Resultado de 90,67% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Lula com 50,54% e Bolsonaro com 49,46%.
Resultado de 90,67% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Lula com 50,54% e Bolsonaro com 49,46%.
A prefeita de Olinda, Mirella Almeida, entrou em licença-maternidade a partir desta terça-feira (5), após o nascimento da filha, Heloísa. Durante o período, o vice-prefeito Chiquinho (Solidariedade) assume interinamente a administração municipal como prefeito em exercício.
A licença está prevista inicialmente para até quatro meses. “Conheço Chiquinho há mais de 20 anos e tenho confiança nele, que é um vice responsável e comprometido com o município”, afirmou Mirella. Segundo a gestora, a expectativa é retornar ao cargo antes do fim do período.
A Mentor Capital Group (MCG), holding empresarial criada para redefinir os padrões do mercado de mentoria no Brasil, inicia sua trajetória com forte sinalização de relevância e posicionamento estratégico: poucos dias após seu lançamento oficial, a iniciativa já reúne mais de 40 empresários mentores qualificados em processo estruturado de avaliação para ingresso em seu ecossistema.
Fundada pelo empreendedor Janguiê Diniz, a MCG tem como cofundadores o empresário e educador Gilberto Augusto e o pastor e palestrante Claudio Duarte, reforçando a construção de um ecossistema plural, com diferentes expertises e trajetórias, cujo objetivo é estruturar um setor que cresceu de forma acelerada nos últimos anos, mas ainda carece de critérios objetivos, profissionalização, governança consolidada, estratégias de escalabilidade e mecanismos institucionais que sustentem sua evolução. Mais do que um número expressivo, o volume inicial de candidatos reforça o reconhecimento do mercado em relação à proposta da holding, que se posiciona como uma plataforma seletiva de alto nível, voltada à conexão e ao desenvolvimento de empresários mentores, conselheiros e investidores.
Leia mais“Existe uma demanda reprimida por organização e critérios claros dentro do mercado de mentoria. O que estamos observando nesse primeiro momento é uma adesão muito qualificada, de profissionais que entendem a importância de fazer parte de uma estrutura mais sólida, com posicionamento institucional, profissionalização, governança, reputação, certificação e acreditação que gerem credibilidade institucional”, afirma Janguiê Diniz.
A construção desse ecossistema segue diretrizes institucionais claras e vai além da simples conexão entre mentores. A MCG opera como uma infraestrutura empresarial estruturada, com governança corporativa definida, conselhos estratégicos e comitês técnicos, posicionando-se como uma plataforma de validação, reputação, credibilidade, geração estruturada de negócios e escalabilidade, e não como uma comunidade aberta ou rede informal.
A Mentor Capital Group surge justamente para preencher uma lacuna histórica do setor: a ausência de parâmetros confiáveis para validação de mentores e para tomada de decisão por parte de empresas e profissionais que buscam esse tipo de serviço. “É muito comum que empresários tenham dificuldade em escolher um mentor, porque essa decisão ainda é baseada, muitas vezes, em percepção e visibilidade, e não em critérios objetivos de performance e entrega. Nosso objetivo é equilibrar esse cenário, oferecendo reputação, certificação, acreditação e validação estruturada para quem oferece mentorias, e mais segurança para quem contrata”, explica o fundador.
O lançamento oficial da MCG ocorreu durante um jantar exclusivo na residência de Janguiê Diniz, em São Paulo, reunindo um grupo seleto de 80 empresários e empresárias mentores convidados. Estiveram presentes nomes como Claudio Duarte, Gilberto Augusto, Alisson Ramalho, Alexandre Taleb, Wilian Fabrício, Thiago Reis, Filippe Holzer, Guto Galamba, Josué Valandro, Marcos Rossi, Oséias Gomes, Pyero Tavolazzi, Pyong Lee, Rodrigo Minotauro, Sergio Bertolucci, Roberto Figueiredo (Dr. Bactéria), Jimi Scarparo, Cláudio Castro, Manoel Alvino, Rodrigo Fonseca, Álvaro Dantas, Guga Stocco, Marcos Freitas, Gilmar Teobald, o jogador da seleção brasileira Ricardo Oliveira, Antonio Teixeira, Roberto Navarro, o ex-juiz federal Marcelo Bretas, Leonardo Sousa Castelo, Luiz Vasconcelos, Franco Jr., Adriana Duarte, Julliana Cunha, Graziele Cabral, Andreza Caricio, Lilian Primo, Jamile Argolo e Mariana Scribel, dentre outros.
