Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
O Sertão do Pajeú acabou de registrar um marco inédito na saúde regional: Maria do Carmo Diagnósticos, no município de Afogados da Ingazeira, recebeu a certificação internacional ISO 9001, concedida pela TÜV NORD, uma das instituições de auditorias internacionais mais respeitadas do mundo. É a primeira empresa de saúde da região que conquista essa certificação, alterando, para cima, a régua de confiança do setor de diagnósticos na região.
A conquista internacional não é apenas um selo na parede. É o encerramento de um ciclo intenso de 14 meses, que envolveu reorganização interna, mudança cultural, padronização de processos e uma busca obstinada por qualidade. Afogados da Ingazeira, conhecida pela sua rica cultura popular, a 378 quilômetros do Recife, também se torna um polo de saúde para outras cidades próximas ao receber o padrão mundial de qualidade.
Leia mais“Somos imensamente orgulhosos por ser o primeiro grupo de saúde do Sertão do Pajeú a conquistar a certificação ISO 9001. Essa conquista não é apenas nossa. Ela representa desenvolvimento, avanço e esperança para toda a região”, disse a bioquímica e empresária Maria do Carmo, uma das fundadoras do grupo, que completa 44 anos.
O impacto no Sertão
Para Maria do Carmo, a certificação internacional representa que o Sertão cresce, evolui e se destaca. “E nós fazemos parte dessa transformação. Cada melhoria implantada, cada ajuste feito, cada investimento realizado tem um propósito. Cuidar com a excelência das pessoas que nos confia sua saúde”, disse.
Ela acrescentou: “vai haver um despertar nas pessoas. Que saúde tem que ter qualidade. Então, eu acredito que isso é um investimento para a cidade e para a região”, explicou.
A conquista da certificação, por sua vez, altera a geografia da saúde no Sertão do Pajeú. Por muitos anos, exames mais sensíveis dependiam de deslocamentos longos, espera e custos adicionais.
Com a certificação, Maria do Carmo Diagnósticos se consolida como referência regional em análises clínicas, citologia oncótica, densitometria óssea e radiografia digital.
O que muda para quem depende do diagnóstico
A ISO 9001, amplamente utilizada em sistemas de gestão no mundo todo, estabelece padrões rigorosos para que processos funcionem de forma previsível, segura, eficiente e auditável. No caso da saúde, o impacto é direto: o que está em jogo é a precisão de exames que influenciam diagnósticos, tratamentos e prevenção.
A certificação concedida à instituição abrange três áreas: análises clínicas, setor de imagem e citologia, incluindo a citologia oncótica, exame laboratorial microscópico que identifica alterações celulares capazes de indicar lesões precursoras do câncer do colo do útero.
“Às vezes, o paciente vê só uma recepção bonita, mas não sabe o que acontece lá dentro”, afirma a bioquímica. Ela explica que, no processo de certificação, os auditores verificaram coleta, execução dos exames, pós-análise, entrega de laudos, registros de controle, protocolos de investigação e, principalmente, a coerência entre cada etapa.
“Essa é a confiança que nos move, que nos inspira e nos faz levantar todos os dias com o desejo de fazer mais e melhor”. Segundo a empresária Maria do Carmo, a partir de agora, cada etapa, do registro do material à liberação de laudos, é guiada por protocolos validados internacionalmente.
Da coleta ao laudo: o que realmente muda para o paciente
Nesse percurso, a presença da TÜV NORD foi determinante. A certificadora alemã, com mais de 150 anos de história e atuação em mais de 100 países, é reconhecida por sua imparcialidade e rigor técnico. No Brasil, atua como parte de um grupo internacional que oferece auditorias, treinamentos e inspeções em setores estratégicos da economia.
Para uma instituição do sertão pernambucano, ser avaliado por uma instituição desse porte tem um peso simbólico e técnico: significa que os processos internos, independentemente da localização geográfica, atendem aos mesmos critérios exigidos em centros de referência da Alemanha, da Ásia ou dos Estados Unidos.
Para os pacientes, isso se traduz em confiança – uma palavra que, na área da saúde, é sempre central.
