Resultado de 1,16% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 56,68% e Lula com 43,32%
Resultado de 1,16% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 56,68% e Lula com 43,32%
Autor do livro “Da Governança à Esperança”, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e ex-deputado federal Augusto Nardes ressalta a importância das palavras que batizam a citada obra. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele afirmou que a governança é a única forma para o Brasil se manter com credibilidade e garantir seu futuro com “esperança”.
“A governança é a única forma que eu vejo de o Brasil ter esperança, de que o dinheiro que o cidadão paga de impostos seja bem aplicado. Cada um de nós paga 150 dias de trabalho de impostos por ano, e agora, com a concentração na União após a reforma tributária, vai passar para 170 dias. Você trabalha 170 dias para pagar impostos e sente que não tem uma retribuição adequada, porque não tem segurança. Nos lugares em que não tem governança, porque o Estado não manda, quem manda é o PCC (Primeiro Comando da Capital). Hoje, 23 milhões de brasileiros são dominados pelo crime organizado”, disparou Nardes.
Leia maisO ministro lembrou o período em que presidiu a corte de contas, entre 2013 e 2014, quando o Brasil conquistou uma liderança em nível mundial no assunto, e soltou críticas ao atual governo. “Sem falsa modéstia, eu contribuí para isso. Nós começamos a articular, presidimos todos os tribunais (de contas) da América Latina e do Caribe e começamos a trabalhar para o Brasil presidir o sistema mundial de controle, que são 195 países. Nós chegamos à presidência do sistema e, com isso, passamos a auditar as Nações Unidas. Nós começamos esse trabalho. Não tinha indicadores, não tinha estratégia. O que falta no país é estratégia, não tem projeto de Estado, de nação. É um grande projeto eleitoreiro. O governo faz só projetos eleitoreiros, sobre como faz para ganhar eleição, independentemente de quebrar ou não o país”, colocou.
Nardes ainda citou dados preocupantes relativos à Previdência Social. “Hoje temos 58 milhões de brasileiros que pagam a Previdência e 34 milhões que recebem. Nós chegamos a ser 14 pagando para um receber, hoje é praticamente 1,7. O nosso período de ouro, de ter bastante gente contribuindo para pagar a Previdência, está passando. Praticamente já estamos na mudança, e com um envelhecimento muito grande da população. E nós ainda temos 23 milhões de pessoas com Bolsa Família. Se multiplicarmos por 4, dá praticamente 60 milhões de pessoas que estão recebendo o benefício, e quem paga por isso é o cidadão empregado, porque é descontado de todos os impostos de todo o Brasil. Então quem paga é quem contribui com os impostos para a Previdência, e dali vai sair o dinheiro para os futuros aposentados. O que vai acontecer é que o país não vai conseguir pagar a Previdência no futuro. O maior gargalo hoje é a Previdência, porque nós temos praticamente 60 milhões que recebem o Bolsa Família. Somando, dá 94 milhões numa população de 212 milhões. Praticamente a metade do Brasil está recebendo um tipo de auxílio, e quem paga isso são 30% através dos impostos. Então o país não tem projeto de Estado para crescer, o crescimento está muito baixo, de 1,5% a 3% ao ano. Nós tínhamos que crescer acima de 5% para poder equilibrar a situação econômica do país. E só estamos ensinando as pessoas a comer, dando comida e não ensinando a pescar”, concluiu.
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Durante o encontro que Lula teve, há pouco, no Palácio do Planalto, com o prefeito João Campos (PSB), fez questão de reconfirmar sua presença no Galo da Madrugada, no próximo sábado. Vazou que a governadora Raquel Lyra (PSD) chegou a interferir, junto ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, para que Lula evitasse a agenda de carnaval no Recife.
Lula cancelando, a pedido de Raquel, segundo uma fonte, a deixaria numa posição confortável para justificar um duplo palanque no Estado em apoio a reeleição do petista. Mas Lula mostrou, ao longo do encontro, que estará com João no Galo e na eleição.
