Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
Resultado de 18,19% das seções totalizadas até o momento para o Governo de Pernambuco. Raquel com 55,72% e Marília com 44,28%.
O senador Humberto Costa (PT) entregou, ontem (22), mais uma retroescavadeira ao município de Nazaré da Mata, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. A entrega contou com a presença da prefeita Aninha da Ferbom e de vereadores do município, e marca a segunda máquina adquirida com emendas do parlamentar em um intervalo de apenas dois meses.
O município também recebeu um ônibus de Tratamento Fora do Domicílio (TFD), conquistado por indicação de Humberto Costa junto ao governo federal, ampliando o acesso da população a serviços de saúde especializados em outras regiões do estado.
Ainda na cidade, Humberto visitou o recém-reformado Mercado Municipal, e se comprometeu com a população a levar novos investimentos ao espaço público. “Nazaré da Mata merece investimento de verdade, e é isso que estamos fazendo. Cada máquina entregue representa estradas mais transitáveis, obras que saem do papel e qualidade de vida para o povo desta cidade. Vamos continuar trabalhando para que Pernambuco receba o que lhe é de direito”, afirmou o senador.
Mais cedo, Humberto Costa esteve reunido com o prefeito de São Lourenço da Mata, Vinícius Labanca, que declarou apoio à reeleição do parlamentar ao Senado Federal, ao lado de 13 vereadores do município. “O apoio do prefeito Vinícius Labanca e dos parlamentares de São Lourenço nos alegra e nos dá mais confiança para seguir em frentes”, disse Humberto.
Nesta terça-feira (23), véspera de São João, Humberto inicia a agenda em Ribeirão, na Mata Sul, onde faz a entrega de um trator. Depois, segue para um encontro com lideranças em Palmares e, em seguida, entrega uma patrol em São Benedito do Sul. A agenda se encerra no Sítio da Trindade, no Recife, onde Humberto participa da festa de São João da cidade ao lado do time de Lula em Pernambuco.
O Tribunal de Justiça do RN (TJRN) marcou para 1º de julho, às 9h, a sessão que vai analisar a promoção do juiz Henrique Baltazar ao cargo de desembargador. A pauta envolve o processo de acesso à vaga pelo critério de antiguidade e um incidente de recusa relacionado ao caso.
A definição da data ocorre após determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que apontou demora na tramitação e solicitou a realização de julgamento. A vaga está aberta desde a aposentadoria do desembargador Vivaldo Pinheiro, em outubro de 2025. Pelo critério de antiguidade, Henrique Baltazar aparece como o primeiro colocado entre os inscritos no Edital nº 2/2025-TJRN, seguido por outros magistrados.
O processo também passou a ser alvo de questionamentos internos no âmbito do Judiciário potiguar nos últimos meses. As discussões envolveram análises sobre a atuação funcional do magistrado na Vara de Execuções Penais de Natal. O caso chegou ao CNJ, que determinou a continuidade da tramitação da vaga.
Desembargador critica impasse
O desembargador Cláudio Santos durante sessão do Pleno do TJRN, criticou duramente mais um adiamento na promoção do juiz Henrique Baltazar ao cargo de desembargador. O magistrado manifestou forte indignação com os “incidentes de última hora” apresentados para postergar o processo, que já se arrasta por cerca de 240 dias — violando o prazo legal de 40 dias.
Em sua fala, Cláudio Santos defendeu com veemência o respeito ao critério constitucional de antiguidade e a independência da magistratura. Ele lembrou que Henrique Baltazar dedicou décadas de sua carreira a uma das áreas mais complexas e delicadas do Judiciário potiguar, a Vara de Execuções Penais de Natal, sem apresentar qualquer mácula em sua ficha que justificasse tal barreira.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, terá de decidir qual ministro ficará responsável por analisar uma notícia-crime que tenta vincular o financiamento do filme “Dark Horse” às investigações do Banco Master e à atuação internacional do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A definição foi encaminhada ontem (22) pelo ministro Alexandre de Moraes após a Procuradoria-Geral da República (PGR) defender que o caso seja enviado ao ministro André Mendonça.
