Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), confirmou, há pouco, sua presença no meu podcast Direto de Brasília, em parceira com a Folha de Pernambuco, da próxima terça-feira. Em entrevista ao podcast desta semana, o presidente do Cidadania, Roberto Freire, lançou Leite como candidato à Presidência da República, alternativa ao fim da polarização entre Lula e a direita bolsonarista.
Na pauta, as eleições presidenciais, os escândalos do INSS e Banco Master, a prisão de Bolsonaro e o anúncio da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Ainda a gestão de Leite no Rio do Sul, sua saída do PSDB e a sucessão gaúcha num cenário no qual ele venha a disputar o Senado e não o Palácio do Planalto.
Leia maisEduardo Leite iniciou sua carreira política no movimento estudantil, como presidente do Grêmio Estudantil de sua escola. Graduado pela Faculdade de Direito da UFPel, filiou-se ao PSDB e concorreu a vereador do município de Pelotas, em 2004, obtendo a primeira suplência e assumindo a vaga após a cassação de um parlamentar.
Em seguida, integrou a administração municipal, primeiro como assessor e secretário interino e depois como chefe de gabinete nos governos de Bernardo de Souza e Fetter Júnior. Em 2008, foi eleito vereador e presidiu a Câmara Municipal de 2011 a 2013.
Após alcançar a suplência para a Assembleia Legislativa na eleição de 2010, Leite foi eleito prefeito de Pelotas em 2012, permanecendo no cargo durante quatro anos e sendo sucedido por Paula Mascarenhas, sua vice-prefeita.
Na eleição de 2018, foi eleito governador do Rio Grande do Sul no segundo turno, com 53% dos votos válidos, derrotando o governador José Ivo Sartori. Tornou-se assim um dos governantes mais jovens da história do estado e o primeiro governador brasileiro abertamente homossexual. Foi reeleito em 2022 e, após a vitória, foi escolhido presidente nacional do PSDB, sucedendo a Bruno Araújo.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL) divulgou nota pública manifestando preocupação com a possibilidade de nulidade de prisões e inquéritos de homicídios no estado, em razão do descumprimento da legislação sobre a cadeia de custódia e do transporte irregular de corpos de vítimas fatais, especialmente no interior.
Confira a nota na íntegra:
Leia mais“O SINPOL (Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco) vem manifestar grande preocupação com a possibilidade de anulação de milhares de inquéritos policiais pela incapacidade do Governo de Pernambuco em cumprir a legislação sobre a cadeia de custódia instituído no Código de Processo Penal e normas regulamentares sobre o transporte de corpos de vítima de homicídios e acidentes EXCLUSIVAMENTE pelo Instituto de Medicina Legal.
Atualmente, em especial no interior de Pernambuco, os corpos de vítimas de homicídios são transportados por funerárias ou terceiros, sem nenhum amparo legal, de maneira clandestina, violando a cadeia de custódia, que pode comprometer a legalidade de perícias e laudos, invalidando provas obtidas e liberando milhares de criminosos num dos estados mais violentos do Brasil.
O Código de Processo Penal, desde a Lei nº 13.964/2019, dispõe que tanto a preservação do local de crime quanto o transporte de vestígios de crime devem ser realizados pelo Estado (a partir do artigo 158 do CPP). No Estado de Pernambuco, a Secretaria de Defesa Social, com a publicação da Portaria nº 6416, de 30 de outubro de 2024, determina que o ‘transporte dos corpos de vítimas fatais de crime ou acidente deverá ser feito por meio de viaturas especializadas do Instituto de Medicina Legal’ (artigo 9º, § 4º). Ou seja, apenas o ‘rabecão’ pode recolher os corpos vítimas fatais de crimes e acidentes.
Assim, o transporte de corpos por funerárias ou terceiros é de extrema gravidade e poderá levar à nulidade de milhares de inquéritos policiais no interior de Pernambuco, que concentra a maioria dos homicídios. Apenas o Instituto de Medicina Legal, por meio de viaturas especializadas, poderá fazer o transporte de vítimas fatais de crime ou acidente e o ‘simples’ transporte realizado por funerária pode invalidar o laudo pericial.
E por que isso? Porque a maioria dos homicídios ocorre por disparo de arma de fogo e a substituição ou retirada dos projéteis prejudica a comparação balística entre a arma apreendida com o criminoso e o projétil encontrado no corpo da vítima de homicídio. Em diversos casos no Brasil, quando o transporte de corpo é feito por veículo não oficial, os projéteis são retirados dos corpos ou substituídos por outras munições, impedindo a identificação do criminoso ou liberando o assassino por falta de provas. Somente após a liberação do corpo pelo Instituto Médico Legal (IML), a funerária poderá transportar o corpo para velório e sepultamento ou cremação.
