Resultado de 1,16% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 56,68% e Lula com 43,32%
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O deputado federal Coronel Meira (PL-PE) protocolou, nesta terça-feira (28), ofício na Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a apuração de fatos envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no contexto do caso Banco Master. No documento, o parlamentar encaminha notícia de fato com base em informações divulgadas pela imprensa nacional e sustenta que se tratam de episódios novos, não analisados em investigação anterior arquivada pela própria PGR.
Segundo o ofício, uma reportagem publicada em 27 de janeiro de 2026 relata encontros ocorridos na residência do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, no Lago Sul, em Brasília, com a presença de Alexandre de Moraes e do então presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. De acordo com o texto encaminhado à PGR, os encontros teriam ocorrido fora de compromissos oficiais, em período no qual o Banco Master buscava apoio financeiro, levantando questionamentos sobre possíveis conflitos de interesses de natureza econômica, administrativa e jurisdicional.
O parlamentar também menciona que o Banco Master contratou o escritório de advocacia da esposa do ministro por R$ 129 milhões, informação que, segundo o ofício, altera a percepção sobre a relação entre as partes citadas. Diante disso, Coronel Meira solicita a instauração de procedimento investigatório, bem como a oitiva de Paulo Henrique Costa como testemunha, com o objetivo de esclarecer os fatos relatados e resguardar a credibilidade das instituições públicas.
BLOG DO MARCELLO PATRIOTA
Prefeitos pajeuzeiros estão preocupados com os altos valores dos cachês dos artistas contratados para as festas juninas. Os gestores alertaram para o risco de inviabilidade da realização dos festejos, principalmente nas cidades de pequeno porte. Os prefeitos querem a abertura de diálogo com órgãos de controle em busca de critérios ou tabelamento de valores que possam assegurar a realização das tradicionais festas juninas.
O presidente do CIMPAJEÚ e prefeito de Ingazeira, Luciano Torres (PSB), afirmou que o consórcio representa os 17 municípios pajeuzeiros e mais quatro do Moxotó. O presidente, falando com Marcello Patriota no programa Giro pelos Blogs, na Rádio Cultura FM 94,7, de São José do Egito, na manhã desta terça-feira (27), manifestou preocupação com a disparidade nos valores cobrados por artistas e produtoras, além do impacto da inflação sobre a estrutura dos eventos, como palcos, sonorização e iluminação.
Leia maisDe acordo com Luciano Torres, “A criação de um tabelamento ou de parâmetros de referência pode trazer mais equilíbrio e segurança às administrações municipais. Precisamos e estamos articulando com o presidente da Amupe, Marcelo Gouveia, para buscar uma reunião com o MP (Ministério Público), com o TCE (Tribunal de Contas do Estado) e outros órgãos para alinhar esse entendimento. Talvez seja o momento de criar uma tabela para os municípios, principalmente os menores. Acho que está na hora de tabelar”, afirmou.
Em contato com o blog, o prefeito Gilson Bento, de Brejinho, disse que já existe um grupo de gestores que pensa dessa forma. Segundo ele, cerca de 115 prefeitos estão nesse consenso.
Do jeito que as coisas estão, em até três anos nenhum município conseguirá ter condições de realizar o São João. Se este ano for igual ao ano passado, os custos devem aumentar cerca de 50%. Antigamente, com R$ 300 mil você fazia uma boa festa junina. Hoje, com esse valor, não se contrata nem a produção sonora para o palco”, pontuou um gestor.
Prefeitos reforçam que a discussão não representa um embate com artistas ou produtoras, mas sim uma preocupação com a capacidade financeira dos municípios. Os preços praticados atualmente parecem seguir uma lógica própria, distante dos indicadores econômicos tradicionais. Gestores pretendem, agora, articular reuniões com órgãos reguladores para discutir alternativas que garantam transparência, equilíbrio fiscal e a continuidade dos festejos juninos, preservando uma das tradições culturais mais importantes do Nordeste.
Nos bastidores do entretenimento nordestino, um alerta vermelho já está aceso há tempos. Gestores afirmam que o modelo atual se tornou insustentável, e os primeiros impactos já começam a ser sentidos, com prefeitos em sinal de alerta em relação a eventos tradicionais.
