Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
As Polícias Federal, Rodoviária Federal, Civil e Militar realizaram, hoje, uma operação de busca e apreensão contra o presidente da Câmara de Vereadores de Jaboatão dos Guararapes, Getúlio Belém (PL), e o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Ribeirão, Clóvis Paiva (PP). As informações são da TV Tribuna-PE.
Agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) cumpriram mandados na residência do vereador, localizada na Reserva do Paiva, e também em seu gabinete na Câmara Municipal, em Piedade. O parlamentar é alvo de investigação por homicídio qualificado conduzida pela 4ª Vara do Júri de Fortaleza, no Ceará. Durante a operação, foram apreendidos um celular, um notebook e documentos com anotações contábeis, encaminhados para análise policial.
Eleito pelo PL, Getúlio Belém foi o vereador mais votado do município em 2024, recebendo 9.226 votos. Empresário, declarou patrimônio de R$ 770 mil à Justiça Eleitoral. Já Clóvis foi prefeito de Ribeirão por dois mandatos, conquistou vaga na Assembleia Legislativa em 2018 com 37 mil votos e, em 2022, ficou na terceira suplência após obter 34 mil votos.
Menos de uma semana após o Governo Raquel Lyra anunciar uma reforma de R$ 15 milhões na fachada do Hospital Agamenon Magalhães, parte do teto da triagem obstétrica da unidade desabou, hoje, expondo mais um capítulo da crise enfrentada pela rede estadual de Saúde de Pernambuco.
O episódio aconteceu dentro da triagem obstétrica, uma das áreas mais sensíveis do hospital, responsável pelo primeiro atendimento das gestantes que chegam à unidade. Imagens registradas no local mostram parte do forro destruído, destroços espalhados pelo chão e água escorrendo no ambiente hospitalar.
Leia maisO caso aumenta ainda mais as críticas contra o Governo do Estado, que vem sendo acusado por deputados da oposição, profissionais da saúde e servidores de investir em ações de fachada enquanto problemas estruturais graves seguem afetando hospitais públicos estaduais.
No último dia 22 de maio, a governadora Raquel Lyra anunciou a contratação da reforma da fachada do Hospital Agamenon Magalhães ao custo de R$ 15 milhões.
Agora, poucos dias depois do anúncio, o desabamento dentro da área obstétrica da unidade reforça o discurso de que o governo estaria “maquiando” os hospitais estaduais sem resolver os problemas internos enfrentados diariamente por pacientes e profissionais.
Nas últimas semanas, hospitais estaduais de Pernambuco passaram a acumular denúncias envolvendo superlotação, infiltrações, mofo, pacientes em colchões no chão, fezes e urina de ratos em áreas hospitalares, além de registros internos sobre risco sanitário em unidades da rede pública.
O próprio Hospital Agamenon Magalhães já havia aparecido em documentos técnicos produzidos pela Secretaria Estadual de Saúde apontando problemas estruturais, elevadores em situação crítica e denúncias relacionadas à deterioração da unidade.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O Correio Político participou de entrevista com o candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, ao programa Direto de Brasília, do jornalista Magno Martins. E perguntou diretamente a Caiado: “O senhor se posicionou de maneira geral sobre a crise do Banco Master. Mas nada disse exatamente sobre o envolvimento de Flávio Bolsonaro e suas explicações. Qual, então, a sua avaliação sobre isso?” Caiado saiu pela tangente.
Embora tenha admitido que o episódio desgasta Flávio, o candidato do PL, disse que não faria juízo de valor e que a Flávio é que caberia dar explicações a seus eleitores. Caiado deixou claro uma espécie de pacto de não agressão com Flávio. E há razões políticas e eleitorais para isso.
Leia mais“Esse é um momento que requer muita habilidade para chegar ao segundo turno sem prejudicar o acordo que temos”, respondeu Caiado. E qual seria esse acordo? Entre os candidatos da centro-direita, disse Caiado, estabelece um compromisso de apoio a quem deles chegar ao segundo turno. Então, claramente Caiado evita ataques diretos a Flávio Bolsonaro. Flávio hoje é quem está mais próximo no campo conservador do segundo turno.
