Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O cientista político Antonio Lavareda participou de uma entrevista organizada pelo jornalista Magno Martins, em parceria com o jornal Folha de Pernambuco. Diversos jornalistas de todo o país foram convidados para fazer perguntas, inclusive o titular deste Correio Político. E a maioria deles aproveitou a experiência de Lavareda na leitura das pesquisas e do cenário político para ouvir as avaliações dele sobre as chances do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ungido por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na corrida eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E a avaliação de Lavareda difere da que tem sido feita por boa parte dos políticos do Centrão e mesmo do PL.
Para Lavareda, Flávio tem boas chances. O filho 01, avalia o cientista político, é tão competitivo na corrida eleitoral “quanto seria Jair Bolsonaro”. Para Lavareda, “o eleitor que votaria em Bolsonaro provavelmente irá votar em Flávio”. Lavareda calcula que Flávio possa ter de 90% a 95% dos votos do bolsonarismo. Na mesma linha de raciocínio, Lavareda considera que a rejeição a Flávio tende a diminuir ao longo da disputa.
Leia maisNa sua avaliação, a rejeição diminuirá à medida que os eleitores bolsonaristas mais perceberam que o senador de fato é o nome ungido por seu pai, o nome que Jair Bolsonaro chancela. Isso tende a reduzir as chances dos demais nomes do campo conservador. Mas, na avaliação de Lavareda, isso só viria a ser de fato uma vantagem para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se o levasse a vencer as eleições no primeiro turno, o que as pesquisas não indicam. Se o campo conservador sair dividido, com vários candidatos, no primeiro turno, se une no segundo.
A divisão da direita propondo diversas candidaturas neste momento foi a pergunta feita pelo Correio Político. “Desde a criação da reeleição e do segundo turno, a pulverização do campo adversário em várias candidaturas tem sido um grande problema para o incumbente”, avalia Lavareda. Lavareda brinca com um famoso ditado: “A divisão faz a força”.
“Incumbente” é como a ciência política chama o candidato que disputa novo mandato no mesmo cargo. O raciocínio de Lavareda é que, nesses casos, todos os adversários na disputa tendem a ser contra ele. Assim, os eleitores que não o escolheram no primeiro turno tendem a votar contra ele no segundo.
Hoje, na avaliação de Lavareda, as reações ao nome de Flávio partem mais de um desejo do campo conservador, especialmente do Centrão, de controlar o processo eleitoral para além da vontade de Jair Bolsonaro. Imaginavam que o ex-presidente preso reduzisse sua capacidade de condução passando a tarefa.
Imaginavam que poderiam aprisionar o bolsonarismo em torno de uma candidatura do Centrão. No caso, a aposta era o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Que Bolsonaro, enfraquecido e preso, cederia para negociar mais tarde sua liberdade com quem ganhasse tendo o apoio do seu campo.
Para Lavareda, mesmo que não sejam os candidatos do bolsonarismo, qualquer um dos nomes do campo conservador levará esses votos bolsonaristas para o segundo turno. No caso do Centrão, porém, fica a pergunta: pragmático como é, o grupo se lançará numa aventura sem previsão? Ou corre para quem tiver mais chance?
Assim, para onde irá o Centrão é, para Lavareda, “a pergunta de US$ 1 milhão”. Não há, para ele, uma resposta definitiva sobre os rumos do Centrão. “No Centrão, nada é definitivo”, considera. “O Centrão é uma entidade metafísica, uma maçonaria sem loja”. Amorfo, ele tende ir para onde o vento levar.
Se não tiver chances de eleger o próximo presidente, dada a manutenção da polarização, o Centrão fará a escolha mais conveniente para agir como força complementar. Sabe o que ganha e o que perde numa aliança com Lula. Avaliará o que ganha ou o que perde num eventual outro arranjo.
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Por Larissa Rodrigues – repórter do Blog
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (PSDB), explicou, em nota, que o Regimento Interno da Alepe o autoriza a mandar projetos para a Procuradoria da Casa antes de serem submetidos às comissões.
