Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
O vereador do Recife e candidato a deputado federal pelo MDB, Samuel Salazar, reuniu, ontem (16), amigos, apoiadores e lideranças políticas em mais uma edição do “Fala, Salazar!”. O encontro foi realizado no Comitê Salazar Meu Federal 1555, em Santo Amaro, e contou com a presença do prefeito do Recife, Victor Marques, do presidente estadual do MDB, Raul Henry, e do candidato a deputado estadual Túlio Arruda (PSB).
Durante o evento, Victor Marques destacou a trajetória de Salazar na Câmara do Recife e defendeu sua candidatura à Câmara dos Deputados. O prefeito também pediu apoio à candidatura de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco. “Tenho certeza de que a Câmara dos Vereadores vai sentir a falta de Salazar, mas o Brasil vai ganhar um cara competente como ele. E agora a nossa missão é trabalhar para eleger João Campos governador de Pernambuco”, afirmou.
Salazar, que é líder do Governo na Câmara do Recife, lembrou sua atuação nas articulações de projetos do Executivo municipal e destacou a experiência acumulada no Legislativo. O vereador também reforçou o apoio à candidatura de João Campos e citou a parceria com Túlio Arruda e Raul Henry. “Política precisa ser discutida olhando para aquilo que efetivamente foi feito. Como líder do governo, acompanhei de perto projetos importantes para o Recife, vi obras saírem do papel e políticas públicas chegarem à população. Mais do que discurso, eu faço questão de falar de trabalho, de resultado e de entrega”, disse.
Os candidatos ao Governo de Pernambuco voltam a se encontrar em debate nesta quinta-feira (17), em Caruaru. Promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, o encontro reunirá Ivan Moraes (PSOL), João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD), a partir das 20h55, no Centro de Convenções do Senac Caruaru.
O debate ocorre a menos de 20 dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, e sucede o confronto entre os candidatos ao Senado promovido pela emissora. A iniciativa conta com parceria da TV Nova Nordeste e do Diário de Pernambuco.
A mediação será conduzida pelos jornalistas Wanda Maia e César Lucena. Também participarão três jornalistas, representando a Rádio Cultura, a TV Nova Nordeste e o Diário de Pernambuco, que farão perguntas aos candidatos. Segundo a organização, o formato busca priorizar o confronto direto de propostas entre os postulantes.
Foram convidados os candidatos filiados a partidos com representação mínima no Congresso Nacional. O debate será transmitido pela Rádio Cultura FM 96,5, pela TV Nova Nordeste e pelos canais dos três veículos no YouTube. Um pool de emissoras de rádio também retransmitirá o encontro para diferentes regiões de Pernambuco.
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, adiou a análise do processo que avaliaria a conduta do ministro André Mendonça na relatoria dos casos Master e INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O julgamento estava previsto para a próxima quarta-feira (23), mas será remarcado “oportunamente”, segundo despacho de Fachin.
A decisão se deu por causa do pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino no julgamento de terça-feira (15), destinado a avaliar possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes em razão das mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, do Banco Master. As informações são da CNN Brasil.
Leia maisNo julgamento, porém, os ministros concentraram a discussão em uma “questão de ordem” apresentada pelo decano da Corte, Gilmar Mendes, que defendeu que o caso envolvendo Moraes fosse julgado em conjunto com o processo sobre Mendonça por se tratar do mesmo “cenário fático”.
A discussão sobre a unificação dos julgamentos caminhava para um empate quando a sessão foi interrompida pelo pedido de vista de Dino, sem que houvesse uma definição. Com isso, a análise da questão de ordem ficará suspensa por até 90 dias.
Como a principal discussão era definir se os casos de Moraes e Mendonça deveriam tramitar e ser julgados conjuntamente, o pedido de vista inviabiliza a realização do julgamento de Mendonça antes que a questão seja resolvida.
“Considerando a direta relação dos pontos contidos na Questão de Ordem referida acima com a apreciação destes autos, abarcando questionamento sobre a regularidade da própria relatoria, a inclusão em pauta será oportunamente redesignada”, afirma Fachin no despacho que determinou o adiamento da análise nesta quinta-feira (17).
