribuir para fortalecer a confiança da comunidade internacional no compromisso venezuelano com a promoção de direitos humanos e na retomada de relações diplomáticas mais estáveis, incluindo com os Estados Unidos e outros países interessados na estabilidade regional. 
Em síntese, hoje representa um dia de esperança — um passo concreto em direção à reconstrução da Venezuela como uma nação que valoriza a liberdade, a democracia e o respeito à dignidade humana, oferecendo uma mensagem de renovação não apenas para os venezuelanos, mas também para a comunidade internacional.
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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na manhã desta quinta e entregou sua carta de demissão. Segundo dois auxiliares do petista, ele deve deixar o cargo até esta sexta-feira, 9. A integrantes do ministério, Lewandowski já havia dito que sua intenção era ficar apenas até essa data.
Os dois falaram antes da cerimônia no Palácio do Planalto que marcou os três anos dos ataques golpistas de 8 de janeiro. O ministro discursou no evento e desceu a rampa do Palácio ao lado de Lula. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisNa conversa, segundo interlocutores, Lewandowski disse a Lula que quer deixar o governo por motivos pessoais, para passar mais tempo com a família e com os netos.
A saída de Lewandowski frustra o entorno de Lula. Havia uma expectativa, entre aliados do petista, de que o ministro pudesse permanecer na pasta até ao menos o fim deste mês.
O presidente ainda não tem um nome à mesa para subistituir Lewandowski. Eles não descartam que, num primeiro momento, haja uma transição no comando da pasta, com algum secretário assumindo de forma interina, sem grandes perspectivas de ser efetivado no cargo.
Um ministro diz, sob reserva, que o presidente pode optar por essa transição e, no final de semana, discutir com aliados sobre o tema.
Como mostrou O GLOBO, o nome do advogado-geral da Petrobras, Wellington Cesar Lima e Silva, é um dos cotados para assumir a pasta. Ex-secretário de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil, Lima e Silva é descrito por diferentes auxiliares como uma pessoa da estrita confiança de Lula.
Lewandowski vinha dizendo nos bastidores que já cumpriu sua missão no cargo e, por isso, deixaria a pastas. O anúncio do presidente Lula de que pretendia criar o Ministério da Segurança Pública, separando-o da Justiça, também provocou incômodo na cúpula da pasta no fim do ano passado.
No dia 23 daquele mês, Lewandowski expôs ao presidente o seu desejo de sair do cargo em uma conversa no salão de autoridades do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Na ocasião, o presidente ouviu e disse que a decisão não abalaria a relação de amizade entre eles, mas pediu um tempo para escolher um substituto.
O ministro assumiu o comando da Justiça em fevereiro de 2024, meses após sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF). Antes, a pasta era comandada por Flávio Dino, que deixou o posto para assumir a vaga aberta com a aposentadoria de Rosa Weber na Corte.
Durante sua gestão, o Ministério da Justiça teve como foco a elaboração da PEC da Segurança Pública, que visa constitucionalizar o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP). A proposta estabelece que a União defina diretrizes gerais sobre segurança e defesa social, incluindo a padronização de protocolos, estatísticas e sistemas de informação entre os entes federativos.
A gestão implementou o novo decreto de armas, transferindo a competência de fiscalização de colecionadores, atiradores e caçadores (CACs) do Exército para a Polícia Federal. Após a fuga de detentos na Penitenciária Federal de Mossoró, o ministério determinou o reforço das estruturas físicas e a atualização dos protocolos de segurança nos cinco presídios de segurança máxima do país.
Além disso, a pasta coordenou o apoio federal ao Rio Grande do Sul durante as enchentes de 2024 e acompanhou a finalização do inquérito sobre o caso Marielle Franco pela Polícia Federal.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para abater parte da pena por meio da leitura de livros, no âmbito da execução penal em curso na Corte. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
No pedido apresentado ao STF, a defesa do ex-presidente solicita que ele seja incluído no programa de remição de pena pela leitura, previsto na Lei de Execução Penal e regulamentado por resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisPelas regras do programa, cada obra literária lida e avaliada pode resultar na remição de quatro dias da pena, desde que o preso apresente um relatório escrito, que é submetido à análise de uma comissão responsável e, posteriormente, à homologação judicial.
