Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Pouca gente sabe, mas um dos desafios enfrentados por Raquel Lyra desde o início de seu governo sempre foi a percepção de distanciamento e a dificuldade de transmitir espontaneidade e empatia.
Para tentar enfrentar esse problema, a governadora passou a contar, há alguns anos, com o trabalho da especialista em comunicação Olga Curado. Conhecida por sua atuação na preparação de lideranças políticas, Olga participou do treinamento de Dilma Rousseff para debates e apresentações públicas.
Seu trabalho, porém, vai além da preparação para entrevistas: envolve comportamento, linguagem corporal, comunicação não verbal e a identificação de características pessoais que podem ser ajustadas para melhorar a conexão com o público.
É dentro dessa estratégia que muitos observadores interpretam a mudança de postura da governadora. Ainda assim, entre analistas e integrantes dos bastidores da política, há quem avalie que essas demonstrações de simpatia nem sempre parecem naturais, transmitindo a impressão de serem resultado de treinamento — e não de verdadeira espontaneidade.
Por Estadão Conteúdo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na reunião sobre minerais críticos, na sexta-feira (10), que os materiais podem conceder uma soberania financeira e tecnológica para o Brasil.
Segundo o presidente, a reunião foi feita para que o governo tomasse uma decisão sobre como será a condução da política sobre o tema daqui em diante. “Nós precisamos tomar uma decisão do que o governo vai fazer com esse material estratégico, que pode dar ao Brasil, não apenas a soberania do minério, mas pode dar soberania também financeira, pode dar soberania tecnológica e de conhecimento numa área em que a gente já sabe o que fazer”, declarou o presidente.
Leia maisO discurso de Lula divulgado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) foi marcado por recados para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O presidente afirmou que o republicano teria “inveja” do conhecimento chinês sobre minerais críticos e que agora ele também precisará estar preocupado com o Brasil. “Se o Trump está preocupado com a China, pode começar a estar preocupado com o Brasil, que nós vamos ser detentores de fazer as mesmas coisas, ou mais qualificadas, que o chinês faz”, disse o presidente.
O presidente disse também que imaginava que o Brasil era “analfabeto” sobre minerais críticos, mas que a reunião de sexta deixou claro o potencial brasileiro na produção de tecnologias de valor agregado no País.
Em crítica a empresários, o petista disse que a elite brasileira é americanizada, mas também depende de outros países. “A elite é muito americanizada, mas a agricultura depende do fertilizante russo e o comprador depende do povo chinês, então a gente compra fertilizante da Rússia e vem para a gente, minério de ferro também, não são os Estados Unidos que compram o nosso minério de ferro, é a China”, declarou.
Ele defendeu também a participação governamental, dizendo que todas as inovações do tipo, como a do petróleo no século passado, tiveram a participação do Estado. Para isso, ele cobrou da Petrobras, dizendo que a empresa tem que ser a financiadora da inovação brasileira.
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Por Silvino Teles Filho*
Imagine acordar todos os dias como se você não tivesse descansado nem por uma hora. Levantar da cama já exige esforço. O corpo inteiro dói, os músculos parecem pesados, as articulações estão rígidas e até um simples toque pode causar desconforto. Ao longo do dia, a fadiga aumenta, a concentração diminui e a sensação é de que seu próprio corpo trabalha contra você.
Essa é a realidade de milhares de pessoas que convivem com a fibromialgia.
Engana-se quem acredita que a fibromialgia causa apenas dores musculares. Ela é uma síndrome complexa que pode comprometer praticamente todos os aspectos da vida. A dor é difusa, persistente e pode migrar de um local para outro. Em muitos momentos, ela é acompanhada por uma sensação intensa de queimação, peso, pressão ou pontadas, tornando até as atividades mais simples um verdadeiro desafio.
Leia maisMas talvez o sintoma mais incapacitante seja a fadiga extrema. Não é um cansaço comum. É uma exaustão profunda que não melhora com o descanso e faz com que pequenas tarefas, como trabalhar, cuidar da casa ou brincar com os filhos, pareçam enormes obstáculos.
