Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou, neste domingo (9), um vídeo em que aparece chorando enquanto escreve uma carta ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após ser impedido de visitá-lo no Dia dos Pais.
Na carta, Flávio afirma que havia acabado de participar de uma agenda em Itapetininga, no interior de São Paulo, quando soube que o pedido apresentado pela defesa para que ele e os irmãos Carlos e Jair Renan visitassem o pai havia sido negado. “Por isso lhe escrevo, pois não poderei te dar um abraço e matar a saudade como gostaria”, afirmou o senador. As informações são da CNN Brasil.
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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), rejeitou ontem (8) o pedido para que os três filhos visitassem Bolsonaro na tarde deste domingo. A defesa havia solicitado uma autorização excepcional em razão do Dia dos Pais, argumentando que o encontro teria finalidade exclusivamente familiar e humanitária.
Na decisão, Moraes citou a suspensão por 30 dias das visitas ao ex-presidente, com exceção de médicos e advogados. Flávio, especificamente, está proibido de visitar o pai por 90 dias desde meados de julho, depois de divulgar nas redes sociais uma carta escrita por Bolsonaro. Para o ministro, a publicação representou descumprimento das restrições que impedem o ex-presidente de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros. A defesa nega que Bolsonaro soubesse previamente que o documento seria divulgado.
Na nova carta, Flávio também disse que recebe informações sobre o estado de saúde e o humor do pai por meio dos advogados. “Fico sabendo pelos outros advogados como está sua saúde e seu humor, pergunto todos os dias, sem falta”, escreveu.
O candidato também fez um balanço da campanha presidencial. Segundo ele, a articulação conduzida ao lado do senador Rogério Marinho (PL-RN) permitiu montar palanques em “quase todos os estados”. Flávio afirmou ainda que, apesar de partidos de centro não terem formalizado apoio à sua candidatura, lideranças dessas siglas estariam ao seu lado.
Flávio encerrou a carta criticando novamente a impossibilidade de encontrar o pai neste domingo. “Proibir um filho de visitar um pai, ou o pai de dar um abraço nos filhos, no Dia dos Pais é desumano, é insano, é injusto, é triste”, escreveu.
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O município de Panelas recebeu João Campos (PSB) com festa no início da noite deste domingo (9). Uma multidão acompanhou o candidato a governador da entrada da cidade até o clube onde começou o ato político de apoio ao candidato.
O evento, conduzido pelo prefeito Ruben Lima (PSB), também recebe apoio de outros prefeitos, ex-prefeitos, deputados, vereadores e outras lideranças do Agreste Central de Pernambuco.
A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) cumpre uma série de agendas pelo Agreste, onde tem se reunido com lideranças políticas e recebido apoios à sua candidatura. Na noite deste domingo (9), em Panelas, a pedetista recebeu o apoio do prefeito Ruben Lima (PSB), durante um ato que contou com a presença dos candidatos da chapa majoritária da Frente Popular, João Campos (PSB), candidato a governador, e Carlos Costa (Republicanos), candidato a vice-governador.
Durante discurso, Marília relembrou versos do poeta Ferreira Gullar no poema “História de um valente”, escrito em homenagem a Gregório Bezerra. “Sou pernambucana e minha terra conhece a coragem pelo nome. A terra de Gregório Bezerra, que Ferreira Gullar eternizou como homem feito de ferro e de flor. Talvez seja essa uma das imagens mais bonitas da valentia pernambucana: a força que não se ajoelha e a ternura que não se perde. Minha caminhada política também foi feita de enfrentamentos, de cicatrizes, de vitórias, derrotas e recomeços. Já tentaram me dizer onde eu deveria estar, até onde eu poderia ir e quais batalhas deveria abandonar. Mas aprendi que ninguém escreve o destino de quem decidiu caminhar com as próprias pernas. Sigo assim: ferro quando é preciso resistir, flor quando é preciso acolher, e sempre ao lado do povo de Pernambuco”, destacou a pedetista.
Ontem, durante agendas em Caruaru, Marília já havia recebido o apoio do prefeito de Correntes, Edmilson Bahia (PT) e do ex-vice-governador Jorge Gomes (PSB) e sua esposa, a ex-deputada estadual, Laura Gomes (PSB). A passagem pela “princesa do Agreste” também foi marcada pelo encontro com a deputada estadual Rosa Amorim, que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados e o integrante da direção estadual e nacional do MST, Jaime Amorim, que reafirmaram a parceria para eleger Marília ao Senado.
O candidato a governador João Campos (PSB) recebeu, neste domingo (9), o apoio do ex-prefeito de Moreno, Vavá Rufino, que governou o município por quatro mandatos e hoje é candidato a deputado federal pelo Solidariedade. Vavá recepcionou o ex-prefeito do Recife em sua casa e destacou a expectativa pela vitória do líder da Frente Popular nas eleições deste ano.
O encontro foi acompanhado pelo candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), pelo deputado estadual Mário Ricardo (Podemos) e pelo presidente estadual do Solidariedade, Edinazio Silva, entre outras lideranças. “Recebo com muita alegria e responsabilidade o apoio de Vavá. Ele é uma pessoa que conhece Moreno profundamente, foi prefeito por quatro mandatos e tem muitos serviços prestados à cidade. Ter ao nosso lado alguém com essa experiência, essa trajetória e esse compromisso é muito importante para a nossa caminhada”, afirmou João Campos.
