Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) percorreu cinco municípios do Agreste ontem (5), ao lado de integrantes da chapa majoritária da Frente Popular. A agenda começou em Lagoa dos Gatos, passou por Vertentes, Toritama e Belo Jardim e terminou em Correntes, onde participou de um ato promovido pelo prefeito Edimilson da Bahia (PT).
Edmilson declarou apoio à candidatura de Marília ao Senado e levou seu grupo político ao ato. Durante discurso, a candidata destacou a importância econômica da região. “O Agreste é uma das grandes forças de Pernambuco. É uma região que empreende, produz, gera emprego e renda e mostra todos os dias a capacidade do nosso povo de vencer desafios. Do Polo de Confecções à agricultura, passando pelo comércio e pela indústria, há uma economia pulsante que precisa de mais investimentos e oportunidades. Quero estar no Senado para ajudar a trazer recursos, fortalecer quem produz e transformar essa força do Agreste em ainda mais desenvolvimento e qualidade de vida para a população”, afirmou.
Horas antes, em Belo Jardim, Marília participou, ao lado dos candidatos a governador, João Campos (PSB); a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos) e o senador Humberto Costa, que disputa à reeleição, da inauguração do comitê de campanha do candidato a deputado federal Zé Guri (Republicanos). Vereador no terceiro mandato e ex-presidente da Câmara Municipal, Zé Guri é um dos principais articuladores da Frente Popular na cidade. Na cidade, o candidato a deputado estadual Jobson Almeida (Republicanos), se juntou a comitiva.
Em Toritama, Marília participou da inauguração do comitê da candidata a deputada estadual Heloysa Ferreira (Republicanos). Em Vertentes, caminhou pela feira livre e participou de uma mini-carreata organizada pelo presidente municipal do PSB, Zito Barros. Já em Lagoa dos Gatos, visitou a feira livre ao lado de Boró, liderança política local.
Da CNN Brasil
O ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello disse, em entrevista à CNN ontem (5), que “se arrependimento matasse não estaria aqui” sobre ter apoiado o nome do ministro Alexandre de Moraes à Suprema Corte. A fala ocorre após terem sido tornadas públicas trocas de mensagens entre o Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do extinto Banco Master.
“Os fatos que vieram à balha são seríssimos. Quando caiu o avião e morreu o ministro Teori Zavasck, […] eu disse que o presidente Temer tinha um homem talhado para o cargo: professor universitário, membro do Ministério Público, secretário de segurança do prefeito Kassab, secretário de governo do governador Geraldo Alckmin, ministro da justiça. […] Se arrependimento matasse eu não estaria aqui hoje conversando com vocês”, afirmou Mello.
Leia maisO magistrado aposentado ainda comentou que o ministro “vem errando a mão e isso é muito ruim”. A troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes consta em um relatório da PF (Polícia Federal), que teve o sigilo derrubado pelo ministro do STF André Mendonça, acusado por Moraes de atuar fora do regimento jurídico.
À CNN, Marco Aurélio Mello saiu em defesa da condução de André Mendonça no caso e avaliou que o atual momento da Corte representa uma “inversão de valores”. “Eu penso que está havendo uma inversão de valores. O ministro André Mendonça se defrontou com um relatório da PF (Polícia Federal) e procedeu como deveria, encaminhando à PGR (Procuradoria-Geral da República)”, declarou.
O relatório da PF mapeou uma série de encontros que ocorreram entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025. Segundo o material, o primeiro contato foi intermediado ainda em 2023 por Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações no governo de Jair Bolsonaro (PL), que encaminhou a Vorcaro o número de telefone de Moraes.
Em 2 de fevereiro de 2024, segundo as mensagens analisadas, ocorreu um jantar entre Moraes e Vorcaro, com a presença das respectivas esposas. Em novembro de 2024, ocorreram vários outros encontros. Em março de 2025, Vorcaro informou à esposa que estava com Moraes e, posteriormente, repetiu a mesma informação a um diretor do Banco Central. Em abril de 2025, ele disse que estava indo encontrar Moraes “perto de casa”.