Os advogados afirmam que o ex-presidente manifesta interesse em aderir formalmente às atividades de leitura como forma de desenvolver ações educativas compatíveis com a finalidade ressocializadora da pena. A petição destaca que é necessária uma autorização judicial prévia para garantir o acesso aos livros e às condições materiais para a elaboração das resenhas exigidas.
A defesa pede que Moraes autorize a participação de Bolsonaro no programa e determine à administração responsável que viabilize o acesso às obras e o registro das atividades, o que permitiria a apresentação de futuros pedidos de abatimento da pena.
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A oposição apresentou um requerimento para pedir a realização ainda em janeiro de uma sessão do Congresso Nacional para derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A iniciativa é da deputada Carol De Toni (PL-SC) e tem apoio de outros membros da bancada bolsonarista na Câmara e no Senado. As informações são da CNN.
Leia mais“Não há nada mais urgente do que rever os direitos e garantias fundamentais de pessoas presas sob condenações marcadas por ilegalidades processuais e penas desproporcionais”, afirmou a parlamentar.
À CNN, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), disse que irá trabalhar para derrubar o veto.
O projeto, que permitiria a redução de penas aos condenados no 8 de janeiro e que também poderia ter efeito para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi vetado por Lula durante cerimônia organizada pelo governo para marcar os três anos dos atos golpistas.
No entendimento da oposição, a Constituição Federal autoriza a convocação extraordinária do Congresso em casos de urgência ou relevante interesse público.
Desde a Constituição de 1988, ocorreram diversas convocações extraordinárias, geralmente associadas a crises econômicas, reformas estruturais, pressões do Executivo e riscos de paralisação administrativa do Estado.
Entre os precedentes do tipo, está o ano de 2020, quando no auge da pandemia a Câmara e o Senado cancelaram o recesso do meio do ano para seguir com votações que poderiam atenuar os efeitos da crise do coronavírus.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou integralmente, nesta quinta-feira (8), o projeto de lei que reduz as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados por atos golpistas, inclusive pelos episódios de vandalismo de 8 de janeiro de 2023. A proposta ficou conhecida como PL da Dosimetria.
A decisão do presidente, no entanto, pode ser revista no Congresso. Os parlamentares podem manter ou derrubar o veto presidencial. Para a derrubada, são necessários 257 votos de deputados e 41 de senadores.
Leia maisA assinatura do veto ocorreu durante cerimônia no Palácio do Planalto, em alusão aos três anos das invasões às sedes dos Três Poderes em Brasília. Os presentes à cerimônia comemoraram a decisão do petista (veja no vídeo acima).
A Câmara e o Senado aprovaram, no fim do ano passado, o projeto de lei que viabiliza a redução da punição aplicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a outros réus do “núcleo crucial” da trama golpista, além de envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe e cumpre pena na Superintendência da PF, em Brasília. Além dele, outros cinco estão na mesma situação:
Augusto Heleno está em prisão domiciliar e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, está em regime aberto. O ex-deputado Alexandre Ramagem (PL) está nos Estados Unidos e é considerado foragido.
A decisão de Lula não surpreendeu parlamentares. Desde a tramitação do projeto, o presidente vinha sinalizando publicamente que vetaria a proposta, por considerar que ela poderia beneficiar aliados políticos e enfraquecer a responsabilização pelos atos golpistas.
O que diz o texto vetado?
Os parlamentares aprovaram o projeto de lei que viabiliza a redução da punição aplicada ao ex-presidente Bolsonaro e a outros réus do “núcleo crucial” da tentativa de golpe de Estado.
A proposta estabelece:
O texto aprovado também estabelece que os condenados por envolvimento com os ataques de 8 de janeiro de 2023 terão direito a progredir ao regime semiaberto após o cumprimento de 16% da pena no regime fechado.
