A prefeita de Bezerros, Lucielle Laurentino (União Brasil), ainda não teria efetuado o pagamento de cachês a artistas que se apresentaram no polo de Serra Negra, durante o São João do município, segundo relatos encaminhados ao blog. A gestora é aliada da governadora Raquel Lyra (PSD).
De acordo com as informações, nomes como Santanna, Maciel Melo, Geraldinho Lins, Mestrinho, Luiz Fidelis, Fábio Carneirinho, Cezinha e Waldonys estariam entre os que aguardam pagamento pelas apresentações realizadas no evento.
Ainda segundo a denúncia, apenas o cantor Assisão teria recebido o cachê, com pagamento efetuado no último dia do ano passado.
O Recife recebe, na quarta-feira (25), o Giro Filantropia, seminário itinerante voltado à capacitação de organizações da sociedade civil. O evento será realizado das 9h às 18h, na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), no bairro da Boa Vista, com acesso gratuito mediante inscrição. A iniciativa conta com apoio do Bora Impactar, programa da Prefeitura do Recife, e aborda temas como contabilidade, legislação, captação de recursos, desenvolvimento institucional e tecnologia.
Realizado pela Rede Filantropia, o Giro Filantropia já promoveu mais de 100 eventos em cerca de 50 cidades brasileiras desde 2015. A ação integra a agenda de atividades relacionadas ao terceiro setor no município, que inclui a realização do Fórum Interamericano de Filantropia Estratégica (FIFE), previsto para abril de 2026, no Recife. “Mais do que viabilizar apoio pontual, o Bora Impactar atua de forma estruturante ao ampliar a visibilidade das organizações sociais, promover capacitação, estimular o engajamento cidadão e fortalecer a sustentabilidade institucional das ONGs que atuam na cidade”, afirmou o secretário de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia do Recife, Rafael Cunha.
Por Marlos Porto*
No último dia 23 de fevereiro, o colunista Josias de Souza, do UOL (https://noticias.uol.com.br/colunas/josias-de-souza/2026/02/23/fachin-faz-papel-de-coveiro-de-prova-viva-no-teatro-pro-toffoli.htm), publicou um texto afirmando que o ministro Edson Fachin “enterrou no arquivo morto a arguição de suspeição de Toffoli e o relatório da Polícia Federal que arrancou o ministro da relatoria do caso Master”. A afirmação, contudo, não resiste a uma consulta mínima aos fatos — e, mais grave, induz o leitor a erro sobre o destino de uma investigação de alta relevância institucional.
O que efetivamente ocorreu? Em 12 de fevereiro de 2026, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) cópia integral do relatório da Polícia Federal que menciona o ministro Dias Toffoli, para que o procurador-geral Paulo Gonet se manifeste. A informação está documentada no Valor Econômico (https://valor.globo.com/politica/noticia/2026/02/12/fachin-informa-a-pgr-sobre-relatorio-da-pf-no-caso-master-com-mencoes-a-toffoli.ghtml). Ou seja: o relatório da PF não foi arquivado; ele apenas mudou de mãos, migrando do STF para a instância constitucionalmente competente para avaliar a existência de crime comum por parte de um ministro da Corte.
Leia maisO que Fachin arquivou, tecnicamente, foi o incidente de suspeição contra Toffoli — um pedido formal para afastá-lo da relatoria do caso Master. Esse incidente perdeu o objeto no momento em que o próprio Toffoli, em 12 de fevereiro, deixou voluntariamente a relatoria, por decisão própria e após reunião com os demais ministros. Arquivar um pedido de afastamento de quem já se afastou não é “enterrar” prova alguma; é simples regularidade processual. Confundir essas duas coisas — o arquivamento de um incidente com o destino da investigação criminal — é um equívoco primário, inadmissível em um veículo com a estrutura e a pretensão de credibilidade do UOL.
Mais do que erro, há aqui um desserviço à cidadania. Ao sugerir que o caso foi “enterrado”, a coluna desinforma sobre um assunto de altíssimo interesse público e contribui para uma narrativa de blindagem que os fatos, até agora, não confirmam. O caso Toffoli não está morto. Está, desde 12 de fevereiro, nas mãos do procurador-geral Paulo Gonet. E lá permanecerá até que ele tome uma das seguintes providências: ofereça denúncia (ao STF, se entender que há crime comum; ao Senado, se vislumbrar crime de responsabilidade); arquive fundamentadamente o caso, com explicação pública e juridicamente sólida; ou silencie — hipótese em que a própria omissão poderá ser questionada nos termos da lei.