Segundo informações da GS News, os valores médios praticados atualmente são:
• Wesley Safadão – R$ 1,5 milhão
• Luan Santana – R$ 1,2 milhão
• Simone Mendes – R$ 900 mil
• Nattan – R$ 900 mil
• Natanzinho Lima – R$ 850 mil
• Xand Avião – entre R$ 750 mil e R$ 800 mil
• Calcinha Preta – R$ 650 mil
Segundo relatos de prefeitos com quem o blog conversou em privado, os cachês dos artistas podem inviabilizar as tradicionais festas. Prefeitos do Pajeú, em grupos privados de gestores, estão preocupados com valores exorbitantes cobrados por artistas.
“A maioria dos artistas está cobrando em eventos valores acima do mercado para festas de prefeitura. A conta simplesmente não fecha mais e, um detalhe: os impostos as bandas aumentam no cachê, e quem paga? A prefeitura.”
O povo cobra artistas de nome, mas por vezes não cobra serviços básicos que não são entregues por gestores. O impacto dessa realidade já é concreto.
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Representantes da Polícia Civil de Pernambuco divulgaram vídeo em que defendem o afastamento do secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, do comando da pasta. No pronunciamento, é informado que foi protocolado ofício solicitando a exoneração imediata do gestor, com o argumento de que a permanência no cargo compromete a apuração isenta de condutas relacionadas a uma operação policial recentemente divulgada.
No vídeo, os representantes afirmam que a Polícia Civil é uma instituição de Estado e destacam que os fatos expostos repercutiram nacionalmente, afetando a credibilidade da corporação. Também é citado que o próprio secretário teria declarado à imprensa ser o responsável pelo comando da operação, o que, segundo a manifestação, reforça a necessidade de afastamento para preservar a legalidade, a imagem institucional e a atuação da polícia investigativa em Pernambuco. Confira:
Em função da morte do cantor e compositor Nilton César, ícone da música romântica brasileira que faleceu nesta quarta-feira (28), aos 86 anos, o Sextou desta semana vai reprisar a entrevista concedida pelo artista ao programa, exibida originalmente em 2023, como forma de homenagem à sua trajetória e ao seu legado na música brasileira.
Natural de Ituiutaba (MG), Nilton César ganhou projeção nacional a partir do fim da década de 1960, especialmente com a canção Férias na Índia, gravada em 1969, que vendeu mais de 500 mil cópias e rendeu diversos discos de ouro. Ao longo da carreira, emplacou sucessos como A Namorada que Sonhei, Espere um Pouco, Amor, Amor, Amor e outras músicas que marcaram o gênero romântico no país.
Na entrevista, Nilton César falou sobre sua vida pessoal, a trajetória artística, os momentos de sucesso e os desafios ao longo da carreira. A conversa, marcada por relatos emocionados e memórias da música brasileira, será reapresentada como um registro histórico e uma homenagem ao artista.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
A investigação preliminar que a Polícia de Pernambuco diz ter aberto na Dintel (Diretoria de Inteligência) para monitorar o secretário de Articulação Política e Social do Recife (PE), Gustavo Monteiro, contrariou duas normas da Secretaria de Defesa Social que disciplinam as atividades de inteligência no estado.
Monteiro foi monitorado entre os meses de agosto e outubro de 2025 por agentes de inteligência da Polícia Civil que acompanharam a rotina dele, colocaram um rastreador no carro e fizeram pesquisas usando ferramenta de reconhecimento facial.
Leia maisO monitoramento era acompanhado pela cúpula da inteligência em um grupo de Whatsapp chamado “Nova Missão”, que reunia os agentes em campo. O caso foi revelado pelo Domingo Espetacular.
A Prefeitura do Recife diz que foi uma ação irregular e com finalidade política. Já a Polícia Civil diz que o procedimento foi feito dentro da legalidade e que uma investigação preliminar foi aberta na Diretoria de Inteligência em razão de uma denúncia anônima de um suposto esquema de corrupção.
A abertura de uma investigação na Diretoria de Inteligência contraria o que consta no Decreto Estadual 30.847/2007, que criou o Sistema Estadual de Inteligência de Segurança Pública do Estado de Pernambuco. E contraria ainda a Portaria GAB/SDS Nº 3168/2011, que disciplinou as regras para a concessão da assessoria de inteligência às investigações.
Em ambas as normas, fica estabelecido que a Diretoria de Inteligência é uma estrutura de assessoramento para os outros departamentos que conduzem investigações, como, por exemplo, em casos que envolvem crime organizado.
No decreto não consta a abertura de investigações como competência da inteligência. Já a portaria fixa critérios para a concessão de assessoria de inteligência às investigações que possam desencadear ORQ (Operações de Repressão Qualificada).
