Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º) com as intenções de voto para o governo de Pernambuco mostra a governadora Raquel Lyra (PSD) com 46% das intenções de voto. Em seguida vem o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), com 44% das intenções de voto.
A margem de erro da pesquisa é de três pontos para mais ou para menos. A última pesquisa Datafolha foi divulgada em 24 de setembro. As informações são do g1.
Leia maisA pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre o dia 28 de setembro e esta quinta-feira (1º). A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é PE-06822/2026.
Veja os números na disputa do primeiro turno das eleições de 2026 para o governo de Pernambuco:
Votos válidos
O Datafolha divulgou também os votos válidos. Para chegar a esse número, o Datafolha exclui os votos em branco, nulos e os eleitores indecisos.
Veja como fica o cenário considerando apenas os votos válidos:
A pesquisa traz a simulação de 2º turno:
Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, os números são os seguintes:
Posted inGoverno, Inovação, Inteligência Artificial, Soberania Digital, Transformação Digital
Luiz Queiroz 1 de outubro de 2026
O Serpro e a Dataprev já desembolsaram mais de R$ 1,8 bilhão em contratações e equipamentos destinados a colocar dentro das duas estatais a infraestrutura de grandes provedores internacionais de computação em nuvem. O investimento faz parte da estratégia do governo federal para recuperar o controle sobre dados considerados críticos ou estratégicos que, segundo a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, chegaram a ser armazenados fora do país ou em ambientes nos quais o governo não tinha garantia sobre sua localização física.
O problema, segundo a ministra, não se restringe à administração federal. Dweck chamou atenção para a situação das universidades federais. “A maior parte das universidades brasileiras federais estão com dados na Google”, afirmou, acrescentando que muitos desses dados “podem estar em qualquer lugar do mundo”. Para ela, o quadro expõe governo, empresas e academia a uma situação de vulnerabilidade e perda de soberania digital.
Leia maisAs declarações foram feitas em entrevista ao Brasil 247, na qual a ministra apresentou talvez a descrição mais direta já feita pelo governo sobre o diagnóstico encontrado em 2023 e a estratégia adotada desde então para reduzir a dependência externa na infraestrutura digital do Estado.
Dweck reconheceu que parte dos dados do governo permanece em nuvens comerciais. Citou nominalmente Microsoft, Amazon, Google, Oracle e Huawei entre os grandes fornecedores utilizados no mercado e explicou que, antes da mudança de política, informações hospedadas nesses ambientes poderiam estar fisicamente em diferentes países.
“Quando a gente chegou no governo, em 2023, tinha tido algumas licitações de nuvem”, disse. A preocupação surgiu ao constatar que dados críticos ou com algum grau de importância estratégica poderiam estar “em qualquer lugar do mundo”. A resposta foi iniciar o que ela própria chama de “processo de repatriação desses dados”.
Soberania em diferentes graus
A solução adotada não significa abandonar as grandes empresas internacionais de tecnologia. O modelo consiste em levar a infraestrutura utilizada por esses provedores para dentro dos centros de dados das empresas públicas brasileiras. “Hoje em dia, tanto o Serpro como a Dataprev já gastaram mais de 1 bilhão e 800 milhões de reais em contratações e em aquisições de máquinas para poder trazer para dentro”, afirmou Dweck.
A ministra explicou que são servidores e equipamentos de processamento, incluindo CPUs e, no caso de inteligência artificial, GPUs. O serviço de nuvem pode continuar sendo de uma empresa estrangeira, mas a infraestrutura que recebe as informações fica fisicamente dentro da estatal brasileira.
A política oficial atualmente em vigor confirma a mudança descrita por Dweck. A Portaria SGD/MGI nº 5.950, de outubro de 2023, estabeleceu o modelo de contratação de software e serviços de computação em nuvem e tornou obrigatórias determinadas regras para os órgãos integrantes do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação. Em novembro de 2024, foram firmados acordos de cooperação com Serpro e Dataprev para a oferta da Nuvem de Governo.
O modelo estabelece que cargas de trabalho contendo informações com restrição legal de acesso, como sigilos fiscal, bancário, policial, empresarial, processual e industrial, entre outros, sejam mantidas no ambiente de Nuvem de Governo, salvo decisão expressa em sentido contrário da governança digital do órgão.
Há, porém, uma diferença importante entre manter o dado no Brasil e possuir integralmente a tecnologia que o processa. É justamente essa distinção que Dweck faz durante a entrevista.
Para a ministra, soberania digital possui diferentes graus. O primeiro é saber onde os dados estão e assegurar que possam continuar sendo acessados mesmo diante de sanções ou restrições internacionais. O segundo é operacional: não basta possuir o dado se o país perder a capacidade de usar o sistema que o processa. O terceiro nível é tecnológico, quando o Brasil possui capacidade de desenvolver a própria tecnologia. A isso ela acrescenta uma quarta dimensão, relacionada à governança e à jurisdição, para evitar que decisões tomadas em outros países possam atingir dados e serviços brasileiros.