Moraes ainda não se pronunciou oficialmente sobre as citações. Já a PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu nulidade do relatório da PF em parecer. Segundo Paulo Gonet, que também foi citado no relatório, a investigação não poderia ter avançado da forma como foi conduzida sem provocação do Ministério Público. A PGR também questionou o tratamento dado a informações envolvendo autoridades com foro no Supremo.
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Da Folha de S.Paulo
A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), vê erros tanto do ministro André Mendonça quanto do ministro Alexandre de Moraes nas medidas que levaram a corte ao epicentro de uma crise institucional, e ainda não definiu qual deles vai ganhar o seu apoio.
Moraes e Mendonça disputam o voto de Cármen em busca da hegemonia de seus respectivos grupos no Supremo, e a posição da magistrada é considerada decisiva nas deliberações que o plenário deve fazer sobre as condutas dos dois ministros.
Leia maisA corte vai discutir, de um lado, se houve arbitrariedade nos métodos utilizados por Mendonça nas apurações sobre o Banco Master e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), e que resultaram no relatório em que a PF (Polícia Federal) aponta Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
De outro, o STF vai avaliar a regularidade do ato de Moraes ao se utilizar do inquérito das fake news para pedir uma investigação contra Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
Antes de Moraes decidir partir para o contra-ataque, na quinta-feira (3), Cármen chegou a telefonar para ele e indicou se solidarizar com a situação de exposição pública. Na terça (1º), Mendonça tirou sigilo de relatório da PF que mostrava diálogos de Vorcaro com o ministro, incluindo uma mensagem na qual o banqueiro pergunta se deveria deixar o país, às vésperas de ser preso, em 2025.
Moraes, segundo um auxiliar, compreendeu o telefonema da colega como um aceno, embora Cármen não tenha garantido a ele o seu apoio em votações futuras. O que veio depois — o uso do inquérito das fake news para contra-atacar Mendonça — também não a agradou. A ministra relatou a uma pessoa próxima uma sensação de perplexidade com os dois colegas e com o ponto a que chegou a erosão interna do Supremo.
Ela tem dito a auxiliares que está ciente de que seu voto está sob disputa e que há até mesmo apostas informais no mundo jurídico sobre a qual corrente ela se alinharia. A ministra, entretanto, diz que vai decidir exclusivamente com base nos autos, cuja íntegra ainda não acessou.
Moraes tem o apoio dos ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Já Mendonça calcula contar com Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Edson Fachin. Segundo um assessor da cúpula do STF, o ministro Dias Toffoli fica de fora das votações, pois se declarou suspeito de atuar nos casos do Master.
Tanto Mendonça quanto Moraes afirmam a interlocutores que confiam na adesão de Cármen aos seus respectivos grupos, o que pode reconfigurar a correlação das forças e alianças que hoje existem no Supremo.
Aliados de Mendonça dizem acreditar na sensibilização da ministra quanto ao recado ruim que será passado à sociedade caso a corte feche os olhos para a gravidade de haver um ministro do Supremo sob suspeita de integrar a rede de influência de Vorcaro.
Uma pessoa próxima ao relator do Master disse que Cármen construiu uma reputação de absoluta integridade ao longo dos anos de magistratura e que votar para aliviar para um colega seria colocar tudo isso a perder.
O entorno de Moraes afirma que Cármen já demonstrou ser contra a adoção de procedimentos arbitrários a pretexto de atender aos clamores da sociedade, como na ocasião em que ela votou para reconhecer a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro em casos envolvendo o presidente Lula (PT), em 2021.
“Todo mundo tem direito de ter um julgamento justo diante de um juiz ou de um tribunal imparcial”, disse ela na ocasião. “Isso não significa que não queiramos, sejamos contra ou estejamos emitindo juízo de valor sobre o combate à corrupção, que é obrigatório e precisa ser feito.”
Para um interlocutor de Moraes, se o plenário confirmar o entendimento de Mendonça, haverá margem para que qualquer magistrado investigue um colega, fazendo do Supremo ringue para um “vale-tudo”. Mendonça entende que o colega pode fazer o mesmo no âmbito do inquérito das fake news.
A leitura do grupo pró-Moraes é a de que Mendonça agiu deliberadamente para expô-lo, mandando que a PF apurasse suspeitas contra o ministro à revelia de decisão prévia do plenário, em violação ao regimento interno do Supremo.