As noites também costumam ser difíceis. Mesmo dormindo várias horas, o sono frequentemente não é reparador. O paciente desperta cansado, sem energia e com a sensação de que o corpo não conseguiu se recuperar. Com o passar do tempo, esse ciclo de dor, insônia e fadiga torna-se cada vez mais intenso.
Além disso, muitos pacientes apresentam a chamada “névoa mental”: dificuldade para manter a atenção, lapsos de memória, lentidão de raciocínio e dificuldade para encontrar palavras durante uma conversa. Esses sintomas podem gerar insegurança, reduzir o desempenho profissional e afetar a autoestima.
Dores de cabeça frequentes, sensibilidade exagerada ao toque, ao frio, ao calor, aos ruídos ou às luzes, alterações intestinais, ansiedade, sintomas depressivos e crises de estresse também são comuns. É como se o organismo permanecesse em estado constante de alerta, amplificando os estímulos dolorosos.
Infelizmente, além do sofrimento físico, muitos pacientes ainda enfrentam outro tipo de dor: a incompreensão. Como os exames geralmente não mostram alterações importantes, é comum ouvirem frases como “isso é psicológico”, “você precisa reagir” ou “é exagero”. Essa falta de reconhecimento faz com que muitos se sintam sozinhos e desacreditados.
A fibromialgia é uma doença real. Ela merece atenção, acolhimento e tratamento adequado. O diagnóstico precoce e uma abordagem individualizada podem transformar a qualidade de vida. O tratamento pode envolver medicamentos, atividade física orientada, mudanças no estilo de vida, estratégias para melhorar o sono e o acompanhamento multiprofissional, sempre respeitando as necessidades de cada paciente.
Conviver com a dor não deve ser encarado como algo normal. O objetivo do tratamento não é apenas aliviar os sintomas, mas devolver autonomia, disposição e qualidade de vida para que o paciente volte a fazer aquilo que a dor o impediu de viver.
*Médico pós-graduado em Psiquiatria e Neurologia Clínica | Instagram: @drsilvinoteles
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Os brasileiros choraram com a desclassificação da seleção da Copa pela Noruega, domingo passado. Estou entre os que já esperavam o fiasco do time comandado, estranhamente e de forma inusitada, por um técnico italiano, que, também sem razões, mesmo não dando certo, já está com contrato renovado pela CBF até 2030.
Dá para entender? Veja bem como são as coisas da máfia do futebol: o novo vínculo se estende até a Copa de 2030, totalizando um salário anual de R$ 55,8 milhões, o que dá R$ 5 milhões por mês, o maior da história pago a um técnico da seleção brasileira. Os auxiliares diretos Paul Clement e Francisco Mauri, o preparador físico Mino Fulco e o analista de desempenho Simone Montanaro terão uma valorização, também pedida por Ancelotti.
Leia maisApesar de a direção da CBF apostar na continuidade, a decisão gerou debates intensos e críticas, visto que o Brasil teve um de seus piores desempenhos recentes em Copas, caindo logo nas oitavas de final.
Nomes como Luisão e Romário criticaram, e com razão, o fato de a CBF ter optado por renovar o contrato antes de ver o resultado prático da equipe no Mundial. A seleção brasileira passou a ser um produto gerido por cartolas, não mais o maior patrimônio nacional.
Falta o brilho nos olhos, a alegria de jogar. A bola pune quem trata o futebol apenas como negócio. Torcer pela Seleção exigiu mais paciência do que paixão. Dói muito ver o nosso talento desperdiçado e a nossa história sendo manchada.
O peso da camisa amarela parece ter ficado pesado demais para quem carrega a responsabilidade de vencer. Mais do que perder, o que frustra é ver que o Brasil esqueceu como se joga o futebol bonito, de classe, de categoria, do charme de um Pelé, de dribles fenomenais como os de Garrincha.
A distância entre o torcedor brasileiro e a Seleção nunca pareceu tão grande quanto agora. Nos acostumamos tanto com a decepção que a eliminação deixou de ser uma surpresa para se tornar rotina.
