Resultado de 90,67% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Lula com 50,54% e Bolsonaro com 49,46%.
Resultado de 90,67% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Lula com 50,54% e Bolsonaro com 49,46%.
O Sextou de hoje, programa musical que ancoro no lugar do Frente a Frente às sextas-feiras, está imperdível! A entrevistada é a cantora e compositora Roberta Campos, nascida nas montanhas alterosas de Minas Gerais para fazer sucesso no Brasil e no exterior. Dona de sucessos como “Abrigo”, “Minha felicidade”, “Todo Dia” e “De Janeiro a Janeiro”, todas essas trilhas sonoras de várias novelas, Roberta é conhecida por sua voz doce e canções que tocam a alma.
Roberta Campos, uma artista completa e multifacetada, tem deixado sua marca indelével na música brasileira. Sua jornada musical começou em 2008 com o lançamento de seu primeiro álbum independente, “Para Aquelas Perguntas Tortas”. Este foi apenas o começo de uma série de álbuns bem-sucedidos, incluindo “Varrendo a Lua” (Disco de Ouro), “Diário de Um Dia”, “Todo Caminho é Sorte” (Disco de Ouro) e “O Amor Liberta”.
Leia maisEm 2025 Roberta lançou seu mais novo álbum, “Coisas de Viver” com influências de indie, pop e folk; um álbum todo escrito por ela, produzido pela própria Roberta e por Alexandre Fontanetti, totalmente centrado na canção, com arranjos que valorizam a mensagem cantada. Roberta conseguiu criar um som único dentro da música popular brasileira.
Além de suas composições próprias, que faz de forma solitária, Roberta também se destaca por suas composições com outros artistas renomados, como Humberto Gessinger, Nico Resende, Luiz Caldas, Hyldon, Fernanda Takai, Zélia Duncan, Carlinhos Brown, Danilo Caymmi, entre outros grandes representantes do cancioneiro nacional.
O Sextou vai ao ar logo mais, das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
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A denúncia sobre o fornecimento de comida vencida e o atraso no pagamento de diárias para policiais militares segue repercutindo. Em contato com o blog, um sargento da Polícia Militar (PM) que trabalhou no Carnaval trouxe relatos dramáticos sobre o tratamento dado ao efetivo. Ele disse que, em quase 20 anos na corporação, nunca viu um descaso dessa magnitude da parte do Governo de Pernambuco.
“Lá em Olinda, foi dado ao efetivo um pão com creme de galinha realmente estragado, fedendo. E alguns companheiros se sentiram mal após ingerir aquela alimentação”, detalhou o PM, acrescentando que alguns companheiros de trabalho realmente não perceberam o estado da comida, mas outros, mesmo cientes, a ingeriram por falta de opções.
Leia maisSegundo o sargento, o atraso no pagamento das diárias foi decisivo para que muitos policiais não tivessem alternativa ao descaso da Secretaria de Defesa Social. “Essa diária tinha que estar disponibilizada para o policial anteriormente, para ele fazer o deslocamento. Quando ele não tem essa diária com antecedência, acaba sem dinheiro e sem opção de fazer uma refeição melhor. O policial acaba comendo essas refeições [vencidas]. Até o momento, muitos policiais que trabalharam o Carnaval inteiro não receberam sequer uma diária”, denunciou.
O PM, por fim, rechaçou as explicações do secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, que, ontem, amenizou os atrasos nas diárias sob a justificativa de que há muitos pagamentos a serem feitos. “Há muitos murmúrios dentro da corporação sobre o pagamento dessas diárias. Estou há 17 anos na corporação e sei o que acontece. Há muito tempo que a gente não tinha esses atrasos nas diárias”, completou o denunciante.
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Grupos de magistrados da Justiça Federal estão insatisfeitos com a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu os chamados “penduricalhos” – verbas classificadas como indenizatórias que, na prática, aumentam os salários e permitem a ultrapassagem do teto remuneratório previsto na Constituição Federal.