O que Caiado não diz claramente, mas apurou o Correio Político, é que esse pacto de não agressão hoje tem principalmente o propósito de garantir que Lula não venha a vencer a eleição no primeiro turno. A leitura das pesquisas que foram divulgadas na semana passada e nesta semana após o caso Flávio/Master apontariam que boa parte da queda de Flávio não se reverteu em votos para Lula. Nem para os demais candidatos na disputa. Aumentou o número de indecisos. E isso, no fundo, acaba também por beneficiar Lula, que lidera a corrida eleitoral.
Um número maior de indecisos ajuda Lula por uma razão. O sistema eleitoral brasileiro só contabiliza os votos válidos. Se em outubro o número de votos em Flávio Bolsonaro cair e esses votos não forem para outros candidatos, forem nulos ou em branco, o universo de eleitores diminui. Se Lula mantiver seus votos, o percentual total dele aumenta.
Tomando-se a pesquisa Datafolha da semana passada, Lula aparece com 40% no primeiro turno. Para já ser eleito, precisaria subir 11 pontos. Difícil que ele cresça isso somando novos eleitores. Mas pode conseguir se o universo de votantes diminuir. Lula abriu ma vantagem de nove pontos sobre Flávio, com 31%.
Na entrevista, Caiado disse que “tudo o que Lula quer” é que ele ataque Flávio Bolsonaro. Então, ele não faria isso. O problema de Caiado: o compromisso de vir a apoiar Flávio no segundo turno é mais dele do que propriamente do seu partido, o PSD, e do seu comandante, Gilberto Kassab.
Kassab tem permitido a Caiado bater forte em Lula. Mas ele próprio não faz isso. Ele sabe que parte de seu partido tem compromisso com Lula e não muda nem mesmo para apoiar Caiado no primeiro turno. Para pegar só um caso, isso já foi claramente declarado pelo senador Otto Alencar na Bahia.
Por razões diversas, no entanto, todos desejam que venha a acontecer o segundo turno. Caiado pelo declarado pacto de centro-direita para derrotar Lula. E Kassab e parte do PSD é porque somente assim teriam cacife para negociar apoio. Se Lula vier a ser capaz de liquidar a fatura no primeiro turno, fará isso sem precisar da ajuda do PSD.
Ao contrário de Caiado, o candidato do Novo, Romeu Zema, partiu para o ataque sobre Flávio. A avaliação no PSD é que ele pode ser mais “guerrilheiro”. Pertence a um partido menor. Não tem os compromissos do PSD com candidaturas a governador e o Parlamento. Mas agora ensaia uma aproximação.
Outra razão de o PSD adotar tom mais cauteloso é a sua estratégia nos estados, onde trabalha para ampliar alianças para todos os lados possíveis. O PSD tem hoje 49 deputados. Planeja eleger 75. E considera que tem hoje pelo menos dez candidatos a governador com chances reais. Não seria hora de marola.
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Metrópoles
Aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avaliam que o senador “terá boa vontade” na tramitação da proposta que prevê o fim da escala 6×1. A PEC sobre o tema foi aprovada nesta quarta-feira (27/5) por uma comissão especial da Câmara dos Deputados. Agora, o texto seguirá para análise do plenário da Casa e, depois, do Senado.
Interlocutores de Alcolumbre afirmam que o presidente do Senado pretende ouvir todos os setores e parlamentares envolvidos no debate assim que a proposta chegar à Casa Alta e que deverá permitir o andamento natural da matéria, respeitando o rito regimental da tramitação.
Leia maisNa terça-feira (26/5), o chefe da Casa Alta recebeu representantes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para tratar do tema. Na ocasião, o próprio Alcolumbre afirmou que respeitará o rito da proposta.
O que diz o entorno de Lula
Apesar das divergências entre o governo Lula e o Senado após a derrota de Jorge Messias, auxiliares do presidente no Palácio do Planalto apostam em uma postura mais alinhada de Alcolumbre na tramitação da PEC.
No entorno de Lula, a avaliação é de que o presidente do Senado não deve criar obstáculos ao avanço da PEC e permitirá que a matéria siga o rito normal de tramitação. Assessores do governo argumentam que a pauta tem forte apelo popular e ganha ainda mais peso em ano eleitoral.
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As contas do governo registraram um superávit primário de R$ 25,2 bilhões em abril, informou Tesouro Nacional, hoje. O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam acima das despesas do governo. Se as receitas ficam abaixo as despesas, o resultado é um déficit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública.
Houve uma melhora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foi contabilizado um resultado positivo de R$ 19 bilhões (valor corrigido pela inflação). Esse também foi o melhor resultado para meses de abril desde 2022, quando foi registrado um superávit primário de R$ 34,5 bilhões (com a correção).
