Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Na próxima quinta-feira, dia 16, vivo um momento especial da minha trajetória: recebo, em Triunfo, o título de cidadão triunfense, em sessão solene marcada para as 19h, no plenário da Câmara Municipal. A homenagem, proposta pelo vereador José Carlos Solon, me toca de forma particular pelo reconhecimento à minha caminhada na comunicação e, sobretudo, pelos laços que construí com uma das cidades mais simbólicas do Sertão pernambucano.
Triunfo, com sua história, tradição e importância cultural, sempre ocupou um lugar especial no meu olhar como jornalista. Ser acolhido oficialmente como filho da terra é uma distinção que carrego com gratidão e respeito à sua gente.
Na semana seguinte, no dia 22, será a vez de Petrolina me conceder o título de cidadão petrolinense, iniciativa do vereador Ronaldo Cancão, aprovada por unanimidade. Minha relação com o município vem de 1993, quando, no livro “O Nordeste que deu certo”, já destacava sua vocação para o agronegócio, especialmente na fruticultura irrigada, responsável por transformar o polo Petrolina-Juazeiro em referência nacional.
São reconhecimentos que me honram e reforçam ainda mais a minha ligação com o Sertão.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, hoje, uma mensagem pública de apoio ao Papa Leão XIV após críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no fim de semana. No texto, a CNBB afirma que a autoridade do papa “não se orienta pela lógica do confronto político”, mas pela defesa da paz, da dignidade humana e do diálogo entre os povos.
A entidade também declara que se une ao pontífice “em comunhão e unidade”, reforçando valores considerados centrais pela Igreja Católica. A manifestação ocorre após Trump chamar o papa de “fraco” e criticá-lo por posições em temas internacionais, como conflitos no Oriente Médio e política externa.
Leia mais“O papa Leão XIV é FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa (…) Eu não quero um papa que ache que tudo bem o Irã ter uma arma nuclear. Não quero um papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos”, publicou Trump no Truth Social.
Apesar das falas do presidente dos EUA, não há registros de que o papa Leão XIV tenha consentido que o Irã tenha uma arma nuclear. A mensagem da CNBB é assinada pelo presidente da entidade, cardeal Jaime Spengler, além de outros integrantes da cúpula da conferência.
Resposta do papa
Hoje, o papa Leão XIV afirmou que não tem “a intenção de entrar em um debate” com Donald Trump, em resposta às críticas do presidente dos Estados Unidos ao ser questionado por jornalistas a bordo do avião que o transportou para Argélia: “Não sou um político, não tenho a intenção de entrar em um debate com ele, a mensagem continua sendo a mesma: promover a paz”.
Nos últimos dias, o papa também fez apelos por cessar-fogo em conflitos no Oriente Médio e mencionou guerras em países como Líbano, Ucrânia e Sudão.
O que diz a CNBB
“CNBB UNE-SE AO PAPA XIV EM DEFESA DA PAZ E DO DIÁLOGO
A autoridade espiritual e moral do Papa não se orienta pela lógica do confronto político, mas pela fidelidade ao Evangelho, que continuamente eleva a voz em defesa da paz, da dignidade humana e do diálogo entre os povos. Nesse espírito, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil une-se a Sua Santidade, Papa Leão XIV, reafirmando a comunhão e a unidade em torno desses valores evangélicos que iluminam a consciência cristã e sustentam a esperança da humanidade.”
Cardeal Jaime Spengler – presidente da CNBB
Dom João Justino de Medeiros – 1º vice-presidente da CNBB
Dom Paulo Jackson – 2ª vice-presidente da CNBB
Dom Ricardo Hoepers – secretário-geral da CNBB
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Por Marcus Prado*
Sabe-se, na história mundial da literatura, de escritores de todas as épocas, que deixaram seus arquivos secretos. Muitas vezes, o que chamamos de “gênio” é o resultado de uma escrita rigorosa; o que sobra no rascunho é a vulnerabilidade, o erro e o caminho tortuoso até à perfeição. A tortura da forma. Talvez o caso mais famoso seja o do poeta português Fernando Pessoa. Cada vez que se abre a sua “arca”, há sempre um novo tesouro. Vladimir Nabokov foi outro desses casos.
