Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
A agenda da governadora Raquel Lyra (PSD) em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco, foi cancelada neste sábado (27) devido às condições climáticas desfavoráveis. Segundo comunicado oficial, o avião que transportaria a gestora não conseguiu decolar por causa do mau tempo.
Raquel Lyra cumpre agendas no Agreste e no Sertão do estado. Em Serra Talhada, ela participaria da entrega de duas novas creches no município. Cada equipamento tem capacidade para atender 324 crianças. De acordo com a nota, a agenda deve ser remarcada para amanhã (28), mas a confirmação oficial ainda será feita.
Comunicado na íntegra:
Leia mais“Comunicado Importante
Informamos que, devido às condições climáticas desfavoráveis, o avião da Governadora não pôde decolar. Por esse motivo, a agenda que seria realizada em Serra Talhada precisou ser cancelada.
A princípio, a previsão é que a agenda seja remarcada para amanhã, domingo, 28/06/2026. A confirmação oficial será divulgada assim que houver definição.
Agradecemos a compreensão de todos.”
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O São João de Caruaru tem sido uma importante vitrine para o crescimento político do pré-candidato a deputado estadual Anderson Luiz (PSD). Ele tem frequentado os polos de animação durante a programação junina e mantido uma agenda paralela de visitas a bairros, feiras, mercados e áreas da zona rural. Nos encontros com moradores e comerciantes, Anderson tem conversado sobre entregas da gestão do prefeito Rodrigo Pinheiro (PSD) e sobre projetos em discussão para o município.
Antes do período junino, o pré-candidato já vinha realizando agendas em diferentes pontos da cidade. Aliados avaliam que essa agenda permanente, intensificada durante o período junino, tem ampliado sua visibilidade e fortalecido sua imagem como um dos principais representantes do projeto político liderado por Rodrigo Pinheiro.
A cidade de Timbaúba enfrentou uma madrugada de fortes chuvas neste sábado (27), provocando alagamentos em diversos bairros da área urbana e também na zona rural do município.
De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima, nas últimas 12 horas foram registrados 78,4 milímetros de chuva em Timbaúba. Diante do elevado volume de precipitação, a APAC emitiu um alerta para risco de inundação do Rio Capibaribe Mirim, orientando que a população permaneça atenta aos avisos oficiais e redobre os cuidados, especialmente nas áreas ribeirinhas.
Leia maisDesde as primeiras horas da manhã, equipes da Prefeitura estão mobilizadas para monitorar os pontos mais críticos, prestar assistência às famílias afetadas e realizar ações emergenciais para minimizar os impactos causados pelas chuvas.
A Prefeitura orienta que a população evite áreas alagadas, não tente atravessar vias inundadas e, em caso de necessidade, entre em contato com a Defesa Civil Municipal pelo telefone (81) 99178-4111.
A gestão municipal segue acompanhando a evolução das chuvas e do nível do Rio Capibaribe Mirim, mantendo equipes de prontidão para atender ocorrências e prestar todo o suporte necessário à população. Novas informações serão divulgadas pelos canais oficiais da Prefeitura conforme a situação for sendo atualizada.
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As fortes chuvas que atingem Pernambuco desde ontem (26) seguem causando transtornos neste sábado (27). Em Goiana, na Zona da Mata Norte, vídeos de moradores mostram ruas alagadas, correnteza intensa e água invadindo vias do município.
Apesar dos alagamentos, a Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC) informou, na atualização hidrológica mais recente, que Goiana permanece em estado de atenção para risco de inundação. O Rio Capibaribe Mirim, no trecho de Itambé (Caricé), atingiu a cota de alerta, indicando risco de extravasamento caso o nível siga subindo.
Em Timbaúba, a situação é mais grave. O Rio Capibaribe Mirim atingiu a cota de inundação e já extravasa, afetando o município. O mesmo ocorre com o Rio Sirigi, em Vicência, também em cota de inundação. Segundo a APAC, o extravasamento já atinge Vicência e Aliança.
Na Região Metropolitana do Recife, o Rio Duas Unas, no Centro de Jaboatão dos Guararapes, alcançou a cota de alerta. O município permanece em atenção diante do risco de inundação.
Nas últimas 24 horas, os maiores acumulados de chuva registrados pela APAC foram em Abreu e Lima (73,4 mm), Timbaúba (69,4 mm), Bom Jardim (69 mm), Belém de Maria (68,3 mm) e Machados (68,3 mm).
