Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
A política de Sertânia ganhou um novo ingrediente e promete movimentar ainda mais a disputa eleitoral deste ano. A prefeita Pollyanna Abreu passou a trabalhar politicamente pela candidatura de sua sobrinha, Suzana Abreu, que deverá disputar uma vaga na Câmara Federal pelo PSDB.
A movimentação chama atenção principalmente porque Pollyanna já havia definido publicamente seu apoio ao deputado federal Clodoaldo Magalhães, também candidato à Câmara dos Deputados. Agora, com a entrada de Suzana na disputa, o cenário dentro do próprio grupo político da prefeita passa a apresentar uma situação inusitada: dois nomes ligados ao mesmo campo político disputando espaço e votos para deputado federal no município.
Leia maisA candidatura de Suzana, portanto, pode provocar uma divisão do eleitorado que antes estaria concentrado em torno do nome apoiado oficialmente pela prefeita. O impacto dessa decisão ainda será medido nas urnas, mas o movimento já provoca comentários nos bastidores da política sertaniense.
Estratégia política ou novo projeto familiar?
A decisão também levanta questionamentos sobre a estratégia adotada por Pollyanna Abreu. Afinal, ao mesmo tempo em que mantém o apoio político anunciado a Clodoaldo Magalhães, a prefeita passa a conviver com uma candidatura de dentro da própria família na mesma disputa proporcional.
Para aliados e observadores da política local, a questão que fica é: qual será, na prática, o tamanho do espaço destinado a cada candidatura? A prefeita vai dividir sua estrutura política entre os dois nomes? O apoio a Clodoaldo continuará sendo prioritário?
São perguntas que devem ganhar força nos próximos dias, à medida que a campanha avance e as movimentações políticas em Sertânia fiquem mais claras.
O fato é que a entrada de Suzana Abreu modifica o cenário eleitoral da cidade e coloca Pollyanna Abreu diante de uma situação politicamente delicada: apoiar oficialmente um candidato a federal e, ao mesmo tempo, ter uma candidata da própria família disputando os mesmos votos.
Agora, a expectativa é saber como esse capital político será distribuído entre Clodoaldo Magalhães e Suzana Abreu e quem sairá perdendo com essa nova configuração.
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O presidente Lula (PT) defendeu, hoje, a quebra completa dos sigilos bancários dos envolvidos nas investigações do caso Master, como uma resposta à crise sem precedentes instalada na cúpula do Judiciário.
“Diante da gravidade do maior crime financeiro da história do Brasil, o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”, escreveu Lula, nas redes sociais. Confira!

O pedido de impeachment apresentado por deputados de oposição contra a vice-governadora Priscila Krause (PSD) avançou na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Ontem, o presidente da casa, deputado Álvaro Porto (MDB), encaminhou a denúncia à Procuradoria Geral, órgão interno responsável por analisar os aspectos jurídicos do texto e dar um parecer que subsidie as decisões do chefe do Legislativo, como dar ou não sequência à admissibilidade da solicitação.
O impedimento de Priscila, que se concretizaria por meio de sua cassação e inelegibilidade, foi pedido pelo vice-presidente da Alepe, deputado Rodrigo Farias (PSB), pelo líder da oposição, deputado Sileno Guedes (PSB), e pelo vice-líder, deputado Romero Albuquerque (PSB). A denúncia foi apresentada em agosto, após a divulgação de um relatório do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS) que comprovou irregularidades em repasses do Governo Raquel Lyra para o Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que tem como sócio Jorge Branco Neto, marido de Priscila.
Conforme o documento do DenaSUS, foram constatados pagamentos indevidos, a falta de comprovação referente a 90 sessões de hemodiálise e 113 autorizações de internação hospitalar para tratamentos e cirurgias oncológicas e um prejuízo de quase R$ 1 milhão aos cofres públicos. Após ouvir a Secretaria Estadual de Saúde e entender que as justificativas não afastaram as irregularidades encontradas, o DenaSUS encaminhou o caso à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal para a adoção de eventuais providências administrativas e criminais contra o Governo Raquel/Priscila e o hospital privado.
O Hospital de Amor de Garanhuns iniciou, ontem, os atendimentos à população. No primeiro dia de funcionamento, 84 pacientes passaram pela unidade, que começa a oferecer serviços voltados à prevenção e ao diagnóstico do câncer. O deputado federal Felipe Carreras (PSB) e o prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB), estiveram no hospital para acompanhar o início das atividades e conversar com profissionais e pacientes atendidos pela nova estrutura.
