Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Do jornal O Globo
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou ontem (10) um acordo do governo federal com os Estados Unidos para reforçar o combate ao crime organizado transnacional. A iniciativa envolve a integração de esforços entre a Receita Federal do Brasil e a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (U.S. Customs and Border Protection, em inglês). O anúncio vem em um contexto no qual a segurança pública, inclusive sob o viés da relação com os EUA, deve ser um dos principais temas da eleição de outubro.
Batizado de Projeto MIT (Mutual Interdiction Team, ou “equipe de interdição mútua”, em tradução livre), o acordo prevê o compartilhamento de informações de inteligência e a realização de ações coordenadas para interceptar cargas ilegais, especialmente de armas e drogas, que circulam entre os países. A iniciativa faz parte de uma agenda de cooperação bilateral entre os governos Lula e Trump.
Leia maisO anúncio ocorre no momento em que os Estados Unidos ameaçam classificar facções brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como organizações terroristas, o que desagrada a gestão petista. A denominação, segundo formuladores da política externa brasileira, poderia servir como um aval para interferência militar direta no país, o que colocaria em xeque a soberania nacional. O tema ganhou cunho eleitoral, com integrantes da oposição acusando o PT de cumplicidade com bandidos.
“Recebi representantes do governo dos Estados Unidos para uma informação, um reporte para mim, que foi dado tanto pela Receita Federal e a Polícia Federal, quanto pelas autoridades norte-americanas, autoridades da Embaixada dos Estados Unidos e autoridades da alfândega norte-americana. Hoje marca o primeiro passo relevante depois da conversa do presidente Lula com o presidente Trump no sentido de avançar na cooperação no combate ao crime organizado entre os nossos dois países”, disse Durigan ontem.
Segundo o ministro, são duas grandes expectativas: mais efetividade no combate ao crime organizado e a espera de que a circulação de armas no Brasil diminua, além do avanço em outras frentes de cooperação com os EUA. Durigan destacou ainda que, do lado brasileiro, a estratégia é liderada pela Polícia Federal, com apoio do Ministério da Fazenda, especialmente na área de inteligência financeira.
Uma das principais medidas do acordo prevê o lançamento do “Programa Desarma”, sistema informatizado da Receita que amplia a capacidade de rastreamento internacional de armas e materiais sensíveis. Essa plataforma permite o compartilhamento estruturado, em tempo real, de informações entre os dois países, sempre que a aduana brasileira identificar produtos de origem americana relacionados a armas, munições, peças, componentes, explosivos e outros itens sensíveis, e vice-versa.
A ferramenta registra e organiza dados das apreensões, como tipo de material, origem declarada, informações logísticas da carga e eventuais identificadores ou números de série, permitindo o rastreamento da origem desses produtos e o mapeamento de redes ilícitas de comércio internacional de armas.
Análise de cargas
Outro mecanismo apresentado foi o chamado “remote targeting”, que permite a análise remota de cargas antes da chegada ao destino. Na prática, contêineres enviados passam por uma espécie de “raio-x”, com imagens cruzadas com dados de inteligência e compartilhadas digitalmente em fluxo contínuo entre os países.
O sistema poderá ser utilizado tanto em apreensões em portos e aeroportos quanto em remessas internacionais, operações especiais de fiscalização e ações integradas com outros órgãos de investigação, ampliando a capacidade de resposta do Estado brasileiro.
Dados apresentados na sexta-feira mostram a dimensão do problema. Nos últimos 12 meses, mais de 1.100 armas ou peças foram apreendidas vindas dos Estados Unidos, somando cerca de meia tonelada.
Apenas no primeiro trimestre deste ano mais de 1,5 tonelada de drogas com origem americana também foi interceptada, com destaque para drogas sintéticas e haxixe. Segundo a Receita Federal, o compartilhamento de dados já permitiu identificar métodos sofisticados de ocultação, como partes de fuzis escondidas em equipamentos de airsoft e drogas camufladas em produtos comuns enviados por remessas postais.
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Severino Luiz de França, o Mestre Biloco, morreu aos 83 anos, na manhã deste sábado (11). Músico considerado uma referência da cultura popular em Pernambuco, ele faleceu em sua própria casa, em Goiana, na Zona da Mata Norte. A causa da morte não foi informada. Os detalhes do velório e do sepultamento também não foram divulgados ainda pela família. As informações são da Folha de Pernambuco.