Alerta
Os transtornos ocorrem após um dia de intensa instabilidade em Pernambuco. Ontem (26), a APAC já havia emitido avisos hidrológicos para rios da Região Metropolitana do Recife e da Zona da Mata, após a rápida elevação do nível das águas.
Entraram em cota de alerta os rios Jaboatão, Sirinhaém, Pirangi, Capibaribe Mirim e Jacuípe, afetando municípios como Moreno, Jaboatão dos Guararapes, São Benedito do Sul, Jaqueira, Maraial, Timbaúba, Jacuípe, Água Preta, Barra de Guabiraba e Cortês.
A APAC informou que segue monitorando as bacias hidrográficas e que os avisos podem ser atualizados a qualquer momento. A recomendação é que moradores de áreas ribeirinhas ou com histórico de alagamento acompanhem os comunicados oficiais e sigam orientações da Defesa Civil.
Chuvas devem perder força
Quanto à previsão do tempo, a agência indica redução da intensidade das chuvas nos próximos dias. Amanhã (28), há previsão de chuva fraca a moderada na Mata Norte, RMR, Agreste, Sertão e Fernando de Noronha, enquanto a Mata Sul e o Sertão do São Francisco devem ter chuva fraca.
A partir de segunda-feira (29), a tendência é de enfraquecimento em praticamente todo o Estado. Deve chover fraco na Mata Norte, RMR, Mata Sul e Fernando de Noronha, enquanto Agreste, Sertão e Sertão do São Francisco devem ficar sem chuva entre segunda (29) e quarta (1º). Na quinta (2), a APAC prevê apenas chuva fraca em parte do Estado.
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O desentendimento entre Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, evidenciado pela publicação de um vídeo pela primeira-dama nas redes sociais, trouxe à tona um histórico de conflito familiar envolvendo o clã Bolsonaro.
No último episódio do podcast O Assunto, Bernardo Mello Franco, colunista do jornal O Globo e da rádio CBN, relembrou que não é a primeira vez que Jair Bolsonaro prioriza politicamente um dos filhos em detrimento da companheira. As informações são do g1.
Leia maisEm 2000, Jair Bolsonaro exercia seus primeiros mandatos como deputado federal pelo Rio de Janeiro e passava pelo processo de separação de Rogéria Bolsonaro, mãe de Carlos, Flávio e Eduardo Bolsonaro.
Rogéria era vereadora e disputava a reeleição para um terceiro mandato na Câmara Municipal do Rio. Em vez de apoiar a então esposa, Bolsonaro lançou Carlos, que tinha 17 anos, para disputar contra própria mãe.
Carlos foi eleito e Rogéria não conseguiu se reeleger.
“De certa forma, é a mesma coisa que está acontecendo agora, com a diferença de que Michelle nem mãe dos filhos de Jair Bolsonaro é. Do ponto de vista dos irmãos, parece que, desde o começo, já estava claro que ela seria preterida nessa disputa”, afirmou Franco.
Política em família
Para analistas, o projeto político de Jair Bolsonaro sempre teve um caráter familiar, com os filhos Flávio, Carlos e Eduardo desde sempre sendo preparados para sucedê-lo no poder.
Um dos episódios mais simbólicos dessa dinâmica ocorreu na posse presidencial de 2019, quando Carlos Bolsonaro acompanhou o casal presidencial, Jair e Michele, no desfile em carro aberto. O gesto reforçou a posição dos filhos como os principais herdeiros políticos do então presidente.
No entanto, a ascensão de Michelle Bolsonaro como liderança dentro do bolsonarismo, especialmente após sua passagem pela Presidência, não fazia parte desse plano e acabou alimentando disputas internas por espaço.
“A Michelle hoje é uma dirigente partidária. Ela comanda o PL Mulher e tem uma grande verba partidária para viajar pelo país e promover atos de filiação. De fato, ela trabalha não apenas para se eleger senadora pelo Distrito Federal, mas também para construir uma bancada própria, formada por mulheres e por mulheres evangélicas”, afirma Bernardo Mello Franco. “Portanto, por trás de Michelle há um projeto político próprio, que disputa espaço com o projeto político dos filhos de seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro”, disse.
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Em mais um dia de atividades na Região Metropolitana, o pré-candidato a governador João Campos (PSB) chegou, neste sábado (27), a Abreu e Lima. Acompanhado do prefeito Flávio Gadelha (PSB) e de outras lideranças locais, ele está percorrendo os corredores do Mercado Público e conversando com comerciantes e frequentadores.
