O ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill passou noites em claro, iluminado pelos torpedeiros da Luftwaffe, a força aérea nazista, em busca de discursos que pudessem unificar o Reino Unido no combate ao ditador Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. Com Londres em chamas, escolhia minuciosamente cada palavra, por vezes recorrendo ao dicionário, para convencer os aliados – e os adversários – da importância de derrotar o sádico que exterminou mais de 6 milhões de judeus.
Dono de uma oratória inigualável, o Velho Buldogue tinha convicção, entre uma baforada no charuto e uma dose de uísque, vícios que os acompanhavam religiosamente, que precisaria das letrinhas para fazer frente à estrondosa campanha publicitária de Joseph Goebbels, o ministro da Propaganda da Alemanha – que balançou até parte do Parlamento britânico.
No Brasil, guardadas as devidas proporções, os bons exemplos não costumam ser levados em consideração. Temos visto em duas décadas a comunicação como arma de desconstrução e desinformação, destinada à exaltação do governante do momento. Esquece-se do princípio da impessoalidade previsto na Constituição Federal.
Nesse período, dois líderes carismáticos e populares arrastaram multidões por onde passaram, monopolizando as cores vermelha, verde e amarela. Uma luta constante do bem contra o mal, da esquerda contra a direita. De alguma forma, o brasileiro se acostumou a ter um corrupto de estimação, desprezando o conselho do ex-presidente Juscelino Kubitscheck: “Quero apenas ressaltar que recusamos a opção entre direita e esquerda. A humanidade não marcha para os lados, marcha para frente.”
Em uma dessas marchas laterais, o ex-presidente Jair Bolsonaro experimentou uma máquina poderosa de informação (ou desinformação, segundo seus críticos), que lhe rendeu vitória em 2018, com um discurso de defesa da família e da liberdade. Rodado nas urnas, tendo sido deputado federal por quase 30 anos, faturou na sua primeira eleição à Presidência. E inovou ao transformar as redes sociais no principal instrumento de diálogo com seu eleitorado.
Ainda sob efeito épico da única vitória ao Palácio do Planalto, Bolsonaro conduziu de forma errática a pandemia, debochou das 700 mil vítimas fatais, inoculou nos brasileiros o vírus do ódio, dividindo o país entre apoiadores e detratores, e se enrolou na rachadinha – repasse ilegal de parte dos salários de assessores para o parlamentar – envolvendo sua família. Faltou-lhe fôlego para abater o ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, que inaugurou em janeiro seu terceiro mandato presidencial.
Com parte da população incomodada com a guinada à direita, Lula ressurgiu após um período na prisão, condenação imposta no âmbito da Operação Lava Jato e revogada em seguida pelo Supremo Tribunal Federal, e venceu com a promessa de reunificar o país.
Ex-sindicalista, o filho de Garanhuns, cidade do interior de Pernambuco, conquistou adeptos com a forma simples de se comunicar com o eleitorado. Na primeira passagem pelo Planalto, recebeu a alcunha de pai dos pobres com o Bolsa Família, considerado o maior programa de transferência de renda do Brasil.
Lula quebrou recordes de popularidade, o que o levou a encerrar seu segundo mandato, em 2010, com aprovação de 87%. Porém, no governo, colecionou escândalos que levaram à descrença com a política petista: o mensalão, pagamento de propina a deputados da base aliada; os Aloprados, compra de dossiês contra adversários; e a Lava Jato, que desviou bilhões da Petrobras.
Agora, Lula estreia o segundo ano do terceiro mandato comparando o Holocausto, que tinha como claro objetivo dizimar os judeus da Europa e do mundo, com o massacre patrocinado por Israel na Faixa de Gaza contra os palestinos. Insiste na manutenção da divisão do Brasil. Embora ainda tenha quase três anos pela frente de governo, não parece disposto a cumprir a promessa de reunificar o Brasil. Churchill deu a senha: “A vida dá lições que só se dão uma vez”. Bolsonaro desperdiçou. Resta saber se Lula tirará algum ensinamento que não seja meramente eleitoreiro.
O contraste entre os corredores de Brasília e o ambiente digital raramente foi tão evidente. Após ser rejeitado pelo plenário do Senado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, Jorge Messias, experimentou uma onda de solidariedade massiva na internet. Foram 43.946.062 manifestações de apoio registradas entre os dias 27 e 30 de abril.
O relatório da AtivaWeb DataLab monitorou 68.989.111 menções públicas cobrindo todo o ecossistema digital brasileiro: Facebook, Instagram, X, TikTok e YouTube. O estudo utilizou inteligência de Big Data e análise de sentimento para mapear o comportamento coletivo. A Fórum teve acesso à íntegra do estudo, cujos principais números e conclusões foram divulgados inicialmente pelo blog de Lauro Jardim, no jornal O Globo.
O levantamento mostra que o debate furou a bolha política. Os resultados consolidados dos quatro dias de monitoramento apontam 63,7% de sentimento positivo, uma maioria absoluta e consistente de apoio direto a Messias; 24,5% de sentimento negativo, com críticas que, em sua maioria, não focaram na pessoa de Messias, mas no processo político; e 11,8% de menções neutras, com compartilhamento de notícias e observações sem posicionamento.
“Quando a mensagem circula em escala nacional, ela deixa de ser debate — vira ambiente”, aponta um dos trechos do relatório, destacando que o tema alcançou simultaneamente todas as regiões do país.
“Ataque político” e “injustiça”: o tom da defesa
Enquanto o Senado impunha uma derrota institucional por 42 votos contrários a 34 favoráveis, as redes sociais formavam um escudo em torno do indicado de Lula. A principal conclusão da AtivaWeb é clara: a rejeição no Senado não se traduziu em rejeição pessoal. Pelo contrário, funcionou como um catalisador de defesa.
A nuvem de palavras do estudo revela que a narrativa de apoio foi construída em cima de termos como “injustiça”, “perseguição”, “ataque político”, “qualificado” e “preparado”.
O “efeito sabatina” e o peso de influenciadores
A dinâmica temporal do debate mostra que o dia 29, data da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), marcou o pico de volume e de viralização. Após a sabatina, na qual Messias chegou a ser aprovado antes de cair no plenário, houve um crescimento exponencial de críticas. A aprovação na CCJ por 16 votos a 11 foi registrada pela Fórum.
