Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Em apenas seis meses, período da campanha eleitoral deste ano, o Instagram deste blog atraiu mais dez mil seguidores, pulando de 120 mil para 130 mil novos seguidores. Em contas alcançadas, saiu de 12 milhões para 20 milhões, um crescimento que merece um champanhe francês para comemoração. Tudo isso é fruto de muito trabalho, credibilidade e qualidade. Agradeço de coração a essa legião de leitores. Isso é o que nos dá o combustível para o combate ao bom combate!
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A Secretaria de Educação, Esportes e Juventude do Brejo da Madre de Deus definiu o calendário de matrículas e rematrículas para toda a rede municipal de ensino para o ano letivo de 2027. Os prazos iniciam no próximo dia 20 de outubro, para as rematrículas, e, posteriormente, a partir do dia 7 de dezembro, para novas matrículas.
Para a efetivação do processo, os pais e responsáveis devem procurar a unidade escolar, apresentando histórico escolar, certidão de nascimento, CPF e RG do aluno, CPF e RG do responsável, foto 3×4 e comprovante de residência. Já para os alunos da zona rural, o processo deve ser realizado no prédio da Secretaria de Educação, em Brejo sede, localizado na Praça Pedro Guenes – Nossa Sra. do Bom Conselho.
Por Rinaldo Remígio*
Existem obras públicas que ultrapassam o tempo e permanecem vivas na memória e no cotidiano da população. O Parque da Jaqueira, no Recife, é um belo exemplo de visão administrativa, compromisso social e respeito à qualidade de vida.
Inaugurado em 10 de abril de 1985, durante a gestão do então prefeito Joaquim Francisco de Freitas Cavalcanti, o parque possui aproximadamente sete hectares e oferece espaços para caminhadas, corridas, atividades físicas, recreação infantil e convivência familiar. Um verdadeiro patrimônio dos recifenses!
Leia maisNa minha condição de atleta da categoria 60+, acompanhado da minha joia preciosa, minha querida Ilzaminha, da nossa filha Jamile e dos netos Arthur e Davi, tive o privilégio de realizar uma excelente caminhada nesse magnífico espaço público.
Foi um momento especial! Além de exercitar o corpo, desfrutamos da natureza, da convivência familiar e da alegria de estarmos juntos. Afinal, envelhecer com saúde é uma bênção, mas envelhecer cercado pelo amor da família é um presente de Deus!
Ao observar a placa comemorativa instalada no parque, chamou-me a atenção uma frase pronunciada por Joaquim Francisco durante sua inauguração, inspirada no poeta Fernando Pessoa:
“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.”
Que bela reflexão! Joaquim Francisco sonhou, realizou e deixou um legado que, mais de quarenta anos depois, continua beneficiando milhares de pessoas.
Entretanto, faço questão de parabenizar também todos os prefeitos e gestores que o sucederam, contribuindo para preservar e manter vivo esse importante patrimônio público.
Afinal, tão importante quanto construir é conservar! As boas obras devem ultrapassar mandatos, diferenças políticas e interesses partidários. O patrimônio público não pertence a governantes, mas ao povo!
Ao saudoso Joaquim Francisco, falecido em 2021, registro minha homenagem póstuma e meu reconhecimento pela visão de futuro. Aos seus sucessores, meus cumprimentos pela continuidade desse legado.
Que esse exemplo inspire outros gestores a investirem em espaços públicos que promovam saúde, lazer, convivência familiar e qualidade de vida.
Joaquim Francisco plantou a semente em 1985, seus sucessores ajudaram a cultivá-la e, hoje, a população continua colhendo seus frutos!
Naquela caminhada, ao lado da minha família, compreendi que a grandeza de uma obra pública não está apenas em sua estrutura, mas nos momentos de felicidade que proporciona às pessoas.
Parabéns, Joaquim Francisco! Parabéns aos seus sucessores! Parabéns ao povo recifense!
Porque construir é importante, preservar é indispensável e cuidar do patrimônio público é respeitar o cidadão!
Viva a vida! Viva a família! Viva o Parque da Jaqueira!
*Professor universitário aposentado
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Ex-presidente nacional do PT no turbulento período do mensalão, Ricardo Berzoini acredita que o partido precisará passar por um novo planejamento após as eleições, independente de qual for o resultado. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele analisou a disputa eleitoral, o envelhecimento do seu partido e os caminhos para o futuro e o próximo governo. “Temos que repensar o modelo de financiamento da previdência social e a questão da taxa de juros”, cravou.
Flávio abriu o segundo turno com quatro pontos a mais nas pesquisas, depois o presidente Lula encostou. Vai ser assim até o dia da eleição?
Pelo rumo das pesquisas e pelo que estou observando no cenário, em cada região, será uma vitória por 1%, no máximo 2%. Quem errar menos, leva. É o normal. Isso aconteceu com Dilma contra Aécio, em 2014. Quando tem segundo turno, quem chega na frente abre um pouco. Agora voltou a apertar.
Leia maisAcredita que será o fim do tabu de que nunca houve virada em segundo turno?
Temos uma história recente de eleições com dois turnos, desde a redemocratização. É verdade que nunca houve uma virada, mas o que temos hoje de diferente é que a capacidade de mobilização do presidente Lula é muito grande. Podemos conseguir de fato a vitória.