Por Edson Mota
Do Blog da Folha
Os resultados das eleições presidenciais no Peru e na Colômbia confirmaram uma guinada dos países da América do Sul à direita. No último domingo, Abelardo de la Espriella, candidato considerado de extrema direita, foi declarado vencedor da eleição para presidente da Colômbia. Já na última quarta-feira (24), a direitista Keiko Fujimori alcançou uma vantagem insuperável na apuração dos votos do segundo turno das eleições do Peru.
Com isso, sete dos 12 países sul-americanos vão passar a ser governados por líderes conservadores. A mudança da correlação de forças na região ocorre em ano de eleições no Brasil, o que abriu um debate sobre o impacto de uma “onda azul” local nas urnas brasileiras.
Leia maisMovimento
O movimento de ascensão de governos de direita ganhou mais força desde as eleições de Rodrigo Paz, na Bolívia, em outubro de 2025, e de José Antônio Kast, no Chile, em dezembro daquele mesmo ano. A eles, se juntaram os presidentes da Argentina, Javier Milei, do Paraguai, Santiago Peña, e do Equador, Daniel Noboa. Todos de direita.
No outro lado do espectro político, a esquerda comanda, além do Brasil com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Uruguai, com Yamandú Orsi; a Guiana, Irfaan Ali; o Suriname, Jennifer Simons, e a Venezuela, Delcy Rodríguez. Esta última, apesar de ser de esquerda, mantém uma relação de cooperação e aproximação diplomática o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desde a destituição do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
Influência
No processo de ascensão de uma nova direita na América Latina, um artigo publicado no site da emissora conservadora Newsmax e compartilhado por Donald Trump em uma rede social na última terça-feira (23), chamou a atenção. O texto relata que as eleições presidenciais no Brasil serão “um grande teste” para o “ressurgimento conservador” não só na América do Sul, mas na América Latina como um todo. O documento diz ainda que a onda de presidentes alinhados a Trump começou na América Central, em 2019, com a eleição de Nayib Bukele em El Salvador “e tem se intensificado de forma constante desde então”.
“As atenções agora se voltam para o Brasil, a maior nação da América Latina e a potência política da região. A próxima eleição presidencial poderá se tornar a disputa mais importante do hemisfério”, diz parte do texto. A ação de Trump é mais uma que ocorre após o encontro do líder norte-americano com Lula na cúpula do G7, na França, onde os chefes de estado praticamente não interagiram. Apesar de posarem juntos para a oficial do encontro, não houve qualquer cumprimento oficial.
Cenário
É neste cenário que o presidente Lula (PT) enfrentará líderes de direita nas urnas como o senador Flávio Bolsonaro (PL); o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD); o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); e o empresário Renan Santos (Missão). Na disputa, Lula terá um contexto bastante diferente que encarou em 2022 quando venceu as eleições. Na época, a maioria dos líderes da região eram aliados ideológicos do PT.
O movimento no começo dos anos 2020 ficou conhecido como uma espécie de “nova onda rosa”. A primeira ocorreu no início dos anos 2000, com a ascensão de governos de esquerda e centro-esquerda na América Latina. Posteriormente, a direita conseguiu recuperar seu espaço.
Análise
Para o professor e colunista da Folha de Pernambuco, Luiz Otávio Cavalcanti, a onda de direita não se restringe à América Latina e vem acontecendo em diversos países do mundo. Segundo ele, há diversas razões por trás do fenômeno. “Geralmente, (a ascensão de governos de direita) ocorre por duas razões: em primeiro lugar, existe um sentimento de frustração social das pessoas com relação a alguns índices, como inflação, desemprego e violência. São temas que afetam todas as famílias. Em segundo lugar, o discurso principalmente da extrema-direita (abordando esses temas) faz com que as pessoas se identifiquem com aquelas falas”, argumentou. No Brasil, a oposição aposta no discurso da segurança pública e críticas à condução da política econômica do governo Lula para vencer as eleições. Por outro lado, o Planalto aposta em ações na área para tentar recuperar a sua popularidade.
Sobre a influência de Donald Trump no pleito, Luiz Otávio Cavalcanti pondera que Trump não deseja concentrar sua zona de influência apenas nas Américas. Segundo ele, a tendência é de que o presidente norte-americano queira ganhar terreno em todo o mundo. “É uma personalidade que não se contém nos Estados Unidos quanto à sua ambição. A gente observa claramente que ele possui um projeto de poder global. O mais grave disso tudo é que é algo que tem uma natureza destrutiva, o que é um problema. Por exemplo, (com sua política externa), Trump desmoraliza a ONU, a OMC, a Conferência do Meio Ambiente, entre outras instituições que necessitam de esforços de consenso para avançar em suas pautas”, destacou.
