O ex-presidente Jair Bolsonaro acaba de chegar na Avenida Paulista para participar do ato chamado por ele. Antes de subir no trio onde irá discursar, o líder bolsonarista foi abraçar os seus apoiadores que aguardam ansiosos pelo início do evento.
O ex-presidente Jair Bolsonaro acaba de chegar na Avenida Paulista para participar do ato chamado por ele. Antes de subir no trio onde irá discursar, o líder bolsonarista foi abraçar os seus apoiadores que aguardam ansiosos pelo início do evento.
Uma fonte denunciou ao blog a aprovação, pela Câmara Municipal de Tabira, de projetos que tratam de benefícios para vereadores e reajuste para servidores do Legislativo. Segundo o relato, as matérias teriam sido votadas em sessão extraordinária, sem ampla divulgação prévia. O blog teve acesso aos documentos oficiais das propostas, que confirmam a tramitação e aprovação dos textos neste mês de fevereiro.
Entre os projetos aprovados está o que assegura aos vereadores o direito a 30 dias de férias anuais remuneradas, com adicional constitucional de um terço, a serem usufruídas durante o recesso legislativo. O texto também estabelece que o pagamento do adicional será feito em parcela única, junto ao subsídio do mês correspondente, e veda o fracionamento ou a conversão em dinheiro. Os registros indicam que a proposta foi aprovada por unanimidade em dois turnos, nos dias 18 e 23 de fevereiro.
Leia maisOutro projeto aprovado concede reajuste de 3,9% aos servidores públicos da Câmara que recebem acima do salário mínimo, com base no índice de correção dos benefícios do INSS. O texto define que a medida tem caráter de revisão geral anual e não representa aumento real de salários, além de prever aplicação conforme a disponibilidade orçamentária e os limites legais.
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Por Andréia Sadi – G1
Em uma tentativa de se apresentar como um nome mais palatável ao mercado e se descolar da imagem mais ideológica associada ao bolsonarismo raiz, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem intensificado movimentos para profissionalizar sua estratégia política e de comunicação.
A ideia, segundo aliados, é clara: construir uma candidatura com contornos diferentes do perfil do pai. De 2018, Flávio quer repetir a “fórmula do Posto Ipiranga”, quando Jair Bolsonaro buscou se “vacinar” junto ao mercado com a escolha de Paulo Guedes como o seu guru na economia. Agora, Flávio tenta reproduzir essa lógica, tanto na montagem de uma equipe econômica, e quer estender para nomes experientes no marketing eleitoral.
Leia maisNesse contexto, Flávio sondou o marqueteiro Paulo Vasconcelos, responsável pela campanha presidencial de Aécio Neves em 2014. Hoje, Vasconcelos trabalha com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que também se movimenta como pré-candidato ao Planalto. A investida de Flávio é vista como um gesto estratégico, não apenas pelo peso técnico do marqueteiro, mas principalmente pelo seu profundo conhecimento de Minas Gerais.
Minas é tratada, dentro do grupo bolsonarista, como peça-chave. O estado é historicamente considerado o fiel da balança das eleições presidenciais e, por isso, passou a ocupar o centro do tabuleiro político de Flávio e de Lula — e de todos os candidatos.
Não por acaso, aliados do senador também passaram a defender a hipótese de uma chapa que tenha o governador Romeu Zema como vice. A avaliação é que a presença de Zema ajudaria a ampliar pontes com o empresariado, reforçar o discurso liberal e, ao mesmo tempo, consolidar um palanque competitivo em Minas.
Na prática, os movimentos de Flávio indicam uma estratégia mais ampla: suavizar a imagem, profissionalizar a comunicação e fazer acenos claros ao mercado e ao eleitorado mineiro, numa tentativa de se viabilizar como herdeiro político viável do bolsonarismo em um cenário pós-Bolsonaro.
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O plenário da Câmara dos Deputados deve votar nesta terça-feira (24) o PL (Projeto de Lei) Antifacção e o acordo de livre comércio entre o Mercosul (Mercado Comum do Sul) e a União Europeia. As duas propostas entraram na pauta da Casa ainda nesta tarde.