É preciso, aliás, saudar a correção do procedimento adotado por Fachin. Ao dar ciência imediata à PGR, o presidente do STF agiu dentro da mais estrita legalidade e da melhor prática republicana. Não cabe, portanto, desqualificar sua conduta. O alvo da atenção, agora, deve ser outro: a Procuradoria-Geral da República, que detém a palavra final sobre os aspectos criminais do caso.
E é justamente aí que reside uma ironia institucional de primeira grandeza. Em dezembro de 2025, o STF decidiu, na ADPF 1.259, que apenas o Procurador-Geral da República tem legitimidade para apresentar denúncia por crime de responsabilidade contra ministros da Corte. A justificativa foi criar um “filtro técnico” que evitasse o uso político do impeachment. O que parecia uma blindagem, porém, pode ter gerado um efeito inesperado: ao concentrar no PGR a chave do processo, a Corte transferiu para ele toda a pressão que antes recaía sobre o presidente do Senado. Se Gonet silenciar injustificadamente, poderá incorrer no crime de responsabilidade previsto no artigo 40, inciso IV, da Lei 1.079/50: “ser patentemente desidioso no cumprimento das próprias atribuições”. E o julgamento desse crime, diferentemente do que ocorre com os ministros do STF, começa e termina no Senado, sem necessidade de autorização de ninguém.
O “funil” criado pela decisão do STF pode, assim, transformar-se em catapulta. Se o PGR não agir, qualquer cidadão — e especialmente os senadores — poderá pedir seu impeachment por desídia. E, nesse momento, o Senado recuperará integralmente o protagonismo que a decisão da Corte lhe havia subtraído. O porteiro que deveria filtrar as denúncias poderá, ele mesmo, tornar-se réu perante a Casa do povo.
Há quem veja nessa arquitetura um risco de paralisia. Mas há também quem enxergue, nela, um mecanismo mais ordenado de responsabilização — desde que os atores políticos estejam dispostos a ocupar os espaços que a Constituição lhes reserva. O caso Toffoli, longe de estar encerrado, é agora um teste de fogo para o equilíbrio entre os Poderes. A imprensa que se apressou em decretar sua morte terá, em breve, que explicar por que não cobrou do PGR, durante o tempo necessário, uma posição sobre um dossiê que seus próprios colegas classificaram como “nitroglicerina pura”.
Enquanto isso, a “brava gente brasileira” acompanha, na expectativa de que os grilhões forjados por astuto ardil — sejam eles jurídicos ou midiáticos — encontrem, como no Hino, uma “mão mais poderosa” capaz de deles zombar. E que essa mão seja, como deve ser em uma democracia, a da soberania popular, exercida nos canais institucionais que a Constituição prevê.
*Bacharel em Direito
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A balança comercial brasileira registrou crescimento de 9,6% neste início de ano, segundo dados preliminares do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. De janeiro até a segunda semana de fevereiro, o país acumulou superávit de US$ 5,136 bilhões, com corrente de comércio de US$ 72,625 bilhões, resultado de US$ 38,88 bilhões em exportações e US$ 33,744 bilhões em importações.
Na comparação entre as médias diárias, as exportações avançaram 20,7% em relação a fevereiro de 2025, passando de US$ 1,1 bilhão para US$ 1,3 bilhão. Já as importações cresceram 11,4% no mesmo período, saindo de US$ 1,16 bilhão para US$ 1,29 bilhão. Os dados refletem a movimentação do comércio exterior nas primeiras semanas do ano.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, atribuiu o resultado ao desempenho da infraestrutura logística. “Estamos trabalhando para fortalecer a infraestrutura portuária e aeroportuária do país, garantindo mais eficiência, competitividade e redução de custos para quem produz e exporta”, afirmou. Segundo ele, os investimentos no setor têm impacto direto no escoamento da produção e na competitividade do país no mercado internacional.
O pastor Silas Malafaia, apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou em entrevista ao Metrópoles que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro vai ajudar mais a candidatura à Presidência do irmão Flávio Bolsonaro “se ficar calado”. O líder religioso afirmou ainda que as declarações do 3° filho do ex-presidente demonstram
— Calado, (Eduardo) vai ajudar muito mais o irmão (Flávio) do que abrindo a boca para falar asneira. Ele calado vai ser um belíssimo cabo eleitoral para o irmão”, declarou o pastor.
