Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Por Marlos Porto*
Na última sexta-feira, 19 de junho, após a vitória do Brasil por 3 a 0 sobre o Haiti, numa transmissão pós-jogo que reunia convidados para comentar a partida, uma imagem chamou a atenção de quem assistia. Romário, campeão mundial em 1994, artilheiro daquela conquista, eleito o melhor jogador do mundo naquele ano, autor de mais de mil gols na carreira, sentado no braço do sofá. Ao centro, dois apresentadores jovens ocupavam o lugar de destaque. Ao lado, Matheus Cunha, autor de dois gols na partida e grande nome do jogo, completava o grupo. A cena não passou despercebida e já gerou muitos comentários nas redes sociais.
O que se celebra hoje, no entretenimento esportivo e em outras esferas da mídia, não é a qualidade, mas a aderência. Não se pergunta: “O que essa pessoa tem a dizer?”; pergunta-se: “Essa pessoa gera reação?”. A linguagem que domina é a do excesso: vozes elevadas, risadas que soam quase cenográficas, gestos amplos, trejeitos que funcionam como marca registrada. A aparência, por vezes, acompanha esse exagero: cabeleiras desgrenhadas, figurinos que buscam chamar atenção. Não há juízo de valor estético nessa constatação; trata-se de observar que o invólucro, muitas vezes, ocupa o lugar que deveria ser do conteúdo. O comentário não precisa ser inteligente; precisa ser rápido. Não precisa ser verdadeiro; precisa ser impactante. Não precisa acrescentar; precisa entreter. E o público, educado para consumir esse modelo, começa a confundir popularidade com autoridade e ruído com relevância.
Leia maisA inversão se dá em várias camadas. Quem construiu uma carreira por décadas vê seu espaço ocupado por quem aparece por um clique. O saber é substituído pelo espetáculo. Romário tem muito a dizer sobre tática, sobre posicionamento em campo, sobre a inteligência para ler o jogo e decidir no momento exato. Tem uma compreensão ímpar do espaço e do tempo dentro das quatro linhas, algo que poucos jogadores na história dominaram como ele. Tem também uma personalidade fortíssima, que se manifestava na postura em campo, na confiança inabalável, na capacidade de assumir a responsabilidade nos momentos decisivos. Do ponto de vista humano, sua trajetória é repleta de lições sobre superação, resiliência e autoconfiança, elementos que poderiam enriquecer qualquer debate sobre futebol e sobre a formação de atletas. Mas o programa, muitas vezes, não quer isso; quer a “lenda” dando risada, sendo descontraída, validando o clima de “resenha”. E o convidado, mesmo tendo mais a oferecer, se curva ao palco. Fala o que se espera. Entra no jogo da leveza, da anedota, da brincadeira, porque ser levado a sério, hoje, muitas vezes, significa ser chato.
Não custava nada um daqueles apresentadores ter se levantado e dado o lugar para Romário. Seria um ato de profunda gentileza, um reconhecimento mínimo à trajetória de quem ali estava. Mas talvez eles tenham receio de perder o espaço se fizerem isso. E essa é uma das faces mais reveladoras do modelo vigente: o lugar de destaque é ocupado com tanta insegurança que não pode ser cedido, nem mesmo por um instante, a quem evidentemente o merece mais.
Romário não precisava estar ali. Ele tem seu próprio canal, a Romário TV, com sua própria voz e curadoria. Tem uma história no futebol que poucos no mundo podem ostentar, com atuações que marcaram gerações. Isso sem falar no mandato de senador, que traz ainda um relevo maior para sua participação (não há incompatibilidade da atividade de comentarista com suas funções parlamentares, e o senador pode participar de sessões de forma remota). Mas sentou no braço do sofá por escolha, porque topou o jogo, porque entrou na dinâmica da “resenha leve”, talvez pensando em dar uma força, se divertir ou simplesmente aparecer. Ao fazer isso, ao aceitar o lugar marginal, ao não questionar o formato, escancarou, sem querer, a mediocridade do programa. Porque, se até Romário, com todo o peso que tem, aceita ser coadjuvante num formato que não privilegia quem tem o que dizer, o que isso revela sobre o modelo?
