Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
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O último a sair apague a luz
Duas derrotas acachapantes seguidas, um dia após o outro, dão uma sensação de que o governo Lula desmoronou. O último que sair, favor apagar a luz. Em Brasília, onde acompanhei de perto os dois reveses — o primeiro, a rejeição de Jorge Messias para o STF, e o segundo, a derrubada do veto de Lula ao projeto de redução das penas dos envolvidos nos atos golpistas de 2023 —, o presidente e os aliados andam de cabeça baixa.
O Centrão, os partidos de direita e, principalmente, os bolsonaristas, encerraram a sessão do Congresso Nacional de ontem, após a segunda derrota seguida do governo, com um sonoro “Fora Lula”. Nas duas votações, o grande vitorioso atende pelo nome de Davi Alcolumbre, senador do Amapá pelo União Brasil, presidente da Casa Alta.
Leia maisSob sua condução, o Senado rejeitou, na sessão da última quarta-feira, o nome de Jorge Messias para a Suprema Corte. Na votação, Alcolumbre previu com exatidão a derrota do governo por uma margem de oito votos antes do anúncio oficial.
Ontem, em sessão presidida por ele, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Lula a um projeto de lei que permite a redução de penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A votação foi conduzida e selada sob a presidência de um Alcolumbre firme e rigoroso, configurando um revés na agenda de segurança institucional do Planalto.
Esses episódios evidenciam uma forte crise entre o Planalto e o comando do Congresso, com Alcolumbre atuando como articulador central na imposição dessas derrotas ao Executivo. A base aliada do governo questionou a análise do veto e a decisão de Alcolumbre sobre a prejudicialidade.
Segundo governistas, o projeto é “inconstitucional”. Eles também contestaram a manobra de dividir o projeto — o chamado “fatiamento” — com a prejudicialidade. Com as duas derrotas impostas ao governo, Alcolumbre mostra que, se o Senado hoje aprova projetos de interesse do governo, é porque tem seu próprio aval. E ainda relembra a Lula que o parlamento que existia em mandatos passados do petista não existe mais.
VERGONHA – Com a derrubada do veto, a expectativa é que Bolsonaro possa progredir do regime fechado para o semiaberto daqui a dois ou três anos, a depender da apreciação e avaliação do Judiciário. O ex-presidente encontra-se em prisão domiciliar, concedida após o seu quadro de saúde se agravar por uma pneumonia. A derrubada do veto se deu sob críticas da base do governo. A ex-ministra e deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou que a sessão era motivo de vergonha.

Recado político – A rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu uma nova frente de tensão interna entre ministros da Corte e evidenciou diferenças de atuação entre alas da Corte. A avaliação entre integrantes do tribunal é que o resultado da votação no Senado foi um recado político à Corte, o que acendeu um alerta sobre a falta de articulação conjunta em momentos considerados sensíveis para o tribunal.
Fogo amigo de ministros – De um lado, ministros mais próximos ao presidente do tribunal, Edson Fachin, vinham atuando de forma mais direta em favor do nome de Messias, em especial o ministro André Mendonça. De outro, o grupo que tem atuado de forma mais alinhada em julgamentos recentes, que tem Alexandre de Moraes e Flávio Dino, adotou postura mais distante e não se envolveu na mesma intensidade para defender a aprovação do nome escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pelo contrário. Sob reserva, senadores afirmam que magistrados atuaram para que ele fosse derrotado.
Rapidez com novo nome – No Supremo Tribunal Federal, há uma avaliação de que o presidente Lula deveria indicar logo um novo nome para a Corte, após a rejeição de Jorge Messias, mas com a estratégia de trabalhar pela aprovação rápida. O perigo, segundo uma fonte do STF, é de deixar alguém mais cinco ou seis meses exposto politicamente. E pior: “estamos a um mês do recesso eleitoral que segue de junho até novembro”, disse essa mesma fonte extremamente credenciada.

