Resultado de 1,16% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 56,68% e Lula com 43,32%
Resultado de 1,16% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 56,68% e Lula com 43,32%
Os senadores petistas Humberto Costa e Teresa Leitão participaram, na noite da última sexta-feira (13), do evento de filiação da deputada estadual Dani Portela ao Partido dos Trabalhadores (PT), realizado no centro do Recife. Na ocasião, ambos foram questionados sobre as perspectivas de formação de chapa para as próximas eleições.
Os senadores petistas Humberto Costa e Teresa Leitão falaram, na noite de sexta, sobre a formação da chapa majoritária para as eleições deste ano. Os parlamentares participaram do evento de filiação da deputada estadual Dani Portela ao PT, realizado no centro do Recife. As informações são do Diário de Pernambuco.
Leia maisHumberto Costa comentou a declaração de Carlos Lupi (PDT) da última quinta-feira (12), que afirmou que o prefeito do Recife, João Campos (PSB), já teria um segundo nome para disputar o Senado com perfil mais ao centro. O senador avaliou que a ideia de uma composição que dialogue com esse campo político é razoável, seja para o senado ou para o vice.
“Eu compreendo que é uma posição razoável querer ter uma composição na chapa, seja no senado ou no seja na vice; mas ter uma composição que aponte para o centro também é uma posição política que mantém uma coerência com o que a gente tem vivido na história de Pernambuco. O campo progressista ganhou muitas eleições aqui com Arraes, ganhou com o próprio Eduardo Campos, dentro de alianças”.
Também questionada sobre o encaminhamento das chapas, Teresa Leitão defendeu que as definições ocorram o quanto antes. “A gente está vivendo um jogo muito ruim de disse-me-disse. Aí isso vai criando um caldo desagradável para toda a política. E você vê todo esse movimento, independente de palanques, você vê esse movimento de várias lideranças. Isso é muito ruim”.
Ato de filiação
Durante o evento, Dani Portela afirmou em coletiva que a principal missão do partido será reeleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Humberto Costa, além de ampliar as bancadas. A deputada se desfiliou do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) após cerca de dez anos na legenda.
A candidata ao legislativo também acrescentou que o PT vem com uma chapa forte “com chão, com federação e com possibilidade de ampliar”, disse. “Na Alepe, a gente tem a missão de reeleger os mandatos que lá estão. Eu venho para me somar, mas também com possibilidades de ampliar essa bancada”, complementou.
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Por Estadão Conteúdo
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a transferência de Domingos Brazão e de Rivaldo Barbosa para o Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio de Janeiro. Eles foram condenados em fevereiro pelo assassinato da vereadora Marielle Franco. A decisão foi tomada na última sexta-feira (13), e entrou no sistema do STF ontem (14).
Atualmente, ambos cumprem as penas em presídios federais. Brazão está detido em Porto Velho (RO) e Barbosa em Mossoró (RN). Eles foram presos preventivamente em 2024 e encaminhados ao sistema penitenciário federal, com regras mais rígidas, para não interferirem nas investigações. Depois do julgamento no mês passado, as defesas argumentaram que esse risco não existe mais, justificativa aceita por Moraes.
Leia mais“Ausentes os elementos excepcionais que antes recomendavam o rigor do Sistema Penitenciário Federal, a manutenção dessa medida deixa de se justificar, não havendo mais demonstração concreta de risco atual à segurança pública ou à integridade da execução penal que imponha o afastamento do sistema prisional ordinário”, escreveu o magistrado ao determinar a transferência dos dois condenados a Gericinó. Moraes deu prazo de 24 horas para que a ordem seja cumprida.
Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão foi considerado um dos mandantes do assassinato de Marielle, ao lado do irmão, Chiquinho Brazão. Eles foram condenados a 76 anos e 3 meses, além de 200 dias-multa (dois salários mínimos cada dia-multa), pelos crimes de organização criminosa armada, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado. Domingos perdeu o cargo no TCE e Chiquinho o mandato de deputado federal na Câmara dos Deputados.
