Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, será o entrevistado do podcast ‘Direto de Brasília’, projeto deste Blog em parceria com a Folha de Pernambuco, na próxima terça-feira. Na pauta, as propostas de corte nos juros do crédito consignado para aposentados, a meta de zerar a fila do INSS e a devolução do dinheiro dos aposentados surrupiado por uma quadrilha no escândalo do INSS.
Também a abertura de um crédito extraordinário, no valor de R$ 547 milhões, feita pelo presidente Lula (PT), para ressarcimento dos beneficiários do Regime Geral de Previdência Social que sofreram descontos indevidos. A partir de hoje, por iniciativa do Ministério, milhares de aposentados e pensionistas do INSS começam a receber a devolução de valores descontados de forma irregular em seus benefícios.
A devolução é resultado da Operação Sem Desconto, que identificou cobranças indevidas feitas por associações entre março de 2020 e março de 2025. Natural de Caruaru, Wolney se filiou ao PDT em 1992 e, no ano seguinte, se elegeu vereador, onde exerceu a vice-presidência da Câmara Municipal e presidiu a Comissão de Orçamento e Finanças. Em 1994, aos 21 anos, foi eleito deputado federal, tornando-se o parlamentar mais jovem do Brasil a ocupar aquela cadeira.
Já em 1995, foi escolhido vice-líder do PDT na Câmara dos Deputados, iniciando uma longa e destacada trajetória no Congresso Nacional. Com a vitória de Lula nas eleições de 2022, Wolney Queiroz e o PDT integraram a base aliada do novo governo, e ele assumiu o cargo de secretário Executivo do Ministério da Previdência Social, dedicando-se ao avanço dos debates previdenciários com foco na justiça social. Em maio de 2025, Wolney deu mais um passo significativo nessa missão ao ser empossado ministro da Previdência Social.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Por Felipe Nascimento – Blog da Folha
A governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), lamentaram, por meio das redes sociais, o acidente envolvendo uma van do Tratamento Fora do Domicílio (TFD) da Prefeitura de Petrolândia e um caminhão-baú, na madrugada desta quinta-feira (23), na PE-360. Segundo a administração municipal, sete pessoas morreram na colisão.
Em nota, a governadora destacou que o governo de Pernambuco permanece mobilizado para prestar assistência ao município e às vítimas, além de manifestar solidariedade às famílias atingidas pela tragédia.
Leia mais“Recebi com muita tristeza a notícia do grave acidente [..] Já telefonei para o prefeito Fabiano Marques e expressei minha profunda solidariedade comunicando as providências já realizadas pelo governo e reafirmando que o Estado continuará à disposição neste momento tão difícil para o povo sertanejo.”, afirmou.
João Campos também se manifestou publicamente por meio das redes sociais. Em publicação, o prefeito do Recife lamentou o acidente e deixou uma mensagem às vítimas da tragédia.
“É difícil encontrar palavras diante de uma tragédia tão dolorosa. Sete pessoas perderam a vida em um acidente envolvendo uma van que transportava pacientes de Petrolândia [..] Neste momento de profunda dor, nos solidarizamos com os familiares e amigos das vítimas, com toda a população de Petrolândia e também com o prefeito Fabiano Marques”.
Acidente
O acidente ocorreu por volta das 5h, na PE-360, entre os municípios de Floresta e Ibimirim, no Sertão de Pernambuco. A van do Tratamento Fora do Domicílio (TFD) seguia para Arcoverde, transportando pacientes que realizariam atendimento médico, quando colidiu com um caminhão-baú. Com o impacto, o caminhão pegou fogo e a van ficou completamente destruída. As circunstâncias da colisão serão investigadas pela Polícia Civil.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), 11 pessoas estavam envolvidas no acidente. Sete morreram no local e quatro ficaram feridas. Entre as vítimas fatais estão o motorista da van, cinco passageiros e o condutor do caminhão, que foi encontrado carbonizado após o incêndio no veículo.
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O USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) confirmou nesta quinta-feira (23) a aplicação de uma nova tarifa contra 60 países que teriam se beneficiado comercialmente de produtos ligados ao trabalho forçado.