Supremo sai perdendo – O ministro Celso de Mello, aposentado do STF, lamentou a rejeição ao nome de Jorge Messias e classificou como “grave” a decisão do Senado. Para ele, a negativa é destituída de fundamento substancial e se perdeu, na sua visão, a oportunidade de ter no Supremo um jurista sério, preparado, experiente e comprometido com os valores superiores do Estado Democrático de Direito. Afirmou ainda que “a história saberá distinguir entre a dignidade do indicado e a impropriedade da rejeição”.
CURTAS
ACORDO – Parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro fizeram um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e recuaram da tentativa de pressionar pela instalação da CPI do Banco Master. Na sessão do Congresso, ontem, a comissão poderia ser instalada, mas, pelo acordo, não andou.
A FAVOR – No PSB, houve três votos pela derrubada do veto de Lula: Flávio Arns, Chico Rodrigues e Jorge Kajuru. Na votação, os congressistas dessa posição votaram “Não”, enquanto os que queriam manter o veto votaram “Sim”. Da mesma forma, sete dos senadores do PSD também votaram pela promulgação do PL da Dosimetria, apesar do veto presidencial, inclusive nomes que já foram próximos do governo, como Omar Aziz (PSD-AM).
ADESÃO – Na Câmara, a vitória expressiva da oposição na derrubada do veto também contou com a adesão dos partidos de centro. Ao contrário do Senado, onde cinco dos senadores do MDB se alinharam ao governo, entre os deputados, a posição majoritária foi pela derrubada do veto, com 23 votos contra oito.
Perguntar não ofende: Lula vai retaliar Alcolumbre?
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O deputado federal Coronel Meira (PL-PE) comemorou a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei da dosimetria, durante sessão do Congresso Nacional nesta quinta-feira (30). Líder da oposição e presidente da subcomissão dos presos do 8 de janeiro, o parlamentar afirmou que o resultado representa uma resposta às discussões realizadas no colegiado.
“Vitória sensacional! Estamos voltando a ter liberdade no Brasil contra a ditadura da toga. Em todas as reuniões que fizemos na subcomissão do dia 8 de janeiro, todos que deram depoimento foram honrados hoje, aqui nessa Casa”, declarou. Meira também fez referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro: “Ele não pode estar preso, ele tem que estar solto. Viva a liberdade no Brasil”.
Por Antonio Magalhães*
O que lhe interessa mesmo é beneficiar a si próprio e a parentada próxima. Se contabilizada a maior parte dos casos de corrupção, vindos de desvios bilionários e lavagem de dinheiro, o destino é sempre a construção de mansões para a família, a compra de imóveis, depósitos em contas bancárias no Exterior, abrigos de dinheiro vivo, automóveis e relógios caríssimos e fáceis de vender, tudo em nome de parentes-laranjas. Irmãos, tios, sobrinhos, cunhados, sempre dispostos a emprestar o CPF ou CNPJ para esconder o resultado do roubo.
Em benefício dos seus, o corrupto abusa de posições de poder ou autoridade para obter vantagens pessoais. Astuciosas e conscientes do crime que estão cometendo, as famílias mafiosas avançam sobre os bens comuns dos brasileiros pela facilidade da ação. Com base na confiança e lealdade sanguínea ou afetiva, típicas do crime organizado, esses grupos quando presos pelas autoridades amigas pouco se importam pela certeza de punições leves, quando são punidos.
Leia maisA banalização de atos corruptos é um fato no país. Já foram desviados bilhões de reais em recursos dos orçamentos públicos da União, dos Estados e dos Municípios destinados à saúde, à educação, à previdência e a programas sociais, de infraestrutura, para financiamento de campanhas eleitorais e corromper funcionários públicos. E não houve até agora uma resposta adequada de quem deve fiscalizar à condenação do ilícito. A última iniciativa de combate a este crime acabou com o fim da Operação Lava Jato.