Sobre a derrota para a Noruega, foi muito frustrante. Uma nação inteira respirando futebol para no fim sobrar apenas a decepção. Faltou raça, sobrou sofrimento. Não dá para entender. O maior campeão do mundo não merecia passar por isso de novo.
A eliminação ocorreu pela falta de eficiência em momentos decisivos (como o pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães) e pela desorganização tática, que resultou em uma posse de bola de apenas 34% e nos dois gols sofridos nos quinze minutos finais, ambos marcados pelo atacante Erling Haaland.
O Brasil já foi sinônimo de alegria no futebol. Hoje, só nos traz lágrimas e frustração. Não chegar sequer às quartas foi o maior vexame da história do futebol mundial. Uma mancada que vai ficar marcada para sempre na história. Sou daqueles céticos, cuja única certeza em Copa do Mundo é a decepção brasileira.
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Por Marcondes Brito
De O Norte Online
O protocolo político costuma exigir das primeiras-damas sorrisos medidos, acenos cordiais e discursos repletos de obviedades institucionais. Mas quando Camila Mariz Ribeiro assume o microfone, a liturgia do cargo dá lugar a um silêncio sepulcral. Um silêncio que não é de omissão, mas do puro choque de quem a escuta. Ali, diante de plateias que esperam palavras institucionais, a advogada e atual primeira-dama da Paraíba — esposa do governador Lucas Ribeiro — despeja uma verdade incômoda, guardada por quase três décadas: “Quando eu tinha apenas 10 anos, o meu pai matou a minha mãe. E essa é a primeira vez, 26 anos depois, que eu me apresento dessa forma.”
A dolorosa memória, compartilhada por Camila em uma palestra, ganhou contornos de urgência nacional ontem (10). O governador Lucas Ribeiro sancionou a lei que amplia o programa estadual ‘Paraíba que Acolhe’, estendendo o amparo financeiro, psicossocial e educacional justamente a crianças e jovens que ficaram órfãos em decorrência do feminicídio. A partir de agora, a caneta do Estado alcança uma realidade que a própria primeira-dama conheceu na pele, na solidão de sua infância. Não se trata mais da esposa de um político em um evento local; trata-se da voz da principal mulher do Executivo paraibano usando a própria tragédia como um manifesto contra o crime.

Maturidade aos 10 anos
Naquele dia, o auditório ouviu em transe os detalhes de um crime que moldou a infância de uma criança no interior do estado. Camila relembrou o peso de carregar, aos 10 anos, a maturidade precoce de tentar salvar a mãe: “Minha mãe estava se divorciando do meu pai a pedido meu, porque eu não aguentava mais vê-la sofrer”.
O relato ganha contornos ainda mais assustadores quando a advogada revela a frieza com que o crime foi desenhado. O assassinato não foi um rompante, mas um ato friamente planejado. O pai arquitetou cada passo, monitorou os horários e escolheu o momento exato para o ataque. Ele foi formalmente julgado pelo crime, e a defesa chegou a alegar insanidade mental para tentar livrá-lo da pena – argumento que não prosperou diante do evidente planejamento do crime.
Para a menina de 10 anos, a sentença de abandono foi imediata. “Naquele dia, antes que aquela sexta-feira que parecia comum terminasse, eu enterrei o meu pai e a minha mãe. Minha família se desfez, eu fiquei órfã. E eu me senti abandonada, eu sou filha única”, confessou. A dor na voz da advogada ecoou na lembrança visual que o tempo nunca apagou: “Eu lembro das marcas de sangue no quarto da minha mãe até hoje”.
Com a precisão de sua formação jurídica e o corte dilacerante de quem viveu a ausência, Camila atacou o maior cúmplice desse tipo de crime: a conivência social, o isolamento e a cultura do “não se meter”. “Foi esse silêncio que impediu que a vida da minha mãe fosse poupada. Foi por pelo não falar, pelo não tocar no assunto, que a vida de Sílvia não pôde ser preservada. Porque afinal, só eu sabia o que passava dentro da minha casa, só eu presenciava aquilo que acontecia e que não foi um fato isolado, mas o resultado de uma prática de muitos anos”, desabafou.
