Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
O diabo contra o dono do céu
Raquelzista de carteirinha e a caminho do abraço da morte no palanque bolsonarista da governadora, o deputado João Paulo (PT) liderou uma rebelião na bancada petista na Assembleia Legislativa para boicotar o anúncio oficial do partido, sábado passado, ao ingresso na Frente Popular, unida em torno da candidatura de João Campos (PSB) ao Governo do Estado.
Ao mesmo tempo, não referendou o projeto de reeleição do senador e aliado histórico Humberto Costa. Trombou de frente com o partido. Mostrou que sua aliança branca com Raquel não tem volta. Arrastou o deputado Doriel Barros e a deputada Rosa Amorim, ambos forjados na luta sindical, nos movimentos sociais.
Leia maisEntendo as razões de João Paulo. Foi um prefeito medíocre do Recife e morre de inveja do atual gestor. Soube que abriga uma porção de aliados no guarda-chuva do poder estadual. O fisiologismo vence o ideologismo em ocasiões assim. Mas Doriel e Rosa, não sei as razões. Só sei que, enrolados por João Paulo, passam uma borracha na história como militantes de esquerda, frustrando seus eleitores cativos.
Uma atribuição popular a um dos mais emblemáticos presidentes dos EUA, Abraham Lincoln, mas sem prova documental confirmada, cai como uma luva para os três deputados petistas dissidentes do palanque da Frente Popular de Pernambuco: “Você pode enganar muitas pessoas por algum tempo e algumas pessoas o tempo todo, mas não pode enganar todas as pessoas o tempo todo”.
João Paulo, Rosa Amorim e Doriel Barros falam, falam, falam e até agora não conseguiram apresentar sequer uma justificativa política razoável para suas posições de cães de guarda da governadora Raquel Lyra. O ex-governador Miguel Arraes dizia que quando um político se justifica demais, das duas uma: ou está buscando camuflar a verdade, ou perdendo a razão.
De fato, o argumento dos três, sustentando a tese de palanque duplo para o presidente Lula no Estado, através da candidatura da governadora, não se sustenta em pé. É uma retórica de viés fisiológico e oportunista. Raquel Lyra vai ficar em cima do muro. E ninguém sabe mais disso do que o trio dissidente. Até por questão de acomodação das forças políticas que acompanham a governadora.
Já estão abraçados com a reeleição de Raquel bolsonaristas raizes, entre eles Gilson Machado Neto, ex-ministro de Bolsonaro. Também os deputados Pastor Eurico, Mendonça Filho e Fernando Rodolfo, ou seja, a fina-flor do bolsonarismo no Estado. O eleitorado de esquerda de João Paulo, Doriel e Rosa vai aceitar esse samba do criolo doido à direita?
Seria mais honesto, intelectualmente e politicamente para os três deputados, assumirem o que é consenso para todos que sabem como funciona o jogo do poder numa campanha eleitoral disputadíssima para a reeleição à Assembléia Legislativa de Pernambuco: estrutura de cargos.
Que o Governo do Estado, aliás, dispõe para atrair até pseudos opositores. E nessa peleja do diabo contra o dono do céu, parodiando Zé Ramalho, a ambição derrota o caráter dos fracos.
Aliás, revela.
ALIANÇA HISTÓRICA – Super aplaudido no congresso estadual do PT que referendou sua candidatura à reeleição, o senador Humberto Costa fez um discurso enaltecendo a aliança em torno de João Campos. “Há muito tempo temos uma trajetória de alianças políticas com o PSB. Todo partido tem sua forma de decisão. No PT, quem tem a última palavra é a direção, ouvindo nossa base. Tínhamos um processo pré-estabelecido de discutir com nossos filiados e militantes. Não fizemos nada de novo. Não creio que tenha gerado constrangimento para quem quer que seja. É uma defesa do modo do PT fazer política”, afirmou.

Vai dobrar ? – Antes também defensor da tese de um palanque duplo para Lula em Pernambuco, o presidente estadual do PT, deputado Carlos Veras, também se rendeu a maioria e aderiu de vez ao projeto João Campos governador. “Está montado o time. Vamos à vitória”, disse, em seu discurso no congresso estadual da legenda. Resta saber o que o PT fará diante dos dissidentes. No caso do grupo de Veras, até o prefeito de Tabira, Flávio Marques (PT), boicotou o anúncio do PT e reiterou que estará no palanque de Raquel.
Não basta buscar voto – Em sua fala, a senadora Teresa Leitão (PT), aliada de primeira hora da candidatura de João e pela manutenção do partido na Frente Popular, aproveitou o encontro de sábado para dar um puxão de orelhas nos que insistem em palanque duplo para Lula no Estado. “Esta eleição exige não só pragmatismo, mas clareza de projeto. Não basta buscar voto. É preciso saber o que se defende”, disse referindo-se à reeleição do presidente Lula em sintonia com o palanque e o projeto de eleger João governador.
