Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
A federação PSDB/Cidadania decidiu declarar neutralidade nas eleições para o Governo de Pernambuco e desembarcou do palanque de Raquel Lyra (PSD). A medida representa mais um revés para a governadora, que, em uma semana, viu quatro partidos deixarem sua base de apoio e enfraquecerem seu projeto de reeleição. Já seu principal adversário, João Campos (PSB), atraiu essas siglas e formou a maior frente de oposição da história do estado.
A decisão pela neutralidade foi tomada pelo presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, que interveio na direção local do partido, destituindo nomes ligados a Raquel. Com isso, a convenção realizada pelo grupo governista em 31 de julho foi invalidada por uma nova reunião promovida na última quarta (5) pelos interventores designados pela Executiva nacional. O desembarque do PSDB e do Cidadania faz Raquel perder ainda mais tempo de guia eleitoral e vê sua base reduzida a cinco partidos: PSD, PP, União Brasil, Avante e Podemos.
Embora a federação liderada pelo PSDB não vá coligar com nenhuma candidatura a governador, o Cidadania tem uma direção alinhada a João Campos e já declarou apoio ao candidato. Desde a semana passada, outras quatro siglas deixaram o palanque de Raquel e se juntaram à Frente Popular de Pernambuco. Foi o caso da federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade), do Mobiliza e da Democracia Cristã, que se incorporam a um grupo formado por PSB, Republicanos, federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV), PDT, MDB e Agir, totalizando 12 partidos.
Com esse conjunto político, João Campos se consolida como o maior vitorioso dos últimos dias do período pré-eleitoral. Quando a campanha começar, ele terá cerca de 60% do tempo de inserções partidárias e de guia eleitoral, massificando sua presença junto ao eleitorado.
A Polícia Federal (PF) concluiu nesta quinta-feira (6/8), um novo inquérito sobre fraudes em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e indiciou seis pessoas pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações e organização criminosa. A informação foi confirmada pelo Metrópoles.
Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto; o ex-procurador-geral do órgão Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho; e o ex-diretor de Benefícios André Paulo Félix Fidelis. As informações são do Metrópoles.
Segundo a investigação, o grupo é suspeito de manipular informações nos sistemas do INSS para viabilizar a concessão irregular de benefícios previdenciários em favor da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). As alterações teriam permitido a liberação de aposentadorias com base em dados falsificados.
O relatório foi entregue ao ministro André Mendonça, relator do inquérito da Farra do INSS. O caso foi revelado em uma série de reportagens do Metrópoles.
De acordo com os investigadores, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) alertou a PF sobre a saída de R$ 26.457.531,95 das contas da confederação para 15 pessoas físicas e jurídicas ligadas aos setores de turismo, alimentação e eventos, além de federações estaduais vinculadas à Contag.
O que chamou a atenção foi o fato de as movimentações terem sido realizadas de forma fracionada, em uma suposta tentativa de dificultar o rastreamento dos recursos. Ainda assim, o modus operandi despertou suspeitas no Coaf, que acionou a PF. Com a entrega do relatório, caberá ao ministro André Mendonça encaminhar o caso para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Este é o segundo relatório final da PF envolvendo integrantes da cúpula do INSS. Em 14 de julho, a corporação concluiu outro relatório e indiciou 47 pessoas, entre elas o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
O ex-prefeito de Petrolina e presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, anunciou, nesta quinta-feira (6), que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados e integrará o palanque da governadora Raquel Lyra na campanha pela reeleição. “Quero atender a esse chamado, caminhar ao lado da governadora Raquel Lyra e trabalhar em Brasília para gerar mais empregos, fortalecer a economia e garantir mais investimentos para Pernambuco”, afirmou.
A defesa de Anderson Gustavo Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, protocolou nesta quinta-feira (6/8), no Supremo Tribunal Federal, uma Revisão Criminal contra a condenação que lhe impôs 24 anos de prisão na Ação Penal 2.668, o processo que julgou o chamado “Núcleo 1” da trama golpista de 2022-2023. Eles pedem que o ex-ministro seja absolvido por falta de provas.
