Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
A ex-primeira-dama e Presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, comemorou a decisão desta terça-feira do ministro Alexandre de Moraes que autorizou ao ex-presidente Jair Bolsonaro cumprir prisão domiciliar. Outros nomes da direita também celebraram a mudança de regime, mas criticaram medidas anunciadas por Moraes, como a previsão de uma reavaliação da situação de Bolsonaro dentro de 90 dias.
“Sim, eu CELEBRO as pequenas vitórias. Não me detenho nos detalhes do processo. Sou esposa e mãe, e clamei muito a Deus para que nos ajudasse, para que ele pudesse ir para casa e receber o cuidado necessário. O amanhã pertence a Deus”, escreveu Michelle em uma publicação no Instagram. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisO prazo de 90 dias para uma reavaliação da situação de Bolsonaro incomodou a direita. Para o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), ao determinar este prazo, Moraes “ignora seus próprios precedentes”. O senador afirma que, no caso do ex-presidente Fernando Collor, o ministro não havia estabelecido uma data para reavaliar a necessidade de prisão. “Fica evidente que Bolsonaro está sendo tratado como refém, com sua execução penal usada para intimidar seu grupo político”, escreve Marinho.
Pré-candidato ao senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) publicou um vídeo em tom semelhante ao da nota de Marinho, no qual afirma que “prisão domiciliar não é liberdade”. Ele, no entanto, também se diz “extremamente aliviado” por poder ver o pai em casa. O ex-vereador do Rio de Janeiro afirma que o ex-presidente não deveria ter sido condenado.
No X, antigo Twitter, outro filho do ex-presidente, o vereador de Balneário Camboriú Jair Renan, comemorou a prisão domiciliar do pai. “Finalmente meu pai está voltando para casa! Foi uma agonia sem fim ver ele passando por tudo isso (…) São 90 dias iniciais pra ele tratar essa broncopneumonia, mas vamos trabalhar firme pra que essa permanência em casa seja definitiva”, escreveu o vereador.
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O prefeito do Recife, João Campos (PSB), voltou a destacar o diálogo com o Partido dos Trabalhadores (PT) e comentou respeitar o tempo da sigla para definir o apoio nas eleições estaduais.
A declaração ocorre a poucos dias da reunião do diretório estadual do PT de Pernambuco para definir a tática eleitoral do partido. O encontro ocorre no próximo sábado (28). As informações são do Blog da Folha.
“O diálogo com o PT é muito bom. É um diálogo harmonioso. É um partido aliado dentro de uma aliança nacional”, iniciou.
Leia mais“É importante respeitar o tempo dos partidos. Cada partido tem o seu tempo, a sua forma, a sua liturgia dentro do estatuto de tomada de decisão. Então, tanto no meu diálogo com Edinho Silva (presidente do PT), com Carlos Lupi (presidente do PDT). Como presidente do PSB, isso ficou muito claro e no âmbito local também. Então, é normal que cada partido tenha o seu roteiro, e nossa parte tem muito respeito por isso”, concluiu.
A fala foi dada após uma reunião entre o gestor municipal e lideranças do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE) e da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE), na área central do Recife.
Embora alguns nomes do PT tenham manifestado que o partido deve apoiar João Campos nas eleições estaduais, também foi levantada a possibilidade da sigla ter mais de um palanque em Pernambuco e apoiar a governadora Raquel Lyra (PSD), por conta da boa relação dela com o presidente Lula.
Outro cenário que também já foi especulado é o do PT apoiar apenas um candidato de forma oficial, com grandes chances de ser João Campos, e do presidente Lula estar aberto a receber apoio de outros candidatos.
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O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) formou maioria nesta terça-feira (24) no julgamento que pode tornar o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) inelegível.
Após o voto divergente do ministro Nunes Marques, que se posicionou contra a condenação, os ministros Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha votaram pela cassação do mandato e pela inelegibilidade, acompanhando a relatora, ministra Isabel Gallotti.
Com isso, o placar chega a 4 votos a favor da condenação e um contra, formando maioria na Corte para condenar o ex-governador do Rio. As informações são da CNN.
Leia maisO julgamento apura suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, em um caso que envolve contratações na Fundação Ceperj e na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).
Também são investigados o ex-vice-governador e atual conselheiro do TCE-RJ, Thiago Pampolha (MDB), e o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente afastado da Alerj.
Antes de Nunes Marques, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Antonio Carlos Ferreira, também havia votado pela condenação.
