Resultado de 1,16% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 56,68% e Lula com 43,32%
Resultado de 1,16% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 56,68% e Lula com 43,32%
O prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, usou a rede social X, no início da tarde desta quarta-feira (25), para criticar a utilização das imagens das deputadas federais trans Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PDT-MG) pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) em um álbum de reconhecimento de suspeitos de roubo de celular ocorrido em 24 de fevereiro de 2025, no bairro Boa Vista, no Recife. As informações são do Blog da Folha.
“É revoltante e inaceitável que Duda Salabert e Erika Hilton tenham suas imagens usadas dessa forma. Minha solidariedade às duas e é preciso que seja feita uma apuração rigorosa com responsabilização, porque não há espaço para ódio em uma democracia”, postou o prefeito.
Leia maisDuda enviou um ofício à Secretaria de Defesa Social de Pernambuco no qual pede explicações e a retirada imediata das imagens dela e de Erika de qualquer material usado para identificação de suspeitos.
Afirmou, ainda, que o episódio apresenta indícios de transfobia institucional e reforça estigmas contra pessoas travestis e transexuais.
Erika também se manifestou. Definiu o uso das fotos como uma prática “racista e transfóbica” e acrescentou que o álbum foi construído com base em características identitárias, e não físicas, e informou que está acionando órgãos competentes para apuração do caso.
Ainda às 9h45, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), também se manifestou, classificando o episódio como “inadmissível” e determinando a abertura de apuração pela Corregedoria da Secretaria de Defesa Social.
“Inadmissível o uso da imagem das deputadas federais Duda Salabert e Érika Hilton pela Polícia Civil de PE. Determinei apuração rigorosa com abertura de processo na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social. Preconceito e violência simbólica não são tolerados em PE”, postou Raquel.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu, nesta quarta-feira (25), critérios para o pagamento das verbas indenizatórias – chamadas de “penduricalhos” – para os juízes e os integrantes do Ministério Público.
Foram autorizados alguns pagamentos indenizatórios, até o limite de 35% do valor do teto constitucional, correspondente ao valor da remuneração dos ministros do Supremo – atualmente em R$ 46.366,19. Isso significa que os penduricalhos podem chegar a até R$ 16.228,16. As informações são do g1.
Leia maisO STF liberou ainda o benefício por tempo de carreira, também limitado a 35% do teto constitucional. Na prática, somando os dois tipos de verbas, foi pertimitido o pagamento de até R$ 32.456,32 mais o salário mensal, podendo chegar a R$ 78.822,32.
Os ministros aprovaram uma tese que detalha as parcelas indenizatórias e auxílios permitidos, enquanto não houver uma lei que regulamenta o tema, a ser aprovada pelo Congresso Nacional. A decisão terá vigênia a partir do mês-base abril de 2026 para a remuneração referente ao mês maio de 2026.
Também fixaram que esses valores serão padronizados e seguirão a regras de transparência detalhadas em resolução conjunta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
A decisão foi tomada no âmbito de ações que tratam do pagamento de verbas acima do teto constitucional, conhecidas como “penduricalhos”. Decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes limitaram o custeio destes valores. O tema começou a ser deliberado no fim de fevereiro.
Agora, os relatores apresentaram um voto conjunto e uma proposta de tese, ou seja, um resumo dos entendimentos que será usado para o Poder Judiciário e o Ministério Público. A Corte reafirmou que o pagamento deve obedecer ao teto e que o regime remuneratório dos juízes e integrantes do Ministério Público são equiparados.
O presidente da Suprema Corte, ministro Edson Fachin, afirmou que “não há nenhuma flexibilização do limite do teto, a não ser para torná-lo ainda mais rigoroso”.
Pagamentos autorizados
Pela decisão, enquanto não editada a lei para regulamentar o tema, é possível a concessão das seguintes verbas:
O limite máximo da soma de todas as previsões de parcelas será de 35% do teto constitucional.