O principal alvo das críticas, no entanto, não era a capacidade de Messias, mas a chamada “politização do STF” e o “governo Lula”. Esse movimento negativo foi fortemente impulsionado por cortes de vídeos descontextualizados e conteúdos opinativos. A disputa também ocorreu em meio a articulações no Senado que foram analisadas no blog do Rovai, da Revista Fórum, em texto sobre Jaques Wagner, Davi Alcolumbre e Alexandre de Moraes.
O estudo destaca o papel do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) nesse ecossistema de oposição. Conteúdos publicados pelo parlamentar com críticas diretas alcançaram mais de 60 milhões de visualizações, funcionando como um amplificador da narrativa negativa pós-sabatina.
Onde o debate ferveu mais?
Geograficamente, a intensidade das críticas se concentrou nos estados com maior infraestrutura de produção de conteúdo digital. O “Top 5” é liderado por São Paulo, descrito como o estado de maior densidade digital, seguido por Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Maranhão.
O saldo: apoio vence no volume
O estudo conclui que a crise foi contornada nas redes: “A crítica cresceu no pico, mas o apoio venceu no volume”. A leitura final da AtivaWeb resume o episódio: o processo e a derrota foram estritamente institucionais, mas a reação social gerou um legado digital de quase 44 milhões de percepções favoráveis.
O médico, professor, pesquisador e escritor Luiz Arraes lança, na próxima quinta-feira (14), duas obras no Mocó Bistrô, no bairro das Graças, no Recife. O encontro acontece às 18h. Os livros apresentados serão “A minúscula morada do espírito humano”, coletânea de 25 contos curtos, e “Bloco de notas – Escrita, a de dentro e a de fora”, obra que reúne notas, citações, memórias e reflexões sobre escrita e esquecimento. Ambos pela editora Confraria dos Ventos.
Luiz Arraes tem contos publicados em antologias e revistas literárias. Entre suas obras anteriores estão “Dicionário de silêncios”, “A noite sem sol” e “A volta do bumerangue”. É autor também de “Todo diálogo é possível – conversas com meu pai, Miguel Arraes”, de memórias.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra assinou, ontem (9), a autorização para início das obras de infraestrutura, urbanismo e paisagismo do Parque Estadual de Dois Irmãos, no Recife.
O equipamento é um dos maiores símbolos de lazer e preservação ambiental do estado, e contará com investimento total de R$ 17,9 milhões para as intervenções.
O projeto prevê a criação de parque linear, novos recintos para os animais e a reforma do Chalé do Prata para a implantação do Museu da Água. A gerente do Parque, Savia Florêncio, e o deputado estadual Wanderson Florêncio acompanharam a agenda.
A governadora seguiu para entregas em São Vicente Ferrer, no Agreste, e Condado, na Zona da Mata.
Por Danielle Romani Da Revista Continente [publicado em 01 de fevereiro de 2011] Fotos de Léo Caldas
O artista plástico José Bezerra tem um repertório de histórias que deixam o visitante embasbacado, encafifado. Jura já ter avistado – bem em frente à sua casa-ateliê, na estrada que margeia o Parque Nacional do Catimbau – o Motoqueiro sem Cabeça, figura lendária, temida por vários moradores do lugarejo perdido no meio do sertão pernambucano. “Quando ele (o motoqueiro) vem, a gente só vê o farolzão da moto e aquele rastro de fogo. É coisa rápida, depois some!”, conta Bezerra, sem nenhuma cerimônia, como se estivesse comentando sobre um corriqueiro encontro com alguém das redondezas.
O Motoqueiro não é a única entidade a fazer parte desse mundo mágico, com um quê de realismo fantástico, impregnado na pessoa e na obra do artista, que habita a zona rural da pequena vila do Vale do Catimbau, distrito de Buíque, distante 280 km do Recife. Nas suas jornadas pelo mato, garante, ainda, ter se deparado com personagens de um cortejo-fantasma, que aparecem e desaparecem na frente dos passantes num piscar de olhos, e com várias outras entidades lendárias do imaginário nordestino, a exemplo do fogo corredor e dos caiporas.
Lendo esses relatos, de longe, na cidade, qualquer um vai duvidar da veracidade e lucidez do misto de artista e visionário. Mas frente a frente, olhos nos olhos de José Bezerra, instalado no seu ateliê batizado de Jardim das Esculturas, sob um céu de azul deslumbrante e um sol de rachar coquinho, que pontua toda a extensão do Catimbau, qualquer cidadão, por um segundo, pode se dar ao luxo de pensar que, diante de tanta beleza, de tanta coisa que a vida não explica, há fatos que devem apenas ser aceitos…
José Bezerra utiliza ferramentas simples como facão, grosa, formão e serrote | Foto: Léo Caldas
Saga ficcional
Afinal, a própria trajetória de Zé Bezerra, 58 anos, é um desses enigmas. Destino, golpe de sorte ou magia divina? Certamente, algo súbito, pois, caso contrário, como explicar que um cidadão analfabeto, desvalido de posses ou amigos influentes, sem profissão, sem formação e, ao que tudo indicava, com um futuro anódino, tornou-se, de repente, aos 40 anos, um reconhecido artista plástico, dono de uma indiscutível originalidade, que o faz, atualmente, ser convidado por importantes galerias de arte do Nordeste e do Sudeste do país, além de ter inúmeros trabalhos enviados para o exterior? “Era pobre, virei rico. Era ninguém, virei um artista”, gaba-se o pequeno e agitado homem, que cativa com sua fala fácil.
A vida de José Bezerra Santos Filho, permite muitos elos com a ficção. É uma paródia às aventuras armorialistas de João Grilo e Chicó, do Auto da Compadecida, ou do lendário Pedro Malazartes. Um destino digno dos mais nobres e valentes heróis sertanejos, capazes de driblar as agruras e rudeza da dura existência local, e serem felizes. Natural de Buíque, filho de um barbeiro e de uma costureira pobres, jamais foi para a escola, e seguiria a vida comum de agricultor, se aos 17 anos não cansasse da mesmice do interior e optasse por ser um andarilho na vida. “Queria ganhar o mundo!”, conta.
