Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Por Anthony Santana
Do Blog da Folha
A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), reúne, na tarde deste sábado (12), prefeitos aliados de diversas regiões do estado no Mar Hotel Conventions, em Boa Viagem.
Estão presentes prefeitos da Região Metropolitana do Recife, como o de Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros (PSD), de Olinda, Mirella Almeida (PSD), e Camaragibe, Diego Cabral (PSD).
Leia maisAlém destes, Rodrigo Pinheiro (PSD), de Caruaru, Pollyana Abreu (PSD) de Sertânia, Fabinho Lisandro (PSD), de Salgueiro, Sérgio Colin (PP) de Toritama e Pedro Freitas (PP) de Aliança, são alguns dos representantes do interior presentes no encontro.
A pauta da reunião não foi revelada previamente aos gestores, mas os prefeitos acreditam que o assunto seja a estratégia de campanha para os próximos dias, reta final da corrida eleitoral.
A reunião ocorre a portas fechadas, sem a presença da imprensa. Assessores dos prefeitos foram convidados a se retirar do auditório após o início do encontro. A assessoria da governadora informou que ela não vai se pronunciar sobre o conteúdo da reunião.
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Do g1
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (12) mostra como está a disputa para a Presidência da República em Minas Gerais. O levantamento foi contratado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.
Veja os números da pesquisa estimulada, em que o Datafolha mostra aos eleitores os nomes dos candidatos. Entre parênteses, o resultado da pesquisa anterior em MG, do dia 22 de agosto.
Leia maisVeja os números:
Pesquisa nacional divulgada ontem (11) pelo Datafolha indicou Lula com 39%, e Flávio, 35%. Em seguida, apareceram: Cury, 6% ; Caiado, 4%; Renan, 3%; Zema, 2%.
Foram entrevistados em Minas Gerais 1.204 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-03022/2026.
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Da Folha de S.Paulo
A Go Up Entertainment, produtora de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro, gastou R$ 10 mil com o aluguel de uma peruca para Jim Caviezel, intérprete do ex-presidente, e teve ao menos R$ 700 mil em despesas de hospedagem dele, de seu agente e de seguranças no hotel Unique, em São Paulo.
Os valores constam de comprovantes bancários e notas fiscais apresentados pela defesa da empresa e de sua representante legal, Karina Ferreira da Gama, à PF (Polícia Federal). O material integra a documentação do inquérito que apura o financiamento do longa no âmbito do caso Banco Master.
Leia maisO ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), retirou o sigilo da investigação sobre o filme ontem (11), ao ampliar a divulgação de processos do caso Master. A abertura começou na véspera, após determinação do presidente da corte, Edson Fachin. A PGR (Procuradoria-Geral da República) havia pedido que todos os inquéritos do caso fossem tornados públicos.
A transferência pela peruca foi feita em 5 de dezembro de 2025. O comprovante identifica a Go Up como pagadora e traz a descrição “Locação Peruca Jim”.
Seis notas fiscais do Unique somam R$ 663.165,50 e identificam James Patrick Caviezel, nome completo do ator, Nathon Lewis, seu agente, e Richard Dobrich. Outras duas notas, no total de R$ 68.835,60, se referem à hospedagem de Keith Billiot, identificado nos comprovantes como segurança de Jim.
A documentação também registra uma transferência de R$ 298.350,49 ao hotel, feita em 30 de dezembro de 2025, sob a descrição “Hospedagem + gorjetas e massagens Jim”. Não foi localizada nota fiscal correspondente a esse pagamento nem a discriminação de quanto foi destinado a cada serviço. Os documentos consultados não esclarecem a relação desse pagamento com os valores das notas fiscais.
Uma fatura registra ainda R$ 54.332,46 pela passagem de Caviezel, incluindo tarifa, taxa de embarque e extras. O documento indica o período de 1º de novembro a 8 de dezembro de 2025. Esse valor não integra o total pago ao hotel.
Quatro despesas com manicures somaram R$ 2.045, em atendimentos às atrizes Lynn Collins e Camille Guaty. Foram R$ 995 para Collins e R$ 1.050 para Guaty, que interpreta Michelle Bolsonaro.
A Go Up também pagou R$ 3.000 pela locação de um conjunto de apliques para a personagem de Michelle. Outros R$ 5.500 foram destinados, em conjunto, a uma peruca para um dublê e a um kit de dreadlocks para outra personagem. O contrato não informa preços separados para os dois itens.
Os comprovantes integram uma mesma entrega documental da defesa à PF, feita em 4 de setembro. O envio respondeu a um ofício no qual a PF pediu documentos para esclarecer as finanças do filme. A solicitação incluía a origem dos recursos, contratos com profissionais estrangeiros, entre eles Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh, e comprovantes de despesas com fornecedores, transporte, locações e hospedagem.
Karina encaminhou o ofício ao produtor Michael Davis, que se apresenta como sócio majoritário da Go Up Entertainment LLC, nos Estados Unidos, e pediu apoio para preparar a resposta à PF.
Davis respondeu no mesmo dia que, por orientação de seus advogados, não autorizava o envio às autoridades brasileiras de documentos da empresa mantidos nos EUA. Afirmou que as requisições deveriam seguir os canais diplomáticos e de cooperação jurídica internacional e que a entrega dependeria de ordem de um juiz americano.
O financiamento entrou na investigação do Master após negociações do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, com o então banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo documentos da PF relatados pela Folha, Flávio era interlocutor direto de Vorcaro para os investimentos, e Eduardo Bolsonaro atuava na gestão dos recursos. A polícia investiga a suspeita de que parte do dinheiro tenha custeado despesas de Eduardo nos Estados Unidos. Flávio e Eduardo negam irregularidades.
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A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), candidato à Presidência da República, fez pedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF) para redirecionar uma investigação sobre o caso ‘Dark Horse’ do ministro Flávio Dino para o ministro André Mendonça. A Polícia Federal investiga se a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu recursos de Daniel Vorcaro, do Banco Master, e qual foi a origem do dinheiro repassado pelo banqueiro, que provocou rombo nos fundos de previdências estaduais e municipais país afora.
Em um dos pedidos, feito no fim de julho, a defesa de Flávio diz ao ministro Edson Fachin, presidente da Corte, que há um equívoco na distribuição de uma petição que caiu com o ministro Flávio Dino por ter relação com emenda parlamentar. Dino tem em seu gabinete as investigações sobre o mau uso desse tipo de recurso enviado por parlamentares, e há suspeita que o filme tenha recebido recursos de emendas federais. As informações são do jornal O Globo.
Leia mais“O protocolo das petições no âmbito da ADPF nº 854 [sobre emenda parlamentar] não se deu por acaso, mas se tratou de verdadeira manipulação das regras de competência, a fim de criar uma prevenção artificial e inexistente do Exmo. Min. Flávio Dino”, escreveu a defesa de Flávio. No mesmo documento, a defesa ressaltou que a apuração possui relação com as investigações envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro, no âmbito da Operação Compliance Zero, que é conduzida por Mendonça.
Flávio Dino foi indicado ao cargo de ministro pelo presidente Lula, enquanto Mendonça foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Ambos trabalharam como ministros do governo federal antes de chegar aos cargos de ministros da Suprema Corte.
Em outro pedido, dessa vez direcionado ao ministro André Mendonça, a defesa de Flávio afirmou que a distribuição do caso para o gabinete de Dino foi uma exceção que “não veio de sorteio de distribuição, nem de decisão sobre competência”. “O tema do financiamento do filme Dark Horse é, portanto, de Relatoria de Vossa Excelência. Não há dúvida. Mas, mesmo assim, houve tentativas de levar tal tema para outros ministros Relatores”, escreveu.