Exceções
Os ministros definiram ainda que ficam de fora dos limites os pagamentos de:
Padronização e transparência
Os ministros também definiram que os valores das parcelas indenizatórias mensais e auxílio autorizados serão padronizados e fixados em resolução conjunta do CNJ e do CNMP.
Pagamentos de valores retroativos reconhecidos por decisão judicial ou administrativa anteriores a fevereiro de 2026 estão suspensos até definição de seus critérios na resolução conjunta. Além disso, só poderão ser realizados após referendo do STF.
Proibições
A gratificação para pagamentos para quem acumula funções será paga apenas quando o trabalho for exercido em mais de um órgão da justiça, em varas distintas.
Além disso, foi vedada a concessão do pagament quando as funções a serem exercidas forem inerentes ao cargo de magistrado, como atuação em turmas, sessões e plenário, comissões, atuação no Conselho Superior da Magistratura.
A regra também vai ser aplicada integralmente à gratificação por acúmulo de função no âmbito do MP.
O STF também decidiu que os pagamentos de todas as demais parcelas indenizatórias ou auxílios previstos em decisões administrativas, resoluções, leis estaduais são inconstitucionais, devendo ser interrompidos imediatamente.
Também foi proibida a conversão em pagamento em dinheiro de licença prêmio, licença compensatória por exercício de plantão judiciário e de custódia ou qualquer outra licença ou auxílio cujo pagamento não esteja expressamente autorizado na tese.
Criação e alteração de verbas
O Supremo também determinou que a criação ou alteração de verbas de caráter indenizatório, remuneratório ou auxílios somente poderão ser realizadas por lei federal ou por decisão do tribunal, por ação apresentada diretamente na Corte.
Tribunais de contas, defensorias e advocacia pública
A tese fixou também que Tribunais de Contas, Defensorias Públicas e a Advocacia Pública deverão respeitar o teto constitucional.
Assim, fica proibida a criação ou manutenção de verba indenizatória ou auxílio instituídos por resolução ou decisão administrativa.
Os pagamentos dos valores retroativos reconhecidos por decisão judicial anteriores a fevereiro de 2026 estão suspensos, ficando condicionados a critérios a serem fixados pelo CNMP e CNJ.
Além disso, o pagamento de honorários advocatícios da advocacia pública não poderá superar o teto remuneratório da Constituição.
Estas instituições também deverão publicas, mês a mês, em suas páginas na internet, o valor pago a seus integrantes.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (25) que avalia renovar a chapa presidencial com o atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Durante evento de inauguração de novas áreas do Hospital da UFSCar, em São Carlos, Lula disse que Alckmin deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e poderá concorrer novamente como vice em sua chapa. As informações são da CNN.
Leia mais“Alckmin vai se afastar do MDIC. Mesmo que seja candidato a vice comigo vai ter que se afastar. Tem gente olhando o lugar dele e vou conversar depois”, declarou o presidente.
Lula também mencionou o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), como possível nome para compor a chapa. “Camilo não é candidato, mas vai se afastar pra ficar de olho na expectativa. Se precisar, ele é candidato”, afirmou.
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Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
Recém-filiado ao MDB, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto, afirmou que o acordo com a executiva nacional da legenda é de que o MDB esteja no palanque do prefeito do Recife, João Campos (PSB), que vai concorrer ao Governo do Estado em outubro contra a governadora Raquel Lyra (PSD).
Porto esteve em Brasília e participou, na última terça-feira (24), da solenidade de comemoração dos 60 anos do MDB, ao lado do deputado federal Baleia Rossi, presidente nacional do partido, e do presidente estadual da sigla, Raul Henry. Na ocasião, concedeu entrevista ao titular deste blog e revelou detalhes da negociação.
Leia mais“A gente teve uma conversa há 15 dias com o presidente nacional, deputado Baleia Rossi, e o que foi posto é que está tudo encaminhado para que o MDB em Pernambuco fique no palanque do prefeito candidato ao governador, João Campos. Então, foi uma conversa muito boa, aberta”, afirmou, acrescentando: “Eu não ia entrar com minha filiação se não tivesse essa garantia, se não tivesse tido a conversa com o presidente Baleia Rossi”.