Já Rivaldo Barbosa perdeu o cargo de delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro e recebeu pena de 18 anos de prisão mais 360 dias-multa (1 salário mínimo cada dia-multa). Ex-chefe da Polícia Civil, ele atuou para obstruir a investigação policial, sendo condenado pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça.
No julgamento, Moraes, que foi o relator do caso, afirmou que as provas colhidas pela Polícia Federal (PF) contra Chiquinho e Domingos foram “coerentes” e “harmonizadas” e demonstraram a “motivação” do crime, assim como a “forma de pagamento” do assassinato executado pelo ex-policial militar Ronnie Lessa.
Para o ministro, a lógica da organização criminosa era clara. “Vamos retirar esse obstáculo na Câmara Municipal e ampliar a área (de atuação da milícia) e parte dessa área se dará em pagamento” para Lessa. “Se nós analisarmos em conjunto, a motivação e a forma de pagamento estão completamente interligadas”, avaliou.
Os depoimentos de Lessa — amplamente criticados pela defesa dos acusados — foram decisivos para que as investigações fossem deslocadas do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) para o STF. O autor dos disparos acusou Chiquinho Brazão, que na época possuía foro por prerrogativa de função pelo cargo de deputado federal, o que obrigou o caso a ser julgado pelo Supremo.
O inquérito tramitou por seis anos sob a alçada da Justiça do Rio sem elucidação. Pouco tempo após a designação do caso ao STF, a PF concluiu as investigações e afirmou em seu relatório que a motivação do crime estava ligada à grilagem de terras na Zona Oeste da capital fluminense.
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A Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial realiza, amanhã (16), uma audiência pública sobre a regulamentação da Lei que determina a distribuição gratuita de medicamentos à base de cannabis no Estado, com a participação inédita de representante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O debate começa às 10h, no auditório Ênio Guerra, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), e reunirá especialistas, instituições públicas, pesquisadores, associações de pacientes e representantes da sociedade civil.
Coordenada pelo deputado João Paulo (PT), a Frente Parlamentar promoverá o encontro com a participação de João Paulo Perfeito, gerente da Área de Medicamentos Fitoterápicos da Anvisa. Para o parlamentar, a presença do órgão regulador nacional representa um marco para o debate no Estado. “Ter um representante do principal órgão regulador da área de medicamentos no Brasil nesta audiência é o reconhecimento de que o debate amadureceu o suficiente para exigir interlocução direta com quem define as normas desse setor no país”, afirma João Paulo.
Leia maisO debate ocorre em um contexto de avanços recentes no plano nacional. Em janeiro, a Anvisa aprovou quatro resoluções que tratam de pesquisa, cultivo, produção e do novo ambiente regulatório para associações de pacientes, com entrada em vigor prevista para agosto deste ano.
Em Pernambuco, o tema também avançou nos últimos anos com iniciativas legislativas de autoria do deputado João Paulo: a Lei 18.124/2022, que autorizou associações de pacientes a cultivar e processar cannabis para fins medicinais, e a Lei 18.757/2024, que prevê o fornecimento gratuito de medicamentos à base de cannabis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estadual. Esta última ainda precisa ser regulamentada pelo Poder Executivo para que a distribuição dos medicamentos na rede pública possa ser efetivamente implantada.
Apesar dos avanços legislativos, João Paulo ressalta que ainda há desafios para que as normas se traduzam em acesso efetivo ao tratamento. “A audiência pública pretende reunir contribuições técnicas e institucionais para avançar na implementação das políticas de cannabis medicinal, garantindo segurança sanitária e ampliando o acesso de pacientes aos tratamentos”, observa o deputado.
A audiência contará ainda com representantes da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), do Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (LAFEPE), da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), da Defensoria Pública do Estado, da Defensoria Pública da União e da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE).
