Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Por Luiz Queiroz – Capital Digital
A reação da oposição ao Decreto nº 12.975, publicado oficialmente hoje (21) pelo presidente Lula, rapidamente extrapolou o debate tradicional sobre liberdade de expressão e passou a atingir um terreno considerado ainda mais sensível pelas plataformas digitais: o impacto econômico e regulatório sobre o funcionamento das big techs no Brasil.
Das sete da manhã às 13 horas, parlamentares da Câmara protocolaram nove projetos de Decreto Legislativo (PDLs) para sustar os efeitos do ato presidencial. No Senado apenas uma iniciativa foi registrada até agora, de autoria do senador Rogério Marinho, Líder da Oposição no Senado. No geral, os projetos alegam que o governo avançou além do poder regulamentar permitido pela Constituição ao impor novas obrigações às empresas sem aprovação prévia do Congresso Nacional.
Leia maisO decreto de Lula regulamenta dispositivos relacionados à atuação de plataformas digitais, redes sociais e provedores de aplicações na internet, ampliando obrigações de transparência, publicidade digital, gestão de riscos sistêmicos, mecanismos de denúncia e moderação de conteúdo. Também fortalece o papel da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, que passa a atuar como órgão responsável pela regulamentação, fiscalização e aplicação de sanções administrativas relacionadas ao cumprimento das novas exigências.
Na avaliação da oposição, porém, o ponto central do decreto não está apenas na moderação de conteúdo político ou na remoção de publicações consideradas ilícitas, mas no impacto econômico indireto que o novo modelo regulatório pode impor às plataformas. Parlamentares avaliam que o governo atingiu o “coração financeiro” das big techs ao criar exigências permanentes de compliance publicitário, transparência algorítmica e mitigação contínua de riscos, abrindo espaço para fiscalização recorrente sobre os modelos de monetização digital.
Entre os principais críticos está o senador Rogério Marinho, líder da oposição no Senado, que anunciou a apresentação de Projeto de Decreto Legislativo para sustar os efeitos da medida. Na justificativa apresentada, Marinho sustenta que o decreto cria “deveres permanentes de vigilância, prevenção e remoção” para as plataformas digitais sem respaldo em lei aprovada pelo Congresso. O senador afirma que o Executivo extrapolou sua competência regulamentar ao impor obrigações que, segundo ele, alteram substancialmente o equilíbrio originalmente estabelecido pelo Marco Civil da Internet. Marinho também argumenta que o decreto cria um ambiente de pressão indireta para remoção preventiva de conteúdos, o que poderia afetar o debate político e eleitoral nas redes sociais.
Outro foco importante da reação veio de parlamentares ligados à chamada bancada conservadora e à oposição liberal na Câmara dos Deputados. Deputados que protocolaram PDLs semelhantes sustentam que o governo estaria utilizando conceitos vagos, como “falha sistêmica”, para permitir responsabilização ampla das plataformas digitais. Na interpretação desses parlamentares, a redação aberta do decreto poderá estimular empresas a ampliar mecanismos automatizados de exclusão de conteúdo para reduzir riscos de sanções administrativas futuras.
Parte da oposição também passou a argumentar que o decreto inaugura um modelo de “compliance estatal permanente” sobre as plataformas digitais. Parlamentares afirmam que as exigências relacionadas a relatórios periódicos, transparência algorítmica, gestão de riscos e publicidade digital criam uma espécie de supervisão contínua da atividade econômica das big techs. Nos bastidores do Congresso, oposicionistas afirmam que a medida vai além da moderação de conteúdo e atinge diretamente o modelo de negócios baseado em impulsionamento, recomendação algorítmica e publicidade segmentada.
Deputados alinhados à oposição mais liberal também sustentam que o decreto poderá produzir insegurança jurídica para empresas internacionais de tecnologia. Segundo eles, a norma transfere excessivo poder discricionário para a ANPD ao permitir regulamentações futuras sobre conceitos considerados amplos ou indefinidos. O temor manifestado é que as plataformas passem a operar sob ambiente regulatório instável, sujeito a interpretações administrativas variáveis.
Outro ponto que passou a mobilizar parlamentares envolve o fortalecimento institucional da Autoridade Nacional de Proteção de Dados. Os autores dos PDLs afirmam que o governo transformou a autoridade em uma espécie de órgão regulador transversal da internet brasileira. Segundo os parlamentares, o Marco Civil da Internet originalmente não previa a ANPD como autoridade ampla para supervisionar redes sociais, publicidade digital, algoritmos e políticas de moderação de conteúdo.
Na visão da oposição, o governo teria criado, na prática, uma “superagência digital” com competência potencialmente concorrente com outros órgãos públicos. Parlamentares citam possíveis conflitos de atribuição com o Judiciário, Ministério Público, Secretaria Nacional do Consumidor, Comitê Gestor da Internet no Brasil, Agência Nacional de Telecomunicações e Justiça Eleitoral.
