Mais uma situação extremamente vexatória, digna de quem anda cada vez mais descolada da realidade e não escuta as vozes das ruas: a governadora Raquel Lyra foi vaiada hoje durante a missa campal da padroeira do Recife, Nossa Senhora do Carmo.
Com o Largo do Carmo completamente tomado por fiéis da cidade e de outros municípios de Pernambuco, Raquel levou uma sonora vaia do público ao ser anunciada no palco. Foi a primeira vez na história de Pernambuco que a maior autoridade política do Estado sofreu tamanha demonstração de rejeição por parte da população.
A reprovação pública causou visível desconforto na gestora, mas também em boa parte do clérigo presente ao evento. Enquanto a governadora foi vaiada, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), candidato à reeleição, foi ovacionado pelo público presente. Ao ser convidado para prestar uma saudação, o socialista fez uma fala curta, mas aplaudida. A forte demonstração de carinho do povo se repetiu também em todo o trajeto que o prefeito fez na procissão, após a missa.
O deputado federal André Janones foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após apresentar um episódio de arritmia cardíaca depois do debate realizado pela Rede Bandeirantes.
O parlamentar está clinicamente estável, sob monitorização cardíaca contínua e acompanhamento da equipe médica. A cardiologista Ludhmila Hajjar é a responsável por ele. Novas informações serão divulgadas conforme a evolução clínica e mediante autorização. As informações são do portal Metrópoles.
O debate desta eleição deixou uma impressão difícil de ser ignorada. Lula esteve muito aquém do desempenho que se esperava de um candidato com sua experiência política.
Acostumado aos palanques, aos debates e à exposição pública, Lula entrou no confronto com a obrigação de demonstrar serenidade, domínio dos temas e capacidade de liderança. O que se viu, porém, foi diferente.
Em vários momentos, o candidato demonstrou dificuldade para controlar a narrativa. As constantes idas para beber água, a movimentação diante das câmeras e algumas risadas irônicas contribuíram para transmitir uma imagem de desconforto e nervosismo.
Mais preocupante foi a dificuldade de apresentar uma agenda clara para o país. Em vez de aproveitar o tempo para apresentar propostas e discutir o futuro do Brasil, Lula recorreu com frequência ao repertório conhecido de ataques ao adversário, acusações e justificativas sobre o passado.
Para um candidato experiente, isso é pouco.
A experiência deveria servir para transformar um debate em oportunidade de demonstrar maturidade. Quando essa experiência não consegue produzir propostas, segurança e capacidade de conduzir a discussão, ela deixa de ser uma vantagem e passa a ser apenas um dado biográfico.
A “malandragem carioca”. Outro momento que chamou atenção foi a referência à “malandragem carioca”.
A declaração repercutiu nas redes sociais e abriu uma nova frente de desgaste para o candidato. O Rio de Janeiro é um dos maiores colégios eleitorais do país, e qualquer manifestação que possa ser interpretada como uma generalização sobre seu povo tem potencial para provocar forte reação.
Em uma eleição decidida voto a voto, não parece inteligente criar gratuitamente um problema com milhões de eleitores.
O episódio também acabou reforçando uma percepção que já vinha sendo discutida nas redes: a de que Lula não conseguiu impor o ritmo do debate.
O problema central não foi apenas uma frase ou um momento específico. Foi o conjunto.
Lula parecia mais preocupado em responder e atacar do que em apresentar uma visão convincente para o futuro. Em vez de ocupar o centro do debate, passou boa parte do tempo reagindo ao adversário.
E há uma diferença importante entre atacar e demonstrar liderança. Quem está seguro de sua estratégia não precisa transformar cada pergunta em uma batalha.
O debate exigia preparo, objetividade e domínio emocional. Lula entregou, em diversos momentos, o oposto. Hesitação, desconforto e dificuldade para estabelecer uma narrativa própria.
No fim, ficou uma imagem incômoda para sua campanha. A de um candidato experiente que não conseguiu transformar experiência em desempenho.
