Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Se não é nazifascismo, o que é então?
Numa simples consulta aos manuais históricos das eleições mais agressivas da humanidade, as campanhas com métodos nazistas e fascistas foram centradas no uso da violência para destruir opositores. Também recorreram a táticas específicas para manipular as massas, conquistar ou se manter no poder absoluto a qualquer custo. No capítulo da desumanização das campanhas fascistas, o adversário não é visto apenas como alguém que pensa diferente, mas como um “câncer” ou “traidor” que precisa ser eliminado.
Qualquer semelhança com os métodos usados pela governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), na sua campanha de reeleição para se manter no poder não é mera coincidência. Para destruir João Campos (PSB), seu rival na guerra eleitoral, a governadora parece não ter limites. Primeiro, uma reportagem em rede nacional de TV Record mostrou um grande esquema de monitoramento ilegal e espionagem envolvendo a Polícia Civil da gestão de Raquel contra aliados do então prefeito do Recife.
Leia maisEsta operação está sendo investigada pela Polícia Federal, a pedido do ministro Gilmar Mendes, do STF. Depois, outra reportagem da mesma emissora, exibida em agosto passado, denunciou um suposto “gabinete do ódio” operado dentro do governo de Pernambuco contra João Campos.
A Rede Record divulgou uma gravação em que um servidor estadual falava sobre um esquema de páginas e perfis em redes sociais voltado para atacar o oponente da governadora. No mesmo dia da veiculação, a administração estadual demitiu o servidor Amisadai Andrade da Silva, citado na reportagem como o principal responsável.
Já ontem, o site Metrópoles, de Brasília, denunciou que a bet Aposta Ganha, patrocinadora do São João de Caruaru, e com sede naquela cidade, financiou participantes de um grupo de WhatsApp para publicar comentários favoráveis à governadora Raquel Lyra (PSD) e atacar João Campos (PSB) nas redes sociais.
Segundo o portal, mensagens e comprovantes de Pix mostram pagamentos semanais pelo serviço. A advogada apontada como envolvida na operação também relatou ter sido procurada, em 2026, para organizar outro grupo com a mesma finalidade.
Pelo visto e diante de todas as evidências, a governadora deve ter optado por tática fascista em sua campanha de reeleição, conforme os três exemplos citados acima. O fascismo é uma tentativa de deslegitimar ou silenciar o oponente, tratado não como adversário político, mas como inimigo a ser aniquilado.
Raquel parece que se vê ameaçada diante da popularidade de João Campos e, no desespero, tem passado dos limites, segundo todas as provas exibidas nas denúncias da TV Record e do site Metrópoles. Nunca dantes na história de Pernambuco o nazismo ganhou tamanha aderência.
TIO VÍTIMA – Se Raquel não tem memória curta, deve recordar que um parente dela bem próximo, que Deus já levou, o ex-ministro Fernando Lyra, foi vítima de métodos nazifascistas na campanha de 1982, na qual o ex-senador Marcos Freire foi derrotado por Roberto Magalhães. Panfletos apócrifos foram espalhados na Região Metropolitana trazendo um suposto encontro do tio dela com a esposa de Freire em um motel. Essa história está detalhada em qualquer compêndio das eleições de 82.

A denúncia é gravíssima – A operadora central dos repasses para o grupo que agredia João Campos nas redes, a advogada Maria Eduarda Lucena (“Duda”), possui, segundo o portal Metrópoles, histórico formal de atuação junto à empresa de apostas Aposta Ganha — gigante do setor sediada justamente no berço político de Raquel Lyra e patrocinadora de peso do São João de Caruaru. O ecossistema de conexões é ainda mais entrelaçado: sócios de empresas ligadas ao esquema transitavam no grupo, e ex-servidores comissionados do Palácio do Campo das Princesas migraram para o departamento jurídico da casa de apostas.