Deputados da base do Governo Raquel Lyra (PSD) ficaram incomodados com essa medida adotada hoje pelo presidente. (veja aqui) Confira abaixo a íntegra da nota enviada ao Blog por Porto:
Leia mais“Nota à Imprensa
Com vistas a afastar interpretações que não coincidem com a realidade, gostaríamos de esclarecer:
1 – Hoje, dia 2/1/26, foi aprovada a convocação extraordinária encaminhada pelo Executivo, constando as mensagens 70/2025, 71/2025, 72/2025 e 73/2025;
2 – Das quatro mensagens, duas foram remetidas à Procuradoria (70/2025 e 71/2025) e as outras duas às comissões temáticas (72/2025 e 73/2025);
3 – As mensagens 70/2025 e 71/2025 foram remetidas à Procuradoria fundadas nas seguintes razões. A) A mensagem 70/2025 altera a Lei Orçamentária Anual para o exercício de 2026; lei essa que foi objeto de veto pelo Executivo com rejeição liminar pelo Presidente da Casa e decisão judicial que sustou os efeitos desse ato. Há necessidade de se definir qual rito do processo legislativo que será adotado e se a tramitação é compatível com a pendência do exame dos vetos. B) A 71/2025 trata sobre autorização em caráter excepcional de repasse de recursos pelo Tribunal de Justiça ao Poder Executivo estadual cujo prazo expirou-se no dia 30/12; data essa, aliás, em que o Executivo encaminhou convocação extraordinária constando essa mensagem. Diante desse fato, requer-se a análise prévia da legalidade e constitucionalidade da proposta;
4 – A prerrogativa do Presidente em solicitar pronunciamento da Procuradoria está prevista no inciso XIX do artigo 63 do regimento interno combinado com o parágrafo primeiro do mesmo artigo. A competência da Procuradoria decorre dos incisos, VI, VII, IX e XVI do artigo terceiro da lei 15.161/2013. A análise prévia por parte do Presidente está prevista no artigo 213 do Regimento Interno”.
Álvaro Porto – presidente da Alepe
Abaixo, seguem os despachos publicados pelo presidente da Alepe:
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A ex-prefeita de Itaíba, Regina da Saúde, encerrou 2025 com saldo positivo na pré-campanha para deputada estadual e se consolida como um dos nomes competitivos para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), em 2026, pelo Podemos. Com trajetória marcada por dois mandatos à frente do Executivo municipal, Regina ampliou sua articulação política e fortaleceu um projeto voltado à representação do interior do estado.
“2025 foi um ano de muito diálogo e construção coletiva. Encontrei, por onde passei, o desejo de mais representação e oportunidades para o interior. Chego a 2026 preparada e confiante para defender o desenvolvimento, o emprego e a melhoria da qualidade de vida dos pernambucanos”, afirmou Regina. Com crescimento político e rede de apoios em expansão, a ex-prefeita avança na pré-campanha como um nome cada vez mais forte na disputa por uma vaga na Alepe.
Ao contrário do que informamos em postagem anterior, a reestreia do Frente a Frente na Gravatá FM será na próxima segunda-feira e não hoje. O programa, que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, de segunda a sexta-feira, de 18 às 19 horas, está presente hoje em 48 emissoras em quatro Estados nordestinos.
A Gravata 92,3 FM pertence ao grupo do empresário Gilson Machado Neto, que já tem uma outra emissora integrante da rede, a Maragogi 97,3 FM, em Alagoas. Começamos 2026, portanto, ampliando seu raio de atuação e audiência na Região.
Por Zé Américo Silva*
Em Brasília, criou-se uma gramática política: “transparência” virou sinônimo de “perseguição”. Toda vez que a Polícia Federal bate à porta, que o Tribunal de Contas rastreia uma emenda suspeita ou que o Ministério Público pede inquérito, a reação é previsível: discurso inflamado nas redes, ataques à Justiça e à imprensa. O problema nunca é o desvio de dinheiro público, é sempre “o exagero da fiscalização”.