De acordo com números do Tesouro Nacional, a melhora no resultado positivo está relacionada, principalmente, com o aumento da arrecadação neste ano, que subiu mais do que as despesas. O bom comportamento da arrecadação, por sua vez, está relacionado com o crescimento da economia brasileira e, também, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As receitas líquidas de transferências avançaram 5,8% em termos reais em abril, para R$ 235 bilhões, enquanto as despesas cresceram 3,3%, para R$ 210 bilhões.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quinta-feira, 28. O petista tem 46,5% das intenções de voto, contra 41,4% do primogênito de Jair Bolsonaro (PL).
Considerando o limite da margem de erro, que é de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos, a vantagem de Lula pode variar de apenas 0,1 ponto percentual (44% a 43,9%) a 10,1 pontos percentuais (49% a 38,9%). As informações são do portal Estadão.
Leia maisO resultado representa uma mudança de cenário. A rodada anterior da pesquisa, divulgada no dia 5 de maio, apontava empate técnico: Flávio tinha 45,3% das intenções de voto contra 44,7% de Lula.
Em menos de um mês, o pré-candidato do PL perdeu 3,9 pontos percentuais em meio ao desgaste causado pela divulgação do áudio em que ele pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Bolsonaro.
Lula também aparece à frente dos demais pré-candidatos. Em um eventual segundo turno contra Ronaldo Caiado (PSD), o petista tem 46% contra 40% do ex-governador de Goiás. Brancos e nulos representam 7%, mesmo percentual de indecisos. Nos demais cenários, Lua teria 46% a 37% contra Romeu Zema (Novo); 46% a 31% contra Renan Santos (Missão); e 46% a 26% contra o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa (DC).
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Blog da Folha
Na esteira da corrida às urnas de outubro, a Executiva Nacional do PSB se reuniu para avaliar a preparação do partido durante a etapa de pré-campanha eleitoral e o cenário político do país. Na ocasião, o presidente nacional do PSB e pré-candidato ao governo do estado, João Campos, comemorou o crescimento da legenda na janela partidária e defendeu uma aproximação maior da sigla com as demandas da população. Na avaliação do dirigente, o partido deve assumir uma postura propositiva e proativa no debate político.
“A gente tem uma necessidade de conexão cada vez maior com o sentimento do povo, da rua. E não só dizer aquilo que as pessoas sabem, mas também dizer aquilo que elas querem, mas não sabem que é possível”, afirmou. O socialista reconheceu que o cenário político do país é polarizado e que, neste panorama, o partido deve buscar se conectar com a sociedade, debatendo o “combate a privilégios”, a eficiência da gestão pública e o uso responsável do orçamento.
“Enxergo que hoje tem um ambiente polarizado, e tem pouca gente que faz esse debate. O partido tem quadros, tem a capacidade de fazer uma agenda de forma proativa. Então, eu vejo que o pós-eleição vai ser decisivo nessa construção de agenda programática”, defendeu.
Por Antonio Magalhães*
Falhou a “armadilha” do portal UOL contra o pré-candidato presidencial Flávio Bolsonaro. Na entrevista coletiva em Washington, depois do encontro com o presidente Trump, na terça-feira, 25, um repórter do consórcio midiático de esquerda quis comparar a futura colaboração policial do Brasil com os Estados Unidos no combate ao narcotráfico, apontando, inclusive, a possibilidade de bombardeios norte-americanos em território brasileiro. O participante da entrevista, por fim, armou sua arapuca: em caso de conflito dos dois países, Flávio ficaria a favor de quem?
Flávio Bolsonaro reagiu à provocação com muita tranquilidade. Afirmou só ter sido a favor do ataque americano às lanchas transportando drogas em águas internacionais, próximas às costas da Colômbia e Venezuela, países envolvidos profundamente com a produção e transporte de drogas e que abrigam os barões do tráfico.
O questionamento do UOL foi feito a partir de um post na rede social do pré-candidato da direita, quando ele indagou, diante da intensidade da movimentação de drogas na Baía de Guanabara, no Rio, se os americanos não gostariam de passar alguns meses aqui ajudando a combater as organizações terroristas, como o carioca Comando Vermelho ou o paulista PCC, os maiorais das drogas com difusão internacional. “Não pedi que eles fizessem alguma interferência aqui, que eles bombardeassem navios aqui. Eu só falei: ‘Olha, aqui também acontece a mesma coisa’. Foi isso que eu quis dizer”, disse.
