Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Da Folha de Pernambuco
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, recebeu representantes do setor canavieiro do Nordeste, afetado significativamente pelo tarifaço dos EUA sobre açúcar e etanol. O encontro, que ocorreu ontem (8) no gabinete de Motta, em João Pessoa, serviu para tratar sobre a concessão de uma subvenção de R$ 12 por tonelada de cana para o setor afetado.
Na ocasião, o presidente da Câmara antecipou que tratou do assunto com a deputada e relatora do Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/26 do Combustível, Marussa Boldrin (Republicanos-GO), e que a proposta foi acolhida pela parlamentar. O PLP prevê a destinação de R$ 20 bilhões para o setor agrícola, podendo destinar parte desse montante para a subvenção.
Leia maisAlém disso, durante a reunião, Motta informou aos representantes do setor canavieiro nordestino que acionou o deputado pernambucano Augusto Coutinho (Republicanos) para tratar sobre o tema, inclusive, com o ministro da Fazenda, Dário Durigan, em busca do apoio por parte do governo federal.
Proposta
O relatório do Projeto de Lei Complementar (PLP 114/26) do Combustível deve ser apresentado até o fim deste mês e já pode ser votado caso haja consenso entre a oposição e governo no Congresso. Com a proposta, a ideia é usar recursos extraordinários oriundos do petróleo em função da crise de energia do Oriente Médio, inclusive para favorecer os biocombustíveis brasileiros.
O encontro com o deputado Hugo Motta foi viabilizado por intermédio do presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan-PB), José Inácio, junto com o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Pedro Neto, e com o presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), Alexandre Andrade Lima.
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O deputado federal Eduardo da Fonte participou, na noite de ontem (8), da Cruzada Evangelística da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, em Barreiros, no Litoral Sul, ao lado do deputado estadual Adalto Santos e do prefeito Carlinhos da Pedreira.
Durante o evento, o pastor Eslijanai Carlos agradeceu a presença do parlamentar. Eduardo destacou o trabalho de evangelização da igreja e afirmou que se sente honrado em participar das cruzadas. “Agradeço toda a atenção, o carinho e, principalmente, a oportunidade de testemunhar a fé e a união do povo de Barreiros”, disse.
O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) lançará a pré-candidatura ao Governo do Ceará na manhã do próximo sábado (16), no bairro Conjunto Ceará, em Fortaleza. A informação foi publicada nas redes sociais do ex-ministro na noite de ontem (8).
O anúncio oficial do lançamento deverá ser realizado na próxima terça-feira (12), durante o “Café da Oposição” da Assembleia Legislativa (Alece), com a participação do coordenador-geral da campanha de Ciro, Lúcio Gomes — irmão dele e ex-presidente da Companhia Docas do Ceará. Foi o que informou o anfitrião do encontro, o deputado Felipe Mota (PSDB), que avalia o momento como uma forma de “prestigiar” o grupo de parlamentares. As informações são do Diário do Nordeste.
Leia maisEm tese, a decisão encerra o impasse sobre uma possível postulação de Ciro à Presidência da República, o que seria a quinta tentativa dele ao cargo. O nome do político chegou a ser defendido para a disputa nacional pelo presidente do PSDB, o deputado federal Aécio Neves.
Por outro lado, a confirmação da pré-candidatura confirma o ex-ministro como um dos nomes da oposição contra o governador Elmano de Freitas (PT), que buscará a reeleição no pleito de outubro.
O senador Eduardo Girão (Novo), Jarir Pereira (Psol), Zé Batista (PSTU) e Giovanni Sampaio (PRD) são outros pré-candidatos lançados na corrida pelo Palácio da Abolição.
Articulações da oposição
Ciro vinha sendo apontado como possível candidato ao Governo do Estado desde o ano passado, quando participou do “Café da Oposição” da Assembleia Legislativa. Na oportunidade, o ex-ministro sinalizou aliança com nomes do PL, como o apoio à pré-candidatura do deputado estadual Alcides Fernandes (PL) ao Senado.
Em outubro de 2025, Ciro se filiou ao PSDB e assumiu o comando do partido no Ceará. Em diversas agendas, o político negava a chance de ser candidato outra vez e defendia o ex-prefeito Roberto Cláudio (União) para disputar o Governo, mas alegava estar com o “coração todo balançado” e que era um “soldado do partido”.