Divisão interna e decisão judicial
O MDB de Pernambuco vive uma divisão interna com alguns membros que pretendem levar a legenda para o palanque da governadora Raquel Lyra, como o senador Fernando Dueire, que almeja uma vaga na chapa da gestora para buscar a reeleição ao Senado, e o deputado estadual Jarbas Filho, que também pretende renovar o mandato na Alepe.
A legenda também aguarda decisão judicial sobre ação movida por diretórios municipais que apontaram irregularidades na Convenção Estadual que elegeu Raul Henry presidente da legenda. Álvaro Porto disse acreditar que, se for preciso formar uma comissão provisória na sigla em Pernambuco após decisão da Justiça, a executiva nacional deverá indicar membros do grupo que estão alinhados ao prefeito João Campos.
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Por Wellington Fonseca*
O Brasil não acabou com a fila do INSS. Apenas a escondeu.
Saiu a madrugada nas portas das agências. Entrou a espera silenciosa nos sistemas digitais. A promessa de modernização virou, na prática, uma forma mais eficiente de administrar a demora.
Quando a Portaria nº 1.919/2026 foi editada, o país já acumulava mais de 3 milhões de pedidos de benefícios pendentes de análise. Não é um número trivial. É um diagnóstico.
Enquanto isso, a legislação administrativa brasileira estabelece prazos que, em regra, não deveriam ultrapassar 45 dias para decisão. A distância entre o que a lei prevê e o que o Estado entrega deixou de ser um desvio — virou método.
Leia maisDiante do colapso, a solução encontrada não foi estrutural. Foi gerencial.
Criou-se uma fila nacional unificada e, com ela, uma triagem: alguns benefícios passam na frente; outros ficam para depois — sem prazo, sem previsibilidade, sem qualquer garantia real de quando serão analisados.
É aqui que a questão deixa de ser administrativa e passa a ser constitucional.
O Estado brasileiro decidiu, na prática, que não conseguirá cumprir sua própria promessa de proteção social — e, em vez de enfrentar o problema, optou por hierarquizar direitos.
Não se trata de eficiência. Trata-se de escolha.
Escolhe-se quem espera menos. E, implicitamente, quem pode esperar mais.
Mas quem pode esperar mais quando se fala de previdência?
O trabalhador incapacitado? A gestante sem renda? O idoso sem meios de subsistência?
A demora, nesses casos, não é um detalhe burocrático. É um fator de agravamento social. É fome, é dívida, é doença sem tratamento.
E o mais grave: isso não é imprevisível. Não é excepcional. Não é temporário.
É estrutural, conhecido e reiterado.
A fila do INSS não decorre de um evento inesperado. Ela é resultado direto de anos de redução do quadro de servidores, aumento da demanda e ausência de investimento compatível com o tamanho do sistema.
Ainda assim, a resposta institucional foi normalizar a fila.
A Portaria nº 1.919/2026 não resolve o problema. Ela o administra. E, ao fazer isso, transforma a demora em política pública.
Há, aqui, um ponto que não pode ser ignorado: a possível responsabilidade do Estado por essa omissão estrutural.
Quando milhões de pessoas têm acesso a um direito fundamental sistematicamente retardado, não se está diante de um simples gargalo administrativo. Está-se diante de uma falha massiva na prestação de um serviço público essencial.
E falhas massivas, quando previsíveis e evitáveis, não são neutras do ponto de vista jurídico.
A Constituição de 1988 prometeu mais do que direitos no papel. Prometeu efetividade.
Prometeu que o cidadão não dependeria da sorte — nem da classificação do seu pedido em uma fila institucional — para acessar aquilo que já lhe é devido por lei.
Quase quatro décadas depois, a realidade impõe um constrangimento: o segurado precisa torcer para que seu benefício esteja entre os “prioritários”.
