Resultado de 1,16% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 56,68% e Lula com 43,32%
Resultado de 1,16% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 56,68% e Lula com 43,32%
A Justiça Federal da 5ª Região decidiu que municípios do Sertão pernambucano podem firmar convênios com a União para obras de abastecimento de água mesmo com pendências fiscais e restrições em cadastros como o CAUC. As decisões envolvem os municípios de Bodocó, Moreilândia e Parnamirim e tratam de projetos voltados à implantação e ampliação de sistemas de abastecimento em áreas rurais.
Nas sentenças, a Justiça determinou que a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) adote as providências necessárias para formalização dos convênios, afastando exigências como regularidade no CAUC e apresentação de Certificado de Regularidade Previdenciária. O entendimento foi de que o acesso à água potável está diretamente relacionado à saúde pública e à garantia de direitos fundamentais.
Os projetos têm como objetivo ampliar o fornecimento de água tratada em regiões afetadas pela escassez hídrica. Em Moreilândia, a estimativa é de que cerca de 479 famílias sejam beneficiadas. As decisões acompanham entendimento já adotado por tribunais superiores e foram obtidas em ações conduzidas pelo advogado Pedro Melchior de Melo Barros, da Barros Advogados Associados.
A Prefeitura de Serra Talhada anunciou o pagamento de R$ 11.257.014,54 aos profissionais do magistério habilitados no rateio dos recursos do precatório do extinto Fundef. O valor será creditado no próximo dia 20 de maio para educadores que atuaram na rede municipal entre julho de 2000 e dezembro de 2006, conforme critérios definidos em edital publicado nesta terça-feira (5).

O montante faz parte de um crédito judicial de R$ 19.749.148,31 vinculado à educação. De acordo com a legislação, pelo menos 60% do valor devem ser destinados aos profissionais do magistério, incluindo aposentados e pensionistas habilitados. A divisão será proporcional à remuneração recebida por cada beneficiário no período estabelecido.
Segundo a gestão municipal, a parcela restante do precatório, referente aos encargos moratórios, poderá ser utilizada em ações voltadas à rede pública de ensino e a investimentos estruturadores no município. A prefeitura informou ainda que o pagamento e a destinação dos recursos seguem determinações legais e decisões judiciais relacionadas ao tema.
O governo federal deixou fora do reconhecimento de situação de emergência cinco municípios incluídos pela governadora Raquel Lyra (PSD) no decreto estadual das chuvas em Pernambuco. Enquanto o Estado publicou decreto com 27 cidades afetadas, a portaria da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil reconheceu oficialmente apenas 22 municípios.
Araçoiaba, Ipojuca, Itapissuma, Timbaúba e Vitória de Santo Antão aparecem no decreto assinado por Raquel Lyra, mas ficaram fora da lista validada pela União. Os dois atos oficiais foram publicados com diferença de dois dias. O decreto estadual foi assinado em 2 de maio e a portaria federal foi publicada em 4 de maio.
Uma fonte ouvida pelo blog afirmou ter feito o cruzamento entre os documentos após identificar divergências entre as listas estadual e federal. Segundo o relato, “coincidentemente, algumas cidades que entraram na portaria do Estado e não foram reconhecidas pelo governo federal são aliadas políticas da governadora”.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi usada por parlamentares para atingir politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que sua relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ficou “muito estremecida” após a votação da última quarta-feira.
Em entrevista ao jornal Bahia Notícias, concedida durante viagem à China, Wagner afirmou que a sabatina de Messias deixou de ser uma análise sobre os requisitos para ocupar uma cadeira no Supremo e se transformou em uma disputa política contra o governo. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais— Infelizmente as pessoas não estavam a fim de saber se ele estava preparado ou não, estavam a fim de dar uma cassetada no presidente e usaram o Jorge Messias — afirmou.
Messias, advogado-geral da União e um dos auxiliares mais próximos de Lula, teve seu nome rejeitado pelo Senado após meses de desgaste político e articulações silenciosas nos bastidores da Casa. A derrota foi interpretada no Planalto como uma demonstração de força de Alcolumbre e abriu uma crise na relação entre o governo e o comando do Senado.