A decisão de Dino foi anunciada no dia 5 de fevereiro deste ano. Ontem, o ministro também proibiu a aplicação de novas normas sobre parcelas remuneratórias e indenizatórias que ultrapassem o teto constitucional. A medida complementa a liminar anterior. As informações são do portal Metrópoles.
Leia maisA medida gerou descontentamento entre os magistrados, que têm a classificado como “injusta e desproporcional” e feito duras críticas, citando, inclusive, a possibilidade de adotar “operação tartaruga” – ritmo de trabalho reduzido – e até mesmo greve.
As críticas
Em uma das mensagens, um desembargador diz que a decisão não considerou medidas do próprio STF, “que garantem a unicidade da remuneração da magistratura nacional e dos poderes normativos do Conselho Nacional de Justiça e Conselho Nacional do Ministério Público, com base na Lei Orgânica da Magistratura Nacional e na lei geral do Ministério Público”.
“A decisão do Dino abriu portas para leis estaduais e municipais estabelecerem gratificações diversas. Sabe-se que os magistrados, MPs, auditores fiscais e advogados públicos têm maior facilidade de passar gratificações nas suas Assembleias Legislativas, algo muito difícil de ocorrer no Congresso Nacional, principalmente diante desta animosidade do Congresso com o STF e diversas questões políticas”, afirmou outro.
Um terceiro servidor declarou que, em diversos precedentes, o STF reconheceu que o CNJ e o CNMP têm poder para editar normas que padronizam a remuneração de magistrados e membros do MP em todo o país e que o órgão de cúpula do Poder Judiciário brasileiro deve ser isonômico.
Os magistrados discutiram ainda a lei dos servidores públicos federais ser utilizada somente residualmente no caso dos magistrados, uma vez que têm leis próprias.
“Contenção de gastos públicos”
Nas conversas, os servidores afirmaram que o governo tem aplicado, ao longo dos anos, sucessivos deságios sobre o valor do subsídio destinado à categoria como forma de política de contenção de gastos públicos. A medida, segundo representantes da classe, resultou em defasagem acumulada significativa.
“A depender do índice de inflação, o subsídio, hoje corrigido, deveria ser entre R$ 70 mil e R$ 75 mil. Desde que o subsídio foi criado, a defasagem dos magistrados ao longo dos anos alcança a casa dos R$ 7 milhões”, expôs um magistrado.
A situação, na visão dos integrantes da categoria, vai além da questão financeira. Para eles, a manutenção da defasagem remuneratória “fere o princípio da confiança, a isonomia, o respeito às instituições e aos servidores públicos, bem como ao CNJ e ao CNMP e julgamentos anteriores do próprio STF.”
Ameaças de greve
Ameaças de greves, paralisações e operação tartaruga estão sendo citadas nos grupos dos magistrados, embora ainda de forma tímida. Apesar disso, os servidores afirmam que seguem confiantes de que o plenário não confirmará, sem questionamentos, a decisão que consideram arbitrária e precipitada.
“Nos bastidores, o sentimento é de que parte dos integrantes do STF, junto ao governo, estaria aproveitando a pauta para desviar a atenção de outros temas, funcionando como uma espécie de ‘cortina de fumaça’.”
Por fim, os magistrados citam que as gratificações extraordinárias ou permanentes são formas de estímulo para que essas carreiras não sejam esvaziadas.
“Ao longo dos anos, o governo incentivou que os melhores profissionais fossem contratados, para ter um serviço público de excelência, e quer pagar líquido só R$ 25 mil para esses profissionais, que é justamente o líquido dos R$ 46 mil brutos?”
“No caso dos juízes, não podem fazer nenhuma outra atividade, a não ser lecionar até 25 horas. É uma atividade cheia de cobranças, metas, julgamento de causas muito difíceis e de repercussão”, finalizou um servidor.
