Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Embora com empate técnico, ventos sopram para Flávio
Pesquisa Datafolha divulgada, ontem, mostra um cenário de empate entre o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 47% das intenções de voto no segundo turno, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 45%. Este é o primeiro levantamento do instituto a vir a público após o Senado aprovar, na noite de quarta-feira, o fim da escala 6×1. Como os pesquisadores também foram a campo ontem, é possível que os resultados tragam ao menos parcialmente eventuais efeitos do avanço da pauta, que o Governo está comemorando como uma tábua de salvação da virada.
Na rodada anterior, divulgada na semana passada, Flávio tinha 49% das intenções de voto e Lula, 45%. Em votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, o bolsonarista alcançava 52% e o petista aparecia com 48%. Assim como a Quaest, a Datafolha mostra uma estabilidade na distância entre Flávio Bolsonaro e Lula no Sudeste.
Leia maisMesmo com as grandes manifestações realizadas em São Paulo, Rio e Belo Horizonte em apoio ao presidente, o senador do PL continua liderando por 10 pontos de vantagem na região que concentra a maioria do eleitorado. As grandes cidades, mananciais de grande eleitorado, são territórios sensíveis às medidas anunciadas ou aprovadas nesses 11 dias de segundo turno.
São propostas voltadas para os MEIs, a aprovação do fim da escala 6×1, o anunciado passe livre nos fins de semana e a PEC da Segurança Pública. Lula mira, portanto, em conseguir quebrar o favoritismo de Flávio nesse eleitorado das regiões Sudeste e Sul, de renda média.
Outro banho de água fria para a campanha de Lula é que, a despeito da oscilação para baixo do adversário, que acontece dentro da margem de erro, o percentual do petista permanece estacionado, mesmo com toda a mobilização de rua e digital e a caneta com tinta renovada e sendo usada no limite. Em votos totais, apareceu com os mesmos 45% da semana passada.
Nestes primeiros onze dias de segundo turno, o PT mudou radicalmente a campanha, ocupou as redes e as ruas, ganhou nova energia e vitalidade. O governo tomou uma série de medidas, e o Congresso aprovou uma medida sonhada há muito tempo pelos trabalhadores e que tem apoio majoritário da população. Mas, no Datafolha, nada disso moveu o ponteiro do presidente Lula. Isso é um sinal de preocupação para a equipe da campanha do presidente.
De acordo com o Datafolha, a oscilação negativa de 2 pontos percentuais de Flávio Bolsonaro foi transferida para os votos brancos e nulos, que foram de 5% para 6%, e nos indecisos, que variaram de 1% para 2%. Lula permaneceu no patamar de antes. A rejeição ao presidente se manteve nos 46%, enquanto a de Bolsonaro variou de 43% para 44%.
FATURA CARA – Do jornal O Globo, em editorial: “Tem sido inesgotável a sucessão de programas demagógicos anunciados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde o início do ano eleitoral. Além do questionamento jurídico que eles suscitam — a lei eleitoral proíbe ‘distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios’ no ano da eleição —, Lula não se mostra nem um pouco preocupado com o efeito pernicioso das benesses sobre a economia. Não existe ‘bondade’ grátis. As medidas terão impacto inexorável nas contas públicas, na forma de gasto ou de empréstimos a taxas camaradas de retorno incerto. O próximo presidente, seja quem for, terá de pagar uma fatura que não para de crescer”.

E haja bondades! – A dez dias do pleito, Lula desembrulhou outro pacote de medidas, para beneficiar microempreendedores individuais (MEIs). O projeto prevê perdão de dívidas tributárias e compra de outras dívidas, além da transferência anual de R$ 5 mil com base em critérios desconhecidos. Trata-se de populismo em estado puro, sem nenhum estudo ou amparo técnico. É verdade que, ao contrário de outras medidas de efeito imediato, o projeto ainda precisa passar pelo Congresso. Mas isso só significa que, se não prosperar, terá sido apenas conversa para ganhar voto.