Qualquer pessoa comum, sem formação em mídia, com um mínimo de senso de hospitalidade e respeito, perceberia o constrangimento da cena. Bastaria um olhar leigo para sentir que a figura maior deveria ocupar o lugar maior, não por vaidade, mas por reconhecimento elementar. Se uma pessoa comum percebe o equívoco, por que os profissionais não percebem? Porque não querem. Perceber significaria abrir mão do centro, reconhecer que o protagonista da história não são eles.
Nas redes sociais, muita gente criticou o Romário por estar sentado no braço do sofá, por ter pegado o celular e mandado um áudio durante o programa. Mas essa crítica revela mais sobre o público do que sobre ele. Se o programa não o tratou com o devido respeito, por que ele teria que dedicar toda sua atenção àquele formato? Se o lugar que lhe ofereceram foi marginal, por que ele deveria corresponder com protagonismo? A atitude de Romário, olhar para o celular, enviar mensagens, não se entregar totalmente à dinâmica foi, talvez, uma resposta silenciosa ao espaço que lhe deram e uma exposição involuntária do que o programa realmente valoriza.
Não se trata de um programa específico, de um apresentador ou de um sofá pequeno. Trata-se de uma parcela significativa dos espectadores, aquela que aplaude o palavrão em vez da ideia, que lota canais para ver alguém reagir, mas não lê uma página de análise, que confunde autenticidade com ausência de filtro e profundidade com pedantismo. Romário no braço do sofá é a imagem de uma sociedade que não sabe mais onde colocar seus verdadeiros patrimônios, colocando-os na margem, no canto, no desconforto e ainda achando bonito.
Obviamente, os apresentadores fazem seu trabalho dentro das regras do jogo que o mercado estabeleceu e conforme o que eles têm a oferecer. O tal Casimiro construiu um negócio legítimo, gera empregos, movimenta a economia (e ainda ajuda a quebrar um pouco a tão danosa hegemonia da Globo). Mas há uma escolha estética e ética que estamos fazendo coletivamente: a de valorizar mais o invólucro do que o conteúdo, mais a forma do que o fundo, mais o “como” do que o “quê”: um modelo que privilegia a superficialidade em detrimento da substância. Romário, por sua trajetória, por sua bagagem tática, técnica e humana, não precisa daquele sofá. Mas aceitou o lugar e, ao aceitar, deu um atestado involuntário da mediocridade do programa. E, ao pegar o celular e se desconectar, mostrou que o respeito, quando não é oferecido em termos minimamente aceitáveis, também não precisa ser devolvido em padrões ideais.
A pergunta que fica é: até quando uma parcela significativa do público continuará valorizando a superficialidade, enquanto quem tem o que dizer segue sentado no braço do sofá?
*Ensaísta
Leia menos
A cantora pernambucana Bruna Magalhães, vocalista da banda Forró Cariciar, informou que sofreu uma tentativa de assalto na tarde desta sexta-feira (3), no Terminal Integrado de Passageiros (TIP), no Recife. Segundo ela, um homem tentou roubar seu celular enquanto aguardava o ônibus da banda para uma apresentação. Bruna reagiu e conseguiu impedir a ação, recuperando o aparelho. Ela não se feriu e embarcou normalmente com a equipe.
O relato foi publicado nas redes sociais e recebeu manifestações de apoio de fãs e amigos. Ao compartilhar o episódio, a vocalista também chamou a atenção para a importância de redobrar os cuidados em locais com grande circulação de pessoas.
Se o leitor não conseguiu acompanhar a entrevista com a cantora e compositora Alaíde Costa ao quadro “Sextou”, do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique aqui e confira. Está incrível!
