Resultado de 1,16% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 56,68% e Lula com 43,32%
Resultado de 1,16% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 56,68% e Lula com 43,32%
Autor do pedido de CPI que foi arquivada, hoje, na Câmara do Recife, o vereador Thiago Medina (PL) avisou que solicitará votação e plenário e, se necessário, recorrerá à Justiça. As informações são do blog do Dantas Barreto.
Nas redes sociais, o liberal salientou que há fato determinado para investigar o prefeito João Campos (PSB), por ter nomeado um advogado como procurador na cota de pessoa com deficiência. Ele disse que o presidente do Legislativo, Romerinho Jatobá (PSB), acatou pedido de Campos.
Leia mais“A gente vai recorrer ao plenário e, não dando certo, vai para a Justiça. A Lei está do nosso lado. A ter CPI querendo o PSB ou não. Vamos recorrer até onde precisar”, disse Medina nas redes sociais.
Thiago Medina vê contradição do presidente da Câmara ao decidir pelo arquivamento. “Para o impeachment havia fato determinado e agora para a CPI não tem mais? O que aconteceu? O que mudou? João Campos seria, sim, culpado porque sabe que fraudou o concurso público para beneficiar o filho do juíz que arquivou o processo de corrupção dele”, cravou.
O vereador do PL disse que o arquivamento do seu pedido de CPI “só confirma que a Câmara Municipal não passa de um puxadinho da Prefeitura. O que João Campos manda eles fazem. Viram o que iam perder o apoio da população, quando descobrisse o que ele fez”, disparou Medina.
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Folha de Pernambuco
Fortes chuvas atingem Pernambuco no início desta semana. Uma das cidades que mais sofreu com as intensas precipitações foi Gravatá, no Agreste do estado. Junto com o Sertão do estado e Sertão do São Francisco, a região está em estágio de atenção emitido pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), válido até o fim desta terça-feira (3).
De acordo com a prefeitura de Gravatá, em nota publicada na madrugada desta terça, “não há relatos de feridos, só desalojados”. “Quando a chuva diminuir um pouco, será feito o apurado das ocorrências para contabilizar os danos ocorridos”, completou a gestão da cidade.
Leia maisDe acordo com a plataforma de monitoramento da Apac, uma região de Gravatá registrou 80 mm de volume de chuva, maior acumulado do estado nas últimas 12 horas. Outro ponto da cidade teve 53,4 mm. A prefeitura também confirmou, na mesma nota, que a Defesa Civil do município chegou a registrar 76 mm de precipitação em pouco mais de uma hora.
Nas últimas seis horas, no entanto, de acordo com a plataforma da Apac, o volume registrado nessas mesmas regiões de Gravatá foi de 0 mm. Na última hora, o número segue o mesmo. O sistema de monitoramento foi acessado pela reportagem às 7h04.
Pontos de alagamento
Em imagens enviadas à reportagem, é possível ver ruas do município completamente alagadas. Em um vídeo, inclusive, três homens empurram um carro, que aparenta ter parado de funcionar, com água até o capô.
Em algumas regiões, também é possível ver móveis sendo arrastados pelas ruas, e a população na porta de suas casas vendo a cena sem ter algo a fazer. Em um vídeo, inclusive, há muita água passando por dentro de uma residência, em outra imagem impressionante.
De acordo com a prefeitura, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil receberam chamados para atender áreas de alagamento e inundação “relacionadas aos canais do Salgadão, que também corta o bairro São José”.
“Os Bombeiros Civis também estão auxiliando neste trabalho. A Defesa Civil de Gravatá, a Guarda Civil Municipal e Bombeiros Militares estão atuando nas áreas de alagamento e inundação, retirando alguns moradores de suas casas e dando as orientações”, esclareceu a prefeitura.
Como buscar ajuda
A prefeitura de Gravatá orienta a população a acionar a Defesa Civil pelo telefone 0800-000-1379 em caso de necessidade. Também é aconselhado que populares evitem transitar nas áreas alagadas.
“A gestão municipal segue trabalhando com responsabilidade e compromisso, priorizando a segurança e o bem-estar dos gravataenses”, esclareceu.