E não ficou só nisso – Lula também anunciou uma nova versão do programa Pé-de-Meia concedendo R$ 9,5 mil por ano a universitários, ao custo estimado de R$ 4,6 bilhões. Diferentemente do atual Pé-de-Meia, que visa a estancar a evasão no ensino médio, a única explicação plausível é conquistar votos. Tais anúncios — que podem não ser os últimos — se unem a um amplo rol de programas eleitoreiros. Já estão em vigor a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil, subvenções a combustíveis, programas de crédito agrícola e industrial, subsídios à luz e ao gás, ampliação do Minha Casa, Minha Vida para a classe média, isenção na taxa das blusinhas, reajuste de 15% do Bolsa Família, financiamento para renovar a frota de motoristas de aplicativo, taxistas e entregadores e as múltiplas versões do Desenrola para socorrer endividados.
Proposta polêmica – Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entraram em um embate, ontem, no Senado, sobre a possibilidade de incluir a redução da maioridade penal na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Após a oposição propor incluir o tema no texto, o líder do PT no Senado e um dos coordenadores da campanha de Lula, Camilo Santana (CE), apresentou uma emenda que prevê a medida, mas que valeria apenas para maiores de 16 anos e em caso de crimes hediondos. Em Salvador, o vice-presidente Geraldo Alckmin também disse nesta quinta-feira ser a favor da redução da maioridade para crimes graves.

Raquel bem à vontade entre os bolsonaristas – A governadora reeleita Raquel Lyra (PSD) entrou numa saia justa, ontem, sendo destaque nas redes sociais do candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro. O filho de Bolsonaro exibiu uma imagem de Raquel ao lado de Gilson Machado pai e Gilson Machado filho, eleitos deputado federal e estadual, respectivamente, pelo PL, a legenda bolsonarista que apoiou a governadora e que ela teve vergonha ou cautela de assumir. Na publicação, Flávio parabenizou os dois deputados eleitos e a governadora. “Parabéns aos deputados @gilsonmachado22 e @gilsonfilhope e à governadora de Pernambuco @raquellyraoficial”, escreveu o senador.
CURTAS
PAINEL – Na pesquisa Quaest, o senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera no Sudeste, no Sul e no agregado Centro-Oeste/Norte, entre os homens, os eleitores brancos, os evangélicos, os mais escolarizados e os mais ricos, enquanto Lula leva vantagem no Nordeste, entre as mulheres, os pretos, os mais pobres, os católicos e eleitores com ensino fundamental. Os dados ainda apontam empate dos dois candidatos à Presidência no eleitorado mais jovem (16 a 34 anos) e pardo.
REPERCUSSÃO 1 – O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), comentou a aprovação da redução da jornada de trabalho, na última quarta-feira, pelo Senado. “O Senado aprovou o fim da escala 6×1, que vai reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas sem alteração no salário. É mais tempo de lazer, com as famílias, para os trabalhadores brasileiros”, afirmou.
REPERCUSSÃO 2 – A governadora também comemorou. “Sempre fui a favor do fim da escala 6×1 porque acredito que dignidade também é ter tempo para aproveitar a vida além do trabalho. A aprovação dessa pauta representa um passo importante na luta por mais qualidade de vida e respeito aos trabalhadores e trabalhadoras. Seguimos avançando”.
Perguntar não ofende: Se Flávio mantém dez pontos de vantagem no Sudeste, como Lula vai reverter?
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Uma empresa do ramo de apostas online de propriedade do advogado Willer Tomaz pagou voos entre Portugal e França em 2025 para o candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, de acordo com uma investigação da Polícia Federal.
Willer é investigado sob a acusação de fazer repasses financeiros de dinheiro obtido em fraudes contra a Previdência no escândalo do INSS. Junto com Jorge Barbosa Dias, Willer é dono da Rede Loto, a primeira bet a conseguir uma licença de operação no país ainda em maio de 2023, emitida pelo governo fluminense. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisSegundo a investigação, ao menos três trechos de viagem em jato executivo foram contratados para Flávio e Willer por meio da Cathedral, uma empresa registrada na Ilha da Madeira. Única acionista da Rede Loto, a Cathedral tem como sócios Willer e Dias.