As medidas aprovadas por Dino
Nessa quinta (19), o ministro Flávio Dino proibiu a aplicação de novas normas sobre parcelas remuneratórias e indenizatórias que ultrapassem o teto constitucional. A medida complementa a liminar deferida no dia 5 de fevereiro, quando Dino suspendeu os chamados “penduricalhos”.
A determinação alcança todos os Poderes e órgãos constitucionalmente autônomos e ressalva apenas a aplicação de lei nacional que venha a ser editada com base na Emenda Constitucional 135/2024, que prevê a aprovação, pelo Congresso Nacional, de lei fixando as verbas indenizatórias fora do teto remuneratório.
Na decisão desta quinta, o relator também proibiu o reconhecimento de novas parcelas relativas a suposto direito anterior à liminar, além daquelas já recebidas até a data de sua publicação (5/2).
O relator manteve o prazo de 60 dias para que órgãos de todos os níveis da Federação publiquem as verbas remuneratórias e indenizatórias pagas a membros de Poderes e servidores, com a indicação específica das leis que as fundamentam. No caso de ato infralegal, deve ser indicada também a norma superior que legitimou especificamente a sua edição.
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Por Mauro Ferreira Lima*
A Stellantis caracteriza-se como um conglomerado automotivo na forma de holding, presente comercialmente em 131 mercados consumidores e produzindo em 30 países. Tudo isto por conta das marcas tradicionalmente fortes que congregou após grande associação empresarial em 2021.
Com sede institucional em Hoofddorp, na Holanda, 250 mil colaboradores estão vinculados as suas unidades globais de produção.
Leia maisA empresa ampliada foi constituída a partir da fusão entre a Fiat Chrysler com o grupo francês PSA. Comercializa atualmente marcas automotivas icônicas, tais como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, Chrysler, Alfa Romeo, Opel, Ram, Dodge e também a Maserati.
Sua estrutura executivo-administrativa é partilhada entre Michigan, Paris e Turim.
Em Pernambuco, a Stellantis instalou -se em 2015, em Goiana, antes da ampliação do bloco. Nesta cidade, distante apenas 62 km do Recife, já produziu 2 milhões de veículos até o final de 2025.
Sua produção nesse ano fechou em 280 mil veículos com uma mão de obra absorvida atingindo 15 mil colaboradores.
A cidade de Goiana, com uma população de 63 mil habitantes em 2O15, passou para 84 mil, ao final de 2025.
Esta cidade já tinha importância como polo turístico do Estado. Seu acervo de arte sacra, também sua estrutura histórico-arquitetônica urbana, além de praias importantes do litoral norte do Estado lhe assegurava destaque turístico local.
Além de se tornar polo industrial, seu incremento demográfico se deu também em função implantação de empresas fornecedoras de peças e equipamentos denominadas “sistemistas”, oriundas do Sudeste nacional.
Tais empresas deverão atingir 100 unidades no final de 2026. Estarão voltadas ao atendimento da demanda do polo automotivo.
Com o estabelecimento de uma joint venture com a chinesa Leapmotor, a Stellantis constituiu a “Leapmotor International” com capital de 51% para sua estrutura.
A produção automotiva híbrida pela nova empresa já se iniciará em julho deste ano. Tal fato reforçará a imagem do “polo”, agregando-lhe uma visibilidade ainda mais consistente no País com vistas até ao mercado externo.
No presente, com o impacto dos serviços demandados, também da estrutura logística, da cadeia de fornecedores e renda gerada, a participação da Stellantis na geração do PIB de Pernambuco se situa em 5,5 %. Com a recente joint venture com a Leapmotor, deverá acrescer este patamar em 1,0 ponto nos próximos 3 anos.
