Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
O deputado federal Fernando Monteiro (PSD) tem reforçado o apoio, por meio de emendas parlamentares, ao sistema de captação e aproveitamento de água da chuva desenvolvido em Pernambuco, uma tecnologia que já transforma a realidade de comunidades no Estado e agora ganha projeção nacional com implantação também no Pará. A iniciativa foi criada pela Pluvi Ambiental, a partir de pesquisas da Universidade Federal de Pernambuco, e vem se consolidando como referência em soluções hídricas sustentáveis.
No Recife, já são 516 unidades instaladas em áreas de morro, garantindo acesso à água potável para centenas de famílias. Com recursos destinados por Fernando Monteiro, 87 famílias do bairro do Passarinho, na comunidade do Alto da Telha, passaram a contar com água encanada e melhores condições de vida. “Estamos falando de uma tecnologia premiada, desenvolvida em Pernambuco, que leva dignidade para quem mais precisa. Tenho orgulho de apoiar esse projeto com emendas parlamentares para que mais casas sejam beneficiadas”, destacou o deputado.
A experiência pernambucana passou a inspirar outras regiões do país. No Pará, já foram instalados 10 sistemas coletivos na Ilha do Combu, em Belém, contemplando escolas, posto de saúde e pequenos negócios ligados à bioeconomia local. A implantação ocorre por meio do programa Água para Todos, do Governo do Pará, ampliando o acesso à água potável e fortalecendo atividades que movimentam a economia sustentável da região.
O deputado estadual Romero Albuquerque (UB) desafiou a governadora Raquel Lyra (PSD) a cancelar a realização do Circuito Nacional de Vaquejada, previsto para novembro, na Arena de Pernambuco. Isto porque a gestora tem tentado se aproximar da causa animal “de forma desastrosamente contraditória”, segundo o deputado.
“Se desse lado daí, governadora, tem quem é a favor dos animais de verdade, vai ter que se posicionar”, disparou Romero. “Cancele a vaquejada e assine um decreto proibindo as carroças em Pernambuco”, pediu, em um vídeo gravado em frente ao estádio publicado em suas redes sociais. “Durante 3 anos, o governo não deu atenção a isso. Falamos sobre a realidade dos animais em Pernambuco lá no comecinho de 2023. Ou seja, está atrasado e só fez em ano eleitoral”, alfinetou.
Para Romero, a causa animal não é “palco eleitoral e deve ser tratada com seriedade”. “Não dá pra viver em um estado onde o governo anuncia castramóvel e financia do outro lado o sofrimento para os animais. Não dá pra dizer que defende a causa animal e passar pano pra vaquejada. Dinheiro nenhum vale mais que a vida de um animal. Recife mostrou que é possível acabar com essa exploração [o fim das carroças], agora tem que acontecer em Caruaru, tem que acontecer em Jaboatão, em Olinda, em Garanhuns”, disse.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visita, amanhã, às 15h, a fábrica do Aché Laboratórios Farmacêuticos, que está sendo expandida para produzir medicamentos estéreis (líquidos), no Cabo, Região Metropolitana do Recife. No sábado, ele conhece o desfile do Galo da Madrugada a convite do prefeito João Campos (PSB).
O Hotel Sesc Triunfo celebra duas décadas de história acompanhando transformações, recebendo diferentes gerações e consolidando-se como parte da experiência de quem visita à cidade. Mais do que um meio de hospedagem, o espaço se firmou como um local de acolhimento e convivência, onde cada detalhe da estadia é pensado para conectar pessoas e valorizar o bem-estar.
Comemorar 20 anos é reconhecer uma trajetória construída com cuidado, dedicação e compromisso com o Turismo Social, marca do Sesc. Uma história feita de vivências, encontros e memórias, que segue aberta para novos capítulos e muitos destinos pela frente.
Por Antonio Magalhães*
A Quarta-Feira de Cinzas é sempre melancólica. Depois que ela chega se esvai toda a explosão de alegria carnavalesca real ou aloprada com álcool e outras substâncias. E este ano o casal presidencial pode estar brincando o último CarnaLula no poder. O réquiem será o desfile no Rio da escola de samba “Acadêmicos de Niterói”.
Um evento que homenageia o presidente da República por conta de uma verba governamental de R$ 7 milhões. Nossos milhões para burlar a legislação eleitoral. É uma lembrança fora do lugar, uma vez que em 18 anos de comando do país, o petismo pouco mudou o perfil socioeconômico da população. Os brasileiros continuam pobres, dependentes do poder público e foliões alucinados que comemoram não se sabe o quê.
Leia maisMas na próxima semana vai ser a hora da “quarta-feira ingrata que chega só pra contrariar”. Vai chatear muita gente, menos os foliões de Olinda que conseguem esticar o Carnaval até o domingo pós-cinzas. A torcida é que as cinzas levem também o consórcio Governo/STF/Velha imprensa que pôs e dispôs do Brasil e dos brasileiros nos últimos três anos.
