Mais uma situação extremamente vexatória, digna de quem anda cada vez mais descolada da realidade e não escuta as vozes das ruas: a governadora Raquel Lyra foi vaiada hoje durante a missa campal da padroeira do Recife, Nossa Senhora do Carmo.
Com o Largo do Carmo completamente tomado por fiéis da cidade e de outros municípios de Pernambuco, Raquel levou uma sonora vaia do público ao ser anunciada no palco. Foi a primeira vez na história de Pernambuco que a maior autoridade política do Estado sofreu tamanha demonstração de rejeição por parte da população.
A reprovação pública causou visível desconforto na gestora, mas também em boa parte do clérigo presente ao evento. Enquanto a governadora foi vaiada, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), candidato à reeleição, foi ovacionado pelo público presente. Ao ser convidado para prestar uma saudação, o socialista fez uma fala curta, mas aplaudida. A forte demonstração de carinho do povo se repetiu também em todo o trajeto que o prefeito fez na procissão, após a missa.
Deus levou hoje o ex-vereador Alvinho Patriota, irmão do meu amigo Gonzaga Patriota, um dos sertanejos mais autênticos que já conheci e convivi, daqueles que nunca se renderam aos apelos da Canaã, a terra prometida, que se chama São Paulo. Salgueiro está enlutada. Foi a cidade em que Alvinho nasceu, amava e de lá nunca arredou o pé.
Convivi pouco com Alvinho. Na sua família, sou mais próximo de Gonzaga Patriota, irmão dele. Mas todas as vezes em que botei os pés em Salgueiro, sua pátria idolatrada, me estendeu tapete vermelho. Era um gentleman, leitor voraz do meu blog, defensor intransigente das causas do Sertão e da sua gente.
Vez por outra, me pedia para assumir movimentos em defesa do Alto Sertão. Chegou a transmitir o meu programa Frente a Frente na rádio Vida, de sua propriedade. Tínhamos um amigo em comum, o jornalista Machado Freire, outro salgueirense ardente e apaixonado pela terra. Alvinho era do bem, tinha um coração em que cabiam milhões de amigos, como diz a canção de Roberto Carlos. Ganhou a confiança do povo da sua terra para quatro mandatos de vereador.
Seu sonho maior, entretanto, virou pesadelo: sentar na cadeira de prefeito. Disputou apenas uma eleição majoritária, mas mesmo com o irmão Patriota em alta, prestígio em Brasília, não materializou o projeto. Isso, porém, nunca engessou sua disposição de continuar trabalhando em favor de Salgueiro.
Logo cedo, liguei para Patriota. O localizei em São Paulo, arrasado com a morte do irmão querido. Revelou-me que tinha por Alvinho uma grande admiração, não apenas pelo companheirismo, mas sobretudo pelo elevado espírito público e pela sua disposição de servir ao povo salgueirense.
Alvinho foi um lutador. Como escreveu Machado de Assis, a vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal. A beleza da vida às vezes se perde nas sombras, mas é reconfortante saber que existem pessoas, como Alvinho, que trazem a luz de volta.
Felipe Santa Cruz critica sessão do STF e alerta para risco de eleição pautada pela Corte
O ex-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, classificou como um “desserviço ao Brasil e à própria Corte” a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) da última terça-feira (15), marcada por embates entre ministros durante a discussão dos casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. Em entrevista, ontem, ao podcast Direto de Brasília, o advogado pernambucano avaliou que a polarização política chegou ao Supremo e contaminou o debate institucional.
Santa Cruz afirmou ter acompanhado a sessão “com muita preocupação” e criticou especialmente o tom adotado pelos ministros. “O STF teve uma tarde de muita agressividade. Em vários momentos, a sessão passou do que era aceitável”, disse. Para ele, houve “excessos de parte a parte” e faltou a solenidade compatível com o papel desempenhado pelo tribunal. “O STF não só é a Corte Magna da República, como também é quem fala por último, inclusive no conflito entre os outros Poderes. Então, há que se resguardar uma certa solenidade, que foi abandonada na terça-feira”.