A quem interessa? Diante desse mosaico, as perguntas deixam de ser meras conjecturas e passam a exigir respostas formais: A quem interessa essa rede de ataque em massa? Por que uma advogada ligada a uma bet em Caruaru faria Pix em troca de bombardeio contra adversários políticos? Qual a verdadeira contrapartida? A atuação de casas de apostas em patrocínios vultosos e a proximidade de seus operadores com agentes públicos exigem rigor absoluto da Justiça Eleitoral e do Ministério Público.
Só falou ao Metrópoles – Procurada pela reportagem do DP, a advogada Maria Eduarda Lucena, a Duda, disse que não comentaria sobre o caso. Ela solicitou que a reportagem enviasse seus questionamentos através do WhatsApp, mas não deu qualquer retorno até o fechamento da reportagem. Segundo o Metrópoles, a advogada afirmou ao veículo que foi “procurada por alguém” ligado ao prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro (PSD), aliado da governadora e à época candidato à reeleição, para realizar o trabalho nas redes sociais. Entre janeiro de 2024 e junho deste ano, Lucena trabalhou para a “Aposta Ganha”, patrocinadora do São João de Caruaru, principal base eleitoral da governadora.

Não ia jogar a toalha – O colunista Lauro Jardim, de O Globo, revelou que o pronunciamento que Alexandre de Moraes faria ontem e que foi cancelado menos de uma hora após ter sido anunciado, não traria nem um improvável pedido de afastamento do STF. Ele também não daria explicações sobre o inexplicável — ou seja, sua relação próxima com Daniel Vorcaro, com quem trocava mensagens comprometedoras. Moraes falaria basicamente que está sendo perseguido e que em nenhum momento cometeu atos impróprios.
CURTAS
DESVIOS – A Polícia Federal suspeita que o deputado federal Mário Frias e a empresária Karina Ferreira da Gama, produtora de filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, praticaram os crimes de desvio de recursos públicos federais, lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsificação de documentos. Eles vêm negando irregularidades ao longo da investigação.
DECISÃO – As hipóteses são elencadas na decisão em que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que a Polícia Federal cumprisse 49 mandados de busca e apreensão para investigar suposto desvio de emendas parlamentares para o filme Dark Horse.
PECULATO – Segundo a PF, logo que a investigação foi instaurada por Dino, no final de junho, já havia “indicativos” de crimes de peculato, fraude em licitação ou contrato, contratação direta ilegal, falsificação de documento particular e falsidade ideológica e uso de documento falso, emprego irregular de verbas ou rendas públicas, advocacia administrativa, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
Perguntar não ofende: Quem coordena o grupo nazifascista da campanha de Raquel?
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Por Alexandre Cunha – Diario de Pernambuco
Alianças, rompimentos, passagens por governos e posições sobre episódios da história recente do país atravessaram a sabatina com os candidatos ao Senado por Pernambuco, nesta quinta-feira (10). Eduardo da Fonte (PP), Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PDT), Mendonça Filho (PL), Paulo Rubem Santiago (Rede) e Túlio Gadêlha (PSD) revisitaram trajetórias políticas e expuseram diferenças sobre educação, saúde, democracia e a relação entre os Poderes. O encontro foi promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste.
Em diferentes momentos, as divergências deram lugar a confrontos diretos. Humberto e Mendonça trocaram acusações sobre seus históricos políticos; Marília e Túlio protagonizaram uma discussão que terminou com uma acusação de machismo; e Marília também confrontou Mendonça sobre a ditadura militar e os atos de 8 de Janeiro. Mendonça e Eduardo, por sua vez, entraram em choque quando o candidato do PL pressionou o adversário a revelar seu voto para presidente. Os governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Raquel Lyra (PSD) também permearam boa parte das discussões.
Leia maisHumberto adotou um dos discursos mais ácidos da sabatina. Ao mirar Mendonça, afirmou que o adversário tenta esconder sua vinculação política aos governos Temer e Bolsonaro e atribuiu às duas gestões decisões que, segundo ele, prejudicaram Pernambuco. “Entendo que ele esconde Michel Temer, Bolsonaro. Prejudicaram profundamente Pernambuco. Fecharam estaleiros, privatizaram a Chesf”, afirmou.
