Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
A primeira mulher eleita deputada federal pelo Pará, Lúcia Daltro Viveiros, morreu na terça-feira (11), em Belém, aos 91 anos. A morte foi confirmada pela família e o sepultamento ocorreu nesta quarta-feira (12).
Segundo a biografia da Câmara dos Deputados, Lúcia Viveiros foi a primeira mulher na história do Parlamento brasileiro a presidir sessões da Casa. As informações são do g1.
Leia maisEleita deputada federal em duas ocasiões, Lúcia Viveiros teve uma trajetória marcada pela atuação política e pela defesa dos direitos das mulheres.
Ela foi eleita deputada federal pelo Pará pelo MDB, em 1979, e pelo PDS, em 1983. Também exerceu dois mandatos na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), entre 1979 e 1987.
Na década de 1970, Lúcia Viveiros concentrou esforços na luta pela defesa dos direitos das mulheres.
Em 1975, fundou e presidiu a Legião da Mulher Paraense (Lempa), entidade que promovia assistência jurídica e social.
Lúcia Viveiros também protagonizou um gesto considerado ousado para a Belém da década de 1970: foi a primeira mulher a entrar no plenário da Câmara dos Deputados usando calças compridas.
Além da carreira política, Lúcia Viveiros era engenheira, professora universitária e atuou como comunicadora no rádio e na televisão.
Em nota, a Alepa manifestou pesar pela morte e afirmou que Lúcia Viveiros deixa um legado histórico como a primeira deputada federal eleita pelo Pará.
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O deputado federal Túlio Gadelha confirmou, na noite desta quarta-feira (12), que permanece candidato ao Senado por Pernambuco. Em publicação na rede social X, antigo Twitter, o parlamentar reagiu aos rumores surgidos nesta noite sobre uma possível desistência da disputa. “Sou candidato ao Senado por Pernambuco. Me orgulho em dizer que dobrei minha votação na última eleição, tive a confiança de 134.391 pernambucanos”, escreveu.
Sou candidato ao Senado por Pernambuco. Me orgulho em dizer que dobrei minha votação na última eleição, tive a confiança 134.391 pernambucanos. Fui escolhido pela governadora Raquel e conto nesse projeto com mais de 100 prefeitos e prefeitas, que conhecem o meu trabalho e meus… pic.twitter.com/pSpIgFS1mW
— Túlio Gadêlha (@tuliogadelha) August 13, 2026
Mais cedo, o blog informou que a governadora Raquel Lyra estava reunida com Túlio para tentar convencê-lo a permanecer na disputa. Ao se manifestar, o deputado citou o apoio da governadora e de prefeitos à sua candidatura. “Fui escolhido pela governadora Raquel e conto nesse projeto com mais de 100 prefeitos e prefeitas, que conhecem o meu trabalho e meus valores. O Senado nos espera!”, afirmou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (12) decreto que regulamenta a abertura de mercado livre de energia elétrica para consumidores de baixa tensão (inferior a 2,3 kV) a partir de novembro de 2027.
O decreto estabelece as regras para que consumidores como pequenos estabelecimentos comerciais, propriedades rurais, indústrias de menor porte, hospitais e escolas possam escolher livremente o fornecedor de energia elétrica. As informações são do g1.
Para os demais consumidores, incluindo os residenciais, essa possibilidade estará disponível a partir de novembro de 2028.
Leia maisO presidente assinou a medida durante cerimônia no Palácio do Planalto. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pequenos estabelecimentos poderão ter redução de até 20% na conta de luz com a medida.
No evento, o vice-presidente Geraldo Alckmin também reforçou que mudança deve baratear o valor da energia.
“Hoje os grandes consumidores conseguem ter acesso ao mercado livre e conseguem energia 23% mais barata, mas consumidor de menor tensão não consegue. Esse decreto assinado permite que no ano que vem o comércio e a pequena indústria entrem no mercado livre e em seguida o consumidor residencial, então vai baixar o preço da energia para todo mundo, nada que a competição, de se abrir mercado para todo mundo.”
O decreto também estabelece as regras para a migração ao Ambiente de Contratação Livre (ACL) e prevê ainda o Supridor de Última Instância (SUI), responsável por garantir o fornecimento de energia caso o fornecedor escolhido pelo consumidor deixe de prestar o serviço.