A maior preocupação do ex-presidente da OAB está nos reflexos da crise sobre o processo eleitoral. Para ele, é perigoso que o Supremo tenha se tornado um dos principais assuntos de uma eleição presidencial que permanece fria nas ruas. “O tema que vejo nas rodas de conversa é o STF. E isso é muito perigoso, porque o Supremo é o pilar maior que sustenta a democracia brasileira. Ter uma eleição pautada no STF coloca em risco a própria democracia e o Estado Democrático de Direito”, declarou.
As divisões políticas, segundo Santa Cruz, também alcançaram a OAB. Ele rejeitou, entretanto, as críticas de que a atual direção da entidade estaria se omitindo diante da crise. Para o advogado, uma instituição formada por cerca de 1,5 milhão de profissionais inevitavelmente espelha parte das divergências existentes na sociedade. “Não acho que a OAB esteja se omitindo. Acho naturais as divergências, porque a OAB também espelha a polarização da sociedade brasileira, que hoje também está no Supremo, está no Congresso Nacional, está no Executivo e está em todas as esquinas”.
Nesse ambiente, o ex-presidente da entidade defende que a crise seja aproveitada para discutir mudanças estruturais no Judiciário. Entre elas, citou regras sobre a conduta de magistrados, limites ao tempo de permanência em determinados postos e restrições à atuação de parentes de integrantes dos tribunais. “É hora de fazer uma reforma que enfrente sistemas, trate da conduta de magistrados, do exercício de advocacia de seus parentes, do tempo e limitação de exercício. É um momento que pode ser útil para o futuro do Brasil, para não acreditarmos em super-heróis”.
Sobre a atuação de familiares de ministros como advogados, foi ainda mais específico. Santa Cruz considera que parentes de magistrados deveriam ser impedidos de advogar no tribunal do qual o familiar faz parte, sem que isso inviabilize o exercício da profissão nas demais Cortes do país. “Acho que é um erro, trouxe sombra. E eu não estou aqui duvidando da ética dos envolvidos. Mas acho que à mulher de César não basta ser honesta, ela tem que parecer honesta”, ponderou. “Por que não usar esse momento para afastar daquele tribunal o parente de quem está exercendo a magistratura?”.
Santa Cruz também questionou o grau de exposição pública dos julgamentos e disse ser crítico à transmissão de todas as sessões pela TV Justiça. Na avaliação dele, a exposição permanente aproxima decisões judiciais das paixões políticas das ruas e reduz a distância institucional que deveria cercar o tribunal. “É muito ruim transformar um julgamento do Supremo em papo de bar. Deveria haver, nesse repensar institucional, um caminho de preservar mais os tribunais dessas paixões que estão na rua. No primeiro momento, podem ser aplaudidos, mas as paixões de hoje cobram demais amanhã”.
Político “vira-lata” – Em ato de campanha em Ceilândia, no Distrito Federal, o presidente Lula (PT) acusou Eduardo Bolsonaro de atuar nos Estados Unidos contra o Brasil e associou diretamente a movimentação do ex-deputado à candidatura presidencial do irmão, Flávio Bolsonaro (PL). “Esse mesmo cidadão do outro lado mandou o irmão dele para os Estados Unidos para tramar contra o Brasil”, afirmou. Lula chamou Eduardo de “traidor da Pátria” e emendou: “Esse país não comporta político vira-lata”. O petista disse ainda que, durante viagem aos Estados Unidos para a Assembleia Geral da ONU, pretende pedir ao presidente Donald Trump que não interfira nas eleições brasileiras.