O selo internacional devolve ao paciente algo essencial – o direito de ser atendido com padrão elevado sem precisar se deslocar para outra cidade. “O maior desafio foi tomar o primeiro passo: a decisão de implantar (a ISO 9001)”, respondeu ao ser indagada sobre o maior desafio.
A transformação dentro da equipe
A certificação traz um impacto humano. A equipe mudou seu relacionamento com a própria rotina. Os profissionais passaram a enxergar cada etapa com mais clareza.
A norma garante que uma organização tem um Sistema de Gestão da Qualidade estruturado, padronizado e auditado segundo normas internacionais. Em termos práticos, assegura método, controle e compromisso com a qualidade.
A ISO 9001 ampliou o senso de responsabilidade coletiva e fortaleceu a noção de que cada exame é uma história pessoal – envolve uma família, um medo, uma dúvida, um alívio possível.
Nas palavras de Maria do Carmo, “o exame não é só um resultado. Ele tem um caminho. E esse caminho precisa ser perfeito”. Ao final dos 14 meses, quando os auditores da TÜV NORD concluíram que o centro de diagnósticos atendia integralmente aos requisitos, a sensação não foi apenas de vitória, mas de transformação.
A certificação coroa um processo, mas também inaugura outro: o da manutenção permanente da qualidade. A ISO não é um certificado estático; ela exige revisões periódicas, auditorias regulares e atenção constante. É um compromisso de longo prazo assumido não apenas pela gestão, mas por todos que trabalham nesta unidade de saúde.
Para o Sertão do Pajeú, a conquista representa um avanço coletivo. Mostra que o interior pode oferecer serviços com rigor internacional, que profissionais da região são capazes de implementar sistemas robustos e que a saúde local está em processo contínuo de qualificação. Não se trata apenas de uma empresa certificada, mas de um marco para todo um território.
Com a ISO 9001, Maria do Carmo Diagnósticos inscreve seu nome em uma lista global de instituições comprometidas com a excelência. E o Sertão do Pajeú, mais uma vez, mostra que a inovação não precisa vir de longe — basta vir de dentro.
Um sonho que começou em 1982
Maria do Carmo Diagnósticos, hoje, se consolidou como referência no Vale do Pajeú. A trajetória começou em 1982, quando a bioquímica e empresária, aos 25 anos, inaugurou o primeiro laboratório — na época, enfrentando o desafio de abrir as portas no sétimo mês de gravidez do seu primeiro filho. Anos depois, em 1987, nasceria Laíse Lima, que hoje integra a equipe e conduz a gestão ao lado da mãe.
A jornada da ISO, por sua vez, começou com a vontade de não parar de crescer, com o diagnóstico interno: quais fluxos precisavam ser redesenhados, que documentos exigiam atualização, quais profissionais precisariam de treinamento específico.
Segundo Maria do Carmo, a equipe percebeu que uma certificação ISO não é uma meta burocrática, mas uma mudança de cultura. Ela exige que o laboratório, o setor de imagem e a citologia, por exemplo, passem a funcionar como um organismo único, onde cada etapa depende da anterior e prepara a seguinte.
“Foi uma comoção muito grande para toda a equipe (quando recebemos a certificação). A equipe todinha se emocionou. Foi choro pra tudo que é lado, choro de alegria. Foi muito emocionante e ficamos felizes. Uma certificação ISO 9001, que eu bem sei, não é uma coisa tão fácil”, diz a empresária.
O ponto de virada
A implementação de novos protocolos exigiu paciência e disciplina. Houve dias em que a equipe precisou ficar até mais tarde para fechar verificações de rotina; outros em que auditorias simuladas mostraram que ajustes ainda eram necessários.
Um exame de sangue só é confiável se o procedimento de coleta seguir o manual; a citologia só entrega um diagnóstico preciso se todas as lâminas forem tratadas com o mesmo rigor e a radiografia digital só garantem segurança se a calibração dos equipamentos for monitorada rotineiramente. Esse foi o ponto de virada para a equipe: entender que qualidade não é um departamento, é um comportamento.