Andou um bocado pelas cidades sertanejas, ora assentando trilhos de trem, ora distribuindo leite, ora fazendo biscates. Passou fome, comeu ração de porcos, lixo, sofreu um acidente que o deixou meses na cama, foi preso, amou e se juntou com muitas mulheres, teve três filhos. “Quando criança nunca tive carinho, apanhava muito, meus pais eram ignorantes, rudes. Adulto, morei na rua, passei muito aperreio, muita fome”, lembra Bezerra, que também caiu nos “braços da cachaça”, e passava 24 horas bebendo, até “beijar o chão”. E quando tudo parecia estar perdido, como estivera para centenas de outros sertanejos, teve um sonho, uma grande revelação.
O sítio do artista funciona como galeria e chama a atenção de quem passa pela região | Foto: Léo Caldas
“No sonho, um velho dizia que eu tinha que morar no Catimbau, no local onde eu encontraria três pedras amontoadas, (onde hoje habita, ele conta que encontrou essas três marcas) e ser artista, trabalhar com os elementos da terra, com os troncos de madeira da mata”, recorda José Bezerra, que, assim que acordou, resolveu cumprir a profecia.“Fui procurando os galhos. Na primeira investigada encontrei uma preguiça, depois um gambá, depois um tamanduá. Aí foi só completar os detalhes, colocar um olho, uma mão, uma boca. A natureza me dá e eu aperfeiçoo o que recebo”, ensina Bezerra, que é comparado por especialistas ao polonês Frans Krajcberg, artista cujo trabalho se destaca pelo reaproveitamento de elementos colhidos da natureza, para denunciar agressões ao meio-ambiente.
As madeiras naturais são transformadas em figuras de animais, com a ajuda de ferramentas simples como facão, grosa, formão e serrote, formando uma intrigante galeria, que fica exposta no quintal da casa onde habita, e que pode ser apreciada por todos que passam pelo local. Esse seu exótico arsenal foi admirado pelo diretor, dramaturgo e autor Zé Celso Martinez, que, como muitos, durante viagem ao Catimbau, se encantou com o trabalho de Bezerra, e convidou outras pessoas para conferirem o rico universo do artista. No pacote, vieram os jornalistas, entre eles um que entrevistou o sertanejo para uma revista do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), que foi vista por Vilma Eid, dona da Galeria Estação, em São Paulo – para quem atualmente Bezerra trabalha com exclusividade. Vilma conta que, logo depois de ver as fotos e ler a reportagem, rumou para o Catimbau, somente para conversar com o artista, de quem se tornou agente.
A rotina de trabalho não obedece a preceitos. Continua intuitiva, alimentada pelas buscas e achados na mata. “Dependendo do dia, posso fazer peças de mais de dois metros, ou uma miniatura. A inspiração vem sem pensar: aparece na hora.”O artista afirma que, depois da fama, conquistada dificilmente consegue manter um grande estoque de peças no seu quintal.
Segundo o artista, é o formato dos galhos e troncos, encontrados na mata, que lhe serve de inspiração | Foto: Léo Caldas
Indumentária
Suas únicas excentricidades, adquiridas após descobrir que a sua razão de viver era a arte, são os adereços e vestimentas que o acompanham nas exposições e contatos com o público, que tornam sua aparição uma verdadeira performance.
“Depois do sonho e da visão, tive também umas intuições de como me apresentar”, conta Bezerra, que, há 12 anos, construiu o primeiro item da exótica indumentária que veste nas apresentações em público: um chapéu com fibra de palha e cabaça. O berimbau, com duas panelas de alumínio, manejado por um cabo de um garfo e por uma tabica de madeira, veio em seguida. O colete, estilizado, é mais um complemento. Para justificar tanta imponência, criou, também, toadas e forrós próprios. “Se eu me alegro com elas, todo mundo se anima!”, diz o artista, que imita o som de animais e aves, e que afirma: “Eu quero mostrar que tenho talento, que é vigoroso meu talento!”, enfatiza.
O reconhecimento já é uma realidade. O crítico Rodrigo Naves, por exemplo, descreve o trabalho de Bezerra com as seguintes palavras. “Confinar seu trabalho ao gueto do popular significaria apenas pacificá-lo e reduzi-lo. José Bezerra não sabe sequer ler, mas há mais argúcia e clarividência em seu trabalho do que no daqueles, e são tantos, que confundem arte com erudição.” A profecia ditada no sonho, ao que parece, vem plenamente se cumprindo
O município de Condado, na Mata Norte de Pernambuco, viveu uma noite de medo e comoção ontem (9), justamente no mesmo dia em que a governadora Raquel Lyra cumpria agenda oficial na cidade. Enquanto o governo estadual promovia atos institucionais e políticos no município, moradores enfrentavam o impacto de uma chacina que deixou mortos e feridos em diferentes pontos da cidade.
De acordo com informações preliminares, uma menina e um jovem morreram após serem atingidos durante a ação criminosa. Outras três pessoas ficaram feridas e precisaram ser socorridas para unidades de saúde da região. O episódio provocou correria, desespero e ampliou o clima de insegurança entre os moradores, que relatam temor crescente diante da escalada da violência na Mata Norte.
A ocorrência teve repercussão imediata nas redes sociais e nos bastidores políticos locais, principalmente pelo simbolismo da coincidência entre a visita da governadora e a tragédia registrada no município. Enquanto a agenda oficial buscava reforçar a presença institucional do Governo do Estado na região, a população lidava com cenas de pânico e luto em plena véspera do Dia das Mães.
A Polícia Militar realizou buscas após os disparos e a investigação ficará sob responsabilidade da Polícia Civil. Até o momento, não houve divulgação oficial sobre autoria ou motivação do crime. Também não havia atualização confirmada sobre o estado de saúde das vítimas feridas.
Moradores cobraram respostas mais efetivas do poder público para conter o avanço da criminalidade na região. Condado convive há anos com dificuldades sociais e episódios recorrentes de violência, cenário que voltou a ganhar destaque diante da gravidade do caso registrado neste fim de semana.
Até a última atualização, a governadora Raquel Lyra ainda não havia se pronunciado publicamente em solidariedade às vítimas da chacina.
Olha onde, neste domingo das mães, cumpri meus 8 km da corridinha diária! Na belíssima e aconchegante pousada Vila Mara do Sertão, no coração do Vale do Catimbau, da minha amiga Marília Santos, irmã de Mauro Santos, diretor-presidente do Grupo Bandeirantes Outdoor.
