Metrópoles
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal realizasse busca e apreensão e instalasse tornozeleira eletrônica em um vigilante da Receita Federal lotado no Rio de Janeiro. A decisão ocorre no âmbito da investigação sobre o vazamento de dados de ministros da Corte e familiares. A operação contra o vigilante foi realizada na última quinta-feira (19/2).
O alvo da operação atua no Centro de Atendimento ao Contribuinte da Receita Federal no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro. A unidade é a mesma em que trabalha o servidor do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) – estatal de tecnologia do governo federal – suspeito de vender informações sigilosas sobre ministros do STF e familiares.
Leia maisQuatro servidores da Receita Federal foram alvo de operação da Polícia Federal (PF), suspeitos de vazarem dados de autoridades, entre elas de familiares de ministros do STF.
Segundo o STF, os investigados são: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes, que são servidores da Receita Federal ou funcionários públicos de outros locais que estão cedidos ao órgão.
Os mandados foram cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, que atendeu a uma solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Investigações apontam que o sigilo fiscal da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, foi quebrado indevidamente. Além dela, o filho de outro ministro do Supremo teve a declaração de Imposto de Renda acessada sem autorização. As investigações estão dentro do Inquérito nº 4.781, conhecido como inquérito das fake news.
Em nota publicada após a operação, a Receita Federal afirma que “não tolera desvios, especialmente relacionados ao sigilo fiscal, pilar básico do sistema tributário”. Além disso, o órgão ressalta que seus sistemas são “são totalmente rastreáveis, de modo que qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal”.
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Com a estreia de Ernesto Paglia, ex-Globo, o Roda Viva não viu grandes acréscimos de audiência em seus índices. A TV Cultura marcou baixos números e ficou atrás de todas as emissoras comerciais na noite desta segunda-feira (21). As informações são da Folha de São Paulo.
Segundo dados prévios de audiência do Kantar Ibope, obtidos pela coluna, o novo Roda Viva marcou 0,6 pontos de média na Grande São Paulo. Cada ponto equivale a 199 mil telespectadores na capital paulista.
Leia maisA Globo liderou com 21 pontos ao exibir a novela “Três Graças” e o BBB 26. A Record ficou com 5 com “Reis” e a novela turca “Chamas do Destino”. O SBT marcou 4 com o Programa do Ratinho e o humorístico Comédia SBT.
A Band, com o Apito Final com Neto, conseguiu 0,8 ponto. A RedeTV! com o Sensacional, apresentado por Daniela Albuquerque, conseguiu 0,7 ponto. O pico do novo Roda Viva foi de 0,8 ponto. Em seu momento máximo, a atração ficou em quinto lugar no ranking das emissoras.
No YouTube, a transmissão ao vivo da estreia de Paglia conseguiu apenas cerca de 9 mil visualizações, baixo para os padrões comuns da atração, que costuma superar a marca de 100 mil com frequência. No programa de estreia, Paglia recebeu a cientista Tatiana Sampaio, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela é líder da pesquisa sobre a polilaminina, que se tornou esperança para reverter paralisias por lesão na medula.
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A Prefeitura de Araripina realizou, hoje, a ação Inclusão INSS, garantindo 70 atendimentos entre perícias médicas e avaliações sociais para estudantes da rede municipal, crianças e adolescentes que aguardavam análise para o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A iniciativa aconteceu por meio da parceria entre as Secretarias de Educação, Assistência Social e Combate à Fome e o INSS, assegurando que as perícias, antes agendadas para cidades como Petrolina e Juazeiro do Norte, fossem realizadas no próprio município.
A ação contou com duas peritas médicas e uma assistente social, que realizaram as avaliações necessárias para dar andamento aos requerimentos. Muitas das crianças atendidas aguardavam há meses pela análise do benefício e enfrentariam longas viagens para conseguir atendimento fora do município. Com o empenho da Prefeitura, por meio da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome, a perícia foi descentralizada, facilitando o acesso e reduzindo os custos e dificuldades de deslocamento para as famílias.
