Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) foi desconvidado de um encontro da legenda em Santa Catarina previsto para o início de julho.
A medida ocorre depois de o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro ter defendido o rompimento entre o PL e o Novo após o pré-candidato criticar o senador Flávio Bolsonaro por envolvimento com o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, que está preso. As informações são do g1.
Leia maisA informação foi publicada inicialmente pelo jornal “O Globo”. Sob reserva, integrantes da pré-campanha de Zema disseram ao g1 que o ex-governador soube do cancelamento do convite pela imprensa.
“Sou muito bem recebido pelos catarinenses, tenho um carinho muito especial por eles. Já estive várias vezes no estado e em breve estarei lá novamente”, afirmou Zema sobre o ocorrido.
Mais cedo, o presidente do diretório em SC, Kahlil Elias Assib Zattar, distribuiu uma nota a integrantes da legenda e líderes sobre a medida. No texto, a presidência informa que, após conversa de alinhamento com os principais dirigentes no estado, o Novo estadual optou por não manter o convite.
Ainda, o comunicado diz que, caso não haja uma mudança drástica e imediata na equipe de comunicação do pré-candidato, o Diretório de Santa Catarina deverá se posicionar contrariamente à indicação de Zema como candidato à Presidência.
Membros da alta cúpula do partido alegam que a decisão foi unilateral e afirmam que o clima é de indignação generalizada entre os filiados, que pedem a destituição de Kahlil.
Em 13 de maio, quando conversas de Flávio e o banqueiro foram divulgadas, o mineiro afirmou que era ‘imperdoável’ o pedido de dinheiro para financiar o filme Dark Horse – sobre a história de Jair Bolsonaro (PL).
Dias após o ocorrido, ele recuou e afirmou que o episódio era “página virada”. Depois voltou a criticar a postura do senador.
“Para mim, quem anda com bandido merece ser visto com cautela”, disse, ao apontar que nunca se reuniu com Vorcaro — mesmo com uma doação de R$ 1 milhão do pai do banqueiro ao partido Novo, em 2022, antes das investigações relacionadas ao banqueiro.
Apesar dos comentários sobre Flávio, nesta segunda, Zema indicou que a direita deverá se unir em um eventual segundo turno contra o PT. A fala ocorreu durante participação do ex-governador em evento em São Paulo.
Questionado sobre o desgaste na relação com aliados do campo conservador e sobre a reação de integrantes do bolsonarismo às declarações, o ex-governador afirmou que já disse o que tinha a dizer sobre o caso envolvendo Flávio e que sua posição é pública.
O fundador do Novo, João Amoêdo, expulso do partido após declarar apoio a Lula no segundo turno de 2022, criticou a situação. “O partido há muito tempo não tem governança nem princípios. Virou apenas uma legenda oportunista, linha auxiliar do bolsonarismo. Não me surpreendem a postura eleitoreira do diretório nem a submissão de Zema”, afirmou ao g1.
No fim de semana, Eduardo Bolsonaro, irmão do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, publicou uma mensagem em rede social em que sugeriu um “rompimento geral” com o partido Novo.
A mensagem ocorreu em resposta a uma publicação de um internauta contendo um vídeo em que Romeu Zema aparece reforçando críticas que fez a Flávio Bolsonaro após as revelações envolvendo a relação dele com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Na entrevista ao canal “Brasil Paralelo”, Zema diz: “eu fiquei indignado e expressei a minha indignação e não mudo em nada. Para mim, quem anda com bandido tem que ser visto com cautela”.
Veja nota do Novo SC:
O Diretório Estadual do NOVO Santa Catarina, após conversa e alinhamento com os principais dirigentes e mandatários da sigla no estado, decidiu não manter o convite ao pré-candidato Romeu Zema para participar do Encontro Estadual do NOVO SC, que será realizado no dia 04/07, em Joinville.