A passagem de Mendonça pelo Ministério da Educação, durante o governo Temer, elevou a temperatura. Humberto chamou o adversário de “Mendonça mãos de tesoura” e o acusou de cortar recursos da área, além de citar políticas como o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e as cotas.
Mendonça rebateu. “Você falseia a verdade”, afirmou. O candidato disse ter orgulho da passagem pelo Ministério da Educação e voltou a atacar Humberto: “Você continua mentindo”.
O ex-ministro também reivindicou coerência em sua trajetória política. Disse que sempre esteve no campo da direita e que fez oposição aos governos petistas no plano nacional e ao PSB em Pernambuco. Na eleição deste ano, Mendonça apoia Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência e Raquel Lyra para o Governo de Pernambuco.
Marília acusa Túlio de machismo
Outro dos momentos mais tensos ocorreu entre Marília Arraes e Túlio Gadêlha. Ao falar sobre a atuação política da adversária, Túlio mencionou desentendimentos de Marília com nomes da família Campos e com o próprio PSB e contrapôs essas disputas ao que considera serem as “brigas” que um parlamentar deve comprar.
O candidato citou como exemplo a defesa do fim da escala de trabalho 6×1 e o combate à desigualdade. Na sequência, afirmou que “briga de classe política não leva a nada”, em uma crítica à adversária.
Marília reagiu imediatamente. “Eu vou brigar muito por Pernambuco. Tenho coragem de enfrentar situações muito adversas. Não arredo nem para um trem”, afirmou. A candidata disse que o eleitor não está interessado em “picuinha” e classificou a fala de Túlio como machista. Segundo Marília, mulheres que mantêm posições firmes são frequentemente classificadas como “brigonas”.
“Quando uma mulher é firme nas suas convicções, ela é chamada de brigona”, rebateu. Marília afirmou ter sido vítima de “machismo estrutural” ao longo de sua trajetória política e classificou a colocação do adversário como “extremamente machista”.
A resposta terminou com uma provocação direta: “É uma pena, Túlio. O seu eleitor não merecia que você tivesse esse destino”.
Ditadura, 8 de Janeiro e STF
Marília Arraes e Mendonça Filho protagonizaram um embate sobre a ditadura militar, os atos de 8 de Janeiro e a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Questionado pela candidata, Mendonça classificou o golpe de 1964 como uma “ruptura democrática” e reconheceu a existência de mortos, torturados e presos políticos durante o regime.
“Isso está demonstrado pela história, é evidente. Eu não nego a história”, afirmou. Ao falar sobre o 8 de Janeiro, no entanto, Mendonça criticou a condução dos processos pelo STF e alegou que houve desrespeito ao devido processo legal. Apesar das críticas, disse ser um “democrata” e afirmou que sempre se posicionou contra a depredação do patrimônio público.
Na sequência, Marília partiu para o ataque. “Mendonça Filho hoje se coloca como democrata, mas, na verdade, ele é um filhote da ditadura”, afirmou. Segundo a candidata, a trajetória política do adversário seria fruto de pessoas que apoiaram um regime “que matou, que torturou, que prendeu pessoas simplesmente por pensarem diferente”.
Marília também relacionou a crítica à votação da chamada PEC da Blindagem. Mendonça contestou a acusação e afirmou que não votou na proposta “na concepção” apresentada pela adversária, mas defendeu que parlamentares não sejam perseguidos pelo uso da palavra.
A candidata chamou a proposta de “PEC da bandidagem” e afirmou que jamais votaria por qualquer tipo de blindagem. Mendonça, por sua vez, voltou a criticar o Supremo, que classificou como um “tribunal político”, e disse que a Corte tem interferido no funcionamento do Congresso e na vida política do País.
Mendonça pressiona Eduardo sobre voto para presidente
A eleição presidencial também produziu um dos confrontos mais prolongados da sabatina. Mendonça questionou Eduardo da Fonte sobre sua relação com o governo Lula e cobrou do adversário uma declaração explícita sobre quem apoiará para a Presidência da República.