Se a intenção era demonstrar que Lula continua sendo o político capaz de dominar um debate pela experiência, o resultado foi frustrante.
Lula não parecia um candidato confortável com a possibilidade de vitória. Parecia alguém tentando administrar o risco de uma derrota.
E talvez essa tenha sido a principal mensagem deixada pelo debate. Quando a experiência não vem acompanhada de preparo, serenidade, propostas e capacidade de liderança, ela deixa de ser uma força e começa a parecer apenas passado.
Lula terá no debate da Globo no dia 23 a última oportunidade de se recuperar ou chegará tarde demais para reverter o desgaste acumulado?
No podcast Direto de Brasília de amanhã, faltando quatro dias para o confronto final entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o cientista político Antônio Lavareda fará prognósticos e avaliações sobre a eleição presidencial em segundo turno. Um dos melhores e mais conhecidos especialistas em pesquisas eleitorais, Lavareda também fará uma análise dos levantamentos realizados pelos mais variados institutos nacionais.
Sociólogo, jornalista e advogado, Lavareda é mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). Presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), é professor colaborador da pós-graduação em Ciência Política da UFPE e presidente de honra da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel).
Com experiência na análise de cenários políticos e no planejamento de campanhas eleitorais, Lavareda também se dedica ao estudo do comportamento do eleitor e da influência das emoções nas decisões de voto. É autor de obras como Democracia nas Urnas e Emoções Ocultas e Estratégias Eleitorais, além de pioneiro no Brasil na aplicação de estudos de neuropolítica às campanhas eleitorais.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e mais 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem a Rede Nordeste de Rádio, a Rede Mais Rádios, da Paraíba; a Rede ANC, no Ceará; a revista Mais Nordeste, em Fortaleza; e a TV LW, em Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada hoje, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 49,8% das intenções de voto, contra 47,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os eleitores que apontam voto em branco, nulo ou que dizem não saber são 2,6%.
Considerando apenas os votos válidos, ou seja, excluindo-se os brancos e nulos e os que não sabem, a pesquisa aponta Flávio com 51,1% e Flávio com 48,9%.
No levantamento anterior, divulgado no dia 9, Flávio Bolsonaro tinha 51,1% dos votos totais, enquanto Lula registrava 45,7%. Eram 3,2% os que votariam em branco, nulo ou não sabiam. Se considerados apenas os válidos, Flávio tinha 52,8% e Lula somava 47,2%.
No primeiro turno da disputa, Flávio Bolsonaro somou 56.104.503 votos, o que representou 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 53.879.538, o equivalente a 45,16%.
A pesquisa Atlas ouviu 4.998 pessoas entre os dias 13 e 18 de outubro, por meio de recrutamento digital aleatório (pela internet). O levantamento tem margem de erro de um ponto porcentual para mais ou para menos e 95% de margem de erro. A pesquisa foi registrada sob o protocolo BR-02418/2026.
Desaprovação de Lula é de 52,3%
A pesquisa Atlas/Bloomberg também mediu a aprovação do presidente. São hoje 52,3% os que desaprovam o desempenho do petista, contra 46,2% que aprovam. Os que não sabem são 1,5%.
No levantamento anterior, a desaprovação era de 53,4%, enquanto a aprovação era de 44,7%. Eram 1,9% os que não sabiam.
Em relação à avaliação de governo, agora são 50,6% que apontam que ele é ruim ou péssimo, contra 40,7% que acham ótimo ou bom e 8,6% que entendem que é regular.
No levantamento anterior, eram 51,9% os que viam a gestão como ruim ou péssima, 36,9% como ótima ou boa e 11,2% como regular.
Dois mineiros, duas redes, um mesmo palco. Nikolas Ferreira (PL) e Ana Elisa (PT) terminaram o primeiro turno de 2026 como os deputados federais mais votados de Minas Gerais – e a rivalidade entre os dois virou termômetro da disputa de influência que atravessa a eleição presidencial, que será decidida no próximo dia 25 entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula.
Os números mostram a assimetria. Nikolas cravou 3,1 milhões de votos, mais que o dobro dos 1,49 milhão de 2022, e tornou-se o deputado mais votado da história da Câmara. Ana Elisa, aos 21 anos, obteve 524 mil votos na primeira disputa – é a mulher mais votada de Minas para a Câmara e o nome mais votado do PT no país. Só em Minas, ela superou os votos de Romeu Zema à Presidência no Brasil inteiro.
A rivalidade ficou explícita em 8 de outubro, quando Nikolas compartilhou antigos posts com declarações polêmicas de Ana Elisa, quando ela tinha 17 anos. Segundo a estreante na política, suas falas foram descontextualizadas, mas pediu desculpas a eventuais ofendidos. O episódio aconteceu logo depois de a deputada eleita aparecer ao lado de Lula como sua nova conselheira, para ajudá-lo a se conectar com juventude brasileira, e o partido passou a organizar mega eventos de ruas nas principais capitais do país, capitaneados especialmente por jovens.
A minha aposta é a de que Ana Elisa tem tudo para se tornar a maior influenciadora de esquerda do país. Seu desafio é transformar seguidores em rede ativa que compartilha, defende e responde em tempo real, como tem feito o deputado André Janones através do canal do WhatsApp “Exército de Lula” – que, aliás, já sofreu duas suspensões por determinação do presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, em mais uma polêmica sobre a politização de decisões judiciais.
Ana Elisa pode ajudar a rejuvenescer a imagem do PT. E virar trunfo nesta reta final do segundo turno presidencial, se tiver capacidade de dialogar com o jovem que hoje está no MBL e no Partido Missão – público que rejeita a política tradicional, vive na internet e valoriza autenticidade mais do que rótulos. Vale destacar, em uma disputa tão acirrada como atual, o peso que teria a conquista dos mais de 2,6 milhões de votos recebidos por Renan Santos no primeiro turno.
O PT não precisa de mais seguidores, e sim de um público engajado que aja: dar protagonismo a quem tem audiência, organizar a militância digital e falar de problemas concretos – escala 6×1, renda, trabalho por aplicativo – na linguagem de quem os vive. Ana Elisa pode ser o rosto de uma nova esquerda, que não pede licença à burocracia partidária para inovar. Se o partido der espaço a esse símbolo em vez de enquadrá-lo, cresce de verdade entre os jovens, onde hoje perde.
Atualmente, Nikolas influencia mais: seis vezes mais votos, alcance nacional e capacidade de pautar o debate pesam mais que qualquer métrica de seguidores. Mas Ana Elisa é a novidade de 2026 – saiu do zero a meio milhão de votos em sete meses de partido e já ajuda a reorganizar a comunicação digital de Lula.
O segundo turno dirá se essa influência vai além dos próprios eleitores: se a campanha presidencial melhorar nas redes, ela ganha crédito; se Nikolas seguir ditando a pauta, a distância segue grande. Por ora, chamá-la de “Nikolas da esquerda” diz mais sobre o perfil do que sobre o tamanho.
*Estrategista digital, especialista em IA e tecnologia para campanhas eleitorais
Você sabia que Benito Di Paula, que Deus levou ontem, fez a música ‘Sanfona Branca’, em homenagem a Luíz Gonzaga, depois de conhecê-lo num banheiro quando se preparava para um show em Brasília? Depois, Gonzagão retribuiu a gentileza cantando “Como é bonito, Benito”.
Essa e outras revelações inéditas do cantor estão nesta antológica entrevista que fiz com ele em junho de 2023 para o Sextou, programa musical que ancoro às sextas na Rede Nordeste de Rádio no lugar do Frente a Frente.
Benito chegou a chorar de emoção ao longo da entrevista quando falou da família, especialmente da mãe. “Passei 30 anos trabalhando duro para comprar uma casa para minha amada mãe”, disse ao falar da canção “Tudo está no seu lugar”, na qual agradece a Deus pela casa dada a sua mãe.
No lugar do Frente a Frente de hoje, resolvi reproduzir na íntegra a entrevista daquele que introduziu o piano no samba brasileiro e que agora entra para a história. Clique no link e ouça agora!
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu 24 horas para que a Meta (dona do WhatsApp, Facebook e Instagram) comprove que cumpriu a decisão da Corte que determinou a adoção de medidas para garantir isonomia na distribuição de conteúdos políticos e na veiculação de anúncios eleitorais durante o segundo turno das eleições.
Segundo o ministro, os prazos já se esgotaram e não cabe à empresa fixar prazos por conta própria, diferentes dos ficados pelo TSE, passando de 72 horas para cinco dias. As informações são do portal G1.
Tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputam a Presidência no segundo turno, acionaram a Justiça Eleitoral contra a Meta sob argumento de que seus conteúdos de campanha têm sido prejudicados nas plataformas da empresa.
“A substituição unilateral dos prazos fixados pelo juízo equivale a descumprimento, sobretudo em processo cuja utilidade depende do tempo”, escreveu o ministro. Caso a empresa não comprove o cumprimento integral das medidas, a multa diária subirá de R$ 500 mil para R$ 1 milhão.
Na semana passada, o TSE atendeu a um pedido da campanha à reeleição do presidente Lula, que acusou a plataforma de restringir seletivamente a distribuição de publicações ligadas ao seu campo político e de descumprir obrigações previstas na legislação eleitoral.
A coligação também questiona limitações no impulsionamento de anúncios de campanha e possíveis diferenças no tratamento dado às candidaturas.
Entre as exigências estão:
esclarecimentos sobre a atuação dos sistemas de recomendação;
análise de anúncios das duas candidaturas que disputam o segundo turno;
investigação de possíveis redes de perfis inautênticos; e
apresentação de informações sobre conteúdos que deveriam receber identificação por terem sido produzidos ou alterados sinteticamente.
Segundo Bellizze, a apresentação de recurso pela empresa não suspende os efeitos da decisão anterior. Por isso, as ordens continuam válidas e devem ser cumpridas nos prazos estabelecidos.
O ministro também determinou que a empresa apresente relatórios, em português, individualizados sobre os anúncios políticos e comprove as providências tomadas em relação às restrições no impulsionamento de publicações.
Segundo a decisão, um dos relatórios continha termos em língua estrangeira não diferenciava claramente as medidas executadas por determinação judicial daquelas adotadas por iniciativa da própria empresa.
O ministro autorizou o ingresso de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, como interessado na ação.
Com isso, ele poderá se manifestar sobre a controvérsia e apresentar argumentos relacionados à igualdade de tratamento entre as candidaturas. A campanha de Flávio alega ao TSE que também é prejudicada pela Meta.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Estudos psíquicos revelam que ao menos 10 por cento da humanidade adâmica navegam na faixa da insanidade. São fanáticos políticos e religiosos, os genocidas, os senhores das guerras e das armas, os tiranos, os doidos mansos e doidos ferozes, as criaturas perversas, as almas sujas e fedorentas. A barbárie humana vem dos tempos do paraíso perdido de Adão e Eva e do dilúvio de Noé.
Caim trucidou Abel com um tiro no coração. Ele era um comunista-raiz e cometeu o crime em nome da luta de classes para se apropriar das terras raras do paraíso. Ainda hoje a alma de Caim vagueia com remorso no espaço sideral, feito um satélite de Elon Musk. Vem daí minha teoria dialética quase científica de que o DNA do animal Sapiens contém um parafuso frouxo de origem. Os religiosos chamam de pecado original, ou de livre arbítrio.
Ao expulsar a família Adão e Eva do paraíso o Criador decretou: Ganharás o pão francês e o pão integral com o suor do teu rosto, numa escala 6 X 1 para haver o descanso semanal. Mas a mundiça vermelha não se emendou.
O Sr. Caim escreveu o primeiro capítulo da história universal da infâmia.
Nos tempos pré dilúvio, o Criador baixou os olhos sobre o planeta em meio à Via Láctea e notou que a maldade do Homo Sapiens se multiplicara sobre a Terra e os pensamentos do seu coração eram maus. Assim, houve um segundo turno. O Criador bateu um papo-cabeça com Noé, um Santo Sapiens, e decretou, monocraticamente, o dilúvio para lavar os pecados da humanidade.
Nestes tempos pré diluvianos o candidato a faraó da República lança todas as pragas contra as falanges conservadoras. Ele declara que se não for ungido ao trono dos faraós haverá um dilúvio e os bárbaros invadirão as pirâmides do poder em Brasília. Nuvens de gafanhotos vermelhos irão devorar as plantações reacionárias do agronegócio e rebanhos de piolhos barbados infestarão as cabeças das elites reacionárias.
A bordo de um submarino nuclear o cowboy Donald Tramp ameaça invadir o mar vermelho em Brasília para prender os caciques da tribo de peles vermelhas. Seria o Dia D do desembarque das tropas ianques nas praias da Normandia no Planalto Central. Armados com estrovengas e bacamartes, os devotos do MST montam barricadas na Praça dos Poderes Celestiais. Tramp está tremendo de medo nos cascos.
O cientista sociológico Antônio Lavareda afirma que as ruas, pintadas de vermelho, impressionam, mas a eleição não virou. Lavareda é um connaiseur em matéria de pesquisas. Segue a dinâmica do favoritismo sob o signo da mudança. Água de morro abaixo, fogo de morro acima, rio cheio e… ninguém segura.
O Veio do Pastoril Encarnado dirá que através do Bolsa Família todos os pobres serão ricos e todos os ricos serão pobres. Haverá rios de leite e montanhas de cuscuz com picanha.
Pesquisa PoderData/Aya, divulgada hoje, mostra que as intenções de voto no senador Flávio Bolsonaro (PL) avançaram em 3 dias. Agora, o candidato da direita tem 52% dos votos válidos ante 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de esquerda.
A pesquisa foi realizada de 16 a 18 de outubro, com 3.000 entrevistas e margem de erro de 1,8 ponto percentual. A diferença entre Flávio e Lula, portanto, está além da margem de erro do levantamento. Parte do levantamento já captou o impacto da entrevista dada por Roberta Luchsinger à CNN na noite do último sábado criticando Lula.
O estudo mostra uma mudança no cenário. Depois do 1º turno de 4 de outubro, Flávio saiu à frente com 6 pontos percentuais de vantagem na primeira pesquisa PoderData/Aya para esta fase da campanha. Na sequência, Lula avançou e a distância entre eles caiu e eles ficaram empatados com 50% cada um. Agora, Flávio retoma a dianteira da disputa pelo Palácio do Planalto. A distância entre os 2 está em 4 pontos percentuais, com vantagem para o candidato do PL. Clique aqui e confira a matéria completa.
A última semana do segundo turno das eleições presidenciais, que acontecem no próximo domingo, começou com um confronto na TV entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). E será marcada pela mobilização de eleitores, a articulação com aliados e a preparação para o debate decisivo na Globo, na próxima sexta-feira.
As estratégias incluem atos públicos, presença nas redes sociais e agendas voltadas a regiões com grande concentração de eleitores, especialmente o Sudeste. O cenário regional ganhou importância na reta final. Pesquisa do Instituto Vox Brasil divulgada ontem mostra diferenças nas intenções de voto conforme a região do país.
Lula aparece com maior percentual no Norte e no Nordeste, enquanto Flávio registra vantagem no Sudeste, no Sul e no Centro-Oeste. No Sudeste, o senador tem 49,4% das intenções de voto, ante 43,4% do presidente, segundo o levantamento. A região tem peso estratégico por concentrar os maiores colégios eleitorais do país, incluindo São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Nos três estados, a disputa para o governo estadual foi definida no primeiro turno, em 4 de outubro, o que deixa as campanhas presidenciais com o desafio adicional de mobilizar eleitores sem o apoio de uma segunda votação para governador.
