Resultado de 1,16% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 56,68% e Lula com 43,32%
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O deputado federal Coronel Meira (PL-PE) foi eleito, na tarde desta terça-feira (3), presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados. O parlamentar foi escolhido pela maioria dos votos e tomou posse no colegiado, responsável por debater e votar matérias relacionadas à segurança pública e ao enfrentamento da criminalidade no país.
Em discurso após a eleição, Meira afirmou que a função traz responsabilidade e citou sua trajetória profissional como base para conduzir os trabalhos. “Nosso compromisso é com a população. A segurança pública é o alicerce de uma nação digna. Na minha gestão como presidente, a ideia é que esta comissão sirva como um farol para o povo, no combate ao crime organizado e a corrupção”, declarou.
Durante a cerimônia, os deputados Evair de Melo (PP-ES), Sargento Fahur (PSD-PR), Sanderson (PL-RS), Capitão Alden (PL-BA) e Delegada Ione (Avante-MG) parabenizaram o novo presidente. Entre os temas citados como prioridades para o colegiado estão feminicídio, justiça prisional, interiorização de facções, valorização dos policiais e banco de horas para a categoria.
O Elefante de Olinda, um dos clubes carnavalescos mais tradicionais do Carnaval pernambucano e Patrimônio Vivo do Estado, publicou uma carta aberta denunciando uma atuação “truculenta e abusiva” da Polícia Militar durante o seu trote, realizado no último sábado (31). As informações são do JC.
Segundo a diretoria do Elefante, os problemas começaram ainda na saída do desfile. A nota relata que a capitã responsável pelo policiamento teria interrompido a música da orquestra e paralisado o cortejo “aos gritos, sem qualquer justificativa”, proferindo agressões verbais contra o maestro e músicos.
“O arroubo de autoritarismo foi tamanho que a representante da Polícia Militar chegou a verbalizar o absurdo de que a agremiação não prosseguiria com o desfile”, diz o texto divulgado pelo clube. A agremiação comparou o episódio ao ocorrido recentemente com o boneco John Travolta, sugerindo um padrão de conduta nas ladeiras.
Leia maisDiante da repercussão, a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) informou que abriu uma Investigação Preliminar para apurar os fatos.
Spray de Pimenta e Bloqueios
A nota do clube informa que, após contato com um major responsável, a capitã e seu efetivo foram afastados na hora. No entanto, a tensão não diminuiu. O novo grupamento policial designado teria mantido o “uso desnecessário da força”, com viaturas bloqueando a entrada do Largo do Guadalupe e dificultando a evolução do estandarte.
O ponto crítico teria ocorrido no encerramento, durante a execução do hino “Regresso do Elefante”, quando, segundo a denúncia, houve uso de spray de pimenta contra os foliões. “Não toleraremos abusos de poder. A cultura popular não se curva ao autoritarismo”, reforçou a diretoria.
O Outro Lado
Em nota oficial, a Polícia Militar de Pernambuco confirmou a abertura imediata de uma Investigação Preliminar (IP).
“O procedimento administrativo interno tem como objetivo apurar, com rigor, os relatos de condutas inadequadas por integrantes da corporação. A PMPE reitera seu compromisso com a ética e a segurança dos cidadãos, assegurando o estrito cumprimento de suas atribuições legais”, comunicou a corporação.
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Num jantar, ontem, em Brasília, bastante divertido com molho dos bastidores da política nacional, revelados pelo meu amigo Cláudio Humberto, um dos jornalistas mais bem informados da corte. Tivemos a companhia agradável do advogado eleitoral Emílio Duarte, que também vive na ponte aérea Recife-Brasília.
O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, recebeu na terça-feira, 3, um relato de que o ministro Marco Aurélio Buzzi teria cometido assédio sexual contra uma adolescente de 18 anos. A notícia foi divulgada pela revista Veja e confirmada pelo Estadão. Benjamin foi informado do caso por um grupo de ministras do tribunal.
