Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
O deputado estadual Romero Albuquerque anunciou sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda do prefeito do Recife e pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos. A confirmação veio pelo próprio João Campos, que publicou nas redes sociais uma postagem em colaboração com Romero e sua esposa, a vereadora Andreza Romero, que já integra o PSB. “Me filio ao PSB porque acredito no projeto de João Campos para Pernambuco. Um projeto sério, comprometido com as pessoas e com os animais”, disse o deputado.
Nas últimas semanas, o União Brasil, partido que Romero deixa, declarou apoio à governadora Raquel Lyra. Romero tem protagonizado uma série de embates com a gestão Raquel Lyra na Alepe: foram dele as denúncias sobre irregularidades no contrato da Cetus Construtora com a Secretaria de Educação, da suspensão de cirurgias eletivas no sistema estadual de saúde, do superfaturamento de cirurgias de castração, e o pedido de impeachment da governadora pelo esquema de favorecimento à Logo Caruaruense, empresa de transporte do pai da governadora que circulava irregularmente e sem vistorias desde o início da atual gestão.
Para Romero, portanto, a filiação não é apenas uma mudança de legenda, é a formalização de um posicionamento que já vinha sendo construído nas tribunas da Alepe.
A pauta da causa animal também fortalece o vínculo com o projeto de João Campos. Recentemente, o prefeito e o casal inauguraram o Hospital Veterinário 24 horas no Recife e anunciaram outras políticas de proteção e bem-estar animal. “Estamos com João Campos desde a eleição em 2020. O que construímos desde então não são ações de campanha, mas políticas permanentes, que existem independente do calendário eleitoral. É isso que separa quem governa com responsabilidade”, concluiu Albuquerque.
A primeira fotografia mais ampla da corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte em 2026 mostra um cenário de pré-campanha já configurado, mas ainda longe de definição. Na pesquisa estimulada, em que os nomes dos pré-candidatos são apresentados ao entrevistado, Álvaro Dias (PL) aparece na liderança com 30,8% das intenções de voto, seguido por Allyson Bezerra (UP), com 27,2%. Em seguida vêm Cadu Xavier (PT), com 10,8%, e Robério Paulino, com 2,1%. Brancos e nulos somam 6,3%, enquanto 22,8% disseram não saber ou preferiram não responder.
Evolução dos números
Na comparação com a rodada anterior, realizada em dezembro de 2025, o movimento mais importante é o crescimento de Álvaro Dias e a retração de Allyson Bezerra. Álvaro sobe de 25,7% para 30,8%, avanço de 5,1 pontos percentuais, enquanto Allyson recua de 31,8% para 27,2%, queda de 4,6 pontos.
Leia maisCadu Xavier também cresce, saindo de 9% para 10,8%, e Robério Paulino passa a pontuar com 2,1%. Ao mesmo tempo, o índice de não sabe/não respondeu cai de 29,1% para 22,8%, o que sugere alguma acomodação inicial do eleitorado em torno dos nomes já postos no debate público. Em outras palavras, parte da indefinição começa a se converter em intenção de voto, e essa conversão, neste momento, favorece mais Álvaro do que os adversários.
Probabilidade de voto e rejeição
A pesquisa também mediu a probabilidade de voto e rejeição, indicador importante para avaliar o potencial de crescimento e os limites de cada pré-candidato. Nesse bloco, Álvaro Dias e Allyson Bezerra aparecem novamente em patamar semelhante.
Entre os entrevistados, 29,3% dizem que com certeza votariam em Álvaro, e 11,8% afirmam que poderiam votar nele. Somados, os dois índices levam seu potencial de voto a 41,1%. Já 21,9% dizem que não votariam nele de jeito nenhum, 13,9% afirmam não conhecê-lo o suficiente para avaliar e 24,0% não souberam ou não responderam.
No caso de Allyson, 27,2% dizem que votariam com certeza e 13,9% afirmam que poderiam votar, o que lhe dá potencial de 40,5%. Já sua rejeição direta está em 19%, com 14,1% dizendo não conhecê-lo o suficiente e 26,3% sem resposta.
Cadu Xavier, por sua vez, registra 8,8% de voto certo e 14,0% de voto possível, alcançando potencial de 22,8%, mas enfrenta rejeição mais elevada, de 32,2%, além de 22,0% de eleitores que dizem não conhecê-lo o suficiente.
Já Robério Paulino aparece com 1,6% de voto certo e 4% de voto possível. Ele tem 17,2% de rejeição e um índice elevado de desconhecimento: 34% afirmam não conhecê-lo o suficiente para avaliar, enquanto 43,2% não souberam responder.
Cenário espontâneo
No cenário espontâneo, que é o primeiro apresentado ao eleitor, o entrevistado é perguntado sobre sua preferência sem o auxílio de uma lista com prováveis candidatos. Neste cenário, Allyson Bezerra permanece na liderança, marcando 15,5% diante dos 15,4% de Álvaro Dias, em empate absoluto dentro de qualquer leitura estatística.
Cadu Xavier aparece com 6,6%, Styvenson Valentim com 3,4%, Ezequiel Ferreira com 1,3% e Walter Alves com 0,6%. Brancos e nulos somam 7,4%, mas o principal dado é o percentual de 49,8% de não sabe ou não respondeu.
2º turno
Os cenários de segundo turno mantêm a lógica de disputa aberta observada no primeiro. No confronto entre Álvaro Dias e Allyson Bezerra, Álvaro tem 38,2% e Allyson, 35,9%, com diferença de 2,3 pontos percentuais, o que também configura empate técnico dentro da margem de erro. Nesse cenário, 16,3% não sabem ou não respondem e 9,6% declaram branco ou nulo.