Deputados ligados às comissões de comunicação e desenvolvimento econômico passaram a explorar ainda o impacto econômico das medidas sobre o mercado digital brasileiro. Nos discursos já apresentados, parlamentares afirmam que o decreto cria custos permanentes de adequação regulatória para as plataformas, exigindo investimentos contínuos em monitoramento, auditoria, moderação, transparência publicitária e gestão algorítmica. A interpretação predominante é que o governo decidiu pressionar financeiramente as big techs como forma indireta de ampliar controle regulatório sobre o setor.
Outro argumento recorrente nos PDLs é que o decreto incorporou, sem lei específica aprovada pelo Congresso, entendimentos recentes do Supremo Tribunal Federal sobre responsabilização das plataformas digitais. Parlamentares afirmam que o Executivo utilizou decisões judiciais para expandir obrigações regulatórias por meio de decreto presidencial, sem o devido debate legislativo.
A reação também passou a enfatizar riscos relacionados à liberdade de expressão. Parlamentares oposicionistas argumentam que o temor de multas e punições administrativas poderá incentivar plataformas a remover conteúdos legítimos de forma preventiva, especialmente em temas políticos e eleitorais. Na avaliação desses congressistas, o risco de responsabilização futura tende a produzir um ambiente de autocensura privada impulsionado pela insegurança regulatória.
Outro eixo importante do discurso oposicionista envolve a crítica à estratégia política adotada pelo governo. Parlamentares afirmam que o Palácio do Planalto optou por utilizar um decreto presidencial justamente após fracassar nas tentativas de aprovação de uma legislação ampla de regulação das plataformas digitais no Congresso Nacional. Para a oposição, o Executivo estaria implementando, por via infralegal, mecanismos de supervisão digital que não conseguiu aprovar por projeto de lei.
Nos bastidores do Congresso, parlamentares avaliam que o verdadeiro centro da disputa deixou de ser apenas a moderação de conteúdo e passou a envolver o modelo econômico das plataformas digitais no Brasil. A percepção predominante entre oposicionistas é que o governo decidiu atuar diretamente sobre os mecanismos de monetização das big techs, impondo obrigações contínuas de transparência, publicidade e gestão de riscos capazes de alterar estruturalmente a operação dessas empresas no mercado brasileiro.
A disputa agora tende a migrar para duas frentes simultâneas: o embate político no Congresso, com os PDLs tentando derrubar o decreto presidencial, e a possibilidade de judicialização futura no Supremo Tribunal Federal, caso a norma permaneça em vigor. O cenário já é visto por parlamentares e pelo setor de tecnologia como o início de uma nova fase do conflito entre governo, plataformas digitais e oposição em torno da regulação da internet no Brasil.
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O ex-deputado estadual Cayo Albino (PSB) ampliou sua base de apoios para a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco com a adesão do prefeito de Bonito, Dr. Ruy Barbosa. O anúncio foi feito ontem e reforça a articulação política do parlamentar no Agreste pernambucano. Em 2022, Cayo recebeu quase seis mil votos no município. O apoio de Dr. Ruy também contou com a anuência do pré-candidato ao Governo do Estado pelo PSB, João Campos.
Além de Bonito, Cayo Albino conta atualmente com o apoio dos prefeitos Edimilson da Bahia (Correntes), Henrique Gois (Paranatama) e Sivaldo Albino (Garanhuns). O grupo político também reúne ex-prefeitos e vereadores de municípios do Agreste e de outras regiões do estado.
Na eleição de 2022, Cayo Albino obteve mais de 32,5 mil votos, ficando na suplência e assumindo posteriormente uma cadeira na Alepe. Desde então, exerceu funções de destaque na Assembleia, como a vice-liderança do PSB e a liderança da oposição ao Governo Estadual. A expectativa do grupo político é ampliar a votação do parlamentar nas eleições de 2026, com base no fortalecimento de alianças regionais e na ampliação de sua presença política em diferentes municípios pernambucanos.
A Comissão Externa sobre Prevenção e Enfrentamento da Violência Sexual Infantojuvenil da Câmara dos Deputados realizará, na próxima segunda-feira, audiência pública para ouvir, presencialmente, o senhor Tim Ballard, ex-agente especial do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (Homeland Security), fundador da Tim Ballard Foundation e cuja trajetória inspirou o filme Som da Liberdade, produção que levou ao grande público o debate sobre o tráfico de crianças e a exploração sexual infantil.
A audiência será realizada às 14h, no Plenário 3 do Anexo II da Câmara dos Deputados, em Brasília. O encontro foi convocado no âmbito da Comissão Externa, sob coordenação do deputado federal Fernando Rodolfo (PRD/PE).