Até 31 de dezembro de 2030, a função de Supridor de Última Instância será exercida pelas distribuidoras de energia elétrica. Depois desse período, outros agentes poderão desempenhar a atividade, conforme regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A agência também terá que definir como será feita a transição entre os ambientes regulado e livre, com regras sobre informação e proteção ao consumidor, comparação de ofertas e migração entre os modelos de contratação.
Lula também assinou outros três decretos nos setores de energia e transição energética que regulamentam políticas voltadas ao combustível sustentável de aviação, ao hidrogênio de baixa emissão de carbono e da captura e armazenamento de carbono.
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O Brasil voltou a pedir à Justiça dos Estados Unidos o arquivamento definitivo da ação movida pelas empresas Rumble e Trump Media contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
O governo brasileiro protocolou, na terça-feira (11), uma réplica em apoio ao pedido para encerrar o processo, que tramita na Justiça Federal do Distrito Central da Flórida. A informação foi divulgada pela AGU (Advocacia-Geral da União) nesta quarta-feira (12). As informações são da CNN.
Na manifestação, o Brasil sustenta que a ação deve ser arquivada definitivamente, o chamado “dismissal with prejudice”, com base no FSIA (Foreign Sovereign Immunities Act), legislação norte-americana que estabelece regras sobre a imunidade de Estados estrangeiros perante tribunais dos EUA.
Leia maisSegundo a AGU, embora Rumble e Trump Media, empresa do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmem ter processado Moraes em caráter pessoal, o processo seria, na prática, dirigido contra o próprio Estado brasileiro.
O argumento é que os atos questionados pelas empresas, como decisões judiciais e a forma de sua notificação, têm natureza soberana e só poderiam ser praticados por uma autoridade pública no exercício de suas funções.
A manifestação também rebate a alegação das empresas de que Moraes teria extrapolado suas atribuições institucionais. Segundo o Brasil, a autoridade exercida pelo ministro foi validamente delegada pela Presidência do STF e decisões contestadas no processo chegaram a ser referendadas pelo colegiado da Corte.
Entenda
Em maio, Moraes foi notificado judicialmente, por e-mail, para responder ao processo movido pela rede social Rumble e pela Trump Media & Technology Group, nos Estados Unidos.
O processo foi aberto em fevereiro no Tribunal Federal da Flórida sob a acusação de que o magistrado brasileiro teria promovido censura ilegal contra discursos políticos de usuários alinhados à direita brasileira, como o influenciador Allan dos Santos.
Segundo as empresas, decisões do ministro obrigando a Rumble a remover contas de figuras brasileiras violariam a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão.
Os autores da ação também afirmam que Moraes determinou que a plataforma mantivesse representação legal no Brasil para o cumprimento de ordens judiciais.
Embora a Trump Media não tenha sido alvo direto das decisões do STF, a empresa argumenta que depende da infraestrutura tecnológica da Rumble para o funcionamento da Truth Social.
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a manutenção das restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante o cumprimento de sua prisão domiciliar. Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu que a Primeira Turma rejeite os recursos apresentados pela defesa contra a suspensão das visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e contra a proibição de encontros e manifestações de caráter político-eleitoral.
Segundo Gonet, as medidas adotadas por Moraes são compatíveis com o regime de execução da pena e decorreram do descumprimento das condições impostas para a prisão domiciliar. A PGR sustenta que Flávio Bolsonaro utilizou uma visita autorizada para receber do pai uma carta posteriormente divulgada nas redes sociais, o que contrariou a vedação de utilização indireta de meios de comunicação pelo ex-presidente. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisA manifestação também rebate o argumento da defesa de que a suspensão das visitas prejudicaria a atuação profissional de Flávio como advogado do pai. Para a PGR, o direito de visita não possui caráter absoluto e pode sofrer restrições quando há violação das condições impostas pela Justiça. Gonet afirma ainda que Bolsonaro permanece representado pelos demais advogados constituídos no processo, não havendo cerceamento de defesa.
No parecer, a Procuradoria argumenta que a prisão domiciliar concedida a Bolsonaro não alterou o regime de cumprimento da pena, que permanece sendo o fechado. O benefício, afirma Gonet, foi concedido exclusivamente em razão do estado de saúde do ex-presidente e não afasta as limitações inerentes à execução penal. Por esse motivo, considera legítima tanto a restrição das visitas quanto a proibição de encontros com finalidade político-eleitoral e da divulgação de manifestações dessa natureza.