Na divisão atual da corte, Cármen é alinhada a Mendonça, por exemplo, na defesa da implementação de um código de conduta para o STF, proposta da qual é relatora. Por outro lado, ela acompanhou Moraes em todos os votos da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado.
Interlocutores da ministra afirmam que ela não tem alinhamento irrestrito com nenhuma das duas alas e que seus votos se pautam pela Constituição. A ministra tem manifestado preocupação com o peso institucional da crise, diante de um potencial impacto catastrófico para o STF.
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A cidade de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, inicia na próxima quarta-feira (9) o projeto “Minha Escola no Museu”, que vai levar alunos e professores da rede pública a uma imersão na história do cangaço e na formação cultural do município. A iniciativa é promovida pela Fundação Cultural Cabras de Lampião e terá a participação de estudantes de oito escolas das zonas urbana e rural.
O percurso inclui locais históricos como a Praça Agamenon Magalhães, marco zero de Serra Talhada, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e a Casa da Cultura. A programação termina no Museu do Cangaço, instalado na antiga estação ferroviária, onde os estudantes terão contato com objetos, fotografias e outros registros relacionados a Lampião e seu bando.
No museu, os participantes também serão acompanhados por monitores e assistirão a uma palestra do pesquisador e escritor Anildomá Willans de Souza, além de uma aula-espetáculo com o Grupo de Xaxado Cabras de Lampião. Segundo a presidente da Fundação Cultural Cabras de Lampião, Cleonice Maria, o projeto busca aproximar os estudantes da história e do patrimônio cultural da região.
As atividades seguem até 30 de setembro e contam com apoio da Secretaria Municipal de Educação e incentivo cultural da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), da Fundarpe, da Secretaria de Cultura de Pernambuco, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.
Do jornal O Globo
A rodada mais recente da pesquisa Quaest, divulgada esta semana, mostra que o eleitor de Augusto Cury (Avante) rejeita três vezes mais a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que o retorno da família Bolsonaro ao Planalto. O escritor, que tinha apenas 2% das intenções de voto no levantamento anterior, agora alcança 10% e assume o terceiro lugar entre os presidenciáveis mais bem posicionados.
Quando questionados sobre o que os traz mais medo, 60% dos apoiadores de Cury responderam a continuidade do petista no Executivo, enquanto 22% disseram a volta do clã do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A margem de erro neste segmento é de 7 pontos percentuais.
Leia maisVeja os números:
• Lula: 60%
• Bolsonaro: 22%
• Tenho medo dos dois: 14%
• Não tenho medo de nenhum: 2%
• Não sabem/não responderam: 2%
A Quaest também mediu a opinião de eleitores de Cury sobre o governo Lula. Os dados indicam um descontentamento com a atuação do petista em sua terceira vez à frente do Planalto.
O governo petista é aprovado por 23% e desaprovado por 71%, enquanto 6% não sabem ou não responderam. A gestão é avaliada como positiva por 14%, regular por 34% e negativa por 52%.
Horizonte econômico
A percepção sobre a economia também não é otimista. Para 66% dos eleitores de Cury, ela piorou nos últimos 12 meses. Apenas 5% avaliam que houve uma melhora.
Veja os números:
• Melhorou: 5%
• Ficou do mesmo jeito: 27%
• Piorou: 66%
• Não sabem/não responderam: 2%
Oito a cada dez eleitores de Cury (83%) também avaliam que o preço dos alimentos nos mercados subiu no último mês. Para 5%, eles caíram, enquanto 11% responderam que ficaram iguais. Já 1% não sabe ou não respondeu.
Lulinha e ‘Dark horse’
A pesquisa mediu o impacto da investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, entre os eleitores de Cury — 69% sabem do caso. Lulinha é alvo de três inquéritos, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para apurar se favoreceu empresários interessados em negócios com órgãos públicos e se atuou em benefício próprio.
Para 77% do eleitorado de Cury, Lula não deu explicações convincentes sobre as investigações envolvendo o filho. Apenas 10% pensam o contrário, e 13% não sabem ou não responderam.