O senador Humberto Costa (PT) participou, ontem (8), de um encontro com lideranças indígenas na comunidade Pankará Serrote dos Campos, em Itacuruba, no Sertão de Itaparica, ao lado do deputado estadual João Paulo (PT). O ato reuniu representantes dos povos Pankará, Pankararu, Atikum e Tuxá, na véspera do Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado neste domingo (9).
Durante a atividade, o senador ouviu as demandas apresentadas pelas comunidadees e reafirmou o compromisso de manter os povos originários entre as prioridades de seu mandato. “Em todos os meus mandatos, tenho estado ao lado das lutas e das bandeiras dos povos originários, e quero dar continuidade a esse trabalho, aprofundando essa relação. Vamos seguir trabalhando para melhorar, cada vez mais, a vida dessas comunidades tão populosas e importantes para o enriquecimento social e econômico do nosso estado”, afirmou o senador.
Leia maisAo longo de seus mandatos, Humberto Costa construiu um histórico de atuação junto aos povos indígenas de Pernambuco. O senador articulou o reconhecimento do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Saúde Indígena de Pernambuco (Sindicospe), atuou junto à Codevasf pela segurança hídrica das comunidades e destinou emenda parlamentar para a perfuração de poços artesianos no território Pankararu.
Também viabilizou cursos para mulheres indígenas e a capacitação de jovens indígenas no cultivo de plantas medicinais, com destaque para a cannabis medicinal. Atualmente, articula junto à Sudene financiamento para estruturar esse cultivo no território Pankará Serrote dos Campos, com foco na geração de emprego e renda para as comunidades.
Durante o encontro, Humberto Costa lembrou que o governo do presidente Lula é o que mais valorizou os povos indígenas na história do país, com a criação do Ministério dos Povos Indígenas, o primeiro do Brasil dedicado exclusivamente à pauta. “Uma das coisas que a gente precisa ter em mente o tempo inteiro é que as conquistas obtidas pelos povos originários nesse período dos governos do PT precisam ser mantidas”, afirmou o parlamentar.
Pernambuco tem a quarta maior população indígena do Brasil, com mais de 106 mil pessoas. São 20 terras indígenas no estado, que compreendem 205 mil hectares.
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Por Luiz Queiroz – do Capital Digital
Um comunicado divulgado pela Casa Branca em 7 de agosto expôs o tamanho da ofensiva montada pelo governo Donald Trump para reduzir a vulnerabilidade dos Estados Unidos em minerais críticos e ajuda a dimensionar o desafio que o Brasil enfrenta ao tentar transformar suas reservas, especialmente de terras raras, em instrumento para atrair indústria, tecnologia e processamento para o país.
Ao anunciar mais de US$ 2 bilhões em novos investimentos em mineração e projetos relacionados, a Casa Branca informou que o governo Trump já assinou ou aprovou, desde sua posse, 160 acordos no setor mineral, totalizando aproximadamente US$ 40 bilhões. O pacote anunciado na sexta-feira incluiu ainda mais de US$ 180 milhões destinados à formação de trabalhadores para a indústria mineral americana.
Leia maisO comunicado foi divulgado após Trump reunir representantes da indústria de mineração na Casa Branca, em encontro apresentado pelo governo americano como a maior mesa-redonda do setor em mais de 120 anos. Três investimentos anunciados ajudam a compreender o alcance da estratégia.
A Sila Nanotechnologies anunciou US$ 1,4 bilhão para ampliar a produção de materiais de silício-carbono usados em ânodos de baterias e células de íon-lítio na Califórnia. A Sunrise Energy Metals comprometeu US$ 400 milhões com o desenvolvimento da primeira mina primária de escândio dos Estados Unidos. E a Niron Magnetics anunciou US$ 150 milhões para ampliar em Minnesota a produção de ímãs permanentes fabricados sem terras raras.
Os projetos mostram que Washington não está procurando apenas novas minas. A estratégia americana alcança diferentes pontos da cadeia: extração mineral, processamento, materiais avançados, componentes para baterias, ímãs e tecnologias capazes até mesmo de substituir minerais considerados críticos. É a partir dessa ofensiva que precisa ser analisada a estratégia brasileira de usar suas reservas como instrumento de negociação com os Estados Unidos.
O problema para o Brasil não é falta de interesse americano. Washington continua investindo em projetos brasileiros e já comprometeu centenas de milhões de dólares em operações relacionadas às terras raras no país. O problema é que, simultaneamente, os Estados Unidos estão construindo alternativas suficientes para reduzir a dependência de qualquer fornecedor individual.
Essa diferença pode ser decisiva nas negociações entre os dois países. O governo Lula defende que o Brasil não repita com os minerais críticos o modelo histórico de exportação de matérias-primas de baixo valor agregado. A intenção é utilizar as reservas brasileiras, entre as maiores do mundo em determinados minerais, para negociar investimentos em processamento, separação, refino, metais, ligas, ímãs e outras etapas industriais.
A premissa brasileira é transformar vantagem geológica em poder de negociação. A estratégia americana segue uma lógica diferente: transformar diversificação geográfica, financiamento público e capacidade industrial em segurança de abastecimento.
Washington financia simultaneamente projetos no Brasil, nos próprios Estados Unidos, na África, Austrália e outros países aliados ou parceiros. Ao mesmo tempo, coloca recursos em processamento, estoques estratégicos e tecnologias destinadas a diminuir a vulnerabilidade americana a determinados minerais. O comunicado da Casa Branca de 7 de agosto é a expressão mais recente dessa política, mas não representa uma iniciativa isolada.
Em março de 2025, Trump determinou medidas para ampliar a produção mineral americana e acelerar projetos considerados estratégicos. O objetivo declarado pela Casa Branca era transformar os Estados Unidos em líder na produção e no processamento de minerais não combustíveis, incluindo terras raras.
Em janeiro de 2026, o governo avançou para a negociação de acordos com parceiros comerciais sobre minerais críticos processados e produtos derivados. Em julho, Trump reforçou a vinculação entre minerais, indústria de defesa e segurança nacional, determinando novas medidas para proteger as cadeias necessárias à fabricação de equipamentos militares.
A política americana, portanto, combina produção doméstica, acordos internacionais, financiamento de projetos no exterior, processamento industrial, estoques e substituição tecnológica. Isso altera a correlação de forças em uma eventual negociação com o Brasil.
Quanto maior o número de fornecedores disponíveis para os Estados Unidos, menor tende a ser a capacidade de qualquer país individual de usar exclusivamente o acesso às suas reservas para negociar instalação de fábricas, transferência de tecnologia ou participação maior nas etapas industriais da cadeia.
O Brasil continua relevante. Mas relevância não significa indispensabilidade. Essa diferença aparece concretamente nos projetos brasileiros já apoiados por Washington. Em Goiás, os Estados Unidos aprofundaram sua presença na Serra Verde, produtora de terras raras pesadas estratégicas como disprósio e térbio. No projeto Carina, também em Goiás, a DFC americana participa do financiamento.
O desenho industrial do Carina, porém, expõe o limite da estratégia brasileira. A previsão é produzir carbonato misto de terras raras no Brasil e encaminhá-lo para uma futura unidade da Aclara na Louisiana, onde ocorreriam etapas mais sofisticadas, como separação em óxidos e produção de metais e ligas.
Ou seja, o Brasil pode receber investimento, aumentar sua produção mineral e integrar-se à cadeia americana sem necessariamente capturar as etapas mais valiosas dessa cadeia. É nesse ponto que os interesses dos dois países começam a divergir. Brasília pretende utilizar sua riqueza mineral para desenvolver uma cadeia industrial. Washington procura garantir matéria-prima para construir e proteger sua própria cadeia industrial. A diferença se torna mais relevante porque os Estados Unidos possuem alternativas.
Rede global
A Casa Branca já formalizou acordos com alguns de seus principais parceiros. Em outubro de 2025, Estados Unidos e Austrália estabeleceram um marco bilateral para mineração e processamento de minerais críticos e terras raras. Os dois governos estabeleceram como objetivo apoiar cadeias envolvendo mineração, separação e processamento e previram pelo menos US$ 1 bilhão em financiamento para projetos em cada país.
Poucos dias depois, Washington estabeleceu com o Japão outro marco para minerais críticos e terras raras. O acordo prevê apoio governamental e privado por meio de empréstimos, garantias, participação acionária, contratos de compra e seguros, além da identificação conjunta de projetos considerados estratégicos.
A arquitetura americana, portanto, começou a ser construída antes do anúncio de 7 de agosto e está sendo progressivamente ampliada. Na África, os Estados Unidos financiam novos projetos minerais e infraestrutura. Congo e Zâmbia estão sendo incorporados a uma cadeia ligada ao Corredor do Lobito. No Malawi, Washington apoia um projeto de terras raras. Na Austrália, os americanos procuram garantir novas fontes de minerais e já estabeleceram uma parceria formal que inclui mineração e processamento.
Dentro dos próprios Estados Unidos, o governo Trump acelera produção, processamento e fabricação de materiais avançados. É nesse contexto que precisam ser interpretados os US$ 40 bilhões e os 160 acordos anunciados pela Casa Branca. Não se trata simplesmente de uma soma de investimentos em minas.
Washington está construindo uma rede destinada a reduzir vulnerabilidades em diferentes pontos da cadeia mineral. O anúncio da Niron Magnetics é particularmente ilustrativo. Enquanto Washington procura novas fontes de terras raras no Brasil e em outros países, também financia uma tecnologia de ímãs permanentes que pretende dispensar justamente as terras raras. A lógica é reduzir dependências por vários caminhos simultaneamente.
Brasil
Para Brasília, a consequência é direta. A simples existência das reservas brasileiras talvez não seja suficiente para garantir que os Estados Unidos incorporem aos acordos todos os objetivos brasileiros de política industrial, como maior conteúdo local, transferência de tecnologia e processamento no país.
Washington pode incorporar esses objetivos quando forem economicamente convenientes, politicamente negociados ou necessários para assegurar determinado mineral. Mas, quanto maior sua rede internacional de fornecedores, menor será a capacidade brasileira de utilizar exclusivamente suas reservas como elemento de negociação para obter essas contrapartidas.
Isso ganha importância adicional no momento de deterioração das relações entre Lula e Trump. A tensão política não provocou, até agora, uma retirada dos investimentos americanos em minerais críticos do Brasil. O levantamento dos principais projetos brasileiros mostra justamente o contrário: Washington continua financeiramente envolvido em ativos considerados estratégicos.
Mas o movimento global revelado pela Casa Branca mostra que os Estados Unidos também estão construindo uma política capaz de sobreviver a crises diplomáticas com fornecedores específicos. Uma deterioração das relações com Brasília não significa necessariamente que Washington precise abandonar o minério brasileiro. Mas também não significa que os americanos precisem esperar indefinidamente por um entendimento com o Brasil.
Podem acelerar projetos concorrentes.
Não significa que os Estados Unidos consigam substituir imediatamente todos os minerais brasileiros. Terras raras pesadas como disprósio e térbio continuam sendo ativos particularmente importantes, e projetos como Serra Verde possuem características difíceis de reproduzir rapidamente.
Mas Washington não precisa substituir completamente o Brasil. Precisa possuir alternativas suficientes para evitar dependência excessiva do país. Essa é uma das mensagens mais importantes que emerge do comunicado da Casa Branca.
Janela brasileira
A estratégia americana também introduz um componente de tempo na política brasileira. Hoje, a dependência ocidental da China cria uma oportunidade excepcional para países detentores de minerais críticos. Mas essa janela não necessariamente permanecerá aberta nas mesmas condições.
Novas minas entrarão em produção. Novas unidades de processamento serão construídas. Estoques estratégicos serão formados. Cadeias africanas e australianas poderão amadurecer. Tecnologias capazes de reduzir a utilização de determinados minerais continuarão recebendo investimentos.
O recurso continuará debaixo do solo brasileiro. O prêmio geopolítico associado à sua escassez, porém, pode diminuir. Por isso, o principal desafio brasileiro talvez não seja convencer Washington de que o Brasil possui minerais que os Estados Unidos desejam. Isso os americanos já sabem.
O desafio é transformar essa vantagem geológica em capacidade industrial enquanto a reorganização mundial das cadeias ainda aumenta o valor estratégico das reservas brasileiras. O comunicado da Casa Branca de 7 de agosto ajuda a dimensionar essa corrida.
Quando Washington anuncia mais de US$ 2 bilhões em novos projetos, US$ 180 milhões em formação profissional e informa ter alcançado 160 acordos que somam aproximadamente US$ 40 bilhões, sinaliza que sua resposta à dependência mineral não está concentrada em encontrar um novo fornecedor privilegiado. A resposta é multiplicar fornecedores, financiar diferentes tecnologias e reconstruir capacidade industrial dentro dos Estados Unidos.
É nesse ambiente que o Brasil negocia. A premissa brasileira é transformar concentração de recursos em poder de negociação. A resposta americana é construir diversificação suficiente para diminuir os riscos dessa concentração. Nesse cenário, as reservas brasileiras continuam extremamente valiosas, mas podem não ser suficientemente exclusivas para garantir, por si mesmas, que os objetivos brasileiros de industrialização sejam incorporados aos futuros acordos.
A questão central passa a ser quanto tempo o Brasil possui para converter riqueza mineral em indústria antes que a vantagem estratégica proporcionada pela atual escassez seja diluída pela diversificação que os Estados Unidos estão financiando em escala global.
*Portanto é preciso dosar o discurso de campanha, quando ele parte do governo central, para não fechar definitivamente as portas a uma futura boa negociação. Cautela e caldo de galinha não fazem mal à ninguém.
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Por Paloma Amado*
Sempre foi assim. Quando o dia não coincidia, a distância entre o dia dos pais e o aniversário de papai era de no máximo dois dias. “Quero dois presentes, nada de dar um só melhorzinho”, ele dizia rindo e a gente, criança ainda, corria para fazer um desenho, escrever uns versinhos. Hoje é dia dos pais, amanhã meu paizinho fará 114 anos, onde quer que ele esteja.
Meu presente foi especial este ano, valeu por muitos. Levei à Fundação Casa de Jorge Amado, no último dia da Flipelô, seu amigo querido, o poeta Carlos Pena Filho. Vieram do Recife trazendo a poesia, o amigo e sua trágica morte aos 31 anos Antônio Campos e Mário Hélio Gomes. Na nossa Festa do Livro, que na sua décima edição teve Myriam Fraga como homenageada, foi a poesia baiana, com seus braços abertos, recebendo a poesia pernambucana, dizendo: Você é de paz, pode entrar.
Leia maisFoi lindo, nem sei como contar. Aliás, não conto, o deslumbramento ficou para quem assistiu, plateia cheia. Não posso, no entanto, deixar de repetir aqui que Carlos foi meu amigo pessoal, eu menina de 8 anos, ele o grande e jovem poeta. Para ele fiz meu primeiro e único poema da vida — “Para Carlos Pena uma pluma, para uma pomba uma pena” —, em resposta aos belíssimos versos que recebi dele — “Só para Paloma esse verso é feito, pois só ela entende um verso desfeito” — honra e orgulho.
Homenageio meu paizinho transcrevendo o trecho, escolhido por Antônio Campos, do que escreveu ao saber da morte de seu amigo Carlinhos. “Porque eras simples como o pão e profundo como a água do rio, estavas plantado no chão de tua gente como certas plantas trepadeiras aparentemente frágeis, porém mais resistentes e permanentes que as grandes árvores. Eras a rosa e o musgo, a fruta sumarenta e o cacto de espinhos. Tua flor tinha riso e sangue, levavas nos ombros de toda fragilidade a dor e esperança de teu povo, sua solidão, o cangaço e a multidão no frevo. Foste tão tua gente que muito tempo vai passar antes que surja outro poeta assim, para ser tão amado por seu povo. Eras frágil de carne e osso, tão leve na balança, um vento mais forte podia te arrastar como uma folha de árvore ou um pedaço roto de poema. Por isso, talvez, sempre me deste a ideia de um anjo por amor perdido nas ruas do Recife. mas como eras denso de vida por dentro, como eras tão homem e tão povo, tão pernambucano e universal!”
Meu pai querido, eu te amo. Carlinhos entrou na nossa casa, Ângela Fraga o trouxe com Antônio e Mário Hélio. O presente que posso dar a você, não dois, mas um imenso, é cuidar do seu legado que dá sentido à minha vida.
Bom domingo a todos. E viva Myriam Fraga! Viva Carlos Pena Filho! Viva a Poesia! E viva meu pai, que escreveu poesia em prosa por toda a sua vida!
*Escritora e Presidente da Fundação Casa de Jorge Amado entre 2001 e 2003. Filha de Jorge Amado e Zélia Gattai.
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Fora da disputa por um novo mandato, o senador Fernando Dueire (PSD) deve declarar apoio à reeleição de Humberto Costa (PT), inclusive, já tem prefeitos que haviam declarado voto em Dueire que recebem essa orientação. O blog Dantas Barreto apurou que na Frente Popular, encabeçada pelo candidato a governador João Campos (PSB), já existe a expectativa para essa união. Amanhã (10), tem um “Encontro com Dueire”, às 11h, no Centro Debate, quando deve comunicar a decisão.
No período da pré-campanha, quando ele tentava se cacifar para compor a chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), quase 100 gestores lhe hipotecaram apoio, em reconhecimento às ações e emendas parlamentares que chegaram aos municípios. Fernando Dueire figurou como suplente do senador Jarbas Vasconcelos (MDB) nas eleições de 2018, que foi eleito. Por motivo de saúde, o emedebista renunciou ao mandato e Dueire assumiu a titularidade, em setembro de 2023. Neste ano, trocou o MDB pelo PSD a convite de Raquel Lyra e passou a ser uma opção para a chapa majoritária. As informações são do blog Dantas Barreto.
No entanto, depois de muita espera e negociações, os escolhidos para disputar o Senado foram os deputados Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP). Fernando Dueire chegou a ser cogitado para a vice, mas Priscila Krause (PSD) foi mantida na vaga.
Fernando Dueire demonstrou insatisfação ao não comparecer à Convenção Estadual do PSD, que ocorreu no domingo passado. Nas pesquisas de intenção de votos, o senador apareceu com apenas um dígito.
Por Carlos Eduardo Queiroz Pessoa Motta*
Na condição de ex-seminarista católico diocesano, minha formação propedêutica foi realizada em Patos (PB). Era apenas um ano de discernimento vocacional, em preparação para o ingresso no Seminário Maior São João Maria Vianney, em Campina Grande (PB). Em 2000, dois proeminentes sacerdotes paraibanos foram formadores de minha turma: Padre Elias Ramalho e Padre Paulo Jackson Nóbrega, sendo este atual Arcebispo de Olinda e Recife. Ambos com mestrado e doutorado na Universidade Gregoriana de Roma, na Itália, e que marcaram minha jornada acadêmica e cristã.
Foi um momento breve, mas profundo de descobertas teológicas, pastorais, litúrgicas, vivência comunitária, bastante estudo e amadurecimento espiritual. Ciência e fé deveriam ser incorporadas inexoravelmente à compreensão de Deus, da sociedade e da própria humanidade no mundo. Nunca perdi a amizade com os dois intelectuais e guias espirituais de uma Igreja marcadamente dedicada aos pobres. Em Patos me dediquei à pastoral numa comunidade periférica violenta e muito carente. Em Campina Grande, inclui a equipe da pastoral carcerária, prestando serviços culturais e educacionais aos apenados nos presídios da cidade.
Leia maisDom Francisco era o Bispo da diocese afogadense, Dom Gerardo da igreja particular de Patos (PB) e Dom Luís Gonzaga da prelazia de Campina Grande (PB) criaram uma escola pastoral de sacerdotes e leigos dedicados a um cristianismo encarnado. Enquanto Bispos Conciliares, participaram do Pacto das Catacumbas, evento litúrgico realizado em Roma, durante o Concílio Ecumênico, realizado em Roma entre 1962 a 1965, por João XXIII, o Papa Bom.
Optaram por assumir o cristianismo despojado e vida austera, baseada na mística da espiritualidade das primeiras comunidades pobres do cristianismo primitivo. Ser pobre com os pobres para Cristo em busca de estabelecer o Reino de Deus não era apenas um mantra devocional, mas projeto de vida sacerdotal e eclesial.
Surgia um cristianismo pernambucano comprometido em superar os dilemas sociais do povo nordestino, com ação pastoral e formação política de militância cristã, sob liderança Arquidiocesana de Dom Helder Pessoa Câmara. No Sertão do Pajeú, o Concílio Vaticano II foi introjetado no âmago da teologia pastoral, litúrgica e catequética. Era preciso ser igreja peregrina com os pobres. A ortodoxia seria aprimorada com a ortopraxia em contato permanente com o povo pobre. A Igreja Católica deveria aprender a ser cristã com a experiência mística de fé da religiosidade, preferencialmente, popular. Um catolicismo imanente comprometido com a transformação da sociedade tornava-se missão radical e evangelicamente bíblica e politicamente cívica.
O nacionalismo desenvolvimentista prefigurava um vigoroso escopo de projeto de nação internamente soberana e internacionalmente independente. Uma visão de país estrategicamente pensado, desde a década de 60, com a implantação nacional do Movimento de Educação de Base (MEB) no Brasil, revigorava os movimentos sociais e pastorais. A educação, através das Escolas Radiofônicas, eliminaria a chaga social do analfabetismo galopante, que afetava os pobres, impedidos de votar. A Rádio Pajeú se tornava um dos maiores sistemas de rádio educação com maior número de alunos.
A impertinente diocese contribuiria com a construção de uma nova cidadania política para os trabalhadores rurais, alfabetizados com mais consciência crítica, lendo não apenas o mundo da vida, mas assumindo a responsabilidade de promoverem uma revolução política, econômica e cultural.
Através do sindicalismo rural surgiria uma nova classe política, com novo protagonismo histórico, contra o coronelismo espúrio, marcada pela autonomia de assumir um novo projeto de sociedade. Os pobres e trabalhadores do campo e da cidade começavam a pensar a histórica a partir de mais consciência de classe, considerando as contradições do processo de formação social.
Aprendi na prática a ser igreja com grandes Sacerdotes diocesanos com a contribuição de Pe. Luizinho, Pe. Edilberto, Pe. Otaviano, Pe. Josenildo, Pe. Aldo Guedes, Pe. Cláudio, Pe. Jorge, Pe. Claudivan e, mais recentemente, com meus contemporâneos Pe. Erinaldo e Pe. Mairton, entre tantos outros. Cada um e a seu modo enriqueceram o cristianismo militante de leigos conscientes político e socialmente. A religião pode e deve ser um sinal de transformação e libertação histórica de qualquer cidadão. Mas nunca de opressão e alienação!
Na Diocese de Santa Maria Madalena, a teologia profética de ação religiosa reivindicatória sempre dilacerou padrões morais de dominação cultural nefastos instituídos. Qualquer tipo de opressão é denunciado publicamente de acordo com os ensinamentos doutrinário do magistério da igreja católica. Do púlpito da Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, ressoava a catequese episcopal revolucionária, forjada pela reflexão exegética e voz profética inconfundível de Dom Francisco, diluída pelas ondas da Rádio Pajeú de Educação Popular no sertão pernambucano.
Desde Dom Motta, inclusive parente próximo de minha família Motta, os Bispos subsequentes, como Dom Pepeu e Dom Egídio, preservaram a fé cristã e protegeram a tradição católica, sem cair em armadilhas de persistentes crises societárias. A religião católica afogadense forma cristãos e cidadãos conscientes de seu protagonismo político e social sem fugir de sua missão de guardiã dos fragilizados na circunscrição canônica do Pajeú.
A defesa intransigente da dignidade humana por mais igualdade, oportunidade, paz e justiça referenda a Doutrina Social da Igreja do ser cristão como cidadão. O testemunho vivo da fé verdadeiramente cristã está plasmado à identidade católica. Ser e fazer integram-se ao poder de servir como missão do discipulado genuinamente cristão. Conquistar mais direitos e defender à vida contra a miséria da fome e a desgraça da morte deve unir qualquer cidadão.
Foi assim que a democracia conseguiu consolidar valores básicos que salvaguardaram uma ética minimamente civilizatória: liberdade, igualdade e fraternidade associados à justiça social e à paz emancipadora. Entre o mundo secular e o cristão, a cultura ocidental consagrou, com a participação da Igreja Católica e o laicato cristão, direitos fundamentais e constitucionais contra a barbárie.
Tentativas de desconstruir conquistas inalienáveis pairam sobre a sociedade a partir de regimes populistas autoritários revestidos de pseudodemocráticos, perversamente gestados sob o domínio tecnoburocrático inescrupuloso das chamadas Big techs (Google, Meta, Amazon, Apple e Microsoft), que desafiam fronteiras nacionais, regulamentações estatais e ameaçam os fundamentos das democracias ditas liberais.
As redes sociais são utilizadas para influenciar o voto popular, driblar o sistema político eleitoral e subverter a opinião pública, desestabilizando pactos sociais constituídos. Impera o caos da desinformação e fake news no contexto da pós-verdade. Neste cenário disruptivo o penoso processo de conquistas sociais encontra-se fragilizado.
Entretanto, opção preferencial pelos mais pobres fundamentou a trajetória de evangelização apostólica da tradição católica afogadense. No centro do projeto missionário de caráter pastoral, a autoridade eclesial na diocese sempre se dedicou a caminhar com o povo, formar, organizar e mobilizar os leigos para criar novas condições sociais, tendo em vista superar os desafios da violência, do ódio, da intolerância e do autoritarismo; sobretudo, contra a opressão da dominação ideológica para eliminar a mentira e qualquer tipo de desinformação.
A diretriz teológica de formação cristã é procurar permanentemente transcender o assistencialismo pastoral por meio de estratégias de implantação de políticas públicas estruturantes no âmbito da representatividade institucional de governabilidade civil. Cabe aos leigos cristãos reforçarem a responsabilidade social como critério religioso para testemunhar a fé da vida pastoral no meio de sua própria dinâmica de atuação profissional. Inclusive a Igreja Católica formulou alternativa de regime político de caráter social-democrático, assegurando direitos e preservando a garantias de bem-estar social atribuídas ao Estado com o desenvolvimento econômico na sociedade de mercado.
Por isso, o verdadeiro cristão evangelizador seria portador de uma fé convicta porque necessariamente esclarecida, independente de escolarização, mas por meio de conscientização. Além de incorporada à experiência do mundo secular como missão profética sem medo de denunciar e superar os desafios da contemporaneidade. Apesar de equívocos e até erros, avanços significativos foram alcançados com a ajuda decisiva diocesana do cristianismo católico afogadense e devemos lutar contra retrocessos civilizatórios. O medo da crise do presente não pode nos levar às incertezas e cairmos na tentação de reproduzir erros assustadores do passado!
Fé e esperança são virtudes morais distintivas do cidadão cristificado. Depois de quatro anos de marcante experiência de formação religiosa católica em seminários, tendo cursado Licenciatura em Filosofia à época, em 2004, resolvia deixar por vontade própria o projeto de vida sacerdotal para nunca mais abandonar a Igreja de Cristo.
Atualmente, é preciso combater o cristofascismo, alimentado por denominações religiosas até mesmo cristãs, que fomentam “Guerras Santas”, ocasionando divisões ideológicas no seio do cristianismo. Templos religiosos não podem ser usados como partidos políticos clandestinos. Cristo não estará nunca a serviço da violência, do medo e do ódio, nem a Palavra de Deus servirá de anúncio de discórdias, baseadas em mentiras e narrativas de fatos sistematicamente distorcidos.
Enquanto leigo casado e pai, vejo na figura de Dom Limacêdo Antônio da Silva a necessária e inequívoca tradição de renovação de Aliança inquebrantável entre Cristo, a Igreja e os Pobres, consubstanciada através revelação dos Textos Sagrados em defesa de toda sociedade. Um novo profeta em seu tempo. Não se trata de escolha política de uma liderança do mundo civil com múnus apostólico, como muitos querem descaracterizar o episcopado combativo de Dom Limacêdo Antônio, na Diocese de Afogados da Ingazeira e seu qualificado Clero, mas por necessidade existencialmente cristã e teologicamente católica, investidos de autêntico cristianismo que brota da força vivificante e sempre atualizada dos Evangelhos de Cristo.
A Igreja Católica sempre figurou inescapavelmente como farol luminoso enquanto guia espiritual e depuradora da racionalidade sociocultural da humanidade, sem, contudo, jamais abandonar sua missão profética de autoridade religiosa comprometida ideológica e unicamente com a verdade, proveniente da integração entre fé e razão. Contra a ideia de força sempre a força das ideias.
*Professor universitário, Mestre em Ciências Sociais e Doutor em Educação pela UFCG.
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A governadora Raquel Lyra (PSD) prestou queixa sobre uso de seus dados pessoais e sua imagem para pedidos de Pix. Ontem (8), ela divulgou vídeo nas redes sociais para alertar o crime e se colocando como vítima dos adversários políticos. Ela cita que sempre trabalhou honestamente, tendo passado por concursos públicos da Polícia Federal e Procuradoria. As informações são do portal Dantas Barreto.
“É impressionante até onde algumas pessoas estão dispostas a ir durante uma eleição. Pegaram meus dados pessoais, produziram um vídeo truncado com a minha imagem e começaram a pedir Pix em meu nome. Uma ação coordenada do gabinete do ódio, para espalhar informação falsa e tentar enganar as pessoas”, postou Raquel Lyra.
A governadora, que tenta a reeleição, não citou nomes, mas espera que a investigação policial descubra quem são os responsáveis. “Mas não se preocupem. Eu jamais vou entrar no vale-tudo deles. Vou fazer uma campanha limpa, debatendo Pernambuco e apresentando o trabalho que estamos fazendo. E vou continuar fazendo o que sempre fiz: trabalhar com seriedade”, acrescenta.
Por Mariana Teles*
Há sete anos eu não saio procurando me encaixar na sua agenda de compromissos do final de semana. Painho nunca ficou um dia dos pais sem trabalhar, e isso diz muito do que ele me ensinou todos os dias. Eu saía me encaixando na sua programação para passar o final de semana inteiro com ele, não importava onde fosse. Ele só dizia: “que horas é a sua primeira aula na segunda feira?”. A preocupação com os estudos que me faz ouvir sua voz até hoje quando eu começo ou termino um livro, um curso, um processo.
Esses dias eu disse que uma das coisas que mais me faz administrar o luto inadministrável é a sensação de ter vivido 25 anos ao seu lado com muita intensidade, em todos os extremos. Eu disse todos os dias a painho o quanto o amava, não acordava nem dormia sem lhe pedir a benção e tive sempre verdadeira devoção pelo seu jeito tão peculiar mas tão apaixonado de ser pai.
Leia maisHoje eu resolvi não chorar. Rezei, comunguei, e agora estou aqui assistindo o que foi a nossa vida juntos, a nossa casa cheia, mergulhada em milhares de vídeos no YouTube e nas tantas poesias que já lhe escrevi.
O senhor continua sendo, continua no meu jeito de procurar o lado bom em todas as coisas, na minha indisciplina muitas vezes, mas é tudo que eu sei sobre coragem, perseverança e talento.
Eu não estava pronta para caminhar sem sua direção, me perdi tantas vezes sem seu grito para me trazer de volta para mim mesma, mas aprendi a lhe encontrar na beleza dos recomeços, na eternidade dos serenos, na melodia das violas, na graça singular do improviso e nessa teima que eu tenho de não desistir fácil do que eu acredito.
Tudo que construo tem o senhor, tem a essência que foi plantada em mim pelas suas lições. Hoje é celebração, porque Deus me permitiu ter um pai e saber a real dimensão disso na vida. Que bom que eu disse tanto que amava o senhor, que eu vivi tanto a sua vida e aprendi como seguir a minha.
Gratidão por tudo que continuamos sendo juntos, o senhor será sempre o soneto mais bonito da minha existência!
Bibi
*Advogada e poetisa
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Do UOL
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem explicou hoje, em uma rede social, o que fazia em uma piscina posando para foto ao lado de políticos e do advogado Willer Tomaz, investigado pela Polícia Federal.
A imagem foi encontrada pela Polícia Federal no celular do senador Weverton Rocha e obtida pela revista Piauí. O registro é de 23 de abril de 2023, durante um evento privado na propriedade de Willer Tomaz, em Planaltina (DF), com a presença de diversos parlamentares.
Leia maisHavia diversos políticos entre os presentes: deputado Arthur Lira (PP-AL), deputado Juscelino Filho (PSDB-MA), senador Weverton Rocha (PDT-MA), deputado Elmar Nascimento (União-BA), deputado Paulo Azi (União-BA) e senador Efraim Filho (PL-PB). Ramagem justificou que o encontro contou com familiares dos convidados e o show de um cantor de quem o anfitrião é advogado.
Ramagem afirmou que o anfitrião atende clientes de diferentes espectros políticos, de direita à esquerda. “O advogado é proprietário de escritório que representa diversos parlamentares, de direita, esquerda e centro, diversas empresas brasileiras e estrangeiras, além do próprio artista que se apresentou. Entre diversos segmentos políticos, estão na foto um senador candidato a governo pelo PL, dois outros candidatos ao Senado apoiados pelo Flávio [Bolsonaro] e dois candidatos à reeleição a deputado que farão palanque para a direita na Bahia, onde precisamos virar votos”, declarou.
O ex-parlamentar destacou que mantém sua postura crítica, inclusive contra aliados de ocasião na imagem. “Entre os candidatos ao Senado, está o então presidente da Câmara [Lira], a quem nunca deixei de criticar e ser voz pública ativa sempre que entendi haver condução com irregularidades ou contra a direita. Não deixarei de contestar tudo que considero ser errado, seja contra a esquerda, o centro, a própria direita ou qualquer pessoa”, afirmou.
Ele associou a repercussão da foto a uma suposta perseguição política, semelhante à que sofreria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Assim como ocorre com a maior figura política de direita do nosso país, podem revirar minha vida, tentar difamar, inventar, constranger, que não vai ter resultado. Não tenho nada de desvio, corrupção ou favorecimentos. Tiveram que inventar uma farsa de golpe para me perseguir e tentar me afastar da vida pública. Ainda assim, não interrompo a luta nem deixo de defender meus ideais”, disse Ramagem.
Fraudes no INSS
O advogado Willer Tomaz (na piscina com o punho cerrado) foi alvo de buscas na Operação Sem Desconto, que apura fraudes na previdência. A PF aponta um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo repasses de mais de R$ 11 milhões de empresas de Tomaz para a esposa do senador Weverton Rocha.
A PF também investiga a compra de uma casa de R$ 6 milhões usada pelo senador Weverton em Brasília. Embora a foto na piscina não conste na decisão do ministro André Mendonça, do STF, ela faz parte do material em análise pelos investigadores federais.
Defesas negam irregularidades
Willer Tomaz repudiou o vazamento da imagem privada e negou qualquer envolvimento em ilegalidades. O advogado declarou que os repasses financeiros para a esposa do senador correspondem a honorários advocatícios e que não é investigado na operação.
O senador Weverton Rocha pediu ao STF que apure o vazamento do celular, que chamou de criminoso. Ele alegou que as transações financeiras são lícitas e declaradas, e vê viés político-eleitoral na divulgação da foto.
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