Resultado de 1,16% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 56,68% e Lula com 43,32%
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A pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), inicia nesta quinta-feira (30) uma agenda de três dias pelo interior de Pernambuco ao lado do pré-candidato ao Governo do Estado, João Campos (PSB). O roteiro inclui visitas a nove municípios do Agreste e do Sertão, com participação em eventos e encontros com lideranças políticas e população.
A programação começa em Jupi, onde Marília recebe apoio da prefeita Rivanda Freire à sua pré-candidatura. Em seguida, segue para Garanhuns, onde se integra à agenda de João Campos em compromissos com o prefeito Sivaldo Albino, incluindo visita ao Hospital do Amor. Ainda na cidade, será homenageada na Câmara de Vereadores com a Medalha Oswaldo Ferreira da Silva e participa da abertura do Festival Viva Garanhuns.
Na sexta-feira (1º), a agenda inclui compromissos em Panelas, Sanharó e São Caetano, com participação em eventos como o Festival Nacional de Jericos, a Festa do Trabalhador e o Festival da Carroça de Burro. No sábado (2), Marília visita São Bento do Una, participa do Pedra Agroshow, em Pedra, e encerra o roteiro em Pesqueira, com encontro político com aliados.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (29) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O plenário do Senado ainda precisa votar e dar aval ao nome.
O placar foi de 16 a 11 para aprovação da indicação. Messias é a terceira indicação do governo Lula para o STF neste mandato. Antes dele, Cristiano Zanin e Flávio Dino chegaram à Corte. As informações são do g1.
Leia maisDurante a sabatina, Messias reforçou sua posição contrária ao aborto e criticou as decisões individuais do STF que, segundo ele, diminuem a dimensão institucional do Supremo.
Sem citar o código de ética que tem movimentado os bastidores da Corte após o escândalo do Banco Master, Messias disse que o Supremo deve estar “permanentemente aberto a aperfeiçoamentos”.
“A percepção pública de que Cortes Supremas resistem à autocrítica e ao aperfeiçoamento constitucional tende a pressionar a relação entre a jurisdição e a nossa democracia”, afirmou.
Questionado pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA), Messias voltou ao tema do ativismo judicial, e afirmou que a questão é uma ameaça ao princípio da separação de poderes.
“O ativismo judicial tem ganhado corpo no Brasil inteiro, não é somente no Brasil”, afirmou.
Sobre os ataques de 8 de janeiro, Messias disse que cumpriu seu dever constitucional enquanto advogado-geral da União e que pediu a prisão em flagrante das pessoas que destruíram bens públicos enquanto cidadão.
“O 8 de janeiro foi um dos episódios mais tristes da minha vida. O que eu fiz foi a defesa do patrimônio da União, por dever constitucional”, disse.
Agora, a indicação de Messias segue para análise do plenário do Senado, onde são necessários ao menos 41 votos favoráveis (maioria absoluta). Tanto na CCJ quanto no plenário, a votação será secreta.
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A 2ª Vara Criminal da Comarca de Arcoverde determinou a aplicação de medidas cautelares contra o advogado Eldy Magalhães Tenório, investigado por supostos crimes de ameaça e difamação contra o delegado da Polícia Civil Israel Rubis. A decisão foi assinada nesta quarta-feira (29) pela juíza Cindy Coutinho Diniz, atendendo a representação da 19ª Delegacia Seccional de Polícia (19ª DESEC) e do Ministério Público, após denúncia de declarações feitas durante sessão da Câmara de Vereadores, no dia 20 de abril, e também em redes sociais.
Entre as medidas impostas estão a proibição de aproximação a menos de 200 metros do delegado e de seus familiares, além da vedação de qualquer tipo de contato, inclusive por meios digitais. O investigado também está impedido de citar o nome, a imagem ou o cargo do delegado em ambientes públicos ou virtuais. A magistrada reconheceu indícios da prática criminosa, mas afastou a prisão preventiva neste momento; em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 5 mil, além da possibilidade de decretação de prisão cautelar.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), comunicou a colegas parlamentares que não pretende receber o sabatinado Jorge Messias em seu gabinete na presidência antes da votação em plenário nesta quarta-feira (29).
O gesto, no intervalo entre a sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a deliberação do Senado, era aguardado pelo Palácio do Planalto como um aval institucional importante para a consolidação do nome de Messias – indicado por Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do g1.
Leia maisA decisão de Alcolumbre foi informada, inclusive, ao senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação de Messias no Senado.
Segundo interlocutores, o presidente do Senado chegou a cogitar o encontro, mas desistiu após demonstrar forte incômodo com a divulgação de detalhes de uma conversa informal que teve com Messias na última semana, na residência do ministro Cristiano Zanin, do STF.
Alcolumbre cumpre uma agenda externa durante a tarde desta quarta-feira. A previsão é que o senador retorne à Casa apenas no momento de se dirigir diretamente ao plenário para organizar e conduzir a votação.
A ausência do encontro institucional é vista como um revés político para a articulação do governo, que esperava utilizar a recepção na presidência como um sinal de pacificação e apoio da cúpula do Legislativo ao indicado.
Desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso do STF, Alcolumbre passou a defender a indicação do aliado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a Corte. O presidente Lula, no entanto, optou pelo advogado-geral da União e tem articulado a candidatura de Pacheco ao governo de Minas Gerais.
Apesar da contrariedade em relação a Messias, a assessoria de Davi Alcolumbre afirmou, em nota, que o presidente do Senado não tem trabalhado contra a indicação do advogado-geral da União ao STF.
Após a análise na CCJ do Senado, a indicação de Messias seguirá para o plenário principal do Senado, onde precisará de pelo menos 41 votos para ser aprovada.
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O prefeito de Goiana, Marcílio Régio, esteve em Brasília nesta terça-feira (28) para cumprir agenda institucional voltada à captação de recursos e articulação de parcerias para o município. Durante a visita, ele foi recebido no gabinete do senador Humberto Costa (PT), onde tratou de pautas relacionadas ao desenvolvimento local.
O encontro contou também com a presença do prefeito de Itambé, Armando Pimentel, ampliando a articulação conjunta entre os municípios da região. Entre os temas discutidos estiveram a ampliação de recursos, execução de projetos e avanços em áreas consideradas prioritárias para a população.
“Seguimos firmes, trabalhando com diálogo e parcerias para trazer resultados que impactem diretamente a vida da nossa população”, afirmou Marcílio Régio. Segundo a gestão municipal, a agenda faz parte de um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da interlocução com representantes no Congresso Nacional.
O primeiro clube de medicina empreendedora do Nordeste, o Legacy Med Club, realizou seu encontro inaugural na noite de ontem, no Recife. Fundado pelos médicos Antonio Dantas, César Vasconcelos, Seráfico Júnior, Luiz Marcos e Tarcisinho Calado, o projeto reúne profissionais de diferentes especialidades com foco na construção de uma comunidade voltada ao empreendedorismo, à troca de experiências e ao fortalecimento de conexões.
O evento de estreia ocorreu durante jantar no restaurante Cecília Cucina, no bairro de São José, e contou com a participação de integrantes do grupo em uma agenda voltada ao networking e à integração entre os membros. A proposta do clube inclui a formação de um ecossistema de líderes médicos, com encontros periódicos, experiências exclusivas e iniciativas de capacitação.
A cantora Daniela Mercury acusou o também cantor Edson Gomes de violência contra a mulher. Segundo a artista, o colega deveria “tratar a esposa com carinho”. A confusão aconteceu durante a premiação Troféu Armandinho e Irmãos Macedo, na noite de terça-feira (28), em Salvador.
A acusação foi feita após Daniela subir no palco para receber o prêmio de “Hit do Carnaval” com a música “É Terreiro”. Ela concorreu com os colegas Tonny Salles, O Kannalha, Ivete Sangalo e Bell Marques. O anúncio do vencedor foi feito por Carlinhos Brown. As informações são do g1.
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“Edson, peço que você seja carinhoso com a sua esposa, porque a gente não aceita nenhuma violência contra a mulher”, afirmou Daniela.
A artista ainda pediu que os colegas se unissem contra a violência contra a mulher e que dessem uma atenção especial para as mulheres negras, as principais vítimas da violência.
Após a declaração, Edson Gomes, que também estava no evento, subiu no palco. Ele afirmou que Daniela Mercury teria que provar a acusação.
“Tentou me envergonhar na frente de todo mundo. Eu quero que ela prove. Quem é que eu espanco? Tentar me lacrar assim, me envergonhar, para quê?”, questionou Edson Gomes.
Daniela Mercury se desculpou com o colega após concordar que não tinha como provar a acusação. Ela justificou a fala como uma preocupação que tem em relação as mulheres. Edson Gomes riu do pedido de desculpas e disse que também se preocupa com a causa.
“Então você é super carinhoso com as pessoas que você ama?”, questionou Daniela.
Carlinhos Brown, que também estava no palco, interrompeu a discussão e afirmou que todos são representantes da música baiana e deveriam se unir contra a violência. Ele sugeriu que Daniela e Edson cantassem juntos e foi aplaudido pelo público.
“Cantar uma zorra”, respondeu Edson Gomes.
Após a fala do artista, os apresentadores do evento intervieram e sugeriram que a premiação fosse encerrada com “chave de ouro”. Edson Gomes saiu do palco e o evento foi finalizado com uma apresentação musical. Os artistas não comentaram o assunto nas redes sociais.
Este não é um texto fácil de escrever. Talvez por isso eu tenha demorado um pouco e aguardado alguns dias para postar. Deixar um trabalho que gostamos é uma tarefa amarga. Mas tudo na vida é feito de ciclos.
Muitas pessoas me perguntam como é trabalhar com Magno. Eu sempre respondo a mesma coisa: maravilhoso. Essa é a minha experiência com ele, a única que tenho propriedade para falar.
Sempre tive espaço para escrever sem restrição alguma, sempre fui tratada com respeito e consideração e digo sem medo de errar que o Blog do Magno foi um dos melhores lugares nos quais trabalhei. Como aprendi.
Leia maisPor trás do repórter experiente, provocativo, afiado e um pouquinho ácido que todo mundo conhece, além do escritor de sucesso, imponente e altivo, tem um coração megageneroso, um homem que faz o bem a tanta gente, mas não divulga.
Magno é um amigo que a vida profissional me deu. Alguém que eu admiro e tenho um profundo respeito. Sair do blog foi uma decisão dolorosa, mas necessária neste momento da minha trajetória.
Este ano, completo 20 anos de formada. Estava na hora de tentar um voo solo.
Levo Magno e toda a equipe do blog no meu coração.
Em breve, anuncio novidades.
Obrigada, chefe, por tudo. Sigo sendo sua leitora mais fiel e amiga para todas as horas.
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O líder do PL (Partido Liberal) na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), compareceu à sabatina de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), realizada nesta quarta-feira (29) na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado.
Em um momento durante a votação, Sóstenes foi até Messias e o abraçou. Os dois conversaram por cerca de 23 segundos. As informações são da CNN.
Leia maisMessias é o indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para compor uma cadeira vaga no Supremo. Sóstenes compõe a base da oposição governo e é filiado ao PL, que conta como filiados o ex-presidente Jair Bolsonaro e o pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (RJ), atualmente maior adversário político de Lula.
Tanto Messias quanto Sóstenes são evangélicos. A religião do advogado-geral da União era vista como um “trunfo” por aliados de Lula frente à parte conservadora do Senado. Mais cedo, lideranças evangélicas circularam pela Casa Alta para pedir voto a Messias.
Durante a sabatina, Messias disse ser um “servo de Deus” e citou versículo bíblico ao falar do Congresso: “Bem aventurados os pacificadores porque serão chamados filhos de Deus”.
Em 2023, situação semelhante ao abraço de Messias e Sóstenes também ocorreu no Senado. Na ocasião, era sabatinado Flávio Dino, hoje ministro do Supremo.
Ele e o senador Sergio Moro (à época, do União Brasil) foram vistos se abraçando e rindo durante a sessão. A cena chamou a atenção porque os dois são críticos um do outro.
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O chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, defendeu mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF), condenou o aborto e enalteceu Deus em suas falas na sabatina para uma vaga à Corte, numa sinalização à oposição e em busca de votos de senadores desse grupo.
Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga aberta pela aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, e chega a esta quarta-feira sob pressão e sem a garantia de que terá o seu nome chancelado no Senado. Ele passa por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde haverá uma votação. Em seguida, a indicação é votada no plenário da Casa. Governistas projetam cerca de 45 votos para Messias, num resultado apertado. A votação é secreta. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisMessias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga aberta pela aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, e chega a esta quarta-feira sob pressão e sem a garantia de que terá o seu nome chancelado no Senado. Ele passa por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde haverá uma votação. Em seguida, a indicação é votada no plenário da Casa. Governistas projetam cerca de 45 votos para Messias, num resultado apertado. A votação é secreta.
A indicação de Messias à Corte contrariou a cúpula do Senado e, principalmente, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que trabalhava pelo nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Aliados do chefe da AGU dizem que, além de fazer gestos à oposição, o ministro também faz falas para distensionar a relação com esses senadores. Em sua fala inicial na sabatina, por exemplo, elogiou nominalmente Pacheco, com quem se reuniu na terça.
— Quero enaltecer a atuação de Rodrigo Pacheco na condução da PEC 8/21 — disse Messias, em referência à Proposta de Emenda à Constituição que trata de normas do Judiciário, como prazo de pedidos de vista e concessão de medidas cautelares.
Pastor acompanha sabatina
Evangélico, Messias citou ao menos sete vezes a palavra Deus em sua declaração inicial na sabatina. Antes de entrar na CCJ, se reuniu numa sala privada com aliados, entre eles o pastor Samuel Câmara, da Assembleia de Deus. Na fala, disse que é “um servo de Deus” e que teve a “fortuna” de nascer numa família de evangélicos. “Ser evangélico é uma benção, não um ativo”, afirmou.
Ele defendeu, no entanto, a laicidade do Estado e afirmou que o norte de sua atuação, caso aprovado para a vaga, será a Constituição. O ministro também afirmou que é “totalmente” contra o aborto.
— Quero dizer com muita objetividade e deixar claro este tema para toda a nação brasileira. Sou totalmente contra o aborto. Absolutamente. Aborto é crime. Nenhuma prática pode ser comemorada ou celebrada. Essa é minha convicção pessoal filosófica e cristã — disse.
Na sequência, procurou separar sua posição pessoal da atuação institucional:
— É importante separar a convicção pessoal, a posição institucional e a decisão jurisdicional. Como AGU, defendi a competência do Congresso para legislar sobre o tema, porque assim diz a Constituição — afirmou.
Ele também defendeu a prerrogativa do Legislativo para tratar do assunto, em mais um gesto aos parlamentares, e afirmou que é preciso separar convicções pessoais da atuação institucional.
— Ou a gente defende a separação de Poderes e a legalidade, ou o atalho pelo Direito pode levar a decisões complexas e perigosas — disse.
Recados ao Supremo
A sabatina do chefe da AGU ocorre também num momento delicado para o Supremo, que é alvo de críticas da opinião pública após o caso Master. Messias defendeu um “aperfeiçoamento” do STF, citando a necessidade de se manter a credibilidade do tribunal.
— Precisamos que o STF se mantenha aberto permanentemente ao aperfeiçoamento e disponha de ferramentas de transparência e controle — afirmou.
O ministro disse que a Corte é uma instituição central no arranjo democrático e que a credibilidade do Supremo é “um compromisso e uma necessidade”. Ele também indicou ser favorável à discussão sobre um código de conduta para magistrados, bandeira defendida pelo presidente do STF, Edson Fachin, ao dizer que “todo Poder deve se sujeitar a regras e contenções”. O indicado também afirmou que, caso seja aprovado, vai divulgar toda sua agenda como ministro do Supremo.
— É dever do STF aprimorar-se com lucidez institucional para permanecer respeitado. Juízes constitucionais devem ser farol de uma ética judicial que projete por seus comportamentos um modelo de integridade replicável à magistratura — disse.
Ao mesmo tempo em que deu esses recados, Messias também foi cauteloso e não fez críticas diretas a ministros nem avançou sinais que pudessem contrariar e expor a Corte. Ele citou diversas vezes o termo “autocontenção”, que tem sido usado frequentemente por Fachin.
— Cortes devem ser cautelosas ao operar mudanças divisivas que interfiram em desacordos morais razoáveis da sociedade — afirmou.
Em outro momento, evitou responder uma provocação do senador Magno Malta (PL-ES), que citou desentendimento público entre o ministro do STF Gilmar Mendes e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema. Messias não se pronunciou sobre isso
O chefe da AGU também defendeu a separação e independência dos Poderes, queixa recorrente de parlamentares que acusam o Supremo de extrapolar suas prerrogativas ao discutir temas que, na avaliação deles, cabem ao Legislativo. O chefe da AGU disse que o STF “não deve ser o Procon da política” e que esse não é um espaço que cabe ao Supremo.
Função ‘técnica’ no governo Dilma
Em diversos momentos na sabatina, Messias se colocou como um técnico ao longo de sua trajetória profissional e nas funções que ocupou, numa tentativa de afastar a politização de sua sabatina. Ele citou, por exemplo, sua passagem pelo governo Dilma Rousseff, ao afirmar que exerceu “uma função técnica de assessoramento direto”, destacando que atuou com fidelidade e responsabilidade. Ele afirmou, ainda, que a atuação da AGU na investigação do escândalo dos descontos do INSS foi feita de “forma técnica e republicana”.
Na sabatina, elogiou a postura de senadores da oposição, a exemplo de Flávio Bolsonaro (PL), filho de Jair Bolsonaro e provável adversário de Lula nas eleições deste ano. Ao responder perguntas de Flávio, Messias agradeceu o senador por ter sido recebido no gabinete dele para uma conversa, dizendo que ele foi cordato e gentil, e afirmando que numa democracia “tem espaço para todas as posições políticas”.
— O que me impactou não foi a sua negativa de voto, mas a gentileza com que me recebeu em seu gabinete. Me dedicou tempo precioso de sua agenda e sou grato ao senhor por isso. Da minha parte, meu espírito é sempre republicano. Não olho o processo pelo nome na capa, a minha vida inteira como operador do Direito é fazer a coisa certa, da forma certa — disse.
Em outro momento em que fez gestos à oposição, afirmou que só pediu prisões para quem participou dos atos golpistas do dia 8 de janeiro em Brasília por “dever” do cargo que ocupava e falou sobre o equilíbrio das penas dos condenados, outra bandeira defendida por oposicionistas.
— Nunca vou me alegrar em adotar medidas constritivas de liberdade, o fiz por obrigação, dever de ofício (…) O que fiz foi no estrito cumprimento do dever legal para preservar o patrimônio público federal. No 8 de janeiro atuei no estrito cumprimento do meu dever constitucional — afirmou Messias.
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A Câmara dos Deputados acelerou a tramitação de um projeto de lei que permite a derrubada do veto do presidente Lula (PT) ao projeto da dosimetria, que reduz as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos demais presos pelo 8 de Janeiro, sem impacto na Lei Antifacção, que aumentou a pena por crimes como feminicídio ou organização criminosa.
O requerimento de urgência foi aprovado com 330 votos favoráveis e 104 contrários. A urgência permite que uma medida seja avaliada diretamente no plenário, sem passar por comissões. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisA proposta, de autoria do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), decorre do que o autor diz ser uma “distorção técnica” entre o PL (projeto de lei) da Dosimetria e a Lei Antifacção.
Isso acontece porque a dosimetria, aprovada em dezembro de 2025, utilizou como base uma versão da Lei de Execução Penal anterior às mudanças feitas pela Lei Antifacção, que endureceu as regras para progressão de regime. A lei foi sancionada por Lula em março, após ter sido aprovada pelo Congresso em fevereiro.
Dessa forma, se o veto presidencial fosse derrubado na íntegra e a dosimetria passasse a valer, parte das novas regras da Lei Antifacção seria invalidada.

Lula vetou o projeto integralmente em 8 de janeiro deste ano. Os vetos serão analisados nesta quinta-feira (30), em sessão do Congresso Nacional, e devem ser derrubados pelos parlamentares.
Esse efeito colateral, de que os benefícios se estenderiam para condenados por outros crimes graves, é um dos argumentos utilizados pela base de Lula para defender a manutenção do veto.
De acordo com o autor, a proposta visa livrar a avaliação dos vetos à dosimetria “de argumentos que não dizem respeito a ela”. “Uma coisa é debater o apenamento dos manifestantes do 8 de janeiro. Outra, completamente diferente, é afrouxar regras para os chamados crimes graves “, afirma Abi-Ackel.
A aprovação do trâmite acelerado do projeto fortalece uma solução da distorção sem necessidade de inovações legislativas.
A outra possibilidade apontada por senadores de direita à Folha seria que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), considerasse prejudicados (ou seja, sem efeito) os trechos do veto posteriormente modificados pela Lei Antifacção.
De acordo com os parlamentares, esse expediente já teria sido utilizado em casas legislativas estaduais, mas não há precedente no Congresso. Diante disso, senadores do PT e da oposição aventaram a possibilidade da votação parcial do veto acabasse sendo contestada na Justiça.
Durante a votação do requerimento, o líder do PT Pedro Uczai (RS) argumentou que “o regime de urgência não pode ser utilizado para acelerar projeto condicionado a evento futuro e incerto”. “Por que nós estamos votando esse projeto que já tem lei igual o conteúdo que está sendo votado hoje?”, questionou.
A oposição tem, em tese, os votos necessários para derrubar o veto e impor uma derrota a Lula, beneficiando Bolsonaro e outros presos condenados por golpismo com redução de pena e progressão de regime facilitada.
Para que o veto de Lula seja derrubado, é necessário o voto de 257 dos 513 deputados e também de 41 dos 81 senadores —se não for alcançada essa maioria em alguma das Casas, o veto é mantido.
Na Câmara, o PL da Dosimetria foi aprovado com 291 votos a favor ante 148 contrários. Já no Senado, o placar foi de 48 votos a favor do projeto e 25 contrários. Portanto, a queda do veto é o resultado mais esperado, a não ser que o governo consiga virar votos a seu favor.
O texto do PL da Dosimetria suaviza as regras para crimes contra o Estado democrático de Direito e, em relação aos demais crimes, mantém o tempo mínimo de prisão necessário para obter a progressão de regime que já estava estabelecido na Lei de Execução Penal à época da aprovação da proposta, em dezembro.
Em relação aos crimes contra o Estado democrático de Direito, o PL da Dosimetria diz que o tempo mínimo para progressão de regime é de 16,66% (um sexto), reduz a pena caso crimes contra instituições democráticas sejam praticados em multidão e determina que as penas relativas a um mesmo contexto não sejam somadas, mas que prevaleça a maior.
Para o caso de Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos de prisão por participar da trama golpista, o PL da Dosimetria pode reduzir seu período em regime fechado dos atuais 6 a 8 anos para algo entre 2 anos e 4 meses e 4 anos e 2 meses, dependendo da interpretação.
Também influenciará na redução das penas o tempo que Bolsonaro dedicar a trabalho ou estudo, atividades que podem ser usadas para diminuir o período na prisão. O ex-presidente completou um mês em prisão domiciliar na segunda (27).
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O Sextou, programa musical que ancoro às sextas-feiras no lugar do Frente a Frente, recebe nesta semana o cantor Neno o Magnífico, um dos vocalistas mais duradouros e marcantes da banda Magníficos, grupo que ajudou a consolidar o forró eletrônico romântico no Brasil a partir dos anos 1990.
Com mais de duas décadas de carreira, Neno construiu sua trajetória dentro de uma das formações mais populares do gênero, integrando o trio vocal que marcou a fase de maior sucesso da banda. Após seguir carreira solo, mantém o repertório que o consagrou, com canções que atravessam gerações do forró romântico.
O programa desta semana gira em torno do novo DVD do artista, gravado recentemente em Monteiro, na Paraíba, com participação da própria banda Magníficos e de outros nomes do forró. O projeto reúne os grandes sucessos que marcaram sua trajetória e celebra sua história na música nordestina.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
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