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O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a apresentar um quadro de soluço, com voz fraca e aparência abatida. O relato foi feito aos jornalistas pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esteve no Hospital DF Star, em Brasília, ontem (14).
“Ontem não estava com soluços, mas hoje já estava. A aparência continua abatida. E você sente que ele não está com a voz forte, a voz normal. Está enfraquecida”, contou Flávio. “Ele, Jair Bolsonaro, não disse que estava se sentindo melhor, ele disse que estava ‘na mesma'”, acrescentou. O senador afirmou que vai aguardar a elaboração de um novo laudo médico para que os advogados do ex-presidente façam um novo pedido à justiça para cumprir prisão domiciliar. As informações são do Estadão.
Flávio ressaltou que Bolsonaro não pode ficar sem acompanhamento médico e familiar, pois há riscos de sofrer desequilíbrios e acidentes em virtude dos efeitos colaterais da sua medicação. “Ele é muito bem tratado no Batalhão. O problema é que ele dorme sozinho e passa muito tempo do dia sozinho (…) e pode sofrer acidente. Se tiver demora para atendimento, pode resultar na morte dele, isso é um fato”, argumentou.
Segundo relato de Flávio, os médicos reafirmaram que se o atendimento hospitalar inicial ao ex-presidente tivesse demorado mais uma ou duras horas, seu quadro poderia ter evoluído para uma infecção generalizada. “Isso reforça a importância de ele ter acompanhamento permanente”.
Editorial da Folha de S.Paulo
Foi abalado o pacto de silêncio tacitamente firmado nos últimos anos entre altas autoridades e a elite política do país em torno das evidências de alastramento da corrupção. A Polícia Federal, na esfera pública, e o jornalismo profissional, na sociedade, têm sido os responsáveis por fazer soar o alarme.
A esta altura, pode-se estimar o efeito da anestesia se ela ainda estivesse ativa com a sem cerimônia usada para suspender R$ 18,8 bilhões em multas da Lava Jato, Dias Toffoli teria enterrado qualquer investigação dos malfeitos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Leia maisPassaria incólume a relação multimilionária do escritório da mulher de Alexandre de Moraes com o Banco Master, bem como a comunicação do ministro do Supremo com Vorcaro horas antes de ele ser preso, e seu banco, liquidado. Público e aposentados do INSS teriam sido privados de saber do furto de R$ 6,3 bilhões por quadrilhas enquistadas no Executivo federal. Não teriam visto a luz do dia os indícios de conexão entre o desfalque e um filho do presidente da República.
Não que as tentativas de abafar os escândalos e suas repercussões tenham cessado. O ministro Gilmar Mendes anulou a quebra de sigilos, decretada pela CPI do Crime Organizado, da empresa de Dias Toffoli que recebeu pagamentos de um fundo ligado a Vorcaro.
Seu colega Flávio Dino aliviou a barra de Fabio Luis Lula da Silva ao derrubar a quebra de seus sigilos, decidida pela CPI do INSS. Não há assinatura petista no pedido de CPI para investigar Toffoli e Moraes no Senado.
Elevou-se o custo do abafa, no entanto. Com a ferida exposta, cada atitude de autoproteção de autoridades e políticos reverte em mais desgaste institucional. Abafar tornou-se quase impossível. A Polícia Federal deu mostras de independência suficientes para assegurar que as investigações vão prosseguir a despeito de haver pressão contrária nas altas esferas. A condução de André Mendonça dos dois inquéritos — Master e INSS— tampouco indica concessões à acomodação.
É uma lástima que o ânimo corporativista subjugue o republicano nessa crise grave, que pela primeira vez engolfa dois juízes da mais alta corte. A atitude correta da maioria dos ministros do STF seria favorecer investigação profunda e definitiva sobre as suspeitas, mesmo que isso implique atingir os próprios integrantes.
Esquivar-se da tarefa vai alimentar as correntes antissistema às portas da eleição nacional. E vai delegar a outros Poderes, de pendor plebiscitário, uma resposta que deveria vir embalada em diligência e equilíbrio.
