Resultado de 1,16% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 56,68% e Lula com 43,32%
Resultado de 1,16% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 56,68% e Lula com 43,32%
Por Estadão Conteúdo
O Supremo Tribunal Federal (STF) incluiu na pauta do dia 28 de abril o julgamento de denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o pastor Silas Malafaia. Ele é acusado de injúria, calúnia e difamação por falas sobre generais do Exército durante manifestação bolsonarista.
O caso será analisado pela Primeira Turma da Corte em sessão presencial, após o ministro Cristiano Zanin retirar o processo do plenário virtual ao pedir destaque. Na prática, o julgamento vai recomeçar, permitindo discussão direta entre os ministros.
Leia maisA acusação foi formalizada em dezembro do ano passado, com base em falas de Malafaia durante manifestação na Avenida Paulista, em abril. Na ocasião, o pastor se referiu a generais de quatro estrelas como “cambada de frouxos”, “omissos” e “covardes”.
Segundo a PGR, as declarações configuram os crimes de injúria, calúnia e difamação, com o agravante de terem sido dirigidas a autoridades públicas e amplamente divulgadas nas redes sociais. A denúncia teve origem em representação apresentada pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva.
Em ato por anistia dos condenados pelo 8 de Janeiro, Malafaia afirmou: “Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição”.
Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes já havia se manifestado a favor do recebimento da denúncia no plenário virtual. No entanto, o pedido de destaque zera o placar e reinicia o debate. No dia 28, o Supremo avalia apenas se há elementos suficientes para abertura de ação penal, sem entrar no mérito da culpa ou inocência do acusado. Caso a maioria acompanhe esse entendimento, Malafaia passará a responder como réu no processo
A defesa do pastor no processo pede a rejeição da denúncia ou, alternativamente, o reconhecimento da incompetência do STF para julgar o processo, com o envio do caso à primeira instância. Os advogados sustentam que Malafaia não citou nominalmente o general Tomás Paiva ou outro oficial, o que afastaria a configuração dos crimes contra a honra. O argumento é de que as declarações foram genéricas e proferidas no exercício do direito de crítica e da liberdade de expressão.
A defesa também sustenta que não há previsão constitucional para que uma pessoa sem cargo público seja processada originariamente no STF apenas por ter como suposta vítima uma autoridade militar
Ao Estadão, Malafaia havia classificado o processo como uma perseguição política e criticado o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por denunciá-lo ao Supremo.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado (18) que as pessoas não precisam ter medo de defender suas posições desde que sejam respeitadas as regras do jogo democrático. “Ninguém precisa ter vergonha de ser progressista ou de ser de esquerda. Ninguém precisa ter medo, no mundo democrático, de ser o que é e falar o que precisa falar, desde que se respeitem regras do jogo democrático estabelecidos pela própria sociedade”, pontuou.
Lula ainda elogiou o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez por, segundo ele, ter tido a coragem de não ter permitido que aviões de guerra dos Estados Unidos saíssem da Espanha para atacar o Irã. As informações são do g1.
Leia maisNo mês passado, Sánchez foi pressionado pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump a colaborar com a investida militar americana na região. O governo espanhol, contudo, se negou a autorizar o uso de bases militares americanas no país para atuar no conflito. Trump chegou a ameaçar cortar relações comerciais com o país europeu.
A declaração do petista foi feita durante a 1ª Reunião Mobilização Progressista Global, em Barcelona, na Espanha.
Extrema-direita e ‘mea culpa’
Em discurso inflamado, Lula fez críticas ao extremismo, mas também a ala progressista que, segundo ele, se “transformou no sistema”. Lula destacou avanços feitos pelos progressistas e reações contrárias, mas afirmou que esse segmento não conseguiu superar o pensamento econômico dominante.
“O projeto neoliberal prometeu prosperidade e entregou fome, desigualdade e insegurança. Provocou crise atrás de crise. Ainda assim nós sucumbimos à ortodoxia. Temos sido os gerentes das mazelas do neoliberalismo”, argumentou.
Lula citou também que governos de esquerda têm sido eleitos com discurso de ódio e praticam austeridade — política econômica que prioriza cortes de gastos públicos e contenção de despesas para equilibrar as contas. “Abrem mão de políticas públicas em nome da governabilidade. Nós nos tornamos o sistema. Não me surpreende agora que o outro lado se apresente como antissistema”, prosseguiu.