O crime teria ocorrido durante o recesso, quando Buzzi recebeu uma família de amigos em sua casa de praia, em Balneário Camboriú (SC). A filha do casal, que chamava o ministro de tio, relatou que Buzzi tentou agarra-la à força. Acompanhada dos pais, a vítima registrou um boletim de ocorrência na polícia. As informações são do Estadão.
Leia maisProcurado, Buzzi divulgou nota por meio da assessoria de imprensa do STJ. “O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, diz a nota.
Na manhã desta quarta-feira, 4, a família prestou depoimento ao corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Mauro Campbell, que também integra o STJ. Em nota, o CNJ informou que o caso tramita em sigilo para “preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização”.
Se for aberto procedimento e Buzzi for condenado, ele pode sofrer sanções administrativas, que variam da advertência à aposentadoria compulsória. A família também foi orientada a procurar o Supremo Tribunal Federal (STF), foro para processar e julgar criminalmente ministros de cortes superiores.
A mãe da vítima, que é advogada, procurou ministros do STJ para contar o caso. Um integrante do tribunal admitiu que não disposição dos colegas de proteger o ministro acusado.
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Durante a inauguração de uma creche na Zona Norte, nesta quarta-feira (4), o prefeito do Recife, João Campos (PSB), criticou o autoritarismo e a perseguição de adversários políticos.
“Se eu acordasse de manhã bem cedo e dedicasse a minha energia e a minha disposição a estar perseguindo as pessoas, buscando briga, rastreando de forma ilegal os adversários, perseguindo outras instituições, eu não estaria aqui hoje inaugurando creche”, declarou o chefe do Executivo municipal. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisA declaração foi dada na esteira da decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que a Polícia Federal (PF) apure um “suposto monitoramento indevido” praticado pela Polícia Civil de Pernambuco contra aliados do prefeito do Recife.
Segundo uma reportagem da TV Record, o secretário de Articulação Política e Social, Gustavo Monteiro, estaria sendo monitorado pela Polícia Civil do estado. As declarações, com recados a adversários, foram dadas durante a inauguração de uma creche na Ilha de Joaneiro, bairro de Campo Grande, na Zona Norte do Recife.
O prefeito disse, ainda, que não se intimidará com o que chamou de “ato autoritário”. “Não contem comigo para abaixar a cabeça para nenhum ato autoritário ou que viola qualquer lei do nosso país”, declarou.
João também trouxe relatos pessoais no discurso. Ele relembrou que o bisavô, Miguel Arraes, então governador de Pernambuco, precisou exilar-se após o Golpe de 1964. Lembrou, ainda, que o pai, o também ex-governador Eduardo Campos, não pôde adotar o sobrenome “Arraes” devido à perseguição imposta pela Ditadura Militar.
“Esse tempo de intimidação, autoritarismo e arrogância ficou no passado. Esse tempo ficou num tempo que nunca mais deve ser repetido, como foi na Ditadura Militar do Brasil”, enfatizou.
Futuro
Ao fazer referência à inauguração da creche municipal, que chamou de vitória da população da Ilha de Joaneiro, Campos fez referência a vitórias futuras. Nas entrelinhas, uma analogia às eleições deste ano.
“Tão bom como a gente celebrar essa vitória (a inauguração da creche) é a gente já pensar nas próximas que vêm pela frente”, disse
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Em meio à possibilidade de ser expulso das Forças Armadas, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completou seis meses de prisão. Ele cumpre a condenação por tentativa de golpe de Estado no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, local conhecido como “Papudinha”, enquanto seus aliados pleiteiam a transferência para o regime domiciliar.
