Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
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Direto de Brasília
Por causa de um pedido de vista do ministro Flávio Dino, a sessão do STF, que acabou, há pouco, não entrou no mérito do julgamento do processo sobre o ministro Alexandre de Moraes. A análise, no entanto, foi interrompida por um pedido de ordem de Gilmar Mendes, que solicitou que a sessão fosse suspensa e a ação sobre Moraes fosse julgada apenas no próximo dia 23, junto com o processo que investiga supostas irregularidades cometidas por André Mendonça.
Fachin votou para manter as ações separadas e foi acompanhado por Mendonça, Cármen Lúcia e Luiz Fux, enquanto Zanin e o próprio Moraes votaram na direção oposta, apoiando o pedido de Gilmar.
Flávio Dino chegou a manifestar apoio à junção das ações, mas pediu vista (mais tempo para análise) e seu voto não foi computado na ata final da sessão. O placar oficial, portanto, ficou em 4 votos a 3 por manter separadas as ações.
A sessão chegou ao fim sem decisão e o assunto somente volta a julgamento em 90 dias, prazo de um pedido de vista.
A sessão do Supremo Tribunal Federal desta terça-feira (15) que trata da crise que atinge a Corte terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pela Corte das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.
Fachin votou para manter a separação. Ele foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.
Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento. As informações são do g1.
Leia maisNa tarde desta terça, o presidente do STF se posicionou contra uma questão de ordem, um questionamento, apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, que defende o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre os dois ministros.
Fachin também foi contra a redistribuição do relatório sobre Alexandre de Moraes, que puxou para o seu gabinete. Gilmar defendia que houvesse um sorteio para a definição de um novo relator, alegando que é isto que está previsto no Regimento Interno da Corte.
“Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental”, disse Fachin.
O ministro André Mendonça acompanhou o voto de Fachin.
“Entendo não haver as mesmas bases fáticas. O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas”, disse Mendonça.
Fux e Cármen Lúcia também acompanharam Fachin e Mendonça.
Dino abriu divergência
Fachin foi o primeiro a votar sobre a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, contra a proposta de Gilmar.
Na sequência, ministro Flávio Dino abriu divergência e votou pela conexão dos dois casos, acompanhando o entendimento de Gilmar Mendes.
“Presidente, me parece que o encaminhamento é de respeitar a conexão, que nos trouxe até aqui. E por isso eu considero que o encaminhamento contido na questão de ordem do ministro Gilmar é aquela que preserva melhor o nosso papel de provedores de justiça e de segurança jurídica”, disse Dino.
O ministro Cristiano Zanin acompanhou Dino na divergência, votando a favor da questão de ordem de Gilmar.
“Para não ser repetitivo, eu vou adiantar, pedindo vênia a Vossa Excelência, que eu estou acompanhando o eminente ministro Gilmar Mendes na questão de ordem trazida e faço apenas algumas anotações complementares”, disse Zanin.
Na sequência, Zanin disse que, na avaliação dele, o ministro André Mendonça não deveria votar na análise do relatório das mensagens de Vorcaro a Alexandre de Moraes.
Posteriormente, Moraes se posicionou pela análise conjunta da sua situação com a do ministro André Mendonça.
“Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido, os mesmos fundamentos, cada qual de um lado, com sinal invertido hoje [caso Moraes] e na próxima quarta-feira [sobre Mendonça]. Então presidente com essas com essas considerações, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, acompanho a questão de ordem do ministro Gilmar”, disse Moraes.
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Direto de Brasília
A ministra Cármen Lúcia votou com o presidente do STF, Edson Fachin, para manter separados os julgamentos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. Com isso, o placar chegou a 4 a 4. Durante uma sessão marcada por fortes discussões entre os ministros, Flávio Dino criticou a condução de Fachin e pediu vista, suspendendo o julgamento. Pelo regimento do Supremo, Dino tem até 90 dias para devolver o processo, embora possa fazê-lo antes.
A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou que o “clamor público” não influencia seu discernimento e não teve peso em seu voto diante da petição que envolve o ministro Alexandre de Moraes.
Durante a abertura de seu voto na sessão extraordinária desta terça-feira (15), a ministra afirmou que defende a “independência” dos magistrados para que tomem as decisões sem interferência do interesse público.
Cármen possui o voto decisivo em relação ao pedido de julgamento conjunto das ações envolvendo os pedidos de investigação dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O placar está em 4×3 para a apreciação conjunta. As informações são da CNN.
A minsitra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), criticou a “espetacularização” da sessão da Corte nesta terça-feira (15), voltada à análise de um relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
“Eu peço desculpas ao povo brasileiro. Eu queria ter sido melhor em poder ter ajudado a acalmar as coisas, mas eu não consegui. Houve uma espetacularização desse caso e dessa sessão”, disse. As informações são da CNN.
O GLOBO
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), se disse envergonhada ao votar durante julgamento que trata de mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes.O sentimento, segundo a ministra, tem relação com o fato de, a menos de 20 dias da eleição, “estarem todos voltados a questões” do Supremo. Segundo a ministra, o Poder Judiciário existe para “tranquilizar o povo”, mas o STF “gerou intranquilidade” nos últimos dias, “inebriando o sentimento de justiça da cidadania brasileira”.