A informação de que o PL poderia entrar na pauta desta terça foi adiantada pela CNN. O relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), apresentará hoje um novo relatório sobre a proposta, que apresenta medidas para combater o crime organizado no país.
O texto já havia sido aprovado pela Câmara em novembro de 2025. No entanto, ao seguir para análise do Senado Federal, passou por alterações e retornou para o plenário da Câmara. As informações são da CNN.
Leia maisA expectativa é que Derrite retome boa parte do texto originalmente aprovado pela Casa Baixa, incorporando justes pontuais feitos pelos senadores. A proposta endurece punições para presos por envolvimento no crime organizado e restringe a progressão de regime para integrantes de facções criminosas.
Já o acordo de livre comércio do Mercosul com a União Europeia foi aprovado nesta terça pela Parlasul (Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul), comissão mista composta por deputados e senadores do Congresso brasileiro.
O texto amplia o acesso dos consumidores brasileiros a produtos europeus, como vinho, azeite e queijos. No caso das exportações brasileiras, o acordo prevê a eliminação de tarifas para a venda de produtos como carnes, açúcar, etanol, suco de laranja, café e celulose.
O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou na última semana que a votação do tratado seria uma das prioridades da Casa. A expectativa do governo federal é de que o acordo entre em vigência ainda em 2026, no segundo semestre do ano.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou as redes sociais, hoje, para lamentar a situação das vítimas atingidas pelos temporais na região da Zona da Mata, em Minas Gerais. Lula está em viagem à Ásia, desde a última semana, mas diz que tomou conhecimento da tragédia e determinou a “pronta mobilização” do governo para auxiliar a população na região.
As fortes chuvas que atingem Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata do estado, deixaram ao menos 22 mortos e 440 pessoas desabrigadas. Até a última atualização desta reportagem, 45 pessoas estavam desaparecidas. As informações são do portal G1.
Leia maisNa madrugada desta terça-feira (24), o município decretou estado de calamidade pública, e as aulas foram suspensas em todas as escolas da rede municipal. O Corpo de Bombeiros também realiza buscas por pelo menos 45 desaparecidos.
“Quero enviar meus profundos sentimentos às famílias que perderam seus lares e, o que é pior, os seus entes queridos. E me solidarizar com as autoridades e forças de segurança mineiras que estão trabalhando no resgate e no atendimento imediato à população prejudicada pela chuva”, escreveu Lula.
Na mensagem, o petista escreveu que tomou conhecimento da situação durante uma escala em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, onde a aeronave presidencial fez uma parada para abastecer. Na ocasião, Lula também se reuniu com o presidente do país.
“Durante escala de viagem em Abu Dhabi, tomei conhecimento da situação das famílias da Zona da Mata Mineira após as fortes chuvas das últimas horas. E determinei pronta mobilização do Governo do Brasil para auxiliar a população da região”, afirmou.
“Uma equipe de coordenação da Força Nacional do SUS já está a caminho. E a Defesa Civil Nacional, além de já ter enviado profissionais à Zona da Mata, trabalha em regime de alerta máximo e em permanente contato com a Defesa Civil Mineira”, acrescentou.
O presidente destacou que o governo federal já reconheceu o Estado de Calamidade Pública em Juiz de Fora, medida que será publicada no Diário Oficial ainda nesta terça (24).
“Nas próximas horas – e dias – seguiremos de prontidão para agir com a velocidade e a força que o momento exige. Nosso foco é garantir a assistência humanitária, o restabelecimento dos serviços básicos, o auxílio às pessoas desabrigadas e o suporte à reconstrução”.
Lula também disse que ligou para a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, durante a escala, “prestando minha solidariedade e oferecendo o apoio federal”.
Ele concluiu enviando sentimentos às famílias enlutadas. “Quero enviar meus profundos sentimentos às famílias que perderam seus lares e, o que é pior, os seus entes queridos. E me solidarizar com as autoridades e forças de segurança mineiras que estão trabalhando no resgate e no atendimento imediato à população prejudicada pela chuva”.