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O deputado federal e candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP/UP) anunciou Jane Santos como segunda suplente de sua chapa. Ligada ao segmento cristão, Jane participou, no mês passado, da entrega da Carta de Compromisso com os Cristãos de Pernambuco ao presidente da Assembleia de Deus no Estado, pastor Ailton José Alves, ao lado de Eduardo e do deputado estadual Adalto Santos. “É uma honra assumir essa responsabilidade ao lado de Eduardo da Fonte. Levo para a vida pública os valores cristãos que defendo”, afirmou.
Ao anunciar a composição, Eduardo da Fonte destacou o diálogo mantido com lideranças e comunidades cristãs ao longo de sua atuação política. “Minha caminhada sempre foi marcada pelo diálogo com os cristãos e pela defesa de valores que considero fundamentais para a nossa sociedade. Tenho fé em Deus e acredito que, com união, responsabilidade e trabalho, podemos fazer ainda mais por Pernambuco”, declarou.
O candidato a deputado federal Miguel Coelho indicou, nesta quarta-feira (12), o advogado e secretário-geral do União Brasil em Pernambuco, Carlos Andrade Lima, para a primeira suplência do candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP/UP). Com a indicação, a chapa fica composta também por Jane Santos, anunciada como segunda suplente. Segundo as informações divulgadas, a formação conta com o apoio da governadora Raquel Lyra.
Miguel Coelho e o deputado federal Fernando Filho também declararam apoio à candidatura de Eduardo da Fonte ao Senado. “É uma alegria indicar Carlos Andrade Lima para a primeira suplência e declarar nosso apoio à candidatura de Eduardo da Fonte para o Senado. Estamos unidos e empenhados nesse projeto, somando forças para eleger Eduardo e trabalhar por um Pernambuco com mais representatividade no Senado”, afirmou Miguel.
O ex-presidente Jair Bolsonaro intercedeu para que Michelle Bolsonaro participasse das gravações com Flávio Bolsonaro (PL) nesta terça-feira, segundo aliados do pré-candidato e da ex-primeira-dama, no primeiro encontro presencial entre os dois desde a crise que marcou a montagem da campanha.
Segundo os relatos, Bolsonaro pediu que Michelle fizesse o gesto de apoio ao filho e atuou para diminuir as arestas de uma relação que, apesar da reconciliação pública pelas redes sociais, ainda passava por ajustes nos bastidores. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisA participação de Michelle, portanto, não partiu apenas de uma iniciativa da campanha para incorporá-la à propaganda de Flávio. Bolsonaro entrou na articulação para que a ex-primeira-dama comparecesse à sede jurídica da candidatura, em Brasília, e produzisse ao lado do filho a primeira imagem dos dois juntos desde o desentendimento.
A mediação ocorre num momento em que Bolsonaro, em prisão domiciliar, está impedido de participar diretamente da campanha, mas continua sendo acionado nas negociações e decisões envolvendo seu núcleo político e familiar.
A crise começou durante as negociações para a montagem dos palanques estaduais de Flávio. Michelle se insurgiu contra o apoio do PL a Ciro Gomes (PSDB) no Ceará e defendeu que o partido lançasse dois candidatos ao Senado no estado, sem compor com o postulante ao governo.
O episódio provocou uma reação pública de Flávio e expôs divergências dentro da família. Depois, o presidenciável publicou um vídeo pedindo desculpas à madrasta, que respondeu que o perdoava. Os dois, no entanto, não haviam voltado a se encontrar.
Na terça-feira, Michelle chegou à sede da campanha por volta das 14h e permaneceu pouco mais de uma hora. Antes das gravações, ela e Flávio ficaram alguns minutos sozinhos em uma sala e oraram juntos. Pessoas que acompanharam a movimentação descreveram o clima como amistoso e “leve”.
Os dois produziram conteúdos que serão usados nas redes sociais e na propaganda eleitoral. Michelle, porém, dedicou apenas parte do período ao enteado. Aproveitou a concentração de candidatos para gravar também com outros nomes, entre eles a deputada Rosana Valle (PL-SP) e o ex-ministro Marcelo Queiroga (PL-PB).