Na entrevista, Wagner afirmou que trabalhava com expectativa de aprovação da indicação e acusou parlamentares de atuarem contra Messias sem assumir publicamente posição contrária.
— Eu nunca tinha feito uma conta com os nossos assessores de menos de 41 votos. Infelizmente muita gente sorrateiramente trabalhou debaixo do pano, a gente não se deu conta, não percebeu. E, debaixo dos panos, fizeram, na minha opinião, uma triste tarde daquela quarta-feira — disse.
O senador também saiu em defesa de Messias e afirmou que o chefe da AGU foi alvo de “ódio” político durante o processo. Ele chamou Messias de um “ser humano maravilhoso”.
As declarações ocorrem em meio às tentativas do governo de reconstruir pontes com Alcolumbre após a derrota no Senado. Nesta terça-feira, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, se reuniu com o presidente da Casa em uma tentativa de distensão. Ao GLOBO, Múcio afirmou que “não é hora de apresentar nova indicação” ao STF e defendeu que o governo deixe a crise “decantar”.
Na entrevista, Wagner também confirmou o desgaste direto com Alcolumbre e associou a crise à preferência do senador pelo nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga no Supremo.
— Minha relação ficou muito estremecida com o presidente do Senado porque ele queria o Pacheco e, como sou líder do governo, ele acha que eu tinha que arrancar isso do presidente. E, repito, eu não mando na cabeça do presidente — afirmou.
Segundo Wagner, havia uma “torcida” pela indicação de Pacheco e parte dos senadores responsabilizou o líder do governo pela decisão de Lula de manter Messias como candidato à vaga.
— As pessoas acham que eu mando na cabeça dele. Ele escolheu o Jorge Messias e eu fui trabalhar pela sua aprovação — disse.
O senador também criticou o que chamou de uso político da sabatina e afirmou que o episódio ainda poderá gerar arrependimento entre parlamentares.
Nos bastidores, aliados de Lula atribuem a Alcolumbre papel decisivo na articulação que levou à rejeição do chefe da AGU. Senadores próximos ao governo afirmam que o presidente do Senado não apenas deixou de atuar pela aprovação do nome, mas pediu votos contrários entre parlamentares de MDB, PSD, União Brasil e PP.
Publicamente, porém, Alcolumbre nega protagonismo no episódio. Ainda assim, no Planalto, a avaliação predominante é de que dificilmente a derrota de Messias teria ocorrido sem a anuência — ou o estímulo — do presidente do Senado.
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O deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP) apresentou, ao lado do deputado Lula da Fonte (PP/UP), o Projeto de Lei nº 2.194/2026, que tipifica como crime a injúria contra pessoas com deficiência motivada por capacitismo. A proposta altera a Lei Brasileira de Inclusão e prevê punição para casos de ridicularização, humilhação ou menosprezo.
O texto estabelece pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa, incluindo também quem induzir, incitar ou divulgar esse tipo de ofensa, especialmente em redes sociais. Nesses casos, a pena pode ser ampliada.
O projeto prevê agravantes quando a vítima estiver em situação de maior vulnerabilidade ou quando a conduta ocorrer em ambientes como escolas, serviços públicos ou em relações de autoridade. Também determina que o crime seja imprescritível e inafiançável.
Segundo Eduardo da Fonte e Lula da Fonte, a proposta corrige uma lacuna na legislação e reforça a proteção à dignidade das pessoas com deficiência, com resposta mais rigorosa a práticas discriminatórias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viajará para os Estados Unidos sem promulgar o veto da dosimetria. A decisão do Palácio do Planalto é deixar a promulgação para o Congresso Nacional.
O prazo de 48 horas se encerra nesta quarta-feira (6). O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), terá mais 48 horas para fazer a promulgação. As informações são da CNN.
Leia maisNeste caso, basta um ato simples do senador, sem a necessidade de convocação de uma sessão do Congresso Nacional.
Pelo aceno simbólico da proposta para o bolsonarismo, interlocutores do governo afirmam que não faria sentido “um carimbo” de Lula atestando a derrota sobre o veto.
