Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Resultado de 23,05% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Bolsonaro com 51,36% e Lula com 48,64%.
Raquel tende a sair chamuscada
Seja qual for a escolha que mais lhe convier para a segunda vaga ao Senado na sua chapa, saindo da Federação Progressista, a governadora Raquel Lyra (PSD) terá pela frente um cenário, se não de crise, ao menos de extrema dificuldade para administrar dentro do conjunto de forças políticas que apoiam a sua candidatura à reeleição.
No caso de o presidente estadual da federação, Eduardo da Fonte, ser ungido, o que parece mais provável, o grupo Coelho tende a reagir. Irmão do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, que disputa a vaga com Eduardo, o deputado Fernando Bezerra Coelho (UB) disse, ontem, numa emissora de rádio do Recife, que, independentemente do nome a ser escolhido, a família apoiará Raquel.
Leia maisMas como se dará esse apoio, só Deus sabe, porque, na prática, Miguel terá sido preterido e o grupo não terá espaço na chapa majoritária, tendo em vista que a governadora já antecipou que não sacrifica Priscila Krause, atual vice. A outra vaga ao Senado já está garantida para o deputado Túlio Gadelha (PSD).
Na hipótese de Miguel ser escolhido, o concorrente Eduardo já antecipou que a federação assumirá uma postura independente na campanha, não apoiando a reeleição de Raquel nem tampouco o pré-candidato da oposição, João Campos (PSB). Neste caso, há um agravante: Miguel também não poderá ser oficializado candidato pela federação, porque quem tem maioria no colegiado é Eduardo.
Miguel também não pode concorrer como candidato avulso. A legislação diz que partidos que se unem numa federação passam a ser uma única legenda formalmente. O União Brasil, de Miguel, que se juntou ao PP, de Eduardo, perde o direito, portanto, do registro avulso, como tem sugerido o ex-prefeito de Petrolina na ânsia de ser candidato de todo jeito.
A confusão bateu à porta da governadora e só ela terá poder e capacidade de buscar uma saída, que não está fácil. Por isso, para não pegar fogo, delegou aos caciques nacionais da federação, Ciro Nogueira e Antônio Rueda, a tarefa de escolher e indicar o candidato entre Eduardo e Miguel.
NOVA FASE – Com o encerramento da Copa do Mundo, no próximo domingo, o calendário eleitoral entra em uma nova fase, mobilizando o conjunto de forças políticas. Da próxima segunda-feira até 5 de agosto, os partidos ficam autorizados oficialmente a definir os seus candidatos que disputarão as vagas nas eleições de 4 de outubro. Os pedidos de registro deverão ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto, em convenções, conforme a lei determina.

Convenções em agosto – As duas convenções mais aguardadas, a da Frente Popular, que vai com João Campos (PSB), e a da governadora Raquel Lyra (PSD), devem acontecer provavelmente entre os dias 1º e 2 de agosto. Os locais também ainda não foram anunciados, mas dois ambientes tradicionais desses eventos já foram reservados: o Clube Português (pela governadora) e o Clube Internacional (pelo ex-prefeito do Recife). As convenções, historicamente, representam um elemento de mobilização da militância e de largada decisiva para as eleições.
Os craques da política – É a partir das convenções que as campanhas são estruturadas organicamente para iniciarem a fase nas ruas. Assim, oficialmente estarão autorizadas a realizar passeatas e carreatas a partir de 16 de agosto, entre o período das 8h às 22h. Na mente do cidadão saem de cena Kylian Mbappé, Lionel Messi, Lamine Yamal e Harry Kane e entram em campo Raquel Lyra, João Campos, Ivan Moraes, Marília Arraes, Humberto Costa, Paulo Rubem e mais os dois nomes candidatos a senador ainda não oficializados na chapa de situação.
Qualquer semelhança… – A carta de Jair Bolsonaro guarda semelhança com outra missiva escrita no cárcere e divulgada nas vésperas de uma eleição presidencial. Em setembro de 2018, trata-se da carta em que Lula apontou Fernando Haddad como seu candidato. O petista estava preso e impedido de concorrer ao Planalto. No documento, lido em Curitiba pelo ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, Lula apresentou Haddad como seu representante e porta-voz na campanha.