A abertura dos atendimentos marca uma nova etapa de um projeto que começou a ser articulado ainda em 2024. Naquele ano, Carreras e Sivaldo e o deputado estadual Cayo Albino (PSB) apresentaram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um ofício solicitando a implantação, em Garanhuns, de um hospital de média e alta complexidade para ampliar a assistência à população do município e de toda a região.
Leia maisA partir desse movimento, as negociações avançaram junto ao Governo Federal, ao Ministério da Saúde e ao Hospital de Amor. O projeto foi viabilizado em um intervalo de pouco mais de dois anos, entre a apresentação da demanda, a definição da unidade, sua construção e o início efetivo dos atendimentos.
Inaugurado em julho deste ano, o Hospital de Amor Dona Lindu passa agora a receber pacientes e ampliar a oferta de serviços especializados no interior de Pernambuco, reduzindo a necessidade de deslocamentos para centros de referência localizados em outras regiões do estado.
Serviços disponíveis neste início de funcionamento
Entre os serviços disponíveis estão o atendimento de pessoas com suspeita de câncer de pele, a coleta do exame Papanicolau, para prevenção do câncer do colo do útero, mamografia para prevenção do câncer de mama e ações de prevenção do câncer de boca direcionadas a pessoas tabagistas.
Na área de investigação diagnóstica, a unidade também recebe pacientes com PSA alterado ou alterações identificadas em ultrassonografia da próstata, casos de sangue nas fezes com indicação para colonoscopia, suspeitas identificadas em ultrassonografia da tireoide, mamografia ou ultrassonografia da mama e alterações no exame Papanicolau.
A oferta de serviços deverá ser ampliada de forma progressiva, fortalecendo Garanhuns como referência regional na prevenção e no diagnóstico oncológico.
Para Carreras, um dos principais impactos da unidade é justamente a possibilidade de aproximar o atendimento especializado da população do interior. “Quando o diagnóstico está mais perto, a pessoa ganha tempo. E, no tratamento do câncer, tempo faz diferença. Ter uma estrutura como essa em Garanhuns reduz deslocamentos, facilita o acesso aos exames e cria melhores condições para que os casos sejam identificados o quanto antes”, concluiu.
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O prefeito de Salgadinho, Jeosadaque Barbosa Salgado, o Joia, foi preso, na manhã de hoje, durante uma operação que investiga um suposto esquema de corrupção na administração municipal. Durante o cumprimento das medidas judiciais, R$ 580 mil em dinheiro foram encontrados na casa dele.
Joia é aliado da governadora Raquel Lyra (PSD) e vinha deixando esse apoio bem claro nas redes sociais. Na semana passada, publicou material de campanha pela reeleição da governadora. Em uma das peças, aparece a frase “Joia tá com Mainha”, acompanhada do número 55. Em outra, posa ao lado de Raquel em um registro de campanha.
Leia maisPoucos dias depois, o prefeito foi alcançado pela Operação Dinastia, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público de Pernambuco.
Segundo o MPPE, a investigação apura a atuação de um grupo formado por integrantes dos poderes Executivo e Legislativo de Salgadinho, com participação de servidores comissionados. A suspeita é de desvio de recursos públicos por meio de fraudes em licitações e rachadinha, seguido de lavagem de dinheiro com uso de pessoas e empresas ligadas ao grupo.
Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em Salgadinho, Passira e Carpina. A Justiça também determinou a indisponibilidade de imóveis atribuídos ao apontado líder da organização e o afastamento de dois investigados de cargos públicos. As medidas foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco.
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O prefeito de Salgadinho, Jeosadaque Salgado (PSD), conhecido como Joia, foi preso, hoje, na Operação Dinastia, que investiga fraudes em licitações e “rachadinha”, esquema criminoso em que servidores devolvem parte dos salários para um político ou agente público. A presidente da Câmara Municipal e esposa do prefeito, Elane Barbosa de Lima Salgado (PSDB), é uma das investigadas e foi afastada do cargo.
A operação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que informou que o prefeito de Salgadinho foi preso em flagrante por tentativa de obstrução da investigação e lavagem de dinheiro. Na residência do casal, foram encontrados cerca de R$ 580 mil em espécie. As informações são do portal G1/PE.

