Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Um trompetista apoiador do presidente Lula (PT) animou o horário do almoço no Shopping RioMar, na Zona Sul do Recife, há pouco. O músico foi até a praça de alimentação do centro de compras e tocou o famoso jingle do presidente e candidato à reeleição: “Olê, olê, olá, Lula, Lula”. Ele foi acompanhado por várias pessoas presentes, que surpreenderam ao cantar a dobradinha entre o candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), e o presidente. Confira nas imagens.
A Frente Popular de Pernambuco acionou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e a Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em Pernambuco para solicitar medidas preventivas que garantam o livre trânsito dos eleitores no próximo domingo (4). As petições citam preocupações com o possível uso de operações de fiscalização de trânsito por forças policiais sob controle do Governo de Pernambuco que possam dificultar ou atrasar a chegada dos cidadãos aos locais de votação.
A coligação que representa João Campos (PSB) alega ter recebido informações de que medidas nesse sentido estariam sendo planejadas especialmente para o Grande Recife, região onde se concentra a maior parte do eleitorado do estado e onde o candidato tem maior vantagem sobre a governadora Raquel Lyra (PSD).
Leia maisNo pedido encaminhado ao TRE, a Frente Popular solicita que a presidência do tribunal oficie a Secretaria de Defesa Social, a Polícia Militar (incluindo o BPTran), a Polícia Civil, o Detran e as autarquias municipais de trânsito para orientar que as forças estaduais e municipais se abstenham de realizar blitzes ou bloqueios que prejudiquem o fluxo de eleitores. A medida pede que abordagens sejam restritas às hipóteses de flagrante delito ou risco iminente à vida, alinhando as exigências às diretrizes já impostas aos órgãos federais.
Paralelamente, o documento enviado à PF solicita que a instituição, que é a autoridade competente para apurar crimes eleitorais, reforce as equipes de plantão para monitorar e averiguar eventuais denúncias de bloqueios viários na Região Metropolitana do Recife durante o pleito. O texto ressalta que intervenções no trânsito sem justificativa de urgência podem caracterizar embaraço ao sufrágio e desvio de autoridade, requisitando a apuração imediata e a identificação das cadeias de comando caso irregularidades sejam constatadas no dia da votação.
Ainda nas petições, a Frente Popular de Pernambuco argumentou que essas preocupações se fundamentam em precedentes como o de 2022, quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) chegou a ser orientada a empreender bloqueios em estradas do Nordeste com o potencial de impactar o trânsito de eleitores em uma região que é considerada reduto eleitoral do presidente Lula (PT). O então diretor da PRF, Silvinei Vasques, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e seis meses de prisão e à perda do cargo público por participação no esquema. Já Marília Alencar, que era diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, foi condenada a oito anos e seis meses de prisão, também com perda do cargo público.
A precaução da Frente Popular também encontra respaldo em providências já tomadas no âmbito federal. Portaria conjunta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Ministério da Justiça editada em 14 de setembro de 2026 estabelece limites para a atuação da PRF e outros órgãos federais de segurança no dia das eleições, determinando que as fiscalizações sejam feitas sem bloqueios ao trânsito e incidindo sobre infrações que tenham potencial de comprometer a segurança.
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A Justiça Eleitoral revogou, hoje, a medida cautelar que proibia o candidato Raimundo Pimentel de manter contato, direto ou indireto, com a ex-deputada e candidata Roberta Arraes. A medida havia sido solicitada por Roberta Arraes após ela alegar ter sido agredida verbal e fisicamente por Raimundo durante uma agenda institucional do Governo de Pernambuco, no dia 25 de setembro, no Hospital do Câncer do Araripe, em Araripina.
A decisão foi proferida pelo 10º Juízo das Garantias do Núcleo IV da Justiça Eleitoral de Pernambuco e acolheu o parecer do Ministério Público Eleitoral, que havia se manifestado pela revogação da medida cautelar.
Leia maisUm dos principais pontos analisados pela Justiça foi a acusação de violência política de gênero. Ao examinar o artigo 326-B do Código Eleitoral, o magistrado afirmou que, nesta fase da apuração, não foi identificado elemento concreto de menosprezo ou discriminação contra Roberta Arraes por sua condição de mulher, nem finalidade específica de impedir ou dificultar sua campanha em razão da condição feminina.
Segundo a decisão, os elementos disponíveis até o momento apontam para um contexto de disputa político-eleitoral entre candidatos ao mesmo cargo. O juiz ressalvou que não estavam presentes os requisitos necessários para sustentar a medida cautelar.