Os documentos mostram uma viagem de Willer e Flávio de Lisboa a Nice, na França, em 11 de abril de 2025, contratação feita com a empresa de táxi aéreo NetJets. Em 23 de maio, acompanhados de mais familiares, eles viajaram de Cascais, a 30 quilômetros da capital portuguesa, novamente para Nice, antes de embarcar em novo voo para Paris.
Em nota, o advogado da bet diz que os pagamentos das viagens foram feitos por Willer, não pela empresa. “Os deslocamentos foram passeios de lazer entre amigos e suas famílias, custeados por Willer e sem contrapartida de qualquer natureza.”
No comunicado, o advogado diz que repudia a tentativa de associar o nome de Willer a práticas ilícitas. “A única sócia da Rede Loto é a Cathedral, e não tem participação de ninguém investigado por jogo ilegal.”
Questionado pela Folha sobre as viagens custeadas pela Cathedral, o senador Flávio Bolsonaro diz que sua relação com Willer é exclusivamente de amizade. “Associar essa afinidade pessoal a suposições de irregularidades é mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos”, afirma.
O relatório da PF mostra canhotos de passagens, encontrados no computador de Willer, comprados pela Cathedral Holdings S.A., uma sociedade anônima aberta em Portugal em 16 de janeiro apenas com sócios brasileiros. São acionistas da empresa offshore Willer, sua esposa (Flávia Oliveira Corrêa), sua irmã e Dias, processado por jogo ilegal e lavagem de dinheiro em 2022 e absolvido em 2023, depois de já ter recebido a primeira licença de aposta esportiva do governo fluminense. Também está no negócio outro parente de Dias, Igor Mateus Barbosa Moura.
Em 17 de fevereiro de 2023, um procurador da Cathedral registrou na Junta Comercial de São Paulo a sua única empresa brasileira, a Rede Loto. Em 27 de abril do mesmo ano, no dia em que a Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro) divulgou a publicação de edital de licenciamento de bets em um jornal de grande circulação pela primeira vez, a Rede Loto entregou uma pasta com 132 páginas de documentos, às 9h09.
Como a Loterj não exigia a informação dos beneficiários finais nos moldes da legislação federal, a documentação não informava os acionistas da Cathedral, Willer e Dias.
A Loterj autorizou a operação da Rede Loto, com o nome BestBet, em 25 de maio de 2023, em publicação no diário oficial de 30 de maio daquele ano, em despacho assinado por Hazenclever Cançado, então presidente da autarquia fluminense nomeado pelo ex-governador Cláudio Castro. A indicação de Cançado foi feita por Flávio, segundo pessoas a par dos ritos da Loterj. O contrato fez da Rede Loto a primeira empresa de apostas autorizada a atuar no Brasil.
Procurado por WhatsApp e ligação desde as 15h12 desta quarta (14), Cançado não comentou. A velocidade do procedimento também motivou um pedido de impugnação enviado pela empresa Modelo Informática, que nunca foi avaliado.
A Loterj diz que a Rede Loto apresentou todos os documentos exigidos pelo edital. “Do ponto de vista da regulamentação, é o que é exigido legalmente. E nenhum dos integrantes apresentou qualquer impedimento.”
Por meio de sua assessoria, Willer, que é advogado de Dias, afirma que seu cliente foi absolvido e o processo já transitou em julgado.
Como mostrou a Folha, Willer também é o beneficiário final de uma empresa contratada pela Loterj, que faturou R$ 188 milhões entre junho de 2023 e agosto de 2026, de acordo com dados da autarquia fluminense.
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O Brasil deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027, ultrapassando a Itália e a Rússia, segundo as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) em sua base de dados atualizada.
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve alcançar US$ 2,796 trilhões no ano, ante US$ 2,772 trilhões da economia italiana e US$ 2,675 trilhões da russa. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisEm 2026, o Brasil ainda deve ocupar a décima posição, com PIB projetado em US$ 2,655 trilhões. A Rússia aparece à frente, com US$ 2,861 trilhões, seguida pela Itália, com US$ 2,702 trilhões.
A mudança prevista para 2027 ocorre porque o PIB brasileiro projetado supera o das duas economias europeias. O Brasil deve permanecer na oitava posição nos anos seguintes, segundo as estimativas apresentadas na base de dados, e alcançar US$ 3,398 trilhões em 2031.