Votos para salvar Lulinha – Entre os senadores que votaram contra o relatório da CPI mista que indiciava Lulinha, filho do presidente Lula, envolvido até o talo com o Careca do INSS, chegando a confessar uma viagem com ele a Portugal, estão os representantes do PT de Pernambuco na Casa Alta: Humberto Costa e Teresa Leitão. Ao todo, 19 congressistas votaram contra o texto apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL). Outros 12 senadores e deputados votaram a favor, a maioria do PL e do Novo. Além de Lulinha, o relator pediu o indiciamento de 215 envolvidos.

Sem desvendar o mistério – No afunilamento do prazo de encerramento do troca-troca partidário, previsto para o próximo dia 4, a governadora Raquel Lyra (PSD) inicia a última semana de negociações para montagem da sua chapa envolta num grande mistério: não confirma se já bateu o martelo para uma das vagas ao Senado ser ocupada pelo ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, nem tampouco dá sinais sobre o futuro da atual vice Priscila Krause, se mantém, ou abre o espaço ocupado por ela para trazer alguém que agregue mais.
CURTAS
SERÁ? – Num voo para Brasília na semana passada, o senador Fernando Dueire (MDB) confessou a um parlamentar já ter recebido o convite formal da governadora para disputar a reeleição na chapa dela. Mas, da mesma forma que se comporta em relação a Miguel, Raquel também não confirmou Dueire.
TRÊS PODERES – Um ano depois do anúncio da compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília), o país assiste ao maior escândalo bancário de sua história culminar em um possível acordo de delação premiada que pode atingir os Três Poderes. O fundador Daniel Vorcaro está preso pela segunda vez desde 4 de março. É investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos. As ligações do ex-banqueiro podem representar um risco para várias autoridades. Esse acordo foi assinado quase 12 meses depois do anúncio de compra pelo BRB, que tenta se recuperar financeiramente após a operação.
PODCAST – O meu convidado para o podcast Direto de Brasília de amanhã é uma cara conhecida em Pernambuco: José Carlos Aleluia, pré-candidato a governador da Bahia pelo Novo. No início da sua carreira pública, Aleluia presidiu a Chesf e morou por quatro anos no Recife. Na pauta, sua candidatura e o cenário nacional.
Perguntar não ofende: Quem serão os senadores na chapa de Raquel?
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Por Correio Braziliense
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a eleição indireta para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro. A decisão, tomada na noite da última sexta-feira, será analisada pelo plenário da Corte em data ainda a ser definida. O presidente Edson Fachin define, amanhã, quando será o julgamento. Por ora, o governo fluminense continua a ser exercido pelo desembargador Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do estado (TJ-RJ).
A decisão do magistrado que suspendeu a eleição indireta é liminar (provisória) e vale até nova definição a ser feita pelo colegiado do STF. Zanin atendeu ao pedido do PSD, partido do ex-prefeito Eduardo Paes — pré-candidato ao Palácio Guanabara —, que defende que a eleição para a chefia do Executivo fluminense deve ocorrer de maneira direta, ou seja, por meio do voto popular.
Leia maisIsso representa que os eleitores do Rio de Janeiro podem ter de ir duas vezes às urnas neste ano — a primeira para a escolha do governador-tampão e a segunda em outubro, quando haverá a votação para presidente da República, governador, senadores e deputados federais e estaduais.
O PSD alega que o ex-governador Cláudio Castro, que renunciou na segunda-feira, saiu do posto por estratégia política, já que deixou o governo um dia antes de ser condenado e tornado inelegível até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por abuso de poder político e econômico no pleito que o reelegeu, em 2022. Embora impedido de disputar o pleito de outubro — ele é um dos nomes do bolsonarismo para o Senado no estado —, Castro pretende recorrer até mesmo ao STF. Caso consiga uma liminar, seu nome poderá constar nas urnas.
Estava em andamento no plenário virtual do Supremo um julgamento para avaliar as regras das eleições no Rio. A previsão era de que uma decisão sobre o caso fosse tomada até amanhã. No entanto, Zanin apresentou um pedido de destaque. Com isso, o caso é levado para avaliação na sessão presencial do Tribunal.
“Essa situação e o precedente vinculante apontado como paradigma nesta reclamação reforçam, ao meu ver, a necessidade da concessão da medida liminar para obstar a realização de eleições indiretas para os cargos majoritários do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou Zanin.
