O ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill passou noites em claro, iluminado pelos torpedeiros da Luftwaffe, a força aérea nazista, em busca de discursos que pudessem unificar o Reino Unido no combate ao ditador Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. Com Londres em chamas, escolhia minuciosamente cada palavra, por vezes recorrendo ao dicionário, para convencer os aliados – e os adversários – da importância de derrotar o sádico que exterminou mais de 6 milhões de judeus.
Dono de uma oratória inigualável, o Velho Buldogue tinha convicção, entre uma baforada no charuto e uma dose de uísque, vícios que os acompanhavam religiosamente, que precisaria das letrinhas para fazer frente à estrondosa campanha publicitária de Joseph Goebbels, o ministro da Propaganda da Alemanha – que balançou até parte do Parlamento britânico.
No Brasil, guardadas as devidas proporções, os bons exemplos não costumam ser levados em consideração. Temos visto em duas décadas a comunicação como arma de desconstrução e desinformação, destinada à exaltação do governante do momento. Esquece-se do princípio da impessoalidade previsto na Constituição Federal.
Nesse período, dois líderes carismáticos e populares arrastaram multidões por onde passaram, monopolizando as cores vermelha, verde e amarela. Uma luta constante do bem contra o mal, da esquerda contra a direita. De alguma forma, o brasileiro se acostumou a ter um corrupto de estimação, desprezando o conselho do ex-presidente Juscelino Kubitscheck: “Quero apenas ressaltar que recusamos a opção entre direita e esquerda. A humanidade não marcha para os lados, marcha para frente.”
Em uma dessas marchas laterais, o ex-presidente Jair Bolsonaro experimentou uma máquina poderosa de informação (ou desinformação, segundo seus críticos), que lhe rendeu vitória em 2018, com um discurso de defesa da família e da liberdade. Rodado nas urnas, tendo sido deputado federal por quase 30 anos, faturou na sua primeira eleição à Presidência. E inovou ao transformar as redes sociais no principal instrumento de diálogo com seu eleitorado.
Ainda sob efeito épico da única vitória ao Palácio do Planalto, Bolsonaro conduziu de forma errática a pandemia, debochou das 700 mil vítimas fatais, inoculou nos brasileiros o vírus do ódio, dividindo o país entre apoiadores e detratores, e se enrolou na rachadinha – repasse ilegal de parte dos salários de assessores para o parlamentar – envolvendo sua família. Faltou-lhe fôlego para abater o ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, que inaugurou em janeiro seu terceiro mandato presidencial.
Com parte da população incomodada com a guinada à direita, Lula ressurgiu após um período na prisão, condenação imposta no âmbito da Operação Lava Jato e revogada em seguida pelo Supremo Tribunal Federal, e venceu com a promessa de reunificar o país.
Ex-sindicalista, o filho de Garanhuns, cidade do interior de Pernambuco, conquistou adeptos com a forma simples de se comunicar com o eleitorado. Na primeira passagem pelo Planalto, recebeu a alcunha de pai dos pobres com o Bolsa Família, considerado o maior programa de transferência de renda do Brasil.
Lula quebrou recordes de popularidade, o que o levou a encerrar seu segundo mandato, em 2010, com aprovação de 87%. Porém, no governo, colecionou escândalos que levaram à descrença com a política petista: o mensalão, pagamento de propina a deputados da base aliada; os Aloprados, compra de dossiês contra adversários; e a Lava Jato, que desviou bilhões da Petrobras.
Agora, Lula estreia o segundo ano do terceiro mandato comparando o Holocausto, que tinha como claro objetivo dizimar os judeus da Europa e do mundo, com o massacre patrocinado por Israel na Faixa de Gaza contra os palestinos. Insiste na manutenção da divisão do Brasil. Embora ainda tenha quase três anos pela frente de governo, não parece disposto a cumprir a promessa de reunificar o Brasil. Churchill deu a senha: “A vida dá lições que só se dão uma vez”. Bolsonaro desperdiçou. Resta saber se Lula tirará algum ensinamento que não seja meramente eleitoreiro.
O deputado estadual eleito Vinicius Castello (PCdoB) afirmou, na última sexta-feira (30), em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, que está disposto a concorrer à prefeitura de Olinda na eleição de 2028, mas compreende que depende da adesão do povo e das forças políticas para lançar a candidatura.
“Sempre vou estar disposto quando envolve Olinda, mas esta é uma vontade individual que precisa entender como vai se dar o comportamento do governo da atual prefeita e também precisa da participação coletiva do povo e de figuras importantes para a cidade, como a senadora Teresa Leitão (PT) e a ministra Luciana Santos”, explicou.
O deputado ressaltou que Olinda seguirá como uma prioridade e que pretende consolidar parcerias necessárias para uma possível segunda candidatura à prefeitura por meio do diálogo.
“Olinda possui limitações orçamentária […] e o que me move é a tentativa de organizar essa cidade tão potente. Por isso, preciso ter a responsabilidade de entender o orçamento e o que pode ser feito com articulação”, defendeu.
Esquerda
Vinicius Castello saiu em defesa do diálogo geracional como medida para fortalecer o campo da esquerda no Brasil. Segundo ele, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi possível porque a campanha do petista entendeu que a mobilização da população mais jovem nas ruas e dos políticos eleitos para os primeiros mandatos nas redes seriam o diferencial.
“A política precisa aproximar as pessoas. É preciso escutar as perspectivas de quem está chegando no jogo político; e quem tem um novo olhar precisa andar com quem abriu os caminhos”, defendeu.
Por fim, o deputado se mostrou otimista com o futuro da esquerda no Brasil. De acordo com Vinicius, o resultado da eleição garantiu a retomada da autoestima da força popular e progressista.
Confesso que não tenho muita simpatia para mobilizações como as do “Exército do Lula”, embora admita que foi fundamental para a virada nas eleições presidenciais. Mas sempre me incomodou a linguagem militarizada utilizada pelo deputado Janones para arregimentar os apoios. Achei até engraçado quando Lula disse que se alistara no exército com o codinome de “Marechal Silva”.
O caso oferece uma oportunidade para refletir sobre os limites entre a legítima mobilização política e a transformação de cidadãos em instrumentos de uma estratégia de poder. Principalmente agora que, passada a eleição, o tetra-presidente anuncia que vai usar o seu “Exército” para se aproximar dos cidadãos.
A questão começa quando a capacidade de mobilização passa a ser empregada para estimular a hostilidade, dispensar a reflexão e fazer com que milhares de pessoas reproduzam, de maneira coordenada, mensagens cuja veracidade ou cujas consequências sequer examinaram. O medo, a esperança, a indignação e o sentimento de pertencimento são componentes antigos da comunicação entre líderes e liderados. A contribuição do sociólogo espanhol Manuel Castells para compreender esse fenômeno é fundamental. Em A “Network Theory of Power”, Castells aprofunda essa análise ao examinar como o poder se exerce por meio das redes e como seus organizadores podem influenciar os valores, as ideias e as percepções dos indivíduos.
O risco surge quando a participação deixa de ser uma oportunidade de reflexão e se converte em obediência coletiva. Um grupo organizado pode receber instruções para divulgar determinada mensagem, pressionar adversários, impulsionar palavras de ordem ou ocupar simultaneamente diferentes espaços digitais. O problema aparece quando a coordenação é acompanhada pela disseminação consciente de informações falsas, pela intimidação de adversários ou pela tentativa de desqualificar qualquer fonte de informação que contrarie o líder. Nesse ambiente, o cidadão corre o risco de deixar de atuar como sujeito da política para funcionar como extensão de uma máquina de comunicação.