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, nesta quinta-feira (2), de uma série de entregas e anúncios no Recife ao lado do prefeito Victor Marques (PCdoB). A agenda incluiu a assinatura da ordem de serviço para a construção de uma escola municipal em tempo integral em Boa Viagem, a entrega de escadarias requalificadas no Brejo da Guabiraba, de uma obra de contenção de encosta em Dois Unidos e da requalificação de uma quadra esportiva no Cordeiro, além da autorização para obras de drenagem e pavimentação de ruas no bairro da Torre. Durante as agendas, João destacou ações realizadas durante sua gestão na capital, especialmente nas áreas de educação, infraestrutura e urbanização.
Na assinatura da ordem de serviço da nova unidade de ensino, que terá investimento de R$ 8,2 milhões e capacidade para atender 650 estudantes, João Campos afirmou que ampliou a oferta de vagas na rede municipal e fez críticas à gestão estadual na área da educação. “Nós saímos de 90 mil para 110 mil alunos, mais de 20 mil alunos a mais em nossa rede. Fomos a cidade do Brasil que mais criou vagas de creche por três anos seguidos. Enquanto isso, a gente viu o estado diminuir na educação integral e não conseguir entregar as 250 creches prometidas”, declarou.
Também nesta quinta-feira, João Campos participou da assinatura da ordem de serviço para a construção de 4.665 cisternas em 58 municípios, em ação executada pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Ao encerrar a programação no Recife, o pré-candidato afirmou que a legislação eleitoral deve impedir novos atos administrativos conjuntos com a gestão municipal. “Eu dediquei cinco anos e três meses da minha vida a cuidar do Recife de forma integral. Eu consegui chegar a todos os bairros da cidade com alguma obra, com ação, com investimento”, disse.
POR LETÍCIA LINS – OXE RECIFE
Como se não bastassem as denúncias que envolvem a situação precária dos hospitais públicos no estado – tetos desabando, goteiras, vazamentos, presença de pragas como ratos – os pacientes que precisam de serviço público de saúde enfrentam outros problemas que afetam inclusive a acessibilidade. A reclamação mais recente vem do Hospital da Polícia Militar, no bairro do Derby, onde os elevadores estão quebrados e enfermeiros e maqueiros se alternam na cansativa tarefa de subir escadas carregando pacientes em cadeiras de rodas. Até os acompanhantes ajudam na “tarefa”.

“Fui levar um amigo ao Hospital da PM e tomei um susto com a situação do hospital. Militar da reserva, ele teve que ser carregado por quatro pessoas até o segundo andar em cadeira de rodas”, afirma Genival Paparazzi, fotógrafo que acompanhava um colega, Manoel Ribeiro Filho, que está na reserva, e que precisou de atendimento médico. “Ele necessita de cirurgia e o aconselharam a ir para a Casa de Misericórdia, mas ele disse que ia ficar lá, pois recebe seu salário com desconto, justamente para ter direito ao atendimento de saúde fornecido pela corporação”. Segundo informaram aos acompanhantes do paciente, os dois elevadores do Hospital estão quebrados há 22 dias, sem que até o momento tenha aparecido empresa para realização do conserto. De acordo com Paparazzi, alguns banheiros estavam “imundos” e sem água. Também há várias poltronas reclináveis encostadas e com defeito nos corredores do hospital. É triste que os PMs tenham descontos para ter direito a atendimento médicos e hospitalar e encontrem o hospital nessa situação. Como se sabe, a administração do Centro Médico Hospitalar da Polícia Militar cabe à própria PM. Mas manutenção, investimentos e gestão do sistema de saúde dos PMs são com o governo.
Leia maisPortanto, os dois precisam se explicar à sociedade. “Meu amigo ficou lá internado, para aguardar a vez de fazer cirurgia. A poltrona que poderia lhe servir ou a um acompanhante está quebrada. A filha dele colocou um papelão no chão, para sentar e deitar”, afirmou o fotógrafo. Vamos ver o que diz a PM .