Outros servidores públicos também são investigados por envolvimento no esquema criminoso. A Operação Dinastia foi deflagrada para cumprir 17 mandados de busca e apreensão nos municípios de Salgadinho e Passira, no Agreste de Pernambuco; e em Carpina, na Zona da Mata Norte do estado, e contou com o apoio da Polícia Civil e Polícia Militar.
As investigações apontam que integrantes da prefeitura de Salgadinho e da Câmara de Vereadores da cidade agiam com auxílio de servidores ocupantes de cargos comissionados. Além disso, os criminosos praticam lavagem de capitais por meio de pessoas físicas e jurídicas que são ligadas à quadrilha, segundo o MPPE.
Na casa de outro alvo da operação, que não teve o nome nem o cargo divulgados, foram apreendidos aproximadamente R$ 167 mil em espécie e R$ 165 mil em cheques. A pedido do MPPE, foi determinada judicialmente a indisponibilidade de bens imóveis do chefe da organização criminosa, que também não teve a identidade informada. Segundo o Gaeco, todas as providências cautelares foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco. Os nomes dos outros investigados no esquema criminoso não foram divulgados pelo MPPE.
O Sextou desta semana, programa musical que ancoro as sextas-feiras, no lugar do Frente a Frente, traz a mais nova revelação da MPB, o cantor e compositor ZéVitor. Filho do ator e cantor Jackson Antunes e da atriz Cristiana Britto, desde muito cedo teve contato com a música, o teatro e a literatura.
ZéVitor iniciou sua trajetória profissional ainda jovem e, desde então, vem construindo uma identidade artística própria, transitando por diferentes influências da música brasileira, do pop, do rap e da MPB. Ele é autor e intérprete das músicas “Deixe-me ir”, que gravou com Xande de Pilares, “Versos ardentes”, que gravou com Fagner e “Até me perder”, feita em parceria com a dupla César Menotti e Fabiano.
O Sextou vai ao ar pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente acima em destaque ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que amplia a aplicação da Lei Maria da Penha representa uma mudança relevante na forma como a violência contra a mulher é compreendida e enfrentada no país. Pelo novo entendimento, medidas protetivas podem ser aplicadas em casos de violência baseada em gênero mesmo quando a situação ocorre fora do ambiente doméstico e não existe relação familiar ou afetiva entre a vítima e o agressor.
Para a advogada Karenina Moreno, a mudança amplia significativamente as possibilidades de proteção. Segundo a advogada, situações envolvendo ameaças, perseguição ou agressões praticadas por colegas de trabalho, vizinhos ou até mesmo desconhecidos podem passar a ser analisadas sob a perspectiva da Lei Maria da Penha quando houver relação com a condição de mulher da vítima. Esta semana, Karenina recebeu o apoio do jurista José Paulo Cavalcanti Filho para a eleição do Quinto Constitucional em Pernambuco.
Leia maisViolência baseada em gênero
Karenina Moreno explica que o ponto central do novo entendimento está na identificação da violência praticada em razão do gênero. Nesses casos, a condição de ser mulher passa a ser um elemento fundamental para compreender a situação e definir a necessidade de proteção e não apenas o contexto ambiental.
Entre as situações que podem apresentar essa característica estão perseguições, humilhações, difamações e ataques direcionados à aparência, sexualidade, vestimenta ou capacidade intelectual e física da mulher.
Segundo a especialista, a decisão amplia o olhar sobre a violência ao considerar não apenas onde o fato ocorreu ou qual era a relação entre as pessoas envolvidas, mas também a motivação relacionada ao gênero.
Reflexos no ambiente profissional e político
A ampliação também alcança contextos nos quais mulheres podem estar expostas a situações de violência psicológica, verbal ou física, inclusive em ambientes profissionais e políticos.
De acordo com Karenina, ataques utilizados para desqualificar mulheres que ocupam espaços de poder, ameaças, humilhações e tentativas de silenciamento podem apresentar elementos de violência baseada em gênero. No ambiente digital, ataques e campanhas de desinformação direcionadas às mulheres também merecem atenção.
A advogada ressalta ainda que a violência pode assumir dimensão financeira, como em situações de restrição ou corte de recursos de campanha direcionados à candidatas mulheres.