O juiz também analisou o registro audiovisual apresentado no processo. A decisão registra expressamente que “o material não capta os alegados empurrões” e conclui que o vídeo não fornece suporte suficiente para considerar demonstrada a materialidade da alegada agressão física com o grau de plausibilidade necessário para a manutenção de uma cautelar penal.
O entendimento da Justiça acompanha o parecer do Ministério Público Eleitoral, que se manifestou pela revogação da medida cautelar.
Outro fundamento utilizado pelo magistrado foi a ausência de risco concreto e atual que justificasse a continuidade da restrição. Segundo a decisão, após Raimundo Pimentel ser intimado da medida anteriormente determinada, não houve nova tentativa de contato ou abordagem da requerente.
Diante da ausência dos requisitos necessários para a manutenção da cautelar, o juiz concluiu que “impõe-se a revogação da medida”.
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A governadora Raquel Lyra (PSD) não teve como fugir da realidade dos contratos que firmou ao privatizar a Compesa. No debate de hoje, do Sistema Jornal do Commercio, após ser questionada pelo candidato Ivan Moraes, Raquel admitiu que haverá, sim, aumento na conta de água em Pernambuco.
Na sequência, João Campos deixou claro o tamanho do absurdo: o aumento previsto é de 15% na conta de água, inclusive para quem continua sem receber água regularmente em casa.
Ou seja: Pernambuco vai pagar mais caro pela água, com ou sem água na torneira, depois das eleições. De fato, Raquel demonstra uma sensibilidade especial com quem mais precisam.
O debate do Sistema Jornal do Commercio, encerrado, há pouco, voltou a colocar frente a frente Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB), candidatos que polarizam a disputa ao Governo do Estado. Como nos enfrentamentos anteriores, João se saiu muito melhor.
Mostrou-se mais seguro, firme e propositivo. Voltou a deixar a governadora sem respostas em temas essenciais para os pernambucanos. Questionou as denúncias publicadas hoje pelo jornal Metrópoles, envolvendo pagamentos a um primo da gestora, e cobrou explicações sobre as investigações envolvendo a vice-governadora Priscila Krause.
Leia maisMas foi principalmente na cobrança pelos resultados do governo que João colocou Raquel diante das contradições de sua própria gestão. A governadora passou a campanha sem conseguir se justificar por não ter feito as 250 creches que prometeu, os 1.200 leitos fechados, a falta de delegacias comuns e Delegacias da Mulher e sequer uma escola técnica.
Mas uma coisa ela admitiu: vai haver aumento na conta de água, depois da privatização da Compesa. Raquel voltou, apenas, a recorrer a promessas e projeções para o futuro. João defendeu seu legado de obras e entregas ao Recife e apresentou propostas para Pernambuco enfrentar os problemas nas áreas de saúde, educação, segurança e infraestrutura.
Reforçou que quem está na tarifa social e não receber água ou estiver no racionamento de água não pagará a conta. Ao final, disse lamentar que a governadora não estivesse ali para debater o Estado, desafiando-a a comparar o trabalho que ele fez no Recife com o dela no Estado.
Em resumo, João Campos chega à reta final embalado, e Raquel, acuada.
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As fraudes nos tratamentos de hemodiálise e câncer do Hospital da família da vice-governadora, Priscila Krause (PSD), revelados pela Auditoria Federal do Ministério da Saúde, continuam dando trabalho a governadora Raquel Lyra (PSD).
O desvio de um milhão de reais apontado na Auditoria Federal, é hoje motivo da investigação da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Tribunal de Contas da União. O marido de Priscila é o alvo principal da investigação e a própria vice agora será investigada pelo processo de impeachment.
A Procuradoria da Alepe, após análise dos aspectos legais, decidiu admissibilidade do pedido de impeachment de Priscila Krause. Agora o pedido avança para a Comissão de Constituição e Justiça, e ao final, se for comprovado o crime de responsabilidade, a vice-governadora poderá afastada do cargo.
O candidato ao Governo de Pernambuco e líder da Frente Popular, João Campos (PSB), criticou a condução da educação durante o governo da candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), no debate promovido pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), hoje.
Durante o encontro, João questionou a candidata sobre a redução da oferta de ensino integral e das matrículas nas escolas técnicas e rebateu o discurso de que as ações anunciadas pela adversária já estariam sendo executadas.
“Eu lembro que vocês percebem que ela veio com uma frase treinada: ‘não é promessa, já está sendo feito’. Na verdade, a frase correta é: ‘foi promessa e não foi feito’. Porque ela não fez”, afirmou João.
O candidato também questionou a previsão de entrega de creches apresentada pela governadora. João destacou a diferença entre o número de unidades que, segundo Raquel, já foram entregues e a quantidade prevista para os próximos meses.