O relato atinge o ápice dramático ao dividir o sofrimento com a geração que teve que recolher os pedaços daquela infância interrompida: “Se você acha que para mim foi difícil, imagine pra minha avó, que teve que segurar o corpo da filha quando nada mais podia ser feito”.
Da dor pessoal à política de Estado
O caso de Sílvia Mariz Fernandes, ocorrido no final dos anos 1990, ecoa nas estatísticas monstruosas que o país ostenta até hoje. Dados levados pela própria primeira-dama ao debate apontam que 1.492 brasileiras perderam a vida em apenas um ano — vítimas de homens que decidiram deliberadamente arrancar o véu de suas vidas sem chance de defesa.
Para o cenário político e social brasileiro, o posicionamento de Camila Mariz e a ação do governo estadual neste dia 10 representam um divisor de águas. Ao transformar o trauma que a fazia se afastar de eventos sociais na juventude em combustível para ações concretas, ela desafia frontalmente a omissão coletiva. Uma dessas principais frentes é o programa estadual “Antes que Aconteça”, focado em combater a violência na raiz.
Essa iniciativa estadual, inclusive, reflete uma vitória legislativa nacional: o projeto “Antes que Aconteça” (PL 6.674/2025) é de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) – que vem a ser mãe do governador Lucas Ribeiro e sogra de Camila. Sancionada como a Lei nº 15.398 em abril de 2026, a proposta instituiu uma política pública nacional unindo educação, saúde e segurança para prevenir o feminicídio, transformando a causa em uma sinergia de propósitos dentro da própria família da primeira-dama.
Ao sancionar a nova lei estadual de amparo aos órfãos, o governador Lucas Ribeiro fez questão de pontuar o peso da vivência familiar nessa decisão: “Conhecendo essa realidade de perto, enviamos à Assembleia Legislativa essa alteração na lei, que foi aprovada e agora sancionamos. Não podemos permitir que crianças e adolescentes fiquem sem assistência e sem o apoio do Estado em um momento de tanta dor. Ao mesmo tempo, seguimos fortalecendo nossas ações permanentes de enfrentamento à violência contra a mulher”.
Ao lado do marido, Camila endossou o impacto da medida com a autoridade de quem sabe exatamente o que significa o dia seguinte à tragédia: “Sei que nenhuma lei é capaz de apagar essa dor ou suprir essa ausência. Mas também sei que o acolhimento e a presença do Estado fazem a diferença na vida de quem fica. Essas crianças terão apoio para permanecer na escola, cuidar da saúde e contar com um auxílio financeiro para reconstruir sua história com mais dignidade e proteção”.
A frase que encerrava suas palestras agora ganha força de realidade prática no estado: “Ninguém quer se meter em briga de marido e mulher. A grande verdade é essa. Mas para a gente construir o futuro que a gente deseja, a gente precisa tomar uma atitude. A violência um dia calou minha mãe para sempre, mas é por causa desse silêncio onde a dor encontrou o propósito que eu estou aqui”, conclama.
A história da primeira-dama da Paraíba é um alerta que sai do Nordeste e bate às portas da capital federal: o feminicídio não escolhe classe social, não poupa infâncias e só prospera onde o silêncio impera. Ao romper o seu, e ao transformar sua dor em amparo legal para os órfãos de hoje, Camila Mariz convoca o país a fazer o mesmo. Antes que a próxima mãe seja calada.
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O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), foi recepcionado por uma multidão de apoiadores, lideranças políticas e representantes de diversos municípios do Sertão do São Francisco ao chegar, na noite deste sábado (11), ao Clube Sociedade 21 de Setembro, no Centro de Petrolina, onde participa de mais uma edição do Chega Junto Pernambuco.
Também acompanham o evento o pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), o senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa (PT) e a pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT).