E o crime segue sem obstáculos. Nos últimos 12 meses, vem rolando no Brasil as consequências de dois escândalos de dimensões gigantes: o caso dos desvios dos benefícios dos aposentados do INSS e a liquidação do Banco Master. A revelação deles aconteceu em 2025, mas pouco a pouco o brasileiro vem tomando conhecimento dos envolvidos e suas famílias criminosas beneficiados pela corrupção.
Gente poderosa, com laços familiares semelhantes às máfias italianas, participou da expropriação dos parcos recursos de milhões de aposentados, que geraram para os larápios R$ 6 bilhões. E até agora os investigadores têm encontrado dificuldade para individualizar a culpa. Já a devolução do dinheiro roubado no INSS está sendo rateada entre os pagadores de impostos individualizados no seu CPF.
O mesmo se deu no escândalo da liquidação do Banco Master. Famílias diferentes, mas igualmente poderosas da Nação, foram felizmente expostas como mafiosas diante de tanta roubalheira de valores altíssimos. E não foi surpresa a divulgação dos envolvidos – você sabe os nomes – e suas famílias em fraudes fiscais, corrupção e lavagem de dinheiro. Fala-se que os desvios foram em torno de dezenas de bilhões de reais, um pouco mais ou um pouco menos porque ainda não é possível contabilizar o total. O Mensalão ou o Petrolão são furtos de pequena monta diante do caso Master. E novamente, por envolver figurões da República e seus parentes, as investigações não andam e até CPIs são bloqueadas pela Suprema Corte. Por isso o Brasil aparece com nota baixa no índice de percepção global de corrupção.
Mas não estamos sós neste crime. Lá fora, a roubalheira do dinheiro público em benefício próprio do criminoso e sua família vem acontecendo em países do Primeiro Mundo e em subdesenvolvidos. Estes últimos veem seus recursos naturais serem usufruídos apenas por uma elite de larápios. Angola, por exemplo, tem um grande potencial de crescimento a partir da exploração do petróleo e da extração de diamantes. No entanto, parte substancial dos recursos tem sido desviada do orçamento da nação para elevar a filha do ex-presidente Eduardo Santos à categoria de bilionária com investimentos fora do seu continente. Santos esteve à frente do governo angolano por mais de 30 anos.
Toda a família do larápio angolano se deu bem: ajudou a filha a ser a mais rica da África, garantiu para si uma aposentadoria tranquila e rica e ainda abrigou a mãe numa mansão de cinema. Passando por perto num táxi, quando estive em Luanda, no ano de 2004, o taxista apontou revoltado a imponência da casa da senhora Santos, mãe do ex-presidente. Ele esperou de mim um comentário ácido do absurdo da moradia. Mas só ouviu uma ironia que o deixou chateado: “a mansão é a prova de um filho que ama muito sua mãe”. Ele e milhares de angolanos entenderam neste ácido comentário que a família do corrupto vem sempre em primeiro lugar.
Por fim, lamentavelmente, estamos passando por uma situação muito delicada. Depois de tanto ouvir falar em combate à corrupção, promessas vazias sem mudar a atitude de quem deve punir este crime, o brasileiro sofredor dos efeitos do ilícito deixou de considerá-lo o maior problema da atualidade. Pesquisas de opinião na véspera da eleição dão conta que o foco dos candidatos na busca pelo voto será a segurança pública e o desempenho da economia, que mexe com o bolso de todos. É isso.
*Jornalista
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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, divulgou um comunicado nesta quinta-feira (30) no qual afirma que o partido vê “grave retrocesso” na decisão do Congresso Nacional que derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto conhecido como “PL da Dosimetria”.
Aprovado pelo Congresso Nacional no ano passado, o projeto prevê a redução de pena para envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Em janeiro, Lula vetou a proposta, e, neste quinta, o veto foi derrubado por deputados e senadores.