A controvérsia surgiu após o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolar uma notícia-crime pedindo a ampliação do escopo do inquérito que investiga Eduardo Bolsonaro por supostos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação e atentado ao Estado Democrático de Direito. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisNa petição, Lindbergh sustenta que o inquérito deveria passar a apurar também uma suposta conexão entre o financiamento do filme “Dark Horse”, valores que teriam sido negociados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) junto ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e a campanha por sanções e restrições contra autoridades brasileiras.
O parlamentar também pediu a inclusão de Flávio Bolsonaro no escopo da investigação, o compartilhamento de provas produzidas nas apurações da Operação Compliance Zero e a adoção de uma série de diligências relacionadas ao caso.
Ao analisar a petição, a PGR afirmou que os fatos narrados por Lindbergh já são objeto de um procedimento específico que tramita no Supremo sob a relatoria de André Mendonça, uma petição vinculada às investigações envolvendo Daniel Vorcaro e o Master.
Segundo a manifestação da PGR, a notícia-crime trata de suposto financiamento ilícito do filme sobre Bolsonaro, cujos valores teriam sido negociados por Flávio Bolsonaro junto ao banqueiro investigado na Operação Compliance Zero. Por essa razão, o órgão defendeu que o caso fosse redistribuído ao gabinete de Mendonça por prevenção.
Moraes, porém, não acolheu nem rejeitou o pedido da Procuradoria. Em vez disso, determinou o desentranhamento da notícia-crime e o envio do caso à Presidência do STF para análise sobre qual ministro deve conduzir o procedimento.
Na prática, caberá agora a Fachin decidir se há conexão suficiente para remeter o caso a Mendonça, se os fatos devem permanecer vinculados ao inquérito relatado por Moraes ou se a petição deve ser distribuída livremente a outro integrante da Corte.
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O ex-ministro do Turismo e pré-candidato a deputado federal pelo Podemos, Gilson Machado Neto, admite uma contradição que, hoje, marca o campo da direita em Pernambuco. Embora tenha confirmado apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), ele reconhece que o cenário ideal seria vê-la declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República.
Raquel, porém, segue “em cima do muro”. Enquanto esse gesto não acontece, Gilson diz apostar na derrota do PSB como prioridade política. Gilson afirma que a maior parte das lideranças conservadoras do Estado já decidiu caminhar com Raquel em 2026, apesar de a governadora manter a estratégia de não assumir publicamente um palanque presidencial.
Leia mais“A grande maioria, 90%, 95%, já declarou apoio a Raquel”, afirmou, ao ser questionado sobre o posicionamento da direita pernambucana. O ex-ministro disse esperar que haja entendimento entre a governadora e o grupo bolsonarista para que Flávio Bolsonaro tenha espaço no palanque estadual.
“Eu espero que Flávio tenha espaço no palanque dela”, declarou. Ainda assim, deixou claro que a decisão de apoiar Raquel independe desse acerto. “Eu, Gilson Machado, vou hoje apoiar a Raquel Lyra.” Questionado se Raquel poderia continuar “em cima do muro”, respondeu que o apoio será mantido desde que ela não declare voto no presidente Lula (PT).
“Desde que ela não declare apoio ao Lula, seguimos com ela”, resumiu.
Mesmo reconhecendo que o cenário ideal seria um posicionamento explícito da governadora, Gilson relativizou a necessidade de um palanque formal para a candidatura presidencial. “Nós queremos, sim, que ela declare apoio. Claro, quem não quer?”, disse. Em seguida, ponderou que o desempenho de Flávio não dependerá necessariamente desse gesto. “Eu acho que o voto para presidente não depende do voto da governadora.”
Para justificar a aliança, Gilson afirma que a prioridade do grupo é impedir a volta do PSB, através da candidatura de João Campos, ao Palácio do Campo das Princesas. “O meu voto é ‘não João’. Não PSB. Eu tenho responsabilidade política e compromisso com o futuro do Estado”, declarou.
Na avaliação do ex-ministro, apoiar Raquel tornou-se a alternativa mais viável para unificar a direita, ainda que a governadora preserve a neutralidade na disputa presidencial e não ofereça, por enquanto, o palanque que os aliados de Flávio Bolsonaro gostariam de ter em Pernambuco.