Adelmo Lucena
Do Diário de Pernambuco
O aluno que levou uma faca para a Escola Técnica Estadual (ETE) de Arcoverde, no Sertão, fez referências ao anime Death Note em um grupo de mensagens da turma dias antes do ocorrido. A série é sobre um estudante que encontra um caderno sobrenatural capaz de matar qualquer pessoa cujo nome seja nele escrito. Capturas de tela obtidas pelo Diario de Pernambuco mostram que o estudante comentou possuir o “Caderno da Morte”, em livre tradução.
O jovem, que está matriculado no 3º ano do Ensino Médio, foi flagrado com uma faca na última terça-feira (7). Nas conversas trocadas pelo Whatsapp, o estudante afirma que “Death Note também é bom” se referindo a série. Em seguida, escreve: “Um estudante do ensino médio que achou um caderno que mata pessoas pelo nome”.

Outros colegas respondem comentando sobre o anime e, em outro momento, o aluno que entrou com a faca na escola envia uma foto de um caderno com o nome “Death Note”.
De acordo com um aluno da escola, que pediu para não ser identificado, as mensagens foram enviadas na sexta-feira anterior ao caso. “Temos um grupo da sala e era onde ele estava conseguindo interagir conosco. Na sexta-feira, ele relatou que estava assistindo um anime. Nesse anime, ele comentou que tinha um episódio em que o personagem matava alunos dentro de uma sala”, afirmou.
Apesar da associação feita pelo estudante, o enredo de Death Note é diferente da descrição. Na obra japonesa, o protagonista encontra um caderno sobrenatural capaz de matar qualquer pessoa cujo nome seja escrito nele, desde que o autor conheça o rosto da vítima. A série acompanha o conflito entre o jovem e as autoridades que tentam descobrir a identidade do responsável pelas mortes.
Relato dos colegas
O mesmo aluno relatou ao Diario que o comportamento do estudante teria mudado nas últimas semanas. “Desde o primeiro ano esse aluno sempre foi mais quieto. De um mês para cá começou a se excluir mais.”
Segundo ele, na terça-feira (7), durante uma aula em que havia apenas um monitor na sala, o estudante fez declarações que assustaram os colegas. “Ele perguntou se a gente tinha medo dele e relatou que se sentia sozinho. Depois falou: ‘Vocês sabiam que eu já tive vontade de matar todos vocês? Vocês são os piores espermatozoides que existem na face da Terra’.”
Ainda de acordo com o estudante, pouco depois a vice-diretora entrou na sala para chamá-lo. “Ele disse que tinha uma surpresa para a gente. Essa surpresa era a faca que ele estava portando, uma serrinha. Nessa hora a vice-diretora já tinha chegado e logo depois desceu um vigilante.”
O que diz a SEE-PE
Segundo a Secretaria de Educação, o aluno foi identificado logo ao chegar à escola e a situação foi controlada pela equipe gestora, que acionou os protocolos de segurança da rede estadual.
A pasta informou que a família do estudante foi comunicada, a Patrulha Escolar foi acionada e o caso encaminhado ao Conselho Tutelar, além de registrado no Sistema de Ocorrência Escolar (SOE).
Na quarta-feira (8), a direção promoveu uma reunião com pais e responsáveis para prestar esclarecimentos. A Secretaria de Educação reiterou, em nota, que repudia qualquer forma de violência e mantém o compromisso com a promoção de um ambiente escolar seguro e acolhedor.
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A definição da segunda vaga ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), ao lado de Túlio Gadelha, que migrou do Rede para o PSD, deixou de ser uma simples novela política. Virou, na verdade, um verdadeiro conclave. Nos bastidores dos direitistas, todos aguardam a fumaça branca sair do Palácio do Campo das Princesas.
O impasse, porém, tem uma explicação clara. De um lado, cresce a força política de Eduardo da Fonte, que reúne o apoio da federação e aparece como o nome que mais concentra respaldo entre as lideranças envolvidas na construção da chapa. Do outro, Miguel Coelho insiste em manter sua candidatura, numa postura que muitos aliados classificam como infantil, por ignorar a correlação de forças e as regras do jogo político.