Na prática, com a decisão, o ex-presidente Jair Bolsonaro está entre os condenados que podem ser beneficiados pela decisão do Congresso, o que, para o PT, mostra que os parlamentares decidiram “ignorar” a tentativa de golpe no Brasil. As informações são do g1.
Leia mais“A derrubada do veto do presidente Lula ao chamado PL da Dosimetria representa um grave retrocesso para a democracia no Brasil, e perdoa quem planejou assassinatos”, afirma um trecho da nota.
“Aliviar a punição de crimes dessa natureza é ignorar a gravidade da tentativa de ruptura institucional e relativizar a própria Constituição. Não é possível aceitar como normal tentativas de assassinatos”, acrescentou o PT em outro trecho.
Inicialmente, os partidos da oposição defendiam a chamada anistia, ou seja, o perdão das penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal aos condenados por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro.
No ano passado, após articulações entre partidos da oposição e do centrão, chegou-se ao projeto da dosimetria, que, na prática, em vez de perdoar, estabeleceu um mecanismo que pode levar à redução das penas.
1,4 mil condenados
Em um documento divulgado nesta quarta (29), véspera da votação no Congresso, o gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos ligados ao 8 de janeiro no STF, informou que 1.402 pessoas foram condenadas por envolvimento nos atos golpistas.
Também informou que foram impostas as seguintes sanções:
“Os elementos de prova gradualmente colhidos demonstram inequivocamente o funcionamento de um grupo criminoso, de forma coordenada e estruturada, atuava nitidamente para viabilizar e concretizar a decretação de medidas de ruptura institucional”, escreveu Moraes no documento.
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A pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), e o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), iniciaram agenda conjunta nesta semana com compromissos no Agreste e Sertão do estado. Em Garanhuns, ao lado do prefeito Sivaldo Albino (PSB) e do ex-deputado estadual Cayo Albino, a comitiva visitou o Hospital do Amor e participou de cerimônia na Câmara Municipal, onde Marília recebeu a Medalha Oswaldo Ferreira da Silva e João Campos foi agraciado com o título de cidadão. O senador Humberto Costa (PT) também acompanhou as atividades.
Durante a agenda, os pré-candidatos participaram da inauguração de uma Sala Azul no Hospital do Amor, voltada ao atendimento especializado, incluindo suporte a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). “É muito bom poder ver iniciativas como essa que têm como foco o atendimento especializado, com acolhimento e cuidado”, afirmou Marília. O grupo também esteve presente na abertura do Festival Viva Garanhuns.
A programação segue até o sábado, com compromissos em municípios como Panelas, São Caetano, São Bento do Una, Pedra, Sanharó e Arcoverde. Durante a passagem pelo Agreste, a prefeita de Jupi, Rivanda Freire, declarou apoio à pré-candidatura de Marília Arraes ao Senado.
O deputado federal Waldemar Oliveira afirmou ser favorável ao fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para ter apenas um de descanso, e defendeu a adoção da escala 5×2. Segundo o parlamentar, a mudança atende a uma demanda por melhores condições de trabalho e maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal. “Sou a favor do fim da escala 6×1 e defendo a escala 5×2 como um caminho mais justo e equilibrado”, declarou.
Waldemar destacou que o debate deve considerar os impactos para o setor produtivo e a necessidade de adaptação das empresas, especialmente as de pequeno e médio porte. Para ele, a transição precisa ser construída com diálogo e previsibilidade. “Precisamos construir esse caminho junto com quem gera emprego, para que a mudança seja viável e preserve a atividade econômica”, afirmou.
O deputado também apontou que a revisão das jornadas de trabalho pode trazer efeitos na produtividade e nas relações de trabalho. “Defender o trabalhador e defender quem empreende não são posições opostas. O Brasil precisa de equilíbrio para garantir direitos, manter empregos e fortalecer a economia”, completou.
A derrubada do veto presidencial ao projeto de lei da dosimetria, que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros incriminados pela tentativa de golpe de Estado, beneficiará mais de 200 mil condenados por outros crimes.