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Por Estadão Conteúdo
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (23), a Operação Miragem, contra supostas fraudes no Banco Digimais. A Justiça autorizou o bloqueio de R$ 670 milhões contra investigados, como é o caso do líder da Igreja Universal, Edir Macedo, dono do banco.
A suspeita é de que o banco tenha usado fundos de investimentos para maquiar um rombo bilionário. A reportagem buscava o contato com a defesa dos investigados até o fechamento deste texto.
Leia maisEntre os alvos das buscas, estão dirigentes do Digimais, como é o caso do bispo João Urbaneja, homem de confiança de Edir Macedo, e seu filho, Thiago Urbaneja. Os executivos do banco Marcelo de Lima Brasil, João Alves de Campos e Rodrigo Ruggero também foram alvos de buscas. O bispo Edir Macedo não foi alvo de buscas por residir fora do Brasil.
A PF ainda cumpre buscas em endereços de José Roberto Giancoli Filho e Rodrigo Balassiano, donos da ID, gestora dos fundos do Digimais. Eles são suspeitos de ajudar na maquiagem contábil.
A Polícia Federal afirma que após Edir Macedo assumir o controle do banco, ele passou a focar em crédito consignado e financiamento de veículos. Houve, segundo a PF, um breve período de crescimento e depois uma “severa” deterioração, com prejuízos expressivos.
Entre 2023 e 2024, então, o banco passou a emitir Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas superiores a 110% do CDI.
Segundo a PF, a emissão dos CDBs atrelada à “posterior decretação de liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025, evidenciou uma exposição de aproximadamente R$ 600 milhões do Banco Digimais a carteiras de crédito da instituição”.
De acordo com investigadores, o banco passou a fazer “sistemática superavaliação de ativos inseridos nos fundos administrados pela corretora ID.
Essa manobra, de acordo com a PF, teve o “o escopo de inflar artificialmente o patrimônio do Banco Digimais para viabilizar a emissão desproporcional de títulos de captação consubstancia fortes evidências da prática de gestão fraudulenta e de inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis”.
Em maio, o Estadão mostrou que diversos fundos de investimentos do banco haviam sido usados para maquiar prejuízos multimilionários. Uma dessas operações foi apontada pela própria auditoria independente que o banco é obrigado a contratar para entregar suas demonstrações financeiras ao Banco Central. A holding de Edir Macedo, que controla o banco, comprou R$ 741 milhões das cotas que o Digimais tinha em participação de um Fundo de Direitos Creditórios chamado Hermon.
O Hermon não é dono de um ativo rentável a curto prazo. O fundo comprou o direito a receber uma indenização judicial obtida por herdeiros da antiga Companhia de Mineração e Siderurgia foi encampada — ou seja, teve o seu controle acionário assumido — pela ditadura de Getúlio Vergas, em 1940, no processo de criação da Vale do Rio Doce.
A Justiça Federal do Rio condenou a União a indenizar acionistas — e seus herdeiros legais — em valores atualizados equivalentes a 7 mil ações da Vale. O fundo estima ter R$ 2,2 bilhões a receber. A ação judicial é dos anos 1990 e o cálculo do pagamento gera controvérsia na Justiça, o que pode levar anos a ser resolvido.
Segundo a Polícia Federal, com uso de uma longa teia de fundos da ID adquiriu esses ativos por R$ 71 milhões, mas diversas reavaliações de seu patrimônio inflaram esse valor para R$ 741 milhões.
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Por Betânia Santana
Do Blog da Folha
Na antevéspera de São João, dois pré-candidatos ao governo de Pernambuco botaram lenha na fogueira para não perder a chama da competitividade. Para isso, a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) contaram com os aliados, em municípios estratégicos.
Raquel Lyra prestigiou a festa em Gravatá, no Agreste, ao lado do prefeito Padre Joselito (Avante) e da primeira-dama, Viviane Facundes (PSD). “Há boas décadas, como filha de Caruaru, frequento o São João de Gravatá e tenho a alegria de hoje mais um ano como governadora estar nessa festa que a cada ano vem se reinventando”, declarou à imprensa.