No centro da estrutura da holding está o Mentor Capital Standard (MCS), sistema proprietário de certificação que classifica, valida e posiciona mentores com base em critérios objetivos como performance empresarial, capacidade estratégica, governança, ética, escalabilidade e impacto comprovado. O modelo estabelece níveis de maturidade institucional: Apex, Sovereign, Elite e Core, além da categoria Affiliated, destinada a profissionais em fase de qualificação para ingresso no padrão oficial.
A progressão dentro desse sistema segue parâmetros técnicos e mensuráveis, reduzindo subjetividades e elevando o nível de confiabilidade do setor. O processo inclui etapas formais de diagnóstico, auditoria, validação de dados e reavaliações periódicas, garantindo que a certificação funcione como um mecanismo contínuo de evolução e manutenção de padrão.
Complementando essa arquitetura, o 4E Growth Framework atua como metodologia estruturante para avaliação e desenvolvimento das empresas de mentoria, a partir de quatro dimensões: Elevation, Engine, Execution e Expansion. “Combinando metodologia, certificação e acreditação, conseguimos criar uma base sólida para posicionar os mentores de forma mais justa e transparente. Isso impacta diretamente na qualidade das decisões de quem busca esse tipo de serviço”, destaca Diniz.
Ao se apresentar como uma infraestrutura institucional, e não como uma rede de relacionamento, a Mentor Capital Group reforça sua proposta de longo prazo: consolidar um novo padrão para o mercado de mentoria empresarial, baseado em profissionalização, governança, credibilidade e geração consistente de valor.
“Não estamos falando de networking. Estamos falando de estrutura. A Mentor Capital Group nasce como uma nova camada institucional para o setor, com foco na construção de capital intelectual, reputacional e financeiro entre seus membros”, afirma.
Mais do que consolidar uma rede de mentores, a Mentor Capital Group nasce para estruturar uma nova camada institucional no mercado empresarial brasileiro, onde capital intelectual, governança, reputação e geração de negócios deixam de operar de forma isolada e passam a compor um ecossistema integrado, orientado por critérios, performance e visão de longo prazo.
Interessados em conhecer mais sobre o ecossistema e os critérios de ingresso podem acessar o site oficial da holding (www.mentorcapitalgroup.com.br) ou a página no LinkedIn (www.linkedin.com/company/mentorcapitalgroup), onde estão disponíveis as diretrizes iniciais para participação.
Leia menos
O radialista e blogueiro Zé Silva, da Tv Ativa de Trindad, foi brutalmente agredido na manhã desta terça-feira (5), em Trindade, município vizinho a Araripina. Segundo informações, quatro homens encapuzados, em duas motocicletas, abordaram a vítima e iniciaram uma série de agressões com coronhadas e golpes na cabeça e no rosto.
A violência do ataque indica uma possível tentativa de homicídio. O caso gerou forte repercussão e levanta suspeitas de perseguição política, já que o comunicador é conhecido por fazer oposição à gestão municipal e denunciar supostas irregularidades.
O episódio é tratado como grave e acende alerta sobre ataques à liberdade de imprensa. Zé Silva recebeu manifestações de solidariedade, e a polícia já investiga o caso.
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Há informações de que as pesquisas internas do governo — os chamados trackings, que são monitoramentos contínuos — apontariam para alguma recuperação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após as derrotas acachapantes da semana passada. As próximas pesquisas públicas terão que confirmar isso. Por enquanto, o quadro que elas apresentam segue bem preocupante. Saindo da disputa presidencial e indo para a corrida nos estados, o Correio Político mostrou na edição de segunda-feira como a briga embolou, mas com potencial vantagem da oposição, especialmente do PL, partido do senador Flávio Bolsonaro. Neste Correio Político, vamos analisar mais detidamente o quadro para o Senado.