A primeira determinação para a prisão de Bolsonaro ocorreu no dia 4 de agosto de 2025, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Àquela altura, a ação penal que apurou a tentativa de golpe ainda estava em curso na Primeira Turma do STF, mas o ex-presidente foi detido por outras razões. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisDe casa até a Papuda
Moraes determinou a prisão preventiva de Bolsonaro devido ao descumprimento das cautelares impostas a ele no dia 18 de julho, motivadas pela suspeita de cometimento dos crimes de coação no curso do processo, obstrução à Justiça e ataque à soberania nacional por Bolsonaro e seu filho Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado federal atuou nos Estados Unidos para a aplicação de tarifas ao Brasil e sanções contra autoridades brasileiras — como a Lei Magnitsky contra o próprio Moraes, posteriormente revogada pelo presidente americano Donald Trump.
Bolsonaro deveria cumprir recolhimento domiciliar noturno, não usar redes sociais diretamente ou por meio de terceiros, vedar a comunicação com diplomatas e réus da ação penal da trama golpista e usar tornozeleira eletrônica. Após o descumprimento de uma série dessas medidas, com a participação em lives na internet, o ministro decretou a prisão domiciliar do ex-presidente.
No dia 22 de novembro, Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, ainda em prisão preventiva, após tentar romper a tornozeleira eletrônica utilizando um ferro de solda. Três dias depois, Moraes decretou trânsito em julgado da ação penal da trama golpista, e Bolsonaro passou a cumprir sua pena de 27 anos e três meses de prisão.
Desde então, aliados e familiares do ex-presidente questionaram suas condições na prisão devido ao quadro de saúde de Bolsonaro. Após precisar passar por novas cirurgias no final do ano para impedir as crises de soluços, o ex-presidente chegou a retornar para a PF. No dia 6 de janeiro, ele chegou a ser submetido a exames médicos após cair e sofrer traumatismo craniano leve, mas retornou ao mesmo local.
No dia 15 de janeiro, Bolsonaro chegou à “Papudinha”. Moraes afirmou que o cumprimento da pena de na PF já vinha ocorrendo com o “absoluto respeito à dignidade da pessoa humana e em condições extremamente favoráveis em relação ao restante do sistema penitenciário brasileiro”, mas considerou que a “total ausência de veracidade nas reclamações” não impedia a transferência “para uma Sala de Estado Maior com condições ainda mais favoráveis”.
Em ano eleitoral, a cela de Bolsonaro passou a funcionar como um ponto de conversas importantes para os rumos de seu projeto político, com visitas do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de aliados como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Na semana passada, Moraes autorizou as visitas dos senadores Bruno Bonetti (PL-RJ) e Carlos Portinho (PL-RJ), além dos deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Ubiratan Sanderson (PL-RS).
Foi da prisão, ainda na PF, que Bolsonaro escreveu uma carta para afirmar ter escolhido Flávio como o seu sucessor na corrida eleitoral. Apesar do senador, de início, sinalizar que poderia desistir da candidatura caso houvesse anistia ao pai, ele já ressaltou que seu plano para disputar o Planalto é definitivo.
Estratégia por domiciliar
Com a expectativa de convencer o STF a conceder prisão domiciliar a Bolsonaro, a primeira-dama Michelle Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, orientaram aliados a baixar o tom das críticas aos ministros da Corte, conforme mostrou o GLOBO. Segundo parlamentares e dirigentes do partido, o pedido circulou em conversas reservadas, mas também de forma explícita em grupos internos.
No mês passado, Michelle esteve com os ministros Alexandre de Moraes, relator da ação da trama golpista, e Gilmar Mendes, decano da Corte, para tentar sensibilizá-los e passou a sustentar internamente que o ambiente político precisa estar menos tensionado. A leitura no entorno de Bolsonaro é que a linha humanitária, centrada em condições de saúde, ganha mais força se o discurso público estiver alinhado a essa estratégia.
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Luiz Carlos Macaé, morador de Serrita e leitor assíduo deste blog, enviou, há pouco, um vídeo em que recita um verso em agradecimento a Deus pela chuva que chegou ao Sertão do Estado, recentemente, e vai poder abastecer os reservatórios e regar as plantações da região. Confira!