A legislação atual prevê que esses criminosos precisam cumprir ao menos 25% para pleitear uma progressão.
O Congresso pode retomar o texto?
Sim. O tema volta a ser apreciado pelo Poder Legislativo, em sessão do Congresso.
Nela, deputados e senadores podem derrubar ou manter o veto. Para derrubar, precisam do apoio de 257 deputados e 41 senadores.
Se o veto for derrubado, a proposta se torna lei após a promulgação, que pode ser feita pelo presidente da República ou presidente do Senado, se o chefe do Executivo não fizer.
O que acontece se o projeto virar lei?
Se a proposta entrar em vigor – por exemplo, em caso de derrubada de veto – pode ser alvo de questionamentos de partidos políticos, entidades de classe, Procuradoria-Geral da República e do próprio governo.
Estes são alguns dos agentes autorizados pela Constituição a entrar com ações no Supremo questionando a validade de leis.
Se o tema parar no Supremo, caberá aos ministros decidir se a norma está de acordo com a Constituição. Se não estiver, a lei é anulada.
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Uma polêmica envolvendo a mudança de endereço da Pernambuco Participações e Investimentos S/A (Perpart), estatal vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), está agitando os bastidores do Poder Executivo do Estado.
Sob a condição de anonimato, funcionários da empresa relataram que a gestão Raquel Lyra (PSD) quer retirar os trabalhadores do prédio próprio, construído exclusivamente para a Perpart, e deslocá-los para outro edifício, no bairro do Bongi, no Recife.
Leia maisA Perpart funciona na Rua João Lacerda, no bairro do Cordeiro, na capital. Segundo os funcionários, há rumores de que o Governo do Estado teria feito um acordo com as polícias e deve transferir a Secretaria de Defesa Social para o prédio. São cerca de 500 trabalhadores da Perpart que se mudarão.
“Toda a empresa está revoltada. O governo do Estado vai desalojar a Perpart de um prédio próprio, no qual não pagamos aluguel, para nos levar para o Bongi. Esse prédio foi construído com dinheiro do BIRD exclusivamente para acomodar a Perpart, durante o Governo Marco Maciel, em 1981. A equipe está insatisfeita, mas ninguém tem coragem de falar com medo de sofrer represálias”, desabafou um funcionário.
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As tropas da Polícia Militar (PMPE) e do Corpo de Bombeiros de Pernambuco estão revoltadas com a exoneração do coronel Renato Pinto Aragão, do Hospital da PM. Ele era diretor de assistência à saúde no local e, segundo os relatos dos profissionais, promoveu uma verdadeira reestruturação da unidade. A exoneração foi publicada hoje (8) no Diário Oficial do Estado.
De acordo com os profissionais, o Sistema de Saúde dos Militares Estaduais de Pernambuco estava em um caos absoluto. “Faltava até dipirona nos estoques. Pacientes aguardavam mais de três anos por exames. Estrutura hospitalar sucateada e finanças desorganizadas. Foi o coronel Renato quem mudou essa realidade”, afirmam os policiais e bombeiros em nota enviada a este blog.
Leia mais“O coronel Renato regularizou as finanças e eliminou desvios. Reestruturou o Centro Médico Hospitalar. Garantiu medicamentos e equipamentos novos. Melhorou o atendimento aos beneficiários. Acabou com a fila dos exames. Agora, quando o sistema finalmente evolui e mostra resultados, querem retirar o homem que se dedicou de corpo e alma para salvar o SISMEPE, sem apresentar nenhuma proposta de continuidade! Não aceitamos retrocesso”, enfatizaram as equipes.
Ainda segundo os profissionais, não havia alguém comprometido com a unidade. “Quando aparece alguém honesto, comprometido e competente, querem tirá-lo. Isso é um desrespeito com todos os militares, pensionistas e familiares que dependem desse sistema. Foi o coronel Renato quem abraçou essa causa e trouxe esperança”, destacaram, acrescentando: “se a governadora Raquel Lyra permitir sua saída, será um grande tiro no pé. O governo perderá a credibilidade conquistada junto aos beneficiários, pois ficará claro que não valoriza quem realmente trabalha pelo povo”.