A peça, assinada pelos advogados Eumar Roberto Novacki e Raphael Vianna de Menezes, pede a distribuição por dependência ao ministro Nunes Marques, relator da revisão criminal movida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, sob o argumento de que os dois casos foram julgados com base no mesmo conjunto de provas e acusações do chamado “Núcleo 1”.
Leia mais“O que estamos pedindo é a soltura imediata, o julgamento de procedência da revisão criminal, desconstituindo a condenação e absolvendo Torres. Se isso não for possível, que o Tribunal reconheça nosso pedido de desclassificação dos crimes, além da redução da pena ao mínimo legal”, explicou o advogado Eumar Novacki.
Torres foi condenado pela Primeira Turma do STF, por maioria, sob a tese de que teria aderido ao plano de ruptura institucional usando os cargos que ocupou. A acusação se apoiou em quatro pilares: suposta instrumentalização da Polícia Rodoviária Federal no segundo turno das eleições de 2022; participação em reuniões e manifestações associadas ao projeto golpista; posse, em sua casa, de uma minuta de decreto de estado de defesa; e omissão deliberada diante dos atos de 8 de janeiro de 2023, apesar de sua posição de garantidor da segurança pública no DF.
O ministro Luiz Fux divergiu e votou pela absolvição, por entender que as provas não demonstravam, além de dúvida razoável, adesão do então secretário ao plano golpista. Depois do trânsito em julgado, a prisão foi cumprida em 25 de novembro de 2025; Torres está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, a Papudinha.
A Revisão Criminal nº 6.197, com 124 páginas, questiona a condenação em várias frentes:
Caso o STF rejeite a absolvição, a defesa pede, alternativamente, a revisão da dosimetria da pena de 24 anos. O argumento é que a pena-base foi fixada acima do mínimo legal sem fundamentação individualizada suficiente, que não foi reconhecida a atenuante do art. 65, III, “b”, do Código Penal e que a punição refletiria a “gravidade histórica” do 8 de janeiro, em vez da culpabilidade concreta e individual de Torres, o que violaria o princípio constitucional da individualização da pena.
O ponto mais urgente da petição é o pedido de tutela cautelar: a defesa quer a suspensão liminar de todos os efeitos da condenação, penais e extrapenais, com a expedição imediata de alvará de soltura, antes mesmo do julgamento de mérito da revisão.
Os advogados argumentam que o tempo de prisão é “irrestituível” e que danos à carreira e à reputação de Torres não poderiam ser plenamente reparados apenas com eventual decisão futura favorável. Citam precedentes do próprio STF (RvC 5.474/SC e RvC 5.508/RO) para sustentar que a Corte já admitiu, em casos excepcionais, conceder liminar em revisões criminais.
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O presidente do Conselho Distrital de Fernando de Noronha, Milton Luna, recebeu, nesta quinta-feira (6), a Medalha do Mérito Eleitoral Frei Caneca, no grau Comendador. A honraria foi entregue durante solenidade na Escola Judicial de Pernambuco, no Recife, pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, Fernando Cerqueira, e pelo vice-presidente e corregedor regional eleitoral, Erik Simões.
A medalha é concedida pelo TRE-PE a pessoas e instituições que prestaram serviços à Justiça Eleitoral e à sociedade pernambucana. Milton Luna exerce atualmente o oitavo mandato como conselheiro distrital de Fernando de Noronha e disputa a reeleição para o nono mandato.
Em documentos apresentados nesta quinta-feira, a defesa do candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF) e colocou seu material genético à disposição para a realização de um exame de DNA, como forma de rebater a acusação de estupro de vulnerável apresentada por parlamentares. No Supremo, os advogados pediram ao ministro Gilmar Mendes que a comparação genética seja realizada em até 72 horas. Gaspar nega ter cometido o crime e afirma que o teste comprovará sua inocência. As informações são do jornal O GLOBO.
As duas iniciativas buscam acelerar uma definição sobre o caso. À PGR, a defesa pediu que seja feita a comparação genética, que seja estabelecido um prazo curto para a conclusão do procedimento preliminar e que, caso seja descartado o vínculo genético e não surjam outros elementos, o caso seja arquivado. Ao STF, Gaspar autorizou o compartilhamento do material genético que já está sob guarda da Justiça e pediu que Gilmar determine a realização do exame em até 72 horas.