“Ameaça à segurança mundial” – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusa o Brasil de ter falhado no combate às facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), incluídas recentemente pelos EUA na lista de organizações terroristas. As afirmações estão em documento divulgado pelo Departamento de Estado nesta quarta-feira (16). Trump pede que o governo Lula adote, “com urgência, medidas enérgicas para enfrentar” os grupos, que, segundo o relatório, representam “uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo”. Diplomatas brasileiros avaliam que o documento reforça o viés da política externa de Trump na América Latina e que há seletividade da Casa Branca. Na terça (15), o presidente Lula afirmou que membros de facções criminosas são “terroristas para a população” e diferenciou o “terrorismo de Estado”, mencionado por Trump, do “terrorismo de narcotráfico”.
Portas abertas – Em passagem pelo Recife, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) evitou declarar apoio a um nome na disputa ao Governo de Pernambuco e disse que, caso chegue ao Palácio do Planalto, o Estado terá “portas abertas” em Brasília. Durante a chegada ao comício, no Centro do Recife, Flávio dançou ao lado do candidato ao Senado Mendonça Filho (PL). Os dois dançaram ao som de jingles da campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ainda, Flávio afirmou que os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino atuam pelos interesses de Lula e frisou que pretende nomear cinco ministros ao STF – homens e mulheres – alinhados aos seus valores.
“Big Brother Supremo” – Do jornalista Leonardo Sakamoto, durante o UOL News, em referência aos vazamentos de mensagens de ministros do Supremo Tribunal Federal: “Eu entendo a necessidade do jornalista em mostrar, porque isso é o bastidor dessa história. Mas eu, particularmente, vou ser bem sincero com vocês: eu e uma quantidade grande de jornalistas estamos operando já no limite do saco cheio”, disse. Para Sakamoto, os vazamentos ajudam a manter ativa a imagem de “Big Brother Supremo”. Ao citar o mensalão e a Lava Jato, defendeu a importância da cobertura dos fatos, mas sem resvalar para espetacularização. “Isso acaba sendo mais deletério para o próprio processo judicial do que para a busca de soluções para a sociedade. Não estou contra a transparência, mas estou falando de espetacularização”, concluiu.
Reforço – No mesmo dia em que o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) recebeu o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) para atos no Recife, a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), reforçou pelas redes sociais os nomes que apresenta como seus candidatos ao Senado em Pernambuco. Em cards, Raquel aparece ao lado de Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD) com a expressão “Os senadores de Raquel”. Recentemente, os senadores da Coligação Pernambuco de Coração ingressaram na Justiça Eleitoral contra Mendonça. A Justiça chegou a proibir o candidato de se associar à imagem da gestora, mas uma nova ação movida por ele devolveu a ele o direito de veicular material de campanha associando-o a Raquel.
CURTAS
DATAFOLHA – A primeira pesquisa presidencial após a sessão do STF que iniciou a análise do processo envolvendo o ministro Alexandre de Moraes será divulgada nesta quinta-feira (17). O levantamento medirá o impacto do mais recente desdobramento da crise na Corte, relacionado ao caso Master, na disputa pelo Planalto. Serão ouvidos 2.002 eleitores, entre terça e quinta-feira. Contratada pelo grupo Globo e pela Folha de S. Paulo, a pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
SABATINA 1 – Em coletiva de imprensa após sabatina promovida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), o candidato ao governo do estado, João Campos (PSB), disse, em referência à crise no STF, que “ninguém está acima da lei”, mas lamentou que o foco do país esteja nela. “Lamento muito, enquanto cidadão e enquanto líder político, que o debate central do Brasil seja esse neste momento. Estamos a 18 dias de uma eleição, com um Brasil para ser discutido”, disse.
SABATINA 2 – Em sabatina promovida pela CNN, a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) comentou a relação que construiu com o presidente Lula (PT) ao longo do mandato, exaltando o trabalho em conjunto com o governo federal. Ao ser novamente questionada sobre apoio no pleito deste ano, evitou nomes e declarou-se “pernambuquista”. Raquel também cobrou apuração transparente sobre os ministros do STF. “Passadas as eleições, as coisas vão ter que aparecer à mesa”, declarou.