É difícil conciliar esse cenário com o ideal defendido por Ulysses Guimarães ao promulgar a chamada Constituição Cidadã.
Porque, no fim, a mensagem que se transmite é simples — e grave:
O Estado não nega o direito.
Ele apenas adia.
E, ao adiar indefinidamente, esvazia.
*Advogado previdenciário e professor universitário
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O diretor do Hospital Regional Inácio de Sá, em Salgueiro, Allain Carvalho, está entre os alvos de uma operação de busca e apreensão deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) na manhã desta quarta-feira (25). A ação integra uma ofensiva contra fraudes em concursos públicos, com cumprimento de mandados em cidades de Pernambuco e também no Rio Grande do Norte.
As operações, denominadas “Crivo” e “Kýma”, investigam a atuação de grupos suspeitos de manipular resultados de certames. Há indícios também de lavagem de dinheiro, o que amplia o alcance das investigações. Ao todo, estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão, além de dezenas de buscas domiciliares e medidas de bloqueio de ativos financeiros.
As ações ocorrem simultaneamente em municípios como Recife, Olinda, Igarassu, Petrolândia, Salgueiro e Mossoró (RN). Mais de 200 policiais civis participam da operação, com apoio de setores de inteligência. Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram entre novembro e dezembro de 2025 e buscam identificar a estrutura, os envolvidos e o modo de atuação dos grupos.
O Programa Alepe Cuida realiza atendimentos em Lajedo, no Agreste de Pernambuco, nesta quarta (25) e quinta-feira (26), oferecendo serviços gratuitos de saúde, cidadania e bem-estar à população. A ação acontece das 9h às 16h, na Praça de Eventos, em frente à Escola Jornalista Manuel Amaral, com atendimentos por ordem de chegada. As marcações prévias foram realizadas pela central telefônica da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Entre os serviços disponibilizados estão consultas em dermatologia, urologia e otorrinolaringologia, atendimentos odontológicos, exames como mamografia e ultrassonografias, além de triagem para cirurgia de catarata em parceria com a Fundação Altino Ventura. A programação inclui ainda serviços de cidadania, como emissão de documentos, orientação jurídica, negociação de débitos com concessionárias e ações de bem-estar, como auriculoterapia, vacinação e testagem para infecções sexualmente transmissíveis.
O vereador do Recife Fabiano Ferraz (MDB), vice-presidente da Comissão de Segurança Cidadã da Câmara Municipal, cobrou do Governo de Pernambuco a adoção de medidas mais efetivas para combater a violência contra a mulher. A manifestação ocorre em meio ao aumento dos casos de feminicídio no estado, que, segundo a Secretaria de Defesa Social, registrou crescimento de 15% em 2025.
O parlamentar citou o assassinato da estudante de medicina Isabel Cristina Oliveira dos Santos, de 22 anos, morta pelo companheiro em um apartamento na Zona Sul do Recife, como exemplo da gravidade da situação. “Não podemos aceitar que essa violência contra a mulher continue crescendo, pelo contrário, precisamos é zerar esse número. E para isso o Governo do Estado precisa criar ações de combate mais eficazes”, afirmou Ferraz.
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, anunciou nesta quarta-feira (25/3) sua saída do cargo de titular da Secretaria de Governo e Relações Institucionais da administração Tarcísio de Freitas (Republicanos).
“Diante das intensas atividades nos campos partidário e eleitoral que se apresentam no calendário político de 2026, com eleições para presidente, governadores, senadores e deputados em outubro, a minha atuação como secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo torna-se incompatível com minha atividade política e eleitoral neste período. Desta forma, deixo o secretariado do governador Tarcísio de Freitas, que tive a honra de integrar desde o primeiro dia de seu mandato”, escreveu. As informações são do Metrópoles.
