Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (2) uma resolução que limita os poderes do presidente Donald Trump e busca encerrar a guerra contra o Irã.
O texto foi aprovado por 215 votos a 208. Quatro republicanos se juntaram aos democratas e votaram a favor da medida. A resolução ainda precisa ser aprovada pelo Senado e não depende de sanção de Trump. As informações são do g1.
Na prática, o Congresso quer impedir que Trump volte a atacar o Irã sem autorização dos parlamentares. O resultado da votação reflete a crescente preocupação no Capitólio e de republicanos com o conflito.
Leia maisNo mês passado, o Senado aprovou uma medida semelhante para obrigar Trump a encerrar operações militares no Oriente Médio. A votação também contou com o apoio de um pequeno grupo de republicanos. O texto, porém, não foi submetido a uma votação final e está parado no Congresso.
O novo esforço da Câmara segue um caminho diferente. Os democratas recorreram a uma manobra regimental que obriga a análise do texto em até duas semanas e meia.
Ainda assim, os republicanos têm maioria no Senado. Para que a medida seja aprovada, será necessário que parte da bancada do partido de Trump vote com os democratas, assim como foi em maio.
Mesmo que uma dessas medidas seja aprovada em definitivo pelo Congresso dos EUA, a expectativa é que Trump recorra à Justiça para tentar derrubá-la. A Casa Branca afirma que qualquer tentativa de limitar os poderes do presidente para conduzir ações militares é inconstitucional.
Por outro lado, parte do Partido Republicano também demonstra preocupação com o prolongamento da guerra. O conflito se mostrou impopular nos Estados Unidos e provocou alta nos preços dos combustíveis.
O temor entre os republicanos é que a rejeição à ofensiva tenha impacto nas eleições de novembro, quando serão renovadas quase todas as cadeiras da Câmara e parte das do Senado.
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Em missão parlamentar nos Estados Unidos, o deputado federal Pedro Campos (PSB-PE) criticou a atuação dos deputados Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro no exterior e afirmou que a delegação brasileira está em Washington para defender os interesses do país, fortalecer a cooperação internacional e ampliar o combate ao crime organizado. Segundo o parlamentar, o grupo também atua em defesa do PIX e das relações institucionais entre Brasil e Estados Unidos. “A turma de Flávio Bolsonaro veio aos Estados Unidos na semana passada e saiu daqui com mais ataques ao Brasil, ao PIX e com um tarifaço que prejudica trabalhadores, empresários e a economia brasileira. Nós estamos aqui para fazer exatamente o contrário: defender o Brasil, defender nossa soberania e fortalecer a cooperação entre os dois países”, afirmou.
De acordo com Pedro Campos, um dos objetivos da missão é ampliar o diálogo com autoridades norte-americanas sobre o enfrentamento ao crime organizado transnacional e à lavagem de dinheiro. Nesse contexto, o deputado defendeu atenção a investigações envolvendo o empresário Ricardo Magro e a operações financeiras relacionadas ao Banco Master que estejam sob análise de órgãos de controle brasileiros e internacionais. “Quem ama o Brasil trabalha para fortalecer nossas instituições, proteger nossa economia e combater o crime organizado. O que não pode acontecer é transformar relações internacionais em instrumento de sabotagem aos interesses nacionais”, declarou.
A delegação é formada ainda pelos deputados Pedro Uczai (PT-SC), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e André Janones (Rede-MG). A agenda, que segue até sexta-feira (5), inclui reuniões com integrantes do Congresso dos Estados Unidos, representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA), da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), diplomatas e organizações da sociedade civil para discutir relações bilaterais, democracia, combate ao crime organizado e mecanismos de cooperação internacional.