Na mesma entrevista, Malafaia disse que se “ele continuar assim”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “vai agradecer” e que o ex-deputado não pode “querer” determinar a “hora” que cada pessoa vai manifestar seu apoio. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais—Tem que respeitar a hora e o espaço de cada um — declarou.
As falas do pastor acontecem depois de Eduardo fazer críticas públicas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Em entrevista ao SBT News, Eduardo Bolsonaro cobrou maior engajamento pela campanha do irmão, Flávio Bolsonaro, à presidência, e disse ver uma “amnésia” de Nikolas e Michelle.
O deputado mineiro respondeu no sábado, ao deixar a Papudinha, justamente após visitar Bolsonaro.
— Primeiro, que eu discordo que eu tenha amnésia e que a Michelle tenha amnésia. Eu me lembro muito bem de todos os anos que eu fui atacado injustamente — disse o deputado. — Bater em mim eu já estou acostumado. Já tem mais de três anos que eles estão aí nessa saga. Mas, sabe, deixa a Michelle viver o calvário dela. Eu acho que o Eduardo não está bem. E eu realmente faço questão de não perder meu tempo com essas divergências, porque eu acredito que a gente tem um Brasil pra salvar.
Permanência nos EUA
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro está morando nos Estados Unidos desde março, quando anunciou que permaneceria no país para, segundo ele, denunciar abusos cometidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
Em dezembro, Eduardo teve seu mandato cassado na Câmara dos Deputados. A decisão foi tomada pela Mesa Diretora, por atos administrativos assinados pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e demais integrantes da gestão, sem votação em plenário, e publicadas em edição extra do Diário da Câmara.
A Mesa declarou a perda do mandato com base no artigo 55 da Constituição. A decisão afirma que o deputado perdeu o cargo “por ter deixado de comparecer, na presente sessão legislativa, à terça parte das sessões deliberativas da Câmara dos Deputados”, o que autoriza a cassação automática por ato administrativo.
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Por Mariana Teles*
No Brasil das Virgínias, esse território simbólico onde a vida virou vitrine e a intimidade se converteu em ativo monetizável, aprendemos a medir relevância por alcance, profundidade por engajamento e inteligência por número de seguidores. É um país onde a luz não incide necessariamente sobre o mérito, mas sobre a capacidade de permanecer acesa, mesmo que por quinze segundos dos stories.
É nesse país que deixou de pautar a ciência na ordem do dia e passou a produzir subcelebridades na palma da mão, que os influenciadores são onipresentes. Sua rotina é pauta, seu café da manhã é tendência, seu corte de cabelo é debate nacional, seus filhos se tornam estratégias de likes. Não se trata de negar o trabalho envolvido na construção de uma marca pessoal; há estratégia, há disciplina, há cálculo, há suor. Mas o que incomoda é a hipertrofia da visibilidade, esse fenômeno em que o algoritmo substitui o critério e a repetição substitui a relevância.
Leia maisVivemos a era da celebrização compulsória. Tudo precisa ser extraordinário, narrável, monetizável. A vida comum tornou-se insuficiente; é preciso performar. E, enquanto isso, o Brasil real, o que pesquisa, o que ensina, que desenvolve ciência em laboratórios precários, que publica artigos lidos por poucos, permanece à margem do espetáculo que padece de falta de financiamento, de política pública efetiva e de holofotes.
É nesse ponto que surgem as Tatianas.
Tatiana, a pesquisadora. A cientista que passa anos investigando um vírus, buscando fazer da ciência uma solução. Tatiana, que publica em revistas indexadas, que orienta alunos, que enfrenta cortes orçamentários e descrédito institucional. Tatiana, cuja descoberta pode alterar destinos, mas cuja imagem não estampa capas nem acumula milhões de visualizações.
No Brasil das Virgínias, Tatiana não viraliza.
Eis a distorção: celebramos quem nos entretém e precisamos de entretenimento, é verdade — mas negligenciamos quem nos sustenta cientificamente. A lógica da visibilidade não é neutra; ela molda prioridades sociais. Quando apenas um tipo de sucesso é amplificado, o imaginário coletivo se estreita. Meninas aprendem a desejar a câmera, mas não o microscópio. Meninos aprendem a buscar o YouTube, mas não a biblioteca.
