Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Ungida por Flávio Bolsonaro, Raquel teme desgaste após vazamento de áudio
O vazamento do áudio em que o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL ao Planalto, aparece tratando de arrecadação financeira com o banqueiro Daniel Vorcaro para o filme do seu pai, Jair Bolsonaro, lançou uma nova sombra sobre a governadora Raquel Lyra (PSD).
Mais do que o conteúdo constrangedor do diálogo, o episódio ganhou contornos ainda mais delicados em Pernambuco porque, entre as anotações atribuídas ao núcleo político bolsonarista, o nome da governadora aparece acompanhado de uma observação simbólica e politicamente explosiva: “Tamo junto”.
A expressão, aparentemente simples, carrega um peso devastador no ambiente político atual. Ela sugere alinhamento, afinidade e compromisso político num momento em que o entorno de Bolsonaro volta ao centro de controvérsias envolvendo financiamento, articulações paralelas e bastidores pouco republicanos.
Leia maisPara uma governadora que vinha tentando sustentar uma imagem de moderação institucional, equilíbrio administrativo e distância prudente da polarização nacional, o episódio rompe a blindagem narrativa construída até aqui.
O problema para Raquel é que o desgaste não nasce apenas da associação ao bolsonarismo, mas do contexto em que essa associação emerge. O áudio vazado transforma o que poderia ser tratado como mera aproximação eleitoral em algo politicamente tóxico.
A leitura inevitável, sobretudo para setores mais moderados do eleitorado pernambucano, é a de que a governadora não apenas dialoga com o grupo político de Bolsonaro, mas aparece inserida em uma engrenagem de articulação. Nos bastidores, aliados da governadora sabem que Pernambuco nunca foi terreno confortável para o bolsonarismo raiz.
Historicamente, o eleitorado pernambucano demonstrou resistência à extrema-direita mais ideológica, especialmente na Região Metropolitana do Recife.
Por isso, a exposição pública de Raquel em anotações de Flávio Bolsonaro, acompanhada da frase “Tamo junto”, possui um efeito corrosivo: ela deixa de ser apenas uma gestora em busca de apoios diversos e passa a correr o risco de ser identificada como o palanque preferencial do bolsonarismo no Estado.
O constrangimento aumenta porque a governadora vinha tentando manter uma convivência institucional relativamente equilibrada com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente em agendas administrativas e liberação de investimentos federais. O vazamento implode parte dessa ambiguidade calculada.
A partir de agora, a disputa tende a empurrá-la para um campo político mais definido e potencialmente mais rejeitado em Pernambuco. Por fim, o episódio revela que, em política, símbolos muitas vezes pesam mais do que discursos inteiros.
E poucas expressões conseguem ser tão sintéticas quanto aquela anotada ao lado do nome de Raquel Lyra: “Tamo junto”. Em tempos de desgaste do bolsonarismo e de investigação permanente sobre seus métodos políticos e financeiros, a frase deixa de soar como gesto de apoio e passa a funcionar como um selo de associação, justamente o tipo de marca que a governadora talvez mais desejasse evitar neste momento.
ALERTA GERAL – O episódio que caiu como uma bomba no quartel-general da campanha do senador Flávio Bolsonaro, o áudio revelando a relação dele com o banqueiro Vorcaro, serve de alerta a todos os candidatos majoritários: o jogo ainda mal começou. Portanto, não se deve ter ilusões ou supor que eleições se vencem em pré-campanha.

Derretendo feito gelo – Qualquer vacilo ou sinais de soberba podem comprometer o desempenho de candidaturas até então bem posicionadas no tabuleiro eleitoral. O presidente Lula, por exemplo, já esteve em condições melhores até meses atrás. Foi derretendo, derretendo, a ponto de as pesquisas de opinião pública indicarem empate técnico entre ele e o adversário Flávio Bolsonaro.
Reação tímida – Nas pesquisas divulgadas ontem (ainda sem o efeito da hecatombe do áudio vazado de Flávio), Lula já apresentava alguns sinais de leve recuperação. Nada relevante, é verdade. Mas, certamente, números já sustentados em cima das medidas eleitorais de programas sociais do Governo Federal.