Metade dos membros desse segmento (51%) avalia que a investigação prejudica muito a campanha de Lula. Já 26% respondem que prejudica um pouco, e 21% entendem que não prejudica. Outros 2% não sabem ou não responderam.
A Quaest também questionou o eleitorado de Cury sobre o financiamento de Daniel Vorcaro, do Banco Master, ao filme “Dark horse”, sobre a vida de Jair Bolsonaro. A negociação foi intermediada pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Os dados mostram que 67% do segmento souberam da investigação sobre irregularidades na origem e destinação desses recursos.
Para 59%, Flávio não deu explicações convincentes, enquanto 23% pensam o contrário e 18% não sabem ou não responderam.
A avaliação de que a investigação prejudica muito a campanha de Flávio é compartilhada por 41% dos eleitores de Cury. Já 29% entendem que prejudica um pouco. Para 26%, não prejudica, e 4% não sabem ou não responderam.
O levantamento foi encomendado pela Globo e Editora Globo. A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. O nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-07065/2026.
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Por José Américo Lopes, o Zé da Coruja*
Amigo Magno Martins,
Você não descansa, homem de Deus? Que feijão foi este que comeste de Dona Margarida e Seu Gastão, e que te deu a energia e a força do Capitão 7, herói dos quadrinhos da TV Record, canal 7, do final da década de 50 e entrando para 60?
Um típico super-herói “chupado” do Superman, mas que jamais teve seus direitos contestados. Qualquer gibi do Capitão 7, original, tem hoje um grande valor histórico e financeiro.
Leia maisA universalidade do Capitão 7 tinha a mesma abrangência do Superman e o Dr. Silvana e Lex Luthor tiveram seus correspondentes nos vilões do Capitão. Coisas de São Paulo, meus amigos.
O tema da perda de amigos para São Paulo e de lindas conterrâneas que desapareceram na big metrópole do ouro, do poder e da ilusão, abordado em sua crônica domingueira de hoje, também é muito caro para mim, tendo como referência Ouricuri, a minha segunda pátria.
A minha primeira pátria, no Pajeú das Flores, foi negada ao meu pai Walfredo, a minha Mãe Euza e a nós filhos pelo cangaço mais vil e cruel do sertão pernambucano. Cadê os irmãos Çico, Assis Guaxinim e Doda, exímios craques na arte da bola e da marcenaria? São Paulo os engoliu e não vomitou! Porca miséria!
Julião de Senhor Borges, que trabalhou em roça de meu pai, exímio comedor de melancia e forte feito um touro. Julião gostava de quadrinhos e me apresentou, contando histórias, ao mágico mundo de Disney, me falou de uma feroz luta de Mickey contra João Bafo de Onça, que fugia em um helicóptero.
Parece que Julião, neste caso, preferiu o vilão. E eu não gostei. Credo, Julião. Como esquecer das histórias de Julião sobre o Fantasma, o espírito que anda, o Sr. Walker e sua linda namorada Diana Palmer, a funcionária da ONU na área de direitos humanos!
Diana ao casar, finalmente, em 1977 passou a assinar Diana Palma Walker. Que nome tão lindo, meu Deus! A este casamento compareceram presidentes, reis, chefes de tribos mais distantes e ricas, que presentearam o jovem casal com caixões de diamantes, ouro, prata e especiarias raras, algo que a nossa querida Roberta Jungmann não cobriu, uma pena.
Julião me contou, e eu babei, sobre os doze trabalhos do Fantasma, algo como os doze trabalhos de Hércules. Esta é uma história de desafio para recuperar Diana Palmer da mão de um malvado, e eu quis ser, sim, o Fantasma para receber um beijo de recompensa e poder sentir os braços sedosos daquela deusa dos sonhos de qualquer homem.
Jamais encontrei essa história do Fantasma, encontrei uma bem próxima. Ou Julião se enganou ou minha memória de criança me traiu. Nêgo Zeca, padeiro, forte que só um touro e generoso que só um Illuminati.
O padeiro de minha infância e adolescência hoje, com o seu grupo, domina a economia e a indústria das guerras mundiais, para minha surpresa. Mora, disfarçado, na Zona Leste de São Paulo, como um simples e afetuoso avô.