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A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara do Recife instaurou um processo administrativo contra o vereador Eduardo Moura (NOVO). Ele pode ser cassado por ter agredido moralmente o vereador Chico Kiko (PSB) durante uma sessão plenária, com gestos simulando “chifres” por trás da cabeça do colega de parlamento.
A denúncia partiu do próprio Kiko e foi acatada pela comissão. Uma subcomissão foi formada para analisar o caso (processo administrativo número 449/2026), configurando, segundo o denunciante, uma agressão moral e quebra de decoro parlamentar.

Na cara de pau, o agressor alegou ter sido uma “atitude infantil” e afirmou, em contrapartida, ter recebido ameaças de morte, apresentando também representações sobre o caso. No Conselho de Ética, presidido pelo vereador Carlos Muniz, a maioria deve se posicionar a favor da cassação.
A disputa por vagas ao Senado nas chapas do governador Elmano Rodrigues (PT) e do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) movimenta o cenário político cearense. No campo petista, a presidência estadual tenta acomodar um nome da legenda e outro de uma sigla da base para concorrerem à Casa Legislativa, mas uma definição deve ocorrer apenas entre junho e julho. Já a oposição tem como obstáculo a necessidade de destravar negociações entre o grupo de Ciro e o PL.
O governo Elmano é bem avaliado pela população, mas a ascensão de Ciro nas pesquisas de intenção de voto ao governo reforça a necessidade de fortalecimento da chapa majoritária. Para a vaga petista, são cogitados os deputados federais José Guimarães, ex-presidente da sigla, e Luizianne Lins, ex-prefeita de Fortaleza. O ministro da Educação e ex-governador Camilo Santana anunciou que deixará a pasta para se dedicar à campanha da legenda no Ceará. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisA sigla avalia quatro outros nomes para a segunda vaga: o senador Cid Gomes (PSB), os deputados federais Eunício Oliveira (MDB) e Junior Mano (PSB), e o ex-senador Chiquinho Feitosa (Republicanos). Cid, no entanto, afirma publicamente que caso seu partido tenha só uma vaga na chapa majoritária, ela deve ser de Junior Mano.
“Vamos para a negociação na aliança pensando no projeto nacional de Lula, buscando assegurar que ele tenha maioria na Casa. Para a segunda vaga, todos os nomes discutidos têm história na política e legitimidade. Vamos considerar o alinhamento com o governo Lula para tomar a decisão”, afirma Antônio Filho, o Conin, presidente estadual do PT.
Há, no entanto, uma corrente do PT cearense que defende a escolha de uma chapa com Cid e Eunício ao Senado, visando evitar uma possível aliança dos irmãos Gomes posterior ao resultado eleitoral.
Guimarães nega a possibilidade de abrir mão da candidatura e defende ser necessário eleger senadores com compromisso com o estado e com a causa do governo Lula: “Meu nome está referendado por tudo que tenho feito no Ceará e na liderança do governo Lula”, defende.
Entrave para Ciro
No campo da oposição, o ex-deputado federal Capitão Wagner (União) lidera as pesquisas e deve emplacar a primeira vaga ao Senado na chapa de Ciro. A escolha do segundo nome passa pela negociação do ex-ministro com o PL, que foi travada em dezembro após manifestação contrária da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ela defende que a sigla apoie o senador Eduardo Girão (Novo) ao governo, e não Ciro.
O ex-ministro declarou, no início do mês, que mantém o desejo de aliança com o PL. Desde então, houve uma reaproximação. O senador e pré-candidato do PL à Presidência Flávio Bolsonaro (RJ) conversou com Ciro pelo telefone e deve ir a Fortaleza nas próximas semanas.
São cotados para a vaga no PL o deputado estadual Alcides Fernandes, pai do presidente estadual da sigla, André Fernandes, e a vereadora de Fortaleza Priscila Costa, apoiada por Michelle. Fora do PL, outro nome cotado é o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (União).