Compartilha antes de verificar, reage antes de compreender e considera uma informação verdadeira porque ela confirma suas convicções ou porque foi repetida por pessoas em quem confia. Uma mensagem que aparece inúmeras vezes em diferentes grupos parece adquirir credibilidade pela própria frequência com que circula. A quantidade de compartilhamentos passa a ser confundida com a qualidade da informação, e a popularidade de uma afirmação substitui a verificação de sua veracidade. O que deve ser examinado é o conteúdo das mensagens, a natureza das instruções transmitidas, o respeito aos fatos, a relação com os adversários e a disposição para aceitar as regras comuns da disputa democrática.
A pergunta fundamental não é quantas pessoas um político consegue mobilizar, mas para quê e de que maneira as mobiliza. A força de uma organização digital pode servir à participação cidadã ou à formação de uma militância impermeável a argumentos contrários. Pode ampliar o debate público ou transformá-lo numa sucessão de ataques. Pode aproximar pessoas de uma causa ou convencê-las de que qualquer adversário é um inimigo a ser destruído.
No caso do “Exército do Lula”, as ordens eram peremptórias — Pessoal, urgente!” — uma das chamadas que Janones usou para mobilizar os participantes de seu canal no WhatsApp, o Exército do Lula. “Ninguém tá cumprindo missão, ninguém tá curtindo link.” — reclamação feita em áudio, ao cobrar dos seguidores o cumprimento das tarefas de divulgação. “Parece que eu tô lidando com criança.” — frase usada na mesma bronca, ao reclamar da queda no ritmo das atividades do grupo. “Não posso sair um minuto que vira bagunça.” — outra passagem do áudio, reveladora da cobrança de disciplina e da centralização do comando. A democracia exige que as paixões não eliminem a capacidade de julgar.
Após prometer colocar a regulação das big techs no centro de seu quarto mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva correrá contra o tempo para tentar aprovar este ano projetos que avancem no regramento das plataformas no país.
A estratégia é buscar, ainda nesta legislatura, avanços em novas regras com projetos que já existem, antes da mudança na composição do Congresso, com maior participação de parlamentares alinhados à direita, que, para o Executivo, tendem a ser mais refratários às propostas. O objetivo esbarra, porém, em uma agenda legislativa lotada de pautas até dezembro e na própria atuação das empresas, que se movimentaram por exemplo contra o projeto de lei (PL) das fake news, em 2023.
O governo vê uma janela de oportunidade para votar até dezembro o Marco Legal da Inteligência Artificial (IA), que cria novo regime de obrigações para as gigantes de tecnologia. O projeto traz exigências de transparência, responsabilização por danos e limites para o uso de conteúdos protegidos por direitos autorais.
Em outra frente, o Ministério da Fazenda quer aprovar este ano projeto que fortalece a regulação concorrencial de big techs. A proposta cria obrigações prévias para empresas consideradas de relevância sistêmica em mercados digitais, ou seja, gigantes que têm o poder de criar monopólios e sujeitar às suas regras não só consumidores, mas também setores econômicos.
Aplicativos da Meta: Facebook, Instagram e Whatsapp — Foto: Roy Liu / Bloomberg
“A garantia de soberania digital depende de leis claras que fortaleçam as condições para o desenvolvimento de IA no país e enfrentem a extração de valor promovida pelas grandes plataformas em relação ao que produzimos aqui”, disse o secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação, João Brant.
Nenhum dos dois textos trata de regulação de conteúdo, e o governo não tem intenção de mexer nessa seara para desmobilizar o argumento de opositores, que costumam apontar risco de censura a qualquer iniciativa de regulamentação das plataformas.
O Palácio do Planalto espera contar com o capital político após a virada histórica de Lula para acelerar os projetos. Na conta do Executivo, a própria repercussão negativa entre usuários da conduta da Meta nas eleições deve ajudar.
Atuação concentrada
A dona de Facebook, Instagram e WhatsApp reconheceu falhas técnicas e lacunas em sistemas que afetaram temporariamente as contas e a distribuição de conteúdos da campanha petista. No Instagram, o perfil oficial de Lula ficou horas sem o botão de repostar e houve problemas nos stories do presidente. A Meta nega interferência para beneficiar Flávio Bolsonaro (PL).
No discurso da vitória no domingo passado, Lula citou a “intromissão” das big techs, o “crime digital” e disse que empresas “monstruosas” não pagam impostos: “Tivemos que vencer a intromissão de fora para dentro, através de plataformas digitais que nós vamos ter que regular.”
O projeto de lei da regulamentação de IA já foi aprovado no Senado e falta ser apreciado pela Câmara, onde a relatoria é de Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). O Planalto deve se aproximar do parlamentar nos próximos dias para incentivar que o texto ande na Casa. Um dos tópicos da proposta é a aplicação de multas de até R$ 50 milhões, além de suspensão temporária ou definitiva de sistemas e proibição de utilização de determinadas bases de dados.
Também está na Câmara o projeto de regulação antitruste das plataformas digitais. O projeto está pronto para ser votado no plenário da Casa, e as mudanças realizadas pelo relator, o deputado Aliel Machado (PV-PR), foram consideradas positivas pela Fazenda e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), responsável pela regulação concorrencial. De acordo com Machado, a proposta será discutida na reunião de líderes nesta semana. Nos bastidores, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem dito que a sinalização sobre a votação deve ocorrer a partir da reunião desse encontro.
“As regras concorrenciais valem para outros setores e têm que valer para esse também. O que estamos buscando é uma legislação que permita ao Cade agir com mais eficiência”, disse Machado.
Na avaliação do governo, o Cade atua hoje quando identifica práticas anticoncorrenciais, mas o modelo tem sido insuficiente para lidar com big techs pela organização em plataformas e pela velocidade com que conseguem controlar os setores em que atuam.
O nível de concentração ficou claro na eleição, segundo interlocutores do governo. Uma única empresa fornece IA, vende publicidade, administra redes sociais e é dona do principal aplicativo de mensagens do país, ou seja, concentra poder em vários segmentos da vida digital.
No caso de marketplaces, que reúnem um grande contingente de clientes, elas conseguem cobrar mais vantagens dos vendedores que, sem eles, ficam sem acesso à demanda. Isso muitas vezes leva a comportamentos abusivos, como obrigatoriedade de usar outros serviços da empresa ou cobrança de taxas elevadas.
A ideia é fazer uma regulação prévia para essas plataformas, considerando os setores nos quais atuam, como redes sociais, sistemas de celulares, marketplaces, entre outros. No caso de sistemas operacionais, um exemplo de exigência prévia é proibir que a empresa só habilite um aplicativo de carteira digital.
Para definir as empresas sujeitas à regulação mais dura haverá dois critérios, segundo o projeto, que serão avaliados em processo administrativo pelo Cade, com direito a contraditório, audiência pública e tomada de subsídios. O primeiro é uma linha de corte financeira: só poderão ser designadas as plataformas com faturamento anual superior a R$ 5 bilhões no Brasil e R$ 50 bilhões em termos globais.
Se a empresa ficar nessa faixa, depois serão analisados parâmetros qualitativos, como se ela tem posição estratégica da qual resulte a dependência de terceiros para desenvolvimento de atividades empresariais ou para acesso de usuários. Ou ainda o acesso, controle ou combinação de quantidade significativa de dados pessoais ou comerciais relevantes.
Mais transparência
Segundo interlocutores, o deputado incorporou demandas do setor privado, limitando o escopo do projeto e aumentando garantias processuais, inclusive com mecanismos de transparência. O relator incluiu, por exemplo, que o faturamento será atualizado pelo IPCA e que a designação como plataforma sistemicamente relevante não implica determinação automática de obrigações, que seguirão rito próprio. Ele reduziu o prazo de designação de dez para seis anos.
Filippo Lancieri, professor associado na Universidade Georgetown (EUA) — onde pesquisa sobre política antitruste e desenho regulatório —, afirma que o projeto é baseado na necessidade de adaptar os instrumentos de defesa da concorrência para a realidade dos mercados digitais.
