Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
O prefeito de Petrolina, Simão Durando, vistoriou a fase final das obras do primeiro Canil/Gatil Municipal da cidade, que tem entrega prevista para setembro. O equipamento, que integra o projeto da primeira Clínica Veterinária Municipal, terá capacidade para acolher temporariamente cerca de 150 cães e gatos em situação de rua. A estrutura conta com investimento aproximado de R$ 2 milhões e incluirá baias, áreas de maternidade e adoção, recepção, depósitos, sanitários e espaços destinados ao banho de sol dos animais.
Durante a visita, Simão Durando acompanhou os serviços de acabamento e afirmou que a implantação da estrutura integra as ações voltadas à proteção animal no município. “Assumimos o compromisso de ampliar o cuidado e a proteção aos animais em Petrolina e estamos transformando esse compromisso em realidade com a construção da Clínica Veterinária e do Canil/Gatil Municipal. Os equipamentos vão garantir mais saúde, acolhimento e dignidade para os animais e também mais apoio aos seus tutores”, declarou.
O presidente da Câmara Municipal de Paulista, Eudes Farias, agradeceu publicamente ao deputado federal Waldemar Oliveira pelo envio de emendas parlamentares ao município. Segundo Eudes, Paulista recebeu recentemente R$ 700 mil para investimentos na área da saúde e deverá ser contemplada, até o fim do ano, com uma máquina destinada a reforçar os serviços de infraestrutura. “Esse apoio demonstra o compromisso de Waldemar Oliveira com o desenvolvimento de Paulista e com a melhoria da qualidade de vida da população”, afirmou o presidente da Câmara.
O governo brasileiro divulgou nesta quinta-feira (16) uma nota contestando os argumentos do governo Trump para aplicar o novo tarifaço de 25% contra o Brasil.
Entre os fatores usados pelos Estados Unidos estão o Pix, ações do Supremo Tribunal Federal (STF) contra big techs, desmatamento e corrupção. As informações são do g1.
A tarifa adicional contra os produtos brasileiros foi confirmada na madrugada desta quinta-feira, e a medida entrará em vigor em 22 de julho.
Leia maisNo documento, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que iniciará “imediatamente” os trâmites previstos na Lei de Reciprocidade, aprovado pelo Congresso Nacional no ano passado.
A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais “injustas”, o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.
Segundo o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o tarifaço é resultado de uma investigação que concluiu que “várias práticas do Brasil são consideradas injustificáveis e discriminatórias, restringindo a competitividade de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores americanos”.
Veja abaixo os argumentos utilizados pelo USTR para a aplicação do tarifaço e o que o Brasil diz:
Sobre o PIX, o USTR afirmou que o banco central brasileiro “desfavoreceu provedores de serviços de pagamentos eletrônicos dos EUA, ao mesmo tempo em que favorece seu sistema nacional”.
O Brasil argumenta que o sistema de pagamento é destinado a “ampliar o acesso da população e das empresas a meios de pagamento modernos, seguros e instantâneos”.
Além disso, afirmou que mesmo após o lançamento do Pix, o uso de cartões de crédito cresceu 150% entre 2019 e 2024.
“O sucesso do Pix tem despertado interesse internacional e consolidado o Brasil como referência global em pagamentos instantâneos. Desde 2021, 47 bancos centrais solicitaram apoio técnico do Banco Central do Brasil para desenvolverem seus próprios sistemas de pagamentos instantâneos”, diz a nota.
Sobre a corrupção, o USTR alegou que “não é algo novo” no Brasil, porém o país “se afastou ainda mais das normas globais relacionadas ao combate ao suborno e à corrupção”. O gabinete citou um Índice de Percepção da Corrupção (CPI) da Transparency International, em que a máquina pública brasileira teria pontuado apenas 35 de 100 pontos possíveis.
O governo brasileiro alega que os EUA desconsideram informações oficiais anteriormente encaminhadas pelo Brasil, “bem como documentos recentes produzidos pelos próprios organismos internacionais referenciados pelo USTR como fundamento de suas conclusões”.
Na nota divulgada nesta quinta, o Brasil afirma que Transparência Internacional não é um organismo oficial reconhecido por vários países e que em fevereiro deste ano, a organização publicou um documento onde reconhece avanços relevantes do Brasil no fortalecimento das políticas de combate à corrupção, à lavagem de dinheiro e ao crime organizado.