As alíquotas são de 10% para países que, segundo o USTR, “se comprometeram a adotar e a aplicar efetivamente proibições à importação de trabalho forçado”; e de 12,5% para países que não teriam adotado tal proibição. As informações são da CNN.
O Brasil acabou atingido pela alíquota mais elevada, como adiantado pelo analista de Internacional da CNN Brasil, Lourival Sant’Anna.
Alguns produtos foram isentos desse novo episódio de tarifaço. São eles:
A nova alíquota entra em vigor à 01h01, no horário de Brasília, desta sexta-feira (24). Mercadorias que já estejam em trânsito para os EUA poderão entrar no país sem cobrança adicional até terça-feira (28).
O senador Humberto Costa (PT) recebeu, nesta quinta-feira (23), o apoio do prefeito de São José da Coroa Grande, José Barbosa de Andrade (PSD), à sua pré-candidatura à reeleição. O anúncio foi feito no município da Zona da Mata Sul, durante encontro com lideranças locais.
Segundo Humberto, o apoio é resultado da atuação conjunta no município. “O apoio do prefeito José Barbosa é fruto de uma trajetória dedicada à população e ao trabalho que a gente vem fazendo juntos em São José da Coroa Grande”, afirmou.
A Justiça italiana apontou falta de informações concretas sobre a assistência médica no sistema penitenciário do Brasil como o principal fundamento para anular a extradição de Carla Zambelli (PL-SP) e determinar uma nova análise do caso no início de julho.
No documento, a Corte de Cassação da Itália afirma que as autoridades brasileiras não detalharam se a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, teria condições de oferecer o acompanhamento médico constante e especializado exigido pelo quadro de saúde de Zambelli. As informações são da CNN.
Os juízes, por outro lado, rejeitaram os argumentos da defesa de que a ex-deputada seria alvo de perseguição política e de que o processo relacionado ao episódio de perseguição armada teria sido conduzido por um tribunal parcial, o STF (Supremo Tribunal Federal).
A íntegra da decisão, obtida pela CNN, mostra que a Corte entendeu serem insuficientes as garantias diplomáticas apresentadas pelo governo brasileiro.
Embora o Brasil tenha informado que Zambelli teria acesso ao sistema público de saúde e que a embaixada italiana poderia acompanhar sua situação, os magistrados consideraram que as informações eram genéricas e não esclareciam como seria assegurado, na prática, o tratamento médico da ex-deputada.
Segundo os juízes, a defesa apresentou documentos indicando que Zambelli possui um quadro clínico que demanda acompanhamento contínuo.
A Corte também afastou a alegação de perseguição política. Segundo o acórdão, não foram identificados elementos que indiquem que a condenação de Zambelli tenha sido motivada por razões políticas ou que tenha havido violação às garantias do devido processo legal.
Os juízes ainda rejeitaram o argumento de parcialidade do STF.
O núcleo duro da campanha do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda tenta reverter a decisão da federação PP-União Brasil de se manter independente na disputa presidencial. O grupo acredita na possibilidade de aliança com o Republicanos, que também caminha para a neutralidade. As informações são do blog do Camarotti.
Com o PP, uma das estratégias cogitadas pelo grupo é apelar para a “lealdade incondicional” declarada pelo senador Ciro Nogueira a Jair Bolsonaro. Os emissários querem sensibilizar Ciro de que a prisão do ex-presidente seria injusta e só poderia ser revertida com a eleição de Flávio.
Leia maisPara essa ofensiva, a campanha de Flávio conta com o apoio da deputada federal Simone Marquetto (PP-SP). Mulher e católica, Simone é cotada nos bastidores como uma das possíveis vices de Flavio. Marquetto é bolsonarista e tem defendido uma aliança com o PL.
O desafio, no entanto, não será fácil. Aliados de Ciro Nogueira apontam que é difícil demovê-lo da ideia da independência por algumas razões. Primeiro porque Ciro estaria magoado com a falta de defesa de Flávio Bolsonaro após a Operação Compliance Zero.
O presidente do PP foi alvo de busca e apreensão por suposto envolvimento na trama de Daniel Vorcaro e se queixa com a ausência de manifestações púbicas pela parte de Flavio. Ao contrário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que defendeu o senador Jaques Wagner, também alvo da PF por supostas relações com o Master.