Nova dobradinha no Agreste – Em almoço, ontem, no Leite, os deputados estaduais Izaias Régis e Joãozinho Tenório, ambos do PSD, que já dividiram a liderança do Governo Raquel na Alepe, fecharam uma dobradinha no Agreste. Izaias sai a federal e Joãozinho tentará a reeleição. “A missão que Raquel nos delegou acabou criando um laço forte entre nós”, disse Izaias ao celebrar o acordo.
CURTAS
ABSURDO 1 – A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de proibir visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai, Bolsonaro, por um período de 90 dias, foi recebida com indignação pelo núcleo duro da campanha do pré-candidato do PL à Presidência. Na prática, a decisão de Moraes inviabiliza qualquer visita de Flávio a Jair até o primeiro turno das eleições, que vai ocorrer em 4 de outubro.
ABSURDO 2 – Na avaliação de interlocutores de Flávio, a decisão de Moraes tem um “marco temporal bem estratégico”, ao impedir, na prática, que o filho mantenha interlocução com o pai em um momento-chave do calendário eleitoral, com a definição de palanques estaduais e a realização da convenção que vai formalizar a sua candidatura à Presidência, marcada para o dia 25 deste mês, em São Paulo.
DESRESPEITO – Sérgio Leonardo, que comanda a defesa de Daniel Vorcaro, está irritado com a reunião que o advogado Cezar Bitencourt teve com o banqueiro no sábado passado. A pessoas próximas, ele relatou ter considerado um desrespeito o fato de Bitencourt ter visitado Vorcaro sem consultá-lo previamente.
Perguntar não ofende: Por que uma pesquisa aponta Lula na frente e outra, na semana seguinte, aponta Flávio?
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O prefeito de Petrolina, Simão Durando, e o deputado estadual Antonio Coelho se reuniram, nesta segunda-feira (13), com uma comissão de agricultores que vivem na área da Reserva do Tatu-Bola para discutir medidas que garantam a permanência das famílias na região. Segundo Simão, será construída uma articulação com o Governo de Pernambuco, a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para buscar alternativas que conciliem a preservação ambiental com as atividades dos produtores rurais.
De acordo com o prefeito, as restrições enfrentadas pelos agricultores têm dificultado o acesso a políticas públicas, como crédito rural, energia elétrica e investimentos nas propriedades. “Nosso compromisso é defender quem vive e produz no interior. É possível preservar a Caatinga e, ao mesmo tempo, garantir que essas famílias continuem em suas terras, com dignidade e acesso às políticas públicas”, afirmou. A reserva também abrange áreas dos municípios de Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista.
O movimento Mulheres que Pensam o Brasil realiza, na próxima terça-feira (14), um encontro na Câmara dos Deputados para apresentar a Carta das Mulheres para a Política, documento colaborativo com propostas voltadas à ampliação da participação feminina nos espaços de poder e à influência nos debates das eleições de 2026. O evento ocorrerá no Plenário 3 da Casa e reunirá representantes dos três Poderes, além de lideranças de instituições públicas e da sociedade civil. Entre os temas da carta estão paridade de gênero nos ministérios, cotas de cadeiras no Legislativo, combate à violência política e fortalecimento da Economia do Cuidado.
Segundo a fundadora da Quero Você Eleita (QVE), Gabriela Rollemberg, a proposta busca incentivar compromissos concretos com a representação feminina. “Os partidos precisam deixar de medir seu compromisso com as mulheres pelo número de candidaturas registradas e passar a medi-lo pelo número de mulheres que chegam aos espaços de poder”, afirmou. A articulação é liderada pela QVE em parceria com organizações como Instituto Global ESG, Elas Pedem Vista, Elas no Poder, IGCP, RGB, RIG Mulheres e Lumine.
O encontro será realizado das 17h às 21h, na Câmara dos Deputados, em Brasília, e contará com a participação de lideranças como a ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Vera Lúcia Santana Araújo; a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka; a secretária do Ministério da Cultura, Márcia Rollemberg; e a diretora do Sebrae, Margarete Coelho.
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou neste sábado (11) que a carta em que ex-presidente Jair Bolsonaro nomeia o filho Flávio Bolsonaro (PL) como seu porta-voz representa um sinal de “extrema fragilidade” na campanha do senador.
Para ele, o concorrente não conseguiu dar respostas convincentes às crises que o cercam e por isso “precisou pedir socorro ao pai”. As informações são do g1.
“Nós sabemos muito bem que um pai não nega um pedido de um filho. Agora, você tem que estar preparado para governar, para presidir. Você não pode recorrer, a cada crise, a uma carta de seu pai. Você tem que ter as condições de poder: uma estrutura política, uma estabilidade emocional e, ao mesmo tempo, uma capacidade de superar as crises que amanhã venham a acontecer”, declarou Caiado a jornalistas durante agenda no Festival do Japão, que acontece na cidade de São Paulo.
Leia maisA manifestação ocorreu após divulgação de uma carta pública em que Jair Bolsonaro reforça o apoio à candidatura de seu filho 01. O documento foi lido durante transmissão ao vivo pelo próprio Flávio, que agradeceu o gesto e disse que a designação como porta-voz ajudaria a evitar divergências entre apoiadores do bolsonarismo.
A carta foi divulgada em meio a uma crise pública envolvendo Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que publicou um vídeo em que diz ter sido maltratada e humilhada pelo enteado.
Na avaliação de Caiado, a divulgação da carta em meio à crise política enfrentada pela campanha de Flávio transmite uma imagem de dependência incompatível com o cargo que ele pretende disputar.
“Ora, a cada crise é uma carta? Não, não é isso. O presidente tem que ter estatura para superar as dificuldades, enfrentar os problemas que está enfrentando e dar explicações totalmente consistentes para que ele continue a governar. Do contrário, foi um sinal de extrema fragilidade na campanha dele”, afirmou o pré-candidato.
Caiado também disse que o episódio levanta dúvidas sobre a capacidade do senador de lidar com desafios maiores caso vença a eleição de outubro.
“Nós estamos em uma campanha eleitoral. Quem tem que responder somos nós, os candidatos. Nós não podemos ser porta-voz de ninguém. Nós temos que ser aquilo que a sociedade espera, para que sejamos, na Presidência, representantes de 215 milhões de brasileiros, e não de um grupo”, afirmou.
O pré-candidato ressaltou que suas críticas não são dirigidas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem reconheceu a força política, mas ao que considera uma incapacidade do pré-candidato de responder às controvérsias que o cercam.
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A Prefeitura de Arcoverde iniciou uma nova etapa do programa Pavimenta Arcoverde, que prevê investimentos de até R$ 24 milhões em obras de infraestrutura urbana. Segundo a gestão municipal, serão aplicados mais de R$ 15 milhões em pavimentação asfáltica e mais de R$ 8 milhões no calçamento de mais de 90 ruas da sede e dos distritos. Entre as intervenções em andamento estão obras na Avenida Pinto de Campos, a pavimentação da Rua dos Mascates e o recapeamento da Rua Germano Magalhães.
“O Pavimenta Arcoverde é um dos maiores investimentos em infraestrutura urbana da nossa história. Estamos levando asfalto para ruas que nunca tiveram esse benefício, recuperando vias importantes e iniciando uma grande etapa de calçamentos que vai chegar a mais de 90 ruas nos bairros mais afastados e distritos”, afirmou o prefeito Zeca Cavalcanti
A primeira-dama Janja Lula da Silva prestou solidariedade a Michelle Bolsonaro e Damares Alves (PL-DF) pelos ataques sofridos por ambas após a divulgação de um vídeo em que a ex-primeira-dama conta ter sido maltratada por seu enteado, o senador e presidenciável Flavio Bolsonaro (PL-RJ).