Diante de uma situação de violência, a orientação é buscar os canais de proteção disponíveis, como o Ligue 180, o Ministério Público, as Secretarias da Mulher e as Delegacias da Mulher. A orientação jurídica também é fundamental e pode auxiliar a vítima na organização dos relatos e na condução das medidas necessárias no âmbito judicial.
Para Karenina Moreno, o novo entendimento do STF reforça que a proteção deve considerar não apenas o local onde a violência aconteceu ou a existência de vínculo entre vítima e agressor, mas também a motivação relacionada ao gênero.
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O sábado (5) foi de mobilização política em Tabira com a realização do Adesivaço do Time de Lula, no comitê localizado ao lado do antigo Madeira do Norte. O evento reuniu muitos apoiadores, que participaram do momento de mobilização e adesivação.
A atividade contou com a presença de Carlos Veras, candidato à reeleição para deputado federal, e Doriel Barros, candidato à reeleição para deputado estadual, além da vereadora e presidente da Câmara Municipal de Tabira, Socorro Veras, dos vereadores Didi de Heleno e Dicinha do Calçamento, e dos apoiadores Wilton Confecções, Nego de Totó e Hilka Soares, representando a ex-vereadora Ilma Soares.
O adesivaço marcou mais um momento de mobilização do grupo em Tabira, reunindo a militância em torno do Time de Lula, com apoio à candidatura de Lula para presidente e às candidaturas de Carlos Veras e Doriel Barros.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, hoje, a imediata reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação.
A decisão atende a um pedido formulado por Andrei Rodrigues dentro de um processo que já estava tramitando no STF e ocorre um dia depois de o ministro André Mendonça determinar o afastamento dos servidores. As informações são do portal G1.
Leia maisDessa forma, a medida suspende os efeitos de decisão anterior proferida Mendonça, que havia decretado o afastamento preventivo dos dois delegados e paralisado a elaboração de relatórios de inteligência a pedido do Partido Novo.
Na ordem dirigida ao presidente da República – autoridade competente para a nomeação do comando da PF –, Flávio Dino garantiu o restabelecimento integral das funções dos delegados. O magistrado determinou ainda que os dois oficiais fiquem protegidos contra novas medidas cautelares motivadas pelo regular cumprimento de ordens judiciais.
Recurso de Andrei
A decisão de Dino foi tomada a partir de um recurso de Andrei. Na decisão, o próprio ministro Flávio Dino citou nominalmente o caso do filme “Dark Horse”, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Dino destacou que já havia autorizado a Polícia Federal a acessar a íntegra dos materiais apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo em uma investigação sobre emendas parlamentares destinadas a empresas supostamente responsáveis pela produção do filme.
Ao acolher o pedido, o relator ponderou que o afastamento determinado por André Mendonça prejudica diretamente o andamento dessa e de outras apurações urgentes sob sua relatoria.
Andrei Rodrigues sustentou ao Supremo que a sua saída do cargo de diretor-geral interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da corporação.
Dino também ressaltou que a decisão de Mendonça foi tomada a partir de um pedido do Partido Novo, o que considerou juridicamente inviável. O diretor da PF alegou que a decisão de Mendonça prejudicava o andamento de uma apuração de relatoria de Dino, que é análise de material de um instituo ligado a produtora que produziu o filme “Dark Horse,” que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Críticas a André Mendonça: ‘Decisão em causa própria’
Ao analisar o pedido, Flávio Dino fez críticas à decisão anterior do ministro André Mendonça. Dino classificou a ordem de paralisação dos relatórios de inteligência como uma medida inédita na história da Polícia Federal, ressaltando que eventuais divergências pessoais não justificam a interrupção dos trabalhos da corporação.
“Compreende-se que o digno ministro André Mendonça tenha suas divergências funcionais ou pessoais com a Polícia Federal e possa defender os seus direitos perante a instância própria. Mas tais direitos […] não podem converter-se em fundamento para a prolação de decisão em causa própria, com o efeito de paralisar investigações e os trabalhos policiais”, registrou Flávio Dino.
‘Como se houvesse um único julgador a envergar a toga do STF’
O relator enfatizou que a atividade de inteligência policial é pilar essencial do Sistema Único de Segurança Pública e não pode ser suspensa pela vontade de um único magistrado.