Lula acrescentou que os progressistas precisam ter como objetivo a coerência e que não podem falar “uma coisa e implementar outra” ou, ainda, “trair a população”. Em vários momentos, ele foi aplaudido pela plateia.
Segundo o presidente brasileiro, a extrema-direita soube capitalizar o mal-estar das promessas não cumpridas do neoliberalismo. “Canalizou a frustração das pessoas inventando mentiras e mais mentiras”, justificou. O petista afirmou, contudo, que, mesmo assim, é preciso, por parte da ala progressista, apontar o dedo para os verdadeiros culpados. Nesse contexto, Lula criticou bilionários e a meritocracia.
Ele salientou o risco do avanço da extrema-direita à democracia e citou o episódio no Brasil com a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Nosso papel é desmascarar essas forças, desmascarar aqueles que dizem estar do lado do povo, mas governam para os mais ricos, que dizem ser patriotas, mas põem a soberania à venda e pede sanções para o seu próprio país”, justificou.
Antes de participar do fórum, Lula discursou na 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, quando criticou guerras e invasões promovidas por líderes mundiais. O presidente faz um giro pela Europa, que inclui além da agenda na Espanha, visitas a Alemanha e a Portugal.
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Da CNN
O Irã anunciou neste sábado (18) que voltou a fechar o Estreito de Ormuz, após acusar os Estados Unidos de violações e do que chamou de “atos de pirataria e roubo marítimo”. A decisão representa uma nova escalada nas tensões no Oriente Médio, em um momento crítico para as negociações de cessar-fogo na região.
Um porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o controle da passagem voltou ao estado anterior, fazendo referência ao bloqueio imposto por Donald Trump a portos iranianos no Golfo Pérsico. Teheran reforçou que o fechamento de Hormuz permanecerá até que Washington retire as restrições sobre a movimentação de navios que entram e saem do país.
Leia maisA tensão aumentou ainda mais após lanchas armadas da Guarda Revolucionária do Irã abrirem fogo contra um navio petroleiro no Estreito de Hormuz. A informação foi divulgada pela Organização de Tráfego Marítimo do Reino Unido, que teria recebido um alerta do próprio capitão da embarcação atacada. Segundo relatos, os disparos aconteceram a partir de duas lanchas de ataque a cerca de 30 quilômetros da costa de Oman, sem nenhum aviso por rádio antes dos tiros. A organização informou que o navio e a tripulação estão em segurança.
Impacto no comércio global e negociações em andamento
O Estreito de Ormuz é uma via de navegação vital para o comércio global, por onde passa aproximadamente 20% do combustível de aviação mundial, sendo 69% destinado à Europa. O fechamento da passagem já está causando impactos significativos no tráfego marítimo da região, com navios petroleiros alterando suas rotas e muitos dando meia-volta, conforme observado em sistemas de monitoramento de navegação.
As tensões acontecem em um momento de expectativa para que Irã e Estados Unidos voltem à mesa de negociações antes do término do cessar-fogo, previsto para a próxima terça-feira. Donald Trump, em declarações recentes durante um evento na Casa Branca, afirmou que o diálogo com o Irã continua progredindo e que “boas conversas estão acontecendo”. O presidente americano também disse que o Irã “ficou um pouco fofo” nas negociações e garantiu que os iranianos “nunca mais irão usar o estreito como arma contra a economia mundial”.
A situação já começa a gerar preocupações além do setor petroleiro. Um consórcio com mais de 300 empresas do setor aéreo alertou que companhias aéreas podem ter que começar a cancelar voos europeus no final de maio por causa da escassez de combustível de aviação. Em comunicado, o grupo aconselhou que os governos preparem um plano para o caso de os aeroportos precisarem racionar o combustível. A Agência Internacional de Energia já havia apontado que a Europa tinha combustível de aviação suficiente para apenas cerca de seis semanas.
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O deputado estadual e pré-candidato a deputado federal Izaias Régis (PSD) reafirmou, durante agenda em Terezinha, o compromisso com o desenvolvimento da cidade onde nasceu. Ao lado do prefeito Arnóbio Gomes (Republicanos), destacou a parceria e se colocou à disposição para contribuir com ações no município.