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A autora do primeiro manual de telejornalismo do Brasil, Vera Íris Paternostro, conhecida por ter seu livro adotado como leitura obrigatória nas faculdades de jornalismo, vem ao Recife lançar seu novo livro, Aristóteles no Mundo Digital – A Comunicação no Século XXI. Se antes a fundadora da Globo News e ex-editora-chefe de Jornal Hoje se preocupou em falar para os jornalistas, agora a nova obra literária fala para todo mundo que produz conteúdo e traz os conceitos criados pelo filósofo grego que viveu antes de Cristo para os dias de hoje.
“Quando você decide publicar algo na internet, você decide contar uma história com os recursos que possui, tecnológicos e intelectuais, no formato que deseja. Para se conectar com seu público de seguidores, precisa entregar uma história de valor, que provoque envolvimento, aderência, elo emocional e crie engajamento. Então, intuitivamente, ou não, você usa conceitos criados há milênios e que permanecem irretocáveis até os dias de hoje”, explica Vera Íris.
Leia maisO lançamento na capital pernambucana acontece na livraria Jaqueira do bairro do Recife, no dia 15 de março. Não foi coincidência o evento acontecer no dia da premiação do Oscar 2026, ocasião em que um filme ambientado no Recife está concorrendo. Intuitivamente, ou não, Kléber Mendonça somou ao seu talento, o uso dos conceitos criados há milênios para construir a história de O Agente Secreto. “Nada é mais determinante para o sucesso de uma obra, independentemente da tecnologia, do que possuir elementos essenciais milenares e definitivos como enredo, unidade de ação, começo, meio, fim, pontos de virada, clímax, emoção, empatia entre outros”
Um momento imperdível e uma leitura fundamental para quem já produz conteúdo (em qualquer formato ou plataforma) e busca melhorar sua entrega, com caminhos mais assertivos.
Serviço:
O quê: Lançamento do livro: Aristóteles no Mundo Digital: a comunicação no século XXI – Com bate-papo da autora Vera Íris Paternostro e a jornalista recifense, radicada em Portugal, Wanessa Andrade.
Quando: Dia 15/03 (domingo) às 15:30.
Local: Auditório da Livraria Jaqueira – Rua Madre de Deus, 110 – Bairro do Recife
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O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou, ontem, que não existe “racha” no partido. A declaração ocorre após troca de indiretas nas redes sociais entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Segundo Valdemar, o partido não está divido e todos estarão no palanque para apoiar Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência.
“Não, nunca existiu um racha. Porque existe o seguinte: a Michelle Bolsonaro não tem tempo de fazer nada. Ela faz a comida para o Bolsonaro de manhã e vai levar na hora do almoço. Ninguém quer ver o marido nem o pai na situação que o Bolsonaro está. Esse é o grande problema”, afirmou o presidente do PL em entrevista a jornalistas depois do evento do Grupo Esfera, em São Paulo. As informações são do portal Estadão.
Leia maisNo último sábado, 21, Michelle publicou em rede social uma foto preparando o almoço do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso na Papudinha, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Na imagem, ela aparecia fritando rodelas de banana. “Ele ama banana frita”, escreveu. A publicação foi interpretada como uma indireta a Eduardo, apelidado pejorativamente de “bananinha”.
A controvérsia teve início após Eduardo Bolsonaro criticar Michelle e Nikolas. Ele afirmou que os dois estariam “jogando o mesmo jogo” e sofrendo de “amnésia”. “Você vê que um, lado a lado, compartilha o outro e se apoia nas redes sociais. Só estão com ‘amnésia’, não sei por qual motivo”, disse. “Não vi nenhum post da Michelle a favor do Flávio. Ela compartilha o Nikolas toda hora. Não sei o que está faltando. Isso é uma pergunta a ser feita para ela. Eu acho que o apoio está aquém do desejável”, acrescentou.
Eduardo também disse ter estranhado declarações de Nikolas em que o deputado defende um “projeto da direita”, e não um projeto específico ligado a Flávio. “Não consegui compreender”, afirmou. Em resposta, Nikolas Ferreira disse que Eduardo “não está bem” e negou qualquer “amnésia” por parte dele ou de Michelle, mas reafirmou apoio a Flávio.