Leia maisA oitiva integra os trabalhos da Comissão Externa criada para aprofundar o debate sobre políticas públicas, medidas legislativas e estratégias de prevenção e repressão à violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil.
Para o deputado Fernando Rodolfo, a presença de Tim Ballard representa uma oportunidade de ampliar o diálogo internacional sobre o tema e conhecer, diretamente de sua experiência presencial na Câmara, iniciativas de enfrentamento a redes criminosas que atuam na exploração sexual de crianças e adolescentes.
“A violência sexual infantojuvenil é uma das formas mais graves de violação de direitos humanos. O Brasil precisa tratar esse tema com prioridade absoluta, fortalecendo a prevenção, a investigação, a responsabilização dos criminosos e a proteção das vítimas. A audiência pública com Tim Ballard permitirá conhecer experiências internacionais e contribuir para o aperfeiçoamento das ações do Estado brasileiro”, afirma o deputado Fernando Rodolfo.
Tim Ballard é conhecido por sua atuação no combate ao tráfico humano e à exploração sexual de crianças. Ao longo de sua trajetória, atuou em investigações relacionadas a crimes transnacionais e, posteriormente, fundou organização dedicada ao enfrentamento dessas violações. Sua história ganhou projeção internacional ao inspirar o filme Som da Liberdade, que ampliou a visibilidade pública sobre o enfrentamento ao tráfico de crianças e à exploração sexual infantil.
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Pesquisas para consumo interno encomendadas por um grupo de senadores mostrou que o advogado Geral da União, Jorge Messias, teria 75% de aprovação dos eleitores brasileiros para ministro do Supremo Tribunal Federal.
No Encontro Internacional da Indústria da Construção Civil, onde esteve a convite do presidente Lula (PT), Messias foi tratado como uma unanimidade positiva tanto pelos empresários como pelos trabalhadores da construção.
Do G1
O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), rejeitou, hoje, novos requerimentos de parlamentares cobrando a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso do Banco Master.
“Requerimentos de leituras de matérias devem ser objeto de despacho da presidência. Portanto, o momento da leitura é um ato discricionário [uma escolha] da presidência da mesa do Congresso Nacional”, afirmou Alcolumbre.
Leia maisA declaração ocorreu durante sessão do Congresso Nacional, nesta manhã, para análise de um veto à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que restringe a transferência de recursos federais para municípios considerados inadimplentes.
Nos pronunciamentos iniciais, parlamentares de diversos partidos se manifestaram a favor de uma CPMI para investigar as suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o banco de Daniel Vorcaro, preso desde março pela Polícia Federal (PF), na operação Compliance Zero.
Hoje, há pelo menos cinco pedidos protocolados de abertura de uma CPI para investigar o caso. Um requerimento de CPI exclusivo da Câmara, três do Senado e um pedido de CPI mista, ou seja, que reúne deputados e senadores.
Além disso, tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) pedidos da oposição e da base para abertura do colegiado. Uma decisão do STF poderia obrigar o parlamento a criar a comissão – como aconteceu com a CPI da Covid.
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O presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e prefeito de Aliança, Pedro Freitas, participou, ontem, em Brasília, de uma reunião com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, dentro da programação da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.
O encontro reuniu também o presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski, além dos presidentes das entidades municipalistas estaduais de todo o país. Na pauta, foram discutidas as chamadas “pautas bomba”, temas que vêm gerando preocupação entre os gestores municipais devido aos impactos financeiros nas administrações locais.
Leia maisDurante a reunião, ficou acordada a criação de um grupo de trabalho formado por representantes do Governo Federal e da Confederação Nacional de Municípios, com o objetivo de aprofundar o debate sobre as pautas e construir soluções conjuntas que evitem prejuízos aos municípios brasileiros.
Para Pedro Freitas, o encontro foi produtivo e reforça a importância do diálogo entre os municípios e o Governo Federal. “Foi uma conversa positiva, com espaço para diálogo e construção conjunta. Os municípios precisam ser ouvidos e fortalecidos, porque é nas cidades que as políticas públicas acontecem de fato. Acreditamos na força do municipalismo e na parceria com o Governo Federal para avançar nas pautas que impactam diretamente a população”, destacou o presidente da Amupe.
Ainda segundo Freitas, “também é importante reconhecer o papel do Governo Federal no fortalecimento dos municípios brasileiros, através de programas e investimentos que já estão chegando na ponta. Iniciativas como o Minha Casa Minha Vida, o Mais Médicos e o PAC Seleções têm contribuído diretamente para melhorar a vida da população e garantir mais desenvolvimento para as cidades. Quando União e municípios trabalham juntos, quem ganha é a população”, finalizou.
