Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
A assessoria do presidente Lula, candidato à reeleição pelo PT, informou à Globo, há pouco, que ele não participará do debate que será realizado pela emissora, amanhã à noite. Estão confirmados no debate os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo).
Mediado pelo jornalista César Tralli, o encontro será transmitido ao vivo pela TV Globo direto dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, e também poderá ser visto simultaneamente no g1 e na GloboNews. O debate será logo após o Jornal Nacional, com início previsto para as 21h30. Pela primeira vez, o programa ocupará a faixa da novela das 21h, “Quem Ama Cuida”.
Leia maisComo será o formato do debate
O programa terá quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais. Dois blocos são de temas determinados e dois, de tema livre. A dinâmica dos candidatos acontece ao redor de um mapa do Brasil posicionado no centro do cenário.
Por meio do mapa, o debate abordará as regiões do Brasil e temas específicos como a preservação da Amazônia; segurança nas fronteiras e combate ao crime organizado; e desafios para melhorar a infraestrutura para as exportações brasileiras.
Além disso, os candidatos poderão escolher entre temas predefinidos no telão para fazer as suas perguntas. O candidato que faz a pergunta terá dois minutos para dividir entre a formulação da questão e a réplica. O candidato que responde terá três minutos para dividir entre resposta e tréplica.
Na terça-feira (29), o ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu uma decisão liminar (provisória) requerida pelo Partido Novo, alterando entendimento anterior do TSE que define os critérios de participação de partidos em debates eleitorais em emissoras de rádio e TV.
A decisão garantiu a participação dos candidatos do Partido Novo nos debates das eleições de 2026 em todas as emissoras de rádio e TV a partir de terça. O ministro determinou que os candidatos do Novo ao governo do Distrito Federal (DF), Kiko Caputo, e do Rio de Janeiro (RJ), André Marinho, participassem dos debates realizados pela Globo na noite de terça. A decisão também beneficia o candidato a presidente pelo Novo, Romeu Zema.
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Faleceu, na manhã de hoje, vítima de um câncer, o ex-deputado federal pernambucano Edgar Moury Fernandes Sobrinho. Aos 82 anos, ele estava internado para o tratamento da doença. Advogado, Edgar também foi secretário de Estado durante a gestão do ex-governador Jarbas Vasconcelos (MDB).
Edgar iniciou a trajetória política como deputado estadual pelo MDB e exerceu diversos mandatos na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), onde chegou a ocupar a Presidência em exercício da Casa. Ao longo da carreira, participou das campanhas de Jarbas Vasconcelos para a Prefeitura do Recife, o Governo de Pernambuco e o Senado. Também ocupou cargos nas administrações municipal e estadual.
Durante o primeiro e o segundo governos de Jarbas Vasconcelos, Edgar comandou a Secretaria da Casa Civil, uma das principais pastas da administração estadual. Deixou o cargo ao final do segundo mandato para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, onde exerceu dois mandatos. O velório de Edgar será realizado na Assembleia Legislativa de Pernambuco, a partir das 15h.
A deputada federal Iza Arruda aposta em uma linguagem diferente para apresentar parte de sua atuação parlamentar. A minissérie “A Lei da Vida – Histórias que poderiam ser as suas” reúne dramaturgia, informação e situações inspiradas no cotidiano das pessoas.
Com atores e talentos de Vitória de Santo Antão, a produção apresenta, em quatro capítulos, histórias relacionadas à inclusão, à acessibilidade, à proteção das mulheres e à amamentação. Em cada episódio, uma situação se conecta a uma das quatro leis originadas de projetos apresentados por Iza Arruda e já transformadas em legislação federal.
Leia maisA proposta, exibida nas redes sociais da deputada, busca mostrar, por meio de personagens e situações comuns, como o trabalho realizado no Congresso pode chegar à vida real das pessoas. “Eu sempre acreditei que a política também precisa inovar na forma de se comunicar. Uma lei não pode ser apenas um número ou um texto no papel. Ela precisa chegar às pessoas, ser compreendida e, principalmente, fazer diferença na vida de quem precisa. ‘A Lei da Vida’ nasceu com esse propósito”, afirma Iza Arruda.