Considerando que Pernambuco esteja com PIB previsto de R$ 247 bilhões em 2025, o Estado participa com apenas 2,5% deste agregado. Novos investimentos, em conclusão nos próximos anos acontecendo, em função da controversa duplicação da Renest, no avanço concreto e geral de Suape e na conclusão da Transnordestina, o Estado poderá elevar esta participação para aproximar-se de 4,0%. Assim sendo, reduzirá para poucos décimos a diferença percentual para com a Bahia. Esta, detém participação atual em 4,0% do PIB nacional, com tendência natural de ainda avançar nos próximos 3 anos. Mesmo assim, Pernambuco tenderá a reduzir, no mínimo, mais de 1,0 ponto percentual seu distanciamento relativo à economia baiana.
Acompanhemos, pois, o desenrolar dos fatos e os novos dados daí advindos.
*Mestre em Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente
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O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de Pernambuco decidiu retirar as provas de baliza e de rampa do teste prático para emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria B. As informações são do portal G1.
Segundo o órgão, a medida foi tomada para seguir as novas diretrizes estabelecidas pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), que tirou a obrigatoriedade da baliza no Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular (MBEDV), publicado no dia 1º de fevereiro.
Leia maisEm Pernambuco, a baliza e a rampa deixaram de ser exigidas desde 12 de fevereiro, data da solenidade em que o Detran entregou a primeira CNH no padrão “CNH do Brasil”.
Todos os documentos emitidos a partir dessa data já estão dentro do novo modelo de avaliação do candidato, segundo o Detran.
Apesar da retirada de duas fases do teste prático, o Detran de Pernambuco disse que, até o momento, não houve redução no valor da taxa cobrada para fazer a prova prática.
Além disso, o Detran afirmou que os trâmites como primeira habilitação, renovações, alterações de dados seguem os parâmetros da legislação federal em vigor.
Em dezembro de 2025, o governo federal oficializou as novas regras para obtenção da CNH. Entre as alterações, está o fim da exigência de aulas obrigatórias em autoescolas.
Além disso, agora, haverá a renovação automática e gratuita do documento para motoristas classificados como “bons condutores”, que não tiverem pontos registrados na CNH nos últimos 12 meses, nem infrações de trânsito registradas no documento no mesmo período, além de estarem cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC).
No começo de fevereiro, dez estados brasileiros já haviam tirado a obrigatoriedade do teste da baliza. Em Minas Gerais, por exemplo, a nova diretriz foi aplicada em janeiro, mas a mudança ocorreu de forma gradual até 10 de fevereiro.
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Igor Gadelha – Metrópoles
A primeira-dama Janja teve uma discussão com a filha mais velha do presidente Lula, Lurian da Silva, no camarote da Marquês de Sapucaí em que a família acompanhou os desfiles das escolas de samba no Carnaval.
A discussão, que aconteceu no domingo (15/2), foi revelada pela colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, e confirmada pela coluna por pelo menos três aliados e auxiliares do presidente da República.
Leia maisSegundo relatos, as duas se desentenderam quando Lurian foi até a sala reservada onde Lula e Janja estavam dentro do camarote. O espaço tinha acesso restrito. Só entrava quem tinha autorização do presidente.
Aliados de Lula relatam que, quando Lurian estava cumprimentando o pai, Janja afirmou que aquele momento não era para conversas mais alongadas e sugeriu que a filha do presidente desse um beijo e se retirasse.
Lurian, então, reagiu e disse que queria conversar com o pai. Janja, por sua vez, retrucou e pediu que a primogênita de Lula deixasse a sala. Foi nesse momento, então, que o clima esquentou mais.
De acordo com relatos, Lurian afirmou que Janja não sabe o que é uma estrutura familiar e não entende a relação entre pais e filhos. A atual primeira-dama do Brasil não tem filhos.
A reação de Lula
Lula, segundo relatos de ao menos duas fontes, não se meteu na discussão entre Janja e Lurian. O presidente afirmou a aliados que conversaria com as duas posteriormente em particular.
A filha mais velha de Lula deixou a sala chorando. A discussão foi presenciada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pela mulher dele, Dona Lu Alckmin. Os dois estavam na sala com Lula.