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Por Antonio Magalhães*
Houve um tempo de um passado recente em que o cidadão ou leitor tinha acesso restrito a quem comunicava ou ao jornal da sua cidade para apresentar queixas e sugestões. O que existia era só o espaço de ‘Cartas à Redação’, onde as reclamações dos serviços públicos e privados eram espremidas em poucas linhas de texto com temas relegados na parte nobre dos periódicos. Questões urbanas que pareciam irrelevantes para os governantes estavam registradas nesta seção, num canto de página de pouca visibilidade. Vivia-se a ditadura da falta de espaço jornalístico para quem dava sustentabilidade à imprensa.
Esse tempo ficou para trás. Hoje, a comunicação direta do produtor de conteúdo e o consumidor/leitor deu um poder inimaginável aos que tinham de ler ou ouvir passivamente, com pouca chance de ter voz para uma resposta ou comentário. Agora, as ‘Cartas à Redação’ turbinadas são as redes sociais. Nelas, a mensagem é captada pelo leitor que reclama, contesta e até sugere nova mensagem. Há registros da saga das cartas manuscritas ou datilografadas, que levavam dias ou meses para chegar ao destinatário, até a chegada das redes sociais instantâneas, como o Whats App (o popular Zap), o Telegram, o Facebook, o Instagram e outras. Foi instalada a democracia da palavra: quem fala o que quer, pode ouvir muitas vezes o que não quer. Mas a sua voz será ouvida.
Leia maisTudo mudou na transição das cartas para as redes sociais: encurtou distâncias, introduziu a escrita informal e sem limite de espaço, em linguagem direta e até acrescentou emoções visuais de afeto e recursos não-verbais, como emojis, GIFs e áudios, para enriquecer o contexto emocional da mensagem.
Esse ‘nariz de cera’ do jornalismo ou preâmbulo é para falar do curioso livro do escritor Rogério Mota, que durante décadas escreveu cartas à redação do ‘Diário de Pernambuco’. “Muitas nasceram de um incômodo imediato: um buraco na rua, um semáforo quebrado, um trânsito desorganizado, uma resposta mal-dada por um órgão público. Outras surgiram de reflexões mais amplas: política, comportamento, cidadania, futebol, cultura. Todas, porém, tinham algo em comum – eram escritas no calor do momento, com o desejo simples de ser ouvido”, conta Mota em seu livro.
Para o escritor, “essas cartas não são apenas sobre os fatos que as motivaram. Elas retratam um tempo. Cada texto guarda, ainda que de forma simples, um fragmento da vida cotidiana de uma cidade, de um estado, de um país. Um semáforo quebrado hoje pode não ter importância alguma – mas ele revela como funcionava (ou não funcionava) a gestão pública naquele momento. Um engarrafamento específico já não existe – mas o problema da mobilidade urbana continua sendo um desafio permanente. Uma reclamação pontual pode parecer pequena – mas, somadas, essas pequenas vozes formam um painel muito mais amplo da realidade”.
Rogério Mota lembra um aspecto que considera importante: a persistência de certos temas. “Ao longo dos anos, percebo que muitos problemas se repetem. Mudam os governos, mudam os nomes, mudam as circunstâncias — mas algumas questões continuam presentes. Isso não é apenas um sinal de falha; é também um convite à reflexão. O que evoluímos? O que permanece igual? O que ainda precisamos resolver?”
No prefácio de ‘Memória das Cartas’, o jornalista Ângelo Castelo Branco, membro da Academia Pernambucana de Letras, afirma que “a publicação não é um livro de grandes eventos históricos – e não pretende ser. Seu mérito está justamente naquilo que muitas vezes escapa aos grandes relatos: o cotidiano, o imediato, o aparentemente pequeno. Mas é desse material que, em última instância, se constrói a história real de uma sociedade”. É isso.
*Jornalista
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
A essa altura, os investigadores da Polícia Federal (PF) avaliam que nem a delação do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, nem a de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, seriam essenciais para o andamento da apuração sobre o que se já se classifica como uma das maiores crises políticas e financeiras da República brasileira.
Segundo o diretor de Estratégia da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Flávio Werneck, o que já se descobriu a essa altura torna essas delações complementares. Seriam importantes para completar o “follow the money”, o “siga o dinheiro”, facilitar esse roteiro. Até agora, no entanto, segundo ele disse ao Correio Político, nem mesmo para isso a delação de Vorcaro serviria.
Leia maisO que Daniel Vorcaro até agora se dispôs a falar, segundo Werneck, está muito aquém daquilo que a PF já sabe. Nada acrescentaria nem com relação ao modus operandi da organização criminosa nem sobre quem são os envolvidos, seus papeis e o alcance. No caso de Paulo Henrique Costa, diz o diretor da Fenapef, a delação está mais avançada. A PF a considera mais madura e, portanto, mais próxima de vir a ser homologada.