Foram empurrados goela abaixo com confetes mais impostos, mais censura à liberdade de expressão, mais insegurança pública, mais benefícios supostamente sociais “mascarados como nos bailes de antigamente” apenas para arrecadar votos. Este grupo conseguiu muita coisa, menos a simpatia da população. E não suspendeu o Carnaval porque não pôde, como vem tentando fazer com as redes sociais. Sabe que vai receber uma saraivada de críticas e ironias contra o seu poder, vitimado pelo poderoso aplicativo de Inteligência Artificial (IA) já em uso em “memes” memoráveis com a temática do Carnaval.
De consolo e esperança de dias melhores resta o ditado popular “Carnaval tem todo ano” para quem não quis participar da festa ou se viu impedido diante de restrições legais, como prisões com penas estapafúrdias ou exílios. Olhando para trás, por dois anos, 2021 e 2022, o Carnaval foi suspenso por conta da pandemia. O Corona Vírus mudou o tom alegre e irreverente do período, inundando Pernambuco com a versão fúnebre da marcha “Vassourinhas”. Foram anos sem frevo, sem Galo, tempo de peste, de risco de vida, de saudade dos mortos pelo vírus chinês. Tempo sem aglomerações, sem abraços, sem beijos “roubados” em todos os cantos.
Mas de acordo com a tradição brasileira de esquecimento de fatos negativos, a pandemia ficou rapidamente no passado e em 2023 voltou o Carnaval. A memória da tragédia, com a exceção da lembrança dos parentes dos mortos, se diluiu no frevo, confete e serpentina.
Foi um Carnaval da pós-pandemia da Covid tão animado como o de 1919, comemorado pelos sobreviventes da Gripe Espanhola, na qual morreram cerca de 35 mil brasileiros numa população de 29 milhões, um percentual semelhante às vítimas fatais do vírus chinês nesse Brasil de hoje de 210 milhões de habitantes. E tão surpreendentemente como chegou, em novembro de 1918, a Gripe Espanhola minguou e em 1919 não havia mais novos casos. O alívio foi tanto que o Rio de Janeiro explodiu em 1º de março com o Carnaval da Ressurreição ou, como registrou o escritor Ruy Castro, o Carnaval da Revanche, “a grande desforra contra a peste que dizimara a cidade”.
É bom lembrar que a turma pernambucana do “fique em casa”, em plena pandemia da Covid, pensou em apressar a volta dos festejos carnavalescos ainda em 2022, sob o argumento que milhões de reais viriam com a festa, gerando empregos, renda, impostos e também mais contaminados. Felizmente isso não aconteceu.
Houve também quem recordou que o Carnaval de 2020 já prenunciava, em fevereiro, a tragédia global, quando foram identificados no Brasil os primeiros casos da Covid. Mas como os três macaquinhos da lenda urbana, o governador de Pernambuco Paulo Câmara, na época, não quis “ouvir” nada sobre os riscos, não “enxergou” a realidade pensando apenas na sua popularidade e nos lucros da festa. E “calou-se” num silêncio mortal, deixando que milhões de pernambucanos e turistas se aglomerassem, transpirassem, tossissem, passando viroses variadas em eventos como o Galo da Madrugada, o carnaval do Recife Antigo, o sobe-e-desce das ladeiras de Olinda, os Papangus de Bezerros e outros blocos.
Comprovadamente, faltou coragem aos governantes em todos os níveis para suspender os festejos já em 2020, ano de eleição municipal e período de paparicação do eleitor, não importando o risco de vida. Sabe-se que ainda no Império houve um cancelamento parcial da festa. O Imperador Pedro II suspendeu os festejos de rua em 1854, no Rio Janeiro, quando percebeu que o “entrudo” estava passando dos limites civilizados. As brincadeiras pesadas estavam ameaçando a saúde pública, com mela-mela de lama e de urina. Ele identificou ainda o risco da liberalidade dos dias momescos levar a uma revolta popular.
Espertamente, o Imperador mudou o perfil da festa. Transportou os festejos para os salões elegantes da Corte. O povão ficou sem Carnaval e a elite garantiu sua alegria. Mais ou menos como acontece ainda hoje em que autoridades, milionários, artistas e convidados especiais abrigam-se nos chamados “camarotes” para ver a massa se esbaldar na folia calorenta e contagiante, movida a álcool com tira-gosto de viroses.
Os “camarotes” do Galo da Madrugada, o maior bloco carnavalesco do planeta – como existissem outros para comparar –, vêm cumprindo sua função de dar mais visibilidade à diferença de classe social. Como acontece também no desfile de escolas de samba do Rio e nos trios elétricos de Salvador com o caminhão puxando a música ou o barulho, a turma riquinha protegida na corda e o populacho atrás do trio, a chamada pipoca. A exceção nesses dias de Momo são os blocos de rua do Recife e Olinda, com orquestra caminhando ao lado dos foliões. A grande expressão do carnaval democrático sem qualquer interferência do STF.