“A Iso 9001 impacta na vida do paciente, porque ele se sente mais seguro. E a classe médica também, porque a classe médica tem que estar confiante, no que está recebendo, para que possa tomar uma decisão de diagnóstico. Esse foi um sonho meu e de Laíse, um objetivo de vida. Algo que carreguei no coração desde o início de nossa trajetória para aperfeiçoar ainda mais a qualidade dos nossos trabalhos e oferecer um serviço melhor ainda para a população”, destaca a empresária.
O futuro desenhado no berço: a força da sucessão
A conquista da ISO 9001 por Maria do Carmo Diagnósticos não é apenas um marco técnico; é o capítulo mais recente de uma história que atravessa gerações. Se a fundação da unidade em 1982 foi marcada pela coragem de Maria do Carmo, que abriu as portas no sétimo mês de gravidez do primeiro filho, o presente é conduzido pela visão estratégica da farmacêutica e bioquímica Laíse Lima Peixoto. Sócia e sucessora natural, Laíse não apenas herdou o negócio, mas o transformou de dentro para fora.
Suas memórias mais antigas se confundem com a própria estrutura física da empresa. Ela recorda, com a precisão de quem viveu a cena, o momento em que o letreiro foi instalado na fachada original.
“Eu tinha uns quatro anos. Lembro de ficar na calçada com meus irmãos assistindo aquilo ser colocado”, conta. O ambiente de trabalho da mãe era o seu quintal. Entre as quatro salinhas iniciais, Laíse cresceu observando o som da máquina de datilografia e a importância do microscópio.
“Eu deitava nos bancos de cimento que tinham almofadas em cima, ficava desenhando, pintando, ou até tirando dúvidas da escola com minha mãe enquanto ela trabalhava.”
O “batismo de fogo” e a modernização
A escolha profissional, embora parecesse traçada, teve um empurrão decisivo do avô, João Domingos. Foi ele quem, diante das dúvidas da neta no ano do vestibular, insistiu no conselho que mudaria o destino da saúde no Pajeú: “Minha filha, faça farmácia e vá trabalhar com sua mãe”. O conselho foi seguido à risca, culminando em uma trajetória acadêmica sólida, com mestrado e experiência em grandes centros como o Hospital das Clínicas, no Recife.
Ao retornar para Afogados da Ingazeira em 2012, Laíse trouxe consigo o que chama de seu “batismo de fogo”: a missão de modernizar processos consolidados há décadas. A implementação da coleta a vácuo e a informatização dos cadastros foram os primeiros grandes embates culturais. “Houve muita resistência. Diziam que era difícil, que não iam conseguir, que o cadastro por CPF dava trabalho. Mas eu sabia que aquilo otimizava o tempo e garantia a segurança ao paciente. Hoje, todos agradecem”, reflete.
Essa visão transformadora é o que fundamentou a busca pela ISO 9001. Segundo Laíse, que divide o comando com a mãe, Maria do Carmo Diagnóstico, saltou de um atendimento manual e burocrático para uma estrutura de três andares, com sete guichês de recepção e cinco boxes de coleta. O que antes era feito por apenas uma bioquímica, hoje conta com um corpo clínico de nível superior e tecnologia de ponta, como os sistemas de urinálise em esteira e aparelhos de hematologia de alta velocidade.
A ISO como mudança de comportamento
Para Laíse, a certificação internacional é a validação de um investimento pesado e silencioso. Enquanto o público vê a fachada moderna, os bastidores exigiram 14 meses de um rigor quase militar sobre insumos, reagentes e temperaturas.
“A ISO exige treinamento constante, não só técnico, mas de direção. Fala sobre a nossa identidade: a busca obstinada pela qualidade. Quando ninguém na região ainda tinha despertado para isso, nós já estávamos na fronteira, desbravando.”
O maior desafio, segundo ela, não foi financeiro ou técnico, mas humano. “Mudar a mentalidade é o mais difícil. Explicar para a equipe por que o controle de temperatura de uma geladeira, algo que parece pequeno, é vital para o resultado final. Quando essa chave vira, tudo flui. A qualidade deixa de ser um departamento e passa a ser um comportamento”, explica Laíse.