Questionado pela imprensa brasileira em Washington se a colaboração não abriria brecha para os EUA interferirem no Brasil, o senador negou e voltou a criticar o governo Lula. “Não tem absolutamente nada de ameaça ao Brasil. O que vai acontecer, afirmou, caso vença a eleição presidencial, é incluir o Brasil entre os países do continente que firmaram o pacto “Escudo das Américas”, uma aliança e coalizão militar multinacional liderada pelos Estados Unidos e que reúne mais de uma dezena de países latino-americanos focados em conter o crime organizado e o tráfico de drogas.
Segundo o consórcio midiático, o governo Lula avaliou que a classificação de organizações terroristas do CV e do PCC daria margem para intervenções dos EUA em território brasileiro. Depois do encontro que teve com Trump, na semana passada, o presidente Lula afirmou que esse tema não foi tratado, mas que foi apresentada uma proposta de cooperação entre EUA e Brasil para combate ao crime organizado, embora a assessoria do presidente americano já tenha se pronunciado a favor da classificação, constantemente rejeitada pelo governo petista. Na verdade, a captura por militares dos Estados Unidos do ditador Nicolás Maduro, envolvido com narcotraficantes, dentro da Venezuela, vem assombrando certos segmentos brasileiros.
Já nos anos 40, o líder comunista Luís Carlos Prestes caiu nesta mesma armadilha com a pergunta do jornal carioca Tribuna Popular sobre qual seria o lado do Partido Comunista Brasileiro (PCB) numa eventual guerra entre o Brasil e a União Soviética, pátria mãe dos comunistas internacionais.
Prestes respondeu que os comunistas não participariam de uma “guerra imperialista” contra a URSS. Ele afirmou que, caso o governo brasileiro declarasse tal guerra, os comunistas lutariam para transformar o conflito em uma “guerra de libertação nacional” contra o próprio governo.
Essa declaração foi amplamente explorada por políticos conservadores da época e serviu como principal argumento da propaganda anticomunista que culminou na cassação do registro legal do PCB em 1947. Anteriormente, em 1946, Prestes deu mais detalhes do seu posicionamento na tribuna da Assembleia Constituinte, registrado no discurso ‘Contra a Guerra e o Imperialismo’.
Luís Carlos Prestes declarou sua posição a respeito de um possível conflito armado Brasil versus União Soviética: “Faríamos como o povo da Resistência Francesa, o povo italiano, que se ergueram contra Petain e Mussolini. Combateríamos uma guerra imperialista contra a URSS e empunharíamos armas para fazer a resistência em nossa Pátria, contra um Governo desses, retrógrado, que quisesse a volta do fascismo. Se algum Governo cometesse esse crime, nós, comunistas, lutaríamos pela transformação da guerra imperialista em guerra de libertação nacional». Não foi exatamente isso que Lenin aconselhou e fez quando a Rússia se empenhou na primeira guerra mundial”?
Para o líder comunista, falecido em 1990 aos 92 anos, “quando o Governo quer fazer do povo «carne para canhão», a favor dos banqueiros, dos trustes, dos monopólios, não há patriota que deixe de se levantar contra isso. O fato é que não se vai a uma guerra dessa natureza sem preparação ideológica muito séria. Que acontece? Os povos, os homens honestos e patriotas são arrastados e, só mais tarde, depois de terem sofrido na guerra, compreendem o erro terrível, o crime cometido contra a própria pátria pelos dirigentes. A nós, marxistas e leninistas, ninguém nos engana com essa facilidade e contra uma guerra imperialista sempre estaremos na trincheira”.
Nada de novo na história do comunismo brasileiro. Para os filhotes de Prestes que estão aí com outra roupagem e até mesmo com toga, vale mais a ideologia do que os interesses da Pátria. É isso.
*Jornalista
A cúpula do PL aguarda para as próximas horas o anúncio oficial do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, formalizando sua desistência da disputa ao Senado. Nos bastidores, Castro já sinalizou a aliados mais próximos que o desembarque da corrida eleitoral é inevitável e deve ser sacramentado, no mais tardar, até o fim desta semana.
Para o comando do partido, a permanência de Castro tornou-se politicamente insustentável após uma sequência de reveses jurídicos e policiais que ameaçavam implodir os palanques da legenda tanto no plano regional quanto no nacional.
O empurrão definitivo para a saída de Castro veio com a operação da Polícia Federal deflagrada na última terça-feira (26). Foi a segunda ação de busca e apreensão contra o ex-governador em um intervalo de menos de duas semanas — a primeira havia sido em 15 de maio no âmbito do Caso Refit.
Banho de água fria na propaganda de Raquel
Em ano eleitoral, a governadora Raquel Lyra (PSD) vem movendo mundos e fundos para turbinar as impressões positivas sobre sua gestão, ainda que às custas da tentativa de esconder problemas deixados sem solução nos últimos quatro anos. Foi assim com a reforma da fachada do Hospital da Restauração, massificada em suas redes sociais ao longo de semanas e só desmascarada depois que parte do teto do 7º andar da unidade desabou, despertando a ira da opinião pública.
Na segurança pública, não tem sido diferente. O tema é alvo de um marketing pesado do governo por conta dos chamados laranjinhas, policiais militares recém-formados que só são vistos em corredores de grande circulação. A estratégia até engana desavisados, mas esconde um vazio de patrulhamento no interior do Estado, onde há casos de apenas dois agentes de segurança trabalhando por plantão para dar conta de vastas áreas territoriais, até mesmo de mais de um município.
A face invisível da insegurança, porém, foi desvelada de forma tóxica para a propaganda da governadora esta semana. Dados do Atlas da Violência, divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Nacional de Segurança Pública, apontaram Pernambuco como terceira unidade federativa com mais homicídios no Brasil. Com 37,3 mortes por 100 mil habitantes, o Estado governado por Raquel registrou quase o dobro da média nacional (20,1).
Leia maisA quatro meses de sua tentativa de reeleição, a governadora amarga o preço de escolhas erradas. Em 2023, encerrou o Pacto pela Vida, programa que chegou a registrar 39% de redução nos índices de criminalidade em seus sete primeiros anos e que foi premiado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Em seu lugar, com 11 meses de atraso, Raquel lançou o Juntos pela Segurança, que projetava reduzir as mortes violentas em 30% até 2026. Nos dois primeiros anos da atual gestão, contudo, o número de casos fez o caminho inverso, crescendo em relação a 2022 e evidenciando o fracasso do programa.
Entre laranjinhas, renovação de viaturas com veículos de locadoras e miras de armas apontadas para as câmeras com o objetivo de encantar o público bolsonarista, Raquel vai fazendo o que pode para levar o povo pernambucano a acreditar que a segurança pública vai bem.
Só não pode controlar dados independentes como os divulgados esta semana, à revelia do que a propaganda tenta esconder. E foi justamente isso que deu um banho de água fria em um governo que tem apostado na pintura de fachadas para se salvar de um fiasco nas urnas.
O EXEMPLO CEARENSE – Quando se quer, há foco e políticas arrojadas, a pobreza se reduz. O exemplo vem do Ceará, do Governo Elmano de Freitas (PT). Em seu primeiro mandato, mais de 400 mil pessoas deixaram a extrema pobreza, conforme estudo do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará. A pesquisa, apresentada durante seminário realizado em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, analisa dados da PNAD Contínua e compara os antigos e novos critérios da linha internacional de pobreza. De acordo com o levantamento, entre 2023 e 2025, a renda real dos 10% mais pobres do Estado cresceu mais de 40%, o que contribuiu para uma redução de 35% na proporção de pessoas em extrema pobreza.

Cuidamos das pessoas, diz governador cearense – O governador Elmano de Freitas (PT) afirmou que o resultado do avanço social é resultado de um trabalho integrado e de políticas públicas que cuidam das pessoas. “Seguimos investindo em segurança, educação e inclusão social, com ações como o Ceará Sem Fome, que já conta com 1,3 mil cozinhas ativas levando alimento e dignidade para milhares de famílias cearenses”, disse o governador cearense.
Campeão em superlotação – O Conselho Penitenciário de Pernambuco realizou inspeção no Presídio de Igarassu. Identificou superlotação e irregularidades envolvendo presidiários. Trata-se da unidade mais superlotada do Estado. Segundo a vistoria, há 6.125 detentos para 1.226 vagas. A estrutura é dividida em 15 pavilhões e o efetivo conta com apenas 106 policiais penais, sendo 23 distribuídos na área administrativa e o restante trabalhando em regime de plantão.