“Arnóbio, estou à sua disposição, para quando você quiser. O que eu puder fazer para participar do desenvolvimento da minha terra natal, que nunca neguei que sou daqui”, afirmou. Régis também mencionou a governadora Raquel Lyra (PSD), defendendo parceria para ajudar no desenvolvimento da cidade.
Nas redes sociais, Izaias reforçou o vínculo com a cidade e relembrou a trajetória do pai, Antônio Régis, ex-prefeito do município. “Voltar a Terezinha é voltar às minhas raízes, à minha história e ao legado que carrego com orgulho no coração. Foi aqui que meu pai, Antônio Régis, fez história como o primeiro prefeito”
O presidente estadual do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, participou de agenda em Xexéu durante a inauguração da Escola João Pereira Sobrinho e o anúncio de novos investimentos do Governo do Estado no município com a presença da governadora Raquel Lyra, do prefeito Thiago de Miel e do deputado federal André Ferreira, além de outras lideranças políticas. As informações são do Blog da Folha.
Durante o evento, Thiago de Miel anunciou seu retorno à base do governo estadual e declarou apoio à reeleição da governadora, em um movimento que reforça a nova configuração política no município.
Na ocasião, Anderson destacou a relação construída ao longo dos anos com Xexéu e com a atual gestão municipal, além de reconhecer a importância dos novos aportes anunciados pela governadora para a cidade. “O prefeito de Thiago de Mie e o povo de Xexéu conhecem de perto a nossa caminhada e sabe do compromisso que eu e André sempre tivemos com o município. Ficamos felizes em ver novos investimentos do governo do estado chegando, porque quem ganha com isso é a população, que espera por obras, estrutura e mais oportunidades”, afirmou Anderson Ferreira.
O clima de São João já começa a tomar conta de Caruaru. E para integrar a programação de ensaios juninos, o cantor, compositor e poeta pernambucano Flávio Leandro se apresenta no dia 29 de maio, a partir das 21h, no Espaço de Eventos Difusora. O show contará ainda com Josildo Sá e convidados. Os ingressos estão disponíveis através do site da Bilheteria Digital ou pelo telefone (81) 9 9198-2555.
Natural de Bodocó, Sertão do Estado, Flávio Leandro começou a compor ainda jovem, aos 13 anos. Em 1985, participou do festival “Sementes da Terra”, onde apresentou músicas autorais. Na década de 1990, integrou a Banda Raio Laser como vocalista. Seu primeiro álbum, “Travessuras”, foi lançado em 1997, seguido por “Brasilidade” (2000), que mescla elementos do forró pé-de-serra, além de outros trabalhos como “Forró Iluminado”. Suas composições já foram gravadas por nomes como Elba Ramalho, Alcymar Monteiro, Flávio José e Jorge de Altinho.
Por Houldine Nascimento
Do Poder360
Manter ou não manter a chamada “taxa das blusinhas”? Eis a grande questão para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ano eleitoral. O que era um assunto tratado de maneira sutil passou a ser discutido abertamente no Planalto nos últimos dias.
O momento preocupa o governo. A menos de 6 meses do 1⁰ turno, Lula vê sua popularidade ruir enquanto o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, aparece à frente em algumas pesquisas.
Leia maisAo instituir um imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 em agosto de 2024, o governo se desgastou com as classes C e D, que são as que mais consomem produtos nesta faixa de preço. Os produtos com valores de US$ 50,01 a US$ 3.000 são taxados em 60%, com uma dedução fixa de US$ 20 no valor total do imposto.
Além da cobrança federal, há a incidência de pelo menos 17% de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), de competência estadual. Essa tributação passou a ser feita em cima do e-commerce estrangeiro depois de muita pressão do varejo brasileiro, que argumentou haver uma concorrência desleal e acumular prejuízo com a isenção de produtos de fora.
A taxação criada com um caráter regulatório e para proteger a indústria nacional passou a ter um viés arrecadatório. Em 2025, o governo obteve R$ 5 bilhões com o imposto de importação sobre as comprinhas. Em 2026, a equipe econômica projeta superavit de R$ 3,5 bilhões. A eventual retirada da taxa impacta as contas públicas.