O deputado federal Fernando Monteiro participou, nesta terça-feira (2), da 14ª edição do Fórum de Lisboa, em Portugal, onde representou o Congresso Nacional em um painel sobre resiliência climática. Durante o encontro, que reúne autoridades e especialistas de diversos países para discutir temas relacionados a direito, governança e políticas públicas, o parlamentar defendeu a adoção de medidas voltadas à proteção das cidades, ao fortalecimento da infraestrutura e à preparação das comunidades diante de eventos climáticos extremos. “A resiliência climática vai além da pauta ambiental. Ela envolve planejamento, segurança e compromisso com as futuras gerações”, afirmou.
Também em Lisboa, nesta quarta-feira (3), Fernando Monteiro participou do 1º Fórum Brasil-Portugal de Seguros, promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras. No evento, o deputado debateu mecanismos de proteção frente aos riscos climáticos e apresentou propostas em tramitação no Congresso Nacional, entre elas o Projeto de Lei 4.279/2024, voltado à mitigação de riscos em obras financiadas por emendas parlamentares, além da proposta de criação do Seguro Social de Catástrofe.
O prefeito de Petrolina, Simão Durando, recebeu, na terça-feira (2), o ministro dos Transportes, George Santoro, para acompanhar o andamento das obras da Travessia Urbana do município, que contempla a duplicação da Avenida Honorato Viana e a ampliação da BR-407.
Além de acompanhar o andamento dos serviços, Simão aproveitou o encontro para pedir a construção de uma segunda ponte ligando Petrolina a Juazeiro. O gestor solicitou ao ministro apoio para a realização dos estudos de viabilidade e para a busca de recursos necessários à execução do projeto. As informações são do Blog da Folha.
Leia mais“Fiz essa solicitação em nome de Petrolina e de todo o Vale do São Francisco. Precisamos avançar nos estudos e buscar investimentos para uma obra fundamental para o futuro da nossa região”, disse.
O ministro George Santoro reafirmou o compromisso do governo federal com a conclusão da obra e anunciou a expectativa de entrega até setembro deste ano. “Assumimos o compromisso de concluir esse trecho até o final de setembro para fazermos uma entrega conjunta entre Petrolina e Juazeiro, integrando esse corredor de travessia urbana tão importante para a região”, declarou.
No caso da Travessia Urbana, Simão destacou a importância da obra para a mobilidade urbana da cidade e ressaltou que a intervenção está em fase final de execução. “Estamos muito felizes com essa obra, uma das maiores intervenções de mobilidade urbana que passa por Petrolina. Ela está entrando na reta final e ainda neste segundo semestre teremos a felicidade de devolver essa mobilidade para a população”, afirmou o prefeito.
Com mais de 11 quilômetros de duplicação, a obra beneficia diretamente diversos bairros e importantes corredores comerciais da cidade. A visita contou ainda com a presença do diretor-geral do DNIT, Fabrício Galvão, do líder do governo federal no Senado, Jaques Wagner, e do vice-prefeito, Ricardo Coelho.
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O governo do Brasil divulgou nesta quarta-feira (3) uma nota em que afirma discordar de maneira “profunda” das conclusões do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre falhas na importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
No comunicado, divulgado pelo Palácio do Planalto, o governo afirma que vai recorrer a instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade para reagir a “situações de injustiça” contra o Brasil. As informações são do g1.
O comunicado do Planalto é uma resposta à investigação do escritório norte-americano que concluiu, na terça-feira (2), que 59 países, entre eles o Brasil, e a União Europeia falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Leia maisComo resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países.
“É lamentável que tema tão relevante como o da proteção de condições dignas para milhões de trabalhadores e trabalhadoras seja desvirtuado para servir de justificativa a medidas protecionistas unilaterais”, afirma a nota do Palácio do Planalto.
“O Brasil se reserva o direito de recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, para fazer face a situações de injustiça contra o Estado brasileiro, sem amparo nas regras do comércio internacional”, completa o comunicado.
A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais “injustas”, o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.
O governo também afirma, na nota, que adotará todas as medidas necessárias para reduzir eventuais danos que venham a ser causados à economia nacional, aos empregos e à renda dos brasileiros.