Nascido no Sertão pernambucano, Severino chegou a Goiana com apenas quatro meses de idade. Foi no município da Zona da Mata que o artista trilhou seu caminho musical, iniciado ainda na infância.
Leia maisEm 1971, Mestre Biloco fundou a Ciranda dos Cangaceiros, grupo que se tornaria a mais antiga ciranda ativa de Pernambuco, com mais de cinco décadas de trajetória. O nome do grupo veio pela admiração por Lampião, honrada nos figurinos e adereços utilizados.
Segundo o Inventário Nacional de Referências Culturais da Ciranda, produzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Biloco era o único mestre que ainda usava o apito para iniciar a cirandagem, tradição que remonta às origens do gênero.
O pernambucano também era ativo em outros folguedos populares. Ele atuou como mestre de maracatu de baque solto no Leão do Fortaleza e regeu orquestras de frevo, participando de diferentes festas dos ciclos festivos da região, carnavalesco, junino, natalino e religioso.
Mestre Biloco era viúvo e deixa sete filhos. Em nota oficial, a Prefeitura de Goiana lamentou a morte do artista. “A cidade perde um mestre, mas guarda o exemplo de quem fez da arte um modo de viver e de educar gerações de Goiana e de Pernambuco”, afirma o texto.
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Documentos encaminhados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado indicam que duas empresas ligadas ao Grupo Massa, do apresentador Carlos Roberto Massa (Ratinho), receberam repasses do Banco Master, instituição associada ao empresário Daniel Vorcaro. As movimentações somam ao menos R$ 24 milhões, conforme registros analisados pela comissão.
De acordo com os documentos, divulgados na última quarta-feira (8) pelo jornal Folha de S. Paulo, os repasses ocorreram entre 2022 e 2025 e envolveram as empresas Massa Intermediação e Gralha Azul Empreendimentos e Participações. Os dados detalham a circulação de valores no período e apontam a existência de relação comercial entre as empresas do grupo e o banco. As informações são da Revista Fórum.
Leia maisA Massa Intermediação, vinculada a Ratinho, recebeu cerca de R$ 21 milhões entre 2022 e 2025. Já a Gralha Azul Empreendimentos e Participações registrou aproximadamente R$ 3 milhões em repasses ao longo de 2022, segundo as informações enviadas à CPI.
O apresentador também participou de campanhas publicitárias do CredCesta, cartão consignado do Banco Master voltado a servidores públicos, que permitia compras e saques vinculados à folha de pagamento. O produto chegou a ser oferecido a servidores no Paraná, mas teve o uso bloqueado em novembro de 2025.
Em nota enviada à imprensa, o Grupo Massa afirmou que o governador do Paraná, Ratinho Junior, não integra o quadro societário das empresas citadas. “O governador Ratinho Jr não faz parte do quadro societário das empresas Massa Intermediação e Gralha Azul”, informou o grupo.
Outros nomes
Os documentos também mencionam outros nomes citados no âmbito das investigações da CPI, entre eles Michel Temer, ACM Neto, Guido Mantega, Fábio Wajngarten, Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski, além de Antônio Rueda.
A Massa Intermediação e Assessoria Empresarial está ativa desde 2021, com sede em Marumbi, no norte do Paraná, e atua na área de consultoria em gestão empresarial. Já a Gralha Azul Empreendimentos e Participações tem registro no bairro Parolin, em Curitiba, no mesmo endereço da Rede Massa, e atua na intermediação e agenciamento de serviços e negócios.
O que diz o Grupo Massa
Procurado, o Grupo Massa declarou que possui mais de 30 anos de atuação em diferentes setores econômicos e que mantém práticas reconhecidas pelo mercado, com rendimentos declarados à Receita Federal. A empresa ressaltou que sua atuação “não se confunde com a conduta de terceiros com os quais manteve relações contratuais” e reiterou que o governador Ratinho Junior não integra o quadro societário das empresas citadas.
A defesa de Daniel Vorcaro informou que não irá se manifestar sobre o caso.