Na mesma portaria, é definida a ORQ:
“Entende-se como Operação de Repressão Qualificada a operação policial ou o procedimento que tem como objetivo a desarticulação de grupo criminoso organizado, mediante investigação especializada desenvolvida com assessoria da atividade de inteligência e a elaboração de Planejamento Operacional Avançado – POA.”
A delegada Natasha Dolci, atualmente licenciada da Polícia Civil de Pernambuco, diz que a inteligência só entra em investigações de casos graves. “Eles não investigam denúncia anônima. A inteligência realmente só entra em casos extremamente graves”, ressalta.
Natasha está há nove anos na Polícia Civil. Ela conta ter sido perseguida depois de denunciar irregularidades na corporação e ter sofrido assédio sexual e moral.
A delegada explica que as denúncias anônimas costumam ser encaminhadas para outro setor.
“Ali, a denúncia é o secretário e o irmão. O secretário e o irmão não é um grupo criminoso, não desencadeia uma ORQ. Então, mesmo assim não aciona a Dintel. A investigação seria tocada realmente pela delegacia de bairro ou a Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado)”, explica.
Polícia ultrapassou limites, diz advogado
Para o advogado Antônio Carlos Kakay, um dos mais importantes criminalistas do país, a polícia pode e deve fazer investigação, mas dentro de procedimentos legais e constitucionais.
“Esses elementos que eu tive acesso indicam que, evidentemente, a polícia ultrapassou os limites da legalidade, da constitucionalidade e desrespeitou os limites que devem existir numa investigação no Estado democrático de Direito”, afirmou Kakay em vídeo publicado em uma rede social.
A reportagem procurou a Polícia Civil e a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, mas não recebeu resposta. O espaço segue aberto para manifestação.
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BLOG DA FOLHA
Após a saída do pai, Gilson Machado, do Partido Liberal para o Novo, o vereador Gilson Machado Filho (PL) afirmpu que a sigla passa por um momento “turbulento e desorganizado”. Apesar de garantir lealdade ao partido, em respeito a relação que mantém com a família Bolsonaro, o parlamentar recifense diz que nomes importantes do PL foram escanteados, e avalia que outros filiados devem deixar a legenda.
“Eu acredito que o PL precisa primeiro se organizar em Pernambuco, porque, (no momento) apaga a luz e joga as malas, quem vai ser próximo a sair? O nome mais importante do PL de Pernambuco foi escanteado, que é meu pai, Gilson Machado. Um deputado fortíssimo também, que é Renato Antunes, saiu do PL. Então, hoje a gente tem um PL que infelizmente está bem turbulento e desorganizado”, declarou Gilson Machado Filho, em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, na manhã desta quarta-feira (28).
Leia maisO vereador espera que o grupo recupere a unidade para ter o potencial de derrotar a esquerda nas eleições deste ano. Mesmo com esses imbróglios, Gilson Filho garante que continuará leal aos interesses da família Bolsonaro e que deixará o Partido Liberal apenas se Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, solicitar sua saída.
“Eu fui eleito pelo PL, e continuo no PL até que Flávio Bolsonaro fale alguma coisa. Então, independentemente do partido que meu pai esteja ou que eu venha a estar, isso não vai mudar, a gente vai ser sempre leal ao presidente Bolsonaro, inclusive trazendo outros partidos para apoiar a candidatura de Flávio”, explicou.
Em contrapartida, o parlamentar municipal reclamou do fato de os perfis midiáticos do Partido Liberal em Pernambuco não estarem contribuindo de forma mais contundente para a candidatura do sucessor da família Bolsonaro, o senador Flávio.
Assim como o governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo), Gilson Machado Filho apoia as múltiplas candidaturas da direita ao pleito Executivo Federal. O vereador acredita que ter mais vozes da direita concorrendo ao cargo consolida a imagem do campo político nos debates eleitorais.
“Estamos unidos em torno de um único nome, que é o de Flávio Bolsonaro, mas acredito que, no primeiro momento, seja interessante para os debates a gente ter mais de um candidato da direita, porque teremos um massacre nos debates contra a esquerda”, argumentou. O legislador afirma estar focado em cumprir seu mandado na Câmara dos Vereadores do Recife, mas não descarta a ideia de concorrer aos cargos de deputado federal ou estadual, desde que essa seja uma solicitação de Flávio Bolsonaro.