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O presidente da Câmara do Recife, vereador Romerinho Jatobá (PSB), decidiu pelo arquivamento do pedido de CPI contra o prefeito João Campos (PSB), protocolado ontem (2) na casa. O documento foi publicado no Diário Oficial de hoje. As informações são do blog Cenário.
Especialista em matérias econômicas e patrono da Reforma Tributária, o deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) é o meu convidado para o podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco e transmissão para 165 emissoras do Nordeste, de hoje.
Economista, no Paraná o deputado foi prefeito da sua cidade natal e secretário de Fazenda por duas vezes. O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além da TV LW, de Arcoverde. Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Por Diana Câmara
A abertura da janela partidária para as eleições gerais de 2026 inaugura um dos períodos mais estratégicos do calendário político-eleitoral. Trata-se do intervalo em que parlamentares detentores de mandato proporcional podem mudar de partido sem que isso configure infidelidade partidária e, consequentemente, sem risco de perda do mandato.
Importa esclarecer que essa hipótese é aplicável apenas aos mandatários cujos cargos estarão em disputa nas eleições gerais de 2026, isto é, deputados federais, deputados estaduais e deputados distritais. Não se estende, por exemplo, aos vereadores que pretendam concorrer a outro cargo, como o de deputado, hipótese em que a desfiliação fora das situações legais pode ensejar a perda do mandato.
Leia maisO instituto encontra fundamento no art. 22-A da Lei dos Partidos Políticos, que estabelece as hipóteses em que a desfiliação partidária não acarreta perda do mandato. Entre essas hipóteses está justamente a chamada “janela partidária”, consistente no prazo de 30 dias que antecede o término do período mínimo de filiação partidária exigido para concorrer à eleição subsequente.
Para as eleições de 2026, o prazo mínimo de filiação partidária é de seis meses antes do pleito, conforme dispõe o art. 9º da Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições). Considerando que as eleições gerais ocorrerão em outubro de 2026, o prazo de filiação se encerra no início de abril do mesmo ano. Assim, a janela partidária será aberta nos 30 dias imediatamente anteriores a esse marco, período que tradicionalmente concentra intensas movimentações políticas e negociações partidárias.
É relevante destacar que a janela partidária alcança exclusivamente os detentores de mandato proporcional. Não se aplica a cargos majoritários, como governador, senador ou presidente da República, uma vez que, nesses casos, não há previsão de perda de mandato por infidelidade partidária nos mesmos moldes aplicáveis aos cargos proporcionais.
Embora seja instrumento legítimo previsto em lei, a janela partidária não constitui salvo-conduto para práticas irregulares. Não autoriza fraude à cota de gênero, não legitima manobras destinadas a burlar regras de federação partidária nem afasta o cumprimento de normas estatutárias internas que possam produzir efeitos financeiros ou disciplinares. A Justiça Eleitoral, especialmente o Tribunal Superior Eleitoral, mantém entendimento firme no sentido de que a exceção legal não pode ser utilizada como mecanismo de distorção do sistema representativo.
Sob o ponto de vista político, a janela partidária representa momento de reorganização das forças em disputa. Bancadas são redesenhadas, partidos buscam fortalecer nominatas proporcionais com vistas ao quociente eleitoral e intensificam-se negociações relacionadas ao fundo partidário, ao fundo especial de financiamento de campanha e ao tempo de propaganda eleitoral. Em um cenário marcado pelo fortalecimento das federações partidárias e pela consolidação da cláusula de desempenho, cada movimento produz repercussões que ultrapassam o interesse individual do parlamentar e impactam a própria engenharia do sistema eleitoral.
A janela partidária, portanto, constitui mecanismo de equilíbrio entre a autonomia política do mandatário e a estabilidade do sistema partidário. Não se trata apenas de troca de legenda, mas de decisão estratégica com efeitos jurídicos relevantes e impactos diretos na configuração da disputa de 2026. Para o parlamentar, é oportunidade de reposicionamento. Para os partidos, é momento de cálculo e articulação. Para a Justiça Eleitoral, é período que exige vigilância quanto à legalidade e à lisura do processo democrático. E, para o eleitor, é momento de observar com atenção quem muda por convicção e projeto coletivo e quem se move apenas por conveniência circunstancial.