Agora, Ciro será confirmado como o nome a encabeçar uma chapa majoritária, que pode contar, ainda, com Roberto Cláudio e o presidente da Federação União Progressista, Capitão Wagner (União) — ambos são pré-candidatos ao Senado.
A definição completa da chapa ainda dependerá do PL, que suspendeu as conversas com Ciro, mas tem nomes que defendem a candidatura do ex-ministro. Em paralelo, outra ala defende o apoio ao senador Eduardo Girão (Novo).
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Por Cesar Mello*
Ao contemplarmos o propósito de Deus para a mulher, somos conduzidos às verdades antigas, firmadas na criação e confirmadas pela experiência humana ao longo das gerações. A mulher foi criada para a comunhão, para o companheirismo e para a maternidade, não como imposições culturais, mas como expressões da sabedoria divina.
O homem, por sua vez, somente poderia desfrutar inteiramente da vida se pudesse partilhar do amor, da confiança e da devoção no íntimo círculo familiar. A solidão não fazia parte do projeto original; a comunhão, sim. Nesse contexto, o dom de ser mãe revela-se como uma missão divina, marcada pelo amor incondicional, pela doação constante e pela proteção diligente. A maternidade representa, de forma concreta, a criação e a presença do amor de Deus na Terra.
Leia maisÉ no cuidado diário, nas renúncias silenciosas e na vigilância perseverante que esse amor se torna visível. Ser mãe envolve a capacidade de se reinventar diante das dificuldades, ensinar com paciência e cuidar com ternura, estabelecendo um vínculo profundo e sagrado que supera os desafios cotidianos.
Amor incondicional e doação sacrificial: ser mãe é amar de forma plena e complexa. Trata-se de um amor que se doa sem cálculos, muitas vezes sem esperar nada em troca, senão o bem-estar do filho. Esse amor não é frágil, mas forte; não é passageiro, mas perseverante. Ele se expressa tanto no aconchego quanto na correção, tanto na proteção quanto no ensino. É um amor que forma caráter, sustenta emocionalmente e prepara o filho para a vida.
Essa disposição para a doação encontra eco na vocação mais ampla da mulher como companheira idônea. A declaração divina — “far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea” (Gn2:18) não diminui a mulher, antes a eleva. O termo “idônea” carrega a ideia de alguém compatível, adequada, correspondente, perfeitamente ajustada para caminhar em harmonia. Trata-se de um chamado elevado e nobre: servir a Deus e ao próximo, utilizando dons e talentos na edificação de relacionamentos sólidos, saudáveis e duradouros.
Missão de sacrifício, proteção e unidade. A maternidade e o companheirismo conjugal convergem em uma mesma direção: a unidade familiar. Essa missão envolve sacrifícios diários, resistência diante das adversidades e o compromisso de proteger e nutrir a vida confiada por Deus. A maternidade, assim, transcende o físico e se estabelece como uma experiência que toca a alma, criando um laço duradouro entre mãe e filho, um vínculo que permanece mesmo quando os anos avançam.
Na narrativa pastoral da fé cristã, a mulher se apresenta como sustentáculo emocional do lar, cooperadora na edificação do casamento e guardiã diligente da unidade familiar. Ao exercer seu papel com temor a Deus, ela reflete o cuidado divino, tornando o lar um espaço de refúgio, formação e esperança. E, nesse desígnio supremo, a mulher, a mãe e companheira permanece como expressão viva do amor que une, protege e preserva a família para a glória de Deus.
*Dentista
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O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participa, neste sábado (9), de agenda em Surubim, no Agreste do Estado. O ex-prefeito do Recife percorre a feira da cidade acompanhado do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) e do senador Humberto Costa (PT).
Também participam da caminhada o deputado Rodrigo Farias (PSB), o ex-deputado Danilo Cabral (PSB), a ex-prefeita Ana Célia Farias (PSB) e o ex-vereador Biu Farias (PSB). Durante o percurso, João visita boxes da feira e conversa com comerciantes e toyoteiros.
Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
No final do século 19, o mundo era iluminado por lampiões a gás e velas. Nas praias da Bahia e do Espírito Santo, havia um mineral escuro e pesado que fez do Brasil protagonista de uma revolução tecnológica. As areias monazíticas brasileiras começaram a ser exploradas em escala comercial. O planeta nunca vira algo semelhante. O impulso veio da nascente indústria de iluminação urbana da Europa.
Mas o que parecia o início da inovação e liderança tecnológica revelou-se, mais de 100 anos depois, um fiasco. O país com 25% das reservas mundiais de terras-raras praticamente não produz nada refinado até hoje. Simplesmente perdeu o bonde da prosperidade.
Leia maisNaquele Brasil ainda escravocrata da década de 1880, o geólogo norte-americano Orville Derby, então chefe da Comissão Geológica do Império, identificou concentrações significativas de monazita nas areias do litoral sul da Bahia, especialmente em Prado e Cumuruxatiba. Pouco depois, depósitos semelhantes foram encontrados em Guarapari, no Espírito Santo. A monazita continha um tesouro: tório e pequenas quantidades de urânio.
Por volta de 1885, o químico austríaco Carl Auer von Welsbach acabara de patentear sua invenção, nada mais nada menos que a famosa camisa ou manta incandescente para lampiões a gás. Feita de 99% de óxido de tório e 1% de óxido de cério, essa camisa aquecida pela chama produzia uma luz branca e intensa, muito superior à chama nua. Cidades europeias e norte-americanas demandavam toneladas de monazita.
Por volta de 1886 e 1887, as exportações brasileiras deslancharam. O empresário Antero de Brito organizou a extração manual das areias pesadas, e o produto seguia para a Europa com o Brasil bombando.
De 1888 a 1910, o país dominou o mercado global, e as praias de Guarapari eram chamadas de “praias do ouro preto”. A liderança durou quase nada. A partir da década de 1910, a Índia entrou no mercado com as areias monazíticas de Travancore, de teor igual ou superior.
A eletrificação das cidades reduziu a demanda por lampiões. O interesse industrial migrou lentamente para os minerais raros usados em ligas metálicas, catalisadores e, décadas depois, em eletrônicos e ímãs permanentes. Era o momento de investir em química de separação. O Brasil não o fez. Como dizia Millôr Fernandes, oportunidade é careca e temos de agarrá-la pelos cabelos.
Índia, Estados Unidos e, mais tarde, China construíam plantas de refino. Aqui, o governo Vargas chegou a criar, nos anos 1940, estruturas de controle dos minerais estratégicos, mas o foco nunca foi a cadeia industrial de terras-raras. Na década de 1960, o país perdera completamente o protagonismo, sem imaginar quantos bilhões e bilhões de dólares dormiam debaixo do nosso chão.
Por isso, foi tão importante a recente aprovação do PL 2.780 de 2024, a chamada Lei das Terras-Raras. O Senado ainda precisa referendar, mas já significa um passo para o resgate do protagonismo brasileiro num setor em que fomos pioneiros há exatos 140 anos. O Brasil tem só 30% das suas reservas mapeadas e, mesmo assim, já é o 2º maior detentor das reservas mundiais. O potencial é gigante. As oportunidades, maiores ainda.
O diretor do INTR (Instituto Nacional de Terras-Raras), Davi Moreira, que trabalhou como superintendente nas INB (Indústrias Nucleares do Brasil), conhece profundamente o potencial do Brasil, rico em monazita, itirio, cério, lantânio, neodímio e braseldímio, minerais estratégicos da sofisticada indústria de componentes para espaçonaves, carros elétricos, celulares, data centers, baterias de todos os tipos, equipamentos de medicina nuclear e tanta coisa que está no nosso dia a dia e não nos damos conta.
Hoje, segundo o USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos), o Brasil tem a segunda maior reserva mundial de terras-raras, com 22 milhões de toneladas, atrás só da China, dona de 44 milhões. Mas nossa produção refinada é irrisória: menos de 1% do total global. Para variar, continuamos a exportar matéria-prima e comprar produto acabado.
Davi Moreira é um dos cérebros que trabalha para libertar o Brasil desse ciclo viciado de atraso. Estamos sentados em cima de uma montanha de minério valiosíssima, algo essencial para o mundo da tecnologia. O futuro é agora, e não podemos e nem devemos abrir mão de usufruirmos dessa riqueza como país, povo e civilização.