Divergência no governo
A ala política faz cálculos eleitorais. Os ministros José Guimarães (Relações Instituições) e Guilherme Boulos (Secretaria Geral da Presidência) abriram espaço para a revogação do tributo. Na última quinta-feira (16), Guimarães disse que seria “uma boa” acabar com o imposto.
No mesmo dia, o presidente interino, Geraldo Alckmin (PSB), voltou a defender a taxa ao dizer que ela é “necessária”. Na sua avaliação, a cobrança ajuda a preservar o emprego e a renda de trabalhadores brasileiros. A equipe econômica também é favorável à manutenção. Soma-se a isso a alta dependência do crescimento de receita para o governo fechar as contas.
O bate-cabeça sobre retirar ou manter a “taxa das blusinhas” é sinal do dilema vivido por Lula digno de uma tragédia shakespeariana. Qualquer decisão desagradará parte da sociedade e alguém levará a pior nessa história: seja o consumidor, seja o empresariado brasileiro.
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Da Agência Brasil
A morte de um cinegrafista e uma repórter da equipe da Band em Minas Gerais, nesta semana, expõe riscos do acúmulo de função e da precarização do jornalismo, defenderam em nota a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG).
Na última quarta-feira (15), o repórter cinematográfico Rodrigo Lapa e a repórter Alice Ribeiro foram vítimas de um acidente de carro na rodovia BR-381, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, enquanto voltavam de uma pauta jornalística. Quem dirigia o carro era o próprio cinegrafista, o que configura acúmulo e desvio de função, na avaliação das entidades. Rodrigo morreu ainda no local e Alice teve morte cerebral confirmada na quinta-feira (16). Ela era mãe de um bebê de 9 meses.
Leia mais“Profissionais responsáveis pela captação de imagens jornalísticas vêm sendo sobrecarregados com tarefas que não lhes cabem, como a condução de veículos, o que amplia significativamente os riscos, especialmente em rodovias perigosas e em jornadas exaustivas”, diz trecho da nota.
As entidades da categoria manifestaram pesar pelas mortes e prestaram solidariedade com familiares, amigos e colegas de trabalho. Porém, ressaltaram que o acontecimento acende alerta sobre as condições de trabalho no setor.
De acordo com a nota, apesar de os motivos do acidente ainda estarem sendo investigados, é importante destacar a constante situação de vulnerabilidade e risco em que os trabalhadores da área de jornalismo se encontram. A redução de equipes e a imposição da multifunção contribuem para esse cenário.
Fenaj e o SJPMG cobram a atuação do Ministério Público do Trabalho (MPT) para investigar as condições de trabalho nas empresas de comunicação. Também exigem medidas para garantir equipes completas e condições seguras para o exercício da atividade jornalística. “A defesa do jornalismo passa, necessariamente, pela valorização e proteção de quem o exerce”, encerra a nota.
Procurada pela reportagem da Agência Brasil, a Band ainda não se manifestou sobre as críticas das entidades. O espaço continua aberto a manifestações da empresa.
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Logo mais, exatamente à meia-noite, este blog traz a primeira de uma série de pesquisas de intenção de voto para o Governo de Pernambuco encomendadas ao instituto Opinião, de Campina Grande. Foram aplicados dois mil questionários em 82 municípios das mais diversas regiões do Estado. Na segunda-feira, também à meia-noite, saem os números para as duas vagas ao Senado.
Agora é só aguardar e dormir um pouquinho mais tarde neste sabadão!
O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) avaliará a possibilidade de ser candidato à Presidência da República de olho em pesquisas de intenção de voto e nas possibilidades de aliança que venham a ser costuradas pelo PSDB no âmbito nacional. Ciro esteve em Brasília nesta semana, onde recebeu a proposta do presidente do PSDB, deputado Aécio Neves (MG), para ser o candidato tucano ao Palácio do Planalto.
O anúncio teve o objetivo de incluir Ciro na disputa nacional, ou seja, fazer com que o nome de Ciro passe a figurar nas pesquisas que estão sendo feitas sobre a corrida presidencial. Segundo aliados próximos de Ciro, ele não descarta a possibilidade, mas a tendência, a contar pela atual conjuntura, é que ele permaneça no estado e se candidate ao governo em uma aliança com a direita. As informações são do PlatôBR.