Zeca foi para São Paulo em busca de Pelé e suas maravilhas. Virou santista para sempre. Este Zeca renascentista me presenteou, na sua partida, com a sua coleção de Jacques Douglas, o Agente Secreto SZ-4.
Considero este o melhor presente que recebi em minha vida. Meu compadre Raimundo Papai do Céu foi em busca do Palmeiras e Ademir da Guia e por lá ficou alguns anos. Sobreviveu à máquina moedora de carne humana, voltou e encantou-se em Ouricuri, cercado da glória de ter visto Ademir da Guia jogar, que ele dizia nas discussões acaloradas ter sido melhor que Pelé.
Aí só faltava sair tapa, mas o meu comadre segurava a tese, doesse em quem doesse. Devo dizer que batizei uma filha sua, por procuração, chamada Ava Gardner, irmã de Gary Cooper, Kêrinho para todos e para sempre.
Seu bordão: “O Palmeiras não é um time, é uma sociedade” e aí o pau comia na terra de São Sebastião de Ouricuri, soldado de Jesus. As belas irmãs Sobreiras também foram embora, com os pais e o irmão Marcelo, um cabôco forte, e delas não tive mais notícias.
Lindas morenas como eram, devem ter arranjado maridos na terra da garoa e constituído belas famílias, que na minha vida e história não existe amargor para estar arrotando fel. Os belos nome dessas princesas, originárias, salvo engano, de Novo Exu, de Luiz Gonzaga: Adélia, Inês, Liene e Lenaide. As outras, a memória apagou. A memória é um mercenário que cobra um alto preço.
E já que você falou em Mário de Andrade, o genial homem que rompeu com as métricas certinhas e parnasianas com o seu Paulicéia Desvairada, praticamente inaugurando o Modernismo, movimento que ensinou ao brasileiro falar a sua língua tupi-guarani, africana, europeia, lembremos ele, o grande Mário: “Eu sou trezentos, sou trezentos e cinquenta”.
Ou em Macunaíma, quando ele faz a maior descoberta antropológica sobre o homem brasileiro e que estamos aí a ver nas profundezas dos pântanos: Macunaíma, o típico homem brasileiro, é um herói sem nenhum caráter.
Mário era um grande intelectual e não teve tempo na terra suficiente para ver que o Brasil também é formado de homens de excepcional caráter e grandeza moral. Você quer um exemplo? Armando Monteiro Filho.
Seu amigo,
Zé da Coruja.
*Diretor operacional da Folha de Pernambuco
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Os responsáveis pelo perfil Bastidor.PE, ambos ex-ocupantes de cargos comissionados no Governo de Pernambuco, têm até a tarde deste domingo (6) para prestar esclarecimentos sobre a origem da fotografia que mostra um suposto panfleto apócrifo contra a governadora Raquel Lyra.
A determinação ocorre após a Justiça acatar pedido apresentado por João Campos para aprofundar a apuração sobre a autoria e a circulação do material. Rodrigo dos Santos Ambrósio e Felipe Vilar, apontados como responsáveis pelo Bastidor.PE e nomeados para cargos na gestão estadual em 2023, deverão fornecer informações capazes de esclarecer como a imagem chegou ao perfil e em quais circunstâncias foi produzida.
Leia maisEntre os elementos que deverão ser apresentados estão os dados sobre a origem da fotografia, incluindo data, horário e local em que teria sido registrada, o equipamento utilizado e a identificação de quem realizou o registro.
A determinação também alcança os rastros digitais relacionados à imagem e à sua circulação. Deverão ser fornecidos dados sobre o envio e a publicação do arquivo, além de informações técnicas relacionadas aos endereços de IP, contas e equipamentos utilizados.
Os elementos deverão ser disponibilizados à Polícia Federal e podem ajudar a reconstruir o caminho percorrido pela fotografia, desde sua produção até a publicação nas redes sociais, contribuindo para esclarecer a origem do suposto panfleto e identificar eventuais responsáveis por sua produção e divulgação.