E também aguardamos explicação do Governo de Pernambuco que, por enquanto, vem tentando melhorar a situação da rede pública de hospitais. Nessa sexta, a Governadora Raquel Lyra entregou a primeira etapa de requalificação do Hospital Ulysses Pernambucano, que vem a ser o segundo psiquiátrico inaugurado no Brasil.
Mais conhecido como Hospital da Tamarineira, ele funciona em um bonito prédio do final do século 19. Sua arquitetura passou a ser mais contemplada pelo público, após a abertura do Parque da Tamarineira, que foi implantado pela Prefeitura do Recife no terreno imenso ao qual antes só tinham acesso pacientes e servidores. O terreno pertencia à Santa Casa de Misericórdia do Recife, mas em 2023 a instituição e a Prefeitura firmaram um contrato de permuta autorizando a transferência do espaço.

A primeira etapa de obras no Ulysses Pernambucano contempla a fachada do hospital, um patrimônio arquitetônico e histórico de Pernambuco. De acordo com o governo estadual, cerca de R$ 18 milhões estão sendo investidos na unidade.
Raquel diz ser esta a maior intervenção estrutural da história do hospital. As reformas começaram em 2025. Vêm sendo executados: serviços de manutenção, recuperação de espaços assistenciais, modernização da infraestrutura e preservação do patrimônio histórico.
Leia menos
O senador Humberto Costa (PT) participou, nesta sexta-feira (3), da inauguração do Hospital de Amor de Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, unidade que atenderá exclusivamente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante a solenidade, também foram entregues mais de 100 veículos destinados à rede pública de saúde, entre ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), odontomóveis e veículos sanitários. O evento contou com a presença do secretário de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Mozart Sales, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acompanhou a cerimônia por videoconferência.
Em seu discurso, Humberto Costa criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro na área da saúde e afirmou que houve descontinuidade de políticas públicas. “A gente não esquece o que foi a gestão anterior. Há bem pouco tempo, o Brasil enfrentava uma das maiores pandemias da história e clamava por vacina, enquanto o ex-presidente zombava de milhares de mortos, fazendo chacota da dor das famílias brasileiras”, declarou. O senador também afirmou que o governo Lula retomou investimentos no SUS. “Hoje, vivemos um novo momento. Temos um presidente que valoriza o SUS de verdade e que está inaugurando hospitais em todo canto do Brasil: como este, aqui em Garanhuns”, disse.
Segundo o parlamentar, o Hospital de Amor terá capacidade para realizar cerca de 20 mil atendimentos mensais, ampliando a oferta de tratamento oncológico no Agreste. “Hoje, não inauguramos apenas um prédio, mas um novo tempo para a saúde do Agreste e de Pernambuco”, afirmou. A agenda reuniu ainda o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), os deputados federais Carlos Veras (PT), Felipe Carreras (PSB) e Silvio Costa Filho (Republicanos), além do prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB).
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) está sendo recebido, neste momento, por apoiadores em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata. Ao lado do prefeito Paulo Roberto e de outras lideranças, o socialista participa de uma agenda com inaugurações e anúncios nas áreas de saúde e infraestrutura no município.
Uma das precursoras da Bossa Nova, a cantora e compositora Alaíde Costa estará no Sextou de hoje, programa musical que ancoro as sextas-feiras, no lugar do Frente a Frente, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por mais de 40 emissoras em Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Bahia. Residente em São Paulo, Alaide vem ao Recife no próximo dia 10 para um show dentro da grade do projeto Seis e Meia, no Teatro do Parque.
Hoje com 90 anos, Alaide é uma das mais longevas artistas de um movimento que encantou o Brasil entre os anos 70 e 90. Já se apresentou ao lado de grandes nomes da MPB, como Vinicius de Moraes, Johnny Alf e Tom Jobim. Gravou com integrantes do legendário Clube da Esquina e imprimiu sua singularidade no cenário musical.
