Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Pré-candidato ao Senado e presidente do União Brasil em Pernambuco, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho disse ver vantagem na possível chapa majoritária da governadora Raquel Lyra (PSD) com participação do Partido Progressista. A sigla integra a Federação União Progressista, com o também pré-candidato ao Senado Eduardo da Fonte.
Miguel falou com Diario, nesta quinta (26), após a divulgação da homologação na Justiça da federação formada pelos partidos União Brasil e Progressistas. As informações são do Diario de Pernambuco.
“Isso para a federação seria ótimo, né? A gente tem time, a gente tem quadro, Dudu sem dúvida alguma é um quadro qualificado que pode ocupar essa vaga. Se Dudu puder vir convergir a isso aqui, óbvio essa é uma decisão da governadora Raquel Lyra, vamos defender isso. Mas se não, vamos buscar alguém que possa somar e complementar ainda mais com a gente”, disse.
Leia maisNos bastidores políticos, o nome do deputado federal Túlio Gadelha (Rede) é cogitado para a segunda vaga para a disputa do Senado na chapa de Raquel.
Gadelha, no entanto, lançou em seu partido a pré-candidatura do reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alfredo Gomes, para o governo do estado. A confusão é ainda é maior, uma vez que o PSOL, partido que tem federação com a Rede, também lançou o ex-vereador Ivan Moraes para a disputa.
Homologação da Federação União Progressista
Segundo Coelho, a homologação da Federação, aguardada desde agosto de 2025, concretiza o grupo como “a maior força política partidária do Brasil”, mas que “que com uma capilaridade tão grande, as divergências de ideias e posicionamentos são naturais de uma democracia”. O pré-candidato ressaltou que mesmo com a presidência da Federação no estado estando com o PP, a resolução do apoio na disputa pelo Governo de Pernambuco, será feita de forma conjunta.
“Em Pernambuco, a gente entende a composição que foi feita, que a presidência ficará com o deputado Eduardo da Fonte do PP, e a vice-presidência comigo do União. Então não tem decisão unilateral, todas as decisões, principalmente no que diz as eleições, sejam proporcionais ou majoritárias, têm que ser de forma unânime com o apoio dos dois partidos, tanto do União quanto com o PP”, afirmou.
Ainda que o PP não tenha oficializado o apoio à governadora Raquel Lyra (PSD) no pleito de outubro, o ex-prefeito de Petrolina se diz tranquilo quanto à decisão de integrar sua chapa majoritária. “Até esse movimento da gente estar junto da governadora Raquel Lyra, que era um posicionamento que o PP já tinha, pode ajudar a buscar essa convergência (entre a federação) de forma mais clara. O União já tomou sua decisão e o PP, na sua grande maioria, já está aqui (apoiando Raquel). Vou trabalhar para que a federação venha por inteiro”, afirmou.
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Por Raphael Guerra – JC
Em meio ao aumento dos casos de feminicídio e das denúncias de violência doméstica/familiar, um levantamento do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) expõe a falta de mecanismos para garantir a vida das mulheres no Estado. De acordo com o estudo, a rede de proteção é considerada inexistente ou insuficiente nos 184 municípios pernambucanos e no distrito de Fernando de Noronha.
O Levantamento das Políticas Municipais de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, divulgado nesta quinta-feira (26), foi produzido a partir de informações fornecidas pelas prefeituras.
Entre os principais problemas identificados estão a ausência de protocolos de atendimento e encaminhamento das vítimas, e a falta de articulação entre os órgãos responsáveis pela prevenção e enfrentamento da violência de gênero.
Leia maisO TCE-PE afirmou que 98% dos municípios não têm planejamento de políticas voltadas à mulher, enquanto 85% não possuem orçamento específico para o combate ao feminicídio no Plano Plurianual. Em 43% das cidades não há patrulhamento especializado, como a Patrulha Maria da Penha.