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Há uma curiosa zona de silêncio na trajetória recente da deputada estadual Rosa Amorim (PT). Militante histórica do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e eleita sob a bandeira da reforma agrária, Rosa construiu sua identidade política justamente na defesa dos movimentos sociais e na crítica às forças tradicionais do poder. Por isso, chama atenção a maneira discreta com que passou a tratar sua relação política com a governadora Raquel Lyra, hoje no PSD de Gilberto Kassab.
Não se trata de negar que divergências possam coexistir com diálogo institucional, uma vez que a própria atuação parlamentar exija isso. O problema é quando a conveniência política começa a produzir uma seletividade no discurso.
Leia maisOntem (4), a governadora seletivamente omitiu de suas redes sociais a agenda com agricultores ligados ao MST em Caruaru. E é justamente na Capital do Agreste onde Rosa Amorim possui uma de suas principais bases político-eleitorais. Não se viu nas imagens da agenda governista a presença de Rosa. Mas, ora, para quem se diz da base governista, ainda que filiada ao PT, por que não houve a mínima divulgação do ato? Isso porque nem Raquel quis se associar ao ato. Cumpriu protocolo, somente.
Vale lembrar que, entre 2023 e 2024, durante os dois primeiros anos do governo Raquel Lyra, Rosa Amorim esteve ao lado da pessedista em reuniões com representantes do movimento no Palácio do Campo das Princesas. Política também é narrativa. E quem escolhe o que mostra — e o que prefere deixar nas sombras — está fazendo política.
Raquel passou a fazer parte umbilicalmente do PSD, partido que oficializou Ronaldo Caiado como candidato à Presidência da República, tendo como Gilberto Kassab seu vice. A mesma Raquel que diz que dialogar com o MST de Rosa Amorim está no seio de uma legenda que disputa o Planalto por um projeto que não exatamente se confunde com o campo político de Rosa. Isso torna ainda mais intrigante a proximidade construída nos últimos anos, porque, para quem fez da coerência ideológica uma espécie de patrimônio político, não basta estar presente quando as câmeras estão ligadas — é preciso explicar também as ausências, os silêncios e as escolhas.
Quem alega fazer parte do campo de esquerda e carregar a representação de um movimento como o MST também precisa entender que coerência política não se resume ao partido estampado na legenda. Há momentos em que o silêncio diz mais do que um discurso de plenário. E, na política, sobretudo em ano eleitoral, aquilo que não se divulga pode acabar sendo tão eloquente quanto aquilo que se anuncia.
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Por Estadão Conteúdo
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, se reuniu com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes na quarta-feira (2). O encontro ocorreu no gabinete do magistrado, em Brasília, em meio ao escândalo envolvendo o ministro do Supremo Alexandre de Moraes, como uma sinalização de boa vontade em relação à instituição.
Uma crise de proporções inéditas assola a Corte. Um dia antes, o relator do caso Banco Master, o ministro do STF André Mendonça, havia retirado o sigilo de um relatório da Polícia Federal que compilou 51 mensagens entre o seu colega de Corte Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Leia maisO Estadão revelou o conteúdo das mensagens mostrando que Vorcaro se aconselhava e pedia orientações a Moraes, inclusive sobre se deveria deixar o País às vésperas da determinação de sua prisão.
“Temos convicção de que venceremos as eleições e acreditamos que o próximo governo deverá preservar o diálogo institucional, o respeito entre os Poderes e a normalidade democrática”, afirmou Marinho numa nota padronizada.
Decano da Corte, Gilmar havia se encontrado também com o presidente Lula (PT) na terça-feira, 1º, mesmo dia da eclosão da crise. No encontro, segundo apurou a Coluna do Estadão, ele defendeu que a corporação reaja a determinações do ministro André Mendonça quando as considerar excessivas ou ilegais.
O magistrado traçou caminhos para os passos futuros do governo diante das decisões do relator dos casos Master e do INSS – esta envolvendo investigações sobre o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha).
Na avaliação de Gilmar Mendes, compartilhada com Lula, o governo falhou ao não cobrar um freio nas medidas de André Mendonça desde o início. A mesma crítica foi dirigida ao Ministério da Justiça e à própria PF.
