Resultado de 90,67% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Lula com 50,54% e Bolsonaro com 49,46%.
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Pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) admitiu, nesta quinta-feira (9), que tem conversado com Teresa Vendramini, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira nas últimas semanas. Ele não confirmou tê-la convidado diretamente para ser vice, mas citou seu nome entre outros que poderiam ocupar a vaga, como os ex-ministros Márcio França (PSB), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). No mês passado, Teresa se filiou ao PDT.
— A Teca (como Teresa é conhecida) é uma bela liderança do agro e tem uma grande penetração no interior paulista. Eu penso que estamos com um bom time de pessoas cujos assessores já estão sendo convocados a elaborar um plano de governo para São Paulo. Essa equipe vai se reunir e apresentar um plano de governo. Essas pessoas já estão filiadas, de maneira que nós temos cinco partidos congregados, incluindo o PSOL, fora os que estamos conversando, para se somarem a esse esforço de modernização do estado de São Paulo — falou Haddad em entrevista ao SBT News. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisNo mês passado, Teresa se filiou ao PDT, mas nesta quarta (8) ela disse à CNN Brasil que negou o convite do petista para ser sua vice. Nas últimas semanas, o nome de Teca vem sendo ventilado entre petistas como uma possível vice na chapa de Haddad, de olho em diminuir a resistência histórica que o Partido dos Trabalhadores tem no interior do estado.
O ex-ministro da Fazenda afirmou que conversou com ela e lhe pediu que ela “participasse da vida pública” e considerasse entrar para a política. A filiação dela ao PDT animou os petistas, que ainda não desistiram.
Na entrevista, Haddad aproveitou para acenar ao setor do agronegócio, afirmando que há uma ideia “equivocada” sobre o segmento, afirmando que há um grupo “extremamente moderno, com compromisso ambiental e com a saúde pública” e que Teca “faz parte de um agro que não tem nenhum vínculo com trabalho escravo e infantil”, que “barateia o custo da comida no Brasil” e que Teca é “uma pessoa muito progressista” e não faz parte de “um nicho do agronegócio”.
— Eu sou amigo e admirador da Teca, e nós conversamos nas últimas semanas, ela se filiou a um partido político. E eu falei “olha, Teca, seria muito importante você participar da vida pública”. Nessas conversas, o que houve foi o seguinte: “venha para a política, se dê a oportunidade de pensar, eventualmente, na vida pública e você terá uma grande contribuição a dar”. Vamos ver como é que a coisa se desdobra, com toda tranquilidade — acrescentou.
Conversas com Kassab
Desde que deixou o Ministério da Fazenda, no fim de março, Haddad tem focado em conversar com aliados, definir seu plano de governo e também como será a chapa em São Paulo. Neste momento, o nome mais consolidado na esquerda é de Tebet para uma das vagas ao Senado, enquanto a outra é motivo de impasse entre França e Marina. A vaga de vice também está na mesa. Nesta semana, Haddad conversou com França, que tem insistido em concorrer ao Senado.
Em busca de ampliar as alianças no estado, Haddad afirmou que procurou Gilberto Kassab, presidente do PSD que deixou o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) no mês passado, em meio a divergências sobre a composição da chapa. Haddad afirmou apenas que quer “ouvir” Kassab, que já foi prefeito de São Paulo e foi secretário de Governo de Tarcísio, e que o procurou por mensagem.
— Eu gostaria de ouvir o Kassab, que tem uma visão sobre o estado de São Paulo. Eu gostaria de ouvi-lo, mas não tenho nada agendado, embora eu tenha mandado uma mensagem para ele. Teve uma resposta simpática, ele disse que “oportunamente”. Eu tenho convicção de que vamos apresentar um plano de governo que é melhor do que o que vem sendo aplicado nos últimos quatro anos. Eu converso com todo mundo. E quando se começa uma conversa, não é bom começar com grandes expectativas. Eu quero ouvi-lo, por que ele apoiaria o Tarcísio? Um governo que não teve aderência com o estado — falou.
