Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Do Correio Braziliense
A Polícia Federal encontrou uma foto de deputados e senadores dentro de uma piscina com investigados pela operação que apura fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Entre os integrantes da foto, estão o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP), os deputados Elmar Nascimento (União), Paulo Azi (Uniã0), o deputado cassado Alexandre Ramagem (PL), e o senador Ângelo Coronel (Republicanos). Eles posam ao lado do advogado Willer Tomaz e do senador Weverton Rocha (PDT), ambos alvos de investigação.
Na imagem também aparece o deputado estadual Marcinho Oliveira (PDT). As investigações apontam que o encontro ocorreu na piscina do “Rancho Tomaz”, uma propriedade de luxo em Planaltina-DF, que pertencente a Willer. A existência da foto foi revelada pela Revista Piauí e confirmada pelo Correio junto a fontes na corporação. O arquivo estava no histórico de mensagens do celular de Weverton, que foi apreendido nesta semana.
Leia maisEm um aplicativo de conversas, os investigadores encontraram o arquivo, que estava em uma pasta chamada de “Grupo Seleto”. A suspeita é de que Willer Tomaz lavava dinheiro para Weverton Rocha. A origem dos recursos seria dos desvios dos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
Em nota, a defesa do advogado e empresário Willer Tomaz afirmou que ele não foi alvo da fase desta semana da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os advogados dizem que o cliente não é investigado pela corporação.
Na decisão que autorizou buscas e apreensões no âmbito da Sem Desconto, Tomaz é descrito pelo ministro André Mendonça como responsável pela estrutura de apoio da organização, reunindo empresas, imóveis, aeronaves, pilotos, funcionários, operadores financeiros e interlocutores políticos.
Em parecer encaminhado ao Supremo, a pedido de Mendonça, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, opinou pelo indeferimento das buscas contra o advogado Willer Tomaz e outras oito pessoas físicas, entre elas familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Segundo o representante do MPF, a investigação ainda não reunia elementos suficientes para justificar diligências de maior impacto.
Apesar da manifestação do Ministério Público, atendeu pedido da Polícia Federal e autorizou a realização de buscas.
Leia menos
A mudança do polo principal do São João de Arcoverde não conquistou a maioria dos moradores, apesar da avaliação positiva do evento. Segundo pesquisa do Instituto de Pesquisas Científicas de Pernambuco (IPEC), 57% dos entrevistados preferem que a principal estrutura da festa permaneça no Bandeirante. Apenas 27% optam pelo novo local, em frente à Escola Antônio Japiassu.
A avaliação do São João, no entanto, é majoritariamente positiva. Entre os entrevistados que participaram ativamente da programação, 71% classificaram o evento como excelente ou bom. O evento, portanto, mantém aprovação elevada, mas sem o mesmo nível de adesão na escolha do novo endereço.
A pesquisa também indica que saúde, pavimentação e educação estão entre as ações mais lembradas da administração do prefeito Zeca Cavalcanti, mas 40% dos entrevistados não souberam apontar espontaneamente uma obra, trabalho ou ação do governo. Outros 10% responderam “nada” ou “nenhuma”.
O levantamento foi realizado entre 25 e 27 de julho, com 304 eleitores das áreas urbana e rural de Arcoverde. A margem de erro é de 5,62 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O ex-governador João Lyra Neto, pai da governadora Raquel Lyra (PSD), passou por uma longa e delicada cirurgia, ontem, em São Paulo, para extrair um tumor benigno no pâncreas. O procedimento foi um sucesso, segundo familiares. Lyra tem 79 anos e já se submeteu a outra cirurgia, há dez anos, no coração.
Do jornal O Globo
A disputa pelo governo de Pernambuco ganhou uma frente paralela nos tribunais, com as campanhas do ex-prefeito João Campos (PSB) e da atual governadora Raquel Lyra (PSD) recorrendo à Justiça Eleitoral falando em atuação irregular nas redes sociais, com acusações de desinformação, uso de inteligência artificial, vídeos negativos e suspeitas de atuação coordenada de perfis.
No fim de julho, a campanha de Lyra apresentou ação apontando eventual coordenação e custeio de rede de perfis anônimos que estariam, de forma articulada, atacando a governadora e promovendo Campos, seu principal adversário na disputa, e pediu, de maneira cautelar, que fossem preservados dados desses perfis. O Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-PE) decidiu favoravelmente ao pedido e determinou que fossem preservados os dados.