Enfim, um Carnaval sem crises e pouca animação não existe. A maior festa popular do país embola gente, desigualdade social, frevo, samba, chuva, suor, cerveja e muita alegria. Evoé! E que o ano de 2027 traga uma nova perspectiva socioeconômica para este Brasil folião. É isso.
*Jornalista
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Por João Alberto
João Campos ou Victor Marques, quem for o prefeito no próximo ano, deve ter um cuidado especial para evitar a clara decadência do Baile Municipal. Conheço bem a festa, pois estive em todas desde que comecei minha carreira. Na primeira etapa, eram eventos alinhados, na sede do Clube Português, em traje a rigor e reunindo, nos camarotes, muitas e muitas figuras de destaque, incluindo convidados famosos do Rio e de São Paulo e desfilantes de fantasias consagrados.
Era organizado por uma comissão presidida pela primeira-dama do Recife, com pessoas envolvidas no baile. Participei de várias delas, presididas por Magdalena Arraes, Jane Magalhães, Silvia Cavalcanti e Geralda Farias (no tempo de Jarbas Vasconcelos). O Municipal tinha apenas duas orquestras que se revezavam e conseguiam manter o clima no intervalo em que eram substituídas. Não precisava de shows. O concurso de fantasias, com nomes famosos e colunáveis na comissão julgadora, sempre atraía muito interesse.
Leia maisPERDA DO BRILHO
Quando foi para o Classic Hall, aos poucos a festa foi perdendo o glamour. Nos dois primeiros anos, ainda teve figuras alinhadas; depois, virou uma festa comum, quando os foliões vão com roupas comuns, muitos de bermuda. Quando foi prefeito, João Paulo criou um Municipal, dividindo o palco com dezenas de artistas. Um mesmíssimo esquema, que continua sendo usado e que não pode dar certo.
Vinte anos depois, faz tempo que a festa não tem uma novidade, um problema que alertei várias vezes nesta coluna. Antes, a festa ainda conseguia reunir pessoas de destaque nos camarotes e tinha sempre a presença do governador do Estado, mesmo nos casos em que era adversário político do prefeito. Sempre havia o camarote do prefeito e o camarote do governador, e isso gerava muita mídia. Estive em Municipais com Miguel Arraes, Joaquim Francisco, Roberto Magalhães, Jarbas Vasconcelos, Marco Maciel, Carlos Wilson Campos, Paulo Câmara. E com Eduardo Campos que em dois anos me convidou para ir na sua comitiva, que se reunia antes do baile no Campo das Princesas.
EVENTO POLÍTICO
A festa deixou de ser um baile para se tornar praticamente um evento político. Todas as matérias publicaram apenas fotos desses políticos, todos alinhados com o governo municipal. Como nosso Estado está totalmente dividido, quem é da oposição não foi. Antes havia um congraçamento entre todos. Sábado, muitos camarotes estavam vazios. As empresas e pessoas compram, não vão e não distribuem os ingressos.
O resultado foi a imagem ruim de vários deles vazios. Diferentemente de anos anteriores, não foi possível encontrar nomes colunáveis ou empresários de destaque. Apesar de lotar por causa dos ingressos baratos, o público era muitas vezes menor que nos anos anteriores. O desfile das fantasias, num concurso que a Prefeitura promove, deu pena. Criações bonitas, mostradas com o Classic Hall vazio. Interesse zero.
ATRAÇÕES
O palco, dividido por muitos artistas, segue um esquema que raramente deu certo, com direito a alguns nomes totalmente desconhecidos. A festa teve a participação de três orquestras. Na substituição dos seus equipamentos, em alguns casos, houve até 40 minutos de intervalo, quebrando muito o clima de animação. Claro que muitos nomes pernambucanos deram brilho às apresentações, mas, convenhamos, Carlinhos Brown está longe de ser um grande nome e não seria capaz de levar um grande público sozinho. Está muito atrás de atrações baianas como Ivete Sangalo, Cláudia Leitte, Daniela Mercury, Bell Marques, Banda Eva e Léo Santana. E dos muitos nomes que vieram para o Réveillon do Polo Pina. Com absoluta certeza, Alceu Valença teria conseguido maior sucesso, com o detalhe de ser pernambucano.
MINHA TORCIDA
Levanto o problema com a autoridade de alguém que sempre divulgou e prestigiou o Baile Municipal. E que estive em praticamente todos. Sempre vou torcer pelo sucesso do Municipal e confesso que a atual decadência me deixa muito triste.
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Por Andreza Matais – Metrópoles
O governo de Pernambuco ainda não encaminhou qualquer documento à equipe de auditores do Ministério da Saúde responsável por analisar as contas do Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns.