Leia maisGaspar afirma que amostras de seu material genético já foram coletadas há cerca de cinco meses no âmbito de uma ação de produção antecipada de provas proposta por ele próprio. Segundo a defesa, o DNA foi extraído sob supervisão do Judiciário, de perito oficial, da Polícia Federal e do Ministério Público e permanece sob a guarda de órgãos oficiais. Na petição ao Supremo, o deputado autorizou expressamente que esse material seja compartilhado para utilização no procedimento relatado por Gilmar.
Caso a amostra não seja considerada suficiente, o deputado se dispõe a passar imediatamente por uma nova coleta. No pedido ao STF, a defesa solicita que, nessa hipótese, Gilmar determine também em até 72 horas a realização de nova coleta, no local e nas condições estabelecidas pelas autoridades.
— Estou implorando para que haja um DNA. O meu material está à disposição há cinco meses da Justiça. A minha verdade não interessa, interessa a verdade científica — afirmou Gaspar nesta quinta-feira, durante conversa com jornalistas.
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Pressionada pela crise provocada na montagem da própria chapa majoritária, a governadora Raquel Lyra foi obrigada a fazer uma declaração que, na prática, desautoriza Mendonça Filho: afirmou publicamente que ele não é seu candidato ao Senado. A fala expõe o tamanho do impasse político criado após a entrada de Eduardo da Fonte na chapa governista e a candidatura de Mendonça pelo PL.
O movimento é contraditório. Nos últimos dias, Raquel reposicionou Túlio Gadelha no campo da direita e consolidou Eduardo da Fonte como o nome oficial de sua aliança para o Senado. Ao mesmo tempo, vê com satisfação o avanço da candidatura de Mendonça Filho, que disputa o mesmo eleitorado e pode ajudar a fragmentar os votos do campo adversário. Mas, para evitar um terremoto político dentro da própria base, precisou estabelecer um limite público: deixou claro que Mendonça não integra sua chapa nem representa a candidatura oficial do governo.
Na prática, Raquel tenta fazer um delicado jogo de equilíbrio: beneficia-se da presença de Mendonça na disputa, mas não pode assumir esse apoio sem colocar em risco a unidade da própria coligação e criar um conflito aberto com seus aliados. É um malabarismo político que revela o grau de complexidade da engenharia eleitoral construída às pressas para 2026.
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu nesta quinta-feira (6) condenar administrativamente o ministro Marco Buzzi após acusações de assédio sexual feitas por duas mulheres. Foi aplicada a pena máxima para magistrados que é a perda do cargo.
Esta é a primeira vez que o plenário do STJ pune um de seus colegas com a perda do cargo. Apesar da decisão, a expulsão definitiva do ministro depende de confirmação pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Até que isso ocorra, Buzzi permanecerá afastado das funções, mas recebendo um salário proporcional ao tempo de serviço. As informações são da CNN.
Leia maisEsta é a primeira vez que o plenário do STJ pune um de seus colegas com a perda do cargo. Apesar da decisão, a expulsão definitiva do ministro depende de confirmação pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Até que isso ocorra, Buzzi permanecerá afastado das funções, mas recebendo um salário proporcional ao tempo de serviço.
A sessão de julgamento ocorreu sob um esquema rigoroso de sigilo. Até mesmo assessores dos ministros e chefes de gabinete foram impedidos acompanhar as discussões do plenário. Antes mesmo de a sessão começar, porém, os ministros do STJ já davam como certa a condenação do colega.
Marco Buzzi compareceu ao tribunal e acompanhou o julgamento ao lado de seus advogados.
Além do processo administrativo, Buzzi também é investigado na esfera criminal. O caso tramita no STF, sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques. Conforme apurou a CNN, a investigação ainda está na fase de inquérito, conduzido pela Polícia Federal.
Ao final da sessão, a defesa do ministro, advogada Maria Fernanda Saad, disse a jornalistas que respeita a decisão do tribunal, mas que “discorda veementemente dos argumentos utilizados para fundamentar os votos pela condenação”.