Leia mais“Não se trata de crítica política isolada — legítima e protegida —, mas de um comportamento digital homogêneo, com ocultação de autoria, replicação sincronizada e escalada artificial de alcance, cuja existência já se acha documentada em ao menos trinta representações eleitorais em curso perante este tribunal”, diz a ação apresentada por Lyra.
Nela, os advogados afirmam que há um modus operandi com substituição sucessiva de perfis, mesmo após ordens judiciais de remoção, para garantir a circulação do mesmo conteúdo, além da identificação de “perfis inautênticos, disparo coordenado, escalada artificial de alcance e ocultação de autoria”.
Agora, a campanha de Lyra prepara uma nova representação apontando suposto uso de robôs para atacar a sua gestão e celebrar João Campos, que deverá ser apresentado à Justiça na próxima semana. O grupo diz ter elaborado um relatório que identificou a criação de 301 perfis num único dia (28 de maio deste ano). O grupo também afirma que mapeou um padrão de sincronia das mensagens com publicação de frases idênticas, o que levanta a suspeita de um uso desses robôs. A campanha também diz que há identificação de erros (como uso da palavra “the” em vez de artigos “o/a”) que apontam para um suposto uso de sistema automatizado.
Além disso, afirma ter identificado 186 perfis que estariam dedicados a enaltecer a candidatura de seu adversário na eleição e outros 33 voltados a atacar a gestão da governadora, que teriam sido criados para criticar o governo por causa de enchentes que atingiram o estado.
A campanha de João Campos, por sua vez, entrou com representação ontem (7) na justiça apontando a existência de um suposto gabinete de ódio financiado com recursos públicos do governo estadual. Os advogados também pedem que sejam preservados, de forma cautelar, dados de perfis que estariam atuando de forma coordenada nesse sentido.
A campanha do ex-prefeito do Recife diz que essas acusações já foram levadas à Polícia Federal em outubro do ano passado por meio de uma denúncia apresentada por deputados estaduais, que está sendo analisada, e que foi alvo de uma CPI na assembleia do estado. Na ação, os advogados dizem que a denúncia se baseou em três pontos: “estrutura profissional de comunicação, possível sustentação econômica e utilização coordenada de perfis digitais aparentemente independentes.”
Ainda no documento, os advogados falam de séries criadas para atacar o ex-prefeito, com mensagens continuadas, identidade visual e estrutura narrativa semelhantes e a distribuição delas por meio de contas distintas. Eles descrevem esse suposto gabinete como uma “estrutura na qual a produção, a edição, a distribuição e a amplificação dos conteúdos são fragmentadas entre diferentes contas, de modo a ocultar a origem comum, dificultar a responsabilização e conferir verniz de espontaneidade àquilo que foi previamente organizado”.
A campanha de Campos afirma também que foi monitorado que perfis que antes exploravam “humor, gastronomia, notícias locais ou conteúdo de bairro” teriam passado a concentrar sua atividade em ataques contra o ex-prefeito e seus aliados. “Depois de diversas ações individuais, dezenas de perfis, produções seriadas, publicações colaborativas, replicações sucessivas, conteúdos sintéticos e investigações institucionais anteriores, já não é razoável continuar chamando tudo de coincidência. Coincidência é um episódio. Repetição organizada, com personagens, roteiros, calendário, páginas de distribuição e contas de reserva, possui outro nome”, diz a ação.
Procurada, a campanha de Lyra diz que a ação protocolada pelo PSB “não acusa nem comprova qualquer irregularidade”, que serão prestados todos os esclarecimentos que forem solicitados e que “participação política não pode ser confundida com irregularidade”. “Recebemos a iniciativa com absoluta tranquilidade. Não nos opomos à preservação de dados e confiamos plenamente na Justiça Eleitoral. O que não se pode fazer é tentar transformar uma medida técnica em fato político para confundir o eleitor pernambucano, atribuindo a ela um significado que não possui.”
Procurada, a campanha de Campos afirma que a representação reúne elementos que apontam a atuação de um gabinete de ódio que teria participação de ocupantes de cargos lotados no governo estadual e que não se trata de uma “denúncia recente ou criada no contexto eleitoral”. Diz também que aliados dele têm sido vítima de ataques distribuídos por essa mesma rede e que é preciso que as autoridades competentes esclareçam os fatos. “Tentar sustentar agora a narrativa de que a candidatura da governadora estaria sendo alvo de uma ofensiva política é uma tentativa de inverter a cronologia dos fatos e construir uma realidade que não corresponde ao histórico das denúncias”, diz a nota.
Além das disputas no meio digital, as duas campanhas têm atuado para buscar apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição. O próprio petista já declarou apoio público a Campos, mas aliados do presidente não descartam gestos para a governadora, diante da avaliação que a eleição à Presidência será acirrada e Lula não pode prescindir de apoios. Hoje, Lyra aparece numericamente à frente de Campos nas pesquisas de intenção de voto.
Leia menos
Após uma série de agendas no Sertão de Pernambuco, o candidato ao Governo do Estado, João Campos, chegou à Região Metropolitana neste sábado (8) para cumprir compromissos em Olinda. O candidato visitou a tradicional Feira de Rio Doce, onde foi recebido por diversos apoiadores e lideranças, conversou com feirantes, comerciantes e moradores e ouviu demandas da população.
A agenda reuniu a senadora Teresa Leitão (PT), a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PCdoB), o deputado federal e candidato à reeleição Pedro Campos (PSB), a deputada federal e candidata a deputada estadual Maria Arraes (PSB), o candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), o presidente da Câmara Municipal de Olinda, Saulo Holanda, Vini Castelo (PCdoB), além de outras lideranças e apoiadores.
Na sequência, João participou de entrevista à Rádio Marim e afirmou que, se eleito governador, vai atuar em parceria com o município para enfrentar problemas de infraestrutura, limpeza e manutenção. “Olinda está com muito problema de buraco, de limpeza, de manutenção e de controle urbano. Então, como governador, eu vou me colocar à disposição para ajudar Olinda, para ajudar o povo de Olinda. Eu vou dar solução a isso”, afirmou.
O candidato também defendeu uma relação de diálogo entre o Estado e os municípios, sem distinção partidária. “Quem governa de verdade, como o presidente Lula governa, trata com todo mundo, recebe, respeita. Agora, tem um objetivo: cuidar do povo”, disse.
Do UOL
O PT registrou na noite de ontem (7) a chapa de Lula e Geraldo Alckmin (PSB) à Presidência da República. Com o nome “Brasil pronto pra mais”, a coligação ingressou com o registro às 23h20 na Justiça Eleitoral. É a única candidatura que apresentou uma coligação para a eleição nacional deste ano, reunindo sete partidos (PDT, PSB, PT/ PCdoB/ PV, PSOL/ REDE). O programa de governo apresentado à Justiça tem como foco a defesa da soberania nacional, o que já vem sendo colocado à frente dos discursos de Lula e dos petistas nos últimos meses, com a escalada da crise com os Estados Unidos a partir do tarifaço.
A palavra “soberania” aparece em 21 das 84 páginas do programa de governo. “Faremos firme oposição a qualquer tentativa de subordinar o Brasil a interesses estrangeiros ou de reduzir nosso país a uma posição de dependência geopolítica”, afirma o texto, que coloca ainda uma crítica velada ao bolsonarismo: “Rejeitamos a visão daqueles que aceitam, com servilismo, a renúncia à soberania nacional em nome de alinhamentos automáticos e ideologias fracassadas”.
Leia maisNo programa de governo, Lula e Alckmin defendem o aprofundamento das relações com o Sul global e uma política externa voltada ao multilateralismo. É o oposto da visão de Donald Trump. O texto não cita os Estados Unidos.
Outros pontos do documento
O texto trata também sobre ações com foco estratégico em inovação, inteligência artificial, minerais críticos — e cita especificamente as terras raras, tópico que nos últimos dois anos passou a ser central nas discussões relacionadas à expansão da economia dos Estados Unidos.
A chapa Lula-Alckmin se propõe a enfrentar o sistema de emendas parlamentares. Já entre as propostas para políticas públicas está a de uma Política Nacional de Letramento Digital, voltada para educar a população a navegar na internet e se proteger de fraudes, além da criação de um Conselho Nacional pela Soberania Digital.
Tema espinhoso para o PT, a segurança pública apresenta algumas novidades, além da afirmação de que será, de fato, criado o Ministério da Segurança Pública. Um dos pontos é fortalecer o sistema penitenciário federal com a criação de um “protocolo nacional de classificação e transferência de presos de alta periculosidade”. O capítulo fala ainda de reforçar o combate às organizações criminosas, minando seus recursos financeiros.
A chapa faz um aceno à ex-presidente Dilma Rousseff e uma crítica à gestão Jair Bolsonaro (PL), mencionado apenas uma vez: “O golpe contra a presidenta Dilma e a reforma previdenciária do governo Bolsonaro promoveram uma desorganização que ainda estamos enfrentando.”
O programa de governo tem 13 tópicos: fortalecer a democracia; combate à desigualdade; segurança pública; educação; saúde; cultura e esporte; espaços; uso do espaço urbano; economia sustentável e digital; segurança alimentar e produção agrícola; segurança energética e transição para economia de baixo carbono; sustentabilidade ambiental e climática; trabalho; defender a soberania nacional e o protagonismo internacional do Brasil.
O texto faz um longo preâmbulo de como o governo Lula 3 recebeu a Presidência. Os petistas chamam no programa de governo o legado de Jair Bolsonaro de “herança maldita”.
Leia menos
O Sindicato das Empresas de Publicidade Exterior de Pernambuco (SEPEX-PE) empossou, ontem (7), sua nova diretoria durante cerimônia realizada em Recife. O evento reuniu empresários do setor de diferentes regiões do Estado.
A nova diretoria da entidade será presidida por Durval Costa Neto, sócio da Trend Mídia. Nando Carvalho, da Videoporto, assume a vice-presidência. Completam a diretoria Luciana Meira, como tesoureira, e Walter Lins Jr., como primeiro-secretário.
Segundo Durval, a nova gestão pretende ampliar a participação de empresas do setor no sindicato e fortalecer o diálogo com o poder público, agências e anunciantes. “A nossa missão é ampliar a representatividade, integrando novas empresas de mídia exterior da capital, Região Metropolitana, Agreste e Sertão”, afirmou.
O SEPEX-PE representa empresas de publicidade exterior em Pernambuco e atua na organização e regulamentação do setor.
O prefeito de Timbaúba Marinaldo Rosendo (PP) reforçou apoio à candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco durante a mobilização do projeto Chega Junto Pernambuco, realizada neste sábado (8), na Mata Norte do Estado.
Durante o evento, Marinaldo destacou a gestão de João à frente da Prefeitura do Recife e afirmou que o pessebista está preparado para assumir o comando do Estado. “Foi um grande gestor com aprovação máxima na cidade do Recife e, sem sombra de dúvidas, representará na esfera estadual. João, estou contigo”, declarou.
Os prefeitos Josafá Almeida (PRD), de São Caetano; Sandra Paes (Republicanos), de Canhotinho; Erivaldo Chagas (Republicanos), de Lajedo; Duda Lira (PSDB), de Cupira e César Freitas (PC do B), de Sanharó, decidiram retirar, neste sábado (8), o apoio à pré-candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado. Os gestores acompanham a decisão liderada pelo presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (MDB), e pelo candidato a deputado federal Gabriel Porto (PSB), após os recentes acontecimentos e diante do não cumprimento de compromissos políticos anteriormente assumidos.
O movimento também reúne importantes lideranças de diferentes regiões de Pernambuco. Em Olinda, acompanha a decisão o presidente da Câmara de Vereadores, Saulo Holanda (MDB). Em Quipapá, retiram o apoio o vice-prefeito João Batista (PSB) e os vereadores Ronaldo Fenômeno (PSB), Rodrigo Correia (Republicanos) e Sandro da Vila (PT). Em Catende, aderem ao movimento o vice-prefeito Rinaldo Barros (PV) e os vereadores Jorge da Internet (União), Marcílio da Saúde (PSDB), César Barros (PV), Jonas Alves (PSDB), Fernando Enfermeiro (Podemos), Boréu (PV) e Monalisa Carvalho (União).
Leia maisEm Caruaru, o grupo liderado pelo ex-deputado e ex-prefeito Tony Gel e por Tonynho também retira o apoio; em Água Preta, acompanham a decisão os vereadores Lu do Una City (PSDB) e Bella de Nikollas (PRD). Em Capoeiras, o mesmo posicionamento é adotado pelos ex-prefeitos Neide Reino e Neném. Em Palmares, o grupo liderado por Dgerson Melo e Bernardo Filho passa a integrar o movimento.
Também aderem à decisão o vereador Duda Mulato (Avante), de Exu; os vereadores Klecia do Moinho (PSB) e Clécio do Moinho (PSB), além do ex-candidato a prefeito Maninho, de Lagoa de Itaenga; o vereador Niltinho (União), de Sertânia; o empresário Boró e o vereador Neto Morais (SD), de Lagoa dos Gatos; o vereador Fabiano Paz (PSB), de Paulista; e, em Panelas, o ex-vice-prefeito Genilson Lucena, os vereadores Joelmo do Alfaiate (PSDB) e Zé Júlio (MDB) e os ex-vereadores Mica e Ezequias.
A decisão é resultado de uma avaliação conjunta e reafirma que qualquer construção política precisa estar baseada em confiança, lealdade, diálogo e, acima de tudo, no cumprimento da palavra empenhada.
O grupo ressalta, entretanto, que a decisão em relação à candidatura ao Senado não altera a aliança política com o ex-prefeito do Recife e candidato a governador João Campos (PSB). Os prefeitos, Álvaro Porto, Gabriel Porto e as demais lideranças seguem unidos e comprometidos com o projeto liderado por João para Pernambuco.
Leia menos
Do jornal O Globo
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (8) o pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba a visita dos filhos no próximo domingo, data em que é comemorada o Dia dos Pais.
O pedido foi apresentado na última quarta-feira (5) pela defesa do ex-presidente. Na decisão, Moraes reiterou que Bolsonaro só deve receber visitas para atendimento médico, fisioterapêutico e de advogados. “Salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensas pelo prazo de 30 (trinta) dias, nos termos do § 1º do art. 41 da Lei de Execuções Penais”, escreve o ministro.
Leia maisO ministro relembra que a suspensão de visitas foi motivada pela divulgação de uma carta manuscrita de Bolsonaro por Flávio Bolsonaro em suas redes sociais. No começo de julho, Moraes suspendeu por 90 dias o direito do filho do ex-presidente candidato à Presidência visitar Bolsonaro.
Na avaliação de Moraes, Flávio utilizou a visita ao pai para obter um documento que tinha como finalidade exclusiva ser divulgado nas redes sociais, burlando a proibição imposta ao ex-presidente de utilizar plataformas digitais, direta ou indiretamente. A medida cautelar integra as condições da prisão domiciliar humanitária concedida a Bolsonaro em março e mantida no início deste mês.
Flávio leu a carta durante transmissão nas redes sociais. No texto, Bolsonaro pede que seus apoiadores se unam em torno da pré-candidatura presidencial do filho e o apresenta como seu “porta-voz” e “a melhor opção para livrar o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento”.
Leia menos
Chamou atenção o anúncio da foto oficial que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, utilizará durante a campanha eleitoral deste ano. Na imagem, Lula aparece usando um chapéu de palha, acessório que já vem incorporando em diversas agendas pelo país e que, mais do que um elemento estético, carrega um forte simbolismo político.
Em Pernambuco, o chapéu de palha remete imediatamente ao legado de Miguel Arraes. Foi sob esse símbolo que o ex-governador consolidou um dos primeiros programas sociais de grande alcance da história contemporânea brasileira, muito antes da criação do Bolsa Família e de outras políticas nacionais de transferência de renda.
Leia maisO Programa Chapéu de Palha nasceu para oferecer uma compensação aos trabalhadores da zona canavieira que, durante o período da entressafra, ficavam sem renda e enfrentavam enormes dificuldades para sustentar suas famílias. Mas havia uma característica marcante: o benefício vinha acompanhado de uma contrapartida. Os trabalhadores participavam de atividades de interesse público, como capinação de ruas, pintura de meio-fio, limpeza e pequenos serviços comunitários, combinando assistência social com prestação de serviços à coletividade.