O Progressistas (PP), partido que nos últimos meses se posicionou publicamente como oposição ao presidente Lula, começa a ensaiar um movimento de aproximação com o PT em alguns estados estratégicos do país.
Apesar do discurso nacional mais crítico ao governo, o PP integra a Esplanada dos Ministérios e carrega, historicamente, uma forte divisão interna — fator que ajuda a explicar as conversas em andamento. As informações são do g1.

Tradicionalmente, o partido é marcado por uma clivagem regional: lideranças do Norte e do Nordeste tendem a ser mais alinhadas a governos de esquerda, enquanto os quadros do Centro-Sul costumam se aproximar de projetos de centro-direita.
Esse racha interno gera dificuldades quando o partido assume uma posição nacional muito rígida em disputas presidenciais, pois pode criar rejeição local e atrapalhar alianças estaduais.
Diante desse cenário, caciques do PP têm defendido uma saída pragmática: a neutralidade na eleição presidencial.
A ideia é simples: ao evitar um alinhamento formal contra Lula, o partido libera suas lideranças estaduais para costurar os arranjos mais vantajosos localmente, com foco principal em ampliar bancadas na Câmara dos Deputados, objetivo central de praticamente todas as siglas.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, esse processo de distensão ganhou força após uma conversa reservada entre o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, e o presidente Lula, realizada fora da agenda oficial no fim do ano passado.
Ciro Nogueira nega o encontro, mas lideranças do partido relatam que esse teria sido o primeiro contato após um período de tensão, servindo justamente para reabrir canais de diálogo e facilitar negociações nos estados.
Atualmente, as conversas entre PP e PT estão em curso em pelo menos seis estados: Piauí, Paraíba, Maranhão, Ceará, Alagoas e Pernambuco. Em alguns deles, o entendimento buscado é apenas pela neutralidade; em outros, já se fala em alianças formais.
No Piauí, estado de Ciro Nogueira, o PT deve lançar Rafael Fonteles à reeleição ao governo, com uma chapa já formada ao lado de MDB e PSD. Ali, o interesse do PP é claro: evitar que Lula atrapalhe o caminho político do senador no estado.
Situação semelhante ocorre em Alagoas, onde Renan Calheiros pai e filho articulam uma chapa majoritária. Embora não estejam alinhados com Arthur Lira, principal liderança do PP no estado, o objetivo também é garantir que Lula não se coloque como obstáculo local.
Já na Paraíba, o movimento é mais explícito. Lucas Ribeiro, candidato do PP ao governo estadual, já declarou que seu palanque será de Lula, indicando uma aliança formal com o PT. Esse tipo de posicionamento reforça a avaliação de que, apesar do discurso nacional, o partido tende a adotar uma estratégia altamente descentralizada em 2026.
Lideranças do PP afirmam que a definição final deve ser empurrada o máximo possível para perto da janela partidária, justamente para observar como o tabuleiro político nacional e estadual vai se acomodar. A criação de federações, como a já aprovada envolvendo outras siglas, também entra nessa conta e pode alterar os cenários regionais.
Na Bahia, por exemplo, o PP integra o governo de Jerônimo Rodrigues (PT), enquanto ACM Neto, da União Brasil, desponta como possível candidato ao governo do estado. Esse tipo de contradição ilustra bem o dilema vivido pelo partido: equilibrar alianças locais com um discurso nacional coerente — tarefa cada vez mais difícil em um sistema político fragmentado.
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A polêmica envolvendo o Banco Master tem gerado muitos rumores em Brasília quanto à atuação dos órgãos de controle. O ministro e ex-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, apontou que a atribuição de fiscalizar é do Banco Central, que por sua vez é fiscalizado pela corte de contas. Mas a liquidação do Banco Master, segundo ele, não cabe ao TCU.
“Vou direto ao ponto. Quem cabe fiscalizar o Banco Master é o Banco Central. E cabe ao Banco Central ser fiscalizado pelo TCU. Se o Banco Central cometeu algum equívoco, o TCU pode penalizá-lo. Cheguei a falar com o ministro Jonatas de Jesus, que é o relator desse caso, para deixar amadurecer um pouco mais. E aí aconteceu toda essa polêmica, o TCU teve a postura de avaliar bem a situação para depois tomar uma decisão. Porque no caso do Banco Master, tem interessados que são muito fortes, envolve inclusive dois ministros do Supremo Tribunal Federal, então é uma situação muito delicada, tem que ir com muito cuidado. O limite do TCU é fiscalizar a parte do Banco Central, se ele deixou de fiscalizar ou não fiscalizou corretamente, para depois definir uma punição para os gestores do Banco Central, respeitando a autonomia do Banco Central”, explicou Nardes, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
Leia mais“Cabe ao Banco Central fazer a liquidação. Ele tem autonomia para isso. Agora, cabe também ao TCU fiscalizar os atos de toda a administração do Banco Central. Se houve legitimidade, se foi feito tudo legal, o TCU não tem que se omitir na matéria. Então é importante que o tribunal faça essa avaliação. Acho que houve por parte do TCU uma falta de explicação, que cabe ao tribunal fazer a fiscalização. Quanto à matéria de fato, a decisão é do Banco Central. Então, se houve algum tipo de irregularidade e for demonstrado que houve irregularidade, nós podemos punir os gestores do Banco Central. É isso que cabe ao tribunal, mas a fiscalização e a liquidação cabem ao Banco Central, dentro das regras legais, mas ele tem autonomia. Não cabe o tribunal fazer a liquidação, mas cabe fiscalizar os atos da administração do Banco Central”, completou o ministro.
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Uma fonte procurou o blog para relatar atrasos no pagamento de trabalhadores terceirizados da empresa Unika, que atuam na Secretaria de Educação de Pernambuco. Segundo a denúncia, os salários estariam atrasados desde a última sexta-feira e sem previsão de quitação.
A fonte afirma ainda que o FGTS não vem sendo depositado há três meses e que também não há contribuição ao INSS no mesmo período. Além disso, funcionários que tiraram férias em dezembro ainda não teriam recebido os valores correspondentes.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou nesta terça-feira do CEO Conference Brasil 2026, realizado pelo BTG Pactual, e afirmou que o Brasil vive “o maior volume de investimentos do setor portuário na história”. O ministro integrou o painel “As perspectivas para os modais de transporte no Brasil”, ao lado do ministro dos Transportes, Renan Filho, e representantes do mercado financeiro e do setor produtivo.
Durante o encontro, Silvio destacou que o governo federal prevê a realização de mais de 19 leilões portuários ainda em 2026. Entre os projetos citados, ele mencionou o Porto de São Sebastião e o Tecon Santos 10, apontado como o principal destaque do pacote. “Vamos fazer o maior leilão da história, que é o Tecon Santos 10. Esperamos investimentos da ordem de mais de R$ 4 bilhões”, declarou.
O ministro também afirmou que os investimentos previstos para o setor portuário neste ano superam R$ 30 bilhões e ressaltou o crescimento do segmento de contêineres. “Esse ano, temos no Brasil mais de R$ 30 bilhões em investimentos no setor portuário”, disse. Silvio acrescentou que o setor de contêineres “tem crescido mais de 15%” e destacou que o avanço tem atraído capital nacional e estrangeiro. “Estamos muito animados com o volume de investimentos não só de brasileiros investindo em nosso país, mas também com o grande volume de investimentos estrangeiros que estão vindo para o Brasil”, afirmou.
A quarta edição do Alepe Folia, prévia carnavalesca promovida pela Assembleia Legislativa de Pernambuco, reuniu parlamentares, servidores e colaboradores da Casa nesta terça-feira (10), em um trecho da Rua da União, no Centro do Recife. O evento teve formato de “baile” e registrou aumento de público em relação às edições anteriores.