A unidade privada tem entre os sócios o marido da vice-governadora Priscila Krause (PSD). A auditoria apura se o hospital foi favorecido com repasses de recursos públicos e eventuais vantagens contratuais. O governo não entregou documentos que justifiquem o aumento dos repasses, aditivos em contratos e exclusividade na oferta de modalidades, como nefrologia.
Leia maisO governo de Pernambuco pediu adiamento do prazo e, por isso, teve 20 dias para se explicar, mas até agora não apresentou nenhum documento. O último prazo venceu na quarta-feira (4/2).
Governadora reclamou de auditoria para Lula
Na última terça-feira, a governadora desembarcou em Brasília para se queixar diretamente ao presidente Lula da auditoria, que considerou uma tentativa de desgastar sua gestão. A denúncia que motivou a investigação foi apresentada por um aliado do prefeito João Campos (PSB), principal adversário de Raquel na disputa pelo governo do Estado.
Desde então, a investigação é acompanhada diretamente pelo gabinete do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
As suspeitas
De 2023 a 2025, o governo de Pernambuco teria repassado R$ 100 milhões ao hospital. Do valor, R$ 37 milhões foram enviados quando a vice-governadora substituía Raquel Lyra. A denúncia aponta 25 repasses nessas ocasiões.
O governo de Pernambuco nega a informação. “É mentirosa a afirmação de que a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro tenha recebido R$ 100 milhões entre os anos de 2023 e 2025. Nesse período, foram repassados aproximadamente R$ 67 milhões à instituição pelos serviços prestados”, afirmou à coluna.
“Nos períodos em que a vice-governadora Priscila Krause esteve como governadora em exercício, o valor transferido totalizou R$ 2.444.419,91. Também é mentirosa a afirmação de que os repasses teriam sido de R$ 37 milhões”, complementou.
O governo estadual confirma que não entregou os documentos solicitados pela auditoria e afirma que está dentro do prazo.
“Por fim, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) informa que formalizou o pedido de prorrogação do prazo para envio das informações solicitadas pela auditoria do Ministério da Saúde, por meio do Ofício nº 47/2026/GAB/SES-PE, considerando o volume de documentos requerido. Em reunião realizada no dia 03 de fevereiro, na sede da Secretaria, com a equipe de auditoria, ficou repactuado que a nova data para encaminhamento da documentação será a sexta-feira (20/02)”, complementa.
A coluna fez três perguntas ao Ministério da Saúde:
– O governo de Pernambuco pediu prorrogação do primeiro prazo estabelecido para a auditoria no Hospital Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns. Quando o prazo venceu?
– O governo de Pernambuco forneceu os documentos solicitados pela auditoria? Em caso afirmativo, ofereceu a totalidade ou parcialmente?
– O ministro Alexandre Padilha está acompanhando o passo a passo da auditoria pessoalmente?
O ministério não respondeu a nenhum dos questionamentos. Enviou uma nota com o seguinte comentário:
“A auditoria em curso responde a uma denúncia externa. O DenaSUS realizou visita técnica às unidades de saúde na semana passada e seguirá os trâmites regulares. O órgão é responsável por auditorias independentes e técnicas das ações públicas de saúde e da aplicação dos recursos federais no âmbito do SUS. Em média, são feitas cerca de 400 auditorias por ano.”
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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou, ontem, que ainda “é cedo” para discutir uma possível candidatura como vice-presidente da República em 2026 na chapa com o também senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As infomações são do portal G1.
“Eu acho muito cedo para essa conversa. O vice é a última coisa. Ninguém se candidata a vice, o candidato é presidente da República. Isso é uma conjuntura que os partidos que se coligarem vão sentar e colocar nomes e aí nós vamos decidir. Acho que é muito cedo para essa conversa, fico lisonjeada e honrada com essa lembrança, mas eu acho que esse assunto ainda está muito cedo. Vamos conversar isso para frente”, afirmou.
Leia maisA declaração foi dada após reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin, em ambos trataram de temas ligados ao acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia e seus impactos para os produtores brasileiros. Durante coletiva de imprensa, a senadora foi questionada sobre uma entrevista concedida pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, à GloboNews.
Na entrevista, Valdemar elogiou Tereza Cristina, dizendo que ela “é o máximo” e que teria perfil até para disputar a Presidência da República. Ele também afirmou que, em 2022, gostaria que ela tivesse sido candidata a vice na chapa de reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Diante da pergunta se estaria disposta a ser vice em uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro, caso ele dispute o Palácio do Planalto, Tereza Cristina evitou antecipar qualquer cenário.
A senadora reforçou que, neste momento, não há discussão concreta sobre composição de chapa para as próximas eleições presidenciais. Tereza Cristina foi ministra da Agricultura e Pecuária no mandato de Jair Bolsonaro, de 2019 a 2022.