A maioria dos ministros acompanha a relatora, que apontou abuso de poder político por parte de Castro. Segundo o voto, houve uso indevido da máquina pública para fins eleitorais.
Apesar da saída do governo, o processo segue no TSE e pode resultar na aplicação da pena de inelegibilidade, que independe da permanência no cargo.
Entenda o caso
As ações em julgamento apontam um suposto esquema de contratações irregulares na Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro), com cerca de 27 mil cargos temporários que, segundo as investigações, teriam sido usados para empregar cabos eleitorais e fortalecer a campanha de reeleição de Castro em 2022.
O caso chegou ao TSE após recurso do Ministério Público Eleitoral contra decisão anterior do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) que havia rejeitado os pedidos de cassação.
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A polarização refletida nas pesquisas de intenção de voto entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) deve se manter até a abertura das urnas na eleição de outubro. É o que avalia o ex-senador Álvaro Dias (MDB). Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele avalia que a saída de seu aliado, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), fará com que a disputa se concentre entre os dois líderes dos campos de esquerda e direita, respectivamente.
“O prognóstico é que será uma eleição disputada palmo a palmo e que pode acabar já no primeiro turno, exatamente em razão da grandiosidade dessa polarização. Mas será uma eleição muito disputada. Quem vencer será por muito pouco. Qualquer falha, qualquer escorregão, pode determinar a derrota. É o que vejo. Não sou um especialista, mas é o que sinto”, pontuou Dias, com a experiência de quem disputou as eleições de 2018, quando Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, saiu vitorioso contra Fernando Haddad (PT), no segundo turno.
Leia mais“A verdade é que a polarização elimina a hipótese do chamado candidato de terceira via. A polarização se consolidou. Então, hoje a disputa é Lula e Flávio Bolsonaro. Uma eleição que pode inclusive acabar no primeiro turno, porque o país está tão dividido. Em 2018, quando tivemos a consagração dessa polarização, nós tínhamos várias alternativas. Pela esquerda, tinha Guilherme Boulos, Geraldo Alckmin, Ciro Gomes e Marina Silva. Hoje não há nenhum outro candidato à esquerda dividindo votos com o Lula. Não há nenhum outro candidato, pelo menos com qualquer força eleitoral. E tinha candidatos com outros perfis, como João Amoêdo, Henrique Meireles, Cabo Daciolo, ou seja, vários candidatos além de Jair Bolsonaro. Mas a polarização se estabeleceu. E os que estavam ao centro foram dizimados eleitoralmente, ficaram com índices muito baixos, medíocres mesmo. Eu próprio, que estava na disputa, vi meus votos que inicialmente se anunciavam desaparecerem. Porque se estabeleceu um confronto da extrema esquerda com a extrema direita. Isso faz desaparecer as outras alternativas, como se não existisse vida inteligente entre esses extremos”, avaliou.
Sobre o governo Lula, Dias reconheceu que o petista tem bons indicadores, mas que erros gravíssimos têm prejudicado a imagem da gestão. “Os indicadores são extremamente positivos, eu tenho que considerar isso. Os indicadores econômicos, a queda do desemprego, da pobreza. Agora, estamos vivendo momentos delicados. Como mudancistas, nós desejávamos reformas mais profundas. Desde 2018, eu vinha pregando uma medida inicial de governo, que seria a contenção dos gastos, um redutor de despesas, a exemplo do que ocorreu com Angela Merkel na Alemanha; depois, Barack Obama repetiu a dose na América. Hoje o grande problema do atual governo é o déficit público, o endividamento de forma avassaladora. E no Brasil são dois endividamentos fatais: o público e o privado das famílias, que também cresce de forma assustadora. Esses são os dois gravíssimos problemas que o governo brasileiro deve enfrentar”, completou.
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O ex-ministro José Jorge, do Tribunal de Contas da União, deu uma demonstração de prestígio no lançamento da sua biografia, há pouco, em Brasília. Reuniu um robusto pedaço do poder federal: ministros, senadores, deputados federais e um expressivo contigente da colônia pernambucana na corte.
O livro foi escrito pelo jornalista Ângelo Castelo Branco, que também esteve presente e fez um discurso breve sobre a obra. Dei uma passadinha lá para pegar o meu autógrafo. A noite de autógrafos foi no salão nobre do TCU.