A programação foi conduzida pelo presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto, e pelo 1º secretário, deputado Francismar Pontes. A abertura contou com um mini trio-elétrico e apresentações de Almir Rouche, Mayara Dias, Marquinhos Balada e da banda Chama do Brega, que animaram os foliões ao longo da prévia.
Durante o evento, Álvaro Porto afirmou que o Alepe Folia tem como objetivo integrar parlamentares e servidores e celebrar a cultura pernambucana. “A alegria, a musicalidade e a criatividade do povo pernambucano tem a sua expressão máxima no carnaval. E a Assembleia, como já é tradição, promove sua prévia inspirada pela grandeza desta manifestação”, disse. O deputado também destacou o caráter de confraternização do encontro. “Que todos possamos aproveitar bem o espírito festivo e brincar o carnaval num clima de alegria e tranquilidade”, afirmou.
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tratou da possibilidade de o candidato a vice na chapa à reeleição ser do MDB durante uma conversa com ele e outro parlamentar do partido em um encontro no fim do ano passado, na Granja do Torto.
Lula admitiu publicamente pela primeira vez na semana passada a hipótese de mudar a composição da chapa ao afirmar que o vice Geraldo Alckmin terá um “papel a cumprir” na eleição em São Paulo. Um dos cotados para vice, caso a função caiba ao MDB, é o ministro Renan Filho (Transportes), filho de Renan Calheiros. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisQuestionado se Lula aceitaria ter um vice do MDB, Renan afirmou:
— Quem falou isso foi o Lula, não fomos nós. Ele tratou disso comigo no dia 17 de dezembro, na Granja do Torto — disse Renan.
A declaração reforça a movimentação do Palácio do Planalto para ampliar a aliança governista em direção ao centro político, estratégia vista por aliados como essencial para a disputa presidencial. O MDB é considerado peça-chave nesse desenho por sua capilaridade regional e peso no Congresso, embora a legenda mantenha tradição de decisões autônomas nas convenções partidárias. Procurada, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) não se manifestou.
Renan afirmou que uma eventual indicação do vice dependeria primeiro de um convite formal do presidente e, depois, da disputa interna no partido. Segundo ele, o principal ativo que o MDB poderia oferecer seria o apoio de uma “banda consistente” da legenda, capaz de ampliar a coalizão eleitoral de Lula. O senador citou quadros como a ministra Simone Tebet (Planejamento), o governador do Pará, Helder Barbalho, e o presidente do partido, Baleia Rossi, mas ressaltou que o debate ainda “não está posto”.
A possibilidade de mudança na vice ocorre em meio às incertezas sobre a permanência de Alckmin. Lula tem alternado sinais públicos: ao mesmo tempo em que elogia Alckmin, admite discutir novos arranjos para ampliar alianças e fortalecer a reeleição.
Nos bastidores, dirigentes governistas avaliam que oferecer a vaga ao MDB poderia consolidar apoio de setores do centro e reduzir a margem de crescimento de candidaturas adversárias. A estratégia dialoga com outras iniciativas recentes de aproximação com partidos médios, incluindo conversas com lideranças do PP e do União Brasil para neutralidade ou composição regional no pleito.
Apesar disso, Renan ressaltou que o MDB não pode ser “obrigado” a apoiar qualquer candidatura e que a definição dependerá do calendário formal das convenções, previstas até agosto. Para o senador, a escolha de vice é sempre circunstancial e vinculada à estratégia eleitoral do candidato à Presidência.
A eventual composição entre Lula e MDB, caso avance, tende a redesenhar o equilíbrio político da eleição de 2026, isolando setores mais à direita e ampliando o arco de sustentação do atual presidente.
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Relator das chamadas pedaladas fiscais, que culminaram no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, nega que houve corrupção por parte da petista naquele episódio. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, Nardes reconheceu que a ex-chefe do Executivo nacional não chegou a “botar dinheiro no bolso”, mas sustenta que houve crime de responsabilidade.
“As pedaladas não foram uma corrupção, mas foi desvio daquilo que a lei estabelece. Foi um desvio fiscal nos fundos de pensão, com impacto que faz com que você perca a credibilidade. Nós perdemos 8% do PIB entre 2015 e 2016. Imagina crescer 8% negativo, para baixo”, considerou o ministro do TCU.