O deputado federal Pedro Campos (PSB) reagiu a um vídeo com a chamada “Flávio Bolsonaro dança ‘passinho do Jamal’ durante agenda no Recife”, no qual o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) aparece dançando em seu comício, no Centro do Recife, acompanhado do candidato a senador Mendonça Filho (PL), na noite de ontem (16): “Tá mais pra passinho do Vorcaro”, disparou.
“Segundo que o candidato de Flávio Bolsonaro e de Raquel nunca dançou bregafunk em canto nenhum. Aí agora tá tendo que dançar bregafunk junto com Flávio no palco. Vou dizer uma coisa pra vocês: é melhor parar que tá ficando ridículo”, concluiu, em referência a Mendonça Filho.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quinta-feira (17), um reajuste de 15% nos benefícios do programa Bolsa Família. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) e estabelece a recomposição do poder de compra com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado entre março de 2023 e agosto de 2026.
Com a atualização, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio pago às famílias sobe de R$ 675 para R$ 777. A renda mínima por integrante da família subiu de R$ 142 para R$ 164. Os novos valores passam a vigorar na folha de pagamentos de outubro. As informações são do Brasil de Fato e da CNN.
Leia maisO reajuste contempla ainda a atualização dos adicionais pagos pelo programa. O benefício para famílias com crianças de até seis anos passou de R$ 150 para R$ 173. Já os adicionais voltados a gestantes, bebês de até seis meses e crianças e adolescentes entre sete e 18 anos incompletos subiram de R$ 50 para R$ 58.
Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), o impacto orçamentário da medida será de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027.
Dario Durigan, ministro da Fazenda, afirmou que o reajuste foi calculado com “responsabilidade fiscal”. “Em outros tempos se fez ‘PEC Kamikaze’, crédito extraordinário para além do que se estava previsto. E, com o compromisso de garantir regras e instituições, estamos incorporando o reajuste no Orçamento, sem solavanco”, afirmou.
O ministro Bruno Moretti afirmou que a ampliação foi viabilizada pelo remanejamento de recursos do próprio orçamento, garantido por revisões de despesas e pela redução na fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sem alteração no teto de gastos do arcabouço fiscal.
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Por Mariana Sanches
Do UOL
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e o comentarista político bolsonarista Paulo Figueiredo afirmaram nesta quinta-feira (17) que têm mantido reuniões com integrantes do governo Trump tanto na Casa Branca quanto no Departamento de Estado, em Washington, e que relataram que o STF (Supremo Tribunal Federal) está se preparando para anular as eleições de outubro caso o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) vença.
Segundo eles, o julgamento sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, na terça-feira (15), mostrou que há uma “narrativa” sendo construída por ministros como o próprio Moraes, além de Gilmar Mendes e Flávio Dino, de que o ministro André Mendonça estaria interferindo no processo eleitoral ao conduzir o caso Master de maneira parcial. Esse seria, para eles, o argumento para anular as eleições se Flávio vencer.
“O Alexandre de Moraes está jogando a sua vida dentro desse processo. E, nesse tipo de pensamento, e eu me coloco no lugar dele, ele não hesitaria em anular uma eleição brasileira”, disse Eduardo, durante um quebra-queixo em frente ao prédio do Departamento de Estado, na manhã de hoje, pouco antes de uma das reuniões. Eles não revelam os nomes de seus interlocutores na administração Trump.
Questionados se estão transmitindo essa interpretação ao governo dos Estados unidos, responderam: “É claro que tem sido dito e é claro que tem sido perguntado”. “Quem seria ingênuo o suficiente de achar que pessoas que podem tudo vão aceitar de bom grado a eleição do Flávio Bolsonaro, o que significa a possibilidade de eles passarem o resto da vida deles na prisão?”, disse Figueiredo.
Por Jamil Chade
Do ICL Notícias
O governo de Donald Trump exigiu que “dissidentes políticos” fossem autorizados a participar das eleições presidenciais de 2026, no Brasil, como condição para reduzir as tarifas impostas contra bens brasileiros.