O veto foi derrubado em sessão do Congresso nesta quinta-feira (30), com apoio de 318 deputados e 49 senadores. As informações são da Folha de S. Paulo.
Atualmente, quem está em regime de prisão domiciliar não pode diminuir sua pena por estudo ou trabalho, exceto em casos específicos, com autorização do juiz. O texto aprovado pelo Congresso amplia essa possibilidade de remição para todos que cumprem pena em casa. O benefício não é automático, mas as defesas podem solicitá-lo à Justiça.
Leia maisCerca de 235 mil pessoas cumpriam pena em regime domiciliar em 30 de junho de 2025, dado mais recente disponível na Secretaria Nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça. O número de presos nessa modalidade tem crescido em velocidade acelerada, principalmente por causa da pandemia, e aumentou 3.812% em nove anos.
Cada obra lida corresponde à remição de quatro dias de pena e exige comprovação com a apresentação de um relatório, que é avaliado por uma comissão. Os participantes do programa podem apresentar a resenha de até 12 livros por ano.
Ou seja, é possível reduzir a pena em até 48 dias no período de 12 meses. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista.
No caso de trabalho, é possível abater um dia de pena a cada três dias em serviço.
O dispositivo para autorizar os presos em regime domiciliar possam abater da pena os esforços com estudo e trabalho foi incluído pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto na Câmara.
A mudança legislativa fazia parte de um acordo que envolvia Bolsonaro cumprir pena em casa por sua condição de saúde e idade. O ex-presidente, porém, tentou romper a tornozeleira eletrônica, foi enviado para o regime fechado em novembro e só voltou para casa em março por causa do agravamento dos problemas de saúde.
A alteração é criticada por especialistas. Felippe Angeli, coordenador da plataforma Justa, afirma que a redução da pena por trabalho ou estudo no regime domiciliar já é autorizada por alguns tribunais, embora não esteja prevista na legislação. Caso vire lei, o uso será ampliado, o que abre um potencial de fraudes.
“Hoje tudo é organizado a partir da custódia pelo Estado. O preso sai do estabelecimento e retorna [após o trabalho/estudo] ou no regime fechado tem acesso a possibilidade trabalho e educação dentro do estabelecimento. Então, isso já fica registrado para fins da própria remição. No caso domiciliar, não se tem essa informação, vai precisar de uma prova muito robusta”, diz.
Angeli destaca que a mudança exigirá uma regulamentação para evitar fraudes, considerando que o regime domiciliar dificulta a fiscalização pelo Estado sobre as vedações. “O problema é que por causa de uma pessoa [Bolsonaro], você está alterando todo um sistema que vai impactar centenas de milhares de pessoas sem saber como você vai fazer isso, sem um maior debate.”
O advogado Pierpaolo Bottini, que foi membro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, afirma que é a favor do abatimento da pena, mas que o modo como está sendo instituída é um problema. “O instituto sozinho não é ruim, no fundo é um instrumento de ressocialização. A questão é que ele não pode ser casuística e vir num projeto que busca beneficiar um determinado grupo de pessoas”, afirmou.
Ele diz que o texto exigirá uma regulamentação e um debate mais amplo sobre como ser aplicado. “Eu sei que é mais difícil [do que no regime fechado ou semiaberto], mas não é impossível. Ele vai precisar de um trabalho que ele consiga comprovar que efetivamente trabalhou ou, no caso de um curso, assistir com a câmera aberta”, opina.
Procurado pela Folha, Paulinho da Força afirmou que sua assessoria jurídica elaborou o texto e garantiu que o projeto só beneficiaria o caso de Bolsonaro, para permitir a diminuição da pena por estudo na prisão domiciliar, e que não terá um efeito mais amplo sobre o sistema prisional.
O projeto de lei foi aprovado pela Câmara por 291 votos a 148 e por 48 a 25 no Senado, mas foi vetado integralmente pelo presidente Lula (PT). Esse veto foi derrubado pelo Legislativo nesta quinta, o que faz com que as mudanças legislativas sejam enviadas para o presidente da República para promulgação.
Bolsonaro solicitou em janeiro ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) que pudesse abater a pena com leitura. Os relatórios do 19º Batalhão de Polícia Militar na Papuda, prédio conhecido como “Papudinha”, no entanto, mostram que ele não leu nenhum livro no período e, por isso, não teve nenhuma redução nos dias encarcerado.
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O presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, vistoriou, nesta quinta-feira (30), um conjunto de obras de abastecimento de água na Região Metropolitana do Recife (RMR), que integram um pacote de investimentos superior a R$ 1,3 bilhão em água e esgoto. As intervenções, executadas pela companhia, têm previsão de conclusão até o fim do ano e visam ampliar a oferta e a regularidade do abastecimento.
A agenda começou no bairro do Janga, em Paulista, com a implantação de quatro poços artesianos, um deles com vazão estimada em 25 litros por segundo, ao custo aproximado de R$ 14 milhões. Em seguida, a comitiva visitou a obra da Adutora da ETA Alto do Céu, em Olinda, com investimento de R$ 25,2 milhões, que deve beneficiar cerca de 80 mil pessoas em bairros como Bultrins, Bonsucesso e Bairro Novo.
No Recife, as visitas incluíram obras no Alto Santa Terezinha, voltadas à ampliação do sistema de abastecimento dos morros da Zona Norte, com aporte de R$ 31,4 milhões e alcance estimado de 142 mil pessoas, além da duplicação da Alça Norte, na Iputinga, investimento de R$ 29 milhões que deve atender cerca de 180 mil moradores. “Estamos executando um conjunto estruturador de obras que fortalece a capacidade operacional da Compesa e amplia a oferta de água com mais regularidade e eficiência”, afirmou Douglas Nóbrega.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou nesta quinta-feira (30) que o ex-presidente a Jair Bolsonaro (PL) realize uma nova cirurgia.
A decisão do ministro atende um pedido feito pela defesa do ex-presidente, que cumpre a pena de 27 anos e três meses. As informações são da CNN.
Leia maisO procedimento será realizado no manguito rotador e em lesões associadas, que teriam sido afetados depois de uma queda do político em janeiro, quando ele estava na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Bolsonaro passou a cumprir pena em sua casa no Jardim Botânico, em Brasília, no final de março. A prisão domiciliar foi autorizada por Moraes por um período de 90 dias. O magistrado justificou a decisão com base nos problemas de saúde do ex-presidente, que enfrentou uma broncopneumonia bilateral.
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A prefeita de Olinda, Mirella Almeida (PSD), promoveu, nesta quarta-feira (30), um encontro entre 11 vereadores de sua base e a governadora Raquel Lyra (PSDB), com o objetivo de discutir investimentos previstos para o município. A reunião tratou de ações do Governo do Estado na cidade, incluindo obras de infraestrutura e melhorias em áreas como educação. “Os vereadores são políticos muito próximos das bases, nada mais justo que debater com eles os investimentos que estão vindo para a cidade”, afirmou a prefeita.
De acordo com a gestão municipal, a previsão é de cerca de R$ 50 milhões em convênios para intervenções como tapa-buracos, pavimentação e requalificação de escolas, além de obras em andamento, como a do Canal do Fragoso. “É sempre importante a parceria entre Governo do Estado e as cidades. O povo só tem a ganhar”, declarou a vereadora Denise Almeida (PSD).
O Congresso Nacional aprovou, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou, os parlamentares derrubaram o veto. O vaivém do PL da dosimetria, que alivia as penas impostas a golpistas, terá o derradeiro capítulo no Supremo Tribunal Federal (STF). A análise é de Carolina Brígido para o Estadão.
É esperado que, em breve, algum partido político ou a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente uma ação à Corte questionando a constitucionalidade do projeto de lei. O caso deve ser julgado em plenário, com a presença dos dez atuais integrantes do tribunal. As informações são do Estadão. As informações são do Estadão.
Leia maisO julgamento levará em conta não apenas aspectos jurídicos, mas a crise institucional entre os Três Poderes – que chegou ao ápice na quarta-feira, 29, quando o Senado rejeitou o nome de Jorge Messias, indicado por Lula a uma vaga de ministro do Supremo.
Ministros do tribunal viram o movimento duplo do Congresso de reprovar Messias e ressuscitar o PL da Dosimetria não apenas como uma derrota do governo Lula, mas como ameaça ao STF. Seria uma forma de dizer que, se os parlamentares podem evitar a nomeação de um ministro, também têm força para afastar integrantes do tribunal.
O PL da Dosimetria é, por sua vez, uma afronta à decisão do STF de condenar e impor penas severas aos condenados por tentativa de golpe de Estado, mas foi a solução política possível, chancelada por parte dos ministros da Corte, para frear a tramitação no Congresso da proposta de anistia.
No ano passado, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e o então presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, hoje aposentado, concordaram com a aprovação do PL, desde que a anistia aos golpistas fosse enterrada pelos parlamentares. O problema é que nem todo ministro do tribunal concorda com a mudança na dosimetria dos condenados.
Questionados em caráter reservado, ministros do STF afirmam que ainda é uma incógnita como o plenário trataria o assunto no caso de receberem uma ação questionando a legalidade do PL da Dosimetria. Esse assunto deve ser debatido entre eles nos bastidores nos próximos dias.
Na prática, o projeto de lei permite a redução de penas dos condenados por atos golpistas – desde os depredadores do 8 de janeiro até o núcleo crucial, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro. O benefício não seria automático: a defesa dos réus precisa entrar com uma ação no STF pedindo a redução da pena.
O caso deixou o STF em uma sinuca de bico: se os ministros julgarem o projeto inconstitucional, estarão acirrando a cizânia com o Congresso – que, por sua vez, tem poderes e força política para abrir processo de impeachment contra integrantes do tribunal. Por outro lado, se mantiverem a proposta válida, podem sinalizar perda de força institucional.
Os cenários estarão postos nos debates entre os ministros, que devem ocorrer nos próximos dias.
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O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (30), o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria. Segundo o analista de política Pedro Venceslau, durante o CNN 360º desta quinta-feira (30), a aprovação da medida pode abrir caminho para que Jair Bolsonaro cumpra sua pena em prisão domiciliar de forma definitiva, sem necessidade de retornar à Papudinha.
“No caso do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que mais beneficia ele é a unificação dos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e o golpe de Estado, que passam a ser um crime só. Isso pode levar a uma redução significativa da pena”, destacou Venceslau. O analista lembra que a prisão domiciliar de Bolsonaro, até o momento, é uma decisão provisória, válida por 90 dias. As informações são da CNN.
Leia mais“Com essa decisão do Congresso Nacional, a defesa de Jair Bolsonaro deve acionar novamente o STF para que eles deixem claro que agora ele fica na prisão domiciliar, não volta mais para a Papudinha, para cumprir o restante da pena em sua residência”, afirma o analista.
A aprovação do PL da dosimetria não foi simples. Venceslau comentou que havia resistência por parte de uma ala da oposição que defendia a anistia ampla, geral e irrestrita. “Foi difícil fazer essa costura”, afirmou.
Segundo ele, Paulinho da Força (Solidariedade-SP) foi peça fundamental nas negociações, conseguindo convencer o PL e os bolsonaristas, incluindo o líder do partido, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), a abrir mão da bandeira da anistia geral.
A decisão do Congresso já deve colocar em liberdade algumas centenas de pessoas que estavam presas de forma preventiva ou que serão beneficiadas pelas mudanças trazidas pelo projeto.
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