“O projeto visa fechar diversas lacunas no regime concorrencial brasileiro que são exploradas pelas big techs para impedir a concorrência efetiva em mercados muito importantes. O resultado são maiores preços, margens de lucro astronômicas, menor qualidade e menor inovação, prejudicando os consumidores e empresas nacionais”, disse.
Enquanto os textos não são aprovados, o governo vem trabalhando em implementar os instrumentos gerados pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o artigo 19 do Marco Civil da Internet, que define as regras sobre a responsabilidade civil das plataformas digitais por danos causados por conteúdos publicados por terceiros.
O Executivo chegou a preparar projeto de lei sobre o tema. Quando a proposta seria enviada ao Congresso, porém, avançou a tramitação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente e a avaliação passou a considerar que a decisão do STF, combinada à atualização da regulamentação do Marco Civil, contemplava parte dos objetivos do texto.
Essas atualizações determinam que plataformas devem remover conteúdos de crimes graves expressamente listados (como terrorismo, exploração sexual infantil, incentivo à automutilação e tráfico de pessoas), após notificação extrajudicial, sem necessidade prévia de ordem judicial. E obriga as redes sociais e provedores a manterem canais de denúncia acessíveis, gratuitos, destacados e permanente.
Se existe uma ironia dramática na trajetória recente do conservadorismo brasileiro, é o fato de que a maior parte dos políticos e militantes que hoje dizem herdar o legado de Olavo de Carvalho ignorou solenemente a lição mais fundamental do seu pensamento: a política eleitoral é a última camada da mudança social, jamais a primeira.
Ao longo de décadas no Curso Online de Filosofia (COF) e em seus livros, Olavo insistiu em um diagnóstico central: a esquerda dominou o cenário brasileiro não porque venceu eleições da noite para o dia, mas porque promoveu um trabalho de base contínuo, paciente e silencioso.
Ocupou o ambiente universitário, a burocracia estatal, os conselhos de classe, a produção literária e o meio cultural. Esse método, inspirado na estratégia da conquista de hegemonia cultural de Antonio Gramsci, ensinava que, sem a formação prévia de uma elite intelectual, técnica e moral, qualquer vitória no Executivo ou no Legislativo seria um castelo de areia.
A direita brasileira, no entanto, preferiu o atalho.
Tomada pelo apressamento e pela ilusão de poder instantâneo a partir de 2018, grande parte da liderança conservadora trocou a formação intelectual de longo prazo pelo ativismo ruidoso. Trocou-se a preparação de juristas, diplomatas, professores, burocratas e gestores pela busca por engajamento em redes sociais, pela produção de memes e pelo embate direto e muitas vezes precipitado, contra o establishment e o Judiciário.
Confundiu-se a capacidade de arrastar multidões nas ruas com a capacidade de ocupação técnica das engrenagens do Estado. A consequência do atropelo foi imediata: sem quadros qualificados no interior do funcionalismo e sem o devido respaldo institucional, a reação do sistema foi devastadora, deixando o movimento exposto e isolado.
Recentemente, declarações de figuras influentes da própria direita vêm pedindo “pés no chão”, moderação e o fim de confrontos diretos contra os poderes constituídos. Esse movimento de recuo e sobriedade mostra que a realidade se impôs. O problema é que isso já havia sido desenhado pelo próprio Olavo anos atrás: tentar resolver conflitos históricos “no grito” ou via rupturas sem base estrutural é uma armadilha.
Para construir uma alternativa política real e duradoura no Brasil, a direita precisará parar de instrumentalizar slogans e voltar ao dever de casa. Isso exige paciência histórica: ocupar as universidades com rigor acadêmico, formar quadros preparados para disputar concursos públicos estratégicos, investir em institutos de pesquisa e entender que o ritmo da política real é lento, burocrático e exige método.
Não quero entrar aqui no resultado de tudo que aconteceu nestas eleições, isso fica para depois que voltar das férias, mas já deu pra entender que muita coisa ruim está para acontecer e teremos que aguentar “orando e jejuando” com esperança.
Enquanto a direita focar apenas na próxima eleição em vez de focar nas próximas gerações, continuará tropeçando na própria ansiedade — provando que esqueceu a principal lição daquele que dizia: “O poder político é apenas a espuma na superfície das ondas; quem não domina o que está embaixo, é engolido pelo mar.” (Olavo de Carvalho)
Depois de uma noite muito triste, de despedida do jovem João Caio, 26 anos, filho do meu amigo João Batista Rodrigues, ex-prefeito de Triunfo, morto na madrugada de sábado passado num acidente de moto, cumpri, há pouco, minha meta diária da corridinha de 8 km, no calçadão do açude João Barbosa Sidônio, que está sendo reformado e ampliado pelo prefeito Luciano Bonfim (PSD).
Vim a Triunfo, na companhia da minha Nayla, abraçar o meu amigo João Batista, que sofreu a maior dor da sua vida, a perda do seu único filho, um jovem promissor na área de Direito, super querido na cidade e muito amado pelo pai.
Logo cedo, tentei confortar meu amigo João falando do amor lindo de pai e filho nesta crônica: clique e leia!
A política sempre foi um espaço de confronto de ideias e diferentes visões de mundo. Em uma democracia, discordar é legítimo e necessário. O problema começa quando a divergência deixa de ser um exercício de reflexão e passa a ser encarada como uma ameaça pessoal.
Não é difícil encontrar pessoas que romperam amizades, comprometeram relações familiares e transformaram conversas cotidianas em verdadeiros campos de batalha por causa de posicionamentos políticos. Mas o que acontece conosco quando uma opinião diferente provoca tanta hostilidade?
Do ponto de vista da neurociência, o cérebro está constantemente avaliando estímulos, interpretando ameaças e regulando emoções. Quando determinadas convicções políticas passam a fazer parte da identidade de uma pessoa, uma crítica às suas ideias pode ser percebida como um ataque pessoal. Nesse processo, estruturas como a amígdala cerebral participam das respostas emocionais, enquanto o estresse e a intensidade da reação podem dificultar uma análise mais ponderada da situação.
Outro fenômeno importante é o viés de confirmação: tendemos a valorizar informações que reforçam nossas crenças e rejeitar aquelas que as contrariam. Nas redes sociais, esse comportamento pode ser intensificado pela exposição constante a conteúdos polarizadores, criando ambientes nos quais a discordância é cada vez menos tolerada.
As consequências podem ultrapassar o debate político. A indignação permanente, os conflitos frequentes e a exposição excessiva a notícias negativas podem contribuir para ansiedade, irritabilidade, alterações do sono e desgaste nas relações interpessoais.
É importante compreender que ter opiniões firmes, defender ideologias ou participar ativamente da política não representa um problema de saúde mental. A questão está na dificuldade de estabelecer limites emocionais e reconhecer que pessoas podem pensar de maneira diferente sem se tornarem adversárias pessoais.
Talvez um dos maiores desafios da sociedade atual seja recuperar algo essencial: a capacidade de discordar sem odiar.
A política deve fazer parte da nossa consciência, não assumir o controle das nossas emoções. Nenhuma convicção ideológica deveria custar nossa saúde mental, nossos relacionamentos e nossa capacidade de respeitar o próximo.
*Médico com pós graduação em Psiquiatria e Neurologia Clínica | Instagram: @drsilvinoteles
Compass ganha motorização MHEV de 48V. Vale a pena
A Jeep acaba de apresentar a linha 2027 do Compass, líder de mercado entre os SUVs médios nos últimos nove anos e também no acumulado de 2026 — sendo o único da sua categoria com mais de 35 mil emplacamentos esse ano. Desde o seu lançamento, o Jeep Compass já vendeu mais de 580 mil unidades no Brasil. A linha 2027 traz uma evolução: a chegada da motorização MHEV de 48V. A nova opção eletrificada amplia o portfólio do modelo e proporciona redução de até 11% no consumo de combustível, combinando desempenho e menor impacto ambiental.