Enquanto a decisão não sai, a fumaça continua preta. Resta saber quando ela ficará branca e, principalmente, se ouviremos o tradicional “Habemus”. Só que, desta vez, não será para anunciar um papa, e sim um senador.
O presidente do PT Recife, vereador Osmar Ricardo, disse, ontem (10), que o vice-presidente estadual do partido, Cirilo Mota, “Não tem moral para pedir a minha expulsão” pelo fato de apoiar a reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). “Nem Cirilo e nem Oscar Barreto. São dois porta-vozes do PSB. Eu sou um sindicalista e conheço a forma do PSB de fazer política”, disparou o dirigente. Ele garante, porém, que fará campanha para o senador Humberto Costa (PT). As informações são do portal Dantas Barreto.
Osmar contou que está decidido a pedir licença do PT, “mas no momento certo para estar no palanque de Raquel”. “E vou defender a reeleição do senador do nosso presidente Lula, que é Humberto Costa. Não é Túlio Gadêlha e nem Marília Arraes”, colocou.
O presidente do PT Recife disse que “não vou fazer campanha para João Campos (PSB) porque Raquel vem fazendo um grande trabalho e o povo está saturado com a política do PSB”. Questionado sobre o que deve fazer se houver o pedido de expulsão, já que o PT apoia João Campos, apresentará a defesa. “Espero que a política mostre quem está do lado certo, que é o de Raquel Lyra”, assinalou.
Sobre o apoio do presidente Lula a João Campos, Osmar Ricardo avalia que se deu pelo fato de o pré-candidato ser presidente nacional do PSB. Segundo ele, “houve pressão do PSB para o presidente gravar o vídeo declarando apoio, mas essa pressão não é a mesma em relação a outros integrantes do PT”. Osmar disse que avalia se estará em Pernambuco, durante a campanha eleitoral, mas que, se vier seria para a campanha de Humberto Costa.
Da CNN Brasil
O presidente do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, disse em entrevista à CNN neste sábado (11) que seu patrimônio não chega “nem perto” dos R$ 119 milhões que o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), mandou bloquear de suas contas após uma investigação da PF (Polícia Federal) sobre emendas parlamentares.
“Nem perto. Eu gostaria de ter, mas nem que eu acertasse duas vezes na Mega-Sena eu teria esse dinheiro. Mas eles fizeram [o cálculo] do valor total das emendas e o bloqueio saiu desse tamanho. Então, o cidadão que vê isso, pensa que eu tenho esse dinheiro para pagar”, afirmou.
Leia maisNa declaração de bens ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no ano de 2010, última eleição em que participou, o patrimônio do presidente do PL chegava à cifra de R$ 2,5 milhões, distribuído em diferentes recursos.
Valdemar também questionou o teor da decisão de Dino, mencionando os pareceres contrários de outros entes, como a PGR (Procuradoria-Geral da República) e o Ministério Público. Segundo ele, os apontamentos justificaram ações mais brandas, sem a necessidade de buscas e apreensões, algo visto em outras investigações com políticos, como o presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, e o senador Jaques Wagner (PT-BA).
“Nós tivemos a PGR a nosso favor, ela foi contra a decisão, e o Ministério Público. Eles deram contra essas ações que iam fazer contra mim, eles não concordaram, por isso eu não tive Polícia Federal, não tive essas coisas de pegar meu celular, porque o ministro viu que era demais isso contra mim. Então agora nós vamos fazer a nossa defesa, vamos mostrar, as emendas são todas sérias, estão sendo executadas e aí vamos chegar no entendimento pra tocar a vida pra frente”, completou.
A investigação
Segundo investigação da PF, Valdemar teria indicado ao menos 21 emendas parlamentares que totalizariam R$ 119 milhões — valor bloqueado pela decisão. Para isso, por não ser parlamentar, o presidente do PL teria utilizado servidores da Câmara dos Deputados para direcionar verbas públicas de forma oculta, por meio de registros fraudulentos.
Tais registros se baseavam na manipulação de documentos e sistemas orçamentários, colocando nomes de deputados reais. Dessa forma, as solicitações de emendas eram repassadas aos ministérios com um aspecto lícito.