Enquanto isso, a campanha de Flávio e seus aliados vêm explorando o escândalo como chamariz para o comício no Dia da Independência na Avenida Paulista, em São Paulo, na próxima segunda-feira, 7.
Em sua transmissão semanal às quintas-feiras, Flávio aproveitou o noticiário para convocar seus apoiadores a comparecer ao comício de sua campanha — que deu pontapé em 16 de agosto na praia de Copacabana com público pequeno, se comparado a outras manifestações bolsonaristas, de cerca de 9 mil pessoas, segundo levantamento do Monitor do Debate Político.
“Se tem uma coisa que Brasília treme é com mobilização de rua, com o povo, com a insatisfação sua. Não deixe de ir à Paulista no 7 de Setembro. É o dia que vamos decidir se damos uma arrancada para buscar a liberdade em nosso País ou se a gente vai ficar entregue a esse mar de lama que todos estão vendo que está acontecendo aqui em Brasília”, declarou ele, referindo-se ao STF.
O trecho com a fala de Flávio vem sendo compartilhado em grupos de apoiadores com uma fotografia tirada pelo jornal O Globo de Moraes e outros ministros rindo, em clima de descontração, um dia depois da crise provocada pela revelação da troca de mensagens entre ele e Vorcaro.
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Os eleitores do estado de Saxônia-Anhalt, da Alemanha, vão às urnas neste domingo (6) e há chances de um partido de extrema direita ser eleito no país desde a Segunda Guerra Mundial. O Partido Alternativa para a Alemanha (AfD) lidera as pesquisas com 40% dos votos. Será decidido o novo Parlamento regional, bem como o novo governador.
Ulrich Siegmund, de 35 anos, é descrito por jornais locais como “O homem mais perigoso da Alemanha”. Atualmente, ele é deputado, e ganhou projeção nas redes sociais ao atacar imigrantes, defender uma identidade nacional e criticar a imprensa. As informações são do Metrópoles.
Embora esteja bem pontuado, o partido nunca conseguiu eleger um candidato no estado nem formar alianças para liderar um governo estadual. Esta é a primeira vez desde 1945, ano do fim da Segunda Guerra Mundial, que a sigla tem uma chance melhor. A vitória nas urnas, no entanto, não garante a maioria das cadeiras no Parlamento. Siegmund não será eleito governador de forma automática.
A eleição em Saxônia-Anhalt, que possui cerca de 2,1 milhões de habitantes, é vista como um teste para o chanceler Friedrich Merz, que sofre rejeição por conta da economia estagnada no país. O país é atualmente comandado pelo partido conservador União Democrata-Cristã (CDU), o mesmo do chanceler.
Do Poder360
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, deu algumas declarações sobre as mensagens do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o ministro Alexandre de Moraes. Disse ao discursar em um evento no Palácio do Planalto na sexta-feira (4) que haverá uma resposta “firme“.
Na prática, entretanto, o presidente do STF tem atrasado a decisão sobre as investigações. Bastaria colocar em plenário o relatório do ministro André Mendonça e perguntar se deveria ser aberta ou não uma investigação sobre Moraes. Os magistrados teriam que dizer “sim” ou “não”. Fachin está postergando a análise dos dois casos (leia mais abaixo) que envolvem Moraes e Mendonça. Em um dos casos, a decisão será a partir de 14 de setembro. Faltarão 20 dias para a eleição.
Leia maisNo outro, a decisão terá que ser a partir de 22 de setembro. Faltarão 12 dias para o 1º turno das eleições. Não está claro se o plenário avaliará cada caso separadamente ou em conjunto. Se for em conjunto, a investigação sobre Moraes terá que ficar também para depois de 22 de setembro. O STF poderá argumentar que não será o momento para tomar decisões nas duas situações. Isso adiaria ainda mais a análise dos ministros.