Publicamente, Kassab e Tarcísio afirmam que a relação dos dois não tem nenhum problema, mas nos bastidores, aliados do governador admitem que houve um distanciamento entre os dois nos últimos meses. Isso porque Kassab tinha o desejo de ser vice de Tarcísio na disputa à reeleição, mas o governador optou por manter Felício Ramuth no posto. Ramuth, por sua vez, trocou o PSD pelo MDB, o que fez com o que a sigla de Kassab perdesse espaço na chapa — as duas vagas ao Senado devem ficar com o PP e com o PL. Ainda assim, ao deixar o governo, Kassab garantiu o apoio do PSD à reeleição de Tarcísio em São Paulo.
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O empresário e ex-deputado Guilherme Coelho aceitou o convite do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, para assumir a presidência do Conselho de Administração da Embrapa (Consad). Nesta quarta-feira (9), Coelho esteve na sede da instituição, em Brasília, acompanhado do ministro, onde se reuniu com a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, e integrantes da diretoria.
O Consad é responsável pela orientação estratégica, organização, controle e avaliação das atividades da empresa. “Recebo com grande alegria e honra o convite do ministro André de Paula para presidir o Consad. A Embrapa é referência mundial em pesquisa e inovação agropecuária e que teve papel decisivo na transformação do Brasil em uma potência no setor”, afirmou Guilherme Coelho.
Agrônomo, pecuarista e exportador de uva e manga no Vale do São Francisco, Coelho também atuou como presidente da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), cargo que ocupou por dois mandatos. A entidade reúne produtores e exportadores do setor e tem atuação voltada ao fortalecimento da fruticultura brasileira.
Uma ação civil pública na Justiça do Trabalho aponta atraso no pagamento de salários de trabalhadores terceirizados da área de vigilância vinculados a contratos do Governo de Raquel Lyra. O processo foi movido pelo sindicato da categoria contra a empresa B1 Vigilância e o Estado de Pernambuco, após registros de inadimplência nos vencimentos de funcionários .
De acordo com a ata da 4ª Vara do Trabalho de Olinda, houve bloqueio judicial de valores para garantir o pagamento dos salários atrasados. Os recursos, depositados em conta judicial, foram utilizados para quitar vencimentos referentes aos meses de dezembro de 2025, janeiro de 2026 e parte de fevereiro de 2026, envolvendo trabalhadores vinculados aos contratos firmados com o Estado .
O documento também registra que o Estado de Pernambuco não compareceu à audiência em que foi firmado acordo parcial entre a empresa e o sindicato. O processo segue em tramitação para tratar de parcelas não contempladas no acordo, como parte dos salários de fevereiro e benefícios como vale-alimentação dos trabalhadores.
A bancada estadual do PL em Pernambuco decidiu, nesta quinta (9), manter sua posição de independência na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A definição ocorreu após reunião entre o presidente estadual do partido, Anderson Ferreira, e os deputados estaduais Coronel Feitosa, Abimael Santos e Nino de Enoque.
Durante o encontro, os parlamentares reforçaram a decisão de seguir com a mesma postura adotada desde o início do mandato, atuando de forma independente dentro da Casa. As informações são do Blog da Folha.
A bancada também destacou a ocupação de espaços estratégicos na Alepe. O deputado Coronel Feitosa preside a Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCJ), considerada a mais importante do Legislativo estadual.
Leia maisJá o deputado Nino de Enoque exerce a vice-presidência da Comissão de Agricultura, enquanto o deputado Abimael Santos é vice-presidente da Comissão de Assuntos Municipais e ficou definido que também será o líder da bancada do PL.
A decisão consolida a estratégia política do partido no Legislativo estadual, mantendo autonomia nas votações e discussões, como vem ocorrendo desde o início do mandato.
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O deputado estadual Alberto Feitosa solicitou ao Governo de Pernambuco a abertura de crédito no valor de R$ 120 milhões, no âmbito da Lei Orçamentária Anual (LOA), para apoiar o setor sucroalcooleiro. A proposta foi apresentada como alternativa para enfrentar a crise enfrentada pelos produtores, que relatam queda superior a 30% nos preços da cana-de-açúcar.