A cientista política Clarisse Gurgel destaca que o Brasil conta com um poder de influência muito grande não só na América do Sul, mas no contexto latino como um todo. “Ocupamos [diante da América Latina] um lugar central, até por sermos o maior e mais rico país. Por isso, ele é gravitacional, ou seja, atrai atenção dos Estados Unidos e dos outros países”, analisou.
Segundo ela, a influência dos Estados Unidos no pleito pode se manifestar de diversas formas. “(A influência dos Estados Unidos) pode se materializar em aspectos muito mais invisíveis do que visíveis no país, como criar uma instabilidade.”
Luiz Otávio Cavalcanti destacou que não há dúvidas de que Trump tentará interferir de alguma maneira nas eleições de outubro aqui no Brasil. “Todo o comportamento político e as suas manifestações são no sentido de se inserir de forma direta e indireta na eleição brasileira. O Brasil é o país mais importante da América Latina”, afirmou. Ainda de acordo com ele, o peso social, geográfico e social do Brasil são fatores que devem ser levados em consideração pelo governo norte-americano.
“Ele pode interferir de forma direta quando, por exemplo, recebe o senador Flávio Bolsonaro (PL) na Casa Branca, mostrando que, ao contrário de Lula, o seu adversário tem livre acesso. As formas indiretas podem ser uma série de medidas que ele pode tomar para dificultar a economia brasileira, mostrando que os acordos que foram feitos no passado não compõem mais o cenário para o futuro”, continuou o colunista Luiz Otávio Cavalcanti.
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Do g1
A Venezuela entra neste sábado (27) no terceiro dia de buscas das vítimas do terremoto, ainda aguardando a chegada de ajuda internacional para procurar e resgatar as pessoas que ainda estão em meio aos escombros.
Segundo o balanço provisório do governo, 920 pessoas morreram nos tremores da última quarta-feira (24), 3.360 ficaram feridas e 4.000 estão desabrigadas. Quase 400 prédios foram danificados ou desabaram completamente.
Leia maisO número real de vítimas, contudo, pode ser muito maior. O Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) estima que o número de desaparecidos na tragédia seja de mais de 50 mil.
Na noite de quarta-feira (24), dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.
Moradores que reviravam os escombros de suas casas ontem (26) relataram ter visto poucas equipes de resgate do Estado nas áreas mais atingidas. A falta de ajuda agrava o desespero das famílias, à medida que a pressão para encontrar sobreviventes soterrados aumentava a cada hora.
Agências de assistência consideram as primeiras 48 a 72 horas um período crucial para resgatar pessoas com vida, embora esse prazo possa ser estendido caso elas tenham acesso a alimentos e água.
Na noite de ontem, as autoridades venezuelanas anunciaram que bloqueariam o acesso a La Guaira, o epicentro da destruição, à medida que o caos e o trânsito começavam a prejudicar as operações de busca.
Representantes do governo informaram que aqueles que desejassem entrar precisariam obter autorizações oficiais, mas forneceram poucos detalhes sobre quem teria permissão para ingressar na área.

Enquanto isso, uma ampla operação de ajuda internacional ganha força, com dezenas de equipes de resgate de todo o mundo chegando à Venezuela ou com chegada prevista para breve.
Um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou na sexta levando ajuda humanitária e equipes de busca, e um hospital de campanha deve ser levado pelos militares brasileiros neste sábado.
Ontem, um novo tremor de magnitude 4,9 foi sentido em Caracas. O sismo mais recente é consideravelmente mais fraco que os registrados na quarta-feira (24) e que desencadearam a tragédia, mas também pode causar danos, já que as estruturas de muitas das construções já estão fragilizadas.
A presidente interina do país, Delcy Rodríguez, anunciou ainda que seu governo vai “militarizar” as regiões mais afetadas pela tragédia. La Guaira, uma área costeira que fica nos arredores de Caracas, está dentro da chamada “zona de desastre” estipulada também pelo governo venezuelano.
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
Foram dois longos anos, desde junho de 2023, quando o então ministro Carlos Lupi, presidente do PDT, recebeu as denúncias sobre os descontos indevidos nos pagamentos de mais de 4 milhões de aposentados, até a deflagração da operação Sem Desconto, em abril do ano passado, e a instalação da CPMI, em agosto. O que saiu daquela caixa de Pandora foi pior que assombração. Pessoas humildes, a maioria gente vulnerável com aposentadoria de 1 ou 2 salários mínimos, sendo enganada por larápios públicos e privados.