A condição fez parte de uma das propostas enviadas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, ainda em 2025 e que lista 21 pedidos ao país. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo ICL Notícias. No documento, exigia-se ainda que pessoas que tivessem supostamente sido “arbitrariamente detidas” pudessem ser soltas para participar do pleito.
Leia maisO documento condicionava a retirada de tarifas a um compromisso do Brasil por “eleições livres e justas” em 2026. O governo ainda deveria se comprometer a “não realizar prisões arbitrárias ou limitar a participação no processo eleitoral por parte de dissidentes políticos”.
De acordo com negociadores brasileiros, o tema jamais prosperou, já que foi considerada como inaceitável como base de uma tratativa com o governo Lula. O documento, de outubro de 2025, acabou sendo abandonado e o chanceler Mauro Vieira indicou que o Brasil não teria condições sequer de debater essas propostas.
Naquele momento, Trump falava abertamente sobre uma ofensiva que estaria ocorrendo para julgar Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de estado. O gesto foi considerado como uma ingerência na política doméstica nacional e o Brasil não cedeu.
Na avaliação de interlocutores, a proposta americana foi o primeiro sinal concreto por parte da Casa Branca de uma ingerência para ajudar a família Bolsonaro. O texto traz, no fundo, um reconhecimento do argumento usado por Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo de que existiria uma suposta “ditadura” no Brasil.
As tarifas de 50% colocadas sobre produtos nacionais ainda poderiam ser retiradas se o Brasil aceitasse comprar aviões da Boeing, exigência que também tinha sido feita pelos EUA para fechar um acordo comercial com o Reino Unido e outros países.
Nas 21 exigências, os EUA também pediam que o Brasil se comprometesse a informar sobre todos os embarques de terras raras destinadas para a China.
2ª proposta retirou eleição, mas manteve terras raras
Sem sucesso, três meses depois, Trump voltou a fazer uma oferta. Desta vez, sem a exigência eleitoral. Mas pediu que o Brasil barrasse investimentos chineses no setor de terras raras e minérios, além de abrir de forma plena o mercado nacional para bens americanos, como forma de negociar uma eventual redução nas tarifas que poderiam impor sobre o Brasil.
O ICL Notícias obteve com exclusividade a proposta enviada ao governo brasileiro pela equipe de Trump, apresentada ainda no início de 2026, quando as investigações contra o Brasil estavam em andamento. Nela, a gestão Trump exigia uma espécie de capitulação de diversos setores da economia nacional, em troca apenas de uma redução de tarifas que poderiam ser impostas sobre produtos brasileiros.
Os americanos exigiam que políticas digitais consultassem, primeiro, as empresas americanas. Também queriam compromissos radicais do país em setores como plataformas, carros e produtos industriais.
Para observadores, o gesto era uma espécie de chantagem. Ou o Brasil se alinhava aos EUA, ou seria punido. A proposta americana ainda contrasta com a narrativa de Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, que teria sido o governo Lula que não agiu de boa-fé nas negociações.
No texto, o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, afirma que recebeu a proposta do Brasil sobre comércio — na forma de um rascunho de Declaração Conjunta, no início de novembro de 2025.
Mas rejeitou as ideias e fez questão de exigir uma suspensão praticamente da soberania nacional em diversos temas de interesse dos EUA. “Estou desapontado que não tenhamos chegado mais perto, a despeito das nossas várias interações. Eu enfatizo que nos falamos múltiplas vezes, incluindo discussões iniciais em março, e outras em outubro e novembro depois dos avanços feitos pelos nossos líderes”, disse o embaixador, em 9 de janeiro de 2026.
“Meu time também discutiu prioridades dos EUA com contrapartes deles ao longo desse período, destacando as tarifas altas do Brasil em etanol e outros produtos, barreiras não-tarifárias, medidas de comércio digital e outras práticas injustas que limitam nossa relação econômica”, explicou.
“Como eu e meu time comunicamos verbalmente nessas várias ocasiões, nossa política não irá mudar sem melhoria significativa de acesso ao mercado e de proteção para os negócios dos EUA”, alertou.
Segundo ele, a proposta do Brasil não endereça especificamente ou substancialmente a gama de preocupações dos EUA levantada ao longo do último ano e vem com condições relativas à imediata suspensão de tarifas.
Capitulação?
Segundo diplomatas, a aceitação da proposta de 2025 seria uma “capitulação” do sistema político, da soberania e da Justiça do Brasil.
No final daquele mês, Lula e Trump teriam seu primeiro encontro, na Malásia, e o tema jamais entrou na agenda.
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Por Antônio Campos*
A tentativa de polarização eleitoral, construída a partir da estratégia de criar um contraponto e viabilizar determinada candidatura ao Senado, na minha avaliação, não deverá prosperar. As urnas darão a resposta definitiva.
Eduardo da Fonte, ao longo de sua atuação como deputado federal, trabalhou em favor de Pernambuco e apresentou iniciativas voltadas aos interesses do Estado. Pernambuco precisa de um senador comprometido com suas grandes questões estruturantes, com capacidade de articulação em Brasília e disposição para defender os interesses do Estado. Entendo também ser importante a existência de uma representação no Senado que mantenha diálogo e sintonia com o Governo Raquel Lyra.
Na minha visão, Eduardo da Fonte reúne condições políticas para exercer esse papel, contando ainda com uma expressiva rede de apoios em Pernambuco. Conheço Eduardo há muito tempo. Posso testemunhar, a partir dessa convivência, sua lealdade nas relações pessoais e políticas, bem como sua coragem para assumir posições e sustentá-las mesmo em circunstâncias difíceis. É um homem de coragem. São qualidades que admiro. Nesse aspecto, Eduardo da Fonte é inteiro.
Meu voto para o Senado é em Eduardo da Fonte. É uma escolha pessoal, fundada na convicção de que poderá representar Pernambuco, defender os interesses do nosso Estado e contribuir para que Pernambuco tenha maior força e competitividade no cenário político nacional. Eduardo da Fonte: o Senador de Pernambuco.
*Advogado e escritor
Por Carlos Madeiro
Do UOL
Jorlan Lopes da Silva, 33, seria um “soldado” do CV (Comando Vermelho) no litoral da Paraíba com ordem para matar, segundo as investigações. A polícia conseguiu prendê-lo no último domingo, quando ele tentava furar um cerco policial do município de Mulungu (PB) vestido de mulher.
O depoimento dele, ao qual a coluna teve acesso, chama a atenção pelo histórico de assassinatos que ele diz ter cometido desde os 13 anos de idade, quando vingou a morte do pai: seriam cerca de 80 crimes.
Leia maisSegundo o delegado Marcos Paulo Sales, Jorlan é morador da cidade de Rio Tinto e é investigado por 16 assassinatos cometidos a partir de maio deste ano, quando obteve a liberdade condicional. Desses, ele teria confessado 11, todos na região do Vale do Mamanguape.
Jorlan tinha cinco mandados de prisão expedidos contra ele pelas Varas de Rio Tinto, de Execuções Penais da Capital e do Tribunal do Júri de João Pessoa.
Ação por facção
Para a polícia, não há dúvidas de que Jorlan agia como executor a mando do CV — facção da qual os investigadores afirmam que ele faz parte, embora o suspeito negue a filiação. “Ele era soldado dessa facção, recebia missões para matar pessoas. Assumi o cargo em agosto e ele era o nosso ‘alvo um’ por ser o principal executor do núcleo da facção na região”, explica o delegado.
Na Paraíba, a facção carioca disputa o controle de territórios para o tráfico de drogas com o grupo local Nova Okaida. A maioria dos homicídios atribuídos a Jorlan, segundo as investigações, tem ligação com esse confronto.
O delegado relata que, anos atrás, Jorlan integrava a Nova Okaida, mas desligou-se do grupo e acabou jurado de morte por desobedecer às ordens das lideranças. Com a expansão do CV na região, ele teria se aliado à facção e passado a cometer execuções alinhadas aos interesses do grupo.