Nos demais cenários testados, Álvaro Dias abre vantagem mais ampla. Contra Cadu Xavier, ele marca 38,5%, ante 21,6% do adversário. Ainda assim, chama atenção o tamanho da indefinição: 29,8% não sabem ou não respondem, e 10,1% indicam branco ou nulo.
No cenário entre Allyson Bezerra e Cadu Xavier, Allyson também abre importante vantagem, somando 37% contra 23% de Cadu, com 30,8% de não sabe/não respondeu e 9,2% de branco ou nulo.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RN-07240/2026. O levantamento foi realizado pelo Media Inteligência em Pesquisas, contratado pela Potengi Comunicação Ltda. Foram ouvidos 2.000 eleitores entre 23 e 26 de março de 2026, em 82 municípios do Rio Grande do Norte. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
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Por Cláudio Soares*
Nos últimos anos, tornou-se comum nas redes sociais a exibição de imagens impactantes por parte de profissionais da odontologia: bocas mutiladas, dentes em estado avançado de deterioração, dentaduras, pacientes desdentados ou em condições de extrema vulnerabilidade. Publicações que, muitas vezes, são apresentadas sob o argumento de “antes e depois”, “conscientização” ou “resultado clínico”, mas que levantam uma questão incontornável: até que ponto isso é informação e a partir de quando se torna exploração?
A fronteira entre educação e sensacionalismo parece cada vez mais tênue. O que se vê, em muitos perfis profissionais, é espetacularização da miséria bucal. Imagens cruas, por vezes degradantes, são utilizadas como estratégia de engajamento, convertendo sofrimento humano em moeda de visibilidade digital.
Leia maisNão se trata de negar o valor científico ou educativo de casos clínicos. A odontologia, como ciência da saúde, exige registro, estudo e compartilhamento de experiências. O problema reside na forma, no contexto e, sobretudo, na intenção. A lógica algorítmica das redes sociais baseada em impacto visual e choque tem influenciado práticas que deveriam ser regidas por princípios éticos, não por métricas de curtidas.
Surge, então, um questionamento legítimo. Onde está o compromisso com a dignidade do paciente? Ainda que haja consentimento formal, é preciso refletir sobre a assimetria existente na relação profissional-paciente. O indivíduo exposto, muitas vezes em situação de fragilidade social ou econômica, compreende plenamente o alcance daquela divulgação? Está ciente de que sua imagem pode circular indefinidamente, sujeita a julgamentos, ridicularizações ou estigmatização?
Nesse cenário, causa estranheza o silêncio — ou, no mínimo, a atuação tímida dos Conselhos Regionais e do Conselho Federal de Odontologia. Órgãos que têm, entre suas atribuições, zelar pela ética e pela dignidade da profissão. A regulamentação existe, mas sua aplicação parece irregular diante da crescente banalização dessas práticas.
A omissão institucional, quando percebida pela sociedade, corrói a credibilidade da categoria. Afinal, se a própria entidade fiscalizadora não atua de forma firme, que mensagem está sendo transmitida? Que vale tudo em nome da autopromoção?
É urgente retomar o debate ético com profundidade. A odontologia não pode se permitir cair na armadilha da desumanização. Pacientes não são vitrines. Não são “cases de marketing”. São pessoas com história, dignidade e direito à preservação de sua imagem.
Mais do que nunca, é necessário que os Conselhos assumam um papel ativo, não apenas punitivo, mas também educativo. Que estabeleçam diretrizes claras, fiscalizem com rigor e promovam uma cultura profissional alinhada aos princípios da bioética. A saúde não pode ser transformada em espetáculo. E a dor, muito menos, em propaganda.
*Advogado criminalista e jornalista
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Dei uma de intruso na Maratona do Frevo, há pouco, pelas ruas do Recife Antigo e cumpri minha jornada diária de 8 km. Nem sabia que seria hoje. Só percebi quando cheguei no Recife Antigo e encontrei uma multidão de corredores.
Conhecida como “Maratona Internacional do Frevo”, a largada foi no Cais da Alfândega, com percursos de 5km, 10km, 21km (Meia) e 42km (Maratona), com trajetos planos e rápidos que unem o Recife e Olinda, passando por pontos históricos, áreas litorâneas e com forte presença cultural.
Por Silvino Teles Filho*
Dormir bem não é apenas uma questão de “descanso” ou luxo; é uma necessidade biológica fundamental que atua como a espinha dorsal da nossa regulação emocional e cognitiva. Quando negligenciamos o travesseiro, não estamos apenas ficando cansados, estamos comprometendo a química do nosso cérebro.
Aqui está uma visão detalhada de como essa relação funciona:
O cérebro em repouso: mais do que desligar
Durante o sono, especialmente na fase REM (Rapid Eye Movement), o cérebro processa experiências emocionais e consolida memórias. É como se houvesse uma “limpeza neuroquímica” que organiza as informações do dia e reduz a carga de estresse. Sem sono adequado, a comunicação entre o córtex pré-frontal (o centro lógico do cérebro) e a amígdala (o centro do medo e das emoções) é prejudicada.
Leia maisNa ausência do sono: A amígdala torna-se hiper-reativa. Isso explica por que ficamos mais irritáveis, ansiosos ou propensos a explosões emocionais após uma noite em claro.
O ciclo de feedback negativo
A relação entre sono e saúde mental é bidirecional. Isso significa que:
Impactos diretos da má qualidade do sono
Dicas para uma higiene do sono eficaz
Para proteger sua saúde mental, é preciso tratar o sono como uma prescrição médica:
Se você sofre de insônia crônica ou se sente constantemente exausto mentalmente, não hesite em procurar um profissional de saúde. Às vezes, o que parece ser “apenas cansaço” pode ser o sinal de alerta de algo que precisa de suporte terapêutico ou médico.