Da mesma forma, informamos que, se não houver uma mudança drástica e imediata na equipe de comunicação do pré-candidato, o Diretório Estadual de Santa Catarina deverá se posicionar contrariamente à indicação de Romeu Zema como candidato à Presidência da República pelo NOVO durante os processos internos do partido.
Essa decisão decorre da avaliação de que o atual momento político exige esforços voltados à união da direita brasileira em torno de um objetivo maior: construir uma alternativa forte e competitiva para derrotar o PT e retirar a esquerda do poder em 2026. Entendemos que esse desafio exige convergência, diálogo e foco naquilo que realmente importa para os brasileiros: mais oportunidades, geração de empregos, segurança, redução do custo de vida e um país que volte a crescer.
O NOVO Santa Catarina acredita que este é o momento de somar esforços e fortalecer a unidade da direita brasileira. Mais do que disputas entre lideranças que compartilham valores semelhantes, o país precisa de um projeto capaz de unir forças para promover as mudanças que o Brasil necessita.
Reafirmamos nosso respeito à trajetória e aos resultados alcançados por Romeu Zema em sua gestão. O posicionamento do Diretório Estadual possui caráter institucional e reflete uma avaliação política sobre o caminho que entendemos ser mais adequado para contribuir com a união da direita brasileira e para a construção de uma alternativa vitoriosa em 2026.
Kahlil Elias Assib Zattar
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Estimulada por Eduardo Bolsonaro (PL), a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) se coloca à disposição para ser candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa ao Planalto. Usando seu mote político, ela afirmou à CNN Brasil estar “pronta para o combate”.
Ao mesmo tempo, diz que deixará Flávio “bem à vontade” para tomar uma decisão e que acatará o que for resolvido pelo clã Bolsonaro junto ao presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto. As informações são da CNN.
Leia maisNo final da semana passada, Eduardo Bolsonaro passou a estimular o nome de Zanatta como vice do irmão. Entre pontos positivos defendidos por integrantes do PL que defendem a deputada estão:
Por outro lado, Zanatta pode não agregar votos de eleitores mais ao centro, que podem ser decisivos em uma corrida eleitoral tão apertada, nem atrair votos de nordestinos, por exemplo.
Zanatta disse não ter conversado diretamente ainda com Flávio sobre a possibilidade de assumir o espaço de vice na chapa. Ela afirma ser uma questão que os irmãos Bolsonaro estão tratando entre si.
No entanto, uma conversa pessoal nos próximos dias não está totalmente descartada. A deputada pretende ir a Brasília nesta semana diante da previsão de votação dos projetos de lei do fim da escala trabalhista 6×1 e da criminalização da misoginia. Ela ainda buscará tratar de questões relacionadas a Santa Catarina.
Até o momento, é improvável que uma definição sobre a vaga de vice na chapa de Flávio saia tão cedo. Pesquisas internas do PL ainda estão sendo desenhadas e feitas. Outros nomes de mulheres estão sendo testados e, diante de resultados, não se descarta outros aliados.
Além disso, a vontade de uma ala do partido é que se espere o resultado das articulações junto a partidos de centro, como PP, União Brasil e Republicanos — até o momento, não têm avançado como o PL imaginava.
Enquanto isso, Zanatta ressalta que não mudará o rumo de seu trabalho como deputada federal, cargo para o qual pretende se reeleger, caso não seja escolhida como vice.
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O vereador do Recife Paulo Muniz encaminhou nota de esclarecimento ao blog em resposta à matéria publicada nesta segunda-feira sobre a desapropriação e a reabertura do Hospital Central Nossa Senhora Aparecida, em Paulista. No texto, o parlamentar contesta informações relacionadas aos valores da desapropriação, à sua participação em empresas citadas na reportagem e à sua filiação partidária.
Confira o comunicado na íntegra:
Em razão das informações divulgadas em matéria sobre o Hospital Central Nossa Senhora Aparecida, no município de Paulista, torna-se necessária a correção de afirmações que não correspondem aos fatos.