Além da mudança no ranking mundial, as projeções indicam que a economia brasileira deve ultrapassar a marca de US$ 3 trilhões em PIB nominal pela primeira vez em 2029, quando o indicador deve chegar a US$ 3,056 trilhões.
Apesar do avanço previsto no ranking e dos valores nominais, o FMI projeta uma desaceleração do crescimento real da economia brasileira. A taxa deve passar de 2,3% em 2025 para 2,2% em 2026 e 1,9% em 2027.
A inflação brasileira, por sua vez, deve recuar gradualmente, de 5% em 2025 para 4,4% em 2026 e 4,1% em 2027. Já a taxa de desemprego projetada deve subir de 6% para 6,2% e 6,8% no mesmo período.
As projeções também apontam uma redução do déficit em transações correntes, indicador que mede o saldo das operações de bens, serviços, rendas e transferências entre o país e o exterior. O resultado negativo deve passar de 2,9% do PIB em 2025 para 2,4% em 2026 e 2% em 2027.
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Por Simone Kafruni Houldine Nascimento – Poder 360
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), afirmou nesta quinta-feira (15) que a reforma da Previdência aprovada em 2019 foi “até criminosa” por reduzir a renda de pensionistas e impor condições mais duras para a aposentadoria.
Em entrevista ao Poder360, ele disse que reformas na Previdência são sempre para “ferrar o trabalhador” e rejeitou a ideia de que sejam inevitáveis diante das projeções de déficit do sistema.
Leia maisPROJEÇÕES DE DÉFICIT
Questionado sobre dados do Balanço Geral da União de 2025, segundo os quais o déficit previdenciário poderia superar R$ 1 trilhão em 2041 e R$ 30 trilhões em 2100, Wolney contestou a premissa de que esses números tornariam necessária outra reforma.
Ele citou o artigo 195 da Constituição, que estabelece o financiamento da seguridade social por toda a sociedade, incluindo recursos dos orçamentos públicos e contribuições de empregadores e trabalhadores.
“A Constituição não fala que é para haver superavit”, afirmou. Para o ministro, as projeções de longo prazo não devem ser analisadas sem considerar o princípio da solidariedade, segundo o qual a aposentadoria é financiada coletivamente, e não só pelas contribuições acumuladas individualmente por cada trabalhador.
ALTERNATIVA
Em vez de elevar a idade mínima ou o tempo de contribuição, Queiroz defendeu ampliar a contribuição de MEIs (microempreendedores individuais) e trabalhadores informais ao sistema previdenciário. A proposta é estimular a contribuição autônoma por meio de educação financeira e previdenciária.
O ministro também apontou as desonerações da folha de pagamento concedidas a empresas como uma fonte de perda de arrecadação. Segundo ele, o debate sobre o financiamento da Previdência deveria incluir a redução dessas renúncias fiscais.
Queiroz afirmou que a Previdência não se limita ao pagamento de aposentadorias. O sistema também funciona como seguro para trabalhadores que sofrem acidentes e precisam de renda durante a recuperação. O ministro não apresentou, na entrevista, uma estimativa de quanto a incorporação desses trabalhadores ou a redução das desonerações poderia acrescentar às receitas previdenciárias.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta quinta-feira, em entrevista à Globo, que é favorável à redução da maioridade penal no caso de crimes hediondos. O petista inaugurou as sabatinas da emissora no segundo turno. Flávio Bolsonaro (PL) será entrevistado nesta sexta.
— Em todo e qualquer crime hediondo eu sou a favor de reduzir a maioridade penal — disse Lula. As informações são do jornal O GLOBO.
A resposta se deu na esteira do episódio em que o líder do PT no Senado, Camilo Santana, apresentou durante a discussão da PEC da Segurança, bandeira do governo, a ideia de reduzir a maioridade para 16 anos.
Leia mais— O problema é que a PEC não estava discutindo isso. O PL queria reduzir para 14, o Camilo apresentou para reduzir para 16. Eu acho que a sociedade brasileira inteira é a favor da redução da maioridade para qualquer crime hediondo.