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Jornal do Commercio
A educação tem a capacidade de ampliar horizontes e permitir que as pessoas sonhem e se realizem em profissões que antes pareciam distantes. Paulo Henrique Barreto de Jesus, hoje com 26 anos, estudou do infantil ao 9º ano no Centro de Educação Básica Auxiliadora Paes Mendonça (CEBAPM), uma das grandes ações sociais da Fundação Pedro Paes Mendonça. Nesta semana, foi aprovado para sua segunda residência médica, agora em Oncologia, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Atualmente, cerca de 90 pessoas já iniciaram formação superior na Serra.
Além de Paulo Henrique, um primo e uma irmã também são estudantes universitários de Medicina. Desde criança, ele decidiu que queria ser médico. Definindo-se como determinado, foi aprovado, há dois anos, em seis programas de residência: Universidade Federal de São Paulo (onde se formou), Unicamp, Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, IAMSPE (Hospital do Servidor), Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais e SUS-SP.
Leia maisPara a segunda residência, em Oncologia, foram três aprovações: Hospital Sírio-Libanês (onde irá cursar), USP e A.C. Camargo Cancer Center. Durante a entrevista, Paulo seguia para o Sírio-Libanês para efetivar a matrícula na formação, que terá início em março.
Em sua família, ele é o primeiro de sua geração a cursar Medicina. Filho de uma enfermeira e de um motorista de caminhão, considera a família seu grande suporte ao longo da jornada. “Quando decidi ir para São Paulo fazer residência, minha mãe, claro, ficou preocupada. Eu saía de uma cidade de 20 mil habitantes para a maior metrópole da América Latina, com 11 milhões de pessoas, o que gerava receio. Mas, ao me ver aprovado em seis seleções, ela trocou o medo pelo impulso à minha carreira”, celebra.
Em São Paulo, onde tudo é grandioso e o polo médico é referência nacional, com oportunidades muito maiores, Paulo afirma querer aproveitar ao máximo o aprendizado e prefere não prever em qual cidade irá se estabelecer como médico. “Estou aberto às muitas possibilidades: aqui, em Nova Iorque ou em qualquer lugar do mundo”.
CEBAPM
Inaugurada em 2006, o Centro de Educação Auxiliadora Paes Mendonça abre anualmente 300 vagas para crianças e jovens cursarem do ensino fundamental ao 9º ano. É considerado o centro do povoado para debater com alunos e familiares questões da atualidade, lançar um olhar para a comunidade, com a valorização e o entendimento necessários, além de exercitarem a cidadania. Desde sua abertura, foram realizadas quase cinco mil matrículas.
Aprovações marcam novo capítulo para jovens no povoado
Outros três jovens da Serra do Machado, povoado de cerca de dois mil moradores, conquistaram vagas em universidades este ano e iniciam agora suas trajetórias no ensino superior. Murilo Passos Melo, 20 anos, aprovado em Medicina, e Laiza Souza Santos, 19 anos, aprovada em 1º lugar no curso de Enfermagem da Estácio, cursaram o Ensino Fundamental no CEBAPM. Já Luís Fernando Santos Meneses foi bolsista do curso de Redação da Fundação e agora irá cursar Engenharia de Computação pela Universidade Federal de Sergipe (UFS).
Para Murilo, o sonho de ser médico nasceu ainda na infância, motivado pelo desejo de cuidar de pessoas, e se fortaleceu com esforço, persistência e apoio educacional contínuo. Hoje, ele projeta atuar na saúde pública e contribuir com a comunidade onde cresceu. “Nunca deixem ninguém dizer que o sonho de vocês é grande demais. Com apoio, esforço e persistência, é possível chegar aonde sempre sonhamos, sem esquecer de onde viemos”, afirmou o jovem, que pretende trabalhar especialmente em benefício da comunidade da Serra.
Laiza é do povoado de Serrinha, vizinho à Serra, e conquistou o 1º lugar no curso de Enfermagem da Estácio, também como bolsista do ProUni. Apaixonada pela área da saúde, enfrentou um percurso marcado por desafios emocionais e incertezas, mas encontrou na educação o suporte necessário para seguir em frente. Aluna da Fundação desde a Educação Infantil até o 9º ano no CEBAPM, participou também dos cursos preparatórios de Redação e do curso completo para o Enem, iniciativas que considera decisivas para sua aprovação. Agora, sonha em concluir a graduação, retribuir o apoio da família e cuidar de pessoas por meio da profissão escolhida.
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O presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, estará em Petrolina, no próximo dia 20, às 18h, na Câmara de Vereadores, para anunciar a filiação e a pré-candidatura do jornalista Carlos Britto a uma vaga na Câmara Federal. Para Anderson, a chegada de Britto representa um novo ciclo para o partido no interior. “Estamos consolidando o crescimento do PL no Sertão. Esse novo quadro terá papel fundamental na expansão da legenda em toda a região, com carta branca para construir alianças e fortalecer uma chapa competitiva e estruturada. É um nome que chega para mudar a história do PL no Sertão”, declarou.
