Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Por Felipe Fernandes – g1
O cantor Gusttavo Lima cancelou, por duas vezes, o show que faria em Surubim, no Agreste de Pernambuco, durante a programação de São João. A primeira apresentação, marcada para 18 de junho, foi cancelada sob a alegação de descumprimento do contrato pelos contratantes. A segunda, no último sábado (27), foi cancelada sob a alegação de intoxicação alimentar.
Publicamente, a história foi contada assim: o artista disse que estava com uma “diarreia absurda”, pediu perdão ao público e informou que iria devolver o cachê da apresentação. “Galera de Surubim, mil desculpas por não comparecer ao show de hoje. Intoxicação alimentar. Traduzindo, caganeira mesmo”, publicou nas redes sociais.
Do outro lado, o prefeito Cleber Chaparral (União Brasil) subiu ao palco da festa e chamou o cantor de “ladrão” após ser informado da segunda desistência. No dia seguinte, contestou a afirmação de que o cachê havia sido devolvido integralmente.
Leia maisNos bastidores, entretanto, produtores envolvidos na contratação afirmam que os problemas começaram bem antes da doença alegada pelo artista. Procurado pelo g1, Gusttavo Lima não respondeu até a última atualização desta reportagem.
Segundo o produtor Bruno Rego, sócio da BG Promoções, o impasse começou por causa do patrocínio da festa. A empresa contratou o cantor para o São João de Petrolina e, em Surubim, atuou como intermediária entre a prefeitura e a equipe do artista. De acordo com Rego, Gusttavo Lima teria se recusado a subir ao palco na primeira data do show ao identificar a marca VaideBet entre os patrocinadores do evento.
O cantor já teve vínculo com a casa de apostas, mas atualmente é patrocinado pela Aposta Ganha, concorrente da empresa. Na ocasião, a equipe do artista anunciou o cancelamento e divulgou uma nota sobre o caso.
“Ao chegar ao local do evento, nossa equipe constatou o descumprimento de itens previstos em contrato (…), entre eles a veiculação da imagem do artista junto à marca da empresa VaideBet, associação que, por princípio, o artista não autoriza em nenhuma circunstância”. Apesar da divergência, Gusttavo Lima e os contratantes voltaram a negociar e chegaram a um acordo para remarcar a apresentação para 27 de junho.
‘DOBRADINHA’ EM CARUARU
Na nova data, Gusttavo Lima manteve uma agenda apertada. Às 22h, apresentou-se no Pátio do Forró, em Caruaru. Depois seguiria para Surubim, distante cerca de 80 quilômetros, conforme combinado. A apresentação, como se sabe, não ocorreu. O cantor deixou Caruaru em direção ao Aeroporto do Recife e, de lá, seguiu para Goiânia (GO).
Rego afirma que, após os desentendimentos envolvendo as casas de apostas, surgiram novas divergências durante a preparação do segundo show. Segundo ele, a equipe do cantor solicitou, entre outras mudanças, a retirada de bandeirolas que exibiam a marca da VaideBet espalhadas pelo evento. Também demonstrou insatisfação com a ordem das atrações da festa.
Após o adiamento, Gusttavo Lima acabou sendo “encaixado” para se apresentar após Luan Santana, por volta da 0h, já na madrugada de domingo. “O primeiro cancelamento foi por causa de bet. O segundo, por birra”, diz o produtor, em entrevista ao g1.
MAL-ESTAR ENTRE PRODUTORES
A BG Promoções é responsável por grandes eventos no Nordeste, como a ExpoCrato, no Cariri (CE), e o Carnaval Boa Viagem, camarote privado na Zona Sul do Recife (PE), onde Gusttavo Lima já se apresentou algumas vezes.
Diante da sequência de acontecimentos, Rego afirma que não pretende mais contratar o cantor enquanto não houver uma retratação pública. “Ele é um artista gigantesco e muito respeitado no mercado. Mas hoje eu não contrato mais. Quem garante que ele não vai cancelar de última hora de novo?”
A empresária Manoela Furtado Rego, sócia da BG, também criticou a postura do cantor. “Foi uma situação de ego, vaidade e irresponsabilidade. É muito fácil para quem tem o poder do microfone contar apenas a versão que lhe convém”, afirmou em suas redes sociais.