Mara é uma desbravadora. Quando esteve no Catimbau pela primeira vez se encantou. Foi amor à primeira vista. Pegou todas as suas economias e montou uma excelente opção de hospedagem na região, até então extremamente carente em infraestrutura hoteleira.
Quando estive aqui pela primeira vez, há 30 dias, com minha Nayla, também me apaixonei pelo hotel e o Catimbau. E, quando se gosta, voltar é um passo certeiro e bem dado. Estamos aqui, mais uma vez, eu e minha Nayla, curtindo a natureza, o hotel e dando boas risadas com Mara, gente de bem com a vida, da melhor qualidade.
O Hotel Pousada Vila Mara do Sertão tem uma excelente estrutura: 11 quartos com ar-condicionado, cama confortável, TV, frigobar e duas varandas para abrir uma rede e relaxar apreciando o Catimbau. Tem também um bom restaurante e está apenas 1.9 km do Parque Nacional do Catimbau.
O Vale do Catimbau é um dos principais destinos do ecoturismo do Brasil, o segundo maior parque arqueológico do Brasil. A reserva possui 62.00 hectares e abriga reservas arqueológicas e a Reserva Indígena Kapinawá. Oferece excelentes trilhas para os turistas, como a do Malhador, Coqueiro, Jibóia, Brejo de São José, Igrejinha, Cerca de Pedra, Pinga, Gogó da Ema, Torres e a do Canyon.
Situada estrategicamente na entrada do Parque Nacional do Catimbau, em Buíque, Pernambuco, a Vila Mara do Sertão se apresenta, enfim, como uma opção de alojamento que busca ir além da simples oferta de um leito. A proposta é uma imersão na cultura e na paisagem do sertão, combinando uma atmosfera acolhedora com uma gastronomia que gera comentários apaixonados.
Um detalhe: o restaurante também está aberto ao público. Se você vai ao Catimbau fazer trilhas e deseja uma excelente opção para refeições, se programe para almoçar ou tomar um belo café da manhã na pousada.
O vice-prefeito de São Paulo, o coronel da PM Ricardo Mello Araújo, publicou um vídeo nas redes sociais defendendo o uso de produtos da Ypê. Ele defende que estão fazendo uma “sacanagem” com a empresa.
Na quinta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que produtos como lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes, de lotes terminados em 1, apresentam risco sanitário. A recomendação foi corroborada pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo (CVS), subordinado ao governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos). As informações são do jornal O Globo.
“Aqui em casa, gente, é só produto Ypê. Vamos acabar com essa sacanagem que estão fazendo com uma empresa 100% brasileira. Vamos nos supermercados comprar produtos Ypê. Quem tem produto Ypê posta no Instagram, marca a Ypê”, disse o vice de Nunes.
Na última semana, Mello Araújo foi preterido como aposta do PL para o Senado em São Paulo. A sigla decidiu lançar o presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL), para uma das vagas na chapa de reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A segunda indicação ficará com Guilherme Derrite (PP), deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública do estado.
Entenda a polêmica envolvendo a Ypé
A inspeção que motivou o fechamento de uma linha de produção da fábrica da Ypê em Amparo (SP) constatou, pela segunda vez, a contaminação de produtos de limpeza com micro-organismos. Fiscais que participaram do trabalho relatam ter constatado problemas de higiene e investigam a origem da contaminação da água nas instalações da empresa que produz detergentes, desinfetantes e sabão para roupa.
A fala do vice-prefeito de São Paulo segue a de outros apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que defendem que há uma suposta perseguição política contra a empresa. Em 2022, a família Beira, dona da Ypê, injetou R$ 1,5 milhão na campanha do candidato do PL.
No entanto, o Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo (CVS-SP), sob a administração do governo Tarcísio, manteve a orientação para que consumidores não usem produtos da Ypê, mesmo após a empresa apresentar recurso que suspendeu temporariamente os efeitos da decisão da Anvisa.
A CVS-SP também participou da inspeção na última quinta-feira, junto com a Vigilância Sanitária de Amparo (Visa-Amparo), que resultou na sanção. Segundo o diretor da CVS-SP, Manoel Lara, a decisão de interromper a produção foi motivada por uma incapacidade da companhia de resolver de maneira consistente o problema, constatado inicialmente em novembro do ano passado.
Naquela ocasião, foi detectada a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras de produtos feitos no ano passado. Esse patógeno não é altamente contagioso, mas oferece risco porque costuma infectar pessoas com baixa imunidade. É um organismo relativamente comum em casos de infecção hospitalar, afetando sobretudo o pulmão, e particularmente em pacientes com fibrose cística.
“Na inspeção foram detectadas falhas nas boas práticas de processamento de produtos. Tinha tanto falhas documentais quanto falhas relacionadas à questão de higiene e limpeza das áreas de produção”, disse Lara. “De alguma forma, essas falhas poderiam estar ligadas a essa contaminação por Pseudomonas.”
Não há certeza ainda sobre como a bactéria entrou nos produtos. Segundo o CVS, em casos semelhantes ocorridos com outras empresas no passado, o rompimento em estrutura para escoamento de esgoto tinha contaminado o reservatório de água usada nos produtos. Esse problema não foi identificado ali, ainda. De todo modo, o ambiente de produção não era adequado, afirma Lara.
“Tinha acúmulo de sujidades no ambiente, no piso, em cima de tubulações e máquinas, com poeira, o que demonstrava uma falha na questão de limpeza”, disse.
O que diz a empresa?
Em nota enviada na última sexta-feira (8), a Ypê informou que apresentou recurso à Anvisa contra a resolução que determinou a suspensão da fabricação e comercialização de produtos das categorias lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes. Segundo a empresa, o objetivo da medida é “reforçar os compromissos assumidos no seu Plano de Ação e Conformidade” e apresentar “esclarecimentos adicionais e subsídios técnicos” relacionados à decisão da agência.
A Ypê afirmou ainda que manterá “diálogo constante e permanente com a Anvisa e demais autoridades”, reiterando seu “compromisso de 75 anos com a qualidade, a segurança e a transparência”. Segundo a empresa, a atuação será baseada em “critérios científicos e subsídios técnicos” para buscar “uma solução definitiva para a situação, no menor tempo possível”.