Enquanto isso, os fatos avançam. Em 2025, a PF deflagrou a Operação Transparência para investigar o desvio de recursos de emendas parlamentares, apurando crimes como peculato e corrupção em esquemas que envolvem gabinetes em Brasília e alianças locais. Por decisão do ministro Flávio Dino, a corporação faz um pente-fino em emendas apresentadas por mais de 90 políticos com mandato ou ex-mandato no Congresso, justamente para decidir onde abrir novos inquéritos. Não se trata de boato, mas de investigação formal, com busca e apreensão autorizadas pelo STF.
Leia maisO quadro é ainda mais grave nas chamadas “emendas Pix”, atalho criado para acelerar a transferência de recursos sem plano de trabalho detalhado. Estudo da Transparência Brasil mostrou que, em 2024, 941 emendas desse tipo destinaram R$ 8,2 bilhões, mas menos de 1% informava claramente quem seria beneficiado e para qual finalidade o dinheiro seria usado. Ao mesmo tempo, decisões do STF e do TCU falam em dezenas de milhares de emendas sob suspeita, com indícios de desvio, lavagem de dinheiro e conexão com redes criminosas.
Na Previdência, o roteiro se repete. A CPMI do INSS revelou um esquema de descontos fraudulentos em benefícios de aposentados e pensionistas. Em uma das frentes, a PF aponta que um deputado federal teria recebido mais de R$ 14 milhões em propinas, por meio de empresas de fachada, em troca de proteger o esquema. Enquanto o aposentado perde parte do benefício sem saber por que, há parlamentares transformando o INSS em fonte estável de caixa paralelo.
Diante desse cenário, há dois caminhos. O primeiro é o da política responsável: encarar as investigações, abrir os dados das emendas, divulgar quem recebe quanto e por que, explicar critérios e reforçar controles. O segundo é o da vitimização: gritar “perseguição”, acusar complôs, tentar aprovar PECs da blindagem e tratar qualquer tentativa de transparência como guerra institucional.
Não é por acaso que parte do Congresso escolhe a segunda rota. Emendas parlamentares viraram, para muitos, sinônimo de poder privado sobre o dinheiro público: moeda de troca com prefeitos, combustível de campanhas, ferramenta para construir feudos eleitorais. Quanto menos rastros, melhor. Quando o STF exige plano de trabalho, quando o TCU manda identificar beneficiários ou quando o Ministério da Justiça aciona a PF para investigar milhões em emendas suspeitas, não está “perseguindo” ninguém: está apenas lembrando que orçamento não é balcão de negócios.
Transparência não prende inocente. O que coloca parlamentar na mira da PF, do Ministério Público e dos tribunais são notas frias, empresas de fachada, contratos superfaturados, ambulâncias que nunca chegam, obras que não saem do papel, aposentados saqueados no contracheque. Quem tem emenda limpa, com critério e execução correta, deveria ser o primeiro interessado em que tudo esteja na internet, acessível a qualquer cidadão.
Para muitos, porém, transparência continua sendo sinônimo de perseguição porque expõe o óbvio: há gente que enriquece às custas da miséria alheia, usando o mandato para operar esquemas e não para representar o eleitor. Sem admitir isso, o debate sobre emendas seguirá encenado: investigados posando de mártires, denúncias carimbadas como “ataques à democracia” e o contribuinte, mais uma vez, no papel de figurante enganado pela cortina de fumaça.
*Jornalista e consultor de Marketing Político
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Por Larissa Rodrigues – repórter do Blog
Após a aprovação do período extraordinário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), na manhã de hoje, a líder da bancada do Governo, deputada Socorro Pimentel (UB), questionou ao presidente se seria dado encaminhamento à tramitação dos projetos do Estado de forma imediata.
O deputado Álvaro Porto (PSDB), que conduziu a sessão, informou que primeiro remeteria as matérias à Procuradoria da Casa, para que só então siga para as Comissões de Justiça, Finanças e Administração. A medida causou incômodo nos deputados da base governista porque, afirmaram, não está prevista no Regimento Interno da Alepe.
Leia mais“O regimento é muito claro. As matérias devem ser enviadas às comissões. O que ele (Álvaro) quer é levar à Procuradoria para que ela dê um parecer do entendimento dele próprio”, declarou Débora Almeida (PSDB).