Dessa maneira, para impedir que criminosos sejam inocentados ou liberados dos processos penais, o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL) orienta aos agentes de segurança pública a solicitarem expressamente dos delegados de polícia a autorização expressa para liberar o transporte dos corpos de vítimas fatais de crime ou acidente por meio de viaturas especializadas do Instituto de Medicina Legal, conforme legislação citada. Caso haja o transporte de corpos fora dos ditames da lei, a funerária e funcionários que transportarem os corpos poderão responder por fraude processual e/ou usurpação de função.”
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O prefeito de Toritama, Sérgio Colin (PP), iniciou 2026 anunciando novos investimentos nas áreas de saúde e segurança pública do município. Os recursos são fruto de articulação com o deputado estadual Adalto Santos (PP) e com o secretário de Gestão Estratégica por Resultados e pré-candidato a deputado federal Edilson Tavares (PP). Para a saúde, foram garantidos R$ 500 mil já creditados em conta, que serão destinados ao custeio dos serviços e à ampliação do número de cirurgias na rede pública municipal.
Na área da segurança pública, foi anunciada a destinação de R$ 1 milhão para reforço da frota de veículos e ampliação da capacidade operacional no município. “Quando existe parceria e compromisso com Toritama, os resultados aparecem. Essa articulação tem permitido garantir recursos importantes para áreas que impactam diretamente a vida das pessoas”, afirmou Sérgio Colin, ao destacar que o município inicia o ano mantendo o ritmo de investimentos adotado no fim de 2025.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, fez nesta quinta-feira, em solenidade dos três anos dos ataques de 8 de janeiro, uma defesa pública da atuação do ministro Alexandre de Moraes, relator de inquéritos e ações penais sobre os atos golpistas. Fachin afirmou que manifestações políticas legítimas não podem servir de justificativa para ações que coloquem em risco os pilares da democracia.
— Permitam-me enaltecer o trabalho do ministro Alexandre de Moraes na condução dos inquéritos e das ações penais que surgiram desse dia infame e frisar, precisamente, o caráter exato de sua atuação — afirmou Fachin. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisO evento teve, além de Fachin, a participação do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, do vice-presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Joseli Camelo, e do advogado-geral da União, Jorge Messias, que foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga aberta no STF com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Os demais ministros da Corte não participaram da solenidade.
Sem citar diretamente críticas feitas à condução dos processos, o presidente do STF rebateu questionamentos à postura de Moraes, destacando que a “firmeza adotada” foi uma exigência do cargo.
— Há quem confunda e tome a firmeza por jactância. O ministro Alexandre de Moraes colocou-se firme por dever do ofício, com sacrifícios pessoais e familiares que não me cabe inventariar, e esteve onde precisava estar. Não por bravata, mas porque era o seu ofício — disse.
Ao tratar do ambiente institucional após os ataques às sedes dos Três Poderes, Fachin ressaltou a importância do diálogo republicano entre as instituições e afirmou que o Supremo seguirá atuando em harmonia com o Executivo e o Legislativo.
— Este tribunal seguirá na defesa intransigente da democracia e do Estado de Direito Democrático, assim como de um diálogo respeitoso e republicano com os demais Poderes, também atacados naquela data — declarou.
Na parte final do discurso, o ministro disse que é preciso estabelecer limites claros entre a liberdade de manifestação política e ações que atentem contra a ordem constitucional.
— Manifestações políticas legítimas não amparam ações que coloquem em risco pilares fundamentais da vida em democracia: eleições livres; voto direto e secreto, com valor igual para todos; pluralismo político; soberania estatal; proibição de toda forma de discriminação; e defesa das liberdades públicas — afirmou.
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O Partido Liberal em Pernambuco iniciou o ano com um ciclo de encontros voltado à organização partidária e à definição de estratégias para 2026. A montagem das chapas para deputados estaduais e federais começou a ser discutida em reunião do Diretório Estadual realizada na noite da última segunda-feira (5), sob comando do presidente Anderson Ferreira, com a participação de parlamentares, pré-candidatos e lideranças. O partido ainda não definiu se lançará candidatura própria ao Governo do Estado ou se fará aliança; Anderson Ferreira mantém o projeto de disputar o Senado, com respaldo do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto.