A senadora é uma das principais aliadas de Michelle e saiu em defesa da esposa de Jair Bolsonaro no episódio. Janja afirmou que a defesa das mulheres precisa ser feita independentemente do campo ideológico. As informações são do jornal O GLOBO.
—Primeiro, total solidariedade a elas, qualquer mulher agredida não pode soltar a mão, não importa qual é o campo ideológico delas. É importante que se fale isso. No Pacto Nacional do Feminicídio, falo isso: a misoginia não tem lado. Não tem direita, nem esquerda, conservador ou progressista, é uma onda que vem de todos os lados e atinge todas nós igualmente — disse em entrevista à Folha de São Paulo e ao UOL.
Leia maisJanja afirmou que a esquerda repudia esse tipo de ataque e que o episódio pode ter despertado as mulheres conservadoras para esse tipo de situação. A primeira-dama também defendeu a aprovação do PL que criminaliza atos de misoginia, em tramitação na Câmara dos Deputados.
— A gente se identifica com isso (campo progressista), a gente sabe disso, talvez as mulheres mais conservadoras começaram a entender mais isso a partir desse fato. 43% das mulheres vítimas de violência são evangélicas. Isso é algo que precisamos falar, não estamos falando de religião, se você reza ou não, todas nós podemos ser vítimas nesse momento. Isso que aconteceu só reforça (a necessidade da) aprovação do PL da Misoginia — afirmou Janja.
Durante uma reunião da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado no início do mês, Damares relatou ter recebido ameaças contra sua filha. Segundo ela, os ataques ultrapassaram as críticas políticas e passaram a atingir sua vida pessoal e sua família.
— Essa semana eu tenho sido vítima dos mais terríveis ataques (…) Disseram que vão matar minha filha. Inclusive eles fazem imagens de como vão matar a minha filha. A minha filha é uma menina indígena. Eu sou mãe de uma menina indígena. E eles simulam imagens que estão empalando a minha filha, que estão decapitando ela. É uma violência política que a gente não consegue imaginar.
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O INFORMANTE
O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA), vice-líder do Governo na Câmara, afirmou, nesta segunda-feira, 13, durante evento no Centro de São Luís, a estratégia bolsonarista de conquistar maioria no Senado nas próximas eleições para, segundo ele, criar obstáculos ao funcionamento da democracia. Para o parlamentar, o Maranhão não pode contribuir com esse projeto elegendo candidato alinhado ao extremismo.
“Há uma armação horrível de tentar conquistar o Senado para criar obstáculos ao funcionamento da democracia em nosso país. Nós temos que ficar atentos a isso. O Maranhão, que deu ao Brasil um senador da qualidade de Flávio Dino, não pode jamais permitir que um bolsonarista como esse Lahesio possa vir a ser eleito senador da República”, declarou.
Leia maisJerry defendeu que o estado mantenha uma representação comprometida com a Constituição e com o Estado Democrático de Direito. “A gente precisa preservar a democracia no Maranhão e a nossa contribuição ao Brasil, colocando também senadores comprometidos com a democracia”, afirmou.
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O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, participa nesta terça-feira (14), em Assunção, da assinatura do memorando de entendimento sobre o Alas (Acordo de Liberalização Aérea Sul-Americana), ao lado de autoridades da Argentina, Chile e Paraguai. O documento prevê a criação de um grupo de trabalho para elaborar um plano de implementação gradual das medidas voltadas à ampliação da conectividade aérea regional, respeitando a legislação e os processos internos de cada país. As informações são da Agência Infra.
Entre os temas que serão discutidos pelo grupo estão a harmonização de normas, o reconhecimento de certificados e licenças, a facilitação do transporte aéreo e a proteção aos direitos dos passageiros. Durante a agenda, Brasil e Paraguai também assinarão um memorando bilateral sobre serviços aéreos, além da realização de reuniões entre as delegações e representantes da aviação civil dos países participantes.
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a iniciativa busca fortalecer a integração do transporte aéreo na América do Sul, ampliando a cooperação entre os países da região e criando condições para a expansão da conectividade e da oferta de voos internacionais.