De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), 88 mulheres foram vítimas de feminicídio em Pernambuco em 2025. O aumento foi de 15,7% em comparação com o ano anterior, com 76 registros. O Estado foi quinto do País com maior número de casos, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
PROTEÇÃO À MULHER É PAPEL DE TODOS
Diante do resultado do estudo, a diretora de Controle Externo do TCE-PE, Adriana Arantes, reforçou que a violência contra a mulher não é apenas um problema de segurança pública.
“É necessária uma abordagem intersetorial. Temos buscado atuar em todas as áreas que sustentam os direitos das mulheres, como a assistência social e o funcionamento da rede de proteção, até a garantia da autonomia financeira da mulher. Como desafio, vamos iniciar o planejamento de uma ação direcionada para a saúde das mulheres vítimas de violência”, disse.
Já o presidente do tribunal, Carlos Neves, afirmou que o levantamento não tem apenas caráter diagnóstico.
“Ele é, sobretudo, um instrumento de indução de políticas públicas. O Tribunal de Contas quer contribuir para que os gestores compreendam a dimensão do problema e avancem na construção de respostas mais estruturadas, com planejamento, orçamento e integração entre os órgãos”, declarou.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu a fala do senador Flavio Bolsonaro que chamou o presidente de “Opala velho” em fevereiro. Durante um evento no Rio, o petista manteve a analogia com o carro e afirmou que Jair Bolsonaro está “em desmanche”.
— Outro dia o filho do Bolsonaro disse que o Lula é um Opala velho. Eu tive um Opala 94 turbinado, se ele conhecesse não falava isso. Ele fala porque Opala é o pai dele que está em desmanche — afirmou Lula, sem mencionar literalmente o nome de Flavio. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisAinda no contexto eleitoral, Lula repetiu frases sobre disputa entre a verdade e a mentira, que ele vem adotando em seus discursos. Sem pedir votos diretamente, presidente disse que 2026 é “o ano da verdade”
Lula também destacou a PEC contra o crime organizado e afirmou que seu objetivo é capturar “bandidos do andar de cima” e mostrar quem são os verdadeiros chefes do crime organizado.
— É muito fácil subir na favela, matar os pobres e dizer que está combatendo o crime organizado. Quero ver pegar o criminoso que mora em condomínio, desses que estamos correndo atrás — afirmou o presidente, que lembrou ter informado Donald Trump sobre bandidos brasileiros que moram em Miami. — Quando Trump começou a perseguir a Venezuela para combater o narcotráfico, eu falei que quero combater narcotráfico. É muito fácil pegar no andar de baixo, quero ver pegar no andar de cima. Nós queremos pegar no andar de cima.
Lula participou da abertura da Caravana Federativa do Rio de Janeiro, em Niterói, que tem como objetivo fortalecer o diálogo com estados e municípios, ampliando o acesso a programas, serviços e investimentos públicos. Nesta quinta, foram anunciadas entregas específicas ao Rio, como12 Unidades Odontológicas do programa Brasil Sorridente, 15 kits de Equipamentos Odontológicos e 56 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Da carteira do BNDES, houve o anúncio de mais de 5 bilhões em investimentos socioambientais e de infraestrutura, incluindo adaptação climática em Maricá, parques em Niterói, e expansão do Hospital Helio Montezano de Oliveira, em Santo Antônio de Pádua.
As entregas ainda incluíram 500 computadores recondicionados pelo Programa Computadores para Inclusão, e investimentos para a União de Associações e Cooperativas de Pequenos Produtores Rurais do Estado do Rio de Janeiro (Unacoop).
Em um longo discurso, de 40 minutos, Lula dedicou bastante tempo falando sobre ações de saúde, principalmente o programa Mais Especialistas, que pretende reduzir o prazo de espera para exames. O presidente também discursou sobre sua boa relação de convivência com prefeitos e governadores, independente de partidos, e destacou políticas de combate à violência contra mulher.