Não se trata de antagonizar mulheres. Virgínias e Tatianas não são inimigas; são produtos de um mesmo sistema que recompensa aquilo que é vendável. A crítica não é pessoal, é estrutural. O problema não é a influenciadora existir — é a pesquisadora ser invisível.
Há uma economia política da atenção em curso. Plataformas priorizam o que retém, não o que eleva. A lógica é matemática: mais cliques, mais anúncios, mais lucro. Mas a sociedade não pode se orientar apenas por métricas de retenção. O que retém nem sempre transforma. O que viraliza nem sempre emancipa.
Precisamos deslocar o foco. Transformar a pesquisadora em referência aspiracional. Dar rosto e narrativa às Tatianas. Contar suas histórias com a mesma estética dedicada às rotinas patrocinadas. Conferir glamour à inteligência, visibilidade à ciência, protagonismo ao conhecimento.
Porque o país que só celebra a superfície corre o risco de afundar na própria imagem.
No Brasil das Virgínias, procuram-se as Tatianas. Não como figurantes discretas de um progresso silencioso, mas como protagonistas de um projeto coletivo que valorize substância. Que o feed também possa ser laboratório. Que a trending topic possa ser descoberta científica. Que a celebridade não seja apenas quem aparece, mas quem constrói.
Afinal, uma nação se revela não apenas por quem ela assiste — mas por quem ela decide aplaudir.
Celebrar mulheres é, igualmente, iluminar aquelas que sustentam o país com conhecimento. É reconhecer que há heroísmo em jalecos manchados de reagentes, em teses defendidas contra o ceticismo, em dados analisados enquanto o mundo desliza o dedo pela tela. É entender que emancipação feminina também se mede pela presença das mulheres nos centros de decisão científica, nos laboratórios, na política, nas universidades.
Se o nosso tempo é regido pelo verbo viralizar, que viralize a ciência. Que circulem descobertas com a mesma velocidade das coreografias. Que meninas compartilhem experimentos como compartilham filtros. Que a inteligência ocupe os trends. Não por vaidade, mas por necessidade histórica.
Porque um país que deseja ser justo precisa aprender aplaudir suas pesquisadoras com o mesmo entusiasmo com que consome suas celebridades. No Brasil das Virgínias, que todos os dias seja também o dia de procurar — e encontrar — as Tatianas. E, mais do que encontrá-las, fazê-las brilhar.
*Escritora, advogada e poetisa
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O deputado estadual Coronel Alberto Feitosa é um dos homenageados em evento realizado entre esta terça (24) e quarta-feira (25), em Brasília, que reúne parlamentares, juristas e lideranças políticas para discutir temas como liberdade de expressão, garantias constitucionais e a atuação institucional da advocacia. A iniciativa é do Movimento de Advogados de Direita, criado em Pernambuco com apoio do parlamentar.
Durante a programação, Feitosa destacou o reconhecimento recebido. “Para mim é uma honra ser homenageado pelo Movimento Advogados de Direita Brasil, que é uma referência no país”, afirmou. A presidente do movimento, Géssica Almeida, ressaltou o papel da advocacia no contexto atual. “A advocacia brasileira precisa assumir seu protagonismo histórico na defesa das liberdades, das garantias fundamentais e da própria democracia”, disse.
O evento será encerrado amanhã com uma homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que receberá o título de membro honorário do movimento. Também é esperada a presença de Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro na programação de encerramento.
Uma fonte denunciou ao blog a aprovação, pela Câmara Municipal de Tabira, de projetos que tratam de benefícios para vereadores e reajuste para servidores do Legislativo. Segundo o relato, as matérias teriam sido votadas em sessão extraordinária, sem ampla divulgação prévia. O blog teve acesso aos documentos oficiais das propostas, que confirmam a tramitação e aprovação dos textos neste mês de fevereiro.
Entre os projetos aprovados está o que assegura aos vereadores o direito a 30 dias de férias anuais remuneradas, com adicional constitucional de um terço, a serem usufruídas durante o recesso legislativo. O texto também estabelece que o pagamento do adicional será feito em parcela única, junto ao subsídio do mês correspondente, e veda o fracionamento ou a conversão em dinheiro. Os registros indicam que a proposta foi aprovada por unanimidade em dois turnos, nos dias 18 e 23 de fevereiro.