Mineiro, ele fala suave sem abrir mão da firmeza. Conhece o assunto a fundo, quer colher solução, jamais plantar problema. Explica que o INTR, fundado em 2024, trabalha para desenvolver a indústria nacional de extração e refino de terras-raras, criando visão estratégica com transparência e tecnologia. Gente como Davi Moreira é o motor capaz de fazer o setor andar.
Há muito trabalho pela frente. Temos de desburocratizar e ajustar para que os empregos e o dinheiro fluam. Extrair terras-raras como neodímio, praseodímio e disprósio exige centenas de estágios com uso de solventes, domínio aperfeiçoado pela China ao longo de 40 anos de política industrial com subsídios, formação de mão de obra especializada e integração universidade-empresa. O Brasil precisa seguir a mesma rota. Não há que inventar nada.
Pequim controla 85% do refino global e quase 90% da produção de ímãs de neodímio-ferro-boro, essenciais para veículos elétricos, turbinas eólicas, drones e sistemas de defesa. Estados Unidos, Europa e Japão correm atrás com bilhões em investimentos públicos.
A Mineração Serra Verde, em Goiás, iniciou operações-piloto em 2024 e é hoje o projeto mais avançado do país. A CBMM, em Araxá (MG), já produziu terras-raras como subproduto do nióbio, mas interrompeu a operação por falta de escala econômica. São apenas soluços, num Brasil necessitado de ação e pragmatismo.
A história do pioneirismo perdido é lição dura, porque não basta ter riqueza. É preciso transformar em valor, refinando, industrializando e inovando. Em 20 anos, a demanda por ímãs de alto desempenho triplicará, e o preço por não agir no tempo e hora certa será alto demais.
O ouro preto das praias de Guarapari ainda está lá, como há 140 anos. É o momento de virarmos o jogo e nos livrarmos para sempre da máxima de Roberto Campos, segundo a qual o Brasil nunca perde a oportunidade de perder uma oportunidade.
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Por Anthony Santana
Do Blog da Folha
O ex-prefeito de Petrolina, presidente estadual do União Brasil e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho, afirmou que não haverá briga com o presidente do Partido Progressistas em Pernambuco, o deputado federal e também pré-candidato a senador Eduardo da Fonte, para a formação da chapa com a governadora Raquel Lyra (PSD).
Miguel compareceu ao ato do Partido Progressistas em apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), realizado na tarde de ontem (8), na Zona Sul do Recife. No discurso, ressaltou a importância de um “projeto coletivo” e afirmou que a federação União Progressistas irá apoiar qualquer um que a governadora escolher para ser candidato à Casa Alta do Congresso Nacional.
Leia mais“Eu sei, Dudu (Eduardo da Fonte), do seu projeto, como sei do meu. Quero dizer a você que quem está pronto para pedir tem que estar pronto para dar. Não vai ter briga, não vai ter diferença. O que é mais importante que o meu projeto pessoal é o projeto coletivo. (…) Por isso, (governadora) Raquel, sei que no União Progressistas o que não falta é talento. Quem você escolher para estar na sua chapa terá o apoio de todo o time”, declarou.
Miguel Coelho ainda destacou a força do bloco partidário, que vai garantir a Raquel a maior coligação e o maior tempo de guia eleitoral do estado. “Estamos firmes nesta união, para assegurar que Pernambuco possa seguir avançando junto com Raquel Lyra. Nossa missão é garantir que não tenhamos nenhum tipo de retrocesso em nosso estado. Aqui não teremos vaidades ou projetos pessoais”, destacou Miguel Coelho durante o evento, realizado no início da tarde, na Zona Sul do Recife.
O presidente estadual do PP, deputado federal Eduardo da Fonte, afirmou que o apoio a Raquel é incondicional. “Quem aposta que iremos nos dividir, irá quebrar a cara, porque estaremos unidos para reconduzir Raquel ao Palácio das Princesas”.
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Do Blog da Folha
O presidente estadual do União Brasil em Pernambuco, Miguel Coelho, recebeu ontem (8) o apoio político do Podemos, ampliando sua força na disputa por uma das vagas ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra, candidata à reeleição. De acordo com informações de assessoria, o anúncio foi realizado durante encontro promovido pela direção estadual do partido.