Valdemar diz que Michelle não foi consultada sobre candidatura de Flávio e ainda está ‘se ajustando’ “Bater em mim eu já estou acostumado. Já tem mais de três anos que eles estão aí nessa saga. Mas, sabe, deixa a Michelle viver o calvário dela”, afirmou. “Então, eu acho que o Eduardo não está bem. E eu realmente faço questão de não perder meu tempo com essas divergências, porque eu acredito que a gente tem um Brasil pra salvar.”
Michelle não respondeu diretamente às declarações de Eduardo. No entanto, a publicação fritando bananas para o almoço de Bolsonaro nas redes sociais foi interpretada como indireta. Eduardo pareceu interpretar a postagem como provocação. Ele republicou o tuíte de um seguidor que dizia: “Continuem fritando banana enquanto o Flávio e o Eduardo estão trabalhando duro para resgatar o país”.
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Metrópoles
O prefeito de Aracoiaba (CE), Wellington Silva de Oliveira, conhecido como Edim Oliveira, foi afastado do cargo após o Ministério Público Eleitoral (MPE) pedir à Câmara Municipal a extinção de seu mandato. O político é irmão do cantor Wesley Safadão.
A decisão foi tomada depois da confirmação de que o gestor teve os direitos políticos suspensos em razão de uma condenação criminal definitiva por estelionato. Com o afastamento, a vice-prefeita Selma Bezerra assumiu interinamente o comando da prefeitura.
Leia maisEm vídeo divulgado nas redes sociais, a parlamentar afirmou que a Constituição determina que, em caso de vacância do cargo de prefeito, o vice deve assumir. Selma também garantiu que a administração municipal seguirá funcionando normalmente.
“Quero tranquilizar toda a população e dizer que as coisas irão continuar normalmente, com dedicação e planejamento. Não haverá desconfianças nem conflitos. Todos me conhecem e sabem do meu caráter”, declarou.
Segundo o Ministério Público, a suspensão dos direitos políticos foi confirmada após consulta a sistemas judiciais, o que inviabiliza a permanência de Edim Oliveira no exercício do mandato. O órgão sustenta que, diante da situação jurídica do gestor, a Câmara deve formalizar a perda do cargo.
Edim se manifestou por meio de vídeo e disse que o processo que resultou na condenação é anterior à sua gestão como prefeito e não tem relação com a administração municipal. Ele afirmou ainda que já acionou sua equipe jurídica para tentar reverter a situação.
“Não envolve em nada a atual gestão municipal. E recebo qualquer manifestação com respeito institucional. Já acionei minha equipe jurídica, e tudo será devidamente esclarecido”, afirmou.
Empresário, Edim Oliveira declarou mais de R$ 3 milhões em bens nas últimas eleições, incluindo terrenos, apartamentos e veículos. Ele também possui participação na WS Shows Ltda, empresa que gerencia a carreira do cantor Wesley Safadão, seu irmão.
Selma Bezerra tem longa trajetória política no município. Foi vereadora entre 2005 e 2016 e novamente entre 2021 e 2024, além de ter exercido o cargo de vice-prefeita no período de 2017 a 2020. A situação de Edim Oliveira ainda deve ser analisada pela Câmara Municipal, enquanto sua defesa tenta reverter os efeitos da condenação na Justiça.
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, hoje, que o Supremo Tribunal Federal (STF) condene os cinco réus acusados de planejar e matar a vereadora Marielle Franco, em março de 2018, no Rio de Janeiro. Na ação, também foi assassinado o motorista Anderson Gomes. O caso está sendo analisado pela Primeira Turma do Supremo.
São acusados:
O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, defendeu que há provas suficientes contra os réus, que indicam a participação direta nos crimes.
Em sua exposição, a PGR argumentou que os irmãos Brazão comandavam uma organização criminosa que se caracterizava pela ocupação de terras, com “marcas claras de atividades de grilagem”.
A acusação diz que Marielle realizou reuniões em áreas da zona oeste do Rio de Janeiro de domínio da organização criminosa e era vista como um risco aos negócios dos irmãos.