Aos 81 anos, o ex-senador Álvaro Dias (MDB) tem capítulos importantes da política nacional frescos na memória. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, relembrou diversas histórias com importantes nomes da República, como Tancredo Neves, e citou diversos pernambucanos, entre Sérgio Guerra, Marco Maciel, Marcos Freire, Jarbas Vasconcelos e Miguel Arraes. Do mito, rememorou uma visita que fez e ouviu uma de suas famosas tiradas a respeito dos quinze anos que passou exilado na Argélia, devido aos tempos sombrios da Ditadura Militar.
“Pernambuco produziu belíssimas figuras. Eu convivi com algumas, como meu amigo Jarbas Vasconcelos e Miguel Arraes. Uma vez eu fiz uma visita a Arraes e perguntei como tinha sido a sua experiência na prisão, na época da ditadura. Ele falou que todo político deveria ficar preso pelo menos um ano. Porque ele estudou bastante e aprendeu bastante (risos). Eu nunca mais esqueci. Também tinha o Marcos Freire, que teve uma bela presença no Congresso Nacional, daqueles tempos áureos, em que não era uma casa de caixeiros viajantes, e sim de legisladores e combatentes, fiscais do estado”, contou.
Leia maisIndagado sobre se teria planos de voltar à política, já que seu nome vem sendo lembrado para deputado federal na chapa articulada pelo governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), Dias conta que uma candidatura não está em seu radar. Mas, ao citar os quatro mandatos de senador, um de governador, dois de deputado federal e um de estadual, obviamente, a mudança de rota é questão de tempo.
“Eu não sei se participarei da campanha ou se serei um analista da vida pública brasileira, especialmente da disputa eleitoral deste ano. Meu desejo seria ficar em paz, como estou atualmente. Mas, se houver necessidade de participação e de uma convocação real, eu não posso fugir da responsabilidade. Obviamente vou participar, se sentir que realmente as pessoas estão considerando isso importante. Se sentir que há esse entendimento de que a minha participação como protagonista é importante, eu vou me sacrificar e participo. Se não, não”, admitiu o ex-parlamentar.
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Aliado do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), o ex-senador Álvaro Dias (MDB) lamentou a decisão do gestor de não disputar a Presidência da República. Para o emedebista, a história se repete e teria relação com a polarização estabelecida nacionalmente entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A decisão de Ratinho foi comunicada por ele ontem ao dirigente nacional da legenda, Gilberto Kassab, após ter sido escolhido internamente e pontuar com 7% das intenções de voto nas pesquisas.
“Eu diria para você que é da história do Paraná. Todos os governadores do Paraná sonharam ser presidente da República e anunciaram candidaturas, mas nenhum deles disputou a eleição. Quando eu disputei, em 2018, já tinham transcorridos 29 anos do tempo em que governei o estado, então já muito distante dos efeitos publicitários de uma gestão no cargo executivo. E as dificuldades são impostas pela polarização atual. Certamente foi o que demoveu o governador Ratinho Júnior da ideia de disputar a eleição”, disse Dias, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
Leia maisNos bastidores, fala-se que o fato de o senador Sérgio Moro liderar as pesquisas para o governo do Paraná contra todos os nomes da base de Ratinho tenha pesado na decisão do governador. Dias admite o aparente favoritismo do ex-juiz da Lava Jato, que impediu sua própria reeleição para o Senado em 2022, mas lembra que ainda é muito cedo para definir a situação atual.
“Realmente o Sérgio Moro hoje lidera as pesquisas, mas há que se considerar um componente importante, que é o peso da máquina governamental. Nós teremos ainda um jogo a ser jogado, que é a definição do candidato do governador Ratinho Júnior. Quando fui governador, tive que ficar até o último dia do meu mandato, exatamente priorizando a eleição do sucessor, que tinha 2% nas pesquisas. Era o Roberto Requião. E na oposição estavam o José Richa, que já havia sido governador e tinha 45%, e o José Carlos Martinez, que chegou ao segundo turno, apoiado pelo então presidente Fernando Collor. E nós vencemos as eleições. Então, embora hoje o ex-juiz Sérgio Moro seja o favorito indicado pelas pesquisas, muita água ainda vai passar debaixo da ponte. Dependendo da escolha que o governador fizer e, sobretudo, da composição de chapa que ele conseguir consolidar, nós começamos a jogar. Porque aí iniciará um novo jogo, e as pesquisas podem ser alteradas”, ponderou.