A nota é assinada pela presidente da Associação das Pensionistas PM e BM, Maria Inês.
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Por Rinaldo Remígio Mendes*
Há encontros que se transformam em inspiração. Em recente conversa com o irmão Afonso José, servidor público lotado na Câmara de Vereadores de Petrolina, ouvi dele uma observação generosa: vinha acompanhando, com atenção e apreço, as crônicas e matérias publicadas nos blogs do jornalista Magno Martins e em veículos locais. Em seguida, fez-me uma sugestão que soou como dever moral: “Professor Remígio, é preciso homenagear um nome que tem história na medicina de Petrolina”. Perguntei, de pronto, quem seria. A resposta veio sem hesitação: Euclides Mendes Marinho, recentemente aposentado do Hospital Dom Malan.
Aceitei imediatamente a sugestão. Não apenas pela relevância do nome indicado, mas porque conheço o Dr. Euclides desde a sua chegada a Petrolina e com ele construí uma amizade sólida, marcada pelo respeito, pela convivência fraterna e pela admiração profissional. Solicitei, então, alguns dados biográficos que aqui registro com satisfação, conscientes de que nenhuma síntese será capaz de abarcar plenamente a grandeza de sua trajetória.
Leia maisDoutor Euclides Mendes Marinho formou-se em Medicina no ano de 1984. Logo após a graduação, seguiu para Manaus, onde serviu ao Exército Brasileiro, permanecendo naquela missão até 1986. Ao retornar, dirigiu-se a Ouricuri–PE, motivado pelo desejo de estar mais próximo de seu saudoso pai, que se encontrava enfermo. Nesse período, a convite do então governador Miguel Arraes, assumiu a diretoria do Hospital Regional Fernando Bezerra, conciliando o exercício da Medicina com a gestão pública da saúde.
Em 1988, ingressou na vida política ao candidatar-se ao cargo de vereador em Ouricuri, logrando expressiva vitória: foi eleito em primeiro lugar, com 1.352 votos, tornando-se, proporcionalmente, o vereador mais votado da história do município até os dias atuais. Após assumir o mandato, licenciou-se em curto espaço de tempo para assumir a diretoria da IX Gerência Regional de Saúde (IX GERES), ampliando sua atuação na organização da saúde pública regional.
No ano de 1991, prestou concurso público estadual, passando a integrar o quadro de médicos do Hospital Regional. Apesar do reconhecimento popular, da credibilidade política e do apreço da população, viveu um profundo desencanto com a atividade política partidária. Optou, então, por não disputar novo mandato eletivo, decisão que refletia sua compreensão de que sua verdadeira vocação estava no cuidado direto às pessoas.
Foi nesse contexto que decidiu fixar residência em Petrolina. Ao chegar à cidade, passou a atuar no Hospital Dom Malan, onde construiu a mais longa e marcante etapa de sua trajetória profissional. Paralelamente, foi sócio do Hospital Memorial por muitos anos, contribuindo de forma significativa para o fortalecimento da rede privada de saúde.
Ainda em Petrolina, exerceu o cargo de Secretário Municipal de Saúde no segundo governo de Fernando Bezerra Coelho. Nesse período, destacou-se como um dos grandes idealizadores e precursores da criação do Hospital de Traumas de Petrolina, projeto estruturante para a saúde regional. Pelo reconhecimento de sua competência e liderança, recebeu convites para compor chapa majoritária como candidato a vice-prefeito e, posteriormente, para disputar o cargo de deputado estadual. Convites que, coerente com sua trajetória, preferiu declinar.
A aposentadoria do Dr. Euclides Mendes Marinho não representa encerramento, mas consagração. São 42 anos dedicados à Medicina, dos quais 36 anos como plantonista do Hospital Dom Malan e servidor do Estado, exercidos com rigor técnico, equilíbrio emocional e profunda humanidade. A ginecologia – área que exige ciência apurada e sensibilidade permanente – encontrou nele um profissional completo, seguro em suas decisões e atento à dignidade de cada paciente.