Perguntar não ofende: Flávio Bolsonaro foi esquecido no caso Master?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas ao deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, na noite desta quarta-feira (16), em evento de campanha no Distrito Federal. O chefe do Executivo afirmou que o ex-parlamentar está nos Estados Unidos pedindo sanções ao Brasil.
As declarações foram feitas na região administrativa de Ceilândia, a maior cidade do DF. De acordo com Lula, Eduardo é um “traidor da Pátria”. O evento ocorreu em uma praça e reuniu milhares de pessoas.
“O Eduardo Bolsonaro, traidor da Pátria, está lá pedindo para o Trump fazer sacão contra o Brasil. Esse país não comporta político vira-lata. Esse país não comporta quem coloca a bandeira do Brasil de dia e de noite vai ficar de quatro para os Estados Unidos”, disse o pedido.
No discurso, Lula também criticou o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha e disse que ele “está escondido após roubar o BRB”.
“Quem quebrou o BRB foi a ligação entre o Ibaneis e o Vorcaro no Banco Master. Nós não vamos deixar o povo sem dinheiro, mas não vamos dar dinheiro para o BRB. Na verdade, a governadora deveria era se preocupar com a prisão do Ibaneis. Ele tirou a candidatura e está escondido onde? Foi gastar o dinheiro roubado”, declarou o presidente.
Em um discurso centrado na segurança pública e em críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Bolsonaro (PL) prometeu declarar “guerra” às principais facções criminosas, defendeu a castração química para autores de crimes sexuais e disse que indicará ministros de perfil conservador à corte caso seja eleito presidente. O candidato discursou nesta quarta-feira (16), em comício no Cais da Alfândega, na área central do Recife.
As propostas dividiram espaço com ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Em uma fala marcada por críticas ao atual governo e ao STF, Flávio também tentou ampliar o discurso para a área econômica e social: prometeu manter o Bolsa Família, investir na qualificação dos beneficiários e promover um “tesouraço” nos impostos. As informações são do Diario de Pernambuco.
Foi na segurança, porém, que o candidato reiterou algumas das medidas mais rígidas do seu plano de governo: enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as milícias como organizações terroristas e defendeu penas mais duras para integrantes desses grupos.
“A partir de janeiro do ano que vem, eu vou declarar guerra ao PCC, ao Comando Vermelho e às milícias. Vão ser classificados como terroristas. Vão ficar presos o resto da vida”, declarou.
O candidato também prometeu adotar a castração química contra autores de crimes sexuais. “Você aí, estuprador, abusador de mulher e de criança, vai ter castração química”.
O comício reuniu nomes do entorno político de Flávio, como o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL) e lideranças políticas de Pernambuco, como o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL), o ex-ministro Gilson Machado (Podemos) e o presidente estadual do PL, Anderson Ferreira.
STF no centro do discurso
Se a segurança pública ocupou parte importante da fala, o Supremo Tribunal Federal voltou a ser o principal alvo político do candidato. Flávio citou nominalmente Alexandre de Moraes e Flávio Dino e relacionou os dois ministros ao governo Lula.
As críticas ocorrem um dia depois de uma sessão marcada por fortes embates internos no Supremo durante a discussão de processos envolvendo ministros da própria Corte. O julgamento desta terça-feira (15) teve discussões entre magistrados e terminou sem uma definição definitiva sobre os casos analisados.
No Recife, Flávio afirmou que pretende indicar cinco ministros ao STF durante um eventual mandato e antecipou critérios que adotaria para as escolhas.
“Eu vou proteger o STF dessas laranjas podres. E vou indicar para o STF cinco ministros, homens e mulheres, que sejam contra aborto, contra as drogas, que respeitem a Constituição, que não persigam mais opositores do governo de plantão”, declarou.
Flávio também sustentou que Lula teria uma “dívida” política com Alexandre de Moraes e voltou a associar a atual composição do Supremo ao presidente. A vinculação entre Lula e integrantes da Corte vem sendo explorada pela campanha do candidato do PL nos últimos dias.