O Compass MHEV, que chega com essa opção de hibridização leve nas versões Longitude Night Eagle e Série S, conta com isenção do rodízio de veículos na cidade de São Paulo e pode ter acesso a descontos no IPVA em seis estados, conforme as regras e a legislação vigente em cada localidade. A linha 2027 também evolui no design, com novos conjuntos de rodas desenvolvidos para reforçar a identidade de cada versão. O Compass passa a contar com novas rodas nas versões Sport, Longitude — ambas com 18 polegadas, e Longitude Night Eagle, Série S e Blackhawk, de 19 polegadas. A gama 2027 também incorpora o interior com revestimento premium de série em todas as suas versões e amplia as áreas revestidas em Suede — que agora recobrem painéis de instrumentos e das portas das versões Série S e Blackhawk.
Em relação ao motor, a linha 2027 oferece diferentes soluções de desempenho, eficiência e capacidade. As configurações 4×2 MHEV são voltadas aos consumidores que buscam maior eficiência energética, redução de consumo e de emissões e benefícios associados à eletrificação. Já a versão 4×4 equipada com motorização Hurricane turboflex de 272cv preserva a proposta de alta performance e capacidade fora-de-estrada, atendendo quem procura desempenho mais intenso e a segurança adicional da tração integral. Assim, cada cliente escolhe o Compass mais adequado ao seu perfil, seja para a rotina urbana, viagens em família ou experiências em terrenos de menor aderência.
Assistência à condução – O modelo traz o pacote de segurança e assistência ao motorista Adas nível 2, conforme a versão, para oferecer recursos capazes de tornar a condução mais confortável, previsível e segura.
Entre as tecnologias disponíveis estão:
Assistente de centralização em faixa: atua para manter o veículo centralizado dentro da faixa de rodagem;
Piloto automático adaptativo com Stop&Go: ajusta automaticamente a velocidade para preservar uma distância segura em relação ao veículo à frente ou “segui-lo” em condições de trânsito intenso;
Frenagem automática de emergência: identifica riscos de colisão e pode acionar automaticamente os freios;
Detecção de ponto cego: monitora áreas de baixa visibilidade nas laterais e alerta sobre a presença de outros veículos;
Detector de fadiga do motorista: analisa sinais de cansaço e recomenda uma pausa quando necessário;
Comutação automática do farol alto: alterna entre os fachos alto e baixo de acordo com as condições da via e a presença de outros veículos;
Detector de tráfego cruzado: auxilia em manobras de saída de vagas ao identificar veículos cruzando a trajetória traseira;
Reconhecimento de placas de trânsito: identifica sinalizações da via e apresenta as informações ao motorista;
Assistente de permanência em faixa: monitora as marcações da pista e pode atuar para evitar saídas involuntárias;
Detecção de mãos fora do volante: verifica a interação do motorista com a direção e emite alertas quando necessário.
Telas a bordo – A linha 2027 mantém mais de 20 polegadas de telas combinadas, distribuídas entre a central multimídia de 10,1 polegadas e o quadro de instrumentos digital de 10,25 polegadas. A central multimídia concentra funções de conectividade, entretenimento e configuração do veículo, enquanto o painel digital apresenta informações de condução de forma clara e personalizável. Juntos, os dois displays proporcionam uma experiência integrada, intuitiva e tecnológica para motorista e passageiros.
Fora-de-estrada – Na configuração 4×4, o modelo oferece recursos como tração integral, seletor de terrenos e controle automático de descida, que auxiliam o motorista em diferentes condições de piso e aderência. O sistema permite adaptar o funcionamento do veículo às características do terreno, proporcionando mais controle e confiança em situações desafiadoras.
Nas versões 4×2 – Estas versões têm o Jeep Traction Control, amplia a capacidade de superar obstáculos ao atuar sobre a roda que perde aderência, transferindo torque para a roda com maior contato com o solo. A tecnologia ajuda a manter a evolução do veículo em condições de baixa aderência.
Leapmotor B10 ultra-híbrido custa R$ 180 mil – As concessionárias da Leapmotor já estão vendendo e entregando o mais recente lançamento da marca no Brasil, o B10 ultra-híbrido. O SUV médio, que chegou ao país primeiro na versão elétrica, passa a oferecer, assim como o C10, uma versão equipada com a tecnologia REEV, que permite aos proprietários escolher entre recarregar ou reabastecer, mantendo a experiência de condução totalmente elétrica e eliminando a ansiedade de autonomia.
Quem visitar as lojas neste momento tem a oportunidade de aproveitar o preço de lançamento do modelo, em vigor por tempo determinado: R$ 180 mil. O B10 Ultra-Híbrido é impulsionado por um motor elétrico traseiro de 218 cv e 24,5kgfm, com uma bateria de 18,8 kWh. Um propulsor a gasolina atua exclusivamente como um gerador de energia para a bateria e, desta forma, permite que a autonomia combinada do modelo seja de aproximadamente 900 km no ciclo WLTP. No quesito segurança, o B10 ultra-híbrido possui uma carroceria composta por aços de diferentes graus de resistência para proteger os ocupantes e é o único da categoria equipado com sete airbags.
Para tornar a condução ainda mais segura, quem estiver ao volante do modelo conta com os múltiplos recursos do Leap Pilot. Ele comanda sistemas de condução semiautônoma de nível 2, que inclui itens como frenagem automática de emergência com detecção de pedestres e ciclistas, assistente de manutenção de faixa, controlador de velocidade adaptativo, assistente de tráfego cruzado, aviso de veículo no ponto cego, farol alto automático, leitor de placas, entre outros.
O interior amplo do B10 Ultra-Híbrido tem como um dos principais destaques os assentos com o revestimento premium hipoalergênico, que oferece mais conforto a todos os ocupantes, incluindo crianças e pets. Os assentos dianteiros têm ajuste elétrico. A tecnologia a bordo do B10 ultra-híbrido tem como ponto central a multimídia de 14,6”, que possui Android Auto e Apple Carplay sem fio e é integrado a um sistema de som 7.1 de 840W de potência, equipado com 12 alto-falantes + subwoofer. A tela, além de dar acesso às configurações de preferências sonoras, permite alterar os modos de condução e de gerenciamento de energia, controlar o ar-condicionado digital automático, criar cenários automatizados, visualizar diversos parâmetros do veículo e as imagens das câmeras com visão 360º e muito mais recursos do modelo.
Ram ganha versão Laramie Night Edition da 2500 – A Ram, marca premium de picapes do mercado, traz mais uma novidade para a linha Heavy Duty. Por R$ 570 mil, chega ao país a 2500 Laramie Night Edition, com acabamentos escurecidos e que, ao lado da 3500, forma a dupla de picapes a diesel mais potentes à venda no mercado brasileiro, graças ao motor Cummins 6.7 turbodiesel de 436cv de potência e 148,7kgfm de torque, acoplado a um câmbio automático de oito marchas.
O sistema de tração é 4×4 com reduzida e três modos de funcionamento (4×2, 4×4 High e 4×4 Low), com acionamento eletrônico por botão. Com a chegada da 2500 Laramie Night Edition, todas as picapes da gama atual da Ram no Brasil passam a oferecer ao público uma opção com os acabamentos escurecidos no lugar dos cromados que são clássicos em uma Ram. Na nova 2500 Laramie Night Edition, os contornos superior e inferior da grade dianteira são da cor da carroceria, assim como as molduras dos faróis e os para-choques.
A grade, cromada na 2500 Laramie já comercializada no Brasil, recebe o preto brilhante característico de toda Night Edition. Assim como na 3500 Laramie Night Edition, a 2500 Laramie Night Edition ganha um toque de esportividade no capô, que conta com uma entrada de ar na parte central e saídas de ar nas laterais. O badge do modelo, que na variante cromado é posicionado nas extremidades do capô, é reposicionado e passa a ocupar a parte central elevada do capô. Completam o visual externo da novidade as capas de retrovisor, estribos laterais, logotipos e rodas de 18 polegadas com acabamentos escurecidos.