Leia maisOutro projeto aprovado concede reajuste de 3,9% aos servidores públicos da Câmara que recebem acima do salário mínimo, com base no índice de correção dos benefícios do INSS. O texto define que a medida tem caráter de revisão geral anual e não representa aumento real de salários, além de prever aplicação conforme a disponibilidade orçamentária e os limites legais.
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Por Andréia Sadi – G1
Em uma tentativa de se apresentar como um nome mais palatável ao mercado e se descolar da imagem mais ideológica associada ao bolsonarismo raiz, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem intensificado movimentos para profissionalizar sua estratégia política e de comunicação.
A ideia, segundo aliados, é clara: construir uma candidatura com contornos diferentes do perfil do pai. De 2018, Flávio quer repetir a “fórmula do Posto Ipiranga”, quando Jair Bolsonaro buscou se “vacinar” junto ao mercado com a escolha de Paulo Guedes como o seu guru na economia. Agora, Flávio tenta reproduzir essa lógica, tanto na montagem de uma equipe econômica, e quer estender para nomes experientes no marketing eleitoral.
Leia maisNesse contexto, Flávio sondou o marqueteiro Paulo Vasconcelos, responsável pela campanha presidencial de Aécio Neves em 2014. Hoje, Vasconcelos trabalha com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que também se movimenta como pré-candidato ao Planalto. A investida de Flávio é vista como um gesto estratégico, não apenas pelo peso técnico do marqueteiro, mas principalmente pelo seu profundo conhecimento de Minas Gerais.
Minas é tratada, dentro do grupo bolsonarista, como peça-chave. O estado é historicamente considerado o fiel da balança das eleições presidenciais e, por isso, passou a ocupar o centro do tabuleiro político de Flávio e de Lula — e de todos os candidatos.
Não por acaso, aliados do senador também passaram a defender a hipótese de uma chapa que tenha o governador Romeu Zema como vice. A avaliação é que a presença de Zema ajudaria a ampliar pontes com o empresariado, reforçar o discurso liberal e, ao mesmo tempo, consolidar um palanque competitivo em Minas.
Na prática, os movimentos de Flávio indicam uma estratégia mais ampla: suavizar a imagem, profissionalizar a comunicação e fazer acenos claros ao mercado e ao eleitorado mineiro, numa tentativa de se viabilizar como herdeiro político viável do bolsonarismo em um cenário pós-Bolsonaro.
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O plenário da Câmara dos Deputados deve votar nesta terça-feira (24) o PL (Projeto de Lei) Antifacção e o acordo de livre comércio entre o Mercosul (Mercado Comum do Sul) e a União Europeia. As duas propostas entraram na pauta da Casa ainda nesta tarde.
A informação de que o PL poderia entrar na pauta desta terça foi adiantada pela CNN. O relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), apresentará hoje um novo relatório sobre a proposta, que apresenta medidas para combater o crime organizado no país.
O texto já havia sido aprovado pela Câmara em novembro de 2025. No entanto, ao seguir para análise do Senado Federal, passou por alterações e retornou para o plenário da Câmara. As informações são da CNN.
Leia maisA expectativa é que Derrite retome boa parte do texto originalmente aprovado pela Casa Baixa, incorporando justes pontuais feitos pelos senadores. A proposta endurece punições para presos por envolvimento no crime organizado e restringe a progressão de regime para integrantes de facções criminosas.
Já o acordo de livre comércio do Mercosul com a União Europeia foi aprovado nesta terça pela Parlasul (Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul), comissão mista composta por deputados e senadores do Congresso brasileiro.
O texto amplia o acesso dos consumidores brasileiros a produtos europeus, como vinho, azeite e queijos. No caso das exportações brasileiras, o acordo prevê a eliminação de tarifas para a venda de produtos como carnes, açúcar, etanol, suco de laranja, café e celulose.
O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou na última semana que a votação do tratado seria uma das prioridades da Casa. A expectativa do governo federal é de que o acordo entre em vigência ainda em 2026, no segundo semestre do ano.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou as redes sociais, hoje, para lamentar a situação das vítimas atingidas pelos temporais na região da Zona da Mata, em Minas Gerais. Lula está em viagem à Ásia, desde a última semana, mas diz que tomou conhecimento da tragédia e determinou a “pronta mobilização” do governo para auxiliar a população na região.
As fortes chuvas que atingem Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata do estado, deixaram ao menos 22 mortos e 440 pessoas desabrigadas. Até a última atualização desta reportagem, 45 pessoas estavam desaparecidas. As informações são do portal G1.