O autor de “Lolita” era obsessivo com o controle de sua imagem; deixou instruções para que sua esposa destruísse o manuscrito inacabado de “The Original of Laura”. Philip Larkin, poeta britânico, ordenou que seus diários fossem triturados após sua morte. Já J.D. Salinger, após o sucesso de “O Apanhador no Campo de Centeio”, isolou-se e continuou escrevendo por décadas sem publicar nada. Seus arquivos originais tornaram-se o “Santo Graal” literário, guardados sob sete chaves em sua casa em Cornish, longe de biógrafos e curiosos. Não se pode falar de originais secretos sem citar Franz Kafka. Foi demais…
Leia maisEle é o exemplo máximo da tensão entre o desejo de desaparecer e o desejo de ser lido. Pediu ao seu amigo Max Brod que queimasse todos os seus manuscritos (incluindo “O Processo” e “O Castelo) “sem lê-los”. Bem próximo do leitor, foi o caso de Francisco Brennand: tornou-se impiedoso com as “sobras” dos seus famosos “Diários”, um Dos seus escritos sobre os encontros semanais de amigos em Casa Forte, ele e Deborah, sempre aos domingos.
Chegou a vez do paisagista mais famoso do seu tempo: Roberto Burle Marx. Entre os milhares de papéis e projetos paisagísticos deixados por ele — que estão sendo agora descobertos e catalogados por uma equipe do Instituto Burle Marx (RJ) — uma surpresa veio somar-se a tantas outras: dois poemas datilografados, datados de setembro de 1939. Devo essa descoberta a Ana Cecília Burle Marx, sobrinha do “Poeta dos Jardins”, minha amiga. Sua poesia revela um tom bucólico e contemplativo. É poesia dos 30 anos, carregada de melancolia e intimismo. Diferente dos seus jardins vibrantes e ensolarados, aqui encontramos uma “paleta de cores” cinzenta e úmida.
Vento da Tarde
“O vento da tarde vem vindo, /fazendo vacilar as ninfeias/do meu poço tranquilo…/ Levando a fumaça das fábricas, /levando um punhado de pétalas da minha cerca dorida./ Saudades, / petúnias, / perpétuas. /Vento da tarde/ que conta histórias/de vitórias perdidas;/roubou a luz dos meus templos:/de cabeças, /de seios, // de troncos. Apagou os teus círios acesos, /deixando a todos/de olheiras pesadas nas ruas de um subúrbio escondido”.
Muros Velhos
“Vou guardar o teu sorriso triste na garoa das tardes de inverno / esconder a minha revolta muda na sombra de teu rosto pálido, sepultar os meus soluços no emaranhado dos teus cabelos sonolentos, em brejos//e quando a noite apagar/o contorno de teu olhar cansado,/sentirei teu pranto/escorrer sobre meu corpo./A chuva fina/molhará minha dor surda/ e velhos muros/cobertos de estrelas brancas.//Um vento louco/impelirá nuvens tontas/pela terra afora, e as estrelas brancas/ de meus muros velhos…”
*Jornalista
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O pré-candidato a governador João Campos (PSB) defendeu, hoje, a necessidade de Pernambuco adotar um ritmo de gestão compatível com os avanços vivenciados em outros estados do Nordeste e no Recife, capital administrada por ele nos últimos cinco anos e três meses. As declarações ocorreram em Agrestina, mais um município visitado pelo líder da Frente Popular em seu giro pelo estado. João foi recebido pelo prefeito Josué Mendes (PSB) e seguido por uma multidão pelas ruas do centro da cidade, onde conversou com comerciantes e recebeu o carinho da população.