Flávio Werneck não confirma, mas no meio político de Brasília, há uma expectativa de que a delação de Paulo Henrique Costa saia na semana que vem. O diretor da Fenapef explica que não há muito como cravar uma data. O primeiro passo é a análise de que a delação serve para os investigadores. Isso já existe. Embora, segundo ele, tenha gerado desconfiança a saída de um dos advogados de Costa, Eugênio Aragão. Após isso, é preciso que o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, homologue a delação.
Segundo Werneck, fonte importante de informações têm sido os celulares de envolvidos. Não apenas no caso Master, mas também no caso Marielle Franco. Os aparelhos do policial militar da reserva Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, apontaram um caminho de uso de emendas parlamentares para beneficiar ONG ligada aos irmãos Brazão.
“Peixe” foi um dos condenados pelo assassinato de Marielle. Os celulares mostravam que ele intermediou emendas para ONG suspeita de ter ligações com Chiquinho e Domingos Brazão, condenados como mandantes do assassinato da vereadora, o Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio.
A tal ONG administraria uma escolinha de futebol, e para isso seriam as emendas. O suspeito é a intermediação de “Peixe”. Destinou-se R$ 240 milhões para essa ONG. Entre as emendas, uma de R$ 199 mil do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato de oposição à Presidência da República.
Por meio de sua assessoria, Flávio afirmou não ser papel do parlamentar auditar como suas emendas são utilizadas por terceiros. É, porém, mais um fator complicador. Para Flávio Werneck, fatores complicadores não apenas para ele. As investigações em curso no momento têm grande potencial explosivo.
Voltando ao Master, há uma grande curiosidade a respeito da existência de vídeos das famosas festinhas que dava Daniel Vorcaro, trazendo prostitutas de luxo estrangeiras, em uma casa de praia em Trancoso, na Bahia. Segundo Flávio Werneck, os tais vídeos existem, mas eles não têm grande importância na investigação.
Poderiam mais interessar ao interesse voyeurístico de alguns Eventualmente, poderão ajudar a medir graus de proximidade entre o banqueiro e seus convidados. Mas não são elementos capazes de apontar crimes, ilegalidades. Só serviriam para o desnecessário constrangimento eventual de pessoas.
Por isso, há uma grande preocupação na PF com vazamentos. Como aconteceram com os diálogos de Vorcaro com sua ex-noiva Martha Graeff. Vazamentos saíram da CPMI do INSS. Alguns de mero interesse privado. No caso da própria PF, envolvimento com vazamento de informações já afastaram cinco policiais.
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Jornal Nacional
A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que diminui o controle do uso de verba pública pelos partidos políticos e permite o disparo em massa de mensagens em período eleitoral.
O projeto não estava na pauta e foi incluído pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos, logo no início da sessão. Em poucos minutos, os deputados aprovaram a urgência. Duas horas depois, começou a discussão do projeto.
Leia maisEm menos de uma hora, o texto foi aprovado de forma simbólica. O texto afrouxa o controle sobre a aplicação de recursos públicos bilionários nos partidos políticos. Em 2026, as siglas têm quase R$ 5 bilhões para campanhas e mais de R$ 1 bilhão do fundo partidário para despesas permanentes.
O projeto:
Partidos que surgirem de fusões ou incorporações não poderão ter verbas do fundo suspensas por irregularidades anteriores à criação da nova legenda. O projeto permite o envio de mensagens em massa com uso de robôs para contatos previamente cadastrados, mas não detalha como esse cadastro deve ser feito. As plataformas de internet só poderão bloquear essas mensagens com ordem da Justiça.
“Esse projeto abre as portas para todo tipo de irregularidade no uso dos recursos do fundo partidário, na medida em que ata as mãos da Justiça Eleitoral no que se refere à fiscalização mais aprofundada no uso desses recursos, restringindo a auditoria que é feita pela Justiça a aspectos meramente formais”, afirma Marcelo Issa, conselheiro da Transparência Brasil.
O texto dá efeito imediato às novas regras, inclusive para processos em curso, sem esperar o prazo de um ano exigido pela legislação eleitoral. O projeto segue agora para o Senado.
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Minha amiga Branca Góes, cerimonialista de primeira grandeza, deu mais um show de competência em mais um evento a quem confiei de olhos fechados: o jantar de adesão dos 20 anos do blog, segunda-feira passada, no Sal e Brasa Jardins, da Rui Barbosa, com casa lotada.
Planejamos para 300 pessoas e foram compartilhar comigo cerca de 500 pessoas, exatamente 480, para ser mais preciso. E em nenhum momento, Branca perdeu o controle da situação ou se estressou. Pelo contrário, graças a sua experiência e competência, abriu espaços onde não existia, com criatividade, gentileza e bom humor.
Resultado: a festa foi um estrondoso sucesso, como a dos 18 anos em 2024, também coordenada e planejada por Branca, que já está com outra missão: o 1º Forró do Magno, dia 13 de junho, em Arcoverde, segunda etapa das festividades alusivas ao calendário de comemoração das duas décadas, que se encerram com o terceiro e último evento no dia 11 de agosto, em Brasília.
A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer um Flávio Bolsonaro ferido, mas não a ponto de ele ser obrigado a deixar a campanha presidencial. “Um Flavio Bolsonaro ferido sempre esteve na nossa estratégia, mas não a ponto de forçá-lo a abandonar a disputa”, diz um interlocutor do presidente Lula.
Segundo ele, o ideal é que o senador do PL, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, caia alguns pontos nas pesquisas de intenção de voto, mas não registre uma queda aguda que faça crescer as pressões para sua substituição. Esse é o melhor cenário para Lula na disputa presidencial. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Leia maisA campanha de Lula estava preparada para relembrar investigações sobre o senador, como o esquema da rachadinha no seu gabinete de deputado estadual, os negócios suspeitos de sua loja de chocolate e o apoio que ele dava para um miliciano no Rio de Janeiro.
O senador nega qualquer irregularidade nestes casos, mas a equipe de Lula vai usá-los na campanha eleitoral. O receio da equipe de Lula é que, numa eventual saída de Flávio Bolsonaro, outro candidato da direita venha a se firmar na disputa eleitoral e se torne um adversário mais difícil de ser batido num segundo turno.
Em busca deste espaço, os candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) querem sangrar cada vez mais o senador do PL do Rio. Zema voltou a subir o tom ontem. Chegou a dizer que seu vice já está decidido e será alguém com “ficha muito limpa” e “não queremos ninguém com qualquer envolvimento com banqueiro bandido”.
Caiado vai num tom mais leve, mas repete que o próximo presidente não pode ser alguém “contaminado”. Renan Santos, do Missões, não mede palavras e bate forte em Flávio Bolsonaro nas redes sociais. A pesquisa Datafolha de amanhã vai trazer um aferimento de como esses movimentos estão atingindo o filho de Bolsonaro.
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A ex-deputada federal e pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), avalia que a eleição desse ano será novamente “crucial para a democracia”. Em entrevista ao podcast ‘Direto de Brasília’, ela analisou o cenário nacional, com escândalos pipocando no palanque do adversário Flávio Bolsonaro (PL), reforçou a importância de união em torno do presidente Lula (PT) e disse que seria importante que a governadora Raquel Lyra (PSD) saía “de cima do muro” para que o petista possa ter mais um palanque em Pernambuco.
A senhora está como pré-candidata ao Senado pelo campo do presidente Lula, que já ressaltou a importância de ter aliados na Casa devido aos tensionamentos, como o caso do Jorge Messias. Como avalia o quadro atual?
Acredito que ficou bem claro para o Brasil o que houve no Congresso Nacional. Foram dois recados em dois dias seguidos, a rejeição do nome de Messias e a derrubada do veto do presidente Lula ao PL da Anistia disfarçada, que eles chamam de dosimetria. E o recado é que a politicagem está acima dos interesses do povo. Isso leva a uma urgência ainda maior de renovação para a Casa. O centrão, que não está preocupado em dar suporte às políticas públicas necessárias para o povo, promoveu uma tentativa de barganha em relação a alguns assuntos que eram de interesses pessoais desses parlamentares. Por exemplo a CPI do Banco Master.
Leia maisE como responder a isso?
Também é necessário que o presidente Lula mande esse recado institucional de que ele não vai se render à politicagem que está sendo feita no Congresso Nacional. E mandar o recado para a população que é urgente que a gente fazer essa mudança em 2026. Esse ano vai ser praticamente uma nova Constituinte, em que a gente vai estabelecer a maioria necessária para defender a Constituição promulgada em 1988, e defender a nossa democracia, que é muito jovem, para que a gente possa consolidar o processo democrático no Brasil, que vem sendo construído desde a década de 80.
Foi noticiado que o presidente Lula vai insistir com a indicação do Jorge Messias, que é pernambucano, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Na sua visão, seria uma decisão correta ou ele deveria colocar outro nome depois do que ocorreu no Senado?
Quem sou eu para contestar uma decisão do presidente. O que tenho a dizer é que concordo totalmente que Messias é um grande nome, principalmente da nossa geração. Fui contemporânea dele no curso de Direito na Universidade Federal de Pernambuco. Desde sempre ele foi extremamente dedicado, é um dos quadros jurídicos mais preparados do Brasil, tem esse compromisso em defender a democracia, que é o papel da Suprema Corte. Acho que é uma decisão acertada do presidente Lula, infelizmente nós não estamos lá ainda para fazer a defesa dessa proposta, mas vamos estar aqui torcendo.
Essa semana houve o episódio com o Flávio Bolsonaro (PL), que acabou por aumentar a diferença nas pesquisas, que vinham equilibradas. Acha que ele estaria ficando inviabilizado?