CACHÊS MILIONÁRIOS
Durante o São João, Gusttavo Lima foi um dos artistas mais bem pagos do circuito nordestino. Em Petrolina, recebeu R$ 1,5 milhão pela apresentação realizada no dia 20 de junho (o maior cachê entre os mais de 100 artistas que se apresentaram na cidade durante o período). Em Surubim, seu contrato previa pagamento de R$ 1,3 milhão.
Após o vaivém de versões sobre o caso, a prefeitura da cidade informou que o episódio ainda não está encerrado e que adotará as medidas administrativas e jurídicas cabíveis.
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O deputado federal Túlio Gadelha defendeu, nesta semana, a reeleição do senador Fernando Dueire (MDB) durante agenda para a inauguração de um equipamento de saúde em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife. O gesto reforça as articulações em torno da disputa pelas vagas ao Senado na chapa governista, em um cenário ainda marcado por indefinições.
Nos bastidores, Dueire tem intensificado as conversas políticas e, segundo fontes, cobrado da governadora Raquel Lyra um gesto de reconhecimento pelo apoio que afirma ter prestado ao seu projeto político e ao governo. A definição das duas vagas ao Senado segue sem consenso, com diferentes movimentações entre aliados e sinais divergentes sobre a composição da chapa para as eleições de 2026.
O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) identificou elementos considerados suficientemente relevantes para determinar a abertura de uma Auditoria Especial sobre o contrato de R$ 185,2 milhões firmado pela Secretaria de Educação de Pernambuco com a empresa CETUS Construtora Ltda., por meio de adesão (“carona”) a uma ata de registro de preços do Estado de Minas Gerais. Durante boa parte da vigência do contrato, a empresa permaneceu declarada inidônea em decorrência de sanções aplicadas em outros contratos com o poder público, informação revelada com exclusividade pelo portal Metrópoles.
Na decisão, o conselheiro Rodrigo Novaes afirma que a instauração da Auditoria Especial era indispensável diante da gravidade dos fatos e do risco de dano ao erário. Como os pagamentos já haviam sido realizados, o objetivo da investigação passou a ser verificar a regularidade da execução contratual e subsidiar decisões sobre a continuidade do contrato. Um dos pontos que mais chamou atenção foi o posicionamento da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que apresentou nove ressalvas ao processo e, diante das inconsistências identificadas, deixou de emitir parecer jurídico favorável à contratação.
Leia maisA representação encaminhada ao Tribunal relaciona uma série de indícios que motivaram a investigação. Entre eles estão sobrepreço de até 274% na instalação de aparelhos de ar-condicionado, pagamentos em duplicidade mediante reutilização das mesmas fotografias em boletins de medição, supermedição de serviços, divergência de aproximadamente R$ 21,6 milhões entre os boletins de medição e os valores liquidados pelo Estado, suspeitas de subcontratação irregular, questionamentos sobre a representação legal da empresa e a contratação de uma empresa que possuía sanção administrativa aplicada por outro ente público.
O próprio relator registra que esses elementos, embora ainda dependessem de instrução processual, revelavam risco concreto de dano ao erário, razão pela qual considerou imprescindível aprofundar a investigação por meio de uma Auditoria Especial. Depois, a Primeira Câmara do TCE confirmou parte das preocupações levantadas na fase cautelar. O processo foi julgado irregular e o Tribunal concluiu que a Secretaria de Educação incorreu em graves falhas de planejamento e governança.
Em seu voto, o conselheiro relator afirmou que a contratação emergencial decorreu de uma “emergência fabricada”. Segundo o Tribunal, o processo licitatório iniciado em agosto de 2022 permaneceu sem conclusão por mais de dois anos, sendo posteriormente arquivado. Para o relator, a situação emergencial utilizada para justificar a contratação não decorreu de fatos imprevisíveis, mas da própria ausência de planejamento da Administração.
O acórdão também aponta deficiência nos estudos técnicos, pesquisas de preços insuficientes, fragilidade documental, falhas na fiscalização dos contratos e utilização inadequada de instrumentos administrativos excepcionais. Como consequência, foram aplicadas multas de R$ 16 mil a quatro gestores da Secretaria de Educação, incluindo o atual secretário, Gilson José Monteiro Filho.
Poucos dias após o julgamento do Tribunal, no sábado, 13 de junho, data em que a Seleção Brasileira estreava na Copa do Mundo e o noticiário nacional estava concentrado na competição, o Governo de Pernambuco publicou a exoneração de Roberto Vicente Ferreira, então secretário executivo responsável pelo acompanhamento das obras da Secretaria de Educação. A exoneração ocorreu em meio ao avanço das investigações do TCE.