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A Câmara Municipal do Recife promove, na noite desta quinta-feira (26), uma Sessão Solene para a entrega do Título de Cidadão do Recife ao senador Humberto Costa. A homenagem é uma iniciativa da vereadora Kari Santos (PT), em reconhecimento à trajetória política do parlamentar e aos serviços prestados à cidade e ao povo recifense.
Natural de Campinas, Humberto Costa construiu sua trajetória política em Pernambuco, especialmente no Recife, cidade onde vive há décadas e onde consolidou sua atuação pública. Médico formado pela Universidade Federal de Pernambuco, o senador tem uma história marcada pela defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e pelo compromisso com políticas públicas voltadas à população mais vulnerável. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisAo longo de sua carreira, Humberto Costa foi Secretário de Saúde do Recife e Pernambuco e Ministro da Saúde no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Atualmente, exerce mandato no Senado Federal.
Para a vereadora Kari Santos, a homenagem representa o reconhecimento de uma trajetória construída ao lado do povo e das lutas sociais.
“Humberto Costa é uma liderança fundamental para Pernambuco e para o Brasil. Sua atuação sempre esteve comprometida com a defesa da democracia, da saúde pública e dos direitos do nosso povo. Conceder o título de cidadão recifense é reconhecer tudo o que ele já fez e continua fazendo pelo Recife”, destacou a parlamentar.
A solenidade será aberta ao público e reunirá parlamentares, representantes de movimentos sociais, lideranças políticas e apoiadores.
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A governadora Raquel Lyra (PSD) vai empossar nesta quinta-feira (26), a partir das 18h, no Palácio do Campo das Princesas, a administradora Danielle Jar Queiroz de Souto como titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sdec).
A nova titular da pasta substitui Guilherme Cavalcanti, que ocupava a pasta desde 2023. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisNa ocasião, Wagner Augusto de Godoy Maciel e Thiago Ângelus Conceição Brandão serão apresentados como novos presidentes do Porto do Recife e do Lafepe, respectivamente.
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O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta quinta-feira (26) para derrubar a liminar do ministro André Mendonça que determinou a prorrogação da CPMI do INSS. Com isso, a comissão parlamentar que tem avançado sobre o Caso Master deve ser encerrada até o próximo sábado (28).
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli e Cármen Lúcia votaram pela derrubada da decisão de Mendonça. Enquanto apenas o relator e Luiz Fux defenderam a prorrogação da comissão parlamentar. O placar está em 6 a 2. As informações são da CNN.
Ainda restam os votos de Gilmar Mendes e Edson Fachin.
Leia maisCom o prazo de funcionamento prestes a encerrar, a cúpula da CPMI apresentou no Supremo um mandado de segurança para pedir a continuidade dos trabalhos. Na segunda-feira (23), Mendonça deu aval para a prorrogação ao reconhecer “omissão deliberada” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Ao permitir a continuidade da comissão de forma monocrática e em caráter liminar, o ministro pediu o agendamento de uma sessão do plenário para que os colegas confirmassem sua decisão, o que não aconteceu.
O julgamento desta quinta gira em torno da discussão sobre se a prorrogação de uma comissão parlamentar é uma garantia das minorias parlamentares, como fundamentou Mendonça.
A maioria dos ministros entendeu que não. O argumento foi de que há uma ampla jurisprudência no STF para garantir a instalação de CPMIs pelas minorias parlamentares, mas não para prorrogá-las, função que caberia apenas ao presidente do Congresso.
Encerramento da CPMI
Mais cedo nesta quinta, o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciou que faria a leitura do relatório final da comissão nesta sexta-feira (27) caso o STF não confirmasse o aumento do prazo.
“Se terminar hoje o julgamento dizendo que não haverá elasticidade do prazo, eu terei a obrigação de amanhã [sexta-feira] fazer a leitura do relatório”, afirmou o relator a jornalistas no Senado.
Conforme mostrou a CNN, o parecer de Alfredo Gaspar deve pedir o indiciamento de mais de 200 pessoas. O documento já conta com mais de 5.000 páginas, de acordo com o relator.