O ministro afirmou que os demais colegas não tiveram tempo de analisar a situação sob a ótica do caso concreto, ou seja, de acordo com a situação envolvendo Cláudio Castro. “A renúncia do governador eleito surge como mecanismo de burla à autoridade da Justiça Eleitoral, excluindo o eleitor e, em consequência, o exercício da soberania popular, da escolha do titular para o cargo de governador do Estado, ainda que em período residual. A soberania popular, nos termos do art. 14 da Constituição Federal, é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos”, sustenta Zanin.
Antes do encerramento do julgamento por conta do pedido de destaque, cinco magistrados já tinham votado para autorizar eleições indiretas. No plenário presencial, a votação retoma do zero. O escolhido para o cargo, seja pela decisão dos deputados estaduais seja do povo, fica no cargo até 31 de dezembro deste ano.
Assembleia legislativa
Na quinta-feira, o deputado estadual Douglas Ruas foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio, mas o pleito foi anulado pelo TJ-RJ horas depois, depois que o PSB moveu uma ação denunciando o atropelo das regras para a escolha ao posto. O parlamentar, que é aliado de Castro, foi o único a se apresentar à disputa. Os partidos que fazem oposição ao ex-governador afirmam que ele tentou dar um golpe e colocar Ruas no cargo estratégico, com visibilidade, capaz de encorpar uma candidatura para concorrer contra Eduardo Paes.
Com a anulação da eleição na Alerj, o grupo do ex-prefeito da capital fluminense articulam para que o deputado estadual André Ceciliano (PT) seja adversário de Ruas. O petista, inclusive, já foi presidente da Assembleia.
Ao levar a decisão sobre o mandato-tampão de governador no Rio de Janeiro, Zanin expõe a situação de deterioração da política fluminense. Na sexta-feira, o ex-presidente da Alerj, ex-deputado Rodrigo Bacellar, foi preso novamente pela Polícia Federal, na casa em que mora em Teresópolis, Região Serrana do estado. Ele seria integrante do braço político do Comando Vermelho e teria ajudado o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, a se precaver de uma operação da PF por causa da conexão que tinha com a facção. Os dois ex-parlamentares são aliados de Castro.
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Por Fabio Serapião e Natália Portinari
Do UOL
Quando agentes da Polícia Federal chegaram à mansão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, às 6h do dia 14 de janeiro, encontraram algo que não esperavam: um advogado já estava postado no portão externo.
Os seguranças do imóvel, armados e contratados por empresa privada, se recusaram a deixá-los entrar, segundo os policiais. A PF diz que teve de forçar a entrada — o que a defesa nega. A cena se repetiria, com variações, em ao menos cinco outros endereços naquela manhã — em São Paulo, Minas Gerais, no Rio de Janeiro e na Bahia.
Leia maisDocumentos obtidos pelo UOL mostram sinais de que, em cada um deles, os investigados souberam com antecedência da operação: camas abandonadas às pressas, apartamentos sendo esvaziados para mudança, suspeitos que teriam “ido à academia” antes do amanhecer e não voltaram enquanto a polícia estava no local.
A segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada naquela manhã, investigava crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
Ao todo, 42 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cinco estados, com bloqueio de bens que ultrapassaram R$ 5,7 bilhões. O UOL procurou a PF para comentar sobre os indícios de vazamento, que disse que não comentaria o caso.
Primo, academia e quarto vazio
A cerca de 1.500 quilômetros de São Paulo, em Trancoso, na Bahia, os agentes chegaram à casa de Felipe Vorcaro —primo do banqueiro e administrador de empresas ligadas ao grupo— e encontraram o quarto do casal com a porta aberta, o ar-condicionado ligado e os lençóis revirados, “com aparência de que as pessoas que ocupavam o imóvel teriam saído repentinamente”, segundo o relatório policial.
Uma babá com um bebê de seis meses e outros familiares estavam no local. Disseram que Felipe e a mulher haviam ido à academia. Os sogros chegaram cerca de 20 minutos depois da polícia, num carrinho de golfe. O casal, porém, não retornou ao condomínio enquanto os agentes ainda estavam lá.
A consequência foi direta: sem os suspeitos, não havia celulares, tablets, notebooks ou qualquer mídia digital a apreender —exatamente os itens que o mandado autorizava buscar. “Somente havia pertences relacionados aos demais ocupantes do imóvel”, registrou a PF. A única apreensão foi uma câmera de vigilância.
Apartamento em mudança e arsenal escondido
No Leblon, bairro nobre do Rio de Janeiro, o apartamento do investidor Nelson Tanure — suspeito de fraudes com fundos de investimento e de manter sociedade oculta com Vorcaro — foi encontrado sendo esvaziado. Não havia pertences pessoais, nem funcionários, nem familiares. Nenhum celular, veículo, joia ou valor em espécie foi localizado.
Em Belo Horizonte, na casa de André Beraldo de Morais, suspeito de operar empresas laranjas para desvio de recursos do Master, o cenário era de fuga às pressas: roupas jogadas pelo chão nos quartos do casal e das crianças, camas desarrumadas. Um cachorro de pequeno porte —”talvez da raça maltês”, anotou a PF com precisão incerta— estava bem cuidado dentro da casa. Os donos, não.
No quarto do casal, havia uma arma carregada de fácil acesso. Numa sala-cofre que precisou ser arrombada por um chaveiro, os agentes encontraram o que descreveram como “um grande arsenal de armas e munições”. Todas foram apreendidas.
Em Nova Lima, também em Minas Gerais, a PF foi recebida na residência de Fernando Vieira —outro suspeito de operar empresas fantasmas— por policiais militares à paisana que se identificaram como seguranças privados da família.
“Não foi possível saber qual unidade da PM-MG os policiais militares estão lotados”, registrou a PF, sinalizando que o caso exige apuração à parte. Diversas armas e munições de calibres variados foram apreendidas no local.
Buscas frustradas
Por trás dos problemas operacionais havia também um conflito institucional. O pedido de busca e apreensão tinha sido feito meses antes da operação. A PF solicitou prazo adicional para confirmar os endereços atualizados dos alvos — pedido que o então relator do caso, ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, não aprovou.
A decisão teve consequências práticas. Endereços desatualizados, somados aos indícios de vazamento, resultaram em buscas amplamente frustradas em termos de apreensão de evidências digitais —exatamente o tipo de material que os investigadores buscavam.
O único que não sabia
Nem todos os alvos foram avisados, ou ao menos não demonstraram ter sido. Na busca ao apartamento de Silvio Barreto da Silva, diretor da Lormont Participações — empresa pela qual Nelson Tanure possuía R$ 52 milhões em títulos num fundo de investimento —, os agentes tocaram a campainha repetidamente sem obter resposta.
A portaria informou que o investigado tem problemas de audição. Um chaveiro abriu a porta. Os policiais encontraram Barreto da Silva dormindo em sua cama.
A defesa responde
Os advogados de Daniel Vorcaro contestam a versão da Polícia Federal sobre o que ocorreu na mansão do banqueiro no Jardim América. Negam que os seguranças tenham resistido à entrada dos agentes e afirmam que a PF atirou nas fechaduras sem aguardar que o cliente abrisse a porta.
Sobre a presença de um advogado no portão externo antes mesmo da chegada dos agentes — episódio que a PF interpretou como indício de que Vorcaro foi avisado da operação —, a defesa ofereceu uma explicação.
Na véspera, o cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, havia sido preso ao tentar embarcar para Dubai no Aeroporto de Guarulhos. Diante disso, os advogados anteciparam que uma operação poderia ocorrer na manhã seguinte e foram ao local preventivamente. Zettel também figurava entre os alvos da fase.
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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Geraldo Alckmin, confirmou na última sexta-feira (27), que deixará o comando da pasta na semana que vem, provavelmente na quinta-feira, dia 2 de abril. Ele seguirá como vice-presidente da República, mas precisava se desincompatibilizar do cargo de ministro para participar das eleições, em outubro. Alckmin é cotado para se manter como vice-presidente na chapa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas seu nome também é avaliado para a disputa por uma vaga no Senado, em São Paulo.
“Cumprindo a legislação, a vice-presidência não tem desincompatibilização para participar da eleição, mas do ministério tem. A data é 4 de abril, mas dia 3 é sexta-feira santa, então provavelmente dia 2, sairei do ministério. Aí o presidente define, são os últimos dias e estamos muito felizes” , disse Alckmin, em rápida coletiva de imprensa com jornalistas após participar de seminário sobre o Acordo Mercosul-União Europeia, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo. As informações são do Estadão.
Questionado se a saída do MDIC o levaria a alguma disputa eleitoral em São Paulo, o vice-presidente disse que a candidata do seu partido ao Senado por São Paulo será a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.
“A cadeira ao Senado está aqui: a ministra Simone Tebet, que hoje assina a ficha no PSB e deverá ser nossa candidata ao Senado Federal. Reúne a experiência de quem foi prefeita, vice-governadora, Senadora da República, ministra da república, e candidata a presidente com espírito público. A gente fica muito feliz”, disse.
Dias após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizar que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra prisão domiciliar por razões de saúde, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) gravou, ontem, um vídeo durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), nos Estados Unidos. Eduardo disse que o conteúdo seria mostrado ao pai.
Antes do discurso do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Eduardo disse que queria provar que o ex-presidente não poderia ser contido por uma prisão que classificou como injusta. Em seguida, anunciou Flávio como “próximo presidente do Brasil”. O evento reuniu representantes da direita e da extrema direita de diversos países. As informações são do jornal O Globo.
Leia mais“Vocês sabem por que estou fazendo esse vídeo? Porque estou mostrando para o meu pai e vou provar para todos no Brasil que você não pode barrar prendendo injustamente o líder desse movimento, Jair Messias Bolsonaro”, afirmou.
A manifestação ocorre em meio às restrições impostas pela decisão de Moraes, que autorizou a prisão domiciliar temporária por 90 dias, após a alta hospitalar, para recuperação de um quadro de broncopneumonia. A medida determina que Bolsonaro não pode usar celular, telefone ou qualquer meio de comunicação com o exterior, direta ou indiretamente, nem por intermédio de terceiros. Mesmo visitantes autorizados devem entregar aparelhos eletrônicos antes de entrar na residência.
A transferência de Bolsonaro da cela que ocupava para sua casa, em Brasília, foi acompanhada da fixação de regras de visitação. Filhos que não moram com ele podem visitá-lo às quartas-feiras e sábados, em horários previamente definidos. Ontem, Moraes negou pedido da defesa para ampliar esse acesso e alertou que o descumprimento das condições impostas pode levar à revogação da prisão domiciliar e ao retorno ao regime fechado ou a unidade hospitalar.
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O cantor e compositor pernambucano PV Calado grava, no dia 15 de abril, às 20h, o audiovisual “Onde Tudo Começou: Caruaru”. O show será no Baco’s Caruaru, em Caruaru, no Agreste do Estado. A entrada é solidária e o público deve levar 2 kg de alimentos não perecíveis, que serão destinados à doação.
Natural do Recife e radicado em Caruaru há mais de dez anos, o artista vem se dedicando ao forró estilizado e já se apresentou em polos importantes do São João da cidade, incluindo o palco principal, no ano passado, o Alto do Moura, em 2024, e o Palco 360, no Pátio do Forró, em 2023. Seu primeiro disco, “Sonhar & Acreditar”, foi lançado em 2023, e de lá pra cá, já se apresentou em cidades como Petrolina, Floresta, Gravatá, Bezerros, Recife e Olinda. O álbum mais recente, “Enfim, Eu”, reúne faixas como “Foguenta”, “Começo das Coisas”, “Tubarões” e “Apaga, Apaga”.
Em giro pelo Sertão neste fim de semana, a deputada federal Maria Arraes (PSB) realizou entregas, destinou emendas e se reuniu com lideranças da região. Primeiramente em Araripina, acompanhada do prefeito Evilásio Mateus, a parlamentar visitou as instalações do Hospital de Câncer do Sertão e se comprometeu a empenhar mais recursos para a unidade.
Já na cidade de Bodocó, Maria Arraes entregou uma retroescavadeira e equipamentos com o objetivo de fortalecer a segurança hídrica dos trabalhadores rurais. Adiante, em São José do Belmonte, a deputada destinou recursos da ordem de R$ 4,8 milhões para pavimentação de ruas, saneamento e asfaltamento, em parceria com o prefeito Vinicius Marques.
“Nosso mandato está sempre em contato com prefeitos, prefeitas e lideranças das regiões para atender às necessidades do povo. São eles que estão no dia a dia de suas cidades e sabem como destinar os recursos da melhor forma. É sempre uma alegria chegar ao Sertão e ver ações efetivas melhorando a qualidade de vida da nossa gente”, declarou a deputada.
Maria Arraes também esteve na cidade de Trindade, onde participou de uma audiência pública para discutir a obra do Canal do Sertão, considerado estratégico para ampliar o acesso à água, reduzir os efeitos da seca e impulsionar o desenvolvimento no Sertão e no Agreste. Ao todo, desde o início de seu mandato, Maria Arraes já destinou mais de R$ 36 milhões para o Sertão pernambucano.
Por AFP
O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que está “bem”, em uma mensagem publicada ontem (28) nas redes sociais, a primeira desde que foi capturado e levado para os Estados Unidos, onde enfrenta um julgamento por acusações de narcotráfico.
Maduro foi detido pelas forças americanas durante uma incursão militar em 3 de janeiro, que incluiu bombardeios a Caracas. Ele está preso com a esposa, Cilia Flores, detida na mesma operação, em uma prisão de segurança máxima no Brooklyn.
Leia mais“Estamos bem, firmes, serenos e em oração permanente”, escreveu Maduro a poucos dias da Semana Santa, uma data de grande importância na Venezuela, país de maioria católica. “Suas comunicações chegam a nós, suas mensagens, suas cartas e suas orações”, acrescentou. “Cada palavra de amor, cada gesto de carinho, cada expressão de apoio enche nossa alma e nos fortalece espiritualmente”.
Maduro está isolado em uma cela sem internet, nem jornais, com acesso ao pátio por uma hora ao dia. Uma fonte próxima ao venezuelano disse à AFP que ele tem permissão para conversar por telefone com a família e os advogados por, no máximo, 15 minutos.
Não está claro se Maduro ditou a mensagem à sua equipe ou apenas aprovou o conteúdo. Ele assina o texto com Flores. A mensagem de Maduro foi publicada na rede social X e na plataforma de mensagens Telegram, onde até agora apenas constava uma contagem dos dias de “sequestro”.
O governante deposto compareceu na quinta-feira, com a esposa, a um tribunal federal em Nova York, onde o juiz rejeitou um pedido da defesa para arquivar as acusações.
Seu filho, Nicolás Maduro Guerra, conhecido como “Nicolasito”, disse em eventos públicos que seu pai está bem, sereno e, inclusive, praticava exercícios na prisão.
Delcy Rodríguez, que assumiu o poder de forma interina após a queda de Maduro, não comentou a mensagem, assim como a maioria de seus ministros. Rodríguez governa sob pressão de Donald Trump e promoveu uma guinada na administração para se aproximar de Washington. Ela desmantelou, em quase três meses, a estrutura do governo de Maduro.
A mandatária não mencionou o julgamento em Nova York em seus últimos discursos. Na sexta-feira, ela pediu uma oração por Maduro e Flores em um ato com evangélicos, muito próximos ao governante deposto.
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Enquanto a oposição ainda busca um discurso, a Frente Popular entregou uma chapa pronta, baseada em resultados de gestão e peso político. O destaque ficou para a capacidade de Marília Arraes de dialogar com diferentes frentes, consolidando sua pré-candidatura ao Senado com o apoio explícito de João Campos e do PT.
A promessa de uma gestão estadual alinhada com três senadores aliados é o trunfo para atrair investimentos e destravar obras estruturantes, algo que Marília enfatizou ao citar a necessidade de “legitimidade popular” para transformar a vida das pessoas.
João Campos foi enfático sobre a parceria: “Humberto, conte comigo… você que já ganhou duas eleições de Senado e ganhará a terceira”, estendendo o tapete para a chapa que agora conta com Marília. Marília, por sua vez, selou o compromisso: “Não vamos soltar a mão um do outro, nem agora durante a campanha, nem durante os grandes embates”.
Por Jorge Henrique Cartaxo*
Especial para o Correio Braziliense
O Hotel Cassino Higino, em Teresópolis, foi, durante a Era Vargas, um dos recantos cultivados pela elite do Rio de Janeiro e, de certa forma, de todo o país. Esplendoroso como o Copacabana Palace e o Palácio Quitandinha, em Petrópolis, o Higino — todo feito em estilo enxaimel — oferecia, comme il faut, luxo e sociabilidade.
Foi no Higino — entre os dias primeiro e seis de maio de 1945 — que se realizou a Primeira Conferência das Classes Produtoras brasileiras (I Conclap). Aquele encontro histórico tinha boas e claras inspirações. No almoço daquele domingo de maio de 1945, enquanto as elites empresariais brasileiras encerravam a conferência contemplando as montanhas da Serra dos Órgãos, os canhões começavam a silenciar na Europa.
Leia maisIniciavam-se ali os dois pilares que marcariam a macropolítica mundial nas décadas seguintes: a Guerra Fria (a divisão geopolítica do mundo entre os EUA e a União Soviética) e o Welfare State (o Estado de Bem-Estar Social), que iria definir a reconstrução da Europa com o Plano Marshall e, apesar das institucionalizações distintas, orientar as políticas macroeconômicas no Ocidente.
Em 35 páginas, subscritas por mais de duas centenas de empresários (comerciantes, industriais e produtores rurais) de todo o Brasil, na “Carta Econômica de Teresópolis”, aprovada no I Conclap, a elite empresarial brasileira se colocava, com rara lucidez, como protagonista da reorganização da economia e do Estado brasileiro.
Diante das mudanças e dos desafios do pós-guerra, apresentava o seu entendimento sobre o Estado de Bem-Estar Social e como se posicionaria na Guerra Fria, já em curso. Definia-se ali o que iria prevalecer na Constituinte de 1946, no desenvolvimentismo da década de 1950, no governo de Juscelino Kubitschek (1956–1960) e, ainda que indiretamente, na sua meta-síntese: a construção de Brasília.
Em setembro de 1946 seriam criados o Senac — Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial — e o Sesc — Serviço Social do Comércio. A recém-criada Federação Nacional do Comércio divulgou ainda, nos termos da Carta de Teresópolis, a também histórica Carta da Paz. Nascia um dos mais distintos e exitosos sistemas de serviço social de todo o mundo.
O Sesc instala-se em Brasília em 1967, com a realização de diversos cursos e a promoção das Bibliotecas Ambulantes. Em seguida, depois da inauguração da unidade de Taguatinga, organiza uma programação de férias para crianças, com foco nos amplos espaços de uso comum da cidade. Em 1973, o Sesc realiza a primeira Semana da Criatividade de Brasília, com apresentações musicais, peças teatrais e dança. Em 1974, na Praça 21 de Abril — nas quadras 707/708 Sul —, teve lugar a Primeira Feira do Livro de Brasília. No mesmo período, realizou-se também o primeiro Encontro de Livreiros, Bibliotecários e Escritores da cidade.
A partir daí, as Unidades Móveis do Sesc intensificaram suas atividades culturais, recreativas e esportivas nas cidades-satélites. Em Planaltina, essa integração inspirou a criação do Museu da Cidade, em 1974. Hoje, no velho casarão que pertenceu à família do líder político local e ex-primeiro presidente da Câmara Legislativa de Brasília Salviano Guimarães, está instalado o Museu de Planaltina.
Em 1974, entra em cena a diligente Maria de Souza Duarte, então chefe da Coordenação Socioeducativa, responsável pela redefinição e uso do Núcleo de Treinamento e Recreação (Nutre), na 913 Sul, ainda em fase de construção. Ampliavam-se, na capital, sob a coordenação do Sesc, as festas e espetáculos nos fins de semana; oficinas de teatro, música, cinema, artes plásticas, literatura e artesanato; além de encontros, debates e seminários.
Depois de sua experiência parisiense, em 1976, quando participou de seminários, cursos, visitas e estágios em Casas de Cultura na França, Maria de Souza Duart convidou Chico Expedito, Humberto Pedrancini, Nivaldo Silva e Michel Bongiovanni para elaborarem o projeto que transformaria a garagem do Sesc 913 Sul em um espaço teatral.
No dia 28 de janeiro de 1978, na primeira página do Caderno 2, o Correio Braziliense comunicava a Brasília: “Teatro Grande — uma nova proposta cultural” era o título da matéria de página inteira. Na legenda da foto da garagem do Sesc em reforma lia-se: “Hoje, uma garagem vazia. Amanhã, um Teatro Garagem”.
Finalmente, no dia 5 de julho de 1979, com a peça A capital da esperança, trabalho de criação coletiva do grupo Carroça, dirigido por Humberto Pedrancini, o Teatro Garagem foi inaugurado em grande estilo. O primeiro texto teatral brasiliense que olhava para a história da própria cidade. O impacto e o sucesso foram extraordinários.
Existe uma cultura candanga? Essa indagação, tão comum no incipiente meio artístico da cidade a partir da segunda metade da década de 1970, havia sido posta, como construção, na UnB entre 1960 e 1968; depois, como resistência, na fundação do Teatro Galpão (Galpazinho), inaugurado em junho de 1975; agora encontrava o espaço que lhe daria os traços de sua primeira identidade perceptível: o Teatro Garagem.
A partir dali os novos — e ainda tateantes — movimentos culturais e políticos da cidade teriam, direta ou indiretamente, uma interlocução privilegiada com o Teatro Garagem: o teatro amador, o cineclubismo, o Cuca (Centro Universitário de Cultura e Arte), o Concerto Cabeças, as bandas de rock, o choro; os movimentos negros, feminista, da terceira idade, LGBTQI+, literário e político.
*Jornalista, mestre em História pela Universidade Paris-Sorbonne, sócio fundador do Instituto Histórico do Tocantins, sócio correspondente do Instituto Histórico de Goiás e diretor de Relações Institucionais do IHG-DF.
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A 57ª edição da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém registrou um aumento significativo no público oriundo das regiões Sudeste e Sul do país. Segundo dados de uma pesquisa realizada pela organização, o percentual de visitantes dessas regiões dobrou, passando de 7% na estreia do ano passado para 15% neste ano. Esse crescimento é um indicativo do crescente interesse nacional pelo espetáculo, que atraiu cerca de 10 mil espectadores na noite de ontem (28), no maior teatro a céu aberto do mundo.
Robinson Pacheco, coordenador geral do evento, celebrou o entusiasmo do público, que pôde vivenciar uma apresentação com forte carga dramática e inovações tecnológicas. O espetáculo, além de contar com um elenco de peso, proporcionou uma cena final da ascensão de Jesus aos céus que deixou a audiência emocionada. Esta inovação foi aprovada por 28% dos entrevistados na pesquisa. As informações são do Giro Blog.
Os personagens da trama foram interpretados por renomados artistas da dramaturgia nacional, como Dudu Azevedo no papel de Jesus, Beth Goulart como Maria, Marcelo Serrado como Pilatos e Carlo Porto como Herodes. Juntos, eles atuaram em nove cenários monumentais, acompanhados por centenas de figurantes e talentosos artistas pernambucanos, que apresentaram cerca de 2 mil figurinos produzidos com rigor histórico.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, pediu ontem (28) que governos e instituições estrangeiras acompanhem o processo eleitoral brasileiro e façam “pressão diplomática” para garantir o que chamou de eleições livres e justas. A declaração foi feita durante discurso na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), no Texas.
“Meu apelo aqui, não só aos Estados Unidos, mas a todo o mundo livre, é este: observem as eleições do Brasil com enorme atenção, entendam o nosso processo, monitorem a liberdade de expressão do nosso povo e apliquem pressão diplomática para que nossas instituições funcionem corretamente”, disse Flávio, sem especificar a que tipo de “pressão diplomática” se referia. As informações são do jornal O Globo com o UOL.
Leia maisO filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro ressaltou que não quer interferência nas eleições brasileiras, mas acompanhamento externo para assegurar que “a vontade do povo seja preservada”. Flávio condicionou o resultado eleitoral à liberdade nas redes sociais e à contagem dos votos. “Se o nosso povo puder se expressar livremente nas redes sociais e se os votos forem contados corretamente, nós vamos vencer”, disse.
Ao longo do discurso, o senador criticou o sistema político e judicial brasileiro e afirmou que seu pai foi condenado por motivos políticos. Disse que Bolsonaro é o maior líder político do Brasil e está preso “por defender nossos valores conservadores”. Flávio não mencionou que a condenação foi por tentativa de golpe de Estado.
Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses. Na denúncia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) citou que o ex-presidente e outros sete aliados tentaram derrubar a democracia e impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre o fim de 2022 e o início de 2023. O STF entendeu que Bolsonaro é culpado por todos os cinco dos quais era acusado: golpe de Estado; tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito; organização criminosa armada; dano qualificado contra patrimônio da União; e deterioração de patrimônio tombado.
Flávio, no discurso, associou o governo do presidente Lula ao avanço do crime organizado e criticou a atuação do país na área de segurança. Em um dos principais pontos da campanha da direita brasileira, retomou a defesa da classificação de CV e PCC como organizações terroristas pelos EUA. A causa tem mobilizado o irmão Eduardo há meses, em conversas junto a autoridades em Washington. O governo Lula se opõe à medida porque vê na classificação potencial pretexto para ataques militares dos EUA em território brasileiro ou aplicação de sanções financeiras contra empresas do país, além de interferência em um assunto referente à soberania nacional.
“Ele [Lula] usou lobby pesado com certos conselheiros americanos para evitar que os dois maiores cartéis de drogas do Brasil fossem classificados como organizações terroristas. Sim, o presidente do meu país faz lobby nos EUA para proteger organizações terroristas que oprimem meu povo e exportam armas, lavam dinheiro e exportam drogas para os Estados Unidos e o mundo”, disse Flávio, em referência às conversas recentes sobre o assunto entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado Marco Rubio. O governo Lula tem proposto uma parceria com Trump para combater a lavagem de dinheiro do crime organizado brasileiro nos EUA e coibir a importação de armas por esses grupos de fornecedores americanos. Lula pretende visitar Trump na Casa Branca. A expectativa era que o encontro acontecesse em março, mas o governo americano ainda não definiu uma data.
Na área econômica e geopolítica, o senador destacou o papel estratégico do Brasil para os EUA, especialmente no fornecimento de minerais críticos. Disse que o país pode ajudar a reduzir a dependência americana da China, que hoje domina a produção e o processamento de terras raras.
Ele também criticou a política externa do governo Lula, que classificou como contrária aos interesses americanos, afirmou que o Brasil se aproximou da China e de países como Irã e Cuba e associou o presidente brasileiro ao venezuelano Nicolás Maduro.
Flávio encerrou a intervenção, salpicada de referências religiosas, prometendo que estaria de volta ao palco da CPAC no ano que vem, mas como presidente do Brasil. “Trump 2.0 está sendo muito melhor que Trump 1.0, certo? Bolsonaro 2.0 também será muito melhor, graças à experiência adquirida durante a presidência do meu pai. E os EUA também terão seu aliado de volta”, afirmou, prometendo construir a “maior aliança conservadora do continente” na história caso seja eleito.
A participação no evento ocorre no momento em que Flávio intensifica a agenda internacional como pré-candidato. O CPAC é um dos principais fóruns do movimento conservador nos Estados Unidos e reúne lideranças políticas alinhadas à direita global.
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