Leia maisNa madrugada desta terça-feira (24), o município decretou estado de calamidade pública, e as aulas foram suspensas em todas as escolas da rede municipal. O Corpo de Bombeiros também realiza buscas por pelo menos 45 desaparecidos.
“Quero enviar meus profundos sentimentos às famílias que perderam seus lares e, o que é pior, os seus entes queridos. E me solidarizar com as autoridades e forças de segurança mineiras que estão trabalhando no resgate e no atendimento imediato à população prejudicada pela chuva”, escreveu Lula.
Na mensagem, o petista escreveu que tomou conhecimento da situação durante uma escala em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, onde a aeronave presidencial fez uma parada para abastecer. Na ocasião, Lula também se reuniu com o presidente do país.
“Durante escala de viagem em Abu Dhabi, tomei conhecimento da situação das famílias da Zona da Mata Mineira após as fortes chuvas das últimas horas. E determinei pronta mobilização do Governo do Brasil para auxiliar a população da região”, afirmou.
“Uma equipe de coordenação da Força Nacional do SUS já está a caminho. E a Defesa Civil Nacional, além de já ter enviado profissionais à Zona da Mata, trabalha em regime de alerta máximo e em permanente contato com a Defesa Civil Mineira”, acrescentou.
O presidente destacou que o governo federal já reconheceu o Estado de Calamidade Pública em Juiz de Fora, medida que será publicada no Diário Oficial ainda nesta terça (24).
“Nas próximas horas – e dias – seguiremos de prontidão para agir com a velocidade e a força que o momento exige. Nosso foco é garantir a assistência humanitária, o restabelecimento dos serviços básicos, o auxílio às pessoas desabrigadas e o suporte à reconstrução”.
Lula também disse que ligou para a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, durante a escala, “prestando minha solidariedade e oferecendo o apoio federal”.
Ele concluiu enviando sentimentos às famílias enlutadas. “Quero enviar meus profundos sentimentos às famílias que perderam seus lares e, o que é pior, os seus entes queridos. E me solidarizar com as autoridades e forças de segurança mineiras que estão trabalhando no resgate e no atendimento imediato à população prejudicada pela chuva”.
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A autora do primeiro manual de telejornalismo do Brasil, Vera Íris Paternostro, conhecida por ter seu livro adotado como leitura obrigatória nas faculdades de jornalismo, vem ao Recife lançar seu novo livro, Aristóteles no Mundo Digital – A Comunicação no Século XXI. Se antes a fundadora da Globo News e ex-editora-chefe de Jornal Hoje se preocupou em falar para os jornalistas, agora a nova obra literária fala para todo mundo que produz conteúdo e traz os conceitos criados pelo filósofo grego que viveu antes de Cristo para os dias de hoje.
“Quando você decide publicar algo na internet, você decide contar uma história com os recursos que possui, tecnológicos e intelectuais, no formato que deseja. Para se conectar com seu público de seguidores, precisa entregar uma história de valor, que provoque envolvimento, aderência, elo emocional e crie engajamento. Então, intuitivamente, ou não, você usa conceitos criados há milênios e que permanecem irretocáveis até os dias de hoje”, explica Vera Íris.
Leia maisO lançamento na capital pernambucana acontece na livraria Jaqueira do bairro do Recife, no dia 15 de março. Não foi coincidência o evento acontecer no dia da premiação do Oscar 2026, ocasião em que um filme ambientado no Recife está concorrendo. Intuitivamente, ou não, Kléber Mendonça somou ao seu talento, o uso dos conceitos criados há milênios para construir a história de O Agente Secreto. “Nada é mais determinante para o sucesso de uma obra, independentemente da tecnologia, do que possuir elementos essenciais milenares e definitivos como enredo, unidade de ação, começo, meio, fim, pontos de virada, clímax, emoção, empatia entre outros”
Um momento imperdível e uma leitura fundamental para quem já produz conteúdo (em qualquer formato ou plataforma) e busca melhorar sua entrega, com caminhos mais assertivos.
Serviço:
O quê: Lançamento do livro: Aristóteles no Mundo Digital: a comunicação no século XXI – Com bate-papo da autora Vera Íris Paternostro e a jornalista recifense, radicada em Portugal, Wanessa Andrade.
Quando: Dia 15/03 (domingo) às 15:30.
Local: Auditório da Livraria Jaqueira – Rua Madre de Deus, 110 – Bairro do Recife
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