*Médico com Pós Graduação em Psiquiatria e Neurologia Clínica
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O tempo, temática da crônica deste domingo, é o senhor da razão, aprendi com meus sábios pais, que Deus já levou cada um no seu tempo, primeiro minha flor Margarida, depois Gastão, meu conselheiro, amigo e companheiro de todas as horas, quase dez anos depois. Aceitei e compreendi ainda mais o tempo da vida.
Na Bíblia já havia aprendido que há tempo para tudo. A palavra de Deus nos diz no livro de Eclesiastes que há um tempo para cada coisa debaixo do sol: tempo de plantar, de colher, de nascer, de viver e de morrer.
Leia maisLi muito ainda sobre o tempo devorando os clássicos da literatura do movimento modernista à luz de candeeiro em Afogados da Ingazeira, minha terra natal. Lá, garoto de pés descalços, a luz elétrica de um velho motor a querosene nos enfiava no mundo das trevas por volta das 22 horas. O companheiro para iluminar meus olhos que comiam livros era o candeeiro, muitas vezes um lampião e até velas que hoje romantizam os encontros de enamorados em restaurantes chiques.
O passar dos anos nunca me fez infeliz, porque aprendi que o tempo envelhece o corpo, mas não envelhece a emoção de viver em toda plenitude cada momento. Dentre os clássicos, nunca esqueci Machado de Assis: “O tempo é um rato roedor das coisas, que as diminui ou altera no sentido de lhes dar outro aspecto”.
Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre, aprendi depois com o eterno Charles Chaplin. Mas foi a Mário Quintana que recorri também para compreender a velocidade do tempo, o ir e vir, as mutações da lua e do sol.
“O mais feroz dos animais domésticos é o relógio de parede: conheço um que já devorou três gerações da minha família”, escreveu ele. Quintana foi um dos principais expoentes da segunda geração do modernismo brasileiro. Conhecido como “o poeta das coisas simples”, sua obra é marcada pela linguagem simples e pela abordagem de temas cotidianos e contemplativos.
Ele dizia que o tempo é a moeda da vida. “É a única moeda que você tem e só você pode determinar como ela será gasta”, escreveu. Com ele, se aprende também que não se deve esconder nada, porque o tempo vê, escuta e revela tudo. O tempo é o que vivemos aqui e agora. Ele prova que a vida é uma jornada, com começo, meio e fim. É de Victor Hugo, romancista francês, a maior de todas as lições do tempo: não só cura, mas também reconcilia.
Em muitas crônicas, cito Cora Coralina, porque ela era maravilhosa, curta e dura: “Todos estamos matriculados na escola da vida, onde o mestre é o tempo”. Que lindo! É dela também o ensinamento de que o tempo de Deus é diferente do nosso e que temos que aprender a esperar. Para ela, o tempo não para nem volta atrás justamente para que sempre sigamos em frente.
Muitas vezes, a ansiedade dos novos tempos do mundo globalizado nos faz atropelar a hora certa para tudo na vida, mas convenhamos: o tempo consegue colocar tudo no devido lugar. Cada experiência age em silêncio e deixa ensinamentos valiosos para a vida.
O tempo ensina ainda que é preciso seguir, amadurecer e se fortalecer. Meu pai, com aquele ar de sabedoria sertaneja, me ensinou a gastar o tempo com sabedoria, a valorizar os momentos, dos mais simples aos mais especiais, buscando um propósito em tudo o que se faz, porque, dizia ele, o tempo é implacável, nunca volta.
Vista pelos jovens, a vida é um futuro infinitamente longo; vista pelos mais maduros, cabelos embranqueados, um passado muito breve. Mas papai tinha razão: o tempo é o conselheiro mais sábio de todos.
Rubem Alves, meu cronista que amolece meu coração e ao mesmo tempo enxuga minhas lágrimas, também escreveu muito sobre o tempo como um recurso escasso e precioso, defendendo a necessidade de priorizar o essencial e desfrutar o presente. Em suas frases, ele sugere aprender a “abrir mão” e valorizar o tempo, evitando a pressa e focando no que realmente importa.
Certa vez, ele se perguntou: “Resta quanto tempo?” E ele mesmo respondeu: “Não sei. O relógio da vida não tem ponteiros”. Suas reflexões frequentemente abordam a necessidade de viver com mais presença e menos pressa, valorizando a essência em detrimento da quantidade de tempo.
“O prazer demanda tempo. A vida serve para gastar tempo”. Eis a grande lição de Rubem Alves.
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Dicas importantes para mulheres que querem comprar um carro

Você sabe quanto custa, de verdade, o carro dos seus sonhos? Ou quanto ele vai custar a longo prazo, incluindo manutenções? Isso tudo encaixa no seu orçamento? Em 2026, ter um carro, seja para trabalhar, organizar a rotina diária ou garantir liberdade de deslocamento, segue entre os principais objetivos financeiros dos brasileiros. Levantamentos recorrentes do setor automotivo e de crédito indicam que a compra do veículo próprio continua entre os três principais bens de desejo das famílias — ao lado da casa própria e da estabilidade financeira.
Porém, não basta só querer. É preciso colocar os números na mesa antes de decidir, já que o cenário é de uma economia desafiadora, com juros altos e preços elevados. “O carro não pode ser uma decisão emocional. Ele precisa caber no orçamento hoje e, caso seja financiado, continuar cabendo daqui a dois ou três anos”, afirma Vittória Gabriela, goiana de 28 anos, empreendedora e fundadora da “Dona Meu Destino”, uma das maiores comunidades digitais de mulheres motoristas do Brasil, que reúne quase 1 milhão de seguidoras.
Focada em empoderamento, troca de experiências e educação financeira no universo automotivo, a “Dona Meu Destino” reforça que educação e planejamento financeiro são aliados poderosos também para mulheres que querem conquistar o primeiro carro com autonomia e sem armadilhas. “O planejamento financeiro é tão importante quanto escolher o modelo do carro. Saber negociar, comparar taxas e aprender a ler contratos faz diferença, seja comprando ou vendendo.” Para ela, o momento do mercado é de maior consciência sobre o endividamento e, principalmente, sobre como a negociação pode fazer a diferença a longo prazo.
Leia maisPor isso, Vittória atua ajudando mulheres a entender melhor de carros, conquistar autonomia e tomar decisões mais conscientes. Ela integra a ascensão de comunidades femininas voltadas à mobilidade, um movimento que sinaliza uma mudança estrutural no mercado automotivo. Não se trata apenas de dirigir, mas de decidir, negociar e planejar com segurança e informação. “Nosso foco é tirar o medo da decisão financeira, atuando na oferta de informações que ajudem nesse processo. Quando a mulher entende dele, ela deixa de depender da opinião alheia, que pode levá-la a ser ludibriada, e passa a conduzir a própria escolha.”
Segundo Vittória, saber como proceder em uma decisão tão importante quanto essa é essencial, principalmente em ocasiões em que a compra envolve carros usados, já que é nesse mercado que se encontram a maioria das negociações. Em 2025, o país registrou 18,5 milhões de transferências de veículos usados e seminovos, contra cerca de 2,5 milhões de carros 0km licenciados, segundo a Fenauto, a federação dos revendedores de veículos.
Consumo automotivo – Na prática, o brasileiro comprou sete carros usados para cada novo, consolidando uma inversão estrutural no consumo automotivo, tendência que se mantém em 2026. “Isso acontece devido ao encarecimento do zero-km. Em apenas cinco anos, o preço dos modelos de entrada saltou de cerca de R$ 53 mil, em 2021, para até R$ 81 mil em 2026, elevando a barreira de acesso ao carro novo”, explica ela. Mas, é no mercado de seminovos, que passou a operar em patamares recordes, se encontra o perigo, segundo a goiana, principalmente para as mulheres, que sofrem discriminação no mercado.
“Muitos acham que podem empurrar carros com problemas, por exemplo, ou com financiamentos longos e caros, pela falta histórica de experiência das mulheres nessa área.” Contudo, isso está mudando. Especialmente por ações como a da Vittória, que ajudam na tomada de decisão das mulheres. Ela explica em suas redes, por exemplo, a importância de buscar a opinião de um mecânico de confiança, que pode fazer toda a diferença na hora da compra de um veículo usado.
“Tive acesso ao caso de uma mulher que adquiriu um carro financiado que havia sofrido avarias em um alagamento. Ela não foi informada sobre esse histórico no momento da compra e, logo após sair da loja com o veículo, precisou realizar diversos reparos mecânicos nele. Se tivesse buscado uma segunda opinião técnica antes da compra, poderia ter escolhido um veículo em melhores condições. Agora, além dos custos constantes de manutenção, terá de arcar por um longo período com uma dívida elevada por um carro que se desvaloriza rapidamente e terá pouco valor em uma futura troca.”
Reputação das lojas – Para Vittória, é igualmente fundamental buscar informações sobre a reputação das lojas e contar com indicações de consultores que realmente auxiliem na escolha de um bom veículo. Também é importante ter noções básicas sobre as condições ideais de um carro e saber quais perguntas fazer no momento da compra. Além disso, muitas lojas, inclusive, oferecem garantia para carros usados, o que funciona como um indicativo adicional da qualidade do automóvel comercializado. “Carro é meio, não fim”, resume Vittória. “Quando ele é bem planejado, vira liberdade. Quando não é, vira peso.”
Pesquisa inédita – A comunidade liderada por Vittória — “Dona Meu Destino”— realizou uma pesquisa em suas redes sociais, que reúnem quase um milhão de mulheres, revelando como elas encaram a decisão de comprar ou trocar de carro. O levantamento ouviu participantes de diferentes regiões do país e indica que, para a maioria, esse processo ainda é marcado por insegurança e forte dependência de apoio externo na tomada de decisão. Quando questionadas se pensam em comprar ou trocar de carro, 23,2% das mulheres afirmaram que pretendem fazer isso em até um ano. Outras 12,6% disseram que o plano é para até dois anos, enquanto 8,9% projetam a compra em até três anos. Um grupo expressivo, de 36,8%, afirmou que deseja comprar ou trocar de carro, mas sem prazo definido. Já 18,4% disseram que não pretendem adquirir um veículo.
Veículo próprio – Em relação à posse do carro, 62,1% afirmaram que têm veículo próprio e o utilizam sozinhas. Outras 23,07% disseram que o carro é da família e dividido com outras pessoas. Já 12,6% não possuem carro atualmente, mas afirmaram que gostariam de ter um. Uma parcela menor declarou que divide o uso do veículo com quem não é da família. O histórico de compra também revela diferenças importantes. 18,04% das entrevistadas afirmaram que já compraram um carro sozinhas.
Outras 50,5% disseram que já passaram pelo processo de compra com a ajuda de alguém, enquanto 26,3% ainda não compraram, mas pretendem fazê-lo. Um grupo menor afirmou que nunca comprou e não pretende comprar no momento. Quando o assunto é sentimento, a decisão de compra desperta emoções diversas. Para 26,3%, o principal sentimento é a confusão diante de tantas opções disponíveis no mercado. Já 24,2% relataram empolgação, enquanto 23,2% disseram sentir medo de errar. A insegurança aparece para 14,7%, e a ansiedade para 8,4%. Uma parcela menor afirmou sentir confiança ao pensar na compra de um carro.
Ajuda da família – O apoio na tomada de decisão também se mostrou relevante. Para 39,5%, a família é quem mais ajuda ou ajudaria no momento da compra. Outras 23,7% disseram contar principalmente com o parceiro ou parceira, enquanto 16,8% recorrem a pesquisas na internet. Apenas 10,5% afirmaram que tomam a decisão sozinhas, e o restante se divide entre quem busca apoio de amigos ou ainda não sabe por onde começar. As respostas vieram de mulheres de diversas regiões do país: 56,3% são do Sudeste, 16,8% do Sul, 8,9% do Nordeste e 14,2% do Centro-Oeste. O percentual restante se divide entre participantes do Norte e mulheres que moram fora do Brasil.
Dicas – Checklist para a compra de um carro
Para quem está transformando o desejo do carro próprio em uma decisão planejada, seguem quatro dicas antes de comprar (ou trocar) de carro:
Antes de qualquer visita à concessionária ou clique em anúncio, a pergunta central é objetiva e, muitas vezes, ignorada: Quanto eu posso gastar sem desorganizar minha vida financeira? Especialistas em finanças pessoais recomendam olhar além do valor do carro e considerar o Custo Total de Propriedade (TCO), que inclui:
Pagamento à vista
Financiamento
Dica: simule financiamento em diferentes instituições antes de fechar. Taxas que parecem pequenas podem representar milhares de reais a mais no total.
Quilometragem e histórico
Na hora de comprar

Chinesa Jetour chega ao Brasil focada nos SUVs – Mais uma marca chinesa desembarca oficialmente no Brasil. Desta vez, é a Jetour, vinculada ao grupo Chery. Seus dirigentes estão de olho no segmento de SUVs, hoje responsáveis por mais de 50% das vendas de automóveis e comerciais leves. Serão três modelos à venda inicialmente: o S06, o T1 e o T2. E pelo menos mais três até o fim do ano. Com filial em Brasília, na região do Aeroporto JK, a Jetour já vendeu, desde fevereiro, quando abriu pré-venda, 500 unidades – todas com preços promocionais que seguem até o fim de abril.
Em maio, esses preços serão reajustados em R$ 5 mil e R$ 10 mil, respectivamente, para as versões Advance e Premium. A versão mais cara do S06 mantém o preço inalterado. Os modelos, no geral, são confortáveis e sofisticados, com acabamentos premium e atenção aos detalhes.
SUV T2 – A campanha de lançamento do Jetour T2 baseia-se na concepção de que ele existe ‘para ir além do deslocamento cotidiano’, sendo para ‘explorar diferentes caminhos’ sem abrir mão de conforto, tecnologia e qualidade. As duas versões do T2 têm sistema híbrido plug-in que combina o motor a combustão 1.5 turbo de injeção direta (135 cv) a dois motores elétricos adicionais, de 75 kW (102 cv) e 90 kW (122 cv). Combinados, resultam em torque máximo de 62,2 kgfm.
O sistema é gerenciado pela transmissão Super Hybrid de três marchas (3-DHT), que permite múltiplos modos de operação, mantendo o motor a combustão e os motores elétricos sempre operando em suas faixas mais eficientes. O Inmetro atesta que o SUV percorre, no modo elétrico, 27,6 km/l na cidade e 23,4 km/l no ciclo rodoviário. O consumo combinado é de 25,7 km/l. O alcance de bateria é de 75 quilômetros. Considerando o modo híbrido, o consumo combinado é de 11 km/l (10,5 km/l na estrada e 11,4 km/l na cidade). Com entre-eixos de 2,8m, o T2 tem comprimento de 4.785mm.
SUV T1 – O modelo também usa um conjunto híbrido plug-in que combina um motor 1.5 turbo a gasolina, que entrega 135 cv e 20,4 kgfm de torque, a um motor elétrico de 150 kW (204 cv) e 31,6kgfm. Ele tem bateria de 26,7 kWh e percorre, no modo elétrico, 34,7 km/l na cidade e 26,8 km/l no ciclo rodoviário. O consumo combinado é de 31,1 km/l.

SUV S06 – Este modelo combina o motor 1.5 turbo com um motor elétrico, oferecendo alcance de até 1,2 mil quilômetros. É um SUV médio, com 4.616 mm de comprimento, 1.910 mm de largura e 1.690 mm de altura. O modelo — considerado o de entrada da marca — oferece garantia combinada de 8 anos para bateria e motor elétrico e 7 anos para o veículo completo.
As duas versões usam transmissão automática de uma marcha (1 DHT), sendo que o motor elétrico entrega 150 kW (204 cv) de potência e 31,6 kgfm de torque instantâneo. Combinados, fornecem torque de 52 kgfm. A aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 7,9 segundos. O Inmetro informa que o S06 percorre, no modo elétrico, 36,2 km/l na cidade e 28,9 km/l no ciclo rodoviário. O consumo combinado é de 32,9 km/l. Tem classificação “A” (nota máxima). A Jetour tem a intenção de produzir no Brasil e também desenvolver motores híbridos flex. Ela já conta com 14 lojas (algumas apenas de exposição de produtos), mas tem planos de ampliar para 100 concessionárias até o fim de 2026. O centro de distribuição de peças fica em Cajamar (SP) e tem capacidade de armazenar peças por seis meses.

Novo Tiguan custa R$ 300 mil – A terceira geração do VW Tiguan, fabricada no México, chega aos concessionários da marca alemã em 7 de maio. Ele tem motor 2.0 que entrega 272cv de potência e 35,7 kgfm de torque e desembarca por aqui em versão única, a R-Line, com teto solar. O modelo custa R$ 300 mil e é baseado na plataforma MQB Evo. A transmissão é de oito velocidades. A tração é integral, a tradicional 4Motion. Vale lembrar que o SUV, lançado há 18 anos, é o mais vendido pela Volkswagen no mundo.
São 8 milhões de unidades comercializadas neste período, sendo que no Brasil foram mais de 65 mil unidades emplacadas até agora. O destaque é o conjunto de 12 sistemas ativos de segurança, como o Emergency Assist, que conduz o carro para uma parada de emergência em caso de perda de consciência do condutor. O Travel Assist junta o Lane Assist, o Front Assist e o Controle de Cruzeiro Adaptativo (ACC) para uma condução semiautônoma nível dois, freando, acelerando e mantendo o carro centralizado na faixa, aumentando o conforto e segurança.

MG4 Urban chega ainda este ano – A montadora chinesa MG, que está no Brasil desde o fim do ano passado, confirmou a decisão de trazer para o mercado brasileiro o MG4 Urban, uma versão menos sofisticada do elétrico MG4, já oferecido por aqui. Aliás, ela também será elétrica e mira o GWM Ora, o BYD Dolphin e o Geely EX2. Deve ter preço abaixo dos R$ 150 mil. O Urban terá duas opções de bateria – com autonomias “entre as maiores do segmento”, segundo os gestores da marca.
A MG Motor é originalmente centenária que foi vendida à chinesa SAIC — e já esteve no Brasil, por sinal, mas com importador intermediário. Agora, de maneira independente, ela traz três modelos 100% elétricos — o hatch MG4, o SUV MGS5 e o esportivo MG Cyberster, cada um com propostas distintas e posicionamento de produto sofisticado. O portfólio inclui o SUV elétrico MGS5 Luxury, de tração traseira, com motor elétrico de 305 cv e torque de 36kgfm. Este promete 351 km de autonomia pelo padrão Inmetro e custa em torno dos R$ 240 mil
Volvo Cars e os carros com software central – A Volvo Cars acaba de ser nomeada a montadora líder na produção de carros com utilização de software central. A marca sueca, que produz alguns dos modelos mais seguros do mundo desde 1927, recebeu o Nível 5 de capacidade SDV (software-defined vehicle, ou, em português, veículo definido por software) pelo S&P Global Mobility. O reconhecimento destaca a capacidade da Volvo Cars de aprimorar praticamente todas as funções do veículo, ao longo de seu ciclo de vida e oferecer maior valor aos clientes por meio do uso do software.
Por exemplo: a empresa pode usar atualizações remotas (over-the-air) para adicionar recursos de segurança, desbloquear velocidades de carregamento mais rápidas, aumentar a autonomia e aprimorar a experiência do usuário. Carros com utilização de software central têm o poder de continuar aprimorando suas funcionalidades nas estradas e elevar ainda mais seu padrão de segurança. O sistema central desenvolvido internamente pela Volvo Cars, o HuginCore, apresenta arquitetura elétrica, um computador central, controladores de zona e software. Presente no coração dos três veículos da empresa com tecnologia definida por software — o EX90, o ES90 e o EX60 — esse sistema possibilita melhores experiências para o cliente, inovação mais rápida e melhorias escaláveis em toda a linha de veículos.

Velas de motos: manutenção caseira põe segurança em risco – A busca por manutenção de baixo custo leva muitos motociclistas a recorrer a tutoriais online para que possam realizar, de maneira autônoma, falhas no sistema de ignição e dificuldade na partida da moto. Embora vídeos e fóruns prometam soluções rápidas para problemas relacionados à dificuldade na partida ou alto consumo de combustível, a ausência de ferramentas adequadas para a identificação do problema pode transformar uma pequena economia em um prejuízo grande. Isso porque a associação entre atuação autônoma e a falta de conhecimento técnico são elementos que, quando combinados, podem provocar danos a componentes caros, como o próprio motor da motocicleta, e comprometer a segurança do condutor. Por isso, a Niterra, multinacional japonesa detentora das marcas NGK e NTK, juntou os três erros mais comuns (e perigosos) encontrados como recomendação de boas práticas na internet.
1 – O perigo da centelha exposta: Um dos testes mais comuns consiste em retirar a vela de ignição, encostá-la no cabeçote e acionar a partida para observar a faísca. A prática, de acordo com Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra, é altamente desaconselhável. “A cor da centelha é um indicador preciso, ela indica a energia da centelha. Porém, é preciso conhecer qual a coloração normal para o sistema de ignição da motocicleta em questão. Outro problema é que falhas no centelhamento provocadas por falta de aterramento podem gerar danos ao CDI e bobina de ignição e o combustível não queimado irá contaminar o óleo lubrificante do motor e pode comprometer o catalisador da motocicleta.
2 – Limpeza com escova de aço: Remover a carbonização com escovas de aço não prolonga a vida útil da vela. O atrito do metal da escova deixa resíduos microscópicos no isolador cerâmico da vela, o que reduz a capacidade de isolação da parte cerâmica da vela. Além de aumentar o desgaste dos eletrodos da vela pelo atrito dos eletrodos com o metal da escova. Outro problema que provocamos é a remoção do banho de proteção que é aplicado ao castelo metálico da vela (parte metálica onde temos a rosca). A falta de proteção permite a oxidação do metal podendo provocar danos à rosca do cabeçote (parte superior) do motor. A recomendação da Niterra é abolir o hábito da limpeza abrasiva, preferindo a substituição preventiva da peça. A grande maioria das motocicletas vendidas no Brasil são monocilíndricas (possui somente um pistão). Desta forma, a substituição de uma vela de ignição possui um custo muito baixo.
3 – A precisão do multímetro e do calibrador: A inspeção visual permite avaliar as condições de queima (mistura ar/combustível), presença de resíduos de uso de combustível de má qualidade e presença de contaminação por óleo lubrificante (motor com desgaste). O uso de ferramentas de medição como calibradores de folga, multímetro e megômetro permitem uma avaliação do desgaste da vela de ignição, da resistência interna da vela e da isolação elétrica. Velas desgastadas dificultam o centelhamento provocando falhas, dificuldade na partida e comprometem a vida útil da bobina e do sistema de ignição. A Niterra reforça que medir a resistência ôhmica da vela e do terminal supressivo (cachimbo) com um multímetro garante o correto funcionamento do motor. Por isso, verifique visualmente também o estado das borrachas seladoras dos terminais, no caso de ressecamento ou trinca, e substitua o terminal evitando falhas em dias chuvosos.
4 – A vela como o termômetro da sua moto – Para o motociclista, a vela de ignição funciona como um relatório de saúde do motor. Dificuldade na partida a frio, oscilações na marcha lenta ou falhas em acelerações rápidas são alertas vermelhos. “A vela de moto é o termômetro do motor. Analisar o estado da ponta ignífera após o uso revela não apenas o desgaste da peça, mas a qualidade do combustível utilizado e a saúde da mistura ar-combustível”, afirma Hiromori. A manutenção preventiva, realizada por um mecânico de confiança, evita paradas inesperadas no trânsito, garantindo a eficiência e reduzindo o consumo de combustível. O custo de combustível é muito representativo para quem utiliza a motocicleta profissionalmente.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
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O velório da jornalista e pesquisadora Tereza Rozowykwiat, que faleceu neste sábado (28), aos 74 anos, vítima de câncer, será realizado neste domingo (29), a partir das 14h, na capela do Cemitério de Santo Amaro. O sepultamento está marcado para as 16h.
Na luta contra a doença, com células cancerígenas na pleura, membrana que reveste o pulmão, ela havia iniciado recentemente uma nova fase do tratamento. Sua última aparição pública ocorreu na terça-feira passada, durante a abertura da exposição Sem Conexões, de sua mãe, Tereza Costa Rêgo, na Caixa Cultural.
Com décadas de atuação no Diário de Pernambuco, Teresa foi repórter de Política e editora das áreas de Brasil e Mundo. Também se destacou como pesquisadora e autora, com obras dedicadas ao ex-governador Miguel Arraes.
Em nota de pesar, Marília Arraes lamentou a morte e ressaltou uma trajetória marcada por “seriedade, sensibilidade e compromisso com a história do estado”. “Muito querida por toda minha família, tinha uma ligação especial com meu avô, Miguel Arraes. Tereza acompanhou de perto sua trajetória, registrou momentos decisivos e ajudou a preservar sua memória, inclusive como autora de uma das mais importantes biografias sobre sua vida”, afirmou. “Neste momento de dor, me solidarizo com seus familiares, amigos e colegas de profissão, desejando força para atravessar essa perda. Que sua memória siga viva, inspirando o compromisso com a verdade e com o nosso povo”, completou.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (28) um pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) de revisão de condições impostas e concessão de “livre acesso” dos filhos do ex-presidente à residência onde ele cumpre prisão domiciliar temporária.
Ontem, Bolsonaro deixou o Hospital DF Star em Brasília e seguiu para a casa, no Jardim Botânico, após decisão de Moraes que autorizou o regime domiciliar de cumprimento de pena por 90 dias, em razão das condições de saúde do ex-presidente. As informações são do portal g1.
Leia maisNo ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe. Antes de ir para casa, ele estava detido na Papudinha, na capital federal.
Moraes já havia autorizado visitas dos filhos do ex-presidente que não moram na casa em que Bolsonaro está preso em regime domiciliar. No entanto, as visitas devem seguir horários restritos de visitação, em conformidade com as regras de visitas em estabelecimentos prisionais. Essa restrição foi mantida pelo magistrado. As visitas deles devem ocorrer às quartas-feiras e sábados, em um dos seguintes horários: 8h às 10h, 11h às 13h e 14h às 16h.
Os advogados do ex-presidente haviam pedido a Moraes a flexibilização dessas condições. “A decisão [anterior de Moraes] estabelece tratamento diferenciado entre os filhos do custodiado (não residentes) e os demais familiares que possuem livre acesso à residência, ao prever, para aqueles, horários restritos de visitação”, disse a defesa.
Ao negar o pedido da defesa, Moraes afirmou que a solicitação dos advogados “carece de qualquer viabilidade jurídica”.
Atualmente, não moram na casa em que Bolsonaro está preso e têm autorização permanente para visitas os filhos Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é senador e pré-candidato à Presidência da República; Carlos Bolsonaro; e Jair Renan (PL), que é vereador em Balneário Camboriú (SC). Eduardo Bolsonaro, ex-deputado que mora nos Estados Unidos e é alvo de processo judicial no Brasil, não tem autorização para visita.
Flávio Bolsonaro já foi listado com um dos oito advogados do ex-presidente, o que permite a ele ter maior acesso ao pai.
Médicos e fisioterapeuta
Os advogados também comunicaram os quatro integrantes da equipe médica que prestará assistência a Bolsonaro na prisão domiciliar:
A lista dos enfermeiros e técnicos de enfermagem que vão acompanhar Bolsonaro ainda está em definição, segundo a defesa. A relação será informada nos próximos dias.
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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a condenação do ex-governador do Rio de Janeiro e ex-prefeito de Campo dos Goytacazes, Anthony Garotinho, em decisão tomada ontem (27). Garotinho havia sido condenado pela Justiça eleitoral a 13 anos e nove meses de prisão, no âmbito da “Operação Chequinho”, acusado de um esquema de compra de votos nas eleições municipais de Campos dos Goytacazes de 2016, em troca do benefício social do programa Cheque Cidadão.
Ao analisar um habeas corpus apresentado pela defesa de Garotinho, o ministro Zanin considerou que as provas que levaram à condenação do ex-governador eram ilícitas, pois teriam sido obtidas a partir da extração de dados de computadores da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Campos dos Goytacazes, sem a devida preservação da cadeia de custódia e sem perícia técnica. As informações são do Metrópoles.
Leia mais“Não se trata de questão marginal ou irrelevante, mas de conteúdo eletrônico ilegal que serviu de suporte à condenação”, escreveu Zanin na decisão, ao citar a extração de dados.
O ministro se baseou em um precedente do Supremo de 2022, que anulou a condenação do ex-vereador de Campos dos Goytacazes, Thiago Ferrugem — reconhecendo que as provas obtidas da extração dos computadores da secretaria municipal eram ilícitas. À época, o relator do caso era Ricardo Lewandowski.
Zanin estendeu a anulação a outros cinco réus condenados a partir da “Operação Chequinho”: Thiago Virgílio Teixeira de Souza; Kellenson Ayres Kellinho; Figueiredo de Souza; Lindamara da Silva e Jorge Ribeiro Rangel.
Nas redes sociais, o ex-governador comemorou a decisão. “Para mim, foi uma vitória com sabor especial, porque foi concedida por um ministro da mais alta Corte do país com o qual nunca tive qualquer relação”, disse Garotinho em vídeo publicado neste sábado (28).
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Ibaneis Rocha (MDB) renunciou ao cargo de governador do Distrito Federal neste sábado (28). O emedebista assinou a mensagem de renúncia durante o evento do aniversário de 55 anos de Ceilândia, a maior região administrativa do DF, com 287.113 moradores.
Ibaneis deixa o Governo do DF para concorrer ao Senado nas eleições de outubro deste ano. A legislação eleitoral exige a chamada desincompatibilização seis meses antes do pleito, prazo que encerra na próxima sexta-feira. As informações são do Metrópoles.
Leia mais“Deixo um legado de muito trabalho, dedicação e cuidado com as pessoas que mais precisam”, declarou à imprensa. Durante o discurso no aniversário de Ceilândia, disse que, durante os sete anos e três meses de governo, fez “realizações firmes em todas as áreas de governo”.
“O governo anterior achava que pobre só comia de segunda a sábado e não precisava comer no domingo. Hoje, os restaurantes comunitários servem três refeições diárias, R$ 50 o café da manhã, R$ 1 o almoço e R$ 50 o jantar”, citou.
A renúncia de Ibaneis será encaminhada à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). A vice-governadora, Celina Leão (PP), assume interinamente o cargo.
Na segunda-feira (30), Celina tomará posse como governadora do Distrito Federal. A transmissão do cargo será efetivada em sessão solene, às 9h, na CLDF.
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Do Poder360
O deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou ao Poder360, ontem (27), que o PT apresentou um relatório alternativo à CPMI do INSS com o objetivo de substituir o parecer oficial. Um dos 201 indiciados é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.
Correia disse que a bancada rejeitará o relatório do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) por considerar que tem caráter “político-eleitoral” e não responsabiliza todos os envolvidos no esquema. O petista criticou a exclusão de nomes como o de Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Leia mais“Por que eles não colocaram? É porque o Zettel tem ligações com Bolsonaro. Ele deu R$ 3 milhões para a campanha de Bolsonaro, R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio e depois destinou R$ 40 milhões para a Igreja da Lagoinha”, declarou.
O deputado também afirmou que o relatório oficial deixou de tratar adequadamente irregularidades em empréstimos consignados. Segundo ele, cerca de 240 mil contratos foram desfeitos por inconsistências e prejuízos a aposentados.
De acordo com Correia, o relatório do PT terá cerca de 270 indiciados e pedirá à PF (Polícia Federal) o aprofundamento das investigações sobre aproximadamente 50 pessoas. O documento tem mais de 2.000 páginas e será disponibilizado ao público.
Indiciamento de Flávio Bolsonaro
O deputado afirmou que a inclusão de Flávio no relatório alternativo se deve a indícios de ligação entre a administradora de seu escritório, Letícia Caetano dos Reis, e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, investigado no caso.
Correia disse haver indícios de repasses ao escritório ligado ao senador, como a compra de uma mansão em Brasília por cerca de R$ 6 milhões, inicialmente atribuída a receitas de uma loja de chocolates e, depois, a ganhos de um escritório que, segundo ele, teve crescimento acelerado. O deputado afirmou que não há comprovação definitiva, pois não houve quebra de sigilo.
O parlamentar também mencionou outra frente de investigação. Disse que aliados do senador teriam influenciado o governo do Rio de Janeiro, comandado por Cláudio Castro (PL), a realizar aporte de R$ 1 bilhão para “salvar o Banco Master da falência”, junto com o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB). “Foi o projeto de salvação do Banco Master e de Vorcaro”, afirmou.
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