O próprio Serpro transformou essa lógica em uma metodologia denominada Gradiente de Soberania. Atualmente são avaliados 15 critérios, envolvendo localização e processamento dos dados, custódia de chaves criptográficas, jurisdição, autonomia operacional, atualizações, licenciamento, padrões abertos, cadeia de fornecedores e capacidade de continuar funcionando diante de restrições externas. O modelo atribui peso de 30% à soberania dos dados, 40% à operacional e 30% à tecnológica.
Arrogância
Dweck revelou também como ocorreu a negociação com as multinacionais para que instalassem seus equipamentos dentro das estatais. Segundo ela, Serpro e Dataprev utilizaram seu poder de compra para pressionar os fornecedores a aceitar o novo modelo. A primeira empresa a concordar foi a chinesa Huawei.
“Obviamente, a primeira a aceitar foi a Huawei”, afirmou. De acordo com Dweck, a decisão da companhia chinesa ajudou o governo nas negociações seguintes com os fornecedores americanos, que posteriormente também aceitaram instalar suas tecnologias nos ambientes públicos brasileiros.
O Serpro informa atualmente que sua Nuvem de Governo possui ambientes homologados com AWS Outposts, Google Distributed Cloud e Huawei Cloud Stack. Oracle e Microsoft estavam, em agosto, em processo de homologação. Os ambientes funcionam nos data centers da estatal em Brasília e São Paulo.
Mas um episódio revelado pela ministra envolvendo a Microsoft dá uma mostra sobre como a posição das big techs vem mudando desde 2023. Dweck contou que, pouco depois da publicação da norma da Secretaria de Governo Digital determinando a nova política, encontrou uma representante da Microsoft durante viagem ao exterior. Segundo a ministra, ouviu que o Brasil estava “tomando uma decisão jurássica”.
“Os dados estão na nuvem, como se a nuvem fosse o céu, e não uma máquina física em algum lugar”, ironizou. Posteriormente, a mesma representante teria procurado Dweck para informar que a Microsoft estava disposta a atender às exigências brasileiras para aumentar o grau de soberania digital. Um tanto tarde, quando outras empresas, além da chinesa, já admitiam o novo modelo.
A questão deixou de ser apenas conceitual. Em agosto, o Ministério da Saúde e o Serpro iniciaram a migração para a nuvem soberana da Rede Nacional de Dados em Saúde, RNDS, e do CadSUS. A RNDS reúne mais de 5 bilhões de registros de saúde. O governo prevê que esses dados sejam armazenados e processados em território brasileiro.
Paralelamente, o governo começou a estruturar uma segunda etapa, chamada Nuvem Brasileira. O projeto reúne MGI, Serpro, BNDES e ABDI e pretende avançar além da localização dos dados, buscando ampliar a capacidade nacional de desenvolver, manter e evoluir as tecnologias utilizadas pela infraestrutura pública.
Universidades expostas
É nesse contexto que ganha importância a referência de Dweck às universidades federais. A ministra não apresentou na entrevista um levantamento detalhando quais instituições utilizam Google, quais serviços foram contratados nem em que países os respectivos dados estão efetivamente armazenados. Sua afirmação, portanto, não permite concluir que a maior parte dos dados acadêmicos esteja necessariamente fora do Brasil.
O que ela afirma é diferente e relevante: grande parte das universidades federais utiliza infraestrutura do Google e, na avaliação apresentada por ela, parte desses dados pode estar armazenada em outros países.
Isso abre uma frente distinta daquela já enfrentada pela administração federal. Enquanto ministérios e órgãos integrantes da estrutura federal podem ser submetidos às regras estabelecidas pela Secretaria de Governo Digital, universidades possuem autonomia e historicamente adotaram soluções próprias para e-mail, colaboração, armazenamento e serviços acadêmicos.
O diagnóstico apresentado pela ministra coloca o sistema federal de ensino dentro da discussão sobre soberania digital e levanta questões sobre localização dos dados, jurisdição, dependência tecnológica, portabilidade e capacidade de funcionamento caso um fornecedor estrangeiro deixe de prestar determinado serviço.
Pós-digital
A estratégia do MGI não termina na infraestrutura. Dweck afirma que o Brasil está começando a sair da fase de “governo digital” e entrar no que chama de governo “pós-digital”. A mudança consiste em deixar de simplesmente transformar serviços presenciais em serviços disponíveis pela internet e passar a integrar bases de dados para que o Estado consiga antecipar necessidades do cidadão.
Uma experiência está sendo feita na área rural. Segundo Dweck, o governo integrou cadastros mantidos por seis ou sete ministérios e autarquias. Durante a entrevista, ela estimou que o número total pode chegar a quase 15 bases.
No Rio Grande do Sul, um projeto piloto pretende tornar inteiramente digital o processo de obtenção de crédito rural. A principal ferramenta é o aplicativo Meu Imóvel Rural. Dweck afirmou que mais de 1 milhão de agricultores já têm acesso à plataforma. O sistema reúne documentos existentes nas bases governamentais, verifica requisitos necessários à obtenção de financiamento e permite fazer simulações do Pronaf.