Segundo o parlamentar, a liberação dos recursos poderia ocorrer em curto prazo. “Esse é um caminho, em 48 horas esse recurso estará disponível para atender tudo aquilo que for necessário conforme a manifestação feita pela categoria”, afirmou. O setor tem reivindicado medidas de apoio financeiro diante das dificuldades enfrentadas na atual safra.
Além do crédito, Feitosa também defendeu a criação de uma compensação financeira para o segmento, nos moldes de programas já adotados para outras cadeias produtivas. “A Lei 15.132/2013 autorizou a concessão de compensação financeira no preço do litro do leite de vaca pago a produtor e a laticínio. Por que não olhar para necessidade do setor sucroalcooleiro também”, declarou.
Vim prestigiar o lançamento do livro “Eduardo Campos em histórias”, dos meus amigos jornalistas Evaldo Costa e Italo Rocha, na livraria Jaqueira do Paço Alfândega. Em nome da família do ex-governador, o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), dividiu a sessão de autógrafos com os autores. Encontrei muita gente que não via tinha décadas. Foi uma solenidade extremamente concorrida.
O Banco Master, de Daniel Vorcaro, pagou R$ 27,2 milhões ao portal Metrópoles, do ex-senador Luiz Estevão, de 2024 a 2025, durante as negociações com o BRB.
Os repasses constam em relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
Procurado, Estevão afirmou que os valores dizem respeito a patrocínios de futebol e “divulgação de conteúdo publicitário e marketing das marcas” do Master e do Will Bank, instituição liquidada que pertencia ao mesmo conglomerado. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia mais“Em meio às negociações com o BRB, que perduraram até setembro de 2025, o grupo Master/Will Bank buscou fortalecer a marca no ambiente local”, disse o ex-senador à Folha em março.
O relatório do Coaf, como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo, aponta indícios de possíveis irregularidades em parte desses pagamentos, já que os valores eram repassados rapidamente para outras contas ligadas a Estevão ou seus familiares, praticamente em uma “transferência instantânea”.
“A movimentação financeira foi caracterizada pelo recebimento de crédito com o débito imediato dos valores”, diz o conselho em dois relatórios, ambos no segundo semestre de 2025.
Isso configura “possível movimentação de recursos em benefício de terceiros”, de acordo com o documento.
O Coaf aponta que tão logo o Master fazia o pagamento ao portal Metrópoles, o mesmo valor era repassado em uma série de transferências, que tinham como principal destinatária a Madison Gerenciamento —empresa que também pertence a Luiz Estevão.
“A empresa Madison dedica-se à gestão de recursos das empresas do Grupo Metrópoles, visando otimizar os rendimentos das suas disponibilidades de caixa”, disse o ex-senador.
Também receberam recursos do Metrópoles a Sense Construções e a Macondo Construções, que pertencem à família.
“A movimentação de recursos entre empresas é prática corriqueira no ambiente corporativo, não constituindo qualquer irregularidade”, completou.
O Banco Master também foi procurado, mas não respondeu aos questionamentos da reportagem.
O ex-senador aponta que os R$ 27,2 milhões tinham seis origens diferentes.
Parte foi pela aquisição dos naming rights da Série D do Campeonato Brasileiro e pelo patrocínio durante as transmissões do mesmo torneio.
Também houve acordo de publicidade para a disputa da Supercopa de 2025, na qual o Flamengo venceu o Botafogo por 3 a 1 no estádio do Mangueirão, em Belém.
Além disso, houve outras campanhas de marketing, de fortalecimento da marca do Will Bank.
“O Metrópoles Marketing foi correntista do Banco Master, onde movimentava seus próprios recursos”, completa o ex-senador.
Hoje preso, suspeito de coordenar uma fraude bilionária no mercado financeiro do Brasil, Vorcaro tentou vender o Master para o BRB, instituição estatal de Brasília. Na época, o negócio foi questionado pelo Banco Central.