Em entrevista a uma rádio local, o ex-prefeito do Recife avaliou que o povo pernambucano irá às urnas em outubro para fazer a comparação entre o atual governo e o seu projeto, que tem a capacidade de tirar compromissos do papel. João citou como exemplo a ampliação de vagas de creche, argumentando que, enquanto o Governo de Pernambuco só entregou três das 250 unidades de educação infantil prometidas em um período de quase quatro anos, ele triplicou a oferta na capital, com mais de 100 novas creches em funcionamento. O pré-candidato também enfatizou a necessidade de o próximo governador ter força política para atrair investimentos que, hoje, têm migrado para outros estados do Nordeste, como Bahia, Ceará e Paraíba.
Leia mais“Eu sei fazer um compromisso e sei concretizar e tirar do papel esse compromisso. Eu tripliquei as vagas de creche no Recife, enquanto o Governo do Estado só fez três creches. Então, o que a gente vai colocar à disposição é a comparação. Pode comparar a saúde, a educação, a infraestrutura, a assistência, as obras. Compare o que eu fiz no Recife com o que está sendo feito no estado. Não perco em nada em uma comparação dessa, porque a gente fez, realizou e entregou”, disse.
Ainda durante a agenda em Agrestina, o pré-candidato a governador visitou a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), que presta assistência a pessoas com deficiência intelectual e múltipla. João Campos valorizou a importância da rede filantrópica na realização desses atendimentos, mas apontou a necessidade de o poder público também fazer a sua parte, implantando e fortalecendo esses serviços em equipamentos próprios. Ele citou os Centros TEA/NDI construídos por sua gestão no Recife, que multiplicaram por dez a capacidade de atendimento a esse público na capital pernambucana.
O prefeito Josué Mendes exaltou a presença de João Campos em sua cidade e falou de conquistas que a Frente Popular viabilizou na região. “É uma honra receber nosso pré-candidato ao Governo do Estado. Votei em seu pai, e ele carrega também a história de Arraes. Agrestina não tem problema com água. Seu bisavô construiu a Barragem do Prata. Foi na época dele. E Agrestina está dando essa demonstração hoje. A esperança se renova mais uma vez com João Campos. Ele demonstrou o que fez pela capital de Pernambuco e não tenho dúvida de que vai fazer muito mais pelo estado”, testemunhou.
Também acompanharam João Campos em Agrestina a vice-prefeita Carmem Miriam (União Brasil) e vereadores da cidade, o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), o deputado estadual João Paulo Costa (PT), o pré-candidato a deputado federal Dilson Oliveira (PSB), a pré-candidata a deputada estadual Helloysa Ferreira (PSB), os prefeitos de Altinho, Marivaldo Pena (PSB), de Panelas, Ruben Lima (PSB), de São Caetano, Josafá Almeida, e de Cupira, Eduardo Lira, além de ex-prefeitos, vereadores e outras lideranças do Agreste e da Zona da Mata.
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No último mês, o deputado estadual Joaquim Lira (PSD) intensificou sua agenda política com foco em entregas e acompanhamento de obras em diferentes regiões de Pernambuco. Entre as ações mais recentes, acompanhou a governadora Raquel Lyra (PSD) em Vitória de Santo Antão durante a vistoria e anúncios de empreendimentos como o Residencial IPA Vitória, que prevê cerca de 400 moradias, e o novo Complexo de Polícia Científica.
No âmbito legislativo, o parlamentar tem concentrado esforços na pauta do saneamento básico como coordenador-geral da Frente Parlamentar em Defesa da Universalização do Saneamento, criada para acompanhar o novo modelo de gestão da Compesa e a ampliação dos serviços de água e esgoto. Ao mesmo tempo, Lira tem reforçado articulações políticas no interior do Estado, ampliando a base de apoio em diversas regiões.
O conflito no Oriente Médio, que já resultou no Brasil em impactos no aumento de óleo diesel e está afetando empresas de vários segmentos, também tem tendência de modificar o setor de Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração (AVACR) no ano de 2026, que está refazendo suas projeções, principalmente quanto aos insumos.
Um dos efeitos disso, de acordo com relatório divulgado recentemente pela Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA), é que o Produto Interno Bruto do País (PIB), deve desacelerar ainda mais que o previsto em virtude do conflito.