POR RICARDO DANTAS BARRETO
O presidente do PT em Pernambuco, deputado Carlos Veras, avisou, nesta segunda-feira (13), que qualquer vereador que não siga as orientações do partido, nas eleições deste ano, ficará sem legenda no pleito municipal de 2028. O recado foi direcionado ao presidente do PT Recife, o vereador Osmar Ricardo. Ele informou, em entrevista ao dantasbarreto.com, que, até o final deste mês, se licenciará do partido para apoiar a reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). Os petistas são aliados do pré-candidato pelo PSB, João Campos.
Já houve até ameaça de expulsão por parte do vice-presidente estadual Cirilo Mota. “Todos os processos que chegarem à direção do PT serão analisados. E quem se sentir prejudicado pode recorrer ao comando nacional. A fidelidade partidária é uma obrigação de todos os filiados. Mesmo se licenciando, tem que seguir as orientações do PT”, salientou Carlos Veras.
Leia maisFoi quando alertou aqueles que se recusarem a fazer campanha para João Campos, neste ano. “Vereador que não votar nos candidatos apoiados pelo PT não terá legenda para disputar a reeleição em 2028”, disse o dirigente estadual.
Carlos Veras ainda enfatizou que os processos não se encerrarão quando acabar a eleição deste ano. “Os dirigentes são responsáveis por suas decisões”, acrescentou.
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O advogado e professor universitário Maurício Rands confirmou que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Avante nas eleições de 2026. Ao comentar sua trajetória, afirmou que sua aproximação com a política ocorreu durante o curso de Direito, quando participou do movimento estudantil e de mobilizações pela redemocratização do país. “Eu percebi aqui, nesses bancos, lutando por uma democracia e por uma educação pública de qualidade”, afirmou.
Segundo Rands, sua atuação política é pautada pela defesa de mudanças na sociedade. “Eu me descobri que tinha a vocação política, não essa política convencional, essa política de só vencer cargos, mas a política para melhorar a vida das pessoas, para fazer do Brasil um país decente”, declarou.
Questionado por jornalistas sobre o início da imposição de novas tarifas dos Estados Unidos sobre o Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “não vai ter tarifaço”.
O presidente esteve, nesta segunda-feira (13), em evento para o lançamento de turbina movida a etanol, em São José dos Campos (SP). Após o evento, Lula respondeu a questionamentos dos repórteres sobre a possibilidade de um novo “tarifaço”. As informações são da CNN.
Até a próxima quarta-feira (15), os norte-americanos vão definir se aplicam uma taxa de 25% contra o Brasil com base em investigação da chamada “seção 301”.
Leia maisComo mostrou a CNN, o Palácio do Planalto espera que representantes brasileiros tenham ainda uma última reunião junto ao chefe do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos), Jamieson Greer, antes do dia 15. O encontro deve acontecer no âmbito de um grupo de trabalho entre os países.
De acordo com relatos do governo brasileiro, pesam para a avaliação sinais negativos em reuniões com os norte-americanos, o histórico negocial da administração de Donald Trump, mas também falas públicas recentes do chefe do USTR.
“Tenho conversado com os brasileiros. Temos tentado negociar. Acredito que ainda há uma grande distância entre nós; portanto, vocês verão uma decisão final sobre o Brasil muito em breve, pois temos um prazo legal que se encerra em 15 de julho”, disse Greer em entrevista na última semana.
A expectativa é de que neste encontro o USTR já indique ao Brasil qual será a decisão no âmbito da investigação. Esta será a quinta reunião de Greer com membros do governo brasileiro.
Na última sexta-feira (10), o presidente Lula se reuniu com ministros do governo para definir a estratégia do Brasil para os últimos dias de negociação.
Na reunião, Lula decidiu seguir com a estratégia adotada até agora: manter a negociação técnica, mas não fazer concessões que na visão do governo brasileiro não se justifiquem. Isso significa que temas considerados caros pelos norte-americanos, como tarifas para o etanol, seguirão fora da mesa.