“Fartos dos confrontos com Psol e com Marielle, os irmão Brazão decidiram pelo homicídio de Marielle Franco. Com a intensificação de Marielle em áreas de milícias, a vereadora se tornou o alvo alternativo da organização criminosa”, afirmou a Procuradoria, que sustentou que o ex-deputado e atual presidente da Embratur, Marcelo Freixo (Psol-RJ), era o alvo preferencial dos milicianos.
Chateaubriand ressaltou que a versão apresentada pelo delator do caso, Ronnie Lessa, se mostrou “amplamente demonstrada” e que Marielle se tornou o alvo dos milicianos por impor obstáculos à organização, inclusive à tramitação de projetos de lei que interessavam os criminosos.
“Marielle ameaçou os currais eleitorais dos irmãos e apresentou uma perspectiva de revogação fundiária que contrariava o já consolidado padrão de poder territorial das milícias por meio de grilagem”.
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O ex-ministro do Turismo no Governo Bolsonaro, Gilson Machado, rebateu, ontem, as declarações do presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, de que seria um “desertor de Flávio Bolsonaro” por deixar a sigla e filiar-se ao Podemos em nome de um projeto pessoal.
De acordo com Gilson, Anderson o acusa do que costuma ele mesmo praticar: “Às vezes ele tenta me medir pela mesma régua dele”, ironizou. O ex-ministro ainda acusou Anderson de fazer do PL um PF: “Partido dos Ferreira”. As informações são do blog da Renata Gondim.
O presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Leandro Grass, é o convidado do meu podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco, hoje. Na pauta, sua pré-candidatura ao Governo do Distrito Federal pelo PT e os principais projetos de preservação do patrimônio cultural brasileiro, além da conjuntura política nacional.
Formado em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB), com mestrado em Desenvolvimento Sustentável pelo Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB e formação em gestão cultural pela Organização dos Estados Ibero-Americanos, Grass é professor e pesquisador nas áreas de sociologia, políticas públicas e participação social. Foi deputado distrital entre 2019 e 2022, período em que foi autor de diversas leis nas áreas de educação, desenvolvimento sustentável e direitos das mulheres.
Leia maisO Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV (sob o comando do jornalista Heron Cid); a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras; e a LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são: Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, Autoviação Progresso, Grupo Antonio Ferreira Souza, Água Santa Joana, Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Por Diana Câmara
À medida que o calendário eleitoral avança e o ambiente político começa a se movimentar, surge uma dúvida recorrente entre agentes públicos, pré-candidatos e assessores: afinal, o que já é possível fazer antes do registro formal de candidatura? A resposta exige análise técnica, pois a linha que separa a legítima manifestação política da propaganda eleitoral antecipada continua sendo um dos pontos mais sensíveis do Direito Eleitoral, sobretudo em um cenário marcado pela comunicação digital permanente e pelo uso estratégico das redes sociais.
A legislação brasileira, especialmente a partir das alterações promovidas nos últimos anos, ampliou o espaço de liberdade na chamada pré-campanha. O art. 36-A da Lei nº 9.504/1997 estabelece que determinadas condutas não configuram propaganda eleitoral antecipada, desde que não haja pedido explícito de voto. Esse é o núcleo da regra. Pode haver manifestação política, pode haver exposição de ideias, pode haver construção de posicionamento público; o que não se admite, antes de 15 de agosto do ano da eleição, é o pedido direto e inequívoco de voto.
Leia maisO Tribunal Superior Eleitoral consolidou entendimento no sentido de que somente o pedido explícito de voto caracteriza, em regra, a propaganda antecipada. Expressões como “vote em mim”, “peço seu voto” ou “conto com seu apoio nas urnas” são exemplos clássicos de conduta vedada quando praticadas antes do período legal. Por outro lado, a jurisprudência admite a exaltação de qualidades pessoais, a divulgação de posicionamentos políticos, a menção à futura candidatura, a crítica a adversários e a defesa de projetos e propostas. O critério adotado é objetivo, mas não ingênuo: a Justiça Eleitoral também considera o contexto e a intenção evidente de influenciar o eleitorado quando a comunicação, ainda que sem fórmula explícita, revele inequívoco caráter eleitoral.