Jorlan confessou formalmente à polícia 11 homicídios praticados desde maio, mas os investigadores o apontam como suspeito de outros cinco casos. “Ele é um assassino de uma frieza fora do comum. Temos imagens de uma das execuções que dão a dimensão de como ele agia”, afirma a autoridade policial.
A operação
Jorlan virou alvo de uma operação no último sábado, após o setor de inteligência da Polícia Civil identificar que ele se deslocava da zona rural de Rio Tinto em direção a Mulungu.
A Polícia Militar foi acionada para posicionar equipes em pontos estratégicos de estradas vicinais. Durante a abordagem ao veículo suspeito, dois ocupantes foram detidos, mas Jorlan conseguiu fugir para a mata.
“Ele é daquela região e tem um conhecimento profundo da área. Acionamos policiais especializados e montamos uma força-tarefa. Foram mais de 30 horas de buscas entre Mulungu e Alagoinha até efetuarmos a prisão por volta do meio-dia de domingo”, explica o delegado.
Antes de ser capturado, o suspeito conseguiu escapar temporariamente do cerco com o auxílio de moradores locais, que lhe forneceram roupas femininas. “Ele se vestiu de mulher, pegou uma criança no colo e caminhou até outra residência”, relata Marcos.
Em depoimento, os moradores afirmaram ter sido coagidos a entregar as peças de vestuário — versão que está sob apuração policial. “Na casa onde ele deixou a criança, os policiais do patrulhamento notaram uma movimentação suspeita. Foi nesse momento que o identificamos e efetuamos a prisão. Ele estava portando um revólver”, detalha o delegado.
Início pela morte do pai
Jorlan afirma ter cometido assassinatos em série desde a adolescência. “Eu de menor cometi muitos; [matei] uns 80 pra lá e pra cá”, declarou aos policiais.
Ele relata que o primeiro homicídio ocorreu após seu pai, proprietário de um pequeno comércio, ter sido esfaqueado pelas costas por um frequentador do local que se recusou a deixar o estabelecimento.
A partir desse episódio, o acusado afirma ter desenvolvido uma revolta pessoal motivada pela violência dos grupos criminosos. Ele sustenta travar uma “guerra própria” e independente contra facções, negando qualquer vínculo institucional com elas. “Agora mesmo expulsaram um colega meu da padaria, um pai de família. Eu tô sozinho nesse erro, não sou faccionado”, disse no interrogatório.
“Nunca mexi com um pai ou mãe de família, trabalhador, nada. As pessoas sofrem com essa perseguição de facção. Matei só vagabundo, da pior qualidade que tem, que mata mãe e pai de família e toma casa de morador. Tentei trabalhar, mas tentaram me matar. Nenhum trabalhador foi perseguido por mim.”
Para evitar expor terceiros e se esquivar da polícia, Jorlan afirmou que evitava residir em casas na zona urbana, optando por acampar em áreas de mata.
Apesar do extenso histórico violento, o investigado argumenta que suas condutas foram motivadas pelas injustiças que alega ter presenciado, inclusive no sistema prisional. “Eu não sou uma pessoa psicopata ou perigosa; sou uma pessoa boa, todo mundo me conhece. Foi através dessas covardias que passei dentro da cadeia que essa revolta foi se criando dentro de mim e eu pratiquei esses homicídios”, declarou.
Sobre a alegação de Jorlan de ter assassinado cerca de 80 pessoas, a Polícia Civil diz que a declaração ainda precisa de confirmação oficial. “Precisamos de mais dados, mas sabemos que ele liderava o nosso ranking de homicídios na região”, diz o delegado Marcos Paulo.
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Durante a passagem pelo Recife, ontem, do candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, ele teria falado com a governadora Raquel Lyra (PSD) por telefone, segundo fontes próximas a própria gestora vazaram. Segundo essas mesmas fontes, Raquel teria explicado a Flávio o motivo da sua ausência no evento no Centro do Recife.