Entenda os dois casos
Há duas decisões a serem tomadas que envolvem investigações sobre ministros:
• Mendonça contra Moraes – Mendonça tirou na terça-feira (1º) o sigilo das investigações sobre o Master. Expôs mensagens que Vorcaro mandou para Moraes. Afirmou que o plenário do STF deve analisar o conteúdo. Fachin deu até sexta-feira (11) para manifestações de Mendonça, de Moraes, de Paulo Gonet e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O prazo é de 5 dias úteis a partir de quinta-feira (3). Termina na sexta-feira (11). Isso coloca a análise do caso para depois de 14 de setembro;
• Moraes contra Mendonça – Moraes incluiu na quinta-feira (3) Mendonça no inquérito das fake news, iniciado em 2019 e inconclusivo até hoje. Fachin tirou Mendonça do inquérito na sexta-feira (4). Deu cinco dias úteis para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, dizer se o pedido de Moraes é pertinente. Depois, Mendonça terá mais cinco dias úteis para se manifestar. Esse caso só deve ir ao plenário depois de 22 de setembro.
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Por Silvino Teles Filho*
A viuvez é uma das experiências de perda mais profundas que uma pessoa pode vivenciar. A morte do companheiro ou da companheira não representa apenas a ausência física de alguém amado, mas também a ruptura de uma rotina, de projetos compartilhados, de hábitos cotidianos e, muitas vezes, de uma parte importante da própria identidade.
A solidão que surge nesse período pode ser particularmente intensa. Mesmo cercada por familiares e amigos, a pessoa enlutada pode experimentar uma sensação profunda de vazio e de falta de pertencimento. É a chamada solidão emocional: a percepção de que existe uma ausência que não pode ser simplesmente preenchida pela presença de outras pessoas.
Leia maisDo ponto de vista psicológico, o luto é um processo individual e não segue um calendário rígido. Algumas pessoas conseguem gradualmente reconstruir sua rotina e encontrar novos significados para a vida. Outras permanecem por períodos mais prolongados em sofrimento intenso, com dificuldade para aceitar a perda, reorganizar a própria vida e imaginar um futuro sem o parceiro.
Na psiquiatria, é importante diferenciar o sofrimento esperado do luto de situações em que os sintomas se tornam persistentes, incapacitantes ou assumem características de um transtorno mental. Tristeza intensa, choro, saudade, alterações do sono, redução do apetite e momentos de ansiedade podem fazer parte do processo de adaptação à perda. Entretanto, sintomas persistentes e intensos de depressão, desesperança, isolamento social, perda significativa de interesse pelas atividades, culpa excessiva ou pensamentos relacionados à própria morte merecem avaliação profissional.
Um aspecto frequentemente negligenciado é que a solidão pode afetar não apenas a saúde emocional, mas também a saúde física. O isolamento prolongado pode contribuir para piora do sono, redução da atividade física, alterações de hábitos alimentares e maior vulnerabilidade a sintomas ansiosos e depressivos. Por isso, cuidar de uma pessoa viúva significa olhar para ela de maneira integral, considerando aspectos emocionais, sociais, comportamentais e clínicos.
Reconstruir a vida após uma perda não significa esquecer quem partiu. O objetivo do acompanhamento psicológico ou psiquiátrico não é apagar a saudade, mas ajudar a pessoa a desenvolver uma nova relação com essa ausência. A memória do relacionamento pode permanecer como parte da história de vida, enquanto novos vínculos, atividades e projetos passam gradualmente a ocupar espaço.
Nesse processo, pequenas atitudes podem ter grande importância: manter contato com pessoas próximas, estabelecer uma rotina, retomar atividades prazerosas, cuidar da saúde física, evitar o isolamento e permitir-se falar sobre a pessoa que morreu. Não existe uma maneira “correta” de vivenciar o luto.
Também é importante respeitar o tempo de cada indivíduo. Algumas pessoas precisam de meses para reorganizar sua vida; outras necessitam de mais tempo. O sofrimento não deve ser medido apenas pelo calendário, mas pelo impacto que ele produz na capacidade de viver, relacionar-se e encontrar algum sentido na própria existência.
A viuvez pode trazer uma solidão profunda, mas não precisa significar uma vida de solidão permanente. Com acolhimento, vínculos sociais e, quando necessário, acompanhamento psicológico e psiquiátrico, é possível reconstruir gradualmente uma vida que reconheça a perda sem ficar completamente definida por ela.
*Médico com atuação em Psiquiatria, Neurologia Clínica e Medicina da dor | Instagram: @drsilvinoteles
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