Bolsa Família e “tesouraço” nos impostos
Flávio também buscou combinar o discurso dirigido à base bolsonarista com propostas econômicas e sociais. Ao mencionar o Bolsa Família, disse que manteria o programa e prometeu ampliar oportunidades de qualificação, emprego e empreendedorismo para os beneficiários.
“Eu vou dar o Bolsa Família, só que eu vou dar muito mais, porque eu vou melhorar. Eu vou estender a mão para vocês, vocês vão se capacitar, vocês vão se qualificar, vocês vão conseguir estudar, vão conseguir um emprego que pague melhor”, afirmou.
Para quem pretende empreender, o candidato prometeu um “tesouraço” nos impostos. “Vou cortar imposto para você poder lucrar e o seu lucro ficar com você, não é para ficar com o governo não”, disse. Durante o discurso, Flávio não detalhou quais tributos seriam reduzidos nem apresentou estimativa do impacto fiscal das medidas.
Ao final do discurso, em meio a gritos de apoiadores lembrando o ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio afirmou que seus adversários tentaram afastar o bolsonarismo da disputa pelo Palácio do Planalto.
“Eles tentaram muito. Tá lá o Bolsonaro. Mas eu tenho uma triste notícia para eles: vai ter Bolsonaro na Presidência, sim”, disse. Flávio foi além e projetou uma cena para janeiro de 2027. “Eles vão ver o presidente Bolsonaro colocando a faixa no filho dele”, projetou.
O presidente da Câmara Municipal de Arcoverde e candidato a deputado federal, Luciano Pacheco (MDB), realizou, nesta quarta-feira (16), uma caminhada com visitas a residências e estabelecimentos comerciais no bairro São Miguel. Durante a agenda, ouviu reivindicações dos moradores e apresentou propostas voltadas para áreas como saúde, educação, saneamento básico e cultura.
“O nosso povo é um povo de fé, de força e cheio de alegria, mas também sonha e luta por dias melhores. Na Câmara dos Deputados, queremos representar Arcoverde e trabalhar para garantir mais investimentos em saúde, educação de qualidade, saneamento básico e valorização da nossa cultura”, afirmou. A atividade integra a agenda de campanha de Pacheco no município, com visitas a bairros e encontros com a população.
Acampanha de ACM Neto, candidato do União Brasil ao governo da Bahia, teria perdido sua equipe de produção após uma denúncia de assédio envolvendo uma produtora, segundo informações divulgadas pelo site Política ao Vivo. O episódio teria provocado uma saída coletiva dos profissionais nesta terça-feira (15), a 19 dias do primeiro turno.
De acordo com os relatos publicados pelo veículo, um integrante da chefia da equipe de criação teria assediado a profissional diante de outros trabalhadores da campanha.
A produtora teria sido demitida posteriormente. Segundo o relato, ela chegou a ser chamada novamente para a equipe, mas acabou dispensada outra vez nesta terça-feira. As informações são da Revista Fórum.
A segunda demissão teria provocado a reação da responsável pela produção, que considerou a situação inaceitável. Outros integrantes da equipe teriam concordado e decidido deixar a campanha em solidariedade à profissional.
Campanha fica sem equipe de produção, diz site
Ainda segundo o Política ao Vivo, a saída coletiva deixou a campanha de ACM Neto sem equipe de produção na reta final da disputa pelo governo baiano.
O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro, conforme calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral.
A candidatura de ACM Neto mantém programação e peças de propaganda publicadas em seus canais oficiais.
Até o momento, a denúncia de assédio e as circunstâncias das demissões estão baseadas nos relatos divulgados pelo Política ao Vivo. O material apresentado não identifica a produtora, medida adotada para preservar sua identidade.
Até o fechamento desta matéria, não houve manifestação da campanha de ACM Neto e do profissional citado nos relatos. O espaço segue em aberto.