Apesar da iniciativa de Bolsonaro e da imagem de unidade produzida pelas gravações, aliados de Michelle não enxergam no encontro uma mudança significativa na relação com Flávio ou no grau de envolvimento dela na campanha presidencial. A avaliação é que a ex-primeira-dama fez o gesto político esperado depois da crise, mas continuará calibrando suas aparições ao lado do enteado.
A própria passagem pela sede do partido reforçou essa leitura. Michelle reafirmou que preferia uma mulher na vice de Flávio, embora tenha manifestado apoio a Alfredo Gaspar (PL-AL), e voltou a classificar como “visceral” sua oposição à aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará. Também tornou pública sua insatisfação com a autonomia que teve para trabalhar candidaturas femininas à frente do PL Mulher.
Ao tratar da relação com Flávio, afirmou que não guarda mágoas, mas reconheceu que a recomposição ainda é gradual: disse que “as coisas vão se ajustando aos poucos”.
A campanha gostaria de aproveitar o reencontro para ampliar as aparições dos dois. Flávio estará novamente em Brasília no próximo dia 19, e integrantes de seu entorno chegaram a avaliar a possibilidade de promover um compromisso conjunto. A presença de Michelle, porém, não está prevista até o momento.
A expectativa entre aliados da ex-primeira-dama é que ela continue participando principalmente por meio de vídeos e das redes sociais, com aparições presenciais pontuais. Michelle concentra seus esforços na própria candidatura ao Senado pelo Distrito Federal e na rotina de cuidados com Bolsonaro.
Ela mesma afirmou nesta terça que ainda não sabe se conseguirá viajar pelo país para ajudar o enteado e relatou que até a ida às gravações exigiu uma reorganização em casa: deixou a rotina de Bolsonaro preparada e pediu que uma funcionária permanecesse por mais tempo na residência.
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O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (12) o texto-base de um projeto que permite ao governo usar a receita extra, a partir da venda de petróleo, para reduzir impostos sobre combustíveis. O texto recebeu 61 votos favoráveis e apenas dois contrários. Os senadores ainda precisam analisar um destaque feito na proposta.
O texto segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pois já foi aprovado pela Câmara dos Deputados. As informações são do g1.
Leia maisA proposta também concede subsídios, na forma de diminuição de tributos, para a indústria de fertilizantes e o setor de minerais críticos e estratégicos. A isenção ainda valerá para Copa do Mundo Feminina, que será sediada no Brasil em 2027.
O texto, que só tratava inicialmente dos combustíveis, recebeu uma série de dispositivos alheios ao tema, os chamados jabutis.
A guerra do Irã contribuiu para elevação do custo dos combustíveis, assim como de insumos para a cadeia produtiva nacional, caso, por exemplo, dos fertilizantes.
Ao mesmo tempo, o cenário internacional também gera valorização do petróleo e gás extraídos no Brasil. O objetivo do projeto é justamente amortecer o prejuízo desses setores afetados usando a renda extra obtida pela venda do petróleo brasileiro.
Mas, para que isso seja possível, uma exceção para essas medidas precisou ser criada por meio desta proposta. Isso porque a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) proíbem a concessão de benefícios fiscais sem indicação da fonte para compensá-los e do impacto que eles terão nas contas do governo.
A LDO, inclusive, diz que fica proibida a “ampliação, prorrogação ou extensão do gasto tributário” e a criação de novas despesas obrigatórias. O projeto, então, contorna a norma em 2026.
A inclusão de benefícios a setores, além de estratégias com fins eleitorais que interessam ao governo, costuma ser aprovada em ano eleitoral no Congresso.
Em 2022, meses antes das eleições, o Congresso aprovou uma PEC que autorizava um “estado de emergência” no país, para permitir ao governo do então presidente Jair Bolsonaro a criação de uma série de benefícios às vésperas das eleições.
Pela proposta, o governo poderá reduzir tributos sobre combustíveis e compensar a perda de arrecadação com o aumento extraordinário de receitas obtidas pela União em razão da alta internacional do petróleo.
Para isso, poderá usar royalties, participações especiais da União decorrentes da de resultado da exploração de petróleo ou gás natural, impostos recolhidos pelo setor de óleo e gás e dividendos de estatais ligadas ao segmento.
Conforme o texto, a redução de impostos federais será usada na importação, produção e comercialização de óleo diesel rodoviário, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação.
Para manter a competitividade dos biocombustíveis, a proposta determina que qualquer redução tributária concedida à gasolina preserve a vantagem competitiva do etanol.