Leia maisA governadora já participou de festejos juninos em Caruaru, Bezerros, Salgueiro, Araripina e avisou que nos próximos dias estará em Surubim e Carpina. Ontem chegou com a vice Priscila Krause; os prefeitos de Amaraji, Araújo Guimarães; Jaboatão, Mano Medeiros; de Passira, Severino Silvestre, e alguns secretários.
João Campos ficou “em casa” e repetiu a programação de quando era gestor do Recife. Depois de circular no Sítio da Trindade, em Casa Amarela, no domingo, participou ontem do 21º São João 60+, festa para quem tem 60 anos ou mais, realizada no Classic Hall, e que reuniu mais de seis mil pessoas.
“Hoje é dia de dançar forrar e agradecer porque a gente é nordestino”, disse, ao lado do prefeito Victor Marques (PCdoB); do secretário de Direitos Humanos do Recife, Marco Aurélio Filho; e do Rei e Rainha 60+, Ivan Ribeiro, 70 anos, e Maria das Dores, 92 anos.
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Governo de fachada também na segurança
De novas, as viaturas policiais que desfilaram ontem por avenidas do Recife só têm mesmo a fabricação. Na prática, não acrescentam nada à frota da segurança pública estadual, que está apenas passando por uma troca de carros de uma categoria mais elevada — as SUVs Renault Duster locadas em 2023 — pelas minivans Chevrolet Spin de 2026.
Ainda assim, a três meses das eleições, o Governo Raquel Lyra segue promovendo medidas de impacto visual para enganar desavisados, em uma demonstração de que ações de fachada são mesmo uma especialidade desta gestão.
Leia maisO problema, porém, vai além dos artifícios pirotécnicos e envolve um aumento injustificado de gastos com a mesma quantidade de viaturas. O contrato de 2023, dos veículos Duster, tinha um custo mensal de R$ 3.747,49 por carro. Já o de 2026, das Spin, chega a R$ 6.239,64, o que representa 66,5% de sobrepreço.
Não à toa, o valor global da contratação saltou de R$ 99,8 milhões, no primeiro ano do atual governo, para R$ 209,2 milhões em 2026, um incremento de 109,5%. Quem vai ter que apurar por que o governo de Raquel está pagando mais que o dobro por carros menores e em quantidade igual à das viaturas que já existiam antes são os órgãos de controle, que costumam precisar de mais tempo para se debruçar sobre as burocracias dos contratos.
Já o eleitorado, que terá que tomar uma decisão sobre os rumos de Pernambuco em pouco mais de 90 dias, precisará refletir se os desfiles de viaturas são suficientes para botar bandidos na cadeia. As estatísticas dizem algo diferente. Nelas, Pernambuco aparece como o terceiro estado mais violento do país.
Pelo visto, até aqui, a pirotecnia não vem servindo ao povo. Esses números negativos jogam por terra o marketing de qualquer governo. São tão tóxicos quanto os tetos que caem sobre as cabeças de pacientes nos hospitais públicos ao mesmo tempo em que as fachadas são cuidadosamente pintadas a tempo do período eleitoral.
PURA MAQUIAGEM – Semanas atrás, o povo pernambucano descobriu que, na saúde, o Governo Raquel Lyra vem usando e abusando de uma maquiagem que já derreteu. Pelo visto, na segurança pública a aposta tem sido a mesma. Quantos inocentes perderão suas vidas por acreditarem em uma falsa sensação de segurança vendida à base de sirenes e carros enfileirados? As estatísticas, menos sujeitas à magia dos retoques, é que vão dizer.

Do alavantú ao anarriê – O neodireitista Túlio Gadelha, pré-candidato ao Senado pelo PSD, vem chamando a atenção não apenas por estar mais alinhado do que nunca ao campo da direita e dos conservadores, mas também porque, nas pesquisas divulgadas até o momento, seu nome não ultrapassou a faixa de 7% das intenções de voto. O que parecia ser um “alavantú”, um movimento para a frente, tem se transformado em um verdadeiro “anarriê”, passo atrás. Em vez de avançar, sua pré-candidatura demonstra dificuldades para ganhar tração, permanecendo estagnada nas pesquisas. Esse desempenho alimenta especulações sobre sua viabilidade eleitoral e sobre a possibilidade de deixar a chapa majoritária, em meio ao que alguns classificam como um “ostracismo ideológico”.