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
Em 1979, os aiatolás derrubaram o regime do Xá Reza Pahlav, que fugiu em janeiro daquele ano. Imediatamente estourou a crise com o preço do petróleo disparando e um desarranjo mundial com insegurança e escassez. A crise do início dos anos 1970 ainda estava fresca na memória do planeta. Governos entraram em pânico, companhias pararam e seus navios vazios ficaram ancorados.
Os Estados Unidos do então presidente democrata Jimmy Carter fez embargo contra os iranianos. Passados 47 anos, a história se repete com Trump atacando o Irã junto com Israel sob o argumento de conter a escalada nuclear. Naquele mundo dos anos 1970, sem celulares e inteligência artificial, as coisas aconteciam mais vagarosamente, e a criatividade poderia superar obstáculos.
Leia maisFoi o que fez o empresário Marc Rich ao imaginar que, se ninguém poderia comprar petróleo, então ele ficaria barato para quem conseguisse adquiri-lo. Foi o primeiro passo para ele montar uma rede paralela de distribuição de óleo, salvando muitos países e empresas da quebradeira. Rich virou o inimigo público número 1 dos Estados Unidos, acusado de sonegação, conspiração e outras cositas más.
Fugiu para a Suíça, onde continuou com seus negócios, numa época em que a longa manus dos gringos ainda não chegara lá. Hoje, o jogo embruteceu. Não é mais possível montar operação com bancos atuando abaixo do radar, navios com bandeira neutra e intermediários escorregadios.
A escassez é uma ameaça real. O diesel acumulou alta de 23,5% desde o início do conflito no Irã. O petróleo voltou a flertar com preços acima dos US$ 100, e há risco de desabastecimento em países como Brasil, mesmo sendo o 8º maior produtor de petróleo. Numa era na qual a tecnologia impede que gente como Marc Rich consiga driblar os controles, quem não tiver condições de andar pelas próprias pernas estará condenado ao sofrimento.
O Brasil passou a produzir muito petróleo, mas não dá conta de refiná-lo. Nosso parque de refinarias é antigo e obsoleto, o governo não tem dinheiro para investir em refino e mantém a Petrobras produzindo gasolina e diesel abaixo do preço de mercado, fazendo da empresa uma ferramenta de combate à inflação.
O resultado é que exportamos petróleo barato e compramos diesel e gasolina, igualzinho nos séculos 19 e 20, quando exportávamos matéria-prima e comprávamos produtos industrializados feitos com aqueles mesmas matérias-primas produzidas aqui.
Após a campanha do “Petróleo é Nosso” e a criação da Petrobras, nos anos 1950, até 1999, o país investiu cerca de US$ 25 bilhões em capacidade de refino, chegando 2 milhões de barris de petróleo por dia. A partir de 2003, gastamos centenas de bilhões de dólares para refinar apenas 400 mil barris a mais por dia.
A refinaria Abreu Lima tinha orçamento de US$ 2,3 bilhões e custou US$ 20,1 bilhões. Foi entregue com três anos de atraso e opera apenas parcialmente. Resultou, segundo a Odebrecht, em US$ 90 milhões de propina. O Comperj foi anunciado em 2006 com orçamento de US$ 6,5 bilhões de dólares. A meta era refinar 150 mil barris por dia a partir de 2013. A obra foi paralisada em 2014. Não refinou nada até hoje. O prejuízo informado pela Petrobras foi de US$ 14,3 bilhões.
Resultado: de acordo com dados da Aepet (Associação dos Engenheiros da Petrobras), o país refina hoje entre 2,3 e 2,4 milhões de barris por dia. Pouco mais do que refinava há 27 anos. Desde o início do século 21, os governos que se revezaram no Planalto não priorizaram os investimentos em refino, criando todo tipo de dificuldade para a iniciativa privada de atuar no setor. As consequências são estas que vivemos hoje: dependência da Rússia, do Irã ou de quem quer que seja, e pouquíssima autonomia.
Com os fertilizantes aconteceu a mesma coisa. No governo Temer as fábricas da Petrobras foram fechadas ou vendidas. Num país ancorado pelo agro, como alguém pode ter tido a infeliz ideia de fechar fábricas de fertilizantes? Agora temos escassez e aumento dos preços destes insumos básicos para o agro e a segurança alimentar.