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou, hoje, que “alguns insistem em narrativas de disputas entre os poderes”, mas que as instituições estão unidas por propósitos e precisam ser defendidas “para que mentiras não pareçam verdades”.
O senador do Amapá deu a declaração dois dias depois de um discurso no Congresso, durante a abertura do ano legislativo, com indiretas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são do portal G1.
Leia maisNa última segunda-feira (2), durante pronunciamento, Alcolumbre defendeu a autonomia do Congresso e afirmou que a busca por harmonia entre os Poderes não significa abrir mão das prerrogativas do Legislativo. Hoje, no Palácio do Planalto, Alcolumbre disse que as instituições estão “unidas, firmes e com coragem para enfrentar os desafios do Brasil”.
O parlamentar deu as declarações durante cerimônia de lançamento de um pacto dos Poderes contra o feminicídio, que contou com as presenças dos presidentes da República, Lula; da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB); e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin.
“Alguns insistem em criar narrativas de disputa entre os Poderes, mas quero reafirmar: as instituições brasileiras estão unidas em propósitos como este [do enfrentamento ao feminicídio], a defesa das instituições carece ser propagada, propalada para que mentiras não pareçam verdade”, afirmou Alcolumbre.
“As mentiras em um certo momento se transformaram em verdade, esse ato, proposto pela primeira-dama Janja da Silva e abraçado por todos, é uma demonstração que as instituições precisam estar unidas porque os problemas do mundo real não nos permitirão tirar o foco do que é principal para o Brasil”, completou o presidente do Senado.
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O programa de voluntariado Transforma Petrolina tem realizado, ao longo dos anos, ações voltadas para mulheres petrolinenses. São oferecidas iniciativas de empreendedorismo feminino, saúde, dignidade menstrual, acesso à informação, entre outros. Em resposta ao crescente número de casos de violência de gênero, este ano o Transforma Petrolina também intensificará as ações de enfrentamento à violência contra mulher.
As iniciativas incluem rodas de conversa, oficinas educativas, distribuição de material informativo e ações de conscientização nas comunidades, com foco na prevenção da violência, no fortalecimento da rede de proteção. As ações acontecerão de forma integrada à campanha “Maria vai à escola – Pelo fim da violência contra a mulher”, desenvolvida pela Secretaria de Educação, Cultura e Esporte, que abrangerá 242 escolas e creches, impactando aproximadamente 60 mil estudantes, da Educação Infantil à Educação de Jovens e Adultos (EJA), além de professores, gestores e equipes técnicas.
As ações do Transforma Petrolina serão direcionadas tanto para mulheres de todas as idades, quanto para o público masculino. De acordo com a coordenadora voluntária do Transforma Petrolina, Alinne Durando, as ações ampliam o chamado para além de mulheres e meninas e convocam toda a sociedade. “A violência contra as mulheres e meninas é uma crise estrutural que não pode ser enfrentada somente com ações isoladas. Precisamos da participação de toda a sociedade, e é isso que faremos”, afirma.
A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados elegeu, hoje, Giovani Cherini (PL-RS) como presidente do colegiado para este ano. O deputado defende tratamentos sem eficácia científica comprovada para qualquer doença e medicamentos igualmente ineficazes no tratamento da covid-19. Ele também foi contra a vacina durante a pandemia da doença e promoveu teoria da conspiração sobre a lotações de hospitais naquele período.
Cherini foi eleito com 38 votos favoráveis dos integrantes e seis votos em branco. Pouco antes, enviou via WhatsApp um “currículo” para responder à pergunta: “por que o deputado Giovani Cherini é a pessoa certa para presidir a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados?”. As informações são do portal Estadão.