De tudo o que a operosa usina de escândalos do Brasil pariu recentemente, esse roubo do INSS é seguramente o mais repugnante. Atacaram pessoas indefesas, muitas delas com baixa capacidade cognitiva, incapazes de reagir. Vamos lembrar que a operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria Geral da União, apurou que associações e sindicatos descontavam sem autorização mensalidades diretamente dos benefícios de aposentados e pensionistas.
Leia maisO prejuízo chega a R$ 6,3 bilhões, drenados ao longo de anos. Ao menos 4,1 milhões de aposentados foram vítimas. Vamos supor que cada um desses 4,1 milhões tivesse descontado, em média, R$ 5. São R$ 20,5 milhões por mês ou R$ 246 milhões por ano. Dinheiro que não acaba mais.
Crime bilionário de crueldade ímpar. Sangraram os idosos, muitos deles semianalfabetos, que preferem falar pelo celular em vez de escrever, que vivem modestamente, que não sabem mexer em aplicativo e que não têm advogado nem conhecem seus direitos.
Gente que passou a vida inteira trabalhando duro e, quando passa a sobreviver de aposentadoria, é enganada por uma malandragem a bordo de ferraris e porsches, relojão de grife no pulso, jatinho no hangar. Pelo menos seis entidades, de acordo com o próprio INSS, usaram programas para imitar a assinatura de aposentados. Outras quatro enviaram gravações de áudio como “prova” de filiação. Pense: podia ser sua mãe, seu pai, seu avô, sua avó, aquela pessoa que criou você. Qual família no Brasil não tem idoso e aposentado?
Não dá para entender por que o INSS deixou de ser assunto importante neste ano eleitoral. A usina de escândalos produziu o Caso Master, desnudando os encastelados na política, na Justiça e na Faria Lima. Aqueles que o saudoso armador Paulo Ferraz (1919-1981) chamava de “deslumbretes“. Mas há uma diferença: o dinheiro roubado dos velhinhos veio do Tesouro, enquanto as fraudes do Master apuradas pela Polícia Federal foram cometidas contra o setor privado. Os bancos que sustentam o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) não são vulneráveis, muito menos pobres.
Na CPMI — cujo relator, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), é promotor público —, o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi admitiu ter sido alertado sobre irregularidades em junho de 2023 e não tomou providências. Deixou o governo e está muito bem, obrigado. Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, foi preso em novembro. O governo criou programa de devolução do dinheiro roubado e usou R$ 2,84 bilhões dos pagadores de impostos para ressarcir parte dos lesados.
Não será fácil recuperar o que foi roubado. A começar pelo fato de que o Ministério Público, leia-se Procuradoria Geral da República, até hoje não ofereceu denúncia ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo.
A imprensa mostrou que investigações apontavam o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, como suspeito de envolvimento. Um ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, operador central do esquema, o ligou a Lulinha em depoimento. A viagem a Portugal bancada pelo Careca, em 2024, foi admitida pelo próprio Lulinha, embora ele negue qualquer relação com o operador ou participação no esquema. Depoimentos colhidos pela CPMI mencionam suposta sociedade em empresas no exterior e muito dinheiro em jogo.
Irmão do presidente Lula, José Ferreira da Silva, o Frei Chico, é vice-presidente do Sindnapi, sindicato alvo de operação da PF em outubro de 2025 e cujos bens foram bloqueados em R$ 500 milhões em março deste ano. Frei Chico não é formalmente investigado. E Lula fez questão de deixar claro que “se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado“. Com o assunto pausado, não há quem e o que investigar.
Enquanto isso, delações começam a pipocar. Em fevereiro, o ex-procurador do INSS Virgílio Oliveira e o ex-diretor de benefícios André Fidelis fecharam acordos. Em abril, o empresário Maurício Camisotti, personagem-chave do esquema, assinou a primeira delação com a Polícia Federal. Prometeu devolver R$ 400 milhões. O acordo foi encaminhado ao STF e o ministro André Mendonça o remeteu à Procuradoria Geral da República para análise.