O que tem chamado a atenção neste segundo turno é que algumas movimentações, como a que ocorreu em Brasília, não são organizadas pelo partido ou pela campanha, e tem dado muito mais gente…
São mobilizações da sociedade, o que é muito melhor. Você está tendo uma efervescência de pessoas que estavam confiantes que Lula ganharia no primeiro turno e agora estão vendo que a disputa é mais apertada. Creio que há muitos motivos para as pessoas ficarem preocupadas, porque o adversário já demonstrou, como senador e como filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que não tem compromisso com o país nem com as boas políticas públicas.
Então o presidente e sua campanha subestimaram Flávio Bolsonaro?
Pode ser. É natural que o presidente Lula, com toda sua experiencia e trajetória, olhe para um candidato como ele, com a história do governo do pai, e tenha percebido alguma fragilidade. Mas a dinâmica da política é muito mais complexa. Por exemplo, há uma insatisfação pessoal em segmentos com a questão da renda. Então, a pessoa está empregada, estamos com um desemprego baixíssimo hoje no Brasil, temos uma situação de renda crescente. No entanto, isso não coloca uma situação tranquila para nós, porque a vida é dura. Uma pessoa que ganha um, dois ou três salários mínimos tem que correr muito para fechar o orçamento no final do mês. Isso provoca uma certa inquietude social.
O senhor falou que acredita na reeleição do presidente Lula. Como ele governaria com o Congresso que foi eleito, de maioria ampla da direita, especialmente do PL?
Creio que temos um cenário desafiador. Se o presidente ganhar, como de fato acredito, teremos um processo de negociação com setores do centrão, que novamente vão estar dando governabilidade, e temos que discutir a agenda do país. E fazer algo que não houve, que é convocar a sociedade para discutir temas cruciais, como a previdência social. Temos que repensar o modelo de financiamento. Também tem a questão da taxa de juros, que precisamos reduzir. Não é possível continuar no patamar que está. E isso requer uma engenharia no chamado tripé macroeconômico. Sobre o Congresso, a esquerda continua com o mesmo tamanho. Quem cresceu foi PL, que tomou espaço do centrão. Precisa ter sabedoria e lembrar que o Brasil é mais importante do que qualquer formação partidária.
Também haverá uma maioria de governadores de centro-direita. Será mais negociação?
É preciso ter essa capacidade de entender o papel dos governadores. Nenhum governador pode torcer contra a economia nacional, porque ele depende da arrecadação e do bom desempenho da economia. Então é preciso conversar, ter um mínimo de entendimento sobre alguns temas e não deixar a disputa política contaminar a relação federativa. Se não houver diálogo, fica difícil.
Flávio reviu a decisão sobre ir ao debate no domingo. É um sinal de que qualquer erro pode ser fatal, como ocorreu no primeiro turno?
Sem dúvida. Uma eleição como essa depende de as pessoas terem a noção que o público está percebendo o vai e vem. Flávio era contra a jornada de trabalho 5×2, e agora decidiu votar a favor. Com isso, ele tenta não perder voto da classe trabalhadora, mas pode perder de seus apoiadores, empresários mais conservadores. Esse tipo de vai e vem demonstra um candidato frágil do ponto de vista de suas convicções e incapaz de sustentar em situações difíceis. O presidente Lula tem essa capacidade.
A decisão sobre o fim das bets prejudicou Lula no primeiro turno?
Não creio. Acho que o governo até demorou para atuar. Agiu certo, mas demorou. Já defendo isso há algum tempo, é preciso proibir. Porque uma parcela significativa da população se deixa levar pela propaganda, pelo entusiasmo de ganhar dinheiro fácil. Isso vale para o mercado financeiro também, embora menos gente atue nessa área. Quanto às bets, há um problema concreto, que foi enfrentado tardiamente. Acho que teve algum desgaste, tem a questão dos clubes de futebol, das pessoas que vivem disso, das agências de publicidade que estavam ganhando muito dinheiro. Mas vamos pensar, foi a mesma questão do cigarro. Quando houve proibição da propaganda de cigarro, muita gente chiou, mas houve um ganho do ponto de vista da saúde, foi bom para o país.
O senhor recentemente criticou o envelhecimento da bancada do PT, que é das mais velhas na Câmara. Por que se deu isso?
Essa é uma realidade inconteste. Quando começamos o governo, o PT era um dos partidos mais jovens do Congresso Nacional, inclusive do Senado, e houve um envelhecimento. Primeiro porque muitos que ali se elegeram pela primeira vez foram ficando. Eu mesmo me elegi deputado federal quatro vezes, outros até mais. O movimento sindical deixou de revelar novas lideranças, isso criou um espaço vazio. Felizmente, nessa eleição vários jovens se elegeram pelo PT, pelo PcdoB, pelo PSOL, e isso vai criar uma nova força.
Que recado as urnas deixaram no último dia 4?
Foi no sentido de lembrar que um partido político com projeto nacional, que tem uma liderança como o presidente Lula, precisa pensar em como se organizar de maneira mais planejada. Observe que a China só chegou onde está porque há 40 anos planejou uma rota e a cumpriu. Então precisamos ampliar a presença do PT no Centro-Oeste, ao mesmo tempo recuperar a força que já tivemos em estados como Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Qual será o futuro do campo progressista após o governo Lula?
É óbvio que uma liderança como Lula não surge todo dia, assim como um Pelé também não. Lula está disputando a sua sétima eleição presidencial, já ganhou três e pode ganhar pela quarta vez. O PT e as forças progressistas têm que entender que liderança tem que ser substituída por organização. Ninguém pode se colocar como potencial substituto ou como liderança popular. Tem que se preparar uma nova etapa. Acredito muito no planejamento, se tiver algo concreto e fizer um movimento em direção às regiões onde PT hoje é menos votado, os resultados aparecem. Claro que é um desafio, espero que o PT esteja à altura para cumprir.
Como enxerga um eventual governo Flávio?
Creio que seria muito ruim. Conhecendo o mandato do pai dele, a cultura negacionista e autoritária, e todo o processo de desorganização do estado e de corrupção, creio que será muito ruim para o Brasil caso aconteça. E a oposição deve se organizar para evitar o pior. A relação dele com Donald Trump é o que mais preocupa. Quando se tem um presidente como Lula, que coloca limites e se coloca de igual para igual, você tem mais potencial para negociar, para estabelecer uma dinâmica comercial que favoreça o Brasil. Com Jair Bolsonaro já foi muito ruim, e com o filho não há expectativa de ser melhor.
O brasileiro passou a ignorar escândalos de corrupção?
Há um cansaço, talvez por tantas denúncias e processos onde houve desgaste político em todos os campos. Uma parte pode se sensibilizar, e outra achar que é fumaça, sem consequência. No caso do Banco Master, estivemos com risco do processo avançar e não ser descoberto. Creio que muita gente não preste muita atenção nesse tipo de notícia, primeiro porque uma parte é difícil de compreender, depois porque há uma fadiga de material.
O que mudou do mensalão para o Banco Master?
Tive a missão e a honra de presidir o PT no auge da crise do mensalão. Já tinha estourado a crise, então saí do ministério para voltar à Câmara dos Deputados e ajudar a conter aquela crise. Acabei me elegendo e cumprindo dois mandatos no PT. Não há como proteger quem cometeu erros graves. Não há como se esconder dos fatos, mas não há como permitir o linchamento político e de suas lideranças. O PT enfrentou com a máxima dignidade esses processos e nós superamos aquele momento. Depois teve uma onda totalmente fabricada, no caso da Operação Lava Jato, em que o PT enfrentou todo o desgaste, sofreu a prisão injusta do presidente Lula. Óbvio que, na cabeça do eleitor comum, muitas vezes isso ainda não foi superado. Temos que trabalhar. A corrupção no estado é uma doença crônica, é preciso ter a paciência de combater cronicamente. A pior coisa é quando a população perde a confiança na política. Veja, essa é a 10ª eleição presidencial do país desde a redemocratização. Não podemos colocar em risco essa situação.
E a questão do Supremo Tribunal Federal (STF), que entrou forte nesta eleição?
Veja, são dois Alexandres (de Moraes). O que foi fiador da democracia e o que se tornou alvo de denúncias. O que mais lamento é que quando o denunciado tem convicção de que não tem nada a esconder, tem que dar uma coletiva rapidamente e falar de maneira clara. Nesse momento, a imprensa é a mediação com a sociedade, então mesmo sabendo que poderá ser alvo de perguntas indelicadas, tem que dizer o que aconteceu. Quando você se esconde, perde a capacidade de reagir. E esse contrato com a esposa do ministro coloca tudo em exposição. Se houvesse só o contrato e não houvessem mensagens, poderia passar, mas tendo tudo isso criou-se outro ambiente. E essa contaminação da eleição não é boa pra ninguém. As mensagens com os ministros Kássio Nunes e André Mendonça também colocam o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em questão. Eu acredito que é tudo ruim para a democracia, mas estamos com essa realidade, não tem como fugir.
O que o PT não pode fazer e o que não pode deixar de fazer?
O PT não pode deixar de planejar o futuro. Tem que fazer um movimento de planejamento extremamente atencioso, tratar da questão digital, que hoje é tão fundamental para a política. Tem que pensar em um modelo que não seja de superficialidade e que seja capaz de atingir muita gente. O governo deve pensar nova forma de lidar com a questão do sistema financeiro. O Brasil precisa ter taxas de juros amigáveis para a nossa economia, para o consumidor e para quem quer produzir. Para isso, é preciso repensar esse modelo de metas de inflação, que cumpriu um papel na transição do começo do Plano Real para a segunda fase. Nesse momento, esse modelo tem uma meta de inflação irreal, isso não adianta para qualquer atividade. Tem que colocar metas ambiciosas, porém realizáveis. Essa meta de inflação está provocando que o Banco Central pratique taxas de juros básicas de mais de 13%. O que obviamente, no balcão do banco, significa 25%, 30%, 50% ou até 100%. Precisamos repensar isso, inclusive do ponto de vista de finanças públicas. Se fala muito de resultado primário, mas o que é fundamental para a solvência do país é o resultado nominal, incluindo o custo da taxa de juros. É preciso ter a coragem de discutir. Quando se coloca um tema como esses, o mercado sabe ter o seu chilique inicial, mas também sabe entender que Brasil é um país com economia sólida, muito potente e com um potencial maior do que o realizado. Podemos ter uma visão um pouco mais inteligente sobre metas de inflação.
O discurso do partido envelheceu, ou o PT que não sabe se comunicar com o novo eleitorado brasileiro?
Creio que seja uma mistura dos dois. Quando Lula foi candidato pela primeira vez em 1989, ele era a grande novidade, um sindicalista que estava construindo um partido e se colocando como alternativa. Hoje, para quem nasceu em 2000, Lula já é um político consolidado das antigas e o PT não é mais novidade. O PT tem 46 anos de vida política bem sucedida. Você tem que trabalhar com a lógica de apresentar esperança, projetos novos que sejam viáveis e que dialoguem para o futuro da nação, inclusive na educação. Por isso o PT precisa falar para a nação. Precisamos garantir formação, qualificação, educação para que milhões de jovens se proponham a discutir inteligência artificial, telecomunicações, processamento de dados e a nova mobilidade elétrica que está mudando o mundo.
O presidente Lula mudou o núcleo de campanha, escalando as figuras mais experientes. Melhorou no segundo turno?
O que motivou a minha conversa com alguns jornalistas antes do primeiro turno foi justamente perceber que, embora houvesse pessoas com qualidade, havia uma campanha pouco dinâmica e pouco capaz de fazer movimentos eleitorais que produzissem respostas da população. Creio que Lula percebeu isso nessa virada do primeiro para o segundo turno. Ele não tirou ninguém, mas agregou Camilo Santana, Rui Costa, Rafael Fonteles e Elmano de Freitas, pessoas que foram vitoriosas no primeiro turno e que podem aportar uma contribuição tanto de articulação política, que é fundamental, como do ponto de vista da dinâmica de campanha.
Mas o presidente do partido, Edinho Silva, foi praticamente retirado do comando…
Creio que presidir o PT é um desafio. Evidentemente que quem está lá tem que se virar. Edinho é um grande companheiro, foi prefeito quatro vezes em São Paulo, tem capacidade política e administrativa. Creio que esse movimento visou justamente agregar. Houve problemas, claro. Uma das parcelas fundamentais de campanha é visibilidade, e faltou material de campanha do presidente Lula. Creio que agora está com muito mais material. E teve uma reação social. Tivemos algo que nem foi comandado pelo partido ou pela coordenação de campanha, que foi a reação de uma parcela da juventude, dos movimentos sociais, o que mostra que tinha gente achando que ia ser fácil. O PT ganhou cinco eleições, só não ganhou em 2018 porque Lula estava preso. A disputa é dura, a extrema direita hoje está articulada com a Casa Branca e há claramente um movimento das big techs, que não estão distribuindo as postagens de maneira equânime nos algoritmos. Há um questionamento do PT sobre isso na Justiça Eleitoral. Não é possível que elas se prestem a esse tipo de interferência, que já tinha ocorrido no episódio do Brexit, na eleição da Itália e em outras eleições na Europa. Por isso a regulamentação da atividade política nas redes precisa ser feita de maneira a propiciar a democracia. Não é para censurar nada, mas assegurar que haja neutralidade.
Também se criticou a participação da primeira dama Rosângela da Silva, a Janja. Pediram mais a presença do vice Geraldo Alckmin (PSB) do que a dela…
Sempre valorizei a vinda do Alckmin em 2022, porque significou uma demonstração do presidente que queria fazer um governo amplo. E foi de fato. A Janja não prejudica em nada. Não gostar dela é um direito das pessoas, mas se tivesse ocorrido a vitória do Lula no primeiro turno, ninguém iria falar sobre isso. Como houve segundo turno, muita gente passou a falar. Mas não prejudica.
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Poder360
Pesquisa PoderData/Aya, divulgada hoje, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados, com 50% dos votos válidos cada um.
A pesquisa foi realizada de 13 a 15 de outubro, com 3.000 entrevistas e margem de erro de 1,8 ponto percentual. Parte das entrevistas já captou o impacto do fim da escala de trabalho 6×1, medida aprovada em definitivo pelo Congresso na quarta-feira. O levantamento mostra uma mudança no cenário desde o 1º turno.
Leia maisEm duas semanas, a taxa de intenções de voto em Lula avançou, enquanto a de Flávio recuou. A distância entre os 2 era de 6 pontos percentuais no estudo divulgado em 8 de outubro. Há 3 dias, caiu para 2 pontos percentuais. Agora, é zero.
No 1º turno das eleições, Flávio teve 47,03% dos votos e Lula, 45,16%. A vantagem do senador sobre o petista havia sido de 1,87 ponto percentual nas urnas.
Os dados foram coletados por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 3.000 entrevistas em 644 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-04258/2026.
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Faleceu, hoje, aos 19 anos, Jeová Almeida Lima Neto, filho do prefeito de São Caetano, Josafá Almeida (PRD). Segundo as informações divulgadas, o jovem foi vítima de um acidente automobilístico na BR-232. A notícia causou tristeza e comoção entre familiares, amigos e moradores do município do Agreste pernambucano.
Jeová era neto do ex-prefeito de São Caetano, Jeová Almeida Lima, falecido em dezembro de 2020, em decorrência de complicações da Covid-19. A família tem uma trajetória de atuação na política local e regional. As informações são do blog do Mario Flavio.
O velório está acontecendo na residência de Josafá e o sepultamento deve acontecer na tarde desta sexta-feira (16), na Vila de Tapiraim, em São Caetano.
Embora com empate técnico, ventos sopram para Flávio
Pesquisa Datafolha divulgada, ontem, mostra um cenário de empate entre o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 47% das intenções de voto no segundo turno, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 45%. Este é o primeiro levantamento do instituto a vir a público após o Senado aprovar, na noite de quarta-feira, o fim da escala 6×1. Como os pesquisadores também foram a campo ontem, é possível que os resultados tragam ao menos parcialmente eventuais efeitos do avanço da pauta, que o Governo está comemorando como uma tábua de salvação da virada.
Na rodada anterior, divulgada na semana passada, Flávio tinha 49% das intenções de voto e Lula, 45%. Em votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, o bolsonarista alcançava 52% e o petista aparecia com 48%. Assim como a Quaest, a Datafolha mostra uma estabilidade na distância entre Flávio Bolsonaro e Lula no Sudeste.
Leia maisMesmo com as grandes manifestações realizadas em São Paulo, Rio e Belo Horizonte em apoio ao presidente, o senador do PL continua liderando por 10 pontos de vantagem na região que concentra a maioria do eleitorado. As grandes cidades, mananciais de grande eleitorado, são territórios sensíveis às medidas anunciadas ou aprovadas nesses 11 dias de segundo turno.
São propostas voltadas para os MEIs, a aprovação do fim da escala 6×1, o anunciado passe livre nos fins de semana e a PEC da Segurança Pública. Lula mira, portanto, em conseguir quebrar o favoritismo de Flávio nesse eleitorado das regiões Sudeste e Sul, de renda média.
Outro banho de água fria para a campanha de Lula é que, a despeito da oscilação para baixo do adversário, que acontece dentro da margem de erro, o percentual do petista permanece estacionado, mesmo com toda a mobilização de rua e digital e a caneta com tinta renovada e sendo usada no limite. Em votos totais, apareceu com os mesmos 45% da semana passada.
Nestes primeiros onze dias de segundo turno, o PT mudou radicalmente a campanha, ocupou as redes e as ruas, ganhou nova energia e vitalidade. O governo tomou uma série de medidas, e o Congresso aprovou uma medida sonhada há muito tempo pelos trabalhadores e que tem apoio majoritário da população. Mas, no Datafolha, nada disso moveu o ponteiro do presidente Lula. Isso é um sinal de preocupação para a equipe da campanha do presidente.
De acordo com o Datafolha, a oscilação negativa de 2 pontos percentuais de Flávio Bolsonaro foi transferida para os votos brancos e nulos, que foram de 5% para 6%, e nos indecisos, que variaram de 1% para 2%. Lula permaneceu no patamar de antes. A rejeição ao presidente se manteve nos 46%, enquanto a de Bolsonaro variou de 43% para 44%.
FATURA CARA – Do jornal O Globo, em editorial: “Tem sido inesgotável a sucessão de programas demagógicos anunciados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde o início do ano eleitoral. Além do questionamento jurídico que eles suscitam — a lei eleitoral proíbe ‘distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios’ no ano da eleição —, Lula não se mostra nem um pouco preocupado com o efeito pernicioso das benesses sobre a economia. Não existe ‘bondade’ grátis. As medidas terão impacto inexorável nas contas públicas, na forma de gasto ou de empréstimos a taxas camaradas de retorno incerto. O próximo presidente, seja quem for, terá de pagar uma fatura que não para de crescer”.

E haja bondades! – A dez dias do pleito, Lula desembrulhou outro pacote de medidas, para beneficiar microempreendedores individuais (MEIs). O projeto prevê perdão de dívidas tributárias e compra de outras dívidas, além da transferência anual de R$ 5 mil com base em critérios desconhecidos. Trata-se de populismo em estado puro, sem nenhum estudo ou amparo técnico. É verdade que, ao contrário de outras medidas de efeito imediato, o projeto ainda precisa passar pelo Congresso. Mas isso só significa que, se não prosperar, terá sido apenas conversa para ganhar voto.
E não ficou só nisso – Lula também anunciou uma nova versão do programa Pé-de-Meia concedendo R$ 9,5 mil por ano a universitários, ao custo estimado de R$ 4,6 bilhões. Diferentemente do atual Pé-de-Meia, que visa a estancar a evasão no ensino médio, a única explicação plausível é conquistar votos. Tais anúncios — que podem não ser os últimos — se unem a um amplo rol de programas eleitoreiros. Já estão em vigor a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil, subvenções a combustíveis, programas de crédito agrícola e industrial, subsídios à luz e ao gás, ampliação do Minha Casa, Minha Vida para a classe média, isenção na taxa das blusinhas, reajuste de 15% do Bolsa Família, financiamento para renovar a frota de motoristas de aplicativo, taxistas e entregadores e as múltiplas versões do Desenrola para socorrer endividados.
Proposta polêmica – Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entraram em um embate, ontem, no Senado, sobre a possibilidade de incluir a redução da maioridade penal na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Após a oposição propor incluir o tema no texto, o líder do PT no Senado e um dos coordenadores da campanha de Lula, Camilo Santana (CE), apresentou uma emenda que prevê a medida, mas que valeria apenas para maiores de 16 anos e em caso de crimes hediondos. Em Salvador, o vice-presidente Geraldo Alckmin também disse nesta quinta-feira ser a favor da redução da maioridade para crimes graves.

Raquel bem à vontade entre os bolsonaristas – A governadora reeleita Raquel Lyra (PSD) entrou numa saia justa, ontem, sendo destaque nas redes sociais do candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro. O filho de Bolsonaro exibiu uma imagem de Raquel ao lado de Gilson Machado pai e Gilson Machado filho, eleitos deputado federal e estadual, respectivamente, pelo PL, a legenda bolsonarista que apoiou a governadora e que ela teve vergonha ou cautela de assumir. Na publicação, Flávio parabenizou os dois deputados eleitos e a governadora. “Parabéns aos deputados @gilsonmachado22 e @gilsonfilhope e à governadora de Pernambuco @raquellyraoficial”, escreveu o senador.
CURTAS
PAINEL – Na pesquisa Quaest, o senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera no Sudeste, no Sul e no agregado Centro-Oeste/Norte, entre os homens, os eleitores brancos, os evangélicos, os mais escolarizados e os mais ricos, enquanto Lula leva vantagem no Nordeste, entre as mulheres, os pretos, os mais pobres, os católicos e eleitores com ensino fundamental. Os dados ainda apontam empate dos dois candidatos à Presidência no eleitorado mais jovem (16 a 34 anos) e pardo.
REPERCUSSÃO 1 – O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), comentou a aprovação da redução da jornada de trabalho, na última quarta-feira, pelo Senado. “O Senado aprovou o fim da escala 6×1, que vai reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas sem alteração no salário. É mais tempo de lazer, com as famílias, para os trabalhadores brasileiros”, afirmou.
REPERCUSSÃO 2 – A governadora também comemorou. “Sempre fui a favor do fim da escala 6×1 porque acredito que dignidade também é ter tempo para aproveitar a vida além do trabalho. A aprovação dessa pauta representa um passo importante na luta por mais qualidade de vida e respeito aos trabalhadores e trabalhadoras. Seguimos avançando”.
Perguntar não ofende: Se Flávio mantém dez pontos de vantagem no Sudeste, como Lula vai reverter?
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Uma empresa do ramo de apostas online de propriedade do advogado Willer Tomaz pagou voos entre Portugal e França em 2025 para o candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, de acordo com uma investigação da Polícia Federal.
Willer é investigado sob a acusação de fazer repasses financeiros de dinheiro obtido em fraudes contra a Previdência no escândalo do INSS. Junto com Jorge Barbosa Dias, Willer é dono da Rede Loto, a primeira bet a conseguir uma licença de operação no país ainda em maio de 2023, emitida pelo governo fluminense. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisSegundo a investigação, ao menos três trechos de viagem em jato executivo foram contratados para Flávio e Willer por meio da Cathedral, uma empresa registrada na Ilha da Madeira. Única acionista da Rede Loto, a Cathedral tem como sócios Willer e Dias.
Os documentos mostram uma viagem de Willer e Flávio de Lisboa a Nice, na França, em 11 de abril de 2025, contratação feita com a empresa de táxi aéreo NetJets. Em 23 de maio, acompanhados de mais familiares, eles viajaram de Cascais, a 30 quilômetros da capital portuguesa, novamente para Nice, antes de embarcar em novo voo para Paris.
Em nota, o advogado da bet diz que os pagamentos das viagens foram feitos por Willer, não pela empresa. “Os deslocamentos foram passeios de lazer entre amigos e suas famílias, custeados por Willer e sem contrapartida de qualquer natureza.”
No comunicado, o advogado diz que repudia a tentativa de associar o nome de Willer a práticas ilícitas. “A única sócia da Rede Loto é a Cathedral, e não tem participação de ninguém investigado por jogo ilegal.”
Questionado pela Folha sobre as viagens custeadas pela Cathedral, o senador Flávio Bolsonaro diz que sua relação com Willer é exclusivamente de amizade. “Associar essa afinidade pessoal a suposições de irregularidades é mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos”, afirma.
O relatório da PF mostra canhotos de passagens, encontrados no computador de Willer, comprados pela Cathedral Holdings S.A., uma sociedade anônima aberta em Portugal em 16 de janeiro apenas com sócios brasileiros. São acionistas da empresa offshore Willer, sua esposa (Flávia Oliveira Corrêa), sua irmã e Dias, processado por jogo ilegal e lavagem de dinheiro em 2022 e absolvido em 2023, depois de já ter recebido a primeira licença de aposta esportiva do governo fluminense. Também está no negócio outro parente de Dias, Igor Mateus Barbosa Moura.
Em 17 de fevereiro de 2023, um procurador da Cathedral registrou na Junta Comercial de São Paulo a sua única empresa brasileira, a Rede Loto. Em 27 de abril do mesmo ano, no dia em que a Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro) divulgou a publicação de edital de licenciamento de bets em um jornal de grande circulação pela primeira vez, a Rede Loto entregou uma pasta com 132 páginas de documentos, às 9h09.
Como a Loterj não exigia a informação dos beneficiários finais nos moldes da legislação federal, a documentação não informava os acionistas da Cathedral, Willer e Dias.
A Loterj autorizou a operação da Rede Loto, com o nome BestBet, em 25 de maio de 2023, em publicação no diário oficial de 30 de maio daquele ano, em despacho assinado por Hazenclever Cançado, então presidente da autarquia fluminense nomeado pelo ex-governador Cláudio Castro. A indicação de Cançado foi feita por Flávio, segundo pessoas a par dos ritos da Loterj. O contrato fez da Rede Loto a primeira empresa de apostas autorizada a atuar no Brasil.
Procurado por WhatsApp e ligação desde as 15h12 desta quarta (14), Cançado não comentou. A velocidade do procedimento também motivou um pedido de impugnação enviado pela empresa Modelo Informática, que nunca foi avaliado.
A Loterj diz que a Rede Loto apresentou todos os documentos exigidos pelo edital. “Do ponto de vista da regulamentação, é o que é exigido legalmente. E nenhum dos integrantes apresentou qualquer impedimento.”
Por meio de sua assessoria, Willer, que é advogado de Dias, afirma que seu cliente foi absolvido e o processo já transitou em julgado.
Como mostrou a Folha, Willer também é o beneficiário final de uma empresa contratada pela Loterj, que faturou R$ 188 milhões entre junho de 2023 e agosto de 2026, de acordo com dados da autarquia fluminense.
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O Brasil deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027, ultrapassando a Itália e a Rússia, segundo as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) em sua base de dados atualizada.
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve alcançar US$ 2,796 trilhões no ano, ante US$ 2,772 trilhões da economia italiana e US$ 2,675 trilhões da russa. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisEm 2026, o Brasil ainda deve ocupar a décima posição, com PIB projetado em US$ 2,655 trilhões. A Rússia aparece à frente, com US$ 2,861 trilhões, seguida pela Itália, com US$ 2,702 trilhões.
A mudança prevista para 2027 ocorre porque o PIB brasileiro projetado supera o das duas economias europeias. O Brasil deve permanecer na oitava posição nos anos seguintes, segundo as estimativas apresentadas na base de dados, e alcançar US$ 3,398 trilhões em 2031.
Além da mudança no ranking mundial, as projeções indicam que a economia brasileira deve ultrapassar a marca de US$ 3 trilhões em PIB nominal pela primeira vez em 2029, quando o indicador deve chegar a US$ 3,056 trilhões.
Apesar do avanço previsto no ranking e dos valores nominais, o FMI projeta uma desaceleração do crescimento real da economia brasileira. A taxa deve passar de 2,3% em 2025 para 2,2% em 2026 e 1,9% em 2027.
A inflação brasileira, por sua vez, deve recuar gradualmente, de 5% em 2025 para 4,4% em 2026 e 4,1% em 2027. Já a taxa de desemprego projetada deve subir de 6% para 6,2% e 6,8% no mesmo período.
As projeções também apontam uma redução do déficit em transações correntes, indicador que mede o saldo das operações de bens, serviços, rendas e transferências entre o país e o exterior. O resultado negativo deve passar de 2,9% do PIB em 2025 para 2,4% em 2026 e 2% em 2027.
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Por Simone Kafruni Houldine Nascimento – Poder 360
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), afirmou nesta quinta-feira (15) que a reforma da Previdência aprovada em 2019 foi “até criminosa” por reduzir a renda de pensionistas e impor condições mais duras para a aposentadoria.
Em entrevista ao Poder360, ele disse que reformas na Previdência são sempre para “ferrar o trabalhador” e rejeitou a ideia de que sejam inevitáveis diante das projeções de déficit do sistema.
Leia maisPROJEÇÕES DE DÉFICIT
Questionado sobre dados do Balanço Geral da União de 2025, segundo os quais o déficit previdenciário poderia superar R$ 1 trilhão em 2041 e R$ 30 trilhões em 2100, Wolney contestou a premissa de que esses números tornariam necessária outra reforma.
Ele citou o artigo 195 da Constituição, que estabelece o financiamento da seguridade social por toda a sociedade, incluindo recursos dos orçamentos públicos e contribuições de empregadores e trabalhadores.
“A Constituição não fala que é para haver superavit”, afirmou. Para o ministro, as projeções de longo prazo não devem ser analisadas sem considerar o princípio da solidariedade, segundo o qual a aposentadoria é financiada coletivamente, e não só pelas contribuições acumuladas individualmente por cada trabalhador.
ALTERNATIVA
Em vez de elevar a idade mínima ou o tempo de contribuição, Queiroz defendeu ampliar a contribuição de MEIs (microempreendedores individuais) e trabalhadores informais ao sistema previdenciário. A proposta é estimular a contribuição autônoma por meio de educação financeira e previdenciária.
O ministro também apontou as desonerações da folha de pagamento concedidas a empresas como uma fonte de perda de arrecadação. Segundo ele, o debate sobre o financiamento da Previdência deveria incluir a redução dessas renúncias fiscais.
Queiroz afirmou que a Previdência não se limita ao pagamento de aposentadorias. O sistema também funciona como seguro para trabalhadores que sofrem acidentes e precisam de renda durante a recuperação. O ministro não apresentou, na entrevista, uma estimativa de quanto a incorporação desses trabalhadores ou a redução das desonerações poderia acrescentar às receitas previdenciárias.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta quinta-feira, em entrevista à Globo, que é favorável à redução da maioridade penal no caso de crimes hediondos. O petista inaugurou as sabatinas da emissora no segundo turno. Flávio Bolsonaro (PL) será entrevistado nesta sexta.
— Em todo e qualquer crime hediondo eu sou a favor de reduzir a maioridade penal — disse Lula. As informações são do jornal O GLOBO.
A resposta se deu na esteira do episódio em que o líder do PT no Senado, Camilo Santana, apresentou durante a discussão da PEC da Segurança, bandeira do governo, a ideia de reduzir a maioridade para 16 anos.
Leia mais— O problema é que a PEC não estava discutindo isso. O PL queria reduzir para 14, o Camilo apresentou para reduzir para 16. Eu acho que a sociedade brasileira inteira é a favor da redução da maioridade para qualquer crime hediondo.
Ainda na pauta de segurança, o petista alegou que as facções brasileiras são “terroristas” para as comunidades em que atuam, e não terroristas “de Estado”. Ao analisar a classificação do CV e do PCC dessa forma pelos Estados Unidos, o candidato à reeleição disse que o país de Donald Trump fez uma interpretação equivocada sobre esses grupos:
— É um ponto que os Estados Unidos não entendem. Quando eles falam em terrorismo, eles falam como se fossem aqueles que atentaram contra as duas torres americanas. Não é o caso do Brasil, onde essas facções só querem dinheiro.
Questionado sobre a demora para fazer críticas mais duras ao Supremo Tribunal Federal (STF) depois das revelações do caso Master, Lula aproveitou para defender uma reforma do Judiciário e se contrapor à forma como o bolsonarismo encara a situação.
— Obviamente que a extrema direita joga a Suprema Corte nas minhas costas porque eles querem caçar o (Alexandre de) Moraes. Não por conta do Banco Master, e sim porque ele prendeu o pai do Flávio Bolsonaro. Essa é a questão que está em jogo — apontou, antes de citar exemplos de relação entre ministros e Daniel Vorcaro para defender um novo “limite ético” aos magistrados.
Ainda a fim de dar uma resposta à insatisfação generalizada com o caso Master, Lula afirmou que a explicação feita a ele pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, sobre por que esteve numa degustação de uísque paga por Vorcaro em Londres “não convenceu” . O presidente evitou confirmar se manteria Rodrigues no cargo no eventual novo governo.
Pesquisa Datafolha divulgada mais cedo mostra Flávio com 47% das intenções de votos totais, contra 45% de Lula. Em relação ao levantamento da semana passada, o filho de Jair Bolsonaro oscilou dois pontos para baixo, enquanto o petista se manteve no mesmo patamar.
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UOL
O presidente Lula (PT) afirmou que não sabia que o Bolsa Família não seria reajustado antes das eleições.
Em sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo, Lula disse que é “inexplicável” não reajustar o Bolsa Família em seu mandato. “Não quero que você ouça a reunião que tive com meus ministros quando soube que o Bolsa Família não tinha sido reajustado. Eu não sabia. É inexplicável que no governo do Lula alguém pense em não reajustar a inflação no salário das pessoas, mas aconteceu. Tomei a decisão: vamos dar tudo que a gente não deu”.
Sem citar números, Lula contou que havia espaço fiscal para o aumento. “Fiquei sabendo que não tinha sido aumentado o Bolsa Família. Fui perguntar: ‘Por que não aumentaram o Bolsa Família? Se tem espaço fiscal para aumentar, por que não aumentaram?’.”
Leia maisAntes do primeiro turno, Lula anunciou reajuste de 15% no Bolsa Família, o primeiro do atual governo. O piso do programa passou de R$ 600 para R$ 691. Segundo o ministério do Planejamento, o benefício médio subiu de R$ 675 para R$ 777. O reajuste acompanha a correção pela inflação desde junho de 2023, segundo o governo.
Reajuste custará R$ 5,8 bilhões aos cofres públicos neste ano, a partir da folha de outubro, afirmou o governo Lula. “Há espaço fiscal para conceder o reajuste”, disse o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento. Segundo ele, para 2027, o custo ficará em torno de R$ 22 bilhões.
Reajuste chegou ao STF
O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu que o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo não feria as regras eleitorais. Segundo Gilmar, a medida não cria um novo benefício, nem altera critérios de elegibilidade ou amplia o número de beneficiários, tratando-se apenas de atualização dos valores.
Em 2022, ano eleitoral, o então presidente Jair Bolsonaro aprovou uma emenda à Constituição que reconhecia estado de emergência. A medida permitiu despesas extraordinárias de cerca de R$ 41 bilhões naquele ano. O candidato à reeleição usou a verba para reajustar o Auxílio Brasil, de R$ 400 para R$ 600 (um reajuste de 50%), e ampliar o Auxílio Gás, entre outras medidas.
O aumento de R$ 200 anunciado por Bolsonaro foi pago entre agosto e dezembro de 2022, quando terminou seu mandato. Lula manteve o valor de R$ 600 ao assumir o Planalto.
O Supremo Tribunal Federal declarou parte da emenda inconstitucional. Segundo o colegiado, ampliar benefícios às vésperas da eleição viola a igualdade de oportunidades entre os candidatos.
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