Leia maisPrimeiramente, é incorreta a informação de que o valor de R$ 479 milhões estaria relacionado à desapropriação do hospital. Nos termos do Decreto Estadual nº 58.824, o montante destinado à desapropriação do imóvel foi de R$ 178,3 milhões.
Também não procede qualquer insinuação de participação do Hospital Central Nossa Senhora Aparecida ou de seus antigos gestores na atual administração da unidade. Desde a transferência do equipamento ao Estado, em setembro de 2025, inexiste qualquer vínculo de gestão, administração ou participação operacional por parte do hospital ou de seus ex-dirigentes.
Da mesma forma, é falsa a associação do vereador Paulo Muniz às empresas mencionadas na publicação. O parlamentar integra o quadro societário, porém, não exerce funções de administração nessas empresas desde 2015, inexistindo qualquer vínculo atual que justifique a associação realizada pela matéria.
A publicação também incorre em erro ao informar que o vereador é filiado ao partido Solidariedade. Paulo Muniz é filiado ao Partido Liberal (PL).
Diante do exposto, espera-se a retificação das informações divulgadas, em respeito ao dever de precisão jornalística e à boa-fé informativa condizentes com a realidade dos fatos.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gravou um vídeo para declarar apoio à reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) na Paraíba. O posicionamento ocorre em meio à disputa do parlamentar no estado contra o pré-candidato Nabor Wanderley (Republicanos), pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), que também tem buscado estar próximo ao petista.
— Eu conheço o Veneziano há muito tempo, e posso dizer para vocês que, em poucas vezes na vida como presidente da República, tive uma relação honesta e comprometida em ajudar o governo como tive com Veneziano — disse Lula. — Queria pedir para vocês, eleitores e eleitoras da Paraíba, que é preciso que a gente reconduza o Veneziano para o Senado. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisNa gravação, o presidente também afirma que o senador “não faltou uma ajuda que o governo precisou”, o que é uma garantia de que terá mais “tranquilidade” para governar em um eventual próximo mandato.
No início da tarde desta segunda-feira, em alusão à Copa do Mundo, Veneziano publicou uma foto em que compara a dupla com Lula com Pelé e Garrincha:
“Duplas que amamos e têm algo em comum: sintonia, parceria e confiança. Pelé e Garrincha. Lula e Veneziano. Quem caminha junto, constrói mais, conquista mais e vai mais longe”, escreveu.
Veneziano compõe uma chapa puro-sangue com o deputado estadual André Gadelha (MDB), ex-prefeito de Sousa. O nome escolhido pelo partido ao governo é o ex-prefeito de João Pessoa Cícero Lucena (MDB).
Já Nabor é pré-candidato ao Senado ao lado do ex-governador João Azevêdo (PSB), em uma chapa encabeçada pelo governador Lucas Ribeiro (PP). O atual mandatário foi o nome escolhido à sucessão do próprio Azevêdo, que renunciou ao mandato para tentar uma vaga no Congresso.
Apesar do vídeo de Lula, o PT integrava a base do ex-governador, e permanece ao lado de Ribeiro após a troca no comando do estado. O objetivo da aliança, inclusive, segundo decisão do diretório local, é priorizar a reeleição do presidente petista.
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O prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, assinou nesta segunda-feira (15) a ordem de serviço para a construção da UBS Camará, no bairro de Tabatinga. A unidade terá investimento de R$ 1,2 milhão, com recursos do Novo PAC, e a previsão de conclusão é fevereiro de 2027. Segundo a prefeitura, o equipamento contará com equipe multiprofissional e oferecerá serviços de atenção básica à população.
A futura unidade será construída na Rua Dias Martins, no Loteamento Jardim Camaragibe, e atenderá moradores de Tabatinga e bairros vizinhos. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a UBS oferecerá consultas, vacinação, exames, procedimentos básicos, acompanhamento de pacientes e dispensação de medicamentos.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido da Defensoria Pública da União, e manteve o julgamento da ação penal contra o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) marcado para esta terça-feira (16) na Primeira Turma da Corte.
