Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
O Vaticano excluiu, hoje, a Fraternidade São Pio X (SSPX), grupo católico ultraconservador que desafiou o papa Leão XIV, da Igreja Católica. A Santa Sé anunciou ainda a excomunhão dos bispos ligados à organização, declarou inválidos os sacramentos celebrados por eles e orientou os fiéis a não aderirem ao grupo. As informações são do portal G1.
Segundo o Vaticano, a Fraternidade São Pio X está oficialmente “em cisma” com a Igreja Católica, o que significa que a entidade foi oficialmente separada da ordem da Igreja. A decisão foi anunciada um dia após a fraternidade desafiar o papa Leão XIV ao ordenar quatro bispos sem autorização da Santa Sé, em uma cerimônia realizada em Écône, na Suíça, considerada pelo Vaticano um “ato cismático”.
Leia maisA Fraternidade São Pio X defende o retorno das missas em latim e rejeita parte das reformas adotadas pelo Vaticano há mais de 60 anos. Além da excomunhão dos bispos, o Vaticano advertiu os católicos de todo o mundo que a Fraternidade São Pio X agora celebra sacramentos de forma ilícita e não pode oficiar casamentos nem ouvir confissões com validade perante a Igreja Católica.
A Santa Sé também afirmou que os padres e fiéis leigos que aderirem ao grupo ultraconservador dissidente passam a ser considerados em situação de cisma e excomungados.
Antes da ordenação, Leão XIV havia feito um último apelo ao superior da Fraternidade São Pio X, o padre Davide Pagliarani, para que desistisse da cerimônia. Em carta divulgada pelo Vaticano, o pontífice pediu que o grupo “renunciasse ao projeto” e alertou para as consequências da decisão. Foram consagrados quatro novos bispos – dois franceses, um norte-americano e um suíço – diante de milhares de fiéis reunidos na sede da fraternidade.
Segundo a Santa Sé, a ordenação de bispos sem o consentimento do papa rompe a comunhão com a Igreja Católica. Com a decisão anunciada nesta quinta, o Vaticano afirma que os bispos da fraternidade estão excomungados, que os sacramentos celebrados por eles são inválidos e que padres e leigos que aderirem ao grupo também passam a ser considerados em cisma.
Grupo rejeita reformas da Igreja
A Fraternidade São Pio X reúne católicos tradicionalistas que defendem a reversão de mudanças promovidas pelo Concílio Vaticano II.nEntre as principais bandeiras do grupo estão o retorno das missas em latim, celebrações com o padre voltado para o altar – de costas para os fiéis – e a rejeição de parte das reformas litúrgicas e pastorais adotadas pela Igreja nas últimas décadas.
A decisão do Vaticano marca uma nova escalada na crise entre a Santa Sé e a Fraternidade São Pio X, considerada o maior grupo dissidente do catolicismo tradicionalista.
O que defende a Fraternidade São Pio X?
Fundada em 1970 pelo bispo francês Marcel Lefebvre, a Fraternidade São Pio X surgiu em oposição às mudanças promovidas pelo Concílio Vaticano II, realizado entre 1962 e 1965.
O concílio marcou uma das maiores reformas da história recente da Igreja Católica. Entre as mudanças, as missas deixaram de ser obrigatoriamente celebradas em latim e passaram a ser realizadas na língua de cada país. Os padres também passaram a celebrar voltados para os fiéis, e a Igreja ampliou o diálogo com outras religiões.
A fraternidade, porém, considera que essas reformas descaracterizaram a tradição católica. O grupo defende a preservação da liturgia anterior ao Concílio Vaticano II e uma interpretação mais rígida da doutrina da Igreja.
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Em Reunião Plenária da AGE Permanente, realizada ontem, na sede do Sindifisco-PE, auditores fiscais do Tesouro Estadual e julgadores administrativo tributários de Pernambuco decidiram, por unanimidade, desempenhar suas atividades no estrito cumprimento do dever legal, a partir de hoje.
A deliberação ocorre após mais um ato do Governo Raquel Lyra que atenta contra os direitos dos trabalhadores do Fisco do Estado. “Após meses de diálogo e promessas formais, fomos surpreendidos por mais um ato de descaso da atual gestão. A governadora enviou à Assembleia Legislativa o PLC nº 4212 (PERC) sem a inclusão da rubrica indenizatória prometida. Este gesto é uma declaração explícita de desrespeito à categoria”, destaca Nilo Otaviano, presidente do Sindifisco.