Enquanto o Tribunal aprofundava a investigação documental, deputados estaduais e federais iniciaram uma série de inspeções presenciais em unidades da rede estadual, comparando os boletins de medição com a situação encontrada nas escolas. As vistorias realizadas em municípios como Abreu e Lima, Igarassu, Recife e Camaragibe passaram a revelar um padrão semelhante ao apontado nos documentos encaminhados ao TCE.
Na Escola Pastor Amaro de Sena, em Abreu e Lima, foram apresentados documentos indicando gastos superiores a R$ 450 mil, enquanto a unidade ainda apresentava infiltrações, quadra deteriorada, mofo, lixo acumulado e questionamentos sobre um pagamento de aproximadamente R$ 155 mil referente à substituição de um telhado cuja estrutura permanecia aparentemente a mesma.
Na Escola Aderbal Jurema, em Igarassu, foram exibidos dois boletins de medição de cerca de R$ 82 mil cada, contendo as mesmas planilhas, medições e fotografias. Uma das imagens utilizadas como comprovação do serviço era anterior à assinatura do contrato com a CETUS.
Outras fiscalizações identificaram pagamentos elevados por estruturas metálicas, pinturas e alambrados que, segundo os documentos apresentados durante as inspeções, não correspondiam às condições efetivamente encontradas nas escolas. Em diferentes unidades também foram apontadas a reutilização de fotografias, a repetição de medições e quantitativos considerados incompatíveis com as dimensões reais das estruturas.
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Um grupo de estudantes do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), Campus Recife, lançou uma campanha de arrecadação para viabilizar a participação na YaleMUN Brasil, simulação da Organização das Nações Unidas (ONU) organizada por estudantes da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. O evento será realizado entre os dias 14 e 16 de agosto, em Brasília. Segundo o grupo, o IFPE é a única instituição pública de Pernambuco selecionada para levar uma delegação à conferência, mas os recursos institucionais não são suficientes para custear passagens aéreas, hospedagem e alimentação dos participantes.
A campanha, organizada pelo Clube de Relações Internacionais Sérgio Vieira de Mello (CRI-SVM), tem como meta arrecadar R$ 30 mil. Durante a conferência, os estudantes representarão diferentes países em debates sobre temas como mineração responsável, extração de petróleo na Amazônia e desenvolvimento de economias dependentes de commodities. “Vivenciar esses debates nos mostra que temas complexos podem ser compreendidos e resolvidos de forma prática. O Clube CRI-SVM traduz a política internacional para a nossa realidade e abre portas que antes pareciam inacessíveis para estudantes da rede pública”, afirmou a estudante Victória Fontes.
Criado em 2019 e oficializado em 2021, o Clube de Relações Internacionais Sérgio Vieira de Mello promove atividades voltadas ao ensino de geopolítica, liderança, negociação e oratória. Integrantes do projeto já participaram de simulações internacionais, incluindo eventos em Harvard, e agora buscam garantir a presença da nova delegação na YaleMUN Brasil.
Serviço
Campanha: Vakinha para participação do CRI-SVM na YaleMUN Brasil
Meta: R$ 30 mil
Como contribuir: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/cri-svm-na-yalemun-brasil-iidv-mun-sergio-vieira-de-mello?utm_source=google.com
Instagram do CRI-SVM: https://www.instagram.com/cri_svm?igsh=MTZ2cW56MW4wdzA4OA%3D%3D
Beneficiários do Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Pernambuco (SASSEPE) denunciaram ao blog a suspensão de consultas, exames e atendimentos em hospitais, clínicas e laboratórios credenciados em diferentes municípios do Estado. Uma das pacientes, que aguarda uma cintilografia do joelho para avaliação de uma nova cirurgia, recebeu um comunicado informando que não há prestadores disponíveis para a realização do exame solicitado.
No comunicado encaminhado à beneficiária, o SASSEPE informou que a Gerência de Credenciamento está ciente da demanda e realiza negociações, em conjunto com outros setores do instituto, para ampliar a rede credenciada. O órgão também informou que publicou um chamamento público para o credenciamento de clínicas e hospitais interessados e que busca novos prestadores para especialidades atualmente sem atendimento disponível.