O presidente do PL ainda afirmou que será inédita a dobradinha para representar o Sertão no Congresso e na Assembleia Legislativa. “Nós acreditamos nas pré-candidaturas de Carlos Britto para deputado federal compondo com Lara Cavalcanti para deputada estadual. O sertão terá voz ativa no debate e uma atuação que fará o nosso partido crescer ainda mais nessa região”, destacou Anderson.
Uma das principais marcas do terceiro Governo Lula (PT), o Programa Pé-de-Meia entrou na mira do Tribunal de Contas da União (TCU). O ministro Augusto Nardes revelou, em entrevista ao podcast ‘Direto de Brasília’, que encontrou irregularidades na iniciativa, muito similares às de outro processo famoso do qual foi relator: as pedaladas fiscais, que culminaram no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). “Foi pego dinheiro público e colocado em um fundo privado”, denuncia Nardes. Indagado se as consequências seriam as mesmas, ele disparou: “Vai depender das respostas do Governo”.
Ministro, as contas do governo Lula foram aprovadas com ressalvas pelo TCU. Já faz algum tempo que o governo tem tido dificuldades em ajustar as contas segundo as determinações legais. Quais são as razões para, mesmo com tantas ressalvas, terminar sempre aprovando?
Leia maisBoa pergunta. Tem várias ressalvas, algumas graves. Esse ano eu devo abordar um tema que vai ser bem contundente. Depende do relator, que é o ministro Benjamim Zymler, mas eu posso fazer um voto em separado. Vou abordar temas que certamente todos os brasileiros se interessam, como as questões da previdência, da segurança e da infraestrutura. Essa semana inclusive abrirei auditoria para ver a questão dos Correios, após todas as denúncias de que está havendo prejuízo. E tem outro processo comigo, que ainda vou abordar, que é referente ao Programa Pé-de-Meia.
Há suspeite de irregularidades na transferência de recursos do Pé-de-Meia?
É a forma como foi feita. O TCU já descobriu que tem pessoas que estão recebendo e que não estão nas escolas. Mas ainda vou avaliar isso, porque o processo não está finalizado, então não quero avançar muito sobre o que vou fazer.
Seria um programa eleitoreiro?
São quatro milhões de estudantes, recursos consideráveis. O que posso falar é do que já aconteceu, do que já julguei. Foi pego dinheiro público e colocado em um fundo privado. Aí que está a primeira ilegalidade. Então vou avaliar isso, se levo para as contas ou não. De toda forma, é uma ilegalidade, e de certa forma é o mesmo que aconteceu com a ex-presidente Dilma, de pegar dinheiro de fundos sem autorização do Congresso Nacional. Se vamos aprofundar isso, vai depender das respostas do governo. Dei prazo para o governo responder essa questão. Ainda não julguei a parte final desse processo, mas é um tema que importa e que poderá ter uma repercussão maior nas contas da República. Vai depender do relator.
Esse julgamento andará mesmo em ano eleitoral?
Depende do interesse da nação, dos ministros envolvidos. É um tema bastante complexo, mas é importante, eu diria palpitante. Agora, uma coisa que pouca gente sabe é que em 135 anos da República, a primeira vez que houve uma conta reprovada foi a partir do meu relatório. O ex-presidente Getúlio Vargas até teve a reprovação no TCU, mas ele conseguiu ganhar no Congresso. No caso em que fui relator, a Dilma pegou dinheiro dos fundos sem autorização do Congresso, o que é crime de responsabilidade. Ela não teve apoio do Congresso e perdeu o mandato por causa disso. Repito, foi só uma em 135 anos, e eu tive essa coragem. Não porque eu quisesse prejudicar a Dilma, mas porque tenho que cuidar da transparência.
Esse ano completam dez anos do impeachment. Tudo já foi falado sobre aquele processo?
Em um processo de impeachment, você tem que ter uma acusação muito séria, que é levada para a Câmara dos Deputados e depois para o Senado Federal. Ela (Dilma) tinha que fazer um número de 168 votos favoráveis para evitar na Câmara, e de forma muito minoritária fez apenas 142 votos. Com isso, o processo continuou. Eu fiz um parecer, mas alertei a Dilma três anos antes, desde 2012, quando o ex-ministro José Jorge relatou as contas dela. Ele descobriu a primeira informação de que estava sendo feita uma contabilidade criativa nas contas. Quando eu fui relatar as contas, aquela maquiagem já estava maior, e em 2014, quando ela disputou a reeleição, aumentou muito o dinheiro para o Bolsa Família. Pegava-se dinheiro dos fundos de pensões, que quebraram, o dos Correios, da Petrobras e vários outros fundos. Por consequência de usar o dinheiro para pagar o Bolsa Família, que aumentou no Nordeste, e no segundo turno isso foi muito importante. Daí que começaram a surgir as chamadas pedaladas fiscais. Porque ela pegava o dinheiro dos fundos, depois ia repor, mas com a arrecadação do ano seguinte.
Foi correto então o impeachment?