Leia maisNo projeto ‘Seis e Meia’, ela dividirá o palco com Ayrton Montarroyos, cantor pernambucano revelado nacionalmente no programa “The Voice Brasil”, considerado um dos grandes intérpretes da nova geração da MPB.
Em 2020, Alaíde dedicou sua primeira apresentação com transmissão ao vivo pela internet à obra de Johnny Alf. A “live” emocionou o rapper Emicida e o produtor musical Marcus Preto, a ponto de eles decidirem produzir um novo álbum de Alaíde Costa.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
Leia menos
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A decisão foi assinada nesta sexta-feira (3), após a defesa reiterar o pedido para que Bolsonaro permanecesse em prisão domiciliar. As informações são do Metrópoles.
Leia maisBolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, por decisão de Moraes, após permanecer internado no Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de uma broncopneumonia bacteriana.
O prazo inicial de 90 dias expirou na última quinta-feira (25). Durante esse período, Bolsonaro cumpriu as regras impostas por Moraes.
Nas últimas semanas, porém, a defesa informou que o ex-presidente voltou a apresentar crises de soluço e pediu a realização de novos exames.
No mesmo período, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) apreendeu uma arma registrada em nome de Bolsonaro durante uma abordagem envolvendo um agente de segurança, o que levou à abertura de um inquérito.
Ao longo da prisão domiciliar, Bolsonaro recebeu a visita de quase todos os filhos, com exceção de Eduardo Bolsonaro, que permanece nos Estados Unidos.
Os encontros na residência ficaram restritos a um grupo autorizado por Moraes. Além dos filhos e netos autorizados, profissionais de saúde, prestadores de serviço, seguranças e funcionários puderam ingressar no imóvel.
Bolsonaro mora com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha Laura e uma sobrinha. Como vivem na residência, eles não dependem de autorização judicial para permanecer no local. A exigência vale para outros familiares, como ocorreu com as netas do ex-presidente, cuja entrada precisou ser autorizada por Moraes.
Conforme determinação do ministro, Bolsonaro permaneceu proibido de utilizar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, direta ou indireta, inclusive por intermédio de terceiros. Relatórios da PMDF não apontam descumprimento dessas restrições.
O ex-presidente deixou a residência apenas uma vez, para realizar um procedimento no ombro. Ele permaneceu internado por quatro dias e, em seguida, retornou ao cumprimento da prisão domiciliar.
Diferentemente do período em que Bolsonaro cumpriu prisão domiciliar em 2025, desta vez ele não recebeu visitas de aliados políticos. A restrição foi imposta por Moraes ao conceder a prisão domiciliar humanitária, sob o argumento de evitar a exposição do ex-presidente a novas doenças, diante do quadro de saúde considerado vulnerável.
Leia menos
O espetáculo ao ar livre “O Massacre de Angico – A Morte de Lampião” realiza nova temporada entre os dias 22 e 26 de julho, em Serra Talhada, com apresentações gratuitas na Estação do Forró, sempre às 20h. A edição de 2026 traz atualizações no elenco e na encenação e destaca dois marcos da história do cangaço: o centenário do Fogo da Serra Grande, ocorrido em 1926, e os acontecimentos que culminaram na morte de Lampião, Maria Bonita e outros integrantes do bando, na Grota de Angico, em Sergipe, em 1938. A montagem é baseada em texto do pesquisador Anildomá Willans de Souza e tem direção de Izaltino Caetano.
Com duração aproximada de duas horas, a montagem reúne 30 atores, 70 figurantes e cerca de 40 profissionais na equipe técnica e administrativa. O elenco conta com artistas de Serra Talhada e de outras cidades pernambucanas, entre eles Karl Marx, no papel de Lampião, Bruna Florie, como Maria Bonita, Feliciano Felix, interpretando Getúlio Vargas, e Jadenilsom Gomes, no papel de Padre Cícero. A proposta do espetáculo é apresentar diferentes momentos da trajetória de Virgolino Ferreira da Silva, desde os conflitos familiares que antecederam sua entrada no cangaço até sua morte.