Leia maisO momento, conforme explicou Toribio Rolon, Diretor do Departamento de Economia e Estatística da ABRAVA, lembra o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, mas com diferenças significativas.
Segundo ele explicou, no conflito entre Rússia e Ucrânia foi observada uma crise de “matérias-primas físicas”. O mundo descobriu a dependência de metais russos e grãos ucranianos. Porém, para a construção civil e a indústria automotiva, o aumento do aço e do níquel foi o golpe mais duro.
Por sua vez, na guerra entre EUA e Irã o que se está sendo observada é uma crise de “fluxo e energia”. “O impacto é mais transversal: o diesel mais caro encarece desde a entrega da última milha até a operação de máquinas pesadas”, informou.
Além disso, conforme explicou Toribio, o fechamento de rotas marítimas vitais cria um “problema logístico” que aumenta o custo de qualquer insumo importado, independentemente da sua origem.
“Para o Brasil, o conflito no Irã tende a ser mais inflacionário no curto prazo devido à política de preços de combustíveis e à dependência de fertilizantes daquela região, afetando o custo de produção de alimentos e o frete industrial. Já a guerra na Ucrânia teve um impacto mais estrutural em setores específicos como o imobiliário (custo do aço) e tecnológico”, acentuou.
Um dos pontos preocupantes do conflito é a elevação dos custos de produção de insumos. Isto porque a forte desvalorização do real em relação ao dólar em 2024 foi parcialmente revertida em 2025, reduzindo os custos dos insumos. Mas agora, fatores conjunturais e geopolíticos geraram incertezas sobre commodities, como o preço do cobre, essencial para o setor AVACR.
“As previsões para os custos dos insumos em 2026 ainda são incertas, devido à complexa geopolítica. A principal preocupação do momento entre as empresas deste segmento da economia é com o aumento dos fretes para o Brasil.
Em relação aos custos, dados da consultoria Solve Shipping (março/2026), apontaram que o valor do frete para um contêiner de 40 pés na rota Ásia–Brasil saltou para aproximadamente US$ 3.100. Este valor representa três vezes a média registrada em fevereiro de 2026, antes da escalada das hostilidades no Oriente Médio.
Uma das principais causas disso foi a suspensão de trânsitos pelo Estreito de Ormuz e as interrupções no Canal de Suez, que forçaram os navios a contornar o Cabo da Boa Esperança (África), adicionando cerca de 3.500 milhas náuticas e US$ 1 milhão em custos de combustível por viagem.
Em relação ao cobre especificamente, com base nos dados mais recentes da London Metal Exchange (LME) e do mercado de futuros, o cobre apresentou uma trajetória de forte valorização nos últimos 12 meses (de março de 2025 a março de 2026), impulsionada pela demanda em setores de energia renovável e inteligência artificial.
Já em relação ao alumínio, com base nos dados mais recentes da London Metal Exchange (LME) e do mercado de commodities, o alumínio apresentou uma tendência de valorização constante nos últimos 12 meses (março de 2025 a março de 2026), impulsionada por gargalos na produção e pelo aumento da demanda em setores de transporte e embalagens.
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O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE) dos Estados Unidos prendeu o ex-deputado federal Alexandre Ramagem, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. A informação foi confirmada pela Polícia Federal ao portal O Globo.
Ramagem foi condenado no ano passado, em julgamento da trama golpista realizado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a uma pena de dezesseis anos pelos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de estado. A sentença foi aplicada no mesmo processo que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Leia maisA família do garimpeiro Rodrigo Martins de Mello, mais conhecido como Rodrigo Cataratas, desempenhou “papel de protagonismo” na fuga do ex-deputado federal, segundo a Polícia Federal. Rodrigo Cataratas, a mulher Priscila de Mello e o filho Celso Rodrigo de Mello viabilizam a estadia de Ramagem em um condomínio de luxo nos Estados Unidos e o ajudam a obter documentos falsos.
O trecho da investigação da Polícia Federal consta na decisão do ministro Alexandre de Moraes de dezembro que negou, à época, a transferência para a prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o trecho destacado pelo ministro, os documentos falsos seriam usados por Ramagem, que estava desde setembro em Miami, na Flórida, para “ludibriar as autoridades americanas” e conseguir uma carteira de motorista. Para a PF, a conduta da família mostrava “o claro intuito de financiar a organização criminosa” investigada pela trama golpista.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
No momento, o ex-governador José Roberto Arruda (PSD) se considera apto a disputar as eleições para governador do Distrito Federal. A mudança ocorrida na Lei da Ficha Limpa alterou os prazos de inelegibilidade e, pela nova forma de cálculo, ele teria ficado elegível desde 2022.
Mas a Rede entrou com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda terá de julgar. Arruda acredita que o STF manterá a mudança da lei. E ele, então, entrará na disputa. Há, porém, quem julgue que, mesmo se tornando elegível, Arruda possa vir a ter uma fragilidade. O caso Master tornará forte mais uma vez o debate sobre corrupção no DF. E Arruda entrará como alguém que já foi condenado.
Leia maisAo Correio Político, Arruda afirmou que está preparado se o debate acontecer por esse viés. “Creio que, sim, o debate sobre corrupção vai acontecer”, disse Arruda. “E quero ter uma chance de me explicar”, completou. Arruda foi alvo da Operação Caixa de Pandora, e houve a divulgação de um vídeo no qual ele de fato recebia uma sacola cheia de dinheiro. “Recebi, sim, a doação. Mas foi antes de ser governador. E declarei”, afirma ele agora.
“De qualquer modo, ainda que tivesse havido, perto de tudo isso que agora aparece, meu caso deveria ter sido julgado no Juizado de Pequenas Causas”, brinca Arruda. “E, ainda nessa linha, fui condenado e fiquei 16 anos inelegível. Não era o caso de ter acabado?” O ex-governador prossegue com um outro argumento do campo político-eleitoral. “O eleitor no seu julgamento ainda me dá 30% das intenções de voto. Então, já deve ter tirado as suas conclusões”. Os últimos levantamentos mostraram Arruda competitivo contra a governadora Celina Leão (PP).
De qualquer modo, Arruda turbina as redes sociais com vídeos na sua pré-candidatura. Num deles, apontou propostas concretas para a crise do BRB a partir do rolo do Master, que deixou para o Banco de Brasília um rombo de R$ 16 bilhões. Para Arruda, as soluções apontadas por Celina, de venda de imóveis para cobrir o rombo, não irão resolver o problema.
Se Celina disse que poderia pedir ajuda ao governo federal, Arruda tem, nesse sentido, uma proposta concreta: tornar o BRB o banco gestor do Fundo do Centro-Oeste (FCO). São R$ 15 bilhões. “Isso daria ao BRB uma capacidade de ser banco de fomento. E faz todo sentido, porque o BRB é um banco regional”.
A segunda proposta feita por Arruda é que o banco trabalhe com a conta movimento. “Todas as receitas de impostos e transferências da União para Brasília passam pelo BRB. São mais de R$ 70 bilhões por ano. Trabalhar o fluxo dessa conta movimento pode gerar um superávit, com juros de 15% ao ano”.
Então, na linha do que defende Arruda, fazer o BRB voltar ao que deveria. Em vez da ideia de se tornar um grande banco comercial, patrocinando time de futebol, camarotes vips de Fórmula Um, com agências no exterior, voltar a ser o banco de Brasília. “Precisa cortar na carne, acabar com isso tudo”, prega.
No meio dessa confusão toda que acabou virando a eleição do DF, com Celina Leão assumindo o governo com um discurso de oposição a Ibaneis Rocha (MDB), de quem ela era vice-governadora, com quem Arruda vai compor para formar sua chapa para o Senado? “Isso vai evoluir até a convenção, mas hoje eu diria que com ninguém”.
Ao fechar com Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis, ambas do PL, como candidatas a senadora, Celina deixou órfãos outros partidos e abriu flancos para que seus adversários ampliassem suas alianças. “Mas eu não sei se é o caso de eu ter candidato a senador na minha chapa”, surpreende Arruda.
“Eu tenho voto à esquerda e à direita. Talvez fechar alianças, em vez de ampliar, me limite”, raciocina Arruda. Para ele, o jogo no DF vai passar pelo maior escândalo financeiro da história. “a coisa mais grave que já aconteceu no sistema bancário nacional” com suas consequências. E Arruda está no jogo.
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Com o clima de pré-campanha crescendo em Pernambuco, o tom das críticas ao governo de Raquel Lyra (PSD), pré-candidata à reeleição, vai se elevando. Ontem, no lançamento das pré-candidaturas do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto, à reeleição, e de Gabriel Porto a deputado federal, em Canhotinho, não faltaram farpas à gestão estadual.
Presente ao evento, o pré-candidato ao governo do estado João Campos (PSB) afirmou que muito do prometido não foi feito. Gabriel avaliou que Pernambuco vive uma situação alarmante, com um governo sem entregas e Álvaro Porto classificou a administração como a pior da história do estado.
Leia maisAinda antes de subir ao palco, armado nas instalações da antiga fábrica Mucuri, Campos, que vinha de agenda em Arcoverde, disse que cabe ao povo responder se a governadora tem cumprido o que prometeu, mas que ressaltou que “no caminho, é impressionante a quantidade de tapume que, quando a gente olha, não vê obra dentro”. Segundo ele, a situação é o oposto do que se observa no Recife, onde muitos projetos não contam com tapume, mas as obras existem.
No discurso, Campos reafirmou que ao se andar pelo estado, não se vê uma grande obra entregue, a exemplo de um hospital ou uma escola técnica. Lembrou também que apenas três das 250 creches prometidas foram concluídas e fez contraponto, com números, elencando resultados das entregas da sua gestão no Recife. O pré-candidato destacou ainda a importância de contar com aliados como Álvaro e Gabriel, por ambos carregarem um legado de trabalho que perpassa gerações em favor de Canhotinho e do Agreste.
Gabriel foi no mesmo tom e pontuou que o atual governo é perseguidor, vive de propaganda e tem limitada capacidade de realizações. Afirmou que João Campos tem todas as condições mudar essa situação, fazendo o estado ser novamente um Leão no Norte. Destacou ainda o legado que recebeu da família e de toda a história construída a partir do avô, Lourival Mendonça de Barros, ex-prefeito de Canhotinho, e que terá de trabalhar muito para honrar o que cada um lhe passou de ensinamento.
Gabriel ressaltou que a energia vista em Canhotinho é sentida nas caminhadas pelas diversas regiões do estado. “O que vivemos aqui hoje em Canhotinho é uma demonstração da força coletiva deste projeto. Todo mundo que está aqui vai percorrer o estado e suar a camisa para dar a vitória a João Campos”, enfatizou.
Por sua vez, Álvaro Porto reforçou o tom das críticas lembrando que há quatro anos promoveu, também em Canhotinho, o lançamento da pré-candidatura da atual governadora, mas que era hora de pedir perdão. “Hoje, eu peço desculpas ao povo de Pernambuco por ter pedido voto para o pior governo da história. É um governo de maquiagem, que não faz entregas”, declarou.
Em entrevista, o deputado de observou que Canhotinho é pé quente. “A gente está junto nessa caminhada com a pré-candidatura de João Campos e não temos menor dúvida de ele que vai ser o governador do Pernambuco”, disse. “A gente vem trabalhando pela região e, com as nossas ações, a região se modificou bastante. E temos plena certeza que Gabriel Porto, deputado federal, vai trabalhar mais em favor do desenvolvimento do Agreste e do estado”, completou.
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A advocacia pernambucana já pode se programar para um oportuno debate de interesse do segmento. A Faculdade de Direito do Recife (UFPE) e o Instituto dos Advogados de Pernambuco (IAP) trarão ao Recife, amanhã, os professores da Universidade de Girona (Espanha), Carmen Vázquez e Jordi Ferrer Beltrán, referências internacionais em raciocínio probatório tendo como pauta “prova sem convicção: standards de prova e devido processo”.
Vázquez é coordenadora acadêmica do mestrado em raciocínio probatório oferecido pelas Universidades de Girona e pela Universidade degli studi de Gênova. Ferrer Beltrán é professor titular de filosofia do direito (Girona), onde também responde como diretor da Cátedra de Cultura Jurídica e pelo Mestrado em Raciocínio Probatório
“A cátedra de cultura jurídica, que Beltrán coordena, se transformou em um dos maiores centros do estudo. Brasileiros, sul-americanos, europeus, americanos vão lá estudar. Suas obras são citadas em supremas cortes e cortes superiores do Peru, Brasil, Portugal, Espanha e outros países”, lembra a presidente do IAP, lembra Érika Ferraz. “Esses debates fortalecem o diálogo entre as instituições e é uma das preocupações atuais do IAP continuar promovendo ações que gerem conhecimentos para nossa advocacia” afirma Ferraz.
A partir de hoje, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passa a ser liderado por Ana Cristina Viana Silveira. Servidora de carreira, ela assume a presidência do órgão com a missão estratégica de acelerar a análise de benefícios e simplificar os processos internos do Instituto. Ana Cristina substitui Gilberto Waller, que esteve à frente da instituição nos últimos 11 meses.
Com mais de duas décadas dedicadas ao sistema previdenciário, Ana Cristina ingressou no Instituto em 2003 como Analista do Seguro Social. Antes de assumir a presidência do INSS, ocupava o cargo de secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência Social. Sua trajetória inclui, ainda, a presidência do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) por quase três anos – durante sua gestão, dobrou a capacidade de análise de recursos.
Leia maisA escolha de uma servidora com visão sistêmica – que compreende o fluxo previdenciário desde o atendimento nas agências até a fase recursal – marca um novo momento para o Instituto, focado na redução do tempo de espera e qualidade do atendimento aos segurados.
“Agradeço a Gilberto Waller pela importante contribuição nesse período e dou as boas-vindas à Dra. Ana Cristina. Ela tem o perfil ideal para iniciar esse novo momento e cumprir a determinação do presidente Lula, que é solucionar a fila e não deixar nenhum brasileiro para trás. Sua nomeação também entrega o comando do Instituto nas mãos de seus próprios servidores. Tenho a alegria ainda de anunciar mais uma mulher para a alta cúpula do órgão, que já tem quatro diretoras”, disse o ministro.
CURRÍCULO – Graduada em Direito, Ana Cristina Viana Silveira é servidora de carreira do INSS desde 2003, no cargo de Analista do Seguro Social. Entre 2020 e 2024, atuou como professora de Direito Previdenciário. Ocupou a presidência do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) de abril de 2023 até fevereiro de 2026, quando foi nomeada secretária-executiva adjunta do Ministério.
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O deputado Waldemar Oliveira, novo líder do Avante na Câmara dos Deputados, é o meu convidado do meu podcast Direto de Brasília, de amanhã, em parceria com a Folha de Pernambuco. Na pauta, os desafios de liderar uma bancada minúscula, oito deputados e um senador, o surgimento da candidatura própria do partido, o escritor Augusto Cury, além do reposicionamento do partido diante do governo Lula.
Waldemar começou sua trajetória política em 2018 como primeiro suplente do senador Humberto Costa (PT). Em 2019, se filiou ao Avante e assumiu a presidência estadual da legenda. Nas eleições estaduais de 2022, foi eleito deputado federal, obtendo 141.386 votos.
Leia maisRecentemente, o Projeto de Lei 6264/25, de autoria do parlamentar, que amplia o direito ao atendimento especializado em concursos públicos e vestibulares para candidatos com transtornos de neurodesenvolvimento, entrou em análise na Câmara dos Deputados.
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação; de Administração e Serviço Público; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
O Direto de Brasília vai ao ar hoje, das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV (sob o comando do jornalista Heron Cid); a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras; e a LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são: Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, Autoviação Progresso, Grupo Antonio Ferreira Souza, Água Santa Joana, Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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