Repercussão local – A esquerda tem motivos de sobra para comemorar a pancada que o campo bolsonarista sofreu. Mas daí a apostar que a eleição está no papo vai uma distância quilométrica.
Transportando o cenário nacional para a disputa estadual, cabe também o mesmo alerta para a tropa da Frente Popular de Pernambuco. Os números são confortáveis? São. Fato. Mas não se pode subestimar adversários sob hipótese alguma.

Treino é treino – Por enquanto, a fase atual é apenas de ensaios, treinamentos cuja intensidade real não se compara à de quando a campanha começar pra valer, após as convenções partidárias. E, como estamos às vésperas da maior competição de futebol, a Copa, cabe, oportunamente, parafrasear a célebre frase atribuída ao bicampeão mundial (1958/1962) Didi (Valdir Pereira), o “Folha Seca”: “treino é treino, jogo é jogo”.
CURTAS
CUTUCADA 1 – Tão logo o “Intercept” revelou um áudio que mostra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociando uma quantia milionária com Daniel Vorcaro para o filme sobre seu pai, o PT já foi às redes sociais cutucar o senador.
CUTUCADA 2 – “Urgente! Vaza áudio de Flávio Bolsonaro cobrando pagamentos milionários de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar filme sobre a história de Jair Bolsonaro. Compartilhe ao máximo”, espalharam os principais líderes petistas no Congresso.
ESTRATÉGIA – Isso é um indicativo do que o partido de Lula pretende fazer na comunicação sobre o caso. Ao menos nesse primeiro momento, a legenda planeja insistir na tese de apenas falar a verdade e apresentar fatos, notícias divulgadas pela imprensa ou falas dos próprios personagens. Ou seja, sem necessidade de adjetivar.
Perguntar não ofende: Flávio Bolsonaro escapa do tsunami?
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O ex-prefeito do Recife e pré-candidato a governador, João Campos (PSB), declarou que “Pernambuco pode voltar a ser o grande estado do Nordeste” e que sente que “as coisas no estado ficaram na prateleira”. As afirmações foram feitas em entrevista à Rádio Hits, nesta quarta-feira (13).
O pré-candidato afirmou que está pronto para fazer mais para o estado e que tem certeza de que está pronto para “ser um grande Governador de Pernambuco”. Ele ainda reafirmou que fará o que seu pai, o ex-governador Eduardo Campos, fez e que irá além e fará aquilo que Eduardo não conseguiu fazer. As informações são do Diario de Pernambuco.
“Para fazer coisa nova, diferente, moderna, coisa que ninguém fez e que nenhum estado do Brasil vai conseguir fazer, a gente vai fazer aqui. Então, eu estou aqui porque eu acho que eu posso fazer mais”, disse.
Leia maisJoão Campos afirmou, também, que em sua campanha irá debater o estado, garantindo que não irá atacar, agredir ou desqualificar ninguém. “Eu vou debater o estado, vou mostrar como as coisas estão e o que é que pode ser feito para melhorar. E eu vou mostrar que eu estou animado, pronto e preparado”, declarou.
Para ele, Pernambuco precisa voltar a ser o grande estado do Nordeste, com novas indústrias, novos investimentos e ampliação da rede de saúde e educação, e comparou com a gestão de seu pai. “Eu estava com 16 anos de idade, na China, andando com meu pai e vendo ele trazer esses investimentos para cá. Por isso que eu tenho esse senso de urgência”, declarou.
Em sua avaliação, o ex-prefeito afirmou que Pernambuco precisa voltar a ter grandes conquistas, como novas escolas técnicas, hospitais e UPAs. “Não dá para você fazer o básico, uma manutenção e achar que é isso.A gente tem que criar um novo ciclo de desenvolvimento”, afirmou João, que disse ter lamentado quando viu que a capital gerou mais empregos do que o estado. “Eu lamentei enquanto alguém que quer ver esses empregos chegando para outras cidades”, completou.
Sem citar nomes, João Campos criticou o governo estadual por ter feito três novas creches em 3 anos e meio e comentou que “se quiser esperar 40 anos para ficar tudo pronto, fica. Agora, se quiser fazer em 2 ou 3 anos, é preciso mudar a forma de fazer”.