A defesa frisou que a ação que está com Dino não possui relação alguma com o caso envolvendo o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. “A ADPF nº 854 é a ação do orçamento secreto. Trata-se de processo objetivo de controle concentrado de constitucionalidade, de relatoria do Exmo. Min. Flávio Dino, sem qualquer relação com apuração criminal de financiamento de obra audiovisual”, pontuou.
Há, ainda, um outro pedido direcionado a Dino feito no fim de julho deste ano e uma quarta solicitação realizada no início do mesmo mês para Fachin.
Investigação
O senador Flávio Bolsonaro teria se encontrado presencialmente com Vorcaro pouco mais de duas semanas antes de enviar os primeiros áudios ao banqueiro cobrando o dinheiro de patrocínio combinado para a produção do filme, como mostrou a coluna de Malu Gaspar.
A informação consta nas investigações do caso, cujo sigilo foi derrubado por Mendonça na noite de quinta-feira. Com isso, uma série de documentos vieram à tona.
Alguns deles são os contratos assinados entre a produtora Go Up e os trabalhadores que atuaram na produção do filme “Dark Horse”, que revelam que a empresa submeteu os funcionários a um acordo de confidencialidade que prevê multa de R$ 1 milhão e uma obrigação “imprescritível e irrevogável” em manter sigilo sobre informações do filme e da empresa. Os documentos foram entregues aos investigadores da Polícia Federal que apuram o financiamento do filme por parte de Vorcaro.
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Por Beatriz Santana
Do Blog da Folha
O candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) afirmou, em agenda de campanha da governadora Raquel Lyra (PSD), na manhã deste sábado (12), que, embora não componha oficialmente a chapa da candidata à reeleição, é o verdadeiro senador dela. “Eu sou o senador do coração de Raquel e o povo me quer como senador”, defendeu.
A afirmação foi feita após ser perguntado sobre a primeira participação em um evento público de Raquel após o Tribunal Superior Eleitoral (TRE-PE) suspender, na quarta-feira (9), a liminar que proibia o candidato de divulgar peças de propaganda que o associavam à candidatura da pessedista.
Segundo o candidato, tanto a liminar como a suspensão não foram capazes de abalar a relação dele com a governadora. “Não mudou nada. Bote um identificador no coração de Raquel e você vai ver que eu sou o senador dela”, garantiu. O deputado federal, antes da suspensão, já havia afirmado, em entrevista à Folha, que manteria o alinhamento e a agenda ao lado da governadora, pois, segundo ele, sempre apoiou a pessedista.
Mendonça Filho, apesar disso, não subiu ao trio elétrico junto com a governadora no momento em que discursou para a militância presente. Permaneceu, pelo contrário, durante todo o evento, caminhando nas ruas junto com os apoiadores. Raquel Lyra, no discurso, também não mencionou o nome de Mendonça. Relembrou, porém, os dois candidatos ao Senado da Coligação Pernambucano de Coração, Túlio Gâdelha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP).
Após as cobranças apresentadas na reunião da executiva do PT de quinta-feira, a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudará, a partir deste sábado (12), a linha da propaganda eleitoral gratuita exibida na televisão. A ideia é apostar em programas mais dinâmicos e diretos, com ataques intensos à família Bolsonaro e abordagem de temas vistos como cruciais pelos eleitores, mesmo que sejam incômodos para os petistas. O assunto central da propaganda deste sábado, por exemplo, será a segurança pública.
Convocado pelo presidente do partido, Edinho Silva, o encontro de quinta-feira da cúpula petista aconteceu em momento de tensão interna, com queixas por parte de membros da executiva sobre os rumos da campanha e reclamações sobre falta de participação da própria sigla nas definições de estratégias eleitorais. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisPara atender os apelos de adoção de uma linha conectada com o dia a dia da população, o programa deste sábado começa com uma mãe levando a filha para escola em meio a um tiroteio em um bairro residencial. “A família Bolsonaro deixou o Brasil mais violento”, afirma o locutor, antes de começarem os disparos.