Internamente, como de costume em uma Night Edition, a 2500 recebe bancos de couro, painel de instrumentos, volante e acabamentos de portas na cor preta. O nível de tecnologia se mantém na 2500 Laramie Night Edition, com destaque para a central multimídia de 12” com Android Auto e Apple CarPlay sem fio e sistema de câmeras 360° — mais a exclusiva câmera de caçamba, além do quadro de instrumentos colorido e customizável de 12,3″.
O sistema permite visualizar e ajustar diversos parâmetros da picape, além de acompanhar a atuação dos diversos assistentes de condução semiautônoma (Adas), que inclui assistente ativo de manutenção de faixa, leitura automática de placas, piloto automático adaptativo com função Stop, sistema de monitoramento de ponto cego, entre outros. Também é possível espelhar a navegação nativa no quadro de instrumentos. Além da tecnologia, a 2500 Laramie Night Edition faz jus ao pilar de capacidade de uma Ram, sendo capaz de rebocar até 8.948 quilos, sendo superada apenas pela 3500 nesse quesito.
Freio de reboque – A picape vem com predisposição para reboque com tomadas de 7 e 12 pinos, além do controle eletrônico do freio de reboque e função Tow/Haul, que altera as trocas de marcha, melhora a resposta do acelerador e usa o freio motor quando uma carga pesada está sendo rebocada. Auxiliam o motorista nesta tarefa os espelhos retrovisores de reboque que podem ser expandidos eletronicamente, aumentando o campo de visão.
A capacidade de carga da picape, por sua vez, é de 1.287 quilos, número que a posiciona como uma das líderes nesse aspecto no mercado brasileiro. Quando o assunto é capacidade volumétrica, a caçamba, revestida com material especial, possui 1.200 litros no vão de carga e os Rambox, compartimentos localizados nas laterais, 122 litros de capacidade cada. Cada compartimento conta com trava elétrica e iluminação interna, além de a Rambox do lado esquerdo ser equipada ainda com uma tomada de 115V.
A Ram 2500 Laramie Night Edition é dotada de uma série de recursos voltados para o conforto do motorista e passageiros, como bancos dianteiros com regulagem elétrica, aquecidos e ventilados e 2 posições de memória para o motorista. O ar-condicionado é digital de duas zonas com saídas de ar traseiras. O console central possui apoia-braço com porta objetos; 4 porta-copos; espaço para guardar um notebook de até 15 polegadas; 4 portas USB na parte frontal, sendo 2 do tipo C, de carregamento rápido, e mais 2 portas USB tipo C na parte traseira. Somam-se as portas USB, duas tomadas de 115V. Os assentos dos bancos traseiros podem ser rebatidos, dando acesso a uma plataforma que transforma o assoalho traseiro em uma superfície plana.
Novo CLA 200 AMG Line custa R$ 364.900 – A Mercedes-Benz acaba de iniciar a pré-venda do CLA 200 AMG Line no mercado brasileiro, primeiro automóvel da nova geração de compactos da plataforma MMA (Mercedes-Benz Modular Architecture). O veículo inaugura a próxima ofensiva de produtos da marca, com soluções digitais inovadoras e tecnologias focadas em conforto e conveniência. Sua chegada traz a renovação de um dos automóveis mais emblemáticos da Mercedes-Benz e representa o início de um novo capítulo para o portfólio da marca no Brasil.
O lançamento combina esportividade e inovação tecnológica. Entre os destaques estão a nova identidade visual do automóvel, o pacote AMG Line, teto solar panorâmico e recursos que ampliam a conveniência no dia a dia, como o sistema Hands-free access. O destaque é a experiência digital proporcionada pela nova geração do sistema MBUX com Superscreen. O novo CLA conta com as funcionalidades como chave digital do veículo, monitoramento e localização do veículo, comando por voz online, entre outros. A pré-instalação para câmera integrada complementa o conjunto e reforça o conceito de um veículo cada vez mais conectado ao estilo de vida dos clientes. A segurança também é um dos pilares do automóvel que oferece um amplo conjunto de sistemas de assistência à condução. Entre eles, estão o assistente de distância, assistente de manutenção de faixa, assistente de frenagem, Parktronic, assistente de ponto cego plus e tecnologias de apoio a manobras e estacionamento.
Motorista de aplicativo pode ter 60% de desconto nas multas – Motoristas e entregadores de aplicativos como Uber, 99 e iFood podem vir a ganhar um grande (e também polêmico) benefício. Um projeto de lei (o de nº 2.381/2026) em análise na Câmara dos Deputados pretende reduzir em 60% o valor das multas de trânsito aplicadas a estes profissionais. E mais: a iniciativa também prevê o parcelamento do valor restante em até 12 vezes, sem juros. O benefício foi proposto pelo deputado federal André Fernandes (PL-CE). E mais ainda: a redução seria concedida automaticamente aos profissionais que estivessem cadastrados como ativos em plataformas digitais de transporte de passageiros ou de entrega na data da autuação. Nem mesmo algum cadastro precisaria ser feito (o PL não exige a apresentação de documentos nem registro no Detran, por exemplo).
A identificação teria que ser feita pelas próprias empresas de aplicativos, que ficariam responsáveis por enviar mensalmente à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) os números de CPF de seus motoristas e entregadores ativos. Depois, esses dados seriam cruzados com os registros de infrações de trânsito para a aplicação automática do desconto. Se essas plataformas não fornecerem os dados dos trabalhadores poderão sofrer até suspensão temporária do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), além de outras sanções administrativas.
Condutores ativos – E quem seria beneficiado? Pelo PL, o desconto valeria apenas a condutores que estivessem ativos em aplicativos de transporte individual de passageiros ou de entrega de mercadorias na data em que a infração fosse registrada. O desconto vale mesmo para infração considerada gravíssima — que, hoje, é de R$ 293,47. Com o desconto, o motorista ou entregador infrator pagaria R$ 117,39 — e ainda poderia pagar em até 12 vezes. Mas nem todas as infrações dão direito ao benefício, segundo o deputado André Fernandes (PL/CE).
Por exemplo: não entram nessa conta aquelas que configuram crime dirigir com a capacidade psicomotora alterada por álcool ou outras substâncias psicoativas e as que resultem em acidentes com vítimas. À Agência Câmara de Notícias, o parlamentar argumenta que motoristas e entregadores de aplicativos passam mais tempo nas ruas e, por isso, estão mais expostos ao risco de receber multas. Segundo o parlamentar, a proposta busca reduzir o impacto financeiro das autuações sobre trabalhadores que dependem do veículo para obter renda. “O benefício é para o entregador que trabalha com responsabilidade e eventualmente comete uma infração”, diz Fernandes. “A proposição não protege o infrator imprudente, pois exclui expressamente casos de embriaguez ao volante e acidentes com vítima”.
Uber dá preferência de partida a idosos e PCDs – A Uber acaba de anunciar novas funcionalidades no aplicativo para ampliar a acessibilidade e melhorar a experiência de embarque para idosos e pessoas com deficiência. Com as Preferências de Partida, os usuários podem informar como preferem ser avisados da chegada do veículo (como piscar as luzes ou buzinar) e como o motorista pode identificá-los no ponto de encontro (por exemplo, uso de cadeira de rodas ou bengala).
Muitos usuários enviam mensagens aos motoristas com antecedência para ajudar no encontro ou para informar que usam algum dispositivo de assistência ou tecnologia assistiva. Com a nova ferramenta, será possível configurar e informar o motorista automaticamente. O recurso será disponibilizado gradualmente nos próximos dias em todo o país e se soma a outras ferramentas e configurações da Uber para idosos e pessoas com deficiência.