Ainda na pauta de segurança, o petista alegou que as facções brasileiras são “terroristas” para as comunidades em que atuam, e não terroristas “de Estado”. Ao analisar a classificação do CV e do PCC dessa forma pelos Estados Unidos, o candidato à reeleição disse que o país de Donald Trump fez uma interpretação equivocada sobre esses grupos:
— É um ponto que os Estados Unidos não entendem. Quando eles falam em terrorismo, eles falam como se fossem aqueles que atentaram contra as duas torres americanas. Não é o caso do Brasil, onde essas facções só querem dinheiro.
Questionado sobre a demora para fazer críticas mais duras ao Supremo Tribunal Federal (STF) depois das revelações do caso Master, Lula aproveitou para defender uma reforma do Judiciário e se contrapor à forma como o bolsonarismo encara a situação.
— Obviamente que a extrema direita joga a Suprema Corte nas minhas costas porque eles querem caçar o (Alexandre de) Moraes. Não por conta do Banco Master, e sim porque ele prendeu o pai do Flávio Bolsonaro. Essa é a questão que está em jogo — apontou, antes de citar exemplos de relação entre ministros e Daniel Vorcaro para defender um novo “limite ético” aos magistrados.
Ainda a fim de dar uma resposta à insatisfação generalizada com o caso Master, Lula afirmou que a explicação feita a ele pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, sobre por que esteve numa degustação de uísque paga por Vorcaro em Londres “não convenceu” . O presidente evitou confirmar se manteria Rodrigues no cargo no eventual novo governo.
Pesquisa Datafolha divulgada mais cedo mostra Flávio com 47% das intenções de votos totais, contra 45% de Lula. Em relação ao levantamento da semana passada, o filho de Jair Bolsonaro oscilou dois pontos para baixo, enquanto o petista se manteve no mesmo patamar.
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UOL
O presidente Lula (PT) afirmou que não sabia que o Bolsa Família não seria reajustado antes das eleições.
Em sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo, Lula disse que é “inexplicável” não reajustar o Bolsa Família em seu mandato. “Não quero que você ouça a reunião que tive com meus ministros quando soube que o Bolsa Família não tinha sido reajustado. Eu não sabia. É inexplicável que no governo do Lula alguém pense em não reajustar a inflação no salário das pessoas, mas aconteceu. Tomei a decisão: vamos dar tudo que a gente não deu”.
Sem citar números, Lula contou que havia espaço fiscal para o aumento. “Fiquei sabendo que não tinha sido aumentado o Bolsa Família. Fui perguntar: ‘Por que não aumentaram o Bolsa Família? Se tem espaço fiscal para aumentar, por que não aumentaram?’.”
Leia maisAntes do primeiro turno, Lula anunciou reajuste de 15% no Bolsa Família, o primeiro do atual governo. O piso do programa passou de R$ 600 para R$ 691. Segundo o ministério do Planejamento, o benefício médio subiu de R$ 675 para R$ 777. O reajuste acompanha a correção pela inflação desde junho de 2023, segundo o governo.
Reajuste custará R$ 5,8 bilhões aos cofres públicos neste ano, a partir da folha de outubro, afirmou o governo Lula. “Há espaço fiscal para conceder o reajuste”, disse o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento. Segundo ele, para 2027, o custo ficará em torno de R$ 22 bilhões.
Reajuste chegou ao STF
O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu que o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo não feria as regras eleitorais. Segundo Gilmar, a medida não cria um novo benefício, nem altera critérios de elegibilidade ou amplia o número de beneficiários, tratando-se apenas de atualização dos valores.
Em 2022, ano eleitoral, o então presidente Jair Bolsonaro aprovou uma emenda à Constituição que reconhecia estado de emergência. A medida permitiu despesas extraordinárias de cerca de R$ 41 bilhões naquele ano. O candidato à reeleição usou a verba para reajustar o Auxílio Brasil, de R$ 400 para R$ 600 (um reajuste de 50%), e ampliar o Auxílio Gás, entre outras medidas.
O aumento de R$ 200 anunciado por Bolsonaro foi pago entre agosto e dezembro de 2022, quando terminou seu mandato. Lula manteve o valor de R$ 600 ao assumir o Planalto.