Os tratamentos não invasivos vêm revolucionando o cuidado de pacientes com depressão e dores crônicas, oferecendo alternativas modernas, seguras e eficazes sem a necessidade de cirurgias ou longos períodos de recuperação. Entre os principais avanços destacam-se o bloqueio simpático venoso e a Estimulação Magnética Transcraniana, técnicas que atuam diretamente no sistema nervoso promovendo melhora significativa da dor, do humor, da ansiedade e da qualidade de vida.
A Estimulação Magnética Transcraniana utiliza campos magnéticos para estimular áreas cerebrais relacionadas às emoções e à percepção da dor. O procedimento é realizado em consultório, sem anestesia e sem necessidade de afastamento das atividades diárias. Além de apresentar poucos efeitos colaterais, a técnica se torna uma excelente opção para pacientes que não toleram medicamentos ou que não tiveram boa resposta aos tratamentos convencionais.
Já o bloqueio simpático venoso auxilia na redução da hiperatividade do sistema nervoso simpático, frequentemente envolvida em dores crônicas persistentes, fibromialgia, enxaqueca e outras síndromes dolorosas. Muitos pacientes relatam melhora da dor, do sono, da tensão muscular e até do bem-estar emocional após o tratamento.
Outro grande benefício dessas abordagens é a possibilidade de reduzir o uso contínuo de medicamentos, evitando efeitos colaterais como sonolência, ganho de peso, dependência química e prejuízo cognitivo. Além disso, por serem procedimentos seguros e minimamente desconfortáveis, apresentam maior aceitação e adesão por parte dos pacientes.
A medicina atual busca cada vez mais tratamentos que unam eficácia, segurança e qualidade de vida. Nesse contexto, terapias não invasivas representam um importante avanço no tratamento integrado da depressão e das dores crônicas, permitindo que o paciente recupere funcionalidade, autonomia e bem-estar físico e emocional.
*Médico pós-graduado em Psiquiatria e neurologia Clínica.
O primeiro sentimento de amor que tive, o maior de todos, veio de minha mãe Margarida na infância, que em vida se revelou, literalmente, numa flor margarida. Neste domingo das mães, reafirmo que tive uma mãe doce, amável, mas dura no trato.
Que o diga meu pai Gastão, que perdeu alguns votinhos preciosos para sua eleição de vereador pelo afobamento de mamãe. Mas tudo na vida tem lá sua razão e limites. Certa vez, mamãe estava aguando o quintal da nossa casa em Afogados da Ingazeira e se depara com um bêbado intrépido, que exige que ela lave os seus pés por ser eleitor de meu pai.
Mamãe pegou ar. “Eu não lavo nem os pés do meu marido, imagine os de quem não conheço. Tome vergonha na cara!”. E assim foi logo dando o tom da sua indignação e depois o expulsou do seu quintal.
Mamãe era temperamental, de não levar desaforos para casa. Papai já era um tremendo engolidor de sapos, extremamente conciliador. Mamãe dizia que odiava política, mas de vez em quando eu a flagrava pedindo votos para o marido amado.
E depois para Augusto Martins, meu irmão, que repetiu a história do meu pai: quatro vezes vereador, vice-prefeito do município. “Quem inventou política foi o diabo”, dizia ela. Mas mamãe sabia de tudo que rolava na política. Foi criada ouvindo as admoestações de dom Mota e depois dom Francisco pela rádio Pajeú de Afogados da Ingazeira.
Católica ardorosa, mamãe me levava para a igreja todos os dias do mês de maio, o mês mariano. Não sei para que, na verdade, porque mal começava a missa, eu já estava dormindo no seu colo. Que saudade daquele colo cheiroso, caliente e acolhedor! Mãe jamais devia morrer. É um ser divino, misericordioso.
Quanta saudade sinto neste Dia das Mães da minha flor margarida! Era alegre e jovial. Adorava um bom vinho e dizia, em tom de brincadeira: “Quer vinho, venha”. Gostava de dançar. Foi rainha do Clube da Terceira Idade. Ninguém animava com tanta energia essa confra do que ela.
Neste Dia das Mães, o amor está em alta. Não há um amor mais natural, sincero e leal do que o amor de mãe. O amor de mãe é o combustível que capacita um ser humano comum a fazer o impossível. Mãe ouve o coração bater fora do corpo e se emocionar com cada batida.
Amor de mãe é o único que nasce antes mesmo do primeiro olhar e permanece para sempre. Mãe é a personificação do amor incondicional, a força que nos guia e o refúgio que nos acolhe.
O amor de mãe não conhece limites, distância ou dificuldade. Se descrever o amor já é uma tarefa difícil, imagina descrever o amor de mãe! O amor de mãe é força que enfrenta o impossível, abrigo que acolhe sem limites e entrega que nada exige em troca.
É um sentimento único, capaz de atravessar desafios e permanecer eterno no coração. Reconhecer essa grandiosidade inspira gratidão, fortalece vínculos e ajuda a valorizar o maior amor que existe. O amor de mãe é diferente de qualquer outra coisa no mundo. Ele não obedece lei ou piedade, ousa todas as coisas e extermina sem remorso tudo o que ficar em seu caminho.
E Machado de Assis tinha razão: amor de mãe é a mais elevada forma de altruísmo. Uma das maiores forças do universo reside no amor de mãe.
É de Carlos Drumond, o maior de todos os poetas: “Mãe não tem limite / É tempo sem hora / Luz que não apaga”. “A mãe dá ao filho o que tira de si mesma: o sono, a melhor comida, em alguns casos até a sua saúde”, protagonizou Friedrich Nietzsche, grande pensador e poeta alemão.
Para mães ausentes, Carlos Drummond de Andrade reflete sobre como elas sempre permanecem por perto e dentro da gente porque são feitas de eternidade: “Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade.”
Com Mario Quintana, aprendemos que as palavras de louvor às mães nunca serão suficientes se comparadas ao amor que elas nos dedicam. “Para louvar a nossa mãe, todo bem que se disser nunca há de ser tão grande como grande o bem que ela nos quer.”
A Honda Pop já é vendida no Brasil há quase 20 anos. Neste período, chegou a 2,2 milhões de unidades produzidas. Apenas a CG, do final de 1976, e a Biz, de 1998, podem ostentar números maiores. Então, para manter esse sucesso intacto e atender a uma demanda crescente, o modelo chega à sua sexta geração (já como linha 2027) com algumas melhorias. Lançada há dois anos, ela estabeleceu a base para o subsequente aperfeiçoamento apresentado. A receptividade dos usuários ao sistema de transmissão semiautomático de quatro marchas e também à partida elétrica resultou em uma melhora importante na facilidade de pilotagem.