Eduardo é acusado de coação no curso do processo. O processo investiga a atuação do político para atrapalhar o processo sobre a tentativa de golpe de Estado, em que o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi posteriormente condenado. As informações são do g1.
Leia maisA pena para o crime de coação no curso do processo é de um a quatro anos de prisão. Mas ainda podem ser avaliados eventuais agravantes, que podem aumentar a pena.
O ex-deputado não designou um advogado para representá-lo no processo. Com isso, a defesa dele está a cargo da DPU.
A Defensoria Pública da União (DPU) pediu o adiamento do julgamento, alegando que a composição da Turma não está completa. Ou, que a Corte convocasse um ministro da Segunda Turma para acrescentar ao colegiado.
A Primeira Turma do STF é composta atualmente pelos ministros: Flávio Dino (presidente), Alexandre de Moraes (relator do caso), Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Um dos integrantes da Turma ainda não foi definido, após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias à vaga.
Moraes negou o pedido, e argumentou que não há “violação dos princípios do juiz natural e da colegialidade no julgamento da ação penal”, em observância aos princípios constitucuionais e ao regimento da Corte.
Com isso, Eduardo será julgado na Primeira Turma, o colegiado do relator, de acordo com o que prevê o regimento do STF.
Eduardo é acusado do crime de coação no curso do processo — por tentar impedir o andamento da ação que investigou a tentativa de golpe de Estado e levou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados (entenda mais abaixo).
Para a PGR, Eduardo buscou junto ao governo Donald Trump, dos Estados Unidos, levantar sanções e tarifas ao Brasil e a autoridades do Judiciário como represália ao julgamento.
“Os elementos reunidos nos autos comprovam, portanto, que Eduardo Nantes Bolsonar praticou, de forma continuada, o crime que lhe é imputado na denúncia”.
No mês passado, o ex-deputado faltou ao interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ação penal na qual é réu por coação no curso do processo. Eduardo não indicou advogado e é representado no processo pela Defensoria Pública da União (DPU).
Como mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, e não retornou ao Brasil desde então, o depoimento seria por videoconferência.
Segundo a PGR, a estratégia de Eduardo e de Paulo Figueiredo, produtor de conteúdo, aliado da família Bolsonaro e também acusado na mesma ação, consistia em ameaçar os ministros do STF com a obtenção de sanções estrangeiras, tanto para os magistrados quanto para o próprio Brasil.
Para isso, eles exploraram suas conexões nos Estados Unidos, incluindo contatos com integrantes do alto escalão do governo norte-americano.
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A pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) defendeu, nesta segunda-feira (15), a retomada da Ferrovia Transnordestina no trecho entre Salgueiro e o Porto de Suape. Durante visita à Folha de Pernambuco, ela afirmou que a conclusão da obra depende de articulação política e diálogo entre o Governo Federal, os estados nordestinos e as bancadas da região no Congresso Nacional.
Marília lembrou que participou da mobilização pela manutenção do trecho pernambucano no projeto da ferrovia e destacou a importância estratégica da Transnordestina para a logística e a economia do Estado. “A gente não vai resolver a Transnordestina com emenda parlamentar. Uma obra dessa magnitude exige articulação política, capacidade de construir consensos e defender os interesses de Pernambuco e do Nordeste nos espaços de decisão”, afirmou.
A pedetista também defendeu uma atuação integrada dos estados nordestinos em pautas de desenvolvimento regional. Segundo ela, a ampliação da infraestrutura e da capacidade logística de Pernambuco pode contribuir para o fortalecimento econômico de toda a região.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em vídeo divulgado nesta segunda-feira, apoio exclusivo à pré-candidatura de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco.
A manifestação afasta os rumores de um possível palanque duplo no estado, tese que vinha sendo defendida por aliados da governadora Raquel Lyra (PSD), e reforça a estratégia nacional de aliança entre PT e PSB para as eleições de 2026. As informações são do Blog da Folha.