Leia maisA secretária de Assistência Social e Combate à Fome, Camila Sampaio, destacou a importância da iniciativa. “Nosso compromisso é cuidar das pessoas, especialmente de quem mais precisa. Trazer essa ação para Araripina é garantir respeito, dignidade e acolhimento às mães e às nossas crianças. Cada atendimento realizado aqui representa menos sofrimento e mais acesso a direitos.”
O prefeito Evilásio Mateus reforçou o caráter humano da ação. “Quando a gestão trabalha com sensibilidade e responsabilidade, os resultados chegam para quem realmente precisa. Não poderíamos permitir que tantas famílias continuassem enfrentando viagens longas e desgastantes. Essa parceria mostra que, quando unimos forças, conseguimos transformar realidades com mais empatia e cuidado.”
Representando o Inclusão INSS, Flávio também ressaltou a relevância do trabalho conjunto: “Esse projeto, em conjunto, em parceria com o município, a gente tenta agilizar o requerimento das crianças. Tem muitas crianças no município com requerimentos aguardando análise há muitos meses. Então, a intenção principal do INSS é essa e sem falar que aqui foi a melhor ação que o INSS já fez do Inclusão. Foi tudo tão organizado, foi tudo tão acolhedor para as mães.”
A ação Inclusão INSS confirma o compromisso da Prefeitura de Araripina com a garantia de direitos, a inclusão social e a humanização dos serviços públicos, que se intensificou desde o início da gestão em 2025.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, pode ser chamado de muitas coisas. Menos de representante da direita comprometida com a defesa da chamada “moral e bons costumes”. Não terá sido por isso que ganhou em Mogi das Cruzes (SP), sua cidade natal, o apelido de “Boy” (dizem que foi porque, quando criança, ele era parecido com o garoto filho de Tarzan do seriado da TV).
Não terá sido por isso que foi ele quem levou a modelo Lilian Ramos para o camarote onde estava o então presidente Itamar Franco proporcionando a famosa foto da moça sem calcinha. Valdemar é um típico nome da direita tradicional brasileira. Que se molda às mudanças dos ventos políticos para sempre estar no poder.
Leia maisAo longo do tempo, Valdemar acostumou-se a correr riscos. Não por acaso, conseguiu estar envolvido com os maiores escândalos tanto do PT de Luiz Inácio Lula da Silva quanto de Jair Bolsonaro. Foi condenado no processo do Mensalão e escapou por pouco de entrar na ação por golpe de Estado julgada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A aliança com Bolsonaro e seu núcleo, porém, tem sido o seu maior desafio político.
A cartada que Valdemar deu levando para o partido Bolsonaro fez com que o PL pela primeira vez crescesse de partido médio para partido grande. Rivaliza em tamanho com o PSD e o PT. Em diversos aspectos, supera os outros dois. Mas isso obriga Valdemar a ter que domar o espírito de direita mais radical dos bolsonaristas que definitivamente não é o seu. Ao levar Bolsonaro, Valdemar estabeleceu como princípio que não abriria mão do comando do PL. Essa era a condição para que não acontecesse ali o que aconteceu com o PSL.
Valdemar, no entanto, está vendo o risco desse controle ser perdido. Envolvido no processo de total autofagia da família Bolsonaro, desde a prisão na Papudinha do patriarca. Os projetos da família não são os projetos de Valdemar. E, na verdade, não parece também haver unidade nos projetos da família, incluídos pai, esposa e filhos.
O primeiro ponto é o próprio Jair Bolsonaro. Ele quer se manter como a principal referência de direita mesmo estando preso e inelegível. A partir de terceiros, quer coordenar o processo. Mas derrotar Lula na eleição não parece ser o objetivo principal: está abaixo de não perder a hegemonia da direita.