“A gente tem que ter senso de urgência. Então, um governante, não é que ele tem que fazer tudo acelerado, mas ele precisa ter pressa. […] É fazer bem feito, mas fazer rápido. O meu sentimento é que as coisas em Pernambuco ficaram na prateleira”, afirmou.
A construção de creches foi uma das principais promessas de campanha da governadora Raquel Lyra (PSD) em 2022. Em entrevista ao Diario, na última segunda (11), a governadora, ao ser questionada o que faria diferente, afirmou que “não entregou as creches todas que gostaria”. “O tempo me ensinou que, talvez se eu tivesse feito convênios (com os municípios) desde o primeiro momento, eu podia ter entregue mais creches”, disse.
Na entrevista, João Campos também falou sobre a frente ampla que vem construindo na pré-campanha. Em sua visão, a aliança precisa ser formada por grupos diversos, com pessoas “mais à esquerda, de centro e até de centro-direita”.
“Todo mundo sabe qual é a minha posição, sabe em quem eu voto, sabe o que é que eu acredito, mas as pessoas sabem que contam comigo para formar alianças amplas. Por isso que a gente hoje tem um time amplo e mais importante, que tem identidade com o povo”, afirmou.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (13), a Medida Provisória (MP) que vai subsidiar a gasolina produzida no Brasil ou importada de outros países em até R$ 0,89 por litro. A medida tem como objetivo conter os efeitos da guerra no Irã sobre o setor de combustíveis no país. O diesel também será beneficiado.
A MP já foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), passando a valer imediatamente. A subvenção econômica terá vigência por dois meses, podendo ser prorrogada pelo Executivo federal. As informações são do Metrópoles.
Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que, desde o início do conflito no Oriente Médio, o Executivo tem agido “para proteger os brasileiros dos impactos da alta internacional dos combustíveis”.
Leia mais“Assinei hoje uma medida provisória para conter a alta do preço da gasolina, que vem sendo pressionado por uma guerra que não é nossa. Desde o início do conflito, estamos agindo para proteger os brasileiros dos impactos da alta internacional dos combustíveis. Já adotamos medidas para reduzir os efeitos no diesel e no gás de cozinha. Graças a esse trabalho, o Brasil segue entre os países menos afetados pelo conflito no Oriente Médio. Não vamos permitir que a nossa população pague a conta dessa guerra”, escreveu o petista.
Entenda
A subvenção para a gasolina deve partir de um valor entre R$ 0,40 e R$ 0,45, podendo atingir até R$ 0,89 por litro, valor que inclui os tributos PIS, Cofins e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). No caso do diesel, a partir de 1º de junho, deve ser aplicada uma subvenção em torno de R$ 0,35.
O subsídio será pago diretamente aos produtores e importadores de gasolina, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Conforme o governo federal, a nova subvenção começa pela gasolina, mas poderá ser estendida ao óleo diesel. No caso do combustível fóssil, isto deve acontecer quando a subvenção que foi estabelecida pela Medida Provisória nº 1.340, de março deste ano, deixe de ser aplicada. A MP mencionada tem validade até o fim deste mês.
Participaram do anúncio, realizado mais cedo na sede do Ministério de Minas e Energia, os ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron.
Condições das subvenções:
Por Juliano Muta – Blog da Folha
A tendência de que o presidente Lula tenha dois palanques em Pernambuco nas próximas eleições, no que depender dos gestos da governadora Raquel Lyra (PSD), vai se confirmar. Em visita à Folha de Pernambuco, nesta quarta (13), ela teceu elogios ao bom relacionamento com o governo federal.
“Pela sua generosidade, pela sua largueza, porque quando muitos pensaram, disseram que ele ia optar por um partido político ou outro, ele decidiu por Pernambuco. E para que a gente pudesse fazer parcerias no nosso estado. E essas parcerias renderam frutos”, destacou Raquel, citando a entrega da obra completa do canal do Fragoso, prevista para dezembro deste ano.
“O Estado de Pernambuco botou nessa obra agora R$ 400 milhões de reais nesses últimos 3 anos. Mas a obra estava travada no Governo Federal, travada no Tribunal de Contas, construímos mediação e as condições para que ela pudesse ser construída”, comemorou.