Avanço sobre o Caso Master
Instalada em agosto de 2025, a CPMI apura o esquema de fraudes a aposentadorias e pensões de segurados do INSS. Nos últimos meses, a cúpula passou a avançar sobre o Caso Master após as investigações apontarem irregularidades nos consignados do banco vinculados a benefícios previdenciários.
Conforme mostrou a CNN, aposentados e pensionistas contrataram R$ 701,2 milhões em diferentes operações de crédito consignado do Banco Master entre janeiro de 2023 e novembro de 2025.
Recentemente, parte dos dados de celulares apreendidos de Daniel Vorcaro, dono do banco, foram enviados à CPMI e vazaram para a imprensa, apesar do sigilo. Entre as revelações que tensionaram a crise no STF estão supostas trocas de mensagens do ex-banqueiro com Dias Toffolli, Alexandre de Moraes e a esposa dele, Viviane Barci de Moraes.
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A pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) participou do 8º Congresso Regional de Gestores Públicos (LEGIS – Edição Paraíba), realizado em João Pessoa, que reuniu representantes de legislativos municipais de todo o Nordeste. Durante o evento, ela foi homenageada com a Comenda Liberato Costa Júnior, em reconhecimento à atuação voltada ao fortalecimento do legislativo municipal de Pernambuco.
Em sua fala, Marília destacou o papel dos vereadores na política e a importância da articulação com lideranças locais. “A política se constrói com parceria, escuta e respeito. Ter tantos vereadores ao nosso lado fez toda a diferença. O vereador é o parlamentar que está mais perto da população”, afirmou.
O desembargador aposentado Bartolomeu Bueno se filiou ao PSDB e anunciou que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições deste ano. Advogado, ele ingressa na legenda em alinhamento com a governadora Raquel Lyra, a quem declarou apoio.
Natural do Sertão do Pajeú, Bartolomeu afirmou que pretende concentrar sua atuação política em segmentos ligados ao meio jurídico, como advogados, magistrados e servidores do Judiciário, além de buscar votos de opinião.
Ao comentar seu posicionamento político, o novo filiado afirmou que seguirá uma linha de centro-esquerda dentro da legenda. “Sou de centro-esquerda, social-democrata, e estou no partido nessa tendência”, declarou.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a inelegibilidade do ex-deputado Adalberto Cavalcanti por oito anos, em decisão unânime, impedindo-o de disputar eleições até novembro de 2028. A sanção é decorrente de condenação por abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2020.
De acordo com o acórdão, a condenação está relacionada à utilização de recursos públicos e à concessão de benefícios a eleitores, como perfuração de poços e outras ações associadas à Codevasf, com potencial de influenciar o resultado do pleito. O tribunal apontou que houve “participação ativa” do ex-parlamentar nas práticas consideradas irregulares.
Ao analisar o recurso, a Corte entendeu que não havia основания para modificar a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) e destacou que a revisão do caso exigiria reexame de provas, o que não é permitido nessa etapa processual. Com isso, foi mantida a inelegibilidade imposta ao ex-deputado.
O município de Águas Belas, no Agreste de Pernambuco, receberá um aporte de R$ 1,5 milhão para a área da saúde. Os recursos foram viabilizados por meio de articulação entre o deputado estadual Claudiano Filho, o prefeito Elton Martins e o deputado federal Eduardo da Fonte, com o objetivo de fortalecer a rede municipal de atendimento.
De acordo com os envolvidos, o investimento será destinado à ampliação de serviços e melhoria da estrutura de saúde no município. “Essa é uma conquista muito importante para Águas Belas e para o povo da nossa terra”, afirmou Claudiano Filho, ao destacar a parceria institucional para viabilização dos recursos.
A destinação integra ações voltadas ao fortalecimento da saúde pública no município, com foco na ampliação da capacidade de atendimento à população. A gestão municipal ainda deve definir a aplicação detalhada dos recursos nas unidades de saúde.