E teria feito um pedido especial: que, se possível, ele evitasse dizer publicamente que ela é o seu candidato em Pernambuco. A justificativa apresentada pela governadora teria sido a de que, diante de um cenário eleitoral apertado, a exposição dessa proximidade poderia dificultar sua reeleição. Flávio teria ouvido calado e, pelo visto, respeitado o pedido.
Leia maisEsta não é, entretanto, a primeira vez que Raquel adota esse comportamento. No São João passado, o candidato do PSD, o partido dela, Ronaldo Caiado, esteve em Caruaru, acompanhado do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab. Raquel não apareceu.
O mesmo aconteceu no evento realizado em São Paulo para lançar Gilberto Kassab como candidato a vice na chapa de Caiado. Mais uma vez, Raquel preferiu não dar as caras.
O que chama atenção é que, ontem, todos os nomes que estavam no palanque de Flávio Bolsonaro também apoiam a candidatura de Raquel. Ainda assim, ninguém poupou críticas à postura da governadora de, ao mesmo tempo em que se beneficia do apoio da direita, tentar evitar que essa proximidade fique explícita.
Há, inclusive, um incômodo crescente entre eleitores bolsonaristas e de direita, que não escondem a insatisfação com o que consideram mais uma tentativa de Raquel de se aproveitar politicamente desse campo sem assumir publicamente os vínculos e os apoios que recebe.
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A Frente Popular de Pernambuco acionou, nesta quinta-feira (17), três instâncias federais para ampliar a apuração envolvendo Amisadai Andrade da Silva, empregado da Caixa Econômica Federal que esteve cedido ao Governo de Pernambuco. As medidas foram encaminhadas à Controladoria-Geral da União (CGU), à própria Caixa e ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU).
Os pedidos tratam da finalidade da cessão de Amisadai, da preservação de documentos e dados digitais, de possíveis conflitos de interesses e do rastreamento de recursos públicos relacionados ao período em que ele integrou a estrutura estadual.
Leia maisConcursado da Caixa, Amisadai foi cedido ao Governo de Pernambuco em abril de 2025. A autorização previa sua atuação como superintendente do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), com os custos da remuneração a cargo do governo estadual.
O caso ganhou repercussão nacional em agosto, após o Jornal da Record divulgar gravações atribuídas a Amisadai. Nos áudios, ele descreve a atuação de uma rede de páginas e perfis digitais e afirma que o grupo teria sido visto pelo Governo do Estado como instrumento para “desidratar” politicamente João Campos.
A reportagem também relacionou a estrutura ao Portal de Prefeitura e informou que o veículo havia recebido mais de R$ 600 mil em publicidade estadual. Depois da divulgação das gravações, o Metrópoles revelou registros de entrada de Amisadai no Palácio do Campo das Princesas em julho e setembro de 2024.
Em uma ocasião, ele se identificou como empregado da Caixa; em outra, como representante do Portal de Prefeitura. Segundo o levantamento publicado pelo site, o veículo recebeu R$ 642,5 mil em publicidade do Governo de Pernambuco durante a atual gestão.
É sobre esse conjunto de informações que as novas medidas devem se debruçar. No pedido encaminhado ao MPTCU, a Frente Popular solicita uma fiscalização específica do Tribunal de Contas da União sobre a cessão, inclusive quanto à sua legalidade, finalidade e aos custos envolvidos. Também quer a preservação de processos, mensagens, arquivos e registros de acesso, além dos documentos relacionados às reuniões realizadas no Palácio do Campo das Princesas e à publicidade destinada ao Portal de Prefeitura.
A coligação pede ainda o rastreamento dos R$ 642.574 pagos em publicidade ao veículo, com identificação das campanhas, de quem autorizou as inserções, das contas que receberam os recursos e dos beneficiários finais. A apuração também deve verificar se houve repasses a administradores de páginas, produtores de conteúdo, empresas de impulsionamento ou integrantes da rede citada nas gravações.