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Daqui a pouco, às 9h, o município de Camocim de São Félix recebe a palestra seguida de sessão de autógrafos do meu mais recente livro, ‘Os Leões do Norte’. O evento acontece na Câmara dos Vereadores e conta com o apoio do prefeito Sóstenes Rubano (PSD) . A programação é voltada especialmente para alunos e professores da rede municipal.
À tarde, a partir das 14h, a cidade de Panelas vai sediar o lançamento de ‘Os Leões do Norte’. O evento será realizado na Escola Joaquim Nabuco e conta com o apoio do prefeito Ruben Lima (PSB).

‘Os Leões do Norte’ reúne 22 minibiografias de ex-governadores de Pernambuco (1930–2022), fruto de extensa pesquisa jornalística e historiográfica. A obra resgata a memória política e institucional do Estado e propõe uma reflexão sobre os legados, contradições e impactos das gestões ao longo de quase um século.
Qual PT está com João Campos?
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
A passagem do vereador Osmar Ricardo (PT) pela Câmara do Recife, nos últimos dois anos, encerrou após ele assinar o pedido de CPI para investigar o prefeito João Campos (PSB). O gestor exonerou, na noite de ontem (2), o titular da vaga, Marco Aurélio Filho (PV), que era secretário de Direitos Humanos e Juventude e volta para o Legislativo municipal, tirando Ricardo do jogo.
Fontes ligadas a João Campos não têm a menor dúvida de que Osmar Ricardo agiu cooptado pela governadora Raquel Lyra (PSD) porque a CPI visa desgastar João em ano eleitoral. A exoneração do secretário foi apenas a resposta do prefeito ao ato de Ricardo.
Leia maisO que se diz nos bastidores é que a oferta de Raquel Lyra para o agora ex-vereador deve ter sido muito generosa, a ponto de ele ceder mesmo ocupando um cargo exclusivamente por um gesto do prefeito, que chamou o titular da vaga, Marco Aurélio Filho, para ser secretário apenas para fazer um agrado ao PT e arranjar a vaga de Ricardo na Câmara.
Sobre a assinatura de Osmar Ricardo à CPI, uma fonte petista comentou: “contrapartida, né? Raquel está num processo intenso de cooptação pra ver se tem, ao menos, palanque duplo pra Lula”, disse, em reserva, o membro do PT. Segundo os relatos de bastidores, não será surpresa se movimentos semelhantes ocorrerem nos próximos meses, o que leva ao questionamento: qual é o PT que está do lado de João Campos? O que foi de tão especial que ofereceram a Osmar Ricardo para ele agir em ameaça a uma aliança nacional entre PT e PSB?
Como foi possível que um vereador até então aliado, ciente da articulação nacional entre os dois partidos, inclusive em vários estados, tenha agido para prejudicar o projeto do prefeito aliado de Lula e presidente da sigla do vice de Lula, Geraldo Alckmin?
Outras dúvidas também surgem, como: qual será o posicionamento do PT sobre a atitude de Ricardo? A atitude foi considerada pelo presidente estadual da sigla, Carlos Veras, como “decisão individual”, segundo declarou ao blog Dantas Barreto. Mas dá pra confiar? Até onde vai a fidelidade petista diante das investidas do campo adversário?
Mais: a articulação política de João Campos está preparada para o jogo pesado que vem sendo jogado? Para atuar contra uma máquina como o Governo de Pernambuco?
Novo secretário – A Prefeitura do Recife anunciou que Diogo Stanley é o novo secretário de Direitos Humanos e Juventude, no lugar de Marco Aurélio. Ele já atuava como secretário executivo da pasta e assume o cargo com a missão de dar continuidade às políticas públicas estruturadas na área.

Gratidão – O prefeito João Campos agradeceu a contribuição de Marco Aurélio à frente da secretaria e destacou a parceria construída ao longo do período. “Marco deu uma contribuição importante para fortalecer as políticas de direitos humanos e juventude no Recife, com diálogo, sensibilidade e compromisso social. Agradeço pelo trabalho realizado e tenho certeza de que seguiremos alinhados, agora também na Câmara, defendendo as pautas que ampliam direitos e promovem inclusão na nossa cidade”, afirmou.
Compromisso – Ao assumir a pasta, Diogo Stanley ressaltou o compromisso com a continuidade das ações. “Recebo essa missão com responsabilidade e vamos seguir fortalecendo as políticas públicas da secretaria, ampliando o diálogo e garantindo a promoção dos direitos humanos no Recife”, declarou. Já Marco Aurélio Filho agradeceu a oportunidade de integrar a gestão municipal. “Foi uma honra contribuir com essa política pública tão importante para a cidade. Retorno à Câmara com o compromisso de seguir colaborando e estarei sempre à disposição para ajudar no que for necessário. Sou um soldado de um time que se acostumou a fazer mais e diferente”, disse.
Sob nova direção – O novo presidente do Partido Liberal (PL) em Petrolina (Sertão), Carlos Britto, realizou a primeira reunião oficial do diretório municipal após assumir o comando da legenda. O encontro reuniu a vice-presidente, Lara Cavalcanti, o tesoureiro, Pedro Rolim, o secretário Messias do Gênesis e os vogais Patrick Vileneuve Alves Silva, José Lino da Silva Filho e Bruno Carvalho. Na pauta, estratégias de organização e fortalecimento do partido no município e no Sertão pernambucano, com foco nas eleições de 2026.

Campanha 2026 – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a integrar, ontem (2), a equipe de advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Papuda, em meio à pré-campanha à Presidência da República. Ao compor formalmente a defesa do pai, Flávio garante acesso livre à unidade prisional durante os preparativos para a disputa presidencial. Da prisão, Bolsonaro tem traçado estratégias tanto para o Planalto quanto para a composição de alianças nos estados. As informações são da CNN.
CURTAS
De casa nova – A ex-deputada federal Marília Arraes comunicou à presidência nacional do Solidariedade, na última sexta-feira, que deixará a sigla para disputar o Senado em Pernambuco pelo PDT. A filiação dela na nova sigla está prevista para o dia 12 de março.
O que disse Marília – “Hoje assumo a responsabilidade. Não tem volta atrás. Eu não tenho direito de fazer isso com mais de 40% da população que quer que a gente esteja no Senado” — disse a ex-deputada, que referencia o resultado mais recente da pesquisa Datafolha.
Lado de Lula e João – Nas redes sociais, Marília também reforçou o apoio a Lula e ao prefeito João Campos (PSB), que é pré-candidato ao governo estadual. As informações são do jornal O GLOBO.
Perguntar não ofende: Até onde vai a fidelidade do PT?
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Por Anthony Santana – Blog da Folha
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), anunciou uma mudança no primeiro escalão da gestão da capital pernambucana. O secretário de Direitos Humanos e Juventude, Marco Aurélio Filho (PV), deixa o cargo e o então secretário executivo da pasta, Danilo Stanley, assume a titularidade.
Marco estava licenciado do cargo de vereador e deve retornar à Câmara Municipal do Recife. A mudança também afeta o vereador Osmar Ricardo (PT), presidente do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores no Recife, que voltará a suplência.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de indeferir o pedido de prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro (PL) apresenta detalhes de relatórios técnicos sobre a rotina do ex-presidente preso no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, e trechos do relatório da perícia médica para sustentar a decisão de negar o pedido. Moraes considerou que Bolsonaro tem atendimento adequado no local.
O documento aponta que, em um período de 39 dias de análise (entre 15 de janeiro e meados de fevereiro de 2026), Bolsonaro teve atendimento médico em 144 ocasiões diferentes (média de quase quatro por dia), mantém sete horas de sono diárias, assiste a programas esportivos e realiza caminhada, sob escolta, de cerca de 1 km no final da tarde. As informações são do g1.
Leia maisDe acordo com o laudo da perícia médica da Polícia Federal, que foi solicitado por Moraes, Bolsonaro:
O batalhão dispõe de um médico da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e uma Unidade de Saúde Avançada do SAMU, com enfermeiro, em sistema de rodízio 24 horas para acompanhar o ex-presidente, o que justifica a quantidade de atendimentos médicos no período analisado.
A perícia médica atestou que as comorbidades de Bolsonaro, como hipertensão, apneia do sono grave e aderências abdominais, estão sob controle clínico e medicamentoso, não exigindo transferência para ambiente hospitalar.
Além do suporte oficial, Bolsonaro recebe visitas semanais de um fisioterapeuta particular para sessões de acupuntura e alongamento, e o acompanhamento de seu médico particular, Dr. Brasil Caiado. Foram 13 sessões contabilizadas no período da análise.
Alimentação
O laudo pericial da Polícia Federal traz observações específicas sobre a alimentação de Bolsonaro, destacando que seus hábitos alimentares não estão adequados às suas condições de saúde. O documento detalha que há um baixo consumo de alimentos naturais, sendo a dieta descrita como pobre em frutas, verduras e hortaliças.
Os peritos registraram um excesso de ultraprocessados e açúcares, com consumo frequente de itens como biscoitos e bolos.
O relatório aponta falta de controle dietético e ponderal (de peso) necessários para o tratamento de suas comorbidades, como o refluxo gastroesofágico, destacando que não há medicamento prescrito para o tratamento de obesidade.
Apesar dessas escolhas alimentares pessoais, a perícia médica e a decisão judicial confirmam que o ambiente carcerário do 19º Batalhão da Polícia Militar tem total capacidade para garantir uma dieta fracionada e todas as medidas assistenciais adequadas.
O laudo menciona o funcionamento intestinal do ex-presidente: segundo o documento, Bolsonaro relatou aos peritos ter um hábito intestinal de três a quatro vezes por semana.
Cuidados com sono, refluxo e prevenção solar
O laudo aponta que o ex-presidente relatou roncos e despertares frequentes, mas apresentou uma melhora de cerca de 80% na qualidade do sono após iniciar o uso de um aparelho CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas) em meados de fevereiro. Os peritos recomendaram o acompanhamento contínuo com um especialista em medicina do sono para monitorar o tratamento da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS).
Quanto ao refluxo gastroesofágico, embora o ex-presidente faça uso de medicação contínua e mantenha a cabeceira da cama elevada, os médicos apontaram falhas em medidas comportamentais.
O relatório destaca que o hábito de repousar logo após o almoço e a falta de controle de peso prejudicam a eficácia do tratamento gástrico. Além disso, devido às caminhadas diárias ao ar livre, foi prescrita uma rotina rigorosa de prevenção ao câncer de pele, incluindo o uso de filtro solar (fator 30 ou superior), roupas com proteção UV, chapéu e óculos escuros, evitando a exposição ao sol entre 10h e 16h.
Visitas e atividade política
A decisão de Moraes destaca que a “intensa atividade política” de Bolsonaro na prisão corrobora sua boa condição de saúde mental. No período analisado, foram 36 visitas de pessoas que não são da família de Bolsonaro
Além de visitas permanentes da esposa, Michelle, e dos filhos, o ex-presidente recebeu 36 visitas de terceiros solicitadas pela defesa. Entre os visitantes registrados estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), além de uma comitiva de senadores e deputados aliados, como Rogério Marinho (PL-RN), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Helio Lopes (PL-RJ).
Bolsonaro também teve assistência religiosa em quatro ocasiões e reuniões com advogados em 29 dias do período analisado.
Negativa da prisão domiciliar
Ao negar o pedido de prisão domiciliar, o ministro Alexandre de Moraes ressaltou que o ambiente prisional atende integralmente às necessidades do condenado e respeita a dignidade da pessoa humana.
O magistrado também citou como fator impeditivo a tentativa de fuga e a violação da tornozeleira eletrônica ocorrida em novembro de 2025, antes do trânsito em julgado da condenação.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de reclusão em regime inicial fechado, conforme fixado pelo STF.
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O novo presidente do Partido Liberal (PL) em Petrolina, Carlos Britto, realizou a primeira reunião oficial do diretório municipal após assumir o comando da legenda. O encontro reuniu a vice-presidente Lara Cavalcanti, o tesoureiro Pedro Rolim, o secretário Messias do Gênesis e os vogais Patrick Vileneuve Alves Silva, José Lino da Silva Filho e Bruno Carvalho. Na pauta, foram discutidas estratégias de organização e fortalecimento do partido no município e no Sertão pernambucano, com foco nas eleições de 2026.
Segundo Britto, a prioridade será ampliar a base de filiados e estruturar novos diretórios na região. “Assumimos o PL com a responsabilidade de fortalecer o partido em Petrolina e em todo o Sertão. Vamos trabalhar para ampliar nossas bases, dialogar com a população e construir um projeto político sólido para 2026”, afirmou. A vice-presidente Lara Cavalcanti também destacou o planejamento interno da legenda. “Estamos estruturando o partido com planejamento e unidade. Nosso objetivo é crescer com responsabilidade e consolidar o PL como uma força ativa”, declarou.
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta segunda-feira que fechou o estreito de Hormuz para navegação, e ameaçou incendiar qualquer navio que tentar passar pelo trecho que separa o país persa da península Arábica.
A decisão, se cumprida, ameaça parar de vez o fluxo de petroleiros e embarcações que transportam por lá 20% do óleo e do gás natural liquefeito consumidos diariamente pelo mundo. A largura do estreito é de meros 40 km em seu ponto mais apertado. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisSites de monitoramento de tráfego marítimo já mostravam uma queda acentuada no movimento, com mais de 350 navios lançando âncora de um lado ou do outro estreito. Desde os EUA e Israel atacaram Irã no sábado (28), disparando a nova guerra na região, ao menos quatro petroleiros foram atingidos por drones da teocracia.
“O estreito de Hormuz está fechado. Se alguém tentar passar, os heróis da Guarda Revolucionária e da Marinha incendiarão esses navios”, disse Ebrahim Jabari, assessor do comandante da principal unidade militar do país —que ganhou um novo chefe após a morte de Mohamad Pakpour no ataque de sábado.
A área em si é bastante exposta. A faixa de tráfego em águas internacional por lá é de 3 km, e no ponto mais estreito apenas 33 km separam a costa do Irã da de Omã.
Contra a retórica há o fato de que as forças navais de Teerã estão sob forte ataque, principalmente de aviões americanos. Imagens de satélite mostraram o principal porto do estreito, Bandar Abbas, em chamas no sábado. É lá que fica o princial QG da Guarda.
Há pouca informação, mas militares israelenses relatam que os EUA estão bombardeando as 16 instalações conhecidas de Teerã na região, inclusive as bases de mísseis antinavio do país, que têm alcance de até 300 km, pode cobrir parte do golfo de Omã.
Lá os EUA já disseram ter afundado todos os 11 navios operados por Teerã, algo que o Irã não comenta.
Hormuz foi um dos palcos da chamada Guerra dos Petroleiros (1981-88), parte da Guerra Irã-Iraque (1980-88) em que ambos os lados atacaram navios mercantes na região. Teerã foi responsabilizada po 168 ataques, e Bagdá, por 263.
O potencial desruptivo nessas áreas é enorme, como a operação dos rebeldes houthis em apoio ao Hamas na guerra com Israel (2023-2025) mostrou. Disparando mísseis e drones contra navios mercantes e militares, o comércio no mar Vermelho foi seriamente afetado, com novas rotas obrigando o aumento do frete marítimo em até cinco vezes.
Até este momento, os houthis não participaram de forma ativa da guerra atual, embora digam estar prontos para isso. Assim como o Hamas, Hezbollah e outros, eles são apoiados pelo Irã.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a integrar nesta segunda-feira (2) a equipe de advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Papuda, em meio à pré-campanha à Presidência da República.
Ao compor formalmente a defesa do pai, Flávio garante acesso livre à unidade prisional durante os preparativos para a disputa presidencial. Da prisão, Bolsonaro tem traçado estratégias tanto para o Planalto quanto para a composição de alianças nos estados. As informações são da CNN.
Como filho, o senador teria direito a visitas apenas duas vezes por semana: às quartas-feiras e aos sábados.
Leia maisA estratégia repete movimento adotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2018, quando o hoje ministro da Fazenda, Fernando Haddad, resgatou sua inscrição na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para atuar como advogado de Lula, então preso na Superintendência da PF (Polícia Federal), em Curitiba, durante a pré-campanha presidencial.
Na ocasião, Lula se lançou candidato ao Planalto mesmo detido, tendo Haddad como vice. Posteriormente, Haddad assumiu a cabeça da chapa, que passou a ter como vice a ex-deputada Manuela D’Ávila, então no PCdoB.
Flávio é formado em direito pela Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. Ele obteve a carteira da OAB em julho de 2006.
Antes de Flávio, o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida já havia sido substabelecido como advogado de Bolsonaro, também com o objetivo de auxiliar na articulação política.
A defesa do ex-presidente é composta pelos advogados Celso Vilardi, Paulo Cunha Bueno e João Henrique Nascimento Freitas.
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