O vereador também avaliou os possíveis palanques construídos pela governadora Raquel Lyra (PSD). “Acredito que a governadora Raquel Lyra é muito competente, mas vai ficar em cima do muro. Não vai apoiar a esquerda nem a direita, como ela fez lá atrás (em 2022). Acredito que o palanque dela vai ser mais neutro”, analisou. O parlamentar disse que o incomoda o fato da gestora estadual não se posicionar, visto que votos de sua base tem maioria de centro-direita.
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BLOG DA FOLHA
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) Álvaro Porto afirmou nesta quarta-feira (28) que vai solicitar ao governo o envio da Lei Orgânica da Polícia Civil. Declaração ocorreu durante um encontro com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), Áureo Cisneiros, e o presidente da Associação dos Delegados e Delegadas de Pernambuco (Adeppe), Diogo Victor.
Porto também assegurou que trabalhará para mobilizar a Casa com a finalidade de votar a regulamentação do texto.De acordo com Porto, a ideia é conversar com cada deputado para que a Lei seja analisada e possa chegar ao plenário.
“A Lei Orgânica já foi aprovada nacionalmente e agora é preciso que seja regulamentada pela Casa, de modo a garantir o fortalecimento da Polícia Civil de Pernambuco e a segurança pública no estado”, afirmou.
Leia maisO deputado, que é policial civil, tem denunciado a falta de reconhecimento e de condições dignas de trabalho da categoria.
“Temos apontado essa precariedade e é fundamental que esta realidade seja mudada. Ao mesmo tempo em que vemos policiais desvalorizados e desrespeitados, há registros da expansão territorial e organizacional do crime”, disse.
A reunião do deputado com os presidentes do Sinpol e da Adeppe aconteceu em meio à mobilização de policiais e delegados em favor da modernização da Polícia Civil. As duas entidades pedem a regulamentação da Lei Orgânica, a modernização da investigação e da estrutura da Polícia Civil, de forma que a instituição possa enfrentar o avanço do crime organizado e das facções criminosas.
A categoria quer também autonomia financeira e administrativa, regularização da carga horária, pagamento do reajuste de 33% – já reconhecido judicialmente -, e melhoria das condições de trabalho nas delegacias. Na terça-feira (27) policiais e delegados fizeram manifestação no centro do Recife, foram até o Palácio do Campo das Princesas, mas informaram que não foram recebidos por representantes do governo.
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A Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (ADEPPE) e o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE) encaminharam ofício conjunto à governadora Raquel Lyra solicitando a exoneração imediata do secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.
No documento, as entidades afirmam que fatos revelados pela imprensa nacional indicam possível interferência política na atuação da Polícia Civil, em ano eleitoral, e sustentam que a permanência do secretário no cargo compromete a legalidade, a autonomia policial e a confiança da sociedade nas instituições.
Confira a íntegra do ofício:
Leia maisOFÍCIO CONJUNTO ADEPPE/SINPOL nº 01/2026
Recife, PE, 28 de janeiro de 2026
À Excelentíssima Senhora
Governadora do Estado de Pernambuco
Palácio do Campo das Princesas
Recife/PE
Assunto: Solicitação de Exoneração Imediata do Secretário de Defesa Social, Dr. Alessandro Carvalho
Excelentíssima Senhora Governadora,
As entidades signatárias, Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (ADEPPE) e Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE), vêm, por meio deste ofício conjunto, manifestar sua extrema preocupação e absoluta indignação diante dos fatos recentemente revelados pela imprensa nacional, que envolvem a Polícia Civil do Estado de Pernambuco.
Tais fatos expõem possível situação de gravíssima violação à ordem jurídica, institucional e democrática. O quadro se torna ainda mais alarmante frente à confissão pública da própria Secretaria de Defesa Social de que houve ordem expressa para a realização de atuação policial, em pleno ano eleitoral, aparentemente, com viés político.
Esta conduta pode caracterizar um inaceitável desvio de finalidade, representando uma afronta direta e grave aos princípios constitucionais da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa, e, consequentemente, uma ameaça concreta ao Estado Democrático de Direito. Reiteramos que a possível utilização da estrutura policial para fins políticos é absolutamente incompatível com o regime democrático. A Polícia existe para investigar crimes, não para vigiar pessoas ou atuar por conveniência ou orientação política.
Diante da possibilidade da gravidade dos fatos e da possível admissão expressa de interferência política na atividade policial, a ADEPPE e o SINPOL-PE afirmam que o atual Secretário de Defesa Social, Dr. Alessandro Carvalho, perdeu completamente a legitimidade e as condições para comandar as forças policiais do Estado. Sua exoneração é imprescindível, sobretudo, para a apuração das condutas de forma isenta.