Se a pré-candidatura dele está em viabilizada ou não, é uma avaliação dele e do grupo político dele. Agora, fiquei estarrecida de que ele tinha tomado para si o papel de acusador de que o Banco Master era do presidente Lula, quando não tem nenhum indício de qualquer contato com o banqueiro Daniel Vorcaro. E Flávio sabia que trocava áudios, que tinha pedido dinheiro, que Vorcaro tinha destinado milhões para essa biografia, que mais deve ser um filme de terror, do pai dele. E teve a grande hipocrisia de chegar e acusar. Isso que me deixou estarrecida.
Esse escândalo seria então uma pá de cal, como se diz no jargão popular?
Ele teve envolvimento com miliciano, com rachadinha, com lavagem de dinheiro, com loja de chocolate, com compra de diversos imóveis em dinheiro vivo. Teve envolvimento em vários escândalos de corrupção, o pai dele roubou joias que eram presentes oficiais para o estado brasileiro. O fato dele estar envolvido em mais um escândalo de corrupção não me deixa estarrecida, mas sim que ele tinha tido a imensa cara de pau de chegar e fazer um papel de acusação de que a esquerda que era envolvida com o Banco Master, quando está provado que é ele que está envolvido até a testa, nem é até o pescoço. O que a gente precisa fazer aqui é fortalecer a pré-candidatura à reeleição do presidente Lula, para que a gente garanta um projeto popular no Brasil, defendendo a democracia, para que o povo pobre volte a ter lugar no orçamento da República.
Os produtores negaram que haja dinheiro do banco Master no filme. Há suspeitas de que esse dinheiro que ele pediu tenha sido para manter o irmão Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A senhora também tem essa suspeita?
Não cabe a mim suspeitar de algo ou não. O que eu digo é que não me surpreenderia se fosse verdade, porque é uma prática da família Bolsonaro. Isso sim já é comprovado, é uma prática, eles são usuários de expedientes de corrupção para manter suas benesses. Se isso for verdade, realmente não me causará surpresa alguma coisa.
A eleição para o Senado é crucial para o campo progressista hoje?
Na verdade, tem sido prioridade do presidente Lula já há algum tempo, desde a eleição passada, quando ele disputou seu terceiro mandato. Mas a gente está vendo que cada vez mais há um conflito, uma crise institucional no Brasil que precisa ser solucionada e pacificada. Para isso precisamos ter uma representatividade importante no Senado Federal, garantir uma maioria de senadores e senadores que defendem a democracia, que defendem o campo progressista e que garantam a governabilidade do presidente Lula. Esse direcionamento do presidente é acertado, e a estratégia está sendo montada no país para que a gente tenha uma maioria progressista na Casa.
Acredita que pode haver debate sobre pedidos de impeachment de ministros no do STF em breve?
É importante que a gente tenha uma maioria para justamente evitar determinadas questões que afetam a democracia, a soberania nacional, os interesses da população, a governabilidade e a harmonia entre as instituições. O Senado é a casa da maturidade, em que há ponderações necessárias e não há lugar para extremismos. A gente tem que ter diálogo, tem que voltar a estabelecer a pacificação do Brasil. Quando se fala de impeachment de um ministro do STF ou de presidente da República, é algo muito grave. Que recado a gente passa para o exterior? Qual a segurança que o Brasil está passando para o investidor que vem de fora? Isso vai se refletir na economia, na vida do trabalhador e da trabalhadora. Tudo isso precisa ser ponderado pelo Senado Federal, que é a casa da maturidade, e esperamos estar lá para participar dessa discussão com muita responsabilidade.
Qual seria sua posição em relação a um eventual pedido impeachment de ministros do Supremo?
impeachment do ministro do Supremo é algo que tem que ser feito só em último caso, e com todas as provas possíveis. Tenho uma responsabilidade muito grande em defender a Constituição, em avaliar juridicamente todas as situações. A gente não pode chegar e defender impeachment de um ministro da Suprema Corte Nacional simplesmente por questões políticas, porque a gente acha que ele está tomando posições políticas a favor de um lado que nos desagrada. Ter políticos atacando a Suprema Corte é muito grave. Há 10 anos, quando a gente estava lutando contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), eu jamais ataquei as instituições. A gente tem que ter respeito por essas figuras, então é preciso uma investigação muito aprofundada e uma justificativa jurídica muito além da política para que a gente possa avaliar um processo de impeachment de um ministro da Suprema Corte. Tem que ser feito com responsabilidade com o Brasil.