Bolsonaristas com Raquel – O ex-ministro do Turismo e pré-candidato a deputado federal pelo Podemos, Gilson Machado Neto, admite uma contradição que, hoje, marca o campo da direita em Pernambuco. Embora tenha confirmado apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), ele reconhece que o cenário ideal seria vê-la declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. Raquel, porém, segue “em cima do muro”. Enquanto esse gesto não acontece, Gilson diz apostar na derrota do PSB como prioridade política. Gilson afirma que a maior parte das lideranças conservadoras do Estado já decidiu caminhar com Raquel em 2026, apesar de a governadora manter a estratégia de não assumir publicamente um palanque presidencial.
Espaço para Flávio no palanque – O ex-ministro disse esperar que haja entendimento entre a governadora e o grupo bolsonarista para que Flávio Bolsonaro tenha espaço no palanque estadual. “Eu espero que Flávio tenha espaço no palanque dela”, declarou. Ainda assim, deixou claro que a decisão de apoiar Raquel independe desse acerto. “Eu vou hoje apoiar a Raquel Lyra.” Questionado se Raquel poderia continuar “em cima do muro”, respondeu que o apoio será mantido desde que ela não declare voto no presidente Lula (PT).

Risco zero de anulação – A defesa do senador Jacques Wagner (PT-BA), líder que balança, mas não cai do Governo no Senado, recorreu ao STF para anular a decisão que autorizou a busca e apreensão contra o parlamentar na semana passada. Mas as chances de anulação são perto de zero. A polícia suspeita da atuação parlamentar do senador em temas de interesse do Master, como na tramitação de propostas sobre crédito consignado e o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e ainda durante a fiscalização parlamentar sobre a compra do Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB). A PF apontou uma correlação entre essas atuações e supostas “vantagens econômicas indevidamente” recebidas por Wagner.
CURTAS
LICENÇA – Jaques Wagner, aliás, vai pedir licença do cargo de líder do governo no Senado, posto que ocupa desde o início do governo Lula. Apesar de Wagner ter dito que continuaria “na liderança até que o presidente peça que eu me retire” e que achava “muito difícil” que Lula o ejetasse, sua permanência se tornou impossível, segundo o colunista Lauro Jardim.
BENESSES – Em meio a discussões sobre benesses concedidas a servidores do Judiciário, juízes e procuradores aprovaram novas regras para permitir que as férias de 60 dias sejam parceladas em 12 vezes no ano. A mudança, na prática, pode aumentar o número de dias de descanso.
A VICE? – Sem alarde, a ex-presidente da Caixa no governo Bolsonaro, Daniella Marques, se filiou ao Republicanos no início do ano. Sua filiação a um partido político leva alguns aliados de Flávio Bolsonaro a especular sobre seu nome como eventual candidata a vice.
Perguntar não ofende: Quem vai ser o segundo senador de Raquel?
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Por Alex Fonseca – Blog da Folha
O senador Fernando Dueire (PSD) disse, em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM na manhã desta segunda-feira (22), que “não vê sentido” em disputar outro cargo que não a reeleição para o Senado Federal. O congressista ressaltou, ainda, que tem legitimidade para disputar uma das vagas à Casa Alta na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD).
“Não me sinto fazendo política distrital, porque (…) tenho um olhar federativo, um olhar para o conjunto. Desenvolvi isso. (…) Tenho um olhar amplo. E nisso em que encontro o meu propósito. É por isso. Não é por ser senador, não é por serem oito anos (de mandato). Não tenho questão pessoal, não é vaidade, não é nada. É a questão do propósito do mandato”, declarou.
Leia maisO senador exaltou feitos e enumerou qualidades que o fazem estar, segundo ele, na posição legítima de disputar a reeleição na chapa de Raquel Lyra. Afirmou que obras importantes executadas pela governadora têm a digital dele, mencionando a Adutora do Agreste, a BR-232, e pacotes de investimentos que tiveram relatoria dele no Senado.