Preferências de Partida Informe aos motoristas parceiros como sinalizar a chegada deles:
Chamar meu nome ao chegar
Entrar em contato comigo pelo aplicativo ao chegar
Piscar as luzes do veículo ao chegar
Buzinar ao chegar
Informe aos motoristas parceiros como identificar o usuário:
Eu uso óculos escuros e/ou uso uma bengala branca
Eu uso uma bengala
Eu uso muletas
Eu uso um andador
Eu uso uma cadeira de rodas
Para configurar, é simples
Toque em Conta > Configurações > Acessibilidade > Preferências de partida. Em seguida, selecione as opções que deseja habilitar e informar o motorista parceiro. Além disso, a plataforma oferece um fluxo de suporte específico para questões relacionadas à acessibilidade. Em parceria com o Me Too Brasil, a Uber também conta com um canal de suporte psicológico e não tolera atitudes discriminatórias em viagens pelo aplicativo. “Compreendemos os desafios únicos que passageiros com deficiência e idosos enfrentam todos os dias. É por isso que seguimos criando novas funcionalidades para proporcionar uma experiência melhor e mais personalizada aos nossos usuários”, reforça Araceli Almeida, head de Operações de Segurança da Uber no Brasil.
Outros recursos – Personalização e indicação de deficiência: em Conta > Configurações > Acessibilidade, os usuários podem indicar se possuem alguma deficiência visual ou auditiva, permitindo que os motoristas vejam essa informação ao lado do nome do usuário, evitando algum tipo de constrangimento.
Autoidentificação para usuários com cão-guia: em Conta > Configurações > Acessibilidade, é possível se autoidentificar como usuário com cão-guia e optar por informar apenas à Uber ou também, de forma automática, ao motorista parceiro. A ferramenta é opcional. Caso o motorista tente cancelar a viagem de um usuário autoidentificado, o aplicativo alerta o parceiro sobre as obrigações legais previstas na Lei Federal nº 11.126.
Uber conta sênior: o design da conta sênior disponibiliza texto e ícones maiores, menos botões e telas, para que o processo de pedir uma viagem seja mais direto e intuitivo. O organizador do perfil da família no aplicativo pode solicitar viagens, gerenciar pagamentos e receber as atualizações da viagem em tempo real. Confira o passo a passo para configurar a conta sênior.
Leitores de tela compatíveis: a Uber é compatível com os leitores de tela TalkBack (Android) e VoiceOver (iOS), permitindo que usuários com deficiência visual naveguem pela plataforma com mais facilidade. A partir de sugestões de usuários, tornamos o app ainda mais compatível com essas ferramentas, por exemplo, colocando a cor do veículo e a distância até o carro em texto escrito, em vez de apenas uma ilustração, que não é compatível com esses softwares.
Isenção da taxa de espera: usuários com deficiência podem precisar de mais tempo para embarcar no veículo e, por isso, conseguem solicitar o reembolso ou isenção das taxas de espera.
Novos motores, novos lubrificantes: entenda essa evolução – A evolução dos motores trouxe mudanças que vão muito além de potência e desempenho. Para atender às novas exigências de eficiência, emissões e durabilidade, os fabricantes passaram a desenvolver equipamentos com tecnologias cada vez mais sofisticadas. Nesse cenário, os lubrificantes também precisaram acompanhar essa transformação. Motores mais modernos trabalham com componentes projetados para operar de maneira mais eficiente e, em muitos casos, sob condições mais específicas. Isso aumenta a importância de utilizar um lubrificante compatível com as características e especificações de cada aplicação.
“A evolução dos motores trouxe novas demandas para os lubrificantes. Hoje, não basta escolher um produto apenas pela viscosidade. É necessário considerar as especificações e aprovações exigidas pelo fabricante para garantir que o lubrificante esteja adequado à tecnologia daquele motor”, Jose Cesario Neto, especialista da marca de lubrificantes Mobil.
Redução do atrito – Uma das principais funções do lubrificante continua sendo reduzir o atrito entre as partes móveis do motor. Mas os produtos atuais também precisam desempenhar outras funções, como auxiliar na manutenção da limpeza, contribuir para a economia de combustível, proteger contra desgaste e contribuir para a estabilidade do sistema em diferentes condições de operação. A formulação precisa acompanhar as características de cada motor. Mudanças em componentes, temperaturas de operação, sistemas de pós-tratamento de emissões e intervalos de manutenção podem influenciar os requisitos necessários para o lubrificante. Um lubrificante desenvolvido para gerações anteriores de motores pode não atender às exigências das tecnologias mais recentes. Por isso, é fundamental seguir as especificações e recomendações do fabricante para garantir a proteção e o desempenho adequado do motor.
Formulação do lubrificante – Outro ponto relevante é o avanço das tecnologias utilizadas na formulação dos lubrificantes. Novas tecnologias de aditivos e bases lubrificantes permitem desenvolver produtos capazes de atender requisitos cada vez mais específicos, conciliando proteção dos componentes e desempenho. “Cada nova geração de motores traz uma série de requisitos técnicos. O desenvolvimento do lubrificante precisa acompanhar esse movimento para entregar as características necessárias àquela aplicação. Por isso, as especificações técnicas são tão importantes na hora da escolha”, complementa o especialista.
Para quem trabalha com manutenção ou precisa escolher um lubrificante, acompanhar essa evolução significa olhar além da viscosidade e verificar as especificações e aprovações indicadas para cada motor. É essa compatibilidade que permite que o produto cumpra corretamente sua função dentro do sistema. À medida que os motores incorporam novas tecnologias, os lubrificantes também evoluem. O resultado é uma relação cada vez mais estreita entre a engenharia do equipamento e a formulação desenvolvida para protegê-lo.
Os novos 4×4 – Durante muito tempo, um SUV era avaliado apenas por potência, capacidade off-road e robustez. Hoje, a tecnologia embarcada passou a ter um papel decisivo no momento de compra. Sistemas inteligentes capazes de interpretar o terreno, gerenciar eletronicamente diferentes componentes do veículo, oferecer conectividade semelhante à de um smartphone e ampliar a segurança estão redefinindo a experiência de dirigir. É nessa pegada que o novo Jetour T2 XWD 4×4 aposta. O SUV híbrido plug-in, que acaba de ser lançado no Brasil, é um dos que reúne tecnologias desenvolvidas para tornar a condução mais inteligente, segura e eficiente, dentro e fora do asfalto.
No T2 XWD 4×4, por exemplo, boa parte do trabalho é feita pela eletrônica. Um dos destaques é o Tank Turn, sistema que reduz o raio de giro para apenas 4,785 metros, facilitando manobras em espaços reduzidos por meio da atuação seletiva dos freios nas rodas traseiras. Outro recurso interessante é o Crawl Mode (Modo Rastejamento), que controla automaticamente velocidade, torque, frenagem e o sistema de controle de descida (HDC) para superar obstáculos com mais precisão. Já o Modo de Resfriamento Off-road prepara previamente o sistema de arrefecimento para situações de maior exigência, preservando a temperatura ideal do motor, bateria e demais componentes do conjunto híbrido durante percursos severos.
O terreno muda, o carro se adapta sozinho – Em vez de exigir que o motorista configure diferentes parâmetros manualmente, o T2 XWD 4×4 utiliza um gerenciamento eletrônico capaz de adaptar o veículo conforme o tipo de piso. São oito modos de condução: Eco, Normal e Sport para o uso urbano; Neve, Lama, Areia e Pedra para o off-road; além do Modo X, que identifica automaticamente as condições do terreno e ajusta resposta do acelerador, distribuição de torque, transmissão, controle de tração, estabilidade e refrigeração dos sistemas. O resultado é uma condução mais intuitiva, tanto para quem já tem experiência no fora de estrada quanto para quem está começando.