Mendonça fez a pergunta diretamente: “Qual é o seu voto para presidente da República?”. Eduardo evitou declarar apoio a um dos presidenciáveis. “Eu voto em Pernambuco”, respondeu, acrescentando que está ao lado de Raquel Lyra e que pretende defender o governo estadual no Senado.
Mendonça insistiu. “Qual é a sua posição com relação ao voto para presidente da República? Esse voto é Flávio, Lula ou Caiado? Qual é o seu voto?”. “Eu voto pela saúde do povo de Pernambuco”, respondeu Eduardo.
O candidato do PL criticou a ausência de uma resposta objetiva. “Eu acho lamentável que um candidato ao Senado Federal, diante do povo pernambucano, não tenha clareza das suas posições políticas”, afirmou.
Educação divide Paulo Rubem e Túlio
Nem todos os confrontos ficaram restritos a trajetórias e alianças eleitorais. A situação da educação pernambucana colocou Paulo Rubem Santiago e Túlio Gadêlha em posições distintas sobre a gestão estadual.
Paulo Rubem apresentou um diagnóstico crítico. Segundo o candidato, quase metade dos professores das redes públicas estadual e municipais trabalha sob contratos temporários. Ele também criticou a política salarial da categoria, afirmando que o piso acaba funcionando como teto, e chamou atenção para o analfabetismo no Estado.
“Temos um outro problema seríssimo em Pernambuco. O estado tem quase 1 milhão de analfabetos, o estado pouco investe na educação de jovens e adultos”, afirmou.
Túlio reconheceu a existência de desafios, mas contrapôs o diagnóstico com uma defesa das políticas da gestão Raquel Lyra. “Sem dúvida, é muito importante entender que temos desafios pela frente. Nós precisamos e podemos melhorar a qualidade da educação, mas a gente não pode deixar de reconhecer programas importantes”, afirmou.
O candidato citou investimentos na alimentação dos estudantes, reformas, climatização de escolas e qualificação dos professores. Para Túlio, a rede estadual passa por uma “transformação” impulsionada pelo aumento dos investimentos.
Disputa ainda em aberto
A corrida pelas duas vagas ainda tem um contingente expressivo de eleitores a conquistar. Na pesquisa Quaest divulgada na terça-feira (8), Marília aparece numericamente à frente, com 17% das intenções de voto, seguida por Humberto, com 14%, e Mendonça, com 11%. Os três estão tecnicamente empatados considerando a margem de erro de três pontos percentuais. Eduardo da Fonte registra 7%, Túlio Gadêlha, 4%, enquanto Paulo Rubem não pontuou.
Os indecisos somam 27%, percentual superior ao alcançado individualmente por qualquer candidato, enquanto 18% indicam voto branco, nulo ou que não pretendem votar. O cenário ganha ainda mais peso em uma eleição na qual cada eleitor poderá escolher dois candidatos: na pesquisa espontânea, 78% não souberam citar um nome para o Senado.
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Por Anthony Santana – Blog da Folha
A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), afirmou que os embates entre a gestão estadual e a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) foram motivados por interesses dos opositores para não permitir que o “governo acontecesse”.
A declaração da governadora foi feita durante a sabatina da Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (Acic) em parceria com o Grupo Asa Branca, realizada na tarde desta quinta (10).
Leia maisAo ser questionada sobre a relação com o parlamento estadual, Raquel Lyra argumentou que atrasos em votações de pautas do governo não foram causadas por problemas entre ela e os deputados estaduais e insinuou que houve atuação política de adversários para tentar atrapalhar as entregas da gestão.
“O que fizeram de atrasos que houve em votações importantes pra gente ter poder ter dinheiro para fazer obra, empréstimos para serem aprovados na Assembleia, a questão da votação do próprio orçamento, não tinha a ver com a minha relação com a Assembleia Legislativa, tinha a ver com o interesse de alguns que determinavam o calendário de votação e vocês sabem de quem são aliados. Era sobre não permitir que o nosso governo acontecesse, mas a gente não descansou”, declarou a gestora.