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O jornalista Roberto Murilo, meu conterrâneo da nação pajeuzeira, lançará oficialmente o seu portal de notícias no próximo 12 de setembro, em São José do Egito, berço imortal da poesia. Roberto trabalhou durante anos em programas televisivos do SBT e agora amplia sua atuação no meio digital com um veículo voltado à cobertura de fatos de Pernambuco e do Brasil.
O lançamento ocorrerá durante a FENAP – Feira de Negócios do Alto Pajeú, onde também haverá participação da Rádio Cultura FM 94,7, emissora onde atua hoje como âncora. A estreia do Portal Roberto Murilo contará com a presença especial do jornalista Danilo César, ex-repórter da TV Globo Nordeste.
Além da cerimônia oficial do portal, Danilo também estará no estande da Rádio Cultura FM durante a feira. A expectativa é que o evento reúna autoridades, profissionais da comunicação e moradores da região para marcar o início de um novo projeto jornalístico voltado à informação com foco no Sertão e em todo o estado de Pernambuco.
O senador Izalci Lucas lança oficialmente a sua pré-candidatura a deputado federal pelo PL-DF para as eleições deste ano. A decisão reflete um reposicionamento estratégico diante da conjuntura política e das diretrizes do partido nacional, reafirmando seu compromisso inegociável com a população do Distrito Federal e do Brasil. Embora o projeto de concorrer ao Governo do Distrito Federal permaneça como um sonho apenas adiado, Izalci destaca que o momento exige pragmatismo e trabalho contínuo nos espaços de grande impacto decisório.
“O nosso sonho não acabou, apenas foi adiado. Não desisti de ser governador do Distrito Federal, mas diante da posição do PL Nacional, entendo que a hora de realizarmos este sonho ainda irá chegar. Não posso e não vou ficar parado enquanto o nosso ‘quadradinho’ pede socorro e clama por dias melhores. A Câmara dos Deputados precisa de nomes capacitados e comprometidos para destravar pautas históricas que estão paradas e que afetam diretamente o DF e a Região Metropolitana”, declarou.
Com vasta experiência legislativa e reconhecida atuação nas áreas de Educação, Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social, Izalci Lucas levará para a Câmara Federal a liderança necessária para defender os interesses da capital federal e fortalecer a bancada no Congresso Nacional.
O prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, anunciou, hoje, durante reunião realizada na Sala de Monitoramento da Prefeitura, a solução definitiva para a situação dos toyoteiros do município. O encontro reuniu representantes da categoria, entre eles Naldo, Sebastião e Zé de Manu. Ao final da reunião, o gestor informou a publicação de um decreto disciplinando o serviço de fretamento e garantindo mais segurança jurídica aos profissionais.
O decreto enquadra os veículos de placa vermelha autorizados na categoria de fretamento, normalizando a prestação de serviços privados de fretes, carretos, transporte remunerado de pequenas cargas, mudanças e atividades correlatas em Caruaru. Segundo Rodrigo Pinheiro, a medida foi construída após diálogo com os trabalhadores e a população, garantindo uma solução dentro da legalidade. “Não demos ouvidos aos aproveitadores que gostam de fazer barulho. Escutamos a população que precisa desse serviço e respeitamos esses profissionais. Encontramos uma solução pioneira após pesquisarmos experiências em todo o Brasil”, afirmou.
Leia maisRepresentando a categoria, os toyoteiros agradeceram ao prefeito pela condução do diálogo e pela solução encontrada. “Agradecemos ao nosso prefeito Rodrigo Pinheiro por nos escutar e beneficiar todos os toyoteiros da zona rural”, destacou Naldo, que atua no transporte alternativo há 31 anos.
Rodrigo Pinheiro lembrou que a situação teve origem na concessão do transporte público realizada em 2015, durante a gestão do então prefeito Zé Queiroz. O impasse se arrastava na Justiça desde 2016 e uma decisão judicial de 2020 passou a ser aplicada recentemente. Com o novo decreto, os toyoteiros poderão continuar trabalhando de forma regularizada, com mais tranquilidade e segurança, mantendo um serviço essencial para a população, especialmente da zona rural.