Chaveiros controlam tudo – Durante a vistoria, os representantes do conselho constataram também a permanência da figura de representantes dos presidiários (chaveiros) e identificaram 11 cantinas administradas pelos próprios detentos. A direção informou ao conselho a previsão de reduzir a população prisional para 4 mil pessoas com a transferência de alguns presos para o Complexo Prisional de Araçoiaba, cuja finalização da obra foi anunciada para o segundo semestre deste ano.

Dudu estrutura campanha para o Senado – Embora a governadora Raquel Lyra (PSD) não tenha sequer sinalizado com prazo para anunciar a sua chapa, o presidente da federação Progressista, Eduardo da Fonte (PP), não tem perdido tempo na estruturação da sua campanha ao Senado. Tem conversado com frequência com um conhecido e bem-sucedido marqueteiro, já com destacada atuação em campanhas majoritárias no Estado. Raquel deve confirmar Dudu e Túlio Gadelha (PSD) candidatos ao Senado em sua chapa até o dia 5 de junho, conforme uma fonte palaciana.
CURTAS
ESCÂNDALO – A cobertura em que o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), mora, há poucas semanas, na qual foi alvo da Polícia Federal numa operação realizada na terça-feira passada, pertence a uma empresa controlada por um ex-secretário de seu governo. Ex-chefe da pasta de Transformação Digital, o advogado Mauro Farias abriu o CNPJ da J3 Real Estate Participações em abril de 2023 e, menos de dois meses depois, comprou por R$ 3,5 milhões o imóvel no condomínio Península, na Zona Sudoeste do Rio, de acordo com documentos levantados em cartório pelo jornal O Globo.
VOTO CONTRA – Na comissão especial, apenas quatro deputados votaram de forma contrária a PEC que reduz a jornada de trabalho 6×1: três do PL e um do Novo: Júlia Zanatta (PL-SC), Maurício Marcon (PL-RS), Osmar Terra (PL-RS) e Gilson Marques (Novo-SC). O texto foi apresentado na segunda-feira, após um acordo fechado entre o presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
COMO FICOU – A proposta prevê a redução de 44 horas para 40 horas semanais de trabalho em uma transição de um ano. Os dois dias de folga por semana passarão a valer 60 dias após a promulgação, ou seja, quando entra em vigor após ser aprovado no Congresso. Salários acima de R$ 21,1 mil não terão limite de jornada.
Perguntar não ofende: Por que o Ceará reduz miséria e Pernambuco continua tão miserável?
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O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27), em primeiro turno, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses e permite o fim da escala 6×1. A proposta foi aprovada por 472 votos a 22.
Na sequência, a proposta ainda será votada em segundo turno antes de ser enviada ao Senado Federal. As informações são do g1.
Para aprovar uma PEC é necessário o voto de 308 deputados em dois turnos. Ainda não há data para votação no Senado, onde são 49 senadores favoráveis também em dois turnos de votação.
Leia maisMais cedo, o texto já havia passado por votação em uma comissão especial da Câmara. O parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), foi aprovado por 34 a 4. Apenas deputados do PL e do Novo votaram contra.
Os parlamentares ainda rejeitaram um destaque do PL, que pretendia alterar o período de transição para a escala 5×2, mantendo o texto do relator como apresentado no início desta semana.
O parecer de Leo Prates, apresentado na última segunda-feira (25), reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
O texto também fixa uma transição de até 14 meses para a redução de horas, com queda de duas horas após dois meses da promulgação da PEC.
Com a aprovação na comissão, o parecer segue para o plenário da Câmara, onde precisará do apoio de, no mínimo, 308 parlamentares em dois turnos de votação.
O regimento estabelece um intervalo de cinco sessões do plenário para votação entre um turno e outro, mas os parlamentares costumam aprovar um requerimento que dispensa esse período.
A tramitação célere da PEC contou com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que marcou sessões extras na Casa para vencer o prazo para apresentação de emendas na comissão.
A comissão especial discutiu duas PECs, uma de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e outra de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP).
Ambas previam a redução da jornada para 36 horas, mas o acordo final ficou em 40 horas, com duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos.
A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais.
O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho.
Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas:
O fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.
O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida.
O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada.
O relator fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente.
Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação.
A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos, e determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”.
Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores que têm diploma de nível superior e ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente.
Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda.
Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
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Em um documento divulgado nesta quarta-feira (27), a OpenAI, criadora do ChatGPT, detalhou um plano de atuação para proteger a integridade das eleições de 2026 no Brasil e nos Estados Unidos. O ano é considerado um dos mais sensíveis para as democracias ocidentais desde que as ferramentas de Inteligência Artificial se popularizaram e passaram a fazer parte da rotina da maioria dos eleitores.
A iniciativa vem na esteira de uma série de manifestações de órgãos e autoridades que estão preocupadas com o uso irregular da tecnologia para influenciar o debate eleitoral. No Brasil, por exemplo, partidos já entraram com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a suspensão, nas plataformas digitais, do perfil Dona Maria, um avatar criado por inteligência artificial que reproduz a imagem de uma mulher de meia idade crítica ao governo Lula. Os partidos alegaram uso de inteligência artificial e deepfake para fazer propaganda eleitoral antecipada. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisPara especialistas e juristas, a combinação de IA generativa com plataformas sociais digitais de massa criou um um ambiente eleitoral sem precedentes. Vídeos falsos de candidatos, mensagens fabricadas e campanhas automatizadas de desinformação passaram a circular em uma escala e velocidade praticamente impossíveis de controlar manualmente.
A decisão da OpenAI de citar explicitamente o Brasil ao lado dos Estados Unidos em seu plano eleitoral de 2026 não é trivial. Neste ano, milhões de eleitores brasileiros vão às urnas para escolher presidente, governadores, senadores e deputados. Já nos Estados Unidos, os americanos elegem neste ano os 435 membros da Câmara dos Representantes e um terço do Senado nas eleições de meio de mandato.
“As ferramentas de rastreabilidade não são uma solução completa para a fraude eleitoral, mas são uma parte importante de uma estrutura de integridade mais ampla. E como a maioria das pessoas encontra conteúdo de IA em redes sociais e plataformas de mensagens, temos o prazer de colaborar com empresas de mídias sociais enquanto elas consideram medidas para proteger as eleições, usando marcadores de rastreabilidade como um sinal relevante para decidir qual conteúdo cívico recomendar e distribuir no feed dos usuários”, diz a empresa.
Para enfrentar o período, a empresa anunciou uma parceria com a Associated Press para fornecer, em tempo real, os resultados das apurações diretamente no ChatGPT. O objetivo, segundo a gigante comandada por Sam Altman, é que usuários que perguntem ao sistema sobre os resultados recebam dados verificados, e não versões distorcidas ou prematuras que circulam nas redes. Nos Estados Unidos, haverá também uma integração com a organização Democracy Works para informações práticas sobre locais de votação, cadastro e prazos eleitorais.
A preocupação sobre eleições, segundo a Open AI, vem crescendo desde 2024, primeiro grande ciclo eleitoral após a popularização da IA generativa. Naquele ano, pesquisadores e jornalistas documentaram o uso de conteúdos falsos gerados por IA em disputas eleitorais na Índia, Indonésia, México e nos Estados Unidos.
O Brasil teve uma experiência anterior, em 2022, quando uma onda de desinformação tomou conta das redes no período eleitoral. Naquele ano, as IAs generativas de grande escala ainda não tinham se popularizado, o que aumenta o cenário de preocupação para 2026.
No pacote tecnológico anunciado pela OpenAI, uma parceria com o Google deve incorporar ao ChatGPT o sistema SynthID, que gera uma marca d’água invisível que pode ser aplicada a imagens geradas por IA e resiste até a capturas de tela e outras transformações.
O sistema será usado de forma complementar com o padrão “Coalition for Content Provenance and Authenticity” (C2PA), que usa metadados e assinaturas criptografadas para registrar a origem e o histórico de modificações de uma imagem. Paralelamente, a OpenAI anunciou uma ferramenta pública de verificação que permite a qualquer pessoa checar se uma imagem foi gerada por ferramentas da OpenAI.
A empresa também deixou claro na publicação que não aceitará propaganda política na plataforma durante o ciclo eleitoral de 2026. A OpenAI também mantém a proibição de uso do Chat para criar campanhas de marketing eleitoral em escala, em que mensagens fabricadas podem simular um movimento popular orgânico. Ao mesmo tempo, a empresa afirma querer preservar o uso legítimo da IA por campanhas para tarefas internas como redigir resumos, traduzir materiais, planejar agendas e tarefas administrativas.
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