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Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o ex-senador Álvaro Dias, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
O ex-senador Álvaro Dias, agora filiado ao MDB do Paraná após longa trajetória no Podemos, será o entrevistado do podcast ‘Direto de Brasília’, em parceria com a Folha de Pernambuco, hoje. Na pauta, os escândalos envolvendo o Banco Master e o INSS, a sucessão presidencial e seu futuro político, com possibilidade de nova candidatura ao Senado ou à Câmara dos Deputados.
Além da carreira política, Álvaro Dias é historiador e professor. Ele já defendeu mudanças no critério de escolha de ministros dos tribunais superiores, propondo a adoção de requisitos mais rigorosos, como reputação ilibada, notório saber jurídico e experiência comprovada, além de maior transparência no processo de indicação. Para o ex-senador, o modelo atual precisa ser aperfeiçoado para fortalecer a credibilidade do Judiciário e evitar indicações de caráter político.
Ao longo da trajetória, Álvaro também foi governador do Paraná, deputado federal, deputado estadual e vereador de Londrina. É autor do projeto que propõe o fim do foro especial por prerrogativa de função, conhecido como foro privilegiado, que tramita atualmente na Câmara dos Deputados. Também é autor de propostas como a PEC que trata da prisão após condenação em segunda instância, a redução do número de parlamentares e o fim do voto obrigatório.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta terça-feira (24) o PL (Projeto de Lei) Antifacção, com veto sobre a equiparação de penas entre integrantes e não integrantes faccionados. O texto estabelece um marco legal para o combate ao crime organizado no Brasil.
Ao lado do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), em evento em Brasília, Lula decidiu barrar apenas o trecho que extendia as penas às pessoas envolvidas com integrantes faccionados. Integrantes do governo pressionaram para que o texto não desse brecha para criminalização de movimentos sociais e protestos. As informações são da CNN.
A proposta aprovada na Câmara aumenta as penas para crimes ligados a facções — que podem chegar a 40 anos — e cria novos mecanismos de combate, como um banco nacional para identificar esses grupos.
Leia maisComo mostrou a CNN, Lula avaliava sancionar o projeto sem alterações em meio a diferentes posições do governo federal. De um lado, havia defesa por medidas mais duras no combate ao crime organizado; de outro, técnicos do Ministério da Justiça recomendavam ajustes em pontos considerados inconstitucionais ou desproporcionais.
No Congresso, o projeto relatado inicialmente pelo deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) foi criticado por governistas em razão das mudanças feitas no texto inicial enviado pelo Executivo. No Senado, o relator Alessandro Vieira (MDB-SE) alterou fundamentalmente o PL, portanto, a tramitação retornou à Casa iniciadora. Derrite criticou as alterações e apresentou parecer para recompor o texto entregue meses antes.
“Trouxemos novas tipificações criminais, trouxemos mudanças no que diz respeito ao tribunal do juri. Essa talvez seja a grande inovação que a lei traz, pra dar resposta com penas justas e duras a quem realmente merece. Nós estamos hoje dando a resposta mais dura da história recente do Brasil no enfrentamento ao crime organizado”, afirmou Motta.
“Nós queremos falar sério nessa história de combater o crime organizado, porque nesse tema, a gente tem a chance de não matar os magrinhos da periferia, temos a chance de pegar os responsáveis que moram em condomínio de luxo, que nós chamamos de magnatas do crime. Esses que precisam ser pegos e punidos”, disse Lula.
Penas mais altas
O projeto retoma o conceito de domínio social estruturado, que define facções como organizações que exercem controle territorial e social por meio de violência ou ameaça grave.
Passam a ser enquadradas condutas como bloqueio de ruas, barricadas, imposição de regras a moradores, ataques a serviços públicos e sabotagem de infraestrutura.
Prisão preventiva
O texto estabelece que integrar, financiar, comandar facções ou exercer controle territorial violento já é motivo suficiente para prisão preventiva.
Assim, o enquadramento nesses crimes passa a indicar risco à ordem pública, facilitando a manutenção da prisão desde o início das investigações, com decisão final do Judiciário.
Bloqueio de bens e restrição financeira
A proposta amplia o bloqueio e sequestro de bens, restrições financeiras e apreensão de ativos, mantendo o perdimento extraordinário, que permite a perda de patrimônio antes do fim definitivo do processo.
Também volta a autorizar intervenção judicial em empresas ligadas a facções e restabelece a divisão automática de valores apreendidos entre União e estados.
Permanece a criação do Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas, com integração obrigatória entre sistemas federais e estaduais.