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O governo de Donald Trump comentou, hoje, as falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o secretário Marco Rubio. Na última segunda (20), Lula afirmou que, se Rubio quiser apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro, “que venha, que monte um comitê”. Questionado pelo portal G1, um porta-voz do Departamento de Estado se limitou a afirmar que os Estados Unidos estão interessados na “liberdade de expressão” e na “integridade do processo democrático” no Brasil.
“Em termos gerais, os Estados Unidos têm um interesse histórico e global na liberdade de expressão e na integridade dos processos democráticos em todo o mundo, inclusive no Brasil”, diz a nota. O tom adotado pelo governo Trump ressoa com o do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Na última terça (21), Flávio atacou as urnas eletrônicas com acusações já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A família Bolsonaro tem Marco Rubio como aliado nos EUA.
Leia mais‘A gente vai derrotar todos’
Além de citar Rubio, Lula também afirmou em seu discurso na segunda que “vai derrotar todos”, em nome da democracia. “Se o secretário de Estado americano Marco Rubio quiser vir apoiar o meu adversário, que venha, que monte um comitê, porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia desse país”.
Sem citar nomes, o presidente voltou a falar que “antigamente traidor era enforcado”. Em outras ocasiões, Lula chegou a chamar os integrantes da família Bolsonaro de ‘traidores da pátria’.
“Hoje temos não um, mas vários traidores que vão aos EUA pedir para os EUA impor punição ao Brasil. Eu acho isso tão engraçado que eles podem até montar um comitê para apoiar nosso adversário aqui, porque não há neste país, a não ser vocês, que decida que país a gente quer para os próximos anos nesse país”.
Lula deu a declaração durante a convenção nacional do Partido Democrático Trabalhista (PDT), na sede nacional do partido em Brasília. Durante o evento, o PDT anunciou apoio à pré-candidatura à reeleição do petista. O apoio foi aprovado por unanimidade dos presentes na convenção.
Durante o discurso, o presidente afirmou ainda que está “convidando quem quiser do mundo para ver as eleições aqui no Brasil” e que não tem “o direito de perder essas eleições”. “Nós não temos o direito de perder essas eleições. Nós não temos o direito de permitir que o negacionismo, o fascismo, volte a pensar em governar esse país. Outro dia eu disse, nesse país antigamente traidor era enforcado. Trair a pátria é uma coisa muito grave”.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O detalhe pode ter passado quase despercebido no noticiário. Mas movimentou intensamente os bastidores do PSD. No meio de uma pesquisa sem maiores novidades, a Real Time Big Data aponta a possibilidade de vitória do candidato do partido, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado num eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
É uma possibilidade dentro da margem de erro, mas Caiado aparece à frente: 44% contra 43%. É o único cenário na pesquisa (e também em todas as outras recentes) em que Lula não é o vencedor nos cenários pesquisados. O problema de Caiado é conseguir chegar a esse segundo turno, porque ele é apenas o quarto no cenário de primeiro turno, com 7% das intenções de voto, atrás de Flávio Bolsonaro (PL), que tem 33%, e de Renan Santos (Missão), com 9%. Na Real Time Big Data, Lula lidera com 40%.
Leia maisO detalhe na Real Time Big Data consolida uma mudança de tom. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, e o restante do comando da campanha constataram que de nada adiantava Ronaldo Caiado concentrar seus ataques e críticas no governo Lula. No imaginário atual do eleitorado brasileiro, a referência de oposição a Lula é Flávio Bolsonaro. Bater em Lula significa fazer crescer Flávio, e não Caiado. Diante da constatação, as baterias foram movidas de lugar. O alvo passou a ser Flávio.
Caiado critica o fato de Flávio ter se reunido com 42 embaixadores para atacar as urnas eletrônicas. “42 embaixadores numa sala. Dava para vender soja. Dava para abrir mercado para a indústria. Dava para atrair investimento. Resolveram falar de urna eletrônica!”, escreveu Caiado. E bate boca com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro por ele ter conseguido o Green Card dos Estados Unidos. “Green Card quem precisa é o produtor rural brasileiro (…) Não é turismo, é autoridade moral para governar”. Eduardo passou recibo e respondeu.