O elo inabalável: mãe e filha
A parceria entre fundadora e sucessora é descrita por Laíse como uma engrenagem de alta precisão. Elas dividem o comando com uma sintonia rara: enquanto uma foca no setor técnico, a outra cuida da gestão ou dos convênios. Em congressos, a estratégia é dividida para cobrir o máximo de conhecimento possível.
“A gente nunca termina uma conversa discordando. Uma sempre convence a outra com argumentos. Aprendo com ela todos os dias; minha mãe é sábia, se a luz apagar e a tecnologia falhar, ela sabe fazer tudo manualmente. Eu trouxe a inovação, mas a base é o conhecimento dela.”
A transição é suave, mas firme. Maria do Carmo tem se afastado das decisões burocráticas, passando o comando para que a filha bata o martelo nas decisões estratégicas e na liderança da equipe. Indagada se será a sucessora, ela responde:
“Eu tenho trabalhado para dominar cada setor, da recepção à bancada. Mas acredito que ela (a minha mãe) nunca sairá totalmente; a empresa é como um filho para ela, e esse amor foi passado para mim. Eu acordo feliz por saber que vou trabalhar.”
Gratidão em forma de diagnóstico
O desfecho da auditoria da TÜV NORD foi o ponto culminante dessa jornada iniciada há 44 anos. O anúncio da recomendação para a ISO 9001 transformou o ambiente técnico em um cenário de pura emoção. “Foi um choro de alegria que contagiou todo mundo, da limpeza à diretoria. Ver a emoção escorrer nos olhos de cada funcionário foi a prova de que atingimos o objetivo. Não foi fácil, foi oneroso e trabalhoso, mas valeu a pena cada batida de cabeça.”
Com a ISO 9001, Laíse Lima Peixoto não apenas assegura a continuidade do legado de sua mãe, mas coloca o Sertão do Pajeú no mapa da excelência global em saúde.
Maria do Carmo Diagnósticos agora vive a norma internacional diariamente, reafirmando que a inovação, quando movida por amor e rigor técnico, não conhece fronteiras geográficas. Como define a própria sucessora: “O exame não é apenas um resultado frio; é uma história pessoal, envolve uma família e um alívio possível. E esse caminho precisa ser perfeito”.
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Em breve, o cantor, compositor, instrumentista, ator e produtor cearense Raimundo Fagner terá sua vida e obra retratadas em um documentário de longa-metragem. Em um vídeo divulgado para amigos mais próximos, Fagner mostrou um trecho da produção, que ainda está em fase de execução e finalização. Dono de uma voz marcante e de grandes sucessos como ‘Borbulhas de Amor’, ‘Canteiros’ e ‘Espumas ao Vento’, o artista deve emocionar tanto a antiga quanto a nova geração com os relatos de sua trajetória. Confira!
Enquanto a governadora Raquel Lyra, do PSD, chega às vésperas da convenção partidária que vai homologar sua candidatura à reeleição sem anunciar todos os nomes da chapa majoritária, o principal concorrente da oposição, João Campos (PSB), está com o time escalado desde março.
O socialista tem quatro nomes fortes para massificar junto ao eleitorado e tentar superar Raquel, que, turbinada pelas ações no Governo, nos últimos meses, cresceu na intenção de votos e lidera numericamente as últimas pesquisas realizadas. As informações são do blog do Roberto Almeida.
Leia maisUm correligionário do ex-prefeito do Recife defende que a campanha da oposição destaque a união dos quatro nomes que concorrerão aos cargos majoritários: João, Lula, Marília e Humberto. Ainda tem o vice, Carlos Costa, que não é tão conhecido como o quarteto, mas também soma, é claro.
O presidente, que irá disputar a reeleição, lidera com folga as pesquisas em Pernambuco. Marília Arraes e Humberto Costa também estão na frente na corrida para o senado.
E João, que está tecnicamente empatado com a governadora, segundo os diversos institutos de pesquisa, parte do Recife com boa vantagem e, ao lado de Lula e com dois senadores fortes, pode chegar na reta final da campanha na vantagem.
Raquel Lyra ainda vai oficializar os nomes de sua chapa.