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Na próxima quarta-feira (18), a partir das 8h até às 21h, o Pontão de Cultura Cabras de Lampião realiza o Seminário Dialogando Saberes, na Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (FACAPE), em Petrolina, Sertão do Estado. A programação reúne mestres da cultura popular, pesquisadores e gestores públicos do Sertão do São Francisco para discutir tradições, processos criativos, políticas culturais e o impacto das mídias digitais nas culturas populares, além de contar com apresentações artísticas e contação de causos.
O Pontão de Cultura Cabras de Lampião tem incentivo da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), da Secretaria de Cultura de Pernambuco, da Política Nacional Aldir Blanc, do Governo de Pernambuco e do Ministério da Cultura. O seminário conta com o apoio e parceria da UPE, FACAPE, Secretaria Municipal de Cultura, Instituto Federal, UNIVASF, UNEB e Conselho de Cultura.
Confira programação:
Leia maisSEMINÁRIO DIALOGANDO SABERES
FACAPE – PETROLINA
18 de março de 2026
• Manhã
8h30 – Abertura
Mesa de abertura – Composição: UPE, FACAPE, SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA, IF, UNIVASF, UNEB E CONSELHO DE CULTURA (Breve fala dos representantes)
9h – Mesa de Diálogo com Mestres da Cultura Popular do Sertão do São Franscisco
Tema: “O processo criativo e tradições”.
Mediação: Karl Marx – Pontão de Cultura Cabras de Lampião e Professor Dr. Genivaldo Nascimento – Universidade de Pernambuco e FACAPE.
Convidados: Clênio Sandes, Contador de Causos e pesquisador (Santa Maria da Boa Vista) e Mestra Luzimar, especialista em geleia do umbu tradicional (Cabrobó).
11h – Contação de Causos com Clênio Sandes.
• Tarde
14h30 – Abertura
Mesa de Diálogo com Mestres da Cultura Popular do Sertão do São Franscisco
Tema: “Culturas Populares no Contexto das Mídias Digitais”.
Mediação: Karl Marx – Pontão de Cultura Cabras de Lampião e professor Dr. Moisés Almeida da FACAPE e da Universidade de Pernambuco.
Convidados: Romilda Sousa (artista plástica e artesã de Lagoa Grande) e Mestre Chagas Sales (Espaço Cultural e Artístico do Samba de Véio da Ilha de Massangano).
16h30 – Apresentação Samba de Véio da Ilha do Massangano.
• Noite
19 h – Abertura.
Mesa de Diálogo com Mestres da Cultura Popular do Sertão do São Franscisco
Tema: “Políticas Públicas para Mestres”.
Mediação: Anildomá Willans de Souza – Pontão de Cultura Cabras de Lampião e professor Dr. Thiago Dias – Universidade de Pernambuco.
Convidados: Mestra Maria Jacinta, Patrimônio Vivo de Pernambuco e Mestre Florêncio, com atuação em pífano, batuque e reisado (Santa Maria da Boa Vista).
21h – Apresentação da Banda de Pífano Raça Negra Boavistana.
Apresentação do Reisado de Maria Jacinta.
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A filha de Amado Batista, Lorena Batista, morreu ontem aos 46 anos. A informação foi confirmada pela família pelas redes sociais. Lorena estava internada no Hospital São Francisco, em Goiânia, e desde o ano passado lutava contra um câncer sem especificar o lugar do tumor.
Pelo Instagram, Amado Batista publicou uma homenagem à filha dizendo que a vida reserva “palcos iluminados e aplausos, mas também nos coloca diante de silêncios que parecem não ter fim”. As informações são do jornal O Globo.
“Perder a minha querida e amada Lorena é a dor mais profunda que já senti, uma música que se interrompe antes do refrão, um vazio que nem o maior dos sucessos pode preencher”, escreveu o cantor.