Os investigados delatam. As provas se acumulam. Os bens se amontoam nos depósitos da PF. Mas não sai a denúncia capaz de transformar inquérito em processo. É compreensível que essa seja uma investigação complexa, mas ninguém explica o motivo de ter sido tirada do holofote a ponto de candidato algum tratar desse assunto com a seriedade que ele merece. O jovem de hoje será o aposentado de amanhã. O eleitor olha isso tudo e lembra aquele poema do Carlos Drummond de Andrade chamado “Quadrilha“: Zema odeia o Supremo, que odeia Bolsonaro, que detesta Caiado, que critica Flávio, alvo do Renan Santos, que odeia todo mundo.
Quanto mais a campanha avança, mais o escândalo do INSS vai sumindo no horizonte, seja pelo Caso Master, a Copa do Mundo, a influencer acusada de lavar dinheiro do crime organizado, o baculejo no político ou a mãe omissa que deixou o filho ser morto e foi perdoada.
Perder de vista o escândalo do INSS é falta de respeito com parte da população que deu muito suor e muita energia para este país e agora merecia, no mínimo, um pingo de respeito e solidariedade. São 4,1 milhões de pessoas reais, com nomes, CPFs, histórias e décadas de contribuição, sem que o poder público tenha demonstrado um mínimo de competência para impedir o roubo na cara dura.
O sistema está dizendo “bye, bye, meu velho. Perdeu, mané“. E os que não se conformam vão lembrar aquela frase do Sergio Porto, na boca do seu imortal Stanislaw Ponte Preta: “Ou instaure-se a moralidade ou nos locupletemos todos”. Mas os tempos de moralidade passaram há muito. Só poucos se locupletam.
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Aliança de Flávio com Rubio amplia desgaste com os EUA
A resposta do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, à carta enviada pelo senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) produziu um efeito político inverso ao esperado pelo parlamentar. Embora Rubio tenha agradecido o contato e sinalizado disposição para manter diálogo com um eventual futuro governo brasileiro, ele não cedeu um centímetro na principal reivindicação de Flávio: retirar ou suavizar a proposta de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
Ao contrário, reafirmou que a investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos encontrou “diferenças substanciais” na relação bilateral e que manteve o apoio às medidas protecionistas. O episódio evidencia um problema recorrente na política externa brasileira recente, quando interesses partidários passam a se misturar com a diplomacia entre Estados.
Leia maisA aproximação entre Flávio Bolsonaro e Marco Rubio pode ser politicamente conveniente para o senador em sua estratégia eleitoral, mas pouco acrescenta aos interesses nacionais. A carta americana demonstra que Washington distingue a boa relação com um aliado ideológico da defesa de seus próprios interesses econômicos.
Questões como tarifas, comércio exterior e investimentos costumam ser conduzidas por governos e diplomatas, não por lideranças partidárias que disputam eleições. Quando um senador brasileiro assume protagonismo em negociações paralelas com autoridades estrangeiras, a mensagem transmitida é a de um país dividido, em que atores políticos buscam interlocução externa à margem dos canais oficiais.
Outro aspecto preocupante é que Rubio aproveitou a resposta para reforçar críticas já conhecidas dos Estados Unidos ao Brasil, incluindo questionamentos ao Pix, ao ambiente regulatório e ao combate às organizações criminosas. Ou seja, a carta serviu mais para reiterar as cobranças americanas do que para produzir qualquer concessão concreta.
Quando a relação bilateral passa a ser contaminada por alinhamentos eleitorais e afinidades pessoais, o risco é transformar uma parceria estratégica em instrumento de disputa política. A resposta de Marco Rubio deixou claro que amizades políticas podem render fotografias e cartas diplomáticas, mas dificilmente alteram decisões tomadas em defesa dos interesses econômicos dos próprios Estados Unidos.
Vice-presidente mulher na chapa de Flávio – Após a esposa de Jair Bolsonaro e presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, publicar um vídeo dizendo ter sido humilhada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aliados do presidenciável reforçaram, nos bastidores, a defesa de que ele escolha uma mulher como vice. Dentre as favoritas para o cargo estão a senadora Tereza Cristina (PP-MS), as deputadas Simone Marquetto (PP-SP), Clarissa Tércio (PP-PE) e Bia Kicis (PL-DF), citada pelo próprio Flávio como possível vice. Segundo Michelle, Flávio teria afirmado que ela “não entende” de política e que, por isso, ficou afastada da pré-campanha do senador para a Presidência da República.