“Ela diz que entregou 25 creches em três anos e 10 meses e que, nos próximos dois meses, vai entregar 100. Vocês acreditam nisso? Não sei nem se a candidata acredita nisso. Se em três anos e 10 meses não fez nem 25, como é que em dois meses vai fazer 100?”, questionou.
No terceiro bloco do debate da TV Jornal entre os candidatos ao Governo de Pernambuco, o candidato João Campos (PSB), em resposta ao candidato Ivan Moraes (PSOL), que perguntou sobre o combate à desinformação no Estado, relatou ter sido vítima de ataques planejados pelo “gabinete do ódio”.
João afirmou que os ataques à sua candidatura estão sendo investigados pela Polícia Federal e que ele acredita na justiça. “Só existe uma delegacia de crimes cibernéticos em Pernambuco e eu pretendo, se eleito no próximo domingo, vou criar um departamento estadual de combate aos crimes cibernéticos. Quero evitar ataques aos idosos e o combate a desinformação”, afirmou.
Além das promessas, João relembrou o caso da bet de Caruaru, a Aposta Ganha, que estava pagando as pessoas, via pix, para quem criticasse João nas redes e elogiasse a gestão de Raquel. Ele ressaltou o quanto é importante a investigação da PF neste caso.
Durante o primeiro bloco do debate que acontece na TV Jornal, neste momento, os candidatos ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) resolveram trazer para pauta as recentes polemicas envolvendo os seus candidatos a vice, Carlos Costa (Republicanos) e Priscila Krause (PSD), respectivamente.
Com o tema livre, Raquel perguntou a João sobre o seu vice estar envolvido no escândalo do Banco Master e se ele tiraria o candidato a vice da sua chapa. Em resposta, João afirmou que Carlos Costa já havia esclarecido o envolvimento e que ele aconteceu em 2019.
Na réplica, ele perguntou a Raquel sobre o pedido de impeachment de Priscila Krause, em curso na Alepe, após uma auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS), apontar falhas e um prejuízo de cerca de R$ 905 mil aos cofres públicos em repasses ao hospital ligado ao marido da vice-governadora. Raquel alegou que as denúncias foram arquivadas.
Os candidatos ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), Raquel Lyra (PSD) e Ivan Moraes (PSOL) se enfrentam, logo mais, às 10h45, no último debate antes da votação do primeiro turno das eleições de 2026. Promovido pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), o debate acontece no Estúdio 1 da TV Jornal, no bairro de Santo Amaro, na área central do Recife.
O encontro será transmitido ao vivo pela TV Jornal/SBT Recife e Interior, além do JC PE e do Portal NE10. A transmissão também poderá ser acompanhada pelas páginas do Sistema Jornal do Commercio no Instagram, Facebook e YouTube. Clique no link e confira o debate ao vivo:
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O Instituto Indexa, que faz pesquisas em parceria com o Estadão/Broadcast, divulgou nesta quarta-feira (30) novo levantamento das intenções de voto para presidente da República. Na pesquisa Indexa, o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 39% no primeiro turno. Seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), tem 34%. Com relação à rodada anterior, Lula subiu um ponto, e Flávio permaneceu no mesmo patamar.
No segundo turno, Lula ficou com 43% e Flávio com 42%. Na rodada anterior, os números do segundo turno eram os mesmos. Ou seja, os dados da pesquisa eleitoral mal se mexem. E isso acontece também com outros levantamentos. Soma-se a isso o fato de 82% dos entrevistados pelo Indexa dizerem que seu voto no primeiro turno domingo (4) já estar definido. Isso quer dizer, então, que a eleição já está resolvida?
Leia maisAo Correio Político, o diretor do Indexa, Arilton Freres, recomenda cautela. “A eleição está calcificada, mas longe de estar definida”, avalia ele. “A eleição irá se definir no detalhe”. Na sua avaliação, Freres parte exatamente do percentual de eleitores definidos. Desse total, 91% dos já definidos são eleitores de Lula ou de Flávio. “A possibilidade de movimentação, portanto, se dá entre os que têm outros candidatos ou ainda estão indecisos”, avalia ele. É por aí que a eleição irá se definir.
Numa eleição extremamente disputada, qualquer parcela, ainda que mínima, que se mova, define o resultado. Freres observa um aumento do voto útil. Ou seja, diante da forte polarização entre Lula e Flávio, eleitores de outros candidatos estão se movimentando para um dos dois. “É possível que essa movimentação só acabe no domingo, o que fará com que parte nem seja percebida pelas pesquisas”, diz ele. Segundo Freres, essa movimentação por um voto útil parece beneficiar mais a Flávio Bolsonaro.