A investigação teve origem na Operação Transparência, deflagrada em dezembro de 2025 para apurar possíveis fraudes na destinação de emendas e o descumprimento das regras de transparência e rastreabilidade fixadas pelo STF. “O encaminhamento direcionava essas emendas alocando, falsamente, deputados federais como ‘solicitantes’ das indicações, a fim de conferir ares de legalidade às indicações formalizadas conforme diretrizes de um não parlamentar”, menciona a decisão.
Dino determinou que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), apresente em até dez dias documentos sobre as emendas parlamentares que seriam ligadas a Valdemar Costa Neto.
Outro lado
A defesa de Valdemar emitiu uma nota em que diz receber com surpresa a decisão de Dino e afirma que a “decisão parte de premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária”.
O posicionamento ainda afirma ser natural e legítimo, no sistema democrático, que o presidente de partido político dialogue com parlamentares e defenda prioridades programáticas, além de articular por interesses nacionais e regionais e “influencie politicamente sua bancada”.
Confira a íntegra da nota da defesa
“NOTA À IMPRENSA
A defesa de Valdemar Costa Neto recebe com surpresa a decisão do Ministro Flávio Dino que decretou medidas cautelares em seu desfavor. Com o devido respeito, a decisão parte de premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária.
Valdemar Costa Neto nega categoricamente a prática de qualquer crime. Não há qualquer prova, ou mesmo indício, de que tenha aderido conscientemente a um suposto esquema criminoso.
É natural e legítimo, no sistema democrático, que um presidente partidário dialogue com parlamentares, defenda prioridades programáticas, articule interesses nacionais e regionais e influencie politicamente sua bancada. Nada há de criminoso nisso. A atuação político-partidária somente poderia ter relevância penal se acompanhada de indícios concretos de fraude, desvio funcional, ocultação deliberada ou apropriação indevida da execução da despesa pública. Esses elementos não estão minimamente demonstrados.
A defesa também destaca o fato de que a Procuradoria-Geral da República foi contrária à decretação das medidas cautelares. Ainda assim, foram impostas restrições graves com base em suposições sem qualquer demonstração individualizada de dolo, fraude, desvio de finalidade ou participação consciente em qualquer crime, além de estar claro na decisão de que não houve, com o devido respeito, qualquer vantagem pessoal para Valdemar Costa Neto.
É especialmente preocupante a premissa de que a indisponibilidade deve recair sobre o patrimônio integral do investigado “até que o inquérito aporte elementos mais seguros”. A reconhecida incerteza investigativa não autoriza constrição patrimonial ampla, tampouco qualquer presunção de culpa.
A defesa lamenta a exposição pública prematura de investigação ainda em fase preliminar, especialmente quando desacompanhada de elementos indiciários idôneos e em período de especial sensibilidade institucional e eleitoral.
A defesa reafirma a inocência de Valdemar Costa Neto e adotará todas as medidas judiciais cabíveis para demonstrar a improcedência das imputações, restabelecer a legalidade e preservar suas garantias fundamentais.
Marcelo Luiz Ávila de Bessa
Thiago Lôbo Fleury”
Após quase dois meses da chegada ao Recife e com cerca de um mês de atraso em relação ao cronograma divulgado pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), o primeiro trem usado adquirido junto ao Metrô de Belo Horizonte começou a operar na tarde de ontem (10), na Linha Sul do Metrô do Recife. As informações são do Diário de Pernambuco.
A composição passa a integrar a frota em meio à crise operacional enfrentada pelo sistema e tem como principal objetivo evitar o colapso da linha, previsto pela própria CBTU para 2027.
Leia mais
A estreia do trem foi acompanhada por passageiros que, embora tenham reconhecido a necessidade da ampliação da frota para reduzir o tempo de espera nas plataformas, apontaram o desconforto provocado pela ausência de ar-condicionado, uma das principais reclamações de quem utiliza diariamente o sistema.