Flávio intensificou os atos presenciais na reta final. No sábado passado, o senador participou de mobilizações em Vitória, no Espírito Santo, e em Salvador, na Bahia, acompanhado de aliados políticos, entre eles o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Ontem, participou do ato “Bloquinho do 22”, na Avenida Paulista, em São Paulo, ao lado de apoiadores. A mobilização ocorre em resposta aos atos promovidos pelos eleitores do petista no mesmo endereço na semana anterior e que reuniram multidões.
Lula, por sua vez, permaneceu em Brasília no sábado para se preparar para o debate da Band, enquanto aliados realizaram atividades de campanha em diferentes cidades. Em São Paulo, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) participou de uma caminhada em Heliópolis ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e das ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB).
OLHO EM MINAS – A estratégia petista inclui ampliar a atuação de aliados eleitos e derrotados nas urnas, com atenção especial a Minas Gerais e ao Nordeste. Outro objetivo é reduzir a abstenção, especialmente entre eleitores que não terão disputas estaduais neste segundo turno. Nas redes sociais, as campanhas de Lula e Flávio intensificam a mobilização de apoiadores por meio de vídeos curtos, influenciadores e grupos de WhatsApp.
As tropas digitais – O canal “Exército do Lula”, coordenado pelo deputado André Janones (Rede – MG), ampliou sua base e passou a distribuir conteúdos para estimular o engajamento digital, enquanto Flávio conta com a “Tropa do Flávio” e pede a aliados que mantenham a divulgação da candidatura ativa até a votação. Suas últimas postagens estimulam a criação de um ambiente de virada de Lula nas pesquisas ao mesmo tempo em que prega o discurso de que o País entrará num tremendo retrocesso, caso o filho de Bolsonaro saia vitorioso.
Redução da abstenção – Diante da menor diferença de votos no primeiro turno de uma eleição presidencial desde a redemocratização, as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm concentrado esforços também em buscar eleitores que deixaram de comparecer, em especial em grandes cidades do Sudeste, onde o índice de abstenção cresceu neste ano. De um lado, a equipe petista quer atrair idosos, acima de 70 anos, faixa etária que registrou o maior contingente de faltosos na primeira rodada de votações. Do outro, o time bolsonarista tenta evitar que seus apoiadores se desmobilizem em estados onde a disputa local já está resolvida, como nos casos do Rio e de São Paulo, para manter vantagem sobre o adversário.
Lei Rouanet chega a R$ 12 bilhões – Alvo de furiosos ataques do bolsonarismo, a Lei Rouanet viabilizou a captação de R$ 7,3 bilhões nos quatro anos do governo de Jair Bolsonaro. Com Lula no Palácio do Planalto, os patrocínios a projetos culturais por meio de incentivo fiscal ganharam mais tração e já somam R$ 10,4 bilhões, um aumento de 43%. Como grande parte dos recursos historicamente são declarados no mês de dezembro, a projeção é que o valor total no Lula 3 supere a casa dos R$ 12 bilhões até o fim deste mandato.
Lobista diz que presidente mente – A lobista Roberta Luchsinger afirmou que já presenciou “inúmeras vezes” o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com ministros do governo. No entanto, disse não poder detalhar as circunstâncias dos encontros por causa de decisões judiciais. Ela afirmou que o petista “é um grande mentiroso” por, segundo ela, negar que o filho tenha se sentado com ministros. “O Fábio Luís, o Lulinha, inúmeras vezes esteve com ministros, inclusive, viajou para a casa de ministros, ministro Camilo, no Ceará […] o filho dele sentava semanalmente com ministros, seja para trocar figurinhas, seja para trocar qualquer outro tipo de diálogo”, afirmou Luchsinger em entrevista divulgada pela CNN Brasil.