O Brasil virou um país onde o Estado produz, via Petrobras, 1,9 milhão dos 2,4 milhões de barris refinados. Esta é a dura realidade de quem depende de um estado corrupto e mal gerido para ter gasolina, diesel e outros derivados. As grandes empresas que dominam dois terços do mercado (Vibra/BR, Raízen/Shell e Ipiranga) compram direto da Petrobras a preços subsidiados. Elas se recusaram a entrar no programa de subvenção do diesel criado pelo governo, que resultaria em R$ 0,32 de redução nos postos. Continuam se dando bem sem qualquer contrapartida.
As outras empresas que representam um terço do mercado e que não têm o privilégio de comprar da Petrobras, são obrigadas a se virar como podem. Boa parte delas se propôs a aderir ao programa de Lula que isentou o diesel de PIS e Cofins. Aí também haveria uma solução melhor, se o governo decretasse que somente poderiam comprar da Petrobras quem estivesse disposto a ajudar neste momento de crise.
Temos aumento do custo logístico, menor oferta de importação, especialmente do mercado spot (à vista), e maior concentração. Preços são pressionados para cima, aumentando as margens de lucro dos grandes. E como se não bastasse, em plena crise de abastecimento, com o estreito de Ormuz fechado e os bombardeios rolando à toda no Oriente Médio, a Receita Federal ao invés de facilitar, acaba criando dificuldades para importadores que não compram combustível da Petrobras.
Importadoras relatam que virou um inferno desembaraçar derivados de petróleo em Santos, Paranaguá e no Nordeste. “Várias empresas estão com volumes altos estocados nos portos desde o início da guerra, porque a Receita cria dificuldades para liberar. São picuinhas. Deveria prevalecer o bom-senso, porque o justo acaba pagando pelo pecador”, contou um dos empresários do setor. E segue o baile como se tudo estivesse na mais perfeita normalidade.
Num momento de excepcionalidade como este, a Receita deveria focar no setor de combustíveis, repetindo a estratégia de 2020. Naquela época, editou a Instrução Normativa 1929, facilitando as importações e ajudou que medicamentos e insumos para o combate à covid-19 chegassem rapidamente aos órgãos de saúde e ao público. Em 2026, a falta de agilidade é um risco a mais para o governo num ano eleitoral que promete ser quente.
Nos anos 1980, durante tensa negociação na África, perguntaram a Marc Rich se ele não tinha medo de ir além dos limites. A resposta reta e direta ilustra bem a situação do Brasil de hoje: “Os limites são criados por quem não precisa resolver problemas”.
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O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, cumpre agenda em Arcoverde amanhã (12), onde participa da tradicional Festa da Divina Misericórdia, realizada na Serra das Varas. Durante a visita, João Campos estará acompanhado da ex-prefeita Madalena Britto e de lideranças políticas da região.
A participação no evento mantém uma tradição familiar, já que seu pai, o ex-governador Eduardo Campos, costumava marcar presença na celebração todos os anos. A agenda tem caráter religioso, acompanhando a programação que reúne milhares de fiéis no Santuário da Divina Misericórdia.
Nos bastidores, a visita também é vista como parte da estratégia de aproximação com o Sertão do Moxotó, especialmente em regiões consideradas relevantes no cenário político, como Arcoverde, que tem em Madalena, ex-prefeita por dois mandatos, sua principal liderança.
Após João confirmar presença na Festa da Divina Misericórdia, a assessoria da governadora Raquel Lyra também anunciou sua presença na Missa Solene da 22ª Festa da Divina Misericórdia, que tem à frente o Padre Adilson Simões.
O pré-candidato a governador João Campos (PSB) voltou ao Sertão do Pajeú para mais uma série de agendas com aliados políticos. Na noite de ontem (10), ele foi recebido no Sítio Poço Dantas, na zona rural de Tabira, pelo deputado federal e presidente estadual do PT, Carlos Veras, e um conjunto de prefeitos, vereadores e outras lideranças. No encontro, também prestigiado pelo pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), o grupo reafirmou a disposição de marchar em defesa do projeto da Frente Popular, o único palanque do presidente Lula (PT) em Pernambuco.