Além da denúncia encaminhada ao blog, usuários também relatam nas redes sociais a suspensão de atendimentos em hospitais, clínicas e laboratórios credenciados em municípios como Pesqueira, Arcoverde e Camaragibe. Entre as reclamações estão o cancelamento de consultas, a interrupção de exames e a suspensão de atendimentos médicos e de urgência. Segundo os beneficiários, alguns serviços foram suspensos por tempo indeterminado.
O ex-governador do Piauí, ex-senador, ex-ministro de Estado e ex-deputado federal, Hugo Napoleão, lança, no próximo dia 27 de agosto, às 19h, em Brasília, a autobiografia “O Parnaíba Tem Feitiço (A Vida de um Piauiense)”. A obra reúne memórias pessoais e políticas do autor, que construiu uma trajetória marcante na vida pública brasileira, narrando episódios de sua infância, formação e das décadas dedicadas ao serviço público.
O lançamento será realizado na sede do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHG-DF), localizada na SEPS EQ 703/903, Conjunto C, e contará com a presença do presidente da instituição, José Theodoro Menck, e do presidente da Academia Brasiliense de Letras, Fabio de Sousa Coutinho, além de acadêmicos e convidados. Publicado pela Editora CEAT, o livro tem prefácio de José Sarney e apresenta um relato autobiográfico que resgata a história de vida de Hugo Napoleão e sua relação com o Piauí.
Hoje, o deputado federal Fernando Monteiro (PSD) entregou tratores destinados a associações rurais de dez municípios pernambucanos no Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), em uma ação realizada em parceria com o Governo de Pernambuco. A iniciativa fortalece a agricultura familiar, amplia o apoio aos trabalhadores do campo e garante melhores condições para o desenvolvimento das atividades agrícolas nas comunidades beneficiadas.
As associações rurais que ficam localizadas nos municípios de Caruaru, Ouricuri, Dormentes, Moreilândia, Granito, Sertânia, Betânia, Paranatama, Lajedo e Iati receberam os equipamentos, que irão contribuir para aumentar a produtividade no campo, reduzir custos para os agricultores e impulsionar o desenvolvimento econômico das regiões atendidas.
Fernando Monteiro destacou a importância da parceria com a governadora Raquel Lyra para fortalecer o setor agrícola no Estado. “Hoje é um dia muito especial. Estamos entregando tratores que vão beneficiar associações e fortalecer o trabalho de centenas de agricultores pernambucanos. Agradeço à governadora Raquel Lyra pela parceria e pelo compromisso de trabalharmos juntos em favor de quem vive e produz no campo, levando mais desenvolvimento, dignidade e oportunidades para o interior de Pernambuco”, afirmou o parlamentar.
O município de Gravatá recebe, nos dias 3 e 4 de julho, a partir das 17h, a segunda edição do Festival Curta Gravatá, que será realizado no Salão Cultural Dinho, com entrada gratuita. O evento reunirá mostras de filmes de animação, ficção e documentários, além de debates e atividades culturais voltadas para toda a família, cineastas, estudantes e amantes do cinema.
Nesta edição, o festival homenageia Cláudio Castanha e tem como proposta fortalecer a produção audiovisual e ampliar o acesso à cultura no município. A realização é do Ponto de Cultura Sol Brilhante, com apoio de instituições culturais e da Prefeitura de Gravatá.
Diário do Nordeste
Às vésperas da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às obras da Transnordestina, em Quixeramobim, no interior do Ceará, a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) antecipou o cronograma de liberação de recursos para a construção ferrovia. O montante de R$ 1,6 bilhão, cujas parcelas seriam divididas entre 2026 (R$ 1 bilhão) e 2027 (R$ 600 milhões), será disponibilizado ainda em 2026.
A primeira parte desse valor – R$ 600 milhões – será disponibilizada hoje, durante visita de Lula. O presidente vem ao Ceará para a inauguração oficial dos lotes 4 (Acopiara – Piquet Carneiro) e 5 (Piquet Carneiro – Quixeramobim) da ferrovia. As informações são do diretor de Fundos, Incentivos e de Atração de Investimentos da Sudene, Wandemberg Almeida.
Leia maisEle explica que a mudança se trata de um ajuste do cronograma original de liberação de recursos para a Transnordestina Logística S.A. (TLSA), concessionária responsável pela construção e operação da ferrovia.
“Está faltando R$ 1,6 bilhão, mas estamos liberando agora R$ 600 milhões. A expectativa é de que possamos liberar ainda em 2026 o restante do recurso para que a obra seja concluída dentro do prazo. Está bem avançada e em operação em alguns trechos, com geração de empregos e instalação de empresas”, declara.
Investimento total na Transnordestina chega a R$ 15 bilhões
O recurso de R$ 1,6 bilhão é a última parte do financiamento de R$ 3,6 bilhões adicionados financiados pela TLSA no fim de 2024 para a construção da ferrovia no Ceará.
A expectativa era de que o montante fosse liberado em quatro parcelas: três de R$ 1 bilhão anualmente entre 2024, 2025 e 2026, e os R$ 600 milhões restantes seriam disponibilizados apenas em 2027.
O montante faz parte do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), cujas cifras para a Transnordestina são administradas pela Sudene. Até o momento, foram aplicados R$ 5,8 bilhões do FDNE.
Os recursos públicos para a ferrovia são apenas parte do montante aplicado nas obras. Segundo declarações recentes da TLSA, o custo atual da Transnordestina gira em torno de R$ 15 bilhões, totalizando dinheiro governamental e privado.
Veja o cronograma atualizado da liberação financeira do FDNE:
Segundo semestre de 2026*: R$ 1 bilhão.
* Previsão.
Como está o cronograma de obras da Transnordestina?
Construída em lotes entre Piauí, Pernambuco e Ceará há mais de 20 anos, a ferrovia chega oficialmente ao Sertão Central.
O cronograma atualizado de obras da Transnordestina aponta que todos os trechos no Ceará estão em obras, e a expectativa é de que a ferrovia seja concluída até Quixadá ainda neste ano.
A perspectiva é de que a ferrovia seja completamente entregue até o fim de 2027. Vale ressaltar que o trecho piauiense, entre São Miguel do Fidalgo e Eliseu Martins, também está em obras.
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Por Janguiê Diniz*
Em ano de Copa do Mundo e de eleições presidenciais, é inevitável que dois dos temas mais comentados pelos brasileiros ocupem espaço nas conversas, nas redes sociais e nos meios de comunicação. Embora ambos despertem interesse coletivo e mobilizem milhões de pessoas, existe uma diferença fundamental entre eles: enquanto o futebol é movido pela paixão, pela emoção e pela torcida, a política deveria ser guiada pela razão, pela análise e pela responsabilidade.
Torcer por uma seleção é um exercício legítimo de emoção. O futebol faz parte da cultura brasileira e desperta sentimentos intensos de pertencimento, identidade e entusiasmo. Durante uma Copa do Mundo, é natural que as pessoas defendam seu time, celebrem vitórias, lamentem derrotas e vivam intensamente cada partida. Nesse contexto, a paixão faz parte do espetáculo. Já as eleições seguem uma lógica completamente diferente. Quando um cidadão escolhe um presidente, um governador, um senador ou um deputado, não está escolhendo um time para torcer durante uma temporada. Está ajudando a definir os rumos do país, da economia, da educação, da saúde, da segurança pública e de inúmeras outras áreas que impactam diretamente a vida de milhões de pessoas.
Leia maisApesar disso, o que se observa cada vez mais é uma espécie de “futebolização” da política. Candidatos passam a ser tratados como ídolos intocáveis. Adversários são vistos como inimigos. O debate de ideias dá lugar aos confrontos emocionais. A análise racional é substituída por slogans, memes e ataques pessoais. Em vez de eleitores, surgem torcedores. Essa transformação é preocupante porque o fanatismo raramente convive bem com o pensamento crítico. O torcedor costuma defender seu time independentemente do desempenho em campo. O eleitor, por outro lado, deveria ser capaz de avaliar, questionar, concordar em alguns pontos e discordar em outros. A democracia saudável depende justamente dessa capacidade de reflexão.
Quando a política se transforma em torcida organizada, perde-se algo essencial: a disposição para ouvir. O diálogo se torna impossível. Cada grupo passa a consumir apenas informações que confirmam suas próprias crenças. O adversário deixa de ser alguém que pensa diferente e passa a ser tratado como alguém que precisa ser derrotado a qualquer custo. Esse comportamento enfraquece o debate público e empobrece a democracia. Afinal, nenhum candidato é perfeito, assim como nenhum projeto político está livre de falhas. A maturidade democrática exige reconhecer virtudes e limitações em todos os lados. Exige compreender que governantes são servidores públicos, não celebridades ou líderes infalíveis.
Por isso, uma eleição presidencial exige um nível de responsabilidade muito maior do que uma simples preferência emocional. Antes de votar, é importante analisar a trajetória dos candidatos, sua experiência administrativa, sua capacidade de liderança, suas propostas, suas equipes e sua visão para o futuro do país. É preciso observar o histórico de realizações, a coerência entre discurso e prática e a viabilidade das promessas apresentadas.
Mais do que escolher uma pessoa, o eleitor escolhe um projeto de poder e uma direção para a nação. Cada candidatura representa prioridades diferentes, estratégias distintas e formas particulares de enfrentar os desafios nacionais. Algumas propostas podem privilegiar determinadas áreas; outras podem adotar caminhos alternativos. Cabe ao cidadão avaliar essas diferenças com atenção e decidir, de forma consciente, qual projeto considera mais adequado para o futuro do país. A boa política não nasce da paixão cega, mas da participação consciente. Ela exige informação, reflexão e disposição para analisar fatos. Isso não significa abandonar convicções ou valores pessoais. Pelo contrário. Significa fundamentar essas convicções em argumentos sólidos e em uma avaliação responsável da realidade.
Também é importante compreender que o resultado de uma eleição não encerra a responsabilidade do cidadão. A democracia não termina na urna. Governantes devem ser acompanhados, fiscalizados e cobrados durante todo o mandato. Quem vota de forma consciente também exerce cidadania de forma contínua.
Em tempos de polarização intensa, talvez seja necessário resgatar uma verdade simples: candidatos não são times de futebol. Eles não precisam de torcedores incondicionais. Precisam de cidadãos atentos, críticos e participativos. O Brasil não ganha quando um lado humilha o outro. Ganha quando a população faz escolhas informadas e mantém a capacidade de diálogo, mesmo diante das divergências.
Neste ano em que Copa do Mundo e eleições dividem as atenções dos brasileiros, vale lembrar que a arquibancada é o lugar da paixão. A cabine de votação, por sua vez, deve ser o espaço da consciência. Porque, enquanto um resultado esportivo produz alegrias ou frustrações passageiras, uma eleição tem o poder de influenciar o destino de uma nação por muitos anos. E o futuro de um país é importante demais para ser decidido como se fosse uma partida de futebol.
*Fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group; diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular
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O Vaticano excluiu, hoje, a Fraternidade São Pio X (SSPX), grupo católico ultraconservador que desafiou o papa Leão XIV, da Igreja Católica. A Santa Sé anunciou ainda a excomunhão dos bispos ligados à organização, declarou inválidos os sacramentos celebrados por eles e orientou os fiéis a não aderirem ao grupo. As informações são do portal G1.
Segundo o Vaticano, a Fraternidade São Pio X está oficialmente “em cisma” com a Igreja Católica, o que significa que a entidade foi oficialmente separada da ordem da Igreja. A decisão foi anunciada um dia após a fraternidade desafiar o papa Leão XIV ao ordenar quatro bispos sem autorização da Santa Sé, em uma cerimônia realizada em Écône, na Suíça, considerada pelo Vaticano um “ato cismático”.
Leia maisA Fraternidade São Pio X defende o retorno das missas em latim e rejeita parte das reformas adotadas pelo Vaticano há mais de 60 anos. Além da excomunhão dos bispos, o Vaticano advertiu os católicos de todo o mundo que a Fraternidade São Pio X agora celebra sacramentos de forma ilícita e não pode oficiar casamentos nem ouvir confissões com validade perante a Igreja Católica.
A Santa Sé também afirmou que os padres e fiéis leigos que aderirem ao grupo ultraconservador dissidente passam a ser considerados em situação de cisma e excomungados.
Antes da ordenação, Leão XIV havia feito um último apelo ao superior da Fraternidade São Pio X, o padre Davide Pagliarani, para que desistisse da cerimônia. Em carta divulgada pelo Vaticano, o pontífice pediu que o grupo “renunciasse ao projeto” e alertou para as consequências da decisão. Foram consagrados quatro novos bispos – dois franceses, um norte-americano e um suíço – diante de milhares de fiéis reunidos na sede da fraternidade.