Leia maisA categoria também votou pela paralisação das atividades e pela realização de nova reunião plenária na quinta-feira (09), além da contratação de escritório de advocacia especializado em direito sindical e movimentos grevistas para atuar em caso de possíveis retaliações. Até o dia da paralisação, o Sindicato realizará novas reuniões setoriais para avaliar e fortalecer a adesão ao movimento.
Ainda durante a reunião, o Sindifisco denunciou que, mesmo afirmando não pretender rever nenhum acordo firmado em 2024, o Governo Raquel Lyra garantiu aos procuradores de Pernambuco aumentos salariais e o pagamento imediato de atrasados de honorários advocatícios sobre o 13º salário de vários anos. “Essa disparidade de tratamento é inaceitável e demonstra que a prioridade política atual do governo é beneficiar a categoria da qual a governadora faz parte”, enfatiza Nilo.
Entenda – Desde janeiro, o Sindifisco tenta estabelecer um diálogo com o governo para tratar de reivindicações consideradas estruturais para a carreira e para o funcionamento da administração fazendária do Estado. O Sindicato destaca que os pleitos da categoria não provocam impacto financeiro adicional ao Tesouro Estadual.
Conforme a entidade, a recomposição da paridade seria custeada por recursos já existentes no Fundo de Aperfeiçoamento das Atividades Fazendárias (FAAF), enquanto a aplicação do teto constitucional não representaria aumento salarial, mas apenas alteração na incidência de descontos sobre os vencimentos. Além de acabar com o Estado de ilegalidade do Governo Estadual, que, no tocante a esse tema, está contra a Constituição Estadual.
A categoria defende também a recriação de uma rubrica indenizatória vinculada à recuperação de créditos tributários. Segundo o Sindicato, a participação na recuperação de créditos foi extinta na Sefaz em 2024, mas continua sendo paga aos procuradores da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
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Por Rinaldo Remígio*
Há instituições que apenas oferecem cursos. Outras, porém, transformam vidas, moldam gerações e escrevem capítulos decisivos da história de uma região. A Faculdade de Petrolina – FACAPE pertence, sem qualquer dúvida, a este seleto grupo.
Celebrar os seus cinquenta anos é muito mais do que recordar uma data. É reverenciar uma instituição que, ao longo de cinco décadas, tornou-se um dos maiores patrimônios educacionais do Vale do São Francisco, formando milhares de profissionais que hoje exercem suas atividades nos mais diversos rincões do Brasil.
Leia maisContudo, nenhuma grande instituição nasce por acaso. Antes de existirem os edifícios, as salas de aula, os laboratórios e os milhares de diplomas entregues ao longo desses cinquenta anos, existiu um sonho. Um sonho alimentado por homens públicos que compreenderam que o verdadeiro desenvolvimento de uma região somente se consolida quando caminha ao lado da educação.
É impossível falar da história da FACAPE sem prestar uma justa homenagem ao saudoso Dr. Geraldo Coelho. Homem de visão extraordinária, percebeu, ainda na década de 1970, que Petrolina e todo o Vale do São Francisco precisavam de uma instituição de ensino superior capaz de formar seus próprios talentos, evitando que milhares de jovens fossem obrigados a deixar suas famílias em busca de oportunidades em outras cidades.
Essa visão foi fortalecida por outro grande homem público: o saudoso prefeito Diniz de Sá Cavalcanti, responsável pela construção das primeiras salas de aula do atual campus da FACAPE. Coube a ele transformar um sonho em realidade concreta. Sua capacidade administrativa e seu compromisso com a educação permitiram que aquele projeto visionário ganhasse corpo, estrutura e condições para iniciar uma trajetória que mudaria, para sempre, a história do ensino superior em nossa região.
Graças à visão de Dr. Geraldo Coelho e ao espírito realizador de Diniz de Sá Cavalcanti, nasceu uma instituição que ultrapassaria os limites de Petrolina para se tornar referência em todo o interior nordestino.
Ao longo dessas cinco décadas, milhares de jovens atravessaram os portões da FACAPE levando na bagagem sonhos, esperanças e, muitas vezes, enormes dificuldades financeiras. Muitos eram filhos de agricultores, comerciantes, servidores públicos, operários e trabalhadores simples. Todos encontraram ali uma oportunidade de transformar suas vidas por meio do conhecimento.
Hoje, esses profissionais estão espalhados pelos mais diversos estados brasileiros. São contadores, administradores, economistas, advogados, professores, gestores públicos, empresários, empreendedores e tantos outros profissionais que carregam consigo não apenas um diploma, mas a marca de uma instituição comprometida com a excelência acadêmica, a ética e a responsabilidade social.
Ao contemplar essa extraordinária trajetória, confesso que meu coração se enche de gratidão, porque minha própria história se entrelaça profundamente com a história da FACAPE.