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Lula não ganhou um voto a mais
O rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, escola que homenageou o presidente Lula (PT), foi uma derrocada anunciada. Não entendo como o petista, no estágio de uma vida extremamente bem-sucedida, cometa tamanha mancada. Na escancarada campanha eleitoral antecipada, Lula não ganhou um só voto.
Mas perdeu, especialmente dos mais diversos segmentos evangélicos, quando a escola colocou todas as igrejas cristãs numa vala comum, recorrendo a uma espécie de trocadilho (conservador/conserva). Os idealizadores da alegoria conseguiram traduzir um conceito complexo (famílias conservadoras) em uma imagem (lata de conserva), o que é um pequeno feito semiótico.
Leia maisNinguém achou graça nisso, nem em nenhum carro alegórico da escola. Inadvertidamente, Lula aceitou uma bajulação escancarada com dinheiro público, o que provocou uma reação negativa quase generalizada por parte da sociedade. Não há dúvida de que o enredo, a piada em particular, irritou grupos demográficos que ele gostaria de atrair, como os evangélicos, como já me referi.
Não dá para hiperdimensionar o episódio. Ainda faltam oito meses para a eleição. Em outubro, poucos se lembrarão da Acadêmicos ou das famílias em conserva. Lula pode até ter reforçado sua rejeição em determinados grupos, mas são estratos que dificilmente adeririam à sua candidatura.
Há ainda a frente da Justiça Eleitoral. O PT talvez até venha a ser condenado por propaganda eleitoral antecipada, mas isso só renderia uma multa que seria paga com dinheiro público. Existe, é verdade, a possibilidade de condenação por abuso de poder, que pode gerar inelegibilidade, mas ela parece remota.
Mesmo assim, é ruim para o presidente colocar-se de graça nas mãos dos ministros do TSE. Vai que, no dia do julgamento, todos acordam de mau humor. O pleito deste ano tende a ser difícil, com um leve favoritismo para o presidente. Mas, se o petista estiver disposto a perder a eleição, é só repetir o enredo deste Carnaval. Por vaidade pessoal e sem perspectiva de ganhos reais, ele se pôs em situação de risco e viu parte desses riscos se materializar.
FALTOU TIROCÍNIO – O gosto amargo de derrota política ficou na conta do governo por falta de tirocínio político, ausência de senso de oportunidade e excesso de confiança num apelo popular que Lula e o PT já não atraem, segundo a experiente e respeitada jornalista Dora Kramer. “Natural, também. Efeito da passagem do tempo, da concorrência de oposição ativa e da existência de novas demandas na sociedade. Os danos de um desfile mediano teriam ficado circunscritos à escola e não ultrapassariam as fronteiras do Carnaval se o presidente e o partido não tivessem cometido o equívoco de sentar praça num campo minado”, avaliou.

Dino, o implacável – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, manteve, ontem, a decisão que suspende os penduricalhos extrateto no serviço público. Negou o recurso oferecido por associações e sindicatos ligados à magistratura, ao Ministério Público e à Defensoria Pública. Na decisão, Dino mantém a suspensão, proferida em 5 de fevereiro, do pagamento de benefícios e auxílios pagos fora do teto de remuneração estabelecido pela Constituição, atualmente de R$ 46.366,19, e que normalmente são isentos de impostos. O ministro voltou a declarar não ser possível que novas legislações ou atos criem verbas remuneratórias ou indenizatórias acima do teto, uma vez que a Corte já se manifestou sobre o tema.
Raquel recorre ao Supremo – O Governo de Pernambuco acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar barrar os efeitos de uma emenda aprovada pela Assembleia Legislativa que altera regras do teto salarial do funcionalismo público e autoriza o pagamento em dinheiro de benefícios como férias e licença-prêmio. A ação foi protocolada pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) na forma de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a Emenda Constitucional Estadual nº 68/2025, promulgada em dezembro do ano passado. O pedido inclui a concessão de uma medida cautelar para suspender imediatamente a validade das mudanças, sob o argumento de que elas violam a Constituição Federal e podem gerar impacto milionário nas contas públicas.
Impacto de R$ 7 milhões por mês – A Procuradoria argumenta que as alterações podem gerar forte impacto fiscal. Cálculos da Secretaria de Administração do Estado (SAD) apontam que as novas regras podem representar um acréscimo de R$ 7,9 milhões por mês, totalizando cerca de R$ 105,2 milhões apenas em 2026. O processo foi distribuído por sorteio ao ministro André Mendonça, que ainda não se manifestou sobre o pedido de liminar. Um dos principais pontos questionados pelo Executivo estadual é a alteração no limite máximo de remuneração dos servidores.

Pegou mal – A governadora Raquel Lyra (PSD) fez o maior estardalhaço na mídia com números que apontam suposta redução da violência e tranquilidade no carnaval deste ano em relação a 2025. Só escondeu a denúncia dos policiais, que se alimentaram com comida com data de validade vencida e refrigerantes quentes. Policiais afirmam que alguns colegas passaram mal, apresentaram vômitos e mal-estar após consumir os alimentos fornecidos. Além disso, denunciam que as diárias prometidas, no valor de R$ 180, ainda não teriam sido pagas pelo Governo do Estado.
CURTAS
SEM SUCESSO – Vinícius Castello, derrotado por Mirella nas eleições para a Prefeitura de Olinda, não gostou da avaliação positiva que a gestora fez do carnaval. Afirmou que a gestão “assume uma postura cínica diante de problemas evidentes” e, ainda segundo ele, sustenta uma narrativa que não corresponde à realidade. Para o ex-vereador, o maior erro de um gestor é tentar “ludibriar as pessoas quando a realidade é explícita”, em referência às declarações da prefeita classificando o Carnaval como “maravilhoso, sustentável e seguro”.
PSOL REAGE – Pré-candidato a governador pelo PSOL, o vereador Ivan Moraes disse que recebeu com naturalidade o lançamento da pré-candidatura do reitor Alfredo Gomes ao Governo pela Rede. “O reitor tem feito um belo trabalho na UFPE e Paulo Rubem é referência histórica para o campo progressista. Somos uma federação em que o PSOL tem maioria e tenho certeza de que chegaremos a um acordo programático e conto muito com o apoio deles à nossa candidatura”, escreveu.
PODCAST – No podcast Direto de Brasília da próxima terça-feira, o presidente do Iphan, Leandro Grass, vai tratar de sua pré-candidatura ao Governo do Distrito Federal pelo PT. O Iphan negou a licença de instalação para a Ponte Salvador-Itaparica, apontando falhas e insuficiência nos estudos apresentados pela concessionária.
Perguntar não ofende: O TSE, que não viu campanha antecipada de Lula, muda de opinião depois do desfile?
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Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
Em meio à toda especulação sobre as candidaturas ao Senado em Pernambuco, o Partido Progressistas (PP) no Estado reúne, na próxima segunda-feira (23), deputados federais, estaduais e alguns pré-candidatos na sede da sigla, no bairro do Pina, no Recife.
O objetivo do encontro, segundo o presidente estadual da Federação União Progressista, o deputado federal Eduardo da Fonte, é ouvir a opinião dos membros sobre uma eventual candidatura dele ao Senado.
O parlamentar afirmou a este blog, nesta quinta-feira (19), que as decisões serão tomadas de forma conjunta e todos terão a oportunidade de expor suas opiniões. De acordo com Eduardo da Fonte, a federação tem candidaturas em todas as regiões do Estado e projeta eleger oito deputados federais e 17 estaduais.
Leia mais“Com um conjunto político de tamanho tão expressivo, é preciso agir conversando com todo mundo e tomar uma decisão coletiva”, considerou o deputado. Da Fonte também enfatizou que a prioridade neste momento são as chapas proporcionais e que a federação tem um calendário a cumprir.