O vídeo foi reproduzido pela primeira vez durante um grande evento de lançamento da plataforma de participação popular Chega Junto Pernambuco – aposta de Campos para reunir ideias e sugestões da população para incorporação à sua pré-campanha.
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Na gravação, Lula destacou a relação histórica construída com o partido socialista e relembrou parcerias que marcaram momentos importantes da história política do estado.
O presidente citou a convivência com Miguel Arraes e recordou a aliança firmada com Eduardo Campos, período em que Pernambuco recebeu grandes investimentos federais e viveu um ciclo de expansão econômica, industrialização e geração de oportunidades.
“O PSB é o nosso maior aliado nacional”, afirmou o presidente, ao destacar a importância da legenda na sustentação do governo federal e na construção do projeto político que pretende disputar a reeleição no próximo ano.
“Nós estamos juntos de verdade. O meu partido e eu estamos apoiando João Campos para candidato a governador do estado de Pernambuco. Esse é um compromisso histórico, resultado de uma relação produtiva, de uma relação que deu resultado e que trouxe muita coisa para Pernambuco”, disse o presidente.
A fala de Lula também reforça um movimento que já vinha sendo sinalizado pela direção nacional dos dois partidos. Além do apoio a João Campos em Pernambuco, a aliança entre PT e PSB será repetida na chapa presidencial, mantendo o vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB, como companheiro de chapa de Lula na disputa pela reeleição.
Nos bastidores políticos, o vídeo é interpretado como um gesto de forte simbolismo. Além de consolidar João Campos como o nome apoiado pelo presidente em Pernambuco, a declaração reduz o espaço para especulações sobre uma aproximação eleitoral entre Lula e Raquel Lyra, cenário que vinha sendo alimentado por integrantes da base governista estadual.
Com a manifestação pública, Lula reafirma a prioridade estratégica da parceria com o PSB e reforça a construção de uma frente política que remete às alianças históricas firmadas com Arraes e Eduardo Campos, agora projetadas para o ciclo eleitoral de 2026 tendo João Campos como principal liderança do grupo em Pernambuco.
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Por Tarsila Castro – Blog da Folha
A ex-deputada federal e pré-candidata ao Senado por Pernambuco, Marília Arraes (PDT), destacou que o grupo liderado pelo pré-candidato ao governo do estado João Campos (PSB) está mais consolidado em relação às pré-candidaturas ao Senado. Em março deste ano, Campos anunciou os nomes de Marília Arraes e do senador Humberto Costa (PT) para compor a chapa e disputar as vagas.
“O nosso campo sempre esteve muito mais consolidado em relação aos pré-candidatos ao Senado e à certeza de que o PT ficaria formalmente com João Campos. Isso já se sabe há muito tempo, até pela conjuntura nacional”, afirmou Marília em visita à Folha de Pernambuco.
Leia mais“Por mais que um ou outro tenha tentado plantar dúvidas aqui, mas quando você parte para o cenário nacional e analisa, João Campos é o presidente de um partido importante do Brasil, que tem o vice-presidente da República. Como o apoio formal do PT não viria a ele? Essas premissas já estão postas há muito tempo. Para evitar problemas como o outro palanque está tendo, foi necessária essa decisão na hora que foi tomada”, reiterou Marília.
A pré-candidata também declarou que é difícil definir estratégias sem saber quem é o adversário. “A gente vai fazendo o que está posto nos permite e vai traçando uma estratégia. No momento, estamos em uma pré-campanha, traçando uma estratégia do nosso posicionamento”, disse.
Papel do senador
Marília Arraes afirmou que, antes de tudo, quer que o eleitor entenda qual é o papel do senador.
“Eu estou preocupada, neste primeiro momento, em explicar às pessoas a importância e o impacto do voto que elas vão dar para o Senado. Dois terços do Senado serão renovados para decidir os próximos oito anos. Praticamente uma década estará nas mãos das pessoas que forem eleitas este ano. A partir do momento em que as pessoas entenderem o papel do senador e da senadora, vão poder entender melhor e definir qual será o seu voto”.