Quer melhorar a frenagem do seu carro? – Qual a primeira coisa que vem à cabeça da maioria dos motoristas quanto se debate a frenagem de um automóvel? O sistema de freios, claro. De fato, discos, pastilhas e sistemas eletrônicos, como o ABS, são fundamentais para a segurança. No entanto, existe outro componente que desempenha um papel decisivo na hora de parar o veículo: os pneus. Afinal, são eles os responsáveis por transmitir ao asfalto as forças geradas durante a frenagem. Por mais eficiente que seja o sistema de freios, a capacidade de desaceleração de um automóvel depende da aderência entre os pneus e o solo. Quando essa aderência é insuficiente, especialmente em situações de emergência ou em pistas molhadas, a distância necessária para parar o veículo pode aumentar significativamente.
“É importante entender que o freio atua sobre a rotação das rodas, mas são os pneus que transmitem essa força ao solo para desacelerar o carro”, explica Roberto Falkenstein, consultor de tecnologias inovativas da Pirelli para a América Latina. Ele lembra até de um track day, aquele evento recreativo e não competitivo que permite a motoristas comuns e entusiastas conduzirem seus próprios carros (de rua, modificados ou superesportivos) em um autódromo oficial. “É um ambiente controlado, na qual se discute muito a eficiência dos sistemas de freios. Mas, mesmo nesse cenário, ter freios mais robustos não significa necessariamente conseguir parar o carro em uma distância menor”, reforça Falkenstein. “Se o limite de aderência dos pneus já foi atingido, é essa capacidade de contato com o asfalto que vai determinar o resultado da frenagem”, ressalta.
Nível de tecnologia – É justamente por isso que os pneus modernos incorporam um elevado nível de tecnologia. Compostos de borracha desenvolvidos com materiais avançados, estruturas internas projetadas para distribuir adequadamente as forças e desenhos da banda de rodagem que favorecem o contato com o solo são alguns dos elementos que influenciam diretamente a capacidade de frenagem. Em condições de chuva, os sulcos também desempenham um papel fundamental ao contribuir para o escoamento da água, reduzindo o risco de aquaplanagem. “Existe um trabalho de engenharia muito complexo por trás de cada pneu”, informa o consultor da Pirelli.
“Quando desenvolvemos um produto, estudamos desde a composição da borracha até a maneira como ele se comporta em contato com diferentes tipos de asfalto”. O objetivo dos especialistas é encontrar o melhor equilíbrio entre segurança, desempenho, eficiência e durabilidade. São tecnologias que muitas vezes o motorista não consegue enxergar, mas que fazem diferença justamente quando ele mais precisa do veículo. Para os motoristas, a recomendação é manter os pneus em boas condições, respeitar as medidas e especificações indicadas pela montadora, verificar regularmente a calibragem e acompanhar o desgaste da banda de rodagem. Afinal, uma frenagem segura depende do funcionamento adequado de todo o conjunto, incluindo pneus, freios e suspensão.
Renato Ferraz é especializado em jornalismo automobilístico. Além da coluna “De Bigu com a Modernidade”, também assina a “Multieixos”, no Correio Braziliense.
Esta foi a crônica domingueira mais dramática e difícil de fluir da minha alma poética, porque trata de uma tragédia humana: a morte do jovem João Caio Pereira Rodrigues, de apenas 26 anos, filho do meu amigo-irmão João Batista Rodrigues, ex-prefeito de Triunfo, comentarista de política municipal no meu programa Frente a Frente pela Rede Nordeste de Rádio. Foi num acidente de motocicleta na madrugada do sábado, nas imediações do distrito de Jatiúca, na PE-365, em Santa Cruz da Baixa Verde.
A perda de um filho é uma dor indescritível. Tudo porque a partida de um herdeiro, seja em qualquer circunstância, contraria a ordem natural da vida, de filho enterrar pai. Quem perde, tem que buscar muito a proteção da mão divina para superar o vazio deixado. Buscar conforto espiritual em Deus. Só Ele traça as curvas da vida e nos fortalece em momentos tão difíceis.
Caio era filho único de João Batista. Advogado jovem, já tinha virado o braço direito do pai no escritório de advocacia e contabilidade da família, em Triunfo. Moravam juntos numa harmonia bela e perfeita, num casarão que vivia repleto de amigos e familiares. Era a razão do mundo colorido de João, orgulhoso do filho tão promissor e generoso como ele.
Meu pai Gastão Cerquinha, que fez a última viagem aos 100 anos, sempre agradecia a Deus por protegê-lo de tragédias envolvendo filhos. Erguia as mãos ao céu em sinal de graça a cada reunião familiar. Já o seu irmão, meu tio José Cerquinha, o tio Coió, teve o infortúnio da perda de dois filhos, um assassinado, aos 18 anos, outro vítima de um acidente de carro, com pouco mais de 50 anos.
Meu tio nunca mais foi o mesmo! No seu semblante, passava o tamanho da dor. Ninguém se prepara para uma perda tão devastadora. Tão logo tomei o choque brutal com a notícia trágica, ontem cedo, me veio à memória outras fatalidades envolvendo, inclusive, gente famosa.
Em 1990, Pedro, de 19 anos, baterista da banda Ego Trip, filho do cantor Gilberto Gil, morreu em um grave acidente de carro após perder o controle do veículo na Rodovia Presidente Dutra. Já em 2019, Danilo, o filho mais velho de Cafu, ex-capitão da Seleção Brasileira, sofreu um infarto fulminante aos 30 anos de idade enquanto jogava futebol na casa da família, em Barueri.
A icônica cantora Wanderléa, da Jovem Guarda, por sua vez, sofreu uma perda irreparável em 1984, quando seu filho de apenas dois anos morreu por afogamento após cair acidentalmente na piscina de uma casa em que a família estava hospedada
A João, meu grande amigo, só restará a lembrança de cada emoção vivida ao lado de Caio. Nas suas lágrimas, o amor — algo eterno, maior que a própria vida —, e as memórias, que são tesouros que ninguém pode tirar. Que João possa ter muitos ombros amigos, para conversar ou simplesmente ficar em silêncio ao seu lado.
Que o tempo, o senhor da razão, possa trazer algum alívio e que João encontre formas de voltar a sentir paz e esperança no seu coração. Não tenho ideia do que dizer mais para confortar meu amigo, pois sei que a vida dele, como se deu com a do meu tio, nunca mais será a mesma sem a presença querida do filho.
O mundo pode parecer mais escuro agora, mas cada momento compartilhado, cada sorriso e cada lembrança de Caio se transformarão em luz no dolorido coração dele. Que a força do amor e o apoio de todos ao redor tragam algum conforto neste período tão difícil.
Sou cristão, temente a Deus e creio na vida eterna, mas é muito doloroso um pai ou uma mãe se despedir de um filho para sempre. A ordem natural da vida foi quebrada. Perder um filho não é apenas perder alguém que se ama, é perder o futuro, os sonhos e a história que ainda estava por ser escrita.
Na vida de João e da mãe Tarciane se instalará um silêncio incompreensível, uma dor sem nome para uma ausência eterna. Eles precisam, mais do que nunca, da proteção, do amparo e da misericórdia de Deus. Que entreguem a dor nas mãos do Senhor!
O advogado Willer Tomaz, investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) junto com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suspeitas de lavagem de dinheiro, tem outras cinco casas em ilhas de Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro, além da que virou alvo de disputa com o jogador Richarlison.
Com exceção de uma, as casas foram compradas entre 2021 e 2022, na mesma época em que Flávio apresentou ao Senado Federal um projeto de lei para estimular empreendimentos em Angra, permitindo a municipalização das unidades de conservação federais e estaduais. O objetivo do projeto é flexibilizar as regras para a exploração econômica da área. As informações são do g1.
Também no mesmo período, Flávio foi o relator da PEC das Praias no Senado. O texto propõe permitir a privatização das ilhas marítimas do país, hoje pertencentes à União. Os dois projetos continuam em tramitação (leia mais sobre as propostas abaixo).