Caso a tributação federal da gasolina seja reduzida em 30% ou mais, as alíquotas sobre o etanol deverão ser zeradas.
Além disso, o governo fica autorizado a conceder subvenção aos produtores de etanol para compensar eventuais perdas de competitividade. Para o período entre maio e agosto de 2026, o parecer prevê uma subvenção de até R$ 1,2 bilhão ao setor.
A proposta autoriza também os produtores de etanol a utilizar saldos credores de Pis/Pasep e Cofins e concede crédito fiscal a projetos destinados à produção de fertilizantes e suas matérias-primas no Brasil.
O texto autoriza benefício fiscal, por meio da redução nos impostos, para o setor de fertilizantes no valor de R$ 5 bilhões entre 2027 e 2031.
Quem será beneficiado será o produtor, no Brasil, de fertilizante ou de suas matérias-primas. Essas podem ser:
Nesta terça (11), o Senado aprovou uma proposta que um programa específico, com oferta de financiamentos, para fomentar a indústria de fertilizantes em meio à guerra no Oriente Médio.
“Apesar de o Brasil responder por 8% do mercado global de fertilizantes, a demanda brasileira tem sido atendida via importações, que hoje representam acima de 85% do total de fertilizantes empregados em nossas lavouras”, explicou a relatora do projeto dos combustíveis na Câmara, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO).
A medida aprovada nesta quarta pelo Congresso também:
Informações ainda não oficiais dão conta de que a governadora Raquel Lyra convenceu o deputado Túlio Gadelha a permanecer como candidato ao Senado em sua chapa.
O ex-prefeito do Recife, presidente nacional do PSB e candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, manifestou solidariedade, nesta quarta-feira (12), ao candidato ao Governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), após o petista relatar uma suposta tentativa de intimidação por policiais militares na noite anterior, em São Paulo.
Haddad afirmou que uma viatura da PM abordou seu carro nas proximidades de sua residência e, depois de ele desembarcar, acompanhou o motorista por um longo período. “Minha solidariedade a Fernando Haddad diante desse episódio grave, que precisa ser esclarecido com rigor. Forças de segurança não podem ser usadas para intimidar adversários ou interferir no processo eleitoral”, escreveu João nas redes sociais.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que determinou a apuração do caso. Mais tarde, o secretário Osvaldo Nico Gonçalves afirmou que a investigação concluiu que os policiais procuravam suspeitos de uma quadrilha de roubo de celulares e que não sabiam que o veículo pertencia a Haddad. Ao comentar o episódio, João Campos também fez referência às denúncias de arapongagem em Pernambuco. “Pernambuco já conhece a gravidade das denúncias de arapongagem. Polícia é para proteger, não para perseguir ou servir a interesses políticos. Democracia exige eleição livre e sem intimidação”, afirmou.
Governadora terá três dias para apresentar documento obrigatório; pendência foi identificada durante análise do pedido de registro para disputar a reeleição
A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), foi intimada pela Justiça Eleitoral após não apresentar o programa de governo entre os documentos que integram seu pedido de registro de candidatura. A pendência foi identificada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) durante a análise da documentação apresentada pela chapa governista.
De acordo com a intimação expedida no processo de Registro de Candidatura (RRC) nº 0600840-70.2026.6.17.0000, Raquel Lyra terá prazo de três dias para regularizar as falhas verificadas no requerimento, sob pena de indeferimento do pedido.
Leia maisNo documento, o TRE-PE aponta expressamente a ausência das propostas de governo. No campo destinado aos requisitos para o registro, a Justiça Eleitoral registra: “Não consta nos autos a proposta de governo da candidata. Apresentar a proposta de governo.”
A apresentação das propostas defendidas pelo candidato é uma das exigências previstas na legislação para quem disputa cargo do Poder Executivo. O documento integra o processo de registro e permite que a Justiça Eleitoral e os próprios eleitores tenham acesso às diretrizes, compromissos e prioridades apresentados por quem pretende governar o Estado.
A intimação ocorre após Raquel Lyra formalizar sua candidatura à reeleição ao Governo de Pernambuco pela coligação Pernambuco de Coração, formada por Podemos, PSD, Avante, Federação PSDB Cidadania e Federação União Progressista.
Agora, a governadora precisa apresentar o documento dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para sanar a pendência e permitir o prosseguimento da análise de seu registro de candidatura.
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