Dessa forma, as entidades representativas dos Delegados e Policiais Civis de Pernambuco exigem a sua imediata exoneração do cargo, como medida indispensável à preservação da legalidade, da autonomia da Polícia Civil e da confiança da sociedade nas instituições públicas.
Concluímos reafirmando nosso compromisso inegociável com a legalidade, com o Estado Democrático de Direito e com a atuação técnica, imparcial, constitucional e independente da Polícia Civil de Pernambuco, cientes de que “onde a lei é substituída pela arbitrariedade, a democracia se fragiliza e corre sério risco”.
Na certeza de sua pronta e sensível atenção ao pleito, que visa à defesa intransigente da democracia e da justiça, apresentamos nossos protestos de elevada estima e consideração.
Respeitosamente,
Diogo Victor
Presidente da ADEPPE
Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco
Aureo Cysneiros
Presidente do SINPOL
Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco
A Polícia Militar do Distrito Federal encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um ofício solicitando ajustes operacionais e de segurança na custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, conhecido como “Papudinha”. O documento classifica Bolsonaro como “custodiado sensível” e pede autorização para mudanças no regime de visitas, realização de caminhadas controladas e ampliação da assistência religiosa.
O ofício é assinado pela comandante-geral da PMDF, coronel Ana Paula Barros Habka, e foi encaminhado ao STF nesta quarta-feira. Caberá agora a Moraes decidir se autoriza as medidas solicitadas. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisNo ofício, a PMDF argumenta que, em razão das funções anteriormente exercidas por Bolsonaro, da repercussão institucional do caso e do grau de exposição pessoal, há risco potencial de hostilidades ou incidentes, o que exigiria um tratamento diferenciado. Segundo a corporação, as medidas propostas “não configuram privilégio”, mas ações preventivas voltadas à preservação da segurança institucional e da integridade física do preso.
Entre os pedidos, a PM solicita que o dia de visitação seja transferido da quinta-feira para o sábado. A justificativa é que, nos dias úteis, especialmente às quintas, há intenso fluxo de servidores, atividades administrativas e coincidência com o dia de visita dos demais presos da unidade, o que ampliaria os riscos e dificultaria o controle de acesso.
“Essa circunstância amplia de forma significativa os riscos à segurança institucional, dificulta a adequada segregação dos ambientes e compromete o controle rigoroso da circulação de pessoas no interior da unidade”, diz a PM-DF.
Aos sábados, sustenta a corporação, o movimento é reduzido, o que permitiria maior previsibilidade operacional e segregação adequada dos ambientes.
Outro ponto do ofício trata da autorização para caminhadas, de forma controlada e restrita, em locais previamente definidos, como o campo de futebol ou uma pista asfaltada nos fundos da Papudinha. A PM informa que o pedido foi feito pelo próprio custodiado, com base em recomendações médicas, e que a atividade ocorreria sob escolta e supervisão permanentes, sem contato com outros presos.
A corporação também pede a extensão da assistência religiosa ao ex-presidente, nos mesmos moldes já adotados no Batalhão, com acompanhamento da Capelania da PMDF nas vertentes católica e evangélica, observadas as rotinas administrativas e de segurança da unidade.
No documento, a PMDF ainda presta esclarecimentos sobre a distribuição de medicamentos a Bolsonaro, afirmando que o procedimento segue padrão aplicado a todos os custodiados, sob supervisão policial direta, com apoio eventual de preso do regime semiaberto para fins de remição de pena.
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A denúncia de espionagem ilegal praticada pela Polícia Civil de Pernambuco contra auxiliares do prefeito do Recife, João Campos (PSB), segue repercutindo entre personalidades políticas, jurídicas e da sociedade civil.
Nesta quarta-feira (28), o assunto entrou na pauta da 2ª Reunião Ordinária do Conselho Superior do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Em pronunciamento, o primeiro conselheiro do colegiado e ex-procurador-geral de Justiça, Aguinaldo Fenelon, condenou o episódio e pediu apuração rigorosa da estrutura do MPPE responsável pela fiscalização e controle da atividade policial.
“Fui estudante de Letras e de Direito na Católica e na Federal ao mesmo tempo. Eu era monitorado pelo regime. Fiquei pensando que tudo tinha acabado. De repente, me deparo com uma situação chata, preocupante. Toda a imprensa nacional falando de um monitoramento, rastreamento, sem o devido processo legal. E o mais grave: por um órgão que não tem competência para isso, que é o Dintel [Diretoria de Inteligência]. Teria que ser demandado por outro. Não tem nada formalizado. A conduta é totalmente contra o Estado Democrático de Direito e o que o Ministério Público sempre luta”, opinou.
Fenelon disse que mais grave que o monitoramento sem respaldo legal foi o fato de o Governo de Pernambuco ter insistido no argumento de que a medida foi correta. Essa posição foi externada, na segunda-feira (26), pelo secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, e reforçada na terça (27) pela governadora Raquel Lyra (PSD). “Ter ocorrido já foi uma grande preocupação. E o secretário dizer que é legal… eu não vinha falar desse assunto, mas vi o pronunciamento dizendo que era legal. Soube que o MP já fez ofício. Isso é muito bom. Mas é necessária uma apuração rigorosa. É necessário apurar a verdade, seja quem for o culpado. Não estou falando quem é o culpado, entrando no mérito, mas na forma desrespeitosa que atinge diretamente o Estado Democrático de Direito, fere a Constituição, fere a lei penal, fere tudo”, disparou.
O procurador também defendeu a entrada do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no caso para auxiliar o Centro de Apoio Operacional (CAO) de Defesa Social e Controle Externo da Atividade Policial diante dos apelos para que o MPPE apure um possível uso político da polícia em ano eleitoral. Por fim, voltou a criticar a arbitrariedade do monitoramento contra o secretário de Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Monteiro, e do irmão dele, Eduardo Monteiro, sem o devido processo legal. “É necessária uma apuração rigorosa para saber quem é o responsável. Hoje, quando saí de casa, pedi para o zelador olhar embaixo do meu carro. Qualquer um de nós pode ser investigado hoje”, asseverou.
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), relatou a líderes nesta quarta-feira (28) a intenção de votar o texto do acordo entre Mercosul e União Europeia na Casa até o Carnaval. O Congresso Nacional retoma os trabalhos na próxima semana e aguarda o envio da mensagem presidencial sobre o tratado para iniciar a análise.
“O presidente quer que se vote o acordo até o Carnaval”, afirmou o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), a jornalistas após reunião do colégio de líderes. Nesta quarta, o líder governista também indicou que debateria o envio do acordo com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
“[O acordo] é a prioridade das prioridades do presidente Hugo Motta e nossa do governo. Eu estou saindo para conversar com a ministra Gleisi para agilizar a chegada do documento”, disse Guimarães. As informações são da CNN.
Leia maisO tratado foi assinado em 17 de janeiro e ainda passará por uma análise jurídica pelo Tribunal de Justiça da União Europeia. Para entrar em vigor, no entanto, também depende do aval dos parlamentares dos países envolvidos.
“Sobre o Acordo Mercosul-UE, assim que chegar à Casa, daremos celeridade”, afirmou Hugo Motta em publicação nas redes sociais.
Para adiantar a análise, segundo líderes ouvidos pela CNN, o texto do acordo deve ser analisado pela representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) e, depois, diretamente pelo plenário da Câmara. Assim, não passaria pela análise das comissões permanentes da Casa.
Composta por deputados e senadores, a representação brasileira no Parlasul é presidida pelo deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que participou da reunião do colégio de líderes nesta quarta e deve ser um dos responsáveis por articular a tramitação do acordo.
Após o aval dos deputados, o tratado deve seguir para a análise do Senado.
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A vereadora Célia Galindo publicou, nesta quarta-feira (28), uma nota pública cobrando da governadora Raquel Lyra e da Secretaria Estadual de Educação a regularização do pagamento dos salários das merendeiras que atuam em escolas da rede estadual em Arcoverde. Segundo a parlamentar, há casos de até três meses de atraso nos vencimentos, mesmo com as profissionais mantendo as atividades normalmente.
De acordo com Célia Galindo, o gabinete tem recebido relatos frequentes de merendeiras em situação de dificuldade financeira, muitas delas responsáveis pelo sustento da família. “São mulheres que trabalham diariamente, cumprem suas obrigações e, ainda assim, estão há meses sem receber”, afirmou a vereadora, ao destacar o impacto direto dos atrasos na vida das trabalhadoras.
Na nota, a parlamentar também cobrou providências do Governo do Estado e da empresa responsável pela terceirização do serviço, a Unika Terceirização e Serviços LTDA, defendendo que não haja transferência de responsabilidades enquanto o problema persiste. “Não adianta empurrar a responsabilidade de um lado para o outro. Salário é direito, é dignidade”, declarou.