Essa pauta então seria apenas dos candidatos bolsonaristas…
Sem dúvida. Quem está defendendo isso é o bolsonarista que ataca as instituições sempre, que quer ver o Brasil em guerra. A gente quer ver o Brasil em paz. Passamos por várias questões, a Lava Jato, o golpe parlamentar, jurídico e midiático que houve com a presidenta Dilma, onde ela sequer foi declarada inelegível. A gente passou por tudo isso e ninguém nunca viu a esquerda e a centro-esquerda pedindo impeachment de ministro do Supremo. A gente está vendo esse debate agora. De antemão, posso dizer que sou contra impeachment de ministro do Supremo. A gente precisa ter diálogo e harmonia entre os três poderes, que aliás existem para serem harmônicos e contribuírem entre si para o desenvolvimento, o progresso e a democracia do país.
A senhora teve atritos no passado com seus companheiros de chapa, João Campos (PSB) e Humberto Costa (PT). O clima hoje está 100% pacificado?
É sempre bom a gente deixar claro algumas questões. A política é a arte do diálogo e de construir pontes. O fato de haver alianças não significa que há 100% de convergência, muito pelo contrário. Significa que temos a maturidade de passar por cima de eventuais divergências e priorizar as convergências. Houve sim alguns desentendimentos de natureza política, não diretamente com o ex-prefeito João Campos, mas com o conjunto de que ele fazia parte na época, em relação a posicionamentos político ideológicos. Foi sempre foi essa nossa questão e discussão. Hoje o PSB e João Campos são uma base importantíssima de apoio ao presidente Lula e à democracia. Nossa aliança começou num momento extremamente crítico da política nacional, em 2022, quando a gente estava vivendo o embate de Lula e Bolsonaro. A gente precisou se unir para garantir que um governo popular e que defendesse a democracia fosse eleito no Brasil. Então foi uma aliança extremamente bem construída e consolidada.
E com relação a Humberto?
As eventuais divergências eram quando eu fazia parte do PT e que tínhamos divergências internas, e que obviamente foram superadas. É essencial que Humberto esteja no Senado, ninguém tem dúvida da firmeza de posicionamento dele, assim como eu tenho certeza de que o Brasil não tem dúvida de que lado eu estou. Então não tem porquê nós não estarmos juntos nisso. O projeto é muito maior, vai muito além de divergências pontuais ou do passado. A gente tem que olhar para o futuro do país, para a democracia, para o Brasil que a gente quer entregar para os nossos filhos.
A senhora chegou a conversar com a governadora Raquel Lyra, e se especulou que poderia ir para a chapa dela. Naquela conversa, a senhora já sabia que seria escolhida para a chapa de João Campos?
Sobre esse encontro com a governadora Raquel Lira, conversas fazem parte do diálogo político. Eu mesma não considero que tenha nenhum inimigo na política, de maneira alguma. Mas qualquer conversa feita comigo, eu deixo bem claro de que lado estou, o que defendo e o que pretendo fazer. Essa aliança sempre foi construída ao lado de João Campos, porque ele ideologicamente está do mesmo lado que eu. Diferente da governadora Raquel Lyra, que prefere focar em assuntos que não são prioridade para a democracia e para o Brasil, e ter uma aliança com pessoas que defendem impeachment de ministro de STF, que defenderam a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. Com esse tipo de gente eu não posso me misturar. Mas não significa que a gente não trave um diálogo por Pernambuco, que a gente não possa tentar construir o melhor para o Brasil. Se ela quiser declarar apoio ao presidente Lula, acho que seria importantíssimo.
Ela não dá sinais de que faria algo nesse sentido…
Se ela fizesse, seria muito bom, mas a opção dela é diferente. Eu tenho respeito por esse posicionamento, mas sempre ficou muito claro que meu lado era o lado de Lula. E esse lado é o lado em que estão João Campos, está Humberto Costa e Sílvio Costa Filho (Republicanos), que tem seu irmão Carlos Costa na nossa chapa.
A estratégia então será nacionalizar a disputa?
Veja bem, o próprio Fernando Lyra, tio da governadora, dizia que o povo identifica bem quem está do lado de lá e quem está do lado de cá. E está bem afirmado quem defende o projeto do presidente Lula, as lideranças políticas que historicamente estiveram do lado de cá. E tem muita gente que defende Bolsonaro, como Gilson Machado, Mendonça Filho, o próprio Anderson Ferreira, no palanque da governadora. É uma pena isso, mas se ela quiser apoiar o presidente Lula, qual é o problema? A gente precisa de apoio para o presidente Lula, a gente precisa ganhar essa eleição. Então tem que sim aceitar todo apoio. Agora, o povo vai definir bem quem é do lado de lá e quem é do lado de cá. Não sei se ela vai sair de cima do muro e defender o presidente Lula, até porque ela não fez isso na outra eleição, que era crucial. E essa eleição é crucial também. Ela insiste em se colocar em cima do muro e dizer que tanto faz, acho isso uma pena. Gostaria muito de ter vários palanques para o presidente Lula, não somente aqui, mas em outros estados.
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