Priscila Krause deve ser mantida como vice, mas para o Senado há uma indefinição entre Túlio Gadelha (PSD), Eduardo da Fonte (PP), Miguel Coelho (União Brasil) e Fernando Dueire (PSD).
Marqueteiros próximos à Frente Popular propõem até que o um slogan seja usado na campanha do PSB e partidos aliados: “Pernambuco mais forte com João, Lula, Marília e Humberto”.
Pelo menos por enquanto, a governadora Raquel Lyra tem apenas seu próprio nome. Depois da convenção, que será realizada sábado, vai poder traçar a sua estratégia.
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O candidato do PSD à presidência da República, Ronaldo Caiado, criticou, hoje, a participação do presidente da Argentina, Javier Milei, e o uso de um vídeo feito por inteligência artificial do ex-presidente Jair Bolsonaro na convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro. As informações são do portal G1.
Segundo ele, Flávio Bolsonaro não apresentou propostas e foi coadjuvante em um evento em que era protagonista. “Foi ali um evento, uma convenção em que o candidato perdeu para um argentino e perdeu para um avatar. Ali não tinha presença do candidato, não tinha proposta. E o pior, desse um nível tão rasteiro de agressão. De repente, ao invés de nós discutirmos temas nacionais, nós estamos discutindo o problema de agressão aos Estados Unidos, com a Argentina”, afirmou Caiado.
Leia maisO candidato deu a declaração à imprensa reunida após uma reunião com a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e Associação Nacional de Jornais (ANJ) em Brasília. Na mesma linha, o presidente do PSD e candidato a vice na chapa, Gilberto Kassab, disse que a convenção do PL mostrou que Flávio “não quer discutir o Brasil”.
“A convenção fugiu dos objetivos que a sociedade brasileira espera. Ela esperava lá a apresentação de um candidato com propostas. Ele traz um presidente de outro país, um país que tem relações importantes com o Brasil, para fazer um bate-boca com o atual governo, que cai na armadilha e também baixa o nível”, afirmou Kassab.
Legislação contra uso de IA
Questionado sobre a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que deu 48h para a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro explicar se foi autorizado o uso de imagem e voz do ex-presidente, Caiado disse que é preciso cumprir a lei.
“O que nós temos que seguir é o que a lei determina para o processo eleitoral. Isso daí eu vou cumprir. Eu vou cumprir exatamente os ditames da lei. Onde ela definir a utilização, será utilizado. Dentro de critérios, ao mesmo tempo de encaminhamento de que aquilo está sendo feito por inteligência artificial e dentro das regras que a legislação eleitoral autoriza”, afirmou.
Ainda sobre Inteligência Artificial, Caiado defendeu uma legislação moderna sobre o tema e que garanta a remuneração de direitos autorais.
“Todos nós estamos colocando aqui com muita clareza. Esses direitos autorais, eles serão respeitados, sem dúvida alguma. Ninguém está propondo aqui descumprir aquilo que é o direito autoral de qualquer fonte que seja. Seja da imprensa, seja do jornalista, seja amanhã do cantor, seja amanhã do escritor, tudo isso tem que ser respeitado”, pontuou.
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Por Rinaldo Remígio*
Confesso que, nestes dias de tantas pesquisas pré-eleitorais, não consegui deixar de fazer uma comparação um tanto curiosa. Ao abrir os noticiários, pensei comigo mesmo: que verdadeira salada de frutas!
Mas logo corrigi o pensamento.
Na verdade, as saladas de frutas são muito melhores. São refrescantes, saborosas, saudáveis e fazem bem ao organismo. Já algumas pesquisas, dependendo de quem as interpreta, acabam provocando mais indigestão do que nutrição.
Leia maisVivemos um período em que praticamente todos os dias surge um novo levantamento. Um instituto aponta um cenário; outro apresenta números diferentes; um terceiro traz uma leitura distinta. Para quem acompanha a política, é como se cada cozinheiro colocasse um ingrediente diferente na mesma receita.
Não estou afirmando que as pesquisas não tenham importância. Muito pelo contrário. Quando realizadas com metodologia séria, elas cumprem um papel relevante ao retratar o sentimento do eleitor naquele exato momento. O problema começa quando alguns passam a tratá-las como se fossem o resultado definitivo da eleição.