Este é o aspecto que foi evoluído nesta versão 2027, que traz elementos que tornarão o uso do modelo ainda mais fácil, prático e simples, tendo em vista que grande parcela dos clientes – mais de 75% de acordo com pesquisas realizadas junto aos concessionários Honda – estreiam no mundo das duas rodas motorizadas exatamente com uma Pop. A eliminação do pedal de freio é uma das principais características da Pop110i ES 2027. O comando foi substituído pela alavanca operada pela mão esquerda.
Deste modo, a atuação no sistema de freios agora ficou mais intuitiva para a maioria dos novos usuários da Pop — que agora se valem da mesma lógica de frenagem aplicada às bicicletas, na qual se usam apenas as mãos, porém seguindo o esquema de scooters como a Honda Elite: alavanca direita que comanda exclusivamente o freio dianteiro e a esquerda que atua no freio dianteiro e traseiro dentro do conhecido sistema CBS – Combined Brake System. Outra importante inovação da Pop 110i ES 2027 é a adoção de rodas de liga-leve equipadas com pneus sem câmara, o que contribui para uma maior segurança e facilidade de reparação em caso de perda de pressão ocasionada por furo.
Tapa no visual – E quanto à evolução estética? Permanece a característica, mas o novo design permite uma instantânea identificação desta 6ª geração, reforçando a imagem de robustez sem alteração da aparência ágil e leve, elementos de atratividade importantes para motociclistas estreantes e/ou inexperientes. O conjunto de carenagens é totalmente novo, mas a atualização não alterou a aparência essencial do modelo, que valoriza superfícies mínimas e pouco sujeitas a quebra em caso de pequenas quedas, como podem atestar o posicionamento dos pisca-piscas, aderentes à carenagem, protegidos de eventuais danos. A chegada da partida elétrica na geração anterior foi um fator de praticidade, que ganhou relevância ao considerarmos que o modelo é, para muitos, o primeiro veículo a motor.
Poder contar com um simples botão para acionar o motor no lugar do pedal de partida, que naturalmente exige não apenas força física como prática para ser efetivo, aproximou a Pop de usuários inexperientes e do público feminino. Também o sistema de câmbio semi automático rotativo foi fator de democratização do modelo, descomplicando a pilotagem por dispensar a operação manual da embreagem. Outro item facilitador é a conformação da alavanca de câmbio, que permite o uso da ponta do pé e do calcanhar, facilitando a operação por calçados com salto. O motor permanece inalterado: é um monocilíndrico arrefecido a ar. A potência máxima é de 8,43cv e torque de 0,945 kgfm. O preço público sugerido, base de São Paulo, sem frete ou seguro, é de R$ 10.588.
A BMW e seus 2 milhões de elétricos – Um sedã BMW i5 M60 xDrive, montado em Dingolfing, é o veículo 100% elétrico de número dois milhões produzido pelo BMW Group. O veículo comemorativo será entregue a um cliente na Espanha. A planta de Dingolfing iniciou a produção em série de automóveis 100% elétricos em 2021, com o BMW iX. Hoje, a unidade produz a maior variedade de modelos BEV dentro do BMW Group: BMW iX, BMW i5 sedã e Touring, e BMW i7. Desde 2021, mais de 320 mil veículos 100% elétricos já foram produzidos na unidade. Isso significa que quase um em cada seis dos dois milhões de BEVs produzidos pelo BMW Group saiu de Dingolfing. Em 2025, mais de um quarto dos veículos produzidos na planta de Dingolfing eram 100% elétricos.
Audi lança novos Q5 e SQ5 – A representação brasileira da alemão acaba de anunciar a linha 2026 do Audi Q5 e Audi SQ5. Os modelos receberam tecnologias inéditas, mudanças visuais e ampliaram a lista de equipamentos que reforçam a segurança — como os novos equipamentos de condução semiautônoma. Os modelos já estão disponíveis na rede de 42 concessionárias da marca com preços a partir de R$ 450 mil (Audi Q5), R$ 480 mil (Q5 Sportback), R$ 645 mil (SQ5) e R$ 660 mil (SQ5 Sportback). As novas gerações do Q5 e SQ5 chegam com novas tecnologias para acirrar a disputa do mercado de utilitários médios de luxo. Entregam, por exemplo, segurança e conectividade com a introdução do Audi connect por meio do aplicativo myAudi. Enquanto o Q5 ganhou novos itens de assistência e segurança e o sistema de som assinado Bang & Olufsen 3D, o SQ5 é o primeiro veículo da marca no país a oferecer uma função remota de estacionamento”, afirma Marcos Quaresma, gerente de produto da Audi do Brasil.
Enfim: a terceira geração do Audi Q5 ficou mais potente e eficiente, trouxe itens inéditos e ganhou a nova identidade visual global da marca das quatro argolas. Além disso, o modelo é o primeiro SUV da fabricante e o segundo no Brasil a utilizar a Plataforma Premium para veículos a combustão (PPC). O Q5 é equipado com motor 2.0 TFSI, com potência de 272 cavalos (ante 265 cv da antiga geração)e 40,79 kgfm de torque. O conjunto é regido pela S Tronic de sete velocidades e transmitido aos eixos pelo sistema de tração quattro. Isso garante aceleração de 0 a 100 km/h em 6,2 segundos — e a velocidade máxima é de 250 km/h.
McLaren completa oito anos de Brasil – Maio é especial para a McLaren no Brasil. Em 8 deste mês, em 2018, foi inaugurada a McLaren São Paulo, primeira concessionária da marca no país e marco zero da abertura da loja aos clientes, na rua Fiandeiras. O espaço funcionou até a inauguração da concessionária atual, na rua Clodomiro Amazonas, 1000 — por coincidência, também em 8 de maio, no ano passado. “A McLaren tem um nome muito tradicional, já conhecido dos brasileiros que acompanham automobilismo e a Fórmula 1 em particular. Tínhamos a missão de mostrar que os carros de rua da McLaren estavam à altura da trajetória da marca nas pistas”, afirma Henry Visconde, presidente da McLaren São Paulo.