Eu diria que ela cometeu crime de responsabilidade. Porque ela não podia fazer isso sem autorização do Congresso Nacional, que se precisa para fazer qualquer mudança no orçamento. Não vou dizer que ela tenha desviado. Agora, foi um processo também político. Aí foi o problema. Ela brigou ainda com o presidente da Câmara dos Deputados da época (Eduardo Cunha). Aí eu fiz o relatório, que foi aprovado por unanimidade pelos ministros do TCU, inclusive aqueles mais vinculados à esquerda, depois a Câmara aceitou e o Senado aceitou. Então, ela usou o dinheiro de forma ilegal. Eu não vou dizer que ela tenha botado esse dinheiro no bolso, que não botou. Mas ajudou a ela a ganhar a eleição, porque pegou o dinheiro de fundos que quebraram e usou no Bolsa Família.
Ministro, falando sobre o episódio do Banco Master. Houve uma polêmica quanto à atuação do TCU. Qual sua avaliação desse caso?
Vou direto ao ponto. Quem cabe fiscalizar o Banco Master é o Banco Central. Mas cabe ao Banco Central ser fiscalizado pelo TCU. Então o limite é de que se o Banco Central cometeu algum equívoco, o TCU pode penalizá-lo. O tribunal agora teve uma postura de avaliar bem a situação para depois tomar uma decisão. No caso do Banco Master, tem interessados muito fortes, envolve inclusive dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), então é uma situação muito delicada, tem que ir com cuidado.
Mas e quanto à liquidação do Master?
Cabe o Banco Central fazer a liquidação. Ele tem autonomia para isso. Agora, cabe ao tribunal fiscalizar os atos da toda a administração do Banco Central. Não cabe ao tribunal fazer a liquidação.
Esse assunto pode inclusive virar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional…
É um tema que o país tem que entender compreender o que está acontecendo, porque envolve bilhões de reais, que saem do bolso desses que pagam impostos. É um tema muito complexo, que vai dar muito pano para manga, e também muito difícil pra nação, porque perde a credibilidade.
O que mudou no TCU desde que o senhor deixou a presidência?
O tribunal avançou muito, nós temos uma liderança em nível mundial. Sem falsa modéstia, contribuí para isso, presidi todos os tribunais da América Latina e do Caribe. E daí comecei a trabalhar para o Brasil presidir o sistema mundial do controle, que são 195 países, onde passamos a auditar as Nações Unidas. Começamos um trabalho em que não havia indicadores, não tinha estratégia. O que falta ao país é estratégia. O Brasil não tem projeto de estado, de nação, o governo faz só projetos eleitoreiros, sobre como fazer para ganhar eleição. Independente se vai quebrar ou não o país.
E quais seriam os focos do tribunal para o futuro?
O tribunal tem que ser mais moderno, mais preventivo, mais orientativo do que somente punitivo. E aí nós passamos a orientar mais, fazer as chamadas auditorias operacionais. Fizemos essa mudança do tribunal, de procurar fazer mais prevenção que somente a punição. Porque você pune, a pessoa responde, paga multa ou perde o direito político por oito anos. A última lista que entregamos para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi 8.500 nomes de pessoas que perderam os direitos políticos. Então, é muita gente sendo condenada. Por que não fazer a prevenção e orientar? Por isso que disseminei e criei uma cultura de governança no Brasil.
O que o senhor apontaria como o maior risco ao país?
Nós temos 58 milhões de brasileiros que pagam a Previdência e 34 milhões que recebem. Então dá praticamente 1,7 que está pagando para um receber. Nós chegamos a ter 14 pagando para um receber. O nosso período de ouro de ter bastante gente contribuindo para pagar a Previdência está passando, praticamente já estamos na mudança e com o envelhecimento muito grande da população. E hoje temos 23 milhões de famílias com o Bolsa Família. Se multiplicar por quatro pessoas por família, dá praticamente 60 milhões de pessoas que estão recebendo o benefício, que é pago pelo cidadão que está empregado.
E o que vai acontecer com isso?
O país não vai conseguir pagar a Previdência futuramente. O maior gargalho é a Previdência, porque nós temos 60 milhões praticamente que recebem. E somando os auxílios, dá 94 milhões recebendo, de uma população de 212 milhões. Então praticamente a metade do Brasil está recebendo um tipo de auxílio, e quem banca isso são os 30% que pagam impostos. Com isso estamos dando o peixe, e não ensinando a pescar.
Há rumores de que o senhor estaria avaliando antecipar sua aposentadoria para voltar à Câmara dos Deputados. Procede essa informação?