Leia maisKassab vive um momento de definição da candidatura de seu partido à Presidência da República. Após a desistência do então favorito à vaga, o governador Ratinho Jr., do Paraná, a escolha ficou entre os governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Enquanto o primeiro se reuniu com Kassab na manhã dessa terça-feira (24/3), o segundo esteve com o cacique nesta quarta-feira (25/3). Kassab diz que espera bater o martelo até o fim do mês.
Na postagem, o político relembrou a decisão de apoiar a candidatura de Tarcísio em 2022. “O êxito alcançado em todos os setores ao longo desses quatro anos credencia o governador e seu governo a postular uma recondução, que tem o apoio do PSD, como ocorreu quando da sua eleição”, afirmou.
A saída de Kassab ocorre em meio a tensões com Tarcísio devido à escolha de vice em sua chapa, que era pleiteada pelo presidente do PSD. No entanto, Felício Ramuth (PSD) deverá ser mantido no cargo. Nos bastidores, Ramuth admite que pode deixar o partido para permanecer na vaga. O Metrópoles mostrou que o próprio Tarcísio chegou a articular para que o auxiliar migrasse para o MDB.
Aliados de Kassab vinham especulando que a eventual saída do cacique da gestão Tarcísio antes de 4 de abril, data limite para desincompatibilização do cargo para a disputa das eleições, poderia significar que ele ainda nutria esperança de ser candidato. A interlocutores, o presidente do PSD tem negado que será candidato.
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Por Muciolo Ferreira*
Além de se destacar nos jardins, campos e bosques, nos interiores de qualquer ambiente, seja residencial ou comercial, a Margarida sempre foi muito mais que uma flor singela — branca ou amarela — delicada e associada ao amor, sobretudo ao lembrarmos da tradicional brincadeira “mal-me-quer, bem me quer”.
E será eterna fonte de inspiração citada em poesias e canções românticas.
Vinicius de Moraes, Fernando Pessoa e Álvaro de Campos eternizaram essa flor tão popular e fácil de ser cultivada. Todavia, muitos desconhecem suas propriedades medicinais que atuam no organismo humano como um anti-inflamatório, antioxidante, tratando e curando doenças digestivas, dermatológicas e ajudando na cicatrização.
Leia maisTudo isso que citei sobre a flor é apenas um preâmbulo de uma homenagem que presto hoje, 25 de março, a uma outra Margarida que se destacou no campo educacional, literário e cultural na cidade de Barra Mansa, interior do Rio de Janeiro.
Seu ecletismo foi fundamental na preparação e formação dos jovens alunos e alunas, indicando-lhes horizontes para que não fossem reprovados no “vestibular da vida”.
Essa flor foi a educadora Margarida Fialho Thompson, que há meio século nos deixou para viver na Plenitude Celestial, e isso aos 50 anos de idade, jovem ainda, mas a mestra é sempre lembrada nesta data pelos familiares, amigos e conhecidos.
Basta um olhar contemplativo ao passar por um jardim e sentir sua presença na fragrância que exala da singela planta com sua elegância clássica, igual ao que foi, em vida, dona Margarida Fialho Thompson, que só conheci muito tempo depois de sua partida por meio da escrita; das lembranças e emoções verbalizadas; e do olhar terno, eterno e nostálgico de uma outra flor nascida dela chamada Eliane Fialho Thompson.
*Jornalista
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Aprovado por unanimidade no Senado, inclusive com o voto do pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o projeto de lei que equipara a misoginia ao crime de racismo é alvo de críticas nas redes sociais por parte de deputados da direita e outros nomes do campo bolsonarista. O texto chegou a ser criticado pelo irmão de Flávio, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, no dia anterior à aprovação. O projeto segue agora para a Câmara dos Deputados.