Cheguei à instituição como aluno. Sentava-me em suas salas de aula consciente de que a educação seria o único caminho capaz de transformar a realidade de um jovem oriundo de uma família pobre sob o aspecto econômico, mas imensamente rica em dignidade, honestidade, fé e amor ao trabalho.
Jamais imaginei que aquele estudante, que conciliava trabalho e estudos, retornaria anos depois como professor.
Menos ainda que teria a honra de coordenar um dos seus cursos.
E muito menos que, depois de construir minha trajetória profissional na iniciativa privada, seria chamado para exercer a Presidência da Autarquia Educacional do Vale do São Francisco.
Posso afirmar, sem qualquer exagero, que esse foi um dos momentos mais marcantes da minha vida.
Para um filho de família humilde, assumir a direção da instituição onde estudou parecia algo quase surreal. Era a prova viva de que a educação rompe barreiras, derruba preconceitos e cria oportunidades que muitas vezes parecem inalcançáveis.
Jamais enxerguei aquele cargo como símbolo de poder.
Sempre o compreendi como uma missão.
Uma oportunidade de retribuir à instituição parte de tudo aquilo que ela havia proporcionado à minha vida.
Durante nossa gestão, procuramos trabalhar olhando para o futuro.
No campo da valorização dos servidores, implantamos o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos, criando uma política moderna de desenvolvimento funcional. Instituímos o Programa de Incentivo à Titulação e a Gratificação por Titulação, fortalecendo a qualificação permanente do nosso corpo docente e reconhecendo que investir no professor é investir diretamente na qualidade do ensino.
Na infraestrutura, também conseguimos realizar importantes avanços.
Concluímos e colocamos em funcionamento a Biblioteca, ampliando significativamente o acesso ao conhecimento e à pesquisa.
Construímos o cubículo da subestação de energia, garantindo melhores condições para o funcionamento do campus.
Concluímos a construção do Bloco de Ciências Contábeis, fortalecendo um dos cursos mais tradicionais da instituição.
Reformamos e ampliamos a Central de Atendimento ao Discente – CAD, tornando mais eficiente e humanizado o relacionamento entre a instituição e seus alunos.
Diversas outras ações voltadas exclusivamente para o fortalecimento da educação superior também foram implementadas, sempre com a convicção de que investir na qualidade institucional significava investir no futuro do Vale do São Francisco.
Naturalmente, nenhuma dessas conquistas pertence a uma única pessoa.
Toda grande instituição é construída coletivamente.
Presidentes, diretores, coordenadores, professores, servidores técnico-administrativos, estudantes, conselheiros e colaboradores ajudaram, ao longo dessas cinco décadas, a escrever esta belíssima história.
A FACAPE tornou-se referência porque jamais perdeu sua missão maior: formar pessoas capazes de transformar a sociedade.
Seu legado vai muito além dos seus edifícios.
Está presente nas empresas fundadas por seus ex-alunos.
Nos escritórios de contabilidade.
Nas organizações públicas e privadas.
Nos tribunais.
Nas salas de aula.
Nos hospitais.
Nas fazendas.
Nas indústrias.
Nos órgãos públicos.
Enfim, em praticamente todos os segmentos da sociedade brasileira onde existe um profissional formado pela FACAPE.
Celebrar seus cinquenta anos é celebrar milhares de histórias de superação.
É celebrar famílias inteiras que mudaram de vida graças ao acesso ao ensino superior.
É celebrar professores que fizeram do magistério uma missão.
É celebrar servidores que compreenderam que educar também significa servir.
É celebrar gestores que entenderam que investir em educação é construir um legado que atravessa gerações.,
Quanto a mim, levo comigo uma gratidão que dificilmente conseguirei traduzir em palavras.
Fui aluno.
Fui professor.
Fui coordenador de curso.
E tive a honra de presidir esta extraordinária instituição.
Cada uma dessas etapas representa um capítulo inesquecível da minha vida e reforça a certeza de que Deus escreve histórias muito maiores do que aquelas que ousamos sonhar.
A FACAPE transformou a minha história.
E continuará transformando a vida de milhares de jovens que ainda cruzarão seus portões em busca de conhecimento, dignidade e oportunidades.
Parabéns à FACAPE pelos seus cinquenta anos.
Que continue fiel ao ideal dos seus fundadores, honrando a visão de Dr. Geraldo Coelho, a capacidade realizadora de Diniz de Sá Cavalcanti e o trabalho de todos aqueles que, ao longo dessas cinco décadas, dedicaram inteligência, esforço e amor para fazer desta instituição um dos maiores símbolos do ensino superior no Vale do São Francisco.