Dino destacou que a paralisação imposta por Mendonça atinge centenas de apurações cruciais – como o caso Marielle Franco e esquemas de venda de decisões judiciais –, além de afetar diretamente diligências urgentes sob a sua própria relatoria.
“Não é cabível que investigações urgentes […] sejam interrompidas em face de caos administrativo imposto externamente à Polícia Federal […] com a determinação de suspensão de atividades de inteligência […], como se houvesse um único Inquérito e um único julgador a envergar a toga do STF”, enfatizou o ministro.
Ilegitimidade de partido político no processo penal
Ao analisar o pedido, Flávio Dino destacou que o Partido Novo não possui legitimidade legal para solicitar medidas cautelares de natureza pessoal no âmbito do processo penal.
Segundo o relator, o Código de Processo Penal (CPP) reserva essa prerrogativa à autoridade policial e ao Ministério Público.
Dino assinalou também a inapropriação do pedido feito por uma agremiação partidária durante a corrida eleitoral, lembrando que a legenda possui candidatura própria à Presidência da República.
“Os partidos políticos não são partes no processo penal, submetido aos trilhos da legalidade estrita […]. É inequívoca a ilegitimidade ativa do Partido Novo para requerer a medida cautelar”, afirmou o ministro na decisão.
Competência do Plenário e imparcialidade
Outro ponto central da decisão envolve a competência jurisdicional. Dino relembrou que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, já havia instaurado um pedido para submeter ao plenário da Corte a análise sobre os relatórios de inteligência da corporação.
De acordo com o relator, por figurar como interessado no procedimento do presidente do STF, o ministro André Mendonça não poderia decidir monocraticamente sobre a matéria.
A decisão faz referência ainda a posicionamentos do decano da Corte, ministro Gilmar Mendes, e a uma carta pública assinada por ex-presidentes e ministros aposentados do STF nesta terça, defendendo que o tema seja deliberado pelo conjunto dos ministros.
Risco de colapso em investigações em curso
Flávio Dino enfatizou que a paralisação da Diretoria de Inteligência da PF e o afastamento de sua cúpula comprometeriam centenas de investigações urgentes.
O ministro citou apurações de grande impacto público — como o assassinato da vereadora Marielle Franco, esquemas de negociação de decisões judiciais e fraudes financeiras — que dependem da atuação contínua da inteligência policial.
Além disso, Dino observou que a conduta do diretor-geral se restringiu ao cumprimento de ordens judiciais emanadas pelo ministro Alexandre de Moraes.
Pedido da AGU
Nesta terça, a Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, para solicitar a suspensão do afastamento de Andrei Rodrigues, alegando indevida invasão de prerrogativa do Poder Executivo.
No pedido, o órgão sustentou que a nomeação e a exoneração do chefe da corporação constituem atribuição própria da direção superior da administração pública, privativa do Presidente da República, e alertou que a interrupção abrupta do comando compromete a continuidade das atividades essenciais de inteligência e segurança pública.
Antes da decisão liminar de Flávio Dino, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, havia concedido um prazo de 72 horas para que o ministro André Mendonça se manifestasse sobre o pedido da AGU.
A cobrança de posicionamento ocorreu no âmbito do recurso em que o governo apontou invasão de competência do Poder Executivo e pediu a recondução imediata do diretor-geral da corporação. O gabinete do André Mendonça informou que foi comunicado na noite desta terça, por volta das 22h, sobre o prazo.
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CNN Brasil
O deputado federal e presidente do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), declarou apoio ao candidato à Presidência Augusto Cury (Avante). O congressista disse que a ideia é fugir da polarização envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A federação Renovação Solidária, formada pelo Solidariedade e pelo PRD, declarou independência no primeiro turno das eleições. Neste contexto, os políticos da sigla poderiam declarar apoio a qualquer candidato à presidência.
“Eu, como pessoa física, faço meu apoio pessoal. Eu não aguento mais essa polarização. Eu não iria votar no Lula de jeito nenhum. E também não iria votar no Flávio. Na prática, eu estava pensando em anular o voto. Mas apareceu alguém que pode representar o que eu penso: sair da polarização e discutir o Brasil pra valer, os problemas do Brasil”, disse Paulinho.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou a reintegração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa.
A decisão ocorre um dia depois do afastamento pelo ministro André Mendonça dos dois servidores. Segundo Dino, houve ilegalidade do Partido Novo para pedir cautelares penais. Mais informações em instantes.