“Eu tive hoje uma reunião com Lula e Alckmin, mas eu não podia deixar de estar em Tabira e de poder fazer o que a gente acredita, que é ouvir as pessoas e conversar. Eu estava com uma saudade grande de poder estar no interior. Saúdo de forma especial todo mundo que trabalha aqui no campo, todos os sindicatos, as representações de todas as cidades do Pajeú aqui presentes, porque a gente sabe que a luta de vocês é a luta que levou Veras à Câmara Federal e é a luta que representa uma história que é muito maior que a nossa presença aqui. A nossa história, que eu devo ao meu pai, ao meu bisavô, vem da luta de muitas gerações. A gente pode mudar até a forma, porque o tempo muda a forma de fazer, mas não pode mudar nossa essência e a razão de a gente estar aqui, que é lutar por aqueles que precisam”, disse o pré-candidato a governador
Leia maisJoão Campos celebrou a parceria com Carlos Veras, que vai além da relação entre dirigentes partidários. “Tive a oportunidade de me aproximar de Veras quando a gente chegou junto à Câmara. Depois, como dirigentes partidários, a gente se aproximou ainda mais. Ele conduz a presidência do PT com muita maestria, muita capacidade de escuta e construção”, declarou.
Já Carlos Veras relacionou a presença de João Campos com o legado do ex-governador Miguel Arraes (1916-2005), que deixou como marca de seus governos a eletrificação de comunidades rurais. “Está vendo esses bicos de luz aqui? Quem botou foi Miguel Arraes. Esse time não faltou a Miguel Arraes, não faltou a Eduardo Campos e saiba que haverá muitos que também não faltarão a você nessa jornada, João”, afirmou. “Quero lhe agradecer pelo carinho, honra e respeito de vir aqui a essa comunidade rural onde nasci e me criei. Saiba que no Pajeú, que na cidade de Tabira, tem um time liderado pelo deputado federal Carlos Veras que não vai lhe faltar. Você não precisa ir buscar lá fora”, completou.
O encontro foi prestigiado pelos prefeitos Sandrinho Palmeira (PSB), de Afogados da Ingazeira; Luciano Torres (PSB), de Ingazeira; Aline Karina (PSB), de Itapetim; Mayco da Farmácia (PSB), de Solidão; Márcia Conrado (PT), de Serra Talhada; pelos ex-prefeitos Adelmo Moura (PSB), de Itapetim, e Djalma da Padaria (PSB), de Solidão; pelo superintendente da Codevasf em Petrolina, Edilazio Wanderley; por representantes de cerca de dez sindicatos de trabalhadores rurais da região e por outras lideranças de municípios como Tabira, Santa Terezinha, Carnaíba, Tuparetama e São José do Egito.
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João lidera e Raquel não converte aprovação em votos
A disputa pelo Governo de Pernambuco este ano começa a ganhar contornos mais definidos sob a lógica clássica de que “eleição é comparação”. No cenário atual, o embate entre João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) revela uma assimetria importante entre aprovação administrativa e intenção de voto, indicando que a avaliação de governo não tem se convertido automaticamente em capital eleitoral. A análise foi feita, a princípio, no jornal O Globo.
João Campos aparece, até aqui, como o nome mais competitivo. Amparado por alta aprovação à frente da Prefeitura do Recife, forte presença digital e pelo peso simbólico da herança política ligada a Miguel Arraes e Eduardo Campos, o socialista amplia sua influência para além da capital. Pesquisas recentes o colocam consistentemente na liderança, com índices que variam de cerca de 45% a mais de 50% das intenções de voto, em alguns cenários com possibilidade de vitória no primeiro turno. Esse desempenho reflete não apenas sua força na Região Metropolitana, mas também a capacidade de nacionalizar sua imagem dentro de um campo político alinhado ao lulismo.
Leia maisJá Raquel Lyra apresenta um quadro mais complexo. Embora registre aprovação superior a 60% em seu governo, enfrenta dificuldades claras de conversão desse índice em intenção de voto, aparecendo atrás do adversário em diferentes levantamentos. Sua principal base eleitoral está no interior do Estado, especialmente no Agreste, onde construiu capital político como ex-prefeita de Caruaru. Ainda assim, o desafio central da governadora é ampliar sua competitividade fora desse eixo e consolidar uma narrativa de continuidade administrativa capaz de mobilizar o eleitorado.