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O ministro Edson Fachin, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), solicitou nesta quinta-feira (10) que André Mendonça retire o sigilo das investigações sobre o caso Master no tribunal.
Fachin sustenta em seu despacho que o processo que diz respeito às mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro tem relação direta com o caso Master e será julgado na próxima terça-feira (15).
O presidente do STF menciona em sua decisão a necessidade de ser tornada pública a investigação que levou à prisão de Vorcaro em março deste ano e de todos os procedimentos nela contidos ou a ela relacionados. As informações são da CNN.
Leia maisA ordem de Fachin ressalva apenas o que diga respeito a diligências cujo sigilo seja imprescindível à realização da medida. Essas poderão permanecer em sigilo.
O despacho do presidente do STF também solicita que Mendonça envie aos gabinetes de todos os ministros do tribunal um HD com todos os procedimentos contidos ou relacionados à investigação do Master que levou à prisão de Vorcaro.
A medida foi feita “de ofício”. Ou seja, feita por ele mesmo, não atendendo a pedido de nenhuma parte.
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Professores adjuntos da Universidade de Pernambuco (UPE) divulgaram uma carta aberta dirigida aos candidatos ao Governo do Estado, à sociedade pernambucana e à comunidade acadêmica para cobrar mudanças nas regras de progressão da carreira docente.
No documento, os professores afirmam que quase 60% do quadro docente está concentrado na classe de adjunto e que mais de 800 doutores estariam impedidos de progredir para professor associado. Entre as reivindicações estão a conclusão da tramitação da Minuta/2025, a retirada de entraves legais e a garantia de um fluxo previsível de progressão na carreira.
Confira o comunicado na íntegra:
Leia maisCARTA ABERTA AOS CANDIDATOS AO GOVERNO DE PERNAMBUCO, À SOCIEDADE PERNAMBUCANA E À COMUNIDADE ACADÊMICA
Assunto: O represamento na classe de professor adjunto e a urgência de uma reforma justa da carreira docente da UPE
A Universidade de Pernambuco (UPE) é a única universidade estadual pública de Pernambuco, responsável por formar profissionais, produzir ciência e atender à sociedade. No entanto, nos últimos anos, o debate público sobre a carreira docente da UPE tem ganhado maior visibilidade em torno da criação da função de professor titular de carreira, reivindicação que alcança uma parcela restrita do quadro docente. Trata-se de uma reivindicação legítima, mas que não esgota os problemas estruturais da carreira.
O que pouco recebe visibilidade é o Represamento dos Professores Adjuntos – realidade invisibilizada de quase 60% do quadro docente da UPE; força motriz institucional, que está com a carreira congelada na função de professor adjunto. São mais de 800 doutores, com anos de dedicação exclusiva à graduação, à pós-graduação, à extensão e ao atendimento nos hospitais universitários, que cumprem todos os requisitos de desempenho acadêmico, mas estão impedidos de progredir para a função de professor associado.
Essa retenção forçada é consequência de uma lei com exigências excludentes, extemporâneas e burocráticas – travas criadas no passado que funcionam como um pedágio institucional (Decreto-Lei 38.765/2012). Na prática, o congelamento da progressão serve como um mecanismo de economia forçada para o Estado, realizada às custas do adoecimento, da desvalorização e do confisco salarial daqueles que de fato carregam a universidade no dia a dia.
Focar exclusivamente na criação da função de titular é uma saída politicamente confortável para o governo, mas deixa a base da pirâmide desamparada.
Aos colegas docentes adjuntos, fazemos um chamado à mobilização urgente. A inércia cobra um preço alto em nossos contracheques e em nossa dignidade profissional. Se não pautarmos a nossa realidade agora, continuaremos invisíveis.
Exigimos uma carreira justa, mediante a aprovação do dispositivo substitutivo (Minuta/2025), construído por anos de discussões, inclusive com a participação do próprio governo e que agora está engavetado na Secretaria de Administração (SAD PE) expressando o descaso e o desrespeito aos professores.