Entra aí o projeto de montar a maior bancada bolsonarista possível no Senado. Para que ela seja capaz de pressionar o STF e produzir processos de impeachment. No fundo, capaz de reverter condenações e outras situações que deixam Bolsonaro encarcerado e fora do jogo oficial da política brasileira.
O problema disso tudo é que tal projeto atrapalha o caminho do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na sua tentativa de derrotar Lula na eleição presidencial de outubro. Flávio sabe que precisa se ampliar. E não por acaso agiu para que isso acontecesse na chapa fechada no Rio, que une PL, União Brasil e PP.
A chapa terá o secretário de Cidades, Douglas Ruas (PL) como candidato a governador. Para o Senado, o governador Claudio Castro (PL) e o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), para o Senado. Não é uma chapa bolsonarista raiz. Mas Flávio emplacou a mãe, Rogéria Bolsonaro, como suplente de Canella.
Mas não é assim que o barco avança em outros estados. Foi por isso que Valdemar tentou intervir em Santa Catarina para que o governador Jorginho Mello (PL) mantivesse o compromisso para o Senado com Esperidião Amin (PP). O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), cobrou e ameaça não apoiar Flávio.
Aliados de Valdemar preocupam-se com a situação. Sabem que, por mais que Bolsonaro queira, o PL não irá fazer as duas vagas para o Senado. A situação limita Flávio e o afasta dos grupos mais moderados. Nesses tempos polarizados, pode até dar certo. Mas nunca foi assim que Valdemar trabalhou.
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Uma das profissionais mais influentes do cinema brasileiro, Fátima Toledo estará em Petrolina nos dias 02 e 03 de março de 2026, durante o Festival Cine Caatinga. A preparadora de elenco participa do evento em dois momentos distintos, reforçando a dimensão formativa do festival no Semiárido.
No dia 02 de março, ela realiza a Masterclass “Preparação de Elenco para Filmes”, aberta ao público, gratuita e sem necessidade de inscrição. O encontro acontece em formato de palestra e diálogo, compartilhando trajetória, método e experiências acumuladas ao longo de mais de quatro décadas de atuação no cinema e na televisão.
Leia maisJá no dia 03 de março, acontece a “Vivência do Método Fátima Toledo”, atividade prática e imersiva, também gratuita, porém com vagas limitadas para quem fez as inscrições. A vivência propõe um trabalho direto sobre corpo, instinto, escuta e presença, colocando os participantes em contato com processos reais de criação cênica aplicados em grandes produções.
Criadora de um método reconhecido pela intensidade e pela busca da verdade emocional em cena, Fátima assinou a preparação de elencos de obras como “Cidade de Deus”, “Central do Brasil”, “Pixote”, “Tropa de Elite” 1 e 2, “O Céu de Suely”, “Cidade Baixa”, além de produções recentes como “Pssica”, “Maria e o Cangaço”, “Cangaço Novo” e “Cidade de Deus: A Luta Não Para”.
Nos dias 04 e 05 de março, serão realizados dois painéis com os temas “Distribuição de Filmes – Estratégias e Canais” e “Produção Musical, IA e Monetização”. As informações sobre os painéis e convidados podem ser obtidas pelas redes sociais oficiais do festival (@CineCaatinga) ou pelo link https://linkme.bio/cinecaatinga. As atividades acontecerão no Teatro do Sesc Petrolina (Centro).
O Festival Cine Caatinga tem curadoria e direção de Wllyssys Wolfgang, coordenação técnica e produção executiva de Amanda Martins, direção de produção de Cícero Rodrigues e coordenação de produção de Wyvys Reis. O projeto é realizado pela Caroá Produções, com apoio da WW Filmes, Sesc Petrolina e Prefeitura de Petrolina, e incentivo do Funcultura Audiovisual/FUNDARPE e da Lei Paulo Gustavo.
Com mais de 13 anos de trajetória, o Cine Caatinga consolidou-se como um dos principais polos de formação, exibição e articulação audiovisual do Semiárido brasileiro, reunindo festival, ações formativas e streaming gratuito com mais de 200 filmes disponíveis em www.CineCaatinga.com.br.