Para aprovar impeachment de ministros do STF, 54
Tomando-se as pesquisas mais recentes nos 26 estados e no Distrito Federal, verifica-se que aqueles que se declaram oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderiam ser até 51 senadores, somando-se os atuais com os que serão eleitos em outubro. Não é número suficiente para o tal projeto da oposição de aprovar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas pode chegar bem perto.
Leia maisGoverno poderia somar até 33
Os processos de impeachment exigem a aprovação de dois terços dos senadores, que seriam 54. Ou seja, a oposição precisaria de mais três senadores. E pode consegui-los entre os independentes. Levando-se em conta quem terá mais quatro anos, a oposição sairá já com 18 senadores. E o governo, com dez. Levando-se em conta o que dizem as pesquisas, os governistas poderão somar, entre os que ficarão e os novos, até 33 nomes no Senado. Ficaria, então, a posição dos que se declaram independentes, nem governistas nem oposição. Eles seriam 11.
Governistas surpreendem
É preciso esclarecer que esse mapa feito pelo Correio Político não soma 81 senadores. Por uma única razão. Há diversas situações de empate dentro da margem de erro em diversos levantamentos, alguns com até seis nomes. Então, aqui levou-se em conta o potencial máximo de cada segmento. O que causa algum alívio para o governo é que alguns aliados de Lula estão surpreendendo.
Sul
Casos do Rio Grande do Sul e do Paraná, que seriam, em princípio, hostis. A ex-deputada Manuela D’Ávila (Psol) lidera as intenções de voto no Rio Grande do Sul. E a ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais Gleisi Hoffmann tem chances no Paraná. São Paulo pode ser outro alento para o governo.
São Paulo
Em São Paulo, os governistas vão bem em um estado que deve ter a reeleição de um oposicionista, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Lideram ali a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB), o ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB) e a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede).
Nordeste
O Nordeste, porém, pode não vir a dar, desta vez, o salvo-conduto a Lula de eleições passadas. Oposicionistas aparecem em vários estados, como Alessandro Vieira (MDB), em Sergipe; Capitão Wagner (União Brasil), no Ceará; ou ainda o presidente do PP, Ciro Nogueira (PP), no Piauí.
Norte
Embora costume ter um eleitorado mais oposicionista, o Norte pode dar algum alento ao governo elegendo alguns nomes. Caso do ex-governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), do presidente da Apex, Jorge Viana (PT), no Acre, e das possíveis reeleições de Eduardo Braga (MDB), no Amazonas, e de Randolfe Rodrigues (PT), no Amapá.
Centro-Oeste
A onda oposicionista, no entanto, pode vir forte no Centro-Oeste, com nomes como Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, ambos do PL, no Mato Grosso do Sul; ou Gracinha Caiado (União Brasil), esposa do ex-governador e candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, em Goiás; e Michelle Bolsonaro, no DF.
Distrito Federal
Há uma chance, no entanto, de bancada dividida no Distrito Federal. Quem hoje aparece em segundo no DF é a deputada federal Érika Kokay (PT), que cresceu com a derrocada do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), atropelado pela crise do Banco Master/BRB. O jogo não promete ser fácil daqui até as eleições.
Leia menos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Advocacia Geral da União (AGU), Jorge Messias, se reuniram na noite de segunda-feira para discutir a rejeição da sua indicação para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada.
Após a derrota na quarta-feira, Messias já havia ido ao Palácio da Alvorada para conversar com o presidente. O ministro das Relações Instuicionais, José Guimarães, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) também participaram dessa primeira reunião, que teve um caráter mais de solidariedade ao AGU,34 votos a favor de sua indicação, oito a menos que o necessário. Foram 42 votos contrários. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisNa conversa de segunda-feira, Lula pediu que o ministro continue no governo. Os dois, porém, não definiram se Messias seguirá à frente da AGU ou se será transferido para uma outra pasta. Aliados defendem que ele assuma o comando do Ministério da Justiça.