Fundada por Bruce McLaren em 1964, a McLaren dedicou-se inicialmente à produção de carros de corrida para categorias de carros esporte e protótipos. A estreia na Fórmula 1 aconteceu em 1966, e atualmente a McLaren é a segunda equipe mais antiga da categoria, além de ser uma das mais vitoriosas: conquistou 13 títulos de pilotos e dez de construtores até o fim da temporada de 2025. Além disso, a McLaren tem vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis e nas 24 Horas de Le Mans. É uma das pouquíssimas marcas vencedoras da “Tríplice Coroa” do automobilismo, que inclui as duas provas mencionadas e mais o GP de Mônaco de Fórmula 1.
Mercado: BYD se destaca – Medo das chinesas? É melhor rever seus conceitos. A BYD, por exemplo, está crescendo no Brasil muito acima da média do mercado. Aliás, o crescimento é até quatro vezes maior do que as marcas tradicionais. De janeiro a abril, foram 56,1 mil automóveis e comerciais leves — ou 86% a mais do registrado no mesmo período do ano passado e a metade das 112,8 mil unidades que vendeu ao longo de todo os doze meses do ano passado. Se continuar nesse ritmo, vai passar, por exemplo, a Toyota, a quinta mais vendida, e a Hyundai, que vendeu 60,1 mil veículos de janeiro a abril. A Toyota teve recuo de 13%. A Nissan, queda de 14%. A Jeep manteve-se na média.
No geral, o fato é: os eletrificados ganham cada vez mais espaço. A Fenabrave mostrou esta semana que 138.886 carros e comerciais leves elétricos e híbridos foram vendidos de janeiro a abril. Isso é uma alta de 97,2% sobre o mesmo período de 2025, quando foram emplacadas 70.433 dessas unidades. Se levarmos em conta apenas os híbridos, as vendas no acumulado do quadrimestre atingiram 90.485 veículos, numa alta de 71,53% sobre janeiro a abril de 2025.
Mercado 1: produção é 4,9% maior – A produção de veículos no Brasil está se recuperando. Aprodução de 2026, por exemplo, cresceu 4,9% no primeiro quadrimestre deste ano — incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Foram produzidos 872,6 mil veículos ante 831,6 mil nos primeiros quatro meses do ano passado. Desses, 826,6 mil automóveis e comerciais leves — ou 6,2% a mais. Já caminhões e ônibus, que mostra como está a atividade econômica do país, teve recuo de quase 13%, puxado particularmente pela queda no segmento de transporte de carga. No mês passado, saíram das linhas de montagem 238,5 mil veículos, 2,4% a mais do que em abril de 2025, mas 9,4% abaixo das 263,6 mil unidades de março, que ficaram muito além das expectativas.
Sonic vai custar de R$ 130 mil a R$ 136 mil – A General Motors definiu os preços do novo SUV Sonic, que chega em duas versões, a Premier e a RS: R$ 129.990 e R$ 135.990. O modelo é produzido em Gravataí, no Rio Grande do Sul, e está posicionado entre o Onix Activ e o Tracker, com motor 1.0 turbo de injeção direta. Os próprios executivos da empresa consideram que ele, “inaugurando um novo momento da Chevrolet no país”, barre as quedas de vendas da companhia (que tem perdido espaço no mercado).
O Sonic estreia a nova geração do sistema Chevrolet Intelligent Driving, um conjunto de assistentes de segurança que monitora em tempo real o ambiente ao redor do automóvel por meio de uma câmera frontal de alta resolução. A área de cobertura foi ampliada em relação à geração anterior e é capaz de identificar veículos, pedestres e ciclistas, contribuindo para prevenir acidentes. O SUV tem painel digital, multimídia com Wi-Fi embarcado e OnStar, alerta de colisão com sistema de frenagem automática de emergência, assistente de estacionamento, ar-condicionado digital, sistema de iluminação full LED e rodas de liga leve de 17 polegadas etc.
Jaecoo 7 Elite esgota 500 unidades num fim de semana – A Omoda & Jaecco registrou um marco interessante: o lote inicial de pré-venda do Jaecoo 7 Elite, limitado a 500 unidades, foi totalmente reservado em apenas um dia útil, durante o primeiro final de semana de maio. Ao todo, mais de dois mil clientes se declararam interessados no SUV. Diante da alta demanda, a empresa anuncia a abertura de um novo lote de mil unidades do modelo, mantendo as condições especiais de pré-venda, com valor de R$ 180 mil. As reservas duram até este domingo (10).
Dia do Automóvel: hábitos para prolongar a vida útil – Celebrado em 13 de maio, o Dia do Automóvel é uma oportunidade para reforçar a importância dos cuidados com um bem que faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Mais do que um meio de transporte, o carro desempenha papel fundamental nos deslocamentos diários, no trabalho e nos momentos de lazer. Para garantir desempenho, segurança e confiabilidade ao longo dos anos, a manutenção preventiva e a adoção de hábitos simples no dia a dia são essenciais. Essas práticas ajudam a preservar o veículo, evitar gastos inesperados e prolongar sua vida útil. Pensando nisso, a Promax Bardahl, marca especializada no desenvolvimento de aditivos e lubrificantes automotivos, reuniu cinco cuidados essenciais que todo motorista precisa adotar para manter o veículo em boas condições por muito mais tempo. Confira:
Troque o óleo no prazo recomendado – A troca de óleo é um dos cuidados mais importantes para a saúde do motor. Responsável por lubrificar os componentes internos, o óleo reduz o atrito entre as peças e previne desgastes prematuros. “Quando a substituição não é feita no intervalo correto, o motor passa a operar em condições inadequadas, o que pode provocar superaquecimento, perda de eficiência e danos progressivos. Em geral, a recomendação é realizar a troca a cada 5 mil quilômetros para uso em serviço severo – e a cada 10 mil quilômetros para uso em serviço normal, sempre seguindo as orientações do fabricante”, afirma Arley Silva, gerente de Engenharia e Sucesso do Cliente, da Promax Bardahl.
Abasteça em postos de confiança – A qualidade do combustível impacta diretamente o desempenho e a durabilidade do veículo. Combustíveis adulterados podem comprometer componentes do sistema de alimentação e causar falhas que, muitas vezes, só se tornam perceptíveis com o passar do tempo. “Optar por postos de confiança e desconfiar de preços muito abaixo da média são medidas simples, mas fundamentais para proteger o motor, preservar o desempenho do veículo e evitar prejuízos futuros”, comenta Arley.