A família confirmou a causa da morte ao portal Leo Dias. Segundo eles, Lorena “estava em tratamento contra um neoplasia no fígado, que já estava em metástase. Infelizmente não resistiu”. Neoplasia é o termo médico usado para tumor e, que no caso de Lorena, já havia se espalhado para outras partes do corpo.
Por Italo Rocha*
O saudoso casal Hermilo Borba Filho e Leda Alves morava num dos andares mais altos do Edifício Dom João VI, no número 1353 km, na Rua dos Navegantes, em Boa Viagem. Hermilo era advogado, jornalista, escritor e teatrólogo. Leda era formada em Arte Dramática pela UFPE, foi atriz e dirigiu a Secretaria de Cultura do Recife, o Teatro Santa Isabel, a Fundarpe e a Companhia Editora de Pernambuco – Cepe.
Os dois se amavam e respiravam cultura por todos os poros. No apartamento, também vivia Maria Alves, sem parentesco com Leda. Maria era funcionária exemplar e o casal a idolatrava. Quando Neil Armstrong desceu na lua, em 20 de julho de 1969, Hermilo gritou bem alto:
— Maria, vem ver na TV o homem pisar na Lua!
Maria foi, olhou e não moveu um músculo sequer do rosto nem comentou nada.
Leia maisO tempo foi passando, chegou a década de 1970 e com ela veio um boato contagiante de que uma “perna cabeluda” estaria vagando por aí e assombrando as pessoas no Recife durante a madrugada. A cada dia, essa hoje chamada “fake news” só fazia aumentar.
Num fim de semana banal, o casal viveu uma situação mais do que inusitada. Logo após o café da manhã de um sábado de muito sol, Hermilo e Leda estavam abrindo a porta para ir à praia quando Maria apareceu na sala e fez uma exigência: eles deveriam gradear a área de serviço por dentro para evitar que a tal perna cabeluda entrasse e fizesse mal a ela. Caso esse pedido não fosse aceito, iria pedir demissão.
Os dois explicaram que essa história era mais uma invencionice da população e não existia a menor possibilidade de uma perna cabeluda ou careca andar por aí e entrar na residência das pessoas. Maria estava irredutível e não aceitou os argumentos do casal de jeito nenhum. E em seguida, deu um xeque-mate nos dois:
— Vocês acreditam que o homem foi à Lua e eu não posso acreditar que existe a perna cabeluda, né? Então, podem me dar as contas que eu vou embora agora mesmo!
Foi aquele estresse, aquele alvoroço e, nesse momento, Hermilo se rendeu e prometeu instalar o mais rápido possível a grade. Na segunda-feira, a obra teve início e em poucos dias a grade estava lá do jeito que Maria tinha exigido!
*Jornalista
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O socialista histórico e ex-prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota, criticou duramente o presidente estadual do PT e Deputado Estadual Carlos Veras, por sua postura junto à governadora Raquel Lyra em Tabira. “A política exige coerência. Quem defende a tese de ‘dois palanques’ no Estado, como fez o deputado Carlos Veras em entrevistas recentes, não tem autoridade para exigir palanque único no município”, disse.
E seguiu: “não dá para estender o tapete vermelho para a Governadora em Tabira e querer exclusividade no palanque de João Campos. A Frente Popular em Tabira seguirá dialogando e construindo um palanque sólido, com estreitamento de relações e foco em construções futuras”, afirmou. As informações são do Blog do Nill Júnior.
Patriota acrescentou que o grupo está e deve ser formado por forças que não têm dúvida de que lado estão. “João Campos terá, no Estado e em Tabira, uma votação grandiosa, consolidada por quem tem compromisso com o projeto da Frente Popular”, concluiu. Na cidade, João Campos buscou aliança com o ex-prefeito Dinca Brandino, depois que Flávio Marques, também do PT e aliado de Veras, sinalizou apoio à reeleição da governadora.
A discussão do PT, cujos setores têm negociado com João Campos de um lado e Raquel Lyra do outro, projetos classificados como de centro esquerda e centro direita por alguns, rendeu ao partido o apelido de “total flex”. Não são poucos os que acreditam que a definição do alinhamento estadual virá do PT nacional e do presidente Lula, dada a indefinição da legenda estadual.