— Eu estou nesta sessão, como talvez muitos de meus colegas, em estado de profunda consternação e tristeza. Hoje um dos colegas me dizia se eu estava aborrecida com alguma coisa. Eu disse, eu estou triste. Não apenas pelo tema que nos traz aqui, que teria sido aquele a ser decidido, mas porque este Supremo Tribunal Federal provocou, acho, um mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nesses últimos dias — relatou.
Leia maisOs ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para analisar em conjunto os casos envolvendo Moraes e André Mendonça, enquanto o presidente da Corte, Edson Fachin, Mendonça e Luiz Fux divergiram. O placar é de 4 a 3 pelo julgamento simultâneo.
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O GLOBO
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista para interrompeu a sessão desta terça-feira que analisa o relatório da Polícia Federal com as mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes.
O pedido veio após um bate-boca entre os ministros.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a palavra para negar que tenha relacionamento de proximidade com Vorcaro. Afirmou que só se encontrou uma vez com Vorcaro e disse que não tem amizade com banqueiro.
Leia maisAndré Menconça pediu a palavra para rebater Gonet, mas Gilmar Mendes interrompeu o início da fala e afirmou:
– É impressionante a desfaçatez desse sujeito!.
Dino então assumiu a palavra, pediu vista e rebateu todos dizendo que precisa interromper o debate acalorado:
– Eu tenho que interromper esta situação porque nós temos uma questão de ordem. Nós não temos condições de deliberar. O clima é daí para pior, e a sociedade está assistindo a algo diferente do rito que a lei manda.
Depois da confusão, Dino deixou o plenário por volta de 17h52. Na sequência, às17h53, Gilmar levantou e também saiu.
O bate-boca ocorreu enquanto os ministros decidiam se vão analisar o caso em conjunto com os questionamentos sobre a condução de André Mendonça na relatoria das investigações sobre o Banco Master.
Fachin votou para manter separadas as análises e a favor de os integrantes de tribunais superiores eventualmente citados no Caso Master serem avisados da menção, mas sem que haja uma suspensão das discussões em curso. Ele foi seguido por André Mendonça.
De outro lado, Gilmar Mendes, autor de questão de ordem sobre o assunto, Flávio Dino, Cristiano Zanin e o próprio Moraes votaram pela análise em conjunto do caso de Mendonça, chegando-se ao placar de 4 a 2 até aqui.
A Polícia Federal elaborou um relatório sobre o material apreendido por ordem do ministro André Mendonça, relator de investigações relacionadas ao Banco Master.
O documento foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e desencadeou uma sucessão de decisões, ofícios e acusações entre integrantes da Corte, além de envolver a própria PF, a PGR e a Advocacia-Geral da União (AGU). O presidente do STF, Edson Fachin, acabou assumindo a condução do caso numa tentativa de conter a escalada da crise.
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Direto de Brasília
O ministro Flávio Dino pediu vista. Em seguida, o presidente Edson Fachin convidou os ministros Luiz Fux e Carmén Lúcia a anteciparem os votos.
Direto de Brasília
Alexandre de Moraes e André Mendonça protagonizaram um embate durante o julgamento da petição. Após o voto de Menonça, Moraes afirmou que os argumentos do ministro “reforçam a necessidade de um julgamento conjunto”. Os magistrados, então, passaram a debater sobre relatório de inteligência que baseou a investigação. Mendonça reagiu às declarações de Moraes: “Meu Deus do céu”, afirmou.
Direto de Brasília
Ao ser citado por André Mendonça, o procurador-geral da República (PGR) Paulo Gonet pediu a palavra e iniciou sua manifestação. “Não existe nem tive relacionamento de proximidade com Daniel Vorcaro”, afirmou Gonet.
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu que Gilmar Mendes “não coloque palavras na boca” dele durante julgamento nesta terça-feira (15).
“Eu me lembro do debate que tive lá atrás sobre delação, em que o ministro André [Mendonça] dizia que estava recebendo advogados para conduzir as delações”, disse Gilmar, logo interrompido por Mendonça.
“Eu nunca disse isso, não, ministro Gilmar”, rebateu Mendonça. ”Não ponha palavras na minha boca, eu não disse.” As informações são da CNN.
Leia maisA Corte analisa, em sessão nesta terça, o relatório da PF (Polícia Federal) com as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-coordenador do Banco Master.
“Eu recebo advogados de todas as partes, mas não trato de delação. Única coisa que eu sempre disse é que se tivesse uma delação para eu avaliar, eu iria avaliar os critérios próprios”, continuou o ministro.
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FOLHA DE S. PAULO
O ministro Alexandre de Moraes afirmou nesta terça-feira (15) que não há pedido de investigação contra ele e questionou ao presidente do tribunal, Edson Fachin: “Vossa Excelência, vai votar o quê?”.
O magistrado disse que foi intimado a prestar informações a respeito do que consta na petição que o aponta como interlocutor de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo ele, o que existe no documento é um pedido de nulidade e arquivamento.
“Consta pedido de investigação feito pela Polícia Federal? Não. Consta pedido de investigação feito pelo Ministério Público? Não. Consta pedido de investigação feito pelo ministro André Mendonça? Não. Consta algum pedido de investigação em relação a mim?”, disse.
Moraes também reclamou de prazos diferentes dados a ele e ao ministro André Mendonça, que, em outro processo, pode ser investigado por possíveis irregularidades. “Temos um miscelânia procedimental”, declarou. (Isadora Albernaz e Anna Júlia Lopes)