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou, hoje, para condenar os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão por planejar e mandar matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em março de 2018, no Rio de Janeiro.
Moraes, que é relator do caso, também entendeu que os irmãos Brazão formaram uma organização criminosa armada e votou pela condenação por este crime. O relator votou ainda para condenar Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar, pelos homicídios.
Leia maisO trio, pelo entendimento do ministro, também é responsável pela tentativa de homicídio da assessora de Marielle, Fernanda Chaves, que sobreviveu ao ataque em 2018. Moraes votou também para que Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão, fosse condenado pela participação na organização criminosa.
No caso de Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do RJ, Moraes entendeu que não há prova de que ele tenha participado dos assassinatos, mas que ele é culpado pelos crimes de obstrução à Justiça e corrupção.
“Aqui, colegas, importantes, porém, entendo que não há prova específica de que Rivaldo Barbosa de tenha participado dos homicídios. Não há nenhum elemento a corroborar essa afirmação”, disse.
“Afasto, por dúvida razoável, e não negativa de autoria, o triplo homicídio, uma vez que não há prova corroborando a delação, mas há farta prova em relação à obstrução e corrupção passiva”, argumentou o ministro.
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Em meio às ações da Operação Vassalos, deflagrada pela Polícia Federal e determinada pelo Supremo Tribunal Federal, a defesa do ex-senador Fernando Bezerra Coelho e do deputado federal Fernando Filho afirma não ter tido acesso à decisão que fundamentou as medidas cautelares autorizadas pelo ministro Flávio Dino. Confira abaixo a nota na íntegra:
O escritório do advogado André Callegari, que representa Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho, não teve acesso à decisão do ministro do STF Flávio Dino. Os mandados vieram desacompanhados dos motivos que ensejaram as medidas cautelares. A defesa já solicitou acesso aos autos, para que, assim, possa se manifestar no processo.
Em nota enviada à imprensa e aos colaboradores, o Grupo Ferreira Souza informou, na manhã de hoje, o fim da escala 6×1 em todos os setores da empresa. Segundo seu presidente, Antônio Souza, “este ato é um compromisso com a justiça social, com quem nos ajuda a construir uma vida melhor para cada um da Família Grupo Ferreira Souza”. Confira abaixo a integra da nota:
Prezados colaboradores, colegas, amigos e parceiros,
Muito se tem falado na imprensa e da promessa de pauta pelo Congresso Nacional sobre o fim da jornada 6×1, no cenário nacional. Enquanto ainda se debate e se faz, cada um, a sua polêmica sobre o tema, que ainda percorre os trâmites em um ano eleitoral, do qual não se tem certeza de nada, o Grupo Ferreira Souza reafirma seu compromisso histórico com o respeito, a valorização humana e a responsabilidade social.
Leia maisAntes mesmo de qualquer imposição legal, o Grupo Ferreira Souza, por iniciativa do seu presidente, Dr. Antônio Souza, em conjunto com a vice-presidência, Júlia Queiroz, e com o diretor Allan Bacurau, decidiu transformar esse debate em ação concreta: é com satisfação que informamos que, a partir de agora, adotaremos o fim dessa jornada, uma realidade 6×1, passando de 44 para 40 horas semanais, a todos os integrantes, a partir de 01/03/2026, data simbólica por ser também o aniversário do nosso herdeiro e colaborador do Grupo, Anthony Souza.
Dessa forma, entendendo que a produtividade sustentável nasce do equilíbrio, do bem-estar e de condições dignas de trabalho, possibilitando mais tempo junto ao que é mais importante e caro a todos nós, que é a nossa família, e momentos em que podemos programar viagem, pegar um cineminha, visitar amigos, enfim, convivência, lazer e cuidado, afinal, são tempos que não voltam mais e podemos torná-los inesquecíveis em nossas vidas e nas de nossos queridos.