Outro ponto envolve os custos da passagem de Amisadai pelo Governo do Estado. Os documentos reunidos pela Frente Popular apontam R$ 109.084,67 em vantagens relacionadas à função estadual, entre maio de 2025 e julho de 2026, além de R$ 196.301,41 ressarcidos pelo Estado à Caixa entre abril de 2025 e julho deste ano. Somados, os valores chegam a R$ 305.386,08. O pedido é para que os pagamentos sejam conferidos e comparados com as atividades efetivamente exercidas no período.
A Frente também quer que o MPTCU obtenha a gravação original exibida pela Record e determine sua análise técnica. Entre as diligências solicitadas estão depoimentos de gestores da Caixa, autoridades estaduais, representantes das agências de publicidade e responsáveis pelo Portal de Prefeitura e pelos perfis mencionados. Se for identificado prejuízo aos cofres públicos, a coligação pede a adoção das medidas de responsabilização e ressarcimento previstas em lei.
A denúncia apresentada à Caixa tem como foco a conduta funcional de Amisadai e as circunstâncias de sua cessão. A Frente Popular pede a abertura de procedimento correcional para verificar eventual desvio de finalidade, uso de estrutura pública em atividade político-partidária, acesso indevido a informações e possível conflito de interesses envolvendo o Portal de Prefeitura.
O documento foi encaminhado à Presidência da Caixa, com cópia para a Corregedoria, a área de Governança, Riscos e Compliance e a Comissão de Ética. A solicitação inclui uma auditoria sobre o processo de cessão e sobre os mecanismos utilizados pela empresa para acompanhar empregados colocados à disposição de outros órgãos.
Na CGU, o pedido alcança tanto a atuação de Amisadai quanto os controles adotados pela Caixa antes, durante e depois da cessão. A Frente solicita a preservação de e-mails, arquivos em nuvem, equipamentos, credenciais e registros de acesso, além da investigação de eventual omissão de gestores responsáveis pelo acompanhamento do afastamento.
A Controladoria também é chamada a examinar possíveis conflitos de interesses e eventual atividade privada não declarada. A coligação quer ainda que sejam cruzados horários de expediente, registros funcionais, publicações da rede digital, reuniões no Governo do Estado e pagamentos feitos ao Portal de Prefeitura. As informações obtidas poderão ser compartilhadas com a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, o Ministério Público Eleitoral, o TCU e órgãos estaduais de controle.
Amisadai foi exonerado do cargo de superintendente de Operações da Arena de Pernambuco em 26 de agosto, um dia depois da divulgação da reportagem da Record. A cessão à administração estadual foi encerrada em seguida.
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A Associação Comercial da Bahia (ACB) promove, na próxima segunda-feira (21), mais uma edição do projeto Diálogos que Transformam tendo como palestrante convidado o cientista político e sociólogo Antonio Lavareda. O encontro será no formato de jantar-palestra, no Palacete Tira-Chapéu, no Centro Histórico de Salvador, e terá como foco os cenários políticos da Bahia e do Brasil às vésperas das eleições de 2026.
Lavareda apresentará a palestra “O Brasil às vésperas das urnas: uma leitura do cenário político de 2026”. A exposição abordará os movimentos da disputa eleitoral, o comportamento dos eleitores e as tendências identificadas pelas pesquisas de opinião. Também serão analisados fatores que podem influenciar as eleições nos níveis estadual e federal.
Leia maisLavareda é presidente de honra da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (ABRAPEL), sociólogo e cientista político. Doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e autor de 15 livros. Sua trajetória inclui pesquisas de opinião, comportamento eleitoral e análise política. Ao comentar o cenário para 2026, Lavareda destaca a quantidade de fatores que podem influenciar a disputa presidencial.
“A análise da 10ª eleição presidencial da Nova República exige combinar múltiplas dimensões que se articulam em um painel de grande complexidade. Economia, identitarismo, segurança, escândalos, Trump… estão presentes no quadro de referências da população e disputam o papel do que será mais decisivo no resultado desse pleito”, afirma.
O jantar terá 100 vagas, com investimento de R$ 500 por pessoa. Parte da arrecadação será destinada às obras de restauração do teto do Palácio da Associação Comercial da Bahia, no Comércio. A iniciativa conta ainda com a parceria do LIDE Bahia e do portal Política Livre.