“Estou legitimado, porque sou candidato natural (à reeleição), tenho o apoio de mais de 100 prefeitos, sou limpo, testado e com (…) um mandato que honra a sucessão de Jarbas (Vasconcelos, ex-senador, de quem foi suplente). Estou muito tranquilo em relação a isso. A decisão soberana, vendo os pesos e as medidas, será da governadora. E é preciso, com clareza, que a gente não bote projeto pessoal nisso”, disse.
O parlamentar também afirmou não ver o nome dele ter saído da lista de especulação de nomes para compor a chapa da governadora. “Está muito central (o nome dele na disputa). Disso tenho muita convicção pela experiência que vivo no meu dia a dia. Cada dia recebo mais adesão e consideração da governadora”, avaliou.
Além de Dueire, estão cotados para compor as duas vagas ao Senado na chapa de Raquel o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), o deputado federal e presidente da União Progressista em Pernambuco, Eduardo da Fonte (PP), e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil).
Respeito
O senador cobrou respeito dos aliados da governadora Raquel Lyra que já se colocam como candidatos ao Senado. Na avaliação do congressista, alguns postulantes têm se apresentado – indevidamente, na visão dele – como se já tivessem sido escolhidos pela chefe do Executivo estadual. Dueire ressaltou que, no calendário de Raquel Lyra, até a convenção há tempo para analisar cada um dos nomes colocados.
“Fico muito desapontado quando percebo pretensos candidatos fazendo propaganda para estar num espaço da chapa. Acho isso ruim. Não é hora disso. É a hora em que precisamos respeitar o momento da governadora. Ela está conversando com todo mundo, com todos esses pretensos candidatos ou pré-candidatos a estarem na chapa dela”, disse.
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Em publicação nas redes sociais, o deputado federal e pré-candidato ao Senado, Túlio Gadêlha (PSD), defendeu uma aproximação entre o também pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (União Brasil), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita durante uma agenda em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. As informações são do Blog da Folha.
Em vídeo divulgado por Túlio, o parlamentar afirma que Miguel e os prefeitos aliados ao seu grupo político deveriam caminhar ao lado do presidente.
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“Miguel, vamos ter que caminhar com Lula, caminhar firme com o presidente, porque ele está transformando a vida das pessoas”, declarou.
Na legenda da publicação, Túlio reforçou o posicionamento e destacou a importância do apoio político ao governo federal para viabilizar projetos e investimentos na região.
“Porque sabemos que, para esses projetos avançarem, precisamos de Miguel e seus prefeitos ajudando o presidente Lula. Vamos pra cima! ”, escreveu.
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SBT NEWS
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) pode ser alvo novamente de sanções do governo de Donald Trump. Fontes relataram ao SBT News com exclusividade que o governo norte-americano monitora a situação no Brasil atentamente e que, caso haja retaliações à direita no país durante o processo eleitoral, autoridades brasileiras sofrerão novas sanções.
A reportagem questionou se uma possível anulação de uma domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro seria motivo para aplicação de qual tipo de sanção. A resposta foi sim e que essa possibilidade motivaria uma possível reaplicação da Lei Magnitsky ao juiz Alexandre de Moraes.
Nesta semana, Alexandre de Moraes irá analisar se mantém o ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domicilar ou se o transfere para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como a “Papudinha”.
Leia maisO magistrado analisa por que uma arma do ex-presidente Jair Bolsonaro foi identificada com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) pela polícia Civil do Distrito Federal em uma blitz em Brasília. Jair Bolsonaro irá prestar depoimento nesta terça-feira (22) sobre o caso.
Na última quarta-feira (17), o deputado cassado Eduardo Bolsonaro afirmou em entrevista à âncora do SBT News, Raquel Landim que “a reaplicação de sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes “seria apenas uma questão de tempo”.
O SBT News procurou o STF e o espaço segue aberto para qualquer manifestação.
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A poucos dias do fim do prazo da prisão domiciliar concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem mantido uma rotina marcada por cuidados médicos, convivência familiar, momentos de oração e pouca atividade política — embora não seja nula. Enquanto aliados aguardam uma definição sobre uma eventual prorrogação da medida, o ex-presidente divide os dias entre consultas, sessões de fisioterapia, jogos de cartas com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e visitas autorizadas.