Ao longo deste terceiro mandato, Lula teve dificuldade de apresentar resultados concretos na área da segurança pública, tema que é muito explorado pelos bolsonaristas. A área ganhou mais destaque no debate entre os dois campos políticos após os Estados Unidos classificarem em junho as facções PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Pesquisa Quaest divulgada no dia 14 de agosto mostrou que a violência é a principal preocupação dos eleitores brasileiros, citada por 33% dos entrevistados.
Em uma tentativa de mostrar que o problema já existia quando Lula assumiu o governo, a propaganda petista afirma que durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL) foram colocadas mais de 1 milhão de armas nas ruas e 1 bilhão de balas. “Grande parte foi parar nas mãos das facções”, prossegue o locutor. Há um corte com a abertura oficial do programa e em seguida é destacado que Lula enviou ao Congresso a PEC da segurança pública para nacionalizar o combate ao crime, já que com a área sob responsabilidade dos estados, como determina a Constituição, “não resolveu”.
Lula diz que “os adversários estão jogando contra”. O programa também afirma que há quatro tipos de inimigos a serem vencidos: os traficantes, os agressores de mulheres, os ladrões de celulares e os magnatas do crime. A propaganda adota uma estética policialesca, com imagens de agentes de segurança portando armas pesadas, viaturas, operações da Polícia Federal e criminosos atrás das grades.
Uma das mudanças definidas pela coordenação da campanha após as cobranças na reunião de quinta-feira prevê que as realizações do atual mandato tenham menos espaço e as propostas para um eventual novo governo ganhem mais destaque. Dentro dessa diretriz, a propaganda deste sábado diz que o programa celular seguro, que prevê bloqueios de aparelhos roubados, será ampliado. Também resgata o anúncio feito pelo Ministério da Justiça em junho de transformar 138 presídios estaduais em padrão de segurança máxima e anuncia um plano de retomar territórios ocupados por organizações criminosas, além do sufocamento financeiro das facções.
O programa também aborda lateralmente o tema da Educação, ao dizer que é preciso investir na área para que os jovens não caiam no crime no futuro. A citação é usada como gancho para que seja apresentada a promessa de ampliar o programa Pé-de-Meia, que prevê o pagamento de uma bolsa para que alunos não abandonem a escola, para todos os alunos do ensino médio da rede pública a partir do ano que vem.
No fim do programa, voltam os ataques à família Bolsonaro. A propaganda de Lula diz que o pré-candidato de Flávio Bolsonaro ao governo do Rio era o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio Rodrigo Bacellar, “deputado preso acusado de liderar o núcleo político do Comando Vermelho”. “Outro aliado de Flávio era TH Joias, deputado preso por tráfico e por lavar dinheiro para o Comando Vermelho”, afirma o locutor. É citado também o fato de o candidato do PL ter pedido dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro.
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, negou neste sábado (12) o agendamento de uma sessão conjunta para analisar, na terça-feira (15), as condutas de Alexandre de Moraes e André Mendonça. Fachin manteve a data para análise do caso Moraes daqui a três dias e marcou sessão para o próximo dia 23 com o objetivo de deliberar acusações de parcialidade contra Mendonça.
O pedido para análise em conjunto partiu do próprio Moraes, que alegou ser inviável a deliberação sobre o seu caso sem um debate sobre a ação de Mendonça na requisição de relatório da Polícia Federal (PF) que mostrou troca de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro. Nos diálogos, o dono do Master pede conselhos ao magistrado às vésperas de sua prisão. As informações são do jornal O Globo.
No despacho assinado neste sábado, Fachin anotou que o pedido de Moraes “não comporta deferimento no atual estágio processual”, ou seja, não podia ser atendido neste momento. Isso porque, ainda segundo o presidente do STF, a instrução do caso não está completa. Foram solicitadas manifestações do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de Mendonça sobre o tema.