Durante o encontro, foram debatidos temas do cenário político estadual e nacional, incluindo a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República e estratégias para fortalecer o nome em Pernambuco. “Sempre disse que, na hora certa e sem precipitação, o PL iria começar a traçar seu caminho. É hora de se organizar para a luta que teremos logo à frente para colocar o Brasil de volta ao rumo certo e a serviço do povo brasileiro. Em Pernambuco, não será diferente”, afirmou Anderson Ferreira.
Estiveram presentes os deputados federais Coronel Meira e André Ferreira, a presidente do PL Mulher Izabel Urquiza, os deputados estaduais Coronel Feitosa e Nino de Enoque, além de outras lideranças municipais; não participaram, entre detentores de mandato, os estaduais Abimael, Joel e Renato Antunes, os federais Pastor Eurico e Fernando Rodolfo, e os vereadores Gilson Filho, Thiago Medina e Paulo Muniz.
O vereador Johny Albino esteve no escritório central da Compesa, em Garanhuns, para entregar uma cópia da Lei nº 5.434/2025, de sua autoria, que trata da instalação de bloqueador de ar em hidrômetros na tubulação dos sistemas de água residencial e comercial no município. A norma foi sancionada pelo prefeito Sivaldo Albino e já está em vigor. “A lei agora entra em vigor e dispõe sobre a instalação de bloqueador de ar para hidrômetro na tubulação do sistema de água residencial e comercial no nosso município”, afirmou o parlamentar.
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Segundo Johny Albino, durante a tramitação do projeto, técnicos da Compesa participaram das discussões nas comissões da Câmara Municipal. Com a sanção e a comunicação formal da lei, a expectativa é de adequação da concessionária para atender os consumidores interessados. “Esperamos que a Compesa se adeque para atender aqueles consumidores que quiserem instalar esses equipamentos em suas residências e comércios”, declarou.

Em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o pedido de exoneração do cargo, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, diz que exerceu o cargo com “zelo e dignidade”. E alega que a decisão de deixar a pasta é de “caráter pessoal e familiar”.
“Tenho a convicção de que exerci as atribuições do cargo com zelo e dignidade, exigindo de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível em prol de nossos administrados, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos”, escreveu. As informações são da CNN.
Leia maisNo documento, o ministro, que pede para que a demissão passe a contar a partir desta sexta-feira (9), elogia o presidente chamando-o de “inspiradora liderança, sempre comprometida com o progresso e o bem-estar de todos os brasileiros”.
Ricardo Lewandowski assumiu o cargo em fevereiro de 2024, após se aposentar do cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Leia a íntegra da carta:
“Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
1. Sirvo-me do presente para, respeitosamente, apresentar o meu pedido de exoneração do cargo de Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, por razões de caráter pessoal e familiar, a partir de 9 de janeiro de 2026.
2. Tenho a convicção de que exerci as atribuições do cargo com zelo e dignidade, exigindo de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível em prol de nossos administrados, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos.
3. Ressalto que tive o privilégio de continuar servindo ao País – depois de aposentar-me como Ministro do Supremo Tribunal Federal – sob a inspiradora liderança de Vossa Excelência, sempre comprometida com o progresso e o bem-estar de todos os brasileiros.
4. Agradecendo o permanente estímulo e apoio com que fui honrado ao longo desses quase dois anos à frente da Pasta, aproveito o ensejo para reiterar minha manifestação de elevado apreço e distinta consideração.
Respeitosamente,
RICARDO LEWANDOWSKI
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Por Angelo Castello Branco
Movimentos democráticos liberais comemoram que hoje é um grande dia para a Venezuela e para a humanidade.
Nesta 8 de janeiro de 2026, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou oficialmente a libertação de um “número significativo” de presos políticos venezuelanos e estrangeiros, uma ação que já está em curso e que representa um marco no esforço de pacificação nacional.
Este gesto, descrito pelas autoridades venezuelanas como uma iniciativa para promover a convivência pacífica e reduzir as tensões sociais e políticas no país, ocorre em um momento crucial de transição institucional, após anos de conflitos e críticas constantes sobre detenções por motivos políticos e graves violações de direitos humanos.
Leia maisA medida inclui cidadãos venezuelanos e estrangeiros detidos por razões políticas e é percebida como um passo inicial para restaurar elementos basilares de democracia e respeito às liberdades fundamentais. 
Embora os números exatos e os nomes dos libertados ainda não tenham sido divulgados, e parte da opinião pública internacional mantenha cautela quanto às intenções e ao alcance real dessa iniciativa, a libertação de presos políticos constitui um avanço objetivo e pragmático rumo à normalização institucional e ao respeito às normas democráticas.
Essa decisão pode concretizar aspirações de reconcilição nacional e abrir espaço para processos de diálogo mais amplos com atores internos e parceiros internacionais. 