Um dos pontos mais sensíveis para a governadora é a Região Metropolitana do Recife (RMR), onde sua gestão enfrenta maior resistência e níveis relevantes de rejeição política. Trata-se justamente do maior colégio eleitoral do Estado, dominado historicamente por forças ligadas ao PSB. Nesse território, João Campos leva vantagem por combinar presença institucional recente, visibilidade administrativa e identificação simbólica com o eleitorado urbano, o que amplia sua dianteira nas pesquisas.
No campo das alianças, João também demonstra vantagem estratégica. O apoio formal do PT e a associação com o presidente Lula reforçam sua inserção no campo progressista, historicamente forte em Pernambuco. Raquel, por sua vez, buscou aproximação com o governo federal, mas não conseguiu consolidar um palanque robusto. A tentativa de evitar a nacionalização da disputa indica uma estratégia defensiva, focada na gestão e nas entregas administrativas.
Por fim, o cenário aponta para uma eleição polarizada, com baixa competitividade de candidaturas alternativas e forte concentração de votos nos dois principais nomes. Enquanto João Campos entra na disputa com vantagem consolidada nas pesquisas e forte penetração na RMR, Raquel Lyra aposta na força do interior e na vitrine administrativa do governo.
CORRIDA NO INTERIOR – Em agendas simultâneas pelo interior do Estado, a governadora Raquel Lyra (PSD) e o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), ampliaram compromissos no Sertão e no Agreste. Em Taquaritinga do Norte, Raquel participou da entrega da requalificação da PE-130. Já João esteve em Tabira, onde se reuniu com aliados ao lado do deputado federal Carlos Veras (PT). A agenda segue neste fim de semana com visitas a Afogados da Ingazeira e Carnaíba, dois municípios que contam com prefeituras do PSB.

Raquel leva prefeito de Ouricuri – A governadora Raquel Lyra (PSD) oficializou a filiação do prefeito de Ouricuri, Victor Coelho, ao partido. Ele deixou o Republicanos e declarou apoio à reeleição da gestora. “Agora, faço parte do seu time oficialmente. A prioridade é a reeleição da nossa governadora”, afirmou. Raquel destacou a chegada como reforço político no Sertão e disse que o aliado “tem feito um trabalho arretado no município”.
Tempo nas mãos da UPB – A federação União Progressista (UPB), liderada em Pernambuco por Eduardo da Fonte (PP), passou a ocupar posição estratégica na montagem das chapas para 2026. Com a maior fatia de tempo de rádio e televisão entre os partidos, o grupo ampliou o poder de negociação após a saída de deputados do blocão governista na Alepe. Nos bastidores, o controle desse tempo é tratado como fator central para a definição de alianças.
Creches só no papel – O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), disse que manterá relação institucional com a governadora Raquel Lyra (PSD), mas escancarou o atraso em obras prometidas pelo Estado. “Eram seis creches. Duas tiveram algum movimento de início de obra e as outras, até agora, nada”, afirmou. Marques também evitou falar em metas futuras, mas garantiu continuidade da expansão de vagas na rede municipal, herdando a vitrine deixada por João Campos (PSB).

Humberto nega ruído – O senador Humberto Costa (PT) negou desconforto na composição da chapa com João Campos (PSB) e Marília Arraes (PDT). “Estou perfeitamente à vontade. É uma chapa com a qual eu me identifico politicamente”, afirmou. Segundo ele, o grupo está alinhado em torno do presidente Lula e deve intensificar agendas conjuntas em Pernambuco.
CURTAS
SEM CPI DO MASTER – Ao convocar sessão do Congresso para o dia 30 com pauta única, voltada à análise de veto presidencial, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), indicou que não pretende ler requerimentos de criação da CPI do Banco Master. Nos bastidores, interlocutores confirmam que o tema perdeu prioridade, inclusive entre parlamentares da oposição.
FLÁVIO ELEVA O TOM – Em agenda de pré-campanha no Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro (PL) colocou o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal como critério central para a escolha de candidatos ao Senado. Ele também criticou a carga tributária, classificando-a como “insuportável”, defendeu a revisão da reforma tributária e apontou segurança pública e desburocratização como eixos da sua futura plataforma eleitoral.