O ministro argumentou que os casos Moraes e Mendonça podem ser analisados em sessões separadas porque “possuem contornos e objetos bem delineados” e assim são preservados “os limites” do que será submetido ao plenário na próxima semana.
A ala do STF mais aliada a Moraes defende que ambos os procedimentos sejam julgados em uma mesma sessão.
“A manutenção em pauta tão somente da Pet 16.662 (que contém o relatório sobre Moraes) assegura a precisa delimitação do objeto da deliberação deste Tribunal, viabilizando a apreciação de matéria cujo contraditório e elucidação preliminar já se terá aperfeiçoado, sem prejuízo do posterior exame das questões afetas à Pet 16.704 (que contém o relatório sobre Mendonça)”, apontou Fachin.
O presidente do STF indicou também que ainda vai analisar, “oportunamente”, o pedido de Moraes para que “todos os membros da magistratura citados” em procedimentos relacionados ao caso Master sejam intimados, para “que possam prestar informações e garantir as medidas necessárias para a defesa das prerrogativas do Poder Judiciário”.
A decisão foi assinada depois de uma “guerra de ofícios” iniciada na sexta-feira, com despachos emitidos pelos ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes. Os documentos trataram de cobranças acerca da publicidade das apurações ligadas ao caso Master, do fornecimento de cópias do conteúdo do celular de Vorcaro aos ministros e do rito que deve marcar a sessão de terça-feira.
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A governadora Raquel Lyra literalmente ligou o sinal de alerta. Depois de levar uma saraivada de João Campos no debate, em Caruaru, a candidata decidiu reagir rapidamente e convocou prefeitos aliados para uma reunião de mobilização no Mar Hotel, em Boa Viagem.
O movimento revela a preocupação da campanha com o desempenho da governadora e com os rumos da disputa. A ideia é reunir forças políticas e tentar transmitir uma imagem de mobilização justamente no momento em que começam a surgir sinais de inquietação entre prefeitos que até pouco tempo estavam alinhados com Raquel.
Leia maisFontes do blog indicam que muitos desses prefeitos já começam a perceber a fragilidade da candidatura e, diante do cenário eleitoral, começam a roer a corda. Alguns já avaliam que manter uma aposta considerada cada vez mais arriscada pode ter um custo político elevado nos municípios.
A reunião no Mar Hotel, portanto, chega menos como uma demonstração de força e mais como uma demonstração de inquietação e desespero. Depois do debate, Raquel percebeu que precisava mexer rapidamente com sua base política.
O problema é que, quando uma campanha precisa convocar prefeitos às pressas para demonstrar força, o sinal de alerta já está ligado.
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Do g1
A Polícia Federal listou uma série de encontros presenciais, ligações e trocas de mensagens diretas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono Master. Os dados constam em relatório da PF elaborado a partir da extração do celular de Vorcaro e de relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento está entre os materiais de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) cujos sigilos foram retirados pelo ministro André Mendonça.
Segundo os investigadores, os elementos indicam que Flávio não atuou apenas como terceiro citado em negociações, mas sim como um interlocutor direto de Vorcaro para viabilizar aportes financeiros para a produção da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, obra intitulada “Dark Horse”.
Leia maisSobre essa apuração, Flávio Bolsonaro, após ter negado que havia pedido recursos a Vorcaro para a produção do filme, confirmou que solicitou verbas ao ex-banqueiro. O candidato do PL à Presidência alega que os contatos com Vorcaro fizeram parte de uma relação privada de captação de patrocínio. Ele negou ter recebido qualquer valor diretamente ou cometido irregularidades.
A PF aponta que a atuação do senador abrangeu desde a cobrança por repasses atrasados até reuniões presenciais e o acompanhamento próximo do cronograma das gravações.
A cronologia dos contatos, segundo a PF
De acordo com a linha do tempo montada pela PF, a relação direta entre o senador e o banqueiro intensificou-se no segundo semestre de 2025:






Não está no relatório da PF, mas, em maio deste ano, veio à tona a informação de que Flávio Bolsonaro se encontrou com Vorcaro quando o ex-banqueiro estava preso em regime domiciliar, utilizando tornozeleira eletrônica no fim de 2025.