A política, felizmente, não é uma fotografia; ela é um filme. E, como todo bom filme, o roteiro pode mudar até a cena final.
Quem acompanha eleições há algumas décadas, como eu, sabe muito bem disso. Quantas vezes vimos candidatos considerados imbatíveis perderem força? Quantos outros, que pareciam não ter qualquer chance, cresceram ao longo da campanha e surpreenderam nas urnas? A história política brasileira está repleta desses exemplos.
Por isso, sempre procuro olhar as pesquisas com serenidade. Elas informam, mas não decidem. Elas indicam tendências, mas não substituem a consciência do eleitor. A verdadeira pesquisa acontece silenciosamente no coração e na mente de cada cidadão, quando ele compara histórias de vida, avalia propostas, observa atitudes e decide em quem confiar.
Enquanto isso, continuo preferindo uma boa salada de frutas. Ela reúne banana, mamão, manga, maçã, uva, melão e tantas outras delícias. Cada fruta mantém sua essência, mas todas contribuem para algo saudável.
Na democracia também deveria ser assim. A diversidade de ideias fortalece o debate, desde que haja respeito às diferenças e compromisso com o bem comum. O que não faz bem é transformar adversários em inimigos ou reduzir toda uma campanha a gráficos, percentuais e manchetes.
No final das contas, pesquisas são importantes, mas não elegem ninguém.
Quem elege é o povo.
E o povo merece conhecer muito mais do que números. Merece ouvir propostas, conhecer currículos, analisar realizações, comparar projetos e escolher com liberdade aquele que considera mais preparado para representá-lo.
As pesquisas passam.
Os comentários passam.
As campanhas terminam.
Mas o voto consciente permanece como a maior expressão da democracia.
Sigamos. As urnas nos aguardam para a grande tomada de decisão. Afinal, é nelas – e não nas pesquisas – que a vontade soberana do povo se transforma em realidade.
*Professor universitário aposentado e memorialista!
Leia menosA Câmara Municipal de Sertânia inaugura, amanhã, o Prédio Anexo II da Casa Corina Lins de Siqueira. A solenidade está marcada para as 10h e marcará a entrega do novo espaço que será destinado às atividades da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
O anexo será utilizado pelos cursos de Medicina e Medicina Veterinária da instituição, ampliando a infraestrutura de apoio ao ensino superior no município e fortalecendo a parceria entre a Câmara Municipal e a universidade. De acordo com a Câmara de Sertânia, a iniciativa representa mais um avanço para o fortalecimento do Poder Legislativo, além de contribuir para a ampliação dos serviços oferecidos à população por meio da cooperação com a UFPE.
A cerimônia de inauguração será aberta ao público e contará com a participação de autoridades, representantes da universidade, estudantes, professores e membros da comunidade. O evento marcará oficialmente o início das atividades do novo anexo, que passa a integrar a estrutura de apoio aos cursos ofertados pela UFPE em Sertânia.
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Estará nas mãos do próprio presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, se é legal o uso do avatar em Inteligência Artificial do ex-presidente Jair Bolsonaro que apareceu no sábado (25) na convenção do PL. Se ele considerar legal, o PL já prepara outros momentos de utilização da imagem virtual. E será, então, o liberou geral.
O PSD, por exemplo, poderá apresentar um vídeo, digamos, de Juscelino Kubitschek apoiando a candidatura de Ronaldo Caiado. O PT poderá mostrar Getúlio Vargas pedindo que os trabalhadores se unam em torno da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Haverá uma discussão sobre se JK ou Vargas autorizariam esse uso. Mas ela também ocorre no caso da IA de Bolsonaro. Se ele disser que autorizou, confessará que incorreu numa ilegalidade para burlar as restrições a ele. Se nada disser e nada for proibido, o céu da IA será o limite.
Leia maisEssa discussão a respeito dos limites do deep fake é de suma importância. Mas está longe de ser o maior risco que o eleitor brasileiro corre quanto à utilização de Inteligência Artificial na campanha. Esse risco maior, aponta o Instituto Brasileiro para a Regulamentação da Inteligência Artificial (IRIA), estará nas redes sociais. Há um batalhão de robôs prontos para interagir com as pessoas de modo a tentar convencê-las a levar o seu voto nas eleições para uma determinada direção. São os “neurobots”.