Um dos pontos mais sensíveis para 2026 envolve o impulsionamento de conteúdo nas redes sociais. O TSE tem admitido o impulsionamento na pré-campanha, desde que o conteúdo esteja dentro dos limites do art. 36-A e não contenha pedido explícito de voto. Contudo, a análise deixa de ser meramente formal quando se verifica investimento elevado, estratégia massiva de alcance ou construção de narrativa claramente voltada à captação antecipada do eleitorado. Nesses casos, pode surgir discussão não apenas sobre propaganda antecipada, mas também sobre eventual abuso de poder econômico, a depender da dimensão e do impacto da conduta.
No mesmo sentido, entrevistas, participações em debates, lives e manifestações em redes sociais são admitidas pela legislação e pela jurisprudência. O simples fato de mencionar uma possível candidatura futura não configura irregularidade. O cuidado, entretanto, deve recair sobre a linguagem utilizada, a adoção de slogans típicos de campanha, a estrutura profissional de marketing já organizada com evidente finalidade eleitoral e a repetição sistemática de mensagens que ultrapassem a mera exposição de ideias para se aproximarem de verdadeiro pedido de voto disfarçado.
Também é legítima a participação em eventos partidários, congressos, encontros com apoiadores e reuniões políticas internas. A irregularidade pode surgir quando tais eventos assumem formato de comício antecipado ou quando há convocação direta do eleitorado com pedido explícito de apoio eleitoral. Mais uma vez, a análise é contextual e exige prudência estratégica.
O que se observa, portanto, é que a pré-campanha tornou-se um espaço juridicamente reconhecido de construção de imagem política e de debate público. A legislação atual prestigia a liberdade de expressão e o direito ao posicionamento político, mas impõe limites claros. A Justiça Eleitoral costuma observar três elementos centrais: a existência de pedido explícito de voto, o contexto e a intenção eleitoral manifesta e o potencial desequilíbrio na disputa.
Em 2026, com a intensificação da comunicação digital, do marketing político estruturado e do uso de tecnologias cada vez mais sofisticadas, a fiscalização tende a ser ainda mais rigorosa. A pré-campanha não é território livre, mas tampouco é zona proibida. Trata-se de um espaço de liberdade responsável, em que estratégia política e segurança jurídica precisam caminhar juntas. Ignorar esses limites pode resultar em multa por propaganda antecipada, representações eleitorais e, em hipóteses mais graves, discussões sobre abuso de poder.
Mais do que nunca, o cenário que se desenha exige planejamento técnico e consciência jurídica. A disputa eleitoral começa antes do registro, mas não pode começar fora da lei.
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Em agenda no Recife, ontem, o prefeito Simão Durando e o deputado estadual Antonio Coelho se reuniram com o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho. A pauta do encontro foi o aumento de homicídios em Petrolina nas últimas semanas. O prefeito pediu apoio do governo do Estado para fortalecer a segurança e sufocar a atuação de criminosos no Vale do São Francisco.
A visita ao secretário estadual ocorreu após Simão ligar, no último sábado, para a governadora Raquel Lyra. O prefeito relatou o registro de homicídios em série nas semanas, que tem trazido preocupação para a população. Só nos primeiros 50 dias de 2025, foram registrados 44 homicídios, quase o dobro do mesmo período do ano passado.
Leia maisO prefeito reivindicou a criação de mais uma delegacia distrital. Também foi solicitada a ampliação do número de policiais militares e civis para um volume compatível com a nova realidade de Petrolina, município que teve o maior crescimento populacional no estado. Além disso, o Simão Durando pediu a implantação de câmeras de monitoramento, entre outras ferramentas de inteligência e prevenção ao crime.
O prefeito defendeu a atuação integrada das forças de segurança do estado, governo federal e prefeitura. “Petrolina cresceu muito, já somos a maior cidade do interior e vamos crescer muito mais. É urgente que o efetivo da polícia e a estrutura de segurança acompanhem esse desenvolvimento. Conversei com a governadora no sábado e agora com o secretário de segurança para que seja dada uma resposta urgente. Precisamos trabalhar integrados para combater a atuação de criminosos em nossa região”, relatou o prefeito após a reunião na Secretaria de Defesa Social.
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