A parlamentar é uma das mais aguerridas na defesa do Governo Raquel Lyra (PSD) na Alepe. Ela ainda acrescentou: “quem recebeu votos do povo para apreciar matérias fomos nós, deputados e deputadas, não os procuradores. A constitucionalidade dos projetos é avaliada pela Comissão de Justiça”.
O deputado Luciano Duque declarou: “há uma inversão da ordem, uma maioria está submetida às vontades de uma minoria”. O parlamentar referiu-se à maioria governista que, segundo ele, está submetida a minoria comandada por Álvaro na Casa.
A própria Socorro Pimentel e também o deputado Antônio Moraes (PP) concordam com essa visão e comentaram que a medida de Álvaro Porto tem o objetivo de atrapalhar o governo protelando a tramitação. “A postura da bancada de oposição, hoje, já diz muito, porque não havia nenhum deputado oposicionista no Plenário (com exceção de Álvaro)”, observou Socorro Pimentel.
Procuradoria
As matérias enviadas por Álvaro Porto para a Procuradoria da Alepe são a n° 70/2025, que altera a LOA, e n° 71/2025, do Tribunal de Justiça (PE). Segundo a Casa, após o parecer, será cumprido o rito regimental e elas seguem para as comissões, sendo a primeira de Justiça. Após as comissões, as matérias serão pautadas em Plenário.
Nos despachos do presidente, ele argumenta que enviou as matérias à Procuradoria para que sejam observados os ritos regimentais e a constitucionalidade dos textos.
“Não faríamos nada que não estivesse de acordo com o Regimento Interno. Há inconformidades nessas duas matérias que precisam ser avaliadas pela Procuradoria. No projeto do TJPE, por exemplo, os prazos para remanejamento de recursos venceram em 30 de dezembro de 2025”, afirmou o presidente.
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Por Betânia Santana – Folha de Pernambuco
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), negou, na noite de ontem, ter beneficiado o filho de uma procuradora do Ministério Público de Contas (MPCO), órgão vinculado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), e de um juiz do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) no último concurso para procurador da prefeitura, realizado em 2022.
Sustentou que a Procuradoria-Geral do município tomou uma decisão administrativa ao, inicialmente, considerar como primeiro colocado um candidato com transtorno do espectro autista (TEA), que apresentou laudo depois do concurso. Explicou que a Procuradoria do Recife recuou após determinação da Justiça, contemplando um outro candidato com deficiência física, que já havia se colocado na lista de PCD quando o certame foi realizado.
Leia mais“Não há nenhuma decisão de mudança de nota, de passar na frente, não é isso. Não tem ninguém nomeado em função de nome, sobrenome ou parentesco. Isso não existe. Isso é uma ilação. Não existe isso de forma nenhuma, em nenhum concurso da prefeitura”, assegurou o prefeito João Campos, após participar da primeira missa do ano no Santuário do Morro da Conceição, na Zona Norte da cidade, onde foi agradecer e pedir proteção.
Dois aprovados
A polêmica no resultado do concurso começou porque Lucas Vieira Silva ficou na 63ª colocação geral, mas apresentou um laudo, com aval da Justiça Federal do Trabalho, apontando ter sido diagnosticado com autismo. A Procuradoria do Recife aceitou o documento e Lucas passou a ocupar o primeiro lugar nas vagas reservadas a pessoas com deficiência (PCD).
Deficiente físico, o advogado Marko Venicio dos Santos Batista, que tinha passado em primeiro lugar na lista de PCD, acabou ficando na segunda colocação. Ele recorreu da decisão e o recurso foi aceito pela Procuradoria do Recife. Depois de revisto o resultado, a prefeitura nomeou Marko Venicio como procurador, em edição extra do Diário Oficial da última quarta-feira.
“Estou absolutamente tranquilo. Não tem nenhuma dificuldade com absolutamente nada. E só reforçando, toda a decisão tomada do ponto de vista técnico, com base em laudos da Justiça Federal do Trabalho, dando a capacidade de recorrer do ponto de vista administrativo. A partir do momento em que o candidato que se sentiu prejudicado apresentou um recurso, de forma imediata foi apreciado”, enfatizou João Campos.