Flávio Bolsonaro admitiu que se encontrou com o ex-dono do Master entre a primeira e a segunda prisões de Vorcaro. Segundo o senador do PL, a reunião serviu para para “botar ponto final na questão” do filme “Dark Horse”.
Linhas de investigação
Os agentes federais destacam que as apurações ainda precisam esclarecer: a origem dos recursos usados para financiar o filme, o papel da empresa Entre Investimentos e Participações como intermediária, a função do fundo Havengate Development Fund LP, nos Estados Unidos, e quem foram os beneficiários finais dos valores enviados ao exterior. A PF também busca identificar a participação de Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Mario Frias, Thiago Miranda, Fabiano Zettel, Antônio Freixo e dos operadores do fundo americano na captação, gestão e destinação dos recursos.
O que diz Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro tem declarado publicamente que o financiamento da produção se tratou de uma relação privada de captação de patrocínio, negando ter recebido qualquer valor diretamente ou cometido irregularidades. A defesa do senador vem defendendo a retirada integral do sigilo dos autos das investigações.
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Do Blog da Folha
Com o tema “Dia 13 com Lula nas ruas”, a campanha para a reeleição do presidente Lula (PT) à Presidência da República divulgou uma programação de atividades espalhadas por todas as regiões do estado, neste domingo (13). A agenda foi mobilizada através da convocação dos diretórios municipais, militantes, as candidaturas proporcionais, os movimentos populares, as lideranças e os apoiadores em cada município e dos comitês populares. A ideia é que as ações aconteçam de forma simultânea em vários lugares.
As atividades vão ocupar ruas, praças, feiras, comunidades com caminhadas, bandeiraços, panfletagens, porta a porta, oficinas, adesivaços, encontros e outras ações de diálogo direto com a população. “O dia 13 será uma demonstração da força da nossa militância e do carinho que Pernambuco tem pelo presidente Lula. Vamos ocupar as ruas, conversar com as pessoas, defender a soberania, a democracia e os direitos do povo brasileiro. É hora de colocar a estrela no peito, a bandeira na mão e Lula 13 nas ruas de Pernambuco”, afirma Carlos Veras, coordenador estadual da campanha em Pernambuco.
Leia maisA expectativa da campanha é de uma programação ampla e descentralizada, com ações na Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão. O objetivo é fazer deste dia 13 o início da mobilização da campanha no estado.
Agendas confirmadas:
Abreu e Lima
Tema: Panfletagem na Feira
Horário: 8h
Local: Feira de Abreu e Lima
Arcoverde
Tema: Caminhada de Lula em Arcoverde
Horário: 15h13
Local: Concentração na Pinto de Campos (Subtenente), com destino à Estação da Cultura
Belo Jardim
Tema: Mobilização do Time de Lula
Horário: A partir das 10h
Local: Praça do Padre Cícero, Centro
Atividade: Oficina de pintura de camisas e distribuição de materiais
Caruaru
Tema: Mobilização do Time de Lula
Horário: A partir das 9h
Local: Sede do PT – Av. Dom Bosco, 174
Atividade: Oficina de camisas e adesivaço
Goiana
Tema: Dia 13 é o Brasil com Lula nas Ruas – Panfletagem em Flexeiras
Horário: 7h
Local: Feira Pública de Flexeiras – Bairro de Flexeiras
Ipojuca – Caetés
Tema: Mobilização do Time de Lula
Horário: 15h
Local: Concentração na Praça Principal – Caetés
Itapissuma