Além das quatro leis já sancionadas, a parlamentar mantém outros projetos em tramitação na Câmara dos Deputados. “A Lei da Vida” tem criação e produção de Djalma Andrade, roteiro de Letícia Azevedo e direção de fotografia de Victor Nelo. Os quatro episódios estão sendo lançados em sequência nas redes sociais da deputada, sempre às 17 horas, e já foram exibidos dois episódios.
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Meu amigo Bocão, um dos âncoras de rádio de maior audiência do Estado, com seu programa diário na Rádio Folha, comemorou, ontem, 70 anos de vida e 50 de radiofonia. Que duas belas datas! Com a cabeça centrada na eleição o tempo todo, passei batido ontem com meu amigo.
Mas Bocão compreende perfeitamente, porque ele também está extremamente atarefado na cobertura da campanha e sabe que não fui desatencioso. Conheci Bocão nos anos 90, quando deixei Brasília “sequestrado” pelo então candidato a governador, Joaquim Francisco, para coordenar a área de imprensa da sua campanha vitoriosa ante Jarbas Vasconcelos.
Leia maisFui apresentado a ele pelo nosso amigo comum, o saudoso Samir Abou Hana, nos estúdios da rádio Globo, no Recife. Com sua irreverência e língua afiada, Bocão dava palpites no programa de Samir, laboratório que serviu para mais adiante pilotar o seu próprio programa, que é um sucesso.
Além de bom de gogó no rádio, Bocão é estudioso da ciência política, excelente contador de causos históricos que testemunhou em jornadas ao lado de notáveis da política estadual, como Miguel Arraes, num primeiro momento, e depois Eduardo Campos.
Um bom entendedor de política analisa os fatos públicos com base em dados verificáveis, senso crítico e tendo compreensão das instituições, distanciando-se de fanatismos ou discursos superficiais. Bocão é assim: fundamenta suas opiniões em fatos checados, dados reais e histórico de atuação, e não em boatos ou fake news.
Credenciou-se como comunicador porque suas avaliações vão além da leitura mecânica de textos, demonstrando interesse real pelas histórias e necessidades da audiência. Tem excelente capacidade de improviso. Mais do que isso, sabe reagir com rapidez e segurança a imprevistos ou mudanças de última hora ao vivo.
Que Deus prolongue sua vida e que venha mais sucesso pela frente!
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Fontes em Petrolina me revelaram, há pouco, que após a governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, convidar pelas redes sociais apenas o prefeito Simão Durando e Miguel Coelho, ambos do União Brasil, para a caminhada da semana passada, uma onda de insatisfação tomou conta de aliados.
Não gostaram da omissão os ex-prefeitos Guilherme Coelho e Júlio Lóssio, além dos candidatos a deputado Carlos Brito e Lara Cavalcante, do PL. Essas mesmas fontes admitem que o candidato do PSB a governador, João Campos, poderá receber expressivas adesões na reta final em Petrolina, maior colégio eleitoral do Sertão.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, hoje, que a Polícia Federal investigue e a Procuradoria-Geral da República (PGR) verifique a necessidade de abertura de um processo para apurar uma onda de ataques a imagens religiosas no país.
A determinação ocorre em meio à polêmica envolvendo publicações sobre Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, tema de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta. As informações são do portal G1.
Leia maisA controvérsia começou após a circulação, nas redes sociais, de publicações que associavam o candidato Flávio Bolsonaro (PL) e setores da direita a uma suposta iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O candidato negou a existência de qualquer proposta nesse sentido e acusou a CNBB de envolvimento em episódios de desinformação.
No último domingo (27), Dino suspendeu no STF uma decisão de André Mendonça no TSE que mandava redes sociais tirarem do ar posts que associavam Flávio Bolsonaro à ideia de retirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida. Após recurso, Fux suspendeu a determinação.
“Após a minha decisão proferida no último domingo visando preservar a liberdade religiosa – especialmente em favor dos participantes do culto à Nossa Senhora Aparecida – chegaram ao Gabinete, por vários meios, notícias de várias partes do Brasil demonstrando uma aparente onda de ataques nos últimos meses contra IMAGENS RELIGIOSAS”, afirma o ministro.
Os relatos de ataques, segundo a manifestação, foram registrados em diferentes cidades brasileiras. São elas: Salvador (BA), Londrina (PR), Rio Grande (RS), Jatiúca – bairro de Maceió (AL), Belo Horizonte (MG), Cuiabá (MT), Santo Amaro (BA) e Novo Progresso (PA).
No pedido, o ministro cita os seguintes casos:
A liberdade religiosa é reconhecida como um direito humano fundamental. Ela está prevista, por exemplo, no artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que protege a liberdade de pensamento, consciência e religião – incluindo o direito de ter, mudar ou não ter uma religião e de manifestar crenças individualmente ou em comunidade.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Depois de divulgada a nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) rebatendo a acusação feita pelo candidato do PL, Flávio Bolsonaro, de que a instituição estaria por trás da boataria que se espalhou de que ele iria retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, a Igreja Católica fez várias reuniões. Não exatamente para discutir o impacto político da nota ou de toda essa polêmica. Mas porque tudo isso coincidiu com um momento crucial de organização de festividades religiosas no país.
Outubro é o Mês de Nossa Senhora. Na próxima quarta-feira, dia 7 de outubro, começam as festividades do Círio de Nazaré, em Belém (PA), que avançam até o dia 26 de outubro. Serão 14 procissões a serem realizadas nesses dias. E o tema deste ano é “Maria, Missionária que nos dá Jesus”. Ou seja, algo muito na linha da discussão religiosa que se entranhou.
Ou seja, algo muito na linha da discussão religiosa que se entranhou na campanha eleitoral: evangélicos mostram-se contrários à idolatria à Nossa Senhora, mas não podem negar que ela é a mãe daquele que idolatram, Jesus Cristo. A estimativa da organização do Círio de Nazaré é de que mais de quatro milhões de fiéis se somem aos vários eventos que acontecerão. O principal deles é a Procissão do Círio, no dia 11 de outubro, com uma previsão de mais de 2 milhões nas ruas.
Se a eleição passar para o segundo turno, o que parece o mais provável segundo as pesquisas, o Círio de Nazaré permeará todo o tempo de discussão política. O Círio acaba um dia depois do segundo turno, em 25 de outubro. No meio disso tudo, há o próprio dia de Nossa Senhora Aparecida, 12 de outubro, uma segunda-feira, feriado prolongado. Durante todo o ano passado, mais de 10 milhões de devotos foram ao Santuário de Nossa Aparecida, em Aparecida do Norte (SP), um número 15% maior do que o de 2024.
Devoto de Nossa Senhora, representante da CNBB no Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), o advogado e analista político Melillo Dinis lamenta ver a Padroeira do Brasil usada como cabo eleitoral da disputa presidencial, seja contra ou a favor. “É muito triste”, comenta. “A devoção à Nossa Senhora é muito forte no país e é muito mais do que um ciclo eleitoral”
Para Melillo, a polarização e o acirradíssimo grau da disputa política estão fazendo com que se parta para um “vale tudo”, onde o que menos se discute são propostas para o país. “Qual é o projeto de educação dos candidatos? De saúde?”, questiona. “Isso muito pouco se discute, enquanto vai se gerando um quadro de divisão da sociedade”.
Para Melillo, católicos e evangélicos têm mais pontos de semelhança do que de diferença. Até porque ambos os segmentos religiosos têm em torno de si a mesma figura central: Jesus Cristo. Ambos são cristãos e têm como livro que baliza as suas atitudes a mesma Bíblica, o Velho e o Novo Testamento. As diferenças estão em interpretações.
Nessa linha, começou a circular nas redes sociais um vídeo produzido pela CNBB que fala sobre tolerância religiosa. “A fé brasileira tem muitos ritos, muitos nomes, muitas expressões”, diz o vídeo. “Em um país tão grande e diverso, nenhuma crença precisa desaparecer para que outra possa florescer”. O vídeo não é novo.
Mas, diante da polêmica atual, voltou a ser compartilhado por alguns. Segundo Melillo, no caso da Igreja Católica, uma questão determinada a partir do Concílio Vaticano II, iniciado por João XXIII e concluído por Paulo VI. A partir daí, a Igreja Católica começou a considerar mais uma relação de maior tolerância com os não cristãos.
Em torno de toda essa discussão, entra também uma discussão de julgamento moral, que de alguma forma se associa. Nesse sentido, repercutem histórias sobre Flávio, a partir de reportagem do site Platô com seu antigo sócio na loja de chocolates que tinha no Rio, Alexandre Santini. A reportagem fala de festas com garotas de programa.
“Isso pode gerar um abalo sobre Flávio, mas pode ser também um tiro no pé”, adverte Melillo. “Vai depender do grau de hipocrisia de quem julgue”. Para Melillo, pode tento gerar reação de quem exerce padrões morais muito rígidos quando levar em conta que Flávio, convertido, afirma num dos diálogos ter se arrependido.
Este Blog recebeu, na manhã de hoje, diversas mensagens de trabalhadores terceirizados da rede estadual de Educação relatando uma convocação para que todos compareçam, após o expediente desta terça-feira (30), em Apipucos, no Recife. Segundo os relatos encaminhados ao blog, a orientação teria partido da vice-governadora, Priscilla Krause (PSD).
As mensagens relatam, ainda, que os trabalhadores estariam sendo informados de que seus empregos poderiam estar ameaçados em caso de vitória de João Campos (PSB) na eleição para o Governo do Estado, no próximo domingo.
Se a informação for confirmada, trata-se de uma situação grave e que merece esclarecimentos imediatos do Governo de Pernambuco. Utilizar o temor da perda do emprego de trabalhadores terceirizados, justamente um segmento mais vulnerável, como instrumento de mobilização eleitoral representaria um uso preocupante da estrutura pública em uma campanha de reeleição. O episódio precisa ser explicado pela gestão.
A governadora Raquel Lyra (PSD) chegou ao debate da Globo, ontem, já sob forte pressão. Antes mesmo de entrar no estúdio, vinha de uma sequência de cinco pesquisas que mostram João Campos (PSB), seu opositor, encurtando a distância, empatando ou assumindo numericamente a dianteira na disputa pelo Governo de Pernambuco.
O que durante meses foi tratado por aliados da governadora como uma eleição praticamente resolvida havia se transformado em uma corrida aberta. E o debate mostrou, no confronto direto, uma diferença importante de momento entre os dois candidatos. João parecia à vontade para atacar, cobrar e comparar.
Leia maisRaquel, mais pressionada, passou boa parte do debate na defensiva. O desempenho de João pode ser resumido em uma palavra: massacre. Nos duelos diretos com Raquel, o socialista conseguiu impor a pauta e obrigar a governadora a responder por seu próprio governo.
A cada bloco, João voltava às mesmas perguntas incômodas: onde estão as delegacias, as escolas técnicas, as UPAs e as UPAs Especialidades prometidas ou esperadas pelos pernambucanos? E, mais importante, por que entregas que foram marcas das administrações do PSB não tiveram continuidade na mesma proporção durante o governo Raquel?
A governadora apresentou obras, investimentos e ações de sua gestão, mas teve dificuldade para responder de maneira objetiva ao tipo de comparação que João colocou sobre a mesa. Foi justamente aí que o debate ganhou um caráter de prestação de contas.
João não estava apenas atacando Raquel. Estava perguntando o que ela fez com durante os quatro anos em que teve a caneta na mão. O momento mais emblemático veio quando Raquel voltou a explorar a passagem de João pelo governo Paulo Câmara, repetindo a tentativa de associá-lo ao antigo governo do PSB.
João devolveu com ironia e uma pergunta que virou uma das frases da noite: “Quem manda no governo? É a governadora ou é o chefe de gabinete?” A provocação foi certeira porque desmontou uma das principais linhas de ataque de Raquel. João lembrou, na prática, que ele nunca foi governador de Pernambuco e que quem precisa prestar contas pela atual administração seria a própria Raquel.
Foi uma inversão importante de posições. Raquel tentava levar a eleição para o passado. João conseguiu trazê-la para o presente. Em vez de discutir indefinidamente Paulo Câmara, obrigou a governadora a explicar suas próprias entregas. E, nesse terreno, conseguiu conduzir praticamente todos os duelos em que os dois se enfrentaram diretamente.
Na saúde, o domínio também foi evidente. João voltou a colocar sobre a mesa os números e equipamentos que considera símbolos das gestões anteriores e perguntou o que Raquel efetivamente acrescentou à estrutura estadual.
Hospitais, UPAs, UPAs Especialidades e novos equipamentos entraram no centro do confronto. A governadora respondeu com obras e investimentos de sua gestão, mas não conseguiu retirar o debate do terreno escolhido pelo adversário: o da comparação concreta de entregas.
A sensação de pressão sobre Raquel ficou ainda mais forte pelo comportamento da governadora durante o debate. Em diferentes momentos, ela pareceu tensa, gaguejou e trocou palavras. Isso, isoladamente, não permite tirar conclusões sobre seu estado emocional.
Politicamente, porém, a imagem contrastou com a segurança que uma candidata na reta final precisaria transmitir. Enquanto João avançava sobre os pontos mais sensíveis da adversária, Raquel frequentemente parecia estar tentando recuperar o controle da conversa.
E houve ainda o episódio que se tornou uma espécie de calcanhar de Aquiles da campanha governista: o “faz sem ela saber”. A frase voltou a aparecer no debate e dificilmente deixará de fazer parte da eleição. Mesmo com o pedido de desculpas posterior, o episódio passou a ser explorado por João como símbolo de uma campanha que precisa explicar não apenas o que pretende fazer, mas também declarações e decisões que marcaram o atual governo.
O assunto, ao contrário do que a campanha de Raquel gostaria, ganhou vida própria e já não parece haver uma explicação capaz de simplesmente retirá-lo da disputa. Ivan Moraes teve uma atuação mais independente, procurando se diferenciar dos dois candidatos e atacando tanto João quanto Raquel.
Em alguns momentos, conseguiu introduzir temas próprios, como a questão das bets e da tributação. Mas, quando o debate era transformado em duelo direto entre João e Raquel, o socialista conseguia impor uma dinâmica diferente: perguntava, pressionava e deixava a governadora na posição de responder.
A confirmação mais importante veio depois. Horas após o debate, o levantamento Paraná Pesquisas divulgado pelo Diario de Pernambuco tornou-se a sexta pesquisa consecutiva a mostrar João à frente ou numericamente à frente de Raquel.
São 49,1% dos votos válidos para João contra 48,6% para a governadora. No cenário estimulado, 45,3% a 44,8%. Os números configuram empate técnico pela margem de erro de 2,7 pontos, mas o dado político mais relevante está na sequência: seis levantamentos sucessivos registrando a mudança de posição ou uma disputa em equilíbrio na reta final.
É impossível dissociar o debate desse ambiente. João chegou ao estúdio já beneficiado por uma tendência que vinha sendo registrada nas pesquisas. Saiu com a impressão de ter vencido os principais confrontos diretos e, poucas horas depois, recebeu uma nova pesquisa que reforçou a mudança de cenário.
A eleição ainda está aberta e os números não permitem declarar resultado antecipado. Mas a dinâmica mudou profundamente. O que os aliados de Raquel apresentavam como uma eleição resolvida agora precisa ser defendido diariamente. E o debate da Globo mostrou por quê: João conseguiu transformar a noite em uma cobrança sobre o governo que está terminando, venceu os principais embates retóricos com a adversária e deixou Raquel diante de uma pergunta que a campanha terá cada vez menos espaço para evitar: depois de quatro anos no poder, quais são, afinal, as grandes entregas que justificam pedir ao eleitor mais quatro?
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Durante o debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco, realizado pela Globo, na noite de ontem, o candidato João Campos (PSB) confrontou a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) sobre um vídeo antigo em que ela teria sugerido que uma mulher fosse submetida a uma laqueadura sem saber do procedimento.
João afirmou que nunca defendeu violações aos direitos das mulheres e criticou a fala atribuída à governadora. “Quem tem um vídeo falando, faz sem ela saber, numa ala pediátrica de um hospital é você, candidata. Isso é um absurdo. Não tente confundir as pessoas. Essa postura envergonhou Pernambuco, chocou o Brasil”, afirmou.
Na sequência, João questionou Raquel sobre a declaração relacionada à esterilização de uma mulher pobre com sete filhos. “Dizer ‘faz sem ela saber’, defendendo uma esterilização forçada de uma mulher pobre com sete filhos, isso sim é cruel. Você se arrepende disso? Como é que pode ter dito algo tão duro?”, questionou.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa, em plenário virtual, nesta quarta-feira (30/9), a decisão monocrática do ministro André Mendonça que determinou a exclusão de publicações com conteúdos envolvendo candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). A convocação para a sessão extraordinária foi feita pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques.
A análise terá início às 10h e se estenderá até as 23h59 desta quarta no ambiente remoto, modalidade em que os ministros registram seus votos formalmente, sem espaço para debates orais. As informações saindo portal Metrópoles.
A determinação individual de Mendonça foi direcionada inicialmente a um post do ator Antonio Tabet e depois estendida a outras postagens que indicavam a Flávio Bolsonaro a intenção de retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
O caso deflagrou um novo atrito no Supremo Tribunal Federal (STF). O episódio gerou sobreposição de decisões, discussões nos bastidores e levou Nunes Marques a acionar o presidente do STF, Edson Fachin, pedindo providências.
Integrantes do TSE avaliam reservadamente que o desgaste institucional e a escalada da crise poderiam ter sido evitados caso a matéria tivesse sido encaminhada diretamente para deliberação do colegiado desde o início.
A ideia, com uma análise colegiada pelo plenário do TSE, é esvaziar o movimento feito pelo ministro Flávio Dino de discutir o caso no plenário do STF.
Diário de Pernambuco
Pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, encomendada pelo Diário de Pernambuco, mostra o candidato João Campos (PSB) com 49,1% das intenções de votos válidos no primeiro turno – numericamente à frente da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), que tem 48,6% das intenções de voto. A pesquisa foi divulgada hoje.
Ainda no mesmo recorte estatístico, Ivan Moraes (PSOL) é citado por 1,1% dos eleitores; o estudo também computou intenções de votos para Professora Camila (UP), 0,4%; Renan Hallais (Missão), 0,4%; Victor Assis (PCO), 0,2%; e Guilherme Fonseca (PSTU), 0,1%.
O levantamento Diário de Pernambuco/Paraná Pesquisas está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número PE-01835/2026, e foi realizado entre os dias 27 e 29 de setembro, através de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais.
No total, 1352 eleitores foram consultados em 57 municípios. A amostra tem grau de confiança de 95,0%; a margem estimada de erro é de aproximadamente 2,7 pontos percentuais.
Primeiro turno
Na pesquisa espontânea de primeiro turno, quando não são mencionados os nomes dos candidatos, João Campos tem 36,7% das intenções de votos, ante 36,5% de Raquel Lyra. Os demais candidatos não chegam a pontuar 1%. O grupo dos que não sabem/não opinaram registra 20,6%; já os votos brancos/nulos/em ninguém somam 5,2%
Já no cenário estimulado, João Campos tem 45,3%, seguido de Raquel Lyra, com 44,8%. Os demais nomes aparecem com percentuais bem inferiores: Ivan Moraes soma 1,0%, enquanto Professora Camila e Renan têm 0,4% cada, Victor Assis registra 0,2% e Guilherme Fonseca, 0,1%.
O levantamento também aponta 4,4% de entrevistados que declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 3,5% não souberam ou não quiseram opinar.
Segundo turno
A pesquisa também simulou o cenário de segundo turno entre os candidatos com mais intenção de voto. O estudo aponta João Campos com 46,9%, com Raquel Lyra logo em seguida, 46,0%. Entres os eleitores que disseram votar branco, nulo ou nenhum dos dois, 4,3%. Não sabem/não opinaram são 2,8%.
Considerando apenas os votos válidos, aparece com João Campos 50,5%, contra 49,5% de Raquel Lyra no segundo turno.