A próxima etapa será permitir que o produtor gere uma “credencial verificável”, espécie de equivalente digital de uma cópia autenticada, e envie diretamente o documento ao banco. O Brasil está desenvolvendo essa tecnologia em parceria com a Índia.
Dweck informou ainda que o GOV.br já processa mais de 1,2 milhão de assinaturas eletrônicas por dia. A credencial verificável acrescentaria uma segunda camada: além de assinar digitalmente um documento, seria possível comprovar eletronicamente sua autenticidade.
Superaplicativo
Outra mudança planejada é concentrar serviços hoje distribuídos em vários aplicativos. Dweck confirmou que o governo trabalha com a ideia de transformar a relação digital com o Estado em um “super app”, reunindo em uma única porta diferentes serviços públicos. “Queremos”, respondeu quando perguntada diretamente sobre a possibilidade.
Ela colocou o projeto entre as iniciativas pensadas para os próximos quatro anos. A estrutura existente já é grande. A Estratégia Nacional de Governo Digital procura integrar União, Estados e municípios. Segundo Dweck, todos os Estados e mais de 2.800 municípios já participam da Rede GOV.BR, utilizando recursos como autenticação e outras soluções federais, além de receber assistência técnica.
IA pública
É na inteligência artificial, porém, que aparecem alguns dos números mais expressivos da entrevista. Dweck afirmou que o governo federal já utiliza mais de 180 soluções de inteligência artificial e possui aproximadamente 700 outras aplicações em estudo.
A ministra não apresentou durante a entrevista a relação das 180 soluções, os órgãos responsáveis, fornecedores, custos ou bases de dados utilizadas. O número indica, no entanto, que a utilização de IA dentro da máquina federal já alcançou escala muito superior à de experiências isoladas.
O princípio defendido pelo MGI é que essas ferramentas não substituam integralmente o trabalho humano. Dweck disse que o governo elaborou normas internas e um guia de autoavaliação para utilização de IA e que um dos elementos centrais é a supervisão humana em todas as etapas.
O risco, segundo ela, está nos vieses incorporados aos modelos. A ministra deu exemplos simples de ferramentas que escolheram imagens erradas do Congresso brasileiro ou associaram conceitos a imagens inadequadas. O problema se torna muito mais grave, observou, quando um algoritmo participa de decisões sobre quem tem ou não direito a determinado benefício público.
Modelos próprios
A estratégia descrita por Dweck também ajuda a esclarecer o que o governo entende por uma inteligência artificial soberana. A prioridade, segundo ela, não é construir imediatamente um grande modelo generalista capaz de disputar em escala com ChatGPT ou DeepSeek.
A proposta é utilizar modelos abertos disponíveis internacionalmente e treiná-los com dados brasileiros para finalidades específicas.
Dweck cita agricultura tropical, doenças tropicais, medicina, monitoramento do desmatamento, combate a incêndios e previsão de desastres climáticos. A ideia seria preservar controle sobre os dados brasileiros e desenvolver modelos especializados em problemas nacionais.
Nesse ponto, a política de IA se cruza diretamente com a de soberania digital. Para treinar modelos públicos com informações governamentais, o Estado precisa saber onde seus dados estão, quem controla a infraestrutura, sob qual jurisdição ela funciona e quais componentes dependem permanentemente de fornecedores externos.
Dweck defende por isso modelos de código aberto e interoperabilidade. Ela considera particularmente importante a decisão de empresas chinesas de disponibilizar modelos de linguagem em código aberto, porque isso reduz a barreira de entrada para países que pretendem desenvolver aplicações próprias sem arcar com o custo de construir um grande modelo desde o início.
Dados desconhecidos
Um dos projetos relatados pela ministra expõe, ao mesmo tempo, o tamanho da ambição e uma deficiência básica da administração federal: o governo ainda não conhece integralmente os próprios dados.
Dweck revelou que o MGI mantém com o CPQD um grande projeto financiado com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico para aplicar inteligência artificial ao setor público. “A gente não conhece todos os dados que o governo tem”, reconheceu.
A própria inteligência artificial deverá ser utilizada para ajudar a catalogar essas informações. O projeto também deverá desenvolver cerca de 30 modelos especializados.
Durante a entrevista, o nome da iniciativa aparece com variação na transcrição, como “ESPIRE” e posteriormente “INSPIRE”. Dweck o descreve como um projeto relacionado à inteligência artificial no setor público, responsabilidade, ética e soberania. A denominação exata precisa ser conferida nos documentos oficiais do projeto.
Parte dos modelos será utilizada para ampliar o atendimento automatizado no GOV.br. Hoje já existem chats capazes de interagir com o cidadão em alguns serviços, entre eles questões relacionadas ao Enem, acesso ao GOV.br e determinadas áreas de saúde. Quando ainda não existe um modelo treinado para aquela necessidade, o sistema direciona o usuário à página correspondente. A intenção, segundo a ministra, é chegar a mais de 30 chats especializados capazes de conversar diretamente com a população.
China e Índia
A diversificação internacional aparece várias vezes na estratégia apresentada pela ministra. Dweck relata que o governo procura desenvolver parcerias tecnológicas com países do Sul Global e cita especialmente Índia e China. A Índia participa do projeto de credenciais verificáveis e uma missão brasileira foi realizada em Bangalore, um dos principais polos tecnológicos do país.
Com a China, uma nova frente está sendo preparada. Dweck revelou durante a entrevista que a iFlyTek, empresa chinesa especializada em inteligência artificial, deverá fazer parceria com o governo brasileiro para treinamento de modelos. “A iFlyTek é uma empresa que vai fazer parceria agora com o governo também para treinar modelos para a gente”, afirmou.
A ministra não informou qual órgão federal participará da parceria, qual será o instrumento jurídico, o valor envolvido, quais modelos serão treinados, quais bases brasileiras poderão ser utilizadas nem onde ocorrerá o processamento.
São questões especialmente relevantes porque o próprio governo passou a tratar localização, jurisdição, controle operacional e dependência tecnológica como critérios de soberania.
IA nas escolas
Dweck também defendeu uma mudança de postura na educação. Para ela, professores precisam ser capacitados em inteligência artificial e devem ensinar os alunos a utilizar essas ferramentas, em vez de simplesmente tentar impedir seu uso.
“A gente não tem que substituir um professor por IA. Mas a IA pode ajudar o professor e pode ajudar o aluno”, afirmou.
Ela citou sistemas que conheceu na China capazes de acompanhar exercícios escolares. O aluno coloca a atividade diante de um dispositivo, a ferramenta identifica erros e indica inclusive a página do material didático onde pode encontrar a explicação necessária.
Na avaliação da ministra, esse tipo de tecnologia pode ajudar a reduzir uma desigualdade histórica: crianças cujos pais possuem maior escolaridade normalmente contam com mais auxílio doméstico nos estudos. A condição, novamente, seria utilizar IA como apoio e não como substituição do trabalho humano.
Regulação
Para Dweck, a expansão da tecnologia precisa vir acompanhada de regulação. Ela rejeitou a ideia de autorregulação das empresas e comparou o desafio internacional da inteligência artificial ao enfrentado no passado com a tecnologia nuclear. O risco, na sua avaliação, não está apenas na substituição de empregos, mas também no uso para ataques, espionagem, invasão de sistemas e aplicações militares.
A ministra defendeu ainda o direito de remuneração dos produtores de conteúdo utilizado por sistemas de inteligência artificial. Para ela, modelos não deveriam simplesmente se apropriar do material produzido por terceiros para treinamento.
Nova nuvem
A política de soberania digital começa agora a entrar em uma segunda fase. Se a Nuvem de Governo criada a partir de 2023 procurou assegurar principalmente residência dos dados, operação nacional e proteção das cargas críticas, a futura Nuvem Brasileira pretende reduzir também dependências tecnológicas.
O projeto oficial estabelece como objetivo aumentar o controle nacional sobre a infraestrutura de computação em nuvem e estimular o desenvolvimento de tecnologia no país. A primeira fase envolve estudos e diagnóstico; depois virão a modelagem técnica, jurídica e de negócios e, finalmente, a implementação.
O Serpro afirma que o conceito não exige que todo hardware ou software seja brasileiro. O objetivo é identificar as dependências e garantir que o Estado possa continuar operando mesmo se determinado fornecedor ou tecnologia deixar de estar disponível. Para testar isso, a estatal chegou a desenvolver um “teste de desconexão”: o ambiente é isolado da conexão externa para verificar se continua administrável e operacional.
É exatamente a diferença que atravessa toda a entrevista de Esther Dweck.
O governo não está propondo abandonar Microsoft, Amazon, Google, Oracle, Huawei ou outros fornecedores internacionais. Tampouco afirma possuir hoje autonomia tecnológica completa. A estratégia é usar o poder de compra do Estado para deslocar parte da infraestrutura para dentro do território brasileiro, submeter os dados mais críticos à jurisdição nacional, diversificar fornecedores, adotar padrões abertos e, progressivamente, aumentar a capacidade brasileira de operar e desenvolver a tecnologia.
Os mais de R$ 1,8 bilhão que Dweck diz já terem sido gastos por Serpro e Dataprev mostram que essa política deixou há algum tempo o terreno conceitual.
Mas a própria entrevista também revela o tamanho do caminho ainda pela frente: universidades federais dependentes de plataformas estrangeiras, dados governamentais que nem sequer estão completamente catalogados, centenas de aplicações de inteligência artificial surgindo dentro da administração e novos acordos tecnológicos internacionais sendo negociados.
A soberania digital que o governo procura construir começa, portanto, por uma pergunta aparentemente elementar que o Estado brasileiro ainda não consegue responder integralmente: quais dados possui, onde exatamente eles estão, quem controla a tecnologia que os processa e o que aconteceria se amanhã esse fornecedor deixasse de estar disponível.
Outros temas da gestão pública foram abordados na entrevista, mas o blog prefere destacar os que são do interesse dos seus leitores.
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As redes sociais do ministro da Previdência, Wolney Queiroz, estão bombando com este vídeo abaixo. Manifesta sua confiança na resposta do eleitorado de Caruaru, do Agreste e do Estado, por fim, na eleição do seu pai José Queiroz para deputado estadual.
Compartilho com o desejo e a esperança de Wolney. Há políticos que honram o mandato outorgado pelo povo, que nunca decepcionam e que têm respeito à mais legítima arma do cidadão, que é o voto. Zé Queiroz é um deles.
Acompanho a sua trajetória desde que chegou à Prefeitura de Caruaru pela primeira vez nas eleições de 82. Dirigiu o município por quatro mandatos, entrando para a história como o melhor prefeito da terra de Vitalino, o País de Caruaru, como batizou o grande Nelson Barbalho.
Zé é um político decente, correto, ético, ficha limpa. Caruaru voltará a ter um legítimo e aguerrido representante na Assembleia Legislativa. Não tenho a menor dúvida disso.
O Datafolha divulga nesta quinta-feira (1º), no início da noite, uma nova rodada de pesquisas eleitorais com os números da corrida presidencial. Um pouco antes, serão divulgadas as pesquisas sobre a corrida eleitoral nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco e no Distrito Federal.
O levantamento foi contratado pela Globo e pelo jornal Folha de São Paulo e é o último antes do debate desta noite.
Na pesquisa presidencial anterior, de 24 de setembro, Lula (PT) tinha 40% no 1º turno, seguido de Flávio Bolsonaro (PL), com 36%. Augusto Cury (Avante) aparecia no terceiro lugar, com 5%. As informações são do g1.
Leia maisNa simulação do 2º turno, Lula e Flávio estavam em empate técnico: o presidente com 47% e o senador com 45%.
Além das pesquisas Datafolha desta quinta-feira sobre as intenções de voto para o Palácio do Planalto na reta final da campanha, Datafolha e Quaest divulgarão novas rodadas no sábado (3), véspera da votação.
Veja abaixo quando estão previstas as próximas pesquisas:
Na véspera da eleição, estão previstas duas pesquisas nacionais sobre a corrida presidencial:
Os resultados apresentarão um retrato das intenções de voto nos períodos em que as entrevistas forem realizadas. Pesquisas não são uma previsão do resultado da eleição.
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O ator, produtor musical e cerimonialista do serviço público Pedro de Souza morreu nesta quinta-feira (1º), no Recife, de causas naturais. Ao longo da carreira, atuou por mais de duas décadas na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, no papel do apóstolo Pedro, e também integrou o Teatro de Amadores de Pernambuco. Desde 2013, trabalhava como produtor musical do Quinteto Violado. O local do velório e do sepultamento ainda não foi definido pela família.
Por Antonio Magalhães*
“Devemos estar prontos para usar trapaça, fraude, violação da lei e mentira [….] Podemos e devemos escrever em uma linguagem que semeie entre as massas ódio, repulsa e desprezo por aqueles que discordam de nós”.
Não, leitor, esta proposta não é do campo político que controla hoje o governo. E ela não é vanguardista como a esquerda nacional imagina. Ao contrário, ela é, na verdade, antiga e ultrapassada. O autor da orientação é o político russo Vladimir Lênin (1870-1924), ideólogo e comandante da revolução soviética de 1917. Depois de 70 anos de comunismo na Rússia e na Europa Oriental, não sobrou nada de concreto do que ele pregava. Foram extintas as violentas e assassinas ditaduras que vigoraram na região e restou um saldo de miséria econômica.
Mas a ideologia, como um zumbi, não desapareceu. Ela se transformou, com os mesmos propósitos, em algo mais difícil de se detectar, misturando-se em meio a setores da sociedade, escolas, universidades, mundo das artes, na Justiça, em lugares onde é muito difícil prevalecer decisões para mudanças por votos populares, como partidos, Legislativo e Executivo
A eleição deste domingo é o pequeno espaço político em que o cidadão de bem pode agir para promover mudanças. Neste domingo, 4 de outubro, 158,7 milhões de eleitores brasileiros vão decidir, pelo voto ou pela ausência, o futuro do Brasil para os próximos quatro anos e muito mais à frente. Num país solidamente democrático, uma eleição seria apenas uma eleição, com votantes, candidatos, votos contabilizados e consagração dos eleitos. Mas esse não é o caso brasileiro.
Em 2022, os tribunais Eleitoral e Supremo semearam armadilhas tidas como legais para suprimir a vontade popular. Foram feitas intervenções contrárias à propaganda do candidato adversário do consórcio da época – STF/TSE/PT e velha imprensa -, beneficiando quem deixou a cadeia, depois de condenado em três instâncias por corrupção e lavagem de dinheiro, para ser eleito ao cargo máximo da Nação.
Agora, neste pleito de 2026, mudou a forma de agir de quem não deseja deixar o poder. Sem tanta força na justiça eleitoral como antes, o grupo empoleirado nas altas esferas dos Três Poderes criam artifícios para neutralizar ilegalmente a candidatura oposicionista. Inclusive alertando para uma suposta intervenção estrangeira no pleito ou apelando com falsas promessas em situações variadas. Como a proposta de aumento no subsídio da Bolsa-Família para depois da eleição, numa esdrúxula compra fiada de votos. Ou a entrega a um custo alto de canetas emagrecedoras pelo SUS, quando o sistema sofre para ter medicamentos básicos.
Entrou também no cardápio de medidas eleitoreiras a suspensão das loterias online legais, as Bets. Aprovadas pelo próprio governo, o presidente decidiu cancelar as autorizações sob o argumento que estava endividando famílias. A enganação foi por meio de uma Medida Provisória do governo enviada ao Congresso para ser votada ou com validade vencida só no próximo ano. A iniciativa assustou investidores, clubes de futebol, fornecedores e uma extensa de rede de empregados assistida pelas Bets. Com fim dos sites legais de apostas, foram criadas no mesmo dia 415 plataformas ilegais. Após a iniciativa governamental, caem ainda a arrecadação de impostos. A receita dos jogos na casa de bilhões de reais passa agora limpinha para o caixa do crime organizado.
A insegurança jurídica afetou os meios econômicos. Mas o que mais mexeu com o imaginário eleitoral foram postagens com a notícia falsa de que Flávio Bolsonaro iria destituir Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil, se fosse eleito presidente da República. Uma grande mentira propagada na Basílica de Aparecida pelo arcebispo, exonerado do cargo pelo Papa Leão 14, Dom Orlando Brandes.
Com o discurso alinhado aos petistas, registrado em vídeo, segundo a BBC Brasil, Brandes afirmou que rumores apontam que, caso eleito presidente, Flávio Bolsonaro poderá vir a atender uma reivindicação de setores evangélicos. “No caso de continuidade da expansão de evangélicos entre os brasileiros, cabe também perguntar se o país não consolidará uma transição cultural rumo a um conservadorismo ainda mais rígido em relação aos costumes. Não falo isso fazendo um juízo de valor a priori, qualificando tal fenômeno como bom ou ruim, mas é inevitável pensar se o Brasil continuará a ser “Brasil” caso a maioria religiosa do país deixe de ser católica”, acrescentou o religioso demitido pelo Papa por sua pregação militante.
Depois de passar a erguer imagens de Nossa Senhora em atos da campanha, o presidente petista também levou o caso da padroeira para a propaganda eleitoral. Um vídeo postado na noite de terça-feira nas redes sociais do petista em formato de “nota oficial” diz ser inaceitável que Flávio Bolsonaro desrespeite religiosos. É onde cabe a célebre expressão do escritor francês François La Rochefoucauld: “A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude”. O mesmo quando uma pessoa sente a necessidade de fingir que segue os padrões corretos.
No episódio, bispos e padres católicos militantes da esquerda, uniram-se à ala radicalmente antirreligiosa, encarnada pelo PT, para atacar evangélicos visando derrotar a candidatura de oposição. A CNBB negou qualquer responsabilidade por este caso, embora em seus quadros estejam os bispos mais radicais que assinam notas contra a oposição.
E na noite desta quarta-feira, 30, veio uma decisão deste caso por parte do TSE. A Corte decidiu manter a exclusão de postagens que veiculam a notícia falsa de que Flávio Bolsonaro iria destituir Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil, se fosse eleito presidente da República.
A santa, acreditam os que têm fé, inspirou a Corte para barrar tal estupidez. Quem defende “fazer o diabo para ganhar a eleição” viu a verdade suplantar a mentira. Cabe lembrar, caro leitor, que sua decisão na hora do voto ou no esforço para comparecer ao local de votação vão ser decisivos para você, sua família e sua descendência ter um futuro com liberdade garantida e prosperidade. É isso.
*Jornalista
A Câmara Municipal do Paulista elegeu, na manhã de hoje, a Mesa Diretora que ficará à frente do Legislativo municipal no biênio 2027-2028. Em chapa única, o vereador Eudes Farias foi reconduzido à presidência da Casa Torres Galvão, por unanimidade.
A votação ocorreu no Plenário Vereador Adolfo Pereira e aconteceu dentro do período estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para a eleição das Mesas Diretoras responsáveis pelo segundo biênio das legislaturas.
Leia maisEleição ocorreu dentro do prazo
Em decisões relacionadas à escolha de Mesas Diretoras, o STF estabeleceu que as eleições para o segundo biênio devem ocorrer a partir de outubro do ano anterior ao início do novo período. O entendimento foi consolidado, entre outros julgamentos, na ADI 7.733.
Com a votação realizada em 1º de outubro de 2026, a Câmara do Paulista realizou o novo processo eleitoral dentro do marco temporal indicado pela Suprema Corte.
Composição da Mesa
A chapa única eleita nesta quinta-feira ficou composta da seguinte forma:
A nova composição assumirá a condução da Câmara para o segundo biênio da atual legislatura, com mandato previsto para 2027 e 2028.
Após a votação, Eudes Farias destacou a união entre os vereadores em torno dos trabalhos do Legislativo e afirmou que a Casa deve continuar direcionando sua atuação para as demandas da população, e enfatizou a parceria com a gestão municipal para fazer as entregas necessárias aos cidadãos.
O presidente também citou ações implementadas durante sua primeira gestão à frente da Câmara, especialmente nas áreas de transparência e tecnologia, e anunciou o novo concurso público da Câmara.
A nova Mesa Diretora ficará responsável pela condução dos trabalhos legislativos e administrativos da Câmara Municipal do Paulista durante os próximos dois anos.
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O deputado federal Felipe Carreras (PSB) fez um alerta à população de Santa Cruz do Capibaribe após a identificação de materiais eleitorais que estão sendo distribuídos no município sem autorização e com informações que não correspondem aos apoios declarados pelo candidato a deputado estadual Fábio Aragão.
Foram encontrados santinhos e outras peças de campanha associando a imagem e o nome de Fábio Aragão a candidatos que não fazem parte de sua composição política. Segundo o deputado, há ainda material que não apresenta as informações obrigatórias de identificação de produção.
Leia maisCarreras informou que o caso está sendo tratado com seriedade e que as providências cabíveis estão sendo adotadas para que a origem dos materiais e eventuais responsabilidades sejam apuradas pelos órgãos competentes.
“Quero me solidarizar com Fábio Aragão. Estão utilizando o nome e a imagem dele em materiais que não foram autorizados e atribuindo a ele apoios que não existem. Política não se faz dessa maneira. Já estamos tomando as providências cabíveis junto à Justiça Eleitoral e também na esfera criminal para que tudo seja devidamente apurado”, afirmou Felipe Carreras.
O parlamentar pediu atenção especial aos eleitores de Santa Cruz do Capibaribe diante da proximidade da eleição e reforçou a importância de verificar a procedência das informações antes de compartilhar conteúdos ou considerar como oficial qualquer material recebido.
Fábio Aragão também se manifestou sobre o caso e reforçou que, desde o início da campanha, tem buscado conduzir o processo eleitoral de forma propositiva e baseada na verdade.
“Eu me propus a fazer uma campanha limpa, propositiva e baseada na verdade. Porque é assim que eu acredito que a política deve ser feita: com respeito e responsabilidade. Nos últimos dias, porém, tenho sido alvo de ataques ao meu trabalho, à minha fé e, agora, também de fake news. Estão circulando santinhos me associando a candidatos que eu não apoio e até vídeos utilizando a minha imagem como se eu estivesse pedindo votos para outro candidato. Todos sabem quem são os meus candidatos nas cidades. Em Santa Cruz do Capibaribe, eu estou com Felipe Carreras para deputado federal e Raquel Lyra para governadora”, declarou.
O ex-prefeito pediu ainda que a disputa eleitoral seja conduzida dentro dos limites da ética e do respeito à população. “Por isso, eu peço aos meus adversários: vamos manter a ética e fazer política com respeito. Respeitem a minha trajetória, respeitem as minhas escolhas e, principalmente, respeitem o povo de Santa Cruz do Capibaribe. Chega de fake news”, completou Fábio Aragão.
Felipe Carreras destacou ainda que divergências e disputas fazem parte do processo democrático, mas defendeu que o debate eleitoral seja conduzido com transparência e respeito à população.
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Um trompetista apoiador do presidente Lula (PT) animou o horário do almoço no Shopping RioMar, na Zona Sul do Recife, há pouco. O músico foi até a praça de alimentação do centro de compras e tocou o famoso jingle do presidente e candidato à reeleição: “Olê, olê, olá, Lula, Lula”. Ele foi acompanhado por várias pessoas presentes, que surpreenderam ao cantar a dobradinha entre o candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), e o presidente. Confira nas imagens.
A Frente Popular de Pernambuco acionou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e a Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em Pernambuco para solicitar medidas preventivas que garantam o livre trânsito dos eleitores no próximo domingo (4). As petições citam preocupações com o possível uso de operações de fiscalização de trânsito por forças policiais sob controle do Governo de Pernambuco que possam dificultar ou atrasar a chegada dos cidadãos aos locais de votação.
A coligação que representa João Campos (PSB) alega ter recebido informações de que medidas nesse sentido estariam sendo planejadas especialmente para o Grande Recife, região onde se concentra a maior parte do eleitorado do estado e onde o candidato tem maior vantagem sobre a governadora Raquel Lyra (PSD).
Leia maisNo pedido encaminhado ao TRE, a Frente Popular solicita que a presidência do tribunal oficie a Secretaria de Defesa Social, a Polícia Militar (incluindo o BPTran), a Polícia Civil, o Detran e as autarquias municipais de trânsito para orientar que as forças estaduais e municipais se abstenham de realizar blitzes ou bloqueios que prejudiquem o fluxo de eleitores. A medida pede que abordagens sejam restritas às hipóteses de flagrante delito ou risco iminente à vida, alinhando as exigências às diretrizes já impostas aos órgãos federais.
Paralelamente, o documento enviado à PF solicita que a instituição, que é a autoridade competente para apurar crimes eleitorais, reforce as equipes de plantão para monitorar e averiguar eventuais denúncias de bloqueios viários na Região Metropolitana do Recife durante o pleito. O texto ressalta que intervenções no trânsito sem justificativa de urgência podem caracterizar embaraço ao sufrágio e desvio de autoridade, requisitando a apuração imediata e a identificação das cadeias de comando caso irregularidades sejam constatadas no dia da votação.
Ainda nas petições, a Frente Popular de Pernambuco argumentou que essas preocupações se fundamentam em precedentes como o de 2022, quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) chegou a ser orientada a empreender bloqueios em estradas do Nordeste com o potencial de impactar o trânsito de eleitores em uma região que é considerada reduto eleitoral do presidente Lula (PT). O então diretor da PRF, Silvinei Vasques, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e seis meses de prisão e à perda do cargo público por participação no esquema. Já Marília Alencar, que era diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, foi condenada a oito anos e seis meses de prisão, também com perda do cargo público.
A precaução da Frente Popular também encontra respaldo em providências já tomadas no âmbito federal. Portaria conjunta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Ministério da Justiça editada em 14 de setembro de 2026 estabelece limites para a atuação da PRF e outros órgãos federais de segurança no dia das eleições, determinando que as fiscalizações sejam feitas sem bloqueios ao trânsito e incidindo sobre infrações que tenham potencial de comprometer a segurança.
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A Justiça Eleitoral revogou, hoje, a medida cautelar que proibia o candidato Raimundo Pimentel de manter contato, direto ou indireto, com a ex-deputada e candidata Roberta Arraes. A medida havia sido solicitada por Roberta Arraes após ela alegar ter sido agredida verbal e fisicamente por Raimundo durante uma agenda institucional do Governo de Pernambuco, no dia 25 de setembro, no Hospital do Câncer do Araripe, em Araripina.
A decisão foi proferida pelo 10º Juízo das Garantias do Núcleo IV da Justiça Eleitoral de Pernambuco e acolheu o parecer do Ministério Público Eleitoral, que havia se manifestado pela revogação da medida cautelar.
Leia maisUm dos principais pontos analisados pela Justiça foi a acusação de violência política de gênero. Ao examinar o artigo 326-B do Código Eleitoral, o magistrado afirmou que, nesta fase da apuração, não foi identificado elemento concreto de menosprezo ou discriminação contra Roberta Arraes por sua condição de mulher, nem finalidade específica de impedir ou dificultar sua campanha em razão da condição feminina.
Segundo a decisão, os elementos disponíveis até o momento apontam para um contexto de disputa político-eleitoral entre candidatos ao mesmo cargo. O juiz ressalvou que não estavam presentes os requisitos necessários para sustentar a medida cautelar.
O juiz também analisou o registro audiovisual apresentado no processo. A decisão registra expressamente que “o material não capta os alegados empurrões” e conclui que o vídeo não fornece suporte suficiente para considerar demonstrada a materialidade da alegada agressão física com o grau de plausibilidade necessário para a manutenção de uma cautelar penal.
O entendimento da Justiça acompanha o parecer do Ministério Público Eleitoral, que se manifestou pela revogação da medida cautelar.
Outro fundamento utilizado pelo magistrado foi a ausência de risco concreto e atual que justificasse a continuidade da restrição. Segundo a decisão, após Raimundo Pimentel ser intimado da medida anteriormente determinada, não houve nova tentativa de contato ou abordagem da requerente.
Diante da ausência dos requisitos necessários para a manutenção da cautelar, o juiz concluiu que “impõe-se a revogação da medida”.
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A governadora Raquel Lyra (PSD) não teve como fugir da realidade dos contratos que firmou ao privatizar a Compesa. No debate de hoje, do Sistema Jornal do Commercio, após ser questionada pelo candidato Ivan Moraes, Raquel admitiu que haverá, sim, aumento na conta de água em Pernambuco.
Na sequência, João Campos deixou claro o tamanho do absurdo: o aumento previsto é de 15% na conta de água, inclusive para quem continua sem receber água regularmente em casa.
Ou seja: Pernambuco vai pagar mais caro pela água, com ou sem água na torneira, depois das eleições. De fato, Raquel demonstra uma sensibilidade especial com quem mais precisam.