Atenção. Você aí, estuprad0r, abusad0r de mulher e de criança, vai ter castração química para você. Para aprender a nunca mais tocar numa mulher sem que ela queira”. Com um facão cenográfico nas mãos, Flávio Bolsonaro (PL) prometeu adotar a castração química para autores de crimes sexuais caso seja eleito presidente.
A declaração foi feita nesta quarta-feira (16), durante comício no Cais da Alfândega, no Recife. A fala veio na sequência de um discurso em que Flávio disse que será “radical” na segurança pública. As informações são do Diario de Pernambuco.
O candidato prometeu declarar “guerra” ao PCC, ao Comando Vermelho e às milícias, classificá-los como organizações terroristas e afirmou que criminosos responsáveis por dominar territórios serão presos ou “neutralizados pelas nossas polícias”.
Durante ato de campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, na noite desta quarta-feira (16), no Bairro do Recife, o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) afirmou que o Brasil “vai afundar de vez” caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito para um quarto mandato.
“O Brasil está diante de um dilema, gente. Ou o Brasil avança de vez, ou a gente vai afundar, porque ninguém aguenta mais quatro anos de PT… É necessária a eleição de Flávio Bolsonaro”, declarou. “Se essa turma do PT e Lula se eleger, vão fazer quatro ministros do Supremo Tribunal Federal. Quem aguenta isso?”. As informações são da Folha de Pernambuco.
Ainda no palanque, Mendonça Filho criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), sob o coro de “fora Moraes”. Ele disse que a Corte está “desmoralizando o país enquanto nação democrática”. Segundo o candidato, o STF deveria ser “a casa da estabilidade”, uma instituição acima de partidos e disputas políticas.
“Entretanto, virou uma casa onde reina a politicagem, onde há ministro envolvido em contratos suspeitos. Absurdo”, afirmou.
O candidato ao Senado também defendeu a possibilidade de afastamento de ministros do STF.
“Se a gente já tirou dois presidentes da República, a gente tem o direito de tirar ministro do Supremo Tribunal Federal”, disse.
Uma mulher ficou ferida no rosto após uma briga com outra participante durante o ato do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), nesta quarta-feira (16), no Recife. Segundo apuração do Blog Cenário, a vítima gravava o evento com o celular quando a outra envolvida teria atingido o aparelho. A discussão evoluiu para agressões físicas, e ela foi atingida no supercílio com um capacete, ficando ensanguentada. As duas também trocaram puxões de cabelo. Com informações do Blog Cenário.
Após a confusão, a vítima foi acompanhada por policiais federais e conversou com Flávio Bolsonaro e com o candidato ao Senado Mendonça Filho, que discursava no momento. Mais tarde, a outra envolvida procurou o Cenário e apresentou uma versão diferente: afirmou que levou um soco primeiro, disse que o marido tentou apartar a briga e declarou que usou o capacete para se defender. Ela informou ainda que pretende registrar boletim de ocorrência nesta quinta-feira (17).
No discurso que fez no palanque montado no Cais da Alfândega, no Centro do Recife, o candidato a senador Mendonça Filho (PL) afirmou que seu concorrente “Eduardo da Fonte é de esquerda”. Aos apoiadores, o deputado federal conclamou que seus eleitores votem no candidato ao Senado pelo Novo, Carlos Sant’Anna para não eleger “senador melancia, que é verde por fora e vermelho por dentro”. As informações são do Blog Dantas Barreto.
“Vocês sabem que a minha candidatura foi a última a ser apresentada. Eu entrei na disputa praticamente no prazo final, quando ninguém acreditava, porque eu enxergava que estava uma enxurrada de candidatos de esquerda. E um candidato que diz que não é de esquerda e nem de direita é porque ele é de esquerda. Votar em Eduardo da Fonte é o mesmo que tirar um voto meu. Não pode votar em Eduardo da Fonte”, acrescentou Mendonça Filho.