Valdemar tenta estancar crise – O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, antecipou o retorno dos Estados Unidos para tentar conter a crise entre Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A prioridade do dirigente é reunir os dois e evitar que o desgaste interno contamine o início da campanha presidencial. Nos bastidores, a avaliação é que o vídeo divulgado por Michelle transformou um conflito restrito à família em um problema político para o partido. Flávio já pediu desculpas à ex-primeira-dama e defendeu uma “união de forças”.
Flávio recorre ao pai – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve, ontem, na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar para tratar da crise aberta após o vídeo em que Michelle Bolsonaro tornou públicos os desentendimentos entre os dois. Segundo apuração da CNN, Flávio aproveitou a visita para discutir com o pai os desdobramentos do episódio e ouvir sua orientação sobre a condução da crise.
Lula fala em defesa nacional – O presidente Lula (PT) voltou a elevar o tom contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao defender investimentos na área de defesa e afirmar que o mundo está “cheio de nego maluco”. Em agenda em Santa Catarina, o petista citou as ameaças de Trump de assumir o controle da Groenlândia, incorporar o Canadá e retomar o Canal do Panamá para sustentar que o Brasil precisa estar preparado diante do atual cenário internacional. Lula também reforçou o discurso em defesa da soberania nacional, em meio às recentes tensões entre Brasília e Washington.

Falha na tornozeleira de Bolsonaro – A Polícia Militar do Distrito Federal enviou agentes à residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após uma falha no sinal da tornozeleira eletrônica levantar suspeita de nova violação do equipamento. Após a inspeção, os policiais constataram que o dispositivo estava intacto e atribuíram a perda de sinal a uma falha de comunicação com os satélites. O episódio ganhou repercussão porque Bolsonaro já havia violado a tornozeleira em 2025, quando utilizou um ferro de solda no equipamento, o que resultou em sua prisão preventiva.
CURTAS
Raquel diz que querem afastá-la de Lula – A governadora Raquel Lyra (PSD) acusou adversários de tentarem desgastar sua relação com o presidente Lula (PT) e voltou a defender a parceria institucional com o governo federal. Em agenda no Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), ontem, a gestora afirmou que há quem queira dividir Pernambuco “pelas cores”. “Querem dividir a gente do governo federal, e isso não vai acontecer”, declarou
João critica segurança de Raquel – O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) voltou a mirar a segurança pública, principal vitrine da gestão da governadora Raquel Lyra (PSD). Em entrevista à Naza FM, afirmou que o governo concentra efetivos da Polícia Militar em bairros mais ricos do Recife, enquanto o interior e as periferias permanecem desassistidos. João também cobrou o cumprimento da promessa de construção de creches, criticou a política de saúde e afirmou que Pernambuco perdeu protagonismo na atração de investimentos. O movimento amplia a ofensiva do socialista sobre áreas centrais da administração estadual.
Aliança com Lula reiterada – João Campos usou uma plenária no Recife, na quinta-feira (25), para transformar a reunião que teve com o presidente Lula (PT), em Brasília, em demonstração de força política. Ao detalhar os bastidores do encontro, afirmou que PSB e PT estarão juntos “em todos os estados da federação” e apresentou o acordo fechado em São Paulo como símbolo da aliança nacional. João ainda contou que Lula perguntou sobre a repercussão do vídeo em apoio à sua candidatura.
Perguntar não ofende: Até quando Raquel tentará colar em Lula?
Leia menos
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, minimizou críticas feitas pelo pré-candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) ao ex-presidente Jair Bolsonaro e defendeu o apoio do partido ao tucano. A declaração ocorreu após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticar, em vídeo publicado nesta semana nas redes sociais, a aliança do PL com Ciro, lembrando declarações contra a família Bolsonaro.
Valdemar defende o apoio a Ciro como meio de vencer a eleição contra o PT, que aposta na campanha à reeleição do governador Elmano de Freitas. O presidente do PL também cita o racha familiar que colocou Ciro e o senador Cid Gomes (PSB) em campos opostos desde 2022. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais— O Ciro fala mal e briga até com o irmão, briga até… com a família toda. É o jeito dele. Agora o que que acontece? Não trata-se da nossa preferência. O Ciro é um homem sério, que tem muitos defeitos. Ele teve defeitos de atacar todo mundo. Mas é o único que tem chance de vencer o PT. Se nós não formos com ele, o governador do Ceará vai ser do PT. Se nós formos com ele, ele ganha a eleição — disse Valdemar à Rádio Gaúcha na quinta-feira.
Michelle, por sua vez, defende que o senador Eduardo Girão (Novo) seja o candidato da direita ao governo do Ceará e afirmou que um eventual apoio do PL a Ciro deveria ocorrer apenas em um segundo turno.
