Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro negou em depoimento prestado à PF (Polícia Federal) nesta sexta-feira (28) que tenha recebido informações privilegiadas por meio de servidores do BC (Banco Central).
O depoimento faz parte do inquérito que apura a atuação de dois ex-funcionários do banco suspeitos de favorecer o Master em troca de vantagens financeiras. A PF investiga se Vorcaro usou os funcionários para obter vantagens, que teriam atuado como “espiões” do banqueiro dentro do BC e focou as perguntas da oitiva somente sobre o caso. As informações são da CNN.
Leia maisEm nota, a defesa de Vorcaro informou que “não houve qualquer ato de corrupção envolvendo os servidores mencionados na investigação em curso”. Os advogados do ex-banqueiro também reiteraram que podem “prestar esclarecimentos mais amplos e aprofundados” se for assegurada a possibilidade de colaboração premiada.
O ex-banqueiro respondeu a todas as perguntas durante o depoimento prestado por videoconferência. A oitiva começou às 10h30 e se prolongou até as 14h20. Vorcaro falou com os investigadores da carceragem da Papudinha, onde está preso.
Recentemente, Vorcaro contratou um novo criminalista, o advogado Daniel Bialski, que se junta a Sérgio Leonardo para tentar avançar com mais uma tentativa de emplacar acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal ou com a Procuradoria Geral da República.
Vorcaro segue preso há cinco meses e está atualmente detido na Papudinha, anexa ao Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.
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O número de pedidos de benefícios do INSS que aguardam análise em Pernambuco caiu 55% entre fevereiro e agosto de 2026, passando de 164 mil para 74,2 mil processos. Segundo o Ministério da Previdência Social, a redução ocorreu após medidas adotadas para diminuir o tempo de espera, entre elas reforço de pessoal, ampliação da perícia por telemedicina, uso do Atestmed, realização de mutirões e pagamento de bônus por produtividade.
Na Perícia Médica, o tempo médio de espera em Pernambuco é atualmente de 26 dias. O ministério também informou que está antecipando perícias já agendadas para segurados de Serra Talhada, Petrolândia e Ouricuri. Em todo o país, foram nomeados 500 novos peritos médicos federais e 230 assistentes sociais. Nacionalmente, o tempo médio de espera pela perícia caiu de 70 dias, em 2023, para 17 dias.
“Estamos concedendo muito mais benefícios e reduzindo o tempo de espera dos brasileiros”, afirmou o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz. Segundo ele, o INSS recebe cerca de 1,3 milhão de novos requerimentos por mês. O ministro acrescentou que o governo pretende anunciar, na próxima semana, o fim da fila de espera do instituto: “Na semana que vem, nós vamos anunciar oficialmente que zeramos a fila do INSS”.
O candidato ao Senado, deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP) defende, como proposta para seu mandato na Casa Alta, a criação de uma regra objetiva para impedir que crianças menores de 14 anos mantenham contas próprias em redes sociais. A medida faz parte de uma agenda de proteção à infância no ambiente digital e prevê que a responsabilidade pelo cumprimento das regras recaia principalmente sobre as plataformas, sem impedir o acesso à internet para educação, informação e comunicação.
Para Eduardo, a proteção não pode ser transferida exclusivamente para pais e responsáveis, que têm papel fundamental na orientação, mas não controlam algoritmos, publicidade direcionada, coleta de dados e recomendações automáticas das plataformas. A proposta estabelece um modelo progressivo: até os 14 anos, sem conta própria em redes sociais; dos 14 aos 16 anos, proteção reforçada e conta vinculada ou supervisionada pelo responsável, em diálogo com o ECA Digital. A iniciativa também prevê mecanismos seguros de verificação de idade, com respeito à privacidade e sem criação de uma identidade digital universal ou uso permanente de dados biométricos.
“Não podemos tratar esse tema como uma proibição da internet. O que precisamos é proteger nossas crianças dos riscos que elas enfrentam nas redes sociais e responsabilizar quem tem condições de controlar esses mecanismos: as plataformas. Quero levar essa proposta para o Senado, aperfeiçoar o ECA Digital e construir uma proteção mais efetiva para nossas crianças, sem impedir o acesso à educação, à informação e à comunicação”, afirmou Eduardo da Fonte.
O prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, anunciou, esta semana, um grande mutirão de tapa-buraco e limpeza urbana no município. A iniciativa contará com o reforço das equipes responsáveis pelos serviços, que serão ampliadas para o atendimento em diferentes pontos da cidade.
Diego Cabral destacou que o reforço das equipes busca ampliar a presença dos serviços nas ruas e dar mais agilidade à execução das ações. “Estamos reforçando as equipes para acelerar os serviços e chegar a mais pontos da cidade. Com planejamento e organização, vamos ampliar o atendimento e avançar na recuperação das vias e na limpeza urbana”, afirmou.
A iniciativa foi estruturada para ampliar a capacidade de atendimento e acelerar os serviços de manutenção urbana. Com o reforço das equipes, os trabalhos são realizados simultaneamente em diferentes pontos da cidade, seguindo uma programação definida a partir das necessidades identificadas em cada região. Entre os serviços realizados estão capinação, pintura de meio-fio, retirada de entulhos, recuperação da pavimentação por meio das ações de tapa-buraco e manutenção de estradas não pavimentadas. A programação prioriza os locais que apresentam maior necessidade de intervenção.
A candidatura de Anderson Luiz (PSD) a deputado estadual vem ampliando sua base de apoio em Caruaru e ganhando a adesão de nomes que representam a história e a identidade cultural do município e do Nordeste brasileiro. O cantor e compositor Onildo Almeida, o instrumentista João do Pife, o sanfoneiro Gilvan Neves e o personagem Coronel Cornélio estão entre os apoiadores do candidato. Os quatro são reconhecidos como Patrimônios Vivos de Caruaru.
“Receber o apoio de pessoas que são símbolos da nossa cultura é uma honra enorme e, ao mesmo tempo, aumenta a nossa responsabilidade. Onildo, João do Pife, Gilvan e Coronel Cornélio representam a história viva de Caruaru. Quero chegar à Assembleia Legislativa com o compromisso de defender nossa cultura, nossos artistas e todos aqueles que trabalham para manter nossas tradições vivas”, afirma Anderson Luiz, que esteve acompanhado, nas agendas, do presidente da Fundação de Cultura, Hérlon Cavalcanti.
A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) estreou, hoje, seu programa no guia eleitoral reafirmando sua ligação com Pernambuco e apresentando ao eleitor o eixo central de sua campanha: estar ao lado do povo para representar o estado no Senado e fortalecer, em Brasília, o projeto liderado pelo presidente Lula.
Com uma narrativa marcada pela identidade pernambucana, o programa percorre diferentes paisagens e realidades do estado e mostra Marília em contato com trabalhadores e com a população em geral. A peça destaca o sentimento de pertencimento e reforça uma trajetória construída nas ruas e a disposição da candidata de conhecer de perto os desafios enfrentados pelos pernambucanos.
Leia maisO primeiro guia também apresenta Marília diretamente ao eleitor, destaca o número 123 e reserva espaço de peso para Lula. Ao lado da candidata, o presidente pede o voto para Marília e simboliza uma das principais mensagens políticas da campanha: a sintonia entre os dois e a importância de Pernambuco eleger uma senadora alinhada ao governo federal.
“Quis começar essa conversa mostrando aquilo que orienta toda a minha caminhada: Pernambuco e nossa gente. Conheço nosso estado, sei dos desafios que ainda precisamos enfrentar e quero chegar ao Senado para trabalhar ainda mais pelo nosso povo, sempre junto com o presidente Lula”, afirmou Marília.
Com linguagem direta, imagens de Pernambuco e forte presença popular, a estreia posiciona Marília como uma candidatura vinculada às raízes do estado e à parceria com Lula, que ocupará papel central ao longo da campanha eleitoral.
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Iza Arruda já se consolidou como uma das grandes vozes da política pernambucana. Sua fala impressiona pela clareza, sinceridade, carisma, serenidade e respeito pelas pessoas. Mas sua força vai muito além do discurso.
Em menos de quatro anos de mandato, Iza transformou expectativa em resultado. Projetos de sua autoria viraram leis, sua atuação ganhou relevância dentro do Congresso Nacional e sua capacidade de articulação levou recursos importantes para Pernambuco.
Leia maisSua marca está na defesa das mulheres, das pessoas com deficiência, da população com Transtorno do Espectro Autista e, sobretudo, na compreensão de que a política precisa produzir consequências concretas na vida das pessoas.
Iza também cresceu institucionalmente. Ocupou espaços de destaque, ampliou sua interlocução em Brasília e passou a representar o Parlamento brasileiro em agendas nacionais e internacionais.
Nada disso aconteceu por acaso.
Há preparo, capacidade de diálogo, sensibilidade política e uma característica que se tornou cada vez mais rara na vida pública: a capacidade de transmitir firmeza sem agressividade, autoridade sem arrogância e esperança sem artificialidade.
De Vitória de Santo Antão para Brasília, Iza percorreu em poucos anos um caminho que muitos levam décadas para construir.
Hoje, já não é apenas uma promessa do interior de Pernambuco. É uma realidade política com projeção estadual e nacional.
E talvez seja justamente aí que sua trajetória se torne ainda mais interessante.
Porque Iza chega ao fim do primeiro mandato mais experiente, mais conhecida, mais respeitada e com muito mais capacidade de articulação do que tinha quando começou.
O que vem pela frente pode ser ainda maior.
Se o primeiro mandato revelou a força de Iza Arruda, os próximos anos poderão revelar a dimensão de sua liderança.
Este é apenas o primeiro capítulo. E o futuro, ao que tudo indica, reserva a Iza Arruda um papel ainda maior na história política de Pernambuco.
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Abaixo, os programas de TV da governadora Raquel Lyra (PSD) e de João Campos (PSB) na estreia no horário da propaganda eleitoral.
O podcast ‘Direto de Brasília’ da próxima semana, meu projeto em parceria com a Folha de Pernambuco, será com o cientista de dados, publicitário, empresário e pesquisador Alek Maracajá. Ele vai falar sobre o impacto das pesquisas eleitorais, se elas influenciam o eleitor, se a multiplicidade de institutos e levantamentos causam algum tipo de confusão na cabeça do eleitor e o impacto que recorte de pesquisas estão causando nas redes sociais.
Com formação e trajetória profissional voltadas à integração entre tecnologia, comunicação e análise de comportamento, Alek atua também como professor da ESPM e pesquisador da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde ampliou sua atuação para temas relacionados à inteligência artificial, ética e desinformação. É autor do livro ‘Brasil Digital nas Entrelinhas da Polarização Política’, resultado de pesquisas baseadas em grandes volumes de dados das redes sociais.
Leia maisNa área profissional, Maracajá é CEO da Ativaweb e acumula experiência em análise de dados, redes sociais, comunicação e marketing político. Seu trabalho envolve o monitoramento e a interpretação de dados digitais para identificar tendências, comportamento de públicos, engajamento e circulação de narrativas. Ao longo da carreira, participou de estudos e projetos relacionados a campanhas eleitorais e comunicação política, consolidando-se como especialista na aplicação de Big Data à compreensão do comportamento político nas redes sociais.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, por meio de nota divulgada hoje, que não mantém qualquer relação com a empresária e lobista Roberta Luchsinger e que nunca teve interlocução com ela. A manifestação foi divulgada após questionamentos sobre fotografias nas redes sociais de Roberta em que os dois aparecem juntos.
Segundo a nota da equipe de campanha de Lula, o fato de o petista ter sido fotografado ao lado de Roberta não significa a existência de vínculo pessoal, profissional ou político. “O presidente Lula é uma figura pública que, ao longo de sua trajetória e especialmente em campanhas e agendas públicas, é abordado por inúmeras pessoas para registros fotográficos. A existência desses registros não significa relação pessoal, profissional ou política”, diz o comunicado.
Leia maisAinda de acordo com a nota, esse foi o sentido da resposta dada pelo presidente em entrevista, ontem, à TV Globo. A declaração foi dada após Lula afirmar que não conhecia Roberta Luchsinger, empresária investigada pela Polícia Federal (PF) no inquérito que apura descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“Eu não conheço essa moça [Roberta Luchsinger], nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim”, declarou o presidente na ocasião. Publicações feitas pela empresária nas redes sociais, porém, mostram registros dos dois juntos em diferentes ocasiões.
Levantamento do portal G1 identificou ao menos três fotografias e um vídeo em que Roberta aparece ao lado de Lula. “Lula não mantém qualquer relação com Roberta Luchsinger e nunca teve interlocução com ela”, conclui a nota.
Roberta Luchsinger é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente. Ela é investigada pela Polícia Federal no inquérito sobre fraudes relacionadas a descontos em benefícios do INSS. Durante as apurações, a PF identificou repasses da empresária ao então chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, além de uma minuta de contrato para venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.
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Por Luiz Queiroz – Capital Digital
O Tribunal de Contas da União (TCU) encerrou um processo que colocou em discussão o destino de uma das maiores ocorrências conhecidas de nióbio do mundo, no Morro dos Seis Lagos, no Amazonas, jazida cuja exploração foi reiteradamente defendida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e chegou a integrar seu discurso sobre o aproveitamento das riquezas minerais brasileiras. O direito minerário, requerido pela antiga Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) ainda em 1975, continuará sob controle do Estado brasileiro, embora a extração permaneça cercada por impedimentos constitucionais e ambientais.
A decisão encerra o monitoramento do processo TC 007.270/2024-0, relatado pelo ministro Benjamin Zymler. O TCU considerou cumprida a determinação que havia obrigado a Agência Nacional de Mineração (ANM) a avaliar o possível decaimento do título mantido pela CPRM, atual Serviço Geológico do Brasil (SGB). O resultado cria uma situação aparentemente contraditória. O Brasil preservou o direito minerário sobre uma gigantesca jazida de nióbio, titânio e terras raras, mas não pode simplesmente explorá-la.
Leia maisSeis Lagos ganhou projeção política especialmente durante a ascensão e o governo de Bolsonaro. O ex-presidente transformou o nióbio em tema recorrente de seus discursos sobre riquezas minerais, soberania e agregação de valor, criticou as limitações impostas à exploração econômica de terras indígenas e, depois de chegar à Presidência, passou a mencionar nominalmente a jazida amazônica.
Em junho de 2019, durante viagem ao Japão para participar da reunião do G20, Bolsonaro voltou a defender maior aproveitamento do nióbio brasileiro e destacou a existência do mineral “na região de Seis Lagos também, na Região Norte”. Três anos depois, foi ainda mais explícito. Em abril de 2022, durante discurso no Palácio do Planalto diante de embaixadores, apresentou a região como uma oportunidade mineral brasileira e afirmou: “Temos para explorar região dos Seis Lagos, estamos prontos a conversar sobre isso com os senhores.”
Bolsonaro associava a exploração à necessidade de o país agregar valor ao nióbio, em vez de permanecer essencialmente como fornecedor da matéria-prima. A defesa não ficou restrita ao discurso sobre minerais. Seu governo apresentou ao Congresso, em 2020, o PL 191/2020, destinado a regulamentar os artigos 176 e 231 da Constituição e criar condições para pesquisa e lavra de recursos minerais em terras indígenas.
A proposta não era específica para Seis Lagos e não resolveria sozinha todos os impedimentos existentes na área, mas enfrentava justamente uma das barreiras jurídicas que tornam inviável atualmente a exploração da jazida: sua sobreposição com a Terra Indígena Balaio.
Em maio de 2021, durante visita a São Gabriel da Cachoeira, município onde está localizado o Morro dos Seis Lagos, o então presidente foi à Terra Indígena Balaio para participar da inauguração de uma ponte. A viagem ocorreu em meio às críticas de organizações indígenas à política de seu governo para abertura desses territórios à exploração econômica. Bolsonaro inclusive esteve inclusive nesse território sem máscara e em plena pandemia da Covid-19.
O PL 191 não prosperou. Depois da mudança de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao Congresso, em março de 2023, a retirada da proposta. Mas a retirada do projeto não resolveu o paradoxo de Seis Lagos. O Estado continuava titular de um antigo direito minerário sobre uma riqueza que a legislação posterior tornou extremamente difícil de explorar. É justamente essa situação que chegou ao TCU.
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Dentro da estratégia de trabalhar pela normalização das relações entre Brasil e Argentina, a equipe do presidente Lula já recebeu contatos e vai marcar encontros com parlamentares do país vizinho na próxima semana. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Integrantes do Ministério das Relações Exteriores e da Secretaria de Relações Institucionais vão receber em Brasília na um grupo de cerca de 10 deputados argentinos que fazem oposição ao governo de Javier Milei para discutir as relações entre os dois países.
Leia maisSegundo assessores presidenciais, o Brasil está disposto a conversar tanto com a oposição como com a equipe de Milei para deixar para trás os atritos recentes. Eles destacam que, apesar do rebaixamento das relações diplomáticas, nada foi alterado na convivência entre os dois países. “Está tudo seguindo o ritmo normal”, diz um assessor de Lula.
Aliados históricos e principais parceiros econômicos na região, Brasil e Argentina vivem um momento de tensão entre os presidentes Lula e Milei e de rebaixamento nas relações diplomáticas entre o Itamaraty e a chancelaria argentina em razão dos ataques do presidente do país vizinho a Lula, que foi chamado de “ladrão”, “corrupto” e “presidiário”.
Milei, por sua vez, foi chamado pelos ministros Dario Durigan (Fazenda) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) de “palhaço” e “caricatura patética”. Segundo apurou a GloboNews, as agendas e temas ainda estão sendo definidos, ou seja, quem vai receber os parlamentares e o que deve ser dito a eles.
Em declarações públicas, o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, tem tido que as relações diplomáticas permanecerão rebaixadas ao nível de encarregados de negócios (em vez de embaixadores) até que os ataques de Milei a Lula acabem.
Até o chanceler argentino, Pablo Quirno, que em um primeiro momento tentou reduzir a temperatura da crise afirmando que o país não levaria as divergências entre Lula e Milei para o campo institucional, passou a dizer que a região passa por uma mudança ideológica e que ele espera que isso aconteça no Brasil também – em referência às eleições de outubro. Milei apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
Os deputados argentinos que articulam as conversas com o Itamaraty são, por exemplo, Nicolás Massot e Martin Lousteau.
Nas redes sociais, eles têm dito que o objetivo do encontro é “abrir um canal de diplomacia parlamentar e contribuir para recompor um vínculo que nunca deveria ter sido afetado”.
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