Lula assinou o veto ao projeto de lei no aniversário de três anos dos atos golpistas de 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram atacadas em Brasília.
Defesas dos condenados pela relação com os atos aguardam o início da validade da lei para pedirem a redução de penas ao STF (Supremo Tribunal Federal).
O veto de Lula foi derrubado na semana passada, com os votos de 49 senadores e 318 deputados.
O texto estabelece critérios e define percentuais mínimos para o cumprimento da pena e a progressão de regime. A nova lei pode beneficiar também o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Para evitar contradizer a nova Lei Antifacção, antes da votação, Alcolumbre considerou prejudicados trechos do projeto da dosimetria sobre a progressão de pena. Com isso, esses trechos não estiveram na análise.
Partidos como o PT ainda avaliam judicializar a questão no STF.
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A documentarista pernambucana Patrícia Azvdo teve a websérie “Antártica Terra de Todos” aprovada para disputar o International Emmy® Awards 2026, premiação internacional voltada à produção televisiva. A obra passou pela triagem da academia organizadora e segue agora para avaliação dos jurados. O reconhecimento ocorre após a produção conquistar quatro premiações no International Tourism Film Festival Africa (ITFFA), realizado na África do Sul.
Segundo a produção, a trajetória profissional de Patrícia reúne 16 prêmios, cinco menções honrosas, três indicações, uma finalista, oito seleções oficiais e 55 semifinais em festivais internacionais. A documentarista também participou de entrevista à ONU News, em Nova York, onde abordou temas relacionados à preservação da Antártica e à participação brasileira em pesquisas no continente.
A cerimônia do ITFFA está marcada para ocorrer entre os dias 28 de maio e 7 de junho, na África do Sul. Já os finalistas do International Emmy® Awards devem ser anunciados em outubro. A websérie aborda questões ambientais e científicas relacionadas à Antártica e integra produções brasileiras voltadas ao circuito internacional de festivais e premiações audiovisuais.
A produção destaca ainda que a participação no Emmy ocorre em meio à circulação internacional da obra e à presença da documentarista em eventos ligados ao audiovisual e à preservação ambiental. “Antártica Terra de Todos” é uma websérie documental produzida em Pernambuco e voltada à divulgação científica e ambiental.
Por Italo Oliveira*
A reforma tributária já é uma realidade. Implementada a partir de alterações na Constituição Federal e da promulgação de diversas leis, ainda carece de algumas regulamentações que aguardam debates no Congresso Nacional. Contudo, embora inacabada, já está em parcial vigência, com o período de transição iniciado neste ano de 2026.
A mais importante das modificações veio com a aprovação da Emenda Constitucional nº 132, que instituiu no Brasil o Imposto sobre Valor Agregado Dual (IVA-Dual), composto pelo IBS e pela CBS. A CBS – Contribuição sobre Bens e Serviços – substitui o PIS e a COFINS, contribuições de competência da União. Já o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) tomará o lugar do ICMS e do ISS, tributos de natureza estadual e municipal. Afora a CBS e o IBS, a Emenda Constitucional nº 132 também criou o Imposto Seletivo – já apelidado de “imposto do pecado”, por incidir sobre produtos lesivos à saúde e ao meio ambiente –, que substituirá o IPI, o qual recairá apenas sobre os produtos manufaturados na Zona Franca de Manaus.
Leia maisPosteriormente, com o objetivo de regulamentar as inovações trazidas pela Emenda Constitucional nº 132, houve a promulgação da Lei Complementar 214, que, em seu texto, disseca os principais pontos para a aplicação dos tributos recém-criados. Ainda houve a edição da Lei Complementar 225, que instituiu o Código de Defesa do Contribuinte, e da Lei Complementar 227, que, dentre outras matérias, tratou do processo administrativo tributário relativo ao IBS.