Os planos para a Costa Verde do Rio vêm desde o governo de Jair Bolsonaro. Em maio de 2019, o então presidente afirmou que queria fazer de Angra “uma nova Cancún”.
“O nosso estado merece ter uma Cancún. E nós poderemos tê-la. E estamos trabalhando para a região de Angra. Depende de um decreto presidencial. Porque a Estação Ecológica de Tamoios está demais. Não preserva absolutamente nada e faz de uma área rica, que pode trazer bilhões de reais, por ano, em turismo, parada por falta de uma visão mais objetiva, mais progressista nessa questão”, declarou Jair à época.
Questionado sobre eventuais projetos comerciais previstos para suas ilhas e sobre sua relação com as propostas legislativas elaboradas por Flávio Bolsonaro, Willer Tomaz não se manifestou. O senador não foi localizado pela reportagem.
Tomaz se mudou para os Estados Unidos em agosto deste ano, depois de ser alvo de uma operação da Polícia Federal. Flávio fugiu para a Flórida dois dias após ser derrotado no segundo turno da eleição presidencial por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As casas compradas por empresas de Willer Tomaz em Angra são localizadas na:
Ilha Comprida: em um terreno de 175,2 mil m², comprada pela empresa WT Administração de Imóveis e Bens, em setembro de 2021. Valor patrimonial registrado de R$ 5,7 milhões;
Ilha Comprida: em um terreno de 32,8 mil m², comprada pela empresa WT Administração de Imóveis e Bens, em setembro de 2021. Valor patrimonial registrado de R$ 2,1 milhões;
Ilha Comprida: em um terreno de 181,8 mil m², comprada pela empresa WT Administração de Imóveis e Bens, em setembro de 2021. Valor patrimonial registrado de R$ 6 milhões;
Ilha Comprida: em um terreno de 2,1 mil m², comprada pela empresa WT Administração de Imóveis e Bens, em julho de 2022. Valor patrimonial registrado de R$ 2,9 milhões (imóvel disputado com Richarlison);
Ilha do José André: em um terreno de 57,3 mil m², comprada pela empresa Friponor Brasil Turismo, Empreendimentos e Participações, em 2008. Valor patrimonial registrado de R$ 23,7 milhões.
Os dados são de um levantamento feito nos sistemas da SPU e em registros de cartório.
Tomaz é dono, também, de cotas de uma sexta casa em Angra, na Ilha do Jorge, registrada em nome da empresa Real Estate Duo 4, pertencente ao grupo Prime You.
*A Prime You é uma companhia especializada em administrar bens de luxo compartilhados por milionários, como aviões, barcos e mansões. O banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, foi sócio da Prime You de setembro de 2021 a setembro de 2025. Vorcaro também costumava usar uma casa na Ilha do Jorge próxima da de Tomaz, como revelou o UOL.
Ao portal, Tomaz afirmou que adquiriu participação de 25% na casa da Prime You em 2022 e que nunca teve “qualquer relação pessoal, comercial ou societária” com Vorcaro.
A governadora Raquel Lyra (PSD) se reuniu, ontem (30), em Paris, na França, com representantes da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para discutir possibilidades de financiamento voltadas à modernização e à descarbonização da frota de ônibus da Região Metropolitana do Recife (RMR). O encontro também tratou de iniciativas para ampliar o abastecimento de água na região e em todo o Estado.
Durante a reunião com o diretor adjunto do Departamento da América Latina da AFD, Alain Humen, o Governo de Pernambuco solicitou uma proposta de financiamento para viabilizar investimentos na renovação da frota, adaptação da infraestrutura, aquisição de equipamentos e contratação de serviços técnicos e estudos especializados. “Estamos na Agência Francesa de Desenvolvimento discutindo mobilidade e água pra Região Metropolitana do Recife e para Pernambuco”, afirmou Raquel, que também anunciou a realização de um novo encontro no Recife para dar continuidade às tratativas.
De acordo com o governo do Estado, também foi discutido o E-MOTION, programa regional de financiamento da mobilidade elétrica que busca ampliar a utilização de ônibus elétricos na América Latina. A iniciativa reúne Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, México, Peru e República Dominicana. O Governo do Estado estabeleceu a meta de tornar mais eficiente toda a frota de transporte público até 2030.
Participaram da reunião os secretários estaduais Eduardo Vieira (Gabinete da Governadora), Túlio Vilaça (Casa Civil), André Teixeira Filho (Mobilidade e Infraestrutura), Rodolfo Costa Pinto (Comunicação) e João Salles (Assessoria Especial à Governadora e Relações Internacionais), além da gerente-geral de Relações Internacionais, Marina Silva, e do diretor adjunto da Divisão de Mobilidade e Infraestrutura Digital da AFD, Stephane Carcas.
Uma explosão atingiu uma lancha na manhã deste sábado (31), na praia de Toquinho, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco. Três pessoas ficaram feridas e foram socorridas com vida para o Hospital da Restauração, área central do Recife. Até a última atualização desta matéria, a unidade hospitalar não havia informado o estado de saúde dos pacientes.
Segundo informações preliminares, a embarcação estava sendo abastecida com combustível quando pegou fogo. Testemunhas relataram que dois tonéis de 50 litros eram utilizados no procedimento.
As vítimas seriam o proprietário da lancha e o profissional responsável pela manutenção do barco.
Atendimento
O Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) foi acionado para combater o incêndio e evitar que as chamas atingissem outras embarcações.
De acordo com a corporação, a operação contou com duas viaturas da corporação, sendo um caminhão de combate a incêndio e uma unidade do Oficial de Incêndio. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também participou do atendimento, com duas ambulâncias. O CBMPE ainda não confirmou o que provocou a explosão.
O ex-prefeito de Recife João Campos é considerado por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva um nome certo para participar do ministério do petista em seu quarto mandato.
Sem mandato depois de ser derrotado por Raquel Lyra (PSD) na disputa pelo governo de Pernambuco, Campos preside o PSB, principal partido aliado do PT tanto na eleição deste ano como na de 2022 — a legenda abriga Geraldo Alckmin, vice da chapa.
Segundo um auxiliar do presidente reeleito, a expectativa é que o ex-prefeito seja indicado na primeira conversa formal que o PSB tiver com Lula para discutir a composição do novo governo. Não há até o momento uma definição sobre qual pasta ele ocuparia.
O entorno do petista considera possível, porém, que o PSB pleiteie o Ministério da Ciência e Tecnologia, que foi comandado por Eduardo Campos, pai de João, entre 2004 e 2005, no primeiro mandato de Lula. Hoje, a pasta é comandada por Luciana Santos, filiada ao PCdoB.
Eduardo Campos morreu em um acidente aéreo em agosto de 2014 quando disputava a presidência da República. A passagem do pai de João Campos pelo governo do petista fez com que os dois construíssem uma forte amizade.
Na campanha deste ano, o ex-prefeito tentou usar a proximidade com Lula como trunfo para vencer Raquel Lyra, que disputava a reeleição. O presidente gravou imagens ao lado de Campos para serem usadas no horário eleitoral, mas resistiu a fazer agendas em Pernambuco. A estratégia visava não contrariar a governadora, que ficou distante da campanha presidencial e não declarou apoio a nenhum candidato.
Na reta final, o presidente, porém, cedeu e fez um ato com o candidato do PSB em Recife. A avaliação de petistas foi que Lula decidiu ir ao estado para não dar margem para que Campos atribuísse a sua derrota a uma falta de empenho do presidente. Mesmo assim, Lyra venceu com 53,27% dos votos válidos contra 44,82 do ex-prefeito.
O entorno de Lula afirma que ele só deve começar a decidir a composição do ministério em seu quarto mandato depois de 16 de novembro, quando retornar de uma viagem à Turquia e às Filipinas. O presidente participará da COP31 na cidade turca de Antália e da cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático na cidade filipina de Cebu.