A movimentação fortalece o nome de Miguel dentro do grupo governista e aumenta seu peso nas articulações políticas estaduais. O Podemos possui atualmente uma bancada de sete deputados estaduais na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), além de oito prefeitos eleitos no estado, consolidando uma estrutura considerada estratégica para a formação da chapa majoritária.
Leia maisNos bastidores da política pernambucana, o apoio é interpretado como um avanço importante de Miguel Coelho na corrida pelas duas vagas ao Senado que serão definidas pela governadora Raquel Lyra. Além do comando estadual do União Brasil, Miguel vem ampliando alianças no interior e na Região Metropolitana do Recife, buscando consolidar um arco político competitivo para 2026.
Com o novo apoio, aliados de Miguel avaliam que sua pré-candidatura ganha musculatura política e eleitoral, principalmente pela capacidade de mobilização municipal e pela influência do Podemos em diferentes regiões do estado. O movimento também amplia a pressão sobre os demais pré-candidatos na disputa pela composição da chapa ao Senado apoiada pela governadora.
A definição oficial dos nomes, no entanto, deve ocorrer apenas mais próximo do período eleitoral, dentro das negociações entre os partidos que integram a base governista em Pernambuco. “O gesto que vocês estão fazendo, ao serem o primeiro partido a declarar apoio à nossa candidatura ao Senado, é um gesto de afirmação de quem acredita na força do trabalho, por meio da força política dos nossos partidos, do União Progressista e do Podemos. Estamos dando um sinal muito claro e muito forte sobre qual é o futuro que queremos perseguir, construir e alcançar em outubro. Não tenham dúvidas: vamos ganhar essa eleição com nossos deputados, que aqui estão apresentados. Vamos reeleger a governadora Raquel Lyra”, disse Miguel Coelho.
Ele assegurou que pretende ser um senador de todos os pernambucanos, com disposição e conhecimento para percorrer os ministérios em Brasília em busca de recursos para o Estado. “A nossa proposta é buscar uma sociedade mais justa e abrir o diálogo com todos os segmentos. É com diálogo, trabalho e, acima de tudo, esperança e vontade que construiremos esse resultado”, destacou.
O presidente estadual do Podemos, Marcelo Gouveia, afirmou que o apoio do partido à pré-candidatura de Miguel Coelho é resultado da convergência de ideias, trabalho e projetos. “No que depender do Podemos, dos nossos prefeitos e dos candidatos a deputados estaduais e federais, Miguel Coelho será eleito senador por Pernambuco. Seguiremos juntos para defender o nosso Estado e o povo pernambucano”, finalizou Gouveia.
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Por Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai relatar as ações que contestam a constitucionalidade da Lei da Dosimetria, promulgada ontem (8) pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP).
Moraes foi relator das ações penais em que os acusados foram apenados. A norma permite a redução das penas dos réus que foram condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Leia maisAté o momento, o Supremo recebeu ações protocoladas pela Federação PSOL-Rede e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Os partidos e a associação contestam a deliberação do Congresso, que, na semana passada, derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei.
Para a federação, a redução das penas incide sobre crimes contra a democracia e representa uma “gravidade institucional”. “Trata-se de matéria que transcende interesses individuais e alcança a própria preservação da ordem democrática e da integridade das instituições republicanas, circunstância que exige atuação cautelar firme e imediata do Supremo Tribunal Federal”, afirmaram os partidos.
No entendimento da ABI, a lei “banaliza” os ataques à democracia brasileira. “A multidão que pega em armas e se propõe a abolir o Estado Democrático de Direito de forma violenta, por meio de golpes de Estado, deve ter os seus membros mais fortemente sancionados pelo Direito Penal exatamente pelo potencial que têm de agir sem quaisquer amarras morais”, defendeu a entidade.
Após ser escolhido relator do caso, Moraes deu prazo para cinco dias para a Presidência da República e o Congresso se manifestarem sobre a questão. Em seguida, será a vez da Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Depois de receber as manifestações, o ministro vai decidir se a lei será suspensa. Não há prazo para decisão.
PT, PCdoB e PV
A federação partidária formada pelo PT, PCdoB e PV também anunciou que vai contestar a Lei de Dosimetria no Supremo. Segundo os partidos, não há qualquer justificativa constitucional para que crimes contra a democracia tenham penas abrandadas.