“Temos três datas: 4 de abril (quando encerra a janela partidária), 5 de agosto (quando encerram as convenções) e 4 de outubro (dia da eleição). Não podemos colocar uma data na frente da outra. É mais do que justo que essa decisão seja a daqueles que estarão no grupo após a janela partidária”, defendeu Eduardo da Fonte.
Dentro do PP, uma opinião foi defendida mais de uma vez por fontes ouvidas sob reserva nesta quinta-feira: a de que o grupo de Eduardo da Fonte deve permanecer ao lado da governadora Raquel Lyra. Um dos integrantes do PP afirmou: “somos governo desde o início. Não tem como a gente ser base agora e não caminhar com ela na campanha”.
Outra fonte disse que Raquel estaria pressionando Eduardo da Fonte a anunciar logo sua decisão de ser um dos nomes ao Senado na sua chapa. “Ela está certa, mas ele tem o direito de aguardar o melhor momento para decidir”, destacou.
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Blog da Andréia Sadi – G1
O presidente da Unafisco Nacional, Kléber Cabral, foi intimado a depor à Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (20). O depoimento foi marcado por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na quarta (18), Cabral deu entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, e fez críticas à operação da PF contra auditores da Receita Federal por suspeita de vazamento de dados sigilosos de ministros do Supremo.
A operação também foi determinada por Moraes, como parte do inquérito das fake news, do qual ele é relator.
O blog não obteve informações sobre o motivo da intimação, nem se há relação com as declarações de Cabral. Não se sabe tampouco se ele será ouvido como testemunha ou como investigado.
Leia maisNa entrevista de quarta, o presidente da Unafisco afirmou que medidas impostas aos auditores alvos da operação constrangem a categoria e impactam diretamente sua atuação.
“Esse tipo de medida busca humilhar, constranger e amedrontar. Se você perguntar hoje quem está disposto a organizar um grupo de fiscalização para investigar autoridades, provavelmente não encontrará ninguém. Tornou-se menos arriscado fiscalizar membros do PCC do que altas autoridades da República”, declarou.
Operação da PF contra auditores
Na terça-feira (17), a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em Salvador, em Guarujá e São José do Rio Preto. As medidas foram determinadas por Moraes a partir de uma representação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Os quatro alvos da operação tiveram os celulares apreendidos, foram afastados da função pública e vão usar tornozeleira eletrônica. Eles também tiveram os passaportes cancelados e estão proibidos de sair do país. Os quatro foram ouvidos pela polícia e podem responder por violação de sigilo funcional, acesso indevido a sistemas de informação e vazamento de dados sigilosos.
Na entrevista à GloboNews, o presidente da Unafisco afirmou que um auditor da Receita confirmou ter acessado dados de um parente do ministro Gilmar Mendes, mas negou que se tratassem de informações sigilosas de contas bancárias.
Segundo ele, o auditor — que atua no interior de São Paulo — foi ouvido pela administração da Receita e relatou que fez um acesso em novembro do ano passado para verificar se a pessoa era uma conhecida de longa data com o mesmo sobrenome. “Pode fazer isso? Não pode”, disse Cabral.
De acordo com o presidente da Unafisco, o auditor não ultrapassou a tela inicial de vínculo de parente, relacionada a uma declaração de 2008. “Ele só ficou naquela telinha inicial. Quem é que vai querer pegar dados de alguém de 2008 para acessar hoje?”, afirmou.
Cabral disse ainda que o servidor negou ter acessado dados sigilosos de contas bancárias e disse que o caso “não tem absolutamente nada a ver com os fatos que estariam sendo investigados”.
O STF declarou que a operação foi autorizada depois que “foram constatados diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Receita Federal e o vazamento das informações sigilosas”.
Em nota, a Receita Federal afirmou que uma auditoria está em andamento e que irregularidades já detectadas foram comunicadas ao relator do caso no Supremo; que os sistemas são rastreáveis e permitiram identificar acessos indevidos.