É preciso registrar um aspecto de especial relevância: durante todo esse período no Dom Malan, Dr. Euclides exerceu também o papel de preceptor dos estudantes de Medicina, formando gerações de médicos. Ensinou não apenas protocolos e condutas clínicas, mas valores essenciais da prática médica: responsabilidade, ética, respeito ao sofrimento humano e compromisso com a vida. Seu legado, portanto, multiplica-se no saber e na postura daqueles que passaram por sua orientação.
Nos corredores do hospital – espaço de urgências, desafios e escolhas difíceis – tornou-se referência de serenidade e confiança. Nunca lhe faltaram presença, escuta e disposição. Sempre solícito, sempre firme, sempre humano. Para as mulheres e famílias do Vale do São Francisco, seu nome passou a significar segurança e cuidado.
Fora do ambiente hospitalar, Dr. Euclides construiu igualmente uma trajetória social exemplar. Na Maçonaria, é irmão de loja, referência ética e Grão-Mestre Adjunto do GOPE, exercendo liderança discreta e efetiva, baseada no exemplo e no serviço. No Lions Clube, reafirma sua vocação para a filantropia e para o compromisso social, traduzindo em ações concretas o ideal de servir.
No âmbito familiar – esse espaço silencioso onde se revelam os verdadeiros fundamentos do caráter – sempre encontrou o alicerce que sustenta grandes caminhadas. Ali se manifestam, de forma íntegra, o homem, o pai, o esposo e o amigo, em plena coerência com a ética praticada na vida pública e profissional.
Essa vocação para cuidar de vidas transformou-se também em legado familiar. Ao lado da esposa, a Dra. Aguida Maria Ulisses Sobreira Mendes, ginecologista-obstetra, construiu um núcleo familiar igualmente dedicado à Medicina. Os filhos seguiram o mesmo caminho: o Dr. Euclides Marinho Mendes, ginecologista-obstetra com atuação em ultrassonografia, este foi colega na graduação do meu filho também médico, Rinaldo Remígio Júnior e o Dr. Vinícius Ulisses Marinho Mendes, ginecologista-obstetra especializado em videolaparoscopia, todos profissionais que honram e ampliam o legado paterno.
A propósito, registre-se que, em 2011, o Dr. Euclides recebeu o Título de Cidadão Petrolinense, reconhecimento formal de uma cidade que o acolheu e que, por ele, foi igualmente cuidada ao longo de décadas.
Assim, sua aposentadoria não é ponto final. É uma vírgula generosa. Porque sua missão sempre foi – e continuará sendo – servir ao próximo, independentemente de cargo público, mandato ou função exercida.
Dr. Euclides Mendes Marinho permanece onde realmente importa: na história da saúde pública, na formação de novos médicos, na vida das pessoas e na memória afetiva desta cidade.
Nossa homenagem, nosso respeito e nossa gratidão.
*Professor universitário aposentado e memorialista!
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A Casa Azul Unidade Pão de Açúcar, segundo Centro de Especialidades em Reabilitação para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) do município de Taquaritinga do Norte, iniciou seus atendimentos na última segunda-feira (5). Inaugurada em 20 de dezembro de 2025, a nova estrutura representa um avanço na descentralização dos serviços de saúde e inclusão, beneficiando diretamente famílias do distrito de Pão de Açúcar e de comunidades vizinhas.
A iniciativa visa facilitar o acesso a tratamentos especializados, reduzindo deslocamentos para a sede do município e atendendo moradores de áreas como Vila do Socorro, Mulungu, Algodão, Tatus, Sítio Varzinhas, Fonte de Água Viva, Sítio Cardoso e Sítio Lages. “Essa segunda Casa Azul reforça o compromisso da gestão municipal com a inclusão e o cuidado integral às pessoas com TEA, tornando Taquaritinga do Norte uma referência nacional nesse atendimento”, destaca o prefeito Gena Lins.