A comunidade dos professores adjuntos não aceita propostas de natureza excludente e manifesta suas exigências centrais aos futuros governantes de Pernambuco:
• Fim imediato das travas legais e anacrônicas com a conclusão da tramitação da Minuta/2025, e a manifestação formal do Governo do Estado;
• Garantia de fluxo real e previsível de progressão na carreira;
• Tratamento da base docente como prioridade.
POR UMA CARREIRA DOCENTE JUSTA PARA OS ADJUNTOS DA UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO!
Profa. Rejane Ferreira e Profa. Gleicy Fátima Medeiros de Souza
Representantes dos professores adjuntos no Conselho Universitário da Universidade de Pernambuco. Recife, 6 de setembro de 2026.
O espetáculo “UPA QUE PARIU” será apresentado no dia 27 de setembro, às 19h30, no Teatro Barreto Júnior, no Recife. A montagem transforma situações vivenciadas em unidades de pronto atendimento em cenas de comédia, com improviso, música, paródias, dança e personagens, abordando temas como superlotação, classificação de risco, falta de medicamentos e atendimentos inusitados.
A apresentação é conduzida pelo humorista e enfermeiro Diego Besou, que tem 15 anos de experiência na área da saúde e ganhou projeção nas redes sociais com vídeos sobre a rotina dos profissionais do setor. O espetáculo tem 90 minutos de duração, classificação indicativa de 12 anos e ingressos disponíveis pelo site www.diegobesou.com.br.
A Polícia Civil de Pernambuco indiciou o empresário Gabriel Oliveira, proprietário da Editora Cristã Eccoprime e diretor do Colégio Eccoprime, em Aldeia, em uma investigação envolvendo uma adolescente de 13 anos. Em reportagem anterior, o blog informou que a Polícia Civil não indiciou o empresário por crime sexual, mas, em tese, por constrangimento de adolescente e violência psicológica. O investigado negou as acusações e afirmou que suas atitudes faziam parte do dever de educar.
O processo tramita sob segredo de Justiça. Segundo informações divulgadas sobre o caso, foram determinadas medidas protetivas que impedem Gabriel Oliveira e a mãe da adolescente, Andressa Oliveira, de se aproximarem da menor a menos de 300 metros. A adolescente está atualmente sob a guarda do pai, o empresário Laércio Guerra, e o caso segue sob análise da Justiça.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira as decisões tomadas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, na véspera, mas afirmou esperar que ele faça mais coisas para debelar a crise que atinge a Corte.
— Eu acho que o Fachin agiu corretamente ontem. Ele vai ter que pegar esse processo e trazer para ele, colocar ordem na casa e fazer com que a Suprema Corte faça um processo de apuração. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisEm entrevista ao SBT, o presidente falou que os ministros do Supremo não podem ficar brigando diante da sociedade.
— Então eu acho que está no caminho certo agora. Colocou um pouco de ordem na casa. Não é possível, não é aceitável que, diante da sociedade, fiquem os ministros da Suprema Corte brigando um com outro, dando declaração um contra o outro e a sociedade passiva assistindo.
Lula classificou mais de uma vez as decisões de Fachin como corretas, mas revelou que ainda aguarda novas medidas.
— Eu acho que o Fachin tomou a atitude correta. Não terminou de tomar as atitudes, espero que ele faça mais coisa para colocar ordem na casa e devolva a credibilidade que o povo brasileiro sempre teve na Suprema Corte.
Na entrevista, Lula afirmou que os minitros do Supremo Alexandre de Moraes, André Mendonça e outros agentes públicos devem ser investigados caso haja suspeita de irregularidade cometida.
— Falta apurar. Quem é culpado de verdade? Se o Moraes é o culpado, tem que pagar, se o Mendonça é o culpado, tem que pagar, se o Fachin é culpado, tem que pagar. Todo mundo tem que estar à disposição do cumprimento da Constituição. A lei está acima de tudo e a verdade é soberana.