Leia maisEntregas
“Fizemos parcerias na Minha Casa Minha Vida. A gente apresentou proposta para ser parceiro do Governo Federal. Apresentamos os melhores terrenos para construir casas e selecionamos as empresas para construir. A gente sai de uma postura passiva para uma postura ativa. Em três anos, a gente entregou 25.000 casas, seja entregando o valor da entrada para quem paga a parcela do imóvel através do Morar Bem Entrada Garantida”, detalhou Raquel.
“O maior déficit habitacional do Pernambuco é para quem ganha até dois salários mínimos, mas quem ganha até dois salários mínimos tem dinheiro para fazer poupança para poder pagar a entrada do financiamento de até R$ 20.000 na Caixa. Então, as pessoas que se inscrevem, eu nunca perguntei a elas em quem elas votaram na eleição passada ou na próxima. Então, dessa mesma forma, o Governo Federal tem nos tratado”, disse.
“E essa generosidade também é de um pernambucano que quer ver as obras acontecerem aqui. De obras que ficaram paradas no tempo, que no governo passado deixaram sair do caminho, que nem a Transnordestina, a gente retomou. A obra da Adutora do Agreste, que estava sem entregar água nas cidades, a gente retomou e estamos entregando. E quando às vezes atrasa o dinheiro do governo federal, eu boto o dinheiro na frente para o governo não parar e sou ressarcida pelo governo federal”, comentou a gestora.
“As obras de barragem estavam paradas no tempo, eu atualizei projeto, licitei e já comecei a entregar. Então, é o Governo Federal e o Governo de Pernambuco. O governo que me antecedeu brigou com três presidentes da República. E não era por bandeira ideológica, porque foi desde Dilma, passando por Temer e chegando até Bolsonaro. (…) Ou foi falta de decisão política de priorizar construir parceria. Porque a eleição se dá no tempo da eleição, cada um pode tomar seu rumo”, avaliou a governadora.“Parceria é necessária para se fazer num estado federativo e pobre como é o nosso de Pernambuco. Nós precisamos de investimento do governo federal. Precisamos para que a gente possa ir além das nossas próprias capacidades. Então, o presidente Lula, ele desde o primeiro momento disse disse que não faltaria Pernambuco. E que eu procurasse os ministros”, lembrou.
No jornal, a gestora foi recebida pelo presidente do Grupo EQM e fundador da Folha de Pernambuco, Eduardo de Queiroz Monteiro; pela vice-presidente do jornal, Mariana Costa; pelo diretor Executivo, Paulo Pugliesi; pelo diretor Operacional, José Américo; e pela editora-chefe da Folha, Leusa Santos.
O encontro também contou com a presença do assessor especial da presidência do Grupo EQM, Joni Ramos; da gerente administrativa da Folha, Ivone Palácio; da colunista de política Betânia Santana; o radialista Tarcísio Regueira (o Bocão), e demais jornalistas do jornal.
Raquel estava acompanhada do vice-presidente do PSD, André Teixeira; do secretário de Comunicação do Governo de Pernambuco, Rodolfo Costa Pinto, e a secretária executiva de Imprensa, Daniella Brito.
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Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que agora admite ter pedido e recebido dinheiro de Daniel Vorcaro para a realização de um filme sobre seu pai, negou há dois meses ter qualquer contato com o ex-dono do Banco Master, quando a Folha revelou que seu número de telefone estava na agenda do ex-banqueiro.
A coluna Mônica Bergamo mostrou em 16 de março que documentos da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) revelaram que os contatos de Flávio, do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), do ex-presidente Michel Temer e de artistas como o apresentador Luciano Huck constavam da agenda de Vorcaro. As informações são da Folha de S. Paulo.
Na ocasião, Flávio afirmou que nunca teve contato com o dono do Banco Master. “O número do meu telefone não é propriamente um segredo”, afirma ele, sugerindo que qualquer outra pessoa pode ter passado seu contato a Vorcaro, de acordo com a reportagem.
Leia maisNesta quarta (13), após o site Intercept Brasil revelar conversas de Flávio com Vorcaro sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o pré-candidato do PL admitiu em nota e vídeo que conheceu o então banqueiro em dezembro de 2024 e que pediu dinheiro para o longa-metragem.
“É preciso separar os inocentes dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público”, escreveu o senador, em nota.