ACORDO CONTRA O TRÁFICO – Brasil e Estados Unidos firmaram cooperação para combate ao tráfico de armas e drogas, com troca de dados em tempo real. O objetivo é permitir que cargas suspeitas sejam identificadas ainda na origem, antes de deixarem território americano. Segundo o governo, a iniciativa amplia a capacidade de resposta das autoridades e melhora o rastreamento de rotas ilegais.
Perguntar não ofende: Por que Raquel não consegue transformar aprovação em voto?
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Senadores da oposição estão fazendo um cálculo político sobre o possível apoio velado que podem dar à aprovação do nome de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações apuradas pelo analista de Política Pedro Venceslau, parlamentares avaliam que o voto secreto pode favorecer a aprovação do indicado do presidente Lula.
Venceslau contou durante o CNN 360º desta sexta-feira (10) que conversou com três senadores da oposição e ouviu deles que o fato da votação ser secreta deixa o processo mais aberto e favorável ao nome de Jorge Messias. Entre os entrevistados está o senador Isalcio Lucas, do PL do Distrito Federal, que afirmou ainda não ter definido seu voto e que pretende ouvir a sabatina antes de tomar uma decisão. As informações são da CNN.
Leia maisA sinalização do senador do PL indica que mesmo parlamentares ligados ao bolsonarismo podem eventualmente apoiar Messias. “A questão do voto secreto deixa a votação em aberto”, destacou um dos entrevistados, sugerindo que parlamentares que não querem se expor às suas bases podem votar favoravelmente ao indicado.
Um ponto que pode favorecer Jorge Messias, diferentemente do que ocorreu com Flávio Dino, é o fato dele ser evangélico e contar com o apoio de ministros do STF indicados por Bolsonaro. O ministro André Mendonça, por exemplo, está em campanha aberta pelo nome de Messias e chegou a defendê-lo numa cerimônia na Assembleia Legislativa de São Paulo organizada por bolsonaristas.
O governo está otimista com a aprovação e acredita que o indicado pode obter entre 48 e 52 votos no Senado, quando são necessários apenas 41 para a aprovação. A postura de Davi Alcolumbre, presidente do Senado, também é vista como positiva, já que ele imprimiu um ritmo célere ao processo de sabatina, diferentemente do que ocorreu com André Mendonça.
A avaliação entre os aliados do governo é que, mesmo que Alcolumbre apenas “não atrapalhe” o processo, já será uma boa notícia para o presidente Lula. Há indícios de uma possível reaproximação entre Lula e Alcolumbre, o que pode facilitar a tramitação da indicação de Messias ao STF.
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A Integrity voltou para casa. Com um pouso suave no oceano Pacífico, próximo à costa da Califórnia, terminou a missão Artemis 2, encerrando a primeira jornada humana à Lua no século 21.
A amerissagem se deu às 21h07 (ainda à tarde, 17h07, na costa oeste dos Estados Unidos), exatamente como o planejado, no ponto culminante de uma cadeia de eventos que começou às 15h53, quando a cápsula Orion usou seu módulo de serviço para realizar a última manobra de correção de trajetória, colocando-a rumo ao seu destino final.
Em comunicação com a central de comando, assim que cápsula tocou as águas do Pacífico, a tripulação afirmou estar bem. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia mais“A criança que existe em mim não consegue acreditar no que acabou de ver. Esperei a minha vida toda para ver isso. Como administrador da Nasa, eu não poderia estar mais orgulhoso de toda a equipe”, afirmou Jared Isaacman, administrador da Nasa, logo após o pouso.
Isaacman chamou os astronautas de “embaixadores da humanidade” e classificou a missão como perfeita. “Esse é apenas o começo, vamos voltar a fazer isso e com frequência, enviando missões à Lua até pousarmos em 2028 e começar a construir a nossa base.”
O administrador da agência afirmou que há muito a celebrar no momento, mas também é necessário começar a se preparar para a Artemis 3, prevista para o ano que vem.
A bordo da Integrity (nome que o quarteto formado por Reid Wiseman, 50, Victor Glover, 49, Christina Koch, 47, e Jeremy Hansen, 50, deu à sua Orion), coube aos astronautas apenas acompanhar cada etapa, controlada pelo computador de bordo.