Segundo interlocutores da família, os dias de Bolsonaro começam com a medicação prescrita e seguem entre compromissos relacionados à recuperação física, como as sessões de fisioterapia. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisAinda em tratamento após a cirurgia no ombro direito realizada neste ano, o ex-presidente segue sentindo fortes dores no local, quadro que tem limitado parte de suas atividades.
Aliados relatam ainda que os episódios de soluço que marcaram suas internações continuam ocorrendo ocasionalmente, como tem afirmado Michelle em eventos públicos recentes. A ex-primeira dama revelou ainda que a medicação do marido foi alterada para contornar o problema.
Quando não está cumprindo recomendações médicas, Bolsonaro costuma passar parte do tempo no quintal da residência para tomar sol. Outra parte do período em casa é dedicada a conversas com familiares e os seguranças que acompanham a rotina.
Aliados do ex-presidente afirmam ainda que ele tem aproveitado o tempo fora da Papuda para se dedicar mais tempo à filha Laura, ajudando em tarefas da escola e acompanhando mais de perto seu cotidiano, algo que pessoas próximas apontam como um efeito colateral positivo do período de recolhimento em casa.
O ex-presidente também costuma jogar cartas com Michelle e dedicar parte do dia à leitura da Bíblia, hábito incentivado pela ex-primeira-dama. À noite, faz uso de medicação para dormir.
A alimentação passou a ser controlada de forma mais rígida desde a transferência para casa. Segundo interlocutores, Michelle assumiu pessoalmente o preparo de parte das refeições do marido, que segue uma dieta restritiva recomendada pelos médicos e mantém preferência pela comida preparada pela mulher.
Dentre os frequentadores da casa mais assíduos estão os advogados responsáveis por sua defesa e integrantes da equipe médica que acompanham sua recuperação. No dia 13 de junho, um sábado, o visitante foi o senador Flávio Bolsonaro. Moraes autorizou a ida entre 11h e 13h, e pai e filho acabaram não vendo o primeiro jogo do Brasil na Copa juntos — a seleção empatou em 1 a 1 com o Marrocos, em partida que começou às 19h.
Embora tenha reduzido significativamente a presença em agendas públicas, Michelle não se afastou completamente das discussões políticas do grupo bolsonarista e tem frequentado lançamento de pré-candidaturas de deputados.
Nessas agendas, ela se encontra com aliadas como a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a deputada Bia Kicis (PL-DF). Há duas semanas, ela também teve um jantar reservado com senadoras que, segundo relatos, foi bom para que ela pudesse “descontrair”.
Aliadas e amigas de Michelle frequentemente afirmam, nos bastidores, que a prisão de Bolsonaro acabou por “prender” a ex-primeira-dama também, em referência à dedicação exigida de tempo e esforço exigidos no cuidado diário do marido.
Interlocutores dizem que a ex-primeira-dama reduziu significativamente sua atuação política durante o período de prisão domiciliar de Bolsonaro. A avaliação de pessoas próximas é a de que Michelle procurou evitar movimentos que pudessem ser interpretados como uma “provocação” a Moraes, ou que pudessem gerar novos desgastes para o ex-presidente.
Na véspera da decisão que autorizou Bolsonaro a cumprir prisão domiciliar humanitária, Michelle se reuniu reservadamente com Moraes e , desde então, aliados passaram a identificar uma tentativa de preservar canais de diálogo com o ministro.
O gesto mais explícito ocorreu em maio, dizem, quando a ex-primeira-dama chamou Moraes de “irmão em Cristo” durante um evento político ao agradecer a autorização para que um cabeleireiro fosse até a residência cortar o cabelo do ex-presidente.
A declaração gerou desconforto em parte do bolsonarismo, mas foi interpretada por interlocutores como mais um sinal da estratégia de evitar confrontos públicos com o magistrado, que é, no fim das contas, o único responsável pelas decisões envolvendo Bolsonaro.