Porque os edifícios envelhecem. Os cargos passam. As gestões terminam. Mas uma instituição que forma pessoas jamais deixa de construir o futuro.
*Professor universitário aposentado, administrador, contador, historiador e mestre em economia
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Garanhuns amanhece brindando uma excelente notícia: a chegada da Altovino, mais uma Vinícola, e totalmente dedicada exclusivamente à produção de espumantes finos. Será a terceira vinícola do município, consolidando cada vez mais a nossa cidade como uma referência nacional na vitivinicultura de altitude, e segunda do visionário Mello.
Com clima privilegiado, altitude superior a 900 metros e temperaturas amenas durante o dia, além de noites frias, Garanhuns reúne características ideais para o cultivo de uvas nobres, como Chardonnay e Pinot Noir, utilizadas na elaboração de espumantes de alta qualidade. O longo período de maturação sobre as leveduras permitirá a produção de rótulos sofisticados, capazes de expressar toda a riqueza do nosso terroir.
A novidade chega pelas mãos do empresário Kaka Mello, que já contribui para o fortalecimento desse segmento por meio da Vinícola Mello, reconhecida nacionalmente e premiada pela excelência de seus vinhos. Agora, ao lado de mais esse grande investimento, Garanhuns amplia seu potencial turístico, econômico e gastronômico, gerando oportunidades, emprego e desenvolvimento.
Uma multidão acompanhou, ontem, a entrega, realizada pela prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, de novos veículos e equipamentos que passam a reforçar os serviços públicos nas áreas da saúde, agricultura e políticas para as mulheres. Em cerimônia realizada na Praça Sérgio Magalhães, foram entregues um trator agrícola com grade aradora, uma van adaptada para o Transporte Sanitário Eletivo e um veículo destinado ao Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM). Os investimentos somam mais de R$ 833 mil, viabilizados por meio de recursos do Governo Federal e de emendas parlamentares.
“A política é fazer mais para quem precisa de mais. Desde que assumimos a Prefeitura de Serra Talhada, temos trabalhado para fortalecer a estrutura dos serviços públicos e garantir que eles cheguem cada vez melhor à população. Cuidar das pessoas também significa investir em equipamentos da agricultura, ampliar o acesso à saúde, apoiar quem produz no campo e proteger as mulheres. É isso que fazemos todos os dias, com planejamento, responsabilidade e compromisso com a nossa gente”, destacou a prefeita Márcia Conrado.
Leia maisO trator agrícola com grade aradora, no valor de R$ 316 mil, foi adquirido por meio de emenda parlamentar do deputado federal Fernando Monteiro. A van adaptada para o TFD, no valor de R$ 380 mil, foi viabilizada por emenda do senador Humberto Costa, destinada ao deslocamento programado de usuários do SUS, inclusive pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Já o o veículo para o CEAM contou com um investimento de R$ 137,6 mil, fruto de recursos do Ministério das Mulheres, com apoio do deputado federal Fernando Monteiro, que fortalecerá ações como visitas domiciliares, busca ativa e o projeto CEAM Itinerante.
“Cada investimento que chega a Serra Talhada representa mais dignidade para quem precisa dos serviços públicos. Seguiremos buscando parcerias, conquistando recursos e trabalhando para que a nossa população tenha cada vez mais acesso, qualidade e acolhimento. É assim que continuaremos construindo uma cidade que cuida das pessoas em todas as etapas da vida”, concluiu Márcia Conrado.
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Por Ricarda Samara
Existem pessoas que constroem empresas. Outras edificam instituições. Mas há aquelas, raras, que conseguem construir futuros. Inácio de Barros Melo Neto pertence a esse grupo.
Neste dia em que celebra mais um ano de vida, sua história merece ser contada não apenas pelo aniversário, mas pelo impacto que produziu na vida de milhares de pessoas. Afinal, o verdadeiro significado de uma existência não está no tempo vivido, mas nas vidas que ela transforma.
Leia maisHá pouco mais de quinze anos, um jovem empreendedor ousou acreditar em um sonho que parecia grande demais para muitos. Enquanto boa parte enxergava obstáculos, Inácio via possibilidades. Ao lado da família – que nunca deixou de acreditar – iniciou um projeto que mudaria para sempre a formação médica em Pernambuco: a Faculdade de Medicina de Olinda (FMO).
Como relembra sua esposa, naquele início apenas a família e seu filho mais velho, que carrega seu nome, acreditavam plenamente que aquele sonho se tornaria realidade. Houve, porém, alguém cuja confiança foi decisiva para fortalecer aquele projeto: o saudoso Eduardo Campos. Inácio jamais deixou de demonstrar profunda gratidão pelo apoio recebido naquele momento em que tudo ainda era apenas uma ideia sustentada pela coragem e pela convicção.
O tempo encarregou-se de responder aos céticos.
No último mês de junho, a FMO realizou sua décima colação de grau. Um marco que vai muito além da solenidade acadêmica. São mais de mil médicos formados. Mil histórias profissionais iniciadas. Mil novos agentes da saúde espalhados pelo Brasil, levando conhecimento, acolhimento e esperança a incontáveis pacientes.
Talvez nem o próprio fundador consiga mensurar a dimensão desse legado. Afinal, cada médico formado representa milhares de atendimentos, diagnósticos, cirurgias, partos, vidas salvas e famílias acolhidas. Quando se multiplica esse impacto, percebe-se que o sonho de um homem alcançou uma dimensão coletiva.
Mas limitar Inácio ao papel de educador seria reduzir sua história.
Sua visão sempre caminhou ao lado da responsabilidade social. Foi assim que nasceu o Instituto Maria, também em Olinda, dedicado ao atendimento de crianças com Síndrome de Down. Hoje, cerca de 300 crianças encontram no instituto muito mais do que assistência: encontram oportunidades, inclusão, acolhimento e a possibilidade concreta de construir um futuro sem que suas limitações definam seus destinos.
Sua sensibilidade também encontrou espaço no esporte. Reconhecido como o maior patrocinador do handebol brasileiro, estendeu esse compromisso ao handebol em cadeira de rodas, acreditando que o esporte é uma das mais poderosas ferramentas de inclusão, autoestima e transformação social.
Empresário, educador, incentivador do esporte e agente social, Inácio nunca permitiu que o sucesso diminuísse sua maior virtude: a gratidão. Virtude rara em tempos de conquistas rápidas e memórias curtas. Quem o conhece sabe que ele faz questão de reconhecer aqueles que estiveram ao seu lado quando o caminho ainda era incerto.
Não por acaso, recebeu o título de cidadão olindense. Uma homenagem que simboliza muito mais do que um reconhecimento formal. Representa o abraço de uma cidade àquele que escolheu investir nela, gerar oportunidades, formar profissionais e transformar vidas.
Vivemos tempos em que frequentemente se exaltam números, patrimônios e resultados financeiros. A trajetória de Inácio de Barros Melo Neto nos lembra que o maior patrimônio de um homem continua sendo o legado que deixa nas pessoas.
Mais do que um empresário bem-sucedido, ele tornou-se um construtor de oportunidades. Mais do que fundador de uma faculdade, tornou-se responsável por multiplicar profissionais que diariamente escrevem novas histórias de cura. Mais do que idealizador de projetos sociais, tornou-se instrumento de esperança para centenas de famílias.
Neste aniversário, a celebração não pertence apenas à sua família, aos amigos ou aos colaboradores da Faculdade de Medicina de Olinda. Ela também pertence aos milhares de médicos que carregam um pouco de sua visão, às centenas de crianças que encontraram no Instituto Maria um novo horizonte e às inúmeras pessoas beneficiadas por iniciativas que nasceram de sua capacidade de sonhar e realizar.
Parabéns, Inácio de Barros Melo Neto.
Que Deus continue iluminando seus caminhos e concedendo saúde, sabedoria e serenidade para que novos sonhos sejam transformados em realidade. Porque homens passam. Instituições permanecem. Mas os legados verdadeiros atravessam gerações.
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Valdemar Costa Neto, presidente do PL, disse, hoje, em entrevista à Rádio Gaúcha, que Michelle Bolsonaro não quer participar da campanha de Flávio Bolsonaro e que, talvez, não dispute uma vaga no Senado. “Eu sinto que ela não quer participar”, afirmou Valdemar ao ser questionado sobre a presença de Michelle na campanha. Ainda assim, afirmou que a situação entre Michelle e Flávio está resolvida.
Conforme Valdemar, a campanha segue normalmente após uma reunião realizada com Flávio na quarta-feira (1º). “O Flávio está tocando a campanha para frente, a Michelle resolveu sair da presidência do PL Mulher e nós estamos tocando a nossa vida”, disse. As informações são do portal G1.
Leia maisValdemar afirmou que a saída de Michelle representa uma perda para o partido. Segundo ele, Michelle comunicou pessoalmente que gostaria de deixar a presidência do PL Mulher, na terça-feira (30). Durante a conversa, ela também teria indicado que talvez não fosse candidata ao Senado.
“Ela me disse que queria sair da presidência do partido. Eu não tenho o que fazer, que talvez não fosse candidata a senadora”, afirmou. “Ela fez um trabalho no PL Mulher que eu não sei se outra mulher teria condições de fazer”, disse.
Valdemar também criticou Michelle por compartilhar um vídeo do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (Republicanos), sobre festas que teriam sido promovidas por Vorcaro. Para ele, a ex-primeira-dama errou ao divulgar um conteúdo cuja veracidade não estaria confirmada.
“Olha, ela fez muito mal de pôr o vídeo do Garotinho. O Garotinho não tem credibilidade”, afirmou. “O posicionamento da presidente Michelle, e eu tenho ela no melhor conceito do mundo, foi desaprovado”, completou.
Segundo Valdemar, Flávio reconhece que não deveria ter procurado Vorcaro mesmo após a prisão, mas afirmou que o Banco Master não estava sob acusação quando o dinheiro foi solicitado.
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Por Antonio Magalhães*
A camisa Canarinha na Copa do Mundo de Futebol é uma espécie de bandeira nacional. Ela encarna o orgulho da Nação, a Pátria de Chuteiras, como dizia o dramaturgo Nélson Rodrigues. A Seleção Brasileira é a única Pentacampeã nas 22 edições do torneio. Há décadas, os atletas vitoriosos são homenageados com destaque profissional e social. E, mais recentemente, a glória vem sendo expressa em dinheiro, muito dinheiro.
Mas, no passado, nas primeiras copas que ganhamos – 1958, 1962 e 1970 – o mais valioso era estar no selecionado, o ponto mais alto que um profissional da bola poderia aspirar. O sucesso financeiro poderia vir depois ou não. No entanto, a representação da Pátria vinha em primeiro lugar. Hoje, este “manto sagrado amarelo”, que já foi tido como símbolo de grande valor patriótico, serve apenas para encobrir gordas contas bancárias.
Leia maisAté a Copa de 1970, quando fomos tricampeões no México e ficamos de vez com a Taça Jules Rimet, o time brasileiro com seus craques de excelência e inesquecíveis, só recebeu prêmios mixurucas para vitórias maiores. Segundo a imprensa da época, o então prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, deu de presente aos tri-vitoriosos 25 Fuscas verdes-musgo, zero quilômetro, comprados com dinheiro público da prefeitura. Levaram os automóveis os jogadores e à comissão técnica de futebol dias depois de terem levantado a taça no Estádio Azteca.
A Folha de São Paulo registrou que na entrega dos Fuscas, no Parque Ibirapuera, jogadores comemoraram o presente: “É o primeiro carro da minha vida”, disse Jairzinho, o “Furacão da Copa”. O lateral-esquerdo Everaldo afirmou que já tinha um automóvel e que daria o novo para a esposa. A mesma coisa prometeu Zagallo, o técnico, que possuía um Opala.
Na cerimônia de entrega, quase todos disseram que “presente não se vende”, segundo a reportagem da Folha relatou. A exceção foi o atacante Paulo Cézar Caju, que não “tinha problemas com isso”: disse que venderia o automóvel para comprar um apartamento. Ou o carro valia muito como lembrança do maior evento do futebol do mundo, um item para colecionador, ou o apartamento era uma kitnet com um único cômodo.
Vários jogadores acabaram se desfazendo do Fusca de Maluf logo depois de receberem o agrado – e o paradeiro dos automóveis se perdeu quase cinco décadas depois. Piazza, por exemplo, vendeu o fusquinha para investir em um posto de gasolina. O zagueiro reserva Baldochi conta que achava o Fusca pequeno – ele tinha 1,89 metro de altura. “Vendi logo depois. Eu queria um carro maior”, disse.
Os automóveis oferecidos por Paulo Maluf se tornaram um processo judicial de 36 anos – foi a primeira e, por muito tempo, única condenação do tradicional político paulistano. A Justiça considerou que ele lesou os cofres públicos sem beneficiar a cidade – depois de vários recursos, ele foi inocentado. E no período da absolvição, sem dúvida, não existiria mais um Fusca desses circulando pelas ruas.
Já o governo brasileiro não concedeu prêmios em dinheiro ou bens aos jogadores pelas vitórias em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 logo após os torneios. As premiações da época vieram de entidades privadas (como a CBF). Mas só em 2012 houve o reconhecimento governamental do feito dos campeões dos três primeiros mundiais.
O governo, então, sancionou o pagamento de um prêmio único no valor de R$ 100 mil para cada um dos 51 jogadores (ou seus sucessores legais) destas três copas: a de 1958, na Suécia, quando o Brasil deixou ser um vira-lata no esporte, segundo Nélson Rodrigues; a de 1962, no Chile, com Pelé contundido; e a de 1970, no México, com o time completo de craques: o goleiro Félix, na defesa Carlos Alberto, Brito, Piazza e Everaldo, no meio do campo Clodoaldo, Gérson e Rivelino e no ataque Jairzinho, Pelé e Tostão.
Para esta Copa do Mundo de Futebol que está acontecendo, a seleção campeã receberá uma premiação recorde de 50 milhões de dólares, paga pela Fifa. Este valor representa o maior prêmio individual já entregue na história do torneio. O montante faz parte de um fundo financeiro de 727 milhões de dólares (cerca de 4 bilhões de reais) distribuído pela entidade esportiva, o que representa um aumento de 50% em comparação com a Copa de 2022 no Catar.
A distribuição completa dos prêmios por desempenho na Copa inclui: campeão: 50 milhões de dólares; vice-campeão, 33 milhões de dólares; 3º colocado, 29 milhões de dólares; e 4º colocado, 27 milhões de dólares. Além da premiação por desempenho esportivo, cada uma das 48 seleções participantes tem garantida um fixo de 1,5 milhão de dólares destinado exclusivamente a cobrir os custos de logística e preparação para o campeonato
E caso o Brasil conquiste o título mundial, cada jogador da Seleção Brasileira receberá um prêmio individual próximo a 1 milhão de dólares (cerca de 5,2 milhões de reais). Em paralelo, a Fifa vem pagando aos clubes uma compensação diária (em torno de 5 mil dólares/25 mil reais por dia) por cada atleta convocado e cedido para o torneio.
Junto com os dólares da Fifa, os canarinhos selecionados vêm agregando uma receita de milhões de reais com publicidade. O campeão de anúncios é o Vini Jr, patrocinado pela loteria de apostas online Bets, operadora de telefonia e produtos esportivos. Já o Raphinha, fora do time por contusão, oferece produtos de beleza, shampoos, cremes e protetores solares para não encrespar a pele desse time fru-fru.
Ainda no rastro do prestígio do Tricampeonato de 1970, o jogador Gérson participou, em 1976, de uma campanha publicitária dos cigarros ‘Vila Rica’. O ex-jogador da Seleção Brasileira ficou famoso pelo bordão: “Gosto de levar vantagem em tudo, certo?! Leve vantagem você também, leve Vila Rica!”, frase que originou o termo “Lei de Gérson”.
O termo ditado por Gérson foi associado ao conceito de que se deve beneficiar às custas dos outros de forma antiética popularmente conhecido como malandragem. O tricampeão viu a consequência do bordão e se arrependeu. Mas nunca a publicidade brasileira conseguiu identificar tão bem os praticantes de maus feitos nacionais, réus na lei da vantagem. É isso.
*Jornalista
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O líder da maioria na Câmara dos Deputados, Silvio Costa Filho (Republicanos), defendeu, ontem, o endurecimento das penas para quem pratica o feminicídio. De acordo com o ex-ministro de Lula, o Congresso Nacional precisa avançar nas pautas de segurança pública, sobretudo em projetos que protejam as mulheres.
“Não podemos admitir que, em pleno século 21, tenhamos tantos crimes de feminicídio. Precisamos tomar medidas mais drásticas, como a elevação das penas”, avaliou o líder da maioria no plenário da Câmara.
Leia maisO posicionamento marca a volta do parlamentar ao Congresso Nacional após três anos à frente do Ministério de Portos e Aeroportos. Silvio retorna à Câmara com a missão de liderar o bloco composto por quase 300 deputados.
Mais cedo, Costa Filho participou de reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e líderes partidários. O parlamentar trabalha para avançar pautas estratégicas em defesa das mulheres, como a criminalização da misoginia.
Na avaliação do líder da maioria, o Congresso também precisa fortalecer os instrumentos legais para combater todas as formas de violência e discriminação contra as mulheres, garantindo mais proteção e responsabilização para quem pratica esse tipo de crime.
Costa Filho também defendeu a urgência da aprovação do Projeto de Lei nº 896/2023, que criminaliza a misoginia ao equipará-la aos crimes de discriminação previstos na Lei do Racismo.
A proposta busca punir condutas motivadas pelo ódio ou aversão às mulheres e fortalecer os mecanismos de proteção às vítimas. O texto é apontado como uma das principais iniciativas do Congresso Nacional para ampliar o combate à violência de gênero.
“A misoginia não pode ser tratada como algo normal ou tolerável na nossa sociedade. Precisamos dar uma resposta firme, com uma legislação moderna e rigorosa, que proteja as mulheres e puna de forma exemplar aqueles que promovem o ódio, a discriminação e a violência de gênero. Essa é uma pauta que une o Parlamento e precisa avançar”, defendeu Silvio Costa Filho.
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Santa Cruz do Capibaribe deu um passo histórico para fortalecer ainda mais sua vocação empreendedora e consolidar sua posição como uma das principais forças econômicas de Pernambuco. Ontem, em Brasília, foi assinado, pelo deputado federal Felipe Carreras, pelo prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Helinho Aragão, e pelo ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, o protocolo de intenções para viabilizar a construção do Centro de Convenções do município.
A iniciativa é resultado de uma articulação junto ao Governo Federal, com o presidente Lula, para tirar do papel um equipamento considerado estratégico para o desenvolvimento econômico da cidade e de todo o Polo de Confecções do Agreste.
Leia maisReferência nacional no setor de confecções, Santa Cruz do Capibaribe tem no empreendedorismo, no comércio e na moda motores importantes de geração de emprego e renda. Com o novo equipamento, o município poderá ampliar sua capacidade de atrair investimentos, compradores, comerciantes, empreendedores e visitantes, fortalecendo ainda mais o ambiente de negócios local.
Para o deputado Felipe Carreras, a assinatura do protocolo representa um avanço decisivo para uma conquista histórica do município. “Santa Cruz do Capibaribe é uma potência do empreendedorismo, da confecção e da geração de emprego. Esse Centro de Convenções será uma estrutura à altura da força do seu povo, da sua economia e de quem trabalha todos os dias para fazer essa cidade crescer. É uma conquista histórica, construída com o prefeito Helinho Aragão, com o ministro Paulo Pereira e com o Governo do presidente Lula”, destacou Carreras.
O prefeito Helinho Aragão também celebrou o avanço e agradeceu a parceria para viabilizar o equipamento. “Esse é um momento muito importante para Santa Cruz do Capibaribe. Quero agradecer ao ministro Paulo Pereira, ao presidente Lula e ao deputado Felipe Carreras por olharem para a nossa cidade e ajudarem a tornar esse sonho possível. O Centro de Convenções será um equipamento fundamental para fortalecer o nosso polo de confecções”, afirmou Helinho.
O projeto prevê R$ 20 milhões em investimentos para a construção do Centro de Convenções, com recursos do Governo Federal e emendas parlamentares destinadas pelo deputado Felipe Carreras. O futuro Centro de Convenções marca mais um avanço importante para o desenvolvimento econômico de Santa Cruz do Capibaribe e representa uma conquista histórica para todo o Agreste pernambucano.
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Durante visita à Mata Norte, a governadora Raquel Lyra (PSD) recebeu uma forte cobrança do prefeito de Goiana, Marcilio Régio, pela falta de ações efetivas para as vítimas das chuvas na região. Segundo o gestor, sua cidade foi atingida pela segunda cheia em dois meses, levando a população a perder casas e móveis, sem que o município receba apoio para projetos estruturantes para conter a força da água.
“A gente tem que tomar uma posição para resolver isso. Senão, todo ano, a gente só vai gastar e vai ficar assim a vida toda. A gente tem que se unir para resolver esse problema”, disse Marcilio, tendo como resposta de Raquel apenas uma declaração de que ela imagina a dor dos moradores e está fazendo estudos.
Leia maisVendo o constrangimento da governadora, flagrado em vídeo postado por Marcilio, o pré-candidato a senador Túlio Gadelha (PSD) ainda tenta passar panos quentes, dizendo que a solução para o caso envolve “obras estruturantes” que “deveriam ter sido feitas antes”. O prefeito de Goiana responde que “agora a gente tem resolver” e que, “se não for isso, vai ficar apenas no arroz e feijão”.
Raquel vem enfrentando críticas pela falta de ações efetivas após as chuvas recentes. O auxílio emergencial prometido por ela em maio só começou a ser pago nesta semana, dois meses após as perdas sofridas pelas famílias afetadas, o que desvirtua o caráter emergencial da medida.
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Na política, quando as coisas não acabam trágicas, viram chacota: a governadora Raquel Lyra (PSD) “reeditou” o trem do forró que havia de Recife para Caruaru, sua terra natal, que administrou, mas de forma “alegre” para adoçar a boca da família Ferreira, bolsonarista, diga-se de passagem.
No trem da alegria do forró os Ferreira tomaram, literalmente, toda edição do Diário Oficial de ontem com as chamadas nomeações eleitoreiras, às vésperas das eleições.
Nunca dantes na história da província algo tão vergonhoso!