CURTAS
PREÇO CARO 1 – A lista de medidas adotadas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de olho nas eleições alcançou R$ 290 bilhões, considerando valores previstos para 2026 e 2027, e gera pressão sobre a dívida pública. Na prática, um pacote de bondades para tentar a reeleição.
PREÇO CARO 2 – Embora algumas iniciativas não afetem as regras fiscais — algumas delas, como os recursos para financiar empréstimos, são consideradas despesas financeiras —, boa parte acaba tendo impacto no endividamento do país. Em agosto, a DBGG (dívida bruta do governo geral) alcançou 82,9% do PIB (Produto Interno Bruto), o maior patamar em cinco anos.
A GRANDE FAMÍLIA – A movimentação do deputado cassado Eduardo Bolsonaro para assumir protagonismo na política externa em eventual governo do irmão causa preocupação em aliados de Flávio Bolsonaro, que tenta se esquivar do tema sem causar incômodo na ala ideológica do bolsonarismo. Apesar de o presidenciável do PL ter indicado internamente que vai limitar a participação de familiares na gestão, integrantes do Centrão e do núcleo mais pragmático do PL acreditam que dificilmente a montagem da equipe acontecerá sem a influência de Eduardo e Carlos Bolsonaro, eleito senador.
Perguntar não ofende: Quem ganhou o debate na Band?
O debate da Band foi de razoável para bom, mas a emissora cometeu um grave equívoco: abrir espaço no estúdio para uma enorme plateia, formada pelas torcidas dos dois candidatos, que não conseguiram se comportar, claro, nem se controlar, o que já era previsível. Quem saiu perdendo foi a Band. Pegou muito mal.
É por isso que a Globo nunca permitiu plateia. Só entram no estúdio dois assessores, no máximo, de cada candidato. Flávio Bolsonaro (PL) foi treinado por Pablo Marçal, o candidato que levou uma cadeirada num debate para prefeito de São Paulo, que não tem escrúpulos, para não responder a nenhuma pergunta.
Isso irritou Lula (PT). Em alguns momentos, o presidente ficou mais vermelho do que a bandeira do seu partido. Mas deu um nocaute no adversário quando o desafiou a abrir suas contas pessoais e quebrar o sigilo bancário, o que pode levá-lo a ir sozinho, amanhã, ao Supremo como recurso para constranger o filho de Bolsonaro.
O melhor momento, na verdade, se deu ao longo do confronto de 15 minutos entre eles. Embora sem propostas, esquentou o debate. Serviu para provocações no campo ético, com agressões de ambos os lados. Chegou ao ponto de Lula tratar o adversário de “porra”. Aliás, o tratamento entre eles ao longo de todo o debate foi extremamente desrespeitoso, de ambas as partes.
Quem saiu ganhando? Flávio me surpreendeu, embora tenha fugido de todas as respostas, porque foi para cima do adversário. Mais experiente, Lula, constrangido com a palavra “corrupto” na palma da mão exibida por Flávio, voltou para o bloco seguinte com o desafio de abrir as contas de ambos com a quebra do sigilo bancário. Flávio se esquivou, com a indireta de que o grosso do dinheiro de Lula ele recebia por fora.
No mais, ficou uma lição para a Band: jamais permitir plateia. Avacalhou o debate. No encerramento, aliás, os apresentadores quase não conseguiram falar diante dos xingamentos e da explosão da plateia mal-educada.
A Polícia Militar (PM) de São Paulo foi acionada após uma suspeita de bomba na região dos estúdios da TV Bandeirantes, no bairro Morumbi, zona sul da capital paulista, onde foi realizado o debate entre os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na noite de hoje.
A suspeita foi confirmada por fontes da Secretaria de Segurança Pública (SSP), mas ainda não há certeza de que há algum artefato explosivo de fato no local. O Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) da PM foi acionado para se encaminhar ao local e atender à ocorrência. As informações são do portal Metrópoles.