“Destaca-se também que as iniciativas brasileiras de prevenção e combate à corrupção são reconhecidas por organismos internacionais da maior credibilidade, como o Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI/FATF), organização de iniciativa dos países da OCDE”.
Sobre as ações contra as big techs, o USTR falou em “comércio digital” para incluir tais medidas no balaio, e relembrou ordens de restrição emitidas pelo STF nos últimos anos contra algumas redes sociais, como o bloqueio Rumble e uma suspensão temporária do X.
Essas restrições foram justificadas pela Justiça brasileira por conta das plataformas terem se recusado a cumprirem leis do país ou ordens de retirada de conteúdo.
O governo brasileiro afirma que regula o ambiente digital de forma não discriminatória, “com base em objetivos legítimos de proteção do consumidor, segurança jurídica, estabilidade financeira e proteção de dados”.
Além disso, diz que decisões do Supremo Tribunal Federal aplicam-se igualmente a empresas nacionais e estrangeiras e não têm como alvo empresas norte-americanas.
“Empresas norte-americanas operam normalmente no ecossistema brasileiro de pagamentos e continuam expandindo sua presença no país. As políticas brasileiras promovem concorrência, inovação e inclusão financeira, sem criar barreiras ao comércio dos Estados Unidos”.
Sobre a política de tarifas brasileira, o USTR acusou o Brasil de adotar “tratamento injusto e preferencial”, e publicou um gráfico que supostamente mostraria favorecimento ao México e à Índia, em detrimento dos EUA.
Segundo o governo, o Brasil negocia seus acordos comerciais conforme as regras da Organização Mundial do Comércio.
“Os acordos preferenciais celebrados no âmbito do Mercosul, inclusive com Índia e México, estão amparados pelas flexibilidades previstas para acordos entre países em desenvolvimento. Esses acordos possuem escopo limitado e não prejudicam os interesses comerciais dos Estados Unidos”.
O governo Lula afirma ainda que o comércio entre Brasil e Estados Unidos “permanece altamente aberto e mutuamente benéfico”.
“O Brasil aplica suas tarifas de forma transparente e não discriminatória, em conformidade com seus compromissos internacionais”.
Sobre a proteção à propriedade intelectual, o USTR afirmou que o Brasil “não oferece proteção adequada e eficaz à propriedade intelectual ou acesso justo e equitativo ao mercado para pessoas dos Estados Unidos que dependem de propriedade intelectual”, porém sem dar mais detalhes.
O governo Lula afirmou que o Brasil conta com um sistema moderno e robusto de proteção da propriedade intelectual, alinhado aos principais acordos internacionais e que nos últimos anos, implementou “uma ampla Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual, voltada ao fortalecimento institucional e à modernização do sistema”.
“O Brasil permanece aberto ao diálogo e à cooperação internacional para fortalecer ainda mais a proteção e a observância dos direitos de propriedade intelectual, respeitadas as necessidades da área da saúde”.
Sobre o etanol, o USTR afirmou que o Brasil “descontinuou seu tratamento tarifário anteriormente equilibrado para o etanol dos EUA e falhou em corresponder às tarifas norte-americanas ao etanol brasileiro”.
O Brasil afirma que as alegações de restrição injustificada ao acesso de mercado “não encontram respaldo nos fatos nem nas normas multilaterais” e que ao tratar do tema, propôs tratar em conjunto com os EUA os mercados de etanol e açúcar.
“As tarifas dos EUA, acima da cota de 150 mil toneladas, alcançam cerca de 100%. Mas os EUA nunca responderam a essa proposta”.
Além disso, o governo brasileiro afirmou que as tarifas aplicadas ao etanol cumprem os compromissos multilaterais assumidos na OMC e que o Brasil “mantém um dos mercados de etanol mais abertos e competitivos do mundo”.
“A política brasileira é aplicada de forma não discriminatória, sem direcionamento contra qualquer parceiro comercial. O mercado brasileiro continua sendo relevante para exportadores norte-americanos, e as condições de acesso são compatíveis com as regras internacionais”.
Sobre o desmatamento, o USTR publicou um infográfico animado que mostraria o índice de desmatamento de florestas no Brasil entre 2001 e 2018, porém sem fonte para os dados, e afirmou que “as práticas de desmatamento no Brasil tornam mais difícil para a indústria madeireira dos Estados Unidos competir de forma justa nos mercados globais”.
O governo afirma que o Brasil tem apresentado resultados concretos na redução do desmatamento e que “dispõe de um amplo arcabouço jurídico e institucional para fiscalização ambiental, responsabilização de infratores e proteção das florestas”.