“Os crimes contra o Estado Democrático de Direito constituem o núcleo mais grave de ofensas ao ordenamento jurídico, pois atentam contra as próprias bases do sistema constitucional”, argumentaram as legendas.
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Do jornal O Globo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, disse ontem (8) que, além de trabalhar por uma anistia para o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pretende convidá-lo para integrar seu eventual governo. A declaração foi dada em entrevista ao programa CNN 360°, da CNN Brasil.
“O Jair será sempre o meu norte, minha bússola, minha referência, a pessoa com quem eu me consulto. Se ele quiser exercer um cargo no meu governo, é óbvio que vai exercer”, afirmou o senador.
Leia maisFlávio acrescentou que, se eleito e caso uma eventual anistia seja aprovada, pretende subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do pai na posse presidencial. Na entrevista, ele também demonstrou ter preferência por uma mulher para o cargo de vice na chapa.
“Mais uma vez, eu insisto aqui, ultimamente, eu tenho refletido e as pesquisas tem mostrado, eu tenho preferência por uma vice. É o que nós estamos buscando, a pessoa com experiência que possa agregar de verdade”, disse Flávio Bolsonaro.
Ele também comentou o caso do senador Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. “São acusações graves que pesam contra ele. Mas ele tem a sorte de ter na relatoria do caso no Supremo um ministro que não vai agir fora dos autos, que vai cumprir a lei e não vai perseguir ninguém”, disse, referindo-se ao ministro André Mendonça.
“A gente não está negociando o apoio do senador Cío Nogueira. O que nós sempre conversamos foi o apoio da federação. São dois partidos juntos, o Progressista e o União Brasil, e são bancadas grandes, são dezenas de parlamentares”.
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Priscila na corda bamba
A demora da governadora Raquel Lyra (PSD) em definir a sua chapa da reeleição já começa a provocar movimentações e especulações nos bastidores políticos. Apesar do discurso público de cautela e equilíbrio político, aliados da gestora admitem reservadamente que existe uma forte desconfiança em relação à permanência de Priscila Krause na vice.
Nos bastidores, interlocutores do governo afirmam que Raquel tem acumulado incômodos com a postura política de Priscila, especialmente pela avaliação de que ela tenta constantemente dividir protagonismo dentro da gestão estadual, buscando espaço próprio em agendas, anúncios e articulações políticas.
Leia maisA relação também teria sofrido desgaste após episódios envolvendo o marido da vice-governadora, Jorge Branco Neto, sócio da Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns. O hospital foi alvo de forte repercussão política após denúncias e questionamentos sobre repasses milionários feitos pelo Governo à unidade de saúde.
O caso ganhou ainda mais repercussão porque parte dos pagamentos ocorreu justamente em períodos em que Priscila assumiu interinamente o comando do Estado durante viagens e afastamentos da governadora. Reportagens e denúncias apontaram que, em março de 2025, durante um período de recesso da governadora, o hospital ligado ao marido da vice recebeu uma sequência de repasses milionários do Fundo Estadual de Saúde.
O episódio provocou desgaste político dentro e fora do governo, alimentando comentários de aliados de que Raquel passou a enxergar a vice como um foco permanente de desgaste para a gestão. Nos bastidores, a leitura é de que o caso de Garanhuns abalou a confiança política entre as duas.
Mesmo sem qualquer declaração pública sobre rompimento ou afastamento político, a falta de sinalizações de Raquel sobre a manutenção de Priscila na chapa tem sido interpretada por aliados como um indicativo de enfraquecimento da vice dentro do projeto de reeleição.
INSTABILIDADE – A avaliação de integrantes da base governista é que Raquel tenta evitar desgaste antecipado enquanto mantém diferentes grupos políticos próximos do governo. Ao mesmo tempo, o silêncio da governadora alimenta ainda mais os rumores de que a permanência de Priscila Krause na composição majoritária está longe de ser garantida. Nos bastidores, a leitura já é clara: a vice-governadora entrou em uma zona de instabilidade política dentro do próprio governo.