Tema: Itapissuma com Lula
Horário: Não informado
Local: Comunidade do Grêmio
Atividade: Porta a porta
Jaboatão dos Guararapes
Tema: Mobilização do Time de Lula – PT Jaboatão
Horário: 8h
Local: Ponto de encontro na Estação do Metrô de Cavaleiro
Atividade: Bandeiraço, adesivaço e panfletagem
Olinda
Tema: Oficina de Camisas
Horário: 9h
Local: Sede do PT – Rua Jenner de Souza, 10, Carmo
Tema: Feitiço da Estrela
Horário: 14h
Local: Concentração na sede do PT – Rua Jenner de Souza, 10, Carmo
Tema: Estrela Que Brilha – Exposição Coletiva “Artistas pela Democracia”
Horário: 16h
Local: Casa do Cachorro Preto – Rua 13 de Maio, 99, Carmo
Paulista
Tema: Caminhada de Lula na Feira de Paratibe
Horário: 8h13
Local: Feira de Paratibe
Pesqueira
Tema: Festa de Inauguração da Casa 13
Horário: 17h
Local: Rua Cardeal Arcoverde, 100, Centro
Petrolândia
Tema: Porta a Porta, Panfletagem e Adesivaço na Área Rural
Horário: 8h
Local: Agrovila 04 dos Mandantes
Tema: Panfletagem e Agitação Cultural
Horário: 16h
Local: Comitê Popular de Lula e Rosa – Avenida Manoel Borba, 317
Recife
Tema: Adesivaço na 25ª Parada da Diversidade
Horário: 8h30
Local: Pracinha de Boa Viagem – Recife
Tema: Pedal Lula Livre – Domingo
Horário: 9h
Local: Saída do Parque da Jaqueira, com destino a Boa Viagem
Tema: Bandeiraço BLEFE – Lula Presidente 13
Horário: 10h
Local: Pina (quadras de tênis) – Av. Boa Viagem, 956
Tema: O Dragão na Rio Branco – Eu Acho é Pouco
Horário: 16h
Local: Rio Branco – Recife Antigo
Tema: Caminhada com bandeiraço
Horário: 17h
Local: Circuito Pátio da Igreja Nossa Senhora do Rosário – Praça Pinto Damásio, Várzea, Recife
Ponto de encontro: Pátio da Igreja Nossa Senhora do Rosário, Várzea.
São Lourenço da Mata
Tema: Panfletagem e Camisaço
Horário: 8h
Local: Praça da Televisão – Pixete
Toritama
Tema: Festa de Lula em Toritama
Horário: 16h13
Local: Estacionamento do Parque
Vitória de Santo Antão
Tema: É Hora de Ir pra Rua! – Vitória de Santo Antão 13
Horário: 15h
Local: Praça da Matriz
O candidato a deputado federal Gilson Machado (Podemos) realizou uma carreata e motociata, ontem (11), em Taquaritinga do Norte, no Agreste de Pernambuco. Vestidos de verde e amarelo, apoiadores acompanharam o percurso em carros e motos, enquanto alguns participaram a pé.
Neste sábado (12), às 16h, Gilson Machado e Gilson Filho (PL) participam de uma nova mobilização em Santa Cruz do Capibaribe. A concentração será no Largo do Rio Verde, com caminhada pelas ruas da cidade. Flávio Bolsonaro tem visita prevista ao município na próxima quarta-feira (16).
A presidente da OAB Subseccional São José do Egito, manifestou o posicionamento institucional da advocacia da região diante da crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF) e outras instituições da República. A Subseccional acompanha e referenda a atuação da OAB Pernambuco e do Conselho Federal da Ordem, defendendo apuração rigorosa dos fatos, transparência e respeito absoluto às garantias constitucionais.
O posicionamento ocorre após uma série de manifestações do Sistema OAB e ganhou novo capítulo na última quinta-feira (10), quando a presidente da OAB Pernambuco, Ingrid Zanella, reuniu extraordinariamente, por videoconferência, o Colégio de Presidentes das Subseções pernambucanas para apresentar os encaminhamentos discutidos em Brasília e promover o alinhamento institucional da advocacia em todas as regiões do Estado. A reunião envolveu as 29 Subseções da OAB-PE.