“A atual tentativa de aprovar a chamada ‘Lei da Misoginia’, por agentes públicos eleitos sob a batuta do bolsonarismo, deve ser completamente repudiada”, escreveu Eduardo Bolsonaro no X, antigo Twitter. “Não posso aceitar calado que sequestrem o movimento conservador bolsonarista para uma agenda ideológica que considero antinatural e agressivamente antimasculina”. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisAlém de Flávio Bolsonaro, senadores de direita como Damares Alves (Republicanos) e Sergio Moro (PL-PR) também votaram a favor do projeto. Parlamentares da oposição afirmaram que projeto “causa divisão” entre homens e mulheres e busca “corroer famílias”, e atribuíram aprovação ao “medo de se opor” a pautas progressistas.
Há algum tempo, venho percebendo a tentativa de transformar a direita em um movimento feminista radical. Não posso aceitar calado que sequestrem o movimento conservador bolsonarista para uma agenda ideológica que considero antinatural e agressivamente antimasculina. A atual… pic.twitter.com/lolMIdhJY4
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) March 23, 2026
No Senado, o projeto foi relatado por Soraya Thronicke (Podemos-MS), e agora seguirá para votação na Câmara dos Deputados. Pela proposta, a injúria motivada por ódio ou aversão ao gênero feminino passa a ser punida com reclusão de dois a cinco anos e multa. Apesar das críticas de políticos bolsonaristas, especialistas ouvidos pelo GLOBO apontam que o novo enquadramento tende a endurecer a resposta penal e dificultar a impunidade para quem proferir manifestações misóginas concretas, ainda que ocorra em ambiente on-line.
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) criticou, em suas redes sociais, que “ninguém se opôs” ao projeto. Segundo a parlamentar, a iniciativa “foi pensada para corroer o vínculo” entre homens e mulheres e “dissolver a família”.
“Acho que a gente tem que chegar em um ponto muito sério do debate dentro da direita: nossos representantes vão continuar cedendo a todo projeto progressista por medo? Eu não vou compactuar e não vou ceder um milímetro para conforto de alguns”, criticou Zanatta.
Um pouco do “grande” feito do Senado hoje. Acho que a gente tem que chegar em um ponto muito sério do debate dentro da direita: nossos representantes vão continuar cedendo a todo projeto progressista por medo? Eu não vou compactuar e não vou ceder um milímetro para conforto de…
— Júlia Zanatta (@apropriajulia) March 25, 2026
Ela ainda afirmou que o projeto será utilizado “por quem se veste de mulher para atacar e calar mulheres”. Na semana passada, Zanatta foi uma das principais vozes contrárias à eleição da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, alvo de ataques da oposição por ocupar o cargo sendo transgênero.
“Esse tipo de lei será usado por quem se veste de mulher para atacar e calar mulheres. Além de responder por transfobia, ainda vai responder por misoginia, sendo que qualquer um pode ser mulher. E quem nos chamou de imbecis vai continuar livre para nós atacar”, escreveu, em alusão à reação de Hilton contra as críticas sofridas pela eleição ao cargo, que afirmou que “a opinião de transfóbicos e imbecis é a última coisa que importa”.
Passou no Senado por unanimidade, ou seja: ninguém se opôs.
— Júlia Zanatta (@apropriajulia) March 24, 2026
Lei Felca, misoginia…. Censura passando sob o manto de defesa das crianças e das mulheres.
Pior que isso: esse tipo de lei será usado por quem se veste de mulher para atacar e calar mulheres.
Além de responder por… pic.twitter.com/GJDZirR6Ll
Já a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) declarou que o projeto “acelera” a “divisão e ódio” entre homens e mulheres. De acordo com ela, a direita “caiu na armadilha” da esquerda ao aprovar o texto.
“Projeto de divisão e ódio entre homens e mulheres acelerado com sucesso. E a direita cai na armadilha da esquerda. Primeira pergunta a ser respondida pela esquerda: mas afinal, o que é uma mulher? Nem isso vocês sabem dizer. Na Câmara trabalharemos para derrotar esse projeto”, escreveu.
O Senado aprovou hoje a equiparação da misoginia ao crime de racismo. O projeto define misoginia como: “conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres, baseada na crença da supremacia do gênero masculino”. Projeto de divisão e ódio entre homens e mulheres acelerado com…
— Bia Kicis (@Biakicis) March 25, 2026
Na mesma linha, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também afirmou que irá trabalhar para derrubar o projeto de lei definido por ele como “inacreditável” e “aberração”.