A rixa entre os dois candidatos aliados da governadora Raquel Lyra (PSD) surgiu depois que a coligação Pernambuco de Coração entrou com representação no TRE para que Mendonça Filho e o PL removessem todas as peças publicitárias e postagens nas redes sociais que continham a imagem de Raquel. A própria governadora fez questão de declarar que seus candidatos ao Senado são Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha (PSD).
Mendonça PL reafirmou o apoio a Raquel lyra, mesmo seu partido tendo declarado independência na disputa estadual.
A passagem de Flávio Bolsonaro pelo Recife, na tarde desta quarta-feira (16), foi marcada pela presença de apoiadores da governadora Raquel Lyra (PSD) gritando pela prisão do presidente Lula (PT). A manifestação ocorreu no momento em que o candidato do PL à Presidência caminhava pela Avenida Rio Branco, em direção ao Cais da Alfândega, onde foi montado o palco do ato político.
Ao lado de Flávio, estavam diversos apoiadores e membros da coligação de Raquel, como Gilson Machado, candidato a deputado federal, e Gilson Machado Filho, candidato a deputado estadual, ambos do Podemos. Também participaram do ato a deputada federal Clarissa Tércio e o deputado estadual Joel da Harpa. Os dois são do PP, partido que também está coligado com a governadora.
Além de fazerem o coro “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”, os bolsonaristas também exibiram adesivos de Raquel. Materiais de campanha do candidato a senador Mendonça Filho (PL) também ostentavam a foto da governadora de Pernambuco.
O pernambucano Felipe Santa Cruz presidiu a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entre 2019 e 2022, período em que a entidade teve grande participação na defesa da democracia no país. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o ex-dirigente afirmou que o momento é diferente, mas reagiu às cobranças sobre a falta de posicionamento da atual gestão da entidade com relação ao julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Eu acho que cada um tem um estilo, e cada momento exige uma resposta. O país está polarizado, a OAB também. É óbvio que os estados do Sul têm uma determinada visão. Por isso tento afastar esse julgamento do processo eleitoral. Acho que é muito danoso ao país que o que esteja se discutindo no Supremo seja a pauta do processo eleitoral. Nós defendemos as instituições, e a Ordem tem sofrido com essa polarização. O presidente Beto Simonetti tem conduzido a OAB com serenidade, tem tentado ouvir a todos os grupos e amalgamar uma posição institucional da Ordem. A preocupação é com a constitucionalidade. O papel agora de todos os envolvidos no sistema de justiça deve ser preservar as instituições e aprimorá-las. Essa é a minha preocupação”, destacou Felipe.
“Não acho que a OAB esteja se omitindo. Acho naturais as divergências, porque a OAB é composta por 1,5 milhão de advogados, e obviamente também espelha a polarização da sociedade brasileira, que hoje também está no Supremo, como não deveria estar tão claramente, está no Congresso Nacional, está no Executivo e está em todas as esquinas. Portanto, é natural que essa polarização também exista na advocacia”, completou.
Segundo o ex-presidente da OAB, é o momento de discutir a atuação de parentes de ministros como advogados. “É hora de estabelecer um código de ética que afaste dos tribunais onde estão os parentes. Onde está o exercício da magistratura, um parente não pode advogar. Acho que é um erro, trouxe sombra. E eu não estou aqui duvidando da ética dos envolvidos. Mas acho que à mulher de César não basta ser honesta, ela tem que parecer honesta. Porque isso dá a todo e qualquer cidadão o benefício da dúvida. Então, por que não usar esse momento para afastar daquele tribunal o parente de quem está exercendo a magistratura? Porque gera dúvidas, sim. E há tantos tribunais no Brasil, existem 92 tribunais, não se impedirá o exercício profissional em todos, só naquele tribunal onde o seu parente é parte do colegiado. Temos que usar a crise para aprimorar a democracia”, concluiu Felipe Santa Cruz.