O que se conclui é que a espinha dorsal do novo sistema tributário brasileiro está pronta e, neste ano de 2026, inicia-se sua vigência, inaugurando o que se chama de período de transição. Aqui começam as dores de cabeça do empresariado brasileiro. As regras previstas pela reforma estabelecem que a população terá que lidar com ambos os sistemas, ao mesmo tempo, durante no mínimo sete anos. Ou seja, afora o complexo, confuso e, muitas vezes, contraditório sistema tributário anterior, o empresário terá que lidar com a gradual inserção das regras referentes aos novos tributos até 2032, ano em que se encerra o período crítico e mais intenso da transição.
A coexistência dos dois regimes tributários implicará elevada complexidade operacional, exigindo dos empresários a adoção rigorosa de mecanismos de controle interno, governança e compliance, tanto na esfera tributária quanto na criminal. O objetivo é assegurar a sustentabilidade do negócio a longo prazo, promovendo uma transição minimamente segura. Nesse contexto, é importante lembrar que o Estado já dispõe de instrumentos de fiscalização cada vez mais sofisticados, baseados no cruzamento massivo de dados e na verificação automatizada de diversas informações, recursos, estes, que tendem a se intensificar com a simplificação do sistema tributário proposta pela reforma. Ou seja, a complexidade inerente ao período de transição, somada à constante evolução dos mecanismos de fiscalização, exige do empresário a observância de elevados padrões de conformidade fiscal e penal, sob pena de eventual responsabilização, inclusive pela prática de crimes como a sonegação fiscal.
E, neste ponto, reside a necessidade de redobrada atenção. Os tribunais brasileiros já decidiram que, caso o empresário, na condução da pessoa jurídica da qual é sócio, seja acusado da prática do crime de sonegação fiscal, seu patrimônio pessoal – e não apenas o da empresa – pode ser alvo de sequestro judicial, mesmo que os bens tenham origem lícita comprovada e o Ministério Público não demonstre que o investigado esteja tentando dissipar seu patrimônio.
Portanto, ignorar as atuais exigências de conformidade e controle interno, principalmente em razão do crítico período de transição que perdurará, pelo menos, até 2032, pode acarretar não apenas repercussões fiscais para a empresa, mas também graves consequências pessoais aos sócios, caso sejam acusados da prática do crime de sonegação fiscal, hipótese em que sua liberdade e seu patrimônio estarão em risco indesejado. Pagar para ver não é uma decisão inteligente!
*Advogado criminalista e mestre em Direito
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Por André Guerra – Diario de Pernambuco
O lançamento da plataforma digital do Observatório de Indicadores Culturais foi o principal assunto do evento “Cultura em Números — O Novo Marco de Governança em Pernambuco”, que ocorreu na tarde desta terça-feira (5), no Cais do Sertão, juntamente com a apresentação dos resultados do Censo Cultural de Pernambuco.
O objetivo central da iniciativa é difundir com transparência os dados de cultura do estado e demonstrar a importância de políticas públicas que atravessem gestões, conforme expressou Cacau de Paula, secretária de cultura de Pernambuco, em sua fala.
Leia mais“É essencial a gente saber os municípios em que conseguimos chegar, mapear quem participou, quem teve acesso, quantas pessoas de cada setor estão produzindo. É para isso que o Censo é tão importante”, destacou. “Ficamos sabendo de uma pesquisa com relação à Lei Rouanet, por exemplo, que demonstrou que a cada 1 real investido, 7 retornam para a economia. Esses números precisam estar ao fácil acesso para que a população entenda de maneira clara e objetiva o peso que a cultura tem como um motor da vida de todos nós”.
“Quando olhamos para o Censo Cultural e transforma isso em relatórios, não são apenas papéis, mas para gente que está construindo a política diariamente, é um guia para vermos onde estamos acertando e onde podemos acertar”, ressaltou Yasmim Neves, secretária executiva, durante o evento.
De acordo com o Censo Cultural de Pernambuco, foram registrados 4.014 agentes culturais respondentes, 147 equipamentos culturais mapeados e 159 territórios alcançados, abrangendo os 158 municípios pernambucanos mais o arquipélago de Fernando de Noronha, com representação das 12 Regiões de Desenvolvimento.