“Inacreditável é a palavra… Amanhã começa o trabalho pra derrubar essa aberração que foi aprovada hoje no Senado”, publicou.
Inacreditável é a palavra…Amanhã começa o trabalho pra derrubar essa aberração que foi aprovada hoje no Senado.
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) March 25, 2026
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), por sua vez, utilizou as redes sociais para esclarecer o que chamou de “fake news” sobre ter sido autora do projeto. Apesar de ter votado a favor, ela afirmou que analisou o texto “com toda cautela”, trabalhando para realizar alterações capazes de tornar o texto mais claro.
“Agora, imagine se aprovam um projeto mal escrito? Qualquer um de nós poderá ser perseguido apenas por expressar nossos valores. Não se deixem enganar por quem quer dividir o nosso campo com intrigas. Eu não quero guerra entre homens e mulheres; eu quero famílias fortes e protegidas!”, disse.
Gente, preciso falar seriamente com vocês. Estão espalhando por aí que eu sou a autora de um projeto de lei sobre misoginia que poderia até proibir um simples “bom dia” às mulheres. ISSO É UMA FAKE NEWS ABSURDA!
— Damares Alves (@DamaresAlves) March 24, 2026
Esse projeto NÃO É MEU. Pelo contrário, eu sou aquela que está no… pic.twitter.com/zcvVthEBtf
‘Movimento decisivo’
Pelo texto aprovado ontem, serão punidos “os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional ou praticados em razão de misoginia”, ampliando o alcance da legislação penal.
De acordo com o relatório apresentado em plenário, a misoginia passa a ser definida como a “conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres”, deixando claro que não se pune o pensamento em si, mas sua manifestação concreta, ainda que ocorra em ambiente on-line.
— A equiparação da misoginia ao racismo é um movimento decisivo para delimitar, no ordenamento jurídico brasileiro, o que efetivamente constitui discurso de ódio. Não se trata apenas de ampliar penas, mas de afirmar que a violência contra mulheres, que hoje se expressa diariamente em números alarmantes de mortes, é alimentada e legitimada por práticas discursivas que o Estado não pode mais tolerar — destaca Maraísa Cezarino, sócia da Daniel Advogados e especialista em Direito Digital.
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Encontrei o maestro pernambucano Israel de França no aeroporto de Brasília, logo após uma apresentação na Catedral da capital federal. O artista aproveitou para anunciar um concerto neste sábado (28), na Catedral da Sé, em Olinda, às 19h, com entrada gratuita. Confira:
Sobre o artista
Radicado na Espanha, Israel de França atua há 36 anos como primeiro violinista da Orquestra Ciudad de Granada e também desenvolve projetos no Brasil como maestro e formador de jovens músicos. Nascido em Peixinhos, em Olinda, filho de uma lavadeira e de um operário, iniciou sua trajetória musical ainda na adolescência, ao ingressar na banda estudantil da Escola Cônego Jonas Taurino, onde começou tocando requinta. A partir daí, seguiu carreira, passando pela Orquestra Sinfônica do Recife e aprofundando os estudos em Portugal e Londres.
Com trajetória internacional consolidada, já se apresentou em diversos países europeus e acumulou premiações em concursos de música. Ao longo da carreira, mantém fortes vínculos com a sua terra natal, participando de iniciativas de formação musical e incentivando novos talentos.
Atualmente, o maestro preside o Instituto Maestro Israel de França (IMIF) e se dedica ao Projeto Espiral, voltado ao ensino gratuito de música para jovens em situação de vulnerabilidade social na Região Metropolitana do Recife. As iniciativas incluem a formação de orquestras, grupos de cordas e corais, além de apresentações em espaços públicos, hospitais e escolas, ampliando o acesso à música erudita e popular.