O presidente se disse favorável uma reforma do Judiciário, incluindo a adoção de mandatos para ministros do Supremo. Também afirmou que os ministros não podem ter escritório atuando na Corte, numa referência indireta a Moraes. O escritório da mulher do ministro, Viviane Barci, foi contratado pelo banqueiro Daniel Vorcaro por R$ 130 milhões.
— Eu acho que a gente precisa discutir mandato para a Suprema Corte. Ninguém pode ficar 40 anos no mesmo cargo. Ninguém pode ter escritório trabalhando na Suprema Corte. Outro dia, eu disse, brincando: quem quiser ser da Suprema Corte não pode querer ser rico. Se quiser ser rico, vai trabalhar no seu escritório. Se quiser ser juiz, com método e respeito, vai para a Suprema Corte.
Questionado, porém, sobre o tempo de mandato, o presidente não respondeu. Afirmou apenas que pretende debater o tema com a sociedade.
Lula também defendeu o fim do sigilo sobre os inquéritos que estão na Corte e disse que tratou do tema com Fachin e outros ministros.
— Já que é para fazer vazamento seletivo, eu ontem conversei com o ministro Fachin e outros ministros: tem que fazer abertura do sigilo de todo mundo. Colocar todo mundo nu diante da sociedade brasileira para ver se a Suprema Corte recupera a sua credibilidade.
Questionado se a crise institucional do STF afeta o governo, Lula negou, e afirmou que o Executivo “não tem nada a ver” com a situação.
— Minha preocupação, como presidente, é que que a Suprema Corte é muito importante, e não pode ser banalizada. Os membros da Suprema Corte tem que ter um comportamento acima do nível da sociedade brasileira
No fim da tarde desta quarta-feira, o presidente do Supremo tomou uma série de decisões, entre elas o agendamento para a próxima terça-feira, dia 15, de julgamento para tratar de um relatório da Polícia Federal (PF) que mostra troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Além disso, Fachin assumiu a investigação do chamado inquérito das fake news, retirando Moraes da função, e suspendeu as decisões que tratavam sobre o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal.
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O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) mostrou, no guia eleitoral, a casa onde Dona Lindu, mãe do presidente Lula (PT), viveu com a família em Caetés, no Agreste. No programa, o socialista relembrou a trajetória da pernambucana e apresentou propostas voltadas às mulheres, entre elas ações nas áreas de segurança, geração de renda e acolhimento.
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou à Prefeitura de Caruaru e à Autarquia de Mobilidade de Caruaru (AMC) a adoção de uma série de medidas relacionadas ao lote L01 do transporte público municipal, entre elas a realização de uma nova licitação em até 180 dias. A recomendação foi expedida no âmbito do Inquérito Civil nº 01871.000.043/2025, instaurado após representação apresentada pela advogada Alice Gabino (Rede), candidata a vice-governadora na chapa de Ivan Moraes (PSOL).
Na representação, Alice apontou possíveis irregularidades na transferência da concessão para a empresa Bandeira Mobilidade e Serviços, questionando a capacidade técnica e financeira da operadora, o emplacamento da frota fora de Caruaru, a cobrança de multas contratuais e a situação ambiental da garagem utilizada pela empresa. Na recomendação, o MPPE apontou vícios de legalidade na transferência da concessão e orientou a declaração de nulidade dos termos aditivos e do termo de transferência, mantendo a operação apenas de forma precária e transitória por até 180 dias para evitar a interrupção do serviço.
O órgão também recomendou que as providências para uma nova concorrência pública sejam iniciadas em até 30 dias e concluídas dentro do prazo máximo de 180 dias. Entre as demais medidas estão a regularização do registro e licenciamento da frota em Caruaru, a retenção de 5% da receita tarifária bruta diária para resguardar débito de ISS e a adequação ambiental da garagem da concessionária, com interrupção de lançamentos de efluentes sem tratamento no Rio Ipojuca.