Política envesada
João Campos descartou ter ficado irritado com a repercussão que o caso ganhou e não descarta que a avaliação das classificações dos dois candidatos tenha sido tendenciosa.
“Acho que tem uma leitura enviesada da política. Primeiro, eu não vi ninguém falando que havia um candidato com autismo e que outro tinha uma deficiência física. Não tem isso de ‘pular na frente’. No concurso é assim: a cada quatro nomeações, a quinta é uma nomeação de cota. Não tem como você passar na frente de ninguém”, argumentou.
Segundo o prefeito, a procuradoria concluiu que essa discussão deve se dar a partir de agora na esfera do Judiciário. “A procuradoria entendeu que não deve ser mais uma discussão administrativa e que cada um brigue pelo seu direito na Justiça”, sentenciou.
Diagnostico tardio
João Campos lembrou ainda ser natural que diagnósticos de autismo se deem depois de algum tempo. E usou a realidade da Prefeitura do Recife como exemplo.
“Em oito anos aumentou em 35 vezes o número de crianças com TEA. Você tem muitos casos em que a pessoa descobre ter TDAH ou autismo na fase de jovem ou já adulto. Esse é um fato contemporâneo”, contextualizou.
Comando
O gestor refutou qualquer possibilidade de mudança no comando da Procuradoria-Geral, hoje sob a responsabilidade do advogado Pedro Pontes. O procurador-geral tem status de secretário. Disse não haver esse risco e que é rotina na pasta nomear servidores, fazer novas chamadas porque nem sempre os cargos são ocupados, e enfrentar judicialização. “Existem diversos recursos administrativos (impetrados pelos candidatos).”
“É uma rotina permanente de nomeações e nomeações que existem em função de concurso. É importante só deixar muito claro que o caso em discussão é de uma pessoa que tem autismo e que isso foi laudado, esse laudo é da Justiça Federal do Trabalho”, reforça.
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O governo Lula fechou o ano de 2025 com a maior quantia paga em emendas parlamentares em um único ano, na história do Brasil. Ao todo, foram pagos R$ 31,5 bilhões em emendas impositivas ou discricionárias – quando não há obrigatoriedade de pagamento por parte do governo.
Os dados, compreendidos até o dia 31 de dezembro de 2025, foram extraídos pelo portal G1 do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), do Ministério do Planejamento e Orçamento.
Leia maisAo todo, foram pagos 67% das emendas empenhadas, R$ 47 bilhões, que por sua vez, foram empenhados quase na totalidade do que foi autorizado, R$ 48,5 bilhões. Inicialmente o orçamento da União para 2025 previa R$ 50 bilhões, mas o valor foi reduzido ao longo do ano.
Entre as emendas pagas, a maior parte delas foram impositivas (83,1%). Foram R$ 19,9 bilhões para emendas individuais, que levam o selo de classificação de cada um dos parlamentares que fizeram as indicações e outros R$ 6,3 bilhões em emendas das bancadas estaduais.
Outros R$ 5,3 bilhões foram pagos em emendas não obrigatórias, de poder das comissões temáticas do Congresso. Elas também foram as emendas com o menor percentual de pagamento neste ano, 47,4%.
Entretanto, apesar da baixa execução de pagamentos, o governo empenhou quase a totalidade das emendas de comissão previstas no orçamento, R$ 11,2 bilhões (98%). Assim, tudo que foi empenhado e não foi pago devem ser reclassificadas como “restos a pagar” e poderão ser pagas nos próximos anos.
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Por Cláudio Soares*
Direito e arbitrariedade nunca caminharam tão próximos quanto agora. No Brasil contemporâneo, essa aproximação não é apenas perceptível – ela se tornou estrutural. O Supremo Tribunal Federal, guardião constitucional por definição, passou a ocupar um espaço ambíguo nas engrenagens do poder, onde a fronteira entre interpretação jurídica e vontade política se torna cada vez mais difusa.
Não se trata de negar a importância histórica do STF nem de ignorar o papel que a Corte desempenhou em momentos decisivos da democracia brasileira. O problema surge quando a exceção vira método e a discricionariedade substitui a previsibilidade jurídica. Em nome da estabilidade institucional ou da “defesa da democracia”, práticas que antes seriam consideradas abusivas passam a ser naturalizadas.
Leia maisDecisões monocráticas com efeitos amplos, inquéritos conduzidos sem a separação clara entre acusador e julgador, mudanças jurisprudenciais abruptas e a relativização de garantias fundamentais alimentam uma percepção crescente de arbitrariedade. O direito deixa de ser um limite ao poder e passa a ser um instrumento imutável conforme as circunstâncias políticas do momento.
A promiscuidade institucional não se manifesta apenas no conteúdo das decisões, mas também nas relações. A proximidade excessiva entre ministros, líderes políticos e interesses econômicos – ainda que muitas vezes simbólica ou protocolar – corrói a imagem de independência que sustenta a legitimidade do Judiciário. Quando o Supremo passa a atuar como ator político central, ele inevitavelmente se expõe às mesmas críticas dirigidas aos demais poderes.
O STF não é eleito, mas decide sobre temas que venha adaptar a vida política, social e econômica do país. Esse poder exige autocontenção. Sem ela, instala-se um paradoxo perigoso: uma Corte que busca proteger a democracia por meios que enfraquecem seus próprios fundamentos, como o devido processo legal, a ampla defesa e a segurança jurídica.
Defender limites ao Supremo não é atacar a democracia – é, ao contrário, reafirmá-la. Instituições fortes não são aquelas que tudo podem, mas as que sabem até onde podem ir. Quando o direito é vencido pela arbitrariedade, mesmo sob o discurso da legalidade, o que se perde não é apenas a confiança na Justiça, mas a própria ideia de que a lei vale para todos.
Em uma democracia madura, o Judiciário deve ser o último bastião contra o abuso de poder, não mais um de seus protagonistas. Enquanto essa distinção não for restabelecida, o Brasil seguirá convivendo com um sistema em que o direito, cada vez mais, depende de quem o interpreta – e menos daquilo que ele deveria, por essência, garantir.
*Advogado e jornalista
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De volta à presidência do Cidadania, o ex-senador Roberto Freire estará no primeiro podcast do ano ‘Direto de Brasília’, da próxima terça-feira. Na pauta, o cenário nacional, os escândalos do INSS e do banco Master e a eleição presidencial. Freire é defensor da pré-candidatura ao Planalto do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD).
Freire é recifense e começou a militar na política em 1962, quando foi estudante da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atuou também como advogado sindical, defendendo trabalhadores rurais. Participou pela primeira vez de uma eleição em 1972. Candidato a prefeito de Olinda pelo então MDB, foi o mais votado, mas perdeu para a soma dos votos das duas sublegendas da ARENA. O primeiro mandato, de deputado estadual, foi conquistado em 1974 pelo MDB.
Leia maisA partir da experiência em Pernambuco, e considerado um dos expoentes da esquerda nordestina, Freire começa a sua carreira em nível nacional. Foi eleito para quatro mandatos sucessivos de deputado federal, primeiro pelo PMDB e depois pelo PCB. Em 1994 elege-se senador e, em 2002, volta à Câmara para o seu 5° mandato como deputado federal.
Ao longo de sua vida pública, Freire destacou-se na luta pelo fim da ditadura e pela retomada da democracia, sempre defendendo amplas alianças políticas e criticando os segmentos da esquerda menos favoráveis a acordos e composições com setores da direita política.
Na eleição de 1998, durante a primeira metade do mandato de Senador da República por Pernambuco, foi candidato a vice-presidente em uma chapa “puro sangue” com Ciro Gomes, ambos do PPS, obtendo 10,97% dos votos validos, ocupando a 3ª posição, atrás de Lula que ficou em 2° lugar e de FHC que consagrou sua reeleição.