Já a defesa de uma das denunciantes, o advogado Daniel Bialsky, afirmou que o julgamento serviu como mensagem de que independentemente do cargo ou de poder, aqueles que cometem infrações devem ser e serão punidos.
Perda do cargo
Ao aplicar a punição de perda do cargo , o STJ seguiu a nova resolução do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), aprovada na última terça-feira (4). Ela extinguiu a aposentadoria compulsória como punição máxima para magistrados e a substituiu pela “demissão”.
O próprio MPF (Ministério Público Federal), que anteriormente havia defendido a aplicação da aposentadoria compulsória, mudou de entendimento nesta quinta e passou a recomendar a perda do cargo.
Agora, com a decisão pela demissão de Buzzi, o STJ deverá acionar a AGU (Advocacia-Geral da União), que terá 30 dias para apresentar uma ação civil pedindo a perda do cargo ao STF.
Acusações
Buzzi está afastado das funções desde fevereiro. O PAD (Processo Administrativo Disciplinar) foi instaurado em abril, após uma sindicância interna aberta para apurar as denúncias.
A primeira acusação envolve uma jovem de 18 anos, filha de amigos da família do ministro. Segundo a denúncia, o episódio ocorreu em janeiro, durante um banho de mar na Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú (SC).
Durante a investigação, foram reunidas como provas mensagens trocadas entre os pais da jovem e o ministro logo após os fatos narrados. Também constam no processo conversas da denunciante com a namorada, nas quais ela relata que Buzzi teria feito questionamentos sobre sua sexualidade.
A segunda denúncia foi apresentada por uma ex-colaboradora terceirizada do gabinete do ministro. Ela afirma ter sofrido toques sem consentimento e comentários de teor sexual entre 2023 e 2025.
No curso do processo, testemunhas relataram episódios de agressão verbal atribuídos ao ministro e afirmaram ter conhecimento das queixas da colaboradora desde 2023. Algumas disseram, inclusive, que adotaram medidas para evitar o convívio próximo entre os dois como uma forma de evitar novos assédios.
A defesa de Marco Buzzi nega todas as acusações. Em relação ao episódio na praia, os advogados afirmam que depoimentos, imagens de câmeras de segurança, laudos médicos e perícias no local demonstram que a importunação sexual não ocorreu.
Os defensores também sustentam que as condições físicas do ministro e o estado do mar tornariam inviável a conduta descrita pela denunciante. Segundo a defesa, Buzzi usa bengala, tem histórico de quedas e apresentou documentos médicos ao processo, incluindo laudos que apontariam disfunção erétil.
Sobre a denúncia da ex-colaboradora, os advogados argumentam que a rotina de trabalho do gabinete, a circulação constante de pessoas e a disposição física da sala não seriam compatíveis com os episódios narrados.
A defesa também afirmou de que a denúncia teria sido motivada pelo receio de demissão da ex-servidora e mencionou a possibilidade de um “conluio” entre as duas denunciantes para prejudicar o ministro.
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Por Maysa Sena – Blog da Folha
A governadora Raquel Lyra (PSD) evitou declarar apoio a um candidato à Presidência da República e afirmou que o PSD em Pernambuco tem autonomia para definir seu posicionamento nas eleições nacionais.
Em entrevista à CNN Brasil, nesta quinta-feira (6), a gestora descartou assumir compromisso com a candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), mesmo tendo o presidente nacional do seu partido, Gilberto Kassab, como vice-presidente na chapa.
Leia mais“O Ronaldo Caiado tem o meu respeito e o meu carinho, mas sabe que aqui em Pernambuco a gente está trabalhando para que o nosso estado continue crescendo sem deixar ninguém para trás.”
Questionada se subiria no palanque de Caiado em Pernambuco, Raquel afirmou que a prioridade do partido no estado é o projeto local e disse que recebeu liberdade do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, para conduzir a estratégia eleitoral.
“Quando eu discutia com Kassab, ele sempre me colocou que o PSD tem liberdade em Pernambuco para construir o seu caminho. O nosso caminho está escolhido: é o caminho do povo pernambucano.”