Por Yuri Costa – Blog da Folha
O candidato ao governo de Pernambuco pela Frente Popular, João Campos (PSB), afirmou, na manhã desta quinta-feira (10), em sabatina no Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), que a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD) não dialogou com a entidade e que não construiu novas delegacias em quase quatro anos de gestão.
Raquel Lyra, que também havia sido convidada para o debate, não compareceu ao encontro, que terminou virando uma sabatina. Na agenda do dia da governadora, divulgada na quarta (14), a gestora tinha uma gravação do guia eleitoral uma hora depois do evento do Sinpol.
À tarde, a chefe do Executivo estadual participa de uma sabatina promovida pela Acic e pelo Grupo Asa Branca, em Caruaru.
Leia mais“Eu dialoguei com as categorias (quando era prefeito do Recife). Cinco categorias assinaram um compromisso de implementação de modelo. Enquanto isso, a atual gestão do estado nem dialogou com vocês (do Sinpol) e, em quatro anos, não tem uma delegacia construída”, disse Campos.
Caso eleito, o socialista se comprometeu a dialogar com o sindicato. Ao final da sabatina, Campos ainda assinou uma carta-compromisso com as reivindicações da categoria.
Propostas
Na sabatina do Sinpol, João Campos também reforçou que sua proposta para a segurança pública passa pela integração das forças, pela valorização dos profissionais e pela capacidade de gestão do estado. Ele garantiu que, se eleito, a categoria participará na construção do modelo de segurança do estado.
“Eu estou aqui para falar do futuro do estado, falar de segurança e também como um ato de respeito e valorização à Polícia Civil de Pernambuco. A gente vai construir um tempo de muito trabalho e de uma construção coletiva pelo povo de Pernambuco”, afirmou.
Como uma das proposta, o socialista defendeu a ampliação da rede de proteção às mulheres e anunciou que todas as cidades pernambucanas com mais de 60 mil habitantes terão Delegacia da Mulher funcionando 24 horas.
O candidato ainda reforçou a garantia da quantidade necessária de tornozeleiras eletrônicas para o monitoramento de agressores submetidos a medidas protetivas.
“Em janeiro do ano que vem nós vamos fazer uma grande aquisição e o estado de Pernambuco terá quantas tornozeleiras forem necessárias. Se forem 20 mil, 30 mil, não vamos fazer conta. Vamos garantir que o trabalho que a Polícia Civil faz tenha concretização e que as mulheres sejam protegidas”, garantiu.
Sinpol
Após a sabatina, o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, destacou a importância de se debater melhorias na segurança pública.
“A proposta do Sinpol é de diálogo e debate por uma segurança pública melhor para o povo pernambucano. Nada melhor do que se discutir segurança pública com os policiais”, afirmou.
Cisneiros lamentou a ausência de Raquel Lyra no encontro, mas reforçou que o diálogo com a governadora estará aberto.
“A gente gostaria de ter feito um debate, mas, infelizmente, a governadora não veio […]. A gente está aberto ao diálogo, as portas vão estar abertas para a governadora. Tanto a carta como todas as perguntas que nós fizemos ao candidato João Campos também vão ser enviadas a Raquel Lyra”, disse.
Leia menos
O incidente registrado, nesta quinta-feira (10), no Hospital da Restauração (HR), no Recife, ocorreu durante uma obra e não envolveu a queda de um teto, conforme o blog havia informado inicialmente. Segundo uma fonte ouvida pelo blog, um trecho de alvenaria caiu enquanto uma parede era quebrada, e um tijolo atingiu o pé do próprio trabalhador que executava o serviço. Ainda de acordo com o relato, não houve comprometimento de laje nem problema estrutural.
A informação inicial sobre a queda de um teto teria surgido em meio ao pânico provocado pelo acidente, quando pessoas que estavam no corredor, sem saber exatamente o que havia ocorrido, gritaram que o teto havia caído. O trabalhador atingido foi levado para atendimento, como mostra o vídeo publicado anteriormente pelo blog. Ainda segundo a fonte, a obra segue normalmente.