Qualquer um que tenha feito alguma pesquisa usando alguma forma de Inteligência Artificial já percebeu como ela se esforça para agir como humana. “Excelente pergunta”, diz ela. É esse o tipo de programação usada nos “neurobots”. Eles são programados, segundo o IRIA, “para conversar como seres humanos, adaptar argumentos em tempo real, participar de debates, construir relações de confiança e criar falsas percepções de consenso”. Tal realidade “já está presente nos principais ecossistemas políticos digitais do Brasil”.
O Relatório Nacional sobre a Integridade Cognitiva das Eleições Brasileiras, elaborado pelo IRIA e ao qual o Correio Político teve acesso, mostra que tanto a campanha de Flávio Bolsonaro quanto a de Lula têm “neurobots” atuando em suas redes. O estudo estimou que 7,6% das contas com maior probabilidade de comportamento artificial estão presentes no ecossistema digital de Flávio. E 5,5% no de Lula.
No passado, os robôs apenas repetiam de maneira massiva palavras de ordem. Agora, eles conversam de fato. Se a pessoa retruca, ele responde com outro argumento. São capazes de “alterar aquilo que a psicologia social denomina sinais sociais. que orientam, de forma às vezes inconsciente, a interpretação do pensamento coletivo”.
“A maior ameaça dos neurobots não é convencer diretamente um eleitor. É fazê-lo acreditar que toda a sociedade já pensa daquela maneira”, explica o presidente do IRIA, Marcelo Senise. De acordo com Senise, esse é o grande perigo. “Poucas forças influenciam tanto o comportamento humano quanto a percepção de consenso”.
Voltamos, então, à discussão sobre o avatar de Jair Bolsonaro ou sobre a disseminação de fake News. “Limitar o debate sobre Inteligência Artificial ao combate às fake News tornou-se insuficiente”, sustenta Senise. “O verdadeiro desafio passou a ser a manipulação do ambiente cognitivo”. O ambiente digital provoca uma confusão.
A pessoa não sabe se interage com um humano ou um robô. Nesse ambiente, determinados conteúdos passam a ser amplificados. Os robôs agem, então, para simular que tal ideia tem apoio popular. Constroem, então, consensos que, na verdade, são artificiais. Agem para “modificar silenciosamente o ambiente das convicções políticas”.
A partir dessas constatações, o estudo do IRIA propõe um novo conceito que chama de “integridade cognitiva”. O instituto propõe que a Justiça eleitoral tem de se preparar não apenas mais para garantir urnas seguras e conter conteúdos fraudulentos. Mas para preservar o ambiente no qual os debates políticos irão acontecer.
A pesquisa analisou 10,3 mil comentaristas únicos, distribuídos nos dois maiores ecossistemas políticos digitais brasileiros, o de Flávio Bolsonaro e o de Lula. Constatou que, 5,6 mil associados ao ecossistema de Flávio Bolsonaro e 5 mil de Lula tinham comportamento de neurobots. O estudo não aponta responsáveis. Só emite o alerta.
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Era para ser o início da recuperação. Mas, minutos depois de deixar o centro cirúrgico, uma paciente do Hospital da Restauração (HR), no Recife, viveu um novo trauma. Parte do teto da Sala de Recuperação Anestésica do bloco cirúrgico desabou justamente sobre o leito onde ela se recuperava de uma cirurgia vascular. Segundo relatos de funcionários da unidade, a paciente foi atingida pelos destroços e precisou retornar ao bloco cirúrgico em decorrência do incidente.
Imagens registradas no local mostram um grande buraco aberto no forro, pedaços de gesso espalhados pelo chão e profissionais trabalhando para retirar os destroços enquanto o atendimento seguia na unidade. O caso aumenta a preocupação com as condições estruturais do maior hospital de urgência e emergência de Pernambuco. E não é um episódio isolado.