Além disso, a medida pode contribuir para fortalecer a confiança da comunidade internacional no compromisso venezuelano com a promoção de direitos humanos e na retomada de relações diplomáticas mais estáveis, incluindo com os Estados Unidos e outros países interessados na estabilidade regional. 
Em síntese, hoje representa um dia de esperança — um passo concreto em direção à reconstrução da Venezuela como uma nação que valoriza a liberdade, a democracia e o respeito à dignidade humana, oferecendo uma mensagem de renovação não apenas para os venezuelanos, mas também para a comunidade internacional.
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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na manhã desta quinta e entregou sua carta de demissão. Segundo dois auxiliares do petista, ele deve deixar o cargo até esta sexta-feira, 9. A integrantes do ministério, Lewandowski já havia dito que sua intenção era ficar apenas até essa data.
Os dois falaram antes da cerimônia no Palácio do Planalto que marcou os três anos dos ataques golpistas de 8 de janeiro. O ministro discursou no evento e desceu a rampa do Palácio ao lado de Lula. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisNa conversa, segundo interlocutores, Lewandowski disse a Lula que quer deixar o governo por motivos pessoais, para passar mais tempo com a família e com os netos.
A saída de Lewandowski frustra o entorno de Lula. Havia uma expectativa, entre aliados do petista, de que o ministro pudesse permanecer na pasta até ao menos o fim deste mês.
O presidente ainda não tem um nome à mesa para subistituir Lewandowski. Eles não descartam que, num primeiro momento, haja uma transição no comando da pasta, com algum secretário assumindo de forma interina, sem grandes perspectivas de ser efetivado no cargo.
Um ministro diz, sob reserva, que o presidente pode optar por essa transição e, no final de semana, discutir com aliados sobre o tema.
Como mostrou O GLOBO, o nome do advogado-geral da Petrobras, Wellington Cesar Lima e Silva, é um dos cotados para assumir a pasta. Ex-secretário de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil, Lima e Silva é descrito por diferentes auxiliares como uma pessoa da estrita confiança de Lula.
Lewandowski vinha dizendo nos bastidores que já cumpriu sua missão no cargo e, por isso, deixaria a pastas. O anúncio do presidente Lula de que pretendia criar o Ministério da Segurança Pública, separando-o da Justiça, também provocou incômodo na cúpula da pasta no fim do ano passado.
No dia 23 daquele mês, Lewandowski expôs ao presidente o seu desejo de sair do cargo em uma conversa no salão de autoridades do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Na ocasião, o presidente ouviu e disse que a decisão não abalaria a relação de amizade entre eles, mas pediu um tempo para escolher um substituto.
O ministro assumiu o comando da Justiça em fevereiro de 2024, meses após sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF). Antes, a pasta era comandada por Flávio Dino, que deixou o posto para assumir a vaga aberta com a aposentadoria de Rosa Weber na Corte.
Durante sua gestão, o Ministério da Justiça teve como foco a elaboração da PEC da Segurança Pública, que visa constitucionalizar o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP). A proposta estabelece que a União defina diretrizes gerais sobre segurança e defesa social, incluindo a padronização de protocolos, estatísticas e sistemas de informação entre os entes federativos.
A gestão implementou o novo decreto de armas, transferindo a competência de fiscalização de colecionadores, atiradores e caçadores (CACs) do Exército para a Polícia Federal. Após a fuga de detentos na Penitenciária Federal de Mossoró, o ministério determinou o reforço das estruturas físicas e a atualização dos protocolos de segurança nos cinco presídios de segurança máxima do país.
Além disso, a pasta coordenou o apoio federal ao Rio Grande do Sul durante as enchentes de 2024 e acompanhou a finalização do inquérito sobre o caso Marielle Franco pela Polícia Federal.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para abater parte da pena por meio da leitura de livros, no âmbito da execução penal em curso na Corte. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
No pedido apresentado ao STF, a defesa do ex-presidente solicita que ele seja incluído no programa de remição de pena pela leitura, previsto na Lei de Execução Penal e regulamentado por resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisPelas regras do programa, cada obra literária lida e avaliada pode resultar na remição de quatro dias da pena, desde que o preso apresente um relatório escrito, que é submetido à análise de uma comissão responsável e, posteriormente, à homologação judicial.
Os advogados afirmam que o ex-presidente manifesta interesse em aderir formalmente às atividades de leitura como forma de desenvolver ações educativas compatíveis com a finalidade ressocializadora da pena. A petição destaca que é necessária uma autorização judicial prévia para garantir o acesso aos livros e às condições materiais para a elaboração das resenhas exigidas.