Em resposta, Vorcaro iniciou uma campanha —por meio de influenciadores e peças de publicidade— com críticas ao BC e seus diretores.
Durante as tratativas, uma foto do hoje ex-diretor Renato Gomes chegou a ser estampada em painéis de LED gerenciados pelo Metrópoles em Brasília, apontando ele como responsável por dificultar o negócio.
À época, Gomes estava à frente da diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, que recomendou o veto à compra. O negócio com o BRB acabou, de fato, barrado pelo Banco Central.
Entre investigadores, houve a suspeita ainda de que o portal tinha acesso a informações privilegiadas, em razão da proximidade entre as instituições.
Estevão afirma que as informações obtidas pelos jornalistas do grupo estão sob sigilo de fonte, mas que, “caso advogados que atuam no caso queiram nos abastecer de fatos, dados e documentos, serão bem vindos”.
Ele acrescenta que a atuação do BC também foi questionada durante o processo e que os painéis de LED do Metrópoles exibem, além de propagandas, reportagens jornalísticas.
“Conforme conhecimento público, diversos veículos de comunicação firmaram contratos de publicidade com a dupla Master/BRB”, completou.
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Na próxima quinta-feira, dia 16, recebo, em Triunfo, o título de cidadão triunfense, em sessão solene marcada para as 19h, no plenário da Câmara Municipal, uma homenagem que muito me honra pelo reconhecimento à minha trajetória na comunicação e aos vínculos construídos com o município.
Na semana seguinte, no dia 22, será a vez de Petrolina me conceder o título de cidadão petrolinense, iniciativa do vereador Ronaldo Cancão, aprovada por unanimidade. Minha relação com Petrolina vem de 1993, quando, no livro “O Nordeste que deu certo”, já destacava o potencial da região e sua vocação para o agronegócio, especialmente na fruticultura irrigada, que transformou o polo Petrolina-Juazeiro em referência nacional.
Leia maisSão dois reconhecimentos que recebo com enorme alegria e que reforçam ainda mais a minha ligação com o Sertão.
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O senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (9) que vai apresentar relatório favorável à indicação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal em 15 de abril.
Nesta quinta, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou a mensagem com o nome de Messias ao presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), destravando a tramitação da indicação ao STF. As informações são do g1.
Leia mais“Desde que começamos a tratar, em dezembro, o ambiente pro Messias é totalmente favorável. De lá pra cá, já se passaram quatro meses, ele dialogou, vem conversando, soube que fez visitas individuais para diversos senadores, inclusive, independentes. Então, ele melhorou, tem aberto mais portas. Não me arrisco a dar o placar, mas obviamente me arrisco a dizer que ele está com o caminho mais ou menos construído para ser aprovado no plenário do Senado Federal”, disse o relator.
Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a uma vaga no STF, Messias vai ser sabatinado em 29 de abril. Na sequência, segundo Weverton, a indicação deve ser votada no plenário da casa.
A indicação de Messias ocorreu após o ex-ministro Luís Roberto Barroso anunciar antecipação da aposentadoria, em outubro do ano passado.
Para ser aprovado no plenário do Senado, Jorge Messias precisa ter pelo menos 41 votos a seu favor. Ambas votações são secretas.
“Até a data da sabatina, permanecerei buscando o diálogo franco e aberto com todos os 81 senadores, de forma respeitosa, transparente e propositiva”, afirmou Jorge Messias após a divulgação do calendário de análise da sua indicação.
Demora na escolha
A sabatina de Messias para o cargo de ministro do STF se transformou em um imbróglio entre os poderes Executivo e Legislativo.
O impasse começou logo após o anúncio do nome de Messias, em novembro de 2025, que contrariou a preferência do presidente do Senado pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
“O presidente Davi está numa posição onde ele sempre vai ser criticado. Se o presidente Davi não marcasse para agora, para o final do mês, iam dizer que o presidente Davi estaria segurando e dificultando a vida do indicado”, afirmou Weverton.
A demora do governo em enviar a mensagem oficial levou o presidente do Senado a criticar publicamente o que chamou de “perplexidade” e a cancelar uma sabatina que ele mesmo havia marcado para dezembro, por falta do documento.
Em 1º de abril, 132 dias depois do anúncio, a Casa Civil da Presidência da República entregou ao Senado Federal a indicação de Messias.
Há uma avaliação no entorno de Lula de que o atual momento para enviar a mensagem era bom, porque Alcolumbre está mais recluso em meio as investigações envolvendo o Banco Master.
O presidente do Senado também está lidando com a pressão pela instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso do banco de Daniel Vorcaro.
O Palácio do Planalto decidiu aproveitar o momento e enviar a indicação de Messias para não correr o risco de deixar a votação para depois das eleições e ver a indicação sofrer influência das urnas.
Disputa interna no STF
Nos bastidores do tribunal, diferentes grupos estão trabalhando para aprovar o nome de Messias. Segundo aliados dele, os ministros Cristiano Zanin, Nunes Marques, Gilmar Mendes e André Mendonça estão empenhados nisso.
E já há uma disputa de grupos na Corte para que, se Messias for mesmo aprovado e virar ministro, vote com um dos respectivos grupos a depender dos temas de interesse de cada um.
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Após uma reunião convocada pelo presidente Lula com vários ministros, o governo federal decidiu fechar posição contrária ao relatório do deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE) que regula o trabalho por aplicativos.
O encontro contou com os principais ministros envolvidos no assunto, entre eles, Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), Luiz Marinho (Trabalho) e Sidônio Palmeira (Secom). Havia representantes ainda da Fazenda, da Casa Civil e da Secretaria de Relações Institucionais. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisBoulos e Sidônio foram os que compraram a briga e se posicionaram contra o novo relatório.
A avaliação geral na reunião foi que o texto final apresentado pelo relator é bem pior ao primeiro parecer, apresentado ainda no ano passado.
O presidente Lula criticou o texto e disse que ele retira direitos dos trabalhadores.
O Painel antecipou que os governistas listaram ao menos oito pontos críticos da proposta e, por isso, defendiam mudanças. Um deles é a opção de pagar pelo “tempo de trabalho”. Assim, na avaliação do Planalto, o texto dá poder às plataformas que não precisarão colocar a taxa mínima em prática.
A avaliação agora é que o melhor é votar contra o texto para mostrar que os trabalhadores saem perdendo da disputa. A decisão, no entanto, ainda não foi comunicada à bancada governista na Câmara.
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O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) e o governo do Estado assinaram um termo de ajuste de gestão (TAG) para retomar as obras do trecho 2B do Canal do Fragoso, em Olinda. O projeto, que compõe a II Perimetral Metropolitana Norte, estava paralisado devido a falhas técnicas e administrativas no contrato anterior com a empresa OTL Obras Técnicas Ltda.
A solução encontrada para destravar a intervenção, que é crucial para conter alagamentos históricos na região, consiste na divisão do remanescente da obra. As informações são do JC.
A macrodrenagem e o revestimento do canal, medidas consideradas urgentes, serão assumidos pela empresa que já executa o trecho vizinho (2C), por meio de um aditivo contratual. Já os serviços de pavimentação e iluminação passarão por uma nova licitação.
Leia maisEstratégia para acelerar a entrega
O impasse foi mediado por uma mesa de conciliação do TCE-PE. O objetivo foi evitar que a burocracia de uma rescisão total e uma nova licitação completa atrasasse ainda mais o cronograma, deixando a população exposta a novas cheias.
Segundo o conselheiro Dirceu Rodolfo, relator dos processos, o acordo foi fruto de um diálogo entre as instituições para encontrar uma alternativa viável.
“O TAG surgiu como resultado de um processo construído com diálogo e colaboração entre as instituições. Ao longo de toda a tramitação, houve acúmulo de conhecimento sobre a obra, permitindo identificar uma alternativa que, no ponto de partida, ainda não era visível. Agora será feito o essencial: concluir o canal e a drenagem e, em seguida, licitar o restante da obra, devolvendo dignidade à população”.