O Supremo Tribunal Federal declarou parte da emenda inconstitucional. Segundo o colegiado, ampliar benefícios às vésperas da eleição viola a igualdade de oportunidades entre os candidatos.
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O presidente Lula (PT) declarou que uma reforma no Poder Judiciário brasileiro é irreversível a partir das revelações de envolvimentos de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A fala ocorreu durante entrevista ao Jornal Nacional da rede Globo.
“Temos que começar a discutir critérios para escolher as pessoas, discutir mandatos para as pessoas, discutir se a pessoa que quer ser ministra da Suprema Corte pode ter um escritório que advoga na própria Suprema Corte. Essa confusão toda trouxe um debate que será irreversível no próximo ano”, afirmou o presidente sobre crise de credibilidade no STF. As informações são do UOL.
Leia maisAs recentes revelações a respeito de ligações dos ministros do STF com Daniel Vorcaro foram um tema importante durante o primeiro turno da campanha eleitoral. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disputa a presidência com Lula, conseguiu eleger 19 aliados do seu partido para o Senado, com o discurso de impeachment de ministros do STF, em especial Alexandre de Moraes, o primeiro a ser citado em mensagens encontradas no celular de Vorcaro.
O presidente foi questionado se a crise no STF interferiu em sua campanha. Lula rebateu que a extrema direita, para ele representada por Flávio e seus aliados, quer colocar a responsabilidade do assunto “nas suas costas” .
“Obviamente que a extrema direita tenta jogar nas minhas costas, porque eles querem caçar o Alexandre de Moraes não apenas pelo Master. Eles querem caçar o Alexandre de Moraes porque ele prendeu o pai do Flávio Bolsonaro. Essa é a questão que está em jogo”, destacou.
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O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse na noite desta quinta-feira (15) que nunca foi atrás de partidos para buscar apoio na campanha ao Palácio do Planalto. Em entrevista à TV Globo, o petista afirmou que também nunca pediu para os ministros que integram seu governo demonstrarem apoio à sua candidatura nas eleições.
“Nem em 2006 eu pedi para meus ministros fazerem campanha para mim. Eu peço para participarem do meu governo pensando na governabilidade. Não procurei os partidos para me apoiar na campanha”, disse Lula. As informações são da CNN.
Leia maisAo falar sobre o apoio recebido das legendas a uma possível reeleição e da nova composição do Congresso Nacional para o ano que vem, o petista pontuou sempre ter incluído siglas de diferentes posicionamentos dentro de sua gestão.
“Todos os partidos, com exceção do PL, participaram do meu governo. Todos: PT, União Brasil, PSB… Tivemos uma grande participação no governo e, por isso, conseguimos aprovar tudo (…). Quando você ganha, tem que pensar na governabilidade do país (…). Aprovamos 99% de tudo o que queríamos aprovar”, declarou.
Como mostrou a CNN, na Câmara dos Deputados, onde as 513 cadeiras estavam em disputa, o PL (Partido Liberal) terá a maior bancada da Casa, com 121 deputados. Um aumento de 22 cadeiras em relação à bancada eleita em 2022.
O PT (Partido dos Trabalhadores) ganhou uma vaga a mais. Tinha 69 e passará para 70.
No Senado o cenário não foi diferente.
O partido também terá a maior bancada da Casa Alta a partir de janeiro de 2027, com 19 senadores eleitos. Ao todo, o partido terá 28 congressistas na Casa Alta. O PT é o segundo partido com mais senadores na legislatura que começa no ano que vem. A sigla de Lula elegeu 6 senadores e agora terá 9 parlamentares.
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Durante sabatina nesta quinta-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que quer negociar o tarifaço sobre produtos brasileiros com os Estados Unidos, mas disse que aplicará a reciprocidade, caso necessário.
“Quem deve se preocupar conosco devem ser os EUA. Nós não fizemos a lei da reciprocidade e não quero fazer (…). Eles têm mais a perder do que nós”, afirmou à TV Globo. As informações são da CNN.
Leia maisEm vigor desde julho deste ano, o tarifaço consiste no imposto de 25% sobre uma série de produtos brasileiros. A medida foi anunciada após recomendação do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) e faz parte de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana.
Apesar da possibilidade em aplicar a reciprocidade no tarifaço, Lula admitiu que sua relação com o presidente norte-americano Donald Trump foi a mais civilizada e acredita que eles chegarão a um acordo.
“Eu disse ao Trump que dois homens de 80 anos tinham que ter juízo (…), e ele concordou comigo. Foram três reuniões (…). Estamos agora mesmo negociando com os EUA. Eu acho que vamos chegar a um acordo”.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou durante sabatina nesta quinta-feira (15) na TV Globo que é a favor da redução da maioridade penal para crimes hediondos.
“Todo e qualquer crime hediondo, eu sou favorável a diminuir a maioridade. Sou a favor. O problema era que a PEC não estava discutindo isso. O PL apresentou uma proposta para 14 anos, e Camilo, para 16”, explicou. As informações são da CNN.
Leia mais“Eu sou favorável a diminuir para 16 anos, mas não a discutir isso nessa PEC. Primeiro, aprova a PEC e depois discute isso. Eu acho que a sociedade brasileira inteira é favorável à punição por qualquer crime hediondo”, completou.
A redução da maioridade penal voltou a ser discutido no Congresso Nacional nesta quinta-feira através de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN). A emenda propõe reduzir de 18 para 16 anos a idade para responsabilização penal e prevê a aplicação da mudança a partir dos 14 anos em situações específicas.
A redução não fazia parte do texto aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. A mudança foi apresentada por meio de uma emenda e depende da análise dos senadores para ser incorporada à proposta.
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Lula usou a sabatina da Globo, nesta quinta-feira (15), para fazer um duro balanço da herança deixada pelo governo Jair Bolsonaro. Ao responder a Renata Lo Prete sobre as dificuldades de seu terceiro mandato, o presidente afirmou que encontrou ministérios desmontados, políticas públicas enfraquecidas e falta de recursos no Orçamento para áreas básicas.
“Nós passamos dois anos tentando recuperar esse país”, disse.
Lula afirmou que a situação era tão grave que sua equipe precisou aprovar a PEC da Transição antes mesmo da posse para abrir espaço fiscal e garantir recursos para programas sociais e áreas como saúde e educação. As informações são da Revista Fórum.
Leia maisSegundo o presidente, o Orçamento deixado pelo governo anterior não assegurava dinheiro suficiente para o Bolsa Família, a educação e a saúde.
Ao comparar os dois momentos, Lula disse que parte do eleitorado voltou a escolhê-lo em 2022 com a lembrança do fim de seu segundo mandato, em 2010, quando o país vivia outro cenário econômico.
O petista citou o crescimento de 7,5% naquele período, a posição do Brasil entre as maiores economias do mundo e a geração de milhões de empregos ao longo de seus primeiros governos.
A comparação serviu para reforçar o argumento de que o terceiro mandato começou em condições muito diferentes.
Lula também fez uma autocrítica. Disse que, embora considere que o governo tenha realizado muita coisa, não conseguiu comunicar à população tudo o que foi feito para reconstruir políticas e estruturas públicas.
“Eu só lamento que eu não tenha tido a capacidade de fazer o povo compreender as coisas que eu fiz”, afirmou.
Renata Lo Prete também questionou o presidente sobre a relação com o centro político e sobre as dificuldades que um eventual quarto mandato enfrentaria num Congresso ainda mais hostil.
Lula contestou a avaliação e começou a responder lembrando a correlação de forças que encontrou ao assumir o governo.
Na reta final da entrevista, o presidente demonstrou confiança no segundo turno contra Flávio Bolsonaro.
“Estou consciente de que vou ganhar as eleições dia 25 de outubro”, afirmou.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, participa, em instantes, de uma sabatina ao vivo na TV Globo, nesta quinta-feira (15), a partir das 21h15, logo após o Jornal Nacional. A entrevista será conduzida pela jornalista Renata Lo Prete, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, e terá transmissão simultânea pela TV Globo, GloboNews e g1. Lula abre a rodada de entrevistas com os candidatos que disputam o segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) será sabatinado nesta sexta-feira (16).