Leia maisEm maio deste ano, parte do teto do 7º andar do Hospital da Restauração já havia cedido, abrindo um buraco no corredor e provocando susto entre pacientes e profissionais. Na ocasião, a Secretaria Estadual de Saúde informou que a área afetada ainda não havia passado pelas obras de requalificação.

O problema também se soma a uma sequência de ocorrências em outras unidades da rede estadual. Nos últimos meses, o Hospital Agamenon Magalhães registrou sucessivos episódios envolvendo desabamentos e riscos estruturais em diferentes setores da unidade. O hospital também ganhou repercussão após imagens mostrarem a presença de ratos em suas dependências.
Enquanto isso, a governadora Raquel Lyra afirma estar realizando a maior reforma da história do Hospital da Restauração, com investimento milionário em obras de ampliação e recuperação da unidade. No entanto, até agora, a distância entre a propaganda oficial e a realidade encontrada pelos pacientes nos corredores dos hospitais públicos parece ser medida pelos buracos no teto, pelas infiltrações e pelos riscos enfrentados por quem deveria encontrar ali proteção e cuidado.
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Pela primeira vez em Pernambuco, um governador que busca a reeleição entrará na campanha eleitoral com menos tempo de rádio e televisão do que o principal adversário. De acordo com a composição das alianças partidárias, o pré-candidato ao Governo do Estado, João Campos (PSB), reúne legendas que somam 206 deputados federais, garantindo a maior fatia do horário eleitoral gratuito.
Já a governadora Raquel Lyra (PSD) pode chegar ao máximo a uma coligação que representa 191 deputados federais, ficando atrás do ex-prefeito do Recife na distribuição do tempo de propaganda. A vantagem de João Campos decorre da ampla frente formada por partidos como a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), MDB, Republicanos, PDT, PSB e PRD/Solidariedade. As informações são do blog Ponto de Vista.
Leia maisRaquel Lyra, por sua vez, terá o apoio do PSD, PSDB/Cidadania, Podemos e Avante, porém ainda existe dúvida sobre uma composição com a Federação União Progressista (União Brasil e Progressistas). Por sua vez, o PL, que não lançou candidatura própria ao Governo, soma 99 deputados federais, enquanto a Federação PSOL/Rede, que tem Ivan Moraes como candidato ao Governo, reúne 14 parlamentares.
O tempo de rádio e televisão é considerado um dos principais ativos das campanhas majoritárias, por ampliar o alcance das mensagens dos candidatos junto ao eleitorado. A configuração das alianças para 2026 estabelece um marco inédito na política pernambucana: é a primeira vez que um ocupante do Palácio do Campo das Princesas disputa a reeleição em desvantagem no tempo de propaganda eleitoral em relação ao principal adversário.
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A corridinha diária de 8 km, hoje, em Brasília, foi no maravilhoso Parque da Cidade, que já está bastante seco devido ao prolongamento da estiagem. Por aqui, chuva só a partir de final de setembro e olhe lá! E o mais grave: a umidade relativa já está baixando, entre 30% e 40% nas horas mais quentes, de sol abrasador como o do Sertão.
Metrópoles
Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada hoje, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotaria o candidato do PL ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro, no segundo turno das eleições de 2026.
De acordo com o levantamento, o petista tem 49,2% das intenções de voto contra 42,9% de Flávio.
O levantamento foi feito entre os dias 22 e 27 de julho, com 5 mil entrevistados. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.
Veja os resultados (Cenário 1):
· Lula (PT): 49,2%
· Flávio Bolsonaro (PL): 42,9%
· Voto nulo/branco/não sei: 7,9%
De acordo com a sondagem, o petista tem vantagem de 6,3 pontos percentuais sobre Flávio. Na pesquisa anterior, realizada no fim de junho, o presidente brasileiro tinha 48,8%, enquanto Flávio pontuava 42,3% — a diferença era de 6,5 pontos percentuais.
A pesquisa também testou outros cinco cenários de segundo turno, com Lula disputando contra Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). O levantamento ainda simulou confrontos com Michelle Bolsonaro (PL) e Jair Bolsonaro (PL), embora nenhum dos dois seja candidato. O petista lidera em todos eles.