Apesar do apoio do PL, Ciro vem buscando se esquivar da nacionalização da campanha e descarta dar palanque para Flávio — no Ceará o presidente Lula teve 69,7% no segundo turno de 2022. A campanha do tucano planeja explorar pautas como saúde e segurança pública para a atacar gargalos da gestão de Elmano. Na quinta-feira, ele evitou falar sobre o vídeo de Michelle.
— Não vi o vídeo e nem vou ver. É uma questão do PL nacional e envolve coisas muito mais complexas do que a nossa paróquia aqui. Eu sigo aqui tranquilo. O eixo do nosso entendimento aqui é um projeto de emancipação do Ceará que nós consideramos que está sendo muito mal tratado.
Ciro e Cid Gomes estão afastados há cerca de três anos, após discordarem sobre quem deveria ser o candidato do PDT, partido que integravam, no pleito estadual de 2022. O senador defendia a continuidade da então governadora Izolda Cela, que assumiu o cargo após a saída de Camilo para disputar as eleições. Já Ciro bancou a candidatura do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio.
O objetivo de Ciro era ter um palanque no estado em sua campanha ao Planalto, quando disputou com Lula. O PT, que defendia a candidatura de Izolda, rompeu com o PDT e lançou Elmano. O petista teve 54,02% dos votos, e o aliado de Ciro, 14,14%.
Atrás de Ciro nas pesquisas, o campo petista tenta fortalecer a chapa de Elmano pressionando Cid a disputar a reeleição para antagonizar com o irmão.
Com a presença de Cid na chapa, o PT deseja utilizar esse antagonismo familiar para fortalecer Elmano. Mas o senador resiste, mesmo com a pressão pública da irmã, a deputada estadual Lia Gomes (PSB). Ele afirma ter um compromisso firmado com o deputado Junior Mano para que ele seja o candidato do PSB ao Senado. A defesa da candidatura do aliado também é justificada por Cid pelo apoio angariado por Junior Mano entre prefeitos — mais de 40 já se comprometeram a atuar na campanha. A segunda vaga da chapa de Elmano ao Senado deve ser distribuída para outro partido da base do governo.
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A Polícia Federal (PF) afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, cometeu crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao fazer uma postagem atribuindo crimes como os de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro ao presidente.
“Resta claro o cometimento, pelo Exmo. Sr. Senador Flavio Nantes Bolsonaro, do crime tipificado no art. 138 c/c art. 141, inciso I e § 2° do Código Penal. Posto isto, encerram-se os trabalhos de Polícia Judiciária, remetendo-se os presentes autos para apreciação e demais providências que se entendam pertinentes, permanecendo este órgão policial à disposição para eventuais outras diligências que sejam imprescindíveis à apuração do fato”, disse a PF. As informações são do g1.
Leia maisEm abril, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a abertura de uma investigação para apurar se Flávio cometeu crime em uma postagem, publicada no X (antigo Twitter), em 3 de janeiro de 2026 (veja todos abaixo). Segundo o relatório da Polícia Federal, o senador fez uma falsa imputação de crime a Lula.
Ao concluir o caso, a PF pede que o STF adote as providências necessárias. Moraes deve encaminhar o relatório da PF para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que pode pedir mais diligências, o arquivamento do caso ou oferecer uma acusação contra o senador à Justiça.
O inquérito foi aberto a pedido da PF e com parecer favorável da PGR. A PGR sustentou que a conduta apresenta “indícios concretos” de atuação criminosa, caracterizando uma atribuição falsa e “vexatória” de delitos.
O senador também associou imagens de Lula ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhadas de um texto afirmando que o presidente brasileiro “será delatado”.
“Tendo em vista o teor da postagem associando a imagem do Presidente Lula ao do ex-Presidente Maduro, que acabara de ser preso, acusado pelos EUA de envolvimento com o tráfico de drogas, alegando que o primeiro seria delatado, fica claro que o Senador afirma que a delação seria feita por Nicolas Maduro, e que, no entendimento do Senador, os crimes pelos quais o Presidente Lula seria delatado estão listados na sequência da postagem, quais sejam, tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras e eleições fraudadas”, afirmou a PF.
A decisão de Moraes, assinada em 13 de abril de 2026, atende a um pedido da Polícia Federal e conta com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Na publicação, o parlamentar atribuiu a Lula a prática de diversos crimes, incluindo:
