Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
O candidato ao Senado e deputado federal Eduardo da Fonte (PP) recebeu mais um importante apoio à sua candidatura. O prefeito de Bonito, Dr. Ruy, oficializou apoio a Eduardo da Fonte para o Senado Federal.
“Eduardo da Fonte tem um grande trabalho prestado a Pernambuco e tenho certeza de que levará essa atuação para o Senado Federal. Conheço de perto o seu compromisso com a causa a saúde e com Pernambuco. Pode contar com o nosso time nas ruas para defender o seu nome e trabalhar pela sua eleição ao Senado”, afirmou o prefeito.
A campanha de Breno Araújo, candidato a deputado estadual pelo PT, ganhou as ruas de Serra Talhada, ontem, com a inauguração do comitê de campanha marcada por uma grande motoada e pela participação da juventude.
O ato marcou oficialmente a abertura do espaço de campanha e reforçou o clima de mobilização para as eleições de 4 de outubro. “É muito simbólico começar essa caminhada aqui, em Serra Talhada, ao lado da nossa juventude e da nossa gente. A gente quer fazer uma campanha que esteja nas ruas, ouvindo as pessoas e apresentando um projeto que tenha Pernambuco como protagonista”, afirmou Breno Araújo.
Ligado ao campo político do presidente Lula, Breno tem apresentado sua candidatura como uma alternativa para ampliar a representação do Sertão na Assembleia Legislativa de Pernambuco e defender pautas como saúde, educação, geração de emprego e renda, proteção às mulheres e oportunidades para a juventude.
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Uma volta às origens. Os atos iniciais de campanha tanto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto do seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), tiveram a mesma característica. No caso de Lula, de maneira mais explícita, tanto que o comício em São Bernardo do Campo (SP) ganhou o título de “Onde tudo começou”.
Mas a escolha de Flávio Bolsonaro em fazer seu comício inaugural na Praia de Copacabana parece ter um propósito parecido. Foi ali que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, reuniu quando era presidente os maiores números de pessoas em seu favor. Temos, então, na principal disputa pelo Palácio do Planalto em outubro, duas propostas conservadoras. No sentido de proporem aos eleitores a continuidade de projetos. A de Lula, a continuidade do seu próprio projeto, desde o início dessa construção, há 47 anos.
Leia maisA de Flávio, a continuidade do projeto de direita proposto no país por Jair Bolsonaro. A entrada de Duda Lima como o marqueteiro da campanha de Flávio parece marcar uma mudança grande na estratégia. Se no começo Flávio procurou se apresentar como o Bolsonaro mais moderado, que tomou vacina, etc, o início da campanha de fato parece aprofundar a ideia de que ele é mesmo o representante do bolsonarismo raiz nesta campanha. Até porque – e isso pesou na escolha do tom – o Centrão resolveu ficar neutro.
Ou seja, se Flávio Bolsonaro mostra-se forte na disputa com Lula, é porque ele tem esses votos da direita, e não atraiu o centro. De nada adiantaria, então, ele tentar vestir a essa altura uma indumentária mais moderada. Desde a convenção, com a apresentação do avatar de Jair Bolsonaro, é ele a figura invocada por Flávio a todo momento. Como disse em Copacabana: “Eu sei que pareço com ele, mas é difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé”. Flávio parece, então, evocar a ideia de que será o representante do pai nestas eleições.
Um pouco, talvez, como foi Fernando Haddad o representante de Lula nas eleições de 2018. Agora, é Jair quem, em prisão domiciliar e inelegível, não pode disputar. Em 2018, quem estava preso e inelegível era Lula. Na ocasião, porém, Haddad perdeu a eleição para Jair Bolsonaro. Seguindo na linha de replicar seu pai, Flávio Bolsonaro faria uma motociata em Juiz de Fora (MG). Cancelou por causa do mau tempo.
A campanha de Lula também parece propor uma volta à origem. Em 2002, quando se elegeu pela primeira vez, o “Lulinha paz e amor” era alguém mais moderado, disposto a gestos para atrair o centro. Talvez agora pelo mesmo motivo de o Centrão ter declarado neutralidade, Lula propõe um retorno ao começo.
O convite de Lula é para a adesão a uma trajetória. Há, porém, em todo o discurso uma leitura subliminar. Não necessariamente essa volta à origem proposta significa uma radicalização de discursos e gestos agora. No discurso que fez, Lula se lembra da recusa dos metalúrgicos à proposta feita pelos empresários de reposição salarial na greve.
Lula defendia a proposta, mas os trabalhadores a recusaram. A opção foi radicalizar. O processo tornou-se mais duro, mas, do contrário, talvez não obtivesses as consequências políticas que produziu. Assim, o que Lula parece ter procurado demonstrar é que teria havido da parte dele um amadurecimento ao longo de todo esse caminho.
Curioso é que pode ser também pela linha da trajetória que Flávio Bolsonaro pode encontrar o caminho para bater em Lula. Esboça-se a ideia de mostrar que casos de corrupção surgiram sempre nos governos de Lula e do PT. Desde o Mensalão, em 2002, passando pelo “Petrolão” da Operação Lava Jato, e agora o filho do presidente, o Lulinha.
Novas informações sobre o envolvimento de Fábio Luiz Lula da Silva no escândalo do INSS, em diálogos com Roberta Luschinger, sócia do “Careca do INSS”, comprometem mais Lulinha. E a intenção de Flávio Bolsonaro é dizer que a corrupção, nesse caso, bateu à porta do Palácio do Planalto. E reforçar que assim tem sido desde 2002.
Estão, portanto, os eleitores diante de duas propostas conservadoras. O que as duas principais candidaturas sugerem é a adesão a modelos antes propostos. Se Lula propõe a continuação do que fez o PT, a antítese que Flávio propõe não é a novidade, mas o retorno ao sentimento de oposição a essa era que Jair Bolsonaro representou em 2018.
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O ex-deputado federal Maurício Rands inaugura, nesta quinta-feira (20), a partir das 19h, seu comitê de campanha na Avenida Governador Agamenon Magalhães, no Derby, no Recife. Filiado ao Avante, Rands tenta retornar à Câmara dos Deputados e entra na disputa com o espólio eleitoral deixado por Túlio Gadêlha, que foi um dos principais incentivadores de sua volta à política e da candidatura a um novo mandato federal. A inauguração do espaço marca mais um passo na estratégia de Rands para reconstruir sua presença eleitoral em Pernambuco e buscar uma vaga na Câmara nas eleições deste ano.
Fernando Balleroni, bisneto de Laura Cardoso, homenageou a atriz após a morte dela, aos 98 anos, hoje. Em um story no Instagram, ele publicou o anúncio da morte de Laura e escreveu “minha estrela”. Em outra publicação, na qual aparece fotografando a bisavó, disse: “Sempre juntos… até o final”.
A relação entre os dois também havia sido destacada pela própria Laura nas redes sociais. Em 2024, a atriz publicou uma mensagem sobre seu marido, Fernando Balleroni, que morreu em 1980 e foi ator, redator e diretor de novelas. O bisneto recebeu o mesmo nome em homenagem a ele.
Leia mais“Fernando Balleroni, meu falecido e amado marido, foi um grande ator, redator e diretor de novelas. Ele se foi muito cedo, mas seu legado continua vivo! Para manter essa maravilhosa memória, meu bisneto foi batizado com o seu nome: Fernando Balleroni. Tenho orgulho dessa história que atravessa gerações, trazendo uma conexão inimaginável”, publicou a atriz.
Em maio, Fernando também havia compartilhado uma publicação em que aparecia ao lado da bisavó em uma imagem produzida com inteligência artificial. Segundo ele, a ideia surgiu durante um almoço de Dia das Mães, quando Laura perguntou como os dois ficariam em uma representação feita com a tecnologia.
“No almoço de Dia das Mães, Laura (@atrizlauracardoso) me perguntou ‘como ficaríamos nessa tal de inteligência artificial?’ Mostrei o resultado e a resposta foi ‘adorei, posta’ – postado então! Feliz Dia das Mães!”
Laura Cardoso morreu na madrugada desta terça-feira, aos 98 anos, semanas antes de completar 99. A morte foi confirmada em uma publicação nas redes sociais no perfil da própria atriz: “Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso”. O velório ocorre hoje, das 8h às 14h, na Funeral Home, na Bela Vista, em São Paulo.
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Por Diana Câmara*
As redes sociais mudaram definitivamente a forma de fazer campanha eleitoral. Se antes candidatos dependiam principalmente do horário eleitoral, dos comícios e da militância nas ruas, hoje uma publicação feita por alguém com grande audiência pode alcançar milhares – ou milhões – de eleitores em poucos minutos.
Nesse cenário, os influenciadores digitais passaram a ocupar um espaço relevante também no debate político. E, em período eleitoral, surge uma pergunta cada vez mais frequente: um influenciador pode apoiar publicamente um candidato nas redes sociais?
Leia maisPoder, pode. Mas existe uma diferença fundamental entre apoio espontâneo e publicidade eleitoral remunerada. Esta última não pode.
A legislação eleitoral preserva a liberdade de manifestação política das pessoas naturais na internet. Isso significa que um influenciador, assim como qualquer eleitor, pode declarar seu voto, elogiar uma candidatura, compartilhar conteúdos, publicar fotos ou vídeos de apoio, utilizar hashtags, comparecer a atos de campanha e incentivar seus seguidores a conhecer determinado candidato.
O fato de possuir milhares ou milhões de seguidores não retira do influenciador sua condição de cidadão nem seu direito de participar do debate político.
E a regulamentação do Tribunal Superior Eleitoral deixa isso especialmente claro. A Resolução TSE nº 23.610/2019 estabelece que a manifestação espontânea de pessoas naturais na internet sobre matéria político-eleitoral, inclusive por meio de elogios ou críticas a candidatos e partidos, é admitida.
A norma vai além e reconhece expressamente a licitude da veiculação de propaganda eleitoral em canais e perfis de pessoas naturais que alcancem grande audiência na internet, observados os limites estabelecidos pela própria resolução. Também admite atos de mobilização destinados a ampliar organicamente a mensagem, como compartilhamentos simultâneos, convocação para eventos virtuais ou presenciais e utilização de hashtags.
Ou seja: ter muitos seguidores não transforma, por si só, uma manifestação política em propaganda irregular. O problema começa quando existe dinheiro, monetização ou alguma vantagem econômica por trás daquela publicação.
E isso precisa ficar claro também para os candidatos: uma campanha não pode contratar um influenciador para publicar propaganda eleitoral remunerada em seu perfil pessoal.
O art. 28 da Resolução TSE nº 23.610/2019, ao permitir a produção de conteúdo eleitoral por pessoa natural em blogs, redes sociais e outras aplicações da internet, estabelece expressamente duas vedações: a contratação de impulsionamento ou disparo em massa e a remuneração, monetização ou concessão de outra vantagem econômica como retribuição ao titular do canal ou perfil, seja ela paga pelos beneficiários da propaganda ou por terceiros.
Além disso, o art. 29, § 8º, da Resolução, com a redação vigente para as Eleições 2026, inclui entre as modalidades de propaganda eleitoral paga vedadas a contratação, sob qualquer modalidade, que ofereça direta ou indiretamente vantagem econômica a pessoas físicas ou jurídicas para realizarem publicações político-eleitorais em seus perfis, páginas, canais ou espaços semelhantes.
Na prática, isso impede que a campanha pague pelo conhecido “publipost eleitoral” e não adianta simplesmente dar outro nome à contratação. Pagamento por postagem, cachê, permuta, prêmio, bonificação ou qualquer vantagem econômica utilizada como contrapartida pela divulgação político-eleitoral pode atrair a incidência da proibição. Para as Eleições 2026, a regulamentação passou a mencionar expressamente, inclusive, mecanismos de competição, ranqueamento ou premiação que ofereçam vantagem econômica direta ou indireta em troca dessas publicações.
A lógica é relativamente simples: a influência política espontânea é legítima; a compra dessa influência para simular uma manifestação pessoal não é.
Há outra distinção importante. O influenciador pode ser contratado profissionalmente para prestar serviços à campanha, como produção de conteúdo, participação na elaboração de peças ou gravação de material destinado aos canais oficiais da própria campanha, desde que a contratação seja regular e devidamente contabilizada.
O que não se pode fazer é utilizar uma aparente contratação profissional como meio para remunerar o influenciador pela divulgação político-eleitoral em seus próprios perfis. Uma coisa é contratar o trabalho profissional daquela pessoa; outra, juridicamente distinta, é comprar o acesso à audiência que ela construiu em suas redes sociais pessoais.
Também merece atenção o impulsionamento. Ainda que esteja apoiando espontaneamente uma candidatura, o influenciador, como pessoa natural, não pode contratar impulsionamento de conteúdo eleitoral nem disparo em massa. A vedação consta expressamente do art. 28, IV, “b”, da Resolução TSE nº 23.610/2019.
O impulsionamento eleitoral permitido pela legislação possui regras próprias. Durante a campanha, a propaganda eleitoral paga na internet é, como regra, proibida, ressalvado o impulsionamento realizado nas condições legais, identificado de forma inequívoca e contratado exclusivamente por partidos políticos, federações, coligações, candidatos ou seus representantes.
E existe ainda um limite que vale para influenciadores, candidatos e qualquer outro usuário das redes: liberdade de expressão não significa liberdade para praticar ilícitos.
Conteúdos sabidamente inverídicos, ataques à honra, desinformação eleitoral e outras formas de abuso podem gerar responsabilização. Da mesma forma, mobilizações digitais que, em princípio, são legítimas não podem ser utilizadas para finalidades ilícitas, hipótese em que organizadores, criadores, distribuidores do conteúdo e participantes poderão responder na proporção de suas respectivas condutas.
Isso ganha dimensão ainda maior quando estamos diante de perfis com grande audiência. Quanto maior o alcance, maior pode ser a repercussão eleitoral de uma conduta irregular.
Por isso, campanhas e influenciadores precisam compreender que a legislação não proíbe a participação dessas novas lideranças digitais no processo eleitoral. Ao contrário: reconhece que pessoas com grande audiência também têm direito de se manifestar politicamente.
O que a norma procura impedir é que uma manifestação aparentemente espontânea seja, na realidade, publicidade eleitoral comprada.
O influenciador pode ter candidato. Pode declarar voto. Pode participar de ato político. Pode publicar foto, vídeo, opinião e conteúdo espontâneo de apoio. Pode mobilizar sua audiência organicamente dentro dos limites legais. O que não pode é vender esse apoio eleitoral para a campanha.
Nas eleições digitais, talvez essa seja a linha mais importante a ser observada: influência política pode ser exercida; influência política não pode ser comprada como publicidade disfarçada de opinião pessoal.
*Advogada especialista em Direito Eleitoral, pós-graduada em Direito e Processo Eleitoral e em Direito Público, presidente de honra do IDEPPE, coordenadora jurídica de várias campanhas eleitorais, ex-presidente da Comissão de Relações Institucionais da OAB-PE, membro fundadora da ABRADEP – Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político e atual candidata ao Quinto Constitucional da advocacia para o TJPE.
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Depois de priorizar três atos fechados em comitês na largada da campanha, Raquel Lyra (PSD) fez, na noite de ontem, sua primeira atividade de rua em Jardim São Paulo, na Zona Oeste do Recife. Em meio a um público não controlado, porém, a panfletagem da governadora terminou em protesto de moradores de comunidades afetadas pelas chuvas de maio deste ano, que não receberam o auxílio financeiro prometido pelo Governo de Pernambuco.
“Cadê meu auxílio, governadora?”, diziam alguns cartazes. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram que, ao ser abordada, Raquel tentou justificar a falta de pagamento, argumentando que foi feito “um recorte de pessoas que estavam muito necessitadas”. “Então foi um recorte que deixou de fora muita gente necessitada”, retrucou uma manifestante. “Vamos embora, que ela não vai resolver nada”, declarou outra mulher, que disse residir em uma comunidade no bairro de Apipucos.
Leia maisAlém de sofrer o revés do protesto, Raquel também não conseguiu mobilizar um grande público no ato em Jardim São Paulo. A agenda de campanha virou piada nas redes sociais. “Tem mais bandeira do que gente”, escreveu um internauta. Até mesmo aliados, como o candidato a deputado federal Daniel Coelho (PSD), tentaram passar a impressão de que tinha muita gente no local, mas precisaram recorrer a imagens fechadas. “Estou tendo que filmar ela de longe”, disse.
Em um dia em que caiu em pesquisas como a Real Time/BigData, Raquel mostrou que a organização de sua campanha está atrasada. Desde a manhã do domingo (17), João Campos vem reunindo multidões, como ocorreu no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, e em Brasília Teimosa, na Zona Sul da capital. Ontem, o local escolhido pelo candidato do PSB foi São Lourenço da Mata, onde foi recebido de forma calorosa ao lado de aliados como o prefeito Vinicius Labanca (PSB).
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Os bancários de Pernambuco aprovaram, na segunda-feira (17), a realização de uma paralisação por 24 horas nesta quinta-feira (20) e rejeitaram o modelo de reajuste apresentado pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). De acordo com a categoria, os bancos, até o momento, não apresentaram uma proposta global e índice de reajuste que contemple as reivindicações dos bancários.
Em Pernambuco, a proposta apresentada pela Fenaban foi rejeitada por 98,69% dos participantes, com 0,86% pela aprovação e 0,45% de abstenções. Já a paralisação foi aprovada por 91,63% dos votos, enquanto 3,40% votaram contra e 4,98% se abstiveram. A votação ocorreu em todo o país. As informações são do portal FolhaPE.
Leia maisA categoria argumenta, ainda, que a Fenaban apresentou um modelo de reajuste escalonado em três faixas salariais, com faixas de valores ainda não informadas, além de propor o congelamento do piso e uma redução do tíquete-alimentação, criando ainda uma diferença entre bancários de cidades de grande porte e trabalhadores de cidades menores do interior.
A decisão foi tomada em assembleia da categoria. “A categoria participou amplamente e deu o recado que não aceita uma proposta que desvaloriza, divide os trabalhadores e não reconhece a contribuição dos bancários para os resultados bilionários do sistema financeiro. A resposta será com mobilização e unidade em todo o país”, afirma Fabiano Moura, presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco.
Para o Sindicato dos Bancários de Pernambuco, o resultado demonstra a insatisfação da categoria com a postura dos bancos nas negociações e reforça a necessidade de avanços concretos na mesa, especialmente na valorização dos salários, pisos, tíquetes e demais direitos econômicos e sociais.
Com o resultado da assembleia, o Sindicato encaminhará a decisão da categoria pela paralisação do dia 20 de agosto. “Este é o momento de uma paralisação por adesão, forte, sem produção, sem vendas, em defesa da valorização, dignidade e respeito aos trabalhadores do sistema financeiro”, ressalta Fabiano Moura.
A minuta de reivindicações foi entregue à Fenaban no dia 24 de junho. A próxima rodada de negociação da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026 está agendada para esta terça-feira (18).
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Poder360
Surgiu mais um caso relacionado à operação Lava Jato que segue sendo válido na Justiça de outro país, apesar de tudo ter sido anulado pelo Supremo Tribunal Federal no Brasil. Desta vez, um tribunal de Londres decidiu que a agência britânica SFO (Serious Fraud Office) pode continuar a usar provas obtidas no Brasil para defender o confisco de 7,3 milhões de libras esterlinas de um ex-engenheiro da Petrobras acusado de repassar propinas a ex-colegas.
O Serious Fraud Office é um órgão governamental independente do Reino Unido que investiga e processa crimes econômicos complexos de alto nível, incluindo fraudes corporativas em larga escala, suborno e corrupção. O juiz Mark Weekes, do Tribunal da Coroa Britânica em Southwark (na região central de Londres), escreveu assim num trecho de seu despacho:
“Vale observar que esta situação – na qual uma autoridade judiciária do Estado requerido [Brazil] revoga, posteriormente e de forma ostensiva, a base jurídica interna para o compartilhamento de material de assistência jurídica mútua (MLA) que, à época, havia sido legitimamente compartilhado com o órgão de acusação do Reino Unido – é, na experiência deste Tribunal, bem como na dos advogados que atuam no caso e daqueles que os instruem, no mínimo, altamente incomum”.
O despacho é de 20 de maio de 2026, mas ficou conhecido só agora depois de a organização não governamental Spotlight on Corruption ter obtido o documento, que foi compartilhado com a Global Investigations Review, que publicou uma reportagem (exclusiva para assinantes) a respeito do caso.
A decisão da Justiça britânica foi num processo em que Mario Ildeu de Miranda, ex-engenheiro da Petrobras, apresentou um recurso contra o confisco civil de suas contas bancárias, decretado em 2023 sob a acusação de lavagem de dinheiro.
O cantor alagoano Sandro Becker, famoso pelos sucessos dos anos 80 “Julieta” e “Forró Malicia”, rompeu o silêncio sobre a prisão que cumpriu em março deste ano, em Caruaru, por causa de uma dívida de pensão alimentícia.
Em entrevista ao Frente a Frente, contestou a versão de que teria simplesmente deixado de pagar a obrigação e afirmou que, após a separação, sempre contribuiu financeiramente para os filhos. Segundo ele, o processo foi iniciado pela sua ex-esposa, em 2015, e corria em segredo de justiça.
Ele contou que a situação financeira se agravou durante a pandemia, quando perdeu contratos, vendeu ônibus e precisou encerrar a banda. “Não é que eu não pagasse. Eu sempre contribuí com a criação dos meus filhos, mas não havia um valor fixo nem um acordo na justiça”, explicou.
O cantor afirmou ainda que, durante anos, fez pagamentos de forma espontânea e arcou com despesas relacionadas à educação dos filhos. Com o avanço do processo, porém, a dívida teria chegado a R$ 518 mil. Sandro disse que chegou a oferecer um imóvel da família, avaliado à época em cerca de R$ 1.780.000, como forma de quitar o débito.
A situação se agravou quando peritos foram chamados para avaliar o imóvel. De acordo com o artista, um dos filhos teria impedido a entrada dos profissionais na residência. “Meu filho falou que ninguém ia entrar na casa para perícia nenhuma e se, tivesse ao redor, seria comido na bala”, relatou.
Em março, após realizar um show em Caruaru, Sandro foi abordado no dia seguinte por policiais enquanto participava de uma cerimônia. “A nossa missão é árdua”, teria dito um dos agentes ao apresentar a intimação. O cantor afirmou que não resistiu à prisão. “Cumpra-se, é o seu dever, e fui”, declarou.
Sandro passou 21 dias na Penitenciária de Caruaru. Segundo ele, não foi algemado nem transportado em camburão e permaneceu com o telefone durante o deslocamento, mantendo contato com familiares e advogados. Depois, cumpriu o restante da medida em casa, com tornozeleira eletrônica.
O cantor também criticou o efeito da prisão sobre sua vida profissional. Ele afirmou que tinha 12 shows contratados, mas não conseguiu realizar nenhum durante o período. “Como é que eu ia arranjar dinheiro com um pai de família, para arranjar dinheiro se ele está três meses dentro de uma cadeia?”, questionou.
Ao relembrar os 21 dias na penitenciária, Sandro resumiu a experiência de forma contundente. “Durante 21 dias, eu só fiz três coisas, ler, orar e chorar”. Para ele, a prisão não contribuiu para solucionar o problema. “Prisão não regenera ninguém, nem só atrapalha”, afirmou.
A atriz Laura Cardoso, referência da dramaturgia brasileira, morreu, aos 98 anos. A informação foi divulgada na madrugada de hoje, por meio de uma publicação nas redes sociais da própria artista.
“Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações”, escreveu o perfil da atriz no Instagram. “Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso”, concluiu o post em homenagem a atriz. As informações são do portal CNN.
Apesar de ter se aposentado de grandes produções desde 2020, Laura esteve recentemente no curta-metragem “Dona Rosinha”, de 2025, em que viveu a protagonista de mesmo nome.
Em mais de 80 anos de carreira, Laura Cardoso acumulou cinco prêmios Grande Otelo e mais de 100 títulos, entre eles “Fera Radical”, “Mulheres de Areia”, “A Viagem” e “Chocolate com Pimenta”. O funeral da atriz será realizado hoje, na Funeral Home, no bairro da Bela Vista, em São Paulo, das 8h às 14h.
Raquel afunda Túlio nas águas do Velho Chico
A presença da governadora Raquel Lyra (PSD), domingo passado, em Petrolina, só serviu para deixar ainda mais evidente o isolamento político de Túlio Gadêlha (PSD) na disputa por uma das vagas ao Senado na chapa governista.
No principal ato promovido pela família Coelho, Raquel apareceu ao lado apenas de Eduardo da Fonte (PP), dos principais integrantes do grupo político de Petrolina e de Mendonça Filho (PL), que não integra a chapa oficial e discursou ao lado da governadora.
O grupo Coelho, inclusive, oficializou apoio à reeleição de Raquel e às candidaturas de Eduardo da Fonte e Mendonça Filho ao Senado. Para quem conhece os meandros da política, a fotografia transmitiu uma mensagem muito clara: a candidatura do neodireitista Túlio Gadêlha, que já vinha enfrentando enormes dificuldades para ganhar musculatura, ficou ainda mais fragilizada, com a desfaçatez de sua maior incentivadora.
Leia maisÉ difícil imaginar uma cena mais simbólica para um candidato que deveria estar no palanque da governadora e que, no momento decisivo da largada da campanha, sequer apareceu na fotografia política mais importante do Sertão na largada da campanha de rua.
Túlio não apenas perdeu espaço. Em Petrolina, parece ter afundado de vez. E não foi no mar, mas nas águas turvas do Rio São Francisco, sob o olhar assombroso das carrancas de Ana das Carrancas.
As carrancas do Rio São Francisco são esculturas de madeira com rostos ferozes ou misteriosos, colocadas na frente dos barcos. Elas servem para afastar maus espíritos, proteger os barqueiros das fortes correntezas e garantir uma viagem segura no “Velho Chico”. São, na verdade, o grande símbolo da cultura e da arte do povo ribeirinho.
PORTO COM DA FONTE – O presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto (MDB), e o candidato a deputado federal Gabriel Porto, seu filho, declararam, ontem, apoio à candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) ao Senado Federal, dez dias após romperem politicamente com a ex-deputada federal Marília Arraes (PDT), que também disputa uma das duas vagas de Pernambuco à Casa Alta. No anúncio, pai e filho destacaram a atuação política de Eduardo e o trabalho desenvolvido em Pernambuco, especialmente na área da saúde.

Melhor do que o de Raquel – Do candidato do PSB, João Campos, ontem, em sabatina para o sistema JC: “Estou pronto para fazer um governo muito melhor do que hoje é feito em Pernambuco. A sensação que eu tenho é que se gasta muita energia com a disputa política pequena, muitas vezes perseguindo o adversário, brigando entre os poderes, em vez de construir um cenário harmônico de crescimento e de força política para o Estado”.
Esvaziamento na estreia – A estreia do candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, nas ruas com um ato para cerca de nove mil pessoas em Copacabana, segundo dados do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap, provocou uma avaliação crítica dentro do próprio partido sobre o formato escolhido para as próximas mobilizações da campanha presidencial. Sem Jair Bolsonaro e nomes com forte capacidade de mobilização da base, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o pastor Silas Malafaia, o presidenciável ocupou o mesmo palco de manifestações maiores promovidas pelo pai nos últimos anos e deixou, na avaliação de integrantes do PL, uma imagem de esvaziamento que poderia ter sido evitada.
Dino intervém no Maranhão – O ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Marcelo Tavares, assumiu, ontem, a presidência do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) após a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afastou do cargo o conselheiro Daniel Itapary Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão (MDB). Daniel é citado no inquérito que apura a tentativa de obstrução de justiça no assassinato do empresário maranhense João Bosco Sobrinho, em 2022.

Gestão desaba teto – Na saúde, a gestão de Raquel já tem uma marca: a de desabar teto de hospitais. Ontem, mais um veio abaixo, desta feita na sala laranja de emergência clínica do Hospital da Restauração, por volta de meio-dia. Quase caiu na cabeça dos pacientes, que foram transferidos às pressas para outra área. A diretoria da maior emergência do Estado abafou o caso e chegou até a ameaçar quem passasse qualquer informação. Que horror!
CURTAS
ORÇAMENTO – A Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação da Assembleia Legislativa tem reunião hoje para discutir e votar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2027, enviado pelo Poder Executivo no fim de julho. O colegiado também realiza duas audiências públicas para tratar do projeto e do Relatório de Gestão Fiscal do 1º Quadrimestre de 2026.
LEGADO – Do presidente da Amupe, Pedro Freitas, ontem, na Rádio Folha: “O maior legado da Amupe é representar os 184 municípios pernambucanos, isto só é possível se deixarmos a discussão eleitoral de fora dos portões da assembleia. Já em Aliança, vou defender o grupo político que tem dado sustentação ao mandato”.
MEDALHA – Haverá sessão solene, amanhã, na Assembleia Legislativa para entrega da Medalha Joaquim Nabuco, em um evento aberto ao público. As condecorações são relativas aos exercícios legislativos de 2025 e 2026. Trata-se da mais alta comenda concedida pelo Poder Legislativo estadual.
Perguntar não ofende: Qual será o próximo teto a desabar?
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