Leia maisNa mensagem, destacou que “foi relator e/ou ajudou a regulamentar a acupuntura, yoga, arteterapia, ayurveda, ozonioterapia, naturólogo, terapeuta floral, entre outras”. Também afirmou ser “defensor da saúde integrativa”. “Promove a visão integrativa na saúde que considera o indivíduo de forma holística (físico, psíquico, emocional, espiritual e social)”, escreveu.
A Comissão de Saúde é uma das mais disputadas na Câmara por ser a mais valiosa em termos de emenda parlamentar. Neste ano, o colegiado poderá distribuir R$ 4,2 bilhões em recursos para o Brasil. Como mostrou o Estadão, as emendas de bancada seguem sem transparência. “Meu compromisso é lógico: priorizar as emendas parlamentares”, afirmou o deputado após ser eleito para presidir o colegiado.
Procurado para responder sobre seus posicionamentos contra a vacina para a covid-19 e favoráveis a tratamentos sem comprovação científica, Cherini colocou em dúvida, novamente, os imunizantes para o combate ao coronavírus. “Triplicou o câncer, o AVC, a pandemia de câncer”, disse, sem apresentar dados concretos sobre a suposta correlação dos casos.
“Penso que não adianta chorar o leite derramado. Ou achar culpados ou vencedores. Essa disputa não ajuda a saúde”, afirmou. Cherini trabalhou, em 2021, pela aprovação de um projeto de lei que autoriza o uso da ozonioterapia. Ele defendeu, em junho daquele ano, o uso do ozônio para tratamento pós-covid.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) já declarou que a técnica não é válida para o tratamento de nenhuma doença, inclusive a covid-19. “O CFM esclarece que a ozonioterapia não tem reconhecimento científico para o tratamento de casos de covid-19 e de qualquer outra doença”, publicou o conselho, em nota, em agosto de 2020.
“O Conselho Federal de Medicina estabeleceu essa terapêutica como prática experimental por não encontrar evidências que subsidiassem a sua aprovação para uso na prática médica”, afirmou o CFM em resolução de 2018.
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Os Três Poderes da República assinam, hoje, no Palácio do Planalto, o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, uma iniciativa que une o Executivo, o Legislativo e o Judiciário em um compromisso institucional para enfrentar a violência letal contra mulheres e meninas no Brasil
O lançamento ocorre no Salão Nobre do Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e de autoridades de todos os Poderes. As informações são do portal G1.
Leia maisO pacto, batizado com o lema “Todos Por Todas”, tem como objetivo integrar ações de prevenção, proteção, responsabilização de agressores e garantia de direitos para mulheres vítimas de violência de gênero. A intenção é articular esforços entre União, estados, Distrito Federal, municípios, sistema de Justiça e sociedade civil.
Apesar do anúncio do pacto, o governo ainda não apresentou detalhes sobre seu funcionamento e nem explicou como a articulação entre os Poderes ocorrerá, na prática. A iniciativa partiu de Lula, que tem intensificado, em seus discursos, a defesa de ações mais firmes para o enfrentamento da violência contra a mulher.
O presidente já afirmou publicamente que foi um pedido da primeira-dama, Janja da Silva, que ele assumisse a responsabilidade de uma luta mais dura no combate à violência contra a mulher. Janja foi a primeira a falar durante o evento e agradeceu o presidente pelo compromisso com a iniciativa. “Quero expressar todo orgulho do meu marido que percebeu a minha angústia”, afirmou.
O pacto é resultado de uma articulação iniciada ainda em dezembro do ano passado, quando Lula chamou para uma reunião ministros do governo, do judiciário e representantes de diferentes áreas para discutir o assunto. Na ocasião, o encontro teve caráter preliminar e não resultou em resultados práticos.
Apesar de a violência contra a mulher ser um problema estrutural e alarmante no país, o tema também tem sido incorporado ao discurso político de Lula com foco no cenário eleitoral de 2026. No ano passado, o presidente chegou a afirmar publicamente que “quem bate em mulher não precisa votar no Lula”.