Utilize aditivos de forma correta – Quando aplicados adequadamente, os aditivos de combustível auxiliam na limpeza das peças internas do motor, protegem componentes internos e contribuem para redução no consumo de combustível. No entanto, o especialista explica que, para esses benefícios serem alcançados, é essencial utilizar o produto correto, na dosagem e periodicidade recomendadas. “Os aditivos são formulados para atender às necessidades dos motoristas, assegurando que, quando utilizados nos intervalos recomendados e no combustível adequado, contribuem para evitar o acúmulo de resíduos, minimizar o desgaste interno e otimizar a eficiência do veículo.”
Mantenha o tanque sempre acima da reserva – Rodar frequentemente com o tanque na reserva pode causar danos ao sistema de alimentação de combustível. “Isso acontece porque a bomba utiliza o próprio combustível para sua refrigeração e lubrificação. Quando o nível está muito baixo, além de operar em condições inadequadas, a bomba fica mais suscetível a aspirar impurezas acumuladas no fundo do reservatório, o que acelera seu desgaste e compromete o funcionamento do sistema”, explica.
Atenção aos sinais de manutenção – Os veículos costumam dar sinais claros de que algo não vai bem, e reconhecê-los precocemente é essencial para evitar problemas maiores. “Luz de advertência no painel, aumento no consumo de combustível, ruídos incomuns, dificuldade na partida e perda de desempenho são alguns dos principais alertas de que uma revisão pode ser necessária. Identificar esses sinais logo no início ajuda a evitar danos mais graves, reduzir custos de reparo e preservar a segurança no trânsito”, conclui.
O que caracteriza uso severo? – Refere-se a condições que aumentam o desgaste do motor e exigem manutenção mais frequente, muitas vezes presentes na rotina dos motoristas. Situações como trajetos curtos, em que o motor não atinge a temperatura ideal, trânsito intenso com paradas constantes, circulação em vias com poeira, uso com carga elevada e aplicações profissionais com alta frequência de uso estão entre os principais exemplos. Além disso, longos períodos de inatividade também podem comprometer o desempenho, ao favorecer a degradação do lubrificante.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
O pré-candidato a governador de Pernambuco, João Campos (PSB), cumpriu agenda neste sábado (9) em Surubim, no Agreste Setentrional. Ele esteve na feira da cidade pela manhã, onde conversou com comerciantes, frequentadores e toyoteiros. A atividade também contou com a presença do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) e do senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa (PT), além de apoiadores locais.
“Surubim é uma terra muito especial, um polo na região, que representa o Agreste forte, resiliente, de um povo aguerrido. Fiquei feliz de encontrar o calor humano. Eu pude ouvir histórias bonitas e emocionantes da trajetória do nosso conjunto político, histórias que vêm de um tempo de luta, que vêm da eletrificação rural, do Chapéu de Palha. Então, é uma alegria estar aqui e estar dentro de um conjunto político em que acredito e que tem mais do que história; tem compromisso com o futuro, sobre como trazer uma qualidade de vida melhor para o nosso povo”, afirmou João, em entrevista a uma rádio local.
Ao tratar de demandas locais, o pré-candidato mencionou a falta de água como um dos principais problemas relatados por moradores. Ele também criticou a gestão estadual ao comentar a destinação de recursos para o setor. “Um erro muito grave foi ter vendido a Compesa, colocado o recurso todo na conta do estado e não ter deixado isso amarrado para investimentos específicos. Quando esse dinheiro entra na conta do estado sem focalização, perde-se a oportunidade de garantir investimentos permanentes em recursos hídricos”, opinou.
Ainda em Surubim, o pré-candidato esteve na fábrica da Pan Cristal, empresa pernambucana responsável pela produção de mais de 250 itens alimentícios. João enalteceu o empreendimento e lamentou que novas indústrias não estejam sendo atraídas ou nascendo no estado por falta de articulação da atual gestão. “O que a gente tem visto em Pernambuco são placas, tapumes e anúncios, e as coisas não acontecem. Eu fui prefeito e tirei as coisas do papel. Construímos 100 creches no Recife. Já no estado, de 250 prometidas, foram entregues apenas três. Não é só fazer compromisso. É saber executar”, disse.
João Campos também se comprometeu a construir, junto com a população, soluções para demandas históricas, como a duplicação da PE-90 e a regularização cadastral dos toyoteiros, que vêm sofrendo com a inoperância do governo estadual. “Vocês têm o meu compromisso. Vamos fazer uma escuta com a população para buscar essas soluções históricas para a região”, pontuou.
As agendas também foram acompanhadas pelo deputado Rodrigo Farias (PSB), pelo ex-deputado Danilo Cabral (PSB), pela ex-prefeita Ana Célia Farias (PSB), pelo ex-vereador Biu Farias (PSB) e vereadores e outras lideranças locais.
O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), chamou de um “ataque à democracia e à separação dos Poderes” a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que suspendeu a chamada Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso Nacional. Moraes determinou ainda pela manhã a suspensão da aplicação da norma. Na véspera, partidos da base governista já haviam recorrido ao STF para contestar a promulgação do texto.
“É uma decisão deplorável em que o ministro Alexandre de Moraes ultrapassa os limites da relação institucional”, afirmou, em nota à imprensa. Caiado também argumentou que esse tipo de atuação contribui para o aumento da polarização política no país.
Ainda, o ex-governador de Goiás classificou a medida como “ativismo judicial” e favorável a um cenário de polarização. “Esse ativismo judicial só faz aflorar e aprofundar a radicalização na política e favorece a polarização dos extremos”, declarou. “Serve apenas como um biombo para desviar os debates próprios do processo eleitoral, dos problemas reais da população, como segurança pública, educação, saúde e transporte público de qualidade”, acrescentou.
“Estimular um debate sem fim sobre o 8 de Janeiro, passando por cima dos representantes eleitos pelo povo ao Congresso, é condenar o Brasil a não ter futuro”, disse.
Por fim, Caiado defendeu o fim de uma crise estabelecida entre a Suprema Corte e o Congresso Nacional. “Essa queda de braço do Supremo com o Congresso precisa ter um ponto final. Esse jogo de gato e rato, esse faz e desfaz, é inaceitável numa democracia que queremos madura”, concluiu.