Tudo isso coincide com mudanças na equipe de comunicação de Ronaldo Caiado e do PSD. O jornalista Mauro Zanatta, que acompanhou Caiado na pré-campanha, afastou-se na terça-feira. Ele tinha contrato somente na pré-campanha e não renovou por problemas pessoais. E entrou no comando das redes de Caiado Marcos Carvalho. Que, coincidência ou não, antes trabalhava com Flávio Bolsonaro.
Marcos Carvalho tem um estilo mais agressivo de movimentar as redes sociais. E o comando do PSD também já constatava a necessidade de um tom mais incisivo. O Correio Político mesmo já destacara que no Índice Brasil de Impacto Digital (IBR), que mede o desempenho digital dos candidatos à Presidência, Caiado sempre teve o pior desempenho.
A constatação, então, é que uma movimentação mais agressiva e voltada para atacar Flávio poderia movimentar as linhas tectônicas da disputa eleitoral, especialmente porque o candidato do PL enfrenta um momento de crise às vésperas da convenção nacional do partido marcada para este sábado (25), sem conseguir ampliar alianças.
Quando Gilberto Kassab resolveu ser o vice de Caiado, a estratégia já contava com a possibilidade de ampliação de alianças diante das dificuldades de Flávio nesse sentido. Kassab buscava entregar à chapa do PSD justamente sua expertise na negociação política, acenando com uma opção mais palatável para compor.
Esse movimento já acontecera em Santa Catarina. Quando a chapa do PL negou espaço para a tentativa de reeleição do senador Esperidão Amin (PP), foi na chapa do PSD, que terá como candidato a governador o ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues. A chapa terá também o apoio do MDB, igualmente escanteado pelo PL.
Foram essas situações que levaram o PP e o União Brasil a anunciarem na quarta-feira (22) a posição de neutralidade na eleição presidencial. Flávio contava com essa aliança. Até imaginava ter aí a sua candidata à vice-presidência. Numa avaliação parecida, o Republicanos também deverá adotar a mesma posição de neutralidade.
Há uma brincadeira no campo conservador que Ronaldo Caiado é uma espécie de “fundador” da direita. Porque se classificava assim quando a maioria dos políticos fugia dessa identificação. No PSD, considera-se que Caiado tem realizações a mostrar. Há uma aposta de que tudo pode se somar nesse momento de desidratação de Flávio.
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Por Antonio Magalhães*
Planos de governo de candidatos ao Executivo sempre foram confundidos com promessas de campanha. Na verdade, o tem a ver esta confusão? Nenhum deles jamais foi cumprido como se propôs. O primeiro é apenas um papelório de 20 a 300 páginas com platitudes e generalizações para cumprir a obrigatoriedade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e as promessas são pura lábia dos disputantes. Um “eu prometo…” virou folclore político.
Toda desculpa de amarelo é comer barro, diz a expressão popular. Já a alegação para a falta de cumprimento do compromisso que foi registrado e gritado em praça pública é outra desfaçatez, impedido, segundo os enganadores, por uma combinação de fatores institucionais, políticos e orçamentários. Os redatores de muitos desses planos nunca deram importância a estas barreiras porque a intenção era mesmo manipular emoções e sonhos que sabiam que não iam ser concretizados. Coisa da má política.
A ponto de o plano de governo de Lula na campanha presidencial de 2022 parecer um deboche: em documento de 21 páginas, o candidato à Presidência pelo PT defendeu a revogação do teto de gastos, revisão do regime fiscal e combate à fome e pobreza. Quatro anos depois o resultado foi invertido. Pipocaram os gastos do governo, cresceram exageradamente os impostos fechando empresas e extinguindo empregos, a inflação comeu o orçamento doméstico e a pobreza continuou.
De acordo com o programa de Lula em 2022, para o país voltar a crescer e sair da crise não especificada, o Brasil precisaria, na época, de normalidade e respeito institucional, com ‘observância integral’ à Constituição Federal, que estabelece os direitos e obrigações de cada poder, de cada instituição, de cada um de nós. “Nosso compromisso democrático pressupõe o diálogo permanente e respeitoso entre os poderes da República e entre os entes da Federação”, registrava o documento. Um momento fantasia: nem foram respeitados os direitos civis nem dadas garantias e liberdades individuais.”