Não está definido isso, mas a minha tendência é ficar no TCU. Eu fui chamado, tenho ainda um ano e nove meses (até completar 75 anos). Enquanto deputado, eu consegui fazer a Lei do Simples, com o apoio dos parlamentares, que me deu inclusive a eleição para ministro do TCU. Tenho vários projetos em que trabalhei. Mas eu só voltaria para a política se a gente tiver autonomia, porque acho que o próprio Senado e a Câmara perderam. Então está difícil a gente pensar em voltar para o Congresso, porque um ministro (do STF) sozinho pode eliminar tudo que se votou lá. Então tem que ter capacidade de articulação para ser deputado ou senador. Eu teria uma tendência maior para o Senado, mas minha tendência hoje é não concorrer e terminar meu mandato como ministro.
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Dois dias após a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco protocolar uma Notícia de Fato contra o pastor Silas Malafaia, o Ministério Público estadual convocou a Diretoria do sindicato para uma reunião na 22ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital. O encontro, que aconteceu na terça-feira (10), reuniu também o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação de Pernambuco (Sintepe) e reafirmou a luta das entidades representativas em prol dos profissionais que fazem o ensino público no país.
Durante o festival gospel The Send 2026, no último dia 31 de janeiro, que bateu recorde de participação, o líder religioso da Assembleia de Deus Vitória em Cristo acusou professores de manipularem estudantes para ditar o que os conservadores apontam como “agenda woke”, termo desvirtuado pela direita para conferir um caráter pejorativo à linha progressista. O evento de grande porte aconteceu na Arena de Pernambuco, na Região Metropolitana do Recife, e, simultaneamente, em Belém, Belo Horizonte, Curitiba e Goiana. A estimativa é de que tenha reunido cerca de 300 mil pessoas presencialmente e mais de dois milhões virtualmente. Um alcance de impacto imensurável, considerando o alto poder de propagação de conteúdo das redes sociais.
Leia maisNa ocasião, Malafaia declarou que o lugar adequando para se educar os jovens era no The Send e continuou: “Existe hoje uma coisa que é séria, é o chamado controle do pensamento pelo marxismo cultural. Se você pensar diferente, você é banido. Se você for contra ‘ideologia de gênero’, se você for contra o aborto, se você for contra práticas homossexuais, se você for contra essa cultura, você é ridicularizado, debochado. Vocês têm que estar preparados para esse enfrentamento”.
Nas palavras do promotor de Justiça Salomão Abdo Aziz Ismail Filho, a denúncia apresentada pela Adufepe e pelo Sintepe foi considerada “relevante”, e serão analisadas “todas as variantes que envolvem o tema”. A Adufepe aguarda, ainda, o posicionamento do Ministério Público Federal.
A provocação aos órgãos pede análise de conduta e adoção de medidas para tutela de direitos coletivos, pontuando inclusive o dano moral coletivo. “O que nós vimos vai além do aceitável. Ele atacou os professores naquilo que temos de mais nobre, que é a competência e ética profissional”, disse o presidente do sindicato, Ricardo Oliveira. “Falas dessa natureza não podem sair sem uma responsabilização.”
Presidenta do Sintepe, Ivete Caetano destacou como esse tipo de campanha prejudica o trabalho em sala de aula. “Somos uma categoria fundamental para a formação da cidadania, para a formação integral de jovens e crianças. Ele coloca medo na sociedade e isso nos coloca numa situação de grande instabilidade.”
As declarações perniciosas de Silas Malafaia, lamentavelmente, não são fato isolado. Na última semana, o ex-jogador de futebol, palestrante motivacional e ex-vereador Túlio Maravilha escancarou a visão preconceituosa da direita em relação às universidades públicas.
Ao informar que havia passado em duas das principais instituições públicas do país, a filha do ídolo do Botafogo, Tulianne, disse que seus pais preferiram que ela se matriculasse em uma faculdade particular. Em vídeo, a mãe da jovem afirmou que a escolha foi para “manter os nossos valores familiares” e acrescentou que a instituição privada se alinha mais “aos nossos pensamentos e aos nossos princípios”.
Como projeto político orquestrado para alienação, o descrédito social na universidade pública é, costumeiramente, endossado e reverberado por líderes religiosos – ainda que não exerçam cargos políticos. André Valadão, líder da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, já publicou vídeos de pregação dizendo que o ambiente universitário poderia mandar filhos de fiéis “para o inferno”. Chegou até mesmo a perguntar se eles gostariam de ver suas filhas se tornarem “vagabundas” por estarem em universidades públicas.
Chancelando tal pensamento, no Governo Bolsonaro tivemos cinco ministros da Educação envoltos numa sequência de escândalos. Corrupção, cortes de recursos, orçamento secreto, guerra ideológica, evasão escolar, queda no número de matrículas, prisão de ex-ministro e mais afrontas.
Alegar que universidades são laboratórios de drogas e ambientes de balbúrdia é cortina de fumaça para deslegitimar as instituições responsáveis pela produção do conhecimento científico no país. É posicionamento de quem não deseja transformação social. De quem não deseja acesso e oportunidade para todos. Lorota para inibir a consciência crítica e o desenvolvimento equânime da nação. Este ano, voltaremos às urnas. Defender a universidade e a educação pública é dever de todos.
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