O senador disse que conheceu Vorcaro quando o governo Bolsonaro já havia acabado e não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro.
“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, disse Flávio.
A Folha procurou a assessoria do senador às 18h50 desta quarta (13) para questioná-lo sobre a mudança de versão, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem.
Vorcaro pagou R$ 61 milhões para financiar o filme, informação revelada pelo Intercept Brasil e confirmada pela Folha.
Conforme revelado pelo Intercept, Flávio afirmou em mensagem enviada em 8 de setembro do ano passado a Vorcaro: “Eu fico sem graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. E tem muita parcela para trás, e está todo mundo tenso e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou pro filme, né?”.
As mensagens foram enviadas cinco dias depois de o Banco Central vetar a compra do Master pelo BRB (Banco Regional de Brasília). A liquidação só viria em novembro, junto com a primeira prisão de Vorcaro, ocorrida em 17 de novembro.
No dia 16 de novembro, segundo o Intercept, Flávio teria enviado outra mensagem para Vorcaro dizendo: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”.
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Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato a presidente da República, confirmou nesta quarta-feira (13) ter pedido dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas negou irregularidades. Ele afirmou ainda não ter “relações espúrias” com Vorcaro.
Mais cedo, o senador havia divulgado nota no mesmo sentido, em que também defendeu a realização de uma CPI do Banco Master. As informações são do g1.
Vorcaro está preso em Brasília, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras, envolvendo operações irregulares e negócios com o BRB (Banco de Brasília), que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF.
Leia maisSegundo o portal Intercept, Vorcaro chegou a pagar cerca de R$ 61 milhões para financiar o filme “Dark Horse”, uma biografia sobre o ex-presidente, e as negociações envolveram contatos diretos com Flávio.
O site também tornou público áudio de setembro de 2025 em que o senador cobrava por pagamentos atrasados para a produção do filme.
Mais cedo, o senador havia divulgado nota no mesmo sentido, em que também defendeu a realização de uma CPI do Banco Master.
Veja abaixo a íntegra da nota:
Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ.
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O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou que a centro-direita não deve se dividir diante da crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Em vídeo publicado nas redes sociais, Caiado ressaltou que o “objetivo principal” da oposição continua sendo derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. Assista:
Mais cedo, Caiado publicou uma nota afirmando que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) precisa esclarecer os questionamentos sobre o suposto financiamento para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e sobre as relações com o banco Master. No vídeo, porém, o governador defendeu a manutenção da unidade política do campo conservador e ponderou que “falhas de ordem pessoal” devem ser tratadas individualmente. “O que nós precisamos, mais do que nunca, é fazer com que a centro-direita brasileira não se divida”, acrescentou.
O montante transferido pelo banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do longa-metragem “Dark Horse”, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, já ultrapassa o orçamento de dois dos maiores sucessos recentes do cinema brasileiro. As informações são do jornal O GLOBO.
Segundo a coluna da jornalista Malu Gaspar, Vorcaro repassou R$ 62 milhões entre fevereiro e maio de 2025, valor que supera os R$ 28 milhões gastos em “O Agente Secreto” e os R$ 45 milhões de “Ainda Estou Aqui”, filme premiado no Oscar. O caso foi revelado nesta quarta-feira pelo The Intercept Brasil e confirmado pelo GLOBO.
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O acordo teria sido intermediado pelo publicitário Thiago Miranda, dono da agência Mithi, que confirmou ter apresentado o projeto ao banqueiro a pedido do deputado federal Mario Frias (PL-SP). De acordo com Miranda, o total originalmente previsto era de R$ 134 milhões (o equivalente a quase cinco vezes o custo de O Agente Secreto), mas os repasses foram interrompidos após a prisão de Vorcaro e os escândalos de fraude envolvendo o Banco Master.
No caso de Agente Secreto, longa estrelado por Wagner Moura, o valor total da produção foi dividido entre Brasil, França, Alemanha e Holanda. Segundo dados da Ancine, a fatia brasileira foi de R$ 13,5 milhões, divididos em R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), fundo ligado ao Ministério da Cultura e operacionalizado pelo BNDES, e a diferença vêm da iniciativa privada.