A realização é da Fundação Cultural Cabras de Lampião, com patrocínio do Shopping Serra Talhada e incentivo do Banco do Nordeste, por meio da Lei Rouanet, além do apoio da Secretaria de Cultura de Pernambuco, da Fundarpe, do Governo do Estado, da Prefeitura de Serra Talhada e de empresas locais. A expectativa da organização é receber mais de 30 mil pessoas durante os cinco dias de apresentações.
Serviço
Espetáculo: O Massacre de Angico – A Morte de Lampião – 100 Anos do Fogo da Serra Grande
Data: 22 a 26 de julho de 2026
Horário: 20h
Local: Estação do Forró (antiga Estação Ferroviária), Serra Talhada
Entrada: Gratuita
Informações: (87) 99938-6035 | (87) 99918-5533 | (87) 98804-3195 | cabrasdelampiao@gmail.com
O deputado Túlio Gadelha (PSD), que assumiu o papel de articulador da direita e dos setores conservadores para fortalecer o projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra, parece não saber mais para onde aponta.
Em um dia, defende Miguel Coelho. No outro, sai em defesa de Fernando Dueire. Agora, se derrete em elogios a Eduardo da Fonte e ao deputado federal Lula da Fonte. A cada movimento, muda o discurso, muda o interlocutor e muda o rumo.
A impressão é de que não existe uma linha política consistente, mas apenas uma corrida desesperada para costurar apoios capazes de garantir à governadora os votos da direita e do eleitorado conservador em Pernambuco.
No fim das contas, Túlio Gadelha parece mais preocupado em servir como operador político de Raquel Lyra do que em sustentar uma posição coerente. Vai para onde o vento sopra. E, assim, acaba transmitindo a imagem de quem perdeu o rumo e já não consegue explicar qual projeto político, de fato, representa.
O Hospital Regional Ruy de Barros Correia, em Arcoverde, está um caos. Encontrar um ortopedista por lá é um milagre. Muitos pacientes estão reclamando da demora no atendimento e, sobretudo, das dificuldades para realizar cirurgias de emergência. Rumores dão conta da demissão em massa do quadro médico, especialmente de ortopedistas.
A unidade hospitalar está na UTI, literalmente, porque as informações dão conta também de um déficit de R$ 5 milhões a R$ 6 milhões com fornecedores, em razão da não transferência de recursos para manutenção pelo Governo Raquel Lyra (PSD), que tem tratado a saúde com descaso.
Leia maisAlém de demitir médicos e não pagar fornecedores, o Regional de Arcoverde tem enfrentado episódios intermitentes de superlotação, dificuldades na escala de profissionais e queixas de demora no atendimento ao longo dos últimos meses. A unidade passou a integrar um projeto de reestruturação conduzido pelo Hospital Sírio-Libanês, via Ministério da Saúde, para otimizar os fluxos da emergência e da UTI.
Mas, segundo apurei, de nada tem adiantado porque a governadora não cumpre o organograma de transferência dos recursos obrigatórios. Resultado? O hospital decidiu fazer apenas 150 cirurgias por mês, numa demanda que passa das 500 intervenções cirúrgicas.
Referência na região, o hospital ampliou leitos de enfermaria e de observação para absorver o aumento da demanda por urgência e emergência pediátrica devido à sazonalidade de doenças respiratórias. Com capacidade para cerca de 215 a 236 leitos, oferece atendimento 24 horas.
Uma pena chegar a tal situação de abandono, porque seu atendimento inclui pronto-socorro com especialidades, como clínica médica, cirurgia geral, pediatria, traumato-ortopedia e assistência materno-infantil.
Isso sem falar em consultórios médicos e multiprofissionais com oferta de cardiologia, neurologia, urologia, psicologia, nutrição e obstetrícia de alto risco, além de suporte de ultrassonografia, eletrocardiograma (ECG), endoscopia, broncoscopia, raios X e laboratório de análises.
Leia menos