Referência em representatividade feminina no exercício do Direito na Capital do país, a ‘Advocacia Fernanda Hernandez’ irá encerrar março, o Mês da Mulher, com um encontro entre lideranças femininas, mulheres do Direito e do Poder Judiciário e uma das juízas do Afeganistão asiladas no Brasil.
A magistrada afegã irá narrar sua trajetória, abordando os desafios da mulher contemporânea no mundo. Seu depoimento é um testemunho emocionante de superação, resiliência e determinação, com foco nas adversidades enfrentadas por mulheres no exercício profissional, em diferentes culturas e países.
Leia maisA juíza afegã chegou a Brasília em 2022, onde recebeu asilo político. A vinda para o Brasil decorreu da mudança do regime político no Afeganistão, em 2021. A estrutura de poder atual naquele país impõe restrições aos direitos das mulheres, incluindo proibição de acesso ao mercado de trabalho, à educação secundária e ao ensino superior.
Anualmente, no mês de março, a Advocacia Fernanda Hernandez realiza um encontro entre mulheres operadoras do Direito e lideranças femininas da capital do país, para abordar a questão da mulher no mercado de trabalho. Neste ano, a realização será na próxima sexta, dia 27 de março, durante o café da manhã.
A Advocacia Fernanda Hernandez é uma sociedade de advogados em atuação desde 1990, com reconhecida expertise em nos segmentos do Direito Constitucional, Tributário, Civil, Minerário, Imobiliário e Administrativo. O encontro da próxima semana será restrito a convidadas. Por razões de proteção, pede-se não mencionar o nome da juíza convidada para o encontro.
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Por Antonio Magalhães*
O Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta instância do Poder Judiciário no Brasil, sempre foi um “puxadinho” do Poder Executivo. Em toda a história da Corte, os presidentes da República nomearam ministros simpatizantes ao regime vigente. Alguns, em determinados momentos, no entanto, agiram com independência, mesmo com o risco de perder o cargo, mas outros se entregaram totalmente ao poder vigente, como acontece hoje, que se vê um STF não mais como um ente subordinado, mas muito pior, como um sócio de governança, um “partido” que dá sustentação aos ditames do Executivo e extrapola a legalidade em benefício próprio.
Por isso, diante do desgaste da administração petista e a excessiva exposição negativa de suas ações e de seus integrantes, a Suprema Corte é mal vista pelos brasileiros. A recente pesquisa de opinião realizada pela AtlasIntel, apontou que 60% dos entrevistados não confiam no STF. Na mesma enquete, 70% dos nacionais acham que esta corte tem um alto grau de parcialidade. Que não trata todos os investigados da mesma forma. E o estudo aferiu ainda que 9 dos 10 ministros atuais da Corte são mais rejeitados do que os aprovados.
Leia maisNo período do regime militar, a relação do Supremo com o Poder vizinho nem sempre foi amistosa. Durante os anos em que os militares ocuparam o Palácio do Planalto, houve momentos de estremecimento entre o Executivo e o Supremo, a ponto de, em 16 de janeiro de 1969, três ministros do supremo serem aposentados à força pelo Ato Institucional 5 (AI 5).
Hermes Lima, Victor Nunes Leal e Evandro Lins e Silva eram considerados de esquerda pelos militares. Antes de assumirem o cargo no STF, tinham atuado no primeiro escalão de governos anteriores ao dos militares. Ao ouvirem o ato que os cassou – pela Voz do Brasil – outros dois ministros saíram por não concordar com a aposentadoria compulsória: o então presidente da Corte, Gonçalves de Oliveira, e aquele que seria o seu sucessor na Presidência, Antônio Carlos Lafayette de Andrada.
Um episódio contado no livro “O Julgamento da Liberdade”, de Ézio Pires, demonstra o clima de intrigas entre o Planalto e o Supremo. O presidente da Corte em 1964, Álvaro Moutinho Ribeiro da Costa, teria dito ao general Castello Branco que, caso o Supremo sofresse repressão na consciência e julgamento dos magistrados, ele fecharia o Tribunal e entregaria as chaves na portaria do Palácio do Planalto.