“Diferentemente do que ocorreu no governo anterior, que promoveu graves retrocessos nas normas ambientais e redução da fiscalização, a partir de 2023 foram reforçadas as ações de monitoramento por satélite, fiscalização e combate aos ilícitos ambientais”.
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O deputado federal e pré-candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP/UP) participou, nesta quinta-feira (16), das celebrações em homenagem a Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Recife e da Província Eclesiástica de Pernambuco. Ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), o parlamentar acompanhou a Missa Solene Campal e a tradicional procissão pelas ruas do Centro da capital, que integra a programação da 330ª Festa de Nossa Senhora do Carmo.
Durante a celebração, Eduardo da Fonte destacou a importância da festividade religiosa para os pernambucanos. “Nossa Senhora do Carmo é símbolo de proteção, esperança e união para o povo pernambucano. Participar desta celebração, ao lado da governadora Raquel Lyra e de milhares de fiéis, é renovar nossa fé e pedir que a Padroeira continue abençoando Pernambuco e iluminando o caminho de todos nós”, afirmou.
Durante a 330ª Festa de Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Recife, o reitor da Basílica de Nossa Senhora do Carmo, frei Cidmário Bezerra, agradeceu à Prefeitura do Recife pelo apoio à realização da celebração e pelas obras de requalificação no Conjunto Histórico do Carmo e no entorno. Segundo ele, houve diálogo entre a administração municipal e a igreja para definir o cronograma da intervenção, evitando impactos na programação religiosa. “Conversamos com equipes da prefeitura e decidimos não começarmos a requalificação pela fachada da Basílica. Nós íamos ter a festa e recepcionar uma multidão de fiéis, então, alinhamos para que começasse pela fachada do convento para não impactar tanto na Basílica no momento do desfile da festa”, afirmou.
O religioso também destacou os reflexos das intervenções para a área central da cidade. “Esse projeto traz um impacto cultural e social para a nossa cidade. Precisamos trazer as pessoas que estão em tantos bairros para voltar a habitar novamente o centro do Recife, o comércio, a cultura, como já acontece no Pátio de São Pedro, mas quanto mais beleza, quanto mais revitalização e melhorias para o centro, nós ganhamos não somente no aspecto espiritual da fé, mas também da população que vem usufruir desse espaço que é de todos nós”, declarou.
No último dia da Festa de Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Recife, nesta quinta-feira (16), os dois principais pré-candidatos ao governo de Pernambuco estiveram próximos no mesmo palco durante a última missa campal da festividade católica, que iniciou às 16h30.
A governadora Raquel Lyra (PSD) participou da cerimônia ao lado da vice-governadora Priscila Krause (PSD) e de pré-candidatos ao Senado, como o presidente do União Brasil e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, e o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD). O também pré-candidato e deputado federal Eduardo da Fonte fez parte da comitiva, que incluiu ainda o deputado federal Mendonça Filho e o deputado estadual Edson Vieira (Pode). As informações são da Folha de Pernambuco.
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Já o pré-candidato do PSB ao governo estadual, João Campos, participou ao lado do prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), e da pré-candidata ao Senado na chapa da Frente Popular de Pernambuco, Marília Arraes (PDT). A senadora Teresa Leitão (PT), o deputado federal Pedro Campos (PSB) e o estadual Mário Ricardo (Pode) também acompanharam o pré-candidato na celebração.
Após a missa campal de encerramento da festa de número 330 da padroeira do Recife, será realizada uma procissão com a imagem de Nossa Senhora do Carmo pelas principais ruas do centro do Recife.
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Em vídeo publicado nas redes sociais, Maurício Rands (Avante) e João Paulo (PT) repercutiram a aprovação, pelo Senado Federal, da proposta que garante aposentadoria especial aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e aos Agentes de Combate às Endemias (ACE). Pré-candidatos a deputado federal e deputado estadual, respectivamente, eles também relembraram a atuação que tiveram em iniciativas voltadas à categoria.
João Paulo afirmou que, quando foi prefeito do Recife, foi o primeiro gestor municipal do país a efetivar os agentes após a mudança na legislação. “Eu lembro que, na condição de prefeito, fui o primeiro a regularizar essa situação de todas as prefeituras do país. Agora, uma vitória central, que foi a aposentadoria especial”, disse. Maurício Rands, por sua vez, destacou sua participação na apresentação da proposta que tratou da efetivação dos profissionais. “Eu tinha apresentado a PEC que efetivou todos os agentes de saúde e de endemia. A maioria dos prefeitos estava relutando, não queria. E foste tu, prefeito do Recife, o primeiro prefeito do Brasil a aprovar a lei e efetivar todas e todos os agentes de saúde e de endemia”, afirmou.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, divulgou nesta quinta-feira uma nota pública em resposta às recentes manifestações do governo dos Estados Unidos sobre decisões da Corte brasileira. No texto, o tribunal afirma que atua exclusivamente com base na Constituição Federal e ressalta que continuará exercendo suas funções “sem qualquer influência, pressão ou condicionamento de natureza externa”.
A manifestação ocorre após documentos oficiais do governo americano relacionarem decisões do Judiciário brasileiro às medidas adotadas pelo presidente Donald Trump, incluindo o anúncio de tarifas sobre produtos brasileiros. Sem mencionar diretamente o governo dos Estados Unidos ou o chamado “tarifaço”, Fachin afirma que a nota busca “assegurar a correta compreensão do conteúdo, do alcance e dos limites” da jurisprudência do STF. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais“O Supremo Tribunal Federal reafirma que exerce suas competências exclusivamente por força da Constituição da República Federativa do Brasil. Suas decisões são públicas, fundamentadas, submetidas unicamente ao império da Constituição e das leis brasileiras”, diz o texto.
Na nota, o presidente da Corte também enfatiza que a independência do Judiciário é um dos pilares do Estado Democrático de Direito e representa uma garantia fundamental para a proteção dos direitos dos cidadãos.
Fachin afirma ainda que o respeito à independência judicial deve orientar as relações entre países soberanos e faz um recado às autoridades estrangeiras ao defender que eventuais divergências sejam tratadas pelos meios diplomáticos.
“Divergências entre Estados devem ser conduzidas pelos canais diplomáticos e pelos mecanismos próprios do Direito Internacional, jamais por iniciativas que possam ser interpretadas como forma de constrangimento ao exercício da jurisdição constitucional”, afirma.
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O Congresso Nacional realizará, no dia 11 de agosto, uma sessão solene em homenagem aos 35 anos da TV Asa Branca. A iniciativa foi proposta pelo deputado federal Fernando Monteiro (PSD), por meio de requerimento aprovado pelo Parlamento, e posteriormente unificada a um requerimento de mesmo teor apresentado pelo senador Humberto Costa (PT), resultando em uma única solenidade conjunta entre a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.
No requerimento, Fernando Monteiro destaca a trajetória da emissora, fundada em 1º de agosto de 1991, em Caruaru, pelos empresários Vicente Jorge Espíndola e Luiz de França Leite. Atualmente, a TV Asa Branca atende 108 municípios, alcança mais de três milhões de telespectadores e integra um grupo de comunicação com atuação em plataformas digitais, rádio e no estado de Alagoas.
Para o deputado, a sessão representa um reconhecimento à contribuição da emissora para a comunicação regional. “A TV Asa Branca construiu, ao longo de 35 anos, uma história marcada pelo compromisso com a informação de qualidade, pela valorização do interior de Pernambuco e pela prestação de um serviço essencial à sociedade. Essa sessão solene é um reconhecimento justo à sua contribuição para o desenvolvimento da nossa região”, afirmou Fernando Monteiro.
Quem não se lembra de Mulheres de Areia, um dos maiores clássicos da televisão brasileira? Na novela, Glória Pires deu vida às irmãs gêmeas Ruth e Raquel, personagens de personalidades completamente opostas. Ruth era a honestidade, a serenidade e a generosidade. Já Raquel ficou marcada pela ambição, pela manipulação e pela capacidade de colocar seus próprios interesses acima de tudo.
Em Pernambuco, muitos observadores da política têm recorrido a essa analogia para descrever o momento vivido pelo governo Raquel Lyra. A condução da definição da chapa majoritária, especialmente da disputa pelas vagas ao Senado, tem sido marcada por indefinições, sinais contraditórios e um ambiente de crescente tensão entre aliados.
A disputa, hoje, concentrada entre dois pré-candidatos do mesmo campo político transformou-se em um conflito que desgasta a própria base do governo. Em vez de uma definição clara, prevalece um cenário de incertezas que alimenta especulações e amplia o desconforto entre prefeitos, parlamentares e lideranças políticas.
Nos bastidores, circulam interpretações de que essa indefinição poderia favorecer um terceiro nome: o senador Fernando Dueire. Até o momento, porém, essa hipótese permanece no campo das especulações políticas, sem confirmação pública.
Independentemente de qual venha a ser o desfecho, o fato é que a demora nas definições e a falta de clareza no processo já produzem desgaste político. Em política, liderança também se mede pela capacidade de decidir, transmitir segurança e preservar a unidade dos aliados. Quando predominam as dúvidas, as disputas internas e as mensagens contraditórias, a confiança tende a se deteriorar.
Se na ficção a personagem Raquel era lembrada por manipular os acontecimentos em benefício próprio, na política pernambucana cresce a percepção, entre parte dos atores políticos, de que o atual processo sucessório tem sido conduzido de forma confusa, gerando insegurança, alimentando conflitos internos e deixando uma base aliada cada vez mais desconfortável.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou, hoje, como “inaceitáveis” e “ofensivas ao povo brasileiro” declarações recentes do Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Ele também afirmou que Rubio ataca de “forma grosseira e arrogante” um chefe de Estado de um “país amigo”, no caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O chanceler deu as declarações, no Itamaraty, horas depois de os Estados Unidos confirmarem a aplicação de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Vieira se referiu a afirmações de Rubio que, na madrugada desta quinta, disse que as políticas econômicas do governo de Lula são “ruins para os americanos e ruins para os brasileiros”. Rubio também acusou o petista de não negociar de boa-fé com os Estados Unidos.
Leia mais“As declarações do secretário de estado Marco Rubio, veiculadas na madrugada de hoje nas redes sociais a respeito das tarifas adotadas contra o brasil são inaceitáveis, ofensivas ao povo brasileiro e ao governo brasileiro”, afirmou Vieira. As informações são do portal G1.
“Rubio ataca de forma grosseira e arrogante um chefe de estado de um país amigo. Claramente o que incomoda o governo dos Estados Unidos é o fato do Brasil não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis apresentadas no curso das negociações”, completou o chanceler.
Vieira também disse que o presidente Lula “buscou o diálogo” desde o primeiro momento e se colocou à disposição para “negociar qualquer tema”. Nos bastidores do Palácio do Planalto, auxiliares de Lula afirmam que o petista não deve responder às críticas feitas por Marco Rubio. O entendimento é de que não cabe a um chefe de Estado reagir a declarações de um secretário. Por essa razão, coube a Mauro Vieira, que ocupa um cargo de mesmo nível de Rubio, a resposta às falas do secretário de Donald Trump.
Não há justificativas, diz ministro
Mauro Vieira também citou uma série de reuniões e contatos do governo brasileiro em busca de uma alternativa à imposição de tarifas, pela gestão Donald Trump, contra produtos nacionais.
“Desde março de 2025, o governo brasileiro manteve mais de 30 reuniões presenciais, virtuais ou por telefone nos níveis presidencial, ministerial e técnico. Somente com [Marco] Rubio e [Jamieson] Greer foram 11 contatos. O Brasil negocia desde antes de 2025, desde o tarifaço original”, acrescentou Vieira.
Ele afirmou que não há justificativa e “lastro” na realidade para a imposição de novas tarifas de 25% anunciada pelo governo dos Estados Unidos.
Segundo Vieira, a motivação da medida foi “política” e houve, na relação entre os países, uma “tentativa de interferência dos Estados Unidos no Judiciário brasileiro”.
“As investigações da Seção 301 são procedimentos unilaterais do governo dos Estados Unidos e não há justificativa para adoção de tarifas contra os produtos brasileiros”, afirmou Vieira.
O chancelar acrescentou que o Brasil não aceitou “demandas de abertura total, irrestrita e exclusiva aos Estados Unidos de setores inteiros da economia brasileira, sem qualquer contrapartida para os produtos brasileiros”.
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Após a divulgação da sentença da Justiça Federal que a condenou a ressarcir R$ 764 mil aos cofres públicos por suposto desvio de finalidade na aplicação de recursos do antigo Fundef, a ex-prefeita de Brejão, Elisabeth Barros de Santana, divulgou uma nota pública na qual contesta a decisão. No documento, ela afirma que a sentença não reconheceu apropriação de dinheiro público, corrupção, fraude ou enriquecimento ilícito, sustenta que as obras questionadas foram efetivamente executadas e informa que já apresentou recurso contra a condenação. Confira abaixo a nota na íntegra:
