Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Evangélicos no centro da disputa
A Marcha para Jesus, um dos maiores eventos religiosos do país, voltou a evidenciar como a fé e a política caminham lado a lado no Brasil contemporâneo. Realizada em São Paulo, a edição deste ano reuniu autoridades de diferentes espectros ideológicos, expondo não apenas divergências políticas, mas também a crescente disputa pelo eleitorado evangélico, considerado estratégico em qualquer eleição nacional.
O episódio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça revelou os cuidados adotados por figuras públicas ao participar de manifestações religiosas em um ambiente altamente polarizado. Apesar de dividirem o mesmo trio elétrico em determinados momentos, os três evitaram aproximações numa demonstração de que a presença no evento tinha significado político tão relevante quanto o religioso.
Leia maisA cena ilustra uma transformação observada nas últimas décadas. Inicialmente concebida como uma celebração de fé, a Marcha para Jesus passou a ocupar espaço privilegiado no calendário político brasileiro. Governadores, prefeitos, parlamentares, ministros e pré-candidatos costumam marcar presença no evento em busca de visibilidade junto ao segmento evangélico, que representa uma parcela cada vez maior da população e exerce influência crescente nas urnas.
A disputa por esse público, entretanto, deixou de ser exclusividade de lideranças conservadoras. Se durante muitos anos a direita teve maior identificação com o movimento evangélico, hoje, representantes de governos de esquerda e centro também investem na aproximação com o setor. A participação de Jorge Messias, enviado pelo presidente Lula (PT), simboliza essa estratégia de diálogo adotada pelo Palácio do Planalto para ampliar sua interlocução com as igrejas e os seus fiéis.
Embora a presença de autoridades seja cada vez mais comum, permanece o debate sobre os limites entre manifestação religiosa e utilização política desses espaços. Na prática, a Marcha para Jesus consolidou-se como um dos principais termômetros da relação entre religião e poder no Brasil, atraindo candidatos e governantes de todas as correntes ideológicas em busca de legitimidade e conexão com um eleitorado decisivo.
Público se incomodou com tom político – A Marcha teve 53,4% de menções negativas nas redes sociais, segundo levantamento da AP Exata. A análise da consultoria aponta que a rejeição se concentrou no que foi visto como uso eleitoral do evento religioso e protagonismo concedido a lideranças políticas. Do total de menções, 28,9% foram positivas e 17,7% neutras. A consultoria analisou 200 mil mensagens publicadas no Instagram e no X entre os dias 3 e 5 de junho – ou seja, o levantamento teve início um dia antes do evento ocorrer. “Os dados mostram que houve um incômodo do público devido ao aproveitamento político de um evento voltado à fé cristã”, afirmou Sérgio Denicoli, CEO da AP Exata.

Interpol no encalço – A Polícia Federal prepara uma ofensiva internacional para rastrear o patrimônio do banqueiro Daniel Vorcaro. Investigadores estudam acionar a chamada difusão prateada da Interpol, mecanismo voltado à localização e ao bloqueio de bens de investigados no exterior. A medida pode alcançar recursos vinculados ao financiamento do filme Dark Horse, que retrata a campanha de Jair Bolsonaro (PL) em 2018. A PF também aguarda desdobramentos da negociação de delação premiada de Vorcaro e quer mapear ativos ainda não identificados fora do Brasil. Nos bastidores, investigadores avaliam que parte desses recursos poderá ser usada para ressarcir prejuízos atribuídos ao Banco Master.
Cada um por si – O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) descartou uma composição eleitoral com o ex-governador Romeu Zema (Novo) para a disputa presidencial e afirmou que ambos manterão suas candidaturas. Segundo Caiado, o entendimento entre os dois é evitar conflitos internos e preservar a unidade do campo de centro-direita para um eventual segundo turno. A declaração contrasta com sinalizações recentes sobre a possibilidade de uma chapa conjunta ainda na primeira fase da disputa. Apesar disso, Caiado voltou a defender convergência futura entre sua candidatura, a de Zema e a do senador Flávio Bolsonaro (PL) contra o PT.
Renovação automática – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que torna permanente a renovação automática da CNH para motoristas enquadrados como bons condutores. O benefício vale para quem não registrou infrações nem pontos na carteira nos últimos 12 meses e integra o Cadastro Positivo de Condutores. O Congresso, porém, manteve a exigência dos exames de aptidão física e mental, retirando a dispensa prevista originalmente pelo governo. A nova legislação também flexibiliza o processo de obtenção da primeira habilitação, reduzindo exigências de carga horária e ampliando alternativas às autoescolas tradicionais.

Soluços aumentam – Relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal informou que Jair Bolsonaro (PL) apresentou aumento na frequência das crises de soluço ao longo da última semana. Segundo o cardiologista Brasil Ramos Caiado, o ex-presidente permanece sob medicação em doses elevadas e dieta controlada para reduzir os sintomas. O boletim afirma que Bolsonaro está estável do ponto de vista cardiológico, com pressão arterial controlada, embora relate cansaço leve, fadiga e dificuldades relacionadas ao equilíbrio corporal. Condenado por tentativa de golpe de Estado, ele cumpre prisão domiciliar desde março por decisão do ministro Alexandre de Moraes.
CURTAS
Federação em disputa – A governadora Raquel Lyra (PSD) tem evitado arbitrar, por enquanto, a disputa entre Miguel Coelho (União Brasil) e Eduardo da Fonte (PP) pela vaga ao Senado na chapa governista. Nos bastidores, a avaliação é que antecipar uma escolha poderia gerar desgaste dentro da própria Federação União Progressista. A sinalização do Palácio é de que o espaço pertence ao bloco, mas a definição do nome ainda ficará para mais adiante.
Dudu à frente – A última pesquisa Datafolha colocou o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) numericamente à frente do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) na corrida pelo Senado. Em um dos cenários, Dudu apareceu com 22%, contra 19% de Miguel. Em outro, marcou 21%, enquanto o ex-prefeito registrou 16%. Os números fortalecem o discurso dos aliados do progressista, mas ainda não encerram a disputa dentro da federação.
Ainda tem Túlio – Enquanto Miguel Coelho (União Brasil) e Eduardo da Fonte (PP) disputam espaço na Federação União Progressista, aliados de Raquel Lyra (PSD) lembram que a composição da chapa passa também por Túlio Gadêlha (PSD). Nos bastidores, o deputado é visto como um ativo importante para ampliar o diálogo com setores próximos ao presidente Lula (PT) e equilibrar o perfil político da aliança.
Perguntar não ofende: A Marcha para Jesus virou palanque antecipado?
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O desejo por renovação segue vivo entre eleitores independentes, mas convive com a crença de que a disputa presidencial deste ano será, inevitavelmente, pautada pela polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
É o que mostram duas pesquisas qualitativas realizadas pela Genial/Quaest em maio, às quais o Estadão teve acesso com exclusividade. Uma delas acompanha, desde agosto do ano passado, os mesmos 20 eleitores independentes, que não se consideram nem lulistas nem bolsonaristas. A outra reúne cinco grupos focais das diferentes regiões brasileiras, com o mesmo perfil. As informações são do Estadão.
Leia mais“Embora exista um forte desejo por renovação, o eleitor se sente encurralado por uma polarização que percebe como inevitável”, diz Luciana Andrade, coordenadora de pesquisas qualitativas da Quaest. “A gente percebe nesse grupo de eleitores um clima de apreensão pela falta de uma liderança fora da polarização com chances reais de vitória. O que eles dizem é: ”por mais que eu queira uma alternativa, não acho que ninguém hoje vai ter força suficiente para tirar Lula ou Flávio do segundo turno”.”
Segundo a especialista, muitos desses eleitores afirmam que acabarão votando no candidato que consideram o “menos pior”. Outros dizem que sequer irão às urnas.
Nos grupos focais da Quaest, tanto Lula quanto Flávio carregam fragilidades importantes junto ao eleitorado independente.
Lula sofre com o desgaste fiscal e de imagem e já não desperta a mesma empolgação do passado. O senador, por sua vez, passa por desgaste por conta do caso Master e enfrenta a percepção de que uma eventual gestão sua seria uma continuidade do governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Mesmo nesse cenário, uma candidatura de terceira via segue sem conseguir se viabilizar. Os principais entraves são o baixo conhecimento do eleitorado sobre esses nomes e a percepção de que eles não têm chances reais de vitória.
Como o eleitor independente enxerga a terceira via
Entre os independentes, Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Planalto, é visto como um “político tradicional, firme e experiente”, mas prevalece a percepção de que sua candidatura tem poucas chances de ganhar tração.
A principal credencial de Caiado junto a esse segmento é a melhora dos indicadores de segurança pública em Goiás, tema que mobiliza parte importante do eleitorado. Em contrapartida, pesam contra ele o baixo grau de conhecimento fora do Centro-Oeste e a associação com a elite econômica, por conta da sua ligação com o agronegócio.
“Ele é da área mais agro. Vai trabalhar para os grandes agricultores, para o povo rico mesmo”, disse um eleitor do Sul sobre Caiado.
O ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo) tem sua capacidade de gestão reconhecida pelos eleitores independentes, mas também há dúvidas sobre sua viabilidade eleitoral. Entre os pontos negativos citados estão o baixo grau de conhecimento fora do Sudeste, a percepção de frieza administrativa e a falta de empatia.
Segundo a coordenadora de pesquisas qualitativas da Quaest, eleitores costumam citar nas dinâmicas de grupos frases polêmicas do mineiro, como a que ele diz que criança vai poder trabalhar se for eleito presidente.
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“Sei que ele é um candidato forte da direita no eixo São Paulo – Minas, mas só isso que sei”, afirmou um eleitor do Sul sobre o ex-governador mineiro.
O pré-candidato da Missão, Renan Santos, ainda é pouco conhecido, mas, segundo a especialista da Quaest, foi o nome de fora da polarização que mais se beneficiou da crise envolvendo Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro. Depois das revelações, parte dos eleitores independentes que vinham se aproximando de Flávio passou a enxergá-lo como uma alternativa.
Apesar disso, sua candidatura ainda enfrenta obstáculos: os entrevistados não conseguem associá-lo a realizações concretas e não o veem como um nome competitivo. Também pesa contra ele a percepção de que governaria mais para “as elites” do que para a população em geral.
“O Renan Santos lembra muito o Cleitinho (senador por Minas). Ele é visto como alguém que denuncia e enfrenta o sistema”, diz Luciana.
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O prefeito de Primavera, Jeyson Falcão, oficializou sua filiação ao Partido Social Democrático (PSD), a maior legenda de Pernambuco.
A adesão reforça o movimento de convergência de lideranças municipais em torno da governadora Raquel Lyra, presidente estadual do partido, e eleva para 79 o número de prefeitos filiados à sigla em todo o estado. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisRaquel Lyra celebrou a chegada do gestor municipal ao grupo político, destacando a importância de tê-lo ao seu lado.
Raquel Lyra celebrou a chegada do gestor municipal ao grupo político, destacando a importância de tê-lo ao seu lado.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou recorrência “acima da média” dos quadros de soluço nos últimos sete dias. A informação consta no relatório médico semanal apresentado ao STF (Supremo Tribunal Federal), nesta sexta-feira (5).
No documento, o cardiologista Brasil Ramos Caiado informa que, por conta disso, manteve “doses elevadas das medicações específicas e rigorosa dieta com baixo teor de acidez”. As informações são da CNN.
Apesar da situação, o relatório afirma que o ex-presidente não apresenta instabilidades cardiológicas e que sua pressão arterial permanece controlada.
Leia mais“O paciente encontra-se estável do ponto de vista cardiológico, queixando-se apenas de cansaço leve e fadiga, aos médios esforços, e desconforto aos movimentos de flexão e abdução do ombro direito. Pressão Arterial controlada, mantendo instabilidade crônica do equilíbrio corporal e medidas preventivas para redução de risco de quedas”, escreveu o médico.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro cumpre a pena em casa desde o dia 27 de março — data em que recebeu alta do hospital depois de tratar uma broncopneumonia.
A medida, de caráter humanitário, tem prazo determinado de 90 dias e foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes.
A decisão determina que a prisão deverá ser cumprida integralmente no endereço residencial de Bolsonaro, com o uso de tornozeleira eletrônica.
Autoriza ainda visitas permanentes de seus filhos e advogados, nas mesmas condições legais do estabelecimento prisional, além de visitas médicas permanentes, sem necessidade de prévia comunicação, observadas as determinações legais e judiciais anteriormente fixadas.
Bolsonaro está proibido de usar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, direta ou indiretamente, por intermédio de terceiros.
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O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declare que o ministro Alexandre de Moraes é suspeito para processar e julgar fatos relacionados a Daniel Vorcaro e o Banco Master.
Segundo a defesa do senador do PL, o impedimento se justifica pela suposta relação entre Moraes e o empresário, que está preso em Brasília e negocia uma delação premiada com autoridades. As informações são do g1.
Leia maisDados da Receita Federal mostram que o Master pagou R$ 80 milhões ao escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, pela prestação de serviços advocatícios.
Os advogados afirmam que não estão fazendo qualquer juízo de valor sobre a relação entre os dois, mas tentando garantir a observância das regras processuais e regimentais.
A ação de Flávio Bolsonaro foi apresentada após Moraes enviar para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).
O petista solicitou que sejam apuradas supostas ligações entre Daniel Vorcaro e o senador, no que diz respeito ao financiamento, pelo banqueiro, da cinebiografia de Jair Bolsonaro, intitulada “Dark Horse”.
Trocas de mensagens entre Flávio e Vorcaro, mostram o político do PL cobrando do banqueiro a destinação de recursos para a produção do filme.
A defesa de Flávio quer que o pedido de Lindbergh seja redirecionado para relatoria do ministro André Mendonça.
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Por Betânia Santana – Blog da Folha
Na estratégia de visitar as bases ou construí-las, os principais pré-candidatos ao governo de Pernambuco fazem movimento semelhante esta semana.
Tanto a governadora Raquel Lyra (PSD), pré-candidata natural à reeleição, quanto o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) têm na agenda a previsão de compromissos com pré-candidatos proporcionais. Paudalho.
Leia maisNesta sexta-feira (5), a governadora é esperada no lançamento das pré-candidaturas de Marcelo Gouveia a deputado federal e Gustavo Gouveia a estadual.
O evento está marcado para as 19h, no estacionamento privado de São Severino do Ramos, em Paudalho, Zona da Mata Norte.
Peça-chave
Marcelo Gouveia é peça-chave na base de apoio à governadora. Ex-prefeito de Paudalho, presidiu a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe).
Ajudou a chefe do Executivo na proposta de redistribuição do ICMS aos municípios e também contribuiu nas discussões sobre a concessão da Compesa.
Partido
Marcelo Gouveia comanda o Podemos no estado e tem apoio irrestrito da presidente nacional do partido, Renata Abreu.
Vem consolidando a legenda e formando chapa competitiva para o Legislativo. A sigla pretende ter, pelo menos, três representantes na Câmara Federal.
Com a janela partidária, construiu uma bancada na Assembleia Legislativa. São sete parlamentares, cinco apoiam a gestora.
Capilaridade
Gouveia fez a sucessora em Paudalho, Paulinha da Educação, e tem inserção em vários municípios, ampliando o leque de apoio em outras regiões.
O lançamento das pré-candidaturas deve reunir prefeitos, vereadores, apoiadores e líderes políticos de diversas regiões do estado.
Sertão
Enquanto Raquel Lyra estará na Zona da Mata, na noite desta sexta, João Campos volta ao Sertão no sábado (6). E também está na agenda dele participar do lançamento de pré-candidatura proporcional.
Ele estará em Petrolândia, no Sertão de Itaparica, para oficializar o nome do médico Bruno Marques (PSB) como virtual candidato à Assembleia Legislativa.
O evento será realizado na Casa de Shows Velho Chico, a partir das 18h, e deve, segundo organizadores, reunir líderes políticos de 45 municípios pernambucanos.
Herança
Bruno Marques é filho do prefeito de Petrolândia, Fabiano Marques (Republicanos).O pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa, é do mesmo partido e já garantiu presença.
A pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) também. Não é a primeira vez que João Campos faz esse movimento.
Participação
Desde que saiu da Prefeitura do Recife e começou a percorrer o estado, João Campos participou do lançamento de pré-candidaturas como a de Josimara Cavalcanti, ex-prefeita de Dormentes, e que pretende disputar uma vaga para estadual.
Também marcou presença no lançamento dos nomes de Eliane Soares, quatro vezes prefeita de Santa Cruz, para federal; do vereador de Limoeiro Fagner Russo e do vereador do Recife Aderaldo Pinto, ambos para estadual.
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A decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas passa a valer nesta sexta-feira (5) e acendeu um alerta no governo brasileiro.
Nos bastidores, diplomatas e integrantes da área de segurança ouvidos pelo blog monitoram os próximos passos da administração Trump e trabalham com três cenários possíveis. As informações são do g1.
Leia maisO primeiro é o mais brando: a medida ter um efeito mais político e simbólico, funcionando como um gesto para a torcida, sem desdobramentos práticos relevantes.
O segundo cenário tem como referência a Venezuela. Integrantes do governo lembram que, em outros casos, a administração Trump escalou o enfrentamento ao narcotráfico com apreensão de ativos, bloqueios e até ações contra embarcações apontadas pelos americanos como ligadas ao crime organizado.
O terceiro cenário é o que mais preocupa parte do governo brasileiro.
A preocupação é com a repetição do modelo adotado contra instituições financeiras mexicanas. Naquele caso, os Estados Unidos aplicaram sanções contra bancos acusados de facilitar operações de lavagem de dinheiro para cartéis do narcotráfico.
O temor é que a classificação abra caminho para medidas financeiras contra pessoas físicas, empresas ou estruturas suspeitas de dar suporte econômico a organizações criminosas.
Um diplomata resumiu a preocupação da seguinte forma: “O receio não é a decisão de hoje. O receio é o que ela pode autorizar amanhã.”
Para integrantes do governo, são “perigos parecidos com a aplicação da Lei Magnitsky” a autoridades brasileiras.
Por isso, o governo brasileiro intensificou a interlocução com autoridades americanas e busca canais de diálogo para entender quais serão os efeitos concretos da medida.
Mauro Vieira diz que argumentos dos EUA para aplicar tarifas ao Brasil ‘não são legítimos’.
A avaliação é que, diferentemente da guerra tarifária, esse é um tema que envolve segurança, sistema financeiro e soberania nacional e, por isso, tem potencial de produzir consequências muito mais complexas.
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Estão abertas até o dia 30 de junho as inscrições para a edição 2026 do Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo em Desenvolvimento Regional. A premiação é destinada a jornalistas profissionais e estudantes universitários e distribuirá R$ 290 mil em prêmios, com valores que variam de R$ 3 mil a R$ 38 mil. Podem concorrer trabalhos inéditos produzidos em todo o país e publicados entre 1º de janeiro de 2025 e 30 de junho de 2026, desde que abordem ações realizadas na área de atuação do Banco do Nordeste, que inclui os estados nordestinos e parte de Minas Gerais e do Espírito Santo.
O Grande Prêmio Nacional terá como tema o microcrédito rural e concederá R$ 38 mil ao vencedor. Além dessa categoria, serão premiados trabalhos relacionados ao desenvolvimento regional em áreas como expansão de crédito, empreendedorismo urbano e rural, geração de emprego e renda, tecnologia e inovação, infraestrutura, responsabilidade socioambiental e manifestações culturais. Os materiais inscritos devem se enquadrar nas categorias texto, fotografia, áudio, audiovisual ou projetos multimídia.
A premiação também contará com categorias estaduais, contemplando dois vencedores por unidade da federação da área de atuação do Banco do Nordeste: um jornalista profissional e um estudante universitário. O regulamento completo e as inscrições estão disponíveis no portal do Banco do Nordeste.
O deputado federal Eduardo da Fonte (PP), pré-candidato ao Senado, participou nesta sexta-feira (5) de um encontro promovido pela Comissão de Desenvolvimento do Agreste Meridional (Codeam), que reuniu prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças políticas da região. O evento contou também com a presença do deputado estadual Izaías Régis.
Durante a reunião, lideranças municipais destacaram ações e investimentos destinados a municípios do Agreste, com ênfase na área da saúde. “Esse reconhecimento das lideranças do Agreste nos dá ainda mais força para continuar trabalhando por Pernambuco. Nosso compromisso é seguir levando investimentos, fortalecendo a saúde e melhorando a vida das pessoas em todas as regiões do estado”, afirmou Eduardo da Fonte.
Entre os participantes estavam os prefeitos Júnior de Rivaldo (Manari), Wilson Lima (São João), Arnóbio Gomes (Terezinha), Saulo Maruim (Brejão), Zé Elias (Calçado), Júnior de Beto (Palmares), Zé Baiano (São Benedito do Sul), Miruca (Água Preta) e Edmilson da Bahia (Correntes). Também participaram os ex-prefeitos Sílvio Roque (Tupanatinga), Otaviano Martins (Manari), Sandoval Cadengue (Cupira), Nogueira (Calçado), Matheus Martins (Terezinha), João Lucas (Bom Conselho) e Valmir do Leite (Paranatama), além dos deputados estaduais Dannilo Godoy, Cleiton Collins e Claudiano Filho, e do presidente da União dos Vereadores de Pernambuco, Léo do Ar.
Se o leitor não conseguiu acompanhar a entrevista com o cantor e compositor Maciel Melo ao quadro “Sextou”, do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique aqui e confira. Está incrível!
Por Paulo Fernandes Pinto*
Todo ano eleitoral repete o mesmo enredo. Centenas de candidatos têm o registro indeferido pela Justiça Eleitoral, recorrem para as instâncias superiores e o eleitor acaba votando em nomes cuja situação só será resolvida bastante tempo depois, muitas vezes após a própria eleição. São as candidaturas chamadas de sub judice.
Quando a decisão final é desfavorável, em geral os votos são anulados, mandatos são cassados e, não raro, é preciso fazer novas eleições (as chamadas eleições suplementares). O custo disso, em dinheiro público e em insegurança para o eleitor, é altíssimo.
Leia maisFoi para enfrentar esse problema que o legislador criou, no fim do ano passado, um novo instrumento que denominou de Requerimento de Declaração de Elegibilidade, o RDE. A Lei Complementar nº 219, de 2025, acrescentou o § 16 ao art. 11 da Lei das Eleições — Lei nº 9.504, de 1997 — para permitir que o pré-candidato (ou o partido político a que ele é filiado) leve à Justiça Eleitoral, antes do registro de candidatura (que só acontece no mês de agosto do ano da eleição), uma dúvida razoável sobre a sua própria elegibilidade.
Em vez de esperar o período de registro para descobrir, sob pressão de prazo, se aquele nome pode ou não concorrer, antecipa-se o debate. O Tribunal Superior Eleitoral regulamentou o procedimento por meio da Resolução nº 23.754, de 2026, que acrescentou o art. 9º-B à Resolução nº 23.609, de 2019, detalhando como o RDE deve tramitar.
A lógica do instrumento é simples e, ao mesmo tempo, ambiciosa: trazer previsibilidade e segurança jurídica para futuros candidatos e partidos políticos. Se a Justiça Eleitoral pode dizer com antecedência que determinada situação gera ou não inelegibilidade, o partido planeja melhor suas candidaturas, o pré-candidato sabe onde está pisando, o eleitor ganha em clareza e custos relevantes com eleições suplementares são evitados.
Para entender o caso julgado pelo TRE/PE (0600013-34.2025.6.17.0149), que patrocinei junto com outros colegas advogados, é preciso recuar um passo e explicar uma das hipóteses de inelegibilidade mais conhecidas do Direito Eleitoral: a chamada inelegibilidade por rejeição de contas ou inelegibilidade da alínea “g”. O art. 1º, I, “g”, da Lei Complementar nº 64, de 1990, chamada de Lei das Inelegibilidades, torna passível de ser declarado inelegível quem teve contas relativas à gestão de recursos públicos rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, em decisão irrecorrível do órgão competente.
Note-se que não basta ter contas rejeitadas. A jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral é firme há muitos anos no sentido de que a inelegibilidade só incide quando estão presentes, ao mesmo tempo, vários requisitos estabelecidos na citada alínea “g”: a rejeição de contas relativas ao exercício de cargo ou função pública, a decisão irrecorrível do órgão competente, a irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade, o prazo de oito anos ainda não vencido (contados a partir do marco legal estabelecido na legislação) e a ausência de decisão judicial que tenha suspendido ou anulado o julgamento. Faltando qualquer desses elementos, não há inelegibilidade.
A esse desenho a Lei Complementar nº 184, de 2021, adicionou uma regra importantíssima. Ela criou o § 4º-A do art. 1º da Lei das Inelegibilidades, segundo o qual a inelegibilidade da alínea “g” não se aplica a quem teve as contas julgadas irregulares sem imputação de débito e foi punido exclusivamente com multa. Em outras palavras: se o gestor não foi condenado a devolver dinheiro aos cofres públicos, e a única sanção que recebeu foi uma multa, não pode ser reconhecida a citada inelegibilidade.
Em 2024, o Supremo Tribunal Federal traçou o limite exato dessa exceção. Ao julgar o Tema 1304 da Repercussão Geral (RE nº 1459224, rel. Min. Gilmar Mendes), a Corte fixou a tese de que o § 4º-A só vale para os casos em que o gestor público teve as contas julgadas pelos Tribunais de Contas no exercício de sua competência exclusiva (ou seja, não sujeita à posterior apreciação pelo Poder Legislativo). Não se estende, portanto, ao julgamento das contas do chefe do Poder Executivo feito pelo Poder Legislativo (único competente para julgar as contas dos chefes do Poder Executivo, vez que, nessa hipótese, os Tribunais de Contas emitem apenas um parecer prévio de natureza opinativa). Trata-se de uma distinção que respeita as competências previstas nos incisos I (competência do Poder Legislativo para julgar as contas dos chefes do Poder Executivo) e II (competência exclusiva dos Tribunais de Contas para julgar as contas dos demais administradores de recursos públicos) do art. 71 da Constituição. É exatamente nesse terreno, o do julgamento de gestores pelos Tribunais de Contas, que se situa o caso pernambucano.
No dia 1º de junho de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE/PE) julgou um dos primeiros Requerimentos de Declaração de Elegibilidade do país. O ineditismo, por si só, já chama atenção. Trata-se de instrumento criado há poucos meses, recém-regulamentado, e que ainda carece de jurisprudência consolidada. Cada decisão proferida agora, nesta fase inicial, ajuda a desenhar como o RDE vai funcionar na prática, em especial quanto a quem pode usá-lo, em que condições e com que efeitos.
No caso julgado pelo TRE/PE, a requerente havia tido contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, mas com uma característica decisiva: foi sancionada apenas com multa, sem imputação de débito. Ainda assim, seu nome constava da relação de gestores com contas rejeitadas enviada pela Corte de Contas à Justiça Eleitoral no ano de 2024 (a lista relativa às eleições de 2026 ainda não foi enviada pelo TCE/PE). Daí a dúvida razoável que autorizou a utilização do RDE: a tensão entre estar formalmente na lista e, ao mesmo tempo, enquadrar-se na exceção legal que afasta a inelegibilidade.
O julgamento enfrentou duas questões distintas, e vale separá-las porque elas operam em planos diferentes.
A primeira é processual: as chamadas condições da ação, isto é, os requisitos sem os quais o pedido sequer poderia ser examinado no mérito. A leitura conjunta da lei e da resolução do TSE indica que o RDE exige, em síntese, que o requerimento seja apresentado por pré-candidato filiado ou pelo partido; que a petição inicial demonstre a dúvida razoável sobre a elegibilidade; que haja anuência expressa do partido (quando o pedido parte do pré-candidato) ou do filiado (quando parte do partido); e que se comprove a filiação partidária regular. O Tribunal reconheceu que todos esses requisitos estavam presentes, admitindo o requerimento e abrindo caminho para a análise de fundo.
A segunda é o mérito propriamente dito, ou seja, o exame de se a requerente estaria ou não inelegível. Aqui o TRE/PE entendeu que não. Embora as contas tenham sido rejeitadas, a ausência de imputação de débito e a aplicação exclusiva de multa atraem a exceção do § 4º-A do art. 1º da Lei das Inelegibilidades. E, por se tratar de gestora julgada por Tribunal de Contas, e não de chefe do Executivo julgada pelo Legislativo, o caso se ajusta com precisão ao limite fixado pela Suprema Corte no Tema 1304. Com esse fundamento, o requerimento foi julgado procedente para declarar a elegibilidade da requerente.
O caso é importante para além do interesse individual da requerente, uma vez que ele mostra o RDE saindo do papel e ganhando contornos concretos: o tribunal definiu, na prática, o que precisa estar presente para que o requerimento seja conhecido e como o mérito deve ser examinado quando a discussão envolve a inelegibilidade por rejeição de contas. Em um instituto tão recente, decisões assim funcionam como balizas, ou seja, referências que outros tribunais e os próprios partidos passarão a observar à medida que o instrumento for sendo usado.
Resta acompanhar como o instituto vai amadurecer. Mas, ao menos por ora, o RDE deu uma resposta àquilo que sempre incomodou no processo eleitoral: a dúvida deixada para a última hora. Antecipar o debate sobre quem pode concorrer, com regras claras e decisão fundamentada, é um passo na direção de eleições mais previsíveis. E isso, no final das contas, interessa aos candidatos, aos partidos políticos e, em especial, ao eleitor, que certamente poderá exercer seu direito de voto com mais previsibilidade e segurança.
*Procurador da Assembleia Legislativa de Pernambuco, ex-procurador do Ministério Público de Contas do TCE/PE e advogado especialista em Direito Público e Eleitoral
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Numa parceria com a Wingos Outdoor, empresa do meu amigo Buga, Arcoverde já está “inundada”de outdoors propagando o 1º Forró do Magno, no próximo dia 13, a partir do meio-dia, no Persone, a casa de eventos mais fantástica da terra do Cardeal. O evento, o primeiro que promovo no Interior, será em comemoração aos 20 anos de fundação do blog, pioneiro e líder no Nordeste.
Além da Super Oara, do grande vocalista e músico Elaque, a festa contará com atrações de artistas regionais consagrados, como Silvério Pessoa, Paulinho Leite, João Lacerda e Sebá Rossi, cover de Reginaldo Rossi. O forrobodó vai de meio-dia até às 19 horas, horário da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo.
Em razão disso, providenciamos um telão para que nossos convidados possam assistir a estreia do Brasil na Copa do Mundo. Como a festa começa de meio-dia, vamos servir uma feijoada aos nossos convidados e também xerém com galinha de capoeira.
Se você ainda não comprou a mesa o ou ingresso individual, passe uma mensagem neste contato e fale com Tayse Lira: 87. 98824-0969.