Embora continue sendo apontada por aliados como um dos principais nomes do campo bolsonarista para o Senado do Distrito Federal em outubro, interlocutores afirmam que ela ainda não tomou uma decisão definitiva sobre disputar um cargo eletivo, mas admitem que é algo que a ex-primeira-dama deseja.
Ao mesmo tempo, ela também tem sido cobrada por uma ala do bolsonarismo a entrar de cabeça na campanha de Flávio, mas ela tem demonstrado resistência. No início de junho, ao ser questionada sobre o assunto, Michelle afirmou que pretende apoiá-lo, mas “no momento certo”, sem dar mais detalhes de quando isso ocorreria. Na oportunidade, ela voltou a defender a manutenção da prisão domiciliar do marido em razão de seu estado de saúde.
A atual fase do ex-presidente começou em março, depois que ele apresentou um quadro súbito de mal-estar enquanto estava custodiado no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo da Papuda. Ele foi levado ao Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar febre, queda na saturação de oxigênio e um quadro de pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração. A partir dos relatórios médicos apresentados na época pela defesa, Moraes autorizou sua transferência para casa.
O ex-presidente retornou à residência em Brasília em 27 de março. Na decisão, Moraes estabeleceu prisão domiciliar por 90 dias, prazo que termina em 25 de junho, quinta-feira. Em maio, Bolsonaro acabou voltando a ser internado para uma cirurgia no ombro.
A poucos dias do término do prazo, aliados avaliam que Bolsonaro cumpriu as condições impostas pelo Supremo e evitou episódios que pudessem ser interpretados como descumprimento das determinações judiciais.
— É a primeira vez que eu vejo, na história do Brasil, uma prisão domiciliar com prazo de validade. Ela tem apenas regras que, se não forem cumpridas, a pessoa volta para o regime fechado. Fica um ponto de interrogação muito grande — diz o deputado Zé Trovão (PL-SC).
A principal preocupação do entorno neste momento envolve a apreensão de uma arma vinculada ao ex-presidente durante uma blitz no início da semana.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) marcou para esta terça-feira uma audiência por videoconferência para ouvir Bolsonaro sobre o caso e informou ao STF que vai compartilhar as informações produzidas no inquérito aberto com o gabinete de Moraes. No boletim de ocorrência, o ex-presidente aparece na condição de “envolvido”.
Apesar do episódio, interlocutores de Bolsonaro avaliam que o caso não deve produzir consequências relevantes para sua situação judicial e a expectativa no grupo é que Moraes leve em consideração o cumprimento das demais condições da domiciliar ao decidir se mantém ou não a medida após o término do prazo inicialmente previsto.
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POR BLOG DO LUIZ NETO
Enquanto a governadora Raquel Lyra percorre Pernambuco entregando obras, anunciando investimentos e consolidando alianças para 2026, dois nomes têm desempenhado papel fundamental nos bastidores da gestão estadual: o secretário-chefe da Casa Civil, Túlio Vilaça, e o assessor especial André Teixeira.
Reconhecido pela capacidade de diálogo e pela habilidade de construir pontes entre o Governo do Estado, prefeitos, parlamentares e lideranças regionais, Túlio Vilaça se tornou uma das figuras mais importantes da estrutura administrativa do Palácio do Campo das Princesas. Homem de confiança da governadora, tem conduzido com discrição e eficiência a interlocução política da gestão em todas as regiões do estado.
Leia maisAo seu lado, André Teixeira vem desempenhando papel decisivo no fortalecimento das relações institucionais e no acompanhamento das demandas apresentadas por prefeitos, vereadores e representantes da sociedade civil. Com trânsito entre diferentes correntes políticas, o assessor especial tem contribuído para ampliar a presença do governo nos municípios pernambucanos.
A sintonia entre os dois auxiliares é apontada por diversas lideranças como um dos fatores responsáveis pela boa articulação construída pela gestão estadual. Nos últimos meses, a dupla tem sido presença constante em agendas estratégicas, ajudando a consolidar apoios e fortalecendo a base política da governadora.
Nos corredores do poder, a avaliação é que Túlio Vilaça e André Teixeira formam uma das parcerias mais eficientes do atual governo, combinando capacidade técnica, diálogo permanente e articulação política em favor do projeto liderado por Raquel Lyra.
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