Além disso, a comercialização do filme custou R$ 4 milhões, sendo R$ 750 mil do FSA. Outros R$ 3 milhões para comercialização foram bancados por meio da Lei do Audiovisual, que permite a pessoas físicas e jurídicas destinarem parte do Imposto de Renda a obras audiovisuais, selecionadas pela Ancine, por meio de patrocínio.
A disparidade fica ainda mais evidente quando comparada a produções estrangeiras da última temporada do Oscar que custaram menos do que o valor repassado por Vorcaro. “Sonhos de Trem”, produção original da Netflix dirigida por Clint Bentley e estrelada por Joel Edgerton, Felicity Jones e William H. Macy, foi filmado por US$ 10 milhões. O norueguês “Valor Sentimental”, de Joachim Trier, concorreu diretamente com O Agente Secreto na disputa por melhor filme internacional com orçamento de US$ 7,8 milhões.
Para efeito de comparação, “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, conquistou o prêmio de melhor direção e melhor ator (Wagner Moura) no Festival de Cannes, além de indicações ao Oscar. “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, levou o Oscar de melhor filme internacional e o Globo de Ouro de melhor atriz para Fernanda Torres.
“Dark Horse” é dirigido por Cyrus Nowrasteh e tem Jim Caviezel, conhecido pelo papel de Jesus Cristo em “A Paixão de Cristo”, no papel de Jair Bolsonaro. O filme acompanha os bastidores da campanha presidencial de 2018, incluindo o atentado sofrido pelo então candidato em Juiz de Fora, Minas Gerais. A estreia era prevista para setembro de 2026, antes da eleição para o Planalto.
A reportagem do Intercept reproduz mensagens trocadas entre o senador Flávio Bolsonaro e o empresário, além de registros de transferências financeiras. Entre os documentos divulgados está um áudio enviado por Flávio Bolsonaro a Vorcaro na véspera da primeira prisão do banqueiro, no dia 16 de novembro, cobrando repasses em atraso. Em nota, o senador confirmou os contatos, mas afirmou ter conhecido Vorcaro apenas em dezembro de 2024, após o encerramento do governo de seu pai, e classificou o aporte como financiamento privado.
A cobrança dos recursos feita por Flávio Bolsonaro ocorreu em 8 de setembro de 2025 no momento em que os envolvidos na produção tinham dificuldades para honrar compromissos da montagem.
“Tá num momento muito decisivo aqui do filme e como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso e eu fico preocupado com o efeito contrário ao que a gente sonhou pro filme”, diz o senador, em áudio enviado ao banqueiro.
Outro contato também foi feito dois meses depois, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez na Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes bilionárias, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro. “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”, diz Flávio.
Segundo Miranda, o projeto chegou até ele por meio de Frias, que relatou dificuldades para captar recursos para a produção. O publicitário disse ter apresentado a proposta a Vorcaro, que teria concordado em entrar não como patrocinador, mas como investidor, com perspectiva de retorno financeiro após o lançamento.
O mesmo intermediário afirmou que a participação do banqueiro foi deliberadamente mantida fora do conhecimento público. Após a interrupção dos aportes, Frias teria captado novos investidores para concluir as filmagens, cujas identidades Miranda disse desconhecer.
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O ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto criticou a decisão do Governo Federal de zerar a taxação sobre compras internacionais de até US$ 50 e defendeu a criação de uma zona franca para o Polo de Confecções do Agreste pernambucano. Em publicação nas redes sociais, Gilson afirmou que a medida adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria impacto negativo sobre o setor de confecções nacional, especialmente em cidades como Santa Cruz do Capibaribe e Toritama.
“Quer ajudar o brasileiro? Olha para os empresários dos polos de confecções do país, Lula. Faz uma zona franca nos polos de confecções começando por Santa Cruz do Capibaribe e Toritama aqui em Pernambuco, sua terra também”, declarou Gilson Machado. O ex-ministro também citou medidas adotadas durante o governo Bolsonaro, como a redução do imposto sobre o querosene de aviação e a manutenção da taxação de 35% sobre confecções chinesas, segundo ele, para ampliar a competitividade do mercado nacional.