Isso é compromisso com a justiça social, com quem nos ajuda a construir uma vida melhor para cada um da Família Grupo Ferreira Souza.
Essa decisão não é apenas operacional – é institucional. Representa nossa convicção de que resultados sólidos caminham lado a lado com o bem social, a qualidade de vida e o reconhecimento do esforço diário de cada colaborador. Pessoas valorizadas constroem empresas mais fortes, mais éticas e mais competitivas.
Mais uma vez, o Grupo Ferreira Souza sai na frente. Não por obrigação, mas por princípio. Seguimos juntos, evoluindo como organização e como comunidade.
Grupo Ferreira Souza
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Metrópoles
A Polícia Federal (PF) deflagrou, hoje, uma operação para apurar suspeitas de desvios de emendas parlamentares e manipulação de licitações em diferentes estados do país. A ação, batizada de Operação Vassalos, foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e mira um grupo que, segundo investigadores, teria montado um esquema para direcionar contratos públicos, desviar recursos e lavar dinheiro.
A reportagem apurou que o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE) é um dos alvos, assim como o seu pai, o ex-senador Fernando Bezerra (MDB-PE), e o seu irmão, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho. Ao todo, são cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal. O caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino.
Leia maisDe acordo com a investigação, a organização seria formada por agentes públicos e empresários que atuavam em conjunto para indicar emendas parlamentares a determinados municípios, viabilizar convênios e, na etapa seguinte, direcionar licitações para empresas ligadas ao próprio grupo.
Parte do dinheiro, ainda segundo a PF, voltaria aos envolvidos na forma de propina, além de ser usada para aquisição e ocultação de bens. Um dos episódios sob apuração envolve recursos destinados à cidade de Petrolina, no sertão pernambucano. O caso foi revelado pelo O Globo.
Em 2021, uma emenda de R$ 22 milhões indicada por Fernando Bezerra Coelho ajudou a financiar obras de revitalização da chamada Orla 3, às margens do Rio São Francisco. O convênio foi firmado entre a prefeitura e a Codevasf, então chefiada localmente por um ex-assessor do próprio ex-senador.
Investigadores apontam que o traçado da obra passa por área pertencente a empresa cujo sócio é irmão de Bezerra Coelho, o que levou à necessidade de desapropriação de parte do terreno.
Além disso, após a entrega da primeira etapa da revitalização, empreendimentos imobiliários começaram a ser anunciados na região, inclusive com participação de empresa ligada ao ex-prefeito Miguel Coelho, outro filho do ex-senador.
A Polícia Federal apura se a destinação da emenda, a celebração do convênio e a execução da obra atenderam a interesses privados, em vez de critérios técnicos e de interesse público.
A Operação Vassalos também investiga crimes como peculato, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e frustração do caráter competitivo de licitações. O material apreendido nas buscas será analisado e pode subsidiar novas fases da apuração.
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A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg para a presidência da República, divulgada hoje, traz notícias animadoras para Flávio Bolsonaro (PL) e preocupantes para o entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença entre eles encurtou, devido a mudanças importantes na expectativa de voto em alguns estratos da sociedade.
No principal cenário de primeiro turno testado, Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 37,9% do senador fluminense, filho de Jair Bolsonaro. Em levantamento semelhante, feito em janeiro, o atual presidente tinha um índice de 48,8%, enquanto Flávio somava 35%. As informações são da Carta Capital.
Leia maisEsse cenário teve forte influência do voto masculino. O Atlas aponta que, de janeiro para fevereiro, Lula caiu quatro pontos percentuais entre os homens (de 40,6% para 36,4%). Enquanto isso, Flávio subiu de 38% para 45,6%, uma alta de mais de sete pontos.
Chama atenção, ainda, a diferença entre as intenções de voto considerando pessoas que cursaram até o ensino fundamental. Em janeiro, Lula era o preferido de 61,2% desse grupo; em fevereiro, caiu para 37,3% – diferença de quase 24 pontos. Flávio, por outro lado, subiu de 28% para 41,2%, alta de 13,2 pontos.