O número de feminicídios bateu recorde no Brasil em 2025: foram 1.470 casos de janeiro a dezembro, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O total supera os 1.464 registros de 2024, a maior marca até então.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou, ontem, um ciclo de audiências públicas para debater as resoluções que guiarão as eleições de outubro. A grande preocupação, sem dúvida, está no uso de inteligência artificial (IA) para produzir informação falsa, as chamadas fake news. Embora isso já existisse nas eleições de 2022, não atingia o nível de sofisticação que acontecerá agora, e que já impactou eleições em outros países.
Há um ponto, porém, que talvez ainda não esteja no radar do TSE. E que é, na avaliação do jornalista, consultor de gestão estratégica e especialista em IA Mário Salimon, o ponto mais grave: a forma como a máquina será capaz de falar pessoalmente com cada eleitor.
Leia maisA grande preocupação é a disseminação de fake news de forma massificada. Mas o que acontecerá, de fato, é que a tecnologia hoje já será capaz de enviar informações direcionadas a cada eleitor individualmente. É como se agora não haja mais alguém que espalhará uma informação falsa para milhões de pessoas. Mas, digamos, um “personal fake”, que irá produzir a falsificação direcionada a cada um, de forma individual.
Salimon exemplifica com a clássica propaganda de cigarros de antigamente. Geralmente, ela era direcionada para um consumidor homem, heterossexual, associando o consumo de cigarros com certo charme e masculinidade. Mas homossexuais também fumavam. Mulheres também fumavam. Esses anúncios não alcançavam diretamente esse público. “Cada vez mais há a possibilidade de fazer com que essa interação entre a máquina e o homem seja individual”, explica Mário Salimon. É a propaganda diferente para cada cliente.
É muito provável que os candidatos venham a usar isso. Especialmente aqueles que dominam melhor as novas ferramentas tecnológicas. “Como a Justiça Eleitoral irá fiscalizar uma interação nesse nível entre o homem e a máquina?”, questiona Salimon. “A Justiça Eleitoral não terá elementos para normatizar relações”. E é disso que se trata: a máquina hoje conversa com cada usuário.
“As novas tecnologias permitem que a máquina tenha com cada usuário diferente uma relação pessoal de interatividade”, explica Salimon. “Esse grau de intimidade vai impactar fortemente na formação de opinião e de comportamento de cada eleitor, sem condições de ser acompanhado”.
“Votar é, ao final, uma demonstração de comportamento”, diz o especialista. “Essa demonstração de comportamento deverá ser moldada por uma buzinação constante em microespaços privados, que serão usados massivamente”. Para Salimon, caso se amplie, decreta a morte da democracia.
“Democracia é ágora”, lembra o especialista. A ágora era o espaço de debate da democracia direta na Grécia antiga, o local onde os cidadãos debatiam e chegavam às soluções a partir desse diálogo, respeitando a vontade da maioria. Ao individualizar a mensagem política, a nova situação elimina o debate.
“Não se trata apenas de estarmos vivendo uma época polarizada”, considera Salimon. “Nós estamos é à mercê de um modelo de comunicação que é polarizador”. Os algoritmos que vão limitando o acesso das pessoas somente àquilo que elas querem ver retiram o acesso delas a outras ideias e propostas que gerariam o debate.
Tal modelo, entende Mário Salimon, leva ao triunfo da autocracia. Porque começa a conseguir estabelecer que só se leva em conta a vontade da maioria, sem considerar as posições das minorias. O modelo inviabiliza as minorias. Ou as deixa limitadas aos seus nichos. Sem interação, congela as posições onde estão.
Como mostrou o Correio esta semana, já estamos em um tempo em que é possível falsificar um empréstimo para produzir um crédito falso. Bem mais fácil é falsificar informação. Pode ser que ainda não seja possível levar tal distorção a um nível tão privado e individual. Mas cada vez mais isso será possível.
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