Às 20h33, ocorreu a separação do módulo de serviço, expondo o escudo térmico da cápsula para seu duro trabalho –sobreviver à temperatura de quase 2.800 graus Celsius a que foi submetido conforme a violenta compressão de atmosfera à frente da nave produzia um plasma incandescente, gradualmente freando a cápsula que até então voava a cerca de 38,4 mil km/h na direção do planeta.
A última manobra propulsada foi feita pela própria cápsula, para se orientar corretamente para o primeiro contato com a atmosfera, às 20h37. Dali a pouco mais de 15 minutos, as coisas começaram a realmente esquentar, e o plasma envolveu a cápsula, causando um blecaute de comunicações de cerca de seis minutos.
Na redução de velocidade causada pela resistência atmosférica, a tripulação deve ter experimentado forças próximas de 4 G (como se fosse uma gravidade quatro vezes mais intensa que a da Terra ao nível do mar).
Às 21h03, os paraquedas drogues (responsáveis por dar uma freada e estabilizada inicial na descida) se abriram, seguidos pelos três paraquedas principais, um minuto depois, que conduziram a Orion a um impacto com a água a (não tão) suaves 30 km/h (eis porque um pouso na água é uma boa pedida para amortecer o fim da descida).
Uma vez na água, coube à Marinha dos EUA, em coordenação com a Nasa, proceder, primeiro, com o resgate da tripulação, colocada em botes e então levada de helicóptero, e, depois, da própria cápsula. O USS Murtha ficou encarregado das operações, e os astronautas passaram por exames médicos enquanto eram levados à costa para então voarem de volta ao Centro Espacial Johnson, em Houston.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (10) que vai incluir estudantes com pendências no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no novo programa para o pagamento de dívidas de trabalhadores – que está em estudo e pode ser lançado pelo governo nos próximos dias.
“Agora estamos com problema porque está aumentando endividamento do Fies. Vamos ter que colocar eles também na nossa negociação de endividamento. Não pode tirar o jovem do seu sonho universitário porque está devendo”, disse Lula.
“Tem tanta gente que deve pro governo. A gente sonha que ele pague a dívida dele sendo profissional competente. Vai melhorar qualidade da produtividade do país, mais mão de obra qualificada”, afirmou. As informações são do g1.
Leia maisA elaboração de um programa para pagamento de dívidas foi uma demanda do presidente Lula, que tem demonstrado, em entrevistas e discursos, preocupação com o nível de endividamento das famílias.
O petista deu a declaração durante uma visita novo prédio do Campus Sorocaba do Instituto Federal de São Paulo.
Com o alto nível de endividamento da população, o governo anunciou que avalia medidas para aliviar a pressão sobre as finanças das famílias — e uma delas envolve o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Segundo o Ministério do Trabalho, a pasta avalia a liberação de até R$ 17 bilhões do fundo para ajudar trabalhadores a quitar dívidas.
A proposta pode beneficiar mais de 10 milhões de pessoas e integra um pacote mais amplo para reduzir o endividamento, tema tratado como prioridade pelo presidente Lula e reforçado nesta semana pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.
De acordo com o ministério, o plano prevê duas medidas diferentes:
A primeira medida prevê a liberação de um valor entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões para ajudar trabalhadores a quitarem dívidas.
A iniciativa, no entanto, não deve contemplar todos os brasileiros: o foco será em pessoas de menor renda, com exclusão de quem recebe salários mais altos — como na faixa de R$ 20 mil, por exemplo. O entendimento da pasta é que essa faixa de renda teria mais condições de arcar com os débitos.
O Ministério, no entanto, não detalhou se já existe um teto salarial específico definido para essa proposta.
Já a segunda medida, divulgada anteriormente, prevê a liberação de cerca de R$ 7 bilhões para aproximadamente 10 milhões de trabalhadores. O valor é destinado a quem aderiu ao saque-aniversário, foi demitido e teve parte do saldo do FGTS bloqueada como garantia de empréstimos bancários.
Na prática, essa segunda proposta busca devolver valores que ficaram bloqueados além do necessário nessas operações. Quando o trabalhador antecipa o saque-aniversário, a Caixa Econômica Federal retém parte do saldo do FGTS como uma garantia do empréstimo — uma espécie de reserva para cobrir o pagamento caso o trabalhador tenha dificuldade de quitar a dívida.
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