A PLATAFORMA
Desenvolvido para apoiar a formulação e o monitoramento das políticas voltadas à cultura, o Observatório de Indicadores Culturais e Inovação em Dados (ObIC) é uma plataforma pública que reúne painéis interativos (dashboards), incluindo o Censo Cultural, relatórios e pesquisas, bases de dados culturais e conteúdos analíticos.
“Foi muito impactante chegar em locais que não tinham visibilidade e ver as pessoas sendo percebidas pelo poder público. Não são apenas números, mas um reconhecimento de artistas que possuem uma longa trajetória fortalecendo nossa cultura”, afirmou Karlos Takamaru, agente de cultura do Ministério de Cultura.
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Termina nesta quarta-feira (6), às 19h18, o prazo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promulgar a derrubada dos vetos ao PL da Dosimetria, aprovada pelo Congresso Nacional na última semana.
Pela Constituição, quando um veto presidencial é rejeitado pelo Legislativo, o texto é enviado ao chefe do Executivo, que tem 48 horas para promulgá-lo. Caso o presidente não o faça nesse prazo, o ato volta ao Congresso, e a competência passa sucessivamente ao presidente da casa e do Senado Federal e, persistindo a omissão, ao vice-presidente da Casa. As informações são do g1.
Segundo o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e aliados do Palácio do Planalto, Lula não deve assinar a promulgação.
Leia maisA avaliação no governo é a de que o presidente não quer deixar sua digital em uma lei que tentou barrar ao vetar integralmente o projeto, em janeiro.
A tendência, portanto, é a de que a tarefa caiba ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a quem petistas atribuem, em parte, as derrotas do governo no Legislativo.
Manobra e derrubada
A derrubada do veto foi aprovada com folga em sessão conjunta do Congresso na última quinta-feira (30). Foram 318 votos a 144 na Câmara e 49 a 24 no Senado — acima dos mínimos de 257 e 41 votos, respectivamente.
Antes da votação, Alcolumbre adotou uma manobra para evitar conflito entre a análise do veto e a Lei Antifacção e retirou da pauta trechos que poderiam beneficiar condenados por crimes graves, como feminicídio e crimes hediondos.
Diante da derrota, a base do governo já anunciou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), afirmou que pretende anunciar em breve a judicialização da medida.
Entre os argumentos avaliados está o fatiamento do veto integral pelo Congresso, considerado pelos governistas passível de questionamento jurídico.
Apesar da articulação, a avaliação dentro do Planalto é a de que o STF não deve se intrometer na disputa com o Legislativo e tende a manter a decisão dos parlamentares.
O que diz o texto
A chamada dosimetria define como o juiz calcula o tamanho da pena com base na gravidade do crime, nos antecedentes e nas circunstâncias do caso.
Pelo novo texto, fica vedada a soma das penas dos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (de 4 a 8 anos) e de golpe de Estado (de 4 a 12 anos): aplica-se apenas a punição do crime mais grave, acrescida de um sexto até a metade.
O PL da Dosimetria reduz as penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 e pode beneficiar pelo menos 190 pessoas, segundo o último balanço do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Entre os beneficiados está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe e está há pouco mais de um mês em prisão domiciliar por questões de saúde.
Pelas regras atuais, ele só poderia passar do regime fechado para o semiaberto em 2033. Com a nova lei, especialistas estimam que esse prazo caia para algo entre dois e quatro anos.
Crimes de multidão
O projeto também prevê redução de um a dois terços da pena quando os crimes ocorrerem em contexto de multidão, desde que o réu não tenha financiado os atos nem ocupado papel de liderança.
Nos crimes de multidão, um grupo comete uma série incontável de crimes em uma mesma situação. Nestas circunstâncias, um criminoso influencia o outro, numa espécie de “efeito manada”. Todos os que participam, no entanto, estão conscientes do que fazem e aderem às infrações de forma deliberada.
A redução, no entanto, não será automática: caberá ao STF recalcular as punições caso a corte seja provocada pela defesa de algum dos condenados, pelo Ministério Público ou por um ministro relator.