Pesquisa Datafolha publicada ontem (14) mostra que a maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala 6×1, na qual o trabalhador trabalha seis dias seguidos e tem apenas um dia de descanso. O tema, que está sendo debatido no Congresso, ganhou força no cenário político nas últimas semanas.
De acordo com a análise, 71% dos entrevistados defende que o número máximo de dias de trabalho semanais no Brasil deveria ser reduzido, enquanto 27% afirmam que não deveria. Apenas 3% não responderam. O número mostra que o apoio à redução da jornada de trabalho cresceu em comparação ao resultado de uma pesquisa realizada entre 12 e 13 de dezembro de 2024, quando 64% disseram ser favoráveis ao fim da escala nesses moldes, enquanto 33% disseram ser contra. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisO Datafolha fez as perguntas entre os dias 3 e 5 de março. Foram entrevistadas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 137 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
O fim da escala 6×1 defende uma redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário. A nova escala seria de cinco dias de trabalho e dois de descanso, o que vem sendo chamado de escala 5×2.
O tema é tido como prioridade pelo governo do presidente Lula por sua potencial popularidade social — especialmente em um ano eleitoral. Em seu pronunciamento do Dia das Mulheres, Lula defendeu que redução da jornada de trabalho poderia ajudar sobretudo mulheres trabalhadoras, que muitas vezes acabam acumulando, além da jornada tradicional de trabalho, outras tarefas domésticas.
A pesquisa mostrou que as mulheres são as que mais apoiam a mudança na escala de trabalho: 77% das entrevistas se posicionaram a favor da redução, enquanto esse percentual entre os homens é de 64%. A margem de erro nesse caso é de três pontos percentuais.
O debate ganhou força após declarações públicas favoráveis de ministros, como o chefe da a Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
A Câmara dos Deputados realizou, na última terça-feira (10), uma audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para discutir propostas sobre alteração do modelo da jornada de trabalho. A aprovação da matéria no colegiado é o primeiro passo para que o tema comece a andar no Legislativo.
Perfil dos entrevistados
A pesquisa mostra que, entre os entrevistados que trabalham até cinco dias por semana (53%) e os que trabalham seis ou até sete dias (47%), este segundo grupo é menos favorável à redução da jornada: 68% dessa fatia apoia a medida frente a 76% dos que já trabalham em uma escala menor.
O fenômeno, observa a análise, pode ser explicado porque a maior proporção de autônomos e empresários está nesse grupo (dos que têm uma jornada semanal maior). Na visão deles, trabalhar mais tempo pode significar uma renda maior.
Já entre aqueles que trabalham até cinco dias por semana há uma maior participação de funcionários públicos, para quem a duração da jornada não costuma influenciar na renda.
Entre os entrevistados, 66% trabalham até 8 horas por dia, 28% entre 8 horas e 12 horas, e 5% mais de 12 horas. Não soube responder: 1%.
Impactos e consequência na Economia
Quando questionados sobre o impacto para as empresas, os entrevistados se dividem: 39% dizem acreditar que o fim da escala 6×1 trará efeitos positivos, enquanto a mesma porcentagem acredita que terá impactos negativos.
Essa também é uma mudança em relação à pesquisa realizada em dezembro de 2024: naquela sondagem, 42% apontava efeitos negativos para as empresas.
Já quanto às consequências para a economia, 50% afirmam que o fim da escala 6×1 terá um efeito ótimo ou bom, enquanto 24% acreditam que terá um impacto ruim ou péssimo.
Quando questionados sobre os impactos para os trabalhadores, 76% dizem acreditar que a redução será ótima ou boa para a qualidade de vida. Esse índice é de 81% entre aqueles que trabalham até cinco dias por semana. Entre os que trabalham seis ou sete dias, cai para 77%.
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