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Vejam que absurdo: proibiram a entrada de carros por aplicativo até a chapelaria da Câmara dos Deputados, em Brasília. Agora, quem chega de Uber ou similar não pode mais acessar a rampa de entrada, com reforço de segurança no local. Estou há 40 anos cobrindo o Congresso Nacional e nunca vi algo tão inusitado.
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Em 2004, o então juiz Sergio Moro escreveu um artigo: “Considerações sobre a Operação Mani Pulite”. Moro tecia diversos elogios à Operação Mãos Limpas, na Itália, prenunciando que seu desejo seria ter aqui uma operação igual para chamar de sua.
Ele a teve: a Operação Lava Jato. Depois, sabemos que a Lava Jato acabou anulada quando se descobriu que Moro combinava com os procuradores o rumo das investigações para condenar seus alvos. Mas, para além da combinação, muito se criticou tanto a Mãos Limpas quanto a Lava Jato pelo uso, digamos, heterodoxo, de caminhos judiciais para alcançar seus objetivos. Um desses usos heterodoxos muito criticados era a estratégia para obter delações premiadas.
Leia maisNo artigo de 2004, Moro já defendia a estratégia de pressionar os investigados para que colaborassem com a Justiça. “Cabem aqui alguns comentários. Não se prende com o objetivo de alcançar confissões. Prende-se quando estão presentes os pressupostos de decretação de uma prisão antes do julgamento. Caso isso ocorra, não há qualquer óbice moral em tentar-se obter do investigado ou do acusado uma confissão ou delação premiada”.
Quem critica avalia que o relator da ação sobre o Master no Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça fez parecido quando primeiro colocou Vorcaro num presídio de segurança máximo ao lado de bandidos perigosos para agora transferi-lo para uma sala de Estado Maior igual à que se usou com o ex-presidente Jair Bolsonaro, bem mais confortável e perto dos agentes da Polícia Federal. Seria algo semelhante ao tipo de pressão psicológica que Moro achava válido e que foi usado tanto na Mãos Limpas quando na Lava Jato.
Na sexta-feira (20), Gilmar Mendes acompanhou os demais ministros da Segunda Turma para manter Daniel Vorcaro preso. Mas alertou para os riscos dos mesmos caminhos que fizeram sucumbir a Lava Jato: nas suas palavras, o flerte com a “espuma midiática” e o uso de argumentos genéricos e palavras de ordem para sustentar as ações.
Com experiência como advogado nas cortes superiores, o também analista político Melillo Dinis considera ainda “muito cedo” para avaliar se o caso Master “lavajatizou”, estaria indo pelos mesmos caminhos da operação anulada. Mas ele admite: “Há muitos riscos”. E acrescentar: “Mas há muita pressão”.
Para Melillo, o alerta de Gilmar Mendes, o decano da Corte, seria, como ele chama, “espelho e projeção”. Por um lado, Gilmar projeta o que ele mesmo faria caso fosse o relator. Por outro, ele vê o seu reflexo, quando parte do que se sabe sobre atinge ministros da Suprema Corte, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Gilmar Mendes foi o ministro que mais defendeu a condução que antes fazia Dias Toffoli do caso. Nos bastidores, diz-se que ele foi fundamental para evitar que o caso na Corte escalasse mais diante do que se descobriu sobre as relações de Toffoli com Vorcaro. Toffoli e Gilmar Mendes se tornaram muito próximos.
Então, Mendonça erra? Seria um Moro do STF? Para Melillo, “acerta e erra”. Acerta por ter dado luz ao que se sabe sobre o caso Master, e por ter dado liberdade para a Polícia Federal investigar o caso sem as amarras que Toffoli empunha. Mas errou na questão da prisão mais dura e depois a mais confortável para Vorcaro delatar.
Para Melillo, uma “opção esquisita”. Que parece mesmo fazer parte de uma estratégia para exercer sobre o banqueiro uma pressão psicológica para que ele assine um acordo de colaboração premiada. E, nesse sentido, é uma ação muito na linha do que se fazia Itália na Operação Mãos Limpas e na Operação Lava Jato.
Quem critica as duas operações diz que a vaidade, “o pecado preferido do diabo”, é que as fez desandar. Em um culto religioso em fevereiro, André Mendonça, já falava sobre as “tentações do poder”. E completava: “Não busque o poder, não busque os holofotes, busque a Deus”. Conseguirá o ministro se salvar?
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