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Um grande volume de chuva atingiu Santa Maria da Boa Vista na tarde desta quinta-feira (19), provocando alagamentos em áreas da cidade. Imagens registradas por moradores mostram avenidas no centro completamente tomadas pela água. Até o momento, não há informações oficiais sobre danos ou ocorrências relacionadas ao temporal. Com informações do Blog do Edenevaldo Alves.
Uma chuva acompanhada de granizo foi registrada na tarde desta quinta-feira (19) em Brejão e surpreendeu moradores em diferentes pontos do município. O fenômeno foi rápido, mas houve registro de gelo acumulado sobre ruas e telhados. Com informações da Rádio Independente 93.7.
A primeira-dama Janja da Silva expulsou Lurian da Silva, filha de Lula, da sala reservada ao presidente no camarote da prefeitura do Rio de Janeiro no Sambódromo. As informações são da coluna de Mônica Bergamo para a Folha de S. Paulo.
As duas se desentenderam na noite de domingo (15), quando o petista foi homenageado pela Acadêmicos de Niterói.
Autoridades do governo, amigos e familiares de Lula foram convidados para ir ao camarote para ver o desfile. O presidente, no entanto, estava em uma sala reservada e de circulação restrita. Para entrar nela era preciso a autorização do presidente e de Janja.
Leia maisDe acordo com relatos feitos à coluna, Lurian entrou no ambiente reservado para cumprimentar o pai. Ela estava com Thiago, neto do presidente — ele é filho de Marcos, o primogênito de Lula.
Ao ver que a filha pretendia ficar mais tempo no espaço, Janja falou que o momento não era para conversas mais longas, mas sim para dar um beijo e ir embora.
Lurian então reagiu, afirmando que queria conversar com o pai. Janja replicou e, segundo ainda relatos, afirmou, subindo o tom: “Aqui não é lugar para isso”. E pediu que Lurian saísse da sala.
As duas então começaram a discutir, diante do presidente, do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e da mulher dele, Lu Alckmin.
Lurian também subiu o tom. Em resposta, disse que Janja não sabe o que é uma estrutura familiar e não entende a relação entre pais e filhos.
Como a porta estava aberta, a discussão pôde ser ouvida por diversos assessores, da Presidência e da Prefeitura.
Pai e filha se despediram, e Lurian voltou à área onde estavam os ministros.
Apesar da tentativa de manter a discrição, a história se alastrou pelo camarote. Lurian foi vista com lágrimas nos olhos.
O clima estava ruim também do lado de fora, com diversos ministros esperando para falar com Lula, sem conseguir. O ambiente, segundo um deles, estava pesado. A explicação que recebiam era a de que a primeira-dama não queria tumulto na sala em que o casal estava, que era pequena.
Eles conseguiam falar com o presidente quando ele saía do espaço reservado e circulava pela área mais ampla do camarote.
A situação mais delicada foi a da ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Ela foi estimulada por outros colegas a falar com o presidente, mas sua entrada na sala, como a de quase todos os outros ministros, não foi autorizada.
O problema, no caso dela, é que o secretário-executivo da pasta, Marcio Tavares do Santos, estava na sala reservada o tempo todo. Ele é amigo pessoal de Janja. Marcio inclusive descia com Lula na avenida para que o presidente cumprimentasse integrantes das escolas de samba que desfilavam.
A assessoria da Cultura enviou uma nota à coluna afirmando: “A ministra Margareth estava de férias e o Márcio estava a trabalho. Ele foi a pessoa que conduziu o presidente para cumprimentar as quatro escolas que desfilaram nesse dia. As entradas na sala privada eram para essa função. Sobre a decisão de quem entra na sala privada do presidente, sugerimos checar com a presidência, já que não é função do Ministério da Cultura”.
Procurada, Lurian afirmou à coluna: “Eu nem vi a Janja. Só vi o meu pai. Ela não estava na sala quando eu entrei”.
A assessoria da primeira-dama, que está em viagem com Lula, não foi encontrada para comentar.
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