Aliança selada – A federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, oficializou ontem o apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) em ato realizado na sede do Progressistas, no Recife. O movimento consolidou a reaproximação entre o Palácio e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), após meses de tensão envolvendo cargos no governo. “Estamos aqui hoje para selar o apoio a este que já é o maior time político do Estado”, afirmou Eduardo. O evento reuniu prefeitos, deputados estaduais e federais, além de lideranças de várias regiões.
Dudu de olho na vaga – Eduardo da Fonte aproveitou o ato de apoio a Raquel para reforçar publicamente sua pré-candidatura ao Senado. Presidente da federação União Progressista em Pernambuco, o parlamentar afirmou que está “preparado para o Senado” e sinalizou que seguirá trabalhando pela vaga na chapa governista. A movimentação amplia a pressão sobre a montagem majoritária da governadora, que ainda tenta acomodar interesses de aliados como Miguel Coelho (União Brasil), Fernando Dueire (PSD) e Túlio Gadelha (PSD). Nos bastidores, o gesto foi interpretado como recado direto de que o PP pretende transformar o apoio político em espaço efetivo na chapa.
Trégua no bloco? – O ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho tentou esfriar, ontem, a disputa interna por uma vaga ao Senado na chapa de Raquel. Durante o ato do PP no Recife, Miguel afirmou que “não vai ter briga” com o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e declarou que o União Progressista apoiará qualquer nome escolhido pela governadora.

João se explica – O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirmou que o apoio da prefeita de Escada, Mary Gouveia (PL), não representa aproximação dele com o bolsonarismo. Em entrevista à Rádio Polo, João disse que a filiação da aliada ao PL ocorreu por “conjuntura local” e não por alinhamento nacional ao ex-presidente Jair Bolsonaro ou ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O socialista reforçou que seu palanque seguirá vinculado à reeleição de Lula (PT).
CURTAS
Moraes relata ação da dosimetria – O ministro Alexandre de Moraes, do STF, foi sorteado relator das ações que tentam derrubar a chamada Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso após a derrubada do veto do presidente Lula. A norma reduz penas e flexibiliza regras de progressão de regime, podendo beneficiar condenados pelos atos de 8 de janeiro, entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Moraes deu cinco dias para Congresso e Presidência se manifestarem.
Anistia para subir a rampa – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que pretende aprovar uma “anistia ampla, geral e irrestrita” para permitir que Jair Bolsonaro (PL) suba a rampa do Planalto ao seu lado em caso de vitória presidencial em 2026. A declaração foi dada durante entrevista à CNN, em meio à ofensiva bolsonarista pela revisão das condenações ligadas ao 8 de janeiro.
Pai ministro e vice mulher – Flávio afirmou ainda ter preferência por uma mulher na vice de sua chapa presidencial e disse que Bolsonaro poderá ocupar um cargo em um eventual governo seu. Ao reforçar a presença do pai na pré-campanha, o senador declarou que o ex-presidente seguirá sendo sua “bússola” e “norte”, mesmo inelegível. Durante a entrevista, Flávio também evitou romper politicamente com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo da operação da PF no caso Banco Master.
Perguntar não ofende: Quem vai sobrar na montagem da chapa de Raquel?
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se manifestem sobre a nova Lei da Dosimetria. A medida ocorre após o PSol questionar a constitucionalidade da norma promulgada por Alcolumbre, hoje.
Além de Lula e Alcolumbre, Moraes também pediu manifestações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o pedido do partido. As informações são do portal Metrópoles.
Leia maisCom a promulgação da lei, condenados pelos atos de 8 de janeiro e por atos antidemocráticas poderão ter penas reduzidas, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que já anunciou que pedirá revisão da pena de 27 anos e três meses. Moraes, além de relatar a ação apresentada pelo PSol, também é responsável por outro processo que questiona a constitucionalidade da lei.
A principal alegação nas duas ações é a de que, segundo a Constituição, ações de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático configuram crimes inafiançáveis e imprescritíveis. De acordo com os autores das ações, esses seriam os crimes cometidos pelos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Promulgação
A medida ocorre após a Câmara dos Deputados e o Senado Federal aprovarem a proposta em novembro do ano passado, com posterior veto de Lula em 8 de janeiro deste ano. O Congresso Nacional, no entanto, derrubou o veto presidencial na última semana. Como Lula não promulgou o texto dentro do prazo constitucional de 48 horas, a competência passou ao presidente do Senado.
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