Uma nova reunião deve acontecer na semana que vem depois que o presidente retornar da viagem que fará aos Estados Unidos para se encontrar na quinta-feira com Donald Trump.
Lula e o ministro avaliaram na segunda-feira de forma mais aprofundada o contexto político da derrota no Senado. Foi a primeira vez em 132 anos que a Casa rejeitou uma indicação do presidente para o STF. A conclusão foi que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), interferiu para barrar a aprovação do AGU e esse foi o fator principal que levou à rejeição.
O presidente e Messias ainda destacaram que até senadores de oposição que o indicado cumpria os requisitos exigidos pela constituição para fazer do Supremo.
Leia menos
A Fundação Cultural Cabras de Lampião realiza, neste sábado (9), às 19h, no Shopping Serra Talhada, o lançamento do projeto da edição 2026 do espetáculo “O Massacre de Angico – A Morte de Lampião”. O evento será aberto ao público e apresentará o formato e as novidades da próxima edição, que terá como tema os 100 anos do episódio conhecido como Fogo da Serra Grande.
A apresentação contará com a presença do elenco e da equipe de produção, incluindo os intérpretes de Lampião, Karl Marx, e Maria Bonita, Bruna Florie, além do autor Anildomá Willans de Souza e do diretor Izaltino Caetano. Considerado um dos maiores espetáculos ao ar livre da região, o evento detalhará a proposta artística e a organização da montagem prevista para 2026.
A Prefeitura de Ipojuca foi premiada no Social Media Gov, evento voltado à comunicação pública digital realizado em Florianópolis, durante o Redes WeGov. A gestão municipal também foi indicada ao “Top 10” de prefeituras do país e figurou entre as finalistas na categoria conteúdo do ano. A premiação foi recebida pelo secretário de Comunicação, Fernando Monteiro.
O reconhecimento teve como base um vídeo publicado nas redes sociais da prefeitura, em outubro de 2025, com a proposta “E se você fosse o diretor(a)?”. A produção contou com a participação de alunos da rede municipal e foi avaliada entre iniciativas de diferentes regiões do país, considerando critérios como engajamento e alcance.
“Esse prêmio mostra que Ipojuca está na vanguarda da comunicação pública no Brasil”, afirmou o prefeito Carlos Santana. O secretário Fernando Monteiro também comentou o resultado. “Esse resultado é fruto de uma comunicação que coloca o ipojucano no centro”, disse. Segundo a gestão, a estratégia inclui ações voltadas à presença digital e à interação com a população por meio das redes sociais.
A cúpula do Congresso Nacional e parlamentares envolvidos na articulação do chamado PL da Dosimetria apostam que o Supremo Tribunal Federal deve manter a lei aprovada pelo Congresso.
A avaliação é de que um “acordo informal” sobre o texto deve servir como base para os ministros manterem a medida. A CNN Brasil já havia informado que, durante a elaboração do texto, ministros do STF chegaram a ser consultados sobre a necessidade da proposta, que só foi à votação depois de avalizada pelo Supremo. As informações são da CNN.
Leia maisAté mesmo o ajuste feito pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à matéria teria sido submetido a ministros. Alcolumbre considerou prejudicados trechos do projeto da dosimetria que contradiziam a nova Lei Antifacção.
O texto aprovado pelo Congresso altera critérios de cálculo de penas e progressão de regime, podendo beneficiar diretamente condenados pelos atos antidemocráticos, incluindo aliados e o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo relatos de parlamentares e informações de bastidores, à época, houve uma tentativa de calibrar o projeto em conversas com integrantes do STF. Além de evitar um confronto direto com o Judiciário, parlamentares tentavam justamente evitar que a medida fosse derrubada pelo Supremo.
O relator do projeto, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), atuou como um dos principais articuladores dessa ponte.
A CNN Brasil apurou que o deputado buscou interlocução com ministros do STF para discutir o conteúdo da proposta e trabalhou para consolidar apoio dentro do Congresso com a segurança de que o Parlamento não sofreria um revés posteriormente.
Apesar do esforço, o risco de a matéria ser contestada ainda existe. Especialistas apontam que a proposta pode ser questionada por alterar critérios de punição em casos já julgados e impactar decisões do próprio STF sobre os atos de oito de janeiro.
Ainda assim, a aposta do Congresso é que um texto “ajustado” previamente tem mais chances de resistir a eventuais ações na Suprema Corte.
Na última semana, o Congresso derrubou o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria por 318 votos a 144, com cinco abstenções. O PT deve recorrer ao Supremo para tentar barrar a lei.
Leia menos
Por Aldo Paes Barreto
Poeta consagrado, o pernambucano Manuel Bandeira (1886-1968) só entrou no universo mais direto da poesia dos cantadores e repentistas quando ouviu e viu de perto os seus colegas em ação. Foi em 1959, quando o Jornal do Brasil patrocinou, no Rio de Janeiro, o Congresso de Cantadores e Violeiros do Nordeste. Bandeira encantou-se com a genialidade dos participantes e dias depois publicou naquele jornal um poema louvando a arte dos conterrâneos.
“Saí dali convencido
Que não sou poeta não;
Que poeta é quem inventa
Em boa improvisação
Como faz Dimas Batista
E Otacílio seu irmão;
Como faz qualquer violeiro
Bom cantador do Sertão,
A todos os quais, humilde,
Mando minha saudação.”
Anos mais tarde, em uma das poucas entrevistas concedidas à televisão, Manuel Bandeira lembrava sua admiração pelos sonetos e citava dois versos alheios que gostaria de ter produzido. O primeiro é parte do poema “Eu vi minha mãe rezando”, do médico e trovador pernambucano Barreto Coutinho (Limoeiro, 30 de junho de 1893 — Curitiba, 31 de agosto de 1975) e dizia:
“Eu vi minha mãe rezando/aos pés da Virgem Maria. /Era uma santa escutando/o que outra santa dizia…”
O segundo verso citado por Bandeira era também de outro nordestino, o pernambucanizado Manoel Pinto, o Pinto do Monteiro, nascido na Paraíba, considerado com toda justiça o Rei dos Cantadores. Em cima de um mote — saudade — sugerido por alguém da plateia, Pinto versejou no calor e na genialidade do repente:
“Essa palavra saudade
Conheço desde criança
Saudade de amor ausente
Não é saudade, é lembrança
Saudade só é saudade;
Quando se perde a esperança.”
Naquela apresentação no Rio, brilharam os irmãos Dimas e Otacílio, mas faltou o principal representante da trinca conhecida como os Três Faraós da Poesia do Sertão — Lourival Batista —, o sempre lembrado Louro do Pajeú, falecido em 1992, aos 77 anos.
Incomparável no trocadilho poético, Lourival foi desafiado certa feita pelo cantador João Andorinha, que se valeu do romance de João Martins de Athayde, “O Dragão do Rio Negro”, para o autoelogio:
“Sou igualmente ao Dragão/Do Rio Negro falado…”
Lourival dizimou o adversário, impingindo-lhe uma baita desinteira na ágil resposta:
“Pra Dragão está distante
Pois Lourival já te explica
Tira letra, apaga letra
Bota letra e metrifica
Tira o “d”, apaga o “r”
Bota o “c”, vê como fica!”
Pinto do Monteiro, Severino Lourenço da Silva Pinto, o lendário poeta nordestino, nasceu no interior da Paraíba (1895-1995) e faleceu como pernambucano, graças ao governador Eraldo Gueiros, um dos mais profícuos governantes da multissecular história do nosso Estado. Foi ele, por sugestão de Marco Vilaça e deste articulista, quem assinou o decreto concedendo pensão vitalícia ao velho cantador que sequer tinha aposentadoria ou qualquer meio de subsistência. Fez mais: providenciou a ida de um soldado da PM de Pernambuco para ser uma espécie de cuidador do poeta. Quando Pinto morreu, o soldado estava lá segurando a alça do caixão, declamando o verso da “Saudade”, chorando pelo poeta.
Leia menos
O Recife Antigo recebe, entre os dias 7 e 9 de maio, a 31ª edição do Festival Nacional da Seresta, evento que integra o calendário cultural da cidade e reúne artistas da música romântica. A programação ocorre ao longo de três noites e contará com apresentações de nomes nacionais e artistas pernambucanos, em shows abertos ao público.
Entre os destaques da programação estão Adilson Ramos, Almir (ex-Fevers), Altemar Dutra Jr., Leonardo Sullivan, Biafra e Gilliard. O cantor Moacyr Franco também integra a grade e se apresenta na sexta-feira (8). A programação inclui ainda artistas locais, como Walmir Chagas, Edilza, Augusto César Filho, Banda O Disco, Banda Labaredas e Orquestra das Pás.
Criado em 1995, o festival é realizado anualmente em homenagem ao Dia das Mães e conta com apoio do Governo de Pernambuco e da Prefeitura do Recife. As apresentações acontecem no Recife Antigo e reúnem público em torno de repertórios ligados à seresta e à música romântica.
A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho formalizou um acordo de cooperação com a cidade de Koper, na Eslovênia, durante evento realizado no Recife, na abertura do Mês Cultural da Associação dos Eslovenos no Nordeste (Adene). A agenda contou com a presença do prefeito Lula Cabral, da embaixadora da Eslovênia no Brasil, Mateja Kračun, e do cônsul honorário em Pernambuco, Rainier Michael.
O acordo prevê intercâmbio entre os municípios em áreas como logística, economia e cultura, envolvendo cidades com atividade portuária. “Essa parceria com Koper coloca o Cabo em um novo patamar nas relações internacionais”, afirmou Lula Cabral, ao comentar a formalização do entendimento.
A embaixadora Mateja Kračun também comentou a iniciativa. “A cooperação entre o Cabo de Santo Agostinho e Koper é um passo importante para aproximar ainda mais nossos países”, declarou. Segundo os participantes, a parceria integra ações institucionais voltadas à cooperação entre municípios e ao fortalecimento de relações internacionais.
Anunciada de última hora, a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, deverá acontecer na quinta-feira (7/5).
Esta será a segunda vez que Lula vai à capital norte-americana durante seu terceiro mandato, mas será a primeira vez que ele fará uma visita oficial ao atual presidente Donald Trump. As informações são do g1.
A visita acontece em um momento em que já se falava, nos bastidores, de um eventual afastamento entre Lula e Trump após o que ambos classificaram como uma “boa química” obtida depois dos encontros que eles tiveram no ano passado.
Leia maisO governo brasileiro ainda não divulgou, oficialmente, os temas que serão discutidos entre os dois governos em Washington, mas duas fontes ouvidas pela BBC News Brasil em caráter reservado afirmaram que a equipe econômica tem pelo menos três tópicos principais a serem discutidos com os norte-americanos durante a passagem de Lula pelos Estados Unidos:
Essa agenda vinha sendo preparada há meses por integrantes de pelo menos quatro ministérios: Fazenda; Justiça e Segurança Pública (MJSP); Relações Exteriores (MRE); e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Segundo a BBC News Brasil apurou, ainda não se sabe se todos os temas no radar da equipe econômica vão ser de fato tratados durante o encontro de Lula e Trump.
Essa definição será finalizada próximo ao embarque do presidente e, segundo uma das fontes ouvidas pela BBC News Brasil, vai depender da “temperatura” que a Casa Branca dará à reunião.
Apesar da confirmação da viagem por fontes ligadas ao governo brasileiro, a Casa Branca ainda não se manifestou sobre o assunto.
A discussão em torno do sistema Pix é um dos tópicos sobre os quais os técnicos do governo brasileiro mais se debruçaram nos últimos meses. A equipe brasileira tenta dissuadir os Estados Unidos de adotarem medidas comerciais contra o Brasil em função da utilização do Pix.
A preocupação do Brasil com o assunto começou em julho do ano passado, no auge da crise causada pelo tarifaço aplicado pelo governo norte-americano.
Naquele mês, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) abriu uma investigação com base na seção 301 da Lei de Comércio do país sobre práticas comerciais supostamente irregulares do Brasil e incluiu o Pix entre os itens sob apuração.
As alegações norte-americanas seriam de que o sistema de transferência de valores eletrônico desenvolvido pelo Banco Central do Brasil representaria uma ameaça à atuação de empresas dos Estados Unidos que operam o mercado de meios de pagamento.
O governo brasileiro respondeu à investigação em agosto de 2025 negando que o Pix promova qualquer tipo de discriminação em relação a empresas norte-americanas e afirmou que até mesmo empresas do país como o Google já utilizam a ferramenta.
Apesar disso, o assunto voltou à tona em março deste ano.
O Pix foi mencionado em um relatório do USTR de 31 de março em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas norte-americanas.
O Pix é citado três vezes nas mais de 500 páginas do National Trade Estimate Report de 2026.
“O Banco Central do Brasil criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Partes interessadas dos EUA expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao Pix, o que prejudica os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA. O Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500.000 contas”.
Os especialistas em comércio exterior e regulação econômica ouvidos pela BBC News Brasil em abril frisaram que os EUA não teriam jurisdição para agir diretamente contra o Pix.
Segundo eles, as ferramentas à disposição dos norte-americanos caso queiram punir o Brasil pelo uso do Pix se concentrariam na esfera comercial, como prevê a Lei de Comércio de 1974 que baseia a investigação.
A lei prevê que os Estados Unidos podem retaliar suspendendo benefícios e acordos comerciais e restringindo importações de produtos ou serviços de um determinado país.
Politicamente, no entanto, o governo brasileiro vem usando o Pix como bandeira desde que o mecanismo foi citado pela primeira vez pela administração Trump.
Lula fez diversos discursos em defesa do Pix e o governo até lançou uma campanha publicitária sobre o assunto enfatizando que a defesa do Pix seria uma questão de soberania nacional.
“O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, disse Lula no início de abril durante um evento na Bahia.
Apesar do relaxamento do tarifaço de Trump a uma série de produtos brasileiros nos últimos meses, técnicos da área econômica brasileira querem aproveitar a visita a Washington para tentar diminuir ou eliminar o restante das tarifas que ainda vigoram sobre parte das exportações do país aos Estados Unidos.
Uma estimativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) aponta que pelo menos 29% das exportações brasileiras aos Estados Unidos estejam submetidas a tarifas adicionais impostas pelo governo norte-americano.
Em abril de 2025, os Estados Unidos impuseram uma tarifa de 10% linear a praticamente todos os países do mundo. Em julho daquele ano, a administração Trump impôs uma tarifa adicional de 40% sobre diversos produtos brasileiros.
À época, a medida foi justificada pelo governo norte-americano como uma resposta ao tratamento dado pelo Poder Judiciário ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que enfrentava um julgamento por crimes como golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O governo Trump chamou o processo de “caça às bruxas”. A administração do presidente Lula declarou que o governo não interferiria no julgamento de Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão. Sua defesa alega que ele é inocente.
O episódio foi considerado o auge do mal-estar nas relações entre os dois países, mas a partir de setembro daquele ano a situação começou a mudar. Naquele mês, Lula e Trump tiveram um primeiro encontro, em Nova York. Depois, os dois trocaram telefonemas e se encontraram novamente na Malásia.
Em novembro, o governo Trump retirou parte das tarifas que incidiam sobre produtos brasileiros.
Em fevereiro deste ano, foi a vez da Suprema Corte dos Estados Unidos decidir que o “tarifaço” de Trump era ilegal e derrubou outra parte das taxas cobradas pelas exportações ao país, o que beneficou países como o Brasil. Em seguida, os EUA implementaram uma tarifa linear de 15% sobre importações globais ao país.
Apesar de estudos como o do Global Trade Alert (GTA) apontarem que o Brasil foi um dos maiores beneficiados pela redução das tarifas, a equipe técnica brasileira quer convencer o governo norte-americano a reduzir tarifas que ainda incidem sobre segmentos considerados estratégicos para a economia brasileira como o da produção de máquinas industriais e a de revestimentos.