Na região Sudeste, a mais populosa do país, houve um achatamento da distância. Em janeiro, Lula tinha 49,3% das intenções de voto na região, enquanto Flávio somava 36,1%. Já em fevereiro, a distância era bem menor: 43,6% para o petista, ante 41,9% para o senador.
Lula viu sua liderança diminuir também na região Nordeste, seu principal reduto eleitoral. Ele somava 58,2% em janeiro, e caiu para 50,4% em fevereiro. Flávio subiu de 28,7% para 31,8%.
Na pesquisa de janeiro, foram 5.418 participantes, com o código de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) BR02804/2026. Em fevereiro, 4.986 pessoas participaram e o levantamento foi registrado no TSE com o código BR07600/2026.
Nos dois levantamentos citados, a margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos. Essa margem, porém, é relativa à amostra total, e não por estratos. A Atlas não divulga o detalhamento sobre a margem de erro para cada grupo de população, que pode ser diferente, dado que o número de pessoas entrevistadas é menor.
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Em um único dia de agendas em Brasília, o deputado federal Felipe Carreras (PSB) demonstrou força política e capacidade de articulação ao reunir prefeitos pernambucanos em uma verdadeira maratona ministerial: foram quatro ministros de Estado e dois presidentes de órgãos federais estratégicos.
Ao lado dos prefeitos Helinho Aragão, de Santa Cruz do Capibaribe, Diógenes Patriota, de Tuparetama e Aline Karina, de Itapetim, Carreras abriu portas no primeiro escalão do governo federal. As comitivas foram recebidas pelos ministros Gustavo Feliciano do Turismo, Jader Barbalho Filho, das Cidades, André Fufuca, do Esporte, e Tadeu Alencar (em exercício), do Empreendedorismo.
Leia maisA agenda incluiu ainda reuniões com os presidentes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Alexandre Motta, e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba, ampliando o alcance das tratativas.
Em Brasília, onde acesso e interlocução fazem diferença, a sequência de agendas reforça o prestígio político de Felipe Carreras e sua capacidade de abrir portas e garantir que as demandas dos municípios pernambucanos cheguem diretamente aos centros de decisão do Governo Federal.
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O advogado Antônio Campos ajuizou uma Ação Popular, com pedido de tutela de urgência, visando ao ressarcimento de R$ 106 milhões pelos prejuízos causados ao patrimônio histórico e cultural de Olinda, decorrentes da frustração e da má gestão de recursos do PAC Cidades Históricas.
A ação é dirigida contra o ex-prefeito de Olinda, Lupércio Carlos do Nascimento, e a atual prefeita, Mirella Fernanda Bezerra de Almeida, que, segundo a petição inicial, exerceu funções estruturantes na gestão anterior.
De acordo com a ação, relatórios oficiais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) apontam que, das 14 ações previstas para Olinda no âmbito do programa federal, apenas três foram concluídas.
O processo também registra inadimplência do município no Siafi, devolução de recursos e a instauração de tomadas de contas especiais junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), fatos que, segundo o autor, configuram dano ao erário e ao patrimônio cultural protegido, cujos efeitos ainda são sentidos pela cidade, além de manter o município em situação de inadimplência.
Antônio Campos sustenta ainda que as obras atualmente vinculadas ao novo PAC e os projetos de restauro em andamento, sob gestão da Fundarpe, não eliminam o prejuízo já concretizado pela gestão municipal anterior no âmbito do PAC Cidades Históricas.
A ação tramita na 12ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco. Em despacho, o juiz federal Frederico Augusto Leopoldino Koehler determinou a citação dos réus para apresentação de defesa e consignou que a análise do pedido de tutela de urgência, que requer a indisponibilidade de bens até o limite de R$ 106 milhões, será feita após as contestações, admitindo o regular prosseguimento da ação.