A governadora também destacou a estrutura que o PSD construiu em Pernambuco desde sua filiação, em março do ano passado, mencionando o crescimento da legenda no Estado.
“Hoje o PSD é o maior partido da história de Pernambuco. Temos mais de 80 prefeitos filiados, uma bancada de 10 deputados estaduais, a governadora e a vice-governadora filiadas ao partido.”
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A trajetória política do ex-deputado federal Milton Coelho, que se transferiu do PSB para o PT em busca de um novo mandato na Câmara dos Deputados, se confunde com o arraesismo e o eduardismo em Pernambuco. Dirigiu o PSB no Estado por 17 anos, numa postura de lealdade canina ao grupo.
Gozava de tamanha confiança em Eduardo que foi indicado por ele para vice na chapa do então prefeito do Recife, João da Costa, na aliança com o PT em 2008. Chegou a assumir a Prefeitura interinamente por dois meses, revelando-se excelente gestor.
Na sua longa trajetória no PSB, foi secretário de Administração do governador Paulo Câmara, de 2015 a 2018. Quando Eduardo Campos se lançou ao Planalto, assumiu a condenação da campanha do ex-governador no plano nacional. Ainda militante do PSB foi chefe de gabinete de Paulo Câmara.
Nas eleições de 2018, Milton teve 44 mil votos para deputado federal, mas por causa do famigerado coeficiente eleitoral não se elegeu, ficando na primeira suplência, mas assumiu o mandato na vaga aberta com a vitória de João Campos como prefeito do Recife em 2020.
Nos últimos anos, Milton se distanciou do PSB, ingressou no PT, mas está comprometido com o projeto do ex-prefeito do Recife, João Campos, na disputa pelo Governo do Estado nas eleições de outubro. “É o melhor e mais preparado para levar o Estado a um patamar de avanço só comparável ao do pai Eduardo”, diz Coelho.
Em entrevista à CNN, a governadora Raquel Lyra (PSD) reafirmou Eduardo da Fonte e Túlio Gadelha como os candidatos ao Senado de sua chapa e afirmou que Mendonça Filho, lançado pelo PL, não integra o palanque majoritário. “Tenho todo o respeito por Mendonça, mas ele não é o nosso candidato a senador da República”, declarou. Com informações do Blog Efeito Político.
O vereador do Recife e candidato a deputado estadual pelo PL, Gilson Machado Filho (Podemos), colocou a governadora Raquel Lyra (PSD) como o nome da direita na disputa pelo Governo de Pernambuco. A sinalização foi feita por meio das redes sociais, ao apresentar a composição de candidatos que pretende apoiar nas eleições de 2026. As informações são do blog Ponto de Vista.
Ligado ao bolsonarismo, Gilson Filho incluiu Raquel Lyra em sua chapa ao lado de nomes associados ao campo conservador. A movimentação ocorre após ele e o pai, o ex-ministro Gilson Machado, participarem da convenção que oficializou a candidatura da governadora à reeleição, e o PL ter oficialmente colocado Mendonça Filho como candidato ao Senado.
Leia maisTúlio Gadelha, candidato na chapa da própria Raquel, disse que a candidatura do ex-ministro da Educação não representa o palanque de Lyra. Nas redes sociais, Gilson Filho publicou: “A chapa está completa! Vamos mudar Pernambuco! Deputado Estadual: Gilson Machado Filho, Deputado Federal: Gilson Machado (ex-ministro do Turismo do governo Jair Bolsonaro), Senador: Mendonça Filho, Governadora: Raquel Lyra e Presidente: Flávio Bolsonaro”.
A posição também ocorre em meio à reorganização das forças de direita em Pernambuco. Mendonça Filho passou a ocupar espaço na disputa pelo Senado com apoio de lideranças desse campo político, enquanto Gilson Machado e Gilson Filho, mesmo após deixarem o PL e ingressarem no Podemos, mantêm “fidelidade” com a família Bolsonaro.
A declaração acende a aproximação de Gilson Filho e do pai com a candidatura de Raquel Lyra. Gilson Machado já havia declarado publicamente apoio à governadora.
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