No documento, o governo do Brasil afirma ainda que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) reconhece, há décadas, o Brasil como uma referência internacional no combate ao trabalho escravo e forçado, fruto de uma combinação de fiscalização rigorosa, responsabilização, cooperação entre instituições e compromisso político.
Brasil diz que detalhou normas contra trabalho forçado
Na nota, o governo afirmou que, durante o processo de investigação nos EUA, o Brasil enviou manifestações escritas e explicações detalhadas sobre as normas do país para coibir a entrada de bens produzidos por trabalho forçado.
De acordo com as autoridades brasileiras, a Receita Federal e os órgãos aduaneiros já possuem competência legal para negar a entrada e confiscar qualquer mercadoria estrangeira que atente contra a moral, os costumes, a saúde e a ordem pública.
“Qualquer bem produzido no todo ou em parte por trabalho forçado enquadra-se nessa definição”, diz a nota.
Além disso, o governo afirma que os acordos de livre comércio celebrados pelo Brasil e pelo Mercosul — incluindo os tratados com o Chile, a União Europeia e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) — já contêm compromissos rígidos de eliminação do trabalho forçado e compulsório.
Cooperação e busca por consenso
Apesar da contrariedade com as conclusões do USTR, o Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil ressaltou que segue à disposição para continuar a sua histórica e ativa cooperação com o Departamento de Trabalho dos EUA.
Nesta terça, após recomendação do USTR sobre tarifa adicional em razão de práticas desleais em áreas como PIX, propriedade intelectual e etanol, a Secretaria de Comunicação Social também fez referência à Lei da Reciprocidade.
No entanto, no Ministério das Relações Exteriores, diplomatas dizem que a orientação do governo segue sendo a busca por um consenso entre os dois países, com a apresentação de argumentos que possam convencer os americanos de que é melhor chegar a um acordo e à não aplicação de tarifas.
Nesse contexto, o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), disse que, embora a reciprocidade seja um instrumento “legítimo” do Estado, ele defende que o governo aja com “responsabilidade” para não aumentar a tensão entre os dois países.
Por Áureo Cisneiros*
Nos últimos anos, uma prática tem avançado silenciosamente em todas as esferas do poder no Brasil: a substituição gradual do servidor concursado por contratos temporários e empresas terceirizadas. O que deveria ser uma exceção, prevista para situações específicas e transitórias, transformou-se em regra em muitos órgãos públicos.
Em Pernambuco, esse fenômeno não é novo. Ao contrário, trata-se de uma prática antiga que vem sendo aprofundada ao longo dos anos. Enquanto milhares de brasileiros estudam e se preparam para concursos públicos, observa-se uma crescente dependência de terceirizações e contratações temporárias para ocupar funções que, em muitos casos, possuem caráter permanente.
Leia maisO concurso público foi consagrado pela Constituição Federal como instrumento de impessoalidade, igualdade de oportunidades e profissionalização do Estado. Quando essa lógica é substituída pela expansão contínua de vínculos precários, abre-se espaço para questionamentos legítimos sobre transparência, eficiência administrativa e respeito aos princípios constitucionais.
O problema se torna ainda mais grave quando surgem denúncias, investigações ou suspeitas envolvendo sobrepreços, irregularidades contratuais e desvios de recursos públicos. O Brasil acumula um histórico preocupante de escândalos relacionados a contratos terceirizados em diferentes níveis de governo, demonstrando que a fiscalização precisa ser cada vez mais rigorosa.
Há também uma preocupação crescente com a utilização da máquina pública para fins políticos. Em diversas regiões do país, críticos apontam que contratações temporárias e indicações para determinados postos acabam sendo utilizadas como instrumentos de influência política e fortalecimento de grupos eleitorais. Ainda que cada situação deva ser analisada com responsabilidade e base em provas, a simples percepção de que empregos públicos podem servir como moeda de troca já representa um grave desgaste para a confiança da população nas instituições.
Esse não é um problema restrito ao Poder Executivo. O crescimento de estruturas terceirizadas e de contratações sem concurso é tema de debate em diferentes esferas do poder público brasileiro. A sociedade tem o direito de exigir transparência total sobre quem é contratado, quanto custa cada contrato, quais serviços estão sendo prestados e quais resultados estão sendo entregues.
Outro fator que exige atenção é a sofisticação do crime organizado no Brasil. Organizações criminosas modernas movimentam bilhões de reais por ano e buscam constantemente novas formas de infiltração econômica e lavagem de dinheiro. Por isso, contratos públicos precisam estar submetidos aos mais elevados níveis de controle, auditoria e fiscalização.
Defender concursos públicos não é defender privilégios. É defender um modelo de Estado baseado no mérito, na estabilidade institucional, na independência técnica e na igualdade de acesso aos cargos públicos.
O Brasil precisa interromper o ciclo da precarização do serviço público e retomar o fortalecimento das carreiras de Estado. A administração pública não pode ser confundida com interesses eleitorais, conveniências políticas ou mecanismos de acomodação de aliados. O patrimônio público pertence à sociedade e deve ser administrado com absoluta transparência, responsabilidade e respeito à Constituição.
Quando a exceção vira regra, a impessoalidade enfraquece, a confiança da população diminui e a democracia perde força. O momento exige mais concursos, mais transparência, mais controle e menos dependência de estruturas que afastam o cidadão daquilo que deveria ser o verdadeiro objetivo do Estado: servir ao interesse público.
*Presidente do Sinpol-PE
O deputado federal Eduardo da Fonte apresentou o Projeto de Lei 4.951/2023, que estabelece a obrigatoriedade da instalação e manutenção de Salas Sensoriais em órgãos públicos de atendimento ao cidadão, concessionárias de serviços públicos e instituições financeiras.
A proposta garante espaços adequados para acolher pessoas neurodivergentes, como indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, paralisia cerebral e outras condições que exigem suporte sensorial durante o atendimento de seus responsáveis.
As Salas Sensoriais deverão contar com profissionais especializados e ambientes preparados para estímulos visuais, táteis e auditivos, seguindo os padrões estabelecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Nosso objetivo é assegurar mais dignidade, inclusão e acolhimento às pessoas com deficiência e suas famílias. O atendimento prioritário é um direito, mas também é necessário garantir condições adequadas para quem enfrenta longos períodos de espera”, afirmou Eduardo da Fonte.
Usuários de casas lotéricas relataram ao blog problemas causados por uma instabilidade dos sistemas da Caixa Econômica Federal, responsável pelos serviços operados nas unidades. As queixas incluem lentidão, interrupções no atendimento e falta de previsão para o restabelecimento dos sistemas.
Em uma lotérica localizada no Empresarial ETC, no Recife, clientes e funcionários enfrentaram dificuldades durante o atendimento no sábado (30) e nesta terça-feira (3). Segundo relatos, a instabilidade provocou filas, atrasos nos serviços e transtornos para usuários e trabalhadores das unidades.
A carteira de projetos estruturantes do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE) reúne 102 iniciativas com demanda estimada de R$ 144 bilhões em investimentos. Os números foram apresentados nesta quarta-feira (3), durante encontro promovido pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), no Recife, que reuniu representantes de governos estaduais, instituições financeiras e organismos de cooperação para discutir alternativas de financiamento e viabilização dos projetos.
As propostas foram indicadas pelos estados e integram o principal instrumento de planejamento regional coordenado pela Sudene. Entre os projetos previstos, 56 são voltados à ampliação da infraestrutura regional e concentram R$ 115,8 bilhões em investimentos, o equivalente a quase 80% do valor total da carteira. Pernambuco participa com seis projetos, estimados em R$ 19,9 bilhões. A Bahia concentra o maior número de iniciativas, com 30 projetos e demanda de R$ 39,5 bilhões, enquanto o Piauí reúne seis projetos que somam R$ 68,6 bilhões, o segundo maior volume de recursos previstos.