Prazos e metas estabelecidas
O documento assinado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação e pela Companhia Estadual de Habitação e Obras (CEHAB) estabelece um cronograma rígido de execução. O descumprimento pode acarretar sanções administrativas aos gestores.
Fiscalização de custos e responsabilidades
Apesar da autorização para a continuidade via aditivo contratual, o Tribunal de Contas destacou que o acordo não significa um “cheque em branco”. Os valores que constarão no aditivo excepcional para a empresa do trecho 2C serão auditados tecnicamente pelo TCE-PE para garantir a conformidade com os preços de mercado.
Além disso, o governo do Estado tem o prazo de 30 dias para instaurar um procedimento administrativo para apurar as responsabilidades pelas falhas no contrato anterior (nº 056/2022), que levaram à paralisação do canteiro. A previsão é que esta apuração seja concluída em seis meses.
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), destravou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), e a sabatina foi marcada para 29 de abril. As informações são do senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação.
— Estive reunido com Davi Alcolumbre e com Otto Alencar (presidente da Comissão de Constituição e Justiça). Ficou combinado que a próxima quarta-feira, dia 15, vamos fazer a leitura do relatório. Ficou combinado que a sabatina será no dia 29 pela manhã — disse Weverton. As informações são do jornal O GLOBO.
Mais de quatro meses após o anúncio do nome de Messias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou na semana passada ao Senado a mensagem que formalizou o nome de Messias.
Leia maisA leitura do relatório marca o início formal do processo e abre caminho para a realização da sabatina e, posteriormente, da votação no plenário.
Weverton afirmou que vai conversar com Messias e seguir ajudando na busca de votos:
— Posso dizer que o ambiente é totalmente favorável. De lá para cá ele dialogou e tem aberto mais portas. Arrisco a dizer que ele está com caminho construído para ser aprovado
O avanço ocorre após uma semana de intensificação da articulação política em torno do nome de Messias. O governo montou uma força-tarefa envolvendo o líder no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), o líder no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), que conversaram com Alcolumbre sobre o tema.
Como parte dessa estratégia, Messias participou na noite de quarta-feira de um jantar com senadores no Lago Sul, em encontro organizado por Lucas Barreto (PSD-AP). Ao longo da noite, cerca de 38 parlamentares passaram pelo local, em conversas reservadas voltadas a medir o ambiente na Casa.
Messias chegou acompanhado de Otto Alencar e de Jaques Wagner, e circulou entre os presentes em um ambiente desenhado para reduzir a formalidade da negociação. A presença do ministro do STF Cristiano Zanin foi interpretada como gesto de apoio ao indicado, ao cumprimentá-lo e conversar com senadores.
Alcolumbre freia resistência
A decisão de Alcolumbre ocorre em meio a um movimento mais amplo de destravamento de indicações que estavam paradas na Casa. Nesta semana, o Senado aprovou 18 embaixadores e marcou sabatinas de indicados ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), sinalizando a retomada do fluxo de nomeações.
Interlocutores atribuem a mudança de postura a uma combinação de fatores, incluindo a pressão do governo, a necessidade de reorganizar a pauta e o custo político crescente de manter indicações represadas. Alcolumbre também vinha sendo apontado como peça central no travamento do processo e passou, nos últimos dias, a sinalizar que não pretendia mais segurar o andamento do nome.
Nos bastidores, a expectativa é de que o senador Weverton (PDT-MA), relator da indicação, apresente parecer favorável a Messias, o que deve dar previsibilidade à tramitação e ajudar a consolidar apoio no colegiado.
A sabatina deve ser marcada por questionamentos sobre a relação de Messias com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sua atuação como advogado-geral da União e episódios de sua trajetória política. Senadores também devem explorar o caso do Banco Master, tema que ganhou força nos bastidores e tende a ser usado como eixo de cobrança sobre independência e atuação institucional.
Apesar do avanço, a articulação na CCJ segue decisiva. Messias precisa reunir ao menos 14 votos no colegiado para ser aprovado e avançar ao plenário, onde aliados projetam cerca de 48 votos, em um cenário ainda sujeito a oscilações.
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