Leia maisUm dado que anima o entorno de Ciro é que grande parte dos eleitores pesquisados não se mostra refratária a mudar sua intenção de voto. Nesse caso, Ciro vê uma oportunidade de enfrentar a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tentará a reeleição a uma quarto mandato, e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que foi lançado com o apoio do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). Pesquisa da Genial/Quaest desta quarta-feira, 15, indicou que 43% das pessoas que optaram por votar em um ou outro candidato admitem que podem mudar de opção na urna.
Outro fator que também pode beneficiar Ciro é que, após ter participado de disputas nacionais, contra Lula e contra Bolsonaro, seu nome é o mais associado à chamada terceira via.
Outro fator que Ciro quer observar é o leque de alianças que sustentariam sua candidatura. Partidos como o PDT e o PSB, por onde ele passou, hoje estão no arco de alianças de Lula. Legendas como o União Brasil e Republicanos podem aderir à candidatura de Flávio Bolsonaro, representante da direita. E o PSD tem como candidato Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás.
Siglas como o MDB e o Podemos, que ainda se mantém neutras no cenário atual, seriam opção de busca para os tucanos. Será uma tarefa difícil conciliar os interesses regionais desses partidos com uma aliança nacional.
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Do Metrópoles
A Polícia Federal (PF) rebateu a tese dos Estados Unidos e descartou o enquadramento do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas no Brasil. A posição consta em manifestação enviada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), revelada pela coluna de Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, após o governo norte-americano comunicar ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a intenção de classificar as facções dessa forma. A informação foi inicialmente noticiada pelo colunista Paulo Cappelli, também do portal.
No ofício, assinado pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, a PF sustenta que as organizações criminosas não se enquadram como terroristas no ordenamento jurídico brasileiro. O documento aponta que, embora não haja uma definição universalmente aceita para terrorismo, existe “relativo consenso internacional quanto aos elementos essenciais que caracterizam esse fenômeno”.
Leia maisA PF afirma que o fenômeno envolve atos violentos motivados por razões políticas, ideológicas, religiosas, xenófobas ou discriminatórias, com o objetivo de provocar terror social generalizado, intimidar populações ou coagir governos. É a partir desse ponto que a PF estabelece a linha de corte. “Em contrapartida, as organizações criminosas são grupos estruturados que se dedicam a atividades ilícitas com o objetivo primordial de obtenção de lucro”, registra o ofício.
A manifestação destaca que, no caso brasileiro, PCC e CV operam dentro de uma lógica econômica, ainda que com elevado grau de organização e violência. As facções atuam em diversas frentes, como tráfico de drogas, armas e até pessoas, mas sempre com finalidade financeira.
O documento também enfrenta diretamente um dos principais argumentos para o enquadramento como terrorismo: o uso da violência. Para a PF, esse elemento, isoladamente, não é suficiente. “Ao contrário, direcionam suas ações violentas principalmente contra adversários específicos, sejam eles forças policiais ou grupos criminosos rivais”, afirma a corporação, afastando a ideia de terror indiscriminado.
“Risco severo”
Apesar disso, o tom do ofício não é de minimização. A própria PF reconhece que as facções representam “risco severo à ordem pública e à segurança institucional”, destacando que a atuação desses grupos exige resposta contínua, integrada e especializada do Estado.
Um dos trechos mais sensíveis do documento trata dos efeitos jurídicos de uma eventual reclassificação. A corporação alerta que a aplicação da Lei Antiterrorismo fora das hipóteses legais pode violar o princípio da legalidade penal, abrindo espaço para questionamentos judiciais e até para a anulação de provas em investigações. Nos bastidores, a avaliação é de que um enquadramento inadequado poderia fragilizar processos em andamento.
A PF também pontua que qualquer mudança nesse sentido exigiria alteração formal da legislação brasileira, já que, atualmente, as facções são tratadas dentro da Lei de Organizações Criminosas (Lei nº 12.850/2013). Ou seja, não se trata apenas de interpretação, mas de limite legal.