Leia maisO Colégio Estadual referendou as providências defendidas pela advocacia nacional diante da crise institucional. Entre elas estão a investigação imediata dos fatos e de todos os eventualmente envolvidos; medidas destinadas a resguardar a imparcialidade das apurações; acesso institucional da OAB aos elementos necessários para análise técnica; e avaliação, pelas instâncias competentes da Ordem, das providências juridicamente cabíveis.
No âmbito nacional, o Conselho Federal e as 27 Seccionais protocolaram manifestação no Supremo requerendo acesso da OAB aos elementos de prova e demais documentos, apuração de eventuais ilícitos sem distinção em razão do cargo ou função e que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se abstenha de atuar especificamente na PET 16.662/DF, com atuação de seu substituto legal. A entidade ressaltou que as medidas não representam antecipação de responsabilidade.
Para Hérica de Kássia, a gravidade dos acontecimentos exige da advocacia uma postura simultaneamente firme e responsável, sem transformar uma questão de Estado em disputa político-partidária.
“ A OAB não tem partido. Nosso partido é a democracia. Não nos cabe antecipar culpados nem aderir a versões, mas também não cabe à advocacia assistir em silêncio a uma crise que atinge a credibilidade das instituições. Queremos que os fatos sejam esclarecidos, que todos sejam submetidos à mesma Constituição e às mesmas leis e que sejam preservados o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência. ”
A presidente da Subseccional ressalta que a defesa institucional do Supremo Tribunal Federal não pode ser confundida com a concessão de imunidade pessoal a qualquer de seus integrantes. Da mesma forma, cobrar investigação e responsabilização, quando cabíveis, não representa ataque à Suprema Corte.
“Defender o STF enquanto instituição essencial à República não significa defender pessoas acima das instituições. E exigir transparência, investigação e eventual responsabilização não significa atacar o Supremo. É justamente o contrário: instituições fortes são aquelas que não temem a verdade, o controle, a transparência e a aplicação igual da lei. ”
A posição segue a linha adotada pela OAB Pernambuco. Em nota pública, a Seccional já havia defendido que ninguém está acima da Constituição e das leis e que os fatos devem ser apurados independentemente e sem privilégios, mas igualmente sem prejulgamentos.
A Subseccional de São José do Egito também faz uma distinção importante quanto às discussões sobre eventual impeachment de ministros do STF. Há propostas nesse sentido encaminhadas ao Conselho Federal — entre elas a aprovada pela OAB do Distrito Federal —, mas isso não significa que tenha havido deliberação nacional do Sistema OAB pela apresentação desses pedidos. A OAB/DF decidiu encaminhar suas proposições ao Conselho Federal, a quem compete apreciá-las no âmbito institucional próprio.
Segundo Hérica, essa distinção é indispensável para que a sociedade receba informação correta em um momento de elevada tensão institucional. “Não podemos combater uma crise institucional com precipitação. A advocacia precisa ser uma voz de equilíbrio, mas equilíbrio não é omissão. É possível ser sereno e, ao mesmo tempo, firme. É possível defender o Supremo e cobrar respostas do Supremo. É possível respeitar autoridades sem admitir que qualquer autoridade esteja acima da Constituição.”
O posicionamento da Subseccional já havia sido apresentado pela presidente à advocacia regional em seu grupo institucional e também divulgado nas redes sociais da entidade.
Para a gestão 2025–2027 da OAB São José do Egito, a atuação da Ordem neste momento decorre de sua própria missão constitucional e legal de defesa do Estado Democrático de Direito e do fortalecimento das instituições republicanas.
“Menos paixões e mais instituições. Menos versões e mais fatos. Menos precipitação e mais transparência. É desse lugar que a OAB São José do Egito continuará se posicionando: com independência, responsabilidade e coragem institucional.”
Hérica de Kássia Nunes de Brito
Presidente da OAB Subseccional São José do Egito
Gestão 2025–2027