O vereador Marco Aurélio Filho voltou a integrar o primeiro escalão da Prefeitura do Recife e reassumiu o comando da Secretaria de Direitos Humanos e Juventude. O retorno ocorreu a convite do prefeito Victor Marques. Marco Aurélio já havia ocupado o cargo anteriormente, antes de retornar à Câmara Municipal do Recife em março deste ano.
Ao anunciar a volta do secretário, Victor Marques destacou a experiência de Marco Aurélio na área. “Marco Aurélio tem experiência, sensibilidade e compromisso com as áreas ligadas aos direitos humanos, à juventude e à inclusão social, e tenho certeza de que seguirá contribuindo muito com a nossa gestão e com a nossa cidade”, afirmou o prefeito. Durante a primeira passagem pela pasta, Marco Aurélio participou de ações como a criação do programa Recife 60+, a implantação do primeiro Centro de Convivência da cidade e iniciativas voltadas à acessibilidade, juventude e população LGBTQIA+.
“Voltar à Secretaria de Direitos Humanos e Juventude do Recife é motivo de muita honra, responsabilidade e entusiasmo”, afirmou Marco Aurélio Filho. “Retorno com ainda mais vontade de trabalhar, dialogar e entregar resultados”, acrescentou. Bacharel em Direito e mestre em Gestão Governamental e Políticas Públicas, ele também presidiu a Comissão de Direitos Humanos da Câmara do Recife.
A pré-candidata ao Senado por Pernambuco, Marília Arraes, criticou nesta terça-feira (13) a família Bolsonaro após a divulgação de informações sobre um suposto pedido de apoio financeiro feito pelo senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso ganhou repercussão nacional e provocou reações de adversários políticos do ex-presidente.
Em nota, Marília afirmou que o episódio representa uma contradição do grupo político ligado ao ex-presidente em relação ao setor cultural. “É absolutamente revoltante assistir ao mesmo grupo político que passou anos atacando artistas, demonizando a Lei Rouanet e perseguindo a cultura brasileira recorrer agora a pedidos informais e imorais de financiamento para produzir propaganda em benefício próprio”, declarou.
Leia maisA ex-deputada federal também citou sua atuação na aprovação das leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo, voltadas ao setor cultural durante a pandemia da Covid-19, e afirmou que o caso demonstra o que classificou como “hipocrisia bolsonarista”. “O clã Bolsonaro sempre tratou a cultura com ódio, censura e perseguição. Tentaram destruir políticas públicas sérias, humilhar trabalhadores da arte e espalhar mentiras sobre mecanismos transparentes de financiamento cultural”, disse.
Marília também criticou o que chamou de “projeto personalista de poder” ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “Quando a cultura é plural, popular e livre, eles a atacam. Mas quando serve para alimentar e financiar propaganda da extrema direita, estendem a mão sem qualquer constrangimento”, afirmou. A pré-candidata declarou ainda defender políticas públicas culturais “de forma republicana e transparente”.
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A escola de samba Imperatriz Leopoldinense revelou, na última terça-feira (12), o enredo que levará para a Marquês de Sapucaí no Carnaval de 2027.
Batizado de “A memória do rei e o sumiço de Dona Júlia”, a agremiação carioca pretende contar a história real de uma boneca de maracatu desaparecida por três décadas em Pernambuco. As informações são da CNN.
Leia maisCom a assinatura de Leandro Vieira, a escola de Ramos pretende fazer um mergulho em uma trama cheia de mistério, religiosidade popular a ancestralidade.
Dona Júlia deixou as mãos do maracatu em 1978. Dois anos mais tarde, membros de um grupo tentaram reaver o objeto, mas a peça foi dada como desaparecida pela instituição responsável pela guarda.
O paradeiro permaneceu desconhecido até 2014, quando um estudante a deixou em um terreiro, afirmando que ela “assombrava” sua casa.
O caso ganhou repercussão após um telejornal local exibir imagens enquanto um babalorixá buscava identificar os verdadeiros donos da peça. Assim, antigos integrantes do maracatu a reconheceram, levando-a ao grupo de origem.
Em 2026, a Imperatriz conquistou o 5º lugar no Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, somando 269,4 pontos. A escola fez uma homenagem ao cantor Ney Matogrosso, com o enredo “Camaleônico”, desfilando no domingo e garantindo uma vaga no desfile das campeãs.
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