Dados da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) estimam as exportações do Brasil para os Estados Unidos no primeiro trimestre deste ano atingiram a menor participação histórica desde 1997.
As exportações somaram US$ 7,8 bilhões no período, o que aponta para uma redução de 18,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025. Os números apontam que os Estados Unidos passaram a responder por 9,5% das exportações brasileiras.
Um dos temas considerados estratégicos para ambos os países e que está na pauta dos negociadores brasileiros são os minerais críticos.
“Tem espaço na questão das big techs, terras raras e minerais estratégicos”, disse o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ao comentar sobre a viagem de Lula aos Estados Unidos, segundo o jornal Valor Econômico.
De um lado, os norte-americanos querem acesso facilitado a projetos de mineração em jazidas de minerais críticos, especialmente de terras raras. Eles defendem menores barreiras a investimentos estrangeiros e facilitação do processo de licenciamento ambiental desses projetos.
Do outro lado, o governo brasileiro vem defendendo um maior controle estatal sobre estes projetos e que os investimentos na área incluam o beneficiamento dos minerais e não apenas a exportação da matéria-prima.
Os minerais críticos, entre eles as terras raras, são um conjunto de elementos químicos considerados cruciais por serem necessários tanto em equipamentos utilizados para gerar e armazenar energia limpa como para a indústria eletrônica e militar.
Entre eles, estão lítio, cobalto e nióbio. Eles são usados, por exemplo, na fabricação de baterias elétricas, ímãs para turbinas eólicas, chips eletrônicos, aviões, mísseis e satélites.
Desde que assumiu seu segundo mandato, o governo Trump estabeleceu que o país deveria reduzir sua dependência em relação à China para ter acesso a minerais críticos e, sobretudo, a terras raras.
Estima-se que a China detenha em torno de 60% das reservas conhecidas desse material e seja responsável por 90% do refino. A China é hoje o principal adversário geopolítico dos Estados Unidos.
Nessa estratégia, o Brasil surgiu como um possível parceiro, uma vez que o país tem, de acordo com estudos recentes, a segunda maior reserva conhecida de terras raras, atrás apenas da China.
Nos últimos meses, os Estados Unidos lançaram uma série de iniciativas para ampliar seu acesso a reservas de minerais críticos, entre elas o projeto Cofre, que estabeleceu parcerias com outras nações detentoras de minerais considerados estratégicos.
O Brasil, no entanto, vem resistindo a aderir a acordos do tipo com os Estados Unidos, especialmente se eles implicarem em regras que obriguem o Brasil a dar preferência à exportação aos norte-americanos.
O presidente Lula e seus interlocutores afirmam que o Brasil pretende adotar políticas para agregar valor aos minerais críticos e evitar a exportação deles de forma bruta, como acontece com o minério de ferro e outros produtos.
A BBC News Brasil apurou que os Estados Unidos enviaram uma proposta de memorando de entendimento para o governo brasileiro sobre o assunto no início do ano, mas o documento ainda não havia sido respondido até o início de abril.
Apesar disso, os Estados Unidos já deram início a uma série de investimentos para ter acesso a jazidas de minerais críticos. Entre eles está a compra da empresa Serra Verde, responsável pela única mina de terras raras fora da Ásia.
A transação foi anunciada em abril e está estimada em US$ 2,8 bilhões. A mineradora foi vendida para a empresa norte-americana USA Rare Earths. Antes disso, um braço do governo norte-americano, a Corporação Internacional de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC, na sigla em inglês), já havia feito um investimento de US$ 565 milhões.
Na esfera política, o governo norte-americano tem procurado governos estaduais para firmar acordos sobre a exploração de minerais críticos.
Um dos mais recentes foi firmado com o governo de Goiás, no primeiro trimestre deste ano, pelo então governador e atual pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD).
Interlocutores do presidente brasileiro avaliam que esse tipo de acordo não teria validade e que ele pode ser interpretado como uma tentativa de influenciar o desenho de uma política nacional sobre minerais críticos, que está em discussão no Congresso Nacional.
Leia menos