Ao longo do documento, a corporação ainda descreve o nível de sofisticação dessas organizações, com atuação interestadual e internacional, uso de empresas de fachada, movimentações financeiras complexas, inclusive por meio de criptomoedas, e estrutura hierarquizada, muitas vezes com comando exercido a partir do sistema prisional.
O combate
No campo operacional, a PF cita as ações das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco), coordenadas pela própria corporação, como exemplo de enfrentamento estruturado. De acordo com a PF, ao longo de 2024, operações estratégicas e integradas resultaram em números expressivos na repressão ao crime organizado no Brasil.
Os dados de 2024 apontam cerca de 180 operações deflagradas, aproximadamente 1,6 mil mandados de busca e apreensão cumpridos, cerca de 700 prisões temporárias e preventivas efetuadas e mais de R$ 300 milhões em bens e valores apreendidos. O documento também destaca que, apesar da divergência sobre a classificação jurídica, o Brasil mantém cooperação ativa com os Estados Unidos.
“Ressalte-se ainda que, dentro da diretriz de atuação conjunta entre os órgãos policiais estrangeiros, o Brasil mantém acordos e memorandos de entendimento com diversas agências policiais dos Estados Unidos da América, com quem é mantida cooperação histórica e consolidada”, afirmou a PF.
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Do jornal O Globo
As duas principais universidades estaduais do Rio de Janeiro e de São Paulo, além de 50 instituições federais de ensino superior, vivem paralisações de diferentes categorias. Aulas e serviços essenciais — como o acesso aos bandejões — já são afetados em diversos campus. Juntas, essas instituições reúnem mais de 915 mil universitários, quase metade de todo o ensino superior público brasileiro.
O caso mais recente é o da Universidade de São Paulo (USP). Na última terça-feira, os técnicos decidiram entrar em greve após o Conselho Universitário criar um bônus de R$ 4,5 mil para professores que assumirem projetos considerados estratégicos, como a oferta de disciplinas em inglês e ações de extensão.
Leia maisA categoria classificou a decisão como “a gota d’água que fez transbordar o balde de indignações pela desvalorização” e aprovou a paralisação. Entre as reivindicações estão a incorporação de R$ 1,6 mil aos salários e o fim da compensação de horas referentes às pontes de feriados e ao recesso de fim de ano. Estudantes apoiam o movimento, pedem aumento das bolsas — de R$ 885 e R$ 335 para R$ 1 mil e R$ 500 — e melhorias nos restaurantes universitários.
Com a mobilização, a maior parte das aulas deixou de ocorrer e serviços da universidade foram interrompidos, como o bandejão e espaços culturais. Na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da USP (FEA), um piquete foi montado para impedir a realização das aulas: estudantes ergueram uma barreira de carteiras para bloquear o acesso ao prédio, alegando falta de diálogo com a coordenação.
No dia da aprovação do bônus, o reitor da USP, Aluisio Segurado, afirmou que a medida valoriza a carreira docente, ajuda a reter talentos e estimula a “ampliação da excelência acadêmica como pressuposto do desenvolvimento social”. Procurada, a reitoria não se manifestou sobre a greve dos técnicos. Nas redes, a universidade informou apenas que se reuniu com estudantes para tratar de reivindicações e que “reitera seu compromisso permanente com a manutenção de um diálogo”.
Na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), professores e técnicos também paralisaram as atividades, interrompendo as aulas no fim de março. Entre as pautas, estão recomposição salarial, o retorno dos triênios e questões orçamentárias da instituição.
Na última quarta-feira, representantes da reitoria, trabalhadores e estudantes se reuniram com o governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro (Sintuperj), ele ouviu as demandas, prometeu estudar a situação e marcou novo encontro para hoje.
Federais
Na rede federal, 51 instituições enfrentam greve de técnicos, segundo a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra). Entre elas, estão as universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), de Minas Gerais (UFMG), do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Bahia (UFBA).
A categoria afirma que acordos firmados com o governo após a greve de 2024 não foram cumpridos, o que motivou a nova paralisação. Procurado, o Ministério da Gestão e Inovação não respondeu à reportagem.
Com a greve, serviços de bandejão foram interrompidos em algumas instituições e processos administrativos ficaram paralisados. A liberação de bolsas que auxiliam estudantes a permanecer matriculados também foi afetada.
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