O encontro contou com a participação de representantes dos governos estaduais e de instituições como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS). “Estamos diante de um conjunto expressivo de projetos que exigirá articulação permanente entre planejamento, financiamento e execução”, afirmou o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre.
O deputado federal Luciano Bivar (MDB) causou polêmica após uma fala em que defende exterminar parte dos tubarões em Pernambuco, após os incidentes em que uma jovem de 19 anos e um menino de 11 anos foram mordidos nas praias de Boa Viagem e de Piedade, respectivamente. Os incidentes aconteceram em dois dias seguidos, no domingo (31) e na segunda-feira (1º).
Especialistas no assunto classificaram a fala como “absurda” e disseram que o extermínio da população de tubarões seria, além de ineficiente, uma medida “ecologicamente deturpada”, que causaria mais desequilíbrio ambiental.
Leia maisSomente neste ano, Pernambuco já contabiliza quatro pessoas mordidas por tubarões. Em janeiro, uma delas, um adolescente de 13 anos morreu após ser mordido na Praia Del Chifre, em Olinda. Nos casos mais recentes, as vítimas perderam uma das pernas.
O comentário de Luciano Bivar foi publicado num artigo de opinião no Blog do Magno. No texto, o deputado afirma que não sou biólogo nem ambientalista, mas que cresceu na Praia de Piedade, e que sempre houve “botos, cardumes infindáveis de sardinhas e peixes mil. Agora, nada disso”.
Ele acredita que o bioma das praias foi alterado pela “cadeia alimentar dos tubarões, em crescente proliferação”.
“Ou exterminamos um pouco desses tubarões, ou nossa fauna marinha de Piedade e Boa Viagem desaparecerá. No Quênia, em outras épocas, deram licenças para caçar elefantes que estavam causando impactos às florestas e savanas”, diz o texto.
Bivar também lamentou os incidentes e lembrou que, na juventude, nadava nas praias e sequer pensava em ser atacado. “Hoje, basta fazer uma vez. Ou nós controlamos essa proliferação ou adeus banhos de mar”, afirmou.
Em entrevista ao g1, Bivar reiterou a hipótese, e lembrou que, no Pantanal, a Justiça Federal autorizou o abate experimental de búfalos em áreas protegidas de Rondônia. Lá, no entanto, trata-se de uma espécie invasora, importada da Ásia como parte de um projeto fracassado do governo estadual.
“Você não vê mais tinteiro, não vê mais caravelas, não vê mais ouriços. Mas o que eu quero dizer é o seguinte, não era infectado dessas coisas. E a gente continua esperando, porque a gente está no habitat do tubarão, mas o habitat do tubarão também era das sardinhas, também eram dos xareus, dos camurins. Também era o habitat deles, e foram exterminados. […] Você tem que controlar, não pode deixar quem está no topo da cadeia alimentar não ter controle”, afirmou.
Questionado sobre discussões no Congresso Nacional sobre os incidentes com tubarão ou emendas parlamentares destinadas à questão, Bivar disse que pretende consultar ambientalistas sobre a possibilidade de abate dos tubarões e, possivelmente, dar andamento a projetos.
“Há um escritório de um ambientalista muito famoso, que é o Sérgio Buarque, pretendo falar com ele sobre esse assunto, se ele concorda. Se ele concordar, vou pedir a ele subsídios para a gente ver o que pode fazer para dar sustentabilidade ao governo e tomar medidas mais objetivas com relação ao controle dessa cadeia do ecossistema. Senão a fauna daqui de Piedade e Boa Viagem vai se acabar. […] E eu vou me consultar com o ambientalista para ver se tem algum projeto lá pronto para eu fazer a minha parte política e dar prosseguimento para a gente controlar isso”, disse.
Especialistas rejeitam alternativa
Segundo Danise Alves, secretária executiva do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), o extermínio da população de tubarões é uma ideia “absurda”. “Isso não é alternativa que exista. Alguns países tentaram, mas é ineficiente e ecologicamente deturpada”, explicou.
No Grande Recife, há seis espécies de tubarão, mas somente o tubarão-tigre e o tubarão-cabeça-chata estão relacionadas a incidentes — o primeiro mordeu a jovem de 19 anos na segunda-feira e o segundo, o menino de 11 anos, no domingo.
“O tubarão-tigre é migratório, frequenta áreas continentais e oceânicas. Se exterminar aqui, a população vai se manter e aumentar em outras áreas, porque eles migram constantemente. Já o cabeça-chata é mais residente, fica em águas rasas. Mas são predadores de topo. Se você os elimina, acaba eliminando as presas, porque elas vão se proliferar tanto que não vai ter alimento para se manterem. Isso vai prejudicar a pesca, o turismo e o equilíbrio marinho”, explicou.
Ainda segundo Danise Alves, a alternativa mais plausível para a ciência é a educação ambiental, a pesquisa e o monitoramento — que foi interrompido em 2015 e que deve ser retomado em junho pelo governo do estado, que lançou um edital no começo do ano para investimento nos estudos.
“Os pesquisadores vão começar a capturar os animais, inserir chips e soltar. No mar, vão implantar redes acústicas em locais onde há incidentes. Quando os tubarões passam perto, o chip se conecta ao dispositivo e armazena a posição geográfica daquele tubarão. Os pesquisadores vão entender melhor a dinâmica, se ficam aqui, se migram”, explicou.
Um dos responsáveis pelo monitoramento é o professor Paulo Oliveira, do departamento de Engenharia de Pesca da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Ele também conversou com o g1 e reiterou que monitoramento e educação ambiental são o melhor caminho.
“Exterminar uma determinada espécie nunca foi solução para nada. O tubarão ele não é um inseto, como o mosquito da dengue, e não é um animal exótico que está alterando o meio ambiente. Muito pelo contrário. Essa questão dos incidentes pode inclusive estar relacionada à alteração do meio que ele vive e a maneira como ele está respondendo”, disse.
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O Sextou, programa musical que ancoro às sextas-feiras no lugar do Frente a Frente, recebe nesta semana o cantor, compositor e poeta Maciel Melo, um dos principais representantes da música nordestina contemporânea. Natural de Iguaracy, no Sertão pernambucano, o artista construiu uma trajetória ligada à cultura popular nordestina, reunindo em suas composições temas como o sertão, o amor, a religiosidade e o cotidiano do povo nordestino.
O programa destaca seu mais recente trabalho, que traz canções como Antes de Forrar a Mesa, composta em parceria com Dorgival Dantas, Vida Severina, com César Amaral, Nem Veludo e Nem Cetim, com Zé da Flauta, e A Rosa e o Girassol, de sua autoria. Em clima de São João, Maciel fala sobre as novas músicas e os caminhos de uma carreira marcada pela valorização da cultura nordestina.
Ao longo da trajetória, teve músicas gravadas por artistas como Elba Ramalho, Dominguinhos, Santanna, Flávio José e Jorge de Altinho, consolidando-se como uma das vozes mais respeitadas da música produzida no Nordeste.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
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Em janeiro de 1997, durante uma reunião para formulação e refinamento do plano de governo do então prefeito do Recife, Roberto Magalhães, Sydia Maranhão, integrante do secretariado municipal à época; o então prefeito Roberto Magalhães; Raul Henry, que mais tarde viria a ocupar cargos como vice-prefeito do Recife, deputado federal e vice-governador de Pernambuco; e o engenheiro Fred Maranhão. A imagem integra o arquivo pessoal de Fred Maranhão, que a enviou para este quadro do blog.