Apesar da pressão constante dos militares sobre a Corte – inclusive na nomeação de novos ministros – não era interessante ao regime chegar a ponto de fechá-lo, porque isso configuraria a ditadura na sua forma mais primitiva. Por isso, o Supremo permaneceu aberto, mas sob a extrema ingerência dos militares na vida da Corte. Talvez a maior delas tenha sido a proibição de julgar habeas corpus pedido por autores de crimes políticos ou contrários à segurança nacional. Com isso, podia-se encobrir todas as violências do regime, institucionais ou mesmo físicas.
A Nação Brasileira vai continuar vendo inerte os atos do STF além da legalidade? Há uma saída para esta crise de credibilidade da Corte e seus ministros? Há como reinventar o STF?
O jurista pernambucano Edgar Moury Fernandes acha que sim. Ele vê o Supremo cada vez mais longe da sua razão de ser constitucional e de sua competência, explícita nos artigos 101 e 102 da Constituição Federal. Para ele, as decisões irregulares desta corte correspondem a atividades legislativas e administrativas. E também, por meio de investigações, ações penais, recursos e processos, muitos deles promovidos de ofício e por partidos políticos.
“Nada contra a política, fundamental que é o trato da coisa pública. Entretanto, ela não pode orbitar à esfera judiciária, que deve estar distante de paixões ideológicas e disputas partidárias, bem assim ter como propósito a prestação jurisdicional, sempre fundada na legalidade, imparcialidade, impessoalidade, moralidade, transparência e efetividade, para que se tenha no país um ambiente de segurança, confiança e previsibilidade jurídica”, acrescenta Moury Fernandes.
É preciso, no entender do jurista, mudar o critério de escolha dos ministros para minimizar o efeito político-partidário na corte. Ele sugere que os integrantes da corte deveriam ser elegíveis unicamente por antiguidade. “Objetivamente, os ministros dos demais tribunais superiores, onde há magistrados preparados e já testados na função de julgar. Dessa maneira, não teria mais a influência político-partidária no ato de escolha”.
“De forma a reduzir o tempo de permanência dos ministros no cargo, para que o Tribunal esteja sempre a se oxigenar e renovar, por meio de salutar alternância de poder, bastaria aumentar para 60 anos a idade para ingressar na Corte e reduzir para 70 a de aposentadoria compulsória”, acrescenta o jurista.
Ele também se declara contra um mandato, defendido por muitos – diz, como meio de reduzir o tempo de permanência dos ministros no Tribunal, sobretudo sem idade mínima, pois isso poderia fazer da Corte um “trampolim profissional” para alguns, que estariam apenas de passagem pela magistratura, pensando mais no mercado que teriam adiante do que na fidelidade à Constituição.
Por fim, defende o fim do foro privilegiado com o intuito de impedir o uso da Corte como instrumento partidário e de oposição ao poder eleito e a adversários políticos. “É preciso, com a extinção do privilégio para alguns, proibir, expressamente, que políticos e seus partidos continuem a provocar a Corte sobre questões criminais e afeitas às políticas públicas e de competência do Legislativo e do Executivo”. Essa mudança, se ocorrer, retira do STF a possibilidade de pressionar parlamentares com ações engavetadas na Corte. Ou o político resolve a questão de interesse da Corte ou o processo judicial é reaberto.
Como conhecedor profundo do processo jurídico e político, Edgar Moury Fernandes diz que o modelo sugerido por ele não é perfeito, “está longe de esgotar o tema e precisa de reflexão, mas, sem dúvida, alterações como essas melhorariam o ambiente, pois retirariam a política das ante salas da Corte, fariam o entendimento do STF ser uno e impediriam que muito poder, durante tanto tempo, estivesse, como hoje, nas mãos de tão poucos”. As mudanças propostas podem ser realizadas por meio de uma Emenda à Constituição. Tudo é só política para corrigir ou atrapalhar. É isso.
*Jornalista
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