Pelo mesmo plano de governo petista seria instituída ainda de forma inédita no Brasil uma política de Estado de prevenção e combate à corrupção e de promoção da transparência e da integridade pública.” Faremos com que o combate à corrupção se destine àquilo que deve ser: instrumento de controle das políticas públicas para que os serviços e recursos públicos cheguem aonde precisam chegar”, uma iniciativa vista depois a que não deu em nada, diante de tantos escândalos financeiros do atual governo, INSS, Banco Master…
E até mesmo a questão policial, que produz hoje graves ruídos na relação diplomática do Brasil com os Estados Unidos, estava inserida no plano de governo de Lula. O documento propôs, na época, a colocação em prática de uma nova política sobre as drogas no país, “focada na redução de riscos, prevenção e assistência ao usuário”. Ao mesmo tempo, o plano apostava na desarticulação das organizações criminosas por meio do fortalecimento da investigação e da inteligência. Outro momento fantasia.
Como vem acontecendo durante o período eleitoral, os planos de governo funcionam como documentos de intenção e marketing político, mas poucos têm compromisso com a verdade e podem expor a capacidade deles de serem concretizados.
Como o do marinheiro de primeira viagem, o pré-candidato presidencial Flávio Bolsonaro tem crédito junto ao eleitor que vai observar se o seu plano de governo vai ser cumprido ou não. O senador foi claro quando estabeleceu sua diretriz para o grande problema que afeta o país: a segurança pública. Procura buscar uma solução para a falta de propósito de Lula na área. Se o atual presidente se esquivou de apoiar as classificações de narco terroristas das organizações criminosas PCC e Comando Vermelho, relevando o combate a elas, o Bolsonaro Júnior, como o pai, vai topar essa briga.
Está inscrito no seu plano de governo, já anunciado, o enquadramento penal das facções criminosas, a construção de mais cinco presídios federais, pretende dobrar os investimentos federais em segurança, determinar a castração química para estupradores, promover a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos e atuar para o endurecimento de penas para roubo, furto e receptação. Furtar celular para tomar uma cervejinha vai dar cana braba. Outros detalhes estão nas suas redes sociais.
Enquanto fecha a diretriz do combate à inflação, outro grave problema nacional, o pré-candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL) apresentou o programa que estimula a economia e busca da prosperidade entre as mulheres. Chama-se o ‘Brasil por Elas’, com propostas voltadas à inclusão digital, proteção, qualificação profissional e apoio financeiro ao segmento. De acordo com o senador, o projeto tem foco na realidade das mulheres brasileiras, especialmente das mães, e busca reconhecer o papel feminino na formação da família e na administração do orçamento doméstico.
Pelo programa será criada a Central da Mulher, plataforma digital que reunirá serviços de proteção, qualificação e acesso a políticas públicas. O sistema contará com a assistente virtual MarIA, baseada em inteligência artificial. Para viabilizar o acesso à plataforma, a proposta prevê internet gratuita para 70 milhões de mulheres em situação de vulnerabilidade. “A internet é o futuro, e ela precisa estar na palma da mão”, afirmou Daniela Marques, ex-presidente da Caixa Econômica e colaboradora na área econômica do plano de governo do PL.
“Já conversamos com várias operadoras de internet móvel que têm interesse em fazer essa parceria. Uma inclusão de verdade para mulheres e idosos”, acrescentou.
O pré-candidato do PL deixou claro na sua mais recente entrevista na web que chega à convenção partidária neste fim de semana sem muita conversa mole e fofoca sobre sua disposição para disputar o cargo de presidente da República. Seu programa de governo vai ser totalmente exposto e discutido – segurança pública, inflação, saúde, educação, meio ambiente…
Porque ninguém suporta mais andar nas ruas com medo de ser assaltado por bandidos e morto por um celular, ter seu orçamento doméstico comido pela alta de preços, morrer em fila de espera em hospitais, ser vítima de uma educação capenga orientada pelos discípulos de Paulo Freire ou ver o seu meio ambiente destruído pelo descaso governamental. Chegou a hora da luta nas urnas eletrônicas – espero com os votos registrados em papel. Vamos lá, Brasil. É isso.
*Jornalista