A defesa pede que Moraes autorize a participação de Bolsonaro no programa e determine à administração responsável que viabilize o acesso às obras e o registro das atividades, o que permitiria a apresentação de futuros pedidos de abatimento da pena.
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A oposição apresentou um requerimento para pedir a realização ainda em janeiro de uma sessão do Congresso Nacional para derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A iniciativa é da deputada Carol De Toni (PL-SC) e tem apoio de outros membros da bancada bolsonarista na Câmara e no Senado. As informações são da CNN.
Leia mais“Não há nada mais urgente do que rever os direitos e garantias fundamentais de pessoas presas sob condenações marcadas por ilegalidades processuais e penas desproporcionais”, afirmou a parlamentar.
À CNN, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), disse que irá trabalhar para derrubar o veto.
O projeto, que permitiria a redução de penas aos condenados no 8 de janeiro e que também poderia ter efeito para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi vetado por Lula durante cerimônia organizada pelo governo para marcar os três anos dos atos golpistas.
No entendimento da oposição, a Constituição Federal autoriza a convocação extraordinária do Congresso em casos de urgência ou relevante interesse público.
Desde a Constituição de 1988, ocorreram diversas convocações extraordinárias, geralmente associadas a crises econômicas, reformas estruturais, pressões do Executivo e riscos de paralisação administrativa do Estado.
Entre os precedentes do tipo, está o ano de 2020, quando no auge da pandemia a Câmara e o Senado cancelaram o recesso do meio do ano para seguir com votações que poderiam atenuar os efeitos da crise do coronavírus.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou integralmente, nesta quinta-feira (8), o projeto de lei que reduz as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados por atos golpistas, inclusive pelos episódios de vandalismo de 8 de janeiro de 2023. A proposta ficou conhecida como PL da Dosimetria.
A decisão do presidente, no entanto, pode ser revista no Congresso. Os parlamentares podem manter ou derrubar o veto presidencial. Para a derrubada, são necessários 257 votos de deputados e 41 de senadores.
Leia maisA assinatura do veto ocorreu durante cerimônia no Palácio do Planalto, em alusão aos três anos das invasões às sedes dos Três Poderes em Brasília. Os presentes à cerimônia comemoraram a decisão do petista (veja no vídeo acima).
A Câmara e o Senado aprovaram, no fim do ano passado, o projeto de lei que viabiliza a redução da punição aplicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a outros réus do “núcleo crucial” da trama golpista, além de envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe e cumpre pena na Superintendência da PF, em Brasília. Além dele, outros cinco estão na mesma situação:
Augusto Heleno está em prisão domiciliar e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, está em regime aberto. O ex-deputado Alexandre Ramagem (PL) está nos Estados Unidos e é considerado foragido.
A decisão de Lula não surpreendeu parlamentares. Desde a tramitação do projeto, o presidente vinha sinalizando publicamente que vetaria a proposta, por considerar que ela poderia beneficiar aliados políticos e enfraquecer a responsabilização pelos atos golpistas.
O que diz o texto vetado?
Os parlamentares aprovaram o projeto de lei que viabiliza a redução da punição aplicada ao ex-presidente Bolsonaro e a outros réus do “núcleo crucial” da tentativa de golpe de Estado.
A proposta estabelece:
O texto aprovado também estabelece que os condenados por envolvimento com os ataques de 8 de janeiro de 2023 terão direito a progredir ao regime semiaberto após o cumprimento de 16% da pena no regime fechado.
A legislação atual prevê que esses criminosos precisam cumprir ao menos 25% para pleitear uma progressão.
O Congresso pode retomar o texto?
Sim. O tema volta a ser apreciado pelo Poder Legislativo, em sessão do Congresso.
Nela, deputados e senadores podem derrubar ou manter o veto. Para derrubar, precisam do apoio de 257 deputados e 41 senadores.
Se o veto for derrubado, a proposta se torna lei após a promulgação, que pode ser feita pelo presidente da República ou presidente do Senado, se o chefe do Executivo não fizer.
O que acontece se o projeto virar lei?
Se a proposta entrar em vigor – por exemplo, em caso de derrubada de veto – pode ser alvo de questionamentos de partidos políticos, entidades de classe, Procuradoria-Geral da República e do próprio governo.
Estes são alguns dos agentes autorizados pela Constituição a entrar com ações no Supremo questionando a validade de leis.
Se o tema parar no Supremo, caberá aos ministros decidir se a norma está de acordo com a Constituição. Se não estiver, a lei é anulada.
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