Leia mais“Eu diria que a ex-presidente cometeu crime de responsabilidade. Porque ela não podia fazer isso sem autorização do Congresso Nacional, o que se precisa para fazer qualquer mudança no Orçamento. Não vou dizer que ela tenha desviado. Agora, foi um processo também político, mas houve o crime de responsabilidade”, completou Nardes.
Ainda segundo o ministro, que foi deputado federal antes de chegar à corte de contas, apesar da rejeição às contas da petista, a falta de apoio no Congresso foi crucial para o impeachment. “Aí que foi o problema. Ela brigou ainda com o presidente da Câmara dos Deputados da época (Eduardo Cunha). Eu fiz o relatório, foi unânime o relatório, todos os ministros votaram favoravelmente, inclusive ministros mais vinculados à esquerda, que eu não vou citar nomes. Então não foi o meu parecer, foi um parecer coletivo do TCU, e que depois a Câmara aceitou, o Senado aceitou e deu o impeachment da presidente Dilma. Então ela usou o dinheiro de forma ilegal. Eu não vou dizer que ela tenha botado esse dinheiro no bolso dela, que não botou. Mas ajudou ela a ganhar a eleição, porque usou no Bolsa Família, e pegou o dinheiro de fundos que quebraram”, elencou Nardes.
Por fim, o ministro desmentiu a tese de que houve golpe contra a então presidente Dilma Rousseff e ainda ressaltou que houve uma “proposta fora do normal” que não suspendeu os direitos políticos dela por oito anos, como ocorreu com Fernando Collor, o primeiro presidente a sofrer impeachment, em 1992.
“O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que presidiu a sessão foi o Ricardo Lewandowski, então diziam que era golpe, e não foi. Até porque foi presidido, a decisão final foi no Senado, passou pela Câmara. Em um processo de impeachment, você tem que ter uma acusação muito séria, que é levada para a Câmara dos Deputados e depois para o Senado. Ela tinha que fazer um número de 168 votos, mas fez de forma muito minoritária, apenas 142 votos, e com isso o processo continuou. Eu fiz um parecer, mas alertei a Dilma três anos antes. Em 2012, o ex-ministro José Jorge relatou as contas e descobriu que estava sendo feita uma contabilidade criativa. Quando eu fui relatar as contas, aquela maquiagem já estava maior. E aí aconteceu em 2014, quando ela disputou a reeleição, ela aumentou muito dinheiro para o Bolsa Família. Ela pegava dinheiro dos fundos de pensão, e aí quebrou o fundo de pensão dos Correios, o da Petrobras, e vários fundos quebraram, consequência de se usar o dinheiro deles para pagar o Bolsa Família, que aumentou no Nordeste. No segundo turno, isso foi muito importante. E aí que começaram a surgir as chamadas pedaladas fiscais. Porque ela pegava o dinheiro dos fundos, depois ia repor com a arrecação do ano seguinte”, concluiu.
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Em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira, no Palácio do Planalto, o prefeito do Recife e presidente do PSB, João Campos, reforçou ao petista a intenção do partido de manter Geraldo Alckmin como seu vice na disputa eleitoral deste ano. A conversa durou cerca de uma hora, e Campos disse ter saído dela “animado” e “seguro” quando à parceria eleitoral entre os PT e PSB.