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A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) descartou quatro das cinco composições que seriam transferidas do Rio Grande do Sul para reforçar a operação do Metrô do Recife. A decisão foi anunciada durante coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (4) e representa mais um revés no plano emergencial para evitar o colapso da Linha Sul.
De acordo com a companhia, uma equipe técnica formada por dez profissionais esteve nas oficinas da TrensUrb, em Porto Alegre, em abril, para avaliar as condições dos veículos. A inspeção constatou que apenas um dos trens apresenta condições de uso imediato. Os outros quatro, embora tenham respondido a testes preliminares de energização e tração, não atendem aos requisitos operacionais. As informações são do Diario de Pernambuco.
Os problemas identificados incluem desgaste crítico das rodas, já em nível de rejeição, e falhas em componentes considerados essenciais, como compressores de baixa confiabilidade e sistemas de suspensão pneumática que exigiriam substituição. Em um dos casos, o trem estava parado há cerca de seis anos e com equipamentos retirados.
Leia maisCom isso, a CBTU concluiu que a recuperação das quatro composições não é viável no curto prazo. A estimativa apresentada aponta para um tempo mínimo de até 38 meses para reabilitação, com custo de aproximadamente R$ 32,5 milhões, além de R$ 7,5 milhões em adequações de oficina e cerca de R$ 25 milhões em logística de transporte. O investimento elevado e o prazo incompatível com a urgência operacional levaram à decisão de descartar os trens.
Com isso, o plano inicial de incorporar 11 composições, sendo seis provenientes de Belo Horizonte e cinco do Rio Grande do Sul, foi reduzido. Agora, apenas um trem gaúcho deve ser enviado ao Recife, ainda sem data definida.
Novo calendário para envio de trens de Minas Gerais
Paralelamente, a CBTU confirmou mais uma alteração no cronograma de chegada dos trens vindos de Minas Gerais. Inicialmente previstos para fevereiro, os primeiros veículos já haviam sido adiados para o fim de março e início de maio. Segundo a companhia, as novas datas estão relacionado a questões logísticas.
O cronograma atualizado prevê que o primeiro dos seis trens seja embarcado nesta sexta-feira (8), com chegada ao Recife entre os dias 15 e 19 de maio. A expectativa é que a composição entre em operação na Linha Sul a partir de junho.
Os demais trens devem ser enviados de forma escalonada, sendo um em julho, um em agosto e dois em setembro. A CBTU estima que todas as seis composições estejam em funcionamento entre outubro e novembro deste ano, após ajustes técnicos. Ao todo, são investidos R$ 60 milhões nos trens vindos de Belo Horizonte.
A chegada dos trens seminovos faz parte de um acordo de cooperação técnica firmado em dezembro de 2025 entre o governo federal e o governo de Pernambuco, com foco na futura concessão do sistema metroviário à iniciativa privada. O pacote prevê, além das composições usadas, a aquisição de 18 trens novos, quatro Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) e a requalificação das 37 estações existentes.
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A subcomissão especial dos Direitos dos presos do 8 de janeiro realizou, nesta terça-feira (5), audiência pública para ouvir advogados e familiares de investigados pelos atos. Presidido pelo deputado Coronel Meira (PL-PE), o encontro teve como objetivo reunir depoimentos e documentos sobre as condições de prisão. Durante a sessão, participantes relataram episódios envolvendo visitas, procedimentos e alegadas situações enfrentadas por detidos.
O deputado destacou a finalidade da iniciativa e a intenção de sistematizar os relatos. “Precisamos registrar, para as futuras gerações, que no Brasil houve uma prisão arbitrária de mais de 1500 pessoas”, afirmou. Ele também mencionou a proposta de criação de um projeto de lei para instituir uma data relacionada ao tema.
Familiares convidados apresentaram casos individuais durante a audiência. Evandro Brasileiro, pai de um dos presos, relatou dificuldades no processo de visitas. “Hoje eu sou a voz do meu filho”, disse. Também participaram Luiza Cunha e Mariane Naime, que descreveram situações envolvendo seus familiares. Segundo a subcomissão, os depoimentos serão reunidos em documentos a serem elaborados a partir das informações coletadas.