Conforme apurou a CNN, dentre os cenários traçados pelo Planalto, aquele considerado o mais provável segue sendo a aplicação das tarifas. Mas não está descartado, entre as projeções, que os Estados Unidos decidam adiar a aplicação das taxas, como uma maneira de viabilizar uma vitória política ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – que atuou na audiência do tarifaço nesta semana. A hipótese, contudo, é considerada remota.
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Caso o Supremo Tribunal Federal (STF) conclua que o ex-presidente Jair Bolsonaro descumpriu as medidas cautelares impostas na prisão domiciliar humanitária, ele poderá ter as restrições agravadas e, em último caso, perder o benefício e retornar ao regime fechado. A avaliação é de especialistas em direito penal ouvidos pela reportagem, que afirmam que eventual responsabilização dependerá da comprovação de que Bolsonaro tinha conhecimento e consentiu com a divulgação da carta publicada nas redes sociais de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro.
Também podem ser impostas novas restrições e instaurado procedimento disciplinar, com possível repercussão em benefícios futuros. Não há aumento automático da pena nem configuração automática de novo crime; essas consequências exigem apuração própria e direito de defesa – explica William Pimentel, especialista em Processo Penal pela Escola Paulista da Magistratura. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisNo entanto, a divulgação do vídeo por Flávio Bolsonaro, por si só, não configura descumprimento da decisão judicial. Segundo Pimentel, é necessário demonstrar que Jair Bolsonaro sabia e consentiu que a carta seria divulgada publicamente.
– O título, o conteúdo e as declarações de Flávio constituem indícios relevantes, mas não prova automática. Se a divulgação tiver sido unilateral, não cabe responsabilização objetiva do ex-presidente.
André Fini Terçarolli, advogado criminalista, sócio da Advocacia Pimentel, ressalta que foi justamente por esse motivo que Moraes determinou que a defesa esclareça se o ex-presidente tinha conhecimento de que a carta seria publicada. Os advogados têm 48 horas para se pronunciar.
Segundo ele, a decisão é monocrática, está em vigor e não precisa ser automaticamente submetida a julgamento colegiado. Mas, em tese, a Turma competente ou o Plenário, conforme a forma de processamento do caso, podem confirmar, modificar ou revogar a decisão do relator.
– Portanto, a decisão produz efeitos imediatos, mas não é imune ao controle colegiado. A reversão, contudo, dependerá da demonstração de que não houve descumprimento da cautelar ou de que a medida adotada foi desproporcional ou careceu de fundamentação suficiente.
A suspensão, por 90 dias, da autorização para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visite o ex-presidente Jair Bolsonaro é uma medida incomum na execução penal, embora possa encontrar respaldo nas condições impostas ao cumprimento da prisão domiciliar, avaliam especialistas ouvidos. Para os advogados, a principal discussão jurídica envolve a natureza da decisão do ministro Alexandre de Moraes: se ela configura uma sanção disciplinar ou uma medida cautelar destinada a evitar o descumprimento das restrições impostas ao ex-presidente.
– Se a medida for considerada sanção disciplinar ao preso, há argumento de que deveria observar o limite de 30 dias da Lei de Execução Penal; se for tratada como suspensão preventiva da autorização de um visitante específico, o prazo é juridicamente mais defensável. Suspensões temporárias existem, mas este fundamento e esta duração são excepcionais – diz William Pimentel.
Terçarolli afirma que a suspensão encontra fundamento na própria decisão que regulamenta o cumprimento da prisão domiciliar e das medidas cautelares.
Moraes já havia esclarecido que a proibição de uso de redes sociais alcançava também a divulgação indireta de manifestações de Jair Bolsonaro por terceiros, justamente para evitar burla da ordem judicial. Partindo dessa premissa, o ministro entendeu que a visita teria sido utilizada para finalidade diversa daquela autorizada, legitimando sua suspensão. Não se trata de uma providência corriqueira. A suspensão de visitas existe como instrumento de fiscalização do cumprimento das condições impostas ao custodiado, mas sua aplicação depende da demonstração de que a visita foi utilizada para frustrar ou descumprir uma determinação judicial. Ou seja, não é uma consequência automática da execução penal, mas uma medida excepcional de natureza cautelar.
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