A técnica de enfermagem Noelma Fagundes, de 53 anos, faz diariamente o trajeto entre as estações Tancredo Neves e Joana Bezerra para trabalhar.
“O calor é o que as pessoas mais falam. E antigamente passava de cinco a dez minutos de espera. Agora, eu acredito que o tempo de espera diminua, apesar do calor desse vagão. Conheço gente que já desmaiou de calor e acho que isso pode acontecer nesse novo trem. Mas a compra era urgente mesmo, porque a gente passa muito tempo esperando”, afirmou.
A falta de climatização também preocupa a vendedora Naide Paulino, de 68 anos, que utiliza o metrô para se deslocar até o Centro da cidade. “Sem ar-condicionado é complicado. Como vai ser para as pessoas idosas e com problemas de pressão? Esse novo metrô vai amenizar, mas não vai ajudar muito, já que não tem ar-condicionado.”
Já o radialista Fábio Freitas, de 51 anos, que depende do sistema para trabalhar, considera que a chegada dos trens usados é uma solução emergencial para um problema que poderia ter sido enfrentado antes.
“O poder público deveria ter visto esse problema antes. Agora está tendo que fazer paliativo para amenizar. A gente sabe que os trens que chegaram são antigos e que vão dar os mesmos problemas. Mas precisamos resolver o problema. Já virou rotina trem e fiação pegarem fogo e não se resolve”, declarou.
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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), divulgou na tarde deste sábado (11) uma nota em que sai em defesa dos servidores da Casa e critica a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que bloqueou R$ 119 milhões do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por suspeita de desvio de emendas parlamentares. Motta chamou a decisão de Dino de “inaceitável”.
De acordo com a investigação, deputados federais eram falsamente apontados como “solicitantes” das indicações, a fim de conferir ares de legalidade. As indicações de Valdemar eram planilhadas e encaminhadas aos ministérios responsáveis por programas. As informações são do g1.
Leia maisAs medidas ocorrem após uma representação da PF que é desdobramento da chamada “Operação Transparência”, realizada em dezembro do ano passado e que teve a funcionária da Câmara Mariângela Fialek, a Tuca, como alvo.
A análise em aparelhos celulares apreendidos na primeira fase da Operação Transparência identificou mensagens de servidores discutindo cotas de valores e áreas prioritárias — como saúde e turismo —, com forte incidência de indicações voltadas a municípios do estado de São Paulo. Foi a partir da análise do celular que a Polícia Federal identificou o que chamou de um “arranjo funcional informal envolvendo servidores da Câmara”.
Segundo o presidente da Câmara, “a alocação das emendas está em plena conformidade com a moldura normativa vigente e com os compromissos institucionais firmados entre o Executivo e o Legislativo perante a própria Corte Constitucional”.
“A Presidência da Casa registra, ainda, confiança no trabalho de seus servidores. A autorização conferida pelos parlamentares para que as equipes que os assessoram operacionalizem as indicações segundo orientação da direção partidária insere-se na normalidade do funcionamento administrativo do mandato e não traduz qualquer irregularidade.”
Veja a nota de Motta:
A Presidência da Câmara dos Deputados manifesta seu inconformismo diante da indevida intervenção judicial no mérito de atividade típica do Parlamento.
A decisão em questão não identifica desvio, abuso ou aplicação irregular de verbas públicas. Limita-se a inferições e a tentar criminalizar a atividade política. Torna-se inaceitável, tendo em vista que a alocação das emendas está em plena conformidade com a moldura normativa vigente e com os compromissos institucionais firmados entre o Executivo e o Legislativo perante a própria Corte Constitucional.
A Presidência da Casa registra, ainda, confiança no trabalho de seus servidores. A autorização conferida pelos parlamentares para que as equipes que os assessoram operacionalizem as indicações segundo orientação da direção partidária insere-se na normalidade do funcionamento administrativo do mandato e não traduz qualquer irregularidade.
A Câmara dos Deputados continuará a conduzir suas atividades com transparência, respeito à ordem jurídica e plena independência do Poder Legislativo.
Hugo Motta
Presidente da Câmara dos Deputados