Mas, ainda que os perfis dos demais candidatos à Presidência seja também de direita, conservador, na maioria, a definição por Flávio não é automática. “Essa definição não é somente ideológica”, diz ele. “Há eleitores de Renan Santos [Missão], por exemplo, que vão para Lula porque consideram que Flávio é pior do que ele”, afirma Freres. E isso acontece também com os eleitores dos demais candidatos.
Nessa pesquisa Indexa, os votos nulos, em branco e indecisos somam 15%. Na regra eleitoral brasileira, tais votos não entram no cálculo final. Não são considerados válidos. Excluídos, portanto, o percentual de Lula chegaria a 45,88% do total. “Matematicamente, não se pode descartar a possibilidade de definição no primeiro turno”.
Arilton Freres, porém, considera essa hipótese improvável. Porque não aconteceram movimentações que mostrem um viés assim tão positivo de Lula. Em junho, melhor resultado de Lula, ele abriu 11 pontos de vantagem sobre Flávio no primeiro turno. Chega agora a cinco pontos. Tinha quatro de vantagem na primeira rodada de setembro.
No segundo turno, a série da Indexa mostra Flávio se aproximando de Lula. Em junho, havia uma vantagem para Lula de seis pontos sobre Flávio. Diferença que passou para sete em julho. Mas caiu para cinco pontos em agosto. E para somente um ponto de vantagem para Lula na primeira rodada de setembro. Diferença que ficou igual agora.
Freres afirma que esse levantamento, que terminou de ser feito na terça-feira (29), já pegou as repercussões da decisão de Lula de proibir as apostas bets e toda a polêmica em torno de Nossa Senhora Aparecida. Segundo o diretor do Instituto Indexa, porém, os dois temas não parecem ter produzido resultados significativos nas intenções de voto.
A avaliação de Arilton Freres parte de um dado objetivo: os números se moveram muito pouco se comparados com antes. “Aparentemente, a questão da Nossa Senhora, especialmente, gera uma grande mobilização da militância”, diz ele. E deve gerar mais, pelos eventos relacionados a Nossa Senhora que acontecerão no mês de outubro.
Assim, nessa reta final, terá vantagem quem acertar mais e errar menos. Quem produzir menos tropeços. Quem for capaz de produzir mais notícias negativas em relação ao adversário. Até domingo, serão dias tensos. Com um resultado tão apertado que talvez as pesquisas nem sejam capazes de definir com antecedência.
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A vida não é uma linha reta. Muitas vezes nos surpreende com suas curvas tortas, desvios. Reencontrei Edgar Moury Fernandes, que Deus levou ontem aos 82 anos, há menos de 30 dias num café no Riomar bem tranquilo, sereno e elegante, como gostava de andar.
Havia tempo que não o via. Perguntei sobre o seu sumiço. Falou-me que havia passado por um perrengue na saúde e que havia superado. O achei muito bem. Falamos bastante, para variar, de política, principalmente de eleições. Falou que se informava de tudo pelo meu blog.
Leia maisQue pena que não fizemos uma foto! Demos boas risadas, vale a ressalva. Ele estava acompanhado de um amigo, que me apresentou e o papo se prolongou por mais tempo.
Nos despedimos com um forte abraço, mas não sabia que seria o nosso último encontro, as nossas últimas risadas, os nossos últimos bastidores compartilhados. Algumas curvas só fazem sentido quando a paisagem se transforma e conseguimos olhar para trás para entender o trajeto. Foi a curva da nossa despedida.
Conheci Edgar Moury Fernandes quando trabalhou na gestão de Jarbas Vasconcelos na Prefeitura do Recife, depois no Governo do Estado. Foi um dos mais influentes assessores de Jarbas. Sempre que ia a Brasília, ainda como prefeito, Jarbas estava sempre acompanhado de Edgar.
Com mais de quatro décadas de vida pública, Edgar, que era advogado, também foi deputado estadual e chegou a ser presidente em exercício da Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Foi um dos nomes que ajudaram a construir a história do MDB em Pernambuco. Deputado estadual, líder de bancada e deputado federal pelo partido, participou de importantes momentos da política do Estado e deixou sua contribuição para a trajetória da legenda.
Tenho impressão de que Edgar entrou na disputa por um mandato na Câmara dos Deputados em 2006 contrariando Jarbas, nascendo daí o distanciamento que nunca mais teve volta. Mas a vida tem dessas coisas, principalmente na política.
A política é ingrata. Une desconhecidos por conveniência e afasta os amigos de verdade por divergência. Toda pedra no meio do caminho da política deveria ser removida por causa de um grande amigo. Mas a política é assim: a sua dinâmica frequentemente afasta amigos e até familiares.
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