O programa marcou a trajetória política de Miguel Arraes e se tornou uma referência para o Brasil. Agora, décadas depois, Lula escolhe justamente o chapéu de palha como imagem oficial de sua campanha, resgatando um símbolo profundamente associado ao trabalho, ao homem do campo e às políticas sociais que transformaram a vida de milhares de brasileiros.
Não deixa de ser uma coincidência carregada de significado: ao disputar mais uma eleição, Lula busca escrever um novo capítulo de sua história política tendo como marca um dos símbolos mais emblemáticos do legado de Miguel Arraes.
Leia menos
Por Leonardo Sakamoto
Do UOL
Enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ataca o projeto que prevê o fim da escala 6×1, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), seu companheiro de chapa presidencial, votou a favor da PEC. Para Flávio, o projeto “vai gerar desemprego em massa, gerar aumento do custo de vida e prejudicar vários trabalhadores”. Para Alfredo, o projeto vai trazer “mais dignidade para o trabalhador”, “mais tempo com a família” e “mais qualidade de vida”.
A proposta de emenda à Constituição foi aprovada, em maio, na Câmara dos Deputados por 461 votos a 19, no primeiro turno, e por 472 a 22, no segundo, puxada pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB).
Leia maisPesquisa Meio/Idea, divulgada na última quarta (5), aponta que 43% dos eleitores deixariam de votar em um candidato que não apoia o fim da escala, enquanto outros 31% ainda não sabem ou não responderam. Apenas 26% dizem que votariam nesse candidato mesmo assim. A margem de erro é de 2,5 pontos.
Alfredo Gaspar surfou seu voto, postando no Instagram que apoiou a mudança por acreditar na “valorização do trabalhador, no equilíbrio das relações de trabalho e na construção de um país mais justo para todos”.
Se colocada em votação antes da eleição, o próprio Flávio Bolsonaro, mesmo agindo contra para não ajudar Lula, acabaria votando a favor dela ou se abstendo de olho nas urnas. Na Câmara, muitos dos que fizeram campanha contra a proposta ajudaram a aprová-la, como Nikolas Ferreira (PL-MG). A questão é o que os parlamentares fazem para impedir que o projeto seja posto em votação.
No Senado, o fim da 6×1 ainda aguarda análise pela Comissão de Constituição e Justiça. A indefinição ocorre em um momento em que Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) está brigado com o Palácio do Planalto e tem apoiado a oposição, de olho em mais um mandato como presidente da Casa. Um jantar com Lula, nesta semana, ainda não conseguiu azeitar a relação.
Na tentativa de bloquear o trâmite da mudança, Flávio Bolsonaro e outros senadores endossaram uma proposta de emenda constitucional de Rogério Marinho (PL-RN), o coordenador de sua campanha à Presidência da República. Ela, que já está tramitando no Senado, pode, caso aprovada, zerar os benefícios trazidos pelo fim da escala e pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas.
A PEC da Hora Trabalhada permite remunerar a pessoa por demanda de uma forma ainda mais dura do que a jornada intermitente. Ou seja, o trabalhador seria pago somente nos momentos em que a empresa precisasse estritamente dele. Escala e jornada seriam definidas entre patrão e empregado.
A justificativa é ampliar a liberdade, mas, dado o desequilíbrio de poder entre patrões e empregados, uma enorme massa de trabalhadores pobres terá a liberdade de optar entre um emprego muito ruim e o desemprego. A negociação com a faxineira que pega três conduções para ir ao serviço vai terminar com: “se a senhora não quiser, tem quem queira”.
Mesmo com a campanha contrária ao fim da escala 6×1, tocada por parte do empresariado e por políticos da direita nos últimos meses, a quantidade de brasileiros a favor da mudança é a mesma que em julho de 2025: 69%. Já os contrários caíram de 26% para 22%. O dado é da pesquisa Genial/Quaest divulgada em julho. A margem é de dois pontos percentuais.
Portanto, ela será aprovada no Senado, caso Alcolumbre a destrave, tal como fez Hugo Motta na Câmara. O exercício de futurologia é baseado no fato inconteste de que dois terços do Senado podem ser renovados na eleição deste ano. E político pode ser muita coisa, mas não é burro.
Leia menos