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou a segunda proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Com a Polícia Federal já posicionada contra o acordo, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve decidir ainda nesta semana o futuro das negociações e a situação prisional do investigado.
A Polícia Federal já formalizou a rejeição da segunda proposta de delação apresentada pelo banqueiro e encaminhou ao ministro um pedido para que ele deixe a cela especial da Superintendência da corporação e seja transferido para a Penitenciária Federal de Brasília. As informações são do jornal O GLOBO.
Para os investigadores, as informações apresentadas pela defesa não trouxeram fatos suficientemente inéditos nem elementos de corroboração capazes de justificar a continuidade das tratativas.
Leia maisComo o GLOBO mostrou nos últimos dias, a PGR manteve a proposta sob análise mesmo após a manifestação da Polícia Federal e vinha realizando uma avaliação mais aprofundada do material apresentado pela defesa.
A avaliação predominante também na PGR é que as informações apresentadas pela defesa carecem de meios de prova e não trazem, até o momento, fatos novos capazes de contribuir de forma relevante para o avanço das investigações.
Mendonça já indicou a interlocutores que considera desejável uma posição convergente entre a PF e a PGR sobre o caso.
A situação difere da primeira tentativa de delação, rejeitada em maio, quando a Polícia Federal abandonou as negociações enquanto a Procuradoria manteve as tratativas abertas. O ministro também já sinalizou que a colaboração só deverá avançar caso apresente fatos efetivamente inéditos e relevantes para as investigações.
Integrantes envolvidos no caso afirmam que a Procuradoria examinou a consistência dos relatos, a possibilidade de comprovação dos fatos narrados e a utilidade prática das informações para o avanço das investigações.
Desde março, Vorcaro ocupa uma cela especial na Superintendência da PF em razão das negociações para um acordo de colaboração.
Após firmar um termo de confidencialidade, ele passou a receber diariamente seus advogados, das 9h às 17h, para discutir os termos da proposta. A segunda versão da delação foi apresentada após a rejeição da primeira tentativa e depois de uma troca na equipe de defesa.
A PF sustenta que o banqueiro tem dificuldade para apresentar documentos capazes de corroborar seus relatos porque já não possui controle sobre o Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado.
Investigadores afirmam que as informações apresentadas pela defesa não trouxeram fatos suficientemente inéditos nem elementos independentes de comprovação capazes de justificar a celebração de um acordo de colaboração.
Outro fator que pesou contra a proposta foi a avaliação de que Vorcaro concentrou esforços em apresentar sua versão dos fatos e justificar relações mantidas com integrantes da classe política, em vez de admitir crimes, apontar a participação de terceiros ou abrir novas frentes de investigação. Na percepção de investigadores, o material entregue tem caráter predominantemente defensivo e não atende ao objetivo esperado de uma delação premiada.
Também existe entre integrantes da corporação a avaliação de que o banqueiro ainda não demonstrou disposição efetiva para cooperar com as investigações. Nos bastidores, investigadores afirmam que as sucessivas complementações da proposta não alteraram substancialmente o conteúdo inicialmente apresentado e reforçaram a percepção de que a estratégia estaria voltada mais a prolongar as negociações do que a fornecer informações inéditas às autoridades.
A rejeição da primeira proposta de Vorcaro ocorreu em maio e levou a uma mudança na equipe de defesa. Na ocasião, o advogado José Luis Oliveira Lima, o Juca, deixou o caso, que passou a ser conduzido pelo criminalista Sérgio Leonardo.
Interlocutores da defesa, por sua vez, sustentam que o material apresentado contém relatos inéditos e informações relevantes para as investigações. Na visão deles, há resistência de investigadores em prosseguir com as negociações, apesar dos complementos feitos à proposta ao longo das últimas semanas.
Vorcaro é suspeito de comandar um esquema de fraudes financeiras que teria causado prejuízos bilionários a investidores e correntistas do Banco Master, incluindo fundos de previdência de estados e municípios. As investigações também apuram suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial, intimidação de adversários, monitoramento ilegal de autoridades e tentativas de interferência em órgãos de fiscalização.