— Os dois vão construir isso da melhor forma, há uma relação de carinho e respeito entre eles. Não cabe um interlocutor, não é um presidente de partido que vai tratar disso — afirmou Campos a jornalistas na saída do encontro. Apesar disso, diz ser “importante para o partido a manutenção do vice-presidente Geraldo Alckmin na chapa”. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais— A conversa é muito franca, muito verdadeira e sempre muito amistosa com o presidente Lula. Ele sabe que pro nosso partido é importante essa construção (manter a vice-presidência). É natural que conversas entre um presidente e um vice-presidente ocorram em um ambiente de muita confiança, de muito respeito, principalmente pelo perfil dos dois — disse Campos
O prefeito de Recife, que comanda a sigla de Alckmin, ressaltou que o PSB e o PT têm uma aliança que vale para o país inteiro, inclusive com apoios recíprocos “em candidaturas ao Senado, aos governos estaduais”. Campos pleiteia o apoio de Lula à sua candidatura ao governo de Pernambuco neste ano, mas a atual governadora, Raquel Lyra (PSD), que vai se candidatar à reeleição e se aproximou do governo Lula nos últimos dois anos, atua para que o presidente se mantenha neutro na disputa e suba nos dois palanques.
Mais cedo, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou que Lula tratou da possibilidade de o candidato a vice na chapa à reeleição ser do MDB durante uma conversa com ele e outro parlamentar do partido em um encontro no fim do ano passado, na Granja do Torto.
Lula admitiu publicamente pela primeira vez na semana passada a hipótese de mudar a composição da chapa ao afirmar que o vice Geraldo Alckmin terá um “papel a cumprir” na eleição em São Paulo. Um dos cotados para vice, caso a função caiba ao MDB, é o ministro Renan Filho (Transportes), filho de Renan Calheiros. Outro nome mencionado é o do governador do Pará, Helder Barbalho.
Questionado se Lula aceitaria ter um vice do MDB, Renan afirmou: — Quem falou isso foi o Lula, não fomos nós. Ele tratou disso comigo no dia 17 de dezembro, na Granja do Torto — disse Renan.
Nos bastidores, emedebistas da ala governista dizem que um apoio explícito de Lula a Campos na disputa pelo governo de Pernambuco poderia satisfazer o presidente do PSB e dirimir resistências a uma substituição de vice na chapa. Alckmin, no entanto, já sinalizou a aliados que não pretende ser candidato em São Paulo.
A declaração de Lula sinaliza a movimentação do Palácio do Planalto para ampliar a aliança governista em direção ao centro político, estratégia vista por aliados como essencial para a disputa presidencial. O MDB é considerado peça-chave nesse desenho por sua capilaridade regional e seu peso no Congresso, embora a legenda mantenha a tradição de decisões autônomas nas convenções partidárias. Em entrevista ao GLOBO, Renan Filho disse que vai participar das discussões sobre uma eventual troca de vice e o papel do MDB na chapa presidencial.
Procurada, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) não se manifestou.
Renan Calheiros afirmou que uma eventual indicação do vice dependeria primeiro de um convite formal do presidente e, depois, da disputa interna no partido. Segundo ele, o principal ativo que o MDB poderia oferecer seria o apoio de uma “banda consistente” da legenda, capaz de ampliar a coalizão eleitoral de Lula. O senador citou quadros como a ministra Simone Tebet (Planejamento), o governador do Pará, Helder Barbalho, e o presidente do partido, Baleia Rossi, mas ressaltou que o debate ainda “não está posto”.
Nos bastidores, dirigentes governistas avaliam que oferecer a vaga ao MDB poderia consolidar apoio de setores do centro e reduzir a margem de crescimento de candidaturas adversárias. A estratégia dialoga com outras iniciativas recentes de aproximação com partidos médios, incluindo conversas com lideranças do PP e do União Brasil para que as siglas sigam a neutralidade, ou ainda façam composição regional nas eleições deste ano.
A eventual composição entre Lula e MDB, caso avance, tende a redesenhar o equilíbrio político da eleição de 2026, isolando setores mais à direita e ampliando o arco de sustentação do atual presidente.
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Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União, que ganhou fama nacional como relator das pedaladas da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), resultando no impeachment da sucessora de Lula (PT), é o meu convidado do podcast ‘Direto de Brasília’, programa em parceria com a Folha de Pernambuco, de hoje. Ele vai falar sobre os limites daquela corte nas investigações no Banco Master e o escândalo que envolve políticos graúdos e dois ministros do Supremo Tribunal Federal.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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