Em 18 de novembro de 2016, foi anunciado como o novo ministro da Cultura do Governo Temer, após a renúncia de Marcelo Calero. Foi exonerado, a seu pedido, em 22 de maio de 2017. Em 23 de maio daquele ano, reassumiu sua vaga de suplente de deputado federal por São Paulo.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Por Larissa Rodrigues – repórter do Blog
Por articulação do Governo do Estado, 25 deputados estiveram presentes, na manhã de hoje, no Plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e deram presença no painel do local.
Os parlamentares que compareceram são todos da bancada de Governo. Eles aprovaram a solicitação de convocação de sessão extraordinária da governadora Raquel Lyra (PDS) para votar projetos enviados pelo Poder Executivo.
O período extraordinário terá início a partir da próxima segunda-feira (5) e as propostas enviadas irão para as Comissões de Justiça, Finanças e Administração, depois passarão pelo Plenário.
Por Roberto Freire*
A luta das mulheres e dos homens iranianos contra a ditadura teocrática dos aiatolás expôs uma clivagem cada vez mais evidente no campo progressista internacional.
Enquanto as esquerdas democráticas da Europa se posicionaram de forma clara e consistente em defesa da liberdade, da dignidade das mulheres e dos direitos humanos no Irã, parte significativa da esquerda brasileira segue em silêncio quando não em constrangido apoio ao regime iraniano. Um reflexo direto do alinhamento do governo Lula a ditaduras de diferentes matizes, entre elas a teocracia iraniana.
Leia maisO Cidadania 23 já se manifestou de forma inequívoca a favor da resistência do povo iraniano, da liberdade das mulheres e da vitória de uma revolução democrática. Esse posicionamento nos coloca ao lado da melhor tradição da esquerda democrática internacional.
Na Europa, os exemplos são claros.
No Reino Unido, o Partido Trabalhista condena a repressão, as execuções e a imposição do véu obrigatório. O Labour Party expressa apoio político explícito às manifestações democráticas e defende medidas internacionais contra o regime iraniano.
Na Itália, o Partito Democratico, originado do PCI, condena abertamente a violência do regime, a repressão às mulheres e as execuções. Apoia sanções europeias contra autoridades responsáveis por violações de direitos humanos, e seus parlamentares participam de moções e atos públicos de solidariedade.
Na França, o Partido Socialista é um dos mais claros na esquerda europeia ao denunciar a natureza teocrática e repressiva do regime iraniano e ao apoiar explicitamente o movimento “Mulher, Vida, Liberdade”. Parlamentares socialistas participam ativamente de atos públicos. Já o Partido Comunista Francês condena a repressão e as execuções, mas mantém um discurso mais ambíguo, frequentemente preso a uma leitura anti-imperialista que evita afirmar com clareza a ruptura revolucionária democrática.
Na Alemanha, o Partido Social Democrata sustenta uma das posições mais firmes da social-democracia europeia. Defende os direitos humanos, os direitos das mulheres iranianas e apoia sanções europeias de forma consistente, tanto no Parlamento alemão quanto no Parlamento Europeu.
Nos países nórdicos, os partidos social democratas e trabalhistas da Suécia, Noruega e Dinamarca adotam um apoio enfático às manifestações democráticas no Irã, com foco no feminismo, nas liberdades civis e na liberdade religiosa, além de respaldo claro a sanções internacionais.
Diante desse quadro, a pergunta se impõe.
Quando as esquerdas brasileiras PT e os partidos da federação PV e PCdoB, PSB, PDT e PSOL irão se pronunciar de forma clara contra a ditadura teocrática do Irã e a favor da liberdade e da democracia para o povo iraniano.
O silêncio, ou a relativização em nome de um anti-imperialismo defasado, que acaba justificando regimes autoritários e fundamentalistas, não representa a tradição democrática da esquerda. Representa apenas atraso político, confusão moral e a negação dos valores universais de liberdade, dignidade humana e direitos das mulheres.
Essa é a diferença entre uma esquerda democrática e uma esquerda que ainda se recusa a romper com a defesa de ditaduras.
*Presidente do Cidadania
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