O colapso do Banco Master provocou um impacto estimado em mais de R$ 50 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por assegurar depósitos e aplicações de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Entre os investidores atingidos estão fundos de previdência estaduais e municipais, como o Rioprevidência.
Um acordo de colaboração premiada é um meio de obtenção de provas e prevê, entre outros pontos, a confissão de crimes e o pagamento de multa. Em troca, o investigado obtém benefícios, como redução de pena e progressão de regime, entre outros.
Caso a delação seja definitivamente rejeitada, a tendência é que Mendonça determine a transferência de Vorcaro para uma unidade prisional comum, encerrando o regime diferenciado que permitiu as negociações com a PF e a PGR nos últimos meses.
Além disso, o conteúdo apresentado durante as tratativas não poderá ser utilizado pelas autoridades nas investigações.
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O pré-candidato do PSB a governador, João Campos, acabou de chegar em Gravatá e foi ovacionado por uma multidão. Pelos cálculos da organização, mais de vinte mil pessoas. Confira as imagens!
Com sérias dificuldades na saúde, onde, a cada dia, pipocam casos como tetos desabando, ratos e timbus aparecendo nos hospitais, a governadora Raquel Lyra tenta, desesperadamente, remendar os furos no casco do navio. Na clara pressa de mostrar alguma obra positiva na desastrada gestão da saúde, a mandatária apela para o gasto desenfreado, para a dispensa de licitações e para o favorecimento de aliados.
“Inaugurado” nesta segunda-feira (15) com pompa por Raquel, o Hospital Central Nossa Senhora Aparecida, também conhecido como Hospital Central de Paulista, é uma verdadeira mina de ouro de recursos públicos para as empresas que o administram — em especial a do vereador do Recife Paulo Muniz (Solidariedade). Seis sócios de três famílias ligadas ao hospital, entre elas a do parlamentar, já receberam R$ 479 milhões, sem qualquer licitação, do Governo do Estado.
Leia maisA unidade foi reaberta nesta segunda-feira (15), após uma série de licitações impugnadas, que levaram Raquel — a toque de caixa, devido ao período eleitoral — a cedê-lo a uma organização social contratada também sem licitação, por R$ 56,7 milhões por apenas seis meses, ou um custo mensal de R$ 9,5 milhões.
O Hospital Central foi desapropriado em junho do ano passado, via decreto da governadora (número 58.824), e deveria servir de retaguarda para absorver parte da demanda do Hospital da Restauração, possibilitando acelerar as obras naquela unidade.
Os empenhos para desapropriação do Hospital Central de Paulista somam R$ 178,3 milhões em favor de três CNPJs: a Sociedade Beneficente Santa Terezinha (R$ 24 milhões), o Hospital Santa Terezinha (R$ 36,5 milhões) e a AMM Participações (R$ 117,3 milhões). O Hospital Santa Terezinha tem entre seus sócios o vereador do Recife Paulo Muniz, que integra a bancada de oposição à gestão do PSB (agora com Victor Marques).
Chama a atenção a disparidade entre os valores movimentados pela empresa e a declaração de bens do parlamentar à Justiça Eleitoral. Em 2024, Paulo Muniz declarou possuir apenas R$ 524,5 mil em bens. Em 2020, o patrimônio declarado era significativamente maior: R$ 2,8 milhões, incluindo um crédito de R$ 1,3 milhão a receber de Cleonilia Magno Rodrigues de Freitas Lins, administradora da Sociedade Beneficente Santa Terezinha — outra entidade amplamente beneficiada pelos repasses do governo.
A investigação sobre os CNPJs envolvidos levanta ainda mais dúvidas sobre a natureza das contratações. A AMM Participações S/A, que recebeu a maior fatia da desapropriação (R$ 117,3 milhões), tem como atividade econômica principal o “aluguel de imóveis próprios” e é gerida por familiares e sócios ligados ao grupo do Hospital Santa Terezinha.
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