Segundo a Santa Sé, a ordenação de bispos sem o consentimento do papa rompe a comunhão com a Igreja Católica. Com a decisão anunciada nesta quinta, o Vaticano afirma que os bispos da fraternidade estão excomungados, que os sacramentos celebrados por eles são inválidos e que padres e leigos que aderirem ao grupo também passam a ser considerados em cisma.
Grupo rejeita reformas da Igreja
A Fraternidade São Pio X reúne católicos tradicionalistas que defendem a reversão de mudanças promovidas pelo Concílio Vaticano II.nEntre as principais bandeiras do grupo estão o retorno das missas em latim, celebrações com o padre voltado para o altar – de costas para os fiéis – e a rejeição de parte das reformas litúrgicas e pastorais adotadas pela Igreja nas últimas décadas.
A decisão do Vaticano marca uma nova escalada na crise entre a Santa Sé e a Fraternidade São Pio X, considerada o maior grupo dissidente do catolicismo tradicionalista.
O que defende a Fraternidade São Pio X?
Fundada em 1970 pelo bispo francês Marcel Lefebvre, a Fraternidade São Pio X surgiu em oposição às mudanças promovidas pelo Concílio Vaticano II, realizado entre 1962 e 1965.
O concílio marcou uma das maiores reformas da história recente da Igreja Católica. Entre as mudanças, as missas deixaram de ser obrigatoriamente celebradas em latim e passaram a ser realizadas na língua de cada país. Os padres também passaram a celebrar voltados para os fiéis, e a Igreja ampliou o diálogo com outras religiões.
A fraternidade, porém, considera que essas reformas descaracterizaram a tradição católica. O grupo defende a preservação da liturgia anterior ao Concílio Vaticano II e uma interpretação mais rígida da doutrina da Igreja.
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Em Reunião Plenária da AGE Permanente, realizada ontem, na sede do Sindifisco-PE, auditores fiscais do Tesouro Estadual e julgadores administrativo tributários de Pernambuco decidiram, por unanimidade, desempenhar suas atividades no estrito cumprimento do dever legal, a partir de hoje.
A deliberação ocorre após mais um ato do Governo Raquel Lyra que atenta contra os direitos dos trabalhadores do Fisco do Estado. “Após meses de diálogo e promessas formais, fomos surpreendidos por mais um ato de descaso da atual gestão. A governadora enviou à Assembleia Legislativa o PLC nº 4212 (PERC) sem a inclusão da rubrica indenizatória prometida. Este gesto é uma declaração explícita de desrespeito à categoria”, destaca Nilo Otaviano, presidente do Sindifisco.
Leia maisA categoria também votou pela paralisação das atividades e pela realização de nova reunião plenária na quinta-feira (09), além da contratação de escritório de advocacia especializado em direito sindical e movimentos grevistas para atuar em caso de possíveis retaliações. Até o dia da paralisação, o Sindicato realizará novas reuniões setoriais para avaliar e fortalecer a adesão ao movimento.
Ainda durante a reunião, o Sindifisco denunciou que, mesmo afirmando não pretender rever nenhum acordo firmado em 2024, o Governo Raquel Lyra garantiu aos procuradores de Pernambuco aumentos salariais e o pagamento imediato de atrasados de honorários advocatícios sobre o 13º salário de vários anos. “Essa disparidade de tratamento é inaceitável e demonstra que a prioridade política atual do governo é beneficiar a categoria da qual a governadora faz parte”, enfatiza Nilo.
Entenda – Desde janeiro, o Sindifisco tenta estabelecer um diálogo com o governo para tratar de reivindicações consideradas estruturais para a carreira e para o funcionamento da administração fazendária do Estado. O Sindicato destaca que os pleitos da categoria não provocam impacto financeiro adicional ao Tesouro Estadual.
Conforme a entidade, a recomposição da paridade seria custeada por recursos já existentes no Fundo de Aperfeiçoamento das Atividades Fazendárias (FAAF), enquanto a aplicação do teto constitucional não representaria aumento salarial, mas apenas alteração na incidência de descontos sobre os vencimentos. Além de acabar com o Estado de ilegalidade do Governo Estadual, que, no tocante a esse tema, está contra a Constituição Estadual.
A categoria defende também a recriação de uma rubrica indenizatória vinculada à recuperação de créditos tributários. Segundo o Sindicato, a participação na recuperação de créditos foi extinta na Sefaz em 2024, mas continua sendo paga aos procuradores da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
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